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29ª

Edição

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Ano

VIII

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R $

7 ,0 0

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w w w. r e vi s t a ze l o . c o m. b r

Moda

Grafismos étnicos e animal print dão o tom da estação

Gastronomia Receitas especiais resgatam a graça do pão

Decoração

Morar Mais une sustentabilidade e bom custo-benefício

Galeria aberta

Pelas ruas de Goiânia, artistas mostram seu talento 1


29ª

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Edição

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Ano

VIII

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7 ,0 0

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w w w. r e vi s t a ze l o . c o m. b r


Loja 1 : Rua 135, 186 Marista. Goi창nia - GO - (62) 3945.5221 Loja 2 : Shopping Bougainville - piso 2. Goi창nia - GO - (62) 3515.0640

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Sumário

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36 28 PÃO

De fermentação natural, com castanhas ou sem conservantes, opções deixam qualquer um com água na boca 32 ARTE NA RUA

CHÁ Enquanto os orientais e o mundo celebram o ritual da bebida, no Brasil nem sempre sabemos apreciá-la (ainda) 54 DEPRESSÃO

Grafites, cartazes e adesivos dão cor e

Segundo a OMS, 4% das mulheres sofrem

forma a muros e paredes da cidade.

desse mal, que exige tratamento. Porém, é

Mas ainda requerem mais reconhecimento 36 MODA Para entrar no clima do safári

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importante saber diferenciá-lo da tristeza 62 COMPORTAMENTO Conheça a doula, profissional que apoia

urbano, vamos de temas étnicos

a gestante, ajudando-a a assumir o

e estampas de animais

protagonismo em seu próprio parto


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94

100 67

MORAR MAIS

94 lifestyle

Primeira edição realizada em um edifício,

A empresária da moda Daniela Palmerston

mostra de 2014 juntou o reaproveitamento de

nos mostra sua casa, cheia de luz natural,

objetos com a tecnologia e a brasilidade 86 QUARTOS Tons neutros predominam nos novos

madeira, objetos coloridos e... vida 100 PERNAMBUCO Em Porto de Galinhas, nada melhor do que

ambientes, que investem em soluções

subir em uma jangada e sair por aí. Depois,

práticas e, principalmente, no conforto

é só relaxar nos resorts e à mesa

90 PLANTAS Elas trazem a natureza para dentro de casa, embelezando-a e reavivando lembranças da casa da vovó. Trabalho? Nem tanto

104 INGLATERRA Na Londres de Jamie Oliver e Gordon Ramsay, a empresária Mariana Mujalli experimentou de tudo. Até fish and chips

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Edição Geral Rosângela Motta Edição Elisa A. França Edição de Fotografia Ângela Motta Edição de Beleza Hannah Motta Diagramação Fabianne Salazar Pereira Revisão Fátima Tolêdo

Rosângela Motta

Ângela Motta

Projeto Gráfico Carlos Sena Estagiários Lucas Pereira Maryna Dantas Jornalista Responsável Astero Motta (JP - 2233) Zelo em Brasília Kell Motta (61) 9915 5115 Impressão Gráfica Formato Motta Editora Ltda Telefone: (62) 3259 6510 (62) 8407 6213 www.revistazelo.com.br redacao@revistazelo.com.br Rua T-36 nº 695, Sl. 506, Ed. Aquarius Center - CEP.: 74.223-055 St. Bueno - Goiânia-GO NOSSA CAPA :

Beatrice Fontoura foi fotografada por Luciano Medeiros, beleza de Leo Caetano e produção de Lê Nishimoto. A Revista Zelo não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nas colunas e artigos assinados por seus colaboradores e não tem vínculo empregatício com os mesmos.

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Editorial

E

m toda edição da Zelo, há um empenho de nossa equipe para levar até você uma revista com conteúdo atual, atraente e especial. Este número, se não é perfeito, chega perto. Nesta edição, fomos atrás de uma turma responsável por intervenções urbanas na Capital e no mundo, que mostram uma nova maneira de olhar as paisagens cotidianas. Recheia também esta edição uma matéria sobre pães, que chegam ao mercado com novas características, para atender a um público ávido por novidades. Na seção Zelo Saúde e Beleza, uma matéria sobre chás. Originária da China, a bebida ganhou a Europa, se popularizou e hoje é a mais consumida no mundo. Na sequência, um alerta: é preciso diferenciar sentimentos tristes de depressão e, se for o caso, buscar tratamento médico. Ainda nesta seção, uma reportagem sobre as doulas, profissionais que oferecem apoio antes, durante e depois do trabalho de parto. E em um bate-papo franco com Bella Falconi, descobrimos por que ela virou fenômeno nas redes sociais e referência absoluta como atleta fitness. Na seção Casa Zelo, trazemos a mostra Morar Mais, que surge amparada por técnicas inovadoras, soluções criativas e toques regionais. Se você está atrás de inspiração para montar seu quarto, temos uma matéria sobre dormitórios, com foco na praticidade e no conforto. Na área de paisagismo, a reportagem foi atrás de espécies que se adaptam bem em ambientes internos. A casa da empresária Daniela Palmerston, no Alphaville Flamboyant, denuncia uma mulher fiel à sua personalidade. Zelo também viaja e desembarca em Porto de Galinhas, para explorar o que o balneário tem de melhor no turismo, na gastronomia e na cultura. Sempre antenada à última onda da gastronomia, a empresária Mariana Mujalli apresenta um roteiro de restaurantes estrelados da capital londrina. Já sobre o cinema, trazemos a elegância do subgênero noir. E como é princípio da Zelo repercutir o que a sociedade faz em prol do próximo, entrevistamos o ator Stênio Garcia, que esteve em Goiânia para lançar a campanha Eu Ajudo o Cevam. Beatrice Fontoura, eleita miss Goiás 2014, foi clicada em um ensaio de Luciano Medeiros. E ainda, para deixar esta edição mais interessante, as colunas Zelo Indica, Rio Mais, CTRL SP, Carros, High-tech, além de artigos e crônicas. Divirta-se! Rosângela Motta


Colaboradores

Ranulfo Borges

francisco barros

Elisa a. França

Hannah motta

Alexandre Parrode

Pablo Kossa

Alice Galvão

Astero Motta

sandro torres

Kell Motta

Fátima Tolêdo

Reggie Moraes

Osmar Régis

Luciano Medeiros

Igor leonardo

Lê shimoto

Fabianne salazar

Leo Caetano

maria cristina furtado

Lucas Pereira

maryna dantas


AV. T-1 Nº 2.326 – Setor Bueno - Goiânia - GO TEL: 62 3251-7794 | 3251-2240


opinião

Reprodução

Não leiam Hemingway

Francisco Barros

Q

uem não quiser conhecer um autor genial, faça o que diz o título acima. Quem não quiser conhecer um autor seminal, faça o que diz o título acima. Quem não quiser conhecer um escritor que mergulhou fundo nas emoções, nos heróis viris, nos relatos de guerra, evite. Em sentido inverso ao título acima, você, caro leitor, só tem bons motivos para conhecer esse autor que deixou marcas profundas na literatura do século XX. Foi o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1954, na esteira da consagração obtida por sua obra-prima O velho e o mar. Por isso, se ainda não conhece a literatura desse autor, por favor, mergulhe fundo na sua obra. Você não vai se arrepender. Hemingway arrasou na sua estreia literária com O sol também se levanta (1926). Em seguida, vieram Adeus às armas (1929), Por quem os sinos dobram (1940), O velho e o mar (1952), As neves do Kilimanjaro (1953) e Paris é uma festa (1964), obra póstuma. Transformou-se em lenda literária. Como sabemos, o mito é enigmático e fascinante. Entre a lenda e o real, publica-se a lenda. A repercussão é muito maior. Para o público, Hemingway aparecia como guerreiro, pescador, caçador, pugilista, bom de copo e, ainda por cima, um fantástico escritor. Quando publicou Do outro lado do rio, entre as árvores (1950), o escritor foi moído, triturado pela crítica, que detestou o romance. O mago da escrita mostrou a sua face real. Ele, também, poderia ser banal, comum, irrelevante. Qualquer outro, que não Hemingway, teria digerido bem as críticas. Mas isso era muito para quem se colocava em um pedestal, acostumado a ser bajulado pelos críticos.

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Certa feita, fazendo referência a seu estilo, um crítico americano cunhou a seguinte expressão: “Hemingway de boa safra.” Dono de uma prosa enxuta, sem adornos, elegante e direta, Hemingway mudou os rumos da literatura americana, fruto de um longo trabalho de carpintaria do texto. Apaixonado pela Espanha e suas touradas, o autor escreveu livros pungentes sobre tauromaquia, inclusive, o seu primeiro romance – Por quem os sinos dobram. Anos depois voltaria ao tema com Morte ao entardecer. Em ambos, Hemingway trabalha os contrapontos: ligeireza do corpo versus força bruta do touro, astúcia versus morte, coragem versus fúria indômita. Anthony Burgess, o famoso autor de Laranja mecânica, na biografia que escreveu sobre Hemingway, em 1978, disse que o escritor tinha necessidade de se apresentar como um “mito homérico”. Só que, convenhamos, para construir essa visão de mito, havia a necessidade de duas coisas: mentir e tratar a vida como obra de ficção. Uma de suas mentiras: dormiu com Mata Hari. A sua vida imitava a ficção. Ou vice-versa. Sim. É difícil separar a lenda autoconstruída da realidade. Na maioria das vezes, a realidade não é glamourosa. E foi sem nenhum glamour que o homem Hemingway, depressivo, deu um tiro no coração em 1961, em Cuba. Dessa forma, quem sabe, saciou a sua fome de eternidade. Tal como um conhecido personagem da política no Brasil: saiu da vida e entrou para a história. Os sinos? Dobram por ti, Hemingway! Francisco Barros é jornalista, escritor e diretor da Editora Interativa


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Home – Decorado Casa Opus por Leo Romano

BEM-VINDO A UM MUNDO NOVO

AMBIENTES PENSADOS

3931.1900

RUA 1137 Nº 154, ST. MARISTA 15


Poema

Pantomima Sandro Torres Como na pantomima Gasto o mínimo pra dizer o máximo Pra uma plateia de uma pessoa só E ela, claro, aplaude de pé Os solos cabuqui De um mascarado imperfeito Trejeitos e momices Não me definem Tampouco me resumem Mas se é pra ser simplista O que me explica é a sandice As vontades de não me parecer Com nada ou com ninguém No modo de me vestir de amor e dor E num sem número de vezes Repetir pra quem quiser ouvir O quão tolo me faço diante de ti Apenas pra te saber Manhosa e doce E nada sutil nos arroubos Ninguém menos e nem melhor Que você: Minha metade na vida!

*O poema Pantomima faz parte do livro

Digo que sim, a ser lançado em breve

Sandro Torres é ator e artista visual

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Carol Castro

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artigo

Saudades de

Raul Seixas

Pablo Kossa

O

tempo voa. No dia 21 de agosto, completamos 25 anos que Raul Seixas nos deixou. Ele tinha 44 anos e estava em turnê pelo País junto de seu escudeiro, Marcelo Nova, na divulgação do último disco gravado em vida pelo mítico roqueiro baiano, A Panela do Diabo. Uma perda irreparável. Tanto para a música brasileira quanto para mim, em âmbito particular. Não existe outro artista que eu tenha ouvido tanto em minha vida quanto Raul Seixas. Beatles, Titãs, Rolling Stones, Legião Urbana, Nirvana, Ramones, Raimundos... Nenhum tocou tanto em minha vitrola quanto Raul. E com frequência rotineira volto ao seu trabalho para novamente me encantar com tanto talento. Ainda na infância, aprendi a ouvir Raul com meus pais. As letras me pegaram. As histórias, que iam de singelas crônicas diárias ao misticismo doidão, passando pelo realismo fantástico, seduziram meu ouvido infantil. Me recordo de ficar com o encarte do disco nas mãos enquanto o vinil tocava, tentando decorar letras cheias de referências como Há dez mil anos atrás, Meu amigo Pedro, Eu também vou reclamar ou Gita. Raul Seixas tem um poder como compositor que somente Roberto Carlos e Renato Russo também possuem em toda música brasileira: o de conseguir estabelecer diálogo com públicos das mais variadas capacidades cognitivas. Do extremo intelectual uspiano ao mais humilde trabalhador braçal analfabeto, todos têm uma música que os sensibiliza, que diz algo que toca o coração. A amplitude de perfis que esses compositores conseguem agradar é algo digno de estudo. O penúltimo show de Raul foi feito em Goiânia. Eu não fui. Até pedi para meus pais me levarem, mas eles não acharam adequado. Tinha somente 10 anos de idade e era novo demais para ir sozinho ao Ginásio Rio Vermelho ou a

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qualquer outro ambiente que meus pais considerassem inapropriados. Um amigo mais velho foi e disse que foi constrangedor. A saúde do Raul estava muito debilitada. Ele mal conseguia ficar em pé. Balbuciou algumas letras fora do tempo e foi retirado de cena. Voltou depois de um tempo, mas precisou de um assistente para segurá-lo. Logo em seguida providenciaram uma cadeira para que ele ao menos ficasse no palco, mesmo sem tocar ou cantar nada. Quem segurou o show de fato foi Marcelo Nova. Depois da melancólica apresentação em Goiânia, a dupla fez um show em Brasília, o derradeiro. Na semana seguinte, Raul faleceu em seu modesto apartamento em São Paulo. Um fim deprimente para um gênio de tamanho porte. Mas sua morte está longe de representar o fim da pertinência da obra. Diz aí qual artista conseguiu lançar uma sequência de trabalhos tão magistral quanto Raul com Krig-Ha Bandalo (1973), Gita (1974), Novo Aeon (1975) e Há dez mil anos atrás (1976)? Meu amigo, pouquíssimas discografias conseguem ter ao menos um álbum tão legal quanto essas maravilhas lançadas pelo baiano. O que é melhor: os trabalhos ainda são interessantes de serem ouvidos, não ficaram datados. E a prova disso é a renovação do público de Raul que pode ser comprovada a olho nu. Enquanto algum bêbado ainda pegar seu violão para errar a letra de Ouro de tolo não sei a que horas da madrugada, enquanto um chato gritar Toca Raul! em um show qualquer, enquanto uma criança sentir o mundo se abrindo quando ouvir um disco do roqueiro, Raul estará aqui. E certamente feliz. Pablo Kossa é jornalista, produtor cultural e mestre em Comunicação pela UFG


ZELOIN redacao@revistazelo.com.br

Força afro Até 30 de novembro, o Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC) traz a mostra itinerante “Nos Caminhos Afro”, do francês Pierre Verger, antropólogo autodidata que dedicou sua vida a pesquisar a cultura africana e afro-brasileira. Mesmo tendo apenas o curso ginasial, Verger recebeu o título de Doutor pela Universidade de Sorbonne, dada a expressividade de seus trabalhos. A exposição, que é composta por 170 fotografias de Verger, é realizada de terça a domingo, das 10h às 16h.

Pactus lança Verão 2015

IVAN ERICK MENEZES

PIERRRE VERGEr

Donna é o título do Verão 2015 da Pactus, uma coleção voltada para mulheres que são donas principalmente de si mesmas. A linha aposta em peças discretas, com uma pegada fresh, com formas lineares e precisas. As estampas trazem grafismos e elementos da natureza, que valorizam a silhueta construída mais próxima do corpo. Destaque para a sutileza da cartela de cores com o preto, off-white e branco, combinados com coral e azul, e criando pontos de luz em amarelo e lima.

ângela motta

Avant Crossfit na Monstar Games A Academia Avant Crossfit, pertencente aos empresários Guilherme Oliveira e Rodrigo Bittencourt, terá um camarote pra lá de badalado e especial na Monstar Games, competição para praticantes de crossfit, que será realizada em outubro no Goiânia Arena. São mais de 600 atletas inscritos, e, dentre esses, mais de 30 alunos da Avant. O camarote em questão, abastecido com comidas e bebidas especiais, será um local para que os alunos possam confraternizar e ter uma visão melhor da competição. 20


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André Nicolau

Bom gosto

Verão sexy e descomplicado O verão vai ser quente e sexy. Esse é o mote da próxima coleção da Jean Darrot, Celebrate the Sunshine. Destaque para o animal print colorido, o cashmere em cores fortes e as borboletas. Outra novidade é o retorno da renda em algumas peças inteiras ou em detalhes, como as mangas. Lorena Freire, diretora executiva e criativa da Jean Darrot, revela que a marca apostou em uma cartela de cores reduzida, com destaque para o rosé, o off-white e o verde-água. Os shapes, atendendo à proposta da coleção, são mais ajustados. “A ideia é ser um verão absolutamente sexy”, explica.

Mostra Curtas

Bebida saudável

Um dos principais festivais de cinema do Estado, o Goiânia Mostra Curtas realiza sua 14ª edição entre 7 e 12 de outubro, no Teatro Goiânia. Ao todo, houve 960 inscrições de todas as partes do Brasil, um recorde. Entre elas, 540 ficções, 236 documentários, 119 experimentais e 65 animações. Sob a direção de Maria Abdalla, o festival realiza exibições e oficinas, que este ano incluem criação, desenvolvimento e roteiro de séries de TV, assistência de direção e construção de personagem. Saiba mais: www.

O grupo GlobalBev é conhecido por trabalhar com marcas de renome, entre elas o Extra Power. Um produto que vem chamando a atenção é o Amazoo, primeira bebida cremosa de açaí que está pronta para ser consumida a qualquer hora e em qualquer lugar. Feito com a fruta orgânica, sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos, ele tem o mesmo teor da polpa do açaí da tigela. O Amazoo é ideal para quem pratica exercícios físicos e gosta de bebidas saudáveis!

goianiamostracurtas.com.br.

A Esther Luiza Estilo, loja que atua há mais de um ano na capital goiana, se orgulha, além do seu trabalho, do perfil das clientes que conquistou. “São mulheres de bom gosto e estilo”, como garante a própria Esther. Seu público é variado, vai desde modinha, esporte fino, casual e social, e assim ela adquiriu seu know how nos seus mais de 20 anos trabalhando com moda. Idealizada pelas irmãs Esther Luiza e Mara Cristina, a loja está localizada na Rua 240 nº 612, no Setor Bueno.

fotos: divulgação

Solá inédito O MAC exibe, até 31 de novembro, a Mostra Individual do artista Marcelo Solá. São mais de 40 obras inéditas, com desenhos e serigrafias produzidos nos últimos dois anos, especialmente para a exposição. Também é inédito o módulo Paraíso Invertido, que estimula o público a entrar no universo de leitura e releitura dos objetos e suas funções. O museu funciona de terça a domingo, das 10h às 16h, com entrada franca.

