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. E IA N T E EN N G R E U UR G NER U B BU A E N N O Á A D RA V VA PA MIN IN A I AR ARM RG Ê. E O EN OC K V IN Á R D RA YD G ER ’S PA EN

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Carta do RMC

 RMC letter

O Rio Music Conference chega à sua sexta edição em um ano especial para o Brasil e para o Rio de Janeiro: em julho acontece a tão aguardada Copa do Mundo (e a final, em solo carioca), que independentemente de todas as polêmicas trará consigo uma quantidade considerável de turistas ávidos por aquilo que nosso país sabe muito bem oferecer: diversão.

Rio Music Conference reaches its sixth edition in a special year for Brazil and Rio de Janeiro: the eagerly awaited World Cup (with the decisive final in Rio) will be held in July, and all controversies aside, it will bring a considerable amount of tourists eager for a taste of what our country knows how to offer like no other: fun. Speaking of fun in our country nowadays, compulsorily means speaking of the RMC. Our knowledge, trade and entertainment platform toured the country in

E falar em diversão hoje em nosso país passa, obrigatoriamente, pelo RMC. Nossa plataforma de conhecimento, trocas e entretenimento percorreu o país através de cinco Encontros Regionais extremamente bem-sucedidos, que movimentaram grandes metrópoles brasileiras e colocaram a música eletrônica não apenas em pauta, mas em diálogo franco com a sociedade, autoridades e diversos segmentos da economia criativa. Mais que isso, estivemos presentes ativamente nos grandes eventos similares ao nosso que acontecem na Holanda (ADE), Espanha (IMS) e Itália (IPM), mostrando nossas potencialidades para o mundo e ao mesmo tempo fazendo um intercâmbio com outros cenários.

five highly successful Regional Meetings, stirring things up in big Brazilian cities

Assim, o RMC atingiu um estágio inédito de solidez e abrangência nestes seis anos de jornada, com um tamanho que nos enche de orgulho e esperança para o amanhã. Em um momento tão aguardado pela nossa sociedade, estamos prontos para o desafio de oferecer ao mundo entretenimento com qualidade mundial e cara do Brasil.

In this third edition of the Yearbook, in addition to reminiscing on such a fruitful

Nesta terceira edição do Anuário de Mercado, além de colocarmos o proveitoso ano que passou em retrospectiva seguimos como atentos observadores do momento que nosso cenário atravessa: mais um Prêmio RMC entregue, cada um dos Encontros Regionais revisitado, análises abrangentes de temas atuais que ocupam a pauta dos profissionais e interessados no meio, além das perspectivas para o próximo ano!

Enjoy the read!

Uma ótima leitura! Claudio da Rocha Miranda Filho Pedro Nonato

and putting electronic music not only on the map, but in an open dialogue with society, authorities and various segments of creative economy. More than that, we actively participated in similar events that happened in Holland (ADE), Spain (IMS) and Italy (IPM), showing our potential to the world while exchanging information with other scenarios. As such, the RMC has reached an unprecedented level of strength and breadth over these six years on the road, with a size that fills us with pride and hope for tomorrow. IN such an important moment for our society, we are ready for the challenge of providing the world with world-class entertainment Brazilian-style.

year, we remain attentive observers of the phase our scenario traverses: another RMC Award delivered, each of the Regional Meetings revisited, a comprehensive analysis of current issues that invade agendas of industry professionals, as well as an outlook of the upcoming year!


sumário index

8 22 38 42 46 54 60 66 71 80

RMC: o que é Encontros Regionais RMC Linha do tempo Dados do mercado A EDM no Brasil: tsunami ou marolinha? Criando conteúdo Drogas: problema ou aspecto cultural? Novembro, o mês dos festivais pelo Brasil O formato da música hoje Como viver de música

88 94 99 104 112 118 122 128 139 178

Ghost producing Bass in your face: Felguk DJ Q&A A tecnologia da noite 10 softwares, hardwares e tecnologias que vão fazer história em 2014 A Economia criativa na prática As pistas nos tribunais Tendências para 2014 III Prêmio RMC Expediente


8 22 38 42 46 54 60 66 71 80

RMC: What? Where? Who? Regional Meetings Timeline Market data EDM in Brazil Creating content Drugs: defeating the undefeatable November is festival month in Brazil The format of music today How to make a living on music

88 94 99 104 112 118 122 128 139 178

Ghost producing Bass in your face: Felguk DJ Q&A Nightlife technology 10 softwares, hardwares and technology that will make history in2014 Creative economy as a praxis The dance floor in court Trends for 2014 RMC awards Masthead


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anuário 2014

RMC: O que é RMC: What? Where? Who?

O Rio Music Conference (RMC) é o maior encontro de música eletrônica e entretenimento da América Latina. A edição nacional do RMC ocorre desde 2009 na Marina da Glória (RJ) durante o Carnaval, com a programação dividida em duas partes: a conferência (palestras, workshops e feira de negócio) e o festival, com os maiores astros da música eletrônica mundial. A primeira edição surgiu da percepção de que o mercado de música eletrônica estava crescendo. Na época, mais de 3 bilhões de dólares eram movimentados por ano sem que houvesse um encontro que proporcionasse um ambiente democrático para que a indústria da música e do entretenimento pudesse se expandir de maneira organizada e integrada. Em 2012 foram instituídos o Anuário do Mercado, que analisa todo o cenário econômico e artístico da música eletrônica no Brasil e no mundo, e o Prêmio RMC. O Prêmio, diferente dos rankings populares comuns no mercado, elege os indicados e vencedores através da votação realizada por centenas de Embaixadores espalhados por todo o Brasil, envolvidos diretamente no setor (confira os vencedores do III Prêmio RMC no fim deste Anuário). Em 2013, como realizado nos anos anteriores, houve os Encontros Regionais, etapas reduzidas do Rio Music Conference nas principais capitais de todas as regiões do país. Assim como na Edição Principal, as regionais foram compostas por conferência e workshops, além de Showcases realizados ao longo da programação diurna, na área de networking, que foram oportunidades comerciais abraçadas por diversas marcas de representação artística. Aonde quer que o RMC aporte, com a marca chegam discussões, networking, aprendizado e uma rodada de festas por toda cidade, o Club Week, realizado em parceria com estabelecimentos locais. Em 2014 o RMC está maior e melhor. Além dos convidados ilustres de diversas áreas e países, de todas as plataformas de negócios e tecnologia realizadas novamente no Hotel Pestana Rio Atlântica (em Copacabana) e do Festival de Carnaval, destaca-se o primeiro RMC Club Week Rio, fruto da parceria do Rio Music Conference e cerca de 30 estabelecimentos e festas em toda a cidade do Rio de Janeiro. Em 2014 o RMC liga o Brasil inteiro na tomada.

The Rio Music Conference (RMC) is electronic music’s largest trade show in the Southern Hemisphere. RMC’s National edition has been happening since 2009 at Marina da Glória (RJ) during Carnival, dividing its schedule in two: the conference (panels, workshops and trade show) and the festival, featuring the biggest global names in the industry. The first edition came to life after the realization that the electronic music industry was growing. At the time, over 3 billion dollars a year were changing hands and there was no connecting event that provided some sort of democratic environment where the music and entertainment industries could expand in an organized and integrated manner. In 2012 the Industry Yearbook was created to analyze the entire artistic and economical scene of dance music in Brazil and also worldwide, and also the RMC Awards. The Awards differs from the usual rankings based on popularity, widely used in the market, and elects the nominees and winners through a select voting system: voters are called Ambassadeurs and are people widely involved in the business from all around the country. *Check out the winners of the III RMC Awards at the end of this Yearbook. In 2013, following what happened in the years before, there were also the Regional Meetings, reduced versions of the Rio Music Conference hosted in the main capitals of every region of the country. Just like the Main Edition, the regional meetings festured conferences and workshops, besides Showcases held in the networking area along the daytime program, which were widely embraced by management agencies as fine commercial opportunities. Wherever RMC may land, the brand comes along with discussions, networking, learning and parties all over the town: it’s the Club Week, a partnership between the organization and local clubs and bars. In 2014 RMC is bigger and better than ever. Besides the illustrious guests from different fields and countries, the business and technology platforms hosted once again in Hotel Pestana Rio (Copacabana) and the Festival, the highlight is the first RMC Club Week Rio, a partnership between Rio Music Conference and over 30 bars, clubs and parties all over Rio de Janeiro. In 2014, RMC turns the entire country ON.


10 |

encontros regionais rmc rmc regional meetings

2013 / 2014 outros anos / former editions

nosso conteĂşdo our content

CLUB

clubweek

showcases

conferĂŞncia / workshops


| 11

anuário 2014

edição principal main edition 3 2 1

1

2

festival

conferência/conference

A Edição Principal do Rio Music Conference é um evento que mobiliza todo o Rio de Janeiro: conferência de negócios, showcases de marcas do setor, Prêmio RMC, lançamento do Anuário do Mercado, uma programação concorrida em diversos clubes da cidade e um grande Festival agitam o Rio no período do Carnaval. No resto do ano, edições menores mas com os mesmos princípios percorrem o país, difundindo conhecimento e estimulando o mercado da música eletrônica nacional: os Encontros Regionais RMC. Tanto a edição nacional como os Encontros Regionais oferecem inúmeras oportunidades de negócios para pessoas e para marcas interessadas em cada uma destas plataformas.

anuário de mercado year book

3

clubweek

The main edition of Rio Music Conference is an event that mobilizes all Rio de Janeiro: Business conferences, showcases of the industry’s brands, RMC Awards, the lauch of the Market Yearbook, a busy schedule for several clubs in the city and a great festival that shakes Rio during Carnival. As for the rest of the year, smaller editions with the same features travel around the country, spreading knowledge and fostering the market of national electronic music: the RMC Regional Meetings. Both national and Regional Meetings offer numerous business opportunities for both people and brands interested in each of these platforms.

prêmio rmc rmc awards

publicação regional regional magazines


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depoimentos

Há 6 anos atrás, na primeira edição, eu previ em um vídeo testemunhal que este seria o evento mais importante da nossa cena eletrônica brasileira. Hoje, dá orgulho de ver que por competência, o RMC cresceu além do planejado, e transformou-se na porta principal de entrada para os mais diversos negócios da música eletrônica no Brasil. Fato! Quem não comparece, está fora da cena. 6 years ago, in the first edition, I’ve foreseen in an institutional video that this would become the most important event of the Brazilian industry. Today I take pride to see that, due to competent efforts, RMC has overgrown to become the main channel for the electronic music business in Brazil. It’s a fact! If you miss it, you are out of the scene!

Memê, DJ e produtor

Além dos negócios e da valorização do mercado da música eletrônica, o RMC é importante porque é social, junta todo mundo para uma boa conversa. Isso é inestimável. Camilo Rocha, jornalista Besides business making and enriching the dance music market, RMC is important for its social part, putting everyone in a room for a good talk. This is priceless.


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depoimentos

O RMC é uma vitrine importante e termômetro de como está a “saúde” de nosso mercado. The RMC is an important way to show ourselves to the world, and also a thermometer that ckecks the “health” of our market.

Edo van Duyn, manager, sócio da agência Plus Talent

O Rio Music Conference a cada ano vem atestando o seu importante papel como única plataforma a reunir em um só lugar muitos profissionais da cena nacional, atraindo também e trazendo cada vez mais estrangeiros, o que faz desses encontros caraa-cara um dos pontos altos da conferência. Os painéis e palestras se destacam também mais e mais a cada ano, com a variedade de assuntos que são abordados e a qualificação dos profissionais que são convidados a participar. Monique Dardenne, manager, MD/A

Rio Music Conference has been showing its important role being the only platform to gather professionals of the Brazilian industry, and attracting foreigners more and more every year, what makes these face-to-face meetings the highlights of the conference. The panels and discussions are also better every time, addressing such variety of subjects as qualified guests.


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depoimentos

Todo mercado precisa de uma direção, de referência e de momentos de reflexão. Eu tive um mentor que me dizia: “devemos trabalhar por 6 horas e planejar as outras 2”. O RMC é, para mim, este momento onde dou um refresh no meu networking, me atualizo sobre a indústria da música eletrônica e, sobretudo, onde eu encontro um tempo pra escutar, refletir e planejar. Every market needs direction, references and times of reflection. I had a mentor that used to say: “we should work for 6 hours a day and spend the other 2 planning”. RMC, for me, is that time when I stop and refresh my networking, get my update on the music industry and, most of all, where I find the time to listen, think and plan.

Sandro Horta, manager e sócio fundador da agência DJcom

Tive a oportunidade de participar das primeiras edições do RMC, com workshops e painéis de discussão. Hoje me certifico do enorme crescimento e importância deste evento aqui no Brasil, hoje referência da cena nacional e internacional de música eletrônica . Importância essa, não apenas em entreter o público em geral, mas também em informar o que acontece na áreas de tecnologia e mercado de entretenimento. Fico, mais uma vez, muito feliz em participar da edição de 2014. Orgulho de apresentar meu novo selo de música, recém criado, neste evento relevante e muito bem organizado. I had the opportunity to participate in the first editions of the RMC, with workshops and discussion panels. Today I am certain of the tremendous growth and importance of this event here in Brazil, a reference for the national and international electronic music scene of today. The importance is not only about entertaining the public, but also about informing what happens in the areas of technology and in the entertainment market. I am once again very happy to participate in the 2014 edition. Proud to present my new music label, newly created in this important and very well organized event.

Gui Boratto Arquiteto e produtor musical


fmt

future music talent

WWW.DJSGLOWINTHEDARK.COM

.COM

BOOKINGS@UDTMANAGEMENT.COM.BR


RIO MUSIC CONFERENCE

+

+

MIAMI WINTER MUSIC CONFERENCE

+

fmt

AMSTERDAM DANCE EVENT

future music talent BRASIL

+

+ +

WE ARE LOOKING FOR FUTURE ARTISTS POWERED BY

WWW.FACEBOOK.COM/FUTUREMUSICTALENT


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Diversão também é mercado

 Fun is also an industry

Em entrevista, o RMC questiona sobre a importância de investimentos no setor do entretenimento a Sérgio Sá Leitão, Secretário Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

On the interview below, the RMC questions Sérgio Sá Leitão, the Secretary

A música eletrônica, ao lado de outros setores da economia criativa, possui uma imensa cadeia produtiva que movimenta profissionais de diversas áreas e somas expressivas. Quais os incentivos e ações que estão sendo desenvolvidos pela Secretaria de Cultura do Rio em apoio a estas iniciativas?

Electronic

As atividades que formam o campo da economia criativa têm um peso relevante na economia e na vida social do Rio. São vocações da cidade que podem e devem ser estimuladas pelo poder público. Estamos atuando desde 2009 no setor audiovisual, com resultados significativos. Queremos expandir esta atuação para outros setores, como entretenimento presencial, games e apps, moda e design, entre outros, Este projeto foi formulado e se encontra em análise na prefeitura. A idéia é investir em capacitação, produção, comercialização e promoção nos setores mencionados. Parcerias e apoios a promotores e difusores culturais privados como o RMC são o melhor caminho para a democratização da cultura no Brasil?

of Culture of Rio de Janeiro, about the importance of investments in the entertainment sector. music,

alongside

other

sectors

of

the

creative economy, is an immense supply chain that moves professionals from various fields and deals with sizeable amounts. What kind of incentives and actions that are being developed by the Department of Culture of Rio are in support of these initiatives? The activities that make up the field of the creative economy have a significant weight in the economy and social life of the city. Rio has a calling for that, so it can and should be encouraged by the government. We are working since 2009 towards the the audiovisual sector, with significant results and we want to expand this activity to other sectors such as offline entertainment, games and apps, fashion and design among others. This project has been formulated and ii is under review at the City Hall. The idea is to invest in training, production, marketing and promotion, in all these mentioned sectors. Partnerships and support to developers and private cultural diffusers as the RMC are the best way for the

A democratização do acesso à cultura no Brasil passa necessariamente pela dinamização do mercado. Políticas compensatórias são importantes, mas insuficientes, por mais eficientes e eficazes que possam ser. Um mercado dinâmico e competitivo, com equilíbrio entre oferta e demanda e orientado para a busca de escala, constitui um poderoso instrumento de inclusão social. No caso das atividades culturais, o poder público deve atuar para estimular tanto a oferta quanto a demanda, principalmente estimulando os agentes privados, das empresas aos criadores e produtores individuais.

democratization of culture in Brazil?

O RMC percorreu todo o país e retorna ao Rio em fevereiro para mais de 10 dias de programação. Fale um pouco sobre a importância do evento para o calendário de eventos carioca e também para a cultura musical local.

to Rio in February to fulfill a bigger-than 10-day schedule.

É um evento fundamental, seja pelo alcance e abrangência, seja pela importância econômica e cultural do segmento que representa. A música eletrônica é uma atividade cada vez mais relevante no Brasil, com um peso econômico e social crescente. O RMC ajuda a dar visibilidade a esta atividade, fazendo com que ela seja reconhecida não apenas como expressão cultural ou comportamental, não apenas como entretenimento, mas também como uma economia, como um segmento onde há geração de renda e emprego. Ajuda ainda a dar visibilidade à cena local, evidenciando a vocação do Rio para a música eletrônica.

The RMC is a key event when considering the range and scope, the economic

The democratization of culture in Brazil necessarily involves the dynamics of the market. Compensatory policies are important, but insufficient, for more efficient and effective they can be. A dynamic and competitive market, with balanced supply and demand constitutes a powerful tool for social inclusion. In the case of cultural activities, the government must act to stimulate both the supply and the demand, especially by encouraging private actors, companies and individual breeders and producers. The RMC has traveled throughout the country and returns Tell us about the importance of the event for the official calendar of events in Rio and also for the local musical culture. and cultural importance of the community it represents. Electronic music is an increasingly important activity in Brazil, with an increasing economic and social potential. RMC helps this activity to get its deserved visibility, helping it to be recognized not only as a cultural or behavioral expression, not only as entertainment but also as an economy, as a segment where there is income generation and employment. It also helps the local scene to get visibility, highlighting Rio’s natural calling for electronic music.

Sérgio Sá Leitão

Secretário Municipal de Cultura do Rio de Janeiro


Encontros Regionais RMC Regional Meetings


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anuário 2014

o Brasil em perspectiva

 Brazil in perspective

Percorrer as cinco grandes regiões do país com a missão de identificar suas peculiaridades foi o grande desafio do Rio Music Conference.

Touring the five major regions of the country with a mission to identify their

Pouco mais de oito milhões de quilômetros quadrados divididos em cinco grandes regiões, que compreendem vinte e seis estados e o Distrito Federal. Mais de duzentos milhões de habitantes espalhados por cidades pequenas, médias, grandes e algumas das maiores metrópoles do continente. Cidades centenárias, estados novos, regiões que atravessam ciclos econômicos e culturais distintos. Quando se diz que o Brasil é um país de proporções continentais – frase feita que de tanto ser repetida quase perde seu real significado – na verdade se está destacando que as diversidades presentes em nosso território são tantas que poderíamos muito bem ser um continente inteiro.

Just over eight million square kilometres divided into five major regions,

peculiarities was RMC’s great challenge

comprising twenty-six states and the Federal District. More than two hundred million inhabitants spread across small, medium and large cities and some of the largest metropolises in the continent. Century-old cities, new states and regions with different economic and cultural cycles. When we say that Brazil is a large country, – a cliché that has lost its meaning through over-repetition – we are in fact highlighting the fact that the extensive diversity of our territory could very well be compared to an entire continent. The yearly challenge proposed by Rio Music Conference is to cover this immense territory in an attempt to identify the peculiarities of each of our regions and a

O desafio que o RMC se propõe todos os anos é percorrer este imenso território na tentativa de identificar as peculiaridades de cada uma de nossas regiões e um pouco mais: enxergar os potenciais, os problemas, as virtudes, as deficiências, as dificuldades, os pontos positivos e negativos que cada cenário cultural ao redor da música eletrônica possui.

bit more: to see the potential, issues, virtues, shortcomings, difficulties and the positive and negative points featured in any cultural scene within electronic music. Between October 2013 and February 2014, five meetings were held in the cities of Curitiba, São Paulo, Manaus, Fortaleza and Brasilia. All of them followed a standard proposed by RMC to fulfil its broader mission of gathering knowledge, exchanging information, goods and entertainment, each with its own specific design to meet local features. Regional publications, online coverage, the

Ao longo de quatro meses entre outubro de 2013 e fevereiro de 2014 foram realizados cinco encontros nas cidades de Curitiba, São Paulo, Manaus, Fortaleza e Brasília. Todos eles seguiram um padrão proposto pelo RMC para cumprir com a sua missão maior de unir conhecimento, trocas de informações e bens e entretenimento, mas cada uma teve um desenho próprio e que respeitou as características locais. Publicações regionais, coberturas online, a presença do time do RMC e dos Embaixadores, de artistas, profissionais e principalmente, da sociedade brasileira em torno de assuntos e temas de interesse que vão muito além da música e de festas, que passam pelo desenvolvimento econômico, turístico e sobretudo cultural que a música eletrônica proporciona ao país. Nas próximas páginas, um apanhado em imagens e informações de cada um destes encontros, com as lições e as demandas que cada região do país possui e que, reunidas, são capazes de traçar um panorama único e inédito deste grande e fascinante mercado.

presence of the RMC team and Ambassadors, artists, professionals and mainly of the Brazilian society around issues and topics of interest that go far beyond music and parties, encompassing economic, touristic and, particularly, cultural development provided by electronic music to the country. The following pages will provide a summary of each meeting, with pictures and information, the lessons and demands of each of the country’s regions that, combined, are able to draw a unique and unprecedented overview of this large and exciting market.


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RMC Curitiba Encontro Regional Sul

 Southern Regional Meeting

DJs, produtores musicais, professores, donos de clubes, grandes e pequenos empreendedores, responsáveis pela segurança pública, profissionais da economia criativa e universitários: o RMC Curitiba movimentou intensamente a capital paranaense de 3 a 5 de outubro de 2013 com muitos representantes dos três estados do sul do país. A abertura do evento na noite de quinta, dia 3, foi na sede do Radiola Records, e teve direito a tour guiada pelos seis estúdios de produção do coletivo do local, live streaming com as DJs Aninha e Antonella e um jantar oferecendo inusitados hambúrguers batizados com nomes de DJs famosos (Hawtin, Loco Dice, Dave the Drummer e Kerri Chandler).

DJs, music producers, teachers, club owners, large and small entrepreneurs, people in charge of public safety, creative economy professionals and college students: RMC Curitiba intensely effervesced the capital of Paraná in from October 3rd – 5th, 2013 with many representatives of the country’s three southern states. On Thursday the 3rd, the opening event of the evening was held at the Radiola Records’ headquarters, with a guided tour of the local collective’s six production studios, live streaming with DJs Aninha and Antonella and dinner serving unusually-named burgers in honour of a few DJs (Hawtin, Loco Dice, Dave the Drummer and Kerri Chandler). Throughout the afternoon and early evening on Friday, October 4th, the

Durante toda a tarde e o início da noite de sexta, 4 de outubro, as atividades da conferência – que tiveram início com a fala de Igor Cordeiro, superintendente da Fundação Cultural de Curitiba e uma das apoiadoras do evento - movimentaram o Hotel Pestana com um espaço para networking, debates, workshops e showcases, com cerca de 300 inscritos além dos participantes dos debates. O encerramento presenteou a cidade no sábado com um evento inédito: uma grande jam session com DJs locais numa tarde ensolarada em um dos lugares mais privilegiados da capital paranaense, a Praça da Espanha - uma ação muito especial e positiva, fundamental para abrir os olhos e ouvidos de todos: jovens, adultos, crianças e membros dos estabelecimentos locais para a força da música eletrônica. O clubweek agitou a cidade durante as três noites do RMC: os clubes Vibe, James, DUC e Dhangai participaram da programação de eventos oficiais com noites lotadas!

conference’s activities– which began with an ice-breaking speech by Igor Lamb, superintendent of the Cultural Foundation of Curitiba and one of the sponsors of the event – shook up the Pestana Hotel. There was a venue for networking, discussions, workshops and showcases and about 300 participants enrolled in addition to those involved in the debates. On Saturday, the closing ceremony offered the city an unprecedented event: a great jam session with local DJs on a sunny afternoon at one of the state capital’s most privileged locations, Praça da Espanh. A very special and positive action, key to opening everyone’s eyes and ears: young people, adults, children and members of the local establishments towards the power of electronic music. Clubweek kept the city abuzz during the three RMC nights: Vibe, James, DUC and Dhangai clubs were a part of the official event schedule with busy nights! Review: The region from Florianopolis to Itajaí can already be considered a continental reference for electronic music clubs, festivals and benchmark artists.

Avaliação: a região de Florianópolis a Itajaí já pode ser considerada

Curitiba holds a large number of schools, agencies, suppliers and professionals

uma referência continental da música eletrônica com grandes clubes, festivais e artistas. Curitiba concentra uma grande quantidade de escolas, agências, fornecedores e profissionais – muitas vezes alimentados pelas necessidades de Santa Catarina, e o intercâmbio entre a capital paranaense e o estado vizinho é cada vez mais intenso e produtivo para ambos. O Rio Grande do Sul segue por um momento de reconstrução, com sua força ainda concentrada no interior do Estado. Toda a região conta com um grande número de novos produtores apresentando trabalhos consistentes e que vêm encontrando espaço e comercialização em escala global.

– often fuelled by the needs of Santa Catarina, and the exchange between the state capital of Paraná and the neighbouring state is increasingly intense and productive for both. Rio Grande do Sul is undergoing a reconstruction period, with its strength still concentrated within the state. The entire region has a large number of new producers with consistent works and who are finding space and marketing on a global scale.


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RMC Manaus Encontro Regional Norte

 Northern Regional Meeting

Nos dias 8 e 9 de novembro o RMC Manaus chegou à capital amazonense. A parte diurna do evento aconteceu na sexta-feira no hotel Blue Tree Premium, e foi dividida em duas salas que se mantiveram lotadas: uma com workshops apresentados pela AIMEC, representada pelo DJ e produtor Mateus Basso e outra, a sala Rio Negro, para discussões. Empresários, produtores e artistas de Manaus, Belém, Boa Vista e até da capital maranhense, São Luiz, além de representantes da Prefeitura de Manaus e um público composto por DJs, produtores de eventos, interessados e apaixonados pela música eletrônica trocaram informações e debateram diversos temas. O evento foi encerrado com uma sessão de perguntas e respostas com a DJ britânica Laura Jones e o diretor do clube D-Edge Henrique Marciano. A DJ se apresentou no clube SUB, na primeira parte da programação noturna do RMC, e a festa de encerramento oficial foi com o Seven Music Festival – maior festival de música eletrônica do Norte do país e que teve recorde de público.

On November 8-9, RMC Manaus touched down at the capital of Amazonas. The daytime part of the event took place on Friday, at the Blue Tree Premium Hotel and was divided into two crowded rooms: one with workshops presented by AIMEC, represented by DJ and producer Mateus Basso, and the other, Rio Negro, reserved for discussions. Entrepreneurs, producers and artists from Manaus, Belém, Boa Vista and even São Luiz, the capital of Maranhão, in addition to representatives from the Municipality of Manaus and an audience composed of DJs, event producers, interested parties and electronic music lovers exchanged information and discussed different topics. The event ended with a Q&A session with British DJ Laura Jones and the D-Edge club director Henrique Marciano. The DJ performed at the SUB club, in the first part of RMC’s evening schedule, and the party was officially closed with the Seven Music Festival – the largest electronic music festival in the north of the country, which had record attendance. Review: despite constraints imposed by the so-called “Amazon factor” (which largely affects logistical and production costs in the region), the North of the

Avaliação: apesar das dificuldades impostas pelo chamado “fator

country is surprising, with a local scene that is extremely interested and rich.

Amazônia” (que oneram demais os custos logísticos e de produção na região), o Norte do país surpreende com um cenário local extremamente rico. Dezenas de novos produtores interessados e empresários determinados a produzir grandes eventos fazem de Manaus hoje o principal pólo regional, influenciando positivamente cidades como Boa Vista e Belém. A capital do Pará aravessa um momento de transição e renovação de público.

Dozens of new interested producers and entrepreneurs who are determined to produce large events make Manaus today the main regional centre, positively influencing cities like Boa Vista and Belém. The capital of Pará is going through an audience transition and renewal phase.


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RMC São Paulo Encontro Regional Sudeste O Rio Music Conference aportou em São Paulo no início de dezembro com nomes de peso convidados para participar dos debates e workshops, além de noites especiais no Club Week. A abertura official na noite de quinta-feira, 6 de dezembro, foi uma verdadeira confraternização entre membros do mercado, artistas e novos players no 00 São Paulo. Também foi o primeiro dia de Club Week, abrindo as noites do fim de semana que recebeu talentos tão distintos como Tete Espíndola e Ian Pooley movimentando os clubes Yacht, Lions, D-Edge e Clash. No sábado aconteceram os workshops e a conferência no Centro da Cultura Judaica. Em parceria com marcas como Native Instruments e Ableton, contando também com o Espaço Ban, Espaço Yellow e Espaço AIMEC na área de convivência, os workshops, debates, discussões, painéis e bate-papos com grandes personalidades da cena paulistana fizeram com que centenas de pessoas passassem pelo amplo espaço do CCJ. Figuras chaves na noite paulistana como Marky, Renato Ratier, Facundo Guerra e Carlo Dall Anesese mesclaram à figuras conhecidas da região sudeste como Anderson Noise, Flow & Zeo e muitos outros. A grande novidade foi o “Speed Coaching”, baseado nos princípios do “Speed Dating” americano e que permite que pessoas conversem com profissionais especializados em áreas específicas dentro do mercado da música eletrônica e entretenimento. O DJ e jornalista inglês radicado em Berlim Jonty Skruff apresentou os últimos painés com tradução simultânea. Também no sábado aconteceu o evento de encerramento oficial “Boa.Tarde” no Paço das Artes, onde apresentaram-se membros do coletivo Gop Tun e o projeto Nomumbah. Avaliação: A maior cidade do país e do continente segue sendo o

grande ponto de encontro da cena eletrônica brasileira. As possibilidades e recursos que São Paulo oferecem são sempre muito expressivos, e a capacidade da cidade se renovar surpreende. A presença de muitas pessoas do Rio de Janeiro e Belo Horizonte ilustrou a forte conexão entre as principais cidades do Sudeste, que ao lado do Sul compõem a área geográfica onde a música eletrônica é mais expressiva no país.

 Southeastern Regional Meeting The Rio Music Conference arrived in São Paulo in early December with important names invited to participate in discussions and workshops and special nights at Club Week. On December 6th, the official opening night was a real get-together among market members, artists and new players at “00” in São Paulo. It was also the first Club Week day, opening on weekend nights, getting talents as diverse as Tetê Espíndola and Ian Pooley stirring up Yacht, Lions, D-Edge and Clash clubs. On Saturday, workshops and the conference took place at the Jewish Cultural Centre (CCJ). In partnership with brands like Native Instruments and Ableton, as well as relying on Espaço Ban, Espaço Yellow and Espaço AIMEC in the recreational area, workshops, debates, discussions, panels and chats with great personalities of the São Paulo scene caused hundreds of people to visit the ample CCJ premises. Night clubs’ key figures such as Marky, Renato Ratier, Facundo Guerra and Carlo Dall Anesese mingled with known figures from the Southeast, such as Anderson Noise, Flow & Zeo and many others. The big innovation was “Speed Coaching”, based on the principles of the American “Speed Dating” that allows people to talk with professionals specialized in specific areas within electronic music and the entertainment market. Berlin-based Englishman Jonty Skruff presented the last panel with simultaneous translation. Saturday was also the official closing ceremony, Boa. TARDE, held at the Paço das Arte, with performances from the Gop Tun collective the Nomumbah project. Review: The largest city in the country and continent is still the great meeting point for the Brazilian electronic scene. The possibilities and resources offered by São Paulo are always very expressive, and the city’s ability to renew itself is always surprising. The presence of many people from Rio de Janeiro and Belo Horizonte illustrated the strong connection between major cities in the Southeast which, along with the South make up the geographical area where electronic music is more expressive in the country.


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RMC Fortaleza Encontro Regional Nordeste O Nordeste recebeu a sua edição do Encontro Regional RMC em Fortaleza, capital do Ceará, no dia 23 de janeiro de 2014. Os painéis revelaram um crescimento da cena de grandes festivais e de eventos com os principais nomes da chamada “EDM” mundial e reforçaram o poder do trance psicodélico da região – que tem no Universo Paralello seu maior expoente. 
Workshops e também um painel comandados por Ilan Kriger completaram a programação local. Avaliação: a região Nordeste sempre se notabilizou como reduto musical mais rico do país, dada a imensa diversidade de ritmos e estilos musicais originários de seus estados. Um maior intercâmbio entre estes ritmos e os gêneros eletrônicos pode ser uma alternativa para o desenvolvimento de cenas locais, já que foi identificado durante o RMC que os grandes festivais com artistas consgrados são hoje a principal manifestação da cena electronica local – ao lado de pequenos nichos GLS e de trance psicodélico.

 Northeastern Regional Meeting On January 23rd, the Northeast received its edition of the RMC Regional Meeting in Fortaleza, capital of Ceará. Panels revealed a growing scenario of major festivals and events with top names in the so-called “EDM” world and strengthened the power of psychedelic trance in the region – where Universo Paralello is its major exponent. Workshops and also a panel conducted by Ilan Kriger completed the local programming. Review: the Northeast has always been recognized as the richest musical stronghold of the country, given the huge diversity of rhythms and state-spawned musical styles. A greater exchange between these rhythms and electronic genres can be an alternative for the development of local scenes, since, throughout the RMC, we were able to identify that major festivals with established artists are now the main event of the local electronic scene – along with small GLS niches and psychedelic trance.


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RMC Brasília  Encontro Regional do Centro-Oeste O último Encontro Regional da temporada foi realizado na capital federal no dia 5 de fevereiro de 2014. Empresários do setor, DJs e produtores lotaram a sala do Hotel Comfort Suites, em uma das edições com maior envolvimento por parte do público. Representantes de outras cidades da região também estavam presentes, e o momento atual da cena de clubes da cidade foi debatido (inclusive como as polêmicas envolvendo as chamadas “festas private”), assim como os caminhos que os novos produtores devem seguir para aumentarem suas chances de sucesso profissional. Avaliação: Existe um imenso potencial tanto em Brasília como nas demais grandes cidades da região para que novos núcleos sejam formados, bem como para que outras atividades ligadas à música eletrônica que não necessariamente a de DJ ganhem corpo.

 Central West meeting The last regional meeting of the season was held in the federal capital on February 5, 2014. Entrepreneurs of the industry, DJs and producers packed the convention room at Comfort Suites Hotel, on one of the editions with greater engagement by the public. Representatives from other cities like Goiania were also present and the actual scene of the city’s clubs was discussed (including how the controversies involving the so-called “private parties”), as well as the ways that new producers must follow to find space and success. Review: There is immense potential in Brasilia - as in other major cities in the region - to new clubs and local brands to be formed, and for other activities related to electronic music.


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encontros regionais RMC


anuรกrio 2014

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DRAGONFLY

DJ SPILLER

TOM NOVY

ERIK HAGLETON

STEVE EDWARDS

BRAD WILDER

MATTEO DIMARR

15GRAMS

DJ DOVE


A Tilllate Magazine (ex M8) foi criada no Reino Unido em 1988, aborda entrevistas com artistas na cena eletrônica, assim como reportagens das novas tecnologias e cobertura de festivais e clubs em todo o mundo. Com 313 edições lançadas até o momento, a revista digital é grátis e totalmente interativa. Já quem preferir a versão impressa, pode adquirir através do site www.magcloud.com. Seja bem vindo a revista do século 21!

