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Distribuição gratuita

Edição nº 3

TURISMO

ECOLOGIA

AVENTURA

terra das maravilhas, da ecoaventura e dos esportes de ação.

Quitrídio

Ameaça de extinção.

Costa Rica Pura Vida!

Monte Verde

Pesca Esportiva Amazônia e Caiaque... Uma combinação perfeita!

Um pedacinho da Europa na Serra da Mantiqueira.


Revista

Edição 03

Costas Rica Pura Vida!

Foz do Iguaçu,

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terra das maravilhas, da ecoaventura e dos esportes de ação.

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Monte Verde

Um pedacinho da Europa na Serra da Mantiqueira.

Amazônia e Caiaque... Uma combinação perfeita!

Quitrídio

Ameaça de extinção.

98 114 128

Expediente

Fale com a gente

Diretor Executivo: Marcello Lemos Jornalista Responsável: Daniela Alves - MTB 55873/SP Revisão: Alexandre Barbosa Coordenador de Arte: Marcello L. Reis Fotografias não identificadas/Capa: Marcello L. Reis Colaboradores: Pescaventura, Costa Rica Viagens Naturais, Reserva Betary, Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu, Itaipu Binacional, Iguassu Convention & Visitors Bureau, ICMBio, Cataratas do Iguaçu S/A, Destino Iguaçu e Prefeitura Municipal de Camanducaia.

Rota Verde

rotaverde.net sac@editoragrisanti.com.br Revista ROTA VERDE edição N˚3, de Julho de 2013 é uma publicação trimestral da Editora Grisanti Ltda - ME. O acesso gratuito à publicação digital é disponibilizado através do site www.rotaverde.net . Central de atendimento, de Segunda à Sexta-Feira, das 8h às 18h - Tel: (11) 4171-1133 -email: sac@editoragrisanti.com.br . É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo da Revista Rota Verde sem a prévia autorização da Editora Grisanti Ltda-ME.


Carta ao leitor

Novas Rotas! Tomados de um sentimento crescente de participar na educação ambiental, resolvemos criar uma coluna, a partir desta edição, abordando de forma incisiva assuntos relacionados à ecologia. Nosso primeiro assunto neste segmento trata de um problema global, um fungo que afeta os anfíbios e vem contribuindo com a extinção de várias espécies nas últimas décadas. Para agregar esse conteúdo à revista, de forma confiável e informativa, contamos com a colaboração de profissionais especializados na área. Ademais, continuaremos a tratar com o mesmo empenho o turismo e as atividades desenvolvidas em contato com a natureza. Aproveite também, nesta edição, para conhecer um pouco mais de um destino o qual todos os brasileiros deveriam visitar: as Cataratas do Iguaçu, uma das sete novas maravilhas da natureza. Novamente agradecemos a você, leitor, por nos dar a motivação necessária para continuar nossa jornada em busca da excelência. Marcello L. Reis

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Doutores - Logo Solidariedade pelos rios da Amazônia Queridos amigos! Em 2013, Doutores das Águas III foi um sucesso, graças á dedicação e competência de todos. Sem essa família de voluntários da melhor qualidade e dos patrocinadores e colaboradores, não daria para atender tanta gente e poder ajudar tantos ribeirinhos gratuitamente. Nosso eficiente corpo de médicos atendeu 1.321 pessoas, 10% de crescimento em relação ao ano passado. Com a aquisição do eletro cautério, 10 pequenas cirurgias foram feitas, com impacto imediato na melhoria de qualidade de vida destas pessoas. Este ano atendemos pela primeira vez no ambulatório Pescaventura, na comunidade de Bom Jardim. Uma conquista. Na área odontológica, muitas mudanças: a melhoria dos equipamentos de atendimento e aperfeiçoamentos na rotina não só ampliaram nossa capacidade de atendimento, como foi

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possível realiza-lo da melhor maneira. Contamos com o Escovódromo, que possibilitou aos dentistas e orientadores realizarem a higiene bucal, de maneira correta em 100% de adultos e crianças e todos receberam flúor! Foram feitas 263 restaurações, 198 extrações e levantamento estatístico em 846 ribeirinhos. Destaque também na área de educação recreativa, que orientou e distribuiu pasta e escova de dente para 100% da população, adultos e crianças, além de fazer a festa da meninada com brincadeiras educativas e brinquedos de qualidade. Estamos acelerando a produção do folder e do DVD, para entregar aos parceiros que apoiam e apostam na ideia de seguirmos navegando pelos rios da solidariedade. Mais uma vez, agradecemos a ajuda de todos, porque os DOUTORES DAS ÁGUAS dependem do apoio de pessoas como vocês. Sucesso! Sucesso!!! Até DOUTORES DAS ÁGUAS IV em 2014! Um super abraço, Rubinho de Almeida Prado Mauro de Almeida Prado


ecer h n o c a h n Ve o! s í a r a P e t es

Site: www.viagensnaturais.com.br E-mail: costarica@viagensnaturais.com.br / Tel: (11) 2679-2773 Rua Barão Do Triunfo, 88 – Sala 505 - Brooklin - São Paulo - CEP 04602-000 CNPJ: 17.069.586/0001-43


COSTA RICA PURA VIDA!

Texto: Javier Varade e Yuri Alexandre Schorohodoff. Fotos: Desafio, Hector Gamboa, Hotel Mountain Paradise, Hotel Punta Islita, Hotel Tango Mar, Javier Varade, Pacuare Lodge, Sky Arenal, Andres Madrigal, Mapache tours, Selvatura, Buzos de Aventura, Terrazas de Ballena, Robert Pratz, Dialan, The Ara Project, Marcos Torres Monttenegro, Admiradores del Chirripó.

Costa Rica é única e especial. Possui uma população de pouco mais de 4 milhões de habitantes, com expectativa de vida de 78 anos, taxa de alfabetização de 97%, um território com mais de 27% de áreas protegidas, uma democracia imperecível e nenhum exército. Tudo isso lhe permitiu ser considerado por duas vezes o país mais feliz do mundo. Os costarriquenhos são educados e sempre dispostos a ajudar os visitantes no que for preciso.

A maior parte da população está concentrada no Vale Central, onde estão as cidades mais populosas: Heredia, Alajuela, Cartago e a capital San José, onde está centralizada a atividade governamental, de negócios e cultura. O restante do país abriga uma incrível beleza natural para ser desfrutada e apreciada, tais como, florestas, rios, vulcões e praias. Nenhum país do mundo reúne tantos ecossistemas diferentes em um espaço tão pequeno.

Cerro Chirripó

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A araracanga ou arara vermelha pequena (Ara macao) e a ameaçada arara verde grande (Ara ambiguus), são espécies protegidas na Costa Rica pela organização sem fins lucrativos, The Ara Project, que tem como objetivo principal a reintrodução de indivíduos dessas espécies na natureza.

Paterpe insignis

Macaco de cheiro (Saimiri sciureus)

Com 51.100 km², tendo quase o tamanho da Suíça, a Costa Rica é dividida por uma série de cadeias de montanhas vulcânicas que se estendem da Nicarágua ao Panamá. É banhada pelo oceano Atlântico do lado caribenho e pelo Pacífico na costa oeste do país, além de ser uma conexão entre América do Sul e América do Norte. Tudo isso favorece a existência de uma grande diversidade de flora e fauna.

Os macacos reverenciam o nascer do sol pulando de galho em galho no topo das árvores mais altas da floresta, o beija-flor absorve o néctar de centenas de flores, um grupo de quatis atravessa a estrada para chegar às encostas do vulcão, pelicanos voam em linha patrulhando a costa do Pacífico, a preguiça atravessa a estrada sem qualquer pressa. Esses são momentos que nós podemos apreciar em muitos cantos da Costa Rica, um lugar 100% natural. Rota Verde | 13


Praia do PacĂ­fico

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SAN JOSÉ, A CAPITAL DO PARAÍSO NATURAL A capital San José foi fundada em 1737 e, a partir de 1823, após uma série de disputas com outras cidades coloniais emergentes da época, foi proclamada capital do país. Naquela época, era apenas uma cidade agrícola, mas devido a constante migração no meio do século passado, hoje assume status de metrópole. Alguns viajantes consideram necessário conhecer a capital, antes de partir em busca da Costa Rica autentica e natural, mas podemos dizer que San José é o centro de tudo e ao olhar para o cotidiano da cidade pode-se ter uma ideia da cara do país. Durante o dia, as ruas e os mercados estão cheios de vida, cor e alguns traços coloniais. Já a noite pode ser sofisticada para todos os gostos.

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CARIBE, A COSTA DOS CONTRASTES As montanhas da Cordilheira de Talamanca e os vulcões da Cordilheira Central formam a espinha dorsal que separa o lado caribenho do resto do país. Aqui, a selva e o mar se unem para dar forma a uma costa arenosa salpicadas de zonas úmidas ribeirinhas, recifes de corais e pequenas cidades marcadas com população de raízes jamaicanas, misturada com os indígenas Bribis e Cabecar da região, chineses que vieram para construir a ferrovia e, também, europeus, que gradualmente se estabeleceram na região atraídos pela sua beleza. Esta mistura também é encontrada na culinária, na língua, na música e em toda a sua cultura. No Caribe, os parques nacionais mais visitados são os de Tortuguero e o Parque Nacional Cahuita. Tourgurero, no norte do Caribe, chega a atrair milhares de tartarugas verdes para a desova e ao sul, o Parque Nacional Cahuita, com o seus recifes de corais e trilhas ao longo da costa, onde Parque Nacional Cahuita

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Canales de Tortuguero


os gritos dos macacos rompem a monotonia do som das ondas do mar. Puerto Viejo é a comunidade mais ao sul, em sua orla encontramos as praias mais espetaculares. O ambiente é muito descontraído e bicicletas são o meio de transporte preferido para chegar a essas praias maravilhosas. Surfistas locais conhecem bem as ondas que correm paralelas à costa, chamando-as de Salsa Brava e, uma unanimidade entre os esportistas da região e os visitantes é a praia Cocles, que possui ondas para todos os gostos. Mais adentro da costa está um dos rios mais surpreendentes para o rafting, o Rio Pacuare, que devido sua localização não tem uma estação seca definida e mantém uma vazão ideal para esta atividade ao longo do ano.

