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ELES DERAM ‘SUPERCERTO’ No Mês do Empreendedor, conheça as histórias de quatro empresas que conseguiram resultados surpreendentes graças a ideias inovadoras e muito planejamento. Pág. 6

# 294

| outubro de 2018 | www.sebraesp.com.br | 0800 570 0800 |

Gabryella Corrêa, criadora do aplicativo Lady Driver, que superou 250 mil downloads em pouco mais de um ano

A trajetória do fundador de uma das maiores redes de óticas do País Pág. 3

Empresas investem em espaços infantis para fidelizar clientes Pág. 4

Pesquisa de mercado pode ser decisiva para o sucesso do negócio Pág. 10


2 | JORNAL DE NEGÓCIOS EXPEDIENTE

Novidades

Publicação mensal do Sebrae-SP Edição impressa CONSELHO DELIBERATIVO

Presidente interino: Tirso de Salles Meirelles ACSP, ANPEI, Banco do Brasil, Faesp,

Sebrae se junta à ONU para fortalecer empoderamento feminino

FecomercioSP, Fiesp, Fundação ParqTec, IPT, Desenvolve SP, SEBRAE, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Sindibancos-SP,

O Sebrae aderiu aos “Princípios de Empo-

Os Princípios de Empoderamento das Mu- conhecimento e oportunidades de negócios

deramento das Mulheres”, da ONU Mulheres e

lheres consistem em sete pontos orientadores entre empreendedoras do Brasil, América

do Pacto Global das Nações Unidas, cuja finalidade é compartilhar poder às mulheres para

voltados ao empoderamento econômico das Latina e Europa por meio do programa regiomulheres a serem adotados por todos os seus nal Ganha-Ganha: Igualdade de Gênero Signi-

DIRETORIA EXECUTIVA

que participem de forma plena da vida econô-

signatários. “É fundamental que o Sebrae faça fica Bons Negócios.

Caetano

mica em todos os setores e em todos os níveis

parte dessa iniciativa, por atuar no fomento ao

Diretor de adm. e finanças: Pedro Jehá

da economia brasileira.

empreendedorismo feminino, que faz com que

Superintendência Estadual da Caixa Econômica Federal.

Diretor-superintendente: Bruno Diretor técnico: Ivan Hussni

Istockphoto.com

JORNAL DE NEGÓCIOS

Com essa decisão, o Sebrae passa a in-

a mulher alcance, entre outros objetivos, sua

tegrar um grupo de mais de 170 entidades

liberdade econômica e contribua de forma de-

públicas e empresas que incorporaram em

cisiva e inovadora com a geração de emprego e

seus negócios valores e práticas que visam à

renda no País”, afirma a diretora técnica e presi-

equidade de gênero e a consolidação do papel

dente em exercício do Sebrae, Heloisa Menezes.

das mulheres na sociedade e na economia.

Para Nadine Gasman, representante da

Hoje, as mulheres representam 24 milhões

ONU Mulheres Brasil, “a adesão do Sebrae

de empreendedoras no Brasil, número pouco

possibilita fortalecer o empoderamento eco-

inferior ao universo masculino, que é de 25,4

nômico das mulheres a partir de ações especí-

milhões. No entanto, entre os pequenos ne-

ficas para a igualdade de gênero, raça e etnia

gócios iniciados nos últimos três anos e meio,

e o fechamento de brechas que impedem as

SEBRAE-SP

elas lideram o ranking, com 14,2 milhões; os

mulheres de obter a rentabilidade máxima do

São Paulo-SP. CEP: 01504-001

homens somam 13,3 milhões. O dado adverso

seu trabalho e da geração de riquezas equili-

indica que elas continuam recebendo remu-

brada nas cadeias produtivas”.

neração menor que os homens, apesar de serem mais escolarizadas.

Unidade Inteligência de Mercado Gerente: Eduardo Pugnali. Coordenador: Luiz Otávio Paro. Editores responsáveis e redatores: Gabriel Jareta (MTB 34769) e Roberto Capisano Filho (MTB 46219). Assessores de imprensa: Gisele Tamamar, Marcelle Carvalho e Rogério Lagos. Estagiário: Wallace Leray. Imagens: istockphoto.com. Diagramação: Marcelo Costa Barros. Fotos: Ricardo Yoithi Matsukawa – ME para o Sebrae-SP. Apoio comercial: Unidade Comercial - Giulliano Antonelli (gerente).

Rua Vergueiro, 1.117, Paraíso

ESCRITÓRIOS REGIONAIS SEBRAE-SP

Alto Tietê

Nadine destaca, ainda, que a parceria

Araçatuba

com o Sebrae é importante para trocas de

Araraquara Baixada Santista Barretos Bauru

Brasil avança cinco posições no Índice Global de Inovação

Botucatu Campinas Capital Centro Capital Leste I

Istockphoto.com

O Brasil ganhou cinco posições no Índice

aponta oportunidades para melhoria e pon-

Global de Inovação (IGI) deste ano, subindo

tos fortes. Também é um instrumento vital

do 69º para o 64º lugar em um ranking de

para a definição de novas políticas. Com a

126 países. No entanto, o avanço não coloca

revolução industrial que está por vir, a ino-

o País na liderança da inovação na América

vação ganha um novo peso no desenvolvi-

Latina, que segue com o Chile na primeira

mento e na competitividade das nações, e

posição regional. A classificação é publica-

o Brasil deve se dirigir para esse caminho”,

da anualmente pela Universidade Cornell,

afirma Robson Braga de Andrade, presiden-

pelo Insead e pela Organização Mundial da

te da CNI.

Propriedade Intelectual (OMPI). A Confede-

No ranking, a China aparece pela primeira

ração Nacional da Indústria (CNI) e o Sebrae

vez na lista das 20 principais economias mais

são parceiros do IGI.

inovadoras, sendo a primeira economia em

Capital Leste II Capital Norte Capital Oeste Capital Sul Franca Grande ABC Guaratinguetá Guarulhos Jundiaí Marília Osasco Ourinhos Piracicaba Presidente Prudente Ribeirão Preto São Carlos São João da Boa Vista São José do Rio Preto São José dos Campos

O 64º lugar é melhor do Brasil desde

desenvolvimento a ocupar os primeiros luga-

2014. Nos dois últimos anos, o Brasil ficou

res do ranking. A Suíça se mantém na primei-

estagnado na 69ª posição. O Índice Glo-

ra colocação mundial. Completando a lista

bal de Inovação é muito importante para

dos dez melhores estão: Países Baixos, Sué-

a construção e o aperfeiçoamento das po-

cia, Reino Unido, Singapura, Estados Unidos,

ENTRE EM CONTATO:

líticas de inovação no Brasil, uma vez que

Finlândia, Dinamarca, Alemanha e Irlanda.

