Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia
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CONTRAINDICAÇÕES: HIPERSENSIBILIDADE À TOXINA BOTULÍNICA A, DISTÚRBIO GENERALIZADO DA ATIVIDADE MUSCULAR E INFECÇÃO NO LOCAL DA APLICAÇÃO. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: EFEITO DA TOXINA BOTULÍNICA A PODE SER POTENCIALIZADO PELO USO DE AMINOGLICOSÍDEOS OU MEDICAMENTOS QUE INTERFIRAM COM A TRANSMISSÃO NEUROMUSCULAR.
Campanha de Defesa Profissional aborda a “Declaração dos Direitos da Pele”, com questões educativas que chamam a atenção da população sobre a importância de procurar o dermatologista da SBD
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Julho - Agosto 2015
S UMÁRIO
Jul/Ago2015
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SBD lança Campanha Direitos da Pele P.34 Lançada em setembro, durante o Congresso Brasileiro de Dermatologia, a campanha Declaração dos Direitos da Pele é parte integrante de um conjunto de ações coordenadas que tem como objetivo a valorização do dermatologista associado à SBD. O documento ressalta que toda pele tem direito ao sol, mas também à proteção e orientação devidas
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PALAVRA DO PRESIDENTE Um legado
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AÇÕES DA DIRETORIA Para um melhor relacionamento com a imprensa
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GRAPE Dermatologistas ampliam conhecimentos sobre psoríase em evento na Suíça
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SAIBA MAIS SOBRE A SBD Representantes das Comissões e do Conselho Fiscal
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RESPONSABILIDADE MÉDICA Erro médico, como proceder nesse caso?
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7O TERADERM DA SBD Mais uma edição de sucesso
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SIMPÓSIO 4 EM 1 Especialistas de todo o Brasil assistem a palestras sobre doenças tropicais negligenciadas
20A RADESP E 8O SIMPÓSIO DE COSMIATRIA E LASER 26 Dermatologia mais forte com a união de dois tradicionais eventos da SBD
AINDA NESTA EDIÇÃO 28 32 38 41 42 44 46 50 54 56 58 59
CAMPOS DO JORDÃO: BELA, CHARMOSA, GELADA QUALIDADE E SEGURANÇA: SURGICAL OBTÉM DOI JUNTO AO CROSSREF NOVA IDENTIDADE NAS REDES SOCIAIS DA SBD ANALOGIAS EM MEDICINA: CÓDIGO DE BARRAS NAS UNHAS NOVA SEDE: GRANDE LEGADO DA SBD PARA A DERMATOLOGIA BRASILEIRA JORNADA NORTE-NORDESTE VEM COM FORÇA TOTAL SBD ATUANTE NAS AÇÕES DE DEFESA PROFISSIONAL VEM AÍ O MELANOMA DAY E O I SIMPÓSIO DE DERMATOSCOPIA E IMAGEM BOM PARA O CORPO, ÓTIMO PARA A MENTE REGIONAIS SERVIÇOS CREDENCIADOS DEPARTAMENTOS
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EDITORIAL Agir e pensar com criatividade
JSBD
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E XPEDIENTE
www.sbd.org.br
Publicação oficial da Sociedade Brasileria de Dermatologia
Diretoria 2015/2016
Jul/Ago 2015
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Presidente: Gabriel Gontijo | MG
Vice-presidente: Jayme de Oliveira Filho | SP
Secretária-geral: Leandra Metsavaht | RJ
Tesoureira: Leninha Valério do Nascimento | RJ
Primeira secretária: Flávia Alvim Sant’Anna Addor | SP
Segundo secretário:
Jornalista responsável Erika Drumond - Reg. MT n. 31.383 Redação e edição Erika Drumond Editoração eletrônica Nazareno Nogueira de Souza Contato publicitário Priscila Rudge Simões
Oswaldo Delfini Filho | SP
Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral Ano 19 - n.4 julho - agosto - 2015
Coordenador médico do Jornal da SBD Omar Lupi
Conselho editorial Gabriel Gontijo Jayme de Oliveira Filho Leandra D’Orsi Metsavaht Flávia Addor Oswaldo Delfini Filho Leninha Valério do Nascimento
A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17o andar Centro – Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: imprensa@sbd.org.br Tiragem: 6.000 exemplares Impressão: Collor Set
OMARLUPI EDITOR DO JSBD
E DITORIAL
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sta edição do JSBD nos apresenta uma Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) madura e atuando fortemente em várias frentes. Você vai estar recebendo este exemplar no período do Congresso Brasileiro de Dermatologia, que este ano se realizará em São Paulo, e que será, com toda certeza, um sucesso. Mas as ações da SBD vão muito além da realização do seu congresso anual e englobam a ação política de sua diretoria e seus associados, por exemplo, na reversão do decreto recentemente proposto pelo governo federal e que intervinha na formação de especialistas em todo o país. Com uma ação contundente nas redes sociais e na comunicação direta com seus associados ajudamos o CFM e AMB na revisão desse decreto. As ações de cunho social continuam a pleno vapor, e muitos outros eventos científicos de sucesso permanecem sob a organização cuidadosa da
SBD, como o Teraderm. Os recentes avanços de nossa publicação oficial na área de dermatologia corretiva, a Surgical and Cosmetic Dermatology, são mais um exemplo de atuação em várias frentes. Da mesma maneira que em nossas vidas temos que ter equilíbrio entre a atividade profissional, compromissos pessoais, relações familiares e afetivas, uma sociedade madura precisa atuar em vários campos para garantir a excelência científica de seus congressos e jornadas, mas também zelar pela qualidade do exercício profissional em nosso país, cuidar da imagem do dermatologista junto à sociedade civil, entre outras prioridades. Para muitas pessoas essa maturidade ao cuidar de todo os aspectos da vida só acontece na idade adulta, e na SBD não é diferente. Precisamos de mais de um século de trabalho árduo para chegar lá. Dá gosto ver! i
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JSBD
Equilíbrio e qualidade
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P ALAVRA DO PRESIDENTE GABRIELGONTIJO PRESIDENTE DA SBD
Um legado! Jul/Ago 2015
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aro associado da SBD, A SBD segue com relevantes conquistas e cumprindo suas principais finalidades: promover o ensino e a pesquisa na dermatologia, defender os interesses de seus associados, divulgar conhecimentos, a prevenção e o tratamento de doenças dermatológicas, promover atividades museológicas, propor soluções para os problemas de saúde pública relativos à dermatologia e contribuir para a solução dos aspectos médicos e sociais de nossa especialidade. Alguns importantes projetos em andamento e outros já realizados precisam ser mostrados a vocês. Creio que temos conseguido cumprir o objetivo legítimo e permanente da SBD: a valorização de seu associado!
Funaderm: Fundo de Pesquisa em Dermatologia
Está finalizado o regimento a ser levado para aprovação do Conselho Deliberativo e Assembleia Geral, e que estabelece a criação de um fundo para financiar o desenvolvimento de projetos de pesquisa em dermatologia. Parte do resultado financeiro da SBD será direcionado para o crescimento da dermatologia em nosso país, como ciência!
Eventos: o resultado financeiro e o científico
Considero importante o resultado financeiro de eventos científicos promovidos pela SBD. Precisamos, aliás, desse resultado que, no entanto, não é seu único objetivo. É preciso valorizar eventos que a indústria não patrocina, mas que a SBD tem o dever de promover, em função dos resultados científicos que engrandecem nossa especialidade, contribuem para a formação de um dermatologista completo, valorizado e fortalecido diante da invasão de nossa profissão. Nesse sentido, ressalto a
realização de eventos de altíssimo nível científico: o I Simpósio de Oncologia Cutânea da SBD, realizado em Belo Horizonte, e o 4 em 1, em Salvador, que incluiu o Curso de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente, os simpósios Nacional de Hanseníase, de DST/Aids e de Doenças Infecciosas e Parasitárias. Tenho também muito orgulho e aplaudo o sucesso do 7o Teraderm e do 70o Congresso Brasileiro de Dermatologia, já vislumbrando a certeza do sucesso de outros eventos inéditos que serão promovidos pela SBD, como o VIII Simpósio de Cosmiatria e Laser em conjunto com a Radesp, em novembro, em Campos do Jordão; o I Melanoma Day & I Simpósio de Dermatoscopia/Imagem da SBD, em maio do próximo ano, em São Paulo; e o I Simpósio de Cabelos e Unhas da SBD, em agosto 2016, em Belo Horizonte.
Ética e Defesa Profissional: um dever
Está pronta também a proposta que será levada ao Conselho Deliberativo e Assembleia Geral para alteração do Regimento da Comissão de Ética e Defesa Profissional, visando à necessidade de estabelecer normas e regras específicas para a instauração, processamento e julgamento de processos ético-disciplinares criando o Código de Normas do Processo Ético-Disciplinar da SBD. ■-- Câmara Técnica de Dermatologia do CFM: a SBD permanece atuante na Defesa Profissional junto com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Na última reunião, cobramos agilidade no processo judicial contra outras profissões que realizam procedimentos médicos e nos reunimos com a Anvisa, demandando providências para uma resolução que regulamente a venda de equipamentos, baseando-nos no dossiê que mostra os riscos e as complicações de procedimentos realizados por não médicos. -- Tabela CBHPM: a atual Diretoria está extremamente envolvida e empenhada na luta da imperiosa necessidade de os associados resgatarem o direito de valorizar seu trabalho perante a ANS (Agência Nacional de Saúde) e as operadoras de planos de saúde. Convocamos e participamos de reuniões com a AMB, CFM, ANS, reivindicando a justa e digna remuneração dos associados junto aos planos de saúde e tabelas dos órgãos governamentais. A Diretoria da SBD também está analisando a contratação de um profissional que já prestou serviços para outras Sociedades de Especialidades, elaborando um manual de como tirar o maior proveito possível das atuais tabelas adotadas pelos planos de saúde. Nosso esforço, ética e dedicação a essas ações só serão suficientes com a união de todos os associados, que devem valorizar-se e refletir se ao ser contratados por uma operadora de saúde estão sendo remunerados de forma digna para o melhor atendimento de nossos pacientes. Ainda nas ações de Defesa Profissional, estamos nos aproximando de vultosas campanhas de valorização de nossos associados: “Direitos da
Pele” e “#Controle o Sol”, cujos objetivos principais são o esclarecimento da população da importância de procurar o dermatologista da SBD e a prevenção e detecção precoce das neoplasias cutâneas.
ações: o livro que registra simultaneamente a linha do tempo da SBD, da história da medicina e da humanidade.
Apoio a eventos científicos não promovidos pela SBD: parceria e coerência
O Grape segue com a valiosa dedicação de muitos associados. Na próxima reunião do Conselho Deliberativo, pretendemos aprovar o documento que normatiza as ações do Grupo, com a intenção de ser um projeto continuado e mantido pelas futuras Diretorias da SBD. Em outubro, as ações do Grape serão concentradas na comunidade de pacientes com xeroderma pigmentoso, em Araras (GO), onde encontramos a maior incidência do mundo dessa dermatose por habitante. Será ação permanente e não pontual, de nossa Sociedade.
Entregaremos cinco aparelhos Fotofinders ainda este ano e cinco no próximo ano para os Serviços Credenciados que enviaram o maior número artigos científicos publicados sobre dermatoscopia. Até outubro deste ano, todos os Serviços Credenciados receberão aparelhos de dermatoscopia, e em 2016 pretendemos doar câmaras de fototerapia.
Assessoria de imprensa: visibilidade e aproximação com a mídia
A contratação de nova assessoria de imprensa já demonstra grandes resultados. É nítida a maior visibilidade da SBD junto à mídia, e o retorno financeiro do investimento realizado é gratificante. A excelência e o aproveitamento do “Mídia Training” para coordenadores de Departamentos e presidentes de Regionais comprovaram sua importância e a necessidade de sua ampliação e inclusão na programação científica dos próximos congressos da SBD. Conquistamos importante espaço em alguns dos principais meios de comunicação do país, como a Veja-São Paulo, a Veja-Nacional, a Rede Globo e a Globo News. Estamos otimistas em aumentar ainda mais a visibilidade da SBD com as campanhas de valorização do dermatologista e de prevenção do câncer da pele, que serão lançadas nos próximos meses.
Memória da SBD
Dentro do Projeto “Centro de Memória da SBD”, estamos avançando numa de suas principais
Desde o início de nossos trabalhos, consideramos fundamental a aproximação da SBD com a indústria farmacêutica. Com muito esforço, participamos de inúmeros eventos para os quais fomos convidados, sempre ajustando os interesses comerciais da indústria com as finalidades da SBD. O resultado tem sido muito positivo, e os desafios que se apresentaram nos proporcionaram grande oportunidade de revelar uma SBD fortalecida e respeitada.
A formação dos residentes: a importância de se tornar associado aspirante
A SBD tem-se aproximado cada vez mais dos residentes de Serviços Credenciados, mostrando lhes as vantagens de se tornarem associados aspirantes. O apoio a eventos científicos não realizados pela SBD tem sido revertido em favor de inscrições gratuitas de residentes que se tornem associados aspirantes. Esses residentes terão também prioridade na realização de cursos realizados em parceria com a indústria farmacêutica. O Programa de Formação em Cosmiatria dos residentes de Serviços Credenciados foi revisto e agora conta com rigoroso controle de recebimento e utilização das toxinas botulínicas e preenchedores a seus preceptores. A indústria farmacêutica elogiou essa iniciativa, mostrou-se mais motivada e contribuiu de forma expressiva na doação dos produtos.
EMC: reciclagem para todos os associados
Retomamos a pontuação do programa de Educação Médica Continuada da SBD. Estamos elaborando cursos de reciclagem que serão disponibilizados em nosso site para todos os associados. Iniciaremos com os cursos de dermatopatologia, micologia e laser, que estarão também disponíveis para Serviços Credenciados. Mais do que um dever, a atual Diretoria 2015/2016 pretende deixar um legado para a SBD! Um cordial abraço, Gabriel Gontijo i
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Valorização dos Serviços Credenciados: capacitação técnica
Relacionamento com a indústria: os interesses comerciais da indústria e as finalidades da SBD
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A SBD tem recebido inúmeras solicitações para apoiar e divulgar eventos científicos promovidos por outras entidades e instituições. Foi, portanto, premente a necessidade de legitimar seus critérios de apoio. Até então, nossa Sociedade se pautava por total subjetividade. Obedecia a seus regimentos, aplicava regras restritivas aos eventos por ela promovidos, enquanto privilegiava outros, que não promovia, sem deles obter nenhum benefício. Os critérios desse apoio devem ser justos, coerentes e legítimos: hoje a SBD só apoia os eventos que abrem inscrições para não associados com apenas 30 dias de antecedência, com número máximo de 5% da capacidade total do local do evento, e com valor da inscrição cinco vezes maior do que para os associados. Em alguns eventos, a SBD exigiu inscrições para residentes dos Serviços Credenciados locais, desde que esses residentes se tornem associados aspirantes, bem como porcentagem do resultado financeiro para ser repassado a esses Serviços.
Ações sociais institucionais e permanentes
A ÇÕES DA DIRETORIA
Para um melhor relacionamento com a imprensa Jul/Ago 2015
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8 Assessoria da SBD realiza media training com dermatologistas a fim de melhorar o diálogo entre os porta-vozes da entidade médica e as mídias em geral
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acilidade de falar em público de maneira clara e objetiva, capacidade para conceder entrevistas consistentes e boa postura são características necessárias a gestores e porta-vozes de qualquer organização. Para auxiliá-los a ter domínio dessas habilidades, existe uma série de cursos dedicados ao treinamento e ao trato com a imprensa. O media training é um deles. O curso permite o aperfeiçoamento da capacidade de se relacionar com a mídia (jornal impresso, rádio e televisão), seja em entrevistas ou em eventos. Atenta a essa necessidade premente, a SBD por intermédio de sua assessoria de imprensa, realizou um programa de treinamento com os gestores da FSB Comunicação, no início de julho. Na oportunidade, a Diretoria da SBD e dermatologistas convidados – entre coordenadores de Departamentos e presidentes de Regionais – assistiram a palestras do sócio-diretor da FSB, Flávio Castro, sobre “Como funciona a imprensa: redações, assessoria e cliente”; da diretora de estratégia digital da FSB, Marisa Lemos, que abordou a ”Comunicação na era digital”, além de aula prática da diretora da FSB Vídeo, Taiana Chiari, em que os porta-vozes simularam entrevistas para TV e foram defrontados com simulações de crise. As entrevistas foram gravadas e comentadas, e o palestrante fez recomendações gerais de linguagem, postura e
conteúdo, analisando o comportamento do participante e orientando-o. “Foi uma reciclagem bastante proveitosa. Abri meus horizontes, principalmente para o gerenciamento de crise. É muito fácil quando você tem um ótimo assessor; a dificuldade aparece quando chegam os problemas”, explica o presidente da SBD, Gabriel Gontijo. Para ele, a necessidade do media training cresceu em decorrência da convergência digital, que exige do profissional estar preparado para falar com qualquer meio de comunicação. “Quando você está lidando com a imprensa, é fundamental saber fazer a comunicação de forma objetiva e clara“, completa Gontijo. Para a assessora de comunicação da FSB Comunicação, Rogéria Lemos, o treinamento é também um instrumento para construção e consolidação da imagem. “Ele otimiza o contato entre os porta-vozes e a imprensa, garantindo comunicação mais direta, objetiva e transparente. Além disso, facilita e desenvolve mecanismos de defesa e prevenção de crises de comunicação, preparando os porta-vozes para lidar com perguntas embaraçosas e situações negativas.” A velocidade com que as informações circulam nos dias atuais e o surgimento de novas mídias ampliaram a exposição e deixaram as empresas mais vulneráveis ao julgamento da opinião públi-
O diferencial
Participante do treinamento, a assessora do Departamento de Laser, Celia Kalil, ponderou que uniformizar de maneira adequada e criteriosa o posicionamento do especialista perante os diversos meios de comunicação, sempre pensando institucionalmente na SBD, é algo de grande valor. “O treinamento ampliou meus conhecimentos. Destaco a parte debatida sobre a postura e o ‘visual’ diante das câmeras de TV; considerei bastante elucidativa e didática a abordagem do assunto”. A assessora de Comunicação com Redes Sociais, Carolina Marçon, ratifica as palavras de Célia: “Acredito que o adequado treinamento aumenta nossa capacidade de comunicação com o público e com os associados, fornecendo orientações valiosas para que possamos passar as informações de forma mais objetiva e efetiva. Além disso, o posicionamento guiado e homogêneo, seguindo o padrão recomendado, fortalece a imagem do dermatologista e da Sociedade. Nossa formação não abrange o conhecimento sobre comunicação, e obter orientações de quem de fato entende do assunto faz toda a diferença. A união de nosso conhecimento com as informações passadas por quem estuda comunicação propicia melhores respostas a nosso trabalho, favorecendo a Instituição”, frisa. i
Importância do media training para o crescimento dos gestores “Proteger a reputação e a imagem de uma
difícil dos gestores seniores de risco, segundo relatório divulgado pela Economist Intelligence Unit. Uma pesquisa realizada com 269 gestores seniores, indicou que, entre 13 categorias de risco, reputação e imagem constituem a mais importante ameaça enfrentada pelas empresas, e 84% dos entrevistados consideraram que esse tipo de risco aumentou de maneira significativa nos últimos cinco anos.” O parágrafo acima, retirado de Reputação & Imagem, os maiores riscos – estudo exploratório da Economist Intelligence Unit, com reprodução autorizada para a FSB Comunicação –, foi utilizado como base para o desenvolvimento da proposta a ser seguida, cujo objetivo é demonstrar a importância do treinamento de executivos para o relacionamento com a imprensa.
