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EDITORIAL O ANO TERMINA E A ESCALADA RECOMEÇA A REVISTA TÊXTIL é uma publicação da

R. da Silva Haydu & Cia. Ltda. Inscr. Est.: 104.888.210.114 CNPJ/MF: 60.941.143/0001-20 MTB: 0065072/SP

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Órgão de divulgação das entidades Abint: Associação Brasileira das Ind. de NãoTecidos e Tecidos Técnicos; Núcleo Setorial de Informação do SENAI/CETIQT; Redação/Administração Rua Albuquerque Lins, 1151 2º andar: Santa Cecília Cep 01230-001: São Paulo: SP: Brasil Tel/Phone: +55-11-3661-5500 E-mail: revistatextil@revistatextil.com.br Site: www.revistatextil.com.br Publicação bimestral com circulação dirigida às fiações, tecelagens, malharias, beneficiadoras, confecções nacionais e internacionais, universidades e escolas técnicas. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a filosofia da revista. A reprodução total ou parcial dos artigos desta revista depende de prévia autorização da Editora. Redação Releases, comentários sobre o conteúdo editorial, sugestões e críticas a matérias. Pedidos de informação relacionados às matérias e à localização de reportagens: e-mail: redacao@revistatextil.com.br Publicidade Anuncie na REVISTA TÊXTIL e fale diretamente com o público leitor mais qualificado do setor têxtil no Brasil e no mundo: e-mail: revistatextil@revistatextil.com.br

Chegamos ao fim de 2017 e esta edição da Revista Têxtil, com nossa tradicional Relação de Fornecedores, fecha um ciclo que, mais do que nunca, foi marcado por muito trabalho duro e dedicação. Depois de um 2016 tenebroso, com queda em todos os indicadores crises de ordem econômica, política e incertezas de futuro, o ano fechará com quase 30 mil empregos gerados é uma grata notícia e um resultado incrível para todos que fazem do setor seu meio de vida. Por falar nisso, não poderia deixar o ano acabar sem o meu obrigado a todos os amigos e parceiros relacionados nesta edição e que também nos apoiaram a continuar respirando em um ano turbulento, para que pudéssemos seguir nosso trabalho prazeroso e árduo de informar à Indústria. Meus agradecimentos também às diversas homenagens que recebi de amigos e parceiros durante o ano, pela ABTT no Contex, pelo FCEM|Febratex Group, o qual ainda me concedeu a honra de batizar um prêmio de destaque e, mais recentemente pela Abit e Sinditextil São Paulo, durante a entrega das Medalhas do Mérito Abit 2017. Todo esse reconhecimento nos dá orgulho, força e a certeza de que a Revista Têxtil segue no caminho certo. E, como a escalada para retomar o topo que nos foi tirado pela incerteza apenas começou, convido todos a ler nossa matéria de retrospectiva e reviver os ótimos momentos que marcaram essa retomada do têxtil e a se preparar para o que nos espera no ano que vem. Trazemos também a cobertura da IAF World Fashion Convention, feita pelas mãos competentes dos nossos colaboradores e parceiros Antonio César Corradi e Reinaldo Aparecido Rozzatti, da ABTT, contando tudo o que houve neste evento de porte mundial. Para finalizar, espero que todos possam aproveitar um merecido descanso neste fim de ano para celebrar os primeiros degraus reconquistados. Nós conseguimos! E, em 2018 alcançaremos sempre mais, sempre juntos e nos ajudando uns aos outros como sempre foi e sempre será. Boa leitura e um excelente 2018!

Assinaturas Para renovação e outros serviços, escreva para: e-mail: revistatextil@revistatextil.com.br

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SUMÁRIO

ABTT

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ABTT COMEMORA 55 ANOS EM PROL DO TÊXTIL

ABIT

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É URGENTE CONCILIAR APOSENTADORIAS DIGNAS E EQUILÍBRIO FISCAL

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TECNOLOGIA

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RETROSPECTIVA

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RELAÇÃO DE FORNECEDORES

SUSTENTABILIDADE E TECNOLOGIA MARCAM CONGRESSO DA IAF

RETROSPECTIVA 2017: INOVAÇÃO E TRABALHO DURO RECUPERAM SETOR TÊXTIL

RELAÇÃO DE FORNECEDORES

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EDITORIAL

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ABTT

ABTT COMEMORA 55 ANOS EM PROL DO TÊXTIL

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SENAI-CETIQT abriu suas portas para a ABTT – Associação Brasileira de Tecnologia Têxtil, Confecção e Moda comemorar o 55º aniversário de fundação ocorrido no dia 2 de novembro de 2017. A cerimônia aconteceu no dia 10 de novembro no auditório “José Alencar”, uma solenidade que foi assistida por uma centena de colegas. Diversas personalidades prestigiaram o evento. Entre elas, as que compuseram a mesa diretora: o Sr. Aguinaldo Diniz Filho – presidente do Conselho do SENAI-CETIQT; Prof. Sérgio Motta – diretor executivo do SENAI-CETIQT; Sr. Nelson Pereira Jr. – presidente da ABTT; Sr. Fernando Pimentel – presidente da ABIT e os alunos da primeira turma do ETIQT (hoje SENAI-CETIQT) Prof. Alberto Roque Perrone, Sr. Dirceu Macedo e Sr. Luigi Spreafico). A cerimônia foi aberta pelo Sr. Aguinaldo Diniz, que saudou os presentes e cumprimentou os diretores da ABTT pelos 55 anos de fundação da entidade; relembrou de sua época de estudante nesta instituição e destacou a importância do trabalho e do esforço dos técnicos têxteis para a industrialização do Brasil. O Prof. Sérgio destacou a honra do SENAI-CETIQT de poder promover esta comemoração, e disse que “a soma do conhecimento dos presentes é capaz de revolucionar a tecnologia na indústria têxtil”. Falou também do importante trabalho do SENAI-CETIQT que procura sempre apresentar as mais atualizadas tecnologias na indústria têxtil e de moda. O Sr. Nelson em nome da ABTT cumprimentou aos presidentes das gestões anteriores que através de seus esforços possibilitaram à entidade completar mais este aniversário. Ele agradeceu ao SENAI-CETIQT pela cessão de suas instalações e pela importante colaboração na formatação desta atividade, enalteceu a confiança na ABTT dos patrocinadores deste evento e ainda anunciou as próximas atividades da ABTT:

