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ANO II N. 12 Marรงo 2012 R$ 5,90


Editorial

Um toque especial Cada edição da Vida bebê é sempre preparada por nossa equipe com um carinho especial que visa oferecer cada vez mais uma leitura agradável e com muito conteúdo e, aos anunciantes, sempre mais visibilidade dos seus produtos e serviços. Mas confesso que na revista que você leitor tem em mãos agora particularmente há um toque inovador que somente a maternidade pode proporcionar. Seja nas pautas, entrevistas ou nos textos, foi impossível separar o sentimento de fuÉrica, grávida de 8 meses tura mamãe que possibilita não somente dividir mais diretamente com nosso público as milhares de dúvidas que rondam nossas cabecinhas, mas também ter sensibilidade maior na

busca por esclarecimentos, informações ou simplesmente dicas que fazem a diferença na rotina de tantas famílias de leitores da Vida bebê. Nesta edição, especialistas nos auxiliam, por exemplo, a enfrentar os desafios durante o desmame, assim como iniciar, da melhor forma, a introdução de alimentos na rotina dos bebês. Na sequência das reportagens sobre os primeiros exames preventivos, abordamos a importância do teste auditivo, assim como a adaptação dos aparelhos em caso de necessidade. Ainda em relação à saúde, as gestantes podem conferir como evitar ou tratar dois problemas que vem se tornando freqüentes: hipertensão e diabetes gestacional. A Vida bebê traz ainda dicas sobre o uso de móbiles e uma matéria especial sobre o soninho dos bebês, para alívio deles e dos papais e mamães. Para completar, o editorial de moda bebê e infantil está um arraso que enche nossos olhos e aumenta a vontade de deixar nossos pequenos ainda mais fofos! Uma ótima leitura a todos!

Érica Samara da Silva Morente Jornalista/Vida bebê

Sumário 04 Boas maneiras para acabar com maus hábitos 10 Vitrininha 13 Móbiles 16 Editorial Bebê e Infantil 26 Sono tranquilo do bebê 36 Alimentacão no 1˚ ano de vida 40 Espacinho Gourmet 44 Saúde auditiva 48 Desmame 54 Hipertensão e Diabetes Gestacional 66 Retratinhos da Vida

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Capa

Arthur Battistella Gigliucci Foto: Inez Miranda Veste: Casa da Árvore

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Boas maneiras para acabar com maus hábitos Silvana Minetto Borges Psicóloga

Bom dia, com licença, obrigado,

por favor, são alguns exemplos de cordialidade e boa educação que nunca saíram de moda. Pelo contrário. Ensinar boas regras de convívio social é um dever dos pais para o bem estar dos próprios filhos, que aprenderão, desde cedo, a respeitar e a reconhecer seus direitos, assim como os das outras pessoas. Segundo a psicóloga Silvana Borges Minetto, quando as crianças completam quatro ou cinco anos

de idade, já conseguem assimilar o sentido dos bons modos. "Mas é preciso pisar com cuidado nesse terreno. Muito mais do que tentar moldar a garotada a um padrão de comportamento desejado, é deixar que eles façam suas próprias descobertas", recomenda. Esse processo ocorre quando a criança, aos poucos, vai aprendendo de forma natural e espontânea, por imitação dos adultos, as normas de boa conduta. "Um bom exemplo vale mais do que mil sermões", reforça.

EM CASA Esses bons exemplos devem surgir no lar. Para muitas pessoas, é bom chegar em casa, tirar os sapatos na sala, deixar a pasta de trabalho sobre a mesa da cozinha, esvaziar os bolsos de moedas e os papeizinhos em cima da cama e, finalmente, mergulhar no sofá. "Se você pertence à tribo do relax total, aproveite. Só não vale reclamar com as crianças da bagunça na casa", aconselha. Tentar impor a máxima de que

Fábio Cortez Rodrigues Helena Paschoaleto Rodrigues Sofia Paschoaleto Rodrigues Daniela Sanchez Paschoaleto Rodrigues

Família reunida se diverte e filhos aprendem desde cedinho os bons exemplos com os pais

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tudo tem seu lugar não vai funcionar, especialmente se os pais perdem objetos pela casa com frequência. "Claro que cada família tem regras próprias e a importância que se dá a coisas como manter as camas sempre arrumadas é algo bastante particular", pondera. Mas, por mais democráticos que sejam os pais, é difícil encontrar os que não se irritam ao ter que pegar, pela centésima vez, o prato de lanchinho que as crianças esqueceram embaixo do sofá. "Ou ainda se equipar com uma canoa para enfrentar o alagamento do banheiro dos pequenos", exemplifica. Contra esses males, a especialista lembra que a regra é sempre a mesma: não faça o que não quer que eles aprendam. O conselho da psicóloga inclui até os cuidados com a aparência pessoal. Ela cita que, depois de perambular pela casa durante todo o feriado revezando o figurino pijama-roupão, fica difícil para o pai aconselhar o filho a pentear os cabelos antes do jantar em família. À MESA Por falar em refeições, o número de deslizes nestes momentos é grande. Afinal, quem não se pega com alguma dúvida diante de uma mesa com serviço à francesa, com aquela interminável fila de talheres e copos, ou diante de iguarias complicadas de comer, como lagostas inteiras? Longe de pretender que as crianças, principalmente as pequenas, sigam a risca os manuais de etiqueta, os

“Não faça o que não quer que eles aprendam”

Bons hábitos são desenvolvidos em casa durante as tarefas mais simples e rotineiras

pais devem se preocupar em não servir de exemplo com atitudes realmente inaceitáveis até no ambiente informal de casa. "Mastigar de boca aberta, encher demais o garfo, chupar a sopa da colher, lamber os talheres, carimbar a boca na

toalha, enfiar as mãos na comida, cutucar o prato de quem está ao lado, expandir as 'asinhas' a ponto de incomodar o vizinho... A lista vai longe". Depois da refeição, há ainda a famigerada e imperdoável prática de palitar os dentes.

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“Se os pais não ensinarem quando os filhos são pequenos, mais tarde outras pessoas se encarregarão” LOCAIS PÚBLICOS Quando o assunto é exemplo, não há vergonha maior para os pais do que levar um puxão de orelha do próprio filho. Entre os adeptos do faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço, esse vexame é rotina. Ao ver os pais lançando lixo pela janela do carro, é quase certa a pergunta: "Você não falou que não era para eu jogar lixo na rua?” Dizer o quê? O melhor, segundo ela, é admitir o erro e ficar atento para não dar mau exemplo novamente. Afinal, pais que só param no sinal vermelho quando o guarda está por perto ou violam embalagens no supermercado, estão mais arriscados a ver seus filhos praticarem um leque de grosserias. Ela acrescenta a essa lista os atos que desrespeitam outras pessoas como furar filas, colar chiclete no banco da igreja, escrever na porta dos banheiros, sujar a rua, falar alto, deixar a porta do elevador bater no rosto do vizinho, presentear os outros com um acesso de tosse sem usar as mãos como escudo, incluir gestos obscenos e palavrões no vocabulário cotidiano, reclamar de tudo e de todos o tempo todo. "Se conviver é uma arte que exige paciência, dividir espaço com pessoas mal-educadas pode ser um martírio. Por isso, faça sempre com que seus filhos vejam que tem pais gentis e educados", enfatiza.

