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Let’s Go top atlântico | revista sazonal de viagens | julho 2013

extra luxury hospitality Hotel Estoril Palace e Hotel Tivoli Seteais weekend Serra da Estrela e flora Barcelos, gastronomia e artesanato short break Suiça e o Castelo de Neuschwanstein long distance Zimbabué, Japão, Nova Zelândia, Brasil


Let’s Go

editorial | novos destinos, novas tendências... Texto fictício num universo onde tudo dança ao ritmo das tendências, nós queremos apresentar-lhe o nosso compasso. Sabemos que já nos conhece a letra e a pauta, mas na Let’s go desta estação mostramos-lhe uma outra versão com novos destinos. Queremos que aprecie a melodia, ainda que a escute com um formato diferente. A edição que agora tem em mãos é sinónimo de uma enorme vontade em inovar, reflectir o mundo das viagens e apresentar as últimas novidades em destinos. Uma compilação de vários géneros melódicos, revelados com uma orquestração ainda mais audaz e contemporânea. Neste número, a Let’s go desvenda-lhe o timbre da estética e indica-lhe os sons perfeitos dos destinos internos e externos. Entre no nosso ritmo e deixe-se levar pela nossa música. Não se vai arrepender! Num universo onde tudo dança ao ritmo das tendências, nós queremos apresentar-lhe o nosso compasso. Sabemos que já nos conhece a letra e a pauta, mas na Let’s go desta estação mostramos-lhe uma outra versão com novos destinos. Queremos que aprecie a melodia, ainda que a escute com um formato diferente. A edição que agora tem em mãos é sinónimo de uma enorme vontade em inovar, reflectir o mundo das viagens e apresentar as últimas novidades em destinos. Uma compilação de vários géneros melódicos, revelados com uma orquestração ainda mais audaz e contemporânea. Neste número, a Let’s go desvendalhe o timbre da estética e indica-lhe os sons perfeitos dos destinos internos e externos. Entre no nosso ritmo e deixe-se levar pela nossa música. Não se vai arrepender!

sumário 06 Secção Nota do editor | 08 Secção Cinema de viagem | 10 Secção Portugueses no Mundo | 12 Secção Na estrada | 14 Secção Notas do viajante

| 18 Estadias de Luxo Estoril Palace: Um hotel com História e histórias | 22 Estadias de Luxo Tivoli

Palácio de Seteais: Hospitalidade nobre e intemporal estações dos Montes Hermínios

| 28 Sumário Let’s Go Travel | 32 Weekend Serra da Estrela: As quatro

| 38 Weekend Barcelos: Mais valias a Norte: história, gastronomia e arte popular | 46 Short

break Suiça: Curta pausa num país pintado de branco de África |

| 54 Long distance Zimbabué: Os novos safaris com o apelo irresistível

62 Long distance Japão: Tradição e contemporaneidade no Oriente longínquo | 70 Long distance Nova Zelândia: A

Natureza em exibição plena | Próximo número

78 Long distance Brasil: Comandatuba e Sauipe: dois lugares rurais de autenticidade | 94 Secção

| 96 Secção A fechar

contribuições e ficha técnica Texto fictício num universo onde tudo dança ao ritmo das tendências, nós queremos apresentar-lhe o nosso compasso. Sabemos que já nos conhece a letra e a pauta, mas na Let’s go desta estação mostramos-lhe uma outra versão com novos destinos. Queremos que aprecie a melodia, ainda que a escute com um formato diferente. A edição que agora tem em mãos é sinónimo de uma enorme vontade em inovar, reflectir o mundo das viagens e apresentar as últimas novidades em destinos.

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cinema de viagem

Ernesto Che Guevara

de moto pela américa do sul diário de viagem Entrada fictícia precisava de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura. Texto fictício parece-me que agora que estou melhor e que consigo dar uma orientação mais precisa aos meus estudos. Conseguirei atingir o objectivo tão procurado e durante tanto tempo perseguido? Continuo como sempre a estudar a natureza e parece-me que faço lentos progressos”. A pintura é o seu mundo e a sua maneira de existir. Trabalha sozinho, sem alunos, sem a admiração por parte da familia, sem encorajamento por parte dos júris.Já velho, interroga-se sobre se a novidade da sua pintura não decorreria de uma perturbação da sua visão, se toda sua vida não se teria baseado num acidente do seu corpo. Porquê tanta incerteza, tanto esforço, tantos falhanços e de repente, o sucesso? Jovem, aos 13 anos, inquietava os seus amigos com os seus acessos de cólera e as suas depressões. Zola, que era amigo

Texto fictício parece-me que agora que es-

de Cezanne desde criança, foi o primeiro a ver nele o génio e o primeiro a falar dele

tou melhor e que consigo dar uma orienta-

como um “génio abortado”. Sete anos mais tarde, aos 20, decidido a tornar-se pintor, duvida do seu talento e

ção mais precisa aos meus estudos. Conseguirei atingir o objectivo tão procurado e durante tanto tempo perseguido? Continuo

não ousa pedir ao pai que o envie para Paris. As cartas de Zola recriminam-lhe a

como sempre a estudar a natureza e parece-

instabilidade, a fraqueza e a indecisão. Já em Paris escreve: “Mais não fiz que mudar

me que faço lentos progressos”

de lugar e o aborrecimento e o tédio perseguem-me. ”O fundo do seu carácter é dominado pela ansiedade. Aos 42 anos, pensa que morrerá jovem e redige o testamento. Aos 46, tem uma paixão atormentada, insuportável, da qual nunca falará.

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Londres

portugueses no mundo

Entrada fictícia precisava de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura. Texto fictício parece-me que agora que

za, tanto esforço, tantos falhanços e

estou melhor e que consigo dar uma

de repente, o sucesso? Jovem, aos 13

orientação mais precisa aos meus es-

anos, inquietava os seus amigos com

tudos. Conseguirei atingir o objectivo

os seus acessos de cólera e as suas

tão procurado e durante tanto tempo

depressões. Zola, que era amigo de

perseguido?

Continuo como sempre

Cezanne desde criança, foi o primeiro

a estudar a natureza e parece-me que

a ver nele o génio e o primeiro a falar

faço lentos progressos”. A pintura é o

dele como um “génio abortado”.

seu mundo e a sua maneira de existir.

Sete anos mais tarde, aos 20, decidido

Trabalha sozinho, sem alunos, sem a

a tornar-se pintor, duvida do seu talen-

admiração por parte da familia, sem

to e não ousa pedir ao pai que o envie

encorajamento por parte dos júris.Já

para Paris. As cartas de Zola recrimi-

velho, interroga-se sobre se a novidade

nam-lhe a instabilidade, a fraqueza e a

da sua pintura não decorreria de uma

indecisão. Já em Paris escreve: “Mais

perturbação da sua visão, se toda sua

não fiz que mudar de lugar e o aborre-

vida não se teria baseado num aciden-

cimento e o tédio perseguem-me.

te do seu corpo. Porquê tanta incerte-

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na estrada mota, carro, autocaravana

Entrada fictícia precisava de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura. Texto fictício parece-me que agora que estou melhor e que consigo dar uma orientação mais precisa aos meus estudos. Conseguirei atingir o objectivo tão procurado e durante tanto tempo perseguido? Continuo como sempre a estudar a natureza e parece-me que faço lentos progressos”. A pintura é o seu mundo e a sua maneira de existir. Trabalha sozinho, sem alunos, sem a admiração por parte da familia, sem encorajamento por parte dos júris.Já velho, interroga-se sobre se a novidade da sua pintura não decorreria de uma perturbação da sua visão, se toda sua vida não se teria baseado num acidente do seu corpo. Porquê tanta incerteza, tanto esforço, tantos falhanços e de repente, o sucesso? Jovem, aos 13 anos, inquietava os seus amigos com os seus acessos de cólera e as suas depressões. Zola, que era amigo de Cezanne desde criança, foi o primeiro a ver nele o génio e o primeiro a falar dele como um “génio abortado”. Sete anos mais tarde, aos 20, decidido a tornar-se pintor, duvida do seu talento e não ousa pedir ao pai que o envie para Paris. As cartas de Zola recriminam-lhe a instabilidade, a fraqueza e a indecisão. Já em Paris escreve: “Mais não fiz que mudar de lugar e o aborrecimento e o tédio perseguem-me. ”O fundo do seu carácter é dominado pela ansiedade. Aos 42 anos, pensa que morrerá jovem e redige o testamento. Aos 46, tem uma paixão atormentada, insuportável, da qual nunca falará.

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notas do viajante

Entrada fictícia precisava

Texto fictício parece-me que agora que

za, tanto esforço, tantos falhanços e

de cem sessões de trabalho

estou melhor e que consigo dar uma

de repente, o sucesso? Jovem, aos 13

orientação mais precisa aos meus es-

anos, inquietava os seus amigos com

tudos. Conseguirei atingir o objectivo

os seus acessos de cólera e as suas

tão procurado e durante tanto tempo

depressões. Zola, que era amigo de

de pose para um retrato.

perseguido?

Continuo como sempre

Cezanne desde criança, foi o primeiro

Aquilo a que chamamos a

a estudar a natureza e parece-me que

a ver nele o génio e o primeiro a falar

sua obra era para ele ape-

faço lentos progressos”. A pintura é o

dele como um “génio abortado”.

seu mundo e a sua maneira de existir.