REINALDO APARECIDO ROZZATTI Assessor da presidência da ABTT

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2018 – 6º CONTEXMOD – SENAI-CETIQT 2018 – Seminário Tecnológico na FEBRATEX em Blumenau • 2019 – Seminário Tecnológico na AGRESTETEX em Caruaru • 2019 – XXVIII CNTT na Escola SENAI “Francisco Matarazzo” em São Paulo Já o Sr. Luigi falou em nome dos ex-alunos do ETIQT (hoje SENAI-CETIQT) relembrando as dificuldades enfrentadas para consolidar o novo curso na recém-fundada escola e ainda exortou aos colegas que continuem na luta em defesa da indústria brasileira. Ele ainda foi homenageado com uma placa comemorativa, assim como os senhores Dirceu e Pimentel e os professores Sérgio e Perrone. O Sr. Pimentel encerrou a cerimônia apresentando um cenário atualizado da cadeia têxtil – confecção, e discorreu sobre os esforços empreendidos pela ABIT na defesa da indústria nacional. Deixou uma mensagem otimista de crescimento lento, mas constante, da RT cadeia têxtil – confecção.

Foto: divulgação

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É URGENTE CONCILIAR APOSENTADORIAS DIGNAS E EQUILÍBRIO FISCAL

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onsiderando que o crescente déficit da previdência é uma das principais causas do rombo fiscal do setor público e que este desequilíbrio é um dos desencadeadores da grave crise econômica que assolou o Brasil, é imperioso e premente avançarmos na reforma previdenciária. Trata-se de um fator condicionante à recuperação nacional, pois ninguém investirá de modo seguro no contexto de um ambiente econômico fragilizado pelo crescente déficit fiscal do governo. Além disso, não há mais como criar impostos, pois já foi ultrapassada em muito a capacidade da sociedade de financiar o setor público, considerando que o brasileiro é um dos povos que mais pagam impostos. Assim, corre-se o risco de que o crescente saldo negativo acabe sendo financiado pela emissão de moeda sem lastro, o que traria de volta a inflação descontrolada, de triste memória e que consideramos definitivamente extirpada de nosso país, até prova em contrário. Seria um inaceitável retrocesso, decorrente da irresponsabilidade na gestão das contas públicas, que teria repúdio total por parte dos brasileiros. Ademais, sem uma estrutura previdenciária superavitária e eficaz, continuaremos pagando aposentadorias muito baixas a quem trabalhou a vida toda e, o que é pior, gerando déficits crescentes para financiar proventos com poder de compra cada vez menor. É necessário, ainda, garantir isonomia de direitos e deveres entre os trabalhadores da iniciativa privada e os funcionários públicos, de modo que o sistema seja igual para todos os cidadãos e que não haja privilégios. Há que se levar em conta, ainda, o aumento da longevidade média dos brasileiros, um avanço muito importante e feliz de nossos indicadores demográficos. Isso significa que teremos crescente contingente de idosos para prover com dignidade, ante uma paulatina diminuição da população profissionalmente ativa. Esse é um fator muito importante, que não tem sido

por

FERNANDO VALENTE PIMENTEL*

muito comentado, a nos demonstrar a premência da reforma previdenciária. Resgatei estudo divulgado em 2011 pelo Banco Mundial, mas que se mantém atualíssimo como alerta sobre a necessidade de aperfeiçoamento do sistema. O relatório demonstrou, num momento em que a questão fiscal nem era grave como a de hoje, que o Brasil envelhece mais rapidamente do que as nações desenvolvidas. E mais: estas ficaram ricas antes de envelhecer; o Brasil está ficando velho antes de enriquecer. Em síntese, o resultado desse apontamento do BIRD é assustador: somos uma economia de renda média, mas recolhemos tributos de nação rica e pagamos aposentadorias de país pobre. É muita contradição”! O documento do banco, intitulado “Envelhecendo em um Brasil mais velho”, alertava que os idosos, que representavam 11% da população em idade ativa em 2011, serão 49% em 2050. Em contrapartida, em meados da década de 20 deste século, os habitantes em idade laboriosa começarão a diminuir. Ou seja: nosso sistema previdenciário atual é a crônica de uma falência anunciada, cujas consequências serão drásticas, pois teremos alguns milhões de idosos expostos à inadimplência dos seus proventos, depois de toda uma vida de trabalho. Por isso, é urgente iniciar a transição a um novo modelo. Quanto antes adotarmos essa iniciativa, menos abruptas e duras serão as consequências. Nossas propostas de reforma são menos traumáticas do que em países como Grécia e Portugal, nos quais se reduziu o valor nominal e real das aposentadorias. Porém, precisamos iniciar já as mudanças e concluí-las em tempo de evitar a implosão da Previdência e um inconRT trolável déficit fiscal. * Fernando Valente Pimentel é presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção

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TECNOLOGIA

SUSTENTABILIDADE E TECNOLOGIA

MARCAM A IAF WORLD FASHION CONVENTION A 33ª edição da World Fashion Convention trouxe painéis com temas relevantes e autoridades para debater ideias e atender exigências do consumidor

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ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção realizou a 33ª World Fashion Convention da IAF – International Apparel Federation no Grand Hyatt Hotel na Barra da Tijuca – RJ, entre os dias 16 e 18 de outubro de 2017, e contou com presença de grande público participativo em todas as apresentações. O evento ainda contou com uma presença internacional forte, sendo 20% dos presentes oriundos de outros países. Os temas sustentabilidade e “compliance” (conformidade) foram os grandes destaques do evento, com sinalizações aos fornecedores que devem melhor atender as exigências dos consumidores de forma global. As empresas devem se empenhar na criação de uma

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ANTONIO CÉSAR CORRADI

PRESIDENTE DO CONSELHO CONSULTIVO E DE ÉTICA DA ABTT

REINALDO APARECIDO ROZZATTI ASSESSOR DA PRESIDÊNCIA E MEMBRO DO CONSELHO CONSULTIVO E DE ÉTICA DA ABTT

consciência cívica nas pessoas para fornecer, comprar e usar produtos que sejam sustentáveis e tragam uma mensagem que atendem às necessidades mundiais de defesa do meio ambiente. Também foi dito que a credibilidade da marca é o bem mais precioso da empresa, e é um processo que vai da matéria prima ao varejista, controlado e acompanhado de forma transparente em todas as etapas do processo produtivo, embalagem, logística, pontos de vendas, uso e reuso e descarte. Para ajudar, também nisso, o acompanhamento através de tecnologias avançadas que permitam o controle e rastreamento do produto, é uma exigência cada vez mais relevante, com acesso dos consumidores e

Fotos: Guilherme Toboada

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TECNOLOGIA atendendo a conformidade que o mercado exige. E, para você leitor que não pode estar presente no evento, a Revista Têxtil reúne nos tópicos abaixo os pontos mais importantes do início ao fim.

