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www.pack.com.br

191 ANO•15 J U L H O

2 0 1 3 R$ 15,00

EMBALAGEM

TECNOLOGIA

DESIGN

INOVAÇÃO

EMBALAGENS DE VIDRO EMPRESAS migram PARA O MATERIAL 100% RECICLÁVEL ENTREVISTA

Grupo Sanofi abre suas portas e revela o processo de embalagens farmacêuticas

E

29ª edição da Fispal Tecnologia: As novidades da indústria nacional de alimentos e bebidas

D Ex tru E I Ç Ã m O são, ba O D me la la rc mi gen E A ad na s o d çã fle G O e F o e xív S oo m eis T O d S eta er liz vic aç e ão

ESPECIAL

Editora B2B

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Editora B2B


Informe Publicitário

Indumak oferece solução inovadora ao mercado

Por: Zulmira Felicio

No futuro as embalagens serão práticas, econômicas, com pouco ou nenhum impacto ambiental, tanto no descarte quanto na logística. De certo, na cadeia produtiva haverá uma forte pressão por automação, incluindo na reposição do produto ao consumidor final. No que se referem às máquinas, projetadas com um design atrativo, os focos serão dirigidos à redução do espaço com expressivo aumento de produtividade, aliados cada vez mais ao item segurança, devido ao fortalecimento da NR12. Isso tudo porque hoje em dia as indústrias almejam instalações modernas com equipamentos eficientes e de alta performance. Nesse cenário em que estão sendo desenhadas as tendências do mercado de embalagens, a Indumak dá passos firmes nessa direção. “Atuamos forte no mercado nacional, sendo líder em diversos segmentos, como: grãos, açúcar, sal, gelo e farinhas, entre outros, além de exportar mais de 25% da produção para os cinco continentes”, ressalta Gelson Renato Schmidt, diretor-presidente da empresa. Há 50 anos no mercado integrando tecnologias em processos de empacotamento, agrupamento e movimentação, as “meninas dos olhos” da Indumak são as empacotadoras verticais (VFFS) para embalagem termo selável, com posterior inclusão da enfardadeira vertical, e mesmo princípio de embalagem plástica. A empresa é reconhecida por sua linha completa de empacotadoras verticais, enfardadeiras e sistema de paletização robotizada que, além de

Enfardadeira MK30

robustez, confere excelente rendimento. “São máquinas de tração de filme por mesa móvel ainda utilizada em aplicações específicas de tração por correia de arraste intermitente (amplamente em uso), e na Fispal lançamos a tecnologia contínua para alta produção que proporciona crescimento de mais de 40% em produtividade”, diz Schmidt, acrescentando que são tecnologias desenvolvidas no mercado nacional com benefícios competitivos e financiáveis através do BNDES. No Brasil, com a instabilidade econômica registrada nos últimos dois anos, houve retração do mercado de máquinas, com consequências prejudiciais em várias operações. “Atualmente, o mercado interno está aquecido, entretanto, ao mesmo tempo, encontra-se pressionado pela inflação iminente e pelo excesso de demanda em alguns segmentos. Recentemente houve a reposição de câmbio para a casa dos R$ 2,10/USD o que fa-

Robô RP4-50

vorece as exportações. No entanto, o câmbio acima de R$ 2,15/USD força os importadores de componentes a repassar os aumentos de preços, gerando novamente inflação em maquinários”, analisa Schmidt. Ainda, segundo o executivo, o mercado de embalagens está em crescente evolução e apresentando mudanças de conceitos. Nessa busca da consolidação da cadeia como um todo, não basta ter uma máquina de altíssima velocidade sem o filme plástico que proporcione o desempenho exigido a um custo viável para o empacotador. Neste sentido, a Indumak tem desenvolvido trabalhos junto aos fornecedores de filme e de polímeros para que as novas tecnologias de máquinas ganhem aliados no material plástico. Trata-se de uma solução completa e inovadora que a empresa oferece ao mercado. Informações: www.indumak.com.br

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Foto: Leandro Andrade

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Foto: Divulgação

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ENTREVISTA Marcos Ravanini, diretor industrial da Sanofi, fala sobre as necessidades da indústria farmacêutica no que se refere à produção de embalagens.

INOVAÇÃO

EMBALAGEM TECNOLOGIA DESIGN

ENTREVISTA Sanofi, um dos maiores grupos farmacêuticos, revela detalhes da produção de embalagens para os seus mais de 350 medicamentos

30 EM BUSCA DA EFICIÊNCIA

Para minimizar erros e evitar fraudes, indústrias investem cada vez mais na codificação a laser.

22 codificação

A codificação a laser se torna indispensável para a marcação de embalagens.

26

26 MATÉRIA DE CAPA

O vidro é a bola da vez. Empresas investem em embalagens sofisticadas, unindo qualidade, novas tecnologias e, principalmente, preocupadas com a sustentabilidade.

CAPA Vidro volta a ser o centro das atenções do mercado de embalagens

38 PACK LEITURA

A gerente executiva da Abeaço, Thais Fagury, fala sobre os 10 anos da Associação e o lançamento do livro “Lata de Aço – 100 curiosidades da embalagem que revolucionou o processo de armazenamento”.

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ESPECIAL As novidades dos principais expositores da Fispal Tecnologia

Fotos: Divulgação

40 especial

O ano começa agora para empresas do setor alimentício. Confira tudo o que aconteceu na 29ª edição da Fispal Tecnologia.

45 SUSTENTABILIDADE

Novelis anuncia a comercialização do primeiro alumínio de certificação independente e de alto teor de material reciclado projetado para o mercado de latas para bebidas.

SEÇÕES 6 aGENDA

7 pACK ONLINE 13 LANÇAMENTOs INTERNACIONAIs 14 atualidades 18 vANGUARDA 19 notícias 52 direto da gÔndola 36 especial impressão digital 54 Notas técnicas 4

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carta ao leitor

Feliz Ano Novo

O

ano começa agora para empresas do setor de alimentos e bebidas”. Esta frase só fez sentido para mim quando percorri os pavilhões do Anhembi, em São Paulo, em busca das novidades expostas na 29ª edição da Fispal Tecnologia. Durante o evento tive a oportunidade de conferir os principais lançamentos, saber sobre as tendências e conhecer pessoalmente expositores que nos ajudam a compor todo o material editorial da PACK. O resultado foi tão positivo que foi difícil compilar tudo em apenas quatro páginas. Com 86 novos expositores neste ano, a Fispal recebeu mais de 64 mil visitantes e reuniu mais de duas mil marcas nacionais e 100 internacionais, de 16 países. De tendências, o que me chamou atenção foi a pesquisa apresentada por Ana Paula Bernardes, gerente de Projetos da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), que constatou que 90% dos consumidores consideram o vidro a opção de embalagem mais saudável; outros 75% o viam como invólucro de produtos de tradição; e 64% o associavam à sustentabilidade. Estes números me ajudaram não só a conhecer melhor o mercado, como também a compor a matéria de capa desta edição que, coincidentemente, fala sobre as embalagens de vidro. Considerado um material 100% reciclável, o vidro ocupou o quarto lugar na participação da produção física de embalagens em 2012, segundo estudos do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV). No primeiro dia de Congressos Técnicos da Fispal Tecnologia, a Abividro e a UBE, indústria de materiais, apresentaram as tendências para aplicação de vidro e náilon no desenvolvimento de embalagens para alimen-

tos e bebidas. De acordo com a gerente de Projetos da Abividro, no mercado brasileiro, 76% do vidro é utilizado pelo mercado de bebidas; 17% no de alimentos; 4% destinam-se aos mercados de higiene, limpeza e cosméticos; e 3% no setor farmacêutico. Aproveitando o gancho do mercado farmacêutico, Marcos Ravanini, diretor industrial da Sanofi, nos recebeu para uma conversa sobre as embalagens adequadas para cada tipo de medicamento. Com mais de 350 produtos, entre eles os conceituados Dorflex, Novalgina, AAS, entre outros, Ravanini afirmou que a empresa busca, praticamente, três coisas ao elaborar suas embalagens: simplicidade, segurança e custo. E quando se fala em medicamentos, a palavra “rastreabilidade” já vem à mente. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, encaminhou para consulta pública uma proposta que cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos e propõe mecanismos que garantirão o rastreamento de toda a cadeia a partir do código de barras bidimensional Datamatrix, que deverá estar presente em todas as embalagens do setor. A codificação a laser, o RFID – Radio Frequency Identification, e o QRCode foram as ferramentas abordadas em nossas matérias como forma de visibilidade das operações, identificação de problemas, assim como novas oportunidades, além de registrar a cadeia em todo o percurso, desde a fabricação até as mãos dos consumidores e players do setor. Enfim, esta é apenas uma prévia para dizer que a edição está recheada de informações relevantes que, com certeza, enriquecerão o seu dia a dia.

Thais Martins editora chefe redacao@pack.com.br

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agenda cursos no brasil

Semestral

curso

Local

Curso Tecnologia em polímeros

Senai

Curso de Embalagens de A a V

26 a 29 de agosto Horário: das 8h30 às 17h

EMBALAGEM | TECNOLOGIA | DESIGN | INOVAÇÃO

Duração: três anos Carga horária: 2.800 horas Período: noturno Processo seletivo: semestral (11) 4109-9499 www.sp.senai.br

Pernambuco Recife - Brasil

Instituto de Embalagens (11) 3431-0727 www.institutodeembalagens.com.br

Publisher: Fernando Lopes Editora Chefe: Thais Martins Colaboradoração: Zulmira Felício e Analice Fonseca Assessora Técnica: Assunta Camilo (FuturePack) assunta@futurepack.com.br Revisão: Nazaré Baracho Secretária: Sandra Gomes Projeto gráfico: Editora B2B Produção: Luciano Tavares de Lima (gerente) Designer: Ivy Sanches Capa: Ivy Sanches Foto da Capa: istockphoto

feiras no brasil

Conselho Editorial

Data

Feira

Local

Organização

27 a 30 de agosto de 2013 Horário: 14 às 21h

Plastech Brasil - Feira de Tecnologias para Termoplásticos e Termofixos, Moldes e Equipamentos

Caxias do Sul/ RS

De 05 a 08 de novembro de 2013 Horário: 16 às 22h

Fispal Tecnologia Nordeste Feira Internacional de Embalagens, Processos e Logística para Indústrias de Alimentos e Bebidas

Centro de Convenções de Pernambuco Recife - Brasil

Simplás – Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho

(54) 3228-1251 www.plastechbrasil.com.br

Assis Garcia – diretor do Centro de Tecnologia de Embalagem – CETEA; Eduardo Yugue – gerente de embalagens da Nestlé; Geraldo Cardoso Guitti – presidente da Refrigerantes Convenção; Iorley Lisboa – gerente de embalagens do Wal-mart; João Batista Ferreira – CEO da J2B Innovation to Business; Lincoln Seragini – diretor – presidente da Seragini Farné; Luis Madi – diretor - geral do ITAL - Instituto de tecnologia de Alimentos; Nivaldo Ferreira Lima – gerente de compras do McDonald´s Brasil

Comercial

BST Informa Tel (11) 3598-7800 www.bstinforma.com.br

Rajah Chahine comercial@pack.com.br Tel.: (11) 3500-1909

Executivos de Negócios – Rio de Janeiro Art Comunicação S/C Ltda. Contato: Francisco Neves Rua Des. João Claudino Oliveira e Cruz, 50 – cj. 607 – CEP 22793-071 – Rio de Janeiro-RJ Tels.: (21) 2269-7760 – (11) 9943-5530 – Fax: (21) 3899-1274 – banasrj@uol.com.br

feiras no EXTERIOR

Rio Grande do Sul Interface Comunicação e Propaganda Ltda. Contato: Vera Anjos

Data

Feira

Local

Organização

De 15 a 16 de outubro de 2013 Horário: 10 às 16h

TexasPack – Feira de tecnologia e equipamentos de embalagem para fornecedores one-on-one.

Reliant Center | Houston, TX

UBM Canon Tel 310-445-4200 www.ubmcanon.com

De 29 a 30 de outubro de 2013 Horário: 10 às 17h

MinnPack Feira de recurso abrangente de embalagem.

Minneapolis Convention Center | Minneapolis, MN

Av. Taquara, 193 – Cj. 406 – CEP 90460-210 – Porto Alegre-RS Tel./Fax: (51)3737.9200 (51)9969.0727– banassul@terra.com.br

São Paulo – Interior Aqueropita Intermediações de Negócios Ltda. Contato: Aparecida A. Stefani Tel.: (16) 3413-2336 – Cel.: (11) 9647-0044 – Fax: (11) 3500-1935 aparecida.stefani@banas.com.br

UBM Canon Tel 310-445-4200 www.ubmcanon.com

Representante InternacionaL Argentina 15 de Noviembre 2547 – C1261 AAO – Capital Federal – Republica Argentina Tel.: (54-11) 4943-8500 – Fax y Mensajes: (54-11) 4943-8540 www.edigarnet.com

Car tas & E-mails A DG Publicidade é uma agência localizada em Itu, interior de São Paulo. Especializada em criação de rótulos e embalagens, foi citada na Revista Pack ‘Destaque de Preferência 2012’ (edição 184), entre as agências mais lembradas da categoria que atuam no ramo design de rótulos. O retorno foi de ótimo agrado para agência, trazendo novos clientes e proporcionando melhor colocação no concorrido mercado de atuação. Marcelo Cruz Gerente comercial da DG Publicidade Edição 184

Rua dos Três Irmãos, 771 Jardim Progredior – São Paulo-SP – CEP 05615-190 CNPJ 07.570.587/0001-13 – I.E. 149.349.995-116 TELEFONE (11) 3500-1900 Impressão: HAVAII GRÁFICA Circulação nacional: Tiragem – 10 000 exemplares Periodicidade: mensal Assinatura: Anual (Brasil) = R$ 180,00 • Nº Avulso = R$ 15,00

JULHO 2013 PACK – EMBALAGEM | TECNOLOGIA | DESIGN | INOVAÇÃO é uma publicação mensal da Editora B2B.

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2008

Filiada à

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11 3500-1921 | fax 11 3500-1935

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TELEFONE

Rua dos Três Irmãos, 771 Jardim Progredior – São Paulo-SP – CEP 05615-190 IV P R Ê M

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAÇÃO E-mail redacao@editorab2b.com.br

end.

A Pack é dirigida aos profissionais que ocupam cargos técnicos, de direção, gerência e supervisão em empresas fornecedoras, convertedoras e usuárias de embalagens, bem como prestadores de serviços relacionados à logística, design e todos os processos relacionados a indústrias de embalagem.

RE

V I S TA S E G M

EN

É permitida a divulgação das informações contidas na revista desde que citada a fonte. PACK reserva-se o direito de publicar somente informações que considerar relevantes e do interesse dos leitores da revista.


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www.pack.com.br Por TATIANA GOMES | tatiana.gomes@banas.com.br

O site da Pack traz noticiário atualizado diariamente, artigos exclusivos e tudo sobre o mercado de embalagem. Mais: vídeos, fotos e a versão digital na íntegra da edição do mês, além das anteriores!

Camil lança “Feijão Pronto para Temperar” em embalagem Tetra Pak Com o lançamento do “Feijão Pronto para Temperar”, a Camil espera revolucionar um velho hábito da dona de casa de preparar, fracionar e congelar o feijão. A proposta da empresa é disponibilizar o grão já cozido e sem temperos, conservantes ou aditivos, em embalagens da Tetra Pak de 490g.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Vinícola Salton marca presença na Vinexpo 2013, na França

A Vinícola Salton, líder na comercialização de espumantes e frisantes no mercado nacional e responsável por alguns dos vinhos mais premiados do País, esteve presente na Vinexpo França 2013, em Bordeaux, de 16 a 20 de junho, no stand Wines of Brasil. Na ocasião, a marca apresentou aos visitantes da feira as novas safras da Antônio Domenico Salton e Paulo Salton, e os lançamentos da linha “Intenso” para exportação.