Fonte: FSB Comunicação
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instituição é a tarefa mais importante e mais
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ca. Pela rapidez e abrangência da comunicação, uma informação negativa pode causar prejuízos, em poucas horas, uma reputação construída ao longo de vários anos. Por isso, é preciso saber lidar com o conhecido, a fim de estar preparado para o inesperado. Durante o media training, foi ressaltado exatamente isto: a importância de o profissional se preparar para diversos momentos em que terá de lidar com a imprensa, até mesmo em situações-surpresa. “Os maiores ganhos desse encontro foi a institucionalização do discurso, o preparo e a conscientização de que a Sociedade Brasileira de Dermatologia precisa ocupar espaço na mídia com informação profissional e qualificada”, realça Rogéria Lemos.
Sarah Freua, de São Paulo, e Elisabeth Barbosa, do Espírito Santo
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G RAPE GRUPO DE APOIO PERMANENTE
Dermatologistas ampliam conhecimentos sobre psoríase em evento na Suécia A 4a Conferência Mundial de Psoríase e Artrite Psoriásica reuniu organizações de pacientes ao redor do mundo e profissionais de dermatologia e reumatologia para compartilhar informações sobre a doença
A
s especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Sarah Freua, Sineida Berbert e Elisabeth Lima Barbosa participaram da quarta edição da Conferência Mundial de Psoríase e Artrite Psoriásica, em Estocolmo, na Suécia, de 8 a 11 de julho. No encontro, reumatologistas e dermatologistas que coordenam ambulatórios de psoríase do mundo inteiro participaram de discussões sobre novos tratamentos para a doença e descobertas em sua imunopatologia. Para a coordenadora do Grape-SBD: Psoríase-São Paulo-SP, Sarah Freua, compartilhar essas informações é a chave para determinar ações visando sensibilizar e influenciar a agenda cada vez mais pública. “Tivemos a opor-
tunidade de conversar e nos atualizar com mestres internacionais, como os Drs. Kim Papp, Alam Menter e James Kruger. Foi muito interessante essa integração entre médicos e pacientes, todos em luta por melhores condições e pelo avanço científico referente à patologia. O conteúdo do evento foi de altíssimos conhecimento e produção científica. Saímos enriquecidos e cada vez mais preparados para atuar e ensinar nossos colegas e alunos”, declara. Durante o evento, a coordenadora do Grape-SBD: Psoríase-Maringá-PR, Sineida Berbert, conversou com Susan Moschogianis, uma das organizadoras do Manchester Psoriasis Shout Out, evento
Novos medicamentos e a proposta de nova abordagem dos pacientes com psoríase em pauta
De acordo com Elisabeth Barbosa, coordenadora do Grape-SBD Psoríase-Linhares-e-Vitória-ES, enquanto as primeiras gerações de drogas contra a psoríase – corticoides, coaltar, metotrexato, entre outras – atuam mais no controle dos sintomas, os novos medicamentos, chamados de imunobiológicos, agem na fase inicial (causa) da doença, impedindo ou modulando a transmissão das diversas mensagens químicas que desencadeiam a inflamação e a descamação da pele. “Diferente também das substâncias convencionais, cuja eficácia em geral é suspensa com a interrupção do uso, os medicamentos imunobiológicos propõem a manutenção da melhora da psoríase, mesmo sem seu emprego durante período bem mais prolongado”. i
Arraial do Grape Lúpus Eritematoso em junho
No dia 13 de junho, o Grape Lúpus Eritematoso de São Paulo realizou o Arraial de Lúpus. Na ocasião, a dermatologista e coordenadora Mônica Vasconcellos respondeu a uma série de perguntas relacionadas aos temas dos quatro encontros ocorridos no primeiro semestre e distribuiu informes educativos. Tudo isso num clima típico de festa junina, permeado de gincanas e quadrilhas. Participaram 26 pessoas. “O arraial foi marcado pelas perguntas a respeito dos temas desenvolvidos nos encontros do primeiro semestre do Grape-SBD Lúpus SP. As respostas, na maioria das vezes corretas, deram indícios suficientes do acompanhamento do público e da assimilação dos temas abordados”, relata a dermatologista, que tem a seu lado na coordenação Deise Silva de Lira Marques (SBD-Resp), Carlos Eduardo Tenório (Grupasp) e Eni Maria da Silva (Superando o Lúpus.
Lançado pela SBD em 2013, o Grupo de Apoio Permanente (Grape-SBD) é um projeto da Coordenação de Ações Institucionais da SBD que promove o apoio, a orientação e a educação em saúde para portadores de doenças de pele que possam comprometer sua qualidade de vida, ser excludentes ou discriminativas nos âmbitos social, profissional e até familiar, como psoríase, vitiligo, alopecia areata, hanseníase, câncer da pele, colagenoses (lúpus), doenças bolhosas (pênfigo, dermatite herpetiforme), atopia e acne, entre outras. Seu objetivo é promover apoio contínuo e abrangente nas dimensões psicoemocional e educativa aos pacientes e seus familiares, complementando a assistência recebida no ambulatório ou no consultório. Atualmente, existem 12 Grupos de Apoio Permanente
distribuídos
em
cinco
estados:
Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os interessados em desenvolver esse tipo de trabalho podem se comunicar com os coordenadores Carlos Augusto da Silva Bastos (carlosbastos12@gmail.com) e Elisabeth Lima Barbosa
(contato@draelisabethlimabarboza.
com.br), que recém-assumiu a direção do Grape no lugar do dermatologista Oswaldo Delfini. O Projeto Grape-SBD também está nas redes sociais. Para conhecê-lo, acesse www. facebook.com/projetograpesbd
e www.insta-
gram.com/projetoinstagramgrapesbd. Sob sua coordenação está a dermatologista Vânia Lúcia Siervi Manso. Para saber mais visite o site da SBD: www.sbd.org.br.
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que reúne pacientes, médicos e outros profissionais da área de saúde para a divulgação de informações sobre a psoríase. “Este é um evento bastante interessante e que temos a intenção de realizar no Brasil”, adianta.
Como fazer parte do Grape-SBD
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Ester Palitot (PB), Paulo Oldani (RJ) e Sineida Berbert (PR)
S AIBA MAIS SOBRE A SBD
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Representantes das Comissões e do Conselho Fiscal da SBD
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ocê sabe quais são os dermatologistas que fazem parte das Comissões e o Conselho Fiscal da SBD? Veja a lista:
Comissão Científica
Antonio Macedo D´Acri Jayme de Oliveira Filho Nilton Nasser Bhertha Miyuki Tamura Caio Cesar Silva De Castro Hélio Amante Miot Vitor Manoel Silva dos Reis (presidente do Congresso de 2015)
Comissão de Ensino
Arival Cardoso de Brito Sérgio Henrique Hirata Bernardo Gontijo Joel Carlos Lastória Cacilda da Silva Souza Carmélia Matos Santiago Reis Cidia Vasconcellos Paulo Eduardo Neves Ferreira Velho
Comissão de Ética e Defesa Profissional
Francisca Estrela Dantas Maroja Vicente Pacheco Oliveira Octávio Moraes Júnior
RJ SP SC SP PR SP SP
PA SP MG SP SP DF SP SP PB SC SP
Eduardo Henrique Jorge Lago Antônio Renê Diógenes de Sousa José Ramon Varela Blanco Sérgio Luiz Lira Palma
MA CE RJ PE
Comissão de Título de Especialista
Ana Maria Ferreira Roselino SP Flávia Vasques Bittencourt MG Lauro Lourival Lopes Filho PI Nilton Di Chiacchio SP Mauro Yoshiaki Enokihara SP Walter Belda Junior SP Francisca Regina de Oliveira Carneiro PA Heitor de Sá Gonçalves CE
Conselho Fiscal
Período: 9/2012 a 9/2015 Abdiel Figueira Lima RJ Dilhermando Augusto Calil SP Ricardo Seiji Shiratsu SP Suplentes não médicos Roberto Serem – contador Álvaro José Manuel Neto Ferreira – advogado
SBD se une a entidades médicas para pleitear mudanças na redação do Decreto 8.497/15
Entidades médicas se reúnem em Brasília para apontar os equívocos do Decreto 8.497/15
Pressionado por entidades médicas, Ministério da Saúde (MS) assumiu o compromisso de reescrever o texto, que abria brecha para mudanças na formação de especialistas no Brasil
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) representada pelas dermatologistas Leandra Metsavaht, secretária-geral da gestão 2015/2016, e Francisca Estrela, da Comissão de Ética e Defesa Profissional, esteve na quarta-feira 12/8 em Brasília, ao lado de lideranças do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e de dezenas de sociedades de especialidades para se posicionar contra o Decreto 8.497/15, publicado no dia 5 de agosto. Em encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defenderam a necessidade de o Congresso intervir para evitar o avanço da medida, cujo texto original afeta diretamente o processo de formação de novos especialistas no país. Diante da pressão das entidades médicas e com o apoio de parlamentares, o Ministério da Saúde (MS) assumiu o compromisso de reescrever o decreto da Presidência da República. A nova versão do texto será elaborada por uma comissão composta pelas entidades médicas, deputados federais e representantes do governo e apresentada em duas semanas. “Foi importantíssimo o passo para evitar a concretização das medidas descritas no Decreto 8.497. Para conseguir essa recuada do governo, contamos com o apoio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e dos deputados Luiz Henrique Mandetta e Mendonça Filho (líder do DEM), autores do Projeto Decreto Legislativo
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Entidades unidas: a dermatologista da SBD Leandra Metsavaht e o delegado da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT-RJ) João Maurício Barretto (PDC 157/15), que susta o Decreto Presidencial 8.497/15 sobre especialidades médicas, assim como de grande parte das lideranças dos partidos”, disse Leandra Metsavaht. Se no prazo de duas semanas não houver consenso sobre o assunto, o presidente da Câmara assumiu o compromisso de colocar em votação o Projeto de Decreto Legislativo (PDC 157/15). Caso o projeto seja aprovado, ele irá suspender as medidas propostas pelo governo, que foram alvo de críticas dos médicos especialistas no Brasil e as entidades representantes da dermatologia. “A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) continua atenta e mobilizada contra esse ato abusivo do atual governo. Precisamos continuar trabalhando com toda a energia para excluir da proposta todas as medidas que causam efeitos nocivos à qualidade da formação de especialistas e à saúde da população de nosso país. Logo, é de suma importância que cada associado da SBD mantenha contato com parlamentares de seus estados para que juntos possamos alcançar esse objetivo”, declara o presidente da SBD, Gabriel Gontijo. i
Parceria para o combate de ferroadas de arraias em Goiás 14 Jul/Ago2015
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SBD Goiás se une com Unesp Botucatu com objetivo de promover melhorias nos primeiros socorros e na prevenção de acidentes que ainda acometem a população ribeirinha
Regional Goiás em parceria com a Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, por intermédio do dermatologista Vidal Haddad Júnior, realiza uma campanha educativa e intervencionista sobre acidentes causados por ferroadas de arraias em ribeirinhos e na população urbana que acampa nas margens do rio Araguaia e seus afluentes. Parte da ação é traduzida no folheto “Arraias fluviais em Goiás: o que são, o perigo que trazem e como tratar os acidentes” que está sendo distribuído em toda a bacia do rio Araguaia e em outros rios em que o problema ocorre, por meio de campanhas envolvendo a participação de dermatologistas de Goiás, a fim de obter melhorias nas medidas de primeiros socorros e na prevenção desse tipo de problema. “O acidente por arraia fluvial é extremamente doloroso e incapacita a vítima para o trabalho, pela formação de úlceras e possibilidade de infecções secundárias. Esse problema pode ser encarado como médico, uma vez que não existem orientações no local dos acidentes, e cultural, pela frequência com que ocorrem no “veraneio” goiano (a partir de julho)”, aponta Vidal, autor da cartilha. Ele esclarece que as informações são aplicáveis a todas as regiões de ocorrência desses acidentes, incluindo a Amazônia, o Pantanal e o rio Paraná. “Esta é a função da Academia: interagir com a população, identificar problemas e procurar oferecer informações de maneira simplificada e auxílio para as situações emergenciais, o que é muito quando não se tem nada”, analisa o dermatologista. i
Atendimento dermatológico para a comunidade da Mangueira, no Rio Equipe do Serviço do Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro, leva atendimento e presta orientações sobre saúde da pele à população carente
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Equipe do Serviço do Hospital do Exército em ação solidária
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ma equipe multidisciplinar do Hospital Central do Exército (RJ) realizou no final de junho um mutirão de atendimento dermatológico a moradores de um antigo prédio do IBGE, na comunidade da Mangueira, bairro central da cidade do Rio de Janeiro. Dezessete profissionais da saúde, sendo dois professores do Serviço de Dermatologia Tropical, 11 especializandos, uma médica hematologista, dois médicos da clínica da família e uma psicóloga atenderam cerca de 50 pessoas, entre elas, 35 crianças, com idades variando de um mês a 12 anos, e todos filhos de usuários de crack. As doenças mais diagnosticadas após o exame clínico foram impetigo, escabiose, pitiríase alba e xeroderma. Segundo informou a chefe do Serviço, Leninha Valério do Nascimento, três casos foram encaminhados a hospitais para tratamento posterior e nova visita deve ocorrer ainda este ano. “Pretendemos retornar, sim; foi gratificante o trabalho,
e todos receberam muito bem e saíram satisfeitos por ter tido esse atendimento mais próximo. Nossa preocupação é com a humanização da medicina, que é um dos princípios norteadores da saúde pública e possibilita o diálogo direto entre médico e paciente”, salienta. i
Cerca de 100 famílias moram hoje em condições sub-humanas no prédio do IBGE, que foi usado pelo instituto até 1997. Cinco anos depois, o local foi completamente desocupado e depois doado para o município, que o transformaria numa praça. Até o momento, o projeto não saiu do papel. Em 2013, o governo federal entregou o prédio definitivamente para a prefeitura. Num novo projeto, o município previa a demolição do espaço e a construção de 240 casas populares. A prefeitura diz que aguarda a liberação para a demolição do edifício. Algumas famílias que lá vivem recebem o Bolsa Família.
PEDROFONSECA*
WWW.PEDROFONSECA.ADV.BR
R ESPONSABILIDADE MÉDICA
Erro médico
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erro médico é tema que vem causando dúvidas nos profissionais tanto do direito quanto de saúde, ao levar em consideração sua complexidade. Vez ou outra vem à tona algum assunto sobre erro médico ou algum caso tornado público a respeito de fato que gerou responsabilidades por erro médico evidenciado. A imprensa noticia com frequência erros praticados por médicos que acabam por gerar danos a seus pacientes. Nos corredores dos fóruns e tribunais do Brasil afora, inúmeros processos sobre erro médico estão em andamento. Diante de fatos danosos na relação médico/paciente, comumente a expressão “erro médico” é acionada. Às vezes, noticiam que o paciente fulano de tal vai processar o médico por erro na conduta de seu labor, sem que, na verdade, tenha realmente ocorrido erro médico. Da mesma forma, paciente que não gostou de determinado tratamento ou resultado cirúrgico percorre o mundo afirmando que tomará as providencias judiciais cabíveis.
como proceder nesse caso?
É comum, tanto o médico quanto o paciente, ligar para o advogado para saber sobre a viabilidade de eventual ação judicial em decorrência de possível erro médico. Enfim, a expressão é causa de muitos questionamentos. O principal deles seria seu conceito. O que é o erro médico? O que é necessário para alguém ser condenado judicialmente por erro médico? É possível alguém ser condenado na área cível e não ser condenado na área criminal ou administrativa por erro médico, em decorrência do mesmo fato? O que exclui a responsabilidade do médico em caso de erro médico? Veja que as dúvidas não deixam de aparecer. O que se pode afirmar é que por mais que existam dúvidas, é possível trilhar um caminho de segurança jurídica. Tomemos, por exemplo, o seguinte fato ocorrido recentemente, quando fui procurado por um médico plantonista para defendê-lo numa ação civil e criminal. Por volta de meia-noite e meia, em um hospital do interior do Estado de Minas Gerais, meu cliente estava de plantão no posto de saúde atendendo
*Mestrando em direito penal, com mestrado em direito privado, membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, pós-graduado em ciências criminais, em direito privado e em direito eleitoral. Articulista do Instituto de Ciências Penais e ex-integrante do corpo editorial do Instituto de Ciências Penais.
