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ANO•14 NOVEMBRO

2 0 1 1 R$ 15,00

EMBALAGEM

TECNOLOGIA

DESIGN

INOVAÇÃO

ESPECIAL CODIFICAÇÃO A tecnologia pode ser uma importante aliada no combate à falsificação de produtos e na proteção da marca

ENTREVISTA Posicionar a Mohda Cosméticos como a quarta marca de esmaltes do Brasil é o objetivo de Pedro Goulart

INDÚSTRIA CORTEJA O PEQUENO VAREJO As lojas de bairro são cada vez mais estratégicas para as indústrias e também para os fabricantes de embalagem que traduzem as necessidades desse canal no ponto de venda

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carta ao leitor CARTA AO LEITOR

PEQUENO VAREJO VAI MUITO BEM, OBRIGADO

A

s lojas de bairro são cada vez mais estratégicas para as indústrias de produtos de consumo que querem conquistar novos consumidores. Sempre tem uma mercearia, um minimercado, uma loja de conveniência e uma padaria próxima dos consumidores. Com a estabilidade econômica, os consumidores deixaram o hábito de fazer compras de mês em supermercados para comprar mais em mercearias de vizinhança. Outra mudança é a maior frequência aos pequenos varejos para fazer compras. Tudo isso faz do pequeno varejo um importante parceiro de negócios, principalmente, para marcas que querem crescer sem bater de frente com pesos pesados. Mas para atender o pequeno varejo é preciso conhecer as peculiaridades e potenciais desse canal. Por exemplo, como usar melhor o espaço nas prateleiras ou como controlar o estoque de reposição em espaços diminutos para que os consumidores sempre encontrem a marca no ponto de venda. Uma boa solução para quem tem pouco estoque é o uso de caixa-display com produtos de vários tamanhos. Para fazer uma exposição adequada do produto nas prateleiras do pequeno varejo, a Inaceres, fabricante do palmito Gini, desenvolveu em parceria com o seu fornecedor uma nova caixa-display de balcão para nove frascos. Essa solução nasceu de uma pesquisa realizada pela empresa que identificou as necessidades desse canal, como espaço na gôndola, capacidade de investimento e necessidade de giro rápido. Esse é o assunto da matéria de capa dessa edição. A indústria ilegal se tornou um sério problema mundo afora. Produtos falsificados causam perdas econômicas

às empresas, além de prejuízos à saúde dos consumidores. A solução para combater essa fraude pode ser aumentar a eficiência do processo de codificação do produto. Saiba mais no especial sobre codificação. Pedro Goulart é um empreendedor nato. Sem formação acadêmica, o executivo se preparou para se lançar em seu próprio negócio. Por 15 anos, ele foi vendedor e distribuidor de uma grande marca de esmaltes antes de investir em sua empresa, a Mohda Cosméticos. Goulart recebeu a revista Pack para contar como essa experiência promete ser cada vez mais colorida. Sua

Em dezembro, a revista Pack entrevista os melhores fornecedores da indústria de embalagem da Pesquisa Pack Destaque de Preferência 2011 meta é ambiciosa: tornar a Mohda a quarta marca de esmaltes do Brasil em três anos. Na seção Direto da Gôndola, Assunta Napolitano Camilo apresenta o case da manteiga Aviação, mostrando que é possível unir tradição e modernidade para atender os novos tempos de consumo. Em dezembro, a revista Pack entrevista os melhores fornecedores da indústria de embalagem da Pesquisa Pack Destaque de Preferência 2011. Até a próxima edição.

MARGARET HAYASAKI

EDITORA-CHEFE

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| margaret.hayasaki@banas.com.br

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sumário

A N O • 1 4

Foto: Divulgação

NOVEMBRO

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2011

ENTREVISTA

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ENTREVISTA

A Mohda Cosméticos quer se posicionar como a quarta marca de esmaltes do Brasil. Esse é o objetivo do empresário Pedro Goulart

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Foto: iStockphoto

Indústria se volta ao pequeno varejo

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ESPECIAL CODIFICAÇÃO

Tecnologia para combater a falsificação

MATÉRIA DE CAPA Ao conhecer as peculiaridades e os potenciais do pequeno varejo é possível, por exemplo, usar melhor o espaço nas prateleiras com uma embalagem adequada para exposição e venda do produto ESPECIAL CODIFICAÇÃO Investimento em máquinas codificadoras adequadas protegem mais o produto, a marca e o consumidor ESPECIAL FÓRUM ESTRATÉGICO DE DESIGN Fórum Estratégico de Embalagem realizado pelo Comitê de Design Estratégico mostra a importância do design como item estratégico para empresas, marcas, produtos e serviços

SEÇÕES 6

AGENDA

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PACK ONLINE

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ATUALIDADES

Fotos: Divulgação

MATÉRIA DE CAPA

EMBALAGEM TECNOLOGIA DESIGN INOVAÇÃO

Molde exclusivo do vidrinho da Mohda foi desenvolvido pela Vidraria Anchieta

15 POR DENTRO DAS LEIS

Foto: iStockphoto

20 VANGUARDA 24 LANÇAMENTOS INTERNACIONAIS 36 DIRETO DA GÔNDOLA 39 NOTAS TÉCNICAS 4

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agenda

62 anos

Foto: Logo da NPE 2012

EM DESTAQUE A NPE – Feira Internacional de Plásticos – é realizada a cada três anos pela SPI - Associação Comercial do Setor de Plásticos dos EUA. O evento vai reunir duas mil empresas expositoras em 93 mil m2 e a expectativa é receber visitantes de 120 países. Simultaneamente também acontecem outros eventos: SPE ANTEC® 2012 - Conferência Técnica de Plásticos, a Conferência “Business of Plastics” da SPI, e a segunda Competição anual Internacional de Projetos Plásticos.

FEIRAS NO BRASIL DATA

FEIRA

LOCAL

ORGANIZAÇÃO

De 12 a 16 de março de 2012

Brasilpack – Feira Internacional da Embalagem

Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo (SP)

Reed Exhibitions Alcantara Machado Tel.: (11) 3060-5000 www.semanainternacional.com.br

De 12 a 16 de março de 2012

Fiepag – Feira Internacional de Papel e Indústria Gráfica

Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo (SP)

Reed Exhibitions Alcantara Machado Tel.: (11) 3060-5000 www.semanainternacional.com.br

De 12 a 16 de março de 2012

Flexo Latino America – Feira Internacional de Flexografia

Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo (SP)

Reed Exhibitions Alcantara Machado Tel.: (11) 3060-5000 www.semanainternacional.com.br

De 24 a 27 de abril de 2012

Embala e Alimentécnica

Centro de Exposições Imigrantes, São Paulo (SP)

Clarion Events e Greenfield Business Promotion Tel.: (11) 3214-1300/3567-1890 www.greenfield-brm.com/embala2012

De 12 a 15 de junho de 2012

Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Embalagens, Processos e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas

Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo (SP)

BTS Informa Tel.: (11) 3598-7800 www.fispaltecnologia.com.br

EMBALAGEM | TECNOLOGIA | DESIGN | INOVAÇÃO Fundador: Geraldo Banas (1913 – 1999) Publisher: Cristina Banas Editora: Elizabetha Banas (1923 – 2007) Editora-chefe: Margaret Hayasaki – margaret.hayasaki@banas.com.br Assessora Técnica: Assunta Camilo (FuturePack) – assunta@futurepack.com.br Revisão: Nazaré Baracho Consultoria Técnica: Guilherme Sergio Maradine Secretária: Sandra Gomes – sandra.gomes@banas.com.br Projeto gráfico: Editora Banas Produção: Luciano Tavares de Lima (gerente) – producao@banas.com.br Designer: Ana Claudia Martins – ana.martins@banas.com.br Capa: Ana Claudia Martins – ana.martins@banas.com.br

CONSELHO EDITORIAL Assis Garcia – diretor do Centro de Tecnologia de Embalagem – CETEA; Eduardo Yugue – gerente de embalagens da Nestlé; Geraldo Cardoso Guitti – presidente da Refrigerantes Convenção; Iorley Lisboa – gerente de embalagens do Wal-mart; João Batista Ferreira – CEO da J2B Innovation to Business; Lincoln Seragini – diretor – presidente da Seragini Farné; Luis Madi – diretor - geral do ITAL - Instituto de tecnologia de Alimentos; Nivaldo Ferreira Lima – gerente de compras do McDonald´s Brasil

DEPARTAMENTO DE VENDAS Executivos de Negócios – São Paulo Rajah Chahine Tel.: (11) 3500-1900 – rajah@pack.com.br Cláudio Alves Freire Tel.: (11) 3500-1900 – claudio.alves@banas.com.br

Rio de Janeiro Art Comunicação S/C Ltda. Contato: Francisco Neves Rua Des. João Claudino Oliveira e Cruz, 50 – cj. 607 – CEP 22793-071 – Rio de Janeiro-RJ Tels.: (21) 2269-7760 – (11) 9943-5530 – Fax: (21) 3899-1274 – banasrj@uol.com.br

Rio Grande do Sul Interface Comunicação e Propaganda Ltda. Contato: Vera Anjos Av. Taquara, 193 – Cj. 406 – CEP 90460-210 – Porto Alegre-RS Tel./Fax: (51) 3330–2878 – banassul@terra.com.br

Paraná e Santa Catarina Print Technology Representações Comerciais Ltda. Contato: Gilberto Kugnharski/Marilisa da Rocha Av. Luiz Xavier, 68 – 11ªand. – cj. 1118 – CEP 80020-020 – Curitiba-PR Tel. (41) 9942-2569 – gilberto@banas.com.br / marilisa@banas.com.br

FEIRAS NO EXTERIOR

São Paulo – Interior

DATA

FEIRA

LOCAL

ORGANIZAÇÃO

De 28 de fevereiro a 3 de março de 2012

Ipack-Ima – Feira Internacional de Embalagem, Processo e Tecnologia de Manuseio de Materiais

Fieramilano, Milano, Itália

Ipack-Ima Spa Tel.: +3902-3191091 www.ipackima.it

De 1º a 5 de abril de 2012

NPE – Feira Internacional de Plásticos

Orange County Convention Center, Orlando, Flórida, Estados Unidos

SPI Tel.: +17032596132 www.npe.org

De 3 a 16 de maio de 2012

Drupa – Feira Internacional da Indústria Gráfica

Düsseldorf Fairgrounds, Alemanha

Messe Düsseldorf GmbH Tel.: +49 (0) 2114560-01 ww.drupa.com

De 15 a 18 de maio de 2012

Hispack – Salão Internacional de Embalagem

Gran Via Venue, Barcelona, Espanha

Fira de Barcelona Tel.: +34932332000 www.hispack.com

Aqueropita Intermediações de Negócios Ltda. Contato: Aparecida A. Stefani Tel.: (16) 3413-2336 – Cel.: (11) 9647-0044 – Fax: (11) 3500-1935 – aparecida.stefani@banas.com.br

REPRESENTANTE INTERNACIONAL Argentina 15 de Noviembre 2547 – C1261 AAO – Capital Federal – Republica Argentina Tel.: (54-11) 4943-8500 – Fax y Mensajes: (54-11) 4943-8540 www.edigarnet.com

ACORDO DE COOPERAÇÃO Phone: +1 312/2221010 – www.packworld.com

Rua Edward Joseph, 122 – 11º andar – Edifício Passarelli Jardim Suzana – São Paulo-SP – CEP 05709-020 CNPJ 60.432.796/0001-83 – I.E. 104.259.747.116, C.C.M. 1.249.632-4 NOVO TELEFONE (11) 3500-1900 Impressão: IBEP Gráfica Circulação nacional: Tiragem – 10 000 exemplares

EDIÇÃO 169 - SUSTENTABILIDADE É NECESSÁRIO EXPANDIR A CIDADANIA

MUITO ALÉM DO VISUAL

Quero parabenizar pela matéria sobre braille. É um avanço na função social que a embalagem exerce. Gosto do assunto, pois também somos pioneiros no uso de braille em nossas embalagens, já que desde 2009, todas as nossas embalagens há advertências “Cuidado veneno” e “Caution Poison” e, até então, no ramo agroquímico somos pioneiros no mundo.