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Alerta com arte

ângela Motta

A mais recente obra do artista plástico Siron Franco, intitulada O desaparecimento das abelhas, é na verdade um alerta. O trabalho consiste na plotagem de cerca de duas mil abelhas em todo o prédio do Instituto Rizzo, réplica do Museu das Bandeiras da Cidade de Goiás, localizado na Avenida Cora Coralina, Setor Sul, em Goiânia. “O objetivo é colocar em pauta novamente um fato tão grave, que é o desaparecimento de insetos, sobretudo das abelhas. Pouca gente sabe, mas o desaparecimento das abelhas tem um impacto muito grande na agricultura”, afirma o artista.

igor leonardo - hektaphoto’s

30 anos da Adão Imóveis Com mais de 500 corretores e 44 incorporadoras parceiras, e eleita uma das 20 melhores empresas para trabalhar, segundo a Great Place to Work, a Adão Imóveis faz 30 anos em 2014. Como parte das celebrações, o economista Ricardo Amorim fez uma palestra no Oliveira’s Place, onde analisou como a economia e as urnas impactarão o setor. “Há demanda por novas moradias e capacidade para expansão do crédito, que podem sustentar o mercado por anos”, disse. Amorim participa do Manhattan Connection, da Globonews, e tem coluna na IstoÉ.

Marca descolada

ângela Motta

A mulher mais falada que nós conhecemos é A Mulher do Padre. A marca desembarcou em Goiânia para ficar, mais precisamente em um quiosque para lá de charmoso no Goiânia Shopping. Interessados por franquias, o arquiteto Fábio Guedes e o publicitário Marcos Bessa chegaram até a AMP após pesquisar o assunto. Eles concluíram que a marca seria o projeto ideal para reunir trabalho e diversão. “É uma marca descolada que fazia falta em Goiânia”, diz Fábio. Um dos diferenciais é o atendimento em quiosque, tão ousado quanto a marca. “A AMP reúne moda, estilo e preço”, conclui Bessa.

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Abraço à causa A Bentec já tem o costume de participar de eventos esportivos e também de abraçar causas sociais. Dessa vez, a iniciativa une as duas coisas. A convite da SportTrack Eventos Esportivos Diferenciados, que promove a IV Corrida de Prevenção ao Câncer de Mama, a Bentec foi uma das participantes do evento, realizado em setembro na capital goiana. A empresária Tatiana Borges, dona da loja, avalia a iniciativa como uma divulgação importante. “A gente precisa se unir para lutar contra problemas graves como este”, garantiu ela.


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Surrealidades

riomais

O surrealismo de Salvador Dalí pôde ser apreciado de perto em uma exposição inédita que desembarcou no Rio de Janeiro e esteve em cartaz até 22 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). No primeiro andar do prédio, com mil metros quadrados, havia 150 peças do artista, entre pinturas, desenhos, gravuras, fotografias e documentos sobre sua obra. De acordo com a curadoria, foi feito um recorte dos períodos mais importantes da história de Dalí. Foi possível ver telas como Retrato del padre y casa de Es Llaner, de 1920, e o Autorretrato cubista, de 1923. A maioria dos trabalhos nunca havia sido exibida no País. Em16 de outubro, a mesma exposição estará no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. culturabancodobrasil.com.br / institutotomieohtake.org.br

OSMAR RÉGIS osmar.regis@hotmail.com

Sambinha bom

FotoS: divulgação

Quem gosta de remexer o corpo na cadência do ritmo mais brasileiro, tem compromisso marcado no centro do Rio, no famoso Samba da Ouvidor. Quinzenalmente, aos sábados, o lugar vira um ponto de encontro, liderado pelo cavaquinista e vocalista Gabriel Cavalcante, de 28 anos. A roda é formada por jovens músicos, que interpretam sambas tradicionais com uma nova roupagem, mas sem perder a influência dos mestres do ritmo.

Boemia A Ópera do Malandro acaba de ganhar uma nova versão, a cargo de João Falcão. A temporada começou no dia 7 de agosto, no Theatro NET Rio, e segue até 26 de outubro. O texto, escrito por Chico Buarque, foi inspirado nas obras A ópera do mendigo (1728), de John Gay, e A ópera dos três vinténs (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill. Conta a história do contrabandista Max Overseas, que se casa com Teresinha de Jesus, filha de um casal que lucra com uma rede de bordéis na Lapa da década de 1940. Com o enredo, Chico ambicionava falar sobre o Brasil do fim dos anos 1970. Imperdível! theatronetrio.com.br 26

Paisagem urbana O Parque Lage, cuja origem remonta ao período colonial, está diretamente ligado à história do Rio. Antigo engenho de açúcar no século 16, o local guarda vestígios da época em atrações como a Lavanderia dos Escravos, além de combinar a arquitetura do início do século passado com arte contemporânea – dentro do palacete, onde funciona a Escola de Artes Visuais (EAV), e nas Cavalariças. O local é uma pedida para passeios ao ar livre, com suas áreas para piquenique e seu parque infantil, além da trilha incrível que leva ao Cristo Redentor. A piscina é o ponto mais famoso do local e já foi palco de peças de teatro e filmes. eavparquelage.rj.gov.br


CTRL SP REGGIE MORAES reggiemoraes@hotmail.com

Letícia Godoy para MIS

Cine Belas Artes

Green Sunset no MIS Em meio às esculturas de Victor Brecheret, com curadoria de Marcos Guzman e o DJ Tahira como residente, a concorrida festa vespertina acontece uma vez por mês no jardim do Museu da Imagem e do Som (MIS). Com um público descolado e sedento por dançar ao som de música de qualidade, o Green Sunset abraça a arte, e a cada edição conta com um nome do cenário eletrônico mundial. www.mis-sp.org.br

Arctic Monkeys

Reabriu em São Paulo um tradicional ponto de encontro cultural paulistano, agora rebatizado de Caixa Belas Artes. O tradicional cinema ficou fechado por mais de três anos e sua reabertura, em julho, atraiu dois mil cinéfilos. O fechamento das salas, em 2011, motivou uma grande mobilização na capital paulista, que contribuiu para seu renascimento, ao lado do patrocínio fechado com a Caixa Econômica Federal. A prefeitura, que intermediou todo o processo, anunciou que pretende seguir o exemplo e firmar parcerias com empresas públicas e privadas para financiar a reabertura de outros cinemas de rua, como os da antiga Cinelândia, o Cine Art Palácio, o Cine Marrocos e o Cine Ipiranga. Vamos torcer! www.caixabelasartes.com.br

A banda inglesa Arctic Monkeys fará duas apresentações no Brasil: em São Paulo (14 de novembro) e no Rio (dia 15). O objetivo é divulgar o álbum mais recente, AM (2013). Os suecos da The Hives farão o show de abertura. www.livepass.com.br

In Your Face

divulgação

divulgação

Um dos grandes nomes da fotografia de moda, Mário Testino traz sua obra ao Brasil. A exposição In Your Face fica em cartaz até 12 de outubro, no museu da Faap. Com apoio da marca britânica Burberry, que Testino fotografa desde 1996, a mostra tem 122 imagens selecionadas pelo próprio peruano, que traduz assim a diversidade de sua obra. Colaborador das maiores revistas de moda no mundo, como Vogue, Vanity Fair e V Magazine, ficou famoso também por ter revelado a top Gisele Bündchen, e ter tido Kate Moss como um de seus pontos de partida na carreira. Testino é amante declarado do Brasil!

Circuito Banco do Brasil A 2ª edição do festival trará Kings of Leon (foto), Paramore e MGMT para shows em São Paulo, em 1º de novembro. Além da Capital, o circuito irá a BH, Brasília e Rio. Como em 2013, o evento terá a Copa Brasil de Skate Vertical. www.circuitobancodobrasil.com.br


Gastronomia

Pão pra toda hora Mesmo riscado dos regimes da moda, o alimento ainda é muito consumido. Padarias oferecem opções especiais


Gastronomia

Texto: Elisa A. França Fotos: Ângela Motta

E

m tempos de dietas sem glúten, o bom e velho pão segue em alta. Tem coisa mais gostosa do que ser transportado para dentro da padaria por aquele seu cheirinho envolvente? E devorá-lo em seguida, com uma manteiga de leite derretida, acompanhado de um café recém-coado? No caso dos pães especiais, então, nem se fala. A Dona Padeira, instalada em uma casa no Setor Serrinha, ainda não tem o café para oferecer, mas faz uma bela apresentação de seus pães, dentro do armário de madeira e nas cestas sobre a bancada de frios. E o cardápio? Pão de figo com nozes, pão de cacau, pão de azeitona e outras 14 opções – algumas mais tradicionais – são para comer sem nenhuma pressa. No calor das horas e dos fornos cheios dessas delícias, Moema Machado sai de uma reunião, recebe uma cliente, atende um telefonema, checa uns pãezinhos no forno... e pronto, consegue falar com a Zelo. “Não usamos mistura pronta”, explica. Essa é a maior diferença entre o pão artesanal e o pão de padaria convencional, que muitas vezes também usa máquinas para enrolar e dividir a massa – coisa que a panificação artesanal faz com as mãos. A maioria dos pães da Dona Padeira tampouco leva fermento químico. “Com a fermentação natural, o processo é lento e o pão leva de 15 a 20 horas para crescer”, diz Moema. O alimento, segundo ela, fica mais leve e saboroso, o miolo, bem mais macio e a casca, mais crocante. Para fins de comparação, um pão francês padrão fica pronto em duas ou três horas. Além disso, quando o produto é feito com fermento químico, a fermentação pode continuar dentro do estômago do sujeito, o que não é lá muito confortável. A Pão & Companhia, cujas portas foram abertas há 30 anos na Praça Tamandaré, no Setor Oeste, não chega a ser

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artesanal, mas também não utiliza mistura pronta ou conservantes em seus pães, segundo Luzelene Ribeiro dos Santos e Silva, uma das proprietárias. Aliás, muita coisa não se usa por lá. A maioria dos pães não leva açúcar, gordura ou lactose na receita. Por isso, devem ser consumidos em até dois ou três dias, ou ser armazenados na geladeira. Os mais pedidos são os integrais (pãozinho, forma e ciabatta), que levam 70% de farinha integral e 30% da branca. E também o pão italiano e o ciabatta convencionais. Além dos consumidores que vão às duas lojas da cidade, a franquia de Belo Horizonte vende seus pães para restaurantes, como Glória e Panela Mágica, que compram baguete amanhecida para fazer as deliciosas torradinhas do couvert. Apenas na unidade da Tamandaré, são usadas quase quatro toneladas de farinha de trigo por mês. Já no Piquiras, só na loja do Shopping Bougainville, a padaria consome seis toneladas de farinha de trigo mensalmente. Lá, os pães especiais são feitos desde 2003, quando o restaurante abriu seu primeiro empório. E as versões que mais saem hoje são o italiano, o de azeite, o ciabatta e o de nozes. Segundo o padeiro Gilson Soares, há sete anos responsável pela produção na unidade, o pão francês é vendido em dobro em relação aos demais. “Mas ele é como fast-food e aceita qualquer recheio – margarina, queijo ou salada”, diz. “Os outros pães pedem um recheio especial.” Para Gilson, o pão de nozes combina com azeite ou pasta de frango ou atum, por exemplo. “Já o pão de azeite é ótimo com lagarto ou pasta de abacaxi. E o de passas com nozes fica muito saboroso com fondue”, indica. “A vantagem do pão é que ele não tem regra, você pode inventar.” E o que há de novidade? Para não perder os adeptos


os integrais da pão & companhia são feitos com 70% de farinha de trigo integral e fazem sucesso, assim como o pão italiano convencional

da dieta sem trigo, o Piquiras e a Pão & Companhia investiram em receitas novas. “Começamos a colocar algumas opções para os clientes, que vão definir a melhor”, diz Gilson Soares, do Piquiras. Entre elas estão o pão de farinha de arroz com batata, o de amido de mandioca e o de batata. Na Pão & Companhia, o pão sem trigo é feito de fécula de mandioca e farinha de arroz. “A procura é muito grande”, afirma a gerente de produção, Ivone Marcelino Montalvão. Mas ambas as casas alertam: não se trata de pão sem glúten, destinado a celíacos. Isso porque são produzidos no mesmo maquinário dos convencionais, e portanto podem estar “contaminados” com glúten. Nutrição Segundo a última Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (POF/IBGE 2008-2009), o consumo per capita do pão francês é de 53 gramas ao dia – o que dá praticamente uma unidade por habitante. “Portanto, esse é um dos alimentos mais consumidos no País”, diz a nutricionista Giselle Freitas, do Departamento de Vigilância Sanitária de Goiânia. O consumo do pão é um hábito que, no Brasil, remonta ao início do século 20. Sua importância está em fornecer energia para o corpo humano desempenhar suas funções. “Se feito de farinha integral, ele é rico em fibras e nutrientes, como proteínas, minerais e vitaminas”, explica Giselle. “Já o pão branco fornece apenas energia.” Pães com castanhas, gergelim, alecrim ou azeitonas oferecem benefícios extras. As castanhas, por exemplo, são ricas em gorduras “do bem” e ajudam a combater os radicais livres, reduzindo o envelhecimento das células. Já o gergelim é rico em cálcio, ferro e fósforo, além de vitaminas do complexo B. “Auxilia no controle do açúcar no sangue e na quebra de gordura”, explica Giselle. “Assim, esses pães são bastante nutritivos e promovem vários benefícios.” E viva o pão nosso de cada dia!

Moema machado faz os pães da dona padeira com fermentação natural

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arte urbana

Linhas que desenham

a cidade O movimento de arte urbana salta aos olhos nas ruas de Goiânia e profissionais defendem sua valorização

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Lucas Pereira

kouryangelo.com

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ão sei se você notou, provavelmente sim, mas as paredes e muros de Goiânia têm ganhado novos adereços. Os traços que colorem a cidade vão desde o grafite, passando pelos cartazes lambe-lambe, até os desenhos em estêncil e adesivos. Quem são os responsáveis por essas intervenções? Eles são muitos e, além de atuar na Capital, estão se espalhando pelo Brasil e pelo mundo. Um dos nomes que mais despontam é o dos ilustradores do Bicicleta sem Freio, cuja maior referência vem do rock’n roll. Não só a música, mas também os elementos visuais, o comportamento, a fotografia e as mulheres, como diz Victor Rocha, um dos integrantes do grupo. Estúdio de ilustração e design goiano, o Bicicleta não passa despercebido por onde pedala. Atualmente sob o comando de Victor, Renato Reno e Douglas Castro, foi criado em 2005 por uma turma de amigos cuja intenção era trocar conhecimentos, no período em que cursavam Artes Visuais na Universidade Federal de Goiás (UFG). “Rascunhamos e amassamos muito papel para chegar aonde queremos. Adoramos que nosso trabalho converse com vários lados da arte, como a música e a fotografia” diz Victor. A principal característica da arte do Bicicleta é que ela é toda feita à mão – seus companheiros de jornada são o lápis, a caneta nanquim e a mesa de luz. E boa parte de sua produção compreende cartazes de shows e eventos culturais. O intenso contato com a música se explica: Victor e Renato são integrantes da banda Black Drawing Chalks, outro sucesso local. O resultado é lúdico, bastante conceitual, um tanto quanto psicodélico e sempre multicolorido. A relação dos meninos do Bicicleta Sem Freio com as paredes é nova, de certa forma – em Goiânia, eles só pintaram a

Kell Motta

trio do bicicleta sem freio (foto) e uma de suas maiores obras, em um prédio de cinco andares de los angeles (à esquerda) 35


arte urbana

“não há barreiras para a confluência de linguagens e técnicas”, diz mateus dutra

Arte de integrar Nos anos 70, período em que o movimento entrou em cena no Brasil, a arte de rua foi tachada por parte da população como “marginal”, menosprezada como expressão de contracultura diante de uma sociedade cheia de regras. Hoje o mercado está em expansão, mas faltam conscientização e respeito, como analisa o artista plástico Mateus Dutra. “Grande parte das pessoas ainda encara a arte urbana como menor, menos valorizada do que os formatos e suportes convencionais”, garante. Um ilustrador que gosta de desenhar grande, como o próprio se define, Dutra sempre pintou e desenhou. Mas foi só aos 20 anos que ele começou a divulgar seus desenhos na rua por meio de lambe-lambe e depois deu início às pinturas em paredes e muros. Hoje, aos 34 anos, suas referências são Egon Schiele, Basquiat, Andy Warholl, Klimt, a música e os artistas com quem convive, como Fabíola Morais, Ebert Calaça e os meninos do Bicicleta sem Freio. “A pintura e o desenho se cruzam em vários caminhos na trajetória do meu trabalho. Digo que pinto desenhando, e vice- versa”, afirma ele, que também é produtor de palco e DJ. Mateus já divulgou seu trabalho no Vietnã e em países da África, da Europa e da América do Sul. Em 2010, fez uma exposição 36

Fredox Carvalho

pista de skate da loja Ambiente Skate Shop, em 2014. Mas têm ido longe. Recentemente, os artistas fizeram murais no Rio de Janeiro, Londres, Lisboa, Porto Rico e Los Angeles. Nesta última, pintaram as faces de um prédio de cinco andares, mais uma fachada em anexo. “O impacto de uma obra desse tamanho é enorme”, afirmam.


fotos: divulgação e Daniel Von

grupo fake fake colore a cidade, como a parede desta galeria no jardim goiás

em Windhoek, na Namíbia, em que apresentou a série Aboi.o, na qual aborda a cultura do boi no Brasil com suas histórias e lendas, criando uma iconografia sobre o tema. No final de 2013, o artista realizou a exposição individual Tinta Pele Preta, em Brasília, com obras compostas por memórias e influências negras, em que optou pela técnica do retrato. “Não há mais barreiras para a confluência das linguagens e técnicas. A arte urbana está em constante mutação, seja através de novos artistas ou novas mídias e formatos”, enfatiza. “pensadores visuais” levam suas obras para as ruas, na walking gallery

Arte de questionar Na década de 80, o grafite já ganhava espaço nas galerias e nos jornais brasileiros, principalmente em São Paulo. Em meio à crise econômica, a arte de rua tornou-se um chamariz para muitos jovens, que deixavam situações de precariedade e falta de oportunidades e se envolviam com a expressão artística. O movimento de caráter alternativo foi aos poucos se institucionalizando. Mas a relação que a sociedade faz do grafite com os pichadores evidencia que a arte urbana ainda sofre mesmo preconceito. Muita gente não sabe diferenciar um muro pichado de um muro grafitado. Ato de vandalismo e passível de prisão e multa, a pichação não se importa com o local – se é patrimônio público ou outra propriedade – ao contrário do grafite. Outra diferença nítida entre as duas categorias é que o grafite é feito com figuras, já a pichação, em letras. Fora a maior elaboração e o apreço estético do grafite. Além disso, segundo a designer Sophia Pinheiro, cofundadora do Coletivo Fake Fake, embora a arte urbana já tenha sido bem

assimilada, faltam políticas públicas para apoiar seus autores. “O que está em questão, para mim, não é o que a sociedade acha dele, mas a falta de respeito que existe com o artista e seu trabalho”, diz. Recentemente, um muro com grafites de vários artistas foi apagado no Setor Marista. O Fake Fake é um grupo que reúne “pensadores visuais”. Fundado em 2008, cria circuitos e interage com espaços, integrando a comunidade ao exercício da arte, de forma participativa e colaborativa. “Fazemos palestras, oficinas, encontros e vernissagens”, explica Sophia. Entre os principais projetos do coletivo estão o Fake Fake Ilustraciones, Fake Fake Aciones, Empadão Ilustrado e o Desenha Fnac, em parceria com a loja da franquia em Goiânia. “Mesmo a arte urbana sendo efêmera, é uma das expressões do nosso tempo e merece seu lugar de respeito. É um ato político e estético”, pontua. Afinal, ela tem o papel primordial de questionar como ocupamos e interagimos com as formas da cidade. 37


Safári

urbano Fotógrafo: Luciano Medeiros Styling: Lê Nishimoto Maquiador: Leo Caetano Modelo: Beatrice Fontoura (Mega Model) colaboração: Maryna dantas

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Vestido Mรกrcia Moreira lenรงo AMP Clutch Sapataria Mujalli

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Vestido Pactus Sandรกlia Sapataria Mujalli Colete Mรกrcia Moreira Brincos Dois

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Camisa Acervo pessoal Saia Richini para Esther Luíza Cinto Esther Luíza Sandália Sapataria Mujalli

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Blusa AMP Vestido Pactus Sandรกlia Sapataria Mujalli Brincos Dois

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Camiseta estampada Dois Blazer gardĂŞnia Thelure Saia Croco Lezard para Infesta Colar ESther LuĂ­za

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camiseta AMP Saia Thelure lenรงo AMP

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Camiseta recorte V AMP Casaco camurça Thelure Short Box Strass para Infesta Cinto Esther Luíza lenço AMP Brincos Dois

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carros astero motta astero@revistazelo.com.br

Veículos elétricos

fotos: divulgação

Chineses da Blue Gulf Group apresentaram um projeto para produzir no Estado de Goiás modelos de veículos com tecnologia elétrica. De acordo com o secretário de Indústria e Comércio, William O’Dwyer, a empresa pretende investir US$ 800 milhões no Estado. “Serão, se concretizado o projeto, seis mil empregos diretos para a produção de veículos que vão de ônibus a bicicletas”, informa.

