REVISTA TÊXTIL 769

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22-26 JUNE 2021 www.itmexhibition.com

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EDITORIAL

A REVISTA TÊXTIL é uma publicação da

R. da Silva Haydu & Cia. Ltda. Inscr. Est.: 104.888.210.114 CNPJ/MF: 60.941.143/0001-20 MTB: 0065072/SP

Diretor-Presidente: Ricardo Haydu Diretora de Redação: Clementina “Vivi” Haydu Jornalista: Carlos Eduardo Bazela Designer: Carlos C. Tartaglioni Foto da capa: Divulgação Representantes Comerciais Ásia (Asian): Buildwell Int. Co., Ltd. Nº 120, Huludun, 2nd St., Fongyuan, Taichung Hsien: Taiwan 42086: R.O.C. Tel/Phone: + 886 4 2512 3015 / Fax: + 886 4 2512 2372 Coréia (Korea): Jes Media International 6th Fl., Donghye-Bldg.: 47-16, Myungil-Dong Kandong: Gu: Seoul 134-070 Tel./Phone: + (822) 481-3411/3 / Fax: + (822) 481-3414 Correspondente na Argentina: Ecodesul Av. Corrientes, 3849: Piso 14° OF. A. Buenos Aires: Argentina Tel/Phone: (541) 49-2154 / Fax: (541) 866-1742

Órgão Oficial das entidades

Órgão de divulgação das entidades Abint: Associação Brasileira das Ind. de NãoTecidos e Tecidos Técnicos; Núcleo Setorial de Informação do SENAI/CETIQT; Redação/Administração Rua Albuquerque Lins, 867 8º andar - Santa Cecília São Paulo/SP - Brasil - CEP 01230-001 Tel/Phone: +55 (11) 3661.5500 E-mail: revistatextil@revistatextil.com.br Site: www.revistatextil.com.br Publicação bimestral com circulação dirigida às fiações, tecelagens, malharias, beneficiadoras, confecções nacionais e internacionais, universidades e escolas técnicas. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a filosofia da revista. A reprodução total ou parcial dos artigos desta revista depende de prévia autorização da Editora. Redação Releases, comentários sobre o conteúdo editorial, sugestões e críticas a matérias. Pedidos de informação relacionados às matérias e à localização de reportagens: e-mail: revistatextil@revistatextil.com.br Publicidade Anuncie na REVISTA TÊXTIL e fale diretamente com o público leitor mais qualificado do setor têxtil no Brasil e no mundo: e-mail: revistatextil@revistatextil.com.br

INOVAÇÃO PARA FICAR Essa é a terceira REVISTA TÊXTIL que fechamos em meio ao cenário global de pandemia por conta do novo coronavírus. Ao longo dos últimos meses, lamentamos perdas, realizamos contenções e refizemos programações. Entretanto, mais do que nunca, falamos sobre adaptação e reação. Vimos que era possível encontrar novos caminhos para entregar a informação com a qualidade a qual estamos todos acostumados. Assim como fez o mundo, nos firmamos no digital – e aproveito o momento para convidá-lo a acessar o nosso novo site em www.revistatextil. com.br – ampliando ainda mais o alcance de nossa publicação e dos produtos e serviços de nossos anunciantes, sempre com o que há de mais relevante no segmento têxtil. E falo isso pois o momento pede que olhemos para a frente. Se antes, criamos alternativas às pressas para realizar eventos e fazer apresentações, chega o momento de analisarmos quais dessas soluções irão perdurar quando esse período passar e podermos estar juntos presencialmente de novo. Mas, será necessário? Veja a Picanol, por exemplo. Toda a estrutura digital criada para revelar os detalhes de sua nova TerryPlus-i mostra que as feiras pós-pandemia deverão ainda conservar apresentações on-line, para atingir mais pessoas, ao mesmo ponto de que a experiência para quem estiver presente no local deverá ser ainda mais inovadora e inesquecível. O mesmo para colaborações entre empresas que, para todos os efeitos, seriam concorrentes, como fizeram a Dalila e a Cataguases, deixando claro que união é outra palavra de ordem nesse novo momento. E é com o futuro em mente que seguimos em frente. Prontos para virar mais essa página na nossa História. Boa leitura!

Assinaturas Para renovação e outros serviços, escreva para: e-mail: revistatextil@revistatextil.com.br

Revista Têxtil #769 I 03


SUMÁRIO

CAPA

06

ALÉM DO “NOVO NORMAL”

TECNOLOGIA

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EFI™ REVELA DUAS NOVAS IMPRESSORAS PARA COMUNICAÇÃO VISUAL EM TECIDO

12

OERLIKON BARMAG LEVA CONCEITOS DE RECICLAGEM A CONGRESSO MUNDIAL DE FIBRAS

13

A USTER TECHNOLOGIES LANÇA MONITOR DE QUALIDADE AUTOMATIZADO PARA NÃOTECIDOS

14

DILOGROUP PARTICIPA DA CINTE TECHTEXTIL

16

SINGER LANÇA A BORDADEIRA EM9305

ONLINE ABIT HÍBRIDOS DENIM

18 TÊXTIL SEGUE ENCONTRANDO FORÇA NOS EVENTOS ON-LINE (ACIMIT; CATAGUASES; EDANA; FOCUS FASHION SUMMIT; INNOVATE;

INTEGRABIT. ITMA: ITMF; PICANOL)

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ACELERAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DA AGENDA DA SUSTENTABILIDADE

32 SETOR DE EVENTOS TÊXTEIS ENSAIA RETOMADA PRESENCIAL (COLOMBIATEX; HEIMTEXTIL; TECHTEXTIL; TEXPROCESS; FEBRATEX & ITM) 36

INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE FORAM TEMA DO LYCRA TREND SESSION JEANSWEAR 2021

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VICUNHA REALIZA DESFILE VIRTUAL COM A MODA DO FUTURO PRÓXIMO

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DENIM CITY É PONTO DE CONEXÃO PARA A INDÚSTRIA

ENTREVISTA

44

AHMED EL-SHRIEF DA ESW

ARTIGO

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A EFICIÊNCIA DO SISTEMA DE FIAÇÃO DE JATO DE AR PARA FIOS DE ALGODÃO PENTEADOS

04 I Revista Têxtil #768


Make the Difference

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CAPA

ALÉM DO

“NOVO NORMAL” UM OLHAR PARA O FUTURO DO TÊXTIL

Ascenção do e-commerce, eventos on-line e apresentações virtuais. A pandemia trouxe novas soluções para o segmento contornar a crise. Mas o que será mantido quando tudo passar?

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A

daptação. Os últimos sete meses, desde que foi oficializada a quarentena por causa do novo coronavírus foram marcados por esta palavra. Empresas e funcionários se acostumaram a regimes de trabalho em home office para algumas áreas e outras, como as fábricas adotaram sistemas diferentes de trabalho para evitar aglomerações e infecções. E com o têxtil não foi diferente. Feiras e outros eventos, como desfiles e até apresentações de novas máquinas para o segmento, passaram a ser feitas on-line. Do ponto de vista prático, os esforços foram para a sobrevivência em mais de um sentido da palavra. Empresas se uniram para compartilhar expertise e tecnologia, principalmente as que se dedicaram à produção de tecidos técnicos com propriedades antivirais. “Estamos bem posicionados na questão de desenvolvimento de produtos e têxteis técnicos: nanotecnologia, uso de grafeno. Tudo isso já é feito, em menor escaFotos: Divulgação


CAPA

la, mas é feito. E eu vejo isso como novos nichos e novas oportunidades de mercado. O setor têxtil e de confecção no Brasil, ele não termina, ele se reinventa”, comentou Luiz Arthur Pacheco, presidente do Sinditêxtil-SP, em live realizada pela ABTT (https://bit.ly/3mbxDNR). Mas, quando toda essa tempestade passar e tivermos uma vacina confiável para estabelecer imunidade ao coronavírus, quais aprendizados teremos? Quais soluções para apagar o incêndio desses tempos incertos estarão aqui para ficar? “Como diz o Fernando Pimentel, presidente da Abit, a COVID passa, mas o aprendizado dela não vai passar. E isso é bom porque tira muita gente da zona de conforto”, disse Pacheco na transmissão ao vivo conduzida pelo presidente da ABTT, Nelson Pereira Jr. O formato, aliás, foi uma das grandes estrelas dos tempos de quarentena, levando informação e aproximando os players do têxtil, que estavam impossibilitados de se encontrarem pessoalmente em fórums e reuniões para compartilhar conjecturas e números do setor. E essa já é uma novidade da pandemia que vai ficar para o futuro. Pelo menos, na ABTT, que realizou diversas sabatinas com personalidades do têxtil, transmitidas via Zoom e disponiblizadas no canal da associação no YouTube. “Vamos manter. Não na mesma intensidade, mas sim”, explica Nelson Pereira Jr em entrevista para a REVISTA TÊXTIL. Segundo ele, a live é uma forma de levar conteúdo relevante a todo o território nacional, algo que não é possível em um simpósio presencial, por exemplo. “Vamos fazer de uma forma mais elaborada, selecionada. Essas que realizamos, foram mais para não deixar o setor no escuro”, descontrai.

O BOOM DO E-COMMERCE

Luiz Arthur Pacheco, presidente do Sinditêxtil-SP, em live realizada pela ABTT. Fernando Pimentel, presidente da Abit

Nelson Pereira Jr., presidente da ABTT

Com a impossibilidade de estar presente fisicamente, comprar pela web se tornou a única alternativa viável para praticamente tudo. Inclusive produtos têxteis e matérias-primas. De acordo com pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) em setembro deste ano, o faturamento do comércio eletrônico brasileiro chegou a R$ 41,92 bilhões Revista Têxtil #769 I 07


CAPA em agosto. Esse valor é acumulado desde janeiro e corresponde a um aumento de 56,8% em relação aos oito primeiros meses de 2019. O salto, inclusive, fez com que a entidade revisse sua projeção para 2020, que antes era de 18% e subiu para 30%. “Teve um boom do e-commerce. Ajudou muito quem já estava preparado para ele e ascendeu a luz mais do que vermelha para aqueles que não estavam preparados, mostrando que o Brasil precisava entrar nisso em definitivo. Isso é uma coisa que veio para ficar e parecia tão distante, né?”, diz o presidente do Sinditêxtil-SP. Contudo, o executivo deixa claro que criar somente uma loja virtual não é a “salvação da lavoura” para as empresas. “Existe uma necessidade de preparo das empresas, independente do tamanho, para que elas possam absorver essa tecnologia do e-commerce”, comenta. Na live, ele ainda acrescentou dizendo que, embora o presente e o futuro já residam nas vendas on-line, o varejo físico seguirá imprescindível. “A solução sempre será híbrida”, diz. O presidente da ABTT concorda. “Se você não entregar na data, não vai vender uma segunda vez”, diz Pereira Jr. Segundo ele, planejamento e preocupações com logística são desafios importantíssimos e que devem ser levados em conta ao optar pelo caminho do e-commerce. Ainda mais dentro do contexto de pandemia, quando este é mais um segmento que está passando por estresse excessivo. Para se ter ideia, segundo levantamento do RankMyAPP, empresa que contabiliza o download e instalação de aplicativos para celulares, a busca por aplicativos de entrega aumentou 60% só em março, quando boa parte do Brasil iniciou a quarentena.

EVENTOS HÍBRIDOS Largamente atingido pela pandemia, o setor de eventos foi um dos que mais mudou nos últimos tempos e viu nas apresentações virtuais o caminho para continuar a realizá-los. E, dado o cenário do futuro próximo, eles ainda deverão acontecer dessa forma, uma vez que o formato definitivo para novos eventos permanece incerto. “Nós estamos esperando a realização do primeiro [internacional] para ver como serão os nossos”, comenta Nelson Pereira Jr da ABTT. Contudo, de acordo com os protocolos de segurança que vem sendo adotados

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Os oito primeiros meses de 2020 registraram um aumento de 56,8% nas vendas por e-commerce.

no atual momento de retomada das atividades, já é possível afirmar que o investimento em infraestrutura sanitária será alto nos estandes, que provavelmente terão seu número reduzido para respeitar as normas de distanciamento social. Como evitar aglomerações segue sendo fundamental, os eventos deverão ter um público reduzido e isso pode impactar nos negócios. “Com esse número de pessoas reduzido, pode ficar mais difícil de separar os visitantes dos investidores”, comenta o executivo da ABTT. Segundo ele, já existem estruturas nas quais a pessoa participa de um evento on-line e, como um jogo de videogame, controla um avatar que visita estandes virtuais e acessa exatamente suas áreas de interesse. E há empresas brasileiras já explorando esse tipo de mercado. (https://bit.ly/35or047) “O virtual pode ser uma solução. Afinal, hoje você vai no estande interessado em uma máquina. Se ele está cheio, não tem como ver a apresentação e você acaba indo para outro”, exemplifica Pereira. Com uma estrutura híbrida, portanto, é possível ter acesso digital a informações e contatos que não foram possíveis de ser feitos no evento físico. Ainda que a estrutura di-


CAPA

O têxtil reagiu principalmente com tecidos técnicos, utilizados na fabricação de máscaras.

gital, dependendo do tamanho, continue custosa para empresas promotoras e expositores, ela pode trazer economia em outras vertentes como transporte e hospedagem. Sem falar na economia do tempo com deslocamentos, por exemplo.

