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DIRTY SOUTH RIO MUSIC CONFERENCE CAMAROTE SALVADOR TODD TERJE ANDRÉ SARATE

WOLF+LAMB SOUL CLAP

The sound of

America


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Direção executiva Jorge Vieira Junior José Luiz Cavichioli Junior

THE SOUND OF AMERICA

Consultor de Marketing e Diretor de Projetos Especiais Geraldo Nilson de Azevedo Editora-chefe Sarah Kern assistente editorial João Anzolin redação e CONTEÚDO ONLINE Carolina Schubert Editoração e Design Ricardo Lin assistente de Editoração Henivaldo Alves Financeiro Andréia Vilela Gomes Internet e Tecnologia Commix – www.commix.com.br Publicidade / Comercial Florianópolis – Charles Deucher cel 48 7811.1699 id 55*92*5547 comercial@housemag.com.br

São Paulo – Marcelo Larini cel 16 7812.9723 id 55*92*53308 tel 16 3331.6036 marcelo@housemag.com.br

Brasília – Carlo Alessandro Benjamin alessandro@housemag.com.br

Jurídico FSN Advogados Associados tel 48 3733.5516 advocacia@fsn.adv.br

Impossível ter passado 2011 sem ouvir falar neles. Em um primeiro momento, nossa ideia era fazer a capa com apenas um dos projetos: Wolf + Lamb ou Soul Clap. Mas não teve jeito. A amizade, os lançamentos e as apresentações dos quatro integrantes conquistaram (também) a nossa redação. Juntos, são o coração de um movimento que, segundo eles mesmos, tirou a música eletrônica das sombras. A minimalismania foi quebrada pelos elementos mais inesperados: melodias, baixos BPMs e vocais, muitos vocais, adotados por Gadi, Zev, Charles e Eli com muita personalidade. Aliás, esta é a palavra que melhor descreve o quarteto. Em todos os sentidos. Não apenas sonoros, quando nadaram contra a maré das batidas exaustivamente repetitivas, mas também visual – nossa capa é um exemplo, diria, singelo dessa peculiaridade – e, principalmente, quanto a formadores de opinião. “Se Pete Tong não gostar de sua música, é porque você está no caminho certo”, disse uma vez Gadi, do Wolf + Lamb, sobre o apresentador do programa de rádio mais influente da história da música eletrônica. Eli, do Soul Clap, tem uma tatuagem que diz: “No requests”, ou seja: jamais peça músicas para ele enquanto estiver tocando. Let them do their thing. É assim que eles gostam. E até agora tem funcionado muito bem. Nossos ouvidos agradecem. Nesta edição a House Mag está de cara nova, de design a ideias. Saiu do forno em pleno verão, pensada do início ao fim para você. Uma ótima leitura! sarah kern Editora-chefe

Colaboradores Allen Rosa Angel Inoue Bruna Calegari Carlo Dall Anese Davis Genuino Fabiano Felício Fabio Spavieri Felipe Kopanski Gabriel Macarofq Gabriela Loschi Ilan Kriger Jade Gola Jarrier Modrow Luis Maida Marcelo Andreguetti Mariana Goulart Mateus B. Ricardo Albuquerque Rodrigo Novaes Rodrigo Vieira Tanara de Araújo

Impressão Gráfica Coan Todo o conteúdo (texto e fotos) apresentado pelos colunistas e colaboradores desta publicação em suas respectivas páginas é de inteira responsabilidade dos mesmos, assim como todo o material cedido pelas assessorias das casas noturnas e eventos (agendas e imagens). A House Mag (ISSN 2176-7009) é uma publicação bimestral da Editora Made in Brazil | Rua Laje de Pedra, 151 – Ed. Spazio Uno, salas 01 e 02 – Itacorubi, Florianópolis/SC | CEP 88034-605 Telefone: 48 3028.4484 www.housemag.com.br


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Casa eletrônica inspirada nos salões franceses do século XVI, o DUC CLUB que em 2011 recebeu nomes como Michael Canitrot (FRA), Greg Vickers (UK), Sasha Agram (CRO), Grant Nelson (UK), Joey Negro (UK) e Oliver Ingrosso (SUE) promete inserir ainda mais Curitiba no cenário internacional e confirma atrações de peso para o ano de 2012. A casa tem um conceito europeu de nightlife, fruto da combinação de um serviço Super Premium com a moda, a música e a tecnologia. Luzes rápidas e coloridas por entre as peças e lustres clássicos dão o tom do devaneio seiscentista francês que toma forma em plena noite do século XXI. Isso se traduz em uma viagem à Idade Média com nuances contemporâneas.

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DUCCLUB.COM.BR | AV.BATEL,1693, CURITIBA - PR | (41) 3045-6585

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online

Imagens: Divulgação

www.housemag.com.br COBERTURAS Entre os flashs publicados no portal da HM está o show de David Guetta no Stage Musik Park. Na ocasião, os fotógrafos Adriel Douglas e Marco Cezar clicaram famosos como Caio Castro, Neymar e Alessandra Ambrósio. A cobertura também pode ser vista na página 112 desta edição.

CONTEÚDO EXCLUSIVO Nossa colunista Gabriela Loschi entrevistou, direto de Nova York, três dos nomes mais aguardados pelos brasileiros: Nicolas Jaar, Jamie Jones e Lee Foss. Nico fala sobre o lançamento de “Darkside”, enquanto os outros dois comentam sobre a tour no Brasil e o selo Hot Natured. Vale a pena ler na íntegra!

ANOTE NA AGENDA! As melhores opções de baladas eletrônicas estão na nossa agenda online! As festas mais concorridas da temporada de verão, Carnaval e Páscoa já podem ser conferidas por lá. Save the date! SIGA-NOS @housemag Curta a página da House Mag no Facebook

MAIS CLICADOS As notícias que mais repercutiram durante os meses de dezembro e janeiro foram as tours de David Guetta e Fatboy Slim no Brasil – ambos os shows estavam entre os destaques de apresentações gringas que abriram a temporada de verão por aqui. Além deles, a Creamfields Brasil, Tribe Summer Clube, Freedom On Board, House Festival Summer Edition e Mob Festival figuraram entre os eventos mais acessados do Portal House Mag.

colaboradores

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Marina Machado está imersa no mundo fashion. Já viajou o mundo posando para campanhas e editoriais, mas hoje leva a carreira de modelo paralelamente à faculdade de Administração. Ainda assim trabalha com a produção executiva de editoriais de moda, como o nosso – além de comandar o estilo, ela fez caras e bocas para as lentes de Frank Silveira.

Rodrigo Novaes é nome conhecido na cena mato-grossense. Residente do club Garage, em Cuiabá, é DJ há 10 anos, e produtor há quase metade desse tempo. Ele é o artista da vez na nossa Coluna DJ.

Um dos sócios do estúdio criativo TM4 Fashion, Frank Silveira é fotógrafo, mas também tem formação em Publicidade e Design Gráfico. Já fotografou e participou da conceituação de inúmeras campanhas. Nesta edição ele clica o editorial de moda “Girls Just Want to Have Fun”.

Diretor de arte e DJ, Fabio Spavieri é um amante da boa música, design, cinema, moda e artes em geral. É residente da festa Superafter, no club D-Edge, e discoteca nos casas mais bacanas da capital paulista. São dele as palavras que descrevem a Creamfields Brasil 2012.


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qual foi a última música que ir para a creamfields brasil

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Janaína Sá Avicii - Levels

Leo Janeiro Tears for Fears - Everybody Wants to Rule the World

Leozinho Júnior - Voa Canarinho

Rafael Yapudjian Deep Josh & Rafael Yapudjian Feat. Janisha - I Don’t Care

Priscila Souza Fatboy Slim - Put Your Hands Up For Brazil

Renato Ratier Pier Bucci - La Papaya

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Fotografia: Augusto Mestieri

você ouviu antes de 2012?

Luis Fernando Belintani Deadmau5 - Strobe

Marina Hillesheim Legião Urbana - Pais e Filhos

VJ Vagalume Elis Regina - Como Nossos Pais

Walter Cândido Shelter - The xx (John Talabot’s Feel It Too Remix)


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what’s up

Imagens: Divulgação

Red Bull Academy em NY Depois de passar por São Paulo, Barcelona, Londres e Madri, desta vez Nova York foi confirmada como a sede do Red Bull Music Academy. A programação é organizada em dois grupos de participantes: o primeiro de 30 de setembro a 12 de outubro, e o segundo de 21 de outubro a 2 de novembro. Para comunicar o período de inscrições pelo Brasil, info sessions estão previstas nas capitais São Paulo, Belém, Recife, Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte, entre os dias 2 de fevereiro e 2 de abril – período de inscrições. O Red Bull Academy é conhecido por reunir músicos, produtores, compositores e DJs de diferentes partes. Em breve, mais informações devem ser liberadas através do site www.redbullmusicacademy.com

Rafael Noronha PODCAST

Hija nasce em Passo Fundo Um novo clubinho chegou a Passo Fundo, Rio Grande do Sul, com a promessa de fazer da cidade um destino ainda mais procurado pelos amantes da boa música eletrônica. Durante o último dia 12 de janeiro, o núcleo Beehive apresentou o Hija Club. Hija (filha, em espanhol), simboliza com muita criatividade o nascimento da primeira filha da “colmeia mais dançante do país”. Construído com o objetivo de proporcionar novas experiências ao público do norte gaúcho, o ambiente compacto e confortável, com capacidade para 400 pessoas, fica situado dentro do complexo da Beehive. Os residentes do Hija são Fran Bortolossi, Juan Rodrigues e Groovadelics aka Mik Silva.

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Em parceria com a Lo kik Records, o iTunes Brazil agora traz o Rafael Noronha Podcast, uma coleção de sets exclusivos, assinados pelo DJ e manager do selo. Totalmente gratuito, o canal também apresenta novas produções, faixas favoritas, entre outros destaques indicados por Noronha. Vale lembrar que a Lo kik Records segue trabalhando no álbum “Come Togheter”, previsto para fevereiro. A compilação retrata e comemora os 10 anos de carreira de Noronha. “Passei por algumas fases distintas nesses anos de estrada, mas foi no house que encontrei toda a liberdade tanto como produtor e como DJ. Comecei nele, e meu CD terá suas influências”, revela. “Come Togheter” promete participações especiais de renomados artistas como Underworld, Joris Voorn e Nic Fanciulli. O disco duplo apresenta uma versão intitulada “Day” e outra contrapondo, chamada “Night”.

Sunset na Praia Mole Acontece durante todo o verão da badalada Praia Mole, em Floripa, as edições do Gate One Exclusive Summer Sunset, que acontecem no Parador Kokoon Beach Lounge. O local é palco de gente bonita, surfistas e muitos turistas estrangeiros. A Gate Produções, criadora do selo de festas exclusivas Gate One, estará trazendo novos DJs da cena eletrônica brasileira, sempre com sets inovadores, cheios de estilo e com as mais modernas tendências. O evento será realizado durante todo verão – confira em janeiro nos dias 25, 26, 27, 28, e dias 3 e 4 de fevereiro. Confira as datas das próximas edições: www.gateproducoes.com.br/category/blog


news As top tracks de 2011 Quer saber quais faixas marcaram o ano de 2011? Muitas delas você ainda escuta em diversos sets de DJs – afinal de contas, o ano foi pródigo e rendeu excelentes músicas –, mas dois sites fizeram listas que ajudam bastante nessa pesquisa. O Resident Advisor publicou, no fim do ano passado, os seus já tradicionais rankings de DJs, lives, selos e também com as principais tracks do ano. O site é focado no mercado underground europeu, mas ainda assim a maioria das músicas constantes na lista fizeram bastante sucesso nas pistas brasileiras. Já o Beatportal, braço de notícias do site de venda de músicas Beatport, publicou uma lista com as “Top Charted Tracks”, ou seja, as músicas que mais aparecerem nos charts que os DJs publicaram no site. A lista possui muitas das faixas que aparecem na lista do Resident Advisor, mas também enumera trabalhos mais populares e comerciais. Ambos são ótimas referências para encontrar aquela música que você escutou várias vezes e ainda não descobriu o nome!

ADE 2012 A 17ª edição do Amsterdam Dance Event está confirmada para os dias 17, 18, 19, 20 e 21 de outubro. Considerado um dos destaques do calendário internacional da música eletrônica, o ADE 2012 pretende reunir, novamente, um público superior a 140 mil pessoas, além de 3 mil delegados, vindos de 62 países. Desta vez, o evento vai contar com novos formatos do ADE University (voltado para estudantes e jovens profissionais da indústria musical) e o ADE Playground (apresentação de inovações tecnológicas), ambos implantados ano passado e que retornam ao lado de novidades: Hard Dance Event (HDE), Music and Bits and ADE Next.

Respeitável público, seja bem-vindo! A Kaballah Circus Festival já confirmou os primeiros nomes escalados para comandar o evento. Marcada para dia 21 de abril, na Arena Maeda, em Itu (SP), o evento receberá Sven Väth, James Zabiela, Joaquim Garraud, Wolfgang Gartner, GMS, Neelix e Captain Hook. O festival é assinado pela agência Entourage que, em breve, deve liberar novas informações. A fan page da Kaballah Circus segue com promoções e novidades. Acesse: www.facebook.com/kaballah

Orbital lança novo álbum Quase oito anos depois do seu último álbum, o Orbital lança em abril de 2012 um novo trabalho autoral. A dupla inglesa confirmou o lançamento de “Wonky”, acompanhado de uma turnê com seis datas pelo Reino Unido. O novo álbum terá nove faixas e a colaboração de artistas como o norte-americano Zola Jesus. O primeiro single do novo trabalho, “Never”, já está disponível para download gratuito no site oficial da banda (orbitalofficial.com), além de contar com um belo vídeo no YouTube. A expectativa em torno de “Wonky” é grande, e um dos integrantes do duo, Paul Hartnoll, declarou recentemente que para entrar no álbum, uma faixa deve fazê-lo “chorar de emoção no estúdio”.


Twice Nice pelo mundo A dupla Twice Nice acaba de preparar um presente especial para os fãs. Depois do lançamento do hit “This Is The Night”, pela Ultra Records, o projeto ganhou grande exposição global e agora planeja tours para o México, Estados Unidos e Europa. Em 2012 eles irão mesclar a agenda no Brasil com as viagens internacionais. Já conhece a dupla? Confira: www.soundcloud.com/twicenicemusic

LCD Soundsystem nas telonas A banda mais bacana da música eletrônica acaba de ganhar um documentário, com estreia no Festival de Cinema de Sundance, dia 22 de janeiro, no estado de Utah, EUA. “Shut Up and Play the Hits” segue o vocalista James Murphy durante os dois últimos dias de vida da banda – o LCD Soundsystem recentemente se separou. Durante o show final, realizado no Madison Square Garden em abril de 2011, Murphy proclama a frase que acabou virando o slogan do filme: “Se isso é um funeral... vamos ter o melhor funeral de todos os tempos!”. O momento retrata a cena mais emocionante da produção, que foi narrada pelo jornalista Chuck Klosterman. Pelo visto, os diretores Dylan Southern e Will Lovelace deram um presente para os fãs. O filme ainda não tem data oficial de estreia no Brasil.

25 anos na estrada São poucos os artistas da música eletrônica que completam 25 anos de carreira. Fabrício Medeiros foi um dos pioneiros nacionais, quando começou como disc-jockey em 1986, em Florianópolis. Apenas três anos depois, a capital catarinense já ganhava seu primeiro programa de rádio voltado para o gênero, chamado DJ Mix, na atual Joven Pan, comandado por Fabrício. Completamente imerso no meio – que, na época, era quase inexistente –, em 1992 ele foi mais uma vez pioneiro. Inaugurou a primeira loja especializada em dance music do estado, a Dee Jay Mix Discos, e criou o primeiro curso para formação de DJs, ministrado por ele mesmo. Parabéns, Fabrício!

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Quer acompanhar o Winter Music Conference? Sempre quis participar do maior evento do mundo voltado para dance music? Pela primeira vez, a Academia Internacional de Música Eletrônica (AIMEC), está organizando uma excursão oficial para o Winter Music Conference, em Miami. Estão programadas saídas de todas as sedes, que são em Balneário Camboriú, Campinas, Curitiba e Porto Alegre. Por enquanto, os professores confirmados para acompanhar as turmas são Ilan Kriger e Leo, mas em breve outros nomes deverão ser divulgados. O pacote oferecido pela escola de DJs e produção inclui passagem aérea BrasilMiami pela TAM, cartão assistência Mic Easy, bolsa de viagem e estadia de nove noites no hotel escolhido. Essa é sua chance!


Nova agência no mercado 2012 mal começou e o mercado da música eletrônica nacional já se movimenta. Lançada no início do ano, a 24bit é uma agência de gerenciamento artístico sediada em Curitiba e comandada por três figuras carimbadas da cena sulista: Fernanda Paludo, Priscila Prestes e a DJ Aninha. Com a união de suas experiências em diferentes frentes da indústria do entretenimento, elas prometem oferecer um serviço único e exclusivo para os seus artistas, clientes e colaboradores. No casting, além da primeira dama do house nacional, Aninha, estão o uruguaio conhecido pelas suas inovações com os gadgets Gustavo Bravetti, a argentina Antonela Giampietro e os brasileiros Philip Braunstein e Rolldabeetz. Mais informações: www.24bit.com.br

Pequeno gênio Depois de criar um programa que desbloqueia o iPod Touch com apenas alguns cliques, o menino prodígio brasileiro Pedro Franceschi acaba de surpreender mais uma vez os fãs da Apple. Presente no iPhone 4S, o aplicativo Siri, que obedece a comandos de voz para realizar as mais variadas funções no novo celular, não reconhecia falas em português. Junto com alguns amigos, o carioca de 15 anos adaptou para o novo iPhone um aplicativo que já reconhecia falas em português e as transformava em texto, o Dragon Dictation. Através de cálculos matemáticos complexos, ele conseguiu fazer com que as mensagens ditas na língua portuguesa chegassem em inglês no servidor do Siri. Pedro divide o tempo entre escola, casa, onde passa o tempo fazendo programações, e o trabalho numa empresa de desenvolvimento de aplicativos. Ele ainda não publicou a adaptação, receoso com problemas legais, mas espera lançar sua criação no mundo do jailbreak de iPhones. Pedro acredita que a Apple não tomaria tal iniciativa: “Eles não olham para cá”, diz.

Katy Perry e a polêmica com a Billboard A cantora norte-americana Katy Perry igualou em 2011 o recorde até então pertencente a Michael Jackson: ter cinco singles de um mesmo álbum no topo do tradicional ranking da revista Billboard. Graças às faixas “California Gurls”, “Teenage Dream”, “Firework”, “E.T” e “Last Friday Night”, ela se equiparou a Jackson e está prestes a superá-lo, fato que vem gerando polêmica nos Estados Unidos. A gravadora da cantora espera que o recorde seja quebrado com o lançamento de remixes para outras faixas do álbum, o que instaurou uma discussão sobre os critérios utilizados pela publicação na elaboração do seu ranking. Os debates giram em torno da diferenciação dos remixes para as faixas originais, e alegações de que a gravadora estaria utilizando fraudes para acelerar as vendas; em defesa de Katy, há quem diga até que a cantora esteja sendo vítima de preconceito por ser mulher. Será Perry capaz de quebrar o recorde?


Novo álbum de Madonna gera polêmica Antes mesmo do seu lançamento oficial, o novo álbum da cantora Madonna já gera polêmica. Tudo por causa do título do novo trabalho: “M.D.N.A.” A abreviação do nome da popstar é quase idêntica ao nome de uma das drogas mais conhecidas e ligadas ao universo das pistas de dança, o MDMA (princípio ativo do ecstasy). O álbum está previsto para ser lançado em março e deverá vir acompanhado de uma extensa turnê ao longo do ano. Segundo grupos antidrogas norte-americanos, a escolha do nome foi uma “decisão imprudente” de Madonna, pois seria uma apologia ao consumo do entorpecente quase homônimo. Em fevereiro deverá ser divulgado o primeiro single de “M.D.N.A”, que terá participações de cantoras como Nick Minaj e M.I.A.

X-Factor para DJs A música eletrônica segue ganhando espaço e respeito nas mídias tradicionais. A famosa série de programas X-Factor – espécie de competição destinada a descobrir novos talentos no mundo da música – irá ganhar uma versão especial voltada apenas para novos DJs. O programa, que ainda não tem nome definido, será veiculado nos Estados Unidos e na Inglaterra e deve entrar no ar nesses países no primeiro semestre de 2012. Segundo os produtores, a motivação para a produção do show é acompanhar o incrível crescimento do fenômeno DJ: “DJs são as novas estrelas do rock, e este é o momento certo para fazer um programa nesses moldes”, diz Simon Cowell, um dos envolvidos no planejamento da novidade.

Singles do primeiro álbum de Fabrício Peçanha disponíveis Já estão disponíveis no Soundcloud os primeiros singles do álbum de Fabrício Peçanha. A faixa “Teaser” foi liberada em em duas versões: a original e um remix assinado por Namito. Já “Plastic Fantastic” está disponível apenas no versão feita pelo produtor alemão Robert Babicz. Segundo Fabrício, até o lançamento oficial do seu álbum de estreia, previsto para o meio do ano, serão liberados trechos de algumas outras faixas. Acesse e confira as tracks já finalizadas: soundcloud. com/fabriciopecanha

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Don’t Think! Está prevista para os primeiros meses de 2012 a estreia de “Don’t Think”, o filme do Chemical Brothers. Trata-se de um documentário gravado especialmente durante a apresentação da dupla no festival japonês Fujirock, e que contou com nada mais nada menos do que vinte câmeras posicionadas em diversos locais do evento. A ideia, segundo Adam Smith (que há muitos anos é um dos responsáveis pelos visuais dos shows dos Chemical Brothers), foi “criar um tipo diferente de vídeo de show, capturando imagens do meio da plateia e dos efeitos visuais do palco para ver como a música e a imagem afetam e se comunicam emocionalmente com o público”. O documentário terá exibição em diversas salas pelo Brasil nas cidades de Curitiba, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador. Mais informações no site oficial: www.dontthinkmovie.com


we.love

house music 06.ABRIL.SEXTA

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mais informações : 48 3225.1266 - www.eldivinobrasil.com.br


dj interview

por sarah kern

“Lembro de escutar Prins Thomas tocando como DJ quando eu era pequeno. Como ficava inspirado com alguns sons que ele tocava, ia para casa fazer música tentando capturar aquele clima”

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música

O NOVO TERJE

2011 foi um ano de virada para Todd Terje. Com a repercussão de “Ragysh”, o DJ e produtor norueguês entra neste ano com a agenda movimentada, um blog e o novo EP, “It’s the Arps”

como músico, se quiser ter uma carreira longa nessa indústria.

A repercussão levantou a dúvida se Terje conseguiria repetir a dose, afinal, ele mesmo afirmou que o EP foi resultado de algumas experiências e que a ideia inicial não era lançálas. Mas 2012 começou otimista: “It’s the Arps”, seu mais novo trabalho, foi resultado de uma de suas maiores proezas no estúdio, feito inteiramente com o clássico sintetizador ARP 2600.

Por que você acha que “Ragysh” e “Snooze 4 Love” funcionaram tão bem? É interessante pois, além de ser seu primeiro trabalho autoral depois de alguns anos, ambas estão no mesmo EP. “Ragysh” e “Snooze 4 Love” foram feitas em momentos diferentes. Na verdade, “Ragysh” tem quase três anos, mas não tinha me incomodado em terminá-la até recentemente. Foi Gerd Janson, do selo Running Back, que insistiu para que eu lançasse, mas só cedi depois de muito tempo. Tinha acabado de comprar meu sintetizador ARP 2600, estava testando algumas ideias em cima de batidas antigas. A ideia era ter algo que ligasse todas as frequências, desde os graves, passando pelos médios e terminando nos agudos, como em uma checagem de som. Então, na veradade, a ideia que desencadeou essa música não foi musical [risos]. Às vezes é bom tentar descrever o que você quer fazer, antes de fazê-lo. Por exemplo, lembro de escutar Prins Thomas tocando como DJ quando eu era pequeno. Como eu ficava inspirado com alguns sons que ele tocava, ia para casa fazer música tentando capturar aquele clima.

Do mesmo modo que Prins Thomas, Lindstrøm e Bjørn Torske, Terje se consagrou por ser um dos representantes da disco music escandinava. E, assim como os conterrâneos noruegueses, ele se auto-intitula um nerd, no melhor sentido da palavra. Recentemente sentiu falta de um espaço onde pudesse entrar a fundo em assuntos de produção, e acabou criando o “Let’s Nerd”, blog onde conversa com amigos sobre o assunto. Na entrevista a seguir, ele fala sobre os planos para sua música, o novo selo e a relação que tem hoje com a disco music.

