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EDITORIAL

Caro Leitor, Início de ano é época de avaliar como foi o período que terminou e projetar as expectativas para os próximos meses. Por isso mesmo, esta edição da revista Primeira Página faz um balanço de diversos setores da economia brasileira no ano que passou e indica as principais oportunidades e ameaças para 2013.

Marivaldo Teixeira Diretor

Merece atenção especial a nossa matéria de capa, que mostra uma indústria química em crescimento, mas rodeada por perigos como a importação de produtos americanos. Outra análise importante diz respeito ao varejo baiano, que teve seu pior desempenho em três anos e, no entanto, deve expandir fortemente em 2013. Trazemos ainda o desempenho da indústria automobilística e acompanhamos a entrevista coletiva da Vale. Para crescer, além de empreendedorismo, o País precisa de muita inovação. Então, não deixe de ler a nossa matéria sobre o body scanner, que promete revolucionar a indústria têxtil no Brasil. Outra tecnologia inovadora é o “vidro líquido”, invenção alemã que já desembarcou em território nacional. Como sempre, apresentamos os principais investimentos anunciados no estado nos últimos meses. As novidades são a Placo do Brasil, com aporte de R$ 125 milhões em Feira de Santana; a ampliação da fábrica da JAC Motors, que passará a produzir também caminhões; o Programa de Investimento em Logística do Sistema Portuário Nacional, do governo federal; e a chegada do primeiro shopping outlet à Bahia. Outra importante abordagem desta edição é o mercado brasileiro de publicidade e propaganda. A presidente do Sinapro-BA, Laura Passos, afirma em entrevista exclusiva que o setor passa por um momento difícil no estado. Em outra matéria, abordamos a polêmica sobre a propaganda de bebidas alcoólicas no rádio e na TV. Saiba a opinião de publicitários e médicos. Além de todas estas matérias, confira as reportagens sobre turismo, saúde, moda e aviação.

Boa leitura! 4

Primeira Página


SUMÁRIO

Presidente do Sinapro-BA fala sobre o mercado publicitário baiano

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Apesar do crescimento em 2012, setor químico ainda vive clima de insegurança

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Aéreas estrangeiras podem esquentar concorrência na aviação doméstica

Governo Federal investirá R$ 54,2 bi em portos nos próximos anos

Varejo baiano cresce 10% e apresenta desempenho acima da média nacional

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Copa das Confederações promete movimentar trade turístico baiano

MBA pode ser um trunfo para se destacar no mercado de trabalho

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Vidro líquido: tecnologia inova na proteção de superfícies Com demanda moderada, Vale planeja investir R$ 16,3 bi em 2013


EXPEDIENTE

Revista bimestral, com distribuição dirigida ao meio empresarial e industrial

Qualidade, Confiabilidade e Segurança

dos estados da Bahia e de Sergipe

A no I I I, Nº 16 | Ja ne i ro / Fe ve re i ro | 2013 DIRETOR Marivaldo Teixeira DEPTO. JURÍDICO Marcos Antônio da C. Pinto GERENTE FINANCEIRA Sonia Mª. Cunha Teixeira GERENTE COMERCIAL Viviane Teixeira GERENTE DE MARKETING Eliza Teixeira GERENTE ADMINISTRATIVA Soraya Teixeira Pinto JORNALISTA RESPONSÁVEL Jan Penalva (DRT/BA 3672) REPORTAGEM Alexandre Takei COLABORADORES Fabiano Strelow Luciano D'Agostini Marcelo Azevedo PROJETO GRÁFICO Ganesh Branding CAPA Da Vinci Computação Gráfica DIAGRAMAÇÃO Renato Souza REVISÃO DE TEXTOS Rita Canário REVISÃO GERAL Solon Cruz (DRT/BA 393) FOTOS Rômulo Portela Rodrigo Tagliaro DEPTO. DE CIRCULAÇÃO Jean Fabian Alves Silva WEB DESIGNER Antonio Carlos da S. Sales IMPRESSÃO Jacográfica Serv. Gráficos Ltda. CNPJ: 34.248.187/0001-69 A Revista Primeira Página é uma publicação bimestral, de propriedade da Jacográfica Serviços Gráficos Ltda. Conceitos e opiniões emitidos em artigos assinados são de inteira responsabilidade dos seus autores.

Próxima edição: abril 2013 Para receber gratuitamente a revista Primeira Página, envie email com o seu endereço para circulacao@revistaprimeirapagina.com.br

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Tecon Salvador registra movimentação histórica Recém-expandido, o Tecon Salvador – operado pelo Grupo Wilson Sons – registrou em 2012 sua maior movimentação desde que o terminal foi privatizado, no ano 2000. Foram movimentados 272.300 TEU, um aumento de 4% em relação a 2011. Destaque para o crescimento, em TEU transportados, nos embarques de frutas do Vale do São Francisco (38%) e de café (43%). Entre os modais, a cabotagem respondeu por cerca de 40% das movimentações do terminal, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. A meta é que a

Indústria baiana cresce em 2012 De acordo com os resultados da Pesquisa Industrial Mensal realizada pelo IBGE, a produção industrial baiana (de transformação e extrativa mineral) apresentou, em dezembro de 2012, aumento de 4,7% em comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Na comparação com dezembro de 2011, a produção industrial baiana cresceu 20,6%. Já o indicador acumulado no ano aumentou 4,2%.

cabotagem cresça mais 50% em volume até 2015.

Hotelaria em crise I A hotelaria de Salvador fechou o ano de 2012 com uma taxa média de ocupação de 58,53%. No mês de dezembro (50,07%) apresentou a segunda mais baixa do ano, ficando atrás apenas da registrada em junho (48,44%). No primeiro mês do verão, a ocupação na capital baiana foi inferior às observadas em Aracaju (73,11%), Fortaleza (73,29%), Maceió (73,92%) e Vitória (59,03%).

Hotelaria em crise II A taxa de ocupação média dos hotéis de Salvador nos seis dias do carnaval foi de 85%, de acordo com a ABIH-BA (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Bahia). A informação tem como base a pesquisa realizada em 22 estabelecimentos de diferentes zonas turísticas da capital. A entidade também apurou o percentual de ocupação em outras capitais nordestinas: Natal atingiu 96%; Maceió teve 93%; Recife ficou em 91% e Fortaleza alcançou 89% de ocupação média.

Alphaville em Camaçari A Alphaville lançou em dezembro mais um empreendimento na Bahia: o Terras Alphaville Camaçari. Em apenas três horas de vendas, mais de 500 lotes foram comercializados. O condomínio possui 626 unidades residenciais e 175 mil metros quadrados de área verde. A expectativa é de que, em funcionamento, o condomínio gere 2.500 empregos diretos e indiretos. O investimento previsto para a construção do empreendimento é de R$ 32 milhões. Primeira Página

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ENTREVISTA

Presidente do Sinapro-BA traça panorama do mercado publicitário no estado O mercado publicitário brasileiro movimentou entre janeiro e outubro de 2012 mais de R$ 24 bilhões de reais, um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado, entretanto, parece não ter se repetido na Bahia. Em entrevista exclusiva à revista Primeira Página, a presidente do Sindicato das Agências de Propaganda da Bahia (Sinapro-BA), Laura Passos, diz que o ano de 2012 foi muito ruim. “Os empresários do segmento publicitário se reuniram no final do ano e a queixa foi geral”, afirma. Nesta conversa, ela fala sobre os desafios do setor e as perspectivas para 2013. 8

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Laura Passos: O ano de 2012 foi muito ruim, não só para a publicidade, mas para o mercado como um todo, o que acabou refletindo nas agências baianas. Os empresários do segmento publicitário se reuniram no final do ano e a queixa foi geral. Já para 2013, nossa percepção é de que o ano promete: as agências voltaram a contratar, em vez de utilizar serviços de autônomos, e a mudança de gestão municipal traz a perspectiva positiva de novas licitações, com as agências já começando a se preparar para as futuras concorrências.

PP: Quais são os principais desafios do mercado publicitário baiano? LP: O maior desafio para nós é a regionalização. Como os grandes anunciantes do mercado local vêm sendo comprados por grupos de fora, as contas de comunicação acabam migrando para empresas do eixo Rio-São Paulo e até mesmo grupos internacionais. Desde 2010, tentamos levantar a bandeira da regionalização, mas a questão é cada vez mais imediata devido à velocidade com que esses anunciantes migram. Nosso trabalho agora é mostrar para eles a importância da comunicação localizada.

PP: E como fazer isso? LP: Alguns grandes anunciantes, como O Boticário e a General Motors, já possuem comunicação local. Nós, do Sinapro-BA, em parceria com a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e a Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), estamos promovendo ações para mostrar as vantagens de se regionalizar a comunicação: além de conseguir uma linguagem mais afinada com o público local, a regionalização gera emprego e renda, mantém a economia local em movimento e fortalece o mercado.

Como os grandes anunciantes do mercado local vêm sendo comprados por grupos de fora, as contas de comunicação acabam migrando para empresas do eixo Rio-São Paulo e até mesmo grupos internacionais PP: Por falar em perspectivas para 2013, qual será o impacto da Copa das Confederações no segmento publicitário? LP: Esta ainda é uma interrogação para o mercado. As agências esperam um impacto muito grande e estão se preparando, mas é preciso que a regionalização aconteça, pois não temos

Foto: Divulgação

Primeira Página: Antes de tudo, qual sua visão geral sobre o atual momento do mercado publicitário na Bahia? Como avalia o ano de 2012 e quais as perspectivas para 2013?

