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Capa Arquiteto Gustavo Martins

www.revistavitti.com.br Edição 122 - Ano 11 Fevereiro, 2016 Foto capa: Ronaldo Rizzutti

lavia Alonso Ayala

Mundo As Várias Faces de Cuba

História A imigração no Brasil

Esporte Como prevenir lesões

Entrevista

José Indiani

As histórias e memórias do ilustre filho de Quiririm

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA VENDA PROIBIDA Vale do Paraíba, Litoral Norte e Sul de Minas Fevereiro, 2016

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Índice

Fevereiro 2016 | Edição 122 | Ano 11

Negócios

A velocidade impulsionando a evolução..................... 20

Reflexão

Descobrindo a Verdade Interior................................... 24

Ponto de Vista

Fuga dos Fiéis.............................................................. 26

Saúde

Os Mistérios da Carne................................................. 40

Gastronomia Ronaldo Casarin

Cozinha Sustentável..................................................... 58

Meio Ambiente

Os acordos da COP 21................................................ 62 Lançamento Som & Vídeo..................................... 64

História

A Imigração no Brasil................................................... 66

Entrevista

José Indiani..................................................................10

Guardião da memória de Quiririm, último filho de italianos ainda residente no distrito, um contador de histórias. Entrevistamos um dos mais ilustres filhos da colônia italiana do Vale do Paraíba.

Mundo

As Várias Faces de Cuba............................................. 68

Esporte

Prevenindo lesões esportivas...................................... 70

Editorial

Sucesso e positividade

A

repercussão da nossa edição de janeiro foi a melhor possível. Num mês em que geralmente as coisas estão mais lentas, o povo todo curtindo as férias, praia, sol e o descanso merecido, nós resolvemos apostar num Caderno Especial de Arquitetura diferente. Foi o maior que já produzimos e decidimos dar maior destaque ao material, colocando-o já na abertura da revista. Na capa o prestigiadíssimo taubateano Roberto Migotto, o arquiteto das celebridades, com a estonteante Adriane Galisteu fizeram com que a Vitti nº 121 entrasse para a história. Para coroar em grande estilo o lançamento da primeira edição de 2016, um evento reunindo arquitetos de diversas cidades e um seleto

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grupo de convidados foi realizado em Ubatuba. Você vai conferir nesta edição as fotos de quem esteve na celebração que brindou mais um ano da Revista Vitti, e também prestou homenagem aos 30 anos de carreira de Migotto, um velho frequentador das nossas páginas. Sobre fevereiro, nesta edição que está em suas mãos trazemos uma entrevista com o senhor José Indiani, o último filho de italianos ainda vivo no distrito de Quiririm, em Taubaté. No reduto dos italianos no Vale do Paraíba, José Indiani nos recebeu com muito carinho em sua casa e contou sua história de vida, além de relembrar os tempos de prosperidade do distrito, e destacou também o casarão onde nasceu, local que hoje abriga o Museu da Imigração Italiana. E claro, temos um conteúdo bem variado, fazendo aquele mix entre colunas

sociais, jornalismo e opinião que você só encontra nas páginas da Revista Vitti. Depois de curtir o carnaval, é hora de deixar a preguiça de lado e começar o ano pra valer. Vamos juntos? Boa leitura.

Marcela Vitti Diretora “Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. Em ti me alegrarei e salvarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo.” SALMO9:1-2

Fevereiro, 2016


Diretora: Marcela Vitti Assistente: Isaura Silva Diagramação e Criação: Bruno Moura Jornalista Responsável: Ronaldo Casarin - MTB 52246 Revisão: Ronaldo Casarin Foto da Capa: Arquiteto Gustavo Martins (Foto: Ronaldo Rizzutti) Repórter Fotográfico: Monicuee Alvez Colunistas: São José dos Campos: Gilberto Freitas e Mariana Junqueira - Caçapava: Anna Dennz Taubaté: Socorro Pinto e José Luiz (Luizinho) - Aparecida: Ligia Ballot - Guaratinguetá: Benê Carvalho. Colaboradores: FABIANA FERREIRA, JULIANA BUENO, ARCIONE VIAGI, CARLOS MARCONDES, ÉRICO PAMPADO DI SANTIS, LIA CAROLINA MARIOTTO, FELIPE GUARNIERI, GILMAR SILVA, RAFAEL FERRO E PETER IOTE. DIRETORA COMERCIAL: Marcela Vitti (12) 98122-3000 - marcela@revistavitti.com.br SÃO JOSÉ DOS CAMPOS / TAUBATÉ / PINDA / UBATUBA: Isaura Silva (12) 98270-0019 - financeiro@revistavitti.com.br SÃO JOSÉ DOS CAMPOS / TAUBATÉ / UBATUBA: Marcela Vitti (12) 98122-3000 - marcela@revistavitti.com.br GUARATINGUETÁ / APARECIDA / LORENA: Benê Carvalho (12) 98133-2984 / (12) 98270-0069 - benecarvalho@revistavitti.com.br SUL DE MINAS: Luigi Scianni (12) 9781-5623 - luigiscianni@gmail.com DISTRIBUIÇÃO: Rodrigo Melo Gratuita e dirigida às cidades de Taubaté, Quiririm, São José dos Campos, Caçapava, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Lorena, Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal, Tremembé, Cruzeiro, Ubatuba e Sul de Minas Impresso no parque gráfico da Resolução Gráfica Ltda. ATENDIMENTO AO CLIENTE: (12) 3632-3060 / (12) 98270-0018 - Rua dos Operários, 118 - Taubaté - SP Os artigos, matérias, opiniões e anúncios aqui publicados são de inteira responsabilidade de seus idealizadores, e não refletem necessariamente a opinião da Revista Vitti. É proibida a reprodução total ou parcial da revista sem autorização da Revista Vitti.

Cartas “Boa tarde Sr. Carlos Marcondes. Sou Raul, da Argentina, garçom em San Telmo. É sempre um prazer ler suas notas na revista. Parabéns e sucesso em sua vida.” Raul Mallea, por email, direto da Argentina, em mensagem enviada ao colunista Carlos Marcondes.

“Minha parte favorita da revista é a coluna de esportes ligados à natureza, da Fabiana Ferreira. Sempre imagens lindas e provas que dá até vontade de estar lá participando. Parabéns pelas matérias.” Janina Guerión, por e-mail

CAPA

Janeiro 2016

“A revista está linda, com a qualidade gráfica que só a Vitti tem e com conteúdo imprescindível aos formadores de opinião de todo o Vale do Paraíba.” Rosana Montemor, via Facebook

“Fantástica essa capa com a linda Adriane Galisteu e o arquiteto Roberto Migotto. Revista Vitti arrasando!” Marcel Baptista, via Facebook

CORREIO VITTI

Fale conosco: opine, critique e dê sugestões. Escreva para: redacao@revistavitti.com.br Fevereiro, 2016

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O

relógio marcava 10h30 de uma manhã de verão no grande sobrado da família Indiani, no distrito de Quiririm, em Taubaté. Era 13 de janeiro de 1931, e nascia naquele dia, sob o teto construído por mãos italianas, José Indiani. Hoje, aos 85 anos de idade recém completados, ele é referência quando se quer ouvir histórias de uma das colônias italianas mais famosas do país. Filho único do casal Caetano Indiani e Adélia Salari Indiani, seu “Zé Í”, como é conhecido, sempre viveu em Quiririm. Primeiro no sobrado construído por seus avós – onde hoje funciona o Museu da Imigração Italiana -, depois numa das casas construídas pelos primeiros italianos da colônia, onde reside até hoje com sua esposa Nely, com quem está casado há quase 60 anos. É pai de seis filhos, José Indiani Junior, Rosana Maria, Maria de Fátima, Marcos Antonio, Luiz André e Maria Zélia. Último Indiani nascido no velho sobrado, e o último filho direto de imigrantes italianos de Quiririm, ele é referência para quem busca informações históricas sobre o distrito ou sobre a história das famílias que ali viveram. Um grande acervo fotográfico, e uma memória quase infalível fazem de Zé Í uma fonte preciosa da história do lugar. Em meio a centenas de fotos e orgulhosamente exibindo seu livro “Os Italianos em Quiririm e Minhas Memórias”, no qual fez algumas consultas pontuais, ele recebeu a reportagem da Revista Vitti para uma entrevista onde contou sua história pessoal, o que invariavelmente se entrelaça com as memórias de Quiririm.

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Ronaldo Casarin

entrevista

José Indiani Vitti - O senhor escreveu o livro “Os Italianos em Quiririm e Minhas Memórias”, lançado em 2007 e que já teve várias reedições, onde além de contar suas memórias pessoais e familiares, registra muitos dados históricos sobre o Distrito de Quiririm. Como foi o processo de escrever este livro? José Indiani - Acho que Deus me deu a missão de contar a história dos italianos em Quiririm. Pouca gente se preocupa com isso, mas é importante manter as fotos, e principalmente registrar datas e fatos. Este meu livro é fonte de informação para jornalistas, historiadores e para famílias que me procuram para saber de parentes que viveram na colônia e já faleceram. No que eu puder ajudar, eu ajudo. No livro estão a minha história, a história do distrito e o registro de nomes de pessoas que ocuparam postos importantes na vida de Quiririm. A idéia de escrever já existia, até que um dia, num domingo à tarde, sentei na mesa da cozinha, espalhei um monte de documentos e fotos e comecei a escrever. Foram cinco anos de trabalho, fui redigindo tudo à mão, e selecionando fotos e documentos para compor a obra.

Vitti - Quem visita sua casa se sente como num memorial, com fotos por todos os cantos, inclusive muitas de sua própria autoria. A fotografia é uma paixão? J.I. - Sempre gostei de fotografar, tanto a nossa família em seu dia a dia, quanto em festas e reuniões. Sempre tive o hábito também de fotografar as coisas do distrito, pessoas na rua, as casas, o pontilhão da estrada de ferro, o ribeirão, lugares que as pessoas frequentavam, acho importante porque é a história registrada para sempre nessas imagens. Vitti - Como foi crescer e passar sua juventude no Quiririm dos tempos da ferrovia Central do Brasil? J.I. - Estudei até certa idade, depois fui trabalhar na fábrica de cordas da minha família. Era onde eu queria estar, perto da natureza que cercava a chácara. Trabalhei até a fábrica fechar, em 1952. Fabricávamos cordas que eram despachadas para diversos lugares do Brasil, tudo por trem. Em 1947 surgiu a noticia de que a ferrovia (Central do Brasil) não ia mais passar por Quiririm, e isso realmente viria a acontecer em 1953. Fevereiro, 2016


Quando a ferrovia saiu de vez, houve uma mudança total na vida em Quiririm. O comércio acabou, pois a saída e chegada de mercadorias era volumosa quando havia a estação ferroviária. Meu sogro tinha um armazém, que acabou fechando também. Foi triste, mas enquanto a ferrovia esteve aqui a vida era bem movimentada no distrito. Depois que a linha férrea deixou de existir, Quiririm mudou muito. Trabalhei também na lavoura de legumes, e depois me tornei funcionário da prefeitura de Taubaté, onde me aposentei.

Vitti - Quais as memórias que o senhor tem da sua infância no casarão? J.I. - O terreno onde o sobrado foi construído era uma chácara enorme, havia uma fábrica de cordas da nossa família onde eu cheguei a trabalhar, tinha um pomar enorme, mais de 1600 pés de laranja. Elas eram vendidas para a Inglaterra. Tinha um espaço reservado para a família com muitas árvores frutíferas, eu me fartava quando era criança. Foi uma infância muito boa, relato isso no meu livro, foi maravilhosa. Gostava muito de pescar,

Acho que Deus me deu a missão de contar a história dos italianos em Quiririm. Pouca gente se preocupa com isso, mas é importante manter as fotos, e principalmente registrar datas e fatos.

pois o ribeirão passa a uns 50 metros da casa, e tinha muitos peixes lá. Eu chegava a pular a janela do quarto para ir pescar,

Reprodução

Vitti - O senhor é o último morador do distrito que nasceu no sobrado onde hoje funciona o Museu da Imigração Italiana de Quiririm. Como se deu a construção do casarão da família Indiani? J.I. - Meu avô, Gaudêncio Indiani, quando desembarcou da Itália no porto de Santos, foi para São Paulo e depois foi encaminhado para a fazenda Barreiro, do Coronel Marcondes de Mattos para cultivar café. Mas lá não deu certo, chegaram pobres, saíram miseráveis. A família toda foi tirada de lá e trazida para a fazenda Quiririm, e aqui as coisas melhoraram. O Dr. Francisco de Paula Toledo, dono das terras, já havia projetado o que hoje é o distrito, com ruas, a praça etc, mas ele não chegou a ver as famílias italianas assentadas, pois faleceu antes, em 1889. Assim meu avô ficou com uma terra de 6 alqueires, e como tinha boa argila e lenha em fartura, ele montou uma olaria. A fabricação de tijolos foi muito bem por um tempo. Em 1876, a ferrovia Central do Brasil já passava por Quiririm, mas não havia uma plataforma de embarque. Então veio uma ordem do Rio de Janeiro abrindo uma concorrência pública para a construção da estação. Meu avô conseguiu ganhar

essa concorrência e construiu a plataforma. Minha avó queria muito construir o sobrado, mas o dinheiro era curto. Então aproveitando as fornadas da olaria, eles foram produzindo os tijolos que foram usados para subir o casarão. A construção foi lenta e durou de 1896 a 1903.

