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Capa

Animadores do grupo Companhia do Sol e a pequena Helena

www.revistavitti.com.br Edição 135 - Ano 12 Março, 2017 Foto: Revista Vitti

lavia Alonso Ayala

Saúde

Esportistas e os Cuidados com a Pele

Carnaval O melhor da folia em toda a região

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA VENDA PROIBIDA Vale do Paraíba e Litoral Norte Março, 2017

Entrevista

Lia Marques

Vocalista do Grupo Paranga fala sobre a campanha “Apito do Respeito” revistavitti.com.br | Vitti | 1


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Marรงo, 2017


Marรงo, 2017

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Índice

Março 2017 | Edição 135 | Ano 12

Negócios

Visualizar Alternativas.................................................. 22

Economia

Fato versus Versão....................................................... 24

Saúde

Esportistas e os Cuidados com a Pele........................ 34

Carnaval

Folia em Guaratinguetá foi um sucesso....................... 41 Helena Yoshioka

Gastronomia

Italianidade no Vale...................................................... 46

Reflexão

Sobre as Prisões.......................................................... 54

Cores

Os Tais Segredos dos Jardins..................................... 58

Cultura

Entrevista

Lia Marques..................................................................12

Cantora do Grupo Paranga é uma das idealizadoras da campanha “Apito do Respeito”. Em entrevista, ela fala sobre a iniciativa, os resultados e conquistas da campanha e da luta pelos direitos femininos.

Vem aí o 3º Balaio das Artes........................................ 61

Turismo

Viaje mais gastando menos................................................63

Esporte

Paratletas e suas Próteses........................................... 64

Editorial

Alegria e Boas Ideias

R

espeito. Por vezes ele se mostra em falta na sociedade em que vivemos, e é um sentimento que deve sempre nortear nossas relações. Assim pensando, três garotas da pequena São Luiz do Paraitinga investiram suas energias em uma campanha para combater o assédio contra mulheres no carnaval. O que começou como um assunto ligado à folia, ganhou força, passou a pautar outros eventos, e se tornou uma campanha nacional. O “Apito do Respeito” chegou a carnavais de diversas cidades do país, e levantou a bandeira do respeito às mulheres, não só nas festividades de momo, mas em todo e qualquer local. 4 | Vitti | revistavitti.com.br

Para entender melhor essa história, confira a entrevista do mês com a cantora Lia Marques, uma das autoras da ideia que se transformou em uma causa defendida pelas mulheres. Ela fala da luta pelo respeito às mulheres e também de carnaval, música e de seu trabalho com o Grupo Paranga. Falando em carnaval, nossas colunas sociais estão recheadas de registros das mais animadas e badaladas festas da folia em toda a região. Nossos colunistas trazem o que de melhor rolou no Vale, Serra e Litoral. Não deixe de conferir também nesta edição nossas colunas de gastronomia, saúde, bem estar, cultura, música, livros, economia, negócios, turismo e muito mais. Entregamos aos nossos queridos leitores e parceiros mais esta edição da

Revista Vitti, com um sorriso no rosto e a satisfação de levar conteúdo de bom gosto e informativo ao público. Boa leitura! Boa leitura.

Marcela Vitti Diretora “Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. Em ti me alegrarei e salvarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo.” SALMO9:1-2

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Diretora: Marcela Vitti Assistente: Isaura Silva Diagramação e Criação: Bruno Moura Jornalista Responsável: Danielle Martins da Silva - MTB: 37796 Foto da Capa: Animadores do grupo Companhia do Sol e a pequena Helena (Foto: Revista Vitti) Repórter Fotográfico: Monicuee Alvez Colunistas: São José dos Campos: Gilberto Freitas - Caçapava: Jéssica Denz Taubaté: Socorro Pinto, Isaura Silva e José Luiz (Luizinho) - Aparecida: Ligia Ballot - Guaratinguetá: Benê Carvalho. Colaboradores: JULIANA BUENO, CARLOS MARCONDES, ADILSON PELOGGIA, ÉRICO PAMPADO DI SANTIS, FABIANA FERREIRA, MARCIO PORCHMANN, ARCIONE VIAGI, ALESSANDRA GABRIEL, RAFAEL FERRO, CESAR DI LASCIO E NEWTON LIMA. DIRETORA COMERCIAL: Marcela Vitti (12) 98122-3000 - marcela@revistavitti.com.br SÃO JOSÉ DOS CAMPOS / TAUBATÉ / PINDA / UBATUBA: Isaura Silva (12) 98270-0019 - isaurasilva@revistavitti.com.br SÃO JOSÉ DOS CAMPOS / TAUBATÉ / UBATUBA: Marcela Vitti (12) 98122-3000 - marcela@revistavitti.com.br GUARATINGUETÁ / APARECIDA / LORENA: Benê Carvalho (12) 98270-0069 - benecarvalho@revistavitti.com.br DISTRIBUIÇÃO: Rodrigo Melo Gratuita e dirigida às cidades de Taubaté, Quiririm, São José dos Campos, Caçapava, Pindamonhangaba, Tremembé, Guaratinguetá, Lorena, Cruzeiro, Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal e Ubatuba Impresso no parque gráfico da Resolução Gráfica Ltda. ATENDIMENTO AO CLIENTE: (12) 3632-3060 / (12) 98270-0018 - Rua dos Operários, 118 - Taubaté - SP Os artigos, matérias, opiniões e anúncios aqui publicados são de inteira responsabilidade de seus idealizadores, e não refletem necessariamente a opinião da Revista Vitti. Os conteúdos veiculados nos anúncios publicitários são de inteira responsabilidade dos anunciantes. É proibida a reprodução total ou parcial da revista sem autorização da Revista Vitti.

Cartas “Escrevo para parabenizá-los pela matéria “Cores, além dos tons de cinza” (p. 48, ed. 134). Incrível como um cuidado a mais na escolha das cores, e o bom gosto na hora de pintar os cômodos, faz realmente toda a diferença. Espero que continuem com reportagens como essa. Abraços.” Julietha Conneri, por e-mail “Muito oportuna a matéria sobre o Jejum Intermitente que vocês publicaram. Já faz algum tempo que esse assunto tem estado em pauta entre as pessoas que buscam uma forma de emagrecer. No entanto, é de enorme importância que as pessoas não saiam por aí fazendo dietas ou jejuns sem uma orientação competente” Danilo Moreira, via Facebook

“Que linda a edição deste mês da Revista Vitti! Como sempre arrasando, fotos lindas e só coisas boas nessas páginas. Adoro!” Marcela Soares, via Facebook “Fiquei surpreso com a história do fotógrafo Glauber Bassi, contada na matéria que vocês publicaram nessa edição de fevereiro. É de orgulhar qualquer cidadão do Vale do Paraíba saber que existe um profissional desse gabarito saído de nossa região e fazendo tamanho sucesso. Não conhecia sua história, e já me tornei fã. Obrigado Vitti, por contar essas lindas histórias de sucesso!” Rubens Cornetti, via Facebook

CAPA

Fevereiro, 2017

CORREIO VITTI

Fale conosco: opine, critique e dê sugestões. Escreva para: redacao@revistavitti.com.br Março, 2017

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Fotos: Monicuee Alvez

Bem vindo ao Vivá Gastronomia e Eventos

Vivá Gastronomia e Eventos Comemora 6 meses de sucesso lançando novo cardápio

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hegar ao Vivá é sempre uma surpresa. A antiga casa dos anos 50 foi reformada preservando seu estilo e agregando ambientes modernos que compõem um conjunto especialmente agradável. Do salão com piano aos decks e mesas no pátio, integrados ao jardim, a proposta é oferecer uma experiência diferenciada onde o estar com a família ou amigos aconteça de forma descontraída e leve. Realmente uma pausa para momentos especiais. Ao lado do monumento do Cristo Redentor com uma bela vista da cidade e da Serra da Mantiqueira, onde o por do Sol é um destaque, o Vivá tem valorizado um dos pontos mais bonitos de Taubaté e do Vale do Paraíba. Mais do que um restaurante ou espaço para eventos, uma excelente opção para o lazer, gastronomia e comemorações na nossa região.

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Anderson, André, Demétrio e Galdino

As Novidades

Seis meses após a inauguração, o Chef Executivo Gustavo Ubarana que faz a gestão da casa desde sua abertura, apresenta o novo cardápio que traz muitas novidades e promete surpreender. A equipe de cozinha recebeu um reforço especial. O já conhecido chef Demétrio Santana, após uma temporada em renomado restaurante de São Paulo, volta a Taubaté para comandar a co-

zinha do Vivá e promete surpreender com sua experiência de 25 anos de gastronomia. “Nossa equipe tem padrão para marcar época e valorizar a gastronomia da nossa região.”, explica Ubarana. O menu busca referências de especialidades e clássicos de sucesso de outros restaurantes renomados do mundo afora, sempre com um toque especial da casa” explica o chef Demétrio.

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Adriano Augusto, Luiz Carlos e Lucas Lima

Um Toque Oriental

Destaques que faz do Vivá um espaço diferenciado na região do Vale do Paraíba é ter no seu conjunto também um espaço da Cozinha Japonesa. Os apreciadores da tradicional gastronomia nipônica poderão se deliciar com um rodízio de sushis, sashimis e pratos quentes, em ambiente agradável e climatizado e fechamento em vidros, rodeado e integrado aos jardins sob os enormes flamboyants. “Nosso trabalho é bem tradicional, priorizamos a qualidade e correto manuseio dos peixes, além de alguns temperos diferenciados. Um dos nossos pratos que tem feito mais sucesso é o Sashimi de Salmão Maçaricado com azeite trufado e zest de limão siciliano”, explica o Chef Luiz Carlos, responsável pela cozinha e que tem 13 anos de carreira, sendo 8 deles como especialista em gastronomia japonesa.

Eventos

A área de eventos do Vivá sob o comando da experiente Carmola Cândido oferece hoje um serviço exclusivo e muito bem estruturado para os mais diversos tipos de eventos. Encontros corporativos, aniversários, batizados, bodas e festas de casamento são realizados com conforto, ambiente decorado e aconchegante e, claro, o cardápio da cozinha Vivá. “Podemos preparar nossos espaços com muita praticidade para vários tipos e formatos de eventos. Para as empresas, temos o auditório com estrutura multimídia completa. Para os eventos sociais e familiares, nossos ambientes e cardápios propiciam diversidade para qualquer tipo de festa. Tudo com nosso menu de altíssimo nível assinado pelo chef Galdino, vindo de um dos melhores buffets de São Paulo para ser o responsável pelos cardápios de eventos, além de atuar regularmente no funciona-

Antonio, Sargento e José

Atendimento Exclusivo

Se o ambiente e a comida são, caprichosamente, preparados para encantar o visitante, o atendimento do Vivá também é um diferencial que o coloca em posição de destaque. Sob o comando dos experientes maitres Antônio Pereira e José Gerônimo, a equipe de garçons de primeira se esmera para oferecer o melhor. Destaque sempre presente, o Maitre Sargento, profissional de grande renome em São Paulo, com 30 anos de carreira, é famoso também pelos seus drinks, como o “Caju Amigo”, o qual ele diz não revelar a receita sob hipótese alguma. No Vivá trouxe ainda adoráveis surpresas, como a Caipirinha Vivá, a Caipirinha do Sargento, ou ainda o coquetel Vivá, uma variação do Aperol Spritz. “O segredo para nosso sucesso atendendo o público é a paixão em receber bem, atender e acolher com alegria e satisfação cada um dos nossos clientes, é assim que procuramos tratar a todos que frequentam o nosso restaurante”, explica o sempre bem humorado Sargento.

mento normal do restaurante.”, explica Carmola Cândido, gerente de eventos do Vivá. O Vivá também abre seu espaço para empresas que queiram presentear funcionários ou clientes com jantares. A empresa pode adquirir os vouchers, e, ao seu gosto, premiar funcionários ou clientes que poderão vir saborear jantares completos, com o melhor do nosso menu exclusivo. Seja para momentos de romantismo a dois, descontração entre amigos, celebrações com a família, ou uma data especial, o Vivá pode ser uma excelente opção. Um time de profissionais de peso está à disposição para atender o público que busca boa gastronomia. O Vivá chega oferecendo ambientes com arquitetura diferenciada, paisagismo exuberante e serviços de excelente qualidade a custo compatível, se colocando entre as melhores opções no eixo Rio-São Paulo.

