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EDIÇÃO 29 • ANO 3 • MENSAL • WWW.REVISTAMAR.COM

EMA DANTAS maio2018


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FICHA TÉCNICA DIRETOR

Carmo Monteiro

EDITOR

Carlos Monteiro

COORDENADOR DE MARKETING José M. Eustáquio

EDIÇÃO GRÁFICA Carlos Monteiro David Ganhão

FOTOGRAFIA

Carmo Monteiro Carlos Monteiro Joana Leal

COLABORADORES

André Marques Armando C. de Siqueira Neto Carlos Cruchinho Cristina Fragata David Gonçalves Joana Leal José Carreira Kika Madalena Balça Maria João Rafael Marina Forte Patrícia Salin Paulo Mendes Paulo Perdiz Pedro M. Salvador Raquel Couto Sara Cristina Pereira

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL Ema Dantas Cynthia Prazeres Venessa Barros Nellie Pedro Rosa de Sousa

AGRADECIMENTOS

Clara Santos Peaks for Change PCC Mississauga Manuela Ramalho Eanes

Conteúdos

6

MAIO 2018

CCP Mississauga

Charles Sousa foi homenageado e distinguido com o Community Spirit Award.

12

Casa das Beiras

Jornal do Centro de Viseu distingue a Casa das Beiras com o Prémio Primavera.

16

A Revolução de abril...

Carlos Cruchinho conta-nos como foi constítuido o I Governo pós 25 de abril de 1974.

22 Palácio Nacional da Ajuda Uma viagem ao passado no Real Paço de Nossa Senhora da Ajuda.

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Dia Internacional da Família

Visa sensibilizar e promover a reflexão sobre questões relacionadas com a família.

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Estivemos esta luso-descendente que sobe as montanhas mais altas do mundo para desmistificar o estigma das doenças mentais.

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página 20

Dia da Mãe: a história

No mês em que se celebra o Dia da Mãe quisemos saber um pouco mais esta celebração.

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O melhor ténista português de todos os tempos venceu o Estoril Open.

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página 30

Ema Dantas

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CONTACTOS

página 10

68

João Sousa

página 44

página 71

Aurea

Uma entrevista com a artista portuguesa conduzida por Paulo Perdiz.

77 Revista Amar é uma marca registada e empresa subsidiária dos grupos Cyber Planet Inc. e MDC Media Group Custo estimado por exemplar

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Vai casar?

Conselhos úties para todos aqueles que em breve vão celebrar aquele dia especial.

87

Água de Rosa

Os benefícios daquele que já foi o produto que quase todas as mulheres tinha em casa.

página 72 Os artigos publicados na presente edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, podendo não refletir as opiniões e posições da Revista Amar naquela matéria. Os conteúdos publicitários publicados na presente edição são da inteira responsabilidade e com autorização e aprovação prévia dos seus autores. A utilização do novo acordo ortográfico na matéria da presente edição ficou à inteira descrição dos seus autores.


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Community Spirit Award

Charles de Sousa

homenageado pela comunidade portuguesa

O

Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM) homenageou no passado sábado (21) o ministro das Finanças de Ontário, Charles Sousa, atribuindo-lhe o Community Spirit Award. Este prémio visa distinguir o trabalho de entidades que promovem o desenvolvimento cultural dos luso-canadianos. Tony de Sousa, presidente do CCPM, disse que o prémio é merecido. “Decidimos homenageá-lo não por ser ministro ou político mas porque tem contribuído para o desenvolvimento da nossa comunidade, nomeadamente através de algumas associações”, disse. Charles Sousa esteve presente com a esposa e dois dos filhos. Sousa agradeceu destacando que “este prémio não é só meu, é de todos nós. A nossa comunidade está de parabéns. Agradeço este reconhecimento do Clube de Mississauga”. A apresentadora da gala foi Elizabeth Mendes, diretora de política e orçamento do ministro das Finanças e depois do jantar seguiu-se uma atuação de Nelz acompanhado de Cláudia Pereira.

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O embaixador de Portugal em Otava, José Fernando Moreira da Cunha e a Premier Kathleen Wynne enviaram vídeos a felicitar Charles Sousa. O cônsul de Portugal em Toronto também esteve presente assim como várias personalidades ligadas à política. Ana Bailão, vice-presidente da Câmara Municipal de Toronto, deixou rasgados elogios a Charles de Sousa. “Ele é um homem de sucesso mas ele cresceu nesta comunidade. É o melhor que temos nesta comunidade e é por isso que inspira tanta gente e temos tanto orgulho em ti”, garantiu. No final da noite o Clube de Mississauga doou uma percentagem da receita (7 mil dólares) à Luso Canadian Charitable Society, uma associação sem fins lucrativos que apoia deficientes. A homenagem terminou com a fadista Filipa Cardoso, que veio de Portugal acompanhada pelos músicos Guilherme Banza, Frederico Gato e Bernardo Nogueira.


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PORTUGUESE CULTURAL CENTRE OF MISSISSAUGA A celebrar a lusofonia desde 1974 Feliz Dia da Mãe são os votos do C.C.P. de Mississauga para toda a comunidade Portuguesa a residir no Canadá

AGENDA CULTURAL

MAIO/JUNHO 2018

12 DE MAIO

DIA DA MÃE - ATUAÇÃO DO CONJUNTO STARLIGHT E STEPHANIE TAVARES HABILITE-SE A GANHAR UMA VIAGEM A PORTUGAL CORTESIA DE AIR TRANSAT

25/27 DE MAIO

CARASSAUGA 2018

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Clara Santos e amigos


A

noite foi de fado no dia 7 de abril na LiUNA Station em Hamilton. Clara Santos, que anualmente organiza uma gala de angariação de fundos para ajudar várias instituições da comunidade, juntou Jennifer Bettencourt, Sónia Tavares, Teresa Santos, Luís Ferraz, Rui Furtado, Sofia Santos e Sílvia Ferreira, acompanhados pelos músicos Hernâni Raposo, Pedro Joel e Sérgio Santos. Num dos salões nobres da renovada estação de caminhos de ferro,

ora pertença da LiUNA, Clara Santos e Amigos provou que a comunidade artística tem um papel importante no auxílio a instituições que lutam diariamente com problemas financeiros para poder prestar serviços aos mais carenciados. Desta feita, a Luso Charitable Society que apoia pessoas com deficiência, recebeu a quantia de $7,560 proveniente do evento, na pessoa do seu presidente Jack Prazeres.

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Casa das Beiras

distinguida com o Prémio Primavera

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Jornal do Centro de Viseu assinalou mais um aniversário numa cerimónia realizada no Teatro Municipal de Viseu, Teatro Viriato, no passado dia 4 de abril. A gala “Celebração da Primavera” entregou vários prémios a personalidades e entidades da região de Viseu. Na categoria “Diáspora” a Casa Das Beiras de Toronto foi a associação distinguida pelo júri do evento. A representar a Casa das Beiras de Toronto esteve presente o sócio honorário e presidente da Confraria Saberes e Sabores da Beira Grão Vasco de Viseu, o Prof. Zé Ernesto da Silva que se mostrou “feliz e emocionado” com o reconhecimento do Jornal Do Centro. “Sentimos que os nossos irmãos lá fora, muitos deles viseenses, são os verdadeiros embaixadores de Portugal nas suas terras”, afirmou. Na cerimónia também estiveram presentes o Eng. Carlos Moedas, Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, o Dr. Almeida Henriques, Presidente da Câmara Municipal de Viseu e o Dr. Mota Faria, Presidente da Assembleia Municipal de Viseu. Na Casa das Beiras de Toronto, a notícia da distinção com o Prémio Primavera foi recebida com emoção “como presidente da Casa Das Beiras de Toronto estou muito orgulhoso pelo reconhecimento dado ao nosso trabalho e em nome de todos os voluntários da nossa associação quero agradecer ao Jornal do Centro de Viseu e ao júri pela distinção. Quero também parabenizar o Jornal do Centro pela initiativa das nomeações que honram o Mérito e a Região.”, afirmou Bernardino Nascimento. 12 I Amar


O Executivo da CCWU Canadian Construction Workers Union deseja a todos os seus membros e Comunidade Portuguesa um Feliz Dia da Mãe!

Canadian Construction Workers Union Proud representative of the hard working men and women in the Canadian Construction Industry. Presidente: Joel Filipe Financial Secretary: João Dias Vice-Presidente: Victor Ferreira Recording Secretary: Luis Torres Trustee: Ana Aguiar

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Da promessa à efetiva criação do Plano Nacional para as demências

A

Alzheimer Portugal há muito que tem vindo a defender um Plano Nacional para que as pessoas com demência e as suas famílias possam ter acesso a um acompanhamento e cuidados específicos de qualidade, em condições de equidade. Segundo dados recentes divulgados pela Organização Mundial de Saúde, estima-se que até 2050, o número de casos de demência venham a triplicar. A nível mundial cerca de 47.5 milhões de pessoas sofrem de demência atualmente, dos quais entre 180 a 200 mil são portugueses. É urgente que as altas patentes apresentem soluções que possam responder com a maior eficácia possível a uma realidade cada vez mais presente na nossa sociedade. Por entre as recomendações nomeadas na proposta das “Bases para a definição de Políticas Públicas na área das Demências”[i], salientamos, pela sua importância, a primeira: “Que possa ser definida como prioridade nacional a elaboração de um Plano para as Demências em Portugal. Este Plano deverá definir e operacionalizar percursos adequados de cuidados, contemplando como eixos fundamentais a melhoria da qualidade de vida das pessoas com demência e a dos seus cuidadores, a investigação pertinente nas áreas relacionadas com as demências, e a criação de um quadro jurídico definidor dos direitos das pessoas em situação de incapacidade (como é o caso de muitas pessoas com demência), incluindo o enquadramento legal dos cuidados, das intervenções e da investigação”. Importa enfatizar que o tempo das pessoas e respetivas famílias já afetadas pelo problema que é a demência nem sempre é compatível com os tempos demorados da decisão política. No entanto, a inexistência presente de um Plano não poderá ser razão para não se investir na melhoria possível e continuada dos cuidados já existentes. Decerto, um trabalho continuado neste sentido seria uma “ponte” para a futura conceção do Plano propriamente dito. Com o principal objetivo de garantir melhor qualidade de vida aos cidadãos afetados por esta doença, manter-nos-emos focados na urgência do reconhecimento, pelos decisores políticos, das demências e da Doença de Alzheimer como uma prioridade a ser incluída nas políticas de saúde e de segurança social a serem implementadas. Tudo faremos para que o Plano Nacional para as Demências seja uma realidade e não apenas um desejo que tarda a ser concretizado. 14 I Amar


Alzheimer Portugal A Alzheimer Portugal é a única organização em Portugal, de âmbito nacional, especificamente constituída com o objetivo de promover a qualidade de vida das pessoas com Demência e dos seus familiares e cuidadores, tendo como visão uma sociedade que integre as Pessoas com Demência e reconheça os seus Direitos. A Alzheimer Portugal celebra em 2018 o seu 30ª Aniversário. Pode consultar o site da associação em www.alzheimerportugal.org Doença de Alzheimer e outras Demências A Organização Mundial de Saúde estima que em todo o mundo existam mais de 50 milhões de pessoas com Demência. número que pode vir a atingir os 75 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050 para os 135 milhões. Em Portugal, os dados da Alzheimer Europe apontam para cerca de 182 mil pessoas com Demência. A Doença de Alzheimer assume um lugar de destaque, representando cerca de 60 a 70% de todos os casos de Demência. [i] Documento elaborado pelo grupo de trabalho coordenado pelo Professor Manuel Lopes, Coordenador para a Reforma do SNS na Área dos Cuidados Continuados Integrados e pelo Dr. António Leuschner, Presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental. O grupo de trabalho, constituído por pessoas de diferentes áreas profissionais, com experiências diversas, provindas quer de instituições públicas, privadas ou do terceiro sector, foi incumbido de propor uma estratégia para o desenvolvimento de políticas públicas para os cuidados à pessoa com demência, nos termos do Despacho nº 17/2016 de 20.10 do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde. Este Despacho definiu a necessidade de desenvolver “um quadro de referência que permita o desenho do percurso de cuidados das pessoas com demência, tendo em consideração as características específicas do Serviço Nacional de Saúde, o nosso sistema de proteção social, e, bem assim as características peculiares do nosso tecido social e solidário.”

Dr. José Carreira

FERNANDO RIO

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Da Junta de Salvação Nacional à Constituição de 1976, passando pelo Gonçalvismo

N

o quadragésimo quarto aniversário da Revolução dos Cravos, mais uma vez recordámos a efeméride, bem como os acontecimentos históricos mais recentes de Portugal pós – revolução de abril. Um turbilhão de palavras aflui à nossa memória coletiva: revolução, fascistas, povo, comissão de trabalhadores, comunismo, socialismo, presos políticos, grupo dos nove, o MFA, maioria silenciosa, Conselho da Revolução, COPCON, verão quente, as forças da reacção, a cantiga é uma arma, retornados, descolonização, cogestão, saneamentos, nacionalizações, eleições, voto, constituição e Democracia. Neste tempo de mudança, cheio de incertezas, as greves, as manisfestações e os movimentos de cidadãos em plenários nas ruas e nas empresas, contrasta com o renascer do multipartidarismo e recém legalização dos partidos políticos pela Junta de Salvação Nacional. Aos poucos, a afirmação decisiva dos movimentos partidários em detrimento da sociedade civil acentuou-se na sociedade portuguesa. Por isso, urge inverter esse desequilíbrio para a afirmação de uma cidadania plena.

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Junta de Salvação Nacional (de 25 de abril a 15 de maio 1974) Junta de Salvação Nacional era composta por: • General António Sebastião Ribeiro de Spínola (Exército - presidente); • General Francisco da Costa Gomes (Exército); • Brigadeiro Jaime Silvério Marques (Exército); • General Manuel Diogo Neto (Força Aérea - ausente em Moçambique); • Coronel Carlos Galvão de Melo (Força Aérea); • Capitão-de-mar-e-guerra José Baptista Pinheiro de Azevedo (Marinha); • Capitão-de-fragata António Alva Rosa Coutinho (Marinha).

António de Spínola como presidente da Junta de Salvação Nacional deu a conhecer o Programa do Movimento das Forças Armadas (MFA) destacando-se as seguintes medidas:

Imagens: Direitos Reservados

A Revolução de abril… A ternura dos quarenta


Medidas Imediatas • a) “Destituição imediata do Presidente da República e do atual Governo (…) Dissolução da Assembleia Nacional e do Conselho de Estado.” • c) “A extinção imediata da DGS, Legião Portuguesa e organizações políticas da juventude.” • f) “A amnistia imediata de todos os presos políticos, salvo os culpados de delitos comuns (…).” • g) “A abolição da Censura e Exame Prévio;” • Medidas a Curto Prazo • 1 – No prazo máximo de três semanas após a conquista do poder, Junta de Salvação Nacional escolherá, de entre os seus membros, o que exercerá as funções de Presidente da República Portuguesa, que manterá poderes semelhantes aos previstos na atual constituição. • 2- Após assumir as suas funções, o Presidente da República nomeará o Governo Provisório Civil, que será composto por personalidades representativas de grupos e correntes políticas e personalidades independentes que se identifiquem com o presente programa. • 5 – O Governo Provisório (…) obrigar-se-á a promover imediatamente: • a) A liberdade de reunião e de associação; • b) A liberdade de expressão e pensamento sob qualquer sob qualquer forma; • c) A promulgação de uma nova Lei de Imprensa, Rádio, Televisão, Teatro e Cinema; Adelino Palma Carlos (1974)

Primeiro-Ministro que deve presidir a um ministério formado por representantes das várias forças políticas reconhecidas. E por iniciativa sua chamou o Dr. Adelino Palma Carlos. Palma Carlos, já então à beira dos 70 anos, era catedrático de Direito. Inteligente e brilhante, fora em 1933 impedido por motivos políticos de concorrer a uma vaga na universidade, e salientou-se durante muitos anos como democrata e liberal. O então designado I Governo Provisório de Portugal tomou posse a 17 de Maio de 1974.

Adelino Amaro da Costa

O primeiro Governo provisório aspira a representar a face política da nação nas suas múltiplas expressões. Este executivo contou com personalidades como Mário Soares, Francisco Sá Carneiro e Álvaro Cunhal (Palma Carlos tentou confiar-lhe a ingrata pasta do Trabalho, mas entrou no Executivo como “ministro sem pasta”). O Primeiro-Ministro, Palma Carlos, sentia a fraqueza da sua posição, mas julgava poder explicá-la por defeito institucional: ele pouco podia fazer, mas também era certo que tinha sido nomeado por um Presidente da República sem verdadeiro alicerce democrático. Quando apresentou ao Conselho de Estado uma proposta de ampliação dos poderes do Primeiro-Ministro e a antecipação do sufrágio para a eleição do Presidente da República, o referido Conselho aprovou a primeira e rejeitou por unanimidade a segunda. Em consequência, Palma Carlos pediu a sua demissão, levando à queda do I Governo Provisório de Portugal a 8 de Julho de 1974, apenas 56 dias após a posse.

Vasco Gonçalves II, III, IV e V Governos Provisórios O General António de Spínola apoiado pela Junta de Salvação Nacional, esforçou-se por organizar um cenário de democracia convencional, e nesse sentido é designado Presidente da República pela Junta, e nomeia um

(De Julho de 1974 a Setembro de 1975)

Após a demissão do I Governo Provisório de Adelino da Palma Carlos, o General Spínola, depois de tentar outras soluções, confiou a formação do novo Ministério ao

Coronel Vasco Gonçalves. Oficial de Engenharia, com cultura política, simpatizante do Partido Comunista, Gonçalves era oficial de mais alta patente do MFA. Começa então o período a que foi dado o nome de Gonçalvismo.

As medidas de intervenção do Governo operavam-se, simultaneamente, em várias frentes, todas com elevados custos políticos: A nacionalização das empresas de serviços públicos (eletricidade, água, gás, comunicações, transportes, armamento, siderurgia, petroquímica, banca, seguros, empresas de navegação). A reforma agrária, com expropriação de grandes propriedades agrícolas; Uma política de habitação confiada a comissões de moradores e comités de ocupantes, que começou pela instalação em casas vagas ou bairros sociais em vias de ultimação, mas levou depois a situações de expropriação de edifícios de serviços públicos, residências de emigrantes, palácios, com as justificações de instalação de creches, jardins-de-infância, etc. O movimento de autogestão, pelo qual comissões de trabalhadores expulsam os empresários, gestores, ou simplesmente os quadros que os representavam e assumem a direção das empresas. Por seu lado, também Vasco Gonçalves, no discurso de posse do governo, anunciara o sentido geral do seu programa, desde logo claramente distinto do enunciado pelo Presidente Spínola: “Na definição da política económica portuguesa, que necessariamente tem de estar ao serviço do povo português e, muito particularmente, das camadas mais desfavorecidas, ter-se-ão em consideração as potencialidades do Estado e da iniciativa privada, cuja adesão, sem ambiguidades, ao esforço de reconstrução nacional é condição necessária à modernização da economia e ao progresso da sociedade Portuguesa”. Amar I 17


A esquerda militar política aproveitou a boa oportunidade criada pela intentona (golpe militar Spinolista, 11 de março de 1975), para concentrar poderes e radicalizar a ação do governo no sentido das nacionalizações e da reforma agrária. Dissiparam-se então as últimas ambiguidades: o rumo da Revolução que as forças armadas dirigiram não era o de uma Democracia Burguesa, mas a de uma República Comunista. Em 6 de setembro de 1975 Vasco Gonçalves apresenta a sua demissão ao Presidente Costa Gomes.

Pinheiro de Azevedo (De setembro de 1975 a junho 1976) Em 19 de setembro toma posse o VI Governo Provisório. Pinheiro de Azevedo anunciara alguns dias antes o seu programa. Nele se evidenciaram as tarefas a cumprir, as mais importantes das quais eram significativamente distintas da dos anteriores governos: - Reforçar a autoridade do Governo; - Defender a ordem e a legalidade democrática (…); - Combater as atividades contra-revolucionárias qualquer que seja a sua origem; - Garantir o funcionamento da Assembleia Constituinte”. O VI Governo era maioritariamente constituído por ministros do PS ou a ele afetos. Tinha como base da sua estrutura e repartição de postos as indicações eleitorais de abril. Acreditava-se na eficácia dessa lógica, baseada no princípio da proporcionalidade contínua. À esquerda do PCP nasceram agrupamentos radicais extremistas que acreditam poder interferir no processo por meios violentos. Do lado dos moderados, um comunicado do PS denunciou a “grave crise das instituições revolucionárias, escandalosamente posta em relevo pelo sequestro dos órgãos de soberania, perante a incapacidade de atuação das Forças Armadas.”