Museu da Imigração Italiana de Quiririm- Av. Líbero Indiani, 550 – Quiririm – Taubaté-SP. Aberto de segunda à sexta das 8h às 17h

Fevereiro, 2016

pois minha mãe às vezes me proibia de ir. Depois eu voltava com a mão cheirando a peixe, e não dava para esconder que tinha ido lá (risos). Morei lá até 25 anos, quando me casei contra a vontade dos meus pais. Minha mãe queria que eu casasse com uma moça de família italiana, e minha esposa Nely é de família brasileira. Mas nos casamos em 20 de maio de 1956, e aqui estamos, vamos fazer 60 anos de casados. Nos conhecemos na praça de Quiririm e namorávamos no mirante. Viemos morar onde moro até hoje, nessa casa feita por imigrantes italianos. Vitti - Em 1995 aconteceu a grande reforma do sobrado onde hoje funciona o Museu da Imigração Italiana de Quiririm. Qual foi sua participação nesse projeto? J.I. - Em fevereiro de 1995, recebi a incumbência direta do Bernardo Ortiz, então prefeito de Taubaté, de coordenar a reforma do sobrado para deixá-lo como ele era originalmente. Havia uma boa equipe de engenheiros e operários, mas eu tinha a liberdade de dizer o que tinha de ser feito. Um dos problemas foi o muro que cerca do casarão. A idéia era fazer um muro de concreto, mas eu queria um genuíno, igual ao original. Para isso foi preciso refazer os tijolões que formavam o muro. Consegui com um amigo uma forma do tijolo original, e fabricamos 700 peças, todas manualmente. Foi bem trabalhoso, mas o muro foi refeito com o desenho igual ao original. Além disso, a parte elétrica e outros detalhes internos fiz questão de fazer pessoalmente, e acredito que foi um trabalho muito bem feito. Vitti - Qual a sua relação hoje com o casarão onde funciona o Museu da Imigração? J.I. - Por um bom tempo eu ajudava na recepção de visitantes no Museu. Certa vez 580 crianças visitaram o sobrado ao longo do ano, e em cada visita eu dava uma espécie de palestra, contava histórias da minha família e da vida em Quiririm. Creio que o Museu é ainda o principal ponto de visitação do distrito. Hoje estou afastado do dia a dia do casarão, mas quero que as pessoas envolvidas na administração do museu tomem conta, mantenham o prédio, e façam o máximo para que a memória seja preservada. Lá está parte importante da história de Quiririm, e é a memória da minha família também, por isso peço que o lugar seja cuidado com carinho. revistavitti.com.br | Vitti | 11


Social Taubaté

O Novo Villa Bali Eventos

FOTOS: MONICUEE ALVEZ / GUSTAVO FONSECA

A Primeira Mostra de Noivas e Debutantes ‘Save the Date’, do Villa Bali Eventos, foi um marco de sucesso entre fornecedores e público. Destaque para a reinauguração do espaço Boate agora com acesso total ao salão principal e para o Espaço Zen - ambiente voltado para o conforto e preparação das noivas e debutantes em seu grande dia. E para fechar com chave de ouro, foi inaugurada a Capela ecumênica Villa Bali, deixando o espaço ainda mais sofisticado e completo para a realização de eventos.

Capela Ecumênica Villa Bali

Villa Bali

Fachada da Capela Villa Bali Altar em piso de vidro iluminado sobre água, exclusividade Villa Bali

Apresentação de dança dos noivos coreografados por André Loesch inaugurando a pista aberta

Jéssica e Diego com as cerimonialistas Rita Martins, Fabiola, Ligia, Solange e Silmara

Fachada Espaço Zen

Hall de descanso do Espaço Zen Villa Bali

Modelos WR se preparando para o desfile na Mostra

Helder (MonteAria), Jéssica, Diego e Claudemir (Lumiar Foto e Cinema)

Giuseppe Di Angelis e Leo Chaves, atrações exclusivas da TNG Som e Luz

Dj Thiago Gobbo e Diego Garcia comemorando o sucesso do evento

Os sócios-proprietários Diego e Jéssica Camphora com Mikail (Miconfirma)

Thiago Grillo, Du Guerreiro, Yuri e Rafinha

Carros de luxo para noivas e debutantes

Os noivos que irão realizar seu sonho no Villa Bali com o cinegrafista Gustavo Fonseca

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Economia

2016 Um longo ano Por Felipe Guarnieri

“Abandonai todas as esperanças ó vós que entrais”; Inscrição na porta do inferno em A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

C

omeço pelo fim. Há um ano eu terminava escrevendo “um ótimo 2016 a todos, porque 2015 é incerto”. Recebi algumas críticas por ser excessivamente pessimista no início do ano, quando a maioria acaba renovando suas esperanças e fazendo planos para o ano inteiro. Olhando em retrospecto fui – na verdade – pouco pessimista. Dizia eu que a economia podia cair 2% (deve cair quase o dobro, 3,7%), dizia também que a expectativa era que sobrasse R$ 50 bilhões na mão do governo para que ele pudesse pagar dívidas (errei por R$ 170 bilhões, vai faltar R$ 120 bilhões), dizia ainda que se Joaquim Levy conseguisse implementar as medidas necessárias, eventualmente o mercado poderia antecipar bons resultados já no segundo semestre de 2015, mesmo a economia melhorando apenas em 2016. O mercado não antecipou, porque a economia vai continuar caindo em 2016 e talvez em 2017. O banco Credit Suisse do Brasil fez uma apresentação para investidores mostrando que desde 1901, o período de 2015 a 2017 será o primeiro com três anos consecutivos de re14 | Vitti | revistavitti.com.br

cessão no Brasil. Fato sem igual mesmo na crise de 1929 ou no período de guerras mundiais. Escrevo este artigo em 17 de dezembro, e só nesta última semana tivemos: aumento dos juros nos EUA; julgamento do rito do processo de impeachment; tentativa de aumento de IR nos hoje isentos fundos imobiliários, LCIs e LCAs; protestos “Fora Dilma”; protestos “Fica Dilma”; o jornal Valor Econômico mostrando como Guido Mantega, Dilma Rousseff e Arno Augustin arquitetaram as “pedaladas fiscais”; boatos sobre a saída do ministro Levy da Fazenda; rebaixamento da nota de crédito do Brasil. Mesmo sendo o período de férias uma época onde pouca coisa acontece, corro o sério risco destas linhas estarem desatualizadas assim que você estiver lendo a revista. Ainda pode passar muita água em baixo da ponte e estamos hoje dependendo de alguns gatilhos políticos na câmara e no Planalto para que a coisa ande. A grande questão como sempre é: o que fazer? Lembrando que o dinheiro não tem ideologia, nenhum empresário ou investidor toma uma decisão de investimento pior para si em nome de uma ideologia. “Vou abrir esta fábrica e perder dinheiro para o bem do Brasil”, isso não existe. Se um país tem custo menor e regras melhores é ele que vai atrair o investimento. A pergunta de um milhão de

dólares é o que fazer com o seu patrimônio em 2016. Creio que duas estratégias divergentes entre si devam ser utilizadas ao mesmo tempo, a primeira mais focada num horizonte de até três anos e a segunda num horizonte de um ano para frente. 1- Proteção contra a inflação. A inflação destrói o poder de compra principalmente dos mais pobres. O Brasil tem uma economia indexada (contratos como os de aluguel que prevêem reajustes automáticos pela inflação) e um governo que gasta mais do que pode; nossa inflação é estrutural. Assim como outros 43 países, operamos no regime de metas de inflação desde 1999 e nos últimos 17 anos ficamos abaixo ou na meta apenas quatro vezes. Para os investidores existe um título público que você pode comprar diretamente de sua casa pela internet, e que te paga juros reais sobre a variação da inflação (hoje ao redor de 17% ao ano). O investimento é limitado a R$ 1 milhão por mês, mas com R$ 30,00 você já pode aplicar. Esta é a melhor e mais segura forma de proteção no longo prazo do poder de compra do seu dinheiro. Outra alternativa é você buscar CDBs do seu banco indexados à inflação e mesmo fundos DI que capturam indiretamente a inflação. 2- Exposição a risco. Uma coisa que ninguém sabe é quando os preços dos imóveis, das ações e a própria economia vai melhorar. Creio que a coisa ainda piora antes de melhorar, pois os efeitos mais devastadores do desemprego serão sentidos em 2016. Há ainda muito ajuste a ser feito para atingirmos o ponto exato de inflexão quando a maré negativa se inverte. Sob este ponto de vista, a hora de se expor ao risco é agora, são nas crises que aparecem as melhores oportunidades de negócio para quem tem fôlego e estômago. Isso vale para imóveis, ações e ampliações de fábricas. Nessa hora o jogo é mais difícil, há que ser seletivo e analisar com cuidado as opções, mas quem puder ir montando uma posição mais arriscada agora terá um forte ganho lá na frente. Este é um ano bissexto e teremos, portanto, um dia a mais, ou de lamentações, ou de trabalho para fazer deste o país que queremos ter. Um forte abraço e um ótimo 2017. Felipe Guarnieri é administrador de empresas, executivo financeiro e especialista em finanças. Contato: felipe.guarnieri@gmail.com Este texto não é uma recomendação de investimentos. Fevereiro, 2016


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Fotos: Tiago Zani

Vitti Acontece

Flávia Galdino comemorou seus 30 anos junto a amigos e familiares no Bar Capitão Mor, em Tremembé, ao som da banda La Brava, do eterno André Evangelista.

Sabrina Mello e Alexandre se casaram em grande estilo no paradisíaco Havaí.

Mais uma vez os amigos se reuniram para o XV Bacalhau da Série A do Zé do Bigode. Foi realizado com sucesso.

Claudia Takai, Antonio Carlos Vilar Guimarães, e Mariah Ortiz A Portobello Shop, maior rede de lojas de porcelanato e revestimentos do Brasil, realizou a campanha Apaixonados por Viagem. Foram sorteados 30 vales-viagem, e os ganhadores poderão escolher entre diversos destinos nacionais e internacionais.

Franqueada Claudia Takai, Antonio Carlos Vilar Guimarães, Bernardo Guiamrães, Chef Carlos Martins e consultora Sueli Santos

O casal Alan Tabajara e Andréa Gigli felizes da vida com o sucesso de seu escritório Gigli advocacia. Sucesso e vida longa.

Jana e Franco da Granfinalle orquestra e coral no casamento de Dani e Sidão do vôlei. 16 | Vitti | revistavitti.com.br

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Social Taubaté

Pré-carnaval Armazém 82

FOTOS: MONICUEE ALVEZ

No dia 30 de janeiro aconteceu a feijoada de pré-carnaval no Armazém 82, em Taubaté. O agito da festa ficou por conta da Bateria Furiosa Ritmo Malandro e do Pedro Freire e amigos.

