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www.pack.com.br

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ANO•12 SETEMBRO

2 0 1 0

R$ 15,00

EMBALAGEM

TECNOLOGIA

DESIGN

INOVAÇÃO

ENTREVISTA Sabetai Calderoni, consultor da ONU para o meio ambiente e presidente do Instituto Brasil Ambiente, afirma que o Brasil deixa de lucrar US$ 10 bilhões/ano por não reciclar os resíduos

SUSTENTABILIDADE A sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos impõe muitos desafios, mas a instituição da responsabilidade compartilhada é a saída para as soluções

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carta ao leitor CARTA AO LEITOR

O FUTURO DO PLANETA ESTÁ EM NOSSAS MÃOS

A

sustentabilidade é um assunto que está em pauta na nossa vida diariamente. É um assunto discutido em todas as mídias e, cada vez mais, é urgente que cada um faça a sua parte para salvar o planeta Terra. Afinal de contas, somos responsáveis pelo nosso futuro e pelo meio ambiente. Uma resposta à urgência para essa questão são as catástrofes ambientais, cada vez mais comuns, nos quatro cantos do planeta. No mundo inteiro, vemos exemplos da natureza em fúria que, sem piedade, varre cidades e mata pessoas, com enchentes ou furacões de grandes proporções. No Brasil, não é diferente. Este ano, quem não se lembra de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, quando a chuva torrencial colocou abaixo casas e pousadas, matando turistas e moradores do local? E o que dirá de São Luís do Paraitinga, em São Paulo, que ainda não foi totalmente reconstruída. A cidade ficou submersa. E, agora, é a vez de a seca atingir a natureza, com queimadas difíceis de ser contidas pelos bombeiros, pois o tempo não ajuda o combate ao fogo, pelo contrário, ele se espalha mais rapidamente. Outro fenômeno que vem ganhando proporções maiores a cada ano é a redução da faixa de areia nas praias brasileiras, engolindo casas inteiras no litoral de São Luís, no Maranhão, por exemplo. A natureza está gritando por socorro de todas as formas. O que nos resta? Precisamos mudar a nossa atitude e multiplicar o nosso conhecimento sobre como podemos preservar o meio ambiente. Como formadora de opinião, a imprensa tem o dever de convocar os leitores para uma reflexão. É com esse objetivo que, nesta edição, a revista Pack desenvolveu uma pauta especial sobre sustentabilidade, aproveitando para desdobrar algumas diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada, em agosto último, pelo presidente Lula da Silva. Esse é um marco regulatório que institui, entre tantas outras coisas, a responsabilidade compartilhada por todo o ciclo de vida do produto para toda a cadeia, inclusive, a população. Conheça os desafios da nova legislação e as

soluções de quem está à frente, com iniciativas próprias, algumas empresas estão resolvendo muito bem o tripé ambiental, social e econômico. E a embalagem pode ser uma das soluções para salvar o planeta. Ela tem valor econômico, social e ambiental. Ela não pode ser penalizada. Ela tem que ter o seu valor reconhecido. Para Maurício Groke, presidente da Associação Brasileira da Embalagem, a Política Nacional de Resíduos Sólidos é uma resposta à valorização da embalagem. Quem comenta a repercussão da aprovação da nova legislação é um especialista em meio ambiente. Sabetai Calderoni, presidente do Instituto Brasil Ambiente, consultor da ONU para meio ambiente e autor do livro Os bilhões perdidos no lixo, é o nosso entrevistado da edição de setembro. A repórter Analice Fonseca Bonatto assina duas reportagens. Uma sobre logística reversa, mostrando quem são as empresas que estão investindo em programas e parcerias para vencer os desafios de um problema crônico: o lixo gerado pela destinação final errada de produtos após o consumo. Nos últimos anos, muitas delas passaram a recolher as próprias embalagens e a viabilizar sua restituição para reaproveitamento em seu ciclo ou outra destinação final adequada. A outra reportagem é sobre responsabilidade social. Como as companhias que produzem produtos verdes trabalham essa questão? O reuso é outro assunto dessa edição. Saiba como o reuso da embalagem pós-consumo pode ter infinitas aplicações e gerar economia em toda a cadeia. Como a garrafa PET, reciclada para produção de tintas e vernizes ou a embalagem flexível laminada que é reutilizada, como bolsas e mochilas. A educação ambiental também é outro tema da edição. O Instituto Akatu e o Instituto Gea Ética e Meio Ambiente contam suas experiências e os frutos dos seus trabalhos. Em outubro, a revista Pack se lança em mais uma edição especial sobre o mundo do consumo e as suas implicações na indústria usuária e no mercado de embalagem. Até a próxima edição.

MARGARET HAYASAKI

EDITORA-CHEFE

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| margaret.hayasaki@banas.com.br

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sumário

A N O • 1 2

MATÉRIAS 18

SETEMBRO

2010

ESPECIAL SUSTENTABILIDADE

Lei do lixo: uma nova relação com os resíduos

Foto: Estelle Gautier

ENTREVISTA “O maior desafio é a falta de centrais de reciclagem integral de resíduos”

ESPECIAL SUSTENTABILIDADE ENTREVISTA

“É preciso uma política muito mais ampla de implantação de cidades sustentáveis”

26

ESPECIAL SUSTENTABILIDADE LOGÍSTICA REVERSA

Logística reversa: desafios e benefícios para todos

30

ESPECIAL SUSTENTABILIDADE REUSO

Uma ideia simples, com um grande impacto Não desperdice, reuse

40

ESPECIAL SUSTENTABILIDADE RESPONSABILIDADE SOCIAL

EMBALAGEM TECNOLOGIA DESIGN INOVAÇÃO

22

22

Alternativas sustentáveis ao desenvolvimento social

44

ESPECIAL SUSTENTABILIDADE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A educação pode salvar o planeta

48

ESPECIAL SUSTENTABILIDADE RECICLAGEM DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Um exemplo a ser seguido

ABRE SUSTENTABILIDADE Lei do lixo: uma mudança radical de paradigma

36

Foto: Divulgação

REUSO Terra Cycle já retirou mais de 1,3 milhão de embalagens flexíveis do meio ambiente

4

ESPECIAL SUSTENTABILIDADE ARTIGO

Qual a melhor saída?

52

ESPECIAL SUSTENTABILIDADE ARTIGO

O planeta muito além das sacolinhas

54

ESPECIAL PRÊMIO ABRE

10ª edição do Prêmio Abre da Embalagem Brasileira premiou 30 embalagens, um projeto de estudante, uma empresa e uma personalidade

SEÇÕES 6

AGENDA

7

PACK ONLINE

8

ATUALIDADES

12

POR DENTRO DAS LEIS

14

VANGUARDA

16

LANÇAMENTOS INTERNACIONAIS

58

GUIA DE CODIFICADORES

60

NOTAS TÉCNICAS

64

ARTIGO

Foto: Divulgação

Foto: iStockphoto

18

50

EDITORA BANAS

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agenda

60 anos

EM DESTAQUE

Em 2010, a Ffatia promete ser a maior vitrine de inovações tecnológicas para o setor industrial do Centro-Oeste, reunindo visitantes e expositores que atendem a todos os setores da indústria de alimentos.

Foto: Divulgação

EMBALAGEM | TECNOLOGIA | DESIGN | INOVAÇÃO

FEIRAS NO BRASIL DATA

FEIRA

LOCAL

ORGANIZAÇÃO

Dias 22 e 23 de setembro de 2010

Congresso Brasileiro de Embalagem

Centro Fecomércio de Eventos, São Paulo, SP

Associação Brasileira de Embalagem (Abre) Tel.: (11) 3082-9722 www.abre.org.br

De 22 a 25 de setembro de 2010

Feitintas – Feira da Indústria de Tintas e Vernizes e Produtos Correlatos

Centro de Exposições Imigrantes, São Paulo, SP

Sitivesp Tel.: (11) 3262-4566 www.feitintas.com.br

Fundador: Geraldo Banas (1913 – 1999) Publisher: Cristina Banas Editora: Elizabetha Banas (1923 – 2007) Editora-chefe: Margaret Hayasaki – margaret.hayasaki@banas.com.br Assessora Técnica: Assunta Camilo (FuturePack) – assunta@futurepack.com.br Revisão: Nazaré Baracho Consultoria Técnica: Guilherme Sergio Maradine Secretária: Bruna Pires – redacao@banas.com.br Projeto gráfico: Editora Banas Produção: Luciano Tavares de Lima (gerente) – producao@banas.com.br Editora de Arte: Tami Arita – tami.arita@banas.com.br Designer: Ana Claudia Martins – ana.martins@banas.com.br Capa: Tami Arita – tami.arita@banas.com.br

CONSELHO EDITORIAL André Vilhena – Diretor CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem; Assis Garcia – Diretor do Centro de Tecnologia de Embalagem – CETEA; Claudio Irie – Diretor de marcas controladas do Carrefour; Eduardo Yugue – Gerente de embalagens da Nestlé; Geraldo Cardoso Guitti – Presidente da Refrigerantes Convenção; Lincoln Seragini – Diretor–presidente da Seragini Farné; Luiz Belloli Neto – Presidente da Câmara setorial de máquinas para a indústria alimentícia, farmacêutica e refrigeração industrial da Abimaq – Luis Madi – Diretor - geral do ITAL - Instituto de tecnologia de Alimentos

DEPARTAMENTO DE VENDAS

De 19 a 22 de outubro de 2010

Ffatia – Feira de Fornecedores e Atualização Tecnológica da Indústria de Alimentação

Centro de Convenções de Goiânia, Goiás, GO

Multiplus Feiras e Eventos Tel.: (16) 2132-8936 www.ffatia.com.br

De 26 a 29 de outubro de 2010

Fispal Bahia – Feira Internacional de Produtos, Embalagens, Equipamentos, Acessórios e Serviços para Alimentação

Centro de Convenções da Bahia, Salvador, BA

Brazil Trade Shows Tel.: (11) 3598-7800 www.fispalbahia.com.br

Fimai e Simai – Feira e Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade

Expo Centre Norte – Pavilhão Azul, São Paulo, SP

De 9 a 11 de novembro de 2010

Diretor Comercial: Paulo Galante – paulo.galante@banas.com.br

Executivos de Negócios – São Paulo Cláudio Alves Freire | João Domingues Tel.: (11) 3500-1900 – publicidade@banas.com.br

Belo Horizonte

Revista Meio Ambiente Industrial Tel.: (11) 3917-2878 www.fimai.com.br

M Lage Vendas e Representações. Contato: Marcio Lage Av. Raja Gabaglia, 4000 – sl. 207 – CEP 30494-310 – Belo Horizonte-MG Tel.: (31) 2127-3854 - (31) 9612-8028 – publimg@banas.com.br

Rio de Janeiro Art Comunicação S/C Ltda. Contato: Francisco Neves Rua Des. João Claudino Oliveira e Cruz, 50 – cj. 607 – CEP 22793-071 – Rio de Janeiro-RJ Tels.: (21) 2269-7760 – (11) 9943-5530 – Fax: (21) 3899-1274 – banasrj@uol.com.br

Rio Grande do Sul Interface Comunicação e Propaganda Ltda. Contato: Vera Anjos Av. Taquara, 193 – Cj. 406 – CEP 90460-210 – Porto Alegre-RS Tel./Fax: (51) 3330–2878 – banassul@terra.com.br

Paraná e Santa Catarina

FEIRAS NO EXTERIOR DATA

FEIRA

LOCAL

ORGANIZAÇÃO

De 5 a 8 de outubro de 2010

Tokyo Pack – Feira Internacional de Embalagem

Tokyo Big Sight, Tóquio, Japão

Japan Packaging Institute Tel.: .+81-3-3543-1189 www.tokyo-pack.jp/en/

De 27 de outubro a 3 de novembro de 2010

K – Feira Internacional de Plásticos e Borracha

Dusseldorf Fairgrounds, Dusseldorf, Alemanha

Messe Düsseldorf GmbH Tel.: +49 (0) 211456001 www.k-online.de

De 31 de outubro a 3 de novembro de 2010

Pack Expo International –Feira Internacional de Embalagem e Processos

McCormick Place Chicago, Estados Unidos

PMMI Tel.: (703) 243-8555 www.packexpo.com

De 22 a 25 de novembro de 2010

Emballage – Feira Internacional de Embalagem

Paris-Nord Villepinte, França

Comexposium Tel.: +33 (0) 176771424 www.emballageweb.com

Print Technology Representações Comerciais Ltda. Contato: Gilberto Kugnharski/Marilisa da Rocha Av. Luiz Xavier, 68 – 11ªand. – cj. 1118 – CEP 80020-020 – Curitiba-PR Tel. (41) 9942-2569 – gilberto@banas.com.br / marilisa@banas.com.br

São Paulo – Interior Aqueropita Intermediações de Negócios Ltda. Contato: Aparecida A. Stefani Tel.: (11) 3500-1910 – Fax: (11) 3748-1800 – aparecida.stefani@banas.com.br

REPRESENTANTE INTERNACIONAL Argentina 15 de Noviembre 2547 – C1261 AAO – Capital Federal – Republica Argentina Tel.: (54-11) 4943-8500 – Fax y Mensajes: (54-11) 4943-8540 www.edigarnet.com

ACORDO DE COOPERAÇÃO Phone: +1 312/2221010 – www.packworld.com

Rua Edward Josefh, 122 – 11º andar – Edifício Passarelli Jardim Suzana – São Paulo-SP – CEP 05709-020 CNPJ 60.432.796/0001-83 – I.E. 104.259.747.116, C.C.M. 1.249.632-4 NOVO TELEFONE (11) 3500-1900 Impressão: Gráfica Mundo Capa: Papelcartão Vitasolid 250/m2 Papirus

Cartas e E-mails

Circulação nacional: Tiragem – 10 000 exemplares Periodicidade: mensal Assinatura: Anual (Brasil) = R$ 97,00 • Nº Avulso = R$ 15,00

Gerente de marketing da Nobelpack

Gerência de operações – divisão comercial / Raumak Máquinas

A PACK é dirigida aos profissionais que ocupam cargos técnicos, de direção, gerência e supervisão em empresas fornecedoras, convertedoras e usuárias de embalagens, bem como prestadores de serviços relacionados à logística, design e todos os processos relacionados a indústrias de embalagem.

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DA 2008

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Rua Edward Joseph, 122 – 11º andar – Edifício Passarelli São Paulo-SP – CEP 05709-020

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11 3500-1925 | FAX 11 3500-1900

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PARA SE CORRESPONDER COM A REDAÇÃO E-MAIL redacao@banas.com.br

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Filiada à

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Cleonice Rodrigues Takeda

Rodolfo Schatz Silva

SETEMBRO 2010 PACK – EMBALAGEM | TECNOLOGIA | DESIGN | INOVAÇÃO é uma publicação mensal da Editora Banas Ltda.

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Adorei a reportagem, parabéns mais uma vez!

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VAREJO DE SHOPPING CENTER

IV P R Ê M

Gostaria de parabenizálos pela informativa e excelente revista Pack. Somos leitores assíduos de todas as suas edições.

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V I S TA S E G M

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É permitida a divulgação das informações contidas na revista desde que citada a fonte. PACK reserva-se o direito de publicar somente informações que considerar relevantes e do interesse dos leitores da revista

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www.pack.com.br

nline

POR TATIANA GOMES | tatiana.gomes@banas.com.br

O SITE DA PACK TRAZ NOTICIÁRIO ATUALIZADO DIARIAMENTE, ARTIGOS EXCLUSIVOS E TUDO SOBRE O MERCADO DE EMBALAGEM. MAIS: VÍDEOS, FOTOS E A VERSÃO DIGITAL NA ÍNTEGRA DA EDIÇÃO DO MÊS, ALÉM DAS ANTERIORES! [ENQUETE ]

[CONEXÃO WEB ] as mais lidas no pack.com.br

AGOSTO/2010

Como o design de embalagem é tratado na sua empresa?

A embalagem sempre foi considerada pelos economistas como um dos parâmetros utilizados para avaliar o nível de atividade econômica. Confira as mais lidas do período:

1 2 3 4 5

RESULTADO

O design de embalagem é pensado desde o início do processo de desenvolvimento do produto

Lançamentos mundiais de embalagens apontam para novas tendências de consumo e comportamento

O design de embalagem é frequentemente planejado apressadamente (0,00%)

O mercado mundial vem passando por grandes transformações.

60% 40%

O design de embalagem é executado na fase final do desenvolvimento do produto

Brasilata mostra linha exclusiva de latas de aerossóis

Embalagem de aço com revestimento de película plástica é inovação do setor. NESTE MÊS Interaja! Confira a enquete do mês e vote na home do site!

Out Label conquista certificação ISO 9001 e prepara novos investimentos

Onde achar? http://www.pack.com.br

Empresa adquire novos equipamentos de flexografia para aumentar capacidade de produção.

Unipac e Alimentos Wilson: uma década de parceria De um lado, a necessidade; de outro, a solução.

Inscrições para o MPE Brasil prorrogadas para 16 de agosto

Empresas podem concorrer ao Prêmio de Competitividade para as Micro e Pequenas Empresas.

Temas esportivos para atrair o jovem consumidor

Confira a lista das dez notícias mais acessadas no site e as leia na íntegra!

As escolas estão eliminando alimentos e bebidas de alta caloria e excesso de açúcar, substituindo por alternativas mais saudáveis.

+

Fonte: Google Analytics* Período de 24/7/10 a 26/8/10 Onde achar? http://www.pack.com.br/maisnoticias.aspx

De olho nessa demanda, a GT Beverage Company, LLC, lançou a bebida energética Sportastic™ que oferece um apelo único e inovador e design com divertidos temas esportivos.

[DESTAQUES] Os anúncios desta edição acompanhados dos ícones  têm informações extras no www.radarindustrial.com.br. Lá você encontra mais detalhes dos produtos, especificações técnicas e informações da empresa anunciante. Acesse! www.radarindustrial.com.br

Snacks no formato de spaghetti

Dúvidas sobre o mercado?

PERGUNTE, ELE RESPONDE!

O NEWSLETTER SEMANAL DA INDÚSTRIA

Toda semana, a newsletter entrega no seu e-mail as notícias mais importantes da indústria de embalagens. Cadastre-se no site! Acesse! www.banas.com.br/banasinforma

Foto: Divulgação

Nossos consultores esclarecem os mais diversos temas do setor. Envie sua pergunta e leia as respostas para nossos internautas no Blog da Pack. E-mail guru@pack.com.br

A companhia inglesa de alimentos Kerry Foods está expandindo o seu portfolio de salgadinhos da marca Cheestrings com o lançamento de Cheestrings Spaghetti, que chega ao mercado no sabor queijo e no formato da espessura do macarrão do tipo spaghetti convencional. O novo produto é acondicionado em atrativas embalagens desenhadas pela agência jkr. Onde achar? http://www.pack.com.br/blog

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Rótulo Reestilizado A marca de refrigerantes Itubaína, do Grupo Schincariol, está de cara nova. As embalagens de dois litros e 600ml trazem o rótulo reestilizado e com a assinatura “Original” em referência ao clássico sabor que há anos faz parte da mesa dos brasileiros. A Schincariol anuncia também a inclusão do sabor Maçã à família Itubaína. Outra novidade é a inclusão do logotipo da ONG SOS Mata Atlântica, impresso nos rótulos da Itubaína Original e da Itubaína Maçã, e fruto de um acordo firmado com a entidade, parceira da Schincariol desde 2007. Localizado em Itu (SP), o Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Grupo Schincariol forma o maior projeto de restauração florestal da Mata Atlântica, em unidade individual, implantado pela iniciativa privada no Brasil. Ainda em 2010, todos os produtos não alcoólicos da Schincariol virão com o selo da SOS Mata Atlântica. A versão retrô comercializada em garrafa de vidro de 355ml também traz novidades aos consumidores. O produto, que até então tinha como foco bares e restaurantes, passará a ser comercializado em super e hipermercados de São Paulo.

Foto: Divulgação

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Grupo Schincariol, tel.: 0800-7710123.

Conceito de Alegria

Lual Alimentos, tel.: 0800-7707230.

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Brander, tel.: (11) 3067-5990.

