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Serviços de Transportes

Serviços de transportes – cenário e mercado

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Oportunidades

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Capacitação do profissional

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Melhore a gestão do seu negócio

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Desafios e investimentos

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Serviços de transportes – cenário e mercado A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes áreas, é um dos maiores desafios na atualidade tanto para o Brasil quanto para vários outros países. O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos. Melhoria da renda da população de classes média e baixa, os incentivos promovidos pelo governo federal para o mercado automobilístico e a baixa qualidade do transporte público contribuíram para o aumento do número de carros no trânsito. Com isso, tornaram-se ainda mais constantes os problemas com engarrafamentos, lentidão, estresse e outros, um elemento presente até mesmo em cidades e localidades que não sofriam com essa questão. A cidade de São Paulo é uma das que mais sofrem com esse problema. Em média, o paulistano pode passar até 45 dias do ano no trânsito, algo impensável para quem deseja uma melhor qualidade de vida no âmbito das cidades. Aparentemente, as medidas criadas para combater essa questão não foram de grande valia, tais como: o sistema de rodízio de automóveis, a construção de mais ruas, viadutos e avenidas para a locomoção, entre outras.

A grande questão é que, segundo especialistas, não há perspectiva de promoção de uma real mobilidade urbana no Brasil se as medidas adotadas privilegiarem o uso do transporte individual. É preciso, pois, melhorar as características do transporte público de massa, com mais ônibus, corredores e faixas exclusivas, metrôs, terminais e até mesmo bicicletas. Neste contexto, é importante ressaltar que, para a grande maioria das pessoas residentes em São Paulo, tudo o que diz respeito ao transporte e à locomoção dentro da cidade piorou em 2017. Tal opinião é o que revela a 11ª edição da Pesquisa de Mobilidade Urbana, em parceria com o Ibope Inteligência. A pesquisa, realizada com moradores de todas as regiões do município, aferiu uma insatisfação generalizada com os serviços de mobilidade, contrariando os relatos de melhora que prevaleceram nos últimos anos.

O trânsito de São Paulo um grande problema com congestionamentos e lentidão.

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Precarização do transporte público

A pesquisa confirmou que a má qualidade dos serviços de transporte público é o principal fator que impede a população de substituir o carro. Entre os entrevistados que relataram utilizar o automóvel como principal meio de deslocamento, uma significativa maioria (80%) demonstrou estar disposta a fazer a troca, mas disse que para isso questões como tarifa e lotação dos veículos precisariam ser resolvidas. De acordo com a pesquisa, o desejo não concretizado de migrar para o transporte público mostra apoio da população em buscar alternativas para substituir o uso do veículo próprio. Um exemplo é a ausência de novas faixas e corredores exclusivos para ônibus no atual Plano de Metas da Cidade. “A população mostra que quer usar mais o transporte público. É preciso fazer dele uma prioridade”, enfatiza o Ibope.

Ônibus: vantagens e desvantagens

De acordo com o levantamento, o ônibus municipal é o meio de transporte mais comum na cidade e também o mais utilizado (cerca de quatro em cada dez usuários fazem uso desse tipo de veículo por cinco ou mais dias da semana). Entre os motivos mais citados para seu uso estão a economia proporcionada pelo bilhete único e os corredores e faixas exclusivas. No entanto, apesar dessas praticidades, a população considerou os ônibus superlotados e caros. Em relação ao ano anterior, a percepção é de que estão mais vagarosos na locomoção, com maior tempo de espera para chegar e menos confortáveis. As mulheres também relataram ter medo de sofrer violência sexual dentro desse transporte, sendo esta a variável mais mal avaliada pela população. Vale ressaltar que a pesquisa foi realizada no momento em que diversas denúncias de casos de assédio em ônibus ocorreram pela cidade.

Bicicletas e ciclofaixas

Depois dos ônibus, que fazem parte da rotina de 47% dos entrevistados, os meios de transporte mais utilizados são o carro (22%), metrô (13%), a pé (8%) e trem (4%). Apenas cerca de 1% das pessoas se locomovem por meio de bicicletas. Entre os motivos para a baixa aderência, aparece o temor pela segurança, já que os dados mostram que os paulistanos se sentem vulneráveis ao pedalar, relatando medos que vão desde furtos e roubos até os acidentes de trânsito. Ainda nesse escopo, outra justificativa para não utilizar o meio foi a ausência de ciclovias e ciclofaixas ao longo de todo trajeto.