Em 16 de novembro, Lisboa assistiu a uma imensa manifestação popular, que mobilizou 300 000 trabalhadores da região de Lisboa e dos distritos do Sul, que vieram ocupar durante horas a capital como 18 I Amar

os veículos simbólicos do seu trabalho: escavadoras, gruas, betoneiras, tratores, “dumpers”, debulhadoras atordoavam a cidade com a sua passagem, os manifestantes com redes, enxadas e forquilhas. O slogan que todos repetiam e se comunicou à multidão era “ Pinheiro de Azevedo, o povo não tem medo.”

Desde o final de 1975 até à tomada de posse do I Governo Constitucional, a 23 de julho de 1976, decorre um período intermédio em que aspetos fundamentais do processo de democratização da sociedade portuguesa assumem importância. As consequências do 25 de novembro não se refletiram ao nível do Governo, continuando em funções o VI Governo Provisório, chefiado por Pinheiro de Azevedo (até 23-06-1976) e Almeida e Costa (a partir de 23-06-1976). Refletiram-se isso sim na mudança das condições para a efetivação de uma política distintiva da prosseguida durante a Revolução. De facto, enquanto nos anos de 1974 e 1975 o movimento revolucionário se traduziu pela satisfação de aspirações e expectativas das camadas sociais economicamente mais desfavorecidas, concretizada pela subida dos salários reais em cerca de 20% no conjunto dos dois anos, os anos seguintes vão ser necessariamente de contenção e de reajustamento dos desequilíbrios gerados. Ao VI Governo Provisório ficava apenas reservada a tomada das primeiras medidas de austeridade, através de congelamento de salários e de aumentos de preços de bens de consumo. Era de certa forma um primeiro sinal das nuvens que se perfilavam no horizonte dos Portugueses.

Bibliografia consultada: História Contemporânea de Portugal: [Vol. 5]: Vinte e Cinco de Abril. Coordenação de João Medina. Lisboa: Amigos do Livro, 1985. História de Portugal: [Vol. X]: A Terceira República – Do 25 de Abril aos nossos dias. Com coordenação de José Hermano Saraiva. Matosinhos: Ed. Quidnovi - Edição e Conteúdos, S.A., 2004

Carlos Cruchinho Licenciado no Ensino da História de Portugal


O requinte da boa cozinha portuguesa aqui bem perto de si em Toronto O Moliceiro deseja a todos os seus clientes, familiares, amigos e Ă comunidade um

Feliz Dia da MĂŁe Deixe-se deliciar com a nossa

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As artimanhas portuguesas

na Segunda Guerra Mundial

J

á era noite alta, e alguns poucos raios de claridade da lua conseguiam penetrar os espessos arbustos daquela floresta situada na região central portuguesa de Abrantes, incluindo um humilde fio de luz a cobrir os pés daquelas duas crianças ali escondidas. Com a respiração ofegante diante do medo, elas se entreolhavam, como se pudessem dizer uma a outra quando alcançariam o transporte em alguns trechos, ao se lançarem à colossal tarefa a que se submetiam por força das dificuldades impostas pela brutal guerra que castigava a Europa nos primeiros anos da década de 1940, cujo deprimente destaque era a fome, desenterrada na mórbida escassez. Ele, aos onze anos, já experimentava a secura na garganta e o palpitar descontrolado do coração temeroso a suspeitar os perigos aos quais se abraçava com o frágil corpo da inocência e da urgência em amadurecer para servir ao próximo em arriscadíssimas missões nomeadas de Candonga. Aos catorze, ela também se aliava à escuridão do porvir em cada tentativa de atravessar as fronteiras entre o seu país e a vizinha Espanha, levando e buscando o que lhes fosse possível no extenuante trajeto das doze horas de ida e outras doze de volta, deixando de lado as cantigas de roda, a escola e o conforto do colo materno diante da acolhedora lareira a proteger do frio entranhado naquela fria serra. Eram os candongueiros, heróis silenciosos que costuravam o tecido da dignidade, rasgado pela animosidade entre as nações, reparando, na medida do possível, certas consequências das decisões que sequer imaginavam fazer parte.

Imagem © Direitos Reservados

Este incerto vai e vem, com ares de suspense dramático, carregava consigo todo o sistema de um mercado paralelo, fazendo do tráfico de produtos a sua artimanha mais preciosa, capaz de contar com a meiga imagem de duas crianças, que em nenhum momento levantou a suspeita dos guardas portugueses de fronteira, sob o controle do então Presidente Salazar (1889-1970), e dos carabineiros espanhóis, abrindo espaço para o trânsito livre da carroça que preguiçosamente atravessava as regiões de intenso controle militar, com o seu precioso “ouro” escondido debaixo da velha estrutura de madeira. Noutras ocasiões, entretanto, a ousadia fincava a sua bandeira da astúcia no terreno das fraquezas humanas através da gentil oferta da bagaceira (uma aguardente feita com os restos das uvas prensadas no feitio do vinho, de alto teor alcoólico) aos sedentos soldados fronteiriços, que, depois de se deliciarem com aquele mel do entorpecimento... Porquanto Portugal, na segunda grande guerra, teve como aliados os seus próprios filhos, em tenra idade, frutos apanhados antes da época, mas capazes de saciar muita fome no tempo certo. Assim, as páginas da história podem até contar alguns trechos sobre os candongueiros, por vezes são uma nota de rodapé que praticamente se apaga com o envelhecimento da leitura e da tradição oral, que apela às narrativas dos mais velhos aos que ainda carecem do saber em sua jovialidade no conhecimento, todavia é possível desengavetar o livro das memórias e abri-lo em frente à janela do humanismo, fazendo reviver (e reaquecer) o valor dos heroicos sacrifícios do passado em nome da sobrevivência do presente, e, quiçá, do aperfeiçoamento do futuro, que ainda exige de nós as revisões essenciais.

Armando Correa de Siqueira Neto

Psicólogo e Mestre em Liderança

20 I Amar


Palรกcio

Nacional da Ajuda 22 I Amar


Imagem: By Zabotnova Inna / Fontes: Palácio da Ajuda - Instituto dos Museus e da Conservação

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Real Paço de Nossa Senhora da Ajuda foi mandado erguer por D. José I (1714-1777) no alto da colina da Ajuda. Este edifício, construído em madeira para melhor resistir a abalos sísmicos, ficou conhecido por Paço de Madeira ou Real Barraca. Substituía o sumptuoso Paço da Ribeira que fora destruído no Terramoto que arrasou Lisboa em novembro de 1755.

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Construção do Real Paço da Ajuda A urgência da construção de um novo Palácio e o facto da Família Real ter sobrevivido ao cataclismo por se encontrar na zona de baixa sismicidade de Belém/Ajuda, justificou a escolha do local. O novo Paço, habitável desde 1761, veio a ser a residência da Corte durante cerca de três décadas. Em 1794, no reinado de D. Maria I (1734-1816), um incêndio destruiu por completo esta habitação real e grande parte do seu valioso recheio. Coube a Manuel Caetano de Sousa, Arquiteto das Obras Públicas, a tarefa de projetar um novo palácio de pedra e cal, que foi traçado ainda de acordo com as tendências arquitetónicas do Barroco. Este projeto, iniciado em 1796 sob a regência do príncipe real D. João, foi suspenso decorridos cinco anos de construção, quando, em 1802, Francisco Xavier Fabri e José da Costa e Silva, arquitetos formados em Itália, foram encarregues de o adaptar à nova corrente neoclássica. Esta tarefa, continuada mais tarde por António Francisco Rosa, responsável pelo traçado de “redução” do projeto, nunca veio a ser concretizada integralmente. Partida da Corte para o Brasil em 1807 Fatores de natureza diversa foram imprimindo um ritmo descontinuado ao decorrer da obra do edifício, nomeadamente a partida da Corte para o Brasil, em 1807, na sequência das invasões napoleónicas, e a falta periódica de recursos financeiros. Nela trabalhavam os melhores artistas do reino: Domingos Sequeira, Arcângelo Foschini, Cirilo Wolkmar Machado, Joaquim Machado de Castro e João José de Aguiar, dedicados essencialmente às decorações pictóricas e escultóricas. Quando, em 1821, a Corte regressou do Brasil, o Palácio permanecia inacabado, sendo nele realizadas apenas cerimónias protocolares. Em 1826, após a morte de D. João VI (1767-1826), estando as alas nascente e sul já habitáveis, a infanta regente D. Isabel Maria (1801-1876) e duas das suas irmãs escolheram-no para sua residência. D. Miguel viveu no Real Paço da Ajuda Dois anos depois, o rei D. Miguel (1802-1866) também elegeu a Ajuda para morar e muito impulsionou a prossecução das obras. Para permitir a continuidade dos trabalhos, ao fim de seis meses o rei mudou-se para o Palácio das Necessidades e nunca chegou a voltar. Os confrontos entre liberais e absolutistas mergulharam o país numa frágil estabilidade e, em 1833, a construção paralisou por completo, para não mais ser retomada nos moldes projetados. Após a vitória liberal, D. Pedro assumiu o Governo como regente, na menoridade da filha, D. Maria da Glória, e jurou a Carta Constitucional na Sala do Trono do Paço da Ajuda, em 1834. Ao longo do reinado de D. Maria II (1819-1853) e do curto reinado de D. Pedro V (1837-1861), que fixaram residência nas Necessidades, o Paço da Ajuda assumiu um plano secundário. Com D. Luís I o Palácio ganha nova vida Foi com a subida ao trono de D. Luís I (1838-1889), que uma nova etapa se iniciou, adquirindo finalmente a verdadeira dimensão de paço real ao ser escolhido para residência oficial da corte. A partir de 1861 foram feitas obras indispensáveis na estrutura do edifício para acolher o novo monarca. As verdadeiras alterações na decoração dos interiores começaram em 1862, ano do casamento do rei com a princesa de Sabóia, D. Maria Pia (1847-1911). Foi então iniciado um longo trabalho de reformulação que se estendeu a diversos níveis: das paredes aos tetos forrados, estucados ou pintados de novo, ao revestimento dos soalhos com parquets e alcatifas, à escolha do mobiliário para as salas. Tudo encomendado a casas especializadas, portuguesas ou estrangeiras, fornecedoras da Casa Real. Os presentes de casamento e bens trazidos de Itália pela rainha ajudaram à decoração dos apartamentos remodelados.


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Nova disposição e decoração das salas A nova disposição e decoração das salas, entregues ao arquiteto Joaquim Possidónio Narciso da Silva, acompanhou os então recentes padrões de conforto, privacidade e higiene, característicos da mentalidade burguesa do século XIX. Os espaços queriam-se agora mais íntimos e resguardados. Introduziram-se novas dependências no piso térreo: a Sala de Jantar, para as refeições diárias da família, uma sala de estar, a Sala Azul, e zonas de lazer, de que são exemplo a Sala de Mármore e a de Bilhar; por fim, as casas de banho dotadas de água corrente, quente e fria. O andar nobre fora reservado para as recepções de gala e o piso térreo, a partir da Sala de Música e ao longo da fachada poente, destinado aos aposentos privados. O Palácio foi-se tornando palco das reuniões do Conselho de Estado, dos dias de grande gala, os banquetes e as recepções oficiais, e do quotidiano familiar: aqui nasceram os príncipes D. Carlos (18631908) e D. Afonso (1865-1920). Após a morte de D. Luís I, em 1889, a vida agitada do Palácio da Ajuda alterou-se profundamente. No novo reinado, a Corte dividira-se entre três Paços: a Ajuda, onde D. Maria Pia permaneceu com D. Afonso; Belém, onde nasceram os príncipes D. Luís Filipe (1887-1908) e D. Manuel (1889-1932), e as Necessidades, residências alternativas de D. Carlos I e D. Amélia (1865-1951). O andar nobre da Ajuda manteve-se reservado para a realização de cerimónias oficiais.

O Palácio Hoje O Palácio Nacional da Ajuda foi declarado Monumento Nacional pelo Decreto de 16 de junho de 1910. Durante as primeiras décadas do regime republicano dependia da Fazenda Pública, mantendo-se como palco para cerimónias oficiais e recebendo os visitantes que a Fazenda autorizava. Em 1968 abriu ao público como casa-museu, e desde a década de oitenta, tem vindo a destacar-se como instituição museológica no panorama nacional e internacional. A partir dos anos oitenta começou-se a proceder à reconstituição desta residência real, alicerçada em rigorosa investigação histórica. Desde 1996, com o programa “Uma Sala Um Mecenas” cujo objetivo é restituir ao palácio as decorações e ambientes à época de D. Luís, foram já reconstituídas, com o patrocínio de instituições privadas, nove salas do Palácio. O edifício do Palácio Nacional da Ajuda não é, no presente, apenas a antiga residência real. Na ala norte do palácio estão instalados a Biblioteca da Ajuda (antiga biblioteca régia), a Galeria de Pintura do rei D. Luís I (concebida para a apresentação da coleção privada de pintura do soberano e atualmente sob a gestão direta da DGPC) e a Secretaria de Estado da Cultura. No quarto andar da ala sul está instalada a Direção Geral do Património Cultural. Cenário dignificante das cerimónias protocolares de representação de Estado, o Palácio da Ajuda desempenhou sempre essa função desde os primeiros tempos até aos dias de hoje. É nessa condição que o Palácio Nacional da Ajuda continua a emprestar o seu brilho às cerimónias da Presidência da República, para além de constituir um dos mais importantes museus de artes decorativas do país. O espaço visitável do Palácio inclui dois pisos: o Piso Térreo onde se situam muitos dos aposentos privados e o Andar Nobre, onde se realizavam as recepções de gala. 26 I Amar


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Piso Térreo No início do reinado de D. Luís uma nova disposição e decoração das salas do Palácio, entregues ao arquiteto Joaquim Possidónio Narciso da Silva, acompanhou os então recentes padrões de conforto, privacidade e higiene, característicos da mentalidade burguesa do século XIX. Os espaços queriam-se agora mais íntimos e resguardados. O piso térreo inicia-se com uma sequência de quatro salas nas quais, pelas funções oficiais e privadas a que se destinavam, foi mantido um certo aparato, contribuindo para esse efeito as tapeçarias e as pinturas alegóricas dos tetos, remanescentes da decoração do início do século XIX. A partir da Sala de Música e ao longo da fachada poente, o piso térreo destinava-se aos aposentos pessoais. Introduziram-se novas dependências: Uma sala de estar a Sala Azul, a Sala de Jantar para as refeições diárias da família, e zonas de lazer de que são exemplo a Sala de Mármore e a de Bilhar; por fim, as casas de banho dotadas de água corrente, quente e fria. Andar Nobre O Andar Nobre do palácio era dedicado às recepções de gala. Neste piso encontram-se a Sala do Corpo Diplomático, a Sala do Trono, a Sala D. João VI, onde se realizavam os bailes, a Sala dos Grandes Jantares, onde se realizavam os banquetes, entre outras salas de recepção oficial. De caráter privado são o Atelier de Pintura, a Biblioteca e o Quarto de Cama do Rei, criado no último ano da vida de D. Luís, em 1888, por conselho médico.

Coleções O Palácio Nacional da Ajuda integra importantes coleções de artes decorativas datadas do século XV ao século XX. São de salientar os núcleos dos séculos XVIII e XIX: ourivesaria, joalharia, têxteis, mobiliário, vidro e cerâmica, bem como as coleções de pintura, gravura, escultura e fotografia. De forma a manter a autenticidade das salas do Palácio, e também por questões de segurança, muitas das peças integrantes das coleções não se encontram expostas ao público. Por essa razão, faz parte da programação do Palácio promover exposições temporárias onde se vão mostrando as peças guardadas em reserva. Para um conhecimento mais extenso e aprofundado das nossas coleções encontra-se disponível o MatrizNet, interface online da base de dados Matriz, que disponibiliza informação através de textos, imagem, vídeo e som sobre as coleções dos museus e palácios tutelados pelo Instituto dos Museus e da Conservação. Para pedidos de imagens relativas ao Palácio visite o MatrizPix, sistema de informação e banco de imagens digitais, em permanente crescimento e atualização, concebido pelo IMC para o inventário, gestão e disponibilização online de arquivos fotográficos.

INFORMAÇÕES ÚTEIS Localização

Largo da Ajuda em Lisboa

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Contactos

E-mail: secretaria@arqueologos.pt Telefone: +351 213637095/ +351 213620264 Fax: +351 2136 648 223 E-mail: geral@pnajuda.dgpc.pt website: www.palacioajuda.gov.pt

Horário

10h00 às 18h00 (última entrada às 17h30) Encerrado: À quarta-feira, 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio, 13 de junho e 25 de dezembro


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Imagem © Direitos Reservados

O mistério do Penedo dos Mouros

Armando Correa de Siqueira Neto

Psicólogo e Mestre em Liderança

N

a vinha, a dúvida! Ao contrastar com o antigo provérbio latim ‘In vino, veritas’ [No vinho está a verdade], chama-se a atenção para a permanente dificuldade arqueológica em determinar do que se trata exatamente o então denominado ‘Penedo dos Mouros’, construção datada da Idade do Ferro, situada numa zona agrícola (junto a uma vinha) da aldeia de São Miguel do Outeiro, no Concelho de Tondela, em Viseu, ao norte de Portugal. Um enigma ainda indecifrável e, como é de se esperar, atraente pelo véu de mistério que o cerca por sua dimensão supostamente espiritual. Uma interminável curiosidade ligada à falta de outras evidências que possam dar suporte à construção de ideias mais seguras sobre esta arquitetura já classificada como Património Mundial. O que se sabe a respeito, além da idade, é que o seu formato circular e a sua disposição, com uma pequena escada lateral de acesso, indicam se tratar de um monólito na forma de um templo ou de um altar, de estruturas graníticas. E só! Pois já há considerável especulação acerca da finalidade, objeto da insistente pesquisa. Eis mais um sítio de ocupação humana, e nele, como habitualmente o sabemos, brotaram as típicas necessidades em busca de satisfação. Então emerge a questão: Repete-se a história da devoção espiritual na esperança da sobrevivência e da proteção e continuidade das gerações sucessivas (o natural poder genético), comportamentos tão largamente difundidos na outrora da humanidade?

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A beleza toda repousa no achado - a arqueologia apela ao planejamento e aos métodos, além da vigorosa vontade dos seus representantes, mas sempre conta com a generosidade do acaso por meio de sortudos tropeços, escavações industriais, preparação de terras para o plantio, etc., e na correspondente preservação. O material encontrado é sempre bem-vindo ao estudioso, e pode carregar no seu bojo muitas explicações sobre a nossa constituição pessoal e social, trazendo à tona novos conceitos sobre quem somos e o que fizemos para chegar aos dias atuais no formato ao qual nos moldamos, e, para benefício próprio, nos dá pistas e sugestões acerca do futuro, caso interpretemos com maior afinco e realismo em que passo evolutivo nos encontramos, a fim de gerar estímulo às vindouras passadas progressivas. O mistério do Penedo dos Mouros é mais uma porta de entrada às importantes reflexões filosóficas cada vez que o retrato do passado se coloca em nossas mãos e demanda a sua participação organizada no álbum do conhecimento. Não obstante, enquanto não chegamos a tal condição por ainda ignorarmos o fundo em razão da enevoada forma, que as mangas da investigação sejam dobradas e que os céus nos ajudem a desvendar um bocado mais a questão. Assim, deitemos as nossas preces científicas no altar arredondado dos nossos cérebros deliciosamente bisbilhoteiros.


