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Disp. e Tradução: Rachael Revisora Inicial: Marcia Revisora Final: Rachael Formatação: Rachael Logo/Arte: Dyllan

Um é um número muito solitário, Dois é companhia, mas Três é uma fantasia a se realizar. As regras da Verdade da Tequila são bastante simples. Doses são despejadas, uma pergunta é feita, e só a verdade absoluta pode ser a resposta. Kylie Halston tem jogado o jogo com seus colegas de quarto, Colt e Heath, desde seu ano de calouro na faculdade. “Qual foi sua última fantasia sexual?” Heath coloca a pergunta a seus companheiros de quarto em seu vigésimo quinto aniversário, e a resposta muda tudo entre eles para sempre. Enquanto as fantasias de Colt e Heath são muito quentes para palavras, é o sonho sexual de Kylie que atinge um pouco perto demais de casa para todos eles. Seu desejo? Um ménage a trois com dois homens, complete com bondage e um pouco de palmadas para garantir. Colt e Heath estão muito dispostos a fazer as fantasias de Kylie se tornar realidade e eles fazem uma proposta–única sem-barreiras só-sexo para o fim de semana. Kylie salta na chance. Ao longo do fim de semana, o trio cede a cada fantasia, cada anseio, cada desejo. Bondage, sexo quente no chuveiro, brinquedos e surra estão todos no menu, e depois de cada episódio sensual, os antigos companheiros de quarto platônicos começam a se perguntar como a vida poderia voltar ao normal na segunda-feira de manhã. 2


Dedicação Para Jack e Glen

Revisoras Comentam... Marcia: Um jogo da verdade abre portas que se mantiveram fechadas por anos, revelando segredos que nenhum deles consegue mais segurar, agora, é hora de colocar tudo às claras, e eles decidem que um fim de semana poderia resolver tudo, doce engano, mais verdades são reveladas, e já é tarde demais para voltar atrás, agora o único jeito é tentar usar todas as armas disponíveis para transformar esse fim de semana em uma vida inteira de fantasias... Boa leitura. Rachael: Um romance bem legal mostrando que pode existir chances de ter tudo aquilo que se deseja. Um trio bem quente e com um ótimo humor!!! Divirtam-se!!!

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Prólogo “Qual foi sua última fantasia sexual?” Heath encheu os copos com doses de Jose Cuervo1. Colt sorriu enquanto Kylie gemia. “Cristo. Tem certeza que já não respondemos isso antes?” Ela sabia que não, mas esta pergunta em particular a incomodava. Bem francamente, ela não achava que seus dois amigos carregados-de-testosterona estavam prontos para ouvir sobre suas fantasias. Eles acreditavam que seus desejos seriam algo casto. Homens tolos. O trio vinha seguindo esta mesma tradição desde os primeiros dias de sua amizade. Kylie iniciou a celebração, chamando-o de Verdade da Tequila, explicando que os aniversários devem ser um momento de reflexão. O conceito do jogo era simples. O aniversariante menino — ou menina, no caso dela — fazia uma pergunta, e então cada membro bebia uma dose de tequila e respondia. A única regra era que a resposta tinha que ser completamente honesta. Infelizmente, sua tentativa de trazer introspecção profunda a seus companheiros de quarto caiu um pouco aquém da marca. Eles jogavam o jogo desde seu primeiro ano de faculdade, e as perguntas de Heath sempre giravam em torno de sexo. “Não.” Heath começou a recitar as perguntas passadas enquanto as assinalava nos dedos. “As perguntas anteriores incluíram seu parceiro de cama dos sonhos, o lugar mais estranho que você já fez sexo, e histórias de como perdeu-sua-virgindade, mas nenhuma fantasia sexual. Eu estava guardando esta como um presente especial.” Ele deu um sorriso travesso que a deixava saber que não estava enganado por sua relutância em compartilhar. A essa altura, os dois homens a conheciam bem demais para saber se ela estava escondendo ou não estava sendo totalmente honesta. “Pelo amor de Deus, Heath, por que você não tenta jogar este jogo com alguma aparência de maturidade? Afinal, você fez vinte e cinco este ano.”

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Marca de Tequila.

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“Essa é fácil.” Colt lambeu o sal da mão, tomou a tequila e chupou o limão. Lambendo os lábios, ele se acomodou para uma história longa. Ele não era nada senão um contador de histórias imaginativas. “Eu tenho essa loira peituda só para mim em uma ilha deserta. Estamos presos e ela está totalmente à minha mercê. Implorando-me para salvá-la e toda essa baboseira. Ela está usando nada além de um top de biquíni e tanga, pois todas as suas roupas foram arrancadas durante o naufrágio.” Kylie interrompeu neste momento. “Inferno santo, Colt. Por que essas suas mulheres imaginárias sempre têm que ser loiras e burras?” Heath e Colt riram, mas ela apenas arqueou a sobrancelha, esperando sua resposta. Colt parou de rir quando ela não se juntou a eles. “Oh, essa foi uma pergunta séria? Pensei que fosse uma dessas retóricas.” Ela sorriu apesar de si mesma. Colt era o último porco chauvinista e, por alguma razão inexplicável, ela o adorava de qualquer maneira. Ele e Heath eram os melhores amigos que ela já teve, e ela não tinha dúvidas de que ambos dariam a vida por ela. Eles a haviam confundido com um homem — Kyle, não Kylie — quando ela escreveu expressando o desejo de dividir um apartamento com eles durante seu primeiro ano de faculdade. Para suavizar o golpe de seu erro, ela tirou uma garrafa de tequila em sua primeira noite na residência. Seu irmão mais velho tinha lhe dado como presente de despedida, sem o conhecimento de seus pais. Como era seu aniversário de dezoito anos, ela começou o jogo Verdade da Tequila pensando que seria uma ótima maneira deles se conhecerem melhor. Várias horas bebidas horas depois, os três estavam tão unha e carne que nunca mais se separaram desde então. “Então, o que você está fazendo com essa loira com intelecto questionável?” Heath, como sempre, estava apreciando as descrições detalhadas de Colt. “Bem, eu não sei se você sabe disso sobre mim ou não, mas eu sou um homem que gosta de estar no controle.” Ela suspirou, como se estivesse pasma, e colocou a mão no coração. “Não, absolutamente não. Eu nunca acreditaria nisso de você.” 5


Ele sorriu em seu sarcasmo e continuou. “Há um pouco de corda que foi levada do naufrágio e esse pintinho é quente para mim. Eu quero dizer de forma quente. Ela começa a me implorar para levá-la.” Neste ponto da história Kylie falsificou um bocejo entediado, mas ele continuou assim mesmo. “Eu agarro a corda e a levo para perto de um coqueiro. Eu lanço a corda em um dos galhos mais baixos e amarro suas mãos acima da cabeça.” “Você já viu um coqueiro?” Ela perguntou. “Os galhos ficam a quilômetros do chão.” “Merda, não importa que tipo de árvore. Kylie, você vai me deixar terminar?” “Tudo bem,” ela respondeu brevemente, apertando as coxas juntas. O problema com essa fantasia era que ela sabia exatamente aonde chegaria e que seria duramente pressionada para esconder sua reação. A ideia de ser amarrada e deixada completamente à mercê de um homem estava certamente bem no alto de sua lista de fantasias também. Definitivamente entre as cinco primeiras. “Então eu a amarro à árvore com as mãos acima da cabeça. Ela está impotente dessa forma e todo seu corpo é meu para explorar e possuir. Eu puxo o fio dental por suas pernas e o lanço no mar. E lhe digo que nesta ilha, ela vai sempre estar nua, que nunca vai esconder seu corpo de mim. Posso dizer que ela gosta do jeito que estou falando com ela, todo duro e poderoso e essa merda, pois ela começa a se contorcer e choramingar.” Kylie lutou para parar de reagir tão completamente do mesmo jeito. “Eu lhe digo para abrir as pernas e ela faz. Quando a toco, a mulher está encharcada e mais quente do que o inferno. Eu quase gozo em minhas calças ali mesmo, porque a quero tão ruim. Eu alcanço no bolso de trás do meu calção rasgado e pego uma faca.” Ele fez uma breve pausa e olhou para ela. Sem dúvida, esperando que ela fizesse algum comentário espertinho sobre a conveniência de ter uma faca, mas ela estava lutando para recuperar o fôlego, subjugada por sua própria excitação. Colt, satisfeito com seu silêncio, continuou falando. “Eu uso a faca para cortar a parte superior do biquíni e tenho que recuar, porque, vou dizer a vocês, esta menina é empilhada,

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com um capital de S. Ela tem esses enormes mamilos marrons e eles estão apontando direto para mim.” Ele continuou descrevendo o corpo da mulher em detalhes, até que finalmente ela gritou, “Chega. Acho que já pegamos a imagem.” “Eu não tenho certeza que fiz,” Heath brincou e ela lhe mandou um olhar sujo. “Talvez visualizar ajudasse. Tenho algumas revistas sujas no meu armário que sobraram dos tempos de escola. Poderíamos encontrar uma modelo que se encaixe com sua descrição.” “O que posso fazer se sou um homem de mamas?” Colt fez a pergunta com um olhar de inocência ferida que não a enganou nem um pouco. “Esta é uma pergunta retórica, certo?” Ela perguntou, e então levantou a mão em um gesto para que ele continuasse. “Bem, eu estava indo para os detalhes de como eu suguei a vida desses bebês, mas posso pular. Você consegue a imagem.” “Inferno sim, eu faço. Essa fantasia é uma beleza.” Heath suspirou com satisfação, aparentemente apreciando a resposta de Colt a sua pergunta. “Então, uma vez que nós estamos bons e quentes, eu tiro meu calção e lhe digo para envolver as pernas em minha cintura. Ela está segurando na corda ao redor dos pulsos e essa mulher é forte. Ela usa as pernas e braços torneados para foder o inferno fora do meu pau enquanto está pendurada lá nua na árvore. Ela está dirigindo sua boceta para mim forte e é tudo que posso fazer para segurar seus quadris.” Ela engoliu em seco ao imaginar a mulher o montando. O problema era que a loira não era uma loira, mas uma ruiva, que parecia suspeitosamente como ela. Heath ajustou as calças por debaixo da mesa sem se preocupar em esconder sua excitação. Se havia uma coisa que ela tinha se acostumado em sete anos de vida com estes homens, era que eles estavam sempre a funcionar a meio-mastro. Merda, uma brisa forte poderia despertar seus colegas de quarto — ela nunca deixava de se surpreender com sua intensa sexualidade. Ao longo dos anos, ela tinha visto a porta giratória de mulheres que

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passaram dentro e fora de suas vidas, e tinha ouvido o suficiente de gemidos e batidas de cabeceiras nas paredes para durar uma vida. Ela se consolou com o pensamento de que apesar de tudo, ela era a única mulher constante nas vidas de Colt e Heath. Através da graduação na faculdade e primeiros empregos, corações partidos e promoções, ela era a única fixa, a confiável, o amigo com seios. “Isso foi quente, Colt, mas não tão quente quanto a minha.” Heath despejou outra rodada de doses. “Então nos atinja com seu melhor tiro.” Colt levantou sua tequila, claramente apreciando seu trocadilho e pronto para continuar com a parte de beber da celebração. Heath bebeu sua dose de tequila e se inclinou para frente. “Em minha fantasia, eu tenho esse bebê quente como fogo estendida sobre meu colo e estou espancando sua bunda cheia e firme. Está ficando vermelha com a marca de minha mão e ela está se mexendo em minhas palmadas enquanto sua excitação escorre por suas pernas. Ela está me implorando por mais e eu estou lhe dando isso. Então ela começa a implorar por meu pau duro. Quando eu acho que ela foi castigada o suficiente, eu a empurro para o chão e lhe digo para ficar em suas mãos e joelhos. Então vou fodê-la por trás, duro e rápido. Ela é tão quente que está queimando a carne fora de mim, mas eu não me importo. Eu continuo batendo em sua boceta apertada, enquanto ela está chorando e gritando por mais.” Ela ficou imóvel por vários momentos depois de sua fantasia antes de perceber que sua boca estava aberta e a fechou. Colt sacudiu a cabeça em desgosto óbvio. “Este é o problema com você, Heath. Sem preliminares. Esta foi a pior descrição de uma fantasia que eu já ouvi. Você não constrói a cena ou dá boas descrições. Só vai direto ao clímax, por assim dizer.” Quando ele terminou de rir sobre seu segundo trocadilho, ele empurrou o copo mais perto dela. “E quanto a você, minha querida?” Respirando fundo, ela lambeu o sal, engoliu o álcool queimando e ignorou o limão. Antes que pudesse pensar nisso, ela ouviu seu sonho silencioso cair fora de sua boca.

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“Na minha última fantasia sexual, dois caras estão me tomando do jeito que vocês dois descreveram… Ao mesmo tempo.”

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Capítulo Um Seis meses depois “Querida, estou saindo,” Colt gritou e Kylie saiu do quarto a tempo de vê-lo puxando a jaqueta de couro. “Ok. Vigiando novamente?” Ela terminou de colocar o brinco enquanto caminhava pelo corredor para dizer adeus. “Sim, traficante bastardo.” Ele era cão-cansado de tantas noites tentando pegar um criminoso esquivo. Servia à força polícia desde sua graduação na faculdade com um diploma em justiça criminal. Tornara-se detetive no ano passado e ia muitas vezes disfarçado. Embora resmungasse sobre as horas, ele não trocaria seu trabalho por nada. “Você vai pegá-lo dessa vez, Detetive.” Kylie lhe deu um sorriso encorajador. Ele deu um assobio-de-lobo em satisfação quando olhou em seus cabelos soltos, blusa de seda e jeans apertado. “Bem, olhe para você, material quente. Tem outro encontro com o homem misterioso?” Ele tentou parecer desinteressado, embora roesse seus nervos que ela não lhe dissesse nada sobre seu novo namorado. Inferno, ela nem sequer lhe disse o nome do homem. Nem mesmo Heath tinha conseguido tirar isso dela com sua conversa doce, e olha que ela contava a ele malditamente quase tudo. Kylie havia alegado que estava cansada dele fazendo verificações de antecedentes de todos os seus encontros, em seguida, combinando forças com Heath para afugentar os homens quando eles decidiam que não eram bons o suficiente para ela. Ela não tinha que lidar com a escória da Terra dia após dia como ele. Se ela tivesse visto um quarto dos limpa-bundas que ele tinha colocado atrás das grades durante seu tempo na força, ela ia agradecê-los por sua diligência. A coisa é, nenhum de seus namorados do passado tinha durado tanto tempo quanto esse cara, e ele tentava não pensar nisso, como também o fato de que isso o estava dirigindo lentamente insano. Ela era sua companheira de

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quarto e uma de suas melhores amigas. Nunca estragaria isso por um rolo no feno, e verdade seja dita, ele nunca a tinha visto realmente como uma mulher que pudesse seriamente procurar até a festa de aniversário de Heath quase seis meses atrás. Desde então, ele tinha se tornado obcecado com o pensamento de que sua última fantasia sexual tinha sido de ser amarrada e espancada por não um amante, mas dois. Tinha sido fácil manter as mãos longe dela, enquanto acreditava que ela era uma menina baunilha em seu mundo de sorvete de arcoíris. “Tenha cuidado.” Ela se inclinou e deu um beijo casto em seu rosto, e ele lutou contra o desejo de se virar no último minuto para capturar sua boca doce. Ele nunca tinha lhe dado mais do que um beijinho amigável, mas ultimamente se encontrava consumido pela visão de seus lábios rosados deliciosos e por todas as coisas que gostaria que aqueles lábios fizessem com ele. “Eu provavelmente vou estar fora à noite toda. Você vai ficar bem aqui… Sozinha?” Heath estava fora da cidade fazendo um trabalho para sua firma de arquitetura e não era esperado de volta por mais uma semana. Ela riu fora em sua tentativa óbvia e não-muito-inteligente de descobrir se ela estaria ou não dormindo sozinha. “Eu sou uma menina grande agora, e tão difícil quanto pode ser para você e Heath entender, eu posso cuidar de mim mesma.” “Sim, bem, apenas se certifique de que Romeo te deixe na porta. Estamos fora do café. Além disso, é uma noite de escola e você tem trabalho amanhã.” Kylie era uma professora de estudos sociais na escola secundária local e ele imaginava que os adolescentes deveriam se alinhar para entrar em sua sala. Ela era delicada e doce de uma maneira bem sexy. “Colt Hardin, seu bundão. Eu quero que você saiba que posso convidar um homem para vir ao meu quarto se eu quiser. Deus sabe que ouvi o bastante de suas festas do pijama.” Ele franziu o cenho em suas palavras. Não tinha convidado nenhuma mulher para sua casa nos últimos anos e ficou irritado que ela arrastasse essa história antiga. Inferno, um homem não podia ser responsabilizado por suas ações imprudentes cometidas durante seus

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dias de faculdade, bêbedo para sempre. Infelizmente, seu celular tocou antes que ele pudesse lhe dizer isso. “Hardin. Sim, estou te ouvindo. Estou a caminho.” Ele fechou o telefone. “Tenho que ir. Só tenha cuidado, tá?” Ela o olhou com inocência suspeitosamente atraente e ele sentiu os efeitos toda a distância até seu intestino. “Oh, eu terei.” Como saiu, ele tentou chutar o instinto que lhe dizia que ela não teria nenhum cuidado. Não... Em... Tudo.

***** Quando Colt entrou na garagem, não era muito depois da meia-noite. Pelo menos ele não tinha ficado preso em uma emboscada à noite toda. Na verdade, ele tinha tido uma sorte dos diabos que seu não-tão-brilhante traficante realmente tivesse batido um negócio ilegal bem debaixo de seu nariz, trinta minutos após sua chegada. Ele tinha arquivado toda a papelada, pingado todos os seus is, cruzado todos os seus ts, e estava ansioso para, pelo menos, oito horas de sono ininterrupto. Enquanto atravessava o corredor para seu quarto, ele ouviu um som estranho vindo do quarto de Kylie. Ficando surpreso ao encontrá-la já em casa e um pouco irritado com a possibilidade de ouvi-la com algum amante. Passando por seu próprio quarto, ele parou em frente à porta fechada. Novamente o som estranho e agudo veio, mas dessa vez foi seguido por um grito de dor de Kylie. “Por favor, pare,” ele ouviu seu gemido. Ele tentou a maçaneta só para encontrá-la trancada. Impaciente para entrar, ele se inclinou para trás e chutou. O batente lascou e a porta caiu para dentro. Só levou um segundo para ele pegar a cena horripilante. Kylie estava nua, amarrada de bruços em sua cama. Os pulsos presos na cabeceira, enquanto seus tornozelos estavam unidos na parte inferior. Um homem que Colt nunca tinha visto antes estava de pé acima dela, 12


golpeando-a com um cinto. Sua bunda estava coberta de vergões com aparência dolorosa e ela estava chorando para o homem parar. Na entrada de Colt o homem congelou no meio do ataque, mas Kylie, obviamente em dor, continuou a se debater contra seus vínculos em uma tentativa de escapar. “O que no inferno está acontecendo aqui?” Colt berrou. Ela se encolheu em sua voz e suas lutas se tornaram ainda mais sérias. Sem pensar em suas ações, ele atravessou o quarto em três passos e subiu com um gancho de direita que teve o homem no chão com um golpe. Curvando-se, Colt levantou o homem pela camisa só para batê-lo abaixo novamente. O homem jogou os braços acima da cabeça protestando, mas ele estava muito irritado, muito furioso para ouvir nada além da batida de seu próprio sangue em seus ouvidos. Finalmente, um som atravessou sua consciência. “Colt!” Kylie chorou. “Colt, por favor, pare. Por favor. Pare!” O homem estava encolhido no chão e Colt lutou para recuperar o fôlego. Virando-se lentamente, ele a viu lutar desesperadamente para se libertar. “Solte-me. Por favor.” Lágrimas escorriam por seu rosto e ele sentiu sua raiva subir novamente no inchaço incandescente em sua bunda e pernas. “Solte-me,” ela repetiu e Colt rapidamente foi até a cama para soltá-la. Assim que foi solta, ela entrou debaixo do cobertor, obviamente ansiosa para cobrir a nudez. Ela estremeceu no segundo em que seu traseiro bateu na cama, e ele apertou as mãos em punhos novamente. “Pare Colt. Por favor. Não bata mais nele.” Em seu pedido, o homem no chão, pareceu despertar por si mesmo. “Quem diabos é esse cara?” Ele gritou a pergunta para Kylie, que olhou para as mãos, segurando o cobertor firmemente em torno dela e evitando seu olhar. “Ele é meu companheiro de quarto.” Sua voz tremia um pouco e Colt lutou para puxar uma respiração profunda. “Companheiro de quarto!” O homem silvou para ela.