0800 570 0800

Sorocaba Sudoeste Paulista Vale do Ribeira Votuporanga


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Visão de futuro

O fundador das Óticas Diniz conta como tudo começou e dá dicas para um negócio ter sucesso no Brasil

F

oi no laboratório de uma pequena ótica no Distrito Federal que, em 1977, aos 17 anos, o paraibano Arione Diniz deu os primeiros passos para criar uma das maiores redes de varejo óptico do Brasil, as Óticas Diniz. Naquela época, os processos de fabricação de óculos eram bastante artesanais, e Diniz mostrava certa habilidade. Um dia, ao abrir a porta do laboratório que dava para o balcão para observar o movimento, o gerente o viu e o chamou para que entregasse os óculos a uma cliente. Depois, pediu para que fizesse a adaptação de uma armação de outra pessoa e não demorou muito para que ele ficasse mais à vontade ajudando no atendimento da ótica. Por causa da qualidade na prestação do serviço que oferecia, os consumidores voltavam e procuravam pelo Diniz. Com o passar dos anos e a ampliação do conhecimento no mercado de óculos, em 1992 criou as Óticas Diniz, em São Luís (MA). O negócio deu certo e hoje a empresa está presente com mais de mil unidades em todo o País. Quais os principais desafios que o senhor teve para abrir as Óticas Diniz? Foram muitos. Quando fundei a rede, o dinheiro era pouco e comprei uma loja pequena no centro de São Luís, no Maranhão, que estava passando o ponto. Apesar da minha força de vontade e da experiência no setor – primeiro na montagem dos óculos em laboratórios de ótica, depois como vendedor –, não tinha muito conhecimento para administrar o negócio. Com muito trabalho, esforço e dedicação, além dos apoios de meu grande amigo e sócio, Francisco Vidal, e minha esposa, Vera Diniz, consegui superar esse desafio. E 26 anos depois, a marca tem o reconhecimento do público e do mercado e, hoje, é a principal do segmento no País. Nossa rede conta com mais de 10 mil colaboradores e mais de mil unidades em todo o Brasil.

Arione Diniz: é preciso ter vontade e coragem para empreender

do investimento é a partir de R$ 210 mil, sem ponto e estoque inicial. O retorno do investimento é a partir de 18 meses. O que você busca em um franqueado? A paixão pelo que faz. Além disso, é importante que o nosso franqueado seja comprometido com o negócio e seja muito atuante. Ter foco para trabalhar em harmonia e de forma participativa na operação e gestão da franquia é o que faz o negócio dar certo.

A interiorização de marcas para cidades menores é uma tendência? Esse movimento, sem dúvida, tem sido importante dentro do mercado de franquias nos últimos anos. Muitas economias locais apresentam um ritmo maior de recuperação em relação à média nacional. O interior de São Paulo é um ótimo exemplo disso. Tanto que, ainda neste ano, vamos abrir mais oito unidades em Sorocaba, Itapetininga, Tatuí, Itu, Itapeva, Votorantim e Indaiatuba. Como é o processo para quem quer ser um franqueado? Quanto custa? Temos um modelo diferenciado dentro do mercado de franquias. Isso significa que nossa rede basicamente cresce a partir de um

sistema orgânico. Hoje, 95% dos franqueados foram nossos colaboradores antes de empreenderem com a marca. Esse diferencial nos enche de orgulho, pois os incentivamos a serem donos do próprio negócio. Além disso, há pouco mais de quatro anos começamos a buscar alguns empreendedores com bastante experiência no setor óptico e que gostariam de fazer parte da família Diniz. Mas também somos procurados por pessoas que não são do mercado óptico e que têm o sonho de empreender conosco. Todos os interessados são avaliados de forma muito criteriosa e precisam passar por diversas etapas até chegar à aprovação pela franqueadora. Depois de aprovado, o franqueado recebe treinamento de seis meses em loja antes de abrir uma Óticas Diniz. O valor

Quais os principais pontos para realizar uma sucessão familiar bem sucedida? A sucessão é o caminho natural em qualquer empresa familiar e para dar certo é preciso planejamento, tempo e dedicação. Acredito que o principal ponto para o sucesso dessa importante etapa é ter um processo transparente e com o envolvimento de todos. E é fundamental que seja realizado de forma lenta e gradual bem antes da saída do presidente. Experiência, conhecimento e amadurecimento só são adquiridos com o tempo e o trabalho. Por isso, há quatro anos contamos com uma consultoria especializada que tem mostrado o caminho certo para a sucessão nas Óticas Diniz. Quais as dicas para quem quer se tornar empreendedor hoje no Brasil? Não há como dizer se uma pessoa tem ou não o perfil empreendedor até ela se tornar um. Penso que o primeiro passo é ter vontade e coragem. Depois é preciso planejamento para empreender. Organização, dedicação, trabalho e persistência são fundamentais. E jamais se deve ter medo de errar ou pensar em desistir quando tudo não estiver dando certo. Fatalmente, vão haver erros no meio do caminho, e eles não podem definir o perfil do empreendedor. É preciso ter resiliência para seguir em frente, sempre.


4 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Espaço kids junta

Instalação de brinquedos atrai famílias e fideliza clientes,

David Gaspri, da Nogueira Brinquedos, que fornece produtos para espaços kids: crescimento de 30% ao ano

Q

uando a gelateria Primo Amore mudou de um espaço de 50 metros quadrados para um imóvel dez vezes maior, o empresário Bruno Sagula Dian aproveitou para investir em um ambiente para as crianças que frequentam o local. Jogos eletrônicos, piscina de bolinhas e uma série de brinquedos ajudam na distração dos pequenos enquanto os familiares aproveitam para consumir e bater papo nas mesas. Depois da instalação da brinquedoteca, Dian calcula que 60% do público da gelateria, localizada no bairro da Pompeia, em São Paulo, costuma visitar o estabelecimento com crianças. “Percebi que o bairro não tinha muita oferta para os pais levarem os filhos. Utilizamos o fundo do imóvel para criar o espaço

kids e deu muito certo. Hoje são as crianças que trazem os pais para tomar sorvete”, conta. Um ambiente como o da gelateria, criado especialmente pensando nas crianças, pode ser um diferencial para atrair mais famílias e aumentar o faturamento do negócio. A consultora do Sebrae-SP Ariadne Mecate, que também é mãe do pequeno Luca, enxerga um potencial para quem pretende investir em um espaço kids, mas alerta que a instalação deve ser bem planejada para evitar gastos desnecessários. “Esse espaço não é adequado para todas as empresas. Em primeiro lugar, é preciso fazer uma análise do público que frequenta o local”, destaca. E também não é todo estabelecimento que tem espaço de sobra para dedicar aos

pequenos. Outros pontos de atenção para o empresário são: planejar um espaço com menor fluxo de pessoas, que não ofereça perigo às crianças, instalar brinquedos certificados para diversas faixas etárias e avaliar a implantação do serviço de monitoria. “Os pais não veem problemas em pagar por algum tipo de serviço desde que ele perceba que o local é seguro, que as atividades para as crianças são interessantes e que eles podem ficar tranquilos”, diz Ariadne. Mas, antes de contratar um monitor e cobrar pelo serviço, o empresário precisa calcular o impacto do custo e fazer um estudo de mercado para saber quanto os concorrentes cobram e se os clientes estão acostumados a pagar por esse tipo de serviço.