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cia é traduzida por conduta positiva praticada pelo médico sem observação de seu dever de cuidado. Caso o médico venha a receitar remédio ao paciente, simplesmente por ter pedido a receita, vindo a causar sua morte, seria o médico julgado por homicídio culposo. A negligência ocorre quando o caso impõe uma diligência que não é seguida pelo médico. Responderá o profissional que deixar de tomar os devidos cuidados ao receitar medicamento capaz de causar danos, ou esquecer instrumentos de trabalho dentro do paciente, vindo a causar uma pluralidade de prejuízos. Após verificar o dano por culpa, é preciso que seja identificado o nexo causal, ou seja, a prova de que foi a conduta do médico que causou o prejuízo. Na área cível, a responsabilidade do médico é subjetiva; portanto, deverá o paciente que ajuizar a ação provar que foi o médico que errou, causando-lhe os prejuízos. Dessa forma, terá que provar o dano, a conduta culposa e o nexo de causalidade. Na área criminal, o Ministério Público terá que provar todos os elementos para obter êxito na condenação do médico. De todo modo, é bom que seja explicitada a possibilidade de não haver condenação na área cível e ocorrer condenação na área criminal. É possível, também, que o médico seja condenado na esfera criminal e não tenha responsabilidades na esfera cível. Isso ocorre por variados motivos referentes tanto ao direito material quanto ao direito processual. Na área administrativa, ocorre da mesma forma. Não há vínculo entre as esferas jurídicas e administrativas dos Conselhos Regionais e Federal de Medicina e o Poder Judiciário. Assim, é claro que poderá haver empréstimo de provas e condenação em todas as esferas, desde que tenham sido comprovados todos os elementos de responsabilidade do médico diante de um erro causador de dano. Ademais, qualquer causa que exclua um dos elementos da formação da responsabilidade do profissional eximirá o médico de responder diante da alegação de um erro decorrente de seu trabalho. O erro médico, portanto, representa fato gerador de responsabilidade civil, criminal e administrativa para o médico, desde que tenham sido provados prejuízo para o paciente, culpa por conduta negligente, imperita ou imprudente e o nexo de causalidade entre a conduta e o dano. i
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uma criança com dor de garganta. Nos termos do boletim de ocorrência consta que houve um acidente em estrada próxima a cidade e que chegoram ao posto de saúde, necessitando de atendimento médico de urgência, uma criança de oito anos de idade e seu avô de 77 anos, condutor do veículo que colidiu com uma vaca que atravessava a estrada. O médico resolveu atender primeiro a criança, mesmo sabendo que ambos os acidentados estavam à beira da morte. Sabia que se atendesse o idoso, iria correr o risco de perder a criança. Tomou a decisão de salvar a vida da criança. Ou seja, escolheu qual pessoa iria viver e qual iria morrer. Passado pouco tempo, recebeu duas citações para responder a uma ação indenizatória cível e uma denúncia criminal em decorrência de erro médico. É claro que o médico não poderia atender aos dois pacientes ao mesmo tempo. Também não poderia salvar a vida de ambos. O que fazer nesse caso? Diante dos fatos, o médico deveria ter documentado a situação fática para facilitar a prova de defesa. Teria que ter chamado testemunhas, gravado a cena, realizado um boletim de ocorrência delineando os fatos como realmente ocorreram para que ficasse registrado a impossibilidade de atuação em favor dos dois pacientes. Agindo dessa forma, facilitaria o meu trabalho como advogado. Veja que no caso exposto, não houve erro médico, mas meu cliente responde por dois processos a respeito de um mesmo fato. O erro médico é uma forma de identificação de conduta realizada pelo médico, em decorrência do seu trabalho, causadora de dano ou prejuízos a seu paciente, em virtude de ação ou omissão culposa, de modo que seja identificada imperícia, negligência ou imprudência e nexo de causalidade entre a conduta e o dano. Entendo que esse seja o mais adequado conceito de erro médico. Nele se encontram os elementos que identificam o erro médico. O primeiro elemento que caracteriza o erro médico é o dano ou prejuízo do paciente que sofre certa lesão em seu corpo ou mente. É necessário, em seguida, verificar se o médico agiu com culpa, ou seja, se atuou com base em ação ou omissão conduzida por imperícia, negligência ou imprudência. Não é possível a ocorrência do erro médico se o profissional agir de forma dolosa e intencional. O erro médico é forma de conduta que exige a presença da culpa, e não do dolo. A imperícia é mais bem traduzida pela falta de aptidão técnica daquele profissional que exerce a atividade médica que exige específico conhecimento. É o mesmo que o dermatologista realizar uma cirurgia na coluna de alguém, sem se ter especializado para tanto e vindo a causar a paralisia do paciente. A imprudên-
VII TERADERM
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Teraderm tem mais uma edição de sucesso Temas pujantes e desafiadores marcaram a sétima edição do Teraderm, que reuniu quase dois mil especialistas em São Paulo
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s mais modernas tendências mundiais de tratamentos, terapias, produtos e procedimentos tecnológicos na área de dermatologia foram apresentadas em mais uma edição do Teraderm, a sétima da história desse evento, que tem sempre grande prestígio perante os profissionais da dermatologia brasileira. Nos dias 3 e 4 de julho, dois mil especialistas associados lotaram o Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, atualizando-se por meio de aulas objetivas e dinâmicas – principais características do evento – seguidas de debates. Cada sessão com 30 minutos cronometrados de duração era permeada por perguntas e elucidações de vários professores e colegas. Para o coordenador e vice-presidente da SBD, Jayme de Oliveira Filho, o formato tradicional chama a atenção do público por trazer dicas certeiras que
são agregadas rapidamente à rotina do consultório médico. “Das sete edições já realizadas, essa talvez tenha sido a que provocou maior sensação e aprovação dos participantes. Foi quase unânime a opinião positiva dos aproximadamente dois mil dermatologistas presentes, obrigatoriamente associados a nossa SBD, constituindo mais de um quarto dos dermatologistas brasileiros, que não deixavam suas cadeiras em nenhum momento do evento, tamanho o nível de interesse que caracterizou esse dinâmico encontro!”, opina. De acordo com o especialista, a dinâmica da discussão dos coordenadores e dos experts que compunham os blocos foi impecável, “e o aproveitamento dos ouvintes e também atuantes participantes do maior evento de discussão de terapia
Diretoria da SBD e coordenadores do Teraderm na cerimônia de abertura
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Plateia atenta e numerosa assiste a aulas de grandes especialistas da área dermatológica do Brasil foi de extremo brilho e competência”. A programação abordou patologias de difícil condução, como vitiligo, acne da mulher adulta, melanoma, hiperidrose, psicodermatoses, doenças inestéticas, condiloma, onicomicoses, HIV, dermatite atópica, alopecias, queratose actínica, entre outras. “Também foram ministradas aulas sobre abordagem de tratamentos corporais a laser, luz pulsada, preenchimento, toxina botulínica, cirurgias de consultório, cuidados de consultório, cuidados de fotoproteção, prevenção do envelhecimento, antioxidantes e unhas frágeis, além de como lidar com biológicos, urgências pediátricas, tipos de fios e suturas”, relata o vice-presidente da SBD. Alguns dos importantes tópicos do encontro incluíram o debate de pérolas cirúrgicas, medicações
off label para alopecias, influência de hábitos e alimentos em dermatoses, e abordagem cirúrgica de pequenas lesões no consultório. “Isso tudo, entremeado para propiciar mais dinâmica ao encontro, tornou-o inesquecível! Aos colegas que não puderam participar, sugiro que reservem sua inscrição para que no próximo ano também possam estar conosco! Parabéns, à SBD por capitanear tal evento; aos coordenadores e experts; a todos os dermatologistas deste país! E, finalmente, parabéns à ‘mentora’ desse sucesso dermatológico nacional, a Professora Clarisse Zaitz, que percebe o aumento da importância desse tipo de reunião tão útil para a reciclagem de todos nós!” salienta Jayme de Oliveira Filho, coordenador do evento ao lado de Humberto Ponzio, Ricardo Shiratsu e Clarisse Zaitz. i
DINAMISMO E OBJETIVIDADE
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Teraderm se caracteriza pela multiplicidade de temas discutidos de forma dinâmica e participativa. Esse padrão de apresentação atrai os dermatologistas, que avaliam esse encontro como oportunidade de revisitar temas importantes no dia a dia do consultório como também de trocar ideias com aqueles que têm experiência no assunto. Além disso, o Teraderm sempre inova com sessões especiais, como influência de hábitos, urgências em pediatria, vacinas para HPV, fios de sutura, escolhendo o ponto certo para cada ocasião. Sempre observamos a versatilidade e a criatividade, explorando pontos de vista e ângulos diferentes. Nas sessões de que participei, iniciei falando sobre vitiligo, opções, expectativas e resultados. Nesse bloco, foram discutidos casos variados, realçando as dificuldades conforme a idade e o tipo de vitiligo. Foi enfatizada a experiência dos palestrantes em relação à fototerapia, ao uso do corticoide sistêmico e de inibidores da calcineurina tópica. No entanto, houve uma novidade sobre o uso da minociclina 100mg/dia durante três meses para controle do vitiligo em expansão. Esclareceu-se o fato de que hoje os especialistas combinam vários tratamentos para atingir o melhor resultado final. O destaque ficou para o uso do Polypodium leucotomas 250mg de duas a três vezes ao dia, com sua importante função moduladora na evolução da doença. Também foi reforçada a importância do uso de vitaminas antioxidantes associadas à fototerapia. Em relação ao bloco “Qual o verdadeiro papel dos antioxidantes na prevenção e tratamento do envelhecimento cutâneo”, a Dra. Flávia Addor fez um ótimo resumo de introdução, apontando que ainda estamos no começo de uma longa jornada para entender e saber dosar e lidar com as substâncias antioxidantes. Evidenciou-se a importância de vitaminas antioxidantes como C e E, evitando o dano exagerado da radiação ultravioleta. Foi enfatizada a importância de mais estudos, principalmente de medicina com base em evidência, que ordenem o tipo de combinação e também dosagens que devem ser realizadas. De qualquer forma, esse assunto realça a importância da nutrição para a saúde geral do individuo.
Em relação ao bloco sobre preenchimentos, é notório que os experts dão preferência a substâncias consagradas, como ácido hialurônico, hidroxiapatita de cálcio e ácido polilático. A discussão foi enriquecedora, posto que cada um expôs suas próprias indicações e também pequenos segredos de como aplicar duas substâncias em locais diferentes ou evitar infecções na área da glabela. Destaque-se a questão das complicações pós-preenchimento como granulomas e biofilme. Nesse aspecto, ficou registrada a importância da anamnese completa para saber sobre doenças autoimunes e preenchimentos anteriores realizados pelas pessoas. Cuidados como maior assepsia e evitar associação de laser ou radiofrequência logo após o preenchimento também foram levantados na discussão. Houve realce na abordagem de fios de sutura, que têm sido colocados no mercado como fios de ácido polilático e, no entanto, conforme explicado pelo Dra. Samira Yarak, parece que há outras substâncias envolvidas que precisam ser mais conhecidas e especificadas. Em relação ao bloco sobre unhas frágeis e tratamento da queda de cabelo no consultório, foi destacada a importância da dermatoscopia capilar para completar o diagnóstico das várias alopecias. Também em relação às unhas, a dermatologia pode ajudar a definir se estamos frente a uma onicomicose ou lesão traumática. Tratamentos com finasterida ou dutasterida para alopecia androgenética foram demonstrados por meio de casos clínicos. Os experts também contribuíram com experiências pessoais em relação a unhas frágeis, como uso da biotina sistêmica e hidratação do leito ungueal. No caso da alopecia areata, também se comentou sobre o tratamento com difenciprona, além das possibilidades terapêuticas para a alopecia frontal fibrosante com hidroxicloroquina, finasterida e corticoide. Vale realçar a sessão sobre condilomas e vacinas para HPV, muito esclarecedora e trazendo algo novo, com que os dermatologistas ainda não estão tão familiarizados. Sessões sobre complicações de cirurgia também foram interessantes para abrir o leque de opções de tratamento. i
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Doenças tropicais negligenciadas são pautas do Simpósio 4 em 1 Jul/Ago2015
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Curso reuniu especialistas de várias regiões do Brasil, e forneceu conhecimentos e atualização sobre doenças como leishmaniose, hanseníase, micoses superficiais e profundas, entre outras, incluindo o debate de aspectos essenciais de diagnóstico e terapêutica
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relação íntima do aumento de casos de doenças negligenciadas – também chamadas de doenças em eliminação – com os países pobres nos leva a pensar que, no fundo, o que há são doenças de ‘populações’ negligenciadas. Segundo o Ministério da Saúde (MS), o Brasil hoje se destaca mundialmente na produção de medicamentos para assistência a doenças negligenciadas, por meio de parcerias entre laboratórios públicos e privados. Na prática, entretanto, o que se vê é que ainda são escassas as ações de combate a essas doenças. Preocupada com a saúde pública brasileira e a fim de fomentar conhecimentos com a classe médica, a SBD realizou nos dias 17 e 18 de julho, em Salvador, Bahia, o Simpósio 4 em 1, composto do XXXIII Curso de Dermatologia Tropical e Meio Ambiente, VIII Simpósio Nacional de Hanseníase, VII Simpósio de DST/Aids e VI Simpósio Nacional de Doenças Infecciosas e Parasitárias. Sob coordenação local do presidente da SBD-BA, Paulo Roberto Machado, e geral do ex-presidente da SBD, Sinésio Talhari, o encontro contou com o apoio da SBD Nacional, por meio dos Departamentos da SBD, além da Regional Bahia e do Ministério da Saúde (MS). Os 192 participantes de diferentes partes do Brasil, entre
Coordenadores e palestrantes deste tradicional evento da SBD Nacional associados da SBD, residentes e estudantes de medicina, médicos não sócios e outros especialistas da rede pública, se atualizaram sobre doenças infecciosas e parasitárias de grande incidência no Brasil e que atingem principalmente a população de baixa renda, além das doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a Aids e sua interação com as dermatoses tropicais. “O número de participantes, entre professores convidados e inscritos de vários estados, como Sergipe, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo,
ASSOCIADOS SBD ASSOCIADOS ASPIRANTES
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MÉDICOS NÃO SÓCIOS DA SBD
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PROFISSIONAIS DE SAÚDE
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DA REDE PÚBLICA MÉDICOS DA REDE PÚBLICA
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nifestações graves como a dermatite infecciosa, linfoma cutâneo e doença neurológica degenerativa. Outras doenças de forte impacto sócio-econômico e geradoras de deformidades foram abordadas, como as micoses profundas, hanseníase e leishmaniose tegumentar, com discussão dos achados recentes de pesquisas em desenvolvimento no Brasil. “Creio que a realização desse evento por parte da SBD demonstra o valor de uma sociedade científica e sem fins lucrativos, ao entender a importância de investir em temas de impacto na saúde do nosso povo, e no tratamento de doenças que atingem principalmente os desfavorecidos. Mostra também como esse tipo de curso que foca em doenças negligenciadas e na clínica dermatológica atrai nossos colegas e merece cada vez mais espaço e prioridade. Precisamos ir muito além dos interesses da indústria farmacêutica e das limitações de nosso governo. É nosso dever e nossa missão”, salienta Paulo Machado. “Foi um evento excepcional de nível cientifico altíssimo em que todos ensinaram e aprenderam muito. O dermatologista e palestrante convidado Martin Sangueza, da Bolívia, ficou encantado com o que viu. É importante salientar que esses encontros interessam a toda a comunidade médica, já que tratamos de doenças de alta prevalência e difícil controle como a hanseníase, leishmaniose, DSTs, entre outras”, detalha Alberto Cardoso. O coordenador local, Paulo Machado, agradece à Diretoria da SBD, capitaneada por Gabriel Gontijo, e toda a equipe da SBD pela estruturação e organização do evento. “Não posso esquecer de deixar meu agradecimento aos chefes de Departamento e professores convidados, cuja participação foi inestimável para esse evento de porte nacional, que, sem dúvida, após o Congresso Brasileiro, é o mais tradicional da nossa SBD. Foi uma honra fazer parte dessa equipe”. i
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por exemplo, foi acima do esperado. Ficamos muito surpresos pela receptividade do público a esse evento, que é tradicional no calendário dermatológico e que aborda uma gama de doenças negligenciadas e tão comuns em nosso país”, aponta Paulo Machado. Desses quatro eventos, o Curso de Dermatologia Tropical é resultado de esforço pioneiro. Fundado e coordenado em 1979 pelo ex-presidente da SBD, Sinésio Talhari, ao lado de outros grandes nomes da especialidade, como os professores René Garrido Neves, ex-docente do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Raymundo Martins Castro, ex-docente do Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina, o curso levou aos mais distantes pontos do Brasil informações sobre doenças dermatológicas associadas a ambientes tropicais. Essas moléstias são também as principais endemias da dermatologia, sendo extremamente comuns em todo o país. Alguns anos depois, na tentativa de reduzir custos, aglomerar boa parte do conteúdo dermatológico e aumentar o interesse pelo evento, os dermatologistas Joel Lastória e Dilhermando Calil tiveram a ideia de reunir, em um único Simpósio, os encontros dos Departamentos de Hanseníase, DST e Dermatoses Infecciosas e Parasitárias com o Curso de Dermatologia Tropical. “O sucesso do primeiro evento, ocorrido há quatro anos, acalentou e incentivou sua continuidade, sendo os seguintes realizados em Fortaleza, Maceió, Manaus e, agora, em Salvador, todos com pleno sucesso”, frisa Lastória, lembrando que os bons resultados estimularam a realização anual do encontro, indispensável à formação, informação e atualização dos especialistas. “Isso tudo nos anima e nos move de tal forma, que cumprimos todos os esforços para sua manutenção”, completa. Expandir o Simpósio para a participação de outros médicos gera a disseminação de conhecimento de doenças que possuem pouco investimento em pesquisa e opções de tratamento no Brasil – o país lidera o número de portadores do HTLV1 (retrovírus da mesma família do HIV), por exemplo. O vírus ataca o sistema autoimune e está associado a ma-