Estrelas da Porsche

Salão Internacional

A Porsche apresentará suas estrelas no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. O grande destaque será o superesportivo híbrido 918 Spyder, carro de rua mais potente já produzido pela marca. Serão apresentados também o modelo de competição 919 Hybrid, representante da marca no Campeonato Mundial de Endurance (WEC). Além do 911 nas versões Targa 4S e Turbo S Cabriolet, e dos modelos Boxster e Cayman na versão GTS.

Será realizada entre os dias 30 de outubro e 9 de novembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, a maior feira automobilística da América Latina, o Salão Internacional do Automóvel. O evento será palco para montadoras nacionais, estrangeiras e empresas do ramo automobilístico mostrarem as últimas novidades do setor.

Maserati, 100 anos A Maserati, uma das marcas de esportivos mais cobiçadas do mundo, foi fundada pelos irmãos Alfieri, Ettore e Ernesto Maserati em 1914. Para comemorar o centenário, foi inaugurada uma exposição em Modena, na Itália. Intitulada Maserati 100 – Um século dos carros esportivos de luxo italianos, a mostra ficará aberta até o fim deste ano no Museu Enzo Ferrari.

Novo Troller T4 Com design renovado, força e robustez para enfrentar os desafios, o T4 está totalmente remodelado, com novo visual externo e interno, além de plataforma atualizada e motor a diesel 3.2 litros com transmissão manual de seis marchas, mais eficiente e com menor consumo. O novo Troller T4 oferece ar-condicionado automático digital Dual Zone, direção hidráulica, computador de bordo com sete funções, sistema de áudio com CD/MP3/USB/ Aux, teto solar duplo, trio elétrico e botão seletor de tração. O veículo custará R$ 110.990. 46


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high-tech astero motta astero@revistazelo.com.br

Novo smartphone LG G3 é o mais novo smartphone da fabricante coreana. Lançado em agosto pelo Fujioka, traz como diferenciais na tela, Quad HD de 5.5 polegadas, com quatro vezes mais resolução do que as telas tradicionais de alta definição (HD), uma câmera principal de 13MP OIS+ e uma frontal de 2.1MP, além da tecnologia Foco Automático a Laser, que localiza o objeto a ser fotografado mais rapidamente dos focos tradicionais. O smartphone vem nas cores preto, branco, dourado e roxo. O preço sugerido é R$ 2.299,00.

Monitores gamers O mercado de jogos eletrônicos no Brasil não para de crescer. De acordo com pesquisa da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo, o mercado brasileiro de jogos eletrônicos é o quarto maior do mundo. Entre as novidades do segmento, a Benq anunciou o lançamento do RL2460HT, o melhor monitor para alta velocidade PC e console de jogos. Com suporte para ajuste de altura, é ideal para aficionados por jogos de luta, bem como estratégia em tempo real RTS) estilo MOBA (Multiplayer Online Battle Arena). O modelo tem tela de 24 polegadas e preço sugerido de R$ 1.079.

Museu dos jogos

fotos: divulgação

Foi lançado em agosto, pelo jornalista Cleidson Lima, o primeiro Museu do Videogame no País a ser oficializado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O acervo itinerante, composto de 215 consoles e mais de 6 mil games, viajará a diversos lugares do País para contar 42 anos de história - desde o console Magnavox Odyssey, primeiro do mundo, de 1972, aos mais atuais Xbox One e PlayStation 4.

Aplicativos para malhação Os aplicativos podem ser ideais para quem quer uma orientação na hora de malhar. O Nike + Running é um aplicativo de corridas que permite acompanhar o treino usando apenas o celular. Com o GPS e o acelerômetro, podem ser registrados a distância, a velocidade e o tempo do treino. O Runtastic usa GPS para mapear e rastrear atividades de esporte e fitness, tais como corrida, jogging, ciclismo e caminhada. O Endomondo Sports Tracker auxilia em esportes como caminhada, corrida, ciclismo, patinação e outros.

Android Auto A Volvo Cars se uniu ao Open Automotive Alliance, uma aliança global de líderes em tecnologia da indústria automotiva, cujo propósito é trazer a plataforma Android para os carros. A integração ao Android Auto permitirá uma nova dimensão à experiência do motorista com a Volvo Cars. O sistema será integrado ao painel do veículo e permitirá acesso direto a todas as funções de smartphones e tablets.

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BELEZA & SAÚDE

Chá A bebida mais consumida do mundo no País do cafezinho

Doula Com ela, os partos normais ficam bem menos difíceis

Depressão A doença precisa ser tratada, e a tristeza, assumida 49


ZELObeleza hannah motta hannah@revistazelo.com.br

NOVIDADES

Proenza para MAC A colorida e tão desejada coleção criada em parceria entre a marca fashion Proenza Schouler e a M.A.C já pode ser sua. Com um empecilho: é que, no Brasil, os produtos serão vendidos apenas na loja do Shopping Iguatemi, em São Paulo, e não estarão disponíveis nem no e-commerce. Ou seja, os 15 itens de make, entre batons, blushes, lápis para olhos e boca, esmaltes e pincel com embalagens luxuosas criadas pelos designers norte-americanos Jack McCollough e Lazaro Hernandez, têm tudo para virar objetos de colecionador.

Aqua Matic A Make Up For Ever traz ao mercado brasileiro a sombra em lápis Aqua Matic, com dez cores, entre neutras e supervibrantes, que prometem longa duração e deslizam facilmente sobre as pálpebras. Com cobertura macia, as sombras não borram.

Anti-idade A norte-americana Kieh’s traz ao Brasil o Super Multi-Corrective Cream, testado para levantar, firmar e redefinir os contornos da face. A promessa é de resultados visíveis em duas semanas de uso.

Rio, eu te amo! O Boticário lança a coleção Rio, eu te amo, criada em parceria inédita que envolveu a marca, milhares de cariocas e grandes nomes da perfumaria mundial. As quatro fragrâncias, sendo três femininas e uma masculina, devem chegar às lojas em setembro.

Quem tem pele oleosa conhece bem as sensações do excesso de brilho. Os produtinhos da linha Normaderm ajudam a controlar esta oleosidade e deixam o rosto mais radiante e uniforme. A novidade do momento é o Nuit Detox, que tem uma tecnologia desintoxicante e promove um cuidado noturno. A pele fica limpa, com poros menos visíveis e muito menos oleosa. 50

fotos: divulgação

Detox


Hidratação

BB Cream A Benefit acaba de lançar o Big Easy, BB Cream com alto poder de hidratação, FPS 35 e fórmula livre de óleo. O produto apresenta tecnologia liquid to powder, e quando aplicado na pele fica sequinho, com textura de pó. Com cobertura média, promete esconder as imperfeições, hidratar e controlar a oleosidade, por ser oil free. Possui cinco cores, para melhor ajuste à pele.

Com fórmula enriquecida com óleos de frutas, o Fleur de Figuier da Roger&Gallet nutre a pele e cabelos secos, deixando sensação de conforto e suavidade. Tem propriedades antirradicais livres e contribui para a reparação, recuperando o equilíbrio da pele. A fragrância do óleo tem assinatura do perfumista Francis Kurkdjian.

Love

Dr. Feelgood

Chega este mês ao Brasil a nova aposta da Lâncome para os lábios, o Lip Lover. Com fórmula híbrida, combina o efeito do gloss com alta duração e promete oito horas de hidratação contínua. A linha vem em nove cores, do pink ao nude.

A Benefit acaba de lançar no Brasil o bálsamo Dr. Feelgood, produtinho que é best-seller internacional. Com efeito translúcido e matificante, deixa a pele macia e com toque aveludado, além de proporcionar uma leve refrescância ao rosto e minimizar a aparência de linhas finas. Contém vitaminas A, C e E, que nutrem a pele e a deixam com aspecto mais saudável.

Phillip Lim para Nars Com carta branca de François Nars, Phillip Lim criou sua aguardada coleção de esmaltes, que conta com nove cores que já são desejo e chegam as lojas e prateleiras virtuais da marca neste mês.

Solado vermelho O desejado solado vermelho de Christian Louboutin pode ser visto agora em uma incrível coleção de esmaltes, com uma embalagem dos sonhos: a tampa tem o tamanho do salto mais alto que ele já criou. A linha está sendo vendida na Saks Fifth Avenue, em Nova York, e em mais 15 lojas selecionadas. 51


RITUAL

Hora

do chá

Hannah Motta

C

onta a lenda que, há muito tempo, um imperador chinês descansava sob a sombra de uma árvore, quando algumas folhas caíram em uma vasilha de água quente que seus servos haviam trazido para que ele bebesse. O imperador, atraído pelo aroma, provou o líquido, que mais tarde seria a bebida mais consumida no mundo e ficaria conhecido como chá. O produto chegou à Europa Ocidental por meio de carregamentos vindos da Ásia, segundo a especialista Christine 52

Originária da China, a bebida ganhou a Europa, se popularizou e hoje é a mais consumida no mundo

Dattner no livro Chá – Rituais e Benefícios. Mais tarde, graças à portuguesa Catarina de Bragança, irmã de Dom Pedro II, o costume de beber chá se propagou pelo continente. Ao se casar com o rei inglês Charles II, Catarina introduziu o tradicional chá das cinco na alta sociedade britânica e beber chá se tornou um evento social. De lá para cá, a bebida se difundiu pelo mundo. Hoje existem até profissionais especializados em servir o chá, que ganhou versões diversas de preparo e formato – quente para o clima frio ou gelado para os dias de verão, feito com folhas partidas ou inteiras, em sachês ou no infusor, com camomila,


ângela motta

Existe, ainda, uma grande diferença entre os sachês e os chás de folhas soltas, inteiras e frescas. Marianne Sócrates, à frente da loja de cosméticos, perfumaria e casa de chás Provanza - Aromas e Sabores, localizada no Shopping Bougainville, explica que o processo industrial pelo qual passam os saquinhos tritura as folhas e as mistura com aromas artificiais. Além disso, segundo ela, é utilizado cloro para clarear o papel dos pacotinhos, o que altera seu sabor. Já no chá “solto”, a granel, as folhas são preservadas durante a desidratação ou a fermentação, e nas mostras é possível observar também pedaços de frutas e flores. Tudo isso conserva melhor o aroma natural e os benefícios do chá. PAÍS DO CAFEZINHO O chá, ainda hoje, é mais consumido pelos orientais, que veem na bebida uma forma de meditar, um passatempo espiritual, um momento de reflexão e de paz. Nós, por outro lado, geralmente queremos apenas uma bebida quentinha para aquecer as noites de inverno. Ou esperamos algum benefício medicinal da bebida – que emagreça, que seja a cura para alguma doença, que previna o câncer, que ajude na digestão. Acabamos tratando a bebida como remédio e, por isso, nem sempre conseguimos apreciá-la. Marianne Sócrates explica que os brasileiros não têm a cultura de esperar que o chá seja preparado na hora para saboreá-lo. E, muitas vezes, não sabem da importância e dos benefícios que ele pode nos trazer. Mas, apesar de o cafezinho ainda ser preferência nacional, em dias frios ou quentes aproveite o chá e experimente novos sabores, independentemente da hora. Afinal, não custa nada provar!

Sabor original hortelã, erva-mate, gengibre, hibisco e uma infinidade de aromas e sabores. CHÁS E INFUSÕES Em nossa cultura, aprendemos a chamar de chá diferentes infusões. Acontece que todo chá é uma infusão, mas nem toda infusão é chá. O chá só tem esse nome, de fato, quando vem da Camellia sinensis, planta nativa da Índia e da China. Ela produz diferentes tipos, como preto, verde, branco, oolong e pu-erh, de acordo com seu grau de oxidação, como explica à Zelo a paulistana Célia Miranda, chef do restaurante parisiense Chez Nous Chez Vous e especialista em chás. As folhas mais jovens e inteiras são as mais interessantes para se produzir a bebida, por terem maior concentração de polifenois, substância importante devido à sua ação antioxidante. A oxidação, o processamento, a combinação específica de folhas e vários outros fatores podem influenciar na qualidade da bebida, segundo Célia. “Alguns jardins de chá estão plantados em altitudes superiores a 2.000 metros, tendo exposição ao sol, quantidade de chuva e acidez do solo, entre outros fatores, em muita harmonia. Essas condições contribuem para a produção de chás de uma delicadeza e sutileza inacreditáveis”, afirma.

Pu-erh: No Pu-erh ou chá vermelho, as folhas são comprimidas e armazenadas em barris envelhecidos como os bons vinhos. Tem pouca cafeína e pode ser consumido durante o dia ou a noite, sem risco de excitação ou insônia. Branco: Trata-se de um chá feito a partir de folhas ainda jovens, sem oxidação. Por esse motivo, é também o que tem menor teor de cafeína. É o chá mais nobre. Preto: É o mais popular no Ocidente. Tem alta oxidação, o que provoca o escurecimento de suas folhas e um sabor concentrado. Possui o teor mais elevado de cafeína, entre todas as qualidades de chá. Verde: Há vários tipos de chá verde, diferenciados pelas folhas escolhidas nos arbustos, pela época da colheita e pela forma como são processados. Tem sabor delicado e fresco, sem amargor. É o chá mais popular no Oriente. Oolong: Parcialmente oxidado, tem coloração alaranjada, textura cremosa e sabor levemente adocicado. Seu sabor é mais próximo ao do chá verde do que do preto. 53


ZELOINDICA HANNAH motta hannah@revistazelo.com.br

Chá com charme

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Nada mais elegante do que uma mesa posta para o chá, não é mesmo? Petit-fours, macarons, scones, mini-sanduíches e chá quentinho em louças requintadas. Para esse momento tão especial, que em algumas culturas é tradição, fizemos uma seleção de peças decorativas para você degustar suas infusões com ainda mais prazer.

jogo gabrielle - 22 peças moreira e glorinha

porta-bolo lecci - moreira e glorinha

xícara da coleção Casablanca, de porcelana - Vista Alegre

Carrinho de chá Tunis, com estrutura de madeira jequitibá e tampo de laca brilho verde-bandeira

Mobly Mor Chaleira de Inox Diletta


fOTOS: DIVULGAÇÃO

boleira em ferro - fina casa decorações

Chá blossoms - Or TEa (www.or-tea.com). Quando em infusão, as flores desse chá se abrem, satisfazendo os olhos e o paladar

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Bulky Tea Cup, de porcelana - design Jonas Wagell bule da coleção Blue Fluted Mega, de porcelana pintada à mão - design Arnold Krog para Royal Copenhagen

MiniBule de Chá com XÍcara Laranja MOBLY MART

Jogo japonês osaka - 19 peças para moreira e glorinha

ângela motta

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SAÚDE

Depressão ou tristeza? Estima-se que a doença será a mais comum no mundo até 2030. Mas é preciso diferenciar sentimentos tristes deste transtorno e, se for o caso, buscar tratamento médico Maria Cristina Furtado

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mbora não seja agradável, a tristeza pode estar presente na vida de qualquer pessoa. Faz parte dos muitos sentimentos que acompanham o dia a dia de quem vive em sociedade. Porém, é preciso estar atento para perceber se esse abatimento está impedindo o desenvolvimento de atividades rotineiras que antes davam prazer. Sentir-se esgotado o tempo todo e não ter ânimo para fazer nada podem ser sinais de depressão. É uma tristeza persistente, mesmo quando aparecem motivos para ficar alegre. No paciente com depressão, os pensamentos negativos dominam a mente, fazendo aflorar uma visão pessimista de si mesmo e do mundo, além de um sentimento de culpa por razões, muitas vezes, irreais. O médico psiquiatra Murilo Ferreira Caetano, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), explica que, além da alteração no humor, alguns sintomas físicos também estão presentes no paciente com depressão, como distúrbios no sono (sonolência excessiva ou insônia) e no apetite (tanto o aumento quanto a diminuição). “Acontecem também alterações cognitivas que afetam a memória e a concentração para atividades simples, como, por exemplo, ler um livro”, descreve. Esses sintomas trazem grandes prejuízos à vida do indivíduo com a doença.