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Colt se virou lentamente para enfrentar o homem, mais do que pronto para retomar a surra, mas ela deve ter percebido sua intenção. “Não.” Ela agarrou bruscamente seu braço antes que ele pudesse levantá-lo de novo. “Colt, não.” Ele olhou para o idiota no chão. “Você está preso.” O homem tropeçou de pé, limpando o sangue fora da boca. Quando ele olhou para Colt, seu rosto estava rosnando de raiva. “Pelo quê?” “Assalto e espancamento. Tentativa de estupro.” “Colt,” Kylie gritou quando o homem riu sem humor. “Você não pode me prender por nada disso. Ela me pediu para fazê-lo. Ela pediu por tudo isso.” Ele levantou o braço para atacar novamente, mas ela o segurou firme. “Colt, eu quero dizer isso. Pare agora.” Sua voz foi mais forte, o que o fez virar. “O que Scott disse é verdade. Só o deixe ir. Eu não vou apresentar queixa.” “Kylie?” Seu coração ficou alojado na garganta quando ele viu seu rosto manchado de lágrimas. “Deixe-o ir,” ela repetiu e a risada fria de Scott agrediu seus ouvidos novamente. “Eu te disse. Ela gosta áspero. Não é querida?” Ele se virou tão rapidamente que Scott nem chegou a ver acontecer. O punho de Colt se conectou com sua mandíbula e atingiu o homem mais uma vez. “Jesus Cristo,” Scott gritou. “Sou eu quem vai apresentar queixa pela agressão, seu maldito idiota.” “Saia.” As palavras saíram por entre seus dentes revirou sua fúria mal contida. O homem deve ter percebido o perigo, pois juntou seu cinto, jaqueta e sapatos e correu fora do quarto sem outra palavra. Ela respirou instável enquanto se recostava contra a cabeceira da cama e ele viu as lágrimas se formar em seus olhos.

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“O que diabo estava acontecendo aqui?” Ele lutou para conter a raiva obstruindo seu peito. Ela se recusou a encontrar seu olhar ou responder a pergunta, então ele a repetiu enquanto caía para se sentar ao seu lado na cama. Quando ela não respondeu pela segunda vez, ele colocou a mão em seu queixo e levantou seu rosto até que ela não teve outra escolha senão olhar em seus olhos. “Eu não vou perguntar de novo, querida.” “Foi um mal-entendido. Está tudo bem agora. Realmente. Você parece abatido, Colt. Por que não vai pro seu quarto?” “Você está louca? Será que bateu a cabeça? Eu não vou para a cama até que conseguir algumas malditas respostas.” “Nada aconteceu aqui.” Em seu olhar zangado, ela pareceu repensar suas palavras. “Quero dizer, eu acho que as coisas ficaram um pouco fora de controle.” “Aquele homem a tinha amarrada e estava batendo o inferno fora de você, Kylie. Eu diria que as coisas estavam mais do que um pouco fora de controle.” “Foi um erro, isso é tudo.” “Ele disse que você pediu a surra, mas acontece que sei de fato que minha melhor amiga tem mais inteligência do que isso.” Ela mordeu o lábio e uma lágrima escapou de seus belos olhos castanhos antes que pudesse contê-la. “Ah Inferno, querida, por favor, não chore. Estou aqui e não vou deixar aquele homem te tocar de novo, eu juro. Só estou tentando entender —” “Eu pedi a ele por isso.” Ele estudou seu rosto por um momento, certo de que tinha ouvido errado. “Olhe para mim,” ele exigiu. Quando ela obedeceu, ele repetiu as palavras em sua pergunta. “Você pediu a ele para bater o inferno fora de você?”

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“Não,” ela gritou, “É claro que não. Nós… Nós estávamos começando a ficar íntimos. Ele parecia um homem decente —“ Colt bufou em suas palavras, mas ela continuou assim mesmo. “Quero dizer, já estávamos saindo há alguns meses e pensei que podia confiar nele. Ele me perguntou o que eu gostava… Quero dizer, na cama, e eu lhe disse —” Ela parou de falar e tentou desviar o olhar. “Você lhe disse o que?” Ele se recusou a deixá-la escapar e segurou firme em seu queixo, forçando seu olhar a encontrar o dele. “Eu lhe disse que sempre quis ser amarrada e espancada.” Suas palavras não foram mais que um sussurro, mas ressoaram em sua cabeça como um canhão. “Você não gostou do que ele estava fazendo, Kylie. Não importa o que você pediu, tenho olhos em minha cabeça e sei que ele estava te machucando.” Ela estremeceu e fechou os olhos firmemente antes de responder. “Você está certo,” ela admitiu. “Odiei o que ele estava fazendo. Doía, mas ele não parou, não importa quantas vezes eu pedi.” “Então por que diabos você não me deixou prender o desgraçado?” “Porque eu lhe pedi para me amarrar. Cristo, você pode me ver sentada na frente de um de seus amigos no distrito informando meu caso? Eu lhe pedi para fazer isso comigo.” As lágrimas caíam livremente agora e seu coração gelou na visão. Ele nunca a tinha visto chorar. Não em todos os seus anos juntos como companheiros de quarto. Ela era uma moleca, com certeza, e ficava muito em casa, em uma sala cheia de comichões, maldizendo, bebendo com os homens. Ela assistia futebol e hóquei com o mesmo entusiasmo fanático que ele e sua linguagem faria um marinheiro corar. Ela possuía um único vestido que ele já tinha visto e só o vestira para um funeral. Ela nunca teve em uma manicure e cortava seu próprio cabelo, geralmente em um chilique, quando isso finalmente deixava-a tão louca que ela não tinha escolha. “Kylie, por quê?” Em sua pergunta, ele viu as lágrimas evaporarem e o mesmo exterior duro, que ele já havia se costumado, reapareceu. 16


“Estou cansada, Colt. Acho que vou dormir.” “Kylie —” Ele começou a repetir a pergunta, mas ela o interrompeu. “Não. Não me pergunte. Por favor, me deixe sozinha.” Ele considerou seu pedido enquanto estudava seu rosto. Ele a conhecia bem demais para saber que ela não ia dizer mais nada sobre o assunto. Não esta noite, nem amanhã, provavelmente nunca. “Vire-se.” Suas palavras foram duras, mas ele queria que ela entendesse que poderia lhe negar a verdade, mas não ia lhe negar isso. “O quê?” “Você não quer falar — tudo bem. Você quer ser deixada sozinha— tudo bem. Mas eu não vou sair desse quarto, querida, até que eu veja por mim mesmo, com meus próprios olhos, que você não está seriamente ferida. Agora, nós podemos fazer isso da maneira mais fácil, ou podemos fazer isso da maneira mais difícil. Vire-se.” A seriedade de sua expressão deve tê-la convencido que sua recusa era inútil. Ela sorriu de leve e tentou bajulá-lo fora de sua raiva. “Você só está tentando dar uma espiada em minha bunda.” Quando sua piada hesitante não conseguiu produzir uma reação, ela suspirou e se virou. O cobertor a cobria e ele teve que alcançar para baixá-lo. Quando o fez, precisou de toda a força de seu corpo para não ir atrás de seu suposto namorado e chutar a merda fora dele novamente. “Não dói.” Suas palavras foram abafadas pelo travesseiro, mas ele pôde ler a mentira nelas. Ele estendeu a mão devagar, como se fosse tocá-la, mas Kylie deve ter lido sua intenção e se afastou rapidamente, puxando o cobertor de volta. “Eu estou bem. Boa noite, Colt.” Ele estreitou os olhos em sua despedida, mas se levantou para sair. “Eu vou consertar sua porta amanhã, querida.”

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Ela não respondeu, e ele não disse mais nada. Além disso, ele tinha que pensar um pouco e um telefonema para fazer. Era quase uma da manhã e Heath ia amaldiçoá-lo por acordá-lo, mas ele não dava uma merda. O momento de agir tinha chegado e mudanças drásticas estavam no horizonte da Senhorita Kylie Halston.

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Capítulo Dois Era início da tarde de sexta-feira, quando Heath se deixou entrar na casa e jogou a mala ao lado da porta. Colt, obviamente, estava esperando por ele e gritou da sala. “Estou aqui.” Heath foi para a sala e encontrou Colt sentado no sofá com os pés apoiados na mesa de café, tomando uma cerveja. “Um pouco cedo para beber, você não acha?” Colt fez um gesto para uma segunda garrafa perto de seus pés. “Trouxe uma para você. Ela ainda deve estar fria.” Heath sorriu enquanto pegava a garrafa e caía na poltrona. Ele afrouxou a gravata e respirou fundo. “Maldição, é bom estar em casa. Odeio hotéis e aeroportos.” Quando Colt não respondeu, Heath olhou em volta. “Kylie ainda está no trabalho?” “Sim. Ela deve voltar em um par de horas.” Colt tomou um gole da garrafa. “O que nos dá tempo de decidir como lidar com ela.” Heath começou a raspar no invólucro na garrafa. Ele ainda estava em estado de choque sobre o telefonema de seu amigo, quatro noites antes. A recitação de Colt do encontro infernal de Kylie fez seu sangue gelar. “Estive pensando sobre isso por dias e decidi que foi a porra da sua pergunta Verdade da Tequila que começou essa bagunça.” Colt puxou os pés para o chão e se inclinou para frente. “Aquela maldita pergunta de fantasia sexual. Eu vi Kylie flertando com situações de perigo mais e mais nos últimos meses e sei que foi tudo por causa das sementes que plantamos. Inferno, você teve que tirá-la daquele clube de sexo no verão.” Heath assentiu. “Tão duro quanto ela me chutou, eu fico surpreso que não tenha me deixado permanentemente manco. Ela não gostou de ser arrancada de lá como uma adolescente travessa.”

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“Eu não dou uma merda se ela gostou ou não. Você fez certo. Ela poderia ter sido ferida em um lugar como aquele.” Colt passou a mão pelo cabelo castanho desgrenhado, um sinal certo de que estava frustrado e irritado. “Ela não está sendo cuidadosa. Ela está brincando com coisas que não sabe nada a respeito.” “Você tem razão sobre o jogo ter agravado o problema, mas você não vai jogar toda a culpa por isso em minha maldita porta. Isso é nossa culpa — juntos.” Heath salientou a palavra nossa. “Nós sempre a tratamos como mais um dos caras, nunca contemos nossa conversa na sala. Não é à toa que ela esteja interessada em experimentar um pouco. O jeito que entramos em detalhes sobre cada fodido clímax.” “A coisa é, Heath, não temos feito isso há meses. Não, desde sua festa de aniversário de vinte e cinco anos.” Ele e Heath haviam ficado abalados até o núcleo com a fantasia sexual de Kylie, ambos imaginando-se nos papéis principais. Desde então, eles tinham evitado compartilhar suas aventuras de quarto e Heath não tinha certeza se poderia explicar por que. Sentia-se, pelo menos de seu ponto de vista, que estaria sendo infiel a Kylie de alguma forma, o que era totalmente ridículo, considerando que ele não tinha feito nenhuma promessa a ela. Heath inclinou a cabeça para trás e suspirou profundamente. “Bem, talvez seja até darmos a ela o que ela quer.” Ele estudou o rosto de Colt de perto enquanto falava, tentando medir a reação do amigo. Não achava que Colt seria contra a ideia e até suspeitava que seu amigo estivesse considerando a mesma coisa. Desde o telefonema de Colt, ele certamente teve bastante tempo para pensar sobre os dois levando Kylie para a cama e cumprindo todas as suas fantasias sexuais. “Pense nisso, Colt. Um fim de semana sem-barreiras, onde damos a Kylie todos os seus pequenos desejos do coração.” Colt se recostou na poltrona e quando os minutos se arrastaram, Heath se preocupou de que talvez a mente de Colt não tivesse vagado na mesma direção, depois de tudo. Suas preocupações se revelaram infundadas com suas palavras seguintes.

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“Bem, eu vou te dizer agora, se ela concordar, eu pretendo conseguir uma promessa de que ela vai nos deixar conhecer todos os seus namorados, no futuro, no primeiro encontro maldito.” “Essa é uma boa ideia.” Heath estava aliviado com o acordo de Colt. No entanto, ele estava menos confiante sobre a segurança de Kylie. “Você acha que ela vai concordar com isso?” “Pense nisso, cara. Kylie é teimosa como o inferno quando se trata de conseguir o que quer, e nesse caso, ela quer explorar sua sexualidade. O problema é que ela não sabe como fazê-lo, assim ela continua tentando todas essas malditas coisas estúpidas e perigosas. Ela está namorando idiotas simplesmente porque acha que eles vão ser mais favoráveis a jogar jogos de cama excêntricos. Ela foi para aquele maldito clube de sexo — sozinha, pelo amor de Deus. Ela é inocente demais para ver que está fazendo tudo errado. O que teria acontecido com ela se eu não tivesse voltado para casa mais cedo na outra noite?” Heath reprimiu um tremor ao pensar que tinha estado assombrado desde o telefonema de Colt. Uma das coisas que ele mais amava em Kylie era a maneira ousada e entusiasmada que ela confrontava a vida. Ela não continha nada. O que você via era o que você tinha de Kylie Halston. Ela morava com dois homens, não importando o que sociedade poderia dizer disso, simplesmente porque ela preferia a companhia de homens. Se ela visse algo que queria, ela ia atrás, porque, como ela gostava de dizer, ela não pretendia ter nenhum arrependimento no fim de sua vida. “Há uma coisa que está me incomodando, Colt. Uma coisa que quase me parou de sugerir toda essa ideia. Nós nunca compartilhamos uma mulher. Eu não dou uma merda para o quão experiente nós somos, nós sempre operamos solo. Poderíamos machucá-la ainda pior do que esse idiota da outra noite.” Colt sorriu como se tivesse esperado esse argumento. “Não vamos machucá-la, Heath. Prefiro cortar meu testículo esquerdo a machucar essa garota, e eu sei que sem dúvida você se sente do mesmo jeito. Ela é nossa menina. Tem sido desde o dia em que a conhecemos. Além disso, amigo, você é o único homem no mundo com quem eu partilharia uma mulher.” 21


Heath considerou suas palavras. O maldito policial estava certo. Kylie era sua menina, e se ele alguma vez seria tentado pela perspectiva de um ménage, Colt e Kylie eram as únicas pessoas em quem confiava o suficiente para experimentá-lo. Ele e Colt tinham sido melhores amigos desde o ensino fundamental e Colt o conhecia melhor do que sua própria mãe. Então, Kylie pousou em suas vidas no ano em que todos eles completavam dezoito e algo tinha clicado. Não obstante, ele ainda não tinha certeza se deveria ter iniciado esta conversa, apesar do entusiasmo de Colt pela ideia. Sua verdadeira preocupação tinha muito pouco a ver com sexo e mais a ver com resposta a de Kylie. “Ela vai resistir à gente. Recusar nosso plano.” “A princípio talvez, até perceber o que estamos lhe oferecendo.” “Nós rondamos a coisa do sexo com ela no passado, Colt, e ela sempre disse a mesma coisa. Ela não está prestes a arruinar nossa amizade com sexo.” “Primeiro, não a provocamos sobre sexo desde os primeiros dias, e segundo, todos nós sabíamos na época que nenhum de nós estava falando sério sobre isso. Era conversa divertida depois de um monte de cervejas. Dessa vez, é sério, e ela vai ver isso.” “Então, como você quer jogar isso?” Quanto mais eles falavam sobre o assunto, mais Heath ficava ansioso para começar. A perspectiva de poder levar Kylie para a cama estava criando um aperto sério na calça de seu terno. “Não vamos jogar nada disso.” Heath ficou confuso em suas palavras até Colt explicar. “Acho que está na hora de deixarmos nossos impulsos naturais saírem.” Heath gemeu. “Merda, vamos assustar o inferno fora dela.” “Heath, pense, cara. Estamos falando de todas as fantasias que vamos poder realizar em um fim de semana. Ela vai saber se estivermos nos contendo. Vamos simplesmente colocar o plano e deixar a natureza seguir seu curso.” “Nós dois pendemos fortemente para o lado do Dom, Colt. Você não acha que isso pode ser um grande problema? A forma tão independente de Kylie para simplesmente receber ordens de nós dois.” “É isso mesmo. Não tenho certeza se ela não iria adorar ser dominada na cama.” 22


“Você acha que Kylie é uma sub? Quantas cervejas você bebeu antes de eu chegar?” Colt deu de ombros. “É apenas um sentimento que tenho. Além disso, não se esqueça, ela quer ser amarrada e espancada, e não o contrário. Ela vai amar todos os comandos que dermos a ela. Porra, a ideia foi sua. Você vai fazer isso ou não?” Heath levantou e foi de volta para a porta da frente e sua bagagem. “Claro que vou.” “Ótimo. Vá desembalar suas coisas e depois vamos planejar como proceder.” “Na verdade,” Heath confessou, “eu fiz algumas compras enquanto estava fora. Venha ao meu quarto e vou te mostrar tudo que comprei para nossa festa de fim de semana.” “Kylie não vai saber o que a atingiu.” Colt sorriu. Heath balançou a cabeça e levantou a mão antes de Colt poder dizer o óbvio. “Sim, sim, sim, eu peguei o maldito trocadilho.”

Capítulo Três 23


Desligando o carro, Kylie ficou lá sentada na garagem estudando a casa. Estava surpresa ao encontrá-la inundada de luz. Ela sabia que Colt tinha o fim de semana livre e esperava que ele estivesse se preparando em seu quarto para sair em algum encontro quente com o mais novo membro do clube Bimbo of the Month. Heath não deveria voltar por mais alguns dias, então ela tinha antecipado ter a casa só pra si mesma. Ela certamente precisava de tempo para avaliar o que estava indo tão errado em sua vida. O episódio com Scott ainda a assombrava e ela não tinha tido uma noite de sono decente desde então. Isso, somado ao fato de que as contusões em sua bunda estavam apenas começando a desaparecer, a mantinha irritada e no limite. Seus malditos colegas de quarto a haviam arruinado. Toda aquela conversa sobre sexo, e escravidão, e brinquedos, e surras e, oh inferno, ela sentia como se tivesse passado os últimos sete anos em uma névoa de frustração sexual. Ela não era uma inocente em nenhum trecho da imaginação. Apesar de sua falta de genes garota-feminina, ela namorava bem regularmente, embora não conseguisse se lembrar de ter um namorado de verdade desde o colegial. Desde que foi morar com Heath e Colt, os homens que entravam e saíam de sua vida — e, às vezes, sua cama — não podia competir. Seus companheiros eram o critério pelo qual ela media cada homem e, infelizmente, cada um vinha faltando. Ela bateu a cabeça contra o encosto e fechou os olhos. Adoraria se afastar dos dois homens por lhe causar toda essa angústia, mas nenhum deles tinha ideia do quanto a afetavam. Para piorar, os bastardos arrogantes teriam um dia de campo com isso se ela lhes dissesse. Provocar era uma segunda natureza para os três, e ela podia imaginar a diversão que teriam à sua custa com tal conhecimento. Apesar de todos os seus comentários sarcásticos sobre suas atitudes de homens das cavernas, ela os queria desesperadamente. Os dois. Este era outro problema. Quando pensava em sexo com seus colegas de quarto, ambos estavam presentes. Claro, algumas de suas fantasias envolviam um ou o outro, mas sempre havia o conhecimento de que ambos estavam com ela. “Sim,” ela suspirou. “Assim será.” Ela não tinha ninguém para culpar por seu estado solitário, exceto a si mesma. Tinha rejeitado sua paquera no início, exigindo ser tratada como 24


outro cara e, quanta sorte isso seria, suas demandas foram atendidas dez vezes mais por sete longos anos. A porta da frente se abriu e ela viu Colt sair para a varanda da frente. “Você vai ficar aí sentada nesse maldito carro a noite toda?” Ela sorriu em suas maneiras duras. Colt era um verdadeiro vaqueiro, nascido e criado em um rancho fora de Dallas. Ele se movia com uma graça lenta e rural que nunca deixava de lhe tirar o fôlego. Saindo do carro, ela riu enquanto ia em direção a ele. “Esperando por mim?” Ela não pôde deixar de ficar satisfeita com a ideia, não importando o quão improvável. “Você está atrasada.” Sua voz foi áspera e ela teve a sensação de que ele estava zangado por algum motivo. “Eu decidi começar minha avaliação e planejamento para a próxima semana quando terminei na escola, assim eu não precisaria trazê-los para casa. Agora tenho todo o fim de semana só para mim. Você vai sair esta noite?” “Não. Estou livre para a noite. Você não tem um telefone nessa sua sala de aula? Você deveria ter ligado. Eu estava começando a ficar preocupado.” Kylie sentiu um tremor de confusão em suas palavras. Embora normalmente ligassem se estivessem atrasados, não havia nenhuma regra dura e rápida sobre a checagem. “Desculpeme, Colt. Achei que você ia sair para a noite. Não pensei que importasse quando eu viria para casa.” “Importa,” ele resmungou. Assim que entrou na casa, Heath saiu da cozinha com as mãos nos quadris. “Bem, já não era sem tempo. Onde diabos você estava?” “Bem-vindo ao lar para você também,” ela brincou enquanto se aproximava para lhe dar um beijo amigável no rosto. “Não te esperávamos de volta até terça-feira.” Ela ficou chocada quando Heath virou no último segundo e seu beijo de boas-vindas em casa perdeu sua mandíbula recém-barbeada e aterrissou direto em seus lábios. Ela tentou