Segundo Laura Passos, o ano de 2012 foi difícil para o mercado publicitário baiano

anunciantes locais que consigam obter cotas de patrocínio. Independentemente disso, por conta do tema, os clientes locais já começam a acrescentar essa pauta ao seu planejamento anual, embora não haja aí nenhum impacto significativo para nós. O maior impacto vem dos grandes anunciantes nacionais. Esperamos que eles optem pela regionalização.

PP: E quanto à Copa do Mundo de 2014, já são perceptíveis os impactos desse evento na publicidade baiana? LP: Entre as agências do eixo Rio-São Paulo isso já é realidade e há um movimento em torno da Copa. Para as agências regionais, no entanto, ainda não houve impacto, embora a expectativa seja grande.

PP: Como as agências baianas encaram a concorrência de empresas do eixo Primeira Página

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LP: Estavam. Na verdade, o grande anunciante da Bahia é o Governo do Estado, que diferentemente de outros estados nordestinos, felizmente, trabalha em sua totalidade com agências locais. Entre os anunciantes privados, ainda há os que continuam com empresas baianas, mas assim que são comprados por grandes grupos eles migram para o eixo Rio-São Paulo, a exemplo da Le Biscuit, do Grupo Unime de educação superior e da Farmácia Santana.

Na verdade, o grande anunciante da Bahia é o Governo do Estado, que diferentemente de outros estados nordestinos, felizmente, trabalha em sua totalidade com agências locais.

PP: Há também um movimento, em todo o mercado de comunicação, de migração desses profissionais para o eixo Rio-São Paulo, em busca de oportunidades. Qual sua opinião a respeito? LP: Trata-se de um movimento natural. É sedutor trabalhar em grandes agências, com os maiores anunciantes. Além disso, o 10

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Foto: Divulgação

Rio-São Paulo? As grandes contas de empresas baianas estão nas mãos de agências locais?

mercado de lá paga mais do que o nosso, embora geralmente um profissional baiano ganhe menos em São Paulo do que um paulista com a mesma qualificação. Para eles, o mercado profissional baiano é uma fonte de mão de obra qualificada e barata.

PP: E o mercado baiano está mais favorável para esses profissionais? LP: Este é outro problema. Como o curso superior de publicidade é fácil de montar e ser aprovado pelo MEC, além de não ser caro, todas as faculdades oferecem esta opção. O resultado é uma oferta muito grande de profissionais recém-formados e que se frustram porque não são absorvidos por um mercado que está sobrecarregado.

PP: O que diferencia o mercado baiano dos demais? LP: O próprio baiano, que é um povo especial. Nós formamos profissionais competentes não apenas pela faculdade, mas também pela nossa sensibilidade e jeito diferenciado de lidar com o cliente, o que é reconhecido pelas empresas de fora que atendemos.

PP: Ao longo do ano, qual o período de maior movimento para o mercado publicitário na Bahia? LP: Os clientes têm o hábito de fazer seus planejamentos de marketing no começo ou finalzinho do ano e segurar a verba até o último trimestre. Então, logicamente, o último trimes-

Para a presidente do Sinapro-BA, o profissional baiano tem um perfil diferenciado

tre é o momento de maior movimento para qualquer agência, fato que não ocorre por conta do Natal, como em geral se pensa, mas devido a um planejamento por parte dos próprios clientes.

PP: O carnaval da Bahia consegue ser um lastro para as empresas no estado? LP: Pelo contrário. As agências quase não trabalham no carnaval, uma vez que a maior parte dos anunciantes é nacional e atendida por empresas do Rio e de São Paulo. Além disso, os baianos viajam ou estão focados na festa, não dão atenção aos anúncios locais.

PP: E quais os setores que mais investem em publicidade no estado? LP: Como eu disse, o primeiro anunciante é o Governo do Estado. A Insinuante também é um


grande anunciante, mas é uma exceção entre as empresas de varejo. Os shopping centers também trazem uma verba expressiva, assim como as faculdades. O setor imobiliário é relevante e há dois anos era considerado o principal cliente.

PP: A indústria, com o Polo Industrial de Camaçari e a vinda de novos investimentos para o interior do estado, é um cliente em potencial? LP: Não. A indústria não precisa anunciar. Ela faz um trabalho mais voltado para o lado da comunicação corporativa, anuncia pouco. Isto acontece basicamente porque a indústria não lida diretamente com o público.

Existem alguns profissionais “engessados” e com resistência, mas a maioria está se adaptando muito bem às redes sociais PP: Como é a adaptação dos profissionais e das agências baianas à mudança de paradigma na publicidade, que inclui cada vez mais ações nas redes sociais? LP: Existem alguns profissionais “engessados” e com resistência, mas a maioria está se adaptando muito

bem às redes sociais. Os profissionais, em sua maioria, são jovens e têm muito interesse nesse tipo de ferramenta. Por outro lado, os próprios clientes estão exigindo esse conhecimento das agências.

PP: E quais são as tendências para os próximos anos? LP: Há duas coisas fundamentais que as agências precisam buscar. A primeira delas é a reformulação, para se tornarem agências de comunicação integrada, o que requer grandes investimentos na formação de um time interdisciplinar. A segunda tendência, como eu já citei, é a regionalização, algo imprescindível para a sobrevivência do mercado publicitário baiano.

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Foto: Fotolia

PROPAGANDA

Restrição à propaganda de bebidas alcoólicas na TV provoca polêmica Gente jovem, praias paradisíacas e muita diversão. Estas são as imagens mais comuns nas propagandas de cerveja veiculadas nas emissoras de TV. Mas o clima de entretenimento exibido nos comerciais não agrada a todo mundo. Em novembro de 2012, a Justiça Federal vetou a veiculação de comerciais de cerveja, vinho e demais bebidas com teor alcoólico acima de 0,5 grau por litro, entre 6h e 21h, em rádios e emissoras de televisão. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, responsável por fazer a fiscalização, recorreu da decisão e conseguiu liberar a exibição em qualquer horário, mas o litígio trouxe à tona um embate antigo: liberdade de expressão x saúde pública. 12

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A restrição não é a solução para evitar o consumo. O consumo de bebidas alcoólicas por menores e por aqueles que se excedem precisa ser fiscalizado e combatido pelos governos e pela polícia

precisa ser combatido na base. O consumo de bebidas alcoólicas por menores e por aqueles que se excedem precisa ser fiscalizado e combatido pelos governos e pela polícia”, afirma Tourinho. Questionado se a propaganda não incentiva o consumo, Tourinho confirma, mas faz uma ressalva: “A publicidade incentiva o consumo de produtos liberados. O que se tem de fazer é dialogar, esclarecer as pessoas sobre o uso desses produtos”, explica.

A briga na justiça A assessoria de imprensa da Anvisa diz que o órgão defende a regulamentação da fiscalização da publicidade de bebidas alcoólicas, mas necessita de mais prazo, a fim de elaborar um plano eficaz para implementar a ação. Por isso a Agência entrou com um recurso contra a decisão do juiz federal de Florianópolis, João Pedro Gebran Neto. Conforme a Anvisa, a propaganda de bebidas atingidas pela sentença “é um costume e uma prática disseminada, arraigada e realizada sob as mais variadas vertentes, há muito tempo, no Brasil”. Ao analisar o recurso, Gebran Neto considerou relevantes os ar-

Já o presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade – Bahia, Renato Tourinho, tem uma opinião diferente. “A restrição não é a solução para evitar o consumo. A comunicação está

no topo da pirâmide. O problema

gumentos apresentados. “O prazo de dez dias revela-se extremamente exíguo”, disse. O magistrado lembrou ainda que foram interpostas apelações contra a sentença. Não há previsão de julgamento no tribunal.

Foto: Carol Garcia / SECOM

Para o professor de medicina da Ufba e coordenador geral do Observatório Baiano sobre Substâncias Psicoativas – Cetad, Antônio Nery Filho, a restrição da publicidade é o caminho correto. “A indústria da propaganda diz que quem escolhe é o sujeito. Isto é ingenuidade. A propaganda induz o telespectador a repetir aquele comportamento”, opina. O especialista ainda faz um alerta: a embriaguez por álcool é responsável pela maioria dos acidentes no Brasil. “A bebida alcoólica também é responsável por 75% das mortes violentas no País. No Instituto Médico Legal de Salvador, de cada dez corpos que chegam, sete têm alcoolemia positiva”, diz Nery à revista Primeira Página.

Segundo Nery, a propaganda induz ao consumo de bebidas alcoólicas

Álcool e trabalho A Organização Mundial de Saúde considera o alcoolismo crônico uma doença. O mal foi classificado pela entidade como síndrome de dependência do álcool, cuja compulsão pode retirar a capacidade de compreensão e discernimento do indivíduo. A dispensa, com ou sem justa causa, de empregados considerados dependentes de álcool tem sido objeto de exame na justiça brasileira. A jurisprudência se consolidou no sentido do reconhecimento de que o alcoolismo é uma doença crônica. Mais do que isso: a justiça entende que a enfermidade deve ser tratada ainda na vigência do contato de trabalho. No entanto, a Justiça Trabalhista entende também que a embriaguez em serviço de empregado não alcoólatra constitui falta e justifica a aplicação da justa causa para o encerramento da relação de emprego.

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SAÚDE

Cuidados para o verão: câncer de pele Verão na Bahia é sinônimo de praias lotadas de pessoas aproveitando o dia, quer seja no mar, na areia ou fazendo algum tipo de atividade física ao ar livre. Mas, apesar de todo esse clima alegre e descontraído, a estação também inspira cuidados especiais com a saúde e traz perigos que vão além das queimaduras de sol e da desidratação. Segundo a última estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para o ano de 2012 foram previstos 62.680 casos novos de câncer de pele não melanoma - de baixa letalidade - entre homens e 71.490 entre mulheres, em todo o País. Já as estatísticas para o melanoma – forma letal – são consideravelmente menores: 3.170 casos em homens e 3.060 em mulheres. O câncer de pele não melanoma pode ser classificado em dois tipos, o carcinoma basocelular e o espinocelular, que possuem algumas características em comum: ambos têm como principal causa 14

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a exposição prolongada ao sol, apresentam baixa probabilidade de metástase e, consequentemente, de óbito. No entanto, a demora no diagnóstico pode levar a ulcerações e deformidades graves. “É

importante atentar para sinais e lesões de pele, observando fatores como: assimetria do sinal e suas bordas, cor, diâmetro, sangramento e evolução. Ao notar alguma mudança, deve-se consultar


imediatamente um especialista”, explica a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia na Bahia (SBD-BA), Ariene Paixão.