Carmola Cândido

R. Cel. Bento Furtado, 327 - Alto de São Pedro, Taubaté - SP (12) 3624-5071 www.vivagastronomiaeeventos.com.br Março, 2017

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Nossa equipe

Equipe

ISAURA SILVA

BENÊ CARVALHO

BRUNO MOURA

MONICUEE ALVEZ

Assistente, Vendas e Colunista

Diagramação e Criação

Vendas e Colunista Guará

RODRIGO MELO Distribuidor

Fotógrafa

Colunistas

SOCORRO PINTO Taubaté

ANDRÉ FLEMING

São José dos Campos

Taubaté

GILBERTO FREITAS

JÉSSICA DENZ

FABIANA FERREIRA

LIGIA BALLOT

São José dos Campos

Esporte

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JOSÉ LUIZ

Caçapava

Aparecida

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Helena Yoshioka

Entrevista

Lia Marques Da Redação

S

e você é mulher, provavelmente em algum momento da vida foi assediada. Na rua, numa festa, no carnaval, no trabalho, e até em casa. Infelizmente, o drama do desrespeito às mulheres é um mal enraizado na cultura brasileira. Depois de assistir pessoalmente a uma cena de assédio covarde por parte de três homens contra uma menina, a cantora Lia Marques, de São Luiz do Paraitinga, juntamente com duas amigas criaram uma forma de denunciar e combater esse tipo de comportamento. No carnaval de 2016 elas lançaram a campanha “Apito contra o assédio”, em que distribuíram apitos para as mulheres que frequentaram o carnaval de São Luiz do Paraitinga. Caso alguma delas se sentisse assediada, chamaria a atenção apitando e assim denunciando seu agressor. Com forte divulgação pela internet, a campa-

nha fez sucesso, ganhou adeptas em diversas cidades e seguiu atuante ao longo do ano. Em 2017, a campanha foi rebatizada como “Apito do Respeito”, e foi adotada por uma grande marca de cerveja que utilizou a causa em uma ação de marketing. A Revista Vitti conversou com Lia Marques, que contou um pouco mais sobre a campanha e suas ações, e de como a luta pelos direitos das mulheres está fortemente atrelada a campanhas como essa. Como não poderia deixar de ser, abordamos também o assunto “música”, já que Lia é uma privilegiada que nasceu em uma das famílias mais musicais do Vale do Paraíba. Filha de Negão dos Santos e Renata Marques, fundadores e integrantes do famoso grupo Paranga, ela, que também integra a banda, fala de como foram as apresentações da banda durante a folia, e também comenta sobre seus próximos projetos para a carreira solo.

O assédio está tão enraizado na cultura em que vivemos, que as pessoas não percebem que isso não é normal e deve ser combatido.

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Vitti - A campanha “Apito do Respeito” completou um ano de existência, e em seu segundo carnaval, ganhou mais adeptas e notoriedade. Como surgiu essa ideia? Lia Marques - Ano passado, 2016, no Festival de Marchinhas de São Luiz do Paraitinga, eu estava na casa da minha avó no início da madrugada. De repente ouço na rua três meninos intimidando uma garota, dizendo: “Você não tem medo de ir embora sozinha?”. Corri para a janela para tentar ajudar a menina, mas quando cheguei, os meninos já tinham ido embora. Fiquei espantada com a situação e escrevi um texto no Facebook relatando o ocorrido. Várias pessoas comentaram ‘absurdadas’ dizendo que alguma coisa precisava ser feita. Com isso, duas amigas minhas, Marina e Amanda, e eu, nos reunimos e estruturamos a ideia que deu origem à campanha “Apito contra o assédio”, que este ano recebeu o nome de “Apito do respeito”. Inicialmente, aproveitando o carnaval, a ideia é que a mulher que se sinta assediada de alguma forma ou intimidada, apite e chame a atenção das outras pessoas, sinalizando que alí está havendo um ato de assédio. Vitti - Porque neste carnaval a campanha mudou de nome? L.M. - Alteramos o nome porque Março, 2017


percebemos que o título da campanha não deveria ter a palavra que expressa a ação que estamos combatendo. Já o nome “Apito do respeito”, ressalta o comportamento que queremos incentivar. Vitti - A campanha surgiu e segue atuante num momento em que a afirmação e o empoderamento da mulher na sociedade brasileira está bem forte. No entanto, há ainda um forte traço de machismo na cultura brasileira e uma onda conservadora/reacionária que tenta atacar qualquer movimentação progressista, incluindo os direitos das mulheres. Vocês receberam algum tipo de resposta negativa ou ataques por conta dessa campanha? L.M. - As pessoa não pensam todas iguais. Em nossa página no Facebook não recebemos nenhuma resposta negativa, mas vimos alguns comentários em reportagens que saíram sobre a ação. Pessoas que disseram que “quem não quer ser assediada, não deve sair no carnaval”, por exemplo. Atualmente o assédio está tão enraizado na cultura em que vivemos, que as pessoas não percebem que isso não é normal e deve ser combatido.

André Guisard

Vitti - A campanha teve um bom apoio de outros grupos feministas? Como foi essa aceitação e apoio da ideia de vocês? L.M. - Sim, com certeza! Tivemos a campanha divulgada em várias páginas feministas na internet, o que nos ajudou bastante na divulgação da causa. Inclusive algumas

dessas militantes feministas vieram para distribuir apitos no carnaval de São Luiz do Paraitinga ainda em 2016. Vitti - Você se considera uma feminista? L.M. - Sim. Apesar de não fazer parte de um grupo feminista, sou a favor e luto pelos direitos da mulher. A campanha do apito, por exemplo, foi uma alternativa que criamos para que nós mulheres pudéssemos nos unir, proteger e poder sair sem medo no carnaval, assim como os homens. Vitti - Este ano a campanha teve apoio da marca de cerveja Skol, que adotou a ideia do apito em uma ação comercial e levou o apito para outros carnavais pelo Brasil. Como foi essa aproximação deles com o movimento que vocês lançaram? L.M. - A Skol entrou em contato conosco no início do ano dizendo que havia conhecido a campanha por meio da internet e que gostaria de fazer a ação em carnavais que estava patrocinando. Conversamos sobre nossa experiência com a campanha em São Luiz do Paraitinga e no dia 18 de fevereiro eles começaram a ação. Estivemos com eles no pré-carnaval de São Paulo distribuindo os apitos e vendo de perto como eles estavam colocando a campanha em prática. Vitti - Passados dois carnavais em que a campanha tem sido difundida, qual a avaliação que você faz? Houve um avanço nesse sentido de combater o assédio contra as mulheres, especialmente num evento como o carnaval? L.M. - Tivemos um resultado extremamente positivo. As mulheres que recebem o apito agradecem a ideia e sempre lemos relatos de que a ação funcionou. Hoje, com a internet, é muito mais fácil a divulgação e organização de uma ideia. E a cada ano que passa, noto que as mulheres criam novas ferramentas para combater o assédio, seja em festas de rua, ou até mesmo em ambientes fechados, ou no dia-a-dia. Vitti - Quais os próximos passos da campanha daqui em diante? Vai haver outras investidas de divulgação da ideia? L.M. - A nossa página no Facebook sempre está ativa com conteúdos sobre os direitos e proteção da mulher, mas nas festas com mais concentração de pessoas, intensificamos a divulgação da campanha, como no fim do ano e carnaval. Por enquanto, seguiremos nessa mesma linha, a não ser que no-

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temos outras oportunidades e necessidades. Vitti - Falando um pouco agora sobre sua carreira artística, como foram os shows de carnaval com o grupo Paranga neste 2017? L.M. - O carnaval deste ano foi bem produtivo e nos deu a chance de tocar em diversos lugares. O Paranga passou por Taubaté, Sorocaba e São Luiz do Paraitinga, além de um show de pós-carnaval em São Paulo, no encerramento do carnaval de rua da cidade. Nós participamos de um bloco que terminou no Trio da Cantora Daniela Mercury, foi algo bem marcante. Aliás, a Daniela Mercury também se engajou na campanha do Apito do Respeito e divulgou a causa em sua página na internet, o que muito nos honra. Sempre criamos oportunidades de levar um pouco da cultura luizense para outras cidades, e o carnaval, claro, é uma data sempre especial para o Paranga. Vitti - Passados 35 anos do lançamento do primeiro disco do Paranga, o grupo segue sendo um símbolo da música de São Luiz do Paraitinga, e influencia quase tudo o que é feito de novo em termos de música regional no Vale do Paraíba e também Brasil afora. Qual o segredo dessa longevidade da banda? L.M. - Acredito que muito disso se deve ao meu pai, Negão dos Santos. Ele é o diretor musical e sempre busca novas referências, está sempre inovando e atualizando o repertório e arranjos. Vitti - Em paralelo ao trabalho como vocalista no Paranga, você tem sua carreira solo, tendo inclusive já lançado um álbum, o “Se perfume tivesse cor, a rosa seria beija-flor”, de 2013. Quais seus projetos para este ano? Podemos esperar músicas novas? L.M. - Uma das metas para 2017 é colocar em prática um projeto que estou amadurecendo há algum tempo, que é um trabalho infantil. A cada show que passa, noto que tenho mais e mais crianças na plateia, e minha ligação com elas é muito forte. Por isso essa investida na música infantil é uma vontade minha, e que deve florecer este ano. Mas isso será um trabalho paralelo, não deixarei de fazer meus shows com um repertório mais abrangente. Para saber mais sobre a campanha “Apito do Respeito”, acesse: www.facebook.com/apitodorespeito revistavitti.com.br | Vitti | 13


Vitti Acontece

Dra. Lucia Coutinho e José Antonio Marcondes César curtindo a festa da Luciana Valladão na Hipica de Guará.

Marcelo, Regina e Livia visitando a Mesquita Azul, em Istanbul - Turquia.

Publique sua foto no Facebook ou no Instagram com a hashtag #RevistaVitti e faça parte do conteúdo da Revista Vitti. Fernando, Lays, Letícia e Isabel

A Vitti foi prestigiar a festa de comemoração dos 10 anos da Promar Eventos no Imperial Buffet, em Taubaté. Marcílio, Michelle, Marcela Vitti e Isaura.

Lays tornando seu sonho em realidade. Formando-se em Arquitetura e Urbanismo na Unitau.

Lucas, Solange, João e Renata Família charmosa embelezando à tarde do Rio de Janeiro no Bracarense Leblon.

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Nossa homenagem ao doutor Destro, que foi um grande profissional, pai, professor e amigo. Deixando grande legado.

Time Marina Calçados na convenção da Arezzo & CO, em São Paulo.

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Vitti Acontece O arquiteto Junior Pacheco e Edenilson, foliões do circuito Barra Ondina - Salvador.

O arquiteto Roberto, Tatiana, Ana Paula e Ricardo no desfile das Campeãs do Rio de Janeiro.

Dr. Rubinho, Adriana, Ricardo, Carol, João e Neto Mais um ano curtindo o carnaval de São Paulo.

Nada mais lindo que ver um sorriso! Vinicius no coreto de Ubatuba. As irmãs Audrá: Claudia, Cris e Cecília se esbaldando nas marchinhas de São Luiz do Paraitinga. Milena e Dr. Cláudio na Sapucaí no Rio de Janeiro.

Bianca curtindo a matinê do carnaval do TCC com sua filha Morena. 16 | Vitti | revistavitti.com.br

Marisa, Bel, Rose, Denise e Isabel na folia do Santa Figueira, em Tremembé.

Muitos blocos neste ano em Quiririm. Bruna, Carol, Giovana, Manuella e Nanda sairam no Bloco do Pita. Março, 2017


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Vitti Acontece

Luciana, Pedro, Beatriz e Dennis Dennis e família curtindo o verão na praia de Itamambuca, em Ubatuba.

Wilma, Teca, Julia e Vivian Wilma comemorou seu aniversário com amigos e familiares no dia 2 de março.

Guto, Marina, Carmine, Mariana e Lula

Marcos e Valeria apreciando a arte e cultura de Firenze - Itália.

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Guto e Mariana foram visitar os primos em Gold Coast, na Austrália.

Álvaro descansando do carnaval na praia da Lagoinha, em Ubatuba.

Dr. Daniel Cauduro e sua esposa Erica curtindo as férias no paraíso de Maya Bay, na Tailândia.

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Social Taubaté

Edifício Camburi

Fotos: Monicuee Alvez

Aconteceu no dia 14 de fevereiro a entrega de mais um grande empreendimento da construtora Araújo Simão. O Edifício Camburi, localizado no centro de Taubaté, foi apresentado ao público e à imprensa, reafirmando o alto padrão, o requinte e a qualidade da marca Araújo Simão.

