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EDITORIAL SUSTENTABILIDADE AO ALCANCE A REVISTA TÊXTIL é uma publicação da

R. da Silva Haydu & Cia. Ltda. Inscr. Est.: 104.888.210.114 CNPJ/MF: 60.941.143/0001-20 MTB: 0065072/SP

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Órgão de divulgação das entidades Abint: Associação Brasileira das Ind. de NãoTecidos e Tecidos Técnicos; Núcleo Setorial de Informação do SENAI/CETIQT; Redação/Administração Rua Albuquerque Lins, 1151 2º andar: Santa Cecília Cep 01230-001: São Paulo: SP: Brasil Tel/Phone: +55-11-3661-5500 E-mail: revistatextil@revistatextil.com.br Site: www.revistatextil.com.br Publicação bimestral com circulação dirigida às fiações, tecelagens, malharias, beneficiadoras, confecções nacionais e internacionais, universidades e escolas técnicas. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a filosofia da revista. A reprodução total ou parcial dos artigos desta revista depende de prévia autorização da Editora. Redação Releases, comentários sobre o conteúdo editorial, sugestões e críticas a matérias. Pedidos de informação relacionados às matérias e à localização de reportagens: e-mail: redacao@revistatextil.com.br Publicidade Anuncie na REVISTA TÊXTIL e fale diretamente com o público leitor mais qualificado do setor têxtil no Brasil e no mundo: e-mail: revistatextil@revistatextil.com.br Assinaturas Para renovação e outros serviços, escreva para: e-mail: revistatextil@revistatextil.com.br

O que é sustentabilidade para você? Economia de insumos, “máquinas verdes” com funcionamento eficiente e políticas saudáveis de descarte são práticas associadas a esse conceito, que sempre foi uma luta constante da Indústria Têxtil. A verdade é que atingir a sustentabilidade nunca foi tão palpável para o nosso setor. Nesta edição, abordamos o tema, indo além das práticas já conhecidas e mostramos como a recente renovação proposta pela chamada Indústria 4.0 e o novo perfil de consumidor estão ajudando a criar produtos e processos mais verdes. Nesta edição, mostramos em uma matéria especial como o Estado do Ceará e a Região Nordeste do Brasil estão se transformando em uma referência mundial na cadeia têxtil e recebendo eventos como o Dragão Fashion Brasil, o Ceará Fashion Trade – Feira Internacional de Negócios da Moda e a feira tripla Maquintex - Feira de Máquinas, Equipamentos, Serviços e Química para a Indústria Têxtil, que aconteceu em paralelo com a Signs Nordeste – Feira de Equipamentos e Serviços para Impressão Digital, Sinalização e Serigrafia; e a Femicc – Feira de Máquinas para a indústria Coureiro-Calçadista. Todos eles cobertos in loco pela RT. Consolidando a ideia de que o têxtil é para todos, confira nossa cobertura com o que aconteceu de melhor durante a Gotex Show – Feira Internacional de produtos Têxteis, conhecida por reunir expositores de diversas partes do mundo com destaque para os países da Ásia e sua relação com o mercado nacional. Veja também uma entrevista com Felipe Sanchez, CEO da Global Química & Moda, que falou sobre sua trajetória pessoal e nos deu um panorama da empresa, que detém mais da metade do market share do setor de impressão digital industrial do País. Boa leitura!

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SUMÁRIO

SUSTENTABILIDADE

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SUSTENTABILIDADE ON DEMAND

MERCADO

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TÊXTIL NORDESTINO: CADA ANO MAIS FORTE

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ENTREVISTA

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ABIT

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DIGITAL

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INAUGURAÇÃO

FEIRAS & EVENTOS

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GOTEX SHOW COMPLETA CINCO EDIÇÕES EM CLIMA DE FESTA MULTINACIONAL

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ABTT

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NOTÍCIAS

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MODA

70% DE MARKET SHARE E OLHOS NO FUTURO DO MERCADO

TERCEIRIZAÇÃO NÃO PRECARIZA O TRABALHO E ESTIMULA ECONOMIA

MOSTRANDO QUE O FUTURO É DIGITAL

SPGPRINTS INAUGURA CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO

A MODA E O FUTURO E O FUTURO DA MODA

RIETER APRESENTA NOVO PASSADOR RSB-D 50 CONGRESSO DE DORNBIRN COMEMORA SUCESSO DE PÚBLICO USTER RELANÇA TESTADORES DE BAIXO VOLUME FABRICANTES SUÍÇOS GANHAM PAVILHÃO PRÓPRIO EM FEIRA IRANIANA GLOBAL QUÍMICA & MODA DEBATE TENDÊNCIAS LECTRA RECEBE O TÍTULO DE “VITRINE DA INDÚSTRIA DO FUTURO” BASF ADIQUIRE POLIAMIDA POR € 1,6 BILHÃO

TODOS OS TAMANHOS FORMAS E CORES

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EDITORIAL

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SUSTENTABILIDADE

SUSTENTABILIDADE ON DEMAND

Como a indústria 4.0, o design e os novos hábitos de consumo dos jovens podem eliminar o desperdício da cadeia têxtil

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e acordo com dados do SEBRAE, a indústria têxtil do Brasil produz cerca de 170 mil toneladas de retalhos. O número por si só já é algo para ser olhado com mais atenção e exige soluções adequadas para que esse material não se torne um vilão para o meio-ambiente. Daí a preocupação de diversas empresas do segmento com a questão da sustentabilidade. Mas, até então, sem tomar medidas mais drásticas que impactassem o consumidor de fato, como o aumento do preço do produto, que poderia afugentá-lo: “A sociedade brasileira em geral vê a necessidade, percebe a questão do verde, do sustentável, mas muitas vezes não quer pagar por essa diferença”, comenta o Coordenador de Design do SENAI CETIQT Rio de Janeiro, Marco Lobo. Entretanto, esse cenário está mudando. Nos últimos anos, as tendências de consumo têm revelado que dar a devida atenção ao descarte racional de resíduos e investir em formas sustentáveis de obter produtos é um importante argumento comercial e pode

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decidir a sobrevivência ou não de uma marca nos próximos dez anos. Com cada vez mais acesso à informação, o consumidor mostra uma preocupação recente com a origem de tudo que consome. Do quanto de ingredientes é desperdiçado até que seu prato favorito seja servido à mesa até o processo de fabricação de uma camiseta ao vesti-la, seja no material utilizado ou mesmo na mão de obra empregada. E os mais jovens são os principais balizadores nesse novo jeito de consumir. “Os millenials nasceram com um smartphone na mão e um tablet na outra mão. São impacientes, querem tudo rápido e têm uma maneira de consumir diferente. Eles querem uma experiência nova de compra, fazem suas pesquisas na internet, que é a vida deles”, disse Jèrôme Viala, Vice Presidente Executivo, CFO e CEO da Lectra em entrevista na Revista Têxtil nº 748. Essa nova maneira de consumir a qual ele se refere está fazendo toda a indústria têxtil se reinventar. “As pessoas têm repensado e remodelado a forma como

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moram, se alimentam e se deslocam; têm revisado suas escolhas diárias. E a moda precisa refletir essa mudança, porque não é só de tendência e pioneirismo que ela vive, mas de identificação também”, ressalta André Carvalhal, cofundador do projeto MALHA e responsável à frente da marca AHLMA, que acaba de lançar a coleção Cápsula Sustentável em parceria com a Vicunha têxtil. A coleção foi desenvolvida com a linha Eco Recycle, produzida a partir da reciclagem de aparas de tecido, resíduos do processo de fiação, sobra de fios desfibrados e algodão certificado pela Better Cotton Iniciative, fomentando a extração reduzida de matéria-prima e a ocupação do solo com consciência. Durante o processo de tingimento dos tecidos, há também uma redução de 80% no consumo de água, que é tratada e, em grande parte, reutilizada. “A parceria com a AHLMA reforça nosso posicionamento de atuar de forma sustentável, buscando a melhoria constante da qualidade, sem deixar de lado a preocupação com o meio ambiente. Entendemos que também é papel da indústria criar produtos inovadores que atendam aos anseios dos nossos clientes, cada vez mais conscientes sobre o que consomem e em busca de uma real proposta de valor em suas relações”, diz Renata Guarniero, gerente de marketing da Vicunha Têxtil.

OS MILLENIALS NASCERAM COM UM SMARTPHONE NA MÃO E UM TABLET NA OUTRA MÃO. SÃO IMPACIENTES, QUEREM TUDO RÁPIDO E TÊM UMA MANEIRA DE CONSUMIR DIFERENTE. ELES QUEREM UMA EXPERIÊNCIA NOVA DE COMPRA, FAZEM SUAS PESQUISAS NA INTERNET, QUE É A VIDA DELES...

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SUSTENTABILIDADE CUSTOMIZAÇÃO ECOLÓGICA Ao mesmo passo que os millenials estão transformando a forma que se consome, para acompanhá-los a indústria está chegando à sua quarta revolução. “Como você bem sabe, existiram as três grandes revoluções: A primeira, o vapor. A segunda, eletricidade. A terceira, os computadores. E a quarta, é tudo que é digitalizado e que os clientes são bem adeptos a isso. É incrível o número de artigos que se acha sobre esse assunto, todo mundo está persuadido que será a forte revolução industrial, mas ninguém sabe hoje até onde poderemos ir”, afirma Jèrôme Viala da Lectra. Mas de qual forma isso pode ajudar o setor a ser mais sustentável? O Coordenador de Design do SENAI CETIQT, Marco Lobo, explica exatamente como. “Em breve um cliente irá chegar a um ponto de venda físico ou online de uma marca, fará a customização do produto conforme o seu gosto pessoal e os dados de seu corpo, bem como da cor e do tipo de estampa, que serão enviados via link para a indústria, que irá confeccionar a roupa e enviá-la para a sua residência ou fazer a entrega em mãos”, explica Marco Lobo, que complementa: “Com um nível de customização avançado, vamos eliminar várias etapas do processo produtivo, inclusive desperdícios, barateando o produto”. De acordo com o especialista, o varejo em si vai sentir o impacto dessa forma de consumo customizada já no estoque e na logística, que não precisarão mais ter uma infinidade de tamanhos e cores disponíveis. “O consumidor vai escolher e comprar algo que se encaixe nos seus desejos e necessidades. Esse é um momento único quando falamos de moda. É uma nova forma consciente de consumo, um novo perfil de economia colaborativa”, comenta Marco Lobo. Um dos exemplos práticos de design e tecnologia unidos em prol da sustentabilidade foi apresentado entre os dias 18 e 20 de junho deste ano, durante o Salão Moda Brasil, realizado em São Paulo Expo, centro de exposições da capital paulista. Em parceria com a Monthal, marca carioca de lingerie, a Rhodia levou ao evento o projeto “Moda para Moda”, que utiliza este conceito para transformar descartes em acessórios, como pulseiras, óculos e até móveis. “Além do compromisso da Rhodia e da Monthal com a sustentabilidade, este projeto gerará renda e trabalho para as mulheres da zona rural de Bom Jar-

Projeto “Moda para Moda”, que utiliza este conceito para transformar descartes em acessórios, como pulseiras, óculos e até móveis.

dim, no Rio de Janeiro, promovendo a autonomia e o empoderamento, muito importante para que assumam suas verdadeiras funções na sociedade”, destaca Mayra Montel da área de marketing da Rhodia Fibras.