Contato: Conrado Ribeiro (Editor América do Sul) conrado@uk.tilllate.com • conrado@tilllatemagazine.com


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linha do tempo

Fevereiro February

É lançado o Traktor para iPad Traktor for iPad is released

Empresa SFX compra o Beatport SFX buys Beatport Billboard inclui na métrica para seus charts a contagem de execução de vídeos no YouTube Billboard starts using YouTube plays as a unit to build popularity charts Edição Nacional do RMC leva milhares de pessoas às conferências, eventos no Club Week e em festas na Marina Da Glória Main Edition of the RMC brings thousands of people to the conferences, Club Week parties and the festival at Marina da Glória

abril april

Daft Punk lança“Get Lucky” Daft Punk releases “Get Lucky” Calvin Harris quebra o recorde lançando 9 singles em 1 álbum e desbanca Michael Jackson

Calvin Harris breaks the world Record for most singles present in the same album leaving Michael Jackson behind

Março March

julho july

Bilionário investe U$40 milhões no aplicativo Shazam Billionaire invests $40 million on the Shazam app Tomorrowland recebe 180 mil pessoas na cidade de Boom (Bélgica) Tomorrowland receives 180 000 people in the town of Boom (Belgium)

junho

Ableton lança oficialmente a controladora Push Ableton launches the Push controller

june

Sonar São Paulo é cancelado Sónar São Paulo is cancelled

maio

MTV cria premiação para o mercado de música digital, “O Music Awards” MTV creates na award for the digital music market, “O Music Awards”

Green Valley é eleito Melhor Club do Mundo pelo ranking da revista DJ Mag Green Valley wins #1 Club in the World on the DJ Mag ranking

D-Edge promove festa de aniversário de 13 anos D-Edge celebrates its 13th birthday

Apple entra no mercado de Streaming com o iRadio Apple steps into the Streaming market with iRadio

may

Acontece o IMS Ibiza com convidados da velha guarda: NileRodgers e Jean Michel Jarré IMS Ibiza hosts good old names for this year’s edition: Nile Rodgers and Jean Michel Jarré

2013

agosto august

Festival Burning Man recebe aproximadamente 70 mil pessoas no deserto de Nevada (EUA) Burning Man festival brings over 70 thousand people to the Nevada desert (US)


novembro

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anuário 2014

november

Geo Eventos encerra atividades Geo Eventos shuts down its doors SFX compra participação de 50% no Rock in Rio SFX buys 50% of Rock in Rio

setembro september

Mortes por overdose de MDMA em Nova York fazem Electric Daisy Carnival cancelar último dia do evento Electric Daisy Carnival in New York is cancelled due to deaths by overdose

6 festivais de música eletrônica acontecem simultaneamente no feriado da República brasileiro, somando juntos mais de 150 mil pessoas 6 festivals take place simultaneously during a bank Holiday in Brazil, summing up to 150k people RMC realiza Encontro Regional em Manaus RMC pulls off a Regional Meeting in Manaus

David Guetta toca no palco principal do Rock in Rio Brasil

dezembro december

RMC São Paulo reúne centenas de pessoas no Encontro Regional Sudeste RMC São Paulo gathers hundreds of people in another Regional Meeting Napster chega ao Brasil através do Terra Napster arrives in Brazil through Terra.com Dixon é eleito melhor DJ do mundo pelo site ResidentAdvisor Dixon is elected #1 DJ in the world via ResidentAdvisor Boiler Room chega ao Brasil First Boiler Room in Brazil

David Guetta plays at the Main Srage in Rock in Rio, Brazil

Fevereiro February

Sexta edição do RMC acontece no Rio de Janeiro 6th RMC takes place in Rio

outubro october

Amsterdam Dance Event (ADE) comemora 25 anos de dance music na Holanda Amsterdam Dance Event (ADE) celebrates 25 years of dance music in Holland Hardwell é eleito melhor DJ do mundo pela DJ mag em cerimônia no próprio ADE Hardwell wins the #1 position on the DJ Mag chart RMC faz Encontro Regional Sul em Curitiba RMC goes to Curitiba

janeiro january

Vendas de música em formato digital sofrem queda pela primeira vez em 10 anos nos EUA Digital music Sales drop for the first time in 10 years in the US RMC leva Encontro Regional Nordeste a Fortaleza RMC goes to Fortaleza Daft Punk é a grande estrela do Grammy 2014 Daft Punk is the big star of the 2014 Grammy Awards Festival Universo Paralello leva 20 mil pessoas à Pratigi, na Bahia Universo Paralello festival takes 20k people to Pratigi, Bahia

2014


RIO. A CAPITAL BRASILEIRA QUE MAIS INVESTE EM CULTURA. A cultura é essencial na vida dos cidadãos e da cidade. É também uma vocação do Rio de Janeiro. Por isso, a Prefeitura investiu ao longo de 2013 cerca de R$ 270 milhões em projetos culturais de artistas e produtores cariocas e em sua rede de equipamentos culturais. Foram mais de 500 espetáculos, festivais, mostras, filmes, séries de TV, livros, exposições, shows, cursos e ações de inclusão e democratização do acesso, entre outras iniciativas. O Museu de Arte do Rio (MAR) foi inaugurado em março de 2013 e já recebeu mais de 200 mil visitantes. Foram criados 50 pontos de cultura em todas as regiões da cidade. Começou a funcionar a nova Lei de Incentivo à Cultura, a maior do país em nível municipal. E a música recebeu uma atenção especial, com R$ 27 milhões destinados a diversos projetos, como a Rio Music Conference. São números recordes, que fazem do Rio a capital brasileira que mais investe em cultura.

E vem muito mais por aí.

Patrocinadora da Rio Music Conference 2014

www.rio.rj.gov.br/web/smc facebook.com/SMCulturaRio @Cultura_Rio


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dados do mercado market data

 Rumo à maturidade

 Towards maturity

Os números do mercado de 2013 confirmam fatos que foram amplamente debatidos na edição principal da conferência e nos encontros regionais RMC ao longo dos últimos meses: o aumento dos cachês de alguns artistas internacionais (causado tanto por fatores externos como internos) foi muito grande, e desproporcional ao aumento na arrecadação - na bilheteria teve estabilidade no ticket médio, e no bar houve aumento no preço de seus insumos mas sem um correspondente no consumo (que na realidade foi menor, mas apresentou valores maiores graças à inflação que incidiu sobre as bebidas).

The 2013 market numbers confirm a few facts that were discussed in RMC’s main edition and in the regional meetings over the past few months: the increase in booking fees for some international artists (caused by both external and internal factors) was massive and disproportionate to revenues. Ticket offices show a levelling out of average tickets. In bars, there was an increase input prices but consumption did not follow (it was actually smaller but had higher values ​​due to inflation levied on beverages). These situations resulted in general market growth, but in smaller percentages than in previous years, an expected and even anticipated result according RMC Yearbook 2013 and the translation of a maturing market. This means that

Estas situações fizeram com que houvesse um crescimento geral do mercado, mas em percentuais menores do que nos anos anteriores, consequência já esperada e inclusive antecipada pelo Anuário de Mercado 2013 e reflexo de um mercado que atravessa um momento de maturação. Isso significa que as oportunidades permanecem mas migram do campo da expansão meramente quantitativa para as áreas da qualificação, e é neste momento que o diálogo com as demais atividades da chamada “Economia Criativa” ganharão relevância ainda maior. Atenta a isto, a Conferência de Negócios RMC dedica cada vez mais espaço para conteúdos direcionados a esta temática.

opportunities remain but migrate from the quantitative areas to ones involving qualification This is the point when dialogue amongst other “Creative Economy” activities will be even more important. Aware of this, RMC’s Business Conference is devoting more and more space for content veering towards this topic. In regional terms, the numbers also includes the general feelings of events promoted by the RMC: the success of the Southern Regional Meeting in Curitiba reflected the local market’s steady growth - which gradually establishes itself as the country’s stronghold – and the debates on large festivals carried out at RMC Fortaleza mirrored the exponential audience growth these events have provided. The alignment between the RMC and the market allows us to state that, in 2014,

Em termos regionais, o destaque dos números também passa pelas sensações dos eventos promovidos pelo RMC: se o sucesso do Encontro Regional Sul foi reflexo do crescimento constante do mercado local - que aos poucos se firma como o principal do país - os debates em torno dos grandes festivais do RMC Fortaleza espelharam o grande crescimento de público que estes eventos têm causado. A sintonia entre o RMC e o mercado nos permite afirmar que em 2014 a música eletrônica e as atividades econômicas a ela ligadas seguirão crescendo – menos do que no passado, mas com mais qualidade e principalmente, maturidade. Mais capacitação e profissionalização nas áreas correlatas à atividade musical acenam como um caminho lógico e necessário. Guilherme Borges, cofundador e sócio do Rio Music Conference

electronic music and economic activities linked to it will continue to grow - less than in the past, but with greater quality and mainly maturity. More qualification and professionalization in areas related to areas of music are a necessary path to be followed.


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anuário 2014

público

Arrecadação

600

público por evento

5.500

valor médio r$

68

9.500

42

PÚBLICO

PÚBLICO

EVENTOS SEMANA

MÊS

ANO

Arrecadação

Público

Semana

Mês

Ano

Grandes

9.500

3

32.775

131.1000

1.573.200

Ingressos

506.500

24.014.550,00

96.058.200,00

1.152.698.400,00

Médias

5.500

20

110.000

440.000

5.280.000

A&B

506.500

Pequenas

600

715

429.000

1.716.000

20.592.000

Totais

15.600

738

571.775

2.287.100 27.445.200

Totais

24.000,00

120.000,00

88.000,00

valor por evento r$

valor r$ 240.000,00

Grandes Médias

1.866.273.600,00*

3.018.972.000,00

Patrocínios

4.000,00

EVENTOS

155.522.800,00

251.581.000,00

* Em média 20% porém comprando menos

Cachês

Cachês

38.880.700,00

62.895.250,00

356.400,00

Semana

Mês

Ano

Patrocínios*

EVENTOS

Semana

Mês

Ano

3,5

828.000,00

3.312.000,00

39.744.000,00

Grandes

3

1.229.580,00

4.918.320,00

59.019.840,00 **

20

2.400.000,00

9.600.000,00

115.200.000,00 *

Médias

20

1.760.000,00

7.040.000,00

84.480.000,00

Pequenas

715

2.860.000,00

11.440.000,00

137.280.000,00 **

Pequenas

715

17.160.000,00

68.640.000,00

823.680.000,00

Totais

738

6.088.000,00

24.352.000,00

292.224.000,00

Totais

738

20.149.580,00

80.598.320,00

967.179.840,00

* Muitos cachês de US$ 100 mil ** Muitos cachês de US$ 50 mil

* Patrocínios, permutas de mídia e bonificação bebidas

** Ná média aumento de 15% acompanhando a inflação


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dados do mercado

região norte 4%

região nordeste 17%

distribuição de público e clubes/eventos pelo país*

região centro-oeste 8% região Sudeste 41%

public distribution and events/venues around the country* * Mapa meramente ilustrativo / merely illustrative map

região Sul 30%

Evolução dos Números Público - em mil

20.592.000

Increase in attendance

eventos Grandes Médios Pequenos

5.280.000 1.573.200 2005*

2006

2007

* Ano em que o Brasil entrou no circuito dos grandes nomes internacionais

2008

2009

2010

2011

2012

2013


un ock


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A EDM no Brasil: tsunami ou “marolinha”? EDM in brazil

por bruna calegari

A explosão do gênero nos Estados Unidos causou uma série de efeitos no mundo todo e há especulações sobre uma bolha no setor. Saiba como isto pode refletir no Brasil.

The explosion of EDM in the U.S. caused a number of happenings worldwide and there is speculation about a bubble in the sector. Learn how this may reflect in Brazil.

Foi em 2009 que o mundo começou a ter contato com um estilo de música que, até então, era velha conhecida somente do obscuro e hedonístico universo da noite. Em outubro, mais precisamente, o grupo Black Eyed Peas lança com David Guetta a música “I Gotta Feeling”, e até o fim do ano Lady Gaga já era considerada a nova musa pop com seus sucessos “Poker Face” e “Bad Romance”, ambos 100% “dance music material”.

It was 2009 when the world began to make contact with a style of music that until then was only known in the old dark and hedonistic world of nightclubs. In October, more precisely, the Black Eyed Peas released a song produced by David Guetta, “I Gotta Feeling”, and by the end of the year Lady Gaga was already considered the new pop muse along with her “Poker Face” and “Bad Romance” hits, both 100% dance music material.

Porém o grande “boom” da música eletrônica, ou o nascimento da chamada EDM, não aconteceria de fato até dois anos e meio depois, em um período ainda nebuloso entre 2011 e 2012. Nesta época aconteceram tantos fatos isolados conspirando para o mesmo fim que, seguindo a conhecida lógica do jornalista Malcolm

However, the big “boom” of electronic music , or the borth of the socalled EDM did not actually happen until two and a half years later, in a hazy period between 2011 and 2012 . This specific period concentrated many isolated facts that conspired for the same purpose and, following the logic of renowned z journalist Malcolm Gladwell, they were responsible for the “tipping point” in the entertainment market. Some of these facts


#2014

UDT MANAGEMENT

BOOKINGS@UDTMANAGEMENT.COM.BR +5548.3024.9294


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A EDM no Brasil: tsunami ou “marolinha”?

O “boom” dos Estados Unidos, de alguma forma, foi assimilado por muitos DJs e empresas como o “boom” no mercado das Américas, especialmente se somado com a espécie de “paraíso econômico” que países como o nosso Brasil parecem a olhares estrangeiros. Gladwell, foram responsáveis pelo “ponto de virada” no mercado do entretenimento. Como o sucesso sem precedentes de uma música criada por um produtor desconhecido e inesperado: “Levels” de Avicii. Além disso, foi nesta época que a americana SFX adquiriu o festival belga Tomorrowland e também o Electric Zoo, nos Estados Unidos. Estes grandes festivais, sobretudo o primeiro, tornaram-se as novas referências de cultura jovem no mundo – praticamente da noite para o dia. Houve também a ascensão da boa e velha Las Vegas como um pólo da música eletrônica, fenômeno endossado por nomes como Skrillex, Deadmau5 e Tiësto. E o trio Swedish House Mafia assinou com a gigante EMI neste período, lançando o icônico single “One”. Cachês foram rapidamente multiplicados. Artistas surgiam diariamente. O interessado por música eletrônica de longa data estranha: os banners de portais de notícias internacionais não anunciam mais festas em Londres, Manchester ou Berlim, mas em Massachussets, Colorado e Illinois. Até grandes nomes de Ibiza mudaram-se de mala e cuia para a terra do Tio Sam, principalmente quando a Pacha, club que completou 40 anos dedicados à dance music, confirmou que não apresentaria mais as tradicionais noites de Tiësto e Eric Morillo em 2013. Ao invés disso apostaria em sua marca, nas nostálgicas noites Flower Power e em expoentes de menor renome na cena como Solomun e Guy Gerber – o último, nome improvável, convidou para sua noite Wisdom of the Glove artistas considerados conceituais como Nicolas Jaar, John Talabot e Ryan Crosson. Em contrapartida, em 2013 cassinos como o Wynn e o Hakkasan – chinês que está quebrando a banca de gigantes como Caesar’s Palace – pagaram cerca de U$22 milhões em cachês para o holandês que foi deixado de fora da ilha branca, Tiësto. A mídia americana também responde à altura a sua nova corrente cultural, e portais de conteúdo, blogs e até memes voltados à EDM, amando-a ou odiando-a, nascem com velocidade espantosa. O “boom” dos Estados Unidos, de alguma forma, foi assimilado por muitos DJs e empresas como o “boom” no mercado das Américas, especialmente se somado com a espécie de “paraíso econômico” que países como o nosso Brasil parecem a olhares estrangeiros. Isto, segundo Maurício Soares, diretor da ID&T Brasil causou a ingrata supervalorização nos cachês: “o cachê dos artistas, no meu ponto de vista, foi inflacionado muito mais por uma (ilusória) percepção de ‘boom econômico brasileiro’ e pela competição predatória entre os organizadores de eventos do que pela explosão da EDM. Digo isso porque tem artista que toca no Sensation na Europa por 60 mil Euros e diz que não toca no Brasil por menos de 200 mil Euros”.

are the unprecedented success of a song created by an unknown and unexpected producer: “Levels” by Avicii. Also, American company SFX acquired Belgian festival Tomorrowland and Electric Zoo and these major festivals, especially the first, became the new referenced for youth culture in the world - practically overnight. There was also the rise of good old Las Vegas as a hub of electronic music phenomenon, endorsed by names like Skrillex, Deadmau5 and Tiësto. And the trio Swedish House Mafia signed to giant EMI during this same period, introducing the iconic single “One “. Caches were quickly multiplied. Artists arose daily. The old-time electronic music fan finds it strange: the banners of international news sites do not advertise parties in London , Manchester or Berlin anymore, but in Massachusetts , Colorado and Illinois . Even big names from Ibiza have moved to the land of the free and home of the brave, especially when Pacha club, which has dedicated 40 years to the dance music world, stated that Tiësto and Eric Morillo would not have their regular residencies in the club in 2013 . Instead they the club decided to invest on its own brand, on nostalgic nights like Flower Power and on smaller names of the scene, such as Solomun and Guy Gerber - the last one, a mostly improbable guest, has invited considered conceptual artists like Nicolas Jaar, John Talabot and Ryan Crosson to his Wisdom of the Glove night. In the other hand, in 2013 casinos like the Wynn and Hakkasan - Chinese who are breaking giants like Caesar’s Palace - paid about $ 22 million for the Dutchman who was left out of the white island, Tiësto. The American media also responds fairly to the new cultural mainstream as websites, blogs and even memes talking about EDM, loving or hating it, were born with astonishing speed . The boom of the industry in the United States, somehow, was assimilated by many DJs and businessmen as the “boom” of the Americas’ industry, especially endorsed by the idea of “economic paradise” that countries like Brazil seem to be, when observed by foreign eyes. This, according to Maurício Soares, director of ID&T Brazil, caused a serious rise of fees: “the artists’ rising fees, the way I see it, were inflated more by an (illusory) perception of the Brazilian economic boom and also by the heavy competition between organizers than by the explosion of EDM. I say this because there are artists who play Sensation in Europe for 60k Euro and don’t play in Brazil for less than 200k Euro.”


anuário 2014

Se, no Brasil, há apenas dois anos um cachê médio oscilava entre poucas dezenas de dólares, o valor de alguns artistas chegou a quintuplicar nos últimos meses, extrapolando as centenas de verdinhas. Empresários como Tonico Novaes, da Industria do Entretenimento, acreditam na mesma estratégia “protecionista” tomada pela Pacha Ibiza, e assim comentou sobre a última edição do Creamfields Brasil em entrevista: “Nosso intuito é trabalhar cada vez menos com headliners. Claro que o grande público prefere escutar nomes como Fatboy Slim, Steve Aoki e Afrojack, mas o maior diferencial de um festival é ter a marca forte onde não é preciso depender de grandes nomes, senão você acaba ficando refém de headliners e, consequentemente, de seus cachês.” Voltar às raízes seria uma tendência, assim como apostar em nomes menos superlativos? Parece que sim; não à toa nomes como HNQO, Wehbba, Elekfantz, Alok, Digitaria, Pic Schmitz, Renato Ratier, Felguk, Bruno Barudi, Marcelo Cic entre outros foram destaque em festas de norte a sul do país. Na opinião da booker Andréia Batista, da DJcom, “Há alguns anos um DJ ‘gringo’ qualquer vendia-se facilmente no Brasil, mas hoje com a música eletrônica se espalhando e atingindo novos públicos com mais conhecimento, finalmente o talento falou mais alto. Hoje os artistas nacionais com talento, dedicação e foco profissional, conseguem, sim, muito destaque, e muitos já tem cachês maiores que muitos ‘gringos’!” Nacionais ou internacionais, um ponto inédito se destaca considerando os nomes mais aclamados das pistas em 2013: eles são novos. Quase que sua grande maioria sequer existia em 2009, quando “I Gotta Feeling”

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Two years ago, in Brazil, the average cache of an artist ranged from a few tens of dollars. Now the value of some artists came to fivefold in recent months, reaching hundreds of greenbacks. Entrepreneurs like Tonic Novaes, of Industria do Entretenimento, believes in the “protectionist” strategy taken by the Pacha Ibiza, as he states by this comment about the latest edition of Creamfields Brazil: “Our aim is to work with fewer headliners. Obviously the public will prefer to listen to the likes of Fatboy Slim, Steve Aoki and Afrojack, but the major advantage of a festival is to have a strong brand so that one doesn’t need to rely on big names, otherwise you’ll end up a hostage of headliners and, consequently, of their paychecks.” Would this turning back to our roots movement become a trend? It sure looks like it – no wonder names like HNQO, Wehbba, Elekfantz, Alok, Digitaria, Pic Schmitz, Renato Ratier, Felguk, Bruno Barudi, Boghosian and others were featured in festivals from north to south during the past years. According to booker Andreia Batista, from DJcom, “Years ago, the gigs of any foreign DJ, a ‘gringo’, were easily sold in Brazil, but now with electronic music spreading and reaching new audiences, talent finally spoke up. Today if an artist has talent, dedication and professional focus he can be very prominent in the national market, and many of them already have biggest paychecks than the ‘gringos’’! “ Whether we talk about Brazilian or international artists, a unique aspect stands out when considering the most acclaimed names of the dancefloors in 2013: they are brand new. Mostly of them didn’t even exist (in the industry) in 2009, when “I Gotta Feeling” took the world by storm. Like


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A EDM no Brasil: tsunami ou “marolinha”?

ganhava o mundo. É o caso do detentor do título de “Melhor DJ do Mundo” pela DJ Mag, Hardwell. O holandês surgiu meteoricamente há pouco mais de dois anos e conquistou o mundo – ou melhor, o “mundo de amanhã”, com sets enérgicos acompanhados pelo lema “Go Hardwell or Go Home”. Coincidentemente nascido na mesma cidade que outro holandês detentor do trono pelo mesmo ranking (Tiësto), Hardwell, assim como um punhado de novos nomes com popularidade estrondosa, encaixam-se com perfeição às características que evocam a nova imagem e o novo som que inspiram DJs no mundo todo. “Não é um fenômeno exclusivo da EDM, acontece também em outros estilos musicais – vide os ‘Naldos’ da vida, por exemplo. São artistas que chegam ao topo rápido, mas geralmente não têm uma carreira consistente e com isso são logo esquecidos. É jogada de marketing para uma geração que foca cada vez mais no curto prazo.” Afirma o DJ, produtor e empresário paulistano Paulo Boghosian sobre a ocorrência de nomes tão novos em posições tão altas. Sob a ótica do mercado tradicional “pré-EDM”, os novos rumos do mercado são ainda instáveis e traduzem pouca credibilidade a um cenário que, durante anos, foi trabalhado com afinco por tantas organizações e artistas mundo afora. Mas se festivais como o Tomorrowland foram essenciais para posicionar o recém-chegado Hardwell como Melhor do Mundo, a empresa dona da marca não promete arrefecer tão cedo. A SFX, evolução da Live Nation, foi um dos grandes destaques do mercado em 2013, tendo comprado o portal de vendas musicais on-line Beatport e parte do festival Rock in Rio. Suas aquisições em larga escala tanto assustam o mercado tradicional quanto chamam atenção para uma nova leitura da música eletrônica. Especialistas teorizam que estas compras em massa e investimentos têm o intuito de alavancar, de uma vez por todas, a EDM para o topo das paradas mundiais do pop. Ao ponto que a música eletrônica passa a se tornar mais “EDM” do que nunca, rankings de DJs insistem em separar cada vez mais o grande mercado (mainstream) do universo dos aficionados (underground) – por

the current winner of the DJ MAG #1 DJ of 2013, Hardwell. The Dutch appeared meteorically within over two years and conquered the world - or rather, the “world of tomorrow” with energetic sets accompanied by the motto “Go Hardwell or Go Home”. Coincidentally born in the same town as another former #1 DJ winner (Tiësto), Hardwell, as well as a handful of new names with thunderous popularity, fit in perfectly with the characteristics that evoke the new image and the new sound that inspire DJs worldwide. “It’s not a unique phenomenon of EDM , also happens in other musical styles. There are artists who reach the top quickly, but usually do not have a consistent career and it is soon forgotten. It’s a marketing ploy for a generation that increasingly focuses on the short term.” Says the DJ, producer and entrepreneur Paulo Boghosian about the occurrence of new names in such high positions. From the perspective of traditional market “pre-EDM”, the new direction of the industry is still unstable and reflect little credence to a scenario that, for years, been working hard for many organizations and artists worldwide. But if festivals like Tomorrowland were essential to position the newcomer Hardwell as the best DJ in the world, the company that owns the brand promises not to cool down anytime soon. SFX, the evolution of Live Nation, was one of the highlights of the industry in 2013, not only for buying Beatport, but also for acquiring part of the Rock in Rio festival. Its largescale acquisitions both scare the traditional market and draw attention for a new kind of electronic music. Experts theorize that these bulk purchases and investments are intended to place EDM in the top of the pop charts worldwide, once and for all. As electronic music starts to become more “EDM” than ever, rankings DJs insist on separating the increasingly large market (mainstream) from the universe of aficionados (underground) – even if sometimes they are only separated by a thin line. The target audience on 2013, connected and


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A EDM no Brasil: tsunami ou “marolinha”?

mais que, muitas vezes, exista somente uma tênue linha entre eles. E o público de 2013, antenado e munido com cacoetes de redes sociais, compra a já modorrenta batalha do underground versus mainstream. A identificação do jovem para com o estilo nunca esteve tão forte, e a Internet tão repleta de comentários “haters” dos recém-chegados ao universo da música eletrônica, geralmente advindos de estilos como Deep House e Gangsta House. Defensor do underground, curioso ou fã de EDM, não se pode duvidar de que o público brasileiro nunca esteve tão envolvido com a música eletrônica quanto agora. Um grande exemplo foi a repercussão da apresentação de David Guetta no palco principal do Rock in Rio, em setembro. “[a apresentação] gerou um interesse do público fora do nicho, tanto que na última passagem do artista pelo Brasil todos os eventos foram sold out” diz Maurício Soares. Porém ao contrário de poucos anos atrás, não mais só de David Guetta vive o fã da música eletrônica brasileira. Ele tem informação além das rádios e voz ativa nas redes sociais. Ele lota mais de 5 festivais em todo o país no mesmo feriado (ler matéria na página 66). E, mais do que tudo, hoje pode se orgulhar de ter uma quantidade nunca antes vista de ídolos nacionais.

provided with social networking- oriented, buys the already sleepy Battle of underground versus mainstream. The identification of young through the style has never been stronger, and the Internet is flooded filled by comments from “haters” and newcomers to the world of electronic music, usually arising from styles like Deep House and Gangsta House. Underground freak or curious EDM fan, there is no question that the Brazilian crowd has never been so involved with electronic music like they are now. A great example was the impact of the David Guetta gig on Rock in Rio’n Main Stage in September. “[the show] created an interest in people from outside the niche, so much that the tickets for Guetta’s latest tour in Brazil were completely sold out ,” says Maurício Soares. But unlike a few years ago, not only David Guetta is the familiar face to all the Brazilian electronic music new fans. They have information beyond the radio and they discover things in social networks. They pout over 5 festivals around the country during the same holiday (more at page 66). And, more than anything, today they can boast of having an increasing amount of national idols within the genre. Perhaps it’s time for the “tipping point” of electronic music (EDM or not) in Brazilian lands.

Estabelecidos alguns fatos e conjunturas econômicas, quem sabe seja a hora do “ponto de virada” da música eletrônica (EDM ou não) em terras tupiniquins.

bate papo: Shelly Finkel (SFX)

short Interview: Shelly Finkel

A SFX fez aquisições estratégicas no mercado da música eletrônica em 2013. Podemos esperar a mesma intensidade de investimentos para 2014?

Sim. Provavelmente investiremos em mais propostas e em maior quantidade. A chamada EDM atingiu níveis de crescimento expressivos nos últimos anos, especialmente nos Estados Unidos. Ainda há espaço para expandir ou a única alternativa seria sair do país?

Há muito espaço para expandir mundialmente, e nós queremos ser uma parte disso. Pela primeira vez desde 2003 a venda de músicas digitais caiu, e aparentemente o streaming é o maior responsável. Em um mercado que passa por tantas mudanças tão rapidamente como o da música, grandes investimentos se tornarão raros?

Acredito que não, há mais dinheiro disponível do que nunca. As pessoas sabem que ainda existem grandes oportunidades.

SFX made many strategic acquisitions in 2013. Can we expect the same approach from the company in 2014?

Yes. Probably more and bigger. EDM reached impressive levels of growth in recent years, especially in the United States. Is there still space to grow or the only alternative is to get out of America?

There is plenty of space to grow worldwide, and we want to be part of it. For the first time since 2003 the digital music sales dropped, and apparently the streaming is largely responsible for this decline. In an industry that goes through such rapid changes as the music industry, huge investments will become more rare?

No, there is more money than ever available. People know there are still giant opportunities.

Cachês atingindo a casa das centenas de dólares, clubes e festivais em Miami e Las Vegas com investimentos milionários: há chance de haver uma “bolha” no mercado da música eletrônica?

DJs fees reaching hundreds of thousands of dollars, clubs and festivals in Miami and Vegas with million dollars incomes: is there any chance there’s a bubble in the EDM market?

Pode ser que sim, mas eu duvido disso. Há tantas novas oportunidades surgindo a cada dia!

There could be a bubble, but I doubt it. So many new opportunities every day!


Localizado dentro do Planetário da Gávea, um projeto híbrido que acopla um jardim ao ar livre a um sofisticado restaurante de cozinha contemporânea. Completando o conjunto um uma moderna pista de dança, que recebe semanalmente as mais famosas festas da cidade.

são paulo

O segundo projeto do 00 manteve a cara do Rio com adaptações ao estilo paulista: é ao mesmo tempo descontraído e sofisticado; aconchegante e contemporâneo. Em Sampa, a casa foi dividida em três espaços:

ALAMEDA ITÚ, 1466 PHONE: 55 (11) 2365-3561 EMAIL: RESERVA@00SAOPAULO.COM.BR SÃO PAULO - SP WWW.00SITE.COM.BR

00 Bistrô, 00 Lounge, e o 00 Café.

rio de janeiro

AV. PADRE LEONEL FRANCA 240, GÁVEA PHONE: 55 (21) 2540-8041 OU 8042 EMAIL: CONTATO@00SITE.COM.BR RIO DE JANEIRO - RJ


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Criando conteúdo Creating content

por joão anzolin

 Saiba mais sobre a figura do Curador, peça fundamental na direção das conferências de negócios RMC e em inúmeras outras áreas criativas.

Learn more about the figure of the Curator, keystone to the RMC business conferences and countless other creative activities.

Pesquisar, conhecer, selecionar, em alguns casos criar um relacionamento e principalmente garantir que o público encontre pessoas, trabalhos e conteúdos interessantes em diferentes tipos de eventos. Essas são as tarefas dos Curadores, figuras ainda pouco em evidência no Brasil, mas fundamentais na direção de processos artísticos e de conhecimento. Muitas vezes confundidos e chamados apenas de “artístico”, o papel dessas figuras ganha evidência e relevância à medida que as indústrias criativas se aprimoram.

Search, meet, select, in some cases create relationships and especially ensure that the public get interesting content from different kinds of events. These are the tasks of the Curator, figures with still little evidence in Brazil, but fundamental in order to choose the direction of artistic processes and knowledge. Rio Music Conference features Curators who are responsible for creating our program, both for the Regional Meetings as the Main Edition, and to ensure relevant content for Brazilian and foreign audiences, RMC has the British journalist Gary Smith and DJ/producer Leo January ahead of these major tasks.

O Rio Music Conference possui uma curadoria para a criação de sua programação, tanto dos Encontros Regionais como da sua edição principal, e pra garantir um conteúdo relevante para o público brasileiro e estrangeiro, conta com o jornalista britânico Gary Smith e o DJ e produtor Leo Janeiro à frente dessas tarefas. O Anuário RMC traz um papo rápido com Gary e Leo sobre o exercício dessas funções.

The RMC Yearbook had a quick chat with Gary and Leo about the practice of their roles.


BACHARELADO GRADUAÇÃO DE CURTA DURAÇÃO EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA


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criando conteúdo

 gary smith

 gary smith

Defina, em poucas palavras, a sua missão como Curador

Define in a few words, the mission of a “Conference Curator”

O trabalho do curador é garantir que a agenda da programação diária da Conferência seja o mais relevante, interessante e informativa possível. Se uma pessoa investe seu tempo indo até um painel ou mesa de discussão, eu preciso garantir que ela vai encontrar as melhores pessoas para falar do assunto que querem se informar, afinal o investimento dela deve valer a pena e ela deve aprender algo!

The job of a curator is to make sure that the daytime conference schedule is as

A figura do curador é pouco comum no mercado brasileiro. Por quê?

Para mim na verdade também soa como algo novo! Além do RMC, ao lado do meu amigo e colega Jonty Skruff também sou co-curador do Amsterdam Dance Event (ADE), e acredito que muito em breve teremos cada vez mais curadores no Brasil! Até hoje qual foi o convidado que mais te surpreendeu?

Nile Rodgers. Faríamos uma sessão de “Perguntas e Respostas” e quando ele viu que eu seria o entrevistador ficou surpreso, apesar de estar muito tranquilo. A verdade é que ele é um cara muito com muito carisma e presença, poderia facilmente ser um comediante de stand-up comedy! Naquela ocasião ele poderia simplesmente levantar e conversar com a platéia, e foi fácil pra mim porque ele fala bastante!

relevant, engaging and informative as possible, and that the very best people are sitting on the stage, because I firmly believe that if people give you their precious time by coming to a panel or round table discussion, they should be able to say that it was a good investment and that they really learned something. The figure of the curator is still unusual to the Brazilian market. Can you imagine why? Well it’s a relatively recent thing for me, alongside my friend and colleague Jonty Skrufff, to have been named as co-curators for ADE, so maybe soon there’ll be Brazilian curators too! Who was the guest you selected to a conference that most surprised you so far? Nile Rodgers. It was a Q&A and when he saw that I would be asking the questions he was a bit surprised, although he was totally cool about it. But the truth is that Nile has huge presence and charisma, and could easily have been a stand-up comedian. He would have been absolutely happy to just get up by himself and chat with the audience. It was a very easy job for me because he talks so much. What is more difficult: choosing the right words to write or the right subject to a great panel? Both are hard, but first comes the subject, and finding fresh new topics, or

O que é mais difícil: escolher o tema infalível ou escrever as

aspects of big issues is never easy, you just have to pay attention to what is

palavras certas?

going on and be constantly curious about the state of the music industry, how it

Ambas são difíceis! Encontrar temas e assuntos novos e interessantes nunca é simples, deve se estar sempre atento e curioso ao que está acontecendo e às pessoas que estão movimentando o mercado.

interacts with other industries, and who is making the money of course. As a curator, what would be the “panel of your dreams”? The 25 years of Detroit panel at ADE was truly amazing… A bunch of total musical

Como curador, qual seria o “painel dos seus sonhos”?

legends on the stage, all very chilled and also very engaging. That said, I had

O painel de 25 anos de Detroit na ADE foi algo realmente incrível! Lendas da música no palco, totalmente à vontade, foi demais! Mas respondendo à pergunta, acredito que os painéis que ajudam e inspiram verdadeiramente a audiência são sempre os que eu realmente sonho, e talvez um painel que revelasse com real clareza as ligações entre música, tecnologia e branding seria uma espécie de vitória a quem o organizasse!

nothing to do with that one, I was in the audience, so to answer the question

O Gary curador chamaria o Gary jornalista para qual painel?

Eu sou um mediador incorrigível: pergunto demais! Acho que me perguntaria sobre boas práticas em mídias sociais. É uma área que me fascina pelo desafio de se formular uma mensagem da melhor maneira!

properly, any panel where the truth about the links between music, technology and branding become crystal clear is a kind of victory for whoever organized it, and going back to the answer to your first question, really any panel that helps people have a better career in some way, or that inspires someone to believe they have it in them to make it to the top of the pile is what I dream about. The curator Gary would call the journalist Gary for which panel? I’m a hopeless panelist because I ask too many questions! But if I had to choose a specialist topic I guess it would be best practice in social media, it’s an area I love because it’s fun to figure out the best way and most seductive way to formulate a message.


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criando contúdo

 LEO janeiro Defina, em poucas palavras, sua missão como Curador do RMC

Como curador eu tenho a função de criar um conteúdo para a conferência e saber quem pode se integrar ao mesmo. Na verdade aqui trabalhamos um pouco diferente, pois é muito colaborativo e isto acaba ajudando, pois sempre tenho visões diferentes que ajudam no final da minha decisão.

 Leo janeiro Define, in a few words, your mission of a “Conference Curator” for the RMC As a curator I have the responsibility of creating content for the conference and see who can integrate the panels. Actually the work for the RMC is a little different because it is very collaborative, what ends up helping a lot, since I see different points of view that help me on my final decision.

A figura do curador é pouco comum no mercado brasileiro. Por quê?