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recuar, mas dois braços fortes enrolaram à sua volta e a seguraram no lugar enquanto ele aprofundava o beijo antes de finalmente soltá-la. O abraço inteiro não pode ter durado mais do que alguns segundos, mas ela cambaleou para trás quando acabou como se tivesse bebido uma garrafa inteira de vinho. “Agora sim, isso vale a pena voltar para casa.” Kylie sacudiu fora em suas ações e palavras, pensando que talvez fossem seus colegas de quarto que tinham bebido. Ela pegou o aroma leve de cerveja no hálito de Heath. “Começaram a festa sem mim?” Ela perguntou. “Não. Estávamos te esperando.” Heath piscou para ela e retornou à cozinha. Ela ficou parada por um momento tentando entender a tensão estranha que sentia no ar, mas antes que pudesse ordenar seus pensamentos sentiu o braço forte de Colt cercar sua cintura. Ele puxou suas costas contra o peito e o hálito quente fez cócegas nos cabelos atrás de seu pescoço. “Colt?” “Está com fome, querida? Estávamos prestes a colocar alguns bifes na grelha.” Em suas palavras, ele a moveu para a cozinha com o braço enrolado firmemente em torno dela. Ela olhou por cima do ombro, inquieta com sua proximidade casual. Heath sorriu para eles quando entraram e agiu como se não houvesse nada no mundo de errado com a maneira como Colt a estava segurando. “Eu peguei alguns bifes no caminho para casa do trabalho. Espero que você esteja com fome.” Ela estava completamente aturdida. “Estamos comemorando alguma coisa?” “O fim de semana,” Colt respondeu, soltando-a com um beijo rápido no rosto. Ele foi até a geladeira e tirou uma garrafa de seu vinho favorito. Quando ele pegou três copos de vinho, em vez de um, ela estreitou os olhos. Colt e Heath nunca bebiam vinho — nunca. Eram homens estritamente rígidos com licor ou cerveja. “Ok, o que é isso. O que diabo está acontecendo aqui?” Ela colocou as mãos nos quadris e lutou para se impedir de bater o pé em aborrecimento. Sua mãe era uma irritante bate-o-pé e Kylie tinha, para seu desgosto, pegado o hábito. Para somar ao seu agravante, os 26


dois homens apenas riram de sua pose e continuaram com seus afazeres, como se ela não tivesse falado nada. Uma vez que Colt teve o vinho servido, ele levou um copo para ela. “Cuidado com a boca, querida. As senhoras não devem amaldiçoar.” “Felizmente para mim, eu não sou a porra de uma senhora. Agora, o que diabos vocês estão fazendo?” Colt sacudiu a cabeça em resposta, colocando seu copo de vinho na mesa da cozinha. Depois ele ainda teve a coragem de tsk para ela. “Receio de que essa sua boca imunda vai colocá-la em um montão de problemas. O que você acha Heath?” Ela viu a expressão de Heath chamejar entre diversão e raiva antes dele voltar o olhar ardente em sua direção. “Acho que é uma pena que a bunda dela esteja tão dolorida para o que tenho em mente. Você está procurando ser castigada, Red, mas depois de sua proeza da outra noite, sem dúvidas vai precisar de mais tempo para se curar. Melhor não nos empurrar muito longe.” Ela sentiu o rosto corar de vergonha e fúria. E se virou para Colt. “Você contou a ele?” “É claro que sim, querida.” “Não era da sua conta. Merda, não era de nenhum de vocês. Isso é inacreditável.” Ela se sentiu traída e humilhada, e completamente fora de seu elemento. “Não é da minha conta?” Ela vacilou na resposta aquecida de Colt. “Foi isso que você acabou de dizer? Deixe-me lhe dizer uma coisa, Kylie Halston, você fez isso da minha conta quando trouxe aquele filho da puta para nossa casa e o deixou abusar de você. Escute-me agora, e escute bem. Seus dias voluntariosos, impulsivos e imprudentes estão no fim.” “E o que isso significa?” Ela ficou surpresa pela raiva no rosto de Colt. Nunca, em todos os seus anos de amizade ele tinha perdido a paciência com ela, e ela não tinha dúvidas de que a tinha testado o suficiente. Pelo canto do olho, ela viu Heath vindo em direção a ela e ficou chocada ao ver o mesmo olhar intenso em seus olhos. “Significa,” Colt disse, se aproximando, “que a partir deste ponto em diante, você responde a nós.” 27


Ela caiu na gargalhada em sua resposta arrogante. “Ha!” Ela gritou antes do bom senso a atingir. Nenhum dos homens parecia satisfeito com seu desprendimento. Heath estendeu a mão e passou o dorso dos dedos por seu rosto. Ela ofegou no quanto aquele toque simples a afetava. “Ah, Kylie. Parece que você precisa ser convencida.” “Vocês dois, por favor, podem parar de falar em código? Não entendi uma palavra do que disseram desde que cheguei aqui. É como se eu tivesse caído na Twilight Zone2.” A mão de Heath parou de acariciar seu rosto e se aventurou em torno de sua nuca, onde apertou forte e a puxou para mais perto dele. “Você quer falar-abertamente? Tudo bem. Os termos de nossa amizade estão suspensos. Pelo resto deste fim de semana, você não é simplesmente nossa companheira de quarto ou nossa amiga. Você vai se tornar nossa amante também. A partir desse momento, você é nossa.” A Fala pareceu desertá-la. Uma palavra se manteve ressoando em seu cérebro. A única palavra que ela pareceu capaz do processar entre o resto. “Nossa?” Heath sorriu enquanto repetia a palavra. “Nossa.” Então ele se abaixou e a beijou.

Capítulo Quatro Colt assistiu Heath beijar Kylie como se sua vida dependesse disso, e não pôde deixar de reconhecer o mesmo sentimento de desespero em si mesmo. Sua resistência ao beijo de Heath durou apenas um segundo e Colt sorriu quando as mãos dela lentamente começaram a 2

Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação." Essa era a narrativa inicial de todos os episódios de Além da Imaginação, série criada por Rod Serling.

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rastejar pelo peito de seu amigo e ao redor de seu pescoço. Ele nunca tinha estudado um beijo tão de perto antes — pelo menos não um que não estivesse participando. E lutou contra o impacto que estava tendo sobre sua libido. Porra, isso o estava deixando quente. Sentindo que o beijo estava chegando ao fim, ele estendeu a mão e a puxou em direção a ele. “Isso parecia muito bom. Dê-me um gosto.” Ela nunca perdeu uma batida e lhe ofereceu a mesma resposta deliciosa que tinha dado a Heath. Sua menina não era nada se não elástica. A maioria das mulheres estaria gritando paredes abaixo se tivessem sido atacadas assim, mas ao invés, aqui era Kylie agarrada a ele brincando de jogo de língua como se fossem íntimos há anos. Quando se afastou, ele deu um beijo brincalhão em seu nariz e viu seu rubor em resposta. Ela deu dois passos atrás e ele começou a segui-la, mas ela ergueu as mãos para impedi-lo. “Oh não, — nada mais disso até que eu consiga algumas respostas.” Colt assentiu. “Bom ponto. Temos algumas coisas que precisamos ir direto antes de começar a diversão.” Ela endureceu um pouco em suas palavras, mas ele simplesmente pegou sua mão e a puxou para a mesa da cozinha, ajudando-a a se sentar. “Beba seu vinho.” Ele empurrou o copo para ela, que quase engoliu tudo. “Não tão rápido;” Heath advertiu. “Você não vai se embriagar.” “Dada à forma como vocês dois estão agindo, estou pensando que bêbado seria um bom estado para mim esta noite.” Colt lutou contra a risada crescendo em seu peito. Deus, ela era uma pequena coisa corajosa. Heath, no entanto, não parecia estar se divertindo. “Eu quero dizer isso, Kylie. Essa façanha que você aprontou na outra noite foi malditamente idiota.” “Nós não estamos discutindo esse assunto.” Ela se levantou como se fosse sair, mas Colt se levantou primeiro e a empurrou de volta. 29


“Bem, querida, eu discordo nesse ponto. Na verdade, esse episódio da outra noite parece ter sido um em uma longa lista de ações estúpidas de sua parte. A partir de agora, esses jogos acabaram.” “Eu não sei do que você está falando.” Heath alcançou através da mesa e tomou suas mãos. Colt continuou de pé atrás de sua cadeira, com as mãos em seus ombros. Não havia nenhuma chance dela escapar até que eles explicassem seu plano e fizessem aqueles pequenos extras que Heath havia mencionado, se fosse necessário. “Se você queria experimentar um pouco de sexo crespo, Red, tudo que tinha que fazer era nos pedir.” “O quê?” Kylie guinchou. Colt se curvou até colocar a boca perto de sua orelha. “Você está cansada do estilo missionário e quer fazer alguns experimentos. Não há nada de errado nisso.” Ele sentiu seu tremor em suas palavras e a partir da visão de seu olho de pássaro ele avistou seus mamilos duros cutucando através da camiseta. Oh sim, ela estava ouvindo. “O problema é que você está fazendo tudo errado. Você precisa experimentar com homens que você pode confiar.” “E você e Heath são esses homens?” “Oh sim,” ele sussurrou em seu ouvido. Heath se aproximou e Colt sabia que a ação tinha sido deliberada. Eles a estavam encaixotando para que ela pudesse se acostumar a estar cercada por seus corpos grandes e duros. “Um fim de semana, Kylie. Este fim de semana. Cada fantasia sexual que nossas imaginações possam inventar.” “E depois? O que acontece segunda-feira?” Colt não se surpreendeu com a pergunta. Sua principal preocupação com relação ao envolvimento sexual com eles sempre girou em torno de preservar sua amizade. “Segunda-feira, a vida volta ao normal,” Heath explicou, mas Colt não ficou totalmente satisfeito com essa resposta. 30


“Exceto,” ele acrescentou, “você tem que concordar em parar de se colocar em situações perigosas. Nada mais de clubes de sexo ou idiotas. Esperamos essa promessa de você, Kylie. É o único ponto deste acordo que não é negociável.” “E se eu prometer deixá-los tiranizar todos os meus encontros futuros, vocês vão concordar em fazer tudo e qualquer coisa que eu quiser neste fim de semana?” Colt lutou contra um sorriso maroto em sua pergunta. Ele teve mais do que alguns momentos tensos nas horas desde que Heath tinha feito sua proposta. Tinha estado apavorado dela não só recusar a oferta, mas ficar tão chateada com isso que partiria. A mulher tinha noções engraçadas sobre como o mundo deveria funcionar, e seu principal temor era empurrála fora de suas vidas completamente com esta sugestão. A pergunta dela foi acompanhada pelo, “Aleluia Deus” em sua cabeça quando ele teve certeza de que ela estava prestes a concordar com seus termos. Heath sorriu para ele. “Oh, eu acho que ‘tudo e qualquer coisa' é definitivamente negociável. Não é, Colt?” “Inferno, sim.” Kylie reiterou os termos mais uma vez e Colt soube que ela precisava de segurança. “Então me deixa ver se entendi. Vocês dois estão me oferecendo um fim de semana de fantasias sexuais com a promessa de que isso não vai mudar ou estragar nossa amizade.” Heath se recostou na cadeira e cruzou os braços sobre o peito. “Acho que isso resume tudo.” Colt observou enquanto ela ponderava a proposta antes de sorrir. “Tudo bem, então. Eu aceito a oferta.” “Bem,” Heath disse, “acho que vamos precisar de um jogo rápido Verdade da Tequila.”

***** “Por quê?” Kylie pareceu surpresa com seu pedido. “Não é aniversário de ninguém.” 31


“Tenho uma pergunta ardente que preciso de resposta e só honestidade absoluta vai fazê-lo.” Heath se levantou rapidamente para pegar a garrafa de tequila do armário. Colt pareceu perplexo com o jogo impulsivo e pegou o sal e copos de doses antes de abrir a geladeira. “Não tem limão.” “Teremos que fazer sem.” Heath se sentou e começou a servir a bebida. “Estou supondo que esta pergunta, como todas as suas outras, vai seguir o exemplo e lidar com sexo?” Ela estava brincando, e Heath sorriu. Ele e Colt estavam definitivamente arrastando-a fora de sua zona de conforto e ainda assim ela conseguia manter seu senso de humor e diversão. Felizmente, anos de amizade havia construído uma base sólida de confiança entre os três, porque ele estava certo de que sem isso esta sugestão nunca teria sucesso. “Não gostaria de quebrar o ritmo. Ok, que fantasia você quer ter cumprida este fim de semana?” Colt acenou com a cabeça em aprovação e Heath mentalmente se deu uma batidinha nas costas. Ao discutir o que queriam fazer no jogo, eles tiveram certeza de que não haveria mal-entendidos. E estava determinado a satisfazer suas necessidades, mas, ao mesmo tempo, sabia que ele e Colt tinham seus próprios desejos pessoais com relação ao belo corpo da senhorita Halston. Ao falar sobre isso primeiro, eles poderiam avaliar suas reações e minimizar o risco de assustá-la ou até possivelmente machucá-la. Kylie se inclinou e pegou o copo, drenando-o. “Se você tivesse feito essa oferta uma semana atrás, eu acho que minha resposta teria sido diferente.” “Escravidão,” Colt disse. “Você teria pedido para ser amarrada.” Ela assentiu. “Tenho medo disso agora.” “Nós vamos fazer isso. Olhe para mim.” Heath pegou suas mãos e esperou até que ela levantou o olhar para ele. “Nunca vamos machucá-la, Kylie. O ponto de todo este fim de semana é te permitir pedir o que quiser sem medo. Somos nós,” ele acrescentou com um dar de ombros. “Você sabe que vamos cuidar de você. Além disso, um dos erros que você cometeu com esse idiota na outra noite, foi não definir uma palavra segura. Escolha uma agora.

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Qualquer palavra, e se você a disser durante este fim de semana, nós vamos parar o que estivermos fazendo imediatamente.” “Hitler,” ela respondeu. “O quê?” “Minha palavra segura. É Hitler.” “Bem, isso é preocupante.” Colt brincou, mas ela apenas deu de ombros. “Estamos estudando a Segunda Guerra Mundial em minha classe agora. Foi à primeira coisa que me veio à mente.” “Hitler então.” Heath se inclinou para trás e pegou seu próprio copo. “Quero vê-la dar a Colt um boquete enquanto eu te fôdo por trás.” Seus olhos escureceram e ela se contorceu na cadeira. “Oh sim, nós podemos fazer isso.” Colt pareceu concordar. “Porra que isso parece bom. Querida, olhe para mim.” Ela viu quando Colt pegou seu próprio copo. Ele sabia o que seu amigo ia pedir antes mesmo que as palavras saíssem de sua boca. Haviam discutido isso mais cedo e era a única coisa que ambos queriam mais do que qualquer coisa. “Quero foder sua bunda enquanto Heath toma sua boceta. Ao mesmo tempo.” Heath a observou e silenciosamente fez uma oração, mas Kylie nem pestanejou na fantasia de Colt. “Oh sim,” ela disse com um sorriso, “nós definitivamente podemos fazer isso.”

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Capítulo Cinco “Quarto.” Colt se levantou e apontou o corredor. “Meu quarto. A cama é maior.” O passeio para o outro lado da casa pareceu levar uma vida, pois nenhum deles parecia poder resistir parar para beijos e toques tentadores no caminho. Tinha se preocupado de que parecesse estranho ter outro homem tão perto dele enquanto fazia amor com uma mulher, mas depois de anos de amizade, ele e Heath pareciam ter um sexto sentido sobre o

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que fazer. Foi emocionante ver Heath e Kylie se beijar enquanto ele se enrolava em volta dela por trás, arrastando os próprios lábios por seu pescoço macio. Quando ela se virou e lhe ofereceu os lábios, ele amou saber que Heath os estava assistindo, amou o quão quente Kylie ficou com as coisas que Heath estava fazendo com as mãos que Colt não conseguia ver. Quando entraram no quarto, Colt chutou a porta fechada atrás deles e Kylie foi em direção ao final da cama. “Dispa-se para nós,” ele disse quando ela se virou para enfrentá-los. Ele viu seu rosto passar por uma série de emoções — de constrangimento a nervosismo, antes de se decidir pelo o que ele só tinha visto em sonhos. Um sorriso sexy tocou seus lábios rosados enquanto ela lentamente puxava a blusa acima da cabeça. Ele esperava ver um dos sutiãs esportivos que ela normalmente usava e ficou chocado ao descobrir que sua companheira de quarto travessa vestia um preto rendilhado que era completamente feminino e mostrava mais decote do que ele tinha percebido que ela possuía. Ele caiu para trás contra a porta. Como é que ele pôde ter perdido esses bebês nos últimos sete anos? Porra, ela era construída como uma casa de tijolos. Não terminando com seu tormento sedutor, ela soltou o fecho do sutiã e o deixou cair dos braços para o chão. Então, levou as mãos lentamente para segurá-los, e ele sentiu sua pressão sanguínea subir a um limite decididamente insalubre quando ela levantou os seios, tomou os mamilos entre os dedos e apertou. Olhando para o lado, ele viu que seu strip-tease estava trabalhando sua magia em Heath também. O homem estava esfregando sua imensa ereção através do jeans. Não é uma má ideia, ele pensou, e baixou a mão para tentar aliviar um pouco da pressão crescente em suas próprias calças. “Kylie,” ele sussurrou, fascinado por seus movimentos sensuais. Virando-se devagar, ela olhou para trás por cima do ombro com um sorriso que mostrava que ela sabia exatamente o que estava fazendo com eles. Chutando os sapatos, ela descascou as calças e calcinha juntas, descendo-as pelos quadris, um centímetro torturante de cada vez. Quando ela se curvou, ele e Heath foram brindados com uma visão perfeita de sua 35


bunda redonda deliciosa enquanto ela deslizava o material abaixo. Ainda havia algumas contusões desbotadas lá e ele percebeu que precisavam ter cuidado para não machucá-la. Ele cambaleou em direção a ela, mas ela escorregou longe até ficar ao lado da cama. “Venha cá,” ele latiu fora, a voz traindo sua necessidade, mas ela apenas deu uma risadinha ao ouvir o som. “Você dois venham cá.” Ela rastejou em cima da cama, fazendo um gesto para eles se juntarem a ela. Colt começou a desabotoar a camisa, os olhos nunca deixando seu corpo adorável, e sentiu Heath fazendo a mesma coisa. O olhar dela parecia comê-los vivo enquanto os observava se despirem, e ele sentiu as rédeas de seu controle escorregar por entre os dedos. A mulher maldita estava tentando ficar no topo e eles a estavam deixando. Ele olhou para Heath e viu a mesma percepção estampada no rosto de seu amigo. “Abra as pernas,” Heath disse firmemente enquanto puxava a camisa fora dos ombros, descartando-a sem um pensamento. Colt a viu corar, embora se fosse excitação ou embaraço, ele não pôde decidir. Incapaz de imperar em seus desejos dominantes, ele alcançou e bruscamente puxou suas pernas abertas. “Assim,” ele disse. “Da próxima vez que dissermos para você abrir as pernas, nós as queremos exatamente assim.” Ele viu os seios de Kylie subir e descer quando sua respiração acelerou um pouco, mas tinha certeza que agora sua resposta não era baseada no medo, mas excitação. Ela estava respondendo a eles como uma verdadeira submissa. Ele sentiu como se bombeasse um punho de vitória no ar. Colocando um joelho dobrado sobre a cama, ele se inclinou até que sua boca pairou sobre sua linda boceta. O cheiro doce de madressilva tomou conta dele. Ele olhou por cima do ombro e Heath lhe deu um rápido aceno encorajador. “Vá em frente,” seu amigo sussurrou e Colt voltou para o céu. As mãos de Kylie voaram para seu cabelo quando ele pressionou os lábios em seu duro clitóris, a língua 36


sondando e empurrando. Ela começou a mover os quadris contra ele, mas ele negou seus movimentos, colocando as mãos firmemente em suas coxas. “Não se mova,” ele ordenou. “Por favor, Colt,” ela implorou ofegante e ele voltou a atormentar sua abertura encharcada com a boca. Circulando a entrada de seu corpo com a língua, ele sentiu seus músculos enrijecer e suspeitou que seu pequeno foguete já estivesse perigosamente perto de explodir. Mergulhando a língua dentro de sua caverna quente, ele só conseguiu empurrar duas vezes antes do corpo de Kylie estremecer violentamente sob seu toque e ouvir seus gritos aliviados. Ele sentiu Heath se mover atrás dele e ouviu o som inconfundível de calças e sapatos batendo no chão. “Afaste-se, Colt.” A demanda de Heath foi rouca e áspera, e ele suspeitou que seu amigo estivesse pendurado por um fio. Ele riu enquanto se afastava do calor de Kylie. “Pobre Heath,” ela brincou, alcançando até puxá-lo para baixo com ela. “Sem preliminares, direto ao clímax.” Ele lutou contra o riso quando Kylie repetiu suas próprias palavras do jogo Verdade da Tequila que os tinha levado por este caminho. Heath se juntou ao riso, inclinando-se sobre seu corpo corado. “É por isso que eu trouxe Colt de carona, Red. Agora coloque esse maldito preservativo em mim. Se eu não estiver no seu corpo nos próximos trinta segundos, você vai ver esse clímax de perto e pessoal por todo seu estômago.” Ela tomou o preservativo que Heath tinha pegado do esconderijo no criado-mudo. Colt teve que agarrar uma das colunas no final de sua cama de dossel quando ela rasgou o pacote aberto com os dentes e sentiu o gemido que passou pelos lábios de Heath em seu próprio intestino. Ela deu a isso uma provocação sexual em um nível inteiramente novo. Assim que o pau de Heath estava embainhado, ele mergulhou no corpo de Kylie e, mais uma vez, Colt foi atingido pelo prazer incrível que sentiu ao assistir o ato. Nunca tendo 37


sido fã de filmes pornôs, ele não conseguia entender como a simples visão de seus melhores amigos fazendo amor podia afetar seus sentidos tão completamente. A pressão em seu corpo cresceu a um ritmo tal que ele correu para tirar seu próprio jeans. Kylie continuou a arquear nas punhaladas de Heath e o último fio de paciência de Colt se quebrou. Recusando-se a permanecer fora de ação por mais tempo, ele subiu na cama até que seus quadris estavam rentes com a cabeça dela. “Sim,” ela silvou com impaciência e ele pensou que ela parecia irritada com sua demora. Heath olhou para cima quando ela estendeu a mão para atrair a ereção dura-de-pedra de Colt em sua boca. “Espere,” Heath exclamou enquanto se retirava de seu corpo. “Vire-se, Red.” Ele se lembrou da fantasia de Heath e sorriu na ânsia dela de cumpri-la. Mal pousou em suas mãos e joelhos e, em seguida, ela estava lutando por seu pênis. Seu fôlego quente o acariciando quando Heath retomou o lugar em sua boceta. Agarrando seu cabelo delicadamente em os punhos, Colt guiou sua boca para ele e quase caiu para frente no primeiro toque da língua contra a coroa de seu pênis. Ela a rodou em torno da ponta, chupando todo o pré-semem ali reunido. “Merda,” ele murmurou. “Abra querida. Deixe-me entrar nessa boca doce.” Kylie respondeu às suas palavras engolindo quase metade dele em sua primeira passagem. Ele ficou chocado em sua resposta ousada. Não era de modo algum um homem pequeno e estava acostumado às mulheres hesitarem na ideia de tentar levá-lo todo. Kylie, no entanto, parecia frustrada em não poder ter o suficiente. Cada vez que se movia, ela o levava mais fundo, até que Colt sentiu o fundo de sua garganta. Com as mãos ásperas em sua cabeça, ele tentou se retirar, com medo de sufocá-la, mas ela rosnou — literalmente rosnou — em suas tentativas, e ele afrouxou o aperto. “Você se sente tão bom, Kylie. Oh, bebê. Eu quero foder sua boca.”

