edição abril/maio

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CATEGORIA MEIO AMBIENTE

20º P RÊ MIO DE EXC ELÊN C IA DA IN DÚST RIA MIN E RO- ME TALÚRG ICA - 201 8 ondem vivem, ao mesmo tempo em que amplia seu olhar para as questões ambientais e colabora para a desmistificação da mineração, promovendo maior interesse por uma atividade diretamente relacionada à vida na região, e que provavelmente envolve familiares e amigos. O projeto trabalha para transformar e conscientizar os moradores de Godofredo Viana acerca da degradação ambiental, ocasionada em muitas das vezes, pelas ações e atividades de mineração artesanal ou garimpeira, não observando práticas mínimas de gestão ambiental. Outras questões abordadas no JAA são os impactos negativos sobre o meio ambiente ocasionados pela ausência do esgotamento sanitário e coleta de lixo, os dados do município relacionados a estes aspectos têm patamares bastante inferiores à média estadual.

Para garantir a extensão das atividades planejadas para além do ciclo do projeto, os jovens participantes são engajados e formados na perspectiva de multiplicadores das informações apreendidas, trabalhando individual e coletivamente na solução de questões ambientais. O projeto torna-se, portanto, referência para gestores escolares e educadores, servindo de ponto de partida para o desdobramento de outros projetos na área da educação ambiental. Metodologia As ações do Projeto Jovens Agentes Ambientais são desenvolvidas por meio de ciclo de 25 oficinas conduzidas durante seis meses nas próprias comunidades, intercaladas com atividades nas instalações da empresa como viveiro de mudas, galpão de testemunhos e visita as áreas operacionais (mina e planta metalúrgica). A partir das exposições dos temas abordados pelos monitores do projeto, os jovens são sensibilizados sobre a importância dos minérios para a sociedade e engajados a identificar, propor e trabalhar nas soluções dos problemas ambientais existentes na região, tornando-se agentes de transformação da sociedade na medida em que participam da construção coletiva de novos hábitos na família, na escola e nos grupos sociais que frequentam. (Ver trabalho completo em www.revistaminerios.com.br) Autores: Jauner Torquato, gerente de Responsabilidade Social; e Guilherme Rajão - Integratio Mediação Social e Sustentabilidade

CATEGORIA SEGURANÇA

ARCELORMITTAL

Gestão e tecnologia com foco na prevenção de acidentes

A equipe de Saúde de Segurança do Trabalho (SST) da ArcelorMittal Mineração Brasil, como em qualquer outra organização, possui diversos indicadores que ajudam a nortear as demais equipes quanto às principais causas de acidentes, os principais locais com condições inseguras e com práticas inseguras. No entanto, parte destes indicadores era comprometida por serem controlados pura e simplesmente por planilhas eletrônicas, e que devido ao grande volume de entrada de dados ficava vulnerável a erros como lançamentos incorretos, divergentes ou de digitação. Baseado nestas dificuldades foi iniciado uma busca por tecnologias de gestão, mas que fossem voltadas exclusivamente para atender a demanda de saúde e segurança, e não sistemas adaptados para isso, o que é o mais comum no mercado. A intenção era garantir a disponibilidade da informação, conhecimento do problema, velocidade e assertividade para que as tomadas de decisões e gestão de riscos fossem as melhores possíveis. Tudo isso com foco no fortalecimento da cultura de segurança, na busca da redução/eliminação do tempo quantitativo e aumento do tempo qualitativo. Com base nas informações e controles começou-se a desenvolver o Sistema Integrado de Controle de Operações no padrão em que a equipe precisava e gerando todos os indicadores até então necessários. Inicialmente, o sistema foi preparado e desenvolvido de forma modular, a fim de atender às necessidades mais urgentes da maneira mais otimizada possível. O objetivo da equipe era exatamente proporcionar de forma prática o envolvimento das áreas na rotina operacional da equipe técnica de SST, focando sempre na prevenção. Para isso toda a equipe participou da customização e implantação da ferramenta junto às equipes, proporcionando um significativo aumento da velocidade e da qualida-

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de das informações que chegam a todos os gestores de áreas. O sistema conta com uma coleta de dados prática e uma análise sistêmica dos processos, facilitando as tomadas de decisões e proporcionando uma linguagem única, capaz de promover a integração entre diversas áreas e os gestores, em prol do fortalecimento da cultura de segurança dentro da organização. Foram diversas as etapas até que se chegasse ao modelo, desde a geração de áreas de cadastro, entrada de informações, divisão das áreas dentro do processo, alinhamento de nomenclatura, estilos de gráficos e emissão de relatórios. Depois de alinhado todos os detalhes o sistema foi desenvolvido e entrou em fase de testes na Mineração Serra Azul. Os primeiros dados transferidos das planilhas eletrônicas foram às condições inseguras, e em seguida os itens levantados nas inspeções e auditorias. A partir desta alimentação, já foi possível mapear cada área e as condições de risco que precisavam de intervenções. Foram gerados gráficos com número de ações para cada gerência, setores, responsáveis e também com os percentuais de conclusão, aceites e atrasos. Para cada etapa e necessidades identificadas nas atividades foram criados módulos para atendimento ao principal objetivo do projeto: sair de controles de planilhas eletrônicas factíveis aos erros e desenvolver uma ferramenta de controle de ações mais visíveis e de fácil tratativa. Módulo de comportamentos e desvios Neste módulo são lançadas todas as auditorias comportamentais (chão de fábrica) realizadas via formulário ou tablet. As verificações que requerem prazos para a adequação são inseridas no sistema e, automaticamente, são comunicadas aos responsáveis pela adequação e ao gestor da área.


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