Daniela, Dr. Alister, Hamilton Simão, Fernando Simão, Marilda, Silvia e Fabrício Simão

Família Araújo Simão

Adauto, Eduardo e Carlos

Marcela e Carlos

Eliane, Helena, Carolina, Elena, Isabela e Viviane

Marina e Felipe

Max

Wilson, Maria Quitéria, Socorro, Admilton, Marcelo e Nadia

Ana Maria, Isabel Migoto, Eduardo Almeida Jr. e Rosana Lima

Carla, Eduardo, José Antonio, Cristian e Maria

Lamartine, Cristiane, Wanderlan, Cristiane e Diego Ortiz

Francisco, Daniela e Sueli

Mayra, Renata e Fábio

Dr. Álvaro Simões e compradores

Claudia, Jací e Terezinha

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Negócios

A dificuldade de visualizar alternativas

T

Por Arcione Viagi

enho sido consultado por alguns empresários sobre como podem agir nesse momento de crise para recuperar a empresa e voltar a gerar riqueza. Em mais de vinte anos atuando como consultor ou assessor de empresas, é a primeira vez que os problemas que tenho encontrado ao analisar a situação das empresas não estão relacionados com a forma de gerir dos empresários. Na maioria das vezes o problema era relacionado a descontrole financeiro, ou seja, economicamente as empresas eram saudáveis e o excesso de retiradas ou investimentos sem a análise devida afetavam o fluxo de caixa e consequentemente o capital de giro. Porém, atualmente quando levanto a situação para identificar o problema tenho encontrado muitas empresas em que nem mesmo economicamente estão saldáveis. Em minha opinião, vivemos a pior crise que já tive conhecimento. Nem mesmo quando a inflação era absurda as empresas ficavam tão impotentes como agora. Não há dinheiro circulando no mercado e isso destrói a geração de riqueza 22 | Vitti | revistavitti.com.br

em uma sociedade capitalista. Para ter ideia do impacto da crise, a prefeitura de Taubaté teve uma redução de arrecadação da ordem de R$ 300 milhões (30%) em 2016, influenciando diretamente na execução de obras e fornecimento de serviços, retirando esse montante da economia local. Se considerarmos que parte significativa dessa perda de receita foi devido a diminuição no repasse de ICMS por causa da queda das vendas das empresas localizadas na cidade e que o ICMS representa 18% do valor de venda dos produtos, podemos inferir que Taubaté perdeu cerca de R$ 1,7 bilhão em vendas no ano de 2016. Um valor significativo que não será recuperado em pouco tempo. Ou seja, essas mesmas empresas que tiveram perdas nas vendas, influenciando na arrecadação de impostos, reduziram também empregos, compras, contratação de serviços etc. Recentemente o Governo Federal adotou a solução de liberar FGTS de contas inativas para colocar dinheiro no mercado, porém, se considerarmos o atual grau de inadimplência dos consumidores, não acredito que essa ação irá refletir na recuperação da economia de imediato. Para complicar a situação, a concen-

tração de riqueza está nas mãos dos governos em geral, devido aos altos valores dos impostos e como a corrupção saiu do controle de forma absurda, acredito que iremos enfrentar ainda pelo menos doze a dezoito meses de falta de dinheiro circulando na economia. E essa visão pessimista ainda pode piorar se não resolvermos rapidamente os problemas estruturais tanto na economia como na política nacional. Tenho recomendado prudência aos meus clientes: reduzir custos fi xos, rever contratos com todos os fornecedores, reduzir a produção para atingir o ponto de equilíbrio e minimizar os riscos de maneira geral. Em especial, adiar as ações e ganhar tempo. Admito que minhas recomendações geram desemprego e retiram dinheiro de circulação, porém, é uma questão de sobrevivência. Estamos no momento de perder dedos para evitar a perda dos braços ou da vida. Em minha opinião, irá sobreviver quem conseguir organizar a empresa para aguentar esse momento crítico. Arcione Viagi é consultor empresarial. vitalconsultoria@gmail.com Março, 2017


Ponto de vista

Mal-intencionados ou ignorantes?

A

Por Carlos Marcondes

tradicional Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro, apresentou neste Carnaval uma mentira deslavada e irresponsável, anunciando que o agronegócio é “devastador, imerso em agrotóxico e agride os indígenas”. Nosso agronegócio sabe contemplar e conviver com a natureza, como demonstram as iniciativas que harmonizam a produção de alimentos e preservação, por exemplo: o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA). É uma atividade que fomenta a economia do país, da qual dependem milhões de brasileiros e que incorpora o avanço

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científico para criar as inovações tecnológicas que aumentam a produtividade, ao mesmo tempo em que diminuem seu impacto ambiental. O agronegócio representa 22% do PIB nacional. É o responsável por garantir o superávit da Balança Comercial do Brasil, nestes anos dificílimos. Para que tenhamos ideia, por exemplo, somente com a cultura do milho, as fazendas brasileiras produziram 45 bilhões de reais em 2015. A exportação do grão atingiu 6 bilhões de reais no mesmo ano, isso sem contar a infinidade de outros produtos que alimentam, hoje, 200 milhões de brasileiros e muitos outros milhões nos quatro cantos do planeta. Portanto, esta inconveniente polêmica criada pela Escola de Samba carioca re-

flete tão somente uma visão preconceituosa, que denigre a imagem de milhões de produtores rurais que muito fazem pelo país. A agricultura familiar, por exemplo, fornecedora de alimentos básicos para nossa população, incorporou tecnologia que fez aumentar três vezes a produção de alimentos com apenas 26% de ampliação na área cultivada. O setor agropecuário ocupa somente 29% do território nacional - é o menor percentual de ocupação de solo entre os países desenvolvidos – ainda assim o Brasil é líder mundial em exportação de produtos como suco de laranja (73.4%), açúcar (46,9%), soja (42,1%), carne de frango (38,6%), etc. Países que falam em preservação ambiental já foram devastados há décadas. No Brasil, temos 65% de vegetação natural preservados dos 850 milhões de hectares de seu território. Temos hoje 12% do território nacional (102 milhões de hectares) como área de preservação para os indígenas. É claro que o samba enredo “Xingu – o clamor vem da Floresta” ignorou tudo isso. Resta saber se por ignorância ou má-intenção.

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Economia

Na era da pós-verdade, economia também oscila entre o fato e a versão

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Por Marcio Pochmann

discussão a respeito da situação econômica atual no Brasil tem sido no mínimo excêntrica, pois parece resultar de certa confusão que se generaliza, muitas vezes, da inadequada interpelação do fato (a realidade econômica) por versões (narrativas) produzidas nas distintas análises sobre a realidade. Sobre a recessão econômica (o fato), por exemplo, não tem havido, em geral, maiores discordâncias entre analistas. Entretanto, quando se trata de narrativas sobre a recessão, bem como sua possível superação, tende a predominar intensa controvérsia. De certa forma, a manifestação ideológica de um discurso que tende a expressar diferenças significativas entre análises de personagens distintos, como no caso do político e do técnico, conforme ensinou Max Weber. Enquanto o primeiro estaria mais comprometido com o convencimento de outros (independente de sua versão ser a verdadeira), o segundo preocupar-se-ia mais com a verdade (independente do convencimento de outros). Isso tem sido bem presente desde 2015, quando a recessão econômica se tornou inegável. Nas palavras do ministro Joaquim Levy, na Fazenda – condutor da inflexão econômica mais acentuada desde a última recessão do governo Collor (1990-1992) –, a recuperação econômica,

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por exemplo, não deixaria de se tornar rapidamente realidade a partir do fi nal do primeiro semestre de 2015. Após 11 meses no cargo de ministro da Fazenda, a queda no nível da produção no país havia se aproximado de 4%. Com a ascensão de Nelson Barbosa na condição de sucessor de Levy no ministério da Fazenda do segundo mandato da presidenta Dilma, idêntica retórica da recuperação do nível de atividade foi estabelecida enquanto promessa para o final do primeiro semestre de 2016. Na arbitrariedade e virulência golpista que impediu o mandato da presidenta Dilma, o ministro Barbosa deixou o cargo quase cinco meses após assumir sem constatar no horizonte próximo do ano de 2016, todavia, sinais da almejada recuperação econômica. Com a instalação de Temer no governo federal, Henrique Meirelles assumiu a condição de ministro da Fazenda repisando idêntico compromisso de rapidamente fazer com que a economia brasileira voltasse a crescer ainda em 2016. Desde o final do segundo ano de extensão recessiva, que possivelmente cravou em 2016 uma queda ainda mais acentuada do que em 2015 no nível de produção, o debate sobre a recuperação econômica voltou novamente à tona. Os economistas alinhados com a política econômica do governo Temer têm sido incisivos na difusão de análises que negariam um terceiro

ano de recessão na economia brasileira. Isso porque neste primeiro trimestre de 2017, a recessão não apenas estaria estancada, como estaria em curso um novo espaço de expansão para a economia nacional, segundo ministro Meirelles. Não se pode dispensar, evidentemente, a possibilidade de este ano haver alguma variação ligeiramente positiva do PIB. Mas isso não significa necessariamente a simples superação da recessão atual. Conforme experimentado nas duas grandes recessões ocorridas no início dos anos de 1980 e de 1990, o registro de variação positiva no PIB em um determinado ano não afasta a possibilidade de se concretizar uma nova queda no nível de atividade, como se verificou em 1982 e 1991. Ademais, sem registrar sinais consistentes de sustentação de uma recuperação pelo setor externo, gasto público e investimento interno e estrangeiro, o mais provável seria a condição de estagnação da economia brasileira. Isso seria a evolução da realidade, embora o discurso dos alinhados com o neoliberalismo busque firmar o contrário, formulando retoricamente um cenário positivo. Márcio Pochmann é professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, ambos da Universidade Estadual de Campinas Março, 2017


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Joias

Uma apaixonada pelas belezas da Serra da Mantiqueira

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Da Redação

uando o assunto é beleza, a Serra da Mantiqueira se destaca como um dos locais mais encantadores do estado de São Paulo. Campos do Jordão, localizada no alto das montanhas, é um dos diamantes mais preciosos da região, com belas paisagens e um clima frio que nos remete aos alpes suíços. Inspirada nesta rica fauna e flora, a empresária e designer de joias Nídia Oliveira inaugurou em 2016 a loja Platinvm, especializadas em peças exclusivas como brincos, anéis e colares. Abaixo, conheça mais sobre a empresária e sua paixão pela Serra da Mantiqueira.

Como você iniciou no ramo de designer de joias? Nídia Oliveira - Eu comecei com 26 | Vitti | revistavitti.com.br

joias antigas, fazendo restauração e lapidação, e de repente passei a criar peças e mesclar tendências. Estava recriando o antigo com o moderno e acabou que se tornou um trabalho diferenciado. É fato que muitas pessoas possuem joias antigas, mas não conseguem usar pois nem sempre combinam. Então agrego a personalidade da pessoa naquilo que ela herdou, customizando a peça.

E como veio a ideia de criar uma loja em Campos do Jordão? N.O. - Desde que vim para Campos do Jordão pela primeira vez, eu amei a cidade. Sou apaixonada pela natureza e pelo povo que frequenta a Serra da Mantiqueira. E, desde então, resolvi trazer um pouco do meu trabalho para cá e abrir essa loja, que tem tudo a ver com Campos do Jordão.

Você possui duas vertentes de trabalho, de designer e de restauradora. Como você se divide para trabalhar nessas duas frentes? N.O. - Eu tento me dividir de acordo com as demandas de cada público. Como sou carioca, me divido entre meu empreendimento no Rio de Janeiro, o Bolsa de Joias, e a loja em Campos do Jordão, a Platinvm. Mas em ambos eu tento manter diferentes produtos para cada tipo de cliente.

De onde surgiu a ideia de criar uma coleção homenageando a Serra da Mantiqueira? N.O. - Basicamente é pelo fato desta terra ter conquistado o meu coração. Quando eu estava prestes a abrir a loja em Campos do Jordão, estava montando as novas peças para a coleção de 2017 e me veio a ideia de prestar uma homenagem à natureza dessa região, daí nasceram esses brincos, anéis e colares tão especiais. Março, 2017


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Social Taubaté

Socorro in Foco

Por Socorro Pinto helpkoka@hotmail.com

Cristiani, Livia, Fabiano Migoto Pinto e Manuela

Affife Rabay ao lado do marido, filhos e netos Muita Pizza, muita alegria e muita animação, foi assim que a querida Affife comemorou seu aniversário ao lado de famíliares e amigos. Muitos anos de vida e felicidades sempre!

A alegria da pequena Manuela era contagiante na comemoração de seu aniversário de 9 anos ao lado de suas amiguinhas. Não faltou diversão e brincadeiras tudo sob o olhar orgulhoso de seus pais e familiares. Aurea esbanjou muita simpatia e elegância no jantar solene do Rotary Clube Taubaté Oeste onde a mesma recebeu uma linda homenagem por todas realizações e serviços prestados com muita dedicação em sua trajetória.

Francisco, Irene Winther, Yasmim, Carlos e Ariene Firme e forte e cheia de disposição Dona Irene comemorou seus 90 anos com uma festa maravilhosa ao lado dos seus amigos e de sua filha Ariene, que também fez aniversário no mesmo dia.