Rubiana e Cyntia

Bateria Furiosa Ritmo Malandro

Joaquim e Fábio Freire

Manuel, Fernanda, Leticia, Marcela e Guilherme

Paula, João Carlos e Adriana

Ana Silvia, Ana Paula, Cadu, Enrico, Alexandre e Davi

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Filipe, José Roberto, Sheila e Mel

Julio e Maria do Carmo

Antonio, Viviane, Juliana e Lucas

Bruna, Paulo, Julio, Paulinho, Silvia, Kelly e Tomáz

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Negócios

A velocidade impulsionando a evolução

À

Por Arcione Viagi

s vezes ouvimos ou até mesmo falamos que o tempo está passando muito rápido. Os dias parecem mais curtos. Os meses não são mais suficientes para cumprir todas as tarefas. A vida parece estar passando mais rápida. Na verdade o tempo é o mesmo, ainda que alguns pesquisadores demonstrem que os movimentos da Terra sejam responsáveis por algumas mudanças, não seria possível perceber no curto prazo. Por que, então, a sensação de velocidade? Uma forma de ver a questão é intuitiva e comparativa, ou seja, comparar o passado e o presente, analisar as mudanças e intuir sobre o que encontramos. Vejamos, começando pela longevidade do ser humano veremos que em dois mil anos passamos de 20 a 30 anos de expectativa de vida para 70 a 80. Se por um lado vivemos mais, por outro precisamos de muito mais tecnologia para saber como evitar doenças, como nos alimentarmos, como nos protegermos etc. Imagino que, naquela época, com essa expectativa de vida, os fi lhos gerados eram praticamente criados pelo meio porque os pais sequer sobreviviam para vê-los crescer. Chego a comparar com o “desmame”, treino básico de sobrevivência e abandono para seguir seus próprios caminhos, conforme praticado pelo outros animais. Se formos aos números: nascimento, procriação a partir dos 12 anos, morte aos 25 anos, consequência filhos sozinhos com 13 anos, iniciando um novo ciclo. Fico pensando, que motivações as pessoas tinham? Como os jovens poderiam pensar em adquirir conhecimento, 20 | Vitti | revistavitti.com.br

cultura, lazer, etc.? Acredito que até mesmo as religiões e a crença em uma vida espiritual após a vida material tenha sido uma necessidade para criar motivação e limites para as pessoas que não tinham onde se apegar. A crença de que a vida seria eterna apesar de espiritual poderia até mesmo limitar a ânsia por viver intensamente e sem respeito às regras básicas da

vida em comunidade. O trabalho era difícil e estafante. Os dias deviam ser enfadonhos e sabemos que a hora passa mais devagar quando fazemos algo que não gostamos, mas esvai rapidamente quando estamos bebendo cerveja com os amigos. Pensemos em quais eram os prazeres da vida naquela época. Difícil né? O desejo por viver mais e melhor de alguma forma entrou na cabeça das pessoas que passaram a buscar alternativas e consequentemente se interessarem pelo conhecimento. Aqui serve uma ressalva, não acredito que esse desejo tenha surgido entre os pobres ou escravos. Surgiu entre os nobres da época e com o tempo migrou para todos chegando até nós de forma mais dissimulada. Porém, os limites do conhecimento estavam relacionados a capacidade de aquisição, acumulação e de transmissão de uns poucos privilegiados para outros. O tempo era fundamental para formar os “especialistas” da época. A necessidade de acumulação de conhecimento levou a velocidade para adquirí-lo e formas de armazená-lo. Hoje somos o resultado dessa acumulação. Com maior longevidade, conhecimento, ambição e também mais dependentes da velocidade para cumprir as diversas etapas da vida. Nascer, brincar, estudar, trabalhar, casar, brincar, envelhecer e morrer. Constatação! O tempo voa porque fazemos o que gostamos e por isso apesar de viver muito mais, sentimos que ainda é pouco. Para os crentes, a saída é se agarrar na possibilidade de viver outra vida no campo espiritual. Arcione Viagi é consultor empresarial. Contato: vitalconsultoria@gmail.com Fevereiro, 2016


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Carreira

Equidade de gênero no mercado de trabalho vai demorar 80 anos, indica estudo

A

Da Redação

pesar do aumento de mulheres no mercado de trabalho nas últimas décadas, a equidade com os homens pode levar até 80 anos, segundo o Relatório Global de Equidade de Gênero, do Fórum Econômico Mundial. Para tentar diminuir esse tempo, equivalente a uma geração, pesquisa feita com líderes de 400 empresas ao redor do mundo indicou que três medidas prioritárias podem ser tomadas. Todas relacionadas ao engajamento da corporação na estratégia. As medidas constam do estudo Women Fast Forward, feito pela consultoria Ernst & Young (EY) e apresentado no mês de novembro. O trabalho indica como prioridade: “Iluminar o caminho para a liderança feminina, acelerar a mudança na cultura empresarial com políticas corporativas progressistas e construir um ambiente de apoio”, alicerçado no combate ao preconceito “consciente e inconsciente”, para aumentar o ritmo das empresas rumo à equidade. De acordo com Tatiana da Ponte, sócia de Impostos da EY no Brasil, uma das principais vantagens da paridade é o ganho financeiro. Entre as empresas pesquisadas, 64% daquelas com melhores resultados econômicos encorajam suas 22 | Vitti | revistavitti.com.br

funcionárias. Isso se deve, segundo ela, ao aumento da participação na tomada de decisões e favorece a visão global. “Não é porque isso [a visão global] é mais da mulher ou do homem. É porque o aumento da participação gera diversidade. São opiniões diferentes subsidiando as decisões”, explicou. Para desenvolver as estratégias, Tatiana esclareceu que é preciso definir oportunidades de progresso na carreira e dar exemplos. “Não adianta defender a diversidade e não ter mulheres nos conselhos, na direção”, disse. “As funcionárias precisam se ver nesses cargos para acreditar que dá para chegar lá”, completou. Outra medida, segundo ela, é a flexibilidade na carga horária, adotando prazos mais longos, por exemplo, para licença maternidade ou paternidade. “Estamos caminhando para um momento em que não só a mulher tem que achar espaço no mercado de trabalho, o homem também tem que achar um espaço na família. Quando a divisão de tarefas for mais igual para os dois lados, todo mundo ganhará, principalmente, os filhos. A presença mais atuante do pai na formação dos filhos nos dá crianças mais fortes”, afirmou. Outra pesquisa sobre a participação de mulheres no mercado de trabalho da EY apresentada na mesma ocasião descobriu que a vivência no esporte pode

ajudar nos negócios. Com base em 400 entrevistas, a consultoria identificou que, na hora de tomar decisões importantes, aquelas mulheres que foram atletas são mais determinadas, guiadas por valores éticos e pelo espírito de equipe. “O esporte ensina habilidades de liderança intangíveis que não podem ser ensinados na escola”, disse Beth Brooke-Marciniak, vice-presidente de Políticas Públicas da EY e ex-atleta de basquete. No Brasil, a ex-nadadora Fabíola Molina, com três medalhas olímpicas, que foi acompanhada por projeto de incentivo à presença de mulheres atletas no mundo dos negócios, confirma a tese. Desde 2013 ela dirige a própria empresa, de roupas de natação e moda praia (confira matéria sobre este assunto nesta edição), e afirma que o espírito de superação e a imposição de objetivos é fundamental para bater metas. “Aprendi com o esporte, por exemplo, que eu aplico na empresa, é a questão da perseverança, não desistir diante das dificuldades, porque no mundo corporativo, assim como no esporte têm muita”, contou Fabíola. “É preciso acredita no caminho e no seu potencial”, declarou. Outras habilidades que são desenvolvidas pelo esporte são a capacidade de visão de longo prazo e de montar e manter as equipes motivadas, segundo as próprias entrevistadas. Fevereiro, 2016


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Reflexão

Descobrindo o caminho: a verdade interior

E

Por Juliana Bueno

m cada crise pessoal, familiar ou socioeconômica que enfrentamos, aumentam as chances de um novo aprendizado. Ou de finalmente conseguirmos desenvolver a mais necessária e fundamental “lição de vida”, aprimorando assim o mundo interior, os sentimentos e as emoções. A atitude interior de confiança e autoestima precisa sempre existir. De repente, entre altos e baixos psíquico-emocionais, você descobre um novo caminho. Lembrando aqui uma frase marcante e verdadeira do Dalai Lama, líder espiritual e temporal do povo tibetano: “É melhor sofrer no caminho escolhido, do que ser feliz em caminho nenhum”. Nestas fases difíceis, em que o “caminho maior” pode se tornar o mais verdadeiro, novos e férteis potenciais vão surgir. O poder interior, a capacidade de manter sempre a esperança e o otimismo (sem confundir com fantasias e ilusões) adquire sua força maior, que você nem imaginava existir.

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Pensamentos positivos, emoções saudáveis e construtivas devem conviver ao lado de um persistente entusiasmo, em cada despertar, preparando-se para viver com coragem e fé um novo dia em que, de repente, tudo pode mudar para melhor. Crises, dificuldades, tristezas e preocupações vão e vêm. A verdade fica sempre, assim como a evolução espiritual que já está acontecendo no mundo interior, com reflexos no exterior. Quando percebemos que esta evolução está de fato acontecendo, a alegria é autentica e até mesmo a gratidão. Lembre-se, por exemplo, daquele período que enfrentamos no inicio de 2015, em que uma seca terrível ameaçava a paz, a felicidade, a saúde e o bem estar de todos nós. De repente, as chuvas voltaram. Ainda que com tantos desequilíbrios ecológicos e humanos causem tantos transtornos. Mas a sensação de alivio e limpeza voltou. A própria natureza se encarregou de consertar, em tempo hábil – felizmente - a catástrofe que se aproximava. Assim poderá acontecer com cada um de nós nos períodos de seca que enfrenta-

mos. Eles podem surgir em vários níveis da vida pessoal, econômica ou sentimental. Mais cedo ou mais tarde a chuva voltará e o céu poderá brilhar numa atmosfera limpa e saudável. Neste novo dia de céu azul e sol radiante, com a terra ainda molhada pela chuva da noite anterior, nos lembraremos das dificuldades, dos medos e tristezas como num filme antigo, que finalmente chegou ao fim. Tudo quase sempre depende exclusivamente de nós. Depende da sua escolha pessoal de como viverá esta fase que não é tão feliz, e do aprendizado vitorioso que vai colher quando tudo melhorar. Isso vai acontecer inclusive no nosso Brasil, pode ter a mais plena certeza disso. Faça sua escolha pessoal e construa a paisagem interior baseada sempre nesta escolha, na opção pelo equilíbrio emocional, a esperança e a paz. Juliana Bueno é escritora e jornalista. Autora dos recém lançados livros “Dores Ocultas” e “Passageiros da Nave Terra”. Contato: julianabuenorbio@terra.com.br

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Ponto de vista

Fuga dos fiéis

N

Por Carlos Marcondes

as últimas décadas, a Igreja Católica vem perdendo devotos de forma acentuada. O Brasil, que tradicionalmente sempre ostentou o título de país com maior número de católicos no mundo proporcionalmente à população, assiste a uma fuga constante de fiéis. Não me compete analisar as razões deste fenômeno, já que existem estudos e pessoas altamente gabaritadas para identificar tal situação. Porém, podemos observar que, enquanto outros segmentos do Cristianismo procuram facilitar, incentivar, agregar o povo de Deus, muitas vezes o Clero, de uma maneira geral, cria situações, normas, decretos e outros entraves burocráticos que só fazem por afugentar aqueles que têm seus motivos para professar a fé católica. Recentemente, por exemplo, a Diocese de Taubaté anunciou que irá proibir a celebração de casamentos fora do ambiente

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clerical. Com a proibição, matrimônios só poderão ser feitos em Igrejas que tenham atividade regular junto à comunidade, com missas, batismos e celebrações. Nem mesmo em capelas particulares o enlace matrimonial será aceito. Tem que ser em uma Igreja da Diocese. A medida deveria entrar em vigor já em 2016 mas, após avaliação dos danos que seriam causados (uma vez que tais cerimônias são agendadas, via de regra, com até um ano de antecedência), o Senhor Bispo da Diocese de Taubaté, em gesto de “benevolência”, adiou para janeiro de 2017. As Dioceses de Lorena, São José dos Campos e a Arquidiocese de Aparecida já adotam este procedimento. Todavia, a Diocese de Caraguatatuba ainda permite o casamento em outros ambientes além das Igrejas, mas estuda uma regulação - o que, aliás, seria razoável. Um fotógrafo da região, por exemplo, argumenta sobre o exagero da medida e diz que, dos 45 matrimônios em que

trabalha por ano, 40% são realizados em ambientes naturais, tais como áreas rurais, praias e outros, que remetem a um apelo mais próximo da natureza exuberante do Brasil. A medida vai contra o que vem ocorrendo em países da Europa e nos Estados Unidos, nos quais optam por cerimônias mais espontâneas com o beneplácito dos Cleros locais. Enfim, salvo melhor juízo, quer me parecer um contrassenso, a Igreja permitir festas religiosas, especialmente em celebrações de seus “Santos Padroeiros”, com venda indiscriminada de bebidas alcoólicas e outras práticas pagãs – que dispensam maiores comentários – ao mesmo tempo em que tenta impedir casamentos fora das Igrejas. Certamente, se os devotos não convencerem as autoridades religiosas da inoportunidade da decisão, haverá uma fuga maciça de fiéis. Isto é lamentável! Carlos Marcondes é jornalista e advogado. Contato: cmcomunicacoes@gmail.com

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OB

RA

SI

NIC

IAD

AS

www.dcasaincorporadora.com.br/carrara Fevereiro, 2016

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Ecohouse é um conceito criado que viabiliza a sustentabilidade. O uso de materiais ecológicos permite que a obra seja limpa com a mais alta qualidade. Possibilitando ao cliente conseguir o máximo de economia em seu projeto inicial ou na reforma, colaborando com a preservação dos recursos naturais do meio ambiente.