Parque Nacional Cahuita

A COSTA PARADISÍACA DO PACÍFICO Na parte oeste, a atração principal é o seu pôr do Sol de beleza única. Ao Norte, o clima é destacado por suas duas estações bem definidas: Canales de Tortuguero

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Parque Nacional Manuel Antonio

RuthChoi / Shutterstock

chuvosa e seca. Na seca, as planícies do interior são cobertas por um manto de vegetação de cor amarela e na estação chuvosa os infinitos tons de verde são misturados com o oceano azul. Em suas longas praias estão os resorts de grande ou pequena escala, mas sempre sobre estritos estudos ambientais para garantir a sustentabilidade ambiental. Os hotéis da Península Papagayo são de bandeiras famosas como o Four Seasons ou Marriott. A Região é paradisíaca e perfeita para relaxar com toda a tranquilidade. Ao sul, onde é menos povoado e menos desenvolvido o espaço natural é muito pouco frequentado e com grandes áreas protegidas, como a península e de Corcovado onde a floresta é o lar de grandes felinos, tais como a onça-pintada e onça-parda. Já no Parque Marino Ballena, você terá a oportunidade de ver famílias de baleias jubarte nadando livremente na imensidão azul. 18 | Rota Verde


Hotel Tango Mar Hotel Punta Islita

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Parque Nacional Ostional - a “arribada� reune milhares de tartarugas marinhas que nidificam nas praias protegidas pelo parque.

Rio Tarcoles Crocodilo americano (Crocodylus acutus)

M

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Vista aĂŠrea de Tortugas Islands no Golfo de Nicoya, na costa oeste. Tami Freed / Shutterstock

Bothriechis schlegelii sobre uma Rosa de Porcelana (Etlingera elatior)

Matteo Volpi / Shutterstock

worldswildlifewonders/Shutterstock

Gecarcinus quadratus


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PARAÍSO DO SURF As praias da Costa Rica têm atraído muitos surfistas, especialmente por causa do filme Endless Summer II, que mostrou ao mundo o potencial das ondas no país. Ondas de direita e esquerda, recifes e a água quente criam a fórmula perfeita para desfrutar do surf durante todo o ano. As ondas são grandes, não como as do Havaí, mas a costa do Pacífico costarriquenho oferece um maior número de praias para este esporte. As praias Tamarindo, Avellana, Hermosa, Santa Teresa são apenas um pequeno exemplo dos lugares mais visitados pelos surfistas. Existem outras praias distantes para se sentir sozinho em meio ao paraíso, como Coyote, Nosara e mais ao sul Pavones com esquerdas intermináveis. No Caribe, é a famosa onda de Salsa Brava que atrai surfistas locais e visitantes.

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Parque Nacional Marino Ballena Está localizado na costa banhada pelo Oceano Pacífico, a cerca de 190Km a sudoeste da capital do país. Os avistamentos das baleias jubarte são frequentes de Dezembro a Abril.

Claude Huot/Shutterstock Rota Verde | 25


MERGULHO COM OS GIGANTES Há elementos na Costa Rica que tornam esta atividade especialmente agradável. São elas: temperatura quente das águas; vida marinha abundante; excelente visibilidade e poucas pessoas. Se você quiser ver enormes cardumes de peixes e grandes animais marinhos, como tartarugas, tubarões (martelo, ponta branca e baleia), raias e baleias, com certeza, você estará no lugar certo. Os melhores lugares para mergulho estão na costa do Pacífico Norte. Das praias do Coco, Hermosa ou Flamingo podemos acessar os melhores locais, visitando as Ilhas Catalina e Murcielago que são ideais para especialistas em mar aberto, onde há tubarões galha branca, moreias, e uma ifinidade de animais marinhos. No litoral sul, mais distante da costa, ao redor Punta Uvita


da Ilha de Caño, encontra-se um ótimo lugar onde ocasionalmente podem ser vistas baleias e golfinhos nadando próximas aos mergulhadores. Mas o auge do mergulho na Costa Rica é sem sombra de dúvida a Ilha do Coco. Localizada a 500 km da plataforma continental, reconhecida pela UNESCO como patrimônio natural da humanidade, é considerada por muitos um dos três melhores lugares do mundo para mergulhar, o que garante, a qualquer mergulhador que se aventurar por águas, uma experiência inesquecível.

Ilha Murcielago


Ilha do Coco

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Revista Rota Verde! Acesse: www.rotaverde.net www.facebook.com/rotaverde.net


RAFTING EM RIOS SELVAGENS Todos os anos centenas de turistas vêm para experimentar esta atividade em meio a uma paisagem magnífica nos rios da Costa Rica. Também com o conforto das águas quentes, entraremos nas impressionantes corredeiras dos rios de classe 3 e 4, com águas puras, cristalinas e fortes correntes, proporcionando ao longo do curso do rio inúmeras emoções entre saltos e mudanças inesperadas de rumo. O rio Pacuare tem um belíssimo circuito de águas que, ao longo do percurso, revela enormes cachoeiras que atraem a nossa atenção,

Rafting no Rio Touro

desenhando enormes linhas brancas pelos penhascos íngremes cheios de vegetação. Num local mais tranquilo do rio, existe uma parada para que os aventureiros reponham as energias antes de continuar seu trajeto até o fim do percurso, com grandes emoções à espera. A oeste do país, encontramos rios mais curtos, mas tão divertidos e emocionantes quanto os rios do lado caribenho. Os rios Naranjo e Savegre, que nascem no coração do Parque Nacional Quetzales, também vão fazer seu coração bater mais forte.


Rafting no Rio Pacuare


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FORÇAS DA NATUREZA - VULCÕES A Costa Rica está localizada no que é considerada a área mais vulcânica do planeta, possui mais de 60 vulcões sendo que 7 deles ainda estão ativos. Por isso, os vulcões são uma gigantesca atração turística. Os mais famosos são: Irazu, Poas e Arenal. Dos vulcões com acesso turístico, o Irazu é o maior e mais ativo Costa Rica. Pode-se chegar próximo ao topo de carro, onde você terá uma linda vista da sua imensa cratera de 300 metros de profundidade que guarda em seu interior um lindo lago com águas de cor verde esmeralda. Poas, o mais próximo da capital, é também o mais visitado. Encanta os olhos com seu lago de

Vulcão Poas

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cor azul claro e pequenas fumarolas que saem nas proximidades da cratera. Em suas encostas você pode encontrar cinco lindas quedas d’água de diferentes tamanhos. Por último, o majestoso Vulcão Arenal que impera com sua imponência na paisagem e deslumbra seus visitantes com suas fontes termais (águas quentes que vem diretamente do vulcão). A natureza exuberante a sua volta, permite a prática de esportes de aventura, tais como: arvorismo, tirolesa, bungee jump, entre outros. E para completar esse cenário selvagem, o lago Arenal, o maior da Costa Rica é famoso pela prática de Windsurf, caiaque, pesca esportiva e stand up paddle.


Vulc達o Irazu

Nickolay Stanev/Shutterstock

Vulc達o Arenal

Stand Up no Lago Arenal


Hotel Mountain Paradise

Rio Celeste


Catarata de La Fortuna

Colin D. Young/Shutterstock

Rio Celeste

Jarno Gonzalez Zarraonandia/Shutterstock


Monteverde

Rapel na Fortuna

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PASSEIO NAS ALTURAS

Arenal

O arvorismo surgiu nos anos 80, na Costa Rica, como forma de pesquisa da fauna e flora por cientistas que necessitavam observar ou coletar animais silvestres e outros organismos que se encontravam nas copas das árvores. Atualmente, é um esporte de aventura que se difundiu pelo mundo todo. Na Costa Rica, o locais mais famosos para a prática desse esporte são: Parque Nacional Vulcão Arenal e a Reserva Biológica de Monteverde. As pontes suspensas do Arenal possibilitam uma caminhada sobre o topo das árvores, onde você irá contemplar a fauna e a flora de um ponto de vista privilegiado. No total são 16 pontes, 10 delas são fixas e medem de 8 a 22 metros e 6 são pontes suspensas que medem de 48 a 98 metros de comprimento. Um passeio único e impressionante que você não pode perder! Em Monteverde você terá a oportunidade de praticar este esporte em meio a uma selva repleta de vida selvagem com uma biodiversidade riquíssima e preservada, optando também em deslizar em suas dezenas de cabos praticando a tirolesa. Arenal

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Sky Arenal

INFORMAÇÕES ÚTEIS Devido a sua localização, a Costa Rica tem clima quente e agradável o ano todo, por isso pode-se viajar em qualquer época. As companhias aéreas que levam você até a Costa Rica são: Taca, Copa, Avianca e América Airlines. Não existem voos diretos partindo do Brasil. Todos possuem conexões. É recomendável levar roupas leves e confortáveis, chapéus, bonés, calçados confortáveis para caminhadas em trilhas, repelente contra insetos, protetor solar e roupa de banho. Para ingressar na Costa Rica é obrigatório ter a carteira de vacinação internacional da ANVISA, tendo em dia a vacina contra febre amarela com no mínimo 10 dias antes da viagem. O Passaporte deve ter no mínimo 6 meses de vigência. A língua oficial é o espanhol, mas devido ao grande fluxo de turistas, a língua inglesa também é amplamente difundida. A moeda é o Colón (500 Colones equivalem 40 | Rota Verde

a 1 Dólar), mas o Dólar também é aceito no comércio local e a maioria dos lugares trabalha com cartões de crédito. O fuso horário é de 3h a menos de Brasília.