Foto: Divulgação

A DKT do Brasil - empresa subsidiária da DKT International, acaba de lançar no Brasil uma novidade inédita: preservativos com sabor de verdade. A linha Prudence Cores e Sabores chega às prateleiras nos sabores chocolate, morango, uva, hortelã e tutti-frutti e, além do sabor, traz aroma e coloração. “Já existem no mercado produtos com aromas variados, mas sem sabor de verdade. A novidade do produto anula o maior empecilho para o sexo oral com preservativo: a aversão ao gosto do látex”, conta Denise Santos, responsável pelo marketing da DKT do Brasil, empresa detentora das marcas Prudences, Affair e L’Amour. A Brander Branding Expression, que já responde pelas embalagens de Prudence para toda a América Latina, assina a identidade visual da nova linha, em uma extensão do conceito que desenvolveu para as embalagens da marca. “Criamos flow packs chamativos e atraentes que despertam a atenção pelo colorido e expressam o benefício do produto de maneira rápida”, pontua Milton Cipis, diretor de criação da Brander. Quando alguém vai comprar preservativo, gasta em média 5 segundos na frente da gôndola, portanto a embalagem tem que ser muito clara, didática e sedutora”, explica. Fotos: Divulgação

Quando o nome de uma companhia torna-se tão forte a ponto de limitar seu crescimento, é hora de mudar. Após três anos de pesquisas e análises de mercado, a Brassuco Alimentos investe em uma grande mudança de marca. A empresa passa a se chamar Lual Alimentos. Uma pesquisa feita pela empresa com mais de sete mil consumidores revelou que o novo nome remete a alegria, encontro de amigos, descontração e festa. O projeto gráfico assinado pela B2 Creative explora na criação das embalagens todos esses quesitos, desde a toalha xadrez que traz o clima caseiro, o uso de cores vibrantes e a grafia das palavras com letras que parecem feitas à mão. Por fim, a xícara de café colocada ao lado com a fumaça tomando conta do ambiente. A linha de refrescos em pó da Brassuco será mantida e ampliada. O catálogo da Lual é composto por sete categorias de produtos: achocolatados, barra de cereais, mistura para bolos, refrescos em pó, gelatinas, sopas e caldos. As embalagens foram produzidas pelas empresas Converplast, Empax e Lamipack.

Apelo Sedutor

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A Leão, empresa pertencente ao grupo Coca-Cola Brasil, lança sua linha premium de produtos sob a chancela da marca Chá Leão. A nova linha traz inovadoras e sofisticadas combinações – “chá amarelo com laranja mediterrânea”; “chá vermelho com frutas vermelhas“ e “chá preto com cardamomo, canela e baunilha”. A identidade visual desenvolvida pela Packaging Brands traz linhas retas, somadas aos desenhos abstratos e às suaves ilustrações que remetem ao sabor do produto, compondo uma arte clean e contemporânea. As embalagens surgem em cores diferenciadas, vivas e atraentes, que se agregam com um toque de requinte. A embalagem é produzida em papel cartão certificado com selo FSC e impressa em offset pela Magistral Impressora.

Foto: Divulgação

Um Toque de Requinte

Leão, tel.: 0800-411210.

Cara Nova A Tirol, umas das mais tradicionais empresas de laticínios do sul do Brasil, renova as embalagens da sua linha de bebidas lácteas. A mudança da identidade visual é assinada pelo escritório catarinense Design Inverso. Os produtos, que antes levavam apenas a marca da Tirol, contam agora com sua própria identidade: Frutirol. A marca, com predominância da cor azul, agrega valor ao produto. A gama de opções de consumo da bebida é grande: pacote de 180g (morango e coco), bandeja de 540g (morango, pêssego e maracujá) e pacote de 900g (os mesmos sabores, mais coco). As bandejas são produzidas pela própria Tirol, com filme metalizado da Shellmar, de São Bernardo do Campo/SP. Os pacotes plásticos são produzidos pela Plaszom, de Orleans/SC.

Foto: Divulgação

Com o objetivo de alertar os consumidores sobre as questões ambientais e demonstrar a preocupação da marca com a preservação da natureza, a Panco lança embalagens com temas ecológicos para as Bisnaguinhas Originais e o tradicional Pão de Forma Premium. Batizada de conheça as nossas árvores, a série inédita de embalagens Bisnaguinhas Originais homenageia as árvores brasileiras e é composta por quatro embalagens ilustradas cada uma com uma espécie de árvore: Pau Brasil, Araucária, Ipê-amarelo e Açaí. Para as embalagens da linha de Pão de Forma Premium, a empresa criou a série Reciclagem com dicas e informações sustentáveis sobre o tema, como: simbologia, descarte e coleta seletiva. O design da embalagem é assinado pelo departamento de criação e artes da Panco, e a embalagem das bisnaguinhas é produzida em polipropileno (PP), com impressão em rotogravura, pela Kiyoplas Soluções em Plástico. A embalagem da bisnaguinha é produzida em polipropileno (PP).

Foto: Divulgação

Temas Ecológicos

Design Inverso, tel.: (47) 3028-7767.

Panco, tel.: (11) 2957-0778.

A nova linha de chiclés de bola Gang Tattua, da General Brands, traz muitas novidades para a garotada. Além de novos sabores, como uva, melancia e o exclusivo morango com iogurte, as embalagens estão mais atrativas. A moçadinha vai se encantar com as figurinhas, com mais de 50 tipos de tatuagens coloridas, adesivas e metalizadas, que parecem de verdade. Os motivos tribais vão agradar meninos e meninas e, embora tenham sido desenvolvidos para o público infanto-juvenil, os temas são tão atuais e variados que até os adultos podem curtir. O design da embalagem foi desenvolvido pela agência House GB. Os envoltórios dos chicletes são produzidos em papel monolúcido, com impressão em rotogravura, pela Diadema Embalagens Flexíveis e o display de papel cartão duplex foi impresso em offset pela Nilpel. General Brands, tel.: 0800 7272267.

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Para Encantar a Garotada

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notícias

O desafio das garrafas plásticas

Vaivém do mercado

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após passar por grandes empresas, como Bauducco, Café 3 Corações, teka s.a. e seara alimentos, Luiz Fernando Mantovani assumiu a gerência comercial do Laboratório Boniquet do Brasil, empresa do segmento de higiene oral e cosméticos. Formada por meio de uma joint venture com o grupo multinacional espanhol Boniquet sparchim, a empresa atua há oito anos no Brasil nas áreas de outsourcing para grandes empresas do segmento, na fabricação de marcas próprias para as maiores redes de varejo do país, como Wal-Mart, Carrefour e dia%.

portunidades substanciais para a maior penetração das garrafas plásticas no mercado de embalagem têm sido identificadas pela applied Market information Ltd. (aMi) em sua mais recente pesquisa. o potencial das garrafas PEt com barreira para cerveja, vinho e leite é o equivalente ao tamanho atual do segmento de bebidas carbonatadas para esse mesmo tipo de embalagem que, em 2009, representou um volume de mais de 1 milhão de toneladas. a demanda de garrafas PEt (menos de 5 litros) continuará crescendo mais de 2% ao ano nos próximos cinco anos. o potencial das bebidas alcoólicas e de cerveja está focalizado na baixa penetração das garrafas plásticas nesses mercados, que respondem por apenas 7% das embalagens. Entretanto há um crescente interesse e a aceitação do PEt para cerveja e outras bebidas alcoólicas conduzem para a redução de custos da produção da garrafa em relação ao vidro e para a maior redução do peso da embalagem. outras oportunidades são esperadas no mercado de alimentos, onde as garrafas plásticas já têm maior impacto, com o uso de tecnologia esterilizável e envase a quente, além de linhas de altas velocidades que já existem para potes, latas e

PRODUTOS DE LIMPEZA ÁGUA SEM GÁS PRODUTOS DE HIGIENE PESSOAL E COSMÉTICOS BEBIDAS CARBONATADAS ÓLEO COMESTÍVEL ÁGUA COM GÁS OUTRAS BEBIDAS NÃO-ALCÓOLICAS

Fonte: AMI Consulting, 2010

LEITE E LATICÍNIOS SUCOS MOLHOS E TEMPEROS FARMACÊUTICOS OUTROS ALIMENTOS LÍQUIDOS CERVEJAS OUTROS ALIMENTOS SÓLIDOS OUTRAS BEBIDAS ALCÓOLICAS PATÊS

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CARLOS CÉSAR PADOVAN ASSUME A DIRETORIA DE MARKETING E NOVOS NEGÓCIOS DA FESTO

Carlos César Padovan assume a diretoria de marketing e novos negócios da Festo, empresa de automação industrial. o executivo terá a responsabilidade de propagar a marca e evidenciar os diferenciais que a empresa desenvolve dentro do mercado de automação industrial no Brasil.

KRISTY-BARBARA LANGE É NOMEADA PARA O CARGO DE GERENTE DE COMUNICAÇÃO DA EUROPEAN BIOPLASTICS

Kristy-Barbara Lange assume a gerência de comunicação da European Bioplastics, associação que representa os interesses da indústria europeia de bioplásticos. Ela será responsável pela assessoria de imprensa e pela relação com a mídia e vai se reportar ao diretor-geral Hasso von Pogrell. “a estratégia de comunicação será revisada continuamente de acordo com as necessidades do rápido crescimento da nossa indústria”, diz Pogrell. AVERY DENNISON TEM NOVO VICEPRESIDENTE E GERENTE-GERAL PARA FASSOL ROOL AMÉRICA DO NORTE

Fotos: Divulgação

TOTAL PRODUTOS QUÍMICOS

cartonada. Entretanto as garrafas plásticas devem ganhar maior participação de mercado nos próximos cinco anos graças ao crescimento dos investimentos em envase asséptico a frio, que melhora as barreiras monocamadas do PEt e o argumento de sustentabilidade. Por exemplo, as geleias em PEt estão bem estabelecidas nos Estados Unidos e na Europa, a expectativa é o aumento do número de introdução de garrafas PEt squeezable nos próximos cinco anos. a maior penetração é percebida nos mercados de água mineral e de produtos de higiene doméstica, superando 90%. nesses mercados, a tendência é a maior competição entre materiais com o crescimento do volume de PEt reciclado, utilizado em garrafas de água mineral, e a expansão do uso do PEt em embalagens de produtos de higiene doméstica, graças à redução do preço do PEt em relação ao polietileno de alta densidade (PEad) e a crescente preferência pela transparência da embalagem para exposição do produto. Entretanto, enquanto as perspectivas de crescimento são otimistas, o desafio do negócio se mantém para os fornecedores de matéria-prima e convertedores da Europa. o próximo foco para os envasadores é o fornecimento eficiente de recursos, conduzindo o mercado para opções de fabricação in-loco, como operação HtW (holethrough-the wall), autofabricação ou preformas de sopro. Esse é o limite da habilidade dos tradicionais convertedores para agregar PENETRAÇÃO valor, enquanto para DE GARRAFAS os fornecedores euPLÁSTICAS NA EUROPA POR ropeus de resina, APLICAÇÕES a ameaça vem das FINAIS resinas mais baratas importadas da Ásia e do oriente 50% 60% 70% 80% 90% 100% Médio.

LUIZ FERNANDO MANTOVANI É O NOVO GERENTE COMERCIAL DO LABORATÓRIO BONIQUET

a avery dennison Corporation acaba de nomear darrel Hughes para o cargo de vice-presidente e gerente-geral para Fasson roll américa do norte. responsável pelo desenvolvimento estratégico e o crescimento do negócio de bobinas de materiais, o executivo será a ponta de lança para as iniciativas visando a aumentar a lucratividade das vendas por meio de inovações e novos produtos, programas de serviços diferenciados e vendas de valor agregado.

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Rafael Previtalli,

diretor da Fiberpack Como se deu a aquisição da Fiberpack pela Slotter? A gente já vinha estudando a aquisição, pois a Slotter é uma empresa mais focada na prestação de serviço do que em embalagem. Com a compra da Fiberpack (antiga Bioembalagens, de Espírito Santo), nós estamos agregando mais valor ao nosso produto, já que a nova companhia é focada na produção de embalagens de polpa termoformada. Elas são produzidas com fibra virgem de papel, fornecida pela Suzano. Mas também podem ser feitas com aparas que vêm da Slotter. Investimos R$ 4 milhões no negócio, contemplando também a compra de um terreno, em Mogi das Cruzes (SP), instalações e maquinários, como prensas formadoras, estação de fabricação de massa, estação de refrigeração e tanques de armazenagem. A nova fábrica começou a operar em agosto de 2010. Qual é a capacidade de produção? A planta fabril está instalada em um

terreno de 7 mil m2, com área construída de 1500 m2, e capacidade de produção inicial de 80 toneladas/ mês. Mas essa capacidade pode ser triplicada para atender a crescente demanda da embalagem de polpa termoformada. A expectativa é de um crescimento de 300% ao ano. A Fiberpack já tem clientes interessados na embalagem de polpa termoformada? Sim. Há vários segmentos interessados na embalagem de polpa termorformada. Estamos em negociação com empresas dos setores de cosméticos, eletrodomésticos, informática e de alimentos. Há infinitas aplicações. Até o final do ano, a embalagem de polpa termoformada deve chegar às gôndolas do mercado brasileiro. Qual é o diferencial da embalagem de polpa termoformada? O principal diferencial da embalagem de polpa termoformada é que ela, ao contrário da embalagem de

A nova companhia é focada na produção de embalagens de polpa termoformada polpa moldada, fica rígida. Ela tem o aspecto de embalagem plástica, mas é feita de papel. O segredo está no seu processo de produção. A embalagem é formada e seca dentro de uma prensa de 10 a 70 toneladas. Como é feita num processo similar ao do plástico, ela pode ter infinitos formatos.

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PROJETO PREVINE CONTAMINAÇÃO ALIMENTAR

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Bares, restaurantes, lanchonetes, cantinas e outros estabelecimentos que comercializam ou exponham para consumo humano alimento líquido podem ser obrigados a fornecer canudos protegidos individualmente. Projeto de lei do vereador José Mansueto Fiorilo (PDT), da Câmara Municipal de Juiz de Fora (MG), defende a medida para proteger os consumidores de agentes externos de contaminação. O dispositivo tramita nas comissões técnicas da Câmara.

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Geralmente os canudos ficam armazenados em invólucros sem qualquer proteção e são manipulados indistintamente pelas pessoas, o que representa risco para a saúde. “Ao se usar inocentemente um canudinho, sem a devida proteção em sua embalagem, não há prevenção contra elementos indesejáveis que poderão migrar para o alimento, representando risco para a saúde humana”, alerta o vereador.

PROJETO VISA A IMPLANTAÇÃO DE PONTOS DE COLETA SELETIVA DE MEDICAMENTOS EM CAMPO GRANDE (MS) Está tramitando na Câmara Municipal de Campo Grande (MS), o projeto de lei complementar nº 272/10, de autoria do presidente da Casa de Leis, vereador Paulo Siufi (PMDB), que autoriza o poder executivo a implantar pontos de entrega voluntária de medicamentos vencidos e institui a política de informação sobre os riscos ambientais causados pelo descarte incorreto desses produtos, no âmbito do município de Campo Grande. A carência de um lugar específico para recolher as sobras dos medicamentos faz com que os produtos sejam jogados no lixo. Porém, ao fazê-lo, não se imagina os danos causados às pessoas que trabalham nos lixões e ao meio ambiente. Segundo estudos, as substâncias químicas presentes nas sobras de remédios que são jogadas em ralos ou em lixo comum acabam caindo em rios ou qualquer outro meio de distribuição de água, fazendo com que sejam encontrados fármacos na água consumida não só por animais, mas também pelas pessoas. Em enquete realizada no site da Câmara Municipal, 75% das pessoas que participaram alegaram não saber o que fazer com os frascos, caixas e cartelas de medicamentos, enquanto apenas 25% afirmaram que separam os frascos de vidro e plástico para reciclagem. Em Porto Velho (RO) o projeto de lei da vereadora Elis Regina, que institui a coleta seletiva de medicamentos vencidos e a implantação de política de informação sobre os riscos causados por esses produtos no município, foi aprovado em julho último.

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vanguarda

Pelo bem do meio ambiente A cervejaria norte-americana Abita utilizou a embalagem de sua bebida para sensibilizar os consumidores da marca a participar de uma campanha de arrecadação de fundos para a recuperação do Golfo do México, atingido pelo derramamento de petróleo

O DA REDAÇÃO

Fotos: Divulgação

vazamento de petróleo no Golfo do México, ocorrido em abril último, depois da explosão da plataforma Deepwater Horizon, da empresa petrolífera BP, já é considerado o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos. Para ajudar a salvar a vida marinha da área atingida, a cervejaria norte-americana Abita utilizou a embalagem para fazer a campanha. Com o apoio da Louisiana Seafood Promotion & Marketing Board, a empresa lançou a cerveja pilsner SOS Save Our Shores (em português, algo como Salve Nosso Oceano) que gera US$ 0,75 a cada garrafa vendida. Além disso, a renda dos produtos vendidos no varejo (chapéu, camiseta, pin, ímã de carro e adesivo) é 100% revertida para o fundo SOS. Esses produtos também podem ser adquiridos pelos consumidores no site (SOS.abita.com) criado especialmente para o fundo. “Abita SOS é a mensagem da garrafa. Esse é o sinal de alerta que nós enviamos para os 41 Estados americanos onde a cerveja é comercializada. Isso vai aumentar a consciência da população e o montante do dinheiro arrecadado”, afirma David Blossman, presidente da cervejaria Abita. O rótulo da garrafa de 650ml ilustra imagens de todos os aspectos que fazem o Golfo do México único. Ilustrações como pelicanos, peixes, camarão e barcos de pesca são apresentadas no padrão atemporal

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do símbolo SOS. O capim do pântano e um par simbólico de botas brancas de camarão também são destacados em um belo design. Essa não é a primeira campanha de caridade da cervejaria Abita. Para minorar as sequelas do furacão Katrina, em 2005, que devastou o Sul dos Estados Unidos, a empresa lançou a cerveja Restoration Pale Ale, além de uma linha de produtos relacionados. Com o suporte da cervejaria, os consumidores da marca reuniram

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esforços que deram O que é importante e das indústrias para grandes resultados, sobreviver ao desastrono processo com uma arrecadação so derramamento de de doação é a que alcançou US$ 500 petróleo. milhões para ajudar transparência, O fundo administrado os desabrigados do pela Northshore Coma velocidade e a furacão. No ano pasmunity Foundation finalidade sado, a Abita lançou garante que 100% do a cerveja Abbey Ale, dinheiro arrecadado cujas vendas da bebida, beneficiaram será destinado para o fundo de cario colégio seminarista Joseph´s Abbey, dade. Além disso, a Louisiana Seafood em Covington, nos Estados Unidos. Marketing Board tem um importante “O dinheiro arrecadado com a venda da cerveja Restoration Pale Ale foi possível graças ao marketing boca a boca da população para fazer as pequenas doações a cada compra da garrafa, da camiseta, uma compra a cada tempo”, diz Blossman. “Agora, apenas há poucos anos depois, nós estamos convocando nossos consumidores para ajudar mais uma vez”, acrescenta.

PARCERIA DO BEM Trabalhando com a Lousiana Seafood Promotion & Marketing Board, a cervejaria estabeleceu o fundo de caridade SOS que ajuda a salvar e restaurar o meio ambiente, além de contribuir para as ações individuais

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papel de aconselhar onde o dinheiro pode ser mais bem aplicado. Um comitê de conselho foi estabelecido para o processo de doação e conceder os procedimentos para sua finalização. “O que é importante no processo de doação é a transparência, a velocidade e a finalidade”, comentou Ewell Smith, diretor-executivo da Louisiana Seafood Marketing. “As necessidades irão mudar e as prioridades também no seu tempo certo. Nós estamos muito orgulhosos de ser um parceiro da Abita, fazendo com que o dinheiro doado seja gasto sábia e eficazmente.”

POST O SEU PRÓPRIO SOS Um inovador e novo webiste foi criado para suportar os esforços da campanha

de caridade da Abita em parceria com a Lousiana Seafood Marketing e para espalhar a palavra sobre a crise da Costa do Golfo. No SOS.abita.com, os consumidores podem descobrir soluções adicionais para ajudar a recuperação da região do derramamento do petróleo. Eles também têm uma oportunidade única de postar um SOS próprio dentro de um cenário litorâneo interativo que desdobra a campanha, como um site de mídia social totalmente integrado. Os consumidores escolhem de um barco de camarão, peixe ou de pelicano para representar o seu post e depois escrevem uma curta mensagem que será mostrada em personagem animado dentro do cenário litorâneo interativo. Posters também podem ser escolhidos para dividir as suas mensagens de esperança, inspiração ou frustração sobre o desastre ambiental por meio das redes sociais, como twitter e facebook, contando ao mundo o que aconteceu no Golfo do México. INFORMAÇÕES Abita SOS sos.abita.com

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NOVA GERAÇÃO DE FILME BARREIRA ANTIFOG A Sealed Air Cryovac apresenta a nova geração de filme barreira termoencolhível antifog, totalmente automática para reforçar a abertura das embalagens Cryovac BDF®. Em 20 anos, a marca reconhece o contínuo desenvolvimento das tecnologias de embalagens mais flexíveis, com excelentes propriedades de barreira ao aroma e ao oxigênio para todo o tipo de refeição pronta para pássaros. O filme Cryovac BDF® Soft abre novos horizontes para diferentes apresentações. Além de aumentar a flexibilidade e reduzir custos. Graças à baixa força do filme termoencolhível, o material permite obter bandejas mais leves e baratas. A sua espessura mais fina também possibilita ter maior metragem por bobina, reduzindo o tempo ocioso durante a troca. A distorção reduzida da embalagem possibilita maior apelo para impressão em sua área total. “Os consumidores estão cada vez mais familiarizados com relação ao meio ambiente”, diz Florentino Ayuso, diretor da Sealed Air. “A redução do peso da embalagem entre 10% a 25% diminuiu os custos de descarte e o Ecotax”.

