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EDIÇÃO 14 • ANO 2 • MENSAL • WWW.REVISTAMAR.COM

À CONVERSA COM

gonçalo salgueiro sábado, 21 de janeiro

Grande Noite de Fado portuguese cultural centre

of mississauga

janeiro2017


ÍNDICE

4

Gordas

CRISTIANO RONALDO 6 Torre dos Soldados 36 Dreams Hair Design

12

2016 em Revista

22 MUSEU

DO CARRO ELÉTRICO

24 Saudade

2 0 1 7 A REVISTA AMAR É UMA MARCA REGISTADA DETIDA POR REVISTA AMAR INC. CUSTO ESTIMADO POR EXEMPLAR

$2.99

2 l Amar

34 Ano de Sonho

26 À CONVERSA

40 Despedi-me

da minha avó sem ninguém perceber...

46 Fígado limpeza e desintoxicação

46 Sabe o que é

o vitiligo?

GONÇALO SALGUEIRO 52 Como construír

32

o perfeito guarda-roupa nos saldos

Marrocos

54 MODA

DIREÇÃO: Carmo Monteiro FICHA TÉCNICA EDIÇÃO: Carlos Monteiro FOTOGRAFIA: Carmo Monteiro, Carlos Monteiro e Sandra Pereira CAPA - FOTOGRAFIA: material gentilmente cedido por Gonçalo Salgueiro EDIÇÃO GRÁFICA: Carlos Monteiro COLABORADORES: Artur F. Guedes, David Gonçalves, Dr.ª Patrícia Salín, Cabral de Jesus, Dr. José Carreira, Venessa Barros, Maria João Rafael, Cristina Fragata, Paulo Mendes, Raquel Couto, Pedro M. Salvador, Cristina de Jesus, Nela Oliveira, Cristina Gonçalves Pereira e Tiago Samuel PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Gonçalo Salgueiro, Dreams Hair Design, Ruby Jewellery, Flowers & Twigs, Cristal Shoes Boutique, Felicity Gifts & Acessories e Premier Jour AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: Gonçalo Salgueiro, Eduardo Barros, Vanessa Machado, Lanny Cabral OS ARTIGOS PUBLICADOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES, PODENDO NÃO REFLETIR AS OPINIÕES E POSIÇÕES DA REVISTA AMAR NAQUELA MATÉRIA. OS CONTEÚDOS PUBLICITÁRIOS NA PRESENTE EDIÇÃO SÃO DA INTEIRA RESPONSABILIDADE E COM AUTORIZAÇÃO/APROVAÇÃO PRÉVIA DOS SEUS AUTORES. A UTILIZAÇÃO DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO NA MATÉRIA DA PRESENTE EDIÇÃO FICOU À INTEIRA DESCRIÇÃO DOS SEUS AUTORES.


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faleceu o primeiro Presidente “de todos os portugueses”

marca CRISTIANO RONALDO avaliada em 102 milhões de euro s

o ADEUS a Carrie Fisher e Debbie Reynolds

CKSON chapéu de MICKAEL JA ros leiloado por DEZ mil eu

GEORGE E AMAL

estão à espera de gémeos

DONALD TRUMP

Oceana Basílio e José Fidalgo vivem romance secreto? neiro

toma posse dia 20 de ja

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15 MINUTOS DE FAMA

Edição em português de “Monstros Fantásticos” nas livrarias em fevereiro


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Fotografia © Revista Amar

A

última celebração do Dia da Memória já lá vai, mas é sempre interessante vasculhar a história e encontrar curiosidades que enriquecem a cidade de Toronto. No caso, a vida académica que fervilha à volta da Universidade de Toronto e o seu rico património arquitetónico. Mas também todo um passado histórico que está indelevelmente ligado às duas Grandes Guerras Mundiais que ceifaram milhões de vidas e interromperam os sonhos académicos de tantos jovens estudantes que se viram forçados a lutar em nome da Pátria e dos valores da liberdade e paz mundiais. A Torre dos Soldados é um memorial de renome mundial dedicado aos 1181 membros da Universidade de Toronto que deram as suas vidas na causa da paz e liberdade durante as duas Guerras Mundiais. Arquitetonicamente, é um edifício gracioso, misturando ambos os estilos da University College e Hart House, e forma uma ligação aberta entre o campus do Norte, em direção à Hoskin Avenue, com o King’s College Circle, a sul. Está inscrito e cheio de história, juntando a história da vida no campus com a da história nacional. E os seus propósitos são solenes também: todos os anos, no Dia da Memória, é o local da comemoração anual da Universidade de Toronto para aqueles que foram além-mar para lutar. Os mortos canadianos da Primeira Guerra Mundial foram contabilizados entre 65 e 70 mil. A torre dos soldados na universidade de Toronto tem inscrito os nomes de 628 membros da universidade de Toronto que foram mortos durante o serviço ativo na Primeira Guerra Mundial.

TORRE


Honrar a memória de académicos que perderam a vida durante Primeira e Segunda Guerras Mundiais Fotografia © DayOwl / Shutterstock

DOS

SOLDADOS

na Universidade de Toronto

Tiago Samuel


De todos os 628 nomes inscritos na Torre dos Soldados, o que é (talvez) mais reconhecível para aqueles em todo o país será o do Tenente-Coronel John Alexander McCrae. Começou a trabalhar na sua Licenciatura em Artes na Universidade de Toronto em 1892, envolvendo-se simultaneamente no Queen’s Own Rifles do Canadá, um regimento de milícia sediado em Toronto. Com o progresso dos seus estudos, ele subiu nas fileiras da milícia, tornando-se capitão. Mas ele sofreu alguns contratempos por causa da asma, levando um ano para recuperar do problema. Ele voltaria aos seus estudos, treinar para servir na artilharia do Colégio Militar Real do Canadá em Kingston e regressar à Universidade de Toronto, onde foi premiado com uma bolsa de estudo para estudar medicina. Nos primeiros anos do século XX, a sua perícia médica granjeou-lhe cargos em vários hospitais e universidades, e a sua formação militar leva-o a servir na artilharia durante a Guerra Sul Africana ou Boer War (1899-1902). Com o início da Primeira Guerra Mundial, McCrae tornou-se apenas um dos muitos que foi enviado para servir. O seu legado seria assegurado, no entanto, quando escreveu o notório “In Flanders Fields”, na primavera de 1915. Menos de três anos depois, em 28 de janeiro de 1918, enquanto comandava uma unidade hospitalar perto de Boulogne, França, McCrae

Tenente-Coronel John McCrae

Fotografia: Direitos Reservados

Tenente-Coronel John McCrae, autor de “In Flanders Fields”, Graduado da Universidade de Toronto e um dos 628 membros da Universidade de Toronto que foram mortos durante a Primeira Guerra Mundial.

morreu de pneumonia. Ele foi enterrado no dia seguinte no Cemitério de Wimereux, poucos quilómetros acima da costa francesa, ao norte de Boulogne. Hoje, em todas as escolas canadianas, as crianças aprendem o nome de John McCrae. O seu poema e o seu nome, estão inscritos na secção memorial anexada à Torre dos Soldados.

A UNIVERSIDADE DE TORONTO E A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Fotografia: Direitos Reservados

No início da guerra em 1914, os estudantes começaram a alistar-se para ir e lutar no exterior. O recrutamento e os exercícios ocorreram no campus, e em 1917, Robert Falconer, presidente da Universidade de Toronto, permitiu que grande parte do campus fosse usado pelo governo britânico para formar uma Escola de Aeronáutica. Por quase um ano e meio, o que é agora o St. George Campus da Universidade de Toronto tornou-se uma importante base norte-americana de treino para pilotos e tripulantes. Acampamentos cheios de tendas foram montados no campus da Universidade, para que o pessoal militar recém-recrutado, incluindo aqueles que estavam a ser treinados em aviação, pudessem ser instruídos logo no campus antes de irem para a Europa.

8 l Amar

A torre dos soldados em 1925. O memorial aos membros da universidade de Toronto que morreram na primeira guerra de mundo pode ser visto na fotografia em cima à esquerda da torre. Quando a Primeira Guerra Mundial terminou, o repentino silêncio da paz deve ter parecido irreal. Em Toronto, em todo o Canadá e em todo o mundo, aqueles que haviam lutado começaram a construir monumentos para recordar aqueles que lutaram e morreram na guerra. O mesmo aconteceria na Universidade de Toronto.


Alunos da Universidade de Toronto angariaram 397 141 dólares para construir a Torre dos Soldados como um monumento aos estudantes que haviam lutado e morrido na “Grande Guerra”. Os planos foram elaborados por Henry Sproatt (conjuntamente com Ernest Ross Rolph), que havia trabalhado em vários edifícios em todo o campus da Universidade e da cidade de Toronto, incluindo o Victoria College (1910), o Burwash Hall (1911 a 1913), o Fairmont Royal York Hotel (1929), o Emmanuel College (1932), e a Hart House, o vizinho oriental da Torre dos Soldados.

Em 1919, a primeira pedra da Torre dos Soldados foi colocada pelo Governador Geral do Canadá, o Duque de Devonshire. A torre dos soldados abriu em 1924, com uma altura de 143 pés (43,6 metros) e teve um custo total de 252 500 dólares. Uma vez que isso foi menos do que o montante arrecadado, o restante montante de quase 145 000 dólares foi reservado para várias bolsas de estudo da Universidade de Toronto.

A Torre dos Soldados nos dias de hoje. O relógio na Torre dos Soldados foi instalado mais tarde, em 1927, e nesse mesmo ano, foi colocado um conjunto inicial de 23 sinos (moldados em bronze) para formar o carrilhão. Hoje, a Universidade de Toronto é a única universidade canadiana com um carrilhão. Os sinos vieram de um fabricante britânico, Gillett e Johnson, que também havia produzido os sinos na Torre da Paz de Otava. Em 1952, vários anos após o final da Segunda Guerra Mundial, foram comprados 19 sinos adicionais. No entanto, devido a uma supervisão bastante infeliz, eles não combinaram com o tom dos sinos originais de 1927, pelo que não foram instalados. Finalmente, em 1976, um segundo grupo de 28 sinos (da Petit & Fritsen) foi adicionado, trazendo o número total de sinos para 51. Fotografia: Direitos Reservados

Fotografia © Amanda Woolley

Alguns dos sinos que foram instalados após a Segunda Guerra Mundial foram dedicados à memória dos estudantes da Universidade de Toronto que foram mortos durante a guerra. Os sinos do Carrilhão da Torre dos Soldados variam de um peso de 23 libras (pouco mais de 10 kg) a 4 toneladas, e são usados em ocasiões especiais como cerimónias de convocação, regresso à Pátria e o Dia da Memória, além de recitais públicos especiais presenciados por membros da universidade e o público em geral.

Os sinos no carrilhão em 1939, em torno do momento do começo da Segunda Guerra Mundial. Amar l 9


2ª Guerra Mundial A Segunda Guerra Mundial começou no outono de 1939, pouco mais de vinte anos após o fim da Primeira Guerra Mundial. Sem dúvida, o entusiasmo galante que havia saudado o conflito anterior estava mais restrito agora; os horrores da Grande Guerra, com os seus longos e sangrentos impasses e a perda de vidas ainda eram lembranças bastante vívidas. Era uma época mais escura, e talvez a Primeira Guerra Mundial tivesse abalado a confiança das nações. Mas talvez mais do que qualquer outro conflito, a Segunda Guerra Mundial foi vista como necessária, e mais justa, quando os Aliados se juntaram para lutar contra o fascismo maníaco de Hitler. Canadianos de todo o país fizeram o seu caminho para leste até Halifax, e de lá eles entraram em navios que iriam transportá-los para a luta na Europa. Os sobreviventes regressaram a casa em 1945, mas o triste trabalho de comemorar

aqueles que morreram foi repetido. Em ambos os lados da arcada que forma a base da Torre dos Soldados, estão inscritos os nomes de 557 membros da Universidade de Toronto que morreram lutando entre 1939 e 1945. A maioria encontrava-se em vários ramos do serviço militar canadiano, mas havia também do “Exército dos EUA”, ou “Exército Britânico”. Não era preciso ser um canadiano para ser lembrado na Torre dos Soldados, apenas um membro da Universidade de Toronto. Talvez o nome mais reconhecido desta parte da Torre dos Soldados seja o do Major Sir Frederick Banting, K.B.E., que é mais conhecido por ter descoberto a insulina como um tratamento para o tratamento da diabetes. Ele foi morto durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, num acidente de avião na Terra Nova.

Fotografia © Revista Amar

A Sala Memorial na Torre dos Soldados

Imediatamente acima do arco da Torre dos Soldados está a Sala Memorial, que é aparentemente o mais pequeno museu militar no Canadá. A coleção dentro da sala memorial inclui momentos de serviço do tempo de guerra dos estudantes, do pessoal e dos alunos da universidade de Toronto. A ênfase deste museu é sobre o serviço de guerra, em oposição ao armamento usado na história do conflito. A coleção é composta por várias medalhas, retratos, fotografias e bandeiras, e algumas das peças mais antigas da coleção datam da Batalha de Waterloo, em 1815, antes mesmo da Universidade de Toronto. A coleção abrange quase dois séculos, até ao dia de hoje. Há uma pequena coleção de janelas ao longo da escada que leva até ao Salão Memorial. Estas janelas comemoram o serviço de tempo de guerra de vários ramos das forças armadas canadianas. Esta série de janelas menores conduz a uma maior e mais magnífica janela dentro da Torre dos Soldados, conhecida como a “Janela Memorial”. É dentro da própria Sala Memo10 l Amar

rial. Foi dedicada em 1995, o quinquagésimo aniversário da vitória na Europa. O simbolismo da janela é largamente baseado no “In Flanders Fields”, de John McCrae. No centro da janela está uma tocha da vitória, que representa a realização da paz e a restauração da esperança. O primeiro Serviço da Memória foi realizado na Torre dos Soldados em 1919, quando o Duque de Devonshire, que era então o Governador Geral do Canadá, revelou a pedra angular da torre. Desde então, as cerimónias do Dia da Memória passaram a ser realizadas todos os anos. Bem, se o caro leitor ainda não visitou toda a área do campus universitário da Universidade de Toronto, talvez da próxima vez queira fazê-lo e olhar mais de perto a Torre dos Soldados. Aqui, e mais do que uma imagem que se vê online, o contacto visual direto «in loco» vai levá-lo a viajar no tempo e a reviver, ainda que indiretamente, um pedaço da história académica da cidade.