Onde achar? http://www.pack.com.br/blog

[Conexão web ] as mais lidas no pack.com.br [ENQUETE ]

Resultado junho/2013

Com que frequência você lê os rótulos das embalagens?

- Às vezes (20%) - Nunca (20%) - Raramente (0%)

Onde achar? http://www.pack.com.br

Os Estados Unidos são o país que mais lançou embalagens durante o período de janeiro a meados de junho de 2013

Tecnologia brasileira baseada no Autodesk Inventor traz inovações para a indústria de celulose Utilização do projeto em 3D reduz erros de engenharia em mais de 50% já que gera uma visualização mais precisa do projeto

Empresas Artecola passam a controlar maior fabricante colombiano de adesivos

[DESTAQUES] Dúvidas sobre o mercado?

E-mail guru@pack.com.br

Espaço da Abeaço mostra as novidades dos associados e reforça as principais características da lata de aço como embalagem

Lançamentos de embalagens no Brasil e no mundo

NESTE MÊS Interaja! Confira a enquete do mês e vote na home do site!

PERGUNTE, ELE RESPONDE!

sa 3.5 litros

A empresa utiliza nova embalagem Pacxpert™, da Dow Química, e representa uma evolução na categoria da construção civil

Vila do Aço apresenta novidades na 29ª Fispal

- Sempre (60%)

Nossos consultores esclarecem os mais diversos temas do setor. Envie sua pergunta e leia as respostas para nossos internautas no Blog da Pack.

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A Mactra adotou a embalagem Pacxpert™ para lançar o Fixmas-

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Toda quinzena, a newslet ter entrega no seu e-mail as notícias mais importantes da indústria de embalagens. Cadastre-se no site! Acesse! www.banas.com.br/banasinforma

Companhia brasileira integra a Pegatex a suas operações, assim como a Molytec, líder em lubrificantes e limpadores especiais na América Latina.

Confira a lista das 10 notícias mais acessadas no site e as leia na íntegra! Fonte: Google Analytics * Período de 2/6/13 a 2/7/13 Onde achar? http:/www.pack.com.br/maisnoticias.aspx Editora B2B

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entrevista

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Simplicidade, segurança e custo

É o que busca a Sanofi para suas embalagens

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Por: Thais Martins

om mais de 110 mil colaboradores, a Sanofi é um dos maiores grupos farmacêuticos do mundo, a maior empresa do setor na Europa, e está na liderança dos chamados países emergentes. Também está na liderança em medicamentos de venda sob prescrição e genéricos, e entre os líderes de medicamentos isentos de prescrição (OTC). A unidade do Brasil oferece uma linha diversificada com mais de 350 produtos adaptados ao perfil dos pacientes brasileiros, entre eles, o AAS, Cepacol, Dermacyd, Novalgina, Dorflex, entre outros. Com a divisão Sanofi Pasteur, atua na fabricação de vacinas humanas e, por meio da Merial, também possui presença no mercado animal. Com a aquisição da Genzyme em 2011, a empresa pretende criar um centro de excelência em doenças raras. Para esta edição, a Revista PACK conversou com o diretor industrial da Sanofi, Marcos Ravanini, sobre a produção de embalagens voltadas para a indústria farmacêutica. Ravanini é químico de formação e farmacêutico de coração. Trabalhou por 16 anos com desenvolvimento de produtos e transferência internacional neste segmento. Passou pelo departamento de qualidade e há 15 anos gerencia uma fábrica. Só de Sanofi são 20 anos de dedicação, começando a carreira no Rio de Janeiro e mudando para São Paulo há seis anos quando teve a fusão com a Aventis.

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Fotos: Leandro Andrade

entrevista

PACK: O que o mercado farmacêutico busca em embalagens? Marcos Ravanini: A simplicidade, segurança e o custo. E, com isso, o avanço da tecnologia em busca dessas melhorias. O blister começou com PVC e alumínio. Cada vez mais abrimos espaço para os bi e trilaminados, os diferentes tipos de plásticos com PVC, que são uma excelente barreira ao vapor d´água e oxigênio, inimigos dos produtos. Existem outros tipos que utilizam cor para limitar a ação da luz. Os trilaminados eram caros. Hoje, com o aumento dos fabricantes, é mais fácil tirar um produto do vidro e passá-lo para o plástico. Outro fator que podemos observar é que as distâncias entre um comprimido e outro também estão menores. PACK: As embalagens são produzidas dentro da Sanofi? Ravanini: Sim. Recebemos o alumínio, que já vem impresso, e só imprimimos lote e validade por codificadora, inkjet e termotransferência. Estamos abolindo o relevo. Só utilizamos terceiros quando não temos tecnologia aqui, como é o caso do sachê em pó (só temos sachê líquido). Temos um laboratório com 50 pessoas em desenvolvimento de produtos. Sete pessoas são só para embalagens. E, claro, estamos sempre atentos às evoluções do mercado. Por isso, frequentamos as maiores feiras do setor e de outros segmentos também para absorver algumas ideias. PACK: Qual é a produção da empresa? Ravanini: Cerca de 60 a 70% das doses que embalamos estão em blister. Nossa produção, em Suzano, está por volta de 280 milhões de unidades/ano. Cada unidade tem em média 20 doses. Nossos medicamentos são para

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consumo interno e exportação. Produzimos para toda a América Latina, mesmo possuindo algumas fábricas nestes países, alguns produtos saem daqui. Também exportamos para a Europa, África e Ásia. Cerca de 90% da nossa produção é para consumo local, sendo 10% para exportação, só que 35% das SKU´s são para exportação. PACK: Como funcionam os materiais, informações e tipos de embalagens para cada medicamento? Ravanini: Se observarmos em número de doses, o mercado é muito maior em doses do que em blister. Um exemplo é o Dorflex, que temos em comprimido e em gotas. A quantidade de doses em gotas é muito menor que em comprimido. Por isso, a grande quantidade costumaser em blister. Se observar, a maioria dos sólidos está em blister, pois é o menor custo e o que oferece maior facilidade para o indivíduo. Para o medicamento genérico, as embalagens são o mais standard possível. Os cremes e as emulsões vão para tubos ou frascos, estes possuem variações que são os plásticos, vidros, pets, polipropileno e polietileno. Por muito tempo utilizamos as bisnagas de alumínio até começar a aparecer as plásticas, só que nem sempre oferecem a proteção necessária. As mais frequentes são as que recebem um filme de alumínio, normalmente por fora, para proteger da luz, oxigênio e umidade. Alguns cremes podem perder água através da permeabilidade da parede do tubo, fazendo com que o produto fique mais duro, perca sua textura, aumentando sua concentração. PACK: Existe alguma característica em especial para a produção de embalagens de medicamentos genéricos? Ravanini: A embalagem do pro-


duto genérico tem que ser desenvolvida de maneira que forneça a mesma proteção que o produto de referência. A embalagem primária, que é a que entra em contato com o produto, deve oferecer proteção à luz, umidade e a fatores externos. Já a externa, secundária, é desenvolvida para atender a necessidade de quem vai usar o produto em termos de informação, praticidade, além de buscar, também, o menor custo possível. O genérico tem que ter as mesmas propriedades do produto de marca, mas tem o apelo de custo para quem consome. O produto em si não tem variação, buscamos variações na redução do custo da embalagem e na padronização dentro da fábrica. Ganhamos em escala. PACK: O que se vê de tendências em embalagens para o mercado farmacêutico? Ravanini: Estamos seguindo várias tendências dentro da Sanofi. Uma das mais importantes é a retirada de copos e colheres medidas, e colocando seringas dentro dos frascos, pois a dosagem é muito mais precisa e, dependendo da idade da criança, pode ser usada diretamente. Acabamos de adquirir uma máquina totalmente robotizada para colocação dessa seringa, que vem com três robôs. O investimento foi de R$ 10 milhões para a linha completa. Nosso processo era bipartido, no qual, primeiro se enchia o frasco e depois a seringa era colocada. Essa máquina de alta produtividade faz 200 frascos por minuto. Recebe o frasco, sopra o frasco, recebe a tampa, enchedora, a tampadora, rotuladora, tudo com controle e depois outro equipamento pega as seringas em caixas e espassa por esteira. O robô coloca em outra esteira, onde tudo vai arrumadinho e vai ser empurrado dentro do cartucho. Depois tem também as codificações nos

Adquirimos uma máquina totalmente robotizada para colocação de seringa, que vem com três robôs, capaz de produzir 200 frascos por minuto. O investimento foi de R$ 10 milhões. cartuchos, empacotadora e depois um robô que coloca no pallet. A seringa é mais cara, por isso compramos a máquina para termos as soluções de melhoria e equilibrar o custo. O processo bipartido é custoso, envolve pessoas, aumenta número de processos e a máquina faz 100 unidades por minuto, geralmente. Com essa aquisição, conseguimos colocar essas pessoas em outras áreas. Estamos crescendo 10% ao ano e continuamos mantendo o número de empregos e até contratando. Também existem outras tendências. A Sanofi veio de muitas fusões e aquisições. Estamos com um projeto em andamento de padronização e harmonização de embalagens. Escolhemos sete tamanhos de blisters. Tínhamos 17 e estamos com 11. Quando tivermos poucos tamanhos, conseguiremos usar as mesmas máquinas e, assim, reduzimos os setups. Esse projeto envolve não só o Brasil, como todos os países que exportamos. Existe uma complexidade grande, pois tem a questão regulatória dos produtos. Também trabalhamos muito com frascos. Hoje temos de 40 a 50 ti-

pos e nossa meta é padronizar em 40. Outro processo é o tamanho da embalagem em cada país. Estamos analisando qual é o melhor para adotarmos um padrão. É um processo contínuo, não chegaremos ao fim, e sim reduziremos bastante até chegar perto do ideal. Nos blisters existem muitas variáveis para trabalhar. Alguns carregam informações, então as embalagens são maiores. É o caso dos medicamentos que são vendidos diretamente na gôndola, como o Dorflex. Outro fator é se a impressão é corrida ou centralizada. Quando há muita informação, não pode ser corrida. Se a informação for repetitiva, é corrida. Na centralizada, que vem com o código de barra, a impressão é mais cara, por isso não utilizamos para o genérico. Fazemos mais quando queremos passar alguma mensagem para o público final. PACK: Como você enxerga a evolução da Sanofi na produção de suas embalagens? Ravanini: Nossas embalagens estão focadas em pilares: qualidade, performance e ergonomia. ComEditora B2B

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entrevista pramos equipamentos para obter mais controle e precisão, câmeras que olham e rejeitam produtos com defeitos, leitura de materiais. Em desempenho, máquinas mais velozes e flexíveis que podem fazer um tamanho ou outro de embalagem. Outra preocupação é com a saúde dos colaboradores. Hoje, temos máquinas, robôs que participam do processo, eliminando os movimentos repetitivos que antes eram executados. Portanto, performance, qualidade e ergonomia andam juntas. PACK: Quais são as medidas adotadas para garantir a qualidade dos processos e produtos? Ravanini: Começando corretamente todo o processo e só trabalhando com fornecedores certificados. Em termos de embalagem, o maior cuidado que se tem é evitar a mistura de materiais. Aqui em Suzano temos 700 cartuchos diferentes. Por isso, usamos uma codificadora e todos os nossos materiais passam pela máquina, que lê um a um. O cartucho já vem pronto da gráfica, mas conferimos aqui. Além disso, nosso sistema de qualidade e produtos contam com o aval dos órgãos certificadores, que são o próprio governo de cada país, onde são comercializados os medicamentos da Sanofi. A fábrica de Suzano é certificada pelas autoridades europeias, da América Latina, autoridades da Ásia e a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que também é uma agência muito rigorosa. PACK: Quais são as certificações conquistadas pela Sanofi? Ravanini: Temos a certificação OHSAS (saúde e segurança no trabalho) e certificação ISO 14001 (meio ambiente). Recebemos recentemente uma homenagem daSalvador Logística por compensar o carbono no transporte de nossos materiais. Plantamos árvores 12

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correspondentes ao número de emissão de CO2 que produzimos. Vale ressaltar que nesta parte de sustentabilidade, só tratamos com fornecedores certificados. Outra medida para preservar o meio ambiente, de maneira indireta, é reduzir o tamanho das nossas embalagens. Reduzimos o cartucho e, com isso, o volume do estoque, o consumo de ar condicionado (nossos depósitos são climatizados) e também o transporte. Ao invés de transportar 100 mil caixas, podemos carregar um caminhão com 150 mil. PACK: Como vocês trabalham com a logística reversa? Ravanini: Esta discussão está sendo conduzida pelo Sindicato da indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, a Sindusfarma. PACK: Receberam alguma premiação recentemente? Ravanini: Todo ano tem uma premiação dentro da Sanofi, na França, chamada Innovation Award. Nesta edição, ganhamos um prêmio por performance na produção de blister. Conseguimos reduzir o setup de uma máquina de 500 minutos para 50. Eliminamos as etapas desnecessárias, investimos em equipamento e reorganizamos processos. Foi nosso time do Brasil que conseguiu esta conquista. PACK: Em sua opinião, qual é a principal evolução que o mercado deveria ter? Ravanini: Reduzir o tamanho das bulas. Algumas chegam a ter 1 metro. Isso representa o desmatamento de milhares de árvores. É uma necessidade regulatória, mas precisamos repensar a sistemática. INFORMAÇÕES SANOFI site: www.sanofi.com.br SAC 0800-703 00 14


lançamentos internacionais Unilever lança linha de sopas em embalagem cartonada Foto: Divulgação

Uma linha de sopas da marca Unox, da Unilever, está agora disponível, pela primeira vez, em embalagens cartonadas assépticas. As embalagens Combibloc Standard de 1 litro, lançadas no mercado holandês, são uma inovação no segmento que, até então, só eram comercializadas em latas metálicas e pouches. Para esses produtos, disponíveis

os fabricantes recebem as embalagens pré-formadas e impressas com a arte

nos sabores tomate, galinha, ervi-

do cliente. As sopas são esterilizadas pelo processo UHT e envasadas na em-

lha, creme de tomate, tomate chi-

balagem pelo topo, o que garante que as sopas, com pedaços extragrandes

nês, vegetais e variedade de abó-

de legumes, linguiça e carne, sejam envasadas de forma segura.

boras, a Unilever investiu em uma

As máquinas permitem que produtos contendo pedaços sólidos com até 25

máquina da SIG Combibloc que

milímetros de tamanho sejam envasados em embalagens cartonadas assép-

permite envasar alimentos com

ticas. No caso de fibras, elas podem ter até 40 milímetros de comprimento; e

pedaços extragrandes em emba-

a proporção de pedaços no produto pode ser de até 50%.

lagens cartonadas. O segredo está no sistema de “sleeves”, em que

Unilever, 0800-707-9977,

Desodorante stick da GeoDeo adere ao QRCode

www.unilever.com.br

A TCCD International reformulou recentemente sua linha de desodorantes GeoDeo,

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com o intuito de estreitar relações com o público ligado em tecnologia. A empresa incorporou um código bidimensional do tipo QR Code em suas embalagens para obter informações sobre os ativos listados nos rótulos dos produtos. “Sabíamos que o uso de um QRCode faria sentido para nosso consumidor, que ele gostaria de ter a informação facilmente acessível”, diz Kristi Moe, diretora de marketing da GeoDeo. A executiva diz ter visto consumidores dedicando longo tempo à leitura de rótulos em seções de produtos naturais. “Criamos um infográfico que destaca as informações mais importantes de cada ingrediente”, diz Kristi. “Quem escaneia o código enquanto está na loja, pode saber rapidamente tudo o que precisa antes de decidir a compra”, finaliza. GeoDeo, www.mygeodeo.com Editora B2B

