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O7º Anuário Seafood Brasil investe no balanço estatístico do segundo ano de pandemia e aponta caminhos para o pós-Covid-19 por meio de dados estatísticos, opiniões mercadológicas e fornecedores de toda a cadeia produtiva de pescado. Todos os dados desta edição associados ao comércio exterior podem ser acessados de maneira interativa e atualizada no site www.paineldopescado.com.br, enquanto os fornecedores podem ser consultados também em www. seafoodbrasil.com.br/fornecedores Confira!
A publicação se divide em três partes:
1 Artigos
Textos assinados por personalidades e especialistas do ramo, que contam como anda o mercado em três frentes: conjuntura; produção e processamento; comércio e consumo.
Estatísticas
2
Uma compilação das estatísticas mais recentes, segundo as fontes disponíveis no Brasil, nas seguintes frentes: conjuntura; produção; indústria, comércio e consumo. Esta edição adota como padrão a comparação periódica entre setembro de 2020 a agosto de 2021, exceto quando os dados disponíveis não o permitiram.
Guia de Fornecedores
3
Uma lista com contatos e descrição de produtos e serviços prestados por alguns dos principais fornecedores da cadeia produtiva de pescado, em três categorias:
• Produção aquícola e pesqueira
• Indústria frigorífica
• Comércio e distribuição de pescado
Aproveite a leitura e faça muitos negócios!
Índice



Publishers:
Editor: Ricardo Torres
Ricardo Torres
Editor-executivo: Léo Martins
Repórter: Fabi Fonseca
Diagramação: Emerson Freire
Adm/Fin/Distribuição: Helio Torres
Crédito da foto de Capa: Public Domain/Pixabay e Depositphotos


Balanços e estratégias para o setor
Por Jorge Seif Jr.*
Algumas das atividades da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/MAPA) em 2020/2021 visaram fomentar o setor com medidas de desburocratização, segurança jurídica, atração de investimentos internos e externos e modernização dos serviços.
Nessa perspectiva, avanços significativos nos processos de cessão de uso em Águas da União, com a implantação do sistema de solicitação das áreas 100% digital, aprovação da Lei nº 14.011/2020 com a retirada da fase licitatória dos processos e a publicação do novo Decreto 10.576/2020 desburocratizaram e ampliaram o acesso à regulamentação dos empreendimentos.
Em virtude disso, foram 225 novas áreas de Águas da União para implan-
tação de empreendimentos aquícolas com possibilidade de acréscimo de produção de pescado superior a 200 mil toneladas. Para 2022, a expectativa é regularizar outras 180 áreas com capacidade de produção de até 160 mil toneladas. A perspectiva de redução do tempo de tramitação dos processos inferior a 8 meses possibilitará uma maior atratividade para essa modalidade de aquicultura.
Um outro avanço foram os 350 certificados de acreditação de origem legal – CAOL emitidos para uma produção certificada de 15 mil toneladas, gerando aproximadamente US$ 60 milhões com a comercialização e promovendo a ampliação do mercado internacional com a exportação de produtos pesqueiros e produtos de origem de atum e afins para países do Mercosul, bem como outros com alta exigência de compliance para sustentabilidade.
No que tange à modernização da aquicultura e pesca, 22 serviços voltados ao setor aquícola e pesqueiro foram digitalizados e disponibilizados no gov.br. Foram 275 mil carteiras de pesca amadora emitidas e geração de R$ 11 milhões com o pagamento do serviço, além de 198 embarcações de pesca que utilizaram os sistemas com envio de 1.000 mapas de bordo.
Ressalta-se ainda o ordenamento da pesca com 62 atos normativos publicados, que consideram espécies continentais e marinhas gerando segurança jurídica para o pescador, comunidades e sustentabilidade dos recursos pesqueiros.
É relevante destacar a melhoria da qualidade do pescado brasileiro para o mercado nacional e internacional, com a publicação da IN MAPA nº57/2019 e Portaria SAP/MAPA nº 310/2020 que



estabelece os critérios higiênico-sanitários de embarcações pesqueiras de produção primária destinada ao processamento industrial
Deve-se salientar ainda que a reabertura do mercado europeu agregará valor a 100 mil toneladas de pescado exportado da ordem de US$ 70 milhões/ano de faturamento a mais com a comercialização.
Ainda no que concerne às atividades da SAP, as principais projeções para 2022 envolvem a concessão de oito Terminais Pesqueiros Públicos (TPPs) a partir das diretrizes de um governo empreendedor, propiciando a recuperação dessas infraestruturas e sua efetiva entrada em operação. Em 2021, ainda ocorreu a 1ª concessão do TPP de Cabedelo/PB ao Consórcio Rotamar - as reformas estruturantes avançam com investimentos para a revitalização e modernização global do terminal e inauguração até o final de 2021.
As concessões dos TPPs irão beneficiar cerca de 59 mil pescadores artesanais e 600 pescadores industriais com produção que pode chegar a mais de 54 mil toneladas de pescado/ano, aumento da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do pescado.
É relevante frisar a revisão de 359 normas da pesca continental e marinha que serão atualizadas e reduzidas para facilitar o entendimento das atividades de pesca. Destaca-se a revisão da INI MPA/MMA nº 10/2011 com ampla participação da sociedade civil, universidades e setor produtivo alinhada à realidade de quem vive de pescado. A publicação da nova INI nº 10 está prevista para o início de 2022.
Outro destaque é a Modernização do Programa de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras – PREPS com a visualização na plataforma Global Fishing Watch , baseada em inteligência artificial, que promoverá a transparência de dados e ampliará o reconhecimento internacional do País no combate a pesca ilegal, não reportada e não regulamentada (conhecida como IUU).
Note-se que a SAP iniciou em 2021 o Registro Geral da Atividade Pesqueira SisRGP 4.0 com a atualização cadastral dos pescadores inscritos e regularização do passivo de pescadores com protocolo, suspensos e cancelados. A expectativa para 2022 é atingir 1 milhão de pescadores que serão beneficiados com um sistema seguro para a emissão de registros, licenças, autorizações e
acesso aos documentos para o exercício da atividade pesqueira no Brasil.
Por fim, outro aspecto não menos relevante é a atualização cadastral das embarcações de pesca marinha e cadastramento das embarcações continentais. A expectativa é atingir 100 mil embarcações de pesca cadastradas, promovendo suas regularizações e atingir 400 mil pescadores.



Por Alejandro Flores Nava*
Tradicionalmente, o peixe tem sido a base alimentar de vários grupos étnicos na região que, hoje, é chamada de América Latina. Muito antes da criação da colônia para a população assentada ao longo dos mais de 72.000 km de costa e vastas bacias hidrográficas, a captura de peixes e crustáceos, bem como a coleta de moluscos, já eram uma importante fonte de proteína animal.
Apesar de ser recente, a evolução regional da pesca, que veio a se tornar uma importante indústria alimentar, tem sido muito acelerada. Tudo começou na década de 70 do século passado, com ela se desenvolvendo até atingir a captura máxima de 25 milhões de toneladas em 1994. No entanto, a tendência subsequente tem sido decrescente. Com uma contração de mais de 50% em 2019, o volume regional era inferior a 12 milhões de toneladas devido a fatores antropogênicos e aos efeitos das mudanças climáticas.
A aquicultura, por sua vez, é o setor alimentar mais recente da América Latina. Ela foi iniciada no final do século XIX com a introdução de espécies exóticas e a adaptação tecnológica da sua cultura às condições locais. Esta atividade tem experimentado um dinamismo significativo, registrando uma taxa média de crescimento anual superior
a 8% entre 1999 e 2009 - este número é superior a qualquer outro setor de produção de alimentos, impulsionado pela demanda por espécies de alto valor comercial como salmão, camarão, tilápia e mexilhão que juntos, contribuem com mais de 80% da produção aquícola regional. Atualmente, a região contribui com aproximadamente 15% da produção pesqueira e 4% da produção global de aquicultura
A demanda tem experimentado um aumento significativo, atingindo uma média de 10,2 kg/capita/ano. Este nível é estimado por 3 fatores fundamentais: 1) maior disponibilidade de espécies e apresentações; 2) aumento do poder de compra da população; 3) maior consciência social sobre os benefícios do consumo de pescado para a saúde. No entanto, mesmo animador, este número ainda está muito longe da média de consumo mundial, que é de 21 kg.
Pólo potencial de produção e disseminação de pescado
Em 2018, as exportações latino-americanas somaram US$ 17,2 bilhões. A balança comercial de pescado da América Latina é altamente superavitária, atingindo um saldo positivo de mais de US$ 12 bilhões de dólares em 2017 Porém, tal expansão pode ser apenas o começo, dadas as condições regionais de crescer de forma sustentável, tanto
na produção de alimentos in natura , como nos processados para o mundo.
Com o desafio de se adaptar ao novo cenário climático, as duas atividades oferecem vantagens comparativas em relação às demais regiões. A América Latina possui uma das maiores diversidades climáticas e uma das mais ricas biodiversidades aquáticas do planeta - prova disso é que atualmente, quase 80 espécies são cultivadas. Porém, somente na bacia amazônica, estima-se que existam mais de 2.500 espécies, muitas delas com potencial para cultivo.
A região latino-americana ainda possui uma ampla agrobiodiversidade que já começa a ser utilizada na alimentação alternativa de peixes, substituindo a farinha de peixe e tornando a atividade mais competitiva. O local ainda possui a maior superfície adequada para a aquicultura do planeta, combinando clima, solo e água em quantidade e qualidade adequadas. Neste contexto, estima-se que atualmente, os países estão aproveitando apenas entre 5% e 30% de seu potencial.
Grupos de pesquisa nacionais ainda tornaram a pesca e a aquicultura mais técnicas e permeiam esses benefícios aos pescadores artesanais e aquicultores. Programas de inovação, melhoria das práticas de pesca e
aquicultura começam a ser uma constante, sempre estimulados pelas crescentes demandas dos mercados globais, o que significa melhor qualidade e maior sustentabilidade.
Muitos países iniciaram processos de modernização de suas instituições de pesca e aquicultura, como atualização dos marcos legais, fortalecimento de capacidades e criação de infraestrutura, que está proporcionando maior certeza e facilitando o investimento como um todo.
Um grande exemplo é a crescente rede de portos, aeroportos, comunicações terrestres e telecomunicações na região, bem como as capacidades de análise e certificação de segurança e rastreabilidade. Junto com mais de 300 acordos comerciais internacionais, essas melhorias complementam o extenso capital natural para a produção regional de pesca e aquicultura.
Com as projeções de mercado estimando que o consumo humano direto global para 2030 chegará a 152 milhões de toneladas, a atual trajetória da América Latina (e Caribe) estima uma demanda de 5,5 milhões de toneladas. Essas projeções são conservadoras, uma vez que já na pré-pandemia, a disponibilidade comercial de pescado já ultrapassava esses números.
Sendo assim, podemos dizer que a América Latina tem uma oportunidade histórica de planejar estrategicamente (mesmo que seja sub-regional): a expansão ordenada da produção aquícola; a diversificação sustentável da pesca e a geração de novos produtos com valor agregado que atendam à crescente demanda. E isso leva a uma segunda necessidade: a criação de um hub latino-americano, que por sua vez, não é só viável, mas fundamental para que se faça valer a pena essa oportunidade.

de Pesca e Aquicultura da FAO para a América Latina e o Caribe


Por Ademilson Zamboni*
Dizem que de um copo com água pela metade, um otimista o enxerga como meio cheio, o pessimista como meio vazio e o realista o descreve simplesmente como um copo d´água. Todos, individualmente, têm razão. A sabedoria, contudo, mora na capacidade de bebermos um pouco de cada perspectiva. Do otimismo, vem oportunidades e entusiasmo. Do pessimismo, riscos. E da realidade, o campo concreto de trabalho. Por isso, proponho aqui pensar, sob diferentes perspectivas, sobre a retomada dos Comitês Permanentes de Gestão da Pesca (CPGs) após 2 longos anos.
Iniciemos pelo decreto No 10.736, de 29 de junho de 2021, que instituiu o que agora se denomina Rede Nacional Colaborativa para a Gestão Sustentável dos Recursos Pesqueiros, da qual os CPGs são protagonistas. Fato posto, olhemos o copo meio cheio. A retomada dos comitês é, sim, razão para celebrarmos. Afinal de contas, eles são onde institucionalmente os debates sobre a gestão da pesca no Brasil ocorriam até 2019. Sem CPGs, não há um processo formal para consultas aos atores com transparência na formulação e revisão do quadro normativo pesqueiro nacional.
Seu retorno – aguardado para a “pós- pandemia” – traz oportunidades
para rever regulações ultrapassadas, fonte contínua de tensões sociais e impactos ambientais. É a oportunidade para retomar uma agenda de elaboração, discussão e implementação de planos de gestão necessários a mais de 90% dos recursos pesqueiros marinhos explorados. Os CPGs abrem as portas para o debate sobre a modernização do monitoramento e controle da pesca, como as cotas de captura, essenciais para uma atividade sustentável e produtiva.
Do outro lado, a metade vazia do copo. É bem verdade que “antes tarde do que nunca”, mas é impossível não sentir o gosto amargo do tempo perdido desde a extinção dos CPGs: discussões congeladas com as áreas produtiva e ambiental, embarcadas no atraso da formulação de políticas.
Também não é positivo ver que a instabilidade ainda persiste. Afinal, por melhor que seja a notícia da recriação dos comitês, não há nada que elimine o risco de sua revogação. A precária governança da pesca alicerçada em normas infralegais, facilmente revogáveis, sinaliza que a estabilidade desses fóruns não está garantida.
Mas, no fim das contas, o que resta é o mundo real. Ou seja, o simples copo d´água. Os CPGs estão aí e precisamos trabalhar para que, no
pós-pandemia, eles cumpram seu propósito e sigam existindo.
É fundamental vincular aos recém-criados grupos uma agenda focada nos Planos de Gestão. As bases técnicas para isso foram idealizadas lá em 2015, quando o extinto Ministério da Pesca e Aquicultura fez um investimento modesto, mas relevante, em pesquisa pesqueira, transferindo recursos para universidades estudarem a pesca via repasses do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os projetos em curso, muitos com resultados já disponíveis, têm de ser o pontapé de uma discussão pragmática sobre as possíveis soluções para o complexo mundo da pesca.
Com os obstáculos que essa complexidade traz, o sucesso dos comitês só ocorrerá com a participação equilibrada e democrática de representantes das diferentes partes interessadas –muitas vezes longe de Brasília. E até nisso a pandemia nos mostrou novas formas de reunir pessoas fisicamente distantes, que podem otimizar tempo e recursos.
No mais, não precisaremos reinventar a roda. Muitas agendas que foram simplesmente descontinuadas
podem ser facilmente retomadas, como é o caso do debate acerca dos limites de captura para a pesca da lagosta – recurso que enfrenta um quadro delicado de sobrepesca. O mesmo pode se dizer sobre o pargo, que possui um plano de recuperação com ações claras para serem objeto de debate e decisão do CPG Demersais N/NE.
Por último, mas não menos importante, está o diálogo sobre como trazer maior estabilidade para a governança da pesca. O risco de uma nova perda dos comitês somente será eliminado quando o quadro estrutural de gestão estiver estabelecido em Lei, não em decretos ou portarias. Há tempos que falamos sobre a importância de modernizarmos a Lei
da Pesca (Lei 11.959/2009). Assim, a inclusão dos CPGs na legislação é um dos motivos pelos quais levantamos essa bandeira.
Sendo assim, vamos iniciar mais essa marcha. Com o entusiasmo dos otimistas para identificar e agir nas oportunidades que os CPGs nos trazem - mas sempre conscientes de que, assim como eles surgiram, podem novamente desaparecer. Portanto, vamos valorizar o nosso tempo e as lições desses dias de distância. E, para isso, nada melhor do que nos apegarmos ao mundo real, criando uma agenda sólida de trabalho que aos poucos, mas continuamente, nos conduza a um novo marco legal que substitua a fraca Lei 11.959.



Por Danielle de Bem Luiz*
AEmbrapa atuou de forma responsável com seus empregados, colaboradores e parceiros durante a situação pandêmica de segurança sanitária que afetou (e afeta) todo o mundo, instituindo o teletrabalho desde março de 2020 com mecanismos que permitiram a entrega de resultados. No entanto, para os meses de setembro, outubro e novembro deste ano, a previsão é de que haja um retorno escalonado de todos os nossos empregados.
Nesse período (2020/2021), a Embrapa Pesca e Aquicultura ofertou resultados em distintas áreas de conhecimento que visam o desenvolvimento sustentável da pesca artesanal e da aquicultura.
Para a primeira cadeia, por exemplo, divulgamos iscas artificiais de baixo custo para as redes de emalhe e dados de monitoramento de desembarques pesqueiros (produtividade e renda
líquida por pescador e as principais espécies capturadas) na Bacia Tocantins-Araguaia coletados durante a pandemia. Já para a aquicultura, destacamos ações para o enriquecimento do núcleo de conservação in situ dos peixes caranha (ou pirapitinga), tambaqui e pirarucu coletados em pisciculturas da região Norte e/ou na natureza para conservação de material genético de uso imediato ou com potencial de uso futuro no melhoramento genético.
Altos preços
Falta da espécie desejada
Dificuldade no preparo (ex: presença de espinhas)
Não confia na qualidade sanitária dos produtos
Não encontra a apresentação desejada (ex: filé, postas) Outras
Apresentamos ainda importantes avanços para produção sustentável de tilápia em tanques-rede e identificação de parâmetros populacionais e da diversidade genética de populações naturais de pirarucu utilizados na reprodução em cativeiro. Quanto à produção de tambaqui, aspectos de nutrição estão sendo abordados e resultados estão em fase de finalização: tabelas de digestibilidade e exigências nutricionais e protocolos de taxa e frequência para as fases de recria, engorda e finalização.
Na área da economia, estudos socioeconômicos das principais espécies e pólos produtivos da aquicultura foram produzidos e listam as principais demandas, tecnologias, estrutura de insumos, perfil de produtores, da governança e dos mercados. Os documentos podem ser acessados no Centro de
Inteligência e Mercado em Aquicultura (acesse aqui - www.embrapa.br/cim-centro-de-inteligencia-e-mercado-em-aquicultura), que também disponibiliza informações para suporte ao comércio exterior da aquicultura.
Também lançamos recentemente o Sistema de Inteligência Territorial Estratégica para Aquicultura (www. embrapa.br/site-aquicultura), com informações de todo o território nacional que impactam o setor. A plataforma apresenta informações de mais de 20 espécies aquícolas em que nela, é possível identificar limitações e fortalezas de cada região produtora, subsidiando uma tomada de decisão mais assertiva, seja por parte do governo ou do setor privado. Outra novidade é o InoveAqua, maratona de busca de soluções para gargalos que ainda dificultam o pleno desenvolvimento da aquicultura no País.
No Brasil, há ampla margem de crescimento do consumo de pescado. No entanto, para saber quais as barreiras para o crescimento do consumo de pescado no Brasil, realizamos uma pesquisa elaborada
pelo nosso centro. Nela, 57% dos entrevistados indicam que os altos preços são a principal barreira para este crescimento. Outros destaques ficam por conta da falta da espécie desejada, para a dificuldade no preparo e para a qualidade sanitária do produto.
Os resultados da pesquisa se referem ao questionamento sobre as principais dificuldades do consumidor ao comprar peixe, questão esta presente em pesquisa online que fizemos pelo projeto BRS Aqua com mais de 1.500 consumidores.
A análise dessas barreiras, das tendências e dos sinais da aquicultura brasileira foi um dos instrumentos para o desenvolvimento, em 2021, do nosso planejamento estratégico com horizonte 2030 e que conta com a participação de stakeholders públicos e privados. Nele, estabelecemos compromissos alinhados aos objetivos estratégicos da Embrapa que visam o aumento da produtividade e da competitividade da cadeia de forma sustentável. Para concentrarmos e otimizarmos nossos
esforços, priorizamos pesca em pequena escala e aquicultura em âmbito nacional com as seguintes espécies aquícolas (não limitadas a): tambaqui, tilápia, camarão, pirarucu e garoupa. Com parcerias estratégicas, com certeza chegaremos lá!