Sete anos mais tarde, aos 20, decidido

Trabalha sozinho, sem alunos, sem a

a tornar-se pintor, duvida do seu talen-

admiração por parte da familia, sem

to e não ousa pedir ao pai que o envie

encorajamento por parte dos júris.Já

para Paris. As cartas de Zola recrimi-

velho, interroga-se sobre se a novidade

nam-lhe a instabilidade, a fraqueza e a

da sua pintura não decorreria de uma

indecisão. Já em Paris escreve: “Mais

perturbação da sua visão, se toda sua

não fiz que mudar de lugar e o aborre-

vida não se teria baseado num aciden-

cimento e o tédio perseguem-me.

para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões

nas o ensaio e a aproximação à sua pintura.

te do seu corpo. Porquê tanta incerte-

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Estadias de Luxo

Estoril Palace

Um hotel com História e histórias

Entrada fictícia precisava de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura. Escreve aos anos: Vivo num tal estado de perturbações cerebrais, numa perturbação tão grande que temo a todo o momento, que a minha frágil razão não aguente. texto de

Cátia Fernandes

fotos de

Miguel Costa

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Texto fictício parece-me que agora que estou melhor e que consigo dar uma orientação mais precisa aos meus estudos. Conseguirei atingir o objectivo tão procurado e durante tanto tempo perseguido?

Continuo como sempre

a estudar a natureza e parece-me que faço lentos progressos”. A pintura é o seu mundo e a sua maneira de existir. Trabalha sozinho, sem alunos, sem a admiração por parte da familia, sem encorajamento por parte dos júris.Já velho, interroga-se sobre se a novidade da sua pintura não decorreria de uma perturbação da sua visão, se toda sua vida não se teria baseado num acidente do seu corpo. Porquê tanta incerteza, tanto esforço, tantos falhanços e de repente, o sucesso? Jovem, aos 13 anos, inquietava os seus amigos com os seus acessos de cólera e as suas depressões. Zola, que era amigo de Cezanne desde criança, foi o primeiro a ver nele o génio e o primeiro a falar dele como um “génio abortado”.Sete anos mais tarde, aos 20, decidido a tornar-se pintor, duvida do seu talento e não ousa pedir ao pai que o envie para Paris. As cartas de Zola recriminam-lhe a instabilidade, a fraqueza e a indeci-

da sua irmã. A religião, que começa a

uma pintura “sobre a natureza” surge

são. Já em Paris escreve: “Mais não fiz

praticar, surge para ele com o medo da

em Cézanne a partir da mesma fraque-

que mudar de lugar e o aborrecimento

vida e com o medo da morte. Segreda

za. E a sua extrema atenção à nature-

e o tédio perseguem-me.”O fundo do

a um amigo: “É o medo, sinto que ain-

za, à cor, e o carácter inumano da sua

seu carácter é dominado pela ansie-

da me restam quatro dias na terra, mas

pintura também. “Devemos pintar uma

dade. Aos 42 anos, pensa que morrerá

e depois? Creio que sobreviverei e não

face como se fosse um objecto”, a sua

jovem e redige o testamento. Aos 46,

me quero arriscar a esturricar in aeter-

devoção ao mundo visível apenas são

tem uma paixão atormentada, insupor-

num” Vai-se tornando cada vez mais

uma fuga ao mundo humano.É possi-

tável, da qual nunca falará. Aos 51, re-

tímido, desconfiado e susceptível. Vem

vel que, no momento das suas fraque-

tira-se para Aix, para melhor encontrar

alguma vezes a Paris mas, quando en-

zas nervosas,

a natureza, mas trata-se de um retorno

contra amigos, faz-lhes de longe sinal

ao meio da sua infância, da sua mãe,

de que não lhes quer falar. A ideia de

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Cézanne tenha concebido uma forma de arte válida para todos. Entregue a si mesmo, pode olhar a natureza como só um homem sabe fazê-lo. “Como pintor torno-me mais lúcido quando confrontado com a natureza”. Italianos, Tintoretto, Delacroix, Courbet, Impressionistas, em particular. Pissarro, a quem Cézanne deve a concepção da pintura, não como a realização de cenas imaginadas, mas como o estudo preciso das aparências, não como um trabalho de atelier antes como um trabalho sobre natureza.A natureza para os clássicos exigia circunscrição pelos contornos, composição e distribuição das luzes. A isso Cézanne responde: “Eles faziam um quadro e nós procuramos um pedaço de natureza”. E sobre os mestres:

Destaque fictcio um precisava de

“substituiam a realidade pela imaginação e pela abstração

cem sessões para uma natureza

curvemos face a esta obra perfeita. Tudo nos vem dela, por

que a acompanha”. Sobre a natureza: “É preciso que nos

morta, cento e cinquenta sessões

ela existimos, esqueçamos tudo o resto”. Apesar disso foi

para retrato cem c.

te a empresa e evitar a efemeridade que caracterizara as

necessário vencer grandes dificuldades para levar por diantentativas anteriores de introduzir aquele tipo de imprensa

em Portugal. Caetano Alberto, sobre quem pesava a maior responsabilidade, tinha que trabalhar por si e dirigir o trabalho de seus discípulos, emendando, retocando e acabando a maior parte das gravuras, o que obrigava a dias de trabalho de 18 horas.Note-se que o título da novidade editorial possuía por extensão «Cadernos de Almada Negreiros», o que vincava a natureza individual do projecto e criava

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Destaque fictcio um precisava de cem sessões para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

maior expectativa em relação ao seu conteúdo. Almada, o incansável animador do movimento modernista, tinha consciência da sua força como comunicador e do interesse que as suas criações suscitavam. Todos os suportes, formatos lhe eram familiares, desde a imprensa à rádio, passando pela conferência, o teatro, o cinema e outras formas de intervenção directa. A maioria das vezes, conseguia despertar opiniões e com Sudoeste não foi excepção. Quando Cézanne se muda par Auvers-sur-Oise produz-se uma mudança. Em contacto com Pissarro abandona os temas tétricos e alegra as cores da sua paleta. As piceladas deixam de ser grossas e quadradas e tornam-se mais subtis e flexíveis permitindo texturas formadas por pequenas manchas de cor com um resultado mais harmonioso. É Pissarro que incita Cézanne à pintura ao ar livre. Cerca 5.000 c.

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Estadias de Luxo

Tivoli Palácio de Seteais

hospitalidade nobre e intemporal Entrada fictícia precisava de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura. Escreve aos anos: Vivo num tal estado de perturbações cerebrais, numa perturbação tão grande que temo a todo o momento, que a minha frágil razão não aguente. Texto fictício parece-me que agora que estou melhor e que consigo dar uma orientação mais precisa aos meus estudos. Conseguirei atingir o objectivo tão procurado

texto de

Cátia Fernandes

e durante tanto tempo perseguido? Continuo como sempre a estudar a natureza

fotos de

Miguel Costa

e parece-me que faço lentos progressos”. A pintura é o seu mundo e a sua maneira de existir. Trabalha sozinho, sem alunos, sem a admiração por parte da familia, sem encorajamento por parte dos júris.Já velho, interroga-se sobre se a novidade da sua pintura não decorreria de uma perturbação da sua visão, se toda sua vida não se teria baseado num acidente do seu corpo. Porquê tanta incerteza, tanto esforço, tantos falhanços e de repente, o sucesso? Jovem, aos 13 anos, inquietava os seus amigos com os seus acessos de cólera e as suas depressões. Zola, que era amigo de Cezanne desde criança, foi o primeiro a ver nele o génio e o primeiro a falar dele como um “génio abortado”.Sete anos mais tarde, aos 20, decidido a tornarse pintor, duvida do seu talento e não ousa pedir ao pai que o envie para Paris. As cartas de Zola recriminam-lhe a instabilidade, a fraqueza e a indecisão. Já em Paris escreve: “Mais não fiz que mudar de lugar e o aborrecimento e o tédio perseguemme.”O fundo do seu carácter é dominado pela ansiedade. Aos 42 anos, pensa que morrerá jovem e redige o testamento.

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Aos 46, tem uma paixão atormentada,

quando encontra amigos, faz-lhes de

zanne tenha concebido uma forma de

insuportável, da qual nunca falará. Aos

longe sinal de que não lhes quer falar.

arte válida para todos. Entregue a si

51, retira-se para Aix, para melhor en-

A ideia de uma pintura “sobre a nature-

mesmo, pode olhar a natureza como só

contrar a natureza, mas trata-se de um

za” surge em Cézanne a partir da mes-

um homem sabe fazê-lo. “Como pintor

retorno ao meio da sua infância, da sua

ma fraqueza. E a sua extrema atenção

torno-me mais lúcido quando confron-

mãe, da sua irmã. A religião, que co-

à natureza, à cor, e o carácter inuma-

tado com a natureza”. Italianos, Tinto-

meça a praticar, surge para ele com o

no da sua pintura também. “Devemos

retto, Delacroix, Courbet, Impressio-

medo da vida e com o medo da morte.

pintar uma face como se fosse um ob-

nistas, em particular, Pissarro, a quem

Segreda a um amigo: “É o medo, sin-

jecto”, a sua devoção ao mundo visível

Cézanne deve a concepção da pintura,

to que ainda me restam quatro dias na

apenas são uma

terra, mas e depois? Creio que sobrevi-

fuga

verei e não me quero arriscar a esturri-

humano.É possivel

car in aeternum” Vai-se tornando cada

que, no momento

vez mais tímido, desconfiado e suscep-

das suas fraque-

tível. Vem alguma vezes a Paris mas,

zas nervosas, Cé-

ao

mundo

Destaque fictcio um precisava de cem sessões para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

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Destaque fictcio um precisava de cem sessões para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

não como a realização de cenas imaginadas, mas como o estudo preciso das aparências, não como um trabalho de atelier antes como um trabalho sobre natureza.A natureza para os clássicos exigia circunscrição pelos contornos, composição e distribuição das luzes. A isso Cézanne responde: “Eles faziam um quadro e nós procuramos um pedaço de natureza”. E sobre os mestres: “substituiam a realidade pela imaginação e pela abstração que a acompanha”. Sobre a natureza: “É preciso que nos curvemos face a esta obra perfeita. Tudo nos vem dela, por ela existimos,