O TÊXTIL AINDA MAIS PROFISSIONAL Entretanto, para o presidente da ABTT, a principal questão que a pandemia trouxe à tona e que deve perdurar até depois do fim dela, foi a necessidade de uma profissionalização ainda maior para o segmento, que está tirando o têxtil de sua zona de conforto. “A cultura do empresário mudou. As empresas estão entendendo melhor algumas questões importantes, como a da otimização da produtividade”, comenta. “A indústria têxtil no Brasil nasceu de uma estrutura familiar e está percebendo a necessidade de que a gestão seja feita de forma cada vez mais profissional. Os gestores têm de ter uma boa equipe, mas precisam explicar o processo como um todo. Do processamento da matéria-prima até a ponta final. É preciso que o funcionário entenda que ele realizar o trabalho corretamente reflete na percepção do cliente

para o produto. E essa consciência vem da gestão”, explica Nelson Pereira Jr. Para o executivo da Associação Brasileira de Tecnologia Têxtil, Confecção e Moda, esse amadurecimento que veio com a pandemia só trará benefícios para o setor. Inclusive na busca por profissionais. “Vai existir uma demanda por profissionais que sejam multiuso”, diz. Ele ainda revela que, por “multiuso”, falamos em profissionais que, mesmo sendo especialistas em determinada área, tenham conhecimento do processo como um todo e não só da parte que lhes cabe. O presidente da ABTT finaliza dizendo que o senso de fragilidade do negócio foi exposto durante a pandemia “Eu costumo dizer que se vermos a crise como um acidente de carro, o têxtil é o primeiro a se machucar, mas o último a ser socorrido”, comenta. Entretanto, esse “choque” tem sido crucial para empurrar o setor em busca da inovação e da mudança no mindset para trazer a recuperação. Luiz Arthur Pacheco, presidente do Sinditêxtil-SP também é otimista para o pós-pandemia. “A retomada está mais longa do que pensávamos, mas está sendo menos dolorosa do que RT imaginávamos”, finaliza. Revista Têxtil #769 I 09


TECNOLOGIA

EFI™ REVELA DUAS NOVAS IMPRESSORAS PARA COMUNICAÇÃO VISUAL EM TECIDO COLORS 340 e POWER 340 foram criadas para produzier em alto volume

C

om foco em auxiliar os produtores de gráficos de exibição a alcançar novos patamares de produtividade, a EFI™ apresenta ao mercado duas novas impressoras para comunicação visual em tecido: a COLORS 340 e a POWER 340. Com capacidade para imprimir 850 metros quadrados por hora (em uma configuração de quatro cores x 4), a primeira fornece recursos de cores incomparáveis para comunicação visual em tecido de qualidade premium. Já para ambientes de produção de volume ainda maior, a POWER 340 imprime até 1.564 metros quadrados por hora. Os modelos aproveitam a tecnologia do legado de mais de 70 anos da EFI™ Reggiani de impressão em tecido líder da categoria, as duas novas ofertas têm a capacidade de imprimir com maior qualidade em uma ampla gama de materiais, diferente de outros dispositivos jato de tinta de comunicação visual em tecido, com 100% de penetração em ambos os lados do material. As impressoras oferecem versatilidade adicional e recursos de tinta econômicos com a capacidade de imprimir diretamente no tecido ou papel usando o mesmo conjunto de tintas, eliminando o alto custo e o tempo de inatividade relacionados à troca de tintas.

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“A EFI™, por meio de nossa divisão Reggiani, tem décadas de experiência em trazer ao mercado a mais alta qualidade em impressão de tecidos do setor”, disse Scott Schinlever, Diretor de Operações da EFI™ Inkjet. O executivo ainda explica que um dos ganhos em se ter uma impressora com capacidade de produção maior é o de espaço no local de trabalho. “Essas duas novas impressoras foram projetadas especificamente para atender às mais rigorosas necessidades de qualidade e produtividade em comunicação visual em tecido para empresas que desejam se diferenciar verdadeiramente em um mercado altamente competitivo. Com velocidade e confiabilidade extremas, as impressoras EFI™

Fotos: Divulgação


TECNOLOGIA

A EFI™ POWER 340 compartilha features da COLOR 340, mas com capacidade produtiva ainda maior: 1.564 m² por hora.

POWER e COLORS podem substituir várias impressoras de comunicação visual em tecido, produzindo mais trabalho de sinalização premium com um único impacto ambiental.” Ambas impressoras compartilham features, como a resolução de 2.400 pontos por polegada (dpi) da impressora com impressão grayscale de quatro níveis e tamanhos de gota de 4 a 18 picolitros pode fornecer penetração de 100% em ambos os lados do material, tornando-a ideal para a produção de bandeiras nacionais. Seu mecanismo de alimentação de esteira adesiva de precisão garante qualidade de imagem em tons contínuos quase perfeitos em altas velocidades, sem arte-

fatos de vincos em uma ampla variedade de materiais. E, o sistema de recirculação contínua de tinta exclusivo da EFI™ para impressão têxtil melhora o rendimento da tinta, reduzindo a necessidade de purga e eliminando o tempo de inatividade associado à manutenção do cabeçote de impressão. Os dois modelos ainda utilizam um front-end digital EFI Fiery proServer Premium, o que significa que os operadores podem aproveitar o que há de mais moderno em gerenciamento de cores, gerenciamento de trabalhos e ferramentas eficientes para encaixar, avançar e repetir, flexibilidade, corte, criação de código de barras e efeitos. RT

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TECNOLOGIA

OERLIKON BARMAG

LEVA CONCEITOS DE RECICLAGEM A CONGRESSO MUNDIAL DE FIBRAS Markus Reichwein, Chefe de Produto da marca falou sobre soluções como a VacuFil, que já está no mercado

A solução VacuFil foi destaque no Congresso Global de Fibras.

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V

iver de uma forma mais sustentável nunca foi tão urgente para a humanidade. Sendo assim Markus Reichwein, Chefe de Produto da Oerlikon Barmag falou sobre conceitos de reciclagem durante o Congresso Global de Fibras, realizado em Dornbirn, na Áustria e transmitido on-line. O segmento de fibras sintéticas do Grupo Oerlikon oferece todo o sistema para a cadeia de reciclagem - desde a preparação dos materiais, realizando o derretimento até o pacote texturizado. Aqui, a empresa utiliza a solução VacuFil fornecida por sua subsidiária Barmag Brückner Engineering (BBE). Entre as soluções apresentadas pelo executivo, o destaque foi para a VacuFil, cujo conceito de silos mesclados reduz consideravelmente as diferenças de viscosidade dos polímeros e garante alta qualidade do fio e do tecido resultantes. Para isso, soluciona com sucesso alguns desafios do processo. Entre eles, a remoção confiável de contaminantes dos materiais a serem reciclados. O conceito VacuFil é instalado acima de um sistema Oerlikon Barmag POY, que transforma o derretido reciclado em fios de filamentos da alta qualidade. Como soluções de texturização, Oerlikon Barmag oferece seus sistemas automáticos de última geração da série eAFK, incluindo a última geração do eAFK Evo, que foi revelado na ITMA Barcelona no ano passado. Os fabricantes de fios que desejam continuar a texturização manualmente podem usar a série eFK. Já o VarioFil R+, atende produtores de lotes menores. O sistema oferece um sistema especial de extrusão para materiais em flocos de garrafa e a mais recente tecnologia de dosagem e mistura para tingimento por spin-dying e filtragem por fusão com dois estágios. Os produtos que compõem a solução da Oerlikon Barmag já estão no mercado e demonstram a preocupação da empresa em auxiliar produtores têxteis RT em sua busca por sustentabilidade.

Fotos: Divulgação


TECNOLOGIA

A USTER TECHNOLOGIES LANÇA MONITOR DE QUALIDADE AUTOMATIZADO PARA NÃOTECIDOS Sistema da fabricante suíça auxilia no controle contra contaminações e problemas de padronização

A

s linhas de produção de nãotecidos exigem padrões rigorosos. O material é sensível, enquanto o desgaste das máquinas através de fibras abrasivas acrescenta restrições extras. Estes desafios são enfrentados pelo sistema de limpeza de fibras USTER JOSSI VISION SHIELD N, que foi especialmente desenvolvido para a indústria de nãotecidos sintéticos de alto rendimento. Graças a seu canal largo e profundo, o USTER JOSSI VISION SHIELD N foi projetado para ser instalado em linhas de alta produção. A máquina é construída com os materiais mais duráveis, utilizando aço inoxidável para evitar a abrasão em áreas que entram em contato com as fibras. O sistema USTER JOSSI VISION SHIELD N é o resultado de pesquisas e da estreita colaboração com empresas internacionais de nãotecidos e incontáveis horas de testes de campo. A instalação é fácil, uma vez que o design do limpador de fibras se encaixa perfeitamente nas linhas existentes - e lida prontamente de acordo com o ritmo da produção. Para melhores resultados de detecção, o limpador de fibras é ajustado para identificar os tipos de contaminação mais comuns em nãotecidos, incluindo fibras coloridas, partículas de metal ou madeira e depósitos de graxa. A USTER ainda reitera a importância de seu novo produto dizendo que contaminações em produtos finais não só danificam a imagem da empresa para seus clientes em relação à qualidade, mas ainda podem gerar problemas legais. Principalmente no caso de haver partículas duras no nãotecido. O sistema, que é totalmente novo, usa espectroscópios embutidos, que operam em um comprimento de onda muito maior do que as câmeras e sensores de cor normalmente utilizados em soluções de controle de qualidade.

O USTER JOSSI VISION SHIELD N ainda mede a velocidade dos feixes de fibras continuamente. As válvulas de precisão, então, correspondem ao tempo e à duração de cada ejeção de contaminação, de modo que uma quantidade mínima de material bom é retirada a cada vez, mesmo em altas produtividades. “É importante assegurar que um mínimo de fibras boas seja perdido. Os testes mostraram que a tecnologia avançada USTER resulta em cerca de 75% menos desperdício em comparação com outros limpadores de fibra”, diz Giacomo Frattesi, Gerente de Produto da Uster Technologies. A garantia extra vem com o recurso Quick Teach, no qual o USTER JOSSI VISION SHIELD N “aprende” automaticamente a cor correta de cada novo lote de matéria-prima em segundos. Isto evita quaisquer falsas ejeções irritantes ao trocar de lote. Além disso, é possível visualizar imagens de cada contaminante ejetado na tela tátil.

GARANTIA EXTRA DE QUALIDADE Enquanto o USTER JOSSI VISION SHIELD N garante a melhor inspeção inicial e remoção de contaminação possível na fase de preparação das fibras, o USTER EVS FABRIQ VISION N trata da detecção e marcação automática de todos os principais defeitos causados durante a produção - e de qualquer contaminação restante no final da seqüência de produção. Esta solução combinada possibilita aos produtores de nãotecidos proteger a qualidade, evitar desperdícios de material e aproveitar ao máximo o potencial de otimização do processo. “A combinação do USTER JOSSI VISION SHIELD N e USTER EVS FABRIQ VISION N significa que a USTER pode oferecer uma solução completa de monitoramento de qualidade para a indústria de nãotecidos”, finaliza Frattesi. RT Revista Têxtil #769 I 13


TECNOLOGIA

DILOGROUP

PARTICIPA DA CINTE TECHTEXTIL

Evento chinês realizado em setembro, focado em nãotecidos, foi o promeiro do setor realizado no país desde o início da pandemia do novo coronavírus.

O

DiloGroup marcou presença na CINTE Techtextil, evento focado no segmento de nãotecidos, realizado na cidade chinesa de Xangai entre os dias 2 e 4 de setembro. Segundo a empresa, o evento foi o primeiro do setor realizado no país desde o surto do novo coronavírus e, ainda assim, a feira recebeu um bom número de visitantes. Para o evento, o DiloGroup levou algumas de suas tecnologias mais recentes em seus 118 anos de história, como as máquinas Hyperlayer, Feeder VRS-P, the DILO Compact Line, the 3-D Lofter, HyperTex, 8000X e diloline 4.0. Em foco estava a HyperLayer, projetada para as mais altas velocidades com trama higiênica de fibras finas. O dobrador de véus solução estabelece a teia de forma muito precisa e é especialmente adequado para elementos muito leves com poucas camadas e trabalha em uma velocidade de até 200 rpm. O novo alimentador de carda VRS-P combina os princípios de uma alimentação volumétrica e de carga precisa com as características de um alimentador de calhas vibratórias. Isto resulta em uma melhor e mais homogênea distribuição dos lotes e a altura do teto do local não é mais um fator limitante. Um avental de entrega a vácuo condensa e homogeneíza o grupo de fibras foscas e abas de controle

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adicionais controlam a distribuição das fibras sobre a largura de trabalho. A Linha Compacta Dilo (DCL) foi apresentada pela primeira vez em 2015 e desde então tem sido utilizada com sucesso na indústria. Ela atende à exigência de produção de pequenas quantidades de feltros de alta qualidade, feitos de fibras especiais, tais como fibra de carbono ou cerâmica. Tópicos muito interessantes como a reciclagem de fibras de carbono já são pesquisados nestas linhas em vários projetos. Com uma largura de trabalho da cardadora compacta de 1,1 m e uma largura de camadas de 2,2 m, ela requer apenas 60 m² de espaço necessário para a instalação. A qualidade superficial do nãotecido é um parâmetro importante e altamente influenciado pelo padrão da agulha. O novo padrão “8000X” pode ser considerado um avanço para a realização de distribuições de pontos uniformes em uma ampla faixa de velocidade da linha. A tecnologia HyperTex combina uma grade de fios sem fim e tecido nãotecido como um sanduíche usando o processo de punção por agulha, tornando um processo de tecelagem adicional desnecessário. A grade melhora a resistência à tração de produtos como filtros e reduz os custos e o tempo de produção. No campo da “fabricação de aditivos têxteis”, o “3D-Lofter” proporciona economia de fibras para as


TECNOLOGIA A CINTE Techtextil foi realizada em Xangai, entre os dias 02 e 04 de setembro.

O evento foi o primeiro do setor a acontecer na China depois do surto do novo coronavírus.

agulhas utilizadas em aplicações automotivas e outras aplicações. As massas de fibras topologicamente distribuídas podem ser posicionadas no feltro onde for necessário, por meio dos chamados “pontos individuais de formação de banda”. Já a “diloline 4.0” inclui uma grande variedade de ações de “fabricação inteligente” em colaboração com a Siemens, todas visando simplificar ainda mais a operação, aumentando a transparência na formação e consolidação da trama, aumentando assim a

A HyperLayer.

