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| agosto de 2019 | www.sebraesp.com.br | 0800 570 0800 | # 304

Paulo Brunholi, da Villa Brunholi: caipirinha engarrafada está chegando à Europa

RUMO AO EXTERIOR Com preparação adequada para minimizar riscos, pequenos negócios ganham mercado em outros países vendendo produtos com “toque” brasileiro. Pág. 8

Para vender online, marketplaces crescem na preferência das empresas Pág. 4

Como as Empresas Simples de Crédito facilitam empréstimos Pág. 6

Summer Fancy Food 2019: conheça as tendências da alimentação Pág. 7


2 | JORNAL DE NEGÓCIOS EXPEDIENTE Publicação mensal do Sebrae-SP Edição impressa

O combate ao desalento

CONSELHO DELIBERATIVO Presidente: Tirso Meirelles

ACSP, ANPEI, Banco do Brasil, Faesp,

FecomercioSP, Fiesp, Fundação ParqTec, IPT, Desenvolve SP, SEBRAE, Secretaria de Desenvolvimento Econômico,

Ciência e Tecnologia, Sindibancos-SP, Superintendência Estadual da Caixa Econômica Federal.

DIRETORIA EXECUTIVA

Diretor-superintendente: Wilson Poit

TIRSO MEIRELLES, Presidente do Sebrae‑SP

Aos 32 anos, o paulistano Daniel (nome fictício) está desempregado há dois anos e alterna períodos em que consegue um trabalho temporário com a busca, sem sucesso, de uma ocupação com carteira assinada. Irene (nome fictício), de 28 anos, também perdeu o emprego, mas decidiu seguir outra direção e empreender. Seus doces, que faziam sucesso entre amigos, estão em diversos estabelecimentos da cidade e ela consegue viver exclusivamente da atividade. Apesar dos nomes fictícios, as histórias acima são reais e refletem o cenário e as saídas encontradas pelos brasileiros para se adaptar aos novos tempos, em que mais de 3,1 milhões de paulistas estão desocupados, segundo o IBGE. E que pouco mais de 26 mil pessoas (0,8% do total) tomaram alguma medida para iniciar o próprio negócio. A grande maioria

(84%) optou em buscar novo emprego com carteira assinada. Esse dado nos chamou a atenção. Mesmo estando entre os países mais empreendedores do mundo, por que menos de 1% do pessoal desocupado enxergou a abertura de um empreendimento como saída para o desemprego? Essa é uma questão que envolve desde a esperança de conseguir um novo emprego com carteira assinada ao desestímulo provocado pela alta taxa de mortalidade das empresas. Vivemos uma era que exige soluções inovadoras, seja dos empresários, com a criação de produtos e serviços diferenciados, ou dos legisladores, com a urgente atualização do arcabouço legal que simplifica as regras para empreender, e também dos governantes e sociedade civil, com investimento maciço em educação empreendedora e acesso à inovação tecnológica e crédito produtivo.

Nessa direção, o governo do Estado de São Paulo, em parceria com o Sebrae-SP, anunciou o programa Empreenda Rápido, que vai revolucionar o ambiente empreendedor paulista, simplificando a abertura de empresas, capacitando e dando acesso a conhecimento, inovação e financiamento aos novos negócios e aos empreendimentos já estabelecidos. No campo da cultura empreendedora, neste ano levaremos a mais de 200 mil alunos, do ensino fundamental ao superior, metodologias de aprendizagem que vão possibilitar o desenvolvimento criativo de ideias e projetos e o fazer acontecer. É a nossa contribuição para que os paulistas virem a chave do desalento, passando de desocupados a empreendedores sustentáveis, que geram ocupação e renda, baseados na realidade do trabalho empreendedor.

Diretor técnico: Ivan Hussni Diretor de administração

e finanças: Guilherme Campos JORNAL DE NEGÓCIOS

Unidade Marketing, Publicidade e Propaganda Institucional

Gerente: Marcus Vinicius Sinval

Coordenadora: Marcelle Carvalho Editores responsáveis e redatores: Gabriel Jareta (MTB 34769) e

Roberto Capisano Filho (MTB 46219). Assessores de imprensa:

Gisele Tamamar, Patricia Gonzalez e Rogério Lagos. Estagiários:

Julia Sansoni e Anderson Freitas. Imagens: gettyimages.com.

Diagramação: Bruna Santos,

Daniel Augusto de Resende Neves, Douglas da Rocha Yoshida,

Gisele Resende Costa e Letícia Durães.

Fotos: Ricardo Yoithi Matsukawa – ME e Carlos Raphael do Valle – ME

para o Sebrae-SP. Apoio comercial:

Unidade Relacionamento: (11) 3177-4784 SEBRAE-SP

Rua Vergueiro, 1.117, Paraíso

São Paulo-SP. CEP: 01504-001 ESCRITÓRIOS REGIONAIS SEBRAE-SP

Alto Tietê

Araçatuba

Araraquara

Baixada Santista Barretos Bauru

Novidades

Botucatu

Anote na agenda: está chegando a Feira do Empreendedor 2019

Capital Oeste

Faltam dois meses para o início do maior

Campinas

Capital Centro Capital Leste I

Capital Leste II Capital Norte Capital Sul Franca

Grande ABC

Neste ano, a Feira do Empreendedor vai

lojas-modelo, onde o público poderá conhecer

coincidir com a comemoração do Dia Nacional

os modelos de negócios ideais em diferentes

De 5 a 8 de outubro, acontece a Feira do

da Micro e Pequena Empresa, 5 de outubro.

áreas de atuação. O espaço também vai contar

Jundiaí

Empreendedor 2019 do Sebrae-SP. O evento

A data é uma homenagem à criação do Estatu-

com exposições de startups, arena de negócios,

Osasco

será realizado no Pavilhão de Exposições do

to da Microempresa e da Empresa de Pequeno

Anhembi, na zona norte da capital paulista, das

Porte (Lei nº 9.841, de 5 de outubro de 1999),

arena de crédito e salas de capacitações.

10h às 20h. A entrada é gratuita e as inscrições

que em 2019 comemora 20 anos.

evento de empreendedorismo do País.

já podem ser feitas no endereço feiradoem-

A oitava edição do evento deve reunir mais

preendedor.sebraesp.com.br. São esperadas

de 400 expositores numa área de 40 mil m².

