Page 1


Sumário Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileira www.sbd.org.br

22. Capa: Prioridade ao dermatologista

Diretoria 2013/2014 Presidente Denise Steiner Vice-presidente Gabriel Gontijo Secretária-geral Leandra D’Orsi Metsavaht Primeira secretária Flávia Addor Segundo secretário Paulo R. Cunha Tesoureira Leninha Valério do Nascimento

Jornal da SBD

Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral Ano 17 - n.3 - maio-junho - 2013

16 Memória viva da dermatologia brasileira: os 80 anos da Biblioteca da SBD

28 180 dias de gestão: conheça os projetos em andamento em prol do dermatologista do país

2 3 4 5 6 10 14 19 32 37

38 40 42 47 51 52 56 61 62

Coordenadores médicos do Jornal da SBD Omar Lupi Aldo Toschi Conselho editorial Denise Steiner Gabriel Gontijo Leandra D’Orsi Metsavaht Flávia Addor Paulo R. Cunha Leninha Valério do Nascimento Jornalista responsável Erika Drumond - Reg. MT n. 31.383 Redação e edição Erika Drumond Editoração eletrônica Nazareno Nogueira de Souza Contato publicitário Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17o andar Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: imprensa@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 120,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 6.000 exemplares Impressão: Grafitto

Carta do Editor Palavra da Presidente Preste seu Depoimento Ouvidoria Grape – SBD Pele Solidária Dermatologia no Esporte Ações do PNCCP 2013 WCD 2019 no horizonte da SBD Indexação dos ABD na PubMed Central

5o Teraderm Jovem Dermatologista Tecnologia e Medicina Congresso de BSB disposto a inovar Analogias em Medicina Destinos Regionais Serviços Credenciados Departamentos

Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 1


Carta do Editor

Palavra da Presidente

Desafios e responsabilidades

Aldo Toschi Editor médico associado do Jornal da SBD

Um exemplar dedicado à defesa incondicional da dermatologia É

com imensa satisfação que os convido a uma leitura atenta deste número do Jornal da SBD. Uma coletânea de matérias dedicadas aos mais variados aspectos de nossa cara especialidade. Na página 16, a Dra. Ana Paula Meski cita a obra mais rara, datada de 1740, de nossa biblioteca. Fruto da maturidade e do trabalho incansável de seus editores e autores, trazemos dos Anais Brasileiros de Dermatologia a boa nova de termos conseguido o reconhecimento internacional e indexação à base Central da PubMed (leia na p. 35). A experiência e a solidariedade dos colegas dermatologistas já somam 12 grupos cadastrados no Grupo de Apoio Permanente (Grape) da SBD. A visibilidade de uma Sociedade como a nossa se fará presente também por meio da iniciativa da Dra. Vania Manso e do Dr. Dilhermando Calil na vinda do papa ao Brasil com o trabalho levado pelo grupo à Jornada Mundial da Juventude (p. 8). De interesse prático importantíssimo no dia a dia do dermatologista estão as matérias sobre atestados médicos (p. 14), na coluna Dermatologia e Esporte, e sobre o uso de celulares e da internet na prática clínica, na seção Tecnologia e Medicina. Nesta última, é interessante o olhar de um jovem dermatologista que tem

2 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

utilizado a tecnologia digital para informar-se e trabalhar. A Dra. Maria Helena Sandoval, ouvidora da SBD, nos brinda com um texto extremamente lúcido e realista (p. 5) sobre as queixas dos sócios, as medidas em execução pela Diretoria e as possibilidades reais de atuação da Sociedade no âmbito da defesa profissional, que tem sido priorizada nas últimas gestões. A entrevista com o Dr. Rogério de Toledo, da AMB, reafirma nosso bom convívio e sintonia com a entidade maior que pode nos apoiar em direção à defesa de nossos interesses. Nosso antecessor neste jornal, o Dr. Paulo Cunha, grande embaixador da dermatologia brasileira, nos ajuda, como sempre, com a conquista de importantes apoios à candidatura do Brasil para o Congresso Mundial de 2019. O espaço não permite a análise pormenorizada de tantos assuntos importantes contidos em todas as páginas desta edição. Assim, varrendo um passado que passa por Heinrich Auspitz (leia na p. 49) e chega à modernidade dos aplicativos de Steve Jobs, é que conseguiremos defender e garantir a representação e a defesa da dermatologia. O futuro da dermatologia brasileira depende de seu passado e de seu presente. Boa leitura a todos. ■

Denise Steiner Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) (2013/2014)

Prezados associados, Ao assumir a presidência da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), já tínhamos noção das dificuldades que seriam encontradas e do tamanho de nossa responsabilidade. A defesa profissional na área médica adquiriu proporções nunca vistas até então. O ato médico após praticamente dez anos ainda não conseguiu ser aprovado. Médicos estrangeiros talvez possam ser contratados sem que seus diplomas sejam revalidados. Programas arquitetados pelo governo, sem consenso das entidades médicas, permitem que recém-formados tenham ganho de percentual de nota nas provas para a residência médica. Conselhos de várias profissões ligados à saúde, como biomedicina, fisioterapia e farmácia publicam novas resoluções, às vezes controversas. Nesse cenário, a especialidade de dermatologia é uma das mais atingidas, principalmente por englobar procedimentos cirúrgicos e cosmiátricos. Há, vale lembrar, aspectos históricos, culturais, políticos e financeiros envolvidos

nessa questão e que tornam as soluções bem mais complexas e polêmicas. Por todos esses motivos, é nesta hora que precisamos de muita união, reflexão e ponderação para que nossa especialidade seja protegida e valorizada como tanto merece. Estamos trabalhando arduamente, interligados com as comissões de Ética e Defesa Profissional, Comissão de Título de Especialista, Departamento Jurídico da SBD, além de órgãos institucionais como Conselho Regional de Medicina (CRM), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB). Integrando esse esforço está sendo preparada uma ampla campanha publicitária de defesa profissional. Esse trabalho talvez não venha ao encontro da expectativa de todos, mas ele é profundo, completo, planejado e comprometido com nossas principais causas. Convidamos todos a trabalhar junto conosco, pois este tempo de hoje será no futuro um marco para a Sociedade Brasileira de Dermatologia. ■

Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 3


Ouvidoria Prezados colegas associados,

Nesta coluna o associado poderá manifestar de forma ética e responsável suas sugestões, insatisfações e experiências com a indústria, na compra de insumos ou equipamentos. Participe!

Preste seu Paulo Barbosa (BA) Secretário do Departamento de Laser da SBD

f

aço uso da tecnologia a laser há 16 anos, e durante esse período houve grande evolução tecnológica, mas infelizmente, o suporte e apoio da indústria em relação ao dermatologista não evoluiu tanto quanto gostaríamos. Desde o início de minha carreira, quando buscava informações e orientações adequadas sobre qual equipamento seria mais apropriado para minha necessidade (queixa generalizada da maioria dos colegas), as informações eram escassas e divergentes. Ficávamos, como até hoje, com as argumentações dos representantes e distribuidores das empresas e tínhamos que tentar aprender e obter mais detalhes nos Meetings da AAD e cursos fora do Brasil. Desse modo, procurava tirar dúvidas com colegas mais experientes e sérios – como o Prof. Simão Cohen, dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein (Hiae) e professor-assistente da Faculdade de Medicina do ABC, que pacientemente nos esclarecia. Eram tempos difíceis, mesmo com a existência de uma empresa que disponibilizava treinamento após a compra do equipamento na matriz, no exterior – hoje, vemos várias empresas no Brasil representando grandes marcas internacionais de laser e mostrando a grande demanda e busca de tecnologia, principalmente pelos dermatologistas. Comprávamos equipamentos extremamente caros (esse panorama ainda permanece) e, quando precisávamos adquirir novos equipamentos, os preços oferecidos pelos equipamentos usados eram irrisórios. Um exemplo: em 1998, a compra de um PhotoDerm e um Derma K saía por 270 mil dólares, e hoje vale 15 mil dólares. Atualmente, temos dificuldades para vender os equipamentos importados usados, que são a maioria, mesmo porque até as empresas que nos venderam não os querem. Tenho conhecimento das taxas de importação, de licença e dos extorsivos impostos e tributos dentro de nosso país. Não tenho dúvidas de que os dirigentes e proprietários dessas empresas aqui no Brasil

4 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

Depoimento são nossos parceiros e também sofrem com essas taxas abusivas. No entanto, não duvido ainda de que as empresas podem, e devem, reduzir esses valores elevados que pagamos. As empresas nacionais também podem reduzir sua margem de lucro. Na minha visão, conseguimos progredir em alguns aspectos: antes tínhamos que pagar taxa de manutenção após o término da garantia de um ano dos equipamentos (por que apenas um ano?). Hoje, podemos fazer seguros nos bancos. Outra questão é que, infelizmente, até hoje, não temos treinamento adequado com médicos experientes disponibilizados pelas empresas. Continuo sem entender por que as empresas não oferecem aparelhos para que os médicos façam treinamentos antes da compra ou da locação. Caros colegas, vamos ficar atentos e exigir as notas fiscais, registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tudo que temos direito de todas as empresas com as quais fechamos negócio. Hoje sofremos uma concorrência desleal com a invasão dos biomédicos na área da dermatologia, médicos não dermatologistas apresentando-se como especialistas e fazendo divulgações diversas por meio de anúncios, outdoors, mídia falada, escrita e televisada, recursos que o associado da SBD não pode utilizar sob pena de sofrer punições dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). O Departamento de Laser da SBD já está contactando todos os Serviços Credenciados para estimular o aprendizado do laser pelos residentes. Algumas empresas de laser já se comprometeram com esse projeto. Temos que fazer uma grande campanha em todo país, mostrando à população que o dermatologista é quem está mais preparado e que melhor domina essas técnicas (laser, toxina, preenchimentos etc.). Fazemos parte de uma Sociedade centenária, a segunda maior do mundo da especialidade, devemos nos orgulhar e defendê-la sempre. ■

O recebimento de contribuições dos associados pela Ouvidoria tem sido intenso, e a participação na página do Grupo DPD, no Facebook, também muito grande. Trata-se de um processo construtivo que tem promovido a participação de numeroso número de dermatologistas para o debate e a contribuição para as mudanças em curso na instituição. A presidência da SBD tem procurado aprofundar-se nos casos de exercício irregular da dermatologia e feito um mapeamento dos problemas e das soluções possíveis, direcionando suas ações para a valorização da SBD, do dermatologista e, principalmente, a proteção da sociedade. A maioria dos registros se concentra nos temas cursos promovidos por entidades não credenciadas, com a participação de associados como professores de cursos não oficiais da SBD, e o Exame para Obtenção do Título de Especialista em Dermatologia (TED). Trago para a atenção dos dermatologistas alguns fatos e informações. Como sabemos, o limite das ações de defesa do dermatologista não se pode sobrepor ao direito das pessoas e das instituições como, por exemplo, suprimir o direito de quem quer que seja de criar cursos e ministrar aulas, dentro das regras estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Acontece que a SBD, entidade oficial para reconhecimento da especialidade de dermatologia, por delegação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB), estabelece regras mínimas para definir a formação do profissional médico que deseja ser reconhecido como dermatologista. Essa é uma das atuações estatutárias da SBD, definindo níveis de conhecimento específico para que um médico possa ser reconhecido como dermatologista. A definição garante a segurança dos pacientes dos especialistas em dermatologia pela SBD, ou seja, a atuação da Sociedade não pode ser feita banindo os cursos ou definindo quem pode dar aulas ou não, mas garantindo seleção adequada a seus princípios e aos critérios técnico-científicos. Seguindo a mesma lógica, a SBD sugere aos seus associados que os mesmos não participem dos referidos cursos que não possuem os critérios técnico-científicos estabelecidos pela legislação em vigor. Alguns deles apenas preparam os alunos para fazer provas, o que é uma grave inversão de valores. Os casos denunciados na página DPD são tratados de forma individual, considerando suas particularidades. Dependendo da situação, o associado da SBD que participa desses cursos poderá ser chamado e ouvido pela Comissão de Ética da SBD, quando da análise das comunicações de atos/fatos que possam ser considerados infrações ao Estatuto da SBD. A Sociedade possui a visão de que os cursos preparatórios que se têm multiplicado nos últimos anos não são a forma de preparação de profissionais cujas habilidades, competências e experiência prática em dermatologia são exigidas pelo CFM e pelo MEC. Essa condição de especialista só

pode ser obtida seguindo o que determina a legislação em vigor e o Estatuto da SBD. E chegamos à sistemática do TED. Uma vez por ano, a SBD promove o Exame para que os profissionais médicos que se prepararam conforme seu estatuto, possam demostrar sua proficiência na ciência dermatológica e, caso aprovados, ser reconhecidos como especialistas em dermatologia, com seus direitos e deveres. O que observamos é que o aumento do interesse pela dermatologia tem levado à criação de cursos preparatórios para a prova do TED, o que não os torna, necessariamente, um curso de preparação de dermatologista reconhecido pelos órgãos competentes (CFM, MEC e SBD). Para que a prova do TED reflita com fidelidade o padrão elevado definido pelo CFM e pela AMB para o exercício da dermatologia, a presidência e vice-presidência da SBD, Dra. Denise Steiner e Dr. Gabriel Gontijo, estão promovendo junto com a Comissão do TED, estudos e alterações nas regras para que essa demanda aquecida de candidatos não acarrete diminuição do perfil qualitativo do médico que venha a ser reconhecido como dermatologista. Na mesa de estudo estão os casos relatados durante a realização do TED este ano, a questão da veracidade de documentos que se mostraram não confiáveis apresentados por candidatos e melhorias na prova prática. As novas orientações desse estudo irão fortalecer o processo de seleção de novos dermatologistas, garantindo que o especialista reconhecido pela SBD possua profundo conhecimento científico para cuidar das doenças e recuperar seus pacientes de intercorrências ou complicações. A valorização do dermatologista pressupõe uma SBD valorizada pelo rigor na concessão do reconhecimento de especialista com a visão precípua de garantir à população que um dermatologista devidamente registrado pelo CFM seja um profissional apto a ministrar tratamentos seguros e adequados a seus pacientes. Aguardem em breve a divulgação das novas regras do TED. Finalizando esta mensagem, quero mais uma vez destacar que o ritmo das postagens na página DPD e as cobranças recorrentes de nossos associados – legítimas, sem dúvida – têm-se confrontado com o ritmo mais lento da análise, tomada de decisão e encaminhamento de ações adequadas e consistentes, amparadas na legalidade e no respeito ao direito das pessoas. Essa diferença de ritmo tem levado a registros mais diretos por parte de alguns colegas, que reclamam ações imediatas, o que se demonstra impossível. Peço a compreensão de todos, pois as manifestações estão sendo absorvidas e repassadas para a presidência da SBD, que faz os encaminhamentos adequados e inclui as preocupações dos associados nos processos de melhoria da gestão. Dessa forma, as contribuições de cada associado estão se transformando em melhorias na gestão da SBD, mesmo que não fiquem aparentes no prazo imediato. Um grande abraço a todos. ■

Maria Helena Sandoval Ouvidora da SBD CRM 3238/ES RQE 1752 Vice-Presidente da SBD-ES

Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 5


Educação em Saúde

de saúde da família (médicos, dentistas, enfermeiros e agentes comunitários de saúde). O ambulatório de psoríase é mais recente. Criado em outubro de 2012 no Hospital Rio Doce, registra 20 atendimentos por mês. “Realizamos atendimentos em parceria com a estratégia de saúde da família e educação continuada das equipes em atendimento psicológico individual, reuniões mensais com grupos de vivência para apoio psicoemocional e orientações em saúde sobre psoríase: palestras em escolas, em-

presas e educação continuada das equipes da estratégia de saúde da família. Tentamos levar conhecimento sobre a doença para a comunidade, esclarecer e minimizar o impacto psicoemocional e incentivar a adesão ao tratamento”, frisa a dermatologista Elisabeth Lima. “Saudamos e desejamos muito sucesso a esses dois novos grupos. Os nossos parabéns e boas-vindas à Dra. Elizabeth e equipe”, congratula Oswaldo Delfini Filho, da coordenação de Ações Institucionais da SBD. ■

Projetos recentes e antigos unidos num único ideal: a solidariedade

Grape–SBD: novos grupos formados

A

gora já são 12 os grupos cadastrados no Projeto Grupo de Apoio Permanente (Grape) da SBD, com a recente associação dos grupos de câncer da pele e de psoríase. Sob coordenação da dermatologista Elizabeth Lima Marques de Aguiar Barbosa, da cidade de Linhares, no Espírito Santo, ambos têm como foco o comprometimento com a qualidade de vida e com a autoestima da população capixaba assistida, e contam com a colaboração de uma qualificada equipe multidisciplinar, composta de dermatologista, psicóloga, odontólogo estomatologista, fonoaudiólogo e técnicas de enfermagem. A médica afirma que o atendimento a pacientes com câncer da pele cresceu dez vezes desde o início de seu trabalho, há sete anos. – Em junho de 2006 iniciei o ambulatório de dermatologia oncológica, no centro de saúde do bairro Araçá, em Linhares, no Espírito Santo, após trabalhar quatro meses no ambulatório de dermatologia geral e observar o grande número de atendimentos de pacientes com lesões pré-cancerosas e lesões positivas para o câncer da pele, em município com base econômica na

6 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

E Na primeira foto (no topo), a dermatologista Elisabeth Lima presta atendimento a uma paciente idosa. Abaixo, está a equipe de atendimento multidisciplinar, do Grape de Linhares, no Espírito Santo

agricultura, pecuária, petróleo e gás. Na ocasião, eram atendidos 40 pacientes por mês. Hoje o atendimento saltou para 448! – informa, orgulhosa. Elisabeth disse que, atendimento de novos pacientes no serviço é realizado por uma equipe multidisciplinar, sendo as atividades desenvolvidas em todas as esferas de atuação no tratamento do câncer da pele e da boca, em complexidade pequena, média e alta. “Fazemos desde consultas a protocolo de guias de referência e contrarreferência, cirurgias, tratamentos não cirúrgicos, incluindo terapia fotodinâmica em parceria com o Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) campus São Carlos. Os pacientes que necessitam de radioterapia e quimioterapia são encaminhados para Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon)”, salienta. Além do atendimento psicológico individual, são realizadas reuniões mensais com grupos de vivência para apoio psicoemocional e orientações em saúde para o câncer da pele, palestras em escolas, empresas e educação continuada das equipes da estratégia

m 25 de maio, o Grape de Psoríase da SBD, de Maringá (PR) realizou seu primeiro encontro na sede da Sociedade Médica do município. O evento, gratuito e voltado para a comunidade, reuniu cerca de 150 pacientes e seus familiares, que assistiram a palestras e participaram de atividades visando ao esclarecimento da doença. “Elucidamos o que é a psoríase, seus mitos e verdades, e orientamos as pessoas sobre opções de tratamento”, informou Sineida Ferreira, coordenadora do grupo e responsável pela coordenação do evento. As palestras foram ministradas pela psicóloga Flávia Consalter, que abordou os aspectos psicológicos e o modo de lidar com a psoríase, e pela nutricionista Denise Carnevalli, que falou sobre aspectos nutricionais e os cuidados que podem prevenir crises. O mestre em genética e responsável por pesquisa em psoríase Alessandro Afornali coletou dados dos pacientes para o desenvolvimento de seu trabalho. Houve ainda a realização de sorteio de brindes, distribuição de camisetas, bonés, follhetos explicativos e lanches, além de exames de glicemia, realizados por 20 alunos da Liga Acadêmica de Dermatologia da Universidade Estadual de Maringá. “Com muito esforço, conseguimos dar o pontapé inicial na formação da associação de pacientes de psoríase de Maringá e região. Agora, organizados, podemos lutar por melhor acesso aos tratamentos via Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou Sineida, que também ministrou breve palestra sobre a psoríase.

