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| setembro de 2019 | www.sebraesp.com.br | 0800 570 0800 | # 305

Natalia Pires é criadora da marca Maduu, que comercializa bolsas e acessórios veganos

VEGANOS ALÉM DA COMIDA

Público que não consome produtos de origem animal cresce, e empreendedores investem em segmentos como bolsas e cosméticos. Pág. 8

Bancos digitais ganham espaço com custos baixos e praticidade Pág. 4

Como colocar seu produto nas grandes redes de supermercado Pág. 6

Feira do Empreendedor: saiba o que vem na edição 2019 Pág. 10


2 | JORNAL DE NEGÓCIOS EXPEDIENTE Publicação mensal do Sebrae-SP Edição impressa

Hora de lucrar mais

CONSELHO DELIBERATIVO Presidente: Tirso Meirelles ACSP, ANPEI, Banco do Brasil, Faesp, FecomercioSP, Fiesp, Fundação ParqTec, IPT, Desenvolve SP, SEBRAE, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Sindibancos-SP, Superintendência Estadual da Caixa Econômica Federal. DIRETORIA EXECUTIVA

TIRSO MEIRELLES, Presidente do Sebrae‑SP

Nos últimos 30 dias, rodei mais de 6 mil km pelos quatro pontos do Estado de São Paulo e dois fatos me chamaram a atenção: o aumento do número de caminhões nas estradas e o otimismo dos pequenos empresários em relação às vendas para os próximos seis meses, com sinais de que pretendem investir na ampliação de carteira de produtos e serviços, divulgação e conquista de novos mercados. Sinais claros que a economia está voltando a aquecer. O que presenciei foi constatado em pesquisa do Sebrae-SP. O índice de incerteza com relação ao faturamento teve uma queda expressiva em 12 meses, passando de 23%, em julho de 2018, para 7% em julho de 2019. E 34% projetam aumento de receita até dezembro de 2019. O Sebrae-SP está preparado para apoiar os empresários a vender mais e

melhor até o final de ano e em 2020. Em toda rede presencial, com mais de 250 pontos, e virtual – 0800, portal, mídias sociais – nossa equipe oferece dicas práticas para ativar o e-commerce, divulgar e realizar negócios via mídias digitais, acessar o mercado das compras governamentais e outras soluções de como aumentar o faturamento e o lucro, diferenciando-se no mercado altamente concorrencial. No próximo mês, de 5 a 8, durante a Feira do Empreendedor 2019, você poderá acessar nosso conteúdo de tendências em gestão, marketing e vendas, inovação, comércio internacional, franquias, acesso a crédito. Tudo gratuito e de forma prática, focado nas necessidades dos futuros empreendedores e empresários já estabelecidos. Será o maior evento de empreendedorismo e negócios da América Latina, com a participação de 450 expositores, centenas de palestras e oficinas nas Arenas do Conhecimento e Salas de Palestras.

Os detalhes estão nesta edição. Sabemos que a questão do ambiente para empreender também é vital. Atentos a isso, o Sebrae-SP é parceiro do governo do Estado de São Paulo no Empreenda Rápido, programa que agrega melhoria do ambiente de negócios, com a desburocratização dos marcos regulatórios, e a qualificação empreendedora e técnica, acesso a financiamento, inovação e novos mercados. Nossa expectativa é atender e capacitar cerca de 1 milhão de empreendedores nos próximos quatro anos. A partir deste mês vamos realizar mutirões em diversos pontos do Estado, levando os serviços de orientação, capacitação e formalização. Nossa meta é que os pequenos negócios já fechem as contas de 2019 no azul e que o Brasil acompanhe o Estado de São Paulo, dando sinal verde para simplificar e apoiar os empreendedores que produzem, geram empregos e renda e fazem a economia circular.

Diretor-superintendente: Wilson Poit Diretor técnico: Ivan Hussni Diretor de administração e finanças: Guilherme Campos JORNAL DE NEGÓCIOS Unidade Marketing, Publicidade e Propaganda Institucional Gerente: Marcus Vinicius Sinval Coordenadora: Marcelle Carvalho Editores responsáveis e redatores: Gabriel Jareta (MTB 34769) e Roberto Capisano Filho (MTB 46219). Assessores de imprensa: Gisele Tamamar, Patricia Gonzalez e Rogério Lagos. Estagiários: Julia Sansoni e Anderson Freitas. Imagens: gettyimages.com. Diagramação: Bruna Santos, Daniel Augusto de Resende Neves, Douglas da Rocha Yoshida, Gisele Resende Costa e Letícia Durães. Fotos: Ricardo Yoithi Matsukawa – ME e Carlos Raphael do Valle – ME para o Sebrae-SP. Apoio comercial: Unidade Relacionamento: (11) 3177-4784 SEBRAE-SP Rua Vergueiro, 1.117, Paraíso São Paulo-SP. CEP: 01504-001 PARA ANUNCIAR 0800 570 0800

Destaques Jucesp: abertura de empresas em 24h

Empreenda Rápido

O Sebrae-SP e governo do Estado de São Paulo lançaram em julho o Programa Empreenda Rápido. Com a participação de mais de mil convidados, o evento foi sucesso de público e contou com a presença do governador João Doria, do

Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, do presidente do Sebrae-SP, Tirso Meirelles, do diretor-superintendente do Sebrae-SP, Wilson Poit, e do Presidente do Sebrae-NA, Carlos Melles, entre outras autoridades.

A Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) agora funciona em nova sede, localizada na rua Guaicurus, no bairro da Lapa, capital paulista. No evento de inauguração, no final de julho, também foi anunciada a abertura de empresas de baixo risco em 24 horas – no início deste ano a média era de quatro dias. O Governo de São Paulo prevê que até 2022 o empreendedor paulista consiga abrir sua empresa em três horas. As novas instalações e os processos passaram por um redesenho completo, que inclui digitalização, melhoria e otimização, transformando a Jucesp no “Poupatempo” do empreendedor paulista. Por

dia, 80 mil páginas estão sendo digitalizadas. Todas essas ações fazem parte do programa SP Sem Papel, que reduzirá os custos e uso de espaços. A Junta Comercial também passou a oferecer certificação digital, que funciona como uma assinatura eletrônica, com validade jurídica, para garantir proteção às transações e outros serviços online. Os diretores do Sebrae-SP Wilson Poit (superintendência), Ivan Hussni (diretoria técnica) e Guilherme Campos (administração e finanças) estiveram no evento, que contou com a presença do governador João Doria e do prefeito de São Paulo, Bruno Covas.


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Entrevista do mês

Ideia apimentada

A inspiração para criar a marca de molho de pimenta De Cabrón surgiu em uma viagem ao Chile como estruturar isso. O Sebrae-SP nos ajudou a criar repertório. O empreendedor não precisa ser técnico, especialista em contabilidade, especialista em fluxo de caixa, mas precisa ter repertório para entender o todo.

