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DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Edição nº 1

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maravilhas da Natureza

GALÁPAGOS

O berço da teoria da evolução

PESCAVENTURA Os Doutores das águas

BONITO Descubra as belezas da Serra da Bodoquena


Revista Edição 01

As 7 maravilhas

As sete novas maravilhas da natureza

Bonito

Descubra as belezas da Serra da Bodoquena

Esporte & Aventura

Informação, autocontrole e determinação

04 14 60

Galápagos

O berço da teoria da evolução

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Pescaventura

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Doutores das águas, a iniciativa privada em favor da vida

Expediente Diretor Executivo: Marcello Lemos Jornalista Responsável: Daniela Alves - MTB 55873/SP Redator Chefe: Marcello Lemos Revisão: Alexandre Barbosa Coordenador de Arte: Thiago B. Joaquim Fotografias não identificadas/Capa: naturereserve.com.br Colaboradores: ATRATUR, Pescaventura, Marcelo Krause, Agência Ygarapé, Prefeitura Municipal de Bonito e Secretaria Municipal de Turismo de Bonito/MS

7

maravilhas da Natureza

GALÁPAGOS

O berço da teoria da evolução

PESCAVENTURA Fale com a gente

Os Doutores das águas

BONITO Descubra as belezas da Serra da Bodoquena

Rota Verde

rotaverde.net sac@editoragrisanti.com.br Revista ROTA VERDE edição N˚1, de Janeiro de 2013 é uma publicação trimestral da Editora Grisanti Ltda - ME. O acesso gratuito à publicação digital é disponibilizado através do site www.rotaverde.net . Central de atendimento, de Segunda à Sexta-Feira, das 8h às 18h - Tel: (11) 4171-1133 -email: sac@editoragrisanti.com.br . É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo da Revista Rota Verde sem a prévia autorização da Editora Grisanti Ltda-ME.


Carta ao leitor

A

publicação da Revista Rota Verde é a concretização de um projeto de participar ativamente do desenvolvimento do turismo sustentável, tendo como foco principal incentivar esportes e atividades em contato com a natureza. O ecoturismo e o turismo de aventura vêm ganhando cada vez mais adeptos e nossa publicação vai de encontro a esse público levando várias opções de destinos ideais para a realização da viagem dos sonhos. Recentemente, atingimos a marca dos 7 bilhões de habitantes no planeta e as questões relacionadas ao meio ambiente nunca estiveram tão em evidência. A busca por energia limpa, as mudanças climáticas e a escassez de recursos naturais são apenas alguns tópicos que prendem a nossa atenção. Não temos a pretensão de resolver os problemas mundiais, mas queremos fazer parte da solução, informando e despertando o interesse das pessoas para uma melhor qualidade de vida, em equilíbrio com a natureza. Nosso desafio é atingir o maior número possível de pessoas, empresas, organizações, políticos e formadores de opinião, despertando-os para a necessidade de tomar decisões que ajudem a melhorar a condição do meio ambiente. “Pequenas atitudes geram um grande resultado”. Nosso periódico abordará de forma enfática as atividades desenvolvidas nos cenários mais lindos da América Latina. Finalmente, optamos por uma apresentação gráfica agradável, repleta de excelentes fotografias que reproduzem com fidelidade os locais e situações reportadas. Nossa revista digital estará vinculada ao site www.rotaverde.net, com acesso gratuito. Os leitores terão diversos canais de contato pelo site da revista, como e-mail, Facebook, Youtube ou mesmo por telefone, para sugestões ou críticas. Equipe Rota Verde


Texto: Marcello Lemos

OS 28 Lugares Finalistas: 01 - Amazônia (América do Sul) 02 - Angel Falls (Venezuela) 03 - Bay of Foundy (Canada) 04 - Black Forest (Alemanha) 05 - Bu Tinah Island (Emirados Árabes) 06 - Cliffs of Moher (Irlanda) 07 - Dead Sea (Israel, Jordânia e Palestina) 08 - El Yunque (Porto Rico) 09 - Foz do Iguaçu (Argentina e Brasil) 10 - Galapagos (Equador) 11 - Grand Canyon (Estados Unidos) 12 - Great Barrier Reef (Austrália e PNG) 13 - Halong Bay (Vietnã) 14 - Jeita Grotto (Líbano) 15 - Jeju Island (Coréia do Sul) 16 - Kilimanjaro (Tanzânia) 17 - Komodo (Indonésia) 18 - Islands of the Maldives (Maldivas) 19 - Masurian Lake (Polônia) 20 - Matterhorn/Cervin (Itália e Suíça) 21 - Milford Sound (Nova Zelândia) 22 - Mud Volcanoes (Azerbaijão) 23 - P P Underground River (Filipinas) 24 - Sundarbans (Índia) 25 - Table Mountain (África do Sul) 26 - Uluru (Austrália) 27 - Vesuvius (Itália) 28 - Yushan (China) 4 | Rota Verde

1. Amazônia

2. Foz do Iguaçu


Localização geográfica das 7 Maravilhas da Natureza.

4. Jeju Island

3. Halong Bay 6. Puerto Princesa

5. Komodo

7. Table Mountain

No dia 11 de Novembro de 2011, após 4 anos de seu início, o concurso organizado pela “New7Wonders”, para identificar as 7 maravilhas naturais teve o seu desfecho. Através do voto popular feito pela internet , telefone e SMS, centenas de milhões de votos definiram os vencedores. Na primeira etapa do concurso, cerca de 220 países participaram inscrevendo seus mais espetaculares patrimônios naturais, totalizando mais de 440 lugares concorrendo ao título. Deste total, 28 candidatos foram selecionados como finalistas pelos especialistas reunidos pela organizadora do concurso, por meio dos seguintes critérios: - Beleza única do local - Diversidade e distribuição (7 grupos) - Significado ecológico - Legado histórico - Localização geográfica A relação dos 28 finalistas foi divulgada ao público em 21 de Julho de 2009 e seguiu-se então a votação popular.

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Os 7 especialistas responsáveis pela seleção prévia dos 28 finalistas são: - Prof. Dr. Federico Mayor Zaragoza, ex-diretor geral da UNESCO. - Dr. Jonh Francis, conhecido mundialmente como “Planetwalker”. - Simon King, cinegrafista e apresentador de televisão. - Ana Paula Tavares, vice-presidente sênior mundial da “Rainforest Aliance” - Rex Weyler, jornalista e ecologista, cofundador do Greenpeace internacional - Prof. Dr. Jan Zima, membro do conselho da Academia de Ciências da República Checa. - Bernard Weber, presidente e fundador da New7wonders, responsável pelas campanhas para apurar as maravilhas do mundo.

1. Amazônia

Fonte: NASA

Nossa gigantesca floresta úmida, que se estende por 9 países (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela), teve merecidamente seu lugar reconhecido entre as maravilhas da natureza. De importância mundial, a Amazônia comporta o rio mais caudaloso do mundo, o Amazonas, que nasce no Peru e desagua no oceano Atlântico em território brasileiro, após percorrer mais de 6.000 Km. Atualmente, existem estudos que indicam que o Amazonas pode ser também o rio mais extenso do mundo, superando o rio Nilo.

Encontro das águas do Rio Negro e Solimões 6 | Rota Verde


2. Foz do Iguaçu Com aproximadamente 2.700 metros de extensão, em forma de semicírculo, 80 metros em seu ponto mais alto e cerca de 275 quedas, as cataratas do Iguaçu ficam na fronteira entre o Brasil (Estado do Paraná) e Argentina (Província de Misiones). As quedas estão nas áreas de parques nacionais dos dois países e são cercadas pela Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do planeta. O rio Iguaçu tem na região das cataratas a vazão média anual de 1,2 a 1,5 milhões de litros por segundo.