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MatrĂ­culas Abertas Kids - Teens - Adults

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Gastronomia

Thais Cesar Gastronomia Personalizada Especialista em finger foods e Petit Comitè, atende eventos Corporativos, Casamentos, Personal Chef e Temáticos. Oferece também Cursos online e presenciais

A

Chef Thais Cesar antes de mais nada é uma apaixonada pela arte da gastronomia. Cresceu vendo sua família frequentemente preparando quitutes, pratos e salgados. Observava, mas não se contentava em simplesmente olhar e ia logo colocando seus dedinhos para "ajudar". Com este histórico, mais o incentivo de sua mãe para fazer gastronomia, logo no início de sua juventude, foi como unir "a fome com a vontade de comer". De lá para cá, sua história como Chef foi tomando forma. Seu preparo acadêmico, mais sua simpatia e habilidade em lidar com pessoas, fazem de Thais Cesar uma Chef especial e muito requisitada, é graduada em gastronomia pelo premiado SENAC - Campos do Jordão (SP).

Ao contratar nosso serviço de Personal Chef você recebe uma Chef que irá preparar um jantar /almoço - finger foods (petiscos que podem comer com as mãos), brunch ou temático - com cardápio exclusivo. Seus convidados irão se sentir em um restaurante, mas com o charme da sua casa. Junto com este serviço há a opção de contratar a harmonização, feita por um beer sommelier, ou mesmo um “banho de glamour” com arranjos e uma mesa bem posta. A diferença entre este serviço e o de um buffet é que a Chef estará presente durante todo o evento, podendo inclusive finalizar os pratos na frente dos seus convidados e contar sobre suas inspirações e detalhes de cada curso, dando, desta maneira, um clima especial, exclusivo e familiar.

Saiba mais acessando: www.thaiscesar.com.br 30 | Vitti | revistavitti.com.br

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Arquiteto paisagista Luiz Carlos Orsini, Marcela Vitti, Roberto Migotto, Regina Migotto e Evadne

Cantora Jana Correia e o Dj e arquiteto Ralph

Chef Thais Ribeiro

Vagner Amaral e Viviane Fortes

Ricardo Mineli, Roberto Migotto, Leda e Luiz Carlos Orsini

Roberto Migotto, Marcela Vitti e Ricardo (gerente da Voga Marine)

Gilberto Genesini, Chef Thais Cesar e Marcela Vitti

Sergio Matos

Eloisa Fachinetti, Eron , Junior, Felipe e Raquel Nogueira 32 | Vitti | revistavitti.com.br

FOTOS: MONICUEE ALVEZ / KADU NASCIMENTO

Uma noite especial em celebração dos 10 anos da Revista Vitti e 30 anos de carreira do arquiteto Roberto Migotto, reuniu clientes amigos e parceiros para um coquetel na Voga Marine, em Ubatuba. Agradecemos aos nossos parceiros: Alvitek BMW Osten, Chef Thais Cesar, Ecohouse, La Bufalina, MBM School Business, Ori Decor, Portobello Shop, Resolução, Rochinha Sorvetes, Spell, Voga Marine e o arquiteto Gilberto Genesini pelo projeto de iluminação do evento.

Roberto Migotto e Paulo Pinotti

Helenice e Marcela Vitti Fevereiro, 2016


Dennis Diniz e Luciana Diniz

Alaor, Cassilda, André e Valquiria

Paulo Orsini, Ricardo, Leda e Luiz Carlos Orsini

Roberto, Sônia e Marcela Vitti

Jomar e Maria Eugênia Villarta

Marlene e Marcos Jorge

Neto

Fernando, Giuliana e Daniel

Roberto Migotto, Marcela Vitti, Evadne e Paulo Pinotti

Luiz Carlos Orsini

Marcela Vitti e Ronaldo Rizzutti

Geraldinho e Licinia

Eduardo Pitta, Carla, Marcela Vitti, Thiago e Rodrigo Fevereiro, 2016

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Sergio Matos, Giovanna, Giuliana, Daniel e Cláudia

Carlos, Marcela Vitti e Maria Isabel

Ana Lucia e Isa Márcia

José Carlos, Marcela Vitti, Luiz Carlos Orsini e Roberto Migotto

Ricardo Mineli, Fernanda San Martin, Andrea Murao e Gustavo Martins

Vinicius e Fabiana

Denise e Giovane

Didi, Paulo, Wanderly , Bruna, Paulo Neto e Lucas 34 | Vitti | revistavitti.com.br

Isaura Silva

Renata e Giuliano

Fernando Ferrari e Dani Lanfranchi

Wilson Ortiz, Maria Quiteria e Marcela Vitti

Carol e Felipe

Lorena, Tania, Daniela e Virginia Fevereiro, 2016


Natália e Adriex Querido

Barbara e Marcelo

Silvio Marcondes e Regina Migotto

Fabrício, Renata, Alfredo, Cristina, Marcela Vitti, Fernanda e Augusto

Rafael, Camila, Daniel, Daniela, Claudia Takai e Marcela Vitti

Luiz, Helenice, Adriana, Arlete e Ivete

Lana Pavan e Socorro

Heloísa, Maria Lucia, Helenice, André Luiz e Lizete

Daniela, Victor, Ruth, Adriana e Wilber Fevereiro, 2016

Marcela Vitti e Claudia Takai

Franciele e André

Rochinha Sorvetes

Rosana, Camila, Claudia, José e Lavínia

Virginia, Helena, Paulo Pinotti, Kailash, Udara e Marcela revistavitti.com.br | Vitti | 35


Gustavo e Juliana

Alex Thaumaturgo e Veridiana

Kledson Leão e Flávia

Gloria Alegre e Walter Alegre

Marcela, Fábio Madueño e Joana

Eduvaldo, Gigi e Milena

Luana, Alessandra, Ucha e Larissa

Fábio e Patrícia

Wanderly, Claudia, Wandercy, Betta e Eliana

Leandro, Letícia, Marcela, Keila e Ronaldo 36 | Vitti | revistavitti.com.br

Karol e Alfredo Kobbaz

Marcela, Valentino e Maria José

Marcela, Raissa e Luciane

Arquitetos e Marcela Vitti Fevereiro, 2016


Ronaldo Rizzutti, Socorro e Assis

Juliana, Heloísa e César Peduti Filho

Virginia, Helena e Sofia

Rogério, Camila, Rogerinho, Maud e Elias

Sergio Caribé, Erisson, Darlene e Gilberto Genesini

Sonia e Paulo Fernandes

Klaus e Michele

Cayto, Marcela, Jorge e Sandra

Ana Carla, Daniela, Marcela, Fabiana e Mônica Fevereiro, 2016

Paulo, Isabel, Beto e Claudia

Pedro, Fernanda, Jana e Ralph

Fernando, Ana Cristina, Tati Savio, Tania e Derli revistavitti.com.br | Vitti | 37


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Saúde

Os mistérios da carne Por Dr. Érico Pampado Di Santis

P

arece nome de filme, mas na verdade gostaria neste mês de dividir com você, querido leitor, um aprendizado que achei super interessante. Antes, porém, vou explicar de onde vem esta informação. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) idealizou no departamento de hipoderme a redação de um livro texto que abordará este tema. Como atual coordenador da hipoderme da SBD e autor/revisor do livro, elaborei os capítulos que reunissem as várias formas de estudo do tecido adiposo superficial, nossa conhecida gordura. O livro contemplará sobre anatomia, fisiologia, doenças que afetam a hipoderme, as paniculites, tratamentos vários para diminuição da gordura localizada passando por: radiofrequência, laser, lipoaspiração e um dos capítulos fala sobre a alimentação e os exercícios físicos. Foi neste capítulo que aprendi muitas ideias interessantes. O capítulo foi escrito pela nutricionista Juliana Janelli e pela Professora e Mestre em Educação Física Lucimeire Matos. A perda da gordura seja da superficial, aquela que fica logo abaixo da pele, ou 40 | Vitti | revistavitti.com.br

da visceral, que fica dentro do abdome, depende de um complexo processo que se resume entre o que você come e o que você gasta. Não tão complexo assim não é? Sabemos bem sobre isso. Para diminuir a quantidade de gordura no corpo: comer menos e gastar mais. Sem novidades nem milagres muitas vezes divulgados de maneira sensacionalista e enganosa. Mas vamos entender um pouco mais sobre este processo. O corpo precisa de energia para realizar todas suas funções. O primeiro recurso energético que o corpo usa é a glicose (açúcar). É a mais fácil, mais disponível e o corpo utiliza esta fonte, pois sabe que logo receberá mais através das refeições. A segunda fonte é o glicogênio. Este fica armazenado nos músculos e no fígado. Acabou o açúcar: vamos usar o glicogênio. Quando termina a segunda reserva, o corpo já fica um pouco estressado e vai buscar energia na gordura. Sem energia o corpo para e morre. Aqui inicia um paradoxo: nós queremos usar a gordura como energia e o nosso corpo que armazenar a gordura como segurança. Iniciamos os exercícios físicos e começamos a queimar a primeira fonte

(açucares), a segunda (glicogênio) e após aproximadamente 30 minutos de treino a gordura. Nossos músculos têm fibras diferentes, 50% vermelhas que são fibras lentas ou preparadas para exercícios de longa duração e 50% de fibras brancas (aproximadamente para facilitar o entendimento). As fibras brancas fazem parte dos músculos preparados para explosão. As fibras vermelhas usam gordura como energia e as fibras brancas o glicogênio. Olha o exemplo que as autoras deram e eu adorei: a coxa do frango tem carne vermelha (fibras musculares vermelhas, as lentas) o frango fica em pé andando ou ciscando o dia inteiro. Para isso usa a gordura da pele que é oxidada pelo oxigênio do sangue para liberar energia. O peito ele só usa em momentos de fuga, pequenos e explosivos voos, não usa gordura como energia e sim glicogênio, portanto não precisa de sangue para este processo e ficam brancas. Por isso que a carne da coxa é mais gorda que a carne do peito do frango. Interessante? Dr. Érico Pampado Di Santis é médico Dermatologista. CRM: 96546 / RQE: 21582 Contato: erico@absoluta.med.br Fevereiro, 2016


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Saúde

As Dores do

Crescimento

A

Por Dra. Paola Di Napoli

dor nas pernas é uma das queixas mais comuns em pediatria e é conhecida como “Dor de Crescimento”. Essa dor acomete crianças entre 4 e 10 anos de idade, também podendo aparecer em crianças menores. O relato das mães no consultório é quase sempre o mesmo: durante o dia a criança brinca normalmente, corre, joga futebol, vai à escola, e à noite surge aquela dor inexplicável, que a criança não consegue dormir e não consegue apontar o local da dor com exatidão. A dor é geralmente muscular e localiza-se nas coxas, pernas, panturrilhas e pés e, às vezes, se assemelha à dor de cansaço. Pode ser fraca ou muito forte e pode durar desde poucos minutos até algumas horas. As crianças geralmente não conseguem localizar a dor pois ela é difusa. Muitas crianças relatam um caráter "itinerante", ou seja, cada dia em um lugar diferente. A Dor do Crescimento ocorre mais no final da tarde, mas algumas crianças podem acordar subitamente durante a noite com dor nas pernas. Porém, no outro dia ela está totalmente normal, sem qualquer

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queixa de dor, deixando as mães confusas e por vezes muito assustadas. As causa dessas dores ainda não são totalmente conhecidas e de maneira geral, as crianças na sua maioria deixam de apresentar essas dores no prazo de dois anos. Não existe consenso entre os médicos sobre o termo "Dor do Crescimento", pois esse nome dá a idéia de que o crescimento em altura pode gerar dor. Na verdade, crescer não dói, pois o crescimento ocorre de maneira muito lenta para provocar dor. Existe uma série de hipóteses que tentam explicar a origem dessas dores. Há fatores psicológicos que podem predispor a criança a sentir essa dor. É muito comum encontrarmos uma situação de crise própria da idade (nascimento de um irmão, ingresso na escola, mãe que começa a trabalhar, etc.). Também se viu que essas crianças são, em geral, fi lhas de pais que também tiveram quadros semelhantes durante a infância. Muitas dessas crianças que tem dor nas pernas, também tem queixas frequentes de dor de cabeça ou dor na barriga, por exemplo. O diagnóstico de dor em membros é feito pelo pediatra através do exame físi-

co e exames laboratoriais. É importante salientar que a Dor de Crescimento não impede que a criança ande ou corra assim que a dor passe. Fique alerta: se a dor impede que seu fi lho caminhe e brinque, se as perninhas estão avermelhadas ou inchadas, se a criança estiver perdendo peso rapidamente, mancando ou se houver febre, o pediatra deve ser consultado imediatamente, pois a dor de crescimento não é acompanhada dessas alterações. A criança com dor de crescimento tem sempre um aspecto saudável. Não existe receita milagrosa para curar as dores do crescimento. Mas massagens simples, alongamentos e compressas no local da dor podem ajudar, assim como a prática de exercícios regulares. Nos casos de dor forte podem ser utilizados analgésicos, mas sempre com orientação e supervisão do pediatra. Na hora da crise, o carinho dos pais acalma e pode ser um remédio muito eficaz. Dra. Paola di Napoli é Médica Pediatra CRM: 128405 Rua Ângelo Firmo, 50 - Centro, Taubaté-SP (12) 3632-8042 Contato: drapaola.pediatra@gmail.com