Ao produzir mais um lançamento de autoria própria, você se sentiu pressionado para repetir o sucesso de “Ragysh”? Quando comecei o EP, “Ragysh” ainda não era tão conhecida, então nem pensei nisso. Imagino que muitas das pessoas que não me conheciam antes de “Ragysh” esperam que nos próximos lançamentos eu faça algum tech house ininteligível, então acho provável que elas fiquem desapontadas [risos]. Na verdade, não me importo muito com isso, acho muito mais importante você se preocupar com seu trabalho

Você acabou de dizer que “às vezes é bom tentar descrever o que você quer fazer, antes de fazêlo”. Você sabia onde queria chegar quando teve a ideia de fazer tudo com apenas um instrumento ou decidiu que seria uma experiência? Já tinha referências de outros artistas que fizeram o mesmo? Eu escutei o trabalho de alguns produtores italianos dos início da década de 80 que eu sabia terem feito daquela maneira. Por exemplo, Mort Garson e Wendy Carlos com seus sistemas Moog, criaram uma palheta de sons revolucionária

Todd Terje é um caso incomum. Depois do sucesso “Eurodans”, em 2005, ele passou os cinco anos seguintes à base apenas de remixes e edits. Quando seu talento para produzir músicas autorais já não era mais colocado em questão, pois parecia ter caído num esquecimento geral, Terje ressurgiu em 2011 com o que foi para muitos – e para ele mesmo – uma surpresa. Composto de três faixas originais, “Ragysh” foi lançado por acaso, por insistência de Gerd Janson, do selo Running Back, e o resultado foi surpreendente: a faixa que dá nome ao EP foi uma das mais tocadas do ano, sucesso repetido com “Snooze 4 Love”, que também fez parte do disco.

Sobre seu novo EP, “It’s the Arps”. Você já havia usado um ARP 2600 antes, mas desta todo o trabalho foi feito com ele. Como foi o processo, havia outras pessoas envolvidas? Eu sabia o básico, como a maioria das pessoas que já tocou um sintetizador velho. Não tinha planos de fazer nada que soasse muito esquisito, apenas queria encontrar sons que casassem para fazer dance music que soasse bem. Então a maioria dos sons são bem clássicos e fáceis de fazer. A parte difícil foi fazer a bateria soar corretamente, especialmente os kicks e hi-hats. Fazer acordes polifônicos com um sintetizador monofônico também exigiu alguns truques. O EP inteiro foi produzido em algumas semanas, e foi definitivamente um trabalho solo. Mas enquanto trabalhava nele, me senti inspirado para tocar aquele tipo de coisa ao vivo, então eu, Lindstrøm e Diskjokke fizemos uma apresentação em Oslo que lembrou o modo como eu vinha trabalhando no EP.

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para a época. Hoje pode soar ultrapassado, mas eles foram verdadeiros gênios! Tenho certeza que muitos artistas trabalham dessa maneira hoje em dia, mas na maioria das vezes fazendo música experimental, e não dance music. A propósito, entrei em contato com Andy Meecham [do projeto Emperor Machine e integrante da banda Chicken Lips] logo depois de acabar o EP, e acabei descobrindo que ele havia acabado de finalizar um álbum chamado “The Monophonics”, feito exatamnte da maneira que fiz “It’s the Arps”, mas com um novo instrumento para cada faixa. Coincidência cósmica. Ele é ótimo! “It’s the Arps” marcou também a estreia do seu selo, chamado Oslo. Quais são seus planos para ele? Foi mais uma necessidade, pois eu não queria mais lançar mais por selos de outras pessoas. Não é muito difícil fazer um hoje em dia, então, por que não? Não fiz por causa do dinheiro, a intenção é mais pelo controle criativo e para ter o meu nome estampado nas coisas.

“Imagino que muitas das pessoas que não me conheciam antes de “Ragysh” esperam que nos próximos lançamentos eu faça algum tech house ininteligível, então é provável que elas fiquem desapontadas” Mudando de assunto. Todd Terje é um nome que ficou conhecido por sua ligação com a disco music. Como começou sua relação com o gênero? Quais foram suas grandes influências? “Sexy Disco”, do Bjørn Torske, foi a primeira música de disco que comprei. Eu a adorava, e ainda adoro. Na época, mesmo sem imaginar que Torske não tocava nenhum dos instrumentos, achava que havia um sentimento meio maluco naquelas músicas. Minha irmã mais velha também gostava, e acabou me convencendo de que era OK gostar de disco. Antes daquilo, eu achava que o estilo era só Y.M.C.A. e coisas do gênero. E como você descreveria seu estilo ultimamente? Você concorda que já não é mais o disco boy de antes? Sim, agora estou definitivamente tentando explorar estilos diferentes. Toquei tanta disco que hoje já não tem a mesma graça. É como se você fosse uma criança com um pirulito: tem que tirá-lo da boca por alguns segundos, para quando colocar novamente o sabor volte a ser como antes [risos]. Eu ainda toco músicas do estilo, mas com menos frequência. Diria até que hoje gosto mais de tocar disco, pois preciso focar mais. Ela tem que encaixar! Antigamente eu simplesmente tocaria durante toda uma noite Salsoul, Prelude e outros grandes selos voltados para o gênero. Mas ainda assim continuo sendo o maior fã que existe de Gwen Guthrie e Leroy Burgess.

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Quais são seus planos para os próximos lançamentos? Você sempre fala que gostaria de deixar as batidas 4/4 de lado, para produzir ritmos mais complexos... Falo muito sobre o que eu gostaria de fazer, mas no fim das contas acabo com as velhas batidas 4/4. É difícil sair disso, não é? Idealmente, eu gostaria de produzir mais músicas que me inspiram, como percussões de Jazz, ritmos sincopados, exotica [gênero musical]. Tenho algumas músicas assim em andamento, só preciso de tempo para terminá-las. Em seu blog, “Let’s Nerd”, você faz entrevistas com amigos, perguntando sobre produção. Você o criou pois sentia falta de um espaço para falar sobre o assunto? Eu não teria criado um blog se não fosse para chegar realmente até os detalhes. Acabei descobrindo que o número de pessoas que gosta daqueles tópicos é maior do que eu imaginava. Na verdade, não foi uma surpresa tão grande assim, já que muitos dos meus amigos compartilham do meu interesse por sintetizadores e métodos de produção. E por que escolheu James Murphy para ser o primeiro entrevistado? Eu já sabia que ele tinha coisas interessantes a dizer, pois visitei o estúdio dele há mais ou menos um ano. Ele me mostrou todos aqueles equipamentos, e parecia empolgado em falar sobre eles. Isso é muito importante. É mais interessante quando você tem alguém explicando um assunto sobre o qual ela normalmente não falaria... é aí que essa pessoa faz algo que parece ser realmente difícil parecer fácil. A maioria dos DJs reclama que gostaria de ter mais tempo para tocar, e que não conseguem mostrar seu trabalho com algumas poucas horas de set. Mas você recentemente falou que não se importa muito com isso. Antes de começar a tocar em outros países, eu tocava muitos long sets, de 4 a 5 horas, e é claro que esses são os mais interessantes pois você não precisa manter um nível alto de energia durante toda a noite. Mas se você faz duas gigs em um final de semana, por exemplo, acaba gostando mais de tocar por duas horas. Ainda faço long sets, mas hoje é mais raro. No Japão, eles esperam que você toque por muitas horas, e eu adoro! Você tocou numa festa em Alagoas durante o Ano Novo. Como foi? Meu melhor Ano Novo até agora! Muito, muito diferente da virada na Europa, quando tudo fica frio e é provável que algum rojão exploda no seu rosto. Pessoas adoráveis, clima perfeito e pôr do sol fantástico. Nunca mais quero passar a virada em um club. ■


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jade gola

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Skrillex e a porta (errada) de entrada A essa altura, falar mal do dubstep emocore de Skrillex é chover no molhado. Mas me causou surpresa ver no Facebook do jovem produtor americano que “Flim”, do Aphex Twin, é sua música predileta. Surpresa não pela referência, mas pelos comentários de fãs reclamando “where is the drop?” (referente ao drop the bass – soltar o bass na pista). Eram muitos replies do tipo “Skrillex, te amo, mas isso é muito chato, bomba aí!”. Isso me fez pensar em como esses artistas do mainstream são uma porta de entrada para muita gente nova na dance music, sobretudo adolescentes. É um papel importante demais para a cena, já que essa “inserção” se dá principalmente pelo viés comportamental. A bombação desenfreada e juvenil de Skrillex, que destrói o laptop ao final do set (uau!), estaria gerando jovens intolerantes? Jovens que, em termos musicais, só querem saber de barulheira gore para extravazar seus hormônios? O que essa gente fanfarrona vai ouvir depois que a onda Skrillex passar? Talvez não a calmaria de “Flim”,

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mas que seja ao menos alguma barulheira menos escalafobética do Aphex Twin, e não esse brostep assassino de tímpanos. Sonny Moore, o Skrillex, vem justamente de um cenário juvenil “rebelde”, mas que é longe de ser uma unanimidade: o emo rock. Ex-vocalista da banda From First to Last, ele está mais para a própria estrela emo Jared Leto (vocalista da banda 30 Seconds to Mars) do que para nomes famosos do dubstep como Skream, Caspa e Benga. Seu som e modus operandi lembram o auge do metal e do gabba farofa, e creio serem reflexo do descrédito que gêneros musicais têm nos dias de hoje: com a velocidade da informação num mundo 2.0, qualquer microgênero ou onda curiosa é assimilada num instante pelos manés! Por isso, o vocalista do Deftones fez um EP de witch house (!), e Justin Bieber também acha dubstep a coisa mais legal do mundo (!!); é por isso que Perry Farrell pira geral e anuncia Skrillex no Lollapalooza brasileiro como autor “da mais requintada house music do momento” (!!!).

Não tem como não questionar tudo isso sem soar elitista, é verdade. A questão é: quem tem mais de 27, 28 anos, já sacou que agitação clubber e barulho gratuito uma hora cansam, são vazias. Em paralelo a essa perversão do dubstep, que nasceu como uma truncada opção ao techno e house de sempre, as boas sonoridades do gênero acabaram indo parar no que se chama, muito vagamente, de pós-dubstep. O “pós” aí entra para sinalizar uma criatividade além das premissas do gênero e um uso de referências que passam longe da bombação: R&B, krautrock, garage, IDM e, principalmente, a boa e velha house music. James Blake, Julio Bashmore, Pearson Sound, SBTRKT, Jamie xx, Sepalcure, Mount Kimbie e tantos outros fazem música cada vez mais inclassificável e, ao contrário de Skrillex, consistente. Música em que som e peculiaridade são o mote, não os meros pastiche e exacerbação da fanfarra dançante. É preciso contrapor a dance music boba, para mostrar aos jovens e novatos no gênero que essa cultura tem história, consistência e maturidade.■ * Jade Gola é jornalista e perito em música eletrônica.


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dj repórter

por rodrigo vieira

Fotografia: Divulgação

Rodrigo Vieira entrevista Marcos Carnaval

Hoje tenho o prazer de entrevistar um grande amigo e parceiro, Marcos Carnaval. Durante sua última visita ao Brasil, tivemos a chance de tocar no club Green Valley em nossa festa We Love Brasil. Sentados debaixo de uma palmeira na Ilha de Caras, em Angra, onde também tocamos, batemos esse papo especial sobre sua carreira, viagens, tours, agências e produções. O mais interessante é que ele é hoje um dos DJs brasileiros mais ativos no exterior, mas pouca gente por aqui sabe disso. Curta nosso papo franco e aberto: Rodrigo Marquinhos, morando em Nova York há 10 anos, conte para gente o que te fez ir para lá. Marcos Primeiramente tenho que deixar bem claro o prazer absurdo que sinto de ser entrevistado por uma pessoa que considero como irmão. Obrigado, Rodrigo! Bem, decidi morar em Nova York após receber um convite para ser executivo de um selo independente de Nova Jersey (estado vizinho de NY), em 2002.

Rodrigo Uma pergunta que todos querem fazer: como você conseguiu quebrar o gelo e hoje pode ser visto tocando em mega clubs de Nova York como Pacha (onde é residente), Cielo, entre outros? Marcos Eu tive que basicamente começar do zero. Para você ter uma ideia, toquei em bares, basements (porões) de restaurantes e lounges minúsculos. Depois de anos adquiri residências em alguns clubes, e passei a receber pedidos de datas em países da América Latina e também das partes oriental e central da Europa. Sem dúvida aquilo chamou a atenção de muita gente. Promoteres e donos de clubes de Nova York, Nova Jersey, Boston, Filadélfia e Connecticut começaram a se interessar mais e mais pelo meu trabalho. Tudo mudou quando dois anos atrás eu recebi um convite do diretor artístico da Pacha de Nova York para ser a atração principal de uma festa

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temática brasileira no clube, que sem sombra de dúvida é o melhor e mais poderoso dos EUA. As regras foram bem claras: “Marcos, se a noite for boa, faremos uma segunda festa, e daí por diante. Precisamos de pelo menos 2.000 pessoas no clube.” O resultado foi que logo depois da minha estreia ganhei uma residência bimestral, e os números da minha noite giram em torno de 4.500 pessoas por festa. A atração principal sou eu mesmo [risos]. Depois de me firmar como residente no clube mais famoso dos Estados Unidos, o pedido de datas em outros clubes passou a ser uma constante. Los Angeles, Chicago, Miami, West Palm Beach, Boston, e a lista segue.

Rodrigo Marquinhos, pouca gente aqui no Brasil sabe que hoje você é um dos DJs/produtores brasileiros mais ativos no exterior. A que se deve isso? Marcos Quando deixei o Brasil decidi usar toda a minha energia e tempo na tentativa de me tornar um DJ e produtor internacional. Disse para mim mesmo: “se eu fizer sucesso no mundo, o Brasil vai entrar nesse pacote mais cedo ou mais tarde.” Tenho total consciência do fato de que ser brasileiro não me ajuda nem um pouco aqui no Brasil, por ser tratar de um mercado que adora e valoriza muito mais talentos internacionais do que os nascidos aqui. Hoje toco pelo mundo inteiro, e quando não estou tocando, fico no estúdio em

busca do meu primeiro hit internacional. Tenho certeza de que ele está a caminho!

Rodrigo Recentemente você tem tocado em territórios não convencionais, lugares como Índia e China, que estão abrindo agora as portas para a e-music. Como você consegue esse feito? Conte algumas histórias para nós. Marcos Tenho tocado em lugares exóticos e não convencionais há muitos anos, como Albânia, Lituânia, Eslovênia, Ucrânia, Rússia, e a lista segue. O fato de estar sempre circulando pelo mundo faz com que mais cedo ou mais tarde seu nome apareça na mesa de reunião entre promotores e donos de clubes. Fora isso, estou sempre promovendo minha música internacionalmente, enviando promos para DJs de todos os cantos do planeta, e isso ajuda muito. Muita gente não sabe, mas Índia, China e África Do Sul são países que passei nos últimos dois anos e que vêm crescendo muito no cenário eletrônico internacional. Nomes como Tiësto, Fatboy Slim, Avicii e Roger Sanchez passam por lá com frequência. A prova desse crescimento está no meu próprio calendário. Toquei na China em novembro do ano passado e já tenho retorno marcado para o mês de fevereiro, quando também estarei fazendo shows em outros países da Ásia. Retorno ainda neste mês para a África do Sul, essa vai ser minha terceira tour por lá. A turnê


remixes e bootlegs, e tenho obtido uma aceitação maravilhosa! Sempre escuto o seguinte elogio: “You sound so fresh!”. Acho sensacional ouvir das pessoas que meu som é diferente, gostoso e inusitado. Portanto, meu estilo hoje é: Marcos Carnaval style! [risos]

Rodrigo Não posso deixar de perguntar sobre nossa marca, a We Love Brasil, que neste ano conquistou um feito muito importante, uma residência semanal no club Es Paradis, em Ibiza. Como você conseguiu isso? Marcos Foi simples. Nós temos feito a festa WLB em vários clubes pelo mundo, desde Pacha NYC a Áustria, de Colômbia a Portugal. Um conhecido meu perguntou se poderia oferecer a festa para alguns clubes de Ibiza, e eu disse que sim. Algumas semanas depois recebi um e-mail do clube Es Paradis (famoso há mais de 20 anos pela sua tradicional festa das Águas, quando o clube vira uma piscina gigante no meio da noite) dizendo que eles queriam fazer a WLB todas as terças-feiras, durante o verão. A festa começou na última terça de maio e terminou na segunda semana de setembro. Foi sucesso total de público e opinião, um verão incrível e inesquecível! na Índia foi um sucesso, toquei em três cidades diferentes em dezembro, e já estão negociando o meu retorno. Como dizemos nos Estados Unidos, there is a big world out there. O mundo é bem grande, existem vários clubes e eventos por aí. Por que ficar limitado a só um país?

Rodrigo E suas produções? Sei que vários selos importantes e grandes DJs se renderam a elas... Conte um pouco sobre isso para nós. Marcos Nos últimos dois anos tive a sorte e privilégio de ter algumas músicas minhas tocadas por nomes como Roger Sanchez, Pete Tong, Steve Angello, Bob Sinclar e Richard Grey, por exemplo. Isso basicamente abriu meu canal de comunição com a maioria dos grandes DJs e selos internacionais. Hoje, quando termino um música, já tenho aquela listinha básica de e-mails para os quais envio a demo. Tenho assinado tracks com a Nervous Records, Stealth Records, Net’s Work, Strictly Rhythm, Eden Recordings etc. Já passei também por situações complicadas, como por exemplo, assinar uma track por um selo e dias depois receber um e-mail do Steve Angello dizendo: “Posso lançar sua track pela Size Records?” [risos]. Dá aquela vontade de chorar de raiva, mas procuro não me apegar muito a nenhuma música que faço. Parto logo para a próxima, pois a vida segue.

Rodrigo Como você definiria seu estilo musical hoje? Ele varia muito de território para território?

Marcos Hoje em dia eu toco no mínimo 50% das minhas próprias produções, entre originais,

Rodrigo E a famosa relação de DJs com agências? É muito diferente nos Estados Unidos do que no Brasil? Marcos Essa relação é basicamente a mesma em todo o mundo, a única diferença é que no Brasil existem agências em demasia, e muito cacique para pouca tribo! Rodrigo Fale um pouco sobre a AMHouseheads, sua nova agência em NY. Marcos Estou muito satisfeito com o time de agentes e artistas que temos. Todos os nossos artistas são residentes de clubes de ponta e possuem um fator super importante para venda. O lançamento oficial da agência acontecerá no dia 2 de fevereiro no Clube Cielo, em Nova York. Rodrigo Quais são seus atuais projetos? O que esperar do Marcos Carnaval em 2012? Marcos Além a nova agência de DJs, nós reformulamos toda filosofia e estrutura da UC Music. Hoje o escritório do selo fica em São Francisco, na Califórnia, com a direção artística e de repertório de Shane Fontane, um amigo de longa data e especializado em música, social media e social networking. Estamos fechando os detalhes para a residência de verão na Europa, quando faremos gigs semanais em Ibiza, Itália, Palma de Mallorca, entre outros lugares. A marca We Love Brasil estará presente mais uma vez, só que com algumas surpresas que eu ainda não posso revelar. Também vou expandir minha tour asiática para países do território árabe, além de lançar meu segundo álbum, pela gravadora Nervous Records. ■ www.housemag.com.br

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andré sarate

por carolina schubert

Fotografia: Divulgação

FORA DO ÓBVIO Autor de duas músicas que viraram hit no Rio Grande do Sul, o DJ e produtor André Sarate acredita que para obter sucesso na carreira é fundamental criar o próprio estilo, independente de modismos Natural de Porto Alegre e com 10 anos de carreira, André Sarate alcançou um tremendo sucesso, principalmente, por ser dono de dois hits quentes da região onde nasceu. O primeiro destaque como produtor foi uma versão de “Shine Forever”, que virou hino no Rio Grande do Sul. A faixa entrou para a grade de programação da Atlântida FM – maior rede de rádios do sul – e permaneceu entre as mais pedidas durante 16 semanas seguidas. “Foi uma grande honra poder representar a house music em uma rádio onde predomina pop rock”. Ele também assina um remix de “Going Wrong”, de Armin Van Buuren. A versão do porto-alegrense teve grande suporte de Kaskade, que a tocou em todas as gigs durante uma das últimas tours pelo Brasil. Além disso, o remix soma mais de 150 mil views no YouTube. André conta que desde pequeno é apaixonado por música, sentimento que, hoje, aliado a cursos e experimentos, reflete na carreira. “Estudei quatro anos de piano quando era bem novo, incentivado pelos meus pais, algo que sem dúvida me ajuda muito na hora de produzir. Fiz também um curso focado em áudio e acústica, mas o melhor curso é o do dia-a-dia no estúdio, acertando, errando e com isso me aperfeiçoando”. Residente do Wish Club, de Porto Alegre, Sarate também é nome frequente nos clubs e eventos do Rio Grande Sul, Santa Catarina e Paraná. Em 2010, foi considerado o melhor DJ de seu estado, de acordo com votação promovida por um conceituado site local. Como prêmio, fez o warm-up do Winter Music Festival, no Green Valley, por onde passaram mais de sete mil pessoas. “A qualidade e profissionalismo do club

são exemplares. Espero voltar em breve”, elogia, esperançoso. Outra importante colocação de Sarate foi divulgada no final de 2011. Atualmente, ele figura na 42ª posição do ranking Top 50 Brasil, promovido pela House Mag. “Foi uma surpresa! É muito bom saber que o público se identifica com meu trabalho, é um incentivo para trabalhar cada vez mais e mais”. Na entrevista a seguir, ele revela planos, faz apostas e dá sua opinião. André Sarate é um dos nomes de maior destaque na cena gaúcha e no sul do país. Como você avalia o mercado? Estamos vivendo uma fase de transição no mercado, nunca ouve tantos DJs e clubs trabalhando com música eletrônica como hoje. Porém, com a popularização a segmentação diminuiu, e rolou uma certa padronização sonora. Sair do óbvio virou ponto fundamental para se ter destaque, tanto como DJ quanto como produtor, seja em qual estilo for. Que nomes nacionais e gringos você destaca? E como promessa? O Memê é o mestre da house music, referência para todos. Leozinho e Peçanha são dois caras que admiro muito, merecem todo sucesso conquistado, trilharam um longo caminho de muito trabalho e dedicação pra chegar aonde estão. Já o Pic Schmitz é outro grande DJ que está numa ascensão fortíssima. Além dele, destaco o Everson K, grande DJ e um cara dedicado que também está buscando maneiras diferentes de fazer as coisas. Um projeto que promete e muito é o Vir. US, guardem esse nome, é literalmente um show

“Estamos passando por um ciclo. A música eletrônica se difundiu com o pop, e com isso surgiu um novo público, que entrou na cena escutando o lado mais comercial da música eletrônica. Mas uma boa parcela deles está amadurecendo e querendo ouvir também sonoridades novas e diferentes” 32

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House Feellings Podcast Podcast, numa tradução literal resumida, significa transmissão periódica de informação através de áudio digital. O House Feelings, novo projeto de André Sarate, vai além desse simples conceito. Em formato de website, o canal tem como objetivo fazer o público experimentar novas sensações, muito além do que o house, suas vertentes e sub-estilos podem proporcionar: junto com os podcasts assinados por Sarate e outros DJs, a página traz uma mistura equilibrada de boa música, diversão, informação e cultura. Acesse: www.housefeelings.com.br audio-visual tecnológico, na linha Daft Punk. Vai surpreender! Sobre os gringos, destaco a galera do deep como Solomun, Miguel Campbell e Matt Hughes, que estão demais, e o clã da label Hot Creations, que também lança uma bomba atrás da outra. Vale muito a pena conferir. Qual seu posicionamento diante da discussão que existe entre ser mainstream ou underground? Estamos passando por um ciclo. A música eletrônica se difundiu com o pop, e com isso surgiu um novo público, que entrou na cena escutando o lado mais comercial da música eletrônica. Mas uma boa parcela destes mesmos está amadurecendo e querendo ouvir também sonoridades novas, ou diferentes. O mercado está bem aberto, os grandes DJs de hoje sabem trabalhar e se adaptar aos dois lados sem perder suas identidades. E planos para 2012? O que vem por aí? Foco fortíssimo no trabalho em estúdio, vêm muitas novidade por aí. Além disso, estou dedicando boa parte do tempo no meu novo projeto, o House Feelings Podcast. ■


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sound system por bruna calegari

Fotografia: Divulgação

Qualidade sonora em questão

Um sistema de som impecável é tão ou até mais importante do que o DJ que se apresenta. Então, por que ainda assim há donos de clubes que investem no melhor e mais luxuoso em diversos quesitos, mas esquecem de escolher um sistema de som adequado para suas casas? Imagine a seguinte situação: você chega em uma balada incrível, cercada por painéis de LED e estruturas metálicas enormes, cheia de gente bacana e um DJ que você está louco para ouvir está prestes a começar. Assim que entra na pista, percebe que a música é ótima, mas ninguém dança. Começa a se irritar com os pratos fazendo “tshh tshh” no fundo da sua alma, e quando toca aquela esperada música, o desapontamento: o vocal está completamente inaudível e quando entra o grave... Nada. Um típico enredo de pesadelo, certo? Outro exemplo clássico é sair surdo de uma balada ou festival – isto, a princípio, é o pior erro que um técnico de som pode cometer e o mais prejudicial aos presentes, principalmente a quem trabalha no local. Dentre os apreciadores da vida noturna e da boa música, um sistema de som impecável é tão ou até mais importante do que o DJ que se apresenta ou o tipo de público que frequenta a casa. Então, por que ainda há donos de clubes que investem no melhor e mais luxuoso em diversos quesitos, mas negligenciam a escolha do sistema de som adequado para suas casas? E o mais importante: qual a receita para um sistema de som impecável?