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No mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4% da população feminina sofre anualmente de depressão, enquanto a população masculina atingida chega a 2%. Estima-se que 20% da população mundial sofra ou tenha sofrido da doença em alguma época da vida. E projeções feitas pela entidade mostram que, em 2030, a depressão prevalecerá à frente do câncer e de algumas doenças infecciosas. De acordo com Murilo Caetano, alguns estudiosos acreditam que as mulheres são submetidas a um estresse maior que os homens. E essa seria uma das razões para a depressão ser mais comum entre elas. Outros especialistas indicam que o problema está mais associado aos hormônios. Características genéticas são a maior origem provável de uma depressão. Mas também pode desencadear a doença o estresse causado por motivos profissionais, de problemas na família, de ordem sentimental ou luto, e traumas, como histórico de abuso sexual, abuso psicológico ou abandono. Murilo Caetano, contudo, alerta: outras enfermidades podem apresentar sintomas iguais aos da depressão. Entre elas está o hipotireoidismo, um distúrbio na tireoide que causa deficiência na produção de hormônios, alterando o humor e provocando um cansaço excessivo. Segundo ele, a correção hormonal via medicamentos cessa o pro-


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SAÚDE ângela motta

blema. “Doenças reumatológicas ou neurológicas também podem levar a um quadro depressivo, mas precisam ser tratadas com remédios específicos”, explica. Cuidado e atenção Se o paciente tem mesmo depressão, uma das principais dificuldades que enfrenta é a falta de colaboração da família. Como o diagnóstico não aparece em uma imagem de exame, a compreensão da doença é dificultada. Os familiares querem que a pessoa tenha força de vontade para sair da situação e não entendem que ela tem uma incapacidade física para isso. A depressão tem três estágios: leve, moderado e grave. Mas não evolui necessariamente dessa forma, podendo começar com um quadro grave. E é com esse quadro já agravado que normalmente as pessoas procuram ajuda médica. Nos casos que apresentam sintomas leves, os pacientes acreditam que logo essa “tristeza” irá passar e demoram mais tempo para buscar auxílio. A grande preocupação que se deve ter em relação à doença é o pensamento de morte que ela pode trazer, que pode evoluir para uma tentativa de suicídio. Foi a depressão, aparentemente, a responsável pela morte recente de dois humoristas: do brasileiro Fausto Fanti e do americano Robin Williams. O psiquiatra Murilo Caetano explica que o tratamento da depressão leve costuma durar de um a seis meses. Já os casos graves duram de seis a oito meses. Somente 25% duram mais de um ano e se tornam casos crônicos. Porém, outro grande problema quando se fala em depressão são as recorrências. “Quanto mais quadros depressivos não tratados a pessoa apresenta, maior será sua chance de a doença se tornar crônica ou altamente recorrente”, pontua. Geralmente, o tratamento é pautado por uma tríade de ações, que incluem os medicamentos antidepressivos, a psicoterapia e a prática de exercícios físicos. Segundo Murilo Caetano, vários estudos confirmam a eficácia da atividade física na recuperação. “Os exercícios são capazes de melhorar o funcionamento cerebral e a memória, o que, provavelmente, resulta na alteração da neuroquímica do cérebro”, esclarece. De acordo com o psiquiatra, entretanto, assim que apresentam melhoras, muitas pessoas não concluem o processo.

Na depressão, acontecem também alterações cognitivas que afetam a memória e a concentração para atividades simples, como ler um livro”

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Psiquiatra Murilo Ferreira Caetano

PSIQUIATRA MURILO FERREIRA CAETANO, PROFESSOR DA UFG

Só que o abandono do tratamento pode contribuir para uma evolução do transtorno depressivo. Felicidade Social O século 21 nos deixou mais expostos por meio das redes sociais. Nesses espaços virtuais, é comum encontrarmos indivíduos felizes, saudáveis e bem resolvidos no amor e na profissão. Para o médico Murilo Caetano, a vida moderna tem a característica de ser focada na imagem e no marketing pessoal, ligados à ideia de riqueza e alegria, e que muitas vezes nem representa a realidade de quem publicou a informação. Essa exposição pode gerar uma pressão social pela felicidade e fazer com que uma pessoa que não esteja plenamente feliz se sinta excluída. Mas é preciso diferenciar esse sentimento da depressão. Muitas vezes, baixa autoestima é uma consequência da depressão e não uma causa. Em relação à faixa etária, cerca de 40% das pessoas têm um primeiro episódio de depressão até os 20 anos. Já em 50% dos casos, apresentam a doença entre 20 e 50 anos. E a minoria de 10%, após os 50 anos. “A idade média de início é por volta de 27 e 30 anos. Quanto mais cedo a depressão começa, maior é sua gravidade a longo prazo”, afirma.


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FITNESS

A melhor versão

de Bella

Em sua visita a Goiânia, batemos um papo com a mineirinha que virou fenômeno nas redes sociais e referência absoluta como atleta fitness Lucas Pereira

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ocê certamente a conhece do Instagram. A combinação entre rostinho bonito, alto-astral, determinação para conquistar o corpo perfeito e posts motivacionais a consagraram como musa. Bella Falconi é hoje referência mundial quando o assunto é “fitness” e fonte de inspiração para uma verdadeira legião de seguidores. Durante sua passagem por Goiânia, no início de setembro, onde apresentou a palestra Diga-me sobre o sucesso, ao lado do nutricionista Luciano Bruno, Bella conversou com a Zelo. Ela abandonou a faculdade de Direito e foi para os EUA, onde sofreu um bocado até conseguir um emprego em um banco. Quatro anos atrás, após hospedar a atleta Diana Monteiro, que competia em Orlando, Bella se inspirou e decidiu que alcançaria a tão sonhada barriguinha chapada. Foi Diana quem incentivou a mineira a acordar mais cedo e ir para a academia às 5h da manhã. Com o início da malhação, Bella começou a tirar fotos e postar em redes sociais, até que surgiu seu blog. Ela se orgulha de dizer que aprendeu tudo sozinha, lendo, pesquisando e se esforçando para se alimentar corretamente. O número de seguidores, que no início eram apenas os amigos, crescia juntamente com a sua paixão pelo universo fitness. Hoje, Bella é modelo, personal trainer e estudante de Nutrição. Fora a rede de lojas de suplementação que abriu. Só no Instagram, ela inspira mais de um milhão de seguidores. E não titubeia quando questionada sobre qual é a maior realização que toda essa mudança lhe

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proporcionou. “Poder mudar a vida das pessoas, mais do que a minha própria”, garante. Bella faz questão de dizer que não é melhor do que ninguém. Ela não se considera uma celebridade e prefere definir os seguidores como admiradores do seu trabalho do que como fãs. Mesmo que as redes sociais tenham sido grandes aliadas na sua ascensão, a atleta não deixa de alertar sobre seus riscos. “É preciso levar em conta uma coisa chamada individualidade bioquímica e ter a ajuda de profissionais. Existem dicas que valem para todo mundo, mas há outras muito específicas”, enfatiza. Blogs e Instagram são legais, sim, mas para se inspirar, não para seguir como verdades absolutas, e o que funciona para determinada pessoa pode não funcionar para outra, como lembra Bella. Muito além de qualquer fórmula ou segredo para emagrecer e ganhar massa muscular, Bella Falconi trabalha com motivação. A parceria com Luciano Bruno nasceu de forma despretensiosa: se conheceram via Instagram e começaram a se falar. Depois de uma primeira reunião de três horas, os dois uniram suas ideias e nasceu então a palestra Diga-me sobre o sucesso. Viajando por todo o Brasil difundindo hábitos saudáveis, o evento tem batido recorde de público e repercussão positiva. A simplicidade de Bella está no sorriso expansivo, sua garra aparece no olhar, e sua motivação, na fala acelerada. E o resultado de todo o esforço, no seu corpo escultural. Sobre aquela preguiça que às vezes bate na hora de ir para a academia, Bella Falconi tem apenas um recado: pense naquilo que você quer ser amanhã. Vale o sacrifício? A resposta é a própria Bella.


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Divulgação


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COMPORTAMENTO

Doula,

como te amo

O apoio inestimável que esta repórter recebeu da profissional, que cuida da mulher antes, durante e depois do parto. Seu trabalho é importantíssimo nesse momento tão difícil e especial

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Elisa A. França

A

pós cinco horas de contrações irregulares, que me mantiveram acordada durante a noite toda, já não me parecia mais suportável. Me vi entre duas opções: pular da janela ou ligar para minha médica, “quero uma cesárea pelamordedeus!”. Foi quando, às 5h30 da manhã, mandei um sms para minha doula, Marcela Flueti. Conheci-a uma semana antes, em uma sessão de conversa, massagem com óleos estimulantes (eu já estava na 40ª semana de gestação) e toalhas frias na espinha. Me ligou na mesma hora, dizendo que estava chegando a Brasília, onde também costumava atender, mas que daria meia-volta e chegaria a Goiânia por volta das 7h30. Antes, me salvou pela primeira vez, recomendando: “Dance! Mexa os braços e as pernas vigorosamente!”. Serviu para aliviar a dor e eu consegui, entre um tremelique e outro, me vestir e ir para a maternidade. Lá, Marcela esteve ao meu lado durante 12 horas, que terminaram quando meu filho nasceu, às 19h34. Como? Me olhou no fundo dos olhos, conversou e, muito importante, ficou em silêncio comigo. Me sugeriu posições para estimular a dilatação e aliviar a dor: quer experimentar agachar e se segurar aqui nessa barra? Quer se apoiar na bola? O que acha de ir pro chuveiro? Muitos dos movimentos eu fazia por minha conta, me preparei por meses para esse dia, com a ajuda preciosa da minha outra doula, Alessandra Amorim. Requebrei, dei pulinhos sobre a bola (aquela de pilates), respirei buscando relaxar todo o corpo e não deixar a dor se irradiar. Mas havia algo mais que só a Marcela podia fazer por mim: suas incríveis massagens vigorosas. Na preparação para o parto, tive alguns encontros com a Alessandra. Ela me indicou livros, como o maravilhoso A maternidade e o encontro com a própria sombra, da psicóloga argentina Laura Gutman. Me mostrou vídeos de partos – a princípio eu não queria ver, mas eram bonitos e, afinal, instrutivos. Me fez massagens e conversou muito comigo. São muitas as perguntas de uma grávida, gente! Ela também simulou um incrível exercício de dor, para que eu vislumbrasse como seria cada contração, quando chegasse o dia. Garanto que não se trata de masoquismo! Fez parte do meu preparo emocional. Depois do parto, tive o privilégio de receber a visita das minhas duas doulas, cheias de carinho, conversas e orientações sobre esse momento tão difícil e especial que é a chegada de um bebê em nossas vidas. Como amo essas mulheres! Benefícios Essa foi minha experiência com as doulas, cuja atuação no Brasil cresce em um contexto de resgate ao

protagonismo da mulher em sua gestação e parto. Ela se informa, observa seu corpo e toma decisões, junto a seu obstetra e outros profissionais que eleja, como a doula. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o apoio contínuo a mulheres em trabalho de parto aumenta as chances de um parto vaginal espontâneo, reduz a duração do trabalho de parto e o uso de analgesia, e diminui a incidência de cirurgias cesarianas. Segundo a doula Nayana Caetano, também há estudos que relacionam seu auxílio a resultados positivos nas semanas após o parto. “Como, por exemplo, o aumento do sucesso da amamentação, a interação satisfatória entre mãe e bebê e a redução da incidência de depressão pós-parto”, afirma. Kelly Santos, que se tornou doula após o nascimento de seu filho há dois anos, conta que todos os partos que já acompanhou foram muito marcantes. Houve até o caso de uma gestante com trombofilia, que tomava anticoagulante, mas que conseguiu fazer o parto normal como desejava. “Mesmo as cesarianas são marcantes”, destaca. “Pois as mulheres conseguiram entender que aquela cirurgia foi realmente necessária.” No parto humanizado, a cesariana costuma ser a última opção da parturiente. Respaldo legal Por enquanto, não há uma lei federal ou local que garanta o direito de a mulher ser acompanhada por uma doula durante o parto. Um projeto da vereadora Dra. Cristina (PSDB), que prevê a atuação da doula nas maternidades municipais, chegou a ser aprovado na Câmara de Goiânia em fevereiro de 2013. Contudo, foi vetado em seguida. “O prefeito entendeu que a presença das doulas atrapalharia o trabalho dos demais profissionais da assistência ao parto e nascimento”, conta Nayana. “O motivo foi declarado pelo próprio Paulo Garcia.” “A falta de regulamentação é um obstáculo para a atuação das doulas, que ficam à mercê da ‘boa vontade’ dos hospitais e equipes de assistência ao parto”, diz. “Nem sempre sua presença é permitida, ou ainda, em alguns casos, o hospital cobra por ela.” “A lei é fundamental para garantir a entrada dessa profissional nas maternidades”, complementa Kelly, lembrando que a doula não substitui o acompanhante, que pode ser o pai ou a avó da criança, por exemplo, e cuja presença já é garantida pela Lei 11.108/2005. Independentemente da legislação, as doulas vêm ganhando espaço na Capital. Tanto ao obter a confiança de determinados médicos quanto ao expandir a rede de mulheres que atendem. Afinal, trata-se de um trabalho mais do que nobre: contribuir para que a chegada de nossos filhos a este mundo seja a mais cheia de cuidados e amor possível.

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Lipoenxertia: preenchimento

recupera volume

O que é lipoenxertia facial O envelhecimento atrofia tecidos moles - músculos, pele e gordura. Assim, ocorre perda de volume em regiões como as maçãs do rosto, e os ossos acabam realçados. O preenchimento facial com gordura do próprio corpo devolve o volume a essas regiões.

em que a manipulação for muito pequena, é possível fazê-la em consultório. No preenchimento com gordura autóloga, 30% a 50% do volume implantado é reabsorvido, e o restante torna-se permanente. Como é usada a gordura do próprio corpo, a chance de rejeição ao material é reduzida.

Como é feita Primeiro, é infiltrada a solução de Klein - composta por soro fisiológico e adrenalina - para diminuir as chances de sangramento no trauma cirúrgico. As seringas de lipoaspiração chegam até o tecido adiposo, de onde aspiram - por um sistema de vácuo - a gordura localizada. Em seguida a gordura é tratada - retira-se células de gordura rompidas, sangue e anestésico - e é enxertada em um novo local. O enxerto é colocado através de finas seringas no local desejado, dando volume e forma nova. Apenas uma sessão é necessária para que os resultados sejam notados. O procedimento deve ser feito em hospital. Porém, nos casos

Indicações A técnica é indicada para preencher rugas faciais, como o sulco entre o nariz e a boca (popularmente chamado de bigode chinês), e os que se formam ao redor da boca e dos olhos. Outras grandes indicações são nas maçãs do rosto, linha mandibular, queixo, fossa temporal (região limitada entre canto lateral do olho, orelha e linha de implantação capilar), mãos e região abaixo das sobrancelhas.

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Sessões de lipoenxertia Normalmente uma sessão é suficiente, mas caso os resultados ainda não estejam satisfatórios, é possível fazer uma pequena enxertia.


Minilifting

de pescoço

Quando a face ainda não mostra os sinais do tempo, mas o pescoço tem excesso de pele ou gordura, pode-se realizar um procedimento apenas para tratá-lo: o minilifting de pescoço, que restaura o contorno, corrige a flacidez e devolve o aspecto jovem. Na consulta médica com o cirurgião, ele avaliará se há: • flacidez (e excesso) de pele no pescoço; • excesso de gordura no pescoço; • bandas do músculo platisma, formando duas pregas verticais abaixo do queixo; • flacidez da face; • presença de cicatrizes de cirurgias prévias; • presença de hipomentonismo (queixo curto); Para complementar, o profissional avalia se o lóbulo da orelha é preso ou naturalmente solto, e determina a importância do Tratamento das Bandas do Músculo Platisma no Minilifting de Pescoço. O platisma é um músculo achatado que recobre as estruturas profundas do pescoço. Normalmente, apresenta um espaço entre o lado direito e o esquerdo, na parte central do pescoço. Sua flacidez provoca o surgimento de duas pregas verticais no pescoço de algumas pessoas. Durante o minilifting de pescoço, através de uma incisão abaixo do queixo, disseca-se a região central do pescoço e aproximam-se as bandas. Isso faz com que as pregas desapareçam, além de fazer com que o “papo” suba e tenha um aspecto mais jovial. Da mesma forma, na parte lateral da face, para se retirar o excesso de pele atrás das orelhas, realiza-se outra ligação lateral

do platisma (uma de cada lado), para dar mais firmeza e mostrar melhor o resultado da plicatura no meio do pescoço. Já o contorno da mandíbula é restabelecido com lipoaspiração com cânula fina. Sem o tratamento do músculo platisma durante o minilifting de pescoço, o seu resultado seria inferior, podendo deixar as pregas verticais remanescentes e não elevar o “papo” o suficiente. A plicatura lateral também auxilia na retirada de pele, uma vez que permite uma retirada maior de excesso. Algumas pacientes, além disso, relatam melhora do ronco, muito provavelmente porque apresentavam uma flacidez de pescoço bastante significativa e que interferia com o assoalho da boca. Apesar disso, a cirurgia não tem como objetivo tratar ronco ou apneia noturna. Trata-se de um plus.

RT DR. Bernardo Magacho CRM GO 9933 Graduado pela UFF, residente pela UFG, fellowship em Cirurgia Plástica Ocular pela USP, pós-graduado em Medicina e Cirurgia Estética pela International Association of Aesthetic Medicine. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular e membro da American Society of Ophtalmology 67


CIÊNCIA

Ligações internacionais Oftalmologia coloca no mesmo patamar profissionais goianos, europeus e norte-americanos Sebastião Vilela Abreu

Pesquisa As atividades científicas de João Nassaralla incluem produção de artigos e livros, como o recente Anterior e Posterior Segment OCT, lançado pela Academia Americana de Oftalmologia para o

divulgação

A

pauta do médico João Nassaralla é concorrida. O goiano, que possui dois doutorados (um em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília e o outro em Oftalmologia pela Universidade Federal de Minas Gerais), opera toda semana e atende diariamente no Instituto de Olhos de Goiânia. Além dessas atividades, Nassaralla é o coordenador-geral da Residência em Oftalmologia da unidade. A essa rotina frenética se somam os congressos, nacionais ou estrangeiros, que o oftalmologista não deixa de frequentar. Principalmente aqueles que abordam o tema retina e vítreo, sua especialidade. Em agosto, Nassaralla foi um dos brasileiros que integraram o congresso promovido pela Sociedade Americana de Especialistas em Retina, que ocorreu de 8 a 11 de agosto, em San Diego, Califórnia, Estados Unidos. Em setembro foi a vez da versão europeia do mesmo congresso, programado para Londres, onde integrou o elenco de convidados do 14º Euretina Congress, programado de 11 a 14. Além das mesas de discussão, os congressos são oportunidade para os médicos tomarem conhecimento do que de mais moderno é praticado na Oftalmologia.

OFTALMOLOGISTA JOÃO NASSARALLA, DO INSTITUTO DE OLHOS

mercado internacional, no final de 2013. Boa parte desses trabalhos científicos foi desenvolvida em conjunto com os médicos-residentes do Instituto de Olhos de Goiânia. Segundo Nassaralla, a oftalmologia brasileira, sobretudo a goiana, é muito bem avaliada no mundo. Isso vem de longa data e tem se intensificado com o intercâmbio de profissionais entre os países, principalmente entre o Brasil e os Estados Unidos. “Na época em que morei na Califórnia, tínhamos um grupo de 11 oftalmologistas brasileiros desenvolvendo pesquisas em um mesmo hospital (Doheny Eye Institute). Imagina se extrapolarmos para os outros centros americanos? Com esse contato próximo e mostrando a seriedade com que tratamos a ciência, conseguimos divulgar e ter o reconhecimento da comunidade científica internacional”, afirma. Ele conta que, graças ao reconhecimento conquistado nas últimas décadas, conseguiu notoriedade no lançamento de seu livro nos Estados Unidos. “Esgotamos os exemplares destinados ao evento Academy of Ophthalmology, em Nova Orleans. Lembro-me de ter autografado livros para colegas de todos os continentes. É muito prazeroso ter este reconhecimento”, conta.

divulgação

Pesquisa biomédica

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Fábio Silvestre Ataides, formado em Biomedicina e professor na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e Universidade Paulista (Unip), defendeu sua tese de doutorado em Medicina Tropical e Saúde Pública, na área

de concentração em Microbiologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG). O trabalho demonstrou, pela primeira vez no Estado, a identificação molecular de novas espécies de fungos que estão relacionadas com infecções invasivas.