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Educação

A idade certa para

A

Por Gilmar Silva

tualmente existe um consenso que considera a relação “familiar” das crianças com a tecnologia algo natural. Assim como os peixes já nascem sabendo nadar e desconhecem o que é a água, crianças já nascem sabendo utilizar tablets, celulares, jogos eletrônicos, e não param pra pensar o que é a internet. Para um jovem e uma criança que nasceu após os anos 2000 a internet e os smartphones são como a energia elétrica e a água encanada para as gerações anteriores. Algo que sempre existiu desde que se conhecem por gente, por isso natural. Prodígios tecnológicos? Mas existe um equívoco no tocante a inteligência que muitos atribuem a essa nova geração, que já nasce “sabendo” usar um touchscreen. Muitos pais e mães ao observarem seus fi lhos com seus ávidos dedinhos tocando as telas de tablets e smartphones se veem maravilhados: “Como é inteligente esse meu bebê!”. Inteligente, sim. Mas nem tanto! 44 | Vitti | revistavitti.com.br

Crianças de 2 a 12 anos aprendem, sobretudo, por repetição e inf luência. São duas fases distintas: causa e efeito e heteronomia. Na primeira, ainda bebês, as crianças aprendem que toda ação tem uma reação. Na segunda aprendem, sobretudo, observando o seu entorno e replicando o que vêem. Logo, o seu bebê quando explora o smartphone descobre que ao bater (clicar) um dedinho na tela, algo acontece. E de repente se ao invés de bater o dedo, escorregá-lo pela tela, se depara com outro resultado, a imagem muda. E bebês são capazes de ficar horas nessa atividade com os dedinhos. Assim os bebês aprendem. Tentativa e erro. E ao ficarem mais velhos e embarcarem na fase da heteronomia, as crianças começam a observar atentamente o seu redor. Sabe a velha frase de que “crianças são como esponjas”, então, é verdadeira. Coloque uma ao lado de um adulto que não desgruda do smartphone ou do tablet e ela rapidamente passará a observar e absorver a maneira como o mesmo utiliza o aparelho. E uma vez que esse

aparelho seja deixado em suas mãos, a criança com sua habilidade desenvolvida nos primeiros anos de vida de tentativa e erro, causa e efeito, mais as horas, dias, meses observando um adulto com o aparelho, passará tranquilamente a interagir com o smartphone ou tablet. Por isso a admiração da geração X (nascidos nos anos 60/70), bem como as anteriores a ela, pela nova geração, devido a sua habilidade com ‘gadgets’ eletrônicos é um tanto ingênua. A expertise da nova geração para dominar uma tecnologia é a mesma que esteve presente em todas as gerações. Só que os mais velhos a utilizaram para aprender a folhear revistas. Talvez a única grande vantagem dos mais novos sobre os mais velhos nessa questão seja apenas a fluência, a naturalidade. Como um smartphone é algo comum para elas, as crianças mexem nele sem medo. Já a maioria dos adultos como cresceu sem acesso a tablets e celulares, tem medo de desregular, “estragar” suas formatações. Querem fazer um curso ou que alguém lhes ensine. Já a geração mais nova é do time “faça você mesmo”. Fevereiro, 2016


uma criança ter celular Aprendem por conta. Mas não se engane, para isso erram bastante. Afinal, é comum ver pais reclamando de filhos que desregularam TVs, ou que formataram ou apagaram algo importante de seus celulares. Resumindo, crianças são exploradores sem medo da tecnologia, não gênios. Mas e o celular? A nova geração rapidamente domina aparelhos como um smartphone, e então passam a querer um. Devido a fluência das crianças com o telefone, muitos pais tem presenteado seus filhos com eles. Já que é natural para eles, é natural presenteá-los com os mesmos, pensam. Pois é, mas não deveria ser assim. Não é por que um adolescente sabe andar bem de kart que você dá um carro popular para ele. Funciona da mesma maneira com celulares e crianças. Dominar o smartphone é fácil. Mas pode ser perigoso. Crianças são espertas e inteligentes, mas na primeira infância, e também na chamada primeira fase do fundamental, são muito suscetíveis a influências externas e ainda não tem o discernimento bem desenvolvido de certo e errado. ApeFevereiro, 2016

sar desse discernimento variar bastante de criança para criança, devido a criação que a mesma tenha tido, em geral a maioria ainda é bastante ingênua, tem aquela doçura bonita da infância. Mas essa ingenuidade não combina com responsabilidades como total acesso à internet ou ter um aparelho celular. A liberdade que o celular dispõe para uma criança na primeira infância é muito grande, podendo até mesmo ser perigosa, com ela vindo a ter acesso a conteúdos ou conversas inapropriadas para a sua idade. Proibir, não! Já em relação à proibição total, as duas especialistas pensam que não é a melhor escolha. Isso porque os tablets e smartphones já fazem parte do mundo das crianças. A curiosidade delas para com os aparelhos se dará naturalmente. A alternativa junto aos mais novos é controlar o uso. Adotar uma utilização assistida do smartphone. Afinal, nada mais bonito do que um netinho de uns quatro anos ligar para a avó, papai ou mamãe, para desejar feliz aniversário. Assim, ensinar a criança a utilizar o aparelho não é er-

rado, bem como é aconselhado que jogos educativos e outros games sejam permitidos. Mas esse uso deve ser acompanhado, acontecendo em breves períodos programados a fim de evitar problemas de superexposição ao aparelho. Sendo assim, a fase mais propícia para presentear um fi lho com um aparelho celular é a fase da autonomia, que começa na pré-adolescência. Mas não devemos negá-lo o acesso à tecnologia antes. No final é só uma questão de confiança, autonomia e idade apropriada para assumir responsabilidades. Assim como o pai que leva o fi lho menor de idade para andar de kart, você pode apresentar seu fi lho de maneira segura e divertida aos encantos da liberdade que um smartphone proporciona. Utilizando junto e deixando claro que um dia chegará o dia dele ter o seu próprio smartphone, assim como um dia chegará o dia que o menino do kart guiará o seu próprio carro pelas ruas. Gilmar Silva é jornalista. Artigo originalmente publicado na página www.paisemapuros.com.br revistavitti.com.br | Vitti | 45


Social Taubaté

Socorro in Foco

Maria do Carmo Dourado, Luciana S.Dourado, Ana Beatriz, Ricardo Balestim Dourado e Kika Sorci A encantadora Ana Beatriz não se continha de tanta felicidade ao lado dos pais e das queridas avós na comemoração de seu aniversário. Foi uma festa ao estilo Master Chef Kids, tudo muito gostoso e criativo como a imaginação de criança. Parabéns!

Por Socorro Pinto helpkoka@hotmail.com

Victor Sanzone, Silvio Sanzone, Ivonete Sanzone, Mariana Nobile e Guilermo Sanzone Uma mais que animada festa à fantasia comemorou o aniversário da queridíssima Ivonete. Não faltou animação e muitos personagens ilustres do cinema nesta divertida brincadeira. Muitas felicidades!

O sempre apaixonado e divertido casal, Walter e Gloria, comemorou em grande estilo mais uma etapa de suas vidas: 33 anos de muita parceria, diversão, felicidade e amor. Que venha muitos outros!

Walter Alegre e Gloria Alegre

Francisco e sua querida amada Luciana, sempre com muito bom gosto e frequentando os melhores lugares de Taubaté, marcou presença no aniversário da amiga Ivonete Sanzone.

Gabriel B.Nicolas, Maria Rosa Nicolas Olmos, Beatriz Leal e Sergio Barros Leal A formatura é uma etapa muito importante na vida, são as portas que se abrem para a vida adulta trazendo muitas responsabilidades e alegrias. Isso não foi diferente com a linda e radiante Beatriz que comemorou ao lado dos orgulhosos pais mais esta conquista. Que venham muitas outras e sucesso! 46 | Vitti | revistavitti.com.br

Francisco Carvalho e Luciana Negro Carvalho

Amigas do Tênis A talentosa Kelly Nagaoka, coordenadora do projeto Chá com Tênis, se reuniu com as amigas para uma confraternização com direito a muitos aces, disputas de saque e match points. Foram momento de descontração, amizade, parceria e, é claro, muito esporte. Fevereiro, 2016


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Social Taubaté

Flash

Por José Luiz de Almeida luizinho-cafe@hotmail.com facebook.com/luizinholanches

Mauricio, Miyabe, Michele e Graça A querida Dra. Michele Miyabe comemorou seu aniversário em grande estilo com amigos e parentes no restaurante Santa Figueira no último dia 17.

As amigas Rachel, Vivi, Silvinha, Michele e Tete

Aurea Paola comemorou o seu tão esperado 18º aniversário rodeada de amigos e parentes. A festa rolou até altas horas. Felicidades, que seu caminho seja repleto de luz.

Raquel, Áurea Paola e Tainá Esse mês foi cheio de aniversários, entre eles da minha amiga Karina Alarcão, que assoprou mais uma velinha no dia 22 de janeiro. Para você só desejo coisas boas e muita luz.

Ricardo e Karina com as filhas Larissa e Maria Eduarda

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Osney Camargo recebeu amigos e familiares com uma deliciosa paella em sua casa para comemorar o aniversário da amada esposa Margarete Camargo. Fevereiro, 2016


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Social Caçapava

Caleidoscópio

Depois do sucesso em Joinvile, quando Dr. Hollywood foi recebido pelo apresentador Leandro Camargo, o festejado médico chegará em Guaratinguetá em 26 de fevereiro no estrelado Hotel & Golf Clube dos 500.

Alexandre Racz é agora quem assina pela pasta da Secretaria de Indústria, Comércio e Agricultura de Caçapava. No dia 7 de janeiro quando foi sua posse, grandes nomes da região lotaram o salão da ACIC para conferir merecido prestígio ao empreendedor e dinâmico Racz. Entre tantos, o carinho e os votos de sucesso ao novo Secretário, chegaram pelos amigos: Wilson Ferrari, Rogério Penido, Fernando Ito e Arthur de Biase. 50 | Vitti | revistavitti.com.br

Por Anna Dennz annadennz@hotmail.com

E a APAE de Guaratinguetá é a entidade que receberá 10% do valor dos disputados ingressos do coquetel. "Noite das Estrelas", lançamento e autógrafo do livro autobiográfico Dr Hollywood - No registro, felizes com a doação que acontecerá durante o evento dia 26 fevereiro, Elisabeth Sampaio (2ª Secretária) Fátima Azevedo (Diretora Geral) e Neilor Torres (Presidente APAE).

Tunicando O arte e o bom gosto do novo point de Caçapava - falo da Boulangerie Tunica - está se tornando verbo e ecoando em todo Vale. As lindas e elegantes irmãs, empresárias Neusa Victor e Nellise Duarte, assim bem como os amigos Fabricio Sagi e Sabrina Oliveira em pausa para café sabem o quão literalmente é delicioso Tunicar! Fevereiro, 2016


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Social São José dos Campos

Atitude News

Por Gilberto Freitas gilfreitasff@hotmail.com

Carla Fabrícia e Fabiano Domiciano comemoram o aniversário dos filhos, Vinicius e Vitória, no Zabumba Buffet em Taubaté.

Fausto Ostler, João Paulo Costa e Gustavo Rodrigues, no Guten Bier, em São José dos Campos.

Luciana Souza e Ricardo Dellu em noite sertaneja da Estância Nativa, em Caçapava.

Luis Franca e Robson Nunes abriram a temporada 2016 de standup do Santonofre, em SJC.

Marcos Midorikawa e Maristella Midori Kajiwara em tarde do SIM oficial.

Rafaela Nogueira e o Dj Estevão Manfiolli no natal do Dunluce Irish Pub, em São José dos Campos.

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Social Aparecida

Aparecida

Por Ligia Ballot liballot@hotmail.com

A linda Sarah Rampazzo lavando a alma nas águas de Fernando de Noronha, em Pernambuco.

Ser pedida em casamento novamente depois de 10 anos de casado e 20 anos juntos, não tem alegria maior nesse mundo! Erasmo Ballot e Tamires Diniz desvendando os mistérios do Poço Azul da na Chapada Diamantina, Bahia.

Tudo lindo! Thamyris Bucharles curtindo a paradisíaca Caraiva, na Bahia. Bia Corrêa e sua familia escolhida por Deus. Com certeza Neymar está lá do céu feliz de ver vocês curtindo a vida! Trindade, RJ.