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Flexível sim, chantagista não! A educação das crianças também exige postura flexível dos pais, que devem estabelecer o que realmente é importante ser cumprido e o que é possível fazer vista grossa. "O palavrão, que incomoda tanto, é uma provocação própria dos baixinhos. Se a criança já foi orientada, o problema passa com o tempo desde que não se dê muito ibope para o fato", declara. Além disso, boa educação deve ser entendida como uma atitude positiva, necessária e nunca deve ser negociada como recompensa pelo seu bom comportamento. "Se você se comportar bem na festa, a mamãe dá um presentinho. O risco é da criança não agir como deve quando não houver nada em troca", alerta. Por fim, não se canse nunca da tarefa de tentar ensinar os códigos de boa convivência aos seus filhos. Talvez demore para assimilarem a lição, mas vale à pena, pois os pais estarão construindo os alicerces de conduta, que valerão para toda a vida. Se os pais não fizerem isso quando os filhos são pequenos, mais tarde outras pessoas se encarregarão de impor limites a quem aprendeu a fazer suas conquistas só com o grito. "Não tem jeito, mais uma vez é o exemplo dos pais gritando mais alto que meras palavras", finaliza.

Os exemplos são bem mais valiosos e eficazes do que as palavras


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Vitrininha SONHO DI BEBĂŠ Tel. 19 3702.0280

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ANJO SAPECA Tel. 19 3444.6490

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R$ 170,00

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A MALUKINHA Tel. 19 3704.5604 R$ 89,90

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Móbiles Além de distrair os bebês ou completar a decoração do quartinho, os móbiles têm outra função que vai além da diversão. Coloridos, com desenhos, tamanhos, formatos e sons variados, esses brinquedos estimulam o desenvolvimento dos recém-nascidos, que começam a ter a percepção de tudo o que está em seu redor. Em cima do berço, numa distância de aproximadamente 40 centímetros, estimula à imaginação, a concentração, a capacidade visual e motora. Isso acontece porque, desde muito cedo, os bebês respondem aos estímulos de cores, sons e texturas. Por isso, o contato com os móbiles pode estimular também o

desenvolvimento da audição e do tato, favorecendo as habilidades cognitivas. Apesar dos benefícios, é aconselhável seguir uma dica dos especialistas: não sobrecarregue seu filho com excesso de estímulos visuais. Muitas imagens na parede, cortinas com desenhos grandes, excesso de brinquedos e móbiles em movimento podem fazer com que ele se canse e perca o interesse. Se começar a chorar, se contorcer ou se agitar muito, é um sinal de que está cansado. Para saber se a brincadeira está agradando, os pais devem observar alguns sinais no bebê; como batimentos cardíacos regulares

que demonstra tranquilidade, as pupilas se dilatam, os olhos parecem mais atentos e há um relaxamento da musculatura do abdômen. Para completar, os dedinhos dos pés e das mãos se agitam quando ele se alegra com o brinquedo.

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Editorial Bebê e Infantil

Luis Felipe Noschang

veste A Malukinha

Isabeli dos Reis Tetzner

veste Baby Fashion

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Lucca De Déa Meletti

veste Peteca

Brigitte Noá Pinheiro

veste Charlotte

André Aguiar Angelo

veste Hortelã

Enzo Virgílio Rossit

veste Anna Coelho

Fernanda Penedo Oliveira

veste Bee Happy


Théo Prada Fernandes.

veste Baby Fashion

Laura Castellar Andrade

veste Peteca

Lorena de Moura

veste Hortelã

Antonella Massaro

veste Casa da Árvore

João Edmundo Graf Ramos

veste Charlotte

Otavio Gallina dos Santos

veste Bee Happy

Maria Eduardo Furlan Britzki

veste Anjo Sapeca

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Leonardo Gil do Prado

veste Casa da Árvore

Kaíque Henrique Ribeiro

veste Peteca

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Laura

Gabrielle Andriani Gonçalves

veste Charlotte

Maria Clara Cabral Simioni

veste A Malukinha

veste Anjo Sapeca

Gustavo Aguiar Angelo

veste Hortelã

Antonella Fonseca Uber

veste Anna Coelho


Lucas Silva Granusso

Marina Rossi Sanguino

veste A Malukinha

Isabeli dos Reis Tetzner

veste Baby Fashion

veste Peteca

Sophia

veste Charlotte

Pedro Henrique Rizzo Geraldini

veste Bee Happy

Anna Coelho

veste Anna Coelho

Paola Ferrari Iaquinta

veste Hortel達

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Théo Prada Fernandes.

veste Baby Fashion

Mel Borges Panaro

veste Peteca

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Felipe A. Jeronymo Ferraz da Silva

veste Hortelã

Angel Lettycia Lara

veste Casa da Árvore

Matheus Bortollo Silva

veste Charlotte

Fernanda Penedo Oliveira

veste Bee Happy

Gabriel Balestrini Cavasin

veste Anjo Sapeca


Nathan Bonin Marcolino

veste Casa da Ă rvore

Otavio Gallina dos Santos

veste A Malukinha

Nicolas Andriani Gonçalves

veste Anjo Sapeca

Mayara de Brito Antunes

veste Peteca

Gabriela de Moura

veste HortelĂŁ

Charlotte Masutti de Camargo

veste Charlotte

Pietra Vitalle Gomes

veste Anna Coelho

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Sistema delivery de compra de calçados infantis

Karina Pasqualeto e Camila Arnosti Proprietárias da Pé de Pano

Praticidade e Comodidade foram os motivos que levaram à criação da Pé de Pano Calçados Infantis, em Outubro de 2011.

vai desde os bebês até os adolescentes, sempre com atendimento personalizado, sendo este seu diferencial mais marcante.

Trata-se de um sistema Delivery de venda de calçados infantis.

Os clientes podem solicitar os produtos para demonstração e através de suas consultoras os calçados chegam às suas casas, onde, de forma descontraída e tranqüila, podem experimentar sem compromisso.