Com uma série de acontecimentos inesperados para o setor, incluindo apreensão, medo e até alegria, o ano de 2020 passou rápido para a piscicultura brasileira. Em resumo, foi como viver de maneira bem clara as quatro estações do ano em um cenário novo.
Logo no início da pandemia, se esperava o pior para a atividade, o que fez nos prepararmos de todas as formas para o impacto, desde a produção até a vida doméstica de cada um. Mas aos poucos, fomos nos remodelando para esse novo ambiente de angústias e oportunidades que logo surgiram.
Com as dificuldades e surpresas que o momento apresentava, a cadeia de abastecimento de insumos para as indústrias que abastecem
a produção, a própria estrutura de produção e as indústrias de processamento mantiveram o fluxo de funcionamento. E isso foi fundamental para a manutenção do negócio e, principalmente, para o crescimento do negócio em 2020.
Temos na piscicultura duas espécies que lideram a produção: tilápia e peixes nativos – capitaneados pelo tambaqui. No segundo e terceiro semestres de 2020, essas espécies tiveram desempenhos bem distintos, caracterizados pelos mercados a que se destinam. O tambaqui sofreu o revés de políticas municipais e estaduais que restringiram a comercialização nas feiras e mercados livres, principalmente durante o período da quaresma. Já a tilápia, cujo índice de industrialização é bem maior e, com exceção da região Nordeste, é comer-
cializada já processada, está nas principais redes de supermercados – essas, aliás, nunca fecharam, representando durante os meses de aperto a única alternativa de passeio das pessoas para fora de casa.
Essa maior aproximação dos consumidores com o produto pronto fez com quem já o pedia nos restaurantes o levasse para casa, oferecendo aos demais membros de sua família. O resultado desse movimento foi um incremento nas vendas, fazendo, inclusive, com que se reduzissem as exportações em função do aumento da demanda interna. Assim, manteve-se a curva de crescimento de consumo, mesmo após a Semana Santa.
O aumento de demanda da tilápia levou à uma melhor remuneração do
produtor, movimento que se estendeu por todo o ano de 2020, promovendo no último trimestre e primeiros meses de 2021 o maior alojamento de formas jovens de tilápia já observado nos últimos anos.
No segundo semestre de 2020 e, mais especificamente, no último trimestre, observamos também a recuperação dos preços pagos ao produtor de peixes nativos, seja tambaqui, tambatinga e pintado.
Porém, junto com esse processo, veio o aumento dos preços de insumos para ração, nosso principal custo de produção. Essa elevação trouxe para o setor mais uma vez apreensão, porém, o custo foi para todas as proteínas de origem animal, sejam bovinos, suínos e aves. No ponto de venda, principalmente devido ao aumento do preço da carne bovina, continuamos sendo uma opção mais do que viável para o consumidor.
Chegamos ao segundo semestre de 2021. Nele, vimos a concretização de algumas perspectivas sinalizadas no início do ano, principalmente em relação ao maior volume de produção e aumento das exportações - e, mesmo no período de inverno (que este ano foi rigoroso), não
foram observadas quedas históricas de preços, como em outros anos.
E um dos maiores avanços que ajudam para a sinalização de melhores expectativas envolve a indústria, que oferece cada vez mais novos produtos aos consumidores, sempre com maior nível de preparo e preços mais acessíveis para todas as classes sociais, realidade essa que não era imaginada há 2 anos.
Outra expectativa que aos poucos se torna realidade é o sistema de produção integrada, popularmente chamado de integração, que veio para ficar e beneficia a todos - seja da porteira para dentro como da porteira para fora. Esse modelo de negócio, aliás, faz sucesso na suinocultura e, principalmente, na avicultura.
Tudo isso chega com a exigência de um maior profissionalismo. Afinal, pé na água por si só já não significa mais sucesso. Por isso, é mais do que necessário pé na água e bunda na cadeira para, assim, planejar e executar cada movimento do negócio.
Nosso negócio está cheio de oportunidades. Porém, água mole não
significa moleza - afinal, é essa água mole que quebra a pedra dura. Sendo assim, é hora de aprender com as dificuldades, contornar e seguir em frente, pois já estamos surfando neste rio de oportunidades. Aliás, são essas oportunidades que estão mexendo com os players das demais proteínas animais. Ou seja, sim, o negócio está muito para peixe.


Por José Jorge Neves Filho*
Osetor pesqueiro catarinense, assim como toda atividade econômica, sofreu com os reflexos da pandemia da Covid-19. No começo do ano passado, logo que surgiram os primeiros decretos com restrições das atividades comerciais, o impacto na cadeia produtiva da pesca foi muito grande.
O Sindicato dos Armadores e Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) realizou um levantamento interno no qual foi constatado que mais da metade dos armadores tiveram fortes prejuízos devido às restrições impostas. Resultado disso é que algumas embarcações tiveram de parar de pescar para conter os prejuízos, uma vez que, devido à pandemia, leis municipais e estaduais determinaram o fechamento de comércios principalmente nos meses de abril a junho de 2020.
Os armadores mais afetados foram os que tinham como clientes peixarias, pequenos mercados, feiras e restaurantes. Visto que, o pescado vendido para o setor de gastronomia geralmente possui um valor elevado devido às exigências de qualidade e por ser um produto fresco, os armadores ficaram impossibilitados de vender o pescado para este setor e tiveram de colocar um produto de alta qualidade nas indústrias a menos da metade do valor. Além disso, as próprias indústrias tiveram que trabalhar com capacidade reduzida, o que trouxe dificuldade em obter insumos de outros setores da cadeia de abastecimento da pesca, como de logística, abastecimento de óleo, gelo e equipamentos.
A pandemia ainda alterou os canais de comercialização e a forma de
consumo do pescado pela população, podendo ser observado um aumento na aquisição de peixe congelado O pescado enlatado também teve grande importância nesse período, uma vez que a sardinha em lata faz parte da cesta básica alimentar e ajuda a atender as classes mais baixas da população brasileira.
As atividades do Sindipi também tiveram de ser adaptadas para essa nova realidade que estamos vivendo. As reuniões, antes realizadas presencialmente e sempre com a participação de nossos associados, tiveram de observar todos os protocolos de segurança devido à pandemia e muitas delas migraram para o virtual. Isso acabou permitindo que participássemos de mais reuniões e discussões sobre os múltiplos temas que se relacionam com a atividade pesqueira: ao todo, foram mais de 100 reuniões no período, entre o formato virtual e presencial, além do acompanhamento de webinars, consultas públicas e treinamentos de pescadores para boas práticas de higiene e manuseio do pescado a bordo.
Também participamos ativamente em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pesca de Santa Catarina (Sitrapesca) para que a administração pública municipal de Itajaí e região priorizasse a vacinação dos pescadores, nossos parceiros mais importantes - afinal, sem eles não há pescarias.
Apesar das dificuldades, perseveramos. O setor pesqueiro mostrou que tem resiliência e superou mais esse desafio imposto pela pandemia - mesmo com todos os problemas antigos que já possuíamos, como áreas de proibição

de pesca e proibição de captura de algumas espécies.
Já em 2021, podemos perceber um novo cenário, com aumento da demanda de pescado e normalização das operações de pesca.


Apesca industrial no Brasil vem passando por novos obstáculos. Porém, continuamos na luta para resolver problemas antigos e até crônicos para o nosso setor, muitos deles na base das informações necessárias para alcançarmos a tão buscada pesca sustentável.
A pandemia pela qual estamos passando com certeza pegou todos de surpresa e afetou os mais diversos setores econômicos nacionais e internacionais. No entanto, mesmo em meio ao caos, a pesca industrial conseguiu se manter (e até atingir) alguns avanços importantes para o desenvolvimento da atividade no Brasil.
Alguns setores, como dos pescados industrializados vendidos nos mercados, aumentaram suas vendas nos últimos meses. Até os mais atingidos pelas restrições oriundas da pandemia, no caso os pescados mais voltados aos restaurantes como os crustáceos, já conseguem enxergar uma saída e ter boas expectativas para o período pós-pandemia - e claro, que todos esperamos que seja o mais breve possível.
Hoje, nós conseguimos identificar que a pesca industrial no Brasil não é tão diferente de outros países da
América Latina - afinal, os problemas gerais do desenvolvimento do nosso setor afetam da mesma maneira vários países vizinhos.
Alguns exemplos que podemos citar é a falta de mão de obra qualificada nas embarcações pesqueiras, a criação de inúmeras áreas de proteção ambiental no ambiente marinho e a grande ameaça que a pesca ilegal, realizada principalmente por embarcações asiáticas, significa para as produções pesqueiras nacionais. Porém, a base das dificuldades do setor pesqueiro brasileiro se dá hoje pela falta de informações. Ou seja, continuamos trabalhando com estimativas de embarcações, capturas e produções, situação essa que vem nos prejudicando cada vez mais.
Um exemplo da grande bola de neve que a falta de estatísticas pesqueiras cria no Brasil são as listas nacionais de animais ameaçados de extinção. Não existe hoje no País um programa de investigação científica que seja capaz de identificar, analisar e realizar avaliações de estoques dessas espécies. Os pesquisadores que hoje se dedicam a fazerem esses estudos e a avaliarem as espécies que serão ou não incluídas nessas listas, dependem quase totalmente dos dados
oriundos da atividade pesqueira, principalmente das informações dos mapas de bordo entregues pelas embarcações.
Ao mesmo que faltam essas informações gerais da pesca nacional, o problema se agrava quando pensamos nas espécies ameaçadas - por receio das multas milionárias que os pescadores e armadores recebem frequentemente, as espécies ameaçadas de extinção que não são incluídas nos mapas de bordo, são simplesmente descartadas, muitas vezes já mortas, sem registro nenhum. Dessa maneira, uma espécie que entra na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção, tem uma chance mínima de ser retirada dela, pelo simples fato de não existirem informações atualizadas sobre o status de suas populações.
Além desses problemas já enfrentados ao longo dos anos, outras dificuldades têm chegado para o nosso setor, como é o caso da Portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, publicada no final de 2020, que exige que as embarcações pesqueiras sigam inúmeros critérios e requisitos higiênico-sanitários. A grande questão dessa Portaria é o tempo
de um ano destinado para todas as embarcações se adequarem em meio a uma pandemia e a grande dificuldade que as embarcações de pequeno porte terão para atender a todos os critérios.
Outro exemplo são as grandes campanhas sensacionalistas que estão se tornando cada vez mais comuns nas redes sociais e que atingem diretamente o consumo de pescados no País. Essas informações distorcidas e nem sempre verdadeiras confundem consumidores que não estão familiarizados com a origem dos pescados e nem com a própria atividade pesqueira marinha nacional.
Por isso, precisamos da união do setor pesqueiro industrial para
conseguirmos acompanhar os grandes países pesqueiros em busca da pesca sustentável. E os maiores interessados para que isso aconteça somos nós mesmos, que dependemos diariamente da nossa atividade no mar.
Campanhas de consumo do pescado, publicações verdadeiras e não sensacionalistas sobre a atividade pesqueira, estatísticas pesqueiras nacionais e gestão participativa e sustentável da pesca são pilares básicos que precisamos seguir em busca do desenvolvimento da pesca no País. Seguimos sempre com a missão de representar e defender o setor pesqueiro na promoção do desenvolvimento sustentável da pesca no Brasil.


Por Itamar Rocha*
Depois de ocupar posição de destaque, tanto na produção como nas exportações, incluindo a liderança mundial de produtividade e ocupar o 1º lugar das importações de camarão pequenomédio dos EUA (2003), bem como o de camarão tropical da União Europeia (2004), o camarão cultivado do Brasil perdeu um mar de oportunidades econômicas/financeiras ao deixar de explorar seu invejável potencial natural. No entanto, ainda há tempo para agir e se recuperar.
Claro que os ensinamentos e êxitos representados pelo expressivo crescimento de 2.405,3% da sua produção en-
tre 1997 (3.600 toneladas) e 2003 (90.190 toneladas), bem como a alta de suas exportações de 14.513,8% entre 1998 (400 toneladas) e 2003 (958.455 toneladas), precisam ser considerados. No entanto, é bom lembrar que mesmo depois de ter chegado ao fundo do poço em 2016 com somente 60.000 toneladas, o setor, mesmo enfrentando os percalços da Covid-19, conseguiu crescer 24,44% (112.000 toneladas /2020) em relação às 90.000 toneladas de 2019.
Inclusive, em um horizonte temporal que se analisa o desempenho dos principais produtores, exportadores e importadores mundiais de camarão marinho cultivado até 2025, a
explicação do nosso inconformismo é encontrada. Ela está associada ao fato de que, a despeito das suas vantagens competitivas e comparativas, mesmo diante das projeções de que a demanda mundial não será atendida, em 2021, o camarão cultivado do Brasil não está sendo considerado nem no contexto da produção ou exportações.
Na verdade, quando se fala dos principais produtores mundiais de camarão marinho cultivado, o que chama a atenção é o fato de que o Equador é o grande destaque. A despeito da Covid-19, o país assumiu uma posição de liderança mundial ao explorar uma área de 250.000
E EXPECTATIVA DA PRODUÇÃO DE CAMARÃO MARINHO CULTIVADO DO BRASIL (TON.):
hectares, produzindo 736.000 toneladas e exportando 677.000 toneladas, o que totaliza US$ 3,611 bilhões só em 2020. A projeção para 2021 é exportar 750.000 toneladas e atingir US$ 4,0 bilhões.
Por outro lado, a Índia, que explorou uma área de cerca de 150.000 hectares de viveiros de camarão, vem apresentando um crescimento sustentável desde 2010. Isso levou o país a ocupar a liderança mundial da produção e das exportações de camarão marinho cultivado em 2019 e, mesmo diante da Covid-19, tanto a produção como as exportações foram expressivos em 2020: 570.000 e 550.000 toneladas, respectivamente.
Com relação ao Vietnã, ele apresentou um crescimento entre 8% e 10% ao ano na última década, fazendo com que o país atingisse uma produção de 465.000 toneladas em 2020.
Já no tocante ao cenário das importações, embora a União Europeia seja a maior importadora, suas importações em 2020 (788.709 toneladas) foram apenas 5,3% maiores que as de 2012 (749.840 toneladas) - e, mesmo excluindo 2020, o crescimento entre 2012 e 2019 apresentou um CAGR de 1,1%.
No entanto, em segundo lugar, as importações de camarão dos EUA, graças à popularidade do camarão
nos seus múltiplos serviços de alimentação, tem apresentado um cenário bem otimista. Basta ver que em 2020, apesar dos efeitos negativos da Covid-19, o país importou 747.241 toneladas de camarão que, comparado com 2019, teve um crescimento de 6,63% em volume e 7% em valor. Agora, a previsão até 2023 é de que suas importações de camarão sem cabeça ultrapassarão 1.000.000 toneladas.
Nesse mesmo passo, a China, que por muito tempo foi a maior produtora e exportadora mundial de camarão, representa a 3ª força das suas importações globais. Sua importância está relacionada ao fato de que entre 2012 e 2019, o país respondeu por 70% a 75% do crescimento absoluto das importações setoriais, passando de 48.000 toneladas (2012) para cerca de 800.000 toneladas (2019). E mesmo diante da Covid-19, suas projeções apontam para uma meta de importações de 1.000.000 toneladas em 2023.
Diante do exposto, fica claro que, se o Brasil adotar as medidas de apoio setorial preconizadas pela Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), desenvolvendo as ações para atração de investidores e de tecnologia para a exploração do seu invejável potencial logístico, nosso País poderá, num espaço de 5 a 7 anos, ocupar
posição de destaque em produções e exportações mundiais.
Portanto, as oportunidades para o camarão brasileiro estão postas, pedindo uma ação da cadeia produtiva e suas lideranças que precisam viabilizar as parcerias e os apoios financeiros para executar as ações. Dessa forma, nós não temos dúvidas alguma de que o setor pode crescer e contribuir para atender à crescente demanda nacional e mundial por esse, que é um produto cada vez mais desejável.


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Aromas atratibilizantes de alho, canela, orégano e outros
Alta concentração, resultando menor dose por kg
Por Eduardo Lobo Naslavsky*
Aindústria de processamento de pescados vive um momento de reformulação e de expansão estratégica. Nós entendemos que sobrevivemos, no ano de 2020, ao pior momento da nossa história, quando duvidamos da nossa capacidade de sair desse túnel sem fim que foi o momento de pandemia e sobre como seria o futuro pós-pandemia. No entanto, percebemos que a humanidade se adequou, a vacina chegou, os mercados estão em plena expansão e o consumo de proteína saudável nunca esteve tão evidente.
Quando pensamos em proteína saudável, automaticamente falamos da proteína dos pescados. Nesse momento no qual o consumo internacional de proteína saudável é forte e a população começou a melhorar o seu hábito alimentar no Brasil, aumentando a quantidade de quilos de pescados consumidos por ano, ou seja, proporcionando um novo horizonte para o setor como inteiro, paira uma dúvida: como a indústria vai se posicionar?
Nós temos uma orientação muito grande ao aumento de cultivo. Ou seja, existe muito mais peixe na água ou sendo alojado para ser despescado durante o ano de 2021 o que, consequentemente, trará um aumento muito grande em 2022, se comparado ao ano de 2020. Além disso, existem muito mais projetos e muito mais tranquilidade para o empresariado investir do que no passado.
Sendo assim, eu resumiria que o nosso momento pós-pandemia é um momento de crescimento estratégico. O que isso significa?
Primeiro, diz respeito à reforma e melhoria nas indústrias que já existem e que já estão implantadas. As indústrias sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF) estão se capacitando melhor e estão buscando tecnologia, investindo para fazer mais com menos.
O segundo passo diz respeito à implantação de novas unidades industriais com localização lógica. Ou seja, significa acoplar a indústria ao local da produção. Durante muitos anos no Brasil, as indústrias foram construídas em locais próximos à moradia de seus gestores ou de seus acionistas, mas com um distanciamento muito grande da produção, seja ela de captura ou de piscicultura.
Eu acho que a interiorização é o processo mais evidente agora. As indústrias que vão surgir estarão muito mais no interior, acopladas às produções da piscicultura ou da carcinicultura. Logo, as indústrias que surgirem para amparar a matéria-prima capturada não estarão localizadas próximas às capitais, mas sim em municípios longínquos onde o principal fator de implantação dessas indústrias será a piscosidade da região, a capacidade de investir e fomentar uma pesca artesanal mais contundente e, consequentemente, obter-se uma matéria-prima volumosa e sustentável.
Então, os anos de 2021 e 2022 serão períodos de reformulação e de crescimento estratégico, aperfeiçoando e absorvendo tecnologia para as indústrias que já estão implantadas, além de ser uma fase de surgimento de novas indústrias no movimento de interiorização, agregando essas unidades industriais à produção real.
Com isso, há diminuição numa série de custos, um ganho em qualidade, e o final é de uma maior competitividade para atender à demanda de proteína saudável no mercado internacional, além de preços contínuos e equilibrados, com um produto de muita qualidade para o mercado interno.


