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Ano I | Nยบ 1 | Setembro | 2009

A revista dedicada ao Rock Alagoano


Editorial

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desejo de realizar tal projeto já tem tempo. Não surgiu de uma vontade momentânea ou de qualquer opinião paralela. Essa é a primeira edição de uma revista eletrônica dedicada, exclusivamente, para o Rock Alagoano. O Rock é uma manifestação antiga e não nasceu em nosso berço, no entanto, ganhou o mundo e diferentes variações. Alagoas possui uma riquíssima manifestação cultural: danças, teatro, folguedos, literatura, música. E é pela música que o Rock Meeting tem o prazer de destacar este cenário. Hoje existem várias bandas que gostariam de sair de seus lugares e mostrar o seu som. É interessante prestigiar as bandas de fora, melhor ainda quando as que temos são reconhecidas.

Expediente Texto e revisão: Daniel Lima Isabela Pedrosa Pei Fang Fon Diagramação: Pei Fang Fon Designer: Thiago Freire Fotografia: Pei Fang Fon Isabela Pedrosa Contato: contato.rockm@gmail.com

Índice 2 - Espaço Boteko

4 -Metal Monsters

5 - World Metal

7 - Capa - Dark Tale

10 - Metal é aLei

12 - Eu estava lá

14 - Perfil RM

Produção: Daniel Lima Isabela Pedrosa Pei Fang Fon Thiago Freire

Rock Meeting


Espaço Boteko

Rock: uma revolução cultural Almir Lopes - Blog Boteko do Rock http://boterock.blogspot.com

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esde seu nascimento, em meados dos anos de 1950, que a revolução já vinha existindo, primeiro porque foram os negros que indiretamente criou toda a roupagem do que aconteceria em seguida. Nos longínquos anos de 1950, a segregação racial na América era – sem dúvida – perversa e não havia espaço para manifestações culturais dos negros. Foi neste momento que surgiu o “Grito de liberdade” que soa através do “Blues”, música de raíz puramente negra, tendo como vertente principal o Rock and Roll. O Rock surgiu da musicalidade negra vinda do continente africano através dos seus descendentes que povoaram a América. Ganhou força depois da Segunda Guerra Mundial. Nascia um ritmo que rapidamente iria se ramificar com uma força cultural até então nunca vista. O contra ponto de tudo isso, é que a sonoridade avassaladora vinha de um povo marginalizado, segregado, mas de alma pura, o suficiente para fazer nascer um ritmo que iria mudar toda uma geração. Antes mesmo de chegarmos ao Rock, é importante citar o Blues, base fundamental para o nascimento musical do Rock and Roll e também de gente como Bill Haley and His Comets (1954), considerado como desbravador do ritmo com as músicas “We´re Gonna” e “Rock around the clock”; levava os jovens da época a ingressarem no ritmo que estava ali nascendo, ainda que de forma inocente, não passava de modismo, mas com toda inocência ali contida, já se mostrava para a época: exagerada e subversiva. A partir da expressão contida no título da música, ou seja, dançando sem parar (around the clock). Esta música, que lançou Bill Haley para o sucesso mundial, também fez parte do filme “Blackboard Jungle” (Sementes de Violência). Com o surgimento em definitivo

do Rock, mesmo considerado marginal , muito embora absorvido pelos jovens daquela década, que começava a chamar atenção para os veículos de comunicação, tanto que o termo foi difundido por um “Disc Joquei” norteamericano, que logo percebeu a magia que o ritmo exercia sobre os jovens. Na forma que vinha embalando todas as festas na cidade de Ohio (EUA), até então o ritmo era classificado como o rhythm and blues. Depois de Haley com seus “Cometas”, uma leva de outros nomes no embalo do 'Ritmo e Blues' começaram a se destacar: Chuck Berry, Little Richard, Buddy Holly e Jerry Lee Lewis, que também marcaram presença na história do rock'n'roll. Elvis – o branco e toda sua alma negra Com a chegada de Elvis Presley no cenário Rock and Roll, ainda no final dos anos de 1950, culturalmente a América começou a sua revolução. Elvis conseguiu como ninguém absorver todo o swing, trejeitos e acima de tudo carisma, exercido por um branco em um território que até aquele momento era dominado pelos negros. Elvis conseguiu dar outro rumo ao estilo e a história, coisa que seus antecessores contemporâneos ainda não tinham exercido com tanta dedicação. Basicamente um interprete, Elvis conseguia levar todo o espírito da musicalidade negra chegar aos brancos. Elvis era acima de tudo um cantor interprete, que conseguia como ninguém transpor toda suas mágoas de uma vida pessoal atribulada; foi também o primeiro a ganhar a nomenclatura de Rockstar e de ganhar fama e fortuna dentro do seu reinado, a transpor barreiras jamais imaginado no mundo do rock. Elvis Aaron Presley nasceu em 8 de janeiro de 1935, em Tupelo, Mississipi.