RECOMENDAMOS Para uma viagem inesquecível à Costa Rica e conhecer o melhor que ela pode lhe oferecer é recomendável um período mínimo de 10 noites para curtir uma viagem tranquila, agradável e sem correria. Aqui vão algumas sugestões para você realizar a viagem dos sonhos nesse paraíso 100% natural: - Nesta primeira opção de 10 dias, você irá conhecer quatro dos principais pontos da Costa Rica: a capital do país, San José; Depois a costa do Pacífico costarriquenho em Manuel Antônio, com suas praias paradisíacas de cor azul; Em seguida seguirá para vulcão Arenal com opções de esportes de aventura e visitar suas fontes termais; Finalmente, conhecerá a costa do Caribe


Agalychnis callidryas

Eric Isselee/Shutterstock

em Puerto Viejo, uma cidade com as praias mais lindas do Caribe e um lugar perfeito para relaxar na praia, fazer cavalgadas e curtir a noite no estilo caribenho; - Na segunda opção, para você que é amante de esportes de aventura, é imprescindível que faça um rafting no rio Pacuare; O arvorismo e o rapel no Parque Nacional Vulcão Arenal; A tirolesa e as trilhas no meio de florestas selvagens em Monteverde; Por fim, se aventurar fazendo snorkeling e nadar com golfinhos nas praias do Pacífico; - A terceira opção é para quem quer se aventurar nas profundezas do mar azul do Pacífico e nadar juntos com os animais marinhos, tais como:

tubarões, jamantas, moreias e enormes cardumes de peixes. Para isso você tem que mergulhar nas ilhas de Murcielago e Catalinas. Depois dos mergulhos, você poderá visitar o majestoso vulcão Arenal; - Nossa quarta opção é uma aventura inacreditável, indo ao local onde foi filmado Jurasic Park, a Ilha do Coco. São 8 dias em alto mar para mergulhar com tubarões-baleia e também em meio a cardumes de tubarões martelo. Realmente, uma viagem inesquecível.

Agradecimentos:

Costa Rica Viagens Naturais

Pacuare Lodge Rota Verde | 41


verde


Foz do Iguaรงu,

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terra das maravilhas, da ecoaventura e dos esportes de ação.

Texto: Claudio Dalla Benetta Fotografias não creditadas: Marcello L. Reis Rota Verde | 45


F

oz do Iguaçu localiza-se no extremo oeste do Paraná, na fronteira com o Paraguai e a Argentina. A cidade tem cerca de 260 mil habitantes, de acordo com o Censo de 2010, e abriga 72 diferentes etnias. Reconhecida como destino turístico internacional, por abrigar uma das novas sete maravilhas da natureza, as Cataratas do Iguaçu, e a maior usina hidrelétrica do mundo em geração de energia, a Itaipu Binacional, a cidade se destaca como o segundo destino na preferência dos turistas estrangeiros que visitam o Brasil a lazer, segundo pesquisa da Embratur. É também a quarta cidade brasileira que mais recebe eventos internacionais, conforme a Associação Internacional de Congressos e Convenções — ICCA, atrás apenas de capitais - São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Na lista de 417 cidades do mundo inteiro que receberam mais de cinco eventos internacionais, em 2012, Foz do Iguaçu aparece num honroso 142° lugar, com 16 eventos, à frente de destinos como Miami (Estados Unidos), em 241°, e Cannes (França), na 286ª posição. Fronteiras Maior cidade de fronteira do Brasil, Foz do Iguaçu tem como vizinhas Ciudad del Este, 46 | Rota Verde

no Paraguai, e Puerto Iguazú, na Argentina. Com Ciudad del Este, a ligação é pela Ponte Internacional da Amizade, inaugurada em 1965. A ponte, sobre o Rio Paraná, tem 552,4 metros, sendo 303 metros de vão livre. Passam pela Ponte da Amizade, diariamente, mais de 40 mil veículos, entre vans, carros, motos, ônibus e caminhões, sem contar os milhares de pessoas que atravessam a pé. A ligação com Puerto Iguazú é pela Ponte Internacional da Fraternidade, que ganhou o nome oficial de Ponte Tancredo Neves. Inaugurada em 1982, foi também construída sobre o Rio Paraná, a 15 quilômetros do ponto em que esse rio recebe o Iguaçu. Clima Localizada à altitude média de 192 metros acima do nível do mar, Foz está numa região de clima subtropical úmido, com verões quentes e invernos curtos. As geadas são pouco frequentes e as chuvas se distribuem regularmente por todos os meses do ano. A temperatura, em 2012, variou entre a mínima de -1,8 graus e a máxima de 38,2 graus, com média de 22,2 graus, segundo o Ministério da Aeronáutica/DTCEA. A umidade relativa do ar média é de 72,4%.


AridOcean/Shutterstock

Clima Localizada à altitude média de 192 metros acima do nível do mar, Foz está numa região de clima subtropical úmido, com verões quentes e invernos curtos. As geadas são pouco frequentes e as chuvas se distribuem regularmente por todos os meses do ano. A temperatura, em 2012, variou entre a mínima de -1,8 graus e a máxima de 38,2 graus, com média de 22,2 graus, segundo o Ministério da Aeronáutica/DTCEA. A umidade relativa do ar média é de 72,4%.

Foto: Acervo - Iguassu Convention & Visitors Bureau

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Infraestrutura para todo tipo de turismo Foz do Iguaçu conta com um dos seis maiores parques hoteleiros do país. São 24 mil leitos de hotéis, pousadas e albergues, de todas as categorias, do luxuoso ao mais simples. A cidade tem uma das melhores infraestruturas do país para a realização de eventos de todos os portes. Seus centros de convenções são capazes de receber, juntos, 40 mil pessoas, simultaneamente. A gastronomia é capaz de atender todos os gostos. Foz do Iguaçu tem mais de 150 restaurantes, dos quais pelo menos um terço tem cozinha com padrão internacional. Alguns dos melhores e mais refinados restaurantes estão localizados nos principais hotéis, mas há opções em diversos pontos da cidade, onde a diversificada gastronomia brasileira está presente. A vida noturna de Foz do Iguaçu inclui desde shows, com ênfase no folclore local e latino-americano, até a apresentação de artistas que estão hoje nos palcos de todo o Brasil. Há também bares e barzinhos para todos os tipos de tribos, onde o turista pode se enturmar com a comunidade da fronteira e levar de Foz a melhor das impressões.

Comemoração dos 100 anos (19032003) do tratados de fronteiras Brasil/ Argentina. Adesão: Marco das três fronteiras.

Para qualquer época Foz do Iguaçu é uma cidade que pode ser visitada o ano inteiro, porque seu principal atrativo – as Cataratas do Iguaçu – oferece um espetáculo diferente em cada período. Em época de cheias, a vazão se multiplica, com um espetáculo de águas jorrando pelos 275 saltos. Quando o rio está com vazão menor, permite visualizar todo o contorno dos saltos, visualizando-se assim a formação rochosa que as águas escondem.

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Itaipú Binacional A usina de Itaipu, maravilha da engenharia Maior geradora de energia limpa e renovável do planeta, a usina de Itaipu respondeu em 2012 por 17% de toda a energia elétrica consumida no Brasil e por mais de 70% do consumo paraguaio, sócio no empreendimento. Eleita em 1995 uma das sete maravilhas da engenharia moderna, pela Associação de Engenharia Civil dos Estados Unidos, que ouviu especialistas do mundo inteiro, a usina de Itaipu é formada por uma barragem de 7.919 metros

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de extensão e altura máxima de 196 metros, o equivalente a um prédio de 65 andares. A construção consumiu 12,3 milhões de metros cúbicos de concreto, suficientes para construir 210 estádios de futebol como o do Maracanã, no Rio de Janeiro. O ferro e o aço utilizados permitiriam a construção de 380 torres semelhantes à Eiffel, de Paris. Além de gerar muita energia, a usina é hoje exemplo mundial por seus programas ambientais e de sustentabilidade, que incluem


ações em toda a Bacia do Paraná, uma área onde vivem mais de um milhão de pessoas. São destaques, também, os programas que incentivam produtores e criadores a utilizarem energias alternativas, como o biogás gerado pela criação de porcos e aves. A empresa acumula uma série de prêmios ambientais e de sustentabilidade. Recentemente, a ONU premiou a empresa em reconhecimento às ações de equidade de gênero e de empoderamento da mulher. Complexo Turístico Itaipu Aberta à visitação em 1977, quando ainda estava em obras, a usina de Itaipu recebeu até hoje mais de 16 milhões de visitantes, pelas margens brasileira e paraguaia. Em 2007, foi instituída a visitação paga no lado brasileiro, com a criação do Complexo Turístico Itaipu. São oferecidas várias opões aos visitantes:

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A abertura dos vertedouros não atende a um cronograma pré-determinado. Está diretamente ligada ao nível do lago. A vazão chega a ser quarenta vezes maior que a das Cataratas do Iguaçu, despejando a aguá excedente do reservatório diretamente no Rio Paraná.