Por Júlio César Antônio*
De fato, 2020 foi um ano altamente impactado pela pandemia da Covid-19. Afinal, o setor enfrentou os gargalos inerentes à essa crise: incertezas sobre reabertura dos restaurantes; inadimplência dos clientes; alteração de cardápio; aumento de custos; disparada do dólar; falta de embalagens; mudança no perfil dos clientes que, com o trabalho home-office, passaram a almoçar em casa; e até os buffets de festas, que ainda não voltaram às suas atividades definitivas. Neste contexto, também é bom lembrar que foi um ano difícil no segmento de merenda escolar, que ficou completamente parado.
O aumento das vendas do varejo foi significativo, mas não compensou as vendas perdidas no foodservice. A linha de produtos é diferenciada e
as indústrias tiveram que produzir e atender em tempo hábil a este segmento, o que foi desafiador, uma vez que não estava previsto o expressivo aumento de vendas ao varejo num curto espaço de tempo.
O fornecimento de matéria-prima foi impactado por vários fatores: câmbio desequilibrado deixando os produtos importados mais caros; aumento do preço da ração, onerando consideravelmente os custos dos produtos de cultivo; pouca oferta dos produtos oriundos do extrativismo; aumento dos gargalos das fronteiras com ações de controle da pandemia; dentre outros.
Para enfrentar tudo isso, as indústrias foram obrigadas a otimizarem seus processos, verificando oportunidades para que assim, eles fossem mais eficientes. Além disso, fortaleceram

as relações com seus parceiros para, juntos, encontrarem as medidas aplicáveis para cada desafio, buscando soluções personalizadas para os clientes, verificando suas necessidades no chamado “novo normal” e entendendo que o mercado mudou, tornando obrigatório agir de maneira cirúrgica e rápida para atender às novas demandas. No entanto, tudo isso precisava ser feito priorizando o cuidado da saúde de seus colaboradores, com a implantação de protocolos de natureza higiênicasanitária para evitar a contaminação e a propagação da Covid-19.
Em 2021, o varejo segue aquecido. O setor de alimentação fora do lar ainda sofre restrições de funcionamento, mas segue firme na retomada. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o índice de empresas trabalhando no prejuízo caiu para 37% em julho, contra 54% em junho e 77% em abril. Todavia, o endividamento das empresas e o aumento dos insumos preocupam o setor.
Segundo os dados do Painel do Pescado , de janeiro a julho de 2021, houve um acréscimo de 22% em volume na importação de pescado, se compararmos com 2020. Com relação às exportações, no mesmo período, verificou-se um aumento de 29,6% em valor.
Nesse sentido, há sinais de recuperação na economia. Contudo, 2021 permanece como um ano desafiador - afinal, o brasileiro ainda sofre com a
perda de seu poder aquisitivo. E isso reflete no setor como um todo.
O fornecimento de matéria-prima, por exemplo, continua prejudicado em decorrência da Covid-19. Além disso, há falta de produto no mercado (tanto da pesca extrativa quanto da aquicultura), preços mais altos no pescado nacional e importado, falta de contêineres, com consequente aumento dos fretes marítimos e redução do free time, tornando a importação mais onerosa. A oscilação do dólar é mais um fator que dificulta uma projeção de compras e uma precificação ideal do produto importado.
No que tange ao consumo, a busca por alimentos mais saudáveis e o encarecimento de todas as demais proteínas (carne bovina, suína e de frango) são fatores que tornaram o pescado atrativo nos pontos de venda. A 18ª edição da Semana do Pescado confirmou o interesse dos compradores na nossa proteína, com a realização de ações em todas as regiões do Brasil e alta adesão dos consumidores.
Acreditamos que 2022 será um ano de crescimento econômico e de recuperação do emprego e renda, o que acarretará num aumento de consumo de todas as proteínas, especialmente o pescado, que a cada dia se consolida na mesa do brasileiro como um alimento saudável e saboroso.
Todavia, para vencer a pandemia, suas consequências e tornar 2022 o ano de crescimento econômico, é fundamental que haja harmonia entre os Três Poderes do Brasil, pois o ambiente de crise política gera insegurança no investidor e no empresário, impactando a economia como um todo.
Reafirmamos também a necessidade de segurança jurídica e desoneração tributária, bem como o fomento ao setor através de linhas de crédito de baixo custo. Para impulsionarmos a cadeia, também é necessário que o Ministério da Agricultura atue de forma colaborativa e orientativa com o empresariado, pois a parceria entre o órgão regulador e o setor regulado é de suma importância para um crescimento de longo prazo.
Por fim, o setor como um todo se fortaleceu com os desafios impostos pela pandemia e atualmente está mais unido. A cadeia é marcada pela pluralidade e há espaço para todos dentro deste grande mercado que é o Brasil. Podemos realizar grandes feitos em conjunto, o que pôde ser percebido durante a Semana do Pescado deste ano.

*Presidente


A visão de quem exporta, promove ou comercializa
Por Cristiano Melles*
Quando começou a contagem regressiva para a virada, no fim do ano passado, estávamos todos esperançosos que 2021 seria diferente. A pandemia parecia estar sob controle e já era possível enxergar um horizonte mais positivo. Mas tudo não passava de uma miragem. Poucos dias depois, a Covid-19 e suas variantes avançavam novamente pelo País, trazendo uma nova onda de medo com novas regras que mais uma vez, afetou o comércio. Resultado: a situação ficou ainda mais complexa do que antes.
Uma pesquisa realizada pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR), em parceria com a consultoria Galunion, especializada no mercado food service, e com o Instituto Foodservice Brasil (IFB) em maio deste ano, mostrou um alto nível de endividamento das empresas do setor: 71% dos bares e restaurantes afirmavam ter dívidas; e outros 66% não tinham mais recursos para funcionar em casos de novas restrições ou lockdown. A queda nos caixas impactou diretamente na geração de empregos, que desde o início da pandemia, contabilizou 64% de demissões nos estabelecimentos - na média, 21% dos colaboradores foram desligados.
Os dados foram fundamentais para que a ANR pudesse fortalecer o trabalho de diálogo junto às esferas governamentais para tentar minimizar os impactos da crise no setor. Em
São Paulo, por exemplo, foi possível antecipar a flexibilização do plano estadual, ampliando o horário e a capacidade de funcionamento de bares e restaurantes.
Já no Rio de Janeiro, a entidade conquistou uma vitória histórica: a redução da alíquota de ICMS para alimentos, iniciativa essa capitaneada pelo SindRio, com apoio da ANR. Agora, buscamos a mesma compreensão no Estado de São Paulo, onde esperamos baixar a alíquota para colaborar com a desoneração da folha e trazer um ganho real aos estabelecimentos.
Estudamos e desenhamos ainda outras estratégias apresentadas aos governos para aliviar momentaneamente outros tributos e impostos, além de possibilitar maior acesso às linhas de crédito. Nos juntamos com importantes movimentos e participamos das principais discussões do País que impactam o setor, como a nova tributação do Imposto de Renda e a Minirreforma Trabalhista que foi recém aprovada na Câmara.
Na outra ponta, demos suporte aos gestores dos estabelecimentos, preparando-os para a retomada. Fizemos parcerias com fornecedores dos mais diversos segmentos, buscando oferecer aos estabelecimentos melhores condições de negociação em todas as frentes. Planejamos e executamos um intenso cronograma de eventos, palestras, cursos e webinars
que pudessem trazer informações sobre inovação, gestão, sustentabilidade, tecnologia, novos meios de pagamentos e novas plataformas de atendimento.
Para o futuro, novos e antigos conceitos como agilidade, integração, diversidade e experiência pavimentam uma longa jornada. No entanto, nenhum deles é capaz de traduzir tão bem os últimos estágios da alimentação fora do lar ao mesmo tempo em que define o que vem pela frente.
Por isso, resiliência é a palavra de ordem para o setor. Há uma melhora à vista e, sabendo se adaptar, todo o setor será capaz de retomar sua atuação, fortalecendo assim seu papel na economia brasileira.

*presidente da Associação Nacional de Restaurantes (ANR)


Por Marcio Milan*
Em 2020, o autosserviço nacional alcançou um faturamento de R$ 554 bilhões por meio da operação de todos os seus formatos e canais de distribuição (mercado de vizinhança, supermercado, hipermercado, atacarejo e e-commerce). Estes canais são responsáveis pela comercialização de mais de 87% dos produtos adquiridos pelos consumidores, representando 7,5% do PIB brasileiro.
O movimento dos canais de distribuição exige do setor produtivo novas formas de atuação: de um lado temos as lojas menores que possuem espaço mais restrito; e de outro, temos os atacarejos que, por sua vez, possuem necessidades diferenciadas e propósito de atender os clientes focados na
missão de compra em grande volume e preço baixo.
Neste contexto, as lojas menores exigem que a indústria revise o seu portfólio para melhor atendêlas - afinal, elas anseiam por um mix diferenciado, com produtos menores e porcionados. Já os atacarejos têm a necessidade de embalagens maiores e packs, além do mix diferenciado.
Na pandemia, as famílias brasileiras ampliaram as ocasiões de consumo dentro dos lares, dedicaram mais tempo na elaboração de pratos e passaram a consumir alimentos mais saudáveis.
No entanto, a preocupação dos brasileiros com a saúde se agravou e os consumidores redobraram os cuidados

com a higiene, alimentação, corpo e mente. E isso acaba incluindo em sua rotina alimentos saudáveis, a prática de esportes e a meditação.
Além dos cuidados fisiológicos, outros hábitos adquiridos na pandemia vieram para ficar: a possibilidade de uma nova forma de exercer a atividade laboral (como o trabalho presencial e híbrido) agradou empregadores e empregados. Logo, ocasiões de consumo fora e dentro dos lares permanecerão.
Por que eu disse tudo isso até agora? Porque o comportamento do consumidor mudou, assim, como sua forma de comprar. A aceleração do e-commerce no período pandêmico fez com que os consumidores perdessem o medo e aprendessem a utilizar a tecnologia. E neste contexto, um sinal de alerta para a cadeia produtiva é a criação de um novo design e adequação de embalagens com foco em perecíveis.
Nesse novo cenário, os consumidores vão analisar o que faz sentido para ele. E um grande exemplo dessa situação é o pescado, produto rico em proteínas, vitaminas e minerais, atributos esses que atraem pessoas preocupadas com a sua saúde, longevidade e qualidade de vida.
Para ajudar a mostrar o valor deste produto ao consumidor, a Semana do Pescado, apoiada tradicionalmente pela Associação Brasileira de
Supermercados (ABRAS), é uma ação justamente pensada para impulsionar o consumo deste alimento. E isso se torna ainda mais relevante quando pensamos que diariamente, cerca de 28 milhões de consumidores recorrem às mais de 91 mil lojas supermercadistas em todo Brasil.
Prova da força que este alimento tem nas gôndolas de todo País é o seu faturamento. Só em 2020, a seção de peixaria nos mercados brasileiros foi responsável por mais de R$ 4,5 bilhões do faturamento do setor. E se temos consumidores cada vez mais preocupados com a saúde e bem-estar (o que os faz buscar uma
alimentação saudável), a tendência é que haja um crescente consumo de pescados.
De fato, esse mercado é promissor. A preocupação e o cuidado com a saúde e alimentação não são uma tendência passageira: elas vieram para ficar, o que obriga todo o setor a se reinventar para acompanhar essas mudanças para sobreviver.
Sendo assim, é primordial para o desenvolvimento da cadeia de pescados do Brasil a parceria entre a indústria e o varejo na construção de uma pauta permanente de comunicação e educação para o consumidor.
Afinal, “o mercado está para peixe”.

institucional e administrativo da Associação Brasileira de
Exija do seu fornecedor a qualidade dos produtos Natubrás

o ambientemeio

Matéria-prima da melhor procedência, ótimas práticas de fabricação, instalações que respeitam a legislação e equipamentos de congelamento ultrarrápido são alguns dos fatores que garantem o padrão de qualidade Natubrás São camarões, lulas, mexilhões, polvos e cortes nobres de peixes, em embalagens práticas e seguras ao consumidor.


Por Carolina Nascimento*
Omar está para peixe, especialmente no Alasca. Depois de um 2020 complicado, em que vimos a safra de salmão muito abaixo das expectativas e operações enfrentando dificuldades em meio ao auge da pandemia nos EUA, vê-se um 2021, tanto de salmão quanto de peixes brancos, com safras robustas e operações mais adaptadas às restrições pandêmicas.
A safra de salmão selvagem foi concluída com capturas 14% acima do projetado para 2021, com mais de 216 milhões de peixes capturados. O destaque vai para os quase 150 milhões de salmões pink (rosa ou rosado) capturados – essa espécie, de excelente custo-benefício, sempre é a estrela da safra em anos ímpares e não foi diferente em 2021. Lembrando que quando falamos de safra de salmão selvagem do Alasca, falamos em número de peixes das cinco espécies de salmão e não em peso total.
Quanto à estrela dos peixes brancos (a verdadeira polaca do Alasca proveniente dos EUA), por sua vez, teve cota de quase 1,5 milhão de toneladas estipulada para 2021 , ligeiramente superior a 2020, separada em duas estações: a safra A no primeiro semestre; e a safra B, no segundo semestre. Enquanto isso, o famoso primo da polaca, o bacalhau do Pacífico (Gadus macrocephalus) teve cota estipulada em quase 130 mil toneladas.
Outras espécies de peixes brancos e frutos do mar, como as variadas espécies de peixes planos e rockfish,
sablefish/black cod e caranguejos – ainda novidades para o público brasileiro –, também tiveram boas cotas estipuladas, o que vem mantendo as operações por todo o Alasca a todo vapor ao longo do ano. Essa vem sendo uma bela forma de curar a ressaca pandêmica lá na última fronteira americana.
Enquanto em casa tudo caminha bem, temos uma vizinhança também recuperada e com demanda superaquecida, tanto no mercado doméstico americano quanto no internacional – o que convenhamos, é o sonho de todo bom peixeiro. No entanto, do ponto de vista comprador, isso pode ser um tanto quanto desafiador e no mínimo trazer um bom dever de casa em termos de desenvolvimento de fornecedores e negociação de contratos (de brinde em meio a uma crise global de logística pela qual passamos no momento). De julho a setembro, é a
hora do importador brasileiro entrar na corrida por peixes do Alasca junto aos europeus, asiáticos e até mesmo nossos vizinhos latino-americanos.
Sendo assim, quem corre mais: o salmão selvagem do Alasca ou os compradores brasileiros? Essa é a pergunta que não quer calar enquanto escrevo este artigo a convite da Seafood Brasil.
Pelo lado da indústria pesqueira do Alasca, o que posso afirmar com certeza é que depois de 10 prazerosos anos trabalhando ao lado de peixeiros tão profissionais, a indústria do Alasca quer trabalhar com brasileiros e os demais latinoamericanos. Claro que negócios são negócios e peixe é coisa muito séria, especialmente em um mercado global tão competitivo. Entretanto, o otimismo em relação à região latino-americana e todo o potencial

de expansão que se vê por aqui faz com que até mesmo os corações mais frios da também fria Dutch Harbor se aqueçam com o bom desafio de se desenvolver novos mercados para os peixes mais selvagens, naturais e sustentáveis do mundo.
Digo isso por razões um tanto quanto simples: 1) Temos um excelente mercado consumidor, mas ainda subdesenvolvido em termos de consumo de pescado; 2) Temos estrutura de processamento robusta e subutilizada em muitos países da região; 3) Ainda temos diversas novas possibilidades de intercâmbio comercial e inovação de produtos a serem exploradas (quem aqui já considerou reprocessar produtos no Peru e se beneficiar de acordo comerciais existentes?); 4) Temos peixeiros ávidos por profissionalizar ainda mais a indústria e escalar
produção e faturamento (afinal, peixe deve e precisa ser um bom negócio).
A perspectiva é que a demanda se mantenha aquecida – o peixe passou a estar cada vez mais presente nos pratos dos consumidores ao redor do mundo, seja por ser uma proteína saudável, seja por novos produtos que são lançados no mercado todos os anos, seja pela enorme variedade de espécies disponíveis (razões não faltam). Então, que tal se olharmos um pouco mais para fora e para o cenário global do pescado e trazermos mais novidades e lucros também para a efervescente América Latina?
Peixes do Alasca podem fazer parte de grandes estratégias. Multiplicar os tantos milhões de dólares exportados do Alasca para a região pode e deve ser um bom negócio para todos.



Por Paulo Solmucci*
De acordo com o ciclo normal de cada dia, bares, cafés, lanchonetes, bistrôs e restaurantes que sobreviveram aos desatinos do mundo oficial brasileiro durante a pandemia, já começaram a retomar suas atividades. Com o tresloucado abree-fecha imposto pelos mandatários das prefeituras e governos estaduais, em menos de 2 anos, foram dizimados 30% dos antes existentes 1 milhão de estabelecimentos, o que totaliza 20% dos 6 milhões de empregos.
Os que dispunham de mais condições se valeram de suas reservas de
energia, conhecimentos e sorte para se protegerem dos açoites vindos dos gabinetes do mundo irreal. Ou seja, eles conseguiram algum oxigênio com a tal multicanalidade, isto é, com as vendas por meio de variados canais. Sendo assim, quando os donos do poder decidiam pelo “abre”, os escassos fregueses eram atendidos somente no salão, no balcão ou nos sistemas “para levar” (take away e drive-thru).
A nossa brava gente do setor de bares e restaurantes aprendeu tudo o que se podia aprender nas condições mais hostis e inóspitas. Ela ficou, por exemplo, exímia na difícil arte de precificar,
calculando com precisão os preços que assegurem a margem de lucro, mas que também sejam palatáveis à freguesia.
Agora, depois da longa estiagem de quase 2 anos, eis que finalmente o setor está voltando às flores, o que nos faz perceber que sim, no final das contas, a gente gosta de gente. Seja num bar ou balada, a grande verdade é que a saudade era muito grande, motivo esse perceptível na retomada do segmento.
No entanto, o duríssimo aprendizado da mais afinada gestão veio para ficar, com o delivery incluindo-se definitivamente no organismo dos bares e res-

taurantes. E há aí o difícil desafio de se preservar a imagem de um restaurante, tanto no atendimento presencial do cliente no salão quanto no atendimento remoto. Sim, por que o cliente espera receber em casa a mesma presteza na entrega e a mesma qualidade do prato que vivenciou e saboreou no salão.
Se houver demora na entrega em domicílio do prato solicitado pelo cliente ou se a comida chegou revirada dentro da embalagem, o restaurante tem sua imagem danificada. Por outro lado, caso a gestão dos pedidos de delivery atrapalhe o atendimento do salão, a reputação do restaurante também sofrerá danos. Por isso é possível dizer que afinar no mesmo diapasão a cozinha, o salão e o delivery é uma missão quase impossível quando cada plataforma online de marketplace (como iFood, Rappi, Uber Eats e outras tantas) chega às telas dos restaurantes de forma desordenada.
Motivados pelo desejo de resolver de vez esse problema, os talentos da Abrasel orquestraram parcerias com o objetivo de que se efetivasse e se ajustasse à brilhante invenção deles: o Open Delivery, que foi lançado ao mercado recentemente.
O OpenDelivery é um protocolo aberto que pode ser acessado de modo organizado por gestores e funcionários dos restaurantes de qualquer porte, do micro ao grande. Essa ferramenta junta praticidade à transparência, livrando os estabelecimentos das arapucas da exclusividade, ardilosamente armadas pelas maiores plataformas do marketplace online.
Os termos delivery e e-commerce nos remetem a outras palavras: embalagens, plástico, alumínio e isopor. Quem consultar as boas fontes, saberá que 11 milhões de toneladas de plásticos são lançadas aos mares do Planeta a cada anoe a curva é crescente.
Por isso, “se queres ser universal, canta tua aldeia”. É guiada por esse aforismo de Leon Tolstoi que a Abrasel lançará, no final do ano, a plataforma de economia circular. Será uma rede de cooperação, integrada pelos cafés, bares, bistrôs e restaurantes do País inteiro.
Os materiais descartados nos estabelecimentos e no entorno deles, antes destinados aos lixos e lixões,
serão coletados e encaminhados para a reconceituação, renovação e reutilização. O óleo de cozinha, por exemplo, vai se transformar em resina para tintas, sabão, detergente, glicerina, ração para animais e até biodiesel.
No pós-pandemia, nada será como antes. Isso porque nada é tão forte como uma ideia cujo tempo chegou.



