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O RioMoinhense

Março 2005

editorial RUI ANDRÉ

rmvandre@sapo.pt

A redacção d´O Riomoinhense agradece aos seus colaboradores que participam activamente neste meio de informação, quer neste número, quer nos anteriores. Agradece também às pessoas que têm ajudado financeiramente, salvaguardando assim a continuação deste projecto por mais algumas edições. “A Verdadeira riqueza do Homem é o bem que ele faz ao mundo”. Maomé (571-632)

O Riomoinhense é um boletim apreciado também por figuras que nada ou pouco têm a ver com a freguesia de Rio de Moinhos. Os comentários e as opiniões são unânimes em afirmar que este meio de comunicação é uma mais valia para a nossa freguesia. Por vezes, algumas pessoas não entendem que este trabalho voluntário depende da boa vontade de quem o elabora e de quem colabore nele. A minha abordagem vem no sentido de minimizar o pessimismo para aqueles que entendem que a vida é uma melancolia e que os problemas estão à frente de tudo e de todos. A vida é bem mais do que isto se for vivida com amor, optimismo, respeito e alegria. “Um pessimista vê numa dificuldade em cada oportunidade; um optimista vê uma oportunidade em cada dificuldade” – Winston Churchill (1874-1965). Esta frase diz tudo aquilo que devemos pensar para melhorar a forma como vivemos cada momento. Há poucos dias recebi um texto que retratava uma experiência sobre os macacos e que trabalhava uma atitude perante um determinado problema: “Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada. Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e assim sucessivamente, e o facto repetiu-se sempre. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...”. Não deves perder a oportunidade de passar esta história para os teus amigos, para que, de vez em quando, se questionem porque fazem algumas coisas sem pensar...”. “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”- Albert Einstein Cada Ser Humano deve pensar por si só, concordar ou discordar de acordo com aquilo em que acredita. Mas deve sempre ouvir e respeitar com educação a opinião do outro. Até breve … Propriedade: Projecto “Renascer Abrantes - Concelho Solidário” Director: Rui André Redacção: Sónia Pacheco; Rui André Paginação: Sónia Pacheco Publicidade: Ana Sofia Caldelas Telefone: 96 4184464 Publicidade: 96 5589318 E-mail: oriomoinhense@iol.pt Colaboraram neste número: Álvaro Batista; Esperança Tomé; Falena; Fátima Belém; Helena Salvador; Isabel André Ramos; Jorge Morais; M.L.J.; Sara Pereira; Vitalina Pires Gráfica “Prova de Cor” - Abrantes * 500 exemplares


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à conversa com... Pe José Manuel Cardoso “Procuro que a Igreja seja viva”, é a missão do Pe José Manuel que afirma “continuar o trabalho que o Monsenhor Carvalheira vinha fazendo”.

Ser Padre é a “minha vocação” que “se foi aprofundando até à ordenação”. São as palavras do homem que escolheu servir a Igreja. Depois de ter frequentado o Seminário em Coimbra, que o conduziu à ordenação de sacerdote, desempenhou funções de Director do Secretariado Diocesano da Juventude, Director Diocesano das Vocações e Formador no Seminário de Alcains, assim como, paroquiou em Alter do Chão e em Ponte de Sôr. Actualmente, para além de Pastor em Rio de Moinhos e Montalvo, assume o cargo de Director Diocesano da Catequese.

Nascido a 22 de Abril de 1969, José Manuel Marques Cardoso, foi ordenado Padre a 7 de Julho de 1996, em Castelo Branco, a sua terra Natal. Hoje, com quase 36 anos de idade, é, desde o dia 3 de Outubro de 2004, o Pastor das Paróquias de Rio de Moinhos e Montalvo. Acreditando que, com a ajuda de todos, muito se pode fazer pela Paróquia, o Pe José Manuel divulga alguns dos projectos que futuramente se desenvolverão em Santa Eufémia. A promoção de um Campo de Férias, para jovens, em parceria com o projecto “Renascer Abrantes – Concelho Solidário”, é um dos exemplos. Procurar a interligação com todas as associações é outro dos objectivos. Está também agendada uma reunião na qual se vai criar oficialmente o Conselho Pastoral e Económico que calendarizará e projectará todas as actividades pastorais. O Diácono Vítor Cordeiro continuará a trabalhar com a Paróquia, principalmente, na dinamização da Liturgia. Na Catequese pretende-se uma maior participação dos pais. Quanto às obras, o Pastor revela que um grupo de paroquianos se prontificou a pintar o exterior da Igreja Matriz. A longo prazo, também no adro, considerado pelo Prior “o sítio mais nobre da Freguesia”, se fará obras, estas que carecem de apoios. Relativamente às contas, o Pe José Manuel declara que, presentemente, o saldo é po-

sitivo, com cerca de 2500 euros, e acrescenta ainda que, em Fevereiro, ficaram liquidados os 2650 euros relativos aos restauros das imagens de Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora do Carmo. Para o Pe José Manuel a Igreja é um espaço “onde todos se sentem bem, independentemente da classe social ou cultural”. O importante é “que ninguém se sinta marginalizado ou afastado”. Tendo conquistado o seu “rebanho”, o Pastor não deixa de agradecer a generosidade e a amabilidade que os seus paroquianos lhe têm demonstrado, tal como, refere a dignidade com que decorreram as celebrações do Natal, Passos e Semana Santa. O Pároco realça ainda a dedicação com que a Drª Helena Salvador tem presenteado a Paróquia, não só a nível de trabalho de restauro, mas também, no tratamento de factos históricos relativos à Igreja. “Vejo as pessoas com boa vontade e alegria de participarem”, são estas as palavras do Pe José Manuel que, com um sorriso, afirma fazer um balanço muito positivo relativamente à sua estadia em Rio de Moinhos.

Quando você nasceu, estava a chorar e todas as pessoas ao seu redor estavam a sorrir. Viva, para que, ao morrer, você seja aquele que está a sorrir, enquanto, todos à sua volta estão a chorar. Anónimo


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Nossa Senhora da Soledade 1758-2005

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“Foi feita esta imagem no anno de 1758” é com esta frase, escrita na trave central que lhe serve de balanço, que esta “santa de roca” se apresenta, dando-nos preciosa informação, sobre a data em que foi talhada. Terá sido encomendada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento (1747-1876), pois é citada no “Livro de Inventário de todos os bens moveis e títulos que pertencem a Irmandade do Santíssimo Sacramento de Rio de Moinhos 1819” (1819-1876). Na época, talvez mais caro do que mandar talhar uma “santa de roca”, era vesti-la condignamente, pelo que ao longo dos anos, em que se registaram os bens da Irmandade neste livro de inventário, as peças de vestuário de Nossa Senhora da Soledade são cuidadosamente enumeradas: “hum - manto de tafeta azul,

huma -sahia de paninho roxo, huma toalha para a cabeça para Nossa Senhora, huma camisa fina para Nossa Senhora, hum - resplendor de folha” (1819). Em 1824 refere-se ter Nossa Senhora 2 lenços de caça, em 1848 já tem 2 mantos e 2 vestidos, em 1871 os vestidos já eram 5 assim como os lenços. A Irmandade foi extinta a 11 de Dezembro de 1876, e todos os seus bens são naturalmente incorporados nos bens da Junta de Paroquia. Na realidade, embora tenha mudado a posse, os bens ficaram onde sempre estiveram, pois a sede da Irmandade, era também a Igreja “sacristia da Irmandade”. Cumprindo as suas obrigações, primeiro pertença da Irmandade depois da Igreja, Nossa Senhora da Soledade, segundo alguns paroquianos, esteve à vista de todos até 1945. Os seus longos 187 anos, o vestir e despir sistemático, terão contribuído para a sua degradação, pelo que antes de tal acontecer, alguém

Helena Salvador

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terá tentado “dar-lhe um jeito” pintando-a de castanho e cor-de-rosa. Durante 59 anos permaneceu esquecida. Em Maio de 2004 foi reencontrada. A sua estrutura de base assim como os braços desapareceram, mas mesmo assim pensou-se que valia apena recuperá-la. As tintas, com que tinha sido repintada, foram retiradas permitindo ver alguma da pintura original e restaurá-la, a estrutura de base e os braços foram feitos seguindo as técnicas da época. A D. Fátima Morgado ofereceu a camisa e o vestido, o lindo manto, que a cobre e lhe devia pertencer, foi encontrado na Igreja . A 4 de Fevereiro de 2005 Nossa Senhora da Soledade (santa de Roca) com 247 anos de idade, regressa ao lugar que antes ocupara, a “sacristia da Irmandade” na Igreja de Santa Eufémia de Rio de Moinhos.

