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1 6ª

E di ção

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Ano

V

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7 ,0 0

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ww w.rev i s t a ze l o . c o m. b r

Entrevista Leonardo Vilela defende preservação ambiental com produtividade

Casa Cor Versão 2011 da mostra integra conforto, tecnologia e sustentabilidade

Modernidade Época Decorações apresenta últimas tendências no design de móveis

Moda

Contemporâneo e vintage são destaque nesta estação


RETRANCA

ZELO 4


RETRANCA

ZELO 5


Editorial

O

que é zelo? Bem, de acordo com o dicionário, zelo quer dizer comportamento de um ardente interesse de cuidar e um fervoroso entusiasmo e paixão por alguma coisa. E é esse cuidado, entusiasmo e paixão que norteiam toda a equipe envolvida na 16ª edição da Revista Zelo, que acaba de chegar às suas mãos. Desde a primeira edição, trilhamos um caminho mais longo ao optar pela qualidade e de resistir ao fácil. Mas não saberíamos fazer diferente. Nesta edição, conversamos com o secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Leonardo Vilela, que defende a convivência sustentável entre meio ambiente e agronegócio com uso da tecnologia. No encarte Casa Zelo, temos o especial Casa Cor Goiás 2011, que este ano apostou no tema “Dia a dia com tecnologia”, e reúne, todos os anos, os melhores profissionais do Estado. Falando em tecnologia, esta é a paixão do empresário Gláucio Rocha, da GR Cine-Áudio, presente em 40 ambientes da mostra goiana. Ainda no especial Casa Cor, Zelo destaca o estilo e a originalidade dos arquitetos Daniel Almeida, Alexandre Milhomem, Geórgia Silveira, Tayná Gonçalves, Ana Paula Munhoz, Gabriella Saback e Bianca Keiko, que buscaram, na concepção dos seus ambientes, a melhor expressão do sonho de morar bem. As arquitetas Mariana Mendonça e Luana Mendonça também recheiam este número. Elas falam do projeto da Cervejaria Devassa, inaugurada no Pontão do Lago Sul, em Brasília. Nossa entrevistada é a atriz Ingrid Guimarães, que nos contou sobre suas impressões acerca do ambiente, infância em Goiânia e carreira no Rio. Esta edição destaca a Mostra Época 2011, que teve a participação de 27 profissionais. A repórter Lucíola Correa esteve no 50º Salão Internacional de Milão e apresenta o que há de mais novo em design, móveis e decoração. Já a empresária Luana Amorim revela desafios enfrentados para aprimorar o conceito de sua Loja Chocollate. No Guia Viagem, um passeio por Barcelona. E ainda dois editoriais produzidos por Marcos Manzutti e fotografados por François Calil. Também trazemos imagens dos eventos mais badalados de Goiânia. Boa leitura e muito Zelo na sua vida!

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Entrevista Leonardo Vilela

Casa Zelo Casa Cor Goiás 2011

Decoração Móveis planejados

Entrevista Ingrid Guimarães

Design Salão de Milão

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Moda Contemporâneo e vintage

Rosângela Motta ZELO 6

Foto: François Calil


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expediente Edição geral Rosângela Motta Edição Ranulfo Borges Edição de Fotografia Ângela Motta Diagramação Vinícius Alves Revisão Fátima Tolêdo Projeto Gráfico Carlos Sena Estagiário Osmar Régis

Ranulfo Borges

Ângela Motta

Max Miranda

Astero Motta

Pablo Kossa

Roberta Brum

Kell Motta

Sandro Tôrres

Max Miranda

Lucíola Correia

João Camargo Neto

Alice Galvão

Jô Almeida

Káttia Daniel

Adevânia Silveira

Vinícius Alves

Marcos Manzutti

François Calil

Osmar Régis

Fátima Tolêdo

Jornalista Responsável Astero Motta (JP - 2233) Zelo em Brasília Kell Motta (61) 9915 5115 Pré-impressão e Impressão Gráfica Formato Motta Editora Ltda Telefone: (62) 3259 6510 www.revistazelo.com.br redacao@revistazelo.com.br Rua T-36 nº 695, Sl. 506, Ed. Aquarius Center - CEP.: 74.223055 - St. Bueno - Goiânia-GO A Revista Zelo não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados por seus colaboradores e não tem vínculo empregatício com os mesmos.

Foto: carol arcanjo

moda

Foto: carol arcanjo

foto: françois calil, assistente de foto: carol arcanjo, modelo: tainara fernandes (global models), styling: marcos manzutti, beleza: sergim, tratamento de imagem: fernando sousa

foto: françois calil, assistente de foto: carol arcanjo, modelo: andrielly costa (voga models), styling: marcos manzutti, beleza: kim santiago, agradecimentos: casa cor goiás ZELO 8


ARTIGO

Um admirável

mundo novo

que se abre

Pablo Kossa

pablokossa@bol.com.br

T

enho até vergonha de dizer isso, mas arrumei um novo vício. Brinco que vícios são coisas que você arranja até 18 anos. Depois disso, cair na adicção é muita burrice. Pois é, eu nunca disse que era um cara dos mais espertos... A minha mais nova droga se chama gastronomia. Ando fascinado com esse universo que se abriu, das comidas, dos temperos, dos lugares e, é claro, das bebidas. Comecei de leve, como em todo e qualquer vício. Um vinhozinho aqui, uma harmonizaçãozinha ali, uma cervejinha gourmet acolá. E leva a esposa para um restaurante mais legal em um dia, e lê a coluna de gastronomia no jornal em outro,

e entra em um blog especializado na semana seguinte – quando você percebe, já está perguntando para sua mãe o que ela vai servir no almoço de domingo para levar a bebida certa para acompanhar tal prato. O difícil é aguentar o aluguel geral na orelha quando você fala que tal comida seria melhor para determinada ocasião por conta da cerveja que estamos bebendo. Logo eu, um histórico defensor da gastronomia ogro, é demais. Mas acredito que cada coisa tem sua hora. No Serra Dourada, não abro mão do sanduíche dos ambulantes na entrada e da batatinha pingando óleo durante o jogo. No restaurante, naturalmente, a demanda é outra. A gastronomia se abriu para mim como a música na adolescência. Um verdadeiro mundo novo. Quando eu comecei a me ligar em música, ler sobre música, me interessar sobre música, não tínhamos internet em qualquer esquina como hoje. Na verdade, não tínhamos internet. Então, quando eu lia uma matéria sobre, digamos, o Lou Reed, eu tinha que me esforçar horrores para imaginar como seria aquele som. Para ter acesZELO 10

so àquela música, eu tinha só três alternativas: comprar o disco (muito pouco provável para um adolescente de classe média baixa que eu era), pegar emprestado com um amigo e gravar uma fitinha cassete (o que acontecia com mais frequência) ou ouvir no rádio (o que rolava em nível médio). Fora isso, era só a imaginação. Atualmente, a internet acabou com essa relação. Qualquer moleque de 14 anos entra no YouTube e tem acesso a qualquer pérola da história da música. São outros tempos. Com a gastronomia, não há internet que salve. O paladar é um sentido que exige o contato para você entender o que está sendo dito. E você precisa ter acesso àquela bebida ou comida. Ou seja, é igual o que rolou com a música na minha adolescência. Outro ponto é o talento de quem redige o texto. Ando respeitando os jornalistas que escrevem sobre gastronomia. É uma arte sem tamanho descrever em palavras aquilo que o paladar sente. Por exemplo, tente detalhar um sabor que quase todo mundo conhece, tipo chocolate, para alguém que nunca comeu o doce na vida. É preciso ter um baita repertório e conhecimento para fazer isso com propriedade. Minha admiração pelos colegas especializados em gastronomia cresceu em ritmo frenético. Sei que meus vícios são longos, duradouros e obsessivos. Acho que a gastronomia vai me acompanhar por um longo tempo. Se a música está literalmente tatuada em minha pele, fico imaginando onde não pode chegar essa nova dependência. Pensando bem, é melhor nem pensar muito não. É simplesmente imprevisível tal relação.


ZELO 11


artigo

Moda costura história Jô Almeida

joalmeida.go@gmail.com

Q

uando os seres humanos passaram a se cobrir com peles de animais para se proteger do clima, a moda começou a costurar história. Conhecer esta história não é sinônimo de futilidade. Pelo contrário, a moda reflete a sociedade de uma época, sendo referência para a compreensão de um grupo, de um país, de um contexto maior, porque é política, é social e é econômica. Um exemplo disso veio da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando a mulher assumiu novos papéis no mercado de trabalho. Suas roupas ficaram mais práticas e o uso de tecidos pouco nobres se consolidou. Do uso das peles dos animais, apenas no final da Idade Média a moda surgiu como conceito. E de lá para cá, a moda agregou valores como imagem, autoestima, estética, padrões de beleza, criatividade, inovações tecnológicas. Entendida como uma das formas de expressão cultural de um povo, a moda conquistou espaços no mundo inteiro. Tanto que ganhou museus dedicados exclusivamente a ela na Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos, França e Inglaterra. No Brasil, encontramos alguns lugares com acervos fixos, como o Museu de Moda de Salvador, o Museu do Traje e do Têxtil e o Museu Nacional do Calçado, com suas 18 mil peças, entre sapatos, acessórios, vestuário, fotos, livros, documentos e jornais. Recentemente, a Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro reconheceu a moda como cultura ao anunciar a criação de um museu. Ainda que incipiente no Brasil, a moda engatinha, mas conquistou políticas públicas e tornou-se um produto associado ao nome de nosso País. No Governo Lula, o Ministério da Cultura, em conjunto com o Ministério da Fazenda, passou a trabalhar a valorização da moda tanto no conceito de ZELO 12

cultura quanto no conceito de mola propulsora da economia. Afinal, a indústria brasileira de moda reúne 30 (trinta) mil empresas, movimenta US$ 50 (cinquenta) bilhões ao ano e emprega quase dois milhões de brasileiros, sendo responsável por 17% do PIB da indústria de transformação do País. Se a moda está “pegando”, grande parte da novidade deve ser creditada ao São Paulo Fashion Week. Desde a sua primeira edição, o evento atraiu quase dois milhões de pessoas. Realizado duas vezes ao ano, o SPFW impulsiona pelo menos R$ 2 bilhões em negócios relacionados direta ou indiretamente ao evento. Mais de cinco mil empregos diretos e indiretos são criados a cada edição em função do evento. O SPFW também gera um grande fluxo de visitantes – cerca de 35% do público do evento é de fora de São Paulo, movimentando os segmentos de turismo, serviços, hotelaria, alimentação, transporte e varejo. Em Goiás, são anos de descaso absoluto que nos tirou do terceiro lugar nacional em produção de moda. Nos tornamos um Estado escravo das tímidas ações governamentais. Eventos importantíssimos como o Flamboyant Fashion e a Feira da Indústria e Comércio foram banidos do calendário. E os poucos que sobrevivem o fazem com extrema dificuldade, a exemplo do Goiânia Fashion Week, Cerrado Fashion Week e Goiás Mostra Moda. Esses são provas de que Goiás possui moda de qualidade, preços acessíveis e criatividade para dar e vender. Goiás é um celeiro de moda. Basta que as autoridades públicas entendam que moda não é futilidade e que o homem não precisa mais de peles para se cobrir. Moda é arte. Moda é cultura. Moda é emprego. Moda é história.


Fashionmania

Fotos: divulgação

Adevania Silveira – adevaniasilveira@gmail.com

I love itível que você já saiba disso. Ou que jáAnountecinhaçaãovistpao.raMoasinverno Ok, é poss campanha da a grife orei o vídeo da como sempre, a ad ic e ét qu po r e ze di ve o le us precis omântica, i Sabbag, Mathe no YouTube. R grada por Dav te O in e. rt, lip 2011, postado ea oc H de lk vi goiana Fo panha e a m nd ca e ba à un e e -s qu la, juntou trabalho la Sofia Coppo s Prado, para o a cenografia à ad lic de Carrilho e Luca em a do um Tu . a m” dá ritmo Davi Sabbag single “Meu be m produção de co o, . rilh ar C us he m dos meninos dirigida por Mat da grife e o so to ei nc co o , ia perfeita harmon

Designer Eleonora Hsiung: de volta à vitrine da Melissa

Duas vezes Lola Eleonora Hsiung retorna em breve às vitrines da Oscar Freire, ponto de encontro de gente antenada e de fãs de moda, gastronomia e arte de São Paulo. A designer repete a parceria realizada ano passado com a Melissa para customizar o modelo Ultra Girl. Lola fará duas intervenções diferentes em 60 pares do sapato, que depois serão colocados à venda, com exclusividade, na Galeria Melissa. Enquanto isso, finaliza a próxima coleção de acessórios, que pretende lançar simultaneamente com a coleção Melissa.

Folk

Agora, sim

a

a e para a mod

para a músic Heart: talento

Desconstrução

Imagem da campanha de Kleyson Bastos

Integrante do grupo de criadores de moda autoral, Kleyson Bastos se inspirou no filme “A Noiva de Frankenstein” para conceber a coleção Outono/Inverno 2011. Utilizando-se de formas retas e a junção de tecidos leves e pesados, o estilista propõe um laborioso trabalho de construção e desconstrução. A campanha, linda, foi clicada por Rafael Manson, e “importou” de Brasília os modelos Ana Bacaro e Paulo Berner, da Win Models. Make do expert Evando Filho e styling da Plie Design. A marca está à venda na loja Ambiente Skate de Goiânia. ZELO 13

Artes visuais era o único segmento da cultura que não contava com um evento no calendário oficial da cidade. Mas a história vai mudar. No último dia 16 de junho, o secretário municipal de Cultura, Kleber Adorno, lançou a primeira edição do Mova Goiânia (Movimento de Ocupação Visual Artística) com o propósito de envolver artes plásticas, fotografia, vídeo, performance, animação, design e moda em uma ampla programação. Várias ações com participação de mais de 60 profissionais já estão marcadas para agosto e setembro. O projeto teve dedo e mão da Arte Plena Produções Culturais. Pela disposição, o Mova ganhará seu lugar ao sol.


Entrevista / Leonardo Vilela

Cerrado

produtivo e preservado Secretário do Meio Ambiente defende convivência sustentável entre meio ambiente e agronegócio com uso da tecnologia e se declara a favor do novo Código Florestal Ranulfo Borges

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Foto: Ângela motta

Leonardo Vilela: “Temos uma grande área do cerrado preservada, que tem uma biodiversidade riquíssima”

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Foto: Ângela motta

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esultados de estudos sobre o cerrado não têm sido nada animadores, com previsões catastróficas sobre o futuro deste que é um dos biomas mais ricos do planeta em espécies vegetal, animal e de recursos hídricos. E, agora, o novo Código Florestal é criticado pelos ambientalistas como mais um estímulo ao desmatamento. Mas o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Leonardo Vilela, tem uma visão bem mais otimista sobre o assunto. Ele afirma que o momento de destruição já passou. “Agora é hora de preservar”, afirma ele, em entrevista à Zelo. Vilela tira dos agricultores e pecuaristas a responsabilidade pelo desmatamento do cerrado goiano e aponta estatísticas que mostram ser os carvoeiros os principais responsáveis pela derrubada de árvores, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. “Eles precisam de matéria-prima para abastecer siderúrgicas de Minas Gerais”, afirma. Mas, segundo ele, o grande fomentador do desmatamento do cerrado foi o governo federal, principalmente nas décadas de 1970 e 1980. “Foi uma política de expansão, de produção de alimentos, de conquista de novos territórios geográficos. Muito depois disso que começou-se a

preocupação ambiental”, salienta. O auge dessa fase de destruição ocorreu nas décadas de 70 e 80, quando o produtor obtinha financiamentos a juros baixos para desmatar. “Quem não derrubasse o cerrado estava sujeito a ser desapropriado para fins de reforma agrária”, explica. Segundo o secretário, hoje, o ritmo de destruição é bem menor e tem aumentado o número de áreas recuperadas, sem impedir a expansão do agronegócio. “Eu não tenho dúvidas de que nós podemos duplicar, quadruplicar a produção de grãos, de biocombustíveis, fibras, carnes e leite, em cima do que já está desmatado, sem precisar derrubar uma árvore sequer. Nós temos tecnologia disponível para isso”, defende. A evolução dos números do agronegócio em Goiás comprova sua tese. “Para se ter uma ideia, nossa produção agrícola atual é de 13 milhões de toneladas de grãos. Há 15 anos, era em torno de três milhões de toneladas. Neste período, a produção aumentou 300%, no entanto, a área plantada cresceu apenas 20%”, compara. Ressalta que, mesmo assim, esse pequeno crescimento da área plantada teria ocorrido não em lavoura, mas, sim, em pastagens, que eram um pro-

Governo sustentável Leonardo Vilela acaba de lançar o projeto Nova Semarh, uma série de ações que vão promover a preservação dos recursos naturais do Estado e estabelecer uma nova relação entre governo e meio ambiente. As mudanças estão focadas em três pilares: Gestão Transparente e Eficiente, Desenvolvimento Sustentável e Educação Ambiental. O maior destaque é o Programa ComPensar Ambiental, uma ação que envolve todo o governo de Goiás para atenuar os impactos ambientais causados por suas próprias atividades. Estão em andamento os cálculos do volume de gases tóxicos despejados na atmosfera por veículos do governo, o volume de resíduos sólidos produzidos e de recursos hídricos consumidos em todas as secretarias, agências, escolas, batalhões e outras unidades.