PROJETOS E INICIATIVAS Se a tendência do consumo orienta a forma como o setor precisa pensar, as iniciativas é que ditam como as indústrias precisam agir para atender essa demanda. Por isso, não basta pensar em sustentabilidade, é preciso agir de acordo. E, como todo processo, é preciso começar na base, na criação desde o design. Nesse ponto, nosso País está na vanguarda. “O Brasil já está sendo apontado como polo de produtos inteligentes, simples e verdes. Esse é o mote para que a indústria veja que o verde vende”, complementa Marco Lobo. Para o coordenador do SENAI CETIQT, principal centro formador de mão de obra para a cadeia têxtil e de confecção do País, comenta que a tendência da sustentabilidade já está modificando inclusive o currículo universitário, uma vez que os estudantes se interessam por desenvolver novos produtos com base no reaproveitamento de outros. “O Brasil tem uma riqueza cultural incrível em termos de fibras e novos materiais e em nossos laboratórios trabalhamos para testar a aplicabilidade desses recursos. Por ora, estamos pesquisando de que forma a folha da bananeira pode virar um novo tipo de seda”, explica o profissional.

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SUSTENTABILIDADE

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Com o consumo on demand, os estoques serão reduzidos

Outra entidade com projetos interessantes de viés sustentável para o setor é a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), que trabalha promovendo o diálogo entre os diversos elos da cadeia têxtil. Entre eles, está o Laboratório da Moda Sustentável - Por um setor do vestuário mais sustentável e justo. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a ABVTEX, a OIT (Organização Internacional do Trabalho), ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) e Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), com o apoio do Instituto C&A e a realização do Instituto Reos. Segundo a associação de varejo, o objetivo do Laboratório é incentivar e criar soluções em áreas como o aproveitamento de matéria-prima, questões ambientais, sociais e de consumo. Por falar em questões sociais, a ABVTEX e a OIT ainda atuam desde maio deste ano em um projeto na cidade de São Paulo que tem como alvo as oficinas de costura. O objetivo é treinar proprietários de confecção e, principalmente, conscientizar trabalhadores imigrantes sobre seus direitos no Brasil e formas de regularização. “Esperamos alcançar impactos positivos no mercado de moda no Brasil que reverberem pelos próximos anos. O projeto prevê resultados alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como melhores condições de vida e trabalho no setor; e consumidores mais orientados e conscientes”, ressalta Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX. Ainda há muito a ser feito, mas se há algo que ficou bem claro recentemente é que a sustentabilidade agora vai muito além de economizar água e luz nos processos RT industriais. E o têxtil já está no caminho certo.

ESPERAMOS ALCANÇAR IMPACTOS POSITIVOS NO MERCADO DE MODA NO BRASIL QUE REVERBEREM PELOS PRÓXIMOS ANOS. O PROJETO PREVÊ RESULTADOS ALINHADOS AOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) DA ONU, COMO MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA E TRABALHO NO SETOR; E CONSUMIDORES MAIS ORIENTADOS E CONSCIENTES...

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MERCADO

Ceará Fashion Trade

TÊXTIL NORDESTINO: CADA ANO MAIS FORTE

Ceará respira o têxtil e mais uma vez mostra ser um terreno fértil para o setor com eventos importantes

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Estado do Ceará está trazendo todas as atenções do universo têxtil para o Brasil. A Região, que já passou por dificuldades severas no segmento, que incluem até a perda de proeminentes talentos locais em um acidente aéreo acontecido na década de 1980, está apresentando um rápido crescimento, principalmente ao colocar evidência as riquezas locais, que estão convertendo todos os percalços já passados em investimento e tornando-o parada obrigatória para quem respira o têxtil no País. Para se ter uma ideia, o Estado gera 60 mil empregos de forma direta reunindo a cadeia; 5º lugar na produção têxtil nacional ; 1º lugar em produção de denim ; e 100% de compromisso com a qualidade e sustentabilidade, segundo o Sinditêxtil Ceará. As exportações do Estado no segmento alcançaram mais de 205 milhões de dólares em maio, um crescimento de 154,2% em relação a 2016 pelo décimo mês consecutivo, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).Os números impressionantes tornaram possível a realização

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de diversos eventos, como por exemplo o Ceará Fashion Trade – Feira Internacional de Negócios da Moda. O evento, realizado entre os dias 16 e 18 de agosto no Centro de Eventos de Fortaleza (CE), foi organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do Sinditêxtil, Sindroupas e Sindconfecções, e conseguiu, como queria Kelly Whitehurst de Castro, presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem em Geral (Sinditêxtil), colocar em evidência o Estado do Ceará e o Nordeste, como um dos principais polos do segmento. A feira, terminou com um montante de mais de R$ 7,5 milhões entre negócios gerados e prospectados. O Ceará Fashion Trade atraiu mais de 2.200 visitantes, sendo que alguns deles vieram da Colômbia, Portugal e até do Japão para conferir de perto o trabalho dos 80 expositores de várias regiões do Brasil presentes. “A Região Nordeste tem se destacado nos últimos anos na cadeia produtiva da moda. No Ceará, os segmentos que fazem a moda (têxtil, confecção e calçado) representam 40% da mão de obra da indústria de

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Ceará Fashion Trade

O CONCURSO É UM GRANDE ENCONTRO DE PARCEIROS PARA DAR BRILHO AOS TALENTOS QUE FAZEM A MODA ACONTECER

transformação do Estado. E sediar um evento como o Ceará fashion Trade é proporcionar ainda mais crescimento e visibilidade para a Região”, afirma Kelly Whitehurst de Castro, presidente do Sinditêxtil-CE.

BERÇO DA MODA AUTORAL Com a vasta produção e a criatividade dos artesãos – com ênfase nas rendeiras, que inspiram não só a moda do Estado como de todo o Brasil, o Ceará vem se profissionalizando como berço da moda autoral brasileira. Há, inclusive, um evento de grande porte com foco em divulgar e profissionalizar a produção singular do Estado. Realizado entre os dias 24 e 27 de maio no Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza (CE), a décima oitava edição do Dragão Fashion Brasil consolidou o nome de diversos estilistas da região nordeste que mostram que moda é muito mais do que tendência. Com concepções atemporais e cortes modernos, mas ricos em elementos locais, como o artesanato, presente em diversas roupas.

“A indústria da moda brasileira deve muito à tradição têxtil nordestina. Mesmo com tantas adversidades, a criatividade mantém-se como base das nossas confecções, que investem cada vez mais em ações inovadoras e consistentes, como o próprio DFB”, explica Cláudio Silveira, idealizador e diretor do evento. Neste ano, o evento – cuja cobertura completa você confere nas páginas 40 a 44 da edição 749 da Revista Têxtil – trouxe a criatividade de estilistas locais e de outros Estados, como Ronaldo Silvestre e o foco nas sedas artesanais, a Rendá de Camila Arraes e a homenagem à figura da mulher feita nos modelos criados por Almerinda Maria.Com cortes e estilos diversos para elas transitarem em diferentes lugares, ambientes e ocasiões.

CEARÁ MODA CONTEMPORÂNEA A maioria dos talentos locais que hoje já têm seu nome consolidado no mundo da moda se destacaram por meio do concurso Ceará Moda Contemporânea do

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As peças de Akihito Hira venceram o concurso em 2017

Sinditextil –CE, que é realizado todos os anos no Dragão Fashion Brasil. “O concurso é um grande encontro de parceiros para dar brilho aos talentos que fazem a moda acontecer. É reconhecer os talentos que temos no nosso Estado e que agregam muito valor ao trabalho do setor têxtil cearense”, afirma a presidente do Sinditêxtil-CE, Kelly Whitehurst de Castro. O concurso é um excelente trampolim pra lançar talentos locais para o mundo, como é o caso de Davi Lee, vencedor da edição 2013, e que ganhou projeção nacional ao vencer um concurso de novos talentos realizado em parceria entre a marca de roupas Reserva e a revista GQ, importante publicação no segmento de lifestyle do País. Neste ano, o primeiro lugar do concurso ficou com Akihito Hira, que usou peles, patchworks, camisaria desenhada por recortes e arabescos em bordados para desconstruir a figura do vaqueiro por meio da alfaiataria.

O NORDESTE ALÉM DA MODA Com o crescimento da importância da Região no setor, outros elos da cadeia têxtil chegam ao Ceará. Um deles é o de máquinas industriais, que foi representado no Estado pela Maquintex - Feira de Máquinas, Equipamentos, Serviços e Química para a Indústria Têxtil, que chega a sua sexta edição e acontece simultaneamente a outros dois eventos de periodicidade bienal na capital Fortaleza: a Signs Nordeste – Feira de Equipamentos e Serviços para Impressão Digital, Sinalização e Serigrafia; e a terceira edição da Femicc – Feira de Máquinas para a indústria Coureiro-Calçadista. “Fortaleza tem uma localização privilegiada para atender as regiões Nordeste e Norte, além da facilidade logística para exportar produtos para a América do Norte, por exemplo. Outro diferencial importante de Fortaleza é sua rede hoteleira e de alimentação diversificada e qualificada para receber visitantes de todo o planeta. Tudo isto somado ao fato da cidade ser uma polo têxtil forte e o Ceará ter polos coureiro-calçadista e também um polo de comunicação visual que vem ganhando robustez nos últimos anos, tornam a cidade de Fortaleza uma feliz e estratégica escolha para reunir os eventos dos setores têxtil, coureiro-calçadista e de comunicação visual, segmentos que mesmo diferentes possuem características comuns”, comenta o diretor-presidente do FCEM| Febratex Group, Hélvio Roberto Pompeo Madeira sobre a realização das feiras em Fortaleza.

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MERCADO

O Nordeste recebeu a sexta edição da Maquintex

O executivo ainda revela que o primeiro evento das três a chegar à cidade nordestina foi a Maquintex, em 2007, e que seu sucesso, aliado ao crescimento da Região, tornou possível viabilizar as outras duas feiras. “A Maquintex foi a primeira que o FCEM| Febratex Group realizou na cidade. Com o crescimento da Região nos outros segmentos e o sucesso da Maquintex, resolvemos investir também nas feiras Signs Nordeste e Femicc”, finalizou.

EVENTOS FEBRATEX WEEK TOUR Como uma feira promovida pelo FCEM|Febratex Group, a Maquintex contou com alguns eventos paralelos já característicos do Grupo, como o Denim Meeting, que é organizado pelo Guia Jeanswear. Em Fortaleza (CE), o evento foi realizado em uma versão pocket, com escala reduzida, mas não por isso menos importante. Com cerca de 200 participantes somente da Região Nordeste, o objetivo do evento foi impulsionar o crescimento das confecções e lavanderias, segmento em ascensão por lá. “Estamos muito contentes em levar o Denim Meeting para Fortaleza por meio de uma parceria com o FCEM|Febratex Group, dentro da programação da Febratex Week Tour, na Maquintex, a principal feira de negócios da indústria têxtil na região Nordeste. Esta parceria enriquece a nossa missão, que é unir o setor para fortalecimento da indústria têxtil brasileira”, disse Iolanda Wutzl, CEO do Guia Jeanswear ao lado de Marlene Fernandes. Esta, por sua vez, completou: “O objetivo do Denim Meeting foi apresentar um cenário atual do segmento jeanswear no país através da troca

de informações e experiências e a edição de Fortaleza foi formatada para a realidade, necessidades e oportunidades regionais do setor, que é um dos mais importantes na moda brasileira ”, afirmou a CEO. Além do Denim Meeting, a Febratex Week Tour, com o tema Em Órbita Com a Moda, levou diversas oficinas para enriquecer o conhecimento dos profissionais locais. Dentre elas, estava a Criando fora da Caixa, produzida pela UseFashion. Com duração de três horas e dividido em duas partes, o workshop explicou aos participantes as principais relações entre tendência e criatividade para, a seguir, estimulá-los a desenvolver um produto com base nas tendências vistas no mercado. “Não entender uma tendência emergente pode implicar na perda de uma oportunidade ou no lançamento inadequado de um produto, serviço ou comunicação. Nosso objetivo nesta oficina foi empoderar profissionais de criação com base na informação e no conhecimento de moda”, afirmou Patrícia Souza, Diretora de Pesquisa da UseFashion. A Febratex Week Tour ainda contou com a palestra Outdoors das Essências, promovida pela Arena Bureaux. Com tema conceitual sobre harmonia âmbar, poesia e fragrâncias das transformações progressivas, o Bureaux aproveitou seu espaço para falar sobre o Verão 2019.