O primeiro de muitos: Sineida (à direita) comemora o primeiro encontro de psoríase, em Maringá

Uma década Em 17 de agosto, o Grupo de Apoio aos Pacientes com Alopecia Areata (Aagap) da SBD em São Paulo, comemora 10 anos de existência. Sob a coordenação de Enilde Borges, o grupo já prestou esclarecimento e acolhimento a 300 pessoas que hoje têm nova visão dessa doença. ■ Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 7


Grape de Hanseníase estará na Jornada mundial da Juventude A participação no evento também será destacada em estande próprio

C

oordenado pelos dermatologistas Dilhermando Calil e Vânia Lúcia Siervi Manso, o Grape de Hanseníase da SBD em São Paulo apresentará o trabalho “Hanseníase em jovens, uma doença de pele de fácil diagnóstico e tratamento”, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em julho, no Rio de Janeiro. O convite foi feito por Fr. Miguel da Cruz, coordenador do Projeto Franciscanos pela Eliminação da Hanseníase do Brasil, que, de partida para uma missão em Angola, convidou Vânia Lúcia para temporariamente assumir algumas diretrizes do projeto, entre elas, a JMJ Rio 2013. Além da palestra, o Grape também marcará presença em estande próprio para esclarecimento e orientação da doença, que ficará situado na Igreja de São Francisco da Penitência (Convento São Francisco), no Largo da Carioca (Centro do Rio), de 23 a 26 de julho, das 10h às 19h. No local, serão distribuídos folhetos explicativos bilíngues. “Essa participação é um marco para a SBD! Queremos conscientizar os jovens e a população em geral de que a hanseníase é de fácil diagnóstico e tratamento, e não se justifica tanto preconceito com as pessoas atingidas pela doença e seus familiares. Infelizmente, nossos jovens são vítimas do

8 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

preconceito que persiste, mesmo com o tratamento e cura da doença. Ainda há muita discriminação nas escolas, no ambiente de trabalho e no meio social. Nossa responsabilidade social, principalmente sendo dermatologistas, é poder fornecer informações corretas para que todo o mito criado sobre essa doença tenha fim. A participação na JMJ Rio 2013, evento de abrangência internacional e que reúne jovens de todas as idades, amplia a visibilidade do projeto e do conteúdo apresentado pela SBD”, afirma Vânia. A cada ano, cerca de 7% dos casos novos de hanseníase são diagnosticados em menores de 15 anos Organizado pela Igreja católica, a JMJ é evento internacional realizado a cada dois ou três anos, em diferentes países do mundo. Em todas as suas edições, a jornada congrega milhares de jovens católicos e de outros credos para a discussão de temas religiosos e de assuntos de interesse público. A última edição, realizada em 2011, em Madri, na Espanha, reuniu dois milhões de jovens de 190 países. Quem quiser acessar mais informações sobre o Grape de Hanseníase da SBD pode visitar no Facebook a página GrapeSBDHanseníase, que contém atualizações diárias sobre a organização do evento. ■


Educação em saúde faz toda a diferença Projeto dermatológico nascido no Rio orienta e educa a população

DR. OM

AR LUP

piol

I

ho

QR Code tor de este livro. seu lei Use o r mais sobre be para sa

E

m 2005, surgia no Rio de Janeiro a campanha “Dermatologista Solidário”, um projeto da SBD-RJ com o “Médico sem Fronteiras”, que consistia na realização de várias ações educativas e assistenciais voltadas para a comunidade carente, incluindo idas de médicos até as favelas cariocas com o objetivo de conhecer a realidade da população e as principais doenças dermatológicas que a acometiam. Após esse contato inicial, os pacientes eram levados até consultórios médicos particulares para iniciar seus tratamentos. Dois anos depois, o trabalho voluntário rendeu a Omar Lupi, um dos mentores da ação ao lado do médico Marcelo Molinaro, o prêmio “Members Making a Difference”, da Academia Americana de Dermatologia (AAD). Nas ações de campo, relata o especialista, que

10 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

na época presidia a SBD-RJ, a equipe se defrontou com realidade muito diferente da que imaginava: “Quando nos preparávamos para tratar as piodermites, micoses e outros agravos à saúde, tão prevalentes na especialidade, nos deparamos com um triste quadro: a maioria dos pacientes de comunidades carentes do Rio de Janeiro apresentava escabiose e pediculose”. A experiência de cunho assistencial fortaleceu a ideia de expandir esse trabalho de esclarecimento da sociedade, o que impulsionou a criação do Instituto Protetores da Pele (IPP), em 2011, que tem como foco a disseminação de informações de qualidade sobre os cuidados com a pele, baseada no conceito de que o conhecimento pode salvar vidas. “Me incomodava o fato de que quase nada havia sobre dermatologia voltado

para o público em geral, e que fosse ético e atualizado. Os médicos, às vezes, têm essa tendência de olhar somente para dentro de si mesmos”, considera Lupi, diretor científico do IPP. Para Omar Lupi, também professor adjunto de dermatologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), o médico dermatologista não pode fechar os olhos para a realidade de uma parte considerável da população, que padece de doenças órfãs e negligenciadas, como a escabiose, a pediculose e o vitiligo. Prova disso é que o trabalho desenvolvido no passado foi ampliado em dezembro de 2012, com o envolvimento de alunos de graduação e pós-graduação da UniRio em comunidades carentes da Grande Tijuca. Sob sua coordenação, os alunos têm levantado, por meio de pesquisas, o que a população pensa e quais são as principais dúvidas acerca das doenças dermatológicas mais comuns entre eles, sobretudo as negligenciadas ou que não recebem atenção especial do sistema público de saúde (vitiligo, escabiose, pediculose, leishmaniose, entre outras). A aluna de extensão universitária pela Pró-Reitoria de Extensão e Ação Comunitária (Pro-ExC/UniRio), Esther Giolo, revela como tem sido o trabalho feito junto à população menos assistida: “Sendo a população carente a mais afetada por essas dermatoses, seja pela condição socioeconômica ou pela dificuldade em obter atendimento médico, elegemos os Centros Municipais de Saúde (CMS) das comunidades carentes para realizar as pesquisas práticas. Iniciamos a fase operacional aplicando um questionário com perguntas previamente selecionadas, buscando avaliar o nível de conhecimento dos entrevistados a respeito de temas comuns às dermatoses, tais como etiologia, sintomatologia e tratamento. Após a aplicação do questionário, solicitamos ao entrevistado fazer perguntas espontâneas ao entrevistador a respeito das doenças em questão”, conta Esther. A pesquisa teórica toma corpo no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (Hugg), da UniRio, na Tijuca. “Considerando a experiência dos professores pesquisadores do projeto, os quais realizam atendimento à população carente da região da Tijuca no ambulatório de Dermatologia do Hugg, desenvolvemos um plano de ação o mais próximo possível da realidade desses pacientes e da população que representam. E desde o início dos trabalhos temos obtido uma ótima participação dos entrevistados”, revela Esther Giolo, que também é diretora científica da Liga Acadêmica de Pediatria da UniRio. INICIATIVA POSITIVA Para a acadêmica, a preocupação do IPP em levantar a temática das doenças de pele negligenciadas uniu-se

Omar Lupi com a acadêmica Esther Giolo

ao canal fomentador de práticas de extensão universitária da UniRio e também à iniciativa de Omar Lupi, o que despertou em alunos de medicina o interesse pelo envolvimento no projeto. “Acreditamos que esse trabalho tem um grande valor científico por instigar os alunos a pesquisar com afinco a doença. Mas o principal valor que atribuímos a ele ainda está por se mostrar. Estamos trabalhando com o objetivo de produzir material informativo de fácil leitura para a parcela mais necessitada da população; livros com o formato da série Doutor, eu tenho... do IPP, de grande sucesso junto a leitores médicos e não médicos. Ao popularizar o conhecimento, contribuímos para informar a população e para a redução da incidência de tais moléstias”, finaliza Esther, que está reunindo material de campo para o Doutor, eu tenho..., sobre escabiose. APOIO DA UNIRIO O sucesso do IPP foi o estímulo que Omar Lupi encontrou para a criação de uma série de livros voltada para o público leigo e que recebeu em maio deste ano o apoio da UniRio, como projeto oficial de extensão universitária vinculada à (Pro-ExC). Cada obra trata de uma doença e apresenta 50 perguntas sobre o assunto, visando auxiliar na difusão da informação, melhorar a qualidade de vida da população e aproximar o ambiente acadêmico das demandas da sociedade. O mais novo fruto dessa parceria surgiu na última semana do mês de maio com o lançamento do livro Doutor, eu tenho... vitiligo. “Todos sabemos que o vitiligo é doença órfã e que causa enorme impacto psicológico nos pacientes. Essa foi a razão de a termos escolhido para essa parceria e apoiado a criação do Dia Mundial de Combate ao Vitiligo, em 25 de junho. Tenho procurado ajudar a população da forma que me é mais natural: ensinando,” frisa Lupi. Para conhecer o instituto e saber mais sobre a série Doutor, eu tenho... acesse www.protetoresdapele.org.br. ■ Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 11


TED 2013

329 dermatologistas receberão o Título de Especialista da SBD

A

lista dos candidatos aprovados na prova de Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) está disponível no site desde o dia 29 de abril. Ao todo, 329 candidatos foram aprovados, dos 593 dermatologistas que fizeram a prova em São Paulo. O presidente da Comissão de Título de Especialista da SBD, José Sanches, se diz satisfeito com o desempenho dos candidatos e exaltou a boa organização do local de realização das provas, bem como a elevada participação dos futuros dermatologistas. De acordo com as normas da Associação Médica Brasileira (AMB), para a obtenção do TED o novo especialista teve que preencher uma ficha de requerimento do Certificado do TED no site da SBD e aguardar o recebimento de e-mail com a senha para o acesso ao sistema da AMB que permitiu a emissão de um boleto referente ao pagamento da taxa de confecção do título e cadastramento do endereço para o envio do certificado pela própria instituição médica. O prazo para a entrega do título varia entre três e quatro meses.

Bastidores da dermatologia

Vai mudar A Diretoria da SBD em conjunto com a Comissão do TED tem estudado ideias para a reformulação nas regras do TED a fim de fortalecer o processo de seleção de novos especialistas e manter a qualidade do médico reconhecido como dermatologista. “É fato que a Comissão do TED e a SBD conquistaram avanços arrojados na apresentação à AMB da nossa proposta de diretrizes para análise de candidatos ao exame do TED, contemplando maior avaliação curricular, além de provas teórica e prática que analisem melhor as habilidades do candidato, e sua capacidade de raciocínio e de formulação de diagnóstico diferencial. Como Sociedade que representa a dermatologia no país, precisamos seguir na luta para que somente médicos bem formados cheguem ao mercado de trabalho como especialistas”, opina a coordenadora de Mídias Sociais da SBD, Carolina Marçon. ■

SBD realiza Simpósio internacional de Vitiligo em outubro, em São Paulo

B

iologia do melanócito, leucodermia e desordens da hiperpigmentação serão temas o III Master Class on Vitiligo and Pigmentary Diseases, que ocorrerá nos dias 25 e 26 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Sob coordenação do dermatologista Paulo R. Cunha, o evento internacional, inédito no Brasil, tem o objetivo de divulgar os avanços nas pesquisas dessa dermatose quanto a sua etiologia, bem como quanto às técnicas de tratamento, objetivando a atualização de todos os profissionais interessados nessa área e, sobretudo, enfatizando aqueles casos que não respondem aos protocolos clássicos. Grandes expoentes no assunto são aguardados para participar do simpósio. O III Master Class on Vitiligo and Pigmentary Diseases terá apoio da SBD Nacional e da SBD-Resp, além do suporte de presidentes de outras importantes sociedades

12 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

internacionais, como World Healty Academy (WHA), Vitiligo Research Foundation (VRF), European Academy of Dermatology and Venereology (EADV) e o Colegio Ibero-latino-americano de Dermatology (Cilad). “Teremos a oportunidade de reunir renomados dermatologistas brasileiros e estrangeiros que irão compartilhar seus conhecimentos com todos os participantes. Estou orgulhoso de ter a oportunidade de presidir esse relevante evento, que deverá enriquecer a dermatologia nacional e internacional”, disse Paulo Cunha ao jornal, que junto à Vitiligo Research Foundation tem pleiteado a criação em 25 de junho do Dia Mundial de Combate ao Vitiligo. As vagas são limitadas, e os associados quites da SBD que fizerem suas inscrições até o dia 30 de julho pagarão R$140,00 (aspirantes), R$180,00 (residentes e especializandos de Serviços Credenciados) e R$240,00 (demais categorias de associados). Após essa data haverá acréscimo nos valores. Para inscrições e informações mais detalhadas visite o site da SBD (www.sbd.org.br). ■


Dermatologia no esporte

Aspectos legais do atestado médico para a prática desportiva Por Kátia Sheylla Malta Purim

N Kátia Purim (PR) Professora titular de dermatologia da Universidade Positivo

este texto, a dermatologista e professora titular de dermatologia do curso de medicina da Universidade Positivo, em Curitiba (PR), Kátia Purim, levantou uma série de questionamentos na forma de perguntas e respostas a respeito do atestado médico, documento exigido pelas entidades de iniciação e prática de atividades físicas e esportivas, no momento em que o aluno é inscrito em uma academia de ginástica, por exemplo. O atestado médico é importante tanto para o paciente que o recebe, quanto para o médico que o emite, sendo um ato médico. É fundamental salientar que o médico informa e orienta o paciente e o treinador de forma correta, do ponto de vista técnico e ético, sobre a capacidade e as limitações para atividade física.

à prática esportiva, guiar a prescrição de exercícios e monitoramento das diversas práticas esportivas regulares utilizadas como lazer, esporte, reabilitação ou profissão.

O QUE É O ATESTADO MÉDICO PARA A PRÁTICA ESPORTIVA? É uma declaração ou certificado individual emitido por um médico sobre as condições de saúde ou doença de uma pessoa por ele consultada e examinada e que pretende desenvolver atividades físicas, exercícios ou esportes.

QUAIS OS REQUISITOS PARA EMISSÃO DESTE ATESTADO? Ser elaborado em linguagem simples, clara e de conteúdo verídico, dele constando nome completo da pessoa examinada e do médico, seu número no Conselho Regional de Medicina (CRM), data, assinatura e carimbo.

PARA QUE SERVE ESSE TIPO DE ATESTADO MÉDICO? Serve de base para verificar eventuais contraindicações ou comorbidades, analisar e estratificar riscos

POR QUANTO TEMPO É VÁLIDO? A periodicidade pode variar de acordo com a idade do usuário, presença de doença ou disparidade física e

14 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

COMO É CONSTRUÍDO? O atestado é elaborado a partir de história clínica e pregressa minuciosa, exame físico detalhado e eventuais observações relativas às especificidades de cada caso. QUEM PODE EMITIR ATESTADO MÉDICO PARA PRÁTICA DESPORTIVA? Apenas médicos legalmente habilitados e que tenham de fato examinado o desportista em ambiente apropriado, preservando sigilo e ética.

a finalidade da prática esportiva. Não existe consenso, porém sua renovação tende a ser semestral. Entretanto, na vigência de febre, ferimentos, reações exantemáticas ou infecções cutâneas causadas por vírus, fungos e bactérias, independente da validade do atestado, deve-se evitar atividades físicas pela exposição a riscos pessoais e coletivos. QUAIS OS PRINCIPAIS TIPOS DE ATESTADOS MÉDICOS PARA ATIVIDADES FÍSICAS EXISTENTES NA PRÁTICA? Basicamente existem duas modalidades frequentes nos consultórios: atestado para frequentar piscinas e atestado de aptidão física. QUAL

A DIFERENÇA DE ATESTADO PARA FREQUENTAR PISCINAS E

ATESTADO DE APTIDÃO FÍSICA?

Para frequentar piscinas é realizada avaliação clínica dermatológica com objetivo de descartar a presença de dermatoses infectocontagiosas, ensinar o autoexame de pele e medidas comportamentais de prevenção de doenças cutâneas. O exame de aptidão física recebe, em geral, abordagem mais ampla com ênfase nos aparelhos cardiovascular e musculoesquelético, se necessário, complementada com investigação específica para melhor estratificação de riscos. Baterias de testes personalizados quando devidamente indicados e interpretados podem aumentar a segurança do exame médico, porém não substituem a avaliação clínica. Atletas de alto rendimento estão sujeitos aos regulamentos das entidades federativas e confederativas, bem como às regras e exigências de cada competição. Para os profissionais que atuam na área esportiva também existem normas peculiares visando à preservação da saúde ocupacional.

QUAIS OS PRINCIPAIS CUIDADOS NA EMISSÃO E NO USO DO ATESTADO? O médico precisa ter bom senso e aproveitar o momento do exame e emissão do atestado para instruir medidas educativas de saúde e segurança no esporte. O usuário, por sua vez, deve fazer uso consciente desse atestado para o fim a que se destina e respeitar as normas sanitárias e legais vigentes.Por se tratar de documento com repercussões éticas e jurídicas pressupõe responsabilidades compartilhadas por médico, beneficiário do atestado, centros esportivos, profissionais e técnicos envolvidos nas práticas de atividades físicas. QUAL A VANTAGEM DO ATESTADO MÉDICO? O atestado médico apoiado na avaliação técnica especificamente realizada possui potencial profilático, diagnóstico, terapêutico e prognóstico. É, portanto, um investimento na promoção da saúde e melhor qualidade de vida. ■

REFERÊNCIAS: 1.

D’Acri AM, Bakos RM, Purim KSM.Dermatoses no esporte. In: Lupi O, Cunha PR. Rotinas de diagnóstico e tratamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2 ed. Itapevi (SP): AC Far macêutica, 2012;165-9. 2. Conselho Federal de Medicina. Código de Ética Médica. Disponível em: www.portalmedico.org. br/novocodigo/integra.asp 3. Conselho Regional de Medicina do Paraná. Disponível em: www.portalmedico.org.br/pareceres/ crmpr/pareceres/2011/2310_2011.htm 4. França GV. Atestado Médico: conceito, finalidade e seus limites. Disponível em: www.derechoy cambiosocial.com/revista002/atestado.htm

Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 15


Biblioteca Biblioteca

Serviços ALÉM DE O ASSOCIADO PODER FAZER A SOLICITAÇÃO DE CÓPIAS DE MATERIAIS DO ACERVO DA BIBLIOTECA, COM EXCEÇÃO DOS

LIVROS RAROS, ATUALMENTE SÃO OFERECIDOS OS SEGUINTES SERVIÇOS:

- PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: SOLICITAÇÕES E ORIENTAÇÕES DE PESQUISAS NAS BASES OFERECIDAS PELA BIBLIOTECA; - NORMALIZAÇÃO BIBLIOGRÁFICA: ORIENTAÇÕES DE NORMALIZAÇÃO DE REFERÊNCIAS DE ACORDO COM A ABNT E VANCOUVER; - COMUTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA: CÓPIAS DE ARTIGOS DE PERIÓDICOS, CAPÍTULOS DE LIVROS E TESES NÃO EXISTENTES NO ACERVO, MAS QUE PODERÃO SER OBTIDOS POR MEIO DESSE SERVIÇO; - TREINAMENTO DE USUÁRIO EM EVENTOS: OS ASSOCIADOS PODERÃO SOLICITAR TREINAMENTO DE DUAS FORMAS: EM BASES DE DADOS OU POR MEIO DE PALESTRAS SOBRE NORMALIZAÇÃO DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. ESSAS CAPACITAÇÕES SERÃO REALIZADAS EM EVENTOS E NUNCA INDIVIDUALMENTE.