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Circuito Especial: Permite a visita ao interior da barragem, em ônibus especial, com atendimento feito por monitores bilíngues. Visita Panorâmica: Feita em ônibus de dois andares (double deckers), a visita conta com paradas estratégicas nos locais de maior impacto visual, permitindo que se façam imagens ou fotografias. Iluminação da Barragem: Com uma trilha sonora especial, a barragem é iluminada gradativamente por um complexo de refletores e luminárias. Test-drive Veículo Elétrico: O visitante pode percorrer os cenários da usina ao volante de um veículo elétrico, silencioso e não poluente, montado em Itaipu. O passeio, semelhante ao da Visita Panorâmica — cerca de 20 km —, é acompanhado por um monitor. Refúgio Biológico Bela Vista – O visitante percorre trilhas em meio à mata para ver de perto, em viveiros e recintos especiais, animais como a onça-pintada, o macaco-prego e o gambá, nativos da região, bem como espécies da flora, como o angico gurucaia, de 300 anos

de idade. O refúgio é uma unidade de proteção ambiental, criada por Itaipu nos anos 1970, para receber animais desalojados pela formação do reservatório. Ali são feitas pesquisas sobre fauna e flora, o que inclui a reprodução de animais silvestres em cativeiro e a produção de mudas florestais. Mais informações: www.turismoitaipu.com.br Brasil: 0800 645 4645 reservas@turismoitaipu.com.br

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Parque Nacional do Iguaçu, patrimônio da humanidade

O Parque Nacional do Iguaçu foi criado em 1939 e hoje tem área de 185.262,2 hectares. No lado argentino, o Parque Nacional Iguazú foi criado dois anos antes e conta atualmente com 67.620 hectares. O parque brasileiro tem o maior remanescente de floresta atlântica do Sul do Brasil e protege uma riquíssima biodiversidade. Tanto no Brasil como na Argentina, os parques abrigam espécies da fauna ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o jacaré-de-papo-amarelo e o gavião-real, além de importantes espécies da flora, como a araucária e a peroba rosa, ente muitas outras. Os especialistas já catalogaram, nos parques argentino e brasileiro, 257 espécies de borboletas, 18 de peixes, 12 de anfíbios, 41 de serpentes, 8 de lagartos, 340 de aves e 45 de mamíferos. Essa riquíssima biodiversidade e a beleza cênica das Cataratas do Iguaçu fizeram com que a Unesco declarasse o Parque Nacional Iguazú, em 1984, como Patrimônio Mundial da Natureza, o que também ocorreu dois anos depois com o Parque Nacional do Iguaçu.

Receptivo turístico e estacionamento do parque, inseridos no meio da floresta de Mata Atlântica.

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A imponência das Cataratas As Cataratas do Iguaçu se formam 18 quilômetros antes do Rio Iguaçu desaguar no Rio Paraná. O Rio Iguaçu, que nasce na Serra do Mar, tem 1.320 quilômetros de extensão e divide os estados do Paraná e de Santa Catarina. Nos últimos 115 quilômetros, forma a fronteira do Brasil com a Argentina. No trecho final do rio, um desnível do terreno forma quedas de 65 metros de altura, em média, que se estendem por 2.780 metros de largura. Dependendo da vazão do rio, o número de saltos varia de 150 a 300, e a altura das quedas de 40 a 82 metros. As Cataratas do Iguaçu despejam cerca de 1,5 milhão de litros de água por segundo, em períodos normais. Mas esse volume varia de 500 mil litros, em épocas de estiagem, a 6,5 milhões de litros, nos períodos de cheias do Rio Iguaçu. Em alguns anos, essa vazão chegou a atingir 8,5 milhões de litros de água por segundo. As Cataratas têm 19 saltos principais, três deles no Brasil e os demais na Argentina,

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porém voltados para o observador que está no lado brasileiro. O salto que mais chama a atenção dos visitantes é a Garganta do Diabo, uma profunda fenda provocada pela erosão, por onde a parte principal das Cataratas se precipita lateralmente. A Garganta do Diabo tem quase 85 metros de altura e seu formato lembra uma ferradura. O primeiro homem branco a avistar as Cataratas do Iguaçu, em 1542, foi o explorador espanhol Alvar Nuñez Cabeza de Vaca. Ele se deslocava do litoral de Santa Catarina rumo a Assunção, no Paraguai, quando se deparou com a grandiosidade das quedas d’água. Uma das Sete Maravilhas da Natureza As Cataratas do Iguaçu são visitadas anualmente por quase 3 milhões de turistas. Foram 1.535.382 visitantes no lado brasileiro, em 2012, e 1.394.804 no lado argentino. Todos, certamente, saem impressionados com o espetáculo da natureza. A mesma impressão que provocou em Eleanor Roosevelt, então primeira-dama dos Estados Unidos,


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Os quatis (Nasua nasua) passeiam livres por todo o parque e como todos os animais selvagens, n達o devem ser tocados e alimentados.

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uma exclamação ao comparar as Cataratas do Iguaçu com as quedas que o seu país divide com o Canadá: “Poor Niagara!” (pobre Niágara!). E toda esta beleza ganhou reconhecimento mundial em 2011, quando as Cataratas do Iguaçu foram eleitas entre as sete maravilhas mundiais da natureza. A eleição foi organizada pela fundação suíça New Seven Wonders, num processo que começou em 2007, com a participação de 400 atrativos naturais, dos quais 28 passaram à etapa final. Milhões de internautas de todo o mundo participaram da eleição das maravilhas que, além das Cataratas, inclui Amazônia (América do Sul); Baía de Ha Long (Vietnã); Ilha de Jeju (Coreia do Sul); Ilha de Komodo (Indonésia); Rio Subterrâneo de Puerto Princesa (Filipinas); e Table Mountain, na África do Sul. As maravilhas da natureza agora também se tornaram o mais novo produto turístico mundial. Foi lançada este ano a campanha Visite as Sete Maravilhas (Visit7Wonders), valorizando cada destino e o conjunto de maravilhas naturais.

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Um dos principais responsáveis no Brasil pela campanha que elegeu as Cataratas do Iguaçu entre as sete maravilhas mundiais da natureza é Gilmar Piolla, superintendente de Comunicação Social da Itaipu Binacional e presidente do Fundo de Desenvolvimento e Promoção Turística do Iguaçu. Ele disse que o compromisso de criar um roteiro turístico integrado foi assumido durante o congresso que, em maio do ano passado, reuniu representantes das sete maravilhas da natureza e da Fundação New Seven Wonders, em Foz do Iguaçu e em Puerto Iguazú (Argentina). O roteiro, que terá a chancela da fundação suíça, contará com um filme e materiais promocionais produzidos pela área de Comunicação Social da Itaipu Binacional.

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Cutia - roedor do gĂŞnero Dasyprocta amplamente encontrado na regiĂŁo.

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Jacutinga (Aburria jacutinga)

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No Parque Nacional do Iguaçu, espetáculo visual e ecoaventura Para o turista que gosta de contemplar a natureza, o espetáculo proporcionado pelas quedas d’água é de encher os olhos. Mas quem prefere ação poderá interagir com uma das paisagens mais belas do planeta. O Parque Nacional do Iguaçu tem alguns dos melhores atrativos de ecoaventura do Brasil, que incluem passeios de barco sob as Cataratas, rafting, rapel, escalada e tirolesa. Macuco Safari A aventura do Macuco Safari permite ao turista a indescritível emoção de tomar um banho de água debaixo das Cataratas do Iguaçu. Antes do passeio, feito em botes infláveis, com capacidade para 25 pessoas, o aventureiro é levado por um jipe elétrico em meio à mata nativa e faz o percurso final a pé até a beira do rio. Já no barco, o trajeto de quatro quilômetros Rota Verde | 65


até as Cataratas permite apreciar e registrar a paisagem inesquecível, até chegar ao momento mais emocionante do passeio, a navegação ali pertinho das Cataratas. A aventura, que inclui três banhos sob as quedas, em manobras que mostram toda a perícia dos pilotos, dura uma hora e meia. Passeio radical Mas não é só o Macuco Safari que permite interagir com a paisagem do Parque Nacional do Iguaçu. O turista também pode optar por andar a pé ou de bicicleta pela Trilha do Poço Preto, que começa perto de Porto Canoas, numa passarela suspensa de 320 metros de extensão e prossegue por uma trilha de nove quilômetros até uma casamata a 10 metros de altura, de onde se tem uma vista panorâmica da mata. O retorno é de barco. A partir do Porto Canoas também é possível acessar a Trilha das Bananeiras, o Terminal do Poço Preto, a Lagoa do Jacaré e o Arquipélago das Taquaras, com todas as opções de passeios. Rafting Descer de bote quatro quilômetros do

Rio Iguaçu, dois em águas calmas e dois em corredeiras, é outra opção apreciada por quem gosta de aventuras. É até permitido nadar no trecho calmo do rio. As corredeiras são consideradas de nível médio (classe III+), acessíveis a partir de 14 anos de idade. Arvorismo Escalada de árvores, em plena mata do Parque Nacional do Iguaçu, e com total segurança, é uma atividade que começa leve, a 50 centímetros do chão. Prossegue com 12 obstáculos a oito metros de altura, no meio da mata; inclui a escalada de um eucalipto de 10 metros de altura, e outra de um muro de sete metros de altura, com agarras artificiais que simulam rocha natural. Rapel O rapel é seguro, mas garante muita adrenalina para quem tem sangue frio. Para fazer essa atividade, o visitante seguirá por uma trilha suspensa de 360 metros, dentro da mata, até a plataforma de rapel. A descida, a partir da plataforma, é de 55 metros, com vista para as Cataratas do Iguaçu.