Errata N´O Riomoinhense n.3, na página 10, no artigo intitulado “Rally Paper”, a redacção não referiu os nomes de José Miguel Gaspar e Pedro Lopes que também fizeram parte da comissão organizadora deste evento. As nossas sinceras desculpas a estes rapazes.


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Escavação Arqueológica de emergência na “Quinta da Légua” – Amoreira [ Álvaro Batista ]

Não podemos declinar o convite que nos foi feito e que propunha que abordássemos a temática arqueológica do actual espaço físico da freguesia de Rio de Moinhos. Todavia, não gostaríamos apenas de nos cingir a esse limitado espaço, até porque o conhecimento actualmente existente da realidade arqueológica concelhia é já em si variada e rica, embora ainda e infelizmente, não publicada na forma da Carta Arqueológica do Concelho. O progresso é inevitável como o é essencial melhorar as condições de vida das populações, dotar a freguesia ou o concelho de melhores infra-estruturas rodoviárias, habitacionais, criar mais e melhores equipamentos colectivos, criar mais amplos espaços de lazer objectivando assim atrair ou fixar população. É preciso para tal facilitar a criação de emprego, seja no sector industrial, comercial ou outro. Mas o constante progresso não pode nem deve conduzir a uma destruição pontual ou sistemática do passado arqueológico, que mais não é que parte integrante da nossa herança cultural. Não nos podemos esquecer que esses próprios vestígios podem bem ser apro-

veitados como potencial de recurso turístico e económico, a nível concelhio, ou inseridos numa perspectiva mais globalizante e concertada dos vários concelhos envolventes. Que informações teríamos se não se tivessem realizado escavações de emergência no adro da Igreja de Rio de Moinhos, aquando do alargamento da estrada, ou na Pedreira antes da construção do IP6/ A23? Não podemos continuar a transportar para o presente os erros do passado recente de destruição sem nexo, ou mesmo deixar cair no esquecimento valores até mesmo etnográficos que poderiam e deveriam ter sido preservados para as gerações futuras (caso da azenha na Aldeinha que até há bem pouco tempo funcionava e inúmeros visitantes acolhia). Os sítios arqueológicos, são pois, uma herança cultural colectiva e a sua defesa e preservação é da responsabilidade de todos, enquanto cidadãos deste país, em que todos nos encontramos inseridos. O constante progresso a que actualmente se assiste não pode nem deve ser travado, mas perante o actual estado evolutivo de consciência humana, deixa de ter nexo continuar a espoliar ou destruir fortuitamente valores arqueológicos que herdamos e dos quais, todos nós, nos constituímos fiéis depositários. É nesta linha de pensamento que se enquadra a actual breve notícia da escavação de emergência da Quinta da Légua – Amoreira, devido à premente necessidade de alargamento do cemitério dessa povoação. Este sítio arqueológico foi descoberto pelo autor na década de 80 e posteriormente dado a conhecer ao actual responsável da escavação Doutor

Luiz Oosterbeek e Mestre Ana Rosa Cruz ambos do Instituto Politécnico de Tomar, os quais ali iniciaram escavações na década de 90. Dessa intervenção resultou a recolha de diverso espólio lítico e cerâmico, tendo ainda ocorrido na camada C buracos de poste, (provavelmente correspondente a uma cabana) e uma “lareira”. Dos buracos de poste provém uma datação C14 que aponta para uma data de 5450 a.C..2 A presente escavação com início a 4 de Março e com duração provável de dois meses teve apoio financeiro da CMA e logístico da CMA, Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, Centro de Pré-história do IPT (Instituto Politécnico de Tomar) e do CEIPHAR (Centro Europeu de Investigação da Pré-História do Alto Ribatejo). A presente intervenção teve como objectivo inicial colocar à vista as diversas quadrículas já intervencionadas anteriormente e prosseguir com o alargamento da área da provável cabana e de uma antiga ribeira fóssil. Pretende-se com esta acção a tentativa de obtenção da planta da estrutura habitacional, ou o que dela possa restar, efectuar o molde dos diversos buracos de poste e obtenção de novas cronologias absolutas. Só com acções de salvaguarda como esta, embora não desejáveis e até limitativas em termos de investigação, e este sitio bem o merece, dado tratar-se do único local nesta área do vale do Tejo que forneceu buracos de poste, se poderá alargar o diverso conhecimento sobre as diversas ocupações humanas na área da nossa freguesia e tanto mais importante ainda se revela quando está em causa dados relativos, não só, à fase “inicial” Neolítica mas também ao processo de neolitização.3

1 2004 – O Riomoinhense, ano I – n.º 3, p. 15. Os meus agradecimentos pelo artigo publicado. 2 1993 – OOSTERBEEK, L. e CRUZ, A. R. - “Amoreira (Abrantes) – Novos Elementos para a Compreensão da Transição do Mesolítico para o Neolítico no Alto Ribatejo”, Boletim Cultural n.º 19, CMT 1995 – CRUZ, A. R. – “Amoreira: Trabalhos de Emergência no IP6”, TECNHE 1 3 sobre esta problemática ver: 2004 – BATISTA, Á – “O Diverso Povoamento Análise Interpretativa Final – Do Paleolítico à Idade do Ferro”, Carta Arqueológica do Concelho de Constância, p. 137-168.


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Assembleia de Freguesia de Rio de Moinhos Acta n.º 100 Aos vinte e oito dias do mês de Dezembro do ano de dois mil e quatro, pelas vinte e uma horas, reuniu-se na Sede Social de RIO DE MOINHOS, a Assembleia de Freguesia de Rio de Moinhos, numa sessão ordinária com a seguinte ordem de trabalho: Ponto um: Período antes da ordem do dia. Ponto dois: Análise, discussão e aprovação do orçamento e das grandes opções do plano para o ano de 2005. Ponto três: Outros assuntos de interesse para a Freguesia. Iniciada a reunião com a presidência do Sr. Rui Manuel Vasco André, do primeiro secretário, o Sr. Zeferino Manuel Tanqueiro Lopes Pinho Gama e dos vogais, o Sr. Joaquim Soares Bento, a Sra. Maria do Rosário Soares Serra, a Sra. Maria Celina de Jesus Pedro Pernadas, o Sr. António Luís Damas Gaspar Bretes, o Sr. Guilhermino Lopes Pedro e o Sr. António José do Carmo. Estive ausente a Sra. Maria Fernanda Lopes Cravo Ferreira. Aberta a sessão ordinária, o Sr. Zeferino Gama, leu a acta número noventa e nove. A Assembleia aprovou-a por unanimidade. Iniciando a reunião com as alegações do executivo, o Presidente da Junta informou que foi concluída o alcatroamento da estrada do Roque na Pucariça; Os muros do cemitério de Amoreira estão em fase de conclusão faltando apenas construir a fachada de ampliação da parte oeste do mesmo e derivado a uma prospecção por parte dos arqueólogos portugueses em virtude deste local pertencer a REN – Reserva Ecológica Nacional; O despedimento da funcionária Ana Paula Marques Duarte este em fase de recurso até ao dia 17 de Junho