Espaço preserva a história da especialidade sendo referência para pesquisadores de todo o país

Memória viva da dermatologia brasileira: os 80 anos da Biblioteca da SBD Sempre imaginei o paraíso como uma grande biblioteca – Jorge Luis Borges

O

teólogo francês Jacques-Bénigne Bossuet costumava dizer que no Egito as bibliotecas eram conhecidas como “tesouro dos remédios da alma”, pois nelas se curam as ignorâncias, a mais perigosa enfermidade e origem de todas as outras. É literalmente o coração de uma instituição, um ambiente onde informações, conhecimento e descobertas se fundem que também podemos descrever a Biblioteca da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), fundamental espaço da dedicação ao estudo e ao saber da especialidade. Planejada pela Associação dos Amigos da Biblioteca em 1931 e inaugurada no Pavilhão São Miguel da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (foto acima), em 20 de outubro de 1933, é a maior e mais completa da especialidade na América Latina, com acervo composto de aproximadamente três mil publicações, só de obras raras, únicas e preservadas, datadas do século 18, além da vasta coleção de periódicos. – É um organismo vivo em constante crescimento, um espaço dinâmico e cultural. A biblioteca completará 80 anos de trajetória e memórias, fazendo jus à

16 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

imagem de uma tradicional antiga biblioteca, com seu charme e encanto. Desejamos que ela possa manter essa tradição e aumentar ainda mais seus serviços e acervo, tornando-se, assim, um símbolo bem visível da dedicação da SBD à cultura e ao saber dermatológico – diz Ana Paula Meski, sua diretora. Alguns projetos estão sendo colocados em prática para celebração dos 80 anos, como a divulgação do catálogo de obras raras da SBD no catálogo especial da Biblioteca Nacional (BN) por meio do Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras (Planor). Os arquivos foram migrados para a BN no começo de junho – são exportadas 100 obras por semana – e a previsão é que até o fim de dezembro a inclusão seja concretizada. – A biblioteca foi convidada a integrar seu acervo raro ao catálogo do Planor, que é um projeto da BN para elaboração de um guia para identificar e localizar as instituições detentoras de acervo raro em todo o país, além de dar a conhecer as obras raras através do catálogo. Trata-se de afirmação e reconhecimento da preciosidade desse nosso belo acervo raro e especializa-

do. Algumas outras poucas e importantes instituições fazem parte do Planor, entre elas a Biblioteca da Academia Nacional de Medicina, a Biblioteca do Itamaraty, o Arquivo Nacional, a Academia Brasileira de Letras etc. – explica Ana Paula. Outra ação desenvolvida pela atual gestão é a reformulação total do portal da SBD, incluindo a página da biblioteca. A grande surpresa na análise feita pela empresa que está à frente do trabalho foi a constatação de que essa página é uma das mais acessadas do site: – Isso reforça mais ainda a ideia de que se faz necessária uma reformulação em nossa homepage com conteúdo mais organizado e de agradável interação com nossos usuários – frisa Ana Paula Meski. HIGIENIZAÇÃO DO ACERVO RARO Formado por doações e contribuições de ilustres dermatologistas, como os professores Fernando Terra, Francisco Eduardo Rabello, João Ramos-e-Silva e família, Victor Cabral de Teive, Rubem David Azulay, entre outros, o arquivo raro está sendo higienizado por empresa especializada na área, visando a sua preservação. “Destacamos dentre essas raridades o livro mais antigo desse acervo: De Morbis Venereis Libri Novem, de 1740. O acesso a essa coleção é restrito, e a consulta deve ser agendada”, comunica a coordenadora, ressaltando o excelente trabalho de pesquisa com os associados desenvolvido por Rosalynn Leite. O horário de funcionamento da Biblioteca da SBD é de segunda a sexta-feira das 9h30 às 18h, e o contato pode ser feito pelo telefone (21) 2253-6747 ou pelo e-mail biblioteca@sbd.org.br. Ao longo deste ano comemorativo serão divulgadas outras novidades. ■

Bases A BIBLIOTECA

CONTA COM A ASSINATURA DE DUAS BASES IMPORTANTES PARA AUXILIAR SEUS

USUÁRIOS NAS PESQUISAS, A

EBSCO E A RIMA, ALÉM DO CATÁLOGO ONLINE E DOS RECURSOS BIREME E SCIELO. VEJA EM DETALHES: EBSCO: EBSCO POR MEIO DESSA BASE SÃO DISPONIBILIZADOS O “PORTAL DE PERIÓDICOS” (ACESSO DIRETO ÀS PUBLICAÇÕES MAIS IMPORTANTES) E O DYNAMED (BASE DE EVIDÊNCIA). AS BASES ESTÃO DISPOSTAS EM LINKS SEPARADOS NO SITE DA SBD, MAS O USUÁRIO QUE UTILIZÁ-LAS NO ATO DE PESQUISA, SERÁ DIRECIONADO PARA UMA PLATAFORMA ÚNICA COM AS DUAS BASES INTEGRADAS. SERÁ OFERECIDO AINDA UM BÔNUS A UM NÚMERO RESTRITO DE 100 USUÁRIOS QUE DESEJAREM USAR A BASE DYNAMED NO MODO OFFLINE NOS CELULARES. ELES PODERÃO ENTRAR EM CONTATO COM A BIBLIOTECA SOLICITANDO UM SERIAL NUMBER PARA ACESSO. RIMA: GARANTE AO ASSOCIADO A LEITURA DE 2.400 REVISTAS INTERNACIONAIS DE DIVERSAS ÁREAS, E OS ARTIGOS MAIS IMPORTANTES VÊM ACOMPANHADOS DE SINOPSES ANALÍTICAS EM PORTUGUÊS. A COORDENADORA DA BIBLIOTECA DA SBD, VANESSA ZAMPIER, LEMBRA QUE CADA USUÁRIO TEM DIREITO A CINCO CRÉDITOS POR MÊS. “NO ENTANTO, OS QUE PRECISAREM DE MAIS CRÉDITOS DEVERÃO ENTRAR EM CONTATO COM A BIBLIOTECA POR E-MAIL E SOLICITAR O AUMENTO. CELÊNCIA NA

APROVEITAMOS PARA DIVULGAR O PRÊMIO RIMA EM EXATUALIZAÇÃO CIENTÍFICA INTERNACIONAL, UM RECONHECIMENTO ANUAL PELO

ESFORÇO PESSOAL DE APRENDIZAGEM NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS ASSOCIADOS ATIVOS NO

CAMPUS RIMA. OS

USUÁRIOS MAIS ASSÍDUOS DA BASE GANHA-

RÃO MEDALHA OURO E PRATA, E DEZ PONTOS NA

COMISSÃO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO (CNA). O ASSOCIADO QUE AINDA NÃO ACESSOU ESSA BASE PODE FAZER SEU LOGIN E SENHA E CONHECÊ-LA MELHOR”, INFORMA VANESSA. A DIVULGAÇÃO DOS VENCEDORES SERÁ FEITA NO FIM DO ANO. CATÁLOGO ONLINE: REÚNE O ACERVO RARO, ALÉM DE ALGUNS LIVROS, TESES E DISSERTAÇÕES, ESTAS PODENDO SER DISPONIBILIZADAS NA ÍNTEGRA, DESDE QUE SEJAM ENVIADAS EM DOCUMENTO DE WORD OU PDF. “PEDIMOS TAMBÉM AOS ASSOCIADOS-AUTORES QUE NOS DOEM SEUS LIVROS PUBLICADOS, PARA QUE NOSSO ACERVO FIQUE AINDA MAIS COMPLETO, ALÉM DE FAZER PARTE DA HISTÓRIA DESSA PRECIOSA BIBLIOTECA!”, REFORÇA VANESSA. BIREME E SCIELO: ELO O RECURSO DE PESQUISA DA BIREME É VOLTADO PARA ATENDIMENTO DE USUÁRIOS INTERNOS E EXTERNOS, E A BIBLIOTECA ELETRÔNICA SCIELO, É DE ACESSO ABERTO A TODOS OS PESQUISADORES

Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 17


pnccp 2013

Uma linha completa para atuar no envelhecimento intrínseco

Ativos hidratantes

Proteção UVA e UVB

Além do público leigo, PNCCP 2013 tem ações que envolvem segmento médico Iniciativas servem para reforçar a importância do diagnóstico precoce

A Ação reativadora dos fibroblastos com proteção multifatorial

Aumenta a produção de colágeno e fibronectina

Recupera a firmeza da pele Restaura o contorno facial1 1

Corrige rugas

Múltipla ação rejuvenescedora para a área dos olhos1

Ação redutora de bolsas

Ação clareadora de olheiras

Ação firmadora e Anti-Aging com tecnologia comprovada na reparação mitocondrial

Aumenta a longevidade celular Melhora a capacidade respiratória e multiplicação celular

Clareia as olheiras1

Aumenta a firmeza e a elasticidade1

Reduz bolsas e rugas1

Melhora rugas e aparência geral da pele1 Deixa a pele mais lisa e macia1

Melhora

a aparência geral1

Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) já começou a desenvolver as ações do Programa Nacional de Controle ao Câncer da Pele (PNCCP) de 2013. Uma parceria com a indústria farmacêutica Adcos vai alavancar em redes de farmácias brasileiras a distribuição de folhetos que estimula a necessidade do exame preventivo para câncer da pele e orienta a procura de dermatologista pelo paciente. Além do público leigo, médicos de atenção primária (geriatras, pediatras, clínicos e ginecologistas) receberão, por intermédio da Associação Médica Brasileira (AMB), carta e folder chamando a atenção para o paciente de risco (há uma lista das características genéticas, adquiridas do paciente de risco e as manifestações clínica da doença inicial), e da importância do exame como forma de prevenção. A estratégia da SBD nesse envolvimento com parte da comunidade médica do país é reforçar o combate ao câncer da pele, que em 2012 registrou 140 mil novos casos e contabiliza 1.600 mortes. “Essa ação da SBD dirigida aos médicos nos aproxima ainda mais dessa camada. Também vamos divulgar na mídia que a SBD está convocando os médicos em geral na luta contra o câncer da pele”, explica Marcus Maia, coordenador do PNCCP. Resultados 2012 O Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele, um marco no calendário de saúde nacional, cuja edição do ano passado ocorreu em 24 de novembro em 23 estados brasileiros, registrou o atendimento de 33.114 pessoas em todo o Brasil, sendo 60,59% dos pacientes do sexo masculino, e 39,41%, do feminino. O número de pacientes com o diagnóstico suspeito de câncer da pele foi de 4.502 casos (13,6%). As informações são da empresa GN1. Em 2011, a campanha contabilizou 31.482 atendimentos e 3.927 casos de câncer da pele (12,4 %). ■

Prêmio Sabre Awards para o Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele 2012 Realizada há 13 anos pela SBD, o Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele 2012 da SBD alcança visibilidade internacional com o Prêmio Sabre Awards do The Holmes Report, instituição de referência mundial na área de relações públicas e comunicação corporativa. A Approach Comunicação Integrada, agência responsável pela assessoria de imprensa da SBD, concorreu na categoria Non-Corporate Associations com o trabalho “Skin cancer prevention: an annual battle for acess to information” (Prevenção do câncer da pele: uma batalha anual pelo acesso à informação), ação desenvolvida anualmente pela SBD e divulgada em 2012 pela agência. Case vencedor da Mais de 1.800 cases de agências de todo o mundo se Approach: Prêmio obtido inscreveram em diversas categorias do Sabre. O resul- pela estratégia dessa tado foi divulgado em cerimônia realizada no dia 7 de ação em particular maio, em Nova York (EUA). O case superou quatro agências finalistas: Ketchum (Canned Foods: Nutrition for Less, da The Canned Food); Consumer Healthcare Products Association Educational Foundation, em parceria com a CDC e a Edelman (Prescription for Child Safety: Put Medicines UP and Away and Out of Sight); The Private Equity Growth Capital Council com The Glover Park Group (Private Equity at Work); e Minneapolis Downtown Council com a agência Padilla Speer Beardsley (Unveiling the Downtown Minneapolis of 2025). Segundo Marcus Maia, o Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele, foi fundamentado em uma estratégia de divulgação baseada no exame preventivo para o paciente de risco e a premiação internacional evidencia a excelência de uma ação de utilidade pública da máxima importância e alavanca o sucesso do Programa de Controle do Câncer da Pele”, e justifica os “Parabéns a todos os envolvidos!”. Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 19


Evento

RÁPIDO INÍCIO DE AÇÃO1

LOCERYL® ESMALTE É UMA OPÇÃO TÓPICA EFICAZ PARA O TRATAMENTO DA ONICOMICOSE2

Congresso da SBCD comemora jubileu de prata Concentração de amorolfina na unha supera a concentração inibitória mínima (MIC);* Atinge o leito ungueal em menos de 24 horas.

*

Para a maioria dos fungos causadores de onicomicoses.

LOCERYL® É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA. LOCERYL® (cloridrato de amorolfina) Contraindicações: hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Indicações terapêuticas: Loceryl® esmalte é indicado para micose de unha (onicomicoses) causadas por dermatófitos, leveduras e fungos filamentosos não dermatófitos. Se persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado. M.S.1.2916.0036. Referência: 1.Polak A. Kinetics of amorolfine in human nails. Mycoses. 1993:36:101-3. 2.Bula do Loceryl® esmalte (cloridrato de amorolfina) – Rev05. Março/2013

F

oi um sucesso o 25o Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) entre 1o e 5 de maio, em Campos do Jordão (SP). O encontro recebeu o apoio institucional da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e celebrou 25 anos com o tema “Aprender com o passado para planejar o futuro”. Cerca de 2.200 pessoas se inscreveram no congresso, que teve em sua programação científica centenas de cursos, fóruns, conferências e simpósios abrangendo técnicas modernas de tratamento, além da presença de grandes expoentes internacionais. Os temas cosmecêuticos, nutracêuticos e fotoprotetores como coadjuvantes no procedimento cosmiátrico, microscopia confocal e tecnologias para o diagnóstico do câncer da pele, técnicas combinadas para o tratamento do envelhecimento facial e para o tratamento corporal ganharam destaque, em um programa que contou com assuntos cirúrgicos e cosmiatria em proporções iguais. “Além disso, o Painel Terapêutico-cirúrgico foi muito bem comentado! Trata-se de um painel com blocos de temas bem-estruturados em que em cada bloco quatro convidados apresentaram em vídeo gravado em alta definição pela empresa contratada pelo congresso suas técnicas para

abordagem de diferentes dermatoses ou condições estéticas. Após as apresentações, os convidados debateram sobre suas opções e potenciais diferenças. Várias atividades foram realizadas com o objetivo de relembrar os primórdios da cirurgia dermatológica e da SBCD no Brasil. Uma das sessões mais festejadas foi o SBCD Urgente com entradas não anunciadas de vídeos mostrando importantes orientações ao dermatologista sobre temas relacionados à cirurgia dermatológica”, detalha o dermatologista Sérgio Schalka, presidente do Congresso de 2013. De acordo com o presidente da SBCD e também coordenador do Departamento de Cirurgia Dermatológica da SBD, Francisco Paschoal, o congresso atendeu a todas as expectativas, cumprindo os objetivos de ensino e reciclagem dos conhecimentos em cirurgia dermatológica e marcando de forma brilhante o jubileu de prata da SBCD: 25 anos de história atuando em prol da dermatologia brasileira. “Houve muito espaço para debates e respostas para a plateia, atividades interativas, conferências de convidados internacionais. Tudo bem equilibrado. A SBCD continua a cumprir sua missão de ensinar a cirurgia dermatológica e a cosmiatria aos dermatologistas associados da SBD”, completa Schalka. ■

Concurso

Bolsa da AAD para o 72o Meeting

C

o compromisso contínuo de proporcionar experiências profissionais e oportunidades de desenvolvimento pessoal a jovens dermatologistas, a SBD ofereceu a residentes e especializandos dos Serviços Credenciados duas bolsas para participação no próximo Meeting da Academia Americana de Dermatologia (AAD), a ser realizado em Denver, Colorado, de 21 a 25 de março. Os associados que ainda não foram contemplados com a bolsa, tiveram até o dia 10 de junho para enviar à

SBD resumo em inglês de poster a ser avaliado pela Comissão Científica da SBD. Os melhores trabalhos serão indicados pela SBD à AAD para concorrer ao prêmio, que inclui um jantar com lideranças da AAD. Os trabalhos serão exibidos eletronicamente durante o encontro como parte da exposição técnica. A bolsa é restrita a alunos do primeiro ou do segundo ano de dermatologia com previsão de término em dezembro de 2014. ■ Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 21


Capa

Prioridade ao dermatologista Com atuante Comissão de Defesa Profissional, a SBD está forte e objetivamente engajada na valorização do trabalho do especialista

A

defesa profissional é um assunto de suma importância e que vem sendo cada vez mais debatido pelas sociedades médicas brasileiras. Atenta ao tema, que requer ações estratégicas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com sua Comissão de Ética e Defesa Profissional (CEDP) tem-se engajado fortemente na busca da valorização e defesa de seu associado, e a materialização desse trabalho vem com a elaboração de um plano de medidas que visam procurar soluções viáveis para que o dermatologista possa exercer sua função com dignidade – e também para que a população saiba identificar os médicos que possuem o título de especialista registrado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). É notório que o exercício da dermatologia vive hoje um momento delicado, com muitos profissionais não médicos e/ ou médicos sem o título de especialista registrado pelo CFM realizando procedimentos ligados à especialidade, pondo em xeque a saúde do paciente e prejudicando o exercício correto da profissão. O problema é sério, pois qualquer médico portador de registro no CRM, independentemente da especialidade, complexidade e repercussões clínicas e cirúrgicas, pode realizar procedimentos médicos. É preciso, mais do que nunca, discutir um novo modelo que reordene com fundamentos éticos e jurídicos os direitos dos dermatologistas. Nesse sentido, em dezembro do ano passado, a SBD contratou o escritório de advocacia Brandão Couto, Wigderowitz & Pessoa Advogados para auxiliá-la nessas questões da defesa profissional. Médicos que se intitulam dermatologistas, sem possuir o título da especialidade, ou que o possuindo não o registram junto ao CRM competente constituem um dos alvos do trabalho desenvolvido pela SBD com respaldo de sua assessoria jurídica.

22 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 23


Capa

– A SBD não está parada. Nessa nova fase da defesa profissional estamos realizando um grande trabalho interno e que também inclui o necessário questionamento aos órgãos competentes em defesa dos nossos interesses e, principalmente, da sociedade como um todo. A trajetória é árdua, os obstáculos são inúmeros, mas, aos poucos, estamos avançando a caminho de um futuro ainda melhor para todos nós, dermatologistas – informa Emerson V. Andrade Lima, presidente da Comissão de Ética e Defesa Profissional da SBD. Para exemplificar as ações realizadas, Emerson destacou os principais pontos de luta durante essa nova etapa de trabalho. Uma das iniciativas implementadas foi o envio aos presidentes das Regionais de uma carta que aponta a importância de que cada seccional da SBD crie sua própria Comissão de Ética e estimula o estreitamento da relação dessas comissões com os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) – convidando-os à participação em eventos científicos promovidos pela Regional, por exemplo –, sindicatos de médicos e associações médi-

cas de cada estado, além do estímulo à candidatura de dermatologistas a cargos nos CRMs, Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB), tudo isso visando ao aumento da representatividade da dermatologia nessas instituições, bem como ao fortalecimento dessas reivindicações. – Buscamos, incansavelmente, a melhoria das condições de trabalho do dermatologista e, consequentemente, do atendimento à população. Abrir esse espaço de discussão com a inclusão de temas relacionados à ética, publicidade médica e defesa profissional nos eventos científicos promovidos pelas Regionais, com a participação de representantes desses órgãos (AMB, CFM, CRM) como palestrantes é passo importantíssimo para essa aproximação – frisa Emerson Lima. Uma das mais significantes ações da SBD é a ampliação da discussão em torno da ética médica com as entidades representativas de profissão disse o presidente do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (Cremesc) e um dos membros da Câmara Técnica de Dermatologia, Vicente Oliveira Pacheco. –

AÇÕES FRENTE AOS CONSELHOS DE BIOMEDICINA, FISIOTERAPIA E FARMÁCIA

A

o tomar conhecimento das Resoluções originadas pelos Conselhos Federais de Biomedicina e Fisioterapia que autorizam biomédicos e fisioterapeutas a praticar procedimentos dermatológicos, a SBD atuou junto ao CFM para o ajuizamento de ações contra os respectivos Conselhos para a anulação dessas Resoluções (tal fato consta no site do Tribunal de Justiça do Estado Federal). A SBD também preparou um dossiê

24 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

técnico sobre cada procedimento para a utilização pelo CFM nas ações. Já com relação ao Conselho Federal de Farmácia (CFF), a Resolução CFF 573/13 estabelece que o farmacêutico poderá realizar laserterapia, peelings, acompanhamento e evolução estética, luz intensa pulsada, entre outros procedimentos não previstos nos artigos 1º e 2º do Decreto 85.878/81 – que estabelece o exer-

Somente com o diálogo entre os dermatologistas e os demais especialistas que compõem a representatividade da medicina em nosso país poderemos obter maior reconhecimento e apoio para todas as ações que visam ao desenvolvimento da defesa profissional não apenas no tocante à invasão de profissionais não habilitados ou não médicos em procedimentos dermatológicos, mas também à defesa de melhores condições para o ensino médico, de suas condições de trabalho e remuneração. A dermatologia, uma das mais reconhecidas e procuradas especialidades da medicina, precisa estar presente e ter vez e voz nas decisões da profissão médica em nosso país – declara, lembrando que é fundamental que as Regionais procurem inserir temas de interesse da ética médica nos programas de seus eventos e que também busquem maior interação com as entidades médicas. A entidade também orienta o associado a respeito das atitudes a tomar para o encaminhamento das comunicações das irregularidades cometidas no exercício da profissão (confira a arte na p. 25) e, sobretudo, frisa

as limitações e os desafios do Comitê de Ética – que não pode ser responsável por resolver toda e qualquer demanda. – Essas ações da SBD visam possibilitar que seus associados e a população possam identificar quais médicos possuem formação acadêmico-científica adequada para exercer a dermatologia com alto padrão técnico e de qualidade – reforça o advogado Rodrigo Verdini, do escritório Brandão Couto, Wigderowitz & Pessoa Advogados. A presidente da SBD, Denise Steiner, aponta que o caminho para a mudança está sendo trilhado com conhecimento, ética e equilíbrio e que a união dos esforços de todos os envolvidos – Diretoria, Comissão de Ética, assessoria jurídica e associados – nessa importante etapa abrirá ainda mais espaços para o fortalecimento da especialidade e a melhora da saúde da população brasileira. – Vamos continuar nessa luta para que o dermatologista seja valorizado e a profissão cada vez mais fortalecida – assinala, lembrando do apoio recebido do vice-presidente, Gabriel Gontijo.

cício da profissão de farmacêutico – e que são relacionados ao exercício da dermatologia. – Analisando a Resolução CFF 573/13 à luz das leis 3.820/60 (da criação do CFF) e 9.120/95 (que alterou a Lei 3.820/60), do Decreto 85.878/81 (sobre o exercício da profissão de farmacêutico) e da Resolução CFF 417/04 (Código de Ética do Farmacêutico), quer parecer que o CFF extrapolou os limites das atribuições e competências que lhe são impostas por lei. Isso porque, tal resolução permite que os farmacêuticos, profissionais não médicos, realizem procedimentos inerentes ao médico, mais especificamente àqueles devidamente capacitados e habilitados para realizar procedimentos e atos na área de especialidade da medicina dermatológica. O artigo 13º, II, do Código de Ética do Farmacêutico veda o exercício simultâneo das profissões farmacêutica e médica. Todos os normativos legais que regem a profissão de farmacêutico denotam, portanto, que a Resolução 573/13 é ilegal e, principalmente, coloca em risco o profissional especialista e a sociedade em geral – pondera Verdini. O médico, cujo exercício profissional tem história de 2.500 anos de evolução, e não só do ponto de vista técnico, como também do ético, é amparado por

normas legais específicas, que definem os limites para o exercício da medicina, coibindo seu exercício ilegal, bem como de suas diversas áreas de especialização. – O objetivo das referidas normas é a proteção dos profissionais da medicina e, o mais importante, da população. Assim, quando determinado profissional ou órgão de classe extrapola seus limites de atuação/ competência o CFM é o responsável para apuração/ coibição de tais atos e para a adoção de medidas administrativas e/ou legais cabíveis. A referida competência do CFM foi estabelecida pelo artigo 2o da Lei 3.268/57. Cabe ao CFM, portanto, fiscalizar e adotar as medidas administrativas e/ou legais para evitar/coibir que a medicina (ou uma de suas áreas de especialidade) seja exercida de forma irregular e sem respaldo legal por profissionais órfãos de formação técnica necessária e adequada – conclui o advogado. Engajada na defesa do médico especialista, a Diretoria da SBD já entrou em contato com o CFM para reportar a existência da Resolução 573/13 e de sua ilegalidade. Além disso, auxiliará o CFM em todo e qualquer procedimento que tal órgão venha a adotar e também estuda a possibilidade de desenvolver medidas em conjunto com o CFM. Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 25


Capa

O poder de agregar

SAIBA COMO

ROGÉRIO DE TOLEDO, IDEALIZADOR DA COMISSÃO DE VALORIZAÇÃO DO TÍTULO DE ESPECIALISTA DA AMB, CRIADA EM 2009, E DIRETOR DE PROTEÇÃO AO PACIENTE DA AMB, MOSTRA APOIO ÀS AÇÕES IMPLEMENTADAS PELA SBD E RESSALTA NESTA ENTREVISTA A ATUAÇÃO DA AMB PARA TENTAR CONTER A MÁ CONDUTA E O EXERCÍCIO IRREGULAR DA DERMATOLOGIA. “NÓS, DA AMB, SOMOS MUITO ATUANTES EM COIBIR ATOS INDEVIDOS E, COMO CLASSE PROFISSIONAL, TEMOS DE SER COERENTES E DIGNOS.”