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Igor Plotnikov/Shutterstock

3. Halong Bay

JinYoung Lee/Shutterstock

Com este visual incrível a baía Halong na província vietnamita de Quáng Ninh agarra seu lugar entre as 7 maravilhas da natureza. São 120 Km de costa com 1.969 ilhotas de formação calcária que escondem cavernas e lagos em seus interiores.

4. Jeju Island É a maior ilha da Coréia do Sul, localizada a 130 Km da costa do país. Sua área é de 1.846 Km2 e em 2007 teve 3 locais declarados patrimônio da humanidade pela UNESCO: Hallasan, um vulcão adormecido de 1.950 metros de altura; Ilchulbong Peak, cratera de 600 metros de diâmetro por 90 de altura; Geomunoreum , um sistema de tubos de lava. 8 | Rota Verde


Rafal Cichawa/Shutterstock

Uryadnikov Sergey/Shutterstock

5. Komodo

Janelle Lugge/Shutterstock

Um paraíso selvagem na Indonésia, famoso por abrigar enormes lagartos, os dragões de Komodo. Em 1980 foi criado o Parque Nacional de Komodo que tinha como objetivo inicial proteger os dragões, posteriormente, esta proteção foi estendida a diversas outras espécies do arquipélago. O parque abrange as 3 maiores ilhas do arquipélago: Komodo, Rinca e Padar.

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audioscience/Shutterstock

6. Puerto Princesa - Rio Subterrâneo

Maugli/Shutterstock

Em Palawan, nas Filipinas, a cerca de 50 Km ao norte da cidade de Puerto Princesa está o Parque Nacional onde, inserido num cenário idílico encontra-se o rio subterrâneo. O rio é navegável por 8,2 Km, percorrendo o subsolo calcário em meio às formações geológicas e desaguando numa lagoa de águas cristalinas.

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sculpies/Shutterstock

7. Table Mountain

LivingCanvas/Shutterstock

Como o próprio nome sugere, esta montanha que fica no litoral da África do Sul, tem o seu topo plano como uma grande mesa que se ergue a 1.086 metros do nível do mar. À noite as luzes da cidade de Cape Town enfeitam a majestosa paisagem.

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ESPAÇO RESERVADO PARA publicidade

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ESPAÇO RESERVADO PARA publicidade

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Descubra as maravilhas da Serra da Bodoquena

Rio Sucuri 14 | Rota Verde

Texto: Marcello Lemos Fotos sem identificação de autoria: Nature Reserve


Bodoquena

Bonito Porto Murtinho

Jardim

MS Nioaque

Guia Lopes da Laguna

Bela vista

Brasil MS

Caracol

F

azer de Bonito uma das matérias de lançamento da revista Rota Verde não foi coincidência. Este é sem dúvida um dos mais belos lugares do Brasil. Situado na região da Serra da Bodoquena, a cerca de 280 Km a sudoeste da capital Sul Mato-grossense, Campo Grande, o município de Bonito possui além de vasta beleza natural, uma excelente infraestrutura voltada ao turismo e um povo hospitaleiro que transmite ao visitante a sensação de estar em casa. Com uma organização ímpar, o turismo em Bonito desenvolveu-se de forma sustentável e vem crescendo a cada ano sem que o meio ambiente seja comprometido no processo. Muito se deve a implantação do sistema de “Voucher Único”, idealizado por um dos mais ilustres bonitenses, o Sr. Antonio Carlos Silveira Soares, o “Tó”. Este sistema evoluiu para o “Voucher Único Digital” e atualmente é referência no país, possibilitando coletar informações e estatísticas importantes sobre o perfil dos turistas, permitindo dimensionar o número de visitações em determinada atração, incentivando a arrecadação de impostos municipais e talvez o mais importante, ele mensura a capacidade de

carga diária para que o impacto causado pelos visitantes seja assimilado pelo ecossistema da região. Concomitantemente, muitos fazendeiros da região descobriram que o turismo ecológico e de aventura poderia gerar uma receita significativa e migraram suas atividades para este mercado. Investiram em belas sedes para recepcionar os visitantes e abriram as portas de suas propriedades, revelando lugares de beleza indescritível. Outra forte linha de atuação em prol da sustentabilidade é a educação. Algumas instituições, como a Brazil Bonito, fazem o trabalho de base, complementando o aprenRota Verde | 15


dizado tradicional das escolas com o conceito de utilização dos recursos disponíveis na região para gerar renda à população, sem causar dano ambiental como, por exemplo, com a reciclagem de lixo.

A grande diversidade de atrativos turísticos favorece o destino, transformando uma simples viagem de lazer em uma inesquecível experiência.

A seguir, listaremos os principais atrativos turísticos da região que compreende os municípios de Bonito, Jardim e Bodoquena.

AQUÁRIO NATURAL

O

Recanto ecológico Baía Bonita, foi um empreendimento pioneiro no segmento de ecoturismo. Numa época em que as atividades dos fazendeiros da região resumiam-se a agricultura, pecuária e

extração mineral, esta área de nascente não se enquadrava como área produtiva e precisou de um visionário para transformá-la num dos grandes atrativos de Bonito. O local é continuamente monitorado para que se acompanhe o impacto causado pela visitação. Além de ficar constatado que não houve dano em função do turismo, em 2004 os pesquisadores Ricardo C. Benine, Ricardo M. C. Castro e José Sabino, registraram uma nova espécie de peixe en-

Piraputanga (Brycon hilarii) 16 | Rota Verde


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contrado no local, um tipo de lambari, o Moenkhausia bonita. Após se familiarizar com o equipamento de mergulho na piscina do receptivo (opcional), o visitante percorre uma bela trilha até a nascente do rio Baía Bonita, de onde começa a flutuação. Com o cenário composto pela riquíssima vegetação aquática e peixes coloridos, o aquário natural permanece exatamente como o dia em que foi encontrado, um lugar paradisíaco.

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A gruta foi descoberta em 1924 por um índio Terena e teve seu tombamento feito pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1978, o que garantiu a sua preservação. Entre as normas de visitação da gruta destaca-se a proibição ao banho. Idade mínima para o passeio é de 5 anos. 20 | Rota Verde


GRUTA DO LAGO AZUL

E

ste é um dos passeios mais tradicionais de Bonito. As águas cristalinas do lago, que tem sua profundidade estimada em aproximadamente 90 metros, refletem tons que vão do turquesa ao azul-marinho. Dependendo da época do ano, no período da manhã, o Sol ilumina seu interior revelando um espetáculo natural de tirar o fôlego. Uma equipe Franco-Brasileira de mergulhadores de cavernas realizou uma expedição em 1992 para desvendar

alguns dos segredos deste lugar incrível. Entre as descobertas estavam fósseis de mamíferos, que viveram no Pleistoceno (período geológico compreendido entre 6.000 e 10.000 anos atrás). Mais um dos motivos que torna este lugar único no mundo, é a existência de um pequeno crustáceo, o Potiicoara brasiliensis pires, 1987. Albino e cego, ele é endêmico às águas desta caverna. Rota Verde | 21


CAHOREIRAS DO RIO DO PEIXE

O

Sr. Moacir recebe os turistas em sua propriedade repleta de cachoeiras e piscinas naturais com o mesmo carinho que tem pelos animais. Caminhando por trilhas entre a mata temos acesso a cachoeiras de incrível beleza, algumas com grutas outras com poços e todas nos proporcionam uma revigorante ducha. Em algumas piscinas naturais foram instalados trampolins e carretilhas (tirolesa) para incrementar a diversão. 22 | Rota Verde


Macaco-prego (Cebus apella)

Tucano-toco (Ranmphastos toco)

O almoço é um caso a parte. A Dona Dilva, com o auxílio de seu marido, o Sr. Moacir, prepara um dos mais famosos atrativos gastronômicos da região. São servidos vários pratos típicos, preparados em forno a lenha. Um verdadeiro banquete. Após o almoço, como o regente de uma orquestra muito especial, o proprietário da fazenda convida os animais silvestres que cercam o receptivo a fazerem um show para os turistas. No período da tarde o visitante pode optar por descansar nas redes ou partir para outro agradável passeio.