Por Arturo Clement *
Infelizmente, 2021 trouxe um impacto mais do que significativo na venda do salmão chileno no mercado brasileiro. Afinal, pudemos observar quedas de cerca de 30% no valor dos embarques, perto de 6% no volume expedido e um preço médio muito baixo.
Para analisar e entender esse cenário, é preciso compreender o principal motivo da queda no valor das exportações de salmão chileno para o Brasil: a forma de venda. De forma geral, 70% da venda ocorre no canal food service (principalmente em restaurantes). O problema é que esse canal foi fortemente impactado pelos efeitos globais da Covid-19.
No Brasil, toda a comercialização feita neste canal caiu ao longo do primeiro semestre de 2020. No entanto, houve uma pequena melhora no segundo semestre motivada pelos restaurantes, que precisaram reajustar suas formas de vendas ao aderir o delivery, as dark kitchens, entregas nas dependências e outras vendas não presenciais. Mesmo assim, em relação a 2019, o ano de 2020 fechou com uma queda de 32% no valor exportado para o Brasil, enquanto no mundo a receita do salmão chileno caiu 15%.
No entanto, o mercado brasileiro deu sinais de recuperação em 2021, fazendo com que o País atingisse um aumento de 54% no valor exportado, número esse considerado muito bom por ter superado, no período acumulado de janeiro a julho, os níveis anteriores à pandemia em 2019.
Neste cenário, por ter se mantido ativo durante toda a pandemia, mais uma vez o setor de food service e suas novas formas de vendas foram fundamentais para esta retomada em 2021. No entanto, é bom lembrar que a boa situação dos Estados Unidos também teve impacto positivo no desempenho do mercado brasileiro.
Um outro fator que leva a crer que essa retomada será sólida em 2021 é justamente as vendas nos supermercados que, só no primeiro semestre deste ano, cresceram 30% nas vendas de alimentos gerais. E esse cenário certamente vai afetar positivamente o crescimento da venda de salmão neste tipo de canal que já vinha aumentando, tanto na venda presencial como na não presencial.
Por fim, mais um elemento importante que vai ajudar nesse crescimento firme é a recuperação dos restaurantes no segundo semestre de 2021. Com uma venda não presencial bem consolidada (adotada em especial pelos consumidores mais jovens), a retomada da presença do público vai agregar ainda mais ao restabelecimento do mercado.
Porém, a SalmonChile também está fazendo a sua parte para ajudar na recuperação do setor este ano e construir novos dias para 2022. Dentre as ações que implementamos, destacamos a Salmón de Chile, campanha que há 9 anos posiciona a marca no Brasil e faz com que o salmão chileno seja conhecido pelos consumidores brasileiros. A ação
ainda possibilita a construção de uma marca com alto percentual de recall entre o público e que se adapta constantemente às mudanças na mídia e aos hábitos do consumidor.
A Salmón de Chile , que também conta com o incentivo e apoio contínuo do ProChile dentro do seu programa Marcas Setoriais, o que nos mantém empolgados em continuar apoiando o mercado brasileiro e assim, construir a marca Salmón de Chile cada vez mais no Brasil.
Sendo assim, com a recuperação de restaurantes, o fortalecimento do canal de supermercados e ações de incentivo do setor, só podemos esperar águas mais tranquilas brasileiras para que o salmão chileno continue nadando livremente rumo ao topo. Afinal, depois da tempestade, sempre vem a bonança.



Por Jhoselyn Guevara*
No Peru, a atividade de pesca sempre se desenvolveu no nosso território como um dos impulsos que move a economia ao longo da nossa costa, concentrando seus maiores volumes de produção no norte do país (na região de Piura). Essa produção é significativa para o abastecimento do mercado local e exportação, vitais para as empresas que possuem plantas modernas e sistemas de certificação internacional.
O Peru é reconhecido como um dos líderes no mundo da pesca, o que fez o país se posicionar nos últimos anos como um dos principais fornecedores de produtos para os mercados mais importantes. Por isso, procuramos promover a grande produtividade da nossa atividade de pesca no mar e aquícola nas diferentes regiões.
Para se ter uma ideia, as exportações peruanas de pescados em 2020 somaram US$ 2.86 bilhões em embarques, números esses que se reportam em meio à crise gerada pela Covid-19 em todo o mundo, bem como suas consequências imediatas na indústria de pescados e frutos do mar. No entanto, a rápida implementação de protocolos correspondentes com rígidos controles de segurança sanitária para a continuidade das operações durante as quarentenas e restrições decretadas pelo governo, possibilitou que o setor continuasse em desenvolvimento.
As exportações de produtos para consumo humano, como congelados,
enlatados, curados e refrigerados, atingiram US$ 1,28 bilhões (45% do valor total exportado pelo setor) e 461 mil toneladas. Já a diminuição dos desembarques de lulas gigantes e a redução da produção aquícola (camarão e vieira), fizeram com que as linhas de processamento apresentassem variações negativas ao longo de 2020, apesar da notável recuperação na segunda metade do ano. Por outro lado, os valores do primeiro semestre de 2021 rondam os US$ 808 milhões, o que apresenta um cenário bastante favorável e semelhante (em termos totais) a 2019 , que foi considerado um ano recorde para as exportações de pescas não tradicionais.
O crescimento do setor tem evoluído (+ 67%), principalmente devido ao aumento das exportações de produtos congelados como mahimahi (dourado do mar), vieiras, ovas de peixes voadores e trutas, bem como os melhores volumes de produção de lulas, graças à maior disponibilidade do recurso. No entanto, é importante destacar que o Peru baseia sua oferta exportável na captura de espécies e da produção aquícola: em conjunto, os embarques de lulas, camarões, vieiras e mahi-mahi representam 76% do valor total exportado.
Ao todo, as exportações peruanas de produtos de consumo foram destinadas a 82 mercados diferentes em 2020, com 60% desse número representado pelos Estados Unidos, Espanha, Coreia do Sul e China. Porém, após ter reduzido a sua procura
em 56% no ano anterior, este mercado mostra uma recuperação notável na sua participação para este ano.
As exportações de lulas congeladas alcançaram US$ 599,6 milhões e 292,4 mil toneladas em 2020, com os tentáculos crus, filés pré-cozidos e filés crus sendo as apresentações com maior nível de exportação. Também é importante mencionar o crescimento das exportações de produtos de valor agregado derivados de lulas, como anéis (+ 22,5%) e fatias de tentáculos pré-cozidos (+ 28,2%), cujos principais destinos foram os países da Espanha, Itália e Estados Unidos.
No geral, as exportações totais de camarão congelado em 2020 totalizaram US$ 221 milhões. Destes, calculamos que US$ 144 milhões são provenientes da aquicultura nacional (65,2%), enquanto US$ 77 milhões correspondem a produtos de origem capturada, que são importados para agregar valor e serem reexportados. Por fim, os camarões da aquicultura (L. vannamei) sofreram um declínio devido aos menores envios de toda a apresentação para a China.
Em 2020, o molusco peruano registrou patamares de preços médios abaixo da média histórica. Com o fechamento parcial do setor de food service devido à pandemia, além de algumas mudanças nas tendências de consumo dos supermercados,
os embarques dessa espécie para a França caíram 47,4%, visto que o mercado tem priorizado produtos mais baratos, como peixes de origem local e alimentos básicos.
Já o mercado brasileiro de peixes e crustáceos vem se desenvolvendo nos últimos anos, muito graças ao embarque de produtos de valor agregado derivados da lula (segundo mercado de destino dos anéis congelados). O Brasil já foi destino de exportação de conservas de peixes como anchova e, principalmente, carapau. Porém, há oportunidades de aumentar nossas exportações para esse mercado não apenas com produtos extrativos (merluza, mahi-mahi e
carapau), mas também com os da aquicultura, como camarões e vieiras.
Os efeitos da pandemia e as mudanças na demanda definirão as novas tendências para o setor de pesca e aquicultura, que inclui cada vez mais a importância do foco na conveniência, vendas diretas, canais de comércio eletrônico, critérios de sustentabilidade e rastreabilidade. Nesse sentido, a indústria peruana busca fortalecer suas capacidades em matéria sanitária (novos sistemas de controle adotados pelo Sanipes), bem como na sustentabilidade de seus recursos, com a recente aprovação (pelo Ministério da produção do Peru - Produce) do Regulamento de Pesca (ROP) para o mahi-mahi.

*Especialista em Produtos Pesqueiros do PromPerú


Os números gerais que afetaram a trajetória do setor entre 2020 e 2021
Arecuperação econômica pós-Covid-19 está quase tão complexa quanto a crise gerada pela pandemia. A demanda por commodities, insumos industriais e combustíveis provoca
Entre 38 moedas acompanhadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Real foi a que mais se desvalorizou desde o início da pandemia. Alguns analistas atribuem a situação ao risco fiscal no Brasil, que gera dúvidas sobre nossa capacidade de sustentar a dívida pública no patamar esperado para o fechamento de 2021: R$ 5,8 trilhões. Não fosse esse risco, somado à crise sanitária ainda em curso e ao panorama político, o dólar poderia estar abaixo de R$5.
choques de preços que respingam no Brasil. Aqui, além da alta generalizada de preços, ainda precisamos lidar com um cenário político-social turbulento, com aumento de desemprego e crise intermitente entre os Poderes.
- 2020 (JAN/20 A AGO/21)
ÍNDICE DE INCERTEZA DA ECONOMIA BRASIL FGV | PONTOS (2020-2021)
Ainda assim, a retomada das atividades econômicas com a vacinação parece animar os empresários, que já demonstram um nível de incerteza a níveis pré-pandêmicos, como se vê no gráfico acima. Depois de um pico de incerteza em março duas vezes pior que em janeiro de 2020, o índice medido pela FGV arrefeceu em 2021 e se aproxima do início da série apresentada aqui.
A pandemia desestruturou as cadeias de produção em todo o mundo. Os estoques de commoditiese insumos industriais baixaram, enquanto os contêineres ficaram escassos e tiveram os preços multiplicados. Isso explica em parte o desempenho das importações pelo Brasil que caíram quase 25% no 3º trimestre de 2020 e agora devolvem a perda.
O PIB agropecuário, o esteio do índice no Brasil, foi o que se manteve mais estável, com uma pequena queda no 4º tri, logo amenizada por um crescimento de 6,20% no 1º tri de 2021 e nova alta de 1,30% no 2º tri. As exportações, intimamente associadas ao agro, também se mantiveram estáveis. O consumo das famílias e o comércio também se estão em trajetória de recuperação.
Tudo isso aponta para um PIB de 4,7% em 2021, segundo o Banco Central, enquanto o mercado financeiro espera 5%. Para 2022, ano de Eleições Gerais, a expectativa é de um crescimento tímido de 2,1%, com alto grau de incerteza política, social e agora com as consequências da crise hídrica que devemos enfrentar no último trimestre de 2021.


Desocupadas
Comércio
Agricultura
Indústria
Alojamentos e alimentação
Fonte: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua trimestral
A pandemia acentuou o desalento daqueles que já haviam desistido de procurar uma nova ocupação, o que começa a ser revertido timidamente agora. Segundo os dados oficiais, o desemprego recuou para 13,7% em junho, depois de ficar em 15,1% em
março. O desemprego atingiu 14,1 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em julho.
A avaliação é a de que todas aquelas pessoas que saíram do mercado de trabalho por conta da pandemia estão voltando a procurar emprego. Mas
o resultado ainda é preocupante: o número de desempregados ainda é 7,3% maior em comparação com o mesmo trimestre de 2020. Na época, o Brasil tinha 13,1 milhões de desempregados entre os meses de maio e julho.
A população de baixa renda no País é a que mais sofre com o aumento da inflação, notadamente a dos alimentos. Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os aumentos de preços das proteínas animais tem impacto muito superior nestas camadas sociais do que em estratos mais ricos. As famílias de renda baixa e média-baixa são as que apresentam as maiores taxas de inflação (5,9%) no acumulado do ano até agosto de 2021. Os dados acumulados em doze meses mostram que, apesar da aceleração inflacionária generalizada, a taxa de inflação das famílias de renda muito baixa (10,63%) mantém-se em patamar acima da observada na faixa de renda alta (8,0%).
Renda muito baixa
Renda média
Renda baixa
Renda média-alta
Renda média-baixa
Renda alta
Diante da pressão inflacionária em 2021, o governo adotou o tradicional controle monetário via aumento da taxa de juros básicos da economia. Diante dos primeiros choques de preços mais acentuados, a Selic iniciou uma trajetória de alta em março de 2021 que chegou a 6,25% em 22 de setembro.
A revisão para cima das taxas básicas de juros da economia é um fenômeno global em curso. Em parte isso reflete a tentativa de controle da escalada da inflação pela acelerada retomada econômica pós-pandemia. Só a economia norte-americana, que teve uma recessão de 3,5% em 2020, neste ano deve crescer 7,5%.


Duas fontes de informação da aquicultura brasileira (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –IBGE e Associação Brasileira da Piscicultura – PeixeBR) mostram que a produção em cativeiro de alimentos aquáticos cresceu 83% nos últimos 11
anos . Só no camarão, a Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC) avalia que a expansão foi de 100% desde 2016 (veja a seguir). Já em relação à pesca, seguimos praticamente no limbo sem um boletim estatístico oficial desde 2013. Nesta edição, como opção estatística
ao leitor, trazemos as estimativas do consultor Wilson Santos, que apresentou os dados em um artigo no site da Seafood Brasil. Eles nos permitem avaliar que os volumes extrativos representam ainda cerca de 30% do pescado ofertado nacionalmente.
De um volume total superior a 1,65 milhão de toneladas produzidas em território nacional, apenas 3,2% é exportado. A despeito das importações em declínio, a produção da aquicultura foi capaz de manter estável a disponibilidade da proteína aquática nos últimos anos.
*Para a elaboração do gráfico acima, nos baseamos nos critérios utilizados pelo consultor Wilson Santos. Baseado em dados disponíveis sobre a sardinha e informações empíricas, ele considera que: a pesca marítima historicamente representa entre 65% a 70% da pesca extrativa e se manteve estável nos últimos anos; a sardinha tem mostrado grande oscilações com capturas de 100 mil toneladas entre 2012 e 2014 a 12 mil toneladas em 2019; a pesca continental teve crescimento médio estimado na faixa de 1% anual. Na aquicultura, a referência foi o IBGE, mas para a piscicultura a fonte foi a PeixeBR.




PESSOAL OCUPADO TOTAL NA AQUICULTURA E PESCA | 2010 A 2019
A ascensão da aquicultura como atividade econômica fica ainda mais evidente quando analisamos o número de empresas e o total de pessoal ocupado. Segundo o IBGE, em 2019 o Brasil tinha mais de 1.600 empresas atuantes no ramo da criação de organismos aquáticos, o maior número da série histórica. Já a pesca saiu desse mesmo
patamar em 2010 para 1.012 empresas, com 2.647 pessoas formalmente empregadas. A aquicultura também já emprega muito mais: são 11.337 pessoas ocupadas.
As informações acima constam do Cadastro Central de Empresas do IBGE, que reúne todas as
companhias registradas com cadastro de atividades associadas à pesca ou à aquicultura. Elas não representam a totalidade da força de trabalho ocupada de todo o setor de pescado e indicam uma sub-representação, já que não consideram atividades informais.







A produção de rações para peixes avança a um ritmo acentuado. Se em 2015 produzíamos 835 mil toneladas, em 2021 este volume foi 64% maior, com quase 1,4 milhões de toneladas, de acordo com o Sindirações. Dados preliminares divulgados durante o fechamento deste anuário indicam ainda que os volumes cresceram 8%, sinalizando mais um ano de ascensão positiva. Já a demanda por rações para camarões alcançou 50 mil toneladas no primeiro semestre de 2021, mais da metade de todo o período de 2020.
O desafio, para todos, é o custo dos insumos. O preço do farelo de soja subiu quase 40% e do milho quase dobrou nos doze meses encerrados em junho de 2021, para R$ 2422,00/tonelada e R$ 97,00/saca 60kg, respectivamente.


Principal termômetro da evolução setorial, a produção de formas jovens cresceu tanto no camarão quanto na piscicultura. Destaque negativo para as sementes de moluscos, que decaíram 74,3% em 2020. Na contramão, a produção de PLs de camarão registrou produção 4,35% maior, superando 12,5 bilhões, enquanto os alevinos chegaram a 1,36 bilhão de unidades produzidas no período


5
R$
R$
Embora haja grande disparidade de dados entre o IBGE e a PeixeBR, a proporção das espécies piscícolas é similar. Tilápia, tambaqui e híbridos e as carpas compõem os quatro principais volumes, mas o peixe mais produzido do Brasil contempla 60,5% de toda a aquicultura nacional.



O IBGE divulgou no final de setembro a mais recente atualização da Pesquisa Pecuária Municipal. Em 2020, a piscicultura cresceu 4,3%, chegando a 551,9 mil toneladas. Já de acordo com a PeixeBR, a piscicultura brasileira cresceu 5,93% em 2020 com 802.930 toneladas produzidas.
Os dados também são muito distintos da ABCC. Para o IBGE, foram 63,2 mil toneladas de camarão criados em cativeiro, um volume 14,1% maior que o do ano anterior. A associação que representa os criadores, no entanto, aponta que no ano passado o camarão chegou a 120 mil toneladas.
O IBGE não pôde justificar a disparidade, apenas reconheceu que a metodologia é “diferente”: “a coleta de dados é feita através de consultas a informantes qualificados da cadeia produtiva, governos e outros agentes de mercado, que resultam em estimativas baseadas em conhecimento técnico e registros administrativos. Estas estimativas devem ser discutidas e validadas nas reuniões do Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias - GCEA de cada Unidade da Federação.”