O DiloGroup levou ao evento sua Linha Compacta.

eficiência. Os dados de produção são armazenados, documentados e comparados. Um “monitor de alarme” indica um comportamento irregular, enquanto uma análise de produção documenta os motivos dos tempos de paralisação, dados que podem ser usados para evitar problemas futuros e ficam armazenados na nuvem mindSpheres, acessíveis também por meio de smartphones. O sistema garante maior controle da produção, principalmente em trocas de pessoal e de turnos de trabalho.

A máquina Dilo HyperTex também esteve presente.

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TECNOLOGIA

SINGER LANÇA A

BORDADEIRA EM9305

A

Singer apresentou ao mercado sua nova bordadeira, a EM9305, que traz como diferenciais tecnologias herdadas da Husqvarna Viking, um dos modelos de máquina de costura mais avançados do mundo. Entre elas, estão o visor em LCD colorido e sensível ao toque. A máquina vem com 150 variações de desenhos e letras inclusos no software de edição, que é gratuito e atualizável, além de atingir velocidade de 800 pontos por minuto. A EM9305 conta ainda com um motor exclusivo para encher a bobina e 21 acessórios inclusos. “Com a chegada da pandemia pudemos notar um grande aumento da informalidade trabalhista e uma queda no rendimento de profissionais de diversas áreas. E esse cenário tem causado mudanças no comportamento dos consumidores, como o desejo ou até mesmo uma necessidade de desenvolver produtos em

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Modelo se destaca pelo alto desempenho e pelo painel de controle touchscreen colorido

casa ou adquirir novos hobbies. Enxergamos, portanto, uma grande oportunidade de mercado, somando tudo isso ao crescimento da categoria de máquinas que tem sido muito expressivo”, afirma Concheta Feliciano, Diretora de Marketing da Singer do Brasil. Além de oferecer qualidade de pontos e rentabilidade nos projetos produzidos, a nova bordadeira da marca contribui para uma tendência que vem ganhando cada vez mais espaço no meio da moda, do artesanato e de diversos segmentos: a personalização. O bordado é uma forma de atender estilos próprios e incentiva a produção de peças únicas e exclusivas. A EM9305 pode ser adquirida na loja on-line da Singer (https://bit.ly/3maYWb0) e em diversas redes varejistas. O preço sugerido para a nova bordadeira é de R$ 5.999,00. RT

Fotos: Divulgação



ONLINE

TÊXTIL SEGUE

ENCONTRANDO FORÇA NOS

EVENTOS ON-LINE

O

setor de eventos como um todo foi fortemente atingido pela pandemia de COVID-19. A necessidade de distanciamento social tornou feiras presenciais inviáveis e o mundo encontrou nas lives e vídeos transmitidos pela internet uma forma de manter vivos os negócios e conectar pessoas. Passados quase oito meses do início da quarentena, o formato segue se consolidando no segmento têxtil e mostra que o digital continua sendo pilar do setor para divulgar e vender produtos, máquinas e, principalmente, manter os players unidos para impedir uma queda ainda maior das atividades.

ASSOCIAÇÃO ITALIANA CRIA PROJETO DE CERTIFICAÇÃO DIGITAL A ACIMIT, Associação Italiana de Fabricantes de Máquinas Têxteis, lançou um projeto destinado a definir uma forma de certificação digital, que pode ser utilizada pelos fabricantes do país para certificar a facilidade de integração de suas máquinas nos sistemas de produção de seus clientes têxteis. O primeiro passo neste projeto tem sido a elaboração de um vocabulário de referência compartilhado pelos fabricantes de máquinas têxteis, o que resultou na criação de um modelo conceitual de dados de gerenciamento de produção de máquinas e processos que podem ser úteis para os fabricantes têxteis na identificação e cálculo de indicadores de performance. Este modelo foi desenvolvido pelo Grupo de Manufatura da Escola de Administração do Politécnico de Milão, sob a orientação científica do prof. Marco Taisch e apoiado pela pesquisadora Elisa Negri.

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Lives e até apresentações de maquinário em vídeos transmitidos pela internet seguem com força na pandemia

“Um grupo de empresas membros sentiu a necessidade de propor a seus clientes de maquinários que possam se comunicar entre si em uma linguagem comum, facilitando a integração de dados entre essas máquinas dentro dos sistemas operacionais de seus clientes (ERP, MES, CRM, etc.). Por isso, recorremos ao prof. Taisch para definir juntos um projeto que poderia ser útil a todos os fabricantes do setor, acelerando seu processo de digitalização”, explica o presidente da ACIMIT, Alessandro Zucchi. A longo prazo, o projeto visa fidelizar os clientes, graças a uma visão comum dos dados das máquinas e a uma integração mais fácil e uniforme das informações derivadas das máquinas de diferentes fabricantes nos sistemas operacionais das empresas clientes. Tudo isso será concretizado com a criação do Selo Digital ACIMIT, uma certificação digital de aderência para as empresas associadas que utilizam este modelo de dados. “A ideia de um rótulo digital permitirá aos clientes um fluxo contínuo de informações que é facilmente interpretado e, sobretudo, permitirá o desenvolvimento de serviços adicionais e novos modelos de negócios para maior competitividade dentro da indústria”, acrescenta o professor Marco Taisch.

INCERTEZAS DO FUTURO Na Assembleia Geral, a ACIMIT ainda comentou sobre o declínio dos números do setor e a pandemia COVID-19 não é o único problema aos olhos da associação. “Nos próximos anos, o clima de incerteza que estamos vivendo irá piorar, e as emergências sanitárias

Fotos: Divulgação


ONLINE Mesmo transmitido on-line, o evento também recebeu público presente

A Cataguases comemorou 84 anos no dia 11 de outubro.

se combinarão com outras tensões geopolíticas que já estão afetando fortemente os negócios”, afirmou o presidente da entidade, Alessandro Zucchi, ao apresentar os números de 2019 para a indústria italiana de máquinas têxteis e as previsões para 2020. Em 2019, a produção italiana de máquinas têxteis caiu 11% em relação a 2018, enquanto as exportações caíram 12%. Já neste ano, a quantidade de pedidos para os primeiros seis meses do ano caiu 39% em comparação com o mesmo período de 2019, confirmando um quadro de recessão para todo o ano de 2020, mesmo com alguns tímidos sinais de recuperação no terceiro trimestre. Assim, uma recuperação e a volta da exportação para um volume semelhante ao que era antes da COVID-19 é esperada apenas para 2021.

CATAGUASES COMEMORA 84 ANOS COM REINVENÇÃO DURANTE PANDEMIA Dia 11 de outubro deste ano, a Companhia Industrial Cataguases ou simplesente Cataguases, como é conhecida, completou 84 anos. Fundada em 1936 na cidade mineira da qual herda o nome, a empresa se define como a mais avançada indústria de fabricação de tecidos leves de algodão do Brasil e uma das maiores do mundo. “Nossos produtos estão presentes em mais de 20 países, em especial nos que ditam os padrões da moda mundial. Isto é possível porque, desde o princípio, investimos em tecnologia de ponta e na profissionalização de nossos colaboradores, mantendo a qualidade e a sustentabilidade em primeiro lugar”, comenta orgulhoso Tiago Inácio Peixoto, Diretor Comercial da Cataguases.

Oriundo do mercado financeiro, Peixoto é formado em economia e por nove anos atuou em bancos de investimento. Ele, que também é investidor em startups, assumiu a diretoria comercial da Cataguases em 2017. “Entrei em um período especialmente turbulento para nós”, disse ele em live realizada em setembro, para o projeto Caçador de Negócios, do consultor empresárial Roberto Vilela. O diretor comenta que o momento fez com ele precisasse se ambientar em tempo recorde aos negócios da empresa. Mas, o apoio da diretoria foi fundamental. “Eu tive a sorte de ter vários professores ali na diretoria da empresa, além do meu pai”, diz Entretanto sua experiência no mercado externo trouxe o conhecimento necessário para virar o leme da companhia em direção de novas águas. “Eu tenho uma missão aqui na Cataguases como diretor comercial, que é respeitar o nome dela de uma maneira geral, mas dar uma apimentada de arrojo e ousadia. De fazer o novo. De testar o novo. Essa é minha missão aqui”, descontrai.

COLABORAÇÃO PARA TEMPOS TURBULENTOS E a oportunidade de “fazer o novo” veio justamente durante a pandemia do novo coronavírus. Com o segmento têxtil no Brasil e no mundo seriamente prejudicado pelo surto, Tiago Peixoto inovou ao anunciar uma parceria entre a Cataguases e a Dalila para a produção de tecidos antivirais. A explicação dele para a colaboração entre duas empresas que, para todos os efeitos, seriam concorrentes trouxe o tom assertivo de simplicidade que tempos desafiadores demandam. O diretor comentou que investir em desenvolvimento de um acabamento antiviral in house demandaria in-

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Diretor comercial da companhia, Tiago Peixoto,

O Prêmio de Inovação é promovido pela Edana, associação de nãotecidos

vestimento em pesquisa e desenvolvimento, enquanto a parceria seria um caminho mais curto rápido para beneficiar seus clientes. “Por que eu começaria do zero ao invés de dar a mão para a Dalila? E foi assim que a gente fez.” “O setor têxtil tem partido para caminhos cada vez mais tecnológicos, por isso buscamos fornecedores e parceiros químicos que nos ajudassem a aplicar a tecnologia em qualquer das nossas bases de tecido. Tivemos um grande cuidado em todo o processo até o produto final, alinhado aos nossos pilares de sustentabilidade, disponibilizando ao mercado malhas com muitos benefícios para o meio ambiente e de componentes genuinamente nacionais”, comenta André Klein, CEO da Dalila Têxtil. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, essa parceria é um exemplo do que pode ser feito para maximizar o capital investido pelas empresas, já que passam a atuar no esquema de cooperação. “Essa crise, muito dolorosa para todos, está nos ensinando uma série de lições. A principal é que só sairemos dela de forma conjunta, como mostra a iniciativa de Cataguases e Dalila Têxtil, que unem suas forças e competências para gerar um valor muito maior do que seria gerado individualmente”, diz.

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O E-COMMERCE E O FUTURO Além da colaboração, o executivo ressaltou o papel do e-commerce como caminho para sobreviver à pandemia, comentando que o modelo atende bem pequenas confecções e designers, sendo um novo nicho de mercado. “Precisávamos ampliar o acesso ao pequeno e médio cliente e o e-commerce atende esse perfil de cliente”, explica. Entretanto, o diretor não esconde os desafios de entrar em uma nova seara. “A gente está começando esse modelo para acessar esse cliente. É quase um negócio novo. É quase uma startup, a gente está começando do zero”, brinca. Ainda que tenha sido um ano desafiador, Tiago Peixoto é otimista em relação ao mercado. “Esse ano vai ser dificil, mas um ano de conquistas. E já estamos nos preparando para 2021. Os prognósticos são bons”, finaliza.

EDANA ENTREGA PRÊMIO DE EXCELÊNCIA EM NÃOTECIDOS O adiamento da feira INDEX, que estava agendada para acontecer em abril deste ano, para setembro de 2021, não impediu a EDANA, associação global do setor de não tecidos, de realizar a entrega de seu tradicional prêmio de inovação. A cerimônia pode ser vista na íntegra no canal da entidade no YouTube (https://bit.ly/37y7sge).


ONLINE Segundo a EDANA, foram recebedidos mais de 70 projetos para as sete categorias do prêmio, que abrangem toda a cadeia de nãotecidos. Os melhores foram selecionados por um júri composto por executivos da associação, membros sênior da indústria e da imprensa especializada. Confira os vencedores:

ro ampliado de tamanhos com a mesma unidade. A colagem lateral e o desempenho são garantidos para uma ampla gama de matérias primas. A unidade é composta de estações de solda montadas em um sistema de roda, permitindo uma operação de alta velocidade e economizando tempo na troca de tamanho.

Categoria: Nãotecidos em rolo Vencedor: Jacob Holm - Sontara® Dual Sontara® Dual é um novo e único substrato de limpeza 100% celulósico feito com a tecnologia proprietária da Sontara®. O material combina um lado áspero com um lado macio para obter resultados de limpeza extraordinários. A exclusiva estrutura de abertura 3D protege as superfícies delicadas contra arranhões e é suficientemente suave para ser usada na pele. Sontara® Dual está disponível em várias cores e é livre de quaisquer aglutinantes, produtos químicos ou adesivos.

Categoria: Realização da campanha de marketing mais original Vencedor: Berry Global - J-Cloth® Plus Biodegradable Communication Campaign J-Cloth® Biodegradável e Compostável é produzido com fibras 100% naturais biodegradáveis de fontes certificadas pelo PEFC. A Berry planejou uma campanha de marketing combinando comunicações on e off-line. O objetivo era educar o mercado sobre o que estava disponível e colocar o produto nas mãos do maior número possível de usuários finais, tentando maximizar o potencial da nossa cadeia de distribuição.