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Oportunidades Em um cenário de dificuldade na mobilidade urbana, é possível verificar oportunidades no setor de transportes, tanto para pessoas, como dos animais de estimação e entregas de produtos, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo. O transporte de carga se configura como um serviço fundamental que contribui para todos os demais setores da economia. Sem transportes, produtos não chegariam às mãos dos consumidores, indústrias não produziriam e fornecedores não entregariam. O serviço de transporte de pequenas cargas e fretes é aquele realizado por meio de veículos de pequeno porte, como motos, utilitários e pequenos caminhões. Geralmente operando com transporte de cargas fracionadas, esse tipo de serviço pode ser utilizado para o transporte de mercadorias dos mais diversos tipos, sejam elas perecíveis ou de grande valor agregado. Normalmente, sobretudo no início das atividades do novo negócio, é comum o frete e transporte ocorrer dentro do perímetro urbano das cidades. Neste contexto, para cargas urbanas, o principal diferencial passa a ser a rapidez da entrega e a segurança do transporte, garantindo assim a integridade dos bens transportados. De fato, as transportadoras que movimentam cargas fracionadas, ou seja, mercadorias divididas em pequenas cargas, se diferenciam das demais empresas do setor pelo baixo volume transportado, distâncias percorridas variadas e rapidez na entrega. Desta forma, mais do que uma simples oportunidade de negócio, o frete e transporte de pequenas cargas é um serviço estratégico que contribui para integralizar os demais setores, influenciando diretamente a segurança e a qualidade de vida, além de contribuir substancialmente para o desenvolvimento econômico do País.

Diversificação / agregação de valor

Os empresários devem ter em mente que fatores como agilidade, rapidez e pontualidade são condições mínimas para que uma empresa permaneça no mercado. O diferencial a ser oferecido e que irá agregar valor ao negócio é fator determinante na preferência do cliente, chegando ao ponto de o consumidor estar disposto a pagar mais pelo serviço, em relação a outras empre-

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sas. Estes diferenciais dependem da relação entre os negócios e podem estar fundamentados em ofertas de serviço distintas da maioria dos concorrentes. Algumas formas de diferenciação dos serviços de transporte de pequenas cargas e fretes podem ser apreciadas a seguir: • Utilização de veículos sempre limpos e em bom estado de conservação. Lembre-se que os veículos estão sempre em contato direto com os clientes e o estado deles refletirá a imagem da empresa; • Profissionais uniformizados, identificados e atenciosos. O transporte de mercadorias envolve uma questão de confiança bem acentuada por parte do cliente. Profissionais apresentáveis contribuem para aumentar este nível de confiança; • Sistemas de rastreamento e controle de segurança. Empresas de transporte de cargas, muitas vezes, trabalham com cargas preciosas que podem ser desviadas; • Opção de carregamento e descarregamento. Em muitos casos, tal serviço fica a cargo do cliente, no entanto, pode ser um diferencial importante disponibilizá-lo. Fonte: ANTT-Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Custos e controles internos

O transporte de pequenas cargas é uma atividade que possui custos significativos de operação. Em razão disso, o empreendedor deve buscar, constantemente, reduzi-los a fim de melhorar a eficácia do desempenho de suas atividades. Os custos variáveis são calculados em função da quilometragem realizada pelo veículo durante a realização do serviço. Dentre as variáveis relativas aos custos do transporte de pequenas cargas, pode-se citar: • Seguro do veículo; • IPVA, licenciamento e seguro obrigatório; • Amortização dos utilitários e motos; • Depreciação; • Salários dos motoristas e carregadores;

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Liderança

• Combustível e manutenção dos veículos; • Outras despesas mensais.

Os custos fixos são aqueles que, para efeito de cálculo, não dependem do deslocamento do veículo. • Aluguel da sede; • Assessoria contábil; • Despesas administrativas; • Luz, telefone, água e internet; • Pró-labore.

Bons resultados com sua equipe de trabalho dependem de vários fatores: contratar a pessoa certa, colocar no lugar certo, comunicar, treinar, motivar e, principalmente, liderar.

