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Revista

GRATUITA Ano IV - No 31

PERU

A Cordilheira Branca é conhecida apenas por poucos estrangeiros que gostam de escalar montanhas

HISTÓRIA

Rio Jundiaí completa 30 anos

ETIQUETA

Confira como receber bem os amigos

ESPECIAL EDUCAÇÃO

Dicas para a educação dos filhos.


www.revistatouche.com.br www.facebook.com/ revistatouche Editora- Chefe: Mônica Tozetto editora@revistatouche.com.br Jornalista responsável: Mônica Tozetto - MTB: 33.120 Textos: Luciana Sanfins Assistente de Marketing: Gabriela Chiavegato gabriela@revistatouche.com.br Artes: Equipe Revista touché! Editora Laser Press de Comunicação Integrada Diagramação: Alexandra Torricelli Tiragem: 10.000 exemplares Audiência Média: 40 Mil Pessoas Distribuição: Em Jundiaí e região, nas melhores bancas, comércios cadastrados, condomínios horizontais e verticais de alto e médio padrão. Display no Mercadão da Cidade, Mercadão da Vila Arens, Unit Mall e no Bulevar Beco Fino.

Entre em contato conosco: mkt@revistatouche.com.br

Revista

Endereço: Dino, 202 - Ponte São João- Jundiaí- SP Fone: 11 4587-6499

Inspirador

Q

uando os espanhóis resolveram explorar as terras ultramarinas que haviam descobertos, mandaram suas frotas mar a dentro para dar início a conquista territorial. Mais do que dilapidar todas as riquezas que brotavam Mônica Toz etto, editora da terra, os europeus também saquearam a história de editora@revistat ouche.com.br civilizações complexas como os maias, incas e astecas. O pouco que sobrou, porém, ainda parece muito. Na visita que o sociólogo Samuel Vidilli fez ao Peru e relata touché! tem a N nessa edição, podemos perceber os encantos dessa terra dividida entre a forte tradição de povos indígenas e um Peru: a 09 Cordilheira Branca futuro repleto de desafios. Encravada na cordilheira dos Andes, Machu Pichu é um monumento descoberto em 13 30 anos do Rio Jundiaí 1911 pelo antropólogo americano Hiram Bingham, que vagava pela região em busca da lendária capital inca de O prazer em receber Vilcabamba. Essas e outras histórias inspiradoras, per20 amigos queridos meadas por fotos deslumbrantes, compõem o material imperdível do especial Peru. 23 Especial Educação Ainda na touché duas matérias especiais sobre meio ambiente, com destaque para o projeto que, 30 anos deUnhas bem feitas, mas pois, trouxe a vida de volta ao rio Jundiaí. Mas outras 31 sem descuidar da saúde surpresas estão nessa edição, como as matérias no segmento de educação. Também não deixe de acompanhar Base Viva traz conceito 32 de qualidade de vida os artigos exclusivos dos nossos colunistas e muitas outras atrações. Colunistas exclusivos 36 da touché! Boa leitura

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Destino

Peru: a Cordilheira Branca Quando um amigo me

perguntou se eu aceitava via-

jar para a Cordilheira Bran-

ca, no Peru, nem pestanejei. Claro que topava a aventura! Mesmo não sendo o destino

mais conhecido para quem vai visitar esse país vizinho (não fui à Cusco e tampouco

para Macchu Picchu), valeria e muito a pena.

Afinal, uma rápida pes-

quisa pela internet revelou incialmente as espetacula-

res paisagens desse pedaço

de Andes no centro do Peru, no departamento (Estado) de Ancash. Os picos neva-

dos, as lagoas, a vegetação, o frio... e a aventura. Mas nem

por um mínimo momento eu poderia imaginar o que eu veria e sentiria.

Lima Fundada em 1535, a capital do Peru ainda não é um grande destino, como Santiago do Chile ou Buenos Aires. Lima é uma cidade grande para quem nela vive, mas pequena para o turista, que não sai (e nem deve sair, falando francamente) do triângulo formado pelo centro histórico (vale ver aí a Plaza Mayor, o Palácio do Governo, o Convento de São Francisco e, claro, a Igreja e casa de Santa Rosa de Lima, que emociona de verdade) e pelos bairros de Miraflores (onde ficam 90% dos bons hotéis, restaurantes premiados e baladas; lugar super seguro e organizado) e Barranco (onde os ricos limenhos tinham suas mansões de veraneio, atualmente recheado de galerias de arte, museus – recomendo um em especial, o Pedro de Osma - , lojas caríssimas e centros culturais). E em todos esses lugres sempre encontrei pessoas extremamente educadas e receptivas com os

por Samuel Vidilli

turistas. O curioso nessa cidade é a falta de telhados nas casas: todas são cobertas apenas por uma básica laje. Em Lima não chove, mas quase todas as noites uma neblina densa toma conta de tudo, fazendo com que a umidade do ar seja sempre alta. O lado ruim da capital peruana (assim como de outros grandes centros) é que nada parece organizado. Com exceção de algumas ruas nos bairros turísticos, há muita sujeira. E os taxis? De todas as cores e maneiras, caindo aos pedaços. Taxímetro? Não conhecem tal aparelho. O trânsito em São Paulo, depois dessa viagem, parece esplêndido para mim: demorei quase três horas para sair do flat onde estava hospedado até o aeroporto Jorge Chavez: meros 25 quilômetros. Mas Lima valeu. Ainda mais porque o melhor estava por vir. Outubro/Novembro 2013