ABERTURA OFICIAL A abertura do evento contou com os senhores Han Bekke, Presidente do IAF, Fernando Pimentel, Presidente da ABIT, Prof. Jair Santiago do SENAI-CETIQT, Veronica Mello do SEBRAE, Miguel Antonio do ABDI, Francisco Franco do APEX, Dep. Fed. Sr. Vanderlei Macris e o Brigadeiro Intendente Medeiros representando o Ministro da Defesa, Sr. Raul Jugman O Sr. Han Bekke apresentou a nova missão do IAF, que é unir toda fonte de moda, associações e produtores de matérias primas. Incentivar o uso de novos materiais, através a pesquisa e tecnologia, que são ferramentas para ganhar “market share”. O IAF foi fundado em 1972, e acompanha as mudanças no mercado mundial, que desde 2009 caiu 3%, razão pela qual incentiva novas mudanças e o surgimento de novos desafios, apesar dos esforços de alguns governos de grandes potências em desfazer e dificultar acordos comerciais entre os países. E que num breve futuro as lojas físicas perderão espaço para o comércio virtual. O Sr. Fernando Pimentel disse que a ABIT está completando 60 anos, e que a atuação da entidade na defesa da indústria nacional é cada vez mais intensa, principalmente no que tange o trabalho de menores e análogo ao escravo, embora os resultados às vezes demoram a ser percebidos ele ainda enalteceu o empenho dos industriais e das entidades acadêmicas no desenvolvimento e implantação dos conceitos de Manufatura 4.0. O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Sr. Marcos Pereira, através de vídeo, destacou a condição social da indústria têxtil e de confecção no Brasil, e sua contribuição para o desenvolvimento, aproveitando para incentivar a exploração de novos mercados no mundo. Cumprimentou a ABIT por sua atuação. O Sen. Dário Bergher, membro da Frente Parlamentar de defesa da Industria têxtil, através de vídeo, cumprimentou a ABIT pela realização do evento e por seus 60 anos de luta em defesa da indústria têxtil e de

confecção nacional. Enfatizou que competitividade só se consegue com o emprego de novas tecnologias. O Prof. Jair Santiago destacou a atuação do SENAI-CETIQT na busca, desenvolvimento e implantação de novas tecnologias, convidando para a visita na entidade dentro do programa deste evento, onde uma confecção de T-Shirts poderá ser visitada operando nos conceitos de Manufatura 4.0. A Sra. Veronica Mello destacou as áreas de atuação do SEBRAE para a adequação dos novos negócios de toda a cadeia têxtil e de confecção, tornando-os cada vez mais competitivos e desenvolvendo novos nichos de atuação. O Sr. Miguel Antonio deu ênfase nos trabalhos da ABDI em parceria com a ABIT, para a implantação e uso de novas tecnologias de produção, com destaque aos conceitos de Manufatura 4.0. O Sr. Francisco Franco informou que o principal papel da APEX é promover os produtos brasileiros no exterior, e também desenvolver parcerias com empresas e investidores estrangeiros. O Dep. Federal Sr. Vanderlei Macris, membro da Frente Parlamentar de defesa da Industria têxtil, destacou e cumprimentou o Sr. Fernando Pimentel por sua atuação na presidência da entidade, na defesa da indústria nacional e pela grandiosidade deste evento. Que tais ações só podem fazer acreditar na potencialidade do setor e na sua importância para o crescimento econômico e social do Brasil. O Brigadeiro Medeiros ainda destacou a importância do setor para alavancar o progresso nacional.

PAINÉIS ALGODÃO BRASILEIRO: DA PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL À PRATELEIRA – INICIATIVAS DE VALOR O Sr. Arlindo Azevedo Moura, Presidente da ABRAPA e moderador do painel, destacou o algodão nacional e os mecanismos de certificação reconhecidos no mundo todo e com padrões internacionais de qualidade BCI (Better Cotton Iniciative) e ABR (ABR – Algodão Brasileiro Responsável). Ele informou que a safra 2016/17 atingirá 1,6 milhões de toneladas no total e que 1,2 milhões de toneladas de pluma terão o certificado ABR, atendendo a 200

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TECNOLOGIA quesitos de conformidade. Todo o algodão é produzido com total alinhamento social, sendo 100% dos trabalhadores sob a CLT, obedecendo as normas NR31 e os parâmetros da OIT. E que o Brasil produz 30% de algodão BCI. A consciência dos consumidores pelo uso de produtos sustentáveis está se expandindo, por isso as empresas mundiais LEVI STRAUSS, ADIDAS e H&M, entre outras, só vendem produtos fabricados com algodão BCI, não necessariamente orgânico. O Sr. Ariel Horovitz, Diretor da Norfil S.A. que é proprietária da marca HIGHSTIL, apresentou detalhes do projeto “Algodão Paraíba – da Lavoura à Loja”, e afirmou que a empresa tem fazendas com certificação BCI e ABR com cultura de algodão somente para consumo próprio. Tambem que entre os esforços pela sustentabilidade está a reutilização de todos os subprodutos na própria empresa ou em parceiros. A empresa tem o certificado da ABVETEX. O painel teve ainda o Sr. Paulo Borges, CEO da Luminosidade e Diretor da SPFashionWeek, anunciou que o evento está completando 30 anos de atividade, e que poucos países no mundo têm semana de moda. “A capacidade do brasileiro de ser resiliente, alavanca a moda brasileira”. “É fato que o consumidor vai determinar o produto e que a tecnologia vai ditar a velocidade dessa moda. O Brasil tem uma moda urbana, mas leve e com espírito”. Borges apresentou imagens de vários desfiles em que os estilistas se baseiam no algodão. “Precisamos fortalecer nossas vocações em toda a cadeia produtiva. Fortalecer aquilo que somos bons”