Retenção

A retenção de um talento na empresa deve ser um dos fatores a se atingir, com boas condições de trabalho ao colaborador, remuneração, reconhecimento e a qualidade de vida.

Divulgação

O processo de divulgação deve englobar um conjunto de ações de marketing que a empresa desenvolve, com a finalidade de tornar o produto conhecido no mercado e identificado por suas características. Existem muitas formas de se promover a divulgação das atividades da empresa. No caso de transportadoras de pequenas cargas, o objetivo pode ser alcançado por meio de mensagens em veículos de comunicação, como outdoors, propagandas em rádio, TV, internet e anúncios em jornais. A divulgação do negócio pode ser feita ainda por meio de cartazes e adesivos, que impactem visualmente, colados no próprio veículo usado para realizar as entregas. O boca a boca também se caracteriza como um poderoso instrumento de divulgação para os produtos oferecidos. Daí a importância de agregar valor e repassar ao cliente a imagem do serviço prestado. O investimento em divulgação precisa estar de acordo com as necessidades e objetivos da transportadora. Por isso, deve ser adequado ao serviço e dentro da capacidade financeira da empresa.

Importante: Incluir uma margem de lucro em seus preços. Somente de posse do cálculo detalhado dos custos relacionados às atividades da empresa é que se pode propor uma política que vise o planejamento e a redução dos mesmos. É importante ressaltar que, se a empresa optar por contratar profissionais com veículos, tais custos tendem a reduzir. No entanto, aumentam-se os custos com salários.

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Capacitação Profissional Profissional responsável

A formação dos condutores é um dos principais problemas relacionados ao trânsito. Os especialistas acreditam que o processo de aprendizagem dos cidadãos ignora etapas. “No Brasil, o indivíduo parte do zero, como pedestre, e vai direto para as mil cilindradas no outro dia”, aponta estudo, que utiliza como exemplo a educação europeia, na qual o contato com o transporte se inicia desde cedo, primeiramente com a bicicleta, e evolui, até que a pessoa se torne, efetivamente, condutor de um veículo motorizado. Má formação dos condutores e sistema viário defasado prejudicam a mobilidade urbana.

• Necessário incorporar novos comportamentos na mobilidade urbana para o profissional atuante no segmento. • Seguir as normas do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), órgão máximo normativo, consultivo e coordenador da política nacional de trânsito, responsável pela regulamentação do Código de Trânsito Brasileiro e pela atualização permanente das leis de trânsito.

Dica: Contratação e treinamento Contratar e reter funcionários qualificados para sua empresa é um passo importante e estratégico, por isso, invista tempo e atenção em todo o processo de recrutamento e seleção. Fontes de recrutamento: Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), Sindicatos, associações de classe e entidades associativas (Sest, Senat, ANTT etc.).

Dica: Planejamento

• Programe as ações de treinamento para os períodos de menor movimento da empresa, para não comprometer a realização dos trabalhos. • Recursos financeiros: sempre que possível, deve haver previsão de recursos financeiros para suprir os investimentos em seu treinamento e da sua equipe.

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Melhore a gestão do seu negócio Atendimento

Uma grande falha das empresas no ramo de transportes é a falta de padronização em seus processos. Não apenas na logística das entregas, mas no setor de atendimento ao cliente também.

DICA 1: Utilize procedimentos de padronização

DICA 2: Realize pesquisa de satisfação com os clientes

DICA 3: Organização e Limpeza

Um passo a passo do que, quando e como deve ser feita determinada ação ou até mesmo descrevendo como o colaborador deve atuar.

A pesquisa deverá oferecer informações sobre o que pode ser melhorado na empresa, além da possibilidade de obter o contato dos clientes e criar um banco de dados para envio de e-mail marketing, mensagem, sms, etc.

• Esteja atento para que o veículo utilizado nos serviços permaneça sempre limpo. Lembre-se: • Identifique o perfil do público que irá atender; • Defina ações de marketing para atrair, manter e fidelizar os clientes.