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Estes cálculos vão apresentar a demanda de ações compensatórias, que vão desde o plantio direto de árvores à criação de unidades de conservação. Outra ação de impacto é a transformação de terras devolutas em Áreas de Conservação Permanente – o processo tem respaldo legal e a Semarh já possui uma área de 7 mil hectares pronta para se transformar em mais uma área protegida. No Araguaia, a Semarh já colocou em prática o Programa Araguaia o Ano Inteiro, um trabalho junto à população que vive às margens do Rio Araguaia e seus afluentes, e aos turistas. Equipes de educação ambiental já estão percorrendo as principais cidades da região, com palestras e uma série de ações educacionais nas escolas, associações de pescadores e diversas outras enti-


cesso de desmatamento anterior. ”Isso mostra que o grande responsável pelo aumento da produtividade foi o uso da tecnologia e não a incorporação de novas áreas”, constata. Leonardo Vilela considera a cana-de-açúcar uma das grandes alavancadoras do desenvolvimento do Estado por causa da produção de etanol e da geração de empregos. Mas, em sua opinião, para que Goiás se destaque nos cenários nacional e internacional como grande produtor de biocombustíveis, a área plantada deve dobrar, passando dos atuais 2% para 4% do território goiano. “Ao exportarmos etanol para outros Estados e outros países, estaremos reduzindo as emissões de carbono, que é hoje o principal responsável pelo aquecimento global, que causa as mudanças climáticas no mundo. O gás produzido pelos combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral, é o que mais coloca em risco a vida na Terra”, afirma. Lembra também que o bagaço da cana está sendo utilizado para a produção de energia elétrica, substituindo óleo combustível nas termoelétricas. Segundo Leonardo Vilela, por causa dessas vantagens, os Estados Unidos já passaram o Brasil na corrida pelo etanol

e hoje são o maior produtor mundial. “A Europa também está produzindo em larga quantidade e preparando-se para importar do Brasil e de países africanos para reduzir suas emissões de carbono”, completa. Para o secretário, não há o menor risco de ocorrer a monocultura da cana em Goiás, pois, enquanto esta espécie está em 2% da área plantada, a soja ocupa 6%. Quanto ao braquiária, a porcentagem é de 35%. “Portanto, se tivesse de se falar em monocultura no Estado, seria a do capim braquiária. Teríamos de falar também nas monoculturas da soja e do milho, que são as maiores culturas do Estado de Goiás”, explica. Ele lembra que Goiás está numa situação privilegiada, pois, além de ser um grande produtor de alimentos, tem condições de se tornar também grande fornecedor de energia renovável, por causa de suas hidrelétricas, o biocombustível e a biomassa. “Além disso, temos uma grande área do cerrado preservada, que tem uma biodiversidade riquíssima”, resume. Código Florestal Leonardo Vilela não concorda com as críticas de que o novo Código Florestal permite novos desmatamentos e anistia produtores que ocuparam áreas de preser-

vação permanente (APPs). Segundo ele, estes comentários são infundados, pois as leis de fiscalização continuam as mesmas. Em sua opinião, o código que tramita no Congresso apenas consolida áreas, tanto urbanas como rurais, que estão em desacordo com a legislação vigente. “Aqui em Goiânia, nós estamos totalmente irregulares. Marginal Cascavel, Marginal Botafogo, Areião, tudo isso é irregular. Deveria ter sido observada a distância de 30, 50, 100 metros de cada margem desses cursos d’água”, explica. Cita também o Goiânia Shopping, que, segundo ele, foi construído de forma irregular e, em sua opinião, para que a lei fosse cumprida, “tinha de ser destruído”. “A Assembleia Legislativa também deveria ter sido destruída há muito tempo”, emenda. Para Vilela, a consolidação dessas áreas seria uma das partes polêmicas do código, assim como a junção das Áreas de Preservação Permanente (APPs) com a reserva legal e a possibilidade de exploração econômica das APPs. “Esse é um dos únicos pontos que eu tenho certa reserva. Acho que algumas áreas têm de ser só de preservação. Num caso ou outro, pode ser diferente. Mas de uma forma geral, a APP tem de ser uma área de preservação pura”, defende. Z

Foto: divulgação

dades ligadas ao Araguaia. A intenção é preparar estas populações e transformá-las nas maiores defensoras do Araguaia. Durante a temporada, as equipes de fiscalização da Semarh vão se unir aos grupos de educação ambiental para agirem junto aos turistas, orientando-os sobre como montar acampamentos, fazer a destinação correta do lixo, não praticar a pesca e a caça predatórias e também punir quem cometer qualquer infração ou crime ambiental. A Semarh estará presente no Rio Araguaia durante a maior parte do ano. A secretaria está também fazendo o zoneamento agrícola e ecológico do Estado de Goiás, o que vai permitir delimitar as vocações de cada área, se é para plantio ou preservação, os níveis de expansão de cada uma, além de outros itens. O re-

Centro Cultural Oscar Niemeyer iluminado para lançamento de projeto da Semarh

sultado do estudo será entregue em dois anos. Outros projetos da Semarh a médio e longo prazos são: dobrar o número de unidades de conservação (parques estaduais) de 11 para 20, aumentar a fiscaliza-

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ção, fazer um inventário das emissões de carbono para que o Estado possa auferir lucros com a venda de crédito de carbono, e melhorar a eficiência na emissão de licenças ambientais. Z


Foto: max miranda

crônica

Túneis-espirais da urbanidade Que se belisquem os sem-freio, respeito é tão necessário quanto o ar

Max Miranda

maxmaxmax3m@hotmail.com

H

egemonias e defesas em nome de um mal quase crônico e, para completar a construção nossa de cada dia, desfeitas-distorções em contraponto silencioso-gritante. E hoje, reino? E cá, pensantes de qualquer jeito? Casam-se aqueles porque querem e são livres para isso, e ficam de fora das tradições aqueles que percorrem vias e veias para alcançar si mesmos. Ganhar para ser livre? Onde enfiar o nó desatado para não reter a força do agora? Coisas do tempo se constroem ao nosso redor, e é assim que as páginas se passam – as leituras-olhos vão comendo o papel. O nosso papel de vida é papel que não se queima por se queimar. Sempre há a água e o ar. As corredeiras e as asas; a liberdade e os crimes cometidos em nome dela. Casar é algo ou alguma coisa ou nada disso e com alguém? Em meio ao livre-dia, a busca é fruto do ninho. E não há sexo aquele ou aquilo outro para se viver num ninho; um ninho de dois: do casal. Ser um é ser acontecimento. E ser dois, outros episódios. Caso de união. Casos sobre liberdades amarradas por pedras. Lances sobre liberdade. Fato de colagem e traços de ditas liberdades que arranham e riscam a história: avalanches viciosas; e alarme em oportuno negócio. Onde a liberdade passou, nenhum trem passou por lá? Seria visto assim para não ser visto amassado. Há projeções em conquistas. Há o que comemorar diante da mudez? De qualquer forma, o ato é pato que nada em lagoas profundas. Cisnes? Garças? Ou um pássaro azul de tão sol. Sentir perpendiculares e nada que se possa existir; e adiante mora um passo – outro passo. Um passo depois do outro mora a vida que se faz agora. Derrete a pasta. Recompensa a outra, cala a torta, cega a bipolar... Congruências ao redor da vida. Harmonia para o picolé? Calma, a pamonha vai chegar! Assim como chegou o código verde escrito para alavancar dedos gordos: e murcha a natural grama pastada. Arranca ali, detona acolá. Respire aqui, tussa ali! Florestas, até logo.

Decisões cabreiras? Porções de suflê outra vez? Ou torce depressa para espremer depois? Os caminhos se refazem em coisas doadas e velhas; por enquanto, os discursos empoeirados e pouco nobres. Gente que expulsa palavras de dentro para prender série de frases que implicam crescimento. Crescer não dói, e revirar do avesso para ser outro não pode nos ferir; a hostilidade de um impede o círculo da energia elétrica de cada qualquer: onde está a convivência unânime para ser o dono da mata, destruída. Muitos têm transtorno opositor – é só prestar atenção. Lembre-se: transtorno opositor. Oferece prevenção. Contrários, tardios, ínvidos, impossibilitados. Quites reformulados e tal qual sina. Cartilhas inexplicáveis? O que se observa é o preço alto do despeito amoroso pouco a pouco dilacerando vidas; ou ainda a forma humana em plena sutura. Constrói-se um universo polido à mentira ou em péssima poda de escorridos tolos? É lixo jogado nas ruas o tempo inteiro; são intempéries provocadas? Corredores de sucatas lotadas – as urbanidades são multíplices. E, com elas, nervos em idas e vindas ou fúrias toscas entre sol e chuva e pneus. O ato de estar junto quer liberdade desde o começo – e muitos estão em prosa e poesia. Noutros mundos, outra gente. Bilhetinhos fitos e mistos quentes e molho de protetor solar. Molho de creme refrescante de delícias-livres está em falta? Opressão? Deixe o cérebro agir e balançar a vida existida no ar – no ar de nós. Ares opostos viram chuva no caminho... E derretem as cores musculosas-furiosas da ganância, e falsos poderes se alojam – os que podem, os que não podem e os que pensam que podem. E o que não são orquestras, são barulhos? Uma afoiteza, uma cor de violino: ao mesmo tempo, ser o secundário violino vale a história, pois é melhor que não partilhar com a orquestra. Viver sem degradar o resto é participar da existência enquanto, enquanto... Diante do forte mar de ilusão e aflição nas terras, leve a si próprio a um passeio justiçoso: mergulhos de inspiração dia a dia. Reinações? ZELO 18


Casa Cor 2011 Tecnologia de ponta deixa casas mais inteligentes

Época

Milão

Loja combina arte e decoração em duas mostras paralelas

Salão Internacional apresenta últimas tendências em design


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Jeito

glamour foto: ângela motta

conforto Foto: ricardo lima

Alexandre Milhomem: conceito de mero quarto de hotel é transformado em suíte aconchegante

Max Miranda

Luxuosos hotéis de Dubai inspiram Alexandre Milhomem na Suíte Presidencial

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uxo ajustado ao conforto e à praticidade. Luxo e poder. Luxo e “luxuosidades” de uma Suíte Presidencial. Apresentar ao Centro-Oeste brasileiro toda a grandeza global é a sugestão do arquiteto e designer de interiores Alexandre Milhomem. Ele oferece, nesta quinta participação da Casa Cor Goiás, um espaço de lá que pode ser aqui. De lá, segundo ele, é Dubai e seus hotéis, que transferem ao mundo as particularidades do design. O envolvente lugar foi transformado numa Suíte Presidencial. Quem se hospeda? “É destinada a hospedar clientes diferenciados”, comenta o arquiteto. O lugar, segundo ele, faz um tributo ao luxo: “Onde informações do clássico mundial poderão ser entendidas numa leitura atualizada, retratadas no teto em estilo dossel e pela harmonização dos papéis de parede belga, em que estampas remetem a brasões e craquelados em estilo inglês, e das persianas Luxaflex® by Bela Arte.”

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palaciano,

contemporâneo

Suíte tem quatro ambientes de puro requinte: sala de estar e jantar, dormitório, closet e banho

Lugar de conforto-prático – e glamour, claro –, não se esconde e mostra duas palavras fortes: “Puro requinte.” Há outras palavras que se conectam ao lugar: sofisticação, aconchego e, naturalmente, magnetismo e charme. A Suíte Presidencial se completa em quatro espaços: a sala de estar e jantar, o dormitório, o closet e o banho. Tudo não foge à risca: é esplendor mesmo. “A mistura de estilos clássicos estará presente no mobiliário Época Móveis e Sierra Móveis by Ventura Interiores, e as poltronas que foram revestidas em seda dão ao espaço um toque glamoroso”, ilustra o profissional. Cama, a estrela Tudo é bem acabado, e finalizado com esmero, independente do luxo estampado. No dormitório, Alexandre destaca a “grande estrela do ambiente”: a cama, em estilo rococó, cuja cabeceira possui aplicação de folhas de ouro, criada pelo próprio Alexandre Milhomem. “A finalidade é apontar que uma suíte presidencial pode ser transformada em um local aconchegante,

distanciando-se do mero conceito de um quarto de hotel.” Águas borbulhantes para a confortante hora. Ainda no lugar de dormir, o arquiteto propôs um SPA, cujos equipamentos podem ser encontrados na Emac, para aumentar as possibilidades de relaxamento da pessoa que ali se hospedará. No enxoval do dormitório, de acordo com Milhomem, todos os tecidos da Suíte Presidencial são elaborados com produtos exclusivos Sílvia Heringer. O closet, executado pela Bontempo, tem controle remoto: possui armários diferenciados com portas em sistemas de correr automatizadas. E mais: “Revestidas internamente com tecido e com acabamento externo em lacato, na cor vanila”, completa Alexandre. No banho, o luxo entrelaça mais e mais: está presente no revestimento da porta, cujo vão mede quatro metros. O espaço, segundo Alexandre, harmoniza algumas comodidades, como a presença de duas duchas e lavatórios individuais. “Isso permite a utilização simultânea de duas pessoas na bancada de serviços.” Iluminação se destaca também: o ambiente traz traços da iluminação direta, indireta e da pontual, com evidência para dois lustres em cristal champanhe, “apropriadas peças de decoração, que dão uma sedução a mais ao projeto luminotécnico”. Há ainda a aparência futurista e tecnológica, representada pela automação de vários itens que compõem a Suíte Presidencial. A TV é um exemplo: está no teto, é retrátil; abre e fecha e pronto; outro luxo à vista. Tudo é um acabamento, passo a passo. O arranjo da Suíte Presidencial é concluído com adornos em prata e tapetes exclusivos: “O tapete turco, em tom bordô, estimado em uma peça clássica, alterou-se numa obra de arte atualizada”, afirma. E o piso? “Porcelanato em mármore carrara e azul Bahia.” As cores? “Predominantes no clima, são azul, marrom, prata e detalhes em bordô e dourado envelhecido.” Para finalizar, outros detalhes e palavras que implementam o lugar: espelhos gigantes em moldura, modo palaciano, cristal africano, logística. E para Alexandre Milhomem: “A Casa Cor me dá uma liberdade incrível para criar.” O projeto Suíte Presidencial conta com produtos: Bontempo; Bossa Boutique de Casa; Casa Mix Tapetes e Objetos; Emac; Época Móveis, GR Cine Áudio; Interpam Iluminação; Joule Engenharia Térmica; JR Aluminium; Luxaflex® Cortinas, Persianas, Toldos by Bela Arte; M.Metais, Oficina Arte de Gesso; Papel Parede by Bela Arte; Portobello Shop, Sílvia Heringer Decorações e Ventura Interiores. Z Alexandre Milhomem