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lançamentos internacionais

A solução é uma resposta às necessidades de conveniência dos consumidores finais. Depois de três anos de desenvolvimento, o produto proporciona confiabilidade, maior visibilidade à marca, enquanto mantém a hermeticidade da embalagem. Pode ser utilizado em máquinas existentes sem modificações e sem afetar a velocidade do equipamento.

UMA LENDA REVISITADA A L´Oreal confiou à MBF Plastiques o desenvolvimento da nova versão da embalagem da fragrância Opium. Essa legendária fragrância, lançada em 1977, já vendeu mais de 100 milhões de embalagens. Recentemente, Yves Saint Laurent decidiu oferecer um novo design de embalagem. Conhecida pela qualidade do seu trabalho, a MBF Plastiques investiu na melhoria e montagem da válvula spray galvanizada. A principal dificuldade recaiu no encaixe do botão galvanizado com a válvula difusora presas por presilhas. O anel de metal é fornecido pela Valois e a válvula pela Emsar, duas outras companhias do grupo Aptar. Tudo isso garantiu o controle necessário para garantir produção sem defeitos. Além disso, a MBF Plastiques não hesitou na implementação de uma nova linha de produção para garantir a capacidade de manusear grande volume encomendado pelo cliente.

VISUAL DE FRESCOR

Foto: Divulgação

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Sealed Air Cryovac, Tel.: +45 4485 3714.

A Hertland Sweeteners desenvolveu o adoçante sem calorias à base de xylitol Ideal que chega às gôndolas em uma nova embalagem que reflete a distinção do produto em r e l a ç ã o ao mercado de adoçantes artificiais. O visual de frescor, incluindo a cor roxa, e novo tagline Best Taste + Best Health (Melhor Sabor + Melhor Saúde). A frase destaca o sabor do adoçante e os benefícios saudáveis do xylitol. “As pessoas escolhem Ideal por uma variedade de razões, incluindo sabor, baixa caloria, menos açúcar para sua dieta e outras relacionadas à saúde”, afirma Mike Servie, presidente da Hertland Sweeteners. Além disso, para o novo tagline, a embalagem é predominantemente verde com uma inclusão de uma nova cor: roxo. A empresa queria garantir que Ideal não seria confundida com outras embalagens verdes de adoçantes que utilizam stévia. O xylitol ainda não é familiar para muitas pessoas, por isso a embalagen traz uma rápida e simples explanação e alguns benefícios. Hertland Sweetners. Tel.: 317-631-6400.

MBF Plastiques, Tel.: +330474731700.

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A M&H Plastics trabalhou em parceria com a Kings of London, da Inglaterra, para criar uma coleção única de produtos, especialmente, desenhada para homens da moda. São três coleções, cada uma, com seu visual próprio. A coleção inclui sabonetes e bálsamos para o rosto, gel para cabelo, creme para o corpo, cera de modelar, sabonete em gel para o banho e sprays para o corpo. Muitas das embalagens utilizadas foram escolhidas da linha de frascos, potes e tubos da M&H Plastics. O tubo foi decorado com impressão combinada que é capaz de imprimir em flexografia quatro cores mais silk screen três cores. “A M&H Plastics está constantemente se empenhando para criar embalagens que oferecem um diferencial no ponto de venda”, afirma Emma Dexter, da M&H Plastics. Simon Watson, presidente de design da King of Shaves, disse: “Quando começamos o desenvolvimento do conceito da marca, nosso objetivo era criar uma coleção de produtos de estilo e original que os homens pudessem usar todos os dias. A M&H Plastics trabalhou muito próximo de nós para realizar esse desafio e nos capacitar a oferecer uma coleção única e contemporânea de produtos.”

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NOVOS REIS DO ESTILO

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M&H Plastics, tel.: +44 (0)1502 715518.

TALENTO ITALIANO Estilo italiano, elegância e a herança da marca são os valores que as italianas S.Pellegrino, da Nestle Waters, e a Missioni têm em comum. Isso foi traduzido em uma edição especial da garrafa de vidro da água mineral, disponibilizada ao mercado em quatro nuances de cores para um volume total de 30 milhões de embalagens distribuídas nos melhores restaurantes do mundo. Missoni focou nas cores da água, colocando junto o famoso zigue-zague, e criou um estilo no valor icônico do rótulo de S. Pellegrino. “Essa é a primeira vez que a marca é entregue para alguém interpretar o ícone da garrafa, cujo estilo nunca foi mudado em mais de um centenário”, afirma Valeria Norreri, gerente de marca da S. Pellegrino. “No começo ficamos empolgados com o projeto, mas também um pouco apreensivos. O resultado foi bom e, por isso, decidimos criar quatro variantes da garrafa, como uma coleção de moda”. Para celebrar isso, a Missoni desenvolveu uma edição limitada vestida com tecido que usa a técnica de patchwork, identificando bem o renomado design da agência. Nestle Waters, www.nestlewaters.com

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ABERTURA

Lei do lixo: uma nova relação com os resíduos

Sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos representa a solução para os problemas sociais, econômicos e ambientais. Conheça a opinião das entidades do setor de embalagem sobre a instituição da lei no Brasil, seus impactos e desafios 18

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MARGARET HAYASAKI á não era sem tempo. Depois de 20 anos, a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi sancionada, em agosto último, pelo presidente Lula da Silva. Ainda há muito por fazer, mas o primeiro passo foi dado. Esse marco regulatório desenha um novo olhar para a gestão dos resíduos sólidos e muitos desafios. Grandes mudanças são esperadas, mas não em curto prazo. A primeira boa notícia é o fim dos lixões. E, para a indústria brasileira de embalagem, a Política Nacional de Resíduos Sólidos representa o fim da visão míope, ou seja, não será mais possível penalizar a embalagem como a grande vilã da poluição do meio ambiente. Agora é preciso ter uma visão macro sobre a concepção de uma gestão de resíduos sólidos eficiente e a responsabilidade compartilhada com toda a cadeia, inclusive, a população, é o começo para que todos cuidem do planeta em que vivemos.

A sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos representa uma mudança de paradigma nacional. “Todo o conteúdo da legislação é bastante pertinente. Esse é o primeiro passo que a indústria de embalagem precisava já que ela não existia e o caminho para a valorização da embalagem”, afirma Maurício Groke, presidente da Associação Brasileira de Embalagem (Abre) e diretor-comercial da Antilhas Embalagens. “Ainda falta regulamentação da lei para definir, por exemplo, o tempo que vamos ter para nos preparar para a adequação”, acrescenta. Sobre metas, outro assunto, que deve ser discutido, o presidente contemporiza. “Para atingir metas, temos que ter os resíduos disponíveis.” A Abre, segundo ele, tem uma grande responsabilidade nesse novo contexto. “Nosso posicionamento é o de unir o setor de embalagem para obter a melhor resposta. Cada um dentro do seu segmento está fazendo o seu trabalho de conscientização. No entanto, é natural que existam empresas mais preparadas e outras menos para atender a legislação dos resíduos sólidos”, diz Groke. Ele defende a atuação da entidade como um agente esclarecedor que não vai permitir leis mal elaboradas que penalizam uma determinada embalagem, como acontece hoje, com a sacola plástica. “Substituir a sacola plástica pelo saco de lixo é uma visão limitada. É preciso olhar todo o universo desse impacto”, acentua. Ele continua: “Essa é uma discussão pequena diante da gestão de resíduos sólidos no Brasil.” O maior desafio, segundo Groke, é fazer investimentos para que a nova legislação dê certo e o País se torne um exemplo de gestão de resíduos sólidos. “Estamos alinhados nesse objetivo”, finaliza.

CATADORES ORGANIZADOS E AUTOSSUSTENTÁVEIS Severino Lima Júnior, membro da equipe de articulação do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), vê com bons olhos a sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Os catadores que são atores importantes nesse processo participaram da discussão dessa lei”, afirma. “A lei também vem evidenciar que a atividade dos catadores existe e precisa de apoio”, acrescenta. Ele também comemora uma recente conquista para a categoria ampliar a inclusão social e a emancipação econômica dos catadores. A dispensa de licitação para a contratação da coleta, processamento e comercialização de resíduos

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urbanos recicláveis ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo efetuado por associações ou cooperativas formadas, exclusivamente, por pessoas de baixa renda.

toda a cadeia”, acrescenta.

“A nova lei não vai resolver todos os problemas de um dia para o Já há algum tempo, a categoria vem se outro, pois ainpreparando para atender a nova legisda é preciso adlação. Júnior conta que o Movimento ministrar outros Nacional de Catadores de Materiais desafios para a Recicláveis iniciou um programa de gestão sustentáformação e capacitação técnica dos vel dos resíduos catadores para fazer a coleta seletiva sólidos.” Um dedos materiais recicláveis, além de curso les, segundo ele, de gestão para as cooperativas. Isso é é a inclusão sofeito por meio do Programa Cataforte cial das cooperaem parceria com a Fundação Banco do Victor Bicca Neto, presidente do Cempre tivas, tornandoBrasil e o Serviço Nacional de Aprenas mais fortes e dizagem Industrial (Senai), além de capacitadas, como pequenas empreenentidades locais e o poder público, dedoras no futuro. “Além de aumentar contemplando 14 Estados brasileiros. o índice de reciclagem “Nessa primeira fase, e desonerar a cadeia de estamos capacitando A nova lei não vai reciclagem”. O papel 19 mil catadores. Na resolver todos do Cempre nesse novo segunda fase, o progracontexto é importanma trata da contratação os problemas de tíssimo, especialmende uma cooperativa, um dia para o te, na capacitação de gestão da coleta seletiva outro, pois ainda é empresas para partie economia solidária.” no processo Segundo Júnior, o custo preciso administrar cipação de logística reversa. por catador para orgaoutros desafios Além de identificar nizar uma cooperativa, os gargalos. “Também com 30 catadores, carapóia as cooperativas rinho, prensa e galpão, é de R$ 4 mil. na sua capacitação, gestão para a coleta “Vale a pena investir na cooperativa, seletiva e infraestrutura (com prensas e pois isso representa uma perspectiva carrinhos) com fundos das empresas asde economia solidária”, acrescenta. Ou sociadas do Cempre”, revela. Hoje são seja, a cooperativa significa a inclusão 30 companhias de diferentes setores, social de pessoas que vivem à margem como Coca-Cola, Pepsico, Wal Mart, da sociedade. Esse modelo de trabalho Nestlé, Mc Donalds, Kraft Foods, Intel, do MNCR é referência para os países da HP, Phillips, entre outras. “O objetivo América Latina e já foi expandido para o é ter cooperativas mais capacitadas. Já Chile, Bolívia e Peru. O MNCR estima foram capacitadas aproximadamente que hoje existam 800 mil catadores no mais de 100 cooperativas.” Brasil e em torno de 500 cooperativas. Bicca Neto acredita que esse trabalho Victor Bicca Neto, presidente do desenvolvido pelo Cempre vai ganhar Compromisso Empresarial para Remais amplitude com o fim dos lixões, já ciclagem (Cempre) e diretor de que as pessoas que vivem dessa atividaassuntos corporativos da Coca-Cola, de terão que se organizar em cooperatiafirma que a sanção da Política Naciovas. “O objetivo é promover a inserção nal de Resíduos Sólidos vai permitir a econômica dos catadores para que eles harmonização de todas as legislações sejam autossustentáveis”, conclui. locais e regionais existentes no Brasil. A sanção da Política Nacional de Re“Muitas dessas leis tinham diretrizes síduos Sólidos no Brasil é o retrato de totalmente diferentes, dificultando o uma tendência irreversível no mundo: atendimento das empresas”, diz. “As cuidar do planeta. A indústria de empropostas legislativas eram inviáveis, balagem está fazendo a sua parte por pois não existia a participação de

Maurício Groke, presidente da Abre

aqui e no resto do mundo. Segundo um estudo da Pike Research, a indústria mundial de embalagem vai crescer de US$ 429 bilhões, em 2009, para US$ 530 bilhões, até 2014, representando uma taxa de crescimento superior ao da economia global. E o setor de embalagem sustentável é o que vai crescer mais rápido, praticamente vai dobrar de 2009 para 2014, saltando de US$ 88 bilhões para US$ 170 bilhões. “O desafio da embalagem sustentável é um dos mais bem resolvidos por meio de um espírito de cooperação”, afirma Clint Wheelock, diretor-geral da Pike Research. “Esse movimento em direção ao desenvolvimento de embalagens mais sustentáveis tem sido abraçado pelos consumidores, fabricantes, varejistas, grupos de advogados e da mesma maneira o governo em todo o mundo”, acrescenta. Segundo ele, as embalagens plásticas mais amigas do meio ambiente terão um enorme impacto, já que elas representam mais de um terço de toda a indústria, seguida da embalagem de papel.

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ABERTURA

Nesta edição especial, a revista Pack desdobra os desafios da Política Nacional de Resíduos Sólidos e apresenta as empresas que estão à frente da nova legislação, com soluções que servem de exemplo para práticas mais sustentáveis. INFORMAÇÕES ABRE Tel.: (11) 3082-9722 | www.abre.org.br CEMPRE Tel.: (11) 3889-7806 | www.cempre.org.br MNCR Tel.: (11) 3399-3475 | www.mncr.org.br

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É preciso uma política muito mais ampla de implantação de

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A política nacional de resíduos sólidos deve se inserir num programa maior de sustentabilidade ambiental que toda a cidade deveria adotar. É nisso que o Instituto Brasil Ambiente tem trabalhado

O Margaret Hayasaki

s resíduos sólidos têm alto valor econômico. Se todo mundo soubesse o real valor econômico, por exemplo, da embalagem, ela não estaria relegada às ruas. O Brasil deixa de lucrar US$ 10 bilhões/ano por não realizar a reciclagem desses materiais. A sanção da política nacional de resíduos sólidos pelo presidente Lula da Silva, em agosto último, representa um marco regulatório que vai mudar a relação das empresas, dos consumidores e dos catadores com a questão do lixo. Mas esse é só o primeiro passo. Sabetai Calderoni, consultor da ONU para o meio ambiente, presidente do Instituto Brasil Ambiente e autor do livro Os bilhões perdidos no lixo, acredita que isso é muito pouco ainda. “É preciso uma política muito mais ampla de implantação de cidades sustentáveis”, afirma. Em entrevista à revista Pack, Calderoni falou sobre os desafios da implantação da política nacional de resíduos sólidos.

PACK: Como o senhor vê a aprovação da política nacional de resíduos sólidos? CALDERONI: É um grande avanço. Nós estávamos precisando de um marco regulatório que estabelecesse de forma coordenada uma interação entre os geradores de resíduos, os consumidores e os intermediários, enfim, todos os agentes da cadeia. Agora, as obrigações, as responsabilidades e os direitos ficam mais claros. PACK: Na sua opinião, qual é o desafio para a implementação da política nacional de resíduos sólidos? CALDERONI: O principal desafio vai ser a reorganização do trabalho das indústrias produtoras que existem no Brasil, seja no campo das embalagens, na geração de resíduos e na área de poluição ambiental. Isso vai ser alterado drasticamente, já que hoje as responsabilidades são muito restritas. Não existe uma forma satisfatória de aferir se as obrigações foram ou não cumpridas. Com a regulamentação da lei, cada vez mais, nós vamos ter uma elevação desse patamar de consciência. Mas ainda falta também estabelecer metas para a reciclagem, por exemplo, que deve ser resolvido com a regulamentação da lei. A lei ainda prevê que até o final de 2011 haverá uma reunião com todos os membros da cadeia de consumo, de produção e intermedição visando a responsabilidade compartilhada. Vai ter que haver um grande acordo. Até que ponto cada um vai chegar? Isso será objeto de acordo ou objeto de regulamentação. PACK: A coleta seletiva ainda não é plenamente difundida no Brasil. O senhor acredita que esse é o grande gargalo para ampliar os números da reciclagem de embalagens? CALDERONI: Embora um número significativo de municípios pratique a coleta seletiva, eles praticam numa escala minúscula. Somente para dizer: ‘nós pratica-

mos’. Na verdade, se considerarmos a tonelagem de lixo produzido no Brasil, a percentagem reciclada é de apenas 1%. São raríssimos os municípios brasileiros que praticam a coleta seletiva com seriedade e de forma abrangente e sistemática. Curitiba e Londrina, no Paraná, estão entre os muito poucos municípios que fazem isso direito. Londrina pratica a separação integral dos resíduos, mas ainda está começando a usar o lixo orgânico. Curitiba consegue fazer a coleta seletiva em toda a cidade e fazer aproveitamento disso, mas está muito atrasada em relação ao material orgânico. Já o município de Arapongas, também no Paraná, pratica integralmente a reciclagem do lixo orgânico e da fração seca. Temos situações diferenciadas no Brasil. Mas de uma forma geral, o País está bastante atrasado. O grande esforço é feito pelo setor privado. A adesão à coleta seletiva é um grande gargalo, mas o maior desafio é a falta de centrais de reciclagem integral de resíduos. Só com a implantação de centrais de reciclagem integral de resíduos é que nós vamos ter um equacionamento desse problema e o encaminhamento da solução. Só assim será possível exigir ou pedir que o munícipe faça a separação do lixo. O indivíduo se sente traído e enganado quando é levado a fazer a separação e depois ele vê no momento seguinte que o material separado com tanto carinho foi levado para um aterro. Isso causa um descrédito das autoridades em todo o programa de coleta seletiva. Esse é o verdadeiro gargalo. É um gargalo de credibilidade econômica da Editora Banas

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falta de centrais de reciclagem onde de fato os materiais são reciclados. Hoje existe a reciclagem feita pelo setor privado, que já responde por mais de 20% do valor econômico dos resíduos gerados e recuperados. No caso do município de São Paulo, essa reciclagem já chega a 30%. PACK: Então o poder público também tem um grande desafio pela frente? CALDERONI: O maior desafio é o poder público implantar centrais de reciclagem de resíduos e hoje esse desafio é de fácil solução. Antigamente, havia a necessidade de dos de volta para as O maior desafio os municípios investirem indústrias. Reutilie ter conhecimento sué o poder público zar esses materiais ficiente para operar as significa economia implantar centrais centrais, além disso, as de energia, água e de reciclagem de administrações munimatéria-prima. A cipais eram efêmeras resíduos e hoje esse produção industrial (gestão de quatro anos) e a partir da sucata é desafio é de fácil até começar a implantar economicamente o programa, o mandato solução muito mais vantajojá tinha terminado. Essa sa em comparação transitoriedade das admiao uso de matérias-primas virgens. No nistrações municipais era um problema. caso do alumínio, por exemplo, não é Hoje não. Hoje existe um mecanismo preciso fazer a mineração da bauxita. extraordinário. Trata-se do mecanismo Quando eu uso a latinha para fazer a das PPP (parcerias público privadas) reciclagem, só gasto R$ 5,00 dos R$ 100 que permite às prefeituras implantar que eu gastaria se usasse a bauxita. A as centrais de reciclagem sem gastar economia é brutal. um centavo. O gasto todo é feito pela PACK: A recuperação energética está iniciativa privada em troca da segurança prevista na política nacional de resídude que a empresa vai ter um registro os sólidos. Como o senhor vê o uso do para processar os resíduos e fazer deles plástico como fonte de energia? dinheiro. O lixo é o único produto CALDERONI: A energia tem que ser da economia que tem preço negativo pensada de duas formas. Uma é a enerporque é preciso pagar para se livrar gia obtida por meio da geração e a outra dele. O município de São Paulo gasta é por meio da conservação. Se a sucata anualmente R$ 1,2 bilhão com lixo. O de plástico é separada e levada para o poder público poderia aproveitar esse reaproveitamento na indústria, você valor econômico em vez de gastar. No está usando o processo de conservação lixo domiciliar, 60% são material orgâde energia, no qual se consegue o dobro nico. Desse material, metade é água, de aproveitamento energético do que que é transportada para longe. Estamos no processo de geração. Se eu usar esse gastando absurdos para fazer esse transmesmo plástico num gaseificador, por porte e para enterrar essa água que vai exemplo, vou conseguir muito menos virar um líquido putrefeito chamado ganho energético, já que há perdas neschorume. Por que transportar água? Se se processo. A reciclagem do plástico há uma central de reciclagem, é possível como conservação é sempre melhor do tirar essa água, processar e até produzir que como geração de energia. um fertilizante e o biogás, que gera PACK: A baixa participação da população energia elétrica. A mesma coisa pode ser é outro gargalo na separação do lixo. feita com os outros 30% de fração seca Além das campanhas educacionais, o – papel, plástico, alumínio, lata de aço senhor enxerga outra solução para ajue vários outros materiais – que podem dar a aumentar a conscientização? perfeitamente ser separados e levaCALDERONI: Existem outras formas de

aumentar a conscientização da população. Às vezes, as pessoas pensam que somente por meio de fiscalização, multas e campanhas educativas é possível resolver os problemas. Há uma forma muito mais simples que é por meio do estímulo econômico. O Instituto Ambiente Brasil prestou consultoria para o programa Pague sua conta de luz com o lixo que você produz, realizado pela companhia de energia elétrica da cidade de Fortaleza, no Ceará, em parceria com a prefeitura. Esse programa começou há dois anos, com a distribuição de 30 mil cartões magnéticos para a população de favelas, cortiços e regiões de classe média baixa. Uma pequena tenda foi instalada na entrada desses locais, onde as pessoas aprenderam a levar os resíduos sólidos para lá. O material é pesado em uma balança eletrônica e o cartão é carregado com dinheiro. Hoje a população pode usar esse dinheiro não somente para pagar a conta de luz, mas também para fazer compras no supermercado. Esses 30 mil cartões que foram distribuídos inicialmente, hoje já são 220 mil e abrange ¼ da cidade, ou seja, 600 mil pessoas. O resultado é o seguinte: as crianças brigam para coletar a embalagem na rua, que, antes, era entupida de lixo. Esse programa também ganhou o reconhecimento internacional, com uma premiação da Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, essa parceria que funcionou muito bem agora é replicada no Rio de Janeiro e também está prevista para o Recife (PE). Isso é educação na prática. Sem fiscalização. Sem grandes campanhas de longo prazo. É uma solução de resultados imediatos e de consciência imediata da população do valor do lixo. Mas uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo

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(USP) também revelou que 70% das pessoas estão muito atentas a esses programas e querem participar. Mas, não existe estrutura de acolhimento desse trabalho. PACK: A política nacional de resíduos vai mudar a relação da população com o lixo? CALDERONI: Vai mudar porque ela tende a gerar incentivos econômicos. O consumidor conseguirá pagar mais barato pela pilha nova porque vai levar a velha. Vai pagar mais barato o computador porque levou o usado. PACK: Quanto o Brasil deixa de lucrar sem fazer a reciclagem dos resíduos? CALDERONI: O Brasil poderia conseguir anualmente US$ 10 bilhões a partir da reciclagem só do lixo domiciliar. Isso é mais do que o programa Fome Zero. É uma cesta básica para todas as famílias pobres do País. Com esse valor, o poder público poderia ajudar a população em outras áreas, com a criação de bolsa saúde e bolsa habitação, por exemplo. Hoje o Brasil consegue US$ 2 bilhões em valor econômico com a reciclagem dos resíduos feita pelo setor privado.