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Um dos motivos pelos quais sistemas de som no Brasil não são levados tão a sério é explicado pelo dono da Audio Bizz Andreas Schmidt, responsável pela montagem de sistemas de som em grandes festivais como Creamfields e Lolapalooza Chile. Andreas afirma que a grande maioria dos técnicos de som que atua no mercado brasileiro não possui uma formação adequada e acaba tomando decisões quanto ao equipamento que instala sem muitas bases teóricas. Portanto, contratar uma empresa para realizar a montagem de um sistema de som sob medida para um clube é indispensável. Um dos clubes mundialmente conhecido por seu sistema de som cristalino é o Fabric, em Londres. Todas as caixas e o cabeamento foram feitos sob encomenda por uma empresa local que apostou no sistema “Funktion-One”. Sobre ele, há uma dissidência entre os entrevistados. De um lado, Kelson Schmitt, dono da empresa de áudio Dot Com, é um defensor fiel do Funktion-One. De acordo com Kelson, “são sistemas projetados especificamente para musica eletrônica, com pouquíssimas correções no processamento do áudio. A maioria das correções são feitas

L-Acoustics

nas próprias caixas, o que torna o som muito mais nítido e cristalino. O Funktion-One tem as características acústicas perfeitas e dispensa qualquer outro tipo de equalização suplementar. É controlado digitalmente, o som é direcional e seus drivers não possuem compressão, o que faz com que a distorção seja mínima. É a última palavra em eficiência acústica”. Já segundo Andreas, o Funktion-One é um sistema elaborado para atender a quaisquer tipos de equipamento, seja uma apresentação ao vivo ou acoplado à mesa de som de um DJ. “Prefiro instalar um sistema completamente voltado às necessidades do cliente: se for para um DJ tocar, vou projetar algo iminentemente voltado a isto, e assim por diante”, diz. Kelson possui a representação do sistema no Brasil, e além de o ter instalado no club Posh (Florianópolis), em breve receberá o mesmo sistema em grande escala para utilização em festivais e eventos open-air. A respeito do sistema feito sob medida, ambos defendem a utilização de cabos, controladores e caixas que sejam rigorosamente da mesma


Funktion-One

marca: nenhuma é similar à outra e cada marca produz um tipo de sistema, tornando impossível unir diversas e conseguir o resultado satisfatório que se teria com a mesma linha. As melhores marcas? L-Acoustics, Adamson e JBL. Sobre o formato da construção dos clubes, Andreas afirma que não há limitações para a instalação de um sistema perfeito e cristalino, mas há alguns elementos que são o pesadelo de um técnico de som, como paredes de concreto dividindo ambientes, ou o sonho, que seria um ambiente todo de madeira. Sobre a instalação do novo sistema do Warung Beach Club (Itajaí), Kelson diz ter se surpreendido positivamente com a madeira, que auxilia a sufocar a reverberação formada pelas ondas de áudio. Mas todo tipo de ambiente, segundo Andreas, pode trabalhar a favor do sistema. “Contanto que seja calculada a cobertura e direcionamento das caixas, não há grandes problemas.” Kelson dá um bom panorama quando o assunto é a evolução dos sound systems, citando como exemplo o sistema montado para a inauguração do superclube Green Valley (Balneário Camboriú). Com o sistema de montagem conhecido como

“Line Array”, o peso e volume das caixas diminuiu significantemente e para a noite de abertura do clube foi utilizado, pela primeira vez, um sistema Dolby Digital com custos exorbitantes, mas qualidade idem: com ele, conseguiu-se o feito de ter um som com alta fidelidade em uma tenda aberta. Se ainda há dúvidas quanto à necessidade de montar um sistema de som excelente para uma casa noturna, o próprio dono de uma empresa de áudio e iluminação, que comercializa os mais diversos modelos de painéis de LED, afirma com convicção: “O mais importante é o som. Os visuais são muito importantes para um evento, e para tal indico a contratação de um light designer e um VJ. O som deve sempre ser o quesito mais importante em um evento, pois hoje as pessoas estão exigindo mais neste item e cobrando das casas/clubs/eventos. É fácil resumir: em um evento, se houver problemas técnicos com iluminação e imagens sempre é possível dar um jeito ou improvisar, mas já imaginou um show, club ou evento sem som?” Nós, com certeza, não imaginamos! ■

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Hora de decolar!

Formado pela violinista Karla Carvalho e pelo DJ e produtor Rafael de Paula, o Aircraft não é apenas mais um projeto audiovisual. Além do violino, tem também efeitos de CO2, fogos indoor, sky paper, pirotecnia e, acredite, um robô de LED – o Robocraft

Do interesse de Karla em montar um projeto de house com violino surgiu o Aircraft. Depois de procurar Rafael para encarar o desafio, em fevereiro de 2011 os dois começaram a tocar em clubs e festas itinerantes na cidade natal de Goiânia. Foi então que juntos conheceram o empresário Rafael Carvalho, responsável pela criação do Robocraft junto a pirotecnia, o vídeo e o sincronismo. Nascia o Aircraft Live Show. Aliás, nascia um bebê sem nome. “Depois de tudo pronto, percebemos que não havia um nome. Sabíamos que o projeto teria uma boa aceitação do público e que isso levaria a uma decolagem, então pensamos em Aircraft, que em inglês significa aeronave.” E não é que decolou? Com apenas um ano de trabalho, a dupla está entre os 50 artistas mais populares do país. Além disso, já gravaram um DVD e estão trabalhando forte através das redes sociais. Os números são surpreendentes. O Aircraft tem cerca de 25 mil seguidores no Twitter e um de seus vídeos veiculados no YouTube soma mais 5 milhões

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de cliques. “Esse reconhecimento é fruto de um trabalho árduo e sólido que construímos no processo de planejamento do projeto”, diz Rafael. Agora, o foco de Karla e Rafael é produção musical. A grande novidade de verão gira em torno do primeiro single assinado por eles e com participação especial do norte-americano Jesse Hart. O release, chamado “Last Dance” e previsto para o Carnaval, promete ser hit e conta com parcerias no Brasil, EUA e Europa. Seguindo uma linha mainstream da house music contemporânea, e ao mesmo tempo mesclando esse som com algo mais conceitual, o Aicraft traz influências de nomes como Alesso, Axwell, Deniz Koyu, Avicii, Tiesto, Afrojack, David Guetta, Joe K, Mario Fischetti e Antonio Eudi. Os próximos shows do Aircraft Live Show passam por Tocantins, Paraná, Santa Catarina e Goiânia. A agenda completa e todas as news do projeto podem ser conferidas através do site: www.aircraft.art.br ■

Robocraft


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dj interview

por joão anzolin

Fotografia: Divulgação

Electro made in Australia

Um dos embaixadores do gênero que conquistou o mundo, Dirty South fala sobre a importância da produção musical na carreira dos DJs, e dá dicas de como fazer um bom warm-up

Um dos fenômenos mais impressionantes da música eletrônica é sua capacidade de criar ídolos em um curto espaço de tempo. Dirty South é um bom exemplo de artista que em pouco tempo alcançou grande reconhecimento. Afinal, se foi em 2004 que o sérvio radicado na Austrália Dragan Roganovic adotou o nome pelo qual hoje é chamado em suas produções, menos de dois anos depois ele já figurava entre os principais produtores australianos, sendo eleito em 2007 o melhor daquele país. Desde então, a carreira de Dirty South foi embalada pelo crescimento espantoso do subgênero que ele domina muito bem dentro da eletrônica – o electro-house invadiu as paradas da música pop, e seus remixes e produções, em conjunto com figuras como a Swedish House Mafia e David Guetta, garantiram a presença de seu nome em charts, clubes e festivais ao redor do mundo. Em janeiro o DJ e produtor australiano fez uma turnê pelo Brasil; em Santa Catarina se apresentou no festival Planeta Atlântida e no clube Green Valley. Entre as duas gigs (que foram na mesma noite!), Dragon conversou com a House Mag. Antes de vir para cá, acessei seu perfil no Twitter e vi que você não parecia muito contente com o DJ que fazia a apresentação antes da sua no Planeta Atlântida. O que aconteceu? [Dirty South qualificou ironicamente de “sensível” a faixa escolhida pelo DJ para encerrar seu set]. Bem, na verdade foi uma história engraçada. O DJ que estava se apresentando antes de mim encerrou seu set com um mash-up imenso, com trechos de pelo menos quatro ou cinco grandes hits recentes reunidos em apenas uma track. Não

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que isso tenha me irritado, mas foi engraçado ver tantas faixas massivas reunidas em uma só. Em festivais é complicada esta questão dos warmups, visto que grandes atrações se apresentam em sequência, mas quão importante você acredita que é um bom set de abertura da noite? É muito importante construir uma história ao longo de uma noite. Logo, os DJs que se apresentam no começo dela devem ter a consciência de que não precisam fazer a pista ir à loucura imediatamente, mas sim prepará-la de um modo adequado para que os próximos DJs possam continuar o trabalho numa boa. Claro que o DJ que abre pode tocar hits e faixas conhecidas, mas se ele acelerar de mais seu ritmo e não tiver a sensibilidade de perceber que outros irão tocar depois, ele pode arruinar toda uma noite. Dirty South é um sub-gênero do hip-hop norte americano. Há alguma relação entre ele e o seu nome artístico? Na verdade, não [risos]. Nasci na Sérvia e me mudei para a Austrália muito novo, ainda criança. Bem, a Austrália é provavelmente o país mais ao sul deste planeta, e como eu comecei tocando electro-house, escolhi este nome como uma espécie de brincadeira com o país no qual eu moro. Falando no electro-house, estilo ao qual você está muito ligado, é inegável que nos últimos anos ele quebrou barreiras e tomou proporções de popularidade inéditas na história da música eletrônica. Como você vê esse processo? Não tenho a menor dúvida de que esse é o caminho mais saudável para a música eletrônica, e não me refiro apenas aos gêneros mais populares, mas a todos os ramos, seja no dubstep, na house music ou em outros. Eu percebo que hoje

toco em lugares que há poucos anos atrás não seria possível, uma vez que não haveria público ou clubes. Hoje cada vez mais pessoas estão interessadas pela música e isso provavelmente vai crescer ainda mais. Como tudo na vida, a música está sujeita a ciclos e é excelente poder fazer parte de um momento em que a eletrônica está tão por cima. Mas tenho a plena consciência de que isto irá mudar e os momentos de declínio certamente virão. Ao mesmo tempo em que esse crescimento é bom, aumentam a concorrência e a quantidade de produções no mercado. Como você avalia a importância de ser um produtor hoje e o que você acredita ser o seu diferencial? Busco inspiração em diversas fontes, mas sempre tento me diferenciar acrescentando um toque emocional nas minhas produções, uma energia diferente. Gosto não só de usar um vocal, mas de que este vocal represente e expresse algo, de que a letra tenha um significado bacana, que emocione as pessoas que estão escutando. Em relação à importância de produzir, hoje eu acho que a coisa mais importante na carreira de quem quer entrar no mercado da música eletrônica é a produção. Ser apenas um DJ, sem produzir, dificulta muito e não credencia o artista a entrar no circuito principal na atualidade. E em relação ao Brasil, você acha que crescemos muito no cenário da eletrônica? O que você mais gosta no país? Sim, é visível que o Brasil é um pólo da música eletrônica hoje. E para ser honesto, meu clube favorito do país é o Green Valley, e isso já acontece há uns dois anos. As coisas só melhoram ano após ano por aqui, e fico muito feliz em fazer parte disso tudo! ■


“Hoje eu acho que a coisa mais importante na carreira de quem quer entrar no mercado da música eletrônica é a produção. Ser apenas um DJ, sem produzir, dificulta muito e não credencia o artista a entrar no circuito principal na atualidade”

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conferência

por felipe kopanski

Fotografia: Divulgação

Com uma expectativa de público acima de 30 mil pessoas e embalado pelo calor do carnaval carioca, o RMC 2012 pretende movimentar cerca de R$ 30 milhões, 50% a mais do que no ano passado

Rio Music Conference: abre-alas à eletrônica

Em sua 4ª edição, o maior evento de música eletrônica da América Latina volta com dez dias na programação. Ao todo, serão três de conferência e sete de festa, com direito aos principais nomes da cena. Prepare-se!

Apesar de o Carnaval carioca ser conhecido pelos desfiles das tradicionais escolas de samba, mulatas na avenida e os animados blocos de rua que, por sinal, atraem verdadeiras multidões, o Rio Music Conference, considerado o maior evento de música eletrônica da América Latina, abre alas e pede passagem para voltar a se misturar com o Caraval, festa que é tão maravilhosa quanto a própria cidade. Atendendo à demanda do mercado, na edição 2012 o evento contará com dez dias de programação (de 14 até 25 de fevereiro), três dedicados exclusivamente aos workshops, palestras e painéis, e sete noites com os principais nomes da cena (confira as atrações ao final). Detalhe: isso tudo na Marina da Glória, um cartão postal do Rio de Janeiro, situado em frente ao Pão de Açúcar. Realizado desde 2009 – quando o mercado já dava respaldo para a realização de um evento desse porte, e faturando mais de US$ 3 bilhões por ano sem se dar conta de tamanho potencial –, o Rio Music Conference parece crescer e se solidificar junto com a própria cena. Suas três edições anteriores, a atual dimensão nacional e, também, os três dias a mais na programação deste ano comprovam que a festa já está mais

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do que consolidada. E está querendo mais, como aponta um dos organizadores do evento, Guilherme Borges: “Não há mais aquela velha imagem do ‘bata-estaca’ e dos ‘drogados’. A música eletrônica está crescendo e as pessoas enxergam isso, já que há um maior envolvimento. Trata-se de uma indústria, um movimento, um lifestyle. Deixou de ser apenas um estilo musical, virou um meio de produção. Queremos legitimar esse conceito, como em qualquer outra área”, diz. “A ideia de elaborar uma conferência surgiu da necessidade do próprio mercado. Toda indústria carece de um encontro para debater as questões que envolvem a nova realidade do setor. Aliás, a profissionalização precisa de críticas, de debates, de um encontro capaz de reunir isso tudo e, principalmente, aproximar as pessoas que estão mais envolvidas”, completa Guilherme, que chegou à música eletrônica percorrendo a trilha dos negócios (ele não é DJ). Com uma expectativa de público acima de 30 mil pessoas e embalado pelo calor do carnaval carioca, o RMC 2012 pretende movimentar cerca de R$ 30 milhões. A dimensão do salto dado pelo festival no último ano é surpreendente: 50% a mais do que os R$ 20 milhões da edição anterior, quando o evento

reuniu 25 mil pessoas em suas cinco noites.

Conferindo a conferência Precursora de novas tendências e capaz de captar grandes lançamentos do mercado da música eletrônica nacional, a Feira de Negócios do Rio Music Conference é tão movimentada quanto suas esperadas noites. “É muita gente querendo comprar equipamentos, conhecer novos modelos e softwares, contratar DJs, conhecer novas tendências, projetos e pessoas envolvidas. Cada região possui suas próprias necessidades. Um encontro nacional forte é muito importante nesse aspecto. A edição de 2012 também deverá refletir isso, já que contará com uma presença cada vez maior de profissionais não só do eixo Rio-São Paulo, mas de todo Brasil”, explica Guilherme. Nos três primeiros dias, a programação do RMC apresenta aos interessados uma série de seminários, debates, palestras e workshops, todos comandados por profissionais de dentro do mercado com respaldo para falar do assunto. Já nos stands, o que despertará a atenção dos presentes serão as inúmeras agências de DJs, gravadoras, empresas de tecnologia e equipamentos, novos


hardwares e softwares, labels, DJs shops, rádios online, veículos de comunicação especializados e muitos outros produtos e serviços ligados, direta ou indiretamente, à música eletrônica e ao entretenimento. Propício para o networking, como defende Gabriel, a Feira de Negócios ainda destaca o espaço Village, uma área wi-fi com bares, restaurantes e showcases que ficará sob responsabilidade dos novos talentos. Além das empresas que participam diretamente da Feira de Negócios do RMC, outras companhias – de dentro e fora do setor – também são atraídas pela capacidade promocional de grande alcance do evento. O público envolvido, interessado e interessante desperta a atenção de empresas de segmentos como bebidas, automóveis, turismo, telefonia, moda e tecnologias em geral. “Não há dúvidas de que atualmente contamos com mais publicidade, apoios e parcerias. Porém, esse apoio por parte dos patrocinadores sempre existiu, não é uma coisa de agora”, ressalta o organizador do evento.

Democrático, mas cheio de estrelas Com sete noites de programação, sendo cinco de shows consecutivos (de 17 a 21/02) e mais duas de Closing Events (24 e 25/02), as festas da edição nacional do RMC 2012 acabam somente com o desfile das campeãs, coroando um carnaval eletrônico em grande estilo. Com dois palcos simultâneos – Copacabana, que contará com os maiores astros das pistas mundiais, e Ipanema, com as principais tendências e artistas da vanguarda –, o evento promete fazer a alegria dos foliões presentes, com mais de 40 atrações. Entre eles estão Armin Van Buuren, Steve Angello, Kaskade, Roger Sanchez, Fedde Le Grand, Chuckie, entre outros. Porém, neste ano o line-up não ficará restrito somente aos queridinhos das “baladas de champagne”: um dos principais diferenciais está a sonoridade que, além da qualidade, será muito mais completa e democrática. “O line-up deste ano pode comprovar a evolução do evento também na parte musical. Lógico que

terá Armin Van Buuren, mas também terá uma série de outros nomes que não poderiam ficar de fora, apesar de não fazerem parte da lista dos mais pedidos. O palco Ipanema, que abrimos somente na edição passada, voltará ainda mais forte para comprovar que estamos sempre buscando essa evolução”, exalta Guilherme. Reunindo destaques de diferentes esferas, o RMC 2012 terá oito atrações, divididas em duas pistas a cada noite. Ellen Allien, por exemplo, irá interromper seus trabalhos de estúdio especialmente para vir ao Brasil. Já o trio francês dOP, o britânico Jamie Jones e o croata-bósnio Solomun, grandes destaques da cena internacional em 2011, voltam para engrandecer ainda mais o festival. O melhor? Eles realmente parecem gostar da energia das pistas tupiniquins. “Espero muito do DJ set do Jamie Jones, que esteve aqui em novembro e eu não pude conferir. Não me lembro de tocar tantas tracks de um mesmo produtor. A meu ver, ele já pode ser considerado um dos melhores de todos os tempos. Mas, certamente, também quero conferir o som de Solomun, dOP, dos cariocas do The Twelves, além, é claro, de Guy Gerber e Ellen Allien, com quem toco no dia 17. O som da Ellen é muito chic e sexy, eu adoro”, detalha o DJ e produtor Brunno Mello, que abre a pista Ipanema logo no primeiro dia do festival. Se por um lado o evento amadureceu nas estruturas, a parte musical mostra que também não fica atrás. Em relação às edições anteriores, a melhora no line-up da edição 2012 é notável, assim como o equilíbrio na divisão das atrações ao longo das noites, como explica Mello: “Do ponto de vista musical, o evento cresceu muito, sem dúvida. Nos dois primeiros anos, tínhamos um palco apenas para atender dois públicos bem distintos: o comercial e o underground e, nem sempre, o que agradava um agradava o outro. Já no ano passado, com a criação de um segundo palco [o Ipanema], conseguimos atender os dois públicos com uma programação 100% dentro de suas expectativas, um fato que se repete e fica ainda melhor agora nesta edição.”


Leo Janeiro e Dexterz

Uma janela para o mundo A história, que começou em 2009 a partir de uma necessidade do mercado e de maneira até despretensiosa, ganhou dimensões que poucos imaginaram ver tão rapidamente. Mas o fato é que o Rio Music Conference cresce e se aprimora consideravelmente a cada edição realizada. Em 2010, por exemplo, apesar de ter sido um sucesso e contar com mais apoio e participação das empresas, a segunda edição do evento ainda estava restrita ao eixo Rio-São Paulo. Já no ano passado, o RMC apresentou uma inovação que consolidaria de vez seus objetivos: transformarse em um evento, de fato, nacional. Ou seja, o festival deixou de ser apenas um único encontro realizado no Rio de Janeiro para apresentar oito mini-edições regionais ao longo de todo o ano, intituladas de Road Shows e realizadas em diferentes cidades do Brasil. No total, foram 10 encontros regionais (MG, RS, DF, PA, SC, SP, AM, CE, ES e um em Buenos Aires, na Argentina) e uma edição nacional. “Organizamos o festival, mas quem faz acontecer de fato são as pessoas envolvidas”, especifica Guilherme. “As edições regionais não só acrescentaram, como levaram o Rio Music Conference a outros patamares. Os principais pontos positivos dessas reuniões formam o encontro nacional, que agora sim é capaz de reunir pessoas de diferentes lugares e necessidades. Era um complemento que faltava, pois o que o pessoal da região Sul precisa e busca pode ser muito diferente daquilo que almeja um produtor vindo do Nordeste, por exemplo. As pessoas mais envolvidas de cada

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região fazem parte do evento e contribuem para uma troca mais ampla e, por isso, mais eficaz”, comprova. Brunno Mello concorda: “A última edição contou com uma forte presença da galera do Norte, Nordeste, Sul e Centro-oeste. Esse foi o resultado do esforço em levar o evento para outras regiões do país.” O objetivo de imergir nas cenas locais, encarar os desafios de cada região e absorver suas particularidades solidificou o evento, que já tem respaldo suficiente para tratar com propriedade as questões artísticas, mercadológicas e

profissionalizantes da indústria da música eletrônica. Além de estreitar as relações com os embaixadores regionais (supostamente os mais envolvidos de cada praça) e definir as prioridades de cada região, esses encontros contribuem para a grande novidade da conferência: o Anuário do Mercado. Trata-se de uma retrospectiva de todo o ano anterior, uma espécie de registro dos mais relevantes acontecimentos nas áreas artística, de tecnologia, mercado e capacitação profissional. O anuário também apresenta os resultados do Prêmio RMC, outra novidade do festival: uma premiação própria, que destaca cinco indicados

1ª Edição Formato: 7 dias, 5 de festa e 2 de conferência Palcos: 1 atrações: 16 Público: 17 mil pessoas

2009


“A profissionalização precisa de críticas, de debates, de um encontro capaz de reunir isso tudo e, principalmente, aproximar as pessoas que estão mais envolvidas”, comenta Guilherme, organizador do evento

em cada categoria e conta com os votos dos embaixadores para eleger os “Melhores do Ano”. É, de fato, parece que o carnaval ficou pequeno. Mas, por que realizar um festival de música eletrônica em pleno carnaval carioca? “A ideia sempre foi aproveitar justamente a exposição gigantesca do Carnaval. É o momento em que os olhos do mundo inteiro estão voltados para o Brasil, em especial para o Rio de Janeiro. A cidade fica na janela do mundo. E os DJs também querem presenciar essa festa que é famosa internacionalmente. Além do mais, o Rio é o principal destino dos turistas e também será uma

2ª Edição Formato: 7 dias, 5 de festa e 2 de conferência palcoS: 1 atrações: 23 Movimentação: R$ 18 milhões Público: 17 mil pessoas Destaque: Maior participação das empresas

2010

cidade olímpica. Alguns estranham essa posição, pela cidade possuir uma cena muito diversificada. Mas, por outro lado, queríamos justamente isso. Creio que fizemos a escolha certa e tivemos muita sorte também.” Segundo Brunno Mello, no início, a inteligenzia do setor olhava o evento com alguma desconfiança, por razões absolutamente pertinentes e com as quais ele até concorda. Mas passados três anos, “muita água rolou por baixo dessa ponte”. Hoje, vendo toda a conjuntura que envolve o Rio, com toda a badalação em torno da cidade, é certo que todos preferem estar aqui. E você, vai? ■

3ª Edição Formato: 7 dias, 5 de festa e 2 de conferência palcoS: 2 atrações: 44 Movimentação: R$ 20 milhões Público: 25 mil pessoas Destaque: Palco adicional e criação das edições regionais

2011

Quando: De 14 a 25 de fevereiro 14, 15 e 16: Feira de Negócios 17 a 21: Shows consecutivos 24 e 25: Closing Events Onde: Marina da Glória (Av. Infante Don Henrique, s/n) Vendas de ingressos para os shows: www.ingressorapido.com.br (21) 4003-1212

4ª Edição Formato: 10 dias, 7 de festa e 3 de conferência palcoS: 2 atrações: 63 Movimentação ESPERADA: R$ 30 milhões Público ESPERADO: 40 mil pessoas Destaque: Prêmio RMC, Anuário Nacional e mais dias de programação

2012 www.housemag.com.br

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feel the groove

por gabriel macarofq

Imagens: Divulgação

SEBASTIANKRIEG

Com produções elogiadas por David Guetta, Armin Van Buuren, Sebastian Ingrosso, Tiesto e Markus Schulz, o DJ e produtor franco-alemão Sebastian Krieg decidiu que já estava mais que na hora de se apresentar em terras brasileiras Frequentemente liderando os rankings mais respeitados da cena eletrônica e com fãs por todo o mundo, Sebastian Krieg iniciou sua carreira muito jovem e hoje é um dos mestres do progressive house, ao lado de nomes como EDX, Daniel Portman, Casanovy (codinome de Tom Novy) e Jerome Isma-ae. Este último é seu grande amigo e parceiro de produção. Em 2009, a dupla lançou a faixa “308”, que veio a se tornar um hit mundial, produzida com base em uma ideia simples, mas criativa: usar o ronco do motor de uma Ferrari 308 em aceleração.

música. Depois de algumas tentativas, acabamos decidindo usar o ronco de uma Ferrari 308 sendo acelerada como o ponto alto desta música.