O MODELO DE COMUNICAÇÃO POR ESCRITO PODE SER ENCONTRADO NO SITE DA SBD (WWW.SBD.ORG.BR). SE O ASSOCIADO PREFERIR, É POSSÍVEL OBTER UMA CÓPIA DO MODELO DIRETAMENTE NA REGIONAL DA SBD DE SEU ESTADO.

O PRIMEIRO PASSO É FAZER UMA CONSULTA O SITE DO CFM (WWW.PORTAL.CFM.ORG.BR) QUE POSSUI UM BANCO DE DADOS COM TODOS OS REGISTROS DOS MÉDICOS ESPECIALISTAS EM DERMATOLOGIA PARA SE CERTIFICAR DE QUE O ATO OU FATO POR ELE OBSERVADO/ PRESENCIADO FOI OU NÃO REALIZADO POR UM ESPECIALISTA EM DERMATOLOGIA.

PROCEDER PARA A COMUNICAÇÃO DO EXERCÍCIO IRREGULAR E/OU ILEGAL DA DERMATOLOGIA

EM ALGUNS ESTADOS, O MINISTÉRIO PÚBLICO ADMITE QUE AS COMUNICAÇÕES SEJAM EFETUADAS VIA TELEFONE. PARA ISSO, O PRESIDENTE DA REGIONAL OU DA COMISSÃO DE ÉTICA LOCAL DEVERÁ VERIFICAR NO SITE ELETRÔNICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE SEU ESTADO A EXISTÊNCIA DESSA INFORMAÇÃO.

PARA FAZER AS COMUNICAÇÕES É PRECISO COMISSÃO DE ÉTICA DA REGIONAL DA SBD DO ENTRAR EM CONTATO COM A

LOCAL EM QUE FOREM CONSTATADOS OS ATOS OU FATOS QUE PODEM CONFIGURAR IRREGULARIDADES.

Quais as medidas que estão sendo adotadas para punição de médicos que divulgam especialidade não reconhecida ou que divulgam especialidade sem o devido registro? Não somos um órgão punidor, mas sim formador de opinião. Os Conselhos Regionais de Medicina é que devem punir, se houver denúncia. Qual a visão da AMB sobre o exercício do médico não especialista em procedimentos dermatológicos? Sempre seremos contrários aos profissionais não capacitados e não habilitados; no entanto, a Constituição Federal versa que qualquer profissional pode fazer qualquer ato médico e ser por ele responsabilizado. Portanto, a divulgação é imperativa, e os pacientes têm de ser informados. Estão sendo oferecidos no mercado alguns cursos de pós-graduação lato sensu em medicina estética, apesar de o CFM, a AMB e o CNRM não reconhecerem a medicina estética como especialidade. A Sociedade Brasileira de Medicina Estética participa de alguns deles, mas, infelizmente, o MEC não coíbe sua existência. O que a AMB pensa que pode ser feito com relação a esse assunto? Como de costume, são levados essas e outras discussões aos conselhos científico, deliberativo e à Comissão Mista de Especialidades. Reitero que os problemas existem e precisam ser divulgados de forma esclarecedora. Não podemos permitir a judicialização da medicina como um todo, mas sim mostrar aos paJornal da SBD Ano 17 n.3 ● 26

cientes quem são, o que fazem e se podem fazê-lo. A insegurança fará com que essas pessoas procurem os verdadeiros médicos com título d d i édi tít l de d especialista i li t confef rido pela AMB. Além de cursos de pós-graduação em medicina estética, temos tido conhecimento da proliferação de cursos de pós-graduação lato sensu em dermatologia reconhecidos pelo MEC, mas que não possuem carga horária, programas compatíveis e corpo docente qualificado. Os alunos desses cursos, que muitas vezes são apenas teóricos e de fim de semana, ajuízam ações em face da SBD para participar do concurso para obtenção do Título de Especialista em Dermatologia. A Comissão de Valorização do Título de Especialista da AMB vê como possibilidade a mudança das regras pelo MEC para os cursos de pós-graduação em medicina? Sempre veremos de forma dinâmica e precisamos ser informados dessas distorções. Nós, da AMB, somos muito atuantes em coibir atos indevidos e, como classe profissional, temos de ser coerentes e dignos. Sempre que nos procurarem, daremos continuidade aos fatos. A AMB e o CFM, órgãos encarregados de regulamentar as especialidades médicas e áreas de atuação médica no país, não reconhecem a medicina estética nem como especialidade nem como área de atuação. Algumas vezes, no entanto, foi levantada a ideia de tornar a medicina estética, ou outro nome semelhante, área de atuação compartilhada da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com o intuito de evitar que a medicina estética se torne uma especialidade. Qual a posição da AMB acerca desse assunto? O Conselho Científico, o Deliberativo e a Comissão Mista constituem os passos a trilhar. Esse parecer está transcorrendo, e foi tema da reunião do Deliberativo, em junho, em Porto Alegre. Temos urgência em coibir más condutas e interpretações.

REGISTRO DO TÍTULO E RQE

NÃO HOUVER

CO-

NICAÇÃO DEVERÁ SER FEITA DIRETAMENTE AO PRESIDENTE DA

Qual é a importância do registro do título de especialista nos respectivos CRMs para a valorização e defesa profissional do médico especialista? O médico especialista titulado por sua Sociedade é reconhecido e apto a exercer sua especialidade, pois as sociedades são muito rígidas em suas avaliações curriculares, que são constituídas por provas escritas, orais e, muitas vezes, até práticas.

SE

MISSÃO DE ÉTICA NA REGIONAL, A COMU-

REGIONAL.

RECEBIDA A COMUNICAÇÃO, O PRESIDENTE DA REGIONAL DA SBD DEVERÁ ENCAMINHÁ-LA, POR ESCRITO, AO PRESIDENTE DO CRM DO LOCAL EM QUE OCORRERAM OS FATOS SUPOSTAMENTE IRREGULARES PARA A ADOÇÃO DAS MEDIDAS ADMINISTRATIVAS E LEGAIS CABÍVEIS; E

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta ao especialista que possua o título pela SBD ou diploma de residência médica em dermatologia por instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), que o registre, necessariamente, no Conselho de Medicina de seu estado. Apenas dessa forma, o médico pode anunciar-se como dermatologista, uma vez que obteve o número do RQE (Registro de Qualificação de Especialista obtido ao registrar seu título de especialista em um CRM). Sem o diploma de especialização registrado nos CRMs, o associado estará cometendo infração ética ao se anunciar na especialidade por meio de placas, carimbos, receituário ou material publicitário, e impossibilitado de declarar qualquer vínculo com a especialidade. RECADASTRAMENTO A entidade está em processo de alteração do critério de busca em seu site, para que, na pesquisa, o público leigo tenha acesso à especialidade registrada e ao número do RQE dos dermatologistas que o possuam. Uma das metas da Diretoria nas campanhas de defesa profissional é dar ênfase ao médico especialista com o devido RQE. O médico registrado e atuante terá seu nome no site juntamente com seu número de registro e o estado no qual está inscrito. Em e-news encaminhado aos associados no dia 11 de junho, a Diretoria comunicou que a SBD obteve em abril deste ano junto ao CFM o banco de dados dos médicos especialistas que já possuem o Registro de Especialista em Dermatologia, com seus respectivos RQEs. Os médicos associados titulares e afiliados (adiante detalhes sobre essa nova categoria) que já possuem o registro de acordo com esse banco de dados terão, em breve, o cadastro automaticamente atualizado na SBD. Aqueles que ainda não o possuem e/ou são de outras categorias de associados deverão encaminhar o documento comprobatório do registro à SBD Nacional, aos cuidados de Márcia Rodrigues, para a inclusão do RQE em seu cadastro. Ao procurar profissionais que estão devidamente registrados o paciente será atendido por quem atingiu a rigorosa

CONCOMITANTEMENTE AO MINISTÉRIO PÚBLICO

ESTADUAL

PARA QUE ESTE APURE OS FATOS E,

SE NECESSÁRIO, INSTAURE OS PROCEDIMENTOS CÍVEIS OU CRIMINAIS CABÍVEIS.

formação exigida pela legislação brasileira para se intitular como tal. O profissional que se encontra na lista passou por seis anos de uma faculdade de medicina reconhecida pelo MEC, três a quatro anos de residência médica, além de ter sido aprovado em complexo exame que engloba conhecimentos práticos e teóricos na área dermatológica: a prova do TED. ASSOCIADO AFILIADO Categoria criada na última alteração estatutária da SBD, o associado afiliado é o “médico dermatologista, residente ou não no Brasil, inscrito para esse fim, que tem registro da especialidade Dermatologia no Conselho Regional de Medicina competente e não possui o TED obtido após aprovação no concurso promovido pela SBD” (Artigo 8o do Estatuto da SBD). De acordo com a Diretoria, o associado contribuinte que se enquadrar nesse artigo deverá requerer junto à SBD Nacional a transferência para a categoria de associado afiliado. Basta enviar o documento comprobatório da especialidade dermatologia aos cuidados da SBD. “Certos de estarmos empenhados na valorização do associado da SBD e da dermatologia, contamos com o seu apoio e a união de todos os associados na defesa de nossa especialidade e fortalecimento de nossa instituição”, enfatiza a Diretoria. ■ Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 27


Ações da diretoria

39% completado

M

Com pouco mais de 180 dias de trabalho, nova gestão já começa a colher frutos Seis meses de um novo tempo e de novas conquistas

28 Jornal da SBD ● Ano 17 n.2 n.3

is uma vez estão em voga as palavras “avanço” e “compromisso”, que compõem o slogan da atual Diretoria e têm sido a grande marca desses seis meses de gestão. Com projetos engatilhados e conquistas alavancadas no primeiro semestre, a SBD mostra aos associados que o trabalho de defesa da dermatologia e valorização do dermatologista tem sido a principal prioridade dos atuais dirigentes da entidade. Uma das ações destacadas é a recente Pesquisa Perfil do Dermatologista, que teve a adesão imediata e expressiva de 781 especialistas, o correspondente a 12% do universo dos dermatologistas associados, e que ajudará na elaboração de políticas e projetos de interesse de todas as camadas existentes nos quadros da SBD, além de contribuir para a compreensão do cotidiano social e profissional do especialista no país. Atualmente, a SBD é a segunda mais antiga sociedade de especialidade do país, com quase 7 mil associados, sendo 75% deles sócios efetivos com título de especialista. “A proposta de manter esse tipo de pesquisa é fundamental, pois dessa forma conseguimos traçar metas realistas e conhecemos de fato o perfil de nosso associado e suas necessidades”, ressalta a presidente da SBD, Denise Steiner. Foram enviados 6.549 e-mails aos associados – com perguntas importantes sobre a especialidade e a relação com a SBD – com o total de 781 questionários finalizados e 1.001 acessos. Em apenas três horas, já havia 669 retornos, dando mostra de que o associado da SBD aprovou o projeto e quer ser ouvido. “Entendemos que um relacionamento forte e duradouro se controi a partir de um conhecimento mútuo e do reconhecimento de que o associado da SBD tem suas opiniões e visões próprias, e que estas poderiam facilitar nossa gestão. Se não o conhecermos, estamos fazendo uma gestão baseada em percepções pessoais, que podem até estar corretas. Mas quando damos ao associado a oportunidade de falar livremente, estamos demonstrando interesse real nas suas expectativas e

DADOS APURADOS

A

pesquisa detectou que a maioria dos especialistas (55%) vive nas capitais, que as mulheres têm preferência pela especialidade (75% do universo entrevistado é feminino) e é alto o grau de satisfação com o trabalho, sendo a nota média 8,05. Dos participantes, 67% são associados titulares da SBD. A maior parte dos entrevistados (58%) apontou a concorrência como a principal dificuldade enfrentada. Em seguida foram citadas a disponibilidade de agenda (47%) e a qualificação da mão de obra em dermato-

necessidades”, considera o vice-presidente da SBD, Gabriel Gontijo. No fim de maio, a Diretoria da SBD e dermatologistas convidados se reuniram em um workshop para a apresentação dos resultados do estudo realizado por uma especialista de mercado no início daquele mês. A pesquisa, que conservou em sigilo os dados pessoais dos médicos, permitiu ter acesso a importantes informações a respeito dos dermatologistas, bem como dimensionar sua situação no Brasil, seja na esfera pública ou privada. Cerca de 200 deles não se importaram em expor seus nomes nos questionários nem de abrir suas opiniões para a entidade. Foram avaliados diversos itens, como áreas de atuação, desafios, satisfação com a profissão, tipos de pacientes atendidos, necessidades do mercado, principais dificuldades encontradas na gestão do consultório, a questão da concorrência e dos novos profissionais, capitais de maior concentração de profissionais, profissão por sexo, número de horas trabalhadas etc. O banco de dados produzido pela pesquisa vai nortear as principais ações da diretoria no que diz respeito à defesa profissional e à valorização do especialista. “Sabemos quem é o dermatologista brasileiro, seu perfil, suas dificuldades e suas aspirações. Sabemos também qual é sua relação, imagem e percepção da SBD. Esses resultados nos darão a chance de fazer uma gestão orientada para os dermatologistas, a partir da construção de uma identidade institucional e das estratégias de relacionamento”, frisa Gontijo.

logia (43%). Dos entrevistados, 75% atendem mais pacientes de convênio do que particulares, e 15% deles, exclusivamente particulares. Quanto às áreas de atuação, 98% se dedicam à dermatologia clínica, 74% à dermatologia estética e cosmiatria, 66% à dermatologia cirúrgica, 51% ao laser, 50% à pediatria, e 43% à geriatria. A média estimada de consultas realizadas em 2012 por dermatologista foi de duas mil por ano. Indagados sobre o que vem à mente quando se fala na SBD, 41% deles disseram que é uma instituição que Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 29


Ações da diretoria

cumpre seu papel, e 19% que a Sociedade tem atuação expressiva e moderna. A imagem da SBD desde sua criação está sendo avaliada positivamente com 23% dos entrevistados dando nota oito. A nota média da atual gestão também foi oito. Há dez anos, na gestão de Márcio Rutowitsch, a SBD realizou uma pesquisa do mesmo gênero em parceria com a Fiocruz, que mostrou na época informações e análises relevantes, referentes a

dados geográficos, de formação profissional, origem socioeconômica e mercado de trabalho do especialista. Essa pesquisa teve início na gestão de Bernardo Gontijo, em 2000. Mais moderna A fim de definir os rumos da Sociedade em relação a sua imagem e identidade, está em desenvolvimento pela Diretoria um estudo para a possível modernização da marca. Mais detalhes serão divulgados em breve. ■

NOVA CARA

Com design moderno, navegação reestruturada e maior funcionalidade, o site da SBD quer ser principal canal de divulgação para a área médica e o público em geral

C

om o intuito de oferecer aos especialistas e ao público leigo informações de qualidade sobre a dermatologia, de ser fonte de consulta e, especialmente, de defesa dos interesses da especialidade, a SBD realizou estudo de usabilidade de seu site para promover ampla reformulação de conteúdo e do design, o que deverá ocorrer até o fim deste ano. Para democratizar o acesso e incentivar a participação de todos foram enviados questionários eletrônicos aos associados com perguntas abertas e fechadas. Os formulários levantaram os hábitos e as formas de acesso ao portal da SBD, as estruturas mais adequadas às necessidades de cada usuário, entre outros aspectos. Havia perguntas como a que horas o usuário entra no site, que preferência tem por conteúdos e links, além da avaliação geral da estrutura do site (layout e conteúdo). Na página oficial da SBD no Facebook, o público leigo também pôde responder às perguntas e contribuir com o projeto.

30 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

“Desde o início de nossa gestão, sentimos a necessidade de atualizar o site da SBD, tornando-o mais dinâmico para assim facilitar o acesso dos associados aos temas e tópicos de maior interesse. Inicialmente, a intenção era apenas modificar o website, mas fomos percebendo que precisávamos ir além disso. Precisávamos ouvir o associado nas suas aspirações, sugestões, expectativas, opiniões e reclamações. Contratamos, então, uma empresa que, antes de reformular o site, fez uma pesquisa eletrônica entre os associados”, explica o vice-presidente da SBD, Gabriel Gontijo. A pesquisa reuniu 590 respostas, sendo que a maior adesão foi dos especialistas da SBD. O novo projeto prevê também busca mais eficaz nos mecanismos próprios – Search Engine Optimization (SEO) –, o que melhorará o processo de busca pelo Google. “Esse estudo de usabilidade foi feito para entender o que eles acham mais importante e assim orientar a criação de um website mais funcional e ‘palatável’. A ideia é termos algo mais simples, com conteúdo dinâmico tanto para o público leigo quanto para os dermatologistas, e priorizar a eficiência dos mecanismos de busca no Google”, afirma Calebe Bezerra, responsável pelo projeto. O novo site vai conter algumas seções fixas e já conhecidas do associado, como agenda atualizada de eventos e notícias importantes da área e institucionais. Já para o público leigo, além da divulgação ampla das campanhas e notícias da área, haverá um sistema mais moderno de busca, pelo qual os internautas podem localizar os membros associados da SBD, em todo o país, entre outras coisas. O Jornal da SBD conversou com a coordenadora de Mídias Eletrônicas da SBD, Eliandre Palermo, para saber que impacto terá esse aprimoramento do portal da SBD para o associado e para a população em geral.

Abaixo, a médica aponta como está o atual cenário de informação da dermatologia e como o site pode interagir melhor com seus públicos.