PACK: A política nacional de resíduos sólidos prevê a integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, mas as cooperativas não têm estrutura. O senhor não vê isso como um problema? CALDERONI: Eu vejo como uma solução. Hoje nós temos a ilusão de que os catadores conseguem resolver o problema da reciclagem. Eles não conseguem. Eles não são tão numerosos e não têm o treinamento técnico adequado nem assistência social. Uma pesquisa mostrou que 43% deles são analfabetos, além de ter problemas de alcoolismo e, às vezes, até na área da criminalidade. Com a entrada das centrais de reciclagem, o que deve se estabelecer é uma parceria com as empresas, que vão assumir essa responsabilidade e a prefeitura e as cooperativas terão seu patamar social elevado. Fazer esse novo modelo é obrigação das empresas e da prefeitura. Se tiver vontade, em um ano, se faz uma verdadeira revolução. Como foi feito em Fortaleza.

PACK: Na sua opinião, a política nacional de resíduos sólidos é o primeiro grande passo para cuidar do planeta? Há outras iniciativas que podem ser feitas? CALDERONI: Tem que haver essa disposição das prefeituras para implantar as centrais de reciclagem, pois isso não se torna obrigatório pela política nacional de resíduos sólidos. É algo que a imprensa, a sociedade e os especialistas devem pressionar para que venha ocorrer. A política induz, favorece, mas não assegura. Ela assegura somente o primeiro passo que é o fim dos lixões. Mas isso é muito pouco ainda. É preciso uma política muito mais ampla de implantação de cidades sustentáveis. É um patamar bem maior do que somente a questão dos resíduos. A política nacional de resíduos sólidos deve se inserir num programa maior de sustentabilidade ambiental que toda a cidade deveria adotar. É nisso que o Instituto Brasil Ambiente tem trabalhado ultimamente.

PACK: Como o senhor vê a implantação da logística reversa? CALDERONI: Essa implantação deve ser objeto de um acordo entre indústrias, comércio e consumidores. O grande desafio é instituir esses mecanismos que eu mencionei de fazer com que o produto custe menos se o consumidor levar o produto velho. Se não implantar, isso não acontece. Tem que criar o estímulo da coleta. PACK: Mas as empresas evitam falar quem vai pagar a conta da logística reversa? CALDERONI: Hoje quem paga a conta dos resíduos descartáveis no meio ambiente é a sociedade. Existe um custo e o pessoal não quer fazer essa conta. Nós vamos diminuir o tamanho dessa conta porque tudo vai entrar no ciclo da produção. A diferença é que hoje o custo vai para a sociedade e o benefício vai para o industrial. Existe uma privatização de lucros para a indústria e o comércio e uma socialização dos prejuízos para todos os habitantes. Essa conta errada vai acabar. Vai passar a ter custo para quem não está arcando e deveria arcar que são os geradores de resíduos. Editora Banas

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LOGÍSTICA REVERSA

Logística reversa: desafios e benefícios para todos ANALICE FONSECA BONATTO

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eguindo uma tendência mundial, algumas empresas no país estão investindo em programas e parcerias para vencer os desafios de um problema crônico: o lixo gerado pela destinação final errada de produtos após o consumo. Nos últimos anos, muitas delas começaram a recolher as próprias embalagens e passaram a viabilizar sua restituição para reaproveitamento em seu ciclo ou outra destinação final adequada – a chamada logística reversa. Um exemplo de empresa que já lida com a questão é o Grupo Boticário. Em 2006, a empresa colocou um posto de coleta em suas lojas como parte de suas ações de logística reversa. O programa Bioconsciência, lançado como projeto-piloto em algumas cidades brasileiras, veio para incentivar o consumidor a devolver nas lojas as embalagens vazias da marca após o uso. Segundo Aurélio Rompkovski, gerente de segurança, meio ambiente e serviços administrativos do grupo, as lojas inseridas no programa possuem urnas onde os consumidores podem depositar as embalagens. “Elas são encaminhadas para empresas gerenciadoras de resíduos e cooperativas de catadores, previamente analisadas e cadastradas por nós, seguindo requisitos ambientais, ocupacionais e sociais”, explica. A empresa também tem parcerias com as transportadoras que realizam a entrega dos produtos para as lojas para que levem as embalagens vazias recolhidas. De acordo com o gerente, a previsão é de que, até o final deste ano, todas as lojas tenham a urna do programa. Com isso, acredita ser possível recolher 100% das embalagens que vão para o mercado. “Com o programa, o grupo, franqueados, parceiros e consumidores formam uma rede de responsabilidade compartilhada, colaborando para a correta destinação e tratamento dos resíduos.”

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Lançado inicialmente nas cidades de Recife, Campinas, Belo Horizonte e Curitiba, o programa recolheu mais de 80 mil embalagens. Neste ano, foram recolhidas mais de 120 mil. “Vale ressaltar que, por meio do Bioconsciência, o Boticário trabalha com a conscientização sobre o consumo responsável para que esse volume de embalagens devolvidas seja cada vez maior.”

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CATADORES E COOPERATIVAS: PARCEIROS FUNDAMENTAIS Nos projetos bem-sucedidos de logística reversa as cooperativas são vistas como parceiras fundamentais para o sucesso nos

Empresas buscam mecanismos para viabilizar formas de coletar e dar o destino final de produtos descartados pelos consumidores processos de coleta, reaproveitamento ou destinação final de produtos descartados pelos consumidores. A cooperativa de catadores Vira Lata é parceira do Grupo Pão de Açúcar, em São Paulo, desde 2009, início do programa de logística reversa Taeq – marca exclusiva do grupo. Nessa ação, as embalagens deixadas pelos consumidores nas estações de reciclagem ou nos caixas verdes das lojas voltam às gôndolas dos super e hipermercados da empresa. Segundo Aparecido Borghi, gerente de embalagens de marcas exclusivas do Grupo Pão de Açúcar, o processo obedece a um ciclo sustentável, que começa e termina nas lojas do grupo. Neste modelo, o grupo consegue monitorar toda a cadeia produtiva dessas embalagens. Assim, a Papirus, responsável pela transformação Programa de logística reversa Taeq: obedece a um ciclo sustentável que começa e termina nas lojas do grupo

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50 colab entre el catador trabalha Central


OS NÚMEROS PROGRAMA BIOCONSCIÊNCIA

+80 mil embalagens recolhidas desde o início do programa em 2006

do papel reciclado para o grupo, compra o material reciclável da cooperativa Vira-Lata que, por sua vez, faz a coleta e a separação dos resíduos nas lojas do grupo para utilização na produção. Nesta fase, as aparas são transformadas em papel que será comprado pela indústria gráfica para a produção dos cartuchos que irão embalar os produtos. Para esta estruturação, de acordo com o gerente, durante um ano, foram feitos estudos envolvendo os processos de rastreabilidade para garantir a integração entre as esferas econômica, ambiental e social. Iniciado em 2001,

50 colaboradores, entre eles, excatadores de lixo trabalham na Central de Triagem

Em 2010, a logística reversa já representa 50% do volume total de materiais recicláveis processados na central de triagem, o equivalente a mais de 100 toneladas/mês

De acordo com os dados da rede, em 2008, a loDe março de 2002 gística reversa represena junho de 2010, tava 5% do volume total foram retiradas do meio ambiente 152,8 de materiais recicláveis mil toneladas de processados na central embalagens vazias de de triagem. Hoje, esse defensivos agrícolas processo já representa Outra empresa que reco50%, o que equivale a nhece a importância desses mais de 100 toneladas por mês. trabalhadores na cadeia da reciclagem é as estações de reciclagem Pão de Açúcar Unilever recebem, mensalmente, mais de 500 toneladas de resíduos que são entregues a cooperativas de reciclagem.

INPEV

a Casas Bahia. Há dois anos, a rede criou o programa de reciclagem e conscientização ambiental Amigos do Planeta. Sendo a logística reversa de embalagens uma das ações do programa, os materiais que embalam as mercadorias entregues na casa dos clientes são retirados e levados para uma central de triagem de 1400m2 construída pela empresa em Jundiaí (SP). Lá, trabalham cerca de 50 colaboradores, entre eles, ex-catadores de lixo. Os materiais são separados, enfardados e comercializados e a verba arrecadada com a venda dos recicláveis é investida em projetos sociais na área da educação, como o Amigos do Planeta na Escola.

RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA NO CAMPO O envolvimento da cadeia produtiva agrícola no processo de descarte de embalagens de agrotóxicos tem produzido benefícios ambientais e sociais. A gestão correta pode ser percebida nos números expressivos de descarte desse tipo de embalagem. De acordo com dados do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InPev), no período de março de 2002 a junho de 2010, foram retiradas do meio ambiente 152,8 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas. EDITORA BANAS

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Segundo o presidente do InPev, João Cesar Rando, no início do programa estavam em operação 34 unidades de recebimento. Hoje o sistema possui

João Cesar Rando, presidente do InPev

Os modelos que temos visto, mesmo na área da embalagem, cobrem 30%, no máximo 50%, dos custos do retorno 412 unidades, sendo 113 centrais e 299 postos, em 25 estados. São mais de 144 mil m² construídos e ambientalmente licenciados para o recebimento das embalagens vazias e mais de 2.900 distribuidores e cooperativas envolvidas. Pela lei, as embalagens vazias de defensivos agrícolas pertencem às empresas fabricantes, dessa forma, o instituto desenvolveu nove empresas recicladoras estrategicamente localizadas em cinco estados: Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. “Nelas, são recicladas as embalagens devolvidas pelos agricultores com a segurança, qualidade e rastreabilidade necessárias ao processo. Atualmente são produzidos 17 artefatos, como conduítes, duto corrugado, barricas de papelão, saco plástico para descarte de lixo hospitalar, entre outros”, diz o presidente do InPev.

A HORA DA LOGÍSTICA REVERSA Presente em quase todas as atividades comerciais, a logística é fundamental para a competitividade nos negócios. Empresas de sucesso já colhem bons frutos da logística direta – que leva os produtos ao mercado – quando estruturada de forma eficiente. Agora, também devem se estruturar estrategicamente para o recolhimento dos 28

produtos descartados. Mais uma vez, o produto no lugar certo. Enquanto a maior parte das empresas já trata da logística reversa pré-consumo, pois está ligada à sua competitividade, a logística reversa pós-consumo caminha a passos lentos. Além da sua maior complexidade, a cadeia produtiva ainda não se sente totalmente responsável pelo produto. Para acabar com o jogo de empurra entre empresas, são criadas leis em todo o mundo que as responsabiliza pelo recolhimento de produtos descartáveis. E para mudar de vez esse cenário foi recém-aprovada a Política Nacional de Resíduos Sólidos. De acordo com o professor Paulo Roberto Leite, presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB) e autor do livro Logística Reversa – Meio Ambiente e Competitividade, a legislação segue o modelo europeu em que os produtores são responsabilizados pelo retorno. Para ele, isso é fundamental, pois acredita que todas as soluções em relação ao destino final de resíduos sólidos passam por soluções empresariais. Daqui para frente, como todos os setores deverão adequar o seu retorno, o presidente ressalta ser preciso que, após as regulamentações, as empresas estabeleçam ações conjuntas. “É nesse

Professor Paulo Roberto Leite, presidente do CLRB

sentido que o CLRB se sente em condições de auxiliar as empresas. Juntar setores completamente diferentes e torná-los mais eficientes.” Apesar de já existirem boas soluções, ele ressalta que o grande empecilho é o custo. Se há produtos que retornam naturalmente, pois têm valores agregados que remunera toda a cadeia, já outros precisam de subsídios. “Os modelos que temos estudado são normalmente subsidiados pelos próprios produtores e distribuidores. Temos exemplos no Brasil de modelos que funcionam bem, todos subsidiados.”

Foto: Divulgação

Os números refletem a boa gestão: no primeiro ano do sistema em prática, cerca de 3,8 mil toneladas de embalagens foram retiradas do meio ambiente. Já, em 2009, o volume total saltou para 28,8 mil toneladas, índice 18% maior se comparado com o mesmo período de 2008, quando o país somou 24,4 mil toneladas. Neste ano, até o mês de junho, já foram encaminhadas ao destino final 16.837,8 toneladas de embalagens vazias – um aumento de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.

Foto: Banco de imagens inpEV

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Ele ainda explica que no retorno desses produtos o que as empresas podem recuperar de valor econômico – em relação aos componentes que poderia servir a uma parte da indústria – não supre o custo total do retorno. “Os modelos que temos vis to, mesmo na área da embalagem, cobrem 30%, no máximo 50%, dos custos do retorno.” Isso acaba indo para o preço do produto, mas, segundo ele, os valores são pequenos e não alteram significativamente o seu preço. INFORMAÇÕES CASAS BAHIA 0800-8888008 | www.casasbahia.com.br CLRB www.clrb.com.br GRUPO PÃO DE AÇÚCAR 0800-152134 | www.grupopaodeacucar.com.br INPEV Tel.: (11) 3069-4400 | www.inpev.org.br O BOTICÁRIO 0800-413011 | www.boticario.com.br

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REUSO

Não desperdice,

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Empresas brasileiras descobrem o valor social, econômico e ambiental do reuso da embalagem pós-consumo. Conheça as soluções que elas desenvolveram para a destinação final ambientalmente adequada

ANA CAROLINA BAILI

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palavra de ordem no mundo de hoje é sustentabilidade. a ideia é reutilizar e, por meio do lixo, recriar vidas, pois com a reciclagem temos uma fonte geradora de emprego, renda e promotora de cidadania. Grandes empresas começam a se interessar em participar como agentes para essa mudança. os empresários que auxiliam na conservação do meio ambiente por meio do trabalho da reciclagem estão garantindo a inclusão social de centenas de pessoas. Um grande exemplo dessa iniciativa é o da tetra Pak, que produz embalagens cartonadas, 100% recicláveis e feitas com 75% de matéria-prima renovável. no Brasil, a multinacional sueca demonstra que é possível conciliar sucesso empresarial com uma postura social e ambiental responsável. “nos últimos anos, as principais frentes de trabalho da empresa no País têm sido o fomento às iniciativas de coleta seletiva das embalagens pós-consumo, o desenvolvimento de tecnologias de reciclagem e sua transferência para empresas recicladoras, a educação ambiental e a busca pela utilização de fontes de energia limpas e matérias-primas renováveis. ao beneficiar as pessoas e o meio ambiente, o resultado acaba se refletindo no desempenho da empresa”, diz Fernando von Zuben, diretor-executivo de meio ambiente da tetra Pak. atualmente, a empresa atua ao lado de cerca de 600 cooperativas, com divulgação dos seus trabalhos no site rota da reciclagem. também realizou a doação de big bags para 100 cooperativas e, para outras 40, a doação de prensas. Um dos projetos de sucesso aconteceu em 1999, quando a empresa lançou um plano visando a criar alternativas para reciclar a embalagem longa vida com o objetivo de estimular a reciclagem voltada para a construção civil. o departamento de meio ambiente da empresa partiu da premissa de que uma embalagem deve economizar mais

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do que custa. “Esse projeto tem como premissa valorizar a cadeia de reciclagem, como forma de gerar emprego e renda e, ao mesmo tempo, evitar que toneladas de embalagens cheguem aos aterros. atualmente, cerca de 30 empresas brasileiras reciclam os materiais da embalagem cartonada da tetra Pak, gerando empregos e renda que cresce ano a ano”, diz Zuben. o projeto recebeu um investimento de r$ 1 milhão e começou a dar resultados em 2003. Hoje 17 fábricas, no Brasil, produzem telhas a partir da embalagem cartonada reciclada. isso gera uma média de 400 empregos diretos. segundo o Compromisso Empresarial para reciclagem no Brasil (Cempre) em 2008, foram recicladas 26,6% de todas as embalagens longa vida fabricadas no Brasil. só esse ano, a tetra Pak projeta a reciclagem de 50 mil toneladas de embalagens longa vida pós-consumo no Brasil. a meta a ser atingida é de 40% até 2012.

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Uma das empresas que produzem as telhas ecológicas é a Ecofuturo, de Campinas (sP), que nasceu há oito anos, devido à vontade de seus donos em serem agendes modificadores. “Como a embalagem longa vida é feita de papel (75%), plástico (20%) e alumínio (5%), e demora 300 anos para se decompor, nossa preocupação era fazer algo com essas embalagens, e dar um destino a esses materiais, que são caros e de primeira linha”, diz sérgio Luiz Birocchi, sócio da empresa. a Ecofuturo investiu r$ 300 mil, além de três anos de estudos e testes. o diferencial do produto vem aumentando o número de compradores. Ela é mais barata e resistente do que as tradicionais, além de oferecer mais conforto térmico

a tetra Pak também Fernando von Zuben, diretor-executivo de meio ambiente da Tetra Pak desenvolveu outras técnicas. Uma delas é a de peletização. Ela criou a tecnologia de plasma para reconsiste na transformação ciclagem do alumínio das embalagens, da mistura de plástico e alumíque consiste na separação total das canio em grãos. isso permitiu ampliar a madas. o alumínio poforma de utilização do ser comercializado material, que hoje é Atualmente, cerca der na forma de pó ou matéria-prima para a de 30 empresas lingotes e o polietileno fabricação de: vassoubrasileiras reciclam (PE) é transformado ras, sacolas, canetas, em parafina que é uticapas de cadernos, os materiais lizada na produção de pastas e objetos de impermeabilizantes, da embalagem escritório. Hoje mais lubrificantes ou como de dez empresas fabricartonada da matéria-prima para a cam peças feitas dos Tetra Pak indústria química. pellets, que, por sua vez, são produzidos por duas recicladoras no Estado de são Paulo. Em 2005, a empresa em parceria com a Klabin, alcoa e tsL ambiental,

a garrafa PEt pós-consumo reciclada também é um resíduo muito utilizado para criação de novos objetos. segundo dados da associação Brasileira da in-

NÚMEROS 17 FÁBRICAS BRASILEIRAS PRODUZEM TELHAS FEITAS DA EMBALAGEM CARTONADA RECICLADA DA TETRA PAK O PROJETO PET, DA BASF, JÁ RETIROU DO MEIO AMBIENTE MAIS DE 400 MILHÕES DE GARRAFAS PLÁSTICAS PÓS-CONSUMO QUE, DEPOIS DE RECICLADAS, SÃO UTILIZADAS NA PRODUÇÃO DE TINTAS E VERNIZES

A META PARA 2010 DE RETIRAR DO MEIO AMBIENTE MAIS DE 1 MILHÃO DE GARRAFAS PET COMO MATÉRIA-PRIMA PARA OS PRODUTOS DA ESPECTRO JÁ FOI SUPERADA A GERDAU REAPROVEITA ONZE MILHÕES DE TONELADAS DE SUCATA FERROSA – QUE INCLUI TODO O TIPO DE AÇO, INCLUSIVE LATA DE AÇO DE BEBIDA PÓS-CONSUMO – POR ANO

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e acústico ao ambiente. não acumulam fungos e são mais leves. Cada unidade pesa 13 kg, metade da telha de fibrocimento. a empresa também utiliza esse material na confecção de casinhas de cachorro. “reciclamos 6 milhões de embalagens longa vida por mês. isso tira 70 toneladas de material que seria descartado no meio ambiente. as peças vêm conquistando o mercado pelos seus benefícios e valor agregado. o crescimento é de 20% por ano”, diz Birocchi.