de 2005; Existe um acompanhamento por parte do executivo relativo ao PDM para aumentar a área de construção dos terrenos existentes em toda a freguesia; o novo Centro de Saúde está a aguardar novos desenvolvimentos; A iluminação da estrada até à casinha em Amoreira está em andamento; Existe na Junta de Freguesia a consulta pública da Rede Eléctrica Nacional a fim de ser consultada em virtude deste projecto passar em alguns locais da freguesia de Rio de Moinhos; Foi adaptada para um aluno com necessidades educativas especiais uma Casa de Banho da Escola Básica de Amoreira; O Sr. Sidónio Ferreira passou para a reforma desde do mês de Outubro de 2005 diminuindo assim o número de funcionários da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos para dois elementos. Vários membros da Assembleia interpelaram o executivo. As informações foram: Despedimento da ex-funcionária; Prédio de Lisboa; Estrada da Pucariça; Falta de Ecopontos/Contentores do lixo e respectiva recolha; Falta de iluminação em alguns locais da freguesia; Falta de Bandas sonoras; Dificuldade no trânsito de veículos motorizados; ETAR de Rio de Moinhos; Estrada da Feia em mau estado. O Presidente da Junta respondeu as perguntas colocadas. O Sr. Rui André fez uma referência merecida ao senhor Álvaro Batista, autor do livro “Carta arqueológica do concelho de Constância”. No segundo ponto, o tesoureiro fez uma abordagem pormenorizada do orçamento e das Grandes Opções do Plano para o ano de dois mil e cinco. Estes foram aprovados por unanimidade pela Assembleia de Freguesia.

Tel.: 241 881 177 - 917 244 272 / Fax: 241 881 343 Rio de Moinhos * 2200-782 Abrantes

A seguir, o Sr. João Paulo Rosado apresentou uma situação anómala ocasionada pelo processo instaurado à ex-funcionária Ana Paula Marques Duarte. Como a Assembleia de Freguesia já foi informada no processo da ex-funcionária constatava uma falta no caixa de 1.153,03 euros da sua responsabilidade. Esta última já tinha entregue a quantia de 100 euros para abatimento da referida falta ficando assim por entregar os restantes 1.053,03 euros. Mais informou que o advogado da Junta de Freguesia aconselhou que seria desvantajoso para a Junta de Freguesia avançar com um processocrime para reaver este valor visto o custo dos honorários serem muito superior ao valor em dívida. Após análise cuidada e ponderada, a Assembleia de Freguesia aprovou por unanimidade canalizar a verba em falta para as despesas do ano corrente. No final, o público fez a sua intervenção e os assuntos focados foram: Estrada da Feia em mau estado de conservação; Revisão do Plano Director Municipal; Porta e janelas em estado degradado da escola do 1º ciclo do ensino básico. O executivo respondeu as dúvidas e questões levantadas pelo público informando que seriam resolvidos de acordo com as suas responsabilidades e que seriam feitos os referidos contactos as entidades competentes no que concerne as outras questões. Terminada a reunião ordinária de Assembleia de Freguesia, lavrada a presente acta por mim, Zeferino Manuel Tanqueiro Lopes Pinho Gama, Primeiro Secretário da Mesa da Assembleia de Freguesia em exercício que a li e subscrevi e por todos vai ser assinada.


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desporto Amoreira recebe Prémio de Disciplina A equipa de futebol de Amoreira foi premiada pela sua disciplina na época 2003/04. A cerimónia, que decorreu no passado dia 16 de Janeiro, contou com a presença de António Rola, Delegado do Inatel, o Vereador Manuel Jorge Valamatos, Manuel Pires, Presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, Arsénio Cristóvão, Treinador na época 2003/04, Paulo Garcia, Presidente da Associação de Moradores de Amoreira, Pe José Cardoso, da Paróquia de Rio de Moinhos, assim como, o Presidente do Centro Cultura e Desporto de Amoreira e o Coordenador da Inatel.

Tendo sido recebido pela Filarmónica Riomoinhense, o Delegado do Inatel felicitou a equipa, tal como, Arsénio Cristóvão e o Vereador Valamatos proferiram algumas palavras de contentamento pelo sucedido. Ao capitão da equipa de futebol da Amoreira foi entregue um cheque, no valor de 482 euros, e uma taça que assinalará este acontecimento. Seguiu-se o jogo entre a Amoreira e os Evendos.

O Riomoinhense felicita toda a equipa de Amoreira pelo prémio de disciplina recebido, salientando o Fair-play e atitudes positivas dos seus agentes desportivos.

Classificação final da 1ª fase

Campeonato Distrital de Futebol de 11 do INATEL

Ficaram apuradas para a 2ª fase as equipas de Mouriscas, Sentieiras e Rio de Moinhos. Rio de Moinhos vai jogar sempre em casa devido a sua boa pontuação na disciplina com as seguintes equipas: Dia: 20-03-2005 - Rio de Moinhos (0) - Vale da Pedra (1) Dia: Abril 2005 - Rio de Moinhos - Sentieiras Dia: Abril 2005 - Rio de Moinhos – Erra


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ambiente Práticas agrícolas e conservação do solo [ Jorge Morais ] Uma das causas mais importantes da degradação do solo, em Portugal continental, é a erosão provocada pela chuva, resultando daí a perda de partículas das suas camadas superficiais, reduzindo a espessura e a fertilidade da terra arável. Outra consequência da erosão é o assoreamento dos rios, ribeiros e albufeiras pelo depósito dos materiais arrastados pela água. O arrastamento das partículas do solo torna-se mais intenso em encostas, causando, deste modo, a perda da sua fertilidade. A erosão pode ser agravada pela actividade agrícola como consequência da aplicação de práticas culturais incorrectas. - Rotações culturais desajustadas às características do solo ou clima, inexistência de rotações ou permanência do solo nu durante a época das chuvas. A situação torna-se mais grave nos sistemas de monocultura intensiva. - Excesso de mobilização do solo mais operações demasiado frequentes ou utilização de equipamentos que pulverizam excessivamente o solo e não deixam resíduos da cultura anterior na superfície. - Mobilização do solo segundo a linha de maior declive em terrenos declinados - Execução de operações culturais quando o solo apresenta condições de humidade inadequadas. - Instalação (ao alto) de pomares, olivais ou vinhas em terrenos de declive acentuado sem protecção do solo durante a época de chuvas. - Uso de métodos de rega inadequados às condições do terreno e má gestão da água, sobretudo em parcelas onduladas. - Deficiente distribuição das culturas pelas diferentes parcelas da exploração agrícola O solo é o principal fornecedor de nutrientes e de água às plantas, dependendo o nível de fertilidade das suas características físicas, químicas e biológicas. Para preservar e melhorar a fertilidade do solo é preciso usar técnicas culturais que tenham efeito directo sobre as suas características sendo, para isso, fundamental, nas nossas condições, aumentar o seu teor em matéria orgânica, fertilizar racionalmente as culturas e corrigir a acidez do solo. Um bom nível de matéria orgânica no solo é importante para as culturas.