Segundo as sócias proprietárias Camila Arnosti e Karina Pasqualeto, a idéia surgiu a partir de suas próprias necessidades que, como mães, buscavam maior comodidade, agilidade e melhor atendimento nas compras para seus filhos, de forma que pudesse facilitar a tão atribulada vida das mães modernas. A Pé de Pano comercializa calçado infantil das marcas: Pampili, Kidy, Gambo, Redmax, Otzi, Plugt, Contramão, Gats, Dray, Menina Rio, Pimpolho, Kea, Diversão e muitas outras, que estão entre as melhores do mercado. Seu público-alvo

Em breve todo o mostruário estará disponível no site e todos poderão previamente escolher os modelos e consultar tendências. “Nossos produtos são comodidade e atendimento diferenciado, não somente calçados”, afirma Camila.

do lar torna tudo muito mais fácil e divertido” acrescenta Karina. O atendimento é realizado em horário comercial e para mais informações basta entrar em contato através do email: contato@pedepanocalcados.com.br e em breve no site: www.pedepanocalcados.com.br

Informe Publicitário

Pé de Pano

“A possibilidade de realizar compras na tranqüilidade

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Sono tranquilo do bebê, o sonho dos pais

Seguir uma rotina, como adormecer no mesmo horário e depois de amamentar, auxilia o sono

“Algumas dicas simples podem favorecer o soninho tranquilo dos filhos e o descanso dos pais”

As dificuldades que o bebê pode

sentir para dormir, principalmente nas primeiras semanas de vida, literalmente tiram o sono dos pais, afinal não faltam relatos de que crianças trocam o dia pela noite, choram excessivamente ou acordam com frequência. A preocupação com esses problemas realmente não é um exagero,

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mas, embora a medicina não tenha descoberto nenhuma fórmula mágica para proporcionar o adormecer dos pequenos com mais facilidade, algumas dicas simples podem favorecer o soninho tranquilo dos filhos e o descanso dos pais. Antes, porém, é bom lembrar que o bebê passou nove meses em um

ambiente completamente diferente e pode demorar um pouco para se adaptar ao mundo externo que, para ele, pode parecer completamente estranho. Por isso, é fundamental logo nos primeiros dias de vida, fazê-lo se sentir confortável e seguro, criando um ambiente tranquilo e o mais semelhante possível ao útero.


Quando o bebê estava na barriga da mamãe, era embalado pelos movimentos que ela fazia no diaa-dia. Fora, os movimentos ainda têm esse efeito. Embalar ou balançar enquanto o acaricia no colo contribuem para acalmá-lo. CONVERSE OU CANTE No útero, o bebê estava acostumado a ouvir sons suaves, como o batimento cardíaco ou a voz materna. Após o nascimento, ele vai gostar de ouvir a mamãe conversar baixinho ou cantar para ele. Especialistas chegam a sugerir tocar a gravação dos sons uterinos para adormecê-lo. Como o bebê estava acostumado a ficar encolhido num espaço pequeno, o berço pode deixá-lo inseguro. Se ele parecer pouco a vontade, experimente colocá-lo nas primeiras semanas no carrinho, deitando-o num ambiente quase tão pequeno quanto o útero. De preferência, procure fazer com que a última mamada antes de dormir seja abundante. Se ele adormecer antes de mamar tudo, mude-o de posição, mexa nos pezinhos e desperte-o para que termine a mamada. Caso contrário, logo acordará para acabar de mamar. Também é bom que os pais saibam que o recém-nascido tem o olfato aguçado e vai achar o cheiro da mãe reconfortante. Deixar uma fralda de pano dentro da blusa por algum tempo, para que pegue o cheiro que lhe é familiar e colocá-lo no berço, pode ser tranquilizador.

ROTINA Apesar das dicas ajudarem e muito na adaptação ao novo ambiente nas primeiras semanas de vida, o quanto antes o bebê conseguir dormir sozinho será melhor para ele e para os pais. Seguir uma rotina, como adormecer no mesmo horário, no escuro e depois de mamar, pode facilitar.

Assim que os pais se sentirem seguros, em geral no final do primeiro mês, o bebê deve ser acomodado no quarto dele, que deve ser tranquilo, ensolarado principalmente pela manhã e arejado. À noite, deixe-o no escuro e em silêncio. Use uma luz fraca, de tomada, por exemplo, apenas para Flávia Fernanda da Silva Melissa Silva

Assim como no útero, após o nascimento o bebê também gosta de ouvir a voz da mamãe

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“Tente dormir ao mesmo tempo que a criança para que a família relaxe” a troca de fraldas ou quando for amamentar. Não é recomendado escurecer o quarto durante o dia. Deixe o bebê dormir com a luz natural e evite adotar o silêncio absoluto na casa. Durante o processo de aprendizado das diferenças entre dia e noite, é bom que ele se familiarize com os sons da rotina doméstica. Vestir a criança confortavelmente, cobrindo inclusive as extremidades (porque pés e mãos ficam mais frios que a parte central do corpo), é essencial. Dar um companheiro, para que o bebê tenha a impressão de que não está sozinho quando acordar durante a noite, também ajuda. Pode ser um boneco ou um bichinho de pelúcia. Se acordar, permita que volte a dormir sozinho afinal, pode ser que tenha despertado somente para mudar de posição. Por último, tente dormir ao mesmo tempo em que a criança para que a família relaxe, todos tenham uma boa noite de sono e se revigorem.

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Não é recomendado escurecer o quarto durante o dia; deixe o bebê dormir com luz natural.

O que evitar Os pais devem ajudar o bebê a compreender que o berço é o seu ambiente apenas na hora de dormir e, portanto, não deve ser usado para brincadeiras. Evite fazer o bebê dormir no colo ou na cama do casal. A recomendação é colocá-lo acordado no berço para que se acostume dessa forma e não dependa da mãe para pegar no sono. Se chorar, acalente, mas não o pegue no colo, ao menos que perceba que se trata de alguma dor. Não encha o berço com brinquedos, travesseiros ou cobertores que possam sufocar o bebê. O quarto também não pode ter exageros na decoração, como cor demais e excesso de brinquedos, que podem comprometer o relaxamento e o sono da criança. Lembre-se que recém-nascidos podem dormir até 18 horas por dia, em ciclos de duas a três horas. Mas a rotina acordar e dormir é geralmente desordenados, porque a criança não tem capacidade de distinguir noite e dia inicialmente.


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Alimentação no 1º ano de vida Dra. Clotilde Modenez Pediatra

Além da alimentação adequada

da gestante, como a Revista Vida bebê abordou na edição passada, e do aleitamento materno, no mínimo por seis meses, a nutrição durante a infância é fundamental para o desenvolvimento de todo o potencial humano da criança. O aviso é da pediatra Clotilde Modenez. "Reconhece-se que os dois primeiros anos são fundamentais para a promoção de um crescimento adequado, saudável e um desenvolvimento comportamental apropriado", afirmou. O leite materno é o alimento ideal para os seis primeiros meses de vida, pois contém todos os nutrientes essenciais na proporção e quantidade necessárias para o crescimento e desenvolvimento. Após essa fase, o líquido deixa de ser suficiente para suprir as necessidades nutricionais, sendo fundamental a introdução de novos alimentos. "Começa então a fase da alimentação diversificada, que consiste na transição de uma alimentação exclusivamente láctea para outra que inclui, além do leite, outros alimentos de maior consistência até chegar aos sólidos. Constitui um período de transição entre o aleitamento materno e uma alimentação semelhante ao resto da família", explica.