Passeio Indicado para toda a família. Levar roupa de banho, calçado para caminhada e máquina fotográfica. Rota Verde | 23


Marcelo Krause / Acervo Atratur 24 | Rota Verde


ABISMO ANHUMAS

U

Recomendado para adultos e crianças acima de 12 anos, com restrições para gestantes e pessoas com problemas cardíacos. Levar lanche leve, água mineral, calça ou bermuda longa confortável (exceto jeans), camiseta de manga longa, tênis, roupa de banho, toalha e máquina fotográfica. Não é permitido o uso de protetor solar e repelente. Rota Verde | 25

Ulisses Matandos / Acervo Atratur

Valdemir Cunha / Acervo Atratur

m dos pontos altos para o turismo de aventura, o Abismo Anhumas é uma maravilhosa caverna alagada. Para ingressar nesta caverna, o aventureiro desce de rapel por 72 metros, entrando por uma pequena fenda que se abre num enorme salão repleto de cortinas e estalactites até chegar ao deck flutuante sobre o límpido lago com 80 metros de profundidade. A partir daí começa a flutuação ou, para os mergulhadores certificados (open water), um dos mais fantásticos mergulhos autônomos do país, passando entre gigantescos espeleotemas. O passeio é todo acompanhado por monitores e técnicos treinados para garantir a total segurança dos turistas e para que todos se familiarizem com os equipamentos do rapel, na noite anterior ao evento, é feito um treinamento.


BOIA CROSS

A

experiência de descer as límpidas corredeiras do rio Formoso de boia nos remete aos tempos de infância. Os trechos de emoção mesclados à tranquilidade transmitida pelo som das águas correndo e do canto dos pássaros fazem deste passeio uma excelente opção de lazer. O Boia Cross é realizado na propriedade do Hotel Cabanas, que também oferece ao público (não precisa estar hospedado) o arvorismo, atividade que consiste na divertida travessia de pontes de cordas, redes e cabos aéreos instalados sobre a copa das árvores. Todas as atividades são acompanhadas por condutores especializados e possuem sistema de gestão de segurança. Outras opções para o arvorismo são realizadas pela Ybirá Pe e pelo Circuito Arvorismo. 26 | Rota Verde


Acervo Hotel Cabanas

ARVORISMO

Gralha-cancã (Cyanocorax chrysops)

Indicado para adultos e crianças acima de 6 anos. Levar: Boia Cross - chinelos, toalha e roupa de banho. Arvorismo - Tênis (obrigatório), roupa que se possa molhar, toalha e muda de roupa. Rota Verde | 27


PARQUE DAS CACHOEIRAS

S

ete cachoeiras com pontos para banhos em piscinas naturais aguardam os turistas ao longo de uma bela trilha pela mata ciliar do Rio Mimoso. Formadas por tufas calcárias, algumas destas cachoeiras apresentam grutas de onde é possível apreciar os detalhes destas formações por um ângulo inusitado.

Indicado para adultos e crianças. 28 | Rota Verde


Indicado para adultos e crianças.

S

ESTÂNCIA MIMOSA

Daniel De Granville / Grupo Rio da Prata

eparada do Parque das Cachoeiras pelo Rio Mimoso, a Estância Mimosa conta com uma excelente estrutura para receber seus visitantes. Oito cachoeiras, piscinas naturais, plataforma de 6 metros de altura para saltos, barco a remo e um receptivo muito aconchegante são alguns dos atrativos deste passeio.

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Secretaria de Turismo de Bonito - SECTUR

BALNEÁRIO MUNICIPAL

À

s margens do Rio Formoso, este agradável balneário é uma ótima opção para passar o dia. Sua estrutura conta com estacionamento, sanitários, restaurante, lanchonete, quiosques com churrasqueiras e quadras de vôlei e futebol de areia. A boa visibilidade das águas do Rio Formoso possibilita que o visitante mergulhe e nade livremente no meio de grandes cardumes de Piraputangas e outros peixes. Não é necessário o acompanhamento de guia turístico. Recomendado para todas as idades. Levar: toalha, roupa de banho, máscara de mergulho ou óculos de natação. Rota Verde | 31


RIO SUCURI

Flutuação: acima de 6 anos Cavalgada e ciclismo: acima de 8 anos O que levar: Roupa de banho, toalha e máquina fotográfica

A

s águas incrivelmente cristalinas deste rio permitem que os visitantes tenham uma experiência fantástica, vislumbrando diversas espécies de peixes e plantas aquáticas que compõem este belíssimo ecossistema. Além da visita às áreas de nascentes e da flutuação no Rio Sucuri, o receptivo oferece aos turistas outras opções de lazer, como por exemplo, voo panorâmico, passeio a cavalo, de quadriciclo ou de bicicleta. A fazenda também conta com restaurante, bar, loja, vestiários e toda a estrutura necessária para atender os seus visitantes. Recomendado para: Adultos e crianças (não é necessário saber nadar) 32 | Rota Verde

Área de nascente


Anta (Tapirus terrestris) Rio Sucuri/Acervo Atratur Rota Verde | 33


O

PROJETO JIBOIA

Jiboia (Boa constrictor)

Acervo Projeto Jiboia

Projeto Jiboia existe desde abril de 2004 e foi criado por Henrique Naufal, que através de suas experiências pessoais notou que a maioria das pessoas tem muito medo e acabam por este motivo querendo matar serpentes. Elaborou então uma maneira diferente de se fazer educação ambiental, através de uma explanação bem humorada sobre os mitos e fatos que envolvem esses animais incompreendidos. Após conhecer o projeto Jiboia as pessoas acabam tendo uma nova visão em relação às serpentes, e entendendo sua importância para o ambiente natural. Todos os dias às 19h, Henrique e sua equipe recebem os visitantes num auditório com capacidade para mais de 100 pessoas, que ao visitarem este atrativo, também contribuem com o sucesso desta história de preservação ambiental.

End: Rua Nestor Fernandes nº610 - Vila Donaria - Bonito/MS

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PASSEIOS DE BOTE

N

este agradável passeio pelo Rio Formoso, intercalando trechos de calmaria e outros com divertidas passagens por cachoeiras e corredeiras, é constante a companhia de aves e macacos. O início deste passeio depende da operadora escolhida, sendo as mais conhecidas a Bote Karajá e a Ygarapé Tour. O Bote Karajá tem o percurso um pouco mais longo e parte do balneário Ilha Bonita com destino final (para todas as operadoras) na Ilha do Padre onde também há um balneário.

Idade mínima recomendada para o passeio é de 5 anos.

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PRAIA DA FIGUEIRA

C

Acervo Atratur

om 60.000m² de espelho d’água e repleta de peixes a Praia da Figueira é diversão garantida para toda a família. Sua enorme estrutura oferece pedalinhos, caiaques, bar molhado, tirolesa, cama elástica, restaurantes, quiosques na praia e redes sob a frondosa figueira que dá o nome ao lugar. O local também apresenta uma fauna riquíssima, sendo comum encontrar Tamanduás, Mutuns, cotias, entre outros.

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Passeio para adultos e crianças. Levar roupa de banho e toalha.


Fabiano Lucas / Acervo Atratur

Indicado para adultos e crianças acima de 5 anos. Levar roupa confortável e tênis.

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GRUTA DE SÃO MIGUEL

ma trilha suspensa que nos permite caminhar entre a copa das árvores dá acesso à entrada das grutas secas, repletas de espeleotemas. Com uma estrutura apropriada para receber os turistas, o local dispõe de bar e banheiros. Na região é frequente a presença de animais silvestres como lobinhos, macacos e diversas espécies de aves.

Lobinho (Cerdocyon thous)

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Luciano Candisani / Acervo Atratur

RIO DA PRATA

Dourado (Salminus brasiliensis).