Arquiteto e Designer de Interiores Contato: (63) 3213 1638 / 9241 7259 / (62) 8179 0930 alexandremilhomem@uol.com.br

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Projetos

Bar À Vin, um oásis no meio de outro oásis João Camargo Neto

Foto: ângela motta

Ambiente criado por Daniel Almeida para hospedar o Restaurante Atacama é inspirado em deserto chileno

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e você é daquelas pessoas que acham desertos monótonos, é melhor mudar de ideia, dar meia-volta e conhecer o Bar À Vin, ambiente que o arquiteto Daniel Almeida projetou na Casa Cor Goiás 2001 para abrigar restaurante de mesmo nome. Ele se inspirou no Atacama, que fica ao norte do Chile, entre a água fria do Oceano Pacífico e as monumentais Cordilheiras dos Andes, considerado o mais árido do mundo. No deserto do Atacama, o céu é azul o ano inteiro. No Bar À Vin, é multicolorido. Daniel se baseou em técnica de gotejamento, batizada de dripping, desenvolvida pelo pintor norte-americano Jackson Pollock, para colorir teto e paredes do espaço, feitos em gesso acartonado. Pollock respingava a tinta sobre suas imensas telas. Os pingos escorriam formando traços harmoniosos e pareciam entrelaçar-se na superfície da tela. Com uma brocha de pedreiro, o arquiteto botou a mão na massa de verdade, ou seja, na tinta, e gotejou diretamente nas partes em que queria criar o efeito. O resultado não poderia ser mais harmonioso. A parede do balcão tem textura proporcionada por uma tinta da Suvinil que cria aparência lunar. Cores e natureza do deserto foram as principais fontes de inspiração do arquiteto, que abstraiu

Daniel Almeida: “A arquitetura tem de ser básica para, depois, dar lugar à personalidade do cliente”

do monumento natural suas referências para erguer todo o ambiente. Ao contrário do Atacama, todo o Bar À Vin é um verdadeiro oásis. No deserto, eles são responsáveis pelas condições de vida, formam as pequenas cidades e os vilarejos e dão sustentação agrícola e econômica aos nativos. No Bar À Vin, Atacama é um charmoso restaurante e bar, cuja cozinha é comandada pelo paulista Rafael Cardoso, apresentador do programa “Chef a Domicílio”, no Discovery Home and Health, que se apoia na qualidade dos melhores ingredientes e na técnica. Aclimatado, o fim da tarde no deserto do Atacama é um belo espetáculo natural. Foi justamente no nascer e no pôr do sol que Daniel Almeida buscou inspiração ZELO 24

para trabalhar a gama colorida do ambiente. “São cores da natureza. Imaginei que quando a pessoa está no deserto não tem muito o que fazer. Então, observa o tempo passar”, aponta o arquiteto. Quando o sol está em declínio sobre os vulcões no deserto, a imagem forma um quadro de diferentes cores em questão de minutos. No Bar À Vin, a arte se encarrega do espetáculo, marca registrada de Daniel Almeida. Em outra edição da Casa Cor, ele convidou artistas plásticos para pintar esculturas de budas esculpidas por ele para fazer referência à arte e a um protesto por liberdade de expressão que tomava conta do Oriente à época. O ambiente deste ano traz espaço para DJ e exibe trabalho desenvolvido


Foto: ricardo lima

Restaurante Atacama, do Bar À Vin: natureza do deserto chileno inspira ambiente multicolorido. Mobiliário de antiquário traz peças das décadas de 50 e 60

especialmente para a Casa Cor, com oito capas de discos estilizadas pelos artistas Ebert Calaça, Edney Antunes, João Colagem e Mateus Dutra. Obras de Mario Azevedo e Siron Franco completam a decoração. Visitar a mostra e voltar para casa sem contemplá-los é como retornar do Atacama sem dar uma espiada nos gêiseres, a explosão em fontes de água quente, de origem vulcânica e cheiro de enxofre, com erupções periódicas. “A arquitetura tem de ser básica para, depois, dar lugar à personalidade do cliente com a decoração e os adereços, que têm de ter personalidade do que se propõe”, define. O conforto é contemplado com dois camarotes ao fundo, com sofás, poltronas e lustres de lâmpada LED feitos sob encomenda. A parede ao fundo dos camarotes foi revestida com um grande espelho feito de sobras com o objetivo de criar a sensação de ampliação do espaço. A tendência obedece à linha da sustentabilidade. “Como são retalhos,

sobras de vidraçarias, cada um com espessura diferente, podem ser montados conforme o gosto do cliente. Além de ficar da cara que o proprietário quiser, fica até mais barato, o que não é o propósito da mostra, mas não deixa de ser interessante”, informa Daniel Almeida. O mobiliário é todo de antiquário. A maior parte das mobílias foi feita nas décadas de 1950 e 1960, com madeiras nobres que não são mais extraídas, como o jacarandá, por exemplo. O destaque fica por conta do armário tipo farmácia do início do século XX, com trabalho em marchetaria. A bancada é toda em verde. Mas não se trata apenas de material e cor alegres. “É funcional”, avisa o profissional. Ele remeteu à parca vegetação que há no deserto, mas o mármore sintético usado é ideal para o corte e preparo de alimentos. Não é poroso. Portanto, antibactericida. “Não é só bonita”, arremata. O Bar À Vin está voltado para a praça pública da Casa Cor e estabelece diáloZELO 25

go direto com o ambiente externo, conservando o aconchego interno. A separação dos ambientes se dá com um elemento vazado, recurso da arquitetura, por meio de cordas de pet que descem do teto ao chão em formas irregulares. No Bar À Vin, a climatização é natural e se comunica com a praça a céu aberto. “Queria que meu ambiente conversasse com a praça. Para isso, teria de limitar espaço, até mesmo por questões de layout. Se fosse tudo aberto, o acesso seria direto, o que não poderia ocorrer. Fechei com as cordas e, ao mesmo tempo, deixei aberto”, conta. A semelhança mais marcante entre o deserto e o ambiente criado por Daniel Almeida é a paisagem, a natural do primeiro e a artística do segundo: ambas são de esquentar a alma. Z Daniel Almeida

Tel.: (62) 3278 4053 / Cel.: (62) 9251 7799 E-mail: arq.danielalmeida@hotmail.com


sala de monitoramento

Segurança com todo

conforto Foto: ângela motta

Arquitetas Gabriella Saback e Ana Paula Munhoz harmonizam trabalho e bem-estar no Lounge Tecnoseg Alice Galvão

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Gabriella e Ana Paula transformam sala de monitoramento da Casa Cor em confortável lounge

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úsica ambiente, tranquilidade e conforto são algumas das características usadas para definir o conceito lounge, que literalmente significa “sala de estar”. Adaptado e apropriado para diferentes segmentos econômicos e culturais, o termo lounge atualmente serve como complemento e recorte de outros conceitos, para dar-lhes equilíbrio e transmitir bem-estar. Residências, bares, salões de beleza, escolas particulares, consultórios médicos, boutiques, todos podem ter um espaço lounge, dedicado ao relaxamento. Dentro desse espírito e aliando tecnologia, Ana Paula Munhoz e Gabriella Saback projetaram, realizaram e apresentaram à Revista Zelo o seu “Lounge Tecnoseg”, dentro da Casa Cor Goiás 2011. Parceiras há seis anos, as arquitetas contam que é também a sexta vez que participam da mostra, que este ano está na Avenida T-2, esquina com T-55, no Setor Marista, com o tema “Dia a dia com a tecnologia”. “A ideia foi trazer o monitoramento da Casa Cor, feito pela Tecnoseg, para dentro do nosso ambiente”, conta Ana Paula. Gabriella complementa que o fato de compor uma central de monitoramento não exige que o espaço tenha isolamento com vidros. “Não precisa ser um aquário”, ela brinca. Funcional e aconchegante, o espaço integra prestação de serviço e


foto: ricardo lima

Espaço destinado ao trabalho de segurança vira aconchegante sala de estar. Móveis e tapetes em cores neutras contrastam com grandes vasos em tom goiaba

descanso em 80 metros quadrados. “Nós tentamos trazer um ambiente de casa mesmo, para que as pessoas sintam vontade de ficar, se imaginem nesse lugar”, enfatiza Ana Paula. Móveis, tapetes e revestimentos em tons neutros e amadeirados predominam. Na decoração, enormes vasos vietnamitas, flores e outros objetos na tonalidade goiaba trazem um pouco de contraste ao ambiente. Para imprimir leveza ao lounge, foi instalado na área de circulação um painel triforme, com folhas naturais desidratadas, prensadas entre placas de resina. Feita de material reciclado, a peça é também reciclável, materializando a preocupação das profissionais com um projeto ecologicamente correto. O revestimento do piso também é sustentável, feito de um laminado de encaixe em click, dispensando uso de cola. Nas paredes, foram distribuídos nichos de acrílico, ornados por fitas LED, que mudam de cor. De acordo com as arquitetas, o efeito é uma alusão à cromoterapia. Sofisticado, o conjunto traz ainda uma luminária discocó, da grife espanhola Marset, e um abajur feito de vidro e fios de algodão, dos designers Javier Borras e Joan Gaspar. Todo o processo de desenvolvimento e produção levou 40 dias e, segundo Gabriella, foi difícil por que a posição do ambiente é passagem para todos os outros espaços da mostra. “A escada que dá acesso aos ambientes do andar de cima

fica dentro do nosso ambiente, e, durante a construção, todos tinham que passar por aqui. Esta foi a nossa maior dificuldade”, complementa Ana Paula. Felizes com o trabalho realizado, Gabriella e Ana Paula contam que muitas pessoas visitam a mostra e procuram por elas, ansiosas por ver o novo projeto. “A nossa responsabilidade na mostra aumenta, porque as pessoas acompanham e criam expectativa”, ressalta Gabriella. Dentre as vantagens elencadas pelas sócias, estão a oportunidade de vitrine para quem ainda não as conhece e o fato de a cada edição terem a possibilidade de mostrar versatilidade, elaborando composições diferentes para ambientes diferentes. A maior demanda da dupla são casas em condomínios horizontais, o que não as exime de realizar com prazer projetos comerciais. “A gente tenta conhecer ao máximo o cotidiano e as necessidades dos clientes, para orientá-los, e procuramos atender a todos os seus pedidos”, detalha Ana Paula. Sempre atentas às transformações do mercado, as arquitetas viajam, participam de feiras, palestras, mostras, além de pesquisas pela internet e diálogo com os fornecedores, que estão sempre apresentando-lhes novos Fornecedores:

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materiais, cores e texturas. Adeptas de um estilo clean e contemporâneo, Ana Paula e Gabriella preocupam-se sempre com o aconchego e o conforto de seus projetos, para que não fiquem frios e impessoais. “Nós trouxemos isso para a mostra. No dia a dia, gostamos de deixar as cores para os objetos de decoração e trabalhar tons mais suaves e neutros nos móveis e revestimentos, porque os objetos de decoração são peças mais fáceis para o cliente trocar”, ilustra Ana Paula. Agradável aos olhos e aos demais sentidos, o “Lounge Tecnoseg” oferece uma suave passagem para quem segue para o café ou para os ambientes do primeiro andar e mostra que os serviços de vigilância e monitoramento podem ser integrados ao conforto da casa, proporcionando qualidade de vida aos trabalhadores e funcionando em perfeita harmonia com o cotidiano da família. Z Ana Paula Munhoz

Rádio: 78 135239 GabrieLla Saback

Rádio: 78 138851 Tel.: (62) 3225 2565 E-mail: saback.munhoz@hotmail.com


foto: ângela motta

bem-estar

Sala Íntima, maravilhosamente deliciosa O Tayná Gonçalves

e Geórgia Silveira:

projeto com fortes

traços de brasilidade

cenário é conforto puro. Macio, colorido. Inteiramente para encontros gostosos – aqueles adequados para rir, conversar, exercitar carinhos entre família. As arquitetas Geórgia Silveira e Tayná Gonçalves, na Casa Cor Goiás pela quarta vez, pensaram num lugar atual, com reflexos de um tempo adiantado e, ao mesmo tempo, de poesia vintage e também chamado de pop art. A Sala Íntima, segundo as duas profissionais, mostra grandeza de comodidade, brasilidade e “goianidade”. Goianidade porque as paredes do ambiente trazem artistas que vivem aqui, em Goiás, e emocionam pelo traço. Clássico e rústico são laços firmes entre mobiliários e objetos de arte e decoração. As arquitetas deixam bem claro que a sala foi imaginada para uma família. Uma família cheia de lembranças, encontros, e mais: “Focalizada na praticidade do cotidiano”, comentam Geórgia e Tayná. Elas descrevem ainda mais: “Exploramos

Max Miranda

Tayná Gonçalves e Geórgia Silveira misturam pop art e cultura regional em ambiente onde a família se reúne com todo conforto

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Foto: ricardo lima

Móveis, obras de arte e objetos de decoração dão um traço rústico ao ambiente, que foi pensado para uma família que valoriza a convivência

móveis e design unidos com objetos de viagem da família.” De acordo com as duas, o mobiliário se adapta a diversos estilos: a Sala Íntima traz móveis assinados, exclusivamente, por criadores brasileiros, sendo arranjada por sofás – e isso inclui uma peça revestida de algodão. As arquitetas sabem a importância do consumo consciente e usaram poltronas e bancos de madeira de reflorestamento para compor o espaço. E o lugar ganha mais encanto: uma mesa de centro, assinada por Mônica Cintra, revisteiros, além de objetos e cadeira Atibaia, elaborada pelo designer Paulo Alves. Conforto, conforto e conforto. A “poltrona mole”, do designer Sérgio Rodrigues, foi estofada unicamente para o ambiente, com desenhos à mão das principais edificações de Brasília. Deliciosa para descanso. Maravilhosa para curtir um repouso, uma música, um bate-papo. “Tudo em família.” A sala cheira a recordações e ainda a construção de um novo tempo. Uma família atual vivendo e revivendo o espaço. Tudo contribui para um olhar genero-

so, atencioso, em direção à confortável hora. Não se pode esquecer: o tapete é gigante, agasalha o corpo, o andado: de deitar e rolar. “O piso é o tapete de algodão, escolhido por ser prático e aconchegante, tornando-o ideal para ser empregado em ambientes íntimos”, comentam as profissionais. A Sala Íntima é traçada pela beleza e praticidade. A beleza dos traços, porque conta com uma galeria de artes e objetos de viagem, apresentando a versatilidade criadora de Siron Franco, Pitágoras, Marcelo Solá, Sandro Gomide e Wés. Todos daqui. “O ar receptivo da sala se completa pelos tons alaranjado e rosa que cobrem as paredes, que contrastam com os quadros em exposição”, explica Tayná Gonçalves. O impacto das cores mostra que as artes visuais e o ambiente estão de “mãos dadas” e, juntos, compõem um espaço de encantamento entre família, amigos e todo o olhar. A iluminação é feita por meio de embutidos e lustres que formam uma penca no centro do ambiente; embaixo, a mesa ZELO 29

de madeira se ilumina em verso e ilustração. “O lugar é bem claro, imaginado para a leitura e ao olhar das obras de arte em exposição”, esclarece Geórgia Silveira. Outras palavras também se enlaçam ao ambiente: entusiasmo, direção, união, intervenção, personalidade. Entre outras: gesto, gosto, delícia... “Aqui, na Casa Cor, soltamos a imaginação. Testamos nossos limites, ousamos de jeito diferente”, confessam as arquitetas. Tayná e Geórgia comentam que a feitura do ambiente foi uma prática gostosa, com prazer artístico e profissional. E com graça e cor, claro. Z GeÓrgia Silveira

Tel.: (62) 3942-1046 / Cel.: (62) 8406 4799 E-mail: georgia@luxarq.com.br Tayná Gonçalves

Tel.: (62) 3204 4926 / Cel.:(62) 9262 1550 E-mail: tayna@luxarq.com.br apoio:


evento Fotos: ângela motta

Natália Veloso

Daniela e Danilo Ludovico

Todeschini na Casa Cor A Todeschini recebeu profissionais de arquitetura, decoração e design de interiores de Goiás para almoço, pilotado por Daniela e Danilo Ludovico, na Casa Cor Goiás 2011. O evento aconteceu no Espaço do Chef, projetado pela arquiteta Simone Borges, com móveis planejados da Todeschini.

