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EDITORIAL FAÇAMOS O UM POR CENTO A REVISTA TÊXTIL é uma publicação da

R. da Silva Haydu & Cia. Ltda. Inscr. Est.: 104.888.210.114 CNPJ/MF: 60.941.143/0001-20 MTB: 0065072/SP

Diretor-Presidente: Ricardo Haydu Diretora de Redação: Clementina Haydu Jornalismo: Carlos E. Bazela Designer: Carlos C. Tartaglioni Foto da capa: Inexmoda Representantes Comerciais Europa – International Communications Inc. Andre Jamar 21 rue Renkin – 4800 – Verviers – Belgium Tel/Phone: + 32 87 22 53 85 / Fax: + 32 87 23 03 29 e-mail: andrejamar@aol.com Ásia (Asian) – Buildwell Int. Co., Ltd. Nº 120, Huludun, 2nd St., Fongyuan, Taichung Hsien - Taiwan 42086 - R.O.C. Tel/Phone: + 886 4 2512 3015 / Fax: + 886 4 2512 2372 Coréia (Korea) – Jes Media International 6th Fl., Donghye-Bldg. – 47-16, Myungil-Dong Kandong - Gu – Seoul 134-070 Tel./Phone: + (822) 481-3411/3 / Fax: + (822) 481-3414 Correspondente na Argentina – Ecodesul Av. Corrientes, 3849 – Piso 14° OF. A. Buenos Aires - Argentina Tel/Phone: (541) 49-2154 / Fax: (541) 866-1742 Órgão Oficial das entidades

Órgão de divulgação das entidades Abint – Associação Brasileira das Ind. de NãoTecidos e Tecidos Técnicos; Núcleo Setorial de Informação do SENAI/CETIQT; Redação/Administração Rua Albuquerque Lins, 1151 2º andar – Santa Cecília Cep 01230-001 - São Paulo - SP - Brasil Tel/Phone: +55-11-3661-5500 E-mail: revistatextil@revistatextil.com.br Site: www.revistatextil.com.br Publicação bimestral com circulação dirigida às fiações, tecelagens, malharias, beneficiadoras, confecções nacionais e internacionais, universidades e escolas técnicas. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a filosofia da revista. A reprodução total ou parcial dos artigos desta revista depende de prévia autorização da Editora. Redação Releases, comentários sobre o conteúdo editorial, sugestões e críticas a matérias. Pedidos de informação relacionados às matérias e à localização de reportagens: e-mail: redacao@revistatextil.com.br Publicidade Anuncie na REVISTA TÊXTIL e fale diretamente com o público leitor mais qualificado do setor têxtil no Brasil e no mundo: e-mail: revistatextil@revistatextil.com.br

Um por cento. Nunca um número pequeno como esse foi tão comemorado pela indústria. Pudera. Este é o valor que a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) projeta de crescimento para o nosso mercado em 2017, após amargarmos uma queda de 5,3% no ano passado. Se este arco-íris não é um motivo suficiente para sorrirmos após os anos tempestuosos de 2015 e 2016, vamos analisar mais de perto o que ele nos traz. Ainda de acordo com a Abit, esse um por cento significa investimento na ordem de R$ 1,75 bilhão (US$ 520 milhões) e a criação de 10 mil novos postos de trabalho. Logo, há motivos mais do que suficientes para voltarmos a sorrir. E, por falar em crescimento, o ano já começou a todo vapor, como mostra a série de eventos têxteis que falamos nesta edição. Saiba tudo o que aconteceu na Colombiatex de Las Americas, a feira têxtil realizada na cidade colombiana de Medellín, que atrai diversos players de todas as etapas da cadeia produtiva. E se mostra cada vez mais como um destino obrigatório para as empresas brasileiras, algumas delas já presentes no evento. Veja também tudo o que se pode esperar de grandes feiras, como a Fespa Brasil e a Tecnotêxtil em solo nacional e a Emitex, feira portenha que promete mostrar o melhor do têxtil argentino. Por fim, ainda em nossa seção de Notícias, uma série de fatos nacionais e internacionais sobre nosso setor o aguarda nas últimas páginas desta edição. Para encerrar, aproveito também a projeção da Abit para começar 2017 também pensando em crescer 1%, em trabalhar 1% a mais e pensar 1% mais positivo. E, assim como projeta a associação do nosso setor, esse 1% irá se converter em sucesso e números mais expressivos para o futuro. Boa leitura!

Assinaturas Para renovação e outros serviços, escreva para: e-mail: revistatextil@ revistatextil.com.br

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SUMÁRIO

MATÉRIAS

ANUNCIANTES

COLOMBIATEX ................................................... 04

RIETER ................................................................ WEKO ................................................................. FUTURETEXTIL ................................................... CACR .................................................................. SALÃO MODA BRASIL ........................................

ABIT .................................................................... 14 ABTT ................................................................... 16 COURO ............................................................... 18 NOTÍCIAS ........................................................... 20

03 15 17 19 21

NILIT ........................................................ CAPA 02 TECNOTEXTIL .......................................... CAPA 03 SPGPRINTS ............................................. CAPA 04

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FEIRAS & EVENTOS

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COLÔMBIATEX

COLOMBIATEX DE LAS AMÉRICAS VESTIDA DE VERDE E AMARELO

De 24 a 26 de janeiro, a Revista Têxtil acompanhou in loco a feira Colombiatex de las Americas, e percorreu os 11.600 metros quadrados da 29ª edição do evento em busca dos empresários brasileiros e das empresas com atividades no País, para compreender os motivos do sucesso e os resultados do principal evento têxtil na América Latina. Confira a cobertura completa, realizada pela nossa editora Vivi Haydu, a convite do evento, a seguir por

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GABRIEL RAJAO E VIVI HAYDU Fotos do artigo: Divulgação e Vivi Haydu

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COLÔMBIATEX

Entrada do evento

U

ma vez ao ano, a cidade de Medellín torna-se a Meca do setor têxtil na América Latina, com uma peregrinação de profissionais de todo o Continente se dirigindo à cidade, que é sede de 45,5% das empresas da cadeia industrial têxtil e de confecção daquele País. Junto aos cerca de 1800 compradores internacionais de 60 países, 13 mil compradores nacionais de 510 expositores, um aporte de USD300 milhões em negócios industriais e cerca de USD 718 mil em entrada de capital turístico (dado do Sistema de Indicadores Turísticos – SITUR – de Medellin e Antióquia relativo a 2016). Tudo isso movimentado por cerca de 22 mil pessoas nos pavilhões. Em relação às expectativas de compras, 41% dos compradores pretendem investir nos produtos têxteis, 23% em máquinas, 10% em insumos, 7% em produtos químicos, 7% em fios e filamentos e 12% em outras categorias (incluindo serviços). O estudo desta intenção de negócios foi feito pela empresa Invamer, de pesquisa e assessoria de mercado. Por trás desses impressionantes números está um governo preocupado com o desenvolvimento da cadeia de produ-