Gostaria de parabenizar a revista Pack pela edição desse mês. Está surpreendente. O artigo especial sobre rótulos está muito bom e está recebendo vários elogios. Andreza Carraro Marketing – Indemetal Gráficos São Paulo - SP

NOVEMBRO 2011 PACK – EMBALAGEM | TECNOLOGIA | DESIGN | INOVAÇÃO é uma publicação mensal da Editora Banas Ltda. A PACK é dirigida aos profissionais que ocupam cargos técnicos, de direção, gerência e supervisão em empresas fornecedoras, convertedoras e usuárias de embalagens, bem como prestadores de serviços relacionados à logística, design e todos os processos relacionados a indústrias de embalagem.

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Rua Edward Joseph, 122 – 11º andar – Edifício Passarelli São Paulo-SP – CEP 05709-020

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PARA SE CORRESPONDER COM A REDAÇÃO E-MAIL redacao@banas.com.br

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Filiada à

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Castro Neto Nufarm Indústria Química e Farmacêutica S/A Engenharia de Envase e Desenvolvimento de Embalagens Maracanaú - Ceará – CE IO

EDIÇÃO 170 - CONSUMO

IV P R Ê M

Cartas&E-mails

Periodicidade: mensal Assinatura: Anual (Brasil) = R$ 97,00 • Nº Avulso = R$ 15,00

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V I S TA S E G M

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É permitida a divulgação das informações contidas na revista desde que citada a fonte. PACK reserva-se o direito de publicar somente informações que considerar relevantes e do interesse dos leitores da revista.

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POR TATIANA GOMES | tatiana.gomes@banas.com.br

O SITE DA PACK TRAZ NOTICIÁRIO ATUALIZADO DIARIAMENTE, ARTIGOS EXCLUSIVOS E TUDO SOBRE O MERCADO DE EMBALAGEM. MAIS: VÍDEOS, FOTOS E A VERSÃO DIGITAL NA ÍNTEGRA DA EDIÇÃO DO MÊS, ALÉM DAS ANTERIORES! [CONEXÃO WEB ] as mais lidas no pack.com.br

[ENQUETE ]

Pesquisa encomendada pela Plastivida, desenvolvida com base em 2010, aponta que, no período, foram reciclados no Brasil 19,4% dos plásticos pós-consumo, ou seja, 953 mil toneladas.

A sua empresa tem um departamento específico de P&D?

Não – (28,57%)

OUTUBRO/2011

71,43% 28,57%

O país registrou 738 recicladoras de plásticos que faturaram juntas, R$ 195 bilhões e geraram 18,3 mil empregos diretos.

Amido termoplástico poderá substituir plástico de origem petroquímica

NESTE MÊS Interaja! Confira a enquete do mês e vote na home do site!

Tema foi visto em dissertação de mestranda na Pós-Graduação em Ciência dos Materiais da UFSCar.

Onde achar? http://www.pack.com.br

Embalagens inovadoras são fundamentais para indústria de beleza e bem-estar

Antilhas mostra no Interbusiness Brasil 2011 serviços/ soluções sustentáveis em embalagem.

Braskem completa a aquisição do negócio de polipropileno da Dow

A transação recebeu a aprovação dos órgãos antitruste dos Estados Unidos e da Europa.

Ampliação do direito antidumping do PVC encarecerá produtos de plástico

Insano Extreme Energy Drink é vendido em voos nacionais

Impacto da medida é grande na economia. Plásticos estão presentes na indústria e em numerosos bens de consumo.

Confira a lista das dez notícias mais acessadas no site e as leia na íntegra! Fonte: Google Analytics* Período de 25/9/11 a 25/10/11 Onde achar? http://www.pack.com.br/maisnoticias.aspx

[DESTAQUES] @EditoraBanas REDES SOCIAIS

facebook.com/editorabanas

Interação e conteúdo informativo em tempo real Interaja com a Editora Banas e atualize-se com as últimas informações do mercado industrial e de embalagem.

Dúvidas sobre o mercado?

Nossos consultores esclarecem os mais diversos temas do setor. Envie sua pergunta e leia as respostas para nossos internautas no Blog da Pack. E-mail guru@pack.com.br PERGUNTE, ELE RESPONDE!

O NEWSLETTER QUINZENAL DA INDÚSTRIA

Toda quinzena, a newsletter entrega no seu e-mail as notícias mais importantes da indústria de embalagens. Cadastre-se no site! Acesse! www.banas.com.br/banasinforma

Foto: Divulgação

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Sim – (71,43%)

Brasil reciclou cerca de 20% dos plásticos pós-consumo em 2010

RESULTADO

O Insano Extreme Energy Drink é o primeiro energético a ser comercializado em voos no Brasil. A operação é realizada pela Webjet Linhas Aéreas desde o início deste mês. Desta forma, a bebida, lançada em março de 2011, e que já está presente nas principais praças do Brasil, poderá ser consumida em mais de mil voos semanais, entre 16 cidades brasileiras.

Activia lança sabores refrescantes para o verão Activia, a marca líder na categoria de iogurtes, diversifica seu portfolio e lança dois novos sabores para o período mais quente do ano: Tangerina (Regular) e Abacaxi com Hortelã (Zero Gordura). Disponíveis nas gôndolas a partir desta semana, os lançamentos pretendem trazer aos consumidores produtos refrescantes, cremosos e saborosos para o verão, além de ajudar a manter o intestino no ritmo. Onde achar? http://www.pack.com.br/blog

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Foto: Divulgação

atualidades

Aroma de novidade As embalagens de Café Pilão foram reformuladas e o Café Damasco, além do novo visual, ganhará as versões Sabor&Leveza e Intenso, que já fazem sucesso entre os consumidores de Pilão. A principal mudança está no logotipo, que ganhou traços mais orgânicos, além do destaque para a assinatura O Café Forte do Brasil. Já para a marca Damasco, as principais mudanças nas embalagens são a modernização do logotipo, o apetite appeal com a xícara do café e a visibilidade e clareza das informações. O design é assinado pela Team Creatif e as embalagens são produzidas pela Diadema.

e moderna Para conversar mais diretamente com o público jovem a vodka Orloff ganhou uma nova garrafa, mais jovem, moderna, sofisticada e com visual e layout impactantes. O seu shape agora é cilíndrico com uma base oval. A águia, símbolo da marca, foi reestilizada e rótulo e contrarrótulo contam com grafismos que interagem entre si, trazendo um dinamismo ainda maior para a embalagem. As novas cores do rótulo proporcionam destaque nos pontos de venda pelo predomínio do preto em contraste com o vermelho. A agência responsável é a 100% Design. Pernord Ricard Brasil, tel.: 0800-0142011.

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Garrafa mais jovem

Foto: Divulgação

Damasco e Pilão, tel.: 0800-7035555 e 0800-7077442.

Formas de espirais em destaque A linha de bebidas para crianças Bonafont Kids com Jugo – nos sabores maçã, uva e laranja - que está disponível no mercado mexicano ganhou uma nova garrafa criada pela O3 Design, que desenvolveu a estrutura da garrafa, com a DlaCruz Diseño, do México, responsável pelo desenvolvimento dos materiais gráficos da Bonafont para a América Central e do Norte. Com formas de espirais em destaque, a garrafa é divertida e leve para agradar as crianças. As texturas do corpo da garrafa valorizam a água no interior e o bico dosador garante a segurança dos meninos e meninas ao bebê-la. Sem sujeira nem desperdício. O3 Design, tel.: (11) 4063 9551.

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desiGn premiado Inaugurando sua participação no primeiro Core77 Design Awards, um dos mais importantes diretórios globais da área de design gráfico, a Casa Rex acaba de ser premiada como “Professional Notable” pelas embalagens desenvolvidas para a linha de sabão em pó Skip Perfect Black/ Perfect White para a Unilever da Argentina. “Esse prêmio é mais uma prova da valorização do nosso trabalho lá fora e também da criatividade brasileira num âmbito global.”, comenta Gustavo Piqueira, proprietário da Casa Rex e autor do projeto.

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Com o objetivo de diferenciar a marca na gôndola, a gaúcha Útil Química desenvolveu novas embalagens de PEt 2 litros para a sua linha de amaciantes e lava roupas toque de Carinho. “o projeto começou a ser desenhado em 2010 e teve origem nas embalagens de azeites que são comercializadas na Europa”, conta Luiz divério, gerentecomercial da Útil Química. “o novo design dos frascos, com alças com sistema de encaixe e tampas coloridas, permite maior conforto para dispensar o produto nas máquinas de lavar roupa”, acrescenta.

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faCiLidade de uso

Útil Química, tel.: (51) 2102-1553.

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Casa Rex, tel.: (11) 3862-7770.

tons marCantes a nita alimentos lança novas embalagens para modernizar seu portfolio com o objetivo de valorizar a marca nas grandes redes varejistas e atacadistas de todo País. as embalagens da farinha nita Pastel, farinha nita tradicional e farinha nita Pizza de cinco quilos ganharam as cores azul, vermelha e verde respectivamente, com desenhos de espigas do trigo em tom bege, além de destacarem na frente do pacote o enriquecimento do produto com Ferro e Ácido Fólico, matérias-primas fundamentais para prevenir doenças como a anemia. na lateral do pacote, o consumidor tem fácil acesso ao número do saC da empresa para tirar dúvidas e encontra a informação que a nova embalagem é biodegradável e não polui o meio ambiente por ser produzida em papel, uma tendência mundial do segmento. o design da embalagem é assinado pela agência Bramdomg8.

maior visiBiLidade tradicional marca de farinhas de trigo e mistura para bolos, a dona Benta renova as embalagens da sua linha de misturas para bolos e pães. Elas estão com visual mais moderno e atrativo, reforçando a identidade da marca e identificando seus 13 sabores doces e três salgados com novas fotos e cores. “a mudança também tem como objetivo aumentar a visibilidade da marca e do produto para que ganhem mais espaço nas gôndolas e nas mesas”, explica alexandre Benati, gerente de marketing da J.Macêdo, fabricante da marca dona Benta. do tipo block bottom, as embalagens flexíveis foram impressas em rotogravura.

Foto: Divulgação

Nita Alimentos, tel.: 0800-171134.

Dona Benta, tel.: 0800-7262020.

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notícias

Vaivém do mercado

Mercado americano de rótulos vai movimentar US$ 20 bilhões em 2015

Gui BrAMMer DeiXA A terrACYCLe

o empresário Gui Brammer abre mão das operações da terraCycle, braço de negócios de sua empresa, GreenBusiness, holding de empreendimentos sociais e projetos de economia criativa. Brammer passa a focar sua atuação nas oportunidades para o mercado brasileiro, geradas a partir da Política nacional de resíduos sólidos. Para isso, dá início às operações da WiseWaste, empresa de gerenciamento de resíduo, que reúne dez recicladoras que juntas faturam mais de 1 bilhão de reais anualmente.

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CRESCIMENTO ANUAL

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Fonte: Freedonia

25% do setor em 2015. o rótulo de plástico segue ganhando popularidade devido às vantagens estéticas e de performance sobre o papel, bem como em função das grandes mudanças em favor das embalagens plásticas. além disso, o plástico é amplamente utilizado em rótulos de pressão sensitiva, rótulos termoencolhível, rótulos manga, rótulos in mold e rótulos de termotransferência. Entre as resinas plásticas dos rótulos, o polipropileno (PP) e o PVC são amplamente usados, entretanto esses materiais têm perdido espaço para outros substratos plásticos que oferecem menor risco ambiental e à saúde. Em especial, essa tendência favorece o rótulo plástico de ácido poliláctico (PLa), embora a partir de uma base muito pequena. a embalagem primária representa a principal aplicação para os rótulos no mercado norte-americano. a demanda de rótulos nesse setor será impulsionada por uma mudança no mix de produtos de alto valor agregado, favorecendo rótulos grandes, rótulos termoencolhíveis, rótulos plásticos e sofisticadas tecnologias de impressão e tintas. Entretanto, DEMANDA NORTE-AMERICANA DE RÓTULOS os segmentos de em(US$ MILHÕES) balagem secundária, correspondência e transporte também 25000 2010 2015 2005 irão experimen20000 tar ganhos rápidos de demanda. 15000 na área de rotulagem secundária, os avan10000 ços serão suportados pela penetração das 5000 etiquetas com código de barra no setor 0 de transporte e de DEMANDA DE PRESSÃO APLICADOS MANGA E IN-MOLD OUTROS TERMO RÓTULOS SENSITIVE COM COLA SHRINK TRANSFERÊNCIA distribuição, junta7.3% 7.0% mente com o sig5.2% 5.2% 5.1% 4.9% 4.8% nificativo potencial 3.7% 3.7% 3.2% 2.9% 2.4% para os mercados de 2.3% 1.6% rotulagem inteligente 2005-2010 2010-2015 em aplicações, como segurança alimentar.