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A N O

Em Revista

Cabral de Jesus

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Fontes: Sapo, DN, Público, Mais Futebol, Jornal Económico / Imagens: Direitos Reservados

odos os anos, o ritual repete-se. É ver um pouco por todo o lado, um conjunto de análises, reflexões sobre o ano que está a terminar, com uns quantos “adivinhos” a atreverem-se imediatamente a apontar para o que o Ano Novo trará de bom, ou não, e quais serão os temas principais de discussão. Como que fazendo a ponte entre o ano que acaba e aquele que começa, parece praticamente inevitável afirmar que Brexit, Trump, Síria e Terrorismo, irão continuar no topo dos principais temas abordados por comentadores e especialistas de todo o mundo. Haverá inevitavelmente aqueles bons acontecimentos de 2016 que todos vão querer relembrar até à exaustão, afirmando que isso sim, eleva a autoestima das pessoas e faz o mundo girar num sentido

positivo. Mas, qual Caixa de Pandora, ninguém fica indiferente a todas as histórias marcantes que foram esmiuçadas ao ínfimo pormenor nos meios de comunicação social e redes sociais. Algumas delas, duras, cruéis, é um facto, mas que serviram para, no mínimo, pôr as pessoas a refletir sobre o caminho que a humanidade está a tomar e o que pode ou deve ser feito para inverter um processo de autodestruição. Nesta análise particular, a revista Amar destaca alguns dos principais momentos que marcaram positiva ou negativamente o ano de 2016, ainda que seja impossível enumerá-los a todos, dada a imensidão de notícias diárias que circulam neste mundo global, em que o digital e as novas tecnologias ditam as leis.

A morte como protagonista principal

O ano arrancou negro com a morte de David Bowie e a lista foi crescendo. Da música ao cinema, da televisão às artes, foram muitas as estrelas que deixaram de brilhar. A morte de David Bowie a 10 de janeiro, apenas dois dias depois do lançamento do álbum “Blackstar”, na data em que completou 69 anos, apanhou de surpresa os fãs do músico e o público em geral. Janeiro despediu-se também de Glenn Frey (dia 18), o guitarrista e co-fundador dos The Eagles, e de Paul Kantner (dia 28), o cofundador dos Jefferson Airplane, grupo pioneiro de rock psicadélico. O fundador dos Earth, Wind & Fire, Maurice White, faleceu a 4 de fevereiro aos 74 anos. O músico britânico Keith Emerson, conhecido por ser um dos pioneiros do sintetizador na música rock, morreu em Los Angeles aos 71 anos. Greg Lake, com quem fundou a banda Emerson, Lake and Palmer, faleceu vítima de cancro a 7 de dezembro aos 69 anos.

Em Revista l 2016


A 21 de abril, o mundo perde mais uma estrela - Prince. O lendário e ícone da pop deixou órfãs várias gerações que beberam da sua música a inspiração musical. Os resultados da autópsia a Prince mostraram que o cantor morreu de uma overdose de opiáceos. Alan Vega, o vocalista dos Suicide morreu no dia 16 de julho.

Assim como Bowie, Leonard Cohen lançou o último e aguardado álbum, “You Want It Darker”, semanas antes da notícia da sua morte. O poeta e cantor canadiano faleceu aos 82 anos, a 7 de novembro. Calou-se também uma das vozes femininas mais poderosas da soul americana, Sharon Jones, a quem alguns chegaram a chamar de versão feminina de James Brown, morreu vítima de cancro no dia 18 de novembro, aos 60 anos. No dia de Natal, chegou, de forma inesperada, a notícia da morte da voz de “Last Christmas” e “Careless Whisper” e um dos nomes maiores da pop britânica, George Michael, aos 53 anos. O músico foi encontrado “deitado em paz” na sua cama e a causa da morte terá sido uma falha cardíaca, segundo avançou o agente do cantor. Não só o mundo musical perdeu algumas das suas maiores referências. O britânico Alan Rickman, um dos mais aclamados atores no cinema, teatro e televisão, morreu dia 14 de janeiro, em Londres, aos 69 anos, vítima de doença prolongada. Gene Wilder, conhecido pelos seus papéis nos filmes “Charlie e a Fábrica de Chocolate” e o “Jovem Frankenstein”, morreu dia 29 de agosto aos 83 anos. A atriz Zsa Zsa Gabor, que se tornou uma lenda de Hollywood, morreu dia 18 de dezembro de crise cardíaca, aos 99 anos, em Los Angeles. A atriz norte-americana Carrie Fisher, que interpretou a princesa Leia na saga “Star Wars” ao lado de Harrison Ford, faleceu dia 27 de dezembro, aos 60 anos, na sequência de um ataque cardíaco. Ironicamente, um dia depois, falecia a sua mãe Debbie Reynolds, de 84 anos. Reynolds foi uma das atrizes mais populares de Hollywood nas décadas de 50 e 60, acabando por se tornar numa celebridade bastante popular e admirada pelos meios de comunicação social. O escritor italiano e autor de “O Nome da Rosa”, Umberto Eco, faleceu dia 20 de fevereiro, aos 84 anos. Em Portugal, os palcos despediram-se de vários nomes maiores das artes. A 14 de janeiro, do ator e realizador Nicolau Breyner, de 75 anos; a 11 de abril, do ator, dramaturgo e argumentista Francisco Nicholson, aos 77 anos; a 2 de julho, do ator e uma das referências da comédia nacional Camilo de Oliveira, aos 91 anos.

2016 l Em Revista


O mundo da cultura e artes A 88ª edição dos Óscares, realizada no último dia de fevereiro, esteve envolta em polémica por não ter havido qualquer ator negro nomeado, pelo segundo ano consecutivo. A ausência de nomeações terá levado a um boicote por parte da comunidade negra, que ter-se-á refletido no resultado das audiências. Apresentada pelo comediante Chris Rock e que coroou “O Caso Spotlight” como melhor filme de 2015. A força esteve também com a Disney em 2016, mais concretamente com as subsidiárias Pixar, Marvel e Lucasfilm. Os filmes de animação como “Zootrópolis” e “À procura de Dory”, o “Capitão América: Guerra Civil” e a saga “Start Wars” foram os principais responsáveis dos recordes de bilheteira históricos da produtora, com um total de vendas de sete mil milhões de dólares. O ano de 2016 foi igualmente bom para o cinema português. Entre as várias distinções internacionais, destaque para a atribuição do Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim à jovem realizadora Leonor Teles pela sua curta-metragem “Balada de um batráquio”.

Já Nuno Lopes recebeu o Prémio Especial de Melhor Ator pelo seu desempenho no filme “São Jorge”, de Marco Martins, atribuído pelo júri da secção “Orizzonti”, do Festival Internacional de Cinema de Veneza.

No dia 13 de outubro, o cantor e compositor Bob Dylan era anunciado como o vencedor do Prémio Nobel de Literatura de 2016. O surpreendente anúncio foi feito na sede da Academia Sueca, em Estocolmo. O prémio foi atribuído a Dylan, por ter criado novas formas de expressão poéticas no quadro da grande tradição da música americana.

Frederico Lourenço venceu a edição de 2016 do Prémio Pessoa. O galardoado publicou em 2016 o primeiro volume da nova tradução da Bíblia Grega, “Septuaginta”, o primeiro volume de uma série de seis, com os quatro Evangelhos canónicos, de Mateus, Marcos, Lucas e João. O quadro “A Adoração dos Magos”, do pintor português Domingos António Sequeira (1768-1837), comprado com fundos angariados numa campanha pública foi, em julho, colocado “no lugar certo”, do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Lisboa ganhou um novo museu e miradouro sobre a cidade, o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT). Parte do espaço do novo edifício abriu ao público dia 5 de outubro, e a totalidade em março de 2017, representando um investimento de cerca de 20 milhões de euros. Só no dia de abertura, recebeu mais de 60 mil Em Revista l 2016

visitantes. O espólio do escritor português José Saramago foi doado à Biblioteca Nacional (BNP), cumprindo-se uma vontade do Nobel da Literatura. O ano termina com a notícia de que a Cornucópia poderá sair de cena, ao fim de 43 anos de existência. Luís Miguel Cintra, um dos fundadores do teatro, anunciou a 17 de dezembro que a Cornucópia iria fechar portas, justificando a decisão com o facto de a companhia de teatro discordar com os atuais modelos de gestão.


O ano de Portugal

Em maio, Fernando Santos dizia que tinha um objetivo: ser campeão da Europa. Realismo pragmático ou ambição desmedida, o certo é que muitos acharam que o selecionador português estava a exagerar. No final de junho, a Seleção A de Portugal partia para França para disputar a fase final do Campeonato da Europa de futebol. O começo foi tímido e complicado, com Portugal a ultrapassar a fase de grupos com três empates que levaram muitos comentadores desportivos a desconfiar da real capacidade da equipa para conquistar o torneio. O ponto positivo, é que Portugal ficava colocado no lado a eliminar dito mais “favorável”, evitando alguns dos crónicos tubarões do futebol, como Espanha, Itália ou Alemanha. Pelo meio, Fernando Santos mantinha a sua fé intacta e garantia que só regressaria a Portugal no dia 11 de julho, onde seria recebido em festa. Dia 10 de julho lá estava ele, o homem à frente de uma nação a

subir ao relvado do Stade de France para comandar as suas tropas na segunda final de sempre numa seleção virgem em títulos. O último obstáculo: a anfitriã França. A lesão do capitão, Cristiano Ronaldo, deixou o país em alvoroço, mas estava escrito que era chegado o momento de Portugal. Éder, “o patinho feio”, vestiu a capa de herói, marcando o único golo, já no prolongamento, num pontapé que fica na história do futebol e de Portugal. Com o título, Portugal vai estar na Taça das Confederações 2017, na Rússia, junto da Alemanha, Chile, Nova Zelândia, México, Austrália, o campeão africano que será definido no começo do ano e a Rússia, país anfitrião. No lado sul americano, o Chile foi o campeão da Copa América Centenário dos Estados Unidos. A equipa chilena venceu a Argentina nos penáltis. Para a equipa argentina, o jejum leva já 23 anos sem conquistar um troféu importante.

Jovens campeões e o apuramento feminino As seleções jovens portuguesas tiveram um ano globalmente positivo em 2016. Mas o destaque maior vai para a conquista do título europeu pelos Sub-17, algo que escapava desde 2003. Num torneio exemplar, em que apenas sofreram um golo (na final), os jovens lusos, orientados por Hélio Sousa, um campeão de Riade, bateram a Espanha numa final decidida apenas nas grandes penalidades.

Num ano de sonho para as seleções nacionais, a sénior feminina quis juntar-se à festa. Em outubro, as “meninas” carimbaram diante da Roménia (1-1) um apuramento histórico para uma fase final de uma competição de futebol profissional feminina. Em 2017, lá estarão elas, de quinas ao peito a envergar as cores nacionais na Holanda. 2016 l Em Revista


Portugueses em destaque O ano de 2016 foi pródigo em colocar portugueses em destaque por essa Europa e por esse Mundo fora. Em maio, Rui Bragança e Júlio Ferreira sagraram-se campeões Europeu de taekwondo, nas categorias de -58 e -74 kg.

Em Moscovo, na Rússia, Fernando Pimenta sagrou-se campeão europeu de K1 1.000 e K1 5.000, dois títulos conquistados em menos de 24 horas.

No atletismo, a formação feminina do Sporting venceu a Taça dos Clubes de Campeões Europeus. Menos de dois meses depois, seis medalhas nos Europeus, a melhor participação de sempre. Sara Moreira foi campeã europeia na meia-maratona, tendo Portugal vencido coletivamente a prova da Taça da Europa feminina. Patrícia Mamona sagrou-se campeã da Europa do triplo salto.

Apesar do entusiasmo gerado com estas conquistas europeias, Portugal não teria o sucesso desejado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Telma Monteiro, judoca, foi o eco maior da prestação olímpica com a única medalha conquistada, bronze na categoria de -57 kg.

2016 também foi um bom ano para o hóquei em patins. Em julho, a seleção masculina sagrou-se campeã da Europa. O 21º título é um marco na história da modalidade que quebrou um jejum de 18 anos sem (Portugal) vencer a competição. Em outubro, a seleção feminina tornou-se vice-campeã do mundo da modalidade. Antes, em maio, o Benfica venceu a Liga Europeia, o troféu mais importante da modalidade a nível continental, e depois a Taça Continental frente ao Óquei Club de Barcelos, que venceu a Taça CERS, a segunda mais importante competição da Europa.

No surf, Frederico Morais conseguiu o segundo lugar no Vans World Cup e a qualificação para o circuito mundial em 2017, o segundo português de sempre a fazê-lo.

João Monteiro e Daniela Dodean Monteiro mostraram ser um casal que vale ouro e sagraram-se campeões da Europa de pares mistos de ténis de mesa.