Categoria: Produtos acabados Vencedor: Dupont De Nemours - Tychem® 2000 SFR Tychem® 2000 SFR representa uma nova geração de tecnologia de vestuário químico secundário resistente à chamas, especialmente projetada para atender às necessidades de risco duplo em trajes de proteção: respingos de produtos químicos e resistência secundária à chama. O tecido usado no vestuário Tychem® 2000 SFR é uma tecnologia única. Ele foi projetado para encolher ao ter contato com chamas, sem queimar. Categoria: Matérias-primas ou componentes Vencedor: Beaulieu Fibres International – UltraBond Produzindo tecidos perfurados com agulha 100% recicláveis e sustentáveis com esta fibra poliolefínica única, UltraBond elimina a necessidade de látex ou outros aditivos químicos de ligação para consolidar os nãotecidos. A inovação abre um novo caminho para criar tecidos perfurados 100% PP que atendem aos mesmos requisitos de desempenho, ao mesmo tempo em que reduz o impacto ambiental no final de sua vida útil. Categoria: Inovação em máquinas Vencedor: GDM - Expandable Welding Wheel Esta solução inovadora gera uma solda de costura lateral em produtos tipo calça para bebês e adultos. Esta tecnologia permite a produção de um núme-

Categoria: Produto sustentável Vencedor: Ahlstrom-Munksjö - Fiber+, Green Capsule Top Lid, Compostable K-cup filter Fiber+ é um meio filtrante inovador que utiliza exclusivamente matérias-primas biodegradáveis e compostáveis para a melhor infusão. A Tampa Superior da Cápsula Verde é um filtro com tampa compostável. Sua estrutura permite uma perfeita extração do café graças a uma resistência à alta pressão, e as propriedades de barreira ao oxigênio ajudam a preservar o frescor do café na cápsula. O filtro Compostable K-cup é um filtro compostável único, formável, compatível com o sistema K-cup e capaz de manter altas quantidades de café para o melhor resultado na xícara. Categoria: Prática de gestão sustentável Vencedor: FaterSMART – FaterSMART used absorbent hygiene products (AHP) recycling technology A tecnologia de reciclagem FaterSMART, é capaz de reciclar produtos de higiene absorventes usados, ou seja, fraldas para bebês, fraldas para incontinentes adultos e absorventes femininos, e recuperar 100% das matérias-primas, ou seja, plástico, celulose e polímeros superabsorventes que podem ser utilizados em novos processos de produção em um ambiente de economia circular.

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Os novos tecidos da linha FOCUS GREEN estão certificados sob quatro selos.

O “PRÊMIO DO PÚBLICO” Além das categorias do Prêmio de Inovação, foi introduzido um “Prêmio do Público” separado para garantir a visibilidade de todos os projetos dos indicados ao Prêmio e demonstrar a amplitude da criatividade na indústria de nãotecidos e seus fornecedores. A empresa cujo vídeo reuniu o maior número de “likes” na página do INDEX Nonwovens LinkedIn foi considerada a vencedora. Cada vídeo ficou exposto por 19 dias e, depois disso, o que recebeu mais likes foi: Omya International - Omyafiber® 800.

FOCUS FASHION SUMMIT ABRE ESPAÇO PARA COMPARTILHAMENTO DE IDEIAS E TENDÊNCIAS Com curadoria colaborativa de Paulo Cristelli e Mariana Goulart, da Focus Têxtil, junto a importantes nomes do setor como o estilista Walter Rodrigues, Luciane Robic do IBModa, Fashion Hub e Bia Vianna da agência ÀmdC, o FOCUS FASHION SUMMIT foi realizado nos dia 28 e 29 de outubro e promoveu conexão entre atacadistas, confeccionistas, estilistas, compradores, empreendedores, designers e estudantes da cadeia têxtil e de moda.

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Tudo em um grande encontro com programação gratuita de palestras, talks, workshops e classes de mentoria, além de vitrines virtuais em formato de shop streaming, que incluem uma grande variedade de produtos e serviços do mercado. Os detalhes do evento, que está em sua segunda edição, você irá conferir na próxima edição da REVISTA TÊXTIL. O evento ainda foi palco para a apresentação de novos tecidos para a linha FOCUS GREEN, que foi lançada em 2019. “O desenvolvimento de uma linha de produtos com atributos sustentável como a Focus Green, atende não só uma tendência e demanda de mercado, mas é parte essencial do que acreditamos como produto que respeita e impacta o planeta e as pessoas de forma positiva. Por isso, entendemos que estar atento a inovações tecnológicas nesta área seja um dos maiores focos para nossa atuação no mercado nos próximos anos”, afirma Paulo Cristelli, gerente de sustentabilidade Focus Têxtil. Entre os itens da nova linha de tecidos estão os itens com os seguintes selos: • Algodão Sustentável: garante que o algodão foi produzido de forma responsável e ética, visando reduzir o impacto ao meio ambiente e à segurança dos agricultores durante o ciclo produtivo, desde o plantio da fibra até o tecido, baseado na certificação internacional BCI (Better


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Um dos selos da linha FOCUS GREEN é Algodã Sustentável.

Tecidos com o selo Sem Químicos Danosos não utilizam produtos contraindicados pela Fundação de Descarte Zero de Produtos Químicos Perigosos (ZDHC)

O selo Fibras recicladas atesta que os tecidos foram construídos a partir de fibras já utilizadas

O selo Viscose de Reflorestamento garante que a madeira utilizada para produção do fio de viscose provenha de manejo florestal sustentável

Cotton Initiative) para produção responsável e em outros certificados que garantem a produção de algodão orgânico; Fibras Recicladas: atesta que os tecidos foram construídos a partir de fibras recicladas, como o poliéster (PET e outras matérias-primas), bem como a utilização de sobras da produção de fio de diversas origens que resultam na produção de um novo fio; Viscose de Reflorestamento: selo que garante que a madeira utilizada para produção do fio de viscose provenha de manejo florestal sustentável, respeitando os mecanismos de sustentação do ecossistema, com base na certificação FSC (Conselho de Manejo Florestal) e em processos de produção livre de químicos e produtos tóxicos; Sem Químicos Danosos: certificando que, durante toda a produção do tecido, não foram utilizados químicos considerados danosos e restritos pela Fundação de Descarte Zero de Produtos Químicos Perigosos (ZDHC), entidade que reúne empresas no compromisso internacional de eliminar o descarte de produtos químicos perigosos.

INNOVATE TEXTILE & APPAREL SURGE PARA PREENCHER LACUNA DOS EVENTOS PRESENCIAIS Entre 15 e 30 de outubro, foi realizado o INNOVATE Textile & Apparel. O evento, totalmente on-line, foi idealizado pela World Textile Information Network (WTiN) e trouxe mais de 160 expositores de 26 países divididos em estandes virtuais, pelo meio dos quais era possível conferir suas novidades e ainda fazer contato direto com os representantes das empresas, realmente inovando no segmento. Entre os expositores com estande virtual no evento estava a ACIMIT, Associação dos Fabricantes Italianos de Máquinas Têxteis, que contribuiu com um pavilhão digital composto por 21 empresas do segmento. Todas escolhidas pela associação em parceria com a Agência de Comércio Italiana (Italian Trade Agency – ITA). Com mais de 10.500 visitantes de mais de 50 países cadastrados, a feira virtual permitiu que os participantes explorem dois salões virtuais com temas separados mas interligados: tecnologia e materiais. O Salão de Tecnologia mostrará inovações tecnológicas, máquinas têxteis e software, enquanto o Salão de Materiais mostrou inovações em fibras, fios, tecidos e vestuário. Revista Têxtil #769 I 23


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Fernando Pimentel é presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção

O pirmeiro IntegrAbit trará o tema “Moda e consumo: onde estamos, para onde vamos”(crédito: Agencia Fotosite)

Mark Jarvis, diretor da WtiN,falou mais sobre o evento. “O cancelamento de exposições ao vivo este ano representa uma oportunidade para testar a eficácia de uma feira virtual. Os visitantes precisam se engajar com os expositores, e os expositores precisam gerar novas oportunidades de vendas. Os esforços de nossos expositores para fornecer grande conteúdo em seus estandes e promover a INNOVATE Textile & Apparel tem sido vital. Em sua próxima edição, a REVISTA TÊXTIL trará uma cobertura com o que houve de mais relevante em maquinário no evento on-line.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO INTEGRABIT A Abit está com inscrições abertas para o primeiro IntegrAbit, evento on-line realizado nos dias 4 e 5 de novembro. As inscrições podem ser feitas por meio do site www.congressoabit.com.br. Com o tema “Moda e Consumo: onde estamos, para onde vamos”, o fórum apresentará um panorama do comportamento de consumo mundial, abordando assuntos como a importância da comunicação na mudança do mindset, tendências em modelos de negócios e canais de venda, além de novas experiências do consumidor. Tudo por meio de painéis e palestras com especialistas do Brasil e outros países.

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O evento será 100% on-line, gratuito e ainda irá discutir as nuances atuais dos hábitos de consumo.(crédito: Abit)

O futuro do varejo e da moda e como esses elementos movem todos os elos da cadeia produtiva, bem como os novos materiais e suas potencialidades de inovação para a indústria, estarão entre os assuntos debatidos nos dias de evento, que ainda irá discutir as nuances atuais dos hábitos de consumo. “Nossa ideia é propor ao público uma nova maneira para trocar conhecimento e conectar todos os atores da rede têxtil e de confecção do Brasil e do mundo”, salienta Fernando Valente Pimentel, presidente de Abit, explicando que a entidade sempre se preocupou em promover um ecossistema para a indústria debater caminhos e se informar. E que agora isso será feito “por meio de uma experiência completamente inovadora e 100% digital, alinhada com o cenário atual”, reitera.

DIA 4 DE NOVEMBRO • •

12h30 - 13h05 abertura oficial: Mediação Fernando Valente Pimentel 13h05 -13h50 - Consumidor do Futuro 2022: Luiz Arruda - head da WGSN Mindset América Latina 14h - 15h30 - Novos Materiais e as Potencialidades de Inovação para a Indústria: Adriano Passos - coordenador de inovação em fibras - SENAI CETIQT; Raul Fangueiro - professor e investigador sênior da universidade do minho /


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coordenador da fibrenamics; Beto Bina - fundador da FarFarm & gestor de sourcing da Veja/Vert 15h30 - 17h Design de Produto e Serviço Como Drive Estratégico: Oskar Metsavaht - fundador e diretor de criação e estilo da Osklen; Isabella Viana - designer da Fiat Chrysler; Lynda Grose - Designer e autora do livro ‘Moda e Sustentabilidade’; Peter Fassbender - designer e head latam da Fiat Chrysler 17h - Circularidade Estendida — da Produção ao Consumo; Gabriela Mazepa - fundadora e diretora criativa do Re-Roupa; Victoria Santos - pesquisadora do Instituto SENAI de inovação em biossintéticos e fibras do SENAI CETIQT; Javier Goyeneche - fundador da Ecoalf

Forging Ahead Amidst a Pandemic é uma websérie da ITMA que entrevista personalidades do têxtil.

DIA 5 DE NOVEMBRO •

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13h - 14h30 - Comunicação e os Reflexos na Sociedade: Guilherme Weege - ceo do grupo Malwee; Vanessa Mathias - co-fundadora da White Rabbit 14h30 - 16h - On-line/Off-line: O Fim das Fronteiras no Consumo e nas Vendas: Andrea Tavares - Gerente Regional de Vendas da Demillus; Carlos Ferreirinha - Presidente e Fundador da MCF Consultoria 16h - 17h15 - Palestra de Encerramento - Google do brasil 17h15 - 17h30 - Encerramento do Evento

Alex Zucchi é o diretor administrativo e acionista da Ferraro, fabricante italiana de máquinas de acabamento têxtil.

ITMA INICIA PREPARATIVOS PENSANDO NO PÓS-PANDEMIA A ITMA, feira têxtil europeia terá sua próxima edição realizada presencialmente apenas em 2023, em Milão, na Itália. Contudo, o Comitê Europeu de Fabricantes de Maquinário Têxtil (CEMATEX) organizador do evento encontrou uma maneira de “aquecer os motores” do setor até a realização do evento: é a websérie “Forging Ahead Amidst a Pandemic”, algo como Forjando o Futuro em Meio a uma Pandemia, em uma tradução livre. Veiculados no canal da ITMA no YouTube (https:// bit.ly/2Ti3YWP), os vídeos trazem histórias de sucesso dos líderes da indústria têxtil e do vestuário que se mantiveram ágeis e resistentes - explorando novas oportunidades ou mesmo contribuindo para a comunidade que compõe o segmento. Caso de Alex Zucchi

“Nós usamos nossa rede internacional para entregar 100 mil máscaras a amigos e instituições de caridade, auxiliando a comunidade”. Alex Zucchi é o diretor administrativo e acionista da Ferraro, fabricante italiana de máquinas de acabamento têxtil. Ele é o presidente da Associação Italiana de Máquinas Têxteis (ACIMIT) desde 2017 e representa a entidade no CEMATEX, proprietário da ITMA, desde 2015. Já Tsuranori Nomura aborda em seu vídeo a importância da volta dos eventos presenciais e explica o porquê. “Não importa o quanto o digital tenha avançado, encontros presenciais ainda são necessários para negócios B2B, nos quais os relacionamentos são construídos com base na confiança”, comenta.

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Tsuranori Nomura é diretor operacional da Murata Machinery, responsável pelo Mercado Global - Divisão de Máquinas Têxteis

Nomura é o diretor operacional da Murata Machinery, responsável pelo Mercado Global - Divisão de Máquinas Têxteis. Desde que entrou na empresa em 1989, ele ocupou vários cargos, principalmente na venda de máquinas têxteis. Em 2014, ele foi colocado na China. Durante seu mandato, tornou-se Presidente da Murata Machinery (Xangai) e da Murata Machinery MFG. (Xangai). Ele retornou ao Japão em 2017 e foi nomeado Gerente Geral do departamento de vendas, a Divisão de Máquinas Têxteis. Sobre a volta da ITMA para a Itália, onde esteve em 2015, a decisão se deu com base na ótima experiência anterior no país. “Recebemos um feedback muito positivo dos expositores e visitantes da ITMA 2015. Milão tem uma excelente infra-estrutura para a realização de exposições de grande escala como a ITMA, que ocupa mais de 200 mil metros quadrados e atrai um público global. Ela oferece uma extensa gama de serviços de hospitalidade e conexões aéreas para todas as partes do mundo. A Itália também tem uma grande gama de fábricas de máquinas e confecção de têxteis”, comenta Fritz P. Mayer, Presidente do CEMATEX.