ESTUDANTES DE MEDICINA
P SORÍASE EM PAUTA
Dermatologistas se engajam em ações de esclarecimento da psoríase em outubro SBD Nacional por meio do Departamento de Psoríase trabalha na elaboração das ações de conscientização da doença, que terão início em outubro com o VIII Simpósio Nacional de Psoríase, a ser realizado no dia 23, em São Paulo, seguido da Campanha Nacional de Conscientização da Psoríase no Brasil, no dia 29. As ações de esclarecimento sobre a doença são coordenadas pelos dermatologistas Marcelo Arnone e Ricardo Romiti. Como ocorre anualmente, dermatologistas voluntários da SBD de diversas capitais atuarão na campanha distribuindo folhetos educativos e orientando o público leigo, a fim de melhorar a qualidade de vida de quem tem a doença, reduzir o preconceito a respeito dela e elucidar quanto a como identificá-la e escolher os tratamentos adequados. “Repetimos sempre que a psoríase não é contagiosa e que os tratamentos disponíveis atualmente permitem que ela seja perfeitamente controlada. Queremos mostrar tanto para os portadores quanto para as pessoas que os cercam que é possível conviver com a doença”, observa Arnone. Também está sendo preparado um estudo inédito na América Latina sobre a prevalência da psoríase no país. Segundo o presidente Gabriel Gontijo, o estudo fará mapeamento e registro de psoríase nos diferentes Serviços Credenciados a fim de levantar dados sobre epidemiologia, comorbidades e resposta terapêutica aos tratamentos. Mais informações sobre as ações da SBD estarão disponíveis em breve no site da entidade (www.sbd.org.br). i
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Dermatologia mais forte com a união de dois tradicionais eventos da SBD Realização conjunta do Simpósio de Cosmiatria e Laser e Radesp inicia fase de renovação da especialidade
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um ato de inovação e ousadia, a SBD Nacional une forças com a SBD-Resp para a realização de dois importantes eventos científicos no calendário dermatológico: o 8o Simpósio de Cosmiatria e Laser e a 20a Radesp, de 26 a 28 de novembro, em Campos do Jordão, São Paulo. Em apenas um encontro, a dermatologia será contemplada em suas maiores áreas de atuação: clínica e cirúrgica e na cosmiatria, laser e outras tecnologias, que sempre apresentam novidades e evoluem rapidamente. A congregação desses eventos será um marco da união de ambas as entidades. “Mais do que isso: é uma sugestão a outras Regionais para que realizem eventos em parceria, sobretudo para otimização de custos e maior presença de associados participantes”, defende o presidente da SBD, Gabriel Gontijo, lembrando que a Jornada Norte-Nordeste deste ano ocorrerá em concomitância com o I Simpósio de Cabelos e Unhas da SBD. “Englobar eventos desse porte e procura num mesmo período responde aos anseios dos médicos dermatologistas, também da indús-
tria farmacêutica e da tecnologia, que sempre nos prestigiam”, completa o presidente da SBD-Resp, Reinaldo Tovo. O Departamento de Cosmiatria e Laser preparou programação dividida em três partes, com apresentações e discussões com a plateia, sempre mostrando os resultados possíveis, reais e seguros de diversos procedimentos cosmiátricos. “Nos blocos serão abordados diversos aspectos, como comparação de técnicas (vantagens e desvantagens, resultados e complicações); o melhor e o pior caso de cada palestrante, com a intenção de aprender com o melhor, mas entender como prevenir, tratar e acompanhar as complicações, os resultados insatisfatórios ou indesejados até o desfecho final; e técnicas variadas, resultados imediatos e, mais importante, de médio prazo (mínimo de seis meses)”, explica a coordenadora do Departamento de Cosmiatria, Edileia Bagatin. Dois painéis apresentados estudiosos dos temas vão tratar de cabelos e unhas
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Cunha, entre as novidades a ser apresentadas na Radesp, tratamentos corporais e comparação entre tratamentos são dois assuntos que devem colaborar com a conduta terapêutica na clínica diária. “Os resultados a médio prazo, os debates a favor e contra determinados procedimentos e a participação da plateia nas discussões serão novidades que suscitarão discussões bastante interessantes”, pondera. A programação será focada em atualizações em pesquisas e terapias, e entre os temas abordados estão as lesões melanocíticas, doenças infecciosas (Ebola, Aids, MH, HPV e as novas vacinas, varicela-zóster e vacinas), além de melhores alternativas terapêuticas para o manejo da dor, anestésicos tópicos, indicações, eficácia e segurança, rosácea e hemangiomas na infância. “Em relação à qualidade, tanto o Simpósio de Cosmiatria e Laser da SBD como a Radesp são eventos marcantes, de excelente nível dentro do calendário de reuniões de nossa especialidade e sempre aguardados. O fato de serem apresentados em conjunto otimizará o tempo dos congressistas. A cidade de Campos do Jordão, além de ser linda, é perfeita para esse tipo de evento, pois tudo é muito próximo, determinando que os deslocamentos sejam curtos, e oferece rede hoteleira que atende às necessidades de todos, e as pessoas ficam muito próximas, sendo uma excelente oportunidade de encontro de amigos e colegas”, completa Marisa Gonzaga. De acordo com o dermatologista Reinaldo Tovo, coube a Regional organizar o programa científico da Radesp, ficando com os temas de doenças e cirurgia dermatológica: “Assim, teremos uma ampla discussão sobre os tumores cutâneos mais comuns e mais raros; lesões melanocíticas; como abordar essas lesões clínica e cirurgicamente; procedimentos cirúrgicos na infância; anestesia tópica e tumescente; sedação e anestesia geral; cuidados pré e pós-operatório; novidades sobre antibióticoterapia na clínica, cirurgia e cicatrização; manejo da dor e das complicações cirúrgicas... Além disso, abordaremos temas como novos antifúngicos, prurido, acne, rosácea, hidradenite, furunculose, dermatite de fraldas, principais doenças eczematosas na infância, manifestações cutâneas de doenças sistêmicas, tratamento com biológicos na psoríase, hemangiomas e más formações vasculares. Tudo isso acontecerá na cidade de Campos do Jordão, conhecida cidade turística que apresenta inúmeras atividades de lazer, gastronomia e uma natureza exuberante a sua espera. Aguardamos vocês!”i
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e da combinação de tratamento clínico e peelings químicos, além da abordagem de custo compatível com a realidade da maioria da população brasileira. Os congressistas também terão a oportunidade de assistir a conferências sobre as experiências clínicas e pesquisas de dois gabaritados palestrantes internacionais: Christos Zouboulis, da Alemanha, que ministrará as aulas “Skin ageing – genetic and molecular basis applied to perspectives in the treatment” e “Acne and oral isotretinoin – should we revise daily and total dose?”; e Jill Waibel, dos Estados Unidos, que dará a palestra “What’s new in cosmetic dermatology?”. “Esperamos que os participantes tenham ótimo aproveitamento e que seja uma oportunidade para refletir sobre o exercício da cosmiatria, ou seja, perceber que só vale a pena se o tratamento for muito bem conduzido. A medicina, que é uma profissão nobre, e a relação médico/paciente devem ser praticadas com base na confiança e com muita responsabilidade. Não há dúvida de que o exercício da cosmiatria pode proporcionar retorno financeiro atraente. Se, porém, ele não for fundado na honestidade e no conhecimento, pode prejudicar as pessoas e resultar em significativo desconforto para os profissionais médicos”, salienta Edileia. Já a parte de laser e outras tecnologias, sob a coordenação de Paulo Barbosa, discutirá em quatro blocos assuntos como rejuvenescimento facial (ablativos x não ablativos), ultrassom cavitacional, tratamento para flacidez de mucosa vaginal, melasma, cicatrizes de acne, estrias, onicomicose, remoção de tatuagens, tratamento de gordura localizada com tecnologias não invasivas (criolipólise), oncologia, hiperidriose com micro-ondas. “A junção desses dois eventos é inédita e inteligente, pois reduz custos e reúne maior número de pessoas. Teremos muita interatividade entre a cosmiatria e o laser. Há médicos que preferem tratar uma mancha com peeling, e outros que defendem o uso do laser, por exemplo. Podemos destacar o droga delivery como técnicas de rejuvenescimento, com o uso de pequenas perfurações com laser no couro cabeludo, como também para o tratamento da onicomicose. Outro tema importante é o do tratamento de cicatrizes de acne e lesões cicatriciais com o uso de laser ablativos e não ablativos”, completa o coordenador. A dermatologista belga Christine Dierickx será a convidada especial dos blocos de laser e ministrará as palestras “Laser no melasma: prós e contras” e “Update no tratamento de cicatrizes”. Segundo a dermatologista Marisa Gonzaga da
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Campos do Jordão, bela, charmosa, aconchegante Cidade-sede do 8o Simpósio de Cosmiatria e Laser da SBD e da 20a Radesp está pronta para receber dermatologistas de todo o país Com a colaboração da dermatologista Sérgio Schalka (SP)
Jul/Ago Jul/Ago2015 2015 ll
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E
ntre prédios de arquitetura alpina e árvores de plátano, visitantes encasacados circulam pelo centro do Capivari, a parte mais badalada da cidade. De dia, invadem as lojas de chocolates e malhas tão comuns no bairro. À noite, lotam bares e restaurantes para beber cerveja e vinho, e comer fondue. Longe do clichê Suíça Brasileira, a cidade Campos do Jordão é reconhecida por possuir vas-
ta variedade de atrações e manifestações culturais e turísticas, envolvendo museus, turismo de aventura e de relaxamento. Isso ao lado do evento mais animado da cidade: o Festival Internacional de Inverno, que oferece o melhor da música erudita e conta com apresentações artísticas e culturais em diversos espaços.
Foto: Douglas Fagundes
JSBD
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Com 1.628 metros de altitude – é o núcleo urbano mais alto do país – Campos do Jordão é um município brasileiro localizado a 180 quilômetros da capital paulista, bem no interior do estado, mais precisamente na Serra da Mantiqueira; faz parte da recém-criada Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, sub-região 2 de Taubaté. Será a sede da 20a
Radesp e do 8o Simpósio de Cosmiatria e Laser, eventos anuais promovidos pela Radesp e SBD Nacional, respectivamente, e que em 2015 serão realizados juntos pela primeira vez. Veja a seguir, as dicas que selecionamos para você com a ajuda do dermatologista Sergio Schalka, um apaixonado pela região.
Foto: Sérgio Biagioni
D ESTINOS
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Lugares para conhecer Tarundu: centro de lazer dedicado a crianças (e adultos) e localizado dentro de um antigo haras, com charmoso restaurante e atrações como patinação no gelo, tirolesa, arco e flecha, entre outras. n
Baronesa: localizada no elegante bairro do Alto da Boa Vista, essa propriedade é uma das principais produtoras de berries do Brasil. A loja na entrada oferece enorme variedade de geleias e outros quitutes produzidos naquela localidade. A Casa de Chá no topo da montanha revela deslumbrante visual da Pedra do Baú, de onde é possível assistir ao pôr do sol, uma das maravilhas de Campos. Imperdível.
Auditório Claudio Santoro e Museu de Escultura Felícia Leirner: sede do Festival de Inverno de Música de Campos, com localização privilegiada. O museu aberto em seu jardim apresenta um lindo acervo de esculturas. n
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Museu Palácio do Alto da Boa Vista: residência de inverno do governador do Estado de São Paulo, tem linda exposição de arte no andar térreo, com quadros, esculturas e peças de decoração que compõem o acervo fabuloso do governo do estado. Há visita guiada em horários determinados. n
Centro de Capivari: é onde tudo acontece. Seja ao redor da praça Benedito Calixto – onde uma concha acústica sedia apresentações gratuitas do Festival de Inverno –, seja no calçadão da rua Djalma Forjaz, o Capivari é o ponto de encontro de todos os que visitam Campos do Jordão. Ali é o local para realizar compras (especialmente itens de luxo e sofisticação) e também para aproveitar os inúmeros bares e restaurantes da região. Destaque para a tradicional cervejaria Baden Baden, onde é possível apreciar a famosa cerveja produzida na cidade (Baden) em suas mais diferentes versões. Tomar uma boa cerveja acompanhada de aperitivos é programa clássico para um final de tarde. n
Onde comer Parque Estadual de Campos do Jordão ou Horto Florestal: mais distante do Centro tem área de 28.800 mil hectares recoberta de mata atlântica e de araucária, sendo considerado uma das principais áreas de preservação e estudo da vegetação da Serra da Mantiqueira. n
Pedra do Baú: localizada na vizinha cidade de São Bento do Sapucaí, a Pedra do Baú é um dos mais belos símbolos da região e pode ser avistada de diversos locais de Campos. Para quem curte caminhada e escalada, é um excelente programa. A vista lá de cima é excepcional. n
Pico do Itapeva: não fica em Campos do Jordão, mas na cidade de Pindamonhangaba e a 15 quilômetros do Capivari, com acesso fácil por meio de estrada asfaltada, e oferece belíssima vista do alto de seus 2.030 metros de altitude. De lá podem ser avistadas sete cidades do Vale Paraíba: desde Jacareí e até a Basílica de Aparecida. n
A gastronomia é um dos principais atrativos da cidade, que divide com Ribeirão Preto a vice-liderança estadual em número de restaurantes estrelados no Guia Brasil 2015. As fondues continuam como um clássico local – a mais tradicional é o do Toribinha, mas você também encontra a receita no Le Foyer (restaurante situado na sofisticada Pousada La Villete), Ludwig e Só Queijo (ambos com cozinha internacional). Já o Baden Baden, principal referência do pedaço mais badalado da cidade, oferece em seu cardápio receitas alemãs e rótulos da cervejaria local que dá nome ao bar. O forte da Confraria do Sabor é sua cozinha contemporânea, como ossobuco de cordeiro com risoto de açafrão, cebola caramelada e anchovas e carne de sol de cordeiro grelhada com cebola roxa, mix de lentilhas com redução de vinho tinto e ervas. Nas dependências do Grande Hotel Campos do Jordão, a Arte da Pizza é charmosa e sofisticada, sendo sempre ótima pedida. i
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Localizado a uma quadra do Shopping Market Plaza, o Ludwig é considerado o restaurante premium de Campos do Jordão e um dos melhores do Vale do Paraíba. Com decoração muito confortável e cuidada nos menores detalhes, apresenta clássicos da culinária internacional e, embora o restaurante detenha o título de Melhor Truta de Campos do Jordão, segundo o Guia 4 Rodas 2011, as especialidades da casa são as fondues e pratos a base de carnes nobres, que podem ser apreciados junto à lareira, à meia luz e acompanhados de um vinho honesto. Fonte: Visite Campos do Jordão
B IBLIOTECA
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Qualidade e segurança: Surgical obtém o DOI junto ao CrossRef
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partir de seu número 2 (vol. 7, abril/junho 2015), a Surgical Cosmetic & Dermatology passa a ter os números DOI® em seus artigos publicados. A sigla significa Digital Object Identifier, ou seja, identificador de objeto digital. Composto de números e letras, é um padrão para identificação de publicações em redes digitais e credencial única e permanente de artigos científicos. Pode ser usado com o propósito de citação ou recuperação do artigo no ambiente virtual, conferindo a certeza de que tal trabalho científico foi publicado eletronicamente em um periódico. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em sua Platafor-
ma Lattes utiliza o DOI como mecanismo de certificação digital das produções bibliográficas registradas pelos pesquisadores em seus currículos Lattes. “O DOI também facilita o preenchimento de informações científicas no currículo Lattes. Quando o pesquisador coloca os caracteres, a Plataforma Lattes acessa a base de dados do DOI, e preenche automaticamente, título, ano, volume, fascículo, páginas e o nome do primeiro autor da publicação. Esse registro confere confiabilidade à informação cadastrada”, explica a ex-presidente da SBD e editora científica da revista, Bogdana Victoria Kadunc, no editorial na edição da S&CD de abril/junho.
Rima O Prêmio Rima em Excelência na Atualização Científica Internacional congratula os 49 usuários mais assíduos da base com medalhas de ouro e prata, além de 10 pontos na Comissão Nacional de Acreditação (CNA). Veja a lista:
ELISA GOBBATO TREZ
4094
Ouro
DIEGO LEONARDO BET
2653
Ouro
LUCIMARI SCUCUGLIA BUGALHO
1727
Ouro
LUCIANA NUNES
1650
Ouro
ROBERTHA CARVALHO DE NAKAMURA
1522
Ouro
ISABELA DE OLIVEIRA CARVALHO
1408
Ouro
ANBER ANCEL TANAKA
1384
Ouro
ERMINIA APARECIDA DOMINGOS
1360
Ouro
FELIPE CERCI
1343 Ouro
BOGDANA VICTORIA KADUNC
1266
Ouro
associados quanto aos serviços disponibi-
SILVIA MARCONDES PEREIRA
1227
Ouro
PRISCILA KAKIZAKI
1210
Ouro
lizados nas áreas restritas do site institu-
ANA PAULA DA SILVA URZEDO
1155
Ouro
BETINA WERNER
1140
Ouro
THIAGO JEUNON DE SOUSA VARGAS
1136
Ouro
próximos ao balcão da Biblioteca/Publi-
ANA PAULA CERCAL FUCCI DA COSTA
1074
Ouro
CRISTIANE MATSUOKA FUJIHARA
1039
Ouro
cações no estande da SBD no Congresso
SÔNIA MARIA CRUZ BASTOS
1015
Ouro
Brasileiro. O sistema de multimídia inte-
OLGA MARIA OITICICA HARRIS
960
Ouro
IRENE SCHECHTMAN
949
Ouro
rativo permitirá ao usuário saber mais so-
ALINE DONATI
913
Ouro
CAMILA SAMPAIO RIBEIRO
903
Ouro
bre os produtos e serviços prestados pela
MANOEL STERNICK
895
Ouro
SBD, como revistas/jornal/consensos e bi-
ISABELA ÁLVARES TAVARES
887
Ouro
ELISA FONTENELLE DE OLIVEIRA
844
Ouro
ANA ESTELA RIBEIRO
819
Prata
MÔNICA VALÉRIA B. MARTINS
808
Prata
o associado em consultas de edições an-
RUBENS PONTELLO
767
Prata
teriores da Surgical e dos ABD, que com-
ANA PAULA GOMES MESKI
765
Prata
VALÉRIA CAMPOS
753
Prata
ELIZABETH VAZ DE F. MORENO BATISTA
739
Prata
TAINÁ SCALFONI FRACAROLI
733
Prata
CÉLIA LUIZA KALIL
702 Prata
YOKO PATRICIA OTA
697 Prata
TOTENS DIGITAIS Para divulgar e tirar dúvidas dos
cional, serão colocados dois totens digitais
blioteca. “O serviço também poderá ajudar
pletou 90 anos em 2015”, considera a coordenadora da Biblioteca, Vanessa Zampier.