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Autor Português Fontes: WOOK e Wikipedia

Imagens: Direitos Reservados

NATÁLIA CORREIA Natália de Oliveira Correia foi uma escritora e poeta portuguesa, nascida no arquipélago dos Açores. Nascida na ilha de São Miguel, quando tinha apenas 11 anos o pai emigra para o Brasil, fixando-se Natália Correia com a mãe e a irmã em Lisboa, cidade onde fez estudos liceais no Liceu D. Filipa de Lencastre. Iniciou-se na literatura com a publicação de uma obra destinada ao público infanto-juvenil, mas rapidamente se afirmou como poeta (como gostava de ser chamada). Foi deputada na Assembleia da República (1980-1991), intervindo politicamente ao nível da cultura e do património, na defesa dos direitos humanos e dos direitos das mulheres. É a autora da letra do Hino dos Açores. Juntamente com José Saramago (Prémio Nobel de Literatura, 1998), Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC). Tem uma biblioteca com o seu nome em Lisboa. A obra de Natália Correia estende-se por géneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio. Colaborou com frequência em diversas publicações portuguesas e estrangeiras. Durante as décadas de 1950 e 1960, na sua casa reunia-se uma das mais vibrantes tertúlias de Lisboa, onde compareciam as mais destacadas figuras das artes, das letras e da política (oposicionista) portuguesas e também 32 I Amar

internacionais. A partir de 1971, essas reuniões passaram a ter lugar no bar Botequim. Ficou conhecida pela sua personalidade livre de convenções sociais, vigorosa e polémica, que se reflete na sua escrita. A sua obra está traduzida em várias línguas. Notabilizada através de diversas vertentes da escrita, já que foi poeta, dramaturga, romancista, ensaísta, tradutora, jornalista, guionista e editora, tornou-se conhecida na imprensa escrita e, mais tarde, nos anos 80, na televisão, com o programa Mátria, onde advogou uma forma especial do feminismo (afastado do conceito politicamente correto do movimento), o matricismo, identificador da mulher como arquétipo da liberdade erótica e passional e fonte matricial da humanidade; mais tarde, à noção de Pátria e de Mátria acrescenta a de Frátria. Foi igualmente coordenadora da Editora Arcádia, uma das principais editoras livreiras portuguesas do seu tempo. Dotada de invulgar talento oratório e grande coragem combativa, tomou parte ativa nos movimentos de oposição ao Estado Novo, tendo participado no MUD (Movimento de Unidade Democrática, 1945), no apoio às candidaturas para a Presidência da República do General Norton de Matos (1949) e de Humberto Delgado (1958) e na CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática, 1969), liderada por Mário Soares.


Foi condenada a três anos de prisão, com pena suspensa, pela publicação da Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, considerada ofensiva dos costumes (1966) e processada por ter tido a responsabilidade editorial das Novas Cartas Portuguesas de Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta; processo que ficaria conhecido como Três Marias. A sua intervenção política pública levou-a ao Parlamento, no período subsequente ao 25 de abril de 1974, eleita em 1980 nas listas do PPD (Partido Popular Democrático), motivada pelo projeto de Francisco Sá Carneiro, de quem era amiga, tal como de Snu Abecasis. Passaria, no entanto, a deputada independente, durante essa legislatura. Foi autora de polémicas intervenções parlamentares, das quais ficou célebre, num debate sobre o aborto, em 1982, a réplica satírica que fez a um deputado do CDS sobre a fertilidade do mesmo.

Fundou em 1971, com Isabel Meireles, Júlia Marenha e Helena Roseta, o bar Botequim, onde durante as décadas de 1970 e 1980 se reuniu grande parte da intelectualidade portuguesa. Foi amiga de António Sérgio (esteve associada ao Movimento da Filosofia Portuguesa), David Mourão-Ferreira (“a irmã que nunca tive”), José-Augusto França (“a mais linda mulher de Lisboa”), Luiz Pacheco (“esta hierofântide do século XX”), Almada Negreiros, D. Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança (“confidente íntima”), Mário Cesariny (“era muito mais linda que a mais bela estátua feminina do Miguel Ângelo”), Ary dos Santos (“beleza sem costura”), Amália Rodrigues, Fernando Dacosta, entre muitos outros. Foi uma entusiasmada e grande impulsionadora pelo aparecimento do espetáculo de café-concerto em Portugal. Na sua casa, foi anfitriã de escritores famosos como Henry Miller, Graham Greene ou Ionesco.

A 13 de julho de 1981 foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada. Natália Correia recebeu, em 1991, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores pelo livro Sonetos Românticos. No mesmo ano a 26 de novembro foi feita Grande-Oficial da Ordem da Liberdade. Natália Correia casou-se por quatro vezes. Após dois primeiros curtos casamentos, casou em Lisboa a 31 de julho de 1953 com Alfredo Luís Machado (1904-1989), gerente e dono do Hotel do Império, a sua grande paixão, bem mais velho do que ela e já viúvo, casamento este que durou até à morte deste, a 17 de fevereiro de 1989. Em 1990, tinha Natália 67 anos de idade, celebrou um casamento de conveniência com o seu colaborador e amigo Dórdio Guimarães.

Obra Literária Poesia • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

Rio de Nuvens, 1947 Poemas, 1955 Dimensão Encontrada, 1957 Passaporte, 1958 Comunicação, 1959 Cântico do País Emerso, 1961 O Vinho e a Lira, 1969 Mátria, 1967 As Maçãs de Orestes, 1970 Trovas de D. Dinis, [Trobas d’el Rey D. Denis], 1970 A Mosca Iluminada, 1972 O Anjo do Ocidente à Entrada do Ferro, 1973 Poemas a Rebate, 1975 Epístola aos Iamitas, 1976 O Dilúvio e a Pomba, 1979 O Armistício, 1985 Sonetos Românticos, 1990 ; 1991 O Sol nas Noites e o Luar nos Dias, 1993 ; 2000 Memória da Sombra, 1993

Ficção • • • • • •

Grandes Aventuras de um Pequeno Herói, 1945 Anoiteceu no Bairro, 1946 ; 2004 A Madona, 1968 ; 2000 A Ilha de Circe, 1983 ; 2001 Onde está o Menino Jesus?, 1987 As Núpcias, 1992

Teatro • • • • • • •

Sucubina ou a Teoria do Chapéu, em colab. com Manuel de Lima, 1952 O Progresso de Édipo, 1957 D. João e Julieta, peça escrita em 1959, 1999 O Homúnculo, tragédia jocosa, 1965 O Encoberto, 1969 ; 1977 Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente, 1981 ; 1991 A Pécora, peça escrita em 1967, 1983; 1990

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Mudar de coração O

amor. Declara Aristóteles, filósofo grego, que “O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição”. Ao melhor de nós. Creio, por entranhas minhas, que o amor funciona como uma doença crónica; habitamos o amor até ao último dos nossos dias. Talvez seja uma necessidade moral. A cláusula pertencente ao meu coração. Apenas o sentir. Somente o viver. Quiçá. O amor. Conheci o Frederico no começo do adeus. Mesmo antes de o ver chegar. O sangue misturado, o álcool revelado, as noites de pouca roupa e o sexo imenso. A repetição das existências, a palma da mão à porta de todas as proporções, os ensejos postos em debandada, o esplendor inumerável, o inverno ausente, e todas as coisas espalhadas pela cama. Pela minha, que passou a nossa num ápice.

“Os teus olhos são especiais. Tens qualquer coisa de eterno” Toquei-lhe levemente com os meus lábios. Percorri cada recanto da lua, aos beijos de deus. Deixei-me ficar mais lenta. O meu coração latejava, e os nossos dias permaneciam por meses.

Imagem © Sharon McCutcheo

“Estás a referir-te ao que sinto por ti. O amor deixa-nos mais intensos, verdadeiros.” A subsistência era magistral no tempo do Frederico, do quase amor. E eu pressentia. Mas deixei-me levar, deixei-me baloiçar, as carícias infindas, até ao dia em que desabei da cama e acordei vazia. Por tempos acalentei um amor de meia-pensão. E todos os meus sonhos por mares fragmentados. O impulso do ânimo da despedida.


O lado obscuro do amor. O lado que entrou por mim adentro. O Frederico ensinou-me que afinal as casas podem ser feitas de papel, quando erguidas rápidas demais. Um homem efémero, com tempos determinados, segundos definidos, um filho da mãe instintivo. A vida é mesmo assim. Por entre comboios, barcos, e pássaros que cantam a chuva. A morte súbita de um relacionamento, além dos candeeiros pouco iluminados, também encerra sonhos, disposições, vontades, planificações diárias. O chão torna-se inexistente, e todos os tapetes pelo ar. Inúmeros factos mudaram na minha vida; o caminho já trilhado e sabido, o medo da mudança adquiriu um novo embalo. Pelo agora cabido, encontro-me mais considerada, o suficiente para ter edificado um novo respirar. Um adolescente fôlego. Desenvolvo piamente que a recuperação é o caminho, ou o Flávio. Como afirma Domingos Amaral “Já ninguém morre de amor”. Com tempo, ou com o tempo, que cura todos os ferimentos corridos e decorridos.

significa pedra. Os olhos que porfiam mais a razão que a paixão. Um combatente laborioso, mas com propósitos incrivelmente definidos. O meu eu, por exemplo.

O Flávio reconheceu de imediato as chaves do meu coração. Nos entretantos, entra às horas que quer, e nunca tem aprovação para sair. A ossatura que surge do grego, e que

O canto dos prazeres é o nosso lugar mais singular. Por onde a brisa corre e percorre o céu limpo de todas as impurezas. O abraço é o conforto das nossas almas.

Cruzei-me com o Flávio em Troia, uma das principais admirações de Portugal. Exaltei-me quando já nada esperava. Porque é assim que tem graça, com vida própria. Ao contrário do passado, da procura intensa pela estabilidade emocional. Decidi enfrentar o desafio da vida, o repentino inerente, sem aviso prévio. A alegria infinita da surpresa. Redescobri-me. Finalmente. O mar abeira as pessoas. E quando dois corações se abalroam e latejam no mesmo compasso, a tristeza torna-se inferior. O antes adquire a real força. O copo coberto de sentimentos elevados. Conveio um segundo, e um bem veemente, que culminou ao interior do meu corpo. “Quando te conheci voltei a sorrir. É uma loucura ter-te na minha vida. És o meu melhor momento.”

“Que este momento seja uma vida inteira. Um todo de nós.” Preciso imensamente que saibas uma coisa, meu querido Flávio. Tudo o que me inspira, a lua que deambula lá no alto de todas as bondades, o mar calmo a transbordar por mim afora, a fraca primavera que habita a nossa casa, o aroma quente das flores, e as pequenas embarcações que terminam junto ao cais; tudo é de ti, meu querido Flávio. Se tens na conta que este amor não é forte, não julgues, apenas sente o bater do meu coração que é tão teu, e é tanto o que tenho para te dar; afeto, serenidade, fidelidade, e todas as coisas inerente a nós, meu querido flávio. Conto contigo para juntos encararmos a morte, de perto, o terror do destino final. Porque quando há amor, a eternidade faz-se presente, meu querido Flávio. Um amor de Manuel de Oliveira; lento, mas intenso.

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Dia Internacional da Família O

Dia Internacional da Família proclamado pela Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), celebra-se anualmente a 15 de maio. A comemoração desta data visa sensibilizar e promover a reflexão sobre questões relacionadas com a família, nomeadamente sobre as questões sociais, económicas e demográficas que as afetam. Este ano o Dia Internacional da Família é dedicado ao tema: “Famílias, educação e bem-estar” – pretende-se destacar a importância do papel da Família e da Educação para a promoção do bem-estar dos seus membros, designadamente das nossas Crianças. Neste Dia da Família é fundamental sublinhar que a grande aposta de futuro de qualquer sociedade que se quer responsável e participativa tem que ser na Família, onde mais do que pela palavra, mas sim pelo exemplo e vivência do dia-a-dia, se vivem os grandes valores da solidariedade, da partilha, do diálogo, da confiança, da compreensão, da responsabilidade, da honestidade e sentido do outro. Na sociedade de hoje a nossa grande prioridade, toda a força do nosso entusiasmo e da nossa generosidade e toda a nossa disponibilidade tem que ser em relação à Família. A grande crise que hoje, se vive, é exatamente em termos dos valores na Família. É absolutamente urgente e deveria constituir a mais alta prioridade em relação à Criança é a definição e a efetivação de uma política global relativa à Criança. Em relação a cada Família e a cada Comunidade é fundamental que se realize todo um trabalho de prevenção e de humanização do espaço em que vivemos. Para que a Família desempenhe uma função autenticamente preventiva em relação a problemas graves de âmbito social, precisa de organizar-se num ambiente estável, de grande disponibilidade entre si, de vivência dos grandes valores e de um clima de entreajuda. À agressividade do exterior terá que corresponder – em casa – a palavra amiga, o diálogo, o calor humano e a compreensão perante cada situação concreta. Mais do que todos os discursos moralistas é fundamental, no momento exato, um diálogo em clima de grande abertura. Mas o diálogo não pode acontecer, apenas no momento de crise. Tem que estar sempre presente na dinâmica de cada Família, envolver a criança, desde muito pequena – falar e deixar falar. Con36 I Amar

versar sobre qualquer assunto e estar sempre atento às pequenas e grandes descobertas, às grandes e pequenas alegrias e desgostos do seu dia-a-dia. E que cada um de nós não tenha dúvidas quando a pergunta é feita: Mãe, Pai, deste ao teu Filho, todos os dias o apoio, a compreensão e o carinho que ele precisava de ti? Fizeste da felicidade do teu filho a grande prioridade da tua vida, à frente do teu sucesso profissional ou de todos os teus projetos pessoais? É preciso sermos honestos connosco próprios e perguntarmo-nos: Que tempo dispensamos aos nossos filhos? Que assuntos debatemos com eles? Que tempo convivemos? Aproveitamos bem o tempo das refeições em comum, dos fins de semana, das férias? Porque não interessa tanto o tempo em que estamos juntos, mas a qualidade desse tempo. Não estar apenas com …, mas estar verdadeiramente em disponibilidade interior, num clima afetuoso de confiança. Temos que necessariamente refletir sobre a sociedade em que vivemos, a Família em que as nossas Crianças e os nossos Jovens crescem, a Escola que lhes oferecemos e os valores que lhes transmitimos. É cada vez mais urgente empenharmo-nos, todos pessoalmente e num trabalho coordenado com as diferentes instituições de cada comunidade – em criar condições sociais, ambientais e de lazer, que ajudem as nossas Crianças e Jovens a crescerem saudavelmente. Mas estarão todos empenhados nisso? Estamos a viver num tempo do ser ou do ter? E que valores são transmitidos às nossas Crianças e aos nossos Jovens? Damos como exemplo de vida a dignidade, a honestidade e uma fraternidade autenticamente vivida? Tanto a família como as restantes instituições que influenciam a educação das crianças e dos jovens podem atuar de modo disfuncional na medida em que deixando de ser a fonte de transmissão de valores não proporcionem às nossas Crianças instrumentos para viver em sociedade.


Qual é então o papel fundamental da família? Encarando a família como elemento fundamental na formação do jovem e na sua progressiva caminhada para uma verdadeira autonomia, é primordial que esta assuma inteiramente as suas responsabilidades e não delegue nenhuma das suas funções em ninguém ou noutras instituições. Mas é preciso sublinhar que também nós no IAC estamos profundamente empenhados nesse aspeto. A criança, mesmo antes de nascer, tem direito a ser amada, tem direito a ser desejada, tem direito à paz que lhe vem do amor. Como escreveu Maria Rosa Colaço, que tanto de belo e puro ofereceu às nossas Crianças, dizia ela:

“Que os direitos da criança sejam mais que nas paredes e nos cartazes e nos poemas e nos relatórios, inscritos no coração dos Homens e cumpridos por todos os responsáveis” Numa política de infância exige-se uma política integrada de proteção à Criança, ao Jovem e à Família. Porque uma política democrática de infância deve ser obra de toda a comunidade. É no apoio à família, não através de meras declarações de intenções, mas sim na sua autêntica dimensão, que se previnem situações de vulnerabilidade. A sociedade precisa de ser mais tolerante e tem de encontrar novas respostas para a Família e para a Criança. Respostas que reforcem a rede de contactos sociais que apoiem as Famílias. Na verdade, todos somos moral e socialmente responsáveis pelas nossas Crianças.

Numa sociedade civil participativa, empenhada, viva e com alma, todos temos as nossas responsabilidades – família, escola, meios de informação e as diferentes instituições e organizações da comunidade, desde a segurança social, saúde, autarquias e as várias associações recreativas e culturais, para que todos juntos, possamos construir a civilização do afeto de que fala Agustina Bessa Luís. Com saber técnico e amor continuaremos a implementar a utopia de servir a Criança. E como dizia Matilde Rosa Araújo, no seu belíssimo poema sobre os Direitos da Criança: “… Este nascer e crescer e viver assim Chama-se dignidade. E em dignidade vamos Querer que a criança Nasça Cresça Viva … A criança deverá receber Amor, … O amor sereno de mãe e pai. Ela vai poder Rir, Brincar, Crescer, Aprender a ser feliz…” Manuela Ramalho Eanes Presidente Honorária do Instituto de Apoio à Criança

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EMA DANTAS

Imagens gentilmente cedidas por Ema Dantas

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m maio fomos ao encontro da mãe, empresária e impulsionadora da fundação Peaks for Change, que pretende alertar e desmistificar os problemas de Saúde Mental. Fundadora e diretora da empresa Language Marketplace e antiga jornalista, recebeu vários prémios ao longo da carreira, como é o caso” Top 100 Female Entrepreneurs” pela revista “Profit”, tendo levado a sua empresa à lista das 500 empresas que faziam parte da “Canada’s Fastest Growning Companies” em 2013. A sua paixão pela aventura e filantropia levaram-na a tomar a decisão de tentar subir as 7 montanhas mais altas do mundo, tendo como objetivo angariar fundos para a CAMH (The Centre of Addiction and Menthal Health). Em véspera de uma nova jornada que a levará ao Everest, a Revista Amar esteve à conversa com Ema Dantas.


Revista Amar: Ema conte-nos um pouco de si? Ema Dantas: A Ema é um pouco complicada (risos). As pessoas que me conhecem dizem que eu faço um pouco de tudo, já houve quem me perguntásse “há alguma coisa que ainda não fizeste?”, mas há ainda muitas coisas que posso fazer. A Ema de hoje é diferente da Ema de há 20 vinte anos. Eu tenho a companhia de tradução Language Marketplace, que surgiu depois de eu ter trabalhado como tradutora e agora decidi subir montanhas. A Ema quando está a trabalhar na Language Marketplace é patroa e tradutora, nos fins de semana anda a treinar para subir as montanhas. R. A.: Que ligação tem com Portugal, principalmente com Bragança? E. D.: Eu nasci em Duas Igrejas, há muitas pessoas que nem sabem onde fica, mas é a terra dos Pauliteiros (risos). Duas igrejas fica no concelho de Miranda do Douro, distrito de Bragança. O meu pai está em Duas Igrejas num lar e é aí que acaba a minha ligação com Portugal. Não vou muitas vezes a Portugal, vou este ano para ver o meu pai, mas mais nada.

R. A.: Quais são as memórias que guarda? E. D.: Não são muito boas. Os meus pais trouxeram-me para cá quando eu tinha 4 anos. Eles vieram na primeira onda de imigrantes, aquando a Rainha Isabel II deu uma única amnistia. Não sei se os outros pais fizeram como os meus, que tinham-me lá como cá. Depois os meus pais mudaram-se para a Alberta quando houve uma crise de trabalho aqui, no Ontário, ele trabalhava na construção. Nós fomos para Edmonton, e eu sempre de lá para Portugal. Aos 18 anos casei, nessa época estava em Lisboa. Depois o Luis, pai das minhas filhas, a Patrícia e a Nicole, e eu resolvemos vir para o Canadá. Não sei porquê, mas sempre me senti canadiana e tenho muito prazer em ser canadiana e portuguesa ao mesmo tempo.

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R. A.: O seu português é muito bom. Acha que foi importante ter mantido a língua de Camões e ter aprendido sobre a cultura e tradições da terra dos seus pais, uma vez que veio com 4 anos? E passou as mesmas às suas filhas? E. D.: Acho que sim. A minha filha mais nova, a Nicole não tem um português tão bom como a Patrícia. A Patrícia teve mais contacto com a língua e acho giro que o pouco que sabe ela está a ensinar aos meus netos, como “boa noite”, “beijinhos”, coisas pequeninas (risos)... mas, se eu pudesse voltar à Ema de há 20-25 anos atrás eu tinha insistido que as minhas filhas aprendessem mais e falassem melhor português. R. A.: Maio é o mês da Mãe, celebrado no Canadá a 13 de maio, em Portugal coincide com o dia da Nª Srª. de Fátima. É religiosa? E como costuma passar o Dia da Mãe? E. D.: Sim sou religiosa... como a Nicole é enfermeira temos que balançar com o turno dela, e este ano vamos tomar o pequeno-almoço juntas. Geralmente só sou eu e as miúdas, uma coisa simples.

R. A.: Mãe e empresária. Foi fácil conciliar a vida privada com a profissional? E. D.: O meu signo é Gêmeos, nasci em maio, e uma das características do meu signo é que temos 2 personalidades, e eu acho que eu sou mesmo uma dessas pessoas. Consigo trabalhar sem parar. O meu cérebro está sempre a trabalhar, inclusive um colega disse-me há pouco tempo “your brain never stops”, ou seja, que o meu cérebro não pára e por outro lado consigo-me divertir e relaxar. Foi difícil conciliar porque criei as miúdas sem parar de trabalhar, eu tinha 2 empregos. Não é fácil, mas qualquer mãe sabe que não o é, principalmente quando trabalha a tempo inteiro e indepentente da profissão que se tenha, o tempo fora de casa é o mesmo. Como qualquer mãe que tem que deixar os filhos na creche ou na escola, lembro-me de me dar um aperto no coração, mas temos que tomar aquela decisão pagar a Mortgage e por comida na mesa. Qualquer mãe tem que fazer o balanço.