Foto: Ricardo Lima

Morar Mais 2014

Decoração

Paisagismo

Sustentabilidade, brasilidade e bom custo-benefício

Quarto mais sóbrio e prático, com muito conforto

Plantas dentro de casa embelezam e fazem bem

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morar mais

Chique é ser

sustentável!

Morar Mais por Menos 2014 destaca noções ecológicas atreladas à criatividade Lucas Pereira

U

ma combinação na qual a sustentabilidade vem como destaque, amparada por técnicas inovadoras, soluções criativas, toques regionais e referências requintadas e estratégicas. A mostra Morar Mais por Menos – o chique que cabe no bolso, realizada entre agosto e setembro, destacou uma atmosfera na qual as noções de sustentabilidade e sofisticação se mesclaram em 34 ambientes, pensados pelos 57 profissionais envolvidos na exposição. O evento ocorreu pela primeira vez em um prédio, no Setor Marista, com cinco andares e 2 mil m2, onde o público pôde conferir como a sustentabilidade pode sim ser chique e acessível. Os arquitetos, designers de interiores, paisagistas e demais profissionais partiram de novas perspectivas para construir uma sequência de criações, cujos pilares foram as soluções de melhor custo-benefício de produtos e serviços. Esta edição também veio para mostrar como variadas temáticas conversam entre si e se somam. Os destaques foram os tons pastéis, que ganharam força em diferentes composições, assim como o paisagismo, o contraste claro-escuro com cores fortes fazendo pontos de luz, as intervenções em paredes e soluções de mobiliário com referências do vintage, a utilização de madeira e o resgate de peças como paletes. Tudo isso, e mais um pouco, atrelado a conceitos de funcionalidade, conforto e a prática do que é consciente e sofisticado.

escritório de arquitetura e design

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cozinha gourmet

sala íntima


fotos: leandro moura e augusto martins

estar da designer

espaço salão sebrae

sala DE tv

banho da designer

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morar mais

Jovem, sofisticado André Lenza dependura a bicicleta no quarto, cria uma cozinha com ferragens austríacas e monta um armário com caixas de feira 72

e regional Alexandre Parrode

“N

ão é porque algo é caríssimo que é chique e bonito.” Assim o arquiteto André Lenza definiu as escolhas para o Loft do Jovem Empresário da Morar Mais deste ano. Em um ambiente com itens que variam de R$ 3 à casa dos cinco dígitos, sobressaem as ideias bacanas e

únicas em detrimento de objetos assinados. Veterano na mostra, Lenza também prezou pelo conforto e pela praticidade. Ao entrar no Loft, nota-se o primeiro sinal de que o ambiente tem alma jovem. Em vez de guardada na garagem, a bicicleta está exposta em um armário de vidro, bem acima da cama. A inspiração do arquiteto veio dos edifícios que permitem aos moradores


‘imperfeições’ que dão alma aos espaços e compõem a história do local. Meu objetivo no projeto foi justamente evidenciar que as falhas podem ser aproveitadas. Além disso, não usamos o gesso, a fim de aumentar o pé direito e diminuir a sensação claustrofóbica dos ambientes muito fechados.” A cor preta também pode dar a impressão de enclausuramento. Mas, segundo o arquiteto, se utilizada da maneira correta, é um sucesso em projetos mundo afora e, também, no Loft. “A aceitação das pessoas que visitam o espaço superou minhas expectativas. Essa composição do preto nos armários da cozinha, na geladeira e na estante, bem como nas paredes e no teto, teve como propósito dar um ar sofisticado ao ambiente.”

estacionar seus veículos dentro do apartamento, como objeto de decoração. “Para o jovem, o ‘carrão’ é a bike, que respeita o meio ambiente e que ele se orgulha de exibir.” Outra tendência trazida por Lenza à mostra, direto da Feira de Milão, foi o uso do concreto menos trabalhado. “Descascamos as vigas e pilares, e passamos verniz para dar aspecto industrial, deixando o material mais bruto”, explica. No teto, não há gesso. O arquiteto trabalhou na própria laje, deixando aparentes algumas marcas da construção - técnica comum na Itália e outros países da Europa. “No Brasil, é comum querer esconder as marcas do tempo, consertar as

André Lenza Telefone: (62) 8151 3418 andrelenzaarquitetura@gmail.com

ângela Motta

fotos: leandro moura e augusto martins

Outro ponto forte do projeto é seu estilo hi-lo, mesclando objetos refinados com itens baratos - um dos preceitos da Morar Mais. “A cozinha tem ferragens austríacas, ao lado de uma estante de caixas de feira”, relata. Essa mesma consciência está presente na decoração: “Os sacos de café que utilizei vêm de fazendas de Goiás e Minas Gerais e compõem o elemento regional, que diferencia o projeto.” A ele se juntam as fotografias do cerrado, de Luca Antunes, e o cocar Carajá. Uma verdadeira imersão na cultura de Goiás, somada a ideias sustentáveis e sofisticadas.

o regional e o moderno estão lado a lado no projeto DE ANDRÉ lenza 73


morar mais

Ousado,

criativo e autoral Designer Bruna Kehrnvald criou praticamente tudo na Suíte Máster da Morar Mais: “Não tenho medo de arriscar”

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igor leonardo - hektaphoto’s

NO QUARTO COM ESCRITÓRIO, a CAMA SUSPENSA, A TV MÓVEL E OS armários coloridos SÃO A MARCA DA DESIGNER AUTORAL BRUNA KEHRNVALD. OBRAS DE ARTISTAS GOIANOS TAMBÉM TRADUZEM O ESPÍRITO JOVEM DO AMBIENTE

leandro moura e augusto martins

Alexandre Parrode

E

streante na Morar Mais, a designer de interiores Bruna Kehrnvald tem uma história longa com o Design. É ligada ao desenho e à arte desde criança, quando, em casa, pintava paredes e redecorava o quarto. Morou na Europa, onde fez cursos de Design e Paisagismo e trabalhou. Dos sete períodos de Direito que cursou só lhe restou mesmo a oratória, que se confunde com a simpatia e extroversão da profissional. Na Suíte Máster, Bruna buscou inspiração nos jovens executivos e, para conceber o ambiente, fugiu dos lugares-comuns, levando objetos de autoria própria e ideias inovadoras. “Quando se entra em um ambiente de mostra, parece que você está vendo um showroom de loja. Tudo já foi visto

em algum lugar. Aqui não, eu criei tudo.” O espaço foi dividido em dois: o quarto e uma área de trabalho. Bruna explica que o escritório funciona como um “cantinho de apoio”, com computador e outros itens necessários para o jovem acompanhar seus negócios. “Mesmo em casa, estamos conectados 24 horas. O ponto de apoio serve para finalizar um trabalho ou criar algo.” De início é possível ver uma das “invenções” de Bruna: uma cama suspensa, com design arrojado e totalmente surpreendente, localizada em frente a dois imponentes espelhos, apoiados em uma parede de tijolinhos. Com predominância de tonalidades de branco, preto e azul, segundo a autora, a Suíte privilegia o conforto, somado à elegância e à ousadia, características do jovem empreendedor. Tecnológico, o ambiente conta com um Movimenta75


morar mais dor Horizontal de Televisor (um trilho elétrico que move o aparelho). O mecanismo, automatizado, leva a TV de um ambiente para o outro, por comandos via controle remoto ou smartphone. Outro destaque do ambiente é seu grande aquário. Além dos peixes decorativos comuns, ele possui uma cascata que sai do teto. “Utilizando a própria água do aquário, ela faz a oxigenação do ambiente e quase não consome energia”, conta. Bruna ressalta que o item não é mero enfeite: “Proporciona um momento de descanso, transportando as pessoas para um lugar tranquilo.” Além disso, a fauna e flora aquáticas dão vida ao ambiente de uma forma pouco convencional. “Como em um quarto nem sempre é viável o uso de plantas naturais, pois falta iluminação solar e elas não suportam muito o ar-condicionado, foi uma saída divertida e bonita para o ambiente”, explicou. “E as pessoas agora nos reconhecem pelo aquário. Deixar uma marca registrada é uma conquista, em uma mostra com tantos ambientes.” Já a ideia dos armários coloridos, segundo Bruna, surgiu da necessidade de traduzir o espírito jovem do executivo. “Ele não pode ter um ambiente quadrado e obtuso. Por isso, também introduzi o pop art e os grafites nas paredes.” Ao todo, são três artistas goianos responsáveis pelas obras: André Morbeck, Rubinho e Wés Gama. Um dos receios da designer é que o ambiente não fosse bem recebido por uma parcela do público visitante. “Como o conceito do espaço é de um jovem, fiquei preocupada com as outras faixas etárias”, revelou. Mas o “defeito” virou oportuAQUÁRIO PROPORCIONA MOMENTO DE DESCANSO E RACK DE LINHAS RETAS CONFERE ELEGÂNCIA AO ESPAÇO

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nidade. “Casais, mulheres e um público mais velho elogiaram o espaço e procuraram nossas ideias para levar para casa, o que é muito gratificante.” Caso a resposta tivesse sido negativa, Bruna afirma que mesmo assim teria valido a pena. “Eu não tenho medo de arriscar”, diz. Sobre o que levaria para sua própria casa, a designer não pestaneja: o rack. Segundo ela, as linhas retas, o estilo elegante e o uso da laca dão um charme especial ao ambiente e têm tudo a ver com seu estilo. Novamente, um projeto autoral, que consolida o talento da jovem designer e a coloca no centro das atenções na Capital. Bruna Kehrnvald Telefones: (62) 3432 8977 - 9688 5067 bj.kehrnvald@gmail.com


morar mais

leandro moura e augusto martins

POLTRONAS DE PALETES CONTRASTAM COM PAPEL DE PAREDE GEOMÉTRICO

Nada óbvio Estar do Restaurante mostra que é possível associar o bonito e sofisticado ao sustentável sem gastar tanto Lucas Pereira

igor leonardo - hektaphoto’s

I

magine só: um ambiente de espera que mescle sustentabilidade, sofisticação e um mobiliário composto por paletes reaproveitados. Tarefa difícil? Não para o arquiteto Diego Ramos, que assina o Estar do Restaurante na Morar Mais. “A ideia era usar material sustentável sem deixar com cara de peça reaproveitável e barata”, conta Diego. Participando pela primeira vez da mostra, o arquiteto foge do óbvio e preocupa-se com a versatilidade. Paletes de madeira natural tornam-se poltronas, e o contraste claro-escuro ganha força no papel de parede geométrico e no carpete preto. “Um lugar de espera precisa ser aconchegante. O tom sóbrio dá esse efeito”, afirma Diego. Com a proposta de empregar leveza ao material pesado, os paletes também estão suspensos por cordas. O arquiteto lembra os cuidados que a madeira requer. “O palete é de um material poroso, então o limpamos e lixamos”, diz. A opção de não envernizar vem da criação simples e arrojada do projeto, coassinado pelas arquitetas Gizelly Borges e Rodrine Oliveira. Todo o mobiliário do Estar do Restaurante foi vendido na primeira semana de mostra. Sinal de sucesso!

Diego Ramos telefone: (62) 8118 6428 diegoramosalves@hotmail.com

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MORAR mais MAIS morar

Do restaurante

para a casa

Alexandre Parrode

O

designer de interiores Rodrigo Borges participa de sua segunda Morar Mais. Desta vez escolheu o Restaurante para apresentar suas apostas. Seu desejo era idealizar um espaço no qual pudesse receber os amigos. “Adoro confraternizar e aqui eu pude explorar isso”, conta. Rodrigo explica que o conceito do restaurante é rústico-chique e privilegia tons nude a fim de realçar cada elemento. Também há componentes quase brutos, como o piso de cimento queimado e os bancos de madeira. Em contraposição, há itens modernos como as mesas de tampo de vidro e as cadeiras em acrílico e polipropileno. Segundo o designer, o piso de cimento não é uma grande novidade, a não ser pela aceitação de sua cor original. Ele destaca 78

Com ideias plurais, designer Rodrigo Borges mostra que é possível misturar ambientes comerciais com residenciais

que o material é uma alternativa mais em conta em relação a outros tipos de piso. “Ou seja, além de bonito, é acessível.” Já a imponente bancada de ônix do bar, que chamou a atenção do público, é uma variação mais clara e sofisticada da pedra, que se parece muito com madrepérola. “Como ela é translúcida, inseri uma iluminação interior, da Corfel, que lhe conferiu mais glamour.” Os pilares, de porcelanato retificado, se parecem com mármore e encantam pelo efeito de “pintura rupestre”. Rodrigo comemora porque, segundo ele, foi uma maneira criativa de dar uso a uma parte não muito benquista em ambientes. “Em mostras, os pilares são problemáticos, afinal, eles ‘atrapalham’ a fluidez do espaço.” As mesas de vidro foram escolhidas para “acender” o ambiente e se contrapor ao rústico do cimento e das bancadas de madeira de demolição. Outro ponto que confere iluminação ao restaurante são os toldos e persianas de tela translúcida solar screen, da Persi-


ângela motta

em ambiente rústico-chique, rodrigo borges investe no cimento queimado (lado ao lado e acima) e na bancada de ônix, com iluminação interior (abaixo)

fotos: ricardo lima

fashion. Embora sua trama permita ao visitante ver o outro lado, ela filtra os raios UV e protege o ambiente. De Milão, o designer trouxe a referência do uso do preto. “Também utilizei a simetria no ambiente, duplicando vasos, mesas, cadeiras e bancos. Todos na mesma posição.” Os pufes em grafite e alaranjado formam um ponto focal, criado para mostrar que é possível, dentro de um espaço com bastante nude, colocar cor sem desarmonizar o ambiente. No centro do restaurante, Rodrigo conta que quis realçar o ponto forte de seu trabalho: a decoração. “Mesmo com tudo já montado, senti que faltava algo. Visitei uma loja parceira e me encantei pelo carrinho, que tem tudo a ver com o lema ‘mais por menos’”, relata. Com rodas de bicicleta, funciona como mesa de centro e remete a mesas de boteco. Para completar, o designer usou decorativos em murano, um item indispensável em seus ambientes, além de cristal. “São umas joias, pois conferem luxo e sofisticação”, resume.

Rodrigo Borges Telefone: (62) 8122 9608 rodrigoborgesdesign@gmail.com patrocinadores: corfel iluminação (www.corfellight.com.br), persifashion (www.persifashion.com.br)

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morar mais

Aconchego funcional

Lucas Pereira

Q

uem disse que um ambiente de trabalho não pode ser aconchegante? Esta é a defesa feita pela arquiteta Wanessa Clara em seu Escritório Corporativo. O espaço inclui um ponto de relax e aconchego, com direito a toques de cor, brincadeiras geométricas entre papel de parede e mobiliário, e referências clássicas. “Não é por ser um espaço de trabalho que precisa ser frio e impessoal”, revela a arquiteta. Tons pastéis e escuros se misturam e resultam em um equilíbrio visual reconfortante. As cortinas de tom nude se sobrepõem às persianas escuras e o sofá de couro preto acomoda almofadas vermelhas, esquentando o ambiente, juntamente com a iluminação amarelada. A tradicional mesa de reuniões, assim como a tela de projeção estão lá, mas acompanhados. “Trazer a natureza para dentro do ambiente faz bem, é confortá-

patrocinadores:

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vel para o olhar.” Assim, orquídeas e outras plantas saltam aos olhos no escritório. O que também chama atenção é a referência ao vintage, presente no relógio em suporte de madeira e na estampa retrô das almofadas. A mistura faz uma quebra em meio aos elementos modernos, como as cadeiras de design Charles Eames e o papel de parede com grafismos, fruto da união de Wanessa com a Via Sat Brasil, empresa que a arquiteta representa e que fornece internet via satélite. Os desenhos revelam monumentos dos Estados em que a Via Sat Brasil atua. Outro diferencial do espaço está na iluminação, que pode ser mais fraca ou mais forte. As luzes são controladas por automação, via celular ou computador. “É prático e confortável. Eu quero que a pessoa deseje trabalhar nesse ambiente.”

leandro moura e augusto martins

Misturas entre o tradicional e o moderno resultam em um Escritório Corporativo onde a palavra de ordem é “conforto” ângela motta

Wanessa Clara Telefone: (62) 8586 1664 wanessaclara25@hotmail.com

WANESSA CLARA PROPÕE ACONCHEGO PARA O ESCRITÓRIO


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ZELOdécor redacao@revistazelo.com.br

Novo conceito A Illuminare chegou a Goiânia com um novo conceito: o compromisso com a inovação para a arte de iluminar. A loja dispõe de peças nacionais e importadas, com projetos personalizados e uma visão moderna. Um dos recentes destaques da Illuminare é o uso da iluminação de LED, que inclusive compôs vários ambientes na Morar Mais. “Estamos sempre em busca das tendências e do que o mercado tem de melhor para oferecer aos clientes hoje. E somos totalmente adeptos do LED, porque nosso pensamento é sustentável”, garante Ângela Costa, proprietária da loja. Além do baixo consumo energético, ela ainda enumera outros benefícios do LED, como boa durabilidade e conforto térmico. Fotos: divulgação

Requinte em detalhes Quem conhece a Fina Casa sabe que se trata de mobiliário e acessórios decorativos de bom gosto e tradição. Sob as rédeas da empresária Simone Viana, a loja de presentes é referência em tapetes, quadros, vasos, adornos variados, estatuetas e artigos para decoração sazonal, entre outros. A Fina Casa foi destaque na Morar Mais por Menos deste ano, com peças inseridas na composição de ambientes como o Escritório do Jovem Executivo, de Neila Rocha e Juliana Reis, e o Quarto do Bebê, assinado por Mayara Oliveira.

Premiação A arquiteta Elisa Veloso foi a vencedora do programa de relacionamento Talent da HunterDouglas, na categoria revenda, pela loja Summerflex. O programa premia profissionais do mercado que especificam produtos HunterDouglas – Luxaflex em seus projetos de design de interiores e arquitetura. O prêmio oferecido foi uma viagem ao Tivoli Eco Resort Praia do Forte, na Bahia. Na foto, Clarismar Machado, Elisa Veloso, Elsiony Moura e Helen Simone durante o brunch em comemoração ao prêmio.