EXPOSITORES MAQUINTEX Ao todo, mais de 500 marcas estiveram presentes na Maquintex. De olho no expressivo e crescente mercado nordestino muitas delas apresentaram lança-

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Máquinas de bordar automáticas da Barudan

FORTALEZA FOI FORMATADA PARA A REALIDADE, NECESSIDADES E OPORTUNIDADES REGIONAIS DO SETOR, QUE É UM DOS MAIS IMPORTANTES NA MODA BRASILEIRA mentos, revelando a importância da Região em seus planos de negócios. Presente na feira durante os quatro dias de evento, a Revista Têxtil separou alguns dos expositores que mais se destacaram.

AGABÊ A Agabê tem experiência de 60 anos no desenvolvimento de produtos para Serigrafia. Na Maquintex 2017, a empresa lançou novas emulsões para atender às tendências do mercado e produtos para a preparação e limpeza de matrizes com enfoque na sustentabilidade. A Agabê é representante exclusiva de algumas das mais importantes empresas mundiais de equipamentos como, por exemplo, a SignTronic, Grünig, Technigraf e Saati.

BARUDAN

ELASTAN Com foco na produção e comercialização e fitas elásticas e rendas, a Elastan destacou na Maquintex 2017 lançamentos elásticos especiais para o segmento esportivo/fitness, rendas de algodão com e sem elastano, elásticos com transparência para cintura de calcinhas e sutiã, nova alça para lingerie, rendas largas tingidas e sublimadas. A empresa levou peças de fabricação própria e importadas.

EMBRAVISION Importadora de tecidos e nãotecidos, a Embravision levou seus 30 anos de experiência para mais uma edição da Maquintex e apresentou as novidades em seu amplo portfólio de fibras, fios e filamentos como Fibra de Viscose, Fibra de Poliéster e a Fibra Gracell (Modal).

De origem japonesa, a Barudan focou nas máquinas de bordar automáticas. A empresa levou à Maquintex os modelos de uma a cinquenta e seis cabeçotes, além de seus equipamentos mais direcionados à indústria automotiva, calçadista e boneleira.

ETICAL ETIQUETAS

BOTÕES GUAÍRA

FERROS CONTINENTAL

A Botões Guaíra levou à Maquintex suas novidades em modelos e cores antenadas com as tendências da próxima estação. Tudo com a experiência de mais de 17 anos atuando no mercado de produção de botões e aviamentos.

A inclusão de QR Code em produtos foi o destaque da Etical na Maquintex 2017. A empresa ainda levou sua coleção de etiquetas para os segmentos de jeans, malharia e moda íntima.

A Ferros Continental aproveitou a Maquintex para ir além de mostrar seus produtos. Com ferros de passar, mesas de passar e steamer vaporizador funcionando na feira, a empresa ainda promoveu vendas com desconto de 15% em seu estande.

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Botões Guaíra

FIVELTEC Com uma frequência de lançamento de cerca de 10 novos itens por mês, a Fiveltec, fundada em 1995, atua no segmento de injeção em zamac, plásticos técnicos, estamparias, galvanoplastia e micropintura direcionado para os setores de confecção e calçados. Para a Maquintex 2017, a empresa levou itens para moda praia e moda íntima.

FORTSCREEN Com mais de 20 anos de carreira, a empresa se dedica a fabricação de tintas de impressão serigráfica. A FortScreen levou à Maquintex 2017 quatro lançamentos: Tinta a Base de Água com Toque Macio, Corrosão sem Cheiro, Craquelê e Linha Plastisol Free – Livre de Ftalato. Além dos lançamentos, a empresa apresentou em seu estande a Máquina de Tampografia para Impressão de Etiquetas Têxtil.

GLOBAL QUÍMICA & MODA Patrocinadora da Maquintex e da Signs Nordeste 2017, a Global Química & Moda (GQM) apresentou suas novidades no evento em um stand junto com a Sensient, líder mundial na produção de corantes, distribuídos no País. No estande, estavam presentes as tintas para impressão direta no tecido, Xennia Amethyst (corante reativo) e Xennia Agate (corante ácido). As tintas sublimáticas para cabeça de impressoras Epson (ElvaJet Swift) e Kyocera (Xennia Corundum) também

Produtos da Etical

foram destaques. No evento, a empresa também lançou a promoção “Minha Primeira Epson” – marca da qual é distribuidora oficial no Brasil. Na promoção, consumidores que adquiriram uma impressora pela primeira vez receberam material educativo gratuito, um vale-compra de R$ 1 mil e três horas de consultoria técnica. O CEO da Global Química & Moda, Felipe Sanchez, também foi destaque ao proferir a palestra “Impressão Digital Têxtil 2.0”, que fez parte da Semana de Tecnologia Gráfica.

IMATEC MÁQUINAS Na Maquintex 2017, a empresa apresentou a Enfestadeira Automática IM14. Fabricada no Brasil, a máquina tem deslocamento automático, que proporciona mais produtividade e automação. Outro destaque da Imatec foi a Enfestadeira para Rendas ER16, cujo foco são os fabricantes de lingeries.

INAMERG A empresa catarinense com mais de 30 anos de experiência cruzou o País para levar à Maquintex suas máquinas automáticas para embalar e dobrar toalhas, pano de copa, flanelas, sacaria e blusas.

J-TECK GLOBAL A empresa, que atua no segmento de tintas sublimáticas digitais com produtos de origem italiana, destacou na Maquintex as tintas e canecas para su-

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Enfestadeira Automática IM14 da Imatec

blimação digital. A empresa comercializa também plotters, papel, toalhas, chips e cartuchos.

KENT DO BRASIL Enfestadeira Automática IM14 da Imatec

TS300-1800P, impressora por sublimação da Mimaki

A empresa, que se destaca por ser detentora do Selo Verde para Tampografia, o “Green Pad Print” ou “Tampografia Verde”, levou para a Maquintex seus produtos para três setores: Tampográfico - Máquina Tampográfica para Tagless, Clichê Ecológico e Gravado a Laser, Tampão Anti-Estático, Insumos e Máquina de Tampografia; Serigráfico - Emulsões, Catalisador, Desengraxante, Removedores, Decapantes, Adesivos, Bloqueadores, Solventes e Tecidos Técnicos; e de Hot-Stamping - Máquina de Hot-Stamping, Fitas e Cunhos. Durante o evento, a Kent do Brasil ainda presenteou a todos os visitantes de seu stand com um cupom de 30% de desconto nas compras de produtos serigráficos realizadas pela Loja Virtual, válido por todo o mês de outubro de 2017.

LOLA SOLUÇÕES EM AVIAMENTOS A Lola distribui soluções para diversos nichos no segmento de confecção. Para a Maquintex 2017, a empresa levou a Filigrana Máquina de Costura na Aba.

METAL PRINTER

Impressora TX-MAX da Ampla

Para a Maquintex 2017, a empresa levou suas máquinas de transferência por meio do calor. Com dez anos de atividades, a Metal Printer desenvolve uma completa linha de equipamentos e acessórios para as mais diversas aplicações no segmento da serigrafia.

MIMAKI DO BRASIL No Brasil desde 2009, a multinacional de origem japonesa levou à Maquintex a TX300-1800 - equipamento de impressão direta em tecido, ideal para estamparia digital – e a TS300-1800P impressora por sublimação com 1,80m, que garante alta produtividade com uma velocidade máxima de 115m²/h. A Mimaki ainda levou à feira diversas opções de tintas: sublimática, dispersa, pigmento, reativa e ácida.

SILMAQ Day Brasil lançou a impressora HP Látex 365

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A empresa levou dois lançamentos à Maquintex: Detoner - um equipamento destinado à produção de puídos e rasgados em jeans e tecidos prontos para tingir de forma excepcional –

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MERCADO e o projeto Wizard, desenvolvido para garantir os melhores processos de beneficiamento de jeans e malhas, englobando equipamentos, produtos e técnicas para submeter malhas e jeans a processos de encolhimento, amaciamento, resinagem e odorização, com eficiência e responsabilidade ambiental. Além das novidades em maquinário, Gilberto Oliveira, consultor de customização de jeans da Silmaq, mediou o Fórum “A importância de investimentos tecnológicos nas lavanderias Denim”, que foi uma das atrações do Denim Meeting.

SUN SPECIAL Players atuante no segmento de máquinas de costura, a Sun Special lançou na Maquintex o Motor Direct Drive para Máquinas de Costura SS-DD, que transforma uma máquina de costura convencional em uma máquina semi eletrônica. A empresa também levou suas impressoras de grande formato e tintas digitais e a máquina de Costura Industrial Reta Eletrônica com MP3.

ros, azulejo, prensas, papel transfer, vinil laser, papel sublimático, vinil jato de tinta, canecas de vidro, chinelos, long drink. A empresa preparou para os visitantes do evento promoções de vinil e de canecas de porcelana.

AMPLA A fabricante 100% brasileira de equipamentos de impressão digital fez na Signs Nordeste 2017 o pré-lançamento de sua nova máquina de impressão digital para sublimação: a impressora TX-MAX, que estava com preço especial. Disponível na largura de 1,90m a máquina conta com duas cabeças DX5 e produz até 32m²/h no modo de produção 4 passes. Ela entrega em uma resolução de 1440 DPI e já vem com o RIP Photoprint incluso. No estande, ainda foi possível conferir, em operação, a impressora Cromax, equipamento digital Eco Solvente de porte profissional com a melhor relação custo/benefício do mercado.

SIGNS LEVA MODERNIDADE DA IMPRESSÃO BANNERJET DIGITAL AO NORDESTE Especializada Além da Femicc – Feira de Máquinas para a indústria Coureiro-Calçadista e da própria Maquintex, a primeira semana de outubro também contou com a realização da quarta edição da SIGNS Nordeste. O evento foi focado nos players que se destacam como fornecedores de equipamentos e serviços para impressão digital, sinalização e serigrafia. Entre os expositores da mostra, estavam as empresas a seguir.

em Plotters, a Bannerjet levou à Signs Nordeste 2017 a Plotter de Impressão Bannerjet DX6 de 1,60m ou 1,80m com 2 cabeças (540 Nozzles cada), um equipamento para quem deseja iniciar uma empresa em alto nível com um investimento que cabe no bolso. Outro destaque foi a Plotter de Impressão Bannerjet DX5 de 1,60m ou 1,80m com 1 Cabeça DX5 Epson (1440 Nozzles) equipamento que garante resultados de altíssima resolução, com 1440 dpi.

ABUDE COMUNICAÇÃO VISUAL

DAY BRASIL

Com mais de 30 anos de atuação em São Paulo, a Abude Comunicação Visual está presente em Fortaleza (CE) há apenas cinco anos, mas já acumula outros 30 em São Paulo. Além de fortalecer a presença no mercado regional, a empresa apresentou na Maquintex 2017 suas linhas de adesivos para recorte e impressão digital: linha tuning (automotiva) e decorativa, das marcas Alltak e Imprimax. O destaque fica para os adesivos da marca Oracal, que incluem a linha Cast 970 e a novidade da empresa: linha de MDF adesivado.