Aurea Cintra Dias

Rodrigo e Vânia

Silvio Sanzone, Ivonete Lacerda e Alexandre Villela 28 | Vitti | revistavitti.com.br

A sempre chiquérrima Ivonete comemorou mais um aniversário numa linda e animada festa temática com familiares e amigos.

O belo casal Rodrigo e Vânia proporcionou uma linda cerimonia aos amigos e seus familiares, nesta inesquecível data que ficaram para sempre guardado na memória e no coração de todos amigos e familiares presentes. Março, 2017


Inverno’17

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Social Taubaté

Viver!

O pequeno Jorge comemorou seu aniversário ao lado da irmã Leila no dia 5 de fevereiro em São Paulo, com festa temática dos palhaços Patati e Patatá. Parabéns! A deputada taubateana Pollyana Gama em passagem por São Bento do Sapucaí.

Por Isaura Silva isaurasilva@revistavitti.com.br

Proprietário Dan Plachta e equipe Inaugurada no dia 9 de fevereiro no Square Offices Mall em Taubaté, a Wolves Barber Shop, barbearia com um ambiento sofisticado e de alto padrão. Sucesso meninos!

Diogo Nogueira e Lúcio Varejão O empresário Lúcio Varejão e o sambista Diogo Nogueira no Carnaval de São Sebastião.

O empresário Rodrigo Cabral e a esposa Stephani Siqueira, curtindo a noite do Vivá Gastronomia e Eventos, em Taubaté. 30 | Vitti | revistavitti.com.br

Flávia, Roberto e Raul Penteado O arquiteto Roberto Migotto prestigiando o Preview Deca no espaço Maní Manioca em São Paulo. Março, 2017


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Social Caçapava

Caleidoscópio

Por Jéssica Denz jessicadenz@hotmail.com Interina

Black Party - Willian Roggles lotou a The Room com seus convidados VIPs para comemorar mais um ano de vida. No click, com Marilda Serrano e Manoela Rodrigues.

Power - Ana Paula Dib, gerente do Spa Toriba by L’occitane em Campos do Jordão, prestigiou a “III Rodada de Negócios” no Barbaresco do ValeSul Shopping, capitaneada pela empresária Janaína Dias, presidente do CME.

Dress to Impress - De volta ao Brasil após temporada de estudos na Espanha, o estilista Will Rogers Pimentel lança nova coleção na luxuosa Victoriana da empresária Gisele Freymann.

Bastidores - o vereador Marcello Prado recebeu em seu gabinete o vice-prefeito Ricardo Lima. Foi um feliz e próspero encontro, registrado pelas lentes do caleidoscópio. Mãos à Obra - Os formandos Igor Bianco, Jonathan Denz e Felipe Carvalho, da 51ª turma de Engenharia Civil da UNITAU, comemoraram com emoção a conquista junto ao paraninfo da turma, o professor e mestre Paulo Sérgio. Gratidão - Maria Paula Machado, Francisca Gil e Silvia Máximo em tarde solidária que movimentou o Vale do Paraíba no Interative Hall. 32 | Vitti | revistavitti.com.br

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Saúde

Esportistas e os cuidados com a pele Por Dr. Érico Pampado Di Santis

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o mês passado fui convidado para proferir uma palestra em uma academia especializada em maratona e meia maratona. Foi o primeiro workshop do local e, dentre as preocupações dos atletas e dos professores, os efeitos do sol ganhou destaque: tanto como fator de câncer de pele e como de envelhecimento cutâneo. Todos os praticantes de exercícios ao ar livre, e eu me incluo nessa, recebem radiação solar. Caminhadas, corridas, bicicleta, se tem claridade, tem radiação solar. Então, dividi minha fala didaticamente em duas preocupações: o câncer e o envelhecimento. Iniciamos com o câncer de pele. A pior radiação emitida pelo sol relativo ao surgimento de câncer de pele é o Ultravioleta B. Esta radiação é uma onda mais curta e, por este motivo, quanto mais perpendicular à Terra se posiciona em relação ao sol, mais UVB chega na nossa superfície. O pico de UVB acontece ao meio-dia e uma radiação preo-

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cupante ocorre duas horas antes e três horas depois, ou seja, o famoso horário das 10 às 15 horas. Antes das 10h e após as 15 horas, essa radiação diminui e estamos mais seguros. Mas nessas 5 horas do meio do dia, não existe exposição segura. Em relação ao envelhecimento a discussão é um pouco mais complicada. A principal radiação causadora do envelhecimento da pele ou o chamado foto envelhecimento é o Ultravioleta A. O UVA tem onda longa e por isso independe da posição da Terra em relação ao sol. Se há claridade solar, tem emissão de UVA. O UVA destrói as fibras elásticas e o colágeno da nossa pele. Uma comprovação disso é que se analisarmos a pele do braço que fica próxima à axila, ela, por mais envelhecida cronologicamente ou pelos fatores intrínsecos, não tem manchas, não tem rugas e nem é tão fina. Outra prova: quando examinamos as mãos posicionadas nas coxas é nítida a diferença de textura entre “as peles”. E só para lembrar, elas têm a mesma idade, não sendo este o fator de envelhecimento, mas, sim, o sol que atingiu muito mais o

dorso das mãos do que a coxa. Nos atletas de alta performance, entra um outro fator de envelhecimento facial, a perda de gordura do rosto. Nosso rosto possui vários coxins de gordura estrategicamente posicionados para proteger estruturas nobres que correm nossa face, entre elas, artérias e nervos. Quando utilizam as reservas de gordura e consomem esses “air bags” faciais existe uma nítida perda de volume e envelhecimento facial. Como corrigir esses problemas? Protetor solar e outros meios de proteção (uso de boné, por exemplo), respeitar os horários de risco e não se expor aos raios solares. Em relação ao volume, os preenchimentos faciais com ácido hialurônico ou com a própria gordura corporal faz a recuperação do volume facial e confere um rosto mais jovial. E não esqueça da grande companheira, a água: seu consumo durante os exercícios é extremamente importante. Dr. Érico Pampado Di Santis é médico Dermatologista. CRM: 96546/RQE: 21582 Março, 2017


Bem estar

Arte de conviver

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Por Alessandra Gabriel

oje trago para vocês um assunto de extrema importância para a saúde da mente do corpo e da alma. "A convivência" Recentemente tive a oportunidade de conviver com mais de 20 pessoas de diferentes idades e regiões do país por 27 dias em regime de imersão. E dai me surgiu ideia de compartilhar esta experiência. De o quanto a convivência é um fator importante para a absorção de conhecimento para o bem estar e para o desenvolvimento humano. A sociabilidade faz parte de nossas vidas antes até do nascimento, tudo começa quando mãe e bebê estabelecem os primeiros vínculos. Depois, cada etapa vai constituindo novas redes de relações: o ambiente escolar, as tribos da adolescência, os colegas da faculdade, o casal e os grupos de terceira idade. Conviver é um grande desafio de en-

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contrar harmonia nas relações, de equilibrar planos compartilhados, que muitas vezes com ponto de vista diferente se torna uma loucura. Nesse aprendizado diário, momentos de alegria se alternam com pequenas discussões, que às vezes abalam o convívio, mas apesar dos altos e baixos todo ser humano precisa do contato com o outro para viver bem, principalmente consigo mesmo. Estar em grupo, estar em contato com todas essas diferenças é a melhor forma de exercer o seu melhor ou seu pior. Fazer pelo outro sempre o que você gostaria que fizessem por você, recepcionar alguém como você gostaria de ser recepcionado é um ato de Amor e respeito inclusive por si mesmo. Independente de como recebam, façam sempre o que é certo! Dando sempre seu melhor para tudo ao redor ser contagiado por sua vibração. Muitas das vezes não é imediato, mas isso inevitavelmente acontece! Por isso fique atento no que vibra! Contagie, não se contamine!

Um bom dia, um aperto de mão, um abraço, uma palavra de otimismo pode mudar o dia de alguém e deixar o seu muito melhor. Se livre de todo tipo de preconceito, prejulgamento e preocupação para conseguir viver em harmonia. Não julgue! Ao invés, ouça! Procure entender o outro, se misture, não separe, não exclua. Quando você consegue viver dessa forma tudo flui, o movimento é constante e sempre à frente. Seja maleável, respeite as diferenças, saiba ouvir e silenciar. Interagir com o próximo usando esses conceitos deixa qualquer ambiente agradável em harmonia e equilíbrio. A arte de conviver bem é sinal de evolução, de aprendizado constante e de respeito. Namastê. Alessandra Cristina Gabriel Prazeres Terapeuta Ayurvédica - ABRA-RJ 399 SPA LUZ E VIDA Fone: 12 98811-8266 Tremembé - SP revistavitti.com.br | Vitti | 35


Social São José dos Campos

Atitude News

Por Gilberto Freitas gilfreitasff@hotmail.com

Carlos Henrique Zácaro, Eder Schicalhoni com Cezar Mazzoni inauguraram o Solare Cólegio, no Urbanova, em SJC.

Castello Loc Audiovisuais promoveu um almoço para cerimonialistas no Cassiano Resturante.

Claudio Giordani, Giselle Estefano Toledo e William Graciola no lançamento do concurso cultural Possante Novo Veibrás 2017.

Kako Blanch e Marcia Hot com Frederico Guratti e Lucimara Silva no comando do Baile do Havai da AESJ.

Lauro Rodrigues inauguraram mais uma LUZ DA LUA rodeado de amigos.

Tony Viola se apresenta nas novas terças da viola do Santonofre, em São José dos Campos.

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Social Aparecida

Aparecida Erasmo Ballot

Por Ligia Ballot liballot@hotmail.com As arquietetas Mara Amelia Galvão e Cidinha Lellis em mais uma obra concluida. Desta vez com direito a um brinde especial à loja modelo no Aparecida Shopping Partners.

Adriana Campos comemorando mais um ano de vida ao lado as princesas lindas Giovana e Luiza.

As lindas irmãs Claudia e Debora Cavalheiro curtindo a gravidez juntinhas, surpresas lindas que Deus prepara. Em breve, Benicio e Melina!

O pódio foi dele. Enfrentou o medo e desceu as escadarias de Santos. Parabéns Gabriel pela conquista! Está no sangue. Orgulho dos pais Walace Miranda e Julia Bittencourt.

Felipe e Franciana comemorando direto do fundo do mar o aniversário do lindo Felipinho. Parabéns! Saúde e paz sempre. 38 | Vitti | revistavitti.com.br

Josiane Galdino

Olacir Renato Dias, Glaucia e Ligia Ballot na noite de autografos com o jornalista e escritor Rodrigo Alvarez que aconteceu no Santuário Nacional.

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Tribos de Taubaté

Mulheres de Taubaté

Celly Campello

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Por José Diniz Júnior

élia Campello nasceu na capital de São Paulo em 18 de julho de 1942. Seus pais eram Idéa e Nelson Freire Campello, que veio para Taubaté para gerenciar o Sesc-Senac na rua das Palmeiras. O casal teve ainda mais dois filhos: Sérgio e Nelson, sendo o primeiro conhecido no mundo artístico como "Tony Campello" - atualmente produtor artístico. Nelson tem um comércio na rua Dona Chiquinha de Mattos. Ainda criança, Celinha começou a cantar nos programas de calouros da Rádio Difusora, tendo que subir numa cadeira para alcançar o microfone. Já adolescente,

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estourou com a versão da música Estúpido Cupido - sucesso do norte americano Neil Sedaka. Famosa, a Indústria Trol de Brinquedos lançou as bonecas "Celly" e a Lacta o chocolate "Cupido". A família morava na praça de Santa Terezinha, no quarteirão que hoje existe a Farmácia Santo Antonio, do saudoso amigo Nivaldo Bonafé. Eleita a Rainha do Rock pela Revista do Rádio, se apresentava por todo o Brasil, sempre acompanhada por seu pai. Fez pontas na novela Estúpido Cupido da TV Globo, onde interpretou o próprio papel na trama. No cinema participou de dois filmes de Amácio Mazzaropi - Zé do Periquito e Jeca Tatu. Teve muitos long-plays lançados com seus sucessos: Banho de Lua - Lacinhos Cor de

Rosa - Túnel do Amor - Broto Legal - Hei Mama - todas as músicas versões de sucessos norte americanos. Em 1996 a Câmara Municipal de Taubaté deu-lhe o título de Cidadã Taubateana por iniciativa do saudoso jornalista e vereador, Djalma Castro. Em 1976, o mundo artístico brasileiro se surpreendeu com a decisão de Celly: deixar a vida artística para casar-se com o engenheiro da Petrobrás José Eduardo Gomes Chacon - indo o casal residir na cidade de Campinas, onde tiveram dois filhos: Eduardo e Cristiane. Com a decisão, as gravadoras correram atrás de uma nova "rainha do rock" sendo escolhida Wanderléa, que despontava no movimento da Jovem Guarda de Roberto Carlos. Celly Campello deixou este mundo na cidade de Campinas há alguns anos, ficando eternamente na memória como a primeira e única Rainha do Rock Brasileiro.