R. A.: É vegetariana há 11 anos. O que a levou a tomar essa decisão? Não tem saudades de um Bitoque ou, quiçá, de uns enchidos de Mirandela? E. D.: Sou e foi a minha filha mais nova que quando ainda no liceu um dia chegou a casa e disse que queria ser vegetariana e eu disse “ok” e como eu é que cozinhava comecei a ser vegetariana também. A Nicole é pescetariana, come peixe mas eu há 4 anos que só como os vegetais, achava que estava a ser hipócrita. Eu gosto de ser vegetariana, mas quando vou a Portugal o meu pai pergunta “e agora o que vais comer?” (risos)... de vez em quando lembro-me das Alheiras de Mirandela, mas não tenho saudades e até acho que o meu corpo entraria em choque se eu comesse carne. R. A.: A Ema formou-se na Universidade de York. Que curso ou cursos frequentou? E. D.: Sim e em ainda estou a tentar acabar o meu BA em Inglês, o Bacharlato. R. A.: Passou pelo jornalismo. Ficaram saudades? E. D.: Sim, totalmente! Quando andei no liceu era isso que eu queria seguir. Depois trabalhei como voluntária no Canal 47 há muitos anos e tenho uma paixão pelo jornalismo. Mudei o meu bacharlato depois de 20 anos por causa da minha paixão pela escrita. R. A.: Hoje é uma empresária bem sucedida e premiada. Fundou e é a CEO da Language Marketplace. Poderia-nos falar um pouco da sua empresa? E. D.: A ideia da empresa surgiu quando eu estava a trabalhar como interprete-freelancer, mas como freelancer nós não temos um salário e eu tinha as meninas pequeninas, tinha-me separado nessa altura do Luis, a Mortgage e o carro para pagar... uma pessoa precisa de ter um salário fixo e regular. Havia aquelas empresas que contratavam freelancers e depois achavam que não tinham que pagar e um dia eu disse para mim “ah... se eu abrisse a minha companhia eu pagava a toda gente” e foi assim. Resolvi abrir a minha companhia, basicamente sem dinheiro, falei com alguns colegas tradutores que se juntaram a mim e foi assim que comecei. Eu acredito que uma pessoa honesta pode liderar e ter uma empresa, ou seja, fazer tudo o que um empresário faz mas sem deixar de ser humano e foi nesta base que abri a companhia. Tenho a honra de ter empregados que estão comigo há mais de 10 anos. Nós passamos a maior parte do dia no escritório, nós conhecemo-nos bem e somos atenciosos, compreensivos e carinhosos uns com os outros. A vida é curta e todos nós temos que trabalhar, então que pelo menos o tempo que se passa no trabalho seja o mais agradável possível, porque senão a nossa vida será infeliz. R. A.: A sua empresa faz traduções de que línguas? E. D.: Fazemos traduções de todas as línguas. O francês é obviamente a língua mais traduzida, depois temos todas as outras línguas porque temos contratos com o Governo Federal, com o Governo Províncial do Ontário, com a Câmara Municípal de Toronto e com muitas empresas. R. A.: A revista PROFIT colocou a Ema, entre as Top 100 de Empresárias Canadianas. Que sabor teve este reconhecimento? E. D.: Foi bom e eu agradeci, mas continuo a fazer o mesmo trabalho que fazia.


Está na hora de falarmos mais sobre a Saúde Mental e de não ter vergonha de lhe chamar doença Ema Dantas

R. A.: Vamos falar um pouco daquele que é provavelmente, um objetivo de vida. Quando fundou a Peaks for Change Foundation e porquê? E. D.: A Peaks for Change está indiretamente ligada à Language Marketplace. Sou da opinião que os empresário têm o dever de retribuir à comunidade que contribui para sejamos bem sucedidos, como é o meu caso. Quando abri a empresa, há 18 anos e durante os primeiros anos os lucros no fim do ano não eram muitos, mas mesmo assim eu sentia que tinha que doar uma percentagem dos lucros a causas de beneficência e os meus empregados sempre se incluiram e sentem-se motivados em fazê-lo. A ideia do Peaks for Change nasceu na 4ª. hora da Maratona do Scotiabank Waterfront. Eu estava a correr nessa maratona em memória de uns dos meus empregados, ele era um dos tradutores de francês, que tinha falecido no anterior com Esclerose Lateral Amiotrófica, conhecida por ALS, mas comecei a participar nessa maratona quando ele foi diagnosticado para angariar fundos para a ALS. Então estava a correr e comecei a pensar “ok... e agora o que vou fazer a seguir?”. Há 5 anos que andava a angariar fundos para a ALS e queria continuar a angariar e acho que foi Deus que naquele momento me fez pensar e lembrar no que tinha perdido, a minha mãe. A minha mãe tinha falecido em 2012, em Portugal e sim fui ao funeral, fiz o luto mas compartibilizei porque estava ocupada com a companhia e com a angariação de fundos para a ALS, tinha a cabeça sempre ocupada... mas quando uma pessoa passa mais de 4 horas a correr tem muito tempo para pensar, e nessa hora Deus disse-me “agora está na hora de chorares pela mãe, lidar com tudo com que ainda não lidaste” e quando acabei a maratona decidi que ia começar procurar outras causas. Quando me perguntou se eu era religiosa, eu disse que sim porque acredito que Deus tem um plano para nós. Um dia estava a ver uma das revista da Running Magazine e tinha lá um anúncio sobre um curso de Alpinismo no Mount Rainier nos EUA, só para mulheres, para depois subir o Mount Denali no Alasca, que é um dos 7 Cumes e pensei para mim “isto parece ser muito porreiro, é isto mesmo que quero fazer!”. Depois telefonei e increvi-me no curso, no ano passado em julho, entretanto surgiu a ideia que o ideal era começar uma fundação com o objetivo de subir os 7 Cumes porque a Saúde Mental é um 42 I Amar

problema enorme e precisa que se faça algo igualmente enorme para dar “luz” para um problema que ninguém gosta de falar. Está na hora de falarmos mais sobre a Saúde Mental e de não ter vergonha de lhe chamar doença. R. A.: Qual é o significado do nome da fundação? E. D.: Peaks tem várias traduções, é cumes, altos, picos, logo pode ser cumes de água, altos na vida, etc., daí achar que Peaks seria ideal, e Change, pela razão óbvia, porque está na altura de mudar e educar as pessoas para o que é a Saúde Mental. R. A.: Subiu em outubro de 2017, a Pirâmide Carstensz (ilha da Nova Guiné), e mais recente, em janeiro, o Kilimanjaro (Tanzânia). Estes são 2 dos 7 cumes mais altos do mundo. Pretende subir todos? Se sim, qual vai ser a versão, a de Dick Bass ou de Reinhold Messner? E qual é o objetivo? E. D.: Pretendo subir todas e nas 2 versões, ou seja, há 6 montanhas em comum entre as listas de Dick Bass e de Reinhold Messner, mas eles têm opiniões diferentes em relação a 2 montanhas. Messner inclui a Pirâmide Carstensz, na Indonésia e Bass inclui a Mount Kosciuszko, na Austrália. Eu pretendo subir as 8 montanhas para completar as 2 versões, que assim não deixo questões em aberto e ninguém pode contestar o certificado. R. A.: Requer alguma preparação física ou psicológica para se subir estas grandiosas montanhas? E. D.: Requer... e para agora enfrentar o Everest no Nepal, o meu colega já me disse que vou ter que tirar 5 meses só para treinar... é que não basta ir para o ginásio, tem muitas coisas específicas como caminhar sobre pedras, escalar rochas, etc. e cada montanha tem um percurso, escaladas e características diferentes e próprias. Por exemplo para o Mount Vinson no Antártico, para o qual partimos no dia 22 de novembro, vamos ter que puxar um trenó por causa do gelo, então tenho treinado com a mochila às costas e a puxar um trenó com o equipamento que vou precisar lá, enquanto que para o Pirâmide Carstensz porque é mais rochoso, tive que aprender e treinar a escalar rochas com cordas, porque é a única maneira de se subir esta montanha.


R. A.: Como descreveria a escalada? E. D.: Cada montanha é diferente... a Pirâmide Carstensz foi difícil porque é muito técnica... há uma lista para alpinistas que aconselha começar pela Kilimanjaro e depois a sequência ideal para fazer as próximas, a Pirâmide Carstensz está antes do Everest, mas foi logo a minha primeira. O Kilimanjaro foi agradadável, adorei R. A.: Em algum momento pensou desistir? E que emoções sentiu quando finalmente atingiu o topo? E. D.: Quando ia a meio da Pirâmide Carstensz, já estávamos a uma altura elevada quando comecei a ter um ataque de ansiedade (risos)... porque eu tenho medo de alturas, que só descobri quando estava a subir a Mount Rainier, aos 10,000 pés, e eu não podia voltar para trás, só havia uma solução que era continuar, o que foi uma boa preparação para as outras, agora também já aprendi as técnicas de repiração para me acalmar. Quando cheguei aos cumes e vi o que estava ao meu redor, aquelas paisagens lindas e a vista de lá de cima é formidável. R. A.: Que bandeira levou consigo? E. D.: Levei as duas, a portuguesa e a candiana unidas. Na Pirâmide Carstensz tinha a bandeira portuguesa de cima para baixo, mas já a arranjei para o Kilimanjaro. R. A.: Com certeza que tem noção que será a primeira luso-canadiana a conquistar as montanhas mais altas do mundo. Pensa nisso? E. D.: Se Deus quiser... mas, não é o que motiva, mas espero que com isso consiga motivar e inspirar as mulheres, o Alpinismo não é um desporto só para homens, mas é dominado por eles. Eu quero mostrar que qualquer pessoa pode fazer alpinismo... eu tenho um metro e meio, sou avó, tenho 50 anos e se eu o consigo fazer, qualquer pessoa o consegue... eu quero que as minhas filhas e a minha neta vejam em mim um exemplo, que as mulheres podem fazer qualquer coisa que quiserem, não interessa se ainda não houve uma mulher a fazê-lo antes. Eu gosto de dizer “se os homens conseguem fazer, as mulheres também conseguem” (risos). Eu gostaria de ver as mulher a fazer coisas que não sejam habitual. R. A.: E a família, que pensa desta mãe aventureira? E. D.: A família apoia-me. As minhas filhas até fazem parte da Fundação Peaks for Change e o meu marido subiu comigo o Kilimanjaro e está sempre a dizer-me que eu consigo, sei que ele dá-me o encorajamento que preciso. Os meus netos ajudam-me nos treinos... mas sinto muitas saudades deles quando vou, é o que me custa mais porque não temos o telemóvel para mandar mensagens, falar ou matar as saudades. [...] A Revista Amar agradece a simpatia e disponilidade demonstrada pela Ema Dantas para estar à conversa neste mês dedicado a todas as mães, desejando-lhe muito sucesso nas aventuras que se avizinham.


1st Annual Summit Gala

Peaks for Change

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oi no Mississauga Convention Center que no passado dia 28 de abril se realizou aquele que foi o 1st Annual Summit Gala organizado pela Fundação Peaks for Change. A gala serviu para a chamar a atenção daquela que é uma doença silenciosa e menospreza por não ter sintomas visíveis, a Saúde Mental e a angariação de fundos para o CAMH. A fundadora, Ema Dantas e restantes membros da fundação não deixaram nada ao acaso. O deputado Peter Fonseca abriu o rol de intervenções que seria seguido pelos depoimentos de pacientes do CAMH e de membros do comité da Peaks for Change. A noite continuaria com a realização de vários leilões e entre ovações e emoções, a boa disposição era visível. Ema Dantas encontrava-se satifeita “... estou feliz... toda a gente está a dizer que é bom falar sobre a Saúde Mental. As pessoas estão-se a abrir e afinal de contas foi para isso que organizámos esta gala”, acrescentando que “... está na hora de nos cuidarmos e sermos carinhosos uns com os outros e quem sabe daqui a uns anos poderemos falar sobre a Saúde Mental como uma doença qualquer, sem estigmas ou preconceitos como falamos de cancro ou diabetes”. A noite findou com a linda voz da luso-descentente Daniela Taurasi Barbosa, que encantou os presentes. Quanto aos objetivos e se os mesmos terão sido alcançados, Ema afirma que “Sim, acho que sim. Esta foi a nossa primeira gala, o nosso primeiro dia oficial de trabalho para angariar fundos que vão a 100% para o CAMH. Os custos que tenho nas escaladas são pagos particularmente por mim. Penso que conseguimos um montante modesto, ainda não podemos fazer contas porque temos que saber os valores conseguidos no leilão silêncioso, mas qualquer coisa ajuda.” A Revista Amar agradece o convite para estar presente neste evento, desejando à Fundação Peaks for Change muito sucesso para os desafios que se avizinham.

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Ser Mãe

Quando a vida muda. Para sempre!

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Imagem © Inara Prusakova

A

notícia chegou por voz amiga pelo telefone – “Parabéns estás grávida”. E a minha vida mudou! Os meses foram passando e a soma de emoções aumentava o número de parcelas, dia-a-dia. O ouvir do coração do pequeno ser que se formava dentro de mim, o crescer da barriga, os pontapés, as mudanças de posição... tudo novidade, tudo belo e muito emocionante. A ansiedade também não parava de aumentar, na razão inversa da diminuição do tempo de espera pelo grande dia. No meio da névoa mental, própria de quem começa a acordar de uma anestesia geral, lembro-me de ouvir “tem aqui uma bela menina”. Mergulhei de novo num sono incontrolável, mas as palavras ficaram para sempre. E a minha condição de mãe, também. Ao pânico inicial, de quem teme não estar à altura de tamanha responsabilidade, juntou-se a certeza de que tanto amor só poderia ser para sempre. Sou mãe há 26 anos e continuo a aprender. Hoje sei que ser mãe é isso mesmo – uma aprendizagem constante. Os desafios são vários e bem diversos entre si – que fazer a um bebé que chora desalmadamente sem razão aparente?; como lidar com as birras?; com as exigências de um adolescente?; com as crises existenciais?; com as escolhas nem sempre acertadas?; e, principalmente, como lidar com a evidência que nenhuma mãe quer ver – que a sua menina já é uma mulher? As respostas vão surgindo e ficamos sempre a desejar, no nosso íntimo, que sejam as certas ou, pelo menos, as mais adequadas às circunstâncias. E a vida vai correndo, os anos vão passando. As interrogações são outras, mas as angústias permanecem. Fica apenas uma certeza - o sentido de proteção que nasceu naquele dia, não morre nunca. Sei que não fiz tudo certo, que nem sempre estive atenta ou até presente, que tomei decisões erradas... sei que sim. Sou apenas mais uma mãe, como tantas outras, que se guia pelo instinto. Hoje, quando olho para a minha filha e vejo na mulher que se tornou, percebo que mesmo sem livro de instruções, o “trabalho” foi bem feito. E no meio de tanto orgulho posso garantir que continuo a aprender a ser mãe. Sempre e para sempre.

Madalena Balça


“Estar” A

cabei de ler este texto aqui ao lado. Eu sou a filha, que se tornou mulher. A filha que teve a sorte de encontrar na mãe a melhor amiga. Acho que durante estes 26 anos temos crescido juntas. Numa relação à base da verdade, de muito carinho e muito mau feitio da minha parte – que digo sempre não ter culpa, “nasci assim”. A minha mãe tem sido um exemplo de força, garra e determinação. Nunca desiste, nunca diz que “não”, nunca mostra medo. Mas tem. Muito. Só que é mãe e as mães têm sempre tudo “sob controlo”. Dentro desse misto de mau feitio com muito amor que vos falava, há uma relação de proximidade e respeito que tem ultrapassado qualquer barreira. Não sei o que é ser mãe e não sei bem ainda o que é ser filha, mas tento estar tão presente na vida dela, quanto eu sei que ela está na minha. Rimei e não foi de propósito. Queria mesmo só transmitir que apesar de todos os defeitos e obstáculos que me impedem de ser a “filha ideal”, tento sempre “estar” – porque nada é mais importante que isso: “estar”. Há dois anos decidi mudar de vida e viver longe do país onde nasci. Temos agora um mar a separar-nos e só posso garantir que estamos cada vez mais próximas. Ouvi várias vezes a minha mãe dizer “tu és a minha vida” e fiquei calada, sempre. Há algo mais puro e verdadeiro que isto? Fico sinceramente mergulhada num manto de proteção que me faz feliz, mas que me assusta, porque viver sem a minha mãe nunca fará sentido e por isso entendo que para ela viver sem mim não é possível também. Assusta-me. Há uns meses atrás passei por uma fase incrivelmente estranha. Acho que depressão é o termo. De tal forma que pensei não “estar” mais por cá. A verdade é que estou. E estou por ela. Segurou-me os braços, a cabeça e a alma sem saber. Porque ela nunca soube. Não merecia. Mas foi nela que me foquei – “tu és a minha vida”. Hoje estou bem. E só quero que ela esteja bem. E que um dia tudo valha a pena, porque só nós sabemos o que os sorrisos escondem, o que as gargalhadas abafam. Cúmplices. Acho que é o que melhor nos define. Cumplicidade. Para mim, a minha é a mãe mais bonita do mundo, a mulher mais completa que conheço e a melhor profissional de sempre. Que a vida me permita um dia ser metade do que ela é.


Dia da Mãe: E

a história

m maio celebra-se o Dia da Mãe um pouco por todo o mundo. O Dia da Mãe foi oficialmente criado pela norte-americana Anna Jarvis, que perdeu a sua mãe em 1904. Mas a história do Dia da Mãe começou muito antes, há mais de 2000 anos!

Ao longo dos anos esta senhora fez história no Dia da mãe, ela enviou mais de 10 mil cravos para a igreja: • encarnados para as mães ainda vivas • brancos para as já desaparecidas.

A história do Dia da Mãe As mais antigas celebrações do Dia da Mãe estão ligadas à comemoração do início da primavera, na Grécia Antiga. Estes festejos eram em honra da Deusa Rhea, mulher de Cronos e mãe de todos os deuses desta cultura. Por seu turno, em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cibele, a mãe dos deuses romanos. O dia dedicado a esta deusa foi criado cerca de 250 anos antes do nascimento de Cristo. Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no quarto domingo da Quaresma (os 40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “O domingo da Mãe”, dedicado a todas as mães inglesas. Nesta época, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. Assim, no domingo da Mãe, os criados tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe. Sabias que a primeira vez que se falou realmente num dia especial só para mães foi nos Estados Unidos em 1872?

Sabia que ainda hoje os cravos são mundialmente considerados os símbolos da pureza, força e resistência das mães? O objetivo deste dia é dar mais atenção à importância das mães, pensar nelas, conversar, oferecer presentes e descobrir novas maneiras de lhes dar felicidade!

Julia Ward Howe na história do Dia da Mãe Julia Ward Howe e algumas colegas uniram-se para lutar contra a guerra e, segundo elas, o Dia da Mãe seria um dia de paz. Só em 1904 é que a ideia começou a pôr-se em prática. Quando a mãe morreu, Anna Jarvis começou a chamar a atenção das pessoas para a importância de um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de maio de 1907, conseguiu celebrar o primeiro Dia da Mãe. Nesse dia, Anna Jarvis enviou à igreja onde estavam a ser feitas as comemorações 500 cravos brancos. Estas flores deviam ser usadas por todos e simbolizavam todas as coisas boas da maternidade.

Comemoração do Dia da Mãe Em 1911, o Dia da Mãe foi celebrado em praticamente todos os Estados Unidos da América e, em 1914, o presidente declarou oficialmente e a nível nacional o segundo domingo de maio como o Dia da Mãe. Hoje em dia, celebra-se o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis. Apesar de cada país escolher datas diferentes ao longo do ano para festejar o Dia da Mãe, o objetivo é sempre o mesmo: homenagear aquela que nos põe no mundo! Em Portugal, até há alguns anos atrás, o Dia da Mãe era comemorado a 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, ou seja, o dia de Nossa Senhora como mãe. Por isso foi escolhido este dia. Atualmente, em Portugal, o Dia da Mãe é comemorado no primeiro domingo de maio! No Canadá é celebrado no segundo domingo de maio. Feliz DIA DA MÃE, mães de todo o mundo!

Sara Cristina Pereira

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DUNDAS

Tr a v e l & To u r s 48 I Amar


Quatro Mulheres Quatro Gerações No mês em que se celebra o dia da mãe, a Revista Amar foi ao encontro de quatro mães em representação de quatro gerações na nossa comunidade. As esposas, as mães, as profissionais, as dificuldades e as expectativas em maio com Cynthia Prazeres, Venessa Barros, Nellie Pedro e Rosa de Sousa.