140 mil pessoas nos quatro dias de feira. Para

Quem for ao evento, seja dono de um pequeno

empresas interessadas em expor, é necessário

negócio ou um interessado em empreender, vai

fazer um cadastro no site, que será avaliado de

encontrar palestras e consultorias abrangendo

acordo com o perfil do expositor e com a quan-

temas como marketing, finanças, tendências,

tidade de vagas remanescente.

inovação, exportação, entre outros, além de

Guaratinguetá Guarulhos Marília Ourinhos

Piracicaba

Presidente Prudente

FEIRA DO EMPREENDEDOR 2019 Quando: de 5 a 8 de outubro Onde: Pavilhão de Exposições Anhembi Av. Olavo Fontoura, 1029, São Paulo - SP Outras informações em: feiradoempreendedor.sebraesp.com.br ou 0800 570 0800

Ribeirão Preto São Carlos

São João da Boa Vista São José do Rio Preto

São José dos Campos Sorocaba

Sudoeste Paulista Vale do Ribeira Votuporanga

PARA ANUNCIAR

0800 570 0800


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Entrevista do mês

Escrevendo o presente

O escritor e empreendedor social Geovani Martins conta como trabalhou para viver apenas de seus textos livro. No ano seguinte, fui convidado para participar da Flip 2017, em Paraty. Entendi que era uma oportunidade de encontrar editores e uma editora para publicar meu livro, mas para isso eu precisava terminá-lo. Cheguei a Paraty com o livro pronto.

Diego Braga Norte

A

verve empreendedora se manifesta de diferentes formas. Há o jovem que monta uma startup, o aposentado que decide empreender, um grupo de amigos que junta dinheiro e abre um negócio, e há também aqueles que escrevem. Sim, empreender pode ser escrever. Foi isso que o carioca Geovani Martins, 26 anos, fez. Nascido numa favela em Bangu e atualmente morador de outra comunidade pobre do Rio de Janeiro, o morro do Vidigal, Martins frequentou escolas precárias, conviveu (e ainda convive) com a violência do tráfico e a policial, trabalhou como camelô, barraqueiro de praia e distribuiu panfletos nas ruas. Alfabetizado cedo, tornou-se leitor assíduo. Soube unir a paixão pelas histórias com um agudo poder de observação e talento narrativo para concretizar seu primeiro empreendimento: o livro “O Sol na Cabeça” (Editora Cia. das Letras). Sua rica experiência de vida é uma das facetas retratadas em seu livro e na entrevista a seguir. Quando você começou a se interessar por livros? Tem dois episódios que me marcaram neste processo. Fui alfabetizado em casa pela minha avó, muito novo, aos quatro anos. Ela era a pessoa que me criava. Depois, logo no começo da minha infância, comecei a frequentar a Bienal do Livro do Rio de Janeiro com a minha mãe. Nós nos víamos pouco, ela trabalhava muito. Essas visitas à Bienal têm um valor afetivo muito forte. Era o momento de estar com a minha família completa, minha mãe, meus irmãos. Isso contribuiu para eu me interessar pela leitura, com 8 ou 9 anos. E a escrever? Como foi o processo de criar suas primeiras histórias? Passei a ler livros de forma intensa. Minha família percebeu isso e começou a me presentear com livros. Nessa mesma época eu comecei a escrever, com 9 ou 10 anos, e

De origem pobre, o carioca Geovani Martins fez da literatura sua profissão

E lá você conseguiu uma editora? Eu fui convidado para participar de uma mesa com o escritor Antônio Prata e ele leu meus textos para se preparar. Ele conversou comigo e avisou que tinha convidado um editor da Cia. das Letras para nos assistir. Quando terminou a mesa, o editor Ricardo Teperman me deu um cartão e eu mandei o livro para ele. Isso foi no final de julho. No começo de agosto, assinei o contrato.

não parei mais. Com a internet, comecei a fazer um blog. Ganhei meu primeiro computador com 15 anos e até os 21 escrevi quase sem parar na internet. Foi através desses textos do blog que me convidaram a participar da Flup (Festa Literária das Periferias, no Rio) pela primeira vez, em 2012. Mas eu não fui... O que aconteceu? No primeiro ano eu não pude participar, trabalhava numa barraca de praia nos fins de semana, fazia e vendia bebidas, e o evento era num sábado. Em 2013 eu consegui participar e foi a primeira vez que publiquei fora de internet, numa coletânea. A Flup marca um momento importante, a cena literária do Rio todo ganhou força, não só nas periferias. Passou a revelar autores improváveis e eu fui um deles. Como você procura engajar e incentivar outros jovens no mesmo caminho? Você se vê como um empreendedor sociocultural? De certa forma, sim. Faço questão de estar sempre, pelo menos uma vez por mês, em uma escola ou universidade pública. Nesses encontros,

converso com os jovens, enfatizo a importância dos estudos e sempre acabo conhecendo um ou outro com interesse em escrever. Também tem muita gente que me procura na internet para falar sobre literatura, produção de textos, mercado editorial. As pessoas me enviam textos, pedem para eu ler e dar minha opinião. Tento atender a todos e a incentivar. Quando você decidiu ser escritor? Houve um estalo, um momento especial? Sempre pensei, desde muito novo, que eu não queria viver trabalhando em uma profissão que eu não me identificasse e que fosse só para ganhar dinheiro. Quando eu comecei a entender o que eu estava fazendo, levando a literatura mais a sério, em meados de 2016, meu primeiro livro começou a ganhar forma. Eu comecei a acreditar na ideia de que era possível viver de literatura. Como foi essa caminhada até a primeira publicação? Em 2016 eu estava escrevendo o livro, mas tive que parar para trabalhar por uns meses, levantar um dinheiro para me manter. Enquanto eu trabalhava, tinha que engavetar o

A violência é um tema recorrente em sua obra. Poderia falar sobre isso? A violência é acentuada para todo mundo que como eu nasceu numa favela, sobretudo se for negro. Mas, é um erro achar que a violência está somente nas favelas, na periferia. Está no mundo, é humana. Ela tem vários níveis e o lado mais frágil da cidade sempre vai sofrer mais com tudo, seja com a violência ou com as chuvas. Meu cotidiano sempre foi violento, cresci vendo muitas coisas ruins. Consegui ascender socialmente, trabalhei de camelô e barraqueiro de praia antes de me tornar um dos autores mais vendidos do país atualmente, mas meus amigos e familiares estão no mesmo lugar, na favela. Hoje você vive hoje apenas do seu trabalho? Sim, os direitos autorais do livro rendem um bom dinheirinho, tenho também o trampo no jornal [Martins é colunista do diário O Globo] e trabalho com roteiros. Conseguir um lugar legal para morar e me alimentar com regularidade, para mim, já estava de bom tamanho. Minhas expectativas eram muito menores, não imaginava chegar aonde cheguei tão rápido.