A médica dermatologista salienta que além de aumentar a visibilidade da revista e de seus colaboradores, os autores terão a garantia de que suas informações científicas em formato digital serão divulgadas com total segurança e de que sua busca será facilitada. “Em seu sétimo ano de publicação, a Surgical & Cosmetic Dermatology comemora mais essa conquista e agradece o apoio incondicional da Diretoria da SBD assim como a competência de nossos assistentes editoriais e bibliotecárias. Nossos esforços se concentram no sentido de melhor qualificação de nossa revista científica”, realça Bogdana. i
CRISTIANE BOTELHO MIRANDA CÁRCANO 690
Prata
ANTONIO D’ACRI
683
Prata
SILVIO PAZ LANDIN
643
Prata
DAMARIS GROHMANN ORTOLAN
643
Prata
ANDRÉA BUOSI FABRE
629 Prata
PAULO MARASSI MARTINS
609
Prata
FREDERICO CURI ABDO
606
Prata
LUCIA HELENA SOARES RIBEIRO
602
Prata
KARINE SIMONE
591
Prata
RICARDO BARBOSA LIMA
588
Prata
GUSTAVO PEREIRA
579
Prata
LUCIANA DE ABREU
575
Prata
DANIELA MENEZES COSTA
561 Prata
ANDREA MIYUKI YOSHIMURA
559
Prata
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Pontos Medalha
JSBD
Ganhadores
C APA
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SBD lança campanhas Direitos da Pele na defesa profissional do dermatologista e #Controle o Sol para estimular a fotoproteção diária
“T
oda pele tem direito à saúde: parecer saudável é muito diferente de estar saudável, que inclui o direito a consultas regulares com um especialista e cuidados de rotina”. Esse é o primeiro dos dez artigos que integram a cartilha Declaração dos Direitos da Pele, tema da Campanha de Valorização do Dermatologista deste ano, cujo lançamento ocorrerá durante o Congresso Brasileiro de Dermatologia, em São Paulo, e que será realizada em meio a um conjunto de ações coordenadas. Manter a saúde da pele é uma questão de esclarecimento, disciplina e responsabilidade. Pensando nisso, a segunda secretária da SBD, Flávia Addor, elaborou dez direitos da pele, que viraram vídeo desenvolvido pela FSB Publicidade e produzido pela produtora Cena7. Originado no vídeo Defensores da Pele, também criado pela FSB Publicidade e veiculado no Dia do Dermatologista, o filme esclarece a população sobre a importância de se consultar com um profissional qualificado, luta divulgada há anos pelos dermatologistas brasileiros. “Com belas cenas de praia e de práticas de esporte e lazer ao ar livre, o filme enfatiza que a
Campanha inovadora da SBD estimula atitude fotoprotetora
pele tem direito ao sol, ao vento, à agua… e por isso tem direito à proteção e à orientação. E, em sequência de raciocínio encadeado, conduz ao desfecho de que toda pele tem direito a um dermatologista associado à SBD”, explica a diretora de atendimento da FSB Publicidade, Eliete Francabandiera. Os principais meios de comunicação para a veiculação da campanha são a TV fechada e a internet (redes sociais e sites de saúde). A ação entra no ar em setembro e será veiculada durante 2015 e 2016. Promover a cultura de uma pele saudável é a melhor maneira de valorizar a dermatologia e a classe dermatológica, acredita o presidente da SBD, Gabriel Gontijo. “Quem passa a frequentar periodicamente o dermatologista percebe imediatamente os resultados e entende como aquele profissional pode fazer a diferença para ele em particular e para a sociedade em geral”, avalia. “Queremos que a população valorize a especialidade e trate como prioridade a visita ao dermatologista”, reforça o presidente.
ma vertente da Campanha Direitos da Pele, a ação atemporal #Controle o Sol substitui a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, com o objetivo de conscientizar a população da necessidade de se expor ao sol com responsabilidade, como informa um dos artigos: ‘a pele tem o direito de ficar exposta, ao sabor do vento, da água, de ter sua cor respeitada’. A ação foi desenvolvida a partir de minucioso estudo de campanhas contra o câncer da pele realizadas em diversos países como Alemanha, Suíça, França, Estados Unidos e, especialmente na Austrália, que nos últimos 30 anos, com suas ações anuais de prevenção à doença, conseguiu evitar 4.300 mortes. “A ideia da campanha #Controle o Sol é conscientizar as pessoas a agirem com conhecimento e de forma responsável ao se exporem à radiação solar, desmistificando que bronzeado é saudável. Paulatinamente, queremos implementar a cultura de que pele queimada e bronzeada não é sinônimo de saúde”, afirma o coordenador da campanha no biênio 2015/2016, Emerson de Andrade Lima. Além do protetor solar, a campanha alerta para a importância do uso de roupas e acessórios para se proteger, como o chapéu, óculos de sol e também de guarda-sol”. “O protetor solar é uma atitude enraizada, mas o cuidado de ficar à sombra e de usar roupas apropriadas nem tanto. Por isso, a campanha #Controle o Sol é toda laranja enfatizando que se expor durante o pôr do sol é mais saudável, algo é controlado”, acrescenta Eliete Francabandiera da agência de publicidade FSB. O uso da hashtag (o símbolo “#”) antes do nome da iniciativa aponta um formato de comunicação moderno e antenado com os novos tempos. O re-
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Composto por dez regras educativas elaborados pela dermatologista Flávia Addor, a Declaração dos Direitos da Pele quer despertar a atenção do brasileiro para a saúde da pele, que ainda é insuficiente no Brasil
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curso serve como ferramenta da busca, auxiliando as pessoas a descobrir facilmente o que as outras estão dizendo sobre um tópico específico ou a participar de conversas sobre o assunto na internet. “Nosso pensamento com a mudança da linguagem e a inserção da hashtag foi transformar a ação em uma onda nacional, expandindo ao máximo sua visibilidade para aproximar ainda mais a SBD da população”, diz Emerson. O logo também foi alterado, com o sol ganhando a seu redor pontos que vão mudando de cor e que lembram um relógio, chamando a atenção para o controle do tempo de exposição ao sol e dos horários menor incidência de radiação UVB (das 10h às 16h).
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Inovação: atendimento será reforçado por estudantes de medicina
Além das ações de mídia, a campanha deste ano terá intensa programação de atividades, com a sétima edição do Tour do Câncer da Pele – que tem início na cidade de Jequiá da Praia, em Alagoas, no dia 11 de setembro, e percorrerá nove cidades brasileiras –, culminando com a participação de dermatologistas das Regionais da SBD em ação voluntária de orientações sobre a doença e a sua prevenção no Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele, em 7 de novembro. Inspirada na experiência bem-sucedida de Pernambuco nos anos de 2009 e 2010, o atendimento do dia 7 será feito em parceria com estudantes de medicina. Eles farão a triagem de pacientes que acabam procurando a ação para o diagnóstico de outras doenças, como melasma, acne, unha encravada. Nesse primeiro contato, os futuros médicos alertam a população que as ações do dia são direcionadas apenas à prevenção de lesões pré-cancerígenas. O reforço dos acadêmicos dão mais qualidade e rapidez na prestação do serviço, já que o paciente só passará pelo médico dermatologista se houver lesão suspeita. “O Projeto Defensores da
“A ideia da campanha #Controle o Sol é conscientizar as pessoas a agirem com conhecimento e de forma responsável ao se exporem à radiação solar, desmistificando que bronzeado é saudável. Paulatinamente, queremos implementar a cultura de que pele queimada e bronzeada não é sinônimo de saúde”
Pele propõe a participação efetiva dos estudantes de medicina no Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele. O tempo que o associado da SBD disponibiliza para o atendimento voluntário será otimimizado, os futuros médicos conhecerão de perto a SBD e estarão inteirados das competências da especialidade. A população também ganha com a agilidade das orientações e atendimento”, salienta Emerson Lima. O coordenador nacional da campanha lembra que os pacientes diagnosticados terão seus procedimentos agendados e realizados pelos Serviços Credenciados de cada estado. O treinamento dos estudantes para o diagnóstico diferencial de lesões cancerígenas ocorrerá uma semana antes, durante uma manhã, em cada capital brasileira. Na ocasião, cada coordenador local e seus colaboradores falará, entre outras coisas, o que é a SBD, onde devem ser formados os dermatologistas e o tempo necessário para ser especialista e obter sua certificação. “Ampliamos essa experiência de sucesso que tivemos dentro das faculdades de medicina para todo o Brasil em função de uma ação similar realizada por dois anos seguidos em Pernambuco, com lotação de auditório com 500 estudantes de medicina, a qual chamados de Seminário de Diagnóstico diferencial de tumores de pele. Procuramos alinhar a ação em parceria com o diretório estudantil das faculdades, estimulando sua participação e oferecendo certificado, e entre esse grupo saíram os estudantes para o Projeto Defensores da Pele. As aulas vão ser preparadas e disponibilizadas para cada coordenador responsável, sendo gratuitos o treinamento e a participação dos acadêmicos”, assinala Emerson Lima. Grupos de três ou quatro estudantes de medicina – um deles na função de coordenador – serão selecionados por turno em cada ponto de atendimento. “Incluindo os estudantes de medicina na ação, teremos o tempo dos dermatologistas otimizado, além de gerar um movimento de conscientização da marca SBD, já que na abertura dos eventos será explicado o que é a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), frisando que é a única sociedade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), sendo, portanto, a representante oficial dos dermatologistas no país”. Durante o Congresso Brasileiro, uma reunião da Diretoria com o coordenador nacional da campanha, Emerson de Andrade Lima, e com os coordenadores das Regionais, vai definir e discutir pontos fortes e deficitários de cada região, de forma democrática, além de propor estratégias para que a ação transcorra da melhor maneira possível. i
T ECNOLOGIA E MEDICINA
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Nova identidade visual nas redes sociais da SBD Transformação da identidade visual pretende fortalecer e uniformizar a marca
A
s redes sociais da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) estão hoje com identidade visual repaginada. Agora, o perfil oficial do Facebook ganhou novas editorias e elementos visuais e tipográficos, além de uma paleta de cores vibrantes para com isso chamar a atenção do público. As ações no ambiente digital incluem os perfis no Twitter e nelas as pessoas poderão interagir, receber informações, compartilhar e tirar dúvidas. Nos textos publicados no Facebook, o público terá acesso a notas de esclarecimento sobre questões da pele, doenças, tratamentos e procedimentos; dicas, cuidados e prevenção; compartilhamento de matérias de grande apelo. Além disso, em todo o conteúdo, a mensagem de valorização e indicação do profissional de dermatologia será ressaltada. Para isso, foram criadas novas editorias, como “SBD Esclarece”, que elucidará, em tom formal, questões sobre doenças e procedimentos; “Mitos e Verdades” tem o objetivo de combater a desinformação num estilo de texto informal e curto; “Você Sabia?” traz curiosidades sobre dermatologia; “Peles em Dia” e “Cabelos em Dia” mostram dicas de saúde e beleza da pele e dos cabelos. O perfil médico também está passando por mudanças. Com o objetivo de estreitar o relacionamento com o associado da SBD, foi criado em
julho um grupo fechado no Facebook, o Dermatologista SBD (www.facebook.com/groups/DermatologistaSBD/). Nesse espaço serão divulgados conteúdos, coberturas e fotos de eventos, novidades da área, ações institucionais da SBD e temas relevantes da área médica. Assim como a página aberta, o grupo ganhará editorias, como “Novidades”, com a repercussão de novos procedimentos e tratamentos; “Eventos”, para a divulgação de agenda, fotos e cobertura de congressos, simpósios etc., entre outras. No processo de migração, os dermatologistas que fazem parte do perfil da SBD estão sendo convidados ou podem solicitar a participação no Grupo. Já o Twitter (www.twitter.com/SBDermatologia) compartilha o conteúdo do Facebook, além de coberturas de eventos e veiculação de matérias jornalísticas que tenham a participação de especialistas da SBD. Mais voltado para a divulgação de dicas de beleza e saúde para o público em geral numa linguagem simples e informal, o recém-criado Instagram (www.instagram.com/dermatologiasbd/) é mais um canal importante de comunicação e mostra a ampliação da presença da SBD na internet. Confira essas mudanças e siga a SBD nas redes sociais! i
A NALOGIAS EM MEDICINA
JOSÉDESOUZAANDRADEFILHO Patologista do Hospital Felício Rocho, Belo Horizonte Professor de patologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais membro da Academia Mineira de Medicina labjsouzandrade@terra.com.br
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ódigo é compilação sistemática ou compêndio de leis, normas e regulamentos. Em informática, existe o extremamente útil código de barras, padrão usado para representar números e caracteres, por meio de conjunto de barras paralelas de diferentes larguras, que podem ser lidas por uma máquina de leitura óptica (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa). É amplamente usado na identificação de diversos produtos, sobretudo comerciais. “Os alicerces da codificação automática, sobre a qual iria nascer o código de barras, começaram a ser criados nos Estados Unidos, em torno de 1948, por dois estudantes americanos, cursando o último ano do Drexel Institute of Technology, Joseph Woodland e Bernard Silver. Naquele ano, Bernard Silver ouviu uma conversa nos corredores do Instituto em que o presidente de uma cadeia de supermercados tentava convencer um de seus colegas a pesquisar um método de captura de informação de um produto na saída de caixa. O estudante abordado declinou do pedido do tal presidente, mas Bernard ficou com aquela conversa na cabeça, e, quando se encontrou com seu amigo Joseph Woodland, comentou com ele o que tinha ouvido. Joseph, que já atuava como professor no Drextel Institute, ficou fascinado com o desafio e como primeira ideia pensou em utilizar padrões com tinta especial que brilha quando iluminada por luz ultravioleta. Os dois amigos criaram um dispositivo para testar a ideia que, surpreendentemente, funcionava apesar de existirem dois problemas: a instabilidade da tinta e o custo elevado das impressões. Apesar disso, Woodland ficou com a certeza de que o caminho era por ali e decidiu refinar a abordagem, retirando-se para o apartamento de seu avô, na Flórida, em busca de soluções. Após vários meses de trabalho, havia criado o código de barras linear por meio da combinação de duas tecnologias existentes: o código Morse a as bandas sonoras dos filmes. Entre os distúrbios pigmentares da unha, destaca-se a melanoníquia estriada ou longitudinal (ML),
A coluna “Analogias em Medicina” tem significativa utilidade prática, particularmente por seu papel didático-pedagógico e por facilitar a compreensão de diversos processos patológicos que acometem o ser humano. Muitas vezes coloquial e/ou restrita ao diálogo entre médicos e outros profissionais envolvidos, mantém-se dentro das normas éticas.
JSBD
Código de barras nas unhas
que produz faixas ou estrias pigmentadas paralelas e longitudinais ao longo da lâmina ungueal, semelhantes às linhas de um código de barras. A criação dessa interessante analogia é do Dr. Geraldo Barroso de Carvalho, eminente dermatologista e professor em Barbacena, Minas Gerais. Como é do conhecimento dos dermatologistas, a ML é alteração comum em indivíduos de pele muito pigmentada, comprometendo até 90% dos afro-americanos adultos. É mais rara em caucasianos. Resulta da presença de melanina no interior da lâmina ungueal e pode ser causada por ativação ou hiperplasia dos melanócitos da matriz ungueal, por um nevo melanocítico ou até por um melanoma maligno. A unha apresenta uma ou mais faixas pigmentadas longitudinais, estendendo-se da prega ungueal proximal até a margem distal. A cor das faixas varia de marrom-claro a preto, e a largura, de alguns milímetros a toda a superfície da unha. Esse aspecto evoca um código de barras. Ao elaborar este artigo, aprendi que a ML pode estar associada a várias doenças sistêmicas. i *Texto baseado em Internet (http://origemdascoisas. com/a-origem-do-codigo-de-barras/) e acessado em 2 de julho de 2015 e também em diversos autores nacionais.
A Profa. Alice Alchorne na inauguração da nova sede. Na foto ao lado está sua Diretoria, formada por Omar Lupi (vice-presidente), Claudia Maia (tesoureira), Josemir Belo (segundo secretário), a ex-presidente Alice Alchorne, Ryssia Florião (secretária-geral) e Célia Kalil (primeira secretária)
H ISTÓRIA
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Sede da SBD: grande legado para a dermatologia brasileira Adquirida na gestão da ex-presidente Alice Alchorne, em 2007, nova sede da SBD está hoje valorizada em mais de 500%
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m espaço amplo, confortável, funcional, que ofereça o aparato científico necessário à atualização dos associados e boa infraestrutura tanto para a Diretoria Executiva e assessores como para os funcionários da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A intenção de expandir e de modernizar a sede da SBD já estava sendo idealizada pela ex-presidente da SBD, Profa. Alice Alchorne, antes mesmo do início de sua gestão, tendo sido concretizada com afinco um ano depois, no fim de seu mandato. Até então, a entidade era proprietária apenas do 18o pavimento de prédio na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, adquirido em 1993, durante a presidência de Jesus Rodriguez Santamaria. Após longo estudo de pesquisa no setor imobiliário, a Diretoria Executiva decidiu pela reestruturação da parte física da entidade e também pela compra de outro imóvel no prédio em que já funcionava a SBD. O destino ajudou, e a nova área adquirida situava-se logo abaixo, no 17o andar. Com sua aquisição em dezembro de 2007, as instalações da SBD duplicaram, passando a ter 760 metros quadrados em dois pavimentos. Fato
histórico e que constitui um salto de qualidade nos aspectos institucional, operacional e logístico. “Nos deparamos com uma sede acanhada e desprovida da modernidade que a entidade centenária necessitava. Segunda do mundo em número de associados, com acesso a inúmeros serviços que demandam várias pessoas e processos, a SBD merecia melhor infraestrutura. Foi uma conquista que já vínhamos buscando há alguns anos e uma oportunidade de avançarmos ainda mais, ampliando o atendimento a nossos associados e melhorando o ambiente de trabalho de nossos funcionários”, enfatiza a ex-presidente Alice Alchorne. Segundo a Professora, a compra e a reforma foram planejadas visando a custos e benefícios, com renda obtida no primeiro ano da gestão pela readequação das receitas e despesas da Sociedade, sem comprometer o patrimônio ou a saúde financeira da instituição. “O investimento duplicou o espaço físico de nossa entidade, que estava muito aquém de nossas necessidades e, certamente, constituiu um grande salto no patrimônio da SBD. O trabalho todo foi realizado com planejamento e estudo”.