Foto: Nilton Rolim/Iguassu Convention & Visitors Bureau 66 | Rota Verde


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Foto: Nilton Rolim/Iguassu Convention & Visitors Bureau


As gigantescas dimensões das cataratas fazem desse lugar um destino turístico mundial que vale a pena ser visto de todos os ângulos possíveis. 68 | Rota Verde


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Passeios de helicóptero O sobrevoo de helicóptero possibilita fotografar e assistir, de um ângulo privilegiado, a um dos mais belos espetáculos da natureza. Com roteiros que podem incluir o sobrevoo das Cataratas do Iguaçu e Parque Nacional, passando pelo Marco das Três Fronteiras, Ponte Tancredo Neves e Ponte da Amizade, até o Lago de Itaipu e a própria usina, o passeio de helicóptero permite ao turista dimensionar o gigantismo da paisagem. O sobrevoo tem duração de 10 minutos e é feito pela empresa Helisul, que atende no telefone (45) 3529-7327.

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Parque Nacional IguaZÚ Emoções do lado argentino A exemplo do Brasil, o Parque Nacional Iguazú, na Argentina, também oferece opções de passeios emocionantes. Entre os passeios, estão o Inferior e o Superior. O primeiro parte do mirante do parque, em escadas que levam ao Rio Iguaçu e, por uma trilha no meio da mata, à parte inferior das quedas, de onde se tem uma vista panorâmica da Garganta do Diabo e, logo mais à frente, da Ilha e do Salto de San Martín. O Passeio Superior, como o nome diz, leva à parte superior das Cataratas, de onde se podem ver as águas do Rio Iguaçu lançando-se na turbulência das quedas, com um som quase ensurdecedor. Outro passeio leva à Garganta do Diabo.

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O acesso é pelo Trem das Cataratas, movido à eletricidade. Depois de descer na Estação Garganta do Diabo, o visitante caminha por uma passarela de 1.100 metros, que serpenteia entre as ilhotas até chegar em frente à Garganta do Diabo. Iguazú Forest Dentro da área de proteção do Parque Nacional Iguazú, mas longe das Cataratas, a empresa Iguazú Forest oferece turismo de aventura numa área florestal de 7.000 hectares, às margens do Rio Paraná. Até chegar lá, o visitante vai passar por uma reserva indígena e um assentamento de agricultores familiares. As aventuras do Iguazú Forest são trekking, tirolesa e rapel em cachoeira, todas com equipamentos de segurança necessários.


Na tirolesa, o turista desliza por um cabo de uma altura de 25 metros, de uma árvore até a outra. O cabo tem uma distância de 800 metros. O trekking na mata é feito numa trilha de 900 metros de distância, dentro de uma mata com diversas espécies da flora, como árvores estranguladoras, plantas parasitas, orquídeas e palmitos. O rapel é feito numa cachoeira de mais de 15 metros de altura, com direito a um refrescante banho. Mais informações: www.iguazuforest.com

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Dentro do parque argentino, cercado pela floresta de Mata Atl창ntica, o Sheraton disponibiliza sua luxuosa estrutura para dar todo o conforto aos seus hospedes.

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A Garganta do Diabo é, sem dúvida, o auge do passeio no Parque Iguazú. Plataformas bem conservadas possibilitam o acesso a cadeirantes até o mirante sobre as Cataratas.

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Paisagem de luxo: um hotel dentro do parque Olhar pela janela do quarto a paisagem das Cataratas é um dos privilégios dos turistas que se hospedam no Hotel das Cataratas. Pertencente ao grupo Orient-Express, é o único hotel localizado dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Em estilo colonial, o Hotel das Cataratas começou a ser construído em 1939. A II Guerra Mundial afetou a construção e o hotel só foi concluído dez anos depois, com 52 apartamentos. Nas décadas de 1970 e 1980, a então proprietária, Cia. Tropical de Hotéis, ampliou a capacidade do hotel para 203 apartamentos e duas suítes presidenciais. Em 2007, o hotel passou para a OrientExpress, que efetuou uma grande reforma nas instalações, sem alterar os aspectos originais da construção. Rota Verde | 79


Nem só de Cataratas e Itaipu Pode parecer surpreendente, mas os atrativos de Foz do Iguaçu não se limitam às Cataratas e à usina de Itaipu. A cidade tem muito mais a oferecer aos visitantes, nas mais diferentes áreas. Parque das Aves Para quem curte mesmo a natureza, é uma visita fundamental. Criado em 1994 pelo casal Dennis e Anna Croukamp, o Parque das Aves é um zoológico que permite aos visitantes entrar em viveiros e ter contato direto com mais de 900 aves de 130 espécies, muitas delas correndo risco de extinção. Há também outros animais, como jacarés, sucuris, jiboias, saguis e multicoloridas borboletas. O Parque das Aves, além de atender visitantes, desenvolve e apoia uma série de pesquisas que visam à reprodução de espécies em cativeiro e em vida livre. Já houve sucesso na reprodução da ararajuba, ave na lista de ameaçadas de extinção, e de outras como o Parque das Aves

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papagaio-da-cara-roxa, o tucano, o urubu-rei e a magnífica arara-azul. Religião e esoterismo Para quem quer conhecer um pouco mais sobre a cultura de outros povos, Foz do Iguaçu tem dois atrativos religiosos: a Mesquita Muçulmana e o Templo Budista. A Mesquita Omar Ibn Al-Khatab, símbolo da grande comunidade muçulmana que vive em Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, é um templo suntuoso, com minaretes de 15 metros de altura. O Templo Budista é cercado por um jardim com dezenas de estátuas de divindades, das quais a de Buda é a maior, com sete metros de altura. No interior do templo, as almofadas vermelhas convidam à meditação. A sacada funciona como um mirante, com vista para o Rio Paraná e a Ponte da Amizade. Um dos mais novos atrativos de Foz do Iguaçu é Cognópolis ou “cidade do conhecimento”, um bairro que abriga instituições voltadas ao


No Parque das Aves os visitantes podem caminhar entre os tucanos, araras, e outras espĂŠcies menos conhecidas como, por exemplo, o Mutum-cavalo (Pauxi tuberosa), na foto acima. Rota Verde | 81


Tucano-de-bico-verde (Ramphastos dicolorus)

estudo da conscienciologia, entre elas o Ceaec — Centro de Altos Estudos da Conscienciologia, fundado em 1995 pelo brasileiro Waldo Vieira. Um lago de águas calmas O reservatório de Itaipu, formado em 1982 com a construção da usina, é um dos maiores lagos artificiais do mundo, com 170 km de comprimento e área de 1.350 Km². A profundidade média é de 22 metros, mas nas proximidades da barragem pode alcançar 170 metros. Com 66 pequenas ilhas, as águas calmas do lago possibilitam uma série de alternativas de lazer, em clubes, praias artificiais e parques, e propiciam ainda tranquilos passeios de barco e até competições esportivas. Um dos passeios mais interessantes que podem ser feitos pelo turista é navegar no reservatório a bordo do Kattamaram. A embarcação, de 35 metros de comprimento, possui uma infraestrutura completa, com convés coberto, bar americano, espaço para shows e solário. São diversas opções de passeios para até 200 pessoas por viagem. 82 | Rota Verde


Sucuri (Eunectes murinus)

Tucano-toco (Ramphastos toco) O borboletário do Parque das Aves também reúne em sua área diversas espécies de beija-flores.

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No roteiro principal do Kattamaram, o ponto de embarque é a praia artificial de Três Lagoas, em Foz do Iguaçu. A viagem segue pela praia artificial de Santa Terezinha de Itaipu e finaliza na imponente barragem da Itaipu Binacional. Informações e reservas: + 55 (45) 3529-9864 Site: www.kattamaram.com Saltar de paraquedas, mais uma opção radical Turistas e amantes de esportes radicais contam com um novo atrativo, em Foz do Iguaçu. A empresa Skydive Foz oferece diariamente saltos de paraquedas, principalmente o salto duplo, disponível para pessoas sem qualquer experiência. Para a operação, é utilizado o avião suíço Pilatus Porter P6, o mais moderno e seguro para a prática do paraquedismo, que utiliza a pista de pouso da estância Hércules, localizada próximo à usina de Itaipu.

Gralha-cancã (Cyanocorax chrysops) Rota Verde | 85


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Foto: Skydive - Divulgação Itaipu

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Paraquedismo de entretenimento, o salto duplo está disponível para qualquer pessoa. Basta uma rápida instrução antes do salto, realizada por um instrutor com ampla experiência. Os saltos são realizados com equipamentos de última geração. X Games, em 2013, 2014 e 2015 Primeira cidade a sediar os X Games de Verão fora dos Estados Unidos, Foz do Iguaçu confirmou o talento brasileiro para os esportes radicais e se firmou como destino dos esportes de ação. As competições, entre 18 e 21 de abril, reuniram 178 atletas de 24 países, dos quais 25 do Brasil, segundo país a ganhar mais medalhas, depois dos Estados Unidos. O evento teve 27 horas de transmissão ao vivo para 184 países, atingindo cerca de 430 milhões de lares, pela ESPN Internacional, criadora e organizadora dos X Games. A etapa de Foz, “em tamanho, quantidade de provas e organização, não deve nada a Los Angeles”, sede americana dos jogos, segundo Ardi

Dwornik, da ESPN. Além de mostrar as disputas, a ESPN, a imprensa especializada em esportes e os principais veículos de comunicação destacaram a beleza das paisagens. O site da ESPN disse que Foz “evoca uma sensação de magia tropical”. O site francês e-adrenaline citou “o cenário de sonho” das Cataratas do Iguaçu e elogiou o “sucesso da competição num ambiente tropical e caloroso”. Foz do Iguaçu terá ainda edições dos X Games em 2014 e 2015. Paraguai e Argentina De Foz do Iguaçu, a travessia para o Paraguai e a Argentina pode ser feita de carro, táxi ou ônibus do transporte coletivo. No caso de Ciudad del Este, não é necessário apresentar qualquer documento. Para Puerto Iguazú, é preciso apresentar na aduana argentina documento de identidade (RG ou carteira de motorista) com foto atual (menos de dez anos).