The figure of the curator is not familiar to the Brazilian market. Why?

Na verdade já existe muita gente fazendo este trabalho em diversas áreas, o nome talvez não seja tão difundido, mas hoje a curadoria artística em geral é algo novo para algumas pessoas. Mas você pode notar que ela existe na musica, na moda, na arte etc.

Actually there are a lot of people doing this work in several areas already. The

Até hoje no RMC qual foi o convidado que mais te surpreendeu?

Who was the guest you selected to a conference that surprised you the most so far?

Sinceramente, todos sempre são pessoas que estão ali para somar. Já aconteceu de chamar um palestrante em especial que bebeu um pouco demais e na hora ficou meio “sem noção”, às vezes podem extrapolar um pouco mas faz parte!

correct naming of it might not be as widespread, and the artistic curatorship in general is something new for some people. But you may notice that it exists in music, in fashion, art, etc.

Honestly, everyone in a panel is there to add something useful. Once I selected a person in particular who drank a little too much and was somewhat “clueless”. Sometimes people can extrapolate a bit but that’s ok!

O que é mais difícil: escolher a música certa num set ou definir um painel infalível?

What is more difficult: choosing the right music on a set or set a surefire panel?

(Risos) sendo sincero, os dois eu faço com muita calma. Nos meus sets eu já estou mais habituado, já na criação de um painel existem vários lados que são analisados: conteúdo, palestrante, pra quem estamos falando, inclusive a audiência. Eu gosto muito de fazer os dois, na verdade não existem set e painel infalíveis, mas estou sempre buscando algo que chame atenção para tornar diferente.

(Laughter) being honest, I do both with great joy. I’m more used to the Djing

Como curador, qual seria o “painel dos seus sonhos”?

Difficult question! The panel of my dreams would feature DJs like Carl Cox,

Difícil a pergunta! O painel dos sonhos seria uma mesa com DJs como Carl Cox, Masters at Work, Frankie Knuckles, Sven Vath, Kevin Sanderson, Pete Tong. Só aí tem muita história que vale ser ouvida e com certeza ajudaria muito nos primeiros passos dos novos DJs.

Masters at Work, Frankie Knuckles, Sven Vath, Kevin Sanderson, Pete Tong

O Leo curador chamaria o Leo DJ para qual painel?

As a curator I’d invite DJ Leo to serve as mediator. He is good at it (laughs)!

Como curador chamaria o Leo DJ para mediador. Ele é bom nisso (risos)!

really, also because in the establishment of a panel there are several sides to be analyzed: content, speaker, to whom we are speaking, audience. I really like doing both, and there is no way to be perfect at all times, but I’m always looking for something to call attention to make it different. As a curator, what would be your “dream panel”?

. There’s a lot of history there, what would be totally worth being heard and certainly would help a lot on the first steps of the new DJs. - The curator Leo would call DJ Leo Janeiro for which panel?


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Drogas: problema ou aspecto cultural? Drugs: defeating the undefeatable

Por Jade Augusto Gola

Por que é tão difícil combater o incombatível.

Why is talking about drugs in terms of conscious consumption so easy?

“We like to party / dancing with molly / everyone in line in the bathroom / trying to get a line in the bathroom”. Estes versos musicais nada inocentes, ilustrando uma festa com muito molly (o MDMA) e algo cheirável a ser consumido no banheiro, são temas x-rated não de alguma música “doidona” do universo underground. Mas são refrão de um grande sucesso da cantora juvenil Miley Cyrus, chamado “We Can’t Stop”, trilha sonora de novela das 9 na Globo. Sim, a ex-Hanna Montana cresceu e agora só quer dançar e usar os “lances” que ela bem entender, sem vergonha de contar isso ao mundo. A naturalização de um assunto tão polêmico como as drogas por parte da grande estrela pop jovem de 2013 comprova um fato: muito além dos medos, preocupações e questões legais que envolvam o cultivo, venda e consumo de drogas, trata-se acima de tudo de uma grande questão cultural.

“We like to party / dancing with molly / everyone in line in the bathroom / trying to get a line in the bathroom”. This far-from-innocent description of a party with lots of molly (MDMA) and something you can sniff in the bathroom, aren’t the X-rated lyrics to some “crazy” track played in the underground universe. That is the chorus to Miley Cyrus’ (teen star) hit single, “We Can’t Stop”, played on Globo’s 9 o’clock soap opera. Yes, former Hannah Montana is all grown up, she wants to dance and take all the “stuff” she feels like taking and not be ashamed to tell the world about it. The naturalization of such a controversial topic like drugs, by a huge and young pop star in 2013, proves a fact: beyond the fears, concerns and legal issues involved in growing selling and consuming drugs, lies a great cultural issue. Still in the United States, let’s quickly flashback to September 2013: a 23 yearold man and a 20 year-old woman die after taking molly at the Electric Zoo festival – a large-scale event in New York featuring the so called EDM that young

Ainda nos Estado Unidos, um flashback rápido para setembro de 2013: um rapaz de 23 anos e outra moça de 20 morrem após consumir “molly” no festival Electric Zoo, grande evento de Nova York da “tal” EDM que os jovens americanos tanto amam. Os falecimentos caíram na imprensa

Americans are so in love with. The fatality made it to the headlines and resulted


anuário 2014

e acarretaram o cancelamento do último dia do festival, para fúria geral de milhares de festeiros. Numa época em que essa EDM é grandiosa em público, eventos e aglomerações de milhares de jovens compartilhando uma existência cultural e sensorial, seriam as drogas mais importantes do que a própria música eletrônica? “Com certeza. Em NY as coisas não dizem mais sobre a música. As pessoas estão mais é procurando um lugar para se divertir com os amigos e ficar doidonas”, opina Larry Ursini, promoter americano que trabalha há 16 anos na vida noturna de cidades como Denver e Nova York. “São as drogas que abastecem a cena, é por isso que podemos ter festas de galpão (warehouse parties) que vão até ao meio-dia do dia seguinte, onde é muito raro encontrar alguém sóbrio, dançando até o final”. Ursini aponta outro aspecto que coloca a música em segundo plano e exemplifica a força motriz que é a reunião de jovens e pessoas com interesses comuns: os clubbers e ravers hoje em dia seguem muito mais a marca de uma festa, evento ou festival do que os DJs. “Nós trazemos os melhores DJs, mas eu sinto que a vasta maioria das pessoas estão mais ligadas às marcas de eventos, sem saber quem toca. Isto não é necessariamente uma coisa ruim, mas não são os DJs que eles estão indo ver”. Gabriel Gaiarsa, um dos nomes por trás do clube paulistano Clash, revela que o porte de drogas por parte do público foi um dos motivos que levaram ele e seus sócios a abandonar as festas abertas da Circuito – muito famosas há cerca de 10 anos –, para focar em um clube. “É mais difícil pegar (as drogas) na revista (de raves), porque nem sempre existe a estrutura adequada”, conta Gaiarsa por e-mail. “E numa fazenda fica muito mais fácil achar ‘mocó’”.

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in the cancellation of the festival’s last day, infuriating thousands of partygoers. At a time when EDM is at its most grandiose in terms of audience, events and the agglomeration of thousands of young-adults sharing a cultural and sensorial existence, are the drugs more important than electronic music itself? “Absolutely. In NY especially, it’s not really even about the music so much anymore. People are looking for a place to hang out with their friends and get high”, offers Larry Ursini, American promoter who has been working the night-life for 16 years in cities like Denver and New York. “Drugs fuel the scene, that’s why we can throw warehouse parties that last till noon the next day. It’s rare to find someone sober dancing until the end”. Ursini highlights another aspect that places music in the background and exemplifies the driving force behind the coming together of people with common interests: clubbers and ravers today are much more interested in a party, festival or event’s brand than in the DJs. “We bring the best DJs but I feel the vast majority of people are much more into the events’ brand, and don’t even know who’s playing, This isn’t necessarily a bad thing, it’s just not the DJs they are coming to see”. Gabriel Gaiarsa, one of the names behind Clash club in São Paulo, reveals that the audience’s drug use was one of the reasons that made his partners and him abandon the open-air parties called Circuito – very famous 10 years ago –, and focus on a club. “It’s harder to get the drugs at rave searches because we don’t always have the necessary structure,” wrote Gaiarsa via email. “It’s a lot easier to find hiding spots on a farm”. Ursini tells us that at his parties around the US, he has witnessed the best and the worst drugs can do and he offers a valuable tip to those who have only just started their nightlife careers. “There are no limits to what kids can do these days

Em suas festas EUA afora, Ursini conta já ter testemunhado o pior e o melhor que a droga proporciona, dá uma dica preciosa para os jovens iniciantes na noite. “Não há limites para o que os jovens podem fazer e isso é perigoso. Você exagera e pode acabar no hospital, ou pior, no necrotério. Estar ou aparecer na cena com pessoas mais experientes que te mostrem como agir é uma boa receita”, sugere. “São jovens ainda no colégio e até mesmo mais novos que isso tentando entender tudo o que se passa, não há ninguém para dizê-los ‘não faça isso ou aquilo, não exagere...’. Você realmente precisa saber o que está comprando, de onde vem e quanto usar”. Na liturgia da droga, há também comportamentos que facilitam o convívio geral num universo em que sair dos limites é o objetivo. “Não fique fazendo transações descaradas num clube. Não use suas coisas descaradamente na frente de todos. Vá para cantos escondidos ou específicos, ou para banheiros que tenham prateleiras - isto é bem comum”, exemplifica o promoter americano.

and that’s dangerous. You overdo it and you can end up in the hospital, or worse, the morgue. Being accompanied by someone more experienced in the scene, who can show you the ropes, is key”, he suggests. “We’re talking about kids who are still in high school, sometimes even younger, trying to figure it all out on their own. There’s no one there to tell them, ‘don’t do this with that, don’t do too much of that...’. You really need to know what you’re buying, where it came from and how much to do.” In drug liturgy, there are also behaviors that ease coexistence in a universe where stepping over the limit is the common goal. “Don’t get involved in obvious drug transaction at a club. Don’t take drugs out in the open. Go to a stall, they have floor to ceiling doors and a shelf in some cases,” recommends the American promoter.

Two more flashbacks - musical ones this time: it was 2001 and Electroclash was at its peak, when the Frenchman, Vitalic, released his Poney EP, with the hit “You Prefer Cocaine” blasting out that you prefer coke so you can dance like a machine. And back in 1983, a time when dance music genres were converging,

Dois últimos flashbacks, agora bem musicais: 2001, auge do electroclash, o francês Vitalic lança o EP Poney, onde o hit “You Prefer Cocaine” brada que você gosta de pó, para dançar como uma máquina. E lá em 1983, era em que os gêneros dançantes estavam em convergência, Grandmaster Flash animava pistas de hip hop, de disco e do novo “electro” com “White Lines”, outra famosa ode ao barato da cocaína. Quando a música e o aspecto cultural geral tratam a droga com pertencimento e veneração, como pensar em iniciativas progressistas como consumo consciente e redução de danos? De certo seja algo que precise partir não dos festeiros e dos usuários, mas de organizadores da noite - os primeiros elos institucionais próximo dos usuários -, além das autoridades, logicamente. É comum no Brasil muitos clubes terceirizarem seguranças, o que às vezes dificulta ou inibe este processo de trabalho conjunto e conscientização. “Mantemos funcionários fixos para posições estratégicas. E o chefe da segurança é sempre um cara muito bem escolhido e treinado”, conta Gaiarsa em nome do Clash Club, sem deixar de lembrar que, apesar das orientações “progressistas” que se possa dar, a lei ainda é um

Grandmaster Flash livened up hip hop, disco and electro dance floors with “White Lines”, another famous ode to the cocaine high. When music and general cultural features treat drugs with propriety and reverence, how can progressive initiatives like conscious consumption and damage control be developed? It makes sense that this kind of initiative should stem not from partygoers and users, but instead from those organizing the parties – the closest institutional links to users – and, obviously, from the authorities. In Brazil, it’s quite common for clubs to outsource their security, which at times can handicap and inhibit the joint effort and awareness process. “We keep full-time employees on strategic positions. And our head of security is always someone we hand pick and train well”, says Gaiarsa on behalf of Clash Club, adding that, despite any “progressive” orientation that might be given, the law still holds the last, prevalent word. “Handling the situation is relatively simple because it’s not the club’s choice, it’s the law. The law sets the rules, not the security guard’s opinion on the matter, not our opinion and not the client’s”, he asserts.


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Drogas: problema ou aspecto cultural?

fator final e preponderante. “A maneira de lidar é relativamente simples, porque não se trata de opção do clube, e sim do que a lei impõe. Quem manda é a lei, não a opinião do segurança, nem a nossa e nem a do cliente”, afirma.

Over the last few months the news has been taken over by stories on the legalization of narcotics like marijuana (hello, Uruguay!), and health assistance measures taken to help heavier drug users, like crack users – a considerably significant example of Damage Control for society. Nevertheless, it’s still too soon to find studies and consequently, measures or initiatives that understand that people

Nos últimos meses o noticiário tem sido invadido por fatos acerca da legalização de entorpecentes como a maconha (alô, Uruguai!), e medidas de atendimento de saúde para usuários de drogas mais pesadas, como o crack, um exemplo de Redução de Danos bastante significativo para a sociedade. Mas ainda é muito difícil encontrar análises e, consequentemente, medidas ou iniciativas que entendam que as pessoas querem e buscam experiências entorpecentes que não o álcool liberado por lei. Júlio Delmanto é um jornalista de São Paulo membro do Coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR), e também da Frente Nacional Drogas e Direitos Humanos. Pesquisador “antiproibicionista”, como ele mesmo se coloca, Delmanto frisa como a humanidade sempre fez uso da alteração da consciência, nas mais diversas formas sociais. “Há um antiquíssimo saber relativo ao uso de inúmeras drogas, e ele faz parte de nossa cultura. Além disso, existem muitíssimas substâncias, cada uma com suas diferentes formas de uso e culturas, e seu uso é bastante considerável entre todos os setores sociais. Em cada um desses, independente da classe social, há usos problemáticos ou não, usos que geram dependência ou não, além dos usos recreativos, experimentais, religiosos, medicinais, pragmáticos, etc.”

want, and seek out narcotic experiences other than legal alcohol. Júlio Delmanto is a journalist in São Paulo and a member of the Coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR) [loosely translated, Detoxing Reason Collective], as well as of the National Drugs and Human Rights Front. An ‘antiprohibitionist’ researcher, as he calls himself, Delmanto points out how humanity has always used altered states of conscience in the most diverse social manner. “There is secular knowledge regarding the use several drugs, which is a part of our culture. Added to that, there are a number of substances, each with their own unique form of use and culture, and their use is quite significant within all social segments. For every one of those, regardless of social status, there are problematic and non-problematic uses, there are uses that lead to addiction or not, as well as recreational, experimental, religious, medicinal and pragmatic uses.” Delmanto perspective stems from the premise that western society, fearing any narcotic experience other than alcoholic, has curtailed individual freedoms with prohibitions that ignored cultural factors of entire civilization, and that within unequal societies, like Brazil’s, this results in police repression towards the poor. “In Brazil, the prohibitionist outlook is still predominant and stems from 19th to 20th Century, North American religious conservatism, which viewed altered consciousness as a risk for the capitalist, industrial order they were beginning to instill”, he analyses. “Added to that, prohibition has very well-known and clear racial

O olhar de Delmanto parte da premissa que as sociedades ocidentais, com o medo de qualquer experiência entorpecente que não seja alcoólica, cercearam liberdades individuais com o proibicionismo que ignorava fatores culturais de civilizações inteiras, e que em sociedades desiguais, como a brasileira, acarreta a repressão policial sempre para o lado do mais pobre. “No Brasil ainda predomina uma visão proibicionista que tem suas origens no conservadorismo religioso estadunidense da virada do século XIX para o XX, que via na alteração da consciência um risco para a ordem de um capitalismo industrial ainda nascente”, analisa. “Além disso, a proibição tem origens racistas e xenófobas bastante conhecidas e evidentes, processo que infelizmente também se identifica facilmente no Brasil atual”. Se medidas políticas como

and xenophobic origins, a reality that, unfortunately, is easily identifiable in today’s Brazil.” If political measures like the financial and professional aid given to crack addicts are considered an advance, Delmanto on the other hand, demonstrated in his research, that Brazilian left wing politics has been conservative for decades in terms of use awareness, damage control and decriminalization measures that could have saved thousands of lives. “Unfortunately, we are, generally speaking, a conservative society when it comes to, what I consider quite hypocritical customs. This is reflected and strengthened state-wise, as the power of the State is intrinsically related to economic power, which in turn, does not mirror society’s diversity “.


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Drogas: problema ou aspecto cultural?

Se medidas políticas como o auxílio financeiro e profissional para dependentes de crack podem ser consideradas um avanço, a esquerda brasileira há décadas é conservadora em questões de consumo e liberação das drogas, e como isso acarretou um atraso de muitos anos em medidas de uso consciente. o auxílio financeiro e profissional para dependentes de crack podem ser consideradas um avanço, Delmanto realizou uma pesquisa que mostrou como a esquerda brasileira há décadas é conservadora em questões de consumo e liberação das drogas, e como isso acarretou um atraso de muitos anos em medidas de uso consciente, redução de danos e descriminalização, que poderiam ter evitado a morte de milhares de pessoas. “Infelizmente somos uma sociedade em geral conservadora em relação a costumes, bastante hipócrita eu diria. Em termos estatais isso é refletido e potencializado, já que o poder de Estado é intrinsecamente relacionado ao poder econômico, e esse não reflete a diversidade da sociedade”.

Back to the world of electronic music, it’s important to highlight the countercultural aspect in the status quo as a very potent ingredient – to a certain extent it’s exactly like Miley Cyrus’ song only with very distinct pop and music culture spectrums. In an environment where the motto is to expand horizons – both of consciousness and of the established patterns of life as a whole -, drugs will always be present, not only culturally, but many times even within political positioning. Delmanto reminds us that, “the act of defending individual freedoms and the right over our own bodies and minds, is unquestionably countercultural. Fortunately, many people have participated in the fight to exercise these forms of freedom”. Given such a complex background, what would be more efficient: fighting the use and presence of drugs as inquisitionists defending utopic and flawed, prohibitive,

De volta ao universo da música eletrônica, vale frisar o aspecto contracultural do embate ao status quo como um ingrediente muito forte – de certo modo é exatamente como a canção de Miley Cyrus, só que em espectros bem diferentes da cultura pop e da música. Num ambiente em que expandir os limites é o mote – tanto da consciência quanto dos padrões estabelecidos pela vida como um todo –, as drogas sempre estarão presente, não só culturalmente, mas muitas vezes até como posicionamento político. Delmanto lembra como “o aspecto da defesa das liberdades individuais, do livre dispor sobre nossos corpos e mentes, é inquestionavelmente contracultural. E felizmente muita gente tem participado da luta por essa forma de liberdade”.

laws and standards, or accepting that this is a part of the artistic and entertainment universes? Understanding the universe in which you live in is essential, especially for kids discovering life in such an intense manner. It is up to the party organizers, club owners, promoters, security teams and all of those involved in the insane electronic scene, to inform their audience into comprehension. Campaigns or educational warnings, like the ones that have been around for years in festivals like Sónar Barcelona and around bohemian neighborhoods like Soho in London, could have prevented something as tragic as what happened at Electric Zoo 2013. “The most peaceful solution is to perform effective searches at the entrance, have well-trained staff and an educated audience.” says Gaiarsa. “I don’t think there is a place that is completely free of drug-related issues because, as they say, it’s a social issue. But when the work is taken seriously and follows

Dado este contexto tão complexo, o que é mais eficaz: combater o uso e presença das drogas como inquisidores de leis e normas proibicionistas que são utópicas e falhas, ou aceitar que este é um aspecto do universo artístico e de entretenimento? A compreensão do universo em que se vive é essencial, ainda mais quando se trata de jovens descobrindo a vida de maneira tão intensa. Cabe aos organizadores de festas, donos de clubes, promoters, seguranças e todos envolvidos nas cenas eletrônicas insanas conscientizar o público com informação e compreensão. Campanhas ou avisos educativos, igual já existem há anos nos folhetos de festivais como o Sónar Barcelona e em áreas boêmias como o bairro londrino do Soho, poderiam ter sido uma forma de prevenção de tragédias como a do Electric Zoo 2013. “O cenário mais tranquilo é fazer uma boa revista na entrada, ter funcionários bem treinados e público educado”, opina Gaiarsa. “Acho que não existe nenhum ambiente que esteja livre do problema com drogas porque, como se diz muito, esta é uma questão social. Mas quando se faz um trabalho sério e dentro da lei, não tem porque não ser tranquilo”.

the law, there is no reason why it should not be peaceful”.


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Novembro, o mês dos festivais pelo Brasil November is Festival month in Brazil

por mariana censi

Brasil. Um jovem país prestes a completar 514 anos,o maior da América Latina e o quinto maior do mundo em área territorial. Segundo um exemplar do Diário Oficial da União, publicado em meados de 2013, hoje somos mais de 201 milhões de brasileiros distribuídos em 26 estados e um Distrito Federal, além de carregarmos o aspecto de um dos países mais etnicamente diversos e multiculturais do mundo. “Grande” e “populoso” são adjetivos que ainda não se aplicam a uma cultura como a da música eletrônica, que por aqui ainda é muito recente. Foi ao final da década de 80 e início da de 90 que, de fato, as batidas eletrônicas começaram a ganhar espaço, e ao que tudo indicava, conquistaria aos poucos nova geração. Nessa época se popularizaram as casas noturnas, os DJs, os produtores e, por toda parte, aconteciam as raves, festas open air com músicas de BPMs acelerados e muitas horas de duração. Não tinha mais como fugir: a música eletrônica estava chegando para ficar.

Brazil. A young country about to turn 514, the largest in Latin America and the 5th largest in the world territorially speaking. According to the Federal Official Gazzette, published mid-2013, we are currently over 201 million Brazilians spread over 26 states and a Federal District, as well as holding the flag of being one of the most ethnically diverse and multicultural countries in the world. “Big” and “populous” are adjectives that still don’t apply to electronic music culture, as it is still very recent. Electronic beats only really started gaining territory at the end of the 80s, beginning of the 90s when it started to show signs it was slowly winning over the younger generations. Nightclubs prospered at the time, as did DJs and producers, soon to be followed by raves, the infamous open-air parties with fast BPMs and hour upon hour in duration. There was no escaping: electronic music was here to stay. Over the last few years, Brazil has been gaining foreign attention, exporting new talent and showcasing big international names - the kind that are globally known for being a part of the big tour circuits - in clubs and festivals in the homeland.

Nos últimos anos, O Brasil vem ganhando destaque lá fora, exportando novos talentos e trazendo nomes de destaque do cenário internacional para apresentações em clubes e em festivais por aqui, estes que acabam ganhando notoriedade mundial por entrarem no circuito das grandes turnês. Finalmente chegamos ao momento em que, de norte a sul, encontramos muitos consumidores da música eletrônica. Os festivais? Bom, perderam o estereótipo de rave e agora este tipo de evento não acontece mais apenas para diversão dos organizadores: ele amadureceu e ganhou respeito, pois movimenta muito dinheiro e uma porcentagem da economia do país. Quando 2012 dava o último suspiro, a previsão já havia sido feita: 2013 seria o ano dos festivais de todos os estilos no Brasil.

We have finally arrived at the point where we have large numbers of electronic music consumers in all regions of the country. The festivals? Well, they’ve lost the rave stereotype and are now the type of event that does not happen simply on an organizer’s whim: they have matured and gained respect for generating large amounts of money and for being responsible for percentage of the country’s economy. While we were saying our last goodbyes to 2012, predictions had already been made, 2013 would be the Brazilian festival year – in every genre. In electronicmusic, due to a confluence of reasons, they mostly happened in November during the Proclamation of the Republic holiday–like Dream Valley (Santa Catarina), XXXperience (São Paulo), King Festival (Pernambuco), Seven Music Festival (Amazonas), Chemical Music Festival (Rio de janeiro) and Paradise Weekend (Bahia). Besides those, more parties than ever were responsible for

Os de música eletrônica, por uma confluência de fatores, aconteceram em novembro, no feriado da República – como o Dream Valley (Santa Catarina) a XXXperience (São Paulo) o King Festival (Pernambuco), o Seven Music Festival (Amazonas), o Chemical Music Festival (Rio de janeiro) e o Paradise Weekend (Bahia). Além destes gigantes, grandes festas como o aniversário do Warung Beach Club, do Sirena e o Big Beach Boutique com Fatboy Slim também deslocaram um grande público de suas casas e cidades no feriado. A questão é: por que todos estes festivais aconteceram na mesma época?

people leaving their home towns during the holiday, like Warung’s birthday, Sirena’s birthday and Mig Beach Boutique Brazil. The point is, why did all these festivals happen at the same time?


anuรกrio 2014

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Novembro, o mês dos festivais pelo Brasil

Se chamarmos novembro de ‘mês dos festivais de música eletrônica do Brasil’, para Erick Dias, Diretor do Grupo No Limits, empresa que organiza os eventos XXXperience e chemical music, não será um problema: ‘Se o meu evento estiver entre os principais, não vejo o que pode ser ruim’, ele diz, às risadas.  Com a palavra, a agência

We give you, the agency

Luiz Eurico, o diretor de uma das principais agências do Brasil, a Plus Talent, responde, cita vários pontos positivos e explica que o principal dos motivos é a disponibilidade dos artistas. O fato de a Creamfields de Buenos Aires também acontecer em novembro é um agravante, visto que muitos artistas, naturalmente, já estão na América do Sul. “Às vezes fica difícil competir com ofertas de outros lugares do mundo, especialmente se eu oferecer ao artista somente uma ou duas datas em clubes. Então, quando temos um bom número de eventos grandes – que podem pagar um cachê melhor – a tour torna-se atrativa. Outro ponto importante é que estamos vendo festivais em lugares bem diferentes do país e praticamente todos acontecendo com sucesso. Em um só final de semana, sem grandes deslocamentos, aconteceram importantes eventos em todo o Brasil e isso mostra a vitalidade da cena. Além de reduzir os custos, por exemplo, de logística, produção ou de contratação de rider técnico”, revela. Em contrapartida existe um ponto, que ele chama de “interrogação”, que foi questionado por alguns organizadores. “O fato de os mesmos artistas se apresentarem em vários lugares do país, na mesma época, pode acarretar uma possível perda de público que se deslocaria para o evento, ou seja, ao invés de as pessoas irem a um evento, vão a outro que está mais perto ou se adequa à condição financeira”. Sobre esta situação, Luiz mostra-se pouco preocupado. “Pode acontecer, mas acho que esse número é tão pequeno perto de todas as vantagens que existem, que não influencia em mudanças de data”, ele diz.

Luiz Eurico, director at one of Brazil’s top agencies, Plus Talent, answered the question, offered several positive points and explained the main reason is artist availability. The fact that Creamfields in Buenos Aires was also going to happen in November is a huge influence, seeing as several artists would, obviously, already be in South America. “It’s sometimes tough to compete against offers from other places in the world, especially if I only offer the artist one or two club gigs. So, when we have a considerable number of large events – that can pay a steeper booking fee – the tour becomes attractive. Another important aspect is that we are suddenly getting festivals in unusual parts of the country and practically all of them have been successful. In a single weekend, without having to travel too far, there were important events happening all over Brazil and that demonstrates the scene’s strength. It also reduces logistics and production costs as well as techrider fees”, he says. On the offset, there is a point he calls the “question-mark”, raised by a few organizers. “The fact that the same artists are on in several places around the country and around the same time, can result in the loss of an audience that would travel to a certain event. In other words, people will end up choosing the event that’s closest to them or that better suits their financial conditions.” About that, Luiz seems unworried. “It can happen, but I think the numbers are so small in relation to the advantages that exist, that changing dates is just not worth it” he says. Erick Dias, Director of the No Limits Group responsible for organizing events like XXXperience and Chemical Music, would not have issue with calling November

Se chamarmos novembro de “mês dos festivais de música eletrônica do Brasil”, para Erick Dias, Diretor do Grupo No Limits, empresa que organiza os eventos XXXperience, não será um problema, mesmo considerando a interrogação dos organizadores mencionada por Luiz. “Se o meu evento estiver entre os principais, não vejo o que pode ser ruim”, ele diz, às risadas.

“The Brazilian Electronic Music Festival Month”, even when taking the organizer’s “question mark”into consideration, as mentioned by Luiz. ‘If my event is listed amongst the main ones, I don’t see why not’, he says, laughing. As far as we can tell, that’s what it’s going to be. Even if there aren’t any long holidays at the time, Luiz Eurico has confirmed that the big-shot international artists will all be around in November during the weekends of the 14th and

Ao que tudo indica, será isso mesmo. Ainda que em 2014 não haja feriado prolongado Luiz Eurico confirmou as datas em que artistas de renome internacional passarão pelo país, e revela que acontecerá em dois finais de semana: 14 e 15, 21 e 22 de novembro de 2014. Ainda segundo ele, os preparativos e estudos para os contratos já começaram.

15thand 21st and 22nd

Still according to him, preparations and contract

planning have already begun.


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anuário 2014

Dream Valley Festival Um festival de música eletrônica que acontece no maior parque de diversões da América Latina, o Beto Carrero World, em Santa Catarina. Parece sonho, mas não é. A primeira edição do Dream Valley aconteceu em 2012, com dois dias de festa e mais de 30 atrações divididos em dois palcos. Em 2013, o evento repetiu a dose deixando registrado que veio para ficar, reunindo quase 40 mil “dreamers” no total. An electronic music festival that happens inside Latin America’s largest amusement park,BetoCarrero World, in Santa Catarina.It might seem like a dream, but it’s not. Dream Valley’s first edition happened in 2012, over two days and with 30-some artists divided on two stages. In 2013, the event’s second edition proved it was here to stay, gathering almost 40 thousand“dreamers” throughout its duration.

Chemical Music Festival Com três dias de duração, o super evento que aconteceu na Marina da Glória (Rio de Janeiro) apresentou artistas de ponta como Solomun, Kaskade, Magda, Renato Ratier, Tale of Us, Flow & Zeo entre outros. Em 2013 o Chemical promoveu uma edição charmosa durante o dia, com o endosso de duas respeitadas marcas do entretenimento. A primeira festa, 15/11, foi assinada pelo clube paulistano D-Edge e a terceira, 20/11 (véspera de mais um feriado no Rio), pelo superclube Privilège. Em 2015 o festival completa seus 10 anos de vida! The three-day event that took place in the Marina da Glória complex (Rio de Janeiro) featured heavyweight artists like Solomun, Kaskade, Magda, Renato Ratier, Tale of Us, Flow&Zeo, among others. In 2013, Chemical invested in a charming daylight edition, having the support of two respected brands of the entertainment business. The first party on nov/15th was signed by the São Paulo club D-Edge and the third, on nov/20th (before another town holiday), was endorsed by Privilège. In 2015, the festival celebrates its 15th Anniversary.

 XXXperience O festival itinerante que em 2014 chega à maioridade, completando 18 anos, desde 2002 realiza em novembro suas Edições Especiais, encerrando a temporada de turnês de cada ano. A história da XXXperience caminha por várias fases de acordo com as etapas da música eletrônica no Brasil. Dentre tantos, um dos momentos históricos foi a apresentação da banda britânica The Prodigy, em 2010, quando o evento comemorava 10 anos.

King Festival O mais novo dos festivais de novembro teve a primeira edição em 2013, em Recife, capital de Pernambuco, e levou mais de 20 mil pessoas ao evento que aconteceu em dois dias. Com uma estrutura inspirada em castelos medievais, a ideia do King Festival é colocar o nordeste na rota das turnês dos principais artistas de música eletrônica do mundo, o que aconteceu logo na sua primeira edição.

The itinerant festival that reaches majority in 2014, celebrating 18 years, has been throwing its Special Editions in November since 2002, closing off the

The newbie amongst November festivals, it threw its first edition in 2013, in

touring season every year. XXXperience’s history has gone through several

Recife, capital city of Pernambuco, bringing in over 20 thousand people over

phases in accordance to the many stages electronic music has experienced

a two-day event. Its structure is inspired on medieval castles and the idea

in Brazil. Amongst them, one of its historical moments was in 2010, when the

behind King Festival is to place the Northeast on the map for the world’s

event celebrated its 10th anniversary with The Prodigy as headliner.

electronic music big-name touring artists – which they already managed to pull off with their first edition.

Seven Music Festival Também engatinhando, com somente dois anos, o SMF acontece em Manaus, capital do estado do Amazonas. Aos moldes de grandes festivais que acontecem ao redor do mundo, o evento traz uma mega estrutura, decoração temática e não dispensa o bom line up, com grandes artistas nacionais e destaques internacionais. Hoje, assina como o maior festival de música eletrônica do norte do país, pois além de ser mais uma opção de entretenimento aos locais, também é uma ótima opção de turismo para Manaus.

 Paradise Weekend Acontece desde 2012 no Complexo da Costa do Sauípe, que fica a 74km de Salvador, na Bahia, fechado exclusivamente aos clientes do evento. Quatro dias de um festival de alto padrão que atrai muitas celebridades e gente do mundo inteiro. A primeira edição contou com mais de 30 DJs, como Avicii, Tiësto, Alesso, Tocadisco, entre muitos outros. Já no ano passado, quem esteve lá pôde assistir à apresentação de Afrojack, Steve Angello, Solomun, para citar alguns.

Also a in its early days, Seven Music Festival is still two years oldand takes place in Manaus, capital city of the Amazonas state. In line with the standards

This is an exclusive event closed off for clients-only, whichhas been happening

of big festivals that happen around the world, the event has a mega-

since 2012 at the Costa do Sauípe Complex, 74km out of Salvador, Bahia.

structure, theme decoration and a strong lineup, with big national names and

Four days of high-end festivities filled with celebrities and guests from all over

international highlights. It is currently the largest electronic music festival in

the world. The first edition had over 30 DJs, the likes ofAvicii, Tiësto, Alesso,

Brazil’s Northern region, and as well as being a local entertainment option, it

Tocadisco, amongst others. Last year, Afrojack, Steve Angello and Solomun

is a great option for tourism in Manaus.

were a few of the artists to play at the event.


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anuário 2014

O FORMATO DA MÚSICA HOJE the format of music today

por bruna calegari

No segundo semestre de 2013, Calvin Harris entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes, por emplacar nove singles do mesmo álbum no topo do HOT 100 da Billboard. Com esta façanha, o músico escocês deixou para trás ninguém menos que o maior astro que a cultura pop já conheceu: Michael Jackson, responsável por posicionar sete músicas de seu icônico Thriller no mesmo ranking, em 1982.

In 2013 Calvin Harris entered the Guinness Book by placing nine singles from the same album at the top of the Billboard HOT 100. With this feat, the Scottish musician has left behind none other than the biggest star pop culture has ever known: Michael Jackson, responsible for placing seven songs from his iconic Thriller at the same list in 1982. There is a difference, however: Thriller was one of the greatest albums in the

Há uma diferença, porém: ao ponto que Thriller foi um dos maiores álbuns da história fonográfica com mais de 65 milhões de cópias vendidas, o álbum de Harris 18 Months não chegou a um milhão de unidades vendidas. Em 2013, claramente o álbum não serve para o mesmo propósito que servia em 1982. Ainda existe, então, algum sentido em lançar um álbum ou estaríamos vivendo em um mercado onde só o single importa?

music history with over 65 million copies sold, as for Harris’ album, 18 Months, not even a million units were sold. In 2013, the album clearly does not serve the same purpose that it did back in 1982. Is there a point in releasing an album anyway, or would we be living in a market where only the single matters? American journalist Robert Christgau, who wrote over 13 thousand rock music reviews, is a fan of the album as a “collection of singles” and explains that the album as we know it was “a way that record companies found to make more

O jornalista americano Robert Christgau, redator de mais de 13 mil reviews de rock em sua carreira, é fã do álbum como uma “coleção de singles” e explica que o álbum no formato que conhecemos foi “um artífice encontrado pelas gravadoras para lucrar mais em cima dos singles do artista”, uma estratégia que, segundo Christgau, teve início em 1965 depois do hit “Papa’s Got a Brand New Bag” de James Brown. “Antigamente as gravadoras faziam um maxi single e dependendo do resultado já era esperado o álbum na sequência: era como um teste e funcionava muito bem antes desta ‘onda’ da internet”, complementa o DJ e produtor brasileiro Leo Janeiro. De fato, na época a única maneira

money out of the artists’ singles”, a strategy that, according to Christgau, began in 1965 with James Brown’s hit “Papa’s Got a Brand New Bag”. “Record companies used to release a maxi single and, depending on the result, an album could be expected: it was like a test and it worked out fine before this internet ‘wave’”, says Brazilian DJ and producer Leo Janeiro. In fact, the only way to listen to music at the time was, besides listening to the radio, buying the entire package: the album.