4 | JORNAL DE NEGÓCIOS

O SALTO DOS

Plataformas coletivas de vendas registram crescimento recente e já

A empreendedora Mariana Mello, da Chic Sleep Pijamas: vendas no marketplace representam 30% do faturamento

Gisele Tamamar

Q

uando a administradora Mariana Mello resolveu abrir o próprio negócio, a Chic Sleep Pijamas, e investir em um e-commerce, sua ideia, desde o princípio, foi começar as vendas na loja virtual e também em marketplaces, como Mercado Livre e Rededots. “Como os marketplaces são empresas maiores, eles investem bastante em marketing e fazem com que a gente, que é pequeno e não tem muitos recursos, tenha um parceiro para dar visibilidade e captar clientes”, explica. Assim como Mariana, um grande número de empreendedores encontra nos marketplaces, lojas virtuais que reúnem diversos fornecedores, uma forma de começar a vender na inter-

net e de fazer essas vendas renderem mais. Pesquisa do Sebrae mostra que os marketplaces se tornaram o principal canal de vendas na internet, com a preferência de 52% das empresas em 2018. Em 2016, o canal era utilizado por 24% dos negócios. Foi o crescimento mais expressivo entre as plataformas de comércio online. A flexibilidade das empresas que atuam com marketplace em aceitar empresas de pequeno porte, a menor exigência de quantidade mínima de produtos ou lotes exclusivos para vendas, e a proposta de negociar essa parceria com mais condições de “ganha-ganha” são alguns dos fatores apontados pelo consultor do Sebrae-SP Edgard Neto para explicar o aumento do uso da plataforma. “Além

disso, trata-se de mais um canal de vendas para o pequeno negócio que não tem seu próprio e-commerce ou que, mesmo com o e-commerce próprio, quer disseminar e mostrar a mais consumidores potenciais seus produtos e serviços”, complementa. No caso de Mariana, os marketplaces representam 35% do faturamento da empresa, enquanto que a loja própria online corresponde a 15%. O showroom mantido dentro de um salão de beleza, na zona sul de São Paulo, responde pela maior fatia: 50%. Antes de criar a Chic Sleep Pijamas, em 2017, Mariana fez pós-graduação em gestão empresarial e trabalhou como funcionária em empresas tradicionais. “Foram experiências importantes,

mas sempre existia uma insatisfação. Eu percebia que alguns valores e sonhos não faziam sentido onde eu estava”, conta a empreendedora. Depois que decidiu pedir demissão, Mariana chegou a trabalhar com a venda de produtos digitais, depois começou a vender produtos como capas de celulares, vestidos infantis e até chegou a fazer um plano de negócios para uma empresa de peças “tal mãe, tal filha”. No meio do caminho, encontrou o nicho de roupas para dormir que deixam a mulher mais bonita e confortável. “Quando eu resolvi ter meu próprio negócio, tive muita dificuldade e achei até um pouco frustrante. Apesar das minhas formações, elas não foram suficientes para realmente abrir um negócio.


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MARKETPLACES

têm a preferência de 52% das empresas na hora de vender pela internet

ESTRUTURA

Buscar uma plataforma coletiva de vendas foi também a escolha da engenheira eletricista Giovana Pepino quando resolveu mudar totalmente de área e começar a empreender. Depois de ficar desempregada, ela começou a buscar alternativas de atuação por causa da idade, da dificuldade de retorno ao mercado de trabalho e da maternidade. “Foi uma mistura de acontecimentos. Sofri um acidente e quase perdi os movimentos das mãos. Passei uma fase difícil e com tudo o que tinha acontecido comecei a fazer mandalas como terapia”, conta. O uso da técnica de pontilhismo e o resultado final dos trabalhos começaram a chamar a atenção de amigos e familiares até o início das vendas na internet. Além de vender as criações da Vida em Cores Mandalas no Elo 7 (marketplace voltado para produtos artesanais) e nas redes sociais, Giovana representa a empresa Happy Dotting no Brasil para a venda de ferramentas para o uso da técnica de pintura. A empreendedora até tentou montar seu próprio site no começo, mas enfrentou dificuldades, além da necessidade de desembolsar o pagamento da mensalidade e contratação de uma pessoa para fazer atualizações. “No marketplace já existe uma estrutura. A comunicação com o cliente e a gestão das vendas atendem as minhas necessidades”, afirma Giovana, que não descarta a possibilidade de investir no próprio e-commerce no futuro. A recomendação do consultor

do Sebrae-SP para quem pretende investir na venda online é pesquisar muito bem as plataformas existentes no mercado e as condições impostas – existem plataformas voltadas para áreas específicas. “O marketplace é um atalho para chegar mais rápido aos consumidores potenciais, mas deve ser estudado sobre todos os aspectos de produtos, exigências comerciais, precificação, entrega, logística, marketing”, lembra Edgard Neto. Entre as vantagens da venda no marketplace, o consultor destaca a divulgação e aumento da visibilidade da marca com a venda em mais de um canal, assim como a credibilidade da plataforma. “Estar em

um shopping virtual garante uma diversidade de público que vai encontrar várias opções em um único local”, diz. Outra vantagem é a melhoria do SEO, sigla em inglês para “search engine optimization” – ferramentas responsáveis pela melhoria da indexação da marca e do site do pequeno negócio por estar vinculado a um marketplace de mais relevância. Em termos práticos, o objetivo é melhorar a posição em que os produtos aparecem nos mecanismos de busca, como o Google. Por outro lado, a venda na plataforma terá uma margem de lucratividade menor, eventuais exigências de volumes de vendas ou lotes destinados a venda pelo marketplace,

o que pode afetar a personalidade da marca. Isso significa que tanto a empresa pode acabar criando uma dependência eterna desse modelo de negócio para venda, como que os clientes percam o interesse em visitar sua loja online. E existe a hora certa de sair do marketplace e investir no próprio site? Segundo o consultor do Sebrae-SP, esse é um grande dilema para o empreendedor. Uma das recomendações é conciliar as duas plataformas de vendas, mas antes de qualquer decisão, Edgard Neto destaca a elaboração de um plano de negócio para que todos os pontos importantes das operações sejam previstos e planejados.

QUAIS SÃO AS PLATAFORMAS DE E-COMMERCE MAIS UTILIZADAS?

2016

Marketplace ou shopping virtual

24%

2018

52%

Plataforma alugada

45%

47%

Rede social

36%

37%

Plataforma gratuita

14%

17%

Plataforma própria

32%

11%

Aplicativo mobile

13%

7%

Fonte: Pesquisa Nacional de Varejo Online do Sebrae

E quem me deu uma luz, uma direção mais certa, foi o Sebrae”, afirma. Por isso, para quem está começando nas vendas online, Mariana não tem dúvidas em recomendar o marketplace. “Mesmo com as taxas cobradas, é uma forma de validar seu produto em uma plataforma que investe em marketing e tem um nome conhecido no mercado”, diz.


6 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Dinheiro mais acessível

Empresa Simples de Crédito facilita a concessão de empréstimos e reduz custos para as MPEs

TIRA-DÚVIDAS

Nelson Hyppólito e Renato Coelho abriram uma ESC: relação mais próxima ao cliente

Como funciona a ESC? A região de atuação da ESC está limitada ao munícipio sede e aos municípios limítrofes. A fonte de receita é, exclusivamente, oriunda dos juros recebidos das operações realizadas. O volume de operações da ESC está limitado ao seu capital social, ou seja, ela só pode emprestar com recursos próprios.

Qualquer pessoa física pode abrir uma ESC? Sim, mas cada pessoa física pode participar de apenas uma ESC e não são permitidas filiais. A ESC pode ser uma empresa individual de responsabilidade limitada (Eireli), empresário individual ou sociedade limitada.