Foto: Divulgação

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os Estados Unidos, a demanda de rótulos vai crescer 4,8% ao ano, atingindo Us$ 20 bilhões em 2015. o segmento de pressão sensitiva vai continuar dominando o mercado, respondendo por mais de 70% do total. Embora o setor de rótulos de pressão sensitiva continue expandindo a um ritmo saudável, ele vai continuar enfrentando a concorrência de soluções alternativas de rotulagem, como rótulo manga, rótulo termoencolhível e in-mold. Entre essas soluções, o rótulo termoencolhível é o que vai experimentar a taxa de crescimento mais rápida até 2015, devido à sua capacidade de se adequar aos mais diferentes tipos de formatos de embalagens e à ampliação da área gráfica que permite destacar os produtos nas gôndolas. Essas e outras tendências estão no estudo sobre rótulos desenvolvido pela Freedonia. o rótulo de papel vai se manter na liderança do setor no futuro. Entretanto, ele vai continuar a perder participação de mercado para o plástico, que seguirá respondendo por mais de

AKZOnOBeL AnunCiA nOVA eXeCutiVA pArA DiVisãO pACKAGinG COAtinGs

a executiva Fabiana Marra é a nova gerente de marketing da divisão Packaging Coatings da multinacional holandesa akzonobel, que atua no mercado de tintas e revestimentos. Ela será a responsável pelo gerenciamento de toda a área de marketing da divisão Packaging no Brasil e nos demais países da américa do sul. Fabiana terá papel fundamental para o desenvolvimento e implementação das estratégias de mercado da empresa, desenvolvimento de novos produtos e mercados além de dar apoio às iniciativas globais da akzonobel.

KAtHrin MenGes É eLeitA ViCepresiDente eXeCutiVA De reCursOs HuMAnOs DA HenKeL

a Henkel, fabricante das marcas Loctite super Bonder, Pritt, Cascola e schwarzkopf, anuncia Kathrin Menges como novo membro do Conselho de administração e vice-presidente executiva de recursos humanos. HYperMArCAs AnunCiA nOVO presiDente pArA A uniDADe fArMA

a Hypermarcas anuncia a contratação de Luiz Eduardo Violland para a presidência da divisão Farma. o executivo, que presidia a nycomed desde 2001 no Brasil, irá responder diretamente ao CEo da companhia, Claudio Bergamo.

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entrevista

Luiz Geraldo Bertolini, diretor-comercial da Magistral Foto: Divulgação

barracão numa região próxima, com área de aproximadamente 10 mil metros, onde mantemos a nossa área de armazenagem e expedição. Com a ampliação da fábrica, qual será a capacidade produtiva da Magistral? A capacidade produtiva será ampliada em 125%, atingindo duas mil toneladas por mês.

A Magistral investiu na ampliação da planta fabril e na aquisição de novas máquinas. Qual é o objetivo disso? Focamos em melhor atender o cliente e, por isso, investimos R$ 35 milhões na aquisição de equipamentos de alta tecnologia do Japão e da Alemanha e na ampliação da fábrica. Com esses investimentos, além de termos, em breve, um dos maiores e mais modernos parques gráficos do país, queremos ganhar em produtividade e com isso auxiliar nossos clientes a impulsionar as vendas. No último ano, adquirimos 16 novas máquinas para os setores de pré-impressão, impressão, corte e vinco e colagem, além de sistemas, programas e acessórios. Tudo isso para atender todas as etapas do processo de produção e colocar à disposição dos nossos clientes uma gama ainda maior de produtos. Esse ano, a proposta foi ampliar essa área de atuação, complementando os serviços e finalizando o produto dentro da própria empresa. A fábrica vai ter 23 mil metros quadrados no total. A ampliação já foi concluída? Com essa primeira etapa do processo de ampliação concluída, hoje já contamos com uma área total de 23 mil metros quadrados, dos quais, 13 mil metros quadrados de parque fabril. Além disso, adquirimos um

A aquisição das novas máquinas vai permitir oferecer novas soluções para os clientes? Quais? Com a aquisição dos novos equipamentos, a Magistral vai oferecer acabamentos diferenciados, como laminação on-line e impressão com efeitos especiais, aplicação em hot stamping, impressão sobre laminados, além de tintas e vernizes UV. A Magistral pretende inaugurar uma nova planta fabril na região CentroOeste. Quando isso vai acontecer? Estamos em fase de negociações e ainda não temos uma data definida para a inauguração da nova planta fabril que terá uma área de 100 mil metros quadrados. Também não definimos o local. Estamos entre dois locais estratégicos, principalmente, para o atendimento dos nossos atuais clientes do complexo industrial de Anápolis. Quantos funcionários a nova planta vai empregar? A previsão é iniciarmos com a contratação de pelo menos 100 novos funcionários. Qual é a importância do mercado da região Centro-Oeste para os negócios da Magistral? Hoje o setor farmacêutico, negócio forte em Anápolis, representa cerca de 40% da produção total da Magistral. Nosso crescimento está diretamente relacionado à demanda do mercado local.

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Evento deve receber mais de cinco mil visitantes brasileiros

30% em relação a 2004. “Em 2012, a expectativa é que mais de 5 mil brasileiros visitem a Drupa”, diz Werner Matthias Dornscheidt. De acordo com Lauri Müller, diretor da MDK Feiras Internacionais, representante da Drupa no Brasil, os brasileiros visitam tradicionalmente a Drupa, pois o evento é um termômetro da indústria gráfica mundial. “Os visitantes brasileiros melhoraram em qualidade. Eles vão interessados em comprar máquinas gráficas, já que o mercado interno está aquecido”, afirma.

O futuro da impressão

Drupa 2012 terá 40% de sua

O futuro da impressão está nas áreas de embalagens, etiquetas inteligentes (RFID) e impressão digital, inclusive personalização. “Principalmente, a impressão de embalagens terá um papel cada vez mais importante no futuro. No mundo, o setor está em franco crescimento, o que abre novas oportunidades de negócios para a indústria gráfica”, afirma Markus Heering. Segundo ele, diferente de mercados saturados como Europa e América do Norte, Brasil e China devem crescer de 15% a 30% nos próximos cinco anos. “Há possibilidades de novos negócios para o setor de máquinas sofisticadas e de grande porte, mercado que deve crescer ainda mais”, acredita Heering.

área dedicada à impressão digital

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ornecedores de soluções digitais têm uma importância ainda maior na Drupa 2012 – maior feira internacional de impressão, publicidade e conversão - ocupando 40% da área da feira - , o que reflete claramente a megatendência da digitalização. No próximo ano, 6 dos 19 pavilhões serão dedicados à impressão digital, fluxo de trabalho e aplicações web-to-print. “O peso das tecnologias mudou. A impressão digital vai continuar crescendo em importância, mas ela não chega nem de longe a ser uma ameaça para a impressão híbrida, offset e flexografia”, afirmou Werner Matthias Dornscheidt, presidente e CEO da Messe Düsseldorf, organizadora da Drupa, durante o lançamento do evento, em outubro, em São Paulo. Outro destaque da próxima edição é a crescente participação de expositores da China, que aumentou quase 100% em comparação a 2008. Em 2012, os chineses vão ocupar uma área de 11 mil m2. Essa expansão é um reflexo da rápida expansão do mercado de impressão em países emergentes. Na Ásia, o volume de

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negócios saltou de 133 bilhões de euros para 168 bilhões de euros. Somente a China, dobrou para 49 bilhões de euros. Institutos de pesquisa de mercado estimam que o volume de impressão na China vai aumentar para 70 bilhões de euros até 2014. Segundo Markus Heering, diretor da Associação de Fabricantes de Máquinas de Impressão da Alemanha (VDMA), a China é o maior mercado de exportação de máquinas gráficas para a indústria mecânica alemã, seguida da Índia e do Brasil. “No primeiro trimestre de 2011, fornecemos máquinas de impressão no valor de 117,1 bilhões de euros diante dos 90,1 bilhões de euros registrados no mesmo período anterior”, afirma. “As exportações de máquinas gráficas para o Brasil aumentou consideravelmente. Em 2010, o volume foi superior a 100 milhões de euros”, acrescenta. A importância da Drupa para os empresários brasileiros se reflete no crescimento do número de visitantes. Em 2008, a feira recebeu 4600 visitantes brasileiros do total de 390 mil, um aumento de

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Maior feira internacional da indústria de impressão será realizada de 3 a 16 de maio, em Dusseldorf, na Alemanha, com a participação de 1800 expositores

Werner Matthias Dornscheidt, presidente e CEO da Messe Düsseldorf

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notícias

Pernod Ricard Brasil

investe em packs promocionais Versões especiais para aumentar as vendas das bebidas destiladas

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ma das mais importantes empresas no mercado de bebidas do mundo, o grupo multinacional francês Pernod Ricard é dono de um portfolio de mais de 50 marcas. No Brasil, 15ª maior operação do grupo, 28 marcas estão mais próximas dos consumidores brasileiros.

O portfolio da Pernod Ricard Brasil engloba marcas, como Absolut, Chivas Regal, Ballantine´s, Jameson, Passport, Royal Salute, Malibu, Perrier Jouët, Mumm, Jacob´s Creek, Olmeca, Havana Club, Beefeater, Wyborowa e Pernod e Ricard. Segundo Roberto Martini, diretor-comercial da Pernod Ricard Brasil, a vodka Absolut apresenta um crescimento vigoroso no País. Em 2008, quando a empresa comprou a Vin & Sprits - dona da marca Absolut - a bebida cresceu 80% em valor e 43% em volume no mercado brasileiro. “E cresceu 31% em volume no ano fiscal que compreende o período de junho de 2010 a julho de 2011”, revela. As marcas líderes locais incluem Ron Montilla, vodka Orloff, whisky Natu Nobilis, whisky engarrafado Passport, conhaque Domecq, cachaças São Francisco e Janeiro. “A vodka Orloff cresceu em valor 32% em 2010 e, este ano, esse índice já alcança 43%”, revela. O principal mercado da marca é Minas Gerais, estado escolhido para o lançamento da nova embalagem (veja na seção atualidades). Além de Orloff, também ganharam nova roupagem as marcas Natu Nobilis, Teachers, Absolut, Mumm Cuvée. “Mais uma embala-

Whisky Chivas Regal 12 celebra o fim do ano com uma lata especial na cor âmbar, com estampa do brasão da marca, símbolo de sua nobreza

Em 2011, a Pernord Ricard Brasil prevê um crescimento de 16% no volume de vendas gem deve chegar ao mercado, em abril de 2012, com o lançamento de uma nova marca.” A partir deste mês, a Pernod Ricard Brasil coloca nas gôndolas brasileiras algumas opções de seus destilados em packs promocionais para presen-tear no final de ano. Entre as marcas, estão os whiskies Ballantine’s, Chivas Regal, Jameson e Passport; vodka Absolut; champagne Perrier-Jouët, espumante Mumm Cuvée e o rum Montilla. Os investimentos no desenvolvimento das versões especiais não foram

divulgados pela empresa. “Os packs promocionais ajudam a vender mais os produtos nas gôndolas sem prejudicar a performance da embalagem original, além de trazer novos consumidores para experimentar as bebidas”, afirma Martini. As embalagens dos packs promocionais são fornecidas por fabricantes brasileiros. Em 2011, a Pernod Ricard Brasil prevê um crescimento de 16% em volume de vendas. “Nos últimos dois anos, o crescimento foi de dois dígitos”, acrescenta Martini. Editora Banas

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Cerviflan aposta no crescimento dos aerossóis Empresa investiu 11 milhões de euros na modernização de sua planta fabril

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de aerossóis. “Hoje, o consumo per capita no Brasil é de três tubos por habitante; na Argentina, esse número salta para dez e, na Europa, para 15. Isso demonstra o grande potencial do setor”, diz Vicente Lozargo Filho, diretor-presidente da Cerviflan. “A projeção para 2012 é que o consumo per capita no Brasil seja de seis tubos por habitante”, acrescenta Jean Daniel Lozargo, diretor técnico da Cerviflan.