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Social Guará

Guará em Pauta

Por Benê Carvalho benecarvalho@revistavitti.com.br

O empresário do ramo imobiliário Wanor França, de Guará, recebeu das mãos do recém eleito prefeito Marcus Soliva, um prêmio de Destaque de Personalidade do Ano de 2016, por sua ética , correção e honestidade nas operações de consultoria. No dia 12 de dezembro, em Aparecida.

No dia 01 de fevereiro a estimada Dra. Elizabeth Martins ao lado do genro Willian e da filha Thais, comemoraram o primeiro aniversário da encantadora Isadora numa linda e doce festa!

A eterna Primeira Dama de Guará, Sra. Marina Galvão Filippo comemorou mais um aniversário ao lado de familiares e amigos no dia 09 de fevereiro. Muitas felicidades a essa admirável mulher! O casal Ítala Bazzarelli e José Rizzi em viagem de férias pela África e Europa tem encantado seus amigos das redes sociais com paisagens magníficas por onde passam... na foto eles em Cidade do Cabo, na famosa Table Mountain

Natural de Guará, a querida amiga Flávia Barreiros Perez comanda a empresa de segurança Industrial e Emergência Tecnológica ao lado do Marido Rubens. Vivendo na região de Sorocaba há mais de 15 anos, ela passou pela ‘terrinha” em Janeiro para matar as saudades... 40 | Vitti | revistavitti.com.br

O casal simpatia, Bruno e Melina Subitoni ao lado das filhas Maísa e Barbara comemoram o primeiro aninho do João, o caçulinha... numa animada festa Pré Carnavalesca no dia 18 de fevereiro. Março, 2017


Folia

Carnaval em Guaratinguetá atrai mais de 80 mil pessoas Da Redação / Fotos Divulgação/PMG

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Carnaval 2017 se confi rmou como um verdadeiro sucesso na cidade de Guaratinguetá. Com o slogan “Nosso DNA é o Samba”, a festa recebeu cerca de 80 mil foliões somando o público do Samba e Seresta na Praça Condessa de Frontin (Praça da Estação) e dos cinco dias de Avenida Presidente Vargas. Neste ano, a folia foi marcada pela diversidade de programação, contando com eventos para todos os tipos de públicos, em vários pontos da cidade. Já nos primeiros dias de fevereiro foram realizados os eventos de samba e eeresta na Praça da Estação, revivendo enredos do passado e, em seguida, apresentação de baterias de escola de samba.

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Na semana do carnaval, o Carnapae deu início às festividades na tarde de sexta-feira (24). Deram sequência ao carnaval no mesmo dia o Samba e Seresta, saindo da Praça da Estação, apresentações das baterias das escolas de samba e a banda Maracasoul, ambas na Avenida Presidente Vargas. O sábado de Carnaval (25) teve como destaque a tradicional Banda Mole, que levou mais de 15 mil pessoas para a avenida, em noite que também contou com o Jongo da Tamandaré e com um animado show de Mestre Pelé e banda encerrando as atividades. Os blocos de embalo dominaram as ruas da cidade e a avenida do carnaval nos três últimos dias de folia, com destaque para os conhecidos Bloco da Carroça e Bloco Chega Mais, além das matinês para crianças que movimentaram a Praça Conselheiro Rodrigues Alves.

Wedson de Paula da Revenda Atlântica e o prefeito Marcus Soliva

O carnaval 2017 em Guaratinguetá também foi o carnaval dos grandes shows, trazendo artistas renomados que agitaram o público em todos os dias do feriado. As bandas Bala, Maracasoul e Canto do Samba fizeram a alegria do público que compareceu em peso para acompanhar as esperadas apresentações de Ivo Meirelles na segunda-feira (27) e do grupo Art Popular, que fechou o evento na terça (28) com uma exibição marcante. O grande símbolo do resgate do Carnaval de Guaratinguetá certamente foi o desfile técnico das escolas de samba ocorrido no último dia de folia. Após um longo período, a população pôde apreciar e se envolver novamente com a passagem das seis agremiações pela Avenida Presidente Vargas, retomando esta que sempre foi uma marca registrada do Carnaval no município.

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Social Ubatuba

Carnavitti

Fotos: Monicuee Alvez

A Folia imperou na tradicional festa de carnaval da Revista Vitti, realizada no dia 18 de fevereiro no P9 em Ubatuba.

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Social Ubatuba

Carnaval da Ribeira

Fotos: Revista Vitti

Muita música e recreação infantil marcaram a folia no Ribeira Food Square, realizada entre os dias 25 e 27 de fevereiro no Saco da Ribeira, em Ubatuba.

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Gastronomia

Italianidade do Vale

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Por Rafael Ferro

s primeiros imigrantes italianos começaram sua jornada rumo ao Brasil entre 1870 e 1880 por dificuldades na prosperidade agrícola e desconforto político, época coincidente com a unificação tardia da Itália como nação, que infelizmente não foi conquistada pacificamente por diferenças culturais entre as regiões. No Museu do Imigrante, em São Paulo, onde os indivíduos de diversos países registravam sua entrada em nosso país, é possível constatar o registro de mais de 120 famílias italianas, entre chefes de família, esposas e fi lhos, naturais, em sua grande maioria, de regiões como Nápoles, Milão, Vêneto e Toscana. Cheia de estórias, excelentes cozinheiros e apaixonados por comida, como todo italiano, Quiririm é um distrito de Taubaté com altíssimo número de descendentes dessa nacionalidade, pois teve como base de formação geopolítica uma colônia, para o recebimento de algumas famílias italianas, instaurada pelo Estado em 1890. A estratégia do governo brasileiro era concentrar as mãos-de-obra e aquecer a economia agrícola. Portanto, de início, as primeiras famílias basearam seu sustento financeiro em produção agrícola, principalmente arroz, e mais tarde o café. Posteriormente, tem-se novamente um fluxo de chegada de imigrantes, desta vez já estabilizados finan-

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ceiramente na Itália, mas por conta do cenário da Primeira Guerra Mundial. Essas novas famílias já possuíam conhecimento profissional e contribuíram para o enriquecimento do setor de serviços. O comércio local começou a prosperar desde então e a gastronomia consequentemente. No primeiro período as Mammas ofereciam refeições em uma cozinha improvisada como forma de complementação de renda, logo na segunda grande imigração alguns cozinheiros profissionais se alocaram em Quiririm e se proporiam a ganhar seu sustento com negócios de alimentação. A partir de então a população do distrito reconheceu uma oportunidade de se desenvolver economicamente através da gastronomia e se tornou há pouco mais de 27 anos um distrito de referência em turismo gastronômico. Resolvi selecionar um prato típico da região de Nápoles, mas difundido por toda a Itália, assim como no Brasil, por essa imensa influência dos italianos, a Pizza. Irei passar uma receita de massa excelente para fornos convencionais, mas a dica é: caso você tenha alguma pedra não porosa ou de mármore que caiba no forno, utilize-a para melhorar o resultado da receita. Lembrando que o “recheio” é de sua escolha. Rafael Ferro é chef de cozinha e professor de gastronomia na Universidade do Vale do Paraíba. Contato: rafaelferro@univap.br

Massa: 500g de trigo 30 a 50ml de azeite 8g de sal 16g de açúcar 20g de fermento fresco biológico ou 9g de fermento seco biológico 1 Ovo Preparo: Peneirar todos os ingredientes secos em um recipiente; Dissolva o fermento em uma pequena quantidade de água morna (30ºC); Coloque a mistura do fermento e o ovo na mistura seca e mexa; Enquanto mexe adicione o azeite em fio até formar uma massa homogênea; Deixe dobrar o volume em um local quente e úmido com um pano cobrindo a massa (sem tocá-la); Divida a massa na metade e abra com o auxílio de um rolo de massa em uma espessura fina; Disponha em uma assadeira com um pouco de trigo e recheie com molho de tomate e outros itens a sua escolha; Coloque no forno pré-aquecido no máximo (220 a 250ºC) e deixe a pizza até dourar as bordas.

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Opinião

Como aumentar seus resultados sem precisar de mais nada além do que você já tem

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Por César Di Lascio

uas competências não determinam seus resultados! Para melhorar seus resultados não basta ser, mais inteligente, mais estudado, mais bonito, mais poderoso... Analisando muitas pessoas de grande sucesso (nas mais variadas áreas da vida) percebemos um padrão em que nem sempre as pessoas com mais resultados são as mais competentes. Os milionários nem sempre são os que trabalham mais ou que tem mais sorte. A pessoa que tira as melhores notas nem sempre é a que estuda mais ou a que é mais inteligente. O galã que conquista as meninas mais bonitas nem sempre é o mais bonito ou o mais interessante. As pessoas mais centradas e tranquilas nem sempre são as mais espiritualizadas. Qual seria então o fator incomum que une todas as pessoas de resultados acima da média? Talvez o fator seja capacidade de ação. 48 | Vitti | revistavitti.com.br

Fica claro um padrão que se repete na história das pessoas de sucesso: utilizar o que elas têm AGORA para fazer o sucesso acontecer, o fato de não depender do momento “perfeito” ou ficar esperando: O dia que eu tiver dinheiro... O dia que eu emagrecer... O dia que a sorte chegar... O dia que a crise passar... Este algo externo nunca chega, o que realmente traz resultado é ação, fazer o melhor com o que já se tem de competências, e durante a execução caso lhe falte alguma competência especifica certamente a conquistará durante o processo de ação. Investir tanto tempo querendo deixar tudo perfeito antes de agir, paralisa por completo. Sem ação, a ausência de resultados é garantida! A excelência é uma característica fundamental presente no padrão de comportamento das pessoas de sucesso, entenda não haver neste raciocínio apologia falta

de capricho ou execução de projetos prematuros, o que sugiro é fazer o absolutamente melhor com os recursos disponíveis, no tempo que entendermos ser razoável. O grande vilão é a falta de um parâmetro de tempo claro, permitir que este tempo seja determinado pela noção de perfeição das condições externas, o princípio é que a determinação de seu prazo seja tomada com base em objetivos e desejos internos, e que seja cumprido com excelência desfrutando dos recursos disponíveis no momento. A ilusão de que ainda não estamos prontos, sempre nos assombrará, por mais tempo que tenhamos o momento ideal ou as condições ideais jamais chegarão. O que será que daqui a cinco anos você vai se arrepender de não ter começado hoje? Cesar Di Lascio é Filósofo e Coach da Ativa www.cesardilascio.com.br Março, 2017


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Tecnologia

A Internet das Coisas

O que é, que danos pode causar e porque é importante regulamentar a interconectividade de utensílios e objetos pessoais

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Da Redação

lém de promover o desenvolvimento de soluções tecnológicas, a regulamentação da “internet das coisas” precisa garantir a privacidade e a segurança dos usuários da rede. A opinião é do professor e pesquisador Eduardo Magrani, do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas - FGV - Direito Rio. A “internet das coisas” é um tema “guarda-chuva” que trata de objetos inteligentes interconectados, que vão desde carros automatizados até relógios inteligentes ou eletrodomésticos controlados via celular. O uso desses utensílios, gera muitos dados sobre os hábitos dos usuários. “Inclusive dados sensíveis, eles podem saber o que a gente come, quanto a gente gasta de calorias durante o dia e qual é o nosso percurso para o trabalho ou para qualquer lugar. Todos esses dados são informações pessoais que, se comercializadas ou transferidas a terceiros sem o nosso consentimento, podem vir a gerar algum dano nas nossas vidas. Então, a internet das coisas acaba impactando a todos nós por remeter a questões de privacidade”, explica Magrani.