ATUAÇÃO DE GOVERNOS E INSTITUIÇÕES NAS DEMANDAS INTERNACIONAIS DE COMPLIANCE Moderado por Fernando Pimentel, Presidente da Abit e com as participações de: Admilson Moreira, Chefe de Gabinete do Ministério do Trabalho e Emprego, Peter Poschen, Diretor no Brasil - OIT – Organização Internacional do Trabalho, Roel Nieuwenkamp – Chairman da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico; o painel foi aberto pelo Sr. Renato Jardim da ABIT que explanou sobre o trabalho da associação para incentivar as empresas a adotar as melhores práticas de produção, erradicando possíveis

fontes de trabalho de menores e análogos ao escravo, e criando laboratórios de moda sustentável, com destaque às empresas que participam do Comitê de Infra-Estrutura e Inovação da entidade. O Sr. Peter Poschen da OIT – Organização Internacional do Trabalho destacou as ações da ABIT no Brasil em defesa das melhores práticas. Explanou sobre as ações mundiais em relação ao trabalho de menores e análogo ao trabalho escravo, que em muitas regiões esbarra com costumes enraizados na cultura local. O Sr. Roel falou da importância de se criar cadeia de valor nas confecções, a exemplo do que fazem as de material esportivo. Deu como exemplo a contratação de supermodelos, cujo pagamento supera em muito o custo da mão de obra.

OS DESAFIOS NA TRANSIÇÃO PARA O MODELO DE MANUFATURA AVANÇADA O Sr. Bráz Costa do CITEVE de Portugal mediou este painel que apresentou os desafios da indústria frente aos novos conceitos da Manufatura Avançada 4.0, e todos os participantes foram unânimes ao afirmar que já está em desenvolvimento o Manufatura 5.0, que levará em conta o fator social, abrangendo os trabalhadores envolvidos e suas comunidades. O Sr. John Cheh, CEO e Vice-Presidente do Esquel Group,apresentou detalhes de produção de sua empresa, na qual as pessoas são a chave para o sucesso não somente a tecnologia de ponta utilizada. A empresa é voltada à produção e venda mundial de camisetas básicas de algodão, fabricadas com custo inferior a USD 1.00 a unidade. O Sr. Zornow, da Sewbo, apresentou os desenvolvimentos da empresa no ramo de robótica voltados à indústria têxtil e de confecção. E disse que os robôs têm maior dificuldade em manusear tecidos, que materiais nãotecidos e termo plásticos. O Sr. Hensch, Diretor Geral da Hugo Boss, mostrou a visão da empresa nos conceitos de Manufatura 4.0, para maior agilidade no atendimento das necessidades do mercado consumidor e na gestão da produção. O Sr. Schumann, Consultor Senior da Gherzi, disse que não há disrupturas com os padrões tradicionais, mas novos desenvolvimentos são apresentavos para atender as exigências do mercado. O que faz vender o

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produto é sua história, criar é projetar valor em relação ao cliente. “A inovação começa quando termina a zona de conforto”. Tudo deve ser feito com paixão.

A INFLUÊNCIA DA RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL NAS DECISÕES DE COMPRA DO CONSUMIDOR FINAL O Sr. Renato Meireles, moderador do painel, apresentou os trabalhos do Instituto Locomotiva para levar os consumidores a adquirir produtos somente de empresas com responsabilidade socioambiental. Destacou a importância da sustentabilidade no consumo, e afirmou que “não ser sustentável é um ‘driver’ de detração da imagem da empresa”. A Sra. Jacinta FritzGerald, Coordenadora de Pesquisa e Operaçõesdo do Project JUST, disse que sua missão é construir uma comunidade para mudar o modo de vender moda. E que a indústria da moda produz 2,1 bilhões toneladas de lixo anualmente, dos quais somente 20% é reciclado e que o consumidor deve ser informado do seu papel dentro do consumo sustentável. Ela ainda disse que a moda depende somente daquela(e) que usa, pois conforme dizia Coco Chanel “moda é ser o que se quer ser”. O Sr. Roberto, Martini CEO da Flagcx, apresentou sua empresa, uma holding de 19 empresas criativas. Cada vez mais o mundo será menos fragmentado, menos horizontal, menos transparente, menos verdadeiro e mais consciente.

O Sr. Rony Meisler, CEO do Grupo Reserva, disse que o Grupo tem como foco principal cuidar, emocionar e surpreender as pessoas todos os dias. Falou do trabalho social da empresa, que valoriza a questão emocional, pois realizar certos sonhos dos funcionários custa bem mais barato do que se imagina; que as lojas do grupo têm 30% de seus funcionários composto de pessoas da 3ª idade, com ótimos resultados. A empresa distribui 12 milhões de refeições anualmente sem benefício fiscal. Dos fornecedores da empresa, 92% estão no Brasil. “Devemos praticar a cultura da transformação, não da reclamação” afirmou. Tem como missão “Re-empreender o Brasil”.

OS IMPACTOS DAS NOVAS TECNOLOGIAS NAS OPERAÇÕES DO VAREJO O Sr. Matheus Fagundes, CEO da 2Rios Lingerie, destacou a importância de se usar as novas tecnologias nas operações de varejo, cada empresa visando conhecer melhor seus clientes, colocando à disposição produtos mais adequados a atendê-los. A Sra. Adriana Oliveira, Gerente de contas Corporativas da Lectra, discorreu sobre as megatendências, para satisfazer os desejos dos consumidores “Millenials” nascidos entre 1980 e 2000, que são nascidos digitais. Até 2020 70% da população será digital. O Sr. André Chaves, da Bain&Co., discorreu sobre o “modus operandi” da empresa de venda Amazon. com, que brevemente incluirá peças de vestuário em

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TECNOLOGIA seu portfólio e, por fim, Giuliano Donini CEO da Marisol apresentou o trabalho da empresa que tem foco em lojas de marcas próprias.