Daniela Ludovico, Simone Borges e Danilo Ludovico

Fábio Souza e Anna Carolina Fonseca Bailoni

Luana Mendonça e Mariana Mendonça

Aline Santos e Fabiana Costa

Fátima Lima

Daniela Ludovico, Marcos Queiroz e Danilo Ludovico e Selma Pereira

Renata Dayala e Fábio Rafael

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Genésio Maranhão


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Funcionalidade

Ambientes com

personalidade Casa Cor Goiás 2011 destaca a importância do planejamento do mobiliário para valorizar projetos residenciais e comerciais Fotos: ricardo lima e gerson lima

Alice Galvão

A

Espaço do Chef, de Simone Borges: beleza e praticidade

pós um longo período de boom no mercado imobiliário brasileiro, o metro quadrado construído ainda está em alta em todos os centros urbanos. Goiânia não está fora dessa realidade, por isso as empresas e os profissionais da construção civil estão cada vez mais atentos às soluções que envolvem aproveitamento do espaço. Dentro deste contexto, busca-se cada vez mais adaptar o canto da sala para receber um aparelho de TV, aproveitar uma estreita área de circulação para dividir um pequeno espaço em dois ambientes, personalizar e valorizar objetos de arte, criar recipientes e armários para embutir objetos e equipamentos que não precisam ficar à mostra e apresentar com estilo aqueles que devem aparecer. Oferecer isso é uma vantagem presente nos projetos que incluem planejamento dos móveis da casa, loja ou escritório. A Casa Cor Goiás 2011 traz inúmeros exemplos de como pensar os móveis otimizando espaço, sem perder a personalidade e o requinte. Passeando pelos ambientes, percebe-se que a funcionalidade está no ar. Linhas, formas, materiais, cores e texturas combinam-se a serviço da vida moderna, dando um panorama de possibilidades criativas, sem perder o foco na sustentabilidade e no uso das tecnologias. Para os arquitetos Cláudio Múcio e Márcia Carvalho, da CMC Arquitetura, responsáveis pelos ambientes Estar, Varanda e Lavabo do Apartamento, os móveis planejados são a garantia de que a execução será de acordo com o projeto e o espaço disponível. “Além disso, as boas fábricas, modernas, estão sempre atualizadas com relação às novas tecnologias de ferragens e materiais e ao design contemporâneo, podendo oferecer as opções adequadas às necessidades dos projetistas e de seus clientes”, atesta Múcio. A dupla trouxe à mostra um projeto de móveis com formas leves e discretas, linhas retas e um jogo de volumes, com acabamento que mescla a beleza do branco com o aconchego da lâmina amadeirada. Adriane Conti, em sua Sala de Jantar, imprimiu requinte, apostou na modernização e na personalização. “Estas peças ZELO 32


Projeto de Alexandre Milhomem: conforto e otimização de espaços

Loft 7, de Doriselma Mariotto: móveis planejados harmonizam ambiente

especiais são grandes diferenciais para o layout”, orgulha-se a arquiteta, que usou divisórias entre ambientes, armários para acomodação de home theater, laterais para os sofás e buffet. “A intenção foi fazer uma estante como se fosse um painel, na parede, pois caracterizar como armário seria óbvio”, empolga-se. Outro ponto de vista, abordado pela arquiteta Doriselma Mariotto, é que os móveis planejados atualmente são pensados como parte da decoração e, por isso, projetados como tal. Preocupada com a harmonização do ambiente, ela acredita que, “junto com a função utilitária, planejar o melhor aproveitamento dos espaços e o acabamento é primordial em um projeto de interiores”. Este foi o foco da arquiteta na criação do Loft 7, espaço em que usou vidros, alumínio e gavetões. No Espaço do Chef, de Simone Borges, o mobiliário planejado, predominantemente em tom amadeirado, emoldura um diálogo harmônico e chique entre cores quentes e frias, claro e escuro, estampa e liso. Aconchegante e bem equipado, o ambiente exala beleza e praticidade. Já Alexandre Milhomem, em sua Suíte Presidencial, ousou, usou e abusou dos tons dourados e prateados, misturou peças de mobiliário trabalhadíssimas com conjuntos planejados retos e funcionais, em um ambiente suntuoso, iluminado, mais que presidencial, imperial. Cada espaço tem sua personalidade marcada pelas peças planejadas que, de acordo com o tamanho e com as formas das paredes, vão se transformando em ferramentas de adaptação e personalização. A função de cada ambiente fica clara e é reforçada pelo mobiliário, marcando o estilo de vida do possível habitante, dando ao visitante uma vontade irresistível de ficar e experimentar. Cores claras e amadeiradas são predominantes no conjunto de móveis dos ambientes da Casa Cor 2011, contrastando com o verde dos jardins internos, tecnológicos e sustentáveis e com os objetos, obras de arte e tecidos decorativos distribuídos harmonicamente por todos os espaços. Um presente para os olhos e um universo de possibilidades. Z

Sala de Estar do apartamento, de Cláudio Múcio e Márcia Carvalho: formas leves

Home, de Ana Maria Miller: materiais e cores valorizam tecnologia

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Casa quente, cabeça fria

Fotos: divulgação

inverno

Zelo apresenta opções para você deixar sua residência mais confortável e aquecida nesta estação Osmar Régis

C Mauá A região de Visconde de Mauá fica no eixo Rio-São Paulo, numa área de proteção ambiental localizada no alto da Serra da Mantiqueira, na divisa com o Parque Nacional de Itatiaia. Os artigos desta linha foram confeccionados em linho, nas cores branco e bege.

asa ou residência é, no seu sentido mais comum, um espaço de moradia. Indo além do sentido estrutural, o termo lar apresenta uma conotação mais afetiva e pessoal, pois remete ao local onde a parte mais significativa da sua vida íntima se desenrola. Então, nada mais justo do que deixar o seu ambiente mais confortável, principalmente no inverno. A Amsterdam Casa traz a nova coleção de roupas para casa da Buddmeyer, que, ancorada na sofisticação e conforto, buscou nas estações de esqui do mundo inspiração para desenvolver sua nova linha de produtos. A Revista Zelo separou algumas peças para você se aquecer junto com sua família nesta época do ano.

Whistler É um pequeno vilarejo romântico e delicioso que fica no pé das montanhas de Whistler e Blackcomb. Este tesouro fica a apenas 120 quilômetros de Vancouver, no Canadá. Você pode encontrar esses produtos nas cores bege com estampas, produzidos em algodão chambray.

Moritz Fica na Suíça, perto da fronteira com a Itália, numa região conhecida como Alta Engadine. Tem um clima muito favorável, conhecido como “clima de champagne“, ou seja, um clima agradável e na medida certa. As colchas inspiradas em Moritz são feitas em algodão com aplique central e rendas de linho. ZELO 34

Gstaad Uma cidade de luxo, mais parecendo um conto de fadas, que fica localizada no centro dos Alpes suíços. Este modelo é feito em patchwork colorido em tecido de algodão.


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Fotos: ângela motta

evento

Adriana Mundim e Fernando Rocha Galvão Eliane Martins e Sheila Podestá

Regina Amaral, Fátima Mesquita e Márcia Albiéri

Fabiana Bellini

Ana Paula Munhoz e Gabriella Saback

Vitrine da decoração

Fotos: rodrigo paniago

Ozair Riazo e Vanessa Castro

Maior evento de decoração do País, a Casa Cor Goiás apostou em 2011 no tema “Dia a dia com tecnologia”, com ambientes que aliam conforto, sustentabilidade, bom uso da tecnologia, acessibilidade, integração e estética arrojada. O resultado foi um dos mais harmoniosos das 15 edições já realizadas. Durante os 40 dias de exibição, os visitantes conferiram novidades em produtos, materiais e equipamentos em 47 ambientes, apresentados por 66 profissionais, que criaram o retrato dos seus estilos. Além de nomes consagrados, surgiram em cena gente jovem e com muito brilho. A criatividade e a ousadia também marcaram presença. (Rosângela Motta)

Geórgia Silveira e Tayná Gonçalves

Andréia Carneiro e Irma Leão

Leandro Gonçalves e Élida Cristina

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Edmara Cavalcante


Foto: rodrigo paniago

Léo Romano

Pedro Paulo Luna

Cláudio Múcio

Ana Maria Miller

Meire Santos

Fotos: rodrigo paniago

Natália Veloso

Laciana Taquary

Eliane Mendonça

Ednara Braga e Flávio Paraguassu

Simone Borges

Rosângela Leão

Simone Sebba

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Paixão por tecnologia

Foto: ângela motta

aut0mação

GR Cine-Áudio leva inteligência e inovação para a Casa Cor Goiás 2011 Alice Galvão

P

reparada para atender os mais específicos desejos de conforto de seu morador, a casa inteligente recebe automação completa, cujo controle remoto pode ser acessado de um telefone celular, computador ou outro equipamento com entrada para a internet sem fio. Música ambiente na sala de estar, ar-condicionado na temperatura programada, cortinas abertas, lâmpadas acesas à meia-luz, jardim irrigado com água reaproveitada da chuva. Estes são apenas alguns dos inúmeros cenários possíveis para uma casa que conheceu as possibilidades tecnológicas oferecidas pelo mundo contemporâneo e que estão ao alcance dos goianos na Casa Cor Goiás 2011, graças ao patrocínio da GR Cine-Áudio. Presente em 40 dos 47 ambientes da mostra, a empresa apresenta em cada um uma novidade diferente. “Quando a Eliane e a Sheila (organizadoras da mostra) nos convidaram, começamos a arquitetar megaprojetos”, empolga-se Gláucio Rocha, diretor da GR, em entrevista à Revista Zelo. Dentre as novidades do universo tecnológico apresentadas na Casa Cor, destaca-se o projetor 3D Full HD, que, de acordo com Gláucio, é o primeiro no mundo, tendo sido lançado em Las Vegas em janeiro e trazido por ele exclusivamente para a mostra. “Eu já estou há quase um ano estudando as tecnologias que empreguei nesses ambientes”, orgulha-se o empresário, complementando que está satisfeito com a aceitação do público.

Gláucio Rocha: equipamentos domésticos de última geração

Além de oferecer conforto, uso consciente de água e energia, os equipamentos integram-se harmonicamente na decoração dos ambientes, imprimindo sofisticação. Criada pelo designer alemão Michael Friebe, a TV invisível, por exemplo, quando desligada, fica completamente transparente, dando livre acesso visual às cores, texturas e materiais que estiverem ao fundo. Na mesma linha está a TV Magic Mirror, da empresa Ad Notam, que usa um sistema de LCD completamente integrado ao espelho, emitindo imagens de excelente qualidade. Outra novidade oferecida por Gláucio à mostra é uma tecnologia inglesa da empresa Cambridge Áudio que reproduz eletronicamente a qualidade de áudio e vídeo com qualidade high end. Segundo o empresário, o resultado “beira os limites da perfeição”, proporcionando ao telespectador até a sensação de profundidade de palco, no caso de um concerto, por exemplo, como se estivesse assistindo ao espetáculo ao vivo. Este ano, a GR completa sua sétima participação na Casa Cor e o tema “Dia a dia com a tecnologia” proporcionou ZELO 39

ao empresário uma chance especial de mostrar as possibilidades e novidades da automação residencial. “Na Casa Cor, nosso objetivo é divulgar as novas tendências do mercado e, nos dois últimos dias da mostra, vamos realizar o special sale, colocando os equipamentos expostos à disposição do público por um preço especial”, avisa o empresário. Há 15 anos no mercado, a empresa é responsável ainda pelos projetos de automação de todos os empreendimentos do Grupo Privé, em Caldas Novas. Gláucio acredita que seu sucesso se deve à paixão e dedicação que tem pelo que faz. “Estamos com uma equipe altamente qualificada, temos treinamentos mensais em Santa Catarina e em São Paulo. Nossa preocupação não é só com o bom atendimento, mas também com um pós-venda impecável e conhecimento profundo dos produtos”, orgulha-se. Z GR Cine-Áudio

Fone: (62) 3215 8108 Acesse: www.grcineaudio.com.br Rua 18 nº 282, Galeria Marfim - St. Oeste


ícones

Daniel Almeida – arq.danielalmeida@hotmail.com

Objetos mágicos P

rimeiro ano na Faculdade de Arquitetura. Primeira vez que eu visitava uma Casa Cor. Em cada ambiente, um estilo diferente, uma nova sensação, uma descoberta. A experiência despertou minha imaginação para uma série de formas, de possibilidades, de sonhos lúdicos. Oito anos depois, em 2006, passei de espectador para parceiro desse evento (que, diga-se,

é o mais bem administrado, sucedido e prestigiado do segmento), onde fiz muitos experimentos, além de amigos, parceiros, festas e bons negócios. A Casa Cor Goiás completou este ano 15 edições, já consagrada como evento imperdível no calendário cultural de Goiânia. A mostra dita moda, design, comportamentos e sonhos de consumo, como os que destaco a seguir:

p Os filmes do Agente 007 são referência de design, decoração, tecnologia, automobilismo e sonoplastia. Este abajur Goung Lounge parece saído de um deles.