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ZELOdécor redacao@revistazelo.com.br

Através do espelho A Balcony Brasil, empresa consolidada em todo o País, é líder nacional no segmento de envidraçamento de áreas. A bandeira de trabalho da empresa, comandada em Goiânia pelo empresário Ivaldo Guerra, é a inovação. Alguns dos diferenciais da Balcony são a segurança e a modernidade de seus produtos, como o sistema antitravamento de vidros e o dispositivo de controle de vibração, entre outros. A empresa participou da Morar Mais, com destaque na entrada da mostra.

Fotos: divulgação

Estampas elegantes A Trussardi, referência em enxovais de luxo, lança sua coleção primavera-verão 2014/2015, com detalhes inovadores em seus bordados clássicos, novas cores e estampas, tudo inspirado no glamour e charme dos célebres trens de Luxo. São produtos de cama e banho que despertam graciosidade e classe com um design contemporâneo e alegre. Alberto Codonho, diretor de estilo da marca, alega que todo o ar primaveril, tons e nuances estão ligados diretamente à paisagem das viagens europeias em trens de primeira classe.

Decoração divertida Você conhece a I-Stick? A loja, que tem pontos no Shopping Flamboyant e no Goiânia Shopping, trata de decorar de forma alegre e divertida. São peças para casa formuladas e pensadas de forma inovadora, além de adesivos e capinhas de celular. O compromisso da empresa é justamente com o alegre e o diferente, e para tanto lança mão de tendências decorativas, cores, personagens e muito mais. Exemplos de sucesso da loja são os móveis de MDF totalmente estampados, adesivos de parede e de azulejo exclusivos. Vale a pena conhecer!

Ícone moderno A trajetória do designer Jorge Zalszupin, ícone do mobiliário brasileiro, é tema do livro Jorge Zalszupin: design moderno no Brasil, escrito pela filósofa e professora da USP, Maria Cecília Loschiavo dos Santos, lançado em Goiânia no Armazém da Decoração. O móvel brasileiro moderno, produzido especialmente nos anos 1950 e 60, é saudado no mundo todo por sua apropriação elegante de elementos como a madeira de lei e a palhinha. Polonês naturalizado, Zalszupin é um dos seus criadores mais produtivos. É a primeira publicação a retratar a obra do fundador da L’Atelier. 84


R E Q U IN T E N O S E U L A R

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criatividade

projeto troca varanda gourmet por cozinha de uso contínuo igor leonardo - hektaphoto’s

Harmonia no

contraste

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ntegração, funcionalidade e criatividade são os três nortes do projeto assinado pelo arquiteto Dalson Pereira, que integra cozinha e varanda. De acordo com o profissional, seu diferencial é a utilidade dessa junção de espaços em um apartamento familiar em frente ao Parque Vaca Brava. A ideia não era projetar uma varanda gourmet, cujo uso limita-se basicamente a reuniões sociais, mas, sim, uma cozinha de uso contínuo, bastante funcional e com a estética detalhadamente elaborada. “A integração trouxe harmonia, inclusive esteticamente, entre a varanda e as áreas sociais do apartamento”, afirma Dalson.

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Para integrar cozinha e varanda, o arquiteto Dalson Pereira investe no duo moderno-rústico

A preocupação com as minúcias é perceptível desde a disposição dos elementos. “No ambiente, tudo foi integrado, mas cada coisa colocada em seu lugar”, explica o arquiteto. O que implica que, de um lado, definindo a área de cocção dos alimentos, está o conjunto de fogão, forno elétrico e micro-ondas, enquanto no meio estão dispostas a geladeira e a ilha com a bancada molhada destinada ao preparo dos alimentos. Também ao centro vem uma churrasqueira a carvão com sua bancada molhada de apoio, e a outra extremidade da varanda compreende mesa, aparador e louceiro. A bandeira deste trabalho de Dalson

Pereira está no processo de harmonia resultante do contraste. É aí que está a cereja do bolo, como diz o próprio Dalson, afinal, cada elemento ou peça do mobiliário, projetado pela Maxim’s, é contraposto a outro elemento antagônico. “Os materiais foram todos pensados para contrapor o moderno e o rústico. É o grande diferencial do projeto”, garante o profissional. Dessa forma, a combinação de pedra travertino opõe-se ao aço inox, o azulejo decorado contrasta com o nanoglass branco brilhante das bancadas, enquanto a madeira branca quebra a madeira de demolição. E o resultado desse jogo de oposições é a harmonia.


Goiânia - Brasília www.maximsambientes.com.br


QUARTO NA ÚLTIMA EDIÇÃO DA CASA COR TEVE A ELEGÂNCIA DA ILUMINAÇÃO DIFUSA E DOS TONS NEUTROS

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DECORAÇÃO

Quarto contemporâneo Ambientes trazem mais composições sóbrias e cores nos detalhes, sem perder a praticidade e o conforto Alice Galvão

jomar bragança

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ara fugir da sobrecarga do dia a dia e ganhar bem-estar, a casa ou apartamento tem sido transformado em refúgio. Limpa, minimalista, com foco em praticidade e conforto, a tendência aparece com frequência nas mostras de arquitetura e decoração. Em contrapartida, a criatividade dos profissionais e do mercado cresce para que os projetos sejam humanizados e reflitam a personalidade de seus moradores. O quarto é o exemplo mais claro disso, pois representa a intimidade do habitante contemporâneo, que clama por descanso em seus momentos em casa, com a família ou consigo mesmo. Apresentado na Casa Cor Goiás 2014 pela arquiteta Kellen Mendonça Santos, o Quarto do Casal 02, de 27 m², com traço contemporâneo, uniu praticidade e elegância em um ambiente que resgata o conforto e a intimidade que lhe são inerentes. Com foco no descanso, Kellen abriu mão dos eletroeletrônicos. Móveis em madeira clara e cadeiras de palha dialogam com um painel de espelho bronze atrás da cabeceira da cama, um espelho com moldura craquelada em metal prateado na penteadeira, iluminação difusa, abajures ao lado da cama e pendentes estilizados sobre a mesa de café da manhã. Predominam tons neutros, que permitem a interferência do papel de parede com flores em alto-relevo, assinado por Roberto Cavalli, e do tapete estampado. Nas suítes de casal, prima-se pelo respeito ao conforto e ao tempo do outro. O último projeto das arquitetas Gabriela Saback e Ana Paula Munhoz ilustra bem essa realidade. Com 16,45 m², a suíte máster do Condomínio Granville foi pensada para duas pessoas que trabalham em horários diferentes. “Eles queriam um quarto mais escurinho para que, quando um acordasse, não atrapalhasse o sono do outro”, relata Gabriela. Foi instalada uma porta que liga o quarto ao closet, mas se integra ao banho sem outra porta, para minimizar o barulho na hora de se arrumar. As arquitetas também apostaram em um cortineiro iluminado, pendentes do lado da mulher e abajur do lado do homem, contemplando o gosto de cada um e, ao mesmo tempo, construindo uma personalidade comum ao casal. Tons e tecidos padronizados ajudaram na sensação de aconchego, e combinaram com o painel escuro na cabeceira da cama, o rack e os criados feitos de MDF preto e vidro bronze. E para as garotas de plantão, que querem um quarto íntimo, mas cheio de estilo para receber as amigas, a dica da arquiteta Carine Rocha é ligar o mobiliário ao papel de parede e a detalhes da decoração, criando um tema para o ambiente. Estampas discretas caem muito bem! O último projeto da 89


DECORAÇÃO

A ESTAMPA DISCRETA COMBINA O PAPEL DE PAREDE COM A CORTINA E A COLCHA, NO QUARTO PROJETADO PARA UMA GAROTA

profissional traz papel de parede perolado liso, cortina romana Hunter Douglas da Summerflex, com blackout, e colcha de seda gelo. A cor aparece na almofada azul de veludo, bordada com a mesma folhagem do papel de parede. A manta cinza sobre a cama dá o toque final, criando harmonia entre todos os tons. “A escolha das cores é baseada no que eu consigo captar da personalidade de cada usuário”, revela Carine. Composição Se você tem dúvidas na hora de montar seu quarto, ou de mudar o que já está pronto, nós podemos ajudar. Visitamos alguns dos showrooms mais antenados da cidade e selecionamos móveis e itens de decoração indispensáveis! No showroom da Bentec Ambientes Pensados, o mobiliário do quarto recebeu MDF nas cores cobre e canovas, trazendo textura e um toque clássico para o ambiente. Cabideiros com fitas de LED e sensores automáticos também aparecem, além de opções de gavetas com divisórias para joias, que podem ser em couro marrom ou acrílico. Com frente de vidro, permitem a visualização dos objetos antes de serem abertas, proporcionando praticidade na escolha e conservação das peças. A cama de casal recebe uma belíssima colcha branca Trussardi, by Moreira e Glorinha. Iluminação automatizada e econômica, aliada à organização interna das gavetas em seções, é uma tendência nos guarda-roupas do showroom da Maxim’s, onde vimos peças sofisticadas. Prateleiras de vidro retroiluminadas com LED resultam em um visual moderno. Aqui, o MDF nas cores canela e espelho bronze oferece sobriedade, deixando a ousadia para os detalhes. No acabamento, pintura com brilho e fosca, vidros pintados, espelhos diversos e vidros especiais, com efeitos de

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QUARTO ESCURO EM RESPEITO AO TEMPO DO OUTRO, JÁ QUE O CASAL TRABALHA EM HORÁRIOS DIFERENTES


NO SHOWROOM DA BENTEC, A COLCHA BRANCA DA TRUSSARDI SE DESTACA AO LADO DO MOBILIÁRIO EM COBRE E CANOVAS

igor leonardo - hektaphoto’s

leandro moura

transparência e brilhos controlados. Para acompanhar o mobiliário, nada melhor do que escolher minuciosamente os itens de decoração. Nossa dica são as peças assinadas, para quebrar a neutralidade e dar vazão à personalidade do quarto. A Summerflex oferece itens de altíssima qualidade e valor agregado, como a cabeceira estofada em veludo preto, o papel de parede Roberto Cavalli e a colcha de linho com detalhes em pedraria. As opções estão aí. Agora, mãos à obra!

igor leonardo - hektaphoto’s

NA MAXIM’S, AS PRATELEIRAS DE VIDRO SÃO RETROILUMINADAS COM LED, GANHANDO UM VISUAL MODERNO

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PAISAGISMO

Muito além da

jardins verticais podem vir com sistema de irrigação próprio

samambaia

Da aridez dos lares à retomada do gosto por cuidar de vasos de plantas Elisa A. França

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RICARDO LIMA

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emos pela cidade muitos quintais sem jardim, sacadas fechadas por vidros, jardineiras a ver navios e residências sem nenhum brotinho sequer. Aparentemente, se quer evitar o trabalho que as plantas dão, com suas necessidades de água e outros caprichos. Acontece que elas são ótimas companheiras. Põem beleza dentro de casa, oferecem conforto psicológico e remetem seus parceiros humanos à ancestralidade da casa dos avós e ao convívio com a natureza. Fora a verdadeira faxina atmosférica que promovem. “Sinto que está havendo uma retomada da ideia de como as plantas fazem bem”, diz o paisagista paulista Rulian Nociti. “As plantas humanizam o espaço.” Nisso, há quem vá abrindo lugar para o verde com o tempo, sem projeto, com plantas achadas, ganhadas e compradas. Na base do sentimento. E há também quem busque paisagistas até para os ambientes internos. “A procura tem sido muito maior”, afirma Rulian. “A high society deseja ter um ambiente dentro de padrões estéticos interessantes.” Ricardo Lima, da Araguaia Paisagismo, confirma que seus projetos de jardins verticais para casas e apartamentos em Goiânia estão bombando. “Por ano, temos feito 800 m2”, conta. Fabricados em fibra de vidro, eles vão de 1 m2 a 50 m2, como o que foi feito recentemente em uma casa no Condomínio Aldeia do Vale. Bandeira branca, samambaia, renda portuguesa, peperômia, begônia e maranta são algumas das espécies mais utilizadas nessas instalações, pois elas têm bastante volume e se adaptam bem à estrutura vertical. Além de belos, os jardins verticais feitos por empresas especializadas são práticos: a irrigação é automática, feita por gotejamento, cujo excedente escoa por um ponto de drenagem. “Nada de molhar o chão”, diz Ricardo. Os pré-requisitos, segundo ele, são uma boa luminosidade e um


PAISAGISMO ponto elétrico. Mas toda essa comodidade e beleza têm um preço: o metro quadrado vai de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil. A irrigação automática chegou também ao setor imobiliário, em um edifício recém-entregue no Setor Bueno, que tem duas jardineiras por apartamento – uma de 4 metros por meio metro, e a outra de 2,50 metros por meio metro. “A ideia é de que as plantas, que serão jasmins, daqui a uns dois ou três meses comecem a descer pela fachada”, explica o arquiteto Bruno Veras, sócio da Loft Construtora, responsável pelo prédio. Amantes das plantas A publicitária Inês Martins mora em uma quitinete de 40 m2 no Setor Marista, mas tem 15 plantinhas para chamar de suas. A maioria fica na varanda, mas de vez em quando alguma entra para “visitá-la”. Como a azaleia, que está toda florida enfeitando a sala. Lá fora, uma horta com orégano, alecrim, manjericão, hortelã e sua coleção de suculentas. “Rego todo dia antes de sair de casa, gasto 15 minutos”, conta. “De resto, é só namoro!” Já a designer Adriana Marinho, que mora em uma casa com um lindo quintal no Jardim América, decidiu há dois anos cultivar suculentas. No total, acumula cerca de 100 vasos. “Tenho grandes e pequenos, com suculentas de vários tipos e tamanhos. Algumas estão fixadas em outras espécies de plantas e assim vão se reproduzindo. Tem uma que até virou uma árvore, a Aveloz.” Com tanta plantinha, dá para imaginar como elas estão espalhadas por toda a casa. Adriana também adora presentear com suas suculentas. “Faço as mudinhas em cápsulas de café descar-

tadas, coloco em uma embalagem com a minha marca e entrego para os amigos nas datas comemorativas”, conta Adriana, que é sócia do estúdio Duas Marias – Papeterie e Design. “Vejo isso também como uma forma de estimular as pessoas a cultivar, ver crescer e assim ter mais contato com plantas.” Afagar a terra Quem quer contemplar o lar com um pouco de verde, mas não sabe por onde começar, pode apostar em plantas que não exijam muita atenção. Como as próprias suculentas, que, além de lindas, são muito fáceis de cuidar. Entre elas estão a rosa de pedra ou a flor do deserto, que floresce o ano inteiro. E também a planta jade, o dinheiro em penca ou a flor de maio. Opção não falta. Outras plantas de fácil adaptação, segundo as dicas da paisagista Fabiana Bellini, da Ipê Paisagismo, são ráfia, yucca, zamioculca e pacová. Todas elas precisam de boa luminosidade, porém sem sol direto. “A zamioculca é a que mais aguenta ambiente fechado”, explica. Para a sacada, a paisagista indica palmeirinhas de médio porte, como a fenix e a chamaedorea. Ou as frutíferas, como jabuticabeira, romã e limãozinho. Segundo os especialistas, quando a planta vai bem, não dá tanto trabalho. Por isso, vale a pena observar todas as condições do local onde ela se situará. “Mas recomendo, antes de tudo, a fazer uma visita a um belo jardim, um viveiro, à vovó, um amigo das plantas, e perceber o espaço e como as plantas contribuem para ele”, diz Rulian Nociti. “E, o mais importante, como você se sente neste espaço, em comparação com um lugar sem plantas.”

fred othero

rulian nociti, paisagista em são paulo

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ângela motta

fabiana bellini, da ipê paisagismo

divulgação

ricardo lima, da araguaia paisagismo


Fotos: RICARDO LIMA

a BEGÔNIA É OPÇÃO FÁCIL PARA AMBIENTES INTERNOS

Espécies locais Entre as nativas do Cerrado, para as áreas ensolaradas, são interessantes as trepadeiras, como as cuspidarias e as randias, e também o cipó de São João. Palmeiras como butiás, e bromélias como as dyckias são outras opções. “Mas, infelizmente, para interiores, pouquíssimas espécies do bioma se adaptariam”, afirma o engenheiro agrônomo Márcio Antônio Moraes. “Ficamos restritos a algumas espécies nativas de imbés e orquídeas, como catasetum e cattleya.” As plantas da nossa região exigem muita profundidade de solo, por causa da estação seca, que resulta em deficiência de água e nutrientes na superfície. Elas também são mais exigentes no que diz respeito à luminosidade e à ventilação. “Além dessas questões de adaptabilidade, poucos estudos foram feitos para a ‘domesticação’ das plantas do Cerrado e não há viveiristas que as produzam”, explica Márcio. “Há potencial, mas faltam empenho e desejo cultural para aquilo que é nosso.” Assim, a maioria das espécies que utilizamos é da Mata Atlântica e, principalmente, do Sudeste Asiático.

a peperômia (acima) e o maranto (abaixo) são muito utilizados nas paredes verdes

Plante você mesmo Para montar um vaso em casa, além da planta, é bom ter ao alcance terra, húmus de minhoca, argila expandida ou brita e, claro, o vaso. É muito importante cuidar bem da drenagem, pois uma das maiores razões para o insucesso de uma planta é o acúmulo de água. Para executar o plano, forre o fundo com as pedras – se possível, coloque abaixo delas cacos cerâmicos abaulados, junto aos furos, para reforçar a operação antientupimento. Em seguida, ponha a terra misturada com o húmus e, para completar, a muda. “Atenção também ao tamanho do vaso, que precisa ser compatível com o porte da planta”, explica Ricardo, da Araguaia Paisagismo. 95


lifestyle

Além do horizonte Empresária Daniela Palmerston abre as portas de casa e mostra que o importante é se manter fiel à sua personalidade Alexandre Parrode

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iberdade é a palavra ideal para definir Daniela Palmerston. A bem-sucedida empresária comanda em Goiás lojas de diversas marcas famosas, como a Cantão e a Capodarte, mas é do tipo desapegada. Sempre bem-humorada, Dani, como é chamada entre os amigos, ostenta mesmo são suas tatuagens, espalhadas pelo corpo. Fã de rock e presença garantida em festivais de música pelo mundo, ela mora em uma suntuosa casa no Alphaville, em Goiânia, com o filho Eduardo - o Dudu - e a cadela Vicky. O difícil é encontrá-la por lá. “Meu lar é o mundo”, declara.

A casa tem 460 m² de área construída, que abrigam desde poltronas Charles Eames a quadros do goiano Oscar Fortunato. Ampla e arejada, foi projetada pelo arquiteto Pedro Ernesto. “Uma casa funcional, prática, com ambientes espaçosos, mas não muito dividida, bem integrada. Contemporânea, sem telhado e com pé direito alto”, foram as especificações de Daniela. Outra preocupação da empresária foi com a iluminação. Detalhe facilmente identificado na quantidade de claraboias e pelo tamanho das janelas. “Aqui a gente não acende as luzes tão cedo. É uma casa superclara, aberta e que aproveita o máximo do sol.”