Com a ascensão da dermatologia à categoria de especialidade, as informações da área são colocadas cada vez mais em evidência, seja na mídia, com o apelo incansável dos jornalistas sobre os cuidados com a pele, tratamentos e novidades em procedimentos dermatológicos e cosmiátricos, muitos sem respaldo ético ou cientifico, seja nas discussões de defesa profissional, com o avanço irrefreável de profissionais não qualificados e até mesmo não médicos, atuando livremente como se fossem verdadeiros dermatologistas. Na era da informática, a informação é, sem dúvida, o grande poder. Por falar em verdades, a internet tem sido apontada como o expoente das novas tecnologias de informação e comunicação, tendo-se, de fato, tornado uma espécie de réplica do mundo real. Porém, nem tudo que está na rede é verdade, mas tudo que é divulgado torna-se real e, para tal, pode ser validado ou deturpado – tudo depende de como a informação é posicionada, recebida e repassada. E é exatamente nesse contexto que virá o novo website da SBD. Assumindo o compromisso de fazer dele um novo portal de informações e atualizações, e principalmente nosso grande canal de comunicação com a população, aceitei o convite e desafio de coordenar o site da sociedade. Esse espaço é muito importante, pois a internet se tornou a maior ferramenta de divulgação dos tempos de hoje, e nosso novo portal está sendo desenvolvido para projetar a imagem institucional da SBD, atuando como principal canal de divulgação e de defesa dos interesses de nossa especialidade. O primeiro passo de nosso projeto foi uma análise do site atual e a realização de um estudo de usabilidade do mesmo, no formato de questionário eletrônico. Ele

foi enviado a usuários e associados, e disponibilizado também no site da Sociedade. O estudo pretende esclarecer hábitos e formas de uso dos sites da SBD, nos perfis público e médico, para que possamos assim definir estatisticamente quais funcionalidades têm prioridade e que tratamento devemos dar à arquitetura da informação. O espaço do público leigo também será repaginado e simplificado. O novo projeto de web terá visibilidade bem superior em mecanismos de busca, o Search Engine Optimization (SEO), e isso permitirá que o site em todo o seu conteúdo seja otimizado para buscas no Google, por exemplo. Vamos mudar o layout e simplificar a página principal a fim de redirecionar a atenção para os temas mais importantes ou de destaque. O design do site como um todo será reformulado e renovado, pois sabemos que o visual também é muito importante num acesso à web. A navegabilidade e facilidade de uso também estão sendo revistos; temos um site com grande conteúdo de informação, tendo muitos textos e páginas sido agregados ao longo dos anos, sem que se refizessem ferramentas de processamento adequado para esse conteúdo. Dessa forma, apesar de nosso enorme volume de informação, nem sempre somos os primeiros ranqueados nos sites de busca de temas importantes da especialidade. E muitas vezes temos a informação escondida em pastas de difícil acesso. Estamos aceitando todas as sugestões e críticas objetivas nesta fase do projeto para poder atender melhor ao nosso associado e, assim, convidamos todos a participar. Quem quiser enviar textos, matérias ou notas para publicação no site deve encaminhar o material para o endereço atendimentosite@sdb.org.br. Sua contribuição é muito importante para nós.

Eliandre Palermo (SP) Coordenadora de Mídias Eletrônicas da SBD

Eliandre Palermo Coordenadora de Mídias Eletrônicas da SBD Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 31


Mundial de 2019

Na primeira foto à esquerda, os representantes da SBD Maurício Alchorne e Paulo Cunha ladeiam Jacek Szepitowski, presidente do 10th EADV Spring Symposium. Na seguinte, o Prof. Ibrahim Galadari, membros da Liga Pan-Árabe de Dermatologia e Omar Lupi no encontro em Dubai

WCD 2019 no horizonte da SBD Com experiência internacional no currículo, Brasil busca apoio para sediar Congresso Mundial de Dermatologia, um dos maiores encontros da especialidade

Foco em 2019: Omar Lupi troca experiências com Harvey Lui, secretário-geral do WCD 2015 (Vancouver, Canadá), e membro do board da ILDS

E

m demonstração de força institucional e de pragmatismo, a atual gestão da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) iniciou 2013 com uma meta ousada: ter o Brasil, mais especificadamente a cidade do Rio de Janeiro, como sede do 24o Congresso Mundial de Dermatologia em 2019 (WCD). Uma série de reuniões entre membros da Diretoria e dermatologistas com projeção no exterior definiu a criação de um amplo planejamento internacional para a divulgação da candidatura do país em importantes encontros dermatológicos na América do Sul, na Europa, na África e na Ásia. O projeto, em pleno andamento, tem como meta construir alianças estratégicas com sociedades

32 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

médicas e estreitar parcerias com nomes influentes da dermatologia mundial para alavancar o WCD no Rio. A primeira ação efetiva da candidatura teve início em fevereiro deste ano, quando a SBD apresentou oficialmente sua candidatura durante o 71o Meeting da Academia Brasileira de Dermatologia (AAD), contando com o apoio do presidente da AAD, Dirk Elston. Desde então, o Comitê de Candidatura, liderado por Omar Lupi (presidente) e Paulo Cunha (secretário-geral), tem viajado pelo mundo, em longa jornada pelos quatro continentes (veja a agenda na p.33) para a divulgação do projeto. O resultado prático desses esforços tem sido comprovado na ótima receptividade dos colegas estrangeiros, que

mostram reconhecer a experiência da SBD em grandes eventos, bem como no dinamismo e na capacidade técnica e acadêmica dos membros que a compõem. “Pude perceber já no Derma Dubai (ocorrido em abril) que a candidatura brasileira tem sido vista com bons olhos pelos mais diversos povos. Essa boa avaliação que temos dos nossos colegas do exterior tem colaborado para firmarmos parcerias interessantes”, ponderou Omar Lupi. Em maio, os membros do Comitê foram convidados a participar do 10th EADV Spring Symposium, na Cracóvia (Polônia), e aproveitaram para buscar apoio ao projeto de 2019. O convite a Paulo Cunha partiu de Jacek Szepitowski (no centro, na foto acima), presidente do evento, além de presidente da Sociedade Polonesa de Dermatologia e chefe do Departamento de Dermatologia da Universidade de Wroclaw (Breslau), centro de ensino fundado em 1877. Na ocasião, Paulo Cunha ministrou uma palestra no Serviço sobre doenças tropicais e dentro do simpósio da EADV coordenou um workshop que enfocou a pele negra. “Foi emocionante dar aula sobre doenças tropicais nesse Serviço que já teve como chairmen grandes mestres da dermatologia mundial, tais como: Heinrich Koebner, criador do fenômeno Koebner; Albert Neisser, descobridor da Neisseria gonorrhoeae e coinventor do teste de Wassermann; e Joseph Jadassohn, Max Jessner e Heinrich Gottron, que descreveram o sinal de Gottron da dermatomiosite”, disse o dermatologista que viajou acompanhado do ex-presidente da SBD Maurício Alchorne (1999/2000). No mesmo mês, a presidente Denise Steiner, Paulo Cunha e Humberto Ponzio prosseguiram a jornada e estiveram presentes na XIII Reunião Internacional de Terapêutica Dermatológica (GITD). “Recebemos extraordinária demonstração de apoio por parte dos professores da América Latina”, informou Paulo Cunha, que na ocasião recebeu o título de Membro Honorário da Sociedade Argentina de Dermatologia junto com Denise Steiner.

A presidente da SBD, Denise Steiner, com membros da junta diretiva do Cilad, entre eles, Fernando Gatti (ex-presidente), Jorge Ocampo (atual presidente) e Roberto Arenas (ex-presidente) no Congresso de Dermatologia da República Dominicana

Dando continuidade às viagens para promover o encontro de 2019, em junho, Omar Lupi embarcou para a Espanha, onde participou do Congresso Espanhol de Dermatologia e Venereologia, em Valência, e investiu no apoio da Academia Espanhola de Dermatologia para o projeto da SBD. “Há a confiança do Comitê de que o bom desempenho e os laços criados nessa fase de candidatura serão fundamentais para que a candidatura do Brasil seja consolidada. Em todos os lugares por que passamos, fomos muito bem recebidos e tratados com todo o respeito. Estamos prontos para receber o WCD Rio 2019, e os dermatologistas do país anseiam por isso”, afirma Lupi. A sede do WCD Rio 2019 será conhecida daqui a dois anos, no Congresso Mundial de 2015, em Vancouver, no Canadá. Se vencer, o Rio de Janeiro será a segunda cidade da América do Sul a receber uma edição do congresso mundial. A Argentina foi sede do encontro em 2007. Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 33


Mundial de 2019

COLORIDO E ALEGRE, O

LOGOTIPO DA CIDADE ASPIRANTE É INSPIRADO NA FESTA POPULAR MAIS FAMOSA DO

AS

BRASIL,

O CARNAVAL.

ONDAS QUE O ADOR-

NAM TÊM DOIS SIGNIFICA-

DOS: SÃO O SÍMBOLO DO LITORAL DO PAÍS E TAMBÉM LEMBRAM OS PELOS, ESTRUTURAS PRESENTES NA PELE E

Apoio recebido por dermatologistas espanhois. Lupi: “Estamos prontos para receber o WCD Rio 2019, e os dermatologistas do país anseiam por isso”

APOSTA NO BRASILEIRO E NO BRASIL A SBD mostra que, em um século de existência, tem feito bem a lição de casa, com seus 73 Serviços Credenciados cumprindo com excelência o papel de principais formadores do dermatologista no Brasil. Além da expertise da dermatologia brasileira e da vontade de nossos especialistas em estreitar mais os laços de intercâmbio com colegas do mundo todo, o país tem boa estrutura para sediar um evento desse porte. “Temos todo o aparato (rede hoteleira, centro de convenções, estrutura aeroviária) para receber um evento internacional dessa magnitude e com qualidade, sem contar, obviamente com o potencial de nossos dermatologistas”, frisa Denise Steiner. A presidente da SBD ressalta também que a qualidade e a competência dos especialistas formados no Brasil, onde há escolas tradicionais e gabaritadas, tornam o país uma vitrine na área. Endossa a declaração de Denise o dermatologista de São Paulo e presidente do último Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), Sérgio Schalka: “O Brasil sempre foi tratado no exterior como o ‘país do futuro’, como um exótico país, com um povo simpático, mas com certo ceticismo sobre nossa capacidade administrativa e de organização. Fato é que o futuro chegou! O mundo já reconheceu isso ao escolher o Brasil como sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Com todas as dificuldades por que passamos na organização desses eventos, tenho convicção de que, ao final, serão bem-sucedidos. Participar dos eventos internacionais e mostrar nosso projeto são ações essenciais. Acredito que também será importante o aumento da participação da SBD no Meeting da Academia Americana de Dermatologia (AAD)”. SIMPÓSIO DA SBD NO MEETING DE 2014 Segundo o coordenador de Relações Internacionais

34 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

ESTUDADAS PELOS DERMATOLOGISTAS

da SBD, Reinaldo Tovo, a interação com as sociedades dermatológicas internacionais ganhou importante auxílio das dermatologistas Tatiane Curi e Luciana Cattini, ambas de São Paulo. E completa: “Temos feito contatos com sociedades de dermatologia de todo o mundo para a implementação de programas de intercâmbio e a participação de palestrantes brasileiros em eventos fora de nosso país. Em 2014, teremos um simpósio da SBD, durante o Meeting da AAD, com a participação de palestrantes brasileiros. Em todos os eventos internacionais, procuramos promover encontros entre as lideranças das dermatologias nacional e internacional a fim de firmar parcerias e estimular a visão da grandeza da dermatologia brasileira e do sucesso que o evento coordenado pelos doutores Omar Lupi e Paulo Cunha, ambos com muita projeção internacional, terá dentro em breve”, salienta. A ideia pioneira em parceria com Jayme de Oliveira Filho, em 2006, para a criação de um estande no Meeting da AAD para divulgar o Congresso Brasileiro que se realizaria no mesmo ano apareceu na fala de Tovo, que informou estar a SBD, desde então, marcando presença em eventos internacionais ao participar todos os anos com estandes no pavilhão de exibições nos congressos da Academia Americana de Dermatologia, divulgando a Sociedade e abrindo espaço para contatos científicos entre os países. DO BRASIL PARA O MUNDO Um aumento da projeção internacional da dermatologia brasileira é o que pensa a ex-presidente da SBD Alice Alchorne (2007/2008) ao prever a repercussão da realização desse evento no Brasil. “Acredito que seria enorme a visibilidade da dermatologia brasileira e do próprio país. O WCD 2019 seria um marco e mostraria a pujança da dermatologia de nosso país e nossa tradição em organizar ótimos eventos”, opina.

Para Schalka, os eventos dermatológicos brasileiros são reconhecidos pelos estrangeiros devido à programação rica e bem-organizada, constituindo pontos fortes para alavancar a escolha do Brasil como sede do Congresso Mundial de 2019. “Mas um congresso não se faz apenas com boa programação científica. Precisamos ter um excelente relacionamento com patrocinadores e expositores, além de contar com profissionais da área de organização, técnicos da área audiovisual, de montagem, logística, entre outros. Nossa indústria farmacêutica, cosmética e de equipamentos é muito ativa e participativa em eventos. Somos reconhecidos como potencial mundial na área. Temos excelentes profissionais técnicos habituados a eventos de grande porte e antenados com o que há de mais moderno em organização de congressos. Hoje posso afirmar com muita tranquilidade que o Brasil, como poucos países no mundo, tem tudo com qualidade para organizar um congresso do porte do WCD. E nós, liderados por nosso Comitê da Candidatura, temos certeza de que conseguiremos atingir o objetivo de trazer o WCD para o Brasil”, declarou ao JSBD.

ESTANDE ALÉM DO CONGRESSO BRASILEIRO DE DERMATOLOGIA, EM BRASÍLIA, EM SETEMBRO, SERÁ MONTADO UM ESTANDE DA WCD 2019 NOS CONGRESSOS DA EADV, EM ISTAMBUL (TURQUIA), EM OUTUBRO, EM NOVA DÉLHI (ÍNDIA), EM DEZEMBRO, PARA DIVULGAÇÃO MAIS INTENSA DA CANDIDATURA. EM FEVEREIRO, NA AAD, EM MIAMI, O COMITÊ DE CANDIDATURA RIO 2019 TAMBÉM CONTOU COM ESTANDE PRÓPRIO NO LOCAL

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DISTRIBUÍDO CONTÉM INFORMAÇÕES SOBRE A ESTRUTURA DA CIDADE, ATRATIVOS TURÍSTICOS E DÁ UMA MOSTRA DA POTENCIALIDADE DA DERMATOLOGIA BRASILEIRA

DO BRASIL PARA O MUNDO CONFIRA A AGENDA DE DIVULGAÇÃO DO PROJETO EM EVENTOS INTERNACIONAIS 2013 FEVEREIRO – CANDIDATURA OFICIAL NA AAD, MIAMI ABRIL – DUBAI DERMA, EMIRADOS ÁRABES MAIO – 10TH EADV SPRING SYMPOSIM, CRACÓVIA E XVIII REUNIÃO INTERNACIONAL DE TERAPÊUTICA DERMATOLÓGICA (GITD), BUENOS AIRES JUNHO – CONGRESSO ESPANHOL DE DERMATOLOGIA E VENEREOLOGIA (AEDV), VALÊNCIA JULHO – 3RD MUNICH INTERNATIONAL SUMMER ACADEMY OF PRACTICAL DERMATOLOGY, MUNIQUE

AGOSTO - SUMMER MEETING - AMERICAN ACADEMY DERMATOLOGY (AAD), NOVA YORK

OF

SETEMBRO – CONGRESSO BRASILEIRO DE DERMATOLOGIA, BRASÍLIA OUTUBRO – CONGRESSO DA ACADEMIA EUROPEIA DE DERMATOLOGIA E VENEREOLOGIA (EADV), ISTAMBUL NOVEMBRO – CONGRESSO DE DERMATOLOGIA PEDIÁTRICA DE DERMATOLOGIA, BOGOTÁ E CONGRESSO CENTROAMERICANO E DO CARIBE, PANAMÁ DEZEMBRO – CONGRESSO INTERCONTINENTAL DE DERMATOLOGIA (ISD), NOVA DÉLHI

Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 35


Anais Brasileiros de Dermatologia

ACNE SOLUTION LOÇÃO SECATIVA FPS 15

5

1 FPS

Promove ação cicatrizante, secativa e reduz a inflamação das lesões

ABD alcançam indexação na base PubMed Central Em curva ascendente, revista ganha ainda mais visibilidade, o que proporciona a máxima exposição de trabalhos de investigação desenvolvidos por brasileiros no cenário internacional

Q

Resultados comprovados no controle da acne:

63% de redução da acne* 67% de redução da oleosidade* *Teste de eficácia realizado com o uso da linha em voluntários

Em 2 versões: INCOLOR

TONALIZANTE

com acne grau 1 e 2.

DIVISÃO MÉDICA 0800 725 5108 | www.adcos.com.br www.adcos.com.br /oficialadcos /oficialadcos

uatro anos após ingressar no PubMed/Medline, uma das maiores bases de dados primária e de gerenciamento de periódicos científicos do mundo no campo das ciências médicas e biológicas, desenvolvida e mantida pela National Library of Medicine (NLM), a revista Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD) acaba de conquistar a indexação no PubMed Central (PMC) – base de dados digital de acesso público aos artigos científicos disponíveis no PubMed/Medline, reproduzidos em sua totalidade e com acesso irrestrito e custo zero. Tais facilidades são consideradas pontos importantes para o aumento da visibilidade dos artigos publicados e crescimento do fator de impacto da revista, meta permanentemente perseguida por seus editores. O processo de submissão ao PMC teve início em fevereiro e ocorreu em duas etapas: na primeira foram avaliadas a qualidade científica e a qualidade técnica do periódico. Por já estarem indexados no PubMed/Medline, os ABD foram automaticamente aprovados na primeira fase, com o resultado divulgado no final de fevereiro. A segunda etapa compreendeu a avaliação das imagens, PDFs e arquivos em formato XML, todos requisitos técnicos mínimos do PubMed Central. A aprovação veio no dia 10 de maio, e, neste momento, estão sendo ajustados o banner dos ABD e o contrato de participação da revista na base. “Além de disponibilizar no formato HTML, eles tornam acessíveis os artigos nos formatos PDF, PubReader e ePub para leitura em Ipads e outros tablets. Os vídeos também serão divulgados, ou seja, os artigos que publicarmos com vídeos serão adicionados aos textos no PubMed Central. Estamos muito satisfeitos com essa indexação e continuamos trabalhando para que a revista

alcance outra conquista fundamental, como o aumento do fator de impacto (FI), nosso principal objetivo”, explica Izelda Costa, editora científica dos ABD desde 2009. META: AVANÇO EM TERMOS QUANTITATIVOS Além da atualidade do tema abordado e da língua empregada na publicação do artigo, o número de citações é tido como fator considerável de sua qualidade para alavancar o fator de impacto (FI). “Conseguiremos aumentar o fator de impacto com citações em outros periódicos; logo, quanto mais visibilidade tivermos nas bases de importância como a MedLine, e nessa agora, a PubMed Central, que faz parte da primeira, será ainda melhor para nossa revista.” Os ABD fecharam 2012 com o fator de impacto de 0,554, tendo aumento de 60% em relação a 2010. A editora ressalta que estamos vivendo um importante momento para a produção científica nacional, em que se faz fundamental a colaboração dos pares na elaboração de artigos para enriquecer ainda mais a literatura médica brasileira em dermatologia. A partir da edição 88(3) maio/junho, será divulgada na revista impressa o número DOI (Digital Object Indentifier) de cada artigo, “a fim de contribuir ainda mais para a visibilidade desses artigos e facilitar sua busca pela internet. Será um adianto também para os pesquisadores que precisam atualizar as informações no currículo Lattes”. Os ABD também estão indexados nas bases de dados da Web of Science, Scopus, Periódica, Latindex, TDB, Embase, Lilacs e Web of Knowledge e no formato online do SciELO. ■ Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 37


Teraderm 2013

Mais um ano de sucesso: Ricardo Shiratzu, Clarisse Zaitz, Humberto Ponzio e Jayme de Oliveira Filho, coordenadores do Teraderm, evento que reúne anualmente mais de mil pessoas em SP

Teraderm ganha fôlego em sua quinta edição Encontro mostra tudo que o dermatologista pode realizar no campo da terapêutica clínica, cirúrgica e estética de maneira objetiva e equilibrada

U

m público maciço – cerca de 1.200 inscritos – trocou experiências e solidificou conhecimentos de diversas formas no 5o Teraderm da SBD, encontro promovido anualmente pela SBD Nacional e que tem como marca apresentar atualizações condensadas das principais novidades no campo terapêutico da dermatologia. O Teraderm ocorreu nos dias 5 e 6 de julho, no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista. O programa científico de alta qualidade estruturado em 28 blocos – cada um com 30 minutos subdivididos em temas práticos e de conhecimentos facilmente

38 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

aplicados no dia a dia do consultório – foi apresentado por cerca de 100 expoentes da dermatologia do país. No final de cada sessão, dez minutos de debate sobre os temas destacados configuraram boa oportunidade para o esclarecimento de dúvidas. O formato que privilegia a ênfase às discussões tem sido explorado com sucesso desde 2011. “É um evento que sempre lota e nos dá muita satisfação de trabalhar. Os temas escolhidos são habituais, mas sua abordagem é sempre atualizada e debatida por renomados especialistas da área de maneira bastante didática e dinâmica”, disse a coordenadora Clarisse Zaitz (SP).