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O pesquisador questiona a falta de transparência no uso das informações, que segundo ele é um dos principais pontos a serem resolvidos. “Você sabe para onde vão esses dados? Sabe para quem o Google transfere? Você sabe se ele transfere para o seu seguro de saúde cobrar mais caro? A gente não sabe, então, tem que haver mais transparência nessas coisas”. Além de questões de privacidade, o pesquisador destaca também problemas de segurança que objetos conectados podem gerar. “A gente já tem exemplo de rackeamento de carros automatizados, de câmeras de vigilância, o que fez cair o Netflix e o Pay Pal em dezembro do ano passado. Todos esses exemplos remetem a falhas de segurança em internet das coisas”, observa. Outra questão a ser tratada na regulamentação é o padrão tecnológico. Para o seu celular se comunicar com a sua geladeira, deve haver um padrão compatível de conexão entre eles. Então, esse é um problema na “internet das coisas”, como criar padrões que permitam essa intercomunicação entre os objetos. Há a preocupação, ainda, com mudanças no mercado de trabalho que a “internet das coisas” envolve. “É preciso, nas escolas,

universidades e cursos técnicos, preparar esses alunos para um novo mercado do século 21, da chamada quarta revolução industrial. Hoje, já há a expectativa de que várias profissões vão desaparecer do mercado em função da automação. Escritórios de advocacia hoje estão demitindo advogados recém-formados e substituindo por softwares, por robôs, que fazem um trabalho parecido. Então, como a gente capacita essas pessoas para esse novo mercado que é altamente impactado pela tecnologia?”, questiona o professor. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que desenvolve o plano em parceria com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a consulta pública sobre o Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT) recebeu mais de 22 mil acessos, que geraram quase 2 mil contribuições por meio da plataforma Participa.br. A consulta começou em meados de dezembro e o prazo inicial para o envio de contribuições era 16 de janeiro, mas, segundo o ministério, houve pedido de diversos setores interessados em participar e que não conseguiram mandar as contribuições a tempo, por causa das festas de fim de ano, assim, o prazo foi prorrogado. Março, 2017


Marรงo, 2017

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Ambiente Construído

Ciências do Ambiente:

Febre Amarela

É

Por Adilson Peloggia

notável que o planeta nesses tempos atravessa uma crise ambiental e os seres humanos acham que os únicos fatores causadores e alimentadores dessa crise são oriundos apenas no meio ambiente (ambiente construído), com tendência de não afetarem diretamente os humanos. É um grave erro, já que existem inúmeras doenças que são transmitidas através de problemas ambientais. Enfermidades diferentes, transmitidas por vetores diferentes, fazem parte do cotidiano do planeta. As mudanças climáticas causadas pela poluição podem agravar alguma condição médica, a poluição dos rios e corpos d’água alimenta um ninho de doenças que são passadas às pessoas. A poluição dos solos pode gerar complicações na produção dos alimentos que podem ser consumidos e poluir águas subterrâneas e aquíferos. Atualmente o mundo tem o capitalismo como principal modelo econômico. Os produtos cada vêz mais novos e sofisticados e propagandas midiáticas estão atraindo novos consumidores, que compram e gastam sempre mais. Um dos principais problemas é o que se fazer com as sobras e com os produtos antigos e indesejáveis que são transformados em lixo. São problemas causados pelos re52 | Vitti | revistavitti.com.br

síduos: A atração de micro-organismos que decompõe o material encontrado no lixo e de outros animais, como ratos, urubus e insetos que são vetores de várias doenças, como leptospirose, diarreia, cólera, esquistossomose, febre amarela, dengue, zica, etc. A instrução em saúde pública e ambiental torna-se fundamental para uma sustentabilidade no controle de vetores e de reservatórios de doenças transmissíveis. Para a população, a falta de saneamento ambiental e políticas públicas sérias, geram reflexos econômicos. A coleta seletiva e a destinação final adequada dos resíduos sólidos constituem ações fundamentais para um controle de vetores. O Saneamento Ambiental abrange o saneamento da habitação, dos alimentos, dos locais de trabalho e recreação, no processo de planejamento territorial, em situações de emergência e etc. Muitas doenças, principalmente as transmitidas por vetores, são norteadas por variáveis ambientais como temperatura, umidade, padrões de uso do solo e de vegetação. As transmitidas por vetores constituem, hoje, importante causa de morbidade e mortalidade no Brasil. O ciclo de vida dos elementos vetoriais, bem como dos reservatórios e hospedeiros que constituem uma cadeia de transmissão das doenças, estão grandemente relacionados à dinâmica ambiental dos ecossistemas

onde estes vivem. A dengue (transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti) é sem dúvida a principal doença reemergente nos países tropicais e subtropicais. Demais doenças, como a febre amarela são transmitidas por carrapato e inúmeras arboviroses, têm variável importância sanitária nos diferentes países da América do Sul, principalmente no Brasil. O aquecimento global tem contribuido de forma considerável para uma extrema preocupação sobre a possível expansão da área atual de incidência de algumas doenças transmitidas por insetos, notadamente a febre amarela. Porém, devemos levar em consideração que são múltiplos os fatores que influenciam a dinâmica das doenças transmitidas por vetores, além dos fatores ambientais (vegetação, clima, hidrologia), como os sócio-demográficos (migrações e densidade populacional), além dos biológicos (ciclo vital dos insetos vetores de agentes infecciosos) que devemos tratar seriamente como parte estratégica (Guerra Biológica) e dos médico-sociais (estado imunológico da população, efetividade dos sistemas locais de saúde e dos programas específicos de controle de doenças, etc.). A ampliação da capacidade dos setores da saúde e ambiental para o controle das doenças transmissíveis vetorialmente, é necessário desenvolver e dissiminar novos instrumentos, equipamentos e pesquisadores para a prática da vigilância ambiental, incorporando os aspectos do ambiente construído, identificadores de riscos, métodos automáticos e semiautomáticos, que permitam a detecção de surtos e o seu acompanhamento no espaço e no tempo, principalmente pelas diversidades territoriais do Brasil, para efetivar medidas de desenvolvimento e melhorias das condições de vida da nossa população, em um espaço temporal bem próximo. “Instruir as pessoas, faz crescer um país”. Prof. Dr. Adilson Peloggia é Consultor Ambiental Contato: peloggia.adilson@gmail.com Março, 2017


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Reflexão

Sobre as prisões brasileiras: uma análise mais pessoal

G

Por Juliana Bueno/Foto EBC

ostaria muito de conseguir expressar o que sinto ao ver a situação caótica, desumana, monstruosa, das nossas prisões e de como vivem (ou sobrevivem) aqueles que lá estão amontoados como bichos, aliás, bem piores do que eles. Há alguns anos visitei uma destas prisões, numa cidade próxima de São Paulo, levando para os detentos alguns exemplares do meu livro “Estranha Primavera”. Eu tinha comigo 40 exemplares, através de uma simpática doação da editora Maltese, minha editora na época. Fiquei surpresa e muito triste, ao descobrir que os detentos ficaram simplesmente “desesperados” porque eu não tinha livros para todos eles. Eram mais ou menos uns 70 homens, amontados num pátio. Conversei com eles, por traz de grades, é claro, contando um pouco, do que se tratava o livro. Infelizmente não consegui fazer isso novamente. A não ser numa outra ocasião, esta mais recente, em que levei livros espiritualistas ou mesmo romances mais “lights” para os detentos de uma Fundação para menores infratores. Isso aconteceu numa instituição de Itaquaquecetuba. Também nesta instituição fui muito bem recebida pelos jovens detentos, conversei com eles, falei sobre a vida, espiritualidade, amor verdadeiro, valores cristãos... Eles me ouviram incrivelmente

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atentos, sensíveis e emocionados. Tenho realmente um grande desejo de fazer muito mais do que isso por todas essas pessoas, filhas de Deus, nossos irmãos em espirito que, doentes psíquicos-emocionais-espirituais enveredaram por caminhos tão terríveis, doentios e destrutivos. Prefiro acreditar que todos eles teriam condições de melhorar, de entender, de buscar e acreditar num possível arrependimento. Enfim, acredito que muitos deles, possivelmente a grande maioria, têm de fato, uma chance de cura. É claro que isso não tem a menor condição de acontecer nestas prisões brasileiras. Como é possível viver nelas, se numa cela que cabem 20 presos, estão amontoados mais ou menos uns 50. A alimentação deles, conforme vi recentemente num programa de TV é algo de “dar nojo”. Sinceramente não sei como eles conseguem se alimentar com aquilo que chega para eles. E assim cada vez mais nos enredamos neste túnel negro e aparentemente “sem saída” destas medidas tão necessárias para “reeducar” estes infratores, doentes, criminosos, completamente afastados das mínimas noções de amor, bondade, e principalmente “equilíbrio emocional”. E conforme enveredamos nesses caminhos tão errados e até mesmo criminosos, na tentativa de “reeducar” esses nossos irmãos, cada vez mais eles nos agridem, cada vez mais eles roubam, matam e cometem todos os tipos

de crimes, completamente enraivecidos e revoltados contra tudo e contra todos. Este pode ser um simples desabafo. Mas talvez o ajude a pensar no que poderíamos fazer para ajudar o nosso país a sair dessa situação, trazendo também para todos nós uma vida mais segura. E conseguir de fato ajudar esses marginais a encontrarem outros caminhos além do crime e de toda a espécie de erros contra a sociedade e contra si mesmos. Pelo menos podemos rezar, pedir aos Mestres, aos nossos anjos e mentores espirituais que nos ajudem a encontrar estes caminhos, iluminem líderes, políticos ou não, responsáveis pela monstruosidade de toda esta situação. Se alguém, ao ler este simples e espontâneo texto souber de alguma prisão aonde eu possa levar livros, alguns de minha autoria, me avise, por favor. Pode não significar absolutamente nada, mas pode ser para cada um deles, um leve, muito leve mesmo, início de outra vida interior e exterior. E para mim mesma, sempre há de significar uma chance maravilhosa de fazer algo concreto por todos estes nossos irmãos, doentes, crônicos e agudos. Pense sobre tudo isso e encontre um jeito seu, muito especial, de fazer algo para ajudar. Juliana Bueno é escritora e jornalista espiritualista. Seu mais recente livro é “Passageiros da Nave Terra” (Besouro Box). Contato: julianabuenorbio@terra.com.br Março, 2017


Livros

DicaS De Leitura

Da Redação

A Última Mensagem de Hiroshima O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares Ransom Riggs Ed. Intrínseca 352 páginas

J

acob Portman cresceu ouvindo as histórias fantásticas que o avô, Abe, contava. Na época da Segunda Guerra Mundial, o avô havia morado numa ilha remota, num casarão que funcionava como abrigo para crianças. Lá, Abe convivera com uma menina que levitava, uma garota que produzia fogo com as mãos, um menino invisível. Entretanto, todas essas histórias foram perdendo o encanto à medida que Jacob crescia. Até que, aos dezesseis anos, tudo volta à tona para se provar real. Nesse lugar protegido no tempo, ele conhece crianças com habilidades peculiares e encontra as respostas para todas as suas perguntas. Mas o fascínio inicial logo se transforma em uma luta para sobreviver e salvar a vida de seus novos amigos. O autor está na lista de mais vendidos há mais de 30 semanas. Edição com capa dura, sobrecapa e miolo em duas cores. Conta também com uma entrevista com o autor. As fotografias e o texto se combinam de forma brilhante, criando uma história inesquecível. Março, 2017

Edgar Allan Poe: Medo clássico - Volume 1 Edgar Allan Poe Darkside Books 384 páginas

O

mestre do terror ganha sua edição definitiva. Nunca mais houve um autor como Edgar Allan Poe e dificilmente haverá uma edição tão caprichada como esta da Darkside. Edgar Allan Poe: Medo Clássico é uma homenagem ao mestre da literatura fantástica em todos os detalhes: da capa dura à tradução primorosa, além das belíssimas xilogravuras do artista gráfico Ramon Rodrigues. Pela primeira vez, os contos de Poe estão divididos por temas que ajudam a visualizar a grandeza de sua obra: a morte, narradores homicidas, mulheres etéreas, aventuras, além das histórias completas do detetive Auguste Dupin, personagem que inspirou Sherlock Holmes. O livro traz ainda o poema "O Corvo" na sua versão original em inglês e nas traduções para o português de Machado Assis e de Fernando Pessoa, além do clássico ensaio sobre o poema, "A filosofia da composição". O livro traz ainda o prefácio do poeta francês Charles Baudelaire, admirador do autor e seu primeiro tradutor na França.

Takashi Morita Ed. Universo dos Livros 200 páginas

C

omo sobreviver com a mente cheia de memórias da Segunda Guerra Mundial? Como lidar com o trauma de ter presenciado a destruição arrebatadora de uma bomba atômica praticamente ao seu lado? Conheça neste livro a história do Sr. Takashi Morita, sobrevivente da bomba atômica que dizimou milhares de seres humanos e que até hoje manifesta efeitos na saúde física e mental da população de Hiroshima e de Nagasaki. Para além das numerosas enfermidades oriundas da intensa radiação emitida em Hiroshima e Nagasaki, os atingidos pelas bombas sofreram muita discriminação, principalmente pelo fato das consequências decorrentes da radiação para os sobreviventes e seus descendentes serem ainda uma incógnita. Quando questionado a respeito de suas mágoas com relação aos norte-americanos, o veterano responde: "Estavam apenas fazendo o seu trabalho." O perdão, a compreensão, a empatia e todos os laços e fortalezas construídos são lições que o Sr. Takashi, agora um comerciante de 92 anos que vive no Brasil, visa nos ensinar neste emocionante relato. revistavitti.com.br | Vitti | 55


Social Taubaté

Aniversário

Fotos: Divulgação

Elias Rechdan Filho comemorou seus 60 anos em uma festa animada ao lado de amigos e familiares.