Julia Sansoni*

D

e uma ideia nascida aos pés do vulcão Villarrica, no Chile, Leo Spigariol, Marcelo Prado e Marcelo Santos fundaram a De Cabrón, empresa especializada em molho de pimenta localizada em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior paulista. Com uma equipe de 22 funcionários e produção mensal média de 50 mil unidades de molho de pimenta, a marca está presente em 2,6 mil pontos de venda apenas em São Paulo e tem produtos assinados por chefs renomados como Henrique Fogaça e Carlos Bertolazzi. Spigariol conversou sobre a trajetória da empresa com o Jornal de Negócios. Por que o nome De Cabrón? É uma palavra latina e em castelhano. Ela tem uma dualidade, é tanto xingamento quanto elogio. Trouxemos esse nome porque é igual à pimenta, que pode ser um transtorno, uma dor e um sofrimento, como também pode dar muito prazer. Quisemos fazer uma marca que tivesse duplo sentido e pudesse trazer essas duas situações. Como surgiu a ideia de fazer os molhos? Em 2009 para 2010, fizemos uma viagem em família: eu, meu tio, minha tia e meu primo. Fomos de carro para o Chile e no pé do Vulcão Villarrica, durante um piquenique, começamos a conversar sobre empreender. Eu tinha uma vontade muito grande de lançar um produto na gastronomia, porque nessa época eu tinha um escritório de design em São Paulo e fazíamos estratégia de produto e de marca. Eu queria ter um produto meu, em que pudesse usar todas as técnicas que aprendi. E, principalmente, superar uma situação que sempre me incomodou: não é porque a empresa é do interior que o produto tem de ter cara de produto do interior em acabamento e entrega. A De Cabrón nasceu também com a missão de mostrar que é

Leo Spigariol: planos de expansão pela frente

Como é o projeto com a cervejaria Budweiser? O trabalho surgiu com a Blue Hops, empresa que montou o projeto e conseguiu trazer a marca Budweiser para outras categorias de alimentos. Eles procuraram a De Cabrón porque é referência de molho de pimenta no Brasil hoje. Fazer um molho da Budweiser é um desafio muito grande pelo peso da marca e pela responsabilidade.

possível empreender em uma cidade pequena e fazer um produto global. Exportamos em 2016 para a Inglaterra, que é um dos varejos mais tradicionais do mundo.

Foi um desafio enorme e até hoje estamos aprendendo. Quando tivemos a primeira ideia, ficamos quase um ano e meio em processo de entender como viabilizar isso.

Como funciona a sociedade entre vocês? Eu respondo pelo marketing. Marcelo Prado cuida das receitas, desenvolvimento de produto e processo de produção. O Marcelo Santos, que é pai do Marcelo e meu tio, cuida da parte financeira. Dizemos que ele é a pessoa que tem o pé no chão e que fala não para um monte de coisa.

Como foi entrar no mercado? Preparamos toda a parte de estrutura, de fábrica, contratamos o consultor para fazer a formulação dentro das regras de fabricação de um produto alimentício, mas vender é outra história. Eu nunca tinha sentado com um comprador de supermercado e ele começou a fazer perguntas técnicas, tabela de preço com variação de contrato, por exemplo. Concluí que precisávamos voltar um passo na parte administrativa. Procuramos o Sebrae-SP, que nos ajudou muito, tanto em estruturar a parte financeira, centro de custos e fluxo de caixa como entender a parte do varejo, vendas, como se posicionar,

Quais foram as principais dificuldades, tanto no início quanto agora? No início, a dificuldade foi extrema, porque nunca tínhamos plantado um pé de pimenta, fabricado nenhum molho nem vendido no varejo.

De onde vem a matéria-prima? A matéria-prima vem de vários lugares, mas o nosso segredo não está no ingrediente, mas na forma que processamos e cuidamos dele. Temos alguns produtores rurais na região que plantam as variedades exóticas. Compramos as quantidades maiores das cooperativas. O acompanhamento que fazemos do processo todo, da colheita até a entrega da matéria-prima na fábrica, faz toda a diferença. Quanto é a sua produção hoje? Da nossa linha maior, estamos com uma média de 120 toneladas por ano, comercializando 50 mil unidades no mês, em média. Estamos muito focados em estar em todo o Brasil para depois olhar para a exportação. Quais são os planos para o futuro? Tem muita coisa para acontecer. Nosso plano é ampliar a linha, atender a outros mercados, fazer a empresa crescer cada vez mais, tornar a marca admirada. E continuarmos nos divertindo, porque não adianta estar todo mundo estressado e de baixo astral. Empreender tem de ser uma viagem prazerosa. *Estagiária sob supervisão dos editores


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Bancos digitais do Com custos menores e promessa de agilidade, as fintechs do todas as operações, o gasto mensal em um banco tradicional pode pesar nas finanças de um pequeno empreendimento. Foi o peso desse custo mensal que motivou a empreendedora Carolina a migrar para uma instituição financeira digital, que ela conheceu por meio da proposta de um representante. “Eu gastava R$ 7,50 por DOC e R$ 13,50 por TED, fora os outros serviços, como pagamento de funcionários e emissão de boletos”, conta.

Carolina Cunha, dona de um petshop: banco digital se mostrou mais vantajoso

PRATICIDADE

Diego Braga Norte

A

empreendedora Carolina Cunha, dona de um pet shop e clínica veterinária em São Paulo, gastava cerca de R$ 300 todo mês com as tarifas do banco. Isso antes de aderir a um banco digital. “Hoje, não pago tarifa mensal e ainda tenho direito a fazer cem DOCs e emitir cem boletos por mês”, diz. A empresária, assim como muitos outros donos de pequenos negócios e Microempreendedores Individuais (MEIs), chegou à conclusão de que ter uma conta como pessoa jurídica em um banco digital é mais vantajoso para satisfazer as necessidades da sua empresa e economizar dinheiro. O consultor do Sebrae-SP Felipe Chiconato afirma que os empreen-

dedores estão “perdendo o medo” das fintechs, como são chamadas as instituições financeiras digitais. De acordo com ele, o maior temor era o fato de essas instituições não terem uma agência física. “Muitos tinham relação próxima com o gerente, frequentavam a agência. Eles temiam não ter a quem recorrer se acontecesse um problema”, diz. Sobretudo por indicação de outros empreendedores, a confiança nos bancos digitais vem crescendo e o seu uso está se disseminando principalmente entre os mais jovens. “Tem uma nova geração de MEIs que já nasce digital, com lojas em marketplace e uso intenso de redes sociais. Esse pessoal prefere meios de pagamentos e bancos digitais”, explica Chiconato. Entre os cuidados na rela-