Algumas das miniapresentações foram conduzidas com esmero pelos seguintes dermatologistas da SBD que abordaram temas como: “Melasma: como os lasers realmente podem atuar” (Roberto de Mattos), “Preenchedores: momento atual e perspectivas” (Jayme de Oliveira Filho) e “Novas drogas para o tratamento tópico de lesões malignas de pele” (Reinaldo Tovo Filho). “Sentimos que havia uma expectativa muito boa de todos os colegas que aguardaram, ansiosos, esse encontro para assistir a aulas de reciclagem honestas e atualizadas dos temas abordados, alguns, inovadores! Acredito que conseguimos proporcionar revisões rápidas e objetivas de terapêuticas atuais dos temas dos diversos blocos. Sem dúvida alguma, o Teraderm é evento de sucesso porque seu objetivo vai ao encontro das necessidades de reciclagem dos dermatologistas participantes”, afirmou o coordenador Jayme de Oliveira Filho (SP). Com uma vasta experiência na área de laser e já tendo participado de outras edições do Teraderm – como palestrante ou coordenador – o vice-presidente da SBD, Gabriel Gontijo, acredita que o tema terapêutica atrai muito a atenção do dermatologista. “O fato de ser realizado em uma única sala é muito interessante e prático. O formato das apresentações com um coordenador moderando as discussões com os experts no assunto é muito objetivo e didático. A atualização em tratamentos dermatológicos e o aproveitamento são

excelentes, com grande aplicabilidade na prática diária do dermatologista”, opina o médico, que palestrou no bloco “Melasma: como os lasers realmente podem atuar”. “A abordagem do tema, que é controverso e ainda desafiante para o dermatologista, foi baseada em uma em uma análise criteriosa dos artigos científicos e também em uma extensa pesquisa entre 113 dermatologistas no país com experiência no assunto”, completa. Além de Jayme e Clarisse, o 5o Teraderm da SBD também teve a coordenação de Humberto Ponzio (RS) e Ricardo Shiratsu (SP). CABELOS E UNHAS Especialista em cirurgia dermatológica, Lauro L. Lopes Filho (PI) falou sobre o tratamento cirúrgico do câncer cutâneo sem cirurgia micrográfica e no debate final realçou as várias técnicas cirúrgicas na oncologia. “Foi uma discussão bem interessante porque vimos as experiências de vários cirurgiões dermatológicos que trabalham nessa área”, afirma o médico, que participa do encontro pela segunda vez desde sua criação, em 2009. “Tanto em 2012 quanto neste ano participei como expert. O Teraderm já se consolidou como um dos mais importantes eventos da dermatologia brasileira por seu foco prático e direto no tratamento das doenças dermatológicas. A programação de 2013 foi muito abrangente e contemplou todos os interesses dos dermatologistas.” ■ Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 39


Jovem Dermatologista

Paula Cosenza, mestranda em HIV/Hepatites Vitais na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e professora do curso de pós-graduação em dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro (PGRJ), pratica futebol de areia desde os 16 anos

Dermatologista brasileira dá palestra sobre fotoproteção a equipes de beach soccer dos Emirados Árabes Futebol de areia é um dos esportes mais procurados pelos “praianos” árabes

N

ão são apenas os torneios em incríveis campos de golfe, as tradicionais corridas de cavalo, de camelo e de jipe 4x4 nas dunas do deserto, os principais entretenimentos dos turistas ou dos entusiastas de esportes ao ar livre que vivem em Dubai. O emirado mais conhecido no Oriente Médio tem uma relação muito estreita com um esporte em específico: o beach soccer, que desde 2006 vem ganhando espaço nas praias com a realização de torneios que reúnem seleções de todo o mundo. O crescimento das equipes de futebol de areia e o interesse de jovens pelo espor-

40 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

te, levou o Conselho de Esportes de Dubai a convidar a dermatologista carioca Paula Perequito Cosenza, há 15 anos jogadora da Escola Carioca de Beach Soccer, na Praia do Leblon, para ministrar palestra sobre fotoproteção para a comissão técnica, fisioterapeutas e jogadores das equipes de beach soccer dos Emirados Árabes. A indicação veio de Marcelo Mendes, atual técnico da seleção de Dubai e primeiro treinador de Paula na Escola Carioca, na qual são treinadas turmas de futebol feminino adulto, entre outras. Realizada no dia 8 de abril na sede do Conselho Esportivo de Dubai,

a aula contou com a presença de profissionais da área de esportes de várias partes do mundo, como Portugal, Hungria, além, é claro, dos árabes. Por apresentar temperaturas extremamente altas, que chegam a ultrapassar os 45ºC durante o dia, e cuja sensação térmica fica acima de 50ºC, Dubai é considerada uma verdadeira sauna no verão – o que acarreta grande desconforto aos praticantes do esporte, que na maioria das vezes treinam em locais descobertos. Em sua palestra, Paula deu ênfase, sobretudo, aos horários de treinamento, considerados inviáveis para a saúde da pele. – Fiz um alerta sobre os melhores horários de treinos, sobretudo os da equipe infantil, já que as crianças treinavam ao meio-dia! Também houve a orientação quanto à escolha dos melhores filtros solares para a prática de esportes, esclarecimentos sobre a diferença entre a proteção UVA e UVB, e a necessidade de reaplicação do protetor e da identificação precoce de possíveis sinais de alerta do câncer da pele. Achei bem interessante a ideia que eles tinham de que, sendo mais morenos, não precisariam preocupar-se com câncer da pele. Isso é mito – comentou Paula Cosenza. A obrigação do uso da burca em mulheres até mesmo na prática de esportes, como forma de respeito a sua cultura foi ponto polêmico discutido na palestra.

Imposto pelo Alcorão, o traje feminino cobre o corpo todo, incluindo o rosto e os olhos. – Conversamos um pouco a respeito dos possíveis problemas que isso pode acarretar, da necessidade de hidratação vigorosa e dos riscos de carências vitamínicas que essas mulheres podem apresentar. A presença de profissionais de outros países na palestra colaborou muito para abordagem mais aprofundada desse tema considerado tabu – disse Paula, que só interrompeu a prática do beach soccer na época em que cursava a pós-graduação em dermatologia pela Policlínica Geral do Rio de Janeiro (PGRJ), por não conseguir conciliar os horários de estudos e treinos. Para a dermatologista, que foi a primeira mulher convidada pelo Conselho de Esportes de Dubai a dar palestras para a equipe local do esporte, a educação a longo prazo é fundamental para os esportistas que se exercitam ou participam de competições em áreas abertas. – Infelizmente nenhuma competição mudará seu horário em função da exposição solar, pois normalmente existem outros interesses, como o melhor horário para ser televisionada a fim de atrair espectadores e melhor retorno para patrocinadores. Acredito, no entanto, que as mudanças nos treinamentos diários passam a ser até mais importantes. Não é razoável que crianças treinem ao meio-dia sem nenhuma proteção. O técnico da equipe infantil mostrou-se bastante interessado nas roupas com filtro solar, por exemplo. Foi importante mostrar que mesmo as pessoas de pele morena são suscetíveis ao câncer, com a exposição continuada, e que o uso de filtro solar não deixa os homens com o risco de osteoporose, como temiam. Então, a educação a longo prazo tem muita importância não só para esportistas como para todas as pessoas – frisa a dermatologista de 31 anos. ■ Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 41


Tecnologia e Medicina

requente, f o s u o d r a s Ape entas é capaz m a r r e f s a s s e nenhuma d a do médico ç n e s e r p a ir de substitu elecer a nem de estab da enorme e t n ia d o ã is c melhor de o humano t n e im c e o d a e do complexidad

Uso de telefones celulares e da internet na prática clínica

O

fim do século passado assistiu à introdução da internet, que foi rapidamente difundida pelos indivíduos de tal forma, que, mesmo sem possuir computador em casa, mais de 90% dos brasileiros têm acesso à rede. A chegada da rede de comunicação foi seguida por outra invenção tecnológica hoje aderida por muitos: o smartphone, aparelho que combina as funções convencionais de telefonia celular com a capacidade de computação avançada e que permite a seus usuários fazer download de uma infinidade de aplicativos (os apps). Atualmente, existem cerca de dez mil aplicativos médicos dentro da Apple Store, sendo muitos deles projetados especificamente para os profissionais de saúde. Completamente conectado, o dermatologista Emmanuel Pereira Benevides Magalhães, graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e com residência em dermatologia na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), é a favor do uso smartphone na prática diária, sendo mais um aliado do médico, e com potencial enorme. Ele baixa aplicativos e recursos disponíveis no aparelho para diversos fins: “No atendimento aos pacientes, utilizo aplicativos

42 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

como o Bulário Digital, Interação Medicamentosa e Genéricos BR para conferência de detalhes de medicações, CID-10 Pro para consulta rápida à CID, e o Atlas de Dematologia da SBD, que permite ilustrar as explicações dadas aos pacientes que desejam entender detalhes de seus diagnósticos e tratamentos. Utilizo também a câmera para obtenção de fotos e para repassar imediatamente ao paciente quando necessário. Para atualização, leio livros e artigos no iBooks e Adobe Reader e utilizo aplicativos de casos-desafio como o DermInReview e o NEJM Image Challenge. Outra sugestão de aplicativo de leitura é o GoodReader, que vários colegas utilizam e elogiam. Sempre procuro novos livros interessantes no aplicativo Amazon, alguns dos quais obtenho na forma de e-book e leio no próprio smartphone ou no tablet. Diversos utilitários também facilitam o dia a dia do consultório, como o aplicativo Calendário para agenda pessoal, aplicativo Notas, bom para anotações rápidas que precisam ficar à mão, CamScanner free para escanear, corrigir, armazenar e compartilhar documentos e imagens, além dos óbvios aplicativos Mail e Mensagens para diminuir o tempo de resposta de e-mails e mensagens de pacientes e fornecedores.”

Apesar da grande variedade de aplicativos disponíveis para tarefas diferentes, todos eles têm um objetivo comum, que é auxiliar na prática clínica para melhorar os resultados dos pacientes. No entanto, ao mesmo tempo que facilitam a vida dos médicos eles também devem ser rigorosamente avaliados antes de sua implementação na prática clínica ou como ferramenta de primeiros socorros para pessoas em geral. A utilização pelo público leigo também merece atenção especial. “O mau uso, principalmente por escolha equivocada da melhor ferramenta ou por desconhecimento do modo de uso, pode gerar frustrações nos profissionais decorrentes da não obtenção da informação ou facilidade desejada, da obtenção de informações inadequadas ou da sensação de ineficiência em alunos e professores que não atinjam os desfechos educacionais desejados. O maior risco, porém, está nas ferramentas voltadas para o público em geral. Muitos pacientes tentam estabelecer o próprio diagnóstico e tratamento baseados no que leem em diversas fontes na internet, causando muitas vezes atrasos no diagnóstico correto e, pior, tratamentos errados que podem levar a danos adicionais e desnecessários. Considero que tais ferramentas se deveriam limitar a dar informações gerais, mais voltadas para cuidados preventivos e necessariamente acompanhadas da orientação de buscar um médico sempre que necessário”, afirma Emmanuel Magalhães. Um estudo publicado na edição de abril no Journal of Mobile Technologie sobre o uso das novas tecnologias

e da internet na prática médica verificou que 43 alunos da Universidade de Monash preferem usar a internet e os apps, pela rapidez e facilidade da busca eletrônica, em detrimento dos meios tradicionais de estudo, como livros e materiais impressos. Na visão de Emmanuel, porém, nada substitui a presença de um bom professor. “A busca eletrônica facilitou muito a resolução de problemas específicos, como levantamentos bibliográficos extensos e exaustivos, necessários quando se deseja conhecer toda a literatura existente sobre um determinado assunto, ou a necessidade de resposta rápida a uma situação clínica real. Para tais situações, supera ferramentas convencionais de modo definitivo, por sua rapidez, atualização constante e disponibilidade sem restrições de tempo ou espaço. As ferramentas eletrônicas permitem ainda novas metodologias de aprendizado, interativas e com uso de imagens, ensino a distância e atualização profissional contínua, e, se bem utilizadas por professores e autodidatas, aceleram e diversificam o aprendizado. Entretanto, atingir bons resultados nem sempre é fácil, exige conhecimento da ferramenta em si e, principalmente, de técnicas de ensino/aprendizagem. Em outras palavras, ainda não há substituto eletrônico do bom professor. Considero que, acima do alicerce do conhecimento teórico, o que faz o bom médico é a experiência e o bom-senso, que só são adquiridos no contato real com pacientes e na discussão olhos nos olhos com experts. Nenhuma ferramenta eletrônica é capaz de igualar o valor dessas interações”, reforça. ■

graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e com residência em dermatologia na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), Emmanuel Magalhães é totalmente a favor do uso do smartphone na prática diária, mas com responsabilidade

Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 43


Tecnologia e Medicina

Aplicativo para tablets e celulares são tendência na dermatologia

O COORDENADOR DE COMUNICAÇÕES DA REGIONAL SANTA CATARINA, MAURÍCIO CONTI, RESSALTA QUE O DERMATOLOGISTA BRASILEIRO ESTÁ PRONTO PARA NO FUTURO SER PROTAGONISTA NA CRIAÇÃO DE IMPORTANTES APPS VOLTADOS PARA A ESPECIALIDADE

O aplicativo médico desenvolvido por Maurício Conti, coordenador de Comunicação da Regional Santa Catarina da SBD, especialmente para o 66o Congresso Brasileiro de Florianópolis, em 2011, foi um marco para a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A ferramenta criada com pioneirismo no continente americano colocou à disposição dos congressistas a programação científica, social, entretenimento, clima tempo, entre outros itens relevantes referentes ao encontro dermatológico. Estimulado pela iniciativa bem-sucedida da SBD, o dermatologista Sérgio Shalka, presidente do 25o Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), fez um convite à Conti para que ele o assessorasse na criação de um aplicativo similar para o CBCD de Campos do Jordão. O app manteve as mesmas funções, sofrendo apenas uma pequena modificação nas suas características técnicas. “Melhoramos a sincronização da programação científica, fazendo que cada dispositivo consultasse a internet silenciosamente uma vez por dia, buscando alterações, mas mantendo o app funcionando mesmo offline, em ambientes sem internet”, disse Maurício Conti, coordenador de mídias do Congresso da SBCD Campos 2013. A aceitação dos médicos foi muito boa. “Em Floripa 2011 foram 976 instalações, num Congresso de aproximadamente 4.500 participantes. Já em Campos do Jordão, tivemos 767 instalações, num universo de aproximadamente 2.200 congressistas. O salto foi bem grande, provando o sucesso da ferramenta”, complementa. Para o médico, no contexto da prática clínica, os apps já são ferramentas universais. “Recomendo a todos os dermatologistas, independentemente do gosto por tecnologia, que prefiram telefones ditos smartphones. As vantagens virão de aplicativos gratuitos que permitem cruzar dados de interações medicamentosas, como é o caso do app Medscape, como virão também dos aplicativos futuros, destinados ao público da SBD. Os pré-requisitos de qualidade científica e de segurança, citados no número anterior do JSBD pelo coordenador do Departamento de Teledermatologia da SBD, Dr. Maurício Paixão, são contemplados por muitos aplicativos. O próximo passo é o dermatologista brasileiro como protagonista na criação desses apps”, conclui Conti que está trabalhando no aplicativo para o Congresso Brasileiro em Recife (2014).

44 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

Tecnologia a favor da dermatologia Voltado unicamente para especialistas em dermatologia, o software online Memed foi desenvolvido para facilitar a rotina médica nos consultórios. Por meio da ferramenta, o médico pode acessar toda a linha dermatológica de produtos de renomados laboratórios do mercado – são mais de 1.252 produtos cadastrados no site e disponíveis para consulta – realizar buscas rápidas, verificar posologias e preços médios dos medicamentos sugeridos pelos laboratórios participantes, além de criar e salvar as próprias prescrições. Recém-lançada e com todas essas facilidades, o Memed ainda gera dúvidas quanto ao impacto que pode causar no cotidiano do dermatologia e no sigilo médico: “Precisamos avaliar que efeitos esse tipo de software pode gerar em termos de confiabilidade na prescrição e na qualidade do atendimento do dermatologista, pois há que ter embasamento científico e conhecimento clínico para definir o tratamento apropriado a cada paciente. O sigilo médico também é algo bastante importante, sendo necessária minuciosa avaliação sobre os benefícios reais da ferramenta”, ponderou a presidente da SBD, Denise Steiner, que pretende avaliar possível parceria com o Memed. ■


OS CABELOS COMPLEMENTAM A BELEZA DO ROSTO

Congresso Brasileiro

Congresso em Brasília disposto a inovar

AÇÃO COMPLEMEN NTAR CONTRA A QUEDA DO CABEL ABELO LO Ação antiqueda não hormonal para homens e mulheres Amplia a duração do ciclo capilar pela inibição da 5D-redutase

O

Reduz a secreção sebácea excessiva em até 58%

Serenoa serrulata,

Serenoa serrulata,

Vitaminas e Zinco

nicotinato de tocoferol, zinco e vitaminas

MODO DE APLICAÇÃO: Aplicar sobre o cabelo molhado e friccionar o couro cabeludo até formar espuma. Deixar agir por 2 a 3 minutos. Enxaguar e repetir a operação.

MODO DE APLICAÇÃO: Pulverizar o couro cabeludo até umedecê-lo. Massagear suavemente para facilitar a ação dos princípios ativos.

SAC

Apresentação shampoo frasco com 150 ml

0800 16 6116 email: sac@valeant.com

0300 ANÚNCIO 02 Mai/2013

Protege e repara fios

Apresentação tônico Frasco com 125ml.

Material destinado exclusivamente a profissionais prescritores e dispensadores de medicamentos - Maio / 2013

s preparativos para o 68o Congresso Brasileiro de Brasília estão evoluindo bem, com 2.463 pré-inscritos até meados do mês de junho. O número mostra o tamanho da vontade dos congressistas em se aperfeiçoar no mais completo evento da área da SBD, que será realizado de 7 a 10 de setembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A grade científica atinge variada gama de interesses e é dividida em 31 fóruns, nove fóruns especiais, 41 simpósios, oito sessões Tire suas dúvidas, 69 cursos, sendo 35 deles específicos, além de palestras, desafio clínico e oficinas (Mente e Corpo). O encontro será iniciado com palestras magistrais no sábado (7), e os cursos de cosmiatria ocorrerão no último dia (10). A cada dia do evento, temas diferentes serão abordados nas áreas de laser, cosmiatria e cirurgia. “Teremos várias sessões simultâneas, proporcionando ao dermatologista liberdade para suas opções”, informa Lia Castro, presidente da Comissão Científica. “Haverá espaço para debatermos o que está por vir nas áreas da dermatologia geral, clínica, cirúrgica e cosmética, com todas as ferramentas de mídia e suas implicações e cuidados éticos”, completa Gilvan Alves, presidente do Congresso. Brasília também está preparada e bem-estruturada para receber os participantes do Congresso, com confortável rede hoteleira e muitas opções de lazer e gastronomia: “O centro hoteleiro fica próximo ao local do evento; portanto, todos ficarão bem-acomodados. Ao mesmo tempo, para os acompanhantes vamos oferecer inúmeras opções de lazer e entretenimento”, complementa o presidente.

QUALIDADE Todos os palestrantes internacionais que participarão do evento estão em evidência na produção científica mundial, trazendo assuntos de grande interesse da categoria e novas técnicas desenvolvidas no exterior. Eles abordarão desde manifestações sistêmicas nas dermatoses até avanços genéticos relevantes em dermatologia, incluindo, por exemplo, vitiligo em crianças, novas drogas oncológicas, vitamina D, revisão sobre lasers, entre outros.

Festival de balonismo em Brasília integrou as comemorações do 53º aniversário da cidade, no último dia 21 de abril

LOGOMARCA Foi desenvolvida a partir dos desenhos de azulejaria que caracterizam a arquitetura da cidade, criados originalmente pelo artista Athos Bulcão para os projetos de Oscar Niemeyer. “Retomam o partido modernista que, por sua vez, reforçou o vínculo com a história da azulejaria portuguesa, originalmente empregada nos projetos das edificações coloniais. O selo básico da logomarca apresenta nove peças reunidas como um pequeno conjunto em que se sobressaem os signos gerados pelas letras da palavra “Dermatologia, de imediata leitura, mas bastante esquemáticos: círculo e semicírculo, triângulos e faixas. O gride de cor clara contorna as letras criando sua amarração, referindo-se aos intervalos entre as peças de azulejos. As cores utilizadas reforçam a dinâmica do olhar ao longo da marca e reportam-se diretamente aos diversos tons de pele que denominam genericamente as raças”, conta o artista plástico e criador da logomarca, Ralph Gehre. Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 47


LINHA DERMOTIVIN SOFT

O CENTRO DE CONVENÇÕES ULYSSES GUIMARÃES TEM CAPACIDADE PARA RECEBER MAIS DE NOVE MIL PESSOAS, COM EXCELENTE ILUMINAÇÃO E INSTALAÇÕES DE QUALIDADE. É COMPOSTO POR MAIS DE DEZ SALAS MODULÁVEIS PARA REUNIÕES, COMPORTA 1.750 PESSOAS E OFERECE ESTRUTURA DE APOIO COM CAFETEIRAS, CAMA-

®

RINS E POSTO MÉDICO

DESENVOLVIDA ESPECIALMENTE PARA O CUIDADO E PROTEÇÃO DIÁRIOS DA PELE SECA

Fotos: Divulgação

OU SENSIBILIZADA. IDEAL PARA HIGIENIZAÇÃO EXTRASSUAVE DA PELE SENSIBILIZADA POR TRATAMENTOS DERMATOLÓGICOS.