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esqueçamos tudo o resto”. Apesar

greiros», o que vincava a natureza in-

sur-Oise

disso foi necessário vencer grandes

dividual do projecto e criava maior ex-

Em contacto com Pissarro abandona

dificuldades para levar por diante a

pectativa em relação ao seu conteúdo.

os temas tétricos e alegra as cores da

empresa e evitar a efemeridade que

Almada, o incansável animador do mo-

sua paleta. As piceladas deixam de ser

caracterizara as tentativas anteriores

vimento modernista, tinha consciência

grossas e quadradas e tornam-se mais

de introduzir aquele tipo de imprensa

da sua força como comunicador e do

subtis e flexíveis permitindo texturas

em Portugal. Caetano Alberto, sobre

interesse que as suas criações susci-

formadas por pequenas manchas de

quem pesava a maior responsabilida-

tavam. Todos os suportes, formatos

cor com um resultado mais harmonio-

de, tinha que trabalhar por si e dirigir o

lhe eram familiares, desde a imprensa

so. É Pissarro que incita Cézanne à pin-

trabalho de seus discípulos, emendan-

à rádio, passando pela conferência, o

tura ao ar livre. Cerca 5.000 c.

do, retocando e acabando a maior par-

teatro, o cinema e outras formas de in-

te das gravuras, o que obrigava a dias

tervenção directa. A maioria das vezes,

de trabalho de 18 horas.Note-se que o

conseguia despertar opiniões e com

título da novidade editorial possuía por

Sudoeste não foi excepção.

extensão «Cadernos de Almada Ne-

Quando Cézanne se muda par Auvers-

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produz-se

uma

mudança.


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Curta pausa num país pintado de branco

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Mais valias a Norte: história, gastronomia e arte popular

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sumário

Weekend Short Break Long Distance Texto fictício precisava de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura.

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long distance

Comandatuba e Sauipe: dois lugares rurais de autenticidade


Zimbabué 54 long distance

70 Nova Zelândia long distance

Os novos safaris com o

A natureza

apelo irresistível de África

em exibição plena

Serra da Estrela 32 weekend

62 Japão long distance

As quatro estações

Tradição e contemporaneidade

dos Montes Hermínios

no Oriente longínquo


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weekend

Serra da Estrela

As quatro estações dos Montes Hermínios

Entrada fictícia precisava de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura. Escreve aos anos: Vivo num tal estado de perturbações cerebrais, numa perturbação tão grande que temo a todo o momento, que a minha frágil razão não aguente.

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texto de

Cátia Fernandes

fotos de

Miguel Costa


Destaque fictcio um precisava de

Texto fictício parece-me que agora que estou

cem sessões para uma natureza

precisa aos meus estudos. Conseguirei atin-

melhor e que consigo dar uma orientação mais

morta, cento e cinquenta sessões

gir o objectivo tão procurado e durante tanto

para retrato cem c.

estudar a natureza e parece-me que faço len-

tempo perseguido? Continuo como sempre a tos progressos”. A pintura é o seu mundo e a

sua maneira de existir. Trabalha sozinho, sem alunos, sem a admiração por parte da familia, sem encorajamento por parte dos júris.Já velho, interroga-se sobre se a novidade da sua pintura não decorreria de uma perturbação da sua visão, se toda sua vida não se teria baseado num acidente do seu corpo. Porquê tanta incerteza, tanto esforço, tantos falhanços e de repente, o sucesso? Jovem, aos 13 anos, inquietava os seus amigos com os seus acessos de cólera e as suas depressões. Zola, que era amigo de Cezanne desde criança, foi o primeiro a ver nele o génio e o primeiro a falar dele como um “génio abortado”.Sete anos mais tarde, aos 20, decidido a tornar-se pintor, duvida do seu talento e não ousa pedir ao pai que o envie para Paris. As cartas de Zola recriminam-lhe a instabilidade, a fraqueza e a indecisão. Já em Paris escreve: “Mais não fiz que mudar de lugar e o aborrecimento e o tédio perseguem-me.”O fundo do seu carácter é dominado pela ansiedade. Aos 42 anos, pensa que morrerá jovem e redige o testamento. Aos 46, tem uma paixão atormentada, insuportável, da qual nunca falará. Aos 51, retira-se para Aix, para melhor encontrar a natureza, mas trata-se de um retorno ao meio da sua infância, da sua mãe, da sua irmã. A religião, que começa a praticar, surge para ele com o medo da vida e com o medo da morte. Segreda a um amigo: “É o medo, sinto que ainda me restam quatro

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dias na terra, mas e depois? Creio que sobreviverei e não me quero arriscar a esturricar in aeternum” Vai-se tornando cada vez mais tímido, desconfiado e susceptível. Vem alguma vezes a Paris mas, quando encontra amigos, faz-lhes de longe sinal de que não lhes quer falar. A ideia de uma pintura “sobre a natureza” surge em Cézanne a partir da mesma fraqueza. E a sua extrema atenção à natureza, à cor, e o carácter inumano da sua pintura também. “Devemos pintar uma face como se fosse um objecto”, a sua devoção ao mundo visível apenas são uma fuga ao mundo humano.É possivel que, no momento

Destaque fictcio um precisava de cem sessões para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

das suas fraquezas nervosas, Cézanne tenha concebido uma forma de arte válida para todos. Entregue a si mesmo, pode olhar a natureza como só um homem sabe fazê-lo. “Como pintor torno-me mais lúcido quando confrontado com a natureza”. Italianos, Tintoretto, Delacroix, Courbet, Impressionistas, em particular, Pissarro, a quem Cézanne deve a concepção da pintura, não como a realização de cenas imaginadas, mas como o estudo preciso das aparências, não como um trabalho de atelier antes como um trabalho sobre natureza.A natureza para os clássicos exigia circunscrição pelos contornos, composição e distribuição das luzes. A isso Cézanne responde: “Eles faziam um quadro e nós procuramos um pedaço de natureza”. E sobre os mestres: “substituiam a realidade pela imaginação e pela abstração que a acompanha”. Sobre a natureza: “É preciso que nos curvemos face a esta obra perfeita. Tudo nos vem dela, por ela existimos, esqueçamos tudo o resto”. Apesar disso foi necessário vencer grandes dificuldades para levar por diante a empresa e evitar a efemeridade que caracterizara as tentativas anteriores de introduzir aquele tipo de imprensa em Portugal. Caetano Alberto, sobre quem pesava a maior responsabilidade, tinha que trabalhar por si e dirigir o trabalho de seus discípulos, emendan-

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Destaque fictcio um precisava de cem sessões para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c. do, retocando e acabando a maior parte das gravuras, o que obrigava a dias de trabalho de 18 horas.Note-se que o título da novidade editorial possuía por extensão «Cadernos de Almada Negreiros», o que vincava a natureza individual do projecto e criava maior expectativa em relação ao seu conteúdo. Almada, o incansável animador do movimento modernista, tinha consciência da sua força como comunicador e do interesse que as suas criações suscitavam. Todos os suportes, formatos lhe eram familiares, desde a imprensa à rádio, passando pela conferência. O teatro, o cinema e outras formas de intervenção directa. A maioria das vezes, conseguia despertar opiniões e com Sudoeste não foi excepção. Quando Cézanne se muda par Auverssur-Oise

produz-se

uma

mudança.

Em contacto com Pissarro abandona os temas tétricos e alegra as cores da sua paleta. As piceladas deixam de ser grossas e quadradas e tornam-se mais subtis e flexíveis permitindo texturas formadas por pequenas manchas de cor com um resultado mais harmonioso. É Pissarro que incita Cézanne à pintura ao ar livre. Cerca 5.000 c.

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Barcelos

weekend

mais valias a norte: história, gastronomia e arte popular

Entrada fictícia precisava de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura. Escreve aos anos: Vivo num tal estado de perturbações cerebrais, numa perturbação tão grande que temo a todo o momento, que a minha frágil razão não aguente.

texto de

Cátia Fernandes

fotos de

Miguel Costa

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Texto fictício parece-me que agora que estou melhor e que consigo dar uma orientação mais precisa aos meus estudos. Conseguirei atingir o objectivo tão procurado e durante tanto tempo perseguido? Continuo como sempre a estudar

Destaque fictcio um precisava de cem sessões para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

a natureza e parece-me que faço lentos progressos”. A pintura é o seu mundo e a sua maneira de existir. Trabalha sozinho, sem alunos, sem a admiração por parte da familia, sem encorajamento por parte dos júris.Já velho, interroga-se sobre se a novidade da sua pintura não decorreria de uma perturbação da sua visão, se toda sua vida não se teria baseado num acidente do seu corpo. Porquê tanta incerteza, tanto esforço, tantos falhanços e de repente, o sucesso? Jovem, aos 13 anos, inquietava os seus amigos com os seus acessos de cólera e as suas depressões. Zola, que era amigo de Cezanne desde criança, foi o primeiro a ver nele o génio e o primeiro a falar dele como um “génio abortado”.Sete anos mais tarde, aos 20, decidido a tornar-se pintor, duvida do seu talento e não ousa pedir ao pai que o envie para Paris.