A habilidade de Sebastian como remixer também é incomparável, incluindo versões memoráveis para Nadia Ali, Robbie Rivera e EDX, além de um remix para “Antidote”, de Mark Knight e Funkagenda, eleito por Markus Schulz como uma de suas faixas favoritas de 2011. Como DJ, durante quatro anos foi residente da Pacha Munique e da aclamada noite do selo Cocoon Records, no club Amnesia, em Ibiza, além de diversas turnês internacionais. Sebastian concedeu esta entrevista para a Groove DJ Agency diretamente da Alemanha e já se prepara para realizar finalmente a sua primeira turnê no Brasil neste ano.

Sua faixa “Rei” esteve nos playlists de nomes como Tiësto e David Guetta, e “Brooklin”, lançada pelo selo de EDX (Pink Star Records), foi aclamada pelos críticos como um hino do progressive house, mas na verdade pode ser considerado um crossover, desafiando a divisão entre os gêneros da música eletrônica. Como podemos descrever o seu estilo atualmente e quais são os DJs que você está planejando de produzir em parceria ao longo deste ano? Descreveria meu estilo como progressive house combinado com elementos melódicos. Algumas de minhas produções têm influência do tech house, como a nova faixa que produzi em parceria com o Chris Montana e que será lançada em breve pela Tiger Records. Eu acho que o gênero progressive é o que mais bem define o que eu tenho produzido e tocado atualmente.

No lançamento do hit “308”, produzido em parceria com Jerome Isma-ae, podemos ouvir o motor de uma Ferrari 308 sendo acelerado. Esta incrível faixa conquistou as pistas de dança por todo o mundo, recebendo suporte de top DJs como Sebastian Ingrosso e Armin Van Buuren, que chegou a licenciá-la para sua famosa compilação “State of Trance”. De onde veio a ideia de usar o som do motor de uma Ferrari em uma música? Jerome e eu somos amigos de infância e apaixonados por carros esportivos desde aquele tempo. Então na época em que começamos a produzir a faixa, pensamos desde o início em como poderíamos fazer tornar o barulho do motor de um carro em um dos elementos da

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A faixa “308” acabou por se tornar o início de uma série de produções contendo o som de carros esportivos. Até o momento já lançamos mais duas, chamadas “Miura” e “959”. Estamos trabalhando em mais uma produção para essa série, então preparem-se para conhecer outro grande clássico dos veículos esportivos em nossas apresentações futuras! [risos]

Para este ano, estou planejando parcerias com Jerome Isma-ae, Weekend Heroes, Strobe e Chris Montana, além de vários outros nomes, mas sempre tive interesse em trabalhar com qualquer produtor que possa me trazer boas ideias! Nós temos certeza que você deve ter inúmeras histórias interessantes para contar do tempo em que foi DJ residente da Pacha Munique e também na noite da Cocoon no club Amnesia, em Ibiza. Dentre tantas histórias, qual delas foi a mais

inacreditável? Bem, depois de tantos anos nessa profissão, posso falar que a história mais inacreditável foi a sorte que tive para ser capaz de fazer o que faço. Produzir minha música, visitar tantos lugares diferentes e exóticos ao redor do mundo, e ganhar dinheiro para fazer as pessoas se sentirem bem. Definitivamente não é uma história nada convencional, e ter isso como minha vida e carreira profissional é provavelmente algo tão inacreditável quanto formidável. Você já se apresentou em diversos lugares ao redor do globo, como Hong Kong, Seul, Jakarta, Tel Aviv, Dubai, Moscou, Amsterdã, Londres, Praga e Antígua, mas nunca no Brasil. Quais são as suas expectativas para esta sua primeira tour no nosso país? Talvez algum plano para produzir uma nova faixa em parceria com algum brasileiro ou remixar uma produção verde e amarela? Realmente estou muito ansioso para finalmente me apresentar no Brasil! Meu filho também tem nacionalidade brasileira e eu estive aí alguns anos atrás como turista. Simplesmente amei o país de vocês e toda a sua fantástica cultura. Muitos DJs amigos meus têm tocado por aí e só ouço boas coisas a respeito das festas, das mulheres, das praias. Outra coisa inacreditável é a energia nas pistas de dança, milhares de pessoas que realmente amam a música eletrônica e dançam até o sol nascer. Não há dúvida de que será uma tour inesquecível para mim! Nunca trabalhei com brasileiros em nenhuma de minhas produções, mas adoraria fazer uma parceria com algum de vocês, pois certamente resultaria em algo diferente e vibrante para as pistas europeias. ■ Sebastian Krieg é artista exclusivo no Brasil da Groove DJ Agency www.groovedjagency.art.br


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blogosfera

por marcelo andreguetti

Imagens: Divulgação

Do Tumblr ao estrelato Artistas como o rapper The Weeknd são mestres em chamar a atenção do público através da Internet A história de sucesso de um dos artistas mais comentados e criticamente elogiados de 2011 estimula a reflexão sobre o que se tornou o marketing no mundo da música durante o ano que passou. O rapper e compositor canadense de R&B The Weeknd conseguiu se sobressair no mais populoso ambiente musical possível, a Internet, ao usar códigos e elementos mergulhados em mistério. Talvez o detalhe mais importante dessa história não esteja no artista em si, mas nos fãs, que estão redefinindo o sentimento de fazer parte de um “underground” desaparecido, mas que continua sendo emulado em mecanismos de plataformas da web, como o Tumblr. Uma boa parcela da geração nascida nos anos 90 é apaixonada pelo Tumblr. Em sua maioria, são moleques extremamente criativos que se perdem em um mundo de múltiplas codificações e gêneros, mas ainda assim se interessam por disciplinas tradicionais da arte como o design gráfico, fotografia, cinema e música. Igualmente, a paixão deles por blogging e pelo botão “curtir” é um gatilho para que artistas com a mesma ética

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do “faça-você-mesmo” e do multi-disciplinar consigam crescer via Internet.

espécie de cultura pós-Lost que acabou sendo implantada na geração Y.

A web é a maior loja de discos que existe, tornando praticamente impossível para um artista ser efetivamente original. A vida se tornou tão virtual que não é muito difícil imaginar, por exemplo, a combinação de dois gêneros já existentes – o que torna tamanha visão multi-disciplinar quase um pré-requisito na hora de fazer música. Para conquistar a audiência na Internet, é preciso ser uma fonte infindável de uma narrativa própria capaz de comportar várias plataformas. Nesse sentido, o Tumblr se torna uma ferramenta e tanto. A produção de conteúdo é a chave na criação de sua história virtual, que combina vídeo, música e visuais para estimular os ávidos moleques entusiastas de arte que perambulam o espaço virtual. Mas apenas ter um pacote com essas mídias não é o suficiente para que um disco de MP3 conquiste a blogosfera. O The Weeknd mostrou que o ingrediente especial em 2011 era outro: o mistério. Foi uma mitificação criptografada, segredos, camadas, quase uma

Quem também aderiu ao mistério foi a dupla Cults, que começou a carreira lançando singles sem informações sobre seus integrantes – os primeiros shows eram anunciados como apresentações de bandas de garotas estilo anos 50 sob nomes fictícios. Outro exemplo: antes de decidir se tornar um pop star, o produtor de dubstep James Blake se tornou um queridinho da blogosfera, sendo uma fonte obscura de explorações eletrônicas das mais inusitadas. Ainda outros, como o influente produtor Burial, ou a banda de indie rock Wu Lyf, simplesmente se negavam a aparecer na mídia, fosse dando entrevistas ou declarações e, até mesmo, negando-se a fazer apresentações ao vivo. O coletivo de rap Odd Future talvez seja o maior e mais bem sucedido exemplo desse tipo de fenômeno “do Tumblr ao estrelato”. Ao se negar a revelar a identidade de Earl Sweatshirt, um de seus melhores rappers, eles tornaram uma questão cada vez mais irresistível e curiosa.


The Weeknd incorpora elementos de mistério ao postar conteúdos enigmáticos em suas redes sociais.

Para conquistar a audiência na Internet, é preciso ser uma fonte infindável de uma narrativa própria. A produção de conteúdo é a chave na criação de sua história virtual, que combina vídeo, música e visuais.

O apelo de The Weeknd Durante alguns meses após o lançamento da mixtape “House of Balloons”, ninguém sabia nada sobre o The Weeknd. Disponibilizado para download gratuitamente, o disco instantaneamente conquistou a crítica e foi aclamado por centenadas de blogs e zines. Ao enfatizar o estabelecimento de um “clima” através da música, o lançamento é uma espécie de depravação da área VIP. Sexo, drogas e bebidas parecem ser sua razão de existir, algo comum na temática de Kanye West e Drake, por exemplo (o último, aliás, teve quatro músicas de seu último disco produzidas pelo The Weeknd). Seu ritmo lento e multi-referencial – quase que alinhado ao chillwave e glo-fi – fez com que o som fosse logo absorvido por uma exigente e super-conectada audiência. Porém, grande parte desse sucesso veio da ocupação feita por ele das plataformas virtuais. No Tumblr, Twitter

e Facebook, o canadense que depois revelaria ser Abel Tsfaye postava conteúdos enigmáticos, fossem eles textos, símbolos como “XO”, fotos obscuras e distorcidas do próprio Abel, ou vídeos com imagens que pareciam retiradas de alguma revista Vogue antiga. Como dito em 2011 por Sean Fennessey, do Village Voice, o The Weeknd deu um curso de mestrado sobre como construir e estimular um apelo à molecada cool através da Internet. São pequenos sinais visuais e sonoros que, quando aparecem, já nos levam a pensar “Ah, estou vendo algo criado pelo The Weeknd”. A história de Abel Tsfaye está sendo contada através da linguagem Tumblr e é crucial que cada peça dessa narrativa se desdobre por meio do universo que o artista criou para si mesmo – um mundo cheio de mistério e, logo, instigante e curioso. Esqueça que o som brilhantemente joga o R&B num caldo cheio de elementos de música eletrônica, ambiente, chillwave, dubstep e hip-hop. O grande trunfo do The Weeknd está na habilidade em manipular as engrenagens no complexo e labirintístico mundo das redes e conexões da cena online. ■


clubland

por joão anzolin

Fotografia: Divulgação

Ficha técnica Nome: Club Vibe Endereço: Rua Des. Motta, 2311, Curitiba, Paraná Capacidade: 450 pessoas DJs residentes: Aninha, Jeje, Gromma, Mario Deluca e Gustavo Bravetti Quem já passou por lá: dOP, Green Velvet, John Digweed, Jamie Jones, Lee Curtiss, Hernan Cattaneo, Layo & Bushwacka

vibe club

Como poucos no país, o club curitibano consegue manter a qualidade sonora e leva até o público o que rola de mais atual na música eletrônica Um dos maiores desafios para os clubes brasileiros é manter, ao longo do tempo, um bom padrão de qualidade artístico. Criar uma identidade própria mantendo um público cativo é uma tarefa difícil, principalmente em um cenário tão sujeito a modismos e oportunismos como o entretenimento noturno brasileiro. Por este motivo tantos clubes não conseguem se manter abertos por muito tempo, ou alteram os conceitos e propostas que tinham quando inauguraram. O clube curitibano Vibe é um dos melhores exemplos brasileiros de como se manter bem posicionado mesmo com o passar dos anos. Inaugurada em 2001, a casa já nasceu com um desafio: suprir uma lacuna então aberta na noite curitibana, que havia acabado de perder Rave e Legends, clubes pioneiros na cidade. O conceito era diferente do proposto por seus antecessores – assim como o próprio cenário eletrônico, que também havia mudado muito. Assim, a Vibe abriu as portas como um clube com capacidade menor do que a usual para a época, com a ideia principal de levar bons DJs para um grupo pequeno, mas muito envolvido com a música. A cabine do DJ, muito próxima da pista, contribuiu para o sucesso quase que imediato alcançado. Logo nos primeiros anos, DJs como Hernan Cattaneo e a dupla Layo & Bushwacka foram responsáveis

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por sets lendários, assim como dezenas de DJs brasileiros. Desde a sua abertura a casa noturna passou por diversas reformas, a principal em 2010. Depois de cerca de um ano fechado, o local reabriu em junho daquele ano com muitas novidades estruturais. O segundo andar com uma varanda (área de fumantes), uma pista em nova disposição e um teto repleto de globos de LED foram os responsáveis por dar cara nova ao clube. A programação da “nova Vibe”, no entanto, se propôs não apenas a manter a aura dos melhores períodos da casa, como se esforça já há quase dois anos para manter o público de Curitiba a par das sonoridades mais atuais dentro de diversos estilos da eletrônica. Graças a parcerias com selos locais e clubes como o D-Edge, a Vibe traz atrações internacionais de peso todos os meses – em alguns casos, com periodicidade semanal. Para 2012, o clube pretende seguir apostando na fórmula que faz dele há quase 11 anos um dos mais tradicionais e respeitados redutos da boa música eletrônica no país. A programação de fevereiro conta com Subb-Ann no dia 3 e a festejada dupla Wolf & Lamb na noite do dia 24.■


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review

por fabio spavieri

Fatboy Slim

Fotografia: Augusto Mestieri e Gabriela Schmidt

Ellen Allien

Creamfields Brasil 2012 A segunda edição brasileira do festival, que rolou em Florianópolis, só confirma o sucesso do label inglês que há 15 anos faz o mundo dançar Sob comando da produtora Industria E, de São Paulo, a Creamfields Brasil aconteceu em 21 de janeiro no Stage Music Park, em Florianópolis. Mantendo o formato de 2011, as atrações foram divididas em duas tendas: Main Stage e o Cream Arena Devassa. O Main Stage tinha como headliners os consagrados Paul Van Dyk e o inglês Norman Cook aka Fatboy Slim. Ask 2 Quit e Life is a Loop defendiam o lado nacional. Já a Cream Arena comportou o lado mais underground da música eletrônica, com destaques para Ellen Allien, Reboot, Tiefschwarz e o número 1 do mundo segundo o conceituado site Resident Advisor, Jamie Jones. Pontualmente às 18h foram abertos os portões e o público foi chegando gradativamente. Rafael Yapudjian e moi abrimos o festival, ainda sob o calor e o sol que reinou na semana que precedia o evento. No Main Stage, o primeiro artista a levantar o público foi o trio Ask 2 Quit, dos DJs Leo Janeiro e Marcelinho Cic com o VJ Vagalume. Música para pular! Outro trio, Life is a Loop, surgiu em seguida. Queridos na região e com uma legião de fãs, fizeram a alegria dos presentes, que a essa hora, eram muitos. Put your hands up – parte 1. No Cream Arena, Mau Mau representava o Kings of Swingers, com sua famosa apresentação put your hands up – parte 2. Logo depois, a DJ,

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estilista e dona de gravadora Ellen Allien foi a grata surpresa da noite, com um set impecável. Jamie Jones e sua house music com groove na medida certa, fez as belas garotas presentes dançarem como se deve. E, finalmente, Reboot e Tiefschwarz seguiram o line-up, passeando do house ao techno. Voltando ao palco principal, Paul Van Dyk acelerou os beats com sua tradicional base trance e techno, mais as famosas camadas melódicas, fazendo o que todos esperavam. As belas integrantes do projeto Nervo, da Austrália, até então inéditas no país, entraram no palco com um sorrisão no rosto. Miriam e Olivia Nervo (a garota do cocar) são gêmeas, e também são conhecidas por serem as queridas do David Guetta. Elas não deixaram por menos e aliaram simpatia e música como poucos. Put your hands up – parte 3 e final – ficou a cargo de um artista do qual tenho muito respeito. Norman Cook, o inglês querido, amante de futebol e da nossa cultura, já teve banda (The Housemartins) na década de 80 e fez hits de house na década de 90 (Double Trouble). Mas só estourou em 1998, com o álbum “You’ve Come a Long Way, Baby”, lançado sob o codinome que o consagraria, Fatboy Slim. Solitário no grandioso palco, sob mil efeitos de luzes e laser, soltou a sua mistura de house, acid, funk, hip-hop, electro e techno, segurando

a multidão até às 5h30, quando o palco principal fechou e o público (que ainda era muito) migrou para o Cream Arena. Agora preciso defender algo que sempre digo: “DJ bom é DJ velho, nascido na década de 70 ou antes”. Sabe por quê? Porque este profissional cresceu ouvindo funk americano, disco, house music, rock inglês, punk rock e acompanhou o boom da música eletrônica, ou seja, ele é uma enciclopédia viva e tem know-how para se adaptar a qualquer música, ou mesclar aquilo que lhe convém. E, para finalizar, Layo e Bushwacka fizeram isso com maestria. Mais do que isso, acompanhados das Nervo, fizeram as 4 000 pessoas ferverem (literalmente) até 8h da manhã. Melhor encerramento, impossível.■

line-up Main Stage Rafael Yapudjian Friendship Ask 2 Quit Life is a Loop Paul Van Dyk Nervo Fatboy Slim

Cream Arena Spavieri Southmen Kings of Swingers Ellen Allien Jamie Jones Reboot Tiefschwarz Layo & Bushwacka


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internet

por joão anzolin

Imagens: Divulgação

A Primeira Grande Guerra Virtual No dia 18 de janeiro, milhares de sites – como o Wikipedia – entraram fora do ar numa espécie de greve virtual. O protesto era contra os projetos de lei norte-americanos SOPA e PIPA, que propõem aplicar na Internet mecanismos similares aos da censura. Domínios como o famoso site de compartilhamento de mídias Megaupload foram tirados do ar, e em resposta, hackers atacam sites do governo norte-americano e de empresas privadas. O que está acontecendo?

O ano de 2012 mal começou e já em seus primeiros dias o mundo se vê diante de uma disputa de dimensões globais. É uma batalha inédita – mas não por isso menos polêmica e danosa –, e que para muitos é considerada como a “Primeira Grande Guerra Virtual”. Se você ainda não sabe do que se trata, provavelmente as palavras SOPA e PIPA não lhe dizem nada além dos seus corriqueiros e tradicionais significados na língua portuguesa. Mas acredite, se você se encaixa neste perfil, definitivamente não é um bom sinal. Mais do que apenas classificar os acontecimentos recentes do início do ano como uma legítima guerra ou não, ou fazer trocadilhos infames com as siglas mencionadas acima (repare: as palavras estão grafadas em letras maiúsculas), a verdade é que a Internet como a conhecemos – e, principalmente, como a utilizamos – nunca esteve tão em evidência nas pautas governamentais, e principalmente na do governo dos Estados Unidos. Toda a polêmica envolvendo essas siglas e as consequentes discussões têm origem em coisas rotineiras, que imensa maioria das pessoas faz todos os dias na atualidade: um simples acesso à Internet para ler textos ou ouvir uma música vai de encontro ao centro destes debates. Pois bem: PIPA é a abreviação para uma lei não aprovada, mas que estava em discussão no

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Senado Americano. Vem de “Protect IP Act”, algo como Lei de Proteção do IP (IP é outra sigla, para Internet Protocol, e que basicamente consiste em um sistema de codificação de sites que tem como função localizá-lo dentro da rede). A ideia por trás desta lei é criar mecanismos que permitam às autoridades norte-americanas controlar os acessos a determinados sites, através da identificação dos seus IPs, retirando-os do sistema padrão da web. Já SOPA é a abreviação para “Stop Online Piracy Act”, que em português é algo próximo de Lei de Combate à Pirataria Online. O objetivo dela é muito semelhante ao da PIPA, ou seja: controlar os sites que os usuários da Internet nos Estados Unidos podem acessar. Através de diversos mecanismos, essas duas leis impediriam substancialmente o acesso a diversos sites, e implicariam em penalidades aos seus mantenedores e apoiadores. Mais do que isso: desencorajariam a criação de novos sites, blogs etc. É através deste tipo de ferramenta que regimes como o do Irã e da China instituíram a censura à Internet em seus territórios. Mas, por que tanta ânsia por controle e o que exatamente motivou a proposição dessas leis? A resposta está dois parágrafos acima: o acesso que as pessoas têm às músicas, filmes, livros e mídias em geral na world wide web e que, como é de senso comum, incomoda cada vez mais as grandes corporações que vivem do e lucrem com

o entretenimento. Quais seriam elas? Emissoras de TV, gravadoras de música, estúdios de cinema, editoras de livros e várias outras. Gigantes como Disney, Universal, Paramount, Sony e Warner Bros. foram algumas das empresas que assumidamente apoiaram a proposição dessas leis, o que significa um lobby de alguns milhões de dólares para que ambas sejam aprovadas. Ambos os projetos de lei tramitavam no Senado e no Congresso norte-americano desde 2011 e seriam votados no começo de 2012. O impacto da aprovação deles no dia-a-dia da Internet teria proporções gigantescas não só nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro – considerando que o país da América do Norte sedia os principais personagens da rede, como o Google, e é o maior mercado do mundo. Isto porque, ao digitar em um site de buscas o nome de uma música (ou um álbum, um livro ou um filme), os resultados provenientes de sites considerados infringentes aos direitos autorais simplesmente não apareceriam. E mesmo que se soubesse o endereço, o acesso a ele seria possível, mas dificultado.

O que isSo significa na prática? Sob a ótica dos apoiadores da lei, a mera proteção aos direitos autorais. No entanto, as dúvidas e os problemas sobre quem e como se decidiria o que exatamente viola esses direitos, faz com que se


tenha na prática uma situação muito próxima à censura. Não é difícil imaginar que com essas leis seria extremamente fácil concentrar nas mãos de poucos personagens a distribuição não apenas das mídias em si, mas também da própria informação que gravita ao redor dela. Imagine a situação hipotética de um blog ser considerado um violador dos direitos autorais por disponibilizar informações sobre certo músico: ninguém poderia ter acesso a ele, enquanto que a gravadora do artista deteria a exclusividade da divulgação daquele material. O princípio desse controle viola o próprio princípio livre e aberto da Internet, e dá margem a inúmeros cenários nos quais se controla cada vez mais ao que as pessoas podem (ou melhor, devem) ou não ter acesso. Pior: a imposição desses mecanismos criaria inúmeras redes paralelas, diminuindo consideravelmente a segurança (já polêmica) da rede. Antes mesmo que os projetos fossem votados, o que se viu foi uma mobilização rápida e que atingiu proporções globais. Se as votações diziam respeito somente aos Estados Unidos, os seus efeitos teriam consequências mundiais. Google, Facebook, Wikipedia e WordPress foram alguns dos nomes que se levantaram contra as proposições legais. E o que se viu foi um protesto virtual nunca antes visto: milhares de sites, dentre eles o Wikipedia, entraram fora do ar durante as 24 horas do dia 18 de janeiro. Foi uma espécie de “greve virtual”, que surtiu efeito imediato: os projetos foram retirados da pauta de votação, e a Casa Branca declarou que se tratavam de leis potencialmente prejudiciais à liberdade de expressão. Guerra terminada? Nada disso. Uma semana depois da retirada das proposições de leis, veio a represália: inúmeros sites de compartilhamento de mídias como o Megaupload, Mediafire e Torrente.Org se viram em meio à problemas com autoridades norte-americanas. Alguns deles, como o Megaupload, foram tirados do ar. Outros tiveram seus proprietários presos ou convocados pelo FBI para prestar esclarecimentos; diversos outros modos de coação e pressão foram colocados em prática. A resposta dos defensores da Internet livre foi imediata e veio através do

Anonymous, espécie de “fraternidade” mundial de hackers: ataques a centenas de sites de entidades governamentais norte-americanas, bem como de associações de protetores de direitos autorais. Todo o acervo de discos e a filmografia de 2000 a 2011 de propriedade da Sony foi disponibilizado para download gratuito pelos “anônimos” hackers, que a cada dia prometem novos ataques.

E a música, como fica em meio ao tiroteio? Considerando que uma das principais bases da criação e circulação musical hoje é a Internet, e que o tráfego da informação relacionada à música foi alvo de uma revolução graças à rede, não é difícil concluir a dimensão dos prejuízos que essas tentativas de censuras podem causar ao mundo da música em detrimento do benefício de um pequeno grupo de instituições privadas, que estão preocupadas antes de mais nada apenas com o aumento do seu próprio lucro. Tratando especificamente da música eletrônica, que tem a sua história e dinâmica quase que confundidas com a própria trajetória da Internet, tal prejuízo ganha proporções catastróficas. Ataques, represálias, combates, grandes montantes de interesses e de dinheiro envolvidos, governos, conspirações, empresas, censuras, discussões, debates, polêmicas. Estão presentes quase todos os ingredientes de uma guerra tradicional aqui. Sem o uso de armas de fogo, químicas ou exércitos militares, mas carregada não só de palavras e principalmente de significados que sempre foram comuns aos antigos conflitos entre países, nações ou povos. Imaginar que uma bomba atômica poderá ser substituída brevemente por meios de destruição em massa virtual mostra o quão real e tangível se tornou a Internet, ou o quão virtual se tornou a nossa realidade. ■ • Quando você chegar ao fim desta matéria, certamente inúmeras outras batalhas terão se desenrolado na “Primeira Guerra Virtual”. Mas se conseguiu ler, é um sinal de que sua defesa da liberdade de expressão ainda é maior do que a vontade de miná-la!