Tensoativos suaves que higienizam sem agredir; APRENDIZADO E DIVERSÃO Uma agenda repleta de atividades e inovações para os associados e acompanhantes foi organizada pela jovem Comissão Social. A coordenadora Grace Caldas informa que foram liberados dois dias para passeios, festas e jantares. “Os congressistas só terão de escolher de qual desejam participar.” A programação do primeiro dia de Congresso, 7 de setembro, terá como marca o resgate do período áureo dos rock 1980 com apresentação da Orquestra Filarmônica de Brasília tocando Legião Urbana, revivendo um dos maiores poetas do rock brasileiro, Renato Russo (foto ao lado). No dia 10 de setembro, a festa de encerramento será embalada pelo show da banda brasiliense Capital Inicial (foto abaixo) e DJs convidados. “Para acompanhar, serviremos bebidas exóticas e gastronomia impecável. Antes e depois do show do Capital, haverá apresentação de DJ, que promete levar todos à pista de dança. Para quem preferir música suave, preparamos um lounge. A alegria será a tônica da noite de encerramento, programada em cada detalhe para celebrarmos juntos os bons momentos de nosso Congresso”, acrescenta Grace, lembrando que é necessário inscrever-se antecipadamente para a festa. Para realizar as inscrições, os dermatologistas devem acessar o site www.dermatobrasilia2013.com.br. A inscrição para acompanhante dará direito à participação na cerimônia de abertura e na festa de encerramento do 68o Congresso da SBD. ■

48 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

Emolientes que formam um filme protetor hidratante não oleoso; Fórmulas hipoalergênicas.

DERMOTIVIN FOAM SOFT - Res.343/05 AFE MS 2.02.262-5 - DERMOTIVIN SOFT LÍQUIDO - Res.343/05 AFE MS 2.02.262-5 - DERMOTIVIN SOFT SABONETE BARRA - Res.343/05 AFE MS 2.02.262-5

Maio/2013


Analogias em Medicina

A coluna “Analogias em Medicina” tem significativa utilidade prática, particularmente por seu papel didático-pedagógico e por facilitar a compreensão de diversos processos patológicos que acometem o ser humano. Muitas vezes coloquial e/ou restrita ao diálogo entre médicos e outros profissionais envolvidos, mantém-se dentro das normas éticas.

José de Souza Andrade Filho Patologista HFR/BH Professor de patologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e membro da Academia Mineira de Medicina labjsouzandrade@terra.com.br

Orvalho sangrante

S

egundo os historiadores da medicina, a psoríase é uma das doenças mais antigas da humanidade, já conhecida de Hipócrates. Entretanto, sua caracterização/classificação foi feita na segunda metade do século 19, quando várias formas foram reconhecidas pelo grande dermatologista vienense von Hebra. Acredita-se que as referências bíblicas aos supostos portadores de hanseníase (“os tais leprosos”) eram dirigidas a pessoas com psoríase. Tudo leva a crer, com o devido respeito às crenças religiosas, que o diagnóstico diferencial entre essas e outras doenças cutâneas carecia de intervenção divina. Portanto, certos milagres, quanto a sua etiologia, seriam questionáveis. A psoríase, como se sabe, apresenta distribuição mundial e acomete de um a 2% da população caucasiana em certos países. Estudos clínicos mostram que não ocorre ou é rara em índios norte-americanos e sul-americanos e em negros, tendo baixa incidência em asiáticos. A meteorologia nos ensina que orvalho é condensação do vapor da água da atmosfera que se deposita em gotículas sobre superfícies horizontais e resfriadas, como folhagens, terra, telhados etc., pela manhã e à noite. O mesmo que “relento”, “rociada”, “rocio”. Por extensão, assim se denomina também qualquer líquido propagado em gotículas, como se fosse orvalho ou borrifo (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa). Como é do conhecimento dos dermatologistas, quando as escamas de uma placa de psoríase são removidas, ocorrem, após alguns segundos, focos puntiformes de sangramento, com origem nos capilares venulizados e dilatados das papilas dérmicas. O sangramento resulta da amputação dos capilares no topo das papilas dérmicas elevadas. Tal aspecto foi compa-

Heinrich Auspitz (1835-1886)

rado às gotículas de água em uma folha ou superfície, como se observa nas gotas de orvalho, porém avermelhadas pelo sangramento. Esse quadro clinicopatológico foi observado e descrito pelo dermatologista austríaco Heinrich Auspitz (1835-1886) – a Áustria, no século 19, especialmente a capital, Viena, era residência de muitos dermatologistas notáveis –, sendo denominado sinal de Auspitz ou do orvalho sangrante, sanguíneo ou sangrento (em alemão, blutingen Taus; em inglês, bloody dew; em francês, rosée sanglante). Auspitz descreveu também a acantose e a paraceratose próprias da doença, e Munro, em 1898, descreveu os microabscessos com neutrófilos na camada córnea, que lhe herdaram o nome. Premonição sentida e relatada por um orquidófilo de Barbacena (Cidade das Rosas): “Era madrugada. Acordei assustado. Corri ao jardim. Procurei, ofegante, o canteiro das orquídeas. Percebi borrifos vermelhos sobre suas delicadas pétalas. Fiquei chocado. A contragosto, fiz o diagnóstico: sofriam de psoríase.” ■ Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 51


Destinos Destinos

A cidade se destaca por seu acervo arquitetônico e é uma das grandes referências no mundo da moda, design e artes Deutsches Museum

D

Munique: vocação para as artes

Frauenkirche

52 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

ermatologistas de diversas culturas terão um objetivo comum na terceira edição da Academia Internacional de Verão (ISA) 2013, de 21 a 26 de julho, em Munique, na Alemanha: a experiência de participar de um grande evento de educação médica em um dos países mais incríveis do mundo. Organizado por Thomas Ruzicka, chefe do Departamento de Dermatologia da Universidade Ludwig Maximilian, o encontro ocorre a cada dois anos e reúne renomados especialistas da área. A edição de 2011 contou com a presença de 930 dermatologistas de 71 países. Além de adquirir e renovar conhecimentos, discutir os últimos desenvolvimentos de tratamento e farmacêuticos e fazer novas amizades pessoais e profissionais, os dermatologistas terão a chance de conhecer uma agradável e receptiva cidade. Uma cidade que exala arte, cultura e ares boêmios. Nas ruas de Munique, o que mais se vê são músicos, cineastas, artistas plásticos e, claro, amantes de cerveja. O berço da Oktoberfest oferece centenas de opções de bierkellers (pubs fechados) e biergartens (bares ao ar livre) para todos os gostos. Para se ter uma dimensão do envolvimento de Munique com a bebida, durante os 16 dias de Oktoberfest, sempre em setembro, a cidade de 1,3 milhão de habitantes recebe mais de 6,5 milhões de pessoas (o equivalente à população da cidade do Rio de Janeiro!) que consomem nada menos do que sete milhões de litros de cerveja. Munique, porém, não tem como atração principal a cerveja. O patrimônio cultural, o comércio fervilhante e a animação de seu povo são outras características notórias na capital da Baviera. Aconchegante, calma e segura, a cidade se localiza às margens do rio Isar, ao norte dos Alpes da Baviera, e é o terceiro maior centro urbano da Alemanha, atrás de Berlim e Hamburgo. Por falar no rio Isar, é impossível não lhe derramar elogios. Uma caminhada acompanhando seu curso é o bastante para entender um pouco o que significa a tão desejada qualidade de vida nessa grande cidade. Munique também é rica em museus, praças, ruas históricas e parques, como o Perlacher Forst, uma grande floresta no sudeste da cidade com trilhas para caminhada e ciclismo. O local é perfeito para quem quer tranquilidade e introspecção. O Deutsches Museu, um dos mais antigos e maiores do mundo, tem oito andares de muita história da tecnologia e ciência. A ala Zentrum Neue Technologien é dedica-

Estádio do Bayern de Munique muda de cor de Mercado de especiarias (souks) acordo com o mandante do jogo

da às novidades da biotecnologia. A história do Kunstareal, ou Distrito das Artes, remonta ao século 16 quando o duque Wilhelm IV encomendou uma série de pinturas históricas para o palácio real. O típico estilo de vida da cidade está presente também no Kunstareal München, onde não se encontra apenas a grande arte, mas também bares simpáticos, cafés e lojas agradáveis. Já o Museu da BMW dedica-se à cultura automobilística, enquanto no estádio Allianz Arena assistir a uma partida dos craques do Bayern de Munique é a grande sensação! Já o shopping center de linda arquitetura, o Fünf Höfe, oferece algumas opções descoladas de cafés e restaurantes, além de uma galeria de arte. Uma das praças mais bonitas da Alemanha é a Marienplatz, o coração de Munique. Situada no bairro de Altstadt, leva o nome da Virgem Maria. O toque dos seus sinos é a cara de a cidade tanto quanto a gótica catedral Frauenkirche, ou da Hofbräuhaus, a cervejaria mais famosa do mundo. Alguns quarteirões ao sul da Marienplatz fica o Residenz (antiga residência dos reis da Bavária) e o Deutsches Museum, locais imperdíveis para visitação. Levantado sobre um antigo aeroporto para receber os Jogos Olímpicos de 1972, o enorme estádio Olympiapark inclui pista de esqui coberta, trilha para bicicleta, quadras de tênis e até parque de diversões. Repleta de belezas e riquezas numerosas, Munique chama a atenção por ser um lugar em que história e tradição convivem com a modernidade de uma cidade potencialmente industrial e desenvolvida. E superacolhedora. ■ Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 53


Entrevista

3rd Munich International Summer Academy of Practical Dermatology Curiosidade –

Sede de multinacionais, como Microsoft, BMW e Siemens e principal centro cinematográfico do país (foi lá que Wim Wenders começou a estudar cinema) Munique é a cidade-desejo dos alemães e figura entre as primeiras no ranking que indica os centros urbanos com menor taxa de desemprego no país, sendo também dona da maior economia alemã depois de Berlim

O

presidente do 3rd Munich International Summer Academy of Practical Dermatology (Academia Internacional de Verão (ISA), Thomas Ruzicka, fala na entrevista concedida para o editor médico do Jornal da SBD, Omar Lupi, das peculiaridades da dermatologia alemã, do futuro da dermatologia e divulga o encontro que ocorrerá no fim de julho (22-26), em Munique, cidade que para ele “oferece grandes atrações turísticas devido a sua cultura, beleza arquitetônica e maravilhosas paisagens alpinas”. Durante o ISA 2013, Omar Lupi apresentará palestras sobre dermatologia tropical e dermatite atópica, e firmará parcerias para a candidatura do Rio de Janeiro à sede do WCD 2019. Acompanhe a seguir:

Jornal da SBD: Onde e quando começou a praticar dermatologia? Thomas Ruzicka: Comecei meu treinamento de residência na cidade de Düsseldorf, Alemanha, supervisionado pelos falecidos professores Greither e Goerz, em 1978. Antes mesmo de minha residência, tive contato com dermatologia durante a pesquisa para minha tese de doutorado sobre a síndrome de Lyell. O Prof. Goerz foi um dos pioneiros da dermatologia molecular na Alemanha e influenciou fortemente meu interesse em fisiopatologia molecular de doenças de pele, bem como no tratamento orientado das doenças genéticas. JSBD: Qual é sua principal área de interesse? TR: Tenho uma vasta área de interesse. Minha investigação original e trabalho clínico foram dedicados a dermatoses inflamatórias crônicas, particularmente eczema atópico, psoríase e lúpus eritematoso. Trabalhei também, no entanto, com alergologia e efeitos da radiação ultravioleta em doenças de pele, oncologia clínica e molecular, tera-

54 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

pia fotodinâmica, dermatofarmacologia e muitos outros. A razão para esse amplo espectro é, provavelmente, minha curiosidade natural. Encontrar a cada dia os pacientes com doenças incomuns ou complicadas constitui forte estímulo para investigar a fisiopatologia dessas doenças, para testar possíveis tratamentos e fazer a pergunta “por que certos tratamentos funcionam em determinadas situações ou doenças?”. JSBD: Há algum tema especial para o ISA 2013? TR: Estamos muito orgulhosos de realizar a terceira edição da Academia Internacional de Verão de Prática de Dermatologia, de 22 a 26 de julho, em Munique. A partir deste terceiro encontro pode-se falar em tradição! Os primeiros dois encontros foram um tremendo sucesso: a segunda reunião trouxe 930 dermatologistas de 71 países de todo o mundo para Munique. Uma vez que esses colegas passaram cinco dias juntos, muitas amizades e redes internacionais surgiram e há algo como um sentimento de família para os participantes deste próximo congresso. Muitos colegas vão voltar e trazer seus amigos. O encontro é dedicado a todo o espectro de dermatologia, de A a Z. Oferecemos apenas as sessões plenárias, sem sessões paralelas, de modo que os participantes fiquem juntos e compartilhem a experiência de palestras dadas pelos líderes mundiais em dermatologia. Enfatizamos não só a experiência dos palestrantes, mas também sua retórica e capacidades didáticas. Ao lado desse valor educativo único, Munique oferece grande atração turística devido a sua cultura, beleza arquitetônica e maravilhosas paisagens alpinas muito próximas. Assim, os participantes poderão desfrutar de um grande evento educacional, com muitos contatos internacionais, em combinação com atraente experiência turística.

JSBD: É possível fazer um paralelo entre o exercício da medicina na Alemanha e no Brasil? TR: Há uma grande diferença no exercício da dermatologia na Alemanha e em muitos outros países. A dermatologia é uma especialidade bastante ampla, com várias subespecialidades, como as doenças venéreas, incluindo o HIV, assim como alergologia. Na verdade, os dermatologistas alemães são, simultaneamente, alergologistas que cobrem toda a área de alergologia – não só dermatoalergologia, mas também alergias respiratórias, alergias a medicamentos etc. Os dermatologistas na Alemanha tratam crianças e adultos. Além disso, cobrimos toda a dermato-oncologia, incluindo quimioterapia de melanoma, flebologia incluindo flebocirurgia, proctologia, andrologia e outros campos.

Metrô de Munique tem ares futuristas

JSBD: Quais são as principais doenças dermatológicas enfrentadas pelos dermatologistas na Alemanha? TR: Atualmente são as doenças oncológicas. Além disso, as doenças geriátricas estão-se tornando cada vez mais comuns devido ao desenvolvimento demográfico de nossa sociedade. Isso inclui, por exemplo, úlceras de perna ou medicina estética, o antienvelhecimento. A cirurgia dermatológica vai junto com dermato-oncologia, e muitos dos nossos pacientes apresentam casos cirúrgicos. As doenças alérgicas constituem aproximadamente 30% de nossa gama, e outros 30% dizem respeito às dermatoses clássicas, como psoríase, eczema, acne, rosácea, onicomicose, perda de cabelo etc. JSBD: Qual é sua opinião sobre o futuro da dermatologia? TR: Devido ao desenvolvimento demográfico, a dermatologia será orientada para doenças geriátricas. Isso inclui dermato-oncologia, que também vai exigir forte especialização cirúrgica. Devemos lutar para manter todas as áreas da dermatologia unidas, incluindo histopatologia, oncologia, venereologia e outras. O futuro brilhante da dermatologia dependerá de excelentes médicos treinados e do aspecto científico, como base racional de nossa prática. JSBD: Como vê a candidatura do Rio de Janeiro para sediar a WCD em 2019? TR: Tenho muitos amigos trabalhando em hospitais universitários no Brasil e muitos colegas visitaram no passado nosso departamento. Eles são altamente capacitados, motivados e pessoas bem organizadas. O Rio de Janeiro certamente irá proporcionar um ambiente estimulante, pois é uma cidade fascinante para atrair um grande número de colegas de todo o mundo. Eu acredito que o Rio seja ideal para sediar um evento internacional – além da Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos! ■

Pensar na gastronomia alemã é logo imaginar defumados e... cervejas

Informações e serviços Idioma: alemão e inglês Moeda: euro Visto: não é necessário DDD: 89 Fuso horário: + 4h (horário de Brasília)

Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 55


Regionais

Distrito Federal

A SBD-DF em parceria com o Rotary Club de Brasília promoveu mais um evento “Dermatologia Solidária” no Distrito Federal: crianças carentes do bairro Estrutural ganharam exemplares da revista A pele e o sol sobre fotoproteção doadas pela SBD-Resp, junto com orientações sobre cuidados com a pele.

Pará

No mês de março a programação da Regional Pará abordou o tema “Afecções científicas da mucosa oral”, com a convidada palestrante Márcia Ramos-e-Silva. Em abril, informa a presidente da SBD-PA, Clivia Oliveira Carneiro, o programa do mês abordou a oncologia cutânea, com simpósio que teve como palestrantes convidados os doutores Hamilton Stolf (SP) e Luis Guilherme Castro (SP).

Paraíba

A presidente da Regional Paraíba, Luciana Trindade, esteve presente em evento promovido pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) que homenageou o senador Cássio Cunha Lima, em reconhecimento a seu esforço pela aprovação do Ato Médico no Senado. Ocorrido no dia 17 de maio, na sede do Conselho, teve a participação de vários médicos e estudantes de medicina, além de representantes de entidades e conselheiros federais, como o presidente e o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz D’Avila e Carlos Vital Corrêa Lima, respectivamente.

Luiz Guilherme Castro, Arival de Brito, Clivia Carneiro, Alzira Rodrigues e Hamilton Stolf

Piauí

Santa Catarina

O presidente da SBD-SC, André Rosseto (o terceiro da esq. para a dir.) entre sua diretoria, com o palestrante André Carvalho (o quarto da esq. para a dir.)

56 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

No dia 9 de maio, o Centro de Estudos Dr. Jorge José de Souza Filho, na sede da SBD-SC, recebeu associados e convidados para o simpósio “Manejo de Imunobiológicos”, ministrado pelo dermatologista André de Carvalho, do Ambulatório de Psoríase da Santa Casa de Porto Alegre. Na ocasião, a Regional disponibilizou gratuitamente aos associados a transmissão simultânea do encontro pela internet. “Repetimos esse modelo com sucesso. A plateia se dividiu entre os que assistiram e puderam fazer perguntas pelo computador ou iPhone, e os presentes, que lotaram o espaço físico da sede. A audiência alcançou 16 conexões simultâneas, enquanto na sede 17 médicos estiveram presentes”, explica o coordenador de Comunicação, Maurício Conti. De acordo com o médico, as transmissões de reuniões mensais pela internet foram iniciadas na gestão da ex-presidente Silvia Maria Schmidt, e na gestão atual, o presidente da SBD-SC, André Rossetto, optou por investir ainda mais e realizar melhorias para atrair os associados. “O Dr. André considera que a solução encontrada para transmissão online, a plataforma americana Livestream, tem qualidades que podem interessar a outras Regionais da SBD, como o controle de acesso mediante senha e custo acessível de manutenção. Destaca ainda que a ferramenta agrega as atividades da Regional, com o cumprimento da meta de facilitar a educação médica continuada dos associados que residem fora da capital”, completa Conti.

A SBD-PI realizou nos dias 26 e 27 de abril o curso de atualização em peeling químico e laser. Ministrado pelo reconhecido Prof. Romulo Mene, o curso foi composto de parte teórica, com duração de quatro horas, e parte prática hands on de cinco horas. “Tivemos a satisfação de ter uma plateia bem atenta e satisfeita com o grande aprendizado adquirido”, conta o presidente da Regional Piauí, Lauro Rodolpho Soares Lopes.

9 - Paraná

Quatorze médicos do Paraná foram aprovados no último Exame de Título de Especialista em Dermatologia (TED): Brunno Zeni de Lima, Fernando da Cunha Zillo, Monique Carolina Meira do Rosário de Souza e Elisa Beatriz Dalledone Siqueira, do Serviço de Dermatologia da Faculdade Evangélica do Paraná/Hospital Universitário Evangélico de Curitiba; Mariana Ribas Zahdi, Camila Fernanda Novak Pinheiro de Freitas, Gabriela Bestani Seidel e Vanessa Cristina Soares, do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR); Carlos Alberto Bruno Mendes de Oliveira, Gerson Dellatorre, Talitha Possagno Chaves e Renata Von Linsingen, do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de Curitiba/ Pontifícia Universidade Católica do Paraná; e Allamanda Moura Pereira e Rodrigo Antônio Bittar, do Serviço de Dermatologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Parabéns a todos!

Senador Cássio Cunha Lima ao centro, ladeado à direita pela presidente da SBD-PB, Luciana Trindade, e a conselheira Débora Cavalcanti, e à esquerda pelo o vice-presidente da CRM-PE, Otávio Lopes e esposa

Rio Grande do Sul

Evento de sucesso de críticas e de público, a 21a Jornada Sul-Brasileira de Dermatologia ocorrida no início de abril, em Gramado, no Rio Grande do Sul, contou com a presença de palestrantes renomados de todo o Brasil, além do dermatologista Horácio Cabo, da Argentina, que brindou os participantes com conferências de altíssimo nível científico. “Porto Alegre prepara-se agora para a XXXVIII Jornada Gaúcha, em setembro, com convidados renomados de nossa especialidade e com a presença ilustre do Dr. Roberto D’Avila, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), que proferirá a conferência magistral do evento intitulada ‘Ética na Prática Médica’, revelou o presidente Gustavo Gonçalves Costa Pinto Corrêa. As inscrições podem ser feitas pelo site www.jornadagauchasbdrs.com.br. Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 57


Regionais

Pernambuco

Goiás

Bahia

A Regional realizou em abril o tradicional Curso de Terapêutica Dermatológica, com duração de dois dias. No primeiro destacou-se a parte prática com transmissão ao vivo, por vídeo, de procedimentos de cosmiatria feitos pela dermatologista Christine Guarnieri. No dia seguinte, a programação explorou a parte teórica com participação de colegas de outros estados, como Thais Proença (SP), Reinaldo Tovo (SP), Celso Madeira (SP) e Lincoln Zambaldi (PR) e de outras especialidades para intercâmbio científico entre as áreas. “Nesse primeiro curso do ano, contamos com 113 participantes, entre associados, residentes e estudantes de dermatologia. Agradecemos a todos e ressaltamos a importância dessa marcante presença nos eventos da SBD-BA”, observou a presidente Ariene Paixão.