Espaço Brasil

Vivi Haydu e Sueli Pereira

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COLÔMBIATEX

Público compareceu em peso

Vista interna geral

ção e uma instituição que se dedica integralmente à promoção comercial do país e do setor na Colômbia: o Inexmoda. A ousadia do grupo neste ano, diferente do pensamento brasileiro de que “Em time que está ganhando não se mexe”, foi a proposta do tema “#NuevoJuego”, ou “#NovoJogo” em português, um claro recado de que a indústria local está preparada para as mudanças cada vez mais rápidas da produção têxtil global. Uma das novidades previstas pelo “#NuevoJuego” é o pilar da sustentabilidade ambiental, especialmente na responsabilidade de uso dos recursos hídricos pela indústria têxtil e de confecção, em parceria com a empresa de soluções sustentáveis. O Inexmoda apresentou a margem de lucros que podem decorrer da otimização de processos de economia de água dentro das organizações. Segundo eles, a dedicação à economia hídrica pode trazer até 48% de economia nas contas da fábrica com reutilização de pelo menos 95% desse recurso, descoberta que boa parte das empresas brasileiras já fizeram há alguns anos, mas muitas ainda possuem um longo caminho a trilhar. E por falar em Brasil, tendo em vista que a América do Sul responde por 25,4% das importações de produtos têxteis nacionais (dados de 2015 da CNI: Interesses da indústria na América do Sul: comércio e investimentos), o País é um dos mais celebrados destinos a compor a lista de expositores da Colombiatex. Sexto destino de exportações colombianas de têxtil e de confecção (5% de participação)

o Brasil enviou USD38,6 milhões em produtos da cadeia ao país e importou USD38 milhões em 2016, tendo enviado 35 expositores à Colombiatex e com a visita de 80 compradores locais à feira da Inexmoda. Este ano, tivemos 40 empresas nacionais nos corredores da feira, que serão o foco da cobertura da Revista Têxtil sobre a ação. A escolha da pauta foi apoiada inclusive por uma ação inédita da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que reuniu num só espaço três associações: ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção); ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e Assintecal (Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos).

COMPONENTES Enquanto ABIT e ABIMAQ acompanharam empresas expositoras por meio de seus programas de exportação a Assintecal teve participação como parte da ação do Programa By Brasil Components and Chemicals. No espaço brasileiro, foram expostos materiais de empresas de componentes, que participam da pesquisa do Fórum de Inspirações, que conta com a coordenação do estilista Walter Rodrigues e com curadoria para criação e desenvolvimento de materiais inovadores em design e tecnologia nas empresas participantes por meio de consultores. Além disso,

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no espaço institucional do Brasil foram apresentadas quatro palestras por dia. O consultor Jefferson de Assis antecipou também as inspirações para o verão 2018. O projeto + Estampa também esteve presente no evento, apresentando o preview para o Inverno 2018. Estiveram expostas estampas exclusivas, desenvolvidas por estúdios de estamparia, sob a coordenação do consultor do Núcleo de Design da Assintecal, Lucius Vilar. O projeto visa ao desenvolvimento e criação de estampas, propondo a incorporação da originalidade brasileira como forma de reduzir a cultura da cópia, e também a compra de estampas internacionais por parte de empresas do setor de confecções.

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Em 2017 a ABIMAQ promoveu, por meio do Programa BMS (Programa Brazil Machinery Solutions), realizado em parceria com a Apex-Brasil, a participação de sete empresas na Colombiatex. Foram elas: Audaces Automação e Informática Industrial Ltda; Automatisa Laser Solutions; Avanço S/A. Indústria e Comércio de Máquinas; Castilho Máquinas Têxteis Ltda. ; Delta Indústria e Comércio de Equipamentos Industriais Ltda.; Socio Tec Indústria e Comércio de Máquinas e Equipamentos Ltda.; e Weko América Latina e Equipamentos Industriais. Ltda. Além das companhias expositoras junto à ABIMAQ, também esteve no evento SPG Prints, sem relação com a entidade.

De acordo com a responsável pela Divisão de Mercado Externo da ABIMAQ e gerente do Programa BMS, Patrícia Gomes, a qualidade, tecnologia e competitividade apresentadas pelas máquinas e acessórios brasileiros voltados para a indústria têxtil têm mantido o Brasil como referência no setor. “Em 2016, o mercado de máquinas e equipamentos para o setor têxtil da América Latina absorveu 47% das exportações brasileiras. Esse percentual representou US$ 23 milhões em vendas, resultado 18% maior que o obtido em 2015”, relata a executiva. “Exportamos também para outros continentes, tanto que os três principais países importadores de nossos produtos em 2016 foram Alemanha, Argentina e Índia”, completa. Para o engenheiro Silvio Alves de Paiva, diretor de vendas da Avanço S.A., a oportunidade de estar na Colombiatex comprova o sucesso do evento, especialmente por ser esta uma feira compacta, objetiva, em local estratégico e perto do mercado produtor e exportador. “Estamos satisfeitos com nossas exportações, é muito importante a presença nestes eventos e este ano temos novos colaboradores em alguns países como na Colômbia, Equador e El salvador. Se o cambio não atrapalhar vamos ter boas vendas”, disse. Segundo ele, no espaço da Avanço foram procurados principalmente os equipamentos como a Máquina Circular Monofrontura 30” de diâmetro com 28 agulhas, modelo John/BR com 3 pistas e Interlock CIC 30” com 4 pistas. No estande da Audaces foram destacados os produtos: Ideia 4D, plotter JetLux Plus 185 e quadro Digiflash. O Ideia 4D é o software Audaces para criação de moda. Com ele é possível desenhar recursos específicos ou criar diretamente sobre um manequim tridimensional. Com o programa, o processo de criação ganha agilidade; a ficha técnica da peça é automatizada, facilitando a comunicação entre estilista e modelista; e é possível também simular o custo de produção já na hora da criação. A inovação ficou por conta do Audaces 360. Joyce Uliana Rosa da Silva, Gerente Administrativa da SocioTec, reforçou a importância do evento que, segundo ela, atrai pessoas de toda América Latina, o que acaba divulgando muito mais as marcas. Silva afirma que no Brasil “falta comunicação entre os setores da cadeia têxtil, que apesar de diferentes, são complementares”. Com isso a Colômbia ganha espaço e em 2017 a indústria fechou US$100 mil na feira e pretende fechar mais USD 100 mil durante o ano. “Recebemos muitas visitas do Equador, Republica Dominicana e outros, creio que seja por conta da proximidade”, disse. Revista Têxtil #747 I 07