O QUE QUEREM OS CONSUMIDORES DA NOVA ERA No final dos trabalhos a Sra. Renata Abranches do Bureau de Estilos, apresentou vários representantes de grupos de consumo que mostraram o que os leva a adquirir produtos por impulso ou desejo de compra. Adquirem produtos que atendam seu estilo de vida e têm grande percepção de marca. Tais consumidores são classificados como “Millenials”, pois são nascidos entre 1980 – 2000.

TÊXTEIS TÉCNICOS: NOVOS MERCADOS E INFINITAS POSSIBILIDADES No painel, foram debatidas situações nos mais diversos ramos nos quais os têxteis técnicos tomam cada vez mais o lugar de materiais convencionais. A Sra. Mariana Doria do SENAI-CETIQT, mediadora do painel, afirmou que novos paradigmas são explorados, tais como as fibras químicas já superam as naturais na proporção de 70/30 no mercado europeu; novas sínteses biológicas permitem o desenvolvimento de novos materiais, com mais aplicações no setor automotivo e de construção, substituindo o ferro, o aço e o concreto; o mercado atualmente em US$ 250 bilhões deve chegar a US$ 315 bilhões em 2020; e o desenvolvimento de novos usos para os têxteis técnicos com melhor qualidade para atender as demandas. O Sr. Marcelo Bathe, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Rhodia / Grupo Solvay, disse, que no entender da Rhodia – Solvay, “inovação é o futuro”, por isso mantém 21 centros de desenvolvimento, sendo 1 no Brasil voltado ao setor têxtil exclusivamente. Apresentou que grandes mudanças estão acontecendo em nível global. Com a melhora das condições de saúde, 25% da população mundial tem mais de 50 anos, e que 29% deles já preferem comprar de empresas com práticas sustentáveis. O Sr. Fabien Darche, Gerente de Estilo, Cores e Materiais LATAM - PSA Peugeot Citroën, destacou as inovações têxteis no setor automobilístico, com as perspectivas de inovação sejam de conforto, identidade da marca, performance com produtos melhores e mais

baratos e produzidos com responsabilidade social, tecidos com sensação táctil melhorada, facilidade de limpeza e com interação e conectividade com o usuário. Deu destaque também ao emprego dos conceitos de Indústria 4.0 nas diversas fábricas da empresa e seus fornecedores.

VISÃO DA INDÚSTRIA E DO VAREJO SOBRE O “COMPLIANCE” SOCIOAMBIENTAL A Sra. Katia Hamada, Gerente de Marketing DuPont e mediadora, abriu o painel discorrendo sobre a empresa Invista proprietária da DuPont no Brasil, e da marca Lycra, apresentando os esforços de marketing da empresa em vários eventos pelo território nacional, divulgando a missão da empresa de atender as normas para que seus produtos estejam conformes. O Sr. Fábio Hering, CEO da Cia. Hering disse que, hoje, distribui seus produtos por lojas, a maioria franqueados, e que 25% dos produtos vendidos é adquirido fora do Brasil. Que a empresa exige de seus fornecedores a obediência a códigos de conduta. A Sra. Marisa Pagnani McGowan Vice Presidente de Responsabilidade Corporativa da PVH Corp afirmou que as empresas devem ter seus negócios com responsabilidade, e é fundamental a análise dos fornecedores, que são a razão de ser das empresas, sempre focando a moda como desenvolvimento sustentável. O Sr. Alex Busquets, Head de Engajamento com os Stakeholders da C&A em sua apresentação mostrou que a marca tem 50% dos seus produtos feitos com algodão originário de lavouras certificadas, e que a empresa defende que os dejetos industriais devem ter atenção especial.

PALESTRAS APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA NA MODA: INTEGRANDO CIÊNCIA E DESIGN O Dr. Juan Hinestroza, da Cornell University, discorreu sobre uso cada vez mais frequente de tecnologias nos mais diversos materiais sejam têxteis ou não. Ele destacou parceria com a Federação Francesa de Tênis no desenvolvimento de um novo revestimento para a bola, que muda de cor de acordo com a velocidade da jogada e também da incorporação de sensores no encordoamento da raquete para identificar o jogador.

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TECNOLOGIA Com o Barcelona FC foi desenvolvido um tecido com tecnologia que muda a cor conforme a necessidade em razão do uniforme do adversário e do desgaste físico do jogador.

CENÁRIO MUNDIAL DA INDÚSTRIA E DO VAREJO DE TÊXTEIS E CONFECÇÕES ABERTURA O Sr. Saskia Hendrich, sócio da McKinsey, mostrou que não basta digitalizar os processos, mas melhorar os meios de operação e fornecimento, e a meta deve ser redução de custos e do leadtime. As dificuldades que as empresas enfrentam hoje em dia, são: arquitetura do processo, transparência dos dados, qualidade das informações, capacidade das equipes e contratação de talentos com o perfil correto. Em pesquisa realizada pela McKinsey sobre perspectiva do mercado futuro em relação ao atual momento, 40% dos executivos entrevistados acredita em possibilidade de melhora, 37% crê em piora da situação e 23% prevê que o atual quadro econômico permanece nos níveis atuais. Em 100 empresas, 63 entendem que seus fornecedores não estão aptos a trocar informações, dentro dos conceitos de Manufatura 4.0. O atual cenário econômico só deverá melhorar entre 2025-2030 para as empresas que atenderem aos seguintes requisitos: • Talento – corpo de colaboradores com apetite para mudanças; • Colaboração – com empresas prestadoras de serviços e fornecedores; • Infraestrutura digital – com transparência e priorização; • Análise avançada – para identificar soluções; • Redesenho do processo – com foco na demanda; Todos devem ter em mente que “digitalização não é o fim”, mas ferramentas para atingir objetivos.

FORA DO EIXO – COMO OS PAÍSES NÃO OCIDENTAIS INFLUENCIARÃO A NOSSA CULTURA O Sr. Luiz Arruda, da WGSN Mindset, trouxe conceitos de que não existem mais fronteiras, mas conexões o que dá lugar à “multilocalidade”, por

isso deve-se dar importância às culturas fora do eixo tradicional, influenciadas pelas culturas não-ocidentais. Fica claramente perceptível que os consumidores estão atrás de conhecimento sobre o produto e sobre a marca. E os empresários estão preocupados em mostrar como o uso consciente da marca e de conceitos aceitos e reconhecidos pelos clientes são relevantes e agregam valor aos produtos.