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Colt olhou para cima e viu uma carranca cruzar o rosto de Heath. Sem dúvidas, seu amigo pensava que ele estava empurrando muito duro, muito rápido. Kylie soltou seu pau e olhou para ele com algo perto de desespero em seus olhos. “Deus, sim. Por favor, faça isso. Quero vocês dois me fodendo duro e rápido.” Colt sorriu ao ver a expressão de choque no rosto de seu amigo. Aparentemente, nem ele nem Heath tinham prestado atenção suficiente a sua pequena companheira de quarto. Esta gata selvagem vivia sob o mesmo teto que eles há anos e nenhum dos dois tinha percebido o que estavam perdendo. “Espere querida.” Ele puxou sua boca de volta para seu pau e empurrou sem hesitação. Heath retomou o lugar em sua boceta e juntos começaram a empurrar em uníssono. Ele enterrava o comprimento duro em sua garganta enquanto Heath retirava. Quando Heath avançava, ele recuava. Repetidas vezes eles se moveram e Colt lutou para desacelerar seu clímax se edificando. Ele tentou se distrair contando os orgasmos de Kylie, que pareciam vir continuamente agora em pequenos espaços de tempo. Chegou a quatro, quando ouviu Heath explodir. O som de seu amigo gozando foi o último prego em seu caixão e ele explodiu em sua boca, desfrutando da sensação dela engolindo cada gota de sua semente. Nenhum deles disse uma palavra quando desabaram sobre a cama. Heath arrastou o corpo inerte de Kylie entre eles, aconchegando-se por trás enquanto Colt colocava beijo após beijo em seu belo rosto corado.

Capítulo Seis Kylie despertou ao som de sussurros no quarto escuro, mas estava exausta demais para descobrir quem estava falando ou o que estavam dizendo. Inferno, ela estava cansada demais para se importar com onde estava. Um puxão leve em seu pulso trouxe a verdade desmoronando ao seu redor. Fim de semana. Fantasias. Heath e Colt.

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Seus olhos se abriram quando sentiu outro puxão estranho, este perto do tornozelo. Olhando ao redor, ela viu Heath na cabeceira da cama amarrando sua mão direita lá com um cachecol de seda. Aos seus pés, viu Colt apertar o laço final que a assegurava, espalhada em águia. “Não,” ela sussurrou, começando a lutar contra a sensação de estar impotente. Heath se inclinou e a beijou gentilmente. “Silêncio, Red. Não vamos machucá-la e você tem sua palavra segura, lembra?” Ela assentiu atordoada e tentou superar o medo irracional permeando seu corpo. Colt deve ter percebido sua angústia, porque começou a soltar o cachecol em seu tornozelo. “Não,” ela gritou. “Espere, por favor.” Ela tentou respirar fundo, mas não conseguia ar suficiente em seus pulmões. “Droga, Kylie. Não temos que fazer isso. Estou desamarrando-a.” “Não, Colt. Por favor. Só me dê um minuto.” Heath ficou ao seu lado, cercando-a com seu calor reconfortante. “Você não tem nada a provar.” “Você não entende,” ela disse, lutando para aquietar seu coração disparado. “Eu queria isso. Costumava sonhar com isso e Scott o tirou de mim. Eu fui uma idiota por confiar nele.” Colt se juntou a eles na cama, reivindicando seu outro lado. Era estranho, ela pensou, que alguns lenços de seda a deixassem se sentindo impotente, enquanto ser cercada por estes dois homens enormes e robustos a faziam se sentir excessivamente segura. “É malditamente certo que você foi.” As palavras de Colt foram duras e ela viu Heath lhe atirar um olhar sujo. “Você não estava lá, Heath. Você não viu o que aquele homem estava fazendo com ela. Ela se colocou em sério risco e se eu viver cem anos, eu nunca vou poder apagar a imagem dela, ferida, e indefesa, e chorando. Merda, esta é a última coisa que vejo toda noite antes de dormir e me come por dentro.”

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A garganta de Kylie apertou em sua confissão. As palavras pareceram fluir direto de seu coração e ela nunca tinha ouvido seu amigo antiquado e estóico alguma vez soar tão vulnerável. Ela tinha estado tão envolvida em sua própria autorecriminação e culpa que nunca parara para pensar no quanto sua provação o havia afetado. “Sinto muito, Colt.” Ele lhe deu um sorriso torto, aparentemente envergonhado por ter revelado tanto. “Está tudo bem, querida. Pelo menos eu pude chutar a bunda do cara. Heath perdeu a parte da briga. Não que eu precisasse de sua ajuda. Você viu o cara quando terminei com ele? Ele estava choramingando como um bebê.” Heath revirou os olhos e ela não pôde resistir acrescentar vigas à piada de Colt. “Você foi muito machista e forte.” Suas palavras evocaram um grunhido irritado de Heath. “Bom Deus. Você não precisa afagar ainda mais seu ego.” “Infelizmente, eu não pareço poder afagar qualquer coisa no momento.” Ela mexeu os dedos e riu quando os homens pareceram crescer um apêndice adicional, ao mesmo tempo. Olhando abaixo em seus corpos nus, ela acrescentou, “Ooh, olha quem veio para jogar.” Heath empurrou a ereção rejuvenescida em seu quadril enquanto Colt se inclinou e capturou um de seus mamilos na boca. Ela respirou profundamente quando os dentes brincaram com a ponta, pasma com a sensibilidade repentina de seus seios. “Isso parece gostoso,” Heath murmurou. “Sorte que tenho dois.” Ela esperou que Heath risse antes de perceber que a piada era sobre ela. Olhos azuis brilhantes se estreitaram em seus seios e ele se curvou para uma reivindicação em sua oferta. Enquanto Colt continuava a provocá-la com dentes e língua, a resposta de Heath foi usar apenas os lábios para chupá-la, forte e profundo. As ações contrastantes foram quase mais do que podia suportar, e ela se maravilhou com um orgasmo chegando. Cristo, ela nunca tinha gozado de alguém acariciando seus seios e, no entanto, não podia negar a pressão se construindo. 41


“Oh Deus,” ela gritou enquanto seu corpo se estilhaçava com puro prazer nisso. “Inferno santo.” Ela tremeu e lutou contra seus vínculos, não de medo, mas de frustração. Ela precisava de alguém duro dentro dela — agora. O som do riso de Colt e o suave, “Vai devagar” a alertaram para o fato que tinha feito a exigência em voz alta. Infelizmente, a resposta não acalmou seus nervos esfarrapados. “Agora,” ela repetiu, por entre os dentes. “Um de vocês precisa vir dentro de mim agora.” O sorriso de Heath pairou, mas um flash de aborrecimento pareceu cruzar o rosto de Colt e seus olhos escuros se estreitaram. “Querida, você precisa aprender que não pode sair por aí fazendo exigências aqui.” “Quem disse?” Sua voz era de confronto, mas ela não se importou. Mal conseguia se agarrar a sua sanidade. “Eu digo e Heath diz. No caso de não ter notado, você está presa, Kylie.” Sua carranca foi substituída por um sorriso malicioso. “À nossa mercê. Nossa para atormentar e tomar quando nos apetece.” Ela apertou o quadril contra o pau duro de Colt e lhe deu um sorriso sexy quando ele silvou. “Parece que você gostaria disso agora.” Heath riu de sua brincadeira sexy e ela virou seu olhar aquecido em direção a ele. Dos dois homens, ela suspeitava que Heath fosse o mais suscetível a suas demandas. Ela baixou a voz, acrescentando uma rouquidão que esperava ele não fosse capaz de resistir. “Heath, eu preciso de você. Coloque seu grande pau dentro de mim, bebê, e foda-me. Por favor.” A risada de Heath morreu e seus olhos pareceram escurecer. “Caramba, ela é boa,” ele murmurou. “E malcriada como o inferno.” Colt se inclinou e virou seu rosto de volta para ele com uma mão forte em sua mandíbula. “Você está brincando com fogo, querida, e acredite em mim, a única que vai sair queimada é você. Agora, comporte-se, e terá tudo que está pedindo.”

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Ela começou a protestar, mas Heath deve ter decidido salvá-la de si mesma quando se curvou e reclamou seus lábios em um beijo que gritava paixão e posse. A língua forçando sua boca aberta e mergulhando em uma confusão com a dela. O poder do beijo foi esmagador por si só, mas se intensificou quando ela sentiu os dedos de Colt flutuando suavemente ao longo de seu estômago. Seus quadris subiram numa tentativa de capturar o toque de Colt, mas cada vez que ele parecia à beira de lhe dar o que ela mais desejava, os dedos se desviavam, acariciando o topo de suas coxas, joelhos, quadris. Ela quis gritar com ele, bradar e bufar e insistir que ele a tocasse onde lhe faria o mais bem, mas Heath não lhe dava a chance de reclamar. Língua e dentes atormentavam seus lábios e ela lutava para respirar no ataque de beijos. Finalmente, ela sentiu um dos dedos calejados de Colt em seu clitóris. Só um toque rápido e se foi, mas o toque foi suficiente e ela lutou contra as amarras em seus pés, desesperada para esfregar as pernas por algum tipo de alívio. Ouviu um grito estrangulado e percebeu que tinha vindo dela. Heath respondeu ao som liberando seus lábios. “Acho que nossa menina quer algo um pouco mais forte, Colt.” Colt não respondeu com palavras, mas com outro toque, dessa vez com mais força, em seu clitóris. Ela se arqueou em seu toque, mas as mãos continuaram a fugir dela. Os lábios de Heath se arrastaram ao longo de sua bochecha até chegar a seu ouvido. Puxando o lóbulo rechonchudo na boca, ele o mordiscou de leve, o hálito quente a provocando, tanto quanto os dedos relâmpagos de Colt. “Por favor,” ela choramingou. “Oh sim, Red,” Heath sussurrou em seu ouvido, a voz sombria e sedutora. “Eu gosto do som disso. Implore-nos. Implore-nos para fodê-la.” A raia independente de Kylie quis lutar contra sua demanda dominante, mas esta parecia à única parte de seu corpo que não estava disposta a consentir. O resto implorava… Por esse momento. Enquanto isso, os toques de Colt se tornavam mais frequentes, mais firmes, mais longos, e o poder da fala a abandonou totalmente. 43


Heath continuou a sussurrar em seu ouvido. As palavras se enrolando em torno dela e a excitando, tanto quanto os dedos de Colt. Os golpes cresceram mais ousados enquanto alternavam entre toques provocantes em seu clitóris e esfregar círculos em volta de sua abertura molhada. Ele reuniu seus sucos e os esfregou nos grandes lábios. Ela quis lhe pedir para colocar os dedos dentro dela, mas percebeu que os homens estavam determinados a se mover em seu próprio ritmo e só prolongariam a tortura se ela lutasse contra seu controle. “Nós compramos um brinquedo para você, Kylie.” As palavras sussurradas de Heath viajaram em um único sopro. Ela sentiu Colt alcançar algo, mas não reclamou, quando ele continuou a acariciá-la. “Vai prepará-la para tomar nós dois em seu corpo.” Heath continuou a explicar quando Colt estendeu a mão e soltou os lenços segurando seus tornozelos à cama. “Como você viu por si mesma, Colt e eu não somos homens exatamente pequenos e sua boceta por si só é tão apertada quanto doce.” Ela estava ofegando por ar, o poder potente nas palavras de Heath combinadas com as ações ininterruptas de Colt, paralisaram-na toda, exceto para a vinda de seu próprio clímax. Colt esfregou brevemente o local ao redor de seus tornozelos, onde os cachecóis a seguraram, antes de levantar suas pernas sobre os ombros. Ela podia sentir a respiração quente perto de sua boceta e tentou usar as pernas para atraí-lo. Ele riu sombriamente em suas tentativas. Ela não conseguia mover o homem. Em vez de lhe dar a boca, os dedos voltaram e ela estremeceu quando ele inesperadamente levou dois deles profundamente em sua vagina. “Sim,” ela silvou. As mãos de Heath se moveram para brincar com seus seios, mas os toques vieram leves e gentis, um contraste direto com a maneira dura como Colt estava fodendo-a com os dedos. Heath continuou a sussurrar em seu ouvido. “Alguma vez você já teve seu rabo fodido?” Ela sacudiu a cabeça, emocionada com a pergunta íntima. Nas palavras de Heath, os dedos de Colt a deixaram, movendo-se lentamente para trás, para esse portal proibido. Com os dedos pingando de sua excitação, ele empurrou um dígito completamente dentro dela. 44


Ele gemeu e ela pôde sentir o impacto que o som teve sobre Heath. “Você gosta, Red?” Ele perguntou. Ela assentiu aos arrancos quando Colt se retirou até a unha, em seguida, empurrou tudo de volta. Sua bunda estava em chamas e sua mente lutava para absorver o impacto do sentimento. E isso era apenas um dedo. Qual seria a sensação de ter o pau de Colt dentro dela lá? Heath não estava mentindo. Ambos eram bem-dotados, grossos e pesados. “Posso ver que você está preocupada, Kylie.” Os dedos de Heath nunca pararam as ministrações suaves em seus seios, e ela se maravilhou de que pudesse senti-los lá, apesar do estímulo esmagador de Colt esticando seu rabo. “Nós não vamos machucá-la, e acredite em mim, antes deste fim de semana acabar, você vai estar nos implorando para tomá-la lá. Agora, respire.” O dedo de Colt deixou sua bunda totalmente e ela soltou a respiração que nem sabia que estava segurando. A mão se aventurou de volta em sua boceta escorrendo e reuniu mais umidade. Quando ele retornou a sua bunda, dessa vez foram dois dedos que entraram dentro dela. “Deus,” ela ofegou, mas ele continuou como se ela não tivesse feito um som. “Sente-se apertado, não é?” Kylie não estava certa de como Heath estava tão em sintonia com as ações de Colt, já que sua cabeça nunca se levantou do travesseiro, os lábios nunca deixaram sua orelha. “Vai ficar mais apertado ainda, é só esperar. Compramos um plug anal para você.” Dois dedos de Colt foram completamente inclusos e ela lutou contra um grito quando ele os abriu lá dentro, tesourando-os ao redor da carne virgem. “O plug não é tão grande quanto nós, mas vai deixá-la pronta. Vamos colocá-lo esta noite, e então Colt vai ter sua vez dentro dessa sua boceta maravilhosa.” Ela gemeu na imagem que Heath pintava com palavras aquecidas. “Sim, por favor.” “Então você vai dormir com o plug dentro de você, enchendo-a, esticando-a.” Seus quadris arquearam fora da cama e ela lutou para agarrar o orgasmo que pairava direto fora de seu alcance. Colt murmurou uma maldição e caiu sobre ela, e ela lhe devolveu 45


uma de suas próprias quando ele retirou as mãos dela completamente. Ele não queria que ela gozasse ainda. Heath mordeu o lóbulo de sua orelha em advertência. “Agora, agora, Kylie. Nenhuma linguagem ruim. Só há uma coisa que eu lamento neste fim de semana, é o fato de que não posso espancar essa sua bunda magnífica. Podemos ter que negociar por mais uma noite depois que você se curar, assim vamos poder realizar essa fantasia.” Ela estremeceu na sugestão, desesperada por essa realidade. “Ela está perto, Heath.” Kylie estremeceu na voz profunda de Colt. Ele tinha estado em silêncio durante todo o episódio. “Você está pronta, Red?” Heath nunca se moveu, com seus lábios e mãos ainda suaves e calmantes contra sua pele superaquecida. “Deus sim,” ela disse. “Por favor.” Algo frio tocou sua bunda e ela se contorceu surpresa. “Colt está colocando um pouco de lubrificante em sua bunda. Vai tornar mais fácil ele empurrar o plug dentro.” Mal Heath tinha falado, Colt combinou as palavras com ação. Algo duro pressionou contra seu buraco traseiro e ela começou a protestar contra o tamanho. “É maior do que os dedos, Kylie, mas não tão grande quanto nós. Não lute contra ele. Deixe Colt enfiá-lo, bebê.” Ela lutou para liberar a tensão a segurando. Ela queria isso. Queria tanto que podia sentir seu gosto e com tal pensamento, ela sentiu seus músculos cederem. O brinquedo deslizou até o cabo, deixando-a completamente cheia. Antes que pudesse pensar na realidade disso, ela ouviu Colt abrir um preservativo e seus quadris se ergueram por sua própria vontade. Todo um arco-íris de cores começou a rodar atrás de seus olhos quando ela sentiu seu clímax vindo para reclamá-la. O brinquedo em sua bunda, os beijos suaves de Heath sussurrando, e o simples pensamento do pau duro de Colt foram suficientes para empurrá-la sobre a borda. 46


As palavras de Colt a trouxeram de volta do precipício mais uma vez. “Não se atreva a gozar até que eu esteja dentro de você, querida, ou contusões em sua bunda que se danem, eu vou espancá-la.” “Então ande logo seu bundão!” As palavras voaram de seus lábios e ela sentiu a risada de Heath contra seu pescoço. Ela esperava que Colt fosse ficar zangado e se surpreendeu pelo humor atando sua voz quando ele respondeu, “Sim, senhora,” e mergulhou nela em um impulso.