A iluminação natural foi uma das exigências para o projeto da residência, localizada no Alphaville


fotos: igor leonardo - hektaphoto’s

Madeira marca presença na casa de Daniela Palmerston 97


lifestyle

Daniela pediu atenção especial com a sala e a varanda, onde a família e os amigos estão sempre reunidos. “Aqui a gente só sobe para os quartos na hora de dormir. A sala foi feita para ser usada e por isso fiz questão de integrar a varanda e a churrasqueira.” Cozinheira de primeira, ela costuma abrir as portas para churrascos de fim de semana, quando a confraternização gira em torno da mesa redonda de 12 lugares, feita sob medida. O sistema de áudio e vídeo também teve prioridade, pois tanto Daniela quanto o filho são aficionados por música. “A gente se levanta e dorme com som ligado, ouvindo rock e música eletrônica.” Descolada, a empresária conta que, para escolher os móveis, contou também com a ajuda de Pedro Ernesto. “Eu não tenho muita experiência com design. Aliás, meu design é outro: o de moda”, brinca. Mas não houve problemas. Dani já sabia o que queria e ia escolhendo as peças nas lojas. “Foi bem divertido, aprendi muita coisa. Por vezes eu escolhia determinado item e a vendedora me parabenizava: ‘é assinado por tal designer’. Eu lá sabia quem era Carlos Motta? Conheço Chanel, Carlos Motta não faço ideia”, completa com uma risada. Nota-se na casa a onipresença da madeira, que, claro, não é despropositada. Afinal, Dani não gosta de materiais sintéticos com cara de artificiais. “Amo a natureza”, revela. Por isso, a presença de flores e de dois coqueiros na sala. “Pedra, mármore e cimento deixam o ambiente frio. O aconchego é prioridade aqui.” Para espantar a sobriedade dos tons terrosos e beges que predominam, a anfitriã mostra o que ela chama de “pontos de personalidade”: objetos trazidos de viagens a diversas partes do mundo. As nacionalidades, os formatos e os tamanhos podem até variar, mas uma coisa é denominador comum: as cores fortes. “Se dependesse de mim, seria um carnaval, sou toda estampada, co98

Fredox Carvalho

feita sob encomenda, a mesa redonda é peça-chave nos almoços de fim de semana. Abaixo, obras de arte foram adquiridas na plus galeria


lorida. Até brinco que foi bom ter sido o Pedro o arquiteto, porque se tivesse sido o Leo Romano, teria sido uma loucura”, se diverte. O DNA de Daniela Palmerston na casa também está nos quadros. “São mulheres coloridas, com tatuagens, que eu adoro”, conta. Todas as obras de arte são da Plus Galeria e, se ali estão, é porque têm um valor sentimental. “Compro o que eu gosto. Não é porque é do fulano de tal que me interessa”, explica. Da moda, a empresária leva a longa experiência para casa. “É importante saber compor e se manter fiel a sua personalidade. Minha casa tem tudo a ver comigo e com o Dudu. É assim que tem que ser”, ressalta. Para ela, não adianta nada ter itens de renomadas fábricas, mas não se sentir bem e se identificar com o local. Ao subir para o segundo andar, Dani confessa que só no closet cometeu o pecado da soberba. Pudera, empresária de moda, ela exibe o espaço dos sonhos de toda mulher. Imponentes armários, com várias divisórias, com sistema de iluminação interno, além de uma ilha exclusiva para os acessórios. No meio do luxo, a personalidade desprendida de Dani aparece. “Sabe o que eu gosto mesmo de comprar quando viajo? Bijuteria. Eu não posso ver uma feira e um hippie que me dá tremedeira!”, brinca. Ainda no segundo andar, ela exibe a coleção de maquiagem que tem no banheiro. “Sou ótima! Faço bem em mim e nas amigas. Só com cabelo é que não levo muito jeito”, lamentou em tom jocoso, arrumando as madeixas. Um de seus lugares preferidos na casa é o solarium. Dani conta que não colocou nenhum móvel ali propositalmente. “É só um vazio. Eu venho aqui sempre, contemplo, tiro algumas fotos.” Este repórter pergunta se ela não fica nostálgica nesses momentos. A entrevistada dá de ombros, prepara o iPhone para um clique do pôr-do-sol e termina: “Que nada! A vida não dá tempo pra isso.”

fotos: igor leonardo - hektaphoto’s

“pecado da soberba” no closet. Ao lado, objetos cheios de personalidade trazidos de viagens, coleção de maquiagem e ambientes integrados na casa da empresária

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Divulgação/gs1 - brasil

automação

Informação por códigos Zelo visitou o novo Centro de Inovação e Tecnologia da Associação Brasileira de Automação - GS1 Brasil, em São Paulo, e marcou presença na Conferência Internacional Brasil em Código Lucas Pereira

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uando vamos ao supermercado, não imaginamos os detalhes sobre a concepção, padronização e distribuição de cada produto que vai parar no nosso carrinho de compras. Já se deu conta de que cada item precisa ter sua identificação própria? Sim, eles também possuem uma espécie de registro geral, seu código único, que os acompanha em qualquer lugar. O principal ator no País, quando o assunto é criar, gerenciar e disseminar os padrões dessas soluções de logística, é a Associação Brasileira de Automação - GS1 Brasil. A entidade busca uma linguagem comum entre parceiros comerciais, proporcionando mais benefícios aos consumidores e às empresas. Foi durante a 4ª Conferência Internacional Brasil em Código, organizada pela GS1 Brasil, que as principais inovações tecnológicas do mercado de automação foram apresentadas e debatidas. O diretor executivo da GS1 México, Mario De Agüero, apresentou o sistema Syncfonía, uma espécie de catálogo eletrônico capaz de sincronizar dados como pesos, medidas e até fotos dos produtos. Já o diretor executivo da GS1 Argentina, Rubén Calónico, falou sobre os avanços do País no segmento farmacêutico. “Atualmente, já temos mais de 3.700 medicamentos cadastrados e rastreados através do sistema de automação de código de barra”, afirmou. No ramo do varejo, a tendência do Omni-Channel é a aposta do Magazine Luiza. O sistema consiste em ofertar diversas opções de vendas ao cliente, de acordo com a sua conveniência. Diretor de Logística e Serviços da rede varejista, Ricardo Ruiz Rodrigues defendeu a técnica. “É preciso ter produtos de qualidade, funcionários cordiais, simpáticos e bem informados. Aliado à pluralidade de sistemas, isso pode aumentar ainda mais as vendas”, disse.

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Novo CIT A GS1 Brasil inaugurou recentemente seu novo Centro de Inovação e Tecnologia. O objetivo é aumentar o número de associados e também expandir o entendimento do público em geral sobre os padrões GS1 por meio de visitação. As instalações de ponta demonstram o processo de automação de forma prática. Entre os sistemas do CIT está o cartésio, um equipamento voltado ao atendimento de grandes centros de armazenagem e movimentação de cargas. O modelo é o primeiro a ser instalado no Brasil. Outro destaque é o aplicativo Inbar, com o qual é feita a leitura do código de barras pelo próprio celular, a partir da qual se adquire informações fornecidas pelo fabricante sobre o produto. Quem auxilia o consumidor, na hora das compras no supermercado, a descobrir a validade de frutas, legumes e vegetais etiquetados, por exemplo, é o código GS1 DataBar, que decodifica também o número do lote, peso líquido e outros. Já o código de barras bidimensional GS1 DataMatrix permite recuperar informações sobre o caminho percorrido pelos medicamentos desde sua produção até a entrega ao consumidor. O código de barras EAN-13 é o mais utilizado no mundo, na identificação de produtos. Os três primeiros números indicam seu país de origem – no caso do Brasil, é a sequência 789. Os números seguintes identificam a empresa e o produto. O último número é o chamado dígito verificador, que, por meio de uma soma matemática, confirma a autenticidade dos anteriores. “Sem código de barras, identificação suficiente e processos logísticos adequados, fabricantes, distribuidores e varejistas perdem eficiência”, ressaltou João Carlos Oliveira, presidente da GS1 Brasil. *O repórter viajou a convite da GS1 Brasil


Cultura em Recife

Gastronomia londrina

Mergulho em um paraíso hospitaleiro e acolhedor

História nos museus e ateliês da Capital

Metrópole oferece bem mais do que os fish and chips

Divulgação

Porto de Galinhas

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turismo

A Magia de

Porto de Galinhas

Rosângela Motta

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ocalizado a 65 km ao sul de Recife, em uma das partes mais belas da costa brasileira, o balneário de Porto de Galinhas é um desses paraísos privilegiados do litoral nordestino. Não apenas pelas temperaturas altas que variam entre 24 e 32 graus, mas por toda a atmosfera que domina a cidade. Praias paradisíacas, piscinas naturais, povo hospitaleiro e variada gastronomia. Mas o que choca mesmo é o céu de um azul-cobalto em contraste com o verde do mar-esmeralda, que nos dão a certeza de que Porto de Galinhas é, sim, um pedaço do paraíso. Nos primeiros dias, a dica é seguir o roteiro tradicional que parte de buggy toda manhã, com guias dos hotéis e resorts em direção à praia, onde já estão à espera dezenas de jangadas. Durante o trajeto, a bordo das embarcações, é possível ver inúmeros peixes coloridos através das águas transparentes, formadas pelos arrecifes de corais. Nessa hora, deixe pronta a máquina fotográfica, pois é um momento de beleza que merece ser registrado. Se a ideia é fazer uma viagem relaxante, o roteiro pode começar com um passeio de jangada do Pontal de Maracaípe ao mangue. No caminho, os visitantes podem conferir um ecossistema

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Balneário pernambucano oferece belas praias, hospitalidade e boa comida

exuberante e se deleitar quando a jangada entra no mangue, o habitat dos cavalos-marinhos e caranguejos, um dos vários momentos cinematográficos. A próxima parada, obrigatória, é para um mergulho nas águas tranquilas e mornas da praia de Muro Alto, formada entre a areia e uma barreira natural de corais. Ali, com a maré baixa, os arrecifes formam plácidos aquários naturais a céu aberto. A praia do Cupe, com 4,5 km de extensão, tem trechos sem arrecifes e ondas fortes. O mar de águas agitadas é ótimo para a prática de esportes radicais, que em certa época do ano torna-se ponto de encontro para surfistas do Brasil e do exterior. Guarde um dia para o passeio de catamarã até a praia de Carneiros, no município vizinho de Tamandaré. A melhor opção para desvendar os segredos da vila de Porto de Galinhas - em especial na Rua da Esperança - é andar a pé para conferir, de perto, o artesanato produzido pelos artesãos locais. A maioria das peças é feita de barro ou entalhada na madeira, retratando personagens que fazem parte do folclore local. O doce artesanal é um caso à parte. Um exemplo pode ser encontrado na Casa do Bolo de Rolo, onde dona Floraci Viveros prepara a autêntica iguaria da cidade.


Passeio de jangada, instalações do nannai resort, tartarugas marinhas protegidas, delicadeza do cavalo-marinho E MERGULHO NAS ÁGUAS CRISTALINAS. Abaixo, O TRADICIONAL BOLO DE ROLO

Hospedagem Uma das opções de hospedagem é o Nannai Resort & Spa, na praia de Muro Alto – a cerca de 9 km da vila. Logo na chegada, não há como não antecipar que os dias ali serão feitos do mais puro conforto, aliado a relax e exclusividade. O resort é famoso pelo tratamento diferenciado oferecido aos hóspedes, por seus bangalôs em estilo taitiano e spa com produtos da L’Occitane. No pôr do sol, os hóspedes são brindados com um chá da tarde no jardim. No restaurante, o menu sempre satisfaz os paladares mais exigentes. Mas se a ideia for viajar com crianças, o Summerville Beach Resort é o mais indicado. A maioria dos hotéis e pousadas serve bem cedo, às 6h30, tapiocas de diferentes sabores, acompanhadas de panquecas, bacon, carne de sol, queijos, doce de leite e frutas típicas da estação.

Fotos: divulgação

Porto de Galinhas conta com a atuação de duas importantes organizações não-governamentais, o Ecoassociados, em prol da proteção das tartarugas marinhas, baobás e recifes de corais, e o Projeto Hippocampus, que trabalha na proteção e regulamentação de leis sobre a pesca e preservação do cavalo-marinho.

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turismo

Por dentro de

RECIFE

cais do SERTÃO O Museu do Sertão, no Bairro do Recife, conta a história do sertão por meio de alta tecnologia. O local possui dois mil m2 e conta com uma exposição permanente sobre o Rio São Francisco, estúdios de gravação, oficinas de instrumentos musicais e a obra completa de Luiz Gonzaga. Monitores bilíngues estão à disposição para acompanhar os visitantes. O museu é aberto de quarta a domingo, das 10h às 17h. Às segundas, o Cais do Sertão fecha para manutenção.

EMBAIXADA DOS BONECOS Outro ponto turístico do Recife é a Embaixada dos Bonecos Gigantes. O local, aberto à visitação todos os dias, tem uma coleção de dezenas de bonecos. Todos são personagens ilustres, como Ayrton Senna, Michael Jackson, Papa Francisco e Joaquim Barbosa.

PAÇO DO FREVO O Paço do Frevo é um centro de referência de ações, projetos e atividades para proteger, valorizar e promover o frevo, uma das principais tradições nacionais. Logo na entrada, o vermelho toma conta do ambiente, com a inscrição de centenas de nomes de pessoas que contribuíram com a preservação da história do ritmo. http://www.pacodofrevo.org.br/ 104

MARCO ZERO No Mercado de Artesanato, no Marco Zero, se pode conferir o talento de alguns artistas do artesanato popular nordestino. São centenas de peças de todos os tamanhos, estilos e preços.


OLINDA Tombada pelo patrimônio histórico desde 1982, Olinda é uma das obras mais pitorescas de Recife. Explorar a cidade é uma experiência surpreendente, mesmo para quem já a conhece. Casas coloridas, arte e artesanatos espalhados por toda parte atraem a atenção dos turistas que visitam a cidade. Destaque para a Igreja da Sé, com a paisagem ao fundo composta por coqueiros, construções históricas, o verde do mar e Recife. Além do belíssimo cenário, ali estão a Igreja de São Salvador (1584) e o prédio da Caixa d’Água (1934), que oferece elevador panorâmico e mirante em 360 graus para a contemplação da cidade.

Fotos: divulgação

Museu Oficina Brennand Ateliê e museu do artista Francisco Brennand, um dos mais procurados pelos turistas que vão à capital pernambucana. Instalado em uma área de 15 mil metros quadrados de um antigo engenho colonial, o espaço é um complexo que exibe centenas de esculturas e um imenso jardim. O ateliê é aberto à visitação. www.

brennand.com.br Carcará Em Porto de Galinhas, visite o ateliê do Carcará, artista responsável pelas famosas galinhas entalhadas em troncos de coqueiro, espalhadas pela vila. Com um trabalho voltado para a sustentabilidade, ele utiliza, além da madeira, sobra de outros materiais encontrados na natureza para fazer suas obras de arte.

PRAIA DE BOA VIAGEM Praia urbana e bastante agitada, seus 7 km de extensão reúnem várias opções de lazer. Nela, o turista encontra águas calmas para o banho de mar e piscinas naturais, formadas a partir dos arrecifes. Com muitos quiosques, ciclovia, bares e quadras poliesportivas, a praia de Boa Viagem é o destino de vários recifenses durante os finais de semana. O bairro de Boa Viagem é parte importante do circuito gastronômico de Recife, com restaurantes estrelados, de cozinha variada, local e internacional. 105


diário de viagem

Fish and Restaurantes estrelados fazem parte de um saboroso roteiro pela capital londrina Mariana Mujalli

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ue Londres deixou de herança Beatles e Rolling Stones, que criou a princesa mais pop de todos os tempos e que hoje tem a princesinha mais “gente como a gente”, já sabemos. Que é um dos mais influentes centros financeiros do mundo e berço de icônicos nomes da haute couture moderna, como Vivienne Westwood e Stella McCartney, também não é segredo. Mas de que é uma cidade que acolhe e unifica povos e culturas e de que isso a transformou em centro gastronômico de toda a Europa, poucos se lembram ao escolhê-la como destino turístico. Caracterizada por seus ricos chás, verdadeira tradição da população londrina, e por um lunch time pobre e rápido, com o famoso 106

Fotos: arquivo pessoal

chips? TURISMO NA COZINHA: MARIANA E SEU MARIDO, antônio neto

fish and chips, Londres é hoje muito mais do que isso. Em cada esquina encontram-se bares e restaurantes onde se bebe e se come muito bem. Apaixonada pela história de povos e em como a comida une e cria tradição, minhas viagens são sempre pautadas por prazerosas pausas regadas a bons vinhos e surpresas que alimentam. Mesmo esperando o melhor, Londres ainda me surpreendeu! Jamie Oliver, chef queridinho do momento que em breve abrirá restaurante no Brasil, tem seu primogênito Fifteen na Westland Place. O bar é superdescontraído e o restaurante, subterrâneo, no melhor estilo “feito na sua frente”. É um point de gente bonita e descolada, todos muito focados nos famosinhos drinks da casa. O restaurante criou fama com comida simples, apresentada de forma inusitada e com bom custo-benefício. Jamie tem mais cinco fran-


suspiros lindos e saborosos, pratos bem apresentados e refinados, drinks famosinhos e, ao lado, o primeiro restaurante de jamie oliver em londres

quias na cidade, mas uma é especial: o Recipease, uma escola de culinária, com padaria e mercadinho incríveis. Os suspiros são os mais lindos e saborosos do mundo, de comer com os olhos! Italiano, já conceituado e super-refinado, é o Locanda Locatelli, uma estrela Michelin. Seu proprietário, Giorgio Locatelli, veio direto do norte da Itália e é por muitos considerado um dos chefs italianos mais finos do mundo. O restaurante existe desde 2002, anexado ao cinco estrelas Hyatt Regency London. Com sua decoração impecável, mesclando elementos clássicos com obras contemporâneas, é palco de grandes jantares de negócios e comemorações familiares. Atendimento impecável, massas frescas, molhos artesanais, aquela sensação de que tudo foi preparado especialmente para você. Ao final, como acompanhamento de um licor digestivo, o chef nos presenteia com um “bolinho” à base de massa de amêndoas com Marsala. Era tão irresistível e foram tantos elogios que me deram uma caixinha com bolinhos para trazer ao Brasil. Outro must-go em Londres é a Fortnum and Mason. Próxima à Picadilly Circus, point de lojas famosas, e “Times Square de Londres”, a casa de chás funciona desde 1707! A história conta que foi fundada por um antigo funcionário da rainha Ana, que passou a fornecer chás e artigos de mesa para o reino. Já na última noite, minha experiência chegou ao clímax total. Era a vez do restaurante homônimo de Gordon Ramsay. O chef, que já me tirava o fôlego em seus episódios de Kitchen Nightmares, no restaurante me levou às lágrimas! Sem vergonha alguma,

chorei de felicidade e emoção, por ver uma estrutura tão completa e bem definida, por viver experiências e sentir prazeres que vão ficar para sempre na memória. Muitas pessoas, com certeza, não terão a mesma impressão. Nunca trabalhei em restaurantes, mas minha paixão pela culinária me motiva a acompanhar o meio, a conhecer as histórias... Cuidar de uma cozinha não é fácil! Ainda mais com uma pâtisserie no mesmo local, um salão de 15 mesas, atendidas por 18 garçons, sustentar três estrelas Michelin. A melhor maneira de se conhecer um restaurante estrelado é através de seu menu degustação. Com ele é possível sentir texturas características, a combinação dos pratos e o ritmo da cozinha. Para quem gosta de vinhos, o menu pede uma boa harmonização, para que os sabores sejam ressaltados e nada se perca. A casa é tão bem preparada que tudo saiu impecável. Vinhos incríveis, combinações inimagináveis e comida impressionante! Uma sequência de nove pratos (entradas, pratos principais e sobremesas), verdadeiras obras de arte e sabor. Mas o que mais me chamou a atenção foi a forma como conduzem o restaurante. Cada funcionário tem uma nacionalidade, todos com brilho nos olhos e voltados ao objetivo de atender com excelência. Explicavam os pratos com poesia e, sem brincadeira, adivinhavam o que queríamos! Fechei minha passagem por Londres querendo mais. Foram bons fish and chips, olhos cheios de curiosidade, coração pulsando por cada novidade. Como tem de ser em toda viagem, como tem de ser por toda a vida! 107


fotos: reprodução

cinema

Com janet leigh e charlton heston, a marca da maldade (1958) encerra o ciclo clássico do noir

Entre sombras

e suspeitos

Muito característicos, os filmes noir marcaram o cinema com produções fortes e sedutoras, cujas influências estão presentes até hoje Lucas Pereira

U

ma mansão. Há neblina lá fora. Uma festa de arromba. Homens e mulheres se entreolham cordialmente enquanto tomam drinks. Feixes de luz adentram uma sala escura por uma cortina entreaberta. Um homem pensativo anda de lá para cá. Ouve-se um tiro. Uma loira ofegante grita por socorro. Tal cena não parece familiar? Esses elementos são característicos do cinema noir, subgênero do cinema americano das décadas de 40 e 50. Reconhecido primariamente como estilo de suspenses policiais em preto e branco, o noir se faz presente de muitas formas.