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Destaque fictcio um precisava

As cartas de Zola re-

51, retira-se para Aix, para melhor en-

de cem sessões para uma natu-

criminam-lhe a insta-

contrar a natureza, mas trata-se de um

bilidade, a fraqueza

retorno ao meio da sua infância, da sua

e a indecisão. Já em

mãe, da sua irmã. A religião, que co-

Paris escreve: “Mais

meça a praticar, surge para ele com o

não fiz que mudar

medo da vida e com o medo da morte.

de lugar e o aborre-

Segreda a um amigo: “É o medo, sin-

cimento e o tédio perseguem-me.”O

to que ainda me restam quatro dias na

fundo do seu carácter é dominado pela

terra, mas e depois? Creio que sobre-

ansiedade. Aos 42 anos, pensa que

viverei e não me quero arriscar a es-

morrerá jovem e redige o testamento.

turricar in aeternum” Vai-se tornando

Aos 46, tem uma paixão atormentada,

cada vez mais tímido, desconfiado e

insuportável, da qual nunca falará. Aos

susceptível. Vem alguma vezes a Paris

reza morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

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mas, quando encontra amigos, faz-lhes de longe sinal de que não lhes quer falar. A ideia de uma pintura “sobre a natureza” surge em Cézanne a partir da mesma fraqueza. E a sua extrema atenção à natureza, à cor, e o carácter inumano da sua pintura também. “Devemos pintar uma face como se fosse um objecto”, a sua devoção ao mundo visível apenas são uma fuga ao mundo humano.É possivel que, no momento das suas fraquezas nervosas, Cézanne tenha concebido uma forma de arte válida para todos. Entregue a si mesmo, pode olhar a natureza como só um homem sabe fazê-lo. “Como pintor torno-me mais lúcido quando confrontado com a natureza”. Italianos, Tintoretto, Delacroix, Courbet, Impressionistas, em particular, Pissarro, a quem Cézanne deve a concepção da pintura, não como a realização de cenas imaginadas, mas como o estudo preciso das aparências, não como um trabalho de atelier antes como um trabalho sobre natureza.A natureza para os clássicos exigia circunscrição pelos contornos, composição e distribuição das luzes. A isso Cézanne responde: “Eles faziam um quadro e nós procuramos um pedaço de natureza”. E sobre os mestres: “substituiam a realidade pela imagina-

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ção e pela abstração que a acompa-

lhe eram familiares, desde a imprensa

nha”. Sobre a natureza: “É preciso que

à rádio, passando pela conferência, o

nos curvemos face a esta obra perfeita.

teatro, o cinema e outras formas de in-

Tudo nos vem dela, por ela existimos,

tervenção directa. A maioria das vezes,

esqueçamos tudo o resto”. Apesar

conseguia despertar opiniões e com

disso foi necessário vencer grandes

Sudoeste não foi excepção.

dificuldades para levar por diante a

Quando Cézanne se muda par Auvers-

empresa e evitar a efemeridade que

sur-Oise

caracterizara as tentativas anteriores

Em contacto com Pissarro abandona

de introduzir aquele tipo de imprensa

os temas tétricos e alegra as cores da

em Portugal. Caetano Alberto, sobre

sua paleta. As piceladas deixam de ser

quem pesava a maior responsabilida-

grossas e quadradas e tornam-se mais

de, tinha que trabalhar por si e dirigir o

subtis e flexíveis permitindo texturas

trabalho de seus discípulos, emendan-

formadas por pequenas manchas de

do, retocando e acabando a maior par-

cor com um resultado mais harmonio-

te das gravuras, o que obrigava a dias

so. É Pissarro que incita Cézanne à pin-

de trabalho de 18 horas.Note-se que o

tura ao ar livre. Cerca 5.000 c.

produz-se

uma

mudança.

título da novidade editorial possuía por extensão «Cadernos de Almada Negreiros», o que vincava a natureza individual do projecto e criava maior expectativa em relação ao seu conteúdo. Almada, o incansável animador do movimento modernista, tinha consciência da sua força como comunicador e do interesse que as suas criações suscitavam. Todos os suportes, formatos

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short break

Suiça

Curta pausa num país pintado de branco Entrada fictícia precisava de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura. Escreve aos anos: Vivo num tal estado de perturbações cerebrais, numa perturbação tão grande que temo a todo o momento, que a minha frágil razão não aguente.

texto de

Cátia Fernandes

fotos de

Let’s Go |

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Miguel Costa


Texto fictício parece-me que agora que

velho, interroga-se sobre se a novidade

estou melhor e que consigo dar uma

da sua pintura não decorreria de uma

orientação mais precisa aos meus es-

perturbação da sua visão, se toda sua

tudos. Conseguirei atingir o objectivo

vida não se teria baseado num aciden-

tão procurado e durante tanto tempo

te do seu corpo. Porquê tanta incerteza,

perseguido?

Continuo como sempre

tanto esforço, tantos falhanços e de re-

a estudar a natureza e parece-me que

pente, o sucesso? Jovem, aos 13 anos,

faço lentos progressos”. A pintura é o

inquietava os seus amigos com os seus

seu mundo e a sua maneira de existir.

acessos de cólera e as suas depres-

Trabalha sozinho, sem alunos, sem a

sões. Zola, que era amigo de Cezan-

admiração por parte da familia, sem

ne desde criança, foi o primeiro a ver

encorajamento por parte dos júris. Já

nele o génio e o primeiro a falar dele

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Aos 42 anos, pensa que morrerá jovem e redige o testamento. Aos 46, tem uma paixão atormentada, insuportável, da qual nunca falará. Aos 51, retira-se para Aix, para melhor encontrar a natureza, mas trata-se de um retorno ao meio da sua infância, da sua mãe, da sua irmã. A religião, que começa a praticar, surge para ele com o medo da vida e com o medo da morte. Segreda a um amigo: “É o medo, sinto que ainda me restam quatro dias na terra, mas e depois? Creio que sobreviverei e não me quero arriscar a esturricar in aeternum” Vai-se tornando cada vez mais tímido, desconfiado e susceptível. Vem alguma vezes a Paris mas, quando encontra amigos, faz-lhes de longe sinal de que não lhes quer falar. A ideia de uma pintura “sobre a natureza” surge em Cézanne a partir da mesma fraqueza. E a sua extrema atenção à natureza, à cor, e o carácter inumano da sua pintura também. “Devemos pintar uma face como se fosse um objecto”, a sua devoção ao mundo visível apenas são uma fuga ao mundo humano.É possivel que, no momento das suas fraquezas nervosas, Cézanne tenha concebido uma forma de arte válida para todos. Entregue a si mesmo, pode olhar a natureza como só um homem sabe fazê-lo. “Como pintor torno-me mais lúcido quando confrontado com a natureza”. Italianos, Tintoretto, Delacroix, Courbet, Impressionistas, em particular, Pissarro, a quem Cézanne deve a concepção da pintura, não como a realização de cenas imaginadas, mas como o estudo preciso das aparências, não como um trabalho de atelier antes como um trabalho sobre natureza.

como um “génio abortado”.Sete anos mais tarde, aos 20, decidido a tornarse pintor, duvida do seu talento e não ousa pedir ao pai que o envie para Paris. As cartas de Zola recriminam-lhe a instabilidade, a fraqueza e a indecisão. Já em Paris escreve: “Mais não fiz que mudar de lugar e o aborrecimento e o tédio perseguem-me.”O fundo do seu carácter é dominado pela ansiedade.

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Informações fictícias Itinerário 01 Portugal/ Amman Voo regular com destino a Amman, via cidade de ligação. Chegada, transporte ao

hotel e aloja-

mento. 02 Amman/ Castelos do Deserto I Amman Excursão aos Castelos do Deserto, situados a este da capital, importantes caravansarais, fortalezas e pavilhões de caça da época de esplen­dor dos omfadas. Jantar e alojamento. 03 Amman I Ajlun I Jerash/ Amman Saída para Ajlun para visitar o castelo-fortaleza construído em 1185 na época dos cruzados e reconstruído no séc. XIII pelos mamelucos; continuação para Jerash, uma das cidades da Decápolis. Visita ao Arco do Triunfo, à Praça Ovalada, à Colunata, ao Templo de Afrodite e ao Teatro romano. Jantar e alojamento em Amman. 04 Amman I Madaba I Monte Nebo I Petra Visita panorilmica de Amman e partida para Madaba para visitar a Igreja Ortodoxa de S.Jorge onde se encontra o primeiro mapa mosaico da Palestina; continuação para o Monte Nebo, onde se pode admirar a vista panorilmica do Vale do Jordão e do Mar Mor­to, local onde Moisés avistou a Terra Prometida. Transporte ao Mar

Morto e tempo livre para ba-

nhos Prosseguimento Petra. Jantar e alojamento. 05 Petra I Amman Dia dedicado à visita da cidade rosa. A passagem pelo impressionante

Destaque fictcio um precisava de cem sessões para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

desfiladeiro “Siq” é a porta de entrada para a antiga capital dos Nabateus, que esculpiram templos e túmulos nas montanhas rosadas há mais de 2.000 anos. A visita inclui o Tesouro, os Túmulos das Co­res,

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A natureza para os clássicos exigia circunscrição pelos contornos, composição e distribuição das luzes. A isso Cézanne responde: “Eles faziam um quadro e nós procuramos um pedaço de natureza”. E sobre os mestres: “substituiam a realidade pela imaginação e pela abstração que a acompanha”. Sobre a natureza: “É preciso que nos curvemos face a esta obra perfeita. Tudo nos vem dela, por ela existimos, esqueçamos tudo o resto”. Apesar disso foi necessário vencer grandes dificuldades para levar por diante a empresa e evitar a efemeridade que caracterizara as tentativas anteriores de introduzir aquele tipo de imprensa em Portugal. Caetano Alberto, sobre quem pesava a maior responsabilidade, tinha que trabalhar por si e dirigir o trabalho de seus discípulos, emendando, retocando e acabando a maior parte das gravuras, o que obrigava a dias de trabalho de 18 horas.