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Lenzing

“Este ano começou diferente, recebemos muitas consultas e isso é um bom sinal. O empresário está mais confiante e ciente de que o investimento é necessário. Creio que neste ano poderemos ter um número positivo e até um crescimento do faturamento”, afirmou positivamente. O diretor da SPGPrints América Latina, José Maria Alves Junior, destacou que “Essa foi uma das melhores edições que já participamos. A feira cresceu muito nos últimos anos. Como a unidade Brasil atende toda a América Latina, com exceção do México, a Colombiatex é uma excelente oportunidade para recebermos nossos clientes em um único ambiente e mostrar todas as nossas soluções para o mercado têxtil”. Durante os três dias de evento, a empresa recebeu clientes da Colômbia, Venezuela, Peru, México, Equador e também do Brasil. Na Colombiatex 2017, a SPGPrints apresentou aos clientes toda a sua linha de produtos e serviços para o segmento digital, com destaque para a impressora scanning JAVELIN® , lançada oficialmente para o Brasil e América Latina, em agosto de 2016, na Febratex, em Blumenau/SC. A expectativa da empresa é comercializar a nova impressora em toda a região, já que a JAVELIN® é ideal para empresas que querem dar o primeiro passo na impressão digital ou adicionar maior desempenho em sua capacidade atual. Outro destaque da SPGPrints foram as Tintas NEBULA® HD, que podem ser usadas em qualquer impressora com cabeças de impressão Kyocera, e têm uma formulação completamente nova, desenvolvida e produzida pela empresa, oferecendo maior intensidade de cor e melhor execução. Em conversa com o Sr. Benjamin Ziel, Gerente Geral da Weko América Latina, recebemos a informação de que na visão da empresa é de que o evento ainda possui um pequeno

Prints

caminho a percorrer para atender aos expositores de máquinas têxteis, especialmente devido à ao layout da feira “Mas alguns diferenciais tornam a Colombiatex especial, como a existência de uma zona franca que facilita o transporte internacional de nossos produtos e o carinho do povo colombiano, refletido na equipe do Inexmoda, que vai muito além das próprias funções para nos auxiliar nos processos necessários”, explicou. Para Benjamin o maior desejo do público visitante da feira é sem dúvida a SUSTENTABILIDADE, escrita assim mesmo, em letras maiúsculas, pois é um conceito que tornou-se obrigatório para o mundo têxtil. “Esperamos um aumento de 30 a 40% nas vendas para 2017, motivado em parte por todas as atividades de promoção da companhia mas também pelo desejo mundial de sistemas sustentáveis para o acabamento têxtil. Notamos por exemplo que, por um trabalho de WEKO com seus parceiros, conseguimos proporcionar a nossos clientes economias na aplicação e descarte de produtos químicos, economias térmicas e aumentos de produtividade de até 60% (sim 60% !!) no acabamento têxtil, sem o aumento de consumo de recursos naturais. Sustentabilidade é isto para WEKO”, explica.

FIOS E FILAMENTOS Um total de 26 companhias foram levadas à Colombiatex pelo programa Texbrasil (Programa de Internaciona-

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lização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira) criado pela ABIT em parceria com a Apex-Brasil. No segmento de Fios e Filamentos os destaques ficaram por conta especialmente de empresas como Nilit® Fibers Latin America; Invista; Rosset; Rhodia e Lenzing. Esses empresários tiveram um resultado, durante os três dias de evento, de USD 2,9 milhões em vendas, com expectativas de USD 49 milhões em negócios futuros. “A Colômbia é cada vez mais atrativa para os empresários do Brasil e a Colombiatex o melhor cenário para os encontros comerciais. As 26 companhias brasileiras representam o melhor da indústria e os avanços mais importantes para a confecção e a moda”, afirma Lilian Kaddissi, gerente executiva do Texbrasil. A NILIT, empresa líder mundial na produção de Nylon 6.6 com foco em inovação tecnológica, estreou suas atividades no evento. E diante deste primeiro ano, eles não poderiam estar mais otimistas, afinal, somente no mercado colombiano, a empresa cresceu 26% em 2016, o que mostra a grande aceitação dos produtos e especialidades da marca. “É um mercado vibrante que valoriza produtos de alto valor agregado e tem uma indústria têxtil madura e eficiente”, declarou Pedro Kövesi, diretor comercial para a América Latina. “Temos parcerias de sucesso com empresas e marcas líderes que adotaram as nossas tecnologias e estão lançando produtos diferenciados para moda íntima

e esportiva, apresentados na feira”, explicou Fabianne Pacini, gerente de marketing da NILIT para a América Latina. A NILIT apresentou seus fios para performance como o Nilit® Breeze, NILIT® Innergy, NILIT® Heat, NILIT® Aquarius, além de SUPLLEX®, fabricado em processo de texturização com jatos de ar, que garante um toque natural muito semelhante aos tecidos de algodão, com uma série de vantagens, como maior respirabilidade, a manutenção das cores por mais tempo e secagem rápida, além de não amassar e modelar o corpo. A Rhodia (Grupo Solvay) lançou todo o seu portfólio de inovações têxteis sustentáveis, criadas no Brasil, entre as quais os premiados fios têxteis de poliamida tintos em massa sob as marcas Amni® Sustainable White e Amni® Colors, concebidos para permitir ganhos em sustentabilidade nas etapas de produção, e o Amni® Soul Eco, o primeiro fio têxtil biodegradável do mundo, tornando as roupas amigas do meio ambiente. A Invista trouxe, dentro dos novos desenvolvimentos, a tecnologia dualFX® da marca LYCRA®, para um ajuste e suporte perfeito aos tecidos de denim permitido pela combinação da fibra LYCRA® com a T400® em um único fio, com uma extensão extra e uma recuperação surpreendente. Foram também mostradas as novidades em tecnologia LYCRA® SPORT, com um novo enfoque, para apresentar índices de potência e conforto. Também foram apresentadas as tecnologias LYCRA® XTRA LIFE ™ e LYCRA® BEAUTY. Nos lançamentos da Lenzing, destaque para o TENCEL®, um fio com toque frio que foi misturado às características mais quentes da lã, uma nova experiência para drapeados e tecidos de alto luxo. A Rosset chegou ao evento com um objetivo claro e direto: oferecer alternativas de criações para a comodidade dos consumidores. O maior grupo têxtil das Américas apostou especialmente nos estampados, mas também ofereceu os lisos em fitness, praia e lingerie.