Capítulo Sete O orgasmo de Kylie agarrou seu pau no primeiro empurrão e a sujeição apertada dos músculos de sua boceta quase o levaram ao precipício. Colt rangeu os dentes contra o impulso de ceder até que sua mandíbula doeu com o esforço. Heath nunca o deixaria viver se ele gozasse tão rápido e, pela primeira vez, ele considerou que partilhar uma mulher com seu melhor amigo não parecia tão bom. Se estivesse sozinho com Kylie na cama, ele teria cedido ao orgasmo, se desculpado, e então a teria fodido novamente quando se recuperasse. Neste momento, ele fez tudo que pôde para se agarrar. A boceta de Kylie estava tão quente e úmida, e com o plug enterrado em sua bunda, ela estava mais apertada do que uma virgem. Colt não estava certo de que alguma vez realmente tivesse entendido o significado das palavras céu na Terra até esse momento. Cristo, ela era um sonho molhado vindo à vida. Entre

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os gemidos dela e as palavras eróticas de Heath, tinha sido duro ele conseguir obter o preservativo. Nunca tinha estado mais duro ou mais excitado em sua vida, e ver como Heath a beijava através de seu orgasmo não estava ajudando sua determinação de segurar. Fechando os olhos, ele forçou várias respirações profundas de limpeza em seus pulmões enquanto tentava pensar em outra coisa além do aperto em suas bolas. Filhotes de cachorro, sua mãe, a Rainha da Inglaterra, qualquer coisa para distrai-lo — então ela se moveu contra ele e tudo desabou. Ele se retirou quase a meio caminho antes de seu corpo se rebelar contra sua cabeça e o empurrar de volta para dentro. Repetidas vezes, sua guerra interna foi travada em uma série de investidas rasas até que ela lançou o golpe fatal. Seu corpo tremeu com mais um orgasmo, e, dessa vez, ele foi incapaz de se defender. “Foda-se,” ele gritou, seu clímax quase doloroso em sua intensidade. Gozo jorrou da ponta de seu pênis em tal abundância que ele se perguntou se o preservativo poderia segurar tudo. “Lindo,” ele ouviu Heath murmurar enquanto caía para o lado vazio da cama, sugando ar em grandes baforadas que o lembraram de um cavalo puro-sangue depois de uma corrida. Ele sentiu a pequena mão de Kylie deitar sem vida em seu peito e se perguntou quando Heath a havia desamarrado. Alcançando, ele a puxou com sua própria mão grande e a arrastou até os lábios onde a beijou. Heath tinha repetido o sentimento mais cedo e ele olhou e viu seu amigo sorrindo para suas formas esgotadas. “Eu nunca vi uma mulher na agonia de um orgasmo. Geralmente estou muito ocupado tentando manter meus olhos de revirar em minha cabeça para apreciar a beleza da coisa. Eu poderia assistir Kylie gozar mil vezes e nunca me cansar disso.” “Acho que gozei mil vezes.” Os olhos de Kylie estavam bem fechados e sua voz foi rouca. Suas palavras brincalhonas, assim como ela, iluminou seu coração. A preocupação inicial de Heath sobre dar a ela tudo de si mesmos derreteu como manteiga ao sol. Ela estava com eles nesta aventura — anzol, linha e chumbada. Mais que isso, estava cada pedacinho 48


igual a eles. Seu prazer óbvio em seus jogos na cama, confiança inegável e natureza luxuriosa provaram mais uma vez que Kylie Halston se encaixava perfeitamente a eles e, enquanto este pensamento o emocionava até os dedões dos pés, o deixava meio inquieto também. Quando o final de semana acabasse, como na Terra eles iam voltar sua amizade platônica? Quando olhou para Heath, ele viu a mesma preocupação escrita em seu rosto. Eles ouviram quando a respiração de Kylie cresceu mais lenta e profunda e o sono a reivindicou. Quando tinha certeza de que ela estava dormindo, Colt começou a manifestar seu medo. “Não.” Heath cortou sua pergunta com um sussurro. “É cedo demais para arrependimentos. Vai haver muito tempo para resolver isso depois desse final de semana. Não vamos nos preocupar com isso agora.” Então Heath lhe deu um sorriso de o-gato-que-comeuo-canário. “Não tenho nenhuma intenção de estragar nem um segundo disso.” Colt olhou para a forma adormecida de Kylie. “Nem eu,” ele reconheceu. Então, antes que pudesse parar as palavras, ele acrescentou, “Ela é incrível, absolutamente incrível.” “Mais do que incrível,” Heath concordou. “É melhor descansar um pouco, amigo. Algo me diz que vamos precisar de nossa força.”

***** Heath acordou sozinho na cama de Colt. Ele franziu o cenho quando ouviu o canto desafinado de seu amigo vindo do chuveiro no banheiro ao lado. Malditos sejam. Ele pulou fora da cama e atravessou o quarto, irritado que Kylie e Colt não o tivessem acordado, deixando-o fora do jogo de água. Estava prestes a bater a porta do banheiro aberta quando o som de pratos tiritando na cozinha o deteve. Colt claramente estava tomando banho sozinho. Sacudindo-se de sua raiva, Heath saiu para o corredor, pegou um moletom em seu quarto e o vestiu antes de seguir em direção ao cheiro de café da manhã.

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Kylie, vestido uma camiseta e nada mais, estava de pé perto do fogão, fritando o jantar da noite passada. Heath esfregou o estômago vazio quando lhe ocorreu que tinham se esquecido de comê-lo. “Agora há um saboroso café da manhã saindo.” Kylie lançou um sorriso por cima do ombro, que mudou imediatamente para uma carranca quando o notou olhando para ela e não a comida. Apontando para sua ereção aparente, ela disse, “Coloque isso em segundo plano, Frank Jr. Estou morrendo de fome e ninguém vai ter mais sexo até que eu coma.” Heath riu quando ela o chamou pelo apelido que tinha lhe dado na faculdade. Um arquiteto que ele idolatrava; Frank Lloyd Wright, como a maioria das adolescentes idolatravam os astros do rock. Após a graduação, ela o apelidou de Frank Jr. e começou a chamar Colt de Baretta. Os apelidos realmente não pegaram e só reapareciam quando Kylie estava irritada com eles. “Parece-me que Colt e eu trabalhamos bem duro para mantê-la cheia a noite passada.” Ele foi em direção a ela enquanto a provocava. “Afaste-se, amigo. Eu tenho uma espátula e não tenho medo de usá-la.” Ele riu e lhe deu uma palmada brincalhona na bunda. Em sua ingestão aguda de ar, ele olhou para baixo. “O plug,” ele disse, a fome em seu estômago esquecida. “Você ainda está com ele?” Kylie corou ligeiramente e ele ficou maravilhado na visão. A mulher nunca corava. “Você não disse que eu podia tirá-lo,” ela respondeu calmamente. “Mostre-me.” Suas palavras foram uma demanda quando ficou desesperado para ter a visão do que tinha perdido na noite passada. “O-o quê?” Recuando, ele puxou uma cadeira da cozinha, sentou, e fez um gesto para que ela se aproximasse. “Curve-se e o mostre para mim. Você esquece — foi Colt que teve o assento com vista ontem à noite. Não eu.” “Mas —” 50


“Não estou pedindo, Kylie.” Ela lambeu os lábios e ele viu seus olhos castanhos ficarem negros com excitação. Oh sim, ela era certamente mais do que um pouco submissa. Ele se perguntou no inferno tinha perdido essa parte de sua personalidade por tanto tempo. Então ele considerou suas ações com ele e Colt. Ela era uma moleca durona. Nunca tinha mostrado seu lado feminino para qualquer um deles. Não era de admirar que estivesse correndo ao redor como um fio solto, toda aquela eletricidade e paixão trancadas dentro de seu corpo, procurando um jeito de escapar. Assim que ela estava ao alcance da mão, ele agarrou seus quadris e a virou de costas para ele. “É melhor não ter calcinha debaixo dessa camisa, Red.” Mesmo atrás, ele pôde vê-la tremer em suas palavras. Lentamente, ela se inclinou para frente e a camiseta subiu para seus quadris, revelando-a para ele completamente. “Agarre seus tornozelos e não se mova,” ele exigiu. Pretendia desfrutar de cada pedacinho de sua oferta nua. Ele bebeu na visão do plug hospedado firmemente entre suas nádegas. Estava brilhante dos sucos que escapavam de sua boceta e ele se perguntou se ela já estava molhada ou se sua excitação tinha começado a fluir quando ele chegou à cozinha. Tirando os olhos de seu ânus esticado, ele viu pela primeira vez as contusões que desapareciam ao longo da parte de trás de suas coxas e bunda. Estendendo a mão devagar, ele arrastou a ponta dos dedos pela carne ferida. “Eu deveria ter estado aqui,” sussurrou, e, mais uma vez, ele sentiu uma culpa inacreditável inundá-lo sempre que pensava no abuso que ela tinha sofrido nas mãos de Scott. Embora estivesse grato que Colt tinha estado aqui para ajudá-la, não podia descartar a ideia de que ele deveria tê-la protegido de alguma forma. Ela estremeceu ao seu toque e começou a subir. Ele queria castigá-la por se mover sem seu comando, mas as palavras ficaram alojadas em sua garganta. “Foi minha culpa.” Ela se virou para enfrentá-lo e estendeu as mãos para acariciar o rosto dele. Ele agarrou suas mãos e começou a beijar cada dedo. “Eu fui estúpida e

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irresponsável. Fiz um julgamento ruim e quis dizer o que disse a note passada. Você e Colt não têm culpa de nada.” “Por que você não veio até nós, Kylie?” Kylie riu, e então ofegou quando ele chupou um dos dedos na boca sugestivamente. “Eu não tinha ideia de que vocês seriam tão favoráveis. Somos amigos, Heath. Amigos não pedem aos amigos para amarrá-los e espancá-los em um orgasmo.” “Quem disse?” A voz profunda de Colt veio da porta. Heath soltou suas mãos e se levantou rapidamente, esperando ver a mesma raiva que havia sentido ao acordar e pensado que tinha sido deixado de fora. Ao invés, ele viu desejo gravado nas linhas do rosto de seu amigo e a ficha caiu. Quando pensou que Colt e Kylie estavam tomando banho juntos, sua raiva não tinha sido baseada em ciúme, mas ao invés, em decepção de ter sido excluído. O fato era, ele não tinha nenhum problema com Kylie e Colt sozinhos se ele não estivesse por perto, e pelo olhar nos olhos de Colt, Heath viu que seu amigo se sentia do mesmo jeito. Ele tentou processar a importância dessa revelação. Ele e Colt estavam verdadeiramente compartilhando Kylie. Ciúmes e mesquinha superioridade nunca entrariam nesta relação. Kylie balançou a cabeça no comentário de Colt e voltou para o fogão. “Eu vou te dizer o que acabei de dizer a Frank Jr. Ninguém está me tocando até eu comer.” “Frank Jr., é? Bem, parece que alguém acordou com o pé esquerdo hoje.” A piada de Colt afirmava que ele sabia que sua gata selvagem estava irritável. “Alguém deve estar com fome.” “A menina ingrata não aprecia nossos esforços em enchê-la ontem à noite. Ou esta manhã.” O olhar de Colt se estreitou e ampliou para sua bunda enquanto dizia a última. “Digame que você ainda está usando o plug, querida.” “Eu ainda estou usando, mas um de você vai ter que tirá-lo logo. A natureza está chamando.” Heath riu. Só Kylie seria tão ousada e honesta.

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“Mais tarde,” Colt rosnou, junto com seu próprio estômago vazio. “Agora, quero um pouco desse café da manhã. Bife e ovos. Meu favorito.”

Capítulo Oito Após encher-se com um café da manhã substancial, Kylie se levantou e espreguiçou. “Preciso de um banho. Desesperadamente.” “Um banho soa bem,” Heath respondeu, balançando as sobrancelhas para ela. “Oh sim, estou dentro,” Colt adicionou, levando os pratos sujos para a pia. “Você acabou de tomar banho.” Ela estava tentando determinar como os três se encaixariam em seu pequeno chuveiro. “Bem, agora, querida. Há uma diferença entre um banho de limpeza e um chuveiro recreativo.” “Eu estava pensando em tomar um banho de limpeza.”

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“E eu vou tomar um recreativo enquanto ajudo você se limpar, então vai funcionar perfeitamente.” “Todos nós não vamos caber em meu chuveiro.” “É por isso que vamos usar o meu.” Heath agarrou sua mão firmemente e começou a puxá-la em direção a seu quarto. Cerca de dois anos atrás, eles perceberam que estavam desperdiçando dinheiro com aluguel enquanto esperavam que suas vidas se tornassem mais estáveis. Nenhum deles estava em um relacionamento em longo prazo e perceberam que era tolice continuar jogando seu suado dinheiro pelo ralo enquanto esperavam que alguma mudança alterasse suas vidas juntos. Depois de uma longa discussão, eles decidiram investir em imóveis e comprar uma casa. O acordo verbal foi que, quando um deles quisesse sair, os outros dois poderiam comprar a parte da pessoa ou simplesmente venderiam e dividiriam o lucro. No segundo que viram esta casa, eles souberam que era feita sob medida para eles. Era num subúrbio seguro com uma distância razoável para todos. Era uma casa num estilo rancho de bom tamanho e o projeto permitiu a Heath mexer na planta, aumentando o tamanho dos quartos e acrescentando um banheiro para ele e Colt. Kylie tinha ficado com o quarto principal, porque cobria suas necessidades perfeitamente como estava. Seu banheiro, embora pequeno, tinha todos os elementos essenciais e, apesar de Heath ter se oferecido muitas vezes para expandi-lo, Kylie tinha recusado a oferta. Um banheiro maior significava mais para limpar. Heath, um gênio da arquitetura, até onde Kylie estava preocupada, tinha criado um banheiro oásis em seu próprio quarto. Uma grande janela de vidro colorido preenchia quase uma parede inteira acima da Jacuzzi, permitindo grandes quantidades de luz, enquanto garantia a privacidade. Além da banheira, ele havia instalado um chuveiro com duas cabeças que era quase tão grande quanto o próprio banheiro. Colt e Kylie o provocaram impiedosamente por essa extravagância, mas Heath insistira que era um adulto que trabalhava duro pelo seu dinheiro e se ele queria um banheiro grande, então, por Deus, ele ia tê-lo.

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Ela tinha que admitir em retrospectiva de 20/20 que, sem dúvida, ela e Colt estariam comendo corvo no final dessa festa de água. Colt deve ter sentido sua dor. “Eu não creio que vamos aproveitar este banho sem a adição de um ‘eu te avisei' até o final.” “Oh, inferno não. Vocês dois tiveram um monte de diversão à minha custa quando construí esse banheiro. Não tenho certeza se vou ser capaz de esperar até o final para mencionar isso.” Heath esfregou as mãos na expectativa de ter a última palavra. “Bem, eu certamente espero que você não espere até o final para mencioná-lo. Não acho que serei capaz de durar tanto tempo.” Ela passou as mãos sobre os seios, massageandoos profundamente para ter certeza de que Heath tinha entendido o significado certo de suas palavras. Heath gemeu na imagem, mas Colt simplesmente riu antes de se curvar e jogar uma Kylie guinchando sobre o ombro. “Banheiro, agora.” Assim que entraram no quarto Colt puxou sua camiseta por cima da cabeça e a jogou no chão. Ele e Heath rapidamente se despiram de seus moletons, e ficaram diante dela em toda sua glória nua. “Mmm. Pelo que me lembro, vocês concordaram fazer tudo e qualquer coisa que eu pedisse, não é mesmo?” Colt estreitou os olhos em sua pergunta, obviamente vendo a falha em sua promessa anterior. “Qualquer coisa com você. Eu não estou tocando Heath.” Ela riu de seu comentário. “Por que diabos eu ia querer suas mãos em Heath, quando elas poderiam estar me tocando? Embora, agora que pensei nisso, a ideia de vocês dois —” “Esquece,” Heath latiu enquanto ligava a água. “O que você tem em mente, querida?” “Quero dar a vocês dois um boquete… Ao mesmo tempo.” Colt pareceu considerar o pedido, percebendo a proximidade que ele e Heath teriam que manter para que isso acontecesse. “Isso parece capaz de funcionar. O que acha Heath?” “Inferno, sim. Venha cá, Red. Vamos tirar esse brinquedo de você primeiro.” 55


Ela ofegou na sensação de Heath deslizando o plug anal fora dela oh-tão-lentamente e estremeceu no vazio repentino. Felizmente, não teve tempo a perder. Colt a seguiu para o chuveiro e, usando um pouco de gel de banho da prateleira, alcançou ao redor para trabalhar a espuma em seus seios. Mais e mais, ele esfregou as bolhas em volta de seus mamilos eriçados, cobrindo-os com o sabonete masculino. Tinha o cheiro de Brejo, a atormentando, bétula e ervacidreira. Heath dirigiu um dos chuveiros para ela e juntou suas mãos às de Colt enxaguando o sabão fora dela. Quando a espuma escorreu por sua barriga, Heath juntou alguma e a passou em sua boceta. Esfregando o pelo cobrindo seu monte. “Eu adoraria raspar esse pelo de você,” ele murmurou contra seus lábios enquanto a beijava. “Deus, sim.” Colt pareceu compartilhar do desejo de Heath. “Pense nisso, querida, nada entre você e nossos lábios.” “Nossos dedos,” Heath acrescentou. “Nossos pênis.” Colt arrastou as mãos de seus seios e levemente esfregou sua barriga. “Façam,” ela sussurrou; fascinada por suas palavras, mãos e lábios, que pareciam deixá-la em chamas por toda parte. A água de repente pareceu quente demais para sua pele escaldada e ela começou a pedir Heath para esfriá-la. Antes que pudesse fazer o pedido, os braços de Colt envolveram todo seu corpo superior e braços em um abraço apertado. Ela sentiu algo nítido em sua boceta e olhou para baixo, chocada ao ver Heath de joelhos diante dela com uma lâmina nas mãos. “Fique quieta.” Colt emitiu a advertência em seu ouvido e os dois observaram em silêncio enquanto Heath a barbeava cuidadosamente. “Isso parece tão quente, querida.” Colt a soltou quando Heath terminou e se levantou, e ambos arrastaram os dedos sobre sua carne muito-sensível. “Oh meu Deus,” ela chiou, prazer correndo através dela. “Isso é tão bom.” Colt riu e virou sua cabeça para ele, beijando-a duro e longo. Ela ficou pasma no poder absoluto do beijo. Ambos, Heath e Colt, eram mestres e ela se perguntou como poderia se 56


contentar com os beijos mornos de outros homens depois da posse abrasadora com que estes dois homens a marcavam com seus lábios. Ela forçou Colt a liberá-la, lembrando-o de seu pedido anterior. Os dois lhe ofereceram tanto neste fim de semana, e ela estava ansiosa para lhes dar algo de volta. Ela lentamente desceu por seus corpos, puxando as mãos ao longo de seus peitos, até ficar de joelhos. Heath, sentindo sua direção, mudou o fluxo da água dos chuveiros de forma que atingisse ambos nos quadris. Ela sorriu em seu engenho. Mantendo a água fora de seu rosto, mas conseguindo fornecer bastante umidade para ela usar a mão em um homem, enquanto chupava o outro. “Kylie.” A voz de Colt retumbou acima dela e suas mãos foram ásperas em seu cabelo. Ela desfrutou do sentimento. Ele era sempre tão controlado que a emocionava saber que podia fazer isso com ele. Deixá-lo tão quente e necessitado que esquecesse tudo, exceto o que ela estava fazendo com ele. Sua língua correu ao redor da cabeça do pênis duro e ela saboreou a camada de présemem lá. Virando-se ligeiramente, ela repetiu a ação em Heath e se admirou na diferença. Nunca tinha percebido que o sémem de um homem tinha seu próprio sabor distinto até aquele momento. Colt era salgado, como a água do mar, enquanto Heath tinha um sabor quase de nozes. Segurando o pênis de cada homem em seus punhos, ela cedeu ao desejo de consumilos. Enquanto tomava Colt no fundo da garganta, ela trabalhava a mão duramente contra a carne inchada de Heath. Em seguida, ela mudou. Repetidas vezes, ela trabalhou a língua, dentes e mãos em suas ereções, intensamente consciente quando o tenor de seu jogo avançou para a fase final. O aperto de Heath em seu ombro tornou-se quase doloroso quando seu clímax se aproximou. As mãos de Colt engolfaram seu couro cabeludo, forçando-a mais e mais abaixo nele. “Vou gozar, Red,” Heath guinchou quando ela o levou até o fundo da garganta. Ele a empurrou longe dele. “Quero me derramar sobre você.”

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Colt gemeu em suas palavras e colocou o punho grande sobre o dela, bombeando-os forte e rápido contra sua carne grossa antes de liberá-la. “Juntos. Incline-se, querida, e levante esses seios lindos. Vamos pintá-los.” Ela se moveu rapidamente na posição que ele solicitou, inundada pela paixão furiosa dentro dela. A ideia de ser marcada de tal forma era potente. Empurrando os seios para cima com uma mão, ela alcançou a outra para se acariciar. Estava apenas a um segundo longe de gozar também. Enquanto brincava com seu clitóris, ela olhou para Heath e Colt, ambos a olhando enquanto bombeavam suas próprias ereções. Nenhum deles ia fazer isso por muito mais tempo. Assim que o pensamento passou por sua mente, ela clamou, e seu orgasmo encharcou sua mão. Colt e Heath reagiram ao som como se tivessem sido queimados por uma chama, e se esvaziaram em seu peito ao mesmo tempo, com gritos ásperos. Alcançando, ela passou as mãos pelo esperma. E com um sorriso atrevido, ela olhou para Heath. “O que você disse anteriormente sobre mencionar algo?”