Como é a tributação da ESC? O regime de tributação é pelo Lucro Real ou Presumido, não podendo, portanto, enquadrar-se no Simples. A receita bruta anual não pode ser superior a R$ 4,8 milhões, vedada a cobrança de encargos e tarifas.

E como funciona na prática? As partes fazem um contrato, ficando uma cópia com cada parte. A movimentação do dinheiro deve ser feita apenas por débito ou crédito em contas de depósito. A ESC pode usar a alienação fiduciária (transferência feita por um devedor ao credor). As operações precisam ser registradas em entidade autorizada pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários.

N

o final de abril, quando o governo sancionou a lei criando a Empresa Simples de Crédito (ESC), o empreendedor Renato Coelho viu a oportunidade de ampliar seus negócios. O ex-bancário, que já comandava uma empresa de administração financeira em Guarulhos, abriu a Go Credit em sociedade com Nelson Hyppólito, também ex-bancário. Mesmo em pouco tempo de funcionamento, o empreendimento já dá sinais positivos. “Temos uma quantidade significativa de projetos e, do ponto de vista operacional, estamos indo muito bem”, diz Coelho. A criação da ESC é resultado de uma ação coordenada pela Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas, com o apoio do Sebrae. A ESC permite que qualquer pessoa abra uma empresa para emprestar dinheiro para

Quais são os benefícios da ESC para os pequenos negócios?

micro e pequenos negócios. A expectativa é que sejam injetados cerca de R$ 20 bilhões por ano no mercado, ajudando a aquecer a economia. Dados do Banco Central mostram que as micro e pequenas empresas (MPEs) receberam crédito de R$ 208 bilhões em 2018. Apesar de as MPEs somarem 95% do total das empresas brasileiras, elas sofrem com juros de 44,8% ao ano, enquanto que a média praticada para todo o conjunto de empreendimentos – ou seja, incluindo as grandes – é de 20,9%. “O público das micro e pequenas empresas é penalizado pelas grandes instituições financeiras, que cobram juros muito altos. Na ESC a taxa fica em torno de 3% a 5% ao mês”, afirma Coelho. Pesquisa realizada pelo Sebrae no ano passado mostrou que para 51% dos empresários do segmento, a redução dos

juros seria a principal medida para melhor a tomada de crédito. O assessor especial do ministério de Economia, Guilherme Afif Domingos, acredita que com a maior concorrência criada pelas ESC os juros devem cair. A previsão é que 300 ESC estejam em funcionamento ao final deste ano. O Estado de São Paulo registrava 27 empresas desse tipo até o fim de junho e é o líder em número de negócios desse tipo. Outro fator a favor das ESC é a redução da burocracia para a concessão de empréstimo, defende Coelho, da Go Credit. “É um relacionamento mais humano e mais próximo com o cliente”, conclui. As unidades do Sebrae em todo o país estão preparadas para orientar tanto os empresários interessados em abrir uma ESC quanto os empreendedores em busca de crédito.

A ESC deve reduzir a taxa de juros para os pequenos negócios. Atualmente a média é de 40% ao ano. Também deve injetar R$ 20 bilhões de crédito por ano para as pequenas empresas, considerando o surgimento de mil ESC. Isso representa 10% de aumento do mercado de crédito para MPE, que recebeu, em 2018, o montante de R$ 208 bilhões em crédito, segundo o Banco Central. Por fim, por ser um mecanismo de financiamento de caráter local, a ESC pode estimular a geração de emprego e renda nos municípios.

Quais as restrições? A remuneração da ESC ocorre somente pela taxa de juros cobrada, não sendo admitida a incidência de quaisquer outros encargos, mesmo sob a forma de tarifas. Não é permitido, também, que a ESC capte recurso com bancos para depois emprestar a terceiros. O endividamento máximo da ESC não deve superar três vezes o seu patrimônio líquido. O projeto de lei que a instituí prevê que todas as operações financeiras feitas por essas empresas de crédito estão sujeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).


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Rumos da alimentação

Missão do Sebrae-SP leva 40 donos de pequenos negócios a Nova York para a Summer Fancy Food

C

om números superlativos – 2,6 mil expositores, 200 mil produtos e participação de empreendedores de mais de 50 países –, a Summer Fancy Food dita os rumos do setor de specialty food no mundo. Esse é o segmento que engloba produtos artesanais, orgânicos e gourmet, cada vez mais em alta entre os consumidores. O Sebrae-SP participou da sua 65ª edição levando 40 empresários, donos de pequenos negócios da alimentação como padarias, restaurantes, pizzarias, lanchonetes, food trucks e indústria de alimentos de todo o Estado. Uma das grandes tendências percebidas na edição deste ano é o crescimento dos alimentos funcionais, que trazem – ou ao menos prometem trazer – algum benefício à saúde de quem os consome. A consultora do Sebrae-SP Karyna Muniz, que esteve na feira, ressalta o crescimento das bebidas funcionais: chás, sucos, refrigerantes e até cafés com substâncias que “fazem bem ao corpo e à mente”. Além do sabor, essas bebidas oferecem algumas características extras, como altos valores nutritivos, substâncias que ajudam com controle do colesterol, combatem a pressão alta, melhoram a digestão, auxiliam no sono, entre outras funcionalidades. “Vimos sucos orgânicos enriquecidos com biotina ou colágeno, por exemplo”, conta Muniz. A biotina é a vitamina B8, que atua na formação da pele, unhas e cabelo. E o colágeno é uma proteína imprescindível na constituição celular do corpo, auxiliando, por exemplo, na flexibilidade e capacidade de cicatrização da pele. Aliado ao apelo mais saudável, muitas empresas agregam também valores sociais e sustentáveis aos produtos. Assim, as embalagens mais valorizadas são as menores e de materiais biodegradáveis ou recicláveis – saem os plásticos e entram papéis cartão e vidro. Os rótulos ressaltam a origem dos produtos, muitas vezes com matérias-primas oriundas de pequenos produtores, cooperativas regionais ou com o apoio de alguma ONG. O respeito ao meio ambiente e ao chamado “fair trade” – produtos

Empreendedores e equipe do Sebrae-SP que participaram da Summer Fancy Food em Nova York

que ajudam e fomentam pequenos produtores e/ou locais – agrada os novos consumidores. “Vemos a consolidação da indústria do natural, do orgânico. O público atual traz uma nova forma de consumir,

GRANDES TENDÊNCIAS DA FEIRA • Alimentos funcionais: chás, sucos e outras bebidas enriquecidas com substâncias que “fazem bem” • Produtos sustentáveis e embalagens biodegradáveis • Respeito aos pequenos produtores e à origem dos produtos

quer mais funcionalidade e sustentabilidade”, avalia Ivan Hussni, diretor técnico do Sebrae-SP. “A visita é importante para que os empresários brasileiros ampliem os conhecimentos em relação a novos

produtos e façam networking com o mercado. Acompanharam essa missão nossos especialistas em food service, inovação e internacionalização para apoiar os empreendedores nesse aprendizado”, conclui.