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reflexão Entender os outros [ Falena ] Pais e filhos vivem desde sempre o conflito de gerações. Quem não se lembra das diferenças na forma de pensar entre nós e os nossos pais? E quem não nota as diferenças entre os pais de agora e os de antigamente? No meu tempo de adolescente os nossos pais tinham praticamente a mesma forma de pensar e agir que os pais deles e esse é, sem dúvida, o principal factor para a tão conhecida guerra de gerações. É relativamente simples analisar a questão. Existem 4 faixas etárias principais: crianças, jovens, adultos e idosos. Cada faixa tem características de comportamento parecidas entre as pessoas, apesar de cada um ter a própria personalidade a distingui-lo. As crianças, em primeiro lugar, dependem fisicamente e psicologicamente dos adultos. Não tomam decisões autónomas e são completamente influenciáveis pelo comportamento e pelas ideias de quem os rodeia. Os jovens, começando pelos adolescentes, já têm noção da realidade e tomam as primeiras decisões autónomas. Partilham da vida social e sentem-se capazes de conquistar o mundo. Seguem com interesse todas as mudanças sociais (moda, musica, tecnologia, etc.) e têm a capacidade de se adaptarem rapidamente. Tudo o que fica para trás já não faz sentido, é velho e não tem razão de ser. Os adultos gozam da capacidade de raciocino ditado pelas experiências vividas e não necessitam de mudanças repentinas para se afirmarem. Muitas vezes quando se passa pela fase adulta é difícil relembrar a necessidade de afirmação e de mudança continua que os jovens sentem. A tendência é criticar os jovens e acusálos de instabilidade emotiva e a mesma coisa fazem os jovens em relação aos adultos, rotulando-os de “antigos” e de “parados no tempo”. A fase idosa da vida, então, é ainda mais fechada em relação às mudanças, mas, a sabedoria e a calma ajudam a aceitar as características dos mais jovens e a evitar interferências que seriam perfeitamente inúteis. Enfim, cada faixa etária acaba por ter ligações de interdependência com as outras e a incapacidade de compreensão só pode ser ultrapassada através da comunicação e da abertura mental. Sobretudo, é necessário o respeito por cada idade e por cada maneira de ver e sentir as coisas da vida, porque ninguém é isento de ter que se relacionar com pessoas que não pertencem à nossa faixa etária. E evitar os conflitos está ao alcance de todos nós.


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Columbofilia A Associação Columbófila do distrito de Santarém disponibilizou o calendário desportivo das provas. Assim para o ano de 2005, as provas estão calendarizados da seguinte maneira: Zona Norte Treinos oficiais Santiago Escoral Alcaçovas Ferreira do Alentejo

08 de Fevereiro 14 de Fevereiro 20 de Fevereiro

Concursos Almodôvar Loulé Marchena Montilha Santa Amália Tavira La Ginetta D Benito Lucena Navalvilar Almansa Ciudad Real Jaraicejo Trujilho Utiel Daimiel Navalmoral I Valência Navalcarnero Alcoleia Oropesa Navalmoral II Saragoça Lérida Nacional Retamar Ariza Barcelona Nacional

27 de Fevereiro 06 de Março 13 de Março 20 de Março 20 de Março 26 de Março 02 de Abril 02 de Abril 10 de Abril 16 de Abril 16 de Abril 24 de Abril 24 de Abril 30 de Abril 30 de Abril 08 de Maio 14 de Maio 14 de Maio 22 de Maio 28 de Maio 28 de Maio 05 de Junho 11 de Junho 11 de Junho 19 de Junho 25 de Junho 01 de Julho

Peddy Paper em Rio de Moinhos O serviço de desporto da Câmara Municipal de Abrantes realizou, no dia 6 de Março, o VII Peddy Paper na aldeia de Rio de Moinhos. Com a participação de duas dezenas de participantes esta iniciativa teve como objectivo principal a descoberta da cultura riomoinhense. A concentração foi junto do conhecido Restaurante “A Cristina” e a prova durou aproximadamente duas horas. Cada equipa tinha de responder a um

questionário sobre a aldeia de Rio de Moinhos. Durante o percurso os participantes encontraram-se nas instalações da fábrica artesanal de doçaria e salgado Batista & Patrício, Lda. para provar algumas doçarias típicas da nossa terra. De salientar o apoio da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos neste evento oferecendo este lanche e divulgando assim o nosso riquíssimo património gastronómico aos visitantes. Rio de Moinhos foi representado por uma equipa composta por 5 donzelas que dignificaram muito bem a nossa aldeia. Um dia diferente coordenado pelo Dr. Pedro Sampaio, professor de Educação Física, ao serviço da Câmara Municipal de Abrantes.

Velocidade Velocidade Meio Fundo Meio Fundo Treino Velocidade Fundo Treino Meio Fundo Velocidade Fundo Meio Fundo Treino Velocidade Fundo Meio Fundo Velocidade Fundo Meio Fundo Fundo Treino Velocidade Fundo Grande Fundo Meio Fundo Fundo Grande Fundo

220 Km 260 Km 350 Km 360 Km 190 Km 260 Km 530 Km 210 Km 390 Km 230 Km 600 Km 360 Km 200 Km 220 Km 580 Km 390 Km 230 Km 670 Km 360 Km 515 Km 255 Km 230 Km 660 Km 780 Km 340 Km 530 Km 950 Km

Noite de Fados A Casa do Povo de Rio de Moinhos vem através deste meio informar os interessados que vai realizar pelas 21.00 horas do próximo sábado 16 de Abril, uma noite de Fados. O elenco que vai dinamizar a festa serão: Carlos Videira, Eduardo Tereso, Helena Lemos, Luísa Godinho, Nelson Araújo, Nelson Lemos e Vítor Lemos. Na guitarra portuguesa Armando Pereira e na viola clássica o Vítor Lourenço e o Carlos Videira. Quem quiser assistir a este espectáculo tem de fazer uma reserva através dos números de telemóveis 964 007 667 / 936 176 003 / 968 751 976 ou directamente na Casa do Povo de Rio de Moinhos.

Passeio Cultural A Junta de Freguesia de Rio de Moinhos vem através deste meio informar todos os idosos da freguesia com mais de 65 anos que vai realizar o habitual passeio cultural. As inscrições podem ser realizadas na Junta de Freguesia de Rio de Moinhos de segunda à sexta-feira das 15.00h às18.00h.


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O RioMoinhense

Filarmónica Riomoinhense nos Passos em Abrantes

No dia 20 de Março de 2005 realizou-se na aldeia de Rio de Moinhos a habitual Procissão dos Passos. Acompanhada pela ancestral Filarmónica Riomoinhense a Procissão decorreu segundo os requisitos religiosos e foi muito concorrida.

No dia 13 de Março de 2005, a Filarmónica Riomoinhense deslocouse até a sede do concelho para acompanhar a Procissão dos Passos presidida pelo Cónego José da Graça e cujo sermão foi proferido pelo Pe Pedro Tropa.

Jovens a caminho de Taizé

No Passado dia 28 de Dezembro, deslocaram-se a Lisboa 10 Jovens provenientes das comunidades de Rio de Moinhos, Amoreira, Pocariça e Montalvo, para participarem no encontro Europeu de Taizé. A comunidade de Taizé, é um grupo de Irmãos cristãos, fundados pelo irmão Roger, e tem a particularidade de ser

ecuménico, ou seja, esta comunidade é formada por irmãos católicos, protestantes e ortodoxos. Foi fundada em França durante a segunda guerra mundial para acolher os feridos de guerra, e presentemente recebe centenas de milhares de jovens em Taizé durante todo o ano. No final de cada ano reunem-se numa cidade Europeia, onde durante cinco dias rezam pela paz no mundo. Este ano foi a cidade de Lisboa a escolhida. O encontro na capital Portuguesa juntou mais de trinta mil jovens provenientes de todos os “cantos” da Europa. Acompanhados pelo pároco, José Manuel Cardoso, estes 10 jovens tiveram a oportunidade de pela primeira vez,

terem contacto com esta comunida religiosa. Segundo o pároco o principal objectivo foi alcançado, “criar a expectativas aos jovens das minhas comunidades, para que queiram ir a Taizé rezar e conviver, e participar também em futuros encontros europeus”. Esta “comitiva” integrou-se nas actividades e participou nas orações, salientado os jovens com admiração, “como é que é possivel num pavilhão com mais de cinco mil pessoas na maioria jovens, o silêncio enquanto se rezava ser quase absuluto”. Em declarações ao “O Riodemoinhense” os participantes e o pároco, falaram da riqueza da experiência realizada e a vontade de conhecerem melhor a comunidade ecuménica. Ficou a esperança de ir a Taizé, França, e intergrarem futuros encontros Europeus.


