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Notícias dos Irmãos Missionários, das Irmãs do Campo e seus Amigos

“ A fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos…” Hb. 11, 1

Nº 43 - Janeiro 2014


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EDITORIAL Neste início de ano, a todos gostaria de desejar um feliz 2014, que seja um ano repleto de paz e saúde… 2013 ficou para traz mas deixou-nos acima de tudo boas recordações. A comunhão em Portugal foi reforçada ganhando um novo dinamismo, os jovens con nuam a caminhar, os projetos con nuam a surgir. Pela primeira vez A Semente foi traduzida na íntegra em francês, sendo agora possível chegar a toda esta grande família de leigos, Irmãos e Irmãs do Campo, espalhada um pouco por todo o mundo. Obrigada ao António Fronteira e à Benedita Pernas que colaboraram nesta tarefa. A Semente transmite-nos neste número um pouco do que se viveu no úl mo semestre deste ano. É bem visível que a comunhão con nua a crescer, mesmo além-fronteiras e que a fé que nos une leva-nos a con nuar a construir a Igreja de Jesus Cristo nesta terra. Fé que ilumina o nosso caminho, eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas (Jo 12, 46). Fé que nos dá ânimo para con nuar a nossa caminhada… Bom ano e “que Cristo, pela fé, habite nos vossos corações”(Ef 3, 17) Sofia Delgadinho

Intercâmbio Franco-Português Após uma visita da Irmã Sylvie e da Claire a Portugal, em fevereiro do ano passado, foi-nos proposto um desafio : porque não realizar um intercâmbio com jovens franceses? Esta proposta nha como obje vo conhecer de perto o dia-a-dia das Irmãs e dos Irmãos Missionários do Campo . Após muitos avanços e recuos, conseguimos responder posi vamente a este desafio e viver uma experiência que a todos nos marcou. h p://portugal.fmc-sc.org


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No dia 8 de agosto, às 06h30, estávamos todos: Neide , Andreia, Lili, Sofia, Daniel e Marco, reunidos na an ga casa dos Irmãos em Lagameças. O entusiasmo e a ansiedade para chegar a França eram visíveis nas nossas caras e no sorriso que se desenhava no nosso rosto. O acolhimento pelos Irmãos e por quem nos aguardava foi caloroso e simpá co. Apesar de termos uma ideia do que iriamos encontrar, visto que ainda nos lembrávamos de alguns Irmãos e Irmãs que es veram em Portugal, não sabíamos o que nos esperava verdadeiramente. Foi com o tema « Vivermos juntos com as nossas diferenças » que iniciámos a nossa descoberta nesta aventura. Apesar das nossas expeta vas, apenas Adrien, um jovem francês de 20 anos aceitou par cipar. A descoberta do quo diano dos Irmãos foi algo que, ao início, nos surpreendeu por viverem de uma forma simples e com as portas abertas a todos… Foi também com surpresa que

conhecemos a história dos Amigos em Comunhão e os testemunhos que ouvimos dos Irmãos e das Irmãs. Ao longo destes dias, fomos acompanhados pela Claire, pela Irmã Sylvie e pelo Irmão Joel, a quem muito agradecemos pela inteira disponibilidade. Foram várias as a vidades ao longo destes dias : serviços à comunidade, parlhas, oração, visitas, descobertas em Paris, entre outros… Com o tempo apercebemo-nos do modo de vida dos Irmãos e Irmãs, da sua historia, e pouco a pouco, fomos sen ndo que fazemos parte desta grande família… Um muito obrigado a todos aqueles que contribuíram e que tornaram possível esta experiência. Estamos prontos para vos receber em Portugal, até para o ano! O grupo de Portugal h p://portugal.fmc-sc.org


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Testemunhos

Acho que o intercâmbio foi muito bom. Trouxe-me a serenidade e a amizade. Mostrou-me como estar com pessoas que não falam a mesma língua. No início eu não compreendia o português, era muito di cil perceber, mas vemos três tradutores brilhantes. Obrigado à Claire que foi a nossa cozinheira e nos preparou boas refeições. Agradeço à Irmã Sylvie, Sofia e Lili por tudo o que fizeram. Obrigado aos portugueses por terem vindo. Adrien

No início não nha compreendido ao certo ao que vinha. Não sabia o que era a comunidade em si e, de certa forma, vim pouco «aberto» para compreender. Mas após conhecer estas pessoas, estes Irmãos e Irmãs do Campo e os seus hábitos e costumes, o seu modo de vida, comecei a entender melhor os «porquês» desta Comunidade. Comecei a respeitar e a dar valor ao trabalho que eles fazem, não só aqui em França, mas também no Brasil e África e sempre com um modo de vida simples e plena. Marco

