ção e pela abstração que a acompa-
lhe eram familiares, desde a imprensa
nha”. Sobre a natureza: “É preciso que
à rádio, passando pela conferência, o
nos curvemos face a esta obra perfeita.
teatro, o cinema e outras formas de in-
Tudo nos vem dela, por ela existimos,
tervenção directa. A maioria das vezes,
esqueçamos tudo o resto”. Apesar
conseguia despertar opiniões e com
disso foi necessário vencer grandes
Sudoeste não foi excepção.
dificuldades para levar por diante a
Quando Cézanne se muda par Auvers-
empresa e evitar a efemeridade que
sur-Oise
caracterizara as tentativas anteriores
Em contacto com Pissarro abandona
de introduzir aquele tipo de imprensa
os temas tétricos e alegra as cores da
em Portugal. Caetano Alberto, sobre
sua paleta. As piceladas deixam de ser
quem pesava a maior responsabilida-
grossas e quadradas e tornam-se mais
de, tinha que trabalhar por si e dirigir o
subtis e flexíveis permitindo texturas
trabalho de seus discípulos, emendan-
formadas por pequenas manchas de
do, retocando e acabando a maior par-
cor com um resultado mais harmonio-
te das gravuras, o que obrigava a dias
so. É Pissarro que incita Cézanne à pin-
de trabalho de 18 horas.Note-se que o
tura ao ar livre. Cerca 5.000 c.
produz-se
uma
mudança.
título da novidade editorial possuía por extensão «Cadernos de Almada Negreiros», o que vincava a natureza individual do projecto e criava maior expectativa em relação ao seu conteúdo. Almada, o incansável animador do movimento modernista, tinha consciência da sua força como comunicador e do interesse que as suas criações suscitavam. Todos os suportes, formatos
Let’s Go | Weekend |
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