MALHARIAS Estreante na Colombiatex a Kalimo tinha como foco central a participação de empresas e clientes de toda a América Latina e América Central. Para a companhia há um ponto central que diferencia o sucesso da feira colombiana das atividades no Brasil: “Acredito que os clientes brasileiros prefiram um atendimento mais privado. A Kalimo costuma fazer eventos de lançamento das coleções Revista Têxtil #747 I 09

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Sta. Constancia

Kalimo

no próprio showroom e os clientes já estão acostumados assim - recebem um melhor atendimento, com conforto e conseguem ver com calma todas as possibilidades que a empresa oferece. Já numa feira, isso é mais limitado”, explica Talita Khalifeh, gerente de exportação da empresa. Após os resultados obtidos no evento o grupo se prepara para o ano de 2017: “As expectativas são muito positivas. A Kalimo tem investido bastante no mercado externo. Ano passado, inauguramos um showroom em Los Angeles e nossas vendas para o mercado externo estão atingindo um crescimento significativo. Os produtos têm ótima aceitação e as perspectivas são bastante positivas”, explica Khalifeh. Para a RVB Malha esta é a segunda experiência em território colombiano e o grande segredo do sucesso da Colombiatex, para eles, é especialmente o foco em toda a cadeia têxtil, o que atrai compradores de toda a América Latina que podem, numa mesma visita, analisarem toda a necessidade da companhia, desde máquinas e insumos até malhas e aviamentos. “Além disso, para os expositores, estar lá é estar em contato com diversos países em um evento apenas. Significa impulsionar as exportações latino-americanas. Abrir negócios e fidelizar outros”, disse Carla Mager, gerente de marketing da empresa. No evento a companhia teve como meta a ampliação de atuação em países com os quais não possui relação comercial, como República Dominicana e Panamá. A expectativa de negócios para os próximos 12 meses relacionados ao evento é de USD180 mil.

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A Coltex trouxe a força do tecido desenvolvido com Amni® Proteção UV 50+, que garante uma maior segurança especialmente no trabalho sob forte sol. O Emana, com bioatividades que melhoram a elasticidade da pele, foi outra inovação da companhia. A empresa também apostou em tecidos de alta compressão lisos e com textura. A Santaconstancia despertou a curiosidade do público colombiano com malhas diferenciadas e tecnológicas, além de apresentar tecidos sustentáveis produzidos com os fios da poliamida biodegradável Amni Soul Eco®, desenvolvido pela Rhodia. “Esta edição nos proporcionou boas surpresas: nosso estande foi muito visitado, devido ao nosso novo posicionamento na feira, e também tivemos uma boa exposição da marca Santaconstancia na Colômbia”, revelou em comunicado do Texbrasil Alessandro Pascolato, presidente da tecelagem. Na Dalila a tradição das camisarias masculinas manteve-se em alta, com jacquard, colarinhos e punhos, além dos estampados. A Salotex chegou com quatro linhas de produtos: Bric, Six, Vitral e Royal. Os tons metalizados deram o tom e outros lançamentos tiveram como foco a proteção solar +50 UVA e UVB. A Paramount, que há quase 9 anos está no evento, levou consigo os produtos Pingouin, Lansul e Alfaiatarias. Os lançamentos se caracterizam pela presença de tecidos de ponta, crochês, lã fria extra pura, materiais elásticos, modernos e um amplo portfólio de cores em desenhos elegantes e sofisticados.

Salotex

Coltex

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COLÔMBIATEX DENIM O gerente de exportação da Covolan, Allan dos Anjos, é, junto com a empresa que participa desde 2002, um veterano da Colombiatex. Para ele o evento é uma feira de maior representatividade na América Latina, bastante completa para a cadeia têxtil. O sucesso, segundo ele, é devido à qualidade de contatos e visitantes versus o custo de investimento. Ele culpa os altos custos de exposição e a dificuldade de integração da cadeia têxtil brasileira pela dificuldade de conquistar um espaço como o da Colôm-

Capricornio

Vicunha

bia e revela: “Durante a feira encaminhamos negócios da ordem de US$ 200 mil. Para os próximos 12 meses nossa expectativa está alinhada ao fortalecimento da marca Covolan”. Para 2017 a empresa pretende incrementar 10% suas exportações. A Cedro Têxtil aproveitou a Colombiatex e demonstrou a funcionalidade do produto Splash, um tecido elástico branco que repele os líquidos. O ano de 2017 marcou a 13ª. participação da Santanense no evento e a gerente de marketing de produtos sportswear da empresa, Eleonora França, garante que o diferencial do evento é o foco em unir a cadeia e a excelente organização. “A Inexmoda consegue reunir, independente de estação, clientes e fornecedores do setor, principalmente de toda América Latina. Para os clientes de vários países , este evento é um facilitador, pois eles conseguem conhecer e até mesmo negociar com vários fornecedores ao mesmo tempo em um único local. Otimiza custo tempo”, diz. Na área de moda a empresa viu uma busca maior pelos tecidos elastizados. “Os consumidores querem cada vez mais tecidos que sejam práticos e que facilitem os movimentos do dia a dia”, disse; para o segmento de uniformização, segundo ela, os tecidos da linha Fire (que recebem um acabamento químico através de fósforo e amônia que torna o algodão retardante a chamas por toda a vida útil da vestimenta) foram os mais desejados no evento. Entre as novidades da empresa estavam o Lanai Stretch (sarja 3x1 de maior elasticidade, com 55% modal /43%algodão e 2% de elastano); o Santorini Stretch (sarja 3x1 de alta elasticidade algodão elastano); o Fly Flex (tela elastizada de 4,5 onças); o Maya Flex (sarja 2x1 com peso médio e com maior elasticidade), o Java Comfort (sarja diferenciada com maior volume da diagonal) e o Dover Stretch (canelado de algodão e lycra com peso 7,5OZ). Fábio Covolan da Canatiba afirma que o resultado do evento em 2017 não foi o melhor momento para a companhia, com fechamento de 100 mil metros por dia (cinco vezes menos que em 2016). “Depois da FENIT e FENATEC nunca mais tivemos uma feira de grande importância no Brasil, portanto é importante a participação na Colombiatex, tendo em vista que é democrática que reúne todos os produtos”, explicou. Para ele o mercado tem foco nos produtos que dão ênfase ao conforto e vestibilidade. Os elásticos, especialmente com tecnologia Duoflex® encantam os latinos, segundo eles. “Importante também lembrar