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Capítulo Nove Colt rolou e olhou no relógio, maravilhado no quanto o tempo deixou de importar. Eles tinham ficado acordados quase a noite toda de sexta-feira, sem se preocupar de levantar até hora do almoço no sábado. Depois de uma tarde passada no chuveiro, cochilar e foder, eles adormeceram. Agora eram três horas da manhã de domingo e ele percebeu que tinham se esquecido do jantar novamente. Esfregando o estômago vazio, Colt olhou para seus melhores amigos dormindo pacificamente ao seu lado. Kylie estava drapejada sobre Heath com a perna jogada em cima de sua cintura, a mão em seu peito, e a cabeça em seu ombro. Ele sorriu na imagem que eles faziam; ambos espreguiçados e desordenados. Eu poderia acordar assim todos os dias de minha vida. Assim que a noção atravessou sua mente, ele tentou afastá-la. Muitas vezes neste fim de semana, ele encontrou seus pensamentos se movendo para o que se? Esmurrando o travesseiro, ele tentou encontrar uma posição confortável para dormir. Infelizmente, sua mente continuou a correr com a pergunta que continuava a assombrá-lo. E se eles fizessem esse acordo permanente?

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Quem disse que eles não podiam mudar as regras do jogo? Afinal, era seu jogo. E se levantassem seus narizes para a sociedade convencional e aceitassem o fato de que os três se encaixavam? Eles eram perfeitos juntos. As palavras tinham estado na ponta de sua língua várias vezes, mas ele nunca pareceria capaz de expressá-las em voz alta para seus amigos. Algo sempre o detinha. E se Kylie concordasse, mas Heath não? Ou vice-versa? Ele sabia, sem sombra de dúvidas, que foram feitos para ser um trio. Se Kylie os deixasse, ele não sabia o que iriam fazer. Ela trazia o melhor de ambos. Ele tinha o hábito de ser obstinado e teimoso, mas Kylie suavizava essas arestas ásperas, e sem sua influência estabilizadora, Heath teria sucumbido às suas tendências de viciado em trabalho há muito tempo. Eles precisavam dela e não isoladamente, mas como uma unidade. Este fim de semana tinha lhe provado que não havia nenhuma maneira no inferno que ele pudesse voltar a um só homem, um caso de mulher. Ele se orgulhava de ser um homem heterossexual de sangue quente, mas ver Heath e Kylie juntos tinha mudado alguma parte intrínseca dentro dele, e ele sabia que nunca veria o sexo do mesmo jeito. Estava seguro de que onde esta relação estava em causa, era tudo ou nada, e ele queria desesperadamente tudo. Desistindo de dormir, Colt vestiu uma calça de moletom e silenciosamente foi para a cozinha. Talvez um lanche de meia-noite curasse sua insônia. Talvez fosse seu estômago vazio e não seus medos ansiosos que o mantinha acordado. Certamente. Cavando na geladeira, ele encontrou alguns ingredientes para sanduíche. Puxando-os, ele começou a colocar os ingredientes juntos sem pensar. “Isso parece bom.” Ele olhou para cima e encontrou um Heath parecendo-faminto de olho em seu sanduíche. “Consiga o seu próprio.” Heath sorriu quando Colt puxou o prato para mais perto dele como se protegendo um tesouro precioso. “Acho que você deve ser o único homem no planeta que fica irritado depois do sexo.” 60


Colt franziu o cenho. “Eu não estou irritado.” Heath não respondeu, apenas arqueou as sobrancelhas com incredulidade. “Pelo menos, não é o sexo.” “Fome?” “Não.” Ele se perguntou se deveria tentar explicar suas preocupações. Já havia tentado trazer o assunto uma vez e Heath o tinha descartado. Heath se sentou em frente a ele e começou a montar um sanduíche para ele. “Preocupar-se com a segunda-feira não vai impedi-la de vir.” Ele olhou para cima, surpreso com a astúcia de Heath. “Nós cometemos um erro. Um colosso de um erro do caralho.” Recostando-se na cadeira, Heath cruzou os braços sobre o peito nu. “Eu diria que foi um erro de cálculo, não um erro.” “Como quer que você o chame espertinho, estamos na merda agora.” Raiva de Heath pareceu inchar no comentário e Colt de repente percebeu que ele não estava sozinho em sua preocupação. “Droga, Colt. Você sabe exatamente no que está pensando aqui?” “Um acordo permanente.” Ele passou as mãos pelo cabelo em frustração. Esperando que Heath fosse o mais fácil de convencer. Sabia que Heath queria isso tanto quanto ele, mas se ele rejeitasse a ideia, não havia nenhuma maneira que Kylie aceitasse. “Colt, as pessoas não vivem em situações ménage. É uma fantasia, não um estilo de vida.” “Quem disse? Se eu aprendi alguma coisa de Kylie nos últimos anos, é que eu não estou vivendo minha vida para fazer as outras pessoas felizes. Além disso, estamos vivendo juntos há tanto tempo, que ninguém sequer pisca um olho na gente mais.” “Há uma diferença entre companheiros de quarto platônicos e o que está sugerindo.” “Pense nisso. Kylie sabe o que está conseguindo com a gente. Ela já provou que pode lidar com o dia-a-dia juntos neste aspecto. Ela tem tolerado nossas bundas arrogantes e desleixadas durante anos.” 61


“Há também uma diferença entre pegar alguns pratos sujos e lidar com dois Doms na cama. Agora, ela pode nos dizer para irmos para o inferno se tivermos excesso de possessividade, porque não temos nenhuma reivindicação real sobre ela.” “E se eu conheço Kylie, ela vai manter o direito de nos dizer para onde ir, amantes ou não.” “Colt, de jeito nenhum ela vai concordar com isso. Prometemos um fim de semana de fantasia com um retorno à nossa condição ‘só amigos’ na segunda-feira. Como podemos voltar em nossa palavra?” “Tudo que estou sugerindo é que perguntemos a ela.” Heath se levantou e foi em direção à janela da cozinha para olhar a noite escura, e Colt questionou os sentimentos de seu amigo. Heath certamente tinha mais a perder caso sua situação incomum se tornasse do conhecimento público. Seu amigo era o próximo na linha para uma parceria na empresa de arquitetura onde trabalhava. Se os poderes constituídos em seu escritório descobrissem que ele era um participante ativo em um ménage à trois, ele poderia estar colocando suas aspirações de carreira em sério risco. “Isto é, se você estiver disposto, Heath. Não é uma coisa pequena o que estou propondo aqui. Não estou dizendo que vamos tentar e ver o que acontece. Estou falando sério sobre fazer isso uma coisa para sempre.” “Então, você está propondo? Para mim e Kylie? Não tenho certeza se deveria rir ou dar um soco na sua cara.” “Eu, eu quis dizer, que nós iríamos propor a Kylie. Mas acho que agora que você mencionou, nós estaríamos fazendo um compromisso um com o outro também. Você é meu melhor amigo, Heath. Temos estado na vida um do outro por quase duas décadas. Não saberia o que fazer se você não estivesse em minha vida mais. Quero dizer, merda, torcemos pelos mesmos times esportivos. Isso é raro, homem.” Heath riu de suas tentativas de aliviar o clima. “Eu quero isso, Colt. Não sou cego e posso ver o quão perfeito este fim de semana tem sido. Nenhum de nós teve muita sorte no departamento do amor e agora não consigo deixar de me perguntar se é porque estivemos 62


apaixonados por Kylie tudo esse tempo. Talvez estivéssemos evitando o óbvio, porque pensávamos que poderia acabar em uma competição por suas atenções.” Ele gemeu nas palavras de Heath. “Cristo, você tem que mencionar a palavra ‘A'? Você sabe que o pensamento dessa emoção me dá gases.” “Bem, você vai ter que superar esse pequeno obstáculo, porque eu sei como um fato que Kylie não vai aceitar qualquer oferta que fizermos que não esteja incluído esse sentimento.” Colt passou a mão pelo cabelo mais uma vez. “Eu a amo. Merda, eu sou louco pela garota.” Heath se aproximou e se juntou a ele na mesa de novo. “Realmente não vai te incomodar quando eu estiver sozinho com Kylie? Vão ter noites em que você vai estar de plantão, e vou te dizer agora, eu não vou estar na cama apenas dormindo com ela. Eu vou estar fodendo com ela. Isso não vai chateá-lo? Mesmo um pouco?” Colt balançou a cabeça imediatamente. “Nem um pouco. Eu juro para você. Vai incomodá-lo que o mesmo se aplique quando você estiver fora da cidade?” Heath deu uma risada sem graça. “Nem um pouco. Credo, o que há de errado com a gente? Você não acha que há algo seriamente fodido sobre isso?” “Para falar a verdade, não. Eu confio em você com minha vida, amigo, e sei que você vai cuidar de Kylie quando eu não estiver por perto. Nós três nos ajustamos e não tenho tanta certeza se o mesmo aconteceria se fosse só você e Kylie ou só eu e Kylie. É difícil explicar, mas eu realmente sinto que este relacionamento só funciona como um trio.” Heath assentiu. “Eu me sinto do mesmo jeito. Acho que quando você pensa sobre isso, nós três trazemos algo diferente para a mesa. Além disso, com nossas fodidas horas de trabalho, precisa de nós para fazer um marido em tempo integral para ela.” “Heath, nós compartilhamos tudo, toda nossa vida — quartos, roupas, carros. É uma segunda natureza para nós agora. Além do mais, eu preciso te dizer, o sexo —” Ele tropeçou, tentando encontrar as palavras, mas seu amigo o salvou da tarefa.

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“Eu sei,” Heath disse. “Então, agora nós compartilhamos Kylie?” A pergunta de Heath saiu como uma declaração e Colt a deixou passar sem uma resposta. “Ela nunca vai aceitar isso.” “Você disse isso sobre este final de semana, e ela saltou de cabeça. Não posso voltar Heath. Se ela recusar, não vai haver como voltar ao modo que as coisas eram antes.” Heath se virou e franziu o cenho. “Você sairia?” Ele deu de ombros. “Eu nunca seria capaz de estar no mesmo ambiente, sem desejá-la novamente.” Heath considerou suas palavras por um longo tempo. “Nem eu. Então, acho melhor colocarmos nossas caras mais persuasivas e tentar convencer a menina, já que o fracasso não parece uma opção.” Ele sorriu e se aproximou, colocando uma mão amigável no ombro de Heath. “Bem, meu amigo, estive pensando sobre isso e me parece que Kylie responde melhor a ações do que palavras.” “Você está sugerindo que devemos seduzi-la em concordar se casar com a gente?” “Como você disse, fracasso não é uma opção, e pelo modo que vejo tudo é justo no amor e na guerra.” “Você está falando em clichês,” Heath murmurou. “Melhor do que os trocadilhos que costumo incomodá-lo.”

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Capítulo Dez O sol estava nascendo fora das cortinas quando Kylie abriu os olhos para encontrar dois grandes predadores a observando. “Vocês parecem um par de tigres famintos,” ela brincou. Ela podia sentir as ereções empurrando em seus quadris e se perguntou se seu corpo aguentaria mais jogo. Estava agradavelmente dolorida em músculos que nem sabia que possuía. “Estávamos começando a nos preocupar se ia dormir o dia inteiro.” Heath estendeu a mão e a puxou em cima dele. Cobriu seu rosto com beijos suaves e ela deu uma risadinha quando os dedos roçaram sua cintura tão levemente que fez cócegas. “É amanhecer, seu feitor de escravos. Além disso, você deveria ter me acordado. Eu certamente não quero ser acusada de desperdiçar nosso último dia com algo tão tolo quanto o sono.” Ela pensou ter ouvido um grunhido infeliz de Colt, mas quando olhou por cimo do ombro, seu rosto desmentia o som, assim ela o descartou. “Então, quais são os planos para hoje?” “Parece que há uma fantasia que ainda temos que realizar.” A voz profunda de Colt a lembrou de sua resposta da Verdade da Tequila e ela estremeceu em antecipação. Heath deve ter confundido sua resposta. “Calma, Red. Lembre-se de sua palavra segura. Você pode dizê-la a qualquer momento.” “Eu não quero dizê-la.” Ela se empurrou em suas mãos e joelhos, engaiolando Heath abaixo dela, enquanto oferecia a Colt uma visão perfeita do que ela queria que ele reivindicasse.

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Ela ficou emocionada quando o domínio natural de Colt veio brilhando. “Não se mova. Fique exatamente assim.” Ela olhou por cima do ombro quando ele se moveu para a mesa de cabeceira. E o viu pegar dois preservativos e um tubo de lubrificante. Ele a viu olhando para ele e lhe ofereceu um sorriso sedutor que fez pouco para acalmar as borboletas agora flutuando em seu estômago. Estava prestes a realizar sua fantasia sexual final. Colt e Heath iam tomá-la juntos. Ela estremeceu de emoção nesse pensamento. Colt voltou para seu lugar logo atrás dela, e ela lutou para relaxar quando uma mão grande veio descansar em sua bunda. Heath estendeu a mão e correu os dedos ao longo de sua bochecha do modo que ela veio a amar, nos poucos dias que estiveram juntos. O gesto era tão tipicamente Heath. O dele sempre tinha sido o ombro que ela chorava quando a vida ficava muito difícil e seu toque agora foi tão cheio de conforto e amor que ela teve que fazer de tudo para não chorar de emoção. Ela balançou um pouco quando sentiu o lubrificante frio pousar em sua bunda, mas Heath a acalmou e continuou a acariciar seu rosto. Ela se inclinou para frente, desesperada para sentir mais dele. Pressionando os seios contra seu peito duro enquanto lhe oferecia os lábios, silenciosamente lhe implorando para reivindicar sua boca, tão certamente quanto Colt ia reivindicar sua bunda. Quando Heath aprofundou o beijo com um golpe da língua, Colt aprofundou seus próprios golpes, empurrando um, e depois dois dedos espessos em seu ânus. O plug tinha trabalhado sua magia e ela sentiu seus músculos relaxarem na invasão estranha. Logo, ele acrescentou um terceiro dedo e ela escapou do beijo com um grito de prazer. “Mais,” ela exigiu, sem pensar. Por um momento, ela temeu que eles fossem negá-la, provocando-a, mas sua palavra parecia ser o estímulo que eles esperavam. Heath pegou o preservativo que Colt tinha deixado ao lado dele na cama e o colocou, enquanto Colt continuou a atormentar sua bunda com os dedos. Uma vez embainhado, Heath agarrou forte em seus quadris e a puxou até que sua abertura molhada ficou nivelada com a coroa do pênis. 66


Ela lutou para respirar enquanto ele lentamente empalava seu corpo na ereção rígida, apertando seu agarre para mantê-la de empurrar abaixo sobre ele, como ela desejava. Quando estava totalmente acomodado, ele a segurou completamente imóvel. Ela lutou contra seu aperto, tentando desesperadamente foder seu pau, até que a mão de Colt caiu sobre sua bunda com um sonoro bofetão. Ela congelou. O local atingido picou por apenas um segundo, até que ele correu os lábios frescos através da carne ofendida. Ela lutou contra o prazer e dor quando ele repetiu a ação na outra nádega. As sensações que as ações evocavam em seu corpo foram melhores do que em seus sonhos mais selvagens. Este momento era o tal. Aquele que ela tinha passado a vida inteira procurando, esperando, rezando por ele. O pau duro de Heath enchia sua boceta, enquanto Colt marcava sua bunda com uma surra de amor. Incapaz de negar ao desejo de seu corpo, ela sucumbiu a um dos mais poderosos orgasmos que já teve. Colt e Heath devem ter percebido o impacto que suas ações estavam tendo sobre ela, pois Heath enrolou os braços ao seu redor, enquanto Colt acariciava e beijava amorosamente a pele aquecida em sua bunda. “Mais.” Ela repetiu sua exigência anterior quando voltou a Terra e, silenciosamente regozijou quando os homens — seus homens — riram em surpresa. “Pequena moça exigente.” Heath dirigiu as palavras acima de seu ombro para Colt. “Posso ver por que ela tem sido tão travessa nestes últimos meses. É preciso mais de um homem para satisfazê-la.” Kylie considerou a resposta de Colt só por um segundo, maravilhando-se na verdade de sua observação, mas, em seguida, seus pensamentos foram arrastados pelo toque do pênis cutucando a entrada em seu buraco virgem. Juntos, os três trabalharam lentamente em direção ao céu. Enquanto Colt empurrava adiante em seu rabo apertado, Heath lhe murmurava palavras de encorajamento. Sempre que tentava se mover, ela era detida por não duas, mas quatro mãos, recusando-se a lhe permitir tomar muito, depressa demais. Era claro que nenhum dos homens queria apressá-lo por medo de machucá-la, e o coração de Kylie inchou com o pensamento. 67


“Quase lá,” Heath sussurrou em seu ouvido. “Deus, Kylie, eu nem posso te dizer o quanto isso é bom. Posso sentir o pau de Colt através da parede fina dentro de você. Ele está se esfregando contra o meu. Eu nunca imaginei que pudesse ser assim. Obrigada, bebê. Obrigada por nos dar isso.” Ela estremeceu em suas palavras e Colt empurrou os últimos centímetros, enterrandose profundamente dentro dela. “Querida, você está pronta para dar um pequeno passeio na montanha russa de seus companheiros de quarto?” Ela sorriu por cima do ombro. Só Colt poderia fazê-la querer rir durante o momento mais mágico de sua vida. “Apertem seus cintos e mantenham seus pênis dentro do meu corpo o tempo todo, meninos.” “Espere aí, Red,” Heath disse enquanto agarrava seus quadris e se retirava devagar. Quando só a cabeça do pênis ficou alojada dentro, ele começou a entrar novamente enquanto Colt se retirava. Dentro e fora, eles se moveram em uníssono. E ela foi esmagada por sensações, o prazer e dor tão intensos que ela se perguntou se ia sobreviver ao assalto sensual. Logo seus empurrões cresceram mais rápidos, mais fortes, e ela sentiu como se estivesse se afogando em desejo. E começou a gozar, o orgasmo muito mais intenso do que qualquer um dos seus antecessores. Assim que este terminou, outro a agarrou — e outro. Ela gritava e tremia, mas seus homens a amando não mostraram nenhum remorso. Sem parar, seu corpo se contorceu e virou até que ela pensou que certamente deveria estar em uma montanha russa. Finalmente, ela sentiu Colt despencar para a Terra com ela, o clímax enviando uma enxurrada de palavras de sua boca. Palavras como esposa, e casamento, e para sempre, a cobriram tão completamente quanto o corpo dele, e então eles foram arrastados pelo orgasmo de Heath e as palavras de amor dele se juntaram às de Colt em seu subconsciente. Ela saboreou essas palavras e as segurou perto do coração. Pela primeira vez em anos, se permitindo sonhar o sonho impossível de prender estes dois homens com ela para sempre. Por

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um momento glorioso ela imaginou toda uma vida com Heath, seu melhor amigo e confidente, e Colt, seu irmĂŁo mais velho e protetor feroz. Quando o Ăşltimo tremor desvaneceu em seu corpo, Kylie se derivou no sono, sentindo-se verdadeiramente amada pela primeira vez em sua vida.

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Capítulo Onze “Onde está Heath?” Kylie perguntou quando Colt saiu da lavanderia com uma cesta cheia de roupas. “Estávamos com fome, mas não sobrou muito na cozinha para comer, então ele saiu para comprar donuts.” “Krispy Kreme3?” Seu estômago roncou na promessa de seu deleite doce favorito. “Existe algum outro tipo?” “Deus, espero que ainda estejam quentes.” Colt riu. “Sabe, acho que meu ego está levando um golpe aqui.” Ele se aproximou dela como se estudando seu rosto. “Sim, um pouco corada e se eu não estiver enganado, sua respiração está irregular. Estou começando a pensar que você poderia gozar só de pensar em donuts, e eu aqui pensando que era apenas minha astúcia e habilidade como amante que fosse capaz de levá-la a isso.” “O que posso dizer?” Ela brincou. “Eu sou uma cadela por donuts.” Ela notou o cesto de roupa para lavar em suas mãos “O que está fazendo?” “Roupa para lavar. Vamos estar em um mundo cheio de dor amanhã, se não tentarmos obter algumas de nossas tarefas habituais de fim de semana fora do caminho.” Ela enrugou o nariz em suas palavras. “Eu meio que gostaria de esquecer o mundo real por algum tempo.” Colt a beijou suavemente enquanto corria a mão livre por seu cabelo. “Oh bebê, nós podemos fazer o mundo desaparecer sempre que você quiser. Na verdade, eu estava pensando em você enquanto colocava a roupa para lavar.”