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dústria de PEt (abipet), a reciclagem desse produto movimentou, em 2008, r$1,08 bilhão em negócios no Brasil. no mesmo ano, 53,5% do material voltou à indústria e a demanda entre empresas do setor têxtil, de embalagens e de material para construção está cada vez maior. desde 1996, a reciclagem do material cresce a taxas médias de 18% ao ano. Uma das precursoras na criação de uma destinação final a esse material é a Basf. Há oito anos, a empresa investiu no projeto PEt, que já retirou do meio ambiente mais de 400 milhões de garra-

Marcelo leonessa, diretor industrial dos complexos de tintas e vernizes da Basf para a América do Sul

A expectativa é ampliar ainda mais o uso da PET dentro da linha Suvinil e desenvolver outras aplicações para o mercado consumidor fas plásticas pós-consumo. volumes de produção de a empresa investiu Us$ uma grande empresa. a 3 milhões e quatro anos expectativa é ampliar para viabilizar o projeto. ainda mais o uso da PEt dentro da linha anualmente, a compasuvinil e desenvolver nhia usa 50 milhões de outras aplicações para o garrafas que se tornam mercado consumidor”, esmaltes e vernizes. a afirma Marcelo Leonessuvinil, marca de tintas sa, diretor industrial dos imobiliárias da Basf, tem complexos de tintas e como filosofia contribuir vernizes da Basf para a para a conservação amamérica do sul. biental. Estima-se que esse Galão de 3,6 projeto seja responsável pela litros de verniz desde o início do projeto, a Clegeração de cerca de 2000 postos necessita de an Pet é a parceira da Basf. Com cinco garrafas de trabalho em toda a cadeia de na composição 10 anos de mercado, a empresa fornecimento do PEt. outro resolveu fabricar flake de plástigrande benefício é a redução do co ou flocos de PEt reciclado. volume de efluentes em 40%, o que Essa iniciativa veio da percepção diante corresponde a aproximadamente 350 da demanda cada vez maior pela utimil litros de água de reação gerada na lização de material reciclado. a Clean Pet compra sua matéria-prima dos mais produção de resinas que deixam de diversos setores, como associações, serem enviadas para o tratamento. entidades filantrópicas e condomínios, o projeto utiliza garrafas PEt para e produz cerca de 500 toneladas de produção de um dos principais commaterial pronto por mês. ponentes das tintas e vernizes: a resina. Para cada galão de 3,6 litros de esmaltes e vernizes, necessita-se de cinco garrafas na composição. Esse processo aumenta a performance do produto e diminui seus custos. “a grande inovação foi o desenvolvimento da tecnologia e sua aplicação em escala industrial para os

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Uma cadeia de reciclagem, desde a coleta até a produção final, pode originar cerca de 800 empregos. “se contarmos que, cada coletador vai contribuir com o sustento de uma família de três ou quatro pessoas, temos cerca de 3000 pessoas de-

pendendo deste trabalho. Queremos mostrar às pessoas os benefícios que a reciclagem pode trazer para cada um e para o meio ambiente”, explica Marcelo Fonseca, gerente-geral da Clean Pet.

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outra empresa que se beneficia da utilização dessa matéria-prima reciclada é a Espectro, indústria de produtos ergonômicos para postos de trabalho informatizados. Em setembro de 2009, a empresa resolveu se reinventar e aprimorar-se como uma empresa sustentável. Hoje 100% dos produtos injetados usam garrafas PEt reaproveitadas. os moldes e as embalagens dos produtos são feitos de material reciclado. a empresa estuda ainda a substituição de uma cola usada na confecção de alguns produtos por outro sistema mais ecoHoje 100% lógico. “a tendência dos produtos mundial e ter uma injetados usam garrafas PET consciência dos seus reaproveitadas atos no meio ambiente e aqui no Brasil é também contribuir para inclusão social de diversas pessoas e ajudá-las na geração de renda. Com tudo isso fica difícil ser passível”, conta Fernando Lucas, do departamento de marketing da Espectro.

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A empresa compra de cooperativas o a usina siderúrgica da Gerdau, onde PET moído e a meta para 2010 de retisão transformadas em vergalhão para rar do meio ambiente mais de 1 milhão a construção civil, arames e chapas de de garrafas PET como matéria-prima aço para automóveis. para seus produtos já foi A Gerdau, por sua superada. “A Espectro vez, reaproveita onze A iniciativa introduz definitivamenmilhões de toneladas te em sua cadeia produenvolve o de sucata ferrosa – tiva a sustentabilidade que inclui todo o tipo treinamento como meta de futuro. de aço, inclusive lata Os nossos produtos são técnico de de aço pós-consumo obtidos de forma susaproximadamente – por ano, atividade tentável por processos que a posiciona como 1,5 mil tecnológicos limpos, uma das principais com baixo consumo profissionais recicladoras das Améenergético na sua faricas. “Temos diversos bricação e com menor pontos de recolhimento de materiais carga residual. Estamos formatando metálicos inservíveis nos estados um canal de recebimento de nossos produtos fora de uso para reciclagem. de São Paulo, Minas Gerais e Santa A ideia é que nossos produtos fora de Catarina. Em parceria com o Centro linha sejam transformados e doados Nacional de Tecnologias Limpas/ para instituições. Por exemplo, uma CNTL – Senai/RS, nós desenvolvemos linha de mouse pad pode virar um um programa de orientação para o forquebra-cabeça e ser doado para as crenecimento de sucata”, afirma Eduardo ches do bairro”, finaliza Lucas.

Gomes, representante da Gerdau no Distrito Federal. “A iniciativa envolve o treinamento técnico de aproximadamente 1,5 mil profissionais, entre colaboradores e fornecedores. Essa capacitação aprimora o rigoroso controle de qualidade ambiental realizado pela usina no recebimento e na seleção desta matéria-prima”, finaliza.

INFORMAÇÕES Basf Tel.: (11) 4347-1000 | www.basf.com.br Clean Pet Tel.: (11) 4159-2903 | www.cleanpet.com.br Espectro Tel.: (11) 3569-9842 | www.espectro3d.com.br EcoFuturo Tel.: (19) 3227-4044 | www.futuroeco.com.br Gerdau Tel.: (61) 3403-9900 | www.gerdau.com.br Tetra Pak Tel.: (11) 5501-3200 | www.tetrapak.com.br

A sucata de aço No Brasil e no mundo, o aço é um material bastante reciclado. Isso se deve às indústrias siderúrgicas que precisam constantemente da sucata para fazer um novo aço. Segundo o Cempre, a sucata demora somente um dia para ser reprocessada e transformada novamente em lâminas de aço usadas por vários setores industriais. O material pode ser reciclado infinitas vezes sem causar grandes perdas ou prejudicar a qualidade. Quando reciclado, o aço volta ao mercado em forma de automóveis, ferramentas, vigas para construção civil, arames, vergalhões, utensílios domésticos e outros produtos, inclusive latas. Em 2008, foram recicladas 46,5% do total das latas de aço consumidas no Brasil. Hoje alguns programas estimulam a reciclagem do aço pósconsumo, dentre eles, o Reciclaço, mantido pela Companhia Metalic Nordeste, empresa do grupo Companhia Siderúrgica Nacional. As latas de aço para bebidas pós-consumo são recolhidas, prensadas e enviadas para

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REUSO

Uma ideia simples, com um grande impacto A norte-americana TerraCycle criou um projeto que visa a trabalhar o resíduo pós-consumo dando a ele novas aplicações. No Brasil, a iniciativa da empresa, em parceria com a Kraft Foods e a Pepsico, já retirou do meio ambiente 1,3 milhão de embalagens flexíveis, que ganham nova vida, como bolsas e mochilas

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ransformar resíduo pósEMBALAGENS consumo em matéria-prima RETIRADAS DO MEIO para produção de novos proAMBIENTE EM 2010* dutos. Esse é o trabalho da TERRACYCLE BRASIL empresa norte-americana 3,5 milhões TerraCycle, fundada em 2001, TERRACYCLE ESTADOS UNIDOS por Tom Szaky, que está multiplicando o seu 2 bilhões bem-sucedido projeto mundo afora. A expanTERRACYCLE REINO UNIDO são internacional desse modelo de negócio 13 milhões começou no ano passado, inclusive, no Brasil, *Expectativa com a abertura de sua primeira filial na América Latina, que é comandada por Guilherme Brammer. Por aqui, a Pepsico foi a primeira parceira da empresa. Depois, foi a vez da Kraft Foods. Segundo o presidente, desde o início da atuação da empresa, já foram retiradas do meio ambiente 1,3 milhão de embalagens plásticas flexíveis de BOPP (polipropileno biorientado) de sucos em pó e de salgadinhos. Em setembro deste ano, além de passar a coletar embalagens flexíveis de chocolates, mais duas companhias devem aderir ao projeto. Brammer só pode revelar uma delas. A partir deste mês, os potes de margarina e as embalagens de produtos congelados, da Brasil Foods, serão reciclados e reutilizados. “O pote de polipropileno (PP) reciclado será utilizado como para-choque de automóveis”, conta. “Até o final de 2010, a previsão é coletar 3,5 milhões de embalagens. As embalagens são coletadas pelos consumidores por meio de brigadas, ou seja, numa espécie de rede social do lixo, eles formam um time – que pode ser um condomínio residencial ou empresarial e até escolas – no site da TerraCycle”, revela. Hoje a TerraCycle já mobiliza 1500 times e quase 100 mil pessoas de todo o País na coleta seletiva de materiais recicláveis. Os consumidores enviam um número mínimo de embalagens (100) para a empresa que dá a destinação adequada para a transformação dos resíduos pós-consumo. O custo é arcado pela empresa que disponibiliza um selo pré-pago. Para cada embalagem coletada, a companhia paga R$ 0,02 centavos. O dinheiro arrecadado, conta Brammer, vai para uma conta

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bancária e, a cada seis meses, o valor é revertido para instituições sociais escolhidas pelos consumidores. “São mais de 650 instituições cadastradas. 50 delas receberam a primeira doação. Elas passam por uma auditoria que atende as normas brasileiras para recebimento do dinheiro”, explica.

Guilherme Brammer, presidente da TerraCycle Brasil

dita Brammer. “Estamos orientando os catadores sobre o que fazer com o BOPP laminado. Nesse caso, a TerraCycle paga o valor de mercado do material/kg”, continua. A logística reversa também é outra forma de recolhimento das embalagens pós-consumo para o projeto. Brammer conta que a empresa pode instalar um

ponto de coleta nas lojas do varejo. Nos Estados Unidos e na Europa, já são mais de 60 mil pontos de coleta. “No Brasil, já estamos negociando com a rede varejista Extra para a implantação do ponto de coleta”, afirma o executivo. Para realizar esse trabalho de transformação do resíduo sólido pós-consumo,

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Foto: Divulgação

Uma outra frente para a coleta de materiais recicláveis é por meio das cooperativas de catadores. Atualmente, a TerraCycle trabalha com seis cooperativas, em São Paulo. Até o final de 2010, elas serão 12. Em 2011, a estratégia será mais agressiva, com a meta de contemplar o envolvimento de 50 cooperativas, principalmente, na região Sudeste. “Elas ainda sofrem pela falta de estrutura e necessitam de ajuda. É preciso fazer um trabalho educativo por tipo de material plástico, já que eles coletam somente materiais recicláveis que têm uma demanda estabelecida, como PET, lata de alumínio e caixa de papelão ondulado. As embalagens plásticas laminadas não têm demanda, mas o seu reuso como um novo produto vai gerar valor de mercado e os catadores passarão a coletar e separá-las”, acre-

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a TerraCycle licencia parceiros sociais e industriais. Hoje são três ONGs e uma grande indústria de costura, além da Segin, empresa especializada na gestão de resíduos industriais. “Para fazer parte desse grupo, os parceiros precisam ter a sustentabilidade no DNA. Além de qualidade nos serviços prestados e na fabricação dos produtos. Com excelente qualidade, conseguimos gerar demanda por produtos feitos de resíduos pósconsumo”, explica.

NÃO DESCARTE, O RESÍDUO PÓS-CONSUMO TEM VALOR O resíduo pós-consumo depois de reciclado ganha uma nova vida, como bolsas, necessaires, estojos, capas de diários e mochilas, que são comercializadas exclusivamente nas lojas da rede WalMart. A prova de que a ideia deu certo é o resultado nas vendas dos produtos: 10 mil itens foram comercializados no varejo sem nenhuma propaganda. Hoje já são 36 produtos desenvolvidos no Brasil e vem mais por aí. “Esses produtos também serão disponibilizados no sistema de venda online do WalMart, e a TerraCycle vai criar uma loja virtual que começa a funcionar a partir de setembro”, afirma. “Esse desempenho das vendas mostrou que a demanda por produtos mais sustentáveis é grande no País”, acrescenta.

Foto: Divulgação

E m 2 0 1 0 , a Te r r a Cycle, nos Estados Unidos, deve retirar 2 bilhões de embalagens do meio ambiente. “O país ainda é o primeiro do ranking, seguido do Reino Unido, com 13 milhões, mas em quatro anos, o Brasil deve encostar nos índices americanos”, acredita.

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Segundo Brammer, a empresa realizou um outro projeto em parceria com a rede de varejo Extra que vai

permitir substituir as caixas de madeira que acondicionam frutas por caixas produzidas de resíduos plásticos pós-consumo, que serão utilizadas em todas as lojas da varejista. “Com a embalagem laminada de Tang, estamos desenvolvendo um projeto, que já está em fase de conclusão, contemplando a separação do alumínio do plástico. O alumínio é transformado e vendido como lingote”, revela o presidente. O que mais podemos fazer além de bolsas? Com esse questionamento, a Pepsico passou a dar uma nova aplicação para as embalagens flexíveis laminadas de salgadinhos. Este ano, a empresa apostou no uso dessas embalagens como displays que são utilizados no ponto de venda para

A EXPANSÃO MUNDIAL DA TERRACYCLE COMEÇOU EM 2009 BRASIL

PORTUGAL

REINO UNIDO

ÍNDIA

FRANÇA

JAPÃO

ESPANHA

2010-2011 ARGENTINA CHILE

COLÔMBIA VENEZUELA

meses, conseguimos 450 brigadas, o que significa 45 mil pessoas, que estão coletando e ajudando a gente a retirar esses resíduos do meio ambiente, além de beneficiar outras pessoas. Nesse período, já coletamos cerca de 30 mil embalagens”, afirma Claudia.

A nossa meta para 2010 é produzir 20 mil displays, o que significa 13,5 milhões de embalagens retiradas do meio ambiente exposição dos seus produtos. É o que conta Claudia Pires, gerente de sustentabilidade da Pepsico. “Para a produção do display 100% reciclado é utilizado aproximadamente 675 embalagens flexíveis de salgadinhos, dependendo do tamanho. A nossa meta para 2010 é produzir 20 mil displays, o que significa 13,5 milhões de embalagens retiradas do meio ambiente”, comemora a executiva. “Além da vantagem ambiental, o display reciclado é 8,7% mais barato para a corporação”. O display reciclado é produzido pela Fábrica de Ideias. “Este ano, por meio da parceria com a TerraCycle, nós passamos a envolver os consumidores na coleta das embalagens. É o que nós chamamos de brigadas Pepsico. Em quatro Para a produção de cada display, são usadas 675 embalagens flexíveis de salgadinhos

“A exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos, essa é uma curva ascendente, pois a partir do momento que a população começa a entender e conhecer o projeto, essa coleta só tende a aumentar”, acrescenta. A coleta das embalagens flexíveis também é feita pelas cooperativas de catadores. “A Pepsico realiza um trabalho com os catadores para que as embalagens flexíveis retornem e possam ser transformadas”, revela Claúdia. Para fechar o ciclo sustentável, a companhia também mantém uma parceria com o Instituto Papel de Menino (IPM), uma associação sem fins lucrativos que trabalha na reinserção de adolescentes que deixaram a Fundação Casa (antiga Febem). “Eles também desenvolvem novos produtos a partir dos nossos resíduos pós-consumo”. (M.H.)

INFORMAÇÕES PEPSICO Tel.: (11) 5188-7000 | www.pepsico.com.br TERRACYCLE Tel.: 0800-8921038 | www.terracycle.com.br

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Alternativas sustentáveis ao desenvolvimento

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Empresas brasileiras começam a direcionar recursos para o desenvolvimento de embalagens produzidas de matéria-prima renovável e, com isso, além de melhorias ambientais, conseguem um diferencial competitivo no mercado. Mas a utilização desses materiais pode ser considerada uma via de inovação sustentável quando consideramos seu impacto social?

social

C

onversamos com o setor para entender de que forma o crescimento econômico pode ser de fato um meio ao desenvolvimento social. Os entrevistados apontam que o desenvolvimento tecnológico com o pensamento no meio ambiente permite abrir novas frentes de produção e emprego, oferecendo alternativas ambientalmente mais sustentáveis aos consumidores. Atualmente, o cenário para produtoras de açúcar e álcool está cada vez mais favorável. Mas uma das questões fundamentais para o crescimento sustentável da produção é ter assegurado o fim do trabalho escravo e dos desmatamentos. Quem aposta nesse cenário econômico promissor é a Braskem. Primeira empresa no mundo a desenvolver um polietileno certificado com matéria-prima renovável (produzido a partir do etanol) em escala industrial, a companhia inicia esse mês sua produção para aplicação em embalagens. E, de acordo com dados da empresa, a nova planta de eteno verde, localizada no polo petroquímico de Triunfo (RS), consumirá 460 mil m3 de etanol por ano.

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Foto: UNICA-Niels Andreas

neste caso, é interessante refletir de que forma a cadeia trabalha com o aumento da produtividade da cana para conquistar maiores mercados sem impacto social negativo. Pois, para além da eficiência dos recursos, será que a cadeia produtiva confere igual importância ao aspecto social? Consultada sobre essas questões, a Braskem não se manifestou, apenas disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que o consumo de etanol é pequeno. a União da indústria de Cana-de-açúcar (Unica) chama a atenção para dois movimentos importantes que se desenvolvem já há alguns anos no setor. o primeiro busca melhorar as condições dos trabalhadores que fazem o corte manual da cana-de-açúcar. Para tanto, o setor tem parcerias para, por exemplo, acabar com a força de trabalho assalariada temporária. Paralelamente há o processo de mecanização do corte por causa das pressões pelo fim das queimadas e busca pela competitividade, como aconteceu com vários outros setores da agricultura. segundo Eduardo Leão de sousa, diretor executivo da Unica, 60% da cana já é colhida mecanicamente no estado de são Paulo. “Com isso, há o problema do desemprego, porque, se uma colhedora substitui cerca de 80 trabalhadores, conseguimos absorver 20 deles em atividades mecanizadas, mas com uma remuneração melhor.” assim, a entidade e as empresas da cadeia produtiva têm investido em programas de requalificação profissional.

Conseguimos absorver 20 deles em atividades mecanizadas, mas com uma remuneração melhor

Preocupado com a questão ambiental e social, o engenheiro Claudio rocha Bastos criou a CBPak, localizada em são Carlos (sP), que produz embalagens biodegradáveis à base de amido de mandioca em

Eduardo leão de Sousa, diretor executivo da Única

2002. Bastos, que também é vicepresidente da associação Brasileira de Polímeros Biodegradáveis e Compostáveis (abicom) conta que escolheu trabalhar com a mandioca pelo seu preço estável, pelo país ter uma capacidade ociosa e por estar fora da pauta de discussão sobre o uso de

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vegetal que não seja para al imen to, já que é usado o amido da mandioca brava, variedade não consumida pelo ser humano. assim, pequenos produtores vendem o vegetal para a fecularia da mandioca. “Com isso, há a geração de emprego para pequenos produtores e sua inclusão nessa cadeia de negócio. Hoje o produto é usado nas indústrias têxtil, de papel, de alimento e agora na de embalagem. E nós vendemos a embalagem para uma série de produtores orgânicos”, explica Bastos.

VOLUME INSIGNIFICANTE Em parceria com a alemã Basf, o Carrefour anunciou em junho deste ano que até 2014 deverá substituir todas as sacolas atuais pelas sacolas feitas de Ecovio® - um plástico feito do petróleo e do PLa (ácido polilático) sendo que este é obtido por meio de uma fermentação do milho.

Fotos: Divulgação

Questionada se o uso de alimento pode criar um problema social, a gerente de especialidades plásticas da Basf para a américa do sul, Letícia da rocha Mendonça destaca que a quantidade de milho ne-

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Ecovio: plástico feito do petróleo e da PLA

cessária para a produção desse componente é ínfima diante dos volumes destinados à alimentação. “E Embalagens vale lembrar que o biodegradáveis à base de amido milho já participa de mandioca em outras aplicabrava ções industriais, como na composição do papel, em algumas aplicações para tecidos, em colas e cosméticos. tais aplicações não são representativas quando se pensa nos volumes destinados a alimentos”, diz.

do PLa. Mas esta parte fóssil, chamada de Ecoflex®, é bastante flexível quando processada sozinha e, por isso, permite somente a produção de filmes.