Espada
Peixe-porco
Sardinha-verdadeira
Sardinha-boca-torta
Peixes ósseos agrupados
Cavalinha
Peixe-porco
Pescadinha-real
Manjuba-de-iguape
Corvina
Camarão sete
Sardinha-verdadeira
A sardinha-verdadeira foi novamente o recurso marinho mais explorado pela pesca no Rio de Janeiro e em São Paulo em 2020, com 26,5% de participação. Na comparação com 2019, a captura da espécie cresceu 27,4%, sem contar os dados de Santa Catarina - que não estavam disponíveis durante o fechamento deste anuário (leia mais abaixo). Sem o Estado sulista, a tainha e a corvina, que representam grandes volumes, saem da análise, evidenciado as principais capturas do Sudeste: sardinhas (verdadeira, bocatorta e bandeira) e o camarão sete-barbas.
Os dados de desembarque apresentados neste anuário contemplam apenas os dados do PR, RJ e SP relativos a 2020. Eles foram consolidados por Francyne C. S. Vieira (Rio de Janeiro - FIPERJ), Antônio Olinto Ávila da Silva (São Paulo - Instituto de Pesca) e Jocemar Tomasino Mendonça (Paraná - Instituto de Pesca/Fundepag). No caso de Santa Catarina, Roberto Wahrlich (Univali) esclareceu: “a indisponibilidade [de dados] é decorrente das dificuldades decorrentes da Covid-19 que retardaram a disponibilização dos dados coletados em 2020, não estando disponíveis a tempo para apresentação no Anuário.”
Segundo ele, a restrição imposta pela Covid-19 a partir de março de 2020 impossibilitou o levantamento de dados em campo através de entrevistas, impactando fortemente o monitoramento da pesca artesanal e industrial em SC.
“Para mitigar esse impacto no caso da pesca industrial, desde o início deste ano estamos buscando recuperar informações junto às indústrias, terminais pesqueiros e armadores, processo que ainda não foi concluído.”
“Na pesca artesanal, cuja metodologia amostral foi prejudicada pela impossibilidade de manter a aleatoriedade das amostras de pescadores entrevistados por meio remoto, estaremos finalizando em breve um ajuste na interface de consulta pública sem a expansão dos dados coletados em 2020, pois a expansão de amostras ‘viciadas’ mostrou significativos desvios nos resultados obtidos”, apontou.
Wahrlich afirmou ainda que, assim que esses procedimentos forem concluídos, será disponibilizado o acesso público à consulta online, com dados de produção do ano 2020 e de 2021, no sistema http:// pmap-sc.acad.univali.br/.
A pesca artesanal desempenha papel primordial nas capturas do Sudeste. Os pescadores de pequena escala são maioria no Paraná e capturaram 1.750,6 toneladas em 2020. Em São Paulo, os volumes da frota industrial foram 42% maiores que a da captura em pequena escala, que desembarcou em SP 6.160,5 toneladas.
Entre os três Estados, o Rio de Janeiro lidera com suas traineiras dedicadas ao cerco. No total dos desembarques realizados naquele Estado, 48.081,9 toneladas foram provenientes da pesca industrial, enquanto 18.308,4 foram capturados pelos pescadores artesanais.


PAGAMENTO
Fonte: Portal Transparência Brasil | Elaboração: Seafood Brasil
R$ 33.937.908,88
R$ 46.524.444,61
R$ 56.584.149,06
R$ 62.988.883,14
R$ 505.340,00
R$ 31.657.249,34
R$ 7.330.804,16
R$ 69.700.984,89
R$ 20.961.843,36
R$ 26.253.729,88
R$ 121.757.408,83
R$ 27.344.803,27
R$ 14.382.278,92
R$ 33.436.599,41
R$ 52.107.225,28
R$ 17.431.286,62
R$ 11.615.028,02
R$ 27.083.218,06
R$ 55.675.766,65
R$ 161.953.320,55
R$ 90.744.729,56
R$ 54.841.671,48
R$ 21.533.573,06
R$ 0,00
Fonte: Portal Transparência Brasil | Elaboração: Seafood Brasil
Os pagamentos do seguro-defeso são o principal alvo de preocupação do governo atual no que diz respeito a benefícios sociais. Nesta análise da Seafood Brasil com base nos dados do Transparência Brasil entre setembro de 2020 a julho de 2021, nota-se que os Estados com maior distribuição de recursos estão nas Regiões Norte e Nordeste, com maior destaque para os Estados nortistas.
O Pará apurou o maior volume de recursos distribuídos, chegando a R$ 954 milhões, enquanto o Maranhão recebeu mais de R$ 800 milhões em benefícios.
Em uma ação conjunta entre a SAP, Ministério do Trabalho e Previdência e outros órgãos federais, a Polícia Federal vem combatendo as fraudes. Na operação mais recente, a polícia descobriu que uma quadrilha que fraudava o benefício em Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal desviou R$ 34 milhões e envolveu 1500 pessoas.
Entre os Estados do PR, RJ e SP, Niterói é a cidade com o maior desembarque de recursos pesqueiros, de acordo com o levantamento das estatísticas fornecidas pelos parceiros da Seafood Brasil
A cidade vizinha à capital fluminense desembarcou 17 mil toneladas em 2020, seguida por Cabo Frio, São Gonçalo e Angra dos Reis. Somadas, as quatro cidades situadas no Rio de Janeiro capturaram 69% de todo o volume dos três Estados para os quais tivemos dados neste anuário.
Em São Paulo, Santos e Guarujá receberam 9 mil toneladas, nove vezes mais do que outras cidades da região, sugerindo que as estruturas para desembarque e processamento naquele que outrora já foi o maior pólo pesqueiro do País ainda são representativas e importantes para a cadeia pesqueira..




vendas e compras externas de pescado
As transações internacionais de pescado no Brasil mostram resistência de itens importados demandados pelos canais mais afetados pela pandemia, mas também revelam uma oportunidade desperdiçada nas exportações. O mercado interno continuou
soberano. Com isso, as exportações, que despontaram em 2020 como uma saída ao estrangulamento dos mercados em pandemia, deixaram de ser prioridade da indústria nacional de pescado e caíram 7,4% em volume. Reforçada pelas compras de pânico iniciais, pela busca pela saudabilidade e pela
rápida diversificação dos canais de alimentação, a disponibilidade de pescado cresceu. Isso também abriu espaço para uma ligeira recuperação das importações, que cresceram 15,7% em volume no período de 12 meses encerrado em agosto de 2021, mas ainda permanecem distantes de meados da década passada.
BALANÇA COMERCIAL
O déficit da balança comercial vem diminuindo lentamente ano após ano com a expansão das vendas externas. Nos 12 meses entre setembro de 2020 e agosto de 2021, a diferença entre o que exportamos e importamos cresceu mais de 20% em volume e 7,4% em valor na comparação com o mesmo período anterior.
Até agosto de 2021, o Brasil permaneceu acima da barreira psicológica de US$ 1 bilhão de déficit comercial no pescado, que havia sido amenizado entre 2019 e 2020. No período, registramos uma receita total com as vendas externas de US$ 309 milhões, enquanto as importações motivaram um dispêndio de US$ 1,06 bilhão. Em volume, o aumento do déficit ficou 20,5% maior que no período anterior.

PREÇO MÉDIO DO PESCADO | 2020 A 2021*
jan/2020 jul/2020 jan/2021 jul/2021


-1.500.000
1.500.000 jan/2020 nov/2020 jan/2021 mar/2021 mai/2021 jul/2021 out/2020 dez/2020 fev/2021 abr/2021 jun/2021 ago/2021
A sazonalidade de consumo mais uma vez ficou evidente em 2021, mas neste ano houve um agravante que foi o preço do dólar. As compras externas foram cotadas a um valor superior a US$ 5,63, o que desestimulou as compras tradicionalmente menores pós-Semana Santa.
No caso das exportações, a safra da lagosta - principal item exportado em receita - coincidiu com uma ligeira apreciação do real em julho, o que não comprometeu os resultados.
O menor déficit registrado no período, porém, foi em outubro de 2020, quando as importações foram praticamente o dobro das exportações. Tudo indica, porém, que o desempenho das compras externas deve sofrer um baque até o final de 2021. O alto índice de atraso na liberação de mercadorias importadas via terrestre - como as cargas da Argentina e do Chile - devem afetar fortemente os volumes e o dispêndio correspondente.
Os Estados Unidos mantêm intacto o seu apetite por pescado brasileiro com larga vantagem sobre os demais destinos no que diz respeito à receita. As vendas aos norte-americanos cresceram 50,4% no período, com uma valorização de 16,3% no preço médio. Os canadenses, no entanto, foram aqueles entre os Top 10 destinos com o maior crescimento do faturamento: 172,2%. Com mercado fechado para o camarão brasileiro, a China vem apresentando resultados inferiores ano após ano e, até agosto, havia reduzido suas compras em 17%








$46.066.242
Peixes Congelados
Peixes Congelados Peixes Frescos
Crustáceos
Peixes Frescos
Peixes Secos e/ou
Seja em volume ou na receita total, os peixes inteiros congelados continuam a representar a maior fatia entre as categorias exportadas pelas empresas brasileiras.
As lagostas, maior representante da categoria de crustáceos, continuaram a render o melhor preço médio pago em dólar por um produto de pescado brasileiro em 2021. De maneira geral, nota-se pouca variação de preço entre um ano e outro, sugerindo pouca variedade de itens exportados.
Importante notar que este gráfico inclui produtos que podem ter sido devolvidos, como peixes secos e salgados, que o Brasil não têm tradição de exportar.






DE PESCADO DE JANEIRO A AGOSTO | 1997 A 2021
Crustáceos
Outros Invertebrados
Moluscos
Crustáceos
Outros Invertebrados
O efeito pandêmico somado ao pós-Quaresma foi devastador para a receita dos exportadores ao Brasil em 2020, o que não se repetiu em 2021. Embora a sazonalidade tenha mostrado as caras novamente em abril, a queda foi menos acentuada e já mostra uma tendência de estabilização até agosto, em vez de alta.
Já na análise dos volumes se percebe que eles permaneceram praticamente no mesmo patamar de oscilação nos dois anos. Como já antecipamos, o mês de setembro já deve captar o que deverá ser a tônica do segundo semestre de 2021: os impactos da mudança na política de amostragem coletada diretamente no posto do Vigiagro nas fronteiras e os atrasos decorrentes da nova prática.


UF (PRODUTOS EM US$) | JANEIRO A AGOSTO 2021
$419.328.900,00
CHILE - UFs DO PESCADO IMPORTADO | JAN-AGO 2021
e Trutas
Sépias e Lulas
$415.582.225,00
$2.365.104,00
$728.831,00
$455.829,00
$105.112,00 Cavalinhas
Vieiras e Abalones
e Lulas
Tubarões e Raias
Curimatãs
$58.036,00
$29.546,00
$4.217,00
ARGENTINA -
$1.639.501,00
$1.230.579,00
$636.865,00
$369.862,00
$356.285,00
$338.302,00
$53.932.373,00
$36.348.333,00
NORUEGA
Fonte: Painel do Pescado
$3.682.225,00
$6.092.359,00 Tubarões e Raias
$993.867,00 Polaca-do-Alasca
Sardinhas e Sardinelas
Atuns e Afins
Sépias e Lulas
$346.777,00
$142.315,00
$69.921,00
$55.797,00
$43.066.704,00
$204.570,00

Nosso “Mundo de Pescado” fornece 50 anos de
Charlie Tango é uma trading formada em 2005 e especializada em merluza, abadejo, namorado, salmão, anchova de banco, merluza hoki, sábalo, linguado, corvina, peixe elefante (gallo) e camarão vermelho.
Indústria e comércio: a ponta da cadeia

Como já era esperado, a indústria brasileira amargou um 2020 muito ruim, com queda de 4,5% na produção total de todos os segmentos. Entre março e abril, com as medidas mais restritivas de isolamento social para enfrentar a pandemia, a indústria recuou 27,1%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vinte dos 26 ramos industriais
pesquisados tiveram queda na produção no ano. Mais de 60% dos 805 produtos pesquisados pelo IBGE tiveram redução.
De acordo com os dados da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), a produção da indústria geral caiu 1,3% nos sete primeiros meses de 2021. Entre as seis atividades que tiveram aumento de produção no ano, estiveram os produtos alimentícios, que
Fonte: IBGE (Produção Física - Base: igual período do ano anterior = 100) (Número-índice)
Fonte:
cresceram 4,2%. No caso das indústrias processadoras de pescado, a pior situação veio mesmo em fevereiro de 2021, que registrou uma queda mensal de 12,3% na atividade, recuperando-se totalmente três meses depois.
Nas próximas páginas, o leitor acompanha os recortes sobre o setor do pescado que a base de dados do IBGE nos permite fazer.


INDÚSTRIAS DE PESCADO NO BRASIL CONFORME A ESPECIALIDADE | 2019
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal - Produto
Bexigas natatórias, tripas e outros itens não comestíveis
4,4%
Preparações e conservas de peixes
Moluscos e outros invertebrados aquáticos
10 Fabricação de produtos alimentícios
Total da pesca, aquicultura e fabricação de alimentos
Fonte: IBGE - Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo
Segundo dados do IBGE de 2018 e atualizados em 2020 compilados pela Seafood Brasil, a remuneração mensal dos homens que trabalham na indústria alimentícia, na pesca e na aquicultura no Brasil é 21,39% maior ao pagamento realizado às mulheres. Por mês, eles receberam em torno de R$ 2.722,27 enquanto o indicador para elas é de R$ 2.140,08.
No total anual, o valor foi R$ 32.667,25 para eles. Já elas foram remuneradas em R$ 5.680,99 ao ano. Isso significa que no período a remuneração paga aos homens foi de R$ 8.625.365,000, já às mulheres
Crustáceos congelados
Farinhas, pós e pellets
A Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, que traz a Produção Física de diversos setores, indica que os frigoríficos do nosso segmento iniciaram em outubro de 2020 uma trajetória de queda que culminou com uma diminuição de 12,3% em fevereiro de 2021 – em pleno período de preparação para a Quaresma. O setor logo se recuperou em maio, para novamente cair em julho.
Os dados de faturamento mais recentes disponíveis sinalizam o tamanho do elo industrial do pescado. Na análise do período entre 2015 e 2019, o número de empresas passou de 345 para 289. Apesar da redução, as empresas se tornaram claramente mais eficientes. Se em 2015 elas apuraram uma receita líquida de vendas de R$ 4,302 bilhões, quatro anos depois chegaram a R$ 5,743 bilhões. Os custos e despesas, porém, subiram na mesma proporção, mostrando uma margem de 11% em 2019.
Os mesmos dados do IBGE para o período também evidenciam quais são os subsegmentos que canalizam a produção nacional de pescado e subprodutos. A produção de peixes inteiros congelados e filés frescos ou congelados correspondem a quase 60% do total. Os crustáceos congelados vêm na sequência, com 14%, seguidos de conservas; farinhas, pós e pellets; bexigas natatórias; e moluscos.
somou-se R$ 13.741.564,000. Nos setores, são 1.182.388 homens, contra 535.087 mulheres. Já em toda a indústria são 19.614.364 homens trabalhando, contra 12.682.463 mulheres.
Quando analisado apenas pelos setores de aquicultura e pesca, a remuneração anual de ambos os sexos é praticamente a mesma, sendo R$ 19.987,99 o total para os homens (com salário em R$ 1.665,67 média mensal) e R$ 19.961,49 o total para mulheres (com salário em R$ 1.663,46 média mensal). Ou seja, a diferença de pagamento dos trabalhos prestados pelas mulheres foi de apenas
0,13%. Entretanto, o número de mulheres que trabalham nos setores foi de apenas 1.532, contra 8.662 de homens. Ao segmentarmos a análise apenas por homens
e mulheres que atuam na fabricação de produtos alimentícios, o número de homens ainda é superior, mas é possível ver também que há mais mulheres trabalhando no “chão de fábrica” em relação aos segmentos de aquicultura e pesca. No total, são 533.555 mulheres contra 1.173.726 homens na área. Já os pagamentos às mulheres foi cerca de 21,56% a menos do que aos homens.


Crustáceos congelados Farinhas, pós e pellets
Filés frescos, refrigerados ou congelados
Moluscos e outros invertebrados aquáticos
Peixes, filés e outras carnes de peixes secos, salgados ou defumados
Preparações e conservas de peixes
Bexigas natatórias, tripas e outros itens não comestíveis



Fonte:
Fonte:

Os principais fornecedores da cadeia produtiva

Uma prestação de serviços e, ao mesmo tempo, uma ponte para a realização de negócios. Esta é a missão deste Guia de Fornecedores, cujos dados foram fornecidos pelas empresas que adquiriram estes espaços ou que anunciaram em algum momento dos sete anos
de existência da nossa publicação. Munido das informações de mercado fornecidas nas páginas anteriores, vá em busca de seu parceiro, seja aqui ou seja em nosso guia online (www. seafoodbrasil.com.br/fornecedores) - que inclui os fornecedores VIP. A Seafood Brasil lhe deseja excelentes negócios.
Este Guia de Fornecedores do 7º Anuário Seafood Brasil reúne algumas das principais empresas fornecedoras de produtos e serviços da cadeia produtiva do pescado no Brasil e no exterior.
Veja em qual categoria abaixo você se enquadra e boa consulta!
• Se você busca produtos e serviços para criação de peixes, crustáceos ou moluscos, procure pelos fornecedores com este ícone
• Se você busca produtos e serviços para pesca de peixes, crustáceos ou moluscos, procure pelos fornecedores com este ícone
• Se você é da indústria de transformação de pescado, procure pelos fornecedores com este ícone
• Se você é do varejo ou food service e procura por peixes, crustáceos e moluscos ou outros serviços, busque os fornecedores com este ícone
• Se você busca serviços e relações institucionais, procure pelos fornecedores com este ícone



Local: Acaraú - CE - Brasil
Contatos: acquasystem@ acquasystembrasil.com.br +55 (88) 3661-4393
www.acquasystembrasil.com.br
Produtos e serviços: Fabricação e manutenção de sistema de bombeamento flutuante para captação de água, caiques, submarinos, berçários em fibra, sopradores, aeradores, caixas para despesca e produtos em fibra em geral.

Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: contato@adsumus.org
+55 (11) 99768-0979
www.adsumus.org
Produtos e serviços: Assessoria para indústria e comércio de alimentos de origem animal, treinamentos de funcionários, realização e adequação de layout industrial, registro em órgãos de inspeção e consultoria em pescado.

Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: atendimento@agroinova. com.br
+55 (19) 99767-2149
www.agroinova.com.br
Produtos e serviços: Softwares
de gestão para o gerenciamento, execução e administração das atividades de campo (manejo, classificação e biometria) e rotinas de negócio (controle de estoque, financeiro, compra e venda).

AKSO
Local: São Leopoldo - RS - Brasil Contatos: vendas@akso.com.br
+55 (51) 3406-1717
www.akso.com.br
Produtos e serviços: Instrumentos de medição: medidores de pH, EC, OD, amônia, nitrito, nitrato, cloro, salinidade, ozônio, dataloggers de temperatura e/ou umidade, termômetros, turbidímetros, colorímetro etc.