Na Primo Amore, é cobrada uma taxa de R$ 5 para o uso da brinquedoteca nos fins de semana. Nos outros dias, o empresário aproveita para alugar o espaço para festas e eventos. Dian conta que investiu cerca de R$ 40 mil no espaço. “O investimento compensou e o retorno será a longo prazo”, completa. Outra empresa que investiu em um espaço para crianças é o Espetinho Vaca Loka, localizado na Aclimação, também na Capital. O restaurante funciona há seis anos e aproveitou a reforma geral feita há dois para instalar o “Super Brinquedão”. “Foi um investimento alto, mas valeu a pena porque o público família aumentou”, avalia o empresário Diogo Vargas, que também implantou recentemente um espaço kids na creperia e sorveteria que tem em Santos.


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o útil ao agradável

mas investimento deve ser planejado para evitar gastos desnecessários Mas não são apenas restaurantes que podem investir nesse tipo de espaço. Lojas, barbearias e salões de beleza também podem oferecer distrações para as crianças. Na cidade de Votuporanga, a loja Leopam Kids One Store Marisol vende peças infantis e mantém um espaço com brinquedos, tapetes confortáveis e televisão com desenhos. “As crianças chegam e vão direto para lá. As mães ficam tranquilas e podem olhar os produtos. Se a criança está impaciente, a mãe pega uma coisa logo e já vai embora. Hoje é o contrário, elas choram na hora de ir embora, não querem parar de brincar”, conta a sócia Natália Silva.

DIVERSIFICAÇÃO

Dicas para não errar no lazer infantil

Faça a análise do público que frequenta o estabelecimento e estude a concorrência

Analise se o local para espaço kids é tranquilo, longe da cozinha, com menor fluxo de pessoas

Planeje os brinquedos instalados no local e ofereça uma variedade para diversas faixas etárias

Verifique se os brinquedos têm as certificações exigidas por lei

Estude se vale a pena cobrar pelo uso do espaço ou contratar serviço de monitoria

Programe ações temáticas para o espaço nas férias e datas comemorativas

A EBC BAUANA aumentou sua lucratividade beneficiando a empresa e as comunidades locais.

Não se esqueça de divulgar o espaço e a agenda de ações

A EBC BAUANA surgiu da inteligência de cinco jovens empreendedores, mas para a empresa superar os desafios de comercialização e logística era preciso ainda mais inteligência, só que dessa vez digital. O SAP Business One completou essa lacuna, gerenciando os produtos, os custos e a rastreabilidade da produção. Descubra o que SAP Business One pode fazer pela sua empresa, acesse sap.com.br/simplifique e saiba mais.

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Quem se especializou no ramo de entretenimento infantil tem percebido um aumento de demanda. A Nogueira Brinquedos, empresa de São Paulo que fornece uma série de produtos para a montagem de espaços de lazer e buffet infantil, contabiliza um crescimento anual de 30% de faturamento nos três últimos anos. Mas nem sempre foi assim. “A empresa se solidificou como a principal fornecedora de brinquedos para buffet infantil, mas de três anos para cá o mercado estagnou e

a empresa estava fadada a acabar”, lembra o sócio David Gaspri. Preocupado com o cenário, Gaspri fez cursos e consultorias com o Sebrae-SP que o ajudaram a ampliar a visão sobre o negócio e o leque de clientes. Hoje, os buffets são responsáveis por 40% da receita. O restante vem dos pedidos de restaurante, lojas, food parks com área de lazer, hotéis, condomínios e outros pequenos negócios, como consultórios e salões. Segundo Gaspri, não é necessário um grande espaço para oferecer algum tipo de diversão para as crianças. Uma barbearia, por exemplo, pode comprar uma máquina de jogos de cerca de R$ 4 mil com dois lugares e colocar em um espaço de um metro quadrado. Já as áreas infantis mais complexas custam entre R$ 20 mil e R$ 60 mil. Para exemplificar, um restaurante de 200 lugares, com um espaço aproximado de 30 metros quadrados à disposição, pode investir de R$ 20 mil a R$ 35 mil para deixar o espaço completo, com portaria, e comportar de 30 a 40 crianças. “Cada projeto é analisado caso a caso. Às vezes o empresário chega na empresa com um projeto grande, megalomaníaco, mas não é o mais adequado para o negócio dele. É preciso planejar o espaço e o investimento”, afirma Gaspri.


6 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Mês do Empreendedor

A CONSTRUÇÃO O

s últimos anos não têm sido fáceis para os donos de um pequeno negócio ou para aqueles que sonham em empreender. A economia brasileira ainda está se recuperando de um período longo de recessão e muitos empreendedores que decidiram investir em uma empresa própria como saída para o desemprego – os chamados empreendedores por necessidade – esbarraram na falta de planejamento. Não por acaso, a taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas brasileiras após dois anos é de 23,4%, o que significa que uma em cada quatro não vai sobreviver. Entre as principais causas para o fechamento estão a falta de planejamento prévio, a gestão empresarial falha e o desenvolvimento insuficiente do comportamento empreendedor. Por outro lado, aqueles que buscam capacitação, investem em planejamento e estudam o mercado conseguem se estabelecer mesmo em cenários adversos. Mais ainda: aliando essas práticas a uma ideia inovadora e muita determinação, muitos empreendedores são capazes de superar as próprias expectativas. Nesta reportagem especial, comemorativa do Mês de Empreendedor, o Jornal de Negócios conta a história de quatro empreendedores que não só fizeram a lição de casa como foram além – e agora estão dando “supercerto”.

Novos mercados Gabriel Santos, da Comercial S2M: viagens à China para visitar fornecedores e poder comprar melhor

A

dificuldade de encontrar emprego como engenheiro de automação e circunstâncias familiares colocaram Gabriel Moreno dos Santos, 34 anos, atrás do balcão da distribuidora de ferramentas dos pais em Nova Odessa, município da região de Campinas. Hoje em dia, dez anos depois, Santos está tomando a frente dos negócios e a empresa se volta para ganhar mercado no exterior, enquanto comemora resultados positivos mesmo em tempos de recessão. “De 2014 para cá, nosso faturamento caiu 20%, mas o lucro líquido dobrou”, diz. De acordo com ele, isso se deve a uma série de mudanças dentro da empresa, que passou a reduzir custos, explorar novos mercados e, principalmente, comprar melhor. Santos conta que a Comercial S2M, inaugurada em 1996, sempre trabalhou com uma grande varie-

dade de produtos importados, em grande parte da China. O foco da empresa são ferramentas manuais para construções de pequeno porte. Nos últimos anos, no entanto, novas oportunidades surgiram para ir além da compra e revenda. A empresa desenvolveu uma trena com escalas especiais a pedido de uma multinacional de pneus que tem fábrica na região. Com isso, ela conseguiu ser homologada para fornecer o produto para o mercado externo, já que o instrumento costuma faltar no mercado, e desde 2016 exporta para o Peru. Já a montagem de pás, por exemplo, passou a ser feita pela própria empresa, utilizando a parte metálica da China e madeira vinda do Rio Grande do Norte. “A madeira chinesa é muito cara, não compensa comprar o produto pronto. Além disso, tenho benefícios para vender para o Mercosul”, explica Santos.