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Dia Internacional da Mulher

Dia do Pai

No dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, várias mulheres da freguesia de Rio de Moinhos comemoraram a data com um jantar no restaurante “O Ramiro”. Fala-se muito, hoje em dia, nos direitos da Mulher. É bom que se fale na dignidade da Mulher, pois, daí é que vem os seus direitos o reconhecimento das suas qualidades, das suas capacidades de trabalho em sua casa e no seu emprego. O seu valor como ser humano, a sua superioridade como mãe e esposa. Sim, a Mulher é que tem o dom mais lindo que é a maternidade. Companheira do homem não pode ser usada só para prazer ou para o servir. Os dois, criados por Deus, filhos de Deus em Jesus Cristo, iguais na natureza, mas diferentes. No casamento, devem ser um só unidos e verdadeiros no dia a dia para ajudarem a educar os seus filhos. A Mulher deve exigir ser respeitada, mas, essa exigência deve começar em si própria e deve merecer esse respeito. Isabel André Ramos Viva as Mulheres!

No dia 18 de Março de 2005, alguns pais do foram ao jardim-de-infância de Rio de Moinhos passar a manhã com os seus filhos. Brincadeira, canções, jogos, desenhos, vídeo e um saboroso lanche fizeram as delícias dos mais novos e também dos mais velhos. Uma manhã diferente … Parabéns à educadora Bia e auxiliar Teresa por esta iniciativa.

Carnaval

Discoteca para os mais novos… No dia 4 de Fevereiro de 2005, as crianças do Agrupamento de Escolas do Oeste (onde estão incluídos todos os estabelecimento de ensino da freguesia de Rio de Moinhos) foram à discoteca Jet-Bee em Abrantes onde passaram grande parte da tarde.

Desfile... No dia 3 de Fevereiro de 2005, as crianças do Jardim-de-infância de Rio de Moinhos desfilaram nas ruas da aldeia. O disfarce dos pequeninos encantou quem se encontrava nos locais por onde passavam.

Direcção Técnica:

FARMÁCIA ESTEVES

MARIA LURDES L. P. ROSA C. Nº 129 988 049

Tel.: 241 881 154

2200-790 Rio de Moinhos-Abrantes


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O RioMoinhense

Janeiras

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Esperança Sou Esperança e tenho esperança A esperança cheguei a perder Hoje digo a toda a gente Tenham esperança que vão vencer

Na freguesia de Rio de Moinhos uma das tradições que ainda se mantém bem viva é o cantar das Janeiras. Mais uma vez, na noite de Reis (5 de Janeiro), diversos grupos de pessoas juntaramse e cantaram as Janeiras pelas ruas da aldeia.

Eu me vi tão baralhada E no meio de tanta confusão Me dizia o nosso pai E a Jesus nosso irmão Vem-me ensinar o meu pai O caminho que hei-de seguir Quero descobrir a tua lei E dela não quero fugir Também pedi a Jesus Para me vir ajudar Quero descobrir o teu amor P´ra do mal me libertar

Eleições na Casa do Povo… para quando? A direcção da Casa do Povo de Rio de Moinhos realizou, no passado dia 5 de Março, uma reunião de carácter excepcional com os seus associados. Com a presença de cinco dezenas de pessoas, Armando Gomes, Presidente desta colectividade apresentou as razões desta reunião. Entre tantas informações dadas conseguiu sensibilizar e despertar os associados para a criação de uma lista a fim de substituir o actual elenco directivo. Para além do Presidente da Direcção, estiveram presentes João Abílio, Manuel Selada, Amaral e Carlos Florêncio que continuaram a lutar em prol do desenvolvimento da Casa do Povo. Iniciaram o mandato com mais voluntários, mas, muito cedo ficaram reduzidos e comandaram, com o apoio de alguns voluntários, os destinos desta associação.

Como não apareceu qualquer lista no mês de Dezembro de 2004, a direcção informou que ainda estão abertas as inscrições para apresentação de listas para a Casa do Povo de Rio de Moinhos até dia 15 de Abril. Caso não apareça nenhuma lista as portas da Casa do Povo poderão ser encerradas devido às dificuldades apresentadas. Houve quem sugerisse a continuação deste actual elenco com a introdução de mais elementos. Mário Pernadas informou que gostaria de formar uma lista com a inclusão de alguns jogadores, elementos do rancho folclórico e/ou outros sócios para a continuação deste projecto associativo. Os associados da Casa do Povo devem-se juntar a fim de resolver esta situação e encontrar um caminho positivo.

Hoje tenho esperança na vida E vou vivendo ao seu lado Descobri o seu amor Encontrei a felicidade Tanta guerra, tanta fome E assim se vive na confusão Só a falta de amor Faz a grande desunião Andando vamos caminhando Orando, pedindo ao Senhor Mas se escutar suas palavras Caminhamos de mãos dadas Em união, paz e amor Esperança Tomé


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letra a letra A Coruja e a Raposa Contava-me a minha avó que certa coruja teve três corujinhos. Eram todo o seu encanto. Para ela não havia nada no mundo mais belo, mais perfeito. Toda ela se encantava de vê-los no ninho, bem juntinhos e tão perfeitos. Mas, a mãe coruja tinha um problema: todos os dias para os alimentar tinha que ir à caça e deixá-los sozinhos por algumas horas. A saudade era enorme, mas, o medo que algo lhes acontecesse era um tormento. Assim que acabava a caçada corria para o seu ninho e só aí a sua alma respirava de alívio. Mas, um dia, o seu medo tomou forma quando por ali apareceu a rondar a sua comadre raposa: - Bom dia, comadre Coruja! - Bom dia, comadre Raposa! O que a traz por cá? - Ando à caça, que a fome aperta! - Pois, eu também devia ir mas, tenho sempre tanto medo… - Medo?! - Sim, medo que aconteça alguma coisa aos meus filhinhos! - Olhe, comadre Coruja, eu vou a andar por aqui, se me disser como são os seus filhotes, eu não deixarei que nada lhes aconteça. A medo, a Coruja lá foi confiando na sua comadre e disse: - Ah, os meus corujinhos são os mais lindos do mundo, têm uns biquinhos perfeitos, uns olhos lindos e umas penas su-

aves como seda. Assim que os encontrar, sabe logo que são os meus. - Vá descansada, comadre Coruja, corujinhos assim só podem ser os seus e nada lhes vai acontecer… Como a fome era grande, a raposa continuou a sua busca por caça e a sorte foi sua amiga! No meio dos arbustos, encontrou um ninho de coruja com três filhotes, feios como a necessidade; bicos disformes; olhos grandes, redondos, fechados; pelo corpo, alguma penugem cinzenta e sem brilho. Foi a eles e comeu-os! De barriga cheia, deitou-se a dormir na sombra de uma árvore. Entretanto, a Coruja deu por terminada a caçada. Ao chegar ao ninho, encontrando-o sozinho, soltou gritos de desespero e procurou a sua comadre Raposa: - Comadre, sua falsa, mentirosa! Traidora, disseste que nada ia acontecer aos meus filhos e mal voltei as costas, foste comê-los! - Eu, comadre? Eu não!!! Apenas encontrei um ninho com três passarocos muito feios, horrorosos mesmo. Como tinha dito que os teus eram os mais lindos do mundo, ao ver aqueles pensei que não eram os teus! - Mas eram, comadre! Comeste os meus filhos! - Pois é, comadre Coruja respondeu a raposa – sempre ouvi dizer e é bem verdade: “O Amor é Cego!” Fátima Belém

Vizinho Bocazul Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, descobriram que era inocente. O rapaz foi solto, após muito sofrimento e humilhação, e processou o homem. No tribunal, o homem disse ao juiz: - Comentários não causam tanto mal … E o juiz respondeu: - Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel. Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir a sentença! O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse: - Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem! - Não posso fazer isso, meritíssimo! – respondeu o homem. - O vento deve tê-lo espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão! Ao que o juiz respondeu: - Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado. Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada! “Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras”. Nunca se esqueça: Quem ama não vê defeitos… Quem odeia não vê qualidades… E quem é amigo vê as duas coisas.