ALASKA SEAFOOD MARKETING INSTITUTE
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: cnascimento@ alaskaseafood.org
+55 (11) 2579-0431
www.alaskaseafood.com.br
Produtos e serviços: Peixes selvagens, naturais e sustentáveis do Alasca: cinco espécies de salmão selvagem, genuína polaca do Alasca, bacalhau fresco, peixes planos, black cod, halibut, ikura etc. Agência governamental.

ALFATUN
Local: Manta - Equador
Contatos: alfonso@alfatun.com
+593 99122-4596
www.alfatun.com
Produtos e serviços: Peixes e camarão.

ALIMENTOS YEDA
Local: Garching bei MunchenAlemanha
Contatos: info@alimentosyeda.com
+55 (85) 99680-5639 www.alimentosyeda.com
Produtos e serviços: Pescado congelado e surimi.

ALISUL - SUPRA
Local: São Leopoldo - RS - Brasil
Contatos: johanna.gama@alisul. com.br
+55 (51) 2123-1400 www.alisul.com.br
Produtos e serviços: Venda de rações.
ALLIPLUS
Local: Garching bei MunchenAlemanha
Contatos: contato@alliplus.com +55 (85) 99680-5639 www.alliplus.com
Produtos e serviços: Óleos essenciais, ácidos orgânicos e aditivos para a indústria pesqueira.

ALTAMAR FOODS
Local: Paita - Peru
Contatos: sales02@altamarfoods. com
+55 (41) 99941-8222 www.altamarfoods.com
Produtos e serviços: Lula congelada (anéis, botões, tentáculos, outros), dourado (Mahi mahi), vieiras e camarão argentino.

ALTAMAR SISTEMAS AQUÁTICOS
Local: Jacareí - SP - Brasil
Contatos: contato@altamar.com.br
+55 (12) 3957-3154
www.altamar.com.br
Produtos e serviços: Sistemas de recirculação, depuração de moluscos, motobombas, filtros mecânicos, biológicos, desinfecção de água por UV-C e ozônio, aquecedores, projeto de instalações e serviço técnico especializado.

Local: Piracicaba - SP - Brasil
Contatos: contato@ammcopharma. com.br
+55 (19) 2105-9462
www.ammcopharma.com.br
Produtos e serviços: Com vasta experiência em aquacultura, distribui e comercializa produtos que levam desenvolvimento e os melhores resultados aos seus clientes.

Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: p.pezutto@koelnmesse. com.br
+55 (11) 3874-0030
www.anufoodbrazil.com.br
Produtos e serviços: Evento de alimentos e bebidas.

BRAZIL
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: p.pezutto@koelnmesse. com.br
+55 (11) 3874-0030
www.anutecbrazil.com.br
Produtos e serviços: Evento de tecnologias para o processamento de alimentos e bebidas.

Local: Rolândia - PR - Brasil
Contatos: vendas@aquabel.com.br
+55 (43) 3555-1515
www.aquabel.com.br
Produtos e serviços: Alevinos e juvenis de tilápia selecionados com alto valor genético.
www.aquabit.com.br
Produtos e serviços: Aplicativo e versão web para a gestão da piscicultura e carcinicultura: controle do manejo, desempenho zootécnico, programa alimentar, vendas e financeiro.

AQUA (AQUACHILE)
Local: Rancagua - Chile
Contatos: info@aquachile.com
+56 72 330703
www.aquachile.com
Produtos e serviços: Principal produtor de proteínas animais do Chile, incluindo salmão em diferentes apresentações.
AQUABIT
Local: Cascavel - PR - Brasil
Contatos: comercial@aquabit.com.br +55 (45) 99106-4745



AQUACULTURE STEWARDSHIP COUNCIL (ASC)
Local: Salvador - BA - Brasil
Contatos: laurent.viguie@asc-aqua. org; +55 (71) 99917-9679 https:/pt.asc-aqua.org
Produtos e serviços: Programa de Certificação de melhores práticas que pode fornecer acesso a novos mercados, inclusive a exportação, já que a certificação ASC tem valor no mercado internacional.

Local: Canguaretama - RN - Brasil
Contatos: aquatec@aquatec.com.br +55 (84) 3241-5200 www.aquatec.com.br
Produtos e serviços: Produção, venda e distribuição de pós-larvas de camarão L. vannamei nas linhagens
SpeedLine AQUA e POND

AQUASUL COMÉRCIO DE CAMARÃO MARINHO
Local: Natal - RN - Brasil
Contatos: sac@aquasulcamarao. com.br; +55 (84) 3201-4578 www.aquasul.com.br
Produtos e serviços: Camarão cinza congelado.

AQUASUL CAMARÃO MARINHO
Local: Nísia Floresta - RN - Brasil
Contatos: aquasul@aquasul.com.br +55 (84) 3201-3474; www.aquasul.com.br
Produtos e serviços: Pós-larvas de camarão e náuplios de Litopenaeus vannamei.
AQUAWIRE
Local: Orlândia - SP - Brasil
Contatos: contato@aquawire.com. br; +55 (16) 99716-2040
+55 (65) 99977-6400
www.facebook.com/aquawire
Produtos e serviços: Fio para tanques-rede que cria um óxido natural de proteção na superfície que é seguro para os peixes e impede o desenvolvimento do mexilhão dourado e outros organismos aquáticos.

AQUISHOW BRASIL
Local: Santa Fé do Sul - SP - Brasil
Contatos: aquishow@ aquishowbrasil.com.br
+55 (17) 98113-3967
www.aquishowbrasil.com.br
Produtos e serviços: Feira de negócios especializada em tecnologia para a aquicultura e soluções de comercialização, networking e conhecimentos.

ASCR SOCIEDADE DE ADVOGADOS
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: atendimento@ascr.adv.br
+55 (11) 3171-0120 www.ascr.adv.br
Produtos e serviços: Especializado em direito empresarial com todas as matérias que permeiam a gestão empresarial, tais como direito tributário, cível, trabalhista, criminal tributário, contratos e negócios.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE PESCADOS (ABIPESCA)
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: contato@abipesca.com.br
+55 (11) 2738-0069
www.abipesca.com.br
Produtos e serviços: Contribuir para o fortalecimento das indústrias de pescado por meio do aprimoramento de políticas públicas, da promoção das boas práticas industriais e comerciais e defesa de ações nocivas ao setor.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES DE CAMARÃO (ABCC)
Local: Natal - RN - Brasil
Contatos: abccam@abccam.com.br +55 (84) 3231-6291 +55 (84) 99612-7575
www.abccam.com.br
Produtos e serviços: Associação sem fins lucrativos que representa os carcinicultores em todo o Brasil.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FOMENTO AO PESCADO (ABRAPES)
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: contato@abrapes.org +55 (11) 5105-8269
www.abrapes.org
Produtos e serviços: Associação criada em 2016 para coordenar e defender os interesses de seus membros em órgãos públicos e privados, fomentar o consumo de pescado no Brasil e empenhar-se na abertura de novos mercados.

ASSOCIAÇÃO DE PISCICULTORES EM ÁGUAS PAULISTAS E DA UNIÃO (PEIXESP)
Local: Santa Fé do Sul - SP - Brasil
Contatos: peixesp@peixesp.com.br +55 (17) 99616-6638
www.peixesp.com.br
Produtos e serviços: Representação institucional e organização do setor.

ATAK SISTEMAS
Local: Maringá - PR - Brasil
Contatos: comercial@atak.com.br
+55 (44) 2101-5657
www.atak.com.br
Produtos e serviços: Sofwares integrado para gestão e controle de produção, chão de fábrica até financeiro. Software para automação de planilhas do controle de qualidade.

AV09 COMÉRCIO EXTERIOR
Local: Balneário Camboriú - SCBrasil
Contatos: av09@av09.com.br
+55 (47) 3367-9009
www.av09.com.br
Produtos e serviços: Importação de pescados internacionais, distribuição em todo território nacional e frota própria.
BACALHAU RIBERALVES
Local: Sao Paulo - SP - Brasil
Contatos: riberalves@riberalves. com.br
+55 (11) 3798-4861
www.bacalhauriberalves.pt
Produtos e serviços: Toda a linha de bacalhau e derivados.
Produtos e serviços: Solução completa de pescados em MG e ES.

BETTCHER DO BRASIL
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: vendas@bettcher.com.br +55 (11) 4083-2510 www.bettcher.com.br
Produtos e serviços: Equipamentos para beneficiamento de cortes e aumento de rendimentos no abate e na desossa.

BIOFISH AQUICULTURA
Local: Porto Velho - RO - Brasil
Contatos: contato@biofish.com.br +55 (69) 3221-2021 www.biofish.com.br
Produtos e serviços: Desenvolvimento de projetos aquícolas, produção de alevinos e pós-larvas, assessoria em licenciamento ambiental, consultoria e engenharia.
AYAMO GLOBAL FOODS
Local: Itajaí - SC - Brasil
Contatos: sales@ayamofoods.com
+55 (47) 3349-4606
www.ayamofoods.com
Produtos e serviços: Exportação de pescados oriundos de aquicultura e pesca extrativa.
BAITAFRIO ARMAZÉM LOGÍSTICO
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: contato@baitafrio.com.br
+55 (11) 2917-1222
www.baitafrio.com.br
Produtos e serviços: Armazenagem de produtos frigorificados.

BILBO S.A.
Local: Manabí - Equador
Contatos: infor@bilbosa.com +593 9 9390-0713 www.bilbo-sa.com
BELGO BEKAERT ARAMES
Local: Contagem - MG - Brasil
Contatos: belgobekaert@ belgobekaert.com.br 0800-727-2000
www.belgobekaert.com.br
Produtos e serviços: Arame para tanques-rede.

BEM FRESCO
Local: Belo Horizonte - MG - Brasil
Contatos: contato@ pescadosbemfresco.com.br
+55 (31) 3497-8756 ; (31) 92000-0528
https://bemfresco.com.br/
Produtos e serviços: Camarão em diferentes apresentações, pescado (atum, escolar, mahi mahi) e espécies pelágicas.

LTDA
Local: Iranduba - AM - Brasil
Contatos: comercial@ biopescadosdaamazonia.com.br
+55 (92) 99232-6950 www.biopescadosdaamazonia.com.br
Produtos e serviços: Peixes amazônicos nativos e de cativeiro.
BOM FUTURO
Local: Cuiabá - MT - Brasil
Contatos: piscicultura@bomfuturo. com.br
+55 (65) 3645-8000
www.bomfuturo.com.br
Produtos e serviços: Tambaqui, tambatinga, pintado da amazônia, piauçu e tilápia.

BOM PEIXE
Local: Piracicaba - SP - Brasil
Contatos: comercial@bompeixe. com.br
+55 3429-6600
www.bompeixe.com.br
Produtos e serviços: Indústria e comércio de pescado e frutos do mar.

Local: Barueri - SP - Brasil
Contatos: sergio.karagulian@ brascod.com.br
+55 (11) 3173-2950
www.bacalhaubomporto.com.br
Produtos e serviços: Indústria de bacalhau situada no Brasil, onde atendemos o mercado com as opções que mais forem convenientes, trabalhando o conceito de marca e estabelecendo o branding “Bacalhau é BomPORTO”.

Local: Itarema - CE - Brasil
Contatos: marketing@ bomarpescados.com.br
+55 (85) 3270-6554
www.bomarpescados.com.br
Produtos e serviços: Camarão, larva de camarão, tilápia, alevino de tilápia e pele de tilápia.

Local: Blumenau - SC - Brasil
Contatos: comercial@ brancomaquinas.com.br
+55 (47) 3330-0433
+55 (47) 3237-0359
www.brancomaquinas.com.br
Produtos e serviços: Fabricantes de equipamentos para beneficiamento do pescado.
Local: Chapecó - SC - Brasil
Contatos: comercial@brasmo.com.br
+55 (49) 3330-6200
www.brasmo.com.br
Produtos e serviços: EPI’s descartáveis: aventais, mangotes e luvas. Utensílios para manipulação de alimentos e higienização: escovas, raspadores, espátulas, vassouras, baldes. Detectáveis: corpos de prova, canetas e lacres.

BRASPEIXE
Local: Paulo Afonso - BA - Brasil
Contatos: braspeixe@braspeixe.com.br
+55 (75) 3282-4716
www.braspeixe.com.br
Produtos e serviços: Tanque-rede PEAD, telas aço inox 304L, tampas e comedouros.

BRØDRENE SPERRE
Local: Ellingsøy - Noruega
Contatos: info@sperrefish.com
+47 70 10 27 00 www.sperrefish.com
Produtos e serviços: Peixes pelágicos congelados e peixes salgados e secos, como bacalhau.

BRUSINOX
Local: Brusque - SC - Brasil
Contatos: brusinox@brusinox.com.br
+55 (47) 3351-0567
www.brusinox.com.br
Produtos e serviços: Linha completa automática com software de gestão para beneficiamento de tilápia. Linhas completas para beneficiamento de camarão, peixes de cultivo, amazônicos, oceânicos, da recepção ao congelamento.

BRAZILIAN FISH
Local: Santa Fé do Sul - SP - Brasil
Contatos: sac@grupoambaramaral. com.br
+55 (17) 3631-9100
www.brazilianfishbr.com.br
Produtos e serviços: Filés de tilápia e outros cortes, pratos prontos à base de tilápia e aperitivos: bolinho, trouxinha, enroladinho com provolone, tilápia recheada e pururuca de tilápia Brazilian Fish.
BTJ AQUA
Local: Ribeirão Preto - SP - Brasil
Contatos: contato@btjaqua.com.br
+55 (18) 99808-5475 www.btjaqua.com.br
Produtos e serviços: Produção e processamento de tilápia. Comercializamos filés de variados cortes e in natura.

C.VALE - COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL
Local: Palotina - PR - Brasil
Contatos: comercial.mi@cvale. com.br
+55 (44) 3649-8563
www.cvale.com.br
Produtos e serviços: Cortes congelados de tilápia.

CAMANOR
Local: Natal - RN - Brasil
Contatos: comercial@camanor. com.br
+55 (84) 4008-0448
www.camanor.com.br
Produtos e serviços: Camarão congelado e filé de tilápia congelado.

CÂMARA NACIONAL DA AQUACULTURA DO EQUADOR (CNA)
Local: Guayaquil - Equador
Contatos: cna@cna-ecuador.com
+59 3 (4) 268-3017
www.cna-ecuador.com
Produtos e serviços: Fomento ao comércio internacional do camarão do Equador e da produção de forma sustentável, com respeito ao meio ambiente.

CÂMARA DE ARMADORES DE PESQUEIROS E CONGELADORES DA ARGENTINA (CAPECA)
Local: Buenos Aires - Argentina
Contatos: capeca@capeca.org.ar
+54 (11) 5218-8870
Produtos e serviços: Entidade que reúne importantes grupos empresariais argentinos dedicados à pesca comercial e à elaboração de produtos pesqueiros.

Local: Puerto Montt - Los LagosChile
Contatos: felipe.katata@cermaq. com
+55 11 97423-2988
www.cermaq.cl
Produtos e serviços: Salmão
Atlântico e Coho nas apresentações: inteiro fresco, inteiro congelado e HG (sem-cabeça) congelado.

Local: Cosmópolis - SP - Brasil
Contatos: vendas@christeyns.com
+55 (19) 4042-6430
www.christeyns.com/pt
Produtos e serviços: Produtos de limpeza e desinfecção, detergentes, desinfetantes, geradores de espuma, testes rápidos biofilmes e verificação de limpeza, nebulizador, tapetes de desinfecção e serviços especializados.

Local: Curitiba - PR - Brasil
Contatos: brasil@clearwater.ca
+55 (41) 99101- 8384
www.clearwater.ca
Produtos e serviços: Frutos do mar selvagens e sustentáveis: vieira canadense gigante, lagosta canadense e Hokkigai, capturados nas águas do Atlântico Norte, com qualidade premium e disponibilidade durante todo o ano.

+ PESCADO
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: comunicamaispescado@ agenciadz7.com.br
www.solucoes.agenciadz7.com.br/ comunicamaispescado
Produtos e serviços: Serviços de marketing e conteúdo especializado em pescado para ampliar a visibilidade de empresas e entidades.

CONGELADOS ARTICO
Local: Mar del Plata - Argentina
Contatos: ventas@congeladosartico. com
+54 (223) 489 5459
www.congeladosartico.com.ar/pt
Produtos e serviços: Exportadora de empanados a base de pescado, como medalhões, hambúrgueres e filés de merluza, anéis de lula, entre outros produtos processados.

COSTA SUL PESCADOS
Local: Navegantes - SC - Brasil
Contatos: costasul@costasul.com.br
+55 (47) 2103-3000
www.costasul.com.br
Produtos e serviços: Pescado e frutos do mar congelados.

COSTIERO PESCADOS
Local: Cachoeirinha - RS - Brasil
Contatos: contato@costiero.com.br
+55 (51) 3441-6700
www.costiero.com.br
Produtos e serviços: Pescados e frutos do mar com mais de 30 variedades e cortes. Atendendo food service, varejo e boutique, além de possuir parque fabril próprio.
CHARLIE TANGO
Local: Buenos Aires - Argentina
Contatos: comex@charlietango-sa. com
+54 (11) 4342-0605
www.charlietango.com.ar
Produtos e serviços: Camarão, lula illex, corvina, truta marinha, linguado, merluza negra, garoupa, abrótea e king crab.

DA PESCA E AQUICULTURA - CONEPE
Local: Brasília - DF - Brasil
Contatos: conepe@conepe.org.br
+55 (61) 3323-5831
www.conepe.org.br
Produtos e serviços: Sociedade civil sem fins lucrativos que agrega entidades representativas do setor pesqueiro e aquícola do Brasil, como sindicatos de armadores e indústrias processadoras de pescados.

COPACOL
Local: Cafelândia - PR - Brasil
Contatos: contato@copacol.com.br
+55 (45) 3241-8080
www.copacol.com.br
Produtos e serviços: Linha ampla de peixes e frutos do mar, especializada em cortes de tilápia.

COUTPESCA INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PESCADOS
Local: Vila Velha - ES - Brasil
Contatos: coutpesca@coutpesca. com.br
+55 (27) 3319-1430
www.instagram.com/coutpesca
Produtos e serviços: Trabalha com produtos nacionais e importados, todas as espécies de pescados de água doce e salgada, com foco em importação de salmão fresco, além de moluscos e crustáceos.


de pescados, que inclui merluza de cola, merluza negra, polaca, merluza austral, granadero, abadejo, ente outras espécies.

Local: Recife - Pernambuco - Brasil
Contatos: contato@ dafonteaquicultura.com.br (81) 98285-1616
www.dafonteaquicultura.com.br
Produtos e serviços: Tilápia: inteira fresca, filé de 500g, filé de 800g, filés de 1 Kg, filés frescos, posta de 500g, posta fresca, filé e posta a granel.

DAMM PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
Local: Osasco - SP - Brasil
Contatos: damm@damm.com.br +55 (11) 3099-9545
www.damm.com.br
Produtos e serviços: Peixes defumados, ovas, patês, peixes frescos e congelados
SEA
Local:Fortaleza - CE - Brasil
Contatos: alexandrereis@brsf.com.br
+55 (85) 3119-7077
Produtos e serviços: Comercial e gestão na exportação.

Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: contato@geneseas.com.br
+55 (11) 3123-2100
www.dellmare.com.br
Produtos e serviços: Crustáceos e frutos do mar.