A Diretoria da SBD-GO assumiu seu mandato com a proposta da realização de ações que promovam a valorização do dermatologista. Ao longo dos seis meses de gestão, já foram realizados vários eventos de sucesso com elevada participação de dermatologistas. A presidente da Regional Goiás, Karina Pesquero, informa que “além da 64a Jornada Goiana de Dermatologia, o Dia do Dermatologista foi comemorado com uma festa que reuniu mais de 70 profissionais e seus familiares. Também já foi realizado curso de smartphone, iPhone e tablets para dermatologistas, ministrado pela Dra. Tatiana Gabbi. Ainda neste semestre, em junho, a Regional realizou sua 65a Jornada Goiana de Dermatologia”. Assim que assumiu o cargo, a dermatologista providenciou campanha publicitária de busdoor em mais de 20 linhas de ônibus de Goiânia, com o intuito de conscientizar a população da importância de procurar um profissional da área. Karina Pesquero também iniciou um novo jornal da SBD-GO para melhor informar os médicos. Além disso, o site da Sociedade passou por reformulação, ficando mais moderno e dinâmico.

Espírito Santo

Sob a coordenação do presidente da Regional, Leonardo Mello Ferreira, foi realizada a XXVI Jornada Capixaba de Dermatologia, na capital, Vitória, nos dias 17 e 18 de maio, evento exclusivo para o associado da SBD. Na ocasião, houve a apresentação e a discussão de temas do cotidiano do consultório dermatológico.

58 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

O dermatologista Emmanuel França será o professor homenageado da XXII Jornada Pernambucana de Dermatologia não apenas pela contribuição ao ensino, mas especialmente pelo compromisso com a medicina e com a formação de dermatologistas no Estado de Pernambuco, informou o presidente da jornada, Sérgio Palma. Organizado pela Regional e com a participação da diretoria, da comissão científica e da comissão social da SBD-PE, o encontro ocorrerá nos dias 23 e 24 de agosto, em Recife. De acordo com Sérgio Palma, o programa científico traz aulas objetivas apresentadas por experts nas diversas áreas da especialidade, “o que permite vislumbrar uma jornada de amplo conteúdo científico, bem organizada e bastante produtiva para todos os participantes”. Os dermatologistas que forem inscrever seus trabalhos, devem fazê-lo eletronicamente. Os trabalhos selecionados e aprovados serão exibidos na forma de poster impresso e também apresentados na forma de poster eletrônico nos terminais elerônicos durante a jornada. “Ofertaremos a você, dermatologista, um evento marcante e de alto nível científico. Para que a jornada tenha o sucesso que tanto almejamos, vamos precisar de sua presença e ativa participação”, convidou Palma. PARCERIA COM A FUNDAÇÃO TERRA Durante a jornada, um espaço será cedido à Fundação Terra – entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo buscar a promoção social de pessoas em situação de pobreza por meio da oferta de saúde, educação e profissionalização, com projetos de autossustentabilidade – para montagem da lojinha de artigos religiosos, venda de produtos como CDs, DVDs e livros organizados pelo padre Aírton, seu fundador. Toda a renda será destinada à Fundação Terra. Durante a jornada, também será feita divulgação e captação de voluntários para a adoção de algum dos projetos e para o atendimento dermatológico das crianças abraçadas pela instituição. Para inscrições e mais detalhes acesse o site www.sbd-pe.org.br/pernambucana2013.

Mato Grosso do Sul

Ocorrida nos dias 16 e 17 de maio, a Jornada Oncológica de Dermatologia reuniu médicos dermatologistas de outros estados, como Selma Cernea e Sérgio Hirata, de São Paulo, e Guilherme Fonseca, de Goiás, além de oncologistas e patologistas. Estiveram presentes ainda cirurgiões de cabeça e pescoço, outros cirurgiões e acadêmicos. “Foram discutidos os principais cânceres da pele e a dermatoscopia. A maior parte dos dermatologistas de nosso estado prestigiou o evento, o que nos deixa muito felizes”, informou a presidente da Regional Mato Grosso do Sul, Elza Garcia. No encontro também foram realizados workshops de preenchimentos ministrado por Bhertha Tamura (SP) e Marcus Alvarenga (MG).

Sergipe

Cerca de 60 inscritos, entre sócios da SBD, residentes e estudantes de medicina, participaram da Jornada Sergipana de Dermatologia, nos dias 16 a 18 de maio, em Aracaju. “Tivemos a honra de contar com a colaboração dos seguintes palestrantes vindos de diversos estados brasileiros: Emmanuel França (PE), Enio Maynart (BA), Joaquim Mesquita Jr. (RJ), Dulce Monteiro (RJ), Ricardo Romitti (SP), Marisa Gonzaga (SP), Ival Peres Rosa (SP) e Lincol Fabrício (PR)”, comunica o presidente da SBD-SE, Bruno Santana.

Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 59


Serrviços Credencciado os

Hospital Cen ntral do Exérccitto - RJ

Na foto estão os professores civis, militares e os concludentes da segunda turma de pós-gradução lato sensu em Dermatologia, formados em fevereiro, pelo Serviço de Dermatologia Tropical do Hospital Central do Exército (HCE), sob coordenação de Leninha Valério do Nascimento

Hosppitall Nav val Marcíllio Dia as - RJ

Santta Ca asa de Misericó órdia de Porrto Aleg gre - RS

O Serviço de Dermatologia da Santa Casa está participando de um projeto de telemedicina em parceria com o Senai que tem como objetivo desenvolver e implementar uma solução para a telemedicina utilizando o modelo de computação em nuvem por meio da modalidade de software como serviço. “O sistema poderá ser acessado por meio de um navegador de internet sem a necessidade de instalação de software específico. Esse diferencial amplia a diversidade de dispositivos que podem ser utilizados para acessar o sistema. Informações sobre os pacientes podem ser enviadas e/ou acessadas desde um simples dispositivo móvel com conexão à internet até uma workstation específica para diagnósticos radiológicos. O sistema será desenvolvido a fim de atender aos requisitos de segunda opinião de radiologia e dermatologia, inicialmente com exames de ultrassom e fotos de alta resolução de lesões dermatológicas. Os médicos que atendem nas áreas rurais poderão com toda segurança solicitar segunda opinião a outros colegas na capital por meio de uma página na internet, evitando, assim, o deslocamento desnecessário dos pacientes”, explica o chefe do ambulatório de dermatologia oral do Serviço, Paulo Ricardo Martins Souza. Além dele, fazem parte da equipe Alex Tronchoni, João Carlos Cavalcanti da Silveira, Carlos Pretto, Raul Vallandro e Bruno Hochhegger.

Policclínicca Geeral do Rio o de Jan neiro (PGR RJ) - RJ

A XV Jornada Dermatológica Cosmiátrica da PGRJ, tradicional evento dermatológico carioca, será de 15 a 17 de agosto e terá a coordenação de Andréia Mateus, contando muitos nomes nacionais de destaque no cenário da cosmiatria e laser.

A 15a Jornada de Dermatologia no Hospital Naval Marcílio Dias promovida no dia 18 de maio manteve a estrutura de aulas tradicionais com a interatividade de algumas palestras. “Iniciado no ano passado, o formato que possui uma variedade de assuntos que vão desde a cosmiatria, passando pela experiência clínica aos exames complementares, se mostrou muito mais interessante e dinâmico”, argumentou o chefe do Serviço, Claudio Lerer. “Com a presença dos excelentes palestrantes de nosso Serviço e dos já reconhecidos dermatologistas cariocas, além das aulas que ampliaram nosso conhecimento em áreas como alergia e ultrassonografia, acreditamos que o resultado foi muito positivo e saímos com a certeza de que aprendemos um pouco mais. Agradecemos o apoio da SBD-RJ e a presença de nossa presidente, Dra. Ana Mósca. Até o próximo ano!”, completou Lerer.

Hosppital do Servidor Públicco Mu unicipa al de São Paullo - SP

Uma nova sala de cirurgia micrográfica de Mohs foi inaugurada na Clínica de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo no dia 13 de maio. Durante a cerimônia de inauguração, o chefe da clínica, Nilton Di Chiacchio, ressaltou a intenção em estimular a cirurgia micrográfica e elogiou Selma Cernea por seu alto nível científico, moral e ético, bem como sua participação ativa na SBD na normatização da formação do cirurgião de Mohs. A técnica vem sendo realizada no hospital durante os últimos 20 anos, sob a orientação da Selma Cernea, e soma mais de mil procedimentos, além de contribuir na formação de vários colegas como cirurgião de Mohs. Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 61


Serrviços Credencciado os

Univerrsidad de Fedeeral de Ciênciias da Sa aúde de Porto Alegre (UFCS SPA) - RS

O Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) inaugurou no dia 25 de abril o setor de Fototerapia do Centro de Saúde Santa Marta, no Centro da capital. O equipamento tem capacidade para fazer 480 aplicações por mês, o que representa 60 pacientes atendidos. “O Centro de Saúde é a casa de dermatologia da universidade. Estamos oferecendo um serviço diferenciado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que antes não tinham acesso a esse tipo de tratamento fora do ambiente hospitalar”, afirmou o chefe do Serviço e professor da UFCSPA, Renan Bonamigo. Em Porto Alegre, o tratamento é oferecido apenas na Santa Casa e no Hospital das Clínicas.

Fund dação o Alffredo da Ma M tta (Fuam m) - AM M

Na foto está o residente do terceiro ano do curso de residência médica em dermatologia da Fundação Alfredo da Matta (Fuam), Manaus (AM), Gustavo Ávila Maquiné, recebendo prêmio no último congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (CBCD). O jovem ficou em segundo lugar na categoria de minicasos com o trabalho “Acometimento auricular na lobomicose: abordagem cirúrgica”. O preceptor do caso foi o atual presidente da Fuam, Carlos Chirano.

Esco ola Ba ahian na de Med diccina/FBDC e Com mplexo Hupes - BA

Na última quarta-feira do mês de março (27), sob coordenação de Ivonise Follador, foi realizada a sessão integrada dos Serviços Credenciados da Bahia, a Escola Bahiana de Medicina/FBDC e o Complexo Hupes com a participação da editora dos Anais, Izelda Costa.

Univerrsidad de de Ta aubaté (Unita au) - SP

No último fim de semana de maio, a Unitau deu início às comemorações por seus 15 anos com a apresentação de workshop sobre atualização em toxina botulínica e preenchedores ministrado por Sérgio Talarico e a discussão de casos clínicos ao vivo, com a participação dos professores Nélson Proença e Paulo Ricardo Criado, presidente da SBD-Resp. A dermatologista Helena Muller encarregou-se de comentar os exames dermatopatológicos. As atividades reuniram cerca de 60 pessoas. “Ao final das discussões, os professores convidados e todo o staff do Serviço de Taubaté comemoraram juntos a classificação de nossos dois residentes de terceiro ano, que fizeram parte da equipe de 20 residentes de R3 do Brasil no Latinaderm Excellence, em Buenos Aires, ocorrido no final de junho,” ressalta o chefe do Serviço da Unitau, Samuel Mandelbaum, lembrando que no dia 27 de abril ocorreu o segundo encontro Dermacamp 2013 na sede da Resp. “O seu paciente entre oito e 12 anos também pode participar. É só fazer a inscrição pelo site www.dermacamp.org.br. O Acampamento 2013 para as crianças acontecerá no próximo feriado de 15 de novembro”.

Instituto o Lauro de Souza za Lima a (ILSLL) - SP P

O Serviço de Residência Médica em Dermatologia do Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL) parabeniza seus residentes e especializandos pelos prêmios recebidos em importantes eventos científicos nacionais e internacionais. As dermatologistas Gabriela Franco Marques e Renata Figueira apresentaram trabalhos que foram premiados, o da primeira no 25o CBCD, em Cam-

62 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

residentes, estagiários, doutorandos e os chefes dos dois serviços, Enio Barreto e Vitória Regina Almeida, além da coordenadora Ariene Paixão, da ex-presidente da SBD-BA Ivonise Follador e a convidada Izelda Costa (DF), editora dos ABD

Universida ade de Mo ogi dass Cruzzes (U UMC C) - SP P

Com o objetivo de atender a população, gratuitamente, por meio de exames clínicos e prestar orientações sobre os cuidados com a pele e os tratamentos mais indicados para cada caso, a equipe de dermatologia do curso de medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), coordenada por Denise Steiner, realizou campanha no ambulatório de dermatologia da Policlínica, no dia 9 de abril. No mutirão, foram orientadas cerca de 100 pessoas que apresentavam lesões suspeitas, como manchas vermelhas na pele, manchas nas unhas e cicatrizes profundas causadas pela acne. Os casos diagnosticados que necessitaram de acompanhamento estão sendo tratados pela equipe, na própria Policlínica.

pos do Jordão, e o da segunda na 31a Reunião Anual dos Dermatologistas Latino Americanos (Radla/Uruguai). “Esses prêmios também refletem o trabalho dos professores orientadores, Dr. Jaison Antonio Barreto, Sadamitsu Nakandakari (dermatologistas) e Cleverson Teixeira Soares (patologista)”, frisa o chefe do Serviço, Ivander Bastazini Junior.

Ho ospita al Un niversitárrio Geetúlio Varg gas da Universid dade Fede deral do Am mazon nas (HU UGV V-Ufa am) - AM

O trabalho “Terapia fotodinâmica com ácido 5-aminolevulínico e luz azul no tratamento de múltiplas ceratoses actínicas”, das autoras Patrícia Akel, Danielle Westphal, Raquel Chicre Cavalcante, Cláudia Puga e Jullyene Campos, da Ufam, foi premiado em terceiro lugar na categoria de Investigação Científica do 25o Congresso da SBCD, realizado em Campos do Jordão. Na foto estão Jullyene Campos, Danielle Westphal e Cláudia Puga.

Insstituto Prrof. R. Azulay da San nta Ca asa de Miseericó órdia do Rio o de Janeiro o - RJ

O Centro de Convenções do Colégio Brasileiro de Cirurgiões foi sede do 27o Congresso da Associação dos Ex-Alunos do Prof. Azulay (Aeapa), evento tradicional e de sucesso e que já faz parte do calendário anual da dermatologia carioca. O encontro reuniu centenas de pessoas nos dias 28 e 29 de junho. A programação científica contemplou as diversas áreas da dermatologia (clínica, cirurgia, cosmiatria e laser), com cursos práticos no primeiro dia e aulas teóricas, no segundo. Fizeram parte da comissão organizadora os médicos dermatologistas Alexandre Filippo (presidente), Ana Maria Mósca (vice-presidente) e Ângela Gasparini (coordenadora dos cursos pré-congresso).

Hosppital Univ versitário Julio Mülleer (HUJJM) - MT

O Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Júlio Müller iniciou em junho a realização de cirurgia micrográfica de Mohs sob o comando de Paulo Pacola (foto à dir.), formado na área pela Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Curitiba e fellowship no DermSurgery Associates, PA Houston. “O Serviço é o único local a disponibilizar esse procedimento e deverá ser a referência para todo o Estado de Mato Grosso e arredores. É uma grande conquista para o nosso Serviço, um dos mais recentes da SBD e, principalmente, para os pacientes que agora se podem beneficiar da mais avançada técnica na avaliação das margens cirúrgicas, o que resulta em diminuição de recidivas do câncer da pele”, afirma a chefe do Serviço, Elizabeth Moreno. Em maio, o HUJM recebeu a visita da dermatologista Leonne Lima, que falou sobre atualização em rosácea.

Un niverssidad de Federal do Cea ará (U UFC) - CE

A dermatologista Juliana Maria C. R. Ramos obteve aprovação no concurso para Residência Médica em Dermatologia na UFC. Jornal da SBD Ano 17 n.3 ● 63


Departamentos

Cirurgia Micrográfica

Quatro em um Foram realizados, de 30 de maio a 1o de junho, em Maceió (AL), o VI Simpósio Nacional de Hanseníase, o V Simpósio de DST/Aids, o IV Simpósio de Doenças Infecciosas e Parasitárias e o XXI Curso de Dermatologia Tropical. Sob coordenação nacional de Joel Lastória e Sinésio Talhari e coordenação local de Alberto Cardoso, o encontro destacou temas pertinentes nas áreas e teve a presença de experts de diversas partes do Brasil, como Vidal Haddad Júnior (SP), Sílvio Marques (SP), Alberto Cardoso (AL), Arival Cardoso de Brito (PA), Iphis Campbell (DF), Heitor de Sá Gonçalves (CE), Aldejane Gurgel (PE), entre outros grandes mestres da dermatologia brasileira. O médico dermatologista Nélson Proença esteve lá como participante e ressaltou a qualidade das apresentações. “Considero que essas quatro áreas apresentadas são muito importantes para a dermatologia pelo seu compromisso com a saúde pública. Assisti a apresentações de altíssimo nível, feitas por conhecedores que trabalham com aquilo que mostraram nas aulas, transmitindo suas experiências e trazendo informações recentes e relevantes e que já passaram pela prática,”disse ele, completando: “Meu objetivo na medicina foi sempre atender o doente, então me indentifiquei muito com o que foi discutido. Esse tipo de reunião precisa ser incentivada para que as novas gerações adentrem essas importantes áreas da dermatologia.” Pa r t i c i p a r a m do encontro 120 pessoas.

A fim de estimular e padronizar a prática e o ensino da cirurgia micrográfica de Mohs no Brasil, o Departamento criou suas Diretrizes de Capacitação, recém-aprovadas no Conselho Deliberativo da SBD. Segundo as normas, reformuladas recentemente, uma equipe de cirurgiões indicados pelo Departamento fará visitas aos Serviços de Cirurgia Micrográfica que tenham interesse em ensinar a técnica e multiplicar profissionais bem capacitados para executá-la. “Com vistas à adequada formação, foram definidos critérios mínimos para a boa prática e o ensino da técnica. Já estamos em contato com Serviços Credenciados da SBD, com capacidade para formação, e outros que já se preparam para incluir a técnica em seus programas, com cirurgiões devidamente formados”, informa o coordenador do Departamento, Roberto Gomes Tarlé. Os critérios visam formar profissionais com conhecimento em todas as etapas da técnica: a cirúrgica, a dermatopatógica e a histotécnica. “Dada a complexidade do procedimento, que possui curva de aprendizado mais lenta, foi definida a participação, sob orientação de um formador, em no mínimo 75 casos do procedimento para completar a formação “, explica Tarlé. Exige-se ainda experiência mínima de 150 casos operados para qualificar o formador. A formação em Serviços fora do país também obedece a determinadas normas: “Os estágios no exterior devem ter duração mínima de três meses para ser aceitos pelo Departamento de Cirurgia Micrográfica”, salienta a secretária Selma Cernea. O estágio, no entanto, não exclui a necessidade da participação e comprovação como cirurgião principal em no mínimo 75 cirurgias, sendo que ao menos 10% delas devem ser de neoplasias não carcinomas basocelulares. Para ler na íntegra as normas, de autoria da dermatologista Selma Cernea auxiliada pelos colegas Roberto Tarlé, Eugênio Pimentel e Gabriel Gontijo, acesse o site da SBD www.sbd.org.br.

Teledermatologia A 1a Oficina de Teledermatologia do Departamento ocorreu em 7 de julho, em São Paulo. Coordenado por Maurício Paixão, o treinamento ofertado a 40 Chefes de Serviços Credenciados da SBD, e de residentes por eles indicados, teve em sua programação palestras de professores doutores que demonstraram suas experiências em vivências práticas em Teledermatologia. “Na oportunidade foi apresentado o Ambiente Interativo Educacional (AIE) que permitirá a oferta de aprendizagem dermatológica não presencial para os residentes e sócios da SBD, com o uso de ferramentas interativas dinâmi-

64 Jornal da SBD ● Ano 17 n.3

cas como chats, listas de discussão, vídeos e avaliação de verificação de conteúdo. A proposta educacional de cada um dos Serviços e Departamentos poderá seguir um cronograma de atividades, que, aliás, já está disponível para uso no Moodle (plataforma de código aberto e gratuita). Dessa forma, o aluno/usuário poderá otimizar a sua participação nas diversas atividades. O sócio dermatologista da SBD para utilizar o ambiente basta fazer o acesso controlado por login e senha”, explica. O encontro teve o apoio da Pantene. Mais detalhes serão divulgados na próxima edição do JSBD.

Jornal da SBD - Nº 3 Maio / Junho 2013  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you