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Destino

A caminho da Cordilheira Depois de quase vinte horas dentro de um ônibus (sendo doze horas parado por conta de uma manifestação que fechou a Carretera Panamericana), chegamos a Huaraz, capital do departamento de Ancash, chamado carinhosamente de Suíça peruna. De fato, essa região impressiona pelas belezas naturais. E não é exagero um peruano assim denominar Ancash: as paisagens são de tirar o fôlego duas vezes. Sim duas vezes: uma pela beleza e a outra pela falta de oxigênio. Mas nesse caso um bom chá de coca (não, não dá “barato”) resolve. Excelente tônico para os males de altitude. Além dos belos panoramas e da presença quase onipresente do Huascarán, a mais alta montanha do Peru (6768m), o que chama a atenção é saber que local tão inóspito sempre foi habitado. Vários povos, várias civilizações passaram por essa região e deixaram suas pegadas, presentes até hoje. Há alguns anos vi o filme “Diários de Motocicleta”, do competente Walter Salles, que mostra a viagem do jovem argentino Ernesto “Che” Guevara, então estudante de medicina que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado. Numa das cenas, Che se per-

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gunta, admirando Macchu Picchu, como era possível sentir nostalgia de um mundo que não se conheceu. Essa frase sempre ficou em minha cabeça, mas não conseguia entendê-la na plenitude. Nós brasileiros, apesar de temos uma história tão cheia de amarguras, desilusões e perdas como a de nossos hermanos, não carregamos tal nostalgia, ou como diz uma grande amiga estudiosa de culturas pré-colombianas, uma “tristeza ancestral”. Mas os peruanos sim. Esses nossos vizinhos de cima são um povo orgulhoso, altivo, digno, educadíssimo, gentil... E muito melancólico. Seus olhos carregam essa “tristeza ancestral”, a tal nostalgia que Che descreveu em seu diário. É impressionante, a 5 mil metros de altitude, ver os cholitos andando apressados, com suas roupas tão cheias de significados, carregando bolsas, crianças, comida. Impressionante a força do homem andino, vivendo essa realidade. E sempre com altivez, orgulho... E a melancolia sempre presente no olhar. Faz a gente refletir.

dentro A quase 5000 metros de altura, rán asca Hu al cion Na que do Par

Estrada entre Lima e Huaraz. Subindo a cordilheira

Igreja de Santo Domingo

Museu Pedro de Osma


Operação Mato Grosso: fazendo a diferença Na cidadezinha de Chacas, cruzando o deslumbrante Parque Nacional de Huascarán, conheci o trabalho de um grupo de italianos que, inspirados pelo Evangelho e pelo carisma de São João Bosco, vivem no meio dos pobres, e dão toda a assistência para a pobre população local. Chamado Operação Mato Grosso (OMG), esse projeto social, em seus mais de 40 anos de existência, sob a égide do padre salesiano Ugo de Censi, já construiu hospital, escolas, oficinas de trabalho em madeira (móveis e arte sacra), asilo, orfanato, um seminário, um internato feminino... Tudo isso ao longo dessa região, em cidadezinhas com apenas uma rua, sem homens nas casas (muitos tentam a sorte em Lima e deixam mães, mulheres e filhos), onde a presença do Estado é

Destino

quase nula. Trabalhos como o desenvolvido pela OMG fazem a diferença entre a vida e a morte para essas pessoas. Dois exemplos: os asilos para pessoas com deficiência e para idosos. Antes da criação dessas casas, eles eram abandonados pelas famílias à própria sorte. Hoje, com o auxilio da OMG, que so- A cidadezinh a de Chacas num domingo brevive de doações vindas da Itália e de sol da venda de seus incríveis móveis de madeira e peças finíssimas de arte sacra, não apenas essas obras são mantidas, mas muitíssimas outras. É sempre muito bom ver gente se importando com gente, ajudando, e feliz, por isso. Na cidade de Chacas fiquei hospedado na casa de Federica “Chicca”(falase Kika) Trinca, secretária do Padre Ugo, a quem infelizmente não pude Atelier de arte sacra da Operação Mato Grosso

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Destino

conhecer. Fui recebido com muita alegria por ela, seu marido e filhos. Retribuí a hospedagem dando aulas de história para um grupo de meninos peruanos que lá viviam; que experiência incrível. A sede de saber desses pequenos me emocionou. Um dia, me perguntaram como era o hino nacional brasileiro. Isso, claro, depois de quererem saber absolutamente Os belos tecidos incas feitos

tudo a respeito de Neymar e Ronaldo. Cantei nosso hino nacional sem problemas, mas quanto ao futebol... fiquei devendo... Quando pedi então que cantassem o hino do Peru, todos se colocaram de pé, em posição de sentido, e cantaram todas as estrofes. Fiquei triste, admito. Quantos jovens em nosso país fariam o mesmo sem errar?

à mão

A lição Peru é muito mais que Macchu Picchu e Cusco. Muito mais. Para o bem e para o mal. Lima ainda não é um grande centro turístico. Mas vale a pena. Mesmo com todo o caos e sujeira. Seus restaurantes, sua cultura e seu povo são encantadores. A Cordilheira Branca é realmente um destino que vale muito a pena, conhecido apenas por que é peruano e alguns poucos estrangeiros que gostam de escalar montanhas. Quando perguntei se iam muitos alpinistas lá, um peruano me corrigiu: quem escala as montanhas dos Andes são andinistas. Achei sensacional.

E resume bem o orgulho desse povo extraordinário. Aproveito para deixar registrado meu carinho por três pessoas em especial: o cônsul da Itália na região de Ancash, Abele Capponi, que a bordo de sua Land Rover me levou a um verdadeiro rallye pelas cidades de San Luis, Illauro e Pumallucay: aventura realmente inesquecível; Chicca (Kika), que fez de tudo para que eu me sentisse em casa; e, claro, ao amigo Alessandro Contessa, grande parceiro de aventura. Ah, faltou a amiga Monica que, ouvindo todas essas histórias e vendo as fotos dia desses, quis que eu as compartilhasse com seus leitores aqui.