Para isso, eles criaram uma marca própria e passaram a buscar fornecedores melhores. Desde 2015, Santos já foi sete vezes à China para conhecer fábricas, entender o produto e negociar compras. Tudo isso sozinho e sem falar mandarim. “Comecei a estudar mandarim por duas vezes, mas exige muita dedicação. Eu consigo me virar com aplicativo de tradução no celular”, diz. Embora seja graduado em engenharia, o empreendedor também buscou formação em negócios internacionais. “Se você não tem uma boa preparação, fica muito difícil. Eu estudo muito o mercado, procuro ter acesso aos dados do setor, e assim consigo enxergar novas oportunidades”, afirma. Nesses estudos, Santos encontrou um mercado promissor no Paraguai, para onde pretende começar a vender em breve. Segundo ele, há menos competição para vender para a América Latina do que para o mercado interno. “A economia do Paraguai está aquecida, a concorrência não é tão grande e a proximidade ajuda. Se a receita para exportar para lá der certo, 85% dela é igual para o mundo inteiro”, explica. A reestruturação da empresa envolveu a criação de uma marca para comercializar os produtos e a terceirização de setores como a logística. Atualmente, a empresa tem oito funcionários, e Santos está trabalhando em um plano de sucessão para deixar os pais se aposentarem da distribuidora com tranquilidade. O auxílio do Sebrae-SP é importante principalmente para a área de marketing, assim como a parceria com a Anamaco (que reúne comerciantes de material de construção), que fornece informações estratégicas sobre o setor. “Muitos ajustes estão sendo feitos de forma lenta, mas meu foco sempre é comprar melhor. A compra é o começo de tudo”, ressalta.


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DO SUCESSO Mulheres ao volante Gabryella Corrêa, da Lady Driver: em um ano, aplicativo exclusivo para mulheres teve 250 mil downloads

Istockphoto.com

A

empreendedora Gabryella Corrêa, 35 anos, passava por um momento de redefinição da carreira quando viveu uma situação de assédio por parte de um motorista de aplicativo de transporte. A experiência negativa rendeu muita reflexão e a ideia de criar um aplicativo exclusivamente para mulheres. “Percebi que o problema não era só com as passageiras, mas também que a motorista mulher tem medo de dirigir para outros aplicativos”, conta. Ela passou um ano desenvolvendo o aplicativo e batendo à porta de investidores para conseguir colocar o negócio em funcionamento – simbolicamente, a Lady Driver foi lançada no dia 8

de março de 2017, Dia da Mulher. O valor inicial do investimento foi de R$ 100 mil, bancado pelas economias de Gabryella e de outras sócias. Depois de um mês de funcionamento, o aplicativo teve um aporte externo de R$ 1 milhão. “No começo nosso marketing era no boca a boca e nas redes sociais, mas também houve um interesse da mídia. Estamos em um momento de independência da mulher, e nós surgimos como uma empresa que realmente fala de empoderamento feminino, a gente dá a oportunidade para a mulher ganhar dinheiro e traz a segurança para ela”, lembra. Atualmente, a Lady Driver tem 20 mil motoristas cadastradas

(sendo que de 30% a 40% dirigem exclusivamente para o aplicativo) e 250 mil downloads realizados no primeiro ano. A empresa cobra uma taxa de 16% por corrida – em outros aplicativos, essa cobrança chega a 25%. Apesar de ter conseguido transformar sua ideia em um negócio promissor, a trajetória de Gabryella foi semelhante à de muitos empreendedores: uma montanha-russa com mais baixos do que altos. Formada em nutrição e administração, ela trabalhou na oficina mecânica do pai até ele se aposentar. Gabryella resolveu então abrir uma empreiteira e, segundo ela, deu tudo errado. Em dois anos faliu e acumulou uma grande dívida. A saída foi voltar à nu-

trição. Foi trabalhar na cozinha das obras para a Olimpíada do Rio de Janeiro, onde era responsável pela gestão de 12 mil refeições por dia. “Além de pagar as dívidas, aquilo me devolveu a autoestima”, lembra. Ao mesmo tempo, ela se dedicava aos estudos. “Um dos erros que cometi foi na parte financeira, por isso fui fazer cursos para não cair nesse erro outra vez”, diz. Para colocar o projeto do Lady Driver em pé, Gabryella foi buscar o grupo Mulheres Empreendedoras do Escritório Regional Capital Sul, do Sebrae-SP, conduzido pela consultora Camila Ribeiro. “O ambiente de startups não me aceitou, não gostou da minha ideia. Então eu fui procurar mulheres que também tinham um negócio e encontrei os braços abertos no grupo”, conta. Lá, ela encontrou apoio à sua ideia e testou o modelo de negócios. “Foi unânime, todas gostaram, isso foi fundamental para mim. O conselho que eu dou para as mulheres é tentar se unir em grupos de mulheres empreendedoras. Ela pode conseguir desde um apoio moral, dicas, contatos, e até mesmo encontrar investidoras”, afirma. O faturamento mensal da empresa, hoje, já ultrapassa R$ 1 milhão, mas, para se expandir para outros mercados, precisa de um investimento maior. Por isso, a empreendedora está em busca de captações dentro e fora do Brasil – recentemente, conseguiu uma captação seed (“semente” em inglês, um modelo de capital de risco voltado para empresas em desenvolvimento). Atualmente, o aplicativo funciona em São Paulo e Guarulhos. “São Paulo é o maior mercado de mobilidade do mundo para aplicativos. Se conseguirmos tracionar aqui, conseguiremos replicar em qualquer mercado do mundo”, afirma.


8 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Mês do Empreendedor

Dose de sucesso Carla Storelli, da Doce Dose: com ideia bem planejada, passou de MEI a microempresa em um ano e meio

S

air de um emprego para se arriscar no empreendedorismo exige preparação e coragem, ainda mais se sua experiência anterior como dono de um pequeno negócio terminou de forma ruim. No caso de Carla Storelli, 47 anos, a segunda tentativa mostrou que, com planejamento, é possível dar a volta por cima em grande estilo: em um ano e meio de atividade, sua empresa, a Doce Dose, migrou de Microempreendedor Individual (MEI) para microempresa (ME), conquistou a confiança de grandes corporações que se tornaram seus clientes e hoje comemora o crescimento de 90% do primeiro semestre de 2017 para o mesmo período de 2018. Carla é publicitária e atuou por muitos anos em agências e departamentos de marketing de multinacionais, mas encontrou no seu conhecimento e em uma lacuna percebida no mercado o segredo para virar dona de um negócio de sucesso: uma empresa que produz brindes corporativos personalizados.