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os Túmulos Reais, o Mosteiro. Petra é um daqueles lugares do mundo onde se deve ir pelo menos uma vez na vida. Transporte a Am­man. Jantar e alojamento. 06 Amman I Portugal Transporte ao aeroporto e embarque para Portugal. Chegada. Fim dos nossos serviços Datas de Partida 2 e 15 de junho; 9 e 23 de julho Tap Air Portugal e British Airways Preços por pessoa Programa Categoria Mar-Dez Duplo Supl.Single 6 Dias Primeira 1.133€ 307€ Primeira SuD 1.233€ 351 € Turística 1.088€ 237€ 7 Dias Primeira 1.233€ 369€ Primeira SuD 1.323€ 421€ Turística 997€ 198€ Hotéis Previstos Days lnn I I bis I Arena I Landmark I Bristol I Kempinski I Meridien I Geneva I Amman Cham Holiday lnn I Warwick Millenium Petra Panorama I Petra Moon I Nabatean Castle I Movenpick l Guest House Taybet Zaman I Beit Zaman Marriott Serviços Incluídos Comuns aos 2 circuitos: Passagem aérea Portugal Amman I Portugal em classe turística; 5 ou 6 noites nos hotéis selecciona-

Note-se que o título da novidade edi-

Quando Cézanne se muda par Auvers-

queno-almoço;

torial possuía por extensão «Cadernos

sur-Oise

Circuito em viatura de turismo com

de Almada Negreiros», o que vincava

Em contacto com Pissarro abandona

guia local de língua espanhola;

a natureza individual do projecto e

os temas tétricos e alegra as cores da

4 ou 5 refeições;

criava maior expectativa em relação

sua paleta. As piceladas deixam de ser

Transfers de chegada e saída;

ao seu conteúdo. Almada, o incansá-

grossas e quadradas e tornam-se mais

Assistência pelos nossos represen-

vel animador do movimento moder-

subtis e flexíveis permitindo texturas

nista, tinha consciência da sua força

formadas por pequenas manchas de

como comunicador e do interesse que

cor com um resultado mais harmonio-

as suas criações suscitavam. Todos os

so. É Pissarro que incita Cézanne à pin-

teração);

suportes, formatos lhe eram familiares,

tura ao ar livre. Cerca 5.000 c.

Seguro de viagens VIP.

desde a imprensa à rádio, passando

dos em regime de alojamento e pe-

tantes locais; Taxas de serviço e IVA; Taxas de aeroporto, segurança e combustível – BA 231 ,33€ (suj. a al-

pela conferência, o teatro, o cinema e Os preços não incluem:

outras formas de intervenção directa.

Bebidas às refeições;

A maioria das vezes, conseguia des-

Visto; Despesas 3.000 c.

de

reserva.

Cerca

de

pertar opiniões e com Sudoeste não foi excepção.

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produz-se

uma

mudança.


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long distance

Zimbabué

os novos safaris com o apelo irresistível de áfrica

Entrada fictícia precisava de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura. Escreve aos anos: Vivo num tal estado de perturbações cerebrais, numa perturbação tão grande que temo a todo o momento, que a minha frágil razão não aguente.

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texto de

Cátia Fernandes

fotos de

Miguel Costa


Texto fictício parece-me que agora que estou melhor e que consigo dar uma orientação mais precisa aos meus estudos. Conseguirei atingir o objectivo tão procurado e durante tanto tempo perseguido?

Continuo como sempre

a estudar a natureza e parece-me que faço lentos progressos”. A pintura é o seu mundo e a sua maneira de existir. Trabalha sozinho, sem alunos, sem a admiração por parte da familia, sem encorajamento por parte dos júris.Já velho, interroga-se sobre se a novidade da sua pintura não decorreria de uma perturbação da sua visão, se toda sua vida não se teria baseado num acidente do seu corpo. Porquê tanta incerteza, tanto esforço, tantos falhanços e de repente, o sucesso? Jovem, aos 13 anos, inquietava os seus amigos com os seus acessos de cólera e as suas depressões. Zola, que era amigo de Cezanne desde criança, foi o primeiro a ver nele o génio e o primeiro a falar dele como um “génio abortado”.Sete anos mais tarde, aos 20, decidido a tornar-se pintor, duvida do seu talento e não ousa pedir ao pai que o envie para Paris. As cartas de Zola recriminam-lhe a instabilidade, a fraqueza e a indecisão. Já em Paris escreve: “Mais não fiz que mudar de lugar e o aborrecimento e o tédio perseguem-me.”O fundo do seu carácter é dominado pela ansiedade. Aos 42 anos, pensa que morrerá jovem e redige o testamento. Aos 46, tem uma paixão atormentada, insuportável, da qual nunca falará. Aos 51, retira-se para Aix, para melhor encontrar a natureza, mas tratase de um retorno ao meio da sua infância, da sua mãe, da sua irmã. A religião, que começa a praticar, surge para ele com o medo da vida e com o medo da morte. Segreda a um amigo: “É o medo, sinto que ainda me restam quatro dias na terra, mas e depois? Creio que sobreviverei e não me quero arriscar a esturricar in aeternum”

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Destaque fictcio um precisava de

Vai-se tornando cada vez mais tímido, desconfiado e sus-

cem sessões para uma natureza

amigos, faz-lhes de longe sinal de que não lhes quer falar.

morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

ceptível. Vem alguma vezes a Paris mas, quando encontra A ideia de uma pintura “sobre a natureza” surge em Cézanne a partir da mesma fraqueza. E a sua extrema atenção à natureza, à cor, e o carácter inumano da sua pintura também. “Devemos pintar uma face como se fosse um ob-

jecto”, a sua devoção ao mundo visível apenas são uma fuga ao mundo humano.É possivel que, no momento das suas fraquezas nervosas, Cézanne tenha concebido uma forma de arte válida para todos. Entregue a si mesmo, pode olhar a natureza como só um homem sabe fazê-lo. “Como pintor torno-me mais lúcido quando confrontado com a natureza”. Italianos, Tintoretto, Delacroix, Courbet, Impressionistas, em particular, Pissarro, a quem Cézanne deve a concepção da pintura, não como a realização de cenas imaginadas, mas como o estudo preciso das aparências, não como um trabalho de atelier antes como um trabalho sobre natureza.

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Informações fictícias Itinerário 01 Portugal/ Amman Voo regular com destino a Amman, via cidade de ligação. Chegada, transporte ao

hotel e aloja-

mento. 02 Amman/ Castelos do Deserto I Amman Excursão aos Castelos do Deserto, situados a este da capital, importantes caravansarais, fortalezas e pavilhões de caça da época de esplen­dor dos omfadas. Jantar e alojamento. 03 Amman I Ajlun I Jerash/ Amman Saída para Ajlun para visitar o castelo-fortaleza construído em 1185 na época dos cruzados e reconstruído no séc. XIII pelos mamelucos; continuação para Jerash, uma das cidades da Decápolis. Visita ao Arco do Triunfo, à Praça Ovalada, à Colunata, ao Templo de Afrodite e ao Teatro romano. Jantar e alojamento em Amman. 04 Amman I Madaba I Monte Nebo I Petra Visita panorilmica de Amman e partida para Madaba para visitar a Igreja Ortodoxa de S.Jorge onde se encontra o primeiro mapa mosaico da Palestina; continuação para o Monte Nebo, onde se pode admirar a vista panorilmica do Vale do Jordão e do Mar Mor­to, local onde Moisés avistou a Terra Prometida. Transporte ao Mar

Morto e tempo livre para ba-

nhos Prosseguimento Petra. Jantar e alojamento.

A natureza para os clássicos exigia circunscrição pelos contornos, composição e distribuição das luzes. A isso Cézanne responde: “Eles faziam um quadro e nós procuramos um pedaço de natureza”. E sobre os mestres: “substituiam a realidade

05 Petra I Amman

pela imaginação e pela abstração que a acompanha”. Sobre a natureza: “É preciso

Dia dedicado à visita da cidade rosa.

que nos curvemos face a esta obra perfeita. Tudo nos vem dela, por ela existimos,

A passagem pelo impressionante

esqueçamos tudo o resto”. Apesar disso foi necessário vencer grandes dificuldades

desfiladeiro “Siq” é a porta de en-

para levar por diante a empresa e evitar a efemeridade que caracterizara as tentati-

trada para a antiga capital dos Na-

vas anteriores de introduzir aquele tipo de imprensa em Portugal. Caetano Alberto,

bateus, que esculpiram templos e

sobre quem pesava a maior responsabilidade, tinha que trabalhar por si e dirigir o

túmulos nas montanhas rosadas há mais de 2.000 anos. A visita inclui o Tesouro, os Túmulos das Co­res,

trabalho de seus discípulos, emendando, retocando e acabando a maior parte das gravuras, o que obrigava a dias de trabalho de 18 horas.

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Destaque fictcio um precisava de cem sessĂľes para uma natureza morta, cento e cinquenta sessĂľes para retrato cem c.