Os investimentos também contemplam novos lançamentos, como o da lata aerossol de 45 mm de diâmetro, com aplicação de uma película de PET no fundo. “Essa embalagem foi pensada para o setor cosmético, especialmente para o envase de desodorante. Com o PET no fundo, ela pode ficar na pia, sem o risco de ferrugem”, acentua Lozargo Filho. Esse novo produto já está no mercado. “A Panvel, rede de farmácias da região O crescimento econômico do Brasil e Sul do Brasil, e a Mormaii, marca de surfe o maior poder de consumo da classe C e esportes aquáticos, adotaram o aerossol também são apontados como drivers de 45 mm para desodorante e espuma de expansão do mercado brasileiro de barbear”, acrescenta Jefferson Lozargo. Atualmente, a fabricação de latas de aço de duas mil toneladas por mês está dividida em 70% para tintas imobiliárias e 30% para aerossóis. “A tendência é de que a produção chegue a meio a meio em dois anos”, informa o diretor de operações. “Em 2012, a produção será de três mil Da esq. para direita: Jean Daniel Lozargo, diretor técnico da toneladas por mês.” Cerviflan, Vicente Lozargo Filho, diretor-presidente da Cerviflan e Jefferson Lozargo, diretor de operações da Cerviflan

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Este ano, a Cerviflan prevê

Em 2012, planta terá capacidade para produzir 200 milhões de aerossóis

um crescimento de 10% em volume de vendas de aerossóis e um faturamento de R$ 200 milhões.

Universidade da Lata

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omemorando seus 35 anos em grande estilo, a Cerviflan finalizou um plano de investimentos, nos últimos cinco anos, de 11 milhões de euros em equipamentos de ponta – importados da Alemanha, Itália e Suíça - para a modernização da sua planta fabril de aerossóis de aço que deve fechar 2011 com uma produção de 120 milhões de unidades. Em 2012, a expectativa é produzir 200 milhões de aerossóis, o que representa 20% do mercado interno. Segundo Jefferson Lozargo, diretor de operações da Cerviflan, hoje 80% da produção é destinada para o mercado químico, 15% sanitários e 5% cosméticos. Ele destaca o potencial de crescimento do segmento de cosméticos para o mercado de aerossóis que pode dobrar ou triplicar facilmente até 2014. Os novos investimentos na planta fabril também vão permitir entrar no negócio de alimentos. “Agora temos embalagens adequadas, equipamentos e tecnologias para explorar o mercado de aerossóis para chantilly”, revela o diretor de operações.

Focada no desenvolvimento de embalagens metálicas de qualidade, a Cerviflan também anuncia o lançamento da Universidade da Lata – um programa de treinamento de embalagens de aço - para todos os interessados do mercado químico e de aerossóis. A iniciativa, que começa a vigorar a partir de 2012, terá como temas a cadeia produtiva, os processos, as matérias-primas, a sustentabilidade, entre outros temas. O curso técnico terá duração de 2 a 3 dias e vai reunir inicialmente 30 pessoas. O objetivo é orientar os profissionais a distinguir, controlar e especificar embalagens que sejam mais adequadas às necessidades de seus produtos. “Sempre trabalhamos oferecendo o que há de melhor em qualidade e mostrando o que é ideal para cada cliente. Com a Universidade da Lata, passaremos nossa experiência adiante”, afirma Lozargo Filho. A empresa criou um hotsite para a Universidade da Lata. Até o final de 2011, os interessados poderão fazer o cadastramento.

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por dentro das leis

Comissão torna obrigatório amassador de latinhas em bares e restaurantes A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio acaba de aprovar o projeto de lei 917/11, do deputado Washington Reis (PMDB-RJ), que obriga bares e restaurantes a instalar em suas dependências amassadores de latinhas de alumínio. Segundo divulgação da Agência Câmara de Notícias, as latas amassadas deverão ser entregues ao serviço público de limpeza urbana ou às cooperativas de catadores. Quem não cumprir essa norma será punido com base na Lei de Crimes Ambientais (9.605/98). O relator, deputado Felipe Bornier (PHS-RJ) recomendou a aprovação. Ele considera importante qualquer iniciativa que tenha como objetivo tornar a cadeia produtiva da reciclagem do alumínio mais eficiente, reduzindo os custos e ampliando o percentual de latas recicladas, desde que a alteração não gere ônus desproporcional à iniciativa privada.

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entrevista

A marca tem conquistado cada vez mais as manicures Principal público-alvo da Mohda Cosméticos, essas profissionais são o centro de atenção das ações realizadas nos pontos de venda que visam a promover a experimentação dos esmaltes

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MARGARET HAYASAKI

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m empreendedor nato que construiu a sua história profissional no mundo dos esmaltes. a experiência de vendedor e distribuidor de uma grande marca de esmaltes foi fundamental para o sucesso do investimento no seu próprio negócio. Em 2008, Pedro Goulart criou a Mohda Cosméticos, que começou com uma linha de carimbos para decoração de unhas. Em 2009, a empresa lançou a sua linha de esmaltes com 40 cores. o portfolio cresceu. Hoje já são 130 cores que pintam as mãos das mulheres brasileiras e garantem um crescimento colorido para o seu negócio. “a meta para 2011 foi superada em agosto, e a previsão é fechar o ano com um crescimento de 45%”, afirma Goulart. “nosso principal desafio é posicionar a Mohda como a quarta marca de esmaltes em três anos.” E o seu sonho é um dia ver os homens usando esmaltes. “Já dizia o poeta o que parece novo hoje já é antigo”, vislumbra o executivo sobre a realização desse sonho. Em entrevista à revista Pack, Pedro Goulart conta como a Mohda Cosméticos está crescendo no concorrido mercado brasileiro de esmaltes. PACK: De que forma a experiência como vendedor e distribuidor de esmaltes foi importante para a criação da marca Mohda Cosméticos? GOULART: a credibilidade junto aos clientes me ajudou muito a lançar a marca Mohda Cosméticos em 2008 que começou com uma linha de carimbos para decoração de esmaltes. Essa credibilidade foi conquistada pelo tempo que atuei nesse mercado - 15 anos, dos quais 11 anos, como vendedor e quatro anos, como distribuidor - em uma grande empresa do setor de esmaltes. isso abriu muitas portas. Hoje o mais difícil é ter oportunidade para lançar o seu produto.

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entrevista

PACK: Como a indústria da beleza conseguiu alçar o esmalte à condição de acessório de moda? GOULART: Na minha visão, isso começou com as atrizes usando esmaltes de cores diferenciadas nas novelas. Hoje as modelos que desfilam no São Paulo Fashion Week pintam as unhas com uma determinada cor ditando uma tendência. Antes, elas usavam a cor branca bem clarinha para não chamar mais atenção do que roupa. Além desse movimento, o esmalte insere qualquer mulher na moda com um baixo custo e ela se sente valorizada. O esmalte democratizou a moda. PACK: E as tendências de cores e texturas?

E acabou dando certo por causa disso. O investimento feito foi logo recuperado. A relação do vendedor com o cliente é primordial, mas para a empresa também é importante. Por isso, buscamos integrar todos os departamentos da empresa no relacionamento com os clientes.

nas lojas, e elas conhecem melhor a nossa linha de produtos. Fazer produtos melhores também é possível por meio do feedback das manicures durante os cursos. Afinal quem entende do produto são elas. O próximo passo é o início desses cursos, em fevereiro de 2012, no Nordeste.

PACK: Dessa relação tão intimista com os clientes surgem novas soluções para o ponto de venda?

PACK: Do tempo em que o senhor começou a atuar no mercado de esmaltes para os dias de hoje quais são as principais transformações nesse negócio?

GOULART: Os lojistas sempre acabam ajudando com ações no ponto de venda. Eles informam o que funciona e o que não funciona no ponto de venda. Muitos deles vêm se especializando no atendimento às manicures, principal público-alvo da Mohda Cosméticos. Para atender essas profissionais, desenvolvemos cursos regularmente em São Paulo, com duração de um dia, que são realizados nos centros técnicos dos lojistas. Os temas são diversos, como técnicas de desenhos artísticos, técnicas de colorimetria, tendências de moda, relacionamento interpessoal entre manicure e cliente. A ideia é promover uma reciclagem profissional para as manicures. Com isso, os lojistas têm um aumento do fluxo de profissionais 18

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GOULART: Além da mudança de hábito da mulher brasileira que passou a enxergar o esmalte como um acessório de moda, impulsionando o consumo de esmaltes, atualmente o segmento tem acesso mais fácil a matérias-primas importadas de qualidade. Diferente do passado quando era preciso buscar essas matériasprimas no exterior, hoje o fornecedor vem até a indústria brasileira oferecer novidades, como uma nova matéria-prima, pigmentos de diferentes texturas, brilhos diferentes etc. E isso aumentou a concorrência. Quando eu comecei a atuar na área de esmaltes, em 1993, existiam somente quatro marcas e, agora, são mais de 40.

GOULART: É tempo do perolado e do metálico com brilho. Durante quatro anos, o mercado trabalhou somente com esmaltes cremosos, mas é um dos fatores que também ajudam a manter o crescimento desse segmento. Continua-se vendendo esmalte cremoso pela grande variedade de cores, mas o esmalte metálico está vindo com força desde o último inverno, e agora, chega com cores de verão e muito mais brilho. Isso é o que vai se usar neste verão. Quem vem ditando tendências de cores são os blogs especializados em esmaltes. Temos uma parceria com 80 blogs que recebem informações sobre os lançamentos da nossa marca. Esses blogs também recebem os esmaltes para testes e opiniões. E, na maioria das vezes, os produtos são bem aceitos. PACK: O verão está chegando. Há novos lançamentos para essa estação? GOULART: Além da linha de esmaltes com tecnologia high definition Mohda HD, que acentua traços e cor, lançada recentemente, em janeiro de 2012, a marca lança uma nova coleção de 10 cores para a estação verão que segue a tendência da moda. PACK: Em meio a tanta concorrência, qual é a estratégia da Mohda Cosméticos para conquistar as consumidoras e se destacar nas prateleiras? GOULART: Quando começamos, ainda não existia esse boom do

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esmalte na prateleira que se vive hoje. Então, não pegamos carona nisso. Para se diferenciar, a empresa realiza um trabalho forte no ponto de venda com o objetivo de posicionar a Mohda ao lado das três principais marcas de esmaltes. E isso foi facilmente conseguido quando escolhemos uma embalagem moderna e chamativa. o molde exclusivo do vidrinho foi desenvolvido em parceria com a Vidraria anchieta. Existe um conjunto de vidro, tampa e rótulo que caiu muito no gosto das consumidoras. Mas também é preciso ter um esmalte de qualidade. Por isso, nossa estratégia é fazer a consumidora experimentar o nosso produto. nos pontos de vendas de todo o Brasil, geralmente, em lojas formadoras de opinião, as promotoras realizam a promoção Compre e aplique. a consumidora compra 4 ou 5 esmaltes da Mohda e ganha uma aplicação do produto na unha que pode ser um desenho artístico. Ela vai perceber a durabilidade do produto na sua mão e fazer a propaganda boca a boca. o consumo do esmalte aumenta sensivelmente no período que a promotora está no ponto de venda. Mas, o importante é que depois que ela vai embora, as lojas sentem o crescimento da venda do produto. isso vem dando certo, e a marca tem conquistado cada vez mais consumidoras fiéis e, principalmente, as manicures. PACK: Hoje quais são os principais pontos de venda dos esmaltes da Mohda Cosméticos? GOULART: nossos principais pontos de vendas são as perfumarias, mas os esmaltes também são comercializados em drogarias e supermercados. nas perfumarias, as manicures sabem que vão encontrar uma grande variedade de marcas de esmaltes. Lá, essas profissionais podem encontrar as 130 cores de esmaltes da Mohda Cosméticos. Uma drogaria trabalha com 40 cores. PACK: O Brasil é considerado o segundo maior mercado do mundo