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Metal Monster Metal Monsters Tribute Tributo aos clássicos do Thrash e do Heavy Metal Pei Fang Fon | Daniel Lima | Lila Pedrosa oportunidade para o público conhecer No dia 20 do corrente mês, o Orákulo bandas novas e alimentar o cenário que anda Choperia será palco da primeira edição do em baixa. “A proposta é mostrar que aqui Metal Monsters, onde estarão presentes existem bandas. Fazer um tributo a grandes bandas que farão cover do Megadeth, bandas como Metallica, Iron Maiden, Pantera, Iron Maiden e Metallica. Pantera, Megadeth. Divulgar A banda Mastermind é as bandas”, disse ele. a atração principal e, com Sendo uma ideia antiga, seus 12 anos de existência, o guitarrista da Hellbound, trará sua nova formação, mas João Goulart, tinha essa com antigos sucessos. Após vontade e não sabia como um período parado, Dey realizar. Junto com outro Matos (Baterista da colega, por nome de Mastermind) diz que o tempo Espanhol (que tem mais sem ensaios foi devido ao Pei Fang Fon experiência em organizar local que não havia, e os 12 eventos), uniu as ideias e anos de existência da banda Hellbound - Canuto, Dey, João e Vítor criaram um dia especial para não foi em vão, hoje já tem o cover. Muito embora, ele mesmo alega que, um nome forte em Alagoas, além da por sua banda ainda não ter músicas qualidade do som. “A Mastermind tem 12 próprias, as pessoas sempre gostam de ouvir anos e ninguém toca há 12 anos de cover. brincadeira, a gente toca sério mesmo. O Perguntado sobre a cena underground ruim é que a gente não pode tocar em todo de Alagoas, João é mais enfático: “A gente lugar porque a gente está aqui trabalhando, sabe que a cena em Maceió é meio parada. gastando material, energia e investindo em Sempre que têm bandas que tem sucesso as nós mesmos”, reclama. pessoas gostam de assistir e Até o mais novo isso é mais um incentivo das vocalista da Mastermind e da pessoas comparecerem aos Hellbound (Pantera Cover), shows. Nós queremos fazer Vítor Silva, brinca com o uma organização bem legal, prestígio e a longa data de que não seja como aquelas existência. “Eu olhava para que estamos acostumados a ele e queria está ali tocando ver, feitas de qualquer jeito, com eles. Todo mundo ouvia Pei Fang Fon com qualquer equipamento falar da Mastermind, eu acho procurar fazer o máximo para que o que chamou a atenção proporcionar um evento legal da galera para o show foram para o pessoal”, alega. eles. No Orkut, o pessoal fala muito na Para quem deseja ir, é só procurar os Mastermind”, comenta. integrantes das bandas ou na loja Paranoid O Metal Monster será uma grande Metal Rock, localizada no Centro de Maceió, momento para as bandas mostrarem o que os ingressos custam R$ 8. O evento e sabem. Para o baixista da Hellbound, iniciará, pontualmente, às 16h. Jonathan Canuto, o evento é uma ótima

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Notícias e Curiosidades Evanescence no Brasil em novembro?

World Metal

bem, e vocês fãs brasileiros são um dos nosso melhores e mais loucos fãs, então simplesmente decidimos ir!” Ela completou: “Não tocaremos nada do material novo; será uma compilação das músicas que vocês já conhecem (o material novo virá na hora certa). Estou realmente muito ansiosa e um pouco nervosa quanto ao show estive sendo meu alter ego anônimo por um bom tempo! Mal posso esperar para sentirFonyte: aquela sensação de novo - ser completamente consumida pela música”. Fonte: Whiplash

A vocalista do Evanescence, Amy Lee, recentemente falou sobre sua ansiedade em se apresentar no Brasil durante o Festival Maquinária que acontecerá no mês de novembro. “Ano passado nós tivemos algumas boas oportunidades para tocar, e eu acabava dizendo 'não' por estar muito focada no novo material e eu não quero projetos paralelos (preparar um show do Evanescence realmente necessita de muito tempo e preparação). Mas a composição está indo tão

Megadeth: Endgame pode ser ouvido no Myspace da banda

muitas expectativas. Confira o novo som do Megadeth. Clique no link abaixo. www.myspace.com/megadeth