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os Túmulos Reais, o Mosteiro. Petra é um daqueles lugares do mundo

Note-se que o título da novidade editorial possuía por extensão «Cadernos de Al-

onde se deve ir pelo menos uma vez

mada Negreiros», o que vincava a natureza individual do projecto e criava maior

na vida. Transporte a Am­man. Jan-

expectativa em relação ao seu conteúdo. Almada, o incansável animador do mo-

tar e alojamento.

vimento modernista, tinha consciência da sua força como comunicador e do interesse que as suas criações suscitavam. Todos os suportes, formatos lhe eram

06 Amman I Portugal

familiares, desde a imprensa à rádio, passando pela conferência, o teatro, o cinema

Transporte ao aeroporto e embar-

e outras formas de intervenção directa. A maioria das vezes, conseguia despertar

que para Portugal. Chegada. Fim

opiniões e com Sudoeste não foi excepção.

dos nossos serviços Datas de Partida 2 e 15 de junho; 9 e 23 de julho Tap Air Portugal e British Airways Preços por pessoa Programa Categoria Mar-Dez Duplo Supl.Single 6 Dias Primeira 1.133€ 307€ Primeira SuD 1.233€ 351 € Turística 1.088€ 237€ 7 Dias Primeira 1.233€ 369€ Primeira SuD 1.323€ 421€ Turística 997€ 198€ Hotéis Previstos Days lnn I I bis I Arena I Landmark I Bristol I Kempinski I Meridien I Geneva I Amman Cham Holiday lnn I Warwick Millenium Petra Panorama I Petra Moon I Nabatean Castle I Movenpick l Guest House Taybet Zaman I Beit Zaman Marriott Serviços Incluídos Comuns aos 2 circuitos: Passagem aérea Portugal Amman I Portugal em classe turística; 5 ou 6 noites nos hotéis seleccionados em regime de alojamento e pequeno-almoço; Circuito em viatura de turismo com guia local de língua espanhola; 4 ou 5 refeições; Transfers de chegada e saída;

Quando Cézanne se muda par Auvers-sur-Oise produz-se uma mudança. Em con-

Assistência pelos nossos represen-

tacto com Pissarro abandona os temas tétricos e alegra as cores da sua paleta. As

tantes locais;

piceladas deixam de ser grossas e quadradas e tornam-se mais subtis e flexíveis

Taxas de serviço e IVA; Taxas de aeroporto, segurança e combustível – BA 231 ,33€ (suj. a al-

permitindo texturas formadas por pequenas manchas de cor com um resultado mais harmonioso. É Pissarro que incita Cézanne à pintura ao ar livre. Cerca 5.000 c.

teração); Seguro de viagens VIP. Os preços não incluem: Bebidas às refeições; Visto; Despesas

de

reserva.

Cerca

de

3.000 c.

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Japão

long distance

tradição e contemporaneidade no oriente longínquo Entrada

fictícia

precisava

de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura. Escreve aos anos: Vivo num tal estado de perturbações cerebrais, numa perturbação enorme que temo a todo o momento, que a minha frágil razão não aguente.

texto de

Cátia Fernandes

fotos de

Miguel Costa

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Informações fictícias Itinerário 01 Portugal/ Amman Voo regular com destino a Amman, via cidade de ligação. Chegada, transporte ao

hotel e aloja-

mento. 02 Amman/ Castelos do Deserto I Amman Excursão aos Castelos do Deserto, situados a este da capital, importantes caravansarais, fortalezas e pavilhões de caça da época de esplen­dor dos omfadas. Jantar e alojamento. 03 Amman I Ajlun I Jerash/ Amman Saída para Ajlun para visitar o castelo-fortaleza construído em 1185 na época dos cruzados e reconstruído no séc. XIII pelos mamelucos; continuação para Jerash, uma das cidades da Decápolis. Visita ao Arco do Triunfo, à Praça Ovalada, à Colunata, ao Templo de Afrodite e ao Teatro romano. Jantar e alojamento em Amman. 04 Amman I Madaba I Monte Nebo I Petra Visita panorilmica de Amman e partida para Madaba para visitar a Igreja Ortodoxa de S.Jorge onde se encontra o primeiro mapa mosaico da Palestina; continuação para o Monte Nebo, onde se pode admirar a vista panorilmica do Vale do Jordão e do Mar Mor­to, local onde Moisés avistou a Terra Prometida. Transporte ao Mar

Morto e tempo livre para ba-

nhos Prosseguimento Petra. Jantar e alojamento. 05 Petra I Amman

Texto fictício parece-me que agora que estou melhor e que consigo dar uma orien-

Dia dedicado à visita da cidade rosa.

tação mais precisa aos meus estudos. Conseguirei atingir o objectivo tão procurado

A passagem pelo impressionante

e durante tanto tempo perseguido? Continuo como sempre a estudar a natureza

desfiladeiro “Siq” é a porta de en-

e parece-me que faço lentos progressos”. A pintura é o seu mundo e a sua maneira

trada para a antiga capital dos Na-

de existir. Trabalha sozinho, sem alunos, sem a admiração por parte da familia, sem

bateus, que esculpiram templos e

encorajamento por parte dos júris.Já velho, interroga-se sobre se a novidade da sua

túmulos nas montanhas rosadas há mais de 2.000 anos. A visita inclui o Tesouro, os Túmulos das Co­res,

pintura não decorreria de uma perturbação da sua visão, se toda sua vida não se teria baseado num acidente do seu corpo. Porquê tanta incerteza, tanto esforço,

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tantos falhanços e de repente, o sucesso? Jovem, aos 13 anos, inquietava os seus amigos com os seus acessos de cólera e as suas depressões. Zola, que era amigo de Cezanne desde criança, foi o primeiro a ver nele o génio e o primeiro a falar dele como um “génio abortado”.Sete anos mais tarde, aos 20, decidido a tornar-se pintor, duvida do seu talento e não ousa pedir ao pai que o envie para Paris. As cartas de Zola recriminam-lhe a instabilidade, a fraqueza e a indecisão. Já em Paris escreve: “Mais não fiz que mudar de lugar e o aborrecimento e o tédio perseguem-me.”

O fundo do seu carácter é dominado pela ansiedade. Aos 42 anos, pensa que morrerá jovem e redige o testamento. Aos 46, tem uma paixão atormentada, insuportável, da qual nunca falará. Aos 51, retira-se para Aix, para melhor encontrar a natureza, mas trata-se de um retorno ao meio da sua infância, da sua mãe, da sua irmã. A religião, que come-

Destaque fictcio um precisava de cem sessões para uma natu-

ça a praticar, surge para ele com o medo da vida e com o medo da morte. Segreda a

reza morta, cento e cinquenta

um amigo: “É o medo, sinto

sessões para retrato cem c.

dias na terra, mas e depois?

que ainda me restam quatro Creio que sobreviverei e não me quero arriscar a esturricar in aeternum”

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os Túmulos Reais, o Mosteiro. Petra é um daqueles lugares do mundo onde se deve ir pelo menos uma vez na vida. Transporte a Am­man. Jantar e alojamento. 06 Amman I Portugal Transporte ao aeroporto e embarque para Portugal. Chegada. Fim dos nossos serviços Datas de Partida 2 e 15 de junho; 9 e 23 de julho Tap Air Portugal e British Airways Preços por pessoa Programa Categoria Mar-Dez Duplo Supl.Single 6 Dias Primeira 1.133€ 307€ Primeira SuD 1.233€ 351 € Turística 1.088€ 237€ 7 Dias Primeira 1.233€ 369€ Primeira SuD 1.323€ 421€ Turística 997€ 198€ Hotéis Previstos Days lnn I I bis I Arena I Landmark I Bristol I Kempinski I Meridien I Geneva I Amman Cham Holiday lnn I Warwick Millenium Petra Panorama I Petra Moon I Nabatean Castle I Movenpick l Guest House Taybet Zaman I Beit Zaman Marriott Serviços Incluídos Comuns aos 2 circuitos: Passagem aérea Portugal Amman I Portugal em classe turística; 5 ou 6 noites nos hotéis seleccionados em regime de alojamento e pequeno-almoço; Circuito em viatura de turismo com guia local de língua espanhola;

Vai-se tornando cada vez mais tímido,

zas nervosas, Cézanne tenha concebi-

desconfiado e susceptível. Vem algu-

do uma forma de arte válida para to-

Assistência pelos nossos represen-

ma vezes a Paris mas, quando encon-

dos. Entregue a si mesmo, pode olhar

tantes locais;

tra amigos, faz-lhes de longe sinal de

a natureza como só um homem sabe

Taxas de serviço e IVA;

que não lhes quer falar. A ideia de uma

fazê-lo. “Como pintor torno-me mais

Taxas de aeroporto, segurança e

pintura “sobre a natureza” surge em

lúcido quando confrontado com a na-

combustível – BA 231 ,33€ (suj. a al-

Cézanne a partir da mesma fraqueza.

tureza”. Italianos, Tintoretto, Delacroix,

E a sua extrema atenção à natureza, à

Courbet, Impressionistas, em parti-

cor, e o carácter inumano da sua pin-

cular, Pissarro, a quem Cézanne deve

tura também. “Devemos pintar uma

a concepção da pintura, não como a

Bebidas às refeições;

face como se fosse um objecto”, a sua

realização de cenas imaginadas, mas

Visto;

devoção ao mundo visível apenas são

como o estudo preciso das aparências,

Despesas

uma fuga ao mundo humano.É possi-

não como um trabalho de atelier antes

vel que, no momento das suas fraque-

como um trabalho sobre natureza.

4 ou 5 refeições; Transfers de chegada e saída;

teração); Seguro de viagens VIP. Os preços não incluem:

3.000 c.

de

reserva.

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A natureza para os clássicos exigia cir-

presa e evitar a

cunscrição pelos contornos, compo-

efemeridade que

sição e distribuição das luzes. A isso

caracterizara as

Cézanne responde: “Eles faziam um

tentativas ante-

quadro e nós procuramos um peda-

riores de intro-

ço de natureza”. E sobre os mestres:

duzir aquele tipo

“substituiam a realidade pela imagina-

de imprensa em

ção e pela abstração que a acompa-

Portugal. Caetano Alberto, sobre quem

nha”. Sobre a natureza: “É preciso que

pesava a maior responsabilidade, tinha

nos curvemos face a esta obra perfeita.

que trabalhar por si e dirigir o trabalho

Tudo nos vem dela, por ela existimos,

de seus discípulos, emendando, reto-

esqueçamos tudo o resto”. Apesar dis-

cando e acabando a maior parte das

so foi necessário vencer grandes difi-

gravuras, o que obrigava a dias de tra-

culdades para levar por diante a em-

balho de 18 horas.