ITMF REALIZA CONFERÊNCIA ANUAL HÍBRIDA PARA DEBATER RUMOS DO SETOR Entre os dias 20 e 22 de outubro, a ITMF, Federação Internacional de Fabricantes Têxteis, realizou sua tradicional conferência anual. Contudo, a forma híbrida com a qual o evento se desenrolou, foi totalmente diferente do que a entidade costuma fazer, como explicou Kihak

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Sung, presidente da ITMF, que ao lado de outros dignatários da associação estava na Coréia do Sul, enquanto o restante dos interessados assistiu ao evento on-line. “Este ano, estamos nos reunindo para nosso encontro anual sob circunstâncias incomuns. A Federação das Indústrias Têxteis da Coréia – KOFOTI –co-apresentadora da conferência deste ano, teria adorado dar as boas-vindas a nossos colegas e amigos de todo o mundo aqui em Seul. Mas, como todos sabemos, a situação da COVID-19 e da quarentena não mudou, e foi uma boa decisão do ITMF e da KOFOTI procurar por uma solução alternativa que permitiria ao mesmo número de pessoas reuniões o mais possível. Os delegados locais estão reunidos aqui em Seul e todos os outros estão se juntando virtualmente a esta conferência”, explicou. Ao longo dos três dias, a conferência abordou temas de interesse para o setor, desde fibras sintéticas até o algodão, sem deixar de comentar sobre alguns mercados locais, como o chinês e o coreano, que são relevantes para toda a cadeia global. Assuntos como inovação, têxteis técnicos e sustentabilidade também receberam painéis especiais. Os vídeos com todas as apresentações podem ser vistos em página dedicada da ITMF (https://bit.ly/3dXcJ2b).

TÊXTIL MAIS SUSTENTÁVEL O presidente ainda comentou sobre os esforços do setor para fazer o têxtil mais sustentável. “Nosso segmento já está desenvolvendo tecnologias que podem drasticamente reduzir a poluição. Medidas preventivas e proativas para deter a poluição devem ser aplicadas a toda a cadeia de suprimentos. Então, podemos transformar este infortúnio em nossa vantagem de alcançar uma cadeia sustentável de têxteis, moda e consumo”, disse Sung. Ele ainda ressaltou o papel da tecnologia nessa missão. “Digitalização, IA, e automação também podem ajudar a reduzir a poluição, bem como o consumo de energia. Muitas oportunidades de negócios podem surgir enquanto tentamos cumprir com as normas ambientais obrigações, como o desenvolvimento de novas máquinas melhoradas e/ou requisitos de alteração de máquinas já existentes. Além disso, se formos capazes de encontrar uma solução simplificada para tingimento, acabamento e lavanderia eficazes, nós poderemos até reduzir a fre-


ONLINE qüência de lavagem e a quantidade de água consumido pelos usuários finais como resultado”, explica. Entretanto, Kihak Sung da ITMF, deixou claro o papel de associações dos países produtores na saga por um têxtil ecologicamente correto. “Quanto à conservação da natureza, nossa indústria têxtil é conhecida por emitir o segundo maior volume de CO2 entre todas as indústrias. Precisamos descobrir como reduzir a emissão de CO2 em quantidade total. Associações têxteis nacionais e membros corporativos do ITMF devem tomar mais interesses em questões ambientais, fazendo todo o possível para minimizar a poluição e a contaminação causada por microplásticos, processos de tingimento de tecido ou produção excessiva de poliéster”, disse o presidente.

REFORMATANDO A CADEIA GLOBAL Sobre o tema da conferência anual, o presidente da ITMF deixou claro que a Federação vem conduzindo estudos para mensurar o impacto da pademia no setor. “Como anunciado anteriormente, o tema geral da conferência deste ano é “A Pandemia do Coronavírus: Reformatando a Cadeia Global do Têxtil”. Mas a ITMF não esperou até outubro para discutir o caminho à frente. Realizamos pesquisas que revelaram até que ponto empresas ao redor do mundo foram negativamente impactadas pela pandemia. Estas pesquisas nos ajudaram a entender melhor a escala dos desafios. Por exemplo, a pesquisa de setembro revelou que pode levar até 2024 para a indústria têxtil mundial se recuperar das perdas sofridas este ano”, apresentou Kihak Sung. No total, participaram do estudo 216 empresas de todo o mundo e os resultados mostraram que os players do segmento de finalização, como impressores, por exemplo, esperam uma queda de 30% no volume de negócios em 2020, sendo o setor que mais deve sofrer com a pandemia no ano, em relação a outros segmentos, como fabricantes de fibras, por exemplo. Como revelou o 4º ITMF Corona-Survey, os fabricantes integrados parecem estar lidando melhor com os efeitos negativos da pandemia do que os outros segmentos e esperam uma queda menor em seus negócios, de 15%. Já empresas que fornecem produtos químicos, corantes, material auxiliar, etc devem computar perdas de 9%, uma vez que podem participar de outros ramos da indústria além do têxtil.

A pandemia ainda provou de forma brutal a importância das capacidades digitais quando as interações físicas com fornecedores ou clientes são impossíveis ou restritas. De todas as empresas que responderam, 21% vêem uma necessidade de melhorar suas capacidades digitais. Já 18% são da opinião que reduzir a dependência de poucos clientes é importante no futuro, seguidos por 17% para as quais tanto a ampliação dos produtos em ofertas como o fortalecimento do balanço são cruciais no futuro. Para finalizar, 15% são da opinião de que é necessário mudar os produtos oferecidos e 10% acreditam que a redução da dependência de poucos fornecedores é um objetivo relevante. O presidente da ITMF ainda disse que a COVID-19 obrigou o setor a questionar os modelos de negócios existentes trabalhados até o ano passado, que não são adequados para o período pandêmico e pós-pandêmico. E ainda comentou que trabalhar com países em desenvolvimento faz parte dessa mudança. “Um de nossos objetivos deve ser dar países subdesenvolvidos uma chance em têxteis leves e vestuário indústrias. Os países da África, Ásia e América Latina não têm recursos adequados para construir outras indústrias. Entretanto, eles são adequados para indústrias de costura com mão-de-obra abundante. Devemos, como tentativa de otimizar o desenvolvimento global, direcionar trabalhos de costura para eles.”, comentou. “Se trabalharmos juntos em todos esses aspectos, acredito que podemos elevar com sucesso nosso segmento a outro nível de sustentabilidade crescimento e parceria”, finalizou Kihak Sung.

KARL MAYER LEVA SEU PORTFÓLIO AO INNOVATE TEXTILE & APPAREL A KARL MAYER foi mais um nome importante do segmento têxtil internacional a contar com um estande no INNOVATE Textile & Apparel, evento on-line idealizado pela World Textile Information Network (WTiN) e que aconteceu entre 15 e 30 de outubro. Para seu estande virtual, a fabricante alemã mostrou tecnologias como a HKS 3-M ON, última geração de máquinas de tricô de alto desempenho. Ela é 15% mais rápida do que sua predecessora e ainda é mais fácil de operar. Acima de tudo, oferece o maior escopo possível quando se trata de desenhos e padrões. Revista Têxtil #769 I 27


ONLINE Outros destaques na apresentação da feira incluíram a mostra de um processo sustentável e econômico de tingimento de índigo para fabricação e técnica de denim. A KARL MAYER também estará se concentrando no lucrativo mercado de máscaras para o dia-a-dia e apresentou suas soluções com esse foco. Softwares, como o CPS - Connective Pattern Software -, que integra recursos de maneira inteligente também tiveram destaque na apresentação virtual. Em sua próxima edição, a REVISTA TÊXTIL trará uma cobertura com o que houve de mais relevante em maquinário no evento on-line

PICANOL APRESENTA TERRYPLUS-I AO MUNDO Adaptado ao novo cenário do mercado, o têxtil segue realizando diversos eventos on-line para promover o segmento. Surpreendendo, a indústria de maquinário está começando a seguir a mesma tendência de fórums e passa a utilizar o digital a seu favor, na impossibilidade das grandes feiras. Exemplo disso é a Picanol, que criou toda uma estrutura em vídeo para apresentar seu novo sistema de fiação por jato de ar, a TerryPlus-i. A máquina conta com um display touchscreen de 15 polegadas para facilitar a operação, mas também pode ser controlada por meio do smartphone, utilizando um aplcativo desenvolvido pela Picanol. O painel oferece um novo nível de controle intuitivo, que permite ao tecelão navegar rápida e facilmente por todas as configurações da máquina e ajustá-las sem a necessidade de parar seu funcionamento. A produtividade é otimizada pela nova geração de câmaras de separação de fios, enquanto a construção rígida mas extremamente leve do encosto pneumático garante uma formação perfeita de laço para os designs mais complicados de tecidos felpudos. Por falar em otimização, uma vasta quantidade de sensores capta diversos dados, que podem ser combinados com outros vindos de outras máquinas, para abastecer algoritmos em tempo real e aumentar a produção. Com sua distância modificada do bico de relé, a novo TerryPlus-i oferece uma inserção mais estável e, assim, consegue maiores reduções no consumo de ar, mesmo com o uso de algoritmos automatizados. Como prefere a Picanol, a sustentabilidade está dentro da máquina.

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“A TerryPlus-i é, acima de tudo, uma máquina Picanol. Isso significa que ela foi criada sob quatro príncípios básicos. O primeiro é que ela é guiada por dados, então está completamente pronta para a indústria 4.0. O segundo é o controle intuitivo, fazendo dela simples de se operar. O terceiro é desempenho otimizado em qualquer circunstância e, por fim, ela é sustentável, o que significa que ela mantém o consumo de energia e o desperdício reduzidos ao máximo”, comentou Johan Verstraete, Vice Presidente de Máquinas de Tecelagem da Picanol durante a apresentação do modelo. RT

A TerryPlus-i foi lançada pela Picanol em uma apresentação online legendada em diversos idiomas

Johan Verstraete, Vice Presidente de Máquinas de Tecelagem da Picanol, apresentou as funcionalidades da nova máquina.

A TerryPlus-i traz um intuitivo painel touchscreen de 15 polegadas, mas pode ser controlada pelo smartphone.


IntegrAbit

Conexão e conhecimento

Gabriela Mazepa

Luiz Arruda

Raul Fangueiro

Andrea Tavares Nery

Adriano Passos

WGSN Mindset América Latina

Universidade do Minho

DeMillus

SENAI CETIQT

Re-roupa

Oskar Metsavaht

Carlos Ferreirinha

Victoria Santos

Guilherme Weege

Beto Bina

Osklen

MCF Consultoria

SENAI CETIQT/NUSEC

Grupo Malwee

FARFARM

PARCEIROS ESTRATÉGICOS

PARCEIROS INTERNACIONAIS


ABIT

ACELERAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DA AGENDA DA SUSTENTABILIDADE FERNANDO VALENTE PIMENTEL

Presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT)

A

s exigências inerentes aos princípios de ASG (Ambiental, Social e Governança) vêm ganhando peso até mesmo como fator de decisão para investimentos. Segundo dados da XP, mais de 30 trilhões de dólares em ativos são gerenciados globalmente por fundos que definiram estratégias sustentáveis. Somente na Europa, são 14,1 trilhões, equivalentes a mais de 50% do total do continente. Nos Estados Unidos, 25% estão nas mãos desses fundos. Tal movimento, que tem crescido de maneira mais consistente nesta pandemia de Covid-19, vem sendo observado há pelo menos quatro décadas. Um dos marcos dessa pauta foi a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Eco-92), realizada no Rio de Janeiro há quase 30 anos. Seguiram-se as periódicas conferências do clima, o acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). No entanto, por numerosas razões, como divergências quanto ao comprometimento e investimentos de cada país, a civilização ainda não conseguiu conter as mudanças climáticas, a emissão de carbono e de gases de efeito-estufa, devastação de biomas e ecossistemas e as desigualdades socioeconômicas. Entretanto, o novo coronavírus catalisou as atenções sobre o tema e as reflexões de que o modelo de consumo e de exploração dos recursos naturais em bases não sustentáveis esteja se esgotando. Portanto, os avanços precisam ser mais rápidos e substantivos. O Brasil, por sua biodiversidade, reservas

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vegetais e hídricas, população, dimensões territoriais, capacidade de produzir alimentos e combustíveis de fontes limpas e renováveis, tem potencial para ser uma das “potências bioeconômicas”, tornando-se referência quanto à sustentabilidade e economia circular. Temos um arcabouço legal e estrutura fiscalizatória raramente encontrados em outras nações. Além disso, estamos entre os países que mais ratificaram as convenções da Organização Mundial do Trabalho (OIT). A agenda ASG é inadiável e não está atrelada apenas à execução de políticas públicas corretas, mas também à responsabilidade dos setores produtivos e da sociedade. A médio e a longo prazo, quem não estiver inserido nessas tendências ficará fora do mercado. É importante que todos adotem boas práticas e as disseminem. Deve-se comunicar com transparência à sociedade a qualidade dos produtos, origem das matérias-primas e correção das relações trabalhistas, para que as pessoas tenham consciência das transformações. Os próprios cidadãos, principalmente os mais jovens, têm exigido isso. A última pesquisa do Instituto de Estudos de Marketing Industrial (IEMI) mostra a mudança de comportamento do consumidor e a valorização das mercadorias, bens e serviços resultantes de boas práticas. A cadeia produtiva da moda, parte relevante da indústria têxtil e de confecção, está empenhada em solucionar problemas ainda existentes no Brasil e no mundo e engajada no movimento em prol da preservação ambiental, ética, compliance e trabalho digno. Nesse sentiFotos: Arquivo


