CAPA Márcio Monteiro
Cuidados e dedicação especiais
Por Amauri Eugênio Jr.
Ao entrar nas duas unidades em Guarulhos da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), localizadas na vila Rio de Janeiro e no Jardim Santa Mena, a sensação que se tem é de entrar nas instalações de uma escola voltada ao ensino fundamental, por causa da premissa de inclusão social tão presente na filosofia da instituição. No entanto, a história vai muito além dessa impressão: o cuidado que as professoras têm com as “crianças”, como é chamada a turma que depende dos serviços da instituição, é impressionante. Neste caso, é pertinente fazer um trocadilho, ao dizer que o trabalho delas é “apaexonante”. A instituição, presente na cidade desde 1979, tem como foco proporcionar qualidade de vida a pessoas com deficiência intelectual, múltipla ou síndromes, no que diz respeito à inclusão social. Na unidade 1, as “crianças” passam por oficinas de treinamento profissional, por meio da Oficina Trama, 28
que visa desenvolver habilidades e competências relativas ao potencial cognitivo de cada um deles, sendo as atividades relativas à construção de habilidades básicas – uso de sistema bancário, identificação de documentos necessários às atividades cotidianas, desenvolvimento da autonomia – a atividades profissionalizantes, como panificação, confeitaria, artesanato, e produtos de higiene e limpeza. Já a unidade 2 é voltada à educação, no que diz respeito aos primeiros anos do ensino fundamental e ao EJA (Educação de Jovens e Adultos). Também podem ser destacados o método Teacch, voltado ao fomento da autonomia de educandos com autismo; aulas de dança e informática; musicoterapia e a sala com pervasivos, que são os alunos que precisam de atendimento direto e constante. No total, a Apae atende em Guarulhos 380 “crianças” com idade entre 6 e 50 anos. Merece destaque, ainda, o Projeto Seta, desenvolvido na uni-
dade 2, voltado a alunos que estão no período escolar: são desenvolvidas atividades como dança, música e teatro. A Apae depende de contribuições, tanto da esfera pública como da particular, e de parcerias para desenvolver tais projetos. Isso sem contar os tradicionais eventos da instituição. “Iniciativas, como a Festa Junina e a Festa da Primavera, nas quais os pais vêm ver o trabalho feito pelos filhos, são maneiras para manter em dia os salários dos profissionais [da instituição]”, explica Maria Aparecida Martins Milan, presidente e voluntária da Apae Guarulhos. Unidade 1 Avenida Salgado Filho, 3.441, vila Rio de Janeiro. Tel.: 2456-4370. Unidade 2 Rua Segundo Tenente Aluízio Farias, 141, Jardim Santa Mena. Tel.: 2409-1050 e 2442-6439. www.guarulhos.apaebrasil.org.br