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O FORMATO DA MÚSICA HOJE

Para a música eletrônica, vanguardista em sua essência, a música, a track, o “single” ou o White label sempre foram preferência, tanto dos DJs quanto do público interessado. Não é de se estranhar que o gênero adapte-se tão facilmente à nova ordem mundial, onde se compra e vende música por unidade.

de se ouvir uma música, além do rádio, era comprando o “pacote completo”: o álbum inteiro.

As for dance music, avant garde from the start, the music, the single or the white label have always come first, for DJs and interested crowd. No wonder the genre adapts so easily to the new order, where one can buy this or that music only (a

Para a música eletrônica, vanguardista em sua essência, a música, a track, o “single” ou o white label sempre foram preferência, tanto dos DJs quanto do público interessado. Não é de se estranhar que o gênero adapte-se tão facilmente à nova ordem mundial, onde se compra e vende música por unidade (padrão estabelecido por gigantes como iTunes). Nesta ordem seriam os singles, e não os álbuns, os verdadeiros responsáveis por lançar ou manter artistas no topo.

pattern established by giants like iTunes). In this order, the singles would be the true reason for artists to reach the top, and not the albums. Today, data proves that digital single sales overcome 10 times the album sales: 1.26 billion to 117 million, in 2013. “The single is everything today, and the only reason to create a great album would be if it has a lot on singles”, says Swedish producer Avicii on an interview for Rolling Stone in July. “Right now, any musician that spends years creating an album would be considered insane” said Niles

Hoje, dados mostram a venda digital de músicas superando 10 vezes a de álbuns: 1,26 bilhões versus 117 milhões, em 2013. “O single é tudo hoje, e o único motivo para se criar um grande álbum é se toda a compilação for recheada de singles”, disse o produtor sueco Avicii em entrevista para a Rolling Stone americana em julho. “Atualmente, qualquer músico que passe anos criando um álbum autoral só pode ser considerado louco” disse Niles Hollowell-Dhar do grupo Cataracs, responsável pelo hit “Like a G6” de Black Eyed Peas.

Hollowell-Dhar, a member of the Cataracs group and responsible for the Black Eyed Peas’ “Like a G6”.


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O FORMATO DA MÚSICA HOJE

 O público e os formatos

 The people and the formats

Não é novidade que a ascensão de uma nova geração de consumidores tem revolucionado o mercado da música. “Is the single killing the álbum?” foi tema de painel no New Music Seminar, conferência que aconteceu em junho, em Nova York. Bill Werde, representante da revista Billboard, salientou um ponto importante na nova “turma” que consome música: os jovens considerados pertencentes à chamada “Geração Y” ou “Millenials” são pouco acostumados a ouvir álbuns inteiros, pois possuem toda a liberdade de encontrar as músicas exatas que querem ouvir. Basicamente, é a geração que ouve música no YouTube, compra ou baixa ilegalmente na internet e não possui a necessidade de “ter” a música como as gerações anteriores.

It’s no great news that the rise of a new generation of listeners has revolutionized the music industry. “Is the single killing the album?” was a panel held at the New Music Seminar, conference held in New York, in June. Bill werde, spokesperson for the Billboard magazine, stressed on an important point about the new “gang” of music consumers: the young people, also called “Generation Y” or “Millenials” are not used to listening to entire albums like their fathers did, for they have complete liberty of finding the exact songs they wish to listen to. Basically, it’s a generation that listen to music on YouTube, legally or illegally downloads tracks from the internet and don’t seem eager to “own” music like past generations.

Um exemplo disso é o acesso gratuito e legal à música que tem se multiplicado nos últimos meses, graças aos chamados serviços de streaming como Spotify, Pandora, Deezer e Rdio. O streaming foi o grande responsável pela queda na venda em lojas digitais e, em países como a Inglaterra, o serviço dobrou de um ano para cá, com lucros correspondendo a 10% do total da indústria fonográfica (fonte: NME). Sobre o público usuário do serviço, dados confirmam um crescimento ainda maior nos próximos anos, visto que 95% dos jovens de classe A, B e C no Brasil possuem smartphone – e, destes, mais da metade já tem aplicativos de música instalados (fonte: NIELSEN). Como se não bastasse o público totalmente “random”, o formato da música também está disperso. “Da maneira como faixas individuais são consumidas, a ideia do que constitui um single mudou dramaticamente na última metade de década”, coloca a redação do portal Fact Magazine, especialista em música eletrônica e alternativa, “por este motivo, as músicas que compõem a lista seguinte são combinações de vinis de 12”, mixtapes, remixes, uploads de SoundCloud e YouTube, entre outros”. Através desta introdução à sua lista de melhores músicas do ano (2013), percebe-se que digitalmente a maneira atual de consumir música é completamente oposta à lógica do álbum ou do formato estático. O fato de uma música não ter sido lançada em um álbum e distribuída por uma grande gravadora não impede que seu autor receba o devido reconhecimento. Ponto para o público e para o artista independente.

An example of that is the free and legal access to music that has been multiplied by the past months, thanks to streaming services such as Spotify, Pandora, Deezer and Rdio. Streaming is the one to blame for the drop in digital music selling and it has doubled since the past year, reaching 10% of the phonographic industry profits by now (source: NME). As for the users, data confirm bigger growth possibilities within the next years, for 95% of the youngsters in Brazil have their own smartphones, and half of them claim to listen to music through some kind of app (source: NIELSEN). As if the randomness of the public wasn’t enough, the format of music is also diverse. “The way that individual tracks are consumed, the idea of what constitutes a single has changes dramatically in the past decade”, stands Fact Magazine, a specialist in electronic and alternative music online, “therefore, the music that we feature in this list are combinations of 12” vinyls, mixtapes, remixes, SoundCloud uploads and YouTube videos, amongst others”. Through this introduction to the list of their Best 2013 Tracks, we can clearly see that the digital way of consuming music has nothing to do with the album or any static format. Nowadays if a single isn’t part of a widely distributed album signed by a big record company, it doesn’t mean that the author can’t be recognized for his work. Good times for the independent artists and the empowered consumer.


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O FORMATO DA MÚSICA HOJE

 O mercado em 360º

 The market in 360º

A música em formato disperso e “solo” pode incentivar, sim, o nascimento de muitos produtores independentes, mas de nenhuma maneira o grande mercado fonográfico poderia sair perdendo com a queda nas vendas de álbuns. E se antes o álbum era uma forma de lucro para as majors, hoje torna-se mais vantajoso para elas investirem em artistas que produzem... Singles!

The music in this random “solo” format can, indeed, encourage the rise of many independent producers, but by no means great music industry could lose out, considering the harsh drop in record sales. And so as the album was profitable to the majors in the past, today it is more likely that they invest in artists who produce good old ... Singles!

Isto ocorre basicamente através de contratos no chamado “modelo 360º”, onde as gravadoras tornam-se “sócias” dos artistas, abocanhando 50% de todo o lucro com turnês, merchandising e vendas de músicas, oferecendo em contrapartida todo suporte midiático e de distribuição necessário para alçá-los ao estrelato. Este é um formato que tem se mostrado interessante na indústria pop da música eletrônica. Muitos nomes responsáveis por dar uma nova “cara” ao estilo assinaram contratos neste formato com gigantes como Sony BMG, Warner, Virgin, Universal entre outras. Porém, se é sobre o modelo 360º que recai a responsabilidade por um novo mercado para a música eletrônica e seus singles que se renovam com velocidade exorbitante, também é o modelo que pode destruí-lo. Panos Panay, CEO da plataforma musical virtual Sonicbids, diz que um exemplo do abuso de acordos neste modelo remota à Motown dos anos 60: “A Motown foi a pioneira nos acordos 360º: eles detinham sua base de fãs, agenda de turnês, publicidade, royalties, até diziam o que você deveria usar ou como se apresentar”. Foi então que a indústria não conseguiu mais manter controle sobre o processo criativo do artista, e tudo degringolou: “Cedo ou tarde os artistas se recusaram a fazer as turnês e quebraram os contratos. Afinal existem duas certezas sobre a criatividade de um artista: a primeira é que não pode ser forçada, e a segunda é que não pode ser controlada”.

This happens basically through the so-called “360 model”, where the companies propose “partnerships” to the artists, keeping 50% of the artist’s profit – from touring, merchandising and music sales – and offering all the media and distribution support in return. This business plan has been proving to work in the new pop industry of electronic music. Many artists have signed with Sony BMG, Warner, Virgin, Universal and others. But if it’s the 360 model a big responsible for a new market for electronic music, it is also the model that can destroy it. Panos Panay, CEO of the virtual musical platform Sonicbids, says that the model was the problem on the ‘60s Motown: “Motown was the pioneer of a 360° deal. They owned your likeness, your touring, publishing, record royalties, told you what to wear, told you how to walk”. Then the industry could no longer maintain control over the artist’s creative process, and everything ended: “By the end, the artists refused to obey the rules and broke contracts. After all, there are two certainties about the creativity of an artist: first is that it cannot be forced, and second, it cannot be controlled.”


#2014

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O FORMATO DA MÚSICA HOJE

 O Álbum como expressão artística

 The album as an artistic expression

O álbum – digital ou analógico –, afinal, representa cada vez menos um formato que reverta em lucro para as grandes gravadoras. Mas o que poderia explicar as vendas de álbuns de vinil terem atingido um novo recorde depois de 22 anos?

The album – digital or analog – doesn’t stand for the ideal profit model for major labels. But what could explain the vinyl albums sales have reaching a new record after 22 years?

Isto ocorre porque, segundo membros do setor, o álbum passou a ter uma conotação mais artística do que nunca, subvertendo com ironia a lógica de sua própria criação nos anos 60. O vocalista da banda Radiohead e parte do Atoms for Peace, Thom Yorke, disse em entrevista para o jornal inglês The Guardian que “o álbum não é mais o que costumava ser – no começo eu achava bom, porque estava cansado do seu formato restrito e comercial. Mas hoje eu odeio [a nova ordem de compra de músicas individuais], porque parece muito difícil que um artista consiga mexer com você de verdade a não ser que você esteja preparado para entrar completamente no seu mundo”. “O que mais gosto nos álbuns é que, muitas vezes, músicas que não chamaram minha atenção acabam se tornando minhas favoritas. Aquelas músicas não teriam funcionado como singles promocionais mas, afinal, nem tudo precisa ser pensado para chamar nossa atenção nos primeiros segundos”. Diz o jornalista americano Steve Guttenberg, em review. “Se uma banda ou artista tem talento, deve conseguir montar uma compilação de 10 ou 12 músicas que valham à pena ser ouvidas”. E por este motivo o álbum (seja em vinil, CD ou digital) sempre terá seu sentido, por mais que as novas gerações não sejam familiares ao seu formato engessado. No fim, gostem as pessoas ou não de desafiar as ordens vigentes, é o que acaba acontecendo. Assim como a televisão não extinguiu o rádio e a internet não aposentou a televisão, de nada adianta pensarmos como serial killers de formatos musicais. A nova ascensão do vinil nos prova que, mesmo em um mundo onde tudo pode ser grátis e os gigantes do mercado têm cada vez menos controle sobre a música pop, são as pessoas os grandes responsáveis por decidir os rumos do futuro – individual e coletivamente.

This happens because, according to industry members, the album has a more artistic connotation than ever, ironically subverting the logic of its own creation, back in the 60’s. The lead singer of Radiohead and part of Atoms for Peace, Thom Yorke, said in an interview to British newspaper The Guardian that “the album is not what it used to be - in the beginning I was glad because I was tired of its restricted and commercial format. But today I hate it [referring to the new order of buying individual songs], because it seems very unlikely that an artist can really touch you unless you are prepared to enter fully into their world”. “What I like most about the album is that most of the music that didn’t catch my attention in the first place ended up becoming my favorite. Those songs would not have worked as promotional singles but not everything needs to be designed to get our attention on the first few seconds.” says American journalist Steve Guttenberg, in review. “If a band or artist has talent, they should be able to put together a compilation of 10 or 12 songs that are worth listening to.” And for this reason the album (either on vinyl, CD or digital) will always have its meaning, even if younger generations are not familiar to its square format. In the end, people do tend to challenge the existing order, whether they like it or not. Just as television hasn’t extinguish the radio and the internet didn’t finish with the television, it is useless for us to think like serial killers of musical formats. The rise of vinyl sales is proof that, even in a world where everything can be free and the market giants have less and less control over the pop music, people are largely responsible for deciding the direction of the future - individually and collectively.


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como viver de música

how to make a living on music

por Fábio Bridges

Há tempos a música eletrônica deixou os guetos. Desde a década de 1990 verdadeiras multidões lotam raves mundo afora, filas quilométricas se formam em portas de clubes, e de lá para cá criou-se um enorme e lucrativo mercado envolvendo a equação música + festas.

Electronic music has left the ghetto a long time ago. Huge crowds have packed

Ao se desmontar essa equação percebe-se que há nela uma porção de envolvidos; do produtor que passa horas em frente a seus equipamentos experimentando batidas, timbres e efeitos para construir uma faixa ao DJ que a toca, do dono do clube ao promoter da festa. De todos esses envolvidos, uma figura central, mas nem sempre lembrada, é a do produtor musical, responsável direto pelo sucesso – ou não – de uma noite.

When breaking down said equation, we realize that there are more than a few

raves worldwide since the 90s, lines outside clubs have been growing by the mile and in the meantime, an enormous and lucrative market balancing the music + parties equation has thrived.

pieces to it: the producer who spends hours in front of his equipment trying out beats, tones and effects to put a track together, al the way to the DJ who plays it, the club owner and the party promoter. Of all the people involved, a central and often forgotten character is the music producer, directly responsible for the night’s hit – or flop. In an era where DJs, party and festival producers and their respective sponsors, cash in millions, the question remains: how does one make money producing electronic music today?

Numa época em que DJs, produtoras de festas e festivais e seus respectivos patrocinadores faturam milhões, fica a pergunta: como ganhar dinheiro produzindo música eletrônica hoje?

Here are a few numbers: according to an article published in April 2012 by Brazil’s largest business, economy and finance newspaper, Valor Econômico, using data from Rio Music Conference’s Yearbook, the electronic music market in Brazil

Vamos a alguns números: segundo uma matéria publicada em abril de 2012 pelo jornal Valor Econômico com dados do Anuário do próprio


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como viver de música

Rio Music Conference, o mercado da música eletrônica movimentou no Brasil, só em 2011, R$ 1,95 bilhões, com mais de R$ 460 milhões em patrocínio e algo em torno de R$ 97 milhões pagos em cachês. Mas é bom lembrar que esses cachês são pagos aos DJs, que nem sempre produzem aquilo que tocam.

alone generated R$ 1.95 billion in 2011, with over R$ 460 million in sponsors and around R$ 97 million paid in booking fees. It’s important to remember though, these are fees paid for DJs, who don’t always produce what they play. According to the same article, Brazilian artists are paid on average R$ 3 to R$ 5 thousand per gig and established names like Marky and Gui Boratto, who have

Segundo o mesmo texto, artistas brasileiros recebem em média de R$ 3 a R$ 5 mil por apresentação, sendo que nomes como os paulistanos Marky e Gui Boratto, já estabelecidos e com carreira internacional, faturam bem mais. Ambos também são produtores, com excelentes álbuns autorais lançados, faixas executadas e remixadas por outros DJs, recebendo também por direitos autorais sobre seus produtos e pela venda dos mesmos.

international careers, are paid a lot more. They are also both producers, with excellent self-produced albums under their belts and tracks played and remixed by other DJs as well as also getting paid for copyrights on their products and their sales. We’ve been hearing a lot of chatter about the “producer era”, where DJs have only been able to book notable gigs if they have produced their own track – something they have been doing the world over. Having said that, how does

Já se fala sobre a “era do produtor”, onde, para se obter destaque e datas, é necessário lançar uma música autoral – o que DJs têm feito em todo o mundo. Para tanto, em um mercado sobrecarregado, como se destacar e conseguir retorno financeiro?

one then get financial payback and stand out in an already overloaded market? Camilo Rocha, DJ and one of the first electronic music journalists in Brazil, the producer has to steer clear from overused formulas: “There is a market, but the issue here is that there’s too many people wanting in on it.” According to him,

Para Camilo Rocha, DJ e pioneiro no jornalismo musical especializado em música eletrônica no Brasil, o produtor deve fugir da mesmice: “Há mercado, mas a questão é que tem muita gente querendo entrar”. Segundo ele, a qualidade do trabalho é um diferencial: “Uma música ótima todos querem; ela se espalha. O problema é a imensa quantidade de produtores fazendo a mesma coisa”.

the work’s quality is an important differentiator: “Everyone wants to make a great song; it spreads. The problem is the enormous amount of producers dishing out the same thing.” On that line of thought, Carlos Dall’Anese, DJ, producer and owner of B Side agency, compared this “more of the same” phase to the ‘hi-phone’, or ‘made in china’ mobile phones (cheap Apple phone rip-offs) in his Electro MAG column.

Seguindo essa linha de raciocínio, Carlos Dall’Anese, DJ, produtor e dono da agência B Side, comparou em sua coluna no site Electro M.A.G esse “mais do mesmo” aos celulares ‘hi-phone’, ou ‘ching-ling’, cópias baratas dos aparelhos da Apple.


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Há mercado, mas a questão é que tem muita gente querendo entrar C camilo Rocha É simples e ao mesmo tempo cíclico: surge um novo e talentoso produtor que imprime sua marca à música (eletrônica), inovando, e logo em seguida surgem inúmeros outros ‘ching-ling’ fazendo exatamente o mesmo, sem tirar nem por uma nota ou alterar um timbre.

It’s quite simple and also cyclical: a new talented producer pops up and stamps

Dallanese citou como exemplo de originalidade em sua coluna o trio sueco Swedish House Mafia, que segundo um ranking da revista Forbes com os DJs mais bem pagos em 2012, havia acumulado uma fortuna de 14 milhões de dólares. No topo dessa lista figurava o holandês Tiesto, com 22 milhões, seguido pelo norte-americano Skrillex e seus 15 milhões de dólares.

In his column, Dallanese used the Swedish House Mafia as an example as an

his brand on the music (electronic), bringing something new to it, and not long after several others “made in china” use exactly the same formula, without as much as bothering to change a tone or a note.

example of originality. The Swedish trio, according to a Forbes magazine ranking of best paid DJs in 2012, had amassed a fortune of 14 million dollars. At the top of the list, the Dutchman Tiesto, with 22 million, followed by the North American Skrillex and his 15 million dollars. Skrillex, aka Sonny John Moore, is an excellent example when talking about

Skrillex, aliás Sonny John Moore, é um caso exemplar quando o assunto é faturar alto saindo do lugar comum, mesmo sem fazer algo tecnicamente novo. Com apenas 25 anos de idade e oriundo da cena roqueira da cidade de Los Angeles, Skrillex, que chega a receber US$ 100 mil por algumas horas de apresentação, se apropriou do Dubstep, estilo sem muita projeção fora do underground ou de círculos específicos, como o praticado pelo sombrio Burial - e o levou à grande massa jovem nos Estados Unidos. O resultado, segundo a já citada reportagem do jornal Valor Econômico, é uma espécie de revolução eletrônica nos EUA, encabeçada, claro, por Skrillex. Provas dessa revolução, além do ranking publicado pela revista Forbes, são matérias de destaque em veículos não-especializados e de enorme abrangência e importância, como os jornais New York Times e The Wall Street Journal, destacando os aspectos da música eletrônica e tudo que a cerca como grande fonte de lucros para possíveis investidores.

bringing in the cheddar by thinking out of the box, even if there’s nothing technically new about it. Only 25 years old and straight out of LA’s rock and roll scene, Skrillex, who brings in up to US$ 100 thousand for a few hours on stage, took charge of Dubstep, – a genre thus far considerably unknown outside the underground scene or specific circles, like the ones roamed by somber Burial– spreading it far and wide amongst the young masses in the United States. The result, according to the above-mentioned article in Valor Econômico, is what some might call an electronic revolution in the United States, spearheaded, of course, by Skrillex. Proof of this revolution, beyond the Forbes ranking, are numerous articles in non-specialized media with incredible scope and status, such as the New York Times and The Wall Street Journal; both of which have highlighted electronic music and all it encompasses as a very profitable source for possible investors. On a non-economic note, let’s take a look at some of the producers who have paved the way for artists like the Frenchman, David Guetta – who brought 2

Saindo um pouco do caráter puramente econômico, voltemos a atenção para alguns produtores que pavimentaram o caminho para que artistas como o francês David Guetta - que levou 2 milhões de pessoas à praia de Copacabana no revéillon de 2012 - se tornassem estrelas da música pop.

million people together on Copacabana beach on New Year’s Eve in 2012 – to become pop starts. The Englishman, Norman Cook was considerably successful in the 80s as a bass player in for the The Housemartins (which, at times was compared to The Smiths), but only truly exploded when he traded in the bass guitar for turntables

O inglês Norman Cook fez um relativo sucesso nos anos 80 como baixista da banda The Housemartins (que chegou inclusive a ser comparada ao The Smiths), mas explodiu quando trocou o baixo pelos toca-discos e se tornou Fatboy Slim. No início da segunda metade da década de noventa, quando as raves já haviam deixado os galpões e


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como viver de música

a música eletrônica ganhava mais e mais adeptos, Fatboy Slim lançava o álbum You’ve Come a Long Way Baby, que puxado pelo enorme sucesso da música “Praise You” alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas e ganhou disco de platina nos Estados Unidos.

and became Fatboy Slim. In the middle of the 90s, when raves had already left the warehouses and electronic music brought in more and more followers, Fatboy Slim released the album You’ve Come a Long Way Baby, and propelled by the astounding hit “Praise You”, he made it straight to the top of the British charts and got a platinum record in the US.

Outros nomes contemporâneos de Fatboy Slim - e que assim como ele mesclaram aos ritmos 4X4 da dance music elementos de estilos como rock e hip hop para criar o chamado Big Beat - também são de suma importância para a era dos superstar DJs: The Prodigy e Chemical Brothers. Ambos nasceram e cresceram junto às raves que explodiram na Inglaterra após o segundo verão do amor. Do submundo das festas secretas ao mega estrelato bastaram poucos anos e, respectivamente, dois discos: The Fat of The Land e Dig Your Own Hole. Músicas como “Breathe”, do Prodigy, e “Block Rockin’ Beats”, do Chemical Brothers, tocavam em rádios, tinham clipes em alta rotação na MTV, e derrubavam as paredes que separavam roqueiros e demais “não adeptos” das pistas de dança. Era a produção eletrônica a serviço da música como um todo, abrindo - ainda que levemente - as portas para que atualmente cantoras pop como Rihanna e Nicki Minaj chamassem para lucrativas parcerias os DJ Calvin Harris e David Guetta.

Other contemporaries to Fatboy Slim – who, like him mixed dance music’s 4-by4 beat with elements from rock and hip hop create what was then called Big Beat – are also very important for the superstar DJ era: The Prodigy and The Chemical Brothers. Both were born and raised in the raves that took over England after the second summer of love. A few years and two records were enough to rip both of them out of the secret-party underworld to widespread stardom: The Fat of The Land e Dig Your Own Hole (respectively). Songs like Prodigy’s “Breathe”, and the Chemical Brother’s “Block Rockin’ Beats,” were playing on the radio, had almostoverly-played videos on MTV and knocked down the walls that had kept rock fans and other “non-followers” off the dance floors. It was electronic production at music’s service, opening – even if just a crack – the doors for current artists like Rihanna and Nicki Minaj to solidify lucrative partnerships up with DJs Calvin Harris and David Guetta. Prodigy might have lost its way and fallen off the success treadmill with the turn

Se o Prodigy acabou perdido no tempo e caiu da esteira do sucesso na virada do século, a dupla Chemical Brothers soube se manter de pé, continuar produzindo boa música e se reinventando. Em 2011, após lançar o álbum Further, Tom Rowlands e Ed Simons assinaram a trilha sonora do filme Hanna, do diretor Joe Wright, expandindo seus horizontes criativos e, por que não, financeiros. Outro produtor de música eletrônica foi levado à sétima arte pela qualidade daquilo que faz de melhor: Trent Reznor, o homem por trás do Nine Inch Nails, é o responsável pela trilha sonora da adaptação

of the century, but The Chemical Brothers certainly managed to land on its feet, keep producing and reinventing itself. After the release of their album Further in 2011, Tom Rowlands and Ed Simons signed off the soundtrack for Hanna, directed by Joe Wright, once again expanding their creative, and of course financial, horizons.


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como viver de música

Phillip Braunstein “Atualmente trabalho produzindo músicas para comerciais de TV, rádio e internet, porém já ganhei dinheiro dando aulas particulares, produzindo para outros artistas, produzindo músicas para desfiles de moda, criando seleções musicais para eventos, arrecadando direitos autorais de músicas próprias... Sendo criativo fora da telinha do computador há muitas possibilidades para se ganhar dinheiro com música!” “I Currently work producing music for TV commercials, radio and internet, but I’ve already worked with tutoring, producing for other artists, making music for fashion shows, creating playlists for events, earning copyrights for my own songs... If you can get creative outside the small computer screen, there are many possibilities to make money with music!”

americana para o cinema de The Girl With The Dragon Tatoo e também pelas músicas que pontuam The Social Network, trabalho este que lhe rendeu nada menos que um Oscar em 2011. E fechando esse círculo de trilhas sonoras, impossível não falar sobre a dupla que encerra este texto, o Daft Punk.

Another electronic music producer lured to the seventh art because of the excellent quality of his work is Trent Reznor. The man behind the Nine Inch Nails is responsible for the music in the American adaptation of The Girl With The Dragon Tattoo and also for the songs that highlight the The Social Network, for which he received and Oscar in 2011. And to round off the soundtrack cycle, I would be amiss not to finish off with the duo Daft Punk.

Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter escreveram as canções para o filme Tron: Legacy, lançado em 2010 pela Disney, mas antes disso construíram uma das mais bem sucedidas carreiras no mercado da música, seja ela eletrônica ou não. Desde seu primeiro álbum, Homework, lançado pela Virgin Records em 1997, o duo faz um enorme sucesso sem abrir mão do total controle criativo sobre sua obra, o que significa um longo e lucrativo contrato sem a necessidade de um ou mais produtores lhe dizendo o que e como fazer. Eles escolheram a liberdade, a independência - mesmo dentro de um grande selo - ao invés da lógica quadrada do mercado, que segundo palavras do próprio Bangalter ao assinar com a Virgin, torna “uma porção de artistas apenas vítimas”.

Guy-Manuel de Homem-Christo and Thomas Bangalter wrote the songs for Disney’s 2010 film Tron: Legacy, after having built one of the most successful careers in the music market – be it electronic or not. From their very first album, Homework, released by Virgin Records in 1997, the duo has been extremely successful without losing creative control over what they produce, which has translated into a long and lucrative contract without the need for one or several producers to tell them what to do. They chose freedom, independence – even behind a big label – instead of the market’s backward logic that, in Bangalter’s own words when signing with Virgin, makes “many artists into victims”. Aware of what they wanted, they became the label’s partners of sorts, escaping

Conscientes do que queriam para si, se tornaram algo como parceiros da gravadora, fugindo do dinheiro fácil - tão fácil quanto reproduzir o que fizeram ao longo de seus 20 anos de carreira -, chegando em 2013 ao estrondoso sucesso de Random Access Memories, seu mais recente e elogiado trabalho.

the easy money route – as easy as it would be to reproduce what they have done over their 20-year career – only to get to 2013 with a resoundingly successful record, Random Access Memories, their most recent and highly acclaimed release. Going back to my conversation with Camilo Rocha on how to stand out and

Voltando à conversa com Camilo Rocha sobre como se sobressair e consequentemente faturar em meio ao mar de beats e sintetizadores que pulsam por aí, ele me responde com uma pergunta: “O que fez “Get Lucky” se destacar?”

consequently hit the jackpot amidst the ocean of beats and synthesizers pulsing everywhere, he answers me with a question: “What made “Get Lucky” stand out?” Now more than ever, we need to, coincidently or not, see what’s right in front our

Hoje, mais do que nunca, é necessário pensar no que está, coincidentemente ou não, bem nas nossas caras: o Daft Punk. Fugir do lugar comum, ter bons aliados e ir além.

eyes: Daft Punk. Think out of the box, make good allies and go further.


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Ghost producing Ghost producing

por sarah kern

 Um dos temas mais em alta em 2013, tanto dentro como fora do Brasil, a contratação de produtores-fantasmas se tornou uma questão ética. Produzir passou de uma manifestação artística para obrigação do mercado?

One of the hot themes of 2013, both in and out of Brazil; the issue of ethics related to the hiring of ghost-producers. Has producing gone from artistic expression to market obligation?

“Nos anos 90, ninguém falava sobre o assunto. Produzir para grandes DJs era um trabalho como qualquer outro”, disse ao Anuário do RMC Charlie May, inglês que durante mais de uma década produziu para Sasha, um dos primeiros superstar DJs de que se tem notícia na música

“In the 90s, no one spoke of this. Producing for big DJs was a job like any other.” shares Charlie May with the RMC Yearbook. Charlie is the Englishman who, for over a decade, produced for Sasha, one of the first superstar DJs in the history of electronic music. A master on the decks, at one point in his career, he felt it


anuário 2014

eletrônica. Um maestro nos decks, em determinado momento da carreira Sasha sentiu que chegara o momento de lançar suas próprias músicas, e contratou um ghost producer, termo que designa um produtor que não assina as músicas, apesar de muitas vezes aparecer nos créditos.

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was time to release his own music and hired a ghost producer, term used to talk about a producer that does not sign the tracks he makes, although he might show up in the credits . This activity has always existed, as has the discussions on the subject amongst insiders. But with the recent boom in electronic music, the issue has also made

Esta prática sempre existiu, assim como as discussões sobre o assunto entre os insiders. Mas com a recente popularização da música eletrônica, a questão chegou até uma parte mais antenada do público, que passou a se sentir lesado ao descobrir que uma música do seu artista favorito não era, de fato, dele. O assunto está tão em alta, que em janeiro de 2014 o blog Electrokill afirmou ter conseguido um contrato de Maarten Vorwerk – o produtor de Dimitri Vegas & Like Mike e Yves V – assinando como ghost producer do duo canadense DVBBS, o que mais tarde foi desmentido pelo holandês. O tom de acusação do blog, e dos inúmeros outros sites que replicaram a notícia do vazamento do contrato, mostra uma intolerância que antes pertencia somente a conversas de bastidores.

it to the most tuned in people in the audience, who have begun to feel cheated when they find out that their favorite artist’s song isn’t, in fact, his song. It’s such a huge issue right now that in January 2014, Electrokill blog confirmed having a copy of a contract signed by Maarten Vorwerk –Dimitri Vegas & Like Mike and Yves V producer– as ghost producer to the Canadian duo DVBBS, which was later denied by the Dutchman. The blog’s accusatory tone and the surprising number of sites that reproduced the news about the contract-leak clearly demonstrated the level of intolerance that used to belong only in backstage discussions. The fact is that this has become a question of survival, because artists who don’t release their own songs are running the risk of becoming extinct within the market. You can be a good DJ for a short period of time, but you will only keep your name alive in the scene if you have a calling card in hand: a critically acclaimed album,

O fato é que esta se tornou uma questão de sobrevivência, pois os artistas que não lançam suas próprias músicas correm risco de extinção no mercado. Você pode ser um bom DJ por um curto espaço de tempo, mas só conseguirá manter seu nome pulsando no cenário se tiver nas mãos um cartão de visitas: pode ser um álbum bem aceito pela crítica, lançamentos por selos importantes ou remixes para artistas consagrados. Hoje, não há escapatória para quem quer ter seu nome estampado nos flyers com mesmas medidas dos nomes estrangeiros. A arte da discotecagem não morreu, mas foi quase suprimida em totalidade pela produção musical.

releases on important labels or remixes for famous artists. There’s no escape for those who want to see their names on flyers written in the same font-size as the foreign name. The art of DJing is not dead, but it has almost been completely drowned by musical production.


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ghost producing

Produtor musical versus produtor DJ

Musical producer versus DJ producer

Um dos equívocos mais comuns é acreditar que um DJ e produtor, ou seja, o indivíduo que produz em estúdio, mas que ganha a vida fazendo turnês, deveria ser um produtor profissional. Este último muitas vezes faz carreira de uma vida inteira apenas produzindo para outros artistas – inclua aí bandas e artistas pop.

One of the most common, mistaken beliefs is that a DJ and producer, in other words, the individual who produces in the studio but makes a living on tours, should be a professional producer. The latter will often build his entire career around producing music for other artists – bands and pop artists included. In the electronic scene however, there is this culture that dictates that a DJ must

No meio eletrônico, porém, há a cultura de que o DJ deve produzir as próprias músicas – e de que seria errado fazer o contrário. Essa peculiaridade do cenário talvez ocorra porque a discotecagem de música eletrônica é um hábito muito recente se comparado à produção de outros estilos como rock, pop, jazz, MPB e muitos outros. O house, por exemplo, só se popularizou nas casas noturnas no fim da década de 80, e apenas agora chegou às rádios de forma massiva – ainda que com uma nova roupagem, sob o título de EDM –, o que significa que este é o momento para que questões antes impensadas pelo público se tornem mais explícitas.

produce his own songs – and that the second option would be wrong. This peculiarity within the scene might be due to the fact that electronic music DJing is a very recent habit when compared to the production of other styles like rock, pop, jazz, MPB and several others. House music for example, only became popular in nightclubs towards the end of the 80s and has only just broken through on radio stations – even if dressed in new EDM clothes -, which means that this is the moment when issues once ignored by the audience, suddenly come to light. What was once so common for other genres is now adopted freely by electronic music producers. You really need to make your name heard in a market with astronomic amounts of information: songs, artists, podcasts, DJ mixes, albums,

O que era tão comum em outros gêneros, agora é adotado sem muito pudor pelos produtores da eletrônica. É preciso fazer seu nome ser ouvido em um mercado com uma quantidade astronômica de informação: músicas, artistas, podcasts, DJ mixes, álbuns, remixes. Tudo é em abundância.

remixes. All abundant. Marekting might be one of the reasons for this rationale. In fact, it is difficult to imagine that an artist might get famous any other way. How is one remembered without his/her own songs? Who would think of David Guetta if his songs didn’t play repeatedly on radios and iPhones? The habit of streaming or downloading

O marketing pode ser um dos causadores dessa lógica. De fato, é difícil imaginar que um artista fique conhecido de outra forma. Como ser lembrado, sem ter músicas próprias? Quem pensaria em David Guetta se não escutasse suas músicas nas rádios ou no iPhone? Para o público, baixar ou fazer streaming de sets inteiros é um hábito muito menos comum do que ter uma playlist de músicas. Fora isso, como chegar ao case de outros DJs, ganhar o respeito deles desta forma e ser ouvido por suas audiências? Só assinando as próprias músicas.

an entire set is much more unusual within the audience that having a music playlist. Apart from all that, how does you get inside other DJs’ cases, gain their respect for your music and get an audience to listen to you? Just by signing your name on your own songs. This is the market-imposed wave that makes several excellent DJs, who neither have the time or the inclination for spending hours in the studio, seek out producers who will help them out in this sense. But there are different levels of help. The most criticized artist is the one who doesn’t even sit down with the producer,

É nesta onda imposta pelo mercado que muitos excelentes DJs, que não têm tempo e nem vocação para passar horas em estúdio, acabam procurando produtores que os ajudem na tarefa. Mas há uma diferença entre os níveis do auxílio. O artista mais criticado é aquele que não senta junto com o produtor, apenas envia referências e dá palpites nos ajustes finais, seja à distância ou não. Desta forma, presume-se que sua presença é descartável, já que o produtor faz as músicas sozinho. É aí que se caracteriza a forma mais “pura” de ghost producing. A música passa a ser uma mera mercadoria: você encomenda o produto e recebe-o pronto.

he just sends references and offers a few suggestions for the final tweaking, be it from a distance or not. This makes his presence seem disposable, as the producer is literally making the song on his own. This is where the purest form of ghost producing is characterized. The music becomes mere merchandise: you order the product and receive it in a package. The second type of DJ is the one that might not physically touch the equipment very often, but is always setting up meetings with his producer. This guy is a part of the entire process and his sharp perception of tones, timing and what works on the dance floor – after all, he is a DJ – become essential during the production process, as the producer won’t get there without those talents. Both cases have

O segundo tipo de DJ é aquele que, apesar de encostar muito pouco nos equipamentos, se reúne com frequência com o produtor. Este participa e tem uma visão tão perspicaz de timbres, timing e do que funciona em uma pista de dança – pois é, acima de tudo, um DJ –, que se torna completamente necessário no processo de produção, já que sem esses talentos o produtor sozinho não conseguiria chegar lá. Ambos os casos têm sido veemente criticados, mas não seria este último tão legítimo quanto um produtor que gastou anos refinando suas técnicas?

been vehemently criticized, but wouldn’t the latter be as legitimate as a producer who spent years perfecting his techniques?