Além de saborosas, frutinhas e legumes são muito nutritivas nesta fase

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“Deve-se ter o cuidado de inserir um alimento de cada vez, com um espaço de três a cinco dias” Também denominada de complementar, essa alimentação deve complementar o leite (materno ou fórmula) e não substituí-lo. ADAPTAÇÃO Diversos organismos internacionais relacionados com a Nutrição Pediátrica defendem que a alimentação diversificada não deve iniciar-se antes dos quatro ou seis meses de idade e nem depois dos seis a oito meses. No entanto, a especialista lembra que estes limites não devem ser fixos e sim adaptados a cada caso. Isso porque a maturação e desenvolvimento do aparelho digestivo, da função renal e do desenvolvimento psicomotor e neurocomportamental devem ser levados em consideração pelo pediatra que acompanha a criança. Ela ressalta que a introdução precoce de novos alimentos pode acarretar algumas desvantagens, como o aumento do risco de aparecimento de alergias alimentares e excesso de peso. Além disso, os objetivos da diversificação alimentar são mais do que nutricionais. Esta nova fase do desenvolvimento da criança visa também à aquisição de competências através dos estímulos fornecidos pelos novos alimentos (texturas, sabores, odores, visão) e também a educação nutricional e a preparação da criança para se inserir no regime alimentar familiar.

PRIMEIROS ALIMENTOS Não existe uma ordem rígida a ser seguida nos primeiros alimentos oferecidos. Ao longo da diversificação alimentar deve-se ter o cuidado de inserir um alimento de cada vez, com um espaço de três a cinco dias entre cada alimento. "Se ocorrer alguma reação, é possível detectar e corrigir de maneira eficaz", alerta. As frutas devem ser oferecidas aos seis meses, preferencialmente sob a forma de papas ou sucos, sempre em colheradas. O tipo de fruta a ser oferecido terá que res-

peitar as características regionais, custo, estação do ano e a presença de fibras. Os sucos naturais devem ser consumidos pelos bebês preferencialmente após as refeições principais e não em substituição a estas. "A dose máxima de 240 ml/dia", frisa. A criança pode começar a comer sopa de hortaliças por volta dos seis a sete meses. Numa fase inicial deve incluir-se na sopa a cenoura, a batata e a abóbora e, gradualmente, introduzir outras hortaliças como cebola, alho-francês e couve branca. "Inicialmente

Fernanda Penedo Oliveira

Alimentação divertida e saudável prepara a criança para integrar na rotina alimentar da família.

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tudo deve ser amassado. Nunca bata no liquidificador", aconselha. Espinafre, nabo, kiwi, morango, pêssego e manga, por serem potencialmente alergênicos, só deverão ser introduzidos depois de um ano. As papinhas industrializadas devem ser usadas somente para emergências. NOVOS ALIMENTOS Para que o bebê comece a habituar-se ao sabor da carne (frango ou músculo de boi, por exemplo), aos oito meses, é recomendável o cozimento, mas a retirada deste alimento da papa inicialmente. "Quando a criança já estiver familiarizada com o sabor, pode-se triturar a carne na sopa e mais tarde incluí-la nas outras preparações culinárias", orienta. Aos nove meses pode introduzirse a gema de ovo (um quarto de gema cozida de três a quatro vezes por semana). Só aos dez meses deve-se introduzir o peixe. As melhores opções são a pescada e o linguado. O iogurte pode também ser inserido aos dez meses, começando

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pelo natural. A partir do 11º mês introduzem-se as leguminosas (como feijão, lentilha, grãode-bico, soja e ervilha) e devem ser fornecidas duas vezes por semana com arroz ou hortaliças (verduras e legumes). Ainda aos 11 meses, quando a criança já conseguir mastigar, começa-se a introduzir o arroz, a massa e o pão. AÇÚCAR E SAL O açúcar e o sal não devem ser adicionados aos alimentos, devendo retardar-se a sua introdução. A pediatra esclarece que, quanto mais tarde entrarem em contato com estes tipos de sabores, mais tarde vão adquirir a sua preferência por eles. "Neste sentido os pais têm um importante papel no desenvolvimento das preferências alimentares dos seus filhos, pois são normalmente o elo entre a alimentação e a criança", alerta. CONSISTÊNCIA A consistência dos alimentos deve começar por uma papa ho-

mogênea e evoluir para mais granulosa,até que fique com pequenos fragmentos, quando surgirem os primeiros dentes. A médica enfatiza que é importante encorajar a criança a provar os novos alimentos, mas não a forçar porque é normal a recusa de alguns. Devem experimentar-se diferentes combinações, texturas e métodos culinários para tentar melhorar a aceitação. "Encare com entusiasmo esta nova fase de desenvolvimento do seu filho, e estimule a sua entrada no mundo da alimentação de uma forma saudável", ressalta. A especialista cita ainda uma frase importante no universo da pediatria mundial. "Uma ótima diversificação alimentar depende não só do que é oferecido, mas também de como, quando, onde e por quem é oferecido" - Pan American Health Organization,World Health Organization.


10 passos importantes na alimentacão do bebê

Segundo MS/OPAS/OMS

1º Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento.

2º A partir dos seis meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais.

3º A partir dos seis meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, frutas e legumes), três vezes ao dia se a criança receber leite materno e cinco vezes se estiver desmamada.

4º A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando sempre a vontade da criança.

5º A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher. Deve-se começar com consistência pastosa (papas ou purês) e gradativamente aumentar a consistência até chegar à alimentação da família.

6º Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada e também colorida.

7º Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições. 8º Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.

9º Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos, garantir o armazenamento e conservação adequados.

10º Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, mas respeitando a aceitação.

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Papa de legumes com espinafre e arroz integral Ingredientes Em uma panela, aqueça 400 ml de água filtrada e acrescente: ½ batata doce picada; 1 colher de sopa de ervilha seca cozida; ½ colher de sobremesa de arroz integral cozido; 1/3 pedaço de abobrinha picada; 1/3 cenoura ralada; ½ folha de espinafre picadinha; 1 colher (café) de cebola ralada; 1 colher (café) de salsinha picada; 1 fatia de tomate picado; 1 colher de (chá) de óleo; ½ colher (café) de sal; ¼ de 1 filé de frango médio (aproximadamente 30g); Cozinhe em fogo baixo até que todos os legumes fiquem macios. Rendimento: 540 ml Papinha de arroz com feijão e carne Em uma panela aqueça 400 ml de água. Então, acrescente os seguintes ingredientes, com exceção da salsinha: ½ batata picada; 2 colheres de sopa de arroz cru lavado; 1 colher de sopa de feijão cozido sem sal; 1 colher de sopa de carne moída; 1/3 pedaço de abobrinha picada; 1/3 cenoura ralada; ½ folha de couve picadinha; 1 colher (café) de cebola ralada; 1 colher (café) de salsinha picada; ½ colher (café) de sal; 1 colher de (chá) de óleo; 1 fatia de tomate; Cozinhe em fogo baixo até que todos os legumes fiquem macios. Então, desligue o fogo, adicione a salsinha picada e abafe. Rendimento: 570 ml