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COLÔMBIATEX que os mais leves fazem sucesso, de 4 a 6OZ., dando importância ao toque macio”, complementou. Marcio Coimbra, Gerente de Negócios Jeanswear da Santista, informa que a empresa está na Colombiatex desde 2000. A razão do sucesso do evento na América Latina é, segundo ele, “Uma estrutura muito organizada, profissionalismo e acima de tudo devido aos acordos comerciais que o país tem com outros mercados /nações. A Colômbia é um grande exportador confeccionista, tem marcas importantes como Replay, Diesel, Americanino, Levis. Além disso, na Colombiatex, estamos em contato com os principais clientes de América Latina”. Quando compara a situação do Brasil diante do sucesso da feira colombiana ele é direto: “Acreditamos que se deve ao fato de não termos acordos comercias com países mais ricos europeus e com os EUA. Isso torna nossa economia limitada ao Mercosul. Há também uma mentalidade de atuação focada no cliente em showroom que permite um trabalho mais direto e efetivo”, afirma. Ele complementou as informações dizendo que a companhia está se preparando a cada ano, modernizando o parque industrial e oferecendo tecidos mais versáteis e diferenciados, além de aprimorar o serviço de consultoria oferecendo todas as receitas de lavagem e acabamentos. Portanto os mais desejados produtos foram na linha de alta performance, máximo stretch e alta recuperação e conforto para segmento atlheisure: “o foco é no bem estar e sustentabilidade – no nosso ponto de vista pilares evolução no têxtil”, complementou. Os 70 anos da Capricórnio fazem a diferença na hora de participar do evento e a celebração dos anos 90 foi a forte tendência da temporada de verão 2017 e 2018, com tons azuis, desgastes e aplicações especiais. A Hudtelfa Têxtil foi outra companhia a se destacar na Colombiatex com uma coleção dedicada ao mercado feminino com opções clássicas e contemporâneas em tecidos especialmente desenhados para o segmento, onde o conforto e o movimento são características ideais para os looks sofisticados e atuais. A coleção Hud e Co, uma família de tecidos com tecnologia que permite desenvolver a cor única em fios tecidos, se adapta facilmente às necessidades da moda, presente em todas as estações. A presença da Vicunha na América Latina reforçou a atuação da fabricante no mercado internacional. “Percebemos um grande interesse do público em conhecer as novidades apresentadas em nosso espaço durante a Colombiatex. Nossos lançamentos buscam se adequar às demandas

Covolan

Santanense

de um mercado em constante transformação e sedento por novidades, propondo também uma consciência maior sobre o que se veste. Como resultado disso, tivemos um fluxo constante em nosso estande durante os três dias de evento, gerando ótimos contatos e bons negócios”, conta Anna Maria Kuntz, diretora comercial e de marketing. Entre os lançamentos apresentados pela Vicunha, destaque para as linhas Eco Recycle - com denins que contribuem para a redução do desperdício de recursos naturais em sua produção - e High Technology – que traz a tecnologia Dryarn® e artigos que garantem o bem-estar mesmodiante de variações climáticas. Já as tradicionais Perfect Fit e Moove Super Stretch, com produtos de excelente performance, continuam entre os best sellers, refletindo o desejo RT dos consumidores por conforto e flexibilidade. Revista Têxtil #747 I 13

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ABIT

UMA JOVEM SEXAGENÁRIA

A SERVIÇO DO SETOR TÊXTIL E DO BRASIL por

A

s entidades de classe são indispensáveis no processo de formulação de políticas públicas e privadas para o desenvolvimento dos segmentos que representam e, consequentemente, da economia brasileira. Mais do que isso, constituem-se em foro adequado para a união das empresas, trabalhador-empregadoras e trabalhador-empregado, visando à ampliação dos investimentos e do mercado de trabalho, tecnologia, produtividade, boas práticas sociais e ambientais, com papel fundamental na articulação e consolidação de propostas em favor de seu ramo de atividade e do País. Quanto mais sinérgico e coeso estiver um setor, maior será a sua capacidade de se fortalecer e contribuir para a prosperidade nacional. Neste momento em que o País emerge de uma das mais graves crises econômicas de sua história, a missão das entidades de classe é ainda mais relevante. É necessário, como temos procurado fazer na Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), que comemora 60 anos de vida em 2017, realizar um trabalho consistente e permanente voltado à construção de uma agenda de desenvolvimento. Por mais que seja escasso o tempo disponível, é importante que os empresários e colaboradores interajam cada vez mais no âmbito de suas entidades. Com certeza, estarão contribuindo para uma grande causa setorial e nacional. Essa participação, que tem sido relevante e crescente na indústria têxtil e de confecção, é muito rica e gratificante, pois significa a soma de forças, energia, talento, boas ideias e a pró-atividade do empreendedorismo em favor do bem comum e do Brasil.

FERNANDO VALENTE PIMENTEL

No presente cenário mundial e ante as peculiaridades conjunturais de nosso país, onde enfrentamos pesada recessão nos últimos três anos, é imprescindível que as empresas contem com entidades de classe fortes e articuladas, com capacidade técnica e envergadura institucional para formular propostas e participar em alto nível da agenda político-econômica nacional e internacional. No contexto da globalização e da economia competitiva desta nova era o associativismo assume papel cada vez mais expressivo, agregando à sua função de representatividade setorial a responsabilidade de contribuir para o momento do mercado, da inovação, da tecnologia, do design e do fortalecimento das empresas. Assim, torna-se fundamental no atendimento aos interesses coletivos e no encaminhamento de questões relativas à defesa e desenvolvimento de cada setor de atividades, perante o mercado, organismos públicos e sociedade como um todo. Mais do que representar e defender as empresas e seus milhares de trabalhadores, as entidades de classe passam a ter papel cada vez mais relevante no dia a dia dos seus associados, prestando serviços especializados para atender às necessidades de seus negócios, além de formular e levar até eles ações e projetos que buscam fortalecê-los no mercado nacional e no internacional. Os setores produtivos se fortalecem, crescem e se tornam mais competitivos ao se aglutinarem em torno de suas entidades de classe. É o caso da indústria têxtil e de confecção. Felizmente, nossa jovem e dinâmica sexagenária, a ABIT, continua a se preparar continuamente, em todas as frentes, para cumprir sua missão e articular o protagonismo da indústria têxtil e de confecção na construção de um novo RT e próspero Brasil.