MOSAICO DE ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS Questionado se há a possibilidade de faltar milho na mesa do brasileiro, o coordenador-geral de cereais e culturas anuais do Ministério da agricultura, silvio Farnese diz que, a principio, é possível atender essa nova demanda. no entanto, uma avaliação terá que ser feita conhecendo a neces-

A quantidade de milho necessária para a produção desse componente é ínfima diante dos volumes destinados à alimentação ainda, segundo ela, as aplicações industriais têm um impacto social positivo, pois proporcionam mais vagas de trabalho, na maioria das vezes, mais bem remunerado que o do homem do campo. Ela afirma que as fontes renováveis são utilizadas na Europa, na Ásia e na américa do norte e lá fora é vista da mesma forma exposta aqui. “Esta utilização traz benefícios técnicos aos materiais e por isso são muito bem-vindas.” de acordo com ela, os materiais biodegradáveis da Basf contam em sua composição com uma mistura de petróleo e fontes renováveis. a parte fóssil – que também possui todas as certificações internacionais de biodegradação e compostagem – é imprescindível, porque possibilita que as fontes renováveis, como amidos e fibras, possam ser processadas nas temperaturas adequadas. Funciona também melhorando as propriedades mecânicas

sidade de milho para as novas atividades. Porém, o potencial de crescimento da produtividade no Brasil é muito elevado. Para ele, com a liberação, ainda que tardia, dos organismos geneticamente modificados (oGMs) no Brasil, já se conhece uma melhoria na produtividade de cerca de 20% nas lavouras oGMs. Em tese, isso poderá ampliar a produção nacional em cerca de 10 milhões de toneladas, mantendo a mesma área. de acordo com os dados do ministério, nos Estados Unidos, a produtividade média está em torno de 10 mil kg/ha. no Centro-sul do Brasil é de 5 mil kg/ha nos estados mais tecnificados. a celeuma levantada pela organização das nações Unidas (onU) para agricultura e alimentação (Fao) e outras organizações, em 2007, de que faltaria milho no mundo em virtude do consumo americano para produção de etanol, segundo ele, foi um fiasco. “se depender da necessidade

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últimos dois anos e as tecnologias atuais não permanecerão como exclusivas. O cenário aponta para um mosaico de alternativas – não apenas o bioplástico de milho ou de cana-de-açúcar”. Não existe posicionamento do Ministério do Meio Ambiente atualmente que indique uma tecnologia em detrimento da outra. (A.B.)

INFORMAÇÕES

Samyra Crespo, secretária de articulação institucional e cidadania ambiental do Ministério do Meio Ambiente

Basf Tel.: (11) 3043-2010 | www.basf.com.br Braskem Tel.: (11) 3576-9999 | www.braskem.com.br

suplementar, nossos frangos e porcos não terão falta de milho. Pode ser que o aumento do consumo de milho na China, levando-a ao mercado internacional, como compradora, seja um fator muito mais influente nesse momento.”

que pode ser plantada em regiões mais secas. Vale lembrar que essas tecnologias estão em seu estágio inicial e há a expectativa de mais alternativas tecnológicas sustentáveis nos próximos anos. “A pesquisa aqueceu nos

Cbpak Tel.: (16) 3368-5935 | www.cbpak.com.br Ministério da Agricultura Tel.: (61) 3218-2828 | www.agricultura.gov.br Ministério do Meio Ambiente www.mma.gov.br Única Tel.: (11) 3093-4949 | www.unica.com.br

Segundo Samyra Crespo, secretária de articulação institucional e cidadania ambiental, do Ministério do Meio Ambiente, a questão da segurança alimentar é sempre levantada quando se aborda a novidade tecnológica apresentada pelos bioplásticos produzidos de vegetais também usados para alimentação, como o caso do milho, da batata e da mandioca. “No entanto, como mostram os fabricantes dessas alternativas, o volume utilizado é insignificante em relação ao volume destinado ao prato dos brasileiros.” Além disso, ela ressalta que a tecnologia dos bioplásticos permite a utilização de produtos antes tratados como resíduos, como é o caso das batatas descartadas às toneladas em centrais de abastecimento em todo o Brasil ao final do dia. Outra possibilidade é usar o amido da mandioca brava, variedade não consumida pelo ser humano e

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A educação pode salvar o planeta

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Nossa busca é conscientizar o consumidor sobre o processo de compra para que tenham atitudes mais sustentáveis

É acreditando nisso que o Instituto Akatu e o Instituto Gea Ética e Meio Ambiente têm desenvolvido projetos em parceria com a iniciativa privada e o poder público que estão fazendo a diferença num oceano de desafios ambientais, sociais e econômicos

M

uito além de conscientizar a população sobre a importância de proteger e fazer o uso sustentável dos recursos naturais, a proposta maior da educação ambiental é a construção de sociedades sustentáveis. É preciso despertar em todos a consciência de que o ser humano é parte do meio ambiente. Estamos falando aí da sua capacidade de transformar o meio em que vive, mudando o seu comportamento e fazendo escolhas conscientes. isso faz a diferença no impacto ambiental, social e econômico. Esse papel de agente transformador, agora, tem que ser mais do que praticado, tem que ser efetivo, já que a sanção da Política nacional de resíduos sólidos institui a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, abrangendo toda a cadeia produtiva, inclusive, os consumidores. Quem faz esse trabalho de conscientização dos consumidores, no Brasil, é o instituto akatu pelo Consumo Consciente. Heloisa torres de Mello, gerente de operações do instituto akatu, afirma que o consumo consciente é a porta de entrada para a sustentabilidade. “É uma forma de cuidar do planeta e da nossa vida”, diz. “o consumo consciente começa no ato de consumo ou no pagamento do produto. É preciso questionar: por que vai comprar? Como vai comprar? de que empresa vai comprar? Como vai usar o produto? E como vai descartar? a nossa busca é conscientizar o consumidor sobre esse processo de compra para que tenham atitudes mais sustentáveis. Queremos que eles tenham informação para fazer a sua escolha.”

PERFIL DO CONSUMIDOR BRASILEIRO 2009

59% 6% 8%

CONSUMIDORES INICIANTES CONSUMIDORES ENGAJADOS CONSUMIDORES CONSCIENTES CONSUMIDORES INDIFERENTES

Fonte: Instituto Akatu

28%

Obs: a soma dá 101% devido aos arredondamentos da última casa decimal para um número inteiro

o descarte, apesar de estar na ponta da cadeia, é um assunto muito importante. “Para reciclar o lixo é preciso fazer a escolha consciente na gôndola, ou seja, isso começa quando a gente vai comprar o produto. Por exemplo, evitar mercadorias com muitas embalagens.” a conscientização tem que passar por muitos aspectos. a ideia é que o consumidor saiba que, por exemplo, ao comprar uma garrafa de 1 litro de bebida, que não vai ser consumida integralmente, ele está desperdiçando os recursos naturais utilizados na produção do produto. isso impacta até no bolso do consumidor. Por que comprar uma embalagem grande se a menor atende a sua demanda? É com informação que o instituto quer transformar o comportamento do consumidor. isso é feito de diversas formas. Heloisa diz que o akatu conta com o apoio de aproximadamente 70 empresas que participam dos projetos desenvolvidos pelo instituto que realiza oficinas presenciais para executivos de nível gerencial, capacitando-os para que sejam multiplicadores dentro da empresa. “Cada funcionário é um consumidor que pode ser um exemplo na sua casa, na escola ou no clube que ele frequenta”, acredita. Editora Banas

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Para cada empresa, há um modelo diferente, segundo ela, porque elas têm realidades diferentes. “algumas estão mais preparadas e outras estão começando a entender a sustentabilidade. no Wal Mart, por exemplo, desde o início do projeto, há quatro anos, mais de 80 mil colaboradores já foram sensibilizados para o consumo consciente”, revela Heloisa. “Lá existe meta de sustentabilidade para cada colaborador”, acrescenta. outra frente de trabalho do instituto são os projetos de educação realizados nas escolas públicas visando a atingir os jovens. Em 2009, o akatu fez uma parceria com a HP para a implementação de um projeto piloto para formação dos professores sobre consumo consciente. “trabalhamos com oficinas presenciais, semipresenciais e a distância. além de material de apoio e o livro do aluno”, conta a gerente operacional. Hoje o projeto contempla 15 escolas públicas em cinco Estados do Brasil e quase 3 mil alunos. Já foram formados 200 professores. Já o projeto dos programas Canal Futura e HP envolve 10 programas com diferentes temas sobre sustentabilidade. “a Futura vai distribuir material de apoio em 58 escolas, 43 da Fundação Bradesco e 15

Heloisa torres de Mello, gerente de operações do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente

do projeto de educação.” o objetivo do instituto é expandir o projeto para mais escolas. “o resultado é bastante positivo, com a adesão dos alunos. Por exemplo, uma escola desenvolveu um livro sobre os trabalhos de sustentabilidade realizados.”

O nosso objetivo é ajudar as cooperativas a ganhar dinheiro, com perspectivas de crescimento

a conscientização dos consumidores apresenta diferentes níveis. “os consumidores de classes mais baixas, quando têm acesso à informação, são muito sensíveis à mudança”, exemplifica Heloisa. “Como comunicar o consumidor de uma forma que ele entenda ainda é um grande desafio”, finaliza.

EDUCAÇÃO PARA A COLETA SELETIVA

Ana Maria Domingues Luz, presidente do Instituto Gea Ética e Meio Ambiente

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gratuita para a população interessada na implantação de coleta seletiva de resíduos sólidos nas escolas, condomínios e bairros. Ela não tinha informação e estrutura para a coleta. “nesses 10 anos de atuação, atendemos 4800 grupos de são Paulo, interior e outros Estados”, revela a presidente. “Esse número foi possível graças ao efeito multiplicador do boca a boca”, acredita.

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E D U C A Ç Ã O A M B I E N TA L

Quando o instituto Gea Ética e Meio ambiente começou a trabalhar a educação ambiental para a implantação de coleta seletiva, que não existia no Brasil, nenhum tipo de sistema de coleta seletiva. Esse trabalho começou em 1999 depois que ana Maria domingues Luz, presidente do instituto, deixou a secretaria do meio ambiente do Estado de são Paulo. Ela levou a experiência do setor público para o instituto. assim, usando fundos públicos e da iniciativa privada, o instituto começou a prestar consultoria técnica

Hoje, segundo ela, o programa de coleta seletiva, por pior que seja, permitiu a criação de cooperativas de catadores, com o uso de caminhão. “Houve uma expansão da informação em são Paulo, com o fortalecimento das cooperativas e a ampliação do conhecimento da coleta seletiva. Elas estão mais bem organizadas e têm o apoio do poder público”, diz. Mas, ela reconhece que a maior transformação tem que vir do ser humano, ou seja, é preciso mudar a postura constantemente. “sem isso, não há efeito de melhoria.” o instituto também realiza desde a sua fundação um trabalho com as cooperativas de catadores visando a transformar esses garimpeiros do lixo em empresários. Eles têm informações sobre gestão do tempo, visão de lucro, contabilidade, oEM e atendimento ao público fornecedor de material reciclável, ou seja, um roteiro econo-

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micamente mais viável. “Além disso, a separação racionalizada dos materiais recicláveis é uma forma de ajudar as cooperativas a obter mais valor agregado/kg na hora da comercialização”, afirma. “O nosso objetivo é ajudar as cooperativas a ganhar dinheiro, com perspectivas de crescimento.” Além disso, o Gea realiza cursos para formação de uma cooperativa. A primeira cooperativa que o instituto ajudou a formar, em São Paulo, é a Cooperativa Mooca. Hoje já são 10. Depois da formação, há um acompanhamento durante um ano para a consolidação do negócio. Os desafios, segundo Ana Maria, estão na dificuldade de infraestrutura, pois muitas não têm veículo para o transporte do resíduo ou têm galpão descoberto. “A capacitação dos catadores é outro gargalo, já que a maioria não tem escolaridade, ou seja, são analfabetos operacionais. Eles só sabem escrever o nome”, lamenta. O lixo transforma a vida de muitos

catadores, que estão à margem da sociedade, dando a eles uma nova vida. “O presidente da Cooperativa Mooca é um grande exemplo disso. Ele que um dia já teve família, mas foi abandonado, retomou a sua vida, ao casar novamente, ter um filho, e comprar um apartamento”, se emociona.

Instituto Gea ajudou a formar a Cooperativa de Reciclagem Nova Esperança, no Jardim Pantanal, em São Paulo

A presidente olha a educação ambiental com otimismo, apesar das inúmeras dificuldades e desafios. “A população aprendeu a separar o material reciclável. O que falta é a infraestrutura de coleta para encaminhar para a coleta seletiva”, diz. “E os catadores precisam de conhecimento técnico, pois a coleta seletiva é complexa”. Ana Maria acredita que a solução para o lixo é viável e não custa caro. Se toda a cadeia trabalhar

em conjunto, as cooperativas tiverem infra-estrutura de transporte do material e as cidades forem organizadas por áreas”, finaliza. (M.H.)

INFORMAÇÕES Instituto Akatu Tel.: (11) 3141-0177 | www.akatu.org.br Instituto Gea Ética e Meio Ambiente Tel.: (11) 3058-1088 | www.institutogea.org.br

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reciclagem de resíduos sólidos

O Paraná criou o Programa de Resíduos Sólidos do Estado – Programa Desperdice Zero, em 2003, visando o fim dos lixões e a redução dos resíduos gerados. Agora, ele vai ser revisado para ser compatível com a lei federal

Foto: Divulgaçaõ

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m passo à frente de outros Estados brasileiros, o Paraná criou, em 2003, a sua Política de Resíduos Sólidos - Programa Desperdício Zero que visa, principalmente, a eliminação de 100% dos lixões e a redução de 30% dos resíduos gerados. Dessas metas, dos 181 municípios que têm lixão a céu aberto, hoje 43 já implantaram o aterro sanitário e o Estado conseguiu reduzir em 12% o volume de resíduos. Segundo Jorge Augusto Callado Afonso, secretário do meio ambiente e recursos hídricos do Paraná, isso foi possível graças aos treinamentos e às metas que são revisadas mensalmente nos 23 municípios responsáveis por 90% do lixo gerado no Estado. “Esses municípios replicam esse trabalho e a metodologia de gestão dos resíduos para as cidades vizinhas”, afirma. “Mas também têm a participação das indústrias geradoras de resíduos e das cooperativas.” “A nossa meta inicial era transformar todos os lixões do Paraná em aterros sanitários até dezembro de 2010. Já era para ter atingido. Mas, o grande gargalo para que isso aconteça é a disponibilidade de áreas para a instalação dos aterros sanitários. Além disso, isso depende do licenciamento ambiental”, ressalta o secretário. “Esse também deve ser um problema para a implantação das centrais de triagem de resíduos.”

Jorge Augusto Callado Afonso, secretário do meio ambiente e recursos hídricos do Paraná

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O Programa de Resíduos Sólidos do Paraná conseguiu inserir o agente reciclador por meio de parcerias firmadas entre o setor público e o privado, proporcionando melhores condições de vida aos recicladores. Segundo o Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável,

Foto: iStockphotos

Um exemplo a ser seguido eles são cerca de 10 mil cadastrados em cooperativas e associações de reciclagem do Estado. “A indústria adquire os equipamentos que contribuem para maior rendimento dos recicladores que estão ganhando o dobro no mesmo período de trabalho”, conta o secretário. Além disso, o Governo do Estado está conseguindo promover a inclusão social dos recicladores que têm um papel extremamente importante e ao mesmo tempo garantindo um escoamento sustentável com o recolhimento de embalagens em todo o Estado. São 30 pontos de coleta”. Afonso lembra que o atual Programa de Resíduos Sólidos do Paraná vai ser revisto para ser compatível à lei federal sancionada no mês passado. “Estamos revendo a metodologia não só para aterro sanitário, mas para construir uma central de tratamento de resíduos com o programa de coleta seletiva e compostagem”, conclui.

Arapongas Com uma população de 103 mil habitantes, a cidade de Arapongas, no Paraná, coleta 100% do lixo gerado no município, aproximadamente 80 toneladas/dia. Uma empresa terceirizada

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Estamos revendo a metodologia para construir uma central de tratamento de resíduos com o programa de coleta seletiva e compostagem

os resíduos recicláveis são limpos e prensados para a comercialização. a venda dos recicláveis, segundo Luzinete aparecida Leandro, presidente da Coopreare, rende, em média, r$ 18 mil por mês à cooperativa. “o material é vendido para cinco empresas de arapongas, Londrina e são Paulo”, diz. “a garrafa PEt é o resíduo que responde pelo maior volume da renda gerada com o lixo reciclável”, acrescenta. Mensalmente, a cooperativa comercializa 80 toneladas de materiais recicláveis.

todo o material separado já vai para a prensa e é comercializado para cinco empresas recicladoras de arapongas, apucarana e 10 MILHÕES DE rolândia. “o volume de material GARRAFAS PET reciclável comercializado por rECoLHIDAs CoM A ConsTrUÇÃo mês é de 20 toneladas”, afirma DE MAIs DE 5 MIL Flávia. “a renda média do cataAQUECEDorEs dor gira em torno de r$ 400”, soLArEs acrescenta. Ela acredita que o voMAIS DE 5 MIL lume de material reciclável deve SACOLAS FEITAs DE BAnnErs nÃo MAIs ser duplicado com a implantação UTILIZADos, DoADos da coleta seletiva, em arapongas, por ÓrgÃos Do em 2011. “indústrias, comércio e EsTADo E pArCEIros supermercados estão envolvidos 2 MIL TONELADAS DE nesse projeto que prevê que cada VIDRO rECoLHIDAs MEnsALMEnTE empresa terá um dia da semana DA nATUrEZA E dedicado para a coleta seletiva”, DEsTInADAs pArA “a cidade já foi um explica. rECICLAgEM exemplo melhor na o diretor de meio ambiente MAIS DE 200 MARCAS gestão de resíduos, EM ToDo o EsTADo lembra que a secretaria MunicisUBsTITUÍrAM As pois a usina de compal do Meio ambiente também sACoLAs DE pLÁsTICo postagem foi desatirealiza um trabalho de educação pELAs sACoLAs vada há dois anos”, oXIBIoDEgrADÁVEIs ambiental nas escolas, universiconta roberto dias dades, indústrias e associações de dos santos, diretor de moradores sobre a importância meio ambiente da secretaria do Meio de separar os materiais recicláveis. Um ambiente de arapongas. “a usina foi bom exemplo do resultado desse trabadesativada para evitar danos ambientais, lho é a implantação da coleta seletiva pois estava instalada em uma área de nas escolas e/ou dos funcionários nas manancial. ainda não há previsão de empresas. “isso já é feito na cidade há quando ela vai voltar às atividades, pois mais de cinco anos”, diz santos. estamos fazendo um estudo.” “É possível além dessa frente de trabalho, a secreque ela seja instalada próxima ao aterro taria também está fazendo, em parceria sanitário para otimizar a logística”, acrescom os supermercados e os lojistas centa o diretor. da cidade de arapongas, a instalação de pontos de coleta de materiais reo lixo reciclável também é coletado pela cicláveis. “dessa forma, facilitamos o associação dos Coletores ambientais processo de logística reversa para os de arapongas (ascar) que reúne 21 cafabricantes”, afirma. (M.H.) tadores. a entidade foi criada em 2002

os resíduos orgânicos, que antes eram transformados em adubos para plantas, não têm mais essa destinação. Luzinete conta que o moinho que fazia a moagem dos orgânicos quebrou há mais de um ano. “a renda diminuiu e ainda não tem previsão para o conserto ou a troca”, diz. os rejeitos são encaminhados para o aterro sanitário.

com o objetivo de tirar os catadores de recicláveis dos exploradores. Quem conta é Flávia Martins da silva, gerente comercial da ascar. “Cada bairro tem um catador que passa com seu carrinho para recolher os materiais recicláveis nas casas dos moradores. Eles já são conhecidos da população que já tem o hábito de separar esses resíduos”, afirma.

OS NÚMEROS DO PROGRAMA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DO PARANÁ

contratada pela prefeitura, a sanetran ambiental realiza a coleta dos resíduos sólidos domiciliares a cada dois dias nos bairros mais distantes e diariamente no centro. os resíduos são encaminhados para a Cooperativa dos recicladores de arapongas (Coopreara), que emprega 80 catadores, e onde é feita a triagem dos resíduos orgânicos e dos recicláveis.

INFORMAÇÕES ASCAR Tel.: (43) 3902-1327 COOPREARA Tel.: (43) 3902-1198 SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS DO PARANÁ Tel.: (41) 3304-7700 | www.sema.pr.gov.br SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DE ARAPONGAS Tel.: (43) 3902-1194 | www.arapongas.pr.gov.br

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ARTIGO

Qual a melhor

saída?