Guilherme Galdino e Anna Julia Santos: muito amor e férias! 54 | Vitti | revistavitti.com.br

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Moda

De Atleta a Estilista Ex-nadadora Fabíola Molina assina coleção exclusiva de moda praia das Olimpíadas Rio 2016

Da Redação / Foto Divulgação

U

ma vida inteira nas piscinas rendeu à ex-nadadora Fabíola Molina, de São José dos Campos, mais do que recordes ou medalhas. Além do ótimo desempenho junto a seleção brasileira de natação - que lhe renderam três participações Olímpicas (2000, 2008 e 2012) e 110 recordes brasileiros-, a joseense chamava atenção também pelos maiôs customizados que utilizava nas competições nas décadas de 1990 e 2000, que originaram sua grife homônima de trajes de banho. Em 2016, ela volta ao maior evento esportivo do mundo, desta vez assinando as peças oficiais de moda praia dos Jogos Rio 2016, como biquinis, maiôs e sungas, itens inéditos no catálogo de produtos licenciados do Comitê Organizador. “Vencer essa concorrência foi como conquistar uma medalha. É um desafio enorme, mas também muito emocionante”, contou a ex-atleta.

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Para fazer jus ao ‘lifestyle’ carioca, o Comitê Organizador decidiu, primeira vez na história, incluir itens de moda praia no seu catálogo de produtos licenciados. De acordo com Fabíola, a experiência Olímpica fez diferença na hora da concepção dos estilos. “Passei a vida inteira usando maios e biquínis, então sei como devem ser. Para a linha do Rio 2016 tentei traduzir um pouco da alegria dos Jogos Olímpicos, misturadas com as curvas do Rio e as estampas do Rio 2016”, completou. A história de Fabíola com a moda começou na década de 1990. Incomodada com seus maiôs de treinamento, que considerava desconfortáveis, a nadadora produzia novos modelos para treinar e competir, que logo começaram a chamar a atenção das colegas. A grife nasceu em 2004, com produtos feitos sob medida para nadadores profissionais. “Tudo começou muito

pequeno, as meninas gostavam do que eu estava usando e pediam para fazer algumas peças. Eu vendia no intervalo das competições. Nunca imaginei que um dia assinaria a linha oficial dos Jogos Olímpicos”, lembrou. O catálogo da marca para o Rio 2016 deve oferecer cerca de 50 modelos diferentes para adultos e crianças, entre biquínis, maios, sungas, vestidos e saias. “A inspiração principal para esta coleção veio da própria moda carioca. Para agradar a todos os gostos, fizemos um ‘mix’ dos modelos mais tradicionais do Brasil, como o ‘cortininha’ e o ‘fru-fru’, com outros mais comportados, com sutiã meia taça e calcinha mais larga”, contou. Todas as peças serão confeccionadas com material especial que traz a proteção UV, além de serem biodegradáveis. Os itens já estão à venda na Loja Online Rio 2016 e nos cinco pontos de venda do Rio 2016, localizados em aeroportos brasileiros.

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Social Guará

Guará em Pauta

Por Benê Carvalho benecarvalho@revistavitti.com.br

João Pedro Velloso e Lygia Velloso trocaram alianças numa linda cerimônia para poucos e bons no dia 16 de janeiro.

Laura Cardoso Kalil Vilela Leite ao lado de seus pais, Dr. Fábio e Dra. Lucyene arrasaram no baile de Gala de sua formatura. A família também já comemora com alegria o resultado do vestibular da futura advogada que seguirá os passos de seus pais.

Ricardo Nishimura

A cidade deu mais um passo para frente. Estiveram por aqui o Governador Geraldo Alckmin, junto do Prefeito Francisco Carlos e esposa Regina Lúcia Moreira dos Santos, Dom Raimundo Assis, Deputado Federal Samuel Moreira, Prefeitos de municípios da região, Diretores do Poupatempo e Detran SP, na concorrida inauguração de mais uma Unidade do Poupatempo, em Guará.

A querida Sra. Neusa Marques de Almeida chegou aos 90 anos com o sorriso, alegria e espontaniedade de sempre. Comemorou a data num delicioso almoço em família.

Luciane Cunha Maia, avó de primeira viagem vive corujando sua linda netinha Joana. Amor que não se mede! 56 | Vitti | revistavitti.com.br

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Saúde

Gordura Localizada

principais dúvidas e tratamentos

C

Por Dr. Mauro Frazilli

om o verão, neste nosso país tropical abençoado por Deus, num calor de 38 graus, fica difícil esconder a forma do corpo. Por esse motivo, nesta edição, vamos orientar sobre as técnicas existentes, e somente as efetivas, para o tratamento da gordura localizada. Antes de começarmos a descrever as técnicas existentes, algumas informações importantes se fazem necessárias. As células responsáveis pelo armazenamento de gordura são os adipócitos. Elas têm como particularidade a capacidade ilimitada de armazenamento e atingem tamanhos absurdos. O número de adipócitos é ditados pelo código genético, associado ao estímulo que se possa ter até os 13 anos, período após o qual os adipócitos não mais se reproduzem. Uma vez em posse dessa informação, já sabemos que se removermos os adipócitos, depois dos 13 anos, não aparecerão novos adipócitos, porém os que restarem poderão crescer em tamanho. Agora sim podemos falar sobre as técnicas de esvaziamento dos adipócitos e as técnicas de supressão dos mesmos.

Dr. Mauro Fevereiro, 2016

Dr. Milton

Para esvaziá-lo, retirando a gordura de dentro dele e assim diminuindo seu volume, começamos melhorando a circulação de sangue na região, que pode ser feita através de massagens (manual ou por meio de aparelho), aquecimento da região (utilizando mantas térmicas), e com a administração de mesoterapia. Entende-se por mesoterapia, a administração de pequenas quantidades de droga, em uma determinada região, para que se obtenha uma ação local com um mínimo de efeitos colaterais, ação essa que pode também ser de destruição do adipócito dependendo da droga utilizada. Vale ressaltar que esta técnica deve ser realizada por um médico. Outra técnica é de diminuição do número de adipócitos, que pode ser feita por destruição ou por remoção. A destruição pode ser realizada através do uso de drogas, como na mesoterapia descrito acima, onde se injeta um remédio que destrói o tecido gorduroso no local onde se aplica, e o corpo acaba por reabsorver, sendo esta uma técnica bem sucedida e com poucos efeitos colaterais. Podemos usar também a hidrolipocrasia, que consiste em injetar grande quantidade de soro fisiológico na área que se deseja diminuir, o adipócito ab-

Dra. Nedir

sorve a água ficando túrgido e, com o uso do ultrassom de alta potência, ocorre a ruptura do adipócito por agitação das moléculas de água. Ainda nos resta o uso da rádio-frequência, direcionada através de um aparelho, para que provoque a destruição dos adipócitos por meio de ondas de calor, atingindo as áreas onde se tem o excesso de gordura. Por último a técnica de supressão, ou seja, a remoção do tecido gorduroso. Uma vez avaliado clinicamente o paciente, programa-se a quantidade e a localização para a retirada do tecido gorduroso, esculpindo-se o corpo e melhorando a sua forma. A isso chamamos de lipoaspiração, técnica efetiva, antiga e segura; deve ser realizada em ambiente hospitalar. A melhor técnica, claro, é sempre a que melhor se adapta ao paciente. Seja sempre muito criterioso ao ler um artigo. Tenha bom senso, pois não existem cremes milagrosos, dietas sem esforço ou aparelhos que fazem perder medidas sem desconforto. Razão pela qual foi exposto neste artigo as técnicas que apresentam o melhor resultado. Dr. Mauro Frazilli (Cirurgião Plástico)

Poliana (Técnica de Enfermagem)

Dra. Keila

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Gastronomia

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Por Rafael Ferro

alimentação é a base da vida e dela depende o estado de saúde do ser humano. Além de garantir o sustento, a alimentação deve promover saúde e para isso deve ser variada e rica em nutrientes - substâncias que regulam o organismo, fornecem energia para as atividades do dia a dia e auxiliam na formação do corpo - permitindo assim, o equilíbrio no organismo. Para alcançarmos uma alimentação saudável, podemos utilizar partes de alimentos que normalmente são desprezadas pela população. Tal atitude é chamada de “aproveitamento integral dos alimentos”. Desperdiçamos boa parte dos alimentos que poderiam ser aproveitadas para o preparo de muitas outras refeições. Este é um hábito tradicional da população brasileira, que normalmente não utiliza partes não convencionais dos alimentos, que podem ser aproveitadas para preparar pratos deliciosos, além de reduzir o lixo e o problema da fome no Brasil.

O aproveitamento integral dos alimentos significa economia, e possibilita também experimentar novas opções de receitas, ressaltando assim, outro fator importante: a variação do cardápio. Isso porque um único alimento rende até cinco preparações diferentes, repleta de nutrientes e coloridas, quando utilizamos sua casca, folha, talos, semente e a própria polpa. Uma boa cozinha é aquela na qual nada é desperdiçado. Às vezes não percebemos, mas na nossa cozinha há muita coisa indo para o lixo sem necessidade. O Brasil é um dos campeões em acúmulo de lixo orgânico e este, quando não tratado adequadamente, pode agredir a natureza, por promover a formação de chorume, um líquido escuro e malcheiroso, que pode tornar nossos solos inférteis para produção. Outro malefício está relacionado ao problema sanitário: o acumulo de lixo orgânico pode atrair vetores, como ratos, baratas e moscas, que podem causar sérios riscos para a saúde humana. Ponha essa ideia em prática com essa receita fácil e deliciosa:

Bolo de Casca de Abacaxi Ingredientes: Casca de um abacaxi (400g) 1 xícara de água 1 xícara de margarina (200g) 1,5 xícara de açúcar 2 ovos 2 xícara de farinha de trigo 1 colher de sopa de fermento em pó 3 colheres de açúcar para polvilhar Preparo: Leve ao fogo a casca de abacaxi com a água e cozinhe em fogo baixo por 20 minutos. Bata no liquidificador e passe na peneira. Reserve o liquido. Pré-aqueça o forno em temperatura média (180ºC). Unte e enfarinhe uma forma de bolo inglês. Em uma tigela, misture a margarina com o açúcar. Junte os ovos e bata até obter um creme. Acrescente o caldo reservado, a farinha e o fermento. Coloque na forma e leve ao forno por 30 minutos. Polvilhe o açúcar e deixe esfriar. Rafael Ferro é Chef de cozinha e docente no IGA São José dos Campos Contato: rafacferro@gmail.com

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Social Taubaté

Pré-carnaval Vila Santa FOTOS: LUIZINHO

No dia 31 de janeiro aconteceu a festa de pré-carnaval do Vila Santa, em Taubaté.

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Meio ambiente

COP 21

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Por Peter Iote

s 195 nações presentes na COP 21 (21ª Conferência do Clima), realizada em dezembro em Paris, França, chegaram a um acordo do clima. Mas quase não deu certo, pois foram necessárias mais 24 horas além do dia do enceramento oficial para que as delegações presentes chegassem a um acordo. A meta traçada é lutar para que a temperatura média do planeta não aumente dois graus centígrados até o final do século. O problema é que para se chegar a um aquecimento global de apenas 1,5 graus a continuar como ocorre hoje, até 2050 o mundo teria que zerar totalmente as emissões de gases poluentes. O maior desafio agora é tirar essas metas do campo utópico e de fato reduzirmos as emissões de gases do efeito estufa. As nações presentes na COP 21, especificamente as desenvolvidas, acreditam que novas tecnologias devem surgir para reduzir o impacto dos gases do efeito estufa globalmente. 62 | Vitti | revistavitti.com.br

Qual é o papel de cada um de nós no umprimento do acordo?