Em Revista l 2016


O tri do Benfica A época futebolística em Portugal foi marcada por uma (saudável) disputa entre Benfica e Sporting que não se via há muitos anos. No final, a equipa de Rui Vitória levaria a melhor, alcançando o tricampeonato, 39 anos depois - o último remonta a 1977. Pouco tempo depois, os encarnados viriam a conquistar a sua sétima Taça da Liga, ao golearem o Marítimo, na final, por 6-2. O país acabaria por se pintar de vermelho e branco, de norte a sul, quando o Sporting de Braga venceu a segunda Taça de Portugal da sua história, no Jamor, depois de derrotar o Porto nas grandes penalidades. Ao nível das competições europeias, Espanha impunha a sua lei. A final da Liga dos Campeões colocou frente a frente os rivais de Madrid, Atlético e Real. A equipa liderada por Zidane, com os portugueses Cristiano Ronaldo e Pepe, acabaria por levar a melhor. Na Liga Europa, o Sevilha conseguiu o feito impressionante ao conquistar a terceira taça, consecutiva, depois de ter derrotado o Liverpool de Klopp. Já no final deste ano, o Real Madrid venceu o Campeonato do Mundo de Clubes, no qual brilhou Ronaldo, o melhor jogador do torneio.

Desporto Mundial

O ano de 2016 ficou também marcado por um verdadeiro conto de fadas. Liderado pelo veterano Claudio Ranieri, o Leicester, clube que, teoricamente, lutaria para não descer de divisão iria vencer o campeonato inglês. Para muitos, esta foi uma vitória de David contra Golias que emocionou os adeptos de futebol.

Depois, nos Estados Unidos da América vimos o sonho de LeBron James finalmente concretizado. O três vezes MVP da NBA (jogador mais valioso do campeonato), conseguiu dar à equipa que o formou e o atirou para as luzes da ribalta o primeiro título da Liga Norte-Americana de Basquetebol (NBA), os Cleveland Cavaliers. Um daqueles regressos a casa que ficarão para a história. E o que dizer da conquista dos Chicago Cubs, uma das equipas mais antigas do basebol americano. Depois de duas World Series em 1907 e 1908, a equipa da Major League of Baseball (MLB) iniciou a maior seca de títulos de uma equipa desportiva norte-americana na história, durando mais de um século. Na madrugada do dia 3 de novembro de 2016, num jogo (o sétimo) que começou no dia 2 de novembro e ultrapassou a meia noite, os Chicago Cubs colocaram um fim à “maldição” ao vencer a World Series depois de estar a perder a série final por 3 jogos a 1 contra os Cleveland Indians.

Na Fórmula 1, Nico Rosberg conquistou o Campeonato numa temporada incrível em que o seu maior rival foi o seu colega de equipa, Lewis Hamilton. Para surpresa geral, o alemão anunciava pouco tempo depois a sua retirada. 2016 l Em Revista


UE e Canadá assinam acordo de comércio livre Com uns dias de atraso e um prazo de implementação mais lato, o acordo de comércio livre (CETA) foi finalmente assinado. A União Europeia e o Canadá assinaram o CETA, depois de dias de negociações e atrasos provocados pela oposição da região belga da Valónia. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, esteve em Bruxelas para a assinatura junto ao líder do Conselho europeu, Donald Tusk, e ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. A parte mais substancial do tratado, com a remoção de taxas de importação para a maioria dos bens entre os dois lados, entrará em vigor no início de 2017.

Web Summit em Lisboa

Lisboa transformou-se em 2016 na capital do empreendedorismo e da tecnologia com a Web Summit, a cimeira tecnológica que trouxe 53 mil pessoas. Escolhida para palco da chamada “Davos para Geeks”, Lisboa substituiu Dublin e venceu concorrentes de peso como Berlim, Londres e Amesterdão, acolhendo o evento entre 7 e 10 de novembro e encaixando cerca de 200 milhões de euros, entre hotéis, táxis, restaurantes, etc. Pela capital portuguesa passaram mais 53 mil pessoas, de 166 países, incluindo 15 000 empresas, 7000 presidentes executivos e 700 investidores de topo e 2000 jornalistas internacionais. Para 2017, já está prometido o aumento do número de participantes e do perímetro ao pavilhão 4 da FIL. A cimeira tecnológica vai manter-se em Portugal até 2020 e poderá prolongar-se por mais dois anos, rondando a expectativa de retorno financeiro os 175 milhões de euros na edição de 2016.

Acordo de Paris, Brexit, Trump, a Sociedade e o Mundo A 23 de junho os britânicos foram às urnas para decidir a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia, num referendo convocado pelo então primeiro-ministro, David Cameron. Brexit, como ficou conhecido o movimento de saída, é um acrónimo inglês formado pela união de “Britain” (Grã-Bretanha e, por extensão, Reino Unido) e “exit” (saída). Contra o que indicava a maioria das sondagens, o “Leave” (Sair) ganhou com 52% dos votos, contra os 48% do “Remain” (Ficar). A Europa acordou em sobressalto no dia seguinte, o fantasma da desagregação estava presente. Cameron demitiu-se na sequência do resultado e foi substituído pela conservadora Theresa May (inicialmente uma defensora do “Remain”). May anunciou um calendário para o executivo britânico ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa (sobre a saída de um Estado-membro) até final de março de 2017, mas um Tribunal decidiu que teria de ser o parlamento a autorizar o governo a fazê-lo. Ou seja, os legisladores (deputados) teriam de votar se autorizam ou não o Governo de May a ativar o Brexit. Ao contrário do que previam analistas e economistas, a economia britânica está a crescer de forma sólida desde o referendo: o consumo das famílias cresceu mais do que o esperado, o mercado imobiliário aguentou-se e o desemprego caiu para os níveis mais Em Revista l 2016

baixos desde 2005. O mês de agosto traz, entretanto, a febre do Pokémon Go, fenómeno que capturou a atenção dos fãs em todo o mundo todo. Mas se há um mês marcante em 2016, novembro é sem dúvida um deles. O Acordo de Paris para o combate às mudanças climáticas entrou em vigor no dia 4 de novembro em tempo recorde, menos de um ano depois de ter sido fechado na capital francesa por 195 países, com o desafio de acelerar e incrementar suas ações a fim de evitar os piores impactos do aquecimento global. No dia 8 de novembro, o republicano Donald Trump surpreendeu o mundo ao ser eleito o 45º presidente dos Estados Unidos, vencendo a democrata Hillary Clinton. A vitória do empresário e ex-apresentador de televisão representou o triunfo do populismo e a escolha de um presidente imprevisível. No dia em que Trump ganhou a eleição, o jornal francês Libération escreveu: “Trumpocalípse”. A manchete do jornal francês Le Monde foi “A vitória da raiva”. Na Alemanha, o Süddeutsche Zeitung lamentou “a pior catástrofe possível (…) O inimaginável que se tornou realidade”. Em Londres, The Guardian disse que “o povo americano mergulhou no abismo”.


Este é também o mês que traz a notícia da morte, aos 90 anos, o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro. O anúncio da morte foi feito pelo seu irmão, o presidente de Cuba, Raúl Castro, na TV estatal. O corpo de Fidel foi cremado. O funeral do cubano ocorreu no dia 4 de dezembro e as homenagens incluíram uma procissão com a conclusão em Santiago de Cuba, onde as cinzas foram depositadas no Cemitério de Santa Ifigénia. Em 29 de novembro, o desporto registou o maior acidente aéreo de sua história: o avião que levava a delegação da Chapecoense a Medellín, na Colômbia, caiu na cidade de La Unión em função da falta de combustível. Das 77 pessoas a bordo, 71 morreram e apenas seis sobreviveram. A tragédia também é considerada a maior da história do jornalismo brasileiro. A equipa catarinense disputaria a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.

O clube colombiano abdicou de jogar a decisão e solicitou que o título fosse dado aos brasileiros. Dias depois, a Conmebol confirmava que o título da Copa Sul-Americana seria da Chapecoense. Se a nível social e político o mundo ficou em 2016 definitivamente mais imprevisível, com o Brexit e a eleição de Donald Trump nos EUA, numa área a humanidade deu passos de gigante: o conhecimento. Cientistas dos Estados Unidos anunciaram no dia 11 de fevereiro uma descoberta histórica (juntando à descoberta de um novo número primo): pela primeira vez foram detetadas as ondas gravitacionais previstas por Albert Einstein na sua Teoria Geral da Relatividade, publicada há cem anos.

António Guterres - Personalidade do ano

No passado dia 12 de dezembro, os portugueses encheram-se de orgulho para assistir à confirmação do antigo primeiro-ministro António Guterres como novo secretário-geral das Nações Unidas. Guterres, iniciava o seu mandato de cinco anos a 1 de janeiro de 2017, três semanas antes da tomada de posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos da América, em Washington. Aos 67 anos, António Guterres – considerado a personalidade do ano 2016 – prepara-se para cumprir o mais difícil desafio da sua vida: comandar os destinos da ONU. Entre os principais desafios de Guterres nos próximos anos está o restaurar da imagem da organização, lutar contra a burocracia interna e, ao mesmo tempo, lidar com o conflito sírio, o problema nuclear na Coreia do Norte e os esforços para combater as alterações climáticas. Não terá mãos a medir.

Esquerda no governo e Marcelo Rebelo de Sousa na presidência

Os líderes bloquista e comunista, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, respetivamente, assinaram inéditas “posições conjuntas” com o PS, assim como os “Verdes”, encetando um diálogo para a governação à esquerda no parlamento, relegando PSD e CDS-PP para a oposição, apesar da vitória nas eleições legislativas de 2015. Neste primeiro ano de vida, o Governo minoritário esteve debaixo de permanente stress político. No entanto, a “geringonça”, como Paulo Portas a caracterizou, terminou 2016 em tendência de estabilização, após um ano em que teve de saltar sucessivas barreiras, umas colocadas pela pressão europeia de consolidação

orçamental, outras pelos acordos políticos com os seus parceiros de esquerda. No plano institucional, o Executivo beneficiou de um clima de cooperação política com o novo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Eleito em janeiro, Marcelo iniciou funções a 9 de março de 2016. Aos 67 anos, o ex-comentador político e professor universitário de direito elencou os seguintes princípios para o seu mandato presidencial: “Afetos, proximidade, simplicidade e estabilidade”. 2016 l Em Revista


LITE ratura

João Morgado

Autor Português

Imagens: Direitos Reservados

Fonte: WOOK e Wikipedia João Morgado, escritor em destaque na presente edição da Revista Amar, nasceu em 1965 na Covilhã, mais concretamente na Aldeia do Carvalho. É formado em Comunicação pela Universidade da Beira Interior e tem um mestrado em Estudos Europeus pela Universidade de Salamanca em Espanha. Consultor de comunicação nos meios empresariais e políticos, é atualmente chefe de Gabinete do Presidente da Câmara de Belmonte, tendo trabalhado como jornalista e, para além da imprensa regional, escreveu para vários orgãos da comunicação social, como sendo o caso do diário “Público” e o semanário “Sol”. Na literatura, afirmou-se com dois romances: «Diário dos Infiéis», 2010, e «Diário dos Imperfeitos», 2012. Estas duas obras foram adaptadas ao teatro pela ASTA – Associação de Teatro e outras Artes. A sua incursão no romance histórico deu-se com a obra «VERA CRUZ», um romance histórico sobre a vida desconhecida de Pedro Álvares Cabral e que apresenta uma nova versão sobre as verdadeiras razões que o levaram a desviar a frota e chegar a um novo continente, e tomar oficialmente para Portugal as que são hoje as

terras do Brasil. Este livro teve ainda uma versão para crianças «Cabralito», com ilustrações de Bruno Picoto. O romance «VERA CRUZ» serviu ainda de base a uma sinfonia para Orquestra Sinfónica, com Coro e Soprano. Uma obra composta pelo maestro João Pedro Delgado, que teve a direcção da orquestra do maestro Gustavo Delgado e Dora Rodrigues como soprano convidada. Os músicos da orquestra selecionados entre oito escolas de música do distrito de Castelo Branco. A estreia ocorreu a 21 de Maio, no TMG - Teatro Municipal da Guarda. Recentemente lançou «ÍNDIAS», um romance biográfico dedicado a Vasco da Gama, o herói imperfeito, que foi odiado por todos, mas amado por D. Manuel I e ficou na história de Portugal por ter sido o primeiro navegante a chegar às Índias das especiarias. Entre os livros publicados, destacamos ainda «Meio-Rico», contos, 2011; «Pássaro dos Segredos», conto ilustrado, 2014; «Para Ti», poesia, 2014. É coordenador do DIÁSPORA – Festival Literário de Belmonte.

Prémios Literários • • • • • •

Prémio Literário António Gaspar Serrano -2016 Prémio Nacional de Literatura LIONS - 2015 Prémio Literário de Poesia Arandis - Manuel Neto dos Santos - 2015 Prémio Literário Fundação Dr. Luís Rainha Correntes d’ Escritas - 2015 Prémio Literário António Alçada Baptista - 2014 Prémio Literário Vergílio Ferreira - 2012

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Menções Honrosas • •

Premio Literário Alves Redol - 2015 (Conto) Prémio Literário Dr. João Isabel - 2016 (Poesia)


Romances • Diário dos Infieis - 2010 • Diário dos Imperfeitos - 2012 Romances históricos • Vera Cruz - 2015 • Índias - 2016 Contos • Meio-Rico - 2011 • O Pássaro dos Segredos - 2013 Poesia • Para Ti - 2014 • Porto de Saudade - 2016

Obra Literária Novela • O Céu do Mar - 2016 Infanto-Juvenil - Colecção Grandes Navegadores • Pedro Álvares Cabral - O Gigante dos Mares” - 2016 • Vasco da Gama - O Terror das Índias - 2016 • Cabralito - 2015

Índias

Fonte: WOOK, Clube do Autor e Wikipedia

de João Morgado Ano de edição ou reimpressão: 2016 Editora: Clube do Autor Idioma: Português Sinopse

O novo romance de João Morgado, autor já com vasta obra publicada e premiada, centra-se na vida escondida de Vasco da Gama e numa época tão gloriosa quanto distante. Trata-se de um livro que desde as primeiras páginas ambienta o leitor no período áureo da nossa História e através do qual (re)descobrimos o lado obscuro do grande navegador português. Eis uma história de ódios, de vinganças, de ambições e conquistas. PUBLICIDADE

Amar l 21


MUSEU DO CARRO ELÉCTRICO Fontes: Museu do Carro Eléctrico, Público, Património Cultural e Porto.pt

Cabral de Jesus

Descubra os encantadores elétricos restaurados

É

daquelas pessoas que anda sempre com a câmara fotográfica e de vídeo atrás e não dispensa uma visita a um museu ou qualquer outro espaço cultural que o faz mergulhar no passado histórico e profundo da cidade que está a visitar? Pois bem, o Museu do Carro Elétrico, propriedade da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), é um espaço que vai querer conhecer, com certeza, especialmente se é um apreciador de um regresso ao futuro e não se importa de entrar numa viagem interativa e conhecer a exposição que conta a evolução da rede de tração elétrica da cidade do Porto, em Portugal. Garantidamente, vai deixar-se envolver e maravilhar com um museu que desvenda mais de cem anos de história que mudaram a vida da Invicta para sempre.