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Papinha doce de abóbora Ingredientes 1 copo de água; 1 xícara de chá de suco de laranja; 300g de abóbora cortada em cubos (pode colocar manga, morango, mamão, maçã ou ameixa) Modo de fazer Em uma panela, coloque a água e o suco de laranja e deixe ferver. Junte a abóbora e cozinhe por 10 minutos. Desligue o fogo e deixe na panela por 1 hora. Se optar por adicionar uma das frutas citadas, descasque e pique a fruta escolhida, e leve ao fogo até amolecer. Se for necessário, pingue um pouco de água para a mistura não grudar. Amasse com um garfo até obter um purê. Então, misture com a abóbora. Rende, aproximadamente, 6 potes de 150 ml, com 55 kcal cada (150 ml = 6 col. de sopa)

Papinha de manga Ingredientes 4 mangas picadas água Modo de fazer Coloque a manga picada em uma panela, leve ao fogo e deixe cozinhar até a manga amolecer. Se for necessário, pingue um pouco de água para a mistura não grudar. Amasse com um garfo até obter um purê. Rende 5 potes de 150 ml, com 85 kcal cada (150 ml = 6 col. de sopa)

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Diagnóstico precoce, a melhor forma de tratar a perda auditiva

Dr. José Ricardo Teixeira Otorrinolaringologista

Além do exame visual e do teste do pezinho, os cuidados com a audição dos bebês também fazem parte das primeiras preocupações dos médicos logo após o nascimento. Segundo o otorrinolaringologista José Ricardo Teixeira, em agosto de 2010, passou a vigorar a lei que tornou obrigatória a realização do exame: Emissões Oto Acústicas Evocadas, popularmente conhecidas como Teste da Orelhinha, que serve para identificar 90% das perdas auditivas, das mais leves até as mais profundas. Geralmente o exame é realizado no berçário em sono natural, de preferência no segundo ou terceiro dia de vida. “O tempo de duração varia entre cinco a dez minutos, não tem contra-indicação, não acorda ou incomoda o bebê”, explica. O teste também não exige intervenção invasiva, com uso de agulhas ou qualquer objeto perfurante, e é absolutamente inócuo. TRIAGEM AUDITIVA De acordo com o especialista, a lei que instituiu o exame se refere a um programa de triagem auditiva neonatal que tem como finalidade avaliar a audição em recém- nascidos. “Esse programa é indicado por instituições do mundo inteiro que visam o diagnóstico precoce de perda auditiva uma vez que sua

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incidência, na população geral é de um a dois casos a cada mil nascidos vivos. Ao final do teste, além do resultado, é passado para o responsável e para o médico um protocolo

composto de quatro etapas: Detecção ou triagem auditiva, diagnóstico auditivo, protetização (cirúrgica ou não) e intervenção fonoaudiológica especializada em audiologia educacional.

Prevenção: os primeiros cuidados com a audição dos bebês começam desde bem cedo

da avaliação. No caso de suspeita de alguma anormalidade, o bebê é encaminhado para avaliação otológica e audiológica completas. “O ideal é um programa de saúde auditiva, cujos integrantes devam ser o otorrinolaringologista, pediatra e o fonoaudiólogo”, acrescenta. Segundo o médico, o programa de saúde auditiva é um processo

O especialista ressalta ainda que, crianças consideradas de risco devem ser avaliadas com mais detalhes e o desenvolvimento precisa ser acompanhado. FATORES DE RISCO Até o 28º dia de vida, os especialistas consideram como fatores de risco de perda auditiva o histórico familiar, com casos de surdez na


família; infecção intra-uterina, provocada por citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes genital ou toxoplasmose; anomalias crâniosfaciais, com deformações que afetam a orelha e ou o canal auditivo; peso inferior a 1.5 quilos no nascimento; hiperbilirrubinemia, doença que ocorre 24 horas depois do parto que deixa o bebê fica com tom de pele amarelado; medicação Oto-tóxica, antibióticos que podem agredir a audição, como aminoglicosídeos (anti-bacterianos); e ruídos excessivos, como os registrados em incubadoras com manutenção inadequadas. Até os dois anos, os pais devem observar também se há atraso de fala ou linguagem. “Aos sete meses, o bebê já deve imitar alguns sons. Com um ano, falar cerca de dez palavras e com dois anos o vocabulário deve estar em torno de cem palavras”, esclarece. Ainda na lista de fatores de risco nesta faixa etária aparece a meningite bacteriana ou virótica, que é a maior causa de surdez no Brasil; trauma de cabeça associada à perda de consciência ou fratura craniana, uso de antibióticos do tipo aminoglicosídeos e infecções de ouvido persistentes por mais de três meses. É preciso que os pais e pediatras se atentem também a outros sinais físicos associados às síndromes neurológicas, como síndrome de Down e de Waardenburg (doença hereditária que se carac-

teriza essencialmente pela perda de audição e mudanças na coloração do cabelo e da pele). DESENVOLVIMENTO Uma deficiência não diagnosticada é capaz de trazer consequências para o desenvolvimento de uma criança, como o comprometimento da comunicação e linguagem, que podem provocar reflexos na escolarização até a inserção no mercado de trabalho. “Quanto antes o problema for descoberto, melhor para o tratamento. Mas, infelizmente, a idade média de diagnóstico da perda auditiva neuro-sensorial severa a profunda é muito tardia no Brasil, em torno de quatro anos de idade”, declara. O otorrinolaringologista enfatiza que ouvir é fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem e lembra que é possível prevenir e identificar a surdez prestando atenção quando a criança não reage quando chamada ou não se assusta com um ruído intenso, como buzina ou batida de porta. A troca de fonemas que possuem o mesmo movimento labial, mas têm sons diferentes, como P e B ou T e D também exigem atenção, assim como a necessidade de assistir à televisão em volume muito alto. “Se o diagnóstico for feito após o segundo ano de vida, a criança terá perdido a fase mais importante da aquisição de linguagem e provavelmente terá dificul-

dades de se comunicar e interagir com as pessoas”, conclui.

“Ouvir é fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem”

DICAS VALIOSAS R Nunca coloque qualquer ob-

jeto, incluindo cotonetes, dentro do canal auditivo, pois pode empurrar a cera para dentro e entupir o canal ou danificar o tímpano. Não se esqueça de vacinar seu filho contra sarampo e caxumba, pois os efeitos colaterais podem causar surdez. R

Se você for uma mulher em idade de engravidar, consulte seu médico sobre possíveis métodos de imunização contra a rubéola. R

R Para tirar a dúvida se você es-

cuta bem ou não, basta fazer um teste de audição, que deve ser prescrito por um médico otorrinolaringologista.