A Day Brasil destacou na Signs Nordeste o lançamento do Equipamento de Impressão HP Látex 365. A empresa é parceira estratégica em diversos projetos no Brasil, com operação em vários segmentos, se destacando nos setores de comunicação visual, bureau de impressão e indústria gráfica.

ADESPAN A Adespan apresentou na Signs Nordeste 2017 seu portfólio de canecas de porcelana, canecas de políme-

DIGIPRINT Especializada no setor têxtil, a Digiprint apresentou na Signs Nordeste 2017 as impressoras Roland XT-640 com tintas flúor, as impressoras Roland RF640, além de papéis para sublimação tratados e tintas para sublimação. A empresa ainda comercializa uma ampla gama de equipamentos, como nobreaks.

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L-1210 é um dos sucessos de vendas da ECNC Máquinas de Corte a Laser

ECNC MÁQUINAS DE CORTE A LASER A empresa destacou na Signs Nordeste 2017 novidades da linha de máquinas Router e máquinas de gravação a laser de alta velocidade. A empresa levou também dois modelos que são sucesso de vendas: L-1210 e L-1060 de corte a laser para não metal. O estande ainda trouxe uma linha completa de máquinas CNC para corte de metal de grande porte, gravação em linha de produção, corte de material não metálico e máquinas para comunicação visual.

ENDUTEX BRASIL Reconhecida como lançadora de tendências, a Endutex Brasil apresentou na Signs Nordeste 2017 suprimentos para comunicação visual e laminado sintético para calçados. A empresa é conhecida por produzir laminados sintéticos para as mais diversas aplicações.

IMPRIMAX A Imprimax apresentou na Signs Nordeste 11 linhas de produtos indicados para diversas aplicações, como envelopamento e personalização automotiva, decoração de ambientes, comunicação visual, sinalização interna/externa, recorte eletrônico e corte/ vinco e corrugados rasos, entre outras: revestimentos Gold Artístico, Gold Couros, Gold Savana, Gold Telado, Gold Pedras, Gold Madeiras, Gold Alto Brilho, Gold Fosco Alta Performance, Goldmax Alta Performance, FIBRA DE CARBONO 5D - que faz parte da linha Gold Fibras – e o lançamento do IMAX, com durabilidade esperada de até três anos, indicado para

aplicações em superfícies metálicas, madeiras e vidros, entre outros substratos, que pode ser reaplicado se guardado corretamente no liner após o uso e aceita impressão digital. O destaque também foi para a nova linha Gold Illusion - composta por seis diferentes opções e disponível em diversas cores – e para o lançamento no mercado brasileiro das linhas Cromado e Cromado Fosco. Em seu espaço, a empresa ainda levou seu centro de treinamento, onde foi possível participar diariamente de workshops gratuitos ministrados pelos profissionais da empresa.

IS SUPRIMENTOS Com mais de 18 anos de mercado, a IS Suprimentos mostrou suas linhas de máquinas de corte e gravação a laser, guilhotinas, laminadoras de BOPP, laminadoras UV Ultra Violeta, máquinas para confecção de crachás, equipamentos e suprimentos para sublimação, máquinas para photobook, vincadeiras, serrilhadeiras, plotters de recorte e máquinas automáticas de corte de cartão de visitas. A empresa ainda deu desconto em todos os equipamentos vendidos durante a Signs Nordeste, com opção de pagamento em até 10 vezes no cartão de crédito.

MMS PLÁSTICOS A MMS Plásticos apresentou na Signs Nordeste parte de seu portfólio: a Chapa de PETG Policlear G; Chapas PS Cristal; Chapas PS Alto Impacto; e Chapas Acrílico Diffuse. Em seu estande, a empresa ainda realizou uma demonstração de dobra e corte das chapas em parceria com a VP Máquinas. A MMS Plásticos

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Papex do Brasil levou o papel tratado para sublimação

Revestimento Gold Madeiras da Imprimax

trabalha para diversos segmentos como impressão, embalagens alimentícias, descartáveis, vaccum forming, comunicação visual, automotivo e eletroeletrônico, entre outros.

NEOPLAS A Neoplas destacou na Signs Nordeste 2017 os lançamentos do Copo Chantilly – reutilizável, com 550 ml, equipado com tampa temática e canudo - e do Porta Garrafa Frost – para garrafas de 600 ml, que mantém a bebida sempre gelada. Os dois lançamentos chegam em diversas cores lisas ou personalizados com a logomarca do cliente, seguindo o conceito do Copo Bucks, da linha “Meu copo ecologicamente correto”. Os clientes que fizeram pedido no evento com valor igual ou superior a R$ 10 mil ganharam de brinde um expositor de produtos e também 10% do valor do pedido em bonificação.

SERILON Há mais de 30 anos no mercado, a Serilon destacou na Signs Nordeste 2017 diversos lançamentos: Chapa de Papel Dupla Face, Chapa de PP Alveolar Polionda, Termotransfer Poliflex Turbo e Poliflex Dimension, Lona Starflex 5m, Portfólio de Tecidos e a Impressora HP Print and Cut Solution. Além dos lançamentos, a Serilon divulgou seu portfólio completo de comunicação visual: lona, vinil, rígidos, tintas, termotransfer, mídias especiais, acessórios e auxiliares em geral. O Gerente de Treinamentos da Serilon, Aguilar Lopes, ainda ministrou durante o evento a palestra “Como se diferenciar e conquistar novos mercados”.

SERTHA BRINDES

Sediada em Belo Horizonte (MG), a empresa levou à Signs Nordeste o papel tratado para sublimação em diversas gramaturas e larguras; papel kraft para calandra; papel para outdoors; papéis especiais; papelão, papel couché; bobina de papel, papel A4; lona; adesivo; e plástico bolha.

Há mais de 20 anos atuando no mercado de brindes promocionais e maquinários, a Sertha Brindes levou à Signs Nordeste 2017 a VICM-19 Junior - a primeira e melhor máquina de transfer do mercado – e o melhor papel transfer do mercado. A empresa ainda levou ao evento toda a sua linha de produtos de fabricação própria, com demonstrações para os visitantes sobre o quanto é simples e fácil personalizar um produto, para quem planeja expandir ou começar um novo negócio.

POLY FLY

SIGN TECH BY XIXIRO

PAPEX DO BRASIL

Com foco na venda de suprimentos para impressão digital e outros produtos destinados ao mercado de comunicação visual, a Poly FLy destacou na Signs Nordeste 2017 uma ilhoseira semiautomática e diversas promoções em seu estande.

A Sign Tech by Xixiro tem como objetivo atender a demanda do mercado por suporte técnico e suprimentos de qualidade para equipamentos de impressão digital, garantindo eficiência e conforto operacional aos seus parceiros. Na Signs Nordeste 2017, a empresa Revista Têxtil #751 I 19

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Danilo Ribeiro, gerente de marketing da Mimaki

Cleyton Bertoldi e Luis Augusto Tanko da Elastan

Felipe Simeoni, gerente de marketing da GQM.

Diretor comercial da Silmaq, Edson JosĂŠ de Souza

Marcelo Souss, diretor da ALKO

Jairo Mesquita, diretor da Fortscreen

MoisĂŠs Marreiro da Silva, diretor comercial da Haitai Nordeste

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Victor Higgino, diretor da Qualigraf

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MERCADO

DESTAQUE RICARDO HAYDU A feira nordestina ainda contou com uma solenidade muito especial para a Revista Têxtil. Os expositores que já participaram de três ou mais edições da Maquintex e da Signs Nordeste, feira de negócios que aconteceram juntas entre os dias 03 e 06 de outubro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza receberam o Destaque Ricardo Haydu, que foi entregue pela primeira vez durante a Tecnotêxtil Brasil 2017, que aconteceu no último mês de abril, na capital paulista. O diretor-presidente do FCEM|Febratex Group, Hélvio Roberto Pompeo Madeira, declara: “Ricardo e sua esposa, Vivi Haydu, sempre foram grandes incentivadores e apoiadores das nossas feiras de negócios, parceiros de longa data da nossa empresa”. “É uma grande honra receber esta homenagem, especialmente vinda de um grupo conceituado e atuante no setor têxtil como o FCEM|Febratex Group. E este reconhecimento nos mostra que estamos no caminho certo dentro do nosso objetivo maior de contribuir para a valorização e o crescimento da indústria têxtil nacional e internacional”, afirma Ricardo Haydu sobre a homenagem.

destacou o lançamento da Impressora Sublimática Prismajet SE-1902w e da Impressora Eco Solvente Prismajet DX-1601s. No stand da marca podem ser encontradas também a Tinta Sublimática Italiana Kiian Digital; o Vinil Adesivo Orafol (Linhas Oracal e Orajet); a Impressora Sublimática Mutoh RJ-900X; e a Impressora Sublimática Mutoh VJ-1638wx. Durante o evento, a empresa oferece promoção especial na venda de impressoras.

SUBLIME NORDESTE Especializada em sublimação digital, a Sublime Nordeste apresentou na Signs Nordeste 2017 suas tintas sublimáticas e eco solventes. A empresa ainda levou ao evento plotters de impressão sublimática e eco solvente.

TS2 SOLUÇÕES GRÁFICAS Posicionada entre as principais distribuidoras de equipamentos e suprimentos para impressão digital de grandes formatos do país, a TS2 apresentou na Signs Nordeste 2017 a os equipamentos CJV 150, JV 150, UJF3042 FX, Plotter de Recorte CG-SRIII e uma plotter doméstica para Plotter de Recorte Silhouette Cameo 3.

VP MÁQUINAS A VP Máquinas – fabricante de máquinas para transformação de acrílicos e demais termoplásticos - destacou na Signs Nordeste produtos como: a Dobradeira DVP 600 1/6 que garante economia e versatilidade: medindo apenas 60cm, funciona com 1 ou 6 fios; a MEGA1000, mesa para colagem de chapas acrílicas, que utiliza um único transformador e permite ao operador a colagem em ângulo e de topo de forma prática e segura; a META1000, mesa para tupiar e usinar acrílicos e demais termoplásticos, permite ao operador a usinagem em diferentes ângulos, chanfros e alturas, através de uma tupia manual instalada na própria mesa que permite diferentes regulagens do ângulo e altura da fresa. Outro destaque da empresa no evento é a Politriz Universal que realiza polimento de aço, ferro ou alumínio com uma velocidade específica do giro do motor para cada material; o equipamento conta com sinalizador de excesso de esforço do motor com parada autoRT mática e botão de parada de emergência.