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em sombra de dúvida, este é um dos melhores passeios de ecoturismo do Brasil. Simplesmente imperdível! As grandes quantidades de peixes de diversas espécies e a exuberante mata ciliar atestam a sustentabilidade deste premiadíssimo passeio. Tendo como sua principal atração a flutuação nas águas absolutamente cristalinas do Rio Olho d’Água, o passeio tem início numa trilha de 1800 metros pela mata da RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), repleta de árvores centenárias e animais silvestres. Chegando à nascente do Rio Olho d’Água o visitante depara-se com uma imensa piscina natural onde a flutuação começa. As águas da nascente mantém-se a agradáveis 24ºC durante o ano todo e a suave correnteza do rio conduz o visitante confortavelmen-

te por aproximadamente 2.000 metros até o encontro com as águas do Rio Formoso, onde a temperatura cai alguns graus. Neste ponto existe a opção de continuar o passeio num barco movido a motor elétrico.

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Depois de aproximadamente 4 horas de passeio, que passam voando, o grupo, sempre acompanhado por guias especializados, segue num veículo do atrativo para o receptivo, onde uma deliciosa refeição os aguarda. 40 | Rota Verde


Daniel De Granville /Acervo do Grupo Rio da Prata

Rio Olho dágua

Recomendado para adultos e crianças acima de 8 anos. Levar roupa de banho, toalha e máquina fotográfica à prova d’água (disponível para locação no local ou na cidade de Bonito).

Nestor Noci/Shutterstock

Rafael M. Rodrigues/Acervo Atratur

O recanto Ecológico Rio da Prata localiza-se no município de Jardim a aproximadamente 50Km de Bonito. O passeio possui um sistema de gestão de segurança certificado pela ABNT e pelo INMETRO.

Tamanduá Bandeira (Myrmecophaga tridactyla)

Piraputanga (Brycon hilarii)

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BURACO DAS ARARAS

Arara-Vermalha (Ara chloropterus)

O

Buraco das araras é uma formação geológica, resultante de um desmoronamento por efeito da erosão do subsolo, conhecida como dolina. Percorrendo a trilha de 500 metros ao redor desta formação, o visitante pode contemplar varias espécies de aves da região, mas as atenções estão centradas nas araras, em especial nas araras vermelhas (Ara chloropterus), que se reúnem em grande número nos arredores dos paredões de 100 metros de altura. No receptivo há lanchonete e toaletes. Por localizar-se no município de Jardim, este passeio é uma ótima opção para fazer combinado ao rio da Prata. 42 | Rota Verde


Acessível a pessoas de qualquer faixa etária e cadeirantes. Levar máquina fotográfica, binóculos e chapéu.

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LAGOA MISTERIOSA

Marcelo Krause/Acervo do Grupo Rio da Prata

sta lagoa é um dos melhores locais da serra da Bodoquena para o mergulho autônomo. Ela está localizada no município de Jardim, a aproximadamente 50Km de Bonito. A partir do receptivo, o acesso à lagoa é feito por trilha e escadaria com 179 degraus, fato que torna o passeio desaconselhavel para ges-

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tantes e pessoas com problemas cardíacos. A visibilidade da água é impressionante e o cenário majestoso é favorecido pela geologia da lagoa que fica no centro de uma dolina. Para fazer a flutuação não é necessário o uso de roupa de neoprene pois a temperatura de 24º C é constante.

Ivan Ca


Marcelo Krause/Acervo do Grupo Rio da Prata

avas/Acervo do Grupo Rio da Prata

indicado para a faixa etária de 8 a 65, sendo que este limite máximo é flexivel, dependendo das condições físicas da pessoa. Levar: calçado fechado (Tênis, papete,etc), roupa de banho e toalha. Rota Verde | 45


BOCA DA ONÇA


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m rapel de 90 metros de altura sobre o vale do Rio Salobra, a mais alta cachoeira do Mato Grosso do Sul, uma trilha de 3Km repleta de áreas para banho no meio da serra da Bodoquena e o receptivo da fazenda muito bem estruturado são os atrativos deste passeio. A Boca da Onça Ecotour é um dos melhores atrativos deste gênero. Além da cachoeira de 156 metros de altura que dá o nome ao lugar existem outras cachoeiras que permitem que o visitante se refresque em suas águas, inclusive uma de tirar o fôlego que fica escondida dentro de uma gruta. Para os aventureiros, o rapel em negativo feito a partir da plataforma que se projeta sobre o 48 | Rota Verde

vale oferece a oportunidade de curtir a descida numa paisagem fantástica. No percurso deste passeio, todos os visitantes podem acessar o mirante sobre a plataforma de rapel e ter uma vista panorâmica da re-


gião. Também há no trajeto uma praia cênica própria para o banho. No receptivo da fazenda um delicioso almoço aguarda a todos. A Boca da Onça fica no município de Bodoquena ao lado do Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Vale do rio Salobra

Recomendado para adultos e crianças. Para o rapel há restrições às mulheres grávidas, pessoas com menos de 40 Kg e cardiopatas.

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BirdWatching Ema (Rhea americana)

Gavi찾o-carij처 (Rupornis magnirostris)

Pica-pau-verde-barrado (Chrysoptihs melanochlor책os)

Udu-de-coroa-azul (Momotus momota) Karel Gallas/Shutterstock

Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva)

Seriema (Cariama cristata)

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Araçari-castanho (Pteroglossus castanotis)

Anu-branco (Guira guira)

O birdwhatching ou observação de aves é uma atividade sustentável que compõem o ecoturismo. O número de adeptos no Brasil vem crescendo de forma consistente, gerando uma boa fonte de renda para os destinos onde a atividade é explorada e ampliando o conhecimento das espécies, fator crucial para a preservação. Com uma das maiores diversidades de aves do mundo, o Brasil é um destino internacional para os aficionados a este hobby e a região do pantanal mato-grossense é um excelente ponto para a observação de pássaros e outros animais. Em Bonito alguns representantes desta atividade colaboram com a formação de guias especializados para acompanhar os turistas mais exigentes. A Bonito Birdwatching é uma referência no assunto e podem ser contatados pelo endereço eletrônico: www.bonitobirdwatching.blogspot.com.br . ecoventurestravel/Shutterstock

Arara Azul Grande (Anodorhynchus hyacinthinus)

Besourinho-de-bico-vermelho (chlorostilbon lucidus)

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A

s águas cristalinas do planalto da Bodoquena são um dos grandes atrativos turísticos da região. Este fato deve-se às propriedades geológicas deste lugar. As águas ácidas provenientes das chuvas e da decomposição da matéria orgânica interagem com o calcário do solo cárstico, liberando grandes quantidades de carbonatos de Cálcio e Magnésio que dissolvidos nas águas dos rios fazem com que as partículas em suspensão decantem.

Uma das melhores maneiras de apreciar as paisagens e observar animais é cavalgando. Em vários locais esta opção de passeio é oferecida aos visitantes, como por exemplo, no Parque Ecológico do Rio Formoso, no Rio Sucuri, no Recanto Ecológico do Rio da Prata, na Estância Mimosa e no Parque das Cachoeiras, entre outros. Se for cavalgar, não se esqueça de levar calça, chapéu e botas ou tênis.

Atualmente, o turismo é a atividade que mais gera empregos na região e vem crescendo a cada ano de forma organizada e sustentável. Desta forma, vale lembrar que os passeios têm um limite diário de visitantes, por isso, é recomendável que se faça reserva antecipadamente junto a sua operadora de turismo. 52 | Rota Verde


Como Chegar:

Aéreo Voe TRIP - Em 2010, a TAM e a TRIP Linhas Aéreas ampliaram o acordo de compartilhamento de códigos de voo (codeshare). Com a ampliação do acordo, a TAM poderá comercializar três novos voos, e Bonito/ MS é um deles. São dois voos semanais (São dois voos semanais,um às Quintas e outro aos Domingos). Voo fretado CVC pela TRIP Linhas Aéreas em jatos Embraer 175. Voo semanal, saindo de Guarulhos/SP direto para Bonito/MS.