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ADAPTAÇÃO DO APARELHO AUDITIVO Segundo a fonoaudióloga Juliana Cardoso Martinatti, não há uma idade mínima para que a criança com deficiência auditiva comece a usar o aparelho. "O ideal é nos seis primeiros meses de vida, pois, quanto mais cedo o diagnóstico e adaptação do aparelho, melhores serão as condições de desenvolvimento da fala e linguagem, dos aspectos emocionais e sociais", explica. Vale ressaltar que bebês e crianças, adaptados no período certo, irão desenvolver-se normalmente como os que não apresentam a deficiência. O mercado ainda não oferece linha específica infantil e o modelo indicado de próteses auditivas para bebês e crianças é o retro auricular (atrás do ouvido). A diferença é que as regulagens e ajustes para amplificação são realizadas de outra maneira das de um adulto, pois as necessidades desses usuários são diferentes. "Para os bebês e crianças pequenas, os aparelhos necessitam do máximo de informações dos sons para

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desenvolvimento da linguagem. Sendo assim, é muito importante que tenha grande variedade de opcionais para que assim possamos ajustar a prótese sempre que necessário", esclarece. Em sua opinião, saber o ganho exato que a prótese proporciona aos bebês e crianças menores é a maior dificuldade inicial. "Mas, de uma maneira geral, as próprias crianças dão dicas de como podemos ajustar o aparelho segundo a necessidade delas como, por exemplo, um paciente de cinco anos de idade que, ao se incomodar com o barulho do carro, ele mesmo retirava o aparelho do ouvido", menciona. Dessa forma, pelo relato dele ou dos pais, ela já sabia que poderia modificar e regular a prótese auditiva. "O importante, como também em outros casos, é estar atento aos relatos dos pacientes e sempre tentar ajudá-los da melhor maneira possível, para melhor aproveitamento do aparelho e, por conseqüência, desenvolvimento destes pacientes", conclui


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Desmame. Decisão consciente ou influência da sociedade?

Dra. Soraia Drago Menconi Coordenadora da UTI Neonatal da Santa Casa de Limeira.

“Um dos agravantes é que somos

uma

sociedade

cada vez mais imediatista”

Decisão difícil: uma série de questionamentos e sentimentos afloram nas mamães

O tema desmame desperta grande

interesse das mamães e também muitas discussões no universo da medicina olhando sob a ótica de uma sociedade que, atualmente, tem sido muito incentivada a amamentar, mas que não recebe investimentos na mesma proporção. Essa é a opinião da pediatra Soraia Drago Menconi, coordena-

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dora da UTI Neonatal da Santa Casa de Limeira. Segundo ela, sempre que um pediatra ou um defensor do aleitamento materno discorre sobre o assunto, na tentativa de angariar mais mamães para o time das que amamentam, uma série de questionamentos afloram e as dúvidas não param de brotar nos corações

e mentes das mulheres envolvidas com seus bebês. Um dos agravantes para tantos questionamentos é que somos uma sociedade cada vez mais imediatista. “Temos que saber exatamente o volume de leite que o bebê mamou, voltar rapidamente ao trabalho, participar das reuniões sociais, estarem magras rapidamente, prontas para as solicitações familiares, enfim, temos que ser supermulheres, mas nem sempre somos apoiadas para sermos mães por inteiro”, afirma. A médica acrescenta que em muitos casos, sobra pouco tempo para a mãe olhar, observar o filho ou ficar atenta para suas solicitações. Em meio a tantos fatores que envolvem a maternidade nos dias de hoje, surge o tema desmame que, segundo ela, causa muita polêmica e apresenta informações equivocadas. “Vários especialistas têm sido levados a realizar trabalhos científicos na tentativa de avaliar a melhor idade para que ele ocorra”, explica.


“As próprias crianças já iniciam o desmame à medida que começa a introdução dos novos alimentos”

IDADE A Academia Americana de Pediatria orienta o desmame já aos 12 meses de idade, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a UNICEF recomendam até dois

anos ou mais. Estudos antropológicos observam crianças amamentadas até três a quatro anos. Outros, comparando grandes mamíferos, onde estas espécies amamentam até que o peso de seus

Mariana Cortez Suppia Gullo Benício Suppia Gullo

Desmame sem trauma: os bebês vão crescendo e as necessidades se modificando

filhotes triplique ou quadruplique após o nascimento, indicam que poderíamos amamentar nossos filhos até dois anos e seis meses, aproximadamente. Outros trabalhos revelam que as crianças poderiam ser amamentadas até sete anos, baseados no crescimento corporal (onde alguns atingiriam um terço do peso do adulto nesta fase da vida). “Enfim, vários outros trabalhos vêm sendo publicados na tentativa de nortear o desmame, mas de fato, até o momento, não há consenso principalmente se pensarmos na seguinte questão: o que a sociedade pensaria de uma mãe que resolveu amamentar até os sete anos de idade?”, questiona. Curiosamente, uma criança com chupeta ou mamadeira até esta idade não nos faria ficar tão incomodadas. Apesar das divergências, a recomendação é que as mães amamentem até os dois anos e seis meses ou mais, se desejarem. Outra questão que também fica sem resposta é a interrupção do aleitamento materno lenta ou abrupta. “Obviamente que há casos onde os especialistas em aleitamento devem ser consultados para que o desmame ocorra, mas, de maneira geral, as próprias crianças já iniciam o desmame à

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A retirada gradual do aleitamento materno deixa mamães e bebês mais seguros e felizes

medida que começa a introdução dos novos alimentos”, esclarece. SEM CULPA Uma criança de dois anos, normalmente mama duas a três vezes ao dia. O que ocorre com frequência, segundo a pediatra, é que as mães ficam com dificuldade de dizer “não” as crianças, que ficam muitas vezes “penduradas” no peito por muito tempo, tirando a roupa das mães em locais públicos, chorando alto ou ficando irritadas com a negativa da mãe. “Neste caso, a dificuldade é em dizer não à criança e suportar sua irritação. É uma questão mais educativa do que propriamente de aleitamento”, analisa. RETIRADA GRADUAL A especialista, portanto, recomenda sempre a retirada gradual, que mantém tanto mães quanto bebês tranquilos e sem a sensação de abandono. Algumas mães sentem-se menos amadas por seus filhos quando desistem de mamar, principalmente aquelas que decidiram amamentar até os dois anos ou mais, e a criança, por livre decisão, abandona o peito. Outras sentem culpa por não deixarem seus filhos mamarem sempre que solicitam. “Na realidade, a discussão sobre o momento do desmame, vivenciado pela família (mãe, pai e bebê) deve ser discutida e os familiares

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devem apoiar a decisão da mulher o que, na maioria das vezes, não ocorre”, afirma. Segundo ela, as informações são muitas e as mães, normalmente, acabam cedendo àquela pessoa de maior influência, nem sempre com conhecimento correto para a melhor decisão e com o apoio necessário. Para se livrar da incômoda sensação de culpa, a pediatra também sugere uma evolução no relacionamento materno para a criança em processo de finalização do aleitamento. “Não é que a mãe tenha que compensar o filho pelo desmame. O que deve ocorrer é uma troca de experiências emocionais, mostrando que a mulher vai deixar de ser a mãe de um bebê e passar a ser de uma mãe para uma criança que está crescendo, se desenvolvendo emocionalmente e que deve ser tratada como tal”, aconselha. Talvez esta criança não precise mais do peito e do conforto dos braços da mãe durante o aleitamento, mas sim do abraço, da leitura de uma história, das brincadeiras apropriadas para a idade, do conforto da presença dos pais junto a ela, enfim, os filhos vão crescendo e as necessidades se modificando.