Procissão da Virgen Del Ca rmen, padroeira do Peru

A belíssima Cordilheira Branca a entre Pumallucay e San

O trânsito intenso na estrad

Illauro - uma das mais belas paisagens que vi

Para quem quiser conhecer mais a obra da OMG: eles têm uma loja em Brasília. Veja no site dos Artesãos Dom Bosco: http://www.aadb.com.br/

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Luis


História

30 anos do Rio Jundiaí

O Rio Jundiaí já foi cenário de muitas pescarias e passeios de famílias aos fins de semana. “Na época da Sorocabana (estrada de ferro), eu e o meu pai fomos num domingo lá para baixo e o trem estava cheio de pescadores que vinham de Itupeva e Indaiatuba. Na

década de 60 o rio era o lazer do trabalhador”, recorda Domenico Tremaroli, Gerente da CETESB em Jundiaí, que está na companhia desde 1976 e acompanhou de perto o trabalho para recuperação do rio. É ele quem nos conta um pouco dessa história e, também, faz

parte dela. Nos últimos 30 anos, o rio que corta a nossa região tem passado por constantes processos de despoluição. Em algumas cidades, como Salto e Indaiatuba já é possível encontrar pescadores as margens do rio.

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História

Jundiaí era um dos trechos mais poluídos

A trajetória de melhorias do Rio Jundiaí inicia-se em meados dos anos 70, quando a legislação para o controle de poluição quase não existia. “A situação das águas no Estado de São Paulo se agravou muito, pois não havia ações para controle”, comenta Tremaroli. Empresas de tradição, como Duratex, Fleischmann e Cica despejavam resíduos de sua produção no rio. Na década de 80 o Rio Jundiaí estava tão poluído que impactava negativamente até o rio Tietê. “Na época nada era tratado. Hoje, potencialmente, temos o dobro da carga poluidora, mas há um grau de tratamento bastante avançado”, explica. A primeira reunião para discutir o tratamento das águas foi realizada no dia 30 de setembro de 1983, na antiga sede do DAE, na Rua Zacarias de Góes, no

Centro. “A minha área era a de engenharia e o nosso papel era elaborar a proposta técnica para a despoluição do rio, um sistema de saneamento para ser implantado em cada lugar. Em 1984, foi realizada a última reunião técnica.”, recorda. Depois da primeira fase de muitas conversas a CETESB analisou e contratou os projetos. Cada município recebeu o seu projeto aprovado, com exceção de Itupeva, onde a SABESP optou fazer por conta própria. Todas as cidades começaram a despoluição quase ao mesmo tempo. “Em 1989 mandamos brasa aqui (em Jundiaí) no primeiro tubo, que foi assentado um pouquinho para cima da Duratex, que era um referencial de poluição do rio. O objetivo inicial era deslocá-lo para outro trecho. Depois, outras regiões da cidade foram recebendo as tubulações”, conta.

Domenico Tremaroli, Gerente da CETESB em Jundiaí

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O momento político Tremaroli conta que no início das obras, Franco Montoro (1983-1987) foi um governador que ofereceu muitos incentivos. “Depois, veio o Quércia (1987-1991), e a gente ainda conseguia alguma adesão. Já havia alguma coisa desenhada para gestão de recursos hídricos, foi aí que o Consórcio do PCJ foi lançado. Já no governo Fleury (1991-1995) o incentivo praticamente acabou. A partir daí não conseguimos mais apoio político”, lembra. Ele nos conta que no início dos anos 90, quando essa ideia amadureceu, foi criado um sistema para gestão de recursos hídricos para o Estado, o Sistema Estadual de Recursos Hídricos, que depois virou o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. “Em nossa região os usuários pagavam pela água e alimentavam um fundo que financiava as obras. Com o passar do tempo, as cidades foram se adaptando e tiveram que se articular para concluir as suas obras”, explica. A cidade de Jundiaí não tinha recurso para construir a estação de tratamento de esgoto, mas após uma licitação, em 1988, a obra tomou forma e começou a funcionar.


A situação hoje De acordo com o Gerente da CETESB, as obras para despoluição do Rio Jundiaí ainda não estão totalmente concluídas. As estações de tratamento de Várzea Paulista (que atendem também Campo Limpo Paulista), Jundiaí, Itupeva e Indaiatuba estão em andamento. “Para que tudo esteja saneado em Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista é necessário que todas as interligações de coletores de fundo de vale estejam prontas com a estação de tratamento de esgoto. As obras não param”, analisa. “Em Jundiaí há pequenas obras e em Itupeva algumas ligações a serem feitas, mas acredito que no ano que vem todas estejam concluídas também. EmIndaiatuba

Bons sinais

História estão fazendo tubulações de interceptações de estações grandes para desativar as estações pequenas que estão sobrecarregadas. E a estação principal vai ser ampliada para suportar toda a carga da cidade. Acredito que levaremos mais uns três anos para concluir. Já em Salto há uma estação elevatória em construção”, explica Tremaroli. Em sua análise, quando todas as obras estiverem concluídas, a gestão de qualidade do rio será feita em cima dos seis pontos de lançamento de esgoto no Rio Jundiaí, que vai de Campo Limpo Paulista até Salto. E ainda será possível utilizar outro referencial. “Hoje, de Várzea Paulista até Salto o rio é considerado de classe 4, que é a pior quali-