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Bombril lança novos produtos na linha Pratice A Bombril, empresa de soluções de higiene e limpeza no Brasil, traz novidades na linha Pratice, agora com cloro ativo na formulação para reforçar a limpeza: Pratice Tira-Limo com Cloro Ativo e Pratice Limpeza Pesada com cloro. O Pratice Tira-Limo com Cloro Ativo, em embalagem squeeze de 500 ml, proporciona maior praticidade nas limpezas domésticas e foi desenvolvido especialmente para limpeza de pequenas superfícies como azulejos, portas, rodapés, boxe, tapetes de vinil, pisos frios, cortinas de chuveiro, metais, plásticos em geral e tapetes de borracha. A embalagem squeeze foi desenvolvida pela Oficina Designup e facilita o manuseio por não escapar das mãos. A empresa Brigaplast fornece as tampas e a serigrafia é feita internamente na Bombril. Já o Pratice Limpeza Pesada agora é 4 em 1, pois conta com um reforço: cloro max ativo em sua composição. Com poder branqueador, desinfeta e limpa removendo as manchas mais difíceis, além de possuir alto poder bactericida e ação limpa limo, que ajuda na remoção de gorduras e manchas escuras sem esfregar. A embalagem e rótulos foram desenvolvidos pela empresa Damver, e as tampas, pela Tappi e Brigaplast. Bombril www.bombril.com.br SAC: 0800-707-6161

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Camil comemora 50 anos com embalagem vintage Baseado no imaginário da década de 50, a Spice Design criou a embalagem comemorativa de 50 anos da Camil, que promove uma ligação sentimental entre o consumidor e o produto. “Ilustrações no estilo ‘vintage’ remetem à atmosfera e à nostalgia de uma época boa, de momentos em família, da saudável e deliciosa comida caseira e de esperança no ar”, diz Gabriela Tischer, diretora de design da Spice. A embalagem traz um selo comemorativo, criado especialmente para a ocasião, que resgata o primeiro logotipo da empresa. As cores que hoje são características de cada produto foram

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mantidas para que o consumidor se depare com um novo layout, porém, automaticamente reconheça o que está comprando. O estilo retrô permite um posicionamento diferenciado no ponto de venda, permitindo maior destaque entre as várias marcas mesmo sem necessidade do uso de materiais de promoção. Camil Alimentos, 0800133300, www.camil.com.br


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Edição Especial Danoninho traz diversão às crianças

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A Danoninho, marca petit suisse da Danone, anuncia a edição especial “Danoninho Mini Dinos – Poderes da Natureza”. Além de trazer o novo sabor amora, a iniciativa explora o personagem da marca, Dino, e chega ao mercado com Mini Dinos que vêm acoplados à embalagem do produto. A edição terá no total cinco modelos de Mini Dinos, quatro deles representando um elemento da natureza - ar, fogo, água e terra - e o quinto é o SuperDino. Cada bandeja de Danoninho terá um Mini Dino que tem o tamanho de 2,5 x 4,0 cm e são testados e aprovados pelo INMETRO. O desenho da embalagem foi desenvolvido pela agência Kong Rex; a Bemis Company confeccionou a tampa de alumínio; e a gráfica 43 S.A a imprimiu em cartonado feita em offset. Outra preocupação da Danone é com o meio ambiente,

por isso implementa tecnologias para reduzir consumo de energia, água, otimiza a logística e reduz resíduos e emissão de CO2 na produção de suas embalagens. A empresa também utiliza caixas de papelão certificadas pela FSC, possui projetos de redução da gramatura dos frascos de seus produtos e das caixas de transportes, fatores que contribuem para a redução do uso de embalagens. A edição especial de Danoninho Mini Dino´s conta com uma iniciativa de sustentabilidade em que cada código inserido no site gera um metro quadrado de Mata Atlântica reflorestada. Danone

www.danoninho.com.br/mini-dinos

0800 7017561

Davene apresenta novas embalagens de sabonetes líquidos A Davene, marca de cosméticos e cuidados com a pele, relança sua linha de sabonetes líquidos e apresenta ao público novas embalagens, aperfeiçoadas com um design moderno, que valoriza o produto e, também, permite que seja elemento de decoração dos ambientes. Outra característica é a opção refil, com menos impacto ambiental e mais economia para o consumidor. A Agência MN Design desenvolveu o design dos frascos e dos rótulos; a Engratech Tecnologia Embalagens produziu os frascos; a Alphacolor é a fornecedora dos rótulos; e a Calmar fabrica as válvulas. Os sabonetes líquidos são encontrados nas versões Limão Siciliano, Aveia e Lavanda, e nas já tradicionais Erva-Doce e Frutas Vermelhas. Davene 08007038505

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atualidades

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A Diletto, marca de sorvetes gourmet com matéria-prima italiana, traz mais uma novidade em sua linha de produtos: são cinco novos sabores de Cups, sorvetes de massa em embalagens de 500 ml que estão disponíveis nos sabores Limão Siciliano, Chocolate Italiano, Vanilla, Gianduia Piemonte e Iogurte. O Limão Siciliano é obtido a partir de um extrato especial da casca do limão combinado com o suco da fruta; o Chocolate Italiano é feito com blend premiado na Europa, à base de cacaus da Venezuela, Tanzânia, Costa do Marfim, República Dominicana e Java; o Iogurte é elaborado com iogurte fresco; o Vanilla é produzido com favas de Madagascar; e o Gianduia Piemonte, obtido a partir de chocolate ao leite italiano e pasta de avelã. Todos os sorvetes Diletto têm baixo teor de gorduras e calorias. Suas embalagens são produzidas na Europa e possuem apenas uma camada de polietileno, o que torna o copo biodegradável e mais sustentável do que os usados tradicionalmente no mercado. O material segue as exigências da legislação alemã, a mais rígida da Europa. Diletto www.gelatodiletto.com sac@gelatodiletto.com

Ouro Fino revitaliza rótulos da linha Gourmet

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Diletto lança cinco novos sabores de Cups

A Ouro Fino modernizou a identidade visual da linha de águas Gourmet, trazendo uniformidade e destacando os atributos do produto, como o baixo teor de sódio. Os novos rótulos estão nas quatro embalagens de 300 mililitros: red, blue, pink e white. “Foram feitas modernizações na linha, visando reforçar seus atributos com visual mais clean”, diz o diretor de marketing da Ouro Fino, Fábio Holmes. Ricardo Bonin foi o responsável pelo design das embalagens, a Novel Print produziu os rótulos e a Berry Plastics, as tampas.

Cooper lança leite em embalagem de vidro da Owens-Illinois Para resgatar a forma clássica de consumir o leite, a Cooper, em parceria com a Owens-Illinois, apresenta o Leite Cooper Premium em embalagem de vidro de 1 litro –produto inovador no mercado nacional para essa categoria, já que possui um sistema de fechamento a vácuo. O Leite Cooper Premium é mais saudável, pois é pasteurizado e embalado a vácuo, processo que reduz os microorganismos presentes no leite, mas mantém suas propriedades organolépticas normais (aquelas que podem ser percebidas pelos consumidores, como a cor, o sabor, a textura e o odor do leite). Por esta razão, o produto deve ser mantido resfriado, entre 2ºC e 5ºC, para sua melhor conservação, e consumido em até cinco dias após a fabricação. Além disso, o exclusivo sistema de fechamento em rosca do Leite Cooper Premium traz praticidade, pois oferece a possibilidade de fechar a embalagem várias vezes após aberta, não sendo necessário o consumo de todo o leite de uma só vez. O design da garrafa também foi desenvolvido para favorecer a praticidade do dia a dia. A silhueta anatômica e o anel de vidro embaixo da tampa favorecem a firmeza ao pegar a embalagem e evitam que ela escorregue. Cooper www.cooper.com.br.

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Owens-Illinois www.o-i.com

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Ouro Fino 0800418134 www.aguasourofino.com.br


atualidades

Lenços umedecidos Ricca: Os lenços umedecidos chegaram e conquistaram seu espaço na bolsa de muitas mulheres, e a marca Ricca, pertencente à empresa Belliz Company, investe em sua linha apresentando mais uma nova solução de embalagem no mercado. Os Lenços Umedecidos de Copo chegaram com uma roupagem fashion, criativa, colorida e prática, inédito no mercado nacional. As novidades lembram um copo de Milkshake ou um Cupcake e apresentam estampas exclusivas que remetem a uma vida doce e cheia de alegria, que fazem parte da rotina de qualquer criança e adolescente. O produto possui uma “correntinha”, podendo ser usado como chaveiro ou acessório de bolsa. Cada produto contém 30 unidades. Ricca www.bellizcompany.com.br (11) 3371-9599

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diversão nas embalagens

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vanguarda

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Instituto de Embalagem

Empresas desenvolvem embalagens que vão ao forno

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KM Packaging lançou uma nova linha de filmes que podem ser colocados no forno junto com o alimento. A linha ganhou o nome de Superguard Oven. Esses filmes foram desenvolvidos para uso em equipamentos de termoformagem (base e topo), facilitando o embalo de carnes, frangos e peixes.

A linha Superguard Oven inclui filmes para base termoformada e para a parte superior, uma vez que possui alta barreira ao oxigênio. São metalizados, transparentes e possuem efeito antiembaçante. A nova embalagem facilita o cozimento do alimento, reduzindo o cheiro no preparo e retendo a umidade do produto enquanto cozinha. O alimento ainda pode ser embalado com molho ou tempero, evitando o processo de marinar antes do cozimento de carnes e peixes. Charles Smithson, gerente de serviços da KM Packaging, explica sobre algumas vantagens oferecidas aos consumidores que utilizam as embalagens Superguard Oven como manter o tempero do produto no preparo do alimento, maior agilidade e rapidez na cozinha, além da preservação de um ambiente limpo e sem sujeira na preparação do prato.

A novidade é uma alternativa de custo e competitividade na categoria. Quando comparadas às bandejas (normalmente de alumínio) que seguem para o forno no processo de assar os alimentos, apresenta vantagens. A nova proposta, que não contém bandeja, é mais leve e atende ao apelo de sustentabilidade sendo mais benéfica ambientalmente por ocupar menos espaço. Nos pontos de venda, a nova embalagem pode ser empilhada ou pendurada, dispensando o uso de prateleira. 18

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A KM desenvolveu a embalagem em resposta a grande demanda de produtos caseiros pré-preparados que combinam ingredientes com qualidade e conveniência de mínimo preparo. Os pouches foram extensivamente testados para garantir que sua performance atenderá a demanda dos consumidores de todo o mundo.

Fonte: http://www.packagingeurope.com/Packaging-EuropeNews/52230/KM-Packaging-Launches-EasyFill-Ovenable-Pouch. html Texto adaptado por: Instituto de Embalagens

SOBRE O INSTITUTO DE EMBALAGENS O Instituto de Embalagens – Ensino & Pesquisa tem o objetivo de levar conhecimento para o setor, visando o seu avanço e crescimento. Seu trabalho consiste na coordenação e realização de cursos, encontros, treinamentos, publicações técnicas e, sobretudo, no desenvolvimento de todas as categorias de materiais, valorizando cada um individualmente e destacando os seus pontos positivos de aplicação na concepção de embalagens tecnicamente mais adequadas. Em sua história, já realizou 47 cursos de embalagens, 58 eventos, atingindo mais de 4600 profissionais, promovendo sua crença: Embalagem Melhor. Mundo Melhor!


notícias

Embaquim expande exportação de bag-in-box

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As embalagens exportadas pela Embaquim são direcionadas, principalmente, para as indústrias de alimentos, produtos químicos e farmacêuticos. No México, por exemplo, o distribuidor local, a Logispack confirma que o forte são os bags de 1.000 litros. Em produtos muito específicos, como os palatabilizantes que dão aroma para ração animal, vemos nossos clientes brasileiros indicando a Embaquim para um fornecimento

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onfirmando sua vocação para exportar, a Embaquim, fabricante brasileira de sistemas de embalagem bag-in-box (BIB), anunciou que as vendas para o mercado externo já representam 10% de seu faturamento. Como países alvo, Cristiane Horvat, gerente de exportação, cita México, Tailândia, África do Sul e Chile. “Nossos principais produtos para estes mercados são os conjuntos de 1.000 litros e as bolsas com capacidade intermediária”, afirma.

Inkjett sem sujeira, sem manutenção preventiva e sem solvente.

Cristiane Horvat, gerente de exportação.

global. Ou seja, nossa qualidade local nos credencia a participar de projetos internacionais”, comemora Horvat. A capacidade de exportação da Embaquim foi alavancada em 2012 por um aporte de R$ 500 mil na aquisição de uma nova injetora e moldes que garantiram uma performance ainda melhor em sua célula de injeção. “Com a iniciativa, a capacidade da área cresceu cerca de 50%”, aponta a diretora da empresa, Renata Canteiro. Ainda para este ano, ela anuncia outro importante investimento: a aquisição de uma extrusora que entrará em funcionamento até o final de 2013.

Informações: www.embaquim.com.br fone:

11 2066-2333

Rua Olegário Herculano, 320 – Vl. Dayse CEP: 09732-570 – São Bernardo do Campo – SP Fone / Fax: 11 4331-4490 / 0800 775 2255 www.inkjett.com.br e-mail inkjett@inkjett.com.br

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notícias

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Empresas Artecola passam a controlar maior fabricante colombiano de adesivos

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as plantas do Peru e da Colômbia, se unem à colombiana Pegatex. Na nova estrutura, a Artecola Química Peru passa a ser uma subsidiária da Pegatex Artecola S.A. Também integra o negócio a Molytec, empresa dedicada à revenda de lubrificantes e limpadores especiais da alemã OKS (Grupo Freundenberg), controlada pelos mesmos sócios da Pegatex e agora igualmente sob controle da nova empresa. A nova operação contribuirá para alavancar a receita líquida das Empresas Artecola em 2013, estimada em R$ 650 milhões, ousados 31% sobre 2012 (R$ 496 milhões). “Esta política de forte crescimento vem proporcionando diversos benefícios a nossos clientes, que contam com uma ampla oferta de serviços, ao lado do conhecimento em diferentes setores, assim como investimentos constantes em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

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Pegatex, maior operação de capital nacional da Colômbia no segmento de adesivos, agora faz parte das Empresas Artecola. Os detalhes para integração dos negócios acabam de ser finalizados, resultando na criação da Pegatex Artecola S.A., com 55% do capital sob controle da companhia brasileira. “Essa aliança posicionará a Artecola Química entre as três maiores da Colômbia em receita líquida. É um passo estratégico em nossa caminhada rumo à visão 2015, que é estar entre as três maiores e ser referência latino-americana nos segmentos de mercado em que atuamos”, comemora o presidente executivo das Empresas Artecola, Eduardo Kunst.Com a conclusão das negociações, as operações da Artecola Química na região Andina, que envolviam

Eduardo Kunst, presidente executivo das Empresas Artecola.