O novo cd da banda americana de Thrash, Megadeth, já está disponivel nas lojas e no myspace da banda. Endgame é o mais novo cd e muitos fãs esperavam por um novo projeto. Com onze faixas (versão japonesa tem doze) e

Freddie Mercury: Memórias do Homem que o Conhecia Melhor De nomes famosos - incluindo Elton John, Kenny Everett, Elizabeth Taylor e Rod Stewart - ao vago exército de amantes, mediadores e interesseiros, Peter Freestone viu todos eles fazerem parte da tragicomédia que foi a vida fora do comum de Freddie Mercury. Peter Freestone, autor desta obra, foi o assistente pessoal de Freddie Mercury nos últimos 12 anos de sua vida. Viveu com Mercury em Londres, Munique e Nova York e esteve com o cantor quando ele morreu. Faroukh Bommi Bulsara (este é o nome verdadeiro de Freddie Mercury) nasceu em Stone Town, na ilha Zanzibar, em 5 de setembro de 1946. Ele foi educado na St. Peter Boarding School, uma escola inglesa perto de Mumbai, na Índia, onde deu seus primeiros passos musicais, ao ter aulas de piano. Foi na escola que ele começou a ser chamado de Freddie, e, com o tempo, até os seus pais passaram a chamá-lo assim. Em 1964, mudouse com a família para a Inglaterra. Lá, graduou-se em

Design Gráfico e Artístico na Ealing Art College. Na faculdade, ele conheceu o baixista Tim Staffell, que tinha uma banda na faculdade chamada Smile, com Brian May como guitarrista e Roger Taylor como baterista, e levou Freddie para participar dos ensaios. Em abril de 1970, Tim deixa o grupo, e Freddie acaba ficando como vocalista da banda, que passa a se chamar Queen. Freddie decide mudar o seu nome para Mercury. Ainda em 1970, ele conheceu Mary Austin, com quem viveu por cinco anos. Foi com ela que assumiu sua orientação sexual (Freddie era bissexual), e os dois mantiveram forte amizade até o fim de sua vida. Mary inspirou Freddie na música Love of My Life. Ele é considerado pelos críticos e por diversas votações populares um dos melhores cantores de todos os tempos e uma das vozes mais conhecidas do mundo. Freddie Mercury faleceu em 24 de novembro de 1991, em sua própria casa, chamada de Garden Lodge. Tradução: Whiplash

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Notícias e Curiosidades David Bowie agora é nome de aranha Conhecido como camaleão do rock por estar sempre em mutação tanto na sua imagem como na sua música, DAVID BOWIE agora também pode ficar famoso na pele de uma aranha. Bowie é familiarizado com o tema já que os aracnídeos marcam presença na carreira do cantor. Em 1972, “as aranhas de Marte” foram mencionadas em “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars”. 15 anos depois, a turnê de Glass Spider também fez menção ao tema. O especialista alemão Peter Jäguer então

Zakk Wylde: "caixão-guitarra" ou "guitarra-caixão"? A conhecida marca de guitarras Epiphone (que pertence à Gibson) acaba de colocar no mercado uma nova guitarra assinada (ou assassinada!) pelo mestre das 6 cordas, Zakk Wylde (OZZY, BLACK LABEL SOCIETY), a Graveyard Disciple. O seu primeiro modelo assinatura com a Gibson e a Epiphone, a Les Paul pintada com círculos em preto e branco criando tipo um alvo (acho que tem alguma coisa ligada ao fato de Zakk gostar de armas e de atirar em animais), chamada de Zakk

Rob Halford: Vocalista do Judas Priest lançará um álbum com músicas natalinas O vocalista do Judas Priest está prestes a começar as festivas datas natalinas, com o que sabe fazer de melhor, ou seja, cantando. Não poderia ser mais ridículo do que outros que seguem o mesmo caminho, poderia? O Deus do Metal, frontman do Judas Priest Rob Halford, confirmou que estará lançando seu primeiro álbum no solo ao longo dos últimos sete anos, nesta época natalina e que contará com regravações de 'Come All Ye Faithful " e " Oh Holy Night'. Essa última exibida em um episódio de South Park (onde o personagem do desenho

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World Metal

decidiu honrar Bowie e homenageou o roqueiro ao batizar uma espécie de aracnídeo de Heteropoda davidbowie. A aranha vem da Malásia e é conhecida pelo tamanho grande e pelugem amarela. O cientista afirma que batizando aranhas com nomes de celebridades a comunidade científica joga luz a um problema que costuma passar longe dos holofotes. Assim, as atenções ficam voltadas para as espécies de aranha que beiram a extinção. Em 2008, NEIL YOUNG tambémdeu nome a uma espécie, que foi batizada de Myrmekiaphila neilyoungi. Fonte: Whiplash