Ao navegar pelo rio, Tremaroli conta que já vê sinais de melhora. “No começo de setembro, eu fiquei superfeliz quando descemos o rio e, em Salto, conseguimos fotografar um homem pescando. Em outro dia, em Indaiatuba, fomos cruzar umaponte e eu vi três pescadores na margem do rio”, conta. E o cenário pode ainda ficar melhor. “No futuro, imaginamos que os peixes do rio Tietê possam migrar para o Rio Jundiaí, principalmente

dade de um rio. Mas já existe ummovimento grande, que já está pré-aprovado no comitê, para requalificar o rio para classe 3. E essa nova classe permite usos mais nobres, como a captação da água para abastecimento público”, diz. Para ele, que acompanha a trajetória de melhorias há mais de 30 anos, o que estáacontecendo na Bacia do Rio Jundiaí é um resgate de uma região, de um rio, nos mesmos moldes do que aconteceu na Europa. “O processo de desenvolvimento em todos os lugares do mundo aconteceu desse jeito, as pessoas começaram degradando e depois vieram arrumando”, afirma.

no trecho de Itupeva para baixo, que é a área mais favorávelpara eles”, imagina. “As pessoas estão voltando a desfrutar da beleza do rio e da água de melhor qualidade, para pescaria e para o relaxamento. O fato de ter pescadores nasmargens no rio já é um bom indicador, porque se tem pescador, tem peixe. E onde tem peixe, tem qualidade de água para uma vida mais nobre”, comemora.

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Natureza

i p Ja o d a r r e S a n a z e p m li Mutirão de ações do Dia Mundial da Evento em Jundiaí integrou

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Limpeza de Rios e Praias


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m 21 de setembro comemorou-se o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias. Nessa data, a Coca-Cola FEMSA Brasil – que mantém em Jundiaí a maior fábrica do sistema Coca-Cola no mundo em volume de produção – promoveu um mutirão de limpeza na Serra do Japi para simbolizar a importância da preservação de suas águas e matas e contribuir para a conscientização ecológica dos visitantes. A iniciativa contou com o apoio da Prefeitura de Jundiaí, através da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, e da DAE Jundiaí. A ação em benefício do meio ambiente reuniu 150 voluntários, entre colaboradores da Coca-Cola FEMSA Brasil e da Leão Alimentos e Bebidas (empresa responsável pela gestão de toda a linha nacional de sucos, néctares, achocolatados, isotônicos, energético e chás do portfólio da Coca-Cola no País); alunos do Colégio Estadual Quinze de Outubro, de Campo Limpo Paulista; e membros das ONGs ASSU (Associação Socioambientalista Somos Ubatuba) e COATI (Centro de Orientação Ambiental Terra Integrada). O mutirão resultou na coleta de 115 kg de resíduos sólidos. O material recolhido foi encaminhado a uma cooperativa dereciclagem em Jundiaí.

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Com boa gestão e economia, Câmara devolve 5 milhões aos cofres públicos Num exemplo de boas práticas e compromisso com o dinheiro público, o presidente da Câmara de Jundiaí, Gerson Sartori anunciou no início de outubro a devolução de 5 milhões para a Prefeitura de Jundiaí. O valor se refere aquilo que foi economizado entre os meses de janeiro e setembro desse ano e deve beneficiar diretamente várias entidades. Segundo Sartori o bom resultado é o compromisso de todos os vereadores com a gestão do Legislativo. “Por isso mesmo elaboramos uma indicação conjunta apontando a destinação desse dinheiro, garantindo assim que ele não acabe no caixa comum e a comunidade, assim, tenha a percep-

Gerson Sartori Presidente da Câmara Municipal de Vereadores

ção da importância das boas práticas no setor público”, explicou. Entre as área atingidas estão a de segurança, social, política de proteção animal, esporte, infraestrutura e saúde. O Grendacc (Grupo de Defesa da Criança com Câncer) foi outro beneficiado, com R$ 500 mil. Para Sartori, essa ação reflete, acima de tudo, que a Câmara está sintonizada com as demandas da população. Economia Chama atenção também o fato do Legislativo de Jundiaí ter enfrentado esse ano mudanças que refletem diretamente no custeio da Casa. O número de cadeiras, por exemplo, saltou de 16 para

19 vereadores, significando mais estrutura física e de pessoas. Além disso, foi iniciada a sessão noturna, outra geradora de despesas extras. “Nada disso porém, interferiu em nosso compromisso de atuarmos de maneira enxuta, sem contudo, abrir mão daquilo que é necessário para preservarmos nossa independência e também a própria democracia da Câmara”, continuou presidente. De acordo com Sartori, até dezembro uma nova devolução poderá ser realizada. “Ainda não fechamos o ano. Mas todos estamos trabalhando com o cinto apertado para manter o foco naquilo que interessa a cidade, com o mínimo de despesas geradas pela Câmara”, concluiu.

“Ainda não fechamos o ano. Mas todos estamos trabalhando com o cinto apertado para manter o foco naquilo que interessa a cidade, com o mínimo de despesas geradas pela Câmara”

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Receber amigos queridos a lm a a a r g le a e u q r e z a r p é um

por Mari de Luna

Organizar festas e reuniões quando nosso tempo é escasso se torna uma tarefa complicada. Para que tudo flua bem, o melhor é um bom planejamento e pensar em detalhes que revelem seu capricho, pois a beleza definitivamente está nos detalhes. Bandejas montadas, flores nos vasos, bebidas geladas, mesas arrumadas e uma trilha sonora bem escolhida: sua festa está pronta! Se sua intenção é juntar os amigos em torno de uma mesa, jogar conversa fora e aproveitar um domingo preguiçoso, inove e saia do churrasco comum. Receba-os de uma maneira informal com um brunch: frutas e sucos frescos, uma cesta de pães variados, frios, patês, pequenos sanduíches, ovos, bolos, tortas salgadas, quiches e, por que não, um champagne geladinho? Mas se você adora um grelhado crie combinações e elabore um cardápio a base de espetinhos. Camarões, cubos de carne, peixe ou frango com vegetais firmes, que não desmanchem facilmen-