O processo
Após a aquisição, veio o estudo das plantas para os dois andares, seguido de um árduo trabalho relativo às licitações para toda a reforma, desde a contratação de construtora e arquiteta responsável pela obra, Neusa Martinez, passando pelos mínimos detalhes, como o acabamento da construção, móveis, decoração e, principalmente, dos mais diversos equipamentos para inúmeros ambientes. O 18o andar, destinado à parte social, foi estruturado com auditório para 30 pessoas, duas salas de espera, duas salas de reuniões, sala de telemedicina, copa, banheiros e ampliação da biblioteca para 140m². Os setores administrativos, cozinha e refeitório, banheiros, almoxarifado, arquivo, recepção e gerência compõem o novo 17º andar. “Em maio de 2007 foi apresentado o projeto definitivo, com especificação das áreas e materiais, e o início das obras, a partir do 17o andar, se deu em 13 de junho. O projeto considerou soluções ajustadas à preservação ambiental, quanto à iluminação e ar condicionado, com gasto mínimo energético e sem utilização de gases prejudiciais à camada de ozônio. Os móveis e marcenarias, com certificado e madeiras de reflorestamento, foram escolhidos conforme a máxima funcionalidade e conforto para os funcionários, e são de fácil limpeza e conservação”, informou Alice. Durante a reforma do 18o andar, a biblioteca ficou fechada para consulta, mas continuou atendendo às solicitações dos associados. No dia 20 de dezembro, um ano após a compra do 17o andar, a Diretoria encerrou o mandato, comemorando a entrega da nova sede da SBD, na presença de associados, entre eles, presidentes e ex-presidentes de Regionais. “Acredito que esse foi dos mais importantes empreendimentos da Diretoria. Ainda hoje tenho a sensação de ter deixado um grande legado para a SBD, com o aumento expressivo do seu patrimônio, bem como para seus funcionários e associados”, afirma Alice Alchorne, não deixando de registrar seu agradecimento a toda a equipe envolvida: “Deixo meus mais sinceros agradecimentos por toda a colaboração, sem a qual não seria possível realizar em tão pouco tempo tão vultoso projeto, a toda a Diretoria Executiva e Estendida, em especial ao vice-presidente, Omar Lupi, e à tesoureira, Claudia Maia, uma das coordenadoras do trabalho, bem como a todos os funcionários, no comando da gerente, Priscila Rudge. Eles talvez não imaginam quanta felicidade me proporcionaram na época e que perdura até hoje”, relembra. i
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A exemplo de grandes metrópoles, os projetos urbanísticos idealizados há alguns anos pela prefeitura para a revitalização da Zona Portuária já aparecem, e a região pode ser considerada hoje a mais nova fronteira do mercado imobiliário da cidade, tal como já sinalizava a Diretoria da gestão da Profa. Alice Alchorne, na edição de novembro/ dezembro de 2007 do Jornal da SBD. O primeiro empreendimento teve lançamento em 2012 e, desde então, importantes obras de retrofit – renovação de edifícios antigos e tombados – estão sendo realizadas. A valorização é realidade que se estende às áreas do entorno da sede, como seu acesso por VLT, que passa na porta, a revitalização da região portuária, a chegada do Museu do Amanhã, a presença desde 2013 do Museu de Arte do Rio (MAR), e as descobertas arqueológicas da região do Valongo. No entanto, a Professora lembra que o processo da compra do novo pavimento não foi fácil, tendo enfrentado certa resistência de alguns associados. “À época uns poucos associados de oposição à Diretoria não concordaram com a compra, sugerindo que mudássemos para áreas novas e nobres do Rio, como por exemplo a região da Barra da Tijuca. Imaginem o preço de um espaço de 760m² nessas regiões, além da dificuldade no trajeto para chegar até elas. Já tínhamos vivido essa experiência na compra da sede atual da Regional São Paulo. A antiga, era um pequeno espaço emprestado pela Associação Paulista de Medicina (APM), com arquivos que invadiam o corredor. O local em que se situava a entidade era perigoso, tendo roubos frequentes, como a elementos da Diretoria. Assim, prevaleceu a nossa acertada escolha na compra dos dois empreendimentos”. Ter um negócio na Avenida Rio Branco, após o anúncio das Olimpíadas na cidade e do projeto do Porto Maravilha, ficou ainda mais caro. Segundo a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), o preço do metro quadrado na via custa hoje R$ 22 mil. Um valor bem acima do que era constatado há dez anos, quando um imóvel nas mesmas condições valia R$ 3 mil o metro quadrado. “A Rio Branco é a artéria do Rio, e ao mesmo tempo tem seu lado bucólico. É bem localizada para quem vai tanto para a Zona Sul como para a Zona Norte, além da proximidade com a Ponte Rio-Niterói, a Avenida Brasil e o Aeroporto Santos Dumont. Creio que conseguimos escrever um novo capítulo na história da entidade”, ressalta Alice.
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Mais valorizada do que nunca
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Jornada Norte-Nordeste deste ano vem com força total Jul/Ago 2015
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Pernambuco será sede do evento que ocorre em conjunto com a tradicional Jornada Pernambucana e o Simpósio Nacional de Cabelos e Unhas
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Com a colaboração Assessoria de Comunicação da SBD-PE
á tem data marcada e local definido a XXXIV Jornada Norte-Nordeste de Dermatologia: o evento será realizado de 31 de outubro a 2 de novembro, no Sheraton Reserva do Paiva Hotel, no Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Essa edição, um arrojado programa científico, inova com um dia inteiro dedicado a “Pérolas em diagnóstico e tratamento”, com a participação de experientes dermatologistas de todo o Brasil, além do “Master em Psoríase” e da discussão de casos desafiadores no bloco “Nem sempre se acerta, mas sempre se aprende”. O encontro vai agregar o Simpósio Nacional de Cabelos e Unhas, que promete brindar os participantes com a presença de uma das maiores especialistas em doenças dos cabelos da atualidade, a dermatologista polonesa Lídia Rudnicka, que irá ministrar o Curso de Tricoscopia, cujas as vagas são limitadas. “Também vamos receber o dermatologista canadense Yves Poulin para abrilhantar o bloco ‘Master em Psoríase’, um dos mais importantes do programa”, destacou a presidente da SBD-PE, Mariana de Andrade Lima. A proposta da presidente de reunir três grandes eventos para garantir a presença de um número maior de dermatologistas brasileiros teve o total apoio da atual Diretoria da Nacional. “Um dos objetivos da atual gestão é concentrar os eventos da dermatologia para propiciar a nossos associados maior aproveitamento”, comentou o
presidente da SBD, Gabriel Gontijo, lembrando que o 8o Simpósio de Cosmiatria e Laser ocorrerá junto com a 20a Radesp, no final do ano. O Sheraton Reserva do Paiva Hotel & Convention Center, local escolhido para sediar as atividades, oferece conforto aos participantes e proporciona alta qualidade às apresentações dos palestrantes, além de ficar a 14 quilômetros do Aeroporto Internacional do Recife e ser cercado por praias e reservas naturais. Conta com espaço especial para a realização de congressos, com capacidade para 1.600 pessoas e excelente tecnologia audiovisual. As inscrições para a Jornada foram abertas no mês de julho e podem ser feitas pelo site www. dermatonne2015.com.br. Os valores vão variar de acordo com a categoria dos associados, a quem em breve será enviado o primeiro comunicado sobre o encontro. Uma Fanpage também foi preparada para que todos possam receber informações sobre mais uma importante edição da Norte-Nordeste.
Programa social
O evento incluirá momentos de descontração. Os participantes vão poder aproveitar as maravilhas naturais do local e ainda se divertir com as atrações culturais que estão sendo especialmente preparadas. i
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Simpósio da SBH debate ações para diagnóstico precoce SBD Nacional apoia e convida seus associados para participar deste evento, que será realizado em outubro, em São Paulo
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Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) reúne especialistas em seu 8 o Simpósio Brasileiro de Hansenologia para discussão de ações visando ao diagnóstico precoce e/ou oportuno da hanseníase. O evento ocorre entre 30 de outubro e 2 de novembro no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, e conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O presidente da SBH e dermatologista da SBD, Marco Andrey Cipriani Frade, alerta para o contínuo e elevado número de novos casos detectados – são mais de 30 mil ao ano. “A heterogeneidade desses índices nas regiões do país e o número de crianças menores de 15 anos com a doença são indicadores que nos colocam em alerta quanto à realidade endêmica no Brasil”, explica. Segundo a SBH, é grande a dificuldade de diagnosticar a doença com base essencialmente na clínica, o que deixa inseguros os profissionais do campo, que enfrentam problemas como ausência de testes diagnósticos capazes de identificar as formas paucibacilares da doença (que apresentam poucos bacilos), a dificuldade de estabelecimento das alterações cutâneo-neurológicas da sensibilidade, disfunções do sistema nervoso autônomo (disautonomias) e alterações da força muscular. Por isso, a SBH defende o treinamento contínuo dos profissionais. i
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Curso pré-simpósio
O simpósio oferecerá um curso pré-congresso, de capacitação, dirigido a agentes comunitários de saúde (ACS) e ministrado pelos dermatologistas Egon Luiz Rodrigues Daxbacher, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Kedman Trindade Mello, responsável pela Gerência de Dermatologia Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, e Maurício Lisboa Nobre, da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte. O objetivo é orientar os agentes sobre como suspeitar de lesões relacionadas com hanseníase durante as visitas domiciliares, encaminhando esses indivíduos à unidade de saúde para diagnóstico e tratamento. Além disso, apresentará noções de ética quanto à abordagem das famílias e vizinhos quando houver um caso diagnosticado na comunidade; destacará a importância dos agentes comunitários no seguimento do tratamento dos doentes, estimulando pacientes a não abandonar o tratamento; além de noções de reações que podem ocorrer com o tratamento. As inscrições para o curso estão disponíveis no site www.sbhansenologia.org.br.
D EFESA PROFISSIONAL
SBD, uma Sociedade atuante na
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Defesa Profissional N
o dia 28 de julho, a Câmara Técnica de Dermatologia esteve reunida no Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília, junto com o conselheiro do CFM José Fernando Maia Vinagre e o gerente da Anvisa, Fernando Magalhães, para a discussão de assuntos da especialidade. Veja a seguir algumas questões debatidas e que foram enviadas pela Diretoria da SBD por meio de comunicado para seus associados:
1. Procedimentos realizados por não médicos e suas complicações
A Anvisa recebeu o dossiê elaborado pela SBD a respeito dos riscos e complicações de procedimentos realizados por não médicos, com extensa documentação fotográfica. A SBD foi enfática e espera ter contribuído para que a Anvisa elabore uma Resolução que regulamente a classificação dos riscos e a utilização de produtos e equipamentos (laser etc.). Atualmente, a Anvisa se baseia apenas na informação da indústria para o registro e classificação dos riscos desses equipamentos. Ainda nesse sentido, tomaremos as seguintes providências:
- a Câmara Técnica solicitou agilidade da Anvisa em sua Agenda Regulatória que irá discutir o tema e determinar como será conduzida essa questão, se vai abrir consulta pública e finalmente emitir uma resolução sobre o assunto. A previsão é de que até o início de 2016 tenhamos essa resolução; - a SBD e o CFM irão promover um encontro com o presidente da Anvisa, Dr. Jarbas Barbosa da Silva Júnior, mostrando o mesmo dossiê com os riscos de complicações em procedimentos realizados por não médicos; - o CFM e a Câmara Técnica de Dermatologia irão promover um Fórum de Discussão, no dia 31 de março de 2016, convidando outras profissões (biomédicos, farmacêuticos, fisioterapeutas) e órgãos governamentais (Anvisa, Ministério da Saúde, AMB) que serão subsidiados com informações que lhes permitam tomar suas decisões sobre o assunto. O Fórum irá abordar, além de outros temas, responsabilidade civil e biossegurança; - o gerente da Anvisa, Sr. Fernando Magalhães, sugeriu que a SBD envie as denúcias sobre complicações de procedimentos realizados por não
O UVIDORIA
médicos por meio do site da Anvisa – Ouvidoria, reforçando as decisões desse órgão na regulamentação da realização de procedimentos.
JOSÉROBERTOPEGAS OUVIDOR BIÊNIO 2015-2016
2. Ações judiciais da SBD/CFM contra os Conselhos de Biomedicina, Farmacêuticos e Fisioterapia
Continua com a classificação dos consultórios e exigências dos equipamentos. Alguns detalhes ainda serão discutidos na reunião plenária do CFM. Não há previsão de quando poderá ocorrer a fiscalização. Os associados não têm por que se preocupar, os CRMs e CFM não agirão como “polícia”. O médico terá o tempo necessário para se adequar e se capacitar de acordo com essa resolução.
4. Publicidade nas redes sociais
Diante dos abusos ocorridos nas redes sociais, o CFM já elaborou e irá publicar brevemente um artigo complementar ao Manual de Publicidade Médica (Resolução 1974/11) que regulamenta a publicidade médica nas redes sociais.
5. Aplicação e cursos de toxina botulínica feitos por odontólogos
O Conselho Federal de Odontologia (CFO) proíbe o uso de toxina botulínica para fins estéticos realizados por odontólogos. Mesmo assim, prolifera-se essa prática entre esses profissionais. Orientada pelo CFM, a SBD solicita que os associados enviem material que comprova a realização de cursos/procedimentos por odontólogos utilizando a toxina para fins estéticos. O material deve ser enviado por e-mail para diretoria@sbd.org.br, que repassará ao CFO.
6. Dermatoscopia e afins: conceituação
Como orientação aos associados que são remunerados por planos de saúde pela dermatoscopia, a SBD junto com o CFM irá adotar a seguinte conceituação: - dermatoscopia é exame complementar que utiliza o dermatoscópio para análise de lesões cutâneas; - a fotodermatoscopia é a dermatoscopia com registro fotográfico; - a fotodermatoscopia digital é a fotodermatoscopia realizada com equipamentos que fotografam as lesões para em seguida analisá-las e monitorá-las por softwares de computadores que podem contribuir para a detecção de novas lesões ou modificações de lesões prévias. i
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rezado dermatologista, Gostaríamos de ressaltar a importância da participação de todos nos eventos da SBD, em especial o maior deles: o Congresso Brasileiro de Dermatologia, cuja 70a edição será realizada em São Paulo, em setembro próximo, no Transamérica Expocenter. Esse encontro estará levando conhecimentos científicos de grande importância para cerca de quatro mil associados com o único objetivo de atualização e desenvolvimento da dermatologia nacional. Sua programação contará com cursos teóricos, painéis de procedimentos e posters em formato eletrônico além, naturalmente, dos convidados nacionais e estrangeiros, que compartilharão seus conhecimentos com nossos associados. Durante o encontro, os ouvintes poderão acompanhar a agenda de todas as atividades que estarão acontecendo em todos os horários a fim de não perder nenhum detalhe. Cabe também lembrar que a atual Diretoria da SBD está muito empenhada na defesa de seus associados no que tange a resgatar o direito de valorização de seu trabalho junto à Agência Nacional de Saúde (ANS) e às operadoras de saúde. A remuneração de consultas e procedimentos não é justa e tem determinado por parte da classe médica uma série de reivindicações. Diante disso, a Diretoria da SBD vem participando de reuniões com a AMB, o CFM e a ANS reivindicando a digna remuneração de seus associados junto aos planos de saúde e órgãos governamentais. Além disso, cabe reforçar que a atual gestão também está analisando a contratação de profissional especializado, que já prestou serviços a outras especialidades médicas, para a confecção de um manual que explica como tirar o maior proveito possível das atuais tabelas adotadas pelos planos de saúde. Por fim, ressaltamos a importância da Campanha de Prevenção ao Câncer da Pele, que este ano se chamará Direitos da Pele e ocorrerá em 7 de novembro, em todas as Regionais e Serviços Credenciados da SBD destacando, sobretudo, seu relevante caráter social. Participe dessa importante ação de saúde pública promovida pela SBD. i
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3. Resolução 2056: parâmetros para o funcionamento de consultórios e postos de saúde
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A assessoria jurídica da SBD acompanha de perto, está atenta e ainda aguarda a decisão da Justiça Federal.
V ALORIZAÇÃO DO DERMATOLOGISTA
Entidades médicas: o que representam no exercício profissional? Está nos planos da atual Diretoria da entidade a criação de um manual para tirar dúvidas dos associados sobre as atuais tabelas adotadas pelos planos de saúde
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mpenhada na luta pelo resgate da valorização do associado junto à Agência Nacional de Saúde e operadoras de saúde, a Diretoria da SBD tem convocado e participado de diversas reuniões com a Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Agência Nacional de Saúde (ANS). Nos encontros é reivindicada a importância da digna remuneração do dermatologista junto aos planos de saúde e nas tabelas dos órgãos governamentais. As ações não param por aí. Também está sendo analisada a contratação de um profissional que já prestou serviços a outras Sociedades de Especialidades para a elaboração de um manual explicativo com as atuais tabelas adotadas pelos planos de saúde. Para esclarecer, a remuneração das consultas e procedimentos médicos e o pagamento de medicamentos aos associados pelos planos se estabelecem nas seguintes situações: há planos de saúde que remuneram de acordo com a antiga tabela da AMB de 1992; outros em que a remuneração é baseada na Tabela Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM); e alguns estabelecem a remuneração diretamente com os médicos conveniados por meio de contratos específicos. A tabela CBHPM foi elaborada pelas principais entidades médicas (AMB/CFM/Fenam), conjuntamente com as Sociedades de Especialidades e representantes médicas estaduais. Sua primeira edição ocorreu em 2003, e a última atualização, em 2014. A tabela CBHPM é entendida pela ANS como condição básica para que seus procedimentos possam ser incorporados ao Rol de Procedimen-
tos da Tabela Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (Tuss). A ANS tenta regulamentar tudo isso com os códigos da tabela Tuss e o Rol de Procedimentos. A tabela Tuss tem os códigos de consultas e procedimentos, mas não estabelece os honorários. O Rol de Procedimentos incorpora apenas o que os planos de saúde devem remunerar, mas não estabelece os honorários. Todos os procedimentos que constam no Rol de Procedimentos estão na tabela Tuss. O contrário não acontece: alguns procedimentos da Tabela Tuss não constam no Rol de Procedimentos. Em suma, o Rol de Procedimentos da ANS tem a lista das consultas e procedimentos; a Tabela Tuss possui os códigos das consultas e dos procedimentos; e ambos não estabelecem honorários. A Tabela CBHPM possui a lista das consultas e procedimentos, os códigos e os coeficientes de honorários. Com relação a esse assunto, a ANS abriu a consulta pública n. 59 em seu site, para que os médicos sugerissem, até o dia 19 de julho, o que deveria ser incluído ou excluído do Rol de Procedimentos. A proposta que entrou em consulta pública previu a inclusão de 11 procedimentos médicos, entre terapias e exames. A SBD estimulou a participação de seus associados e entende que o esforço, a ética e a dedicação a todas as ações desenvolvidas só serão suficientes com a união de todos, que devem procurar se valorizar e refletir se no momento de contratação por uma operadora de saúde estão sendo remunerados de forma digna para o melhor atendimento de nossos pacientes. Veja a seguir o significado detalhado de cada sigla que mencionamos no texto.