Existem alternativas para vencer a batalha das sacolas de saída dos supermercados e de lojas

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uito tem se falado sobre a questão da sacola de saída dos supermercados e lojas. Algumas pessoas até legislam sobre o assunto, porém, e infelizmente, sem ter todas as informações ou conhecer a situação real do supermercado, da comunidade, da cidade, enfim, de todo o contexto. Recentemente, conheci a campanha de uma escola de ensino fundamental e médio que propunha um desafio às famílias: passar uma semana sem a “sacolinha de supermercado”. Como se a “sacolinha” fosse a única culpada pela geração do lixo urbano! Essa é uma questão de educação ambiental e orientação para o descarte responsável! Diante desse dilema vivido nos dias atuais, resolvemos abrir nosso acervo de embalagens e apresentar algumas soluções vistas na prática em outros países para que sirvam de discussão e, quem sabe, ajudem no direcionamento de uma solução adequada para os brasileiros. A primeira informação relevante é que, na maioria dos países europeus, a sacola é cobrada. Como tem preço e custo, há uma considerável redução no consumo. Na mesma linha, observamos uma grande oferta de sacolas retornáveis de todos os tipos e materiais, sempre à venda a preços justos, o que motiva muitas pessoas a adquirilas. Entre alguns exemplos, estão as simples opções em TNT (tecido não tecido) de polipropileno (PP), como as utilizadas pelo Walmart da China e dos Estados Unidos: simples e econômicas, elas ficam ao lado dos check outs (caixas dos supermercados), como opção às sacolas de polietileno (PE), normalmente menos resistentes, ou que servem para uma única utilização. A CVS Pharmacy (maior rede de farmácias dos Estados Unidos) usa o mesmo tipo, porém com um pouco mais de reforço na alça e no fundo. A Tesco, maior rede britânica de varejo, tem apostado em sacolas de papel kraft em várias de suas lojas, como na Polônia. E na Inglaterra, a rede lançou as sacolas de juta, material de fonte renovável, com decoração de joaninhas. Virou um verdadeiro “hit”! Alguns cafés, como o Starbucks, nos Estados Unidos, também aderiram ao uso de sacolas e sacos kraft e com papel reciclado. Lá até os guardanapos trazem mensagens educativas, como “Menos guardanapos, mais florestas”. Eles também utilizam guardanapos de papel reciclado. Usando essas ferramentas de marketing e de educação ambiental, a cafeteria ganha, além de Opção em TNT melhoria de imagem, uma boa redução de custos. utilizada na China e nos EUA Prova de que ecologia rima com economia.

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A Whole Foods, rede de mercearias de produtos orgânicos e naturais, nos Estados Unidos, tem uma proposta totalmente diferenciada: sacos e sacolas de papel kraft que trazem a inscrição de 100% reciclado, o que provavelmente quer dizer reciclado de material de processo. A rede oferece também uma sacola plástica de material reciclado de PET. Nesse caso, há ainda a vantagem do pós-consumo, porém não é monomaterial, o que dificulta a reciclagem.

Foto: Luiz Machado

ASSUNTA NAPOLITANO CAMILO*

A francesa Auchan, terceiro maior grupo francês de supermercados, adotou uma das melhores opções para as sacolas de saída: a sacola “eterna” – no meu ponto de vista é uma das melhores. A sacola é retornável, razoavelmente reforçada, feita de material plástico reciclado e custa 10 centavos de euro. É considerada eterna, porque, quando se estraga e o consumidor entrega no supermercado para a reciclagem, ele troca por outra nova. Em Portugal, um grupo de supermercados, que reúne Carrefour, Continente, Pingo Doce e Auchan se uniu por meio da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (Aped) para desenvolver o “saco verde” de polietileno de alta densidade

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TNT com um pouco mais de reforço na alça e no fundo

Sacola de juta da rede britânica Tesco

A francesa Auchan adotou sacola de plástico reciclado retornável

Sacolas de papel kraft que trazem a inscrição de 100% reciclado

Sacola retornável de ráfia (polipropileno) laminada com BOPP

Em Portugal, um grupo de supermercados desenvolveu sacolas verdes de PEAD

Sacola feita de embalagens cartonadas longa vida

doze embalagens, a empresa produz uma sacola, com reforços feitos de banners usados.

O Carrefour, na França, vende uma excelente sacola retornável feita de ráfia (polipropileno) laminada com BOPP e com alças também em PP. É uma sacola monomaterial bem reforçada Há diversas alternativas de sacolas em e com a inscrição “Agir aujord’hui uso em vários países, incluindo o Brasil, pour mieux vivre demain” (“Agir hoje mas vale refletir sobre alguns pontos para viver melhor amanhã”). Alguns comuns em quase todas elas: supermercados têm 1. Cobrar pelas sacolas adotado as sacolas de em alguma medida as Na maioria dos material plástico renoe gera redução vável, biodegradável países europeus, a valoriza de consumo ou o cone, até mesmo, comsacola é cobrada. sumo consciente; postável que, além 2. Identificação do maPor isso, há uma de funcionar como terial utilizado conforme sacolas, podem se considerável a norma é fundamental transformar em sacos redução no e não custa nada; de lixo. O problema

consumo é que elas são menos 3. Promover educação resistentes. A sacola ambiental com mensaroxa para carregar vinhos é feita de gens também não custa. Vale muito material oxidegradável, como a da e poderia contribuir para melhorar rede de supermercados Continente, de a imagem das sacolas; Portugal. Ela orienta que o material é 4. O uso de material reciclado pós-conreciclável e 100% degradável. Na Eusumo, sejam embalagens costuradas ropa e nos Estados Unidos, essa opção ou recicladas, papéis ou plásticos, é bem utilizada. O que constatamos é promoveria toda a cadeia de reciclaque, em todos os casos, no mínimo, as gem. Faria a roda da fortuna girar; sacolas informam claramente qual é o 5. E criar campanhas de troca de sacomaterial utilizado, conforme a norma las usadas por novas pode ser uma ISO 14000 preconiza, além de trazer saída interessante para promover a mensagens educativas, por exemplo, valorização, a reciclagem, o consuas sacolas da Target e da 7Eleven (ammo responsável e a educação. Além bas redes de lojas de conveniências de reduzir muitas sacolas soltas no americanas). ambiente. A TerraCycle, empresa americana que Qualquer uma dessas alternativas, transforma embalagens descartadas isoladamente, ajuda um pouco. Porém, pós-consumo em produtos e que já agrupadas, podem gerar uma melhoria está no Brasil, desenvolveu algumas significativa para o meio ambiente, opções. As embalagens usadas são para a imagem do setor e para a solução soldadas umas as outras, costurado impasse. Desejo sinceramente que das, e se transformam em sacolas cada cidadão comece desde já a adotar e outros produtos, como estojos e alguma alternativa. Fazer uso consmochilas. Alguns desses produtos ciente das sacolas e das embalagens de podem ser encontrados nas lojas da forma geral, pois: “Embalagem Melhor. rede Walmart. Proposta similar é Mundo Melhor”. oferecida no Brasil pela StudioTerra que desenvolve sacolas feitas de emba*Assunta Napolitano Camilo é diretora do Instituto de Embalagens e da consultoria FuturePack lagens cartonadas longa vida. A cada EDITORA BANAS

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Fotos: Divulgação

(PEAD). Quando danificado, o saco pode ser trocado em qualquer um dos supermercados conveniados por outra sacola nova. A proposta tem uma imagem bem educativa, promovendo os três “Rs”: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

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ARTIGO

O planeta muito além das sacolinhas

d

e tempos em tempos constatamos mudanças drásticas no comportamento dos consumidores. E um movimento chama bastante atenção: a preocupação com o meio ambiente e as relações socioeconômicas. as empresas e o poder público também estão buscando esse alinhamento tão importante e necessário que já está incorporado no dia a dia das pessoas para melhor aproveitamento dos recursos existentes.

Entretanto a contribuição e a atitude de muitos não são suficientes. Essa causa é tão necessária que precisa de ações complexas e efetivas de política pública. Bem mais que levantar uma bandeira que geralmente acaba punindo empresas e consumidores com uma das mais altas cargas tributária do Apesar dos mundo e leis, estas esforços individuais sim, inservíveis. É urgente sair do disfalta uma política curso e ir à prática. E pública bem aqui apresento uma fundamentada e solução implantada com grande sucesso consistente fora do Brasil.

Entretanto não é correto eleger um “vilão” do meio ambiente. Formou-se uma corrente equivocada de que a embalagem é poluente. as pessoas se esquecem dos benefícios proporcionados pelos produtos embalados, como segurança, proteção e saúde de seu conteúdo, aumento da vida útil, facilidade de transporte e armazenagem, padronização, comunicação e a percepção de valores e conceitos. isto sem contar que a embalagem reduz desperdícios. apesar dos esforços individuais falta uma política pública bem fundamentada e consistente para recolher materiais pós-consumo e reaproveitá-los de maneira inteligente por meio de um novo ciclo produtivo e/ou composição com outros materiais e geração de energia. dentre tantas possibilidades conhecidas e outras que serão descobertas em futuro próximo, há oportunidades no desenvolvimento um grande mercado para o simples catador das ruas (sua nobre função é de reciclador) até os cientistas Phd, novas tecnologias, materiais e, principalmente, o desenvolvimento sustentável.

Quem levou a fama foi a “sacolinha”. antes tão útil e desejada, ela passou a ser o principal tema de campanhas pró meio ambiente. Ela não anda nem termina seu ciclo de vida com sua própria vontade. se o seu destino é inadequado, a responsabilidade é dos consumidores, que deveriam dar um fim mais apropriado ao material. Já há muitos anos, as empresas acreditam que não têm responsabilidades. tampouco as associações que os representavam e, assim, da zona de conforto, assistiram o tempo passar, incorporando a falsa ideia de que a embalagem não é amiga da natureza ou não é necessária. são Paulo não é exemplo. na maior cidade do país, a coleta desses materiais ainda é precária. Especialistas afirmam que somente 1% do lixo produzido é reciclado devido ao pequeno número de centrais de triagem, que selecionam os materiais descartados e vendem o material para as empresas, que recebem volume insuficiente e irregular para suas operações. são Paulo recicla mensalmente cerca de 3,1 mil toneladas de recicláveis, o que corresponde a apenas 1% dos materiais produzidos na cidade. somente para comparar, Estocolmo, na suécia, recicla 25% dos recicláveis. Percebi os sinais desse problema porque há mais de dois meses, o material reciclável não era recolhido duas vezes por semana nas ruas de meu escritório e de minha residência. Com isso, o material seguia para os aterros convencionais. Um grande desperdício. 52

Foto: Mario Miranda

MAURÍCIO SPERANZINI*

Em 1995, estive em dusseldorf, na alemanha, para visitar uma feira mundial de plásticos e borracha, cujo principal enfoque foi a reciclagem – assunto distante da população brasileira na época. rico e esclarecido, o País assimilou o hábito de maximizar o aproveitamento de tudo o que pudesse ser utilizado e consumido. isso se explica porque a alemanha passou por grande escassez, principalmente, pelas Grandes Guerras Mundiais. Em abril de 2010, retornei à alemanha. desta vez, para a cidade de Hamburgo, a segunda em tamanho e um centro industrial alemão de grande importância. Entre o design de novos shapes de embalagens, nas horas de folga, eu fui muito curioso para conhecer o programa de reciclagem de garrafas PEt. na rede de supermercados Lidt, assim como em muitas outras, um cartaz so-

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bre as gôndolas de bebidas informava o valor de retorno (0,25 centavos de euro) das garrafas PET aos consumidores. E funciona assim: após o consumo, as pessoas retornam ao próprio supermercado, muitas vezes, levando a família, principalmente, para envolver as crianças nesse momento de consciência e cidadania. Elas vão a uma sala, especialmente, destinada a reciclar as garrafas, que são colocadas em uma máquina automática (Pfandautomat – Pfand de caução ou garantia e automat de automática), superinteligente fabricada pela Tomra Systems (foto). Essa máquina faz a leitura do código de barras, destina para a reciclagem e devolve um ticket que pode ser descontado da compra dos consumidores ou eles podem receber o dinheiro na hora. Esse programa existe há mais de cinco anos e tem enorme adesão das pessoas. Até prestei atenção nas ruas e não achei uma única embalagem vazia.

 

Se isso é viável em nosso país? Não saberia dizer, pois depende do poder público. Mas essa e tantas outras iniciativas fantásticas podem ser integradas em nossa realidade de crescimento sustentável e que interage com milhões e milhões de variáveis no ar, na água, na terra e no espaço. Mesmo que as pessoas continuem a fazer comentários inapropriados sobre a fama das pobres sacolinhas, não deixe de conhecer, otimizar recursos e materiais, comprar produtos e utilidades nos brechós, sebos, “vendas de garagens”, andar com sua enferrujada bicicleta e, sobretudo, incrementar o movimento de reciclagem, com uma grande riqueza de resíduos sólidos, que estão por todos os cantos e ainda não são aproveitados. O Brasil vai atender os anseios da população organizada. E a natureza vai retribuir ainda mais bela e vigorosa. *Maurício Speranzini é diretor da Speranzini Design

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especial prêmio abre

Os melhores

de 2010

O

30 embalagens, um projeto de estudante, uma empresa e uma personalidade conquistaram o 10º Prêmio Abre da Embalagem Brasileira

DA REDAÇÃO

reconhecimento do valor da embalagem ganhou abrangência muito além das fronteiras brasileiras. Quem vence o Prêmio Brasileiro de Embalagem Abre carimba o passaporte para participar do prestigiado evento internacional do setor, o WorldStar Packaging Awards, que exige uma premiação local dos inscritos. A cada ano, as embalagens brasileiras têm alçado o setor à vitrine mundial como um país que sabe inovar.

A 10ª edição do Prêmio Abre da Embalagem Brasileira premiou 30 embalagens, um projeto de estudante, uma empresa e um profissional. Este ano, o prêmio foi dividido em seis módulos – Embalagem; Design Gráfico; Design Estrutural; Tecnologia de Materiais, Conversão e Impressão; Marketing e Especial. O Módulo

Especial contempla diversas categorias, entre elas, a categoria Voto Popular, na qual o consumidor tem a oportunidade de votar em sua embalagem preferida. Este ano, o prêmio recebeu 400 inscrições. A cerimônia de premiação foi realizada em agosto último, no Estação São Paulo, em São Paulo, com a presença de profissionais do setor de embalagem e da indústria de consumo.

OS VENCEDORES DO PRÊMIO ABRE MÓDULO EMBALAGEM

Fotos: Divulgação

O módulo avaliou a embalagem como um todo, levando em consideração aspectos, como inovação e criatividade do design da embalagem, harmonia e clareza das informações, sintonia e unidade dos componentes da embalagem (corpo, rótulo e tampa). Além de apelo de venda, objetividade de posicionamento do produto em sua categoria, inovação e qualidade da embalagem em relação à sua estrutura e materiais, ergonomia, funcionalidade, sistema de abertura e fechamento, higiene, segurança, impressão, aproveitamento do produto, entre outros.

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EMBALAGEM DE ALIMENTOS DOCES

Ovos de Páscoa Cacau da Amazônia Vencedor: Chocolates Garoto Design: FutureBrand BC&H Convertedor: 43 S/A Gráfica e Editora/ Plásticos Formar/Graffo Paranaense de Embalagens Usuário: Chocolates Garoto

EMBALAGEM DE HIGIENE E LIMPEZA EMBALAGEM DE BEBIDAS ALCOÓLICAS

Pack Chivas EMBALAGEM DE ALIMENTOS SALGADOS

Óleos Especiais Salada Vencedor: Bunge Design: Packing Design/Pande Design Convertedor: BrasAlpla/Converplast/ Mirvi/Klabin/Sipa Usuário: Bunge

EMBALAGEM DE BEBIDAS NÃO-ALCOÓLICAS

Linha Fast Vencedor: Nestlé Brasil Design: FutureBrand BC&H Convertedor: BrasAlpla/PP Print Usuário: Nestlé Brasil

Vencedor: HUB Brasil Design: HUB Brasil Convertedor: Indústria de Embalagens Santa Inês Usuário: Pernod Ricard

Cartucho expositor para aparelho aromatizante e refil Vencedor: Innovapack Embalagens Design: Packaging Brands Convertedor: Papirus/Bobst Group/KBA – Brasil/Innovapack Usuário: Ceras Jonhson

EMBALAGEM DE COSMÉTICOS E CUIDADOS PESSOAIS

Nova linha Natura Chronos Vencedor: Natura Design: Chelles & Hayashi Design Convertedor: SGD Brasil/MBF Embalagens Usuário: Natura

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MÓDULO DESIGN GRÁFICO

DESIGN GRÁFICO DE ALIMENTOS DOCES

DESIGN GRÁFICO – REDESIGN DE ALIMENTOS E BEBIDAS

Ovo Nestlé Gold

O módulo avalia itens específicos do design gráfico: aspectos visuais, inovação, linguagem, impacto comercial, diferenciação, pertinência conceitual, comunicação, informação, hierarquia entre elementos, entre outros.

FIT

Vencedor: FutureBrand BC&H Design: FutureBrand BC&H Usuário: Nestlé

Vencedor: Dil Brands Design: Dil Brands Convertedor: Embalagens Diadema Usuário: Ajinomoto

DESIGN GRÁFICO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS

Chandon Baby Rose Vencedor: B+G Designers Design: B+G Designers Convertedor: Indexflex Usuário: Chandon

DESIGN GRÁFICO DE COSMÉTICOS, CUIDADOS PESSOAIS, SAÚDE E FARMACÊUTICOS

DESIGN GRÁFICO – REDESIGN DE PRODUTOS EM GERAL

Protetor solar Jacques Burnier

Suporte para coador Melitta

Vencedor: Brainbox Design Design: Brainbox Design Convertedor: Grossplast Usuário: Nutriphitos Cosméticos

DESIGN GRÁFICO DE HIGIENE E LIMPEZA

Fotos: Divulgação

Linha Limpeza Carrefour Vencedor: Pande Design Solutions Design: Pande Design Solutions Usuário: Carrefour

EMBALAGEM DE PERFUMES

Tathy Princess Vencedor: Komm:: Design Strategy Convertedor: Kingraf Usuário: O Boticário

EMBALAGEM DE FOOD SERVICE, DELIVERY E TAKE AWAY

Coberturas em pedaços Alispec Vencedor: PH2 Full Creativity Design: PH2 Full Creativity Convertedor: Shellmar Embalagem Moderna Usuário: Alispec Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios

Vencedor: Matriz Escritório de Desenho Design: Matriz Escritório de Desenho Convertedor: Gráfica 22 Usuário: Melitta do Brasil

DESIGN GRÁFICO DE PRODUTOS EM GERAL

Sacola Varal Vencedor: 6D Design: 6D Convertedor: Nobelpack/Nobre Gráfica Usuário: Bebê Básico

DESIGN GRÁFICO DE FAMÍLIA DE PRODUTOS

Linha Jequiti Erva-Doce Mais Vencedor: Design Emocional Design: Design Emocional Convertedor: MBF Embalagens/Are Embalagens/Grif Rótulos/Congraf/Impacta Usuário: Jequiti Cosméticos

MÓDULO DESIGN ESTRUTURAL

EMBALAGEM DE PRODUTOS EM GERAL

O módulo avalia o projeto da forma e a funcionalidade da embalagem, de acordo com a descrição das categorias. Entre esses aspectos, foi avaliada a contribuição para fortalecer o valor da embalagem e a contribuição ambiental do setor.

Cápsula Ecotrack Vencedor: Védat Convertedor: Cargill/Védat Usuário: Track & Field

DESIGN ESTRUTURAL – FORMA Embalagens que se destacaram pela inovação e pelo formato diferenciado em sua categoria, atendendo ao objetivo do produto. Elas apresentaram ergonomia aplicada ao êxito do produto frente ao consumidor, oferecendo facilidade, conveniência e/ou segurança, boa relação entre gráfico e físico e atratividade, entre outros.

EMBALAGEM DE FAMÍLIA DE PRODUTOS

Família Alpino Vencedor: Nestlé Brasil Design: FutureBrand BC&H Convertedor: Antilhas/Graffo Paranaense de Embalagens/ Metalgráfica Renner/ Converplast/Ibratec Usuário/End user: Nestlé Brasil

Treo Ace Vencedor: 3D Modeling Design: 3D Modeling Convertedor: Engratech Usuário: Pfizer Saúde Animal DESIGN ESTRUTURAL – FUNCIONALIDADE Embalagens inovadoras na usabilidade: facilidade de manuseio frente ao público-alvo e objetivo do produto, compreensão do uso (uso intuitivo), otimização do desempenho no uso do produto e conveniência para o consumidor, entre outros.