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ghost producing

Hoje, não há escapatória para quem quer ter seu nome estampado nos flyers com mesmas medidas dos nomes estrangeiros. A arte da discotecagem não morreu, mas foi quase suprimida em totalidade pela produção musical.

No mainstream

In the mainstream

É claro que há exceções, até mesmo no cenário mainstream. Hardwell, que ganhou como o melhor DJ do mundo no ranking da DJ Mag inglesa em 2013, afirma que faz tudo sozinho em estúdio. “No início da minha carreira, investi muito tempo e energia para ter a certeza de que havia aprendido todas as ferramentas do meu trabalho, e a masterização foi um componente chave nesse plano. Trabalhei com outras pessoas no passado, e isso me ajudou a aprender novas técnicas e ideias, mas ultimamente, quando estou no estúdio, somos eu e eu mesmo. Prefiro trabalhar dessa forma”, disse recentemente em entrevista à revista House Mag. Ele já mostrou que não tem pudor quanto ao assunto quando afirmou ter produzido um hit que estava nas rádios, assinado por um grande nome da EDM.

There are always exceptions, even in the mainstream. Hardwell, who was ranked the world’s best DJ in 2013 by the British DJ Mag, states he does it all alone in the studio. “When I first started, I put in a lot of time and energy to make sure I had learned all the tools of the trade, and masterizing was a key component in the scheme of things. I’ve worked with other people in the past, and that helped me learn new techniques and ideas but, ultimately, when I’m in the studio, it’s me, myself and I. I prefer it that way,” he recently told House Mag. He’s already demonstrated he has no qualms on the subject when he said he had produced a hit playing on the radio that had been signed by one of EDM’s giants. Another Dutchman, Nicky Romero, said he would never produce for other DJs, only for artists who are not related to his style of music, so that both

Outro holandês, Nicky Romero, disse que jamais produziria para outros DJs, apenas para artistas que não têm relação com o seu estilo musical, para que a identidade sonora de ambos não fosse confundida. O assunto está tão em voga, que há inúmeros sites prestando esses serviços, como o Ghost Producer (ghostproducer.nl), que anuncia no slogan: “Ajudando você a expressar a sua criatividade!”. Mas o oposto também pipoca na web, com artigos e comentários furiosos acusando os artistas de serem fake e os produtores, comprados.

identities could be heard. The topic is so popular that there are a number of websites offering the service, like Ghost Producer (ghostproducer.nl), whose slogan is: “Helping you express your creativity!”. But the other side of the coin also comes up on the web, in furious comments and articles that accuse artists of being fake and the producer of being sell outs. However, it’s important to remember that for a big DJ with several years under his belt and a strong name, hiring good producers is inevitable. For those DJs there is no time to experiment. Releasing amateur songs, as an

No entanto, é preciso lembrar que para um grande DJ com anos de carreira e nome consolidado, a contratação de bons produtores é inevitável. Para ele, não há espaço para experimentações. Lançar músicas amadoras, como faria um artista desconhecido que está dando os primeiros passos no estúdio, mancharia seu nome para sempre – como produtor, e também como DJ.

unknown artist trying out his first steps in the studio would do, can stain his name forever – both as producer and DJ. Despite the long discussion, the truth is that the mass audience doesn’t really care who made the track. What matters to them is the experience felt with the final product: is it good or bad? If the track is good, it will be bought, shared and acclaimed in other DJs’ sets. If it’s not, it will be thrown away, just

Apesar da longa discussão, a verdade é que o público de massa não está interessado em quem fez a música. O que importa para ele é a experiência do produto final: isso é bom ou ruim? Se a música é boa, será comprada, compartilhada e ovacionada nos sets de outros DJs. Se não, será jogada fora, assim como acontece com outros estilos já consolidados no mercado mainstream. A prática de ghost producing na música eletrônica ainda tem uma longa estrada pela frente. Independente das críticas, ou não.

as we’ve seen in other styles firmly rooted in the mainstream market. Ghost producing in electronic music still has a long road ahead of it. Whether it’s criticized or not.


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Bass in your face: Felguk

Bass in your face: Felguk Interview

por Felicio Marmo

Embora o Hemisfério Norte domine frequentemente a indústria da música eletrônica, a dupla dos brasileiros Felipe Lozinsky e Gustavo Rozenthal tem ajudado a equilibrar este cenário adicionando seus nomes à lista de DJs consagrados do lado Sul do globo. E com uma discografia de hits e basslines que conquistam as pistas à primeira ouvida às colaborações assertivas, tudo regado a remixes memoráveis, quem poderia ficar surpreso com o tremendo sucesso de Felguk na EDM atualmente?

Although the Northern Hemisphere often prevails in the electronic music industry, the Brazilian duo Felipe Lozinsky and Gustavo Rozenthal have helped tip the scene’s balance by etching in their names to the list of renowned DJs from the southern side of the globe. With a hit-filled discography, basslines that win any crowd over the first time they’re played, assertive collaborations and a pinch of memorable remixes, it’s no surprise that Felguk is such a huge success in current EDM. Reinventing themselves as fast as information does, the Electro

Buscando se reinventar na velocidade da informação, o duo de electrohouse mantém seu próprio selo, o Dongle Records, por onde lançaram recentemente “Slice & Dice”, o EP que apresenta um Felguk ainda mais massivo, se aventurando pelo dubstep e big room mainstream. Esta trilha ecoou bravamente na apresentação que a dupla fez no Tomorrowland 2013, o festival de música eletrônica mais comentado do mundo que, novamente, teve a honra de recebê-los como os únicos representantes do Brasil em meio a 220 atrações. “Existe uma grande possibilidade de tocarmos no Tomorrowland este ano [2014] de novo. Provavelmente, faremos a nossa primeira turnê asiática e ao menos uma turnê nos Estados Unidos”, falam com exclusividade ao Anuário RMC.

House duo manages their own label, Dongle Records, on which they recently released “Slice & Dice”, the EP that introduces an even more massive Felguk, venturing into Dubstep and big room mainstream. The track bravely echoed during the duo’s presentation in 2013, at Tomorrowland, the most commented electronic music festival in the world that was, once again, honored with their presence as the only Brazilian representatives amongst 220 attractions. “It’s quite possible that we play Tomorrowland again this year [2014]. We’ll probably be going on our first Asian tour and at least one tour in US.” they tell RMC Yearbook exclusively.


anuรกrio 2014

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bass in your face: felguk

E o ano de 2014 já começou promissor para o Felguk, que durante sua passagem pelas cidades de Perth, Sidney e Lexton, na Austrália, no final de janeiro, respondeu a esta entrevista.

And 2014 has kicked off to a good start for Felguk who, while on tour through

Confira abaixo o bate-papo com os cariocas que foram além de “Celebration”* e continuam surpreendendo seus fãs no mundo inteiro.

Check out the chat we had with the boys from Rio who went beyond

As novas produções, o EP “Slice & Dice” e os sets atuais são diretamente influenciados por basslines do big room. Como se

The new production, the “Slice & Dice” EP and the current sets, are directly influenced by big room bass lines. How did this shift in Felguk’s sonority come about?

deu essa mudança na linguagem sonora do Felguk?

Fel: Acho que o EP traduz bem o momento em que estamos, digo em termos de produção musical. Ele mistura a linguagem atual do electro com o Felguk clássico. Nas seis faixas fizemos uma boa varredura de todos os sub-gêneros de electro que curtimos e que fazem parte da nossa história. Quais produtores e selos de dubstep também têm servido de inspiração para vocês?

Guk: Na época do boom do dubstep, fomos bastante interessados no então novo gênero. A liberdade da batida quebrada sem o famoso kick “4 por 4”, somada a pegada rock’n’roll que o gênero ganhou quando chegou nos EUA, nos fascinaram. Hoje em dia gostamos tanto dos americanos quanto dos ingleses e podemos citar Skrillex, Nero, Rusko e 12th Planet entre os nossos favoritos. Qual foi a parceira mais inusitada do Felguk até hoje?

Guk: Já fomos no estúdio com Baby Boy da Prince, do hip hop, mas o resultado foi mais a farra do que uma criacao objetiva (risos).

Perth, Sidney and Lexton, in Australia, at the end of January, gave us this interview.

“Celebration”* and continue to surprise their fans world over.

Fel: I think the EP is a good translation of the moment we’re in, in terms of musical production. It’s a mixture of Electro’s current language with classic Felguk. We covered all of Electro’s sub-genres that we like and that are a part of our story on those six tracks. Which Dubstep producers and labels have served as sources of inspiration for you? Guk: During Dubstep’s boom, we were quite interested in the new genre. The freedom found in the broken beat, without the famous 4 by 4 kick, added to the rock and roll elements the genre took on when it got to the US, fascinated us. Nowadays, there are both American and British producers we equally like, for example Skrillex, Nero, Rusko and 12th Planet who are all amongst our favorites. What was Felguk’s most unexpected collaboration so far? Guk: We’ve been in the studio with Hip-hop’s Baby Boy da Prince, but the result was more of a good time than an objective creation (laughs). Do you think the plurality in artistic connections is more evident today than what it was five years ago? There are several unusual collaborations going on nowadays. I think a good

A pluralidade de conexões artísticas está mais evidente do que

example is the one between Bloody Beetroots and Paul McCartney. We think

há cinco anos?

it’s great and pray for more!

Hoje em dia, vemos algumas parcerias inusitadas na cena, acho que um bom exemplo é a de Bloody Beetroots com Paul McCartney. Achamos ótimo e que venham mais!

Did you ever think you’d be creating bass lines with PsyTrance’s pioneers?

Algum dia vocês já se imaginaram criando basslines com os

being the fact that we’ve been Infected fans for years, and the other was the

pioneiros do trance psicodélico?

pleasure of ending up as their friends; those guys are funny! The idea came

Fel: Foi muito legal essa parceria com o Infected Mushroom por vários motivos. Um deles é que eramos fãs de Infected há muitos anos, e outra é que acabamos nos tornando amigos e eles são muito engraçados! A ideia surgiu de um remix de uma música deles que nos pediram para fazer, mas o resultado acabou ficando tão distante do original que virou uma nova música.

about after they asked us to remix one of their tracks, but the end result was so

E aí, vocês concordam que 2013 foi o ano de Settle, do

record has had in the Deep House world.

Disclosure?

Guk: Achamos um marco, realmente. Não apenas pela qualidade de produção e de criação ser indiscutivelmente boa, mas por atingir aquele ponto ideal entre underground e mainstream. Já ouço uma influência arrasadora do disco no “mundo” do deep house.

Fel: Working with Infected Mushroom was great for several reasons. One of them

distant from the original that it became a whole new track. So, do you guys agree that 2013 was Disclosure’s “Settle” year? Guk: We think it was really a landmark. Not only in terms of its undisputable production and creative quality, but also because it hit that ideal spot between underground and mainstream. I can already hear the overwhelming influence the


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bass in your face: felguk

Hoje em dia, vemos algumas parcerias inusitadas na cena, acho que um bom exemplo é a de Bloody Beetroots com Paul McCartney. Achamos ótimo e que venham mais! Como vocês absorvem o UK garage para o Felguk?

How does Felguk absorb UK garage?

Guk: Tudo que soa novo e que dá uma refrescada nos nossos ouvidos já saturados de tanta repetição na música eletrônica, nos seduz. Porém, não vejo uma influência direta do UK garage pop no nosso som daqui pra frente, mas nada impede que surja um ou outro elemento parecido, de forma involuntária.

Guk: Anything that sounds new and refreshes our oversaturated ears from so

Excursionar no exterior e em grandes eventos sempre foi um sonho de vocês? Tocar no Tomorrowland foi a maior experiência nesse sentido?

Fel: Sempre foi um sonho. Eu juntaria o Tomorrowland a outras experiências memoráveis como EDC Los Angeles e Las Vegas, Ultra Miami, e Burning Man. Mas sem dúvida o Tomorrowland tem seu traço único e especial. Como vocês estão variando o set dependendo do evento?

Guk: Sem dúvida, alguns lugares são mais propícios a uma maior multiplicidade de gêneros e outros ficam mais no electro house mesmo, alguns lugares precisam de mais músicas com voz, enquanto outros tendem a preferir mais o instrumental. Algumas pistas aceitam melhor referências rock e pop, enquanto outros não, assim como em certos lugares pode se pegar mais pesado e outros deve-se segurar mais a mão e por aí vai.

much repetition in electronic music, seduces us. However, I don’t really see a direct influence on our music coming from Pop UK Garage. Having said that, one or two elements that sound like it might pop up on our tracks involuntarily. Has touring abroad and playing big events always been a dream for you? Was playing a Tomorrowland your biggest experience in this respect? Fel: It had always been a dream. I’d put Tomorrowland with other memorable experiences like EDC Los Angeles and Las Vegas, Ultra Miami, and Burning Man. Without a doubt though, Tomorrowland does have a unique and special taste. Are you changing your sets from venue to venue? Guk: Absolutely, some venues are more receptive to a greater multiplicity of genres and others prefer pure Electro House, some need more vocals, while others tend to prefer tracks that are more instrumental. A few dance floors welcome rock and pop references while others don’t, and in some venues, you can really let it rip while in others you need to hold back a little more, and so on and so forth. From the very beginning to this day, what’s the track that perfectly sums up Felguk? Fel: I believe it’s “2nite”. Straight up Electro House, lots of energy, a perfect balance between underground and mainstream, with a two-minute break that

Desde o início até hoje, qual faixa resume o Felguk de maneira

culminates in a gigantic explosion (laughs).

perfeita?

Fel: Acredito que a “2nite”. É electro-house na cabeça, bastante energética, num ponto perfeito entre underground e mainstream, com uma crescente de dois minutos e uma explosão gigante (risos).

How do you feel about the playback stories that have been in the media recently involving stars like David Guetta in Recife? Fel: I don’t think there was conclusive proof that it was, in fact, a playback of a prerecorded ser. Anyhow, I don’t think that the DJ’s technical aspect is the most

O que acham do playback de estrelas como o caso mais recente

important thing in a presentation. I think it’s fundamental to build a set, song by

do David Guetta em Recife?

song, according to the audience’s reaction.

Fel: Não acho que ficou evidenciado que era playback de um set pronto. De qualquer modo, não acho que a parte técnica do DJ seja o mais importante em sua apresentação. Acho sim fundamental construir o set música a música dependendo da reação do público. Por fim, indiquem talentos flamejantes que devemos ficar de olho em 2014.

Felguk: Fora do Brasil temos o Martin Garrix, Tujamo, Sick Individuals, Audien, Merk & Kremont e vários outros. No Brasil diríamos Victor Ruiz, FTampa, Alok, CIC, entre outros. *”Celebration”, da cantora Madonna, foi o remix que alçou o Felguk ao sucesso instantâneo.

Finally, reveal a few of the blazing talents we should keep our eyes on in 2014. Felguk: Out of Brazil we have Martin Garrix, Tujamo, Sick Individuals, Audien, Merk & Kremont amongst several others. In Brazil, we’d say Victor Ruiz, FTampa, Alok and CIC, to name a few. * Madonna’s ”Celebration”, was the duo’s remixed track that launched Felguk into immediate success.


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anuário 2014

DJ Q&A

por mariana censi

 Aproximamos artistas de várias partes do Brasil, e de diferentes gêneros, para trocarem informações, curiosidades e experiências We got several artists together - from all over Brazil and from all genres - to exchange information, curious stories and experiences

Element

Marcio S

Idee a.k.a. Renee

Bruno Belluomini

Morttagua

André Pulse

Dos Santos

Victor Ruiz


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dj q&a

André Pulse (Goiás) pergunta para Bruno Belluomini (São Paulo)

André Pulse (Goiás) asks Bruno Belluomini (São Paulo)

Residente do Green Valley e da Pacha Goiânia, André Pulse é considerado um dos artistas pioneiros no cenário brasileiro. Sua carreira começou como músico de rock underground até, no início dos anos 90, em Londres, descobrir a música eletrônica.Bruno Belluomini é pioneiro de dubstep e bass music no Brasil, com grande destaque no exterior, além de suporte e admiração de artistas como DJ Marky e da inglesa Mary Anne Hobbs.

Resident at Green Valley and Pacha Goiânia, André Pulse is considered one of the pioneers in the Brazilian scene. His career began as an underground rock musician until the early 90s, when he discovered electronic music in London. Bruno Belluomini is a Dubstep and Bass music pioneer in Brazil. Renowned overseas and both admired and supported by artists like DJ Marky and Mary Anne Hobbs. I saw your name on the line up for Sónar 2012. Any interesting

Vi que você esteve no line-up do Sónar 2012. O que tem de curioso

stories you care to share about this event?

para contar sobre esse evento?

There’s nothing more challenging than being put to play between Mogwai

Não existe nada mais desafiador do que colocarem você para se apresentar entre um Mogwai e um James Blake. É só assim que você cresce, evolui e segue em frente com sua carreira. Curti apresentar meu trabalho ao vivo, mas também gostei das outras etapas do processo: passar o som de manhã, trocar ideia com o gerente de palco, subir na mesa para enxergar as frequências do sinal etc. Acho isso muito importante. Você, numa gig com essa dimensão, não é absolutamente nada sem bons técnicos e engenheiros nos bastidores.

and James Blake. That’s the only way you truly grow, evolve and climb up

Confesso que, por falta de tempo, não acompanho muito de perto a cena dubstep, mas gostaria de saber como você define esse estilo e também o seu próprio, dentro da cena nacional e internacional.

Enquanto o gênero permaneceu em alta, ou seja, enquanto ele foi sinônimo de um ambiente prolífico para artistas realmente criativos e inovadores, sua maior característica foi o grave: aquela tremedeira provocada pelas baixas frequências do espectro sonoro na frente do soundsystem. É meio difícil falar sobre meu próprio trabalho. Prefiro que as pessoas experimentem minha música ao vivo e ouçam ela no Soundcloud depois. Onde rolam as festas?

Em 2005 nasceu a Tranquera, uma festa que representava o dubstep por aqui. O auge da noite rolou no Vegas Club, na Rua Augusta, em São Paulo, entre 2009 e 2012. Apesar de ter sido uma época muito boa para quem estava lá, tanto na pista como nos decks, ela já ficou para trás. Hoje existe o TRNQR: uma base para a transmissão do nosso radio show e para o compartilhamento das nossas pesquisas sonoras atuais. Quais synthsvocê acha mais bacana para ‘tirar’ estes graves característicos do dubstep?

O Audacity é ótimo para gerar ondas e o Ableton é perfeito para modular depois. Talvez meu tutorial ainda esteja na internet.

the next step in your career. I really enjoyed my live presentation, but I also enjoyed the other steps in the process: sound check in the morning, talking to the stage director, going up on the mixing desk to check frequencies, etc. I think all of it is important. When you’re at a gig that big, you become meaningless without the help of good technicians and engineers backstage. I have to confess that due to a lack of time, I don’t really keep up with the Dubstep scene. But I’d like to know how you would define the genre and also your own style, within the national and international scene. When the genre was at its peak, in other words, while it was synonymous to a prolific environment for truly creative artists and innovators, its main characteristic was the bass: that feeling your whole body is shaking because of the low frequencies in the sound spectrum in front of the sound system. It’s tough for me to talk about my own work. I prefer people to experience my music live and then listen to it on Soundcloud.

Where do the parties happen? Tranquera, a party that used to represent Dubstep over on this side of the pond, was born in 2005. The event culminated at Vegas Club, on Rua Augusta, in São Paulo, between 2009 and 2012. Even though it was a great time for those who were there, both on the dance floor and behind the decks, that time is gone. Today there’s TRNQR: a base from where we broadcast our radio show and share our current music research. Which synths do you think are the best to get those Dubstep bass lines from? Audacity is great for wave generation and Ableton is perfect to modulate later. My tutorial might still be online.


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anuário 2014

Do Santos (Rio Grande do Sul) pergunta para Element (Paraná)

Do Santos (Rio Grande do Sul) asks Element (Paraná)

Gaúcho de Lajeado, o interesse de Do Santos pela música eletrônica começou enquanto passava uma temporada na Argentina, em 2006, como jogador de futebol amador. O interesse virou carreira de DJ e produtor e recentemente estreou seu selo Santos Music, que já vem tendo grande destaque aqui e lá fora. O curitibano Element é peça chave do psy trance brasileiro, tem um público fiel ao seu trabalho e é sempre muito aplaudido nos grandes festivais em que se apresenta.

From Lajeado, Rio Grande do Sul, Do Santos’ attention veered towards electronic music when he was spending some time in Argentina, back in 2006, as an amateur football player. Curiosity turned into a DJ and producer career and he recently launched his label Santos Music, which has been turning heads both nationally and internationally. From Curitiba, Element is an essential part of Brazilian Psy-Trance, with a loyal following, he is always warmly received and acclaimed for the work he does in the festivals he plays at.

Como você vê a cena psy trance no Brasil hoje? Sendo que anos atrás, os maiores festivais eram deste estilo e hoje predomina o low bpm ou EDM.

A música sempre teve seu ciclo desde o princípio e não é diferente com o psy trance. Entretanto, ao contrário do que parece à ótica dos estados Sudeste e Sul, o psy predomina em muitas outras regiões aonde o techno e vertentes não são tão difundidos, como norte e nordeste. Tudo aquilo que vivemos aqui no sul e sudeste na última década, está acontecendo hoje de forma veemente por lá, e as pessoas são extremamente apaixonadas pelo psy trance em sua forma mais pura. É muito comum ver pessoas realmente dançando e interagindo com todos sem se preocupar com aparência, coisa que, às vezes, sinto muita falta em outras regiões do país. Curitiba ainda hoje tem uma característica influência do psy?

Curitiba tem algo peculiar, um “Q” diferente. Além de ser uma das capitais onde o público é mais crítico, junto com Belo Horizonte e Salvador, sempre existiu uma união muito grande entre os que realmente amam o estilo. Pouca gente sabe, mas um dos primeiros brasileiros produtores de trance, reconhecido e respeitado mundialmente, saiu de Curitiba [Rodrigo Carreira com seu projeto Oxyd]. Então, hoje, para mim, além de ter aprendido muito com esse cidadão, poder representar a minha cidade é uma honra sem tamanho. Além disso, o currículo de Curitiba sempre foi impecável quanto a novos artistas e eventos como, por exemplo, a última e inesquecível Tribaltech, onde realmente caiu a minha ficha de que o sonho havia se realizado e que poderia ir muito mais longe. Qual é sua responsabilidade como um dos artistas referência da cena brasileira de psy trance?

Fico muito contente com esse suposto “rótulo”, mas de certa forma procuro deixar ele somente nos ditos. Nada teria acontecido na minha carreira se não fosse pelo próprio público, e por tudo aquilo que planejei ou sonhei lá no ínicio. Procuro sempre manter os pés no chão, agradecer fazendo minha parte para educar e ajudar a cena como um bem maior e principalmente lembrar que eu vim lá do lado de baixo, da plateia. Isso eu acredito ser muito importante: se você não é capaz de entender o carinho de um fã, seja ele em qual forma for, você não é capaz de transmitir aquilo que ele espera de você de forma respeitosa e recíproca.

What’s your take on the Brazilian Psy-Trance scene today? Especially since a few years back, that was the genre played in most festivals and nowadays it’s the low BPMs and EDM that prevail. Music has always been cyclical and it’s no different for Psy-Trance. However, contrary to what can be seen in the South and Southeast, Psy prevails in many other regions where Techno and other sub-genres are not that widespread, like in the Northa and Northeast. Everything we experienced in the South and Southeast over the last decade is vehemently happening up North, and people are truly crazy about Psy-Trance in its purest form. It’s common to see people dancing and interacting with others, without worrying about looks, a characteristic I miss in other parts of the country, at times. Does Curitiba still have a unique Psy-Trance influence to this day? Curitiba has something peculiar about it, something special. Apart from being one of the capital cities with the most critical audience (along with Belo Horizonte and Salvador), there has always been a very strong bond amongst those who really love the genre. Few people know this, but one of Brazil’s first Psy-Trance producers to be recognized and respected internationally, came from Curitiba [Rodrigo Carreira and his project, Oxyd]. So nowadays, I can say that apart from having learned a great deal from the guy, I am extremely proud to represent my city. Curitiba’s CV has always been impeccable in relation to new artists and events like, for example, Tribaltech’s last and unforgettable edition, where I truly realized that the dream had come true and I could fly much higher. What’s your responsibility as one of Brazil’s ‘go-to’ artists in regards to Psy-Trance? I’m pleased to have that “label” but I tend not to use it that much. None of this had happened for me if it weren’t for the audience and for all of my dreams and plans when I started. I keep my feet firmly on the ground, show my gratitude doing my part in educating and helping the scene for the greater good and always remind myself that I came from all the way down there, the dance floor. I believe that is essential: if you’re not capable of understanding the love you get from your fans, in whatever form it comes, you’re not able to transmit what he/she expects from you respectfully and reciprocally.


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dj q&a

Idée aka Renee (Santa Catarina) pergunta para Marcio S (Amazonas)

Idée aka Renee (Santa Catarina) asks Marcio S (Amazonas)

Renee Mussi tem uma bagagem de cultura musical respeitável, resultado de viagens pelo mundo inteiro em busca de conhecimento e discos, sua paixão. Residente da Terraza, clube de Florianópolis, o qual ajudou a idealizar, hoje ele colhe frutos de um trabalho bem conduzido junto da organização. Marcio S. é um paulista que há muitos anos vive em Manaus, capital do estado da Amazônia, e assina residência de uma das principais produtoras de eventos do norte do país, a Seven Entertainment.

Renee Mussi has a respectable musical background stemming from trips the world over in search of knowledge and records, his passion. Resident at Terraza, club in Florianópolis, which he helped idealize, he is now harvesting the fruits of a job well done with the organizers. Marcio S. is originally from São Paulo but has been living in Manaus, Amazonia’s capital city, for a while. He is the resident for one of the main event producers of the North, Seven Entertainment.

Existe alguma dificuldade em levar artistas para os clubes locais, ou é possível que todos os artistas que se tem interesse se apresentem na região? Digo em questão de custo de logística, inviabilidade de cachês em virtude do tamanho dos clubes, etc.

Como estamos afastados dos grandes centros da música eletrônica, dificulta um pouco mais, mas estamos mudando isto com a presença do SUB [clube] semanalmente e com eventos da Seven. A logística sempre foi e é o nosso maior problema: vôos caros e a distância às vezes atrapalham no share de datas de alguns artistas. Quanto ao cachê, sofremos o mesmo que alguns clubes/eventos fora do eixo Sul e Sudeste sofrem, a respeito de preços diferentes, o que dificulta. Como você descreve a cena eletrônica em Manaus? Popular ou underground?

Forte apelo popular, como acontece em boa parte do Brasil, porém com o trabalho do Seven nos últimos quatro anos, e recentemente com a abertura do SUB, conseguimos fazer com que o underground fosse trabalhado em Manaus, seja com artistas, festas ou projetos mais intimistas. O que você acha que falta na cena eletrônica de Manaus?

Obviamente, com mais clubes o mercado aquece e, consequentemente, novos artistas virão. Então, para a abertura de um clube, este requer estudo, estratégia e foco. Quais os clubes e eventos mais importantes da sua região? Estes movimentam a cena?

Manaus ficou um ano sem clube dedicado a musica eletrônica e, com a abertura do SUB isto tem mudado. O Seven Music Festival é a referência no norte do país, trazendo grandes nomes do cenário eletrônico. É o único da região e tem atraído pessoas dos estados vizinhos para conhecer e curtir o evento. Consequentemente, serve de estímulos para novos projetos para a cena.

Is it difficult to take artists to local clubs, or is possible to get all the artists you want to come to the region? I mean in terms of logistics, costs and booking fee feasibility due to the size of the clubs, etc.

The fact that we’re quite a distance away from the big electronic music hubs does complicate things a little, but we’re changing that by opening SUB [club] weekly and with Seven’s events. The logistics has always been and still is our main problem: long and expensive flights sometimes get in the way of dates shares for some artists. As for booking fees, we face the same problems other clubs/events out of the South and Southeastern route have, which does get in the way. How would you describe the electronic music scene in Manaus? Popular or underground?

It has a strong popular appeal, as in most Brazilian regions, but with Seven’s work over the past four years and with the recent opening of SUB, we’ve managed to work underground into Manaus – be it through artists, parties or smaller projects. What do you think is missing in the electronic scene of Manaus?

Obviously more clubs means the market expands and new artists will come. So opening a club requires research, strategy and focus. What are the most important clubs and events in your region? Do they keep the scene alive?

Manaus was clubless for a year and, when SUB opened its doors things started to change. Seven Music Festival is a reference in the North and always brings in big names in the electronic music scene. It’s the only one in the region and it has attracted people from neighboring states who come check out and enjoy the event. Consequently, it has become an incentive for new projects and for the scene.


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anuário 2014

Morttagua (Rio de Janeiro) pergunta para Victor Ruiz (São Paulo)

Morttagua (Rio de Janeiro) asks Victor Ruiz (São Paulo)

Em 2013, Morttagua consagrou-se como produtor, tendo produções suas insistentemente tocadas por artistas como Markus Schulz e as lendas Paul van Dyk e Paul Oakenfold, tornando-se uma das principais influências brasileiras de progressive house e trance. Victor Ruiz segue no mesmo caminho como produtor e está conquistando cada vez mais espaço. Ao lado da VJ Any Mello, eles formam um projeto audiovisual que está percorrendo o Brasil e conquistando fãs.

In 2013, Morttagua established himself as a producer; his tracks played

Aqui no Rio, apesar de ser minha cidade natal, não sinto uma certa receptividade e isso me fez chegar à conclusão de que o público paulista é mais antenado musicalmente que o carioca. Gostaria de saber qual a sua visão da cena do Rio.

Bom, minhas experiências no Rio de Janeiro foram de diversos tipos. Já tive gigs boas, médias e ruins. Como em vários os lugares no Brasil, o Rio tem um grande potencial para a música eletrônica, a maior diferença que senti entre o público paulista e o carioca é que o público do Rio é mais tímido para dançar. Quais os principais obstáculos você enfrentou em sua carreira de produtor até entrar em grandes gravadoras?

Os maiores desafios, na verdade, sempre foram achar selos onde conseguisse encaixar minhas músicas. Pelo fato da minha sonoridade ser um pouco singular, sempre foi difícil encontrar alguma gravadora que quisesse lançar minhas músicas. Eu sempre tive apoio de selos nacionais como InMiniMax Records do Gabriel Boni, Crunchy Records do Komka e Tiles do André Salata e do Guilherme [Vieira]. São selos que sempre apoiei e sempre continuarei apoiando. O passo mais importante é fazer música e enviar as demos sem medo. Muita gente fica com medo de ouvir uma resposta negativa, mas como dizem por aí: “o ‘não’ você já tem”.

insistently by artists like Markus Schulz and legendary Paul van Dyk and Paul Oakenfold, making him one of the most influential Progressive House and Trance artists in Brazil. Victor Ruiz is following in the same footsteps as a producer as he slowly conquers his space in the limelight. Next to VJ Any Mello, they have an audiovisual project who has been taking Brazil by storm. Here in Rio, despite it being my hometown, I don’t really feel a great deal of receptivity and that makes me think that the audience in São Paulo is musically more tuned in than Rio’s. I’d like to know what your take on Rio is. Well, I’ve had all sorts of experiences in Rio. I’ve had good, average and bad gigs. As in several other places around Brazil, Rio has a tremendous potential for electronic music to thrive in. The greatest difference I’ve felt between the audience here and in São Paulo is that the one in Rio is a lot shyer to dance. What were the biggest obstacles you had to face throughout your career as a producer until you made it to the big labels? The biggest challenge was always finding labels where I could include my music. Because I have quite a specific kind of sound, it’s always been hard to find labels that were willing to release my tracks. I’ve always been backed by national labels like Gabriel Boni’s InMiniMax Records, Komka’s Crunchy Records and André Salata’s and Guilherme’s [Vieira]Tiles. Those are labels I have and will always support. I think the most important step is to make music and send out demos. Many people are scared of getting a no as an answer, but it’s like they say: “you already have ‘no’ as an answer, so why not try for a yes.” Which artists inspired you in the beginning of your career as a producer and who inspires you today? That’s an interesting question seeing as I come from a rock and metal background and not an electronic music one. I could name dozens of bands

Quais os artistas que te inspiraram no início de sua carreira

that have gotten me where I am today but I’ll focus on electronic artists.

como produtor e os que te inspiram atualmente?

Apart from Daft Punk, another project that has influenced me a great deal

Essa é uma pergunta interessante, já que eu vim da escola do rock e do metal, e não da música eletrônica. Eu poderia citar dezenas de bandas que me fizeram chegar aonde cheguei hoje, mas vou focar nos artistas de eletrônico. Além de Daft Punk, outro projeto que me influenciou, e me influencia muito, é o Kraftwerk. Principalmente depois de eu ter assistido uma apresentação audiovisual deles. Como eu tenho também um projeto audiovisual com a minha namorada, a VJ Any Mello, conseguimos absorver muitas ideias interessantes de como executar nossas apresentações.

and still does is Kraftwerk. Especially after I watched one of their audiovisual presentations. Because I also have an audiovisual project with my girlfriend, VJ Any Mello, we really soaked in a lot of interesting ideas on how to execute our presentations.


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A tecnologia da noite nightlife technology

por Alexandre Albini

Muito além de som e imagem, sistemas de segurança e equipamentos sustentáveis entram na pauta dos clubes e festas Se a imagem que você tem de uma pista de dança ainda envolve estrobo, gelo seco e um globo espelhado, é muito provável que visitar um clube nos dias de hoje seja uma experiência decepcionante! Casas noturnas e festivais cada vez mais investem pesado em novas tecnologias de luz som e cenografia, o que significa que em pouco tempo estes locais se renovam completamente. De tudo que compõe uma casa noturna, poucos itens tiveram uma evolução tão considerável nos últimos anos quanto os sistemas de iluminação. Deixaram de ser usados recursos clássicos como globos espelhados, luzes negras e refletores, quase obrigatórios em qualquer discoteca entre os anos 70 e 90.

way beyond sound and image, security systems and sustainable equipment are now of major importance for the venues If the picture that you have in your mind when you tink of a dance floor still involves strobe-lights, fog machine and disco balls, it’s very likely that to visit a club these days would be a disappointing experience for you (or maybe not!). Nightclubs and festivals are investing heavily in new technologies of light systems, sound and scenery, which means that these venues are constantly changing and are much different from what they used to be. From everything that a nightclub is made of, few items had such a considerable evolution in recent years as the lighting systems. Classic features as mirrored globes, strobe lights and reflectors – almost mandatory in any nightclub between the 70’s and 90’s – are no longer popular.


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a tecnologia da noite

Esses efeitos deram lugar a equipamentos com maior tecnologia, como placas de LED que se modificam conforme o ritmo da música, ou projetores que lançam imagens em alta definição ao redor da pista. Responsáveis por toda essa tecnologia, arquitetos, designers e VJs têm seu trabalho representando cada vez mais um diferencial nas competitivas baladas mundo afora.