ção com as fintechs, o consultor aponta para a necessidade de o empreendedor sempre ter duas contas, uma pessoal e outra para o negócio, e sempre olhar para o longo prazo, evitando a tentação de resolver um problema agora, mas se esquecendo de pensar no futuro da empresa. O benefício financeiro é o chamariz mais atrativo das fintechs para conquistar os empreendedores. Enquanto uma conta de pessoa jurídica nos bancos tradicionais tem uma taxa média de R$ 60 por mês, muitas fintechs não cobram nada. Além da mensalidade, serviços como DOCs, TEDs e saques em caixas eletrônicos costumam ser tarifados nos grandes bancos, com preços em geral mais altos que os das fintechs. Soman-

Para Guilherme Rovai, diretor de design de produtos do banco Neon, a necessidade de MEIs e PMEs é bem diferente da de grandes empresas. Enquanto as grandes companhias fazem rotineiramente muitas operações bancárias complexas, os pequenos e médios negócios usam apenas serviços mais simples. Por isso, os bancos digitais podem suprir as necessidades dos donos de pequenos negócios. “Eles querem praticidade e soluções rápidas, ali no celular mesmo. Se for mais barato, melhor ainda”, analisa. Além dos serviços bancários, há fintechs que oferecem aos empreendedores opções para pagamentos, recebimentos, cartões virtuais, financiamento e até antecipação de créditos a receber. Marco Camhaji, CEO da Adianta, fintech que faz o adiantamento de valores a receber, afirma que 100% dos seus clientes são empresas de pequeno e médio porte. “Esse é um público desassistido, que muitas vezes não é valorizado pelos grandes bancos”, diz. Com mais bancos no mercado, há mais concorrência, e tanto o preço dos serviços, como as taxas e juros cobrados tendem a cair, beneficiando os empreendedores. Uma das áreas em que o barateamento é mais notável é a de empréstimos e financiamentos. Com mais alternativas, o empreendedor


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tamanho do bolso

entram na concorrência pela preferência dos pequenos negócios não fica restrito às linhas de crédito dos grandes bancos e pode, inclusive, conseguir dinheiro com investidores privados, a taxas de juros menores. Para Dan Cohen, CEO da Finpass, que faz antecipação de recebíveis e intermedeia empréstimos, a chegada das instituições financeiras digitais é uma concorrência real para os “bancões”, e já pressiona os grandes a diminuir encargos e juros. A Peak Invest, por exemplo, é uma fintech que conecta empreendedores que buscam empréstimos

a investidores. O CEO da empresa, Marcio Berger, afirma que a maioria dos seus clientes é composta por pequenas e médias empresas. De acordo com ele, a maior vantagem de emprestar dinheiro diretamente com investidores é o menor custo. “Os empréstimos diretos reduzem o spread e os juros”, explica. Spread bancário é a diferença entre a taxa de juros que o banco paga para captar um recurso e o quanto a mesma instituição cobra para emprestar esse dinheiro aos seus clientes.

Para os empreendedores, a concorrência mais acirrada após a chegada das fintechs tem efeito positivo em outro ponto sensível: as maquininhas de cartão. Hoje, praticamente todos os MEIs que trabalham com vendas diretas no varejo têm uma ou mais terminais de pagamento por cartão. Com tanta oferta, o custo para os empreendedores caiu. Há até meios de pagamento que dispensam cartões, com toda a operação feita pelo celular. Com 10 milhões de usuários, a PicPay

oferece um sistema de pagamentos totalmente digital. Quem tem o app paga diretamente os serviços e produtos de estabelecimentos credenciados. “Os MEIs e as MPEs são carentes de serviços, criamos o app pensando neles. As grandes empresas têm departamento financeiro e muitos profissionais para cuidar do dinheiro. Os pequenos fazem tudo ou quase tudo sozinhos, não têm tempo de ficar movimentando seu dinheiro”, diz Elvis Tinti, diretor comercial da empresa.

Mensalidade

TED/DOC

Boleto

Saque

Cartões

R$ 10,45 por transferência

não tem

6 gratuitos em terminais BB, Lotérica e Banco 24 horas; depois, R$ 2,55 por saque

débito/crédito com anuidade de R$ 13,83 por mês (isenção a partir do 2º mês com mínimo de R$ 100 em gastos no crédito)

Banco do Brasil

R$ 17

Bradesco

gratuita por 1 ano (depois, R$ 25)

gratuito

10 boletos gratuitos por mês

4 saques gratuitos por mês (depois, R$ 2,40 por saque)

débito/crédito isento de anuidade

R$ 81 (R$ 25 se o cliente usar a ‘maquininha’ Rede; ou gratuito a depender do faturamento)

gratuito na mesma titularidade (taxa variável com titularidade diferente)

não tem preço fixo; desconto progressivo limitado a 3 boletos por mês

30 gratuitos nos caixas eletrônicos Itaú

débito/crédito com anuidade a partir de R$ 18,75 ao mês

R$ 25 (gratuita com gastos R$ 3 mil por mês na máquina Superget)

o 1º é gratuito; R$ 10,10 via internet banking e R$ 18,80 via agência

R$ 10 por boleto (variável conforme movimentação)

6 saques gratuitos por mês nos caixas eletrônicos do banco (depois, R$ 2,45 no autoatendimento; R$ 3,55 no caixa da agência; e R$ 3,60 no Banco 24 Horas)

débito/crédito com anuidade de R$ 16,50 ao mês (gratuito dependendo dos gastos)

gratuita

100 transferências gratuitas por mês

100 boletos gratuitos por mês

gratuito no Banco 24 Horas

débito/crédito sem anuidade débito/crédito com anuidade de R$ 16 ao mês (isenção com gastos acima de R$ 1,5 mil ou investimentos acima R$ 25 mil)

Itaú

Santander

Banco Inter

R$ 39,90

6 gratuitos por mês (depois, R$ 8,90 por transferência)

não tem

4 saques gratuitos por mês (depois, R$ 1,90 por saque) no Banco 24 Horas ou espaços do Banco Original

C6 Bank

gratuita

100 gratuitos por mês (depois, R$ 4 por transferência)

não tem

gratuito no Banco 24 Horas

débito/crédito isento de anuidade

Liftbank

R$ 19,90

R$ 3,50 por transferência

R$ 2,70 por boleto

R$ 6,90 por saque no Banco 24 Horas

débito/crédito isento de anuidade

Neon

gratuita

R$ 3,50 por transferência

R$ 2,90 por boleto

R$ 6,90 por saque no Banco 24 Horas

débito/cartão virtual isento de anuidade

Social Bank

gratuita

gratuito entre contas do banco (R$ 4,90 para outros bancos)

não tem

R$ 4,90 por saque na lotérica e R$ 6,50 no Banco 24 Horas

débito isento de anuidade (taxa de R$ 9,90 para receber o cartão)