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Marca de empresa de donuts –

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“Maravilha,” ela brincou. “Eu sempre quis uma pilha de meias bem fedorentas para fazer alguém se lembrar de mim.” “Não foram as meias, querida, mas a secadora.” “Secadora?” “Venha ver.” Ele agarrou sua mão e a arrastou para a lavanderia. Assim que entraram no pequeno quarto, ele se livrou da cesta, e então se virou e a colocou em cima da secadora funcionando. As vibrações quentes imediatamente ativaram sua excitação. “Oh, uau.” “Eu sabia que você ia gostar.” Ele pareceu satisfeito com sua resposta. Abrindo os botões de seu jeans que ela tinha vestido à apenas alguns minutos, ele baixou o zíper e agarrou seus quadris. “O que você está fazendo de calça? Eu deveria avermelhar seu couro por ser vestir sem permissão. Vamos tirar isso.” Ela soube imediatamente no que isso ia dar. Ele era alto o suficiente para o que ele obviamente tinha em mente funcionasse perfeitamente. Ela deu uma risadinha de alegria nesse pensamento e rapidamente tirou a calça e calcinha. A sensação da secadora contra sua bunda nua aumentando sua excitação. Ela e Colt bateram as cabeças na pressa de livrá-lo dos confins de sua própria calça e eles riram até que o pênis tocou a abertura de seu canal molhado. “Você está tomando pílula, querida?” Olhando para baixo, ela percebeu que ele não estava usando preservativo. “Sim,” ela respondeu, fugindo para mais perto da beirada, empurrando a cabeça do pênis dentro dela. Ele estremeceu em sua ação. “Estou limpo, mas depende de você. Tem preservativos no quarto.” “Você não ouse me deixar. Venha para dentro, Colt. Quero senti-lo. Só você. Por favor.” Convite feito, ele se empurrou até o cabo com um impulso forte. “Deus, sim. Querida, você não faz ideia do quão bom se sente.” 71


“Sim, eu faço,” ela confirmou. Nenhuma outra palavra foi necessária quando ele começou a se mover dentro e fora de seu corpo. As vibrações quentes da secadora fora e os movimentos duros e abrasadores de Colt dentro a enviaram por cima da borda em um instante. Ela clamou, mas ele capturou o som com a boca. Reivindicando todos os seus gemidos com os lábios contra os dela, enquanto continuava a investir, empurrando-a mais e mais alto. Quando ela gozou novamente, ele foi com ela, gritando seu amor, puxando-a firmemente contra o corpo. Quando voltaram para si mesmos, Kylie se inclinou para trás com um sorriso satisfeito. “Todos os donuts do mundo não poderiam me fazer sentir assim.” O som do celular de Colt interrompeu o riso compartilhado. Ele puxou o jeans e o pegou de cima da mesa no corredor pouco antes do correio de voz ser acionado. “Eu estou de folga,” ele latiu no receptor e ela suspirou. Obviamente ele seria chamado para trabalhar e ela ficou desapontada com a perspectiva de seu fim de semana de fantasia ser encurtado. “Tudo bem, tudo bem. Vou te dar uma hora, isso é tudo. Isso é besteira Dave; e você sabe.” Colt fechou o celular agressivamente e lhe deu um olhar de desculpas. Ela lhe ofereceu um sorriso simpatizante. “Não se explique. Só vá. Quanto mais cedo você chegar lá, mais cedo você vai poder voltar.” Ele foi até ela, a explicação em seus lábios, mas ela interrompeu suas palavras. “Eu quero dizer isso, Colt. Tudo bem. Apenas corra de volta para mim.” Ele se curvou e deu um beijo casto em sua bochecha, e ela se surpreendeu com a inocência do gesto. Tinha se tornado tão em sintonia com a reivindicação agressiva e possessiva de seus lábios que a doçura do beijo selou seu destino. “Vou sentir sua faltar a cada minuto,” ele disse. “O mesmo aqui.” “Salva um donuts para mim?” “Sem promessas com isso, grandalhão.”

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Ele riu e pegou uma camisa limpa da pilha de roupas que tinha acabado de lavar. “Deus, eu te amo,” ele disse, e Kylie sentiu seu coração saltar uma batida nessa admissão. Ele não parecia esperar uma resposta quando lhe deu outro beijo rápido e disse tchau. Ela tropeçou fora da lavanderia a tempo de vê-lo cortar uma faixa pela casa à procura das chaves. E sorriu na familiaridade da cena, apesar do tumulto interno que sentia girando em torno de seu coração. Homem maldito que nunca conseguia encontrar suas chaves, mas ouvi-lo amaldiçoar enquanto continuava procurando a acalmou. Talvez as coisas ainda estivessem bem. Sem dúvidas, ele tinha feito sua declaração de amor de forma casual. De amigo-para-amigo. Afinal, ela amava a ele e Heath; E ele não tinha dito “eu estou apaixonado por você”. Simplesmente “eu te amo”. Sentindo-se um pouco tranquilizada com seu raciocínio, ela decidiu evitar a erupção iminente de seu temperamento quando o viu acidentalmente bater a cabeça na porta do armário do corredor. “Vou tomar um banho. Por que você não procura suas chaves na cozinha? Eu me lembro de ter visto um jogo no balcão ontem à noite.” Então, covarde como se sentia, ela bateu em uma retirada para a segurança de seu quarto, ansiosa para escapar não só de Colt, mas de todos os sentimentos que ele havia mexido dentro dela.

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Capítulo Doze “Porra,” Colt gritou, esfregando o peito onde o ombro de Heath o acertou quando colidiram na porta da frente. “Onde é o incêndio?” “Desculpe. Estou com pressa. Fui chamado para trabalhar. E não consegui encontrar minhas malditas chaves por um bom tempo.” Heath sorriu enquanto soltava o saco de donuts na mesa do corredor. “Então, o que mais há de novo? Onde está Kylie?” “Está tomando um banho rápido.” Quando Colt falou, Heath olhou para o amigo, pela primeira vez desde que entrou na casa. “Vocês fizeram sexo.” Colt sorriu e arqueou as sobrancelhas. “O que posso dizer? Ela não consegue manter as mãos longe de mim. Quando eu voltar, podemos fazer nossa proposta, mas até então, Heath, espero que você faça sua parte para continuar a convencendo-a do quanto uma vida inteira de fins de semana de fantasia seria ótimo.” Heath riu, esfregando as mãos. “Nossa, torça meu braço. Kylie, toda para mim o resto da tarde. Não se sinta como se tivesse que correr de volta por minha causa.” “Idiota. Se meu pau não estivesse tão agradavelmente dolorido, eu provavelmente ficaria puto, mas o fato é que fui castigado.” Colt pegou a jaqueta de couro. “Vá com calma com ela. A pobre menina teve uma manhã movimentada.” Ele balançou a cabeça quando Colt saiu. “Bastardo convencido,” Kylie resmungou atrás dele. “Mal podia esperar para se gabar, não é?” Ele se virou e a viu, vestida com seu roupão de terry, o cabelo molhado e pingando. Ele bebeu na visão dela parecendo tão relaxada e em casa. Ela parecia à mesma que tinha sido

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todos os dias nos últimos sete anos, mas de repente ele ficou surpreso em como ela era bonita. Era como se a viseira que ele usara por quase uma década tivesse caído e revelado uma Vênus viva e respirando. “Senti sua falta,” ele disse suavemente. Aproximando-se e passando os braços frouxamente em volta de sua cintura. Embora ela tivesse sucumbido aos avanços singulares de Colt, uma parte tola dele temeu que ela pudesse rejeitá-lo. Seus lábios macios pousaram no rosto dele, dando uma risadinha quando ela mexeu o nariz contra seu queixo sem barbear. “Senti sua falta também.” “Kylie.” “Shhh.” Ela colocou os dedos em sua boca. “Colt me disse que você saiu para buscar donuts.” Ele riu de seu comentário. Ela era uma fã de Krispy Kremes. “Sim e a luz indicadora de quente estava ligada.” Ela gemeu de prazer quando ele agarrou sua mão e o saco, arrastando-a para a cozinha. “Venha. Vamos comer, e depois eu tenho uma ideia.” “Ooh, eu gosto de suas ideias,” ela respondeu. “Quer me dar uma dica?” “Envolve você, eu, jatos, bolhas, e lotes e lotes de água quente.” Ela puxou sua mão, tentando mudar sua direção. “Sabe, parece-me que essas rosquinhas podem ser um pouco melhor frias.” Com um sorriso atrevido, ela o arrastou em direção ao banheiro dele. Heath a seguiu de bom grado. Verdade seja dita, ele tinha comido duas rosquinhas a caminho casa. “Eu nem posso te dizer o que isso significa para mim,” ele brincou. “Eu sinceramente nunca vi nada mais importante para você do que uma rosquinha quente.” Ela riu de seu gracejo, curvando-se para encher a Jacuzzi de água. “Sim, bem, vocês dois nunca me ofereceram uma alternativa mais doce.” Ele se inclinou para beijá-la, lentamente desatando seu roupão e o deslizando de seus ombros. Ficando feliz ao encontrá-la completamente nua por baixo. 75


“Acho que você é a coisa mais doce nesta casa, mãos para baixo.” O calor de seus beijos se misturou com o vapor subindo da água. Ambos estavam tão varridos pelos toques compartilhados que quase deixaram a água transbordar e tiveram que abrir o dreno para soltar um pouco antes de poderem entrar. Rindo, ela se afundou na banheira enquanto ele ligava os jatos. “Ah, isto é divino.” Ele se juntou a ela, puxando-a para o colo, de frente para ele. “Agora é divino.” Eles continuaram a se beijar e tocar até que Heath a sentiu rebelar para levá-lo para dentro. “Kylie,” ele disse, as mãos segurando seus quadris para deter seu movimento. “Estou tomando pílula,” ela disse respondendo suas preocupações não ditas. “Colt e eu —” Ela parou e ele soube que Colt a havia levado sem preservativo mais cedo. Se fosse um homem mais forte, ele teria saído da Jacuzzi e pegado um preservativo, bem ciente de que decisões como estas não deveriam ser tomadas no calor do momento. Mas o fato era que ele não teria conseguido se afastar dela, nem que sua vida dependesse disso. Ele sabia que todos eles praticavam sexo seguro e não havia nada que ele quisesse mais do que estar dentro dela, sem nada no meio. “Eu te quero, Kylie,” ele sussurrou contra seus lábios e a puxou abaixo sobre sua ereção espessa. Eles se moveram devagar a princípio, mas logo a paciência deu lugar à paixão e seus impulsos poderosos agitaram a água que começou a balançar em ondas em torno deles. Que gozaram juntos, e quando voltaram à realidade, Heath puxou a cabeça dela para descansar em seu ombro — desesperado para mantê-la perto. Medo do desconhecido rastejou em sua mente, e ele temeu que este momento a sós com ela fosse o último. “Ei,” ela chiou e Heath afrouxou seu aperto esmagador sobre ela. “Desculpe,” ele disse com um sorriso sentido. “Algo errado?” Heath começou a dizer às palavras que lutavam para sair, mas não conseguiu soltá-las. Os riscos de repente pareceram muito grandes e, no final, ele perdeu a coragem e ao invés fez 76


uma piada. “Red, eu sei que você tem aversão a limpar banheiros, mas acho que vamos ter que fazer uma esfregação aqui. Há mais água no chão do que na banheira.” Ela riu e se aconchegou mais perto. “Isso é bom,” ela murmurou. “Melhor que bom;” ele concordou. “Eu continuo achando que deveria parecer estranho, mas não é.” Ele considerou seu comentário. Depois de anos do status “apenas amigos”, ele também ficava surpreso no quão natural era a sensação de segurá-la nos braços. “Nós sempre estivemos perto,” ele brincou, puxando-a nivelada contra seu corpo. “Agora estamos ainda mais perto.” “Mmmm,” ela concordou, arrastando os lábios em sua garganta. “Gosto de estar mais perto.” Sua ereção se mexeu no primeiro toque dos lábios, apesar do fato de que ele tinha tido mais sexo neste final de semana do que em todo o ano passado. Kylie sentiu seu pênis voltar à vida. “E mais íntima;” ela acrescentou enquanto o aceitava de volta em seu corpo. “E muito mais íntimo,” ele disse, se empurrando lentamente para cima. Eles repetiram o mantra, enquanto esta união, diferente das outras, foi lenta e doce, e quando acabou Heath deu um beijo suave no topo da cabeça de Kylie. “Fica com a gente — para sempre,” ele sussurrou.

***** Depois de uma bela e longa imersão na Jacuzzi com Heath, eles se separaram por um tempo, cada um indo para seu próprio quarto. Heath precisava colocar os retoques finais em um esboço que ia apresentar a seus parceiros no trabalho a primeira coisa na manhã. Colt provavelmente estaria puto como o inferno agora por estar sendo mantido na estação por tanto tempo, mas Kylie estava grata por ter alguns momentos de paz e tranquilidade para ordenar seus pensamentos. 77


Olhando para a cama, ela se perguntou como poderia sobreviver ao retornar à coisa fria e solitária uma vez que o fim de semana terminasse. Indo até o espelho pendurado acima da cômoda, ela passou um pente pelo cabelo ruivo emaranhado enquanto olhava para si mesma pela primeira vez desde que o fim de semana de fantasia tinha começado. Seu rosto estava corado, seus lábios agradavelmente inchados dos beijos ininterruptos. Seus cachos estavam desgrenhados e despenteados com um visual bem-de-cama. Inclinando-se, ela sentiu como se estivesse se vendo pela primeira vez. Ela estava… Caramba, ela estava bonita, feminina. Depois de um fim de semana ouvindo os elogios intermináveis de Heath e Colt, estava se vendo com outros olhos, através dos olhos deles. Sempre se considerara razoavelmente bem, não que já tivesse tentado melhorar esse estado. Estava satisfeita com sua aparência e se recusava a passar horas e horas tentando melhorar alguma coisa. Odiava maquiagem e salões de beleza, e detestava cortar as unhas quando passava muito tempo porque a incomodava. Nunca possuiria um frasco de brilho para as unhas ou um ferro de ondular o cabelo — afinal, com uma cabeça cheia de cachos, para que precisaria? Nada disso parecia importar agora, quando se lembrou de Heath chamando-a de bonita e Colt sussurrando a palavra linda em seu ouvido. Suspirando, ela se repreendeu por sua vaidade repentina. Homens malditos. Eles a tinham agindo como uma menina boba. Basta. Quando o acordo terminasse mais tarde, esta noite, ela ia voltar e dormir naquela maldita cama vazia, ainda que a matasse, e quando ela acordasse amanhã, as coisas teriam voltado ao normal. Ela seria um deles novamente e Heath e Colt voltariam a serem simplesmente os amantes da diversão, os amigos afáveis. É claro que também significava que ela teria que voltar a cobiçá-los em silêncio. O problema era; Agora ela sabia exatamente o que estava faltando, ao invés de simplesmente preencher os espaços vazios com sua imaginação hiperativa. Seus pensamentos continuaram flutuando de volta às suas declarações de amor. Claramente, era a falta de sangue em seus cérebros, do excesso de sexo, que os levaram a essa conversa. Sem chance que eles pudessem estar querendo dizer todas as coisas maravilhosas 78


que estavam dizendo. Colt disse que a amava. Durante o banho, Heath disse que queria que ela ficasse com eles para sempre. Ela estava certa de um — ou teria sido os dois? — tinha sussurrado a palavra mulher em seu ouvido quando tinham feito amor juntos esta manhã. Seu coração doeu com a súbita percepção de que ela queria os dois mais do que já quis qualquer coisa em sua vida. O que diabos a fazia pensar que poderia considerar até por um segundo que seria mulher o bastante apenas para um deles, quanto mais para os dois juntos. Droga. O problema era, embora o sexo fosse ótimo, incrível, fodidamente fora dos quadros, já tinha lhes dado seu amor há muito tempo, por razões completamente diferentes. Heath era realmente seu melhor amigo e não havia absolutamente nada que ela não tenha lhe contado. Ele ouvira todas as suas histórias de trabalho, consolara-a após cada estúpida ruptura, e lhe oferecera conselhos e um chute na bunda quando pensara que ela precisava. Colt era mais como um irmão mais velho para ela do que seu próprio irmão. Ele a protegia, cuidando de seus melhores interesses, e a fazendo se sentir segura e querida. Além disso, ele a fazia rir — o tempo todo, e para ela isso era mais importante do que palavras floridas ou sentimentos tolos. Ela sentiu como se estivesse perdendo a luta para recuperar o que restou de seu juízo disperso. Quanto tempo levaria até que eles percebessem o que tinham oferecido no calor do momento? Já estariam agora lamentando a impulsividade de suas palavras? Como eles podiam saber o quanto suas palavras doces a afetavam e batiam com seus desejos mais desesperados por eles? Por quanto tempo ela teria que defender seu coração e alma contra as lembranças deste glorioso fim de semana e quanto tempo seria antes que estivesse comprometida com um hospital psiquiátrico? Sim, ela decidiu, afastando-se do espelho, uma boa noite de sono ia restabelecer as coisas de volta ao normal. Ela ia encontrar um jeito de voltar a seu antigo eu e, de alguma forma, encontrar uma maneira de arrumar seus desejos incontroláveis e puxar a Kylie amiga mais uma vez. Pelo menos ela esperava fazer isso, porque o fato mais triste e mais verdadeiro

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era que ela tinha caído loucamente, profundamente, apaixonada por Heath e Colt, e não sabia se poderia sobreviver às consequências de um retorno a suas vidas anteriores.

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Capítulo Treze Colt observou o pôr do sol em seu fim de semana de fantasia enquanto Kylie dormia em seus braços. Tinha voltado para casa um par de horas atrás e encontrado Heath e Kylie aconchegados no sofá. Por seus rostos corados e olhares satisfeitos, sabia que tinham feito muito mais do que apenas relaxar na frente do filme de ação e aventura que estavam assistindo na televisão. Tinha se juntado a eles e agora estava tentando determinar como voltaria a olhar para seu sofá novamente sem pensar nos jogos de amor que tinham tido lá. A imagem de Kylie em cima dele, montando seu pau enquanto se inclinava adiante para chupar a ereção de Heath, tinha mudado para sempre o modo como ele veria essa peça da mobília. Tinham tropeçado de volta para sua cama e adormecido imediatamente. Infelizmente, sua mente inquieta não deixou seu corpo continuar a dormir e ele não estava sozinho em sua ansiedade. Heath tinha se levantado alguns minutos antes e ele podia ouvi-lo compassar pelo quarto. As sensações incríveis de seu ato de amor mais cedo ainda ressoando em seu corpo e Colt desejou poder despertá-la e desaparecer em sua doçura mais uma vez. Olhando em direção ao final da cama, ele pôde ver que Heath tinha desistido de suas andanças inquietas e estava sentando em uma cadeira que normalmente estava coberta com roupas. “E agora?” Heath sussurrou e Colt lutou contra a dor alojada em seu peito. Tinham pensado que poderiam coagi-la com sexo, lhe dando tudo que tinham para dar. Eles disseram as palavras escritas em seus corações enquanto faziam amor com ela, mas ela, sem dúvidas, as rejeitara como conversa de amor sem sentido. Eles precisaram abordar o assunto agora, antes que ela voltasse para seu próprio quarto pensando que com o fim de semana terminando as coisas iam voltar ao normal. Ele temia que ela estivesse feliz com a ideia de levantar de manhã, ir para o trabalho, e então

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voltar para casa para assistir um jogo de hóquei com eles como se o fim de semana nunca tivesse acontecido. Esse mesmo cenário fazia seu sangue gelar. Ele nunca conseguiria tirar a imagem dela o aceitando e a Heath em seu corpo uma e outra vez de sua mente. Ele estava loucamente, perdidamente apaixonado pela mulher, e se ela pensava seriamente que eles iam desistir sem lutar, então ela teria que pensar novamente. Não haveria retorno ao normal. Ele fez uma careta. Normal. O que diabo era isso? Viver como companheiro de quarto platônicos, do jeito que tinham feito nos últimos sete anos, de repente, parecia totalmente anormal. Como tinham conseguido viver assim por tanto tempo? “Precisamos jantar.” Heath se levantou e começou a sair do quarto. “Acorde-a. É hora de termos uma conversa e, obviamente, não vai acontecer aqui no quarto.” Ele observou Heath endurecer a espinha e ir em direção à cozinha. E teve que dar isso a seu melhor amigo; Ele tinha mais coragem do que ele. A ideia de propor isso a Kylie deixava seu coração disparado e as mãos tremendo. Suspirando fortemente, ele se inclinou sobre sua forma adormecida e deu um leve beijo em sua testa. “Acorde, querida.” Ela tentou se encolher fora dele, que sorriu de sua expressão amuada. Ela nunca tinha gostado de ser acordada e dizer que ela não era uma pessoa matutina era um eufemismo. Certo, não era manhã, mas dada a forma como tinham passado seus dias e noites tão enroscados, ela provavelmente pensava que era. “Levante-se e brilhe.” “Não quero,” ela resmungou, rolando e puxando as cobertas sobre a cabeça. “Heath está nos fazendo o jantar.” “Não estou com fome.” “Você deveria estar. Tudo que comemos hoje foram rosquinhas frias. Vamos, doçura. É domingo à noite e todos nós vamos voltar ao trabalho de manhã. Precisamos ter uma conversa.” Ele forçou uma leveza que não sentia em suas palavras, mas ela deve ter sentido sua tensão. 82