Wylde Bullseye LP, é sem dúvida uma bela e marcante guitarra. Só para constar: o preço de uma Epiphone Bullseye aumentou consideravelmente nos últimos dois anos, nos dando a pista de que é uma guitarra que vende muito bem. O foco aqui é a ovelha negra da família Wylde... a Graveyard Disciple. O press release já começa bem, com a discutível frase "Scary Good Looks!", algo como "visual assustadoramente bom"! Concordo que é realmente assustador esculpir o corpo de uma guitarra em forma de caixão, mas é difícil concordar com o "Good" na frase em questão. Fonte: Whiplash tenta cantar), quem sabe dessa vez, Eric Cartman não aproveita o sensivel Halford, certo? O álbum será intitulado 'Halford III Winter Songs " e também irá incluir faixas originais" Get Into The Spirit', 'quando vem Natal Para Todos', 'Luz do Mundo ". 'Halford III - Winter Songs' tem data de lançamento para o dia 26 de outubro próximo. Fonte: Metal Hammer


“Dark Tale hoje é amizade” Em uma conversa super descontraída, três membros da banda Dark Tale: Any Deyse (vocal lírico), Eduardo Moraes (guitarra) e Thassia Ramalho (teclado) falaram sobre o começo da banda, curiosidades, as dificuldades do cenário alagoano e o primeiro CD demo e suas expectativas. Seguindo a linha do Gothic/Doom Metal, a banda contém sete integrantes: Anderson Rodrigues (bateria), Roberto César (baixo), Welton Cavalcante (guitarra), Arthur Aquino (guturais) e os três citados acima e suas várias influências da música clássica ao Heavy Metal. Criada no ano de 2006 por Any e Thassia, a banda já passou por várias modificações e hoje encontraram a formação certa para seguirem com o projeto. Acompanhe cada detalhe desta

Pei Fang Fon

Rock Meeting - Como foi o início da banda?

tranquila e está tudo bem.

Any Deyse - Começamos em 2006. Da primeira formação está Thassia e eu. Éramos de uma banda, a Sangreal, acabou por que havia vários estilos e não havia um consenso. Era uma mistura do que cada um gostava. Ia de Dead Fish a Nightwish. Num certo dia eu envie uma mensagem para um amigo dizendo que queria montar uma banda. À tarde ele respondeu dizendo que já tinha a banda e eu disse que tinha uma tecladista. No começo tocávamos mais Lacuna Coil, Nightwish. Foi havendo mudanças na formação da banda e depois de alguns meses o Eduardo entrou e ficamos com duas guitarras. E houve outras mudanças de componentes.

RM - E quais foram as razões de tantas mudanças? Any - Mudança de Estado, incompatibilidades de gênios e personalidades, a linha musical que seguíamos. Hoje estamos numa formação

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RM - A opção por um vocal lírico foi da banda ou sua? E como surgiu o interesse pelo canto? Any - O meu vocal mesmo é lírico. Eu estudei o canto lírico. É o que eu mais gosto, é o que gosto de cantar e o que sinto mais facilidade. Desde criança eu sempre gostei de cantar, onde havia um recital na escola eu estava no meio. Mas aula de canto eu comecei em 2007. Tive aula maestro Max e a professora Elvira, mestres no canto barroco. O meu maestro diz que sou Soprano, mas eu me considero médio e quem sou eu para dizer que não sou? (risos).

RM - E cantar em inglês foi uma dificuldade para você? Any - Cantar em inglês nunca foi um problema. Eu canto o que eu gosto de ouvir. Quando eu estava no coral, as músicas que eram em alemão sempre tinha dificuldade e sempre estava com partitura para não me perder. (risos)


Entrevista:Dark Tale RM - Como surgiu o interesse pelo teclado? E quais as suas influências? Thassia Ramalho - Quem começou com essa estória de teclado foi a minha irmã. Agradeço muito a ela por isso. Eu nunca fiz curso para teclado. Eu sempre escutava as músicas e tentava tocar no teclado. Comecei com o “Parabéns”, Hino Nacional. Pesquisava na Internet e o Eduardo me ajudou muito. Fiquei treinando muito e fui me aperfeiçoando. A banda mesmo que me fez entrar no metal foi o Tristania. Mas gosto do Nightwish, Angra, Shaman, Draconia. E para todo músico, o clássico.

RM - Conte como foi que surgiu a vontade de tocar guitarra.