Tudo isso ganhará ainda mais qualidade com a incorporação das fórmulas de êxito que a Pegatex e a Molytec têm ofertado ao mercado colombiano”, enfatiza Kunst. Informações: www.empresasartecola.com.br

(11) 3538-2800


Vaivém do mercado

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SIG Combibloc concretiza investimentos em sua fábrica no Brasil

Informações: www.sig.biz/brazil/pt/sig-brasil/

Fone: (11) 3028-6744

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A Henkel, líder global em marcas e tecnologias nas áreas de Laundry & Home Care, Beauty Care e Adhesive Technologies, nomeou Jerry Perkins como o novo presidente da Henkel Mercosul. O executivo substituiu Julio Muñoz Kampff, que se aposentou após quase 30 anos de dedicação à empresa. Perkins assumiu a presidência da Henkel Mercosul no dia 1º de junho. Nascido e sediado nos Estados Unidos, o executivo é graduado em Administração de Empresas com especialização em Finanças pela Universidade Central de Connecticut e possui um MBA em Administração com especialização em Marketing pelo Instituto Politécnico Rensselear. Antonio do Vale, vicepresidente Adhesive Technologies da Henkel

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setembro deste ano; e a instalação da linha de extrusão, responsável pela laminação do papel cartão com polímero e alumínio, terminará até a metade de 2014. “Ambos os projetos concretizam o investimento anunciado inicialmente de R$ 270 milhões na planta brasileira. Além disso, inauguramos o Centro de Treinamento, onde investimos mais R$ 10 milhões”, explica Rodriguez. O Brasil é o principal mercado para produtos longa vida na América do Sul e o segundo maior no mundo, atrás apenas da China. A fábrica da SIG Combibloc em Campo Largo é responsável pela produção de embalagens de tamanhos médios - de 500 ml a 1100 ml, nos formatos combiblocStandard, combiblocMidi e combifitMidi - e pequenos - de 125 ml a 350 ml, combiblocSmall, combifitSmall e combiblocMini. A opção por esses tamanhos não é por acaso: no Brasil, 61% das embalagens comercializadas são de tamanho médio, e 39%, de tamanho pequeno. Recentemente, a SIG inaugurou seu Centro de Treinamento no Brasil, em Campo Largo (PR), com um investimento de R$ 10 milhões. Responsável por atender os clientes de toda a América do Sul, o novo espaço vai oferecer, por ano, mais de 3.500 horas de treinamento para mais de 240 participantes. O objetivo principal é dar autonomia aos clientes na operação e manutenção das máquinas, bem como nos serviços envolvidos durante a produção.

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egundo o instituto de pesquisas Canadean, em 2012, foram comercializadas mais de 13 bilhões de unidades de embalagens longa vida no Brasil. A expectativa é que, em 2018, este número supere os 20 bilhões, o que representa um crescimento de mais de 7% ao ano em unidades. Neste mercado, a Sig Combibloc encerrou 2012 com um crescimento em torno de 65% em relação ao ano anterior. “A expectativa é crescer na mesma proporção este ano, conquistando novos clientes e estreitando a parceria com os atuais, líderes regionais e nacionais”, informa Ricardo Rodriguez, diretor-presidente da SIG para a América do Sul. Entre os lançamentos, estão os sucos Dafruta e Maguary, da Ebba; sucos e chás Shefa; leite Crioulo, da Latco; leite Quatá; etc. Além disso, os atuais clientes também estão ampliando suas linhas de produtos com soluções da SIG Combibloc, como Piá e Tirol, entre outros. Para atender a crescente demanda no fornecimento de embalagens cartonadas, a empresa está concluindo as expansões da sua fábrica em Campo Largo, no Paraná. O investimento para triplicar o volume de produção, de 1 bilhão para 3 bilhões de embalagens cartonadas assépticas por ano, será finalizado em

Henkel anuncia o novo presidente Mercosul

A Henkel anunciou seu novo vice-presidente Adhesive Technologies na América Latina, Antonio do Vale. Formado em administração de empresas na Berufsakademie em Mannheim, na Alemanha, Vale faz parte da empresa desde 1985 e já ocupou diversas posições, como gerente de vendas para adesivos em embalagens flexíveis para a Europa e América Latina. Em 2012 foi nomeado diretor-geral de tecnologias de adesivos para o Mercosul. Em abril deste ano, assumiu a vice-presidência para a América Latina. Editora B2B

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Rastreabilidade, uma arma a favor da segurança de medicamentos Por: Thais Martins

Anvisa encaminha consulta pública que cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) e institui mecanismos que garantirão o rastreamento a partir do código de barras bidimensional Datamatrix, que deverá estar presente em todas as embalagens do setor Editora B2B

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redução de custos, melhor gestão de inventários de toda a cadeia e redução de perdas de receitas fiscais, contribuindo para que os impostos pagos revertam em benefícios para a sociedade. Diante disso, a Associação Europeia de Farmacêuticos de Hospitais (EAHP – European Association Hospital Pharmacists) e a GS1 assinaram um “Memorando de Entendimento” para colaboração na promoção da segurança do paciente. Nos hospitais, tratamentos personalizados são preparados na farmácia ou enfermaria e administrados nos pacientes por enfermeiras. A EAHP acredita que uma identificação completa e inequívoca do medicamento até o momento da administração é um elemento-chave para um procedimento seguro na dispensação de medicamentos. Roberto Frontini, presidente da EAHP, encoraja a adoção e harmonização dos padrões GS1 na Europa para permitir a implantação de códigos de barras de forma eficiente em todas as embalagens de medicamentos. Farmacêuticos de hospitais estarão mais envolvidos no desenvolvimento e implantação de padrões globais para códigos de barras em medicamentos e da automação do gerenciamento da cadeia de suprimentos. Essa colaboração permitirá que as duas organizações combinem suas respectivas experiências e promovam um melhor ambiente europeu de segurança ao paciente. “A EAHP quer contribuir com o processo de desenvolvimento dos padrões GS1. Produtos médicos com códigos de barras enquadrados nos padrões globais não apenas tornam os processos hospitalares mais eficientes, como impactarão positivamente na segurança do paciente ao reduzir erros de medicação”, explica Frontini. A GS1 também criou a Norma Mundial GS1 de Rastreabilidade para a Saúde (GTSH), que descreve o processo e define os requisitos mínimos, independentemente das

tecnologias adotadas, do tamanho da organização ou de sua sofisticação. A GTSH permite o máximo de interoperabilidade entre os sistemas de rastreabilidade na cadeia de suprimentos de saúde, inclusive entre fronteiras, importante para facilitar a importação e a exportação de mercadorias. “Os benefícios da automatização de processos para separação e administração de medicamentos são inquestionáveis e quem faz essa opção avança rapidamente. O código está presente em ampolas, frascos, embalagens e alguns instrumentos cirúrgicos (soro, antibióticos etc.). Quando o medicamento chega ao hospital já identificado com o código, não é preciso digitar a informação, nem reetiquetar como era prática hospitalar. Todo o caminho é rastreado pelo código GS1 Datamatrix”, detalha a assessora de negócios da GS1 Brasil, Patricia Amaral, afirmando que o Brasil está em um crescente desenvolvimento no setor da saúde, com aplicações de sucesso. Outra tecnologia de localização adotada é o RFID – Radio Frequency Identification, usada munFoto: Douglas Luccena

diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, encaminhou para consulta pública uma proposta que cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), e institui mecanismos que garantirão o rastreamento dos medicamentos. O sistema propõe que o controle comece na produção e vá até a prescrição destes produtos. Para garantir o processo, a Agência definiu que a tecnologia a ser adotada é o código de barras bidimensional Datamatrix. O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, explica que “as empresas detentoras de registro junto à Agência serão responsáveis por gerar e dispor em cada embalagem de medicamento um número chamado de Identificador Único de Medicamento (IUM), formado pelo número do registro do medicamento junto à Anvisa, contendo 13 dígitos, além do número serial, a data de validade e o número do lote”. O número serial é uma espécie de “RG” dos medicamentos, correspondente a cada unidade do medicamento a ser comercializada no território brasileiro. De acordo com a assessora de soluções da GS1 Brasil, Ana Paula Vendramini Maniero, a rastreabilidade de medicamentos parece, em um primeiro momento, um processo puramente técnico criado para atender as leis vigentes, no entanto, representa um direito do paciente. “O hospitalizado, por exemplo, receberá o medicamento certo, na dose certa, na hora certa, na rota correta. Atualmente, a cadeia de saúde enfrenta sérios problemas com relação ao controle de medicamentos, quer seja a garantia de sua autenticidade ou a sua correta aplicação”, explica a assessora. Não há dúvidas sobre a importância da rastreabilidade na cadeia de suprimentos no setor de saúde. Entre os benefícios econômicos, estão o combate à falsificação, maior confiança nas empresas e marcas,

Patricia Amaral, GS1 Brasil


Foto: Divulgação

Reinaldo Araújo Andrade, Intermec Brasil

dialmente em todos os segmentos. Nos últimos 10 anos, a inovação tinha seu foco na captura de informações precisas, garantindo que as etiquetas pudessem ser lidas em caixas ou paletas. Agora, o foco está sendo alterado para a integração do RFID e outros dados de sensores, não apenas no ambiente corporativo, mas em toda a cadeia de valor de negócios. A adoção espalhou-se por vários segmentos, entre eles o farmacêutico, e chegou a impulsionar aproximadamente US$ 11,6

bilhões no ano passado, segundo relatório do Global Extended Internet Forecast. A ferramenta de localização oferece visibilidade nas operações, identifica problemas, assim como novas oportunidades, além de registrar a cadeia de custódia em todo o percurso, desde a fabricação até as prateleiras da farmácia. Para o Gerente de Negócios para Canais da Intermec Brasil, Reinaldo Araújo Andrade, o QRCode se tornou padrão na identificação de embalagens de medicamentos

pela grande capacidade de conteúdo informacional mencionada. “O QRCode é normalmente utilizado onde é preciso condensar informações em até sete mil caracteres em um único código. Normalmente, um código impresso seja em formato – unidimensional, QRCode, Datamatrix – torna-se mais barato que um armazenado dentro de um chip, como no caso de tags. Os leitores de código de barras, fixos ou portáteis, são mais baratos que os de RFID. Porém, o que determinará a vantagem de se utilizar um ou outro sistema, envolve outras variáveis, como os processos de identificação que devem ser considerados em todas as etapas do processo. O QR Code se tornou uma obrigatoriedade em vários setores, especialmente na cadeia de itens de saúde e de alimentos”, finaliza. Informações: GS1 Brasil – www.gs1br.org (11) 3068-6229 Intermec Brasil – www.intermec.com.br (11) 3711-6770


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Embalagens de vidro: saudáveis, tradicionais e sustentáveis Por: Thais Martins

Pesquisa nos EUA e na América Latina constata que 90% dos consumidores consideram este tipo de material como o mais saudável, além de o verem como invólucro de produtos conceituados. Em 10 anos, empresas brasileiras já conseguiram redução de até 40% de peso neste tipo de embalagem 26

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vidro é um material aliado do meio ambiente, pois, além de ser inerte e não tóxico, quando reciclado, se torna vidro novamente para um novo uso e esse ciclo é infinito, podendo ser aproveitado muitas vezes sem perder os benefícios de sua composição. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), este material ocupou o quarto lugar na participação da produção física de embalagem em 2012. O estudo apontou que a indústria de embalagens possuía, em dezembro do ano passado, 7.417 empregos formais, ou 3,34% do total de postos de trabalho do setor. No primeiro dia de Congressos Técnicos da Fispal Tecnologia, que aconteceu de 25 a 28 de junho, em São Paulo, a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), e a UBE, indústria de materiais, apresentaram um panorama dos avanços e tendências para aplicação de vidro no desenvolvimento de embalagens para alimentos e bebidas. De acordo com Ana Paula Bernardes, gerente de Projetos da Abividro, no mercado brasileiro, 76% do mate-

Gian Piero Bartone, Vidro Porto 28

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rial é utilizado pelo mercado de bebidas; 17% no de alimentos; 3% no setor farmacêutico e 4% destinam-se aos mercados de higiene, limpeza e cosméticos. “O produto nos remete a embalagens premium, que proporcionam ao consumidor uma sensação estética, de conservação e segurança. É inerte, não libera bisfenol A, por exemplo”. Bernardes também apresentou uma pesquisa sobre a percepção dos consumidores nos Estados Unidos e na América Latina, no ano de 2011, na qual se constatou que 90% dos consumidores o consideravam a opção de embalagem mais saudável, outros 74% o viam como invólucro de produtos de “tradição e experiência”, 64% o associavam à sustentabilidade. “Mesmo um dos maiores entraves, seu peso é foco de avanços. Em 10 anos, empresas brasileiras já conseguiram redução de até 40% no peso de embalagens de vidro”, afirma. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o superintendente da Abividro, Lucien Belmonte, fez uma análise sobre o setor de vidro no Brasil, em comparação com o mercado internacional. Na avaliação de Belmonte, o preço no Brasil oscila dependendo do preço do gás, uma vez que quase 100% do setor utiliza hoje gás natural. “Vários países têm preços mais competitivos que o Brasil, como Turquia e México, onde o preço é de US$ 7 por milhão de BTUs. Aqui é cerca de US$ 14”. Apesar da declaração, um estudo feito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que o volume de investimentos e a balança de pagamentos na indústria brasileira geram um preço competitivo no mercado internacional. O diretor de mercado da Vidroporto, Gian Bortone, aponta que o maior segmento da empresa hoje é o de cerveja, além da atuação intensa em outros tipos de bebidas

Elcio Alvares, Mega Plast

alcoólicas, como cachaças, vodkas, licores, vinhos, entre outros. “Um de nossos investimentos é a implementação de um sistema prensado/ soprado para bocas estreitas, conseguindo redução no peso, ganho de produtividade e, contribuindo assim, com a sustentabilidade. Outra medida é a distribuição homogênea das paredes das embalagens, assim como a utilização de matérias-primas na composição que as auxiliam a não perderem resistência mecânica.” Para a Mega Plast, além do mercado de bebidas, produtos farmacêuticos, outro mercado interessante é o de cosmética e perfumaria, “que tem crescido a dois dígitos nos últimos 15 anos”, aponta o vice-presidente, Elcio Garcia Alvares. “Hoje, as embalagens de perfumes, por exemplo, estão cada vez mais sofisticadas e atraentes. Utilizamos máquinas de pintura e metalização, desenvolvidas com tecnologia francesa, que podem atender desde pequenas quantidades, com set up mais rápido e com mais precisão no acabamento e, consequentemente, com um consumo menor de vernizes e energia elétrica.” A empresa investiu recentemente


dialmente no desenvolvimento de tecnologia para fabricação do material. “Possuímos um Centro Técnico que trabalha conectado em tempo real com outros 10 centros localizados em várias partes do mundo. Cada conquista é compartilhada instantaneamente e sua aplicação é iniciada, o que nos coloca em igualdade tecnológica com o que há de mais moderno”, diz o gerente comercial da Verallia, Alexandre Mendes de Oliveira.