CARNAVAL 2012 DAY & N I G H T C LU B ANGRA DOS REIS | BRASIL

SUNSET 16h

NIGHT PARTY 23h

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RODRIGO VIEIRA

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mora

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Ilha de Cunhambebe Mirim - Angra dos Reis - RJ Informações 24 3363 . 2006 | 24 9236 . 5192


CARNAVAL 2012

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guiboratto

DANIEL KUHNEM

apresenta

MARIO FISCHETTI NALAYA [Ibiza vocal live] FELIPE ASSAD

apresenta

MEZZANOTTE A MEZZOGIORNO

ANDRÉ MARQUES E CONVIDADOS

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INFORMAÇÕES 22 2620.8585 | 22 8819.0465 ORLA BARDOT - AV. JOSÉ BENTO RIBEIRO DANTAS, 550


carlo dall anese

How to be a better DJ E os famosos que viram DJs? As nossas queridas DJs mulheres Um tema que frequentemente gera polêmica é a competência das DJs mulheres. Afinal, algumas delas são mesmo talentosas ou apenas usam a imagem para ter sucesso? Depende, e é claro que em qualquer um dos casos isso pode ser verdade ou mentira, correto ou incorreto. Há uma certa ignorância de muitos DJs homens ao dizerem: “essa aí só consegue gigs porque é gostosona”. Existem, sim, excelentes DJs mulheres em nosso país, e diga-se de passagem, pelo preconceito natural que elas sofrem, acabam se esforçando muito mais e são melhores do que muitos top DJs machões por aí. Todo mundo sabe que no meio artístico beleza é uma coisa importante, e mesmo sem ser algo imprescindível, ajuda muito nesse mercado. Vivemos num mundo em que status social, roupas, carros, dinheiro e beleza pesam cada vez mais na balança. Contudo, se uma pessoa é feia, não será necessariamente uma fracassada, e ser bonita não trará sucesso na certa. O equilíbrio das coisas é fundamental: a imagem faz parte do “pacote” que o artista/DJ quer vender, e, sinceramente, não faria sentido uma mulher DJ, sendo ela talentosa ou não, andar desarrumada e esculachada. Isso não a ajudaria nem na profissão de DJ, nem em qualquer outra. Por isso, acho sim que as mulheres, bonitas ou não, devem se aproveitar do atributo da beleza feminina e usar isso a favor delas mesmas. Se forem boas de pista, talentosas como DJs e, além disso, lindas, isso pode ajudá-las, e muito! O que não adianta é apenas usar a imagem “periguete/gostosona” (como algumas por aí) e achar que isso, por sí só, vai resultar em bookings. Por parte dela, isso é um tremendo oportunismo e descomprometimento com a verdadeira essência da profissão, além de ser uma enorme ignorância do contratante.

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Sempre me perguntam sobre isso (é realmente um assunto polêmico!). Mas por que polêmico? Por um motivo muito simples, que alguns DJs não se deram conta: as pessoas em geral querem estar perto dos famosos, tirar fotos, ver, pegar, o que for... e consequentemente, quando um famoso vira DJ, é uma oportunidade de ouro para o público estar perto dele. Se é um famoso que, além disso, é admirado e respeitado, é aí que a parada fica dura mesmo, e o resultado disso é frustrante para os verdadeiros DJs: os caras acabam vendendo ingressos, dando dinheiro para o club, e o pior: tomam o lugar de um real DJ. Mas... é assim mesmo que as coisas acontecem? Nem tanto. O mercado está mais maduro, as pessoas mais conscientes e o “bate-carteira” dos famosos já não é tão eficiente. Com sua seleção natural, o darwinismo está dando conta do recado. Não é justo também criticarmos pessoas que se tornaram bons DJs e, por coincidência, também são (ou eram) famosos – existem, sim, caras esforçados e muito talentosos. Podemos citar alguns DJs de respeito como o André Marques, do Video Show, Raul Boesel e João Lee (filho da Rita Lee). Oportunistas vão existir sempre, em qualquer profissão, e o mercado vai ser sempre uma eterna batalha entre o bem e o mal, assim como entre real DJs e oportunistas. Quem é quem nesse jogo? Quem somos nós para julgar? Que vença o melhor!

“Sim, parecia improvável, mas o público está enchendo o saco de tanta chacota. Isso ficou bem claro em minhas gigs nesses últimos meses – o ciclo se completa e as pessoas estão retornando à música de qualidade.”

A luz no fim do túnel

Não sabe como produzir?

Sim, parecia improvável, mas o público está enchendo o saco de tanta chacota. Isso ficou bem claro em minhas gigs nesses últimos meses – o ciclo se completa e as pessoas estão retornando à música de qualidade. Falei em comentários no passado que o mercado estava muito comercial, cada vez mais difícil de tocar músicas que não fossem comerciais. Contudo, falei também da importância do underground e de que tudo é um ciclo. Portanto, está aberto o início do ciclo da música de qualidade que, é claro, vai sempre conviver (e brigar!) lado a lado com a chacota, disputando sempre a preferência do público, que está mesmo abrindo os olhos: apesar de este ser um verão em que big mainstream names fizeram a festa em nosso país, também é um em que nomes de qualidade estão bombando os clubes e tendo a preferência! Meu set ficou mais solto, sinto-me cada vez mais confortável em “sentar o dedo”. Faço aqui um apelo: DJs, toquem o que vocês acreditam ser de qualidade, e verão que o público não é tão cruel quanto parece!

Em fevereiro está de volta a série “Simple Logic”, em que eu e Diego Logic damos a iniciação em produção musical no software que dá nome à série. O curso é gratuito, composto de episódios rigorosamente divididos por temas e que seguem uma sequência de aprendizado. O melhor? É de graça, em vídeo e no Youtube, pelo canal www.youtube.com/agenciabside.

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Uma série de outros tutoriais estarão disponíveis também para usuários do Traktor e demais equipamentos de DJ e produção. Se quiser fazer um curso presencial, com aulas particulares ou em grupo, consulte o www. djsescola.com.br. É com certeza o melhor curso do Brasil para DJs, VJs e produtores.

*Carlo Dall Anese discoteca há 23 anos, é músico e produtor musical. Atualmente figura entre os 10 melhores DJs do Brasil.


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supernova

Fotografia: Divulgação

Thiago Guiselini Sócio e criador do Soul.Set – label paulistano que une pôr do sol, house music e as vertentes que influenciaram o estilo –, Thiago Guiselini segue em destaque em São Paulo. Ele é conhecido por seguir muitas linhas do house e segue, principalmente, por caminhos deep, com traços de nu disco, soul, nu jazz, techno e minimal. Thiago é nome certo em importantes casas da capital paulista como Sonique, D-Edge, Museum, Hot Hot, Pink Elephant e Kiss and Fly. No início da carreira profissional, em 2001, conquistou a primeira residência no Club Ocean Drive. Desde então, não parou mais: em 2004 venceu o campeonato “Colcci DJ Contest”, organizado pela grife em parceria com a Ricardo Guedes DJ School e o Villa Jardim Club, onde também foi residente por um ano. Atualmente, Thiago soma residências no Sundaze92 e na Soul.Set. soundcloud.com/thiagoguiselini

Garance Com pouco mais de seis anos de carreira, a DJ e produtora suíça Garance chamou a atenção em sua cidade-natal, Genebra, regiões vizinhas e agora aqui no Brasil. Por lá, a jovem dividiu as cabines com renomados artistas como Troy Pierce, Kollektiv Turmstrasse, Mendo, Solal de Gotan Project e Dubfunk. Durante o último verão europeu, esteve no comando dos concorridos Milk-Klub, Kab de l’Usine e dos festivais MJF-Studio41 e Overground Festival. Já em terras tupiniquins, recentemente esteve no D-Edge, Dama de Ferro, Café de la Musique, NoMuro e KoKoon Beach Club. Inspirada por artistas alemães e suíços, ela segue linhas deep house, tech house e deep techno, e como produtora lançou faixas próprias ao lado dos parceiros diSoul (Dyami Records) e Dubfunk (Audiotherapy – Global Underground). Em dezembro de 2011 seu remix da música “Forget Barcelona”, de Marco Cuba, foi lançada pelo In4mation Records. soundcloud.com/djgarance Fotografia: Makbix

Gui Ramos Natural da cidade de Blumenau e radicado em Balne��rio Camboriú, o catarinense Gui Ramos já se interessava por música eletrônica desde cedo. Frequentador de grandes clubes e festivais, Gui, além de ser formado pela curiosidade, traz na bagagem o diploma da Academia Internacional de Música Eletrônica (AIMEC-BC). Seus sets têm uma base microhouse, mas imprimem influências de nomes como Ricardo Villalobos, Zip, Âme, Dixon, Cassy Britton, Matthew Dear, Margareth Dygas, Luciano, Jay Haze e Isolée. Atualmente, Gui Ramos tem sido destaque no Garden – conceituada pistinha do Warung, além de marcar presença em festas como Parador Beach Club, Santidade e Japa Temakeria. soundcloud.com/guiramos

ss

Neologic Formado pelos irmãos Eduardo e Rodrigo Menezes, o Neologic explora novas tendências. Sua marca registrada é a mistura de basslines fortes a melodias dançantes e alegres. Desde o início, o duo tem trabalhado mais de um estilo de música eletrônica, mas começou ligado exclusivamente ao electrohouse. Atualmente incrementa elementos de progressive e tech house, fazendo do Neologic um projeto singular. Natural do Rio Grande do Sul, os garotos fazem parte do line-up de famosos clubs e festivais do sul como Planeta Atlântida, Wish Club, Save, Finland Trend House, Café de la Musique, Maori Beach Club e Segredo. Um dos releases de destaque é o remix para a faixa Trapfield, do canadense Zuri. Eles também já lançaram pelos selos Big Fish, Big Alliance, Audioplanet, Straight Up!, LW Recordings e Royal Fetish Records. soundcloud.com/neologic

Rafael Serafini Quando a música eletrônica ainda se disseminava no estado de Mato Grosso, em 2004, Rafael Serafini começou sua trajetória. A época foi importante na carreira do DJ, que se mudou para Cuiabá quando se viu completamente imerso na música eletrônica. Passadas as primeiras mixagens, Rafael já se apresentava em um dos clubs de maior destaque da cena mato-grossense, o Floor. Hoje seus sets de tech e deep house são vistos com frequência no club Garage, onde é residente – cabine que já dividiu com nomes como Richie Hawtin, Laurent Garnier, Derrick Carter, Anthony Rother e DJ T. Em 2010 o reconhecimento do público ficou evidente, quando Rafael ganhou o prêmio de Melhor DJ de Cuiabá pelo site especializado Factóide, o mais reconhecido daquele estado. soundclound.com/rafaelserafini

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capa

por gabriela loschi

The Sound of America Soul Clap e Wolf + Lamb estão à frente do movimento que trouxe vida nova à house music

Falar da música eletrônica atual e não levar em conta as produções e remixes de Soul Clap ou os releases do selo Wolf+Lamb é como olhar para o rock dos anos 60 sem considerar o legado inovador deixado pelos principais artistas da época, salvo as devidas proporções. Os quatro produtores encabeçam o movimento que trouxe vida a uma música eletrônica que começava a seguir um caminho de batidas fáceis e explosivas – a uma cena acusada de estar demasiadamente pop e comercial, especialmente no seu país de origem, os Estados Unidos. Se o som do futuro traz melodias antigas com grooves e batidas atualizados, encaixados em BPMs mais baixos, é isso o que Charles Levine e Eli Goldstein, os dois garotos de Boston que criaram o Soul Clap, fazem agora. E se um selo inovador é aquele que estimula seus artistas a remarem contra a maré e produzirem coisas novas, é essa a filosofia dos novaiorquinos Zev Eisenberg e Gadi Mizrahi, produtores, empresários, donos da marca e identidade do Wolf+Lamb – selo que é o coração de um grupo o qual todos se referem como família, uma comunidade formada por nomes como Nicolas Jaar, Deniz Kurtel, No Regular Play, Lee Curtis, Seth Troxler, Pillow Talk e Slow Hands. Eles são a nova geração de produtores norte-americanos que está desconstruindo o cenário. É impossível falar de um sem lembrar do outro. WL criou as condições, SC deu a voz. Além de parceiros profisisonais, são melhores amigos, e não teria melhor momento para conversar com o quarteto, já que eles vêm ao Brasil pela primeira vez em fevereiro (confira as datas no box) e estão cheios de novidades que prometem injetar ainda mais ousadia à cena em 2012, entre elas o primeiro álbum do Soul Clap, a ser lançado em abril. Eles falaram sobre esses e outros assuntos com a House Mag, e mostram tanta autenticidade nas respostas quanto em suas apresentações e produções. ►

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Fotografia: Divulgação

“Sempre digo que em vez de nos enviar demos, uma pessoa que não conhecemos pessoalmente deveria criar seu próprio grupo. Acredito muito nos laços de uma comunidade. Nosso selo é muito mais do que lançar músicas, temos uma sintonia muito forte”, diz Zev, do Wolf + Lamb

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Gadi (esquerda) e Zev

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WOLF + LAMB Como vocês se conheceram? O que mudou de quando começaram a fazer música até hoje em dia? Gadi Mizrahi Numa house party há mais de 10 anos. Começamos a falar sobre música e nos tornamos melhores amigos. Zev Eisenberg Tocávamos muito mais techno, usávamos mais drogas, éramos novos, tínhamos mais energia para dançar e ficar acordados a noite toda, mais paciência para loops repetitivos. Mas depois de um tempo esse tipo de música não nos completava mais, então mudamos para uma linha mais melódica, sexy, devagar. Existe a consciência de vocês, com o selo Wol+Lamb, terem criado um novo conceito para a música eletrônica? Gadi Não acho que realmente houve decisões conscientes. Zev e eu estavámos mesmo cansados de alguns tipos de som e procuramos algo que nos completasse, como disco, R&B e hip-hop. O Soul Clap caiu como uma luva, pois eles estavam trazendo sons dos anos 70 e 80 de volta, com roupagem moderna. Quando lançamos seus primeiros remixes, de “Conscious” e “Love Light”, tudo se encaixou naturalmente. Mas não sabemos o quanto nosso trabalho poderá afetar a indústria, pois tudo o que queremos é continuar empolgados para fazer música. Nossa personalidade é de nos cansarmos rápido das coisas, por isso estamos sempre mudando. O Marcy Hotel, criado por vocês em Nova York, é tido como o melhor club underground da cidade, mas as festas lá não são mais comandadas por vocês. O que houve? Zev É um local muito especial e realmente underground, bem escondido, para quem realmente quer encontrá-lo. Desde 2005 fazíamos uma festa por mês lá, mas infelizmente há um ano perdemos o espaço de fora e isso limitou muito o número de pessoas. Acabamos fechando o Marcy oficialmente para business. Mas ainda acontecem festas esporádicas lá, fechadas para pouco público, por causa do espaço. Gadi E também pois desde que mudamos para Miami, no inverno, nosso foco passou a ser administrar o Marcy para nossas produções e o selo. Como está a residência no Electric Pickle em Miami? E o estúdio, está mais lá ou no Marcy? Gadi O Electric Pickle é nosso clube preferido de Miami, tocamos uma vez por mês e trazemos artistas do nosso selo e do mundo, como Crazy P. Construímos o estúdio na nossa casa, mas ainda mantemos algumas coisas em NY. Poucas, pois o tempo todo compramos e vendemos novos equipamentos. Lá temos apenas um Roland SH101, um Yamaha X-11, poucas coisas fixas.

Wol+Lamb e seus segmentos se tornou um dos principais selos do mundo. Como é fazer parte dessa família? Gadi Fazer parte do selo é algo natural. São amigos ou amigos de amigos que formam uma família, pois fazemos turnês juntos e saimos juntos, então tem que bater um sentimento forte entre todos. Zev Sempre digo que ao invés de nos enviar demos, uma pessoa que não conhecemos pessoalmente deveria criar seu próprios grupo. Acredito muito nos laços de uma comunidade. Nosso selo é muito mais do que lançar músicas, temos uma sintonia muito forte. Vocês sempre encorajam produtores a criar coisas novas. O quanto interferem no processo de criação? Gadi A coisa mais importante é criar algo completamente diferente sempre. Mesmo que o release tenha sido um enorme sucesso, no próximo é necessário mudar completamente. Isso faz parte da nossa personalidade e é assim que inovamos sempre. As pessoas estão se interessando mais por música eletrônica hoje em dia. Vocês acreditam que está nascendo até mesmo um underground mais pop? Zev Como a pop music está se tornando mais eletrônica, as pessoas estão escutando mais dance music. Isso já aconteceu no começo dos anos 00, é um ciclo. O que acontece é que, e essa é minha teoria, eu acredito que as batidas mais escuras foram para uma época mais obscura, na época do 7 de setembro, por exemplo. Hoje, apesar da crise, as pessoas estão com mais esperança e querem ser felizes. Isso se reflete no som. Por isso mais vocais, melodias, brilho. Coisas que alguns anos atrás poderiam soar como chacota, hoje é o que as pessoas querem ouvir. Mas ainda assim a música eletrônica de um modo geral é completamente underground, pois pega uma ínfima parte de todo o mercado da indústria fonográfica. Sobre as novas leis anti-download. Elas vão afetar o Wolf+Lamb de alguma forma? Zev A maior parte do nosso dinheiro vem das tours. A venda das tracks é um complemento, mas com uma gig o artista supera esse dinheiro. Então acho difícil que afete o mercado musical, ao menos o nosso, que é tão pequeno. Quais são os seus grandes projetos para 2012? Gadi Lançar álbuns. Temos o do Soul Clap, que é um grande projeto nosso deste ano. Deniz Kurtel voltou para nossa família e, depois de lançar o último álbum pela Crosstown, está fazendo um completamente diferente. Também vamos ficar durante um mês na estrada com ela, estamos bem empolgados. E, claro, nossa primeira gig no Brasil, para a qual estamos super animados. Espero que o público goste, pois queremos muito conhecer o país de vocês. ► www.housemag.com.br

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“Coisas que alguns anos atrás poderiam soar como chacota, hoje é o que as pessoas querem ouvir”, avalia Zev

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SOUL CLAP Como vocês entraram para a família Wolf+Lamb? Eli Goldstein Há três anos enviamos nossas edições pra eles. Quase ninguém estava fazendo isso, e eles procuravam um mix entre pop music e disco, com house e techno. Fomos tocar no Marcy Hotel e nos tornamos cada vez mais próximos. Com eles não sentimos que estamos trabalhando. É como sair juntos e nos divertir. Charles Levine Temos muita sorte de ter encontrado o Wolf+Lamb, pois pudemos desenvolver o som que sempre sonhamos para nós, trazendo funk e hip-hop para as produções. Eles sabem como potencializar nosso talento ao máximo. Existe a vontade de criar um selo do Soul Clap? Como seria? Eli Queremos criar nosso próprio selo para trazer produtores novos que talvez não encaixem na W+L ou outros labels, assim como dar espaço para artistas mais consolidados experimentarem novos caminhos. E também lançar nossas músicas, talvez no fim do ano ou ano que vem. Charles E é difícil ter voz em Boston, então é importante que ajudemos os músicos de nossa cidade a ganharem voz mundial. Estão pensando em um live show? Eli Talvez, se tivermos tempo. Por enquanto não conseguimos preparar nada, mas temos planos. Seria como a Wolf+Lamb all star band, os artistas do label, cada um tocando um instrumento, pois só com um computador na nossa cara acho muito chato. Precisaria ter um som mais orgânico. Vocês ajudaram a criar uma nova cara para a música eletrônica. Acabam se identificando com alguma cena ou com essa nova house music que surgiu? Eli Nos últimos anos, nos esforçamos ao máximo para ir numa direção completamente diferente, pois tudo o que se torna popular começa a soar igual. Então nessa altura do campeonato não acho que temos a ver com essa nova house music. Charles O que ferrou com a cena eletrônica foi essa história das segmentações dos gêneros e a ideia de que um artista só deve fazer parte de determinado nicho. Os melhores DJs são os que tocam de tudo e conseguem permanecer relevantes por muito tempo! O que queremos é criar novas ideias para a dance music, trazendo músicas clássicas e olhando para o futuro. Mas eu acho que existe sim um movimento nos Estados Unidos que está sendo relevante para a dance music atual e os artistas da W+L estão na

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linha de frente desse movimento. Eli Dentre esses novos produtores americanos, injetando seu próprio estilo para novas fronteiras, também citaria Voices of Black, Thugfucker, Pillow Talk, entre outros. Vocês ficaram conhecidos por produzir excelentes remixes e muitas vezes dar voz a músicas meio esquecidas. O que é primordial em uma música para ser reeditada pelo Soul Clap? Eli A primeira coisa é o vocal. Não remixamos músicas sem vocal, que é de onde geralmente vem a identidade para reconstruirmos algo mais parecido com nós. Charles Concordo que deve haver identidade, mas ela pode vir da melodia também, outro elemento que precisa ser forte. Se conseguirmos fazer a música se encaixar nos nossos sets, estamos fornecendo armas para nós mesmos! Sua marca registrada é a mistura de gêneros, como hip-hop e R&B à dance music. O novo álbum terá essa fusão? Fale mais sobre o processo criativo e o que estão usando em estúdio. Eli Nós amamos o Ableton Live e experimentamos com hardwares sempre, mas normalmente construímos com softwares. Trata-se de um álbum para ouvir, mais do que pra dançar. Trazemos todas as nossas influências, de hiphop, R&B, jazz, house, drum and base a funk. Tem algumas tracks com o Gadi, do W+L, com Jules Born, do Voices of Black, Greg Paulus, do No Regular Play, com Mel Blatt, da banda All Saints. São músicas 100% originais. Charlie Eli toca saxofone, eu pego na guitarra e canto em algumas. Queremos que seja algo bem verdadeiro e com a nossa cara. Estamos usando a bateria eletrônica MFB-522, que é maravilhosa! Usamos também uma Yamaha DX-11, do hip-hop old school dos anos 90. Tem também um gadget bem bacana, o Monotron, que podemos carregar para cima e para baixo. A pergunta que não pode faltar: Como está a expectativa para tocar no Brasil pela primeira vez? Charlie Estamos muito ansiosos! Ouvimos muitas coisas boas sobre o Warung, dizem ser um lugar mágico e especial. Eli É claro que o D-Edge é também legendário, conhecido mundo afora. E somos sortudos pois a data coincidirá com o Carnaval também. Faz tempo que queremos ir ao Brasil e a hora finalmente chegou! ■


Eli (esquerda) e Charles

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“O que ferrou com a cena eletrônica foi essa história das segmentações dos gêneros e a ideia de que um artista só deve fazer parte de determinado nicho. Os melhores DJs são os que tocam de tudo e conseguem permanecer relevantes por muito tempo!”, diz Charles, do Soul Clap

ANOTE AS DATAS! 19/02 Soul Clap no Palco Ipanema do RMC, apresentado pelo D-Edge

20/02 Soul Clap e Wolf & Lamb no Warung Beach Club

24/02 Wolf & Lamb no Vibe Club, em Curitiba

O lendário Marcy Hotel sediava as festas do Wolf+Lamb

Para ler as entrevistas na íntegra, acesse o portal House Mag em housemag.virgula.uol.com.br/www/colunas, na seção de Gabriela Loschi

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lançamentos Lopez & Ave Blaste

Fabo e HNQO

Lançamento Março 2012 Selo Keep Up

Lançamento Dezembro 2011 Selo Playperview Records

Yesterday Games / NTA

Lopez é o nome artístico de três produtores Paraguaios que trabalham juntos em Assunção, e este é o 11° release que eles lançam pelo selo britânico Keep Up. Ambas as músicas do disco são em BPM baixo, além de ter uma vibração cósmica com a levada bastante funkeada. O estilo deste trabalho é bastante peculiar, sem muita definição de rótulos. No lado A, a faixa “Yesterday Games” tem batidas que lembram o hip-hop e se desenvolve com um vocal suave, pads espaciais, um synth funkeado e linha de baixo sintética que faz lembrar os anos 80. Já no lado B, a faixa “NTA” vem com batidas mais lineares como house e disco, groove nas linhas de baixo e uma boa combinação de sintetizadores, vozes e pads. Allen Rosa

Wender A. & Rods Novaes

Various Artists

Lançamento Novembro 2011 Selo Greelpound Label

Lançamento Outubro 2011 Selo Suntheca Music

As 15 tracks reunidas nessa compilação digital são trilhas sonoras perfeitas para agradáveis tardes de verão na praia! De preferência, no entardecer. Certamente combinam bem mais com isso do que com dias frios outonais, conforme possa sugerir o nome. Aperte o play e deixe rolar os beats do início ao fim, relaxe com as belas harmonias de pianos elétricos e as linhas de baixo elegantes das várias canções do “Chillhouse Café Autumn Session”, trabalho que foi lançado pelo selo Suntheca Music. Essas músicas são recomendadas para quem gosta de deep house orgânico e elegante, porém com aquele característico feeling solar que as boas músicas chillout conseguem passar. Ouça e inspire-se. Jarrier Modrow

Todd Terje

Attik

Lançamento Janeiro 2012 Selo Vinyl Factory/EMI

Lançamento JANEIRO 2012 Selo Bleep Blop Records

O norueguês Todd Terje ficou muito bem colocado dentre os “álbuns do ano de 2011” de diversos sites com “Ragysh”. Sem perder o embalo, acaba de lançar mais dois EPs, e dentre eles o favorito é “Roxy Music – Love Is The Drug”. Contendo dois remixes de Terje numa vibe completamente setentista e um baleárico-soul de Lindstrøm & Prins Thomas, é uma peça que já entra para a história de 2012 com louvor. Ter as músicas é bacana, mas legal mesmo é o vinil de 12” e 180 gramas com layout da capa baseado no original da banda, lançado sob encomenda pela Vinyl Factory da EMI. Item de colecionador. Bruna Calegari

Rodrigo Farinha a.k.a. Faraz Ponteio

Lançamento Novembro 2011 Selo Pantano Beat Records

Depois de ser citado em charts de artistas renomados, entre eles David Squillace, Rodrigo Farinha a.k.a Faraz retorna com o selo Pantano Beat Records. O artista mostra sua versatilidade ao levar a essência da brasilidade para as linhas da música eletrônica. A faixa que dá nome ao EP, “Ponteio”, é uma versão tech-house da música do clássico baião brasileiro e conceituado compositor Antônio Nóbrega. Rodrigo também traz de volta uma de suas maiores produções, “The Last Of Morricans”, baseada no grande épico orquestral do cinema composto pelo italiano Enio Morricone. A versão fez muito sucesso nas pistas e agora retorna neste novo EP. Vale a pena conferir o trabalho do brasileiro nascido em Cuiabá. Mateus B.