ESCRITÓRIO COMERCIAL DO PERU NO BRASIL
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: psanchez@ escritoriodoperu.com.br
+55 (11) 4507-7230
Produtos e serviços: Peixes congelados e frutos do mar do Peru.

EVOLUIBR ASSESSORIA E CONSULTORIA
Local: Ponta Grossa - PR - Brasil
Contatos: evoluibr@evoluibr.com.br
+55 (42) 99940-2768
www.evoluibr.com.br
Produtos e serviços: Adequação documental de Qualidade Sanitária e Comercial (PAC, BPF, POP), elaboração de projetos para o 3º setor, suporte na captação de recursos, e Gestão Estratégica de Projetos e Organizações.

Local: Canavieiras - BA - Brasil
Contatos: contato@aguaspretas. com.br
+55 (11) 97233-1440 www.aguaspretas.com.br
DANFOSS DO BRASIL
Local: Osasco - SP - Brasil
Contatos: sac.brasil@danfoss.com +55 (11) 2135-5400
www.danfoss.com/pt-br
Produtos e serviços: Válvulas e componentes para sistemas de refrigeração.

Local: Buenos Aires - Argentina
Contatos: info@estremar.com
+54 (11) 5218-0181
www.estremar.com
Produtos e serviços: Linha ampla
Produtos e serviços: Pirarucu inteiro retirado dos tanques na hora do embarque. Atendemos todo o Brasil.
FCALHAO
Local: Cuiabá - MT - Brasil
Contatos: financeiro@fcalhao.com. br; +55 (65) 99995-2395 +35 1 912 981 652 www.casadopeixemt.com.br
Produtos e serviços: Desenvolvimento e aprovação de projetos industriais nas cadeias de pescado, bovinos, suínos, rações, despojos e bebidas. Certificação federal (SIF) e demais âmbitos. Habilitações para exportação.

FEIRA DE PEIXES NATIVOS
Local: Cuiabá - MT - Brasil
Contatos: valeria.pires@mt.sebrae. com.br
+55 (65) 3648-1200 www.mt.sebrae.com.br
Produtos e serviços: Feira e seminário dedicados à produção de peixes nativos brasileiros.

FEIRA NACIONAL DO CAMARÃO - FENACAM
Local: NATAL - RN - Brasil
Contatos: fenacam@fenacam.com. br; +55 (84) 3231-6291 www.fenacam.com.br
Produtos e serviços: Congresso e feira de exposição de produtos para a aquicultura.

Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: contato@fiat.com.br
0800-707-1000 www.fiat.com.br
Produtos e serviços: Veículos de transporte de carga.

Local: Rifaina - SP - Brasil
Contatos: rafaela.pinho@mcassab. com.br +55 (16) 3135-9424
www.fiderpescados.com.br
Produtos e serviços: Especialistas na produção de tilápia (filés frescos, congelados e seus derivados).

Local: Riolândia - SP - Brasil
Contatos: contato@ fisherpiscicultura.com.br +55 (17) 98100-4232 www.fisherpiscicultura.com.br
Produtos e serviços: Tilápia viva ou resfriada.

Local: Barueri - SP - Brasil
Contatos: contato@fishtag.co +55 (11) 97264-0011
www.fishtag.co
Produtos e serviços: Conexão direta do produtor de pescado com os consumidores.
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: fispalfoodservice@informa.com
+55 (11) 4632-0200
www.fispalfoodservice.com.br
Produtos e serviços: Feira especializada em alimentação fora do lar que acontece em São Paulo, no Expo Center Norte.

Local: Itajaí - SC - Brasil
Contatos: comercial@forsafe.com.br +55 (47) 3248-1185
www.forsafe.com.br
Produtos e serviços: Balsas salvavidas para embarcações pesqueiras e materiais de salvatagem.

FRESCATTO COMPANY
Local: Duque de Caxias - RJ - Brasil
Contatos: info@frescatto.com
+55 (21) 3527-9393
www.frescattocompany.com.br
Produtos e serviços: Soluções em pescado personalizadas para o seu negócio. Mais de 40 espécies e 300 itens, combinando cortes e embalagens. Atendemos food service e autosserviço, com 5 filiais: RJ, SP, PE, MG e DF.

Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: contato@frezze.com.br
+55 (11) 3666-3385
www.frezze.com.br
Produtos e serviços: Startup de terceirização logística de alimentos refrigerados e congelados . Entregamos cargas desde 10 kg a 2 toneladas por entrega. Entregamos na Grande São Paulo, outros Estados sob demanda.

Local: São Leopoldo - RS - Brasil
Contatos: contato@frumar.com.br
+55 (51) 3037-6969
www.frumar.com.br
Produtos e serviços: Salmão fresco, camarão, frutos do mar, atum, bacalhau e peixes de todos os continentes, além da linha de insumos para culinária oriental.

FUTURA MARKET CORP
Local: Guayaquil – Equador
Contatos: fabricio@futuramarketcorp. com
+593 99314-2641
www.futuramarketcorp.com
Produtos e serviços: Procurement e assessoria comercial para novos produtos e mercados, tanto para o foodservice quanto para o varejo.

Local: Foz do Iguaçu - PR - Brasil
Contatos: gelonese@brturbo.com.br
+55 (45) 3528-7475
www.facebook.com/geloneseoficial
Produtos e serviços: Peixes: traíra sem espinhos, traíra inteira, curimba, piapara, bagre, pati, dourado, filé de merluza. Serviço de reinspeção e armazenagem de pescado.

Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: Contato@geneseas.com. br
+55 (11) 3123-2100
www.geneseas.com.br
Produtos e serviços: Produção de tilápia, camarão, frutos do mar, ração e produtos a partir dos resíduos desses itens.


GOLDEN FOODS ALIMENTOS
Local: Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Contatos: sac@goldenfoods.com.br
+55 (21) 3550-0760
www.goldenfoods.com.br
Produtos e serviços: Filé de alabote dente curvo, filé de polaca, lombo e posta de cação, filé de panga com ou sem gordura, filé de salmão, anel de lula congelado, filé de merluza, tubo de lula congelado, bacalhau seco salgado, postas de bacalhau dessalgadas e congeladas, entre outros.

Local: Itajaí - SC - Brasil
Contatos: atendimento@ golfodorado.com
+55 (47) 98898-5335
www.golfodorado.com
Produtos e serviços: Peixes congelados.

GONDI
Local: Portoviejo - Equador
Contatos: info@gondi.com.ec
+593 5292 2554
www.grupogondi.com
Produtos e serviços: Pescado resfriado, congelado e conservas.

GRUPO 5
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: contato@grupo5bs.com.br
+55 (11) 5505-3795
www.grupo5bs.com.br
Produtos e serviços: Força comercial, inteligência logística, trade-mkt e P&D.

GRUPO AMBAR AMARAL
Local: Santa Fé do Sul - SP - Brasil
Contatos: sac@grupoambaramaral. com.br
+55 (17) 3631-9100
www.grupoambaramaral.com.br

GRUPO VERAZ
Local: Mar del Plata - Argentina Contatos: info@grupoveraz.com.ar
+54 (223) 489-4624
www.grupoveraz.com.ar
Produtos e serviços: Empresa dedicada à captura, produção e comercialização de produtos do mar argentino, principalmente camarão vermelho (Pleoticus muelleri).

GÜNTNER
Local: Caxias do Sul - RS - Brasil
Contatos: contato.br@guntner.com
+55 (54) 3220-8100
www.guntner.com/br
Produtos e serviços: Geradores de gelo, evaporadores, condensadores, trocadores de calor a placas, vasos de pressão, condensadores evaporativos, entre outros.

HAARSLEV INDUSTRIES

HP EMBALAGENS
Local: Cotia - SP - Brasil
Contatos: hpembalagens@ hpembalagens.com.br +55 (11) 4612-5088
www.hpembalagens.com.br
Produtos e serviços: Embalagens e bandejas plásticas.

Local: Parnamirim - RN - Brasil Contatos: atendimento@iaqua. com.br
+55 (84) 9657-4771
www.iaqua.com.br
Produtos e serviços: Probióticos, biorremediadores, aeradores, sopradores, mangueiras de aeração, difusores, equipamentos de medição, kits de análise de água, aditivos, suplementos, medicamentos, alimentos especiais etc.
GOMES DA COSTA S.A
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: comercialfood@ gomesdacosta.com.br
0800 704 1954
www.gomesdacosta.com.br
Produtos e serviços: Peixes enlatados.
Produtos e serviços: Um dos maiores grupos no ramo de criação de tilápia, com a cadeia verticalizada. Possui piscicultura, produção de alevinos, frigorífico de peixe e indústria de ração.
Local: Curitiba - PR - Brasil Contatos: br-comercial@haarslev. com
+55 (41) 3086-8200 www.haarslev.com
Produtos e serviços: Equipamentos para o processamento de subprodutos de pescado.

Local: Puerto Madryn - Argentina
Contatos: iberconsa@iberconsa.com.ar +54 (280) 445-3088
www.iberconsa.es
Produtos e serviços: Captura, processamento e distribuição de produtos do mar.

Local: Buritama - SP - Brasil
Contatos: contato@idealsis.com.br +55 (18) 3691-1764 www.idealsis.com.br
Produtos e serviços: Soluções de integração e automação de processos administrativos, comerciais, industriais e logísticos. Criadora do Fish Control, software de gerenciamento de pisciculturas em todo o Brasil.


Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: ecil@ecil-trading.com.br +55 (11) 3202-6363 www.br-ecil.com
Produtos e serviços: Embalados da marca Inak para clientes do varejo (merluza, polaca, mapará, cação, kani e imitação de patas de caranguejo).

Local: Tanguá - RJ - Brasil
Contatos: patense@patense.com.br +55 (34) 3818-1800 www.patense.com.br
Produtos e serviços: Farinhas de peixe (sardinha) com a partir de 60% de proteína de alta digestibilidade e óleo de sardinha, rico em ômegas.

Local: Vigo - Espanha
Contatos: info@interatlantic.es +34 986 44 32 10 www.interatlantic.es
Produtos e serviços: Produtor de anéis, tentáculos e derivados de lula no Peru, importador e exportador de pescado congelado com escritórios em Europa e Ásia e mais de 100 Dipoas aprovados.

CONGRESS & FISH EXPO BRASIL
Local: Foz do Iguaçu - PR - Brasil
Contatos: executiva@ internationalfishcongress.com.br +55 (48) 9998-0492 www.internationalfishcongress. com.br
Produtos e serviços: International Fish Congress e Fish Expo Brasil são realizados anualmente no Maestra Grand Convention Center - Recanto Cataratas Thermar & Resort, em Foz do Iguaçu (PR).
Produtos e serviços: Peixes de água doce regionais e nativos do Rio Grande do Sul.
JC LACERDA SEAFOOD
Local: Recife - PE - Brasil
Contatos:comerciallacerdajc@gmail. com; +55 (81) 99730-4262
www.facebook.com/jclacerdaseafood
Produtos e serviços: Importação e exportação.

JC PESCADOS
Local: Itarema - CE - Brasil
Contatos: luiz.tondo@jcpescados. com.br
+55 (88) 3667-1110 www.jcpescados.com.br
Produtos e serviços: Exportação e importação de pescado. Camarão, robalo, pescada amarela e cambucu, salmão, tilápia, badejo (sirigado), pargo, espada, atum, panga, peixes inteiros, postas e filés. Insumos para culinária japonesa.

KARAM’S MAR
Local: Indaiatuba - SP - Brasil
Local: São Lourenço do Sul - RSBrasil
Contatos: gabriel@japesca.com.br
+55 (51) 99987-5111
www.japesca.com.br
Contatos: karamsmar@karamsmar. com; +55 (19) 3935-9725 www.karamsmar.com
Produtos e serviços: Peixes, camarão e frutos do mar.
KOMDELLI
Local: Tijucas - SC - Brasil
Contatos: comercial@komdelli. com.br
+55 (48) 3641-2603 www.komdelli.com.br
Produtos e serviços:
Principalmente salmão (fresco e congelado), truta e tilápia. Também oferece terceirização de serviço.

LARVI AQUICULTURA
Local: Macau - RN - Brasil
Contatos: +55 (84) 3521-8151
Produtos e serviços: Pós-larvas de camarão litopenaeus vannamei, macrobrachium rosenbergii e ostra crassostrea brasiliana.

LERØY SEAFOOD
Local: Bergen - Noruega
Contatos: post@leroyseafood.com
+47 55 21 36 69
www.leroyseafood.com/en
Produtos e serviços: Cortes e preparações com salmão, truta, peixes brancos, bacalhau fresco, pelágicos, crustáceos e moluscos.


Local: Itajaí - SC - Brasil
Contatos: contato@lexbr.net
+55 (47) 98856-2714
www.lexbr.net
Produtos e serviços: Serviços de consultoria, APPCC, treinamentos, assessoria regulatória, auditorias, registro de produtos e plantas, traduções, inspeção de carga, entre outros.

Local: Mogi das Cruzes - SP - Brasil
Contatos: sales@lizard-int.com.br
+55 (11) 94245-6920
www.lizard-int.com.br
Produtos e serviços: Agente de carga multimodal, focado em exportação e importação de cargas refrigeradas, cargas dry e cargas projeto.

LM PESCADOS
Local: Santos - SP - Brasil
Contatos: marcel@lmimport.com.br
+55 (13) 3261-3060
www.lmpescados.com.br
Produtos e serviços: Importadora e distribuidora de pescado.



Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: faleconosco@localfrio. com.br
+55 (11) 3049-6570
www.localfrio.com.br
Produtos e serviços: Armazenagem e transporte.

Local: Cuiabá - MT - Brasil
Contatos: francisco@ mansoaquicultura.com.br
+55 (65) 2128-9700 www.youtube.com/user/ MansoAquicultura
Produtos e serviços: Tanques-rede de grande volume.

Local: Jandira - SP - Brasil
Contatos: vendas@maquiplast. com.br
+55 (11) 4619-9696 www.maquiplast.com.br
Produtos e serviços: Embalagens plásticas flexíveis, filmes para empacotadoras automáticas e termoformadoras e embalagens standup pouch.

Local: São José do Rio Preto - SP - Brasil
Contatos: contato@mareriopescados. com.br
+55 (17) 3513-1000
www.mareriopescados.com.br
Produtos e serviços: Pescado, frutos do mar, vinhos, produtos orientais. Entregas em todo Brasil.

Local: Mar del Plata - Argentina
Contatos: mardi@mardi.com.ar
+54 (223) 489-7100
www.mardi.com.ar
Produtos e serviços: Filé de merluza interfolhado, IQF e empanados de merluza.
Local: Buenos Aires - Argentina
Contatos: marargentino@cfp.gob.ar +54 (11) 4361-5830 www.marargentino.gob.ar
Produtos e serviços: “Mar Argentino, selvagem e austral” é uma referência nos mercados pesqueiros internacionais, um sinônimo de qualidade que acompanha as empresas pesqueiras argentinas ao redor do mundo.

MARBELIZE
Local: Manabí - Equador
Contatos: info@marbelize.com
+593 5238-9000
+593 5238-9001 www.marbelize.com/es
Produtos e serviços: Atum e conservas diversas em latas, pouches e vidro, bem como hambúrgueres, sticks e outros produtos de valor agregado.
Local: Campinas - SP - Brasil Contatos: info@marel.com +55 (19) 3414-9000 www.marel.com/pt
Produtos e serviços: Equipamentos e sistemas de última geração que ajudam os processadores de alimentos de todos os tamanhos, em todos os mercados, a operar com produtividade máxima.

Local: Florianópolis - SC - Brasil Contatos: contato@ marineequipment.com.br +55 (48) 3206-8922 www.marineequipment.com.br
Produtos e serviços: Consultoria em aquicultura industrial; tanquesrede, bombas para despesca e transferência, contadores, scanners, classificadores, cabos especiais, boias e máquinas, gruas hidráulicas marítimas, entre outros.

Local: Aracati - CE - Brasil
Contatos: contato@marispescados. com.br
+55 (88) 3446-2565 www.marispescados.com.br
Produtos e serviços: Pós-larvas de camarão Litopenaeus vannamei bem formadas e livres de patógenos.

Local: Aracati - CE - Brasil
Contatos: contato@marispescados. com.br
+55 (88) 3446-2565 www.marispescados.com.br
Produtos e serviços: Camarão, peixe e lagosta processados e congelados em embalagens de 200 g a 2 kg para o varejo e food service.

Local: Arujá - SP - Brasil
Contatos: comercial@mayekawa. com.br
+55 (11) 4654-8063 www.mayekawa.com.br
Produtos e serviços: Compressor parafuso, compressor alternativo, compressor semi-hermético e serviços de assistência técnica.

Local: Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Contatos: contato@mcrio.com.br +55 (21) 3297-8822 www.mcrio.com.br
Produtos e serviços: Pescados em filés, postas, eviscerados, frescos e congelados.
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: rodrigo.zanolo@merck. com
+55 (43) 99166-0295
www.msd-saude-animal.com.br
Produtos e serviços: Produtos veterinários: vacinas injetáveis; desinfetantes e antimicrobianos orais.

MULTIVAC DO BRASIL
Local: Valinhos - SP - Brasil
Contatos: vendas@br.multivac.com
+55 (19) 3795-0818
br.multivac.com
Produtos e serviços: Máquinas a vácuo, seladora de bandejas, termoformadoras, flowpack, etiquetadoras, checkweighers, balança multicabeçote, sistemas e automação.
Local: Guararema - SP - Brasil
Contatos: vendas@miaki.com.br +55 (11) 2164-4300 www.miaki.com.br
Produtos e serviços: Revestimentos monolíticos de alto desempenho, excelente resistência química, térmica, mecânica e a abrasão, fácil limpeza, impermeável e não prolifera bactérias. Atendemos todo o território nacional.

Local: Santo Andre - São PauloBrasil
Contatos: vendas@mqpack.com
+55 (11) 4991-4241
www.mqpack.com
Produtos e serviços: Sistemas de pesagem, classificação e empacotamento automático de pescados.

Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: comercial@multifoods. com.br
+55 (11) 3646-6700 www.multifoods.com.br
Produtos e serviços: Peixes, moluscos e crustáceos.

Local: Marechal Cândido RondonPR - Brasil
Contatos: multipesca.rondon@ gmail.com
+55 (45) 3254-3913 www.multipesca.com
Produtos e serviços: Projetos aquícolas completos, tanques elevados PEAD para bioflocos, aquaponia e recirculação.

Local: Belo Horizonte - MG - Brasil
Contatos: contato@myleus.com
+55 (31) 3234-1842
www.myleus.com
Produtos e serviços: Análises de laboratório (teste de DNA em pescado), software de gestão da qualidade e programas de monitoramento de autenticidade de pescado.

Local: Balneário Piçarras - SCBrasil
Contatos: natubras@natubras.com. br
+55 (47) 3347-4800
www.natubras.com.br
Produtos e serviços: Camarões, peixes e frutos do mar.


Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: contato@newfish.com.br
+55 (11) 2674-2876 www.newfish.com.br
Produtos e serviços: Ampla linha de pescado fresco e congelado de cultivo e de pesca extrativa.