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O objetivo principal é posicionar a Mohda Cosméticos como a quarta marca de esmaltes no prazo de três anos de esmaltes. O senhor acredita que a alta demanda por esses vidrinhos coloridos tem obrigado o setor a investir cada vez mais em inovações? GOULART: sem dúvida. Como nosso foco é gerar custo-benefício, investimos bastante em pesquisa nas áreas de qualidade e de aceitação do produto. agora o que vem acontecendo é que o amadurecimento de uma ideia para o lançamento de um produto está cada vez mais estreito, pois o mercado está tão ávido por novidades que é necessário apresentá-las a cada dois meses. Hoje, nós conseguimos lançar uma nova cor em 21 dias. só não consigo esse prazo se é o caso de um pigmento exclusivo e importado. PACK: Por conta dessa alta demanda do consumo de esmaltes, a empresa está investindo em sua linha de produção? GOULART: Estamos investindo pesado na linha de produção de esmaltes para atender a demanda de consumo. a Mohda Cosméticos terceiriza a sua produção, e o nosso fabricante de esmaltes, localizado em itaquaquecetuba (sP), está construindo uma nova área de três mil metros quadrados, que começa a operar em janeiro de 2012. a atual capacidade de produção é de três milhões de frascos por mês e, com a ampliação, a planta fabril terá capacidade para 10 a 12 milhões de frascos por mês. PACK: Quais são os principais mercados para os negócios de esmaltes da Mohda Cosméticos? GOULART: são Paulo e as regiões sudeste e nordeste são os principais mercados para os negócios da Mohda Cosméticos. no nordeste, já conseguimos uma distribuição nas principais cidades das capitais e do interior. É um mercado que vem crescendo muito e é ávido por novidades. Estamos em fase de expansão, então o crescimento é bastante vertiginoso, superando o índice de 120% de um ano para o outro. o crescimento

mensal do volume de vendas na região nordeste é de 15% a 20% em relação ao período anterior. isso acontece devido à abertura de novas praças de comercialização da marca. PACK: Quais são as estratégias para a expansão da Mohda Cosméticos no mercado brasileiro e de exportação de esmaltes? GOULART: Já realizamos exportações para angola, Moçambique e ilha da reunião, e, agora, há negociações na américa do sul, mas o foco do nosso negócio é o mercado interno. somos uma empresa muito nova e ainda não atingimos 100% do território nacional. Hoje, a marca só não está presente no Centro-oeste. Mas, ainda este ano, vamos iniciar o nosso trabalho nessa região. PACK: E os planos de crescimento para a marca? GOULART: o objetivo principal é posicionar a Mohda Cosméticos como a quarta marca de esmaltes no prazo de três anos. Em 2011, a empresa atingiu a meta de crescimento planejada para o ano, em agosto último. Com a chegada da primavera e do verão e do aquecimento natural do mercado, a expectativa é fechar o ano com um crescimento de 45%. Editora Editora Banas Banas

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Tampa aromática promete mais sabor

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A coreana Mint Urban Technologies lança uma tampa plástica aromática, cujo design inovador melhora a experiência de consumo do café

DA REDAÇÃO

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ma ideia original que promete agradar os apreciadores de café mundo afora. A novidade é da coreana Mint Urban Technologies Ltd., uma companhia que produz tampas para copos de café e outras bebidas. Ela acredita que alguém na indústria do consumo do café em movimento, certamente, sabe apreciar a diferença entre o bom e o péssimo sabor do copo de café. Entretanto, muitos varejistas e clientes ainda não perceberam que o café não apresenta um bom sabor quando consumido através de típicas tampas de café. O segredo está no plástico, explica Marc Miller, da Mint. “A tampa de café bloqueia o aroma exalado pelo café. Isso acontece porque o sabor é 95% aroma, e as tampas de café tradicionais não permitem aos consumidores experimentar todo o sabor de nossa bebida favorita no café da manhã. É como comer comida estando resfriado, ou seja, sem sabor. Essa é uma explicação simples”, afirma o executivo. Mike Newcomb, vice-presidente internacional de negócios da Mint, afirma que o calor do café aquece o plástico de uma tampa tradicional, e a fragrância do poliestireno de alto impacto (HIPS) é emitida. “Esse odor, apesar de sutil, confere à bebida um gosto de plástico que pode comprometer o sabor de um excelente café. Isso não é atraente para os padrões de consumo de ninguém.” A ideia que está por trás da tampa Aroma Lid™ desenvolvida pela Mint é que o sabor original do café e o sabor sejam preservados com a adição de um segundo elemento no design da tampa de café comum. Esse segundo elemento consiste no material aromático que pode ser melhorado em vez de ser reduzido a partir do cheiro original. “O café Premium é avaliado pelo aroma”, destaca Marc Miller. A fragrância do café foi adicionada à tampa, eliminando o sabor do plástico e a sua vida útil é de seis meses. “O aroma que usamos é muito leve”, continua

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Tampa Aroma Lid™ oferece seis meses de vida útil

Miller. “Nós só precisamos que ele fosse muito sutil para que os receptores do cérebro reconhecessem o aroma aprimorado. O bottom line é que a Aroma Lid vai tornar o sabor do café melhor do que qualquer outra tampa de café no mercado. E isso é uma notícia fantástica para o mercado de consumo em movimento”, destaca. A tampa primária é feita de material plástico que atende aos padrões de grau alimentício, enquanto a tampa secundária pode ser produzida de uma série de materiais especiais para enriquecer o sabor do café. A tampa primária grau alimentício entra em contato com o café, enquanto a tampa secundária permanece no topo da tampa primária, evitando o contato com a bebida quente. O uso dessa tampa premium é que vai garantir que o café da cafeteria tenha um sabor melhor, agora protegido pelo plástico com fragrância especial. A Mint Urban Technologies traz uma abordagem inovadora para a

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preservação do sabor do café que também pode ser vista na sua nova linha de produtos Two que as marcas podem customizar com a exclusiva tecnologia de dupla tampa. A empresa está oferecendo a novidade para as cafeterias que provavelmente irão desfrutar dos benefícios de oferecer o sabor original do café sem mudar os ingredientes ou o processo de servir a bebida. A companhia também fornece tampas biodegradáveis de café, altamente resistentes, como parte do seu portfolio.

INFORMAÇÕES MINT URBAN TECHNOLOGIES tel.: +85225444200 | www.mintcan.com

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Tubos verdes Com o compromisso de usar mais embalagens amigas do meio ambiente, a L’Occitane´trabalhou com a Albéa para o lançamento da linha de produtos Verdon e Aromachologie. A Albéa ofereceu a possibilidade de utilizar material pósconsumo reciclado de garrafas de leite recicladas, reduzindo a pegada de carbono em até 10%. Os novos tubos verdes feitos para a L’Occitane têm corpo e tampas com quase 50% de plástico pós-consumo reciclado. Para o umedecedor Outdoor da linha Verdon foi escolhido o tubo Soft Precitube™ com 30mm de diâmetro e pump sem ar que garante máxima proteção para a fórmula natural e dosagem precisa, além de evitar qualquer oxidação do produto mesmo depois do uso. Finalmente, na linha Aromachologie, a máscara concentrada com cinco óleos essenciais ganhou o tubo de 40mm de diâmetro com um bico de cânula. Esse aplicador específico oferece maior precisão na dosagem e distribuição do produto que pode ser aplicado diretamente e de forma mais higiênica. Albéa, tel:+33181931987.

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lançamentos internacionais

Apelo premium A agência de inovação e design Nine acaba de conquistar o prêmio Pentaward´s Best of the Show pela embalagem PET Premium para a água mineral Ramlösa. “Estamos muito felizes pelo prêmio. Isso mostra que a Nine é um parceiro inovador para a indústria de produtos de consumo que compreende a importância de embalagens inteligentes como uma ferramenta competitiva”, afirma Jon Haag, da Nine. A Nine desenvolveu a inovadora solução de embalagem para a versão premium de Ramlösa, da sueca Carlsberg, para ser comercializada em restaurantes, bares e clubes. A agência foi convocada para pesquisar e identificar uma nova embalagem em um material que não fosse o vidro, mas que oferecesse apelo premium e a experiência de valor de um produto ícone. O processo de design da embalagem levou um ano e foi desenvolvido em parceria com a No Picnic..

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Nine, tel.: +46 (0)70-207 25 57.

Imitando o vidro A Amcor Rigid Plastics, grande fabricante de embalagem PET, desenvolveu potes de boca larga de 680 gramas para alimentos envasados a quente a temperaturas de até 205º F. “A Amcor elevou os potes de boca larga para envase a quente para um novo nível, combinando o design de paredes arredondadas e a nova tecnologia blow-trim para criar um embalagem PET que imita o vidro”, afirma Ron McFarlane, engenheiro da empresa. A tecnologia Performance Widemouth (PWM) entrega um design único sem painel. “A garrafa de quatro nervuras horizontais e paredes rígidas resiste ao vácuo, bem como ao resfriamento, mantendo o formato da embalagem”, acrescenta. O pote apresenta diâmetro de 63 mm e pesa 51 gramas. Amcor, tel.: (734) 302-2515

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Formato compacto A Ball Packaging Europe, uma das maiores fabricantes de latas da Europa, apresenta a nova Handy Can. Mais baixa e compacta, o novo formato da lata de 250ml se destaca no ponto de venda. O volume de envase da Handy Can é igual ao da lata Sleek, mas o diâmetro é o mesmo da lata de 330ml, tornando-a mais baixa. Devido à sua leveza, a lata é a embalagem ideal para o consumo em movimento. Pode ser facilmente transportada em bolsas de mão e cestas de piquenique. Além disso, ela permite a Britvic e a PepsiCo preencher uma lacuna no mercado de multipacks. “Nós sabemos por meio de pesquisa que os consumidores compram bebidas baseados no número de latas de uma multipack. Mais latas em uma multipack significam mais ocasiões de consumo e mais latas para compartilhar”, afirma Noel Clarke, controlador da marca da Britvic.

Presença única na prateleira Utilizando a tecnologia de conversão Totani, a Ampac agora oferece maior variedade, eficiência e qualidade em embalagem flexível do tipo box pouch. Ela disponibiliza quatro diferentes estilos para uma presença única na prateleira – fundo plano totalmente sanfonado, fundo plano com reforço sanfonado, fundo reforçado, e fundo e topo plano. Um display com cinco painéis com impressão registrada na frente, verso, fundo e lateral proporciona um excelente outdoor e melhora a apresentação da embalagem com um fundo totalmente plano. “A tecnologia Totani realmente melhora a presença de prateleira com excelente apelo visual. O novo pouch é um formato moderno de embalagem para donos de marcas e permite reduzir o consumo de materiais”, afirma Sal Pellingra, diretor de inovação da Ampac.

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Ball Packaging Europe, tel.: +49 2102 130 451.

Ampac, tel.: (513) 671-1777.

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A indústria corteja o pequeno varejo Ao conhecer as peculiaridades e os potenciais do pequeno varejo, é possível, por exemplo, usar melhor o espaço nas prateleiras com uma embalagem adequada para exposição e venda do produto

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PENETRAÇÃO DOS CANAIS DE VENDA 2500

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MARGARET HAYASAKI

pequeno varejo está presente no dia a dia de compra dos consumidores brasileiros. Cada vez mais, mercadinhos, padarias, lojas de conveniência e farmácias conquistam clientes com a facilidade de acesso, bons preços e diversificação de produtos. E as indústrias de produtos de consumo já perceberam a força desse pequeno varejo também conhecido como varejo de vizinhança. “atualmente, os consumidores vêm diminuindo seu ticket médio no momento da compra e aumentando a frequência de ida ao supermercado. Com isso, estar próximo do consumidor tornou-se estratégico. É nessa tendência que o supermercado de bairro vem ganhando espaço e importância nos últimos anos”, afirma ricardo araújo ribeiral, diretor-superintendente da inaceres. “Para a marca de palmitos Gini, o momento é de aumentar sua exposição e versatilidade por meio de uma melhor distribuição e penetração”, completa. Esse canal de venda também é estratégico para a indústria de alimentos construir a marca sem bater de frente com pesos pesados do setor. É o caso da dori alimentos, fabricante de balas, chicletes, pirulitos, pirulitos mastigáveis, pastilhas de chocolates, chocolates granulados, amendoins doces e salgados, balas de goma de amido e confeitadas. “Como trabalhamos com aproximadamente 90 distribuidores por todo o Brasil e também com vendedores diretos, temos certeza que o pequeno varejo nos ajudou muito na pulverização de nossos produtos. são esses pequenos varejistas que colocam os produtos diretamente nas mãos dos consumidores de maneira democrática”, ressalta Jean Carlos Paiva, gerente de marketing da empresa. Já a catarinense Lielos Cosméticos, marca de produtos de beleza e cuidados com a pele, de Bruno G. rebouças, sócio-diretor da empresa, enxerga o pequeno varejo como uma estratégia para obter uma base sólida de clientes, diversificada e parceira. a sua linha de produtos é comercializada em farmácias, drogarias; lojas de cosméticos; clínicas de estéticas e minimercados de todo o Brasil. Mas para ter sucesso nesse canal de venda é preciso conhecer as peculiaridades e os potenciais desse negócio, bem como o ponto de venda. Um dos diferenciais

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clientes e consumidores merecem”, revela Paiva. isael Pinto, presidente da General Brands, fabricante de refresco em pó e sucos prontos para beber, afirma que toda embalagem é pensada para todos os tipos de canais atendidos pela empresa. “Promovemos pesquisas e adequamos uma versão ao

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Caixa display de balcão com nove embalagens

Toda embalagem é pensada para todos os tipos de canais atendidos pela General Brands

a embalagem tem papel fundamental não apenas nas prateleiras, mas também nas movimentações entre os centros de distribuição. “no caso do pequeno varejo, por se tratar de embalagens menores e maiores volumes, existe todo um trabalho de um comitê de embalagens multidisciplinar na dori alimentos que envolve diversas áreas em busca de melhorias nas embalagens e na paletização para que a distribuição logística aconteça nos padrões de qualidade que os

pequeno varejo”. Para rebouças, da Lielos Cosméticos, a embalagem é o primeiro contato do cliente com o produto, parte fundamental para fazer com que o consumidor seja atraído e confie na qualidade de uma marca. “a Lielos inicialmente não usava embalagens secundárias e, desde outubro, passou a utilizar cartuchos em

O SHOPPER ESTÁ INDO MAIS ÀS COMPRAS

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por segmento (casa de carnes, padarias, varejões etc) para ter não só um trabalho de atuação focado, mas uma leitura clara sobre e eficácia das ações que estamos executando”, esclarece o diretor-superintendente.