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Curitiba recebe uma nova força no cenário eletrônico com o lançamento do selo Playperview Records. Tendo como cabeças Soundman Pako, Fabø e o projeto HNQO, de Henrique Oliveira, o primeiro lançamento está deixando de queixos caídos todos que tiveram o privilégio de uma audição. A primeira música, “Be With You”, nasceu da parceria de Fabø com o artista londrino Lostcause. Com baixo envolvente e vocal hipnótico, deixa qualquer um na pista mais do que satisfeito. A track de HNQO, “We do It”, traz influências do hip-hop e vocal intenso. Musicalidade para os ouvidos mais exigentes. Mateus B.

Chillhouse Café Autumn Session

Roxy Music

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Connect

Jack in The Box EP

Rods Novaes e Wender A., que juntos tiveram suas faixas tocadas e charteadas por grandes artistas da cena eletrônica mundial, como Loco Dice, Timo Maas, Reboot, SIS, Gregor Tresher, entre outros, lançaram em novembro pela Greelpound Label, da Itália, o EP “Jack in The Box”. O selo vem lançando grandes nomes como Luca M, John Lagora, Mirco Violi e Michelle Owen. Neste, são três faixas: “Jack in The Box” e “Coco Bongo” na linha tech house e “Butterfly”, mais numa linha mais deep. O próximo passo do duo é lançar a faixa com o codinome “Banana Boat” pela Lapsus Music, da Itália, em dezembro. Fique de olho! Mateus B.

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Imagens: Divulgação

Cheesy Lines

“Um marco para a história da música eletrônica mato-grossense”. Foi assim que o site que é referência na área, Factóide, atribuiu o sucesso de “Cheesy Lines”, da dupla regional Attik. House music acessível, tem vocais gostosos como os da cantora Lisi Garlipp, e lembra trabalhos anteriores de Carlo Dall’Anese e Kaskade – além de também utilizar a linha de sintetizadores à la Grand Opera que lembram uma releitura trance e influências de artistas como Paul Karlkbrenner. Resultado de muita pesquisa da dupla Thiago Almeida e Hugo Dias, é um trabalho executado com profissionalismo e merece toda atenção. Bruna Calegari

Himuro Yoshiteru Our Turn, Anytime Lançamento Janeiro 2012 Selo Oilworks

No Japão existe uma grande variedade de “músicos eletrônicos” experimentais que esbanjam criatividade, produzindo grooves intrigantes e futuristas. Himuro, oriundo de Tóquio, é um desses. É simples de constatar essa afirmação, pois basta dar uma escutada com atenção no álbum “Our Turn, Anytime”, lançado pela gravadora japonesa Oilworks Records, e parar para apreciar o turbilhão de barulhinhos crocantes colocados estrategicamente nas composições dele. São 16 faixas distintas, que apresentam padrões rítmicos quebrados, zilhões de ruídos, melodias espaciais e muito trabalho de sound design com samples e sintetizadores. No geral, não é um álbum fácil de ouvir – isso, é claro, se por ventura você não estiver acostumado com batidas abstratas, glitches e uma profusão de efeitos sonoros tilintando nos fones. Jarrier Modrow


cloud ferrer

ONE HUNDRED TWENTY NINE Lançamento dezembro 2011 Selo Plugin Records

Este álbum traz de volta a era de ouro do techno, quando os produtores concebiam suas músicas com BPMs mais elevados, traduzindo a cultura underground no seu sentido mais verdadeiro. Uma das maneiras encontradas por Cloud Ferrer para produzir este trabalho foi demonstrar suas raízes eletrônicas, descritas não por palavras, mas por uma grande composição. Especialmente neste ano, que o produtor curitibano radicado em Balneário Camboriú completa 21 anos de carreira na música. ricardo lin

Paula Chalup e Audio Go Rebirth

Lançamento Janeiro 2012 Selo Progrezo Records

Envolvidos com a música eletrônica há anos como DJs, Paula Chalup e Audio Go agora lançam o EP “Rebirth”, que inclui remixes dos brasileiros Fellini, Mateus B., Diogo Bacchi e Daniel Carbo & Rodrigo Gel. A original é um tech house temperamental, borbulhando com elementos precisos e batida contagiante para a pista de dança. A interpretação de Fellini tem beats contemporâneos e atmosferas largas, trazendo a temperatura perfeita para um público sofisticado. Já Mateus B. apresenta batidas tech, cutting kick, efx e arranjos sincronizados, tudo isso com um toque dançante. Diogo Bacchi oferece uma versão funky com sólida linha de baixo e percussões, numa atmosfera balear, e a versão de Daniel Carbo & Rodrigo Gel proporciona um ambiente gordo de notas e elementos atrasados, com autenticidade, boa mix e ótimos ajustes do baixo. Mateus B.

Pillow Talk

Far From Heaven Lançamento Dezembro 2011 Selo Wolf + Lamb

PillowTalk continua a impressionar com seu corpo original de sons na Wolf + Lamb. Mestres em tecer uma variedade de estilos e influências em suas produções com vocais ao vivo, levam a momentos nostálgicos que podem ser escutadas por várias e várias vezes sem cansar. Este trio de São Francisco está se tornando rapidamente uma força prolífica na cena global. Não deixe de conferir “Far From Heaven”. Mateus B.

Pool

Game Over Lançamento Janeiro 2012 Selo 2DIY4

Sub-label da Diynamic Music, a 2DIY4 é utilizada por Mladen Solomun para lançamentos mais ousados. O selo entra em 2012 com o EP, que é encabeçado pela banda indie de Hamburgo chamada Pool. O EP conta com duas tracks originais e outros dois remixes de ninguém menos que Stimming e do próprio bossman da gravadora, Solomun. A track ‘’Game Over’’, que dá o nome ao terceiro lançamento da 2DIY4, soa exatamente como uma banda indie fugindo do som eletrônico. Como era de se esperar, a melhor faixa do EP é do croata que regressa ao Brasil em 2012 para o Carnaval – Solomun fez um remix suave e categórico. Por fim, a faixa ‘’Dont Call My Name’’ conta com um remix do também ‘’Diynamic Artist’’ Stimming. Ele dá seu toque bem particular à melodia da banda alemã, até então desconhecida por essa região. Um EP diferente que vale muito a pena conferir. Ricardo Albuquerque


opinião por bruna calegari

Imagens: Divulgação

Don’t believe the hype! (Se for possível...) o hype estava montado em torno de Jones: o peso pesado do Garden. Todos estavam excitadíssimos com a presença dele na cabine e, pensando bem, quantos chegaram a ouvir algo que viesse do moço além de uma ou duas músicas e muito burburinho? A despeito da minha opinião sobre o set, fico curiosa para saber se o amigo do amigo realmente curtiu a apresentação do “ídolo” cujo nome ele inocentemente confundia. Afinal, quando a opinião de uma pessoa é embasada pelo hype, nunca poderemos saber do que de fato ela gosta e do que diz gostar por achar “cool”.

Jamie Jones

Utilizado excessivamente nos últimos anos, hype é um termo em inglês que pode ser traduzido como “algo que dá o que falar” ou “que causa burburinho”. É considerado pelo Urban Dictionary uma estratégia de marketing bem das espertas para posicionar produtos e marcas na moda, mas é mais visto hoje como um fenômeno cultural que acontece por diversos motivos e em etapas, evoluindo dos formadores de opinião para grupinhos bem informados e então para mais e mais pessoas, até que eventualmente atinja a grande massa. Além de uma ferramenta para coerção de pessoas através do simples fator de “pertencimento” dentro de um determinado grupo ou movimento, o hype, unido à democracia digital, funciona como uma força estritamente cultural e independente que se baseia, nos melhores casos, na qualidade e inovação. Ele nada mais é do que a moda levada para tudo que envolve produtos culturais e consumo, chamando atenção por ser espetacularmente descartável. Ele sempre existiu: da brilhantina dos anos 50 ao movimento hippie. Mas nos últimos anos temos vivido uma nova forma de hype, muito mais rápida e globalizada. Hoje, com a blogosfera recheada de opiniões e resenhas ao alcance de um click, é impossível não sermos influenciados pelo

burburinho que acontece na esfera da mídia e, principalmente, dos formadores de opinião antes de darmos nosso parecer sobre um produto, uma música ou uma peça de roupa. O que acontece é que, ao invés de nos influenciarmos por nossos irmãos mais velhos, amigos descolados ou primos viajados, temos tudo isso reunido nos meios de comunicação que nos cercam, sob a assinatura de experts com credibilidade inquestionável – em grande escala. Passei por um momento transcendental que me obrigou a explorar este tema mais a fundo. Fui à noite de aniversário do Warung onde se apresentaram Damian Lazarus, Jamie Jones e Loco Dice. Estava lá eu, feliz e contente curtindo uma sonzeira entregue pelo Loco, quando um amigo de um amigo (ou alguém totalmente aleatório) vira para a nossa direção e diz com a maior empolgação: “Galera, vamos lá no Garden! Vai começar a tocar Jon Jones!”. Eu repeti baixinho pra mim mesma: “Jon Jones... Jon Jones? Como assim?”. Em alguns segundos me ocorreu que Jon Jones é o adversário que dez a cada dez pessoas querem ver no octógono lutando com o “Spider”, Anderson Silva. O que ele tem a ver com o Garden e com a animação do xará, eu não posso imaginar. Mas era certo de que

“Estava lá eu, quando um amigo de um amigo diz com a maior empolgação: ‘Galera, vai começar a tocar Jon Jones!’. Fico curiosa para saber se ele realmente curtiu a apresentação do “ídolo” cujo nome inocentemente confundia. Afinal, quando a opinião de uma pessoa é embasada pelo hype, nunca poderemos saber do que de fato ela gosta. 72

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Mas a questão é: devemos abraçar o hype ou seria ele mais uma estratégia de marketing à qual ainda não estamos imunes? Afinal, se ele cria e descria modas com um piscar de olhos, talvez seja a força motriz da cultura pop que nos cerca. Foi ele que resgatou, por exemplo, a moda anos 80 e a tendência das ecobags. No mundo da música ele ganha força por ser cada vez mais independente de gravadoras ou grandes selos, consagrando artistas como Caribou, Lykke Li, Maya Jane Coles e o próprio Jamie Jones somente através da opinião de especialistas. A música eletrônica nada seria sem o burburinho interno que é responsável por recriar estilos e confiar tendências a certos selos e produtores. Portanto é atribuído a ele tanto a transformação gradual da propaganda em algo mais pessoal, informativo e direto, quanto a transformação da própria indústria cultural em escala global. O problema é quando a embalagem supera o conteúdo ou as pessoas ficam maravilhadas por algo que no fundo desconhecem, só por acharem que serão consideradas descoladas – mas se passando por bobas, como o fã de UFC cujo brado retumbante me tocou profundamente. Se já é difícil formar uma opinião própria ou imparcial, ultrapassar o barulho que o hype faz é tarefa árdua, que demanda envolvimento e comprometimento. Confiar no próprio gosto, defender seus interesses e tomar partidos é algo fundamental nessa dança de “it-girls” e “must haves”. O contrário também deve acontecer: aceitar novidades e adotar novos costumes é imprescindível – mas não deve ser imposto, e sim partir de cada um. Afinal, ninguém é obrigado a gostar de algo só porque está na moda, muito menos se arrepender do que defendia há três anos porque a moda mudou. A palavra da vez é “atitude” de verdade, sem forçar a barra. E a cada dia mais fica a certeza de que, talvez em um mundo de ondas, ter raízes presas a uma rocha seja fundamental. ■


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Girls Just Want To Have Fun Fotos Frank Silveira Produção de moda e styling TM4 Fashion

Marina veste shorts La Marie (loja Soho), camiseta Garagem Korova e acessórios do acervo.


Nathália veste camiseta Garagem Korova, hot pant Berthô, camisão Juliana Silveira e anéis Rafaela Andrade (ambos da loja La Poupée).


Nathália veste vestido Coven (loja Tida), anel Rafaela Andrade (La Poupée) e chapéu do acervo. Marina veste regata Garagem Korova, saia Juliana Silveira e anéis Rafaela Andrade (ambos La Poupée).


Hot pant Berth么, 贸culos Garagem Korova, camiseta Liverpool, pulseira Someday e sapatos do acervo.


Nathalia veste short e top Cássia Mallmann; anel e colar Rafaela Andrade (tudo da La Poupée). Marina veste colete 284 (Soho) e hot pant Berthô.


Nathalia veste body Lix (Tida) e anéis Rafaela Andrade (La Poupée) Marina veste shorts Super Suíte 77 e blusa Coven (ambas da Tida)

Camiseta Liverpool, bolsa Laci Baruffi, shorts Someday e anel Rafaela Andrade.


Vestido Pink Lou, casaco BerthĂ´ e chapĂŠu do acervo.

Hair & Make-up Fabiane Arcoverde Modelos Marina Machado (Mega) NathĂĄlia Heinzen (Ford) Agradecimentos Barbarella Lounge


drops por mariana goulart

lifestyle

Especial unhas Hoje em dia, esmaltes e produtos para as unhas viraram hit entre todas as mulheres. E são melhores ainda se, além de beleza, trouxerem praticidade e saúde!

Unhas saudáveis Esmaltes lindos não significam unhas saudáveis! Cuidar delas começa bem antes, quando usamos bases fortificantes para isolar a área entre esmalte e unha. Bom para não manchá-las e também para hidratar. A marca China Glaze trouxe ao mercado um produto fantástico: First e Last. Você usa antes do esmalte, para hidratar, e depois para um brilho intenso. Além disso, o produto ainda conserva o esmalte por mais tempo.

Esponja e lenços removedores de esmalte Sem acetona, a esponja removedora tira de forma rápida o esmalte das unhas. A fórmula é enriquecida com óleo de amêndoas e glicerina, deixando as unhas hidratas e brilhosas, além de trazer um ar saudável e limpo. A esponja fica dentro do pote, onde você coloca o dedo e tira o esmalte friccionando. Super fácil e rápido. Já os lenços removedores de esmaltes são muito práticos, dá para levar na bolsa ou nécessaire de viagem. A embalagem menor (envelope) não ocupa espaço e pode ser levada até em cluths e bolsas de mão – mesmo a embalagem maior pode ser transportada com facilidade. Os lencinhos são redondos, retiram bem o esmalte e ainda hidratam as unhas, pois contêm óleo de amêndoas.

Francesinha original A ideia da francesinha surgiu com a intenção de deixar as unhas com aspecto natural, mas também para de maneira rápida camuflar a retirada de cutículas. As europeias não tinham o hábito de tirá-las (até as manicures brasileiras dominarem o mundo), mas este kit da Opoola idealiza a francesinha original. Traz os seguintes produtos: adesivos guias para marcação da barra branca, um esmalte branco e outro rosado, da cor natural das unhas, e um top natural para cobertura. A francesinha original tornou-se fácil e rápida!

Joias de unhas Tem quem ame, tem quem odeie. Há alguns anos as joias de unha viraram mania e agora são muito mais fáceis de achar. Em ouro 18k, strass de ótima qualidade, piercing e outros enfeites para deixar as unhas em primeiro plano, eles têm formato de corações, estrelinhas e luas. O legal é usar apenas em algumas unhas, e não em todas, para não deixar muito carregado. Já para quem gosta de brilho, pequenas gotas de strass também podem ser aplicadas nas pontas laterais, da mesma maneira: apenas em alguns dedos. As peças podem ser reutilizadas.

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fashion tips por mariana goulart

Make drama, baby!

Com a chegada de novas divas, como Lady Gaga e Lana Del Rey, a maquiagem se firma como personalidade e inspiração. Looks dramáticos invadem as telas e o dia-a-dia no inverno 2012 Um verdadeiro mix com releituras de décadas anteriores, a maquiagem atual muitas vezes é exagerada, cheia de pitadas extravagantes e faz sonhar com os melhores produtos do mercado como objetos de desejo. Seguindo as tendências atuais, o maquiador Adriano Hargan e o fotógrafo Rodrigo Marini apostaram no visual forte e feminino do próximo inverno e produziram as fotos destas páginas para mostrar como colocar em prática a maquiagem dramática. Adriano conta que se inspirou nos anos 90, quando, segundo ele, era possível se maquiar de verdade, já que hoje as apostas são sempre focadas em looks naturais e cores menos intensas. O azul, que entra no inverno 2012, pode ser usado em um ou dois tons mais fechados, podendo brincar com a mistura do claro e do escuro. O inverno tem a cara dos tons neutros e o grafite é ideal para sombras e pigmentos. Usado da maneira tradicional, o grafite é a perfeita releitura dos anos 90.

O grafite é perfeito para o inverno e combina com todos os tons de batom.

Nos lábios, o vermelho nunca sai de moda (no inverno, ele é ainda mais indispensável). A boca vermelha é sexy, sem perder a elegância. Variando do carmim ao coral, os tons de vermelho estão liberados a todas as mulheres. Sempre ligada ao luxo, a cor é poderosa no Red Carpet, nos looks retrôs e para dar um up no visual básico. Para a maquiagem da noite, Adriano Hargan lembra que o look dramático reflete a sensualidade feminina. “Quem for adepta ao dia pode usar um delineador bem marcado e a boca também delineada, sempre sugerindo os anos 90, o meu preferido!”, afirma. O delineador pode estar no uso diário facilmente, desde que com atenção ao formato dos olhos, para não pesar. Traços fininhos levantam um olhar mais marcante, assim como um traço mais largo pode marcar muito o rosto. Melhor deixá-lo para a noite. A maquiagem conceito (aquela usada em passarelas e editoriais de moda) pode adentrar na vida real, tudo depende da personalidade de cada mulher. O maquiador conta que, em sua opinião, o conceito que vai além da passarela deve ser usado em ocasiões especiais ou para apimentar um encontro a dois. Para cada mulher, uma dica: Mesmo em um look colorido, sombra e batom devem estar harmônicos para combinar com o figurino. Sempre! As loiras que gostam de olhos e bocas marcadas podem usar verde-água nas pálpebras e a boca em tons terrosos, claros ou escuros. Já as castanhas e negras que queiram apostar em sombras verdes podem usar batom na cor vinho, e se o tom de pele for mais claro, como cabelos vermelhos e alaranjados, o resultado fica lindo! Adriano Hargan lembra de Juliana Paes na novela “O Clone”, que usava botas vinho sempre. Os detalhes também são importantes. As unhas, por exemplo, influenciam na maquiagem. Não se usa, necessariamente, o mesmo tom nos olhos ou boca, mas as cores com certeza devem estar harmônicas para não ficar tudo ultra colorido e virar uma catástrofe. Aposte em esmaltes nudes e marrom, que não interferem nas cores da maquiagem. Esmaltes muito coloridos pedem um make mais leve e simples. O principal é conseguir balancear o visual por completo, lembrar que a roupa pode finalizar muito bem (ou muito mal) o make, e vice-versa. Faça um teste em casa, não deixe para se maquiar de forma dramática antes de sair para uma festa. Procure bons maquiadores para sentir firmeza na tendência e depois abuse dos tons nas produções! ■

Olhos e bocas marcados para loiras: aposte!

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Fotografia: Rodrigo Marini www.rodrigomarini.com.br Maquiagem: Adriano Hargan www.studioadrianohargan.com.br

A sombra azul pode ser usada em um ou mais tons misturados.

Look dramático ganha a vida real.

O batom vermelho é indispensável nos dias frios, no Red Carpet e em uma produção sensual.

As unhas devem estar harmônicas com o look.

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lounge

por luis maida

Fotografia: Tadeu Brunelli

lounge* 10 anos

Lounge* gourmet

Para comemorar o décimo ano de aniversário da revista lounge*, as edições de 2012 trarão matérias especiais que marcaram a história da revista na última década. Os artigos serão cuidadosamente selecionados por nossa equipe de jornalismo e mostrarão aos nossos leitores o que de mais importante ocorreu nos anos de existência da publicação.

A nona edição da revista lounge* gourmet traz uma entrevista exclusiva com a chef Ana Luiza Trajano, que comanda a cozinha do conceituado Brasil a Gosto. Na revista, ela conta por que apostou no uso de técnicas gastronômicas sofisticadas no preparo de comidas tradicionais do Brasil. A edição também oferece aos leitores um passeio pela culinária espanhola, considerada atualmente a melhor do mundo. Nossa enviada especial apresenta os pratos típicos e inovadores da nova geração de chefs do país ibérico.

The Mission A banda inglesa de rock The Mission fará uma turnê pela América Latina em 2012 e passará pelo Brasil. Com shows marcados em São Paulo e no Rio de Janeiro, a banda existe desde 1986 e alcançou a fama logo com o seu primeiro álbum, “God’s Own Medicine”. O disco emplacou nas paradas os sucessos “Wasteland”, “Stay With Me” e “Severina”. Esta última se tornou a canção mais conhecida da banda no país. As apresentações em território brasileiro terão camarotes exclusivos da revista lounge*.

Feira de Turismo de Lisboa Entre os dias 29 de fevereiro e 4 de março, a revista lounge* travel irá participar de uma das feiras de turismo mais importantes do mundo, em Lisboa, Portugal. O evento reunirá quase mil expositores e tem previsão de receber cerca de 75 mil pessoas nos seus dias de funcionamento. A feira já teve 23 edições e a cada ano recebe mais empresários interessados em realizar negócios na área. A revista lounge* travel é o novo título da revista lounge* e será lançada no primeiro semestre de 2012.

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Na Mata Café Depois de uma grande reforma em 2010, o espaço eclético ficou ainda mais aconchegante. O buffet de almoço é concorridíssimo nos dias de semana e o cardápio à la carte do jantar possui alguns pratos da renomada chef Helena Rizzo. Com capacidade para até 250 pessoas, a casa ainda abriga um local para shows ao vivo, atraindo centenas de pessoas todos os finais de semana.


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consumo por angel inoue

Fotografia: Divulgação

Bicicletando Andar de bike, além de exercitar o corpo, ainda não agride o planeta. Entre seus muitos benefícios, está o alívio de stress, melhora do sistema cardiorrespiratório, queima de calorias e fortalecimento da musculatura e articulações. Para tanto, muitas marcas estão lançando seus modelos ciclísticos, e a Chilli Beans acaba de lançar a Chilli Chopper, com design old school e disponível em várias cores! R$ 1.399 SAC (11) 3818 3030 – www.chillibeans.com.br

Horinhas vintage A onda vintage veio mesmo para ficar. Prova disso é a permanência dos objetos de design retrô que deixam qualquer visual mais antenado. Como diria Danuza Leão, “nada melhor do que dar uma de antiga para ser moderna”. O relógio Casio douradinho é um clássico! £ 30 www.asos.com

Para apaixonadas por maquiagem Objeto de desejo de dez entre dez apaixonadas por maquiagem, o pincel da M.A.C. de número 190 é ideal para passar base e corretivo na pele. Além de garantir uma melhor cobertura e absorção da base, ele ainda deixa a pele perfeita e prorroga sua duração. Tem que ter na nécessaire!

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www.sacks.com.br

Leitura de férias Nada melhor do que aproveitar as férias (nem que seja o finalzinho delas) para botar a leitura em dia. Praia com dia nublado e deitar na rede no final do dia são momentos ideais para um bom livro. E para dar uma glamourizada na situação, a dica é ler o livro de Diana Vreeland, “Glamour”, lançado pela Cosac Naify. São 208 páginas e mais de 150 imagens do ideal de glamour de uma lenda da moda, que foi por muitos anos editora da Harper’s Bazaar. R$ 79

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Amor analógico Em era digital, alguns apaixonados por fotografia analógica ficaram empolgados com a chegada de uma das marcas mais icônicas do assunto em São Paulo – a Lomography. Fundada em 1991 por dois austríacos, a loja vende câmeras, filmes e acessórios para os amantes das câmeras de filme. Além de loja, o espaço serve como base para a comunidade global fundada pela marca para trocar figurinhas entre os membros. A câmera Diana é clássica. R$ 279 brazil.shop.lomography.com

Fornasettimania As obras do pintor italiano Piero Fornasetti estão mais em alta do que nunca. Elas ultrapassaram a barreira da arte e invadiram o mundo pop, estampando móveis, objetos para a casa e acessórios de moda. Antes de sua morte, em 1988, o pintor, escultor e designer de interiores deixou mais de 11 mil peças em seu legado. Sua “musa” é hit absoluto em papéis de parede, porcelanas e estampas de tecido para casa. O site www.farfetch.com.br tem uma linha ampla com seus objetos!

Bijoux da modernidade Os acessórios do britânico Dominic Jones são o último grito dos modernos. Novato na moda, estreou com triunfo sua primeira coleção de anéis, colares e pulseiras em 2009. Com o DNA inglês do punk fetiche, Jones traz um ar rebelde e rock’n’roll para suas peças. Sua musa é Alice Dellal. À venda no farfetch.com.br!