Inaugurado em 1992, o Museu do Carro Elétrico nasceu da dedicação e voluntarismo de um pequeno grupo de entusiastas e apaixonados por este meio de transporte coletivo, impulsionados por um propósito comum: preservar e dinamizar uma coleção de carros elétricos de grande valor histórico e patrimonial. O museu dispõe de uma coleção de carros elétricos e outros carros de apoio que circularam no Porto e que marcaram a história dos transportes urbanos sobre carris da cidade Invicta, uma das primeiras cidades na Europa a adotar o elétrico como meio de transporte público. Também faz parte do seu espólio um exemplar dos carros americanos, de tração animal, que circularam pela primeira vez no Porto em 1872. Instalado na antiga Central Termoelétrica de Massarelos, edifício classificado como Património de Interesse Municipal, o museu expõe também uma série de equipamentos originais que se destinavam à produção e transformação da energia elétrica que alimentava a rede de tração elétrica ao longo de todo o séc. XX. O Museu oferece programas distintos de serviços educativos e de animação e possui um centro de documentação e informação. Bem como, um vasto espólio fotográfico que testemunha a história e desenvolvimento dos transportes públicos urbanos sobre carris, a sua memória na cidade do Porto e a própria atividade do Museu através da recolha de diferentes visões contemporâneas sobre as suas coleções. O espaço dispõe ainda de serviços de aluguer 22 l Amar

de espaços e de carros elétricos e organização de eventos. Infraestruturado quanto à sua essência museológica (constituir, preservar e conservar uma coleção de carros elétricos representativos da história e desenvolvimento técnico deste meio de transporte na cidade do Porto), quanto aos serviços de apoio ao visitante (loja, cafetaria, desdobrável sobre o museu), quanto aos programas de interpretação das coleções (criação de serviços educativos e de animação) e quanto à sua animação e gestão sustentada dos espaços (desfile, eventos e exposições temporárias, alugueres de espaços e de carros elétricos) surge, então, a necessidade de aproximar o museu dos seus públicos atuais e potenciais, requalificando a sua estrutura museológica e aproveitando as suas potencialidades como centro de educação informal dedicado à problemática dos transportes urbanos e da história do Porto. O arquiteto alemão Thomas Kroger venceu, em junho de 2010, o concurso de ideias lançado pela STCP para a requalificação do Museu do Carro Elétrico, apresentando um projeto orçado em 8,6 milhões de euros que conta com apoios do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). O museu reabriu ao público, com uma maior oferta disponível aos visitantes, em 28 de novembro de 2015, após um investimento de um milhão de euros ter resolvido os problemas que ditaram o seu encerramento em dezembro de 2012.


VÁ DO PASSADO AO PRESENTE NUMA EXPOSIÇÃO SINGULAR

NA CIDADE DO PORTO

Instalado na antiga Central Termoelétrica de Massarelos

O Museu do Carro Elétrico está instalado na antiga Central Termoelétrica de Massarelos. Esta central foi construída com o objetivo de produzir energia para alimentar os veículos de tração elétrica que circulavam na cidade do Porto. Trata-se de um projeto da autoria do Engenheiro Couto dos Santos, tendo a construção deste edifício sido concluída em 1915. O edifício da Central Termoelétrica de Massarelos é constituído por duas grandes naves que constituíam respetivamente a casa dos geradores do vapor (caldeiras) e a casa das máquinas. Até à década de 1940 a Central Termoelétrica de Massarelos produziu energia suficiente para alimentar a rede de carros elétricos existentes na cidade do Porto. Com o aumento do número de carros elétricos em circulação, a Central passa a estar dependente do fornecimento de energia por parte da União Elétrica Portuguesa. Na década de 1960, toda a área de produção de energia, que ocupava uma das naves, foi desativada, passando a energia a ser fornecida por outras entidades. A partir de então a Central passou a funcionar apenas como subestação de transformação de energia, sendo que ainda hoje é a partir deste edifício que se alimentam as linhas de tração elétrica existentes na cidade do Porto.

MUSEU DO CARRO ELÉTRICO Alameda Basílio Teles, 51 4150 – 127 Porto Telefone: 226 158 185 Fax: 225 071 150 Email: museu@stcp.pt HORÁRIO

Segunda-feira - das 14h00m às 18h00m De terça-feira a domingo - das 10h00m às 18h00m Última admissão 30 minutos antes da hora de fecho do Museu. Encerrado: 24 de Dezembro da parte da tarde, 25 de Dezembro e 1 de Janeiro todo o dia.

PREÇÁRIO

Adulto: 8,00€ Crianças até aos 6 anos: Gratuito Jovens dos 6 aos 25 anos, Seniores (65+): 4,00€ C/ Assinaturas Andante ou STCP: 3,20€ C/ Título de CE 24 horas válido, Porto Card ou Porto 3 em 1: 4,00€ C/ Título de CE 24 horas criança válido: 2,00€ C/ Título de Bordo adulto: 5,60€ C/ Título de Bordo criança: 2,80€ Pack para Famílias (pais e filhos ou avós e netos) Adulto: 5,00€ Jovens dos 6 aos 25 anos: 4,00€ Oferta de 1 bilhete por cada 2 jovens (até 25 anos) Grupos (Mínimo de 10 pax) Adulto: 6,00€ Jovens dos 6 aos 25 anos, Seniores (65+): 3,00€ Suplemento de Visitas Guiadas Visita guiada: 2,00€/pessoa Áudio-guias: 1,00€/pessoa (Em horário sob consulta e/ou reserva e com número mínimo de 10 pessoas). Grupos Escolares: Consulte Serviços Educativos

Reviver a história da cidade do Porto

O Museu do Carro Elétrico dispõe de uma frota de carros elétricos dos anos 1920/1930, totalmente restaurados ao seu estado original, que aluga para passeios na Linha da Marginal, Linha da Restauração e Linha da Batalha. Para um percurso verdadeiramente inesquecível, o Museu do Carro Elétrico dispõe ainda de dois veículos especiais: o carro elétrico nº 100, réplica de um veículo de 1910, totalmente aberto com capacidade para transportar 28 passageiros sentados, e o carro elétrico nº 104, réplica de um carro dos finais do século XIX, com capacidade para transportar 18 passageiros sentados. Uma excelente oportunidade para os locais, por que não, e principalmente, os turistas, nacionais e estrangeiros, reviverem a história da cidade do Porto passeando pela Linha da Marginal, a famosa e pioneira Linha 1, que desde a sua inauguração, a 15 de maio de 1872, é um dos mais belos e carismáticos percursos da cidade do Porto. A Linha da Restauração, ou Linha 18, constitui também um dos percursos mais memoráveis da cidade do Porto e sem dúvida um dos mais representativos para a história do carro elétrico. Foi nesta rua que, em setembro de 1895, a cidade do Porto viu circular o primeiro carro elétrico. Os elétricos voltaram também à Baixa do Porto com a Linha da Batalha. Sem dúvida, uma carismática e nostálgica forma de passear por algumas das ruas mais emblemáticas da baixa portuense e deixar-se levar ao som de outros tempos pelas lojas tradicionais, pelos cafés e pela arquitetura burguesa do início do séc. XX que caracterizam o percurso. Amar l 23


SAUDADE A

Palavra Saudade apenas existe na lingua portuguesa. Deriva do latim e acredita-se que surge na época dos descobrimentos quando os navegadores portugueses andavam por terras longínquas e sentido falta dos seus, das suas casas, do seu país, nasce a palavra saudade para definir este sentimento tão intimo, tão profundo, e tão presente em todos nós. A Palavra Saudade ganhou um honroso 7º lugar, segundo uma empresa Britânica de traduções, como sendo das mais difíceis de traduzir... Eu sou uma saudosista por natureza, embora esteja bem no presente a minha memória leva-me sempre a eventos passados, seja através de imagens, de cheiros, de memórias da infância, ela leva-me sempre a sentir Saudade. É provavelmente sinónimo de que no passado tive ótimos momentos e marcantes vivências que me transformaram na pessoa que sou e me servem de pilar para seguir esta minha caminhada também longínqua dos meus. Dependendo dos dias, sinto saudades da cor do céu de Portugal, do cheiro do Mar, da comida, do galão, da manteiga, das esplanadas, de fumar nas esplanadas, desse “cheirinho” a liberdade...

E o médico perguntou: o que sentes? Sinto lonjuras, doutor. Sofro de distâncias.

Denison Mendes in Bonsais Atômicos

De passar na rua, na pequena Vila onde vivo e as Senhoras amigas da minha mãe virem cumprimentar e dar dois dedos de conversa... dos pequenos almoços ao sábado em família na cafetaria do Intermarché. Coisas tão simples... dos cafés que tomamos entre amigos depois de um dia de trabalho... Olha, até de estender a roupa na rua a secar, é um cheirinho tão bom... da comida da minha Mãe, e da minha sobrinha e das minhas irmãs... do cheiro da minha filha, deixado na almofada depois de acordar... de vermos filmes até às tantas, aos fins de semana e cada uma dormir num dos sofás da sala... Quando saímos do nosso país, a “coisa” acentua-se e toma nuances pautadas de uma certa nostalgia, digamos que por vezes até de uma profunda tristeza e dor, pois não podemos matar a tal Saudade no momento que queremos ou que o nosso ser precisa. E vamos alimentando-a com mais memórias que nos aproximam dos nossos. Ai aquela comida da Mamã, ai as saudades do cão, do gato, do Mar, outra vez e sempre o Mar, esse imenso azul, verde, esse imenso cheiro de Mar, dos mergulhos no Mar... dos calmos fins de tarde, e das noites estreladas... dos concertos das cigarras nas noites de luar... de Lisboa, do Porto, de Chaves, ou Portimão, das Ilhas e das suas maravilhas... do café, sempre como desculpa para mais um encontro, de saborear estes pequenos nadas que são tudo... da converseta entre amigos em tempos perdidos... do calor que vem de dentro dos corações de quem é nosso... É curioso como a palavra Saudade se enraizou no meu vocabulário diário e não desarma...


Desde que saí do meu país, de Portugal, comecei a pertencer a uma nova família, que ajuda a mascarar a Saudade e nos conforta, essa família são um grupo de pessoas que, tal como eu, e espalhadas pelo Mundo, tentam diariamente sobreviver às saudades da família, dos amigos, dos seus lares, das vidas que deixaram para trás e que insistem em permanecer nesta nossa nova existência, esta família, chama-se “emigrantes”. E não, não é pela quadra (Natal / Passagem de Ano), mas porque sinto em algumas publicações nas redes sociais, a angústia de quem está longe de casa. Desejo que a palavra que nos tem perseguido a todos, que nos dê tréguas e nos deixe seguir esta nova vida em que nos encontramos e na qual queremos uma oportunidade para sermos felizes, considerando o contexto, é possível ser feliz... Vamos lá guarda a Saudade nos poemas, nas letras dos Fados, nos textos para Revistas, no “S” do dicionário e pedir-lhe que faça uma pausa das nossas vidas...

Aproveito para deixar aqui os meus votos de Feliz Ano Novo a todos em geral e muito em particular, aos Portugueses que se encontram por todo o Canadá, em Toronto...a todos estes, que como eu, se viram privados de passar esta quadra, Natal e fim de ano junto dos seus familiares e amigos, mas que na Saudade, palavra tão nossa, os guardam no coração. Espero que 2017 seja um ano regrado pelas cores do Sucesso, da Realização, do Amor, da Perseverança, da Serenidade, do Desafio, da aventura, não tenham receio do desconhecido é lá que muitas vezes nos encontramos. Enterrem definitivamente em 2016 tudo o que vos faça menos bem, e desistam do que não vale a pena. Desistir também pode ser uma atitude de seguir em frente, não de fracasso... Guardem de todos as melhores imagens, palavras, acções e é assim que devemos entrar em 2017 de coração cheio, para não dar espaço à Saudade... Não querendo ser fatalista, mas não podendo ignorar as raízes, corre-nos na alma as notas do fado...

Não falei contigo com medo que os montes e vales que me achas caíssem a teus pés... Acredito e entendo que a estabilidade lógica de quem não quer explodir faça bem ao escudo que és...

Desconfio que ainda não reparaste que o teu destino foi inventado por gira-discos estragados aos quais te vais moldando... E todo o teu planeamento estratégico de sincronização do coração são leis como paredes e tetos cujos vidros vais pisando...

Desculpa se te fiz fogo e noite sem pedir autorização por escrito ao sindicato dos Deuses... mas não fui eu que te escolhi. Desculpa se te usei como refúgio dos meus sentidos pedaço de silêncios perdidos que voltei a encontrar em ti...

Saudade é o ar que vou sugando e aceitando como fruto de Verão nos jardins do teu beijo... Mas sinto que sabes que sentes também que num dia maior serás trapézio sem rede a pairar sobre o mundo e tudo o que vejo...