Fotos: ricardo lima

Design Philippe Starck para Flos. INTERPAM

t Tão bonito como a planta que lhe confere o nome, o Bar Guaimbê rouba a cena em qualquer lugar, fazendo as vezes de cristaleira, oratório ou armário. Design de Paulo Alves. ARMAZÉM DA DECORAÇÃO

p Para quem não abre mão de conforto, desenho e adora a capital brasileira. Poltrona Mole, de Sérgio Rodrigues. Nessa versão exclusiva com tecido de Atilio Baschera e Gregorio Kramer, homenagem a Brasília. ARMAZÉM DA DECORAÇÃO

t Foram necessários quatro anos de estudos e protótipos para chegar à forma nada comum e totalmente orgânica da Vegetal Chair. Cadeira confortável, prática e linda, dos irmãos Ronan and Erwan Bouroullec. Em seis cores diferentes. Vitra. ARMAZÉM DA DECORAÇÃO

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u Para criar um clima ou iluminar um livro, sugiro esta releitura ecologicamente correta e cheia de estilo do velho abajur de cabeceira. Em pínus de reflorestamento, com base torneada e pintura laqueada. Eles são Abajur Cool. Bertolucci. ILUMINATO

p Sofá Flap. Design Studio Pátio Brasil. Com tecido Wave design

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acrílico Pantone. VIA CONDOTTI

p Originalmente feitos para uso pessoal, estes bonecos de madeira, Wooden

p Puff R540. Diversão, design e

Dools (1963), de Alexander Girard, foram inspirados em arte popular dos

um lugar “a mais” garantido na

quatro cantos do mundo. Reproduzidos agora pelo Vitra Design Museum,

sala da casa. Da Fetiche Design.

servem para brincar ou decorar. ARMAZÉM DA DECORAÇÃO

ARMAZEM DA DECORAÇÃO

u Chaise Cangalha. No dicionário: armação que se coloca no dorso das bestas para sustentar a carga dos dois lados. Na sua casa: chaise feita com sarrafos de ipê, cabreúva, cumaru, peroba, sucupira, angelim, garapeira, maçaranduba, entre outras. Pode ser usada tanto dentro quanto fora de casa. Design de Paulo Alves. ARMAZÉM DA DECORAÇÃO

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Entrevista/Ingrid Guimarães

“Há laços daqui que a gente leva para a vida” Homenageada com ambiente na Casa Cor 2011, atriz conta que faz questão de dizer que é de Goiânia e confessa sua queda por produtos de sex shop Foto: ângela motta

Ingrid Guimarães: “Sou orgulhosa da minha terra natal mesmo. Sou a típica garota pequi, apesar de não gostar do fruto. Adoro pamonha, pão de queijo e um franguinho imitando o caipira que só a minha avó faz”

João Camargo Neto

I

ngrid Guimarães visitou no fim de abril a Casa Cor Goiás 2011, em Goiânia, sua terra natal. A atriz veio conhecer o ambiente “Um refúgio para Ingrid Guimarães”, criado pelo designer de interiores Genésio Maranhão, em sua homenagem. O espaço é baseado na personalidade e no humor contagiante de Ingrid e apresenta uma concepção de fuga que se refere à rotina atribulada da atriz. O ambiente de aproximadamente 100 metros quadrados é feminino e despojado, e traz o melhor do mobiliário contemporâneo. Plenamente ZELO 42

integrado, o quarto tem closet e banheiros abertos e traz também uma penteadeira inspirada em um camarim, eleita por ela xodó do ambiente. A cozinha é predominantemente alaranjada, cor que a atriz amou. Na entrevista a seguir, concedida com exclusividade à Zelo, Ingrid fala sobre suas impressões acerca do ambiente, infância em Goiânia, carreira no Rio, sucesso do filme “De pernas pro ar” e filmagens da continuação da película, que vai ser gravada em Nova York.


Um refúgio para Ingrid Guimarães atendeu às suas expectativas? Adorei. Conheci Genésio Maranhão hoje. Nos falamos por e-mail, por onde ele fez um questionário sobre as coisas que eu gosto e as reproduziu muito bem, com uma riqueza de detalhes, desde a música que eu mais gosto, que é “Palco”, do Gilberto Gil, até “Cócegas” passando no DVD e fotos da minha filha. É aconchegante. Adoro cor. Me apaixonei pela cozinha laranja. O quarto tem uma penteadeira enorme, que eu não tenho, mas vou ter um dia, e bercinho para a minha filha. Muito legal. Primeiro porque achei a homenagem muito bonita. Depois porque adoro casa. Sempre vou à Casa Cor em São Paulo. Nunca tinha vindo à de Goiânia. Foi uma ótima oportunidade visitar um espaço que é, para mim, como a minha casa: simples, aconchegante, sofisticado e criativo. Tem pequenas peças que eu, com certeza, levaria. A penteadeira, por exemplo. Essa sua visita a Goiânia foi motivada somente pela Casa Cor? Vim também para visitar minha avó. Estou fazendo peça no Rio. Como foi sua infância em Goiânia? Morei no Bueno e estudei no Instituto Maria Auxiliadora. Minha vida artística começou no Mvsica, que existe até hoje. Fiz balé e sapateado. Glacy Antunes de Oliveira, que é fundadora e diretora da escola, me chamou para apresentar espetáculo de fim de ano. Foi em Goiânia a primeira vez que pisei em um palco. Do que você sente mais saudade? Essa coisa aconchegante que tem em Goiânia de todo mundo ser amigo. É uma cidade muito receptiva. Aqui todo mundo que é amigo é como se fosse primo. Vai à casa de alguém, sempre tem um bolinho, pão de queijo, alguém esperando com aconchego. Você é mais assediada no Rio de Janeiro ou em Goiânia? No Rio de Janeiro, as pessoas estão muito acostumadas com artista. Lá ando normalmente. Às vezes até esqueço. Quando saio do Rio, piso no aeroporto e já sou abordada. Sou muito carinhosa e bairrista. Sempre falo que sou daqui. Tive infância que gostaria que minha filha

pudesse ter. Morava em casa. Vivia saindo pela rua apertando campanhia e saía correndo. Andava de bicicleta, com pé no chão, tinha casinha de boneca. Ia sempre à fazenda. Tive infância maravilhosa. Sempre digo que sou daqui. Os goianos são muito representados. Há laços daqui que a gente leva para a vida. Goiânia se orgulha de você e você se orgulha de ser de Goiânia. Sou orgulhosa da minha terra natal mesmo. Sou a típica garota pequi, apesar de não gostar do fruto. Adoro pamonha, pão de queijo e um franguinho imitando o caipira que só a minha avó faz. A comida daqui é deliciosa. Minha família é árabe. Sempre tem aquela coisa de chegar à casa da avó e a mesa estar permanentemente posta. Depois que você deixou de fazer tevê, se afastou da Heloisa Périssé? Em nenhum momento a gente se distanciou. Até mesmo porque a gente nunca deixou de fazer a peça “Cócegas”. Fizemos temporada popular no Rio de Janeiro para comemorar os dez anos com ingressos mais baratos. A gente vai fazer o filme do “Cócegas” agora. Temos muitos projetos juntas. No programa “Mulheres Possíveis”, que faço no GNT, a entrevistei. Antes do filme, você já era cliente de sex shop? Já gostava, mas depois que fiquei conhecida, senti um pouco de vergonha de frequentar. Então, esperava para comprar quando viajava para fora, onde ninguém sabia quem eu era. Voltava sempre com um produtinho, presentes para as amigas. Agora o coelho de pelúcia com vibrador virou uma febre. Você testou o coelho? Claro. Lógico. Tive de fazer pesquisa de mercado para poder viver o personagem. Qual é a trama de “De pernas para o ar 2”? Vai começar em Nova York com Alice, a personagem que interpreto, muito bem-sucedida e casada com o João. No próximo filme, eles voltaram. Vai ser a temática do casamento quando mulher é muito bem -sucedida e o homem é menos. Como a mulher lida com isso e o homem lida com essa mulher muito poderosa? Essa será ZELO 43

a temática. Claro que com brinquedinhos novos. Em vez do coelho, vai ter uma novidade que eu não vou falar qual é. Ela vai começar abrindo lojas nos Estados Unidos porque Sex Delícia bombou, né?! O que a personagem Alice tem a ver com a atriz Ingrid Guimarães? Talvez essa dificuldade de conciliar vida pessoal com profissional, uma conta que não fecha. Essa mulher de hoje, que eu sou, que trabalha muito, tem marido, filho, e ainda tem de ficar bonita, bem. Não dá tempo de fazer tudo. O grande sucesso do filme foi que as mulheres se identificaram muito e os maridos também. Espera-se alegria 24 horas por dia de quem faz humor. O que você faz quando está triste? Eu não me sinto nesta obrigação de ser alegre em tempo integral. Quando estou triste, deprimida, não saio. Prefiro ficar em casa. É quase uma decepção quando alguém me vê triste: “Você?”. Acho legal esperarem isso de mim. Significa que passo alegria. Quando ando na rua, as pessoas estão sempre sorrindo para mim. Sinto como um agradecimento, mas acho muito chato ter de estar sempre sorrindo. Minha vida pessoal é muito diferente da minha vida profissional. Você assistiu “De pernas pro ar” ao lado da sua avó? Todo mundo perguntou como eu tive coragem de levar a minha avó, mas ela é tão coruja que adorou e se divertiu. Por incrível que pareça, foi muito visto pela terceira idade. É um filme que fala de assuntos picantes de maneira leve e divertida. O humor sempre dá leveza aos assuntos sérios. O que você diria a uma jovem atriz goiana? Vivi muito o sonho da atriz morando em Goiânia querendo ir para o Rio. Este foi o meu sonho durante toda a infância. Em primeiro lugar, o teatro é o berço de tudo. Passar direto para fazer novela, televisão, se não estiver preparada para isso, vai ser esquecida rapidinho. Faça seu próprio grupo. Fiz minha carreira construindo minha própria história. Quando se sentir devidamente formada, como qualquer outro profissional, vá. Mas você tem de querer como algo de verdade e não só porque está na moda. Z


evento Fotos: ângela motta

Eliane Martins, Valéria Perillo e Isabella

Tatiana Assis Borges e André Assis

Clarismar Machado, Helen Simone e Flávio Antônio

João Nelson e Rita Azevedo

Daniela e Danilo Ludovico

Paulo Barbosa e Severino de Souza

Marcos Patti, Yuri e Eliane Mendonça

Coquetel Casa Cor 2011

Arquitetos, designers, paisagistas, empresários, patrocinadores nacionais e locais, fornecedores, imprensa e autoridades prestigiaram a noite de lançamento da Casa Cor Goiás 2011, no Espaço Merzian, localizado na esquina da Avenida T-2. Em meio aos convidados, estava a primeira-dama Valéria Perillo. Boa música e comidinhas assinadas por Fernando Hanna completaram o sucesso do evento. ZELO 44

Madalena Morais, Luiz Sérgio, Luciana de Oliveira e Marcelo Peixoto

Alessandra Lobo e Alexandre Dias


Fabiana e Marcu Bellini Sérgio Hajjar, Luciana Tabata, Ananias Justino e Denise Leila Pires, Fábio Souza e Krishna Gondim

Patrícia Martins e Paulo Araujo Sepulveda

Augusto Tomé e Júnior Roriz Luana Mendonça e Mariana Mendonça

Gláucio Rocha e Patrícia Leite

Virgínia Peixoto , Paula Munhoz e Gabriella Saback André Luiz e Priscila Rassi Alexandre Milhomem e Kátia Porfírio

Rose Pinheiro

Geórgia Silveira e Tayná Gonçalves

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Omar Leayunta, Márcia Varizo e André Brandão


Foto: Foto: clausem bonifácio

projetos

Recém-inaugurada, Devassa de Brasília é a maior unidade da rede no País e já se tornou ponto de referência em gastronomia e diversão

Arquitetas goianas assinam

Devassa de Brasília Foto: ângela motta

Káttia Daniel, de Brasília

Com dois andares, três ambientes diferentes e vista privilegiada do Lago Paranoá, cervejaria instalada no Lago Sul tem projeto inspirado no bairro de Copacabana Luana Mendonça e Mariana Mendonça: projeto com diferencias exclusivos

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Foto: clausem bonifácio

Decoração interna: ladrilhos hidráulicos que remetem ao calçadão de Copacabana e iluminação especial

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m cantinho boêmio de Copacabana dentro de Brasília. Esta foi a ideia principal das arquitetas goianas Luana Mendonça e Mariana Mendonça quando projetaram a Cervejaria Devassa, mais nova casa da rede, inaugurada no Pontão do Lago Sul. A decoração do bar chama a atenção e surpreende logo na entrada, onde todas as fachadas são trabalhadas. De qualquer lado que se chegar, tanto pelo estacionamento interno, pela lateral, ou mesmo pelo deck do lago, a impressão é a mesma: originalidade e requinte. Sob o comando do empresário Eduardo Borges, o bar foi inaugurado em abril deste ano e, em pouco tempo, já se tornou ponto gastronômico e de descontração da capital federal. Além de ser uma cervejaria, tem a peculiaridade de os salões serem independentes, e pode-se realizar eventos

simultâneos no mesmo local. A Cervejaria Devassa tem em Brasília a maior casa do País, que apresenta o diferencial de ter dois andares e três ambientes. A varanda extensa é um dos destaques do projeto. A distribuição propicia a valorização do segundo pavimento. O lugar mais disputado pelos brasilienses é a parte que tem vista privilegiada para o Lago Paranoá. A arquiteta Mariana explica que o projeto padrão foi adequado ao gosto do empresário brasiliense, que solicitou o espaço voltado para o lago. “Uma de nossas premissas foi valorizar a vista para o lago, e para isso exploramos o uso de varandas”, ressalta. Mesmo trabalhando com diversos itens predefinidos exigidos pela franquia, o detalhamento interno contou com peculiaridades encontradas somente na cerveZELO 47

jaria do Pontão do Lago Sul, como, por exemplo, a varanda voltada para o lago, na qual foi projetado um jardim interno. “Já os banheiros, que são ambientes que as pessoas gostam de conhecer, tivemos a preocupação com o desenho da bancada executada em granito, as paredes em quartzo e o teto em vidro”, lembra Luana. Mesmo fugindo do modelo padrão adotado pela franquia, o espaço foi muito bem aceito. Empresas goianas, parceiras de longa data das arquitetas, também estão presentes nesse projeto, como é o caso da Summerflex, onde os toldos horizontais e verticais foram adquiridos. Dedicação Desde a proposta do projeto até sua execução e finalização das obras, foram oito meses de trabalho intenso. Neste período, foram várias reuniões com fornecedores, equipe da franquia, no Rio de Janeiro, videoconferências com o cliente e visitas à obra. “O maior desafio foi, com certeza, conciliar o projeto em uma cidade diferente, que tinha o escritório em Goiânia, a obra em Brasília, e o suporte da matriz no Rio de Janeiro. Para isso, utilizamos de tecnologia para aproximar obra, franquia e escritório de arquitetura. No final, foi muito gratificante ver a obra pronta”, explica Luana. O cuidado e a dedicação das arquitetas com seus clientes fazem toda a diferença no resultado final dos projetos que desenvolvem. ”Trabalhamos com sonhos, portanto, é preciso ter sensibilidade para detectar o que o cliente almeja e passar para o papel. E conseguimos isso neste trabalho, o que nos deixou bastante satisfeitas com o resultado”, finaliza Mariana. Z Luana Mendonça

Cel.: 78 131661 Mariana Mendonça

Cel.: 78 136552 Escritório

Tel.: (62) 3092 2518 E-mail: luana.mariana@gmail.com luanamarianaarq.blogspot.com apoio:


exposição

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Entre a tradição e a

vanguarda Alice Galvão

Obras de artistas plásticos renomados e as últimas tendências no design de interiores podem ser apreciadas em mostra promovida pela Época Móveis e Decorações

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m meio ao grande fluxo de carros e pessoas que circulam diariamente pela paisagem da Rua 90, em Goiânia, eis que surge um recorte. Uma pausa para a contemplação da beleza e do conforto no número 607. Trata-se da Mostra Época 2011, inaugurada no último dia 17 de maio e que permanecerá aberta à visitação do público até 18 de dezembro. A equipe da Zelo esteve no evento de lançamento e encontrou uma recepção agradável, em ambiente elegante, transbordando conforto, beleza e descontração. Ampla e iluminada, a exposição alia obras de renomados artistas plásticos, tendências internacionais do mercado de arquitetura e decoração, em espaços com personalidade própria, mas que também formam um conjunto coeso e harmônico de cores, formas, transparências e espelhos. Cada ambiente parece ter sido concebido como um elemento artístico dentro de uma obra maior. Existe diálogo entre partes, detalhes, conceitos e artistas. Ao longo do trajeto da visitação, fica ZELO 48

evidente o diálogo entre o novo e o antigo. Objetos de acervo pessoal misturam-se a peças contemporâneas e móveis novos em um desenho sofisticado, leve e aconchegante. Tom sobre tom, com discretos contrastes. Ostentando-se, sem exageros. Chique! Idealizado pelas empresárias Patrícia Martins Sepúlveda e Ednara Martins Braga, o projeto lança simultaneamente a mostra e o showroom da Coleção Movimento Presente, dando à vitrine um visual exuberante. Dentro da loja (Época Móveis e Decorações), os ambientes ficam, respectivamente, no subsolo e no térreo. Claramente em evidência, o estilo retrô compõe diferentes cenários com os novos materiais, as diferentes texturas, a tecnologia de automação residencial e a releitura das formas. É notória a predominância dos grandes espelhos, que partem do chão e encostam na parede em um desenho diagonal, sem fixações definitivas. A disposição de quadros sobre móveis em alguns dos ambientes também segue esta linha de organização casual. Muito dourado e linhas