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Puerto Iguazú, a menor, mas com boas opções Menor das três cidades da Tríplice Fronteira – tem pouco mais de 80 mil visitantes -, Puerto Iguazú atrai brasileiros que querem comprar vinho ou outros produtos argentinos e fazer suas apostas no cassino. A cidade tem também bons restaurantes, onde se pode saborear o típico “chorizo”, carne assada à moda argentina, e bares que atraem principalmente os jovens de Foz do Iguaçu. O Casino Iguazú, instalado em um hotel de padrão internacional, está a cerca de 500 metros da Ponte Internacional Tancredo Neves. Na área de 1,2 mil metros quadrados, distribuem-se 30 mesas de jogos — roletas, black jack, bacará, pôquer e dados — e 200 máquinas de jogos eletrônicos — videopôquer, caça-níqueis, roleta e bingo. Antes da alfândega argentina, está o Dutty Free Shop, que vende produtos das mais diversas procedências, como bebidas, roupas, acessórios, joias, brinquedos e perfumes.

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Já em Puerto Iguazú, além de lojas especializadas em vinhos, o forte do comércio são roupas e artigos de couro. Há boas lojas de roupas em geral e feirinhas onde se podem comprar azeitonas, azeites e queijos, produtos tradicionais do país. Ciudad del Este, o paraíso do consumismo Segunda cidade mais populosa do Paraguai, depois da Capital, Assunção, Ciudad del Este tem quase 390 mil habitantes. É considerada a terceira maior zona franca do mundo, atrás apenas de Miami (EUA) e Hong Kong, respondendo por 10% do Produto Interno Bruto paraguaio, que é de US$ 150 bilhões. Com dezenas de shoppings e lojas que oferecem praticamente tudo o que se encontra em Miami, Ciudad del Este atrai brasileiros e argentinos, em busca de produtos a preços bem mais baixos que em seus países. Além das compras, Ciudad del Este também atrai os que gostam de uma fezinha. O Hotel Casino Acaray oferece mesas de roleta, pôquer, Os passeios de barco pelo Rio Paraná proporcionam muita diversão e intenso contato com a natureza, sendo que, a pesca é especialmente favorecida pela ocorrência de peixes esportivos como o Dourado, Pintado, Piapara, entre outros.

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Cรกgado-de-barbicha (Phrynops williamsi)

Caititu, Cateto ou Porco-do-mato (Tayassu tajacu)

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bacará, black jack e texas pôquer, além de 250 máquinas com jogos de última geração. Já o Gran Casino Itaipu, mais antigo da fronteira, tem quatro grandes salas para jogos clássicos, dois salões com mesas de black jack, pôquer caribenho, roleta, bacará e dados. Não há limites para as apostas. Já para as compras, o ideal é ir munido de paciência e tomar alguns cuidados. O primeiro é observar a cota de 300 dólares por pessoa, para evitar problemas na alfândega ou no aeroporto. Quem gasta acima disso precisa recolher impostos sobre o valor excedente. Outro cuidado é onde comprar. Não é aconselhável comprar de camelôs, sob o risco de adquirir produtos falsificados. Nas grandes lojas de departamentos e shoppings tradicionais, o preço é um pouco mais alto, mas as mercadorias são originais. Também é bom testar o funcionamento da mercadoria e conferir, na hora da embalagem, se é a mesma que foi adquirida.

Outra recomendação importante é só utilizar táxi, vans e mototáxis autorizados, com distintivos de identificação claramente visíveis. Nunca embarque em automóveis particulares e sem identificação, por mais que ofereçam tarifas inferiores aos serviços regulares de táxis. Também não utilize os transportes alternativos fora dos pontos oficiais, no trajeto a seu destino. No mais, valem as recomendações para qualquer cidade grande no Brasil, como não usar joias e objetos que chamem a atenção. Agradecimentos: Claudio Dalla Benetta, Nilton Rolin, Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu, Itaipu Binacional, Iguassu Convention & Visitors Bureau, ICMBio, Cataratas do Iguaçu S/A, Destino Iguaçu.

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0800 45 1516 | www.fozdoiguacudestinodomundo.com.br

FOZ DO IGUAÇU.

Um destino para apaixonados, inclusive por grandes viagens.

Foz do Iguaçu é um destino turístico perfeito para viver momentos inesquecíveis. Além das Cataratas do Iguaçu, eleitas uma das Novas Sete Maravilhas da Natureza, e de Itaipu, a maior geradora de energia limpa e renovável do planeta, você encontra hotéis e resorts de alto padrão, fontes de águas termais, produtos de grifes famosas, gastronomia internacional e artesanato local moderno e sofisticado. Visite essa maravilha de lugar, cada vez mais reconhecido por sua qualidade em viagens de lazer, compras, eventos corporativos e ecoaventura.

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ALIDADE QU

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Itaipu. Um dos melhores atrativos turísticos do Brasil.

Mais do que milhões de megawatts de energia, todos os anos, Itaipu gera emoções incríveis em centenas de milhares de turistas que vêm conhecer a maior geradora de energia limpa e renovável do planeta. Seus atrativos foram os primeiros no Brasil a receber o selo de qualidade ISO 9001. E o Circuito Especial, um passeio pelo interior da usina, foi eleito pelo Ministério do Turismo e pela Fundação Getulio Vargas uma das melhores práticas de turismo do País. Venha conhecer. A energia de Itaipu espera por você.

Informações e reservas:

0800 645 46 45 reservas@turismoitaipu.com.br

www.turismoitaipu.com.br O Vertedouro poderá estar fechado, devido a condições técnicas ou climáticas.

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Um pedacinho da Europa na Serra da Mantiqueira.

Texto e fotografia: Marcello L. Reis Rota Verde | 99


Caxinguelê (Sciurus aestuans)

L

ocalizado no alto da Serra da Mantiqueira, no sul do Estado de Minas Gerais, a cerca de 1.500 metros do nível do mar, encontramos este pitoresco distrito da cidade de Camanducaia. Com ares europeus e clima predominantemente seco e frio, Monte Verde é um excelente destino turístico durante o ano todo. As paisagens bucólicas, repletas de araucárias e pinheiros, transmitem uma sensação de tranquilidade ideal para quem quer fugir da vida agitada dos grandes centros. A colonização europeia influenciou as construções e a culinária local, sendo que é quase inadmissível visitar Monte Verde e não se deliciar com fondues acompanhados de bons vinhos e saborear um apfelstrudel (folhado de maça), tradicional sobremesa austríaca que tornou-se popular internacionalmente. A estância inspira o romance e favorece momentos inesquecíveis aos casais que procuram esse destino. Com uma grande estrutura hoteleira, Monte Verde oferece 100 | Rota Verde


mates/Shutterstock

bonchan/Shutterstock

inúmeras opções de hospedagem que vão desde hotéis/pousadas com piscinas aquecidas e cobertas, grandes suítes, banheira de hidromassagem e lareira, até pequenos chalés com todo o conforto para acolher os turistas. Mas, Monte Verde é muito mais do que apenas um destino romântico para casais apaixonados. Muitas alternativas boas de lazer estão disponíveis para os aventureiros, como por exemplo, montanhismo, passeio a cavalo, quadriciclo, mountain bike, moto, arvorismo, rafting e trilhas nas montanhas. Os passeios pelas trilhas nas montanhas dispensam muitos comentários. Além de muito agradáveis, a mistura de pinheiros, araucárias e a mata nativa proporcionam uma sensação de bem estar indescritível e ao chegar ao topo, aproveite a recompensa: a brisa suave e o visual panorâmico de toda a região são bem gratificantes.

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Pedra Redonda

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Os picos das montanhas delimitam a fronteira entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais.

Platô

As trilhas mais relevantes são: Nome

Tempo (ida e volta)

Altitude (m)

Dificuldade

Platô 1900 Fácil Pedra Redonda 1h e 30min 1990 Fácil Pedra Partida 3h 2050 Médio Chapéu do Bispo 1h e 30min 2030 Fácil Pico do Selado 5h 2080 Médio/Difícil (aconselhável um guia)

Dica para caminhadas: levantar cedo (o visual no começo do dia nesta região é especialmente bonito nos dias frios durante as primeiras horas do dia); Tomar um café da manhã reforçado; Vestir roupas leves e calçado apropriado para caminhar em trilhas; Levar uma pequena mochila com agasalho, água, alimentos (frutas, barras de cereais, chocolate, etc); Deixar avisado em sua pousada/hotel seu destino.

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Apesar do grande número de hotéis e pousadas, é recomendável que uma reserva seja feita com antecedência, poia a taxa de ocupação é alta, principalmente na alta temporada. A Associação de Hotéis e Pousadas de Monte Verde (AHPMV) reúne uma boa parte das opções de hospedagem na região e se apresenta como um bom ponto de partida para encontrar o seu cantinho. A AHPMV mantem um site (http:// www.monteverde.org.br/port/port.htm) com a relação dos estabelecimentos associados, dicas de programação, mapas, restaurantes, entre outras informações. Um local muito tradicional em Monte Verde é o restaurante Paulo das Trutas. Se você aprecia um bom peixe, o Paulo das Trutas oferece diversas opções.