Pólo com design A Lacoste convidou o designer americano Jonathan Adler para desenvolver uma linha super especial para sua coleção Primavera/Verão. Conhecido por suas formas modernistas e grafismos para interiores, o artista está em sua sexta coleção de pólos e embalagens para a marca francesa. São cinco pólos com o crocodilo customizado gigante de cores vibrantes, que devem chegar às lojas do Brasil em março. (11) 3083 2400 – www.lacoste.com.br


cinefilia por tanara araújo

Fotografia: Divulgação

Os imperdíveis de 2011 Dramas, comédias, suspenses... o que você perdeu nos cinemas e deve recuperar neste ano

Quase todo mundo reclama: não existem mais filmes como antigamente! E é verdade. Mas a questão é que 2011 já é antigamente e teve ótimos títulos desfilando pelas salas de cinema do país. De dramas a comédias, de diretores menos conhecidos a grandes mestres, eis uma seleção de 11 longas que valem o investimento. Se você perdeu, é hora de lhes dar uma nova chance no seu DVD ou Blu-Ray:

Meia-Noite em Paris

(“Midnight in Paris”, de Woody Allen)

Comédia com Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard Por quê? Roteiro delicado que resgata o melhor dos clássicos de Allen. Owen Wilson convencendo em papel “sério”. Fotografia e direção de arte irrepreensíveis. Indicado para quem ama Paris, artes e histórias de bom gosto. Num ranking tradicional, ocuparia a primeira posição.

Melancolia

(“Melancholia”, de Lars von Trier)

Drama com Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland Por quê? Filme para se amar ou odiar, aborda a inaptidão diante do desconhecido através de imagens estranhas e sequências esquisitas. Narrativa pouco deglutível no campo da diversão pura e simples. Mas absolutamente recomendada a quem ainda acredita que cinema pode ser arte – mesmo à base de dor e desconforto. Cisne Negro

(“Black Swan”, de Darren Aronosky)

Drama com Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel Por quê? Um dos melhores conjuntos da obra. Roteiro com a proeza de beber de uma fonte popular (o balé “O Lago dos Cisnes”) e ainda soar original. Atuações inspiradas – nada à toa, Natalie Portman conquistou o Oscar de melhor atriz. Casamento perfeito entre música e imagens.

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X-Men: Primeira Classe

“X-Men: First Class”, de Matthew Vaugh

Aventura com James McAvoy, Michael Fassbinder, Kevin Bacon Por quê? Blockbuster realmente divertido e que não subvaloriza a inteligência do espectador. Como adaptação de HQ, incomodou os fãs mais ardorosos em relação às mudanças. Já como filme entretenimento, é joia rara num ano de “Conan”, “Capitão América” e “Lanterna Verde”.

Um Conto Chinês

(“Um Cuento Chino”, de Sebastián Borensztein)

Comédia com Ricardo Darín, Ignacio Huang Por quê? Impossível passar incólume por um longa que faz poesia a partir de uma... vaca! É o tipo de filme no qual cenas singelas guardam um oceano de significados. Não bastasse isso, desliza do drama ao humor (e vice-versa) com naturalidade. Confirmação da excelente fase do cinema argentino. Pearl Jam: Twenty (de Cameron Crowe)

Documentário sobre o Pearl Jam Por quê? Embora seja, em uma primeira leitura, um filme para fãs da banda de Eddie Vedder, guarda alguns predicados extras. Além de mostrar a boa mão de Crowe no quesito documentários, funciona como uma bela analogia sobre a questão da amizade.

127 Horas

(“127 Hours”, de Danny Boyle)

Drama com James Franco Por quê? Em 1h30 de filme, seu roteiro e montagem conseguem a proeza de focar na história de um alpinista preso numa montanha sem que um minuto seja entediante. Baseado na autobiografia de Aron Ralston, ainda traz uma mensagem positiva em relação à vida sem sequer esbarrar na pieguice.

A Pele Que Habito

(“La Piel Que Habito”, de Pedro Almodóvar)

Suspense com Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes Por quê? Na primeira metade, você pensa: exceto pelos atores fetiche (Banderas, Paredes) não lembra muito um título do diretor espanhol. Cores berrantes trocadas por cenários austeros, gritos por sussurros. Passado esse tempo – e após uma grande revelação – você pensa: típico filme de Almodóvar! E isso, lógico, é um enorme elogio. O Vencedor

(“The Fighter”, de David O. Russel)

Drama com Christian Bale, Mark Wahlberg, Melissa Leo Por quê? Surpresa do ano. Orçamento modesto, diretor pouco expressivo, história que não é novidade (tema de ascensão e queda tendo o boxe como pano de fundo). Mas eis que Christian Bale dá (mais um) show de interpretação e chama os holofotes para uma narração forte, emocionante, sensível. Clássico caso de “pequeno grande filme”. O Palhaço

(de Selton Mello)

Drama com Selton Mello, Paulo José Por quê? Com referências de Fellini e do clássico nacional “Bye Bye Brasil”, foi disparado o melhor lançamento verde-amarelo de 2011. Narrativa simples (não espere grandes viradas), mas com lindos toques poéticos. Traz ainda um elenco principal afinado e participações bem humoradas de Moacyr Franco e Ferrugem.

Corações Perdidos

(“Welcome To The Rilleys”, de Jake Scott)

Drama com James Gandolfini, Kristen Stewart, Melissa Leo Por quê? Exibido em alguns cinemas de poucas capitais, é quase certo que você não assistiu. Despretensioso e com sequências bastante plausíveis, é aquele tipo de filme de “gente loser”, o que costuma render histórias belíssimas e interpretações acima da média. E é bem o caso.


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arte

por joão anzolin

Imagens: Ricardo Lin/Divulgação

Saudosismo A história dos flyers anda lado a lado com a música eletrônica, mas as plataformas virtuais parecem estar prestes a extinguir essa tradição Ao redor da música eletrônica circulam uma série de elementos que, ao longo do tempo, acabaram por se tornar ícones de todo o movimento comumente chamado de “cena eletrônica”. Os clubes, as raves, os festivais, a indumentária “clubber” dos anos 90, símbolos como o “smiley”, os malabares, flyers e cartazes são alguns dos itens que com o passar do tempo se tornaram peças indissociáveis do universo da música. Os flyers, no entanto, possuem um papel de destaque nesse cenário. Mas o que exatamente torna esses simples pedaços de papel destinados a divulgar os eventos em algo tão especial? Provavelmente o fato de que eles são uma ferramenta que permanece intacta com o passar do tempo e que são capazes de ilustrar como poucas um determinado

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período. Hoje, com a Internet, sites e páginas de redes sociais são constantemente atualizadas e modificadas, tornando difícil ou em alguns casos quase impossível acessar uma versão antiga de determinada página, e ainda mais complicado encontrar um material promocional antigo. Por outro lado, observar um flyer com atenção pode dizer muito sobre todo o contexto e a história do evento que está sendo divulgado nele. O flyer sempre foi um conhecido do universo musical independente e, com a proliferação da música eletrônica, criou-se a necessidade de um material voltado para ela. A história dos flyers remonta ao início da difusão da música eletrônica, no começo da década de 1990. Os primeiros eram desenhados pelos próprios DJs ou organizadores dos eventos, tinham como

único objetivo divulgar hora, local e detalhes daqueles eventos. Entretanto, como os ambientes das festas aglutinavam algo além da música e eram genuínas celebrações culturais, em pouco tempo os panfletos já estampavam muito mais do que apenas conteúdo informativo, servindo de espaço para manifestações artísticas. No início, os flyers misturavam elementos psicodélicos com influências da cultura punk, e bem longe do profissionalismo e facilidade de acesso dos dias de hoje, os materiais eram rudimentares e só podiam ser encontrados em lojas e bares alternativos ou considerados underground. Com o passar do tempo e com o crescimento do cenário musical eletrônico, pouco a pouco aqueles panfletos começaram a ganhar popularidade e destaque, o que fez com que se aperfeiçoassem,


tornando-se verdadeiros materiais artísticos. Clubes mais cuidadosos e atentos passaram a valorizar os flyers como uma ferramenta fundamental na divulgação dos seus eventos e posicionamento da casa, o que culminou na contratação de estúdios e profissionais de design especializados. Assim, esses materiais se integraram completamente à estética adotada por clubes e eventos, passando muitas vezes a orientar padrões de cores, assim como formas de núcleos e casas noturnas. Mais do que apenas divulgar um evento específico, o flyer se tornou uma plataforma para difundir mensagens e transmitir manifestações artísticas. O encanto por aquelas peças fez com que se tornassem objetos colecionáveis para muitos amantes da música, servindo como singelos pedaços da história. Ainda hoje é comum encontrar pessoas com coleções que contam com panfletos de divulgação das primeiras festas realizadas em clubes lendários como Hell’s e Lov.e (São Paulo), Legends e Rave (Curitiba), Fim de Século (Porto Alegre), dentre vários outros. Os tipos de fonte, a qualidade da impressão, o nome das festas, as artes, as cores e até mesmo informações dos line-ups daqueles flyers são capazes de transportar os mais observadores (e saudosistas) para outro tempo. Todavia, assim como alguns núcleos vislumbraram nos panfletos uma oportunidade de extravasar uma manifestação cultural, outros passaram a privilegiar tão somente o seu aspecto publicitário. Marcas e logotipos – muitas vezes de grandes empresas – se juntaram às informações dos eventos, e muitas vezes estas

próprias informações passaram a ser tratadas de maneira equivocada. Flyers poluídos e repletos de informações desnecessárias e meramente propagandistas se tornaram cada vez mais comuns. O curitibano Gustavo Marchesi é uma das principais referências no sul do país sobre o assunto: ele assinou flyers de clubes como Rave, Vibe, Eon, Muzik, festas como Kokum Kaya, além de ter sido o responsável pelas artes de divulgação do clube Warung por quase 9 anos. Marchesi confessa ter um carinho muito especial pelos flyers: “Por um bom tempo eles foram a única forma de contato entre os clubes e seus públicos. Com tantos clubes e flyers hoje em dia, se faz necessária uma identidade visual marcante, que faça com que as pessoas identifiquem de longe quem é você e o que você quer transmitir. Um flyer tem apenas alguns segundos para informar e “seduzir”. No caso do Warung, por exemplo, sempre tentamos passar através dos flyers a intensidade e a energia que consagraram as suas pistas: cores quentes acompanhadas do seus maiores símbolos, o dragão e a varanda”, conta. Com o crescimento e popularização das mídias sociais, os flyers perderam um pouco do seu tradicional espaço – na verdade, migraram para o formato digital através dos chamados e-flyers. Caso sejam, no futuro, completamente substituídos por outras plataformas, a perda da possibilidade de continuar colecionando memórias talvez mude a maneira como olhamos para o passado – e consequentemente, para o futuro. ■


hype por angel inoue

Fotografia: Tadeu Brunelli

A Esperança

Décor contemporâneo, trilha sonora surpreendente e um dos melhores chefes brasileiros de comida italiana dão o charme à nova pizzaria de São Paulo Em uma grande oscilação entre frio e calor e prestes a comemorar 458 anos: assim está São Paulo no primeiro mês do ano. Suas ruas estão mais vazias, e há uma calmaria quase que bizarra pela cidade. Mas não na rua Pedroso Alvarenga, uma das mais movimentadas do elegante bairro Itaim Bibi. Por todos os lados há bares, restaurantes, boutiques, patisseries e afins. É só passar de carro pelas ruas para avistar de longe sapatos masculinos de Zegna, alguma mulher vestindo Roberto Cavalli e muitas guaritas de condomínios luxuosos. É sexta-feira, a primeira oficial (pós-férias coletivas de Natal e Ano Novo) do ano, e o tempo está quente. Chegamos eu e um amigo que não via há quase dois anos (!) em uma nova pizzaria do bairro, A Esperança. De visual e décor contemporâneo, o espaço é simples, moderno e agradável. Sentamos ao fundo do salão, com o clima em temperatura perfeita, para contar todas as novidades e histórias de muito tempo. O gerente, Luís, chega para nos cumprimentar e comenta que trabalhou durante muitos anos com o aclamado chef Luciano Boseggia. Especialista em culinária italiana, é considerado por muitos o melhor chef brasileiro no quesito e comandou por 15 anos os restaurantes do Grupo Fasano (entre eles o Fasano, Gero e Parigi). Foi então

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que entendemos por que o serviço da pizzaria é impecável. Os garçons são atenciosos e simpáticos, deixam você à vontade, dão boas sugestões de vinhos e até sabores de pizza. A trilha sonora é surpreendente: de “Natural Blues”, do Moby, até músicas que se ouvem em coletâneas da Colette, a seleção foi ótima. Pedimos um vinho rosé para adocicar a noite e bruschettas para acompanhar. Para quem é fã das entradas italianas, essas são imperdíveis – macias e crocantes ao mesmo tempo. Luís nos sugeriu uma pizza de três sabores para provar: a Gratinatta (uma 4 queijos maravilhosa), Alcachofra e Presunto Parma. A massa é perfeita, nem muito fina nem muito grossa, e muito saborosa. Bem recheada, a pizza se torna ainda mais suculenta com os ingredientes frescos e o sabor do forno à lenha.

Margueritta

É chegada a hora da sobremesa e eu, como boa fã de creme de papaia, quis pedi-lo, mas o garçom nos sugeriu o Tiramisu. Um pouco desconfiada, fui convencida diante de uma ótima argumentação. Além de linda e bem servida, a sobremesa é de comer de joelhos! Além do tradicional leve sabor de café, veio mixada com calda de chocolate e creme branco – perfeita! Na A Esperança, fizemos um brinde para comemorar a chegada do novo ano e também aos antigos amigos! ■ Gratinatta


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gastronomia

por fabiano felício

Fotografia: Divulgação

Do Donna para sua casa Da fusão entre música e gastronomia nasceram os dining clubs, casas especializadas em servir boa comida em ritmo de balada. Com esta proposta, o Donna, localizado em Jurerê Internacional, Florianópolis, teve o cardápio desenvolvido pelo renomado chef italiano Dino Pisellini. Hoje a cozinha está sob o comando de Fabiano Felício, que além de chef é gerente geral do restaurante. Fabiano deu as dicas para você preparar em casa um dos pratos mais pedidos do Donna.

Ingredientes Camarão grado................ 0,400 kg Pimentão tricolor............. 0,200 kg Azeite de dendê................0,050 kg Leite de coco....................0,050 kg Cebola.............................. 0,050 kg Batata.............................. 0,300 kg Creme de leite..................0,050 kg Manteiga.......................... 0,050 kg

Camarão Alercchino

Coco seco.........................0,050 kg Nozes............................... 0,020 kg

Camarões grandes grelhados servidos sobre purê de batata com pesto de manjericão, molho de pimentões, leite de coco, azeite de dendê e lascas de coco seco.

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Queijo grana padano........0,020 kg Folhas de manjericão.......0,040 kg Azeite de oliva...................0,050 kg

Molho: em uma frigideira coloque o óleo e acrescente primeiro a cebola, e logo depois o alho, e deixe dourar. Após, coloque os pimentões cortados em forma de losango e finalize com azeite de dendê, leite de coco e sal e pimenta a gosto. Purê de Batata: faça um purê de batatas tradicional com duas batatas grandes. Acrescente o creme de leite e o queijo grana padano para realçar o sabor. Espere reduzir, para o purê ficar mais firme. Pesto de Manjericão: coloque no liquidificador o manjericão, um dente de alho, as nozes, suco de meio limão, uma colher de grana padano e tempere com sal e pimenta a gosto. Montagem e finalização: Grelhe o camarão em fogo alto com manteiga e reserve. Coloque o purê em uma bisnaga de confeiteiro e faça pequenos círculos para colocar o camarão em cima. Entre o purê e o camarão coloque um traço de pesto, e acrescente o molho ao lado. Para decorar use as lascas de coco seco. ■


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especial por carolina schubert

Seu desejo é uma ordem!

Todos os anos o Camarote Salvador realiza uma pesquisa para entender o gosto dos foliões. Em 2012 o público pediu, e o evento atendeu: Steve Angello e Kaskade prometem fazer a maior edição da festa até hoje 100

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Fotografia: Divulgação

Não é à toa que há 12 anos o Camarote Salvador é líder no segmento e maior empreendimento do carnaval da Bahia. Produzido pela Premium Entretenimento, o evento já divulgou as grandes atrações eletrônicas que vão agitar a galera entre os dias 16 e 22 de fevereiro. Kaskade, Roger Sanchez, Redanka e Steve Angello são os headliners da festa, que apresenta algumas novidades: a primeira boa nova fica por conta de uma parceria com a Vevo Channel, que durante a terça-feira de Carnaval fará uma transmissão ao vivo do show do famoso rapper norte-americano Pitbull. Desta vez, o Camarote também invade as praias com o Palco Nextel, voltado para artistas pop. Além disso,


marcas como Devassa, Red Bull, Pernod-Ricard e Fiat fazem parte dos patrocinadores que vão acompanhar a folia, que promete reunir um público estimado em 5 mil pessoas por dia. Aproximadamente R$ 20 milhões foram investidos em uma infraestrutura que inclui boate, salão de beleza, lounge para massoterapia e programação gastronômica, em uma área de 9 mil metros quadrados. De acordo com o sócio da Premium Entretenimento, Luiz Mendes, a fórmula para manter o Camarote sempre vivo e concorrido é muito trabalho e a busca pela excelência.

Desde o princípio, o Camarote Salvador traz boates em sua estrutura. A partir de 2005, a organização optou por contratar top DJs, devido ao crescimento da cena eletrônica por todo o Brasil. Através de pesquisas, todos os anos duas empresas especializadas buscam saber o desejo do público para investimentos em edições futuras. “Queremos entender o que o folião está consumindo, de forma a agradá-lo. Estamos muito felizes em colocar dois nomes no Camarote que foram sugestões dos clientes, Kaskade e Steve Angello, considerados por eles os melhores DJs que já passaram pelo Camarote”, salienta Luiz Mendes.


especial

por carolina schubert

Fotografia: Divulgação

Luiz Mendes é sócio e apaixonado pelo Camarote Salvador Há quanto tempo você trabalha na produção do Camarote? Há 11 anos, desde o início do empreendimento. Durante todo esse tempo, qual foi o maior desafio que enfrentou e como lida com esse tipo de contratempo? Nosso maior desafio é sempre o tempo. Todos os detalhes devem ser orquestrados de modo a garantir que o nosso convidado se surpreenda positivamente ao chegar ao espaço do Camarote. Isso demanda tempo e planejamento para que tudo saia como gostaríamos. Existe fórmula de sucesso? Ou apenas profissionalismo e planejamento fazem funcionar um grande evento? Não há fórmula. O que existe é paixão pelo que fazemos, com muito profissionalismo e experiência. Pesquisamos os desejos dos nossos convidados para, a cada ano, oferecer uma experiência de entretenimento única.

“Tem um colaborador da Premium que sempre fala: ‘No Camarote Salvador até a tristeza dança de alegria’”, conta Luiz

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Qual o maior diferencial do Camarote Salvador? A qualidade, conforto e sofisticação que oferecemos. Nosso diferencial é a capacidade de estarmos sempre à frente, inovando em atrações e infraestrutura.

“No Camarote Salvador até a tristeza dança de alegria”. Amo fazer a realização do projeto com perfeição, e a certeza do dever cumprido é um momento mágico que se repete todos os anos. Ainda bem! [risos]

Desde o principio, quando ainda existia apenas a boate, você imaginava que o Camarote Salvador se tornaria líder no segmento do Carnaval da Bahia? Como sempre tivemos o objetivo de oferecer o melhor para o nosso público, já sonhávamos em ser uma referência em entretenimento. A liderança no segmento é o resultado de muito trabalho e de uma equipe afinada que busca sempre a excelência.

Existe alguma lista de DJs que ainda não vieram para o Camarote, mas estão cotados para as próximas edições? Pode citar alguns? Sou fã de carterinha do Avicii. Acho que é o grande nome que falta passar pelo Camarote, uma meta para 2013. Estou acreditando muito na parceria com a Vevo Channel, e pretendo nas próximas edições ter um popstar por dia. Estou louco pra divulgar o que vai acontecer na terça de Carnaval. Nos próximos dias teremos grandes novidades!

De todos os artistas eletrônicos que já passaram pelo Camarote, quais fizeram maior sucesso? E quais os seus preferidos? Com certeza Steve Angello. Em todas as pesquisas que fizemos ele foi apontado como o melhor DJ que já tocou no evento. O set dele é incrível, é a cara do cliente do Camarote Salvador. Outro que faz a pista de nossa boate ferver é Kaskade. Estou muito feliz, porque conseguimos ter os dois nomes confirmados em 2012. Algum momento especial marcou você durante todas as edições de Camarote? Qual e por quê? Todo ano parece o primeiro. A quinta-feira, quando o Camarote começa a funcionar, e as pessoas elogiando são sempre momentos mágicos. Tem um colaborador da Premium que sempre fala:

Atrações brasileiras para 2012, pode confirmar alguma? Sim, sempre colocamos os melhores DJs nacionais e este ano teremos um palco com vista para o mar, com alguns artistas do hiphop ao samba se apresentado. Estou cheio de novidades para os próximos dias. O que mais o público pode esperar do Camarote este ano? O sonho se transformando em realidade... A melhor festa, o melhor evento de todos os tempos. O projeto de 2012 está tão completo, tão especial que estou preocupado com o que terei que fazer para 2013 ser melhor. ■


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especial

Grupo Privilège abre nova casa em Angra dos Reis 104

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Fotografia: Wanderson Monteiro

Além da agenda repleta de renomadas atrações em Búzios, o Grupo Privilège conta agora com um novo espaço em um dos destinos mais belos do Rio de Janeiro. A Isla Privilège, situada em Agra dos Reis, chegou com o intuito de ser o clubinho mais exclusivo do Brasil. O ambiente conta com pistas de dança, quatro bares, restaurantes, sushibar, dois níveis de camarotes, lounges externos e duas praias particulares. Durante o dia, o day club traz o conforto do restaurante, praia particular, lounges, sushi bar e mini spa. Enquanto durante a noite, a Isla apresenta grandes artistas da cena eletrônica nacional e gringa para o seleto público frequentador de Angra. Nomes como Solomun, Christian Luke, Sander Van Doorn, João Lee, Paulo Boghosian e Mario Fischetti, além de uma House Mag Party ao som de Carlo Dall’Anese e Deep Colors fazem parte da programação. ■


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Summer Editions no El Divino

No verão, o El Divino amplia a grade de programação. Durante a temporada, as tradicionais festas We Love House Music entram na vibe Summer Edition e rolam todas as terças-feiras, sempre com grandes nomes no line-up – a noite de estreia, dia 27 de dezembro, contou com a presença do norte-americano David Dann. O We Love House Music também já recebeu Dexterz, Tiko´s Groove e Gui Boratto. Fotografia: David Collaço e Marco Dutra

Sanie Pirath

Betina Irie e Mariana Lima

Bianca Kessler

Nicolas Habib

Kiko Franco e Gabriella Grecco

Lu Schmidt e Malu Ferreira

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Jéssica Alana

Haryanne Nanny

Roberta Amoedo


Carl Cox no Warung

Uma noite mágica e definitivamente histórica: assim pode ser descrita uma das festas mais aguardadas deste ano no Templo da Música Eletrônica. Na terça-feira, dia 27 de dezembro, a casa contou a presença da lenda Carl Cox fazendo sua estreia no club ao lado de Jon Rundell. Além deles, Elio Riso e Paulinho Boghosian comandaram o Garden, e Mandy Hafez e Renato Ratier completaram o line-up da pista principal. Fotografia: Adriel Douglas / IMAGECARE

Mr. Carl Cox

Rodrigo Paciornik e Leo Janeiro

Leo Coelho e Daniel Kuhnen

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RÉveillon Space Ibiza

A noite da virada no Parador Beach Club adicionou pitadas de um tempero especial. Com a tradição em reunir público bonito, open bar e house music, desta vez a balada de frente para o mar foi brindada com a festa Réveillon Space Ibiza. Nas pick-ups, Sultan & Ned Shepard embalaram a galera, que prestigiou uma prévia do que o ano promete. Durante o segundo semestre de 2012, o lendário club Space, de Ibiza, vai ganhar uma franquia brasileira por ali mesmo, em Balneário Camboriú. Fotografia: Edgar Souza

Bruna Faidiga

Aline Sestren

Ana Luisa Gasparin e Carolina Chede

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Laura Mocellin , Bruna Sanson e Maria Luiza Valente

Renata Suelen

Camila Severo e Humberto Zanela

Daniela Sensi

Caroline Beber


Green Valley recebe 2012

O Green Valley virou o ano numa festa estrelada e à beira-mar. Uma mega estrutura erguida no Estaleiro Guest House, em Balneário Camboriú, apresentou o Réveillon do 3º Melhor Club do Mundo, que teve como parceiro o MOB Festival. Nas pick-ups o destaque ficou com norte-americano Chuckie – além do gringo, a noite ainda contou com apresentações de Rodrigo Vieira, Ferris e do projeto Deep Colors. Nomes como Susana Vieira, Sandro Pedroso, Ganso e Neymar também escolheram brindar o novo ano no superclub. Fotografia: Adriel Douglas

Ganso e Eduardo Philipps

Andre Pulse, Rodrigo Vieira, Ricardo Flores, Jorge Junior e Alan Watkins

Chuckie e Ricardo Flores

Neymar

Sandro Pedroso e Susana Vieira

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David Guetta no Green Valley