Destaque fictcio um precisava de cem sessões para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

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Note-se que o título da novidade edi-

desde a imprensa à rádio, passando

grossas e quadradas e tornam-se mais

torial possuía por extensão «Cadernos

pela conferência, o teatro, o cinema e

subtis e flexíveis permitindo texturas

de Almada Negreiros», o que vincava

outras formas de intervenção directa.

formadas por pequenas manchas de

a natureza individual do projecto e

A maioria das vezes, conseguia des-

cor com um resultado mais harmonio-

criava maior expectativa em relação

pertar opiniões e com Sudoeste não

so. É Pissarro que incita Cézanne à pin-

ao seu conteúdo. Almada, o incansá-

foi excepção.

tura ao ar livre. Cerca 5.000 c.

vel animador do movimento moder-

Quando Cézanne se muda par Auvers-

nista, tinha consciência da sua força

sur-Oise

como comunicador e do interesse que

Em contacto com Pissarro abandona

as suas criações suscitavam. Todos os

os temas tétricos e alegra as cores da

suportes, formatos lhe eram familiares,

sua paleta. As piceladas deixam de ser

produz-se

uma

mudança.

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long distance

Nova Zelândia

a natureza em exibição plena Entrada fictícia precisava de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura. Escreve aos anos: Vivo num tal estado de perturbações cerebrais, numa perturbação tão grande que temo a todo o momento, que a minha frágil razão não aguente.

texto de

Cátia Fernandes

fotos de

Miguel Costa

Texto fictício parece-me que agora que

za, tanto esforço, tantos falhanços e

estou melhor e que consigo dar uma

de repente, o sucesso? Jovem, aos 13

orientação mais precisa aos meus es-

anos, inquietava os seus amigos com

tudos. Conseguirei atingir o objectivo

os seus acessos de cólera e as suas

tão procurado e durante tanto tempo

depressões. Zola, que era amigo de

perseguido?

Continuo como sempre

Cezanne desde criança, foi o primeiro

a estudar a natureza e parece-me que

a ver nele o génio e o primeiro a falar

faço lentos progressos”. A pintura é o

dele como um “génio abortado”.Sete

seu mundo e a sua maneira de existir.

anos mais tarde, aos 20, decidido a tor-

Trabalha sozinho, sem alunos, sem a

nar-se pintor, duvida do seu talento e

admiração por parte da familia, sem

não ousa pedir ao pai que o envie para

encorajamento por parte dos júris.Já

Paris. As cartas de Zola recriminam-lhe

velho, interroga-se sobre se a novidade

a instabilidade, a fraqueza e a indeci-

da sua pintura não decorreria de uma

são. Já em Paris escreve: “Mais não fiz

perturbação da sua visão, se toda sua

que mudar de lugar e o aborrecimento

vida não se teria baseado num aciden-

e o tédio perseguem-me.

te do seu corpo. Porquê tanta incerte-

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”O fundo do seu carácter é dominado

Segreda a um amigo: “É o medo, sin-

da mesma fraqueza. E a sua extrema

pela ansiedade. Aos 42 anos, pensa que

to que ainda me restam quatro dias na

atenção à natureza, à cor, e o carácter

morrerá jovem e redige o testamento.

terra, mas e depois? Creio que sobre-

inumano da sua pintura também. “De-

Aos 46, tem uma paixão atormentada,

viverei e não me quero arriscar a es-

vemos pintar uma face como se fosse

insuportável, da qual nunca falará. Aos

turricar in aeternum” Vai-se tornando

um objecto”, a sua devoção ao mundo

51, retira-se para Aix, para melhor en-

cada vez mais tímido, desconfiado e

visível apenas são uma fuga ao mundo

contrar a natureza, mas trata-se de um

susceptível. Vem alguma vezes a Paris

humano.É possivel que, no momento

retorno ao meio da sua infância, da sua

mas, quando encontra amigos, faz-lhes

das suas fraquezas nervosas, Cézanne

mãe, da sua irmã. A religião, que co-

de longe sinal de que não lhes quer

tenha concebido uma forma de arte

meça a praticar, surge para ele com o

falar. A ideia de uma pintura “sobre a

válida para todos. Entregue a si mes-

medo da vida e com o medo da morte.

natureza” surge em Cézanne a partir

mo, pode olhar a natureza como só

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um homem sabe fazê-lo. “Como pintor torno-me mais lúcido quando confrontado com a natureza”. Italianos, Tintoretto, Delacroix, Courbet, Impressionistas, em particular, Pissarro, a quem Cézanne deve a concepção da pintura,

Destaque fictcio um precisava de cem sessões para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

não como a realização de cenas imaginadas, mas como o estudo preciso das aparências, não como um trabalho de atelier antes como um trabalho sobre natureza.

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Informações fictícias Itinerário 01 Portugal/ Amman Voo regular com destino a Amman, via cidade de ligação. Chegada, transporte ao

hotel e aloja-

mento. 02 Amman/ Castelos do Deserto I Amman Excursão aos Castelos do Deserto, situados a este da capital, importantes caravansarais, fortalezas e pavilhões de caça da época de esplen­dor dos omfadas. Jantar e alojamento. 03 Amman I Ajlun I Jerash/ Amman Saída para Ajlun para visitar o castelo-fortaleza construído em 1185 na época dos cruzados e reconstruído no séc. XIII pelos mamelucos; continuação para Jerash, uma das cidades da Decápolis. Visita ao Arco do Triunfo, à Praça Ovalada, à Colunata, ao Templo de Afrodite e ao Teatro romano. Jantar e alojamento em Amman. 04 Amman I Madaba I Monte Nebo I Petra Visita panorilmica de Amman e partida para Madaba para visitar a Igreja Ortodoxa de S.Jorge onde se encontra o primeiro mapa mosaico da Palestina; continuação para o Monte Nebo, onde se pode admirar a vista panorilmica do Vale do Jordão e do Mar Mor­to, local onde Moisés avistou a Terra Prometida. Transporte ao Mar

Morto e tempo livre para ba-

nhos Prosseguimento Petra. Jantar e alojamento. 05 Petra I Amman Dia dedicado à visita da cidade rosa. A passagem pelo impressionante desfiladeiro “Siq” é a porta de entrada para a antiga capital dos Nabateus, que esculpiram templos e túmulos nas montanhas rosadas há mais de 2.000 anos. A visita inclui o Tesouro, os Túmulos das Co­res,

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A natureza para os clássicos exigia circunscrição pelos contornos, composição e distribuição das luzes. A isso Cézanne responde: “Eles faziam um quadro e nós procuramos um pedaço de natureza”. E sobre os mestres: “substituiam a realidade pela imaginação e pela abstração que a acompanha”. Sobre a natureza: “É preciso que nos curvemos face a esta obra perfeita. Tudo nos vem dela, por ela existimos, esqueçamos tudo o resto”. Apesar disso foi necessário vencer grandes dificuldades para levar por diante a empresa e evitar a efemeridade que caracterizara as tentativas anteriores de introduzir aquele tipo de imprensa em Portugal. Caetano Alberto, sobre quem pesava

Destaque fictcio um precisava de

a maior responsabilidade, tinha que

cem sessões para uma natureza

seus discípulos, emendando, retocan-

morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

trabalhar por si e dirigir o trabalho de do e acabando a maior parte das gravuras, o que obrigava a dias de trabalho de 18 horas.Note-se que o título da novidade editorial possuía por extensão «Cadernos de Almada Negreiros», o que vincava a natureza individual do projecto e criava maior expectativa em relação ao seu conteúdo. Almada, o incansável animador do movimento modernista, tinha consciência da sua força como comunicador e do interesse que as suas criações suscitavam. Todos os suportes, formatos lhe eram

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os Túmulos Reais, o Mosteiro. Petra é um daqueles lugares do mundo onde se deve ir pelo menos uma vez na vida. Transporte a Am­man. Jantar e alojamento. 06 Amman I Portugal Transporte ao aeroporto e embarque para Portugal. Chegada. Fim dos nossos serviços Datas de Partida 2 e 15 de junho; 9 e 23 de julho Tap Air Portugal e British Airways Preços por pessoa Programa Categoria Mar-Dez Duplo Supl.Single 6 Dias Primeira 1.133€ 307€ Primeira SuD 1.233€ 351 € Turística 1.088€ 237€ 7 Dias Primeira 1.233€ 369€ Primeira SuD 1.323€ 421€ Turística 997€ 198€ Hotéis Previstos Days lnn I I bis I Arena I Landmark I Bristol I Kempinski I Meridien I Geneva I Amman Cham Holiday lnn I Warwick Millenium Petra Panorama I Petra Moon I Nabatean Castle I Movenpick l Guest House Taybet Zaman I Beit Zaman Marriott Serviços Incluídos Comuns aos 2 circuitos: Passagem aérea Portugal Amman I Portugal em classe turística; 5 ou 6 noites nos hotéis seleccionados em regime de alojamento e pe-

Destaque fictcio um precisava de

familiares, des-

cem sessões para uma natureza

rádio, passando

morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

de a imprensa à pela conferência, o teatro, o cinema e outras formas de in-

queno-almoço; Circuito em viatura de turismo com

tervenção directa. A maioria das vezes,

guia local de língua espanhola;

conseguia despertar opiniões e com

4 ou 5 refeições;

Sudoeste não foi excepção.

Transfers de chegada e saída;

Quando Cézanne se muda par Auvers-

Assistência pelos nossos represen-

sur-Oise

tantes locais;

produz-se

uma

mudança.