A trajetória de Carla começou de forma bem relutante. Ela trazia na bagagem a difícil experiência de ter falido o primeiro negócio, uma confecção infantil que lançou em sociedade com uma amiga estilista. “Iniciamos a empresa sem nenhum planejamento prévio, sem uma reserva financeira e sem preparo para esse mercado. De cara, fomos participar de uma importante feira do setor, fizemos um investimento alto que não trouxe o retorno devido e quebramos”, lembra. Mas a rotina pesada que ainda mantinha como funcionária de uma agência de publicidade começou a atrapalhar uma outra área da vida, a maternidade. Para conseguir estar mais próxima da filha pequena, o empreendedorismo novamente virou uma opção para Carla, só que desta vez a história começou diferente. Ela saiu da agência determinada a investir em uma inspiração que teve no dia a dia do trabalho. Como atuava na área de eventos e estava sempre buscando fornecedores para executar as ideias

dos marqueteiros, invariavelmente recebia os mesmos tipos de brindes – o mais do mesmo. Foi quando decidiu pesquisar as novidades desse setor e criar um produto para brindes corporativos personalizados em forma de “doses medicinais”. No primeiro contato que fez, com uma amiga do departamento de marketing de uma grande empresa, conseguiu uma reunião para apresentar uma opção de brindes para o Dia das Mães. “Entrei lá só com a ideia e uma amostra, sem equipe e nenhum real no bolso. Saí da reunião com a primeira encomenda de 350 brindes. Tive de pedir ajuda ao marido para comprar os insumos e entreguei. Dali em diante, os contatos aumentaram e as encomendas também. Foi então o momento de estruturar o negócio para fazer tudo certo dessa vez”, diz. Carla procurou o Sebrae-SP e começou a fazer as consultorias de gestão nas áreas que tinha mais dificuldade, mas a guinada mesmo veio depois do Empretec. “O curso

me ajudou a resgatar a autoconfiança. Comecei a Doce Dose com o freio de mão puxado e o curso me ajudou a enfrentar esse risco”, destaca. Hoje a empresa conta com três funcionários e ela contratou uma agência para cuidar das artes e da divulgação dos produtos. Histórias de empreendedorismo que não deram certo muitas vezes acabam desanimando o empreendedor, mas para Carla essa decepção foi um combustível para não desperdiçar a ideia e oportunidade de negócio identificadas. “O maior aprendizado dessa jornada, além de conseguir definir um nicho de mercado e focar nele, foi fazer as coisas com planejamento, porque sem isso vai chegar a hora em que a empresa degringola. Hoje sei que o crescimento é uma questão de tempo, porque já está tudo planejado”, completa. Até o fim do ano, o próximo passo já está previsto: mais quatro novos colaboradores serão contratados para formar a equipe de vendas e reforçar a equipe de produção.


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Melhor que a encomenda

Q

uando decidiram lançar o e-commerce Use Orgânico, especializado em cosméticos veganos, naturais e orgânicos, os sócios José Youssef, Nizar Escandar e Valdir Vieira esperavam um bom retorno de vendas, mas foram surpreendidos com o rápido crescimento. As cifras esperadas para seis meses de funcionamento foram atingidas em apenas dois. No ar desde novembro do ano passado, a loja virtual aumenta o faturamento mês a mês e chegou a vender até 30% a mais no melhor período. A evolução acelerada e a pouca familiaridade com os números fizeram o trio procurar a ajuda do Sebrae-SP para seguir no caminho certo e não perder o foco. “Estávamos crescendo, mas não sabíamos aonde estávamos indo. Como trabalhamos com os pés no chão, fomos procurar ajuda na área de finanças”, conta Youssef. Hoje, com um plano estruturado, a empresa espera fechar o

ano comercializando 50 marcas e 1,5 mil unidades mantidas em estoque (SKUs, na sigla em inglês). Para 2019, a expectativa é lançar produtos de marca própria e abrir mercado na América Latina. E eles estão quase lá. A venda mais distante foi entregue em Senador Guiomard, no Acre, perto da fronteira com Peru e Bolívia. Mas, para atingir os objetivos planejados, os empresários ainda não fazem retirada de dinheiro da empresa. Tudo que entra na conta é aplicado no negócio. E entre 8% e 10% do faturamento mensal é investido em marketing. Os empresários têm outras atividades e administram o site paralelamente. A ideia de criar a empresa não surgiu do dia para noite e foi bem estruturada pelos sócios. Youssef conta que sempre quis trabalhar com algo ligado à sustentabilidade. “Nossa família consome alimentos naturais e orgânicos, nosso estilo

de vida é mais leve”, conta. Primeiro, a intenção era investir em lâmpadas LED ou algo na área elétrica sustentável. Depois, a pesquisa pelo setor de alimentação não empolgou. Em um aviagem para os Estados Unidos, Youssef trouxe na mala alguns cosméticos orgânicos e naturais. “Minha esposa é dermatologista, compramos alguns produtos para nosso uso e resolvemos pesquisar esse mercado no Brasil. Achamos uma dificuldade de encontrar uma loja especializada na área, que apresentasse descrições bem-feitas”, lembra. Com o nicho encontrado, os empresários passaram um ano e meio estudando o setor, entrando em contato com fornecedores e estruturando o e-commerce. Entre os fatores que Youssef acredita que contribuem para o sucesso do e-commerce estão o trabalho mais transparente possível, com uma grande oferta e varieda-

de de produtos, uma plataforma amigável, e a comunicação com o cliente. De acordo com o empresário, as marcas precisam se enquadrar em pré-requisitos para serem vendidas no site. O primeiro é que os produtos não podem ser testados em animais – o site é 100% cruelty-free (livre de crueldade). Os itens também não podem conter substâncias prejudiciais à saúde dos clientes ou gerar qualquer impacto ambiental negativo. “Às vezes não trabalhamos com a linha completa de certas marcas porque nem todos os produtos condizem com nossas exigências, diz. Os produtos são entregues em embalagens recicláveis, com proteção de serragem natural e a nota fiscal é feita de bagaço de cana. “Buscamos impactar o mínimo possível o meio ambiente. Não adianta vender produtos naturais e desprezar o equilíbrio do meio ambiente”, afirma Youssef.

José Youssef, Valdir Vieira e Nizar Escandar (da esq. para a dir.): negócio deu retorno em menos tempo do que previsto


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Pesquisa certeira

O sucesso de um negócio passa pelo conhecimento sobre o mercado e o perfil do consumidor

C

onhecer o perfil do cliente, detectar novas tendências, avaliar a performance dos produtos e serviços oferecidos e estudar a estratégia dos concorrentes são exemplos de tarefas obrigatórias para quem quer ter sucesso nos negócios. Mas como fazer para obter essas informações? Quando realizada corretamente, a pesquisa mercadológica pode oferecer dados consistentes, que, somados à experiência do empreendedor, tornam o processo de decisão mais rico e preciso. Para saber se os empreendedores estão atentos ao mercado onde atuam, o Sebrae-SP realizou uma pesquisa com 1,7 mil donos de pequenos negócios. O resultado mostrou que 66,7% das micro e pequenas empresas paulistas costumam acompanhar o mercado, contra 24,8% que não têm o hábito de estudar o segmento da empresa. Entre os donos de negócios que responderam positivamente, os principais assuntos avaliados são: preços e cotação de moedas (36%); informações sobre a concorrência (29%); novidades, por exemplo, lançamentos e produtos (29%); informações técnicas (14%); e feiras e eventos (13%).

FUTUROS CLIENTES

O consultor do Sebrae-SP Edgard Neto ressalta que um dos principais objetivos de uma pesquisa de mercado é não só conhecer de perto os clientes já existentes, mas também os futuros. “Uma boa pesquisa indicará como um produto ou serviço será recebido, quem se interessará por ele, e até qual preço o consumidor estará disposto a pagar”, afirma. As informações também podem demonstrar quais as vantagens que os produtos concorrentes oferecem e seus pontos fracos. “Também é possível identificar como o público reagirá ao nome do produto, à sua embalagem, design, sabor, entre outras características”, completa Edgard Neto.