David Guetta fez uma apresentação inesquecível no Green Valley, em Balneário Camboriú, durante a noite de 2 de janeiro. Em uma balada histórica, o astro francês comprovou por que agrada o público. Com pinta de pop star e grande presença, Guetta fez um show impecável no 3° melhor club do mundo. A noite ainda contou com a abertura dos brasileiros Conrado e Fabrício Peçanha, e encerramento de Diego Moura. Na plateia estiveram Neymar, Ganso, Marco Antonio Gimenez, Lui Mendes e os ex-BBBs Mau Mau, Igor, Rodrigo, Max e Flávio. Fotografia: Adriel Douglas

Eduardo Phillips e Neymar

Flávio ex-BBB e Theo Becker

Theo Becker e Ricardo Flores

Allen Lima

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Max


Steven Lee

nos clubs Sea e Parador

O DJ e produtor Steven Lee fez uma turnê memorável de Réveillon pelo Brasil. No dia 29 de dezembro, o norte-americano esteve no camando do Sea Club, fazendo a pista dançar até o sol nascer com um long set de cinco horas, em meio a fantástica vista para o mar de Ilhabela. Logo depois, marcou presença em alguns dos melhores clubs da região sul do Brasil, como o Bali Hai Garopaba, onde tocou ao lado do DJ Feio em plena virada de ano, e no Parador Beach Club (Balneário Camboriú), no dia 6 de janeiro, durante a festa do núcleo Carpe Vita. Fotografia: Foto Central, Gabriel Macarofq e Carpe Vita

Steven Lee no Sea Club

Steven Lee & Gabriel Macarofq no Sea Club

Arjonas e amiga

Steven Lee no Parador

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Gui Boratto na Pacha Floripa

No dia 30 de dezembro, o pré-ano novo da Pacha Floripa contou com a presença do brasileiro mais querido pelo público, Gui Boratto. O produtor lotou o clube mais caliente da Ilha, e fez a pista dançar e curtir a balada com o melhor da música eletrônica. Já no Terraza, os DJs Davis e China comandaram as pick-ups do projeto D-Edge Agency Showcase, já considerado um dos destaques da temporada 2012. Fotografia: Lucas Moço

Bruna Menti

Gui Boratto

Ana Martines

Carla Padilha

Daniele Freitas

Pinho Menezes

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André Correa e Michelle Junckes

Camilla Ferreira, Daiane Pereira e Ilana Flores

Débora Lopes

Hands Up


Duc Club

inaugura em Curitiba

No dia 24 de novembro de 2011 um novo conceito em balada chegou a Curitiba. Inspirado nos salões franceses do século XVI, o Duc Club chegou com o intuito de inserir ainda mais a capital paranaense no circuito internacional. O clubinho combina serviço premium, moda, música e tecnologia. Luzes rápidas e coloridas por entre as peças e lustres clássicos dão o tom do devaneio seiscentista francês que toma forma em pleno século XXI. A festa de abetura contou com a presença de Michael Canitrot – DJ oficial do Festival de Cinema de Cannes. Além dele, nomes como Greg Vickers, Aesthetic Soundsystem, Sasha Agram, Grant Nelson, Joy Negro, Oliver Ingrosso e o projeto Old is Cool comandaram as pick-ups do Duc durante os últimos meses. Fotografia: Demétrio Martins e Felipe Cruz

Cali e Tonia

Bruno Gissoni

Bruno Ramos

Ellen, Tati e Aji

Janine Furtado, Paola Manfroi e Amiga

Fernanda Junks e Ellen Oliveira

Caroline Fortun

Michael Canitrot e Diego Fortun

Camila Fagundes

Jessica Costa

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David Guetta

no Stage Music Park

Um espetáculo que não deixou ninguém parado. O francês David Guetta reuniu um público de 11 mil pessoas durante a noite de 5 de janeiro, no Stage Music Park, em Jurerê Internacional, Florianópolis. Com hits como “The World is Mine”, “I Gotta Feeling” e o mais novo sucesso, “Without You”, Guetta levou a plateia ao delírio. A noite, que também contou com as apresentações de André Maran, Ale Reis e Tom Keller, reuniu uma série de VIPs e famosos, entre eles Neymar, Michel Teló, Caio Castro, Guilherme Boury, Kayky Brito, Dani Bananinha, Cacau Colucci, Álvaro Garnero, Thiago Gagliasso, Renata Maciel e Carlos Miele. Esta foi a segunda apresentação de David Guetta no Stage Music Park. Em março de 2011, o DJ esteve no Carnaval Eletrônico ao lado de Kaskade, Armin Van Buuren e Bob Sinclar. Fotografia: Adriel Douglas, Marco Cezar e Laura Sacchetti

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Cacau Colucci

Cris Saur e Carlos Miele

Julia Faria

David Guetta

Álvaro Garnero e Cristiana Arcangeli

Lívia Lemos

Renata Maciel

Michel Teló

Neymar

Pedro e Pedrinho Sirotsky

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Caio Castro


Privilège Búzios repleta de atrações

A temporada de verão da Privilège Búzios aqueceu o balneário mais charmoso do país. Durante a estação, grandes nomes da e-music mundial passaram pela cabine: entre os destaques estão Mason, Amo & Navas, Gold Fish e EDX. Já no Reveillon Privilège Búzios, realizado no famoso café Fishbone, na Praia de Geribá, o trio Life is a Loop explodiu a pista da virada. Fotografia: Wagner Emerich, Wanderson Monteiro e Diego Dias

Isabelle Behrens e Nathalie Edenburg

Roberta Chang e Amanda Chang

Adriana

Sofia Sorvisto

Life is a Loop

Mason

Monique Dias, Cláudia Scaldini e Ana Carolina Baldi

Rodrigão

Lucas Malvacini e Bárbara Evans

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Sunset

House Mag + Kiss & Fly no P12

Durante a primeira sexta-feira de 2012, dia 6 de janeiro, o P12 recebeu um sunset mágico assinado pela House Mag. Realizada em parceria com a Kiss & Fly, a day party contou com um line-up de peso: destaque para Tiko´s Groove, produtor brasileiro dono do hit “I Don´t Know What To Do”. Para completar, estiveram presentes os DJs Diego Miranda, Kiko Franco, Morett’s e Milena Scheide. Fotografia: Marco Dutra

Paula Rabelo

Carlos Roseiro, Miguel Galão e Frederico Galão

Kiko Franco e Gabriela Grecco

Clara Sommacal

Milena Scheide e Diego Miranda

Fabiana Cassol e Fernando Monguilhott

Katia Volkland

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Camille Reis e Larissa Schmidt

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Morett’s


Spettacolo no P12

Diferente da maioria das festas de virada, o P12 fez do Réveillon um verdadeiro espetáculo. Desta vez, o parador reuniu 25 artistas do Grupo Tholl para abrilhantar ainda mais a noite. O line-up, é claro, contou com grandes atrações: Keemo, Richard Grey, Martijn Ten Velden, Ely Yabu e André Maran comandaram as pick-ups. Além disso, chuva de papel picado, fogos, balões, placas com mensagens de boas vindas, CO2, paineis de LED, bebidas premium e gastronomia internacional completaram o show. Fotografia: David Collaço e Marco Dutra

Bruno Guin e Talita Luizetta

Giuliana Korzenowski e Sérgio Ignácio

Talita Luizetta

Adriana Kraus

Fernanda Schonardie

Juliana Barbosa

Gabriela Zapelini e Isabela Peixoto

Rebeca Amin

Martijn ten Velden, Richard Grey e Keemo

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ISLA PRIVILÈGE

Além da agenda repleta de renomadas atrações em Búzios, o Grupo Privilège conta com um novo espaço em um dos destinos mais belos do Rio de Janeiro. A Isla Privilège, situada em Agra dos Reis, chegou com o intuito de ser o clubinho mais exclusivo do Brasil. A programação se estende desde day parties até à noite, quando a Isla apresenta grandes artistas da cena eletrônica nacional e gringa para o seleto público frequentador de Angra. Nomes como Solomun, Christian Luke, Sander Von Door, João Lee, Paulo Boghosian e Mario Fischetti, além de uma House Mag Party ao som de Carlo Dall´Anese e Deep Colors fazem parte da programação. Fotografia: Wanderson Monteiro

Rachel Rocha

Amo e Navas

Humberto Carrão

Neringa Vezyte e Tiago Viana

Rogério Maia, Margareth Telles, Romário e Luana Domingos

Marcelo Zenobio e Karen Mendonça

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Moving especial no D-Edge

Mais uma grande edição da festa Moving rolou no D-Edge durante a noite de 22 de dezembro de 2011. O destaque ficou com o duo alemão M.A.N.D.Y. Além dos gringos, Renato Ratier, Diogo Accioly, Mau Mau, Paula Chalup, Dubshape, China, Kuba Stepp e Lubalei completaram o line-up das três pistas do clubinho, que estavam repletas de gente bonita e antenada. Fotografia: Paulo Pereira

Mau Mau e Paula Chalup

Philipp Jung

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Mandala

Punta Del Este 2012

Na virada de 2012, um seleto público pôde se surpreender com a festa Mandala, edição que rolou na badalada Punta Del Este. O evento já começou com uma surpresa inédita, regado à vodka e champanhe no avião A320 excluviso da festa. Com extremo cuidado e riqueza nos detalhes, logo na entrada os convidados ganharam um pingente de bronze com o logo da Mandala, que representa proteção, feito pela renomada designer de joias Camila Lovisaro. Além da impecável escolha do local, bar, som, efeitos especiais e fogos, a festa contou com a presença da lenda da música eletrônica, Carl Cox. Fotografia: Equipe Mandala

Festa no avião

Silmara e André Magalhães

Luciana Guidi, Marcelo Sá, Joana e Ana Flávia

Carl Cox

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Extravagance House Mag no Donna

Durante o dia 28 de dezembro, a House Mag apresentou um novo label de festas. O lançamento da marca premium Extravagance House Mag rolou no Donna, em Jurerê Internacional. Em clima de sunset, a festa, realizada em parceria com o glamouroso clubinho paulistano A.F.A.I.R, contou com a presença de Shawnee Taylor. Além da bela voz da cantora, Thiago Mansur e Britto completaram o line-up. Fotografia: Marco Dutra

Luiza Freyesleben

Aninha Koerich

Barbara Amin

Camila Rodrigues e Betinho Costa

Diego e Juninho Cavichiolli

Jane Koerich

Thiago Mansur

Shawnee Taylor e David Dann

Shawnee Taylor

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ilan kriger

Imagens: Divulgação

Swedish House Mafia com CDJs 2000

A Pioneer venceu a guerra pelo coração dos DJs? Ao que tudo indica, sim! Quem lê a minha coluna, frequenta o meu blog (www.ilankriger.net) ou já assistiu alguma das minhas aulas ou workshops, sabe o quanto gosto de tecnologia e quanto acredito que ela pode ajudar muito a performance de um DJ. Mas mesmo assim, sei reconhecer quando algum conceito muda o mercado. Tudo indica que os grandes DJs (confira fotos ou vídeos no Youtube) elegeram os equipamentos da Pioneer – CDJ 2000, DJM 900 e DJM 2000– como suas ferramentas favoritas de performance. Por que os grandes DJs estão optando por tocar com o CDJ 2000? • Facilidade de transporte: os novos CDJs da Pioneer permitem que o artista use um pen drive para tocar suas músicas. • Não precisa instalar nenhum equipamento no clube: em um ambiente escuro e com uma multidão te olhando, às vezes fica complicado instalar muitos equipamentos e cabos. • Confiabilidade: com o uso do pen drive, não existe o risco de um CD riscar e muito menos de o computador travar, como pode acontecer com Traktor/Serato/ Ableton.

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• Organização das músicas no Rekordbox: o software desenvolvido pela Pioneer permite a organização de playlists e músicas já tocadas (confira a coluna Technoaudio, escrita por Mateus B. na edição passada da House Mag). • Dois decks: a maioria dos artistas não usam os quatro decks disponíves no Traktor – para eles, um par de CDJs é o suficiente. • Beatjumps, loopjumps, hot cues, efeitos: poucos artistas usam essas ferramentas do Traktor (que não têm uma implementação tão boa no CDJ 2000). • Estrutura física das cabines: muitos clubes não têm espaço para que os artistas coloquem seus computadores e controladoras.


tecnologia O CDJ 2000 se tornou o novo vinil? Em 2004, quando muitos novos DJs tocavam com CDJs, alguns artistas da velha guarda que ainda tocavam com vinil não deixavam os novatos se apresentarem – vendendo o conceito que DJ que é DJ só toca com vinil. O preço do CDJ 2000 é proibitivo para a grande maioria da população, e com isso somente uma pequena elite podia praticar e entender todas as funcionalidades daquela ferramenta. Aquilo criava uma grande barreira para novos artistas se adaptarem.

O que mais importa é boa música e não a forma com que ela é tocada.

DJs iniciantes preferem controladora + computador? No outro extremo, DJs iniciantes preferem tocar com software + controladora – fiz uma enquete no Facebook, Twitter e no meu blog, e quase 80% dos artistas que responderam preferem tocar com computador. Acredito que isso acontece por ser uma solução mais barata e prática. Quais são as previsões para 2012? A Pioneer venceu a última batalha, mas não quer dizer que venceu a guerra. A empresa japonesa pode dividir a sua hegemonia com: • DJ digital sem laptop, mas com o Stanton SCS.4DJ: essa é uma solução “tudo em um” que não precisa de computador. • “Tudo em um” da Native Instruments: a Native (empresa que produz o Traktor) já oferece controladoras e placas de som integradas ao software – se ela oferecer uma solução similar à da Stanton, a tendência pode mudar. • iPad: ele está ganhando diversos aplicativos que permitem a discotecagem – a tendência é que essas ferramentas se aperfeiçoem e ganhem as pistas. • Discotecagens nas nuvens: com os serviços nas nuvens de lojas como iTunes e Amazon (quem sabe o Beatport também não embarca nessa?). Em pouco tempo será possível tocar sem levar nem mesmo um pen drive. Suas músicas vão ficar nas nuvens e poderão ser acessados por você diretamente de um mixer ou computador. Conclusão: É mais prático e fácil para qualquer artista usar pen drive ao invés de um computador e muitas controladoras, principalmente para artistas que viajam constantemente – essa tendência deve reinar por mais alguns anos, mas acredito que a indústria da discotecagem, com o uso de softwares, deve estar se planejando para uma nova revolução que mudará o nosso mundo para melhor. ■

Há grandes DJs se apresentando com o Traktor? Fiz uma entrevista com o DJ Daniel Kuhnen sobre o seu longo amor pela discotacagem com uso do software. Quando você começou a tocar, qual era a ferramenta mais utilizada pelos DJs? Comecei a tocar em 2005, e muita gente ainda tocava com vinil. Foi como aprendi, mas na época já estava ocorrendo a migração para os CDJs a passos largos. Por que você decidiu tocar com o Traktor? Toquei com CDs por muito pouco tempo, pois nunca curti a ideia de gravá-los. Era muito difícil mantê-los organizados, achava tudo muito redundante. Como sempre fui meio nerd e maníaco por organização, quando descobri a primeira versão do Traktor mergulhei de cabeça. Em um primeiro momento, usei o timecode com os toca-discos, mas quando descobri as primeiras controladoras para ele (na época, os alemães Faderfox), descobri um novo mundo e a possibilidade de usar o Traktor como ferramenta criativa, fazendo coisas que não eram possíveis com os equipamentos disponíveis nos clubs na época. Você pensa em mudar o seu setup no futuro? Estou muito feliz com o meu setup e tenho todo o apoio da Native Instruments desde 2008. Estou sempre atento aos novos equipamentos e tecnologias, mas ainda tenho vantagens e funções diferenciadas com o meu setup, como os sample decks, por exemplo. Sem contar que independente do que o club tiver (ou não), estou sempre seguro. Como você conseguiu reduzir o seu setup? Em minha última turnê pela Europa com o Gui Boratto decidi reduzir ao máximo o peso do meu setup, pois no ano anterior tive dificuldades para levar meu case, que era grande, como bagagem de bordo. Fiz isso migrando para o MacBook Air, placa Audio 2 e trocando uma das minhas Kontrol X1 por um iPad. Com a nova versão do Traktor, consigo rotear os sample decks para os dois canais da placa, junto com os canais principais. Hoje meu setup ocupa menos da metade do menor case da UDG, e assim ainda consigo levar junto uma ou duas mudas de roupa para viagens curtas. Por que você acha que muitos DJs estão optando por tocar com CDJ 2000 + pen drive? Nunca fui avesso a tecnologias, pelo contrário, então não me incomoda de forma alguma. Mas já experimentei e não curti muito a experiência. Acredito que muita coisa ainda vai mudar nos próximos anos, mas ainda não temos um novo padrão de mercado e nem sei se teremos isso novamente.


setup

Fotografia: Divulgação

Davis Genuino Depois de lançamentos por selos como D-Edge Records e LouLou – do DJ e produtor Kolombo –, Davis Genuino mantém, além da carreira solo, dois projetos de live act. O primeiro, The Drone Lovers, verá ainda neste ano o lançamento dos singles “Terrors in Your Dreams”, com versões de Marcos Cabral e Fabrizio Mammarela, e “Way Home”, remixado por Slow Hands e Soho 808. Para o segundo semestre está previsto o lançamento de um álbum, com remixes de artistas renomados como No Regular Play e Emperor Machine. Ainda em 2012, Davis iniciou um segundo projeto, em parceria com L_cio. Em março a dupla lançará o remix da faixa “No Bossy Girl”, dos espanhois Wagon Cookin.

Memory Man Electro-Harmonix “O Memory Man é um pedal de efeitos que utilizo para processar vocais e ruídos. Tem uma resposta muito peculiar, com os seguintes efeitos: echo, delay, loop, reverse echo, decay. Fiquei muito impressionado na primeira vez que vi ele em ação, durante o show do No Regular Play. A dupla usou o Memory Man na voz e no som do trompete.”

Minimoog Voyager – Electric Blue Moog Music “O Moog Minimoog Voyager Synth é um dos mais usados na minha criação de linhas de baixo e de leads. Monofônico com 44 teclas, ele incorpora praticamente todos os recursos de som e as funções do modelo original D Minimoog, que teve sua produção entre 1970-1982.

Juno – 106 Roland “O Juno 106 foi o meu primeiro synth vintage. Ele está presente em diversas músicas do meu projeto The Drone Lovers. Durante os shows, toco pads, chords e sons aleatórios com ele. Este synth de 1984 é polifônico com seis vozes, 128 patches, tem uma sonoridade mais quente e analógica. É simples de usar – um dos mais adorados e usados, tanto por profissionais como amadores. Fatboy Slim, Pet Shop Boys, Josh Wink, Laurent Garnier, Jimmy Edgar, Todd Terry e muitos outros têm usado este synth em seus estúdios.”

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“O Mopho foi aquele synth que eu procurava mas não sabia. Gosto muito do seu arpeggiator e de seus sons mais ácidos. Consigo criar atmosferas mais hipnóticas e alguns grooves com uma leve característica ítalo-disco.

Este synth é um dos mais lindos, com um gabinete cinza e o painel iluminado em azul. Tem uma superfície em toque 3D, com parâmetros endereçáveis para cada direção, MIDI IN e MIDI OUT, vários recursos no novo painel, controles de pitch e mod (iluminados em azul), dois filtros analógicos, modulação LFO (Low Frequency Oscillator) e ADSR (Attack Decay Sustain Release) e um banco de 128 sons na memória.

Monofônico, com 32 teclas, seu filtro e seu LFO têm uma resposta impressionante, e seus efeitos são muito úteis. É uma excelente escolha para quem procura um synth com som amplo, analógico agressivo, de extrema flexibilidade e um bom preço. Uma excelente combinação para integrar seu estúdio.”

O Voyager recebeu excelentes comentários de diversas revistas especializadas. Ganhou um “Key Buy” prêmio da revista Keyboard, “Prêmio de Platina” da revista Future Music, um “Excellence Award” da revista Music Tech e “2003 Editor’s Choice Award”, da Electronic Musician Magazine, entre outros.”

Mopho Keyboard

Dave Smith Instruments


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technoaudio por mateus b.

Fotografia: Divulgação

Korg Kaoss Pad Quad O novo processador de efeitos Korg Kaoss Pad Quad é uma ótima ferramenta para quem gosta de modificar as músicas ao vivo com efeitos. Com ele é possível criar breaks alucinantes e fazer combinações que podem colocar a pista de dança na sua mão. A Korg resolveu simplificar as coisas quebrando um pouco o conceito do antecessor KP3. Ouvi muitas queixas de DJs dizendo que o principal problema com o KP2/3 era a dificuldade de selecionar e encontrar os efeitos desejados. Nesta versão, a simplicidade do equipamento solucionou o problema. Pensando em inovação e simplificação, no Kaoss Pad Quad você pode fazer combinações utilizando até quatro processadores de efeito ao mesmo tempo, criando seu próprio Rack. Seus LEDs coloridos interagem com a música e parâmetros movimentados dos efeitos, aplicados com apenas um dedo na tela touch X/Y. Principais características: • Quatro efeitos simultâneos • Detector automático de BPM • Permite até 1295 combinações • Função vinyl break • Pitch shifter, grain shifter • Reverb, delay, tape echo • Aplicação dos efeitos com apenas um dedo no touch X/Y • Iluminação colorida sincronizada com a música e movimentos

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Conexões:

Dica

Entrada para microfone Energia A/C Saída para fone de ouvido Entrada de áudio Saída de áudio

Se ligar em um mixer Pioneer (Djm 700, 800, 900, 2000) utilize o sistema de SEND/RETURN, assim é possível escolher em qual canal você deseja aplicar o efeitos pela chave do próprio mixer.

É possível conectar em qualquer fonte de áudio (PC, iPod, CDJ), fazendo o sinal entrar e sair pelo Kaaos Pad Quad. É bom lembrar que ele não cria som, apenas processa o sinal de áudio. Pontos fracos: • Não envia e nem recebe MIDI • Sem conexão USB • Poucos parâmetros dos efeitos

SEND MIXER > Entrada de áudio (IN) KPQ RETURN MIXER > Saída de áudio (OUT) KPQ


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coluna dj

por rodrigo novaes

Fotografia: Divulgação

A cena eletrônica em Cuiabá Cuiabá tem uma cena relativamente nova se comparada a outros grandes centros. Quando tinha meus 15 anos, em 1997, lembro que rolou uma rave com os DJs Mau Mau e Renato Lopes, e também lembro do preconceito da galera por ser algo novo por aqui. Mas o grande boom deuse em 2001, no saudoso Ref-bar, que rolou na Chapada dos Guimarães durante o Festival de Inverno que acontece todos os anos por aqui. Daí em diante, muitas raves e dois clubs chamados E-Club e Floor abriram por aqui, e Cuiabá foi conhecida por um bom tempo como a “Capital do Techno”, apelidada pelo DJ Camilo Rocha. Com esse desenvolvimento liderado pelo DJ Tim Tm, começaram a aparecer ótimos DJs regionais que marcaram o nosso cenário, como Rodrigo Farinha, Giovani Curvo, Jairo Lens, Breno Lacerda, Gustavo Bongiolo, Rafael Serafini, André Maggi e Nazza, que foram pioneiros por aqui. No final de 2005, o psy trance entrou com muita força em Cuiabá. Por ser de porte médio, a cidade acabou não conseguindo sustentar o techno, que na Europa já estava “morto” por causa do minimal e dos low BPMs. Com isso, nossa capital ficou um bom tempo sem um club que sustentasse e desenvolvesse mais o house e o techno, e pequenas privates começaram a ser feitas em chácaras por aqui. Até que em 2008 desembarcou de Campo Grande o club Garage, que veio com uma super estrutura e programação que não fazia feio pra nenhum club nacional ou internacional. Fui testemunha de vários DJs que ficaram de boca aberta com a tecnologia e a vibração da pista; muitos grandes nomes passaram pela cabine, como Richie Hawtin, Loco Dice, Seth Troxler, dOP, Nic Fanciulli, Joris Voorn, Oxia, Trentemøller, Phonique e muitos outros. Com isso Cuiabá não ficou apenas com clubs e DJs, mas muitos produtores começaram a surgir – destacaria aqui o projeto Attik, Faraz, Tiago Faisão, Biancardi, Stival, Lc Junior, Cleber Araujo, Fellini, Bruno Rodrigo e eu, que faço uma parceria com meu amigo Wender A., de Campo Grande. E pensa que acabou por aqui? Cuiabá tem quatro selos destinados à música eletrônica, o que torna possível aos produtores daqui fazerem seu networking com outros artistas do Brasil e do mundo. Caso queira conhecer um

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pouco sobre eles, os nomes dos selos são Bleep Bloop Records, Mouse Lab, Pantano Beat e o meu selo, o Not For Us Records. Mas, voltando ao assunto sobre o cenário cuiabano, em 2011, com a grande queda das festas open air por aqui, começaram a ressurgir as privates – que voltaram com um público renovado que tem muita energia para conhecer esse mundo novo (para eles). Neste ano, vejo com muito bons olhos a cena por aqui. Acredito que haverá uma grande retomada, com a volta de grandes festas open air aqui e pelo interior do estado, além da inauguração de um novo club que se chamará Nuun, e que tem como sócios eu, Igor Noda, Fábio Serra, Zeca Paniago e Garbão. A nova casa será um club de porte médio para mais ou menos 700 pessoas, com uma programação que acredito que agradará e esquentará as noites da nossa querida Hell City. Enfim, nesta coluna mostrei um pouquinho da minha visão e opinião sobre como é a cena eletrônica em Cuiabá, mas acredito que ela vai crescer e se desenvolver ainda mais. Espero que tenham gostado. Cheers! ■


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House Mag 28