Sustentabilidade no campo O Inventário Nacional de Emissões de GEEs, aponta que a criação de gado bovino no Brasil gera uma média anual de 15,4% dos gases nocivos, superando até mesmo os combustíveis fósseis com seus 15,1%. A agricultura somada à pecuária foram responsáveis por 37% das emissões. Este dado parece mesmo incrível, pois a emissão média é de 57 kg de metano por animal anualmente. Fato é que com ações sustentáveis para aumentar a eficiência da produção pecuária sem prejudicar o meio ambiente é possível melhorar o desempenho dos bovinos e reduzir a emissão de metano, que é 25 vezes mais poluidor que o CO2 (gás carbônico). De que maneira? Não podemos nos esquecer que na natureza tudo é pautado em ciclos, por isso quando decidimos pela sustentabilidade em uma só área, ganhamos benefícios em diversas outras. O ciclo da sustentabilidade é perfeito. É necessário observarmos a dinâmica dos gases de efeito estufa nos sistemas de forma holística. Deve-se

levar em consideração todos os compartimentos dos sistemas produtivos: solo, planta, animal e atmosfera, já que alguns componentes podem realizar a remoção dos gases tóxicos, reduzindo as emissões. Os sistemas de produção que integram lavoura-pecuária-floresta, atrelado à alterações na nutrição animal, como inclusão de aditivos na dieta bovina que melhoram a sua digestibilidade, podem diminuir a quantidade de gás metano, de 57 kg para até 37,7 kg por animal. Multiplique esse dado por 213 milhões, que foi o recorde do rebanho bovino só em 2015. Além disso, o método da integração lavoura-pecuária-floresta teve um balanço positivo com um saldo de 7,68 toneladas de CO2 por hectare anualmente. A pecuária, que outrora era a grande vilã do eco-sistema, agora tem grande potencial de mitigação das emissões dos gases do efeito estufa. O sequestro de carbono que ocorre durante o crescimento de árvores no ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta) e na recuperação das áreas de pastagens degradadas, são exemplos de Fevereiro, 2016


Participantes da COP 21 assistem a painel sobre ciência em Paris

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tões que hoje em dia estão em destaque na mídia, algo que não tinha muita importância no nosso cotidiano passa a ser discutido em conjunto. Isso é o que faz a diferença para que ações coletivas em relação ao lixo se tornem intrínsecas à nossa condição de cidadãos educados, conscientes e politizados. Quando pensamos no lixo urbano e que queremos ser sustentáveis, nós apenas reciclamos o lixo e pronto. Já cumprimos com a nossa responsabilidade com o eco sistema. Mas o que nos passa desapercebido é o potencial poluidor que o lixo orgânico tem e nós simplesmente o deixamos ir sem tratamento algum para aterros sanitários. Mas na realidade o lixo orgânico (tudo o que se decompõe rapidamente) produz gás metano, e poderia ser usado em nosso benefício. Poderíamos usá-lo como gás de cozinha e para termos até energia elétrica gratuitamente, afinal todos os lares produzem lixo a uma média de 1,350 kg per capita diariamente. A geração de energia a partir do biogás do lixo é uma maneira de produzir energia elétrica renovável e limpa, reduzindo os impactos ambientais provocados pela queima dos resíduos sólidos urbanos, e desta forma contribuímos com a redução de emissões dos gases de efeito estufa. A cada quilo de lixo orgânico, cascas de alimentos, por exemplo, é possível ser produzido 200 litros cúbicos de gás, o su-

ficiente para manter um fogão aceso por uma hora. Uma família de 5 pessoas poderia reduzir suas emissões de gases estufa em seis toneladas de CO2 anualmente. Como curiosidade, veja o que 1 Kg de lixo pode gerar em quantidade de energia: Secador de cabelos: 24 minutos. Máquina de lavar: 20 minutos. Geladeira: 2:52 minutos. Televisão: 5:45 minutos. Computador: 5 horas. Ferro elétrico: 43 minutos. Forno elétrico: 22 minutos. Enfi m, o que se discutiu na COP 21 não foi somente sobre o lixo, mas sobre tudo o que está envolvido com a cidadania: educação básica, cuidado com o que é público, consciência sobre deveres e direitos e também de consciência ambiental. Ser cidadão é cuidar do planeta e isso inclui o cuidado com tudo e com todos que nele habitam. Cabe aos governos educar, criar campanhas de conscientização, fomentar ideias inovadoras para a mitigação da degradação do planeta. Todos nós teremos que mudar e toda mudança só é verdadeira se começa de dentro, com vontade e dedicação. Reduzir, reutilizar e reciclar, aliados a uma educação verde e uma consciência ecológica, são os elos na relação entre o Eco Sistema e a Cidadania para a sustentabilidade da nossa própria espécie. Peter Iote é Arquiteto.

Reprodução/AP

Divulgação

que é possível promovermos a sustentabilidade no campo, além disso, tecnologias que promovem a melhoria da eficiência dos sistemas de produção e o aumento do desempenho animal estão sendo implementadas no setor, embora ainda haja espaço para avançarmos mais para contribuirmos com o acordo da COP 21. Sustentabilidade nos centros urbanos Até algum tempo atrás, falar de lixo era algo que parecia estranho, sem cabimento e fora de contexto no nosso dia a dia. Lixo, aquela coisa que sobra, que você junta em um saco plástico e manda embora no caminhão do serviço público de coleta. E depois que o lixo saiu da sua casa, não é mais problema seu. E falar sobre lixo aliado à cidadania? Mais estranho ainda. De que forma, algo considerado sujo e que era desprezado poderia contribuir para que você se torne um ser humano melhor e mais consciente? Mais uma vez, o que chama atenção é o fator “desprezo”. Assim como diversas outras ques-

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Lançamentos

&

Som

Vídeo

Por Ronaldo Casarin

Coleção Maurício de Sousa 80 Anos DVD - Paramount

O

ito décadas de muito trabalho e sucesso. Este é o tempo de existência do mestre Maurício de Sousa neste mundo amalucado e apaixonante das histórias em quadrinho. Tantas gerações cresceram e aprenderam a ler com os gibis da Turma da Mônica, Chico Bento e outros personagens de um dos maiores autores do Brasil. Neste período fomos apresentados às suas geniais e inigualáveis criações. Os personagens da Turma da Mônica são sucesso nas mais diversas mídias, no mundo todo.

E para celebrar os 80 anos do mestre a Paramount lançou uma caixa especial com 15 discos contendo animações clássicas da Turma, em DVD, e mais alguns brindes, como seis mini-cartazes exclusivos e esboços de Mauricio de Sousa. A edição é numerada e limitada, item de colecionador que cobre quase toda a obra cinematográfica de Maurício de Sousa. Infelizmente não traz clássicos como “A Princesa e o Robô”, “As Aventuras da Turma da Mônica”, e as animações do Chico Bento.

Get On Up - A História de James Brown Blu-Ray - Universal

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nfelizmente essa cinebiografia do lendário James Brown, lançada nos EUA em 2014, não foi exibida nos cinemas brasileiros, apesar de a Universal até ter anunciado que isso iria ocorrer. O fi lme dirigido por Tate Taylor é valorizado pela incrível atuação de Chadwick Boseman – ele dubla a voz de Brown com perfeição e dança com a mesma vitalidade que o falecido cantor. Vale também pela recriação de cenas de época. O diretor resolveu não

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seguir uma ordem cronológica e o fi lme foi construído de maneira fragmentada, incluindo inserções em que James Brown atua como narrador, explicando alguma passagem. O Blu-ray tem bons extras, como os detalhes da jornada para representar a vida do astro, comentários de Taylor e cenas excluídas – uma delas mostra a interação de Brown com um Mick Jagger fictício durante os bastidores do filme-concerto The T.A.M.I. Show (1964).

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História

Por Lia Carolina Prado Alves Mariotto

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entre os vários acontecimentos que ocorreram no ano de 2015, uns dos que mais sensibilizaram a humanidade foram as inúmeras notícias sobre as levas de refugiados que, buscando vida melhor, entraram na Europa. Vimos, ouvimos e lemos notícias de vários matizes sobre a questão. Essas notícias me levaram a pensar no momento em que, no Brasil, teve início a chegada dos primeiros imigrantes europeus, que aqui aportaram também em busca de uma vida melhor. Os dicionários com suas definições claras, precisas, mas impessoais nos dão o significado de cada palavra: Imigração - entrada de indivíduo ou grup o de indivíduos estrangeiros em determinado país, para trabalhar e/ou para fixar residência, permanentemente ou não. Refugiar - retirar-se para lugar em que haja segurança, proteção; tomar asilo; asilar-se, expatriar-se; encontrar amparo ou consolo; dar proteção a si mesmo; resguardar-se; pôr em abrigo; colocar sob proteção. Percebemos os diferentes significados das palavras, mas os sentimentos humanos encerrados nas duas definições nada têm de diferentes: insegurança, desconhecimento do futuro, enfim, medo, um grande medo do desconhecido. Os acontecimentos de 2015, em todo seu conjunto de causas e consequências serão profundamente pesquisados, esmiuçados em estudos futuros, mas os fatos já acontecidos, como o da chegada dos primeiros imigrantes no Brasil, já são possíveis uma visão do conjunto – e, assim como um relógio que, marcando as horas no sentido contrário, iremos descrever algumas notícias sobre o início da imigração no Brasil. Até 1808, com a chegada da família real no Brasil era interditada a vinda de estrangeiros para cá. A imigração era um privilégio reservado aos portugueses; sabe-se que em 1744, foram enviadas para as capitanias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, 4.000 famílias das 66 | Vitti | revistavitti.com.br

Imigrantes alemães e luxemburgueses na colônia Santa Leopoldina na província do Espírito Santo, 1875

A história da imigração no Brasil ilhas de Açores e Madeira. Após sua chegada, D. João VI, por um decreto imperial datado de 25 de novembro de 1808, ordenava: “Sendo conveniente ao meu real serviço e ao bem público aumentar a lavoura e a população que se acha muito diminuta neste Estado, e por outros motivos que me forem presentes hei por bem, que aos estrangeiros residentes no Brasil se possam conceder datas de terras por sesmarias pela mesma forma, com que segundo as minhas reais ordens se concedem aos meus vassalos, sem embaraço de quaisquer leis ou disposições em contrário.”. Assim, foram abertos os portos brasileiros para alemães, suíços, ingleses, franceses, italianos, etc. Oficialmente iniciou a imigração quando, por volta de 1818, entraram no país 2.000 suíços que, fixando-se nas montanhas próximas ao Rio de Janeiro, fundaram a cidade de Nova Friburgo. Em 1824 chegaram os alemães que, insta-

lando-se na Província do Rio Grande do Sul fundaram São Leopoldo e, até 1830, somavam 6.856 imigrantes. Em 1836, chegou o primeiro grupo de 180 colonos italianos. A doação de terras por sesmarias, estabelecido no decreto real, não obteve o resultado esperado. Começaram a surgir os abusos seguidos de confusões e dúvidas. Foi então promulgada a primeira Lei de Terras, em 1850. Ela estabelecia que: “As terras públicas deveriam ser vendidas por um preço suficientemente elevado para afastar posseiros e imigrantes pobres. Estrangeiros que tivessem passagens financiadas para vir ao Brasil ficaram proibidos de adquirir terras, antes de três anos da sua chegada.”. (Fausto, Boris in História do Brasil). Os fazendeiros brasileiros precisavam de mão de obra estrangeira em suas lavouras, uma vez que deixou de existir o trabalho escravo, não queriam os colonos como proprietários, pelo menos nos três primeiros anos da chegada. Os colonos Fevereiro, 2016


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eram enviados a trabalharem nas fazendas, e com o ganho conseguido eram obrigados a se manterem, e ao mesmo tempo ir amortizando os gastos que seus patrões tivessem despendido quando de suas contratações. O imigrante ajustado particularmente, quando aportava no Brasil, já era devedor de todas as despesas da viagem, instalação e sobrevivência, até que viessem as primeiras colheitas, com as quais se faziam os acertos de contas. Os contratos também exigiam que os colonos não abandonassem a fazenda enquanto não pagassem suas dívidas. “A sociedade brasileira sustentada no patriarcalismo e no regime escravocrata por um período de três séculos demorou a adaptar-se à nova realidade” (“A Reforma” – 1873). Houve alguns raros fazendeiros que prevendo a falta do trabalho escravo começaram a somar seus esforços aos do governo, para promover a introdução de agricultores livres. Coube ao Senador Vergueiro a iniciativa desse movimento de colonização privada quando em 1847, contratou na Alemanha 80 famílias que foram colocadas em sua fazenda de café, perto de Limeira, com contrato de “meiação”, isto é, tinham direto à metade da colheita de café de um determinado lote a seu cargo. Fora a contratação privada havia o contrato feito pelo governo. Após alguns anos a contratação particular ficou em desuso devido às inúmeras queixas e problemas que surgiram de ambos os lados. O processo de imigração passou a ser controlado pelo governo através da Agência Oficial de Colonização. Era ela quem providenciava a vinda, alojamento e colocação dos imigrantes. Os passaportes, escrituras, contratos, certidões pública forma, legalizações e quaisquer outros documentos passaram a ser oferecidos gratuitamente aos mesmos. Ainda cabia ao governo oferecer as seguintes condições: - recepção no porto do Rio de Janeiro; - alojamento, agasalho e alimentação na Hospedaria da Ilha das Flores, pelo tempo que fosse necessário, até seguirem os imigrantes o seu destino; - transporte gratuito nas estradas de ferro ou nas linhas da 41 do Real e 1, por vapor, até o lugar mais próximo do destino escolhido pelos imigrantes; - concessão de um lote de terras apropriadas à cultura, devidamente medido e demarcado com a área de 300.000 metros Fevereiro, 2016