Nesta semana de intercâmbio a ida a França servia para nos dar a conhecer, a descobrir, a vida dos Irmãos e das Irmãs do Campo. Contudo, não sei se foi porque Deus assim quis, mas acabei por me descobrir, por conhecer mais um pouco de mim próprio. Acabei por compreender melhor quem eu sou e como sou e tentar fazer com que as coisas (situações que ocorrem na vida) não me afetem tanto… Isso agradeço a Deus, porque sei que foi Ele que me ajudou. Talvez es vesse na hora e no momento de «abrir mais os olhos e o coração», ou seja, não focar-me só em mim mas olhar à volta e olhar para os outros. Foi sem dúvida uma experiência muito boa.” Daniel h p://portugal.fmc-sc.org


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Confesso que no início nenhum de nós sabia ao certo o que íamos aprender ou viver, em comunidade. O que é certo é que passado poucos dias a afeição foi tal, que até temos pena de regressar a casa. Se nhamos algumas expeta vas em relação à viagem, todas elas foram superadas. Pois viver em Comunidade, só me lembra as palavras: Entre ajuda, Amor, União e sobretudo o gosto pelo que fazem. Foi sem dúvida uma ó ma experiência que posso afirmar que me marcou e fez a diferença na minha vida. Às vezes, esquecemos pequenos pormenores no quo diano e precisamos de fazer um “refresh” para atualizar e relembrar que devemos olhar mais pelo próximo. Jesus é cada mendigo que se colca aos nossos pés; é cada pessoa que nos pede ajuda… e nós às vezes temos os olhos fechados para elas.” Andreia

As expeta vas com que eu vim para esta semana não corresponderam exatamente à realidade. No início deparei-me com algo que não estava à espera. A vida (dia-a-dia) dos Irmãos, as suas orações eram para mim algo diferente e estranho, mas que ao mesmo tempo me surpreendeu. Após a primeira impressão, e conforme os dias iam passando, fui apercebendo-me que o meu sen mento, para com estas orações, era mais forte. Eu iden fiquei-me com estes momentos profundos, simples mas cheios de cumplicidade, amor. Descobrir o dia-a-dia das Irmãs e dos Irmãos do campo também foi muito interessante. Perceber que todos nham um papel muito a vo na comunidade, o que fazia (fez) com que se criassem laços de amizade muito fortes com os que dela fazem parte. Esta semana marcou-me não só pelos novos conhecimentos que adquiri, pelo que aprendi de novo, mas também pelas novas experiências que vivi. Esta semana pode não ter sido o que, inicialmente estava à espera mas sem dúvida superou todas as minhas expeta vas. Neide h p://portugal.fmc-sc.org


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Ir. Pedro (1941 – 2013) Aquilo que fizerdes ao mais pequeno dos meus irmãos, é a mim o que o fazeis. Mt 25,40

O Ir. Pedro faleceu com 72 anos no sábado 28 de setembro na Clínica de Maraba no Brasil, ví ma de um cancro no gado. Foi sepultado a 29 de setembro na casa dos Irmãos do Campo na Pales na. Damos graças por tudo o que o Senhor fez através do Irmão Pedro, e em par cular graças pelos seus 50 anos de vida religiosa que celebrou na véspera da sua morte. Par u deixando para trás 50 anos ao serviço dos outros… e nós vemos o privilégio do Irmão Pedro ter passado parte da sua vida em Lagameças. O Irmão Pedo foi um dos primeiros Irmãos a chegar a Lagameças e cá viveu quase 20 anos! Ouvimos alguns testemunhos de pessoas que par lharam algumas experiências com ele… Convivi muitos anos com ele, na poda do Aníbal Sanheiro e em casa dos Irmãos e Lagameças. Era uma pessoa humilde, pacata e sempre próximo de todos. Todos sabiam que

não era padre mas que era missionário. Tentava aproximar-se das pessoas evangelizando através da sua humildade. Recordo-o como um bom amigo e muito próximo de todos.