À conversa com

Cynthia Prazeres Revista Amar: A Cynthia é uma mãe jovem de duas meninas que trabalha a tempo inteiro na Senso Group. É fácil concilia o seu trabalho com a vida privada? Cynthia Prazeres: A parte fácil é que a empresa é da minha família e tenho aquela flexibilidade para mudar o horário ou ter um horário conveniente e combatível o que ajuda muito. R. A.: Alguma vez se arrependeu de ter começado a trabalhar e deixar as meninas em casa? C. P.: Não muito (risos)... eu gosto de vez em quando sair, nem que seja para apanhar ar. As minhas filhas são muito pequeninas... a mais nova vez agora 1 ano e a mais velha tem 2 anos, então estou rodeada de muitos bonecos e de vez em quando é bom falar com adultos (risos). R. A.: Como foi o seu primeiro dia de trabalho, o que sentiu? C. P.: Já foi há algum tempo (risos)... Eu tenho a sorte de ter a minha família que ajuda muito e que me ajudou a acalmar um bocadinho, porque saber que ela estava com a minha mãe, a minha sogra, a minha tia ou a minha avó deixou-me mais confortável do que se tivesse que a deixar com alguém ou um sitio que eu não conhecesse bem. Ela este ano começou no Day Care, mas só vai dois dias por semana... nesses dias estou sempre a pensar se ela está bem ou não... quando ela está com a família estou tranquila. 50 I Amar


R. A.: A Cynthia formou-se em Ciências, mas trabalha num escritório no ramo da construção. Porquê não trabalhar em algo relacionado com o seu curso? C. P.: Eu acabei o meu curso em 2011, quando a Senso começou, e não tinha a certeza se queria voltar para a escola tirar o mestrado ou fazer investigação, porque é o que a maioria de quem tira este curso faz, então o meu disse-me “como não estás a fazer nada vais trabalhar um pouco na loja que abrimos”... lá comecei a trabalhar com o Mário e gostei muito. Ver a companhia crescer foi uma motivação. Começámos a companhia com 5 pessoas e com um ambiente familiar que facilitou para termos uma boa relação de trabalho. Nós gostávamos de vir trabalhar e ainda gostamos. Hoje a companhia é maior mas temos a mesma relação entre todos. R. A.: A maneira que a sua mãe a criou, é a mesma que está usar para criar as suas filha ou está a fazê-lo diferente? C. P.: Estou a fazer mais ou menos da mesma maneira da minha mãe. Os meus pais como são de uma nova geração foram sempre de falar com calma. A minha mãe

fez um bom “trabalho”(risos)... fomos sempre uma família unida, por exemplo aos domingos almoçávamos sempre com uma das minhas avós e eu gostei muito de ter essa ligação e quero manter a tradição. R. A.: O Jack fez questão de falar português com a Cynthia... A Cynthia faz questão de falar portguês com as suas filhas? C. P.: Sim faço. A mais velha só fala português, agora com o Day Care é que vai dizendo umas coisas em inglês. R. A.: Quer deixar uma mensagem à sua mãe e todas as mães para o Dia da Mãe? C. P.: Sim... eu quero agradecer à minha mãe por tudo que tem feito, não só por mim e o meu irmão, mas por estar sempre presente. Gostaria de encorajar todas as mães a passarem o máximo de tempo que puderem com os seus filhos, sei que por vezes o trabalho dificulta as coisas, mas tirem partido desse tempo livre que tenham porque é muito importante dar-lhes atenção e todo o amor que eles precisam e querem... ser mãe é uma benção muito especial.

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Revista Amar: A Cynthia, fale-nos um pouco do Senso Group, que tipo de equipamentos estão à disposição dos vossos clientes? Cynthia Prazeres: O Senso Group abriu em 2011, de lá para cá conseguimos expandir e agora temos três divisões. A divisão que contem os contentores e o aluguer de maquinaria tem vindo a crescer diariamente. Nós alugamos e vendemos maquinaria, inclusive conseguimos algumas no próprio dia. Na nossa lista de aluguer temos batoneiras, passadeiras, escavadoras, empilhadores, helicóptero, elevadores, maquinaria com e sem motor, entre outros e todo tipo de ferramentas de construção. R. A.: Pode dar-nos exemplos do tipo de clientela que têm? São mais pequenas e médias empresas ou as consideradas mega empresas? C. P.: Neste momento temos uma boa variedade de clientes. Quando começamos eram mais as pequenas empresas, mas estamos a expandir e como vendemos mais, temos o poder de compra e comprar aos melhores preços o que nos permite ir atrás das mega empresas. R. A.: Que cargo ocupa a Cynthia na empresa? C. P.: Eu digo a todos que sou a pessoa que resolve os problemas... (risos)... a falar a sério, eu sou Manager, mas faço tudo que é preciso. Ajudo a fazer as encomendas etc., só não conduzo o empilhador porque acho que não me querem lá fora... (risos). R. A.: Como é trabalhar para o seu pai, Jack Prazeres? C. P.: Não é mau... (risos) é bom porque ele não tem tempo para passar por aqui. Como é de conhecimento público, o meu pai faz muitas coisas na comunidade e passa muito pouco tempo aqui. R. A.: No dia 12 de maio vai oferecer um Appreciation BBQ, portanto um churrrasco, é o primeiro? C. P.: Não, temos feito 1 por ano na primaveira. É uma oportunidade para agradecer aos nossos clientes e para atrair novos clientes mostrando o que temos disponível, mas a porta está aberta para quem queira vir, gostamos de incluir toda a comunidade. R. A.: Quer deixar uma mensagem aos vossos clientes e à comunidade? C. P.: Quero convidar a comunidade, caso nunca tiveram oportunidade de nos visitar e se estiverem disponíveis, para virem nos conhecer e o que temos para oferecer no dia 12 de maio, nós vamos estar aqui das 7h da manhã até às 16h. A Revista Amar agradece à Cynthia Prazeres a disponibilidade para nos receber e desejamos ao Senso Group muito sucesso.


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À conversa com

Venessa Barros

Revista Amar: Como é que a Venessa, mãe de duas adolescentes e dois meninos pequeninos, consegue sozinha conjungar o trabalho, a vida privada e o trabalho voluntário? Venessa Barros: Sendo muito organizada (risos)... e tenho muito apoio das minhas filhas. Nós temos uma boa ligação e elas acreditam e respeitam o meu trabalho. Também ajudam bastante em casa com os irmãos para eu poder estar 6 dias por semana na loja. No meu dia de folga, faço as minhas tarefas de casa, claro que faço um pouquinho todos dias à noite mas não é mesma coisa. Agora eu acordo todos os dias às 5 da manhã, trato dos meus 3 animais, arranjo-me, faço o pequeno-almoço para os meus filhos, preparo o almoço para a escola e tiro alguma coisa do frigorífico para as miúdas adiantarem o jantar. As camas são feitas antes de sairmos de casa e a loiça do pequeno-almoço também já fica lavada. Depois de deixar os meninos na escola venho para a loja, que abre das 10 da manhã às 6 da tarde, mas nunca saiu a horas... tenho sempre que dedicar 1 ou 2 horas a organizar o meu trabalho voluntário porque recebemos muitos emails com pedidos de ajuda. R. A.: Com que idade foi mãe? V. B.: Eu fui mãe com 17 anos... obviamente que foi complicado para mim, como qualquer miúda com 17 anos que se vê nessa situação, fiquei nervosa... e contente, é que os médicos diziam que eu não podia ter filhos. Eu optei por não interromper com medo que no futuro não conseguisse engravidar. Assumi a gravidez, o que deixou a minha família ofendida e triste, o que é normal pois eu ainda andava no liceu, Grau 11. Não foi fácil acabar o liceu grávida. Depois da minha filha nascer, eu não quis depender de ninguém e criei-a sozinha. Hoje tenho os 4... a Lexie é a mais velha, a Aly é a minha filha adotada, o Jacob e o Gabriel são os pequeninos...e continuo a ser uma mãe solteira, mas não estou sozinha, o pai dos meus filhos biológicos faz parte da vida e educação dos nossos filhos, sempre achei muito importante que os pais, mesmo separados, estejam sempre presentes porque eles precisam dos dois. Os filhos não têm culpa que a relação dos pais não tenha dado certo. R. A.: Entre ser mãe, empresária e voluntária ainda arranja tempo para tirar cursos. O que a motiva ir mais longe? V. B.: É verdade e é porque eu não gosto de estar parada. Para mim parar é morrer... é importante que em qualquer tipo de atividade se esteja atualizado e principalmente no meu ramo porque tenho que estou ligada a todo tipo de culturas e com uma porta aberta ao público tenho que estar preparada, para todas culturas e religiões, para poder ajudar quem me procura. 54 I Amar


R. A.: Olhando para trás, mudaria alguma coisa na sua vida? V. B.: Não mudava nada... porque tudo o que fiz, faz de mim a pessoa que sou hoje. O ter passado necessidades, dificuldades, alegrias, bons e maus momentos formou-me na mulher que sou. R. A.: O Senior Aid Society é uma organização sem fins lucrativos para ajudar idosos que sofram qualquer tipo de abuso. O que a levou a fundar o SAS? V. B.: Eu tenho uma porta aberta e recebo todo tipo de pessoas que me procuram por infinitas razões, muitas das vezes é só para falar, desbafar ou pedir um conselho. No meio destas situações eu ouvi muitas histórias de abuso e de violência... ou porque filhos se estavam a aproveitar dos pais, netos dos avós, idosos abandonados e negligênciados pela família a passar por necessidades básicas e até fome porque as reformas são confiscadas pelas pessoas que supostamente deveriam cuidar deles. Eu já vi idosos andar com uma bengala reforçada com fita cola ou seres-lhe negada a medicação que precisam, e pior é que estas pessoas têm receio de falar e não denunciam por medo de repesálias ou vergonha porque por norma são os próprios filhos os responsáveis... eles têm até medo que se falerem possam ficar sem onde viver. Há histórias de vida muito tristes na nossa comunidade. Hoje em dia já se fala mais abertamente sobre este flagelo, e nesse sentido a SAS têm tido um papel importante, porque somos a voz dos idosos, mas nosso trabalho não é só ajudar os idosos, nós também ajudamos os filhos que têm pais difíceis por causa da idade e das doenças. Foi por estas e outras razões que eu quis criar a SAS. Apesar de a sede da SAS ser aqui na loja, são 2 coisas independentes, mas assim durante o meu trabalho posso ao mesmo tempo cuidar das pessoas que precisam da ajuda do SAS e por enquanto não podemos abrir um espaço próprio para o SAS pois não temos ajudas financeiras do Governo e a nível do setor privado também são poucas e não chegam para as pessoas que me pedem ajuda. Como não há essa ajuda finceira, nós ajudamos os idosos com uma rede, por exemplo temos alguém que precisa de uma cadeira de rodas, nós contactamos empresas, lojas ou pessoas que possam doar uma, ou alguém que precise de um corte de cabelo, nós procuramos um cabeleireiro que esteja disposto a fazê-lo pro bono, e assim sucessivamente. Nós também aceitamos donativos na minha loja, ou seja, quem quiser deixar uma cadeira de rodas usada, bengalas, latas de conserva, utensílios, bens de necessidade básica, etc., pode trazer que nós entregamos, a lista de idosos a precisar de ajuda é grande.

R. A.: O que é que falta ao SAS? V. B.: O que falta agora é as pessoas abrirem os corações em vez de julgar quem quer ajudar, porque unidos somos mais fortes. Porque não juntar todas as organizações existentes com os mesmos ideais e fazer só uma muito mais forte para acabar de vez com estas situações? Há muitas pessoas a passar fome e necessisdades depois de terem trabalhado uma vida inteira neste país. As reformas estão cada vez mais pequenas e não chegam para nada porque tudo está cada vez mais caro, basta ver os preços das rendas. Fiquei feliz quando soube que, e quero deixar os meus parabéns, ao Ministro das Finanças Charles de Sousa por ter conseguido que uma parte do orçamento sirva para aquela que vai ser no futuro um centro para abrigar 256 idosos lusófonos, mas espero que a direção desse novo centro seja formada por pessoas que conheçam a realidade dos idosos, para que se possa começar pelas prioridades. R. A.: Acha que hoje ainda se ensinam as crianças a respeitar os idosos? V. B.: Não como antigamente. Eu fui educada a respeitar todas as pessoas e principalmente os idosos. Hoje em dia não se vê isso, não sei se é porque têm muita liberdade. Hoje é complicado para os pais disciplinar os filhos, não se pode dar uma palmada, falar alto, castigar que é visto como um abuso ou violência, claro que há quem exagere e passa os limites, porém se há leis que protegem as crianças, deveriam-se aplicar as mesmas aos idosos. Acho que nas escolas deveria-se se ensinar o que é o abuso ou violência de idosos como eles ensinam o que é o abuso ou violência crianças e animais, mas acima de tudo é a nossa obrigação como pais ensinar os nossos filhos que, independentemente se gostamos de alguém ou não, devemos respeitar o próximo como queremos ser respeitados. R. A.: Quer deixar uma mensagem para o Dia da Mãe? V. B.: Mães, passem mais tempo com os vossos filhos, nem que seja 1 hora. Eles precisam de nós, da nossa atenção, têm a necessidade de falar connosco e nós devemos tirar esse tempo para falar com eles... a minha vida é muito preenchida e mesmo assim tendo dar 5 minutos, porque sei que se não os der, um dia vou me arrepender. Muitas vezes não damos valor a esse tempo porque estamos ocupadas com a vida do dia-a-dia, andamos sempre a correr e acabamos por perder os pequenos mas importantes momentos da vida deles.

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À conversa com

Nellie Pedro

Revista Amar: Há quase 31 anos deu vida ao programa Gente da Nossa TV. Como foi conciliar a vida profissional com o papel mais importante de uma mulher, ser mãe? Nellie Pedro: Quando o meu filho nasceu, o Gente da Nossa TV já tinha 7 anos e eu também era Agente de imobiliária. A minha gravidez foi uma surpresa enorme e muito feliz, porque nos custou muito a conseguir, aliás estávamos até já a pensar em trazer uma criança de Portugal para adotar, porque eu não conseguia engravidar. A minha gravidez não foi fácil e o menino acabou por nascer prematuro... era tão pequenino. Nessa altura optei por trabalhar menos no ramo da Imobiliária para poder tomar conta do meu filho, obviamente, porque era um trabalho que requeria muitas horas fora do horário normal de trabalho e mantive só o programa, porque era um programa em direto, de 30 minutos por semana. Levei-o comigo pela primeira vez para as gravações quando ele tinha 3 semanas. Eu nunca pensei nas minhas obrigações individualmente... eu só pensei que as tinha e que tinham que ser feitas. Quando soube que ia ser mãe, não pensei que isso fosse me impedir de fazer o que quer que eu estivesse a fazer. Dediquei-me ao eu filho e às minhas tarefas com a exeção ao ramo imobiliário, que reduzi só para durante o dia porque para se fazer uma carreira tinha que mostrar casas muitas vezes à noite e aos fins de semana. R. A.: Nessa altura a Nellie já tinha uma vida social muito preenchida, com quem ficava o Tomé? N. P.: O Tomé ia comigo! Ele nasceu em março, eu lembro-me que em dezembro fui apresentar o Natal das Crianças da Sociedade dos Deficientes Portugueses do Ontário, na Casa do Alentejo quando ainda era na Dufferin Street e eu levei o menino comigo inclusive para o palco. Por eu estar a apresentar o programa de Natal com o meu filho ao colo, um senhor que já faleceu criticou-me por isso com direito a uma foto no jornal Voice, se não me engano até ainda o tenho. R. A.: Ele nunca pediu à mãe para ficar em casa ou para não ir a um evento? N. P.: Não, porque eu sempre o levei comigo e mais tarde nós perguntávamos se ele queria vir connosco. O que ele achava muito estranho era que sempre que saia comigo pessoas que ele não conhecia mas que me conheciam da televisão me virem cumprimentar, quer que fosse numa padaria ou nas compras no supermercado, principalmente se me dessem um abraço e beijinhos e perguntava “... porque estás a dar beijinhos às pessoas? Tu conheces?” (risos)... ele não compreendia porque eu ensinava-o a não falar para pessoas estranhas ou então “... quem são estas pessoas? Porquê que eles estão a falar contigo?” (risos), ele não gostava daquelas situações, mas foi só até aos 6 anos. 56 I Amar


R. A.: Com quem deixou o Tomé quando recomeçou o trabalho tempo inteiro? N. P.: Nós morávamos em Mississauga, mas após o falecimento do meu sogro mudámos para Toronto para perto da minha mãe, e ambas, a minha mãe e a minha sogra, tomaram conta do menino. É importante que as crianças tenham pessoas em volta delas para crescer com diferentes opiniões e visões do que os rodeia. Eu nunca o deixei com quem não devia, ele chegou a ter uma ama muito boa, a Sra. Raposo, mais ou menos dos 2 aos 4 aninhos, até ir as manhãs para o Co-op. Acabei por me voluntariar nessa escola para ajudar a tomar conta dele e das outras crianças na parte da tarde. R. A.: Hoje o Tomé é um homem de 26 anos, como é que ele reage a possíveis críticas, boas ou menos boas, sobre a mãe? N. P.: Apesar do meu filho ter tocado na Banda do Senhor Santo Cristo, a vida dele só passou pela nossa comunidade nessa época por acompanhar a banda, agora nem tanto e nunca me falou ou perguntou sobre isso, nem acho que deveria, porque críticas só têm o valor que lhes dermos. R. A.: Acha que hoje é mais fácil ou mais difícil ser mãe do que há 26 anos? N. P.: Acho que hoje em dia é mais difícil, porque há muitas coisas a acontecer e eles têm acesso à “informação” por causa da internet que lhes proporciona conhecimentos sem limites, acesso que nós não tivemos... a sabedoria deles hoje é infinita pode ser a nível da tecnologia, das artes, etc... Quando fui mãe não havia internet, muito menos o Wi-Fi... hoje as mães têm outros desafios do que tínhamos.

R. A.: Quando a Nellie olha para o Tomé, sente que incutiu nele a educação que prentendia? N. P.: Olha, eu fiz o melhor que soube e com a sabedoria que eu tinha, uma criança não nasce com um Manual de Instruções, nós mães fazemos consoante o dia-a-dia e estamos sempre a aprender durante o crescimento da criança, fazendo muitos erros pelo meio. O meu filho é independente, criativo, trabalhador e tem muitos interesses quer na música, cinema, literatura, etc... ele tem muito conhecimento. R. A.: Se pudesse voltar no tempo teria feito algo de diferente? N. P.: Eu gostava de ter tido outro filho ou filha... infelizmente não era para mim, eu tive mais 2 gravidezes que perdi e na 3ª. tentativa a médica avisou-me que eu poderia morrer. Eu costumo dizer que tenho 2 crianças, o meu filho e o meu marido (risos) R. A.: Gostaria de deixar uma mensagem para o Dia da Mãe? N. P.: Para começar quero desejar um Feliz Dia da Mãe a todas as mães... e dizer também que está na hora do “let go”. Nós temos que aprender que tivemos os bebés e depois chega aquele dia que temos que dizer “aquele adulto já não me pertence”. Claro que fazem e farão parte da nossa vida e nós da deles, mas ninguém pertence a ninguém, nós não podemos controlar a vida deles para sempre. Não é bom e temos que respeitar quando fazem coisas que nós não gostamos, porque a vida é deles e se eles acham que é o melhor para eles... então... “you have to let go”. Esta é a minha mensagem, ser mãe à distância.