Banco Original

*Valores referentes à última semana de julho/18

CONTAS PJ NOS PRINCIPAIS BANCOS


6 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Quando a grande

Vender para supermercados é boa opção para impulsionar negócio,

Giovana e a mãe, Cecilia Campacci, estão no comando da Nut Biscoitos

Gisele Tamamar

O

início da produção dos biscoitos Nut foi na cozinha da família da empreendedora Giovana Campacci. A avó Nelly e a mãe Cecilia assavam os doces no mesmo forno onde as refeições da casa eram preparadas, mas a entrada de uma grande rede de supermercados na carteira de clientes exigiu a mudança para

um outro imóvel e a montagem de uma cozinha profissional. Fechar uma negociação e colocar seus produtos nas prateleiras das grandes redes pode ser o ponto de partida para impulsionar um negócio. Mas o consultor do Sebrae-SP Ruy Barros alerta para a necessidade de planejamento para verificar se a empresa terá capacidade para atender aos

pedidos e se o retorno financeiro compensará. “As negociações com esses clientes tendem a se refletir em uma diminuição da margem de lucro, que deverá ser compensada com o aumento do volume de vendas”, alerta. Diante do crescimento de espaços voltados para alimentação saudável e produtos artesanais nos supermercados e empórios,

o cenário atual é de oportunidade para pequenas empresas que trabalham com itens menos diferenciados. Para quem está de olho nesse mercado, a recomendação do consultor do Sebrae-SP é entender muito bem do seu negócio e buscar informações sobre onde pretende vender seu produto, conversar com o gerente e avaliar a viabilidade da negociação.


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rede é o cliente

mas volume precisa compensar a margem de lucro menor Além do planejamento estratégico, o empresário precisa calcular os custos envolvidos para atender a um novo contrato e, com a negociação firmada, se preocupar em cumprir as normas e prazos de entrega estabelecidos. “O maior erro é o empresário achar que, porque está numa rede grande, seu sucesso está garantido. Ele está muito vulnerável. Os resultados são maiores, mas os riscos também”, destaca Barros. No caso da Nut, de São Paulo, a venda para grandes empresas começou por acaso. Inicialmente, as entregas eram feitas para pequenos cafés e restaurantes, que utilizavam os biscoitos como acompanhamento da bebida. E foi em um desses locais que o biscoito Amaretto chamou a atenção de uma compradora do Grupo Pão de Açúcar. “Com o novo contrato, nós tivemos que nos profissionalizar, sair da cozinha de casa, montar um espaço profissional, investir em equipamentos e melhorar os nossos processos”, conta Giovana. Hoje, a empresa também faz negócios com o Carrefour, St. Marche (incluindo Santa Maria e Eataly), Empório São Paulo, The Fifties, Outback e Abbraccio. Entre os desafios de lidar com grandes redes, Giovana cita o principal: o poder de barganha que elas têm sobre as fornecedoras. “Precisamos conseguir negociar as condições de fornecimento de uma forma que eles aceitem e que nós conseguiremos, no mínimo, sobreviver”, explica. Outro ponto importante é a representatividade dos grandes clientes dentro do faturamento da empresa. “Como eles são muito grandes, é muito fácil que eles sejam responsáveis por mais de 50% do nosso negócio. Precisamos sempre buscar aumentar a carteira de clientes para não sermos dependentes dos grandes”, afirma a empresária. Por isso, a

recomendação de Giovana para quem busca grandes negociações é não se iludir com o volume fornecido aos grandes clientes e acabar abrindo mão das condições comerciais que são essenciais para o seu bom resultado.

PERSISTÊNCIA

A Doces Reffel foi criada há 37 anos, quando Pedro Esteves decidiu sair do emprego de gerente de produção de uma fábrica de doces e salgados para abrir a própria operação nos fundos de uma casa alugada. Ele mesmo produzia os doces e fazia a entrega das encomendas. Mas foi só depois de sete anos que o primeiro grande contrato foi firmado. Na época, a negociação foi feita com a Cia. Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açúcar). Hoje, a empresa tem contratos com Sonda Supermercados, Hirota Supermercados, Pague

Menos, do interior de São Paulo, e Hortifruti, do Rio de Janeiro. De acordo com a diretora comercial da Reffel, Regiane Esteves, o grande desafio é conseguir atender a todas as exigências e acordos comerciais, que envolvem descontos, quantidades e prazos para pagamentos. A orientação para quem pretende conquistar as grandes empresas é estudar muito bem a rede e se a empresa terá condições de produção e preço para atendê-la. “O trabalho é grande e os descontos são muito altos. Os dois lados precisam ganhar e essa negociação precisa ser vantajosa para ambos”, afirma Regiane. “Ter uma boa negociação, bom contato com a área comercial e não perder a qualidade por conta do preço também vale muito”, completa.

OPORTUNIDADE

O consultor Ruy Barros destaca que a maior vantagem de fazer negócio com uma companhia de grande porte é utilizar a rede como difusor da marca. “Quando o pequeno consegue entrar nesse nicho, todas as unidades da rede podem mostrar seu produto ou serviço, o que proporciona oportunidades de ganhos, institucionais e resultados efetivos”, diz. Outra recomendação é ficar atento às oportunidades de ampliar os negócios. O consultor lembra de um caso de um empreendedor que vendia coco verde para uma grande rede. O gerente do supermercado sempre era abordado pelos clientes para verificar se ele podia abrir o coco para beber a água. “O empresário identificou uma grande oportunidade de também vender a água de coco natural e se instalou em todas as unidades da rede”, conta.

PONTOS DE ATENÇÃO

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Estude a rede que pretende fazer a negociação: quantas unidades, locais de instalação e se já tem produto de empresa concorrente na prateleira. Faça o planejamento estratégico: quais são os custos envolvidos, qual o preço mínimo de venda e a margem de lucro que consegue chegar sem ficar no prejuízo e se vai precisar fazer investimentos para aumentar a produção.

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Fique atento à dependência da grande rede: busque ampliar a carteira de clientes para não sofrer uma queda muito grande no faturamento em caso de encerramento de contrato. Não descuide da qualidade do produto: devido às condições comerciais apertadas, o empresário deve ficar atento aos custos, mas não pode deixar o produto perder a qualidade.