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te no calor da churrasqueira, como por exemplo: camarão com gergelim; salsão e tomate cereja; frango, ervilha torta e cogumelos; filé mignon, abobrinha e tomate cereja. Prepare alguns molhos para acompanhar. Outra dica importante que facilita muito é ter tudo pronto e disponível à espera dos convidados. Não esqueça que o cardápio, os enfeites e a música devem compor um conjunto harmônico. No bar, preparado com antecedência, além de flores e das taças dispostas sobre uma bancada ou mesa de apoio, coloque todas as bebidas disponíveis: vinho, champagne, garrafinhas com sucos naturais de sabores variados e jarras com águas aromatizadas por alecrim, hortelã, cascas e fatias de frutas frescas, rodelas de limão siciliano, etc. Para tornar o dia seguinte mais fácil pode-se optar por um bufê, ou seja, uma degustação onde cada um escolhe o que comer e beber na hora que quiser. Um cardápio a base de finger food (essa ex-

pressão indica que se deve pegar a comida com os dedos e levá-la diretamente à boca), dispensa fogão, pratos e talheres. Se possível tenha um garçom para cada 15 pessoas, pois quando necessário ele poderá repor a comida, o gelo e retirar copos e guardanapos. Aproveite tudo o que você tem na sua casa para compor a decoração de sua festa. Se você tem belas xícaras, por que não usá-las para servir caldos ou cremes como entrada? Taças de vinho ou tacinhas para sobremesa podem se tornar charmosos vasinhos. Compre violetas, corte os talos bem rentes a terra e as amarre com um arame fininho, formando pequenos buquês. Junte a elas velas da mesma cor das flores e crie um efeito delicado e elegante a sua mesa. Sopeiras da vovó cheias de flores também ficam lindas como centro de mesa. E lembre-se sempre: você deve e merece aproveitar a noite como se fosse uma hóspede da sua própria casa, por isso: divirta-se!


Galeria touché!

Dia das crianças

Tudo o que acontece em Jundiaí e região você vê aqui, na nossa Galeria touché!. Participe. VII Seminário de Tecnologia em Saneamento Ambiental da Assemae Entre os dias 9 e 11 de outubro, a DAE Jundiaí recebeu secretários, gerentes, técnicos e outros profissionais envolvidos com a área de saneamento de diversas regiões para o VII Seminário de Tecnologia em Saneamento Ambiental da Assemae (Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento) - Regional São Paulo.

Dia das crianças no Parque da Cidade: pista de mini golf foi uma das atrações.

Da esquerda para a direita: Hugo Chisca (consultor em perdas), Manuel Sobrinho Araujo (gerente da Macrorregional Sudeste - SRI SAFI), Jamil Yatim (DAE Jundiaí), Arly Romêo (diretor presidente da Sanasa Campinas) e Silvio Marques (presidente nacional da Assemae)

Bazar de Natal Amarati

FOTO ILUSTRATIVA

Nos dias 7 e 8 de novembro, a Amarati realiza seu tradicional bazar de natal. Participe! O evento será no Salão Paroquial da Igreja da Vila Arens, das 9 às 17h30.

16a Festa Luzes Na Ponte Nos dias 9 e 23 de novembro, a Paróquia São João Batista, na Ponte São João, realiza jantar com música ao vivo. Os convites para o evento, religioso e social, podem ser retirados na secretaria paroquial. Mais informações: 4587-9976.

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Nos 30 anos do Rio Jundiaí


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e duc a ç ã o

Seus filhos vão mudar de escola? Saiba o que deve ser avaliado antes da escolha. A infinidade de opções de escolas particulares deixa algumas famílias perdidas na hora de escolher a nova instituição para matricular seus filhos. O fim do ano se aproxima e alguns pais têm essa delicada tarefa. Os motivos podem ser vários: mudança de ciclo (de fundamental para médio, por exemplo), não adaptação ao sistema de ensino,

mudança de endereço da família, entre outros. Você se identifica com essa situação? Então, para lhe ajudar, reunimos aqui alguns pontos fundamentais a serem avaliados antes de fazer a escolha. Vale lembrar que a felicidade e adaptação da criança ou jovem também são fatores importantes e devem ser considerados.

Expectativas dos pais Primeiramente, avalie quais são as suas expectativas em relação à aprendizagem de seus filhos. Deseja que eles tenham muitas lições de casa? Realizem trabalhos artísticos? Aprendam mais de um idioma estrangeiro? Utilizem tecnologia no cotidiano escolar? Estas e muitas outras questões podem ser o ponto de partida na procura por uma nova escola.

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e duc a ç ã o

Lista e sugestões de amigos Faça uma lista de escolas considerando pontos fundamentais para você, como: proximidade da sua residência, valor da mensalidade dentro do orçamento da família e visão da instituição (se a escola é conservadora ou liberal). Sugestões de amigos e conhecidos também podem ajudar.

A visita é essencial Reserve um tempo para visitar as escolas e conhecer as propostas pedagógicas, diretrizes da instituição, métodos de avaliação do aluno e atividades extras. Avalie ainda o atendimento, a segurança, as opções de lazer, tipo de alimentação oferecida na lanchonete, o espaço físico e toda a estrutura. Lembre-se que os ambientes da escola têm a função de aprendizagem e não apenas de trazer status à instituição. O seu feeling também é essencial, se você sentiuse bem naquele lugar essa empatia pode ser um fator para a escolha.

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Profissionais dedicados

Atente-se para a qualificação dos profissionais desde monitores até professores e diretores.


e duc a ç ã o

Ponto positivo

A escola ganha um ponto positivo se, além de preparar o aluno para a vida, também o preparar para o mercado de trabalho. Isso pode acontecer de várias maneiras, por exemplo: grade escolar com temas e eventos que tragam informações sobrevestibular, profissões e carreiras.