Rodoviário Para quem vem de Campo Grande em um percurso de 290 km de distância até Bonito, passando pela BR 060 por Sidrolândia, Nioaque, Guia Lopes da Laguna e Bonito. • Vindo de São Paulo existem 2 opções:

1 Por Presidente Prudente, passando por Bataguassu,

Nova Alvorada, Rio Brilhante, Maracaju, Guia Lopes da Lagoa e Bonito.

2

Pela rodovia Castelo Branco seguindo em direção ao trevo de Botucatu até a rodovia Marechal

Rondon sentido Três Lagoas - Campo Grande Sidrolândia - Guia Lopes da Laguna e Bonito.

De Ônibus saindo de Campo Grande/MS pela Viação Cruzeiro do Sul, a viagem leva cerca de 5 horas. 54 | Rota Verde

Boa viagem!


Tamanduá Mirim (Tamandua tetradactyla) Autor: Eric Isselée/Shutterstock

Alguns números de Bonito: População: 19.459 habitantes (Censo 2010) Hotéis, Pousadas e Resort: 86 empreendimentos com um total de 1.312 apartamentos Atrativos: 45 empreendimentos e 50 atividades Restaurantes: 18 na área urbana e 15 na rural

Nossos agradecimentos: ATRATUR - www.atrativosbonito.com.br Secretaria Municipal de Turismo - www.bonito-ms.com.br Prefeitura Municipal de Bonito Restaurante Tapera Ygarapé Tour - www.ygarape.com.br Marcelo Krause - Fotógrafo

Distâncias dos passeios ao centro de Bonito - Aquário Natural.......... 7,7 Km - Gruta do Lago Azul...... 19 Km - Rio do Peixe.............. 33,7 Km - Abismo Anhumas.......20,8 Km - Boia Cross / Arvorismo (Hotel Cabanas)........... 6,1 Km - Pq das Cachoeiras......... 17,2 Km - Estância Mimosa......... 22,6 Km - Balneário Municipal ... 6,4 Km - Rio Sucuri.................... 19 Km - Bote Karajá.................. 11,8 Km - Praia da Figueira......... 15,7 Km - Grutas de São Miguel.. 15,5 Km - Rio da Prata................. 50,2 Km - Buraco das Araras....... 54,1 Km - Lagoa Misteriosa.......... 50 Km - Boca da Onça............... 59 Km - Ceita Corê..................... 35,9 Km - Bote Ygarapé................ 12,1 Km - Ybirá Pe (arvorismo).... 8 Km - Balneário do Sol........... 11,2 Km - Projeto Jiboia............... 0 Km - Barra do Sucuri........... 17,9 Km - P. E. Rio Formoso........ 6,6 Km - Ilha do Padre................ 11,8 Km - Ilha Bonita................... 11,8 Km - Bonito Aventura........... 6,2 Km

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Esporte & Aventura Informação, autocontrole e determinação são os grandes aliados das atividades ao ar livre.

Texto: Marcello Lemos

Greg Epperson/Shutterstock

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Greg Epperson/Shutterstock

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Camellia/Shutterstock

tividades em contato com o meio ambiente são absolutamente prazerosas e proporcionam a dupla satisfação de estar em contato direto com a natureza apreciando lindas paisagens e a de praticar seu hobby ou esporte de sua preferência. As possibilidades são inúmeras e vão das mais altas montanhas às profundezas dos oceanos, ficando a escolha a critério da individualidade e afinidade que cada pessoa tem por determinada atividade. Como tudo na vida, a informação é a chave para o sucesso. Para conseguir aumentar as chances de atingir os objetivos, temos que analisar uma série de fatores, tais como: técnica, equipamentos, risco envolvido e aptidão física. Esse estudo pode nos dar uma base de conhecimento suficiente para evitar diversas situações desastrosas. Em diversos lugares do mundo muitas opções de lazer são oferecidas aos turistas sem a menor condição de garantir

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Vitalii Nesterchuk/Shutterstock Zinin Alexei /Shutterstock

a sua segurança. A melhor maneira de evitar o risco desnecessário é saber o histórico da empresa que está lhe prestando o serviço, verificar as condições do equipamento que será utilizado, respeitar as regras vigentes no local e estar ciente de suas próprias limitações. Existem órgãos de certificação para atividades de maior risco, mas infelizmente abrangem poucos lugares do mundo, fazendo com que você seja o melhor juiz. Munido de informação e em condições físicas compatíveis com as exigidas para realizar a tarefa pleiteada, só falta agora vencer o medo. Um dos fatores que inibem algumas dessas atividades é o medo instintivo de colocar a vida em risco. O que pouca gente imagina é que a maior parte dos aventureiros e praticantes de esportes radicais convivem com medo usando essa sensação como um tempero em suas atividades.

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Ron Hilton /Shutterstock

O medo excessivo normalmente nos priva das melhores experiências da vida. Ele deve ser superado gradativamente com o aumento da autoconfiança, preparo físico e autocontrole. A pior situação com a qual podemos nos deparar durante a prática de esportes “radicais” é o pânico. Pessoas apavoradas fazem coisas sem sentido e às vezes simplesmente não fazem nada, entram em “choque” e ficam inertes diante de algo que julguem perigoso. O autocontrole, fruto do autoconhecimento e da experiência adquirida com o decorrer do tempo é fundamental para agir corretamente frente a uma situação imprevista. A medida que vamos avançando nesse longo processo de autoconhecimento, a determinação pessoal torna-se crucial para alcançar as metas iniciais e traçar novas marcas a serem superadas. Errar faz parte do processo de aprendizado e a quantidade de erros e acertos nos ajuda a forjar uma melhor compreensão da atividade que elegemos.

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Ron Hilton/Shutterstock


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Vencer nossos medos é uma das melhores sensações do mundo. Além disso, é só praticar e curtir. Carpe Diem ! Joanne Weston/Shutterstock

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Uma visão filosófica sobre o medo:

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‘’Terror Panicus’’ “A natureza concedeu a todos os seres vivos medo e terror, que conservam a vida e a sua essência e evitam e afastam os males supervenientes. Mas essa mesma natureza não sabe manter a medida certa: a esse temor salutar sempre acrescenta outros, vãos e inanes; de modo que todos os seres e principalmente os Homens (se se pudesse ver dentro deles) estão cheios desse terror pânico”. (Francis Bacon) “Ao demais, o característico do terror pânico é o de não ter uma consciência clara de seus móveis; ele pressupõe mais e conhece-os menos, e, como saída final, chega a apresentar o medo como sendo a causa do medo”. (Arthur Schopenhauer)

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O berço da teoria da evolução

Texto: Marcello Lemos 72 | Rota Verde

Fotos sem idetificação de autoria: Nature Reserve


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ocalizado a aproximadamente 970 km da costa do Equador, o Arquipélago de Galápagos ou Arquipélago de Colombo foi descoberto acidentalmente por Tomas Martinez Gomez (Thomás de Berlanga) em 1535 quando saiu do Panamá a caminho do Peru e só passou a constar nos mapas em 1569 e 1570. A bordo do “H.M.S. Beagle”, conduzido pelo capitão Robert Fitzroy, estava o jovem britânico naturalista Charles Robert Darwin (18091882) que em 1835 chegou a este paraíso. Darwin observou diversas espécies de animais endêmicos a Galápagos e notou que havia uma daptação muito evidente nos bicos Foto: stormam/Shutterstock

Ryan M. Bolton/Shutterstock

Denis Barbulat/Shutterstock

Brendan van Son/Shutterstock

Uma das treze espécies de tentilhão das Galápagos. Leão marinho de Galápagos (Zalophus Californianus Wollebacki)

Iguana terrestre (Conolophus subcristatus)

Puerto Ayora / ilha Santa Cruz

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MISHELLA/Shutterstock

Maridav/Shutterstock

Pelicano marrom (Pelecanus occidentalis)