ROBÓTICA, AUTOMAÇÃO E INDÚSTRIA 4.0 NA ERA DA DISRUPTURA O palestrante, Sr. Mike Fralix, Presidente e CEO da [TC]², fez uma explanação sobre como a robotização pode ser produtiva e colaborar para melhorar a qualidade dos produtos, e que esta evolução tecnológica não pode ser responsabilizada pelo desemprego nos mais diversos países. O desenvolvimento dos conceitos de Indústria 4.0 está chegando no Indústria 5.0 que já está levando em conta o caráter social.

TRANSFORMAÇÕES NA INDÚSTRIA DA MODA: FATORES AMBIENTAIS NA ECONOMIA GLOBAL O Sr. Sebastian Boger, Diretor do The Boston Consulting Group mostrou que, em uma escala de sustentabilidade de 1 a 100, a indústria de moda está em 32, tendo um longo caminho a percorrer para ser considerada sustentável. Metade das indústrias está abaixo da média, e muitas nem sabem como ser administradas para um melhor desempenho. Segundo ele, 80% das empresas tem a sustentabilidade como meta, destas 30% fazem algum esforço para ser sustentável e só 25% dessas alcançam as metas. A demanda da moda em 2015 foi de 62 milhões de tons. Em 2030 alcançará 102 milhões de ton., gerando uma oportunidade de mercado de € 160 bilhões. Ele ainda afirmou que startups podem ser as grandes parceiras principalmente na área de reciclagem. Depois desta edição brasileira, a IAF realizará o seu próximo encontro na Europa. Segundo o Sr Patric Hanselman, Diretor geral do IAF, a 34ª edição será nos dias 09 e 10 de outubro de 2018, na cidade de Maastricht na Holanda, e terá como um dos destaques o RT tema “Capital Humano”.

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O Ceará Fashion Trade

RETROSPECTIVA 2017:

INOVAÇÃO E TRABALHO DURO RECUPERAM SETOR TÊXTIL EM 2017 Setor retoma crescimento, volta a gerar empregos e já pensa nos eventos do ano que vem para ficar ainda mais forte

A

palavra crise foi presença constante em diversos setores da economia nos últimos dois anos. Contudo, os números de 2017 indicam que a palavra que tanto amedrontou a indústria está cada vez mais no passado. De acordo com dados divulgados pelo IEMI – Inteligência de Mercado, a produção da indústria têxtil entre janeiro e setembro cresceu 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 1,4 milhão de toneladas. Para 2018 a previsão é de que o crescimento seja de mais 4% chegando aos 1,84 milhão de toneladas. Outro dado positivo para o nosso setor foi o número de empregos gerados mês a mês e no acumulado do ano. Para se ter uma ideia, de acordo com números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o CAGED, nos primeiros sete meses do ano, a indústria têxtil e de confecção gerou quase 22 mil postos de trabalho com carteira assinada. Segundo apresentado pela Abit, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Con-

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fecção, o ano termina com 29.250 postos de trabalhos gerados, o que corresponde a mais ou menos 1,5 milhão de pessoas trabalhando, o mesmo registrado em 2015. Os números acima são prova de que o mercado está seguindo em frente e já está cobrindo os prejuízos deixados por 2016. Com mais confiança na economia, otimista com as reformas planejadas pelo Governo e sem se importar gravemente com o panorama político, o setor arregaçou as mangas e trabalhou. Foram diversas feiras, fóruns e eventos em geral – que iremos relembrar alguns deles –, realizados em diversos lugares do País, que trouxeram muita inovação, tendências e ideias de como contornar situações adversas.

GRANDES EVENTOS NACIONAIS A Região Nordeste recebeu vários eventos em 2017. O Dragão Fashion Brasil Festival realizado de 24 a 27 de maio no Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza, revela novos criadores através da realização

Fotos: divulgação

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RETROSPECTIVA HOMENAGENS

A Febratex

dos concursos e os desfiles de criadores já consagrados mostram a criatividade brasileira para o mundo, como também divulga a gastronomia e a música. O Ceará Fashion Trade, realizado na capital Fortaleza, entre os dias 16 e 18 de agosto e que terminou com um montante de mais de R$ 7,5 milhões entre negócios gerados e prospectados. O Ceará Fashion Trade atraiu mais de 2.200 visitantes, sendo que alguns deles vieram da Colômbia, Portugal e até do Japão para conferir de perto o trabalho dos 80 expositores presentes. Realizada de 3 a 6 de outubro a Maquintex - Feira de Máquinas, Equipamentos, Serviços e Química para a Indústria Têxtil, a Signs Nordeste – Feira de Equipamentos e Serviços para Impressão Digital, Sinalização e Serigrafia; e a Femicc – Feira de Máquinas para a indústria Coureiro-Calçadista, no Centro de Eventos da cidade, o evento mostrou que o Nordeste vem cada vez mais forte na indústria para contribuir com a retomada do setor. “A Região Nordeste tem se destacado nos últimos anos na cadeia produtiva da moda. No Ceará, os segmentos que fazem a moda (têxtil, confecção e calçado) representam 40% da mão de obra da indústria de transformação do Estado. E sediar um evento como o Ceará Fashion Trade é proporcionar ainda mais crescimento e visibilidade para a Região”, afirma Kelly Whitehurst de Castro, presidente do Sinditêxtil-CE.

Outras solenidades com bastante importância para a Revista Textil, aconteceram durante o ano de 2017, quando Ricardo Haydu nosso presidente foi homenageado. A primeira delas pela ABTT no Contex, depois pelo FCEM | Febratex Group, o qual concedeu a honra de batizar um prêmio de ¨Destaque Ricardo Haydu¨ conferido para as empresas expositoras que já participaram de três edições e foi entregue pela primeira vez na edição deste ano da Tecnotêxtil Brasil, que aconteceu em paralelo com a FebraTêxtil, Boné Show e a Feira de Tecidos Técnicos e Nãotecidos FINTT, em abril, no Anhembi, em São Paulo (SP). A homenagem teve continuidade durante a Maquintex - Feira de Máquinas, Equipamentos, Serviços e Química para a Indústria Têxtil, a Signs Nordeste – Feira de Equipamentos e Serviços para Impressão Digital, Sinalização e Serigrafia; e a Femicc – Feira de Máquinas para a indústria Coureiro-Calçadista, em Fortaleza. “Ricardo e sua esposa, Vivi Haydu, são grandes incentivadores e apoiadores das feiras de negócios, parceiros de longa data do FCEM | Febratex Group”, declara o diretor-presidente da empresa, Helvio Roberto Pompeo Madeira. E, mais recentemente pela Abit e Sinditextil São Paulo, durante a entrega das Medalhas do Mérito Abit 2017. Todo esse reconhecimento nos dá orgulho, força e a certeza de que a Revista Têxtil segue no caminho certo.