These effects were substituted by devices with more technological resources such as LED boards that may change according to the rhythm of the music, or projectors that cast images in high definition around the dancefloor. Responsible for all this technology, the architects, designers and VJs have their work representing an increasingly competitive feature in the nightlife, worldwide. A technique widely used by VJs is the video-mapping. Basically, it creates an

Uma técnica muito utilizada pelos VJs é chamada de video mapping. Basicamente, ela cria uma ilusão de ótica em 3D, baseada na projeção de vídeos em qualquer superfície e, através de um software é capaz de processar o mapeamento dos pontos que cobrem seus detalhes, como colunas, portas ou janelas. Assim é possível visualizar imagens independentes em cada area, proporcionando experiências visuais capazes de impressionar muito o público e de explorar ao máximo as características próprias de cada espaço.

optical illusion in 3D, based on the projection of videos on any surface. By using specific software it’s possible to process the mapping of spaces and their details like columns, doors or windows. After this is done, you can view independent images projected on each area, providing visual experiences able to impress and to fully explore the characteristics of each and every space. D-Edge is a reference in lighting system in Brazil and around the world: the club is entirely covered of LED walls and lines. Approximately 400 rectangles that provide 16 million color combinations spread across the floor and walls of the

Clube referência em sistema de iluminação no Brasil (e no mundo), o D-Edge apostou totalmente nas linhas de LED. Aproximadamente 400 retângulos que proporcionam 16 milhões de combinações de cores se espalham pelo chão, paredes e teto da pista principal da casa. Com um software especialmente concebido para tal finalidade, a experiência proporcionada para o público foi um dos ingredientes a fazer do clube mundialmente famoso. Depois da reforma de 2011 o clube ganhou novos espaços, onde o recurso é novamente explorado.

dance floor. With software specially designed for that purpose, the experience provided to the public is one of the ingredients that guaranteed worldwide fame to the venue. After the makeover of 2010, the club has two new spaces where the LED features are once again explored. Despite the importance of these technologies, nothing is more essential for a club than a flawless sound system. And this is not just about the sound system, but also about local materials and construction of spaces. Imagine, for example, an environment with adverse noise characteristics, it will feature echo

Apesar da importância dessas tecnologias, nada é mais essencial em um clube que uma boa sonorização. E por isto não se entenda apenas o sistema de som, mas também os locais e materiais da construção das casas. Imagine-se, por exemplo, em um ambiente com características sonoras adversas, que apresenta eco ou reverberação. Nestas duas

or reverberation. Having these possibilities, a poorly designed system could not work out properly, which would create problems on the perception of the clients. The same goes for the materials used to surround the dance floor.


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possibilidades, um sistema mal projetado poderia não funcionar de forma adequada, o que geraria problemas de percepção por parte dos presentes. O mesmo vale para os materiais empregados na pista de dança. Como nem sempre é possível construir um novo local com uma acústica ideal e festas e festivais muitas vezes estão sujeitos à espaços que nao comportam grandes mudanças, marcas como a FunktionOne têm trabalhado ao longo dos últimos anos no desenvolvimento de tecnologias com o intuito de proporcionar o melhor rendimento imaginável de sonorização qualquer que seja a característica encontradas. Tirando vantagem deste processo de pesquisa e desenvolvimento, a empresa oferece para os interessados um projeto completamente original, especificado e configurado de acordo com cada necessidade em particular.

De posse de um amplo sistema de som, paralelamente há a obrigatoriedade de isolamento acústico eficiente, principalmente se a casa noturna ou o evento estiverem situados em área residencial. Uma novidade do setor, para essa finalidade, é um produto desenvolvido pela empresa Trisoft e que consiste em um material feito exclusivamente de garrafas PET recicladas. Por não possuir resina em sua composição, não propaga e nem goteja chamas, e o mais importante: não exala fumaça tóxica.

It is not always possible to build a new venue with perfect acoustic though, because parties and festivals are often placed in venues that can’t take big makeovers. Therefore, brands like Funktion One have worked over the past few years on developing technologies in order to provide the best sound system for different places. Taking advantage of this research and development process, the company offers a completely original design, configured according to each particular need. After created a flawless sound system, there is the requirement for efficient parallel

A Lei Federal sobre Segurança, que tem previsão para ser votada pelo Congresso em Março, terá como uma das obrigatoriedades a instalação de sistemas de monitoramento dentro de casas noturnas. Uma das novidades apresentadas na ICS Brasil, maior feira do setor no país de tecnologia em segurança, são as câmeras que detectam tumultos e acionam automaticamente o corpo de bombeiros em casos de incêndios. Para isso, a alemã Bosch possui o “Painel modular FPA5000”, equipamento que integra todos os outros sistemas existentes no local. Quando disparado, ele pode executar ações como o desligamento ou reversão do sistema de ventilação (para que a fumaça seja retirada de dentro do prédio), o silenciamento da aparelhagem de som (para a transmissão de uma mensagem de evacuação imediata,

acoustic insulation, especially if the nightclub or event is located in a residential area. A new feature in the industry for this purpose is a product developed by Trisoft that consists on a solid material made exclusively from recycled plastic bottles. The system abolishes resin from its composition, therefore it doesn’t propagate flames or dripping, and most importantly: no toxic smoke. The Federal Law on Security, which is expected to be voted by Congress in March, will make it obligatory the installation of monitoring systems in nightclubs. One of the novelties presented at “ICS Brazil” (the main event in the industry of security and technology in the country), are the cameras that can automatically detect trigger riots and call the fire department in case of fire. For this, the German company, Bosch, developed the “Modular Panel FPA-5000”, equipment that


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a tecnologia da noite

e orientação da rota de fuga) o destravamento de portas e catracas, a ativação da sinalização de emergência, dentre várias outras ações.

integrates all other systems in place. When triggered, it can perform actions such as shutting down or reversal of the ventilation system (so the smoke is removed from inside the building), the silencing of sound (for the transmission

Não menos significativa, a interatividade também intregra cada vez mais a diversão nos dias de hoje. Bom exemplo disso é o “Flexus Media”. Implantado na boate carioca Miroir, o equipamento é um espelho com tecnologia sensível ao toque que permite a visualização de imagens, textos e animações diretamente em sua superfície, podendo ser utilizado igualmente para tirar fotos que são publicadas instantaneamente nas redes sociais.

of a message of immediate evacuation and route guidance leakage) unlocking of doors and turnstiles, activation of emergency signaling, among other actions. Equally significant, interactivity is almost indispensable these days. A good example is the “Flexus Media”: implemented in the carioca club Miroir, the equipment is a mirror equipped with touch screen technology that allows the viewing of images, texts and animations directly into its surface, and may also be used to take pictures that are published instantly on social networks.

Seguindo a mesma linha de conectividade, empresas estão tentando fazer com que as tradicionais filas fiquem mais “inteligentes”. A ideia é que novos frequentadores, mesmo sem terem acesso aos promoters da casa, possam colocar seus nomes na lista de desconto ou comprar ingressos pelo celular. No momento que o cliente se cadastra no sistema, recebe um QR Code individual, com o registro dos convites adquiridos. Na porta dos eventos, uma pessoa do staff verifica o código usando um simples smartphone e autoriza a entrada. Em clubes como o Noir de Brasília, pagar a conta não é mais um problema. Uma novidade possibilita que a comanda possa ser fechada por meio de um aplicativo móvel. Este recebe os dados de consumo da noite, e, antes de sair, com o cartão do cliente já devidamente cadastrado, o pagamento é feito pelo próprio aparelho.

Following the same line of connectivity, companies are trying to turn the traditional queues into something more “intelligent”. The idea is that new attendees without access to the promoters of the club can put their names on the list of discount or purchase tickets by phone. At the time the customer signs up in the system, he will receive a QR Code with the registration of the purchased invitations. At the club door, a person from the staff can check the code using a simple Smartphone, and authorizes the entry. In clubs like Noir, in Brasilia, paying the bill is no longer a problem. An innovation allows the payment through an app. Outside Brazil, technology goes way further. At “Club Watt” in Rotterdam, Netherlands, the whole dance floor is made with ​​ a special floor that uses people’s energy to feed the sound system and lighting. Supported by strong springs that oscillate a few millimeters, according to the movement of clubbers, the system yields savings of up to 30% in power

Fora do país, a tecnologia já foi um pouco além do apresentado por aqui. No Club Watt, em Roterdã na Holanda, toda a pista de dança é feita com um piso especial que usa a energia das pessoas para alimentar o sistema de som e de iluminação. Apoiada por fortes molas que oscilam alguns milímetros, de acordo com a movimentação dos clubbers, o sistema rende uma economia de até 30% no consumo elétrico. Em Berlim, o tradicional clube Tresor promove a festa “High Voltage”, em que os organizadores calculam o valor das emissões carbônicas emitidas no evento, e doam a quantidade equivalente a um projeto ambiental que economiza o mesmo volume de CO2. Ao que tudo indica, muito além de som e imagem, o futuro dos clubes e festas está em ações ligadas à segurança, sustentabilidade e maior interação do público com o evento.

consumption. In Berlin, the traditional club Tresor promotes the “High Voltage” party, where organizers estimate the value of carbonic emissions emitted at the event and donate the equivalent for an environmental project. Apparently, beyond sound and image, the future of clubs and parties are in actions relating to security, sustainability and greater public interaction with the event.


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10 Softwares, Hardwares e Tecnologias que vão fazer história em 2014 10 Softwares, Hardwares AND Technology that will make history in 2014

Por ilan kriger

Bitwig Studio

HBitwig Studio

Esta promete ser a grande novidade entre os softwares de produção musical. O Bitwig é desenvolvido por uma recém criada empresa alemã, cujo quadro de funcionários conta com muitos ex-integrantes da Ableton Live, por isso, o novo software de produção musical DAW - Digital Audio Workstation (estação de trabalho de áudio) tem muitas funções similares ao Ableton, mas com novas possibilidades e ferramentas.

This promises to be the next big thing in musical production software. Bitwig

Roland Aira

Roland Aira

As baterias da Roland 808 e 909 foram lançadas no começo dos anos 80 e em pouco tempo se transformaram em elementos básicos e característicos para gêneros como Hip-House, House e Techno. A novidade é que irão ganhar uma nova versão atualizada em 2014. A promessa é manter as características das duas baterias, mas com a adição de funções modernas. Ainda sem previsão de lançamento.

Roland’s 808 and 909 were both launched in the early 80s and in a short period

was developed by a recently created German company with many of the Ableton Live’s ex-staff on board and because of that, the new software, DAW - Digital Audio Workstation, has several functionalities also found on Ableton, with added possibilities and tools.

of time, became essential and characteristic elements in genres like Hip-House, House and Techno. The news here is that they will get an updated version in 2014. The commitment is to maintain the characteristics found in both drum machines, and add modern functions. There is still no launch date set for the Aira.


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anuário 2014

Traktor 3 Pro

Traktor 3 Pro

O novo Traktor deve ser anúnciado ainda no primeiro trimestre de 2014 e com lançamento para o segundo trimestre do ano. Existem boatos fortes que a nova versão do software de discotecagem mais utilizado do mundo vai incluir a possiblidade de mixagens com vídeo. A nova versão também deve incluir uma ferramenta de beatgrid/Sync melhorado (como na versão para iOS) e também novos efeitos e possibilidades de mapeamento.

The new Traktor will be disclosed sometime during this year’s first trimester and

Pioneer RMX-500

Pioneer RMX-500

A Pioneer não atualiza constantemente a sua linha de produtos, mas na maioria das vezes acerta quando faz. Foi o caso com o RMX-500, que é uma versão menor, simplificada e mais barata do RMX-1000. A unidade de efeitos vem com placa de som, versão em plug-in nos formatos AU, VST e RTAS e também aceita informações MIDI de outras controladoras e softwares.

Pioneer doesn’t constantly update its product line, but when it does, it’s usually

Izotope Beatweaker

Izotope Beatweaker

A Izotope é uma empresa americana que por mais de uma década vem desenvolvendo softwares para produção musical. Têm parceria e com grandes como Adobe, Avid, Microsoft e Sony. No ano passado com o lançamento do sampler Iris eles revolucionaram a possibilidade de novos timbres e também de uma manipulação mais visual do som. A Izotope acaba de anunciar o lançamento da bateria eletrônica Beatweaker e ainda devem vir boas novidades esse ano.

Izotope is an American company that has been developing musical production

set to launch during the second half of the year. There’s talk that the new version of the most popular mixing software in the world will include video mixing as one of its functions. The new version will also probably have an improved beatgrid/ Sync tool (like the iOS version) as well as new effects and mapping possibilities.

right on the ball. This was the case with the RMX-500, a smaller, simplified and cheaper version of the RMX-1000. The effector has an on-board sound card, AU, VST and RTAS virtual plug-ins and can also be used as a MIDI controller.

software for over a decade and has heavyweight partners like Adobe, Avid, Microsoft and Sony. Last year, their Iris sampler launch revolutionized the possibilities for new tones as well as offering a more visual manipulation of sound. Izotope has just announced the release of their drum machine, Beatweaker and we can probably expect more good this year.


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Pioneer DDJ-SZ Serato

Pioneer DDJ-SZ Serato

A Pionner não está mais desenvolvendo controladores para o Traktor, visto que a empresa está focando em criar ferramentas para DJs que utilizem o Serato. A mais nova ferramenta de performance para DJs que gostam da qualidade da Pionner mas que não tocam com CDs e pendrives é a Pioneer DDJ-SZ Serato, que tem como principais funções: permitir que dois computadores sejam ligados ao mesmo tempo, aceita formato timecode (com isso você pode ligar mais dois CDJs para controlar os decks C e D do Serato) e também conta com 4 novos efeitos inéditos em mixers da Pioneer (Noise, Cymbal, Siren e Horn).

Pioneer is no longer developing controllers for Traktor as they have now shifted

Kontrol S2 / S4 2

Kontrol S2 / S4 2

Outro produto que pode aparecer nas prateleiras das lojas nos próximos meses. Como a Native Instruments atualizou a controladora Maschine com duas grandes telas de Led, é provável que esta atualização também chegue na linha de controladores para DJs Kontrol S2 / S4. Com a tela de LED, será possível visualizar o que está acontecendo no software, sem que o artista precise olhar para o computador.

Another product that you will probably find on a shelf near you. Seeing as Native

their focus on creating tools for DJs using Serato. The new performance tool, made for DJs who enjoy Pioneer’s quality but don’t use CDs or pen-drives, is Pioneer’s DDJ-SZ Serato. It comes with the following main functions: allows two computers to be plugged in at the same time, reads timecode (so you can plug in another couple of CDJs to controle decks C and D from Serato) and also has 4 new effects, unique to the Pioneer mixers (Noise, Cymbal, Siren and Horn).

Instruments updated its Maschine controller, adding two large LED screens, it’s highly probable that this update spans out to the controllers for DJs, Kontrol S2 / S4. With the LED screen, you’ll be able to see what’s going on with the software without having to look at your computer. A function that could revolutionize the market but is highly improbable would be

Uma função que poderia revolucionar o mercado, mas que é pouco provável, seria o controlador dispensar o uso de computador, e aceitar Pen-drive ou CDs. Estamos no aguardo!

the use of controllers without the need for a computer – reading from pen-drives or CDs. There’s no harm in dreaming!


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anuário 2014

Moog Sub 37

Moog Sub 37

Em tempos que o padrão virou software, produtores estão rumando para hardwares para desenvolver um som único e distinto. Uma nova ferramenta nesse arsenal sônico é o Moog Sub 37, que tem uma nova função chamada Paraphonic, ela promete permitir controlar múltiplas notas de uma forma diferente dos sintetizadores polifônicos.

In an era where software is standard, producers are edging towards hardware

Native Instruments Massive 2

Native Instruments Massive 2

Esse sintetizador, quando foi lançado pela empresa alemã Native Instruments, revolucionou diferentes estilos com a possibilidade de desenvolvimento de novos timbres e modulações. Com isso, estilos como Electro, Progresive House e Dubstep, mudaram e revolucionaram a música atual. Agora, com computadores mais potentes, e com melhor poder de processamento, uma nova versão do software pode ser um novo marco dentro de novos estilos, permitindo que você, literalmente, construa o som que está na sua cabeça.

When this synth was launched by the German Native Instruments, it revolutionized

Sennheiser HD8

Sennheiser HD8

A Izotope é uma empresa americana que por mais de uma década vem desenvolvendo softwares para produção musical. Têm parceria e com grandes como Adobe, Avid, Microsoft e Sony. No ano passado com o lançamento do sampler Iris eles revolucionaram a possibilidade de novos timbres e também de uma manipulação mais visual do som. A Izotope acaba de anunciar o lançamento da bateria eletrônica Beatweaker e ainda devem vir boas novidades esse ano.

The Sennheiser Headphone HD-25 became a classic amongst DJs and musical

to develop a unique and distinctive sound. A new tool in this sonic arsenal is the Moog Sub 37, with a new function called Paraphonic allowing you to control multiple notes in a different way to any other polyphonic synthesizer.

different styles with the possibility of developing new tones and modulations. By doing so, genres like Electro, Progressive House and Dubstep, changed and revolutionized current music. Now that we have more powerful computers and better processors, a new version of the software might just become a landmark within new styles, allowing you to, literally, build the sound that’s in your head.

producers, but it hasn’t been updated in almost 10 years. The HD8 can be considered its natural successor: like similar in shape but the HD8 is sturdier and more robust, still allowing you to spin the earpieces up to 210º with good flexibility and durability. The new headphone has a sound pressure level SPL of up to 115 dB / SPL with a frequency response ranging from 8 to 30.000Hz.


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A ECONOMIA CRIATIVA NA PRÁTICA CREATIVE ECONOMY AS A PRAXIS

por bruna calegari

Todos querem trabalhar com o que gostam, mas como chegar lá? Cursos e instituições de ensino mostram o caminho das pedras.

Everybody wants to turn hobby into work, but how to get there? Courses and institutions can lead the way.

O empreendedor de terno e gravata tem se tornado, a cada dia que passa, uma figura mais presente no imaginário coletivo do que na realidade de empresas modernas. A chamada economia criativa desafia os padrões estabelecidos e investe no conhecimento e nas pessoas.

The entrepreneur in suit and tie has become, with each passing day, more present

Nos últimos anos, as empresas não só passaram a reconhecer a importância do conhecimento como insumo de produção, como também perceberam seu papel transformador no sistema produtivo. Acompanhando uma crescente vontade das novas gerações de se trabalhar com mais prazer, o hobby tem se transformado em profissão, e a união de profissionais criativos tem dado à luz a empresas diferentes. Porém estas empresas, como quaisquer outras, possuem CNPJ,

As years passed by, companies recognize not only the importance of knowledge

in the imagination than in reality of the modern business figure. The so-called creative economy defies the established standards and invests in knowledge and people.

as a production input, but also realized its transformative role in the productive system. Following a growing need of future generations to work with more pleasure, the hobby has turned into a profession, and the union of creative professionals has given birth to a different kind of companies. But these companies, like any other, have taxes, staff and an annual income - often expressive. No wonder these companies belong to the “twenty-first century economy” and its earnings


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anuário 2014

funcionários e um rendimento anual – muitas vezes expressivo. Não à toa é chamada de “a economia do século XXI” e seus rendimentos hoje equivalem a cerca de 16% do PIB nacional.

today correspond to 16% of the national GDP. The class has developed so much that it was necessary for the Brazilian Classification of Occupations (CBO) to classify new businesses and professions

A classe se desenvolveu tanto que foi necessário que a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho, classificasse as novas empresas e profissões a partir das metodologias referentes às indústrias criativas. Estas foram agrupadas em catorze segmentos criativos: Arquitetura & Engenharia, Artes, Artes Cênicas, Biotecnologia, Design, Expressões Culturais, Filme & Vídeo, Mercado Editorial, Moda, Música, Pesquisa & Desenvolvimento, Publicidade, Software, Computação & Telecom.

from the methodologies relating to the creative industries. These were grouped into fourteen creative segments: Architecture & Engineering, Arts, Performing Arts, Biotechnology, Design, Cultural Expressions, Film & Video, Printing & Publishing, Fashion, Music, Research & Development, Advertising, Software, Computer & Telecom. Perhaps the fast development of this sector makes it difficult for most people to understand how it works and where to start. How to turn knowledge into income? How to combine creative impulse with efficient management of your

Mas apesar de um desenvolvimento veloz e constante, é difícil para a maioria das pessoas compreender o funcionamento desta engrenagem e saber por onde começar. Como transformar conhecimento em renda? Como dosar o impulso criativo com a gestão eficiente de sua própria empresa?

own company? As new professions and opportunities are created, are a series of institutions, courses and schools are born. They help stakeholders to learn about the market in which they wish to venture, the managerial and legal processes and also develop a networking among the so-called “creatives” - one of the most fundamental

Assim como novas profissões e possibilidades são criadas, também é criada uma leva de instituições, cursos e escolas que auxiliam os interessados a aprender sobre o mercado no qual desejam se aventurar, sobre os processos gerenciais e legais, além de auxiliar no networking entre os chamados “criativos” – uma das mais fundamentais peças do quebra-cabeça da economia criativa. Recentemente algumas destas instituições têm se destacado no ramo de auxiliar novos empresários, ou futuros empresários, a construir um alicerce econômico para ideias e projetos que, há não muito tempo atrás, poderiam ter sido considerados meros passatempos. Criar uma marca de roupas ecologicamente corretas, abrir uma empresa de nanotecnologia ou simplesmente uma agência de relações públicas especializada em música é algo tão financeiramente realista hoje, que o caminho das pedras é ensinado em importantes instituições presentes em todo o país. Conheça um pouco mais sobre algumas delas:

pieces of the puzzle of the creative economy . Recently some of these institutions have been prominent in the business of helping new entrepreneurs, and future entrepreneurs, to build an economic foundation for ideas and projects that not long ago might have been considered mere hobbies. Creating a brand of ecofriendly clothes, starting a nanotechnology company or simply a PR agency specialized in music are so financially realistic today that the ways to success are taught at major institutions present throughout the country. Learn a little more about some of them:

Universidade Positivo

 HUB Escola

Onde: Curitiba e Belo Horizonte up.com.br

Onde: Belo Horizonte, Curitiba, Recife e São Paulo hubescola.com.br

A UP foi pioneira na criação de um curso de extensão (pós-graduação) em economia criativa com ênfase em duas áreas: Audiovisual e Publishing. A iniciativa reúne educação criativa baseada na junção entre teoria e prática, para incentivar o perfil empreendedor; variedade de cursos de diferentes áreas, para gerar networking dentro da própria escola; capacitação para o mercado (pitching e coaching); colaboração entre os cursos – artistas estudam com filmmakers e estilistas trabalham ao lado de arquitetos; seminários para criar proximidade dos alunos com profissionais do setor criativo; e workshops para inspirar novas ideias e práticas.

A oficina proposta pela Hub Escola apresenta uma metodologia inovadora para gestão de carreiras criativas, que pressupõe autoliderança, “mão na massa” e a utilização de processos criativos para práticas de gestão, que muitas vezes são encaradas como um peso. Para a HUB, o importante é entender que os processos do empreendedor e do artista/criativo são paralelos e, inclusive, congruentes. A escola oferece ursos e workshops que variam entre experiências em grupo, design thinking, co-criação, debates guiados, elaboração de projetos, dentre outros.

The UP has been a pioneer on creating an extension course (postgraduate) in the creative economy praxis, with emphasis in two areas: Publishing and Audiovisual. The initiative brings together creative education based on: the junction between theory and practice to encourage entrepreneurial profile; variety of courses in different areas, creating networking within the school itself; market enablement (pitching and coaching); collaboration between courses - artists study with film-makers and designers work alongside the architects; workshops to create proximity of students with professionals in the creative sector and workshops to inspire new ideas and practices.

The workshops proposed by HUB Escola presents an innovative methodology for managing creative careers, which requires self - leadership, “do it yourself” attitude and the use of creative processes for management practices, which are often seen as a burden. For HUB, it is important to understand that the processes of the entrepreneur and the one of artist / creative are parallel and even congruent. The school offers classes and workshops ranging from experiments in groups, design thinking, co - creation, guided discussions, writing projects, among others.


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a economia criativa na prática

 Perestroika Onde: Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, e em 2014

também em Curitiba, Brasília e Belo Horizonte perestroika.com.br

A escola de atividades criativas, que em 2014 oferece cursos em 6 cidades brasileiras, tem o lema “vai lá e faz”, que estimula as pessoas criativas a sair da inércia, investir no seu potencial, fazer contatos e construir. Fugindo da hierarquia de “instituição de ensino” e se colocando como uma plataforma a serviço da criatividade, a Perestroika existe desde 2007 e ao invés de funcionários, possui “sócios”. Os cursos oferecidos variam de temas como construção de marca a compreensão do consumidor, passando pelo “Behind The Music”, com apoio da Red Bull Music Academy, que busca entender o mercado da música por diversos ângulos.

O conhecimento e a capacitação tornaram-se a moeda global das economias do século 21 Andreas Schleicher, físico e pesquisador alemão

The school of creative activities, which in 2014 in offering their courses in six Brazilian cities, has the motto “just do it already”, which stimulates the creative people to step out, invest in their potential, make contacts and build their

Escola São Paulo

dreams. Fleeing the hierarchy of the “Institution” and posing as a platform on creativity duty, Perestroika exists since 2007 and instead of employees,

Onde: São Paulo escolasaopaulo.com.br

it’s formed by “partners”. The courses offered range from topics such as branding and consumer understanding, as well as the “Behind The Music” course, supported by Red Bull Music Academy, which seeks to understand the music market from different angles.

 SEBRAE Onde: No país inteiro sebrae.com.br O Sebrae é um órgão nacional de apoio às micro e pequenas empresas que, recentemente, tem se especializado também nas empresas da economia criativa. Ele oferece cursos e palestras, consultorias, informações de gestão e ajuda empresas a se aproximar de parceiros e clientes para tornar um negócio mais competitivo e lucrativo. Para isso, utiliza várias estratégias, que vão do atendimento individual, caso a caso, ao atendimento coletivo. De forma simples, equipes disponibilizadas pelo sistema atendem o público com a oferta dos seguintes tipos de serviços: capacitação, consultoria, informação técnica, promoção e acesso a mercados e acesso a serviços financeiros.

A Escola São Paulo de Economia Criativa opta por Um formato contemporâneo de educação, pautado na customização do ensino e na preparação do aluno para o mercado de trabalho, fomentando ao mesmo tempo a criatividade e as práticas empreendedoras. Oferece cursos modulares com duração que pode variar de alguns dias a até um ano. The Escola São Paulo of Creative Economy opts for a contemporary form of education based on the customization of teaching. It prepares students for the labor market, while fostering creativity and entrepreneurial practices. The institution offers modular courses and their duration can vary from a few days up to one year.

 Mais Escola de Criatividade (Curitiba) escoladecriatividade.com.br

Expolab (Recife) Sebrae is a national body that aims to support small businesses, and has

expolab.com.br

recently invested in helping companies involved in the creative economy. It offers courses and lectures, consulting, information management and helps businesses get closer to partners and customers to become more competitive and profitable. The strategies range from individual attention consulting, case by case analysis and collective attention groups. Special teams provided by the system are trained to serve the public by offering the following services: training, consultancy, technical information, promotion and access to markets and financial services .

A Grande Escola (Curitiba) agrandeescola.de

UniBH (Belo Horizonte) Obs.: Curso em lista de espera

pos.unibh.br

Catraca Livre (On-Line) facebook.com/CatracaLivre


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As pistas nos tribunais The dance floor in court

Por João Anzolin

Questões envolvendo regulamentação de profissão, direitos autorais, meiaentrada e outros temas de interesse do setor se arrastam entre as casas legislativas e os tribunais do país. A peculiar relação do brasileiro com as leis feitas no país e destas com seus próprios autores e fiscalizadores há muito tempo é objeto de inúmeras discussões: da mesa de bar às bancas de teses de doutorado muito se diz e pouco se evolui nos hábitos nacionais de fazer leis em excesso e, ou descumpri-las ou questioná-las em tribunais por longos períodos a ponto de quase inviabilizar sua aplicação efetiva. Este cruel ciclo de criar leis, não cumpri-las e congestionar os tribunais de todas as esferas questionando-as ou atacando-as causa cada vez mais prejuízos ao país, sendo um dos principais entraves ao seu desenvolvimento pleno: quase tudo no Brasil passa – e para – nos tribunais. O setor de entretenimento e mais especificamente o ligado à música não foge a esta regra e sofre com recorrentes mudanças em regulamentações que dizem respeito ao funcionamento de estabelecimentos, partilha de direitos autorais e diversos outros temas. A insegurança jurídica trazida por estas mudanças somada à

Issues related to profession regulation, copyright, half-price tickets and other topics of interest for the sector are dragging on between the legislatures and the courts in the country. The peculiar relationship between Brazilian citizens and their country’s laws and of those laws with their own authors and enforcers has long been the subject of endless discussion. From bar tables to doctorate degree boards, much is said and little is evolving in relation to national habits of excessively making laws and then, either not complying with them or questioning them in court over long periods to the point of almost derailing their effective implementation. This vicious cycle of creating laws, not complying with them and clogging the courts by questioning them or attacking them, is increasingly causing more damage to the country and is one of the major constraints to its full development. Almost everything in Brazil goes through – and ends – in the courts. The entertainment industry and more specifically that which is linked to music is no exception to this rule and suffers from recurring changes in regulations concerning the operation of establishments, copyright sharing and various other


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anuário 2014

pouca representatividade do setor colocam-no em posição de grande fragilidade: à medida que cresce, é imprescindível que a “indústria” que vive da música eletrônica e do entretenimento se organize e se estruture em termos associativos e políticos. Do contrário, o setor será ainda mais penalizado – o que na prática significa dificuldades básicas ao seu funcionamento e problemas de grandes proporções que podem “engessar” o crescimento de artistas e empresários.

topics. The legal uncertainty brought about by these changes, coupled with little representation of the industry puts it in a very fragile situation: as it grows, it is imperative that the electronic music and entertainment “industry” be organized and structured in associative and political terms. Otherwise, it will be further penalized – which in practice means basic obstacles to its functioning and major issues that could “stifle” the growth of artists and entrepreneurs. Below is a brief summary we have prepared on the current situation (early 2014)

Abaixo, preparamos um breve resumo da situação atual (início de 2014) de algumas questões que ocupam as discussões de interesse do mercado musical e do entretenimento de uma maneira geral, bem como as prováveis evoluções de cada uma delas ao longo de 2014. Ficar atento a cada uma delas, acompanhar o que está sendo feito e principalmente, se organizar e participar, não é mais uma opção para os interessados neste setor, mas uma necessidade de sobrevivência.

of some of the issues that are central to discussions of interest in the music

Direitos autorais e ECAD

 Copyright and ECAD

market and entertainment in general, as well as their likely future trend in 2014. Paying attention to each of them, keeping track of what is being done and, especially, organizing and participating is no longer an option for stakeholders in the sector, but rather a necessity for survival.

Como está

Current situation

A Lei 12.853/2013 entrou em vigor em dezembro de 2013 e foi elaborada a partir do trabalho desenvolvido pela CPI do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), criada pelo Senado para investigar denúncias de irregularidades contra a polêmica entidade. A própria lei estipula prazo de quatro anos para que suas mudanças se concretizem. A principal delas consiste na redução gradativa da taxa administrativa de 25% cobrada atualmente pelo Ecad até chegar a 15% em quatro anos, garantindo que autores e demais titulares de direito recebam 85% de tudo o que for arrecadado pelo uso das obras artísticas. Tanto o ECAD como a União Brasileira de Compositores ingressaram com ações no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a constitucionaliade da lei.

Law 12.853/2013 was enacted on December 2013 and was drawn from the

O que pode acontecer em 2014:

• Supreme Court Justice Luiz Fux convened a public hearing on March 17,

work of the Parliamentary Committee of Inquiry (CPI) regarding the ECAD (Central Office for the Collection and Distribution of Royalties), created by the Senate to investigate allegations of wrongdoings against the controversial entity. The law itself stipulates a four-year deadline to implement changes. The main one is the gradual reduction of the administrative fee currently charged by ECAD at 25% to 15% over four years, ensuring that authors and other right holders receive 85% of whatever is collected by the use of artistic works. Both ECAD and the Brazilian Union of Composers filed proceedings at the Supreme Court (STF) questioning the law’s constitutionality. What might happen in 2014:

2014 to discuss the law. The information gathered then will provide supporting

• O ministro Luiz Fux, do STF, convocou para o dia de 17/03/2014 audiência pública para discutir a lei. As informações colhidas nesta ocasião servirão para embasar a decisão dos ministros nas duas ações impetradas, o que deve acontecer ainda em 2014.

elements to the decision of Justices in the two actions filed, which is due still in 2014. • If suits are rejected, Congresswoman Jandira Feghali (PCdoB-RJ), chairman of the Cultural Committee (CCult) of the House of Representatives should

• Caso as ações sejam julgadas improcedentes, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), presidente da Comissão de Cultura (CCult) da Câmara dos Deputados, deve entregar relatório da CCult no primeiro semestre de 2014 para que as mudanças da lei sejam concretizadas. Se as ações foram julgadas procedentes a lei atual pode ser declarada inconstitucional, e assim todo o processo para a criação de uma nova lei ocorrerá (o que não sera concluído em menos de 2 anos).

submit the CCult report in the first half of 2014 requiring the implementation of changes to the law. Should suits be upheld, the current law may be declared unconstitutional and a process will be established to create a new law (which shall not be completed in less than 2 years). • Clubs, nightclubs, music producers and DJ’s should be aware of the progress made in these discussions: according to Tibor Yuzo (AudioMonitor’s CEO), even with the clubs listed in a specific category by ECAD (“entertainment houses”).

• Clubes, casas noturnas, produtores musicais e DJs devem ficar atentos ao andamento destas discussões: segundo Tibor Yuzo (CEO da AudioMonitor), mesmo com os clubes listados em uma categoria específica pelo ECAD (a de “casas de diversão”), o Escritório não teve êxito em fazer uma colheita precisa das amostragens que embasam as listas de música responsáveis pela divisão dos valores e consequentes distribuição aos produtores. Tibor relata que os próprios clubes e artistas não atenderam às exigências do ECAD, o que dificulta e em alguns casos impossibilita uma divisão justa, já que as listas atuais acabam se baseando nos artistas facilmente identificados e charteados até mesmo em rádios. Milhões de reais estão sendo injustamente distribuídos a cada mês devido a isso.

The Office did not succeed in making a precise collection of samples supporting music lists responsible for the breakdown of values and consequent distribution to producers. Tibor states that the clubs themselves and artists did not meet ECAD’s requirements, making it difficult and, in some cases, preventing a fair distribution, since current lists end up being based on artists easily identified and charted even on radios. Millions of Brazilian Reals are being unfairly distributed every month because of this situation.


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as pistas nos tribunais

 Meia-entrada

 Half-price tickets

Como está

Current situation

A Lei da Meia-Entrada, nº 12.933/2013 foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff, em 26/12/2013 encerrando sete anos de ajustes no Congresso, mas ainda não há previsão para que ela seja aplicada. As novas regras — entre elas, a limitação a 40% dos ingressos reservados a estudantes, pessoas com deficiência e jovens carentes de 15 a 29 anos para eventos artístico-culturais e esportivos — aguardam regulamentação da Casa Civil e do Ministério da Cultura (MinC), ainda sem data para acontecer. Enquanto isso, problemas como falsificações nas carteiras de estudante causam prejuízos para donos de estabelecimentos e produtores de eventos.

Law 12.933/2013 on half-price entry was sanctioned by President Dilma Rousseff on December 26th, 2013, ending seven years of adjustments in Congress. However, there is no provision for its enforcement. The new rules – including the 40%-ceiling of tickets reserved for students, people with disabilities and disadvantaged youth aged from 15 to 29 years for artistic, cultural and sporting events – are awaiting regulation by the President’s Civil Office and the Ministry of Culture (MinC), with no date set as yet. Meanwhile, problems such as student card forgeries cause damage to establishment owners and event producers. What might happen in 2014:

O que pode acontecer em 2014: The rules of the law will define issues such as what bodies will be responsible

A regulamentação da lei é que definirá itens como quais órgãos serão responsáveis por fiscalizar sua aplicação e de que modo o público será informado sobre a porcentagem de ingressos vendidos com desconto. Enquanto as normas não forem editadas, a nova lei não pode ser aplicada. O MinC deverá montar um grupo de trabalho ao longo do ano, com representantes da sociedade ligados ao setor, sob supervisão da Casa Civil. Como não há – ao contrário da Lei dos Direitos Autorais - um prazo determinado por lei para o ministério editar a norma regulamentadora, apenas a mobilziação dos interessados e a pressão popular podem dar agilidade aos seus trâmites. Dificilmente antes do fim de 2014 o assunto deve ter grandes mudanças.

for overseeing its implementation and how the public will be informed about the

PEC da música

 Music’s Constitutional Amendment Bill (PEC)

percentage of tickets sold at a discount. While standards are not published, the new law cannot be applied. The MinC should form a workgroup throughout the year, with representatives from society linked to the sector, under the supervision of the President’s Civil Office. As there is no legal deadline – contrary to the Copyright Law – for the ministry to publish the regulatory standard, the mobilization of stakeholders and public pressure alone could expedite their procedures. No major changes are expected before the end of 2014.