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O pequeno varejo ajudou muito na pulverização dos produtos da Dori Alimentos

Com esse modelo de caixa-display balcão, a empresa espera que a distribuição dos palmitos Gini alcance uma amplitude ainda maior ao estar à disposição nos pequenos canais de todo o Brasil, principalmente, no Estado de são Paulo, onde a marca é mais conhecida. “antes desse modelo de display, os palmitos Gini já eram comercializados no pequeno varejo, mas muito pontualmente e de forma concentrada. a caixa-display oferece uma série de vantagens aos canais de venda, como aumento de vendas e novos consumidores”, reitera ribeiral. o canal definido pela inaceres para atingir o pequeno varejo foi o de distribuidores. “Para isso, estamos abrindo distribuidores especializados

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do pequeno varejo é a proximidade com o seu público, o que facilita o relacionamento de familiaridade. Mas, por outro lado esse canal de compra impõe desafios, como o reduzido espaço nas gôndolas para exposição dos produtos e o pequeno volume individual de cada loja. E aí entra o papel da embalagem adequada no ponto de venda. a inaceres desenvolveu uma caixa-display de balcão com nove embalagens de palmitos Gini para atender o pequeno varejo. “o processo de compra do palmito não é planejado pelo consumidor como faz normalmente com outros alimentos do dia a dia, como arroz, feijão e carnes, portanto, a exposição da caixa-display estimula e, consequentemente, aumenta o consumo do palmito em conserva”, destaca ribeiral. segundo ele, o pequeno varejo tem suas peculiaridades e, por isso, é preciso estar atento a isso no momento de criar soluções e produtos para eles. “Foi partindo desse raciocínio que iniciamos esse projeto. na nossa pesquisa, questões como espaço de gôndola, capacidade de investimento e necessidade de giro rápido surgiram como cruciais para esse canal. Com isso, diminuímos a quantidade de 15 para 9 frascos por caixa display.” Para traduzir as necessidades do pequeno varejo em uma embalagem prática e simples de ser utilizada, o envolvimento do fornecedor foi primordial no desenvolvimento da caixa-display de balcão.

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Fonte: Nielsen/Shopper Visions

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A Lielos Cosméticos conta com uma equipe de vendas que visita constantemente os clientes, analisando de que forma os produtos são expostos todos os sete produtos da linha, divididos em três categorias: protetores solar corporal e facial e hidratante para as mãos.”

ESTOQUE DIMINUTO: UM DESAFIO NO PEQUENO VAREJO O controle de reposição de estoque de produtos é um desafio para o pequeno varejo que tem estoques diminutos. Para a marca sempre estar presente na gôndola desse importante canal de vendas, a rede de 77 distribuidores espalhados pelos 27 Estados do Brasil da General Brands realiza visitas bi ou tri semanais. Já a Lielo Cosméticos conta com uma equipe de vendas que visita constantemente os clientes, analisando de que forma os produtos são expostos e cuida com relação à reposição dos itens nas prateleiras. “Acreditamos que se estivermos sempre presente, podemos sentir o andamento do nosso negócio”, diz Rebouças.

A Dori Alimentos ainda vem trabalhando muito essa questão do controle de reposição de estoque. A empresa avalia os processos que envolvem a equipe de vendas a partir do controle de vendas, analisa o tempo de giro de produtos nos clientes e realiza gestão individual cliente a cliente para entender o potencial de cada distribuidor e o do pequeno varejo, bem como de sua equipe de venda direta. Segundo Paiva, esse trabalho está sendo realizado com a implantação de Tablets para a equipe de vendas da empresa para obter todas as informações e lançar em uma base inteligente que permita cruzar os dados e analisar o potencial e giro de produtos nos clientes, cujo objetivo é alcançar um melhor mix de produtos/vendas  de cada cliente. “Feito isso, poderemos trabalhar ainda melhor os conceitos, como positivação, rentabilidade e cobertura. Após tudo isso implantado, nós acreditamos que poderemos partir para análises de equipes de merchandising, roteiros, rupturas etc. Nesse momento, estamos

Bruno G. Rebouças, sócio-diretor da Lielos Cosméticos

na fase de captura das informações, depositando-as numa central de inteligência que vem trabalhando os dados para transformá-los em ações”, informa o gerente de marketing.

INFORMAÇÕES DORI ALIMENTOS tel.: (14) 3408-3000 | www.dori.com.br GENERAL BRANDS tel.: 0800-7272267 | www.generalbrands.com.br INACERES tel.: 0800-7727080 | www.inaceres.com.br LIELOS COSMÉTICOS tel.: (48) 3235-2020 | www.lielos.com.br

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especial codificação

Tecnologia à prova de fraudes Investimento em máquinas codificadoras adequadas protegem mais o produto, a marca e o consumidor

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indústria ilegal se tornou um sério problema mundo afora. Produtos falsificados causam perdas econômicas às empresas, além de prejuízos à saúde dos consumidores. Uma boa estratégia para intensificar o combate à falsificação e proteger a reputação da marca é o investimento em tecnologia de codificação. Mas essa preocupação ainda não atinge todos os fabricantes de produtos de consumo que atuam no Brasil. Claudia Pereira, regional marketing & CRM América Latina, da Markem-Imaje, afirma que antes de se preocupar com falsificações, o fabricante, na hora da compra da tecnologia, quer ter primeiro informações sobre economia, sustentabilidade, serviços etc. “É difícil a procura por uma codificação mais segura para evitar falsificações”, lamenta. Diferentemente de indústrias globalizadas. “Grandes fabricantes de produtos de consumo que têm marcas de maior valor agregado se preocupam mais em combater a falsificação”, compara. Diferentes recursos tecnológicos estão disponíveis para combater o impacto crescente do comércio de produtos falsificados. Pensando a marca como o maior ativo de uma companhia, a simples adulteração de um produto pode 30

ter um efeito negativo difícil de mensurar e, portanto, as tecnologias de codifi-cação disponíveis podem auxiliar para proteger a marca desse ato criminoso. “As tecnologias disponíveis permitem, por exemplo, a impressão de um código invisível, na verdade legível com uma luz especial, que pode acrescentar mais segurança na marcação de um produto de maior valor agregado”, ressalta Wagner Gennari, gerente da divisão de codificação industrial da Sunnyvale. Também há soluções mais acessíveis para combater a indústria da falsificação. Marcelo Arante, diretor-comercial da Qualijet, diz

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em embalagens de salgadinhos em vez de hot-stamping que sai.

que existem formas fáceis e de baixo custo, como por exemplo, a inclusão de códigos tipo 2D, QR ou números seriais promocionais. o mercado de codificação segue aprimorando sua tecnologia para aumentar a eficiência no combate à ilegalidade. “Uma boa codificação evita fraudes. tecnologias adequadas ao substrato da embalagem permitem proteger mais o produto e o consumidor”, destaca Claudia Pereira, da Markem-Imaje. Ela cita alguns exemplos disso, como codificar produtos congelados com tintas que não derretem; usar tinta que não sai sem lavagem especial; e tecnologia de termotransferência

outro importante avanço da indústria de codificação atende a indústria farmacêutica no combate à falsificação de medicamentos. segundo Paulo Machado, diretor de produto da Videojet para América Latina, alguns segmentos do mercado já estão partindo para codificação individual de cada produto, o que no mercado é chamado de serialização. “Ela consiste na impressão de um número de série em formatos que podem ser lidos eletronicamente. Com a leitura e o armazenamento desses códigos em cada transação na cadeia logística, o produto pode ser facilmente rastreado”, diz. Com isso, o consumidor poderá verificar qual o caminho percorrido pelo produto eletronicamente e constatar se é um produto falsificado, roubado ou adulterado. “o Brasil está caminhando nesse sentido no segmento farmacêutico com a normativa da Anvisa que está para ser divulgada. o próximo passo seria estender para outros segmentos”, acredita o executivo. nesse negócio, a parceria do fornecedor de máquinas de codificação com a indústria de produtos de consumo é essencial para a sua contínua evolução. “o fabricante de máquinas codificadoras deve acompanhar todo o processo de embalagem para adequar a tecnologia ao substrato utilizado na linha de produção”, afirma Claudia Pereira, da Markem-Imaje. “Além de auxiliar a indústria de produtos

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Alguns segmentos do mercado já estão partindo para codificação individual de cada produto

Paulo Machado, diretor de produto Videojet para América Latina

de consumo na definição de onde serão colocadas as informações e ainda proteger o produto, a marca, introduzindo mais informações para necessidades de rastreabilidade e fazendo processos duplos de codificação, ou seja, duas marcações em diferentes lugares. Essas ações podem garantir uma boa parceria e caminhar para uma maior segurança em relação às falsificações”, acredita a executiva. Quem também defende essa parceria para o avanço do setor de codificação é Helio Augusto Jardim, diretor-comercial da Comprint. “Atualmente, todas as empresas produtoras de sistemas de codificação em suas diferentes tecnologias mantêm relacionamento constante com clientes produtores de bens de consumo no sentido de debater e criar novas soluções com o propósito de aprimorar mais e mais a proteção aos produtos e marcas”, ressalta. EDItoRA BAnAs

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A tecnologia a laser é uma excelente opção para evitar a adulteração de prazos de validade de produtos Essa também é a opinião de Edvaldo Felix da silva, do departamento comercial da Lanin. “Para realmente se fechar o cerco contra as falsificações, o envolvimento de todos é primordial, pois somente quando produtor, distribuidor e consumidor final estiverem afinados, as irregularidades tendem a diminuir.”

EFICIÊNCIA NO COMBATE À ADULTERAÇÃO DO PRAZO DE VALIDADE

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Além da falsificação de produtos, outro desafio da indústria de bens de consumo não duráveis é o combate a uma nova fraude, que ganhou a mídia de massa: a adulteração do prazo de validade de alimentos e de bebidas. nesse contexto também, a indústria de codificação cumpre um importante papel. “A tecnologia a laser é uma excelente opção para evitar a adulteração de prazos de validade de produtos, pois na maioria dos substratos a marcação torna-se indelével, ou seja, não permite a sua

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Diferentes tecnologias de codificação podem evitar fraude

remoção e, portanto, virtualmente elimina qualquer possibilidade de remarcação do prazo de validade, data de fabricação e/ou número de lote daquele produto”, afirma Wagner Gennari, da sunnyvale. Mas há outras tecnologias além do laser que podem combater essa fraude. Claudia Pereira, da Markem-Imaje, afirma que o fabricante pode utilizar máquinas de impressa a jato de tinta para vidro com tinta indelével, marcação em termotransferência. “A marcação é feita de forma permanente e, nem raspando, é possível adulterar, apenas com uma lavagem especial”, ressalta.