Eu vi que cada negócio aqui tem a sua identidade, o produtor pega alguma coisa que o valoriza, mostra isso e faz com que os clientes participem daquela experiência. Nesse detalhe, eu quero buscar receitas antigas da minha família para implementar em meu negócio para que ele fique com a cara da família, já que o negócio familiar tem mais de trinta anos. Priscila Carmen Teixeira, dona da Padaria Onze (Tatuí), que participou da missão do Sebrae-SP à feira.

A linha da tendência vegana, a parte de produtos orgânicos e naturais, realmente trazem muitas novidades que nós vamos conseguir levar para o Brasil. Vamos repaginar no nosso cardápio com ideias que nós trouxemos da Summer 2019. Denis Bueno, sócio do Pepper Drinks, de São Bernardo do Campo.


8 | JORNAL DE NEGÓCIOS

ALÉM DAS

Pequenos negócios levam ‘brasilidade’ para mercado

Paulo Brunholi e a caipirinha engarrafada de sua empresa: de suvenir a produto de exportação

Gabriel Jareta

Q

uando o empresário Paulo Brunholi resolveu investir na exportação da caipirinha engarrafada produzida por sua empresa, a Villa Brunholi, não imaginava que a “aventura” pudesse causar prejuízo. Afinal, seu produto era requisitado por estrangeiros, que levavam garrafas e garrafas da loja no Brasil como suvenir, e ele

havia encontrado a possibilidade de entrar no mercado americano. Mas a falta de conhecimento pesou na hora de fechar os primeiros negócios no exterior. “Nós não conhecíamos o mercado, os processos e acabamos perdendo dinheiro. Por isso eu digo que ter conhecimento é o principal. Não acredite em todo mundo, estude, leia a legislação sobre o que pode e o que não pode em cada país”, recomenda.

Hoje, com mais conhecimento e com um bom parceiro comercial – a chamada “trading company” –, a caipirinha de Brunholi está embarcando para ser vendida em Portugal e, posteriormente, em outros países europeus. Desta vez, porém, Brunholi tem representação em Portugal, testou o produto em feiras de negócios e encontrou uma trading que já atua no segmento. “Ainda acredito no mercado dos EUA, mas

o custo para entrar é muito alto, são muitos registros, muitas licenças”, diz. Em Portugal, a garrafa deve ser vendida por uma média de 9 a 11 euros (de R$ 38 a R$ 46, de acordo com a cotação do início de julho/19). No Brasil, o produto sai por um valor médio de R$ 45. De acordo com Brunholi, neste primeiro momento as exportações devem responder por 5% do


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FRONTEIRAS

exterior, que exige empreendedores preparados e cuidadosos faturamento da empresa. No atual momento, o valor da cotação do real em relação ao dólar e ao euro tornam o cenário até mais atrativo para as empresas que querem exportar, mas, para o empresário, esse não deve ser o principal fator para a internacionalização. “A pessoa que pensar apenas no benefício cambial está enganada. Pode até aproveitar o momento, mas precisa ser competitivo em qualquer cenário. A exportação faz com que você aumente a produção e passe a ganhar no volume”, afirma.

TOQUE BRASILEIRO

Assim como a caipirinha da Villa Brunholi, produtos de micro e pequenas empresas brasileiras encontram no mercado externo um caminho para faturar mais, diversificar a carteira de clientes e fortalecer a marca. De acordo com o DataSebrae, a participação das MPEs no total de empresas exportadoras alcançou o recorde de 40,8% no ano de 2017. Já a participação dos pequenos negócios no valor total de exportações brasileiras, porém, é bem mais baixo: 0,54% em 2017. Isso se explica pela “concorrência” com grandes empresas e commodities agrícolas e minerais (soja, minério de ferro, petróleo), além de carne bovina e frango. As exportações das MPEs brasileiras têm características muito diversificadas: destacam-se pedras preciosas trabalhadas, madeira, calçados e seus componentes, produtos de perfumaria/cosméticos. Além disso, tudo aquilo que tem um “toque” brasileiro ou se caracteriza como algo típico do Brasil tem boa aceitação no exterior. Esse é o caso da Sabor das Índias, empresa que vende pimentas e geleias utilizando, entre outros ingredientes, matéria-prima de plantas amazônicas e típicas da flora brasileira. A empresa, que começou há 26 anos na cozinha da casa do fundador, Gustavo Moreira Aquino, hoje vende para 11 países, como EUA, Portugal, Alemanha

e Suíça. Atualmente, os produtos estão sendo certificados como kosher (produzidos de acordo com a lei judaica) e também com o ISO 9001, ambos para ampliar a penetração nos mercados internacionais. Aquino conta que a ideia de exportar seus produtos começou por volta de 2014, a partir da sugestão de um agente local de inovação (ALI) do Sebrae-SP. “Ele me disse: ‘Seus produtos têm cara de exportação’. Mas a exportação mesmo só veio três anos depois, com muita preparação”, diz o empreendedor. Desde o início, ele se concentrou em desenvolver produtos que não tivessem concorrência no exterior. “Meu ketchup e o molho barbecue vendem bem no Brasil, mas não venderiam nos EUA. Não vou querer vender pimenta mexicana no México ou pimenta indiana na Ásia”, diz. Hoje, seu carro-chefe são os produtos com pimenta biquinho, mas a empresa deve ampliar o mix com mais dez a 15 itens de produtos amazônicos. Para se preparar para a entrada no mercado internacional, Aquino teve de tomar a decisão de redefinir sua marca: afinal, para o consumidor estrangeiro, o nome Índias não contribui para vender a “brasilidade” dos produtos. O empreendedor está ainda decidindo como vai trabalhar a marca, mas a padronização dos rótulos já ajuda para vender os produtos no mercado externo. A participação em feiras internacionais, como a recente edição da Summer Fancy Food, em Nova York, consolidou essa ideia. “Estamos remodelando o conceito, criando uma marca internacional”, diz. Ao mesmo tempo, a empresa está dando os primeiros passos no mercado chinês, onde o volume precisa ser grandioso. Hoje, 5% da produção é para exportação, mas a ideia é chegar a 30%. “Vale muito a pena exportar. Não só pelo retorno direto, mas o espírito da empresa também cresce muito, ganhamos credibilidade no mercado”, afirma.