Foto: Manda Nicholls / Shutterstock Foto: Stubblefield Photography / Shutterstock

Stubblefield Photography/Shutterstock

Iguana terrestre (Conolophus subcristatus)

Ryan M. Bolton/Shutterstock

Mockingbird (Mimus Macdonaldi) da ilha Española. Lagarto de lava (Tropidurus SP)

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de alguns pássaros. Inspirado em suas descobertas, formulou a teoria da evolução a partir de um ancestral comum pela seleção natural e causou muita polêmica quando publicou sua obra revolucionária. Ao iniciar sua jornada pelo mundo em 1831, o jovem Darwin, com apenas 22 anos, era um criacionista, ou seja, acreditava na imutabilidade das espécies desde sua criação pela força divina. Suas idéias revolucionárias sobre a evolução das espécies foram amadurecendo durante esta viagem. A missão do H.M.S. Beagle era a de mapear a costa de vários países e Darwin explorava a fauna a flora e a geologia. Antes de chegar às ilhas Galápagos, a viagem teve em sua rota lugares como as ilhas Canárias, Cabo Verde, Fernando de Noronha, Bahia (onde ficou maravilhado com a mata Atlântica), Rio de Janeiro, Montevidéu, vários pontos da costa da Argentina e do Chile, inclusive com incursões pela Patagônia e pela cordilheira dos Andes, local onde observou aspectos geológicos e paleontológicos que o deixaram perplexo, a ponto de ter que recorrer aos apontamentos de seu colega geólogo, Charles Lyell, para atestar a teoria de que tudo o que estava vendo naquele local a milhares de metros de altura do nível do mar já havia sido o solo marinho, que impelido pelo movimento da crosta terrestre teria se elevado e aprisionado diversas


Foto: Maridav/Shutterstock

Caranguejo fantasma (Ocypode gaudichaudii) Leão marinho amamentando.

espécies marinhas na forma de fósseis. Após retornar para a Inglaterra em 1836, Darwin catalogou todas as espécies coletadas e escreveu sobre Zoologia da viagem do H.M.S. Beagle e sobre a geologia sul-americana. Apesar de sua teoria não ter sido concebida durante a viagem, todos os dados reunidos nesse período foram fundamentais para que ele a formulasse. A publicação de sua obra mais famosa, “A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural”, ocorreu apenas em 1859, após ter recebido uma carta do também naturalista inglês Alfred Russel Wallace, que em seus estudos havia chegado às mesmas conclusões. As Galápagos tiveram um grande papel nesta história, mostrando que o isolamento pressionou várias espécies a se adaptarem as condições ali encontradas.

Ilha Española Iguana marinha da ilha española.

Foto: Natursports/Shutterstock

Stubblefield Photography/Shutterstock

Leão marinho de Galápagos (Zalophus Californianus Wollebacki)

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Tartaruga gigante das Galápagos (Geochelone nigra)

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Foto: wcpmedia/Shutterstock

onstituído por dezenas de ilhas de formação vulcânica, o arquipélago sofreu muito com a predação. Os navios que exploravam estas águas caçavam as enormes tartarugas que eram mantidas vivas por um longo tempo dentro de seus porões até serem utilizadas como rica fonte de proteína pelos intrépidos marinheiros. Além deste fato, as espécies nativas foram vitimadas pela introdução proposital e acidental de animais invasores como ratos, porcos, insetos, cabras e outras espécies que competiam pelo alimento vorazmente ou que não tinham predadores naturais, causando danos praticamente irreparáveis ao ecossis-

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tema local. Em 1959, na Ilha Pinta (60 km2) foram introduzidos caprinos para a alimentação dos pescadores visto que as tartarugas já eram escassas. Nos anos 60 e 70, estes caprinos já somavam cerca de 40.000 indivíduos que não deram a menor chance de recuperação das tartarugas desta ilha. A erradicação de espécies invasoras xige grandes esforços e gastos expressivos, porém a história nos mostra que geralmente não é possível ser realizada com sucesso. Neste caso, para nosso alento, a espécie invasora foi erradicada desta ilha a tempo de salvar espécies endêmicas da vegetação e em Maio de 2010 foram enviados para a ilha 39 tartarugas


Jenny Leonard/Shutterstock

George, o solitário.

híbridas estéreis para restaurar o equilíbrio do ecossistema (dispersão de sementes). O projeto do Parque Nacional de Galápagos em conjunto com a Fundação Charles Darwin segue rumo à introdução de indivíduos férteis da espécie geneticamente mais próxima da Tartaruga original desta ilha e o acompanhamento de sua evolução. O último exemplar da espécie da Tartaruga de Pinta (Geochelone nigra abingdoni (Günther, 1877)) era um macho conhecido mundialmente como George, o solitário (Lonesome George). Ele foi encontrado em 1971, resgatado em 1972 e morreu em seu cativeiro na estação de pesquisas da Fundação Charles Darwin na Ilha de Santa Cruz, em 24 de Junho de 2012.

Cactus (Opuntia echios) e sua flor.

Ryan M. Bolton/Shutterstock

Desenho: Denis Barbulat/Shutterstock

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Harald Toepfer/Shutterstock ClimberJAK/Shutterstock

Peixe borboleta (Johnrandallia nigrirostris) Iguana Marinha (Amblyrhynchus cristatus)

O arquipélago é banhado pelas correntes marítimas de Humboldt, Cromwell e Equatoriana. A confluência destas correntes proporciona uma incrível profusão de vida selvagem dentro e fora d’água nesta região do Pacífico. 78 | Rota Verde

Manda Nicholls/Shutterstock

Caranguejo (Grapsus grapsus)


Brandelet/Shutterstock

Tubarões martelo (Sphyrna lewini)

Tubarão de Galápagos (Carcharhinus galapagensis) Luiz A. Rocha/Shutterstock

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Arvydas Kniuksta/Shutterstock


Brandelet/Shutterstock

Tubar達o-baleia (Rhincodon typus)

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Frank Wasserfuehrer/Shutterstock

Leão Marinho (zalophus californianus wollebaeki)

Manda Nicholls/Shutterstock

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Manda Nicholls/Shutterstock

Moorish Idol (Zanclus cornutus)

mergulho em Galápagos é algo surreal, além de uma quantidade incrível de peixes e invertebrados, os cardumes de tubarões martelo, tubarões de Galápagos, galhas brancas de recife, raias, leões marinhos, iguanas e aves que se atiram no meio dos cardumes de peixes menores, fazem desta atividade um marco na vida do mergulhador. Seja praticando o mergulho livre ou autônomo, a interação com a vida marinha deste arquipélago é fantástica. Manda Nicholls/Shutterstock

Lagosta do gênero Panulirus.

Anisotremus (interruptus) 82 | Rota Verde


Manda Nicholls/Shutterstock

Brandelet / Shutterstock

Estrela do mar (Oreaster reticulatus)

Manda Nicholls/Shutterstock

Rich Carey/Shutterstock

Le達o Marinho (zalophus californianus wollebaeki) Tartaruga marinha verde (Chelonia mydas)

Raia Manta (Manta Birostris) Rota Verde | 83


potomacpix/Shutterstock

O Peter Sobolev/Shutterstock

Parque Nacional de Galápagos foi estabelecido em 1959 e declarado patrimônio natural da humanidade, pela UNESCO, em 1978. O lugar foi reconhecido como Reserva da Biosfera em 1984. Mais tarde, em 1998 foi criada a Reserva Marinha de Galápagos (GMR), a segunda maior do mundo (menor apenas que a Grande Barreira de corais na Austrália), com uma área de 133.000 Km² e foi re-

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conhecida também como patrimônio natural da humanidade em 2001. Devido a uma série de ameaças, o arquipélago foi adicionado em 2007 à lista da UNESCO de patrimônio mundial em perigo e em Julho de 2010 as Galápagos foram removidas desta lista, pois o comitê do patrimônio mundial considerou que o governo do Equador fez significante progresso no sentido de sanar os problemas existentes.