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ENTREVISTA

70% DE MARKET SHARE

E OLHOS NO FUTURO DO MERCADO Felipe Sanchez, CEO da Global Química & Moda, referência em impressão digital no Brasil, fala sobre o surgimento da companhia e trajetória de sucesso da empresa, que cresceu 100% nos últimos três anos por

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nvestimento em gestão de pessoas, parcerias com marcas renomadas em todo o mundo, ações para valorização dos clientes. Enquanto muitas empresas ligadas ao segmento têxtil sentiram os efeitos da retração econômica, a Global Química & Moda (GQM) continua crescendo e se consolidando como referência na área de impressão digital. A Revista Têxtil foi conferir o sucesso desta empresa. O CEO da marca, Felipe Sanchez, nos recebeu em seu escritório na Vila Leopoldina, em São Paulo (SP), para contar sua trajetória de sucesso. Com apenas 29 anos e formado em administração de empresas pela PUC-SP, está à frente das decisões da empresa e teve papel fundamental para levar a GQM ao atual patamar. Confira: RT: A GQM é hoje uma marca de forte presença no mercado têxtil. Como foi o surgimento da marca? FS: Sempre tive o desejo de ter meu próprio negócio, com a minha cara. Em 2006, ao entrar na faculdade, meu pai não me deu um carro, me deu uma passagem para procurar oportunidades de negócio na China. Fui para a Canton Fair e vi um mundo de possibilidades. Voltei para o Brasil com uma mala repleta de catálogos e um milhão de caminhos diferentes para seguir Nesse mesmo período o meu pai, Carlos Sanchez Moreno, que era dono da Cassema, contratou para a empresa dele um vendedor que tinha uma empresa que vendia Foil (lamina de poliéster para acabamentos

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TÂNIA MÜLLER

especiais) e por conta da contratação iria fechar o seu próprio negócio. Percebemos uma oportunidade neste produto para que eu começasse a empreender. Decidi unir a área têxtil com a importação. Abordei então a empresa alemã Kurz, que fornecia Foil para grandes indústrias brasileiras. Sugeri que fizessem uma importação com a GQM para revender para clientes de micro e pequenas empresas, que não era o foco  deles. Tive a oportunidade de ser um dos primeiros empresários brasileiros a trazer o Foil da China para o Brasil, focando na alta qualidade. Assim, acabamos definindo uma estratégia certeira para a GQM, que se tornou a partir de 2007, uma distribuidora de produtos importados de qualidade e ligados ao setor têxtil, para pequenas e médias empresas. Embora meu pai não estivesse formalmente  na Global Química & Moda, o fato de, na época, ter mais de 30 anos no segmento, com uma reputação ilibada, obviamente agregou credibilidade. RT: Como é o posicionamento da GQM atualmente e a presença da marca no mercado brasileiro? Não temos produção própria. Contamos com fortes alianças com marcas como Epson, Sensient e Lamberti. Isto é fundamental para que a GQM se mantenha diferenciada. Hoje temos uma carteira de 600 clientes ativos e já conquistamos 70% do market share do setor de impressão digital industrial do País. Estamos sempre

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ENTREVISTA

atentos ao formato de atendimento e as oportunidades de mercado, visando oferecer ao cliente proximidade e atendimento diferenciado. RT: A crise econômica teve um efeito devastador para muitas empresas do setor têxtil. O que a GQM fez para percorrer um caminho diferente e de sucesso? Do ponto de vista conservador, deveríamos ter segurado  alguns investimentos, por exemplo, algumas contratações. Eu lembro que em 2015 eu estava com um documento em mãos para  aprovar três contratações novas. Não eram pessoas de vendas, mas  para estruturação  e houve  uma  discussão entre os sócios. A conclusão foi: ou encarávamos a crise e crescíamos, ou então iríamos acabar criando a nossa própria crise. Apostamos no crescimento e ganhamos confiança do mercado. A economia deve começar a melhorar no início de 2018 e se estabilizar em 2019. Normalmente as crises são ou política ou econômica. Desta vez, foi a união de ambas.  No caso da GQM, tiramos uma grande lição e arrisco dizer que ela foi até positiva.  De alguma forma filtrou um pouco o mercado daqueles players que não se prepararam.  Quem não investiu ficou para trás, e hoje não pode colher os  frutos  do início desta fase. Nós colocamos a casa em ordem. Quando se tem menos vendas, tem que ser mais criativo. A dificuldade tem que ser o gatilho para a evolução.

RT: Durante estes anos de atuação, quais foram os pontos que marcaram a trajetória da empresa? FS: Muitas portas foram abertas graças ao conhecimento e credibilidade do meu pai e sua experiência no setor. Esse know how nos aproximou de grandes marcas, como a fabricante de tintas Xennia (hoje adquirida pela empresa Sensient), que até então não era conhecida no país. Arriscamos o uso desses produtos em máquinas industriais e foi uma jogada certeira, pois essas tintas tinham 40% a mais de concentração do que o concorrente. Descobrimos assim um produto de altíssima qualidade, inexistente no país. A Xennia tinha o problema de não ter força comercial no Brasil e nós não tínhamos o produto. Fizemos uma parceria e conquistamos não só mercado, mas grandes clientes, como a Cataguases e a Santa Constância, que usavam grandes máquinas de impressão e apostaram nas tintas como diferencial para ganhar produtividade sem perder qualidade. Graças a essa situação, em 2012 demos um salto de crescimento atingindo o market share brasileiro de 70% que mantemos até hoje. Paralelo a isto, aprofundamos a parceria com a Epson, pois até então vendíamos máquinas que eram adaptadas para o trabalho na área têxtil.  A multinacional passou a desenvolver máquinas específicas para o segmento e a GQM participou ativamente no processo de desenvolvimento da linha que viria a ser a atual Serie F, feita exclusivamente para o têxtil. RT: Em termos de mercado, como foi a atuação da Global Química & Moda nestes últimos meses? E para os próximos anos, quais são os planos da empresa? Estamos em um mercado que cresce de 20 a 25% ao ano, mesmo nos  períodos em que o setor têxtil caiu 5%. Até 2013, vendíamos cerca de 10 impressoras digitais de largo formato por ano e hoje temos como meta 200. Isso porque acreditamos no potencial da marca e da equipe que faz parte dela. Agora estamos em busca de novos parceiros. Não trocamos os nossos fornecedores, não é a nossa característica.  Procuramos novos para outras linhas de produtos. Tiramos nossa criatividade de bons gestores.  A pessoa certa no lugar certo faz uma diferença crucial para o sucesso da empresa, que conta hoje com 55 profissionais na equipe. Com isso, crescemos 100% nos últimos três anos e RT dobramos a nossa estrutura.

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ABIT

TERCEIRIZAÇÃO

NÃO PRECARIZA O TRABALHO E ESTIMULA ECONOMIA

por

F

oi muito positiva a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei (PL) 4.302/1998, que estabelece a terceirização também das atividades-fim das empresas. Tal avanço é imprescindível. Por isso, é importante desmistificar dogmas negativos que permeiam o tema. Nesse sentido, é preciso deixar claro que o modelo não precariza o trabalho, como se pode observar na análise de algumas estatísticas taxativas: segundo dados do IBGE, os serviços terceirizados empregam cerca de 22% dos trabalhadores formais do Brasil. É a atividade que mais contrata em nosso país, à frente da indústria de transformação. Além disso, a sua taxa de formalização é a mais elevada dentre os segmentos avaliados, com 72,1% dos recursos humanos tendo carteira assinada. Na manufatura, esse índice é de 69,7%. É provável que a regulamentação agora aprovada favoreça ainda mais a contratação formal, considerando que processos disciplinados em lei oferecem mais segurança jurídica às empresas e estimulam práticas corretas. Também favorece a criação de postos de trabalho o fato de o projeto permitir a terceirização dos serviços diretamente ligados ao core business das empresas, e não mais apenas das atividades-meio, como ocorria até agora. Outro estudo, a Sondagem Especial: Terceirização, realizado em 2014 pela CNI, reforça o conceito de que o modelo não promove a precarização do trabalho. Vejamos: 75% das indústrias usam serviços terceirizados; dentre as que utilizavam, 84% pretendiam manter ou aumentar a sua contratação nos próximos anos. Ou seja, a perspectiva é de que o segmento continue gerando empregos em escala crescente, principalmente a partir da retomada do crescimento da economia bra-

FERNANDO VALENTE PIMENTEL*

sileira. Além disso, 75% das empresas que recorrem a serviços terceirizados verificam, de maneira espontânea, se a contratada cumpre as obrigações trabalhistas, normas de saúde e segurança do trabalho. As micro e pequenas empresas e os microempreendedores, que representam parcela expressiva do mercado da terceirização, só têm a ganhar. Para eles, a regulamentação oferece segurança jurídica, mercado mais acessível e com regras transparentes e maiores oportunidades de se inserirem na produção em redes. Outra ideia equivocada que se imputa à terceirização é a da diminuição dos gastos com a folha de pagamentos. O conceito transcende em muito a esse propósito. Mais importante para a empresa que contrata os serviços é, sim, a redução dos custos de produção, mas mediante ganhos de especialização, eficiência e produtividade. Cabe, ainda, enfatizar algumas vantagens da terceirização: redução das ações na Justiça do Trabalho; mais segurança jurídica para empresas e trabalhadores; melhoria da produção em rede, favorecendo inserção competitiva do Brasil na globalização; segmentos com fluxos sazonais têm no modelo a melhor alternativa para suprir suas demandas de recursos humanos e serviços; contratação de especialistas qualificados em cada área, otimizando resultados em todas as etapas, da gestão ao chão de fábrica. Em meio aos grandes problemas que hoje enfrentamos no Brasil, é um passo relevante em nossa luta pela recuperação da competitiRT vidade e retomada do crescimento.

*Fernando Valente Pimentel é presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção.

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MOSTRANDO QUE O

FUTURO É DIGITAL ExpoPrint Latin América e Serigrafia SIGN Futuretextil, eventos voltados para o mercado de impressão digital, acontecem em 2018

N

o ano que vem, mais precisamente entre os dias 20 e 24 de março, acontecerá a ExpoPrint Latin América. A feira realizada pela Afeigraf (Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica), acontece a cada quatro anos e é considerada o grande momento do mercado de impressão mundial. Para a próxima edição, a novidade é a ConverExpo, feira realizada pela Abflexo/FTA-Brasil (Associação Brasileira Técnica de Flexografia) que vai apresentar soluções aos setores de conversão de embalagens e rótulos (como nós mencionamos na página 20 da última edição da Revista Têxtil). Entre as empresas que estarão no evento está o Hubergroup para mostrar seu forte portfólio de tintas, que atende aos mais variados segmentos de impressão e que busca a cada dia trazer ao mercado soluções mais sustentáveis. A Konica Minolta, por sua vez, irá ao evento com soluções para dois tipos de clientes, os chamados

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nativos digitais, que iniciaram trabalhos já nesse tipo de tecnologia e os mais antigos. "Há aquelas empresas que já nasceram digitais, ou seja, começaram como gráficas rápidas ou copiadoras, e, agora, expandem seus negócios para ofertar um leque mais amplo e de maior valor agregado de impressos em baixas tiragens ou personalizados; e as tradicionais gráficas offset, que estão diversificando sua plataforma tecnológica através de investimentos em impressão digital", explica.

RELEVÂNCIA DO PAPEL Pilar da publicidade durante décadas, o papel se tornou vilão imediatamente após a difusão dos primeiros conceitos de sustentabilidade chegarem no mercado. Para mostrar que a impressão promocional ainda é relevante, a organização do evento vem investindo em mostrar sua credibilidade e divulgou dados obtidos pela Two Sides, entidade que defende o uso do papel em impressões.

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DIGITAL Segundo a pesquisa realizada pela Toluna a pedido da organização, foram ouvidas 10.700 pessoas no mundo todo em junho deste ano e desse montante 63% acredita que as noticias impressas em papel impresso, como nos jornais, por exemplo permitem uma compreensão mais profunda dos fatos. Em tempos de mídias sociais, o estudo ainda apurou que apenas 24% acreditam nas notícias veiculadas por esse tipo de canal e 76% de todos os entrevistados acreditam que "notícia falsa" é uma tendência preocupante. O campo da publicidade, onde atua a maioria dos expositores e visitantes da feira que acontece no ano que vem passa por um cenário parecido. De acordo com a pesquisa revelada pela Two Sides, 68% dos entrevistados no mundo todo dizem que não prestam atenção aos anúncios on-line e 62% os acham irritantes e geralmente não relevantes. 57% dos respondentes ainda procuram bloquear ou evitar esse tipo de anúncios. A organização do evento ainda divulgou um levantamento feito pela gráfica Posigraf, empresa do Grupo Positivo. Nele, foi constatado que 84% dos consumidores utilizam o impresso no processo de decisão de compra, sendo uma das melhores formas de divulgação de preços, produtos e serviços. O estudo da gráfica ainda mostrou que 66% dos entrevistados foram até a loja após ver a propaganda no meio de comunicação impresso e 61% desse montante realizaram a compra. Segundo a pesquisa, a influência de outros meios, como a internet e a TV, a levar consumidores para as lojas é bem menor, sendo 38% e 59%, respectivamente.