Após a ocorrência da doença, é necessário acompanhamento nos dois anos seguintes, a cada três meses, para monitorar o possível surgimento de novas lesões

plicações. O diagnóstico do câncer de pele pode ser feito através de exames como a dermatoscopia (lente de aumento que permite analisar melhor a pele) e confirmado por uma biópsia. No câncer não melanoma, o tratamento é feito retirando-se totalmente a lesão. “Como quase não há risco de metástase nos cânceres basocelular e espinocelular, não é necessária nenhuma intervenção mais agressiva. Ainda assim, após a ocorrência da doença é necessário acompanhamento nos dois anos seguintes, a cada três meses, para monitorar o possível surgimento de novas lesões”, explica Paixão.

Como prevenir Segundo o INCA, as pessoas mais sujeitas a manifestar a doença são as de pele clara, do tipo que queima e não bronzeia. Já populações hispânicas, asiáticas e afro-descendentes são menos suscetíveis aos tipos de câncer de pele não melanoma. Para diminuir os riscos de desenvolver a enfermidade, a melhor recomendação é se proteger adequadamente e realizar o autoexame regularmente. “Deve-se evitar a exposição ao sol entre as 10h e as 15h e ter cautela nos períodos das 6h às 8h e 15h às 16h. Além disso, cuidados como o uso de filtro solar com fator acima de 15 e proteção UVA e UVB, chapéus, bonés ou viseiras e roupas de cores claras são essenciais para a proteção no verão”, adverte a presidente da SBD-BA. A progressão lenta é outro fator que diminui os riscos de óbito da doença, facilitando a descoberta precoce e a cura sem maiores com-

Melanoma: o câncer de pele letal Ao contrário dos cânceres de pele

mais comuns, o melanoma é uma das manifestações mais temidas da doença. Um complicador é a forma discreta como as lesões se manifestam em seu estágio inicial, através de pintas escuras que podem ser confundidas com sinais. Seu tempo de evolução, no entanto, é muito mais rápido e a possibilidade de migração para outras partes do corpo requer um tratamento agressivo. “Após a retirada do tumor são feitos exames para avaliar o grau de evolução da doença. Pode ser necessário o uso de quimioterapia ou radioterapia. Vale lembrar que este tumor não tem ligação tão direta com a exposição solar e que 90% dos pacientes diagnosticados em estagio inicial se curam”, conta a oncologista Carla Paranhos.

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Foto: Divulgação

FRANQUIA

A companhia espera abrir 150 pontos de venda e manter o crescimento acima dos 30% em 2013

Chilli Beans cresce 34% em 2012 e alcança R$ 369 mi em faturamento A previsão do tempo na Chilli Beans, maior rede sul-americana especializada em óculos escuros, é de verão com muito sol e faturamento nesta estação e em todas as outras. A franquia cresce cerca de dois dígitos por ano (em 2012 o crescimento foi de 34% e em 2011, de 40%), tendo faturado R$ 369 milhões no ano passado. “O sucesso é a soma de diversos fatores, como marca forte, operadores excepcionais e um mix democrático de produtos”, explica à Primeira Página o diretor comercial da Chilli Beans, Ricardo Ribeiro. O sucesso é tamanho que a marca já não se restringe ao Brasil. A franquia está presente em paí16

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ses como Portugal, Estados Unidos, Angola, Colômbia e Kwait, totalizando 550 lojas no Brasil e no mundo. A meta da empresa é dobrar de tamanho até o ano de 2016. Na Bahia, a companhia conta com 24 pontos de venda e gera cerca de 200 empregos diretos. As metas para 2013 são ambiciosas. “Será um ano muito positivo para o varejo como um todo. Devemos abrir mais 150 pontos de venda e crescer, novamente, acima dos 30%”, afirma o executivo.

Franquia De acordo com Ribeiro, a Chilli Beans trabalha com três formatos de ponto de venda: quiosque, loja e store in store. “O quiosque ofe-

rece infraestrutura simplificada, ideal para corredores de shoppings e para galerias. Conta com layout moderno e oferece fácil acesso aos produtos”, diz. As lojas, por sua vez, dispõem de infraestrutura completa, com arquitetura padronizada, ambiente clean e expositores abertos, estimulando o contato físico dos clientes com o mix de produtos. Já a opção de store in store é para cidades menores. O investimento inicial para montar um quiosque é a partir de R$ 141 mil. Para as lojas, o investidor deve reservar no mínimo R$ 315 mil. O retorno do investimento acontece em aproximadamente 24 meses.


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Foto: Divulgação

AVIAÇÃO

Segundo o Ministério do Turismo, a discussão com as entidades competentes ainda é embrionária

Aéreas estrangeiras podem entrar no mercado doméstico brasileiro O domínio de Gol e TAM no mercado doméstico de aviação civil pode estar com os dias contados. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, revelou em janeiro que o Ministério do Turismo apoia a ideia de permitir a entrada de empresas estrangeiras no setor. O assunto, entretanto, ainda é tratado com muita cautela por autoridades e empresas. Procurado para falar sobre o assunto, o Ministério do Turismo declarou em nota, por meio de sua assessoria de imprensa, que o órgão “conversa com entidades que têm 18

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responsabilidade e competência de gestão do assunto, mas essa ainda é uma discussão embrionária”. Informou ainda não dispor de porta-voz para atender ao pedido de en-

trevista. Já a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, que reúne companhias como TAM, Gol, Azul, Avianca e Trip, disse que não irá se pronunciar sobre o assunto.


Foto: Marcio Jumpei

A única empresa que quebrou o silêncio sobre o tema foi a Gol. Em nota enviada à redação da revista Primeira Página, a companhia informa que “a mudança não trará benefícios, uma vez que o mercado aéreo brasileiro já é bastante competitivo. Além disso, segundo a Anac, nos últimos dez anos os preços das passagens aéreas caíram, e isso aconteceu dentro de um cenário em que os custos operacionais subiram”.

Vantagens e desvantagens O economista e especialista em aviação civil Henrique Gomez é um dos que defendem a abertura do mercado. Para ele, a chegada das aéreas estrangeiras representará o aumento da concorrência, o que certamente irá forçar a redução nos preços das passagens. “O mercado, hoje, tem apenas duas grandes empresas, TAM e Gol. Consequentemente, essas empresas influenciam fortemente os preços das passagens. No ano passado, a TAM reduziu a oferta de voos em 1% e a Gol reduziu em 5%. Desta forma, elas reduzem seus gastos e, simultaneamente, aumentam os preços dos

Em 2012 a TAM manteve a liderança do mercado com 40,79%, seguida pela Gol, com 33,91%

mente as europeias, estão passando por um momento de crise em seus países de origem e que o grande crescimento das classes C e D no Brasil nos tornou um mercado bastante cobiçado”, afirma.

O mercado, hoje, tem apenas duas grandes empresas, TAM e Gol. Consequentemente, essas empresas influenciam fortemente os preços das passagens

Prejuízos em 2012

damente baixos, já que as estrangeiras têm mais poder de investimento. Vale lembrar também que

Outro motivo de apreensão são os números divulgados pelas líderes do mercado em 2012. As perdas da Gol, somente nos primeiros nove meses, passaram de R$ 1 bilhão. A TAM, de acordo com o último balanço divulgado, teve prejuízo líquido de R$ 928 milhões apenas no segundo trimestre do ano passado. Será que vale mesmo a pena abrir um mercado que está dando

as aéreas estrangeiras, especial-

prejuízo? “Tem de ver como anda

tíquetes”, explica Gomez à revista Primeira Página. O economista ressalta, no entanto, que a mudança também pode ter impactos negativos. “Há uma preocupação com a concorrência predatória, com preços demasia-

a gestão dessas empresas. As aéreas menores estão tendo crescimento, então, mercado a gente tem”, diz Henrique Gomez.

Demanda por transporte aéreo cresce mais de 6% A demanda do transporte aéreo doméstico de passageiros teve crescimento de 6,79% no acumulado de janeiro a dezembro de 2012, em relação ao mesmo período de 2011. A oferta de voos também apresentou aumento: 2,72%. Ainda no acumulado do ano passado, a taxa de ocupação dos voos domésticos de passageiros cresceu 3,96%, passando de 70,17% em 2011 para 72,95% em 2012. Em relação à participação de mercado (market share), a TAM manteve a liderança com 40,79%, seguida pela Gol, com 33,91%. A participação das demais empresas passou de 21,42% em 2011 para 25,31% no ano passado. A Avianca e a Trip registraram o maior crescimento: a primeira passou de 3,14% para 5,36% (crescimento de 70,66%) e a segunda, de 3,24% para 4,47% (crescimento de 37,79%). Primeira Página

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Foto: Nilton Souza / imagemcerta.net

TURISMO

Em fase final das obras, Arena Fonte Nova será palco de jogos da competição internacional

Copa das Confederações deve aquecer baixa temporada em Salvador Considerada um aquecimento para a Copa do Mundo de 2014, a Copa das Confederações promete movimentar o trade turístico nas cidades-sede, incluindo Salvador. Além de sua vocação natural como destino turístico, a capital baiana receberá o jogo mais prestigiado da primeira fase da competição: o clássico entre Brasil e Itália, que teve mais de 62 mil solicitações de compra no site da FIFA para os 50 mil lugares disponíveis na Arena Fonte Nova. “O evento ocorre em uma época do ano estratégica para o segmento na Bahia, pois contribuirá para a formação de um grande fluxo de turistas em um período considerado de baixa temporada”, projeta o presidente da Associação Brasileira 20

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de Agências de Viagens da Bahia (ABAV-BA), Pedro Galvão.

trade turístico”, explica o executivo à revista Primeira Página.

