Free dive | Vertical Blue | Carolina Schrappe
Eu estava cercada de amigos, mas a pressão estava grande, pois só quatro mulheres no mundo já tinham atingido mais de 74 metros de profundidade na principal disciplina do esporte, o Lastro Constante com Nadadeiras e eu era uma delas. Todos perguntavam o que eu estava treinando e o que eu faria durante a competição. Isso me deixou sinceramente um pouco tensa, afinal estava treinando para bater meus recordes, mas não queria deixar de ajudar os outros três atletas brasileiros que estavam por lá. Foi difícil conciliar as funções de técnica e atleta, mas tentei fazer da melhor maneira possível. A Giselle Beal, outra amiga e aluna, e começando na carreira de atleta chegou para completar nosso grupo. Éramos cinco brasileiros, dois homens e três mulheres. Todos juntos e muito unidos em um objetivo comum, fazer o melhor possível! Nos juntamos também nas aulas de Yoga ministradas pela Britta Trubriegd (esposa do Recordista Mundial Willian Trubriegd). As aulas ajudaram muito na parte respiratória e também no relaxamento antes dos mergulhos. A Competição começou e eu não estava tão confortável quanto gostaria. Me sentia um pouco insegura e preocupada com todos da equipe brasileira. O Blue Hole estava realmente escuro após os 50 metros e até tentei usar uma pequena lanterna de led para amenizar a escuridão. Minha condição física estava muito boa, mas o psicológico estava um pouco “carente”. E foi realmente difícil desligar de todo o resto e me concentrar nos meus mergulhos.
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