SUSTENTABILIDADE NA SERIGRAFIA SIGN FUTURETEXTIL No ano que vem, a capital paulista recebe outra feira, que promete trazer diversos avanços no campo da impressão digital. Trata-se da Serigrafia SIGN Futuretextil, será realizada entre os dias 25 e 28 de julho de 2018, no Expo Center Norte. A feira, organizada pela Informa Exhibitions, promete trazer os principais lançamentos do mercado de impressão e comunicação visual, além de promover conteúdos importantes para a formação dos visitantes e profis-

sionalização do setor, como o foco em sustentabilidade, por exemplo. Alguns, inclusive, já se anteciparam ao evento e apresentaram novos produtos, que seguem as principais tendências atuais do segmento, como a sustentabilidade. Uma delas é a Akad, que trouxe ao mercado a impressora de base plana Novajet UV modelo TFB 1610GH, que opera com cabeças Ricoh GH. Segundo a marca, o modelo se destaca, pois além de consumir pouca energia, no processo de solidificação da tinta nenhum solvente é liberado para atmosfera, não produzindo substâncias tóxicas que prejudicam o meio ambiente. A Novajet UV TFB 1610GH tem 4 cabeças Ricoh GH2220, alimentação de base plana (cama plana), com nível de qualidade da impressão ajustável. Possui modos de impressão desde 720dpi x 600dpi a 720dpi x 1200dpi. O tamanho máximo de impressão de materiais rígidos é de 1,6m por 1,0m, podendo imprimir a uma velocidade de até 16 m²/h – no modo alta velocidade com resolução de 720dpi x 600dpi. A impressora já está disponível no Brasil. Outro nicho que deve apresentar diversas novidade com foco na sustentabilidade é o de tintas ecológicas, que estão ficando cada vez mais comuns nos processos de serigrafia e são compostas de matérias-primas naturais, como a água e que dispensam substâncias derivadas do petróleo. Utilizadas em tecidos de algodão, sintéticos e papéis, elas eliminam algumas substâncias bastante nocivas ao meio-ambiente, como o Nonylphenol ethoxylate e o formaldeído, por exemplo. Sendo assim, empregar o tipo de tinta correta com um equipamento bem regulado e que apresente boa eficiência energética são algumas das formas de se atingir níveis aceitáveis de sustentabilidade dentro de uma empresa. Na edição deste ano da Serigrafia SIGN Futuretextil, inclusive, um dos destaques era o Circuito de Impressão Digital Têxtil, composto por sete estações que cobriam todos os processos da cadeia produtiva, sendo que a última delas trouxe consultores especialistas orientando sobre os melhores métodos de negócios ligados à indústria têxtil, principalmente os RT mais sustentáveis.

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SPGPRINTS INAUGURA

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO Empresa aumentará sua competitividade no mercado, reduzindo o tempo de entrega

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SPGPrints, acreditando que o setor está se recuperando, mesmo com as incertezas políticas e econômicas pelas quais passa o País, inaugura um novo centro de distribuição, em Gaspar, Santa Catarina. O novo centro tem 2,2 mil metros² e atenderá o Brasil e América Latina. As primeiras importações de tintas e equipamentos já chegaram ao local. A nova área também abriga a unidade de gravação de cilindros, a Unidade Sul. Segundo José Maria Alves Júnior, Diretor Geral da SPGPrints América Latina, a mudança faz parte da estratégia para consolidar a expansão da SPGPrints na América Latina, iniciada nos últimos anos. “Além de consolidar nossa expansão, a nossa meta é o crescimento do nosso market share em tintas digitais, cilindros e gravação de cilindros”, disse. O diretor também ressaltou a importância do crescimento da unidade, com a contratação de novos colaboradores e os novos investimentos da SPGPrints no Brasil e AL. “É um investimento significati-

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INAUGURAÇÃO vo que demonstra a importância dessa região para o crescimento da empresa nos próximos anos”, comentou sem revelar números. A expansão da unidade Sul é prioridade da SPGPrints. A demanda vem aumentando consideravelmente e os planos são ambiciosos. Por isso, o objetivo da empresa é de melhorar o atendimento ao cliente e aumentar os volumes de vendas de cilindros e tinta digital e o market share com maior oferta de serviços de gravação de tecnologia a laser. Com essa mudança, a unidade gravadora de cilindros, por exemplo, recebeu novos equipamentos de última geração da Áustria, como gravadora a laser, fornos, coladeiras, para melhorar ainda mais a capacidade da SPGPrints em atender a demanda dos clientes.

ULTRA HD Um dos destaques da unidade Sul é a gravação Ultra HD, tecnologia exclusiva de gravação a laser de

cilindros que proporciona resultados diferenciados na impressão rotativa e que fica muito próxima da digital. A tecnologia melhora a qualidade dos produtos acabados, aumenta o valor agregado das estampas, reduz o consumo de pasta, maior regularidade e uniformidade do tecido, dando ao produto um toque diferenciado, com retículas bem definidas e garantindo maior competitividade aos clientes. A nova tecnologia tem atraído cada vez mais clientes que ainda não conseguem investir na impressão digital, mas querem garantir a qualidade de impressão. O tecnologia já foi exportada pela empresa para Portugal, país que tem tradição secular na estamparia têxtil na Europa. “No Brasil, a nossa estratégia é trabalhar na conversão dos cilindros PENTA para o NOVA 195 que são os utilizados na tecnologia Ultra HD. Com isso, estamos nos posicionando a frente da concorrência e agregando valor ao produto final do nosso cliente”, RT explicou Alves.

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FEIRAS & EVENTOS

GOTEX SHOW

COMPLETA CINCO EDIÇÕES EM CLIMA DE FESTA MULTINACIONAL Feira de produtos têxteis colocou em evidência trabalho de países vindos dos cinco continentes com foco nos asiáticos

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ntre os dias 12 e 14 de setembro de 2017, o Expo Center Norte em São Paulo (SP) recebeu a quinta edição da Gotex Show – Feira Internacional de produtos Têxteis. Com mais de 100 marcas expondo seus produtos e por volta de 3 mil visitantes, entre compradores, lojistas, confeccionistas, indústrias e profissionais do setor, o evento teve como principal característica a variedade de países presentes, com grande incidência de players asiáticos, que puderam expor seus produtos a um público qualificado. “Começamos a 5ª edição com um ano melhor, com foco na plataforma internacional que é a GOTEX SHOW e no desenvolvimento do setor têxtil brasileiro. A feira veio com soluções para toda a cadeia como matéria-prima, tecidos, fios, moda casa e vestuário. Nosso objetivo foi diversificar os expositores, alavancar negócios e trazer cada vez mais empresas nacionais”, destacou Henrique Reis, relações internacionais do evento. Nos seus quatro dias de duração, a Gotex Show recebeu expositores da China, Itália, EUA, México, Peru,

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Índia, Coréia do Sul, Hong Kong, Taiwan, Cingapura, Paquistão e Bangladesh, além dos nacionais. Um dos destaques da feira, aliás, foi o pavilhão do Paquistão, que recebeu autoridades na abertura do evento. “Ambos os países têm muito a oferecer. É a primeira vez que participamos da feira com o aval do Governo Paquistanês e estamos muito felizes em estar aqui”, disse o embaixador paquistanês, Saqib us Najm, sobre as relações entre o Brasil e seu país.

GRADE DE CONTEÚDO O profissional de relações internacionais da feira também falou sobre as atividades paralelas do evento ao elogiar o público e os produtos expostos. “Esta edição se destacou pela qualidade do público visitante e conteúdos inéditos e inspiradores, com eventos da WGSN e Fashion Snoops”. Reis se refere a outra atração desta quinta GOTEX SHOW: os workshops de aprimoramento profissional. Com palestras interessantes, a grade de conteúdo da

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Palestra de Camila Toledo, diretora do Fashion Snoops

Bruna Ortega é Mindset Consult LATAM da WGSN

A FACILIDADE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL JÁ É UMA REALIDADE, QUEM NÃO SE ADAPTAR VAI FICAR PARA TRÁS

feira trouxe Bruna Ortega, Mindset Consult LATAM da WGSN, que falou sobre as tendências de moda feminina para o inverno 2018. Cores, temas e estampas foram abordados por ela em uma análise das passarelas de Londres, Paris, Nova Iorque e Milão, com destaque para conceitos como alfaiataria moderna, estampas sofisticadas e referências aos anos 1940. Já Camila Toledo, diretora do Fashion Snoops, falou sobre o Verão 2019 e suas principais tendências de cores texturas e tecidos, apresentando conceitos como Suburbia Disturbia, Silicon Society, Origins e MESA. Camila e Bruna encabeçaram os workshops mais conceituais do evento, enquanto profissionais do Sebrae abordaram temas mais práticos, como marketing digital e como melhorar o processo produtivo na cadeia de confecção. Para encerrar a grade de palestras, Maurici Junior, do Conselho Administrativo da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico - ABComm e sócio da iHouse Agência de Performance, abordou técnicas de sucesso

em e-commerce. “É preciso ter diferencial competitivo, imagens de qualidade, descritivo dos produtos, o storytelling”, comenta Maurici Junior, citando marcas que alcançaram sucesso no mercado online e que atuam com estratégias diferenciadas como Lojas Marisa, Q Vestir e Net Shoes. O executivo também forneceu um “caminho das pedras” para quem quer ter sucesso nas vendas online e a atual influência dos dispositivos mobile nesse tipo de compra. “É importante que a marca tenha um site responsivo ou uma versão mobile”, ressaltou.

DESTAQUES DOS EXPOSITORES Fibras, fios, tecidos, novas tecnologias, estamparia, além de produtos acabados nos segmentos de moda casa e vestuário foi o que os expositores levaram para o evento. A Revista Têxtil separou alguns dos expositores para mostrar o quão diversificado foi o evento. Veja a seguir. Billion Polimerization Fiber Technology – Entre as empresas que participaram com matéria prima, a fa-

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Roupas infantis foram o destaque da Kuntai Garment

bricante trouxe ao Brasil fibras de polímero tipo algodão (produto similar a fibra de algodão natural e tecido de algodão); fio com alta resistência UV; absorção de umidade; retardador de chama; resistência à abrasão; fios com alta maciez; fio tridimensional brilhante; e com ação antibacteriana. Kuntai Garment – Considerada uma das maiores fabricantes em larga escala de vestuário para crianças, a empresa é especializada na fabricação de roupas infantis, incluindo itens em tricô e malharia. Jiangsu Chenshi Weiye Textile Technology – Trouxe aos lojistas jogos de cama 100% poliéster e tecidos estampados. Indo Count Industries – A empresa indiana apresentou seu portfólio completo de roupas de cama, lençóis, fronhas, duvets e protetores de colchão. Nantong Lu-Ri – Produtos têxteis para casa em pele sintética, flanela, lã (dois lados escovados) e sherpa foram o destaque do estande, que ainda trouxe capas de almofadas, cobertores e jogos de lençol.