Duarte

O Irmão Pedro tinha óculos, era careca e andava sempre com um kispo azul! Recordo-o como um homem reservado, simples e com sentido de humor. Quando falava dava sempre um breve sorriso. Lurdes Gonçalves

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Recordo a sua alegria, sinceridade, simplicidade e honestidade. Na comunidade não fazia distinção entre ninguém e muitas vezes transportava as pessoas para que pudessem ir à missa. Era um verdadeiro Evangelizador! O Ir. Pedro era uma pessoa muito sociável e inseriu-se neste meio convivendo com todos como se fosse um próprio filho desta terra. Era muito

Lembro-me de uma senhora que queria namorar com ele, mas ele dizia que não podia pois estava consagrada a Deus. Essa senhora um certo dia foi à missa e descobriu que de facto era verdade, e ficou muito, muito triste! participativo nas associações, fez parte do grupo desportivo de Lagameças, do rancho folclórico, etc. Recordo a sua alegria e o seu dinamismo…

Encontro dos Amigos em Comunhão

Maria Olinda

Lino Gonçalves

5 e 6 de Outubro

O Espírito dos Irmãos e Irmãs ainda está vivo em Portugal

Juntos em comunhão refletimos a nossa fé

Vivemos durante o fim de semana de 5 e 6 de Outubro de 2013, um re ro espiritual organizado pela comunhão portuguesa. Assis mos a reencontros emocionantes entre o Irmão Eugénio, o Irmão Victor, a Ir. Honorine e toda comunidade portuguesa. h p://portugal.fmc-sc.org


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A alegria do reencontro caracterizada pelos abraços efusivos de alegria e emoção genuína marcou o encontro com o tema "Juntos em comunhão refle mos a nossa fé". No sábado de manhã começámos com uma apresentação individual, que colocou em perspe va as nossas diferenças e as nossas diversas prá cas de fé, tantas diferenças que fazem a nossa riqueza comum. Em seguida, trabalhámos em pequenos grupos sobre as leituras. Uma, sobre a cura do paralí co, e a segunda, uma das cartas aos Hebreus. Estes trabalhos em pequenos grupos permi ram aprofundar os textos, iden ficar os detalhes e revelar a profundidade das escrituras. Esta manhã foi também marcada por orações e cân cos cantados em Português e em Francês, cada um tentando dominar a língua do outro. Depois, todos juntos par lhámos uma refeição. Saboreamos par cularmente os pratos picos de h p://portugal.fmc-sc.org

Portugal. No início da tarde, fizemos com muita emoção uma homenagem ao Irmão Pedro, que viveu em Portugal. Toda a comunidade ainda se lembra bem dele. De seguida voltámos ao trabalho da manhã, par lhámos a interpretação das leituras e constatámos que a nossa fé é o fator determinante das nossas reações. Após os trabalhos em sala, era hora de apanhar um pouco de ar e organizar uma caminhada até à casa dos Irmãos, onde plantámos cinco árvores, uma em memória do Ir. Renato, a segunda pelo Ir. Julião, a terceira pela Ir. Simone, a quarta pelo Ir. Pedro, todos os Irmãos e Irmãs que faleceram e que passaram por Portugal. A quinta árvore foi plantada pela Comunhão, sinal de vida, de esperança no futuro da Comunhão em Portugal.


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À noite houve a oportunidade de uma refeição par lhada ao som do fado e da música portuguesa. Na manhã seguinte, assis mos a duas missas concelebradas pelo Ir. Eugénio e pelo Pe. Geraldo pároco de Águas de Moura e Poceirão. Ao meio-dia almoço par lhado à volta da sopa portuguesa e dos pratos locais. Em assembleia plenária apresentámos o funcionamento da comunhão em Ariège, no sudoeste, a nível nacional, bem como a comunhão Portuguesa . Discu mos sobre o futuro da comunhão portuguesa que deve viver e funcionar sem a presença dos Irmãos e Irmãs. Depreende-se destas par lhas mo vantes que o espírito dos Irmãos e das Irmãs ainda está bem vivo, a profundidade do trabalho alimenta a fé dos nossos amigos portugueses. À quem se tenha levantado para “tomar o leme”, Ricardo e Benedita disponibilizam-se para fazer parte da equipa de animação da comunhão. No entanto, há ainda o problema do isolamento da comunhão Portuguesa e da necessidade de apoio por todos os membros da comunhão. O balanço deste encontro é posi vo e constatámos como a presença dos Irmãos e das Irmãs está ainda bem viva após mais de 10 anos da sua par da de Portugal. Philippe, Catherine, Xavier e Nathalie Grupo dos Amigos em Comunhão de Ariège (Sul de França)

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Testemunhos

Que alegria fraterna nestes encontros, as par lhas são sinal do Evangelho. Ir. Victor