Any - E o nome em inglês é mais por motivo de estética mesmo. Sonoramente, soa muito melhor. Nós não somos apenas banda, mas somos amigos. Isso é o que é bom entre nós.

RM - Sobre a Demo lançada este ano, como foi o processo e as dificuldades? Eduardo - É uma ideia antiga, mas o problema é que não tínhamos uma formação permanente e quando entrava um membro novo havia todo um processo para aprender as músicas do repertório e isso levava tempo. Any - A gravação foi em maio deste ano. Gravado no Ciel, no Clima Bom, ficamos 8 horas direto. É um estúdio Underground. Ele é muito paciente e nos ajudou muito. Tivemos muitas dificuldades, mas o principal mesmo foi à questão financeira. Nem todos trabalham apenas o baixista, todos ainda são sustentados pelos pais (risos).

Eduardo Moraes - Começou em 1998. Eu vi o Eddie do Iron Maiden. Comprei o CD, ouvi a voz do Bruce Dickison.No meu aniversário, minha tia chegou com uma versão que tinha RM - E sobre o cenário alagoano, o vídeos e quando vi Adrian Smith pirei e que acham? decidi que era guitarra. Em 2003 eu Mulher que toca teclado não toca teclado. É um preconceito que sinto, das pessoas que me ganhei a minha primeira guitarra. Eu comecei Any - Temos músicos bons para pouca veem tocando acha que não sei tocar ou coisa parecida errado, por tablatura, querendo tocar o solo, oportunidade. Tem bandas que são boas e deveria ter iniciado pelo violão e estudar mais. tem tudo para crescer, no entanto, é difícil. Em Alagoas existe uma “pseudo cena”, por que se você quiser ganhar dinheiro aqui é RM - Por que Dark Tale? ilusão. Any - Não iria chamar assim, seria Lost Eduardo - É difícil trabalhar num lugar que Garden, mas ai o pessoal não gostou muito e ninguém pensa no outro. E tem outro fizemos uma lista e foi onde surgiu o nome Dark agravante disso é que o que existe é fã de Tale. Eu gosto muito de estória e sempre achei banda e não do metal. A galera curte lá a que o conto de fadas um pouco obscuro e banda e quando termina vai embora e não pensei “por que não tocar algo sobre o lado fica para prestigiar as outras. obscuro do conto de fadas”. São três anos de Thassia - “Mulher que toca teclado não toca banda, mas com a formação recente faz um teclado”. É um preconceito que sinto, das ano. pessoas que me veem tocando, acham que O mais legal era que todos Thassia não sei tocar ou coisa parecida. gostaram do nome assim que viram.

Você pode conferir o som do Dark Tale no Myspace da banda: http://myspace.com/darktaleband Ou vá até a loja Paranoid Metal Rock e adquira o seu! Fone: 3223 - 2733

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Metal é a Lei

Metal é a Lei

É com muito prazer que a Coluna Metal é a lei estréia aqui nessa edição da revista. A partir de agora aqui vocês poderão acompanhar as principais novidades da cena hard/heavy metal brasileira. Lula Mendonça Ouça a rádio http://www.rockfreeday.com.br - Programa Metal é a Lei aos fins de semana nos três horários. Adicione no msn: programametalealei@hotmail.com

SAI NOVO ÁLBUM DA RAVELAND Após cinco meses de atraso, devido a produção do disco e problemas com a fábrica responsável pela prensagem, o esperado álbum "...and a Crow Brings Me Back" da banda de metal gótico RAVENLAND está disponível no Brasil, com lançamento a cargo da gravadora Free Mind Records. O disco foi gravado no estúdio Fusão em São Paulo, com produção e mixagem de Ricardo Confessori (Angra, Shaman), responsável também pela gravação de bateria. A capa ficou a cargo do artista Gustavo Sazes e masterização por Waldemar Sorychta (Moonspell, Lacuna Coil, Samael, Therion, Tiamat). O álbum contou também com a participação especial de Tommy Lindal (...in Deviltry, ex-Theatre of Tragedy) nas faixas "Velvet Dreams" e "The Crow". Para adquirir o álbum acesse a loja virtual da Free M i n d R e c o r d s e m

http://www.freemindrecords.com.br SITE: www.ravenland.net

Hazy Hamlet: acordo com TSM/SLW Promotions (UK) O grupo paranaense de classic metal, Hazy Hamlet, anuncia que fechou acordo de assessoria com a empresa britânica TSM/SLW Promotions, também conhecida como Two Side Moon Promotions. A renomada empresa, sediada no país de Gales,

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está há muitos anos no mercado e trabalha exclusivamente com artistas de classic rock/AOR, hard rock e metal. A parceria visa auxiliar o grupo a divulgar na ilha britânica e parte da Europa seu material mais recente, o debut “Forging Metal”, lançado este ano. O álbum vem recebendo inúmeros elogios em resenhas do exterior, fato que chama atenção por se tratar de um disco auto-financiado e produzido de maneira totalmente independente.