Aciju - O 3º maior polo de lingerie do Brasil, a cidade de Juruaia (MG), esteve presente na feira através da Associação Comercial e Industrial de Juruaia (Aciju). Juruaia produz cerca de 20 milhões de peças por ano (15% da produção nacional). José Antônio da Silva, Presidente da Aciju, assumiu recentemente, com o desfio de manter o setor em expansão. Na feira o objetivo foi fazer contatos, mostrar os produtos do polo e encontrar possíveis revendedores. “A facilidade do comércio internacional já é uma realidade, quem não se adaptar vai ficar para trás”. Bressan Underwear – Com 20 anos de atuação no mercado nacional, a Bressan Underwear atua no segmento de moda íntima com as marcas Árido, Orneel e Jolie Rose Lingeries, esta última, com 50 anos de mercado. Carlos Abel Gonzaga, designer da marca, revela que o carro-chefe da fabricante são as cuecas boxer. “Nosso carro-chefe são as cuecas boxer e o cliente que visita a feira procura diferencial em produto, estampa e RT matéria prima”, disse ele.

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A MODA E O FUTURO E O FUTURO DA MODA

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esafiada a fazer um panorama da moda no futuro, me deparo com a realidade de “muitas modas”. Dentre a moda que fazemos, a moda que queremos e a moda que está se aproximando, penso que ela passará por muitos caminhos, dentre eles o da sustentabilidade, junto com o da inovação e novas tecnologias. Caminhando ao lado de uma cultura de compartilhamento integrada, correlacionada e interagente. A sustentabilidade passa pelo cuidado ambiental, social e econômico. Temos de aprender a cuidar, no melhor sentido dessa palavra. Buscar a revalorização das culturas locais e tradicionais. Buscar materiais alternativos, processos mais limpos de produção e inovação aberta e colaborativa, são condições para viver no planeta. Portanto, há que se ressignificar o que é valor. Foi-se o tempo no qual se julgava que somente o natural é sustentável. Pensando, criando, desenvolvendo novos materiais, novos fios e novas tecnologias, será possível ir além das soluções da produção mais limpa e do upcycling. Temos de repensar todo o processo. Da concepção, produção e consumo de vestuário, através da análise do ciclo de vida dos produtos e seus insumos. Há que se reduzir o uso dos recursos não renováveis, investir em reuso e aí sim reciclar. As mini fábricas 4.0 ou de manufatura puxada, aproximam os consumidores às marcas e fábricas, sem intermediários. É uma nova experiência de consumo. É também uma nova experiência de produção com internet das coisas, computação em nuvem, uso de sistemas ciberfísicos, big data, realidade aumentada, robôs autônomos, simulações, integração de sistemas, cibersegurança, impressão 3D: manufatura aditiva. Tais tecnologias provocam uma manufatura ágil, em tempo real, de acordo com a demanda, portanto, apta a modularização.

por

DILARA RUBIA PEREIRA*

Os wareable tecnologics já são realidade, com funcionalidades para além das áreas médicas, home care e esporte profissional. Apple, Samsung,  Microsoft e Google disputam o este mercado e não por acaso, os aparelhos voltados para negócios incluem controle dos níveis de atividades de colaboradores visando reduzir taxas de seguros, sensores químicos para ajudar em primeiros socorros e sensores de identificação de mudanças climáticas para usos militares, além de dispositivos de comunicação que podem ser acionados sem o uso das mãos (hands-free). Nessa realidade, espera-se dos agentes do design de moda, gestores de negócios da moda e outros operadores da Cadeia de Valor, Têxtil, Moda e Confecção, participação múltipla, a cocriação, a criação em domínio aberto de novos conhecimentos técnicos, comerciais e sociais e a orientação para serviços. Deve haver uma integração das competências tradicionais e digitais. A moda se torna circular. Uma nova cultura se aproxima, onde a moda é cada vez mais inclusiva, celebrando a diversidade e encontrando nichos ainda mal atendidos. No consumo, nasce uma geração de makers, com forte desejo de exclusividade. As identidades são mais livres e os gêneros fluidos. Busca-se o ser integral capaz de produzir emoções e movimento, desprezando rótulos e utilizando processos criativos que sugiram caminhos ainda não percorridos. Como alguém já disse, deve-se pensar num “design de possibilidades” e a moda como um laboratório de criação RT do novo e inusitado. O futuro é hoje!

*Dilara Rubia Pereira é Diretora de Moda da ABTT

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NOTÍCIAS RIETER APRESENTA NOVO

PASSADOR RSB-D 50 Em sua apresentação na China, em 2016 e depois na ITME Índia, a Rieter apresentou o passador RSB-D 50. Agora, a empresa alemã revela a nova geração do produto, desenvolvida para otimizar a produção e, reduzir os custos com energia e, ainda por cima, ser mais fácil de operar, com uma interface de uso rápido e intuitivo. De acordo com a Rieter, a nova máquina, que pode trabalhar com fibras naturais e sintéticas, do algodão ao poliéster, recebeu uma série de implementos que garantem um aumento de 33% na produção, enquanto a economia no consumo de energia fica na casa dos 25%. No quesito controle e sinalização, o RSB-D 50 também se destaca. O painel sensível ao toque de alta resolução é fácil e ainda oferece tutoriais, úteis no caso de rotatividade grande de pessoal. LEDs visíveis de longe ainda passam informações sobre o funcionamento do passador, para que o encarregado da operação fique ciente de tudo que acontece. Uma interface USB ainda permite que dados sejam compartilhados entre ele e outras máquinas.

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CONGRESSO DE DORNBIRN

COMEMORA SUCESSO DE PÚBLICO A cidade austríaca de Dornbirn comemorou o sucesso do Congresso de Fibras Sintéticas, que sediou entre os dias 12 e 15 de setembro deste ano. Ao todo, mais de 700 pessoas de 34 países para trocar experiências e discutir o futuro das fibras sintéticas. Mais de 100 palestras abordaram temas importantes para o setor, como fibras, têxteis e nãotecidos para os segmentos esportivo, proteção e saúde e higiene. Sustentabilidade e mercado também foram assuntos discutidos durante os quatro dias de evento. Do total de participantes, a maioria esmagadora veio da Europa (80%). Mas, o público oriundo da Ásia (15%) também foi considerável, se levarmos em conta o tamanho do potencial do setor têxtil por lá. Com uma população de 48.000 habitantes, a cidade de Dornbirn é a maior da região de Vorarlberg. Ela faz fronteira com Suíça, Liechtenstein e Alemanha Já tradicional, no segmento o evento realizado na Áustria se consolidou entre os players do setor de fibras sintéticas e agendou sua edição 2018 novamente para setembro, entre os dias 12 e 14. Lá, serão discutidos tópicos relativos a transporte e mobilidade, reciclagem e armazenamento de energia.

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NOTÍCIAS FABRICANTES SUÍÇOS GANHAM

PAVILHÃO PRÓPRIO EM FEIRA IRANIANA A Irantex, que aconteceu entre os dias 1 e 4 de setembro no Teerã, Irã, teve um gosto especial para os associados da Swissmem. Empresas como a Jakob Müller, Benninger, Stäubli, SSM, Saurer, entre outras ficaram reunidas pela primeira vez em um único pavilhão. “O retorno foi bastante positivo”, disse Cornelia Buchwalder, Secretária Geral da Associação de Maquinário Têxtil Suíço, a Swissmem. Outro executivo entusiasmado foi Peter Vormbruck, diretor de vendas regional da Benninger”. Ficamos satisfeitos por ter algumas discussões muito abertas sobre tecnologia e oportunidades neste importante mercado do Irã", disse ele.

USTER RELANÇA

TESTADORES DE BAIXO VOLUME A Uster está investindo na divulgação de seus equipamentos de teste de qualidade para os produtores de algodão que possuem plantas fabris de escala menor. Segundo a companhia, algumas empresas não precisam de equipamentos potentes como o HVI (High Volume Instrument) 1000, que pode testar até 800 amostras de fibra por hora. É pensando nesse tipo de cliente que a empresa está relançando sua família de LVIs: “Os LVIs são sistemas amigáveis em termos de custo para checagem da qualidade em algodão, cobrindo todos os parâmetros básicos com excelente confiabilidade”, comenta o Gerente de Produto para Testes de Fibras na Uster Technologies, David McAlister.

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NOTÍCIAS GLOBAL QUÍMICA & MODA

DEBATE TENDÊNCIAS Entre os dias 19 e 21 de setembro, a cidade catarinense de Camburiú recebeu a terceira edição – a primeira aconteceu em 2015 – da conferência O Negócio da Moda (ONDM). Na ocasião, dezenas de palestrantes trouxeram temas importantes para o evento, além de trocar experiências sobre a evolução do segmento e como acompanhá-la. A Global Química & Moda participou do evento levando suas novidades em tintas para impressão digital e também em maquinário com as impressoras digitais para sublimação SureColor F6200, SureColor F9200 e SureColor F2000 e ColorWorks C7500G. A F2000 se destaca por ser desenvolvida para impressão direta em camiseta e a eco-solvent SureColor S40600, enquanto a 7500G é focada em rótulos e etiquetas. No evento, a GQM ainda levou sua equipe de vendas locais para apresentar aos presentes a campanha Minha Primeira Epson, que traz aos primeiros proprietários de máquinas da marca uma série de benefícios, como condições exclusivas de pagamento, vale-compras de R$ 1 mil, três horas de consultoria técnica gratuita e dois e-books para apoiar no início dos trabalhos. Para Felipe Simeoni, gerente de Marketing e Inteligência de Mercado da Global Química & Moda, o ONDM é estratégico para a empresa. “É um ambiente propício para novos negócios e também para apresentar ao público-alvo da marca as novidades tecnológicas que estão disponíveis na área de impressão digital”, comenta.

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LECTRA RECEBE O TÍTULO DE

“VITRINE DA INDÚSTRIA DO FUTURO” A multinacional Lectra, que cria soluções de tecnologia integrada, recebeu da Aliança da Indústria do Futuro (AIF) o prêmio de “Vitrine da Indústria do Futuro” por sua iniciativa, inovação e compromisso em desenvolver um projeto de vanguarda para organizar sua produção alavancando o potencial do universo digital. Desde 2013, a Lectra investiu 86 milhões de euros em P&D, ou seja, 9,4% da sua receita. Esses investimentos permitiram iniciar uma transformação, com base em avanços metodológicos e tecnologias fundamentais, aumentando a contratação de pessoas e a competitividade em todos os mercados e setores geográficos. Com isso, a fábrica da Lectra conseguiu aumentar 18 pontos em sua taxa de produtividade no período de três anos e mantê-la desde então a 89%. Os custos foram reduzidos 25%, enquanto a qualidade e o nível de serviço progrediram.

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NOTÍCIAS BASF ADIQUIRE POLIAMIDA

POR € 1,6 BILHÃO

O Grupo Solvay, do qual pertence a Rhodia, assinou um acordo vinculativo com a química BASF para a venda de seus negócios de poliamida. A operação está baseada em um valor total de empresa de 1,6 bilhão de euros, o que representa cerca de sete vezes o Lajida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) dos últimos doze meses. O pagamento líquido em caixa desta transação está estimado em 1,1 bilhão de euros, aumentando a posição financeira líquida do Grupo Solvay para cerca de 1,3 bilhão de euros. A área de poliamida tem aumentado sua lucratividade nos últimos anos, segundo o grupo. Como um player integrado, suas atividades vão desde a etapa inicial nos intermediários e polímeros até a etapa final com o desenvolvimento de plásticos de engenharia. Esta operação abrange todo o negócio de poliamida da Solvay na Europa, América do Norte e na Ásia, bem como o negócio de plásticos de engenharia na América Latina.