Luiz Genzerico, Vidraria Anchieta

em cinco novas máquinas de menor porte para atender a demanda de vários clientes e produtos diferentes ao mesmo tempo. “Antes os equipamentos maiores precisavam aguardar o término de todo o lote de produção para iniciar outro. Hoje, podemos fazer tudo ao mesmo tempo, com mais rapidez e flexibilidade”, revela Alvares. Também no segmento de perfumaria e cosméticos, está a Vidraria Anchieta, onde estão concentrados 75% de seus negócios. De acordo com o gerente nacional de vendas, Luiz Marcelo Genzerico, a empresa tem uma vasta linha de produtos Standard, que é renovada constantemente para acompanhar as tendências de mercado. “Também desenvolvemos modelos exclusivos e, aliados a isto, temos que ofertar diferentes tipos de decorações, como pinturas, silk screen e hot stamping. Nosso maquinário é composto basicamente por forno de fusão com controles eletrônicos e máquinas ‘I.S’ de oito seções em simples, dupla e quatro gotas que operam 24 horas por dia, todos os dias do ano.” O grupo Saint-Gobain, do qual a Verallia faz parte, iniciou sua produção de vidro no século XVII e, de lá pra cá, é reconhecida mun-

Na questão de sustentabilidade, a Verallia trabalha com altos níveis de reciclagem, onde o caco é o elemento de maior peso na composição do vidro. “Há casos em que utilizamos 80% de caco na produção de nossas embalagens”, detalha Oliveira. Outra iniciativa da empresa é a criação do projeto ECOVA – embalagens produzidas com tecnologia de última geração e que atendem aos mais rigorosos padrões mundiais de qualidade. “O ECOVA proporciona ganhos imediatos na cadeia de suprimentos e no ‘footprint’ de carbono. Dependendo do tipo e modelo de garrafa, observam-se reduções de peso na ordem de 10 a 15%, em média. Além disso, o cliente ganha na linha de envase, uma vez que produtos mais leves consomem menos energia das transportadoras, assim como nas caixas de papelão, tendo seu custo reduzido.” Para 2014, a empresa estima um crescimento na ordem de 7% sobre o consumo atual de garrafas de vidro, devido à Copa do Mundo e às Olimpíadas, principalmente no mercado de cerveja. Para a Nadir Figueiredo, que completou recentemente 100 anos de atividades, o mercado está aquecido. “Identificamos um grande crescimento do número de empresas investindo em embalagens de vidro mais sofisticadas, muitas migrando seus materiais para esta opção. Registramos em 2012 um aumento

Luiz Pontes, Nadir Figueiredo

de cerca de 200% no número de pedidos de desenvolvimento de embalagens personalizadas. O uso do vidro é uma estratégia muito frequente para ações de reposicionamento de marca”, explica o superintendente de embalagem, Luiz Figueiredo Vidigal Pontes. Atualmente, a empresa fabrica embalagens para molhos de tomate, água mineral, pimenta, azeites, requeijão, geleias, conservas, além de exportar copos de requeijão para o Uruguai. Por outro lado, o segmento de utensílios domésticos em vidro tem grande destaque com o copo americano, taças de cervejas e kits de petisqueiras, fabricação que deve ficar aquecida durante os meses da Copa do Mundo e Olimpíadas. Informações: Abividro - www.abividro.org.br – (11) 3255-3033 Mega Plast – www.megaplast.com.br (11) 3621-4069 Vidroporto – www.vidroporto.com.br (19) 3589-3199 Verallia – www.verallia.com.br (11) 2246-7214 Nadir Figueiredo – www.nadir.com.br (11) 2967-8800

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Codificação

Em busca da eficiência Por Zulmira Felicio

Na cadeia logística, clientes e consumidores necessitam de informações precisas e consistentes. Um atacadista, por exemplo, não pode receber mercadorias com informações ilegíveis, gerando custos e atrasos nos processos. Já as indústrias alimentícias e os laboratórios visam uma operação cada vez mais precisa. A codificação a laser pode ser a alternativa, principalmente para evitar fraudes e falsificações

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O

mercado de embalagens é exigente por si só. Em constante desenvolvimento e na busca de inovações, visa à comunicação com competitividade junto ao público consumidor. Nesse contexto, a embalagem precisa conferir a garantia dos processos aos quais é submetida, com baixo custo de manutenção, qualidade e produtividade. Neste sentido, a marcação (identificação) dos produtos torna-se requisito indispensável. Do jato de tinta de codificação à etiquetagem de sistemas existe à disposição da indústria nacional uma gama de tecnologias adequadas para codificar produtos, entre elas, as técnicas de codificação a laser. De olho nas necessidades do mercado interno e realizando investimentos contínuos, de modo a conferir inovações e trazer tecnologias segundo as demandas, a Sunnyvale mantém o mercado brasileiro muito próximo das técnicas mundiais de codificação. Hoje, a empresa representa 20 marcas (Domino, Saccardo, Bizerba, Foxjet, Sic, Fuji, Tavil, Trojanlabel e Anritsu, entre outras) e mais de 90 equipamentos. “Nosso cliente pode otimizar aportes, pois encontra em um único fornecedor soluções que contemplam vários processos da produção. Temos itens para atender a inspeção do produto, verificação de peso, embalagem e codificação. No mercado há empresas que comercializam um ou outro equipamento”, explica o diretor comercial Kleber Miranda, enfatizando o diferencial da Sunnyvale. No que se refere à codificação para embalagens, a empresa possui clientes em diferentes segmentos, como as indústrias alimentícia, cosmética, farmacêutica, entre outras que necessitam do sistema no produto embalado. “Trabalhamos com distribuidores espalhados

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pelo País. Como representamos as marcas no Brasil, nosso objetivo não é o mercado externo, onde há outros representantes ou até mesmo atuação própria dessas marcas. Representamos a Domino, conhecida mundialmente em mais de 120 países, sendo que a codificação a laser da série D desta empresa é o nosso principal item”, acrescenta Wagner Gennari, gerente comercial da divisão de codificação da Sunnyvale. De acordo com Gennari, a Sunnyvale comercializa três modelos com marcação permanente. São eles: Domino D120i (10-watt), D320i (30-watt), e D620i (60watt) com um novo scanner significativamente menor, proporcionando economia de espaço e contribuindo para integração na linha produtiva. Os modelos incorporam a tecnologia inteligente i-Tech, concebida para permitir que as linhas de produção tenham tempos de parada reduzidos, custos baixos e mais eficiência. Visando conferir maior visibilidade à codificadora a laser D320i da Domino, a Sunnyvale esteve presente na Fispal deste ano, oportunidade em que destacou ao mercado as codificadoras de alta resolução da FoxJet, além da linha das embaladoras e o robô para paletização que complementa as soluções no chão de fábrica. Atuando há 35 anos na comercialização e fabricação de equipamentos para codificação industrial, inspeção de produtos acabados, equipamentos para embalagens, injetoras e robôs de paletização, a Sunnyvale destaca-se inclusive com equipamentos de codificação voltados às demandas do mercado farmacêutico, principalmente na questão da rastreabilidade, tema que ganhou mais força depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) encaminhou

Foto: Divulgação

Codificação

Wagner Gennari, da Sunnyvale.

para consulta pública a proposta que cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (Lei 11.903/2009). Especificamente para a indústria farmacêutica, a empresa tem as codificadoras Domino que atuam com leis de rastreabilidade como na Turquia, referência neste setor. “São equipamentos em conformidade com o CFR 21 parte 11 e GAMP 5, normas específicas que garantem validação dos processos e que definem as boas práticas. As codificadoras imprimem o Datamatrix com Grade A, uma especificação da Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil), única responsável pelo desenvolvimento e aplicação de padrões globais de identificação”, explica Gennari. Realidade distante Para garantir a rastreabilidade perfeita, a 3M, empresa global de tecnologia diversificada, não mede esforços a fim de que seus clientes exportadores não enfrentem problemas de identificação com produtos embarcando para outro continente. “Ao mesmo tempo em


Neste sentido, a marca está presente nas indústrias em geral, principalmente as que integram os setores alimentício, de higiene e limpeza, cosmético e farmacêutico. Operando no mercado de identificação para embalagens secundárias desde 2000, a empresa começou com sistemas de codificação inkjet, agregando ao portfolio, a partir de 2003, a identificação por meio de etiquetas, sendo pioneira em BOPP. “Hoje os equipamentos de codificação representam 20% das soluções da empresa para identificação”, informa Dennise.

mas devido ao custo da tecnologia, ainda continua sendo uma realidade distante.

Foto: Divulgação

que conhecemos grande parte das exigências do mercado, entendemos que cada cliente é único e possui necessidades específicas. Assim sendo, a empresa atua no segmento de identificação para embalagens secundárias de acordo com o objetivo de cada parceiro”, ressalta Dennise Delbue, gerente de produtos da divisão de Sistemas de Empacotamento da 3M.

“A codificação ou identificação por etiquetas confere melhor qualidade de impressão, consequentemente de leitura do código de barras ou QRCode, inclusão de logos, imagens, textos, além da opção do uso de etiquetas coloridas”, enumera Dennise. Ainda, segundo a gerente, caixas de papelão reciclados, constituídos por diferentes substratos, precisam empregar etiquetas com qualidade de impressão, principalmente dos códigos de barras, garantindo a ancoragem de uma impressão sem falhas ou desfocada. Atualmente, as indústrias cami-

Dennise Delbue, da 3M.

No que diz respeito às tendências, a executiva aponta que o mercado está cada vez mais exigente, principalmente em sua cadeia logística até o usuário final. Os consumidores desejam informações precisas e consistentes e, paralelamente, a logística do produto necessita ser eficiente, ou seja, um atacadista não pode receber cargas de mercadorias com informações ilegíveis, de modo a devolvê-las ou ter que reprocessar as informações, gerando custos e atrasos no processo. A exigência da qualidade continua sendo uma forte tendência dentro das indústrias, com investimento em processo que garanta a efetividade, favorecendo a diminuição de custos com manutenção ou troca de equipamentos por não manter o mesmo desempenho nos anos subsequentes. Nesse aspecto, o RFID (Radio Frequency Identification), ou identificação por radiofrequência, é uma tendência de mercado, Editora B2B

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Foto: Divulgação

Codificação PAF lex, da 3M. Equipamento Print & Apply

nham para o aumento da produtividade em suas linhas de produção, necessitando assim de processos ágeis, eficazes com ótima visualização das informações. No entanto, algumas soluções disponíveis não conseguem atender às necessidades da aplicação em uma embalagem secundária devido à velocidade e ao tamanho necessário da impressão, sendo esta limitada a pequenos caracteres e poucas informações. Por este motivo, a 3M realiza investimentos para o desenvolvimento de equipamentos aplicadores de etiquetas ou Print&Apply. Figurando entre as líderes no mercado de identificação, a 3M também marcou presença na Fis-

Patenteado

assim como rastreabilidade de produtos, como em garrafas PET, cosméticos e medicamentos. “Nossa tecnologia patenteada garante velocidade de marcação até 100 mil produtos por hora, maior contraste e nitidez da codificação e durabilidade do equipamento”, esclarece Antonio Bucino Neto, gerente de marketing da empresa.

Desde a década de 80, a Markem-Image, fabricante mundial de soluções para identificação e rastreamento de produtos, oferece ao mercado equipamentos para codificação a laser e marcador para o setor de embalagem, registrando crescimento em alguns subsegmentos. A meta da empresa é conferir boa qualidade de impressão,

Presente em todos os continentes através de suas mais de 30 subsidiárias, a empresa desenvolveu a SmartLase Code Technology (patente registrada) que torna “a SmartLase Série C, a mais veloz do mercado e com o melhor contraste de codificação”, afirma Bucino. O equipamento também foi exposto na última Fispal.

pal 2013 com o PAFlex. Trata-se de um equipamento Print&Apply, criado a partir da demanda de mercado, que trabalha em alta velocidade, flexibilidade para impressão dos diferentes layouts e tamanhos de etiquetas, além de possuir fácil operação.

Foto: Divulgação

Novidade

Sunnyvale representa hoje 20 marcas, entre elas a Domino

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“A utilização de tecnologia a laser tem crescido significamente em função de duas características principais: marcação de qualidade, sem consumíveis nem materiais controlados, e definitiva. Por isso, sua aplicação é procurada por laboratórios e indústrias alimentícias que buscam uma operação cada


Além da já conhecida utilização de equipamentos a laser com tecnologia CO2, cada vez mais, difunde-se o emprego de aparelhos a laser com tecnologia estado sólido, como os laser de fibra com marcação de embalagens flexíveis, com alta qualidade e sem perfuração, que conferem maior vida útil ao produto. Na edição deste ano da Fispal, a empresa expôs três modelos: dois CO2 e um estado sólido. Foram eles: VJ3020 (equipamento de entrada na tecnologia com 10W de potência e capacidade de impressão em vários tipos de materiais), VJ3320K (equipamento tecnologia CO2 com 30W de potência e longitude de onda 9,3 micras, ideal para marcação em garrafas PET e alguns outros plásticos) e VJ 7310.

Foto: Divulgação

vez mais precisa, livre de materiais inflamáveis e controlados, com marcações de alta qualidade, evitando fraudes e falsificações”, exemplifica Paulo Monteiro Machado, diretor de Produtos América Latina da Videojet, empresa cujas vendas de equipamentos a laser no ano passado representaram 16% de todas as vendas de produtos para codificação no mercado de Consumer Package Goods (CPG).

SmartLase Série C, da Markem-Image

todos os países da América Latina e em localidades remotas como Paramaribo, no Suriname”, completa. A Videojet lançou seu primeiro laser em 1984 e, em 2004, adquiriu uma das líderes mundiais de mercado em codificação/marcação a laser, a alemã Alltec.

Sunnyvale www.sunnyvale.com.br (11) 3048-0147 3M do Brasil. www.solutions.3m.com.br 0800 013 23 33 Markem-Imaje. www.markem-imagem.com.br (11) 3305-9455 Videojet do Brasil. www.videojet.com (11) 4689-8800

Detendo quase 50% de participação do mercado do segmento de codificação a laser, a Videojet tem desenvolvido equipamentos com o objetivo de manter a linha de produção operando o maior tempo possível. “Podemos oferecer essa tranquilidade aos clientes, pois optamos pelo uso de peças de qualidade e performance, software de controle que monitora os principais componentes, identificando e antecipando condições de falhas, além de uma rede de serviço treinada e distribuída”, argumenta Machado, enfatizando que, dentre os principais parceiros da empresa, figuram as indústrias de cosméticos, farmacêutica, bebidas e alimentos. “Possuímos clientes em todo o mundo, em Editora B2B

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especial

As novas fronteiras da Impressão Digital

Assunta Napolitano Camilo*

Fomos à Israel em junho, a convite da HP Indigo, para conhecer as novas fronteiras da impressão digital. Como disse o fundador da empresa, Benny Landa: “tudo o que puder ser digital, será e impressão não será uma exceção”

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Instituto de Embalagens participou do evento organizado pela HP que apresentou a um seleto grupo de profissionais (cerca de 400 executivos e empresários), do mundo inteiro sua nova plataforma de impressão digital. Do Brasil, participaram mais de 15 profissionais interessados em entender a nova tecnologia e conhecer de perto a qualidade da impressão e a flexibilidade de alteração de serviços. O tour começou em Tel Aviv e seguiu para Ness Ziona (onde ficam os escritórios e áreas de R&D da HP). No outro passeio os convidados conheceram Kiryat Gat, cidade onde se fabricam as máquinas e as tintas Eletroink. Além das visitas às principais cidades e pontos turísticos do país, tivemos a oportunidade de participar de palestras com executivos reconhecidos mundialmente, como o caso do palestrante da Coca Cola, que explicou o projeto dos nomes nas embalagens da empresa, quando utilizaram a nova tecnologia. Além dos executivos, o público também contou com apresentações de consultorias internacionais que demonstraram as inúmeras possibilidades que se abrem para a indústria de consumo e de embalagens com a nova tecnologia. Na palestra do ex-executivo da Procter & Gamble, Mike Ferrari reafirmou que os 36