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Esta palavra Saudade A saudade é uma palavra genuinamente portuguesa. Existem tantos idiomas espalhados pelos cinco continentes e não conseguem descrevê-la, só os portugueses a conhecem bem e se não conseguem descrevê-la “eles” sabem senti-la como ninguém. É talvez um misto de sentimento, afecto, nostalgia… Será muito mais que isto, será talvez a força… de um coração Português. Sentem-na, os nossos emigrantes que há muitos anos partiram para longe, procurando uma vida melhor, para si e para os seus… Mesmo vivendo nas grandes capitais de países ricos e conseguindo viver desafogadamente, eles sentem sempre saudades daquela aldeiazinha do interior, daquele recan-

Ressurreição Carne roxa e fria olho para ti Jesus jaz em sossego enfim pregado na Cruz. Braços com braços como os condenados e os teus pés sangrando naquele madeiro pregados. Das tuas chagas Senhor tu irradias luz são dos pregos com que os carrascos te pregaram na Cruz.

to, daquelas pedras, do toque das trindades, do pôr-do-sol. Tantas, tantas saudades dos velhotes e dos amigos que ficaram, das suas raízes, enfim! Até mesmo os Luso-descendentes que não conhecem a Pátria, sentem saudades, talvez através do sentimento dos pais ou dos genes que herdaram… Por isso, os nossos emigrantes, criam, nos países onde vivem, grandes comunidades e reúnem-se assiduamente para matarem saudades… E aí eles reúnem tudo, ranchos folclóricos, restaurantes com todos os pratos tradicionais portugueses, o bacalhau, os nossos doces, os nossos vinhos… Eles conseguem ter tudo ali e sentem-se assim, mais perto, mais perto… E no Verão, principalmente

em Agosto, todos os que podem, regressam, “tal como as andorinhas na Primavera”, para matar saudades… No entanto, as saudades não se matam ou se atenuam, ou se revivem, e assim continua o ciclo! Sentimos nós as saudades dos tempos que já vivemos, dos nossos entes queridos que partiram e, claro, as saudades vão-se atenuando, mas, nunca morrem. Havia muito mais a dizer sobre esta palavra única que carrega tanto sentimento, tanto amor, tanta verdade, mas, embora incapaz de traduzi-la há uma certeza: enquanto houver um coração a bater no peito de um português, existirá sempre… Esta palavra Saudade.

M. L. J.

Acontecimentos que marcaram a nossa história 1 de Janeiro de 1913 É fundada a Liga de Melhoramentos de Rio de Moinhos 10 de Janeiro de 1916 Os trabalhadores rurais de Rio de Moinhos reivindicam junto da autoridade administrativa aumentos salariais. 13 de Fevereiro de 1913 A Junta de Paróquia de Rio de Moinhos encerra a Igreja Paroquial 7 de Março de 1913 É constituído um Agrupamento Cultural Transitório em Rio de Moinhos. Estes grupos constituíram-se em praticamente todas as freguesias do concelho, o que permitiu o funcionamento das igrejas.

Ficaste na Cruz 10 de Abril de 1911 dela sendo irmão São criados os Postos de Registo Civil das Freguesias de Pego, mas mostraste quem és São Miguel do Rio Torto, Tramagal e Rio de Moinhos no dia da Ressurreição. Vitalina Pires “Buscar e aprender, na realidade, não são mais do que recordar”. Platão (427 a.C. -347 a.C.):

241 881 162 (Comércio) 241 881 372 (Residência)

Rua Avelar Machado, 20-24 2200 Rio de Moinhos ABT


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À descoberta dos Riomoinhenses… Manuel Soares Castello Cavaleiro de Alternativa Nascido em Rio de Moinhos, a 27 de Dezembro de 1899, apresenta-se em público, toureando, pela primeira vez, como cavaleiro, na temporada de 1928. Opta pelo profissionalismo, tomando a sua alternativa, no dia 27 de Março de 1932, na Praça de Toiros do Campo Pequeno, sendo seu padrinho, o veteraníssimo cavaleiro, Elmino Ricardo Teixeira que lhe cedeu um toiro da ganadaria de Norberto Pedroso. O “Jornal de Abrantes” da época faz uma referência que se passa a citar: “Recebeu a sua alternativa, na Praça do Campo Pequeno, no dia 27 de Março de 1932, a convite do distinto bandarilheiro e mestre de toureio Luciano Moreira. É bem merecida, pois o seu trabalho como amador em várias praças do país já de há muito lho impunha pelo muito que eram apreciadas as suas faculdades, tanto mais, que, Manuel Castelo tudo quanto é na arte de Marialva a si o deve. Sem ter tido escolas, quer de hipismo, quer de toureio, mas apenas com as suas aptidões naturais e grande força de vontade, conseguiu fazer-se, nos intervalos que a sua vida de negócio lhe permitiam, um cavaleiro destro e um toureador destemido, qualidades que o público lhe tem reconhecido não lhe regateando aplausos que o levaram a ser consagrado artista. Nunca, Manoel Castelo se sentiu envaidecido, e entregue com o seu pai ao negócio de gado a cavalar tem corrido quasi todas as feiras do país, sendo conhecido em todas como um dos mais conhecedores nesse ramo de negócio e muito estimado pelos seus dotes de trabalho e delicadeza de trato. Pode bem dizer-se que a sua

escola de montar, foram as feiras, experimentando cavalos de toda a espécie desde criança; a de tourear teve o seu início em 1920, como curioso, montado num vulgaríssimo cavalo de negócio, na praça de Sobral (V. de Figueira) em que demonstrou desde logo a sua vocação.

Quis o acaso que ele viesse um dia a possuir, também um predestinado, o seu belo cavalo “Nobre”; completaram-se, cavalo e cavaleiro, dois produtos apenas com as faculdades com que a Natureza os dotará, conquistaram nome nas várias praças em que Manuel Castelo tem trabalhado, como amador, em Abrantes, Ponte de Sôr, Barquinha, Tomar, Riachos, Chamusca, Elvas, Nazaré, Évora, Faro, Viana do Castelo, Coimbra, Figueira da Foz, Niza, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Moita, Azaruja, Algés, Vila Franca de Xira, etc. Jornadas longas em que lhe têm sido tributados fartos aplausos do público ao seu trabalho triunfador a par da simpatia merecida pela sua modéstia pessoal. E, é assim que Manuel Castelo se apresenta honestamente a receber alternativa na primeira praça do país. O povo de Rio de Moinhos bem pôde orgulhar-se em ter este rapaz

por conterrâneo, devendo fazer-se representar nessa tarde de festa para a sua terra e expressar-lhe as suas justas homenagens e nós que o apreciamos desde criança, desejamos-lhe sinceramente um dia de assinalada gloria como debute da sua carreira artística, pois bem o merece”.