Depois de uma semana passada com a "comunhão" de França e Portugal, em PorIr. Eugénio tugal onde viveram os Irmãos e Irmãs, estou muito contente com o que o Espírito Santo suscita às nossas congregações de Irmãs e Irmãos. Há 70 anos o Père Epagneul e a Irmã Ghislaine responderam ao apelo e cons tuíram duas congregações religiosas ao serviço do mundo rural. Hoje o carisma é tomado pelos Leigos que se comprometem com um padre, com o dinamismo das primeiras Irmãs e dos primeiros Irmãos capazes de dar uma nova dinâmica, chamando os jovens de hoje. De volta ao avião que nos leva de volta a Toulouse com Catherine, Nathalie, Xavier, Philippe, o irmão Victor e eu, digo a minha alegria de ter par lhado com os nossos amigos em comunhão de Portugal. Este encontro dará os seus frutos. h p://portugal.fmc-sc.org

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Comunhão, acolhimento, simplicidade, alegria, fé, gra dão. Esperança - o que os Irmãos Irmãs semearam, Ir. Honorine e eles querem con nuar a viver e a transmi r: símbolos marcantes - as árvores plantadas no jardim por aqueles que já parram : Os Irmãos Julião, Renato, Pedro, Irmã Simone ; pela comunhão, o apelo a con nuar. Juntos, Portugal , França , sen mo-nos mais fortes para viver este espírito. Recebemos a graça de um novo impulso. Nos dias 5 e 6 de Outubro, com os Irmãos Victor e Eugénio, Irmã Honorine ... Céu Gonçalves Em fraterna e tranquila comunhão, refle mos a par r da leitura da Palavra, sobre a Fé que nos move, nos une e nos interpela a atuar, a dar testemunho nas nossas vidas, da nossa confiança em Deus. Par lhámos o testemunho de Fé do Irmão Pedro, inspirador para nós comunidade, que com ele


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vivemos no dia a dia, a simplicidade com que confiou a sua vida e fez dela sinal da presença de Deus entre nós. A Comunhão continuará... Depois da realização do encontro dos “amigos em comunhão” de Portugal e França, com a presença dos Irmãos e Irmã do Campo, e depois da reflexão e par lha do Evangelho e experiências e vivências espirituais, da confraternização e par lha de refeição, ficamos com uma apetência acrescida a nível de família por nunca ter do essa vivência com os Irmãos do campo. No segundo dia de reflexão, depois de um almoço par lhado começamos a receber testemunhos dos Irmãos e de quem par lhou experiências com os mesmos durante a sua estadia na nossa comunidade, pelo que senmos a necessidade de revitalizar o Evangelho por estas terras, chegando a um impasse em que era necessário dar con nuidade a herança dos Irmãos. Sabíamos da existência de um grupo de amigos que par lhavam a palavra de Deus em comunhão.

Perante uma exposição emocionada do Irmão Eugénio e da Irmã Honorine sen mos a necessidade de intervir e comprometermonos, da qual deu origem à formação de um grupo em comunhão. Passados alguns dias começou-se a esboçar o grupo que acabou por se formar com a ajuda do amigo Miguel Simas e da sempre entusiasmada Sofia Delgadinho.

2º grupo dos Amigos em Comunhão de Portugal

Já se realizaram duas reuniões do grupo dos Amigos em Comunhão, com a par lha do Evangeh p://portugal.fmc-sc.org


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lho e sempre de uma refeição. Estas reuniões irão con nuar a semear a palavra dos Irmãos e da palavra de Deus pela nossa terra. Que Deus nos abençoe. Família Pernas (Ricardo, Benedita e Natacha)

Gostamos de nos juntar à "Comunhão " Vivi em Portugal, de 1993 a 1996. Muitas vezes ia à missa de domingo ao Poceirão, gostava de encontrar a comunidade… De seguida, fui para uma comunidade de Irmãs na região de Toulouse, perto de Montauban (Sul da França). Desde 2004 , estou em Provence, a 50 km de Marselha e perto de d'Aix en Provence. Somos 4 irmãs numa pequena cidade de 3500 habitantes, num total de sete paróquias. Vamos ver os idosos em casas de repouso , par cih p://portugal.fmc-sc.org

pamos da animação de pequenos grupos para descobrir a Bíblia, este ano no meu grupo lemos e par lhamos sobre os Salmos. Com mais um cristão e um sacerdote, preparo uma jovem para o Ba smo, ela será ba zada na Vigília Pascal de 2014. Aqui, com as Irmãs gostamos de nos juntar a todos os par cipantes da " Comunhão " através da oração de segunda-feira. Obrigado pelos textos e belas fotos de Portugal ! Apesar dos anos, ainda me sinto muito perto de todos vocês . Um grande abraço, Ir. Maria José