Apesar das expectativas positivas, Galvão afirma que ainda é cedo para mensurar os impactos econômicos da competição no estado, sobretudo porque as atenções imediatas estiveram voltadas há pouco para o carnaval da Bahia. “Os pacotes para o evento já começaram a ser comercializados, mas como só irá acontecer no meio do ano, creio que as vendas serão intensificadas a partir da segunda quinzena de março, com o fim do verão. Ainda assim, a projeção é de um grande fluxo de turistas, com a demanda de uma significativa geração de vagas temporárias de trabalho em todo o

Mais do que gerar emprego e renda imediata para o estado, a Copa das Confederações será uma oportunidade única de divulgar a Bahia para o mundo inteiro, uma ação que terá impactos de longo prazo. “Já somos um destino internacionalmente conhecido pelas belezas naturais e também pela riqueza cultural. A ideia é fazer com que o turista não se limite aos jogos de futebol e fique aqui por mais tempo, para conhecer o estado, ou então decida retornar em outro momento, de preferência trazendo mais pessoas”, conta o presidente da ABAV-BA.


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INDÚSTRIA TÊXTIL

Com aparência semelhante à de um provador de roupas, o body scanner faz uma leitura tridimensional do corpo

Senai cria banco de dados com medidas corpóreas dos brasileiros Há anos o setor têxtil sonha com um objeto de desejo: um banco de dados com as medidas corpóreas de milhares de pessoas. Pois bem, este sonho está perto de se tornar realidade. O Senai/CETIQT (Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil) está medindo, desde 2009, o corpo dos brasileiros. “O projeto já tirou cerca de 6,5 mil medidas de adultos nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio Grande do Norte. Nossa meta é chegar a 10 mil medições até o final de 2013”, projeta o gerente de Inovação, Estudos e Pesquisas do Senai/CETIQT, Flávio Sabrá, em entrevista à revista Primeira Página. Para realizar a tarefa o Senai im22

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portou um aparelho chamado body scanner, que tem aparência semelhante à de um provador de roupas e é composto por sensores que fazem a leitura tridimensional do corpo. As informações coletadas são transmitidas para um computador, onde são compiladas e armazenadas.

nai Dendezeiros, de Salvador-BA, Analivia Oliveira. Outros segmentos também se beneficiarão com a pesquisa, a exemplo da indústria automotiva, que necessita das distâncias entre o joelho e o pé ou entre o cotovelo e as mãos para calcular melhor o posicionamento de pedais e volantes.

“Na indústria têxtil, esta base favorecerá a padronização de tabelas de medidas divididas por públicos diferentes. Isto facilitará o desenvolvimento de modelagens mais adequadas ao corpo, visto que poderemos trabalhar com tabelas direcionadas para um público-alvo e oferecer um produto mais adequado às suas necessidades”, afirma a designer do Se-

A Bahia também está nos planos imediatos do projeto. “Nossa expectativa é levar o body scanner para medir os baianos ainda em março e depois seguir pelos demais estados da Região durante o primeiro semestre. No segundo semestre, a meta é completar as 10 mil medições, desta vez contemplando os estados do Centro e Sul do País”, revela Sabrá.


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INOVAÇÃO

Vidro líquido chega ao Brasil “Substância rígida, amorfa e inorgânica, geralmente transparente e quebradiça, fabricada por meio da fusão, a altas temperaturas, de silícios (areia) e carbonatos, seguida de rápida solidificação”. Esta citação se baseia na definição do dicionário Houaiss para o substantivo “vidro”, mas ela terá que ser atualizada. É que já está sendo comercializado no Brasil o vidro líquido, uma forma de dióxido de silício em solução, ecologicamente correto e 500 vezes mais fino que um fio de cabelo. “Os revestimentos criados pelo vidro líquido, como são chamados na Europa, ou ecoglas, nome adotado no Brasil, são indetectáveis, repelem água e óleo, suportam 24

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calor, são antimicrobianos, super-resistentes, flexíveis, respiráveis, fisiologicamente inofensivos e fáceis de aplicar”, explica à revista Primeira Página o executivo Paulo

Loria, diretor da DPM Tecnologia, que está comercializando o produto no Brasil. A grande vantagem do ecoglas é proteger superfícies de sujeiras, bactérias e agentes ex-


A novidade foi criada na Alemanha e demandou pesquisas que duraram cerca de 20 anos. A tecnologia permite que se deposite uma camada ultrafina com moléculas de vidro nas áreas a serem protegidas. Os revestimentos são quimicamente inertes, altamente resistentes a ácidos e oferecem resistência aos álcalis e solventes. A empresa não divulga expectativas de faturamento com a novidade e nem quantos contratos já foram fechados, mas garante que o produto está sendo bem aceito no Brasil.

Aplicações diversas

Esta tecnologia é a solução de muitos problemas em residências, indústrias, na saúde e na produção e manuseio de alimentos Outro setor que deve demonstrar grande interesse pelo produto é o da saúde. Os revestimentos podem ser utilizados para criar ambientes em que a carga biológica seja maciçamente reduzida e com superfícies fáceis de limpar. Revestimentos de SiO2 podem ser usados em quase todas as superfícies do

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“O dióxido de silício (SiO2) tem sido utilizado pela indústria alimentícia, como aditivo, por muitos anos. É comumente utilizado em produtos tais como pasta de dentes, catchup e cerveja. Entre-

tanto, vemos agora que seu maior valor para a indústria alimentícia é quando utilizado como revestimento de superfícies”, afirma Paulo. O ecoglas é altamente indicado para as plantas de produção de alimentos, departamentos de açougue, tanques de armazenagem, utensílios de cozinha e superfícies de manipulação de comida.

Segundo Loria, o produto é ideal para a proteção de automóveis e motocicletas

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ternos. “Esta tecnologia é a solução de muitos problemas em residências, indústrias, na saúde e na produção e manuseio de alimentos. Nessas áreas a limpeza é vital”.

setor, como roupas, estetoscópios, instrumentos cirúrgicos, paredes, pisos, salas de operação e mesas de cabeceira. Paulo Loria mostra-se claramente empolgado quando fala da utilização do ecoglas na indústria automobilística. “O vidro líquido é ideal para a proteção de carros e motos. As rodas de liga leve se tornam fáceis de limpar e livres de manchas, assim como a poeira do freio não queima dentro do revestimento. A lataria exterior do carro e os tanques de combustível ficam protegidos por uma camada lustrosa, fácil de limpar e resistente à abrasão”, conta. Apesar de apostar alto na demanda da indústria, os representantes do ecoglas no Brasil acreditam que o produto também poderá ser utilizado por residências e prédios comerciais. “Temos revestimentos contra pichações que oferecem proteção para até 30 ciclos de retiradas de tinta. Salientamos também que nem todos os nossos revestimentos são em escala nano. Se você deseja revestir o piso em um supermercado, por exemplo, uma espessa camada pode ser mais adequada”, esclarece Paulo. Primeira Página

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Com a nova fábrica, a Placo do Brasil conseguirá produzir até 20 milhões de metros quadrados de drywall por ano

Placo do Brasil investe R$ 125 mi em nova fábrica na Bahia A Placo do Brasil, empresa controlada pelo grupo francês Saint-Gobain, anunciou em dezembro do ano passado um investimento de R$ 125 milhões em Feira de Santana, para a construção de uma fábrica de drywall (placas de gesso utilizadas na construção civil para fazer paredes internas). A planta, que deve iniciar suas operações no segundo trimestre de 2014, é a unidade de número dois da companhia no Brasil e tem importância estratégica na região. “Escolhemos a Bahia por sua importância na economia brasileira e seu posicionamento geográfico em relação às reservas de matéria-prima e aos mercados do Nordeste, Centro-Oeste e parte do Sudeste”, 26

Primeira Página

explica à revista Primeira Página o diretor-geral da Placo do Brasil, Stenio Ribeiro de Almeida.

mas cresce de três a quatro vezes mais que o Sudeste, por exemplo”, afirma Almeida.

Somadas a capacidade produtiva da fábrica baiana e a planta de gesso e drywall já instalada em Mogi das Cruzes (SP), a Placo do Brasil conseguirá produzir mais de 20 milhões de metros quadrados do material por ano. Tal marca alçará a companhia à liderança nacional em capacidade instalada no segmento. Além das vantagens logísticas na obtenção de matéria-prima e distribuição, a escolha pela Bahia visa um mercado em franca expansão. “A Região Nordeste ainda registra baixo consumo do material,

A planta baiana também terá impactos na geração de empregos. Segundo o diretor executivo da Placo do Brasil, serão mais de 300 postos de trabalho diretos e 150 indiretos para as obras, além de 50 diretos e 150 indiretos na operação da fábrica, números beneficiados por um mercado aquecido. “A expectativa é de que o setor continue crescendo em 2013, acompanhando a boa fase da construção civil. Nos anos anteriores a média de crescimento foi de 17%, segundo a Associação Brasileira do Drywall”, projeta.