NORDSEE COMERCIAL
IMPORTADORA E EXPORTADORA
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: nordsee@nordsee.com.br
+55 (11) 3742-1903
www.nordsee.com.br
Produtos e serviços: Pescados e frutos do mar.
Local: Buenos Aires - Argentina
Contatos: atencion.usuarios@newsan. com.ar
+54 9 11 5001-1020
www.newsan.com.ar
Produtos e serviços: Merluza (filés e HGT), lula (inteira e aneis), camarão (inteiro, caudas e descascado), merluza hoki (filés), brótola (HGT) e abadejo (HGT).

Local: Pontevedra - Espanha Contatos: info@noriberica.com
+34 986 447 489 www.noriberica.com
Produtos e serviços: Pesca, elabora e distribui pescado e frutos do mar ultracongelados, como bacalhau, merluza, espada, atum, lula e polvo.
Local: São Paulo - SP - Brasil Contatos: contato@nutrafoods. net.br
+55 (11) 3660-4700 www.nutrafoods.net.br
Produtos e serviços: Tilápia, merluza, polaca, panga, linguado, abadejo, camarão, lula e mexilhão em pacotes de 200 g, 400 g, 800 g e a granel.

Local: Duran - Equador Contatos: sales@omarsa.com.ec +593 99004-1400 www.omarsa.com.ec
Produtos e serviços: Produtos de camarão congelado inteiro, cauda e produtos de valor agregado crus ou cozidos em várias apresentações de embalagem. Cultivo convencional ou orgânico.
Local: Balneário Camboriú - SCBrasil
Contatos: contato@ninefish.com.br
+55 (47) 3367-9009
www.ninefish.com.br
Produtos e serviços: Pescado internacional embalado para consumidores finais.
Local: Recife - PE - Brasil
Contatos: guiblanke@ noronhapescados.com.br
+55 (81) 2138-9100
www.noronhapescados.com.br
Produtos e serviços: Peixes, crustáceos e moluscos em geral para food service, distribuidores e varejo.

Local: São Paulo - SP - Brasil Contatos: contato@opergel.com.br
+55 (11) 3021-8988 www.opergel.com.br
Produtos e serviços: Salmão,
bacalhau, filés de peixes, frutos do mar, carnes argentinas, azeitonas, conservas, castanhas e frutas secas para todo o Brasil.

ORQUÍDEA - TONDO S.A
Local: Caxias do Sul - RS - Brasil Contatos: comercial@orquidea. com.br
+55 (54) 3026-7500
www.orquidea.com.br
Produtos e serviços: Farinha Panko, farinha de rosca, farinha de trigo, massas e biscoitos.
PAMPA FISH S.A.
Local: Mar del Plata - Argentina Contatos: ventas@pampafish.com +54 (223) 483-3001 www.pampafish.com
Produtos e serviços: Filé de peixe congelado, peixe eviscerado congelado.
PAVAX
Local: Barueri - SP - Brasil
Contatos: contato@pavax.com.br +55 (11) 4789-9100
www.pavax.com.br
Produtos e serviços: UV, embaladoras, termoformadoras, seladoras, HPP e tratamento de água.

PCC CONGELADOS Y FRESCOS
Local: Guayaquil - Equador
Contatos: sales@pcc.com.ec
+593 4283-8943
www.pcc.com.ec
Produtos e serviços: Ampla linha de pescado do Equador, como camarão vannamei, peixes selvagens e lulas.

PEIXE FRESCO
Local: Balneário Camboriú - SCBrasil
Contatos: faleconosco@peixefresco. com.br
+55 (47) 3367-9009
www.peixefresco.com.br
Produtos e serviços: Foco na comercialização de pescados resfriados, tendo como o salmão o principal produto do mix, ideal para quem trabalha com restaurantes e casas de sushi.

PEIXES MEGG’S
Local: São João da Boa Vista - SP - Brasil
Contatos: peixesmeggs@ peixesmeggs.com.br +55 (19) 3622-3010
www.peixesmeggs.com.br
Produtos e serviços: Comércio de pescado de água doce e salgada para o atacado, varejo e compras públicas.

PESCANOVA BRASIL
Local: Recife - PE - Brasil
Contatos: comercial@ pescanovabrasil.com.br
+55 (87) 98835-1606
www.instagram.com/pescanova_br/
Produtos e serviços: Soluções de produto para food service e varejo, como anéis de lula, steak e barrinhas de merluza, kani kama e outros produtos empanados.

PESQUERA SANTA ELENA
Local: Puerto Deseado - Argentina
Contatos: pesel@datamarkets.com. ar; +54 (297) 487-0951
www.pesquerasantaelena.com
Produtos e serviços: Kani kama.

PHIBRO SAÚDE ANIMAL
INTERNACIONAL
Local: Campinas - SP - Brasil
Contatos: phibro.sac@pahc.com
+55 (11) 2185-4400
0800-722-8011
www.pahc.com/brasil
Produtos e serviços: Antimicrobianos de uso veterinário e especialidades nutricionais.
Local: São Carlos - SP - Brasil
Contatos: plantfort@plantfort.com. br
+55 (16) 3368-2011
www.plantfort.ind.br
Produtos e serviços: Estufas e seus componentes para ambientes protegidos, estrutura, plásticos, lonas e telas.

Local: Pendências - RN - Brasil
Contatos: fredyromano@potipora. com.br
+55 (84) 3522-2059
www.facebook.com/camaraopotipora
Produtos e serviços: Camarão congelado.

Local: Videira - SC - Brasil
Contatos: marketing@prevemax. com.br
+55 (49) 3531-3300 www.prevemax.com.br
Produtos e serviços: Aventais, capas, batas, toucas, luvas, calçados de segurança e EPIs em geral.

Local: Jaboticabal - SP - Brasil
Contatos: contato@prevet.com.br
+55 (16) 3202-6298
+55 (16) 3202-6610
www.prevet.com.br
Produtos e serviços: Serviços de monitoramento sanitário, análises e estudos microbiológicos e histopatológicos, análise de água, serviços relacionados a saúde animal, além de pesquisa e desenvolvimento.
Local: Natal - RN - Brasil
Contatos:prilabsa@prilabsabr.com.br
+55 (84) 3207-7773
www.prilabsa.com
Produtos e serviços: A completa solução para o desenvolvimento da indústria aquícola. Servindo às Américas há mais de 25 anos.

Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: contato@prime.trd.br
+55 (11) 2738-0069
www.primeseafood.com.br
Produtos e serviços: Lombo de bacalhau dessalgado congelado, bacalhau desfiado dessalgado congelado, lombos de dourado congelado e cauda de lagosta congelada.

PRO ECUADOR
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: ocesaopaulo@produccion. gob.ec
+55 (11) 2769-1999
www.proecuador.gob.ec
Produtos e serviços: Facilitamos os contatos e negócios com empresas exportadoras de pesca e aquacultura do Equador.

PRODUMAR
Local: Natal - RN - Brasil
Contatos: produmar@produmar. ind.br
+55 (84) 4006-2000
www.produmar.ind.br
Produtos e serviços: Venda de atum, meka, peixes costeiros, lagosta e camarão. Nosso porto tem capacidade para o desembarque diário dos barcos pesqueiros e industria de beneficiamento, congelamento e estocagem de produtos.

PRODUMAR S.A.C.
Local: Lima - Peru
Contatos: info@produmar.com
+51 1 475-0340
www.produmar.com/es
Produtos e serviços: Lula, polvo, merluza gahi e vieiras.

Local: Brasília - DF - Brasil
Contatos: abraao@projepesca.com. br
+55 (61) 99355-3849
www.projepesca.com.br
Produtos e serviços: Consultoria especializada em análises de mercado e gerenciamento de relações governamentais.

MARES
Local: Itajaí - SC - Brasil
Contatos: contato@quatromares. com.br
+55 (47) 3246-0376
www.quatromares.com.br
Produtos e serviços: Frutos do mar e pescado congelado em postas, filés, espalmados, eviscerados e inteiros de alto padrão de qualidade; com distribuição para todo Brasil.

RAGUIFE IND. COMERCIO DE RAÇOES LTDA
Local: Santa Fé do Sul - SP - Brasil
Contatos: sac.raguife@ grupoambaramaral.com.br
+55 (17) 3631-4347
www.raguife.com.br
Produtos e serviços: Indústria especializada em nutrição animal.

ROVEMA AGRONEGÓCIOFAZENDA RIO MADEIRA
Local: Porto Velho - RO - Brasil
Contatos: administrativo@ rovemaagronegocio.com.br +55 (69) 3216-9614 www.rovemaagronegocio.com.br
Produtos e serviços: Produção e comercialização de tambaqui e pintado com capacidade produtiva de 800 toneladas/ano. Técnicas de criação para garantir qualidade e melhor sabor.

RUIVO CONSULTORIA
Local: Balneário Camboriú - SCBrasil
Contatos: uruivo@gmail.com
+55 (47) 99609-5858 www.ruivoconsultoria.com
Produtos e serviços: Elaboração de projetos frigoríficos, planos de negócios, estudo de viabilidade técnica e econômica, auditorias da qualidade e defesas técnicas.

Local: Fortaleza - CE - Brasil
Contatos: atendimento@ saboresdacosta.com.br
+55 (85) 3017-2528
www.saboresdacosta.com.br
Produtos e serviços: Larvas de camarão, camarão congelado, orgânico e convencional.

Local: Puerto Montt - Chile Contatos: puertomontt@ salmonchile.cl
+56 65 2256-666 www.salmonchile.cl
Produtos e serviços: Exportadores de salmão Atlântico, salmão coho e truta salmonada.

Local: Buenos Aires - Argentina
Contatos: infoc@sanarawa.com
+54 (11) 5032-4971 www.sanarawa.com
Produtos e serviços: Companhia pesqueira especializada na pesca e processamento de hoki, polaca e surimi em apresentações variadas, com base em Ushuaia, na Terra do Fogo.

SANTA HELENA FISH FARM
Local: Bebedouro - SP - Brasil
Contatos: henrique@shfish.com.br +55 (17) 99149-1145
www.shfish.com.br
Produtos e serviços: Tilápia para frigorífico.

SANTA PRISCILA
Local: Guayaquil - Equador
Contatos: sales@santa-priscila.com +593 4600-5231
www.santa-priscila.com
Produtos e serviços: Produz e exporta camarão equatoriano (Litopenaeus vannamei).

SÃO RAFAEL CÂMARAS
FRIGORÍFICAS
Local: Arujá - SP - Brasil
Contatos: contato@saorafael.com.br +55 (11) 4652-7900
www.saorafael.com.br
Produtos e serviços: Soluções para cadeia do frio (câmara frigorífica).

Local: Santos - SP - Brasil
Contatos: satel@sateldespachos. com.br
+55 (13) 3228-5000
www.sateldespachos.com.br
Produtos e serviços: Despachos aduaneiros.

Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: seafoodshow@francal. com.br
+55 (11) 2226-3100 www.seafoodshow.com.br
Produtos e serviços: Evento comercial de experiências e conteúdo para a indústria e o mercado de pescado nacional e internacional criado pela Seafood Brasil e Francal, com foco na América Latina.

Local: Santos - SP - Brasil
Contatos: d.ojea@seafrigo.com
+55 (13) 3228-5010
www.seafrigo.com
Produtos e serviços: Agenciamento de transportes internacionais de cargas (marítimos e aéreos) especializado em produtos alimentícios.

CANADIAN SOUTH AMERICA
Local: Buenos Aires - Argentina
Contatos: mathieu@siamcanadian. com
+54 9 11 3502-2605
www.siamcanadian.com
Produtos e serviços: Especialistas em peixes e mariscos, como: pangasius, tilápia, corvina, merluza, abadejo, camarão, lula, sardinha, cavala, anchova e atum em conserva, entre outros.

SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE FRIO E PESCA DO CEARÁ (SINDFRIO)
Local: Fortaleza - CE - Brasil
Contatos: sindfrio@sfiec.org.br
+55 (85) 3224-8227 www.sindfrio.com.br
Produtos e serviços: Representação institucional da indústria de pescado do Ceará, com foco na promoção de exportações e articulação empresarial.

SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE PESCA DE SÃO PAULO (SIPESP)
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: sipesp@sipesp.com.br
+55 (11) 2812-7505
www.fiesp.com.br/sipesp
Produtos e serviços: Representação institucional da
indústria da pesca e aquicultura junto ao setor público e privado, promoção de eventos, reuniões e articulação.

Local: Cerquilho - SP - Brasil
Contatos: contato@sopescabrasil. com.br
+55 (15) 3384-2343
www.sopescabrasil.com.br
Produtos e serviços: Peixes congelados, filés de peixes e camarões.

Local: Guimarães - Portugal
Contatos: soguima@soguima.com
+351 253 470-070
www.soguima.com
Produtos e serviços: Bacalhau dessalgado congelado, bacalhau desfiado, polaca desfiado, polvo ao natural e cozido, sardinha, cação, bolinhos com bacalhau, pré-cozidos a base de peixe e de carne, pré-cozidos vegan.


Local: Mar del Plata - Argentina
Contatos: solimeno@solimenosa. com.ar
+54 (223) 480-1554
+54 (223) 480-9607
+54 (223) 480 2092 www.solimenosa.com.ar
Produtos e serviços: Pescado congelado, processado e empanado.

Local: Fortaleza - CE - Brasil
Contatos: brazil@spring-genetics.com
+55 (85) 99749-3375
www.bmkgenetics.com/services/ tilapia
Produtos e serviços: Plantéis de reprodutores geneticamente melhorados.
Local: Santa Clara do Oeste - SPBrasil
Contatos: supremedobrasil@gmail.com
+55 (17) 99776-8005
www.supremedobrasilpescados. com.br
Produtos e serviços: Filé de tilápia.

Local: Osasco - SP - Brasil
Contatos: contato@targlogistica. com.br
+55 (11) 3647-9444
Produtos e serviços: Entregas em SP capital, SP interior e RJ.

Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: contact@tilabras.com.br
+55 (11) 2667-0232 www.tilabras.com.br
Produtos e serviços: Tilápia fresca para atacado e frigoríficos. Projeto de verticalização (incubatório, produção de ração, engorda e processamento) em implantação.

Local: Dalian - China
Contatos: eraice@163.com
+86 411 8480-3142
www.timeseafood.com
Produtos e serviços: Algas marinhas para culinária oriental, saladas de polvo, saladas de lula, ouriço do mar temperado, entre outros.

Local: Palotina - PR - Brasil
Contatos: trevisan@trevisan.ind.br
+55 (44) 3649-1754 www.trevisan.ind.br
Produtos e serviços: Aeradores, caixas para transporte de peixes e camarões vivos, incubadoras, alimentadores e tratadores de ração.

TRIDENT SEAFOODS
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: meiger@tridentseafoods. com
+55 (11) 98609-6904
www.tridentseafoods.com
Produtos e serviços: Pescado selvagem do Alasca: polaca do Alasca, salmão chum, salmão pink, salmão sockeye, cod, black cod, halibut (HG, filés. Blocos de filé e minced - cms), surimi de polaca e ikurá de salmão.

TRUTAS NR
Local: São Paulo - SP - Brasil
Contatos: info@trutasnr.com.br
+55 (11) 5543-3860 www.trutasnr.com.br
Produtos e serviços: Truta, inteira, filés e produtos derivados.

Local: Blumenau - SC - Brasil
Contatos: atendimento@ tsaeconsultoria.com.br
+55 (47) 99224-8189 www.tsaeconsultoria.com.br
Produtos e serviços: Prestamos assessoria técnica para a implantação, orientação, revisão e treinamentos nas seguintes áreas: HACCP,BPFs,PPHOs,PACs, rotulagem, importação/exportação de pescado e outras espécies.

Local: São Paulo - São Paulo - Brasil
Contatos: sfdkcomercial@tuvsud.com +55 (11) 5097-7888 www.tuvsud.com/pt-br
Produtos e serviços: Somos credenciados ao Mapa, acreditados pela CGCRE (Inmetro) de acordo com a norma ABNT NBR ISO/IEC 17025/2017. Realizamos análises microbiológicas, físico-químicas, cromatografia, macroscopia e mais.

Local: Zaragoza - Espanha
Contatos: contacto@ultrafish.eu +34 976 47 30 71 www.ultrafish.eu
Produtos e serviços: Projeto de aprimoramento e inovação tecnológica do processamento de pescado a partir da Europa para o mundo.

LABORATORIAL DE TECNOLOGIA DO PESCADO
Local: Santos - SP - Brasil
Contatos: effurlan@pesca.sp.gov.br +55 (13) 3261-2653 www.pesca.sp.gov.br/instituto/ eventos/simcope
Produtos e serviços: Unidade do IPesca dedicada à pesquisa de inovação em processamento.
Organiza o Simpósio de Controle da Qualidade do Pescado (Simcope) a cada 2 anos.

Local: Pirassununga - SP - Brasil
Contatos: elton@universeffoods. com.br
+55 (19) 9530-1131 www.universeffoods.com.br
Produtos e serviços: Pescado congelado, produtos orientais e vegetais.

Local: Blumenau - SC - Brasil
Contatos: vendas@ embalagensurussanga.com.br +55 (47) 3339-4401 www.embalagensurussanga.com.br
Produtos e serviços: Embalagens secundárias.

VELHO CHICO
Local: Aparecida do Taboado - MS - Brasil
Contatos: gerlucioflavio@gmail.com
+55 (17) 99784-6742
Produtos e serviços: Excelência em consultoria industrial para frigoríficos de pescados.

VINH HOAN
Local: Ho Chi Minh - Vietnã
Contatos: info@vinhhoan.com
+84 838 364 849 www.vinhhoan.com
Produtos e serviços: Pangasius sem adição de químicos em diferentes apresentações.

Local: Cotia - SP - Brasil
Contatos: sav@vivendadocamarao. com.br
+55 (11) 4613-2600
+55 (11) 4613-2640
www.vivendadocamarao.com.br
Produtos e serviços: Camarões in natura, linha de peixes, além de receitas especiais na linha de pratos prontos congelados.

WEEMAC MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Local: Massaranduba - SC - Brasil
Contatos: weemac@weemac.com.br +55 (47) 3379-8025
www.weemac.com.br
Produtos e serviços: Aeradores, alimentadores e esteiras de despesca.

Local: Valinhos - SP - Brasil
Contatos: ejordao@wenger.com
+55 (19) 98171-6666
www.wenger.com
Produtos e serviços: Linha de extrusão completa (extrusora, secador, sistema de recobrimento e resfriador).

WORKSHOP DE SANIDADE EM PISCICULTURA
Local: Jaboticabal - SP - Brasil
Contatos: danielanomura@gmail.com +55 (16) 99609-0002
bit.ly/sanidade_piscicultura
Produtos e serviços: Workshop, conhecimento e networking.

ZALTANA PESCADOS
Local: Ariquemes - RO - Brasil
Contatos: contato@ zaltanapescados.com.br
+55 (69) 3516-7802
http://www.zaltana.com.br
Produtos e serviços: A Zaltana é uma empresa dedicada ao processamento de cortes dos peixes tambaqui, pintado, pirarucu e tambatinga.

ZALTANA RAÇÕES
Local: Ariquemes - RO - Brasil
Contatos: contato@ zaltanapescados.com.br
+55 (69) 3516-7801
www.zaltana.com.br
Produtos e serviços: Produção de rações para peixes e linha pet.
Agradecemos a todas as empresas parceiras acima, bem como todas aquelas que adquiriram a participação avulsa no Guia de Fornecedores desta edição. A todos, nossa profunda admiração e gratidão por adotar a Seafood Brasil como um instrumento de geração de networking e negócios.