Anseio o dia em que acordares por cima de todos os teus números raízes quadradas de somas subtraídas sempre com a mesma solução... Podias deixar de fazer da vida um ciclo vicioso harmonioso ao teu gesto mimado e à palma da tua mão...

É que hoje acordei e lembrei-me Que sou mago feiticeiro...

É que hoje acordei e lembrei-me que sou mago feiticeiro Que a minha bola de cristal é folha de papel E nela te pinto nua, nua numa chama minha e tua. numa chama minha e tua.

É que hoje acordei e lembrei-me que sou mago feiticeiro e a minha bola de cristal é folha de papel E nela te pinto nua, nua Numa chama minha e tua. Numa chama minha e tua.

Shutterstock / Petrovic Igor

...E nela te pinto nua, nua Numa chama minha e tua. Numa chama minha e tua. Ainda magoas alguém O tiro passou-me ao lado Ainda magoas alguém Se não te deste a ninguém magoaste alguém A mim... passou-me ao lado.


Imagem: Shutterstock / Wenani Fotografias: gentilmente cedida por Gonรงalo Salgueiro

GONร‡ALO


SALGUEIRO Gonçalo Salgueiro, com três álbuns de fado editados, distinguido com um Prémio Amália Tributo, tem participado como protagonista em vários musicais de Filipe La Féria, nomeadamente “Amália”, “Jesus Cristo Superstar”, “Fado, história de um povo”, entre outros. Natural de Montemor-o-Novo (Alto Alentejo), Salgueiro, que estudou música e foi educado no culto do amor à música nas suas mais variadas formas de expressão, atuou em várias casas de fado de Lisboa, tendo editado o primeiro álbum, “No tempo das cerejas”, em 2002, uma assumida homenagem a Amália, onde recria alguns dos seus temas esquecidos. Quatro anos mais tarde, surgiu o CD “Segue a minha voz”, que reeditou em 2012, incluindo duetos com Fernanda Maria e Beatriz da Conceição. Em 2009, Gonçalo Salgueiro publicou CD/DVD homónimo “Gonçalo Salgueiro”, em que se revela como autor de poemas para o fado. Em realidade, Gonçalo Salgueiro divide a sua vida de cantor/ator com a de Letrista e a de Produtor Discográfico para intérpretes nacionais e internacionais. Espetáculos pela Europa e EUA, levam-no, entretanto, ao contacto mais próximo com o grande público que, tal como os críticos, são unânimes em afirmar a sua extraordinária versatilidade, emoção e presença. Agora é chegada a vez do Canadá. No dia 21 de janeiro de 2017, Gonçalo Salgueiro promete encher o palco do Centro Cultural Português de Mississauga, Ontário, com um espetáculo com muita música portuguesa, o “seu Fado” e a certeza de que fará o seu melhor. Oportunidade única para a comunidade portuguesa conhecer a versatilidade vocal do cantor português que tem em Amália Rodrigues uma das suas principais referências no Fado.


Revista Amar - Participou já em vários musicais de Filipe La Féria, integrando, por exemplo, o elenco do Musical “Amália”, no papel de Eduardo Ricciardi. Como explica esse trajeto profissional e a importância para a sua afirmação enquanto fadista? Gonçalo Salgueiro – Nunca pensei cantar profissionalmente ... tudo foi acontecendo sem que eu o procurasse, gosto de pensar que aconteceu tudo “por vontade de Deus!”. Antes de começar a fazer Teatro Musical, a minha experiência profissional resumia-se a 2 concertos e a 6 meses em 2 casas de Fado - O Clube de Fado, em Alfama e O Velho Páteo de Santana, no Campo Mártires da Pátria, onde tive a sorte de começar a cantar com grandes nomes como Beatriz da Conceição ou Tereza Tarouca e grandes músicos como o génio Prof. Fontes Rocha! poucos meses, mas que muito me ensinaram, sobre o que é Fado! Logo após este curto período, tive a sorte de ser apresentado ao senhor Filipe La Feria e por ele ser convidado a integrar o elenco do seu musical de Fado “AMÁLIA”. Daí parti para o Casino Estoril a convite de Júlio César, para o espetáculo musical “EGOISTA”, pro-

tagonizando o mesmo, ao lado de Rita Guerra e Dora e aí representando Fado pela primeira vez num espetáculo diário do Salão Preto e Prata! Daí segue-se o meu maior êxito e um dos maiores e mais memoráveis espetáculos musicais em Portugal, “Jesus Christ Superstar”, uma ópera-rock por mim encabeçada, com lotação esgotada durante mais de um ano, com 7 espetáculos por semana! Seguem-se a este, muitos convites de Filipe La Féria para protagonizar outros musicais de sua criação! Durante estes 16 anos pude explorar toda a versatilidade da minha voz e da minha pessoa enquanto artista, aprendi a estar em palco e a dominá-la, creio que poucos artistas se podem gabar de ter cantado de folclore e fado até Ópera ou Rock, passando por tantos outros géneros musicais! Como tal, enquanto fadista tornei-me mais completo, mais experiente, ciente da minha singularidade e do modo muito particular e único como interpreto a “canção nacional”, ganhei acima de tudo com toda a minha humildade, a gratidão pelo meu público ... sem público não seria nada enquanto artista!

Fotografia: gentilmente cedida por Gonçalo Salgueiro

RA - A avaliar pelos vários projetos que abraçou ao longo destes anos, claramente Amália Rodrigues é uma das suas principais referências no Fado. O que o fascina mais no universo Amaliano? GS - Amália Rodrigues é a minha razão de cantar Fado, com 3

anos ou menos, segundo a minha falecida Mãe, já cantava os seus fados ... para mim o FADO É AMALIA E AMÁLIA É O FADO! e nesta imensa cantora universal ... o que mais me fascina é a sua AUTENTICIDADE, INTELIGÊNCIA, ALTRUÍSMO, HUMILDADE E CORAGEM! De resto o seu legado fala por si ... é IMORTAL!


Mas para mim, o verdadeiro prémio é ter pessoas que me estimam e seguem o meu trabalho

RA - Em 2012, Gonçalo Salgueiro é galardoado pela Fundação Amália Rodrigues com o Prémio Amália Rodrigues 2012 na categoria “Tributo a Amália”, prémio pela primeira vez instituído e atribuído. Que significado teve este prémio para si? GS - O prémio, com toda a humildade, para mim significou o “reconhecimento” de todo o meu trabalho de recuperação e recriação de temas de Amália! Alguns desconhecidos até então do grande público, como o fado “GRITO “, o fado que fez a minha carreira despoletar! Mas para mim, o verdadeiro prémio é ter pessoas que me estimam e seguem o meu trabalho ... RA - Além dos seus espetáculos a solo, Gonçalo Salgueiro lançou-se em mais um grandioso projeto – OPERFADO -, desta vez em parceria com a renomada soprano internacional Elena Mosuc, cuja tournée teve a sua estreia na Roménia. Fale-nos um pouco sobre esta experiência. GS - Uma estória bem caricata ... tudo começou com uma mensagem de Facebook que mandei a Elena Mosuc (umas das maiores sopranos do mundo) a congratulá-la pelo seu último Cd, que por sua vez me pesquisou no Youtube e ao ver, no seu entender, que estaria à sua altura para fazer um espetáculo ao seu lado, nasce então o OPERFADO uma fusão entre Fado, Ópera e Musical, ALGO NUNCA ANTES FEITO! Espetáculo que percorreu toda a Roménia, seu país natal, em algumas das melhores salas do mundo, onde mais uma vez pude testar-me enquanto artista e que muito me orgulhou por levar o nosso Fado a um público totalmente diferente do habitual. RA - Gonçalo Salgueiro participou também no projeto poético-musical “Aire, Fuego e Deseo”, do poeta castelhano Juan Carlos García Hoyuelos, em homenagem a 96 000 pessoas que conservaram o idioma judaico-ibérico nos seus 500 anos de diáspora. Por que aceitou o desafio? GS - Aceitei exatamente por ser um desafio, gosto de me testar! E foi uma honra representar a nossa língua neste fascinante projeto que já corre mundo!

Fotografia: gentilmente cedida por Gonçalo Salgueiro

RA - Editou o CD/DVD homónimo “Gonçalo Salgueiro” (2009/2010), onde se revelou como autor de versos para o Fado. O que procurou transmitir ao público com este trabalho discográfico? GS - Fazia muito que tinha escrito os meus primeiros versos, mas foi com o CD “Gonçalo Salgueiro” que ganhei coragem para me expor ainda mais a quem gosta do meu trabalho e partilhar com esses a quem tudo devo uma outra faceta de mim! Hoje, graças a esse gesto (que requereu alguma coragem e apoio sobretudo da minha Mãe que tanto me inspirou e a quem dediquei esse disco e a quem dedico toda a minha carreira ...) assumo-me também enquanto letrista!


Fotografia: gentilmente cedida por Gonçalo Salgueiro

RA - Quais os projetos artísticos para 2017? GS - Durante a doença e depois de perder a minha Mãe pus a minha carreira em “standby” e de momento estou calmamente a recuperar e a pensar nos próximos passos a dar ... RA - O musicólogo e crítico Costin Popa aponta o Gonçalo Salgueiro como um “… excecional intérprete da tradicional canção popular portuguesa, digno sucessor da famosa Amália Rodrigues (…)”. Já Brigitte Mariollat diz: “Este jovem artista é muito mais que um talentoso fadista, é um brilhante ‘performer’”. Revê-se nestas palavras? GS - Como pode imaginar não sou responsável por estas considerações e humildemente, fico sempre sem palavras quando grandes críticos de música erudita estrangeiros falam assim de mim, fico obviamente feliz, mas não faz nada “subir-me à cabeça”, esta vida é muito difícil, efémera e por vezes ingrata ..., mas os meus pés estão bem assentes no chão! ..., portanto enquanto Deus qui-

ser, apenas vou dando sempre TUDO cada vez que trabalho ... nunca se sabe qual será o último ... RA - Os elogios vêm de todos os lados, mas como é que o Gonçalo Salgueiro lida com as críticas? GS - Ótima pergunta! Lido muito bem, pois aceito todas as críticas ao meu trabalho, porém só medito sobre as críticas que vêm de quem amo ou faz/fez o mesmo que eu consigo fazer, ou de quem sabe mais que eu, essas são sempre construtivas, o resto é irrelevante! Nestes casos sim ... penso muito e analiso o que poderá estar menos bem ... sendo que não tenho intenção de agradar a todos, nem posso ... sou apenas eu e muito grato a quem me aceita exatamente como sou e me compreende!

É tudo feito com AMOR, portanto todas estas ‘extensões’ de mim são geridas acima de tudo com entrega, honestidade, método, organização e profissionalismo

RA - Em fevereiro de 2015 inicia os ensaios para mais um musical de Filipe La Féria - “A noite das mil estrelas”, no Casino Estoril, onde interpreta variados temas desde o musical Evita, à canção francesa dos anos 50, passando pelo pop de António Variações dos anos 80, até ao fado e à ópera. Esta versatilidade musical completa-o? GS - Este projeto ... foi particularmente difícil, Filipe La Feria exigiu de mim fazer o reportório de 5 vozes diferentes, e por isso o adoro e creio que também por isso ele gosta de mim e me continua a chamar para encabeçar os seus projetos! Exatamente por ser extremamente difícil e exigente foi fantástico este projeto! a versatilidade vocal faz parte de mim e agradeço a Deus permitir me continuar a explorá-la, e graças a Deus sempre com grande êxito junto do público, que me aceita de braços abertos seja qual for o reportório que eu cante!

RA - Gonçalo Salgueiro divide a sua vida de cantor/ator com a de letrista e a de produtor discográfico para intérpretes nacionais e internacionais. Como é que gere toda esta atividade artística? GS - É tudo feito com AMOR, portanto todas estas ‘extensões’ de mim são geridas acima de tudo com entrega, honestidade, método, organização e profissionalismo ... não faço nada que saiba que não poderei fazer bem! tendo sempre a esperança de nunca desiludir ninguém!


RA - O que o público pode esperar desse espetáculo? GS - Música Portuguesa, o “meu Fado” e a certeza que farei o meu melhor, como sempre tento fazer! RA - Enquanto fadista português, chegou a sentir algum tipo de peso nos ombros com o reconhecimento do fado como Património Imaterial da Humanidade em 2011? GS - Apesar de sentir o orgulho de ver o nosso Fado ser reconhecido desta forma internacionalmente ... devo responder ... Nenhum, pois esse reconhecimento advém apenas da carreira universal de Amália Rodrigues - sinónimo de FADO! e eu não colho, nem me sirvo de méritos alheios ... na minha opinião, apenas sinto a obrigação de enquanto intérprete de Fado fazer sempre o meu melhor para o honrar, onde quer que seja ...

Fotografia © Márcia Filipa Moura

RA - Como vê esta nova geração de fadistas, da qual também faz parte? GS - Não sei definir essa “nova geração” de que fala, eu já tenho 17 anos de carreira ... (às vezes sou posto na mesma geração com

pessoas que cantam desde antes de eu ter nascido e pessoas com muitos menos anos que eu). Depois da minha geração, já existe toda uma nova vaga de Fadistas ... agora é moda ... confesso que vejo muita quantidade e muito pouca qualidade ou originalidade, ao nível dos intérpretes e sobretudo ao nível musical e poético! Portanto toda esta fase, para mim é um “estado de graça” e veremos daqui a uns tempos o que e quem restará!

Juntamente com a minha fé que me carrega muitas vezes sem eu saber como, a Família e Amigos são os meus únicos pilares

RA - Espetáculos pela Europa e EUA, levaram-no a um contacto mais próximo com o grande público que, tal como os críticos, são unânimes em afirmar a sua extraordinária versatilidade, emoção e presença. No entanto, a comunidade portuguesa do Canadá poderá não conhecer tão bem o fadista Gonçalo Salgueiro. O espetáculo em Toronto será uma excelente oportunidade para alterar essa relação de proximidade? GS - Já faz muitos anos, graças à RTP Internacional, que tenho pessoas que me apreciam no Canadá, infelizmente nunca se proporcionou a minha ida até lá! Portanto, estou bastante feliz por poder estar próximo dessas pessoas tão generosas comigo e dar-lhes o melhor que posso e tenho ... a minha arte!