Fotos: ricardo lima e gerson lima

01 – Caixa de Vidro (Alexandre Milhomem) 02 – Jantar (Eriston Troncha) 03 – Quartão do Casal (Simone Moura) 04 – Living (Fernando Parrode) 05 – Escritório (Nando Nunes) 06 – Family Room (Ivan Grande)

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clássicas combinadas a cores mais sóbrias e linhas retas fazem um passeio por diferentes épocas, humanizando os ambientes, como representação das transformações e resultados da interferência estética que acontece ao longo dos anos, na história das pessoas e suas casas. Objetos que passam, muitas vezes por várias gerações, e dividem espaço com as novidades que não param de chegar traduzem os costumes de uma sociedade, mas também o jeito de ser de um determinado núcleo familiar. “A mostra facilita a percepção do cliente quanto às diversas formas de utilização de um mobiliário escolhido após longo período de pesquisa. Ela traz ao profissional e ao cliente uma seleção dos últimos lançamentos das melhores feiras nacionais e internacionais do segmento”, conta orgulhosa Patrícia Sepúlveda, complementando que, apesar de árduo, o trabalho é gratificante. São 20 ambientes, projetados por 26 profissionais renomados das áreas de design de interiores, arquitetura e paisagismo de Goiânia, Tocantins e Distrito Federal. Patrícia conta que “tudo é pensado de forma minuciosa pela Época Móveis, patrocinadores, apoiadores e profissionais participantes do evento, durante vários meses, para surpreender e encantar o mercado goiano”. E afirma, sem hesitação, que as expectativas da dupla são as melhores possíveis. Encaram o projeto como uma oportunidade de aliar informação, cultura e qualidade como valores para todos os envolvidos no processo. Z

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evento Fotos: ângela motta e sílvio simões

Fátima Lima e Maria Inês Pereira

Patrícia Martins Sepulveda, Ednara Martins Braga e Paulo Araujo Sepulveda

Luziano e Edna Martins Ribeiro

Mostra Época 2011 Meire Santos

Patrícia Martins Sepulveda, Ednara Martins Braga e Paulo Sepulveda receberam convidados para concorrido coquetel que marcou o lançamento do novo showroom da Época Móveis e a abertura da Mostra 2011 Coleção Movimento Presente. Munidos de inspiração e muito talento, 26 profissionais das áreas de Arquitetura e Design de Interiores participam da exposição. A mostra ficará aberta ao público até 18 de dezembro, na sede da empresa.

Paula Munhoz, Ana Carolina Munhoz, Tânia

Marcelo Tentro, Ednara Martins e Léo Romano

Sanderson Porto e Ana Paula de Castro

Franco e Karine Espírito Santo

Wanessa Rodrigues e Flávio Paraguassu

Kátia Novack e Patrícia Martins Sepulveda

Weslei Guimarães, Raquel Pires, Soraia Prates e Frederico Gomes

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Doriselma Mariotto Pedro Paulo Luna

Eriston Troncha

Wanessa Clara e Maria Célia

Alexandre Milhomem Silvana Valsecchi

Nando Nunes

Bárbara Neuma e Lucídio Filho

Simone Moura Jacyra Carvalho e Sandra Junqueira

Mariela Romano

Priscila Rassi

Ivan Grande

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soluções

A arquitetura que

realiza

sonhos foto: ângela motta

Bianca Keiko: “Não posso impor os meus interesses em um projeto, eu apenas concretizo desejos”

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Combinar qualidade, segurança e economia em projetos residenciais e comerciais é o lema de Bianca Keiko Lucíola Correa

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mor e dedicação são elementos que integram os projetos da arquiteta Bianca Keiko. Há dez anos atuando nos mercados de Goiás, Tocantins, Distrito Federal, Maranhão e Mato Grosso do Sul, a profissional acumula projetos residenciais e comerciais executados com primor, onde o estilo do cliente prevalece. “O respeito ao cliente é essencial para garantir que o melhor espaço seja concebido”, garante Bianca. A arquiteta acredita que a responsabilidade dela é concretizar sonhos. “Ao receber um cliente, preciso ouvir tudo o que ele espera do imóvel a ser construído ou do recém-adquirido. Preciso ouvir suas sugestões, afinal, os clientes que buscam meu trabalho estão sempre realizando o sonho de ter um lar ou um espaço melhor para trabalhar”, enfatiza Keiko. A concepção de um projeto de arquitetura não se baseia apenas em informações repassadas pelo cliente, garante Bianca. É preciso que o profissional da arquitetura também saiba trabalhar com planejamento para que a obra seja executada com segurança e sem sustos orçamentários para o cliente. Por isso, ela considera os estudos técnicos do local, do terreno e das influências externas – conforto térmico, iluminação natural, por exemplo – como fundamentais para o sucesso do seu trabalho. “Não basta que o cliente me apre-


Madeira de demolição garante conforto e requinte a ambiente destinado a celebrar a família e a receber amigos

sente metragens do lote, por exemplo. Existem imperfeições no solo que só um estudo topográfico poderá identificar. O cliente precisa ter confiança nessas medições, pois, muitas vezes, os estudos revelam soluções que podem significar reduções financeiras significativas, e isso faz toda a diferença nos custos de mão de obra e em termos de produtos, sejam eles de construção ou de mobiliário”, explica a arquiteta. Já em se tratando de um projeto de arquitetura de interiores, Keiko afirma que o teto deve ser trabalhado com rigor. “O êxito de toda a concepção da ambientação do espaço só será alcançado se o projeto luminotécnico for perfeito. A luz, seja natural ou artificial, é o elemento primordial que valorizará todo o mobiliário e adornos utilizados no ambiente”, defende a profissional. Adepta do uso do papel de parede como uma solução aconchegante e prática em projeto de arquitetura de interiores, Bianca acredita que esse material permite ao arquiteto ousar de maneira equilibrada na concepção de um espaço. “Posso usar tons fortes ou estampas diversas num projeto. Caso o cliente, depois de algum tempo, opte

por trocar a estampa, é fácil. Em muitos casos só cobrimos aquela área com um novo papel-parede, evitando assim a clássica poeira da reforma”, justifica. Bianca afirma que não possui um estilo definido. “Não posso impor os meus interesses num projeto, eu apenas concretizo desejos. O meu papel é apresentar soluções, vantagens e desvantagens de produtos, por exemplo. Nem sempre o mais caro é o melhor”, justifica. Em suma, para Bianca, a arquitetura permite que o arquiteto utilize o equilíbrio entre formas, cores e preços de maneira a alcançar a concretização de um sonho. Tornar o desejo do cliente em uma agradável surpresa... E os projetos de Bianca provam isso. Z

fotos: divulgação

Para saber mais

Bianca Keiko assinou a vitrine da Loja Bela Arte, especializada em papel de parede e produtos Luxaflex®. Já executou projetos nas edições goianas das mostras Morar Mais; Ambientar e Mostra 2010, da Época Móveis. Contato

Bancada do lavabo executada em pedra

Bianca Keiko Arquitetura e Interiores Email: bianca_arq@yahoo.com.br

ônix translúcida: a iluminação embutida

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transforma o espaço, tornando-o sofisticado


Especial iSaloni 2011

Salão Internacional de Milão: tendências do design de móveis para

Milão dita tendências

Fotos: divulgação

os próximos 50 anos

50º Salão Internacional apresenta o que há de mais novo em design, móveis e decoração

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Lucíola Correa

A

rquitetos, designers de interiores e produtos, além de empresas ligadas a este setor, se encontraram recentemente em Milão, a capital financeira da Itália. Entre os dias 12 e 17, foi realizada a 50ª edição do Salão Internacional do Móvel de Milão (iSaloni), onde produtos e tendências em móveis, design e decoração foram apresentados aos mais de 321 mil visitantes do evento. Além disso, o iSaloni também revela há 14 edições os futuros designers que irão ditar tendência por todo o mundo, no Salone Satellite. O evento este ano assumiu o desafio de mostrar o que será destaque nos próximos 50 anos no setor de design de mobiliário. Vinte escolas internacionais foram representadas nas obras dos 700 jovens designers, de 33 nacionalidades, que aceitaram participar desta proposta visionária. O Salone Satellite apresentou também nove projetos que celebraram os 50 anos da feira, não deixando de trazer novos conceitos ao evento. Design e arte em evidência O primeiro museu de design italiano, La Triennale di Milano – Museu de Design, esteve ativamente presente na 50ª edição da Feira de Milão. O museu promoveu a 4ª edição do Triennale Design Museum. O evento este ano foi dedicado às pessoas, empresas e projetos que contribuíram para o desenvolvimento do design italiano desde o final da Segunda Guerra Mundial até a atualidade. A história do design foi contada aos visitantes em 12 zonas temáticas por meio de objetos-ícones, que expressam o pensamento e a maneira de ver a evolução do design italiano pela ótica de Alberto Alessi, responsável pelo conteúdo e escolha das empresas e peças que integraram a exposição. O projeto da mostra leva a assinatura do designer espanhol Martí Guixé, que organizou o pensamento de Alessi inspirado nos universos poéticos, artísticos e ficcionais dos imaginários de Lewis Carroll e

Antoine de Saint Exupéry, criadores de “Alice no País das Maravilhas” e “O Pequeno Príncipe”, respectivamente. Para as mais de 16 mil pessoas que visitaram a exposição, o grande charme foi a possibilidade de interação com os objetos expostos. Pela primeira vez, grande parte das peças pôde ser utilizada, já que os visitantes estiveram livres para sentar-se em poltronas ou tocar nos objetos, por exemplo. A edição 2011 do evento evidenciou a força do design italiano; provocou no visitante a possibilidade de pensar sobre o real significado do design e o papel dos objetos em uma sociedade de consumo, além de fazer com que pudesse enxergar o design como uma expressão de arte e poesia. Eventos paralelos Em 2011, também foi realizada a 26ª edição da Exposição Internacional de Iluminação, que ocorre a cada dois anos e reuniu, em mais de 41 mil m2, 479 expositores do setor. Foram apresentados sistemas de iluminação, desde fontes de luz, uma variedade de técnicas de engenharia de iluminação, inclusive para espaços públicos, como museus, hospitais, além de ambientes comerciais e industriais, até a iluminação doméstica. A preocupação em tornar o local de trabalho em um espaço agradável e criativo foi levada para Milão, que acolheu a 15ª edição do Salone Ufficio. O evento, realizado também a cada dois anos, é destinado ao mobiliário do setor de escritórios e considerado uma referência internacional para reflexões sobre o espaço de trabalho. As novidades foram apresentadas por 129 expositores que expuseram suas ideias em harmonia com as novidades do setor de iluminação. Outra novidade do iSaloni foi a estreia do Salão Internacional do Complemento e da Decoração, que apresentou inovações em acessórios para decoração, em sintonia com os salões do Móvel, Satellite, Euroluce e Ufficio. Z

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Vintage Cena

vestido toma-que-caia em tafetรก estampado arte sacra para carmem cardoso


vestido longo em renda na cor rosa gl贸ria coelho para club y salom茅


vestido vermelho com detalhe em tule e cinto em placas de plĂĄstico e couro bronze marcos manzutti


vestido vermelho em algod茫o tomara-que-caia, e cardigan em tric么 vermelho chocollate. sapato caramelo maria bonita extra


vestido em tecido suíço waffe e vies de seda pura e sandália tufi duek


foto: Franรงois Calil modelo: Andrielly Costa (Voga Models) styling: Marcos Manzutti beleza: Kim Santiago tratamento de imagem: agradecimentos: Casa Cor Goiรกs

foto: franรงois calil assistente de foto: carol arcanjo modelo: andrielly costa (voga models) styling: marcos manzutti beleza: kim santiago agradecimentos: casa cor goiรกs

vestido em malha rosa com fios dourados e jaqueta esportiva em couro caramelo, cinto em couro e sapato em cetim roxo maria bonita extra


Noir

foto: françois calil assistente de foto: carol arcanjo modelo: tainara fernandes (global models) styling: marcos manzutti beleza: sergim tratamento de imagem: fernando sousa

blusa com aplicação em pele e calça em tecido emborrachado e pulseiras em couro pactus


vestido em algodão resinado com aplicação em paetê marcos manzutti; sandália em couro com aplicação de metais exclusiva mulher


vestido em malha com babados, colete em tric么, gola em pele ecol贸gica e cal莽a em couro chocollate

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vestido em cetim, colar em acrílico e adereço de cabeça adevania silveira

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AGENDA VERDE Ranufo Borges – ran.borges@ig.com.br

Não ao lixo atômico

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o 1º Seminário Goiano sobre o Lixo, promovido pela Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg), os participantes se manifestaram contra a possibilidade de trazer resíduos radioativos das usinas de Angra I e Angra II (foto) para o Estado. Mesma posição foi tomada em audiência pública com a Cnen promovida em Brasília pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM). O lixo nuclear seria depositado em Abadia de Goiás, onde está o entulho recolhido após o acidente com o Césio 137, em 1987, em Goiânia. Na abertura do seminário, o vice-governador José Eliton (DEM) falou: “Goiás não vai ser uma lixeira atômica do Brasil.” Por enquanto, é apenas uma hipótese, mas, por via das dúvidas, o governador Marconi Perillo (PSDB), deputados estaduais e a bancada goiana no Congresso trabalham contra a possibilidade. Mas há quem defenda

a ideia. Coordenador do Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste (CRCN-CO), Leonardo Bastos Lage afirmou que a ação pode ser positiva para o Estado. “Esta é uma solução adotada em vários países. E é bom lembrar que Goiás vai receber royalties e outros benefícios caso aceite o lixo”, disse. É bom lembrar também que países como Alemanha, Suíça e Bélgica já desistiram desta forma de energia. Os acidentes no Japão e em Chernobyl são exemplos dos riscos que ela oferece, mas o Brasil ainda insiste em querer utilizá-la. Tanto é que continua a construir a Usina de Angra III e estuda implantar mais quatro projetos ao longo do Rio São Francisco. Z

Foto: divulgação

Notas n A Prefeitura de São

Bernardo, no ABC Paulista, vai construir a primeira usina termelétrica do País movida a lixo. A capacidade será de 30 MW/h, o que poderia abastecer uma cidade de 200 mil habitantes. O sistema evita problemas como a produção de chorume e gases, comuns nos aterros. E as cinzas geradas com a queima podem ser aproveitadas em asfalto de estradas. n Enquanto isso, Goiânia completa três anos da coleta seletiva de lixo com um bom saldo. No início eram 100 toneladas e

meia de material recolhido nas ruas. Hoje são 1.853. Segundo informações da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), 7% de todo o lixo recolhido na Capital está sendo reciclado, beneficiando diretamente mais de 300 famílias, por meio de 12 cooperativas. O serviço cobre todos os bairros da Capital.

no Cerrado, que reúne pesquisadores, cientistas, estudantes, órgãos públicos e sociedade organizada. Palestras, conferências, minicursos e a feira de produtos típicos do Cerrado, a ExpoCerrado, estão entre atividades a serem desenvolvidas até o mês de outubro. n A Agência Goiana

n A Sociedade

Ambientalista Brasileira no Cerrado (SABC), entidade que congrega 39 instituições públicas, ONGs e iniciativa privada, promove o 7º Simpósio Ambientalista Brasileiro

do Sistema de Execução Penal e o Grupo Perlatenda implantam viveiros de plantas nativas do Cerrado nas oito regionais da agência para o emprego de mão de obra de presos. Vinte detentos participam ZELO 66

da fase inicial do projeto. Eles terão direito à redução de pena e remuneração mensal. O trabalho consiste no plantio e na manutenção de 500 mil mudas. n Compartilhar produtos