Ouvir os filhos

Se os seus filhos são adolescentes, ouça a opinião deles sobre as escolas candidatas. Após entrarem em um consenso é hora de fazer a matricula. Depois de feita a escolha, a primeira coisa a observar é se a criança ou adolescente está feliz, pois não adianta a escola parecer maravilhosa se seus filhos não estiverem bem adaptados.

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Dentista

Consultório Dr. Paulo Fernando Abreu Oliveira: tudo o que você precisa para ter um sorriso saudável Nossa equipe multidisciplinar e formada por renomados profissionais: Dr. Paulo Fernando de Abreu Oliveira - CRO/SP 100.141

ü Formado em 2010 na Universidade José do Rosário Vellamo Campus – VarginhaMG ü Aperfeiçoamento em Cirurgia Oral Menor na ABO de Varginha-MG ü Aperfeiçoamento em Implantodontia na Universidade José do Rosário Vellamo Campus – Varginha-MG ü Especialização em Periodontia na Faculdade São Leopoldo Mandic (Campinas)

Dr. Fabrício Alessandro Franzolin CRO-SP 70.158 ü Formado em 2000 Na Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) ü Básico e Especialização em Ortodontia e Ortopedia na Alpha Smile ü Centro de Cursos e Pesquizas Odontológicas (Campinas - SP)

Dr. Anésio Gracindo Alves Júnior CRO/SP 94.101 ü Formado em 2007 na UNESP (Universidade Estadual Paulista) ü Aperfeiçoamento em Endodontia na APCD Central - São Paulo - SP ü Cursando Especialização em Endodontia na Faculdade São Leopoldo Mandic (Campinas) 2011

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Assim, é possível atender aos mais diversos tratamentos, como: ü prótese; ü endodontia; ü cirurgias; ü implantodontia; ü ortodontia; ü odontopediatria; ü periodontia; ü dentística restauradora.

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Unhas bem feitas, mas sem descuidar da saúde Como você escolhe a sua manicure? Pelo bom atendimento, qualidade e perfeição do serviço, certo? Mas não se esqueça de checar se os utensílios utilizados são higienizados de maneira correta. Isso faz toda a diferença para a sua saúde. Quando o assunto é manicure, a atenção com a higiene e proteção de nossas clientes e profissionais é redo-

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brada, pois alicates, espátulas e outros instrumentos podem transmitir doenças como micoses e hepatite. Para excluir qualquer tipo de contágio a melhor solução é a esterilização. Um dos métodos mais recomendados e utilizado pela Esmalteria é a autoclave. O equipamento escalda os utensílios em temperatura altíssima e elimina bactérias, vírus e fungos. O procedimen-

to esteriliza materiais fabricados em aço, plástico e borracha. Já itens que não podem ser higienizados dessa maneira, como recipientes de plástico, lixas e palitos devem ser descartados após o uso, pois também podem proliferar doenças. Para a Esmalteria, todo tipo de cuidado é essencial para preservar a saúde da cliente e da profissional, assim como garantir a excelência do serviço.

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Saúde

Base Viva traz novo conceito de qualidade de vida para a cidade

Esqueça tudo que você conhece sobre academia, pilates, nutrição e fisioterapia. O Studio Base Viva, inaugurado há quatro meses, chegou com um novo conceito sobre atendimento e qualidade de vida. Lá, profissionais especializados apostam no treino individualizado, entendendo que cada aluno tem diferentes especificidades. Com aparelhos de última geração, a equipe está pronta para solucionar quaisquer necessidades e objetivos procurados. “Nossa finalidade é proporcionar mudanças de hábitos, buscando a melhora da saúde, qualidade de vida e performance física. E tudo de maneira personalizada”, explica a equipe.

Osteopatia Sob o comando do fisioterapeuta José Luiz Martinelli, a Osteopatia é uma especialidade recomendada e indicada pela Organização Mundial de Saúde. “A Osteopatia trata a causa da dor, já que nem sempre onde dói é o local que precisa ser tratado”, explica. O atendimento osteopático entende que cada pessoa é única, e deve ser tratada na globalidade.

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Rua São Lázaro, 500 - 11 4805-3965 contato@baseviva.com.br www.baseviva.com.br


Saúde

Nutrição funcional

Personal Pilates

Um conceito moderno e atual sobre alimentação, a Nutrição Funcional, estabelece planos alimentares que respeitam a rotina de cada um. Busca a nutrição celular e a recuperação da saúde através da detecção e correção dos desequilíbrios que geram as doenças. “A incorporação de novos hábitos trará mais disposição e bem estar para quem aposta na mudança. Com o equilíbrio orgânico, a pessoa se sentirá melhor como um todo e diminuirá o risco de doenças como diabetes, câncer, doenças cardíacas e alterações intestinais, por exemplo”, detalhou a nutricionista Adriana Merlo Di Pierro, responsável pela especialidade.

Personal Fitness O conceito dessa modalidade se apoia nas necessidades e objetivos específicos de cada indivíduo. Esse olhar possibilita o desenvolvimento de um trabalho mais eficiente e seguro. A infraestrutura técnica de trabalho/ treinamento da Base Viva avalia o perfil comportamental, condição física e estado geral de saúde de quem vai treinar. “Com esses dados, determinamos as metas e objetivos, com reavaliações periódicas para não se perder o foco, sempre criando novos desafios”, comenta Adriano Correia, educador físico e personal trainer do Studio.

Sob o comando das professoras Juliana Ladeira Borges e Helena Martinelli, o método específico de exercícios tem como principal fundamento o controle do movimento através do aprimoramento da flexibilidade, equilíbrio, força e integração muscular. Outra característica marcante da metodologia é o controle da respiração e o alto nível de concentração exigido na execução dos movimentos. “A modalidade é muito eficaz para a consciência corporal e postural, além de contribuir fortemente no tratamento de dores em geral. E, no Studio Base Viva, o aluno tem atenção individualizada”, explicam.

Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta: 6h às 22h. l Sábado: 7 às 13h. Endereço: Rua São Lázaro, 500 – Jd. Morumbi - Jundiaí/SP – CEP : 13209-220. Telefone: (11) 4805-3965 - Acesse o Site: www.baseviva.com.br Outubro/Novembro 2013

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Ostentacione:

vestidos para todas as festas A história de sucesso é real. Há tempos Andréa Sakai, proprietária da Ostentacione, procurava por algo diferente em vestidos para festas, mas as lojas da cidade não ofereciam o que ela queria. Foi aí que Andréa decidiu aliar a sua vontade à afinidade com a área comercial e criou a sua própria marca. A Ostentacione apresenta uma grande variedade de peças nacionais e importadas. São vestidos, rasteirinhas, sapatilhas, sapatos, bijuterias e acessórios exclusivos, renovados quinzenalmente. Para garantir peças únicas e de qualidade, Andréa faz questão de escolher pessoalmente cada item, em fornecedores no Brasil e em Nova Iorque. Os vestidos para festa são os grandes destaques e vão desde modelos mais simples (a partir de R$ 190,00) até os mais glamorosos (aproximadamente R$ 3.000,00). Os mais elegantes são os importados, com pedrarias e detalhes exclusivos. Segundo a proprietária, assim é possível atender a todos os públicos e estilos. Além disso, as compras podem ser parceladas em até 10 vezes

sem juros. Para garantir que suas clientes usem peças únicas em uma festa, uma agenda controla a saída e local onde os vestidos serão usados. Desta forma, suas clientes não correm o risco de usar algo parecido em um mesmo local. Noivas e madrinhas têm atendimento especial A marca trouxe para Jundiaí uma linha diferenciada de produtos dedicada a quem vai se casar. Além disso, a noiva pode agendar um coquetel para receber suas madrinhas e ficar à vontade para fazer as provas dos vestidos e acessórios. A noiva ainda ganha um brinde se três das suas madrinhas adquirirem vestidos na loja. Andréa explica que a marca oferece tudo o que a cliente precisa para a produção do seu visual para uma festa: vestido, sapato e acessórios. Tudo em um só lugar e com exclusividade. O cuidado na escolha das peças, a variedade de modelos, o bom atendimento e os diferenciais fazem com a que a Ostentacione seja única.

Ostentacione Vestidos

Endereço: Rua do Retiro, 1.573 Jardim Paris - Jundiaí/SP Telefone: (11) 4807.0202

e-mail: atendimento@ostentacione.com.br Facebook: https://www.facebook.com/ ostentacione Outubro/Novembro 2013

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Ensaio sobre Saint-Exuperi, evolução dos tempos e a qualidade dos sentimentos Viver Bem

Fernando Balbino Graduado em Educação Física pela UNESP de Rio Claro, mestre em Filosofia da Educação pela UNIMEP, doutor em Ciências Sociais pela PUC de São Paulo. viverbem@revistatouche.com.br

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Não deixe de se encantar com a descrição dos sentimentos humanos que é feita no livro Terra dos Homens, escrito em 1939, véspera da 2ª Grande Guerra Mundial, pelo renomado escritor francês Saint-Exupéry. O romance foi condecorado pela Academia Francesa como o melhor do ano em sua publicação. Pouca gente conhece outras obras deste autor, filho de um Conde e educado em colégio religioso, além do livro Pequeno Príncipe, leitura obrigatória para crianças e marmanjos que querem resistir ao fenômeno do individualismo a que estamos todos expostos. O próprio título do livro, Terra dos Homens, deixa claro seu propósito de desvelar o que deveria ser verdadeiramente essencial para todos nós. Pioneiro entre pilotos que iniciaram a aviação comercial na Europa, destemido, Exupery tomou parte dos conflitos da Espanha e da 2ª. Grande Guerra Mundial. Queria viver, participar e apurar sua capacidade de entender a fidelidade, amizade e compaixão entre os homens. Por escrever suas obras ora em desertos da África, ora em bases aéreas gélidas da Argentina e Cordilheira dos Andes, ficou conhecido como capitão, senhor das areias, poeta dos ares ou príncipe dos desertos. Sua origem nobre, sua educação refinada, seus voos acima das planícies não lhe impediram de enxergar e se importar com sentimentos que nos humanizam. No mínimo engraçado como mudamos nosso relacionamento com a vida, dependentes que somos de fenômenos como o consumo. Estamos presos aos tempos que vivemos, querendo ou não. Pouca reflexão é possível sobre os declí-

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nios a que nos sujeitamos nestes tempos de hoje. Consumo e sentimentos estão aprisionados nesta imobilidade atual que incapacita a vontade de enxergar os esplendores da vida sem imposições ou pseudo-necessidades. Ninguém tem o controle disto. Não somos capazes de ditar os acontecimentos, apenas seguimos, nos adequando a novos estilos de vida, novas formas de entender e adquirir máquinas e novas maneiras de lidar com sentimentos. Mas alguma resistência precisa ser feita. Consumo e relacionamento pessoal se tornaram a mesma coisa, algo disforme, causando paixão num primeiro momento e distanciamento minutos a seguir. Compramos e nos relacionamos igualmente sem profundidade, sem envolvimento ou dedicação. Compramos cachorros e terceirizamos alguém que possa levá-los a passear. Casais se separam e filhos ficam como parte da herança que precisa ser esquecida para não atrapalhar a nova vida que virá. Nossos velhos não são visitados por que nunca temos tempo. Pesado demais? Pode ser, mas estamos vivendo tempos cruéis e precisamos de mais “humanidades”. Alguns autores têm escrito sobre o individualismo e o desfalecimento das ações humanas. Nos livros Globalização e O mal-estar da Pós-Modernidade, de Zygmunt Bauman, encontramos ponderações acerca da volatividade e fluidez dos sentimentos. Em outras palavras, ações humanas estão sendo conduzidas para a superficialidade. Tudo se torna descartável nestes tempos, incluindo nós mesmos. Bauman ainda apresenta o ser humano atual como ente desterritorializado, meros habitantes ou populações