SITE: www.hazyhamlet.com

Dr. Sin: "debut" na íntegra em show no Manifesto Bar A banda DR. SIN, formada pelos irmãos Andria (baixo) e Ivan Busic (bateria), o guitarrista Eduardo Ardanuy e o tecladista Rodrigo Simão, fez um show especial no último dia 21 de agosto (sexta-feira), no Manifesto Bar, em São Paulo (SP). Na ocasião, o grupo tocou álbum de estreia, "Dr. Sin", na íntegra! O 'debut' foi regravado recentemente e será lançado sob o título "Original Sin". "A regravação deste CD foi um presente não só para os fãs, mas também para a banda, que teve a oportunidade de reviver o início da caminhada com o Dr.Sin", afirma Ivan Busic. A primeira versão, intitulada simplesmente "Dr. Sin", foi lançada no festival "Hollywood Rock" em 1993. Gravado em 1992 nos EUA, o 'debut' traz faixas memoráveis como "Scream and Shout", "You Stole My Heart" e "Emotional Catastrophe", esta última que atingiu o 2º lugar nas paradas do "Top 20 Brasil" (MTV). Além das regravações, "Original Sin" ainda trará mais duas faixas inéditas de bônus.

SITE: www.drsin.com.br


Metal é a Lei Almah: lançamento de fã clube oficial na Europa A banda ALMAH acaba de lançar o seu novo fã clube oficial na Europa. O serviço foi fundado pelo ALMAH França com a autorização do grupo, objetivando estar o mais próximo possível do seu público europeu. O novo fã clube é o análogo do Equality F.C. Brasil na Europa. Ele é acessível em françês e em inglês, oferecendo para os seus associados muitos materiais exclusivos do conjunto, tais como os singles digitais, demos, imagens, tablaturas, papéis de parede inéditos, proteções de tela, batepapos com os integrantes da banda e muito mais. O surgimento do primeiro fã clube oficial do ALMAH, com as opções especiais fora do Brasil, é uma evidência incontestavél da popularidade que os brasileiros estão obtendo, de forma gradativa, n o e x t e r i o r . L i n k :

www.almahfrancefanclub.com SITE: www.almah.com.br

Aquaria , Hydria e Illustria juntos em show no Rio de Janeiro A terra do samba se renderá ao metal. Depois de 4 anos sem se apresentar, a banda Aquaria fará uma apresentação no Rio, no Teatro Odisséia, no dia 25 de outubro. Conhecidos e respeitados internacionalmente, a banda aproveita para comemorar os 10 anos da banda Uirapuru, o início de tudo. A banda Hydria, expoente no cenário com Cd lançado e Illustria, banda paulista que está prestes a lançar seu CD, participam desse evento que promete abalar as estruturas centenárias da Lapa, elo do Rio Antigo e da Boemia Carioca. Informações: (21) 2224.6367 :: (21)2226.9691.

SITE: www.ageofaquaria.com

Hangar divulga nome, capa, tracklist e release oficial do novo disco que será lançado na Expomusic 2009. "Infallible" é o nome do novo disco da banda Hangar. “Infallible”, segundo a própria

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banda, representa o sentimento que eles querem passar para o seu público com o novo disco. "É o nosso trabalho mais extremo, tanto no aspecto técnico, virtuoso e rápido, como também no lado mais melódico e acessível", diz o baterista Aquiles Priester. Já as letras, apesar de não se tratar de um trabalho conceitual, têm um tema em comum: "Elas falam sobre a força que move o ser humano, que acredita que deve buscar e fazer tudo honestamente pelos seus objetivos. É um disco otimista do ponto de vista de lutar e buscar resultados" garante o baterista. Leia o release completo do álbum no site oficial da banda. A banda lançará oficialmente o álbum durante a Expomusic 2009, que acontecerá entre os dias 23 e 27 de setembro em São Paulo.

SITE: www.hangar.mus.br

Eniggma lança seu primeiro videoclipe. O Eniggma, banda de power metal sinfônico, lançou essa semana seu primeiro videoclipe, que já conta com mais de 2200 visualizações no youtube, e isso somente na primeira semana, com mais de 100 comentários de 17 países diferentes todos com classificação "5 estrelas" A música do vídeo, "The key of eternal light" estará presente no primeiro CD da banda, "Land of the mistic metal" com previsão de lançamento para Outubro.