é mais sustentável que comprá-los, pois ajuda a dar uma freada no consumismo exagerado. Esta é a proposta de Gabriel Schon, criador do INIO (I Need, I Offer), sistema implantado no Facebook. Mais de mil pessoas já estão cadastradas no serviço, onde trocam ou emprestam livros, jogos de video game, CDs e outros produtos.


arte Foto: Vinícius de Castro

SANDRO TÔRRES

para a cena artística assim como o fantasma da volta da inflação está para a cena econômica da nação. Os relatos recentes mostram as manifestações da classe artística marchando pelo respeito às categorias e profissionalização e o movimento musical fortíssimo em vários gêneros. Lembremos também do Fórum Permanente de Cultura, que existe há mais de uma década, engajado pelas causas da classe artística e com participação direta na efetivação das leis locais de incentivo à cultura. O advento da tecnologia cumpriu seu papel de difundir e, de certa forma, escoar a produção audiovisual local. Outro aspecto importante é o quanto tem se falado em “economia criativa” em vários setores da sociedade. Mas cabe uma pergunta simples aqui e agora: por que a criatividade tem sido reconhecida em muitos países como um dos mais importantes ativos econômicos? E cabe uma resposta igualmente simples: os números são argumentos mais que suficientes para conferir esse status ao setor cultural. Até o contrabando internacional de obras de artes é o terceiro em volume de faturamento, ficando atrás apenas de armas e drogas. Se ilegalmente a negociação de arte é gigantesca, que dirá se tratada como deve ser e devidamente prestigiada. É de fundamen-

Otimismo

da arte A

nova cena cultural é extremamente otimista: salões de artes visuais sendo inaugurados com pompa de cidade grande; projetos musicais se emendando uns nos outros; festivais e espetáculos de teatro bem produzidos e organizados; festival de cinema ambiental confirmado e sob nova direção. Enfim, tudo caminhando de vento em popa. Certo? Mais ou menos. Existe a demanda, existe a vontade de realizar da classe artística, entretanto, é preciso que lembremos que nem sempre foi assim. Mudanças extraordinárias se efetivaram em nosso Estado, todavia foram necessários algumas décadas e alguns milhares de brados e clamores para que se olhasse para as atrações locais. Ainda padecemos do terrível complexo da “grama do vizinho”; sabe aquela, que é sempre melhor que a nossa?! E o fantasma do marasmo ainda paira e está

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tal importância a criação de secretarias especializadas; políticas que fomentem a economia criativa são benéficas e necessárias. Alguns modelos europeus são muito bem-sucedidos, como Alemanha e Inglaterra, enxergando a potencialização das categorias culturais como geradoras de receita e entendendo as manifestações culturais cada vez mais ligadas ao comportamento humano, como músicas, vídeos, jogos, moda e outras. O maior desafio de ver a cultura nessa perspectiva econômica é fazer com que os empresários e a sociedade de um modo geral tomem essa consciência e passem a entender a cultura como fonte geradora de riqueza e um investimento de alta rentabilidade. O empresariado que já teve sua marca agregada a algum tipo de manifestação cultural de alto nível colhe os frutos proporcionais ao investimento no setor cultural. Exemplos nacionais como Petrobras, Itaú, Sesi, Correios, Votorantim e muitos outros gigantes de faturamento econômico também se apropriam do aspecto humano que a arte e a cultura promovem às suas marcas e ainda faturam alto com isso. Goiás ganhou há alguns anos o status de “celeiro das artes”, graças a alguns artistas plásticos nos anos 70 e 80, e cristalizou isso em ações pontuadas em áreas como dança e artes plásticas já nos anos 90. De lá para cá, algo mudou na cena local, principalmente na estima dos artistas locais, mas mesmo assim poucos foram os que conseguiram transpor as barreiras geográficas e abstratas do sucesso. O problema que continua sério em Goiás – mas que não é privilégio de nosso Estado – é a falta de incentivo direto na produção, falta de ações educativas, redundando na deficiência no aspecto da formação de público. Os símbolos de status, mesmo com o pujante crescimento econômico do Estado e de alguns setores econômicos, como o da construção civil, continuam os mesmos por aqui: arte nem figura em listas de prioridades de quem detém o poder econômico. O Estado deve fazer sua parte no sentido de conscientização da importância da cultura como valor agregado, porque arte não é passageira, não é apenas diletantismo, e não demanda grandes investimentos para subexistir. A arte sobrevive a tudo, ao tempo, às adversidades, aos reveses, simplesmente porque é maior.


Viagem Fotos: César Romero

Turistas na Plaza Real, onde está a mais antiga cervejaria da cidade, La Pedrera, obra de Antonio Gaudí, e La Rambla, que oferece passeios cheios de atrativos

No ritmo de Barcelona

César Romero, de Barcelona

Passado, presente e futuro em um só lugar. Conheça a cidade que não deixa ninguém indiferente

C

Estátua de Cólon: braço aponta continente americano

idade cosmopolita e monumental que combina com perfeição passado, presente e futuro. Assim é Barcelona, um lugar ideal para se praticar o turismo cultural, já que há mais de 55 museus que cobrem todas as áreas. Por exemplo, há o Museu Picasso e o Museu de Arte Moderna; para os apaixonados por futebol, uma visita ao Museu de Futebol do Clube Barcelona, que conta toda a trajetória do time mais prestigiado da região. Barcelona atrai milhares de visitantes a cada ano graças às verdadeiras joias da arquitetura modernista. Seu maior representante, o arquiteto Antonio Gaudí, deixou obras de valor incalculável, como o Templo Expiatório da Sagrada Família e a Casa Batlló, conhecida também como ZELO 68

La Pedrera. Para um dia de sol, não há nada melhor do que assistir ao entardecer no Parque Güell, que também foi criado por Gaudí. Esta obra se encontra aos pés de um dos lugares que delimitam a cidade, a Serra de Collserosa, de onde se começa a se dividir toda Barcelona e os seus arredores. Barcelona tem outros lugares mágicos para serem visitados. Da Praça da Cataluña, podemos descer até o Porto pela famosa Rambla. Por este caminho podemos desfrutar de suas diversas floriculturas, lojas com diversos mimos e os terraços espaçosos, onde é impossível não parar para tomar uma boa Estrella Damm, a cerveja da cidade por excelência. O ato de caminhar pela Rambla, inclusive, é co-


nhecido pelos moradores de Barcelona como “ramblear”. Um passeio imperdível para quem quer conhecer a cidade. Outro local imperdível é o Mercado de La Boquería, um lugar padrão para se desfrutar da gastronomia barcelonense. Nele, é possível encontrar bancas com os mais variados alimentos, destacando-se as frutas, todas muito bem ordenadas e com um colorido variado que atrai centenas de turistas durante o dia. Quase no final da Rambla, encontraremos o Museu de Cera e, a seu lado, um excelente bar para beber algo em um ambiente mágico por sua fantástica decoração. Um lugar com certo encanto, indescritível e de grande atrativo para os barcelonenses e turistas. Trata-se do Bosc de lês Fades (Bosque das Fadas). Ainda na Rambla, é possível encontrar o Bairro Gótico e o El Call (antigo bairro judeu), onde adentraremos na Barcelona Medieval. Edifícios de pedra, ruas escuras, estreitas e antigas nos levarão até a Catedral, recentemente visitada pelo Papa Bento XVI. Passeando por El Call, podemos chegar até a Plaza de Sant Jaume, donde se encontram edifícios majestosos: o Ayuntamiento e o Palacio de La Generalitat. E se continuarmos na direção do mar, encontraremos a Plaza Real. Neste local está localizada a mais antiga cervejaria da cidade, Canarias, onde poderemos desfrutar de vários tipos de “tapas” (comida típica de Barcelona), enquanto o sol bate nas folhas das palmeiras e nos edifícios do século XIX que cercam o lugar.

Igreja da Sagrada Família, projetada por Antonio Gaudí: joia da arquitetura modernista

Não podemos deixar de visitar a montanha de Montjuich, com seu castelo; o Palacio Nacional e o Porto Olímpico, com uma quantidade incrível de locais para descansar e se divertir: as praias. Sem dúvida, há milhares de lugares para conhecer em Barcelona. Existe uma grande quantidade de hotéis e albergues na cidade, como o TRYP Apolo, situado na Avenida do Paralelo, muito famosa por seus teatros, cabarés, e outros salões de festa. Este hotel fica localizado perto da Rambla. Já para aqueles que querem ficar perto do mar, o Hotel Eurostars Grand Marina Barcelona, situado no porto, fica bem perto do centro comercial Maremagnum, quase no início da Rambla. Barcelona ficou eternizada como sítio arqueológico do modernismo na Europa. Mas, além da arquitetura, outra área é expoente e merece ser explorada: a gastronomia. Sem dúvida, a cidade apresenta o melhor da cozinha mediterrânea. A cozinha catalã é reconhecida especialmente por sua “Pá amb tomáquet” (pão com tomate). Provado e aprovado por ZELO 69

toda Espanha, este prato é composto por uma fatia de pão tostado com tomate em pasta, com adicional de sal e óleo. E o melhor deste prato é sua combinação com o tradicional presunto serrano. O “Calçots” é uma espécie de cebola local cozinhada na brasa e mergulhada no molho de amêndoas. Já os “cargols a la llauna” são preparados em panela no forno à lenha, acompanhados por salsa ao alho e óleo. É possível encontrar muitos pratos típicos por toda a cidade em diversos formatos: saladas, sopas, cozidos, pescados e mariscos. Autênticas delícias com os melhores produtos mediterrâneos. Em um local conhecido como Barceloneta, podemos encontrar uma infinidade de bares e restaurantes, onde é possível degustar frutos-do-mar na famosa Paella. Não podemos deixar de mencionar a mais famosa sobremesa: a crema catalana. Um creme à base de leite, ovos, canela, limão e açúcar queimado salpicado por cima. E para acompanhar todas estas delícias, nada melhor do que pedir um bom vinho. Tradução: Osmar Régis. Z


CONEXÃO EUROPA RETRANCA

Fotos: divulgação

Roberta Brum – robertabrum@hotmail.com

Verão é show! Com alguns grandes eventos que começaram ainda na primavera, está oficialmente aberta a temporada europeia de festivais. Leia-se: as melhores bandas e DJs reunidos para todos os estilos musicais. A combinação é de sol e som, com uma chuvinha no meio para deixar tudo mais interessante e refrescar o ambiente. Anote os detalhes de alguns dos bons que ainda estão por vir:

• Benicassim – Espanha

Quando: 16 a 19 de julho Shows: Kings of Leon, The Killers, Oasis.

• T in the Park - Escócia

Madrugada cultural Quem estiver na Europa em agosto, não pode perder esta grande noite em Berlim, que só acontece duas vezes ao ano. No dia 27 de agosto, mais de 100 museus e instituições culturais abrem suas portas até as duas da madrugada. As exibições, coleções e objetos de arte serão enriquecidos com uma variedade de eventos de música, literatura e teatro. A famosa “Long Night at Museums” cobre cerca de 400 quilômetros quadrados entre Glienicke Palace e os museus Friedrichshagen e Reinickendorf, e promete ser não só longa, como intensa.

Música para Chanel A vida de Coco Chanel foi transformada em um musical, e está agora em apresentação em Londres no Sadler’s Wells. É uma remontagem da produção feita pela Broadway e então estrelada por Katherine Hepburn, denominada Coco. O show se foca na parte da vida da estilista em que ela busca manter-se como ícone enquanto jovens designers tentam usurpá-la. Em Londres, a estrela será representada por Sara Kestelman e a música criada por André Previn e Alan Jay Lerner. Ingresso: 22 libras.

Quando: 8 a 10 de julho Shows: Arctic Monkeys, Coldplay, Foo Fighters, Beyonce, Ke$ha, entre outros.

De roupa e tudo

• Lovebox Weekender – Londres

Uma das cenas que mais me surpreenderam em Barcelona na minha primeira visita foi de um senhor andando de bicicleta pelado! O ar irreverente da capital catalana – pelo menos neste sentido – foi censurado. Acaba de entrar em vigor uma proibição ao nu e a andar em roupa de banho pelas ruas de Barcelona. Os que se negam a aderir ao aviso da Guarda Urbana podem pagar multas de 300 a 500 euros pelo nudismo e de 120 a 300 pelo “seminudismo”. Ficam fora da norma concentrações artísticas autorizadas e a praia nudista de la Duna.

Quando: 15 a 17 de julho Shows: 2manydjs, Snoop Dogg & The Dogg Pound, Scissor Sisters, entre outros.

• V Festival – Chelmsford Inglaterra Quando: 20 e 21 de agosto Shows: Arctic Monkeys, Eminem, Plan B, Rihanna, Bruno Mars, entre outros.

• Leeds Festival – Inglaterra Quando: 26 a 28 de agosto Shows: Muse, Thirty Seconds To Mars, Interpol, The Offspring, Deftones, entre outros. ZELO 70


só para homens João Camargo Neto – joaoncamargoneto@gmail.com

Destaques Élida Cristina e Leandro Gonçalves assinam o Banho Público Masculino da Casa Cor Goiás 2011. O Espaço do Chef ficou por conta de Simone Borges. Alexandre Milhomem se encarregou da Suíte Presidencial. Já Alessandra Lobo fez a Garagem.

H. Stern Foto: ricardo lima

Nem tão literais, mas não menos românticas, são as minichaves de ouro que guardam no coração dos apaixonados seu amor e os mais íntimos sonhos. No modelo de ouro branco em dois centímetros, a palavra Dreams aparece gravada em baixo-relevo. No de ouro rosé, com 2,8 cm, a mensagem Love surge dentro de um coração. Ambas são arrematadas por uma argola de ouro amarelo para pendurar aonde quiser.