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cinco desafios da embalagem agora são atender as demandas: Globalização, Velocidade, Relevância, Competitividade e Sustentabilidade. Desta forma, as empresas que não se prepararem para entregar globalmente, produtos relevantes, competitivos no tempo adequado e de forma sustentável, ficarão fora do jogo. As novas impressoras digitais da HP Indigo para embalagens de papel cartão (série 30000) e de flexíveis (série 20000), agora em grandes formatos (750mm por 530mm) ou bobinas de até 30 polegadas por 29 polegadas de passo, permitem impressão em alta resolução sem necessidade de custos de set up e quase não apresentam perdas de material para ajustes. São equipamentos especialmente desenvolvidos para atender o desafio de entregar lotes cada vez menores e variados num menor tempo. Na visita à fabrica, os presentes tiveram a chance de ver as máquinas rodando, conhecer a linha de montagem e a fábrica de tintas EletroInk, um dos fatores de sucesso da nova plataforma. No balanço geral já estão operando 10 máquinas rodando em vários países, como Inglaterra, Israel, Estados Unidos, China entre outros (dentro do mercado de embalagem) A novidade trata-se de uma impressão indireta como no processo off set, só que sem a necessidade de chapas e com a transferência de

uma só vez (todas as cores de uma única vez conhecida com One Shot Color), o que garante a precisão do registro, mesmo com sete cores (utilizando a tecnologia de tintas EletroInk da própria HP). O equipamento pode receber o papel cartão do palete tradicional do mercado e se integra perfeitamente com as máquinas de acabamentos. O papel cartão pode ter até 600 microns sem ou com primers, ou já estar metalizado ou com outras aplicações na superfície. Para as embalagens flexíveis, a impressão (frente ou verso) pode ser em praticamente qualquer substrato: papel, alumínio ou filme; desde espessuras de 10 micra até laminados, nela entra e sai bobina em condições de seguir para outros equipamentos de corte ou outros tipos de acabamentos ou laminação, integrando se ao processo normal e comum da indústria. As tintas são produzidas conforme as boas práticas de produção, ou GMP, e assim os produtos podem ter contato indireto com alimentos, e estão aprovados pelas normas mais importantes do mundo como FDA, dos EUA e as da EUPIA da Europa entre outras. competitividade: o grande

diferencial da tecnologia, o

verdadeiro “x” da questão A ideia óbvia é possibilitar às empresas atenderem as novas necessidades do mercado no sentido de


Foto: Divulgação

entregarem lotes menores e mais diversificados ou com alterações frequentes, além de lotes pilotos para testes de mercados ou promoções. Mais do que isso, esta tecnologia libera as máquinas convencionais para trabalhar de forma mais competitiva em jobs maiores. Desta forma, a empresa como um todo fica mais competitiva e apta a participar de vários e novos mercados. Sabemos que a curva de custos da impressão tradicional (seja off set, flexografia ou rotogravura) inicia-se num ponto B, com os custos de preparação de chapas, placas ou cilindros, além do tempo para o ajuste ou set-up. Daí a medida que o serviço “roda” a curva de custos por metro quadrado vai crescendo numa curva lenta, portanto, quanto maior a metragem ou tamanho do serviço e trabalho o custo por metro quadrado fica melhor, já que há a “diluição” do custos inicial. Na impressão digital, os custos e tempos iniciais são menores, representado pelo ponto A do gráfico, porém, a curva de custos por metro quadrado cresce mais acentuadamente. O ponto “X” é o ponto de cruzamento das duas curvas e representa o tamanho de lote ideal para rodarmos numa ou noutra tecnologia. Correto? Parcialmente! Há que se considerar outro importante aspecto: o atendimento no “timing” do cliente, ou seja, dentro do prazo que ele precisa e mais do que isso, a

importância da competitividade da empresa de embalagens. Este sim é o verdadeiro “X” da questão. É de suma relevância a liberação das impressoras convencionais para a produção de lotes econômicos. Os grandes pedidos, ocupando-as de forma inteligente e economicamente sustentável, é uma grande contribuição da impressão digital para melhorar a competitividade geral da empresa! A inteligência está na

complementariedade dos processos!

No Brasil, a tecnologia deve chegar ainda este ano. A HP deve instalar um equipamento para oferecer ao mercado a possibilidade de conhecer a tecnologia, testar seus produ-

Custos de Produção

Impressão Convencional Impressão Digital Tamanho do Lote

tos e acompanhar a evolução de perto. É importante acompanharmos a evolução desta nova tecnologia, pois é uma alternativa para complementar a opção de impressão off set, rotogravura ou flexografica, que deve continuar a crescer a medida que a diversidade dos lotes aumentam. As amostras que pudemos acompanhar em produção, mostram que a impressão digital atingiu qualidade compatível com a off set ou rotogravura em termos de registro e de fidelidade de cores sólidas, além de mínimas e máximas excelentes. Impressão mais rápida para lotes menores promove empresas mais competitivas e isso é muito bom para um mundo melhor e mais diversificado. Crédito: Assunta Napolitano Camilo: Diretora da FuturePack - Consultoria de Embalagens e do Instituto de Embalagens - Ensino & Pesquisa. Profissional de embalagens há 30 anos. Pesquisa feiras e PDVs do mundo desde 1986. Articulista, professora e palestrante internacional de embalagens. Coordenadora dos livros: Embalagens Flexíveis; Embalagens de Papelcartão; Guia de embalagens para produtos orgânicos; Embalagens: Design, Materiais, Processos, Máquinas & Sustentabilidade. Coordenadora do Kit de referências de Embalagens. Membro do Conselho Científico-Tecnológico do ITEHPEC

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Analice Fonseca Bonatto

LEITURA

ENTREVISTA |Thais Fagury, Abeaço

Em comemoração ao seu aniversário de 10 anos, a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) lança o livro “Lata de Aço - 100 curiosidades da embalagem que revolucionou o processo de armazenamento”, distribuído aos parceiros e amigos da entidade. Em entrevista para a Pack, Thais Fagury, gerente executiva da Associação, fala sobre as vitórias da Abeaço durante sua década de existência e os principais desafios que o setor enfrentará nos próximos anos. Como nasceu a ideia do livro?

Quais são as grandes vitórias da Abeaço no setor e os principais investimentos e apoio às iniciativas de gestão ambiental? Criada em maio de 2003, a Abeaço é uma entidade sem fins lucrativos que reúne a cadeia produtiva do setor de Latas de Aço do Brasil: fabricantes da matéria-prima, de embalagem e de equipamentos para envase e fabricação de embalagens de aço. Durante os 10 anos, desenvolvemos diversas ações de conscientização do consumidor, como campanhas em rádio, revistas, jornais, TV e internet. Criamos o programa de educação para o consumo consciente: “Aprendendo com o Lataço”, que já atendeu mais de 200 mil crianças e adolescentes; fundamos a Associação Prolata, que promove reciclagem e está à frente

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Editora B2BB2B Editora

Fotos: Divulgação

A partir da demanda de diversos consumidores de latas que sempre nos faziam perguntas curiosas sobre a história da lata, evolução etc. A Abeaço resolveu, então, reunir 100 curiosidades em um livro, para compartilhar conquistas e comemorar seus 10 anos. Dividida em sete capítulos – História, Tecnologia, Gastronomia, Sustentabilidade, Curiosíssimas, Cultura e Saúde -, a obra é mais uma importante fonte de conhecimento e um presente para todos os amigos da lata de aço.

das negociações com o governo para o estímulo ao retorno correto das embalagens pós-consumo. Também unimos esforços aos fabricantes com a criação do projeto Vila do Aço, Congresso de Embalagens de Aço e o prêmio do setor. Além disso, desenvolvemos estudos, ciclos de palestras, encontros de confraternização, informativos, livro histórico do setor, entre outras atividades. Quais os principais desafios que o setor enfrentará nos próximos anos? O principal desafio das empresas do setor de embalagens metálicas é a concorrência com materiais menos nobres e mais baratos. A

indústria envasadora está bastante pautada por menores custos, o que acaba estimulando a migração de parte da produção para outros sistemas de embalagem que, na maioria das vezes, são menos eficientes e eficazes no acondicionamento de produtos. Lata de Aço - 100 curiosidades da embalagem que revolucionou o processo de armazenamento.

Autor: Escrito pela Press à Porter Gestão de Imagem sob coordenação da Abeaço Tiragem: 1.000 exemplares Número de páginas: 106


pack leitura

DICA DO ESPECIALISTA Livro indicado por Pedro Waengertner, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios em Marketing Digital da ESPM.

Foto: Divulgação

A Startup enxuta – O livro apresenta a abordagem criada por Eric Ries para melhorar o índice de sucesso dos produtos inovadores: a startup enxuta. Depois de constatar que a grande maioria das startups fracassa, o autor criou um método para medir se um projeto/produto possui público e lhe dá ferramentas para que ele possa ter vida longa. Por meio de histórias reais de sucesso e fracasso de empreendedores, os leitores podem aprender como investir no negócio de forma correta. Ries descreve o plano para que qualquer pessoa, ou empresa, possa executar os princípios fundamentais da startup enxuta em qualquer projeto. Autor: Celso Negrão e Eleida Pereira de Camargo Autor: Eric Ries Editora: LeYa Número de páginas: 288 Preço: R$ 39,90

DESTAQUE

Autor: Maria Sônia Madureira de Pinho Editora: Papel & Tinta

Foto: Divulgação

Domingos Tótora – A Verallia, divisão de embalagens de vidro do grupo Saint-Gobain, patrocina o primeiro livro de Domingos Tótora, artista plástico e artesão nascido em Maria da Fé, cidade mineira na serra da Mantiqueira. Neste livro, o leitor pode conhecer o trabalho do artista que cria móveis e objetos de papelão reciclado. Além desta ação, a Verallia participa de campanhas com cooperativas parceiras da reciclagem, funcionários e moradores para divulgar e estimular a coleta seletiva de lixo e de esclarecer a importância do vidro como produto 100% reciclável.

Número de páginas: 200 Preço: R$ 90

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Especial Fispal Tecnologia

O ano começa agora para empresas do setor alimentício “A Fispal participa ativamente da evolução da indústria nacional de alimentos e bebidas, sendo a principal feira para as empresas do setor. Estamos sempre nos renovando, este ano recebemos um número expressivo de 86 novos expositores.” É com esta frase que a diretora da Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Embalagens, Processos e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas, Clélia Iwak comemora a 29ª edição do evento, que reuniu, entre os dias 25 e 28 de junho, no Pavilhão do Anhembi (SP), mais de 64 mil visitantes e decisores qualificados de compras, e mais de duas mil marcas nacionais e 100 internacionais, de 16 países. Em quatro dias de evento, foi possível conhecer pelos pavilhões do Anhembi as novidades e inovações em máquinas, equipamentos e produtos. Empresários e especialistas atuantes em todos os setores da indústria de embalagens para alimentos e bebidas também tiveram a oportunidade de participar dos congressos que aconteceram durante a feira, no Holiday Inn Park Hotel. Entre os assuntos discutidos, estavam as estratégias para redução de custo operacional, otimização da produção e inovação da indústria, operações industriais e desenvolvimento de rótulos e embalagens. Na plenária de abertura, os executivos Carlos Eduardo Gouveia, da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos e para Fins Especiais (ABIAD); Hélvio Collino, da Associação Brasileira da Indústria de Ingredientes 40

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Fotos: Paulo Vargas - Studio F Imagnes

Por: Thais Martins

(ABIAM); Luis Madi, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL); César Borges de Souza, vice-presidente da Caramuru Alimentos; e Emilio Marques Jr., CFO para América Central e do Sul da Tetra Pak, discutiram os entraves e melhores práticas para aumentar o valor agregado dos produtos processados para exportações. Tendências No primeiro dia de Congressos Técnicos da Fispal Tecnologia, a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), e a UBE, indústria de materiais, apresentaram um panorama dos avanços e tendências para aplicação de vidro e náilon no desenvolvimento de embalagens para alimentos e bebidas. De acordo com Ana Paula Bernardes, gerente de Projetos da Abividro, no

mercado brasileiro, 76% do vidro é utilizado pelo mercado de bebidas; 17% no de alimentos; 3% no setor farmacêutico e 4% destinam-se aos mercados de higiene, limpeza e cosméticos. “O vidro nos remete a embalagens premium, que proporcionam ao consumidor uma sensação estética, de conservação e segurança. É um material inerte, que não libera bisfenol A, por exemplo.” Bernardes apresentou uma pesquisa sobre a percepção dos consumidores nos Estados Unidos e na América Latina, no ano de 2011, na qual se constatou que 90% dos consumidores consideravam o vidro a opção de embalagem mais saudável, outros 74% viam o vidro como invólucro de produtos de “tradição e experiência”, 64% associavam o material à sustentabilidade. O vidro permite o reuso, e é 100% reciclável. Mes-


mo um dos maiores entraves do vidro, seu peso é foco de avanços. Em 10 anos, segundo a gerente de Projetos, empresas brasileiras já conseguiram redução de até 40% no peso destas embalagens. O uso da poliamida ou náilon na indústria de embalagens também vem ocupando uma parcela importante no mercado brasileiro e mundial. Na palestra de Carlos Catarozzo, engenheiro e executivo de Vendas e Marketing para América Latina da UBE, ele traçou uma linha estabelecendo a trajetória histórica do metal para o vidro, do vidro para plásticos rígidos e então para os flexíveis. Catarozzo também apresentou outras tendências produzidas com poliamida que devem ganhar espaço nas prateleiras: bag-in-box, espécie de garrafa flexível na qual se comercializam vinhos, com resistência e manutenção do aroma; milk bags, leite tipicamente de saquinho, mas com tecnologia de processamento UHT; e embalagens inteligentes

para, por exemplo, armazenamento de queijos. Abeaço A Associação Brasileira de Embalagem de Aço contou com um espaço especial na Fispal, a Vila do Aço, com o intuito de mostrar as novidades de seus associados e reforçar a principais características do material como embalagem. “A Fispal é uma feira importante para posicionar as latas de aço como uma das melhores opções de embalagens para o mercado de alimentos, bebidas, tintas, químicos, entre outros”, afirma Thais Fagury, gerente executiva da Abeaço. Aleusa A Aleusa Brasil investiu na tecnologia Thermal Ink Jet, com destaque para o sistema de baixo custo e alta performance Anser U2. Implementado em mais de 80 países, utiliza cartuchos de tinta para superfícies porosas e não porosas, realiza marcações com até 12,7mm

de altura e conta, ainda, com um modelo especial que permite impressões de até 50mm de altura. Artecola Entre as inovações da Artecola Química, estão os adesivos para rotulagem que facilitam a lavagem de garrafas retornáveis. Também foram apresentados os adesivos à base de poliolefinas, com foco no fechamento de caixas. “O mercado de papel e embalagem é importante em nossa estrutura. A Fispal fortalece nossa presença neste setor, especialmente no segmento alimentício, onde atuamos fortemente”, diz o diretor Evandro Kunst. Baumgarten Produtos inovadores e sustentáveis foram os destaques da Baumgarten Gráfica na Fispal. Ao todo foram 17 lançamentos nas linhas de rótulos autoadesivos, magazine, termoencolhíveis, embalagens termoformadas, entre outros. “Nosso trabalho fica em exposição durante