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ABTT

XXVII CNTT: CONGRESSO NACIONAL DE TECNOLOGIA TÊXTIL, CONFECÇÃO E MODA por

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ABTT realizará, entre os dias 25 e 28 de abril, durante a Tecnotêxtil Brasil 2017 o Congresso Nacional de Tecnologia Têxtil, Confecção e Moda, no Palácio de exposições Anhembi, em São Paulo. Em paralelo, acontecerão o CIMTT – Congresso Internacional de Moda e Tecnologia Têxtil e o CONTEXMOD – Congresso Científico de Têxtil e Moda. Os congressos contarão com apresentações de estruturas têxteis funcionais e inovadoras para analisar e debater a moda e suas tecnologias em seus aspectos mais amplos. Além de promover uma ampla discussão entre produtores têxteis, empresas fabricantes de máquinas e equipamentos, produtores de insumos têxteis, profissionais do setor e do meio acadêmico, fornecedores, consumidores, parceiros, alunos, institutos de formação e meios de comunicação especializada.  Os congressos contam com presença a ser confirmada de especialistas e catedráticos, além de figuras notáveis dentro do cenário mundial do universo fashion como Thierry Zouzou da Promostyl França, Elizabetta Alberto da Alberto Roy Italia, Reiko Sudo da Tokyo University com o projeto NUNO de sustentabilidade, Alexandre Herchcovitch, Jacson Araujo e a Jornalista Alexandra Farah, entre outros.

CONTEXMOD O objetivo do CONTEXMOD 2017 – é promover a divulgação de trabalhos científicos, tecnológicos e socioambientais que venham a contribuir para o desenvolvimento do segmento Têxtil de um modo geral, através de suas diversas vertentes: gestão, tecnologia e moda. O congresso visa além, de proporcionar aos professores, pesquisadores e estudantes da área um veículo para divulgação de suas produções acadêmicas, apresentar ao mercado

ANTÔNIO CESAR CORRADI

estas pesquisas e incentivar parcerias com o objetivo de desenvolvimento científico e tecnológico. Com temas divididos em painéis, palestras e fóruns de debates, com importantes assuntos que vão de tecnologias inovadoras até processos produtivos, abordando fatores de impacto ambiental e politicas ecologicamente corretas, o congresso se propõe a ser um marco na apresentação de novas tecnologias. A proposta de apresentar meios mais eficazes de produção da cadeia produtiva com foco na quarta revolução industrial e uma visão de futuro de longo prazo, vem por o Brasil dentro de um contexto mundial na área têxtil e confecção se equiparando a países mais desenvolvidos e atuantes no setor. O tema do congresso será “TECNOLOGIAS INOVADORAS E SUSTENTABILIDADE”. Nos últimos anos, vemos uma evolução significativa na indústria têxtil brasileira voltada para melhorar a qualificação dos profissionais e discutir a necessidade de se adequar às inovações, novas tecnologias, infraestrutura e utilização de recursos naturais de forma sustentáveis. Achamos que este é o verdadeiro papel dos congressos, promover um ambiente de discussão para que se possa discutir caminhos e metodologias criativas para alcançar uma fórmula vencedora e enfrentar os desafios da economia em mutação. Nossa expectativa é, durante os quatro dias de eventos, conseguir concatenar idéias e setores produtivos das empresas com profissionais, entidades de ensino e governo e formar uma grande união de esforços, no sentido de engrandecer um dos setores mais importantes da economia e trazer informação e estratégias para o desenvolvimento de RT metodologias, tecnologias, estilo, moda e design.

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COURO

COURO BRASILEIRO TEM SUPERÁVIT EM 2016

Couromoda e Inspira+ deram ao couro brasileiro seu merecido destaque

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por

s exportações de couro do Brasil excederam o volume da matéria-prima enviado para outros países. Segundo dados do Centro das Indústrias de Curtumes Brasil (CICB), o País computou US$ 2,033 bilhões em couro exportado, enquanto o valor em couro importado ficou na casa dos US$ 30,87 milhões o que resulta em um superávit de mais de US$ 2 bilhões na balança comercial de couros do País. Os estados que mais importaram couro foram, nesta ordem: Rio Grande do Sul (com 40,1% das importações), Ceará (14,8%), Bahia (13,5%), Minas Gerais (13,3%) e São Paulo (11,9%). O segmento do couro, especialmente para calçados e bolsas, foi o foco de dois importantes eventos no primeiro semestre de 2017: O Inspiramais e a Couromoda. Confira a cobertura a seguir:

COUROMODA

Couromoda

Inspira+

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GABRIEL RAJAO

Quando chegaram ao Brasil no século XIX os imigrantes alemães que se instalaram na região do Vale dos Sinos, no Sul do país, e os italianos que escolheram Franca, no interior de São Paulo, trouxeram consigo uma tecnologia calçadista que se transformaria numa indústria produtora de quase 20 bilhões de reais. No final do século passado, antes mesmo da ABICALÇADOS (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) ser inaugurada em 1983, uma feira já reunia, na década de 70, os produtores de calçados, artefatos de couro e acessórios: a Couromoda. Ano após ano, os expositores foram apresentando novidades do setor, sendo que o Brasil ocupa o terceiro lugar na produção mundial com 5,0% de share (dados de 2014 da WSR/Abicalçados). Para se ter uma ideia China

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COURO e Índia controlam 70% do mercado, com 58,1% e 12,8% respectivamente. Os dois países dominantes no mercado calçadista possuem um histórico de afrouxamento em leis trabalhistas, ambientais e tributárias, o que forçou os empresários nacionais a investirem em ações protecionistas mas, especialmente, em diferenciação de produtos. Para alguns a aposta foi no design, que posicionou o Brasil internacionalmente entre os produtores mais cobiçados, apesar de ainda ocuparmos a 35ª posição no ranking de exportadores. Mesmo com pequenos volumes, a estratégia de valorizar o ticket médio parece estar funcionando, o que levou a indústria a conseguir sobreviver a dois anos (2015 e 2016) de retração constante e de cenário político-econômico instável. “A expectativa (para 2017) é também positiva baseada nos sinais dados ao final do ano de 2016, quando as exportações de calçados registraram uma arrancada, chegando a um saldo positivo de mais de 3% em receitas geradas em relação a 2015”, disse Heitor Klein, presidente executivo da ABICALÇADOS.