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Uma nova Comunidade na Paraíba Desde o mês de janeiro começámos a exis r como comunidade numa nova região do Brasil. Entre o Oeste e o Este do país a uma distância de 4.000 quilómetros. Até agora nós estávamos todos no Norte, mas na divisa entre a Amazônia com o seu clima húmido e o Nordeste muito mais seco. Chegámos nesta região, embora aqui não seja a zona mais árida. Onde nós estamos é uma an ga fazenda (herdade) de café e de cana. Moram à nossa volta umas 40 famílias, an gos empregados da propriedade agora transformada num espaço à maneira de uma reserva protegida. No centro existe um lugar bem alto onde foi construído um santuário há mais de 100 anos atrás. A responsabilidade de tudo isto é agora confiada à diocese de Guarabirá. Os Irmãos receberam a missão do Bispo para a proteção da natureza, e sua vegetação pica e para o acolhimento espiritual dos Romeiros que vêm tanto

em grupos como individualmente. Isso é o essencial da nossa missão. Como é o hábito dos Irmãos começámos por passar tempo a conhecer o passado e a cultura dos povos da região para poder melhor colaborar com eles na missão. O lugar chama-se Cruzeiro de Roma. Faz parte do Município de Bananeiras, diocese de Guarabira, a 100 quilómetros de JOÃO PESSOA. Venham ver! É uma nova história para os Irmãos no Brasil. Ir. Raimundo

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O PRIMEIRO PROFETA DO SÉCULO XXI Foram, decerto, muitos os dons que Deus concedeu à sua Igreja durante o Ano da Fé. O maior de todos, quanto a mim, foi o Papa Francisco. Ao escolher o Arcebispo de Buenos Aires para confirmar os seus irmãos na fé (Cfr Lc 22, 32), o Senhor pede à Igreja que se identifique mais com o Evangelho. Em apenas nove meses de pontificado, o Papa Francisco já nos lançou grandes desafios que nos irão obrigar a profundas conversões. Ele está a ajudar-nos a entender que seguir a Jesus é muito mais que pertencer a uma religião. Que a autoridade na Igreja não é poder, mas serviço e que o Papa ajoelhar-se para lavar os pés aos mais pobres dos pobres nada rouba à dignidade da sua missão, pelo contrário, acrescenta-lhe sentido e credibilidade. Ao pedir que o povo o abençoasse, antes de lhe dar a sua primeira bênção papal, deixou um sinal muito claro de que não quer uma Igreja de “castas”, mas que seja, na verdade, Povo de Deus. Desde o primeiro dia do seu pontificado que se apresenta, apenas, como Bispo de Roma, valorizando cada Igreja Diocesana, desejando, mais do que chefe, ser o artífice da comunhão entre todas. Rejeitou, desde a sua eleição, adereços medievais e actos litúrgicos ou protocolares faustosos, pois sabe que a fé só se fortalece na simplicidade. Tem reafirmado, insistentemente, que a ninguém assiste o direito de “controlar” o acesso aos dons salvíficos de Deus. Aceita a aplicação das normas canónicas na medida em que elas sirvam para ajudar as pessoas a crescer na fé e a aproximá-las da Igreja. Por isso, não quer que ela se enrede em burocracias mas esteja sempre muito próxima do mundo, saindo de si mesma para ir ao encontro de todos, mesmo dos que professam outros credos, porque “não há um Deus católico. Só há um Deus”. Para Francisco o lugar preferencial da Igreja são as periferias, pois nelas estão os preferidos de Deus que são os pobres e excluídos da sociedade. Ele é o Pastor que faltava à Igreja. Que ela seja digna deste Papa, para que se vá cumprindo a vontade do seu Fundador. Eugénio Fonseca

Contactos  Soeurs des Campagnes  Frères Missionnaires des Campagnes 45700 Lombreuil 49, rue Jodelle FRANÇA 77610 La Houssaye-en-Brie FRANÇA  Irmãos Missionários do  Sofia Delgadinho Campo C.C.I. 402 Forninho C. P. 474 2965 - 241 Poceirão 65900970 IMPERATRIZ MA PORTUGAL BRASIL a_semente@clix.pt sofiardelgadinho@gmail.com

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A semente nº 43  

Notícias dos Irmãos Missionários, das Irmãs do Campo e seus Amigos

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