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À conversa com

Rosa de Sousa Revista Amar: D. Rosa conte-nos porque veio para o Canadá? Rosa de Sousa: Vim para o Canadá porque o meu marido estava cá. Nós casámos em Portugal e um mês depois viemos. R. A.: Começou logo trabalhar? R. S.: Olhe, logo que cá cheguei não fui trabalhar... primeiro fui para a escola, para a George Brown, onde fiz um curso de Inglês intensivo de 6 meses e engravidei da Nancy nessa época. Claro que fiquei em casa durante a gravidez e só fui trabalhar quando ela já tinha 1 ano. R. A.: Qual foi o seu primeiro emprego no Canadá? R. S.: Comecei no comércio, numa boutique para senhoras. R. A.: Com quem deixou a Nancy quando começou a trabalhar? E custou deixá-la? R. S.: Quando comecei a trabalhar eu deixei a Nancy com uma senhora portuguesa que morava mesmo ao nosso lado da nossa casa que a tratou como se fosse a neta dela... claro que me custou deixá-la, mas eu sabia com quem a estava a deixar e que ia estar tão bem como se estivesse comigo. Ela fez-lhe tudo, inclusive quando eu chegava do trabalho para a ir buscar ela já lhe tinha dado o jantar, o banho e vestido o pijaminho... depois ficava um pouquinho comigo e com o pai e ia para a cama. 58 I Amar


R. A.: E a Nancy alguma vez pediu para mãe ficar em casa? R. S.: Não, porque ela gostava do ambiente m que estava incerida, tanto que mais tarde quando andou no colégio de freiras, se eu me atrasasse de manhã para a levar, quando dava conta a Nancy já estava no meio da rua. R. A.: Mais tarde a D. Rosa ainda juntou o trabalho voluntário na Casa do Alentejo, que faz até hoje e onde é muito respeitada. Na época, a Nancy adaptou-se bem a essa nova realidade? R. S.: Sim, adaptou-se e habituou-se muito bem. Onde nós vivíamos não havia muitas crianças e na Casa do Alentejo encontrou e fez muitos amigos, começou a dançar no rancho folclórico com 8 anos e dançou até aos 18. Os amigos que ela fez na altura, ainda o são até hoje. R. A.: Que tipo de relação tem com a Nancy? R. S.: Hoje, eu e a minha filha somos como duas irmãs. Nós não escondemos nada uma da outra... ela pede-me conselhos para tudo que faz. R. A.: Gostaria de a convidar a deixar uma mensagens a todas as mães. R. S.: A mensagem que eu quero deixar é que entendam os vossos filhos, porque muitas vezes os filhos sentem-se incompreendidos e fazem coisas ou porque os pais não os entendem ou para chamar a atenção deles.

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TUR

ismo

David Gonçalves INFORMAÇÃO Continente: África País: Egito Capital: Cairo Área: 1,001,300 km² Habitantes: 86,502,500 Idioma: árabe Moeda: libra egípcia Prefixo: +20 Aeroportos: Cairo (CAI), Hurghada (HRG), Sharm el - Sheikh (SSH), Marsa Alam (RMF), Alexandria (ALY), Luxor (LXR), Abu Simbel (ABS), Sohag (HMB), Assiut (ATZ), Assuão (ASW) Cidades grandes: Cairo, Alexandria, Guizé, Suez, Mahalla al-Kubra, Luxor, Assiut, Al-Mansurah, Tanta, Al Fayyūm, Zagazig

Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor, Oyester, Idealo / Fotos: Direitos Reservados


EGITO E

m maio vamos visitar o país das piramides. O Egipto encontra-se ao nordeste da África e faz fronteiras com a Líbia, Israel, Sudão e, ao leste, com o Mar Vermelho e ao norte, com o Mar Mediterrâneo. Atualmente, foi decretado recolhimento das 02H00 até às 05H00. Não obstante a situação social e política instável, não se desaconselham as viagens turísticas para os complexos hoteleiros. Geografia 96% do território egípcio é ocupado pelo deserto. Apenas em 4% é que se encontram pessoas e animais. Essas zonas férteis estão todas no delta inferior e superior do Nilo, à excepção dos oásis no deserto. Nestes deltas encontra-se a maioria das cidades e das atrações turísticas do país. Montanhas e rios O ponto culminante do país é o Monte Catarina, com 2.629 metros na Península do Sinai. O Nilo, com seus 6.670 km, é o maior rio egpiciano. Ele nasce nas montanhas de Ruanda e do Burundi e desagua no Mar Mediterrâneo. É o segundo maior rio do mundo, depois do Rio Amazonas.

Clima e melhor época para visitar O clima neste país norte-africano é parcialmente dominado por condições climáticas diversas: são subtropicais (muito vento) no Mar Vermelho; desérticas (ventos do deserto) no interior do país; e mediterrâneas (ventos temperados), no norte do país. Alteração das estações, como na Europa, só existem no norte do país. No sul, existem apenas 2 estações: uma temperada, mas cujas temperaturas podem subir consideravelmente, e outra estação muito quentíssima. Deve-se mencionar que em áreas desérticas as diferenças de temperatura são extremas durante o dia (50°C - 60°C) e durante a noite (10°C a 0°C). Certamente, o visitante precisará de agasalhos para passar a noite. À excepção de áreas costeiras, principalmente em Alexandria e na região em seu redor, não há chuva no restante do país. O Egito é um clássico país de férias de inverno na Europa. Contudo, recomendamos os meses antes ou depois, pois durante a estação alta de férias, as estações balneárias estão completamente cheias.

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Capital O Cairo (Al-Qāhira “a forte”, “a vencedora”, “a triunfadora”, “a vitoriosa”) é a maior cidade do mundo árabe e de África. Sua região metropolitana inclui uma população de cerca de 25 milhões de habitantes, ou seja, 30% da população total do Egito. É o centro cultural, político e, especialmente, o centro económico de todo o Oriente Próximo. Seguido a Hollywood e Bollywood, o Cairo possui a terceira maior indústria cinematográfica do mundo. É uma metrópole pulsante, que nunca dorme e oferece uma incrível e fantástica diversidade africana e oriental em seus monumentos. Muitas excursões começam e terminam no Midan Tahrir, na qual também encontram-se os edifícios da Liga Árabe, a mesquita de Omam-Macran, o terminal rodoviário e o metropolitano. Ali encontra-se também o Museu Egípcio, a primeira atração imperdível no Cairo. Este museu abriga a maior coleção de arte egípcia e otomana. Estão expostos artefactos com quase cinco mil anos, entre os quais a riqueza incomensurável de 3.300 anos do tesouro do relativamente mal conhecido faraó Tutancamon. Uma visão panorâmica sobre a maior cidade da África tem-se no 187° andar da Cairo Tower. Também não deve ser esquecida uma visita à cidade velha do Cairo, sob a proteção da UNESCO, com seu conjunto único de arquitetura islâmica e edifícios em estilo neoclássico francês. Além disto, as incontáveis mesquitas são inolvidáveis, principalmente a Al-Azhar do século X e a Al-Hakim.

Imagens © Direitos Reservados

Outra visita imperdível é o mundialmente conhecido Bazar Khan al-Khalili, conhecido pelos habitantes do Cairo somente por “Khan”. O “Khan” é um dos mercados mais antigos do mundo e oferece uma série de artigos em couro, em cobre; vestidos, temperos, pedras preciosas, jóias e há algumas décadas também reproduções de antiguidades conhecidas. Esta “película oriental” deve ser devidamente apreciada ao sabor de um chá em um dos diversos cafés que ali se encontram. Também são interessantes os cemitérios do Cairo, onde o culto aos mortos das épocas faraónicas ainda estão vivos. Os mortos não são sepultados como no mundo islâmico ou cristão. Dependendo de seu status e dos meios financeiros da família, são sepultados dentro de ataúdes ricamente entalhados com versos do Alcorão, em riquíssimos mausoléus. A parte inferior do mausoléu é cuidada por pessoas durante o dia, que ali vivem. Aos viajantes com crianças recomendamos uma visita ao zoológico do Cairo. O maior jardim zoológico de África encontra-se ao lado da universidade. Ali podem-se admirar mais de 500 tipos de animais. É muito visitado pela população cairota ao fim-de-semana. Mas o destino mais popular e procurado pelos turistas de todo o mundo é, sem dúvida, a última das sete maravilhas do mundo, as pirâmides de Gizé. São uma das construções mais famosas da nossa era. Os egípcios chamam-na «El Ahram», o que significa «santuário». Estão a cerca de 15 km ao norte do centro do Cairo e as pirâmides são visíveis da auto-estrada. A maior das pirâmides de Gizé é a do faraó Queóps, que tem mais de três milhões de blocos de pedra e mede 138 metros. Ao lado desta pirâmide encontra-se também a mundialmente conhecida Grande Esfinge de Gizé: uma estátua composta pelo corpo de um leão e uma cabeça humana. Recomenda-se uma visita ao pôr-do-sol, pois diante das pirâmides há um show de luzes muito impressionante, o que acentua esta maravilha feita pela mão do homem.


Praias O Mar Vermelho oferece maravilhosas praias e, principalmente, para mergulhos submarinos. A costa egípcia no Mar Vermelho possui os melhores e mais bonitos recifes de corais do Hemisfério Norte. Oferecem uma boa infra-estrutura principalmente as áreas em torno de Sharm el-Sheikh, do Golfo de Acaba, Ras Mohammed e da antiga localidade hippie de Dahab, que não é tão turística quanto Hurghada. São oferecidos cursos de mergulho submarino que são inesquecíveis tanto para iniciantes

e quanto para avançados. Os recifes de Shark e Yolanda, ambos no parque nacional de Ras Mohammed, são populares e conhecidos por sua queda de 800 metros diretamente no mar. Não se deve esquecer de visitar também o mosteiro ortodoxo da Transfiguração, mais tarde conhecido por Santa Catarina na Península do Sinai, não distante de Sharm el-Sheik. Este mosteiro encontra-se na montanha do Sinai, conhecida pelos egípcios como «Djebel Musa» ou montanha de Moisés. O mosteiro está ali há mais de 1.500 anos, onde Moisés encontrou a sarça ardente. Com isto, tornou-se uma das mecas do mundo cristão. Recomenda-se também uma escalada pela montanha de 2.285 metros durante a noite, pois a visão panorámica ao Sinai ao amanhecer é um espetáculo inebriante. Não recomendamos a escalada durante o dia devido às altas temperaturas. Cidades Cairo, Alexandria, Gizé, Suez, Luxor e Assuão.

Imagens © Direitos Reservados

Atrações turísticas Além dos fascinantes mergulhos submarinos e das praias no Mar Vermelho, os sítios arqueológicos dos antigos faraós são os destinos turísticos mais importantes do Egito. As necrópoles mais importantes são certamente as de Luxor, às margens ocidentais do Nilo, no Alto-Egito. Durante muito tempo, Luxor foi a capital e o centro religioso dos faraós. Merecem ser visitados os museus ao ar livre (portões, salões, obeliscos e templos) na área chamada pelos antigos gregos de Tebas. O templo de Karnak é o maior de todo o Egito e está a cerca de 3 km de Luxor e, certamente, durante as eras faraónicas era o maior complexo religioso do mundo. Recomendamos a visita noturna ao templo, pois faz-se ali um show de luzes e som inesquecível. Também recomendamos uma visita ao templo da faraó Hatchepsut no Vale dos Reis e das Rainhas. Merecem ainda ser vistos os templos de Esna, Idfú e Kom Ombo. Todos encontram-se ao sul de Luxor e podem ser acedidos por cruzeiros fluviais no Nilo ou pelas famosas felucas (barcos à vela típicos do Egito). De Luxor, pode-se também fazer um cruzeiro fluvial até Assuão, aos templos escavados na rocha de Abu Simbel na fronteira núbia.

Desejamos um dia muito feliz para a melhor mãe do mundo... a sua! Feliz Dia da Mãe

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Imagens: João Sena Goulão / Fontes: Lusa e Sapo

João Sousa

O melhor ténista português de todos os tempos venceu o Open do Estoril


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passado dia 6 foi, decerto, um dia histórico para o ténis nacional. João Sousa, número 68º do ranking mundial, venceu o norte-americano Francis Tiafoe em dois sets, por duplo 6-4 e conquistou pela primeira vez o Estoril Open. O tenista luso precisou de uma hora e 20 minutos para derrubar o oponente. Esta final assume caráter histórico já que foi a primeira vez que um português conquistou em casa o ATP do Estoril. Numa final do Estoril Open, que contou pela segunda vez na história com um português na final, eram grandes as expetativas, que desta feita um jogador da casa poderia levar o título. Na primeira final portuguesa, Frederico Gil perdeu por uma unha negra, frente a Montañes, em 2010, num partida que só foi decidida em três sets. Desta feita, não se esperavam facilitismos, mas o equilíbrio era nota dominante num embate que punha frente a frente, o português de 29 anos e norte americano de 20 anos. Os dois jogadores estavam apenas separados por quatro lugares no ranking (64 contra o 68). Para garantir presença na final, o jogador português tinha eliminado Daniil Medvedev, Pedro Sousa, Kyle Edmund e Stefanos Tsitsipas. Já Tiafoe tinha batido Tennys Sandgren, Gilles Muller, Simone Bo-

lelli e o campeão do ano anterior Pablo Carreno Busta. Numa tarde de intenso calor e com as bancadas a abarrotar no corte Millennium, ao terceiro serviço do primeiro set, Sousa conseguiu quebrar o serviço de Tiafoe, depois de dispor de dois pontos de break. Ao sexto jogo, Tiafoe devolveu a quebra e igualou o encontro a 3-3. Mas a jogar a casa, o português que se apresentou muito forte do fundo do corte, reagiu de imediato e voltou a quebrar o serviço ao adversário passando o resultado para 4-3. Pressionado para garantir o primeiro set, João Sousa permitiu três break points. Mas demonstrando uma enorme força mental, conseguiu recuperar e fechar a partida por 6-4. No segundo set, o jogador português acelerou para o 4-0, depois de ter quebrado por duas vezes o serviço ao 64º do ranking mundial. Frances Tiafoe reduziu para 5-2 e João Sousa teve serviço para fechar o encontro, mas foi Tiafoe que quebrou e fez o 3-5. Fazendo uso do seu poderoso serviço, o norte-americano fez o 5-4. Na segunda tentativa para fechar o encontro, João Sousa venceu o jogo de serviço e fez história. Pela primeira vez um jogador português venceu o Estoril Open. Bravo João Sousa! Na 10º final ATP da carreira, o vimaranense conquistou o seu terceiro título, depois de Kuala Lumpur (2013) e Valência (2015).

A compra de uma casa faz parte do sonho de muitos. Esse sonho pode estar bem próximo de se concretizar com a intervenção de um profissional especializado e dedicado às expectativas e desejos de cada um. Aos clientes que já realizaram esse sonho, os meus parabéns e o agradecimento sentido pela confiança que me depositaram. Aos que ainda não chegaram lá... Deixe-me tornar o seu sonho realidade!

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Vai para a estrada o Rally de Portugal 2018

David Gonçaslves

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conhecido Rally de Portugal celebra este ano o seu 50.º aniversário, com uma edição que vai para as estradas de 18 a 21 de maio e com várias novidades. Mas já lá vamos, porque importa antes frisar que a prova portuguesa vai permanecer no calendário do WRC pelo menos nos próximos três anos. “Está garantido em 2018, 2019 e 2020. É o rally mais visto no Mundo e as marcas adoram vir cá. Continua a ser considerado o melhor rally”, atirou Carlos Barbosa. O presidente do Automóvel Club de Portugal e da Comissão de Ralis da FIA espera “que a prova se mantenha no Norte” no futuro, tendo em conta o sucesso das últimas edições. “É o sítio para se fazer o rally. O público deu-nos uma grande lição”, referiu, durante a apresentação do evento, em Matosinhos, apelando novamente ao bom comportamento dos adeptos e este ano a operação de segurança abarca 1.200 elementos.

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Quanto à estrutura da prova, só não haverá mudanças no primeiro dia, com o Shakedown de Paredes e a Superespecial da Lousada. Na etapa seguinte, o troço de Viana do Castelo terá 10,9 km novos e as passagens por Caminha e Ponte de Lima serão feitas no sentido inverso ao dos últimos anos, com o fecho da jornada a acontecer na dupla passagem pelo centro histórico de Braga, uma das novidades. Para sábado estão agendadas as classificativas em Vieira do Minho (com um novo salto), Cabeceiras de Basto (outra novidade e que terá passagem pela Serra da Cabreira) e Amarante. O último dia será em Fafe, com as novas classificativas de Luílhas e Montim e a dupla passagem pelo espetacular troço da Lameirinha (com “Power Stage” a fechar a prova). O Rally de Portugal terá à partida 17 carros WRC, um recorde neste mundial, e conta para o campeonato nacional. O quartel-general volta a ser na Exponor, em Matosinhos.


MAIO 11 09:00 - Exponor - Abertura do Parque de Assistência para as equipas WRC MAIO 17 07:30/11:30 - Shakedown (Pilotos P1) 09:00/11:30 - Shakedown (Pilotos P2 & P3) 11:30/13:00 - Shakedown (Outros pilotos) Paredes (4,60 km) 12:30 - Exponor, Gabinete de Imprensa - Conferência de Imprensa de Pré-Evento FIA 17:25/17:45 - Sessão de Autógrafos 18:10 - Partida da Secção 1 - Campo de São Mamede, Guimarães 19:03 - SSS 1 Lousada - (3,36 km) MAIO 18 09:15 - SS 2 Viana do Castelo 1 - (26,73 km) 10:12 - SS 3 Caminha 1 - (18,11 km) 10:52 - SS 4 Ponte de Lima 1 - (27,54 km) 15:25 - SS 5 Viana do Castelo 2 - (26,73 km) 16:22 - SS 6 Caminha 2 - (18,11 km) 17:02 - SS 7 Ponte de Lima 2 - (27,54 km) 19:03 - SS 8 Porto Street Stage 1 - (1,85 km) 19:28 - SS 9 Porto Street Stage 2 - (1,85 km)

Imagens: Direitos Reservados / Fontes: Rally de Portugal/WRC

MAIO 19 09:06 - SS 10 Vieira do Minho 1 - (17,38 km) 09:44 - SS 11 Cabeceiras de Basto 1 - (22,22 km) 11:03 - SS 12 Amarante 1 - (37,60 km) 15:08 - SS 13 Vieira do Minho 2 - (17,38 km) 15:46 - SS 14 Cabeceiras de Basto 2 - (22,22 km) 17:05 - SS 15 Amarante 2 - (37,60 km) MAIO 20 08:52 - SS 16 Montim 1 - (8,64 km) 09:25 - SS 17 Fafe 1 - (11,18 km) 09:53 - SS 18 Luílhas - (11,89 km) 10:52 - SS 19 Montim 2 - (8,64 km) 12:18 - SS 20 Fafe 2 (Power Stage) - (11,18 km) 15:45 - Matosinhos - Cerimónia de Pódio 16:30 - Exponor, Gabinete de Imprensa - Conferência de Imprensa de Final de Rally

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Imagem © Direitos Reservados

Aurea

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ara trás ficou a segurança de uma fórmula que lhe valeu várias Platinas: a Soul inspirada nos clássicos anos 60, nos heróis Otis Redding, Aretha Franklin ou Al Green. A procura de um lugar só seu falou mais alto. Um lugar sem tempo, sem género vincado que, sem nunca se desviar das origens que a inspiram, sejam Soul ou Jazz, sejam Pop ou Rock, seja o seu mais fiel reflexo. O reflexo de uma artista madura que, ao mesmo tempo que domina a sua linguagem, sabe que a sua arte é alimentada pelo inconformismo. Deixou o conforto da sua banda para trás e voou para os Estados Unidos, para trabalhar com a lendária baterista Cindy Blackman Santana e com o extraordinário baixista Jack Daley a dupla que assegura a produção de Restart e que já foi a secção rítmica de gente como Lenny Kravitz ou Joss Stone em busca desse lugar que a define e a distingue. Rodeada de músicos de peso, daqueles que têm as fundações da música moderna no seu ADN. 68 I Amar


Paulo Perdiz - A evolução da Aurea ao estatuto atual foi trabalhosa? Aurea - Sinceramente quando eu comecei, há 8 anos eu não estava á espera de nada. Se me perguntassem na altura como seria a minha vida daqui a 8 anos, o que estas a fazer, com quem é que vais estar eu não fazia a mínima ideia. Foi tudo realmente uma enorme surpresa a aceitação do público foi muito boa e posso dizer que até hoje sou muito acarinhada por toda a gente. Tenho recebido muito amor do meu público. É claro que como em todos os trabalhos, nós temos que nos esforçar muito para chegar a um certo ponto, ultrapassar etapas e principalmente, nos rodear de uma boa equipa e de boas pessoas á nossa volta. Dou muito valor a ter boas pessoas comigo, fieis, trabalhadoras, amigas que se tornam a minha segunda família. Eu tenho isso tudo, com um esforço de uma equipa muito grande até aos dias de hoje. Espero que dure muitos anos.

a nossa rádio

desporto

PP - Músicos, cantores, influências…quando era adolescente, quais eram os discos que a Aurea evitou que ganhassem sempre pó? Aurea - Ui!!! Muitos. Eu sempre fui uma criança e adolescente muito curiosa. O meu pai sempre me incentivou isso muito lá em casa, tanto a mim como o meu irmão. Nós sempre tivemos curiosidade de procurar e ouvir coisas novas. Então tive muitas fases, ouvia muito Lúcia Moniz…até Metallica ouvia…Placebo, Muse, Joe Stone, Elvis…enfim ouvia muita coisa porque nunca quis colocar duas palas á frente dos olhos e ouvir só uma coisa. Queria ouvir um bocadinho de tudo. Depois de ouvir tudo fazíamos a escolha daquilo que mais gostava-mos. Podia dizer que era bom mas não me identificava com a música. Por isso ouvia muita coisa diferente.