Bartolomé

Alfie Photography/Shutterstock

A ilha está localizada próxima de Santiago e é famosa pela formação rochosa “Pinnacle Rock”. Este é o local onde existe a maior possibilidade de encontrar os Pinguins de Galápagos e talvez nadar com eles.

Pinguim das Galápagos (Sphensicus mendiculus) - endêmico.

As principais ilhas são: • Baltra

• Genovesa (Tower)

• San Cristóbal (Chatham)

• Bartolomé (Bartholomew)

• Isabela (Albemarle)

• Santa Cruz (Indefatigable)

• Daphne Mayor

• Marchena (Bindloe)

• Santa Fé (Barrington / Beagle)

• Darwin (Culpepper)

• Pinta (Abingdon)

• Santiago (James)

• Española (Hood)

• Pinzón (Ducan)

• Seymour Norte (North Seymour)

• Fernandina (Narborough)

• Rábida (Jervis)

• Wolf (Wenman)

• Floreana (Charles)

• San Cristóbal (Chatham) Rota Verde | 85


Somente quatro ilhas são habitadas: - Santa Cruz é a mais populosa e também possui a melhor infraestrutura turística em sua ci-

dade, Puerto Ayora. Apresenta ótimas opções de passeios e lugares incríveis como Tortuga Bay, las Grietas, reserva El Chato, El Garrapatero, entre outros. É possível explorar as belezas da ilha de taxi, bicicleta, barco ou caminhando.

- San Cristóbal é onde fica a capital de Galápagos, Puerto Baquerizo Moreno. Tem a segun-

da maior população e apesar de sua estrutura para receber o turismo não ser equivalente a de Santa Cruz, esta ilha é a mais adequada para a prática do surf, por vezes na companhia de leões marinhos. Entre os lugares mais populares da ilha estão El Junco, Cerro Brujo, Leon Dormido e las Galapagueras.

- Isabela é a maior ilha e tem o ponto mais alto do arquipélago, o vulcão Wolf com 1.707m

acima do nível do mar. Existem muitos pontos turísticos nesta ilha como, por exemplo, o vulcão Alcedo, o vulcão Sierra Negra, Punta Garcia, Punta Albemarle e Punta Moreno. A cidade de Puerto Villamil oferece serviços básicos aos visitantes.

- Floreana é a menos populosa das quatro ilhas habitadas e a cidade de Puerto Velasco Ibarra,

não oferece grande estrutura para receber seus visitantes. Os lugares que mais se destacam nesta ilha são a baía do correio, Punta Cormoran e la Corona del Diablo.

javarman/Shutterstock

Além da possibilidade de basear sua viagem numa destas ilhas, existem vários cruzeiros que partem de Santa Cruz ou de San Cristóbal e se estendem de 3 a 15 dias em barcos que acomodam até 100 passageiros. Os barcos maiores tendem a oferecer mais conforto e os menores transmitem a sensação de exclusividade durante os passeios.

Leão Marinho (zalophus californianus wollebaeki) 86 | Rota Verde


javarman/Shutterstock

M Reel/Shutterstock

No carpete de Sesuvium os cactus (Opuntia echios) se destacam.

Galápagos tem duas estações bem definidas: Dezembro a Maio é o período mais quente e úmido, quando a vegetação fica mais colorida, as águas são mais calmas e propiciam melhores condições para navegar e mergulhar. Junho a Novembro as temperaturas são mais amenas e as águas mais frias e agitadas. É a época ideal para o surf, observação de pássaros e mergulho para pessoas mais experientes. As ilhas mais jovens estão do lado Oeste do arquipélago onde a atividade vulcânica é mais intensa. A ilha Fernandina teve sua última atividade vulcânica em Abril de 2009, com a erupção do La Cumbre. A erupção não teve muitos efeitos negativos na região. A topografia tem grande influência na vegetação, determinando três áreas distintas: a zona costeira com a vegetação de mangue; a zona árida, caracterizada pela grande quantidade de 88 | Rota Verde

cactos do gênero opuntia, fonte de alimento para várias espécies de animais; zona úmida, na parte alta das ilhas, onde encontramos espécies de plantas de maior porte cobertas de musgos, líquens e plantas epífitas. Tão especial quanto a fauna é a flora das Galápagos, com aproximadamente 1/3 das espécies endêmicas. Este frágil ecossistema é testado a todo o momento com a invasão de espécies estrangeiras que chegam às ilhas, muitas vezes escondidas nos pertences dos visitantes e nos alimentos (sementes, insetos, etc).


jele/Shutterstock jele/Shutterstock

Leon Dormido são rochedos localizados próximos à costa de San Cristóbal que proporcionam um visual pitoresco onde é possível mergulhar entre os cardumes de tubarões de Galápagos e raias.

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rebvt/Shutterstock

Gaivotas das Galápagos (Creagrus furcatus)

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Flamingo (Phoenicopterus ruber)

Pelicano marrom (Pelec rebvt/Shutterstock

misha shiyanov/Shutterstock

Stubblefield Photography/Shutterstock

s aves das Galápagos são a alegria dos fotógrafos. A presença humana não parece não incomodar e visto que algumas espécies nidificam no solo, a atenção tem que ser redobrada para não pisar em ovos. Algumas espécies endêmicas ao arquipélago mostram com clareza a adaptação as condi-

Albatrozes (Diomedea irrorata)

Ostraceiro americano (Haematopus palliatus) 90 | Rota Verde


zahorec/Shutterstock Mogens Trolle/Shutterstock

Pelicano-pardo (Pelecanus occidentalis)

canus occidentalis) Fragata (Fregata magnificens)

Atobรก de patas azuis (Sula nebouxii ) Mogens Trolle/Shutterstock

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David Thyberg/Shutterstock

Stacy Funderburke/Shutterstock

Gavião das Galápagos (Buteo galapagoensis) - Endêmico.

Cormorão que não voa (Phalacrocorax harrisi) - endêmico.

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Alfie Photography/Shutterstock

Atobá de patas vermelhas (Sula sula)

ções do local, como por exemplo a falta de predadores naturais que gerou mudanças na fisiologia do cormorão que perdeu a habilidade de voar e desenvolveu amplamente a capacidade de nadar em busca de seu alimento.


Chesapeake Images/Shutterstock

Iguana marinha (Amblyrhynchus cristatus)

A

Iguana marinha (Amblyrhynchus cristatus) da ilha Española.

daptação também é a palavra que descreve um dos ícones das Galápagos, as iguanas marinhas que desenvolveram glândulas específicas para eliminar o excesso de sal do organismo, expelindo-o pelas narinas como se estivessem espirrando. Algumas subespécies de iguanas são encontradas em apenas um ponto do arquipélago.

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Iguana terrestre (Conolophus pallidus) endêmica da ilha Santa Fé.


David Thyberg/Shutterstock

Iguana terrestre (Conolophus subcristatus)

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Roland Spiegler/Shutterstock

Dois machos de Iguana Marinha (Amblyrhynchus Cristatus) em combate.


Natursports/Shutterstock

E

xistem dois aeroportos internacionais em Galápagos, um em San Cristóbal e outro em Baltra. Os voos são feitos basicamente pela Aerogal e Tame. Isabela tem um aeroporto para voos domésticos, normalmente feitos em pequenos aviões pela Emetebe. O transporte entre as três ilhas nestes aviões ou por barcos pode ser facilmente contratado no local. Leve máscara, nadadeiras, roupa de mergulho, chapéu, protetor solar, máquina fotográfica e filmadora. Moeda corrente é o Dólar americano. O idioma nas Galápagos é o espanhol, mas a maior parte dos guias falam inglês. Galápagos continua a surpreender os seus visitantes que, assim como Darwin, tem a sensação de estarem num mundo a parte, com espécies encontradas somente neste local.