TABU

O temor de se arriscar no mercado internacional é uma constante para os pequenos negócios, tanto é que muitos recomendam a parceria com uma empresa de trading para planejar a operação. No entanto, para a consultora do Sebrae-SP Angelica Marquez Posadas, especialista em comércio exterior, é preciso desmistificar essa ideia de dificuldade. “Existe um tabu a respeito do mercado internacional, de que é difícil acessar, de que há muita burocracia, muitas barreiras. E isso não é verdade”, afirma. De acordo com a consultora, o que é necessário, isso sim, é participar de feiras, missões e rodadas de negócios internacionais, assim como buscar o auxílio de entidades como o Sebrae-SP, que apontam os atalhos para a internacionalização. “Uma das principais dificuldades é não saber precificar o produto, pois são vários fatores que precisam estar na planilha, como todos os custos logísticos, por exemplo”, diz. Não por acaso, um relatório divulgado pelo Sebrae mostra que, de 2010 a 2018, entre 40% a 50% das MPEs exportadoras do país receberam apoio da entidade para acessar o mercado externo. Outra vantagem da internacionalização é que as MPEs podem exportar mesmo quando estão no limite do faturamento, de acordo com a legislação que rege o Simples Nacional. Ou seja, a empresa pode faturar até o limite R$ 4,8 milhões anuais e, além disso, exportar o mesmo valor em mercadorias e serviços. “Isso acaba sendo um estímulo para procurar mercados em outros países”, afirma Angelica. De qualquer modo, a lição de quem conseguiu chegar ao consumidor estrangeiro é não desistir. “O empresário brasileiro é muito imediatista. O mercado de exportações é lento, mas vale muito a pena. Não dá para perder a esperança nas primeiras dificuldades”, conclui Gustavo Aquino, da Sabor das Índias.

PASSO A PASSO Responder diagnóstico internacionalizacao. sebrae.com.br

Identificar mercados potenciais e exigências legais

Estudar concorrência, atributos de qualidade e preços praticados

Adequar produto/serviço para o mercadoalvo e obter as certificações necessárias

Prospectar clientes no mercado-alvo

Exportar: negociar, vender, entregar e receber


10 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Empreender com propósito Sílvia Regina da Silva conseguiu superar infância difícil e relação abusiva para ajudar mulheres

Sílvia Regina da Silva, da Intercâmbio Woman: ideia para mudar a realidade de mulheres vulneráveis

Letícia Castello Nunes

“S

empre fui empreendedora. Ao criar a Intercâmbio Woman, consegui transformar o meu propósito de vida – empoderar mulheres e ajudá-las a crescer pessoal e profissionalmente, com foco na carreira internacional – em um negócio. A ideia surgiu das dificuldades que tive ao longo da minha vida e de como, com o apoio e as oportunidades certas, consegui superá-las. Venho de uma família grande e muito humilde. Somos em nove filhos e vivíamos na periferia de São Paulo, em Itaquaquecetuba. Aos cinco anos, comecei a trabalhar com a minha mãe e meus irmãos recolhendo lixo nas ruas do Brás

(bairro da região central), separando o que era reciclável e vendendo. Muitas vezes, não conseguíamos vender o material recolhido e não podíamos voltar para casa. Então, minha mãe improvisava um abrigo e dormíamos por lá. No dia seguinte, começávamos tudo de novo. Mesmo a educação não sendo uma prioridade para minha mãe, nunca deixei de estudar. E nem de empreender. Aos nove anos, comecei a minha vida empreendedora. Escrevi, dirigi e atuei em uma peça de teatro. Consegui R$ 0,10 com a venda de ingressos. Aos 14 anos, vendia peças de roupas íntimas femininas na região central. Até que aos 16 anos, engravidei. E, além de ter vergonha de ir para a escola, eu

vivia um relacionamento abusivo. Por isso, precisei parar de estudar. Grávida do meu segundo filho, consegui terminar esse relacionamento e voltar a estudar. Aos 18 anos, terminei o ensino fundamental. E, mais uma vez, tive que parar meus estudos. Dessa vez o motivo eram as crianças pequenas – nessa fase já tinha mais uma menina – e os ciúmes do meu novo marido. Até que, por questões profissionais, meu marido voltou a estudar. Aproveitei a oportunidade e terminei o ensino médio em 2006. Depois de sete anos trabalhando e empreendendo em vários comércios, ingressei em um curso superior de Comunicação Institucional e, em 2015, comecei a graduação em Administração.

Durante a graduação, tive a oportunidade de fazer um curso, Business and Professional Communication, na McGill University, em Quebec, no Canadá. Durante a viagem ao Canadá, entendi que meu propósito era este: ajudar mulheres em situação vulnerável a mudar a realidade de vida delas e a estudar em outros países. Surgiu, então, a ideia da Intercâmbio Woman. Em 2018, vendi meu carro e voltei para o Canadá. Dessa vez, passei três meses estudando francês e firmando parcerias para a empresa. No início de 2019, participei do programa Speed Mentoring do Sebrae-SP, que foi um divisor da minha vida e na vida da minha empresa. Durante o Speed Mentoring, aprendi a gerenciar melhor os recursos disponíveis, a fazer networking, a estabelecer parcerias e a ampliar meus horizontes. O programa me deixou mais segura sobre os rumos que quero seguir e trouxe mais credibilidade para minha empresa. Atualmente, o principal produto que oferecemos é um programa com duração de seis meses. Além de aulas de inglês com estrangeiros aqui no Brasil, as alunas podem fazer um intercâmbio de um mês para alguns países e treinar a língua na prática. Elas também podem fazer cursos de inglês com foco em negócios, com duração de seis meses. Para o futuro da empresa, os planos são buscar novos apoiadores e patrocinadores do projeto e formar mais parcerias com escolas de idiomas e universidades internacionais renomadas; sempre com o objetivo de inserir cada vez mais mulheres capacitadas no mercado de trabalho nacional e internacional. Minha expectativa é atingir 1,2 mil mulheres por ano com nossos programas de desenvolvimento pessoal e profissional.”


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Sempre alerta

VINICIUS AGOSTINHO DA NÓBREGA, Gerente do ER Franca

Feedback e resultados: como alavancar a performance? Quando se pensa em feedback, logo vem à cabeça uma conversa desagradável. É mito, pois, quando bem aplicado, reforça a confiança e fortifica as relações no ambiente corporativo. Para que isso aconteça, deve estar claro que o feedback pode ser positivo, ou seja, o gestor deve reconhecer cada boa ação ou desempenho de destaque, estimulando para que os outros tenham performance equivalente. Sendo assim, os feedbacks positivos podem ser divulgados ao restante da equipe. À medida que o processo de reconhecimento é realizado, o gestor cria uma espécie de crédito, que facilita a abertura do colaborador para receber um feedback construtivo, que tem como objetivo corrigir determinada ação, comportamento, atitude ou desempenho. Para um bom feedback construtivo, o gestor deve observar alguns pontos: 1. Controle das emoções – certifiquese de que você esteja calmo para realizar o procedimento. 2. Cuidado com o ambiente – opte por um local reservado e sem interrupções.

3. Prepare o terreno – comece a conversa de maneira tranquila, deixando claro que o foco está no futuro e tem como base o aprimoramento do colaborador e da equipe. 4. Utilize a técnica SCI (Situação/Comportamento/Impacto) – descreva o comportamento inadequado e o impacto que isso causou para equipe, cliente, gestor ou resultados. 5. Descreva detalhadamente a situação ideal – diga claramente como deveria ser a atitude do colaborador na situação. 6. Avalie o entendimento – tenha certeza de que ele entendeu o que deve ser feito, perguntando como ele pretende agir. 7. Montem um plano de ação e monitore os resultados – caso a correção exija algumas ações, peça para que o colaborador proponha um plano para atingir os resultados esperados. Na sequência, monitore a evolução, reforçando os avanços e corrigindo possíveis incongruências.