com António Brito e João Maciel segunda-feira 18h00 às 20h00

PP - Agrada-lhe transportar as pessoas para o mundo das suas criações? Aurea - Sim, claro que sim. Apesar de não ser eu a fazer as músicas e as letras…isso aconteceu no disco passado, eu falo neste disco passado porque já estou a pensar no novo disco que vai sair brevemente, mas neste Restart finalmente aventurei-me a escrever com o Rui Ribeiro que é quem compõe para mim e com o nosso guitarrista o Guilherme Marino. Sinceramente é uma experiencia completamente diferente escrever na primeira pessoa apesar do Rui me conhecer como ninguém. Eu costumo dizer que é o meu melhor amigo que escreve para mim que me conhece muito bem e passa para palavras aquilo que eu não iria saber fazer. Costumo dizer que a música tem magia que as letras são mágicas, que se podem adaptar a tanta gente e a tantas situações diferentes…acho maravilhoso esse mistério.

com Cindy Henriques quarta-feira 18h00 às 20h00

PP - A Aurea pode ser a «arma secreta» da música soul portuguesa? Aurea - Bem…obrigado por esse elogio. Muito obrigado mesmo. Sabe eu gosto muito daquilo que faço sou uma privilegiada porque faço aquilo que amo. Nos dias de hoje onde tanta gente é obrigada a trabalhar naquilo que não gosta é muito difícil. Eu também já passei por isso, mas finalmente encontrei aquilo que gosto de fazer e ter esta sorte. Isto não é trabalho, acaba por ser a minha vida e eu adoro aquilo que faço…faz parte de algo tão especial que transcende isso tudo.

com Paulo Perdiz segunda-feira a sexta-feira 20h00 às 23h00

PP - Ganhou muitos prémios. Globo de Ouro, venceu a categoria “Best Portuguese Act” dos prémios MTV Europe Music Awards, Best Portuguese Act nos MTV Europe Music Awards de 2012… a recompensa é tudo muito gratificante não foi? Aurea - Sim, para mim e para toda a equipa que trabalha comigo e que tem feito este trabalho comigo. Como já disse, como ninguém estava á espera foi um tiro no escuro porque na altura era um álbum em inglês de uma artista completamente nova e que ninguém tinha ouvido falar…foi um arriscar. Não se precisa de um prémio. É melhor receber uma mensagem de uma determinada pessoa que diz que aquela música que ajudou num determinado momento e que era especial para ela e ajudou a ultrapassar muita coisa. Ouvir isto já nos deixa de coração cheio, é incrível. Eu costumo dizer que este prémio veio para nos incentivar a fazer mais e melhor. PP - O caminho será sempre a solo? Aurea - Não se sabe. Eu como gosto de ouvir muita coisa diferente, muita música diferente também gosto de cantar coisas diferentes. Eu não fecho a porta a nada, vamos ver o que nós temos para dar naquele momento. Vou fazer um disco novo. O que é que tenho para dar neste momento?! Cantar e dar às pessoas neste momento…é isso que eu vou fazer.

sexta-feira 18h00 às 19h00

transmitindo na 1610 am CHHA VOCES LATINAS todos os dias 23h00 às 06h00 Amar I 69


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Imagem Š Direitos Reservados


PP - O que há para novo brevemente? Muita vida de estrada, presumo, mas haverá alguma atividade de estúdio? Aurea - Já gravámos o disco todo, gravámos em Gaia com a produção do Rui Ribeiro que escreveu mais uma vez para mim. O single é da Carolina Deslandes e chama-se «Done with You», que já saiu, com o vídeo clip disponível nas plataformas digitais. Sairá brevemente o álbum. Eu não posso dizer a data do lançamento mas será muito em breve. A agenda já está composta com muitos concertos marcados para este ano que aí vem e para este verão. Vamos ver, estou muito ansiosa para poder mostrar este meu novo trabalho sendo um bocadinho diferente do último e de tudo o que tenho feito até agora. Vamos esperar pelas reações das pessoas quer daqui de Portugal quer daí do Canadá. PP - Em setembro de 2017 contínua como mentora da 4.ª edição do concurso “The Voice”. A Pascoal foi uma grande vencedora do Festival da Canção? Aurea - Claro que foi!!! A Cláudia Pascoal não venceu o “The Voice”. Ganhou a equipa da Marisa (vocalista dos Amor Electro) com o Tomás e muito bem. A minha Cláudia ganhou o Festival da Canção e vai-nos representar. Ela é uma miúda muito querida, empenhada, com uma voz muito diferente, peculiar e sente muito aquilo que canta conseguindo transmitir isso a todos que a escutam de uma forma muito bonita. Desejo-lhe toda a sorte do mundo e tenho muito orgulho de ela nos representar no Eurovisão. PP - Já esteve no Canadá? Aurea - Sim, já estive mas não sei já há quanto tempo foi. Dei algumas entrevistas no âmbito da TV Record quando abriu aí o canal. Gostei muito e adorei a forma como os portugueses recebem uma pessoa que não conhecem. Podiam conhecer o meu trabalho mas não como pessoa. Foram incríveis e incansáveis e senti-me em casa na realidade. PP - A própria música é uma forma de nos encontrarmos a nós mesmos? Aurea - Claro que sim. Eu acho que sim. Eu falei de uma coisa parecida há pouco tempo atrás. Neste meu caminho de busca comecei por não saber o que iria cantar por exemplo!!! Sei que quando encontrei a música também me encontrei e o meu sitio no mundo percebendo aquilo que estava aqui a fazer. Nesse início eu procurei muito, experimentei cantar todos os géneros e estilos de música que se pode imaginar tendo sido esta a primeira maquete. Com o passar dos anos fui afinando isso percebendo o que gostava de cantar e aquilo que a minha voz servia melhor. Tendo encontrado assim a minha identidade. Foi neste sentido que falei disto há pouco tempo. Também nos encontramos como pessoas com tudo o que as letras nos transmitem, emoções… acho que parar um bocadinho, ouvir uma boa música, ouvindo-a a sério, parar para ouvir e sentir faz-nos muito bem porque nos apura muita coisa dentro de nós.

a nossa rádio

com Ziko Pereira segunda-feira a sexta-feira 05h00 às 09h00

com Nuno Miller segunda-feira a sexta-feira 9h00 às 13h00

segunda-feira a sexta-feira 13h00 às 17h00

com António Brito e João Maciel segunda-feira a sexta-feira 17h00 às 18h00

PP - Uma última mensagem para os nossos leitores. Aurea - Queria mandar um grande beijinho a toda a comunidade portuguesa que está no Canadá. Gostaria muito de voltar e de vos ver em breve.

CKWR

Canada’s First Community Radio Station

Paulo Perdiz

transmitindo na FM98.5 CKWR todos os dias 17h00 às 20h00

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Classe Operária L

onge vai o tempo em que a ganga definia a classe operária. Hoje, para além de todos a usarem, em trabalho ou lazer, idependentemente da idade e sem conotação com classes sociais, a ganga é uma tendência. Neste último inverno, enquanto as passereles decretavam que se abusasse do azul indigo, o azul muito escuro; com a chegada da primavera 2018, os estilistas determinaram que seríam azuis mais claros misturados com outros mais escuros, com ganga branca e cores surpreendentes. A isto, aliam-se outras tendências que complementam esta, onde a criatividade tem um papel fundamental.

Maria João Rafael Consultora de Imagem

Créditos: Pinterest, Google Images, blog Bem Vestir, blog Atlantic Pacific, Gap, Ralph Lauren, Vogue, Getty Images, blog BoredPanda – foto de capa de Alfred T. Palmer (Library of Congress, US). 72 I Amar


Calças de silhueta marcada

Esqueça as “skinny jeans”! Regressaram as “cropped” – mais curtas e largas. As calças agora querem-se mais estruturadas, de cintura alta e bem marcada, o uso do cinto ou qualquer detalhe que a defina é outra tendência a ter em conta, tal como o uso do suspensório. A perna pode ter boca alargada, a baínha pode usar-se cortada sem qualquer arranjo, assimétrica – pela frente uma altura e na bainha de trás, outro corte de altura diferente; desfiada em franja ou enrolada em várias voltas. As calças rasgadas continuam em voga, cada vez mais destruídas; os bolsos por vezes cozidos pelo lado de fora; por outro lado, fazem-se costuras e acrescentam-se retalhos de ganga diferentes. Em relação ao tinto da ganga, voltam as gangas manchadas e as descoloridas, quase brancas. Outro movimento que está a acontecer é o “speakeasy”; onde podemos ver calças ou blusões escritos, pintados, bordados, desenhados com pensamentos ou mensagens. Cores interessantes em experimentar nas calças são tons cinza, rosa ou mesmo os tons metálicos. Os sapatos devem estar bem à vista e tanto vale para a sapatilha como para a bota ou saltos altos. No que diz respeito aos topos, casacos ou outra peça que se junte, é aqui que faz toda a diferença – deve apostar-se em tecidos elegantes e peças glamorosas que façam da ganga a estrela do conjunto.

Os vestidos de ganga

Podem ser vestidos camiseiros ou outro corte mais sofisticado. Com botas, mesmo no Verão ficam bem. Aqui, o visual é mais limpo, sem a excentricidade das calças, sendo apenas e só um vestido que pode ser composto por um quebra-vento, uma camisola ou uma t-shirt por baixo. O vestido branco de Verão com o clássico blusão de ganga, é sempre uma boa aposta.

As Jardineiras de ganga

São talvez a peça mais divertida das gangas e a mais temível de comprar. As jardineiras para além de comfortáveis, podem facilmente fazer parte dos conjuntos de fim de semana. Pode ter um visual totalmente azul, mais ou menos gasto, ou até branco total; de baínhas enroladas ou não e vestir-se com um blaser que dá um polimento a um excesso de jovialidade. Se for jovem, pode até usá-la sem t-shirt ou camisa – ou com uma t-shirt de riscas à marinheiro e umas botas de cano curto; se for madura, uma camisa branca em seda ou de riscas, com a “clutch” certa e sapatos de salto alto, fica sempre seleta.

Camisas em ganga

Pode ser usada em estilo “ganga total”, do mesmo tom das calças ou saia ou de tom muito diferente. Agora está na moda usar-se as camisas BF (boyfriend) que devem parecer que foram “roubadas” ao namorado, por serem exageradamente largas. A camisa deve vestir-se metida para dentro, com cinto ou de visual mais descontraído metade fora, metade dentro. As mangas ficam sempre melhor usadas enroladas para cima. Deve usar-se com dois primeiros botões desabotoados. Deve ser coordenada com peças-chave, como um blaser, casaco de carneira, blusão de cabedal ou mesmo um blusão de ganga. Pode vestir-se uma t-shirt por baixo, seja branca ou de riscas – outra tendência, ou um pullover por cima. Os acessórios desde pins, lenços, brilhantes ou mesmo pérolas compõe o conjunto. Amar I 73


As saias ou calções

Podem ser de ganga ou não. A graça é misturar um blusão de ganga ou camisa com uma saia de ganga um pouco diferente, ou talvez não. As saias podem ser curtas, pelo joelho, abaixo do joelho ou maxi. Podem ser exatamente como as calças – escuras ou descoloridas, de baínha desmanchada, rasgadas, com emblemas, etc.. Se forem de ganga, o corte clássico aberto ao meio e abotoada é o básico a comprar. Um blusão de ganga com uma saia ou calções metalizados acrescenta algo ao conjunto; uma camisa de ganga com uma saia em pele ou uma saia com padrão e um bom cinto fazem um conjunto simples e elegante. Para um jantar especial, uma camisa de ganga mais justa com uma belissíma saia de tule pelo joelho, para quem é jovem, com os acessórios certos, é uma excelente opção.

O Macacão de ganga

O macacão acaba por ser usado com a criatividade do vestido de ganga ou mesmo as jardineiras. Aqui está uma boa oportunidade para quem gosta do estilo monocromático. A ganga pode ser azul ou de outra tonalidade. Simplicidade e elegância na dose certa é o segredo desta peça.

O Blusão de ganga

Mais escuro ou mais claro, coçado, com pins, mensagens escritas ou não; com carneira por dentro ou simples, de corte curto e estreito ou mais largo e comprido. As opções são infinitas. Tudo vai do que já tem no seu guarda-roupa e ao comprar, opte por um clássico que possa usar com os vestidos de verão, camisolas no inverno, uma saia-lápis em qualquer situação semi-casual ou que possa usar debaixo de um sobretudo ou gabardine. Fica sempre melhor se arregaçar as mangas, mesmo que por cima de uma camisola. Outra opção ao blusão de ganga, são as peles coloridas, o blaser de veludo, de algodão, o blusão de carneira, tipo aviador; os casacos em tartan, pé de galo ou príncipe de Gales tão em voga agora, ou uma simples parka.

E finalmente, os acessórios

Os topos de lantejoulas ou metálicos na ganga são surpreendentes. As carteiras em pedraria ou em pele usadas a tiracolo ou debaixo do braço – uma tendência interessante – compõe um conjunto. Claro que os sapatos são importantes em termos de estilo, utilidade e cor. Os lenços, as pérolas, os colares compridos e de muitas voltas ou até os muito simples e finos, bem como os brincos – criativos e na forma e medida certa, acrescentam ao visual a elegância ou extravagância pretendida. Tudo na medida certa tendo atenção ao factor idade e sempre fiel ao seu próprio estilo.

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Imagens Š MJ Studio - Renaissance by the Creek

Dicas para escolher o lugar perfeito


Vai casar?

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casamento é um momento único e por isso mesmo é preciso ter um bom local para a realizar a cerimónia e a respetiva festa do casamento. Hoje em dia, já não há só a igreja para casar. Existem muitas opções onde os noivos podem optar por realizar a cerimonia. É o caso da casa, praia, quinta, restaurante, hotel, num lugar histórico, no espaço de festas! Com tantas opções os noivos precisam pensar em alguns detalhes relativos ao casamento que determinarão o melhor lugar para sua realização. São eles:

Número de convidados Um detalhe importante na hora de escolher o local do casamento é saber a quantidade de pessoas que serão convidadas e quantas pessoas o local pode levar. Vai ser uma festa só com familiares e alguns amigos? Ou vai ser uma grande festa? Se for pouca gente o local não pode ser muito grande para que não fique a ideia de vazio. Se for o contrário escolha um local amplo, com estacionamento espaçoso, onde as pessoas possam estar à vontade. Deve ter em conta não só o número de convidados sentados, mas também os espaços destinados para bar, pista de dança, palco, mesa de doces e café, pontos de buffet e lounge. Se houver cerimónia no local o cuidado com o espaço deve ser a dobrar. Lembre-se de que é necessário espaço para o corredor de entrada, altar, padrinhos, fotógrafos e músicos. Estilo do casamento Existem vários estilos de casamentos e este factor está inteiramente ligado ao estilo dos próprios noivos. Pode ser um casamento vintage, rústico, campestre, conto de fadas, praia, balada. O mais importante de tudo é que o casamento represente o que realmente os noivos tinham sonhado um dia, o casamento ideal e perfeito.

CELEBRATION

Hora do casamento Se quer que o seu casamento se realize de dia, então opte por lugares mais abertos, ao ar livre, com espaço maior para circulação de convidados e com luz natural do sol. Casar de dia pode ser uma alternativa interessante para casais mais discretos e tranquilos. De dia é perfeito para tirar fotografias lindas! Escolha locais como quintas, praia ou até mesmo igreja. Mas também à opção de casamento à noite. Se for esta a sua opção escolha locais como hotel, salão de festas ou restaurante. Escolha um local mais fechado e um pouco formal. Dê preferência a locais com: • Acesso fácil; • Espaço para carga e descarga; • Trabalhadores – recepcionistas, seguranças, limpeza; • Mesas, cadeiras, sofás – Verifique o estado destas peças; • Espaço externo agradável, bem cuidado e organizado para receber os convidados e tirar fotografias; • Cozinha em bom estado e higiene; • Casas de banho conservados; • Segurança – estacionamento, localização, controle de convidados mediante lista, câmaras; • Ar condicionado, ventilação. Procure falar com pessoas que já estiveram no espaço para ter uma ideia de como correu a festa do casamento e do que foi necessário para a preparar tendo em conta o sitio. No final, quando tomar a decisão garanta que todos os detalhes estão escritos em contrato para que nada falte. Também é importante ver como funciona em caso de querer cancelar o aluguer do espaço para a festa do casamento.

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C

om o verão aí à porta é hora de se preprar para expor partes do corpo que, de forma geral, andam mais escondidas o resto do ano. Durante um ano inteiro está acomodada no seu corpo, sem que lhe dê a devida importância. Como disfarçar a celulite que, nas nádegas, coxas, joelhos e ancas, se aglomera aos montes?

Quando o calor é muito e o corpo apela por uma boa banhoca na praia, o drama começa. Não escolhe mulheres, faixa etária, profissão ou estado civil. Chega, instala-se e, o pânico de um corpo menos belo, provoca em si tremendas dores de cabeça. Ser magra ou gorda não importa, porque a celulite acomoda-se em qualquer figura, pouco ou nada olhando, para a sua fisionomia de manequim ou de gordinha.

Celulite o drama do verão


Durante o inverno, as muitas roupas grossas escondem o corpo e, esses pequenos defeitos que até chegar a época do calor, milagrosamente conseguiu disfarçar. Mas, com a chegada do verão, a extensa cobertura do corpo é diminuída substancialmente. Aí, começam a aparecer os sinais evidentes da celulite que, em pequenas fatias faz sentir a sua presença por grande parte do seu corpo. A celulite é originada a partir de fatores genéticos e hormonais, sendo que os estrogéneos são os principais responsáveis pelo aparecimento da celulite. Estas hormonas não favorecem a circulação sanguínea, possibilitando a acumulação de gorduras em muitas partes do seu corpo. Além disso, a falta de exercício, o stress e vida agitada, e uma alimentação menos diversificada e saudável, fazem com que a celulite possa saudavelmente atacar. Porém, existem outros fatores que prejudicando a circulação do sangue, pioram ainda mais o quadro pouco saudável, já alcançado anteriormente. O consumo de bebidas alcoólicas, tabaco, a pílula, saltos excessivamente altos e roupas demasiadamente apertadas, são o prato preferido para a celulite poder atacar livremente.

As formas de ataque ou de controlo da celulite são vastas. Muitas são aquelas que promovem verdadeiros milagres mas, quando se observam os resultados, estes deixam muito a desejar. Agora, um dos novos métodos, dá pelo nome de Cellulase. Uns comprimidos com extratos de plantas, que devem ser tomados duas a três vezes ao dia, durante oito semanas. Este produto já é conhecido em outros locais do mundo, mas só neste momento chegou até nós. As opiniões tanto são muito positivas, como não poupam o produto de criticas negativas. O Cellulase pode originar efeitos secundários indesejados portanto, há quem não defenda o seu uso. Outra opção para a celulite, podem ser as injeções subcutâneas ou seja a dermolipólise. Este método reorganiza os tecidos, conseguindo assim evitar a flacidez. A energia de que o corpo necessita começa a ser administrada, através de comprimidos que fortalecem o metabolismo de todo o corpo. As sessões de injeções que, depois são complementadas pelos já referidos comprimidos, podem variar entre as 8 ou as 12.

é a lipoaspiração. A gordura é retirada, ainda que os resultados não sejam imediatos. Aliás, após a operação a dor pode ser muito forte e existem mesmo casos de morte, durante e após a operação. A endermologia é outra forma de solucionar o problema, mas este é um processo muito mais natural. Tratam-se basicamente de massagens, com uma luva de crina, muitos duches quentes, uma alimentação cuidada, exercicios físicos e beber muita água. Para além das sessões de massagens, há todo um esforço do próprio paciente para que o tratamento resulte eficazmente. Saiba que são aconselháveis, entre 15 a 20 sessões de massagens. Estes são apenas alguns tratamentos, que se encontram disponíveis no mercado do combate à celulite. Daqui a pouco o verão está à porta e, convém ir desde já pensando na melhor solução, para extrair essa celulite que tanto a perturba. Até lá, não abuse e pondere sempre a melhor solução…

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Hormonas Qual a sua função

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este mês de maio vamos falar das hormonas, qual a sua origem e também qual a sua função no nosso organismo. O hipotálamo é o centro de controlo das hormonas mas existem sete glândulas fundamentais para a produção de hormonas. Vamos conhecer o hipotálamo melhor. É um importante centro de controlo que coordena a função do sistema nervoso e do sistema endócrino em todo o organismo e é mesmo capaz de converter os sinais nervosos em sinais hormonais. Recebe a informação recebida através de diferentes estímulos exteriores e internos e após a análise dos dados envia indicação, através da hipófise, sobre a forma como as diferentes glândulas devem reagir.