Como está

A Emenda Constitucional 75/13 ficou conhecida como PEC da Música e foi promulgada em outubro de 2013. Através dela CDs e DVDs com obras musicais de autores brasileiros – e também os arquivos digitais, como downloads e ringtones de telefones celulares - estão isentos de impostos como ICMS, ISS e IOF, o que tende a reduzir o preço desses produtos ao consumidor – e o que também seria uma forma de combate à pirataria. A isenção não se dará na produção do CD/DVD, mas sim na circulação/comercialização dos fonogramas. O Governador do Amazonas ingressou com uma ação questionando a constitucionalidade da lei - ela prejudica seu Estado com a diminuição da arrecadação tributária da Zona Franca de Manaus. O que pode acontecer em 2014:

A ação manejada pelo Governador do Amazonas deve ser julgada até o fim do ano (desde o fim de 2013 está com a Procuradoria Geral da República). Se foram julgada procedente a Emenda pode ser declarada inconstitucional, com o cancelamento das isenções. Provavelmente um novo processo para a criação de uma nova lei ocorrerá (o que não sera concluído em menos de 2 anos).

Current situation Constitutional Amendment 75/13 became known as Music’s PEC and was enacted in October 2013. It provides for the exemption of CDs and DVDs with musical works by Brazilian authors – as well as digital files, such as downloads and mobile phones ringtones – from taxes such as ICMS, ISS and IOF, which tends to reduce the price of these products for the consumer and would also be a way to combat piracy. The exemption does not cover the production of CDs/DVDs, but rather the circulation/marketing of phonograms. The Governor of Amazonas filed a lawsuit challenging the constitutionality of the law – it impairs his state with decreasing tax revenues for the Manaus Free Trade Zone. What might happen in 2014: The suit filed by the Governor of Amazonas should be judged by the end of the year (it has been with the Attorney General’s Office since the late 2013). If upheld, the Amendment can be declared unconstitutional and exemptions revoked. Probably a new process for creating a new law will be established (which shall not be completed in less than 2 years).


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as pistas nos tribunais

Profissão DJ

 DJ career

Como está

Current situation

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) em janeiro de 2013, e entre as novas ocupações está a de DJ. A CBO é utilizada pelo MTE na confecção da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no cruzamento de dados do Seguro-Desemprego e na formulação de políticas públicas de geração de emprego e renda. Outras instituições governamentais utilizam a CBO para seus produtos, como a Declaração de Imposto de Renda, o cadastramento no INSS, em políticas públicas de Saúde, no Censo Educacional e em pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

The Ministry of Labour and Employment (MTE) updated the Brazilian Classification of Occupations (CBO) in January 2013, and DJ is among the new occupations listed. CBO is used by the MTE for the production of the Annual Report of Social Information (RAIS), the General Register of Employed and Unemployed (CAGED), in cross-referencing data on the Unemployment Insurance Benefit and in the formulation of employment and incomegenerating public policies. Other government institutions use the CBO for its products, such as the Income Tax Declaration, Social Security (INSS) registration, in public healthcare policies, in the Educational Census and surveys by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE). What might happen in 2014:

O que pode acontecer em 2014: Mere inclusion is not able to bring great benefits to the class. Thus, an associative

A simples inclusão não é capaz de trazer grandes benefícios à classe. Para isto, a organização associativa (sindical) e regulamentação da atividade (código de ética, etc) seriam necessárias, mas não parece haver grandes movimentações da classe neste sentido. No Rio Grande do Sul, já há um sindicato específico de DJs.

organization (union) and regulation of the activity (code of ethics, etc.) would be required, but, to that effect, no great movements have been seen within the class as of yet.


WE CArE ABOuT INdEpENdENT pOpCuLTurE.

FESTIVAL & CONVENTION 20 – 24 august 2014 COLOgNE, gErmANy Meet the european independent music and entertainment industry!

c/o pop festival 2014

c/o pop convention 2014

5 days, 100 bands & artists, 15 locations, 30.000 visitors

2 days, 100 speakers, 1.000 professionals from 25 countries

Selected artists since 2004: ALTEr EgO // AmANdA BLANK // ÂmE // AppArAT // THE ArCAdE FIrE // BENJAmIN dIAmONd // BuSy p. // CArIBOu // COLdCuT // CrySTAL CASTLES dJ HELL // dJ mEHdI // dJ VAdIm // EdITOrS // FrANZ FErdINANd // FrITZ KALKBrENNEr // gOLd pANdA // guI BOrATTO // HErCuLES & LOVE AFFAIr // JAmES HOLdEN // JOSÉ gONZALEZ // LArry HEArd // LAurENT gArNIEr // m.I.A. // mAXImO pArK // mISS KITTEN // mOdErAT // mOdESELEKTOr // mOuSE ON mArS // NICOLAS JAAr // pAuL KALKBrENNEr // pHOENIX // rICArdO VILLALOBOS // rICHIE HAWTIN // SAINT ETIENNE // SVEN VÄTH // THE BLOOdy BEETrOOTS // THE WHITEST BOy ALIVE // THEO pArrISH // THESE NEW purITANS // TrENTEmØLLEr // WHO mAdE WHO and hundreds more.

Selected participants since 2004: Suroosh Alvi (VICE) // paul Brindley (musicAlly) // Charles Caldas (merlin) // Cristiana Falcone (World Economic Forum) // Tina Funk (Vevo) // darren gallop (marcato digital Solutions) // dominic Hodge (Frukt) // Niklas Ivarsson (Spotify) // Zach Klein (Vimeo) // michael Kurtz (record Store day) // daniel miller (mute) // Shawn michael O’Keefe (SXSW Interactive) // Alexander Ljung (Soundcloud) // Stephen O’reilly (mobile roadie) // Benji rogers (pledge) // Nikhil Shah (mixcloud) // Anthony Volodkin (The Hype machine) and many more.

www.c-o-pop.de


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TendĂŞncias para 2014 trends for 2014


#2014

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tendências para 2014

Priscila Prestes “Em 2014 os artistas terão que ser mais criativos na hora de expor seu trabalho. Se nos anos anteriores tivemos muitos nomes consagrados liberando álbuns para download gratuito, por exemplo, acredito que o foco mudou e o desafio é: como fazer com que as pessoas paguem Sócia e co-fundadora da agência de por esse material? O movimento do Deadmau5 ao cancelar sua conta management 24bit, no Soundcloud é um reflexo disso, uma tentativa de criar uma aura Curitiba-PR de segredo que torna seu produto mais “In 2014, artists will have to use creativity when it comes to desejado. O mesmo conceito vale para o releasing their work. During the past years, for instance, we’ve aumento das vendas de vinil nesse último seen big names launching free download material, but I believe ano.” things are changed now and the new challenge is: how to make people pay for this material? Deadmau5 was a trendsetter when he cancelled his Soundcloud account in an attempt to create this secret aura around the product, making people wanting it most. The same concept can be applied to the rise of vinyl sales this past year.”


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tendências para 2014

Bruna Calegari “A humanização das marcas é definitivamente uma tendência do marketing impulsionada pelas redes sociais. Acho que será comum ver marcas tratando o público de igual para igual – mas sem perder Publicitária e coo posicionamento. Emoção é o diferencial. Também acredito que o fundadora da agência futuro esteja em estratégias originais e que prendam mais a atenção de conteúdo Hot Content, Curitiba – PR do público, que tem se acostumado a ser disperso. O branded content e a releitura “The humanization of brands is definitely a marketing trend, criativa de meios tradicionais são minhas pushed by the social networks. I think it will be quite usual to see apostas para 2014.” the brands acting like the public – without losing their position. Emotion will be king. I also believe that the future lies in searching for new ways to retain the public’s attention, for they’ve been quite disperse. Both branded content and the comeback of traditional media with great creativity are my bets for 2014.”

André Torquato “Acho e desejo que a tendência seja cada vez mais a busca da originalidade. Acredito que os timbres e atmosferas do minimal e techno devem voltar. Talvez live acts gringos e nacionais também sejam tendência num mar de DJs tocando “I think and I also hope that the search for “parecido”. Mas acima originality will be a big trend. I believe the chords de tudo acho que o and the atmosphere of minimal and techno shall Brasil deve revelar ou make a comeback. Maybe foreign and national firmar mais talentos na live acts will rise from a sea of DJs playing the cena, logo.” same thing. But, above all, I believe Brazil will soon reveal and establish more talents in the market.” Produtor musical, São Paulo – SP


Miami • Rio de Janeiro Free downloads: soundcloud.com/rodb

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tendências para 2014

Guigo Monfrinato “As principais tendências que vejo para este ano são a consolidação do conteúdo colaborativo e uma espécie de revival do bom e velho “marketing da verdade” – um termo que ouvi inúmeras vezes nos fóruns anuais de tendências do Marketing na ESPM. A rua é a bola publicitário e Analista de da vez, sobretudo em ano de Copa do Mundo e Eleições. O offline Marketing da XXXperience certamente vai falar mais alto e as marcas precisam pensar em ações sorocaba - sp offline, em transformar a vida das pessoas “The main trends I foresee for this year would be the fora do Facebook. As redes sociais devem consolidation of collaborative content and a sort of revival of ser meras plataformas – e não a tônica de the good old “truth marketing” – a term widely repeated in todo o processo como tem sido nos últimos forums for annual trends on ESPM. The streets are the new anos.” “thing”, especially with the World Cup and national elections. The offline will certainly be more explored and brands will have to think of outdoorsy actions, in how to change people’s lives outside Facebook. Social networks should be mere platforms – and not the center of the process like they have become.”


A rádio número 1 do público jovem. www.mixriofm.com.br | facebook/mixriofm


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tendências para 2014

daniel kuhnen “Depois dos Grammys do Daft Punk, vejo os artistas com origem na DJ e produtor residente do Warung e música eletrônica invadindo o mainstream. Enquanto a parceria com parte do duo Elekfantz, alguns rappers levou nosso gênero às massas e ao mercado americano Florianópolis – SC há alguns anos atrás, este novo momento “After Daft Punk’s Grammy Award winning, I see artists with parece ser mais musical e maduro. Deve dance music background flooding the mainstream. While the influenciar o mercado em todos os níveis partnership with rappers has taken our genre to the masses of e mostrando caminhos rumo à saturação the American market years ago, this new time seems to be more da ‘EDM’.” musically mature. It should influence the market in every level and

fotografia Marcela Keller / makbix Studio

show the path towards the saturation of “EDM”.”

sarah kern “Acredito que em 2014 veremos mais artistas brasileiros abrindo os próprios labels. Tivemos um boom nos eventos e na produção musical e o próximo passo para o “I believe that in 2014 we will see more Brazilian amadurecimento do cenário é ter artists launching their own labels. We had a uma base de selos consistentes, boom when considering events and music que trabalhem com sonoridades making and the next logical step towards a específicas.” mature scene would be having a consistent label base, working on their specific sounds.”

jornalista, Editora Chefe da Housemag, São Paulo – SP


PHOTO BY GUI URBAN

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tendências para 2014

Marcelo CIC “Falaremos muito sobre a EDM ainda esse ano, e acredito que DJ e produtor residente do Green Valley e os produtores no geral irão começar a trabalhar em faixas menos membro do Ask 2 Quit, barulhentas, e mais dançantes. A onda que tomou conta dos festivais, Rio de Janeiro - RJ intitulada “Jumper Music” dará espaço a “Much will be Said about EDM this year still, and I believe that sons menos agressivos e pesados.” dance music producers, in general, will start working on less noisy tracks, more groovy. The wave that took festivals by storm, “Jump Music” will be substituted by less aggressive sounds.”

 Caio T “Cada vez mais percebo sonoridades exóticas, não necessariamente enraizadas no eletrônico, invadindo a cena e trazendo uma mistura extremamente interessante. Alguns exemplos são o cantor sírio Omar Souleyman, que já remixou inclusive para Björk e lançou um álbum excelente em 2013 (chamado Wenu Wenu), e o duo francês Acid Arab, que vem produzindo “I notice that exotic sounds, not necessarily EPs excelentes com remixes electronic, are flooding the scene these days, para I:Cube e DJ Gregory.” bringing an interesting mixture. Some examples are the Syrian singer Omar Souleyman, who has already remixed Bjork and released an amazing album in 2013 (called Wenu Wenu), and French duo Acid Arab who’s produced excellent EPs and remixes for I:Cube and DJ Gregory.”

produtor e membro do coletivo Gop Tun, São Paulo – SP


iii prĂŞmio rmc rmc awards


centenas = embaixadores do Rio Music Conference espalhados por todo o Brasil foram convocados a eleger os melhores do ano de 2013, em 17 categorias. Confira os indicados e os vencedores a seguir:

Hundreds of Rio Music Conference ambassadors from all corners of Brazil were summoned to select the best of 2013, in 17 categories. Check out the nominees and winners


Resident Advisor www.residentadvisor.net Electronic music online.


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indicados nominees

Franco Rodrigues

Felipe Gabriel

Fotógrafo profissional, trabalha com eventos corporativos e fotografia publicitária. Franco é natural de Porto Alegre, amante da boa House Music e se amarra em registrar a vida noturna eletrônica, que também é uma de suas paixões há mais de 10 anos.

Felipe é fotógrafo oficial do D-Edge e especialista em imagens da noite. Faz parte do coletivo paulistano que discute a arte da fotografia, o Reverbe. Felipe Gabriel is an official photographer for D-Edge and specialized in night

Franco Rodrigues is a professional photographer who works mostly with

pictures. He integrates the São Paulo collective Reverbe, where the art of

corporate photography and advertising. Born and raised in Porto Alegre, Franco

photographing is discussed.

enjoys some good House Music and loves taking pictures of the electronic nightlife, a passion he has been developing for over 10 years.

 Adriel Douglas Registrar cenas únicas é o trabalho de Adriel Douglas. Adriel faz a cobertura fotográfica do superclube Green Valley desde 2008, e já trabalhou para o grupo All Entretenimento, em Florianópolis. Também tira cliques irados no Warung Beach Club. To register unique scenes is Adriel Douglas’ job. Adriel photographs the parties of

vencedor winner

superclub Green Valley since 2008, and hás already worked for All entretenimento

Patrick Gomes

in Florianópolis. He also takes great photos in Warung Beach Club.

Gui Urban O mineiro Gui Urban registra cliques de festas, festivais e shows e atualmente ele trabalha para Produtora de Ideais, MACS (Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba), Lovelife Entertainment Marketing, para o Anzu Club e para a agência de talentos Plus Talent.

O grande responsável pelos cliques mais descolados e diferentes da noite carioca é Patrick Gomes. No seu portfólio encontram-se fotos de renomados clubes e festivais, além de festas como Noon, INcomum, La Folie, Segredo entre outras. Patrick Gomes is responsible for shooting the most fashionable pictures of Rio’s nightlife. His portfolio is packed with shots taken at renowned clubs and festivals, as well as at parties likeNoon, INcomum, La Folie, Segredo amongst

Gui Urban photographs parties, festivals and shows for clients such as Produtora de Ideias, the MACS museum in Sorocaba, Lovelife Entertainment Market, anzu Club and also Plus Talent agency.

others in the electronic music scene.


Conheça

a Ban

Uma escola como você nunca viu Centro de excelência oferece cursos de DJ, VJ e produção musical. A Ban - Electronic Music Center é um espaço dedicado ao ensino e difusão da cultura musical eletrônica, com mais de 6000 alunos formados em 12 anos de atuação. Nossa sede abriga 07 estúdios, loja especializada, TV online com 24 horas de programação e um mini club, onde alunos, professores e os principais DJs do país dividem a cabine. A casa é sua, seja ban-vindo!

Rua Carlos Sampaio, 53 • Bela Vista São Paulo • SP • CEP: 01333.021 Fone: (11) 3257.8717 • www.djban.com.br

Estúdios dos Cursos de Produção Musical e DJ


144 |

indicados nominees

 Wehbba

 HNQO

Wehbba é um dos principais embaixadores da música eletrônica no exterior. Em 2013 mostrou como sempre sua magistral direção musical, influenciada pela sua vasta experiência e maturidade cada vez maior como produtor. Hoje Wehbba alcançou uma carreira sólida e de sucesso no velho e no novo mundo. Suas faixas são presença constante nos charts de sites de vendas de música.

O curitibano Henrique Oliveira veio da escola do hip hop. Conhecido hoje como HNQO, é uma estrela em ascensão na música eletrônica nacional e internacional, fato que deve a seu estrondoso sucesso “Point Of View”. Hoje suas faixas extremamente dançantes são lançadas pela Hot Creations, entre outros selos, incluindo seu próprio, a Playperview. Henrique Oliveira came from a hip-hop background and was a break-dancer as

Wehbba is one of the major ambassadors of electronic music outside Brazil. In

a teenager in Curitiba. HNQO is a shooting star in full ascension in the national

2013 the DJ and producer has shown his musical direction influenced by his

and international electronic music scene. This is greatly owed to his endless hit

vast experience and increasing maturity as a producer. His tracks are a constant

“Point Of View”. Today his tracks are released by Hot Creations, amongst other

presence on the charts of music sales sites.

labels – including his label Playperview.

Do Santos

Marcelo CIC

Gaúcho nascido em Uruguaiana, Do Santos chegou a uma posição que poucos conseguiram alcançar dentro do cenário da música eletrônica brasileira. Como jogador de futebol viveu algumas temporadas em Córdoba, na Argentina, onde apaixonou-se por música eletrônica e decidiu começar a produzir. Hoje, reside em Porto Alegre e além de grandes sucessos de vendas, já teve a oportunidade de levar a sua música a vários países da América do Sul.

Um amante da e-music, integrante do projeto Ask 2 Quit e artista premiado: esse é Marcelo Cic. Nascido no Rio de Janeiro, Cic começou sua carreira aos 11 anos de idade. Com o passar dos anos, sempre ouvindo e experimentando novos ritmos, chegou à conclusão de que house e techno eram a sua praia. Em 2013 lançou duas faixas de grande sucesso pelo famoso selo CR2 records. Marcelo CIC is one of the most demanded and active DJs in the Brazilian electronic

Born in Uruguaiana, Do Santos has reached a position worth of few local

music scene and reached out to the international market with productions in

producers in Brazil. As a former soccer player, he lived for a few seasons in

various styles of house and techno. In 2013 the releases of “World Ends” and

Cordoba, Argentina, where he fell in love with electronic music and decided to

“Keep Running” by CR2 Records have shown his great skills as music producer.

start making it. Today, he lives in Porto Alegre and besides creating big top sellers, he is constantly touring around Latin America.


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anuário 2014

vencedor winner

Gui Boratto Arquiteto, músico, compositor e produtor, Gui Boratto é o nome que mais se destaca dentre os produtores brasileiros nos últimos anos. O paulistano, através do selo alemão Kompakt, conseguiu o que é privilégio para poucos: adotar um estilo inconfundível com suas próprias características. Em todos os seus trabalhos é possível perceber o toque pessoal e a combinação sempre original de elementos, que revela uma criatividade e um talento espantosos. O selo de Gui, D.O.C, estreou em 2013 e em 2014 é grande a expectativa por mais um álbum de sua autoria. Gui Boratto is one of the biggest names amongst Brazilian music producers over the last few years. The talented musician, signed with Kompakt label, has managed to do what few have done before him: find an unmistakable style of his known with very unique characteristics. In all of Gui’s work a personal touch is easily identifiable as well as the original use of different elements that reveal an astounding creativity. In January of 2013 he released his new live show, “Machines”, and in the end of the same year, his own label “D.O.C.”


146 |

indicados nominees

Felguk - Wow

Gui Boratto - Too late

Felguk, junto com o belga Yves V, lançou esta mistura que joga com a linha baixo da composição e ao longo da música faz uma progressão de acordes que, com certeza, enlouqueceu muitas pistas pelo mndo afora.

“Too Late” ganhou também uma versão alternativa feita pelo próprio Gui Boratto. Seguindo seu estilo com suas faixas sempre audaciosas, Gui deixou em “Too Late” sua marca, pois foi considerada por muitos uma das melhores tracks do músico até hoje.

Felguk alongside Belgian DJ Yves V have released this mixture that plays with the bassline and progressively turn the track’s chords into a drop that have driven

“Too Late” was also remixed by Gui Boratto himselt for na alternative version of

dance floors wild ll over the world, for sure.

the track. Faithful to his audacious style, Gui has left a mark in “Too Late”, for it has been considered by many one of his greatest songs so far.

Marcelo CIC - Keep Running

 Victor Luiz & Alex Stein - Generation

A track “Keep Running” foi a música tema do Dream Valley Festival, produzida pelo DJ Marcelo CIC. A música lançada pela Cr2 Records fez tremer o Main Stage do festival que agitou a região Catarinense no feriado de novembro

A versão original de “Generation” recebeu uma versão remix do DJ Boris Brejcha. Lançada pela famosa label Sprout, a track agitou as pistas por onde passou e não deixou ninguém ficar parado.

“Keep Running” was the theme song for Dream Valley Festival, created by DJ

The original version of “Generation” was also remixed by DJ Boris Brejcha.

Marcelo CIC. The music, released on C2 Records, was a huge a hit of the dance floor festival that rocked the Santa Catarina region during the November holidays.

Released on the infamous label Sprout recordings, the track has been rocking every single dance floor.


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anuário 2014

vencedor winner

elekfantz - diggin’ on you “Diggin’ On You” recebeu dois remixes: um de Solomun e outro de Gui Boratto. Mas foi a original que conquistou o público, sendo até hoje uma das tracks que permaneceu por mais tempo no Top #100 no Beatport. A música foi lançada pelo novo selo D.O.C., de Gui Boratto. “Diggin’ On You” was remixed by Solomun and Gui Boratto. But the original verson ended up becoming the public’s favorite, no wonder it is one of the few tracks that remained at the Beatport TOP #100 for the longest time. The track was released on D.O.C., Gui Boratto’s new label.


148 |

indicados nominees

 Aninha

 Ale Reis

Tendo sido uma das primeiras DJs (mulheres) no sul do país, Aninha largou a faculdade de marketing para se dedicar a sua paixão pela discotecagem no início dos anos 2000. Descoberta em 2003, em pouco tempo já ocupava lugar de destaque no Warung Beach Club e que desde então, só marcou e fez crescer sua trajetória na cultura club brasileira. Hoje, produz ao lado de nomes como Ale Reis e Antonela.

Ale Reis está em destaque entre os nomes da cena house no Brasil. Apaixonado por música e tecnologia, Ale sempre vai em busca de novidades, selos e músicas que possam inspirar seus sets. Com mais de 10 anos de estrada o DJ faz parte dos projetos Dubshape e Nomunbah, que colecionam lançamentos por vários selos renomados, e integra desde 2014 o time de residentes do Warung Beach Club.

Aninha was one of the first female DJs coming from the south of Brazil, and has left marketing school to dedicate to her musical passion in the early ’00.

Ale Reis stands out on the brazilian house music scene. Music lover and geek,

Discovered in 2003, in no time she was already a resident in Warung Beach

Ale is always searching for new things, labels and music to inspire his sets. For

Club and has developed in the Brazilian club scene ever since. Today she started

over 10 years on the road, he is a part of both Dubshape and Nomumbah, that

releasing her own music alongside Ale Reis and Antonela, to name a few.

have launched in several renown labels, and since 2014 he is a resident form Warung Beach Club.

Marcelo CIC

Dj Marky

Integrante do projeto Ask 2 Quit e artista premiado: esse é Marcelo CIC. Nascido no Rio de Janeiro, CIC começou sua carreira aos 11 anos de idade. Com o passar dos anos, sempre ouvindo e experimentando novos ritmos, chegou à conclusão de que House e Techno eram o seu som. Com suas mixagens e técnicas perfeitas, o carioca residente do superclube Green Valley é merecidamente reconhecido no mundo da música eletrônica.

Mais de 20 anos como um verdadeiro profissional internacional do cenário da música eletrônica: esse é o Dj Marky. O brasileiro ganhou destaque no cenário global no início dos anos 00 e com cerca de 100 lançamentos em vários formatos, selos e gêneros, está no ápice de sua carreira e não aparenta sinais de declínio. Over 20 years as an international professional of the dance music scenario of electronic: this is DJ Marky. The artist gained prominence on the global stage in

Part of the Ask 2 Quit project and award-winning artist: this is Marcelo CIC. Born

the early 00s and despite having nearly 100 releases in various formats, labels

in Rio de Janeiro, CIC began his career at 11 years of age. Over the years, always

and genres, he is at the top of his career and does not show any signs of decline.

listening to and experimenting with new rhythms, he came to the conclusion that House and Techno were his cup of tea. Having perfect techniques, the Rio-born Green Valley resident is deservedly recognized in the world of electronic music.


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anuário 2014

vencedor winner

renato ratier Em 1990, quando começou a fluir o cenário da música eletrônica em território brasileiro, Renato Ratier iniciou suas próprias pesquisas sonoras em sua cidade Campo Grande, no Mato Grosso Sul. Em 2000, totalmente envolvido com as sonoridades da música eletrônica, inaugurou a D-Edge, cuja história vemos acontecendo ate hoje. Suas técnicas de mixagens extensas e constantes pesquisas fazem de Renato um DJ criativo e de consistência ímpar. In 1990, when the electronic music scene in Brazil began to flow, Renato Ratier started his own sound research in his home town Campo Grande, Mato Grosso Sul. In 2000, completely excited by the sounds of electronic music, he opened D-Edge, and the rest of the story we know by heart. Today his mixing techniques plus extensive and ongoing research, make him a creative DJ with unmatched consistency.


150 |

indicados nominees

Fran Bortolossi

 Alok

Conhecido principalmente por sua técnica e playlist apuradas, Fran Bortolossi é responsável pela festa Colours, que há cinco anos é um grande sucesso na serra gaúcha. Fran é apontado pela sessão “Super Nova” da House Mag como um dos novos talentos brasileiros dentro do cenário da música eletrônica. Ao que tudo indica, a carreira do DJ está apenas começando e deve ganhar cada vez mais destaque.

Nascido em Brasília e filho dos Djs Swarup e Ekanta, Alok iniciou sua carreira em 2007, junto com seu irmão gêmeo Bhaskar, e três anos mais tarde começou a fazer suas próprias produções. Cheio de inovação, criatividade e ousadia, tem emplacado tracks em lugares de destaque no Beaport. Com sua ótima performance e versatilidade, Alok garante um grande reconhecimento por parte do público.

Known mainly for his technique and great playlist, Fran Bortolossi is the name

Born in Brasilia and son of DJs Swarup and Ekanta, Alok began his career in

behind the Colours parties that happen for five years in the Serra Gaucha region.

2007, along with his twin brother Bhaskar, and three years later began making his

Fran is targeted by the “Super Nova” session of House Mag as one of the new

own productions. A breath of fresh air, he doesn’t lack creativity and boldness,

Brazilian talents within the electronic music scene. Apparently his DJ career is just

what has always ensured him a prominent place on Beaport charts. His great

beginning and is also becoming increasingly prominent.

performances and versatility ensures to Alok great recognition from the public.

 Glen

 Ricardo Albuquerque

Produtor e DJ de São Paulo, Glen guia as tendências e inovações da e-music de uma maneira bem autêntica e clássica, com discotecagem em disco de vinil. Escolhido por Abe Duque para remixar “What Happened?”, Glen ganhou ainda mais destaque e reconhecimento como produtor. Suas técnicas e sua presença são sempre muito elogiadas por onde passa, com seu som que transita entre o Techno e o House.

Quando se fala em House Music underground, Alburquerque é uma grande referência da cena paranaense. Ricardo atualmente é residente do Warung Beach Club, e fundador do notável núcleo Radiola Underground, que se tornou um grande selo/gravadora e festa temática que acontece em clubs e festivais como o Warung Beach Club, a Vibe Club e no Amsterdam Dance Event. When talking about underground House Music, Alburquerque is a great reference

This producer and DJ from São Paulo guides trends and innovations of e-music

in the southern e-music scene. Ricardo is currently a resident of Warung Beach

in a very authentic and classic way, DJing with vinyl. Picked by Abe Duque to

Club, and founder of the remarkable label Radiola Underground, which became

remix “What Happened?”, Glen gained even more prominence and recognition

a major label / record company and a great theme party that is held in clubs and

as a producer. His technique and presence are always highly praised wherever he

festivals, such as Warung Beach Club, Vibe Club and during the Amsterdam

goes, along with his sound that moves between the Techno and House.

Dance Event.


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anuário 2014

vencedor winner

Ney Faustini DJ, produtor e pesquisador sonoro, o paulista Ney Faustini segue o caminho do house e suas influências. Eclético e com uma grande técnica, o DJ já se apresentou em grandes clubs como o D-Edge, Warung e Casa 92, além de ter participado do primeiro Boiler Room no Brasil. Como produtor musical, os últimos anos foram de muito trabalho e prestígio para Ney, com lançamentos de músicas e EPs por selos do Japão, Brasil e Alemanha. DJ, producer and sound researcher, Ney Faustini follows the path of House and its influences. In 2013 the DJ has performed at major clubs like D-Edge, Warung and Casa 92, besides featuring in the first Brazilian Boiler Room. As a music producer, recent years have been both busy as prestigious for Ney, having his music released on labels from from Japan, Brazil and Germany.


152 |

indicados nominees

 Felguk

Ask 2 quit

A dupla carioca tem um grande destaque dentro e fora do território nacional, desde 2007. Felipe e Gustavo fazem sucesso fora e também dentro do estúdio, onde produzem tracks de qualidade, geralmente lançadas por selos internacionais. Em 2013 tocaram novamente no Tomorrowland e pela primeira vez no festival Lollapalooza Brasil.

Formada por Marcelo Cic, Leo Janeiro e o VJ Vagalume, o Ask 2 Quit, como eles mesmo dizem, é uma mistura de música, imagem e diversão. Com contagiante desenvoltura e técnicas divertidas e que prendem a atenção do público, eles têm o poder de conquistar todas as pessoas que curtem e assistem suas apresentações.

The duo from Rio is a hit in and out of national territory since 2007. Felipe and

Formed by Marcelo Cic, Leo Janeiro and VJ Vagalume, Ask 2 Quit, as they say,

Gustavo are also successful producers releasing top notch tracks generally on

is a mixture of music, pictures and fun. With contagious resourcefulness and fun

international labels, proving to be a success also in the studio .In 2012 they played

techniques on holding the audience’s attention, they have the power to conquer

at the Belgian festival Tomorrowland and for the first time at Lollapalooza Brazil.

all the people who enjoy and watch their presentations.

 Digitaria

Life Is A Loop

A apresentação ao vivo do duo Daniela Caldellas e Daniel Albinatti fica ainda mais especial com os vocais de Daniela sendo cantados ao vivo. Em 2013 a dupla se apresentou em eventos distintos como o Dream Valley Festival e o conceitual club Terraza Music Park, em Florianópolis.

Nascido em 2006, o trio formado por Fabrício Peçanha, Leozinho e Rodrigo Paciornik foi pioneiro ao adotar um formato que se assemelha a um show, privilegiando a interação entre som, imagem e o público. Em 2013, além de estarem presente no palco do Rock in Rio e grandes festivais, eles lançaram um DVD para comemorar os 10 anos de estrada.

The live act performed by the duo Daniela Caldellas and Daniel Albinatti is especially enthralling due to the live vocals sang by Daniela. In 2013 the duo has

Born in 2006, the trio is formed by Fabrício Peçanha, Leozinho and Rodrigo

performed in such distinct events like Dream Valley Festival and conceptual club

Paciornik and was a pioneer in taking on the live concert format, focusing on

Terraza Music Park, in Florianópolis.

interacting music, images and the audience. In 2013 they performed in Rock in Rio among major festivals and launched a DVD to celebrate their 10th anniversary.


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anuário 2014

vencedor winner

 Elekfantz No início os rumores eram de que Gui Boratto estaria envolvido no ‘projeto’ chamado Elekfantz, mas por trás de dele estão Daniel Kuhnen e Leo Piovezani, que se conhecerem quando tocavam em uma banda de blues. Depois de muitos desencontros os amigos se cruzaram novamente e criaram “Wish”, com a qual ganharam o mundo e o apoio de Gui Boratto, amigo e bossman do selo D.O.C., pelo qual a dupla lançará seu primeiro disco em 2014. O Elekfantz apresentou um de seus primeiros shows ao vivo na festa de aniversário de 20 anos da Kompakt em Amsterdã. Rumors were that Gui Boratto would be involved in the ‘project’ called Elekfantz, but behind Elekfantz are Daniel Kuhnen and Leo Piovezani, which have known each other when both played in a blues band. After many years the two friends’ path met again and the song “Wish” was created, with which they won the world and the support from Gui Boratto, friend and bossman of the D.O.C. label, where the duo will release their first album in 2014. One of Elekfantz’s first live shows happened on the 20th anniversary of Kompakt in Amsterdam.


154 |

indicados nominees

 Vagalume

 Spetto

O carioca Edu Costa, 28 anos, conhecido como VJ Vagalume, foi vencedor do Prêmio RMC 2011 foi também o VJ oficial dos festivais Rock in Rio e SWU. O VJ é um dos integrantes do projeto de música eletrônica Ask 2 Quit. Vagalume exerce a profissão há mais de dez anos, e o próprio define seu trabalho como uma verdadeira “farra sensorial”.

VJ, vídeocenarista, videoperformer e consultor tecnológico há mais de quinze anos, Spetto é considerado uma referência na área, onde atuou e atua nos principais festivais de arte eletrônica e cultura digital no Brasil e exterior. Hoje, além de atuar como VJ, Spetto também é professor na Escola São Paulo de economia criativa. Em 2013 junto com o VJ Zaz, Spetto ministrou um curso de video mapping na cidade do Porto, em Portugal.

The RMC Award winner in 2011 was also the official VJ for Rock in Rio and SWU festivals. Part of the Ask 2 Quit trio, Vagalume has been a Video Jockey for ten years, and he defines his work as a true “sensorial binge”.

VJ, video programmer, video performer and tech consultant for over fifteen years, Spetto is a pioneer and one of the main references on his style of visuals. He has participated in electronic arts and digital culture’s main festivals in Brazil and abroad, as well as working as a VJ he is also a teacher at Escola São Paulo for creative economy.

Daniel Paz

 AxelL

Daniel Paz já projetou com alguns dos maiores nomes da música eletrônica mundial, como Swedish House Mafia, Armin Van Buuren, Fatboy Slim entre outros. Seu trabalho já esteve em grandes festivais como Creamfields, Big Beach Boutique e Ultra Music Festival, e hoje é residente do superclube Green Valley. Em 2013, junto com o DJ Rodrigo Kost, Daniel criou o projeto Cinematik, que faz a junção do som, vídeo e imagem em conjunto com as batidas da música eletrônica.

Um artista multimídia que trabalha há mais de cinco anos mostrando seus vídeos nos maiores clubes, festas e festivais do Brasil, o VJ Axell é um dos principais responsáveis pelas projeções de imagens na maioria das edições do festival XXXperience. Segundo ele, “Sem sombra de dúvidas, os festivais finalmente aderiram ao trabalho do VJ. Pois colocar um painel gigante em uma festa para 10, 20 mil pessoas para passar um DVD, realmente, não dá!”.

Daniel Paz has worked as a visual artist with some of the biggest names in

A multimedia artist who has worked for more than five years showing his videos

the electronic music world, such as Swedish House Mafia, Armin Van Buuren,

across the major clubs, parties and festivals in Brazil, VJ Axell is a great contributor

Fatboy Slim and many others. His work has been presented in big festivals like

of XXXperience festival. “I have no doubt festivals finally undesrtood the work of

Creamfields, Big Beach Boutique and Ultra Music Festival. He is the resident

the VJs. Putting a giant sign on a party for 10/20 thousand people or use a DVD

VJ of Green Valley and in 2013, along DJ Rodrigo Kost, created the Cinematik

is not cool at all!”

project.


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anuário 2014

vencedor winner

 Toshiro Um dos integrantes do time por trás do Life Is a Loop, o curitibano Toshiro é patrocinado pela marca de instrumentos Roland e professor na Yellow DJ Academy. Atualmente ele é presença garantida nos principais eventos e clubes do sul do país, como Green Valley e Warung. O VJ afirma que tudo em uma pista de dança se integra, a ponto de criar um clima perfeito para curtição e diversão. Part of the Life Is a Loop crew, Toshiro is sponsored by Roland Instruments and teaches VJing in Yellow Dj Academy. He is a guaranteed attraction at the main events and clubs in southern Brazil, like Green Valley e Warung. The VJ believes that everything in a dance floor can be integrated and brought together to create the perfect mood for fun.