Uma das piores coisas que o empreendedor pode fazer é não observar o mercado ao seu redor e as mudanças que ocorrem todo o tempo. Estar atento ao que os concorrentes fazem, novas tecnologias, comportamento do consumidor, tendências e situação econômica é vital para a sobrevivência de qualquer negócio. Ficar desatualizado ou desinformado pode ter efeitos comprometedores nos resultados da empresa, que corre o risco de perder o timing para agir e ceder terreno para outras. Por mais óbvio que pareça, há quem se acomode e só perceba o erro quando é tarde demais. Fala-se muito em inovação, assunto sempre cercado de dúvidas. Inovar é renovar e não necessariamente oferecer algo jamais visto. Tampouco depende exclusivamente de grandes investimentos. Basta a empresa incorporar algo que não fazia parte de seu repertório que já estará inovando. Pode ser acrescentar um produto ou serviço no seu portfólio ou melhorar um processo numa etapa do empreendimento. Por exemplo, a empresa quer ampliar as vendas pela internet. Por que não tentar um marketplace, que, resumidamente, é um shopping center virtual? Expor seu produto na vitri-

ne de um e-commerce reconhecido pode ser muito vantajoso. Tentar o mercado exterior é outra possibilidade. Engana-se quem pensa que exportar é só para os grandes. Pequenas empresas também podem ter acesso ao consumidor de outros países e o Sebrae-SP tem iniciativas para orientar como fazer. Apoio não falta. O empreendedor deve, em essência, ser curioso. Tem de procurar saber sempre mais sobre seu setor e buscar nas mais variadas fontes: livros, sites, publicações especializadas e eventos relacionados a sua área. Ele tem de estar em contato com seu ramo de atuação. Feiras de negócios são um rico manancial de conhecimento e de networking, para citar uma opção. São muitas as ideias para impulsionar a empresa e evitar que entre em um estado de letargia. Esta edição do Jornal de Negócios traz conteúdo sobre os temas aqui mencionados. Que sirvam de pontos de partida para a ação.

WILSON POIT, diretor-superintendente do Sebrae-SP

O Sebrae Responde é um serviço para tirar dúvidas de empreendedores sobre a abertura de novos negócios e questões relacionadas à gestão de empresas já em atividade. Acompanhe o Sebrae-SP no ambiente digital, em www.sebraesp.com.br, e nas redes sociais: facebook.com/sebraesp flickr.com/sebraesp soundcloud.com/sebraesp youtube.com/sebraesaopaulo

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NEGÓCIOS E OPORTUNIDADES

TECNOLOGIA

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AGENDA

ELOGIE. SUGIRA. CRITIQUE. RECLAME. Queremos ouvi-lo: 0800 570 0800 ouvidoria@sebraesp.com.br

FEIRAS DE NEGÓCIOS 2ª FEIRA DE PAISAGISMO, JARDINAGEM E ARQUITETURA SUSTENTÁVEL Quando: 6 a 9/8 Onde: Expo Center Norte Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme, São Paulo - SP Informações: expopaisagismobrasil.com.br

9ª IX CONGRESSO ANDAV – FÓRUM & EXPOSIÇÃO Quando: 12 a 14/8

EVENTOS DO SEBRAE-SP BOTUCATU NA MEDIDA GESTÃO FINANCEIRA Quando: 19, 20, 21, 26 e 27/8 Onde: Escritório Regional Sebrae-SP Botucatu Rua Dr. Costa Leite, 1570 - Botucatu Valor: R$ 260

VALE DO RIBEIRA

Onde: Transamérica Expo Center Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 - Santo Amaro, São Paulo - SP

TENDÊNCIAS DE PROPÓSITOS - PÓS NRF 2019

Informações: congressoandav.com.br

Onde: SENAC Registro Rua Teiti Koki, 105 - Vila Florida - Registro

FOOD INGREDIENTS SOUTH AMERICA Quando: 20 a 22/8

Quando: 8/8

Valor: Gratuito

Onde: Transamérica Expo Center Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 - Santo Amaro, São Paulo - SP

SOROCABA

Informações: fi-events.com.br

Quando: 19 a 23/8

18ª FEIRA INTERNACIONAL DE PRODUTOS E SERVIÇOS PARA A LINHA PET E VETERINÁRIA

Onde: Escritório Regional Sebrae-SP Sorocaba Av. Gen. Carneiro, 919 - Centro - Sorocaba

Quando: 21 a 23/8

Valor: Entrevista gratuita

Onde: São Paulo Expo Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - Vila Água Funda, São Paulo - SP

CAMPINAS

Informações: petsa.com.br

ENTREVISTA DO EMPRETEC

NA MEDIDA GESTÃO DE PESSOAS E EQUIPES Quando: 8, 9, 14, 15 e 16/8

ICAD BRAZIL - CONGRESSO INTERNACIONAL DE DERMATOLOGIA ESTÉTICA E ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

Onde: Escritório Regional Sebrae-SP Campinas Rua da Abolição, 881 - Campinas

Quando: 22 a 24/8

Valor: R$ 280

Onde: Centro de Convenções Frei Caneca R. Frei Caneca, 569 - Consolação, São Paulo - SP

CAPITAL OESTE

Informações: icadbrazil.com.br

EMPREENDA

ESTÉTIKA Quando: 22 a 24/8 Onde: Centro de Eventos Pro Magno Av. Professora Ida Kolb, 513 - Jardim das Laranjeiras, São Paulo - SP

Quando: 19 a 23/8 Onde: Escritório Regional Sebrae-SP Capital Oeste Rua Clélia, 336 - São Paulo Valor: R$ 840

Informações: estetikasp.com.br

CAPITAL SUL

1ª BIKE BRASIL EXPO

EMPREENDA

Quando: 30/8 a 1/9

Quando: 5 a 9/8

Onde: São Paulo Expo Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - Vila Água Funda, São Paulo - SP

Onde: Escritório Regional Sebrae-SP Capital Sul Av. Adolfo Pinheiro, 712 - Santo Amaro - São Paulo