8 | JORNAL DE NEGÓCIOS

DA BOLSA AO BATOM, Por oportunidade ou filosofia de vida, empreendedores investem

Patricia Gonzalez

S

ustentabilidade, saúde e respeito aos animais são alguns dos motivos para o crescimento da cultura vegana no País. Como resultado, o mercado para negócios voltados para veganos – aquelas pessoas que não consomem nenhum produto de origem animal ou testado em animais – está indo muito além do ramo da alimentação. Em setores como o de vestuário e beleza, o público vegano hoje encontra diversas opções de produtos que se enquadram em sua maneira de viver e consumir. Apesar das dificuldades em encontrar números específicos sobre o mercado vegano, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) estima que haja cerca de 7 milhões de adeptos do veganismo no país, levantamento feito a partir de dados de 2017. Mas, além da oportunidade de negócio, há aqueles empreendedores que decidiram investir no setor por acreditar na causa e por conhecer as dificuldades em encontrar produtos que levem a sério as premissas desse público. Para o consultor de negócios do Sebrae-SP Bruno Zamith, saber se os produtos e serviços são sustentáveis tornou-se uma das questões que os clientes levam em conta na hora de decidir a compra. “Mesmo o consumidor que não é vegano está se preocupando mais com a origem do que ele consome”, afirma. A Maduu, marca de bolsas e acessórios que trabalha apenas com matéria-prima vegana, nasceu da convicção da empreendedora Natalia Pires. Ela, que parou de comer carne ainda na adolescência, afirma que a ideia de iniciar o negócio veio da vontade que tinha em fazer algo onde pudesse colocar os seus próprios valores. No início, quando comentava com amigos que gostaria de abrir um negócio voltado para esse público, muitos não acreditavam que isso

A empreendedora Natalia Pires criou a Maduu, marca de acessórios veganos: preocupação com fornecedores


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TUDO PARA VEGANOS em linhas de produtos sem matéria-prima de origem animal poderia ser possível. “Acredito que estamos em uma fase de mudanças muito grande, vejo uma guinada no mundo. As pessoas estão olhando para essas questões e respeitando mais”, diz. Em 2019, a Maduu completa seis anos, três deles com a dedicação exclusiva de Natalia. No começo, ela tocava o negócio e trabalhava em algumas lojas de roupas e bolsas. Depois de decidir se concentrar no desenvolvimento de sua própria marca, ela pediu demissão e procurou o Sebrae-SP para receber o auxílio necessário para fazer a transição. “Fiz cursos voltados para área de marketing, aceleração de marcas de varejo e também fui a três edições da São Paulo Fashion Week com o Sebrae-SP”, diz. De tudo que aprendeu, ela destaca a capacidade de delegar, principalmente em áreas em que ela não fica tão à vontade, como a parte financeira – que hoje está sob a responsabilidade de seu pai. Desde que passou a se dedicar integralmente ao negócio e buscar o apoio necessário, Natalia conseguiu dobrar seus ganhos com a empresa. Atualmente, a Maduu tem um faturamento semestral de R$ 74 mil. Entre os produtos que mais vendem, ela destaca a bolsa maia – que pode ser usada de três formas distintas, é feita de suede e tem desenhos étnicos. O acessório custa cerca de R$ 300 e é consumido não apenas por veganos, mas por um público em geral que se identifica com esse estilo. Entre os maiores desafios de atuar neste mercado, a empreendedora destaca a rastreabilidade. “Antes de comprar de um fornecedor, eu preciso saber como aquele material foi feito para ter certeza que não há nada de origem animal. Até eu conseguir construir essa cadeia de fornecedores, eu tive muita dificuldade com a compra de matérias-primas”, destaca. Além disso, muitos acabamentos para

as bolsas estavam disponíveis apenas em couro, então Natalia precisou fazer algumas pesquisas para encontrar produtos similares que substituíssem esse material. Após tanto trabalho, a empreendedora tem o objetivo de conquistar certificações para a Maduu. Esse ano, ela vai em busca da certificação da Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), a maior organização de direitos dos animais do mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores. Ela também tem planos de abrir uma nova loja no ano que vem. “A Maduu foi crescendo junto comigo, conforme eu aprendia e via as tendências de mercado. Atualmente tenho uma loja física, o e-commerce e sonho em expandir meu negócio”, conta.

MERCADO EXTERNO

De olho nas tendências de mercado, o empreendedor Mario Macedo Prado incluiu uma linha vegana à sua marca de cosméticos, a Jane Angels. Lançada no fim do ano passado, a linha de produtos Vegan Rescue inclui xampu, condicionador e máscara capilar feitas a base de produtos como a manteiga de karité, óleo de coco, entre outros. Além de ter uma rede de representantes comerciais e distribuidores que atuam em 21 estados do Brasil e no Distrito Federal, Prado já tem planos para expandir sua linha e levar seus produtos para os Estados Unidos. Até o fim do ano, ele pretende vender seus produtos em parceiros internacionais, como a megaloja online Amazon. “Hoje estamos em busca de novos distribuidores

e montando equipe de vendas para atender os pontos de venda”, afirma. Para atender às necessidades do mercado internacional, os produtos vêm passando por reformulações na embalagem. Apesar das dificuldades de atuação no mercado, o empreendedor está otimista quanto ao futuro: com o projeto de exportação e as mudanças que está fazendo, tem a perspectiva de aumento de faturamento em 50%. “Algumas marcas não seguem os padrões de fabricação e oferecem preços muito aquém daqueles que fazem tudo da forma correta. A concorrência às vezes é desleal, mas seguimos otimistas com perspectivas futuras. O público vegano é mais exigente, sempre busca informações sobre o produto e seus compostos”, observa.

PROGRAMAS SETORIAIS AJUDAM EMPREENDEDOR Levar a ideia de uma marca vegana para o mercado exige planejamento e uma boa estratégia de divulgação. O consultor do Sebrae-SP Bruno Zamith ressalta que é importante destacar quais as vantagens de produtos que ajudam a preservar a natureza, são mais saudáveis ou mais sustentáveis, por exemplo. “É importante identificar quais são os gatilhos mentais que estimulam o consumo daquele público e estabelecer técnicas e estratégias de marketing para alcançar esses clientes”, diz.

Para ajudar nessas questões, Zamith recomenda que os empresários participem dos programas de desenvolvimento setoriais realizados pelo Sebrae-SP em todo o Estado de São Paulo. “Com esse acompanhamento, é mais fácil entender o seu público, como ele deve ser atendido e estabelecer estratégias mais assertivas”, afirma. A ideia desses programas – chamados de Soluções Setoriais – é reunir empreendedores de um mesmo segmento em grupos para que eles possam compartilhar experi-

ências, criar networking e elaborar um programa de capacitação anual para essas empresas a partir de um diagnóstico feito com cada membro do grupo. Dessa forma, cursos, oficinas e consultorias deixam de ser oferecidos isoladamente e passam a fazer parte de um plano de ação com objetivos, metas e indicadores bem determinados. Para saber mais sobre o programa Soluções Setoriais em cada região, basta procurar o escritório do Sebrae-SP mais próximo ou entrar em contato pelo telefone 0800 570 0800.