Henrique Cury, da EcoQuest: pesquisas para ofertas mais específicas a cada cliente

passos para conhecer o mercado

3

1

DEFINA O OBJETIVO DA PESQUISA: o que você quer descobrir com ela? Pode ser para definir a qualidade e a variedade dos produtos, ajustar preços ou dimensionar o tamanho da equipe de vendas.

2

ESTABELEÇA QUEM É O PÚBLICO-ALVO DA PESQUISA: fornecedores, consumidores ou concorrentes? O público é definido com base no objetivo da pesquisa.

PERSONALIZAÇÃO

4

DEFINA O TAMANHO DA AMOSTRA DA PESQUISA, isto é, quantas pessoas deverão respondê-la.

ELABORE UM ROTEIRO BÁSICO DE PERGUNTAS. Elas devem: ser simples, diretas e imparciais; ser testadas internamente antes de aplicadas aos consumidores; conter todos os aspectos que se deseja detectar, como aceitação do produto, se a necessidade do consumidor será atendida, o quanto imaginam que vão consumir e opiniões gerais sobre o produto.

5

6

ELABORE O QUESTIONÁRIO com as perguntas já testadas e validadas.

APLIQUE O QUESTIONÁRIO JUNTO AO PÚBLICOALVO DA PESQUISA, buscando ser isento. Não direcione as perguntas para obter as respostas que você deseja.

Para o sócio-diretor da empresa EcoQuest, Henrique Cury, especializada em qualidade do ar em ambientes internos, mais do que estudar a concorrência, é fundamental conhecer as reais demandas e oportunidades existentes de cada cliente e que ainda não foram supridas no mercado. Isso é realizado por meio de pesquisa, que a empresa faz com a ajuda de associações do setor. “Essas entidades disponibilizam ferramentas e materiais que nos possibilitam pesquisar a fundo, enxergar as limitações e conhecer as regras e normas para cada área que necessita dos nossos serviços”, diz. Para o empreendedor, o trabalho de pesquisa mostra alguns caminhos pelos quais a empresa pode seguir para ganhar fatias de mercado. “Por exemplo, no nosso segmento, existe a questão de mofo ou de odores. Ambos os problemas são tratados com medidas paliativas como desumidificadores ou ventilação. Nosso trabalho é estudar as soluções adequadas para cada ambiente e apresentar tecnologias de ponta para esses problemas e que ainda não são disponibilizadas”, afirma.

7

COMPILE OS RESULTADOS e analise as respostas.

Fonte: Sebrae

Edgard Neto, do Sebrae-SP, acredita que pesquisas que levem à personalização do atendimento podem fazer a diferença. “O empreendedor precisa entender que conhecer detalhadamente os consumidores e clientes, como seus gostos, seus costumes, seu poder de compra, são fundamentais para o sucesso do negócio’, diz. O básico, porém, não pode faltar. “Uma recomendação importante para o empreendedor é fazer o uso do cadastro de clientes para entendê-los melhor. Esse material deve conter dados como nome, telefones, e-mails, endereço, sexo, profissão, faixa etária e, principalmente, o que compram, por que compram e com qual frequência”, aponta o consultor.


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Tudo na hora certa FELIPE DOS ANJOS CHICONATO, consultor do Sebrae-SP

O que levar em consideração antes de precificar um serviço? Primeiramente, o empresário precisa responder a algumas perguntas: Quanto custa executar esse serviço? Qual o custo do deslocamento, mão de obra (hora-homem envolvida), material, alimentação (se houver), impostos, taxas de cartões e entre outros. Qual o preço médio praticado pelos concorrentes? Essa pergunta serve para você poder se posicionar no mercado. Preços muito altos e muito baixo podem transmitir mensagens equivocadas. Por exemplo, imagine que o cliente tem dois orçamentos para o mesmo item, onde os preços são de R$ 5 mil e R$ 5,5 mil, você oferece o seu por R$ 3 mil. É difícil ele acreditar que o seu item é melhor. Qual a percepção de valor que o cliente tem sobre o seu serviço? Aqui, é como o cliente percebe valor. Essa é a pergunta-chave para formar seu preço. Imagine que o seu cliente está buscando orçamentos e você simplesmente passa o valor, só de olhar. Qual a impressão que você causa nele? Normalmente ele

vai achar que você não tem muita perícia e que o serviço também será executado de qualquer jeito. Mas se você realiza uma visita técnica, faz medições, avalia o esforço, os riscos envolvidos, dá feedback (sem ser invasivo na privacidade) do que o cliente pretende fazer, envia o orçamento de forma detalhada informando cada item que foi combinado com ele e inclui o desenho com as medidas e descrições, a percepção dele sobre o seu serviço aumenta. Logo ele fica predisposto a pagar mais por isso. Todos queremos levar o maior valor possível pelo menor preço. Mas quando entendo que o que estou levando tem valor, normalmente, fico predisposto a pagar mais por isso. Por isso, é importante entender bem o que seu cliente deseja para explorar isso na hora de oferecer seu serviço. Levante todos os seus custos envolvidos na execução do trabalho, apresente informações e o orçamento de maneira que agregue valor ao que você faz.

O Sebrae Responde é um serviço para tirar dúvidas de empreendedores sobre a abertura de novos negócios e questões relacionadas à gestão de empresas já em atividade.

Acompanhe o Sebrae-SP no ambiente digital, em www.sebraesp.com.br, e nas redes sociais: facebook.com/sebraesp | twitter.com/sebraesp flickr.com/sebraesp | instagram.com/sebraesp soundcloud.com/sebraesp | issuu.com/sebraesp youtube.com/sebraesaopaulo

Tempo é fator fundamental na vida de qualquer empresa, tanto que pode determinar seu sucesso ou fracasso. Comparando, é como o investidor da Bolsa de Valores: ele sabe que há a hora certa para adquirir ações e se desfazer delas. É a essência do negócio comprar na baixa para vender na alta. Errar o momento é perder dinheiro ou, no mínimo, deixar de ganhar. Estamos falando de timing. No empreendedorismo, se a empresa colocar um produto com atraso no mercado, vai encontrar os concorrentes já estabelecidos e terá muito mais dificuldade para conseguir seu espaço. Em alguns casos, é revés certo. Vejamos o exemplo do ocorrido há alguns anos em São Paulo com a febre de abertura de sorveterias especializadas nas paletas mexicanas (tipo de picolé). A onda durou pouco, a demanda não deu conta da grande oferta e boa parte dos estabelecimentos fechou as portas não muito depois de começar. Houve quem não conseguisse nem recuperar o

valor gasto. Por se tratar de um negócio da moda, é natural ter vida curta. De qualquer forma, quem chegou tarde se deu mal. O oposto também acontece. Adiantar a apresentação de produto ou serviço sem que esteja bem formatado pode queimar suas possibilidades, além de exigir um enorme esforço para despertar o desejo e a necessidade na clientela pelo item em questão. Toda empresa obedece a um ciclo: desenvolvimento da ideia e planejamento, lançamento, crescimento, estabilização, ampliação, maturidade e, eventualmente, o fim. Porém, falhas na gestão podem abreviar a vida do negócio antes do cumprimento de tais etapas. Cada fase tem seu tempo e há empresas que, por uma combinação de fatores, conseguem atingir o sucesso mais rapidamente. Não há receita pronta para garantir o bom desempenho, as variáveis são muitas, mas o empreendedor que tomar medidas sólidas na direção certa aumentará suas chances, sem dúvida. Planejar, calcular os riscos, controlar as finanças com atenção total, estar aberto a aprender e fazer as mudanças necessárias são pontos essenciais para ir mais longe.