Informações: bikebrasilexpo.com.br

Valor: R$ 840


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TEC &

LIVROS Relações Contratuais Assimétricas e Poder Econômico (Editora Fórum) No Brasil, as pequenas empresas são maioria. Com isso, o empreendedorismo de pequeno porte acaba servindo como meio de resistência das classes desfavorecidas, que nele projetam sua sobrevivência, formando expressivo pilar de sustentação na economia, tanto pelo número de estabelecimentos, quanto pela sua capacidade de gerar empregos. O Estado deve oferecer proteção a esse segmento, para assegurar sua coexistência no mercado, especialmente quando celebram contratos com empreendimentos de maior porte, afinal, tais relações podem revelar-se assimétricas. O livro, resultado da tese de doutorado de Carlos Willians Osório, estuda esse fenômeno e propõe a criação de um sistema de proteção empresarial. O Poder da Ação (Gente) No livro, o autor Paulo Vieira promete fazer a sua vida ideal sair do papel. O autor estimula seus leitores a mudarem de vida, por meio de incentivos, desafios e exercícios que ajudarão a começar uma nova etapa. “O Poder da Ação” apresenta a metodologia chamada “coaching integral sistêmico”, que estimula a ação e a busca dos objetivos. A principal lição que o livro traz é por mais que a metodologia seja a melhor opção, o que realmente importa são suas ações. Guia Diversidade Para Empresas e Boas Práticas (Ideia Sustentável) A publicação aborda o conceito de diversidades e valorização das diferenças relacionadas a gênero, idade, orientação sexual, etnia, condição física etc. O autor, Ricardo Voltolini, aborda a riqueza encontrada na pluralidade no mundo corporativo, apoiado em estudos e pesquisas. O livro procura tirar dúvidas e fala dos desafios enfrentados pelos gestores interessados em incorporar a diversidade em suas empresas.

GOOGLE CRIA ALERTAS E APROXIMA EMPREENDEDORES DE CLIENTES Agora ficou mais fácil encontrar lojas, restaurantes e outros serviços no aplicativo Google Maps. A empresa de tecnologia realizou mudanças no mês de julho na plataforma do Google Meu Negócio, uma ferramenta que ajuda empresas a gerenciarem sua presença on-line. A novidade é o botão “Seguir”, que permite aos usuários acompanharem suas empresas favoritas e receberem, em tempo real, postagens de promoções, por exemplo. Além das funcionalidades já existentes – como local, horário de funcionamento, site e redes sociais –, a alteração possibilita que os estabelecimentos enviem “pushes” (alertas para clientes) quando postam um novo conteúdo ou criam uma promoção. Para Rafael Azevedo, líder do Google Meu Negócio na América do Sul, a ferramenta pretende tornar os empreendedores de micro e pequenas empresas mais presentes no ambiente digital.

BRASILEIRA DESENVOLVE APLICATIVO DE VIAGEM SÓ PARA MULHERES Viajar só nunca foi problema para a empresária Jussara Pellicano. Ao longo dos anos, ela experimentou, sozinha, muitos hotéis, casas e quartos de aluguel. Mas, infelizmente, nem todas as experiências foram satisfatórias. Para se precaver de casos de assédio sofridos por ela e outras mulheres que viajam desacompanhadas, Jussara decidiu criar uma startup de hospedagem colaborativa chamada Sister Wave, uma espécie de Airbnb voltada para o público feminino. A plataforma permite que as viajantes busquem por anfitriãs com o objetivo de trocar vivências como, por exemplo, conhecer lugares e pessoas. O app também possibilita definir uma faixa de preço para encontrar um local compatível com o que a hóspede pretende gastar. A diferença da Sister Wave para as outras plataformas de hospedagem é que a anfitriã tem de estar disponível em casa para dar apoio e o acolhimento necessário durante a estadia. De acordo com a empreendedora, a rede é feita para as mulheres que buscam viajar sem medo ou anseio de serem importunadas durante as hospedagens.


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IDEIAS

PERGUNTE A QUEM ENTENDE Quais negócios são promissores na área de tecnologia hoje? Robinson Idalgo, fundador do Revenda Software responde:

DEU MATCH! SEBRAE-PR LANÇA “TINDER” DOS EMPREENDEDORES

Para isso, basta instalar o aplicativo disponível gratuitamente nos sistemas operacionais Android e iOS. Depois, é só responder informações básicas sobre a empresa e customizar o perfil incluindo fotos, dados dos produtos e serviços ofertados. Quanto mais completo for o perfil, maior é a chance de “match” – a combinação de interesses de compra, venda ou parceria entre empreendedores. De acordo com o consultor do Sebrae-PR Luciano Renan, o aplicativo trabalha com palavraschave que identificam as afinidades e um algoritmo sugere as combinações possíveis.

OLHAR SOBRE A CRIATIVIDADE Abstract: the Art of Design é uma série documental de 2017 produzida pela Netflix em que os protagonistas são nomes conhecidos no universo criativo. A produção mostra o trabalho desses profissionais e coloca em questão como a criatividade se manifesta. A série impacta profissionais de outras áreas além do design, pois aborda, entre outros temas, as aflições de ter de cumprir prazos para a entrega de um trabalho e as estratégias para a concretização de um projeto.

Divulgação

Divulgação

Inspirado no aplicativo de relacionamentos Tinder, o Sebrae-PR criou uma ferramenta chamada Meu Sebrae para facilitar os encontros entre empreendedores com interesses em comum. Ela é voltada para os micro e pequenos empreendedores que querem conquistar novas relações comerciais com parceiros, fornecedores e clientes.

Há negócios rentáveis na tecnologia que são escolhas promissoras para quem quer aproveitar a potência de venda de ferramentas tecnológicas para ganhar mais dinheiro. A criação de aplicativos é uma boa aposta para quem está pensando em investir nesse setor. Startups que criam sistemas em Android e iOS com perfeita navegabilidade e atendendo a demandas ainda não exploradas do mercado se destacam. Há até opções de ferramentas para criação de apps para quem não sabe programar, como a Fábrica de Aplicativos. A automação de pontos de venda por meio das maquininhas de cartão de crédito também é um caminho. Há diversas opções no mercado que proporcionam parcerias para quem busca autonomia no trabalho. Outra boa opção é a instalação de chatbots (assistentes virtuais), que são programados para garantir eficiência no atendimento online. Um dos mais famosos, por ser gratuito, é o do Facebook Messenger. Você pode oferecer serviço de configuração da ferramenta e relacioná-la com outros mecanismos de marketing digital. Para aqueles que estão pensando em atuar junto a pequenos negócios, a alternativa é se tornar revendedor de um sistema de gestão empresarial (ERP). A vantagem de softwares desse tipo é o fato de que o cliente tem na nuvem o controle de várias áreas da empresa, otimizando a gestão. Finalmente, os investimentos em criptomoeda (bitcoins) voltam a crescer lentamente depois de um período de grandes flutuações. Uma das plataformas mais conhecidas de venda e compra de bitcoin no Brasil é a Foxbit. Tem alguma dúvida sobre como a tecnologia pode ajudar o seu negócio? Pergunte a quem entende! Mande um e-mail para imprensa@sebraesp.com.br.


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EDIÇÃO

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Jornal de Negócios - 01 de agosto de 2019 - Edição 304  

Nesta edição: - Rumo ao exterior; - Para vender online, marketplaces crescem na preferência das empresas - Como as Empresas Simples de Créd...

Jornal de Negócios - 01 de agosto de 2019 - Edição 304  

Nesta edição: - Rumo ao exterior; - Para vender online, marketplaces crescem na preferência das empresas - Como as Empresas Simples de Créd...

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