Imigrantes europeus trabalhando na colheita do café, uma das principais culturas do Brasil no começo do século XX

quadrados ou 30 hectares, pelo preço máximo de 495$000 Réis. Este preço poderia variar até o mínimo de 123$000 Réis, conforme a qualidade das terras, sendo o preço estabelecido na razão de 0,41 do Real e 1,65 Réis por metro quadrado; - faculdade ao imigrante e pagar à vista esse lote ou em prestações durante cinco anos, adicionando-se, no segundo caso, 20% sobre a importância do lote; - liberdade ao imigrante para somente começar o pagamento por prestações a contar do terceiro ano, depois do seu estabelecimento, abatendo-se 6% sobre o valor das prestações que pagasse antecipadamente; - colocação e estabelecimento no lote que fosse distribuído. A Agência Oficial de Colonização cabia também a contratação dos profissionais que iriam viabilizar o sistema: agrimensores, médicos, farmacêuticos, sacerdotes, escrivães, curadores, etc. A Hospedaria do Imigrante foi instalada em um prédio alugado, em lugar saudável e na proximidade do litoral, cabendo no mínimo 400 leitos. Para o fornecimento de víveres das colônias e dos imigrantes, com mapas do movimento, relatórios eram periodicamente enviados mantendo o governo a par dos acontecimentos. Nesses relatórios as despesas eram arroladas e graças a esse tipo de escrituração sabe-se que, provavelmente, a despesa gasta, no período de mês, por assentamento, equivalia mais ou menos a 12:800$00 (doze contos e oitocentos Réis). Por meio de decretos, o governo estabelecia contratos com Companhias como, por exemplo, a Brazilian Coffe States, ou com particulares, para num determinado prazo introduzir certa quantidade de imigrantes para serem fundadas colônias agrícolas e industriais. As condições de higiene e o tratamento dado aos imigrantes, por parte da tripulação

dos navios contratados para os trazerem eram sujeitos à fiscalização durante o tempo que durasse a viagem. Esse controle fazia-se por meio de depoimentos testemunhados pelos próprios colonos a pedido do agente oficial. Relatos de acontecimentos que se passaram nessa época demonstram o quanto não foi fácil, para ambos os lados, a adaptação ao novo sistema. Nem sempre os colonos eram pessoas pacatas e dispostas a recomeçar uma nova vida, mesmo que isso significasse sacrifícios. Havia a queixa por parte do governo e dos fazendeiros de que alguns imigrantes eram pessoas que não sabiam fazer o trabalho com a terra e seriam indivíduos perigosos para a segurança pública (a História é interessante, parece que recentemente já vimos esse fi lme), mas sobretudo seriam pessoas que não se fi xariam no país, tratando apenas de juntar algum dinheiro para voltar para terra de origem. Havia também as queixas dos colonos: achavam que eram enganados e maltratados, não eram cumpridas as promessas feitas pelos agentes e recrutadores, os quais, além disso, lhes ocultavam dificuldades de vida a que vinham encontrar; o governo não lhes fornecia os terrenos que desejavam ou os fazendeiros não lhes pagavam os salários ajustados. Cento e noventa e sete anos são passados desde a oficialização da imigração (1818) até nossos dias. No decorrer desse período milhares de fatos – ruins e bons - se desenrolaram, mas no cômputo geral não há como negar as influências salutares que deles resultaram. Hoje, o Brasil é um país onde grande parte da população é uma mescla de um pouco dos muitos povos do mundo, é um país onde todos os usos e costumes se misturam e dessa alquimia resultou o ouro do saber conviver com as diferenças. revistavitti.com.br | Vitti | 67


Mundo

As Várias Faces de

João Rangel registra o estilo de vida e a religiosidade do povo cubano em ensaio fotográfico

J

Por Ronaldo Casarin

oão Rangel é de Guaratinguetá, atua como repórter fotográfico há 23 anos tendo trabalhado para diversos veículos de comunicação, como Folha de S. Paulo, Diário Popular, Revista Veja, Estadão, Jornal da Tarde, Valeparaibano e Agência Routers. É professor da Universidade de Taubaté e em breve defenderá sua tese de doutorado pela Universidade de São Paulo. O tema: religiosidade na América Latina. “Minha tese é de que o homem latino-americano é religioso em sua essência”, diz Rangel, que escolheu uma narrativa fotográfica como forma de construir seu trabalho. Para isso, ele esteve em Cuba no final de 2014, onde conheceu as cidades de Havana e Santiago, registrando em imagens o dia-a-dia, a fé e as mais diversas manifestações religiosas do povo da Ilha. “Escolhi Cuba porque é um país comunista, que teoricamente seria ateu, mas lá existe uma religiosidade muito forte, e um sin-

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cretismo religioso muito parecido com o que vemos na Bahia”, explica. O pequeno país caribenho tem apenas 11 mil habitantes, espalhados por 110.861 Km². João Rangel esteve em duas cidades: primeiro na capital Havana, a mais populosa e onde ocorre a festa de São Lázaro. “Este é um santo católico, mas que atrai devotos que demonstram essa mistura de culturas da fé, como os santeiros, que seriam os pais de santo, e os benzedeiros, que nós no Brasil chamamos de espíritas”, relata. O outro destino do fotógrafo foi Santiago, distante 800 Km de Havana, e famosa por ter sido a porta de entrada dos exércitos revolucionários de Che Guevara e Fidel Castro, que derrubaram o ditador Fulgencio Batista e instauraram o regime socialista na Ilha. “Lá fui ver de perto o santuário mariano da Padroeira de Cuba, Nossa Senhora da Caridade do Cobre. Um lindo santuário para aquela que é considerada a padroeira de todos os cubanos. Pessoas de diversas religiões vi-

sitam o lugar, e o padre local brincou dizendo que até os ateus vêm aqui”, conta. A imprensa norte-americana, em décadas de campanha anticomunista, sempre defendeu a tese de que houve perseguição aos religiosos no país após a Revolução. João conversou com pessoas da Igreja e historiadores locais, e os relatos são de que o governo de Fidel Castro nunca proibiu a religião. “Muitos integrantes do Clero que eram ligados à rica burguesia do país, por sua vez ligada aos americanos, começaram movimentos de insurgência dentro das Igrejas. Foi quando o comando da Revolução prendeu e expulsou esses padres, em sua maioria espanhóis. Mas nunca houve proibição de religião no país.”, explica. Conhecendo melhor o país e seu povo, João Rangel traz uma constatação sobre a religiosidade em Cuba: nem o regime comunista conseguiria impedir a força da fé do povo latino-americano, e na Ilha que dribla décadas de embargo econômico, a vida segue de forma simples e com total liberdade religiosa. Fevereiro, 2016


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1- Simpatia cubana. 2- Casamento católico em Havana. 3- Garotos jogando beisebol, um dos esportes mais populares do país. 4- Homem paga promessa na festa de São Lázaro, em Havana. 5- Detalhe ao fundo de imagem ligada aos cultos africanos, forte influência no país. 6- Clássico carro da década de 50 seguido por veículos mais modernos que começam a chegar ao país. 7- Detalhe de garota estudante cubana. O país erradicou o analfabetismo em 1962. Fevereiro, 2016

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Esporte

Luz, Câmera, Esporte e Ação

Por Fabiana Ferreira fabycanoagem@hotmail.com www.luzcameraesporteacao.blogspot.com

Saiba como prevenir lesões esportivas

C

orrer, remar, pedalar, nadar... 2016 está ai, cheio de provas desafiadoras pra você! Mas vá com calma, planejamento é a base de tudo. Planejar, treinar e prevenir lesões fazem parte do seu sucesso esportivo. Conversei com o fisioterapeuta Fabrício Lisboa sobre prevenção de lesões ortopédicas em atletas amadores e profissionais. O início da temporada de provas de modalidades como: corrida de rua, ciclismo, trail running, natação, triathlon, entre outros, traz também a preocupação e cuidado com o corpo evitando que as lesões possam ser um incômodo nos treinos e competições. Fabrício Lisboa é fisioterapeuta formado pela Universidade de Taubaté, pós-graduado em Ortopedia e Traumatologia pela Universidade de Taubaté, pós-graduado em Reabilitação Aplicada ao Esporte pelo CETE/ UNIFESP e especialista em Fisioterapia Esportiva pelo COFFITO. É membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva. Atualmente é responsável pelo Departamento de Reabilitação Esportiva da Prefeitura Municipal de Taubaté, Fisioterapeuta da LUASA SPORTS (Atletismo de alto rendimento). Atua clinicamente atendendo atletas amadores e de alto rendimento de diversas modalidades esportivas em seu consultório. Qual é o papel da Fisioterapia Esportiva? Fabrício Lisboa - A fisioterapia esportiva é uma especialidade da fisioterapia que busca a reabilitação, prevenção e atenção ao atleta amador, profissional e de qualquer outra pessoa que pratique alguma atividade física e que tenha pretensões de retornar ou se manter em atividade de maneira segura. Quais seriam as indicações para a Fisioterapia Esportiva? F.L. - É indicada para todos

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os momentos da prática esportiva. Primeiramente é indicada para pessoas que querem começar a prática de atividade física. Também para pessoas que já praticam alguma atividade e não têm suporte e acompanhamento profissional adequado. É indicada para reabilitação de lesões esportivas e retorno ao esporte. E de maneira importante também no acompanhamento e manutenção de um quadro de performance com o objetivo de prevenção de lesões. Quais os principais riscos para o desenvolvimento de lesões du-

Triatleta Danilo Mello (acima e à direita) e o maratonista aquático Marcos Campos, pacientes de Fabrício Lisboa

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rante uma temporada? F.L. - Além das características individuais do atleta, como idade, gênero, alterações posturais, fraquezas musculares, encurtamentos musculares e rigidez articular, as lesões esportivas podem acontecer em sua maioria por falta de planejamento no treinamento, erros e falhas na execução do gesto esportivo, falta de estrutura muscular adequada, sobrecarga de volume e intensidade de treinamento. Quais os diferenciais que o atleta profissional ou amador devem buscar para minimizar os riscos de lesões? F.L. - Buscar centros de esporte, performance e reabilitação que possibilite a proximidade dos profi ssionais envolvidos no processo de planejamento de treinos e provas. Se preocupar com condições muitas vezes negligenciadas como alimentação adequada e compatível com o nível de atividade e exigência dos treinos e provas, buscar qualidade de sono, estratégias de recuperação pós-prova es-

pecíficas para cada modalidade. Dedicar tempo e esforço para realização de um trabalho de base com musculação (força, resistência, alongamento) e treinamento sensório-motor (equilíbrio e coordenação) compatíveis com a modalidade escolhida. A especificidade e individualidade no treinamento devem ser respeitadas acima de tudo. Cada atleta, sendo amador ou profissional, deve ter seu próprio programa de treinamento prestando a devida importância ao nível de atividade (recreativo, amador ou alto rendimento), idade, gênero e objetivos individuais pré-estabelecidos de cada praticante em sua modalidade específica. Quais são as dicas para minimizar o risco de lesão durante o período de treinamento e competição? F.L. - Conte com a estrutura de uma academia/clube de excelência para atender as necessidades de treino e recuperação. Escolha uma equipe de profissionais capacitados para acompanhar sua temporada

de provas: médico do esporte, educador físico, nutricionista e fisioterapeuta, por exemplo, devem acompanhar a realidade de treinos de atletas amadores e profissionais. Procure variar os tipos e terrenos de treinos para minimizar sobrecarga. Busque estratégias de preparo pré-prova e recuperação pós-prova eficazes. O que fez você escolher a Fisioterapia Esportiva? F.L. - Amo o esporte e vivencio as competições como atleta do basquete desde a infância, com os anos busquei com a prática de outras modalidades como natação, skate e surfe. Trabalhar com a Fisioterapia me possibilitou ficar próximo do esporte amador e de alto rendimento. Além disso, buscar a prática nos esportes de diversas modalidades me possibilita ter e vivenciar os treinos e as provas, o que torna a realização do trabalho de reabilitação consistente e condizente com o que o atleta necessita individualmente.

Fotos: Divulgação

Evitar: - Treinos sem especificidade - Aumentos repentinos de volumes e intensidades - Troca de equipamentos de maneira inadequada - Planilhas e treinos copiados - Modismos - Tratamentos via “Google” Priorizar: - Musculação para ganho de força e resistência muscular - Cautela e critério na progressão e evolução dos treinos - Busca e orientação com profissionais capacitados - Manutenção e acompanhamento preventivo - Variar tipos e modalidades de treinos periodicamente - Priorizar treinos específicos e condizentes com a modalidade de prática

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Caçapava

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Revista Vitti, Fevereiro 2016 Edição n122  

Nesta edição entrevistamos José Indiani, um dos mais ilustres filhos da colônia italiana do Vale do Paraíba. Confira também: Economia; Negóc...

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