SITE: www.myspace.com/eniggmaband

Vougan procura novo vocalista O vocalista Carlos Zema não faz mais parte do Vougan. Devido a desacordos pessoais, a banda decidiu que a melhor opção seria a saída do vocalista. O Vougan acaba de finalizar sua primeira tour Norte Americana e está no meio do processo de composição do próximo álbum. Eles estão também procurando por um novo vocalista para fazer parte desta nova fase. Se você estiver interessado em participar do processo de seleção, basta entrar em contato através do e-mail: vougan@vougan.com

SITE: www.vougan.com


Foto RM, Eu Estava Lá Se você foi para um show e gostaria de mostrar suas fotos, chegou a sua oportunidade. Reúna as suas fotos e faça um texto, de apenas um parágrafo, explicando suas impressões do show. Envie para contato.rockm@gmail.com E nesta primeira edição, segue as fotos do show do Sepultura & Angra, realizado no dia 7 de agosto, no Clube Fênix. Fotos de Lila Pedrosa e Pói Fon. Participe você também.

Lila Pedrosa

Lila Pedrosa

Lila Pedrosa

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Perfil RM Perfil RM A Revista Rock Meeting tem o orgulho de iniciar esta seção com uma das pessoas que compõe uma das bandas mais conhecidas em Maceió. Allan Nogueira da banda Abismo será perfilado nesta edição. Conheça um pouco mais desta figura simpática do Rock’n’Roll alagoano.

1. Rock 1 - Meeting - Apresente-se.

3. RM - Qual é a sua visão de rock?

Allan Nogueira, aos 27 anos. Além da Abismo, minha única ocupação atual é como estudante do mestrado em Letras da Ufal, na área de Estudos Literários. Pesquiso a adaptação do romance Vidas Secas (de Graciliano Ramos) pra o cinema. Minha formação é em Jornalismo. Parte da opção por este curso se deu em função da banda, eu escrevia letras de músicas mesmo antes de tocar com Abismo e achava que um curso onde eu exercitasse a escrita poderia beneficiar as composições. A outra parte da escolha por jornalismo se deu porque eu queria ser jornalista esportivo e cobrir os jogos do Fluminense. Essa segunda parte não deu muito certo.

Tento ter uma visão que seja a mais histórica possível, com a consciência de que as coisas mudam; a sonoridade predominante hoje em dia pode estar obsoleta amanhã, mas que o que se fazia ontem continua tendo o seu valor. Não gosto de me prender ouvindo só uma vertente do rock'n'roll, apesar de quase sempre estar fanático por alguma banda ou estilo específico. Fora isso, sei que o rock já foi vinculado a inúmeros fatos e fatores, há quem ache a coisa mais revolucionária do mundo, há quem pense que é submissão à cultura estrangeira, tem quem diga que não é música... a minha opinião é que todas essas outras estão erradas.

2. RM - Conte (resumidamente) sobre o Abismo: surgimento, ideais, vida de banda.

4. RM - Quais são as suas influências?

Eu e o Ivalter (baterista) estudamos juntos da 5ª série ao 3º ano. Falávamos de música desde quando começamos a ter maior aproximação nesta época. Fizemos alguns trabalhos escolares tocando e isso pode ser visto como o 'embrião' da nossa banda. Em 1999 juntamos uma galera e estava formada a Abismo. Entre a saída e entrada de um monte de gente, hoje compõem a banda, além de mim e do Ivalter, Anderson (guitarra) e Mário Neto (baixo). Hoje em dia eu vejo a banda bem mais como um 'cano de escape' ou algo parecido – é o lugar que permite uma forma de expressão séria, mas que nos divertimos com isso. Falar de ideais em uma banda é um pouco complicado, porque são várias cabeças com suas peculiaridades na interpretação do mundo; RS. Mas podemos dizer que em forma e conteúdo nós somos anti-dogmáticos, ou pelo menos tentamos ser.

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Costumo dizer que comecei ouvindo rock nacional dos anos 80, mas, na verdade, cresci ouvindo muita música em casa, pois meu pai fazia uma 'festa' a cada domingo. Tocava desde Beatles e Tropicália até Samba e Jovem Guarda. Mais tarde, na adolescência ouvi bastante grunge e metal - consegui uma coleção do Sepultura a preço de banana, entre 1997 e 1998 e passava o dia escutando. No rock, atualmente, tenho escutado muita coisa feita nos anos 60 e 70. Mas como disse que não me prendo a só uma vertente do rock'n'roll, isso, na verdade, se aplica a qualquer música. Claro que tudo depende de critérios, mas eu escuto tudo que me dá vontade. Minhas últimas aquisições downloadeanas foram Hatebreed e uma coleção de 14 discos do Noel Rosa, isso tudo conta como influência. Dá pra destacar, também, a literatura, o cinema e os movimentos sociais que participei como boas influências – dá pra notar uma pitada de cada um desses elementos no nosso primeiro cd.