MERCADO AQUECIDO no entanto, apesar da importância da tecnologia de codificação para ajudar no combate à indústria ilegal, a sua crescente demanda no mercado brasileiro ainda não é um reflexo disso. “As indústrias farmacêuticas e alimentícias buscam aprimorar suas linhas de produção

Wagner Gennari, gerente da divisão de codificação industrial da Sunnyvale

em termos de melhores tecnologias de codificação. Elas estão buscando instalar codificadoras a laser que são mais adequadas a esse tipo de marcação mais limpa. na verdade, não sentimos o aumento da demanda pela tecnologia de codificação com o objetivo de combater a falsificação do produto e sim por ela ser automática”, salienta Claudia Pereira, da Markem-Imaje. segundo ela, para os pequenos fabricantes, instalar uma codificadora na sua linha de produção significa um step para a modernidade. “Para a grande maioria das indústrias do mercado, uma necessidade legal. Acredito que ainda não temos uma conscientização segura que leve a indústria a uma efetiva batalha contra as falsificações”, acrescenta. Este ano, a previsão de crescimento do negócio de codificação da Markem-Imaje é de aproximadamente 10%. “A indústria de bens de consumo investe constantemente na atualização de seus sistemas de codificação, seja em termos de simples renovação de equipamentos quanto na substituição ou troca de tecnologia. A possibilidade de rastreamento total de seus produtos no mercado é hoje tratada pelas indústrias com absoluta seriedade”, afirma Helio Augusto Jardim, da Comprint.

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de impressoras antigas instaladas que necessitam de substituição. “Mais de 70% de nossas vendas atualmente são feitas para substituir impressoras existentes”, diz. Quem também está colhendo os frutos do mercado aquecido de codificação é a Videojet Brasil. Segundo Paulo Machado, a previsão é que o negócio cresça 1,5 vezes o PIB. (M.H.)

INFORMAÇÕES COMPRINT tel.: (11) 3371-3371 | www.comprint.com.br

Marcelo Arante, diretor-comercial da Qualijet

A empresa espera crescer 30%, em 2011. Apesar da crise europeia e da volatilidade da cotação do dólar, a Sunnyvale está bem otimista com os resultados de 2011. “No último trimestre, deve-

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LANIN tel.: (11) 3906-7381 | www.lanin.com.br

mos superar as metas estabelecidas no início do ano”, afirma Wagner Gennari, sem revelar números. A Qualijet está a todo vapor. Marcelo Arante, diretor-comercial da empresa, afirma que há um grande percentual

MARKEM-IMAJE tel.: (11) 3305-9455 | www.markem-imaje.com.br QUALIJET tel.: (11) 4191-4242 | www.qualijet.com.br SUNNYVALE tel.: (11) 3048-0147 | www.sunnyvale.com.br VIDEOJET DO BRASIL tel.: (11) 4689-8800 | www.videojet.com

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especial fórum estratégico de design Foto: Divulgação

Evento atraiu profissionais de diversos setores da cadeia de embalagem

Conecte-se com o novo consumidor Fórum Estratégico de Embalagem realizado pelo Comitê de Design Estratégico mostra a importância do design como item estratégico para empresas, marcas, produtos e serviços

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om o tema Consumidor 3.0: a nova consciência de consumo, o Fórum Estratégico de Design realizado em outubro último, pelo Comitê de Design Estratégico da Associação Brasileira de Embalagem (Abre) objetivou mostrar como a cadeia produtiva e usuária de embalagem pode lidar com esse novo consumidor, fazendo dele um grande aliado.

Dentro desse contexto, a Box 1824, empresa de pesquisa, tendência e análises de consumo e de comportamento, criou uma técnica inovadora que é baseada na etnografia, na qual viver a realidade dos consumidores dentro do ambiente deles é cada vez mais importante. Rony Rodrigues, sócio-fundador da Box 1824, elenca, como exemplos de sucesso dessa técnica de observação participativa, o lançamento do novo Uno, da Fiat, segundo carro mais vendido do Brasil, e o tênis Olympikus Tube, que vende 60 mil pares por mês. Atualmente, a empresa está trabalhando em uma pesquisa para o desenvolvimento da nova embalagem da água de coco Kero Coco que deve ser lançada no primeiro semestre de 2012. O principal foco da palestra foi o estudo We All Want to Be Young – resultado de cinco anos de pesquisas sobre o comportamento dos jovens – que também ganhou um vídeo que já foi visto na Internet por dois milhões de jovens. We All Want do Be Young é baseado em oito insights – O Poder dos Jovens na Sociedade; Primeira Geração Global; Conteúdo Pessoal, Efeito Coletivo; Novos Filtros de Informação; Linguagem não Linear; Geração Slash/Slash (estilos e tribos); Trabalho com Prazer; Online x Offline. “Os jovens da geração Millenials, com idade de 18 a 24 anos, estão em busca do novo, se adaptam facilmente às novas tecnologias e têm maior poder aquisitivo, influenciando o consumo de outras pessoas. Quem tem mais de 34

25 anos olha para esses jovens para se atualizar”, afirma Rodrigues. A análise semiótica da chave é o grande código das mudanças de comportamento de uma geração de jovens para outra. Antes da segunda guerra mundial, explica Rodrigues, os jovens carregavam a identidade no bolso. “A geração Baby Boomers marcou a entrada das mulheres no mercado de trabalho e o boom das universitárias. Os jovens começaram a trabalhar mais cedo e ganharam a chave da casa”, explica. Ele continua: “A geração X ganhou a chave do quarto, ou seja, da privacidade. Hoje, os jovens ganharam a chave do ir e vir. Eles se trancam no quarto com computador, mas têm a senha para se comunicar com outros mundos”. Não há mais a lógica de tempo e espaço com o uso da Internet. “Os jovens podem criar campanhas para ajudar as vítimas do tsunami, na Tailândia, em vez de ajudar alguém no Brasil porque acreditam que elas precisam mais. Não existe mais uma comunicação regional, mas uma comunicação global.” Com esse cenário, segundo o sócio-fundador da Box 1824, há uma visibilidade maior e um desafio ainda maior para criar marcas globais. Mas ao mesmo tempo em que o mundo da Internet propicia um caldeirão de

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as gerações anteriores, mas é difícil de conquistar essa conexão emocional forte. Mas quando isso acontece, eles são advogados da marca”, finaliza Liedke. Economia criativa – redesenhando a economia para um mundo em transformação foi o tema de ana Carla Fonseca, diretora da Garimpo soluções. “atualmente a confluência de fatores, como a desindustrialização da cadeia de produção e a fragmentação das cadeias de forma como nunca se viu – a sola do sapato pode ser produzida na Malásia, o couro, em Marrocos, a marca é dos Estados Unidos, e o produto co-

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informações, ela cria a ansiedade crônica nos jovens. “Para se ter uma ideia, em nova iorque, nos Estados Unidos, o jovem recebe, em média, quatro mil impactos publicitários”, afirma Lucas Liedke, diretor da área de trends da Box 1824. além disso, eles têm dificuldade para um aprendizado linear, pois têm focos diversos e interesses simultâneos. “Com essa angústia de consumir informação, a linguagem dos jovens hoje também é mais essencialista, pois agrega mais pessoas mais rapidamente. o desafio é de como ter uma linguagem mais interessante de ser

Ana Carla Fonseca, diretora da Garimpo Soluções

Os jovens são mais plurais e autênticos na forma de se expressar. Agora, eles querem neutralizar as diferenças e se identificar com todo mundo

outra mudança de comportamento é que a geração de jovens de hoje não quer ser enquadrada em determinados grupos. “os jovens são mais plurais e autênticos na forma de se expressar. agora, eles querem neutralizar as diferenças e se identificar com todo mundo”, afirma Liedke. Um bom exemplo disso, segundo rodrigues, é a igreja evangélica Bola de neve, que realiza cultos em ritmo de reggae e atrai jovens surfistas. num universo de excesso de escolhas e produtos é extremamente difícil de conseguir desenvolver algo relevante, mas rodrigues defende o uso da criatividade para inovar. “isso é possível mesmo sem muitos recursos. nada é mais forte do que uma boa ideia”, diz. Ele cita o exemplo de uma campanha criada por ele, no início de sua carreira, para um desodorante da marca senador, que consistia em um adesivo que era colado em corrimões de ônibus com a seguinte frase: “Quem usa senador, levanta o braço”. o jovem, aos 18 anos, ganhou o primeiro leão de Cannes, o primeiro do rio Grande do sul. Um recado importante para quem deseja conquistar esses novos jovens consumidores. “os jovens da geração Millenials são mais fiéis do que todas

mercializado no Brasil – promove uma concorrência acirrada. Cada pedacinho concorre com outros pedacinhos no mundo, senão vai brigar em cima de preço e comoditização”, afirma. ainda existe a intensificação dos fluxos financeiros e tecnologias que são conectados por um clique. “são mais facilmente transferíveis. Vivemos uma nova fase de globalização e novas tecnologias digitais. o acesso ao global mais a valorização do local representam a base da economia criativa”, ressalta. a sustentabilidade da embalagem também foi tema do evento. o case do papel higiênico neve naturali Compacto, da Kimberly-Clark, foi apresentado por Cláudio Malagoni Buiatti, diretor-regional P&td Family Care da Kimberly-Clark. “Em 2009, a redução do impacto ambiental com a nova embalagem foi de 29% de eficiência de transporte, 42% no consumo de embalagem e 80% das entregas com caminhões movidos a óleo diesel foi substituída por gás natural”, destaca o executivo. isso é possível graças ao programa Ecological, que estabelece a aquisição responsável de matériasprimas, redução do impacto ambiental e o design for environmental. “o programa é validado por peritos em sustentabilidade, como Joseph Fiksul, andrew Winston e ricardo Young, do Brasil”, afirma. “o que nós queremos é evitar o greenwashing. Queremos

Da esq. para direita: Carlos Zardo, coordenador do Comitê de Design da Abre, Lucas Liedke, diretor da área de trends da Box 1824, e Rony Rodrigues, sócio-fundador da Box 1824

entregar produtos realmente sustentáveis”, acrescenta. a palestra design thinking & inovação: uma abordagem pragmática apresentou os desafios da inovação, muitas vezes, com mais ênfase no processo do que nos resultados. Esse foi o tema de Fabricio dore, gerente de inovação do itaú e dario Buzzini, diretor de design da ideo nova iorque e Europa, consultoria de design e inovação. “Exercitar a percepção é fundamental. Uma simples gambiarra pode virar uma boa solução. os designers não entendem de negócio nem de tecnologias, mas entendem de pessoas”, afirma dore. a ideia é adicionar valor e estimular a experimentação de quem usa o produto e quem nunca usou o produto. “Uma loja verde, do reino Unido, vende produtos sem embalagem. Ela vende estilo de vida. É uma grande mensagem”, afirma. (M.H.) INFORMAÇÕES ABRE tel.: (11) 3082-9722 | www.abre.org.br

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consumida”, diz. Esse também é o desafio para as informações nas embalagens que devem ser mais diretas, envolventes e atraentes.

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Sem perder a identidade redonda

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direto da gôndola

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A preocupação em preservar a forma redonda foi decisiva e até hoje é um dos poucos potes da categoria que tem esse shape a marca adotou um padrão de cor: laranja para a manteiga tradicional e amarela para a manteiga sem sal.

Manteiga Aviação é um exemplo ou case de empresa atenta ao mercado, a seus consumidores e aos preceitos de marca e design ASSUNTA NAPOLITANO CAMILO*

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manteiga Aviação está presente nos lares brasileiros como uma referência da categoria, desde 1920, quase um século! É reconhecida pelo seu sabor e, claro, pelos seus equities ou características únicas. Os elementos que construíram a marca são: a marca, os elementos gráficos, a linguagem, as cores e a forma. Atenta a isso e às novas demandas dos consumidores, a Laticínios Aviação lançou sua tradicional manteiga em embalagens plásticas termoformadas, acompanhando toda a categoria e a categoria de margarina. Embora alguns consumidores sejam fiéis à embalagem tradicional da latinha laranja, muitos adoraram a novidade, enfim,

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poderiam ter o produto da infância ou preferido dentro da sua conveniência. Os tempos são outros. Atualmente, segundo a empresa, cerca de 50% da produção da manteiga é comercializada em potes plásticos de 200 gramas, 25% em latinhas de aço e 25% em tabletes de papel laminado. A preocupação em manter a identidade da marca, preservando a forma redonda, foi decisiva e, até hoje, é um dos poucos potes plásticos termoformados da categoria que tem esse shape. Aproveitaram a nova apresentação para lançar também a opção sem sal, atendendo os novos consumidores preocupados com teores de sódio na alimentação. Para a identificação imediata do produto pelos consumidores

A cada momento surgem novas situações de consumo e com elas a evolução das necessidades dos consumidores. Então, a Laticínios Aviação percebeu a demanda por embalagens unidoses para atender os segmentos de catering e hotéis. A opção pelo formato redondo para as embalagens unidoses diferencia a marca nas novas ocasiões de consumo da manteiga. Além de simpática, a forma remete claramente à marca e mantém, dessa forma, uma unidade de linguagem e um padrão. A exclusividade da forma é o chamariz da marca Aviação, diferenciando-a das demais manteigas que estão em embalagens de formatos retangulares. Parabéns à empresa que soube desenvolver de forma estratégica sua identidade de marca por meio das características das suas embalagens. Melhor que aplausos, com certeza, é o aumento significativo de vendas! Embalagem melhor. Resultado melhor.