locais que mais são “parecidas a feixes frouxos de extremidades soltas”, simples observadores de fronteiras imagináveis que vão surgindo dia após dia, em tempos que se deslocam de “maneira veloz e imprevisível”. Deslindes do estilo de vida que assumimos, devemos nos preocupar com a desumanização. Teses em todo o mundo demonstram que o fenômeno do adensamento demográfico e dos avanços da urbanização geram maiores recursos e poderes financeiros. Ganhar dinheiro é comprovadamente mais fácil nas cidades, para aqueles que não são latifundiários. Existem maiores oportunidades. E quanto aos sentimentos das pessoas que nas cidades estão? Existem estudos sobre o grau de felicidade e satisfação por este estilo de vida que nos absorve e conduz? Haverá alternativa a isto? Com tantas pesquisas e estudos epidemiológicos, preocupações como estas tem sido levadas a cabo? Meu computador apresentava o horário das 12h 15 enquanto meu celular acusava que eram apenas 7h49 da manhã. Ao tentar “alterar as configurações de data e hora” me deparo com o dia 01 de Julho de 2009 na memória da máquina. Fico a pensar no que estaria fazendo nesta data, no quanto foi vivido neste período, se fiz novos amigos, se mudei comportamentos. Será que este computador realmente tem todo este tempo de vida útil comigo? Estará tão “velho assim”? Penso no quanto estamos condicionados a agir ou sentir limitados por barreiras invisíveis que nos conduzem e ao mesmo tempo limitam. Precisamos refletir. Talvez Saint-Exupéry possa nos ajudar. Felicidades!


Culinária andina: rica, saborosa e saudável Taste

Originária da cultura dos povos indígenas que povoaram a América, a culinária dos Andes é rica em sabores, variada em elementos gastronômicos e muito saudável. Mas uma lenda Inca conta que nem sempres houve ofertas de alimentos na região, e que o Deus Sol ficou chocado com a situação precária de fome que os homens passavam, resolveu então enviar os próprios filhos, que ergiram do lago Titicaca para construirem um grande império, com abundância de plantas comestíveis.

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om uma tradição milinar, a culinária produzida nas cordilheiras dos Andes vem ganhando destaque dentro dos conceitos de comida saudável, particularmente devido a fartura de legumes, frutas, vegetais e grãos. Ao logo do tempo recebeu influência da cozinha espanhola e oriental, ganhou forma e tornou-se uma referência entre os apreciadores da boa mesa. Quanto a chegada dos espanhóis no século XV, os Incas já utilizavam em sua culinária elementos de várias outras culturas por eles aglutinadas. Dominavam o cultivo de plantas comestíveis do mundo antigo, com espécies nativas, o milho, a batata, o tomate, a abóbora, a batata-doce, a quinua, o amaranto, o amendoim, a mandioca, além de uma infinidade de ervas aromáticas. Essa abundância é fruto da granGodofrêdo Sampaio de variedade de climas da região. Médico, escritor São cerca de 90 microclimas, dos e aficionado por 110 existentes no mundo, distribuívinhos, charutos e dos entre litoral, serra e deserto, com boa mesa. Membro grande biodiversidade, ofertando e ex-presidente produtos inexistentes em outros loda Academia cais do planeta. São muitos os praJundiaiense de Letras. tos produzidos nos andes que manE-mail: bonvivant@ têm entre si o traço comum de uma revistatouche.com.br culinária substanciosa, com aromas

genuínos incluem: camote, um tipo de batata-doce; lucuma, fruta de polpa amarela-alaranjada que produz uma farinha muito utilizada; oca, tubérculo típico dos Andes, parecido com a batata; zapallo, espécie de abóbora nativa dos Andes, muito utilizada num guisado de carne de boi e cordeiro. Da Venezuela à Argentina, os Andes oferecem a oportunidade de e sabores originais. Sopas, guisados degustar pratos com acento tradiciode carnes, peixes, frutos do mar e nal, porém com sotaque de cada recrustáceos, feitos em panela de bar- gião. É um verdadeiro caldeirão culro, ganham formas incomuns, quer tural, com os hábitos e as diferenças por seu paladar único, quer por sua que tornaram a América tão grandiosa. O ceviche peruano, o pastel de apresentação. Entre nós, alguns pratos po- choclo chileno, as arepas venezueladem ser classificados como exóticos, nas são exemplos dessa pluralidade. como a tradicional carne de cuy, pe- Mas a principal característica da coqueno animal que é mais conhecido zinha andina é justamente a fusão de por aqui como porquinho-da-Índia. alimentos, desde elementos indíginas Também a carne da Alpaca pode nos das tribos pré-colombianas às avanser estranha; é um animal parecido çadas civilizações Incas, feitos com com a Ihama, que tem uma carne de técnicas de produção de alimentos elevado valor protéico e com pouca do novo mundo e do oriente. A grande atenção que os chefs e gordura. Outro prato excêntrico é o anticucho de coração de boi, servido gourmets de todo o mundo tem decom pimenta aji, purê de cará ou ba- mosntrado pela cozinha andina pode ser explicada por essa diversidade, tatas rústicas. Na região existem cerca de 35 es- porém, um pouco também deve ser pécies de milho, tornando essa igua- creditado ao Deus Sol e sua idéia iluria muito utilizada na produção de minada de enviar seus filhos Manco alimentos, principalmente nos locias Capác e Mama Ocilo para prover a de maior altitude. Outros protudos região com abundância de alimentos.

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