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As principais glândulas que regulam as funções do nosso organismo são a hipófise, que pode mesmo ser considerada como a mais importante, com funções de direção das restantes. Regula e controla a atividade das restantes, segregando hormonas que vão, por sua vez, estimular as supra-renais, a tiróide, as células da pele produtoras de pigmento e as gónodas (os testículos e o ovário). Cabe-lhe também a segregação das hormonas de crescimento, a anti-diurética, a prolactina e a oxitocina. Uma das mais conhecidas glândulas é a tiróide, responsável por sintetizar as hormonas tiróideas e a calcitonina, encarregues de estimular o metabolismo, a produção do calor e o crescimento ósseo. A tiróide é um dos pontos-chave do sistema endocrinologico do organismo humano.


Situa-se no pescoço e produz as hormonas responsáveis pela intensidade de funcionamento do organismo, que varia consoante a produção de hormonas tiroideias. A intensidade de calor, alguma obesidade ou magreza, entre outras, estão relacionadas com a tiróide. Seguem-se as paratiróides que segregam a hormona paratiróidea, responsável pela manutenção dos níveis de cálcio no sangue. O pâncreas segrega a insulina encarregue de controlar o uso da glucose por parte do organismo. As glândulas supra-renais produzem a hidrocortisona, que tem vários efeitos sobre o metabolismo. Além desta, produzem ainda androgénios, estrogénios e aldosterona, a última responsável por manter sob controlo a tensão arterial e o equilíbrio hidrossalino do organismo. E claro são as responsáveis pela libertação da famosa adrenalina.

sexual feminino e do aparelho reprodutor. O estrogénio torna os vasos sanguíneos mais elásticos, estimula-os para que se expandam, permitindo uma boa circulação do sangue e impeçam a acumulação de colesterol nas suas paredes internas. No entanto, com o passar dos anos, as mulheres perdem esses benefícios porque o seu corpo interrompe a fabricação de estrogénio com a menopausa. Nos homens, a hormona testosterona em conjunto com as gonodotropinas, estão relacionadas com o desenvolvimento das características masculinas. Também não se podem ignorar as hormonas sexuais que o corpo liberta por razões genéticas na puberdade e que influenciam nas mudanças de humor. Provavelmente, as conhecidas mudanças de humor dos adolescentes refletem a adaptação do corpo a novas concentrações e combinações de todos esses compostos.

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Exercícios simples PARA FAZER EM CASA

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ão tem tempo para poder disfrutar da brisa matinal e dar uma corridinha no seu parque preferido? A sua vida é muito preenchida? Não tem tempo para ir ao ginásio, para cuidar de si nem do seu corpo. O pior de tudo, é que já não sabe o que fazer com esses pneus que se acumulam, em todo o seu corpo. Tenha calma, pois os exercícios para fazer em casa podem ser facilmente realizáveis para ueimar essas gordurinhas ou trazer-lhe de volta a boa forma física que tanto anseia.

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Exercícios para fazer em casa Há inúmeros exercícios que se podem realizar, sem ter necessidade de ir ao ginásio ou de qualquer equipamento específico. A postura do seu corpo, é importante. Por isso, totalmente direita, encoste-se a uma parede, com os joelhos um pouco fletidos e, eleve devagar o seu corpo. Memorize este exercício simples e, faça-o sempre que se sentir cansada ou com dores nas costas. Ombros e braços O cansaço pode acumular-se nos ombros, com muita facilidade. Por isso, encolha os ombros para cima e, mantenha esta posição, durante alguns segundos. Os braços Os braços, podem também ser exercitados. Sente-se ou, se preferir fique de pé e, mantendo-se direita segure uma garrafa de água em cada mão, com os braços o mais esticados possíveis. Tanto para trás, como para a frente, faça pequenos círculos, mantendo-se sempre direita e com a barriga encolhida. Se achar que é necessário, repita o exercício. Utilizando a postura anterior, junte a palma das suas mãos uma na outra e, durante dez segundos, empurre uma contra a outra. Realize o exercício quatro vezes e, faça-o à altura dos seios, da cabeça ou ombros. As nádegas Para o caso das nádegas, um exercício simples é o de contrair e relaxar as suas nádegas, de pé ou sentada. Deve estar com a barriga encolhida e, execute-o as vezes que conseguir.

As ancas e pernas As suas ancas e pernas precisam ser ginasticadas? Então, agarre a maçaneta de uma porta, dos dois lados e, com as costas bem direitas, desça o corpo dobrando os joelhos. Deve estar a dois palmos da porta e, repita o exercício, no mínimo dez vezes, subindo e descendo o corpo. As pernas Basta apenas ter junto de si uma cadeira, para realizar o seguinte exercício: com o corpo bem direito e barriga para dentro, levante uma perna para trás o mais alto que conseguir. De forma alternada faça este exercício, para as duas pernas, no mínimo quinze vezes para cada uma das pernas. Alongamentos Para alongar as costas e ancas, junte os pés, endireite as costas e encolha a barriga. Com os ombros para trás incline o corpo para a esquerda, enquanto eleva o calcanhar direito. Este exercício é realizado de pé, e deve ser feito para ambos os lados, mantendo a posição, durante cerca de vinte segundos para cada um deles. Não desespere mais e realize estes exercícios para fazer em casa ou noutro local qualquer práticos e simples, desde que esteja à vontade para tal. Necessita apenas, do seu corpo e de muita boa vontade da sua parte.

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Plantas

saiba como cuidar delas dentro de casa durante todo o ano

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s plantas de interior precisam de viver num ambiente estável e ameno. Esta é a sua principal exigência para crescerem e se tornarem bonitas. As plantas que possui no interior da sua casa precisam de tantos cuidados como as plantas que embelezam qualquer jardim.

Plantas de Interior Ainda que não estejam sujeitas ao sol ou ao frio e chuva intensa, convém dar-lhes todas as condições necessárias ao seu desenvolvimento. Assim, a temperatura durante o dia deve andar à volta dos 20°C , enquanto que a da noite nunca deve ser inferior a 12°C . 84 I Amar


Todavia, estes cuidados são ainda muito precários se quer ter a sua casa preenchida de bonitas flores. Cada planta tem necessidades próprias e muito particulares, que deve conhecer minuciosamente para lhe dar o melhor ambiente possível.

Como comprar plantas Informe-se ao fazer a compra de uma qualquer planta, questionando a pessoa que a atendeu sobre o tipo de temperaturas adequadas à planta e as suas condições de sobrevivência. Quando as pontas e as folhas das plantas começarem a ficar com tons amarelados é um sinal evidente que estão a apanhar excesso de sol. O inverso acontece, quando o facto de haver uma ausência de luz demonstra uma queda excessiva dos botões, das folhas e das raízes. Em ambos os casos estamos a falar do efeito do sol nas plantas, quer seja em demasia ou em inexistência, sendo este o principal elemento da saúde e desenvolvimento das plantas.

Como regar as plantas As plantas no interior da sua casa só devem ser regadas quando notar que as mesmas têm sede ou estão ressequidas. Lógico que se a temperatura for elevada, e no interior da casa fizer muito calor, é fundamental que regue as suas plantas. Tenha em conta a terra que está à superfície do vaso bem como a que está no seu interior. Este procedimento deve ser sempre feito semanalmente. As plantas no Inverno No inverno opte por regar a planta apenas quando a terra estiver seca, enquanto que no verão a rega deverá ser executada com mais regularidade. Para limpar a planta, quer seja de verão ou de inverno, limpe-a com um pano seco e pode lavar as folhas com um pano húmido, que não tem qualquer problema.

O excesso de adubo não favorece muito à terra, a não ser que o mesmo seja introduzido normalmente. Optar por dar uma nova terra seca à planta é bem melhor que estar a encharcá-la de adubo. Se a fertilizar com húmus, em março e em julho, bastará e será o ideal. No inverno nunca ouse adubar a terra, pois o resultado não será o melhor. Os fertilizantes solúveis são muito bons, e é outra das opções que lhe deixamos, mas só devem ser aplicados sobre a terra húmida. Saiba que um vaso de 15 cm necessita de meio litro de água, enquanto que um vaso de 25 cm precisa do triplo.

Ponha de parte todas as folhas secas que encontrar na planta ou ao seu redor, para evitar o aparecimento de bichos indesejáveis.

As plantas, sejam elas de casa ou jardim, precisam sempre de muitos cuidados para os quais deve estar bem preparada. Na altura dos jardins estarem floridos, nada melhor do que dar também um pouco de cheiro a natureza e cor ao seu lar com plantas de interior.

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ÁGUA DE ROSAS

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Água de rosas é preparada a partir de pétalas da flor rosa que continua a ser a mais bela flor do mundo. As gerações mais novas provavelmente não se lembram, mas em tempos idos a água de rosas era o produto que quase todas as mulheres tinham na casa de banho (juntamente com o pó de arroz). Podiam não usar cremes, nem séruns, nem tónicos, nem óleos, nem máscaras faciais, mas a água de rosas nunca faltava. E há uma explicação para isso, a água de rosas é um ingrediente natural com benefícios que melhoram a pele em diversos aspetos: hidrata, purifica, acalma e limpa. As suas propriedades cosméticas são reconhecidas e valorizadas, razão para continuar a ser utilizada em muitos dos cosméticos modernos. Cleópatra usava-a, Shakespeare escreveu sobre ela e com o tempo tornou-se o produto essencial na rotina de uma mulher. A água de rosas pode ser velhinha mas não murchou.

Benefícios Tratamento de infeções na pele A água de rosas pode contribuir com o tratamento de infeções ao ser aplicada diretamente na pele. Ela trabalha como um antisséptico natural e impede a propagação de bactérias no local atingido. Sua ação antibacteriana pode beneficiar a cura de cortes, feridas e cicatrizes. Caso tenha um problema na pele, converse com seu dermatologista sobre a possibilidade de aplicar a água de rosas na pele e utilizá-la como auxiliar ao tratamento. Tonificação da pele Ao ser aplicada diretamente na pele, a água de rosas também pode proporcionar um efeito de tonificação. Isso acontece graças à sua natureza hidratante e perfumada. Fonte de vitamina C A água de rosas contém vitamina C, um nutriente que fortalece e melhora o sistema imunológico do organismo humano, deixando-o mais equipado para lutar contra vírus e bactérias que atacam o corpo. A vitamina C também contribui em relação ao fluxo sanguíneo, à cicatrização de feridas, à regulação dos níveis de glicose no sangue, à melhoria dos sintomas da asma, além de colaborar com a melhoria da visão. Fornece vitamina A A bebida também é dotada de vitamina A, um componente que auxilia o sistema imunológico, participa do desenvolvimento e manutenção do tecido epitelial e está envolvido nos processos de reprodução e comunicação celular. O nutriente também contribui com a saúde dos olhos e colabora com o crescimento e a diferenciação celular, o que é fundamental para a formação e manutenção do coração, pulmões e rins.

Propriedades anti-inflamatórias A bebida possui propriedades anti-inflamatórias que podem auxiliar a diminuir a vermelhidão na pele irritada, além de combater a acne, a dermatite (reação alérgica caracterizada por vermelhidão, coceira, descamação e formação de pequenas bolhas) e o eczema (inflamação na pele). Propriedades antioxidantes para a pele Quando aplicada na pele, o produto traz um efeito antioxidante, ajudando em relação ao fortalecimento das células da pele e à regeneração dos tecidos da pele. Aroma relaxante Sentir o aroma da água de rosas pode ajudar a melhorar o humor, combater os sentimentos de ansiedade, promover uma sensação de relaxamento e colaborar para o crescimento do bem estar emocional. Colocar o aroma do produto no travesseiro ainda pode auxiliar a dormir melhor depois de um dia pesado, auxiliando assim a qualidade do sono. Saúde dos cabelos As propriedades hidratantes da bebida também podem beneficiar os cabelos. Acredita-se que a água de rosas possa auxiliar o tratamento de inflamações no couro cabeludo e a combater a caspa. O produto ainda pode ser utilizado como um condicionador para os cabelos, além de atuar como um revitalizador para o crescimento dos fios. Inflamação na garganta Fazer gargarejo ou segurar a água de rosas na parte de trás da boca pode ajudar a tratar a garganta inflamada. Antienvelhecimento Acredita-se que o consumo da água de rosas colabora com o combate de problemas oriundos do envelhecimento da pele, atuando na diminuição das rugas e no clareamento de manchas escuras. Problemas digestivos A ingestão da água de rosas também auxilia em relação a problemas digestivos como inchaço, dor de estômago e prisão de ventre. Contacte-nos hoje mesmo para informações nutricionais sobre este e outros produtos, bem como o modo de uso, ingredientes e benefícios. Não esqueça... o seu corpo é o seu templo.

Combate a oleosidade A aplicação do produto na pele controla o excesso de óleo que se encontre presente na pele. A água de rosas ainda auxilia na remoção do óleo acumulado nos poros obstruídos e ainda ajuda em relação à limpeza da pele. Ervanária Beyond Eden

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Fotos: Direitos Reservados

GAMBAS GRELHADAS PREPARAÇÃO

1. Corte as gambas ao meio, da cabeça ao rabo sem separar totalmente. Abra-as e retire-lhes a tripa. Coloque-as numa travessa com a casca virada para baixo. 2. Tempere as gambas com sal e metade do sumo de limão. Deixe marinar durante 15 minutos no frigorífico.

3. Num tachinho, leve ao lume a manteiga e o alho. Deixe aquecer bem sem deixar alourar. Junte a salsa, o piri-piri e o restante sumo de limão. Mexa e quando começar a ferver, apague o lume. Triture tudo com a varinha mágica. 4. No grelhador, com a grelha bem quente, coloque as gambas com a casca virada para baixo e deixe grelhar durante 4 minutos. Passado o tempo, vire e deixe grelhar mais 2 minutos. Depois das gambas grelhadas, retire-as para uma travessa e coloque-as com a casca virada para baixo. Regue-as com o molho de manteiga que preparou e decore com gomos de limão. Feliz Dia da Mãe e bom apetite! 88 I Amar

SERVE 4 PESSOAS INGREDIENTES • • • • • • •

800g de gambas ligeiramente descongeladas 70g de manteiga 2 dentes de alho picados Sumo de 1 limão pequeno 3 colheres de sopa de salsa picada Sal Piri-piri ou tabasco a gosto


NATAS DO CÉU COM MORANGO PREPARAÇÃO

1. Num tachinho, coloque a casca de limão, o pau de canela, os 130g de açúcar e 125ml de água. Mexa e ligue o lume. Quando a calda entrar em ebulição, deixe ferver durante 4 minutos. Passado o tempo, retire e deixe arrefecer até amornar. 2. Parta os ovos e separe as gemas das claras. Mexa as gemas com um garfo. 3. Depois da calda morna, retire a casca de limão e o pau de canela. Junte as gemas à calda e mexa com uma colher. Leve novamente ao lume e deixe cozinhar em lume brando sem parar de mexer. Logo que o doce de ovos engrosse e sem deixar ferver, apague o lume e mexa mais um pouco para que as gemas não cozam demasiado. Deixe arrefecer enquanto prepara o resto da sobremesa. 4. Corte os morangos em pedacinhos e coloque-os num prato com papel absorvente para retirar o excesso de humidade. 5. Numa tigela, coloque as natas e bata até que fiquem consistentes. Quando as natas estiverem consistentes e enquanto bate, junte o açúcar baunilhado e aos poucos 80g de açúcar em pó. Bata até que fiquem um chantilly firme. 6. Bata as claras em castelo. Quando estiverem bem batidas, adicione aos poucos, os restantes 80g de açúcar em pó. Bata muito bem até que fique um merengue. 7. Às natas, junte aos poucos o merengue e envolva bem. Por fim, junte os morangos e misture cuidadosamente.

SERVE 10 PESSOASS INGREDIENTES • 6 ovos • 500g de morangos arranjados e lavados • 400ml de natas frescas para bater • 80g de açúcar em pó • +80g de açúcar em pó • 130g de açúcar • 1 pau de canela • 1 casquinha de limão • 7,5g de açúcar baunilhado

8. Em tacinhas individuais ou numa taça grande, coloque no fundo o creme branco e divida o doce de ovos por elas. Repita o processo em todas as taças. 9. Guarde no frigorífico até que a sobremesa fique fresca. Caso não utilize a sobremesa toda num dia, cubra as taças com película aderente. Se quiserem, também podem fazer esta receita com ananás ou frutos vermelhos em vez dos morangos. E está pronto a servir.

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Ao longo desta fase mostrará grande interesse por todas as quesNesta altura pode ter um convite para liderar um projeto ou tões relacionadas com a família, que é para si um factor de equiuma situação que lhe dará mais poder. Não se esqueça, políbrio. Sentirá necessidade de conforto, calor, de um ambiente rém, de que quanto maior é a nau, maior é a tormenta, e com intimista que lhe permita recuperar energias. Aproveite para foro poder, vêm as responsabilidades. Antes de se meter em catalecer os laços de união com os membros mais chegados da família ou amigos. valarias altas, analise as suas reais capacidades. Se não está à altura, corre o risco de poder vir a comprometer o seu futuro. Não receie esperar por uma melhor oportunidade, ela poderá surgir. Durante esta fase é provável que sinta aquilo que até agora lhe Agora é provável que não sinta vontade de fazer coisas pequenas e dava segurança e estabilidade como uma mera rotina que derotineiras. Pelo contrário vai ter necessidade de ser espetacular, de seja ver alterada. É natural que tenha vontade de fazer agora dar nas vistas, de ser o centro das atenções. Estará também mais algo de novo, que acabará por mudar em algum ponto a sua voltado para o relacionamento com as crianças, participando nas vida. É possível que surja algum acontecimento inesperado, talvez uma visisuas brincadeiras ou organizando passeios a elas dedicados. ta-surpresa. É altura de trabalhar afincadamente, de organizar e estruturar as Está a passar por um período de introspeção sentindo tendênsuas tarefas. A sua atenção vai ser dirigida para o mundo prático cia para se isolar, procurando o seu autoconhecimento. Os seus sendo aí que irá sentir um maior poder de eficácia. Sentirá que o sentimentos, sensações, intuições e perceções estarão também trabalho de cada um, na sua especialização, serve os outros, conmais aguçados, sendo capaz de rapidamente se aperceber datribuindo para a satisfação das necessidades de cada um. quilo que normalmente levaria algum tempo a racionalizar e compreender.

Época de maior espontaneidade e extroversão, vivendo a vida com Poderá neste período sentir maior necessidade de olhar para si muito prazer e alegria. Grande juventude e abertura de espírito lepróprio de modo a descobrir aquilo de que realmente necessita vá-lo-ão a aproximar-se mais das crianças e com elas passar mopara evoluir como pessoa. É uma altura propícia para começar mentos agradáveis recordando os tempos passados. A demonstraalgo de novo ou esclarecer situações que têm vindo a adiar. Poção sem receio dos seus afetos poderá abrir-lhe as portas do amor. derá, através dos seus esforços, vir a ajudar um amigo íntimo.

É natural que nesta altura o seu interior se sinta desajustado pois É uma boa altura para cuidar de aspetos financeiros. Faça um está a atravessar um período de alterações, de quebra com a rotina plano para melhorar esta área de vida mas evite exibicionisestabelecida que é substituída por situações novas. Mesmo que a mos desnecessários e use as suas capacidades materiais para razão esteja do seu lado, tente não se deixar levar por atitudes raproporcionar alegria e prazer a quem está à sua volta. A sua dicais entrando em conflitos diretos com alguém do seu meio. vida financeira estará em evidência e será através dos seus recursos que se irá exprimir.

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Nesta fase procurará alargar os seus horizontes e fugir da rotina. A leitura e o estudo são uma boa opção. Se optar por fazer uma viagem escolha um destino que dê largas ao seu desejo de aventura. Bom período para desenvolver contactos com amigos, uma vez que a comunicação está facilitada nesta fase.

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As suas atenções estão voltadas para as pessoas que lhe estão mais próximas. É uma boa ocasião para resolver conflitos e desenvolver relacionamentos, pois este é um período em que a comunicação, o desejo de esclarecer factos e de conhecer coisas novas é prioritário. Uma pequena viagem poderá reforçar-lhe energias.

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2018 31st Anniversary

PORTUGAL DAY PARADE

th Sunday, JUNE 10 2018, 11am Dundas St. W, between Lansdowne Ave, & Trinity Bellwoods Park

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Revista Amar - Maio 2018  

A revista mensal da comunidade lusófona no Canadá Edição Online - Maio 2018

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