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ESPECIAL

Além das dificuldades com a infraestrutura do País, o setor sofre com a capacidade ociosa de suas fábricas

Indústria química cresce, mas reclama de ameaças externas O péssimo desempenho da indústria brasileira em 2012, com recuo de 2,7% na produção, não conseguiu derrubar o segmento da indústria química. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) revelam que a produção de químicos de uso industrial cresceu 2,9% em 2012, com o índice de quantum (quantidade) das vendas internas dando um salto de 7,43%. A produção e as vendas cresceram principalmente pela substituição das importações. A desvalorização do real frente ao dólar, no ano passado, colaborou para essa modificação.

Apesar da queda no volume, as importações ainda representam um terço de toda a demanda nacional por produtos químicos. “Os volumes cresceram pontualmente 28

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em 2012, aproveitando oportunidades de substituição de importação, bem como a base fraca de comparação (2011), mas a produção e as vendas internas se encon-

tram estagnadas há seis anos por falta de competitividade”, afirma à Primeira Página a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira.


A produção e as vendas internas se encontram estagnadas há seis anos por falta de competitividade

4%. A Associação Brasileira da Indústria Química acredita que algumas medidas adotadas recentemente pelo governo federal ajudarão o setor, como a redução da tarifa de energia, a desoneração de juros e câmbio e o fim da chamada “Guerra dos Portos”. “Esperamos que as perspectivas positivas, aliadas à adoção dos pleitos da química solicitados na Agenda do Conselho de Competitividade, possam se traduzir em modificação dos padrões de competitividade atual e fazer com que as empresas voltem a operar a plena carga”, diz a executiva. Outro fator de otimismo são os investimentos do País para a realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. “A indústria química é uma grande fornecedora da construção civil e certamente se beneficiará com esses investimentos”, explica.

Balança comercial A balança comercial brasileira de produtos químicos atingiu um recorde negativo em 2012: déficit de US$ 28,1 bilhões. O valor representa um aumento de 6,2% em relação a 2011, quando o déficit em produtos químicos foi de US$ 26,5 bilhões. Em 2012 as importações de produtos químicos foram de US$ 43 bilhões, o que equivale a um crescimento de 1,5% em relação a 2011. Já as exportações alcançaram a cifra de US$ 14,8 bilhões, resultado 6,3% menor em comparação ao ano anterior. A diretora de assuntos de comércio exterior da Abiquim, Denise Naranjo, acrescenta que “o déficit na balança comercial acumula avanço de mais de 346% nos últimos dez anos. A retomada de investimentos associados à substituição de importações e à ampliação das exportações é condição indispensável para superar o problema”. Foto: Fotolia

Analisando-se especificamente os índices de volumes do último bimestre do ano passado, a produção caiu 7,10% em novembro de 2012, na comparação com outubro, e 9,79% em dezembro, em relação a novembro. No acumulado do 4º trimestre de 2012, sobre igual período de 2011, o índice de produção teve recuo de 2,01%. De acordo com o relatório produzido pela equipe de economia da Abiquim, esses resultados foram afetados pelos apagões. No caso da indústria química, pelo fato de operar em processo contínuo, um breve piscar de energia pode provocar paralisação durante dias ou até meses na produção, além de prejuízos com a troca de equipamentos e catalisadores.

Afora as dificuldades com a infraestrutura do País, a indústria química nacional sofre também com a capacidade ociosa de suas fábricas. A utilização média das instalações ficou em 81% ao longo de 2012, ligeiramente superior à média do ano anterior, que havia sido de 80%.

Perspectivas positivas Para 2013 as expectativas são de que a demanda por produtos químicos aumente pelo menos

Para 2013 o setor estima um aumento de 4% na demanda por produtos químicos

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PORTOS

Os investimentos previstos para os portos baianos chegam a R$ 4 bilhões

Governo federal lança pacote de R$ 54,2 bilhões para setor portuário O setor portuário vive um momento especial de otimismo desde dezembro do ano passado, quando o governo federal anunciou o Programa de Investimentos em Logística: Portos, que prevê um investimento de R$ 54,2 bilhões de reais para modernizar a infraestrutura dos portos brasileiros. “Os portos brasileiros são responsáveis pelo fluxo de 95% das cargas de exportação do País, o que mostra uma importância muito grande como elo da cadeia logística. Portos que operem de forma mais eficiente, com custos mais baixos e maior volume de carga contribuirão para tornar as exportações brasileiras ainda mais competitivas”, afirmou a presidente Dilma Rousseff no lançamento do programa. 30

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Do total divulgado, R$ 31 bilhões devem ser investidos até 2015 e os R$ 23,2 bilhões restantes entre 2016 e 2017. Segundo o secretário da Casa Civil do Estado da Bahia, Rui Costa, os investimentos no estado chegam a R$ 4 bilhões e contemplam os portos de Salvador, Aratu, Ilhéus e as obras do Porto Sul. A Bahia é o estado que receberá a segunda maior parcela dos R$ 11,9 bilhões destinados à região Nordeste, atrás apenas do Maranhão, que ficará com cerca de R$ 4,5 bilhões. O estado de Pernambuco fica em terceiro lugar, com R$ 1,9 bilhão investido nos portos de Recife e Suape. Em seguida vem o porto de Pecém, no Ceará, com um aporte de R$ 1,2 bilhão. Dentro do programa estão previstos ainda investimentos de R$ 6,4 bilhões em acessos, dos quais R$ 3,8 bilhões serão destinados para o modal hidroviário, por meio do Plano Nacional de Dragagem II, e R$ 2,6 bilhões para acessos rodoviários e ferroviários.

nova regulamentação representa uma abertura de mercado que irá permitir a verdadeira competição entre terminais, resultando em melhorias substanciais de preço e qualidade dos serviços portuários”, comemora o diretor executivo da Associação de Usuários dos Portos da Bahia (Usuport), Paulo Villa.

Nacional das Autoridades nos Portos – Conaportos. O marco regulatório também prevê a abertura de

A nova regulamentação representa uma abertura de mercado que irá permitir a verdadeira competição entre terminais

tempo que levará para os impactos do Programa de Investimentos em Logística serem realmente sentidos pelos usuários dos portos

Um ponto crucial da nova regulamentação é a reorganização institucional do setor portuário, que passa a ter seu planejamento centralizado pelo governo federal, através da Secretaria de Portos. Outro ponto significativo é a integração das autoridades fazendária, policial, de saúde, sanitária e portuária, com a criação da Comissão

chamadas públicas para terminais de Uso Privativo (TUP) e regulação do serviço de praticagem (manobra das embarcações nos portos).

Panorama dos portos baianos Apesar das perspectivas otimistas, Villa se mostra cético quanto ao

baianos. Segundo ele, os maiores gargalos portuários do estado se encontram nos portos de Salvador e Aratu. “Para resolver o déficit de infraestrutura e serviços desses portos serão necessários cerca de R$ 1 bilhão em investimentos públicos e mais R$ 4 bilhões do setor privado, segundo os cálculos da Usuport. Por isso, os impactos positivos para o estado só virão a partir de 2018. A Bahia deve ser competente e aproveitar a oportunidade para recuperar o tempo perdido nos últimos dez anos”, afirma à revista Primeira Página.

O Programa do governo federal também traça um novo marco regulatório para o setor. A fim de oferecer preços mais competitivos e estimular os investimentos privados, foi adotada uma mudança no critério de licitação de portos, que deixou de ser por outorgas para privilegiar a oferta de maior movimentação com menor tarifa. O plano também prevê o aumento da quantidade de instalações portuárias, por meio de licitações. “A

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Novas regras do jogo

Segundo Paulo Villa, os principais gargalos portuários da Bahia são os portos de Salvador e Aratu

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VAREJO I

Projeção do Outlet Premium Salvador, que ficará localizado na Estrada do Coco

Sucesso no exterior, outlet de grifes será inaugurado na Bahia em junho Em 2012, os turistas brasileiros gastaram fora do Brasil mais de 22 bilhões de dólares. Para quem vai para os EUA, o destino certo de parte desses bilhões certamente são os outlets, grandes shopping centers onde lojistas e fabricantes de grifes internacionais comercializam prioritariamente sobras de estoques ou coleções passadas, sempre com grandes descontos. Quem nunca pôde sair do Brasil para aproveitar as pechinchas – ou quem já saiu, mas ficou com aquela sensação de “faltou comprar algo” – terá, em 2013, a oportunidade de visitar um outlet aqui mesmo, na Bahia. Será inaugurado em junho o Outlet Premium Salvador, empreendimento da General Shopping Brasil que promete trazer lojas de grifes famosas com descontos de até 80%, o ano inteiro. 32

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Os preços baixos são possíveis graças à escolha dos produtos a serem comercializados (normalmente itens que não foram vendidos nas lojas mais badaladas) e pela própria estrutura do local. “O outlet é planejado para viabilizar um custo operacional bem reduzido para o lojista. A localização distante dos grandes centros e a arquitetura a céu aberto permitem um custo condominial até 70% inferior ao dos shopping centers tradicionais, o que beneficia toda a cadeia, desde a indústria até o consumidor final”, revela à Primeira Página o diretor de marketing e varejo da General Shopping, Alexandre Dias. O Outlet Premium Salvador ficará localizado na Estrada do Coco, com 27 mil metros quadrados de área bruta locável, duas mil vagas de estacionamento e mais de 100 marcas abrigadas. “Já temos 75% das lojas comercializadas para grifes como Nike, Tommy Hilfiger, LG, Bobstore, Oakley, Salinas, Ellus, Richards, VR, Mandi, Aramis, Polishop, TNG, entre outras”, afirma.

nômico da época, com altas taxas de juros, classe média achatada e varejo fraco. Além disso, os projetos eram executados dentro de grandes centros, em equipamentos de alto custo operacional, sem um mix de marcas consagradas nem grande valor de descontos o ano inteiro”, explica.