RA - Com um envolvimento profissional tão intenso, que tempo sobra para a sua vida pessoal? GS - Quando se faz o que se gosta, o tempo desdobra-se!” RA - A família e os amigos são dois pilares dos quais não abdica? GS - Juntamente com a minha fé que me carrega muitas vezes sem eu saber como, a Família e Amigos são os meus únicos pilares, sem a minha família eu não seria nada e os meus amigos são poucos, muito poucos ... mas valem mais que uma multidão! RA - Uma mensagem final para a comunidade portuguesa? GS - A toda a Comunidade Portuguesa obrigado por esta oportunidade de cantar para vocês, espero que este nosso encontro seja o primeiro de muitos ... Deus vos abençoe a todos!


TUR

ismo

Por: David Gonçalves

MARROCOS

INFORMAÇÃO: Continente: África Área: 445,550 km² Habitantes: 33,250,000 Capital: Rabat Idioma oficial: Árabe Prefixo: +212 Moeda: Dirham Aeroportos mais procurados: Casablanca (CMN), Nador (NDR), Marrakech (RAK), Agadir (AGA), Tangier (TNG), Fez (FEZ), Oujda (OUD), Rabat (RBA), Essaouira Mogador (ESU), Errachidia (ERH) Maiores cidades: Casablanca, Rabat, Fez, Marrakech, Agadir, Tânger, Meknès, Oujda, Kenitra, Tetouan, Safim, Laayoune, Khouribga, Beni Mellal, Mazagão

Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor, Oyester, Idealo / Fotos: Direitos Reservados

E

ste mês fomos ao encontro de Marrocos, país árabe do norte de África, delimitado pelo estreito de Gibraltar na Argélia, pela República do Sahara Ocidental (não reconhecida por Marrocos e anexada desde 1979), pelos enclaves espanhóis de Ceuta e Melilha, pelo Atlântico e pelo Mar Mediterráneo.

Geografia

A paisagem diversificada de Marrocos é determinada pelas montanhas. A zona costeira ao noroeste é rochosa em algumas partes, aqui e ali, com algumas praias maravilhosas e baias protegidas contra o vento que convidam ao banho e que são particularmente procuradas pelos marroquinos durante o fim-de-semana. A região atlântica, com o planalto marroquino é caracterizada, sobretudo, pelas estepes com montanhas aqui e acolá. O centro do país é caracterizado especialmente pela cadeia de montanhas do Atlas que rebaixa-se até a costa, transformando-se num terreno plano fértil com praias de areia. O norte é caracterizado pelas montanhas do Rife que elevam-se diante da costa e nos enclaves de Ceuta e Melilha.

Montanhas e rios

A maior elevação de Marrocos é o Djebe Toubkal, com 4.167 metros, no Atlas. O maior rio do país é o Oum er-Rabia, com 555 km.

Clima e melhor época para visitar

Marrocos é um destino muito atrativo o ano inteiro. O anti-Atlas separa Marrocos atlântico-mediterrânico de Marrocos do Sahara. O clima varia entre quente e temperado, no norte, até seco e quente, no sul. Nas montanhas, os dias são quentes e as noites podem ser muito frias. No verão sopra o siroco e o chergui, ambos ventos quentes do Sahara. O período de chuvas, entre novembro e abril, não faz jus ao seu nome pois há ocasionalmente muito pouca chuva.

Idioma

O idioma oficial do país é o árabe. São também falados idiomas bérberes. A segunda língua do país é o francês, falado principalmente pelas camadas cultas e pela economia. Ao norte, fala-se também o espanhol. Nas cidades e centros turísticos entende-se ainda o inglês.

Entrada no país

Os cidadãos portugueses deverão apresentar: passaporte válido no mínimo por seis meses. Actualmente não há exigência de visto de turista. 32 l Amar

Capital

Rabat foi fundada no século XII. Actualmente é a capital e residência real. A cidade é incomumente verde. Merece ser vistoaa Torre Hassan, um grandioso minarete de uma mesquita incompleta do século XII. Outra atração é o palácio real, o museu nacional e o mausoléu de Mohammed V. Salé. E nos meses de verão, os destinos mais procurado são as praias no Atlântico e a floresta de Mamora.

Atrações turísticas e praias

Entre as atrações do país estão as cidades reais de Fez, Meknes, Marrakech, Rabat; os balneários de Agadir e Essouria, no Atlântico. Fez é a cidade real mais antiga e existe desde o século VIII. É formada pela cidade velha de El Bali e a cidade nova de Jadid. Entre as suas atrações estão a Praça de Nejjarine com suas fontes, a mesquita andaluz e o palácio real. O mercado de Fez é um dos maiores no mundo.


Também, ainda na costa do Atlântico, encontra-se a relativamente jovem cidade de Casablanca. É a quarta maior cidade da África e possui um dos maiores portos do mundo. Agadir e Essaouira são estâncias de férias com praias maravilhosas, bons hotéis e pensões e praças de desportos excelentes. Muitas operadoras turísticas oferecem de Agadir excursões para Marrakech, Taroudant ou de Goulimine.

do que funciona 24 horas por dia com encantadores de serpentes, acróbatas, dancarinos, cartomantes, restaurantes. Os seus parques também convidam ao descanso, com os seus sistema de irrigação subterráneo, construído no século XI.

Imperdível

Grandes cidades e acomodação

Marrakech, fundada no século X, é a «Pérola do Sul» e a cidade que deu o nome ao reino. A sua muralha vermelha brilha e também os seus palácios exóticos e o «Djemann el Fna» que desde 2001 é património da humanidade da UNESCO, com um merca-

Religião

99% da população marroquina é muçulmana. Há também uma minoria de cristãos e judeus. Casablanca, Rabat, Fez, Marrakech, Agadir, Tânger, Méknes e Essaouira.

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DES

porto

David Gonçalves

Fonte: A Bola, Record, O Jogo, Sapo, DN e JN / Fotos: Direitos Reservados

S

e há algum ano que Cristiano Ronaldo não deverá esquecer, por certo 2016 será um deles. Depois de conquistar a Liga dos Campeões, ao serviço do Real Madrid, ter ajudado Portugal a conquistar o Euro’2016, a primeira grande conquista internacional da seleção nacional de futebol, o jogador português terminou o ano de forma fantástica, com mais três grandes conquistas no mês de dezembro. Primeiro, ao vencer a quarta Bola de Ouro, atribuída pela France Football, que o distinguiu como o melhor jogador do Mundo em 2016. Por último, ao vencer o Mundial de Clubes pelo Real Madrid, assinalando um histórico hat trick na final disputada contra a surpreendente equipa do Kashima Antlers. E isso foi o suficiente para ser eleito o MVP da partida. A somar a essa distinção, o avançado português ganhou ainda o prémio de melhor marcador do torneio, com quatro tentos em dois jogos e ainda, desportista do ano, eleito por 27 agências noticiosas da Europa, sucedendo assim ao tenista sérvio Novak Djokovic. «Foi um ano de sonho”, confessou CR7 aos meios de comunicação social. E convém não esquecer a Supertaça Europeia, conquistada pelo Real frente ao Sevilha, mas na qual o jogador português não marcou presença devido a lesão. Um outro facto digno de registo é que pelo sexto ano seguido, o avançado natural da Madeira ultrapassou a barreira dos 50 golos em todas as competições em que participou. Assim, e contabilizando os títulos coletivos e individuais, Cristiano

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Ronaldo tornou-se o primeiro jogador da história a alcançar todos aqueles títulos num só ano.

Quarta Bola de Ouro da Carreira

Cristiano Ronaldo conquistou, pela quarta vez, a Bola de Ouro, troféu atribuído pela revista francesa France Football, que serve para distinguir o melhor futebolista de um ano. Depois de, entre 2010 e 2015, ter sido entregue associado ao prémio FIFA, a Bola de Ouro volta a ser uma distinção da exclusiva responsabilidade daquela publicação especializada. O capitão da seleção nacional foi o mais votado de uma lista de 30 nomeados que incluía os compatriotas Pepe (9.º, com oito pontos) e Rui Patrício (12.º, com seis). No total, 19 dos 30 finalistas receberam votos na corrida à Bola de Ouro, com CR7 a terminar a votação à frente de Lionel Messi (2.º) e Antoine Griezmann (3.º), os principais rivais na atribuição do prémio referente ao ano de 2016. Também vencedor em 2008, 2013 e 2014, o jogador português fica agora a apenas uma Bola de Ouro do futebolista com mais distinções – o argentino Lionel Messi. Por outro lado, Ronaldo afasta-se de três nomes históricos do futebol internacional, todos eles premiados em três ocasiões: o francês Michel Platini, e os holandeses Johan Cruyff e Marco Van Basten. Antes dele, só dois portugueses tinham sido distinguidos com o galardão criado pela France Football em 1956: Eusébio (1965) e Luís Figo (2000).


Portugal no pódio da Bola de Ouro

Com a eleição de Cristiano Ronaldo como melhor jogador do Mundo, Portugal saltou para o 2.º lugar, ao lado da França, dos países com mais Bolas de Ouro - incluindo aqui o prémio que, entre 2010 e 2015, foi atribuído em conjunto pela ‘France Football’ e FIFA. Só à custa do craque do Real Madrid, o nosso país amealhou quatro, a que se juntam as distinções de Eusébio (1965) e Luís Figo (2000). Um feito de relevo para um país de pequena dimensão, mas que cada vez mais se assume como uma potência europeia da modalidade. À frente de Portugal, estão apenas Alemanha e Holanda, ambas com 7 troféus. A fechar o pódio estão Argentina (neste caso sempre por intermédio de Messi), Itália, Brasil e Inglaterra. Recorde-se que até 1995 a eleição estava limitada a futebolistas europeus, sendo que só a partir dessa data é que houve uma globalização na votação, no que respeita à nacionalidade dos jogadores. Um ponto que prejudicou históricos como Pelé ou Maradona, que dominaram nas respetivas eras mas que nunca foram escolhidos como melhores do Mundo.

Ronaldo finalista do prémio para Melhor Jogador do Ano da FIFA

Insaciável, o jogador português prepara-se para começar o ano novo com mais um prémio. O avançado português Cristiano Ronaldo é um dos três candidatos finalistas ao prémio de melhor jogador do ano de 2016 da FIFA. Mas depois de, em dezembro, vencer a Bola de Ouro atribuída pela

France Football já poucos parecem duvidar que CR7 seja o principal favorito a levar o troféu para casa. O capitão da seleção portuguesa, concorre com (quem mais) o argentino Lionel Messi, do FC Barcelona, e o francês Antoine Griezmann, do Atlético de Madrid, vice-campeão europeu de seleções e de clubes. Na gala da FIFA, que se realiza em Zurique, na Suíça, a 09 de janeiro, Cristiano Ronaldo pode conquistar a distinção de melhor do mundo pela quarta vez, depois de a ter alcançado em 2008, 2013 e 2014. Nas duas últimas, o prémio estava unificado com a Bola de Ouro, troféu atribuído pela France Football que voltou ao formato autónomo depois de seis anos de parceria. Esta é a nona vez que o extremo internacional português aparece entre os três finalistas, somando presenças no pódio em 2007 (terceiro classificado), 2009 (2.º), 2011 (2.º), 2012 (2.º) e 2015 (2.º), além dos três anos em que venceu. O grande rival de Cristiano Ronaldo tem sido o argentino Lionel Messi, distinguido como o melhor em cinco ocasiões (2009, 2010, 2011, 2012 e 2015), e o português poderá isolar-se no estatuto de segundo melhor. Neste momento Cristiano Ronaldo tem as mesmas três distinções que o francês Zinedine Zidane e o brasileiro Ronaldo Nazário de Lima. Em 2008, Cristiano Ronaldo conseguiu juntar a Bola de Ouro ao troféu da FIFA. Lionel Messi está, por sua vez, pela décima vez entre os três finalistas, contabilizando cinco conquistas, uma, em 2009, quando eram distinções separadas, e quatro (2010, 2011, 2012 e 2015) em conjunto pelas duas entidades. Já o francês Griezmann, que foi finalista vencido na Liga dos Campeões e no Euro2016, derrotado em ambas por Cristiano Ronaldo, surge pela primeira vez na sua carreira entre os finalistas.

No topo dos melhores jogadores do Mundo

Ao longo deste texto, foi escalpelizado o ano de sonho que Cristiano Ronaldo viveu em 2016. Por isso, foi sem surpresa que o internacional português foi escolhido pelo ‘The Guardian’ como o melhor jogador do ano, num top 100 elaborado pelo jornal britânico e que tem mais seis jogadores lusos destacados: Pepe, Adrien Silva, Nani, Rui Patrício, Raphaël Guerreiro e Renato Sanches. Leo Messi e Luis Suárez ocupam os outros dois lugares do pódio. A publicação britânica sublinha o “aparente desejo insaciável de fazer tudo” de CR7 e aplaude o papel decisivo do internacional português na conquista da Liga dos Campeões do Real Madrid ou no banco, na final do Euro’2016 onde, lesionado e com alguns momentos de excessiva teatralidade, motivou os companheiros de seleção na vitória frente à anfitriã França. Na votação de 2016, Ronaldo assumiu a liderança que foi de Messi em 2015, que foi relegado para o 2.º posto.