SEM ARTIFÍCIOS Para o desmame não há necessidade de artifícios como falar que está com peito machucado, colocar pimenta ou adotar outras táticas semelhantes. “É tão difícil falar a verdade para uma criança e sustentar esta verdade? Será que as mães não estão subestimando a inteligência de seus filhos e se infantilizando para facilitar o desmame para si próprias?”, indaga. A pediatra lembra que é bem mais fácil falar “agora não é hora de mamar” ou “você poderá mamar mais tarde, antes de dormir ou ao chegar em casa” do que mentir. “Pensem nisto, discutam com profissionais, façam rodas de amigas com especialistas para que possam ter mais argumentos e se fortalecerem para que as decisões sejam mais tranquilas”, conclui.


Disfonia Infantil Alterações na voz também podem ser identificadas em crianças e são denominadas disfonia infantil. Um dos sintomas mais comuns é a rouquidão. Quando a criança grita, imita vozes, faz esforço para falar pode desenvolver uma disfonia e se ela persistir por mais de duas semanas consecutivas, recomenda-se avaliação otorrinolaringológica e fonoaudiológica. Desta forma, é importante que os pais estejam atentos aos sintomas. Crianças entre 7 a 9 anos de idade estão mais propensas a disfonia infantil, porém há casos de crianças de 2 a 3 anos com esse problema. A disfonia infantil pode ter origem Funcional, Organico-funcional ou Orgânica, ou seja, Disfonias Funcionais são aquelas que não apresentam nenhuma alteração visível nas pregas vocais elas são decorrentes do mal uso ou abuso da voz. As disfonias orgânico-funcionais são, em geral, iniciadas com uma disfonia funcional mas tem seu diagnóstico tardio evoluindo com lesão secundária nas pregas vocais. Por exemplo, um nódulo vocal (“calo”). As disfonias orgânicas são aquelas que apresentam uma alteração anatômica nas pregas vocais (Nódulos, Pólipos, Paralisia das Pregas Vocais, Tumores, Papilomas, Cistos, Edema de Reinke, Laringites). Cuidados com a voz: -Não imitar vozes; -Não gritar, e competir com ambientes ruidosos; -Falar devagar e sem esforços; -Evitar falar durante a prática de exercícios; -Evitar ambientes muito poluídos (poeira, mofo, cheiros fortes, podem irritar as pregas vocais); -Beber muito liquido de preferência em temperatura natural. Os pais devem observar como é o ambiente em casa, pois quando a criança tem modelo de pais que gritam a criança vai achar normal gritar também.

Carina Balloni Florindo Fisioterapeuta Crefito 3 - 26040/F

Drenagem linfática Durante a gestação a mulher passa por transformações físicas e emocionais e, portanto, conviver bem com essas mudanças é imprescindível para a saúde da mamãe e do bebê. Segundo a fisioterapeuta Carina Balloni Florindo, as alterações hormonais promovem a reabsorção de sódio causando a retenção hídrica. “Esse acúmulo de líquido causa desconforto, inchaço, sensação de peso nos pés e pernas, dificuldade dos movimentos e às vezes até parestesias”, explica. Carina enfatiza que a fisioterapia tem um papel de prevenção e de reabilitação nessas pacientes tão especiais, utilizando da drenagem linfática manual. A drenagem linfática é uma massagem suave e lenta que estimula o sistema linfático, ativa a circulação sanguínea, diminui a retenção de líquido, promove hidratação da pele, melhora o sistema imunológico, elimina toxinas pela urina, previne celulite, diminui as tensões e reduz as dores musculares. Além disso, proporciona sensação de bem estar e alívio dos demais sintomas relacionados com à alteração hormonal, como enxaqueca, insônia, constipação intestinal e cansaço. Através da drenagem linfática consegue-se resgatar a harmonia entre corpo e mente fortalecendo ainda mais o vínculo mamãe-bebê. “São indicadas até duas sessões por semana”, lembra. Informe Publicitário

Paula Renata Favetta Denardi Fonoaudióloga CRFa 10.890

Andreza Flávia Porfirio Rosasa - 32 semanas.

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Hipertensão e Diabetes gestacional Dr. Gilberto Gatti Gonçalves Ginecologista e Obstetra

Os excessos do consumo de

sal ou de açúcar costumam estarem associados atualmente a alguns dos problemas mais comuns nas gestações de alto risco: A hipertensão ou diabetes gestacional. Segundo o ginecologista Gilberto Gatti Gonçalves, a doença hipertensiva específica da gravidez é caracterizada por pressão arterial acima de 140 x 90 mmhg, e pode ser considerada leve, moderada ou grave. Em situações extremas, o problema vem acompanhado de crises convulsivas na gestante, passando a ser chamada de eclampsia. "A causa é desconhecida e a explicação mais aceita é a alteração na formação, implantação e desenvolvimento da placenta, por fatores imunológicos e genéticos que agridem as artérias maternas", explica. O médico acrescenta que muitas vezes, com a retirada da placenta após o parto, a pressão arterial começa a normalizar.