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Especial Fispal Tecnologia

Thais Fagury, gerente executiva ABEAÇO

Fotos: Divulgação

quatro dias, por meio dos produtos e profissionais presentes. Conseguimos dar ainda mais visibilidade à empresa e, consequentemente, trazer resultados positivos, como novos clientes e expansão dos negócios com os que já fazem parte da carteira”, destaca o presidente Ronaldo Baumgarten Jr. Bosch Rexroth A empresa apresentou toda sua expertise para o mercado de embalagens e alimentos, por meio de produtos de alto desempenho e que proporcionam rápidas alterações de estrutura, aumento de produtividade e redução no consumo de energia. Um dos destaques foi o Manipulador Cartesiano, equipamento que utiliza a versatilidade do sistema de manipulação por módulos lineares (Easy Handling) e aplicação de sistema interativo (Open Core Engineering). Diadema Embalagens “Estamos nos consolidando no fornecimento para os mercados de atomatados, utilizando tanto folha de alumínio, como diferentes combinações de filmes alta barreira. Investimos também nos stand-up pouche para tintas decorativas; na linha de café, tanto almofada como vácuo, utilizamos novos efeitos como fosco/brilhante e novas combinações de pigmentos; nas linhas promocionais inserimos figurinhas autoadesivas”, aponta o diretor Comercial & Suprimentos, Antonio Adão. Festo 42

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Evandro Kunst, Artecola

A multinacional alemã, presente há 45 anos no mercado de automação industrial, mostrou no evento soluções específicas para cada necessidade de aplicação na indústria, desde o desenvolvimento e a montagem até a instalação e start-up. “A Fispal é importante para nós por reunir os principais players do setor. Estamos satisfeitos com o número de visitantes em nosso estande. Tivemos uma boa visibilidade e os contatos realizados nos ajudarão com o fechamento de algumas negociações”, comemora o diretor de Vendas e Marketing, Carlos Padovan. Gysscoding Há seis anos no mercado de codificação industrial, a Gysscoding lançou na Fispal novas impressoras industriais, tanto nas linhas de termo transferência, a 25XLI com área de impressão de 30 mm x 40 mm, como na linha de Ink-Jet, a impressora jato de tinta EC-JET 230, com capacidade de três linhas de impressão 7x5mm ou 04 linhas 5x5mm. “Por ser a maior da América Latina neste segmento, a feira traz como retorno do investimento grandes contatos e negócios”, afirmam Emerson Gyenge, diretor comercial e Maristela Martins, supervisora comercial. Haver&Boecker O estande da empresa contou com exposição de ensacadeiras e equipamentos de paletização para a indústria de alimentos e bebidas. “Fizemos novos contatos e nos relacionamos com antigos clientes

Ronaldo Baumgarten Jr, Baumgarten

do mercado alimentício durante a Fispal, o que é muito importante para nós, pois foi possível mostrar nossas soluções completas para ensacamento deste setor”, diz Rodrigo Campos, diretor da Haver&Boecker Latinoamericana. Henkel A empresa aproveitou a Fispal para apresentar ao público diversas novidades: o lançamento de adesivos para a indústria de embalagens para alimentos, atendendo questões de sustentabilidade e segurança alimentar; produtos Loctite para laminação flexível; a linha Aquence-XP para rotulagem; adesivos hotmelt Technomelt; além de anunciar a parceria com a Nordson para desenvolvimento de novas tecnologias. “Avaliamos a Fispal 2013 como excelente. A feira teve muita participação da indústria e, por isso, nossas expectativas para fechamento de novos negócios são grandes para os próximos meses”, prevê Salvador Alvarado, Gerente de Adesivos Industriais para América Latina. Indumak A Indumak, empresa de acondicionamento do Brasil, esteve em dois estandes apresentando sua linha de empacotadoras, enfardadeiras, o exclusivo robô paletizador, além do lançamento das empacotadoras Lince 4 e Míni. “Também foi uma oportunidade da Indumak comemorar o cinquentenário em um ambiente de muito profissionalismo, mas também de maior intimidade com os


Rodrigo Campos, Haver & Boecker

clientes e parceiros”, avalia o diretor-presidente, Gelson Renato Schmidt. Krones A empresa destacou na Fispal o seu conceito global Creating Value, mantido por três lemas: “Adicionando valor com soluções eficazes”, “Respeitando valores com diálogos efetivos” e “Garantindo valor para um futuro promissor”. De acordo com o diretor comercial da Krones do Brasil, Silvio Rotta, a feira foi uma oportunidade de estreitar relacionamentos e “responsável por promover encontros para escutar as demandas de seus clientes e avançar no desenvolvimento de novos negócios”.

Silvio Rotta, Kronnes

ting da Markem-Imaje Brasil. Optima do Brasil Para a Optima, a feira foi uma oportunidade de receber clientes e prospectar novas oportunidades no mercado, além de ser uma vitrine para expor mundialmente suas novidades. “Este ano, a grande novidade são as cápsulas de café. Na Europa, a Optima já é referência de equipamentos para confecção das cápsulas e agora iremos desenvolver este mercado na América Latina”, apontou Rolf Geissinger,

Antonio Buccino Neto, Markem

diretor-geral da Optima do Brasil. PackFORM “A Fispal proporcionou consolidar nosso posicionamento no mercado como referência na Engenharia de Final de Linha para o Brasil e América Latina. O investimento que fizemos foi amplamente compensador, agregando solidez ao nosso relacionamento com clientes, parceiros e fornecedores”, comemorou o diretor Rogério Valera Rialto. A empresa apresentou sua linha de encaixotadoras e sistemas

Markem-Imaje A Codificadora SmartLase C350, da Markem-Image, foi um dos produtos de maior interesse no estande da marca durante a Fispal. O equipamento opera com tecnologia a laser e realiza linhas, curvas e pontos com uma perfeita qualidade de impressão, resultando em um desempenho de marcação 30% superior em relação aos padrões de mercado. “Apesar do contexto (manifestações, Copa, PIB baixo), a Fispal superou o ano anterior e mostrou a busca da indústria por ganho de produtividade e competitividade. Realizamos mais e melhores negócios, incluindo importantes vendas de lançamentos, como o CIJ 9222 e SmartLase Série C”, revelou Antonio Buccino Neto, gerente de MarkeEditora B2B

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Especial Fispal Tecnologia

Rogério Valera, PackForm

automáticos. Promáquina A Promáquina lançou oficialmente no mercado a nova Série de Envasadoras PR – ELMV. Principal diferencial tecnológico é a utilização de medidores de vazão para a dosagem do volume desejado. “17 anos seguidos na Fispal Tecnologia demonstram o quanto valorizamos a presença da Promáquina no evento. Sabemos o valor de um contato tão direto e completo com o mercado, reforçar parcerias que felizmente têm a mesma ‘idade’ e estabelecer novos contatos de sucesso”, afirma o coordenador de Marketing, Vinícius Scavazini. Raumak A Raumak expôs em seu estande produtos de robótica e paletização para atender às necessidades de customização dos diversos setores produtivos. “Estamos comemorando o sucesso de público e de negócios fechados durante a Fispal, o que vem reforçar a qualidade de nossos equipamentos, serviços e de nossos profissionais”, ressalta Kreis Junior, presidente do Grupo. Salazar A empresa vem inovando no segmento de codificação, aumentando sua linha de produtos, desde codificadores Ink Jet e laser de última tecnologia, até equipamentos manuais para pequenas produções. “Durante a feira, focamos em nossas soluções para marcação em caixas Limitronic, que, além de marcar, datar e personalizar 44

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Kreis Junior, Raumak

caixas, também substitui a utilização de etiquetas, reduzindo o custo da impressão e mão de obra”, detalha o diretor Wilson Salazar Navas. SIG Combibloc A SIG lançou na feira sua campanha com foco em inovação, por meio de três novos produtos: combidome, drinksplus e combiblocEcoPlus. Entre suas principais novidades, estão as embalagens cartonadas assépticas para alimentos e bebidas. “Temos o compromisso de entender as necessidades do mercado e dos clientes, e a Fispal é o lugar ideal para isso. Este compromisso nos tem feito atingir resultados positivos e relevantes. Encerramos 2012 com um crescimento em torno de 65% em relação ao ano anterior – e a expectativa é crescer na mesma proporção este ano”, revela a gerente de Marketing, Luciana Galvão. Silgan A Silgan White Cap Brasil, empresa de soluções em sistemas de fechamento, aproveitou a feira para mostrar seu portfolio de inovações no mercado alimentício em tampas metálicas para fechamento a vácuo. Entre seus principais produtos, estão as tampas metálicas Twist-Off e PT e as plásticas Plast-Twist. Sunnyvale A empresa aproveitou a Fispal para comemorar seus 35 anos de atividades e reforçar a capacidade de encontrar soluções para clien-

Luciana Galvão, Sig Combibloc

tes nos mais diversos segmentos com equipamentos para embalagens, inspeção e controle de qualidade, codificação industrial e paletização. “Acreditamos que o evento é referência para o mercado e uma importante vitrine para expor lançamentos, tendências e identificar novas demandas”, diz o diretor Kleber Miranda. Tetra Pak A Tetra Pak e a Braskem celebraram, oficialmente na Fispal, um acordo de fornecimento de plástico verde I’m greenTM para as camadas protetoras das embalagens cartonadas no Brasil, uma iniciativa inédita na indústria. A empresa utilizará polietileno de baixa densidade de fonte renovável em todas as embalagens produzidas no Brasil. “Sem dúvida, avaliamos a nossa participação na Fispal 2013 de forma muito positiva. Estreitamos ainda mais o relacionamento com os nossos principais clientes no Brasil e na América Latina”, afirmou o vice-presidente de Estratégia de Negócios, Eduardo Eisler. Videojet A empresa mostrou sua novas impressoras por transferência térmica DataFlex® 6320 e DataFlex® 6420, criadas para fornecer um maior tempo de operação e reduzir erros de codificação, além de ferramentas de produtividade para melhoria do processo e qualidade do código, não apenas para legibilidade, como também para impressão no menor espaço possível.


A Novelis, empresa de laminação e reciclagem de alumínio, anuncia a disponibilidade comercial do primeiro alumínio de certificação independente e de alto teor de material reciclado, especialmente projetado para o mercado de latas para bebidas. Com um mínimo de 90% de metal reciclado, as chapas de alumínio Novelis evercanTM permitem que empresas de bebidas forneçam seus refrigerantes, cervejas e sucos em uma embalagem com pegada de carbono reduzida aos seus consumidores. “Nossa chapa de alumínio Novelis evercanTM de alto teor de metal reciclado para o corpo de latas de

Fotos: Divulgação

Novelis apresenta alumínio com alto teor de material reciclado bebidas, com suporte do primeiro programa de certificação independente da indústria, representa um enorme progresso para o setor de embalagens sustentáveis para o consumo”, afirma Phil Martens, presidente e CEO da Novelis. “Como líder mundial no fornecimento de chapas de alumínio para a fabricação de latas para bebidas, este é um passo importante para alcançarmos nossa meta de uma lata contendo até 100% de material reciclado”, acrescenta o executivo. A chapa de alumínio Novelis evercan™ foi certificada para alto teor de material reciclado pela SCS Global Services, líder na certifica-

Fotos: Divulgação

Phil Martens, presidente e CEO da Novelis

ção, auditoria e desenvolvimento de testes e normas terceirizadas para questões ambientais, de sustentabilidade e de qualidade dos alimentos. Atualmente, a empresa oferece chapas de alumínio para fabricação do corpo das latas para bebidas com teor garantido de pelo menos 90% de material reciclado. Quando combinada ao material da tampa da lata, fabricada em liga diferente, a chapa possibilitará o fornecimento de bebidas em embalagens de alumínio de 12 onças padrão, fabricada com um mínimo de 70% de alumínio reciclado. A solução já está disponível na América do Norte e na Europa e, até o fim de 2013, estará disponível em todo o mundo. Informações: www.novelis.com/pt-br

(11) 5503-0722

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Indústria Bandeirante: Líder em embalagens PET “boca larga” Por: Zulmira Felicio

Em 1996, a Indústria Bandeirante iniciou a produção de embalagens PET “boca larga”, com equipamentos semiautomáticos e opções limitadas de tamanho. Hoje, o produto se tornou o carro-chefe da companhia. Para atingir tal posicionamento de mercado, a empresa, que hoje dispõe da maior linha de potes em PET da América Latina, investe pesado em tecnologia e maquinário de última geração para toda sua linha de produção. Com equipamentos totalmente automáticos e aptos a oferecer mais de 70 modelos, com tamanhos e cores variados, a Indústria Bandeirante proporciona uma gama de opções e preços para atender a maior variedade de itens e permitindo ao produto embalado um maior valor agregado no ponto de venda. Os potes Bandeirante oferecem resistência, durabilidade, versatilidade e beleza. “O preço final da embalagem ainda é um limitador para alguns tipos de produtos, mas temos investido continuamente a fim de baixar custos e oferecer condições

mais favoráveis”, afirma o diretor comercial da Indústria Bandeirante, Heraldo Montagner. No que se refere ao maquinário, a empresa possui ferramentaria própria para desenvolver embalagens PET, desde o desenho da preforma e design para o molde de sopro, assim como os moldes de injeção e sopro, além de adquirir moldes diretamente do Japão. “Somos comprometidos com a qualidade, buscando sempre a excelência no atendimento e soluções contínuas para a satisfação dos nossos clientes”, argumenta o diretor. Fundada em 1945, a Indústria Bandeirante teve por três décadas como principal matéria-prima a madeira, e o foco era a fabricação de artigos escolares e para escritório. Hoje, com 67 anos de existência, a produção está concentrada na transformação de resinas plásticas de PET, PP, PEAD e PVC. Os mercados de artigos escolares e escritório continuam sendo abastecidos, além das produções de bombonas de 5 litros, filmes PVC strech para alimentos, filmes PVC

Heraldo Montagner, Indústria Bandeirante.

termoencolhíveis e poliolefinicos coextrusados. Seu parque fabril conta com três plantas industriais instaladas em São Paulo, no bairro do Pari, lugar de sua fundação, e na cidade de Guarulhos, com mais de 12.000m2. A empresa gera mais de 300 empregos formais, e é administrada pela família fundadora, hoje na quarta geração. Com essa ampla linha, a empresa atende as indústrias alimentícia, química, farmacêutica, cosmética, entre outras, além de fornecer, com a linha de utilidade doméstica, ao segmento atacadista. A marca também pode ser encontrada nos Estados Unidos, no Canadá, na América Central, no Caribe, na América do Sul e Europa.

Informações: Contato para vendas : Leonilia Santana – tel.(11) 2799.7400 vendas@indbandeirante.com.br

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Rua Cachoeira, 1442. Bairro Pari. S達o Paulo - SP

www.indbandeirante.com.br


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Nordson lança conceito revolucionário para aplicação de Hot Melt na Fispal Por: Zulmira Felicio

A Fispal Tecnologia foi o evento escolhido pela Nordson, líder mundial na produção de equipamentos para aplicação de adesivos, para apresentar sua mais nova tecnologia: o sistema Freedom. Segundo o Gerente Geral da Nordson na América do Sul e Latina, José Humberto Pieroni, os equipamentos para aplicação de Hot Melt correspondem mais de 40% das vendas globais, sendo que no Brasil esse percentual é ainda maior. Aí, a importância desse lançamento. O sistema Freedom chega para atender a demanda de mercado e complementar a linha de produtos da empresa.