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Dreams Hair Design F

omos ao encontro de Lanny Cabral e Vanessa Marques, no novo salão de cabeleireiro na 541 Rogers Rd., Toronto – Dream Hair Design, inaugurado no dia 1 de novembro de 2016, que nos falaram um pouco como tudo começou. O Dream Hair Design, é um espaço muito acolhedor com uma decoração moderna, requintada, sofisticada e um toque elegante, tudo muito bem planeado, para agradar a todo tipo de clientes!!! Lanny Cabral, nascido em Toronto, Canadá, recordar, que sempre aspirou ser cabeleireiro. Conheceu a Vanessa que já exercia, ainda na sua adolescência quando acompanhava a mãe ao cabeleireiro onde esta era cliente e ficava a olhar fascinado. Foi críticado e desmotivado, mas afirma “não há nada como ir atrás do nosso sonho”. Frequentou a Marca College e quando se formou em 2010, começou logo a trabalhar e nunca mais parou. Vanessa Machado, nascida em Barcelos, Portugal, chegou a Toronto com os seus pais quando tinha ternos 18 meses de idade. Também sempre sonho ser cabeleireira em pequenina e quando acabou o curso no Marca College em 2007, começou a trabalhar e deu-se ínicio a uma carreira sólida. Revista Amar - Como surgiu a ideia de abrir o Dream Hair Design? Vanessa Marques - Bem, foi sempre o nosso sonho e esta era a altura certa. Lanny Cabral: Eu sempre disse que queria ter um salão, e como disse a Vanessa, esta oportunidade apareceu na altura certa e aventurámo-nos… se tínhamos capacidade para trabalhar para terceiros, também tínhamos para nós próprios. RA - E porquê uma sociedade? VM - Bem, foi sempre o nosso sonho e esta era a altura certa. Já nos conhecemos há muito tempo, o Lanny era meu cliente. Depois de tirar o curso trabalhámos juntos e trabalhamos muito bem em parceria. RA - Vocês abriam numa área muito “portuguesa”, como tem sido? Qual o balanço destes últimos 2 meses? VM - Temos estado muito ocupados e quem ainda não nos conhecia, entra e marca ou até fica à espera, e parece-nos que gostam, pois voltam. O balanço, é positivo. Lanny Cabral - O facto de sermos portugueses facilitou, e fomos bem recebidos pela comunidade, prova disso, é que a nossa agenda está cheia nesta altura, e os clientes voltam semanalmente, que é sinal que estamos no caminho certo e que os deixamos satisfeitos. Estes 2 meses foram muito gratificantes, trabalhamos muito, sem parar e janeiro também já esta muito bem agendado... o balanço é muito positivo.


RA - Houve algum motivo ou motivos para abrirem nesta área? LC - Sim, para além de ser uma área portuguesa e em crescimento, tem a vantagem de termos a paragem de autocarro mesmo à porta e muito espaço de estacionamento para clientes que preferem vir com o seu próprio transporte. Por experiência, nós sabíamos que este factor seria muito importante. RA - Quem entra no vosso salão, nota que a decoração é distinta, fugiu ao considerado tradicional. Houve algum motivo, ou foi só uma questão de gosto? LC - Queríamos ser diferentes, penso que esta área merecia algo mais moderno e jovem e que ao mesmo tempo refletisse quem somos, mas acima de tudo, queremos que quem entre se sinta bem e mimado. RA - Para além dos serviços tradicionais de cabeleireiro, que outros têm? VM - Fazemos extenções, tratamento de keratina, promoções para festas de noivas, entre outros. Fica o convite para passarem por cá e teremos todo o gosto de dar mais informações. RA - Com quais produtos trabalham? Porquê uma variedade tão grande de podutos? LC - Temos Schwartzkopf, L’Oréal, Wella, Mon Platin e Salvatore. VM: Esta variedade é importante, pois todos os cabelos são diferentes, a nível de textura. Os cabelos têm necessidades próprias e reagem de maneira diferente. É preciso saber defenir cada tipo de cabelo e dependendo das características escolhemos o produto mais adequado. RA - Além dos serviços de cabeleireiro, vocês também têm uma estetisista, a Shannon. LC - É verdade, já conheço a Shannon há alguns anos e quando estávamos a planear as coisas lembrei-me dela e convidámo-la e ela aceitou trabalhar connosco. E as clientes gostam muito dela e têm-na mantido muito ocupada, tanto que ela vai começar brevemente a trabalhar a tempo inteiro. VM: A Shannon faz manicure, shellac, pedicure, sobrancelhas (inclusive coloração), depilação a cera e num futuro próximo depilação a laser. RA - Querem deixar uma mensagem? LC - Sim, desejamos um 2017 feliz e cheio de saúde para todos... VM - E agradecemos o apoio que nos têm dado até aqui e desejamos que nos continuem a apoiar. Amar l 37


SO

cie dade

Imagem: EY ALTER, Mercedes e Universum Bremen

Dr. José Carreira - Presidente da Associação Alzheimer Portugal - Presidente da Direção da IPSS Obras Sociais do Pessoal da Câmara Municipal e Serviços Municipalizados de Viseu - Coordenador do Centro de Apoio Alzheimer Viseu (CAAV)

A

Alemanha é, na atualidade, um dos países mais envelhecido do mundo. Um dos argumentos utilizados pela chanceler Angela Merkel, para justificar a sua política para o acolhimento de refugiados, foi exatamente a necessidade de contrariar o “Inverno Demográfico” que se vive no seu país tal como na maioria dos países desenvolvidos. A evolução demográfica, das últimas décadas, que resultou num progressivo envelhecimento da população, deve ser encarada como “Demoportunidade” ou “Demoapocalipse”? A Mercedes, em parceria com a Jacobs University (www.jacobs-university.de) e o Universum Bremen (www.universum-bremen. de), desenvolveu o projeto “EY ALTER” (“EI VELHO”) (www.eyalter.com) que preconiza uma nova visão do processo de envelhecimento, desde logo porque a idade tem vários rostos. A exposição “EY ALTER”, patente no Museu da Mercedes1, em Sttuttgart, até 30 de junho de 2017, é um produto da iniciativa demográfica “YES – Young and Experienced Together Successful” – Y.E.S. (Young + Experienced = Successful) (em tradução livre: “Jovens + Experientes = Sucesso”). Como refere Markus Schäfer, Membro do Conselho de Produção e Gestão da Mercedes Benz, falar da idade ainda continua a ser um tabu. Quando se pergunta a alguém a idade, pode surgir um embaraçoso silêncio… A Mercedes preocupa-se com as alterações demográficas, e não ignora a grande tendência do século XXI procurando, através deste projeto, refletir acerca do que significa envelhecer na empresa e na sociedade como um todo. Contrariando a ideia da existência de um cenário de pesadelo, no que concerne às alterações demográficas, a Mercedes, sustentando a sua visão na investigação científica, considera que a idade oferece valor e potencial e coloca o foco no individuo e não na idade. 38 l Amar

Os preconceitos ligados ao envelhecimento estão obsoletos

O contributo das várias gerações potencia a riqueza das experiências, das perspetivas e dá novos impulsos à inovação. A multinacional germânica acredita que a diversidade etária a torna mais forte e encoraja o intercâmbio, o trabalho em rede e o apoio mútuo entre as gerações. Visitei a exposição que tem como objetivos estimular uma nova maneira de pensar e injetar uma nova dinâmica no debate sobre a idade, a vida em sociedade e o mundo do trabalho. Ainda tenho presente o dia em que uma colega chegou a chorar porque a entrevista, para trabalhar numa loja de uma multinacional do mundo da moda, corria às mil maravilhas, até ao momento em que a entrevistadora viu a data de nascimento no Bilhete de Identidade…tinha acabado de fazer 30 anos…


Pode ser que as palavras de Schäfer se cumpram na Mercedes, o projeto “Ey Alter” seja difundido e se efetive a mudança de paradigma: Referências: 1 - www.mercedes-benz.com/de/mercedes-benz/classic/museum

Vemos a mudança demográfica como uma oportunidade! Uma oportunidade histórica para trilhar novos caminhos. E, talvez, até certo ponto, também reinventarmos a maneira como trabalhamos.

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inda-nos o ano e se uns ficam com a impressão de que o fim está próximo, outros há que renascem. Comigo entra junto com o meu pé direito, a sensação de triunfo. Para ser honesta, não há ano nenhum desde há uns anos para cá, em que não entre com os pés no ar. Talvez tenha a ver com o facto de viver grande parte do ano com a cabeça nas nuvens, mas há coisas que o ano velho nos trouxe que bem nos exigem os pés assentes no chão. Este Dezembro assumi a realidade com um trago agri-doce. Ao escrever os cartões de Natal para a familía e amigos, achei que me despedia dessa doce rotina. Escrevi cartões de Natal para alguns dos meus amigos pela última vez, já que com o passar dos anos vejo que se tornou uma rotina de amor obsoleta e desvalorizada. Guardo comigo uma caixa de lata enferrujada pelos anos, onde mantenho os cartões de Natal e de aniversário que o meu Avô me enviava desde os meus cinco anos, idade em que aprendi a ler. Cartões muito vintage, como hoje lhes chamam, com a letra minuciosa e deitada, abafada a mata-borrão. O último cartão data de há dois anos atrás, já com uma letra tremida e mais pequenina, como se os homens envelhecidos pudessem alguma vez mirrarem no charme... Nunca, muito menos o meu Avô António! Pois este Natal despedi-me da minha Avó sem ninguém perceber, enquanto lhe escrevia o postal a congratula-la pelos seus 98 anos cheios de amor por nós. Pedi-lhe colo, que é uma coisa que só se pede às avós e a mais ninguém na vida. Ela é a última da sua geração na familia e creio a única velhinha da aldeia, mas ninguém lhe diz, para que viva despreocupada sem

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que sinta a ameaça do pêndulo do tempo sobre ela. Os 98 anos da minha Avó Felizmina foram uma benção na minha vida. Quando era pequenina pensava – o que vou fazer quando ela me faltar? – Hoje sei o valor de um presente de Natal destes e não posso continuar a pedir que o seu corpo pequenino e magro resista ano atrás de ano, só por egoísmo. Por isso voltei a pedir-lhe colo, que será sempre o meu casulo. Os jornais encheram-se de tragédias durante o ano velho. Nunca morreu tanta gente intocável e imortal do panorama do entretenimento, social e politíco. Ouço uma enormidade de gente a lamentar-se de terem tido um ano “horribilis”. Quando me perguntam pela vida, digo que vai normal – mas como este meu ano velho, nunca tive nenhum tão fora da normalidade! Com a calma e a paciência que me definem, estou sempre pronta para conhecer gente diferente e a palmilhar caminhos que se afastam das rotas dos centros comerciais da vida. Descobri no ano que se esbateu, uma quantidade de vozes, de gente com quem passei dias, às vezes apenas horas, e em mim debitaram palavras, estórias, lágrimas, gestos. Esta gente de muitos sítios diferentes, mudaram o meu olhar sobre a vida em movimento e trouxeram uma qualidade imensurável ao meu ano “normal”. Fiz recentemente um curso sobre mulheres e pobreza, no Dress for Success, uma organização sem fins lucrativos reconhecida mundialmente, que tem por objectivo ajudar as mulheres a conseguir encontrar o seu lugar no mercado de trabalho e a sua própria subsistência financeira, através de variadissímos meios, entre eles a tirarem partido do melhor de


cada uma delas, através do impacto da sua imagem. Nesse evento, pediram que partilhássemos estórias que ficaram do contacto com essas mulheres. Foi dificíl escolher qual; eram todas únicas à sua maneira. Escolhi a estória do dia em que conheci Shakespeare que tal como a mim, trouxe lágrimas à audiência. Eu estava no meu turno de voluntariado num evento de saldos, em que as clientes do Dress for Success são convidadas a visitar a boutique com direito a verdadeiras bagatelas. As mulheres entravam aos magotes e alegremente despiam os cabides assim como a elas próprias, e experimentavam tudo. Uma senhora já avançada nos seus cinquenta, vestida de preto, pediu-me ajuda para lhe arranjar qualquer coisa de diferente. Catrapisquei imediatamente um vestido que lhe ia assentar uma maravilha, mas ela disse-me que não tinha vida para vestidos, que não saía a não ser para trabalhar, mas que tinha até pena, pois gostava do vestido. Talvez quando fosse ao Teatro, disse-me. É o único sítio onde vou. Fiquei encantada, pois claro, perfeito para o Teatro! Não, não me está a entender – disse-me. Eu vou ao Stratforf Festival, que é ao ar livre no Verão. O meu filho é louco por Shakespeare! Percebi que aceitava bem a cor em vez do preto e disse-me que estava disposta a mudar radicalmente. “O meu filho vai gostar desse”, dizia vezes sem conta. Passámos uma belissíma hora e meia como duas amigas à roda dos trapos, cheias de esclamações e sorrisos e no fim, lá se dirigiu para a caixa com umas três ou quatro peças, como troféus! Antes de saír, veio dar-me um abraço reconhecida pela ajuda. Orgulhosa, quis que conhecesse o filho e dirigiu-me para a secção de sapataria na loja. Foi assim que conheci Shakespeare – que por acaso até se chamava Mark, mas que para mim será sempre Shakespeare – um menino de trinta anos, num corpo crescido de homem, de joelhos, dobrado sobre uma folha branca a fazer desenhos a lápis de cor, obedientemente à espera que a mãe o viesse buscar, como se fosse o meu sobrinho de cinco anos. Estórias como esta fizeram do meu ano um triunfo. Foi feito de estórias vividas, o meu ano. Andarilhei por muitos sítios e talvez aos olhos dos outros pouco fiz, mas sei que a esta realidade só foi possível, porque extrapolei os caminhos regulados. E gostei de ter encontrado os tesouros que descobri em vidas mais imprevistas.

Não há que temer o Novo Ano – ele há-de ser uma lufada de ar fresco, mesmo que seja ventania. Em último caso, há-de haver sempre o colo saudoso e quente, a cheirar a casa, de uma Avó que haveremos de encontrar dentro de nós, até adormecermos.