10 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Feira do Empreendedor 2019

Novas experiências

Maior evento de empreendedorismo do Brasil será realizado de 5 a 8 de outubro no Anhembi

Em 2018, 147,5 mil pessoas visitaram a Feira

Rogério Lagos

C

om o tema “Empreender é para todos”, o Sebrae-SP prepara o maior evento de empreendedorismo do Brasil repleto de novidades. A edição de 2019 da Feira do Empreendedor, que já está com as inscrições abertas, terá programação especial nos quatro dias e novas experiências para quem já empreende ou para quem gostaria de abrir o próprio negócio ainda neste ano. Serão 45 mil m² de oportunidades e uma expectativa de 150 mil visitantes. Entre as novidades de 2019 está a arena “Empreender é para todos”, que terá capacidade para 300 pessoas. O objetivo do espaço é mostrar a diversidade do empreendedorismo e expor diversos casos de sucesso. Haverá também um novo espaço dedicado exclusivamente ao empreendedorismo feminino, focado em trabalhar as principais questões empreendedoras deste público. Para quem gosta de jogos de escape, o evento vai oferecer sete salas

com dois modelos de jogos: um para quem já possui um negócio e outro para quem pensa em empreender. A ideia é trabalhar todos os desafios do dia a dia do empreendedor. Somente aqueles que desenvolverem os comportamentos empreendedores adequados aos jogos é que conseguirão escapar, isto é, ter êxito. Sucesso nas edições anteriores da Feira, as lojas modelo estão de volta. Desta vez o público terá a oportunidade de conhecer o dia a dia de uma pizzaria e um pet shop de sucesso em espaços de 280m². A pizzaria vai abordar praticamente todos os modelos de negócios que existem, tais como delivery, balcão, rodízio, à lá carte, entre outros. O pet shop, por sua vez, trará questões como lucratividade no banho e tosa, orientação jurídica e comercial, higiene e cuidados com os animais, bem como painéis com empresários e palestras de grandes nomes do setor. Ambos também vão trabalhar aspectos importantes de gestão, tais como planejamento, inovação, formação de preço, estoque etc.

Outra novidade em 2019 é o espaço destinado aos negócios em casa. Hoje em dia, muitas pessoas aproveitam a garagem, um quarto e até transformam a própria cozinha para dar luz a um empreendimento. Pensando nisso, o Sebrae-SP irá expor quatro modelos de negócio que são perfeitamente viáveis e comumente procurados por novos empreendedores: barbearia/salão de beleza; minifábrica de bolos; negócios online; e um espaço de eventos, que envolve desde a produção cerimonialista até o trabalho de um DJ ou bartender. Os visitantes interessados participarão de uma dinâmica que envolve vários pontos-chaves da gestão de um negócio, tais como atendimento, marketing digital, gestão de preço e estoque, tudo em formato de gincana com profissionais do Sebrae-SP. Depois farão a imersão nos espaços de negócios em casa, seguido por orientações sobre formalização e linhas de crédito para a viabilização do negócio. Para o gerente de relacionamento do Sebrae-SP, Alexandre Robazza, o

público poderá esperar uma Feira do Empreendedor 2019 ainda mais completa que as edições anteriores. “A Feira terá como principais norteadores a geração de negócios para os pequenos empreendedores e oportunidades para quem pensa em abrir o próprio negócio, demonstrando que empreender é para todos.”

FEIRA DO EMPREENDEDOR 2019 Quando: de 5 a 8 de outubro de 2019, das 10h às 20h Onde: Pavilhão de Exposições Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1029, São Paulo, SP Mais informações em https:// feiradoempreendedor.sebraesp. com.br ou 0800 570 0800 Entrada gratuita. Importante ressaltar que é proibida a entrada de animais de estimação.


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Mais produtividade LEIDIANE LIMA DE OLIVEIRA, Consultora do Sebrae-SP

Quando conceder descontos pode ser um risco? Os descontos podem ser um risco quando não são calculados corretamente e não se conhecem os custos e despesas da empresa. Deve ser usado de forma dosada, ou vira regra e o cliente deixa de valorizar outros atributos importantes do negócio, querendo só o menor preço. O desconto muitas vezes é necessário para a empresa sobreviver, mas ficar preso a ele pode trazer grandes prejuízos. Exemplos de usos correto: em datas específicas ou para alguns itens do portfólio cuja vendas seja preciso impulsionar, quando o volume vendido compensa o desconto ou quando vai agregar a venda de itens rentáveis. Para calcular o preço de venda, utilizamos a fórmula: Preço de venda = Custo da mercadoria vendida ÷ 100% - (% DF + % DV + % ML) DF = Despesas fixas DV = Despesas variáveis ML = Margem de lucro

A definição do produto que deve ter desconto depende da estratégia desenhada; geralmente são itens que a empresa corre o risco de perder por vencimento próximo,

troca de coleção, substituição por outra linha ou por inovação. É possível conceder descontos para aqueles que proporcionam boa margem de lucro ou são produtos complementares a outra venda e que vão aumentar o tíquete médio. Já para produtos que vendem sem a necessidade de grandes esforços não costuma valer a pena dar desconto. Também não é indicado para itens em que a margem já está apertada. Em resumo, há dois aspectos que devem ser considerados: internos e externos. Os internos são os indicadores financeiros da empresa; os externos são clientes, concorrentes e tendências. O primeiro passo é organizar as informações internas e avaliar o ambiente em que a empresa está. Depois vem a precificação: os itens são separados por categorias, suas informações sobre custos e mark-up (diferença entre custo e preço de venda) são relacionadas e o cálculo do preço ideal é feito. Compara-se o preço entre os principais concorrentes e o quanto de valor agregado pode ser alocado no preço final.

Vender mais, aumentar o número de clientes, elevar o faturamento, reduzir gastos. Esses são alguns dos desafios cotidianos do empreendedor. Porém, há um aspecto que se tornou um verdadeiro calcanhar de aquiles das empresas e do próprio Brasil: a baixa produtividade. Em evento sobre o tema, realizado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP) há poucos meses, especialistas apontaram as carências na educação profissional como um dos principais motivos para a baixa produtividade. Segundo eles, temos perdido posições ao longo dos anos nesse quesito. Em 1980, nossa produtividade era bem superior à chinesa, por exemplo. Atualmente, a China nos deixou comendo poeira e ficamos atrás também de países africanos com economias menores que a nossa. Outros dados mencionados no evento: o Brasil produz em uma hora um valor correspondente a 25% da riqueza que os Estados Unidos produzem no mesmo período, e o ranking de 2018 de competitividade da escola de negócios suíça IMD mostra que estamos no 60º lugar, somente à frente de Croácia, Mongólia e Venezuela. Isso é resultado de desperdícios, custos pesados e preços altos; ruim para o consumo e para a economia. Se falta capacitação para os trabalhadores, falta para os empreendedores.