A estreia do setor de confecção, que ganhou espaço exclusivo, tem um suporte imprescindível do Projeto “+Estampa”, que este ano levou seis estúdios de estamparia ao evento, agregando também oportunidades para que fabricantes têxteis e produtores de componentes participassem do evento. A ação é coordenada pelo icônico Lucius Vilar, que idealizou e colocou em prática a união dos artistas de estampa – que estavam sozinhos no mercado após o término do Première Vision. Com o objetivo de agregar o artesanato brasileiro à cultura de moda, o Mix By Brasil, coordenado pelo estilista Jefferson de Assis, é uma das áreas mais encantadoras do ambiente e neste ano teve como foco as tramas feitas à mão no Rio Grande do Sul, o macramê e o artesanato afro de São Paulo e o manuseio de fibras da madeira no Acre poderão ser usados como atributos de design e sustentabilidade no desenvolvimento de produtos para o RT Verão 2018.

INSPIRA+ No Brasil e em outros países, o 15º aniversário é um momento chave, quando, especialmente, meninas (e alguns meninos), apresentam-se à sociedade como adultos, prontos para encarar os desafios do cotidiano sozinhos. Pois a 15ª edição do Inspiramais é uma celebração à altura dessas festas e a fusão das cadeias de componentes coureiro-calçadistas com a de produção de bolsas e calçados em si, têxtil e de confecção. Teve seu ápice em 2017, quando, em plena crise, os corredores estavam lotados de compradores e profissionais da moda. Os números de expectativa de negócios não ultrapassam US$2 milhões segundo os organizadores, o que pode parecer pouco a princípio, mas o real valor do evento está em todo o trabalho de backstage promovido pela brilhante equipe da Assintecal (Associação Brasileira da Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos) em parceria com CICB (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil). “O Inspiramais é o centro de negócios do setor de moda e design, envolvendo setores como calçados, bolsas, acessórios e confecções. É o momento em que os fabricantes, interessados em moda e em bons negócios, têm o primeiro contato com as novidades desenvolvidas pela indústria brasileira de componentes para a próxima estação”, afirma Milton Killing, presidente da Assintecal. Revista Têxtil #747 I 19

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NOTÍCIAS FEIRA ARGENTINA EMITEX 2017 PROMOVE MERCADO LOCAL

ITME INDIA REÚNE EMPRESAS IMPORTANTES DO SEGMENTO

A Argentina sediará um evento do nosso segmento em abril. Realizada entre os dia 4 e 6 de abril, no Centro Costa Salguero capital Buenos Aires, a Emitex chega para mais uma edição em seus 15 anos de história. Com periodicidade anual e, segundo os organizadores, realizada por uma década e meia sem interrupções, a feira deste ano promete ser ainda maior e melhor do que suas edições anteriores. A Emitex 2017 terá cerca de 5.600 metros quadrados de área de exposição, com 90 expositores e espera em torno de 5.000 visitantes de diversas partes do mundo em seus três dias de evento. Além das expectativas ambiciosas, a feira têxtil portenha terá novidades para este ano. Duas novas seções debutam em 2017: a Denim Zone e a Design Point. Como o próprio nome diz, a Denim Zone será uma área exclusiva para promover o denim e seus derivados. Já o Design Point será um espaço onde os profissionais poderão exibir seus trabalhos. Entre os desafios que eles irão encontrar é produzir a identidade visual da Emitex 2019. A escolha ficará a cargo de uma equipe de designers aclamados e da gerência da Emitex. "A idéia surgiu como uma forma de fomentar a integração entre a indústria têxtil e design. Com esse tipo de iniciativas, buscamos o crescimento e o fortalecimento do setor, com o valor agregado que o design original oferece aos produtos”, justificou Andrea Lippi, gerente de projeto da Emitex.

A mais tradicional feira do setor na Índia, a ITME Índia, aconteceu entre os dias 3 e 8 de dezembro de 2016, na cidade de Mumbai. O evento trouxe 1050 expositores oriundos de 38 países, no NSE Complex, na região de Goregaon, em Mumbai. “A décima edição da ITME Índia foi projetada para ser maior melhor e mais arrojada. Por conta de sua localização estratégica, facilidade de acesso pelos países vizinhos e baixo custo aos viajantes”, comentou Sanjiv Lathia, Chairman da feira. Segundo ele, estar presente no evento é a melhor forma de se participar de um mercado cujas demandas internas e para exportação estão em franco crescimento. Contudo, outro evento está despontando no país asiático. Em dezembro de 2017, o país irá sediar a segunda edição da ITMACH Índia, Exibição Internacional de Maquinário Têxtil e acessórios que se desenrolará entre os dias 7 e 10 do mês, no Helipad Exhibition Centre, em Ahmedabad. A feira, que aconteceu pela primeira vez em 2014, promete intercalar sua realização com a ITME, que ocorre a cada quatro anos. Ao todo, serão 40 mil metros quadrados de área e 750 expositores. Entre as principais empresas seguimento têxtil presentes na ITME Índia, podemos destacar a participação da: Brüeckner, Dornier, Groz-Beckert, Rieter, Saurer, Suessen, SSM, Karl Mayer.

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NOTÍCIAS

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NOTÍCIAS TECNOTÊXTIL BRASIL 2017 Em sua quinta edição, participam do evento fabricantes de máquinas de corte, costura, bordadeiras, teares, matéria-prima, estamparia, automação e acabamento, etc. Desde o seu lançamento, a feira é bienal e, na edição realizada em 2015, recebeu 17.500 profissionais qualificados que puderam conhecer as mais recentes inovações, tendências e tecnologias do setor. A edição 2017 será regida por um novo calendário, ganhando uma periodicidade de realização a cada quatro anos. “Vamos ajustar a Tecnotêxtil ao calendário internacional do setor, permitindo um volume mais robusto de lançamentos”, declara Hélvio

Roberto Pompeo Madeira. Tecnotêxtil Brasil, FebraTêxtil, FINNT e BonéShow serão realizadas simultaneamente.