A localização distante dos grandes centros e a arquitetura a céu aberto permitem um custo condominial até 70% inferior ao dos shopping centers tradicionais

Hoje, felizmente, a realidade é outra. Condições favoráveis como taxas de juros mais baixas, disponibilidade de crédito e inflação sob controle propiciaram o surgimento de uma nova classe média, que começou a desejar bens de consumo

cuja aquisição era impossível antes. Dentro deste contexto, os outlets caem como uma luva. “O modelo atende a classe C, na medida em que viabiliza a aquisição de mais produtos que ela já consome pelo mesmo valor e, principalmente, permite a esse consumidor experimentar novas marcas, que se fossem vendidas em suas lojas tradicionais, ficariam fora de seu orçamento. Ainda assim, nosso maior consumidor é a classe B”, esclarece. De acordo com Alexandre, não são apenas os consumidores que lucram com esse tipo de centro comercial. O modelo atende também a uma demanda dos lojistas. “Notamos a necessidade de um equipamento no qual eles pudessem “desovar” coleções passadas, reduzindo seus custos de ocupação e agregando grande volume de vendas junto aos consumidores. Hoje o sistema faz tanto sucesso que há mais de 20 marcas na fila de espera para ter uma loja no nosso outlet de São Paulo”, conta o executivo.

Apesar de parecer uma fórmula certeira, os outlets nem sempre foram sucesso de público no País. Ao contrário. Quando aqui chegaram, no início dos anos 90, amargaram um fracasso que conseguiu repelir novas tentativas nesta modalidade de empreendimento por muitos anos. Para o executivo da General Shopping do Brasil, as razões do insucesso foram claras. “O fator mais importante foi o cenário eco-

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Modelo demorou a vingar no Brasil

De acordo com Dias, os outlets também são uma forma de o lojista conseguir vender coleções passadas

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RECURSOS HUMANOS

MBA ainda é diferencial na hora da contratação Velho queridinho de muitos setores de RH do mercado, os cursos de Master Business Administration (MBA) ainda são considerados um diferencial na hora de contratar, apesar de não apresentarem o mesmo status de antigamente. No Brasil, por exemplo, eles consistem em uma pós-graduação lato sensu comum, mas com viés voltado para o universo dos negócios. “Há alguns anos, para fazer um MBA, o profissional tinha que fazer um intercâmbio no exterior e ter proficiência em algum idioma estrangeiro. Hoje em dia é tudo muito misturado e o MBA não é mais tão diferenciado dos demais cursos de pós-graduação”, explica à Primeira Página a psicóloga e especialista em RH Josete Bezerra. Embora tenha perdido o brilho especial de antes, o MBA ainda pode fazer a diferença na hora de buscar uma vaga no mercado de trabalho. Isto porque muitas empresas exigem que os candidatos possuam um determinado diplo34

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ma de pós-graduação. Por isso mesmo, é imprescindível avaliar bem as opções e necessidades do mercado, antes de optar por um curso. “Os profissionais, sobretudo os recém-formados, às vezes procuram um MBA sem se preo-

cupar com a credibilidade da instituição ou com a maneira como eles querem se inserir no mercado. Muitos escolhem cursos da “moda”, que não têm nada a ver com sua formação”, argumenta Bezerra.


Diferenciais nos processos seletivos Ainda que o MBA já não tenha o mesmo glamour de tempos atrás, concluir uma pós-graduação (voltada ou não para os negócios) ainda é essencial. “Aqueles que buscam dar continuidade aos estudos são considerados profissionais preocupados em cuidar de suas carreiras. Já os que param na universidade, apenas com uma graduação, passam a impressão de ser pessoas acomodadas. Mesmo que seja um ótimo profissional, alguém sem uma pós-graduação pode parar na barreira da avaliação de currículos, sem ter chance de mostrar o seu potencial na entrevista”, afirma a especialista. Bezerra também alerta os interes-

sados em MBA que a grade curricular da maioria dos cursos é bem similar à das faculdades ou aos conhecimentos do dia a dia nas empresas. As verdadeiras vantagens do curso estão na abordagem dos temas, na discussão entre profissionais e na possibilidade de ampliar a rede de contatos. “Apesar de os assuntos serem os mesmos, a discussão ocorre em alto nível e com diferentes pontos de vistas. A oportunidade também é excelente para conhecer novas pessoas”, explica. A especialista alerta, no entanto, que os recém-formados em cursos de graduação não devem confiar apenas na formação acadêmica para abrir as portas do mercado de trabalho. “Não adianta emendar a facul-

dade com um MBA. A experiência profissional entre uma academia e outra é muito importante”, diz. O administrador de empresas Jeziel Figueiredo foi um dos recém-formados que iniciou o MBA (em gestão empresarial) logo depois de se formar. “Mas eu já trabalhava desde os tempos da faculdade e não parei. No MBA, entrei em contato com profissionais mais experientes e maduros, além de ter incrementado meu currículo”, explica. A experiência foi tão positiva que o administrador começou outro MBA, desta vez em gestão de projetos, logo após o término do primeiro. “É uma experiência enriquecedora pessoal e profissionalmente”, opina.

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MERCADO AUTOMOTIVO

JAC Motors fabricará caminhões em Camaçari A fábrica da JAC Motors em Camaçari, planejada para produzir até 100 mil automóveis por ano, mal começou a ser construída e já sofreu sua primeira alteração. A empresa investirá mais R$ 100 milhões na unidade para fabricar no local os seus caminhões T140. Com a mudança nos planos, o total a ser investido na fábrica alcança a marca de um bilhão de reais. A capacidade produtiva, por sua vez, será ampliada em 10%. “Boa parte da estrutura já prevista para a produção de automóveis servirá também para abrigar a produção dos caminhões. Utilizaremos toda a sinergia para criar as duas linhas”, explica à Primeira Página o diretor 36

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de assuntos corporativos da JAC Motors Brasil, Eduardo Pincigher. O modelo T140 pertence à categoria dos Veículos Urbanos de Carga (VUC), caminhões leves com capacidade de carga de até 3,5 toneladas. Segundo Pincigher, o segmento de comerciais leves e semileves tem um grande potencial de crescimento no País. “Apesar de ter passado por um momento de retração em 2012, a tendência é de crescimento nos próximos anos, devido à expansão da economia. Outro fator relevante é a tendência de restrição das grandes cidades aos caminhões de grande porte, no intuito de controlar seu

tráfego, o que deve beneficiar os modelos de menor capacidade”, explica. Equipado com motor Cummins e câmbio ZF, o caminhão T140 é vendido no mercado nacional a R$ 69.900. De acordo com a companhia, ele tem um diferencial em relação aos modelos similares: é o único VUC no País com cabine basculante, o que agiliza a manutenção e barateia os custos. O presidente da JAC Motors Brasil, Sérgio Habib, revelou ainda que a companhia tem a intenção de produzir caminhões de maior porte na Bahia, com seis a oito toneladas de capacidade de carga.


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Varejo na Bahia supera a média brasileira e cresce 10% em 2012 O varejo brasileiro não conseguiu escapar dos impactos provocados pelo fraco desempenho do PIB em 2012 e teve seu menor crescimento em três anos. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o setor encerrou o ano passado com crescimento acumulado de 6,4% (em 2010 e em 2011 as altas foram de 9,6% e de 7,8%, respectivamente). Os segmentos que lideraram a expansão foram o de material de construção e o de móveis, eletroeletrônicos e informática, com altas de 7,6% e 7,7%, respectivamente.

ca de 10% no ano que passou, e para 2013 as expectativas também são otimistas. “A presidente Dilma Rousseff tem mostrado sensibilidade com a condução da economia. Há uma preocupação grande em não errar, em não tomar medidas heterodoxas. Temos potencial para crescer e estamos numa região bastante promissora. O Nordeste tem crescido mais que o Brasil, na média”, opina o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) do Estado da Bahia, Antoine Youssef Tawil.

Ameaças Entretanto, na Bahia, os resultados foram bem mais animadores. O varejo cresceu no estado cer-

A manutenção da atual taxa de crescimento, entretanto, pode esbarrar no alto nível de endivida-

mento do consumidor baiano. “Na Bahia, são aproximadamente 580 mil endividados. A inadimplência está associada à própria dinâmica econômica: quanto mais facilidade de crédito e crescimento do consumo, maior o índice”, afirma Tawil. O presidente da FCDL ainda ressalta outros obstáculos ao desenvolvimento do segmento: “É preocupante a ausência de uma ampla reforma tributária neste país, a despeito de as entidades empresarias alertarem sobre isso em todas as oportunidades. Nossa excessiva carga tributária e a tributação da folha de pagamento continuam sendo fatores que inibem o desenvolvimento econômico”, conclui. Primeira Página

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MERCADO AUTOMOTIVO

O ano de 2013 também começa bem: janeiro teve a marca recorde de 16,11% acima do mesmo período no ano passado

Montadoras comemoram resultados nas vendas de 2012 O ano começou a todo vapor para o mercado automotivo nacional. Segundo dados do relatório mensal da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o mês de janeiro teve um desempenho 16,11% superior ao mesmo período do ano passado, com 311 mil veículos licenciados contra 268 mil em 2012. Tais números rendem ao mês o título de melhor janeiro da história para o setor no País. “As projeções para 2013 são de crescimento do mercado interno e expansão da produção de veículos. Já as exportações vão levar certo tempo para se recuperar, em face da superação das questões de infraestrutura”, avalia o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, em entrevista à Primeira Página. 38

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A maior parte do crédito pela marca histórica se deve ao bom desempenho do mercado de automóveis e veículos comerciais leves, que também bateram seu recorde, com 17,6% de crescimento e 297 mil licenciamentos (contra 252 mil em 2012). O mercado de caminhões, por sua vez, seguiu em janeiro de 2013 com a retração que marcou todo o ano passado, registrando uma redução de 7,1% e 12.098 unidades vendidas (contra 13.016 no mesmo período de 2012). Segundo Belini, o período de queda nas vendas não assusta. “Em 2011 as vendas foram de 173 mil veículos, recorde histórico do setor. Mesmo com a retração, os 135 mil caminhões vendidos em 2012 consistem no terceiro melhor resultado da história”, esclarece.