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A mais recente novela das 23h da Rede Globo, O Rebu, remake do folhetim escrito por Bráulio Pedroso em 1974, poderia ser classificada como “novela noir”. A trama traz muitos elementos próprios do subgênero, como o recurso de flashbacks, a fotografia sombria, o abuso de espelhos e janelas, a dubiedade dos personagens e o uso de closes e zooms. Na novela, que se passa em apenas 24 horas, um corpo aparece boiando na piscina durante a festa de uma milionária. Destaque para a primeira sequência da história, em que a câmera passeia lentamente pelos personagens na pista de dança, apresentando os suspeitos do crime.


Produto do pós-guerra, o film noir é o retrato do cinismo e da mesquinhez, no qual a sujeira de um beco, por exemplo, acompanha a baixeza da intenção humana. Há muita bebida no noir, a influência do expressionismo alemão aparece no contraste claro-escuro, a fotografia destaca sombras e névoas, frestas de luz, o ar decadente, os chamados anti-heróis, além de mulheres fortes e sedutoras, as femme fatales. A designação do termo noir veio dos franceses, inspirada na publicação Série Noire, tradução de histórias americanas de gângsters dos anos 20 e 30. Enquanto na França os filmes eram adorados, os diretores da época não tinham noção de que criavam um tipo distinto de cinema. “Mas por mais que exista a discussão sobre a classificação do noir, há um consenso de tratá-lo como subgênero”, afirma o crítico de cinema Fabrício Cordeiro. O noir nasce de várias combinações, e nos Estados Unidos recebe influência de um tipo de literatura policial específica, de nomes como Raymond Chandler e Dashiell Hammet. Por mais que tenha surgido dentro do gênero policial, o noir não tem exclusivamente filmes de detetives, os crimes são panos de fundo para retratar a degradação psicológica e o comportamento torpe dos personagens. Em contraste à figura do homem, frio e desconfiado, está a mulher, geralmente posta em relação de sexualidade e poder de manipulação diante do anti-herói. Há quem considere o film noir prioritariamente masculino, em razão da violência, da mulher fatal e dos crimes. “É bom lembrar que não significa um ‘cinema para homens’, e sim um universo cinematográfico elaborado em torno de características masculinas, universos masculinizados”, alerta Fabrício. O ciclo clássico do noir vai desde O Falcão Maltês (1941), de John Huston, até 1958, com A Marca da Maldade, de Orson Welles, que encerraria o período. A vida longa do noir, no entanto, está no que se chama de “pós-noir” ou “noir moderno”. Diretores contemporâneos como Pedro Almodóvar e Brian De Palma fizeram suas sutis restaurações do subgênero, brincando com elementos como a própria condição masculina. “Em Má Educação, Almodóvar flerta fortemente com o noir, mas ali há outro tipo de masculino, que é o homossexual e o hommo fatale”, salienta Cordeiro. Em Dália Negra, De Palma transforma os elementos em um pastelão afetado com as atenções voltadas para as figuras femininas. É assim que, embora o preto-e-branco não tenha perdido seu encanto, os filhos “coloridos” do noir o mantêm vivo.

O FALCÃO MALTÊS (1941), UM DOS ÍCONES DO NOIR; A MUSA DO SUBGÊNERO, rITA RAYWORTH, EM a dama de shangai (1947)

em cena de um retrato de mulher (1944), joan bennett e edward g. robinson; Sophie charlotte e patrícia pillar em o rebu (2014); humphrey bogart em cena de à beira do abismo (1946)

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cevam

Em defesa da ‘infância roubada’ Solidários à causa do Centro de Valorização da Mulher, os atores Stênio Garcia e Marilene Saade estiveram em Goiânia para apadrinhar a campanha Eu Ajudo o Cevam marcos zapp e viviane veloso

Lucas Pereira

O

resgate da juventude é uma tarefa constante na história de Stênio Garcia. Aos 82 anos de idade, o ator é um homem de muita estrada, assim como um de seus personagens mais populares, o Bino do seriado Carga Pesada, exibido pela Rede Globo entre 1979 e 1981, e de 2003 a 2007. Foi livre de qualquer personagem que ele se solidarizou com a causa do Centro de Valorização da Mulher (Cevam) e marcou presença em Goiânia para lançar a campanha Eu Ajudo o Cevam, no fim de julho. “É um projeto que vem para salvar a entidade. Atualmente não temos nenhum apoio governamental. Não tem sido fácil, mas encontramos almas que nos ajudam daqui e dali”, afirmou a presidente da instituição, Maria Cecília Machado. Stênio e sua esposa, a também atriz Marilene Saade, estiveram na sede do Cevam, no Setor Norte Ferroviário, e conheceram o trabalho realizado pela ONG. Fundada em 1981 pela jornalista e advogada Consuelo Nasser, a instituição é o único abrigo em Goiás que ampara mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica ou sexual. Sensibilizado, o casal vestiu literalmente a camisa e tornou-se padrinho do projeto, cuja primeira ação é a comercialização de camisetas para arrecadar fundos. De infância humilde, Stênio conta que começou a trabalhar cedo – aos 7 anos já vendia doces em um trem. Em um bate-papo, ele compartilhou com as crianças e adolescentes do Cevam que, como “perdeu” boa parte da infância, aprendeu a buscar disposição através das adversidades. “As dificuldades não me deixaram triste, me deixaram mais forte”, afirmou. Tanto Stênio quanto Marilene enfatizaram a importância de seguir de cabeça erguida e de denunciar a violência sofrida. A atriz, que enfrentou o preconceito dentro de casa quando resolveu seguir carreira artística, por ter um pai conservador, falou sobre o que ela chama de “teimosia do bem” diante dos obstáculos. “Se for para dizer ao mundo que essas crianças têm o direito de viver sua infância de forma digna e saudável, eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance”, reforçou Stênio Garcia. Já aposentado, o ator conta que busca a juventude que

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“VOU FAZER TUDO o QUE ESTIVER AO MEU ALCANCE”, DISSE STÊNIO GARCIA, EM APOIO ÀS CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Eu ajudo o Cevam www.cevam.com.br (62) 3213 2233 Preço da camiseta: R$ 200

não teve em seu trabalho. E o sucesso lhe sorriu com personagens até hoje presentes na memória do público, como o Tio Ali da novela O Clone, exibida em 2001. No Cevam, Stênio falou de um episódio de Carga Pesada, seriado estrelado por ele e Antônio Fagundes, cujo título era ‘Infância Roubada’, que contava a história de uma jovem vendida por sua família. “O Brasil está cheio de problemas assim. No Carga Pesada, a gente conseguiu mostrar muitas dessas mazelas, e o Cevam abraçou de forma bonita essas crianças com a infância roubada”, afirmou.


darlene liberato

os zapp e vivian

e veloso

cristina lopes

fotos: marc

márcia pinchemel

edna gomes

padre césar

Causa nobre No intuito de arrecadar recursos para a entidade, foi lançada a campanha Eu Ajudo o Cevam, apadrinhada pelo ator Stênio Garcia. Baseada na venda de camisetas, a iniciativa reuniu também goianos de peso que aderiram à causa. Vestindo a camisa, as personalidades foram fotografadas no Estúdio Marcos Zapp, no Shopping Bougainville. Na coordenação da campanha estão a jornalista Edna Gomes, a psicóloga Rosa Donzelli, a empresária Angela Sebba e a advogada Darlene Liberato, entre outros.

sissi calixto

sônia pinheiro

ângela sebba

marco aurélio e viviane veloso

rildo lasmar

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SOCIAL

Confraria salto alto

Brinde ao bom gosto! As irmãs Mariana e Taciana Mujalli promoveram a Confraria Salto Alto, na sede da Sapataria Mujalli. Na ocasião, amigas, socialites e formadoras de opinião fizeram degustação de Perrier Jouet Grand Brut, Blason Rose e da excepcional Belle Epoque. Quem comandou essa parte do evento foi a Brand Sommelière Fabyola Soares. Tudo preparado com muito cuidado e refinamento! Taciana Mujalli, Fabyola Soares, Gina Facuri e Mariana Mujalli

FOTOS: igor leonardo - hektaphoto’s

Lidiane Santos, Michelly Neme, Luciana Pena e Giulianna Limongi

Fabiana Rodrigues, Daniela Carvalho e Marília Miziara 112

Fabyola Soares, lidiane santos e edna gomes

rosângela motta, mariana mujalli, ângela motta e Taciana mujalli

Juliana Fontes e Juliana Kotscho


adalberto ruchelle

social

Parabéns, Ana Cláudia! A jornalista Ana Cláudia Rocha realizou seu aniversário de 50 anos no Maison Florency, onde reuniu um seleto grupo de convidados. Além da família, ela convidou amigos íntimos e parceiros de trabalho para celebrarem essa data especial. A decoração do evento ficou a cargo de Valéria Junqueira, e o DJ Garrote foi quem comandou o som da noite. Quem marcou presença pôde se divertir no clima intimista da festa e se deliciar com o buffet e os drinks servidos.

Ana Cláudia Rocha e Rômulo Lisbôa

adalberto ruchelle

Érika Letícia de Oliveira, Eliane Santolin e Fabrícia Hamu

Daniel Mendes de Moura e Valéria Junqueira

adalberto ruchelle

Alexandre Reis Coutinho e Denise Perillo

adalberto ruchelle

cristiano borges

marina rocha

Júlio Penha Peres e Iraildes

mantovani fernandes

Natália Rocha de Lisbôa e Mateus Rocha de Lisbôa

Rômulo Lisbôa, Ana Cláudia Rocha, J. Bomfim, Rosa Florentino e José Orlando Ribeiro 113


social

Morar Mais 2014

FOTOS: igor leonardo - hektaphoto’s

Frederico Gomes, Soraia Prates, Vitor Cadillac e Renan Lucena

Fernanda Lima, Diego Ramos, Mariana Fleury e Beatriz Rabelo

Viviani Zorzet, Flávio Antonio e Helen Simone

O lançamento da 7ª edição da Morar Mais por Menos – o chique que cabe no bolso reuniu um grande time de profissionais, entre arquitetos, designers de interiores, paisagistas, fornecedores, convidados e imprensa. Os anfitriões foram Soraia Prates e Frederico Gomes, que organizam a mostra em Goiânia. Pautada no desafio de unir sustentabilidade, inovação e brasilidade, a Morar Mais busca soluções que apresentem melhor custo-benefício no mercado.

Kátia Porfirio e Wanessa Clara

Rodrigo Franco, Simone Viana, Lela Machado e Danillo Ribeiro

Fernanda Bastos e rodrigo borges

Denis Rezende e André Lenza

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maurício costa e Ângela Costa

César Neto e Fábio Guedes


SOCIAL FOTOS: karitha oliveira

Lívia Romano e Cristina Romano

Flávia Gouveia e Mariana Caiado

Thelure Verão 2015

Lidiane Santos, Iza Cecílio, Larissa Garrote e Thais Rossit

Foi em um coquetel pra lá de colorido e vibrante que a Thelure apresentou sua coleção de verão 2015. A nova linha inova e ousa sem comprometer o charme, tendo florais e animal-prints coloridos como principal estampa da temporada. O coquetel, realizado na sede da loja no Setor Marista, foi regado a muito requinte e irreverência. Quem marcou presença pôde conferir os destaques da coleção, além de se deliciar com os drinks preparados no melhor estilo verão.

FOTOS: divulgação

Mega Polo Moda em Goiânia O Mega Polo Moda, shopping atacadista de São Paulo, lançou sua primeira unidade fora da região. Em coquetel no Café de La Musique, o evento foi apresentado pela atriz Juliana Paes, que estrela a campanha Primavera/Verão do Mega Polo, e contou com a presença do diretor comercial do empreendimento, Adelino Basílio. A festa reuniu cerca de 200 convidados, entre empresários e personalidades da região, além da imprensa convidada. O clima do evento era de muita expectativa e total descontração. Juliana Paes e Adelino Basílio

João Júnior, Adelino Basílio e Luciano Brito

lucas pereira, rosângela motta, juliana paes, adelino basílio, ângela motta e maryna dantas 115


social

Presença ilustre! A badalada blogueira Thássia Naves desembarcou em Goiânia para o lançamento do Verão 2015 da loja Emporium Lolithà e da nova coleção da Skazi. O coquetel foi realizado na própria sede da loja, na Ricardo Paranhos, e contou com decoração da Vero Festas, discotecagem de Rodrigo Melo e bufê Liliane Lobo. Thássia foi recebida em grande estilo e, como de costume, causou alvoroço na festa. A primeiradama Valéria Perillo e a filha Isabella Perillo estavam entre as convidadas que tietaram a blogueira.

Isabella Perillo, ThÁssia Naves e Valéria Perillo

Thais Morbeck e Humberto Torquato

Paolinha Skazi e Eduardo Amarante

yasmin melo e Mariana Caetano

Gabriel Teodoro, ThÁssia Naves e Eliane Teodoro

Festa na Bentec Foi na própria sede da Bentec que a empresária Tatiana Borges comemorou o aniversário da sua filha, a pequena Caroline Borges de Assis. Para celebrar a 14ª primavera de Carol, foi realizada uma festa intimista para cerca de 100 convidados. O buffet foi do Salt Sugar, responsável por preparar iguarias que os jovens adoram, como cachorro-quente, crepes e milk-shakes. Já o som foi do DJ Lucas Kiary. Diversão do início ao fim! 116


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agendaverde ranulfo borges ran.borges@ig.com.br

Compostagem

chega a Goiás

A

indústria Ciclo Verde é responsável pela implantação no Estado do primeiro pátio de compostagem licenciado pela Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Goiás (Semarh). O projeto oferece soluções ambientais para gestão de resíduos sólidos e líquidos, com redução em até 77% de gastos com tratamento de resíduos orgânicos e diminuição de impacto no Aterro Sanitário, que deve receber apenas resíduos domésticos. A secretária de Meio Ambiente, Jacqueline Vieira, destaca a importância de se investir em empresas que ofereçam serviços de compostagem de resíduos orgânicos para que as indústrias estejam cada vez mais alinhadas a processos de produção sustentáveis. Segundo ela, processos de tratamento de resídu-

os e efluentes econômicos podem trazer grandes ganhos ambientais, somados à redução de custos de produção e descarte. Instalada em Bela Vista, a Ciclo Verde já assinou Protocolo de Intenções com o governo de Goiás para instalação de uma unidade industrial no município de Santo Antônio de Goiás. O empreendimento vai gerar 120 empregos diretos e 312 empregos indiretos e fará investimentos diretos de R$ 26 milhões. A solenidade de assinatura foi no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, com as presenças do vice-governador José Eliton, representando o governador Marconi Perillo; dos empresários da Ciclo Verde, Fábio Barbosa de Oliveira Júnior e Antônio Parrode, além de secretários de Estado, do presidente da Fieg, Pedro Alves de Oliveira, e representantes de outras entidades. Jayr Inácio

l Como os goianos têm outras prioridades, como segurança, saúde e educação, o meio ambiente não esteve entre os principais temas abordados pelos candidatos ao governo. Como se sabe, existe o risco de extinção do cerrado, mas não existe nenhuma grande mobilização no Estado em torno desse tema. l Segundo dados da WWF (World Wildlife Fund), cerca de 90% de todo o cerrado goiano já se encontra alterado. Mais de 60% da vegetação natural teria dado lugar a pastagens, 6% foram destinados à agricultura, 14% à ocupação urbana e construção de estradas. l O Parque Estadual do João Leite é a nova área ambiental que está sendo criada em Goiás. A proposta nasceu para preservar o manancial do ribeirão, que é a principal fonte de abastecimento de água da capital. O novo parque irá incorporar o “Parque dos Ipês”, área adquirida pelo Estado há quase 20 anos para a formação de um parque ecológico que nunca foi legalmente constituído. l Com orçamento de R$ 120 milhões, as obras do projeto Macambira-Anicuns são reiniciadas. Serão desenvolvidos serviços de paisagismo, arquitetura, urbanização, pavimentação, drenagem, recuperação de fundos de vale e canais, correção de erosões e revegetação de áreas. O projeto prevê ainda a implantação do maior parque contínuo da América Latina e um dos maiores do mundo, com 24 quilômetros de extensão. A previsão é de que tudo esteja concluído em 2016. l Ranking do Instituto Trata Brasil mostra que, nos 100 maiores municípios do país, 92,2% da população têm acesso à água tratada. No entanto, a média de população desses centros atendida por coleta de esgoto é 62,46%. Quanto ao tratamento de esgoto, apenas 41,32% do grupo de maiores cidades do país é tratado. Em Cuiabá e Porto Velho não existe esse serviço.

Solenidade reuniu empresários, secretários de Estado e o vice-governador José Eliton

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ENERGIA EXTRA PARA VOCÊ


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Zelo 29  

Vigésima nona edição da Revista Zelo

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