Diretoria do FCEM Febratex Group - Hélvio Jr., Giordana e Pompeo Madeira

EXPOPRINT DIGITAL/FESPA BRASIL SÃO DESTAQUES DO CALENDÁRIO DE EVENTOS DE 2017 Entre 15 e 18 de março, a ExpoPrint Digital/Fespa Brasil abre as portas do Expo Center Norte em São Paulo para mostrar o que há de novo nos mercados de serigrafia, impressão digital, sinalização e e estamparia digital. O evento deste ano traz novidades e repete features que fizeram sucesso em edições anteriores, como os “Congressos Educacionais” e o “Sublimation Day”. Em 17 de março, o Fespa Digital Textile Conference trará painéis informativos contando aspectos que têm contribuído para o crescimento do setor. Entre os palestrante

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Jorgen Lindahl, Gerente de Vendas da SPGPrints e Felipe Sanchez, CEO da Global Química e Moda. Para esta edição, a novidade dentro do evento é o Fespa Showroom, que terá exemplos de aplicação da impressão digital feitos pelos expositores da feira. De acordo com os organizadores, a proposta do espaço é ser interativo, onde os visitantes irão descobrir novas oportunidades através da exposição das peças apresentadas. Entre os expositores já confirmados estão Shumi-no-ie, Ampla, Mimaki Brasil e Roland DG.

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NOTÍCIAS CSMAT TEM NOVO PRESIDENTE INTERINO

DORNIER ANUNCIA NOVO DIRETOR DE GESTÃO

A Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios Têxteis (CSMAT) está com novo presidente, após a renúncia de Ricardo Rossi, Marcos Lichtblau assume interinamente a presidência da CSMAT. Presidente da Automatisa, o executivo e mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Controle de Sistemas Mecânicos, atuando principalmente nos seguintes temas: aplicação de laser na manufatura, posicionadores, gd&t - tolerâncias geométricas e comportamento dinâmico. O anúncio foi feito na segunda quinzena de fevereiro, durante a 1º Reunião Ordinária da CSMAT.

A fabricante de máquinas têxteis Lindauer Dornier GmbH anunciou o novo Diretor-gerente da Unidade de Negócios de Máquinas Especializadas, Andreas Kückelmann, o novo executivo substitui o Dr. Andreas Rutz, que assume a diretoria da nova divisão de Sistemas Compostos até sua aposentadoria. Kückelmann ganhou vários anos de experiência em diferentes posições nas áreas de mecânica e engenharia de sistemas. Seu último cargo foi na diretoria da fabricante de impressoras Bobst Bielefeld GmbH, onde ficou por 11 anos. A Dornier atua produzindo maquinário para o segmento têxtil desde sua fundação, em 1950.

Marcos Lichtblau

Andreas Rutz e Andreas Kückelmann

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NOTÍCIAS LECTRA APRESENTA VECTOR IQ COM TECNOLOGIA ECLIPSE

INDÚSTRIA TÊXTIL VOLTA A CRESCER EM 2017

A Vector IQ, solução de corte de tecidos mais vendida da Lectra passa a contar com o Eclipse, o dispositivo de corte contínuo que encontrava-se anteriormente disponível apenas nos Vector de categoria superior. Desenvolvido há 22 anos pela Lectra e, desde então, usado por 4.354 empresas pelo mundo, permite aumentar a produtividade até 10% graças à sua capacidade de corte ininterrupta, conforme o material avança automaticamente. A fiabilidade e o rendimento proporcionados por esses novos recursos são fundamentais para as empresas que contam com um custo competitivo por peça cortada e um custo total de propriedade otimizado. A excelência operacional visada há muito pelos fabricantes de automóveis agora também determina as melhores práticas nas áreas de moda e de móveis. “O Vector iQ é uma nova solução de corte de tecido, ao mesmo tempo sofisticada e acessível, que proporciona ganhos enormes de produtividade e tempo ativo de funcionamento”, afirma Céline Choussy Bedouet, Diretora de Comunicação e Marketing da Lectra.

A Indústria Têxtil deve retomar o crescimento neste ano. De acordo com estudo feito pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a produção de têxteis deve aumentar 1% em 2017, diminuindo a retração de 5,3% em relação a 2016. No período, também se espera a geração de 10 mil postos de trabalho, uma tímida recuperação dos 125 mil empregos perdidos nos últimos dois anos. Para que as coisas melhorem, a associação também aposta um investimento superior ao feito em 2016, com aporte de R$ 1,75 bilhão (US$ 520 milhões) frente ao R$ 1,67 bilhão (US$ 479 milhões) do ano passado. Para o presidente da Abit, Fernando Pimentel: “2017 continuará sendo um ano com muitas incertezas, tanto no âmbito nacional quanto internacional. Porém, existem alguns sinais de melhora por conta de propostas já encaminhadas e a serem encaminhadas pelo Executivo nas áreas da previdência, trabalhista, tributária e da desburocratização. A indústria está pronta para ativar a retomada que vier e o setor têxtil e de confecção sempre reagem muito rapidamente”.

MINISTÉRIO INDIANO FACILITA COMPRA DO ALGODÃO APÓS DESMONETIZAÇÃO O Ministério da União Têxtil indiano, órgão estatal que cuida do segmento no país, anunciou novos termos para a compra de fardos de algodão prensado pelas associações têxteis locais. Agora, os fabricantes registrados poderão comprar algodão fazendo um depósito inicial de apenas 10% do valor para quantidades iguais ou superiores a 30.000 fardos. Antes, o depósito necessário era de 20%. A quantia para quantidades menores também foi melhor regulada. Para quem comprar até 2.999 fardos, o depósito é de apenas 15% do valor, o que ajuda às unidades têxteis que estão com pouco capital de giro no regime pós-desmonetização. Em novembro de 2016, a Índia tirou de circulação as notas de 500 e 1.000, rúpias para combater a corrupção e o mercado negro em alguns setores de sua economia. Quem tinha as notas na mão e não o depositou acabou ficando com o dinheiro inutilizado. Vale lembrar que a Índia tem uma população de mais de 1,2 bilhão de pessoas e estima-se que apenas 150 milhões tenham uma conta em banco.

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