Ranking As montadoras fazem coro ao apontar o bom momento vivido em 2012 pelo setor automotivo, a exemplo da Fiat, que bateu recorde de vendas com mais de 838 mil unidades emplacadas, marca que a manteve como líder de mercado pela 11ª vez. Com crescimento de 11,1% em comparação a 2012, a montadora teve desempenho bem

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O retrospecto de 2012 para o setor teve seus altos e baixos. Se de um lado houve crescimento do mercado de automóveis e comerciais

leves pelo nono ano consecutivo, com avanço de 6,1% nas vendas, de outro, as exportações seguem a queda iniciada em 2006, o que também gerou um recuo de 1,9% na produção. “O crescimento do mercado de veículos leves está relacionado com o aumento do emprego, da renda e do acesso ao crédito, aliados à redução do IPI. Já a queda nas exportações tem a ver com a perda de competitividade da indústria frente aos concorrentes do exterior”, argumenta o presidente da Anfavea.

Apesar do crescimento do mercado interno, as exportações seguiram em queda em 2012

acima da média nacional. "Este é o nosso melhor ano em 36 de presença no Brasil porque fomos ágeis e flexíveis ao identificarmos a retomada do mercado, conquistando posições e market share", afirma Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat. Vice-líder de mercado, a Volkswagen foi outra que bateu recordes históricos e ficou acima da média nacional, com 768 mil veículos vendidos e crescimento de 10%. O carro-chefe deste crescimento foi o Gol, modelo líder de vendas há 26 anos seguidos e que teve 293 mil unidades vendidas em 2012 (38 mil a mais que o segundo carro mais vendido no mercado). Terceira colocada no ranking nacional das montadoras, a GM também se mostrou satisfeita com próprio desempenho. Sua marca, a Chevrolet, comercializou 643 mil veículos no Brasil durante o ano passado e a forte presença no País justificou uma série de investimentos nos últimos anos. “A marca Chevrolet tem no Brasil o seu segundo maior mercado global, atrás apenas dos Estados Unidos. Já as nossas operações são a terceira da GM no mundo, atrás somente dos Estados Unidos e da China. Por este motivo, concluímos no ano passado nosso plano de expansão no País, que contou com investimentos de R$ 5,2 bilhões no período de 2008 a 2012”, avalia o presidente da GM América do Sul e da GM do Brasil, Jaime Ardila. Primeira Página

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MINERAÇÃO I

Para 2013 a previsão é de que a demanda por minério de ferro aumente entre 3% e 4%

Vale aprova orçamento de R$ 16,3 bi para 2013 A Vale divulgou em dezembro seu orçamento para investimentos em 2013 (cenário de expansão moderada da demanda global por minérios e metais) e um balanço de 2012. Para este ano, os valores aprovados pelo Conselho de Administração foram os seguintes: US$ 10,1 bilhões serão destinados à execução de projetos, US$ 5,1 bilhões à manutenção das operações existentes e US$ 1,1 bilhão à aplicação em pesquisa e desenvolvimento (P&D). “A Vale é uma empresa enxuta, com excelência na execução, comprometimento com a transparência e criação de valor ao acionista. Estes princípios são de extrema importância para direcionar nosso processo de tomada de decisão”, defende o diretor-presidente da companhia, Murilo Ferreira. A empresa estima que em 2012 tenham sido investidos US$ 17,5 bilhões, pouco menos que os US$ 18 bilhões alcançados em 2011. Ainda no ano passado, a 40

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companhia recebeu cerca de 100 licenças ambientais, o que facilita a concretização de projetos mundiais da empresa, como o Carajás S11D, no Pará, considerado pela

própria companhia o maior e melhor projeto de minério de ferro do mundo. A Vale também comemora uma série de acordos relativos à redução da tributação, firmados


A expectativa é de um ano bastante semelhante ao que se encerrou, talvez com um pouco menos de volatilidade Já para o segundo semestre de 2013 está prevista a conclusão de dois projetos de minério de ferro da Vale: Carajás Adicional 40 Mtpa e Conceição Itabiritos. A projeção da companhia é que os resultados de ambos sejam perceptíveis a partir de 2014, com acréscimo na produção, aumento no teor médio de ferro e redução de custos.

Projeções para o mercado Para o mercado de minério de ferro, a estimativa da companhia é que a demanda aumente entre 3% e 4%, o que representa 40 milhões de toneladas a mais em 2013. De acordo com o diretor-executivo de ferrosos e estratégia da Vale, José Carlos Martins, a tendência é os preços do minério permanecerem estáveis, com eventuais volatilidades em caso de incidentes pontuais e imprevistos. “A expectativa é de um ano bastante semelhante ao que se encerrou, talvez com um pouco menos de volatilidade”, projetou durante o Vale Day NY 2012, na coletiva de imprensa,

em Nova Iorque, realizada no mês de dezembro.

Produção em 2012 Segundo o relatório de produção do 4º trimestre de 2012 da Vale, a produção de minério de ferro no período foi de 85,5 milhões de toneladas, marca 1,9% maior que a do trimestre anterior e 3,1% mais alta que a do mesmo período de 2011. Ainda que o desempenho tenha sido positivo nos últimos meses do ano, a produção da Vale no acumulado de 2012 foi de 320 milhões de toneladas, ligeiramente inferior à do ano anterior. Para a companhia, o resultado se deve às fortes chuvas que atingiram os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, restringindo as atividades de mineração e logística. Outra marca aquém dos resultados de 2011 foi a produção de níquel:

com 237 mil toneladas extraídas, teve desempenho 1,9% inferior ao acumulado no ano anterior. De acordo com Murilo Ferreira, o mercado de níquel passa por um momento de grande incerteza devido à concorrência do pig iron (produto que substitui o níquel puro na produção de aço inoxidável) chinês. Outra razão destacada é a tributação do minério em 20% pela Indonésia, importante fornecedor. “O desenrolar tanto do níquel pig iron quanto da disponibilidade do minério poderão influenciar fortemente o preço do níquel não só em 2013, mas, acreditamos, em 2014 também”, projeta. Já a produção de pelotas, carvão e rocha fosfática obteve resultados recordes em 2012, com a extração de 55,1 milhões de toneladas, sete milhões de toneladas e oito milhões de toneladas, respectivamente. Foto: Fotolia

com o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Pará, que devem aumentar a disponibilidade de recursos da empresa.

Está prevista para 2013 a conclusão dos projetos de minério de ferro da Carajás Adicional 40 Mtpa e Conceição Itabiritos

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MINERAÇÃO II

Jaques Wagner e Kurt Menchen durante lançamento da pedra fundamental do empreendimento, realizado no dia 21 de fevereiro

Mina na Chapada Diamantina alavanca o Brasil a exportador de vanádio Um investimento de aproximadamente R$ 500 milhões de reais em Maracás, na Chapada Diamantina, promete acabar com a dependência brasileira por vanádio (minério usado em aços de alta tecnologia). A empresa canadense Largo Mineração está construindo na região a primeira mineradora do tipo na América Latina. A mina deve entrar em operação em novembro e fará da Bahia o maior fornecedor de ferro-vanádio do Brasil. A construção deve gerar 1200 empregos diretos e oito mil indiretos. Depois de inaugurada a mina deve gerar mais 400 empregos. A Vanádio de Maracás terá capacidade inicial de processamento superior a cinco mil toneladas do 42

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minério por ano, o que levará o País à autossuficiência e com um excedente de quase quatro mil toneladas do produto. O diretor financeiro da Largo Mineração, Luciano Chaves, afirma que a empresa poderá “suprir cerca de 10% do mercado mundial. É uma reserva muito especial, que vai ser de grande importância para o País”. O empreendimento já tem previsão de ampliar a capacidade para 7,5 mil toneladas de pentóxido de vanádio em 2015. A expectativa é de que a exploração da mina dê retorno em dois anos. A produção anual vai movimentar mais de R$ 300 milhões. O otimismo de Luciano não acontece por acaso. De acordo com o dire-

tor executivo da Vanádio de Maracás, Kurt Menchen, a combinação de alto teor do minério (1,32%) e baixo nível de contaminação resulta em um custo de produção reduzido e elevada competitividade.

Mercado em alta O vanádio é responsável por uma movimentação financeira de aproximadamente US$ 2,3 bilhões por ano em todo o mundo. Japão, Estados Unidos, Europa Ocidental e Coreia do Sul são os maiores consumidores do minério. “Mas o Brasil vem aumentando o consumo específico de vanádio, a exemplo de outras economias modernas, e deve continuar crescendo à medida que aumentem as exigências tecnológicas da indústria do aço”, afirma Kurt.


ARTIGO | PALAVRA DO PRESIDENTE

O projeto de um novo código comercial

De autoria do deputado Vicente Cândido (PT/ SP), o Projeto de Lei No 1572/2011 é bastante oportuno. Com o objetivo de sistematizar e atualizar a legislação sobre as pessoas jurídicas, a proposta do novo Código Comercial vem preencher uma grande lacuna, uma vez que o modelo em vigor é do período colonial, portanto, incompatível com a realidade atual, o que leva as principais demandas do Direito Comercial a se encontrarem dispersas em várias leis, inclusive no Código Civil.