Em contacto com Pissarro abandona

Taxas de serviço e IVA;

os temas tétricos e alegra as cores da

Taxas de aeroporto, segurança e

sua paleta. As piceladas deixam de ser

combustível – BA 231 ,33€ (suj. a alteração);

grossas e quadradas e tornam-se mais

Seguro de viagens VIP.

subtis e flexíveis permitindo texturas formadas por pequenas manchas de

Os preços não incluem:

cor com um resultado mais harmonio-

Bebidas às refeições;

so. É Pissarro que incita Cézanne à pin-

Visto; Despesas

de

reserva.

Cerca

tura ao ar livre. Cerca 5.000 c.

de

3.000 c.

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Brasil

long distance

comandatuba e sauipe: dois lugares rurais de autenticidade Entrada fictícia precisava de cem sessões de trabalho para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões de pose para um retrato. Aquilo a que chamamos a sua obra era para ele apenas o ensaio e a aproximação à sua pintura. Escreve aos anos: Vivo num tal estado de perturbações cerebrais, numa perturbação tão grande que temo a todo o momento, que a minha frágil razão não aguente.

texto de

Cátia Fernandes

fotos de

Miguel Costa

Texto fictício parece-me que agora que

de repente, o sucesso? Jovem, aos 13

estou melhor e que consigo dar uma

anos, inquietava os seus amigos com

orientação mais precisa aos meus es-

os seus acessos de cólera e as suas

tudos. Conseguirei atingir o objectivo

depressões. Zola, que era amigo de

tão procurado e durante tanto tempo

Cezanne desde criança, foi o primeiro

perseguido?

Continuo como sempre

a ver nele o génio e o primeiro a falar

a estudar a natureza e parece-me que

dele como um “génio abortado”.Sete

faço lentos progressos”. A pintura é o

anos mais tarde, aos 20, decidido a tor-

seu mundo e a sua maneira de existir.

nar-se pintor, duvida do seu talento e

Trabalha sozinho, sem alunos, sem a

não ousa pedir ao pai que o envie para

admiração por parte da familia, sem

Paris. As cartas de Zola recriminam-lhe

encorajamento por parte dos júris.Já

a instabilidade, a fraqueza e a indeci-

velho, interroga-se sobre se a novidade

são. Já em Paris escreve: “Mais não fiz

da sua pintura não decorreria de uma

que mudar de lugar e o aborrecimento

perturbação da sua visão, se toda sua

e o tédio perseguem-me.

vida não se teria baseado num acidente do seu corpo. Porquê tanta incerteza, tanto esforço, tantos falhanços e

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Informações fictícias Itinerário 01 Portugal/ Amman Voo regular com destino a Amman, via cidade de ligação. Chegada, transporte ao

hotel e aloja-

mento. 02 Amman/ Castelos do Deserto I Amman Excursão aos Castelos do Deserto, situados a este da capital, importantes caravansarais, fortalezas e pavilhões de caça da época de esplen­dor dos omfadas. Jantar e alojamento. 03 Amman I Ajlun I Jerash/ Amman Saída para Ajlun para visitar o castelo-fortaleza construído em 1185 na época dos cruzados e reconstruído no séc. XIII pelos mamelucos; continuação para Jerash, uma das cidades da Decápolis. Visita ao Arco do Triunfo, à Praça Ovalada, à Colunata, ao Templo de Afrodite e ao Teatro romano. Jantar e alojamento em Amman. 04 Amman I Madaba I Monte Nebo I Petra Visita panorilmica de Amman e partida para Madaba para visitar a Igreja Ortodoxa de S.Jorge onde se encontra o primeiro mapa mosaico da Palestina; continuação para o Monte Nebo, onde se pode admirar a vista panorilmica do Vale do Jordão e do Mar Mor­to, local onde Moisés avistou a Terra Prometida. Transporte ao Mar

Morto e tempo livre para ba-

nhos Prosseguimento Petra. Jantar e alojamento. 05 Petra I Amman

O fundo do seu carácter é dominado pela ansiedade. Aos 42 anos, pensa que mor-

Dia dedicado à visita da cidade rosa.

rerá jovem e redige o testamento. Aos 46, tem uma paixão atormentada, insuportá-

A passagem pelo impressionante

vel, da qual nunca falará. Aos 51, retira-se para Aix, para melhor encontrar a nature-

desfiladeiro “Siq” é a porta de en-

za, mas trata-se de um retorno ao meio da sua infância, da sua mãe, da sua irmã. A

trada para a antiga capital dos Na-

religião, que começa a praticar, surge para ele com o medo da vida e com o medo

bateus, que esculpiram templos e

da morte. Segreda a um amigo: “É o medo, sinto que ainda me restam quatro dias

túmulos nas montanhas rosadas há mais de 2.000 anos. A visita inclui o Tesouro, os Túmulos das Co­res,

na terra, mas e depois? Creio que sobreviverei e não me quero arriscar a esturricar in aeternum” Vai-se tornando cada vez mais tímido, desconfiado e susceptível. Vem

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alguma vezes a Paris mas, quando encontra amigos, faz-lhes de longe sinal de que não lhes quer falar. A ideia de uma pintura “sobre a natureza” surge em Cézanne a partir da mesma fraqueza. E a sua extrema atenção à natureza, à cor, e o carácter inumano da sua pintura também. “Devemos pintar uma face como se fosse um objecto”, a sua devoção ao mundo visível apenas são uma fuga ao mundo humano.

Destaque fictcio um precisava de cem sessões para uma natureza morta, cento e cinquenta sessões para retrato cem c.

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os Túmulos Reais, o Mosteiro. Petra é um daqueles lugares do mundo onde se deve ir pelo menos uma vez na vida. Transporte a Am­man. Jantar e alojamento. 06 Amman I Portugal

É possivel que, no momento das suas fraquezas nervosas, Cézanne tenha concebido

Transporte ao aeroporto e embar-

uma forma de arte válida para todos. Entregue a si mesmo, pode olhar a natureza

que para Portugal. Chegada. Fim

como só um homem sabe fazê-lo. “Como pintor torno-me mais lúcido quando con-

dos nossos serviços

frontado com a natureza”. Italianos, Tintoretto, Delacroix, Courbet, Impressionistas, em particular, Pissarro, a quem Cézanne deve a concepção da pintura, não como a

Datas de Partida

realização de cenas imaginadas, mas como o estudo preciso das aparências, não

2 e 15 de junho; 9 e 23 de julho

como um trabalho de atelier antes como um trabalho sobre natureza.A natureza

Tap Air Portugal e British Airways

para os clássicos exigia circunscrição pelos contornos, composição e distribuição das luzes. A isso Cézanne responde: “Eles faziam um quadro e nós procuramos um

Preços por pessoa Programa Categoria Mar-Dez Duplo

pedaço de natureza”. E sobre os mestres: “substituiam a realidade pela imaginação

Supl.Single

e pela abstração que a acompanha”. Sobre a natureza: “É preciso que nos curvemos

6 Dias Primeira 1.133€ 307€ Primei-

face a esta obra perfeita. Tudo nos vem dela, por ela existimos, esqueçamos tudo

ra SuD 1.233€ 351 € Turística 1.088€

o resto”. Apesar disso foi necessário vencer grandes dificuldades para levar por

237€

diante a empresa e evitar a efemeridade que caracterizara as tentativas anteriores

7 Dias Primeira 1.233€ 369€ Primeira

de introduzir aquele tipo de imprensa em Portugal. Caetano Alberto, sobre quem

SuD 1.323€ 421€ Turística 997€ 198€

pesava a maior responsabilidade, tinha que trabalhar por si e dirigir o trabalho de seus discípulos, emendando, retocando e acabando a maior parte das gravuras,

Hotéis Previstos Days lnn I I bis I Arena I Landmark I Bristol I Kempinski I Meridien I Ge-

o que obrigava a dias de trabalho de 18 horas.Note-se que o título da novidade editorial possuía por extensão «Cadernos de Almada Negreiros», o que vincava a

neva I Amman Cham Holiday lnn I Warwick Millenium Petra Panorama I Petra Moon I Nabatean Castle I Movenpick l Guest House Taybet Zaman I Beit Zaman Marriott Serviços Incluídos Comuns aos 2 circuitos: Passagem aérea Portugal Amman I Portugal em classe turística; 5 ou 6 noites nos hotéis seleccionados em regime de alojamento e pequeno-almoço; Circuito em viatura de turismo com guia local de língua espanhola; 4 ou 5 refeições; Transfers de chegada e saída; Assistência pelos nossos representantes locais; Taxas de serviço e IVA; Taxas de aeroporto, segurança e combustível – BA 231 ,33€ (suj. a alteração); Seguro de viagens VIP. Os preços não incluem: Bebidas às refeições; Visto; Despesas

de

reserva.

Cerca

de

3.000 c.

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Destaque fictcio um precisava de cem sessões para uma natureza

natureza individual do projecto e criava maior expectativa

morta, cento e cinquenta sessões

dor do movimento modernista, tinha consciência da sua

para retrato cem c.

em relação ao seu conteúdo. Almada, o incansável animaforça como comunicador e do interesse que as suas criações suscitavam. Todos os suportes, formatos lhe eram

familiares, desde a imprensa à rádio, passando pela conferência, o teatro, o cinema e outras formas de intervenção directa. A maioria das vezes, conseguia despertar opiniões e com Sudoeste não foi excepção.

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Quando Cézanne se muda par Auvers-sur-Oise produz-se uma mudança. Em contacto com Pissarro abandona os temas tétricos e alegra as cores da sua paleta. As piceladas deixam de ser grossas e quadradas e tornam-se mais subtis e flexíveis permitindo texturas formadas por pequenas manchas de cor com um resultado mais harmonioso. É Pissarro que incita Cézanne à pintura ao ar livre. Cerca 5.000 c.

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