ABIT

do, acaba de ser lançado o Núcleo de Sustentabilidade e Economia Circular (Nusec), iniciativa da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e do Senai Cetiqt. O novo organismo trabalhará de modo intenso e sistêmico no âmbito dos princípios ASG. A indústria têxtil e de confecção tem muitos elementos positivos, gera cerca de 100 milhões de empregos diretos em todo o mundo e movimenta mais de dois trilhões de dólares por ano. O Brasil é protagonista no setor, sendo o quinto maior produtor do planeta e detentor da maior cadeia integrada do Ocidente, da produção de fibras naturais e sintéticas, passando por tecelagens, fiações, insumos e design, até a fabricação de roupas e itens de cama, mesa e banho, geotêxteis, têxteis técnicos, produtos de saúde e proteção. Além disso, dispõe de robusta rede de ensino e qualificação. É preciso comunicar os avanços e continuar no caminho da solução de problemas, que não são monopólio do setor. A cadeia produtiva da moda, como ocorre na maioria das áreas de atividade, vem caminhando nessa direção há tempos, quanto a seus valores, à origem de seus produtos e reparo das distorções às vezes presentes em vários países, inclusive o Brasil. Deve-se avançar de maneira consistente nessa agenda. Ao

mesmo tempo, é importante que a sociedade perceba esse movimento dos setores produtivos, o valorize, cobre e seja também agente de transformações positivas. É um significativo processo de aculturação coletiva e exercício da transparência, fator hoje crucial no universo dos negócios, nas relações sociais e na interação entre consumidores e empresas. Temos de caminhar, em todos os ramos, para uma civilização cada vez mais verdadeira, com princípios e valores que levem a uma sociedade melhor. O fato de ainda termos um Brasil com muitas desigualdades não pode nos impedir de avançar nesses compromissos. Ao contrário, devemos buscar cumpri-los simultaneamente aos objetivos de promover crescimento econômico inclusivo e melhor distribuição de renda. Afinal, não pode haver dissintonia entre desenvolvimento e sustentabilidade, que se tornam interdependentes. A pauta ASG é agora tão decisiva quanto as reformas administrativa e tributária e o equilíbrio fiscal, que tanto demandamos e propomos. Trata-se de um compromisso do Estado e da sociedade, preponderante numa democracia como a brasileira. Esses valores convergem para a transparência, práticas sustentáveis e compliance! É fundamental que todos atendam a esse chamamento da civilização em favor de um mundo melhor! RT

TEMOS DE CAMINHAR, EM TODOS OS RAMOS, PARA

UMA CIVILIZAÇÃO CADA VEZ MAIS VERDADEIRA...

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HÍBRIDOS

SETOR DE

EVENTOS TÊXTEIS ENSAIA RETOMADA PRESENCIAL

Com bons prognósticos, feiras já fecham datas para edições com público e apostam em modelo híbrido

A

realização da CINTE Techtextil, na China, em setembro, e a confirmação de edições físicas de eventos gigantes em tamanho e relevância, como a Colombiatex, em Medelín, ITM, em Instambul, a Febratex, no Brasil; além da junção da Heimtextil, Techtextil e Texprocess, na Alemanha, mostram que o mercado está aos poucos voltando ao normal. Mas, ainda contará com o apoio digital mesmo nas feiras presenciais, criando eventos híbridos. A REVISTA TÊXTIL mostra a seguir alguns destes, que aconteceram ou estão para acontecer, para injetar fôlego na retomada do nosso segmento.

COLOMBIATEX CONFIRMA EDIÇÃO HÍBRIDA PARA 2021 O Inexmoda, organizador da Colombiatex, uma das maiores da América do Sul, anunciou que a próxima edição do evento será híbrida. Ou seja, será realizada com o apoio de platafprmas digitais e também seguindo o modelo tradicional presencial, no pavilhão Plaza Mayor, em Medelín. O evento está confirmado para acontecer entre 25 e 28 de janeiro do ano que vem. Os organizadores já estão trabalhando junto a órgãos locais e com a estrutura hoteleira da cidade para oferecer segurança em termos de sanitização para que os visitantes se sintam seguros tanto dentro quanto for do pavilhão de exposições. Além de um rígido protocolo que deverá ser seguido pelos expositores, outras medidas incluirão salas de espera con-

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Colombiatex

vertidas com wi-fi para compradores, em caso de alto tráfego nos estandes; lavabos para mãos em todo o pavilhão; 170 estações de sanitização com gel antibacteriano; câmeras de controle de tráfego controle eletrônico de medição por pavilhão; estações de medição de temperatura; uso obrigatório de máscaras; tapetes antibacterianos; e posto de saúde adicional com infraestrutura pré-hospitalar. O próprio pavilhão também terá corredores com quatro metros de largura, dois a mais do que no ano passado para privilegiar o distanciamento social. “A Colombiatex de las Américas é uma feira com impacto internacional que abre a agenda da indústria Têxtil e de Confecção, sendo este um pilar muito importante para a reativação do nosso setor em 2021. Para nós, como organizadores do evento, é fundamental gerar confiança no visitante, daí o trabalhamos em conjunto com a Prefeitura de Medellín, o Plaza Mayor e a indústria hoteleira, com o propósito de que visitar a Colombiatex 2021 seja uma experiência segura e onde os negócios da indústria sejam promovidos. A Feira terá os protocolos de sanitização estabelecidos pelo Governo Nacional, onde a co-responsabilidade será fundamental. A saúde é o compromisso de todos, portanto chamamos a atenção de todos para cuidarem da sua saúde e da dos outros visitantes”, disse Carlos Eduardo Botero Hoyos, presidente executivo da Inexmoda

Fotos: Divulgação


HÍBRIDOS ambiente, modelo de negócios, indústria, cadeia de valor e moda. Este cenário acadêmico pode ser desfrutado tanto física como digitalmente por meio do site da feira: www.colombiatex.com. Assim, a Colombiatex será uma feira híbrida, que vem para abrir a agenda de negócios do próximo ano e impulsionar o renascimento econômico da indústria.

FRANKFURT TERÁ EVENTO TRIPLO E HÍBRIDO DO TÊXTIL EM 2021

NOVIDADES DA EDIÇÃO São esperados cerca de 450 expositores para a próxima Colombiatex e os organizadores já confirmaram algumas novidades, como a Rota da Sustentabilidade e Biossegurança, uma visita física e virtual às empresas expositoras, que irão compartilhar como estão trabalhando em processos de inovação a partir da sustentabilidade, destacando-se: reutilização de plásticos, tratamentos de purificação e redução no uso de água. Além disso, será uma oportunidade de aprender sobre novos processos da cadeia Têxtil e de Confecção para a produção de utensílios de proteção à saúde, categoria gerou à Colômbia US$ 20 milhões em exportações, dadas as necessidades trazidas pelo surto de COVID-19. Já os Flash.Mobs serão “momentos curtos” de moda disruptiva, com as tendências que vêm para a temporada primavera-verão 2021. Mostrarão tecnologia, com os avanços que a indústria tem feito para alcançar maior eficiênciae competitividade nos processos de produção, onde se encontram braços robóticos para automatizar os processos de produção, sistemas de modelagem 3D para reduzir o retrabalho e sistemas de produção com inteligência artificial. O Pavilhão do Conhecimento estará de volta como um espaço para conferências e palestras aberto ao público, que contará com a presença de especialistas do ramo da moda, debatendo temas como o futuro e meio

A cidade de Frankfurt, na Alemanha, irá receber três eventos têxteis simultaneamente entre os dias 4 e 7 de maio. Com o adiamento da Heimtextil, que estava prevista para acontecer em janeiro do próximo ano, a maior feira comercial do mundo para têxteis lar acontecerá em paralelo com a Techtextil e a Texprocess, sendo que estas duas últimas tradicionalmente já acontecem juntas. O motivo para o ajuste no calendário foi a situação atual com respeito à pandemia do novo coronavirus e as restrições de viagens internacionais que ainda acontecem em boa parte do mundo. “A maior parte do setor internacional de têxteis residenciais e terceirizados quer que realizemos a Heimtextil 2021. Muitas empresas esperam dar um impulso aos seus negócios participando da feira após a pandemia. E consideramos uma obrigação maior do que nunca fazermos a nossa parte nisso”, explica Detlef Braun, Membro do Conselho Executivo da Messe Frankfurt, entidade organizadora dos três eventos. “No entanto, as atuais restrições a viagens e o aumento renovado no número de infecções representam um grande obstáculo para nossa própria feira internacional. Estamos em contato constante com nossos expositores e as autoridades competentes e faremos tudo que estiver ao nosso alcance para garantir uma Heimtextil 2021 segura e bem-sucedida”, acrescentou. Em comunicado, os organizadores ainda comentam que essa logística atual tornaria impossível aos expositores estrangeiros estarem presentes na Heimtextil. Afinal, seria necessário, por exemplo, contratar montadoras, despachar as mercadorias e reservar voos e hotéis já em setembro. E, uma vez que mais de 90% dos expositores são de fora da Alemanha, optou-se pelo adiamento. Para os organizadores, a realização da Heimtextil simultaneamente à Techtextil, a feira internacional líder

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HÍBRIDOS

Febratex

para têxteis técnicos e nãotecidos, e a Texprocess, a feira internacional líder para o processamento de têxteis e materiais flexíveis, oferece uma série de efeitos sinérgicos empolgantes para o setor. “A Techtextil e a Texprocess são feiras bienais e devem ser realizadas em maio de 2021. Para a Heimtextil, esta é uma oportunidade de unir forças com as duas feiras têxteis de sucesso internacional e apresentar toda a cadeia de valor têxtil simultaneamente no centro de exposições de Frankfurt”, Afirma Olaf Schmidt, vice-presidente de Têxteis e Tecnologias Têxteis da Messe Frankfurt. O VP ainda é otimista com a situação da pandemia até a data dos eventos. “Estamos confiantes de que a situação com relação à pandemia corona terá melhorado significativamente até maio do próximo ano e esperamos realizar um evento de sucesso e segurança junto com nossos parceiros do setor”, finaliza Schmidt.

ORGANIZADORES CONFIRMAM REALIZAÇÃO DA FEBRATEX PRESENCIAL EM ABRIL DE 2021 A 17ª edição da Febratex – Feira Brasileira para a Indústria Têxtil e de Confecção tem agora uma data definitiva para acontecer, segundo o Febratex Group,

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organizador do evento, ela será realizada entre os dias 13 e 16 de abril no Parque Vila Germânica, na cidade catarinense de Blumenau. A data foi fechada após muitos adiamentos: de fevereiro de 2020 passou para abril e, em seguida, foi transferida para agosto. O avanço da pandemia e a incerteza do cenário acabou causando uma nova mudança no calendário, que já era tido como definitivo. “Nossa primeira medida foi adiar a Febratex, antes prevista para agosto de 2020, para fevereiro de 2021, confiantes de que teríamos uma feira com toda a segurança necessária, com a realização de grandes negócios e com a promoção de conhecimento. Desenvolvemos um rígido protocolo, passando o credenciamento para exclusivamente online, disponibilizando pontos com distribuição de álcool gel, limitando acessos, entre outras medidas sanitárias”, explica o Febratex Group. No entanto, a proximidade com o Carnaval acabou provocando uma nova alteração e esta agora é final. “Muitos expositores apontaram que fevereiro poderia não ser o melhor mês para a realização da Febratex em função do período de verão e do Carnaval. Diante da situação e com as notícias de que a vacina para imunização contra o coronavírus tem excelentes perspectivas para ser amplamente distribuída no Bra-


HÍBRIDOS

ITM

sil entre o final de 2020 e início de 2021, decidimos adiar o evento para o mês de abril, entre os dias 13 e 16”, observam os organizadores. Na última edição da Febratex, que aconteceu em 2018, foram 330 expositores representando 2.400 marcas, em 24 mil metros quadrados de evento. Cerca de 50 mil visitantes estiveram presentes durante os quatro dias de feira, que reúne os segmentos de matérias-primas, tecelagem, acabamento, fiação e confecção.

ITM EXHIBITION CONFIRMA EDIÇÃO PRESENCIAL PARA 2021 A ITM Exhibition, que estava prevista para ser realizada entre os dias 2 e 6 de junho deste ano foi adiada devido à problemática pandemia do novo coronavírus e irá acontecer de 22 a 26 de junho de 2021. Segundo comunicado do evento, as empresas participantes em países que tiveram que interromper sua produção, especialmente Itália, França, Espanha, Alemanha e China, que foram as mais afetadas pelo vírus, acolheram favoravelmente o adiamento da feira. Com opiniões semelhantes, eles acreditam que não é possível escapar da pandemia sem um tratamento médico ou vacina eficaz contra o novo coronavírus e iniciaram o processo de normalização aumentando suas medidas de pro-

teção. Com isso, a produção e as encomendas foram ganhando impulso. A Turquia, que não foi afetada pela pandemia tanto quanto outros países e continua sua produção têxtil, se mostra o endereço correto para as exposições a serem realizadas no período pós-pandêmico. O país, com sua forte infraestrutura nos campos têxtil, vestuário e de nãotecidos, tem fornecido equipamento de proteção pessoal para o mundo, enquanto atende às suas próprias necessidades e se mostrado um dos maiores produtores e fornecedores de matéria-prima do mundo e, principalmente, da Europa neste processo. O país tem atendido, inclusive, as principais marcas e empresas da Europa e dos Estados Unidos, que transferiram seus pedidos da China, devido ao fato do gigante asiático ser o ponto de origem da pandemia do coronavírus. E, com a aceleração dos investimentos em tecnologia para atender ao aumento da produção deverá continuar liderarando a indústria têxtil mundial. Assim, com um prognóstico favorável tanto para o mundo quanto para o país sede, é esperado que a ITM Exhibition faça da cidade de Istambul um marco para a retomada dos negócios do setor com sua força de costume e com a pandemia de COVID-19 sendo apenas uma lembrança do passado para o têxtil. RT

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DENIM

INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE FORAM TEMA DO

LYCRA TREND SESSION JEANSWEAR 2021 Evento transmitido on-line trouxe tecnologias da marca e panorama do segmento

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mbora tenha desacelerado durante o período de isolamento por conta da pandemia de COVID-19, o segmento jeans teve uma retomada rápida. Essa foi uma das constatações apresentadas no LYCRA Trend Session Jeanswear 2021, evento, que está em sua quarta edição e foi realizado em 14 de outubro, com transmissão on-line, e pode ser conferido na íntegra no canal da LYCRA no YouTube (https://bit.ly/2TqJM4Z). “Rapidamente houve uma retomada, que tem mais foco na qualidade do que na quantidade. Esse movimento do consumidor é benéfico para a marca LYCRA, que é focada em desenvolvimento de soluções de tecnologia. Essa mudança de comportamento mostra que a sociedade se tornou mais consciente com aspectos de qualidade, o que reflete em durabilidade e, consequentemente, em sustentabilidade”, comentou Denise Sakuma, VP Global de Marcas e Comunicação da The LYCRA Company.