Independentemente das razões, muitos trocam a vida de empregado pela de patrão sem uma bagagem educacional sólida nem preparação específica para tal. Como sempre é tempo de aprender, o empreendedor deve buscar aprimoramento permanentemente. Não faltam opções no mercado para se qualificar. Além disso, deve-se investir na capacitação da equipe para que o desempenho geral melhore. Também é primordial aperfeiçoar os processos, pois só assim é possível enxergar perdas e organizar melhor o fluxo de trabalho. Entram aqui inovações, tecnologia e demais ferramentas que contribuam para a evolução do empreendimento. Por fim, é necessário planejar cada passo da empresa para ter mais chance de sucesso. Claro que há elementos externos prejudiciais à produtividade e alheios ao controle do empresário. Porém, se ele resolver o que está ao seu alcance, as perspectivas serão bem mais positivas.

WILSON POIT, diretor-superintendente do Sebrae-SP

O Sebrae Responde é um serviço para tirar dúvidas de empreendedores sobre a abertura de novos negócios e questões relacionadas à gestão de empresas já em atividade. Acompanhe o Sebrae-SP no ambiente digital, em www.sebraesp.com.br, e nas redes sociais: facebook.com/sebraesp flickr.com/sebraesp soundcloud.com/sebraesp youtube.com/sebraesaopaulo

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12 | JORNAL DE NEGÓCIOS

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O Programa ALI* transforma os pequenos negócios por meio da inovação, aplicando uma metodologia que se ajusta às empresas que precisam criar, implementar e gerir a inovação. • Programa gratuito destinado a microempresas e empresas de pequeno porte; • Acompanhamento customizado;

Para tornar a comunicação mais acessível ao cliente com deficiência auditiva, o Sebrae-SP disponibiliza o serviço de intérprete de Libras em seus eventos presenciais. A solicitação do serviço deverá ser comunicada no ato da inscrição e com antecedência de 5 (cinco) dias úteis à data de realização do evento. O cliente ou seu representante poderá se inscrever pessoalmente nos Escritórios Regionais, pelo portal do Sebrae-SP ou pelo 0800 570 0800.

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EDIÇÃO 305 | SETEMBRO DE 2019 | 13

AGENDA

ELOGIE. SUGIRA. CRITIQUE. RECLAME. Queremos ouvi-lo: 0800 570 0800 ouvidoria@sebraesp.com.br

FEIRAS DE NEGÓCIOS

EVENTOS DO SEBRAE-SP

BEAUTY FAIR 2019

ER BOTUCATU

Quando: 7 a 10/9

CURSO EMPREENDA

Onde: Expo Center Norte Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo – SP Informações: abramic.com.br

20º FEBRAVA

Quando: 2 a 6/9 Onde: Escritório Regional do Sebrae Rua Dr. Costa Leite, 1570, Botucatu Valor: R$ 840

Quando: 10 a 13/9

ER CAMPINAS

Onde: São Paulo Expo Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Vila Água Funda, São Paulo – SP

CURSO COMEÇAR BEM - TRANSFORME SUA IDEIA EM

Informações: febrava.com.br

Quando: 10, 11 e 12/9

ASIAN FOOD SHOW 2019 Quando: 15 a 17/9 Onde: Expo Center Norte Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo – SP

MODELO DE NEGÓCIOS Onde: Escritório Regional do Sebrae Rua da Abolição, 881, Campinas Valor: R$ 190

ER BARRETOS

Informações: seafoodexpo.com/asia/

CURSO EMPREENDA

FENASAN

Quando: 2 a 6/9

Quando: 16 a 18/9 Onde: Expo Center Norte Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo – SP Informações: neventum.com.br/feiras/fenasan

HIS – HEALTHCARE INNOVATION SHOW Quando: 18 e 19/9 Onde: Expo Center Norte Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo – SP Informações: saudebusiness.com/his/

CONGRESSO INTERNACIONAL DE NUTRIÇÃO FUNCIONAL 2019

Onde: IMESB Bebedouro R. Nelson Domingos Madeira, 300 - Parque Eldorado, Bebedouro Valor: R$ 840

ER CAPITAL SUL NA MEDIDA – MARKETING DIGITAL Quando: 2 a 6/9 Onde: ER Capital Sul Av. Adolfo Pinheiro, 712 - Santo Amaro Valor: R$ 490

ER CAPITAL LESTE II

Quando: 12/9

EMPREENDA

Onde: Centro de Convenções Frei Caneca

Quando: 2 a 6/9

Informações: vponline.com.br/site/congressos/congresso-internacional/

Onde: Rua Victorio Santim, 57 – Itaquera Valor: R$ 840 (10 vezes sem juros no cartão de crédito)

15ª FEIRA INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA PARA LABORATÓRIOS, ANÁLISES, BIOTECNOLOGIA E CONTROLE DE QUALIDADE

ER SÃO CARLOS PALESTRA DE SENSIBILIZAÇÃO EMPRETEC

Quando: 24 a 26/9

Quando: 12/9

Onde: São Paulo Expo Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Vila Água Funda, São Paulo – SP

Onde: Sebrae Aqui Leme

Informações: analiticanet.com.br

Valor: Gratuito

Av. Carlos Bonfanti, 116 - Centro, Leme - SP


14 | JORNAL DE NEGÓCIOS

LIVROS Rápido e Devagar – Duas formas de pensar (Editora Objetiva) Ganhador do Prêmio Nobel da Economia em 2002, o economista israelense Daniel Kahneman é um dos principais teóricos da economia comportamental, que combina economia com ciência cognitiva para explicar o comportamento, muitas vezes incoerente, na gestão do risco. De acordo com essa corrente, as pessoas têm dois modos de pensar: um predominantemente intuitivo, que é rápido e se apoia em instintos e emoções; e outro racional, lento e ancorado no raciocínio lógico. No livro, o autor explica sua teoria de modo didático. Por que muitos não resistem a uma promoção? Por que as pessoas recorrem ao cheque especial (e seus juros altíssimos) mesmo tendo dinheiro aplicado? Perguntas como essas e muitas outras são analisadas na obra. O Gestor Eficaz (Editora LTC) Um dos maiores clássicos da administração, o livro de Peter Drucker segue extremamente atual, apesar de ter sido lançado em 1966. A obra demonstra que é possível aprender a ser um gestor eficaz e, para isso, existem três princípios gerais: organização do tempo; autodesenvolvimento; e tomada de decisões corretas. Partindo desses pilares, o autor descreve caminhos para que o gestor consiga desenvolver e si mesmo e a seus subordinados, aumentando a eficiência de uma empresa. O Dilema da Inovação - Quando as novas tecnologias levam empresas ao fracasso (Editora M.Books) Apontado pela revista The Economist como um dos seis livros de negócios mais importantes dos últimos 50 anos, a obra de Clayton Christensen é responsável por cunhar o termo “inovação disruptiva”, tão usado hoje em dia. No texto, o professor de Harvard mostra como empresas consolidadas podem ruir rapidamente por causa do surgimento de novas tecnologias. Assim, o autor mostra como ficar atento às inovações disruptivas para um negócio não ser destruído por elas.