BRUNO CAETANO, diretor-superintendente do Sebrae-SP  @bcaetano /bcaetano1 bcaetano@sebraesp.com.br

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Para tornar a comunicação mais acessível ao cliente com deficiência auditiva, o Sebrae-SP disponibiliza o serviço de intérprete de Libras em seus eventos presenciais. A solicitação do serviço deverá ser comunicada no ato da inscrição e com antecedência de 5 (cinco) dias úteis à data de realização do evento. O cliente ou seu representante poderá se inscrever pessoalmente nos Escritórios Regionais, pelo portal do Sebrae-SP ou pelo 0800 570 0800.

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AGENDA

ELOGIE. SUGIRA. CRITIQUE. RECLAME. Queremos ouvi-lo: 0800 570 0800 ouvidoria@sebraesp.com.br

FEIRAS DE NEGÓCIOS

EVENTOS DO SEBRAE-SP

11º BRASIL GAME SHOW (BGS)

CAPITAL SUL

Quando: 10 a 14/10

COMEÇAR BEM – TRANSFORME SUA IDEIA EM MODELO DE

Onde: Expo Center Norte

NEGÓCIOS

Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme, São Paulo

Quando: 8 a 10/10

Informações: www.brasilgameshow.com.br

Onde: Escritório Regional Sebrae – SP Capital Sul Av. Adolfo Pinheiro, 712, Santo Amaro

FUTURECOM – 20ª EDIÇÃO

Valor: R$ 190

Quando: 15 a 18/10

NA MEDIDA – GESTÃO FINANCEIRA

Onde: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center

Quando: 22 a 26/10

Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - Água Funda, São Paulo

Onde: Escritório Regional Sebrae – SP Capital Sul

Informações: www.futurecom.com.br

Av. Adolfo Pinheiro, 712, Santo Amaro Valor: R$ 260

37ª EXPO BRASIL FEIRA

NA MEDIDA – PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Quando: 16 a 18/10

Quando: 29 a 31/10 e 1º/11

Onde: Expo Center Norte - Pavilhão Amarelo

Onde: Escritório Regional Sebrae – SP Capital Sul

Av. Otto Baumgarten, 1000 - Vila Guilherme, São Paulo Informações: www.expobrasilfeiras.com.br

ADVENTURE SPORTS FAIR Quando: 19 a 21/10

Av. Adolfo Pinheiro, 712, Santo Amaro Valor: R$ 240

SOROCABA CURSO NA MEDIDA – GESTÃO FINANCEIRA Quando: 22 a 26/10

Onde: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center

Onde: Escritório Regional Sebrae-SP de Sorocaba

Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - Água Funda, São Paulo

Av. General Carneiro, 919, Vila Lucy - Sorocaba -SP

Informações: www.adventurefair.com.br

Valor: R$ 260

51º CONGRESSO E EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE PAPEL E CELULOSE Quando: 23 a 25/10 Onde: Transamérica Expo Center

BAURU NA MEDIDA – COMO CRIAR UMA PÁGINA EMPRESARIAL NO FACEBOOK Quando: 9/10 Onde: Escritório Regional Sebrae-SP de Bauru

Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 - Santo Amaro, São Paulo

Av. Duque de Caxias, 16-82, Vila Cardia - Bauru - SP

Informações: www.abtcp2018.org.br

Valor: R$ 70

FEIRA BRASIL TÊXTIL

COMEÇAR BEM – TRANSFORME SUA IDEIA EM MODELO DE

Quando: 23 a 25/10 Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi

NEGÓCIOS Quando: 22, 23 e 24/10 Onde: Escritório Regional Sebrae-SP de Bauru

Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana, São Paulo

Av. Duque de Caxias, 16-82, Vila Cardia - Bauru - SP

Informações: www.febratextil.com.br

Valor: R$ 70


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TEC &

LIVROS Empresa Criativa (Negócio Editora) A agência de publicidade inglesa St. Luke’s chegou a ser considerada aquela que acabaria com todas as outras concorrentes. No livro Empresa Criativa, Andy Law conta como esta agência aboliu o formato de hierarquia tradicional, organizando-se de uma forma diferente dos padrões vigentes, sempre pensando em fazer as pessoas trabalharem com prazer e satisfação profissional.

O Jeito Disney de Encantar Clientes (Saraiva Editora) O livro detalha as iniciativas, os diferenciais e a filosofia da Disney para encantar e satisfazer os clientes. A obra do Disney Institute apresenta também como é a atuação dos executivos da companhia, as ferramentas de gestão usadas no negócio, além dos métodos que se tornaram referência para outras empresas. Boa opção para se conhecer o negócio por trás da magia dos personagens, animações e parques.

Criatividade S.A. (Editora Rocco) Ed Catmull conta neste livro o caminho de sucesso do estúdio Pixar, o mais importante do gênero animação e que ele ajudou a fundar com Steve Jobs e John Lasseter em 1986. Este estúdio está por trás de sucessos como Toy Story, Monstros S.A. e Procurando Nemo, para cital apenas alguns. Catmull mostra como se constrói uma cultura da criatividade, essência do trabalho da Pixar, e que é fundamental haver um ambiente corporativo que estimule a ousadia e não se prenda a convenções.

SMARTPHONE É O PREFERIDO PARA JOGAR GAMES O smartphone, principal meio de acesso à internet para mais de 92% dos brasileiros, segundo o IBGE, também é o principal dispositivo para os amantes de jogos eletrônicos. De acordo com Istockphoto.com pesquisa encomendada pelo PayPal à SuperData, 82% dos brasileiros jogam games via smartphone e 44% deles baixaram até três jogos completos em seu dispositivo mobile no primeiro trimestre do ano. Ainda conforme o levantamento, 35% dos pesquisados admitem que podem repensar uma compra online de game caso o processo de compra seja muito demorado; e 27%, se o checkout se mostrar muito complexo. Outros 24% se sentem inseguros ou desconfortáveis se tiverem de inserir dados pessoais ou financeiros na plataforma. Nos últimos 12 meses, 36% dos brasileiros enfrentaram o processo de compra de game online até o fim; 25% desistiram na hora de selecionar um método de pagamento; e 17%, quando tiveram de preencher as informações do cartão de crédito ou de débito. Questionados sobre quem costuma influenciar a decisão de compra ou download de um game, os entrevistados citaram, primeiramente, a família e os amigos (56%). Na sequência vêm influenciadores que atuam em plataformas de vídeo como o YouTube (46%); indicações em fóruns de discussão de jogos (34%); e conhecidos das redes sociais (30%).