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Durante a apresentação, a executiva destacou o papel do Brasil, quarto maior produtor e consumidor de jeans no mundo, em um setor que é bilionário. “São comercializadas 1,9 bilhão de calças jeans no mundo, sendo 335 milhões no Brasil. Além disso, apenas o mercado de tecidos tem transações de US$ 90 bilhões”, reiterou Denise. Ainda sobre o mercado, a Vice-Presidente para a América do Sul da empresa, Adriana Morasco, acrescentou que, no Brasil, também está identificando a troca do modelo de compras de fast fashion pelo smart fashion no segmento de jeans. Segundo a executiva, o fio LYCRA está presente no setor há mais de 40 anos e a presença do elastano no mercado de jeanswear feminino é por volta de 75% e no masculino é de 65%. Outra tendência debatida no evento foi a sustentabilidade, mas essa a nível global. Nesse assunto, a gerente de marketing da The LYCRA Company, Silvana Eva, destacou que a The LYCRA Company trabalha com três prioridades quando o assunto é sustentabilidade: “Foco na abordagem científica e estudo sobre o real impacto ambiental da cadeia de produção; foco nas pessoas que participam dessa cadeia, tendo a ética como premissa das relações de trabalho; e promoção do conhecimento e divulgação dos benefícios da sustentabilidade para todos os consumidores. Esse é um dos principais pilares para promover a mudança dos hábitos de consumo”. Fotos: Divulgação


DENIM Jocimar Faé e Silvana Eva apresentaram o LYCRA® Trend Session Jeanswear 2021, com participação de Cristiane Ziger, estilista da Lez a Lez, Roni Almeida, gestor do núcleo jeans das marcas do Grupo Lunelli, e a gerente de marketing da Vicunha, Renata Guarniero

LANÇAMENTO E PARCERIAS Para mostrar seu comprometimento com a sustentabilidade, a empresa ainda apresentou no evento o fio LYCRA EcoMade. “Produzido em Paulínia (SP), esse fio utiliza material reciclado pré-consumo em 20% de sua composição e é cerificado pela GRS (Global Recycled Standard)”, explicou o especialista em Marketing Técnico e Desenvolvimento de Jeanswear da The LYCRA Company, Jocimar Faé. E a nova matéria-prima já encontrou destino para o consumidor final. Silvana anunciou que a Vicunha Têxtil lançará em novembro tecidos com o fio LYCRA EcoMade. Segundo a gerente de marketing da empresa, Renata Guarniero, serão três produtos: um tecido denim e dois color. “Sempre tivemos o compromisso de desenvolver produtos que estimulem soluções mais responsáveis e conscientes. Além disso, percebemos que o consumidor está mais conectado e tem um ativismo de sustentabilidade”. Renata explica que esses tecidos da Vicunha Têxtil também utilizam Tencel, produzido por meio de fibra de madeira, poliéster derivado de garrafas PET e algodão reciclado de sobras do processo produtivo. Além da executiva da Vicunha, profissionais da marca Lez a Lez, que pertence ao Grupo Lunelli, participaram do LYCRA Trend Session Jeanswear 2021. Na ocasião, eles comentaram da experiência de suas empresas com outra tecnologia da marca, a LYCRA XFIT,

que conta com elasticidade nos dois sentidos do tecido (trama e urdume). “A estratégia do grupo é valorizar as tecnologias nos jeans de nossas marcas e todas as soluções que a marca LYCRA lança conversam muito com essa nossa proposta. A tecnologia LYCRA XFIT, que conta com o elastano em ambas direções, favorece a vestibilidade do jeans”, destacou o gestor do núcleo jeans das marcas do Grupo Lunelli, Roni Almeida. Segundo a estilista da Lez a Lez, Cristiane Ziger, a empresa já tem uma linha consolidada de denim elásticos. “E o LYCRA XFIT veio para somar, pois não tínhamos um tecido que esticasse para os dois lados e desse essa liberdade de movimento. Quando descobrimos o tecido com essa tecnologia, ficamos encantados RT e trouxemos para coleção”, finalizou. Revista Têxtil #769 I 37


DENIM

VICUNHA REALIZA

DESFILE VIRTUAL COM A

MODA DO FUTURO PRÓXIMO

A criação de Isaac Silva para a coleção da Vicunha

Coleção V.Tech Protective é feita com tecidos funcionais para proteção contra o SARS-CoV-2, vírus responsável pela COVID-19

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pandemia de COVID-19 mudou o mundo completamente. E com a moda não seria diferente. Se antecipando a nossa necessidade de proteção nos dias de hoje e, provavelmente, por um bom tempo ainda no futuro próximo, a Vicunha, que é referência global em soluções jeanswear, realizou um desfile virtual para mostrar sua nova coleção V. Tech Protective. A linha é toda composta por tecidos funcionais com propriedades antibacterianas, antivirais e repelentes. O desfile, apresentado no início de outubro, que pode ser conferido na íntegra no canal da marca no YouTube (https://bit.ly/3ohJKe6), contou com 17 looks assinados por estilistas, criadores parceiros e pela própria Vicunha. As peças conceituais visam auxiliar e inspirar o mercado de moda na criação de roupas. “Entendemos que, neste momento, a função primordial da moda é diminuir o medo das pessoas em comprar e usar roupas. Estamos falando do surgimento de uma nova categoria de roupas, que funciona como um “escudo” e que visa aumentar a sensação de segurança das pessoas ao sair de casa, oferecendo proteção e praticidade no dia a dia. Por isso, acreditamos que esses tecidos são ideais para a criação de peças que, além de protetivas, sejam confortáveis,

Fotos: Divulgação


DENIM

Diego Fávaro construiu sua ideia a partir da técnica de moulage

A coleção da Vicunha foi batizada de V. Tech Protective.

funcionais e versáteis para o novo lifestyle do consumidor,” explica German Alejandro, diretor comercial e de Marketing da Vicunha. Para assinar os modelos do desfile, a fabricante convidou 13 marcas e estilistas parceiros: A La Garçonne, Another Place, Amapô, Caiu Toró, Diego Favaro, Daura, Igor Dadona, Isaac Silva, VIHE, Cartel 011 CZO, Jal Vieira, Uma e Das Hauss, para interpretar a linha

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DENIM

As roupas trazem cortes mais largos e confortáveis, pensando também no home office

em criações exclusivas, com peças atemporais, criativas e genderless alinhadas à proposta da coleção. Uma das criações é assinada pelo estilista Isaac Silva desenvolvida com um tecido leve antiviral, na cor Blue jeans. “Desenvolvemos um macacão com bolsos que é fácil de vestir, e uma capa-casaco unissex para compor o conjunto. Criações que dialogam muito com o momento de pandemia que vivemos. Um look confortável, prático e ao mesmo tempo bonito ao vestir”, explica. Já Diego Fávaro construiu sua ideia a partir da técnica de moulage, onde o processo de criação é feito em um manequim. “Isso proporcionou a nós a visão da peça na sua forma de terceira dimensão, como ela deve ser usada e como se comportaria na prática. Pensamos em um shape amplo, que lembrasse capas de chuva e, desse ponto de partida, construímos a nossa roupa do presente, capaz de proporcionar conforto e proteção, podendo ser usada como regata, ou poncho,” diz.

ROUPAS FUNCIONAIS A propriedades funcionais da coleção são conferidas pelos tecidos que a compõe e estão divididas em três categorias, conforme o acabametos: Antifluido: com tecnologia ZELAN R3 (Teflon EcoElite™), que forma uma barreira de proteção química

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A coleção traz três tipos de acabamento: Antifluido; Antifluido e antibacteriano; Antiviral e antibacteriano

invisível ao redor das fibras do tecido, o acabamento permite evitar a absorção de líquidos e fluídos e também previne a transmissão de partículas líquidas, não deixando que as mesmas entrem e saiam do tecido. Antifluido e antibacteriano: os tecidos com este acabamento utilizam duas tecnologias - a de controle de odores, à base de íons de prata, responsável por interromper o ciclo de reprodução da bactéria - e a outra de fluorcarbono, responsável pela repelência. A tecnologia forma uma barreira de proteção química de efeito antifluido, que evita a absorção de líquidos e fluidos e também previne a transmissão de partículas líquidas, não deixando que as mesmas entrem e saiam do tecido. Antiviral e antibacteriano: capaz de destruir mecanicamente a parede dos vírus envelopados, incluindo o SARS-CoV-2, vírus responsável pela COVID-19 e pioneiro no segmento jeanswear no Brasil, o tecido utiliza


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O desfile da Vicunha foi virtual e pode ser visto, na íntegra, no YouTube.

a tecnologia suíça HeiQ Viroblock by CHT e traz uma combinação inovadora de duas tecnologias - a atividade antimicrobiana dos sais de prata e a tecnologia de vesículas de gordura. Além da rápida ação antiviral comprovada em laboratório, com redução de 99,9% dos vírus em apenas 1 minuto de contato, a tecnologia tem efeito também contra bactérias e fungos. Além das propriedades funcionais, o estilo das roupas, que passam sensação de conforto e serem simples de vestir também não é por acaso. “Sabemos que vai haver uma necessidade e uma procura maior por roupas mais confortáveis. A tendência do trabalho em casa está cada vez mais forte e as pessoas vão precisar de peças práticas e, ao mesmo tempo, com informação de moda. Por isso, as bases escolhidas foram pensadas para o desenvolvimento de peças utilitárias, em criações agênero e atemporais.” RT contextualiza o executivo. Revista Têxtil #769 I 41


DENIM

DENIM CITY

É PONTO DE CONEXÃO PARA A

INDÚSTRIA Evento híbrido, com programação on-line e presencial, consolida Brasil na indústria do setor

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A Denim City abriu suas portas no bairro paulistano do Brás.

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ntre os dias 26 e 29 de outubro, a capital paulista se consolidou como ponto de encontro para os players da indústria do jeans. No bairro do Brás, um dos mais relevantes para o segmento têxtil de São Paulo, a Denim City abriu suas portas para palestras e paineis com marcas e personalidades que fazem parte do segmento jeans. Contudo, os organizadores se mantiveram atentos ao movimento atual e fizeram o evento hibrido, com a maioria das palestras on-line e muito conteúdo que pode ser acessado em seu canal no YouTube (https://bit.ly/3ov1umu) e perfil no Instagram (@denimcitysp). O espaço de 4,8 mil metros quadrados reúniu espaço para coworking, 3 restaurantes e uma loja conceito. Há também 25 espaços de showroom, nos quais estiveram presentes as marcas Audaces, Bonor, Capricórnio, Covolan, GB Customização, HI Etiquetas, Icla, Jolitex, Jungle Lavanderia, Myr, Nicoletti, Perfeito, Punch Master, Santista Jeanswear, Tecnoblu e Vironda e a loja conceito Blue&Cool. Além disso, o local abrigou a Denim City Academy, que é um misto de escola e oficina destinada a disseminar o conhecimento necessário para elevar o padrão técnico e prático da indústria, reduzir o impacto ambiental e fomentar a inovação e projetos de educação, colaboração e co-criação. A REVISTA TÊXTIL trará mais detalhes do evento RT em sua próxima edição. Fotos: Divulgação


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ENTREVISTA

AHMED EL-SHRIEF DA ESW

O

algodão egípcio é sinônimo de requinte e qualidade no mundo todo. Seja em produtos de cama, mesa e banho ou, principalmente, no vestuário. Localizada na cidade egípcia de Safat, a ESW – Egyptian Spinning and Weaving existe desde 2005 e tem uma planta de 280mil m² e é referência em exportação de fios de algodão do país e de algodão Pima. A companhia exporta fios Ne 16 até 170 para tecelagem, tricô, bordado e costura para continentes como a Europa e América do Sul, além de Ásia e África. Ahmed El-shrief, Gerente de Marketing e Exportações da empresa, conversou com a Revista Têxtil sobre incentivos do governo local e o impacto da COVID-19 em seus negócios nesse 2020. Confira a seguir.

Como você avalia o setor têxtil e de confecção no Egito, durante o período de pandemia? Principalmente o segmento de algodão? A demanda global pelos produtos têxteis, especialmente fios de algodão e também as vendas domésticas pararam devido à situação de pânico criada pelo surto da COVID-19. "A propagação do vírus na China e que mais tarde se espalhou para a UE e EUA nos impactou muito, pois são mercados enormes para os produtos têxteis egípcios. As exportações de fios e têxteis do Egito para países europeus superaram outros grupos internacionais, chegando a 97 milhões de dólares no primeiro semestre de 2020. Ainda assim, foi uma queda de cerca de 32% em comparação com 116 milhões de dólares atingidos no mesmo período de 2019. Seguidos pelos países árabes, onde as exportações de fios e têxteis registraram 88 milhões de dólares no primeiro semestre de 2020, um decréscimo de 24%, em comparação com

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115 milhões de dólares em 2019. África e Estados Unidos da América testemunharam um aumento no valor de fios e têxteis exportados neste período. As exportações da África atingiram 19 milhões de dólares em comparação com 17 milhões de dólares em 2019, enquanto os Estados Unidos da América perderam, atingiram US$ 7 milhões contra US$ 1 milhão em 2019. O algodão egípcio é sempre famoso pela alta qualidade e por ser precioso. Por favor, explique um resumo sobre o algodão egípcio e suas características. O algodão egípcio é conhecido por sua característica única de toque fino e aspecto sedoso, sendo o mais adequado para produzir fios finos e superfinos, bem como modal e micro modal. Tais contagens superfinas são usadas para produzir roupas de alta qualidade com puro conforto e excelência. A ESW fez sua incursão na fiação com base na força do algodão egípcio para fa-

Fotos: Divulgação


ENTREVISTA A pandemia De COVID-19 resultou em uma queda de 32% nas exportações de fios e têxteis do Egito para países europeus

Os fios de algodão egípcio são conhecidos pelo toque suave nos produtos feitos com ele

zer para compradores conscientes da qualidade. Nossa busca pela excelência é evidente pelo fato de que nossos compradores se mantiveram fiéis ao nosso produto ao longo do tempo. Nós sempre asseguramos o melhor produto e serviço aos nossos clientes.