Marcos de Meirelles Fonseca Presidente Associação Comercial da Bahia

Oxalá tenha rápida tramitação e seu texto seja adequado à atual economia brasileira, contribuindo, inclusive, para a desburocratização das relações empresariais. Do referido projeto se destacam as disposições sobre comércio e documentos eletrônicos, assuntos que ainda não possuem disciplina legal específica, e também a reiteração de um princípio que andava meio esquecido: o sócio de qualquer empreendimento somente deve responder pelo montante do seu investimento. Além disso, acerca da imputação de responsabilidade ao sócio em decorrência da desconsideração da personalidade jurídica da sociedade empresária, o projeto deixa claro que somente poderá ser realizado depois de assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório. Parece evidente, mas trata-se de precaução que vem sendo solenemente ignorada pelo Judiciário.

De grande alcance, ainda, a forma de disciplinar as sociedades estrangeiras, obrigando-as, quando se tornarem sócias de sociedade brasileira, a nomear e qualificar, na forma da lei nacional, todos os seus sócios, até o nível de pessoa física. Ademais, lembra o projeto, a administração das companhias deve adotar práticas de governança corporativa, inclusive, descrevendo-as. Resolve ainda algumas questões que dificultam a continuidade das empresas por ocasião da morte de um dos seus sócios. Finalmente, de forma oportuna, retoma a distinção entre obrigações civis e comerciais, especialmente para obstar a profusão de pedidos judiciais de revisão de contratos. Primeira Página

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ARTIGO | ECONOMIA

Panorama do setor imobiliário brasileiro Desafios & Perspectivas O setor imobiliário exige extrema cautela dos construtores e incorporadores, ao executarem novos empreendimentos e projetos, e dos consumidores e investidores, ao comprarem um imóvel para morar, alugar e/ou revender, afinal, para os próximos quatro anos, há perspectivas negativas. O panorama inclui pressão de custos de produção e aumento do preço de terrenos, serviços de mão de obra, material e insumos. O aumento significativo da relação entre inflação do metro quadrado e inflação dos salários dos trabalhadores diminuiu muito o poder de compra de imóveis pela parcial dos salários, ou seja, o trabalhador tem que trabalhar mais meses para comprar o mesmo metro quadrado, e o papel do crédito para o setor tem forte correlação nesta aquisição. Também houve ampliação do endividamento das famílias com o sistema financeiro. A consequência é o aumento do comprometimento de parte da renda para honrar compromissos contraídos no passado recente, o que desacelera o consumo de produtos do setor imobiliário e gera um risco maior do sistema financeiro ao liberar o crédito, mesmo no ambiente com taxas de juros menores que antes (mas ainda elevadas). Vale destacar ainda que sintomas comportamentais do consumidor e do investidor de imóveis (rentistas) indicam que os preços estão altos demais e a rentabilidade está menor do que em períodos anteriores. Por isso, não há dúvida de que 44

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Luciano D'Agostini Economista Mestre e doutor pela Universidade Federal do Paraná

o aumento do preço do aluguel terá limites, pelo baixo poder de compra dos salários e pelo endividamento das famílias brasileiras. O problema das dívidas soberanas de países europeus causará efeitos nada desprezíveis no setor imobiliário, pela parcial do “crédito”. A recente desaceleração da economia chinesa limitará o crescimento da economia brasileira e do setor imobiliário como derivada. Os problemas da economia americana perdurarão por longa data e aumentarão as chances de um efeito “double dip recession” entre 2013 e 2016. O setor imobiliário brasileiro sofrerá ajustes, dado seu sufocamento pelos problemas supracitados. Indicadores de 2008-2012 mostram o boom imobiliário de oferta e demanda que resultou em “descompasso intertemporal” de consumo presente versus futuro. Mesmo com o déficit habitacional elevado no País, a “farra” vai acabar pela restrição orçamentária das famílias, pela escolha intertemporal de consumo e, sobretudo, pela produção a créditos mais do que elevados.


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ARTIGO | MARKETING

A hora e vez do comunicólogo A velocidade com que as coisas acontecem no mundo está exigindo práticas cada vez mais ousadas e inovadoras das agências de comunicação e dos profissionais de propaganda e marketing. Algumas vezes testemunhas e em outras protagonistas da era do conhecimento e do capital intelectual, pessoas em toda parte do mundo clientes inclusos - estão tendo acesso a todo tipo de informação, a qualquer instante. Reconhecidamente um bem valioso, a informação passou a fluir de forma muito rápida, volátil, dinâmica. E é neste contexto que as agências que pretendem resolver problemas de comunicação de seus clientes precisam estar atualizadas com todo tipo de processo inerente a esta atividade empresarial. Desde um bom planejamento até a escolha do melhor veículo para anunciar. Todavia, as agências são entes abstratos, se materializam nos profissionais que formam seu corpo criativo, cabendo a esta turma se preocupar com a comunicação em todos os seus aspectos: visuais, virtuais ou de relacionamento.

Marcelo Azevedo Publicitário Sócio e diretor de operações da Agência Única

melhor do que todos os que estavam naquele local. Porém, mais do que fazer um bom anúncio, ele encontrou a melhor forma de comunicação e colocou a seguinte placa em frente ao seu estabelecimento: “O melhor restaurante da rua”.

Lembro-me de uma história que dizia que numa pequena cidade baiana abriram uma mercearia com a seguinte chamada: “A melhor comida da cidade”. Um mês depois, um concorrente abriu um novo estabelecimento e postou em sua fachada: “A melhor comida da região”. Com a melhoria da economia local, mais um concorrente abriu um novo restaurante e colocou o seguinte letreiro: “A melhor comida do Nordeste”.

Mais do que publicitar, mais do que propagar uma ideia, os profissionais de marketing têm que saber como resolver problemas de comunicação. Às vezes, a solução não está tão longe de se descobrir, está bem diante dos nossos olhos. Muito tem se falado em comunicação 360 graus. Há de se ficar atento para isso, pois é possível que a arma do cliente não tenha tamanho calibre e que o alvo necessite de precisão cirúrgica. Um grau à esquerda ou à direita pode significar um sumidouro de recursos. Esta não é apenas uma constatação provocativa. É uma convocação para que os profissionais se envolvam em todo o processo de comunicação.

Tempos depois, ainda havia espaço para mais um concorrente, e este tinha a pretensão de ser

Chegou a hora. A vez agora é dos comunicólogos.

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NOTAS SOCIAIS

Capacitação de brasileiros no Japão Adhvan Novais, gerente das áreas de Tecnologia da Informação e Desenvolvimento de Software do Senai-BA, está trabalhando arduamente para repatriar alguns brasileiros que estão no Japão. Mas calma, ele não virou nenhum tipo de diplomata. É que o Senai ministrará a partir deste ano dois cursos técnicos a distância para os imigrantes do Brasil que moram na terra do sol nascente. O objetivo é que essas pessoas possam voltar mais capacitadas ao País, para atuarem na indústria nacional. A iniciativa merece ser aplaudida de pé.

Feliz aniversário Em janeiro, quem ouviu o tradicional “Parabéns para você” foi o diretor-geral do Instituto Euvaldo Lodi, Paulo Afonso Ferreira. Só que o aniversariante não era ele e sim o IEL, que completou 44 anos no dia 29. Ao longo desse período o IEL se consolidou na qualificação de empresas, empresários e gestores. Os serviços oferecidos contribuíram para a geração de negócios, com ganho de produtividade e inovação, por meio de 97 unidades operacionais espalhadas pelo Brasil. Por tudo isso, a revista Primeira Página deseja vida longa ao Instituto.

LEDquadros vence Prêmio MPE Brasil 2012 O famoso e contagiante sorriso largo de Soraia Carvalho, diretora da LEDquadros Elétricos, brilhou ainda mais em 2012. A empresa foi a grande vencedora da etapa baiana do Prêmio MPE Brasil 2012 (prêmio de competitividade para micro e pequenas empresas), na Categoria Indústria. A explicação para o sucesso vem da própria Soraia: “Este é o resultado quando uma pequena empresa tem um espírito gigante”, comemora. 48

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Alta sociedade reunida no Salão Rainha Leonor A captação de recursos para execução de projetos foi tema de uma mesa-redonda realizada no Salão Rainha Leonor, da Santa Casa de Misericórdia da Bahia. O encontro reuniu “pesos-pesados” da alta sociedade soteropolitana, dentre os quais secretários de estado, empresários e representantes de organizações não governamentais. Na ocasião, a gerente de Captação de Recursos da Santa Casa da Bahia, Fagna Freitas, revelou que o projeto “Mobilização de Recursos e Oportunidades de Legados Sociais na Bahia”, da Santa Casa, continua registrando avanços significativos.

Smiles com novo presidente Mudanças nos mercados de aviação e finanças: o executivo Leonel Andrade deixou o Citibank, onde trabalhou por seis anos, e assumiu a presidência da empresa de benefícios Smiles, subsidiária da Gol. O currículo do rapaz é invejável. Ele já foi presidente da Credicard, diretor executivo da Visa e diretor da Losango. Leonel terá grandes desafios pela frente, já que o Smiles está preparando uma oferta pública de ações para o segundo semestre.

De olho nas oportunidades Os empresários baianos não escondem a ansiedade de ver funcionando o Estaleiro Enseadas do Paraguaçu. Por isso, o diretor de Relações Institucionais do empreendimento, Humberto Rangel, já está se movimentando com o objetivo de atrair parceiros para o negócio e participou no mês de janeiro de um encontro com empreendedores interessados em fazer parte da cadeia de fornecedores do estaleiro. “O encontro foi uma convocatória para que os empresários se unam a nós neste desafio que envolve o fornecimento de produtos e serviços, além da qualificação de mão de obra”, afirmou Rangel. Ao final do encontro era evidente o clima de otimismo entre os executivos. 50

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