No ano de 1932 fez um total de 12 corridas. No ano de 1933 fez um total de 12 corridas e lidou 25 touros. Em 14 de Junho de 1933, sofreu na praça da Barquinha uma colhida grave do touro Miura, da ganaderia de Terré & Irmão, que tinha já cinco corridas. Soares Castello foi retirado da arena sem sentidos. No livro de D. Bernardo da Costa “Tourear e Farpear”, o escritor define Manuel Soares Castelo da seguinte maneira: “Manuel Soares Castelo é um cavaleiro muito comprido e muito triste. Lembra um cipreste transportado em cima de um cavalo. Tomou a alternativa e tomou-a muito bem, porque nos tempos que vão correndo convém tomar alguma coisa, mesmo para ver se a gente se alegra um bocadinho. É cavaleiro para praças de província, onde fará boa figura. E tem uma grande qualidade: é que possui um riquíssimo cavalo, um cavalo verdadeiramente toureiro, e ainda o não estragou. Prova isto que o modesto e simpático rapaz, pelo facto de não ser aquele que há de destronar o Núncio ou o Simão, nem por isso deixa de possuir certos merecimentos. Está, todavia, verde. Mas como possui um cavalo que sabe tourear, que mede sozinho os terrenos e que sozinho se tira a cabeça dos toiros, não lhe falta, felizmente, com quem possa aprender”.


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clave de sol Blasted Mechanism Como começaram os Blasted Mechanism? Os Blasted Mechanism começaram com um grupo de músicos que já se conheciam de outros projectos. Decidimos juntar-nos e formar uma banda. Primeiro, tivemos uma banda de baile, demos muitos concertos pelo país inteiro, e, um dia, depois de um concerto fantástico, na Costa da Caparica, acabámos por conhecer o Fred Stone, o nosso baterista a partir de então. O Simões chegou há dois anos, vindo do planeta Zorba, com uma pirâmide na cabeça. Não sabemos de onde apareceu, acho que foi do planeta Zorba, segundo dizem. São uma banda no mínimo curiosa. Isso ajudou-vos a alcançar o sucesso que têm actualmente? Sim, claro que sim. O facto de fazermos uma coisa que mais ninguém faz, de sermos “produto original”, digamos assim, ajuda bastante a que a banda tenha um lugar próprio dentro do panorama da música nacional. Em várias músicas falas e cantas em “karkoviano”. É uma língua totalmente inventada ou tem alguma base? Tem base em várias línguas. Nós, quando pensámos em fazer o “karkoviano”, pensámos em fazer uma junção de sílabas fonéticas que nos agradasse ao ouvido para eu poder cantar e exprime um bocado a minha procura de identidade: a determinada altura, achei que nas minhas veias corria sangue caucasiano e procurei as minhas origens nos países de Leste, Balcãs, Montenegro, um pouco Russo, Polaco, Romeno… Quando ouves falar romeno há algumas palavras que

dão a sensação de que é português, não é? Para além disso, o karkoviano tem também influência do sudeste asiático, línguas como o indonésio, o timorense, o tailandês, assim do género. Como é que os Blasted Mechanism definem a sua música? Não definem. Nós não procuramos definir nada, nós procuramos fazer a música que gostamos, não vamos atrás de definições, nem procuramos dar-lhes nome. Damos nome às canções e pronto! As pessoas é que depois definem mais ou menos conforme aquilo que achem. O que é que tu achas que Blasted é? Talvez Tribal, Metal… Tribal-Metal? É um nome engraçado, porque tem as danças tribais, mas, também, tem as distorções de guitarra, a voz esganiçada, aos gritos… e um bocado de dance, Tribal-Metal-Dance-Swing-Disco-Funk-Night!!! É uma mistura de muitas coisas, sem dúvida. Falando em guitarras, como surgiu aquele instrumento, o bambuleco? O bambuleco é um instrumento de cordas electrónico e o que o Vald’jiu utiliza é assim: ele tem a filosofia do pedal, junta uma data de pedais de efeitos, distorção, wah-whas, que são pedais muito conhecidos dos músicos em geral e ele mistura-os para transformar o som do bambuleco, que é um instrumento de oito cordas. Começou tudo pela necessidade dele gostar de criar novos sons. O Vald’jiu nunca quis ser um guitarrista virtuoso, nunca foi isso que ele procurou. Ele sempre buscou uma sono-

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Sara Pereira

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ridade própria e, nessa busca, criou um instrumento que ele achou que ia servir as suas necessidades enquanto músico: juntou quatro cordas de guitarra com quatro de baixo e fez o bambuleco. Tem, também, um pouco de sintetizador, por vezes. Aproxima-se, às vezes, de um som de síntese. A vossa componente visual é importante como banda. São vocês que desenham as vossas roupas ou são designers? Bem, nenhum de nós é grande desenhador, o que nós fazemos são grandes “brainstormings”, reuniões de jorro de ideias, com desenhadores, para nos ajudarem a fazer estas coisas na realidade. É um bocado trabalho de equipa, não somos nós que desenhamos, mas, participamos activamente na sua feitura. Por fim, queres deixar alguma mensagem para os nossos leitores? Quero deixar uma mensagem muito importante aos leitores mais jovens: estudem, apliquem-se no vosso trabalho, que é o que eu gosto de fazer com o meu. Gosto de me aplicar a fundo. Apliquem-se e tenham uma boa vida! Dentro em breve tenham filhos, criem uma nova geração de seres bons, seres poderosos que gostem de fazer coisas com amor à arte. Nunca se esqueçam da arte, ela é muito importante. Nadabrovitchka! [forma de cumprimento em karkoviano] Voz_ Karkov Bambuleco e Didgeridú_ Vald’jiu Guitarra e Cítara_ Simões Baixo_ Ary Bateria e Percussão_ Fred Stone


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Projecto Renascer Abrantes Concelho Solidário Entidade Promotora: CENTRO DE APOIO A IDOSOS DA FREGUESIA DE RIO DE MOINHOS Entidade Financiadora: SEGURANÇA SOCIAL

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Susana Gil

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Almoço Convívio Divulgação do Projecto “Renascer Abrantes - Concelho Solidário” No dia 17 de Dezembro de 2004, realizou-se o habitual almoço de convívio, de Natal, para os sócios do Centro de Apoio a Idosos da Freguesia de Rio de Moinhos. Contudo, este ano, para além de serem apresentadas as contas e o desenvolvimento da instituição, teve a particularidade de ser divulgado o projecto de Luta Contra a Pobreza que, a instituição, se encontra a desenvolver, desde Novembro de 2003. Este almoço, realizou-se no Restaurante “Cristina” e teve uma forte aderência dos associados da

instituição. Foi um convívio alegre, uma vez que, podemos constatar a boa disposição de todos os presentes e a alegria espelhada nos seus rostos. No final do almoço, fomos congratulados, com os mag-

níficos versos escritos pelo Sr. Álvaro dos Santos Pereira, mais conhecido na Freguesia de Rio de Moinhos, por “Mata Ratos”, e a quem deixamos aqui o nosso agradecimento.

Festa de Natal dos alunos dos estabelecimentos de ensino de Rio de Moinhos Também no dia 17 de Dezembro de 2004, realizou-se, o convívio de Natal dos alunos dos estabelecimentos de ensino, da Freguesia de Rio de Moinhos. Este ano, participaram no convívio, os alunos de Rio de Moinhos, Amoreira e Pucariça, e os seus respectivos familiares. Foi delicioso ver a apresentação do trabalho realizado por todos os alunos, bem como as apresentações realizadas, para o efeito, por alguns familiares dos alunos. Este convívio foi uma alegria e uma verdadeira animação como é característico das crianças, pela sua energia e até, mesmo, rebeldia! Como o nosso projecto, congratula a realização deste tipo de actividades, que promovem o convívio inter-geracional, decidiu demonstrar a sua disponibilidade e apoio e consequentemente participar na mesma. Para assinalar a sua participação nesta festa, o nosso Projecto, decidiu oferecer a todos os presentes, um espectáculo de palhaços e às crianças que quisessem, uma pintura facial e balões esculturais.


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Novo ano, novas actividades!