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ExpoPrint

A região Sul receberá evento de grande relevância, como a Febratex, que acontece a cada dois anos e está agendada para abrir suas portas entre 21 e 24 de agosto no Parque Vila Germânica / PROEB, em Blumenau (SC). Para sua 16ª edição, a feira espera repetir o sucesso da edição de 2016 e a Revista Têxtil estará lá para fazer a cobertura. De acordo com Hélvio Roberto Pompeo Madeira, presidente do FCEM|Febratex Group, organizadora do evento, a edição 2016 da feira trouxe esperança e mais confiança ao setor e contou com um número expressivo de visitantes (foram mais de 27 mil inscritos no site). “Já havia uma expectativa boa, pois depois da instabilidade e dificuldades enfrentadas em 2014 e 2015, desde janeiro de 2016 os fabricantes contavam com vendas de peças de reposição, anunciando uma possível retomada dos negócios, confirmada agora pelas vendas de máquinas e equipamentos, além de negociações pós-feira”, justificou o empresário. A Febratex do ano que vem promete novidades e repetir atrações de sucesso, como os fóruns de palestras com temas pertinentes à cadeia têxtil que venham a contribuir para o desenvolvimento do segmento de um modo geral, através de suas diversas vertentes: gestão, tecnologia e moda.

DIGITAL EM ALTA Outro grande acontecimento de 2017 foi a expansão da impressão digital têxtil. Atenta ao avanço desse segmento, a Serigrafia SIGN FutureTextil, que aconte-

ceu entre os dias 12 e 15 de julho em São Paulo (SP), teve mais de uma área dedicada ao assunto, como o Circuito de Impressão Digital Têxtil, uma trilha prática, onde profissionais do setor puderam entender e se inspirar para utilizar as novas tecnologias a seu favor. Voltado para empresários e profissionais de criação, desenvolvimento, produção e mercado da indústria têxtil de vestuário e decoração. Projetado por Herculano Ferreira e Sarah Caldas das empresas Panorama e ArtZone, e com o Apoio do SENAI Têxtil, Moda e Decoração, a atração foi criada para “mostrar a atualidade da estamparia Digital Têxtil e falar sobre as expectativas para o mercado, mostrando desde a pesquisa, desenvolvimento, até a produção. As informações para a montagem provêm de indicadores de mercado e do desenvolvimento tecnológico das grandes empresas globais do setor de impressão digital jato de tinta”, indicaram eles. Em 2018, a capital paulista receberá outro grande evento do segmento, além de outra edição da Serigrafia SIGN FutureTextil, que irá acontecer novamente em julho. Trata-se da ExpoPrint Latin America (de 20 a 24 de março no Expo Center Norte), que acontece a cada quatro anos e é considerada o grande momento do mercado de impressão mundial. Ainda foi possível ver como a impressão digital é o cerne da chamada Indústria 4.0, conceito que firmou o pé neste ano e promete nortear a produção no futuro em diversos segmentos, incluindo o têxtil. “Acredito

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RETROSPECTIVA que todos os nossos clientes irão nessa direção e vão querer as coisas com mais agilidade, a máxima produção, maxi customização e produtos personalizados de quantidades importantes. Estaremos cada vez mais trazendo soluções pertinentes para essas direções”, disse Jèrôme Viala, Vice Presidente Executivo, CFO e CEO da Lectra.

CONFECÇÃO DO FUTURO Ainda dentro do tema Indústria 4.0, outro evento importante em 2018 será o Inspiramais - Salão de Design e Inovação de Materiais, a ser realizado nos dias 16 e 17 de janeiro no Centro de Eventos Pro-Magno – São Paulo (SP). No local, estará a planta-modelo de Confecção 4.0 do SENAI CETQT para mostrar como funcionará esta nova indústria, tornando possível visualizar uma operação que está sendo implantada no setor. De acordo com a organização do evento, a instalação será um espaço real de como será essa confecção avançada e a interação entre máquina e sistemas, pessoas e seus produtos, em um processo no qual o consumidor escolherá antecipadamente cada detalhe

da peça que quer comprar. As roupas serão feitas com as características propostas pelo comprador, desde o modelo (por exemplo: calça legging, capri, corsário e/ou bermudas) até as cores e estampas, mostrando a exclusividade e a customização possibilitadas pela Indústria 4.0. A fábrica-modelo entregará a roupa desenhada pelo consumidor em 30 minutos. “O setor têxtil e de confecção está entre os líderes da economia que estão puxando a indústria 4.0. Em 2016, lançamos o livro sobre a Quarta Revolução Industrial – uma visão para 2030, e, em outubro recente, realizamos a maior convenção Internacional da indústria da Moda de 2017 onde os temas compliance e indústria 4.0 foram discutidos por dois dias. A preocupação com o emprego é real, pois deverá entrar em cena um profissional mais qualificado. Porém, este novo modelo de negócios não será necessariamente para todas as empresas, nem para a totalidade de uma operação industrial. O importante é entender que a economia digital está mudando o modo de produzir e o mindset das pessoas”, disse o presidente da Abit, Fernando Pimentel (pag. 8).