* Assunta Napolitano Camilo é diretora do Instituto de Embalagens e da consultoria FuturePack

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Fotos: Leandro Andrade

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A impressora do

realismo A

tecnologia de imprimir 3D todo mundo já conhece. Afinal, ela foi desenvolvida, em 1984, pelo inventor americano Charles Hull, também conhecido como Chuck Hull. A técnica nomeada como estereolitografia foi patenteada em 1986. A partir daí até hoje, muito foi aperfeiçoado e a evolução técnica contou com colaborações de outros inventores. Em 1993, foi a vez do MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, colaborar com a “3 Dimensional Printing Techniques (3DP)” similar à inkjet usada na impressão 2D. Foi nos laboratórios da ZCorporation que aconteceram as inovações que, em 1995, obtiveram licença exclusiva para usar a tecnologia 3DP. Assim, começou a fabricação de máquinas de impressão tridimensional. Em 2005, a empresa lançou a primeira impressora 3D colorida de alta definição, a Z510. Em 2011, o Brasil entrou nessa história. A responsável? A Imprimate é a primeira empresa a trabalhar com impressão 3D no País. Ao adquirir a máquina de última geração, a Z650, a Imprimate se tornou a única companhia nacional capaz de criar e comercializar protótipos perfeitos com texturas, imagens em alta resolução e uma infinita cartela de cores. A inovação está no fato de a Z650 conseguir envolver o design, a usabilidade e o conceito com o processo produtivo e sua finalização. Normalmente, em um processo de desenvolvimento de produto, embalagem, peça ou projeto, o protótipo fica para a fase final de toda a criação, pois, além de ser demorado, envolve muito investimento. Entretanto, se algo não sai no protótipo, como o planejado, precisa se voltar inúmeros passos para rever novamente toda a concepção inicial. “Com a Imprimate, os protótipos ficam prontos de um dia para o outro e por um custo acessível, muitas das vezes, tornando realidade física o que antes era praticamente impossível. O processo do design e a concepção se materializam e pode-se ter uma visão mais acurada das etapas do projeto e do futuro objeto”, explica Roberto Saretta, CEO da empresa. As impressões podem ser utilizadas por qualquer segmento. Imagine como o médico especialista pode beneficiar-se no planejamento da intervenção, utilizando impressões tridimensionais dos campos a partir das ressonâncias magnéticas. Pouco tempo depois de ter feito a planta e a maquete do ambiente decorado ou do prédio pronto, os arquitetos podem mostrar em detalhes todo o projeto. Também é possível imprimir bonecos, protótipos de calçados, embalagens, peças automotivas, rádios, celulares, eletrodomésticos... Tudo o que a imaginação permitir.

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O funcionamento do produto, apesar de revolucionário, não é tão difícil de ser compreendido. Uma vez que o projeto tenha uma versão gráfica em 3D, isto é exportado para o ambiente da impressora que através de um software interpreta para uma versão de impressão tridimensional fidedigna e colorida. E, tudo isso, em poucas horas. “O que mais fascina é a qualidade das peças, o resultado que a impressora consegue dar às texturas ou às imagens, parecendo bem realista”, conta Saretta. A novidade no Brasil foi apresentada a um pequeno grupo de formadores de opinião e já ganhou grandes adeptos. “A Imprimate chegou para acelerar a evolução da criação, melhorar seu processo e trazer mais qualidade ao trabalho”, diz Lincoln Seragini, membro da Academia Brasileira de Marketing, da Marca Brasil Premium do MDIC, do Centro São Paulo Design e da Abedesign, do Instituto da Economia Criativa. A Imprimate que já começou a prestar serviços de impressões tridimensionais em outubro, no mês da chegada da Z650 no Brasil, tem também outra novidade. Seu sistema de expansão é o de franchising. Os interessados podem abrir uma franquia da marca ainda em 2011. Agora mais do que nunca, a ideia pode sair de fato do papel.

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notas técnicas

SOLUÇÃO PARA SEPARAÇÃO DE PEDIDOS EM CAIXAS FRACIONADAS Fornecedora de equipamentos e sistemas logísticos para movimentação de materiais, a Dematic lança o sistema RapidPick, uma nova solução de alta performance no atendimento à separação de pedidos em caixas fracionadas. Utiliza o conceito de produtos ao operador e foi projetado para distribuir itens em caixas fracionadas ao operador, numa configuração que lhe permite a escolha/coleta de até 1000 itens/operador/hora. Permite alta precisão na separação, pois apenas um SKU é apresentado ao operador por vez, na sequência desejada. O sistema RapidPick é composto por componentes modulares mecanizados: estações de reabastecimento, estações de picking, racks e módulo abastecimento da separação. Além disso, oferece flexibilidade operacional, pois pode acomodar uma variedade de dimensões de caixas em papelão ou plásticas e otimiza a necessidade de colocar todas as caixas em uma bandeja. DEMATIC South America. Tel.: (11) 3627-3100 | www.dematic.com

BANDEJA TERMOFORMADA DE CARTÃO A Baumgarten Gráfica desenvolveu três novos tipos de bandejas termoformadas de papel cartão para aplicação na indústria de alimentos congelados. Um deles é a bandeja sem cartucho que dispensa o uso de caixa e, dessa forma, promove a diminuição do impacto ambiental da embalagem. Esse produto reduz cerca de 50% do material de embalagem, além de ser resistente à umidade e empilhável. Outra novidade é a tampa com picote para bandejas, que torna mais fácil e segura a abertura da bandeja com o alimento quente. Além da bandeja com divisória que permite acondicionar alimentos sólidos diferentes na mesma embalagem. BAUMGARTEN Gráfica. Tel.: (47) 3321-6666 | www.baumgarten.com.br

CAIXA RETORNÁVEL A Celulose Irani desenvolveu uma embalagem de papelão capaz de armazenar volume equivalente ao de cinco sacolinhas tradicionais de supermercados. A caixa retornável não utiliza cola, grampos ou fita adesiva para seu fechamento, é facilmente montada e desmontada e pode ser reutilizada inúmeras vezes, reduzindo o impacto ambiental. Ela é produzida com matéria-prima renovável e reciclável. Celulose IRANI S/A. Tel.: (11) 5502-4101| www.irani.com.br

ROBÔ PALETIZADOR Fabricado pela Indumak, o robô paletizador possui um giro de 360º, o que permite total mobilidade, rapidez e precisão no posicionamento dos produtos no momento da paletização. Apresenta quatro eixos com movimentos simultâneos, que permitem mais flexibilidade e mobilidade na aplicação. Além de sistema de segurança conforme normas internacionais. A velocidade do robô depende do estudo do projeto específico para a necessidade de cada cliente. Inicialmente, ele atende até 14 ciclos/min, dependendo do layout e da aplicação, conseguindo sustentar cargas de até 50 kg. INDUMAK. Tel.: (47) 2106-0555 | www.indumak.com.br

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artigo

EFEITOS DA CRISE MUNDIAL NA INDÚSTRIA DO PLÁSTICO JOSÉ RICARDO RORIZ COELHO*

Portanto, as desventuras fiscais dos Estados Unidos e da Europa, responsáveis pelo prenúncio de nova crise são fatores agravantes da perda de competitividade já verificada na economia brasileira, em especial, no âmbito da indústria de transformação. Para se ter ideia de como estamos perdendo espaço no comércio exterior, o déficit da balança comercial do plástico transformado cresceu 40,69% no acumulado do primeiro semestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado, saltando de US$ 720,50 milhões para US$ 1,013 bilhão. Recente estudo da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) demonstra os fatores que têm reduzido a competitividade de nossa manufatura. As dificuldades começam no custo do dinheiro para investimento e capital de giro devido à elevada Selic e ao spread bancário. Outro problema é o preço das matériasprimas. Invariavelmente, pagamos mais caro por ela do que os estrangeiros, que colocam no nosso mercado os produtos transformados a preços finais que praticamente inviabilizam a sua produção pelas empresas brasileiras. A equação não tem contrapartida, pois quando indústrias nacionais tentam comprar no exterior as matérias-primas, estas ingressam no País com valores até 40% maiores do que na China, por exemplo, devido aos altos custos incidentes. Nossos impostos de 40

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importação de resinas são os mais altos do mundo. Há, ainda, o antidumping, aplicado há mais de 15 anos. A energia elétrica também subtrai competitividade da indústria brasileira de transformação. Temos uma das tarifas mais caras do mundo para o setor, atrás apenas de Reino Unido e Itália, e somos os campeões mundiais de tributos e encargos (ICMS e PIS/Cofins), que representam 34% do preço total. Somamse a isso os encargos trabalhistas, com impacto relevante no preço dos produtos industriais. Somente a contribuição patronal do setor à previdência social, que representa 23% do total do País, corresponde a 2,6% dos preços. Como se não bastasse, a carga tributária, elevadíssima, não condiz com a renda per capita dos brasileiros. Para haver coerência, deveria ser de 21,5% do PIB e não de aproximadamente 35%. A indústria de transformação é o setor que mais contribui para a arrecadação de tributos: 37,4% do total, de 2005 a 2009. Há, ainda, o fator agravante da burocracia, que custa R$ 20 bilhões para os brasileiros, num complexo emaranhado de 85 tributos, com normas complicadas e ambíguas. Somente a Receita Federal cria uma nova regra a cada 26 minutos! Além do exagero dos impostos, há o impacto negativo provocado pelo descasamento entre prazos de recolhimento e recebimento das vendas e o custo financeiro para a indústria nacional. Os principais tributos federais e o ICMS recolhidos pelo setor somaram, em 2007, R$ 265,7 bilhões, que consumiram 19% do capital de giro do setor (69% maior do que a parcela direcionada aos salários). Os tributos são recolhidos em diferentes datas. Na média, o prazo para recolhimento é de 30 dias após o fato gerador. O ciclo de produção do setor é de 73 dias. Nesse período, porém, pagam-se salários e insumos e os impostos e encargos

sobre eles incidentes, criando-se um fluxo significativo de despesas sem receitas. O descasamento médio entre o recolhimento de tributos e o recebimento de vendas é de 49 dias. Cerca de 90% dos impostos recolhidos pelo setor (ou R$ 249,5 bilhões) são realizados sob esse descompasso.

Foto: Divulgação

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or mais que o Brasil esteja imune à crise internacional, haverá consequências para a nossa economia. Como o plástico, na forma final de numerosos produtos ou na condição de componente, está presente em praticamente todos os segmentos da indústria de transformação e na construção civil, também será afetado. Primeiramente, teremos dificuldade de exportar, não só pela baixa competitividade endêmica do Brasil, como pela retração dos mercados externos.

A perda de competitividade da indústria de transformação precisa ser revertida, sob pena de o Brasil parar de crescer. As nações de renda per capita semelhante à nossa que apresentaram maior incremento do PIB entre 1998 e 2008 (acima de 4% ao ano) foram as que tiveram maior expansão do valor agregado da manufatura (média anual de 7,1%). A correlação evidencia o significado do setor para o País e suscita um alerta quanto às crescentes consequências negativas dos graves obstáculos que ele vem enfrentando. Nesse sentido, parecem alentadoras algumas sinalizações dadas pelo governo de Dilma Rousseff, que tem acenado com medidas voltadas a mitigar a falta de competitividade, e pelas autoridades monetárias, com a tímida, mas bem-vinda redução da taxa básica de juros na última reunião do Copom.

*José Ricardo Roriz Coelho é presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast), da Vitopel e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP.

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Revista Pack 171 - Novembro 2011  

Industria de embalagem corteja o pequeno varejo

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