Os produtos têxteis fabricados em muitos países africanos se encaixam nas normas do mercado americano e europeu sob vários acordos comerciais, como produtos isentos de impostos, sem restrições de cotas.

Como empresa têxtil líder no Egito, de que forma você avalia a indústria têxtil e de moda no Oriente Médio e no Norte da África e seu potencial no futuro?

A COVID-19 nos mostra que devemos confiar mais na sustentabilidade e nos produtos verdes. Como você avalia o mercado têxtil e de moda sustentável e sua relação com a pandemia?

A moda é um grande negócio na África. O mercado combinado de vestuário e calçados na África subsaariana é estimado em US$ 31 bilhões, de acordo com dados do Euromonitor International. A O continente está certamente a caminho de se tornar o principal centro regional de vestuário com grande propensão para oferecer preços competitivos. O mercado têxtil e de vestuário africano é fértil e continua despertando a atenção das marcas internacionais em busca de novos destinos industriais.

A pandemia da COVID-19 pegou o mundo e as indústrias de vestuário, calçados e têxteis despreparadas e as paralisações sociais e econômicas resultantes apresentam desafios sem precedentes. Enquanto as iniciativas de sustentabilidade estavam se tornando norma na indústria em diversos segmentos, como o de luxo, esporte, fast fashion e varejo de valor, a crise agora intensifica o compromisso das marcas e varejistas com a sustentabilidade.

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ENTREVISTA

O governo egípcio está promovendo uma série de incentivos para o têxtil local, que deverá resultar em uma produção de 188 mil toneladas de fio por ano. Atualmente, o volume é de 37 mil toneladas.

E ele é mais relevante do que nunca, pois um estudo recente conclui que a crise atual "exige simultaneamente que as empresas acelerem seu progresso em iniciativas sustentáveis, a fim de serem competitivas no mercado que surgirá após a pandemia”. Recentemente, o governo do Egito começou a financiar enormes investimentos na indústria têxtil, como a abertura da maior planta de fiação de algodão do mundo. Como você avalia este projeto e o apoio do governo para o desenvolvimento do setor têxtil egípcio? Uma estratégia abrangente de modernização foi executada pelo governo egípcio para desenvolver a indústria têxtil para ambos os setores, público e privado. Com base nessa estratégia, o setor público planeja modernizar o segmento têxtil estatal com um investimento aloca-

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do de cerca de 24 bilhões de libras egípcias ao longo de três anos, começando em 2019. Este orçamento será financiado pela venda de bens não utilizados, como a fusão de 24 fábricas públicas em apenas dez, de última geração. Outras 24 fábricas de descaroçamento de algodão que temos atualmente também serão fundidas em apenas 14 instalações em funcionamento. Quanto ao setor privado, há planos para estabelecer um centro de treinamento de trabalhadores para melhorar suas habilidades e expandir sua exposição, abrir novos mercados e ativar o fundo de apoio à exportação. Essa estratégia visa alcançar um salto significativo na capacidade de produção, com uma meta de 188 mil toneladas de fio por ano em comparação com as atuais 37 mil toneladas anuais. serão 198 milhões de metros de tecido ao invés de 50 milhões e, finalmente, 50 milhões de peças de vestuário. Um salto em relação às 8 milhões de hoje.


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A EFICIÊNCIA DO

SISTEMA DE FIAÇÃO DE JATO DE AR PARA FIOS DE ALGODÃO PENTEADOS

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á uma demanda cada vez maior na cadeia têxtil por fios de jato de ar. Com o sistema da Rieter, eles podem ser produzidos de maneira econômica. Clientes que optam pelo sistema de fiação de jato de ar da Rieter conseguem gerar um fluxo de caixa anual aproximadamente US$ 1,8 milhão maior em comparação com clientes que usam sistemas de fiação de outros fornecedores. O J 26 oferece, ainda, vantagens em relação às características do fio, como a baixa quantidade de fibras voláteis na tecelagem e na tricotagem, que resultam em tecidos com toque suave e agradável. Os fios de jato de ar e os tecidos e malhas produzidos com eles são uma tendência interessante, uma vez que a fiação de jato de ar oferece muitas vantagens exclusivas. Por exemplo, dentre todos, os filatórios de jato de ar são os que oferecem a maior capacidade de produção de fios. Fibras são transformadas em fios a uma velocidade de até 500 metros por minuto, que é quase cinco vezes a taxa de um filatório de rotor e quase 20 vezes a taxa de um filatório de anel ou um filatório de fiação compacta. Os fios produzidos nesse tipo de máquina ainda têm a menor pilosidade e os tecidos fabricados com esses fios possuem uma tendência extremamente baixa de borbotes. Por consequência, o produto final oferece máxima retenção de forma. A Rieter oferece um sistema completo para a produção de fios de jato de ar a partir de uma única fonte, com a linha de salas de abertura VARIOline, os passadores SB e RSB, a preparação de penteação OMEGAlap E 36, as penteadeiras E 90 e os filatórios de jato de ar J 26 (Fig.1). Uma comparação entre um sistema da Rieter e um “sistema misto”, composto por máquinas de diferentes fabricantes, para o mesmo processo (Fig.2) demonstra que o investimento vale a pena em unificar a linha de produção conosco vale a pena. Isso porque Fotos: Divulgação

Fig.1: Produção econômica de fios com o filatório de jato de ar J 26.

a alimentação das fibras no J 26 foi projetada de forma a perder até 50% menos fibras em comparação com outros filatórios de jato de ar. Ao usar 100% algodão, significa que de 3 a 4% mais fibras serão transformadas em fio, quando comparado com o “sistema misto”. Esse valor impressiona, pois é a matéria-prima o maior fator de custo na produção do fio. Aliás, uma das prioridades da Rieter no desenvolvimento de máquinas é otimizar a utilização da matéria-prima. O sistema de fiação de jato de ar da Rieter faz uso da matéria-prima de maneira mais eficiente graças à superior qualidade durante a preparação das fibras na linha de salas de abertura VARIOline, à eficiente aspiração de resíduos de fibras curtas na penteadeira E 90 e à ótima alimentação das fibras na unidade de fiação do filatório de jato de ar J 26. Durante a fiação de jato de ar, o fio é torcido usando por meio de um fluxo de ar, deixando um terço das fibras paralelas no núcleo

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Fig.2: A seguinte sequência de processo foi selecionada para comparação.

e dois terços delas enroladas em torno desse núcleo. O resultado é a estrutura de fio de alta qualidade (Fig. 3).

SUSTENTABILIDADE POR MEIO DA ECONOMIA DE ENERGIA O filatório final é a máquina que mais consome energia em todo o processo de fiação. Assim, a economia nessa etapa da produção tem um efeito particularmente significativo no balanço de energia. No J 26, as unidades de fiação e de bobinagem recebem acionamentos individuais. Quando um fuso não está em uso, ele não consome energia nem ar comprimido. Além disso, há um monitoramento constante da energia que é necessária para gerar a pressão negativa. Se o valor limite definido for excedido – por exemplo, se o filtro estiver precisando ser limpo – será emitido um aviso de advertência. Desta forma, o pessoal os operadores podem reagir rapidamente, o que possibilita alcançar uma economia de energia de até 15%. No J 26, a aspiração ao longo da máquina se divide em zonas. A pressão negativa é controlada de acordo com a distância do ventilador de ar comprimido, muito eficiente especialmente em máquinas longas com até 200 fusos; ainda assim, há a garantia de condições de ar estáveis em todo o comprimento da máquina e é possível obter economias de energia em até 5%. Conceitos de acionamento com eficiência energética e componentes inovadores, tanto na linha de salas de abertura VARIOline como nas máquinas de preparação da fiação (ou seja, carda, passador e penteadeira), também contribuem para manter baixos os custos de energia por quilograma de fita produzida. É possível alcançar em todo o sistema uma economia de energia de até 16%.

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EXIGÊNCIA DE ESPAÇO SIGNIFICATIVAMENTE MENOR Com cardas e penteadeiras potentes, passadores compactos e a alta produtividade do J 26, capaz de produzir fios em ambos os lados, um sistema Rieter exige significativamente menos máquinas e, consequentemente, ocupa 25% menos espaço do que outros sistemas. Usando essa comparação, há a possibilidade de dispensar efetivamente sete cardas, seis passadores, duas máquinas de preparação de penteação, seis penteadeiras e 41% do espaço para os filatórios de jato de ar. Assim, alcança-se uma redução de exigência de espaço de 3.500 m2. Uma característica especial do J 26 é que as latas são dispostas de uma maneira que economiza espaço, debaixo da unidade de estiragem. Os formatos das latas, com um diâmetro de 500 mm e uma altura de 1.200 mm, oferecem volume suficiente para a fita do passador e faz com que elas sejam trocadas com frequência menor.

Fig.3: Estrutura de fio típica do Com4jet, o fio produzido no filatório de jato de ar J 26.


ARTIGO Fig.4: Clientes que optam pelo sistema de fiação de jato de ar da Rieter conseguem gerar um fluxo de caixa anual aproximadamente US$ 1,8 milhão maior.

J 26 OFERECE FLEXIBILIDADE E QUALIDADE

MÁQUINAS ALTAMENTE PRODUTIVAS REQUEREM MENOS PESSOAL

O projeto do filatório de jato de ar traz muitas vantagens. Por exemplo, a máquina tem dois lados que funcionam de maneira independente, o que possibilita fiar dois fios de qualidades diferentes ao mesmo tempo. Como os carregadores de tubos trabalham independentes, podem utilizartubos de cores diferentes e correias transportadoras de bobinas separadas. Os dois lotes ainda podem ser manuseados separadamente, o que facilita o trabalho dos operadores. Outra vantagem são as latas colocadas debaixo da unidade de estiragem. Isso não só economiza espaço, como também diminui ao máximo a distância que a fita precisa percorrer da lata até o trem de estiragem. Assim é possível evitar falhas e garantir uma qualidade de fio consistente. O J 26 oferece suporte a bobinas cilíndricas ou cônicas. Além disso, podem ser produzidas bobinas de fios de diferentes expessuras, graças aos acionamentos individuais em cada unidade de bobinagem. Por consequência, bobinas de tingimento suave podem ser produzidas diretamente na máquina, sem necessidade de uma rebobinagem demorada. A bobinagem do fio também impede que os fios em várias camadas de bobinagem sucessivas fiquem sobrepostos ou paralelos entre si, obtendo formação perfeita e uniforme. Como resultado, temos um comportamento de desenrolamento ideal durante o processo seguinte.

Em muitos mercados, há escassez de mão de obra qualificada para esse setor da indústria. O sistema da Rieter oferece ganhos também nesse ponto, uma vez que requer menos máquinas do que o “sistema misto” e, por consequência menos pessoal é necessário para operá-las, gerando uma economia na ordem de 14% na folha de pagamento.

LUCRE MAIS Levando-se em consideração todas as vantagens de custos mencionadas acima, os custos totais de produção do sistema da Rieter para o processo de fiação de jato de ar penteada são inferiores aos de um “sistema misto”. Clientes que optam pelo sistema de fiação de jato de ar da Rieter conseguem gerar um fluxo de caixa anual aproximadamente US$ 1,8 milhão maior com o mesmo volume de produção (Fig. 4).

VANTAGENS EXCLUSIVAS PARA O PROCESSAMENTO POSTERIOR O J 26 pode produzir fios com torção Z ou S, o que traz ao tecido de malha vantagens consideráveis. Ao alimentar alternadamente fios com torção Z e S, a superfície da malha torna-se dimensionalmente estável e o toque muito mais macio. O uso de ambas as torções do fio também garante que o produto final, especialmente as costuras laterais, não será afetado Revista Têxtil #769 I 49


ARTIGO Fig.5: O J 26 produz fios com torção Z ou S, evitando a espiralidade do tecido de malha.

Fig.6: O fio de jato de ar Com4jet feito de 100% algodão penteado de título mantem forma e cor, mesmo após muitas lavagens.

pela espiralidade, mesmo após vários ciclos de lavagem (Fig. 5). Nas tecelagens, os fios de jato de ar impressionam pelo ótimo pick-up. Isso diminui a quantidade de agente de dimensionamento necessária e, consequentemente, os custos. Isso porque, a limpeza das águas residuais na lavagem é menos intensiva e, assim, mais ecológica. A baixa pilosidade dos fios criados pelo J 26 também diminui a quantidade de fibras voláteis durante a tecelagem. O que minimiza os depósitos na máquina e facilita sua limpeza, otimizando manutenção e funcionamento.

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PRODUTOS COM CARACTERÍSTICAS DE QUALIDADE ELEVADA Os tecidos produzidos com fios do J 26 apresentam um aspecto de brilho e cor exclusivos. A baixa pilosidade garante ainda superfície lisa, o que é também o pré-requisito ideal para impressão em tecidos. Os contornos ficam extremamente claros. Em geral, produtos finais como suéteres e toalhas têm elevada qualidade. Os produtos também impressionam no uso diário pela alta resistência à lavagens (Fig. 6), mantendo a retenção da forma e as cores intensas. Isso garante um RT produto durável e, portanto, sustentável.



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