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Inspiramais

OS (NÃO) TECIDOS DO FUTURO E já que o assunto é tecnologia e futuro, também vale a pena salientar o aumento da importância dos tecidos técnicos e nãotecidos no mercado mundial. Entre os dias 9 e 12 de maio de 2017, a Revista Têxtil visitou o Messe Frankfurt, na Alemanha e conferiu a Techtextil, feira focada no mercado de tecidos técnicos e nãotecidos e a Texprocess que mostra aplicações práticas dos conceitos exibidos em sua feira irmã. Ambos os eventos trouxeram 1.789 expositores vindos de 66 países, o que representa um crescimento de 7% em relação à última edição, realizada em 2015 e que contou com a participação de 1.662 de 54 países. Os eventos escolheram um tema ousado: a vida no espaço. “Na mostra ‘Vivendo no Espaço’, os visitantes da Techtextil e da Texprocess puderam ver diversos exemplos de materiais têxteis e suas aplicações em um contexto específico. Em conjunto com nossos parceiros e expositores, nós criamos uma área divertida e informativa, como nunca foi vista antes”, explica Michael Jänecke, Gerente de Marca de Têxteis Técnicos e Processamento Têxtil da Messe Frankfurt. Além do tema que mais parece ter saído de um filme de ficção científica, ambas as feiras mostraram aplicações de tecidos técnicos que já são usadas aqui na Terra, como na medicina, indústria automobilística e até na arquitetura e construção. Para se ter uma ideia da relevância desse nicho, segundo a Euratex, órgão europeu do segmento têxtil, esse nicho

Preview do Couro

corresponde a 15% de todo o mercado no continente e cresceu 6% mundo afora desde 2010.

ABRINDO OS OLHOS PARA A COLÔMBIA Por falar em América Latina, a Revista Têxtil teve o prazer de começar o ano de 2017 cobrindo a Colombiatex das Américas evento que aconteceu entre os dias 24 e 26 de janeiro em Medelim e se mostra cada vez mais relevante no panorama mundial e também para o mercado brasileiro. Em 2018 a Revista Têxtil volta ao pavilhão de exposições Plaza Mayor como convidada da edição número 30 do evento, que será realizada de 23 a 25 de janeiro e terá três pilares principais: negócios, moda e conhecimento. São esperados mais de 550 expositores em 2018, outros 15.800 compradores de aproximadamente 60 países do mundo e mais de 22.000 visitantes. Para se ter uma ideia da importância do mercado colombiano, o país está entre os oito aos quais o têxtil brasileiro mais exporta, somando 27 milhões de dólares entre janeiro e novembro deste ano segundo a Abit. “Sob o conceito Abra os Olhos, buscaremos no ano de 2018 testar as nossas convicções para encontrar, nesse mar de conhecimento e informação à qual temos acesso hoje em dia, esse dado, momento ou processo revelador que nos conecta com o consumidor. Trata-se de identificar as nossas fortalezas para extrapolá-las e fazer do ordinário coisas extraordinárias que cultivem futuro e negócios que perdurem no tempo”, afirma Clara

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Messe Frankfurt

Soluções têxteis para explorar o espaço

Henríquez, diretora de Plataformas Comerciais da Inexmoda, organizadora da Colombiatex das Américas. O evento ainda promete muitas novidades em maquinário e conceitos, com a apresentação de palestras e um dia exclusivamente dedicado ao denim, para prestar homenagem ao material e discutir suas inovações e as exigências para que ele continue importante para o setor e atrativo aos clientes.

ITM AGITA TURQUIA E O MUNDO TÊXTIL EM 2018 Por falar em feiras internacionais, 2018 será marcado pela mais importante feira de maquinário têxtil do mundo, a ITM - International Textile Machinery Exhibition. Com periodicidade bienal, o evento acontecerá entre os dias 14 e 17 de abril no tradicional Tüyap Fair and Congress Center, localizado em Istambul, na Turquia. E os preparativos já estão a todo vapor, afinal, a ITM 2018 terá a árdua tarefa de superar os números de 2016. Na qual, foram quebrados recordes estabelecidos pelas edições anteriores, com 12 halls de área de exposição em 120.000 metros quadrados e mais de 49.700 visitantes recebidos. Para a próxima edição, os organizadores da feira esperam uma participação maior de países como o Iran e Uzbequistão, uma vez que o comitê representante da feira esteve em eventos têxteis realizados nos dois lugares para promover a ITM e enfatizar que ela está em todos os lugares e é para todos. Principalmente no Uzbequistão que, segundo informe

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Colombiatex

Colombiatex

enviado pelo departamento de comunicação da ITM, teve um subsídio de 2,2 bilhões de dólares liberados pelo governo para a indústria têxtil. “Nós entregamos com sucesso a mensagem de que a ITM ‘está em todos os lugares’ tanto para os participantes quanto para os visitantes. E fizemos isso com as visitas de nosso comitê e nossas peças publicitárias, expostas em outdoors nas estradas e até nos materiais impressos escritos em russo, que serão entregues na ITM 2018”, disse Necip Güney, Chairman do Conselho Executivo de Feiras Técnicas da Teknik Fairs and Tüyap, que organiza o evento em parceria com a TEMSAD sigla em inglês para Associação da Indústria de Maquinário e Acessórios Têxteis. Os eventos de 2017 realizados no Brasil e no mundo minimizaram a crise e provaram que o segmento cresce forte, pronto para encarar dificuldades e já se atenta para as transformações que terá de passar para evoluir e continuar sendo referência na indúsRT tria de transformação.

CSMAT TERÁ ATUAÇÃO MAIS AMPLA EM 2018 A CSMAT - Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios Têxteis será mais abrangente em sua atuação no próximo ano. Em novembro, foi aprovada uma nova resolução que muda o nome da entidade para Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria Têxtil e de Confecção, mantendo a sigla vigente. Com a alteração a Câmara irá abranger mais nichos do segmento e oferecer mais assistência a todos. Outro acontecimento que marcou o fim do ano para a CSMAT foi a reeleição da diretoria, liderada pelo presidente Marcos Lichtblau, da empresa Automatisa Sistemas Ltda. Com essa definição, o grupo será responsável por direcionar as atividades da câmara no próximo biênio 2017/2019. A posse, que foi realizada na sede da ABIMAQ, contou com presença de José Velloso, presidente executivo da associação. O corpo de diretores da CSMAT ainda inclui os vice-presidentes Denilson Correa, da Graf Máquinas Têxteis Ind. e Com. Ltda, Fábio Kreutzfeld, da Delta Ind. e Com. de Equips. Inds. Ltda, Rodrigo Becke Cabral, da Audaces Automação e Inf. Indl. Ltda e Valdir Schick, da Ind. e Com. SCHICK BIN Acess. Máqs. Ltda.

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