Romeu, Julia, Ricardo, Elias, Leonardo e Rose

Ricardo, Elias e Romeu

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Elias e Rose

Manolo, Vito, Elias, Flávio, Fernando, Ricardo e André

Família Rechdan

Carlos Eduardo, Elias e Paulo

Março, 2017


Pets

Porque meu cachorro se coça tanto?

S

Da Redação

eu cão se coça bastante ou lambe as patas de forma insistente? Ou até mesmo costuma morder o próprio rabo? Se você acredita ser bastante inconveniente essa situação, imagina o que seu cachorro sente. Coçar de forma compulsiva ou se lamber são comportamentos bastante comuns entre os cães e esses comportamentos possuem diversas causas. Como também podem ser bastante prejudiciais. Um dos primeiros sinais de que algo não vai bem é você perceber que a pele do seu cão está irritada ou avermelhada em determinado ponto devido às lambidas ou coceira frequente. Apesar da dermatite úmida aguda poder ocorrer em qualquer lugar do corpo do seu cão, eles são mais frequentes e encontradas no tórax, cabeça e nos quadris. Mas porque o cachorro muitas vezes insiste em lamber, morder ou coçar determinada área do seu corpo, que acaba se irritando, ao ponto de se tornar bastante doloroso? Alergias: Quando o cão se coça com

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frequência em determinada região isso pode ser devido algum tipo de alergia alimentar ou ao ambiente, como mofo, produto de limpeza ou pólen. O cão também pode desenvolver uma dermatite ao entrar em contato com substâncias pesticidas ou mesmo o sabão. Tédio ou ansiedade: Da mesma forma que os humanos roem as unhas por ansiedade, os cães podem se morder ou se coçar de forma compulsiva, por desenvolver uma doença semelhante aos dos humanos como o transtorno obsessivo-compulsivo. Fazendo com que ele se morda, se coce ou se lamba, podendo causar sérios danos. Pele seca: Outro fator que pode fazer com que o seu cão se lamba ou se morda é devido à deficiência de ácidos graxos, que causa a pele seca no cão. Isso ocorre com maior facilidade durante o inverno, quando o seu cão começa a sentir bastante desconforto. Os desequilíbrios hormonais: quando os hormônios produzidos pela tireóide do seu cão estão desregulados, pode ocasionar infecções na pele. Que são apenas percebidas com o surgimento de pequenas manchas vermelhas no animal.

Como isso incomoda bastante, ele acaba se mordendo ou lambendo o local. Dor: O seu cão pode estar sentido algo que seja desconfortável ou doloroso e isso pode fazer com que se morda, a fi m de “tirar” o que lhe incomoda. Um exemplo bastante simples é o seu cão ter pisado em um espinho ou em uma pedra afiada e você observar ele morder ou lamber a região de forma insistente. Outros fatores relacionados à dor como problemas ortopédicos podem levar o cão a ter reações como se lamber ou morder. Como por exemplo, um problema relacionado à displasia anca ou artrite. Parasitas: Uma das causas mais comuns para o cão se morder e lamber de forma compulsiva são devido às pulgas e carrapatos. Apesar dos carrapatos não passarem despercebido pelo tutor, as pulgas podem levar um pouco mais de tempo até serem percebidas no animal, caso exista uma infestação. Neste caso o cão está sofrendo devido aos parasitas. Se você notar algum sinal de comportamento excessivo em seu cão, procure imediatamente um médico veterinário.

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Cores

Os Tais Segredos dos Jardins O que te inspira?

P

Por Newton Lima

ara uns, essa “simples” pergunta vem carregada de subjetividade, já outros teriam uma resposta imediata na ponta língua. No meu caso foi um conceito construído, experimentado, e que já teve diversas defi nições ao longo do tempo. Leituras nos transportam para um universo particular de criação dos cenários e personagens. Com fotografias e revistas lapidamos nosso senso comparativo em torno daquilo que nos seduz. A entrada massacrante da tecnologia nas nossas rotinas, somos quase que abduzidos pelo excesso de informações. Numa tentativa inconsciente de selecionar somente o que é do nosso interesse, paramos em algumas imagens. No meu caso? Flores. Tem ou quer ter plantas em casa? Antes de abordarmos os arranjos é de fundamental importância termos algum conhecimento sobre as plantas em si – quais suportam luz solar, quais se desenvolvem melhor à sombra, que tipo de planta tolera um ambiente refrigerado? Qual a maneira correta de se adubar uma planta? Para esclarecer algumas dúvidas, trago uma pequena entrevista com o botânico especializado em jardinagem Thiago Meneguzzo. Quais fatores devem ser mandatoriamente considerados no cultivo de uma planta em casa? TM - As plantas precisam de um ambiente adequado para se manterem e desenvolverem. Não existe receita pronta, afinal, cada espécie tem suas peculiaridades. Ainda assim, existem princípios que podem ser aplicados ao cultivo de plantas de uma forma geral. Devemos sempre

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ter em mente cinco coisas básicas para um cultivo bem-sucedido: umidade e nutrientes no solo/substrato, luminosidade, temperatura e umidade do ambiente. Qual é a sua orientação quanto à rega das plantas? TM – Geralmente, espécies de folhas e caules finos e tenros demandam maior umidade que espécies de folhas e caules grossos e duros, portanto devem receber regas mais frequentes via solo. Não é possível dizer quantas vezes por semana uma planta deve ser regada. Geralmente não se deve deixar o solo secar totalmente entre regas. Plantas que exigem muita umidade nos avisam dramaticamente com folhas murchas que o momento da rega já passou há muito. Suculentas e cactos precisam ser regados moderadamente porque quando muito molhados a umidade excessiva pode apodrecer as raízes. O mercado oferece inúmeros adubos e nutrientes com promessas milagrosas. Podemos confiar? TM - Os nutrientes são muito importantes para crescimento e floração. Plantas compradas em vasos já vêm com dosagem

adequada de nutrientes no solo. Adubação suplementar geralmente é feita antes da fase de crescimento, floração e frutificação. Quais cuidados devem ser observados com relação ao ambiente onde a planta vai ficar em casa? Luminosidade, incidência solar direta... TM - As plantas produzem o próprio alimento a partir dos nutrientes do solo, do ar, da água e também da luz. Por isso a quantidade de luz é fator crítico. Plantas jovens, de folhas e caules finos e que demandem muita umidade geralmente precisam estar mais protegidas do sol forte, se não em sombra total. Ao contrário das plantas adultas, de folhas e caules grossos que toleram ou mesmo preferem sol direto. Plantas de meia sombra são as que precisam de quantidade intermediária de luz, necessitando ou tolerando sol direto em algumas horas do dia. Falta de umidade e excesso de luz são os motivos mais comuns para as plantas não se desenvolverem. Thiago Meneguzzo está no Instagram @thiago.meneguzzo, onde diariamente posta um tipo de flor diferente com as respectivas características de cultivo. Março, 2017


Lançamentos

&

Som

Vídeo Da Redação

Trio Gato Com fome

Em Busca dos Sambas de Raul Torres CD/2015 - Independente

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samba paulista não morreu, não morrerá e está muito bem, obrigado. Prova disso é o maravilhoso Trio Gato com Fome, que traz neste disco, seu segundo trabalho, lançado em 2015, uma homenagem ao grande artista botucatuense Raul Torres. "Trio Gato com fome em busca dos sambas de Raul Torres" conta com participações de nomes como Osvaldinho da Cuíca, Proveta, Oswaldinho do Acordeon e Caçulinha, entre outros. Em uma tentativa de revelar novos recortes do samba paulista, que vão além de composi-

tores consagrados como Adoniran Barbosa e Paulo Vanzolini, o Trio Gato com Fome revisita a obra deste compositor e trazem em show e disco um repertório que comprova a riqueza do samba paulista. Em recente apresentação no SESC Taubaté, ficou claro que o grupo é hoje um dos melhores e mais qualificados em termos de execução desse segmento tradicional do samba de São Paulo. Fãs de Adoniram Barbosa, Germano Mathias e Demônios da Garôa podem ficar tranquilos, pois o legado do estilo está em boas mãos.

André Abujamra

O Homem Bruxa (DVD/2016 - Independente)

F

ilho do lendário Antônio Abujamra, ácido diretor e ator de teatro, André trilhou um caminho próprio na música independente experimental brasileira. Surfando entre bandas, projetos, trabalhos solos, e uma atuação massiva como arranjador e compositor de trilhas sonora para a televisão e cinema, ele chega agora com mais um trabalho, desta vez registrado em DVD. Gravado ao vivo no Teatro Viradalata, em São Paulo, O Homem Bru-

Março, 2017

xa costura o lirismo mordaz e pessimista de Abujamra, dado ao misticismo e às reflexões sobre o cotidiano, ao burlesco do vaudeville. Em pouco menos de uma hora de apresentação, o artista discorre sobre questões como invisibilidade social, na canção “Mendigo”, e a implacável passagem do tempo, em “Espelho do Tempo”, num vistoso espetáculo de um homem só – ele toca todos os instrumentos sozinho, do violão à flauta chinesa Hulusi.

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Cervejas

Escolhendo o Copo Certo Cervejas especiais precisam de copos especiais. Saiba como acertar na escolha e aproveitar ao máximo suas experiências cervejeiras

Da Redação / Fotos Divulgação

A

ssim como existem mais de uma centena de estilos de cerveja, também existem inúmeros tipos de copos, cada qual com um formato ideal para cada tipo de cerveja. A geometria dos copos tem influência sobre a aparência, o aroma e o sabor da bebida. Apreciar uma cerveja especial no copo correto traz mais vida, beleza, sabor e prazer ao consumo. No que o copo Interfere? Primeiramente, espera-se que possa ver a cerveja, e admirar sua cor e espuma. Traços de gordura ou sabão destroem rapida-

CILINDRO Tradicional para cervejas tipo Kölsch, o cilindro possui bocal estreito que auxilia na concentração dos aromas. O formato reto aumenta a velocidade que o líquido chega à boca, valorizando o fino amargor do estilo.

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mente a espuma da cerveja e conferem a ela uma aparência pouco atraente e apetitosa. Espuma A formação de espuma também é influenciada pela geometria do copo. Os que têm formato de cone, por exemplo, dão suporte à espuma e intensificam sua estabilidade. Aroma O formato do copo afeta diretamente na intensidade como o aroma da cerveja é percebido. Copos com bocal mais estreitos concentram os aromas da cerveja em uma área de percepção pequena e por este motivo são indicados para cervejas com aromas suaves como, por exemplo,

PINT É o copo tradicional utilizado pelas stouts e demais ales inglesas. Seu corpo fino na parte inferior propicia um melhor encaixe nas mãos e o arredondamento mais largo acima, ajuda na captura dos aromas.

TULIPA A base estreita facilita o segurar e minimiza a transferência de calor das mãos para a cerveja. A borda voltada para fora auxilia na sustentação da espuma, bastante importante nas cervejas tipo Schwarzbier.

as Pilsens, Kölsch, Vienna e Lambics. Copos com o bocal mais aberto como cálices, tulipas e copos de Weizenbier, propiciam maior expansão dos aromas Sabor O formato do copo também tem influência direta no sabor da cerveja. A velocidade com que a cerveja atinge a boca quando vem de copos mais retos, como o cônico, é maior. Isso faz com que a cerveja vá diretamente para a parte de trás da língua e tenha menos contato com a parte frontal. Copos com bases mais largas entregam a cerveja à boca de forma mais lenta, fazendo com que toda a língua seja envolvida e todos os gostos sejam percebidos da mesma forma.

GOBLET Muito utilizado pelas cervejas belgas, especialmente as Trappistas e de Abadia, é indicado para cervejas de alta intensidade aromática. Seu formato confere beleza e atratividade à cerveja e evitam que o calor das mãos seja transferido para o líquido.

TULIPA ARREDONDADA Seu corpo arredondado captura os aromas e a boca estreita auxilia na concentração dos mesmos, sendo indicado para cervejas menos aromáticas, como as Pilsens. Seu pé lhe confere elegância e evita que o calor das mãos aqueça o líquido rapidamente.