156 |

indicados nominees

Dimitri Vegas & Like Mike

David Guetta

Considerados os queridinhos do Tomorrowland, Dimitri Vegas & Like Mike foram apadrinhados pelo DJ Tiësto e, descobertos pelo DJ Axwell, ganharam um enorme destaque em 2009 como produtores musicais e desde 2010 agitam o festival belga com sets empolgantes. 2013 foi com certeza um ano e tanto para a dupla. Com várias apresentações lotadas e algumas parcerias, os dois chegaram a virar história em quadrinhos.

Ganhador de 2 Grammys Awards e DJ de fama inigualável, David Guetta revolucionou a cultura da música eletrônica. Há alguns anos permanece como um dos favoritos do público brasileiro, fato que se confirmou em sua fantástica apresentação no palco principal do Rock in Rio em 2013. The Grammy Award winner music is also a Dj with unbearable fame, David Guetta has revolutionized electronic music culture a few years ago and remains as one of the favorites in Brazilian territory, a fact that was proven in his presentation on the

The Tomorrowland sweethearts, Dimitri Vegas & Like Mike have been supported

Main Stage of Rock in Rio in 2013.

by Dj Tiësto and discovered by DJ Axwell, earned a huge prominence in 2009 as music producers and since 2010 they’ve been shaking the Belgian festival with exciting sets. 2013 has definitely been quite a year for the duo. Crowded with various presentations and some partnerships, the two even become a comic strip.

 Hardwell

 Kolombo

Hardwell começou com apenas 13 anos de idade a mostrar sua paixão pela House Music. O DJ e produtor é agora uma figura de grande destaque entre a nova geração. Um rapaz com um talento e uma criatividade incríveis, tendo ao lado sua própria gravadora, Revelado Recordings, em 2013 ganhou o título de melhor DJ do mundo pela DJ MAG.

Olivier Grégoire, ou Kolombo, iniciou sua carreira no mundo do hip hop. Anos depois de se tornar Dj e produtor, já no caminho do sucesso e do reconhecimento pelo seu trabalho, fundou sua gravadora Loulou Records. Sua turnê em 2013 passou por mais de 25 países do mundo, incluindo o Brasil, onde recebe carinho incondicional do público, fã de seu estilo gangsta.

Hardwell started to show his passion for House Music with only 13 years of

Olivier Grégoire, or Kolombo, began his career playing in a hip-hop band.

age. The DJ is a figure of great prominence among the new generation of DJs

Years after becoming a DJ and producer, already on the path of success and

nowadays. A boy with a talent and incredible creativity, beside owning his label,

recognition for his work, he founded his label, Loulou Records. During his tour in

Revealed Recordings, in 2013 he won the title for Best DJ in the world, by DJ

2013 he traveled to more than 25 countries worldwide, including Brazil, where he

MAG.

gets the unconditional affection from the public, fan of his gangsta style.


| 157

anuário 2014

vencedor winner

 Solomun O chefe do selo Dyinamic é o nome mais celebrado por fãs de música eletrônica conceitual e underground. Agradando a ambos os lados, sempre surpreende as pistas com uma mistura de clássicos, rock e excelentes produções próprias. Em 2013 após uma ótima temporada na ilha de Ibiza, sua turnê no Brasil bateu recordes de participação do público. Dynamic’s boss man is the most eagerly awaited DJ for both commercial and underground electronic music lovers. Pleasing both worlds and always surprising with his mixture of classics, electronica, rock and his own excellent productions. In 2013 after an amazing season in Ibiza, his Brazilian tour has reached expressive quantity of people.


158 |

indicados nominees

 Deputamadre

 Vibe

O clube mineiro que é uma referência na cena dos DJs nacionais e internacionais se orgulha por possuir uma pista e um público fiel com atitude, frutos do respeito e dedicação aos quais que o próprio Deputamadre se dedica há anos. Além de possuir seu próprio estúdio de tatuagem, o “Deputamadre INK Tatuaria”, lá se encontra o melhor do underground em BH.

O clube curitibano Vibe abriu as portas em 2001 e desde então se consolidou como o principal reduto da música eletrônica contemporânea na capital paranaense. Em 2010 ele sofreu uma grande reforma na qual ganhou um segundo andar com varanda e uma pista remodelada com globos de led no teto como chamariz. 2013 viu artistas como Koze, Tone of Arc, Nastia, Magda e Daniel Bortz passarem pelo “clubinho”.

The Belo Horizonte based club is a reference amongst national and international

Curitiba-based club Vibe, opened its doors in 2001 and has become

DJs and is proud of having a loyal and expressive crowd – results of all the

contemporary electronic music’s main stronghold in Paraná’s capital city. In 2010

respect and dedication the Deputamare crew puts into the club year after year.

it underwent a complete reconstruction and received a second floor and balcony

Apart from having its own tattoo studio “Deputamadre INK Tatuaria”, it is also the

and a remodeled dance floor with led globes on the ceiling as its main attraction.

place to go for the best in underground music in the city.

The club was visited by the likes of Koze, Tone of Arc, Nastia, Magda and Daniel Bortz in 2013.

 Sub

 Lions

O clube manauara abriu as portas em 2013 sob o conceito de ser um espaço dedicado exclusivamente à música eletrônica de alta qualidade, trazendo DJs consagrados nacional e internacionalmente. A iluminação da casa é um destaque, com LEDs minimalistas instalados em todo o teto, que está conectado com o sistema de vídeo. O clube também conta com sistema de som no estilo VOID.

Com uma varanda com vista para o centro da cidade de São Paulo, mais precisamente para a praça da Sé, o Lions Night Club teve como fonte de inspiração de ambientação os antigos clubes de cavalheiros dos anos 50. A pista com efeitos tridimensionais e animais empalhados pendurados compõem a ambientação do Clube. Além de nomes internacionais, a casa procura destacar-se por suas noites diferenciadas.

The club from Manaus opened its doors in 2013 under the concept of being a space dedicated exclusively to high quality electronic music, bringing national and

With a balcony overlooking the city center of Sao Paulo, more precisely the

internationally recognized DJs. The ligh system of the house is a highlight, with

square of the Sé Cathedral, Lions Night Club had was inspired by the antique

minimalistic LEDs installed around the ceiling, which are connected to the video

gentlemen’s clubs from the 50s. Besides the dance floor with three-dimensional

system. The club also features a VOID sound system.

effects, stuffed animals hanging up are the highlight of the club’s decor. Apart from international names on the line-ups, the house seeks to stand out by pulling off different nights.


| 159

anuário 2014

vencedor winner

 D-Edge O clube da Barra Funda já era referencial para a noite brasileira antes da sua ampliação em 2010, e desde então se supera a cada data com festas que entram manhãs (e tardes) adentro. Os novos ambientes da casa foram muito bem utilizados e testados ao longo dos dois últimos anos, e cada um deles impressiona tanto os sentidos que é difícil apontar apenas um como destaque. Seja no imenso terraço, no elegante lounge ou na futurista segunda pista, o que se vê todas as semanas no D-Edge é uma quantidade impressionante de gente determinada a se divertir. The club at Barra Funda (a neighborhood in São Paulo) was already a reference for Brazilian nightlife before its renovation in 2010, and since then it has been overcoming its own merits at each party that rolls into the following mornings and afternoons. The new rooms were very well thought out and tested over the last couple of years, and each one of them has such impressive traits that it’s hard to point a single one out above the rest. Be it on the huge terrace, in the elegant lounge or the new futuristic dance floor, an impressive amount of people determined to have fun can be found at D-Edge week in and week out.


160 |

indicados nominees

 Green Valley

 Privilège

Desde sua inauguração em 2007 o Green valley é reconhecido mundialmente como o ‘oásis’ da música eletrônica no Brasil. Não à toa, foi um dos clubes que mais recebeu DJs presentes nas altas posições do ranking mundial, e permanece fazendo um trabalho de marca excepcional, inaugurando em 2012 o primeiro grande festival realizado fora do clube, o Dream Valley. Em 2013 o Green Valley ganhou o título de melhor club do mundo segundo o top 100 da DJ Mag.

O Privilège surgiu com o objetivo de levar entretenimento de ponta ao público carioca e mineiro. Com três casas em Juiz de Fora, Búzios e Angra dos Reis, o grupo investe há dez anos em qualidade e ousadia. Conceito, sofisticação e comprometimento fizeram o Privilège se tornar um dos mais respeitados grupos de entretenimento do Brasil. Privilège came to life with the objective of bringing cutting edge entertainment to its audience. With three venues in the Southeastern region: Juiz de Fora,

Since 2007 Green Valley is a globally known as the “oasis” of dance music in

Búzios and Isla Privilège, in Angra dos Reis, the group has invested in quality

Brazil. No wonder it was one of the clubs that headlined the biggest number of

and boldness for ten years. Concept, sophistication and commitment have made

top-ranking global DJs, and it continues to perform excellent brand development,

Privilège one of the most respected entertainment groups in the country.

launching its first great festival outside of the club in 2012, Dream Valley. In 2013 Green Valley has won the title for best club in the World, according to DJ Mag. year.

 Sirena

 Anzu

O Sirena é pioneiro em música eletrônica no Brasil, e completando seu 20o aniversário, permanece totalmente consolidado no mercado de entretenimento nacional. DJs nacionais e internacionais que passaram pela casa em 2013, agitaram e fizeram a festa de milhares de pessoas que freqüentam o clube de praia dentro e fora da temporada.

Com mais de 15 anos, o Anzu é um dos clubs mais reconhecidos do estado de São Paulo. Localizado em Itú, a casa é visitada por cerca de 15 mil pessoas todos os meses. O Anzu já recebeu os DJs mais renomados do mundo e destaca-se atualmente com a segunda pista voltada a sonoridades mais conceituais.

Sirena is a pioneer in electronic music in Brazil, and in the year of its 20th

With more than 15 years of age, Anzu is one of the most recognized clubs in the

anniversary, remains fully consolidated within the national entertainment market.

state of São Paulo. Located in Itu, the venue is visited by about 15,000 people

National and international DJs who played at the venue in 2013 were the light of

every month. The club has already hosted a handful of renowned DJs in the

the party and left thousands of people who frequent the beach club in and out of

world, and today the second dance floor stands out on featuring underground

season off their feet.

music.


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anuário 2014

vencedor winner

 Warung “Templo” é como o fidelíssimo público chama o Warung Beach Club. A casa segue como uma grande referência na noite brasileira e atinge a maturidade com um ótimo e concorrido espaço alternativo próximo a sua pista principal: o Garden, segunda pista que ganhou camarotes e uma nova sacada em 2013. Liderando o movimento pela valorização dos DJs locais, o clube excepcionalmente apresentou noites voltadas somente aos residentes, chamados de “Savages”, e em 2014 passou a oferecer também serviço de praia durante o verão. “The Temple” is how the amazingly faithful crowd usually refers to Warung Beach Club. The venue continues moving forward as reference for the Brazilian nightclubbing scene and reaches maturity presenting an alternative space to its Main Room: the Garden, the second dance floor that was fully renovated in 2013. Leading the movement of valuing the national talents, the club turned the attention to their residents DJs, known as the “Savages”, in exceptional nights.


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indicados nominees

 D-Edge Agency

 DJCom

Tendo o clube como base, a D-Edge Agency oferece uma das seleções de artistas mais versáteis do mercado, alternando nomes tradicionais com muitos novos talentos, tanto nacionais como estrangeiros. A nova aposta em outros profissionais que não apenas DJs, como designers, hostesses e modelos promete movimentar a agência em 2014.

A DJ Com ganhou muito espaço com grandes turnês promovidas nos últimos anos, como Hed Kandi e Ministry Of Sound, e artistas como Kaskade e Roger Sanchez. A novas contratações de 2013 no seu casting nacional foram de grande destaque e posicionaram positivamente a agência como a maior da região sul do país.

Based on the club, D-Edge Agency offers one of the most versatile selections

DJ Com is based in Curitiba and has been covering a lot of ground with the big

of artists to be found in the market – alternating big traditional names with many

tours it has been backing up over the last few years, such as Hed Kandi and

newcomers, both national and foreign. The agencies branching out into other

Ministry Of Sound, as well as artists like Kaskade and Roger Sanchez. The new

professional areas like that of designers, hostesses and models should stir things

hires of 2013 have been of great importance on positively placing the agency as

up even more for the agency in 2014.

the largest in the south of Brazil.

 Plus Talent

 Hypno

O currículo e a experiência dos sócios da Plus Talent são responsáveis por sua estabilidade, e desde os primeiros anos da cena eletrônica brasileira ela é uma referência. O selo que dá suporte aos seus artistas e os longos anos de exclusividade com artistas do porte de David Guetta são diferenciais importantes.

Em 1996 a Hypno Artists Agency entrou em cena, fundada por Paulo Silveira. Primeira empresa sólida de agenciamento artístico da América Latina, sempre acompanhou o crescimento do mercado e procura se desenvolver junto com ele. A Hypno tem mais de 90 artistas nacionais e internacionais especializados nos mais variados gêneros musicais e que, a cada dia, ganham reconhecimento e o mercado global.

The partners’ experience and vast curriculum are responsible for Plus Talent’s stability, and the agency has been a reference from the very first steps the

In 1996, Hypno Artist Agency stepped in, founded by Paul Silveira. The first artistic

Brazilian electronic scene ever took. The label which backs its artists and the long

agency in Latin America has always followed the growing market demands and

years of exclusive rights to artists like David Guetta are definitely game-changers.

has developed along with it. Hypno has more than 90 national and international artists specialized in various musical genres and, every day, earn recognition and global market.


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anuário 2014

vencedor winner

24 Bit Com apenas dois anos, a 24bit já nasceu grande, fundada por três figuras que uniram suas experiências do mercado da música eletrônica do sul do Brasil: Fernanda Paludo, Priscila Prestes e a DJ Aninha. Apesar dos nomes conhecidos no casting e de turnês internacionais com atrações de vanguarda, o grande destaque do trabalho de management da agência são os talentos nacionais Fabo e HNQO, dois dos personagens que mais ganharam destaque em 2012, e em 2013 foram ainda mais reconhecidos nacional e internacionalmente. One of the market’s “newcomers”, 24bit was already big from the get-go with three very experienced professionals in the electronic music market of Southern Brazil: Fernanda Paludo, Priscila Prestes and DJ Aninha. Apart from the big names in the agencies casting and the tours with avant-guard artists, 24bits greatest accomplishment this past year comes from the new talents Fabo and HNQO, two artists who showed tremendous growth in 2012 and kept on growing bigger in 2013.


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indicados nominees

 Mixmag

 deepbeep

Um dos principais veículos do mundo das pistas, a Mixmag oferece um mix de conteúdo traduzido de sua versão britânica com destaques do que acontece no Brasil. A revista promove ainda eventos ao redor do país e conta com atualizações diárias no seu portal na web.

Na ativa desde 2009, o deepbeep é uma plataforma on-line dedicada à música. Seu conteúdo compreende entrevistas, fotos e podcasts exclusivos de artistas nacionais e internacionais. Um dos destaques do portal é sua rádio, onde se ouve diversidade musical de maneira simples e rápida. O deepbeep também conta trilhas sonoras assinadas por patrocinadores.

One of the world’s main dance floor media vehicles, Mixmag offers a mixture of translated content from it British version and highlights on what’s going on in Brazil. The magazine also promotes events all over the country and has daily

Existent since 2009, deepbeep is an online platform dedicated to music. Its

updates on its website.

content is comprised of interviews, pictures and exclusive podcasts by national and international artists. One of the site’s main attractions is its radio station, where you can listen to a variety of music in a simple and quick way. Deepbeep also presents soundtracks signed by sponsors.

Dance Paradise

Blog Bate Estaca

Dance Paradise é uma empresa multiplataforma que atua no segmento da música eletrônica. Suas atividades incluem um portal de notícias especializado, uma webradio com mais de 100 radioshows dos principais DJs do mundo, realização e cobertura de eventos/festas do gênero e criação de projetos customizados para clientes. O produto referência da empresa é o programa de rádio FM Dance Paradise, que integra a grade de programação da Rede Jovem Pan Sat com transmissão para 55 afiliadas em todo o Brasil.

No ar desde 2007, o Blog Bate-Estaca é considerado uma das maiores referências quando o assunto é música eletrônica. O blog é escrito pelo jornalista e DJ Camilo Rocha, também uma grande referência da música contemporânea no Brasil, que atua na área da música eletrônica desde 1996 e é um dos responsáveis por apresentar esse conceito ao público brasileiro.  On the air since 2007, Bate Estaca blog is a major reference when it comes to

Dance Paradise is a multi-platform company that operates in the electronic music

electronic music. The blog is written by journalist and DJ Camilo Rocha, also a

market. Its activities include a specialized news portal on the web, a 3-channel

great reference of contemporary music in Brazil, acting on the segment since

webradio with over 100 radio shows of the best DJs in the world, organizing,

1996 and an important character on introducing this concept of music to the

broadcasting and coverage of electronic music events/festivals all over the globe

Brazilian public.

and finally, the development of custom projects for our clients. The company’s reference product is the Dance Paradise FMradioshow, part of Jovem Pan Sat Network, Brazil’s largest radio network with 55 affiliates throughout the country.


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anuário 2014

vencedor winner

House Mag A publicação de Santa Catarina que começou em formato pequeno e com tiragem tímida se converteu em poucos anos no principal veículo impresso sobre música eletrônica do sul do país. A House Mag hoje é uma revista completa, com amplo conteúdo voltado tanto aos DJs como ao grande público. Uma equipe destacada de colaboradores e um ranking anual respeitado fizeram dela uma referência nacional. This magazine from Santa Catarina, started in a small format and with few printed issues and in very few years became the main media vehicle covering electronic music in the South. House Mag is now comprehensive magazine, with extensive content for both DJs and the audience. An excellent team of collaborators and a respected annual ranking have made it a national reference.


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indicados nominees

 Claudia Assef

Camilo Rocha

Com uma carreira consolidada há anos dentro da música eletrônica, a jjornalista paulistana Claudia Assef é autora do único manual sobre a história da música eletrônica no Brasil: o livro “Todo DJ Já Sambou”. Claudia também é DJ, executiva do portal Vírgula, colunista do Estadão e assina o blog Todo DJ Já Sambou.

Camilo Rocha é jornalista, DJ e uma das grandes referências da música contemporânea no Brasil. Atuando na área da cultura eletrônica desde 1996, foi um dos responsáveis por apresentar o conceito ao público brasileiro. Hoje, Camilo trabalha no jornal O Estado de São Paulo e em 2013 foi o vencedor do II prêmio RMC na categoria melhor jornalista.

With a well-grounded career in electronic music, the journalist from São Paulo,

Camilo Rocha is a journalist, a DJ and one of the greatest references in

Claudia Assef is the author of the only literary compendium on electronic music

contemporary music in Brazil. An active member of electronic culture in Brazil

history in Brazil: the book “Todo DJ Já Sambou” (Loosely translating into “Every

since 1996, he was one of the people responsible for introducing the concept to

DJ has Train Wrecked”. ) Also a DJ, she has already played in the biggest events

the Brazilian public. Today, Camilo is works in the newspaper O Estado de São

and clubs of the country. Today, Claudia is an executive at the internet portal

Paulo and won the II RMC Awards as best journalist.

Vírgula, a columnist for o Estado de São Paulo and she also has a blog “Todo DJ Já Sambou”, as well as being the creator of the kids’ party “Disco Baby”.

Fabiano Moreira

Jade Gola

Fabiano Moreira é jornalista e colaborador semanal da coluna Trans Cultura, no Segundo Caderno d’O Globo e produtor da festa Bootie Rio, a primeira versão de festa de mashups abaixo da linha do Equador. A paixão do jornalista por mashups começou quando ouviu “Like a Life on a Prayer” do holandês MadMixMustang.

Jade Gola já passou por várias empresas como redator e colaborador, como o RRAURL, GNT Fashion e UOL e atualmente atua como colaborador no deepbeep, fazendo uma seleção de artistas e repertório de convidados, e também produzindo notas, notícias e reportagens do meio musical.

Fabiano Moreira is a journalist and contributor to the weekly Trans Culture Column

Jade Gola has undergone several companies as an editor and collaborator, as

in O Globo newspaper. He is the producer of “Party Bootie Rio”, the first version

RRAURL, GNT Fashion, UOL and currently works as a collaborator for deepbeep,

of mashups party below the equator. The passion for mashups journalist began

making a selection of artists and repertoire for guests, and also writing notes,

when he heard “Like a Life on a Prayer” by Dutch MadMixMustang.

news and reports on the music business.


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anuário 2014

vencedor fotografia Marcela Keller / makbix Studio

winner

Sarah Kern Sarah Kern é jornalista e Editora Chefe da revista House Mag, e foi uma das responsáveis diretas por colocar o veículo em posição de destaque nacional entre os mais importantes da música eletrônica no Brasil. Desde o primeiro contato com o jornalismo Sarah se propôs a divulgar assuntos e artistas de qualidade, mas que ainda não tinham lugar na mídia no Brasil. A talentosa catarinense também é correspondente nos sites deepbeep e Resident Advisor. Sarah Kern is a journalist and editor in chief in House Mag magazine. She is responsible for turning the magazine into one of the most important media outlets for electronic music in Brazil. Ever since her first steps as a professional, Sarah has been eager to talk about high-quality topics and artists that could not find their way into the Brazilian media. The talented professional from Santa Catarina also collaborates for deepbeep and Resident Advisor.


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indicados nominees

 Dream Valley

Creamfields Brasil

Realizada no parque Beto Carreiro World, a segunda edição do Dream Valley Festival reuniu, nos dias 15 e 16 de novembro de 2013, quase 40 mil pessoas para assistir a mais de 25 apresentações de DJs nacionais e internacionais. O festival já nasceu gigante, e mostrou que o solo catarinense tem um potencial impressionante. A abertura do festival em 2013 ficou por conta de Marcelo CIC, e o encerramento foi em grande estilo com Hardwell.

Do Club Cream, na cidade de Liverpol, para Creamfields, festival que dominou o mundo. O festival não é um novato em terras brasileiras, mas desde 2011 o evento global parece ter encontrado o lugar de perfeita sintonia com o universo da música eletrônica: Florianópolis. Dosando atrações pop e conceituais em um festival no estilo boutique, se comparado aos demais da marca, chegou a um público superior a 17 mil pessoas em sua edição de 2013.

The second edition of Dream Valley Festival has gathered almost 40 thousand

From the Liverpool Cream club to the world known festival Creamfields. The

people on the 15 thans 16 th park. There were more than 25 national and

festival isn’t new to Brazilian territory, but since 2011 it seems to have reached

international DJs. The festival of November in Beto Carrero World was born

the perfect spot for the dance music scene: Florianopolis. From mainstream

big and has shown that the region of Santa Catarina has a lot of potential. The

to conceptual artists gathered in a boutique festival, when compared to many

opening on the festival in 2013 was on Marcelo CIC and closing, on Hardwell.

Creamfields festivals around the world, over 17 thousand people have been to the festival early this year.

 XXXperience

King Festival

Em 1996, o Brasil abriu as portas para receber o que hoje pode ser considerado um dos maiores festivais nacionais de música eletrônica, a XXXperience. Desde então, as edições do evento estão atraindo cada vez mais pessoas de todos os cantos do Brasil. A 17a edição do evento aconteceu na Fazenda Maeda, em Itú. Em 5 palcos, artistas como Harwell, Kolombo, Digitaria, Zedd e HNQO estiveram presentes.

A área externa do Centro de Convenções, em Pernambuco, foi tomada por uma megaestrutura medieval e a festa ficou por conta dos reis e rainhas da música eletrônica. Em sua primeira edição o King Festival já reuniu artistas de peso, como o holandês Harwell, Steve Angello, as australianas Mim e Liv NERVO, o inglês Eskimo entre muitos outros. O público do festival, que chegou a 20 mil pessoas, pôde curtir também shows pirotécnicos e quatro telões de LED.

In 1996, Brazil opened its doors to receive what today might be considered one of the greatest national festivals of electronic music, XXXperience. Since then,

The Convention Center of Pernambuco was transformed in a medieval

editions of the event have been attracting more and more people from every

megastructure and the party was led by of the kings and queens of electronic

corner of Brazil. The 17th edition of the event took place at Fazenda Maeda in

music. On its first ever edition, King Festival has brought together artists from the

Itu. In 5 stages, artists like Harwell, Kolombo, Digitaria, Zedd and HNQO were

likes of Harwell, Steve Angello, Australian duo Mim and Liv Nervo, Eskimo, among

present.

many others. The festival, packed with 20 thousand people, presented the people with firework shows and huge LED screens.


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anuário 2014

vencedor winner

Universo Paralello Um festival que junta arte e música, mas que não deixa de lado a sintonia entre a natureza e a espiritualidade. O Universo Paralello tem uma proposta simples de celebrar a vida. O cenário é em Pratigi, um oásis oculto por entre as praias do sul da Bahia. Buscando fugir de pontos turísticos e aglomerações, uma comunidade se cria e convida um grande time de DJs nacionais e internacionais a se apresentarem nesta enorme festa. Universo Paralello is a festival that brings together art and music and integrates them with nature and spirituality. The simple proposal is to celebrate life. The chosen place to do it is Pratigi, a hidden oasis amidst the beaches of southern Bahia. Seeking to escape from big cities and crowded spaced, a community is created out of nowhere and it gathers a great team of national and international DJs for a great party.


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indicados nominees

D-Edge College

DJ Ban

Um dos clubes mais reconhecidos do Brasil oferece também a oficina DJ College, onde novos DJs são graduados pelos professores Ingrid e Laurent F. A iniciativa oferece, além de cursos em turmas de 5 a 10 alunos, a opção individual. O curso ainda oferece entradas VIP no clube D-Edge como parte do processo de aprendizado.

Por dez anos atuando no mercado da música eletrônica, a DJ Ban oferece cursos de mixagem, produção e também cursos específicos na área de produção de vinhetas, finalização e sonorização musical. O site é referência na publicação de conteúdos essenciais para qualquer interessado na profissão de DJ e a loja proporciona a compra de equipamentos com entrega para todo o Brasil.

One of Brazil’s most renowned clubs also offers the “DJ College” workshop, here new DJs graduate under the teachings of Ingrid and Laurent F. The initiative also

Working in the electronic music market for ten years now, DJ Ban offers mixing

offers, as well as classes for 5 to 10 students, the private class option. It also

and production courses as well as specific courses in producing jingles, and how

offers VIP passes at D-Edge as part of the learning process.

to finalize and engineer music. The website is a reference for essential content any aspiring DJ needs to know and the store offers and buys equipment which they deliver over Brazil.

 Yellow

 IATEC

A Yellow visa oferecer cursos com credibilidade e qualidade para aspirantes à profissionalização no mercado da música eletrônica. A escola é dividida em duas unidades: a DJ Academy, onde é altamente especializada na formação de DJs e produtores de música eletrônica, e a Audio Institute coordenada por Miguel Ratton em parceria com a IATEC (RJ), onde os cursos ofertados são para a formação e especialização de produtores e profissionais de áudio. 

O Instituto de Artes e Técnicas de Comunicação (IATEC) promove cursos em diversas áreas que vão da prática da discotecagem aos mais diversos âmbitos de eventos, iluminação, sonorização e animação computadorizada. Trata do ensino da mixagem como algo conectado ao universo do entretenimento em geral, valorizando a profissionalização do DJ.

Yellow’s core business is about providing courses with both credibility and quality

Communication Techniques Institute) promotes courses in several areas that

for people who want to go professionally into the electronic music industry. The

stem from DJing to the most diverse areas covered in events like lighting, sound

school is divided into two units: the DJ Academy, which is highly specialized in

engineering and computer animation. It deals with mixing like something linked to

training DJs and producers for electronic music, and Audio Institute coordinated

the entertainment universe as a whole, adding value to a DJ’s training.

by Miguel Ratton along with IATEC (RJ) where courses for the training and specialization of producers and audio professionals are offered.

The Instituto de Artes e Técnicas de Comunicação (IATEC) (Arts and


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anuário 2014

vencedor winner

 AIMEC A Academia Internacional de Música Eletrônica foi fundada em Curitiba e hoje possui sedes também em Campinas, Florianópolis, Joinville, Balneário Camboriú e Porto Alegre. Criada em 2004, está sempre inovando e promovendo eventos como desafio de DJs, palestras com músicos de renome internacional e workshops em clubes e festivais. A escola também valoriza a liberdade artística de cada aluno e as redes de relacionamento que podem ser criadas dentro das turmas. The Academia Internacional de Música Eletrônica (International Electronic Music Academy) was founded in Curitiba and has now opened subsidiaries in Campinas, Florianópolis, Joinville, Balneário Camboriú and Porto Alegre. Created in 2004, it is constantly innovating and promoting events like DJ tournaments, lectures with renowned international musicians and workshops in clubs and festivals. The school also values every student’s artistic freedom and the networking that naturally stems from every group of students.


172 |

indicados nominees

Indústria de Entretenimento

Dream Factory

O grupo responsável pela marca Creamfields no Brasil, além das turnês do ícone Fatboy Slim, não poderia ficar de fora dos indicados a melhor agência de eventos de uma premiação voltada à música eletrônica. Entregando projetos executados com perfeição, a Indústria é considerada uma das grandes empresas do ramo de eventos nacional.

Considerando a respeitável quantidade de eventos que esta agência produz, é inegável que seja considerada, de fato, uma “Fábrica de Sonhos”. De maratonas esportivas ao Carnaval de rua carioca, a empresa é responsável pelo Rock In Rio, o que dispensa maiores comentários sobre a sua atuação na realização de festivais.

Responsible for the Creamfields brand in Brazil, as well as Fatboy Slim’s tour in

Considering the respectable amount of events this agency produces, it is truly

the country, it could not be left out of the nominees for best events agency in an

undeniable that it be considered a “Dream Factory”. From marathons to street

award centered on electronic music. Delivering projects executed with perfection,

Carnaval parades in Rio, the company is responsible for Rock In Rio, which says

Indústria is considered one of the biggest companies within the national events

more than enough about its role in producing festivals.

segment.

 Frank Agency

Grupo 8ito

Produzir eventos e entretenimento que criem uma experiência única para o cliente e, claro, traduzam em investimento de grande retorno para seus clientes é o que a Frank Agency faz. Transparência, agilidade e eficiência na hora de promover e organizar eventos é essencial para Frank, realizadora do Winter Festival em Gramado dentre outros produtos.

Prezar por um planejamento de ideias criativas, que gerem um engajamento com o público de forma que as experiências sentidas sejam transformadas e se traduzam em plataformas de conteúdo relevantes para as marcas, é isso que o Grupo 8ito oferece aos seus clientes. A agência promo é voltada ao mercado da música do nosso tempo 

Pulling off events that create a unique customer experience and, of course,

The planning of creative ideas that engage the public in a way that experiences be

translate it into great return of investment for their clients, this is what Frank

felt, processed and translated into relevant content platforms for brands – this is

Agency does. Transparency, agility and efficiency when promoting and organizing

what 8ito Group offers its clients. The promotional marketing agency focuses on

events is essential for Frank, responsible for the Winter Festival in Gramado

the market of contemporary music.year.

among other products.


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anuário 2014

vencedor winner

 GV A estrutura que gravita em torno do clube catarinense Green Valley vai muito além da que se imagina necessária para a manutenção da casa noturna. Um verdadeiro conglomerado de empresas é mantido pelo grupo hoje, incluindo um braço especializado em eventos. Em 2013 a GV Eventos se destacou por criar produtos espetaculares como a segunda edição do Dream Valley Festival, o Winter Music, o Green Valley Weekend em Gramado entre muitos outros. The structure that gravitates around the Santa Catarina-based club Green Valley, goes far beyond what is necessary for maintaining the club itself. A veritable conglomerate of companies is run by the group today, including a branch specializing in events. In 2013 GV Eventos stands out for putting together amazing events such as the second edition of Dream Valley Festival, Winter Music, Green Valley Weekend Gramado and many others.


174 |

indicados nominees

Gustavo Conti

Camilo Rocha

Ao contrário de seu clube que acaba de completar onze anos de vida, o Warung Beach Club, Gustavo Conti sempre foi avesso aos holofotes da mídia, que inevitavelmente acabam o encontrando – culpa da dedicação e respeito que sempre concedeu à música eletrônica. Conti é empresário da noite desde 1996 e um dos personagens que mais investiu na música eletrônica em todo o país.

Camilo Rocha é jornalista, DJ e uma das grandes referências da música contemporânea no Brasil. Atuando na área da cultura eletrônica desde 1996, foi um dos responsáveis por apresentar o conceito ao público brasileiro. Hoje, Camilo trabalha no jornal O Estado de São Paulo e em 2013 foi o vencedor do II Prêmio RMC na categoria melhor jornalista. Camilo Rocha is a journalist, a DJ and one of the greatest references in

Contrary to his club, Warung Beach Club, which has just celebrated its 11th

contemporary music in Brazil. An active member of electronic culture in Brazil

birthday, Gustavo Conti has always kept his distance from the limelight and the

since 1996, he was one of the people responsible for introducing the concept to

media- but both inevitably found him. This is a result of the dedication and respect

the Brazilian public. Today, Camilo is works in the newspaper O Estado de São

towards electronic music that he has always shown. Conti has been a nightlife

Paulo and won the II RMC Awards as best journalist.

impresario since 1996 and is one of the country’s greatest investors in conceptual electronic music.

Renato Ratier

Mauricio Soares

Em 1990, quando começou a fluir o cenário da música eletrônica em território brasileiro, Renato Ratier iniciou suas próprias pesquisas sonoras em sua cidade Campo Grande, no Mato Grosso Sul. Em 2000, totalmente envolvido com as sonoridades da música eletrônica, inaugurou o D-Edge, cuja história acompanhamos até hoje. Suas técnicas de mixagens e extensas e constantes pesquisas fazem de Renato um DJ criativo e de consistência ímpar.

Maurício Soares é gerente geral da ID&T no Brasil. A empresa de entretenimento holandesa responsável pelos consagrados festivais Tomorrowland e o Mysteryland já tem projetos em andamento coordenados pela sede aqui no Brasil, como o Sensation White. A empresa também tem projetos onde incentiva novos talentos e a cultura noturna.  Mauricio Soares is the general manager of ID&T in Brazil. The Dutch entertainment

In 1990, when the electronic music scene in Brazil began to flow, Renato Ratier

company, which is responsible for festivals like Tomorrowland and Mysteryland,

started his own sound research in his home town Campo Grande, Mato Grosso

already has ongoing projects as Sensation White coordinated by headquarters

Sul. In 2000, completely excited by the sounds of electronic music, he opened

in Brazil. With side projects, the company also encourages new talents and the

D-Edge, and the rest of the story we know by heart. Today his mixing techniques

clubbing culture.

plus extensive and ongoing research, make him a creative DJ with unmatched consistency.


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anuário 2014

vencedor winner

Dj Marky Mais de 20 anos como um verdadeiro profissional internacional do cenário da música eletrônica: esse é o DJ Marky. O brasileiro ganhou destaque no cenário global no início dos anos 00 e com cerca de 100 lançamentos em vários formatos, selos e gêneros, atingiu a maturidade em sua carreira. Over 20 years as an international professional of the dance music scenario of electronic: this is DJ Marky. The artist gained prominence on the global stage in the early 00s and despite having nearly 100 releases in various formats, labels and genres, he is at the top of his career and does not show any signs of decline.


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CONSELHO CONSULTIVO

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DIRETORIA EXECUTIVA

Arnaldo de Merian Bernardo Lopes Guilherme Borges Pedro Schmitt Claudio da Rocha Miranda Filho Pedro Nonato Ricardo Carvalho Aron Nesanelovicz

Diretor Administrativo e Financeiro

O Anuário 2014 RMC é uma publicação do Rio Music Conference produzida por Hot Content Mídia & Conteúdo. Todos os direitos reservados. Os artigos assinados nesta publicação são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Rio Music Conference. A reproduçãoo das matérias e dos artigos somente será permitida se previamente autorizada, com crédito da fonte. Projeto Editorial

Claudio da Rocha Miranda Filho

Diretor Executivo

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Diretor Internacional e Comercial

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Anuário Rio Music Conference 2014