Perfil RM 5. RM - Como é tocar rock em um lugar que visa mais outros estilos? Acho que eu já me lamentei mais sobre isso, mas a partir de uma visão individual. Atualmente vejo que o problema é bem mais grave: qualquer coisa que não estiver em um contexto dominante em Alagoas é sufocado de alguma forma. Temos uma mídia majoritariamente cretina, uma elite 'açucaradamente' burra e pessoas, em boa parte dos casos, sem acesso a outras formas de se colocar no mundo. Daí, temos não apenas escassez de espaço para shows de rock, mas também poucos livros lançados e poucas livrarias boas, uma produção de cinema muito tímida, um teatro de 100 anos fechado e entregue às moscas, etc. Isso tudo dentro de uma conjuntura em que muita gente quer produzir teatro, cinema, literatura ou música, mas precisa brigar demais pra conseguir. Assim, Abismo continua, colocando-se como mais uma forma de resistência. Tocamos porque ainda conseguimos ver alguma importância nisso – ainda temos o que dizer/mostrar e ainda tem gente curtindo, mesmo não sendo as grandes multidões dos shows das músicas que tocam no rádio.

6. RM - Qual a sua opinião sobre o cenário underground em Maceió? Há valorização? Não muita. É notório para todo mundo que freqüenta o meio alternativo que os públicos são pequenos pra maioria dos shows locais, e isso se dá por uma série de fatores (divulgação fraca, problemas de organização, questões financeiras, etc.). Mas de uns anos pra cá vejo que as bandas estão tomando iniciativas, compondo mais, valorizando suas próprias canções e isso acaba refletindo um pouco no modo da galera consumir a música feita aqui: começam a ouvir a banda por elas tocarem suas próprias composições e não mais apenas porque lembra aquela outra do mainstream que eles tocavam anteriormente.

7. RM - Como a banda encarou a iniciativa da Abismo tocar no show do Angra e Sepultura? Foi uma oportunidade bem bacana, cercada da surpresas e ansiedades. Em maio, quando ficamos sabendo da notícia que esse show rolaria

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aqui, nos colocamos a disposição da organização pra tocar. Uma galera grande citou Abismo como uma banda que poderia tocar neste show, pois quem nos conhece sabe que Sepultura é uma de nossas maiores referências. Duas semanas antes do show, quando até já tinham confirmado outras bandas pra o show, nos convidaram pra tocar. A gente ficou bastante feliz, mas lembrávamos sempre que no show do Sepultura 1999 outras bandas foram escaladas e nenhuma delas tocou. Então rolou nesse show um misto de empolgação e um sentimento de representatividade – tanto de nossa parte, quanto da Code –, a gente sabia que não era só Abismo ou Code que estava ali, os méritos não eram apenas nossos, mas de todo mundo que atua no underground alagoano.

8. RM - Como as bandas undergrounds brasileiras e alagoanas influenciam no som da Abismo além das que estão em ascensão? Alguma sugestão de bandas Undergrounds? Bastante! É curioso, mas quando começamos a banda tínhamos nossas referências externas, das bandas já consagradas e etc., mas nunca deixamos de olhar para o cenário em que encontrávamos bandas em situações semelhantes a nossa. Sempre pesquisávamos sobre bandas que estivessem fazendo som parecido no restante do Brasil, sobretudo no Nordeste, e tentávamos manter um contato com algumas delas. Em Alagoas possivelmente a Dread Razor, a Devastation e a Avoid foram as primeiras referências dentro do metal, mas as outras bandas do punk rock, hardcore, grunge, indie, etc. não eram ignoradas. Lembro que antes de formar a banda, eu e o Ivalter ficávamos imaginando um jeito de tocar junto com essa galera, pois eram eles que a gente via no palco.

9. RM - O que sentes quando está se apresentando? Provavelmente tranqüilidade. Eu sempre fui de ficar um pouco ansioso antes dos shows, mas quando subo no palco isso se desfaz. RS. Mas, na verdade, os sentimentos se modificam sempre a cada apresentação, somos humanos e o humor é variável... =]


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A revista em sua primeira edição traz alguns destaques dentre elas a banda Dark Tale. Aproveite.

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