Março, 2017


Cultura

Balaio das Artes Festival cultural vai celebrar a música e a diversidade cultural em São Luiz do Paraitinga

A

Da Redação

cidade de São Luiz do Paraitinga sempre se destacou pelas inúmeras manifestações artísticas e culturais ao longo de sua história. Seja pelo famoso Carnaval de marchinhas, desde a década de 1980, até a grandiosa festa do Divino Espírito Santo, há mais de dois séculos, além do incentivo às culturas populares e o orgulho próprio pela cultura local. Num ambiente assim torna-se evidente o florescimento de manifestações artísticas em todos os níveis, e a cidade não perdeu tempo em juntar tudo num evento só, o “Balaio das Artes” chega a sua 3ª edição e será realizado no próximo mês, entre os

Março, 2017

dias 20 e 23 de abril, feriado de Tiradentes. Durante os quatro dias de evento, a programação será distribuída entre exposições, cinema, oficinas, aulas-show, rodas de conversa, recreação infantil e shows no principal coreto da cidade. As atrações musicais são o grande destaque, com shows de Camilo Frade, que se apresentará junto da cantora Ceumar, além de bandas da cidade como Baroni e a Kabereka Rock, Lume de Paraitinga, Céu de Lamparina, Los Cunhados, o emblemático grupo Paranga, e a banda Estrambelhados. Destaque ainda para a banda Despirocadas, que evidencia o repertório de marchinhas luizenses com temáticas femininas, e ficarão encarregadas de fechar o festival no domingo.

Ana Christ/Blog Nativos do Mundo

A programação trará também uma exposição subdividida em quatro temas: artes plásticas, artesanato, fotografia e luteria, na Casa Oswaldo Cruz. Estarão presentes pintores, bordadeiras, fotógrafos e bonequeiros representativos das artes locais. A intensa programação de cinema trará desde oficinas de pós-produção e documentário até a exibição de seis curtas metragens, três na sexta e três no sábado, na biblioteca municipal da cidade. De sexta a domingo, entre 10h e 12h, no Mercado Municipal, apresentação de violeiros luizenses. Para as aulas-show, artistas locais dissecam o processo composicional da cidade, também especificando sobre a evolução das famosas marchinhas de Carnaval.

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Pelo mundo

Na Toscana, Itália, Um dos Melhores Vinhos da Europa Por Antonio Barbosa Filho

M

ontepulciano (ITÁLIA) - O Brasil é um dos países do mundo onde mais cresce o consumo de vinho e, embora a produção nacional venha evoluindo em qualidade, a maioria das pessoas ainda prefere o vinho importado, seja do Chile e Argentina, seja dos principais produtores europeus, como a França, a Itália ou a Alemanha. E, de todos os tipos de vinho que passaram a ocupar prateleiras na maioria dos supermercados e nas casas especializadas brasileiras, destaca-se o Chianti, produzido na região da Toscana, mais especificamente entre as cidades de Florença e Sina, tendo a leste as "montanhas de Chianti". A região foi a primeira na Itália a ser demarcada como produtora de vinho, em 1932. São mais de 7.000 vinhedos, que se estendem pelas suaves colinas da Toscana e que atraem quase

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tantos visitantes de todo o mundo quanto a Torre de Pisa, a Catedral de Siena ou as obras de Michelângelo nos museus de Florença. Por 40 euros, o turista apreciador da bebida pode ter uma sessão de degustação nos restaurantes pertencentes a produtores. Atendido por enólogos profissionais, certamente ouvirá a famosa lenda (ou será história) da disputa entre Florença e Siena pelo privilégio de dizer-se a maior produtora do Chianti. Na Idade Média, num determinado dia, um cavaleiro saiu de Florença assim que ouviu-se o primeiro canto de um galo, ao amanhecer. De Siena partiu outro, e no ponto em que se encontraram foi fi xada a divisa entre as duas cidades em disputa - a maior parte ficou com Florença que, diz a lenda, tinha um galo muito mais saudável e que cantava muito mais cedo. Hoje a região da Toscana inteira produz as uvas Sangiovese e Canaiolo (tintas) ou Trebianno e Malvásia (brancas) usadas na

fabricação. A produção local dobrou entre 2002 e 2012, passando de 81 milhões de litros para 176 milhões, e continua crescendo. A princípio o Chianti era vendido apenas em garrafas com um revestimento de palha que ia até sua metade, mas depois melhorou a qualidade do vidro utilizado, e as garrafas com cinturão de palha existem em menor número. O Chianti Clássico tem acima de 12,5 graus de álcool, e pode envelhecer por mais tempo do que o normal, que deve ser consumido em, no máximo, dois ou três anos. O Brasil ainda tem um consumo per capita considerado baixo, mas em constante crescimento, tendo passado de 0,71 litros para 1,26, até 2012. A média de crescimento é de 7% ao ano. Detalhe: devido à lenda (ou história...) da disputa entre Florença e Siena, os Chianti produzidos na primeira trazem no rótulo um galo preto, que identifica o produto em qualquer parte do mundo. Março, 2017


Divulgação

Turismo

Viaje mais

gastando menos Jornalista cria blog onde dá dicas de destinos e ensina a planejar roteiros

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Da Redação

ue tal viajar de forma 100% independente, planejando seu roteiro, e gastando bem pouco? Ótima ideia, não é? Mas como isso é possível? Pensando em ajudar a responder essas dúvidas de quem quer botar o pé na estrada, a jornalista taubateana Lígia Antoniazzi, junto de seu marido Ulisses Dalessandro, criaram um blog: o “vamosfugir.net.br”. No ar desde outubro de 2014, o blog é uma espécie de guia para viajantes – iniciantes ou experientes – que buscam informações para viajar gastando pouco e aproveitando ao máximo. “A ideia é mostrar que é viável viajar por conta própria, sem a necessidade de adquirir Março, 2017

um pacote turístico. E a gente vê que isso funciona para as outras pessoas também. Recebemos muitas mensagens com perguntas de pessoas que estão organizando seus roteiros ou que já fizeram a viagem que nós indicamos e voltaram para agradecer a ajuda”, diz Lígia. Vivendo atualmente na Austrália, a jornalista já viajou por diversos países, como Nova Zelândia, Tailândia, Camboja, Vietnã, Chile, Bolívia, Peru e Argentina. Essa experiência serve para compartilhar experiências e dicas com outros viajantes. “O primeiro passo é ler bastante sobre o destino escolhido e ir anotando os pontos turísticos mais interessantes, quanto custa cada um, como chegar até eles, horários, dicas do que levar na mala, informações sobre hotéis, passagens áreas e etc. Quanto

Lígia Antoniazzi e Ulisses Dalessandro

mais informações, menores são as chances de cair em roubadas, perder tempo ou gastar dinheiro desnecessário”, comenta. Apesar da larga rodagem internacional, Lígia diz que seu blog tem muitos acessos de leitores em busca de informações sobre o Brasil, em especial o Vale do Paraíba. “Os posts sobre Ubatuba, Paraty, Cunha, Campos do Jordão, Aparecida, São Luiz do Paraitinga, etc, são os mais acessados. Apesar de não morarmos mais aí, produzimos bastante conteúdo desses destinos, e há muita gente interessada em conhecer o Vale”, diz. Bateu aquela vontade de viajar gastando pouco e aproveitando muito? Vale a pena uma leitura no blog do casal, e seguindo dicas de quem ama viajar e conhece bem os atalhos, fica tudo mais fácil. www.vamosfugir.net.br Instagram: vamosfugirblog Twitter: @vamosfugirblog revistavitti.com.br | Vitti | 63


Esporte

Por Fabiana Ferreira fabycanoagem@hotmail.com www.luzcameraesporteacao.blogspot.com

Divulgação

Luz, Câmera, Esporte e Ação

D

uas histórias de superação se cruzam com o mesmo propósito: Vencer através do esporte. Victor dos Santos, 32 anos, viu sua vida quase ir embora aos 21 em um acidente de moto em São Paulo. Lutador de Taekwondo, Patins in line e BMX, Victor sempre foi apaixonado por esporte e ter a sua perna amputada após o acidente quase lhe tirou o sonho de voltar a praticar novamente. Desistir nunca foi parte da personalidade do atleta que com o apoio da família e alguns amigos consegui uma oportunidade para caminhar novamente. Foi ai que conheceu o Wheeling (manobras com motos esportivas) onde se apaixonou pela modalidade e se tornou um dos atletas mais ousados no Brasil. Em nenhum momento o atleta teve receio de dirigir uma moto novamente, foi com garra, determinação e uma prótese feita especialmente pra ele que Victor buscou títulos na modalidade de igual para igual com os atletas com as duas pernas. “Hoje creio que por mais complicado e difícil que esteja a cruz que estamos 64 | Vitti | revistavitti.com.br

carregando, sempre haverá 1% de chance de você vencer, e nunca podemos deixa-lá escapar, pois esse 1% foi a chance que Deus me deu para ter vencido e ser o que sou hoje”, relata Victor, o “100K-NÉLA”, como é carinhosamente chamado pelos amigos e atletas da modalidade. Mais tarde, Victor conheceria Edson Rodrigues dos Santos, 33 anos, de Taboão da Serra (SP), piloto de BMX, onde desde os 16 anos praticava uma modalidade chamada Flatland (manobras no solo) e que o destino lhe reservou a mesma surpresa, porém num acidente de carro, onde o mesmo, desgovernado, o pressionou contra uma árvore, onde teve a sua perna amputada. Foram meses de recuperação na vida desses dois jovens e um sonho que quase foi embora. “Quero mostrar para as pessoas que é possível viver normalmente no meio da sociedade sendo um amputado, que a vida não para e a prática do esporte é essencial para a autoestima e evolução como pessoa, que não há limites quando se tem vontade”, afirma Edson Rodrigues. Victor mandando ver nas manobras Foto: Divulgação

Março, 2017


Depois de conhecer esses dois guerreiros do esporte, que com suas próteses vivem felizes praticando cada um a sua modalidade, fui conversar com o Anderson Tuzino Nolé, Fisioterapeuta e Técnico em Próteses e Órteses Ortopédicas de São José dos Campos, para entender qual a diferença entre uma prótese normal e uma prótese para atleta. Qual o perfi l da pessoa que procura por uma prótese? Aqui atendemos pacientes de todas as idades e todos os níveis de amputação, fi zemos prótese para crianças com dois anos de idade até senhores com 85 anos. Tratamos de amputações parciais do pé até de desarticulações do quadril (quando o paciente amputa a perna inteira, sobrando somente a articulação do quadril) e membros superiores também, quando os pacientes amputam dedos, mãos ou até a altura do ombro, nestes casos temos próteses estéticas (para aproximara a aparência antes da amputação) até mãos biônicas (que são comandadas através de sensores que ficam conectados ao encaixe da prótese e recebem a estimulação do sinal elétrico do músculo que transforma os movimentos das

próteses. As mãos biônicas chegam a ter até 32 tipos de pinças diferentes, além de movimentar eletricamente o punho e o cotovelo). Trabalhamos também com muitos pacientes atletas, com próteses especializadas Ciclista Edson Rodrigues e o fabricante de próteses Anderson Nolé para cada tipo de esporte, Foto: Divulgação como as lâminas de corrida que vimos nas paralimpíadas, e também com joelhos hidráulicos para outros tipos de esportes, como o motociclismo. Como essas pessoas chegam psicologicamente até você? A maioria chega devastada devido a situação nova, tanto o próprio paciente quanto os familiares. Aqui, tentamos mostrar que a vida continua mesmo após uma amputação, e que o principal é a pessoa estar viva e ali, com os seus entes queridos, tentamos mostrar que é possível ter uma vida muito próxima do normal. Muitos pacientes se redescobrem, pois começam a fazer muitas coisas que não faziam antes da amputação, por exemplo, praticando esportes que não praticavam, ou se destacando em um esporte que já praticava. O que esses pacientes buscam? Buscam voltar o mais próximo que eram suas atividades ante da amputação, e é aí que muitos se surpreendem e descobrem novas oportunidades. Focando no atleta, qual a diferença da prótese comum para a prótese esportiva ? Cada modalidade exige uma prótese diferente?

Victor dos Santos, o “100K-NÉLA” Foto: Divulgação

Detalhe da prótese de Victor Foto: Divulgação

Março, 2017

Edson Rodrigues, fera do BMX Foto: Divulgação

A prótese para atletas são mais específicas, muitas delas só servem para a prática dos esportes e não são utilizadas para o dia a dia. Por exemplo, as prótese de corrida são alinhadas normalmente mais altas do que o outro membro, justamente para contar com o deslocamento e a propulsão que a lâmina de corrida vai fazer quando o paciente colocar todo peso na prótese durante a corrida. Cada modalidade exige uma prótese diferente, vai depender de cada necessidade, o paciente que pratica atividade na moto, por exemplo, precisa de um sistema de joelho mais elaborado e que atenda as necessidades. Para saber mais sobre próteses para atletas, entre em contato com Anderson Nolé pelo e-mail: anderson@bionicenter. com.br ou (12) 98196-1000. revistavitti.com.br | Vitti | 65


História

A

Da Redação

s histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento. Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período. O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que 66 | Vitti | revistavitti.com.br

reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas. Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações. Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921. Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o

Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas. "O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países", explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp). No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher. Março, 2017


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Marรงo, 2017

Revista Vitti, Março 2017 Edição n135  

Nesta edição entrevistamos Lia Marques, uma das idealizadoras do "Apito do Respeito", que fala sobre a iniciativa, os resultados e conquista...

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