O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, conhecido comumente como Rol da ANS, é a lista dos procedimentos, exames e tratamentos com cobertura obrigatória pelos planos de saúde, conforme sua tipificação: ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, referência ou odontólogo
O que é AMB?
A AMB – Associação Médica Brasileira – é sociedade sem fins lucrativos, fundada em 1951, cuja missão é defender a dignidade profissional do médico e a assistência de qualidade à saúde da população brasileira. A entidade conta com 27 federadas (associações médicas estaduais) e 396 associações regionais. Compõem seu Conselho Científico 53 sociedades médicas, entre elas o CBO, que representam as especialidades reconhecidas no Brasil. Buscando o aprimoramento científico e a valorização profissional do médico, desde 1958, a AMB concede Títulos de Especialista aos profissionais aprovados em rigorosas avaliações teóricas e práticas. Trabalha em conjunto com outros órgãos de saúde, como CFM, e sociedades de especialidades na elaboração de diretrizes médicas e também da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos (CBHPM).
O que é CFM?
O Conselho Federal de Medicina, CFM, é o órgão que possui atribuições constitucionais de fiscalização e normatização da prática médica. Criado em 1951, sua competência inicial reduzia-se ao registro profissional do médico e à aplicação de sanções do Código de Ética Médica. Hoje, as atribuições e o alcance das ações do CFM estão mais amplas, abrangendo a defesa da saúde da população e dos interesses da classe médica.
O que é Tuss?
A sigla significa Terminologia Unificada da Saúde Suplementar. No mercado de planos de saúde, como resultado de sua grande fragmentação, sempre coexistiram múltiplas terminologias (tabelas) criadas por operadoras e prestadores para solução de problemas locais. O gerenciamento, o mapeamento e o controle de versões dessas tabelas mostram-se aquém do necessário para um ambiente de
intercâmbio eletrônico de dados e comprometem a interoperabilidade entre os diversos sistemas de informação. Durante o processo de implantação do padrão para Troca de Informação em Saúde Suplementar (Tiss), tornou-se evidente a necessidade de adoção de uma terminologia clínica comum a todos os atores do mercado (hospitais, médicos, laboratórios etc.). Assim, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou no dia 13 de novembro de 2009 a Instrução Normativa n.38, que determina que as operadoras de plano privado de assistência à saúde e prestadores de serviços de saúde devem obrigatoriamente adotar a Tuss para codificação de procedimentos médicos, em sintonia com os códigos já existentes na Classificação Brasileira Hierarquizada (CBHPM).
O que é Rol de Procedimentos?
O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, conhecido comumente como Rol da ANS, é a lista dos procedimentos, exames e tratamentos com cobertura obrigatória pelos planos de saúde, conforme sua tipificação: ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, referência ou odontólogo. Essa lista é válida para planos contratados a partir de 2 de janeiro de 1999, os chamados planos novos. É válida também para os planos contratados antes dessa data, mas que foram adaptados à Lei dos Planos de Saúde. Essa cobertura mínima obrigatória é revista a cada dois anos.
Qual a diferença entre Rol de Procedimentos e CBHPM?
Todos os procedimentos existentes no Rol da ANS são de cobertura obrigatória por todas as operadoras de planos de saúde (respeitada a tipificação dos planos, como mencionado na resposta anterior). Já os procedimentos existentes na CBHPM, não. Nem todos eles encontram-se no Rol da ANS, e por isso não há qualquer obrigatoriedade quanto a sua cobertura por parte dos planos de saúde. Os procedimentos constantes na CBHPM são definidos em reuniões realizadas na AMB, por intermédio de sua Comissão Nacional de Honorários Médicos, em conjunto com o CFM, com as sociedades brasileiras de especialidades e tambémcom a Fenam – Federação Nacional dos Médicos. i
Fonte: Guia de relacionamento com operadoras de planos de saúde para cirurgiões de catarata e refrativa
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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é autarquia federal que compõe a administração pública indireta. É responsável pela regulação e fiscalização das operadoras de planos de saúde. Tem ainda como foco a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, regulando as operadoras setoriais também quanto a suas relações com prestadores de serviços.
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O que é ANS?
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PRIMEIRO SIMPÓSIO DE
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Muito além do estudo do câncer da pele Encontros ocorrerão em maio do próximo ano e abordarão a dermatoscopia e outros recursos de imagens voltados para o diagnóstico do câncer da pele e de outras doenças dermatológicas, fornecendo completa atualização do melanoma cutâneo
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costumada a organizar grandes eventos dermatológicos e a reunir experts de diferentes campos da especialidade, a SBD se prepara para a realização de um encontro inédito em seu calendário de atividades: o Melanoma Day/I Simpósio de Dermatoscopia e Imagem, a ocorrer em 13 e 14 de maio de 2016. Nesses dois dias, conceituados especialistas da área estarão em São Paulo para pôr em pauta assuntos que visam capacitar o dermatologista a conduzir o diagnóstico e a abordagem multidisciplinar dessa complexa patologia. Idealizados pelo coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD, Luis Fernando Tovo, o Melanoma Day e o Simpósio de Dermatoscopia/Imagem estão programados para ocorrer a cada dois anos, sempre alternando com o Simpósio de Oncologia Cutânea. “O Dr. Luis Fernando Tovo propôs a ideia do Melanoma Day à SBD, o que foi excelente. Sugeri que o evento fosse complementado com o Simpósio de Dermatoscopia/Imagem, o que foi aceito pron-
tamente pelo Dr. Francisco Paschoal. Essa iniciativa é respaldada pelo grande sucesso do evento Simpósio de Oncologia Cutânea, realizado pela primeira vez este ano, em Belo Horizonte (MG), e que reuniu cerca de 350 congressistas”, aponta o presidente da SBD, Gabriel Gontijo. A incidência do melanoma cutâneo continua a aumentar. Nos Estados Unidos, país que tem grande controle sobre dados de base populacional, um paciente morre a cada hora vitimado por melanoma. No Brasil, esse tipo de câncer responde por quase 5% da incidência do câncer da pele. Tanto no Brasil como em todo o mundo, os diagnósticos do melanoma têm sido realizados precocemente, o que confere melhor prognóstico a essa forma agressiva da doença. De acordo com Tovo, coordenador do Melanoma Day, a intenção desse evento é preparar o dermatologista para assumir o melanoma amparado pela melhor orientação disponível e, principalmente, quanto à eficácia de novas drogas com resultados
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surpreendentes, em comparação com passado recente e novos recursos diagnósticos, apoiados entre outras técnicas na engenharia genética. “A abordagem do melanoma é multidisciplinar, e, dentre as diferentes especialidades responsáveis por esse diagnóstico precoce, destaca-se a dermatologia. Apesar dessa abordagem inicial ter evoluído nos últimos anos, conferindo melhor sobrevida e até cura da doença, ainda existem diagnósticos realizados em estágios mais avançados do câncer, e o dermatologista, muitas vezes, está na linha de frente de uma equipe médica responsável pelo tratamento do paciente. A SBD compartilha essa responsabilidade com seus associados, procurando reciclá-los nas mais recentes condutas e diretrizes no diagnóstico e tratamento do melanoma, haja vista que acabamos de atualizar as Diretrizes do Melanoma Cutâneo junto à Associação Médica Brasileira (AMB). Dessa premissa, surgiu a necessidade de um evento voltado exclusivamente para o melanoma, o Melanoma Day, que muito oportunamente será realizado em conjunto com o Simpósio de Imagem”, explica Tovo. Também coordenador do I Simpósio de Dermatoscopia/Imagem, o professor-assistente de dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC, Francisco Paschoal, enfatiza a informação de que nas últimas
quatro décadas a dermatologia viveu verdadeira revolução com o desenvolvimento de métodos auxiliares de imagens voltados para o diagnóstico das doenças de pele. “Capitaneados pela dermatoscopia, que promoveu melhora expressiva no diagnóstico das lesões pigmentadas cutâneas, sobretudo do melanoma cutâneo inicial, outros métodos diagnósticos vêm sendo paulatinamente introduzidos no arsenal diagnóstico do dermatologista, entre eles, a microscopia confocal, a ultrassonografia de alta frequência e a tomografia de coerência óptica”. Ele completa que outras áreas da dermatologia se beneficiaram com o crescimento dos métodos de diagnóstico por imagens, tal como a tricologia, a cosmetologia, as doenças inflamatórias, a cirurgia dermatológica e a oncologia cutânea. “A programação do I Simpósio de Dermatoscopia/Imagens da SBD irá contemplar as principais áreas da especialidade em que métodos de diagnóstico voltados para a dermatologia já constituem uma realidade. Dessa maneira, espera-se que ambos os eventos sejam marcos da Sociedade, contribuindo na atualização do dermatologista nesses importantes aspectos da especialidade”, salienta Francisco Paschoal. Em breve, a SBD disponibilizará informações mais detalhadas sobre o evento; fique atento! i
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Simpósio Cabelos e Unhas de A a Z, em Belo Horizonte
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om a chancela da SBD, de 11 a 13 de agosto de 2016 será realizado o inédito Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas da SBD, em Belo Horizonte. O objetivo do encontro é trazer novas abordagens e apresentar o que há de mais moderno em tratamento nesses dois campos, com a presença de destacados especialistas na área. No primeiro dia, cursos teóricos e práticos pré-simpósio contemplarão, entre outros temas, cosméticos em cabelos, dermatoscospia e dermopigmentação de couro cabeludo e unhas, cirurgia ungueal e transplante capilar. Já nos dias 12 e 13 de agosto, a grade científica abordará os mais importantes temas em tricologia e unhas. “Contaremos com experientes colegas brasileiros, bem como alguns colegas estrangeiros de renome na especialidade. Temas como terapia
de células-tronco estão entre os destaques a ser abordados por pesquisadores estrangeiros convidados”, adianta o coordenador do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD, José Rogério Régis. Segundo o dermatologista, a intenção do Departamento de Cabelos e Unhas, organizador do Simpósio, é que o evento faça parte do calendário dermatológico e passe a ocorrer a cada dois anos. “Já tivemos outros simpósios da Sociedade que trabalharam esses temas, mas que, infelizmente, vem ocorrendo sem periodicidade em função das dificuldades de calendário”, considera. Em breve, a SBD disponibilizará os temas e a grade de palestrantes.“Reservem a data, pois estamos trabalhando para ter um evento de altíssimo nível científico e também para poder desfrutar da hospitalidade mineira”, convida José Rogério Régis. i
I NTERNACIONAL
III Latinaderm: aprendizado e confraternização no Rio de Janeiro
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poiado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e pelo Colégio Ibero-Latino-Americano de Dermatologia (Cilad), a terceira edição do Latinaderm Excellence, programa de formação do Cilad para médicos residentes latino-americanos em dermatologia que estejam cursando o último ano de carreira, foi realizado com sucesso, de 25 a 27 de junho no Rio de Janeiro, sob a direção dos ex-presidentes da SBD, Omar Lupi e Denise Steiner. Na ocasião, jovens de toda a América Latina – entre eles 15 brasileiros contemplados com bolsa – conheceram os recentes avanços da dermatologia e suas aplicações práticas por meio de temas como o câncer da pele, doenças inflamatórias, alérgicas
e infecciosas, infecções fúngicas, genodermatoses, incluindo os aspectos estéticos e cirúrgicos da dermatologia, e trocaram pontos de vista e experiências com alguns dos professores mais renomados do continente. “É um importante encontro latino-americano, destinado a melhorar a assistência ao paciente, a investigação e a educação dermatológica, colocando em contato experientes dermatologistas e jovens e promissores profissionais. Sabemos que a dermatologia é especialidade com desenvolvimento sustentado em todos os campos de atuação médica, cirúrgica e estética. Sua aplicação prática e social começa, primeiramente, com a preparação adequada do médico”, aponta Lupi. i
I NTERNACIONAL
Lisboa sedia encontro que mostrará novidades no tratamento em câncer da pele Associados da SBD interessados em participar têm inscrições gratuitas
Dirigido pelo Prof. João Maia e Silva do Hospital CUF Descobertas (Lisboa) o encontro oferece uma programação científica ampla que enfocará a prevenção, a identificação e os novos tratamentos para pacientes com a doença.
Serão speakers os médicos Alessandro Testori (Itália), Iris Zalaudek (Áustria), Brigitte Dreno (França), Susana Puig (Espanha), Veronique Bataille (Inglaterra), Ulrike Leiter e Claus Garbe (Alemanha), Vernon Sondak (Estados Unidos) e Alexander von Akkooy (Holanda). Para mais detalhes acesse www.cast.pt/skincancer/Program.html i
C ONVITE A Diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) foi convidada pelo presidente da Academia Americana de Dermatologia (AAD), Mark Lebwohl, para participar de um evento científico inédito no Meeting da Academia Americana de Dermatologia, em 2016. No encontro, que terá duração uma manhã ou uma tarde inteiras – o período ainda está em aberto – os dermatologistas brasileiros vão mostrar suas experiências em diferentes áreas da especialidade. “Essa participação gerará resultados positivos para os especialistas de todo o mundo; estamos muito satisfeitos com o convite”, disse o presidente da SBD, Gabriel Gontijo. i
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“Para isso, contamos com os maiores especialistas em câncer da pele, que passarão suas experiências e mostrarão os recentes avanços em tratamentos clínicos”, disse o Prof. João Maia e Silva.
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A Sociedade de Dermatologia Venereologia (SPDV) sob a presidência de Antonio Massa convida e oferece inscrição gratuita para os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) no simpósio “What’s new in skin câncer”, a ser realizado no dia 26 de setembro, em Lisboa.
F ORA DO CONSULTÓRIO
Bom para o corpo, ótimo para a mente
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ada vez mais médicos e outros profissionais de saúde se envolvem com atividades esportivas diversas para aliviar o estresse do dia a dia, quebrar a rotina ou simplesmente porque adoram estar em movimento. Todas essas pessoas destacam aspectos muito positivos de mudanças em suas vidas. Um exemplo é a dermatologista Leandra Metsavaht, que desde a infância pratica alguma atividade física. Alguma, não. Algumas. “Por estímulo de meus pais, como algo fundamental para meu bem-estar físico e mental, iniciei ainda criança, aulas de balé clássico, jazz e sapateado. Na adolescência, pegava onda de morey boogie, fiz parte do time feminino de futebol de areia da praia, nadava na escola e corria oito quilômetros todos os dias. Nessa época, sempre perdia as unhas do pé direito, em função dos hematomas subungueais. Durante a faculdade de medicina, tinha o costume de acordar às cinco da manhã para treinar basquete, vôlei, handball e futebol de salão. Nunca fui campeã em nada, mas fazia de tudo, o que me deu um bom preparo físico”, conta. A quantidade de esportes que ela praticava era imensa, mas faltava o tênis. O interesse veio quando já era mãe, em 2005. Na época, seus filhos de sete e oito anos de idade já tinham certa independência e sobrava tempo para realizar alguma atividade esportiva nas idas ao clube, sempre nos fins de semana. “Foi aí que uma grande amiga, a Tita Flexa, me sugeriu aprender a jogar tênis. Assim, poderíamos jogar juntas e nos distrair por pelo menos uma hora, além de fazer um bom exercício físico. Eu achei ótima a ideia, já que andava um pouco desestimulada com os treinos na academia de ginástica; e exercício ao ar livre é sempre mais agradável”, diz. Foi aos 38 anos de idade que Leandra decidiu encarar o desafio de entrar numa quadra e aprender o
Leandra – que tem como ponto forte o veleio na rede – em jogo de dupla com Fininho, em 2010, no PRO/AM
esporte. Em dois dias da semana, lá estava ela participando do treinamento que começava às 6h30. “No início foi um desastre, mas não desisti. Nesse meio-tempo, meu filho e meu marido também começaram a fazer aulas, e, depois, minha filha. Na mesma época, tive o privilégio de conhecer Walter Preidkman, o Gringo, treinador do Fernando Meligeni, vulgo Fininho. Nas férias, chegava a jogar oito horas por dia com meus filhos!” Atualmente, a dermatologista joga algumas horas nos fins de semana com o marido ou com casais de amigos. As partidas quase sempre terminam com confraternização. “É sempre bom. Gostaria de ter mais tempo para treinar durante a semana, mas hoje tenho feito apenas treinamento funcional para prevenção de lesão, pois há cerca de cinco anos, tive uma lesão no ombro direito que me deixou seis meses sem jogar. Precisei fazer muita fisioterapia e consegui me reabilitar. Tudo isso porque só jogava e não fortalecia a musculatura. Então, é muito importante conjugar o treino com preparação física”, aconselha. O esporte inspira esperança, ensina disciplina, alivia o estresse e cura doenças. É uma das maneiras mais eficazes de melhorar não apenas fisicamente, mas mentalmente e como pessoa. “Aprendemos a ter determinação, superação, persistência, respeito às regras, a manter uma boa alimentação, dormir e acordar cedo, não ter vícios, entender que ‘algumas vezes você ganha, outras perde, e, acima de tudo, que seu adversário não é seu inimigo! E o tênis tem um lado importante de concentração e de foco na bola. Isso me ajuda a esquecer de tudo e liberar endorfina ao mesmo tempo. A sensação é sempre muito boa, ainda que nas derrotas, pois me ensina que é preciso treinar continuamente e nunca desistir”.
A dermatologista Leandra Metsavaht, com o tenista espanhol Rafael Nadal – conhecido como “El Touro Miúra”, por sua força física – e Tita Flexa
Também conhecido como kiteboarding ou flysurf, no kitesurf o esportista fica com os pés presos em uma prancha especial e com uma pipa (kite em inglês) presa no corpo por meio de um dispositivo chamado trapézio. O praticante é puxado pelo vento e com uma barra de controle é capaz de guiar a prancha e realizar as manobras. Já o windsurf teve origem na década de 1970 na Califórnia. Pode ser praticado por homens e mulheres. O espaço adequado para sua prática é um ambiente aberto, sendo o mar o mais comum e mais usado. É uma modalidade dos Jogos Olímpicos desde o final do século XX.