Dica 5: Utilize indicadores de desempenho

Dica 6: Estabeleça o preço de venda

Existem inúmeros indicadores para a mensuração de desempenho da empresa: financeiros, operacionais, qualitativos e comerciais. Por exemplo:

Estabelecer o preço de venda é uma das decisões mais importantes, deve considerar:

Gestão financeira

Dica 4: Controles financeiros Mantenha os números da sua empresa sempre atualizados para elaborar o planejamento financeiro eficiente e que sirva como suporte para tomadas de decisões estratégicas e operacionais. Exemplos de controles: balancete gerencial; fluxo de caixa, demonstrativo de resultados (DR) e orçamento anual. Atenção: Para uma apuração correta dos controles financeiros, mantenha as contas pessoais separadas das contas da empresa.

• Ticket médio: trata-se do valor médio gasto pelo cliente a cada entrega / corrida realizada. • Número de entregas/corridas realizadas por mês. • Faturamento bruto mensal. • Pesquisa de satisfação do cliente.

Custos Variáveis + Despesas Fixas + Margem de Lucro = Preço Venda de $ucesso. Atenção: Para a definição de um preço competitivo é importante que o empresário conheça o mercado onde está inserido (localidade, público alvo, concorrência, qualidade e serviços agregados) e verifique se o seu preço de venda está adequado as condições indicadas.

Para mais informações de abertura do seu estabelecimento de transportes ou melhoria do seu empreendimento já existente procure:

SEBRAE-SP

Os diversos cursos e consultorias do Sebrae visam ao atendimento das necessidades e exigências do público alvo, das micro e pequenas empresas, para ampliar e melhorar as competências em termos de gestão e continuidade dos negócios.

Perfil dos participantes:

Empresários ou profissionais atuantes em atividades como: taxistas, motoristas de aplicativos, pequenas transportadoras, motoboys, ciclistas, mototaxistas, motoristas de vans e ônibus (escolares e/ou para eventos), prestadores de serviços de guinchos, entregas, leva e traz de animais e demais serviços de Projetos setoriais para serviços de transportes: um programa transportes no Estado de São Paulo. promissor • Capacitação em Gestão • Soluções presenciais e a distância (cursos, oficinas, vídeos e consultorias);

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Desafios e investimentos Desafios

A mobilidade urbana é um grande desafio para o Brasil na atualidade. Dentro desse contexto, um negócio de transportes, pode enfrentar diversos desafios: infraestrutura e condições das ruas e estradas, manutenção dos veículos, concorrência, contratação e retenção de motoristas qualificados.

Investimentos

Para iniciar um negócio de transporte de pequenas cargas, o empreendedor precisa necessariamente quantificar todos os valores que serão gastos para montar a empresa. O montante de capital inicial necessário para aquisição da frota é relativamente alto, por isso, o cálculo de investimento deve ser feito em função do tipo de mercadoria a ser transportada e o volume de carga. Por mais detalhado que seja o cálculo dos gastos que farão parte do investimento inicial, sempre existirão gastos imprevistos, como quebra do veículo ou acidente provocado pela má conservação das estradas. Nesse sentido, é necessário ter uma reserva de caixa para essas situações inesperadas. Dentre os principais itens que irão compor o montante inicial a ser investido na criação de uma transportadora de pequenas cargas pode-se citar: • Compra de dois utilitários para transporte – R$100 mil, que podem ser financiados em até 36 ou 48 vezes; • Compra de duas motos – R$ 10 mil, que também podem ser financiadas em até 36 vezes; • Dispositivos para armazenar temporariamente os produtos no galpão -------------- R$ 2.000 • Dois sistemas de GPS ------------------------------------------------------------------------- R$ 2.400 • Computador ----------------------------------------------------------------------------------- R$ 1.500 • Internet / telefone -----------------------------------------------------------------------------R$ 650 • Móveis para escritório ------------------------------------------------------------------------ R$ 800 • Busque dados de mercado para a definição do investimento necessário e prazo de retorno do capital; Estes itens servem apenas como um guia para que o empreendedor possa ter noção de como organizar os seus gastos com o investimento inicial. Antes de começar o negócio, realizar um Plano de Negócios. O Sebrae-SP pode ajudar na elaboração: procure o Escritório Regional mais próximo. Quanto mais detalhado for este plano, menor a probabilidade de ocorrerem problemas por falta de dinheiro em caixa, que podem ser determinantes para o sucesso do empreendimento.

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Não jogue este impresso em vias públicas.

Fonte: ANTT-Agência Nacional de Transportes Terrestres

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A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes...

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