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Restaurante Paulo das Trutas

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O restaurante atende em dois endereços, um próximo à avenida principal, com um ambiente mais sofisticado e romântico e outro, no ponto original, mais despojado, numa área natural cercada pela vegetação, ao lado dos tanques, onde é possível ver as trutas em diversas fases de seu crecimento. Um passeio urbano muito interessante é visitar a fábrica da cerveja FRITZ, ao lado da avenida principal, onde é comum que o próprio mestre cervejeiro guiar os visitantes pelo seu estabelecimento, explicando todo o processo de fabricação de diferentes tipos de cerveja e ao final da visita, oferecendo uma degustação diretamente da “fonte”. O comércio no centrinho é distribuído em diversas lojinhas e mini shoppings muito convidativos e após passear pela avenida principal o melhor é curtir um happy hour num dos diversos bares e restaurantes com música ao vivo.

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Jacuaรงu (Penelope obscura)

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Recentemente, a avenida principal do centrinho passou por uma bela revitalização e o acesso de Camanducaia a Monte Verde foi totalmente asfaltado.

Distâncias aproximadas até Monte Verde: São Paulo Campinas Rio de Janeiro Belo Horizonte Camanducaia

165 km 160 km 465 km 480 km 30 km

Acesso à Camanducaia pela rodovia Fernão Dias. Rota Verde | 111


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AMAZテ年IA

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COMBINAÇÃO PERFEITA! Texto: Rubinho Almeida Prado Fotos: Daniel Ferreira de Brito


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Gavião-caboclo (Heterospizias meridionalis)

cada ano, mais e mais estruturas turísticas voltadas para a pesca esportiva se agregam ao mercado. É natural que estejam sempre em evolução, pois o pescador esta cada vez mais exigente. Na Amazônia este processo esta bem acelerado e a região oferece hoje uma grande variedade de operações de pesca voltadas ao esporte. Há opções para todo tipo de pescador. Excelentes barcos hotéis, pousadas aconchegantes e confortáveis, operações exclusivas, bons e maus operadores, enfim uma grande variedade de estruturas e pacotes. Há também acampamentos selvagens, com toda estrutura e segurança, onde se consegue estar sozinho em uma boa região de pesca. Nos acampamentos organizados pelas Expedições Selvagens do Pescaventura esta sendo oferecida ao pescador, além de barco convencional de pesca, a opção de se pescar embarcado em um caiaque de dois lugares, tendo um guia experiente como condutor e


responsável por localizar os peixes. Em uma de minhas viagens para a região puder vivenciar este estilo de pescaria pela primeira vez. Foi uma experiência muito interessante que possibilitou ver a pesca sob outro prisma. A visão é outra, é uma perspectiva de plano baixo, por ficar praticamente no nível da água. É uma nova fotografia e por sinal de muito bom gosto. Além de se poder pescar muito integrado com o meio ambiente, já que esta muito próximo da água e sem nenhum ruído estranho ao som da natureza, os arremessos são mais precisos e visuais, pela proximidade que se pesca da margem. Tudo fica muito mais perceptível, se observa detalhes impossíveis de serem vistos quando em um barco de alumínio. O trajeto da isca, sua queda na água, o ataque do peixe e a briga são mais emocionantes, por se estar mais envolvido com a situação. O peso, bem menor que de um barco de pesca convencional da Amazônia, possibilita


buscar áreas mais isoladas que podem ser palco de momentos inesquecíveis. Fazer uma varação seca, por dentro da mata e pescar em um lago isolado, de difícil acesso, pode render grandes emoções, pois a menor pressão de pesca pode garantir tanto quantidade como grandes exemplares. Divertido é um bom adjetivo para esta pescaria. Qualquer peixe médio consegue arrastar o caiaque, que vai para lá e para cá, exigindo pericia de um bom remador, uma habilidade que os guias de pesca, em geral, têm de sobra. Existem técnicas para estas situações, que é colocar o caiaque de lado, perpendicular ao peixe, para aumentar o arrasto na água. Nesta hora, o equilíbrio sintonizado entre pescador e guia se torna fundamental para uma pesca tranqüila e integrada com o meio ambiente. Um tem de compensar o outro de forma natural, para se evitar sobre saltos e perda de concentração.

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É um estilo que favorece, além de chegar com mais facilidade nos lagos e baías isoladas, pescar perto da base do acampamento, coisa pouco comum quando se esta com um barco a motor e autonomia para maiores distancias. Pescar próximo pode ser surpreendente, pois são aéreas, que sofrem menos pressão de pesca por atrair pouco aos pescadores, que sempre buscam regiões mais distantes, pela falsa impressão de que tudo que esta perto esta depredado. O acampamento, estrategicamente localizado na confluência dos rios Sucunduri e Camaiu, bacia da margem direita do rio Madeira, possibilita grande variedade de opções de locais para a pesca do Tucunaré, tanto nos rios como em suas lagoas e ressacas.

Ariranha (Pteronura brasiliensis) Rota Verde | 119


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A PESCA A Pesca

N

aveguei apenas alguns minutos do acampamento e já na entrada do primeiro lago tucunarés caçando suas presas se faziam presentes em diversas estruturas. O caiaque estava praticamente encima do cardume, que pouco se preocupava com a presença humana. Logo nos primeiros arremessos, os pei­xes mostraram sua agressividade atacando com violência a isca artificial. Comecei com uma isca de superfície, na ação zig-zag, fundamental em qualquer caixa de pesca na Amazônia. Após alguns peixes e algumas iscas artificiais testadas, a combinação alternada entre isca de hélice e jig (anzol fundido em uma cabeça de chumbo, montado com penas, pelos ou materiais sintéticos) se mostrou mais eficiente para aquele momento. A hélice é a ação mais seletiva e empolgante. O Tucunaré ataca com uma agressividade única, com gana e raiva. Quando reboja junto à isca e não retorna o ataque, o trabalho do jig é quase fatal. Por atingir outras colunas de água, outras profundidades, é uma isca, que se bem traba­lhada, é das mais efetivas. Após duas horas de pescaria, já contabilizava mais de vinte peixes. Continuar pescando, só se fosse para tentar um exemplar de maior porte. A decisão, até por já estar próximo da hora do almoço, foi parar e buscar outras opções. Poucas remadas a mais e já retornava para o acampamento, plenamente satisfeito e com a certeza de ter vivenciado um programa diferente, divertido e curioso.

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Cichla monoculus

Cichla pinima

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N

esta região convivem duas espécies de tucunarés, o Cichla monoculos, que dificilmente pesará mais de 2 quilos, e o Cichla pinima, uma das espécies de maior porte entre os Tucunarés, que pode passar dos 10 quilos de peso. Embora possam ser pescados, algumas vezes, no mesmo ambiente, não é difícil eleger pontos de pesca com maior incidência de uma ou outra espécie. O pinima prefere bocas e margens mais profundas dos lagos, além de ressacas, praias e pedrais. Já o monoculos é mais fácil de ser encontrado em locais mais rasos e fundos de lagos, bem como em regiões de igapó (mata alagada).

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Equipamento utilizado Caiaque Barracuda (Caiaques Lontras).

Pesca convencional

Vara: 17lb, com 5´,6´´de comprimento de ação média. Carretilha: compatível com a vara e com capacidade para pelo menos 80m de linha e com alavanca suficiente para se sentir seguro com exemplar mais pesado. Linha: multifilamento com resistência de 40lb. Líder: 3m de fluorcabono de 25lb, trançado para dobrar a resistência. Snap ou grampo reforçado para facilitar e agilizar a troca da isca. Iscas: jumping minow da Rebel (zig –zag), tucuna rex da Jenner Lure (hélice) e jigs, sempre nas combinações entre as cores branco, amarelo e vermelho

Pesca de mosca

Vara: de # 8 a 10 Carretilha: com cerca de 100m de backing (linha que preenche o carretel da carretilha, emendada à linha de fly ou mosca possui somente cerca de 30m, o que é pouco para algumas disputas). Linha: WF F (flutuante), WF I (afundamento lento e intermediário) e WF ST (com a ponteira que afunde). Líder: 2m de fluorcarbono, sendo 1m de 40lb e outro de 30lb. Empate de aço: cerca de 10cm de aço próprio para fly, com 30 ou 40lb de resistência (o líder de fluorcarbono pode não resistir a uma briga mais demorada). Iscas: poppers (iscas que quando trabalhadas fazem bolhas na superfície) e streamers (anzóis atados com pelos, penas ou materiais sintéticos, que imitam pequenos peixes nadando). Rota Verde | 125


Vantagens e desvantagens da pesca com caiaque É uma experiência que vale a pena conferir se tiver a oportunidade, pois há muito mais vantagens que desvantagens neste estilo de pesca. Vantagens: facilita acesso às áreas mais restritas, arremessos mais precisos, beleza cênica, emoção ampliada, proximidade com peixe. Desvantagens: exige maior equilíbrio e sintonia entre guia e pescador, pescar sentado o tempo todo é incomodo, uso constante do colete salva vidas (é uma recomendação por aspectos de segurança).

Quem leva: Pescaventura – (11) 3816-1110 email: pescaventura@pescaventura.com.br site: www.pescaventura.com.br

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Agalychnis callidryas

Quitrídio Ameaça de extinção.

Texto: Marcello L.Reis / Conrado Augusto Vieira / Ana Glaucia da Silva Martins / Isaias Santos / Luís Felipe Toledo 128 | Rota Verde


Algumas espécies, como é o caso da Phyllomedusa bicolor, secretam um muco com propriedades farmacológicas únicas e atualmente estão sendo estudadas como possíveis fontes para o tratamento de doenças em seres humanos.