Voando sobre as águas
Técnica é importante
Velejar não demanda força física, mas muita técnica. Os interessados em ingressar na modalidade devem ter primeiramente aulas sobre noções do vento. “Sem dúvida; mulheres, crianças e até idosos podem velejar, respeitando suas devidas limitações. Creio que o maior pré-requisito para velejar de windsurf e kitesurf, é ter bom-senso. São esportes considerados radicais
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Apaixonado pela vela há 18 anos, o carioca Frederico Sanchez, responsável pelo setor de Cirurgia Micrográfica de Mohs do Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay (Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro), começou no esporte ainda quando criança, por influência do pai, que é velejador. Dos veleiros de oceano ao windsurf, a transição foi natural. Sua primeira experiência no wind foi na praia do Pepê, na Barra da Tijuca. Mais tarde, em 2008, quando o kitesurf surgiu com mais força no Brasil, Frederico e outros windsurfistas viram o esporte como uma boa opção. “Sobretudo para os dias de ventos mais fracos, em que não é possível praticar o windsurf. Desde então, venho praticando com regularidade ambos os esportes”, ressalta. Entre os melhores locais para a prática, o dermatologista cita como seus preferidos a Costa do Sol e parte do Nordeste. “No Estado do Rio, a Região dos Lagos é sem dúvida um perfeito playground para os esportes a vela, e regularmente vou a Cabo Frio e Búzios para velejar. No Brasil, o Ceará é considerado a meca do windsurf e kitesurf devido às condições ideais de vento. Em Jericoacoara (CE) na alta temporada de ventos, que vai de julho a dezembro, é possível ver mais de 100 velas de windsurf e kitesurf na água”, relata.
por apresentar alguns riscos, tanto para os praticantes quanto para os banhistas. Prudência e respeito a suas regras devem ser seguidas para evitar acidentes”, observa Frederico. O especialista viaja constantemente em busca de lugares cujas condições de vento e de ondas sejam ideais: para o kitesurf, ventos a partir de 12 nós (cerca de 20km/h); já o windsurf pede ventos mais fortes. Em águas cariocas, nordestinas ou de qualquer outro mar, Frederico se diz um apaixonado pelo esporte. “Um local um tanto inusitado em que já velejei foi a ilha de Kós, na Grécia, onde viveu Hipócrates, o pai da medicina. Essa ilha vulcânica apresenta praias com águas termais que brotam da cratera de um vulcão extinto. Do mar, é possível velejar observando de um lado a costa da Turquia e do outro lado o templo de Asclépion, construído há milênios pelos gregos, em homenagem ao Deus da medicina. A vela é esporte que leva para muitos lugares do mundo. Você veleja em lugares paradisíacos como esse.” Para ele, velejar mexe muito não só com o físico, mas também com o mental. “A sensação que se tem é a de estar voando sobre as águas. A conexão com o mar, as ondas e o vento exige concentração total, fazendo com que os problemas e preocupações do dia a dia desapareçam completamente”, reflete o dermatologista. i
R EGIONAIS
Minas Gerais
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Fluminense
No dia 13 de junho, a Diretoria da SBD-FL promoveu nova Reunião Ordinária. O evento congregou expressivo público, entre palestrantes, membros da Diretoria e associados das Regionais Fluminense e Rio de Janeiro. Além dos casos clínicos, foi realizado o workshop “Tendência em rejuvenescimento facial: tratamento em 3D com ácido hialurônico, estímulo de colágeno, preenchimento com hidroxiapatita e aplicações de toxina botulínica”, sob a coordenação de Marisa Gonzaga (SP).
Rio Grande do Norte
Realizado nos dias 26 e 27 de junho, o Curso de Atualização de Cicatriz de Acne contou com a presença dos ilustres convidados vindos de outros estados brasileiros, como Maria Isabel Takemoto, de São Paulo, e Joaquim Mesquita Filho, do Rio de Janeiro, além de associados da Regional RN.
A SBD-MG realizará nos dias 2 e 3 de outubro sua XXIII Jornada Mineira de Dermatologia. Estão confirmadas as presenças do representante do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), Hermann Tiesenhausen, e da responsável pela área de saúde da Promotoria de Justiça de Minas Gerais, Josely Pontes Ramos. A programação científica dessa edição terá um painel sobre realização de procedimentos dermatológicos por outras especialidades e por profissionais não médicos. “Esse painel contará com palestras dos convidados, seguida de espaço para perguntas da plateia. Será uma excelente oportunidade para a discussão de tema tão relevante e atual para os dermatologistas. A jornada contará com convidados de outros estados, como os doutores Meire Parada e Daniel Nunes, que abordarão os temas fio de sustentação (curso prático), tratamentos de complicações com preenchedores; com biológicos; e da psoríase. Haverá, também, palestrantes mineiros que abordarão temas importantes como fotoproteção, vitamina D, HIV e dermatite atópica”, adianta o presidente da SBD-MG, Glaysson Tassara. O médico também informou que em 22 de agosto a reunião mensal da SBD-MG abordou o tema “Resolução de CFM e Exigências para o consultório de dermatologia”, que contou com as presenças da presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), Eliandre Palermo, e do membro do CRM-MG Fábio Guerra. Participaram, também, os dermatologistas Maria Antonieta Scherrer e Marco Túlio Cintra, que abordaram fitofotodermatose e vacinação do adulto, respectivamente.
Rio de Janeiro
O Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, será palco do 2o TeraRio, no dia 3 de outubro. Na ocasião, renomados e experientes profissionais da terapêutica vão compartilhar conhecimentos com o dermatologista que lida com o dia a dia do atendimento de consultório. A programação dessa edição segue com o desafio de apresentar conteúdos relevantes, mas de forma leve e dinâmica, priorizando a experiência prática dos palestrantes. As inscrições podem ser feitas pelo site www.sbdrj.org.br.
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Piauí
A Regional Piauí recebeu no dia 20 de junho a dermatologista Maria Isabel Takemoto, preceptora da residência médica de dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas do ABC-SP, que ministrou as palestras “Alopecias: revisão e manejo clínico” e “Microagulhamento para tratamento de alopecias não cicatriciais”. “A Dra. Isabel também atualizou os 20 associados presentes com as principais novidades que viu no Congresso Mundial de Dermatologia, em Vancouver, Canadá”, informou o presidente da SBD-PI, Lauro Rodolpho Soares Lopes, que emendou: “Todos saíram muito satisfeitos e com um gostinho de quero mais. A Dra. Isabel voltou para casa maravilhada com nossa cidade e prometeu voltar outras vezes”.
Pernambuco
Auditórios lotados, plateias participativas e reciclagens garantidas marcaram as cinco edições do Dermasábado, realizadas pela SBD-PE do início do ano até julho. O encontro é considerado um marco de dinamismo da atual gestão. “Entendemos que a promoção de eventos para atualização de nossos associados seja o papel prioritário de uma associação científica”, comentou a presidente da SBD-PE, Mariana de Andrade Lima. As reuniões discutiram assuntos como acne, rosácea, fototerapia, toxina botulínica e preenchedores. No último encontro, ocorrido no dia 27 de
julho, cerca de 150 associados assistiram a produtivas discussões sobre “Dermatoscopia na prática clínica” e “Conceitos básicos de microscopia confocal”. Até dezembro, outras ações estão agendadas. “Os dermatologistas pernambucanos também aguardam com grande expectativa o início da Jornada Norte-Nordeste de Dermatologia, a ser realizada de 31 de outubro a 2 de novembro. O encontro já é um sucesso desde seu lançamento, no último dia 27 de junho”, considera Mariana de Andrade Lima.
S ERVIÇOS CREDENCIADOS
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo (FMRP-USP)
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O Laboratório de Dermatologia do Hospital das Clínicas FMRP-USP iniciou as atividades práticas regulares destinadas aos residentes da dermatologia. Coordenado pela Professora Ana Maria Roselino, o laboratório processa exames como imunofluorescência direta em citologia, imunofluorescência indireta (salt split), Elisa para marcadores de dermatoses bolhosas, reação em cadeia da polimerase para diagnóstico de leishmanioses e micobacterioses, e citometria de fluxo. O espaço também recebe alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado do Brasil e do exterior. Em 2015, os residentes passaram a acompanhar técnicas investigativas de alta complexidade que abrangem coleta, processamento e interpretação dos exames subsidiários nas dermatoses bolhosas, granulomatosas e infecciosas. Segundo a biologista responsável pelas técnicas de biologia molecular e de Elisa, Natália de Paula, “essa parceria melhora a interação entre o médico e a equipe multidisciplinar, bem como contribui para a excelência das técnicas laboratoriais”. A biologista Aline Turatti é a responsável pelas técnicas de imunofluorescência e de histoquímica. O dermatologista Victor Fernandes, doutorando pela FMRP, reforça que o estágio possibilita ainda o contato precoce dos residentes com pesquisas científicas. “Dessa forma, o residente termina a especialização com maior estímulo e conhecimento sobre a área acadêmica”, afirmou. O laboratório está situado no Campus Universitário (Av. Bandeirantes 3900, Ribeirão Preto, São Paulo; telefone: (16) 3602-2894).
Universidade de Taubaté (Unitau) – SP
Realizado em junho passado, em Vancouver, no Canadá, o Congresso Mundial de Dermatologia (WCD) contou com participações de médicos especializandos e professores-assistentes do Serviço de Dermatologia da Universidade de Taubaté (Unitau). Na ocasião, foram apresentados cinco trabalhos científicos, entre eles a tese de doutorado de Flávia Regina Ferreira, intitulada Epidemiological profile of nonmelanoma skin cancer in renal transplant recipients: experience of a referral center. O chefe do Serviço, Samuel Henrique Mandelbaum, foi um dos 30 médicos brasileiros que atuaram como coordenadores de curso, tendo sido chair do Simpósio “Electronic medical records” e ministrado a palestra “Phone calls in medical office”. Mandelbaum também proferiu a conferência “The Brazilian experience with social integration and quality of life for children with severe skin diseases – epidermolysis bullosa – Dermacamp Project”. Quanto às atividades do Serviço, no próximo dia 17 de outubro a dermatologia de Taubaté sobe a serra e promove em Campos do Jordão a III Dermatologia nas Alturas, sob coordenação conjunta do Prof. Nelson Proença. “Serão discutidos temas relacionados à dermatologia e medicina interna, no Hospital Leonor Mendes de Barros, situado na entrada da cidade. As inscrições são gratuitas, e todos estão convidados!”, realça Mandelbaum.
Policlínica Geral do Rio de Janeiro (PGRJ) – RJ A Policlínica Geral do Rio de Janeiro organizou nos dias 8 e 9 de agosto a 16a edição da sua Jornada de Cosmiatria. Neste ano, o encontro teve um perfil mais internacionalizado e latinoamericano, recebendo o Prof. Francisco Atamoros, do México. Com a participação de 400 dermatologistas de várias partes do país, essa jornada tradicional no calendário da dermatologia carioca abordou as últimas novidades na área da dermatologia corretiva.
Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL) – SP
>> Psicodermatologia
Mindfulness e a redução de estresse
Por Marcia Senra, assessora do Departamento de Psicodermatologia da SBD Tristes cifras. A OMS estima que 25% dos pacientes examinados pelo médico clínico apresentam ansiedade e que 15% da população desenvolverá em sua vida algum transtorno desse tipo em decorrência da pobre gestão das emoções. Trata-se de epidemia muda, sendo o estresse crônico um assassino silencioso. A prova é o aumento no consumo de antidepressivos, que triplicou nos últimos 10 anos. São diversos os fatores pessoais e socioeconômicos geradores de estresse e do consequente desencadeamento de doenças, como a vulnerabilidade hereditária somada àquela ao meio ambiente, preocupações com o futuro num tempo de incertezas em que a qualidade de vida piora, a alimentação é inadequada, o lazer, escasso, o apoio
familiar, inexistente, o consumismo, exagerado, e se faz presente o medo de envelhecimento em más condições... Estudos recentes têm demonstrado que a pele desempenha papel importante na comunicação multidirecional entre os sistemas neuro/imuno/endocrinológico, por meio dos imunomoduladores químicos em resposta aos estressores psicológicos. O estresse representa uma força interna ou externa que rompe a homeostase do organismo. Começa com o estímulo (estressor) que precipita a reação no cérebro (percepção), que ativa o sistema fisiológico (resposta). Pode ser agudo ou crônico. O estresse crônico causa efeitos devastadores no sistema imunológico. Na dermatologia, mais de um terço dos pacientes apresentam comorbidades psíquicas, então é de suma importância considerarmos esses fatores no tratamento das doenças crônicas dermatológicas. Não nos basta melhorar a condição cutânea; é preciso que os pacientes aprendam a lidar com a doença. Quadros psíquicos, como ansiedade e depressão, tanto precipitam e exacerbam quanto determinam o curso de algumas doenças cutâneas. A própria condição dermatológica está associada a altos níveis de estigmatização, fobia social, ansiedade e depressão nos pacientes acometidos, como também nos familiares envolvidos. Durante a consulta dermatológica, são identificados quadros ansiosos com manifestações clínicas, como fadiga, tensão muscular, fibromialgia, sudorese, cefaleias tensionais, hipertensão, e também uma gama de reações de ordem psicológica, como angústia, irritabilidade, raiva, medos, ruminação de ideias, rituais compulsivos, exacerbações de sensibilidade com aumento de discussões, aumento de consumo de álcool ou drogas.
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D EPARTAMENTOS
Gustavo L. Bedin (especializando do ILSL), Norma G. Cleto (chefe do Serviço de Dermatologia do ILSL), Dejair Caitano do Nascimento (farmacologista e pesquisador científico), Denise Steiner (palestrante), Jaison Antonio Barreto (dermatologista do ILSL e presidente do VII Distrito Dermatológico Bauru/ Botucatu) e Leticia Marra da Motta (especializanda)
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No dia 19 de junho, o Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL) e o VII Distrito Dermatológico Bauru/Botucatu promoveram mais uma Jornada Dermatológica. A chefe do Serviço de Dermatologia de Mogi das Cruzes e ex-presidente da SBD, Denise Steiner, ministrou palestras sobre toxina botulínica, preenchimentos e complicações, e melasma: clínica e tratamento, para uma plateia formada por médicos dermatologistas, residentes e outros profissionais da área médica.
D EPARTAMENTOS
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Do ponto de vista depressivo, são encontrados sintomas como apatia, perda de prazer, aumento ou diminuição do apetite, alterações do sono, torpor afetivo, entre outros. A conexão cérebro-pele deve representar a base de observação da vasta gama de doenças inflamatórias cutâneas que são exacerbadas pelo estresse, relacionadas à ativação excessiva e prolongada do eixo hipófise-hipotálamo-adrenal. Na realidade, nossos pensamentos e emoções influenciam em grande parte as nossas sensações físicas, da mesma maneira que nosso corpo intervém em nossos pensamentos. Não existe nenhuma “estrada” real para ajudarmos nossos pacientes. Necessitamos de abertura e integração de diferentes partes e abordagens com um bom conhecimento teórico como base. Necessitamos de um investimento pessoal para trabalhar nossas próprias dificuldades e ter empatia com nossos pacientes. Em 1979, o doutor em biologia molecular e pro-
fessor emérito da faculdade de medicina da Universidade de Massachusetts Jon Kabat-Zinn, começou a desenvolver seus trabalhos sobre mindfulness based stress reduction (MBSR). Também denominada meditação de plena consciência ou até atenção plena, a prática consiste em exercício cerebral inspirado em tradições budistas, visando focalizar a atenção nas sensações e no momento presente. Numerosos estudos em neurociências provam que não faz bem somente ao corpo, mas que transforma literalmente a estrutura e o funcionamento cerebral. Os estudos de Kabat-Zinn mostraram que essa prática previne a recaída da depressão, a dor crônica, a gestão do estresse e de transtornos do humor. Por meio da ressonância magnética funcional, se observa um ciclo cognitivo ativando áreas cerebrais diferentes durante a prática. Pesquisadores de diversas áreas, como psicologia, psiquiatria, neurociências, neuropsicoimunologia, ciências da educação, entre outras, estão animados com esse campo de pesquisa.
SBD é representada em Congresso da ESDaP na Rússia De 25 a 27 de junho, Saint-Petersburg, na Rússia, foi sede do maior evento da área, o Congresso da ESDaP, que ocorre a cada dois anos em diversas cidades da Europa. As doutoras Marcia Senra (RJ) e Andrea Fetter (MT) participaram do evento e representaram a SBD. Marcia Senra relata que o conhecimento obtido pela técnica de mindfulness ajudará em sua utilização para o tratamento de pacientes do Hospital de Ipanema que apresentam doen-
>> Hanseníase
A coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, Marilda Aparecida Milanez Morgado de Abreu, participou da “Oficina Preparatória para a Campanha de Hanseníase, Geo-helmintíases, Tracoma e Equistossomose 2015”, realizada nos dias
ças cutâneas e quadros ansiosos e depressivos. Ela contará com o apoio da psicóloga Luciana Pereira. Para os interessados no assunto, o programa de treinamento em psicodermatologia, a ser realizado pela Sociedade Europeia de Dermatologia e Psiquiatria (ESDaP) de 18 a 22 de novembro, em Veneza, também vai explorar o tema mindfulness e outras psicoterapias em psicodermatologia. Para saber mais, acesse o site www.association-mindfulness.org.
10 e 11 de junho, em Brasília (DF). Promovida pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) e direcionada a escolares de cinco a 14 anos do ensino fundamental da rede pública, a campanha ocorreu de 10 a 14 de agosto em cerca de 2.300 municípios brasileiros com alta frequência dessas doenças, denominados municípios prioritários. Em apoio à campanha, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) convidou seus 77 Serviços Credenciados para participar dessa importante ação. Na foto, estão a coordenadora geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do SVS/MS, Rosa Castália França Ribeiro Soares, o presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) e assessor do Departamento de Hanseníase da SBD, Marco Andrey Cipriani Frade, e a coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, Marilda Aparecida Milanez Morgado de Abreu.