Linha Apotecaria Vencedor: Entre Gestão & Design Design: Entre Gestão & Design Convertedor: Impressora Ipiranga/Expak Embalagens/ Mack Color/Deda Decorações/Cool Embalagens Usuário: Cláudia Spring ME

SUSTENTABILIDADE

Ciclo Verde Taeq Vencedor: Grupo Pão de Açúcar Convertedor: Papirus Usuário: Grupo Pão de Açúcar

Fotos: Divulgação

EMBALAGEM DE MPES (MICRO E PEQUENAS EMPRESAS)

Recuperador de bandejas Danone Vencedor: MWV Sistemas de Embalagens Design: Fly Jabuti Convertedor: Jofer/Klabin/ MWV Sistemas de Embalagens Usuário: Danone

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MÓDULO TECNOLOGIA DE MATERIAIS, CONVERSÃO E IMPRESSÃO

O módulo avaliou a inovação/diferenciação tecnológica da embalagem, qualidade das matérias-primas, segurança, resistência, entre outros. TECNOLOGIA EM EMBALAGENS DE ALIMENTOS

LaFruta Limão Nestlé Vencedor: Multilabel Convertedor: Jaguar/Multilabel Usuário: Nestlé

TECNOLOGIA EM EMBALAGENS DE PRODUTOS EM GERAL

Vitalure 740 Vencedor: AkzoNobel Packaging Coatings Design: 100% Design Convertedor: Brasilata/AkzoNobel Packaging Coatings Usuário: Tintas Coral

TECNOLOGIA EM EMBALAGENS DE BEBIDAS

TECNOLOGIA EM EMBALAGENS DE COSMÉTICOS, CUIDADOS PESSOAIS, SAÚDE E FARMACÊUTICOS

Mesa 4 - Embalagem para pratos Vencedor: Bárbara Gomes de Lima Moreira Universidade: UnB – Universidade de Brasília Orientador: Sylvain Allard

Vencedor: Santa Rosa Embalagens Convertedor: Charles Brasil/ Plastest/Santa Rosa Usuário: Halex Istar VOTO POPULAR

Porta Club Social

TECNOLOGIA EM EMBALAGENS DE HIGIENE E LIMPEZA

Vencedor: Itaquá Design: Team Creatif Convertedor: Itaquá/CSN Usuário: Kraft Foods

Amaciante Ypê Amore 2l Vencedor: Multilabel Usuário: Química Amparo

Vencedor: Propack Design: 3 Design Visual Convertedor: Rionil / Propack Usuário: Cia. Produtos Alimentícios Superbom

O módulo avaliou a embalagem dentro do contexto estratégico da comunicação do produto/marca.

Foto: Divulgação

ESTUDANTES

Sobreembalagem para solução parenteral

Linha de Sucos Superbom

MÓDULO MARKETING

MÓDULO ESPECIAL

EMPRESA DO ANO

Nestlé PERSONALIDADE DO ANO

Antonio Carlos Dantas Cabral

MARKETING – ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO Estratégia da comunicação – cases que utilizam a embalagem como meio ou instrumento de sua estratégia mercadológica, tangibilizando todos os valores da marca/ produto para o consumidor no ato da compra.

Natura Ekos Açaí safra 2009 Vencedor: Natura Usuário: Natura

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INFORMAÇÕES ABRE Tel.: (11) 3082-9722 | www.abre.org.br

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guia de máquinas e equipamentos

CODIFICADORES > CODIFICADORA JATO DE TINTA 5800 Ideal para aplicações em caixas de papelão ondulado, a codificadora jato de tinta 5800, da Markem Imaje, realiza impressão de grandes caracteres de forma nítida e precisa, englobando gráficos, textos e códigos de barras GS1 em pacotes, laminados e filmes de embalagem. Utiliza a tecnologia hot melt touchdry®. Sua tinta, sem solvente e de secagem instantânea, não desbota nem mancha durante toda a vida do papelão. Os códigos de barras são 100% legíveis e compatíveis com a norma GS1. Um diferencial das tintas é que podem ser usadas em diferentes substratos e em ambientes com temperaturas entre 0ºC e 40ºC, com velocidade de impressão de 182 m/min. Pode ser facilmente integrada às linhas de produção. MARKEM IMAJE Identificação de Produtos. Tel.: (11) 3305-9455 | agerardi@markem-imaje.com

CODIFICADORA INDUSTRIAL CODAJET 6000 Destinada para marcações de várias informações em alta definição sobre todo o tipo de superfície, a codificadora industrial Codajet 6000, da inglesa Sauven, empresa representada no Brasil pela Lanin, imprime datas de fabricação, vencimento, lote, logotipos, códigos de barras e datamatrix. O equipamento utiliza cartucho de tinta selado, que mantém o sistema limpo sem necessidade de diluentes nem bombas. Essas vantagens conferem maior confiabilidade e conforto de operação aliado a menor manutenção. Imprime caracteres de 2 até 17 mm de altura em diversos estilos de fontes e possibilidades de até oito linhas de impressões. LANIN Indústria Representações Ltda. Tel.: (11) 3906-7383 | vendas@lanin.com.br

IMPRESSORA LASER E-SOLARMARK Com sistema baseado em vetores, a impressora laser E-Solarmark, comercializada pela Qualijet, pode marcar uma ampla variedade de materiais orgânicos, incluindo plásticos, chapas, cristais, cerâmicas, metais pintados ou com cobertura plásticas, alumínio anodizado, madeiras, papéis, entre outros. Conta com tubo laser CO2 com duração de 50 mil horas e operação estacionária ou dinâmica on the fly. Além de fácil integração com sistemas em rede. Imprime texto alfanumérico, data, hora, número de série, logos, sinais gráficos e códigos de barra, com velocidade de marcação de 1000 caracteres/seg, dependendo do tipo de material. QUALIJET Ind. e Com. de Equipamentos e Materiais Gráficos Ltda. Tel.: (11) 4191-4242 | qualijet@qualijet.com.br

IMPRESSORA INK JET DE PEQUENOS CARACTERES VIDEOJET 1610 Desenhada para clientes com linhas de funcionamento contínuo e de alta velocidade, a nova impressora ink jet de pequenos caracteres Videojet 1610 proporciona até 18 meses de produção sem necessidade de manutenção preventiva. Possui novo sistema de recuperação de vapor de solvente que permite longos períodos de funcionamento sem necessidade de intervenção para reabastecimento, além de proteção IP65 sem necessidade de ar comprimido. Imprime até cinco linhas de impressão com velocidade de até 293 m/min e até 146 m/min em linha dupla 7x4. A altura dos caracteres pode variar de 2 a 10 mm, dependendo da fonte. VIDEOJET Brasil Com. Equip. Codificação Industrial Ltda. Tel.: (11) 4689-7273 | br.marketing@videojet.com

CODIFICADOR LATERAL CLE-DI O codificador lateral CLE-DI, comercializado pela Dois Irmãos, imprime automaticamente códigos e informações adicionais em caixas de papelão transportados pela esteira rolante. Permite gravação em diversos tamanhos de caixas, com regulagem da altura adequada para o local de impressão. Opera com comprimento máximo de marcação de 350 mm. Está disponível com três larguras: 25 mm, 50 mm e 75 mm. A empresa fornece também codificadores para marcação lateral ou superior. DOIS IRMÃOS Comércio de Máquinas Ltda. Tel.: (11) 5565-9109 | m2irmaos@m2irmaos.com.br

CODIFICADOR INK JET SERIE A- GP A codificadora ink jet Serie A- GP, da Domino Printing, empresa representada no Brasil pela Sunnyvale, foi desenvolvida para atender aplicações em que a performance básica é o que interessa. Possui cabeçote de impressão patenteado e autolimpeza que garantem reinício de trabalho mesmo depois de muito tempo fora de operação e sistema de tinta com reservatório de grande volume, que garante desempenho estável e previsível em qualquer aplicação, além de cartucho selado que assegura operação limpa. O modelo A150GP imprime códigos de barras e datamatrix em até cinco linhas, com velocidade de produção de 350 m/min. SUNNYVALE Com. Representação Ltda. Tel.: (11) 3048-0146 | marketing@sunnyvale.com.br

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notas técnicas TÚNEL DE ENCOLHIMENTO

ROBÔ CARTESIANO

Indicado para PVC, polietileno (PE) e outros poliolefinicos, o túnel de encolhimento, fornecido pela Intertec, pode ser fabricado com esteira de PTFE, roletes revestidos de silicone ou com esteira em malha de aço, de acordo com produto ou o filme a ser utilizado. A velocidade poderá ser fixa, com três estágios ou regulável por um inversor Weg. A temperatura pode ser regulada eletronicamente por sensor, com escala até 250ºC, que mantém a temperatura pré-ajustada estável. INTERTEC Equipamentos Ltda. Tel.: (11) 5183-2444 | www.intertecequip.com.br

O robô cartesiano Transfer-blanks para manipulação de materiais, comercializado pela Magnoflux Automação, opera com capacidade de 600 folhas de flandres/min. Empilha, armazena e transfere as folhas de flandres entre a tesoura e a eletrossoldadora. Utiliza motorredutores assíncronos e transmissão por correias de poliuretano com núcleo de Kevlar. Os eixos Y, Z e X apresentam as seguintes medidas, respectivamente, 2600 mm, 2200 mm e 3600 mm. MAGNOFLUX Automação e Robótica. Tel.: (18) 3642-3899 | www.magnoflux.com.br

IMPRESSORA FLEXOGRÁFICA A máquina flexográfica Tiatira 180, da Multiflex, é indicada para corte de material impresso e aplicação de hot-stamping. Permite sincronismo e ajustes pelo IHM do CLP com apenas um simples toque na tela. A puxada eletrônica é controlada por encoder e sensores óticos e o sincronismo de puxada é feito por motores de passo. O desbobinamento e embobinamento são feitos com velocidade controlada individualmente e motores de corrente alternada e inversores de frequência. O hot-stamping é realizado com controle de temperatura. O contador eletrônico possui comando CLP e o motor com inversor de frequência para acionamento com 2 HP. MULTIFLEX Comércio de Equipamentos Ltda. Tel.: (11) 2345-7799 | www.multiflexcom.com.br

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IMPRESSORA SERIGRÁFICA ROTATIVA CNC Indicada para decoração de garrafas de vidro ou plástico cilíndricas, ovais, quadradas/planas ou cônicas, a linha de impressoras serigráficas rotativas K 15 com até 10 estações de impressão, comercializada pela Kammann, opera com velocidade de até 5400 ciclos/h e com tintas UV e/ou termoplásticas. Os movimentos variáveis da embalagem e da tela são controlados por servo-motor e eixos CNC. A entrada de parâmetros de trabalho acontece pelos painéis de toque modernos, permitindo ajustes automáticos do curso da tela, da rotação da embalagem e do movimento do rolo. Uma vez fixado no ferramental, a garrafa é transportada por todas as estações da máquina, recebendo decorações multicores sem a necessidade de uma marca de registro. Esse sistema permite também custos baixos com ferramentais e tempos de troca de menos de uma hora. As impressoras permitem imprimir em 360ºC da circunferência. Todos os lados de uma embalagem quadrada podem ser decorados numa passada só. KAL Internacional. Tel.: (11) 4031-4619 | www.kammann.com.br

ENVASADORA PNEUMÁTICA A envasadora pneumática por controle de nível, da Polienva, é indicada para líquidos que fluem por gravidade. Possui bico de envase e controla o nível máximo da embalagem. Pode ter múltiplos bicos e é facilmente adaptada em esteiras manuais ou automáticas. Opera com precisão no envase de volumes de 30 ml até 1 litro, mas pode ser ajustada para trabalhar com volumes maiores. Pode ser aplicada nas indústrias alimentícias, cosméticas, químicas e farmacêuticas. POLIENVA Equipamentos de Envase Ltda. Tel.: (11) 5031-3025 | polienva@polienva.com.br

REVISORA Indicada para realizar a inspeção de rótulos e etiquetas adesivas, a revisora Tecna-Tronic realiza cortes longitudinais em seu processo. Possui sistema de inspeção estroboscópica inteligente, ou seja, ele se autoajusta de acordo com a velocidade da máquina e alinhamento do material por meio de alinhador eletrônico. Além de controle de tensão no desbobinador pela célula de carga, sistema de corte por meio de lâminas em eixo ranhurado ou por facas e contra-facas rotativas e eixos expansivos no embobinador e desbobinador. Está disponível com os seguintes opcionais: sistema de inspeção eletrônica, embobinador duplo, parada de máquina por falta de etiquetas ou por bandeira de identificação e extrator de refile por sucção. TECNA-TRONIC Serviços Técnicos Ltda. Tel.: (11) 4029-099 www.tecnatronic.com.br

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notas técnicas SERVO DRIVER MODULAR Ideal para aplicações de controle de movimento em que o alto desempenho, a eficiência e a segurança são essenciais, o servo drive modular Kinetix 6500, da Rockwell Automation, vai impulsionar a tecnologia Ethernet/IP. A compatibilidade de acionamento Ethernet/IP ajuda a eliminar a necessidade de uma rede dedicada e permite que inversores de alto desempenho, E/S, atuadores inteligentes e qualquer outro dispositivo conectado à Ethernet/IP sejam compatíveis com uma rede comum. Quando utilizado um PAC (controlador de automação programável) ControlLogix, o Kinetix 6500 oferece uma flexibilidade de projeto da máquina, além de sistema com melhor desempenho e menor custo. Também proporciona recursos de segurança avançada, como parada de segurança, monitoração de velocidade zero e de aceleração máxima segura, os quais melhoram a segurança do operador e aprimoram a eficiência da máquina, permitindo acesso a áreas protegidas enquanto a máquina ou o processo continuam em operação. ROCKWELL AUTOMATION do Brasil Ltda. Tel.: (11) 5189-9500 | rabrmarketing@ra.rockwell.com

MÁQUINA CONFECCIONADORA DE RÓTULOS SLEEVE A máquina confeccionadora de rótulos sleeve, modelo MFT-250, da Polisul, possui controle automático no desbobinador e bobinador, tempo de troca para outras medidas menor a 10 minutos e sistema de ajuste na largura do rótulo por fuso, ou seja, dispensa o uso de chapa. Estão disponíveis opcionais, como processo de rotulagem com hot melt, acessórios para instalação de hot melt, alinhador automático, distribuidor aleatório variável no bobinador e tencionador automático por célula de carga. Opera com rótulos com largura de 60 a 250 mm, com tolerância de 0,5 mm, diâmetro das bobinas de 500 mm e velocidade máxima de 150 m/min.

POLISUL Indústria de Máquinas Ltda. Tel.: (47) 3370-2146 www.polisul.ind.br

IMPRESSORA FLEXOGRÁFICA Desenvolvida para trocas rápidas de camisas porta-clichê, on board, pela lateral da máquina, a linha de impressoras flexográficas Fevaflex, da Feva, permite trabalhar com diferentes diâmetros de mandris para otimizar a utilização e minimizar os custos das camisas. Possui uma estação de impressão com cilindro central, estrutura dos grupos impressores tipo satélite, sistema de secagem entre cores, túnel de secagem final e estação de desbobinamento e bobinamento. Está disponível em diversas configurações, na largura de 600 a 2000 mm, e nas versões de 4, 6, 8 e 10 cores. Opera com largura de impressão de 1200 mm. Feva. Tel.: (11) 4613-9133 www.feva.com.br

SERVOMOTOR O servomotor 8LVA, da B&R Automation, é ideal para espaços extremamente pequenos. Equipado com encoder com interface altamente moderna EnDat 2.2, esse motor atende alta demanda. Além disso, por meio do baixo momento de inércia, o 8LVA foi desenhado para ser altamente dinâmico e para ter excelente autoaceleração. Possui proteção IP54, mas também está disponível com IP65. Está disponível em três tamanhos de flanges – 40, 60 ou 80 mm e torque máximo de 7.2 Nm. B&R Automação Industrial Ltda. Tel.: (19) 3289-0211 | office.br@br-automation.com 62

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A IMPORTÂNCIA DA EMBALAGEM NO BRANDING PAULO CARRAMENHA*

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expectativas dos indivíduos, de acordo com suas experiências, necessidades e valores. É primordial colocar o consumidor no centro da estratégia da marca, mantendo vivo o diálogo e acumulando conhecimento para inspirar e despertar novas formas de interação. Nos últimos anos, a embalagem vem sendo percebida e utilizada como um veículo de marketing essencial na criação de diferencial e vantagem competitiva, reforçando a relação das marcas com os consumidores e intensificando as demais ações de marketing desenvolvidas. A embalagem é a última chance da marca para comunicar os seus diferenciais e ajudar na decisão dos consumidores que, na maioria das vezes, se dá no ponto de venda, em frente à gôndola da categoria. Adicionar valor à percepção da marca por meio da embalagem pode ser uma poderosa estratégia de gestão e deve ser aplicada de forma frequente, consistente e integrada com as demais ações de marketing. A embalagem, esse importante ativo das empresas, vem assumindo atribuições cada vez mais complexas e abrangentes, passando a ser considerada como um dos elementos de maior diferenciação da marca e atração da preferência dos consumidores. Como sabemos, ao formar suas percepções sobre uma marca, os consumidores não dissociam a embalagem do produto. A soma desses dois elementos, entre outros, é o que forma o composto único na mente e no coração das pessoas. A embalagem é a imagem pública da marca e se comunica com os consumidores, ajudando a construir o relacionamento no campo racional e emocional. Nesse contexto, ela ganha a cada dia mais importância e assume funções primordiais para atrair a atenção e a preferência dos consumidores no ponto de venda. Indo muito além de proteger, transportar e armazenar produtos:

• Capta a atenção dos consumidores num ambiente de total competitividade; • Transmite valores da marca de forma clara e direta; • É fonte de informações sobre os benefícios oferecidos pelo produto; • É base para inovação e diferenciação da marca no seu contexto competitivo; • Reforça e incentiva todas as outras formas de comunicação desenvolvidas; • Ajuda no suporte a comunicação de promoções; • Gera persuasão, incentivando a decisão dos consumidores Na sua função de ser referência na formação de competências necessárias para o setor de embalagens, o Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM lançou um novo curso intensivo sobre Embalagem & Branding, que acontece no segundo semestre de 2010. Esse curso, inédito no Brasil, tem por objetivo capacitar os participantes a reconhecerem a embalagem como uma poderosa ferramenta de marketing, identificando formas de integração com a gestão de marcas (Branding). Mais informações podem ser obtidas no site da ESPM: www.espm.br

Foto: Divulgação

O

acelerado avanço da tecnologia e o fenômeno da globalização desencadearam o aumento significativo da quantidade de lançamentos de novos produtos, nos últimos 20 anos, em todos os segmentos do mercado de consumo no Brasil e no mundo. Nesse novo contexto, as empresas encontraram nas marcas uma forma de se diferenciar e garantir espaço na mente e, por consequência, na preferência dos consumidores. Diariamente o consumidor de hoje é bombardeado por uma enorme quantidade de informações. Ele tem, à sua disposição, cada vez mais produtos, serviços, marcas, canais de compras e formas de pagamentos. Com isso, ele tem se tornado menos previsível e menos fiel às marcas, o que exige novas maneiras de relacionamento. No dia a dia das empresas, a gestão de marcas é cada vez mais desafiada e já não pressupõe apenas o gerenciamento da presença e visibilidade das marcas junto aos consumidores. Pressupõe e significa muito mais do que isso! É imprescindível criar diálogo e conseguir conectar emocionalmente a marca com os consumidores que querem, mais do que nunca, interagir e ter seus desejos, necessidades e valores considerados e atendidos. Mesmo numa relação comercial, as pessoas querem ser ouvidas, acolhidas e receber atenção. Não apenas por obrigação, mas como uma declaração espontânea e verdadeira dos seus interlocutores. Assim é! E quanto mais intenso o relacionamento das marcas com os indivíduos, maior será o retorno do investimento das empresas nessa área. Nesse processo, todo e qualquer tipo de comunicação e de contato das marcas com seu público-alvo deve ser cuidado e tratado de forma coerente e consistente. A chave do sucesso é conciliar as atividades de marketing e os benefícios emocionais, sociais e funcionais das marcas com as

*Paulo Carramenha é professor do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, diretor-presidente da GfK CR Brasil e vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (ABEP)

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painel de negócios

embalagens, máquinas, equipamentos e acessórios

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Mercado de exportação. O papel da indústria de embalagem para ajudar o Brasil a exportar valor agregado. Análise Setorial

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índice de anunciantes página

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65.....................ABIPACK....................................... www.abipack.com.br

65.....................MOLTEC......................................... www.moltec.com.br

3ª Capa............ABRE....................................................www.abre.org.br

65.....................MULTIPELL...................................www.multipel.com.br

33.....................ART-TEC..........................www.arttecmaquinas.com.br

63.....................MULTIPLUS......................................... www.mfe.com.br

2ª Capa............B&R AUTOMATION................. www.br-automation.com

17.....................NOVELPRINT.............................www.novelprint.com.br

25.....................BP FILMES.................................. www.bpfilmes.com.br

57.....................PAPIRUS............................................ www.papirus.com

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4ª Capa............COLACRIL...................................... www.colacril.com.br

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05.....................RIGESA............................................ www.rigesa.com.br 53.....................SELOVAC.......................................www.selovac.com.br 56.....................SUPER FINISHING.............www.superfinishing.com.br 62.....................STRAPET....................................... www.strapet.com.br 47.....................TECHNOPACK........................www.technopack.com.br 37.....................TECNOSHOES........................ www.tecnoshoes.com.br

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Revista Pack 157 - Setembro 2010  

Revista PACK ed. 157

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