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Manda Nicholls/Shutterstock

Estrela-do-mar-azul (phataria unifascialis)


Clara/Shutterstock

foxie/Shutterstock

M Reel/Shutterstock

Poznyakov/Shutterstock

fotogiunta/Shutterstock

Puerto Baquerizo Moreno / San Cristobal.

Trilha para Tortuga Bay em Santa Cruz

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Cruzeiros - São as melhores op1• ções para conhecer Galápagos. Propor-

cionam ao turista a oportunidade de conhecer vários locais em diferentes ilhas com atividades como mergulhos e incursões por terra.

Stubblefield Photography/Shutterstock

Dicas do autor

Mockingbird (Mimus Parvulus Parvulus) da ilha Santa Cruz.

2•

Passeios diários - Saindo em barcos de médio porte para passar o dia em destinos únicos, como por exemplo, a Ilha Santa Fé, Ilhas Plaza e Bartolomé. Estes passeios são facilmente contratados no local. Fundação Charles Darwin - A es3• tação científica Charles Darwin fica em Los Gemelos - São crateras que fi4• cam na parte alta de Santa Cruz, nas pro-

ximidades existem tubos de lava onde podemos percorrer alguns trechos pelo subsolo. Também nesta região, onde a vegetação é bem diferenciada das áreas mais baixas, podemos encontrar tartarugas gigantes em seu habitat natural.

r.nagy/Shutterstock

Puerto Ayora (Santa Cruz).

5•

Tortuga Bay - É uma belíssima praia quase deserta de águas cristalinas que fica próxima de Puerto Ayora, com acesso por um caminho muito agradável.

Estátua de Darwin no museu de história natural de londres. 98 | Rota Verde


Bandeira do Equador

Bandeira de Galápagos

Pinta

Genovesa

Marchena Santiago Rábida Pinzón

Fernandina

Baltra

Santa Cruz Santa Fé

San Cristóbal

Isabela Española

Jenny Leonard/Shutterstock

Uryadnikov Sergey/Shutterstock

Floreana

Atobás de patas azuis (Sula nebouxii)

Tartaruga das Galápagos (Geochelone nigra) Rota Verde | 99


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Texto: Rubinho de Almeida Prado Fotos: Arquivo Pescaventura

Os “Doutores das Águas” não teriam nascido sem a motivação e sensibilidade de Francisco Leão Jr., médico, amigo e pescador esportivo. Ao perceber a necessidade das comunidades ribeirinhas e o impacto positivo que um trabalho dessa natureza traria, nos incentivou a planejar e organizar essa expedição social. Com o apoio do barco hotel Kalua e colaboração de amigos e empresários, foi possível realizar um sonho antigo: retribuir as comunidades ribeirinhas um pouco do muito que eles representam para o sucesso da pesca esportiva. Nosso muito obrigado. Rubinho de Almeida Prado Mauro de Almeida Prado

O

sucesso dos Doutores das Águas I em 2011 foi tão grande e a realização tão gratificante que compensou todo esforço empenhado e nos deu a certeza de que “continuaríamos navegando nestas águas.”. Começamos então a viabilizar os Doutores das Águas II, porque manter essa iniciativa era tão essencial como começá-la. Estamos tratando com seres humanos à margem da sociedade, num ambiente hostil, onde a natureza domina e determina os rumos de cada comunidade. Resolvemos ampliar a rede de atendimento, 102 | Rota Verde


não só para a bacia do rio Madeira (rios Sucunduri e Acari), mas também para a bacia do rio Negro (rio Jauaperi e Xeriuini). Desta forma, incorporamos uma dezena de vilas ribeirinhas e a população atendida cresceu de 820 em 2011 para 1.207 em 2012. São famílias que vivem em condições muito simples. Suas casas são de madeiras ou de sapé à beira dos rios e se alimentam à base de farinha de mandioca e peixe. Suas atividades giram em torno da extração da castanha do Pará, óleo de copaíba e alguma venda de farinha excedente. Possuem baixa renda anual e convivem com uma debilitada estrutura sanitária e quase nenhuma assistência médica em geral. Esta segunda expedição se deu entre os dias 20 de abril e 08 de maio de 2012, quando a população destes rios recebeu ajuda médica e dentária totalmente gratuita. A parceria entre a agencia de turismo Pescaventura, as expedições Pescaventura e o barco hotel Kalua foi excelente, mas a necessidade de profissionalizar essa iniciativa informal foi Rota Verde | 103


cada vez mais importante e a criação de uma associação sem fins lucrativos, partidários ou religiosos se mostrou fundamental. Criamos então a

ONG DOUTORES DAS ÁGUAS.

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Além de uma grande variedade e quantidade de remédios (mais de 450kg), gentilmente doados por amigos médicos e laboratórios, a equipe distribuiu ao longo da viagem cerca de 700 quites dentários infantis Colgate, 800 quites dentários adultos Sanifill, 200 óculos de leitura, 1.126canecas, 3.952 talheres, 2.100 pratos, 370 facas de cozinha, 1.740 brinquedos e bolas, 700 peças de roupas, 400 quites de pesca, 700 sacos de balas e pirulitos, 150 corotes plásticos de 20l para transportarem água, 150 sacas de 60l para farinha, 300 doses de vermífugos para todos os cachorros da região e 1.200l de gasolina para locomoção dos moradores até os locais de atendimento.

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FAIXA ETÁRIA RIOS

0 a 6

7 a 14

15 a 45

31 a 45

Acima de 46

TOTAL DE PESSOAS

Jauaperi

58

71

72

44

37

282

Xeriuini

67

65

61

49

33

275

Sucunduri

54

54

49

39

38

Acari

126

110

89

54

42

TOTAL GERAL

305

300

271

181

150

229 421

1.207

Foram atendidas cerca de 1.207 pessoas (em mais de 2.200 consultas), entre elas 605 crianças com até 14 anos de idade. Se por um lado, o sorriso nos rostos das crianças e os abraços apertados de agradecimento fizeram todos do grupo se sentirem realizados, ficou claro e patente que esta ação terá que ter continuidade, para que de fato possa cumprir o seu papel e representar efetiva melhoria na vida destas comunidades. A próxima expedição dos Doutores das Águas III já esta marcada para abril de 2013 e todos os integrantes deste mutirão já fizeram a sua reserva, pois além da continuidade do atendimento, fazem questão de rever os amigos deixados na Amazônia. A cada ano nossa responsabilidade e compromisso se intensificam com estas populações carentes. O apoio que temos recebido de pessoas físicas, empresas, institutos e fundações é o que possibilita manter vivo o sonho e a expectativa destes ribeirinhos. Muito obrigado! Rubinho de Almeida Prado

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DOUTORES DAS ÁGUAS I I

Coordenação

Equipe de Apoio

Francisco Leão Jr. - (coordenador médico) Mauro de Almeida Prado (coordenador técnico) Rubinho de Almeida Prado (coordenador geral)

Lourenço Fernando de Almeida Prado Natanael Diz Daniel Ferreira de Brito Elen carneiro Fernanda Sausmikat Flávia L. Coelho João Carlos de Souza Neto Maria Eugênia Vilhena Maria Aliende Waltencyr da Costa Barros Motta Filho

Equipe Médica Francisco Leão Jr. (urologista) Sônia Maria Martins Fortes (clínico geral e geriatra) Antonio Carlos Prado Lyra (clínico geral e anestesista) Edgardo Postigo (ginecologista) Anderson Paz (clínico geral) Ana Maria Carvalho (sanitarista) José Marsiglio Neto (ginecologista) Lam Shung (cirurgião e clínico geral) Sônia Polidoro (pediatra) Luciano Moura (dentista) Guilherme Capelozza (dentista) Plínio Sanches Silva (dentista) Diego Veronesi (fisioterapeuta)

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Patrocinadores

DOUTORES DAS Ă GUAS I

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110 | Rota Verde


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Revista Rota Verde Ed.1  

Revista Rota Verde. Publicação que aborda o turismo de aventura, o ecoturismo, esportes ao ar livre, pesca esportiva e ecologia.

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