CRESCE O NÚMERO DE USUÁRIOS DA INTERNET NO BRASIL A proporção de pessoas que usam a internet no Brasil passou de 61% para 67% entre 2016 e 2017, segundo a pesquisa TIC Domicílios 2017, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Conforme a 13ª edição do Istockphoto.com levantamento, 120,7 milhões de brasileiros acessam à web, sendo que nas áreas urbanas são 71%. A maioria dessas pessoas (87%) usa a internet todos os dias ou quase todos os dias. O celular é o aparelho mais usado para se conectar, citado por 96% dos entrevistados. Houve aumento no número de usuários que utilizam a TV para acessar a internet, de 7% para 22% entre 2014 e 2018. A pesquisa mostra ainda que 58,7 milhões de brasileiros acessam a internet apenas via celular. Essa é a primeira vez na série histórica do estudo que o acesso apenas via celular superou o número de pessoas que combinam celular e PC, com 49% contra 47%. O uso exclusivo de internet pelo celular é mais comum entre os usuários com renda menor, chegando a 80% nas classes D e E, e também em áreas rurais, com 72%. Enviar mensagens (90%) e acessar redes sociais (77%) ainda continuam como as atividades mais populares entre os brasileiros no uso da internet.


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IDEIAS

Com a evolução das criptomoedas, os cibercriminosos conseguiram ganhar mais Istockphoto.com de US$ 10 milhões no último ano, informa a Kaspersky Lab. Segundo levantamento da empresa, durante o primeiro semestre de 2018, as soluções de cibersegurança da companhia bloquearam mais de 100 mil atividades relacionadas a criptomoedas em bolsas de valores e outras fontes falsas. Pelas estimativas da empresa, um dos alvos mais populares são os investidores em ICOs, que desejam investir seu dinheiro em startups a fim de obter grandes lucros no futuro. Para esse grupo, são criadas páginas da web falsas que simulam sites de projetos oficiais de ICO ou tentam obter os contatos do projeto para enviar um e-mail de phishing com o número de uma carteira eletrônica para a qual os investidores devem enviar criptomoedas.

UMA REVOLUÇÃO NA MODA A francesa Gabriellle Chanel teve uma infância pobre e difícil. Sua mãe morreu precocemente de tuberculose e ela passou a viver em um orfanato. O pai, caixeiro-viajante, nunca cumpriu a promessa de buscá-la. O tempo passa, ela tenta, sem sucesso, uma carreira de cantora. É quando ela se arrisca na Divulgação costura e começa a adaptar roupas masculinas para seu corpo. Surgem trajes femininos diferentes do que havia na época. Ela, então, cria sua grife e revoluciona a moda. A história de Coco Chanel, retratada no filme Coco antes de Chanel, produção francesa de 2009, pode servir de inspiração para empreendedores de diferentes ramos.

“Como as redes sociais podem ajudar na hora de contratar funcionários para o meu negócio?” Milton Beck, diretor geral do LinkedIn para América Latina, responde: Divulgação

CIBERCRIMINOSOS FATURAM MAIS DE US$ 10 MILHÕES COM CRIPTOMOEDAS

PERGUNTE A QUEM ENTENDE

O primeiro passo para usar as redes sociais em contratações é estar presente nesses canais. O ambiente digital pode e deve ser usado a favor da empresa para comunicar sua missão, valores, iniciativas, além, é claro, de anunciar vagas. Isso aproxima não só candidatos, mas também atrai talentos que podem se interessar e que não estavam necessariamente buscando um novo emprego. Segundo a pesquisa “Por dentro da mente dos candidatos”, realizada pelo LinkedIn com 14 mil profissionais em todo mundo, 49% dos entrevistados disseram seguir os canais sociais das empresas para tomar conhecimento de oportunidades. Em paralelo, existe um fato cada vez mais em voga quando se fala de contratação. Recrutadores devem observar as tradicionais qualificações técnicas e os traços comportamentais dos candidatos (os chamados soft skills). Assim como um vendedor não espera o cliente aparecer, um profissional de RH deve ir atrás dos melhores profissionais. Em uma busca rápida pelo LinkedIn, por exemplo, é possível encontrar o candidato mais adequado para determinada vaga com base em uma série de pré-requisitos que podem ser filtrados, seja a fluência em um idioma, a experiência profissional ou a vivência em trabalhos voluntários. A partir daí, é natural entender o comportamento social desses candidatos, sua filosofia de vida, gostos pessoais, postura. Nesse contexto, as redes sociais têm que ser geridas com certo cuidado, já que são um dos principais termômetros para a contratação nos dias atuais. No geral, é imprescindível que as redes sociais das empresas e dos candidatos estejam sempre atualizadas e reflitam os seus valores. Para empresas, ser responsivo nos comentários, ter atualizações periódicas e valorizar a qualidade de conteúdo postado, ajuda a tornar a empresa uma marca engajada e melhorar sua marca empregadora. Tem alguma dúvida sobre como a tecnologia pode ajudar o seu negócio? Pergunte a quem entende! Mande um e-mail para imprensa@sebraesp.com.br.


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PUBLIEDITORIAL DIVULGAÇÃO

ENTENDA COMO UMA GRANDE INICIATIVA SE TRANSFORMA EM UMA GRANDE GESTÃO.

A praticidade na gestão, comercialização e logística do SAP Business One.

A 1.500 km de Manaus está localizado o longínquo Território Médio Juruá, região rica em andiroba, murumuru e açaí que abriga várias comunidades que dependem muito do cultivo e extração desses itens. Foi assim que surgiu a EBC Bauana, uma empresa fundada por cinco jovens que emprega e gerencia o fluxo de produção de aproximadamente 75 famílias produtoras da reserva. A capacidade dos jovens empreendedores não parava de crescer, porém, os desafios de comercialização e logística aumentavam no mesmo ritmo. Para resolver o problema, a Fundação Amazonas Sustentável apresentou o projeto à SAP, que no mesmo instante decidiu ajudar na gestão.

Foi com a doação do software SAP Business One à empresa que teve início o gerenciamento de produtos, custos e a rastreabilidade das sementes coletadas. Como resultado, houve um imediato aumento na lucratividade que beneficiou não apenas a EBC Bauana, como toda a comunidade local. Justamente por isso, os jovens empreendedores decidiram não colher os louros desse sucesso sozinhos. O objetivo agora é servir de modelo para que novas empresas surjam na região inspiradas na mesma iniciativa. E, claro, quem mais ganha com tudo isso é o Médio Juruá. Descubra o que SAP Business One pode fazer pela sua empresa, acesse sap.com.br/simplifique e saiba mais.

Jornal de Negócios - 01 de Outubro de 2018 - 294  

Nesta Edição: No Mês do Empreendedor, conheça as histórias de quatro empresas que conseguiram resultados surpreendentes graças a ideias inov...

Jornal de Negócios - 01 de Outubro de 2018 - 294  

Nesta Edição: No Mês do Empreendedor, conheça as histórias de quatro empresas que conseguiram resultados surpreendentes graças a ideias inov...