Estudos comprovaram que a tecnologia certificada traz benefícios aos clientes, como ajuda na contenção de custos e simplificação das operações, proporcionando o aumento da produtividade, confiabilidade e sustentabilidade. “Isso é possível, pois elimina o tradicional tanque e emprega um reabastecedor automático que envia somente uma pequena quantidade de adesivo para um reservatório, respondendo a um comando dependendo da velocidade e necessidade de vazão. O adesivo é bombeado e derretido continuamente e, com a eliminação dos tanques, extingue-se também a maior causa da carbonização, degradação e obstrução em filtros, mangueiras, módulos e bicos”, detalha Pieroni. O executivo da Nordson acrescenta, ainda, que o cliente

consegue ter o retorno de seu investimento em aproximadamente 12 meses com o sistema Freedom. “Isso porque possui seis diferenciais que o deixa “livre” do antigo método. São eles: livre da preocupação com a reposição do adesivo, da contaminação e carbonização, do preenchimento manual de adesivo, da inflexibilidade na integração com a linha de produção, do controle de diagnósticos confusos e do uso excessivo de adesivo”. O projeto Freedom foi desenvolvido através de uma parceria com a Henkel, juntos colocam a serviço de seus clientes, soluções e projetos desenvolvidos mundialmente, aumentando a integridade das embalagens e preservando o meio ambiente, com menos gasto de energia, matéria-prima e desperdício. O novo equipamento será importado dos Estados Unidos. Com o lançamento do sistema Freedom, a Nordson prevê aceleração do seu crescimento em 15% ao ano. No Brasil desde 1988, a Nordson tem um sólido escritório de vendas localizado em Barueri, São Paulo. A empresa foi fundada em 1954, em Westlake Ohio e atualmente possui um faturamento mundial na casa de U$ 1,4 bilhão. A companhia também mantém em Atlanta, GA, um centro de pesquisa e desenvolvimento para os vários produtos lançados no mercado mundial.

Informações: www.nordson.com

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Freedom Livre de controle e diagnóstico confuso

Freedom Livre de inflexibilidade na integração com a linha de produção Freedom Livre do uso excessivo de adesivos

Freedom Livre da contaminação e carbonização

www.nordson.com

Freedom Livre de preocupação com disponibilidade de adesivos

Freedom Livre de preenchimento manual de adesivo


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Papirus: desenvolver produtos com critérios sustentáveis Por: Zulmira Felicio

Descobrir a vocação não é das tarefas mais fáceis, principalmente em setores apontados pela competitividade acirrada. A Papirus descobriu sua tendência ao se tornar a primeira empresa do Brasil a usar aparas (sobras de papel) na fabricação de papel cartão reciclado. Essa conquista não surgiu por acaso, uma vez que desde sua fundação, em 1952, a empresa já nasceu com o DNA reciclador. Além desse posicionamento, a empresa aplica esforços em flexibilidade e relações de valor em seus produtos, de tal modo que conquistou uma posição privilegiada de mercado onde atua. “No desenvolvimento de novos produtos, a Papirus leva sempre em conta a responsabilidade social e ambiental e o correto e inteligente uso dos meios que a natureza nos fornece, uma vez que acreditamos que serão esses os principais diferenciais entre as empresas num futuro próximo,” argumenta o gerente de marketing, Eduardo Gianini. De acordo com esse conceito, a empresa está preparada para participar de projetos inteligentes no que se referem à relação de produção e consumo, fechamento de ciclos de produção, também chamados de logística reversa. Como exemplo, Gianini cita o papel cartão Vitacarta desenvolvido em resposta às necessidades que a sociedade moderna tem de realizar atividades econômicas sustentáveis. “O Vitacarta é produzido em sua totalidade de matéria reciclada (aparas), sendo que dos 100% desse material, 40% é efetivamen50

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te pós-consumo, a partir do trabalho de cooperativas de catadores que selecionam aparas de papéis e as encaminham para a Papirus. Referência de um importante projeto social que gera benefícios para todos os envolvidos”, afirma. Contribuindo de forma significativa com o meio ambiente, graças à reciclagem de cerca de 60 mil toneladas de aparas de papel, a Papirus atende às demandas customizadas de seus clientes que variam do papel 100% reciclado ao 100% virgem, com todas as certificações ambientais necessárias. Na sua relação de parceiros, de diferentes segmentos de mercado, figuram dos setores: alimentício, farmacêutico, editorial, calçadista, cosmético, cartonagem e congelados, entre outros. Dentre as principais marcas, destacam-se: Unilever, Kraft Foods, Boticário, Cadbury Adams, Kellogs, Pão de Açúcar (Taek), Nestlé, Yoki e Café Melitta. Na opinião do gerente de Marketing da Papirus, o mercado brasileiro de embalagens está em

ascensão. “No geral aumentou 10% em relação ao ano passado”, diz. Gianini também aponta algumas tendências que tem observado com relação ao setor como a diversificação atual, porém com diminuição de tiragens unitárias. “Acredito que a maior complexidade está nos mercados alimentício e farmacêutico devido à crescente exigência em termos de técnicas gráficas aplicadas e às condições regulamentares, pela responsabilidade de contato com os produtos envasados. Já em relação à parte técnica, reconheço que o de cosméticos está cada vez mais seletivo e também exigente”, admite. Atualmente, a Papirus é responsável pela produção de 90 mil toneladas líquidas de papel cartão por ano, e distribui seus produtos por todo o Brasil, além da Europa, Ásia, América do Norte, Ásia e, principalmente, América do Sul. Informações: www.papirus.com


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Assunta Napolitano Camilo*

Foto: Divulgação

Doces lembranças

Foto: Leandro Andrade

direto da gôndola

A

Fugini trouxe para as gôndolas sua linha de geleias doces, que é uma verdadeira viagem à infância por trazer à memória momentos tão especiais de tempos passados, como os lanches de fim de tarde no campo. Na nova embalagem, o destaque é para o design gráfico, assinado pela designer Glaucia Boner. As frutas, representadas por ilustrações hiperrrealistas, remetem à cena do lanche aos sábados à tarde, com a família reunida em volta de uma mesa redonda ou no estilo piquenique. Esse é um case bem interessante por causa do emotion design, projeto que as marcas investem para que os consumidores estabeleçam um vínculo emocional com o produto. As geleias Fugini já são bem conhecidas e consolidadas no mercado nacional. Fazem parte do rol de bons produtos e da já tradicional linha de doces da marca. O lançamento dos novos formatos de embalagem para a linha ocorreu em janeiro deste ano, num elegante e singelo potinho que resgata lembranças. A nova embalagem proporciona maior praticidade, por trazer uma pequena colher plástica acoplada à sua tampa permitindo consumir o produto em qualquer lugar. Os sabores disponíveis no mercado são morango, uva e goiaba, e o design moderno e colorido garante maior visibilidade do produto no ponto de venda. Apresentadas em potes plásticos de 130g, as geleias

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são envolvidas por um shrink sleeve (rótulo sleeve) com um layout exclusivo e único da categoria. Outro apelo importante é a segurança proporcionada pelo rótulo, considerando que ele também tem a função de um lacre. O pote foi desenvolvido em material plástico multicamadas para garantir uma vida de prateleira maior, além de ser inquebrável. Também possibilita que as crianças, cada vez mais independentes e formadoras de opinião, possam manusear e se servirem sem nenhum risco. É, sem dúvida, uma excelente opção para as reuniões escolares e passeios com toda a turma. Permitir lembranças de bons momentos e garantir diversão para a geração futura é uma oportunidade que a marca e a embalagem nos dá: Embalagem melhor. Mundo melhor e delicioso!

Assunta Napolitano Camilo: Diretora da FuturePack - Consultoria de Embalagens e do Instituto de Embalagens - Ensino & Pesquisa. Profissional de embalagens há 30 anos. Pesquisa feiras e PDVs do mundo desde 1986. Articulista, professora e palestrante internacional de embalagens. Coordenadora dos livros: Embalagens Flexíveis; Embalagens de Papelcartão; Guia de embalagens para produtos orgânicos; Embalagens: Design, Materiais, Processos, Máquinas & Sustentabilidade. Coordenadora do Kit de referências de Embalagens. Membro do Conselho Científico-Tecnológico do ITEHPEC


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Exclusividade em tecnologia de equipamentos para encaixotamento Por: Zulmira Felicio

A especialização é um diferencial em qualquer atividade e um requisito que distingue uma empresa no universo de sua área de atuação. Dentro deste princípio, a PackFORM trabalha com exclusividade a engenharia de final de linha. Para tanto, dispõe da mais avançada tecnologia em equipamentos para encaixotamento “projetados segundo a filosofia TPM de produção, permitindo maximizar o rendimento e a produtividade”, afirma Rogério Valera Rialto, diretor da empresa. O resultado desse diferencial da PackFORM, com sede em Curitiba, se traduz em soluções de alto valor agregado com velocidade, eficiência e garantia acima do projetado para o segmento. Os produtos carros-chefes são armadoras de caixas de papelão do tipo maleta ou meia-maleta, encaixotadoras e demais projetos em engenharia de final de linha. “Através deles atendemos os mercados que utilizam a caixa de papelão como embalagem secundária (de transporte), como empresas dos setores alimentícios, bebidas, medicamentos, higiene pessoal, limpeza doméstica, laticínios, frigoríficos e hortifrútis, entre outros,” informa Rialto.

Próxima edição > Embalagens flexíveis Novidades, tecnologias, tendências do setor em PVC, BOOP, tintas e impressoras Extrusão, laminação e metalização O desenvolvimento do setor para atender as demandas do Food Service

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Notas Técnicas

Com dosagens de 5 a 25 kg, a empacotadora para grandes pesos Big é utilizada para produtos granulados e em pó. Atende as normas de segurança da NR12 e oferece possibilidade de adaptação a todos os dosadores. Possui sistema abre-fecha com buchas autolubrificadas a seco; estrutura em aço carbono SAE 1020 com tratamento especial e anticorrosivo pintada com tinta eletrostática epóxi em pó; CLP controlador lógico programável; tubo formador de pacotes; proteção frontal em acrílico; sistema de tracionador de embalagem; desbobinador automático; fotocélula; fundo chato; expulsador de pacotes; elevador; solda horizontal auxiliar; esteira coletora de pacotes e IHM touch screen.

Foto: Divulgação

Empacotadora

RAUMAK Máquinas Ltda Tel.: (47) 3370-4540 Site: www.raumak.com.br

O novo Technomelt Supra 1000 deve sua forte potência de colagem ao inovador polímero de base e pode ser usado em uma ampla gama de materiais e proporciona melhor fluidez em sistemas de enchimento automáticos. É cristalino e se destaca no desempenho e apelo visual. O adesivo é quase invisível na embalagem e oferece excelentes propriedades de fluidez adesivas, sem amarrar ou fissuras. Torna a limpeza da máquina mais fácil, uma vez que resíduos de adesivos podem ser facilmente removidos de partes metálicas. Oferece boa resistência ao calor, garantindo o transporte seguro de pacotes até para regiões com climas quentes. É mais resistente aos óleos etéricos, por exemplo, pode ser usado para embalagem de chá ou goma de mascar. Oferece maior estabilidade térmica, sendo adequada tanto para aplicações a quente e a frio. HENKEL Ltda. Tel.: (11) 3378-1900 Site: www.henkel.com.br

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Foto: Divulgação

Adesivo hotmelt


Notas Técnicas

Empacotadora Foto: Divulgação

A Indumak lança a empacotadora míni que apresenta design compacto e moderno e embala cerca de 70 pacotes por minuto. Possui configuração para embalar produtos em pequenas quantidades ou em embalagens individuais, como botões de maquinários e talheres descartáveis. Nas dimensões de 1 m de largura, 1,24m de altura e 1,78m de profundidade, a empacotadora míni tem alimentação manual e foi desenvolvida para alcançar maior velocidade, com capacidade de até 70 pacotes por minuto, considerando as condições ideais do empacotamento. INDUMAK/Indústria de Máquinas KREIS Ltda Tel.: (47) 2106-0510 E-mail: indumak@indumak.com.br

Foto: Divulgação

Fitas para flexografia A Vick comercializa as fitas para flexografia 3M, constituídas à base de espuma de polietileno com adesivo acrílico. Atendem os processos de impressão de sólidos, trabalhos mistos ou reticulados, apresentando boa uniformidade de espessura, alta absorção das irregularidades do sistema de impressão, resistência e redução das vibrações dos cilindros na impressão de alta velocidade. Contam, ainda, com um liner com superfície lisa que uniformiza a camada adesiva melhorando a adesão da fita. São excelentes para fixações de clichês de fotopolímeros em cilindros de impressão ou camisas (rígidas ou flexíveis). Disponíveis em diferentes espessuras e densidades, podem ser utilizadas para imprimir etiquetas, embalagens, papéis para presente, faixas promocionais, copos descartáveis e muitos outros. VICK Comércio de Plásticos e Metais Ltda Tel.: (11) 3871-7888 Site: www.vick.com.br

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Foto: Divulgação

Notas Técnicas

Impressora a jato de tinta A Videojet® apresenta a nova série 1000 de impressoras de jato de tinta contínuo de ultravelocidade que entregam mais conteúdo com melhor qualidade de impressão a velocidades mais altas. Fornecendo o máximo em velocidade de impressão, a Videojet 1620 Ultra High Speed e a 1650 Ultra High Speed integram o sistema Videojet Precision Ink DropTM e a tecnologia patenteada CleanFlow™ da Videojet. Intregam mais conteúdo de código para operações de embalagem de alta velocidade. As novas impressoras superam até mesmo as exigências mais rígidas em aplicações de alta velocidade, como ambientes com alto conteúdo de código, enlatados, bebidas e laticínios. VIDEOJET do Brasil Comércio de Equipamentos para Codificação Industrial Ltda Tel.: (11) 4689-8800. E-mail: info.brasil@videojet.com

Enchedoras Zegla apresenta o conjunto blocado para garrafas PET que contempla as funções de rinser, enchedora, tampadora. Possui sistema de acionamento por meio de servoredutores; máquina sem base, mesa inclinada sempre limpa e seca; válvulas suspensas de alta produtividade e sem pistão. Utilizada em qualquer tipo de embalagem PET, possui sistema por pinças sem set-up e sem troca de tubo de ar; sistema CIP integrado na máquina com falsa garrafa; sistema automático de lubrificação por graxa. Conta, ainda, com painel touch-screen com todas as funções de operação, indicando paradas do equipamento e rotinas de manutenção.

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ZEGLA Indústria de Máquinas para Bebidas Ltda Tel.: (54) 3455-3868. E-mail: zegla@zegla.com.br

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Notas Técnicas

Sensor para embalagens de congelados O sensor de temperatura Sensor Cold Log é compacto, de fácil utilização, podendo ser aplicado em caixas de transporte, pallets, freezers, câmaras frias, caminhões, contêineres, gôndolas expositoras, entre outras. Tem o mesmo comportamento térmico dos alimentos, ou seja, no caso de variação de temperatura, o sensor indica que houve a quebra do frio. É uma excelente ferramenta de controle de qualidade de frio para produtos congelados. COLD LOG Indicador de Temperatura Tel.: (11) 3171-3456 Site: www.closedgap.com

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índice de anunciantes

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3o capa ......ABRE...................................................www.abre.org.br

57....................IGARATIBA..............................www.igaratiba.com.br

41 ...............ATCO.................................................. www.atco.com.br

57.............. ..... INTERTEC.............. ........www.intertecequip.com.br

53 .............BANAS .............................................www. pack.com.br

57,58...........Inst. de Embalagens.....wwwinstitutodeembalagens.com.br

47................BANDEIRANTE ...............www. indbandeirante.com.br

57.................. MOLTEC...................................... www.moltec.com.br

43...............BR FILMS......................................www. brfilms.com.br

49.............. .....NORDSON................................... www.nordson.com

17...............GUAÇU EMBALAGENS ................... www.guacu.com.br

53.............. .....PACKFORM............................www.packform.com.br

25.............. .HAVER & BOECKER...............www.haverbrasil.com.br

51.............. .....PAPIRUS....................................... www.papirus.com

4o capa ..... IBEMA............................................www.ibema.com.br

39.............. .... SALAZAR............ www.salazarcomponentes.com.br

2o capa + 03....INDUMAK............................www.indumak.com.br

35.............. ......TRANS ERG............................www.transerg.com.br

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Revista Pack 191 - Julho 2013