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almanaque 11

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

entrevista

Eduardo Bueno

Autor da série de livros “Terra Brasilis”, sobre a história do Brasil

“Na época do colégio, o estudo era um suplício” Muitas vezes confundido como historiador, pela sua íntima relação com os registros da história do Brasil, o jornalista, escritor e tradutor Eduardo Bueno acaba de reeditar um de seus livros de maior destaque, “Brasil: Uma História” (LeYa, 480 págs, R$68,90). A obra chega às prateleiras com o fim do mandato de Lula e joga luz sobre a trajetória do marcante personagem político no comando do país. Bueno, que encontrou um jeito pop de reescrever os fatos, falou ao “MTV na Rua”. eduardo ribeiro Que passagens foram ampliadas na nova versão do livro? Eu senti necessidade de acrescentar à obra um capítulo sobre o primeiro e segundo reinado de Lula. E isso mostra o quanto meu trabalho é jornalístico, e não de historiador. Porque um historiador de ofício precisaria esperar para ter um distanciamento dos fatos.

Por que o imediatismo em registrar a “Era Lula”? Como jornalista escrevendo sobre história, corro riscos deliberadamente. Mas acho que já temos condições de avaliar o governo Lula, que, independentemente do juízo que se faz dele, é um marco histórico. Pela primeira vez em 500 anos um personagem

Quadrinhos picantes

egresso das camadas populares, virtualmente iletrado e com uma trajetória sofrida, chegou à Presidência. Você imaginou que uma coleção sobre a história do Brasil viraria um best-seller? Sempre fui muito apaixonado pela nossa história, e, na minha cabeça, eu nunca entendi como as pessoas

poderiam não se apaixonar por ela. E apostei que devia ser por um motivo parecido com o meu na época do colégio, um que o estudo era um suplício. Mas percebi uma dose boa de aventura no Período Colonial que poderia vender bem. Apostei em 40 mil exemplares, mas os números bateram os 380 mil no primeiro título da coleção.

reprodução

Idas e vindas da corte portuguesa Outro autor que se destacou nos últimos anos ao abordar a história do Brasil é o também jornalista Laurentino Gomes. Seu “1808”, best-seller de 2007 agraciado com o prêmio Jabuti, relata de modo acessível a fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro e as consequências disso. Agora, a editora Nova Fronteira publica a continuação, “1822” (408 págs., R$ 44,90), que aborda o retorno da corte portuguesa a Lisboa, em 1821, até a morte de D. Pedro 1º.

Diretor de ‘Corra, Lola, Corra’ aposta em triângulo amoroso O diretor Tom Tykwer emergiu no final dos anos 90 como uma das promessas do novo cinema, quando revelouse com o cult “Corra, Lola, Corra”. Foi somente em 2009, com “Trama Internacional”, porém,

que ele voltou a chamar atenção. A próxima investida, “Three”, narra a história de um triângulo amoroso entre um casal de 40 e um rapaz mais novo. O filme, em pós-produção, estreia em dezembro.

Milo Manara, cartunista italiano conhecido como o mestre das HQs eróticas, desembarca no Brasil em novembro. Ele vem participar de uma feira de quadrinhos no Rio de Janeiro divulgação


Eduardo Bueno