Neste segundo ano de implementação e desenvolvimento do nosso Projecto de Luta Contra a Pobreza, iremos manter a realização de algumas das actividades que iniciámos no ano transacto e realizar novas actividades, que considerámos serem as mais per-

tinentes, tendo em conta o trabalho desenvolvido e a análise e identificação das necessidades que efectuamos, ao longo desse ano, junto dos nossos utentes e da população em geral. De um modo geral, iremos manter em funcionamento os nossos três gabinetes de apoio ao utente: Gabinete de Serviço Social, Gabinete de Psicologia e Gabinete Económico-Financeiro; continuaremos a realizar o boletim informativo “O Riomoinhense”, a promover a cria-

ção e desenvolvimento da Associação Juvenil, a prestar apoio às famílias carenciadas e alvo de intervenção habitacional; a promover a realização de um campo de férias; a Comemorar o Dia Mundial do Ambiente e o Dia Internacional das Pessoas Idosas e, por fim, a assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Das novas actividades que temos agendadas para este ano, e que pretendemos levar a efeito, destacamos as seguintes:

- Efectuar as diligências necessárias para o funcionamento das valências de Centro de Dia e Apoio Domiciliário, nas quais, se inclui, a continuação da realização de obras nas instalações do Centro de Apoio a Idosos da Freguesia de Rio de Moinhos; - Implementar de um novo gabinete de apoio ao cidadão: “Espaço do Cidadão”; - Disponibilizar informação sobre cursos de formação profissional e pré-profissional, em funcionamento no Concelho de Abrantes e encaminhamento, dos interessados, para as respectivas instituições, bem como disponibilizar informação sobre as ofertas de emprego, existentes no Centro de Emprego de Abrantes; - Realizar um curso de formação “Eficácia Sócio-Laboral”, com acompanhamento na procura de emprego; - Criar um Centro de Recursos Materiais (roupa, mobiliário, electrodomésticos, etc.), para apoio às famílias carenciadas; - Efectuar a distribuição mensal de alimentos, a famílias carenciadas, com o apoio do Banco Alimentar; - Realizar uma acção de formação “Formar para Conviver”, no âmbito da prevenção primária das toxicodependências; - Realizar um Curso de Equivalência, ao 1.º Ciclo, para adultos; - Realizar dois cursos de aprendizagem e certificação de competências básicas em informática, um destinado a crianças e outro a adultos; - Realizar actividades desportivas – formação de equipas de futebol, que abranjam crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos e entre ao 11 e os 14 anos; - Formar um grupo de jovens, com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos e, debater, com os mesmos, problemas, expectativas e temáticas inerentes aos adolescentes; - Realização de uma acção de formação, em educação ambiental, para crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos. Para além das actividades referidas, e das que têm continuidade do ano transacto, e que se encontram em curso, já realizámos, este ano, a actividade Comemoração do Dia de Carnaval e já iniciámos a actividade realização de ateliers psicopedagógicos para idosos, intitulados “Histórias para Contar”, às quais faremos, seguidamente, referência.

Ateliers Psicopedagógicos para Idosos No dia 01 de Março de 2005, iniciou-se a realização do 1.º atelier psicopedagógico para idosos. Esta actividade será composta por 4 ateliers, intitulados “Histórias para Contar”, e realizada em parceira com a Associação Lavoisier. Estes ateliers, foram criados pela Associação Lavoisier, e fazem parte do seu Serviço de Estimulação Psicopedagógica. Estes ateliers, foram desenvolvidos por esta associação, porque esta considera fundamental o papel sócio-cultural do idoso (e não só) na promoção do valor do conhecimento das tradições locais e familiares, para

uma cultura de progresso com raízes no passado e na tradição. Como nós partilhamos da mesma opinião, decidimos realizar estes ateliers na freguesia de Rio de Moinhos, possibilitando assim, a alguns dos utentes do projecto, seleccionados pela equipa técnica, a oportunidade de participarem nos mesmos. As actividades destes ateliers, têm como principal objectivo, a criação de um apoio psicossocial, através da realização de actividades criativas, de vertente psicopedagógica, que permitam a reabilitação de capacidades esquecidas,

desvalorizadas ou até, nunca exploradas, de forma a promover a auto-estima, o bem estar, a partilha e o trabalho em grupo, bem como, realizar acções de sensibilização, relacionadas com temáticas e problemáticas da terceira idade e outras faixas etárias. O nosso projecto irá então promover a realização dos seguintes 4 ateliers “Histórias para Contar: Histórias de Família; Histórias de Transformar; Histórias da Minha Aldeia e Histórias de Amor. Cada atelier terá a duração de 4 semanas e funcionará uma vez por semana, com a duração de 3 horas.


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Carnaval No passado, dia 08 de Fevereiro, realizámos, em Rio de Moinhos, o desfile de Carnaval do ano de 2005. Este desfile foi organizado pelas técnicas do Projecto de Luta Contra a Pobreza, com o apoio de vários voluntários do projecto e da direcção do Centro de Apoio a Idosos da Freguesia de Rio de Moinhos. A ideia inicial, de realizarmos este desfile, partiu de uma voluntária do projecto, ideia essa que decidimos aproveitar e pôr em prática. Para a realização deste evento, também, contámos com a participação e apoio da Casa do Povo de Rio de Moinhos. O desfile tinha, como tema base “Os Contos Infantis”. Para podermos organizar da melhor forma este desfile, tendo por base a temática escolhida, decidimos realizar inscrições para a participação no mesmo, ou seja, quem quisesse participar nos carros temáticos, recriados por nós, tinha que

se inscrever, nos mesmos. Tivemos aproximadamente 80 inscrições. Com o apoio de todos os que participaram em conjunto connosco, conseguimos recriar alguns dos contos mais famosos para crianças, dos quais destacamos “O Capuchinho Vermelho”, “A Branca de Neve e os Sete Anões”, “A Cinderela”, “A Carochinha” e “O Peter Pan”.Para além das personagens destes contos, contámos ainda com o grupo das abelhas e das joaninhas, dos Flinstones, e das “belas bailarinas”, da “Scolaria e as suas pupilas”, do grupo vindo da Amoreira, que participou com a temática da Primavera, com disfarces de flores e espantalhos, muito originais e criativos, do grupo vindo da Pucariça, que trouxe o seu carro alegórico muito bem decorado e repleto de palhaços, muito originais e divertidos, que encantaram todos os presentes, em especial as crianças.

Para além destes temas, desfilaram, connosco, pelas ruas de Rio de Moinhos, outros carros alegóricos, que foram criados pelos seus intervenientes.

Após vos deixarmos estas imagens, podemos referir que, pelo número de pessoas que assistiram e participaram no desfile deste ano, foi um sucesso. Esperemos que, para o ano, se volte a repetir e melhor ainda!! Por fim, não poderíamos deixar de agradecer a todas as pessoas que trabalharam na organização e preparação deste evento. Não vou referir nomes, pois todas essas pessoas sabem bem quem são, nem que seja só, por se lembrarem bem do tempo que dispensaram a preparar e organizar tudo, visto que foi mesmo uma “corrida contra o tempo”. A todas elas o meu obrigado. Também deixo aqui o meu agradecimento a todas as empresas que nos apoiaram, e que passo a citar: Bricomarché de Abrantes; Talho Valente; Pastelaria Pereira; Restaurante “Cristina”; Restaurante “A Noémia”; Silva Dias (Rações São Marcos); e Agência de Seguros Allianz – João Garrafão, Mediação de Seguros.

Centro de Apoio a Idosos de Rio de Moinhos aprova contas O Centro de Apoio a Idosos de Rio de Moinhos realizou, no dia 26 de Março, uma Assembleia Geral, na Sede Social da freguesia, com a finalidade de dar conhecimento das contas relativas ao ano de 2004. Depois de apresentadas e analisadas, as contas foram aprovadas com 63 votos a favor e 1 abstenção. Ainda na mesma sessão foi também aprovado, por unanimidade, o parecer do Conselho Fiscal. No final foram tratados diversos assuntos de interesse para a associação.


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