Premier n Pés Sandálias combinam com looks casuais e modernos. n Estação Sofre com a moda OutonoInverno quem gosta de cor. n Cremes Marcas de luxo como Clinique e Biotherm oferecem uma série de loções e cremes para os meninos. n Acnes Homens têm a pele duas vezes mais oleosa que a feminina, e, consequentemente, mais hidratada. Por um lado, a hidratação traz benefícios antirrugas. Por outro, a oleosidade facilita o aparecimento de acnes.

n Barba Dos rituais de beleza, fazer a barba é o único exclusivamente masculino. Então, é melhor procurar um dermatologista para receitar produtos específicos para barbear. n Aroma Calvin Klein Eternity é um excelente perfume para começar o dia. n Discreto Tenha sempre em mente que, em um casamento, você não pode aparecer mais que o noivo, mesmo se for pai ou irmão da noiva ou padrinho. n Unesco O estilista Oskar Metsavaht, diretor criativo da Osklen, ZELO 71

recebeu o título de embaixador da boa vontade para a Educação, Ciência e Cultura da Unesco, durante evento da Organização das Nações Unidas em Paris. n Embaixadores Com o título, o estilista se junta aos colegas Pierre Cardin e Pierre Bergé como embaixadores da Unesco por seu trabalho relacionado à moda. n Hype Belisquê e Mercatto são as duas novas febres de Goiânia quando o assunto é boteco hype. n Gastronomia Almoço executivo é uma boa

pedida para quem gosta de acessar pratos assinados por chefs e pagar mais barato. Atacama e Madero são as dicas da coluna. n Pistas Múcio Guimarães (foto) é um dos deejays mais badalados e conceituais de Goiânia. Fotos: divulgação


moda

Praticidade e sofisticação com

aroma de Chocollate D

Empresária aposta na oferta de fast fashion, com serviços de luxo agregados a preços acessíveis Foto: ângela motta

Luana Amorim oferece excelência em atendimento e conforto às clientes: “Hoje a Chocollate é objeto de desejo”

urante o ano de 2010, veículos de comunicação especializados em marketing discutiram o surgimento do luxo acessível, um conceito experimentado nos grandes centros mundiais da moda, como Paris e Nova York, mas que, no Brasil, ainda ensaia seus primeiros passos em São Paulo. A ideia é criar estratégias para levar serviços de luxo para um número maior e mais diverso de pessoas sem que o status e a qualidade se percam. Atenta a estas transformações e ao comportamento do mercado goiano, a Revista Zelo percebeu uma identificação muito forte e intuitiva entre este conceito e a postura mercadológica assumida pela Loja Chocollate, da empresária Luana Amorim. Com longos anos de experiência no mercado, sempre lidando com os mais exigentes perfis de clientes, Luana conta que precisou passar por muitos desafios para aprimorar o conceito de sua loja. O resultado foi uma mistura inusitada de fast fashion com serviços de luxo. Aparentemente antagônicas, as características se complementam e oferecem à mulher moderna e ativa produtos de altíssima qualidade e serviços de maison por preços acessíveis. “Tenho ternos maravilhosos de alfaiataria por preços que só eu ofereço, e faço questão de proporcionar isso às minhas clientes”, orgulha-se a empresária. Localizada em um casarão em plena Rua 15, no Setor Marista, a loja está sempre recém-pintada, com o jardim vistoso e com um aroma de chocolate que pode ser sentido já na porta de entrada. Na fachada, uma enorme vitrine, com peças clássicas e atemporais, tendo como pano de fundo painéis com imagens de ícones pin-up, como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, e outras. Sem papas na língua, cheia de personalidade e muito religiosa, Luana respira fundo e desfere: “Deixe claro nesta entrevista que esta loja é totalmente sonhada no coração de Deus e na fé.” Depois esclarece que, ao analisar as dificuldades enfrentadas, se impressiona por não ter desistido do projeto, que define como o sonho de sua vida. Luana conta que desenvolveu seu conceito de marketing após a realização de um bazar, onde ofereceu peças ao preço de R$ 100. Depois disso, a equipe cresceu e a loja se consolidou no mercado. “Hoje a Chocollate é objeto de desejo. As pessoas querem aquelas peças por que elas fazem sucesso, o boca a boca é muito forte”, entusiasma-se Luana, que também é adepta das redes sociais. Nelas, anuncia a chegada de novidades, oferece prêmios aos internautas, divulga dicas e recebe sugestões. “O mais importante para a Loja Chocollate é e sempre será a satisfação do cliente, seja ele quem for”, garante. Peças clássicas, ajustes sob medida, excelência em atendimento, conforto e orientação às clientes. Estes são alguns dos valores agregados ao empreendimento. Z

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Fotos: divulgação

Carros

Astero Motta – asterofontenelle@yahoo.com.br

Jac J6

Jaguar lança C-X75 A marca inglesa Jaguar vai produzir o superesportivo C-X75, concebido para comemorar 75 anos da marca, por meio de uma parceria com a equipe inglesa de Fórmula 1, Williams, que vai emprestar-lhe seus conhecimentos de engenharia. A Jaguar espera que este supercarro híbrido produza menos de 99g/km de CO2, sendo capaz de atingir acima de 200 mph. A fabricante afirma que o C-X75 acelera de 0 a 100 km/h em menos de três segundos e alcança os 330 km/h de velocidade máxima, com produção limitada.

W. Fittipaldi Moto Show

A montadora chinesa Jac Motors faz o lançamento da minivan J6 no dia 3 de agosto. O carro será o terceiro modelo vendido pela marca, depois de lançar o J3 e o J3 Turin, que estão à venda nas concessionárias da marca desde março de 2011. O veículo vai contar com motor 2.0 com 16 válvulas e comando de abertura variável, que entrega 156 cv; espaço para até sete pessoas, além de uma ampla lista de equipamentos de série; ar-condicionado digital, direção hidráulica, rádio MP3 com entrada USB, trio elétrico, airbag duplo, sensor de estacionamento e freios com sistema antitravamento.

Ex-piloto de Fórmula 1, Wilson Fittipaldi promove no Autódromo Internacional de Goiânia, de 10 a 24 de outubro, o W. Fittipaldi Moto Show. A exposição de carros esportivos, utilitários e motos contará com marcas produzidas no Brasil e algumas como Ferrari e Porsche. Pilotos de expressão deverão participar do evento, como Cacá Bueno, Ingo Hoffamann e muitos outros.

Novo Citroën C3 Picasso Elétricos Cada vez mais as empresas automobilísticas buscam novas formas de reduzir a emissão de poluentes e procuram fazer carros mais econômicos para diminuir o consumo. Pensando nisso, a Toyota, que possui o seu modelo elétrico batizado de iQ, investiu em uma empresa chamada Witricity para desenvolver um carregador wireless para seus veículos elétricos. Quando concluída, a tecnologia dará agilidade e praticidade ao carregamento dos automóveis elétricos. Para tanto, o condutor deverá estacionar ao lado de um ponto de recarga e aguardar o abastecimento, sem que haja necessidade de conexões entre fios. ZELO 73

O novo modelo da marca desenvolvido no Brasil e com vocação urbana combina amplo espaço interno, dirigibilidade exemplar e um estilo inovador que promete revolucionar o segmento dos monovolumes. No perfil, a carroceria verticalizada chama a atenção, dando sinais claros do amplo espaço interno. Mas é na traseira que o modelo retrata toda a sua força estilística. O C3 Picasso será vendido apenas com o motor 1.6 16V Flex, que entrega 113 cv com etanol e 110 cv com gasolina.


Foto: ângela motta

por aí

gação Foto: divul

Rosângela Motta – rosangela@revistazelo.com.br

Iluminação Nada de lustres cheios de braços, rococós e penduricalhos. O ambiente “Suíte da Vovó”, criado pela designer Simone Sebba Daher para a 15ª edição da Casa Cor Goiás, revela uma vovozinha ligada ao mundo moderno, mas que mantém conexão com o passado. Exceto na iluminação decorativa, onde tudo é arrojado. À entrada da suíte, foram instalados três lustres com gotas de cristal que se iluminam com lâmpadas dicroicas, formando uma espécie de móbile. Um grande plafon sobre a cama é o ponto de luz central do quarto. Tanto ele quanto os plafons pastilhas do banho usam lâmpadas fluorescentes. A designer também se preocupou com a colocação de balizadores de LED para auxiliar em deslocamentos noturnos do quarto ao banheiro. Para valorizar a obra de arte da parede e dar um clima aconchegante, foram instalados plafons de embutir, bem como no closet, onde a novidade são os plafons de embutir recuados. Todos usam lâmpadas dicroicas. A iluminação do ambiente é uma parceria com a Prima Iluminação, que, além da “Suíte da Vovó”, exibe suas peças na “Garagem” e no “Closet do Casal”. Com a proposta de oferecer peças de bom gosto a preços acessíveis, a família Rodrigues, tradicional no ramo de iluminação, abriu no ano passado sua boutique de lustres na Rua 90, no Setor Sul.

Confortável Imagine um lugar que foi pensado justamente para lhe oferecer conforto. Imaginou? Pois este lugar existe e fica localizado no Setor Marista. A grife mineira Nova Stampa abre as portas com um ambiente de 80 metros quadrados, e conta com um projeto contemporâneo que promete não cair na mesmice. O princípio básico utilizado na concepção do espaço, segundo o arquiteto William Hanna (foto), é modernidade associada ao aconchego. Para alcançar este resultado, ele buscou utilizar diversos recursos visuais para deixar o ambiente com ares de glamour e que trouxessem a sensação de bem-estar para clientes da loja. (Osmar Regis)

Cores Infinit

Foto: divulgação

Foto: ricardo lima

Foto: arquivo pessoal

Cores vibrantes, estilo dos anos 70 e inspiração no Modernismo: o encontro da moda com a maquiagem foi a essência do desfile de makes de O Boticário em parceria com o estilista André Lima para o lançamento da linha Make B. Infinit Collection, no SPFW. Sofisticação e muito brilho em batons laranja, muita máscara para cílios, peles perfeitas, blushes ultramarcados e sobrancelhas coloridas estarão em alta na temporada.

Coletiva Em maio aconteceu a mostra “Acav homenageia Iate”, Coletiva de Esculturas e Fotografias, no Iate Clube de Brasília. A exposição fez parte das comemorações de 51 anos de Brasília e 46 anos de fundação do Iate Clube de Brasília. Kell Motta, Flavita Obino e Bette Ferrarezi (foto) estavam entre os artistas convidados pela Acav. ZELO 74

Premiação O empresário Gláucio Rocha, da GR Cine-áudio, foi convidado pela revista Home Theater para fazer parte do júri de entrega do 10º. Troféu Home Theater, em São Paulo. A premiação homenageia as empresas que lançaram os melhores produtos do ano passado.


Fotos: ricardo lima

Helen Simone, Flávio Pereira e Marina Pereira

João Victor Pereira e Thatlla Borges

União de Thatlla e João

Otávio Teles e Elsiony Moura

Os jovens Thatlla Borges e João Victor Pereira casaram-se no último dia 4 de junho em bela cerimônia e recepção realizadas no espaço de festas da Lancaster Grill. A decoração – impecável – ficou a cargo do designer Nando Nunes e as lembranças, menus e bem-casados foram assinados pela Papeliê, da arquiteta Aline Santos. O noivo é filho de Flávio Antonio e Helen Simone Pereira, da Summerflex.

Foto: kell motta

Bárbara Machado, João Victor, Thatlla e Clarismar Machado

Lourenço de Bem, Salete Henkes, Ricardo Stum Massimo Massaglia

e Cinara Kichel

João Victor, Thatlla e Nando Nunes

24 horas Artistas do Distrito Federal, pesquisadores, oficineiros, críticos e insistentes trabalhadores da arte contemporânea participaram das atividades do “Projeto 40 Horas de Criatividade”, que acontece periodicamente no Atelier-Galeria Lourenço de Bem. Iniciativa organizada pelo Atelier Lourenço de Bem, o projeto tem por objetivo fomentar reflexões, impulsionar a criação e a circulação da arte. A fotógrafa Kell Motta esteve por lá e registrou todos os momentos. Confira!

Sheila Beatriz Artistas participam do “Projeto 40 Horas de Criatividade”

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Bete Ferrarezi


Fotos: ângela motta e tobias ragonesi

evento

Luxo e sofisticação O lançamento do Point Convenience, das incorporadoras GPL, Terral e Souza Andrade, reuniu parceiros, clientes e amigos numa concorrida noite no Restaurante Point Kanpai. O empreendimento alia as facilidades e o conforto de hotel em um condomínio vertical com um completo complexo de lazer. O point ideal para quem busca lazer, sofisticação e conveniência.

Ricardo Reis, Leonardo Gomes, Adão Luiz de Andrade e Guilherme Pinheiro

Jônio Marques, Rose Vieira, Adriano Sarita Rassi, Dr. Luiz Rassi e Guilherme Pinheiro

Cybelle Maria Bretas e Lais Cunha

Pinheiro,Viviane Baeta e Carlos Ronai

Cali Azevedo, Luíza Seronni, Marina Uchoa e Lívia Cintra

Adriano Marini

Roberto Aranha, Luiz Otávio e Cristiano Vaz

Guilherme Pinheiro e Adriana Caetano

Ricardo Reis e Andrea Carrijo

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Fotos: divulgação

evento

Cláudia Scodro, Marilda Melo e Miriam Gouveia Ana Cristina Porto, Nádia Caiado e Ângela Sebba

Ana Cristina Daia e Sissi Calixto

Márcia Honorato, Heloisa Rincón e Gina Mesquita Leonora Capelli e Carla Zupelli

Mulheres influentes Dois encontros cheios de charme foram promovidos pela Terral Incorporadora e Dinâmica Engenharia para as mulheres mais influentes da sociedade goiana. Bom gosto e sofisticação na gastronomia marcaram o evento, que foi realizado no belíssimo apartamento decorado do Glam Terrasse, lançamento imobiliário de altíssimo padrão, localizado na Rua 42, Setor Marista. As convidadas foram recebidas com jantar elaborado pela chef Sissi Calixto e harmonização de vinhos pelo Empório Sírio Libanês.

Juliana Arantes e Fernanda Lauar

Marisa Seronni, Lena Loyola e Vivian Aranha

Andréia Lobo e Rosângela Emrich

Cláudia Roriz, Patrícia Cunha e Maria Inês Jardim

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Grace Kanjo e Márcia Racy


Fotos: ângela motta

evento

Mirna Cláudia, Carmem Cardoso e Lucimar Cardoso

Morgana Ribeiro

Rafaela Schittini

Márcia Guedes e Letícia Guedes

Larissa Leão, Valentina e Renata Afonso

Carmem Cardoso Mirna Cláudia e Neiva de Souza Carneiro

Lucimar, Carmem Cardoso e Mirna Cláudia receberam clientes e amigas para um animado coquetel na loja Carmem Cardoso, no Jardim América. Nas araras, os últimos lançamentos de marcas tops, como Animale, Corporeum, Caos, Carmim entreoutras. A noite serviu também para comemorar a chegada da marca francesa Lacoste à loja. Maria Helena e Flaviane

Carla Cecilha, Márcia Oliveira e Francisca Godinho

Cida Diniz, Sonilda Sacardo e Ana Luiza Gabriela Simões e Maria Helena Simões Lucimar Cardoso, Senia Gonzaga e Carmem Cardoso ZELO 78


Persiflex

Os empresários Madalena e Luíz Sérgio, da Persiflex Cortinas e Persianas, apresentaram as novidades da Harmony Collection para 300 convidados na noite de 11 de junho. O coquetel, preparado pelo buffet de Liliane Lobo, reuniu na sede da fábrica, em Goiânia, profissionais de decoração e arquitetura e lojistas que representam a marca goiana em todo o Brasil.

Fotos: ângela motta e tobias ragonesi

evento

Luiz Sérgio e Madalena Marques

Luciana Messala e William Hanna

Madalena Marques e equipe Persiflex

Marcelo Peixoto e Luciana de Oliveira

Gilberto Borges e Angelita Cristina

Luiz Sérgio Marques e

Rossana Marques e

Severiano Almeida

Tadeu Nascimento

Regina Luna e Madalena de Marques

Jordana e Rafael Mesquita

Túlio Sérgio Sales, Caio Sales, Olegário Ribeiro e Eduardo Hoffman

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evento Fotos: ângela motta e Fábio Lima

Annelise e Pedro Vaz

João Nelson Júnior, Ana Maria Miller, João Nelson e César Eduardo Siqueira Costa Paulo de Tarso e Mônica Vaz

Nova loja Portobello Shop

Mariana Mendonça, Vivian Valentin e Tamara Ramos

Os empresários Paulo de Tarso Vaz e Mônica Vaz foram os anfitriões da festa de lançamento da segunda loja Portobello Shop, no Setor Marista, em Goiânia. A noite reuniu arquitetos, decoradores, imprensa, parceiros e convidados. A coleção 2011 Portobello é inspirada em materiais naturais, como madeira, pedra e mármore, e elementos desenvolvidos pelo homem, como concreto, cimento, vidro e corean.

Ana Cláudia Rocha, Natália Rocha e Mateus Gomes Marcílio Lemos e Paulo Tarso Vaz

Moema Roriz, Mavione Alves, Cláudia Oliveira e Patrícia Guimarães

Irma Leão, Wanessa Clara, Sinahara Dias e Maristela Barros Fernandes

ZELO 80


ZELO 81


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Zelo 16  

Décima sexta edição da Revista Zelo

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