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Phyllomedusa bicolor

Eric Isselee/Shutterstock

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Eric Isselee/Shutterstock

E

stes pequenos animais, que normalmente nos passam despercebidos, foram historicamente os primeiros animais vertebrados a ocupar o ambiente terrestre. Do grego Anfi- duplicidade e bio- vida, a relação entre a vida dos anfíbios o meio aquático (dulcícola) e no terrestre dos anfíbios é evidenciada até na classificação científica. Os anfíbios se dividem em três ordens: Anura (sapos, rãs e pererecas), caudata (salamandras) Dendrobates leucomelas e Apoda (cobras-cegas). No Brasil, existe apenas um representante da ordem caudata, a salamandra Bolitoglossa paraensis. O ciclo reprodutivo dos anfíbios é um dos mais diversificados na natureza. Nos anuros, o mais comum é a reprodução sexuada com fecundação externa. Dos ovos postos na água ou bem próximos a ela, eclodem as larvas (girinos) que realizam respiração branquial, têm cauda, mas não possuem membros. Posteriormente, a larva passa por um processo de metamorfose, onde a cauda é absorvida e os membros se desenvolvem, dando origem ao animal em sua forma final.


Reprodução de Agalychnis callidryas Infelizmente, esses animais são muito sensíveis às alterações de seu habitat e vêm sofrendo um grande impacto com a expansão das atividades agrícolas e com as invasões em áreas de nascentes e matas ciliares. Como se não bastassem as pressões do desmatamento, do uso de agrotóxicos e fertilizantes, da captação de água em cachoeiras e nascentes e da falta de saneamento básico, os anfíbios estão sendo dizimados por uma doença causada pelo fungo Quitrídio (Batrachochytrium dendrobatidis), a Quitridiomicose. Em sua grande maioria, os anfíbios adultos apresentam pulmões rudimentares e precisam complementar a respiração através da pele (respiração cutânea). A presença do fungo Quitrídio faz com que o organismo do animal tente combate-lo criando camadas sobrepostas de pele até que o processo de respiração cutânea seja prejudicado deixando inicialmente

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Ameerega trivittata e seus girinos.

Metamorfose

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Ovos de Dendropsophus minutus depositados em folhas.


valor comercial e encontraram o mercado “Pet”. As pessoas criavam esse anfíbio em aquários e fatalmente muitos foram parar em rios e lagos espalhados pelo mundo. O problema é que, ao que tudo indica esse anfíbio que ficou conhecido como rã-africana é um vetor desta doença. Resistente ao fungo, a rã-africana leva o esse passageiro sombrio em sua pele espalhando-o pelas águas em que tem contato, destruindo o equilíbrio do ecossistema local. Desde os anos 80, diversas espécies de anfíbios foram extintas e o Quitrídio passou a ser apontado como o principal responsável por esse extermínio. Atelopus zeteki

Dirk Ercken/Shutterstock

o animal apático e finalmente levando-o a óbito. Pesquisadores estimam que essa doença teve sua origem no continente africano e se disseminou pelo mundo por um descuido humano. Em 1934, cientistas descobriram que era possível utilizar anfíbios da espécie Xenopus laevis, para identificar a gravidez humana. O processo consistia em injetar urina de mulheres com suspeita de gravidez na pele do anfíbio (fêmea) e se ele ovulasse devido aos altos níveis hormonais da mulher, isto indicaria a gravidez. Desta forma, a exportação desses animais para diversos países foi intensa. Quando os modernos testes de gravidez foram descobertos os anfíbios perderam seu

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Dendrobates azureus

Xenopus laevis

Dendrobates tinctorius Rota Verde | 131


Hylodes magalhaesi

Geografia da quitridiomicose primeiros casos identificados 1961 – América do Norte 1978 – Austrália 1983 – América Central 1986 – América do Sul 1997 – Nova Zelândia

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Dendrobates auratus

Ranitomeya reticulata

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No Brasil a doença foi constatada pela primeira vez pelo Dr. Luís Felipe Toledo e sua equipe na região de Mata Atlântica do município de Camanducaia/MG, em rãs-de-corredeira (Hylodes magalhaesi). A descoberta foi relatada em 2006, na revista Amphibian & Reptile Conservation. Atualmente, foram relatados casos em sete Estados brasileiros: Minas Gerais; Mato Grosso do Sul; Rio de Janeiro; Rio Grande do Sul; Santa Catarina; São Paulo e Pernambuco. O registro das localidades de ocorrência do fungo Batrachochytrium dendrobatidis é fundamental para que planos de ação consistentes sejam implementados. Desta forma, o estudo apresentado a seguir, reporta novas ocorrências do Quitrídio no Estado de São Paulo.

Phyllobates terribilis

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Oophaga pumilio

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1938 – África


Três municípios foram estudados: Bertioga, onde foi amostrada a Estrada Mogi-Bertioga (S 23° 45’ 30” e W 46° 02’ 19.28”; Ca. 13m), Iporanga, na Reserva Betary, uma unidade de proteção que abriga o Centro de Estudos da Biodiversidade (CEB), (S 24º 35’ 09” e W 48º 35’ 34”; Ca. 156m), e Jundiaí, na reserva biológica Serra do Japi (S 23° 14’ 57.8” e W 46° 56’ 59.4”; ca. 1120 m). A identificação da presença do fungo foi realizada por quatro metodologias distintas: I) análise molecular (Real Time PCR); II) histologia (Berger et al. 1999); III) citologia (direct observation in the microscope without stains); e IV) isolamento de culturas puras (Longcore et al. 1999). A análise molecular foi realizada na USA North University – Kraus Naturak Scuences Bldg – Departamento de Ecologia e Evolução – Universidade de Michigan Ann Arbor, MI 48109, USA. As análises histológicas, citológicas e o isolamento do B. dendrobatidis foram realizadas na Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Biologia, Laboratório de antígenos bacterianos II, Departamento Microbiologia e Imunologia.

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Hyalinobatrachium valerioi

Metodologia:

Ceratophrys ornata Ameerega flavopicta

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Number One/Shutterstock

Allobates femoralis

Phyllobates vittatus Rota Verde | 133


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Ranitomeya imitador

Dr. Morley Read/Shutterstock

Resultados:

Cruziohyla craspedopus

Phyllomedusa lemur

taboga/Shutterstock

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Dendropsophus sarayacuensis

Foram registrados animais infectados nas três localidades (todas inéditas para o Brasil) e algumas das espécies infectadas ainda não haviam sido reportadas como contaminadas. 50% dos indivíduos das populações testadas estavam infectados e nunca haviam sido reportados casos de contaminação pelo fungo nas espécies testadas.

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Hypsiboas punctatus

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Espadarana prosoblepon


Marek CECH/Shutterstock

Dr. Morley Read/Shutterstock

Juvenil Hypsiboas fasciatus alimentando-se.

Martim-pescador predando um anfíbio.

Dirk Ercken/Shutterstock

Além de grande importância farmacológica, os anfíbios desempenham um papel fundamental na cadeia alimentar, mantendo o equilíbrio do ecossistema onde habitam. Agradecimentos: - CONRADO AUGUSTO VIEIRA - Universidade

Estadual de Campinas (UNICAMP)

- ANA GLAUCIA DA SILVA MARTINS - Reserva

Betary, Centro de Estudos da Biodiversidade Ltda. - ISAIAS SANTOS - Reserva Betary, Centro de Estudos da Biodiversidade Ltda. - LUÍS FELIPE TOLEDO - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Aranha predando um anfíbio.

Referências:

Dendrobates amazonicus

Patryk Kosmider/Shutterstock

- Novas ocorrências de Batrachochytrium dendrobatidis no estado de São Paulo, Brasil. IX Congresso Latinoamericano de Herpetologia, 2011 - The Vanishing Frog: With Jeff Corwin / produced by Discovery Studios (http://animal.discovery.com/tv-shows/other/videos/ vanishing-frogs.htm)

Eric Isselee/Shutterstock Rota Verde | 135


CENTRO DE ESTUDOS DA BIODIVERSIDADE BIODIVERSIDADE-CEB

www.reservabetary.com.br (15) 3556-1470 3556

Isaias santos Henrique Domingos

Henrique Domingos Isaias Santos

Henrique Domingos

Henrique Domingos

O Centro de Estudos da Biodiversidade, situado na Reserva Betary em Iporanga/SP (Vale do Ribeira), é uma instituição científica voltada ao estudo e divulgação da biodiversidade da Mata Atlântica. O CEB possui infraestrutura para desenvolvimento de pesquisas, como laboratórios, ambientes semi-controlados e equipamentos de vídeo e fotografia para monitoramento e estudos de fauna e flora. O CEB promove cursos técnicos sobre temas relacionados à biodiversidade e possui programas de visitação para estudantes e público em geral. Consulte o nosso site.


PROGRAMA PESCAVENTURA COM RUBINHO DE ALMEIDA PRADO.

Todo domingo às 12:30h você tem um encontro marcado com êle. Cada novo programa, sempre trazendo informações sobre como chegar, os peixes, o equipamento, a técnica e muita, muita emoção. Para assistir, sintonize na TV Aparecida, consulte o site www.a12.com/tv/institucional/sintonizar.asp ou na Fish TV, http://www.fishtv.com e boa pescaria!!!

Revista Rota Verde Ed.3  

Revista Rota Verde Publicação digital, trimestral e interativa que aborda o turismo de aventura, o ecoturismo, esportes ao ar livre, pesca e...

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