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Já a pré-eclampsia pode começar a se desenvolver a partir de 20 semanas e normalmente acomete o primeiro filho do casal, levando a alterações renais com proteinúria (perda excessiva de proteínas através da urina), edema, ganho excessivo de peso, dor de cabeça, visão turva com pontos brilhantes, alterações das artérias uterina e umbilical levando ao baixo peso fetal e oligoamnio, (diminuição do liquido amniótico). A doença pode causar ainda o parto prematuro e até a morte fetal. Para a gestante, a préeclampsia pode trazer complicações no fígado e alterações sanguíneas (com distúrbio dos fatores de coagulação). Há ainda casos de problemas oculares, como descolamento de retina, e riscos de AVC (Acidente Vascular Cerebral), e até a morte. Diante dos riscos, Gatti enfatiza que o tratamento consiste em medicações anti-hipertensivas, ansiolíticos, controle de peso e


dieta balanceada com restrição ao sal. Segundo ele, a pré-eclampsia não pode ser evitada, mas tranquiliza as futuras mamães e lembra que a doença pode ser controlada com interrupção da gravidez em momento seguro para grávida e para o feto. "Para que esse procedimento ocorra sem grandes imprevistos, a gestante deve ter uma alimentação saudável, evitar também alimentos gordurosos para prevenir o ganho excessivo de peso, não fumar e realizar exercícios físicos, assim como ser acompanhada e orientada nas consultas de pré-natal", aconselha. DIABETES Já o diabetes é caracterizado pelo aumento da taxa de glicose no sangue e pode ocorrer na gravidez pelas alterações hormonais que modificam o metabolismo dos carboidratos, conjuntamente com aumento excessivo de peso e excesso da ingestão de açúcar. De acordo com o ginecologista, a doença pode aparecer a partir

Além de controlar o peso, uma alimentação saudável ajuda evitar doenças durante a gestação

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de 24 semanas de gestação e em mulheres com histórico familiar de diabetes, que tiveram filhos com peso acima de quatro quilos ou que tenham obesidade previa. "Normalmente a doença é diagnosticada com exames de taxa de glicose no sangue, mas alguns sintomas podem chamar a atenção", avisa. Alguns deles são: o aumento ou perda excessiva de peso materno, muita fome, poliúria (urinar bastante e com muita frequência), infecção urinária de repetição, corrimento vaginal com muito prurido, ganho de peso fetal excessivo e aumento do líquido amniótico. O diabetes provoca ainda desconforto respiratório para a mãe por aumento do volume uterino,

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parto prematuro, distúrbio eletrolítico fetal que pode inclusive levar a gestante a desenvolver hipertensão arterial e até morte materno-fetal. O tratamento consiste em aplicação de insulina para diminuir as taxas de açúcar no sangue e diminuição da ingestão de açúcar. "O tratamento é realizado com equipe multidisciplinar, incluindo obstetra, endocrinologista, nutricionista e cardiologista", esclarece. O especialista afirma que o problema pode ser evitado por meio de um pré-natal bem acompanhado e orientado com exercícios físicos como, caminhadas, bicicleta e hidroginástica, além do controle do consumo de açúcar e de ganho excessivo de peso.


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Cerâmicas Odontológicas

Dr. Juliano B. Bullamah Cro 70167 Endodontista e Reabilitações Estéticas

Trata-se de um material, surgido no final do século XVIII, utilizado para a confecção de coroas totais e para a restauração parcial de dentes destruídos, que visa obter resultados estéticos e funcionais semelhantes aos dentes naturais. Desde então, a tecnologia empregada para a confecção deste material, cresceu exponencialmente. Atualmente, com as cerâmicas puras, e livres de metal, é possível a devolução de um sorriso harmonioso e da funcionalidade da boca. VANTAGENS DA CERÂMICA PURA EM RELAÇÃO A OUTROS MATERIAIS Estes materiais apresentam algumas vantagens em relação aos outros materiais utilizados, como o metal e com0 a resina. Devido a sua natureza vítrea, é o material que melhor imita os dentes naturais, em cor, em textura, em translucidez, em opalescência e em fluorescência. São altamente resistentes à coloração e abrasão, além de apresentarem superfícies extremamente polidas, o que dificulta a aderência de placa bacteriana, proporcionando restaurações mais duradouras e sem alterações com o passar do tempo. O inconveniente clínico mais comum, verificado nas coroas feitas com infra estrutura metálica, é o aparecimento de um halo escurecido na altura da gengiva. Isso ocorre, pela oxidação do metal e posterior escurecimento da raiz, o que compromete a estética e a satisfação do paciente. Nas coroas construídas em cerâmica pura ,esse problema não ocorre, pois sua infra estrutura é composta de um material branco (dissilicato de lítio),que além de proporcionar uma adesão química extremamente forte com a estrutura dentária, é altamente estético.

PRINCIPAIS INDICAÇÕES As cerâmicas dentárias nos permitem alterar a cor e o formato dos dentes naturais, restaurarem dentes destruídos, por cáries ou por fraturas, e repor dentes perdidos com muita naturalidade. Dentre os procedimentos restauradores mais utilizados, podemos destacar as coroas totais ou parciais, as facetas cerâmicas, e coroas sobre implantes. TRATAMENTO Previamente ao início do tratamento é necessário um planejamento detalhado do caso através de radiografias, de fotos e da confecção de um modelo encerado para o estudo do caso. O tratamento consiste em realizar pequenos desgastes na superfície dentária, na confecção de uma peça protética e na cimentação das mesmas com cimentos resinosos que possuem propriedades altamente estéticas, formando uma linha de união química entre a cerâmica, e o elemento dental imperceptível. Para tanto, é preciso um restabelecimento prévio da saúde gengival e oclusal, através de uma interação, entre as especialidades de periodontia, endodontia e prótese. Um sorriso comprometido pela falta de estética diminui a sua qualidade de vida, por isso procure sempre um profissional especializado. Caso clínico

dente natural escurecido

coroa total em cerâmica pura

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Informe Publicitário

Uma evolução na arte da reconstrução dentária


Fernanda comemora seu 1˚ aniversário em seu LINDO JARDIM! Fernanda Penedo Oliveira comemorou seu primeiro aninho de vida ao lado dos pais, familiares e amigos no dia 15 de fevereiro. Momento feliz, de festa e muita alegria. FOI PERFEITO!! Benção de Deus Herança do Senhor Presente precioso Uma linda...linda flor.

Fernanda posando para fotos

Entre seus pais Raquel Penedo Oliveira e Luis Fernando E. de Oliveira na hora do parabéns!!

Decoração do Jardim da Fernanda - Lindo e Delicado!

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Fernanda com o Vovô José, Vovó Cecilia, Papai e Mamãe

Mamãe e Filhinha curtindo a festa

Agora com a Vovó Maria, Vovô Jorge, Papai e Mamãe

Fernanda e Papai fazendo - Um aninho!

Final da festa, hora do soninho e do leitinho.

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Retratinhos da Vida

raga Paula B Davi de2 anos

Giovanna Uzuelli Re bechi 11 meses

Hailer enrique Pedro Ho da Silveira Razz ano 1

aros inheiro Z P ro d e P 4 anos

zaga ozza Gon Vithoria B3 anos

Expediente

Isabela P inheiro 1 ano Zaros

Coordenação e edição Raquel Penedo Oliveira

Fotografia Inez Miranda Demétrio Razzo demetriofoto@terra.com.br

Comercial Aderley Negrucci 9155.5100

Jornalista responsável Erica Samara da Silva Mtb - 53.551

Projeto gráfico e diagramação Carla Barbosa Razzo

Administrativo 3713.2212 / 3446-2919 e-mail: revistavidabebe@gmail.com

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O conteúdo das reportagens são de inteira responsabilidade dos colaboradores, assim como as informações contidas nos anúncios.


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Revista Vida Bebê Edição nº 12