TEC & APLICATIVO OFERECE VEÍCULOS ELÉTRICOS EM SP A startup beepbeep lançou um aplicativo para aluguel de carros elétricos em São Paulo. O investimento inicial foi de R$ 3 milhões para que o aplicativo pudesse oferecer dez carros Renault Zoe. Os veículos terão como base 70 estacionamentos de parceiros, entre supermercados, centros comerciais, condomínios corporativos e hotéis, onde serão encontrados pelos clientes e devem ser deixados após o uso. Parte desses pontos terá sistema que permite recarga da bateria em duas horas. O aluguel tem custo de R$ 4,90 mais R$ 0,60 por minuto – o valor por minuto diminui com mais horas de uso.

PLATAFORMA CONVERTE TEXTO EM ÁUDIO DE ALTA QUALIDADE O DitanGo é uma plataforma que converte qualquer documento em áudio de alta qualidade. A partir de um projeto feito com apoio do Sebrae Inovação, a startup conseguiu aperfeiçoar a ferramenta para dar suporte a professores e alunos no contexto da educação inclusiva, por meio de aplicativos acessíveis e adaptados para pessoas com deficiência visual, surdos e pessoas com dificuldade de aprendizado. De acordo com Anderson Teixeira, da DitanGo, a plataforma surgiu para atender às necessidades de pessoas que precisavam ou queriam ler, mas não tinham tempo em função das atividades diárias da vida moderna. “A partir da conversão do texto em áudio de alta qualidade, os usuários do DitanGo passaram a aproveitar todos os momentos do dia para “ler”, mesmo enquanto realizavam outras atividades. Com o uso de tecnologias assistivas, a ferramenta passou a atender também deficientes visuais ampliando seu acesso à leitura”, explica o empresário. Para ele, o apoio do Sebrae foi fundamental para conectar o negócio a pesquisadores dentro e fora do país, que têm profundo conhecimento na área.


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IDEIAS

PERGUNTE A QUEM ENTENDE “Quais processos da minha empresa eu poderia colocar na nuvem e quais as vantagens disso?” Paulo Chabbouh, CEO da L5 Networks, responde

A startup brasileira moObie, que permite aos donos de carros disponibilizarem seus veículos para aluguel, lançou uma nova funcionalidade. Agora, pequenas empresas que possuem automóveis registrados e ociosos poderão colocá-los à disposição de pessoas físicas. Segundo a empresa, a ideia é alcançar mais de 1 milhão de veículos disponíveis no aplicativo da marca. “Com essa nova modalidade de carsharing possibilitamos que as pequenas empresas, com um ou mais carros parados na garagem, consigam gerar renda extra para custear o veículo”, afirma a empreendedora Tamy Lin, CEO e fundadora da plataforma. A moObie contabiliza mais de 380 mil usuários e mais de 20 mil veículos cadastrados para locação.

SEBRAE-SP E PREFEITURA DE MIAMI FAZEM PARCERIA INÉDITA O presidente do Sebrae-SP, Tirso Meirelles, e o prefeito de Miami (Flórida, EUA), Francis Suarez, assinaram termo de cooperação para o desenvolvimento dos pequenos negócios em São Paulo e Miami. “Nosso objetivo é intensificar a troca de experiências e de conhecimento, em especial nos campos da inovação e das startups, para criar novas oportunidades de negócios e fortalecer as pequenas empresas paulistas no campo internacional”, diz Meirelles. O primeiro passo será a realização de missões para os EUA, e vice-versa, para aprofundar o conhecimento e o impacto do empreendedorismo nesta que é 14º cidade com maior PIB das Américas. “Poucas cidades no mundo mudaram tanto e em tão pouco tempo, resultado da reinvenção da cidade, que passou a ser focada na valorização do empreendedorismo e da economia criativa”, afirma Meirelles.

Divulgação

STARTUP PERMITE A MPES DISPONIBILIZAREM SEUS CARROS PARA ALUGUEL

Um dos avanços tecnológicos mais promissores dos últimos tempos é a nuvem. Ela é uma tendência mundial porque entrega flexibilidade, mobilidade e melhoria na organização dentro de empresas, além de facilitar o armazenamento de dados e arquivos. Independentemente do uso, o fato é que apresenta ótimo custo-benefício. A primeira ferramenta em nuvem que pode ser adotada é um software de gerenciamento de atividades (CRM), que ajuda na organização de estratégias internas e com o cliente. Com esse sistema, a equipe pode, por exemplo, registrar atividades, gerar relatórios, gerenciar propostas e e-mails. Quando o CRM está na nuvem, proporciona maior agilidade na resolução de problemas e tomada de decisões, uma vez que todas as informações estão centralizadas e podem ser acessadas por qualquer membro envolvido a qualquer momento. Além disso, a tecnologia evita perdas e paradas. O armazenamento de dados também é facilitado com esse sistema. Um dos principais benefícios é a questão de espaço, já que é customizável conforme as necessidades da empresa e dispensa a disponibilidade do espaço físico. Outras vantagens são a segurança e a facilidade de acesso das informações. Dispensando o uso de cabos e fios, a telefonia em nuvem é outra ferramenta que facilita as operações, sobretudo por causa da agilidade na manutenção. Ela não apenas oferece todos os serviços disponíveis em um sistema telefônico regular, como PABX, ramal e URA (atendimento telefônico feito por máquina), a custos até 80% menores, mas também fornece mobilidade: através de um computador ou smartphone, é possível atender ligações da sua empresa em qualquer lugar do mundo. Tem alguma dúvida sobre como a tecnologia pode ajudar o seu negócio? Pergunte a quem entende! Mande um e-mail para imprensa@sebraesp.com.br.


5 a 8 de outubro

Parque Anhembi | São Paulo – SP Av. Olavo Fontoura, 1209

45.000m2

Reunindo pequenas, médias e grandes empresas, além dos consultores do Sebrae, a Feira do Empreendedor será uma excelente oportunidade para fechar novos negócios e estar totalmente atualizado com o que há de mais novo no mundo empresarial. Conecte-se com o que há de melhor no empreendedorismo.

Último lote de cotas de patrocínio e espaços para expositores! + de 500 expositores

Expectativa de

150.000 visitantes ENTRADA GRATUITA

Ligue para (11) 3177-4973 ou acesse feiradoempreendedor.sebraesp.com.br

EM pre r e en d

e pa ra

To d o s

Profile for Sebrae-SP

Jornal de Negócios - 01 de setembro de 2019 - Edição 305  

Leia nesta edição: VEGANOS ALÉM DA COMIDA - Público que não consome produtos de origem animal cresce, e empreendedores investem em segmentos...

Jornal de Negócios - 01 de setembro de 2019 - Edição 305  

Leia nesta edição: VEGANOS ALÉM DA COMIDA - Público que não consome produtos de origem animal cresce, e empreendedores investem em segmentos...

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