Ela se virou e o olhou de perto. “Não temos que ter uma conversa, Colt. Lembro-me das regras. Honestamente, você e Heath não têm que se preocupar com eu ficando toda feminina com vocês.” Ele quis sacudi-la. O problema era que ela não ficaria toda feminina com eles. Ela tinha fechado um acordo e ficaria por isso, não importando o que pudesse custar a todos. “Na verdade, Kylie, não é isso que está me preocupando. Levante-se. Nós realmente precisamos ter esta conversa… Com Heath.” Colt viu um turbilhão de emoções cruzarem seu rosto e foi dominado pelo desejo de se deitar de volta na cama e beijá-la até que o mundo e suas preocupações desaparecessem. Ao invés, ele se levantou, se vestiu e se dirigiu à cozinha sem dizer outra palavra. E não ficou surpreso ao encontrá-la logo atrás dele. Sua dura pequena querida nunca se esquivava das conversas difíceis. Ela já os tinha enfrentado mais vezes do que ele poderia contar quando achava que eles estavam cometendo erros estúpidos. Independente do que ela achava que esta conversa implicaria — e ele suspeitava que ela não tivesse a menor ideia sobre o verdadeiro propósito disso — ela não estava correndo e se escondendo. Heath estava perto do fogão virando presunto grelhado e sanduíches de queijo, e ela passou por Colt na porta. “Ooh, meu favorito. Esta vai ser uma conversa séria, não é?” Embora estivesse brincando, ele pôde ler a preocupação em seus olhos. Heath estreitou os olhos para ele. Ele respondeu à pergunta não formulada. “Eu não disse nada.” “É isso mesmo,” Kylie interrompeu. “Ele me acordou de um sono profundo e exigiu essa discussão. Tentei lhe assegurar que não era necessário.” “O que não é necessário, Red?” Heath pareceu confuso com sua indiferença, e ele soube que seu amigo não ia gostar de sua fácil demissão do fim de seu acordo mais do que ele tinha. Claro que, com toda justiça, ela não parecia perceber que seus sentimentos haviam mudado, e a maldita pivete era tão boca-fechada sobre suas próprias emoções que ele não tinha nenhuma ideia do que ela sentia. 83


“Eu não vou ficar toda chorosa e começar a fazer um monte de exigências. Nosso acordo era para um fim de semana. Agora, o fim de semana acabou e podemos voltar à normalidade. Vocês já deveriam me conhecer bem o suficiente para saber que eu nunca renegaria um negócio.” “Não creio que esta seja nossa preocupação.” Heath tirou os sanduíches do queimador e os colocou nos pratos. “Pegue um e vamos nos sentar.” Assim que estavam todos acomodados à mesa, ela se inclinou para trás e colocou os braços sobre o peito impacientemente. O movimento fez seus seios subirem e Colt teve que engolir em seco contra a ereção que ela parecia inspirar sem esforço. “Sobre o acordo,” ele começou. E olhou para Heath se perguntando como diabos dois homens deveriam propor casamento a uma mulher obstinada, ao mesmo tempo. “O que tem ele?” Ela perguntou. “O que diabo está errado com vocês? Estão começando a me deixar preocupada. Vocês nunca congelaram assim. Se têm algo a dizer, cospe isso, assim vamos todos poder comer. Estou morrendo de fome.” Ele sorriu em seu aborrecimento e percebeu que independente do resultado da conversa, ele não pretendia desistir — Nunca. Olhando para Heath, ele viu as mesmas emoções refletidas em seu rosto. Kylie era sua menina e se eles tivessem que passar a vida inteira tentando convencê-la desse fato, que assim seja. “Tudo bem, o acordo está fora.” Ele respondeu calmamente, pegando seu sanduíche e dando uma mordida. “Eu sei disso, Baretta. Nossa. É tudo que você queria dizer?” “Sim,” Ele continuou a comer seu sanduíche e sentiu Heath lhe dando um olhar sujo. “Não acho que você entendeu o que Colt quis dizer, Red.” Ela olhou para Heath, esperando que ele se explicasse. “Quando ele disse que o acordo está fora, ele quis dizer a parte do prazo.” “Tempo esgotado. Eu sei.” “Droga, Colt, você pode parar de encher a cara e voltar aqui?”

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Ele sorriu no desconforto de Heath. “Pelo meu modo de ver, Heath, Kylie está certa. Não há nada a discutir. Somos companheiros de quarto há anos e não vejo isso acabando em nenhum futuro próximo.” Ele se virou para encará-la. “Nós te amamos, querida, e planejamos estender este fim de semana de fantasias para um compromisso de toda vida. Não, nada de um pequeno noivado, mas um casamento para toda vida.” “Casamento?” O rosto de Kylie ficou tão bonito em sua confusão que ele não pôde resistir ao desejo de se inclinar por cima da mesa e beijar seu nariz enrugado. “Casamento. Você, eu e Heath. Para todo o sempre, amém.” Heath gemeu com sua atitude indiferente. “Bem, esta foi certamente a pior proposta que já ouvi. Estou envergonhado que meu nome esteja ligado a isso.” “Você está propondo?” O rosto dela ainda era uma mistura de choque absoluto e completa perplexidade. “Sim. E querida, quero que você pense muito bem antes de responder. Posso ver as rodas em seu cérebro rodando e tenho certeza que está pensando em nos descartar. Dizendo que estamos loucos e que isso nunca vai funcionar, e um monte de outras bobagens. Confie em mim, já pensamos em tudo isso e não há nada que você possa dizer que vai mudar o fato de que você é nossa menina e que pretendemos mantê-la com a gente para sempre.” Ela manteve a boca bem fechada enquanto estudava seu rosto impassível. E deve ter lido sua determinação, pois se virou para Heath, sem dúvidas esperando que ele lhe oferecesse uma aparência de sanidade. “Heath,” ela começou, mas ele a cortou. “Ele está certo, Kylie. Pertencemos uns aos outros. Fomos tolos por não ver isso há muito tempo. Acho que se olhar bem no fundo, você vai ver que é verdade. Inferno, Red, nós aprendemos a fazer a parte mais difícil. Viver juntos, lidar com as peculiaridades de cada um. Colt e eu sabemos melhor do que tentar discutir algo sério com você antes que tenha sua primeira xícara de café. Você e eu sabemos que não devemos dizer uma palavra maldita para

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Colt o dia depois que a Toronto Maple Leafs, perder um jogo. Você e Colt respeitam minha privacidade quando estou enterrado na elaboração de planos para um novo projeto.” “Pense nisso, querida. Até já temos divido todos os trabalhos. Você faz as compras, eu cuido do quintal, Heath conserta todas as coisas que quebram. Nós compartilhamos a culinária e as tarefas de limpeza. Tudo pela qual os recém-casados brigam depois da lua-de-mel não vai existir para nós.” “Colt, você é um policial. Estou bastante certa de que você percebe que o que está me propondo é ilegal. Tipo a bigamia.” Ele riu. “Você não vai se casar legalmente com nós dois. Só com um. Depois, nós três fazemos nossos próprios votos privados.” “Tudo bem,” ela se inclinou para trás e lhe deu um olhar presunçoso, como se esperando que sua próxima pergunta fosse chacoalhar algum sentido para eles. “Com quem eu vou me casar legalmente?” Ele sorriu em sua transparência. Obviamente, ela achava que este seria um ponto de discórdia. “Vamos numa queda de braço para decidir isso.” Heath riu da sugestão. “Boa tirada. Estava me perguntando sobre isso também.” “Na verdade,” ele entortou o polegar para Heath. “Você vai se casar com Heath. Ele tem o trabalho que requer mais decoro. Você vai ser a esposa do futuro sócio arquiteto.” “Colt,” Heath franziu o cenho em sua resposta, mas ele já estava convencido da praticidade disso. “Eu sou um policial, Heath. Dada a natureza bizarra da maioria dos criminosos que temos que lidar, nenhum de meus amigos vão se importar com algo tão inócuo quanto eu viver com um casal. Você está subindo a escada do sucesso e eu acho que os sócios de sua empresa vão se sentir melhor sobre você se estiver respeitavelmente casado. Além disso, você tem o melhor seguro de saúde.” Heath sorriu. “Bem, você teve um bom ponto aí. Seu plano de saúde é uma merda.” Kylie fechou a cara. “Isto não é uma piada. Vocês dois não podem tentar pelo menos uma vez falar sério?” 86


Colt deu de ombros em seu comentário. “Eu nunca falei mais sério sobre qualquer coisa em minha vida. Nós te amamos. Você pode lutar, até que a vaca tussa, mas não temos a intenção de voltar atrás nisso até que você tenha nosso anel em seu dedo.”

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Capítulo Quatorze “É isso!” Kylie se levantou tão rápido que sua cadeira caiu. “Vocês dois perderam suas mentes e eu não vou mais discutir isso. Vocês estavam certos sobre uma coisa esta noite. O acordo está fora. Estou indo para a cama. Minha cama — sozinha.” Colt a deteve antes que ela pudesse dar dois passos. “Entendo querida. Você precisa pensar sobre nossa proposta. Não se apresse. Não vamos a lugar nenhum. E só pra você saber, você também não.” “E o que isso quer dizer?” “Quer dizer que nós esperamos que você lide com este problema como tem feito com tudo mais em sua vida. Com a cabeça. Nem pense em tentar fugir disso ou de nós, porque vamos arrastá-la de volta. Vamos te dar tempo para pensar sobre o que estamos propondo, mas não vamos parar de tentar convencê-la, e você não vai voltar para sua cama… Nunca.” Como se para acentuar seu ponto, Colt lhe deu um beijo apaixonado que comprovou a verdade atrás de suas palavras. Enquanto sua mente continuava a se rebelar contra a oferta não convencional, seu corpo já tinha se rendido a suas mãos oh-tão-capazes. Ela não tinha certeza de quando o beijo de Colt terminou e o de Heath começou, mas quando eles se afastaram, ela teve que lutar contra se entregar a seus desejos ali e agora. Colt deu um sorriso cansado e ela percebeu que talvez não estivesse sozinha em sua ansiedade. Ele estaria sentindo a mesma tensão e medo sobre esta situação? Ele sempre pareceu tão em controle e calmo, mas talvez seu coração realmente estivesse envolvido e ela o estivesse machucando com sua recusa. E que tal Heath? Ele estaria realmente bem com a ideia dos três compartilharem uma vida juntos? Enquanto ela e Colt costumavam arrebitar seus narizes para a sociedade como um todo, Heath estava constantemente em busca de respeito e sucesso. E se a verdade de seu

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acordo vazasse? Embora pudesse tornar as coisas desconfortáveis para ela e Colt, poderia destruir Heath. “Estou indo para meu quarto.” Ela cambaleou para trás, esperando que eles lhe concedessem a fuga, mas Colt a parou com um aperto firme em seu braço. “Não, querida. Nós te avisamos. Você pode negar as palavras, mas não pode negar os sentimentos. Não vamos deixá-la.” Enquanto falava Colt a puxou em direção a ele, e ela se sentiu meio como uma mosca presa em uma teia da aranha. Quando os braços vieram ao redor de sua cintura, ela sentiu Heath se estreitar atrás dela. Eles a prenderam com tanta rapidez e eficácia que ela não teve tempo de reagir. “Você é nossa menina, Kylie,” Heath sussurrou em sua nuca, enquanto esfregava os lábios suavemente contra a carne sensível lá. Novamente a palavra nossa. Sempre a distinção. Eles não conseguiam entender o despropósito do que estavam sugerindo? Ela fechou os olhos contra as sensações que eles estavam evocando com seus toques suaves e beijos quentes. Inferno, a quem ela estava enganando? Tinha rezado por este momento desde seu primeiro ano de faculdade. Agora ele estava aqui e ela estava lutando contra isso. Talvez seus dois amantes realmente a tivessem empurrado para insanidade. Enquanto o bom senso lhe dizia que estava louca em aceitar a ideia de viver junto em matrimônio com dois homens, seu coração e corpo concordavam que seria uma tola em recusar. Ela pertencia a eles. Ela era sua menina e eles eram seus homens. Jogando a precaução ao vento, ela cedeu ao desejo de seu coração. Virou a cabeça e estendeu a mão, desesperada para fazer valer sua própria reivindicação na boca de Heath. Ela queria seus beijos, suas mãos, inferno, ela os queria tanto que se sentia vesga com os desejos sacudindo seu corpo. Ao invés de se regozijar com seu desejo inquestionável por eles, como ela temia que fizessem, ela sentiu a tensão vazar pelo ar em torno deles e ouviu o suspiro de alívio inegável de Colt.

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“Eu te amo,” Heath sussurrou contra seus lábios e ela sentiu a mesma emoção a inundando. Ousaria lhe dar as mesmas palavras de volta? Colt nunca lhe deu uma chance de responder. Ele a virou para ele e a olhou com seu típico sorriso encantador. “Pequena querida, eu te amo também. Tenha compaixão de nós, Kylie. Somos homens estúpidos, ignorantes, e tenho uma forte suspeita de que você é a única que pode nos curar dessa aflição.” Ela riu enquanto a voz de Heath vinha por cima de seu ombro. “Fale por si mesmo na parte do estúpido, Colt. O que você nos diz, Red? Vai nos tirar de nossa miséria?” “Eu digo que amo dois idiotas loucos. Mas vou dizer agora, me recuso a perder mais um jantar por causa dos passeios de sexo insaciável de meus companheiros de quarto. Estou morrendo de fome.” Heath riu. “Acho que é melhor nos apressarmos e lhe darmos alguma comida. Eu sei o quanto você fica irritável de estômago vazio. Não é uma boa visão, Red.” “Doce fala idiota. Vamos. Preciso de mais do que aquele maldito sanduíche frio. Vou fazer uma lasanha congelada no forno, mas se vocês estão realmente falando sério sobre seguirmos com este acordo por toda a vida, um de nós vai ter que aprender a cozinhar.”

***** Depois do jantar, Colt se levantou da mesa e a levou de volta para seu quarto, Heath seguindo. Ela ficou pasma com a gentileza de seu toque. Parecia que com sua declaração de amor, uma mudança tivesse ocorrido com os dois homens. Ao invés do ato de amor apaixonado e desesperado que ela tinha se acostumado, Calma desceu sobre a cama compartilhada. Heath e Colt a acariciaram e beijaram como se tivessem o resto de suas vidas para explorar cada parte dela, descobrir todos os seus segredos, e ela saboreou cada toque e cada afago. Por sua vez, ela tomou seu tempo para conhecer seus corpos, decorando o que eles gostavam, e o que faziam seus corações disparar e a respiração acelerar. Ela percebeu que as 90


orelhas de Heath eram definitivamente uma zona erógena, e que simplesmente brincar com o lóbulo de sua orelha com os dentes e língua, ela podia dirigi-lo ao ponto da selvageria. As necessidades de Colt eram muito mais básicas e parecia muito fiel à forma. Ele amava um toque áspero, e ela sentiu como se pudesse literalmente deixá-lo de joelhos ao beliscar forte em seus mamilos ou puxar o punho firmemente contra seu pau duro. Ambos amavam ter suas bolas acariciadas, e ela amou provocá-los com esse conhecimento. Infelizmente, seus tormentos iam geralmente de encontro com igual tortura de seus amantes. Eles amavam levá-la até a borda de seu clímax, apenas para recuar. Colt lhe informou que ela precisava de uma lição de paciência, e foi apenas as mãos de Heath segurando seus pulsos que a impediram de esbofetear o homem arrogante nas orelhas. “Por favor,” ela ofegou quando os dedos de Heath deixaram sua boceta chorosa mais uma vez. Ela estava à beira da mãe de todos os orgasmos e eles lhe negaram o clímax cinco vezes. “Por favor, não mais. Não posso suportar.” Colt a beijou suavemente enquanto ela o sentia empurrar o pênis em sua boceta um mero centímetro. “Você pode tomar tudo o que lhe damos e mais, querida. É por isso que te amamos tanto. Você foi feita para nós.” Com essas palavras, ele se empurrou completamente, segurando-se quieto quando entrou até o cabo, para poder tomar seu tempo e lhe dar um beijo profundo e duro. Quando ele soltou seus lábios, ela arqueou os quadris. “Faça amor comigo, Colt. Deus, por favor, só me ame.” Ele respondeu a seu pedido no verdadeiro estilo Colt, tomando-a duro e profundo, da maneira que ela amava. Repetidas vezes ele bateu o pênis em seu corpo enquanto dizia palavras amorosas que iam direto para seu coração e alma. Eles gozaram juntos alto e forte e ela tinha apenas começou a descer de volta para a Terra, quando sentiu Heath entrar. Seu ato de amor foi também desesperado e apaixonado, e antes que percebesse, ela estava gozando alto novamente, luzes brilhantes piscando atrás de seus olhos e uma orquestra tocando em seus ouvidos. “Eu te amo,” ela gritou, agarrando Heath.

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Quando seu clímax morreu, ele baixou sobre ela, mantendo a maior parte do peso nos braços. “Eu te amo também, Red. Eu te amo tanto que está me matando.” Ela sorriu; sonolenta e bem-amada, e sentindo-se completamente em paz pela primeira vez na vida.

Epílogo 92


Era no meio da noite quando ela escorregou para o topo da cama, longe das mãos a apalpando. Parecia que nenhum deles era capaz de se afastar um do outro por mais que um par de horas. “Colt.” Sua voz emitia um aviso que os dois homens preferiram ignorar. “Vamos lá, Red. Não terminamos de comemorar.” Heath tentou agarrar seu tornozelo, mas ela habilmente se esquivou, pegando-o de surpresa com sua evasão rápida. “E o que exatamente você acha que estamos comemorando?” Ela perguntou. “Nossas núpcias por vir.” “Engraçado,” ela respondeu. “Não me lembro de dizer sim a qualquer proposta.” Heath se levantou pronto para saltar, mas ela antecipou seu movimento e mergulhou sobre ele no chão ao lado da cama. “Isso é uma perseguição?” Colt se sentou e sorriu diabolicamente, a parte inferior de seu corpo provando sua disposição para jogar, levantando o lençol ao redor da cintura. “Não,” ela respondeu; obviamente ansiosa para colocar esse pensamento para descansar rapidamente. “Na verdade, eu tenho outra coisa em mente.” Ele franziu a testa. “Além de sexo?” Kylie revirou os olhos. “Sim, Sr. Só-Isso-Em-Mente. Além de sexo. Vocês dois esperem aqui que eu chamo quando estiver pronta.” Ele franziu o cenho, pronto para protestar, mas Heath parou suas palavras. “Ok. Contanto que sexo esteja em algum lugar do jogo, Red.” “Credo, vocês dois certamente são um jogo-combinado. Vasos gigantes, criaturas de tesão, cheios com nada além de testosterona.” Ela acompanhou as palavras com uma imitação engraçada, colocando dois dedos contra o lado da cabeça como chifres do diabo e lhes dando seu melhor olhar do mal. Colt riu de sua cara boba. “Eu só vou jogar o seu jogo se você prometer que não vai colocar nenhuma roupa. Tenho que dizer que eu com certeza gosto da visão de você agora. Toda irritada e nua.” 93


“Tudo bem, prometam que não vão sair até que eu chame.” “Prometido,” Heath concordou. “Mas seja rápida. Estou com Colt, você está malditamente irresistível.” Colt se recostou na cabeceira da cama com os braços cruzados sobre o peito quando ela saiu do quarto. “O que ela quis dizer quando disse que não tinha aceitado nossa proposta? O que aconteceu aqui esta noite não pareceu um sim?” “Ela disse que nos amava, não que tinha concordado em se casar. Porra, ela nos pegou com a semântica.” “Ela não disse nada sobre o casamento. Inferno, o que você acha que isso significa? Não vou fazer essa coisa de vivermos juntos para sempre, Heath. Eu quero que essa garota se comprometa com a gente. Preciso desse compromisso. Ela é nossa.” “Eu concordo.” Heath se levantou e pegou um par de jeans do chão. “O que diabo está tomando tanto do seu tempo?” Colt se levantou e pegou suas calças também. “Não sei, mas não pretendo esperar muito mais. Merda, por tudo que sabemos, ela pode está nos enganando e se esgueirando pela porta dos fundos, enquanto falamos.” Ele disse as palavras como uma piada, mas os dois trocaram olhares alarmados. “Ela não faria.” Ambos decolaram pelo corredor, tropeçando até parar na sala. Kylie tinha puxado as cortinas e estava servindo doses de tequila. Ela fez uma careta para eles quando entraram na sala. “Eu não os chamei ainda.” “O que está fazendo?” Heath apontou para as bebidas. “Acho que precisamos de um jogo rápido de Verdade da Tequila.” “Para o que diabos?” Colt exigiu. “Há uma pergunta que preciso de resposta e apenas honestidade absoluta o fará.” Ela entregou a cada um deles um copo antes de pegar o dela. “Chuta.” Heath ergueu o copo num brinde silencioso.

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“Na verdade, são duas em uma.” Ela levou o copo aos lábios e Colt notou que sua mão tremia ligeiramente. “Primeira, vocês dois vão mesmo se casar comigo? E segunda; Vocês juram que vão me amar para sempre?” Heath engoliu sua dose em um instante e Colt seguiu o exemplo. “Sim e sim,” Heath respondeu. “Idem,” Colt respondeu depois. “Agora podemos fazer sexo?” Kylie revirou os olhos e deu uma risadinha. “Merda. Tantas confissões sinceras e introspecções profundas. Vocês dois são realmente homens das cavernas. Mas pelo menos são meus homens das cavernas e eu não ia querê-los de nenhum outro jeito. Venham. Vamos voltar para a cama.”

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Mari carr verdade da tequila serie black e white 02  

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