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MODA

TODOS OS TAMANHOS, FORMAS E CORES

Eventos repensam proposta para tornar a moda mais inclusiva, com roupas que não façam exceção de perfil ou gênero para vestir

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alvo algumas comunidades onde o naturismo é praticado como filosofia, todos nós usamos roupas. No decorrer dos tempos, o vestuário foi evoluindo e se dividindo e a roupa ganhou gênero para, dali em diante, ganhar forma e cor. Quanto mais sofisticada a moda foi ficando, mais segregadora ela se tornou e logo, uma pessoa só era considerada bem vestida se estivesse usando uma determinada peça, corte ou mesmo se tivesse certo tipo de corpo. Perfis esguios de pessoas altas e magras – muitas vezes em excesso – tornaram-se a cara da moda nas passarelas de todo o mundo. Até agora. Neste ano, muitas marcas e representantes da cadeia têxtil foram ao São Paulo Fashion Week, um dos mais importantes eventos de moda do País, que aconteceu entre 27 e 31 de agosto, com coleções que pregam a liberdade de forma e gênero, mostrando que a roupa deve acompanhar quem o indivíduo quer ser e não o contrário. Essa é a proposta da LED, marca mineira, que foi ao SPFW com uma coleção feita

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com base na liberdade de gênero, essência da marca. “Falamos sobre identidade plural, as várias faces que uma pessoa pode ter. Faremos um contraponto entre o sintético e natural, em uma alusão à família mineira contemporânea. A ideia é quebrar padrões”, disse Célio Augusto Júnior, proprietário e estilista da LED. Há quase três anos no mercado, a LED tem roupas essencialmente unissex e explora materiais experimentais, primando pela sustentabilidade. Já a produção da grife é totalmente terceirizada e envolve 15 empresas. “Nossa moda não tem gênero definido, é sofisticada e conversa com os movimentos da rua”, explica Célio Júnior. O empreendedor, de 26 anos, conta que sempre trabalhou em escritórios de representação de marcas nacionais, mas sentia falta de uma moda “livre”. “Surgimos no boom da discussão sobre a liberdade de gênero, com uma marca que vai contra qualquer padrão de comportamento”, completa. Os planos da LED para o futuro são claros: expandir e agregar. Prestes a ter uma loja incubada no

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Maria Cecicila Zon desfilou para Gloria Coelho

Thereza Fitipaldi também mostrou na passarela que beleza não tem idade

Isabella Fiorentino também foi destaque no desfile de Gloria Coelho

NOSSA MODA NÃO TEM GÊNERO DEFINIDO, É SOFISTICADA E CONVERSA COM OS MOVIMENTOS DA RUA...

Grande Hotel, do estilista Ronaldo Fraga, em Belo Horizonte (MG), a marca já está em São Paulo (SP), Recife (PE) e está chegando a Brasília (DF). “A médio prazo pensamos também em ter uma loja colaborativa, agregando outras marcas”, finaliza o proprietário Célio Augusto Júnior.

MODA SEM IDADE O tempo também é um fator cruel para o mundo da moda. Outra exigência de perfil que não é estranha às passarelas é a de modelos excessivamente jovens. Contra essa imposição, a estilista Gloria Coelho retornou ao SPFW depois de uma temporada longe do evento para fazer um manifesto a favor da beleza presente em todas as idades. Para levar seu conceito às passarelas, Gloria firmou parceria com a Natura, marca de cosméticos responsável pelo creme Chronos, conhecido por reduzir sinais da idade. Feito com base na campanha “#velha”, o desfile questionou tabus e padrões de be-

leza ao mostrar que a idade não pode restringir a carreira, a atitude, a forma de se vestir e as feições de ninguém. O casting das modelos, obviamente, corroborou a proposta ao trazer mulheres de diversas idades. Entre os nomes conhecidos estavam a youtuber Camila Coelho – que pisou nas passarelas pela primeira vez – Alinne Moraes, Marina Lima, Cássia Ávila, Isabella Fiorentino, Thereza Fitipaldi, Traudi Guida, Maythe Birman e Paola de Orleans e Bragança, descendente da família de Dom Pedro I, imperador do Brasil. Sobre a inspiração para a coleção criada por Gloria, a Inglaterra dos anos 50 e 60 foi o ponto de partida. Esse universo, retratado na série The Crown, que mostra cotidiano da Rainha Elizabeth II, as rivalidades da corte, a política e a sociedade do país, resultou em peças românticas e ao mesmo tempo sofisticadas, que refletiram o propósito da estilista em reinterpretar a realeza inglesa e o seu significado para a população do Reino Unido.

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MODA

A moda plus size ainda não é o principal de eventos como o SPFW

GERALMENTE HOMENS PARECEM SE IMPORTAR MENOS COM MODA E VESTEM AQUILO QUE CABE, MAS ESTE COMPORTAMENTO ESTÁ MUDANDO... MUITO MAIS QUE PLUS De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira está acima do peso. Mas, enquanto a chamada moda plus size continua longe de ser a principal atração dos desfiles do São Paulo Fashion Week, outros eventos do setor já voltam a esse nicho a atenção que ele merece. É o caso do Fashion Week Plus Size, realizado no domingo, dia 27 de agosto no Centro de Convenções Frei Caneca, instalado dentro do shopping de mesmo nome, em São Paulo (SP). Já em sua décima sexta edição, FWPS é uma iniciativa dirigida por Renata Poskus, criadora do blog Mulherão e uma das principais influenciadoras do segmento no Brasil, sempre falando sobre autoestima e moda para mulheres consideradas acima do peso pela indústria convencional. Neste ano, contudo, ela comenta que a moda masculina plus é quem se destacou no evento. “Este ano, começamos a perceber uma movimentação maior na moda masculina Plus, geralmente homens parecem se importar menos com moda e vestem aquilo que cabe, mas este comportamento está mudando – ainda bem - e as marcas estão percebendo e trazendo novidades para que homens de todos os tamanhos possam se vestir com o que desejam. Normalmente escolhemos algumas modelos para divul-

gar uma determinada edição do evento e dentro desta grande movimentação masculina decidimos colocar os rapazes no editorial”. E completa: “Ficamos muito satisfeitos com o resultado final e com a atmosfera no dia do ensaio fotográfico que reuniu homens plus de estilos diferentes e traz inclusive um rapaz que nunca foi modelo em sua estreia no mercado”, declara Renata Poskus. E os números seguem favoráveis a esse segmento. Segundo números do IEMI – Inteligência de Mercado o segmento de vestuário Plus Size deve crescer 8,2% em 2017 enquanto o vestuário adulto geral deve crescer 4,7%. Contudo, os tamanhos maiores são mais do que uma mera questão de mercado ou modismo, já que a inclusão pode salvar vidas. O catarinense Otávio Janecke começou a modelar há cerca de um ano. Nesse tempo entre diversas fotos postadas em seu perfil no Instagram, um dos fatos o surpreendeu: quando um homem enviou uma direct message para ele falando que parou de pensar em suicídio ao seguir o seu perfil, pois até então só vivia trancado em casa, se culpando por não se encaixar no padrão. Com isso, Janecke percebeu que seu trabalho poderia inspirar outras pessoas a melhorar a autoestima e também a cuidar da saúde. Embora o segmento plus masculino esteja dando seus primeiros passos, se comparado com o feminino,

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A Wonder Size revelou a coleção Eat me

ele requer muito profissionalismo para que sejamos reconhecidos e respeitados. Outra coisa fundamental é controle sobre sua saúde. Quem acha que ser modelo plus é mais tranquilo que a carreira de modelos não gordos, está enganado. Você, quando modela, passa a ser exemplo para outras pessoas e essa responsabilidade é superior à sua imagem que sai na campanha. Então atividade física e controle sobre sua saúde é fundamental”, conta Otávio Janecke, que também está à frente do site “O.Plussize”.

PALESTRAS E DESFILES Para promover a moda plus size, o FWPS contou com palestras de temas variados, que promoveram desde o empoderamento, como a roda de conversa com jornalistas, blogueiras e influenciadora, como Ju Romano (Blog Ju Romano), Mel Soares (Blog Relaxa aí, Fofa) e Natália Nascimento (Blog Estilosos no Metrô); até os negócios, representados na palestra de Renata Poskus intitulada “Por que minha loja não vende?”. Além do seminário, diversas grifes e empresas do mundo da moda levaram suas novidades para o segmento. A Revista Têxtil selecionou algumas, como você confere a seguir. Rainha Nagô – A marca de estilo afro pop participou de mais uma edição do FWPS e trouxe uma cole-

Dos grandes magazines, a Pernambucanas levou sua coleção plus size ao evento

ção com pegada street no clima: “A moda plus size com a atitude que vem da realeza!” Afro Style – A nova marca masculina plus size foi criada pela mesma equipe da Rainha Nagô e oferece agora aos homens o mesmo estilo urbano inspirado nas ruas norte-americanas. O mote da coleção apresentada sâo cores vivas e quentes para conferir muito estilo e atitude. Wonder Size – A Wonder Size mostrou a bem-humorada coleção Eat.me, composta por calças básicas e blusas com estampas diferenciadas, perfeitas para serem usadas em diversas ocasiões. A grife ainda levou ao evento sua proposta de uma roupa casual fitness, que transita entre as academias e as atividades do dia a dia, com peças desenvolvidas para oferecer conforto, sustentação adequada, praticidade e beleza. Na passarela da marca estiveram as dançarinas do Grupo Me Gusta, a influenciadora digital Dani Rudz e a modelo Bia Gremion, que desfilou exclusivamente para a Wonder Size. Arsiè – A marca gaúcha de lingerie e moda praia participou pela primeira vez do evento com uma coleção inspirada na mulher, que sonha, que vive e vai além. A modelagem das peças valoriza o biotipo da mulher brasileira, contornando a silhueta em tecidos que se adaptam ao corpo. A cartela de cores vai dos tons mais sóbrios como nude aos mais vibrantes.

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MODA

A Umen destacou camisas, calças, bermudas e camisetas com estampas diferenciadas

Reizz – Acreditando que a moda é para todos os gêneros, amores, etnias e tamanhos, a marca do jogador de futebol Cleber Reis com seu irmão e a cunhada - a modelo Plus Size Lis Maria Pinheiro – que inclusive já desfilou no FWPS - flertou com o urbano, casual e o elegante, com peças versáteis que compõem looks para as mais diversas situações do cotidiano. A coleção apresentada no evento destacou jeans com lavagens claras, estampas étnicas, transparências e a cartela de cores trouxe os clássicos preto e branco, cinza, verde e rosa. Vislumbre – Veterana no evento, a marca gaúcha de lingerie trouxe uma coleção que destacou diversas peças para ficar à mostra, com alças de sutiã trabalhadas, tops cropped para deixar a barriga de fora, e sutiãs com rendas para aparecer. A linha noite com espartilhos, camisolas, cinta-ligas e a coleção de moda praia completaram os looks. Pernambucanas – A coleção de Primavera-Verão 2017/2018 buscou inspiração em um Safári Tropical, com estampas florais e folhagens. Rendas, bordados,

babados e texturas delicadas trouxeram leveza para a coleção e personalidade aos looks. Vestidos, blusas e saias com estampas alegres e atemporais e os listrados também estiveram presentes. Já na coleção de lingerie, alguns tecidos chamaram a atenção como a renda rechilie e o tule. Mais Pano – No mercado há seis anos como e-commerce de moda masculina Plus Size, a Mais Pano se tornou uma marca própria neste ano e participou do Fashion Week Plus Size pela primeira vez. Com peças de estilos variados, a empresa esteve no evento principalmente para divulgar sua proposta e slogan: Seu tamanho não define sua roupa. Um número não define o seu estilo. Você é quem define o que vai vestir. Umen – A marca masculina já participou de outras edições do FWPS e destacou camisas, calças, bermudas e camisetas com estampas diferenciadas para mostrar que mesmo as pessoas que a moda convencional considera acima do peso também podem ousar RT no visual.

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Revista Têxtil 751