Maria João Rafael

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ORQUESTRA SINFÓNICA DE TORONTO grava hino nacional nas 12 línguas mais faladas em todo o país

Usando dados da Estatísticas do Canadá, o TSO convidou cantores para gravar “O Canada” nas 12 línguas mais faladas no país (Orquestra Sinfónica de Toronto)

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ara celebrar o sesquicentenário do Canadá em 2017, a Orquestra Sinfónica de Toronto gravou o hino nacional nas 12 línguas mais faladas em todo o país, usando dados da Estatísticas Canadá. O hino canadiano foi interpretado em árabe, língua gestual americana, Cree, inglês, francês, alemão, italiano, mandarim, Punjabi, espanhol, Tagalog e Tamil. As diferentes versões foram lançadas online no mês passado. Em preparação para o 150.º aniversário do Canadá, a TSO está a fazer uma parceria com 40 orquestras e vários conjuntos em todo o país para uma celebração pan-canadiana. Conhecido como TSO Canada Mosaic, o projeto pretende celebrar a paisagem musical diversificada do Canadá através de colaborações com orquestras em todas as províncias de costa a costa. Num anúncio lançado no mesmo dia que as 12 versões do hino, o diretor de música da TSO, Peter Oundjian, disse: “Esta ocasião única numa geração dá a oportunidade de fazer algo realmente transformador para a música canadiana”.

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“Our Shared Anthem” (O nosso hino compartilhado) é o primeiro projeto musical a sair do Mosaico Canadá e serve como um cartaz para os eventos futuros. O Mosaico Canadá terá um concerto inaugural a 21 de janeiro de 2017 para dar início às comemorações do 150.º aniversário do Canadá, seguido por atuações comemorativas ao longo de 2017. A ideia de gravar o hino nacional em uma dúzia de línguas mais faladas veio de Adrian Fung, vice-presidente de inovação da TSO. Um violoncelista, Fung propôs pela primeira vez a ideia há quase um ano atrás. A TSO, em seguida, contactou as suas redes e líderes culturais para encontrar artistas que iriam traduzir e interpretar as novas versões. Toda a orquestra, composta por 70 músicos, tocou a música de acompanhamento para cada uma das 12 versões, e todas elas foram conduzidas por Oundjian.


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“Rogue One: Uma História de Star Wars” é o primeiro de uma nova série de filmes do universo Star Wars. Segue um grupo de heróis improváveis que se une para para roubar os planos da temida Estrela da Morte, a nova arma de destruição do Império, um evento-chave na cronologia de Star Wars. A ideia para o arranque da antologia de histórias paralelas à cronologia principal de “Star Wars” surgiu das primeiras cenas de “Uma Nova Esperança”, no momento em que a frota espacial rebelde obtém a primeira vitória contra o Império, na Batalha de Scarif. Durante a batalha, espiões rebeldes conseguiram roubar os planos secretos para a derradeira arma do Império, a Estrela da Morte, um raio de energia capaz de destruir planetas inteiros. Quem eram esses espiões rebeldes e como conseguiram roubar os planos de uma bem guardada base inimiga? “Rogue One” é a crónica desse feito, concretizado no período depois do Episódio III e da erradicação dos Jedis, quando os raros sobreviventes fora obrigados a esconder-se. Antes do regresso de Obi-Wan e do reaparecimento do Mestre Yoda. Uma era em que cidadãos comuns são chamados a intervir e a mostrar o seu heroísmo.

Ficha Técnica Filme com realização de Gareth Edwards e argumento de Chris Weitz. Elenco O elenco conta com a participação de Felicity Jones, Mads Mikkelsen, Ben Mendelsohn, Alan Tudyk, Diego Luna, Forest Whitaker, Donnie Yen, Riz Ahmed, Jonathan Aris, Wen Jiang, Leigh Holland. Duração: 133 minutos. Género: Fantasia, Aventura, Ficção Científica, Ação Origem: Estados Unidos da América Idades: Maiores de 12 anos

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Por: Pedro M. Salvador Fonte: IMDb e FilmSpot - Imagens: Direitos Reservados

Ozzy, um amistoso e calmo beagle vê a sua vida idílica virada do avesso quanto os seus donos viajam para um local que não permite cães. Decididos a deixar Ozzy em boas mãos, entregam-no aos cuidados do Blue Creek, um hotel e spa canino de luxo. Mas o que parecia a solução perfeita torna-se um pesadelo quando Blue Creek revela ser apenas a fachada que o malévolo proprietário usa para capturar cães. Depressa Ozzy se vê encerrado no verdadeiro Blue Creek - uma prisão para cães, gerida por cães...

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Ficha Técnica Filme com realização de Alberto Rodríguez com argumento de Juan Ramón Ruíz de Somavía.

Elenco O elenco conta com a participação de Michelle Jenner, Elsa Pataky, Carlos Areces, Fernando Tejero , José Mota entre outros. Duração: 90 minutos Género: Animação Origem: Espanha e Canadá Idades: maiores de 6 anos de idades

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FÍGADO

limpeza e desintoxicação

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Fígado (latim ficatu) é a maior glândula e o segundo maior órgão do corpo humanoÉ um órgão bastante vascularizado, recebendo cerca de 70% do seu sangue proveniente da veia porta e o restante pela artéria hepática. Os nutrientes absorvidos pelo intestino chegam ao fígado pela via linfática. No fígado são metabolizados e acumulados. As substâncias tóxicas absorvidas são neutralizadas e eliminadas através da bile. O fígado possui atividade endócrina e exócrina. Pode pesar aproximadamente entre 1,3-1,5 kg no homem adulto e um pouco menos na mulher. Em crianças é proporcionalmente maior, pois constitui 1/20 do peso total de um recém nascido. O Fígado recebe sangue oxigenado proveniente da aorta através da artéria hepática e recebe sangue venoso do intestino, pâncreas e baço pela veia porta hepática. Conforme o sangue atravessa o fígado, os nutrientes são modificados. Por minuto, passa cerca de 1,5 L de sangue pelo fígado.

Principais funções

• Hematopoiese: juntamente com a medula óssea e o baço, o fígado participa da produção de células sanguíneas • Hemocarotese: também participa da destruição das hemácias • Integração dos mecanismos energéticos • Emulsificação de gorduras da digestão secretando bile como produto final. • Armazenar e metabolizar vitaminas • Armazenar e metabolizar glicose • Síntese de proteínas plasmáticas • Produção de precursores de plaquetas • Desintoxicação de toxinas internas e externas • Conversão de amônia em uréia • Filtragem de impurezas

Patologias

As hepatites virais, que podem ser classificadas como A, B, C, Delta, E, F e G, são as patologias mais conhecidas. Existem também insuficiência hepática, fibroses e cirroses. O alto consumo de álcool é muito prejudicial ao fígado. Após os problemas relacionados ao álcool, encontramos as afecções hepáticas gordurosas relacionadas à ingestão de alimentos em excesso. Estas compreendem a NAFLD (non-alcoholic fatty liver disease), que em português quer dizer doença gordurosa hepática não alcoólica. Esta vai desde uma simples esteatose até uma cirrose em estágio avançado, passando por estágios intermediários de esteato-hepatite e fibrose. Algumas patologias podem levar o indivíduo à morte.

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Poucas pessoas sabem que o Fígado é um órgão muito importante e que deve ser continuamente limpo – igual a uma casa – só que nem todos dão a devida importância. É responsável pela eliminação das toxinas do corpo, filtra o sangue dos venenos que entram através do trato digestivo, da pele e do sistema respiratório, é responsável pela produção da bile, fundamental para a decomposição e assimilação de gorduras e proteínas nos alimentos. É extremamente importante que o seu fígado esteja em plenas condições de funcionamento. O bom funcionamento dos olhos, coração, cérebro, articulações e rins, são dependentes de um fígado em bom estado. O fígado é um orgão vital para o organismo humano. Manter um fígado saudável é vital para o bem estar físico e mental. O bom funcionamento do fígado reflete-se não só a nível interno como externo através da pele.

Limpeza ou desintoxicação do Fígado

Liver D-Tox de AllMax Nutrition (Ciclo completo de 21dias) Liver D-Tox é uma potente combinação de extratos de ervas provados nas suas formas mais potentes e puras com poderosas vitaminas antioxidantes como as vitaminas C e E, o Selenio e o NAC (N-Acetil Cisteína) que é tão potente que se utiliza em casos de toxicidade hepática devida ao Acetaminofeno. O Extrato de Cardo Mariano (MTE) que utilizamos como fonte não só é estandardizado para o 80% de silimarina, senão também padrão para os menos conhecidos, mas muito potente 30% de conteúdo de silibina, algo que não se vê em outras fórmulas. O MTE é largamente conhecido pela sua capacidade provada para reduzir as hepatoxinas do fígado e é utilizado comumente para garantir a volta a um estado “limpo”. Incluído na sua fórmula, Liver D-Tox é um extrato de curcumina de pureza de 95%,conhecido pela sua desintoxicação potente e as suas funções anti-oxidação. Em estudos com animais a curcumina demonstrou diminuir o dano do fígado devido ao etanol, a sobredosagens de ferro e o tetracloruro de carbono e inclusive mostrou uma tendência a reverter a cirrosis.


Leite Cardo Mariano (Cardo mariano ou silybum marianum) é uma planta nativa da Europa e da Ásia pertencente à família Asteraceae (membro da família do girassol). Suas folhas são verdes escuras, grandes e espinhosas. Cresce entre 1,5 e 3 metros de altura. Assim que quebrados, as folhas e o caule dessa planta escorre uma seiva leitosa. As frutas são pintadas, pretas ou cinzentas. Alguns dos benefícios que podemos citar são as suas propriedades anti-sépticas, anti-inflamatórias, antioxidantes, digestivas, diuréticas, regeneradoras, tónicas, etc. Sua fama também abrange os tratamentos antidepressivos. O Leite Cardo Mariano ajuda a manter a saúde do fígado, protegendo-o de intoxicações. Algumas das complicações que ele consegue amenizar são a hepatite viral, doença hepática crônica, cirrose, entre outras.

Alcachofra, é conhecida pelos seus poderes medicinais, principalmente no tratamento de doenças hepáticas. Trata-se de uma planta rica em vitamina A, B e C e minerais como cobre, iodo, enxofre, cálcio, ferro, potássio, zinco, sódio e manganês. Pode atuar como um tônico digestivo, melhorando os processos digestivos, tem ação diurética, ajudando na eliminação de toxinas e impurezas do organismo, ajuda a aliviar problemas estomacais, ajuda a tratar problemas do fígado e tem efeito laxativo, soltando o intestino e melhorando problemas de prisão de ventre. Além disso, ajuda a diminuir a taxa de colesterol ruim, a reduzir as taxas de glicemia no sangue, mantendo tudo sob controle principalmente em pacientes com diabetes, tem efeito depurativo, previne doenças hepáticas, ajuda na eliminação de gordura localizada e ainda ajuda a tratar anemia, hipertensão e combater o endurecimento de artérias. Seu efeito detox ajuda a combater a retenção de líquidos e eliminar excessos e gordura do organismo, contribuindo para um efeito de emagrecimento.

Beber chás naturais

Hipericão do Gerês, utiliza-se toda a parte aérea em infusão. Muito usado em doenças do fígado, cólicas e cistites. É um excelente diurético. Também pode ser utilizado externamente em queimaduras e contusões. Não tem contra-indicações nem efeitos secundários conhecidos Boldo, é uma planta medicinal bastante difundida. A planta de origem chilena, é um excelente remédio natural para auxiliar em diversas condições da saúde, principalmente ajudar no bom funcionamento do fígado e estômago. É comum pessoas com problemas no fígado ou com problemas de digestão tomarem chá de boldo com o objetivo de aliviar dores de barriga.

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Fotografias: Lindsey Hile Sit! Stay Pets / Cater News - Winnie Harlow/Instagram

SABE O QUE É VITILIGO?

Fonte: baseado no artigo original de Vânia Teixeira para O Mundo dos Animais

Doença rara que afeta animais e humanos

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a edição de janeiro quisemos obter mais alguma informação sobre esta doença rara que não afeta apenas os humanos. O vitiligo é uma doença pouco conhecida, talvez pela sua raridade, mas é de realçar que esta doença afeta cerca de 1% da população mundial. Muitos, além de não saber o que é o vitiligo, não sabem que esta doença pode também afetar os animais.

O que é vitiligo?

O vitiligo é uma doença dermatológica que se caracteriza pela progressiva despigmentação da pele. Esta despigmentação dá-se pela redução do número ou função de melanócitos — as células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que em excesso confere uma cor escura e em ausência o albinismo — e sucede assim em formas de manchas brancas. Pode aparecer em qualquer local do corpo, inclusive na retina, sendo que os sítios mais comuns são as mãos, o rosto e os genitais. É uma doença crónica, mas indolor e não apresenta alto risco. Existem tratamentos, embora nenhum demonstre grande êxito. Os cuidados a ter com esta doença, no caso dos seres humanos, são a colocação de protetor solar nas áreas afetadas, para evitar queimaduras solares e cancro de pele, uma vez que a melanina protege contra as radiações solares e nestas áreas praticamente não existe. No que diz respeito aos animais, o melhor é aconselhar-se com o veterinário. Para saber se o seu cão ou gato sofrem de vitiligo, tem de observar se começaram a surgir manchas brancas no pelo, na zona do nariz, olhos, genitais e pernas. Para confirmar a suspeita o melhor é levar o seu animal de estimação ao veterinário, para que sejam efetuados os devidos testes. 48 l Amar

Ser diferente: Rowdy e Winnie Harlow

Esta doença é curiosa se considerarmos que não se pode esconder. Uma das desvantagens desta doença é o facto da questão estética ser muito importante nos dias que correm. O vitiligo é bem mais visível nas pessoas e animais que têm uma pele com um tom mais escuro. O que é bastante curioso sobre isso é que as pessoas que padecem desta doença são olhadas de lado, por serem diferentes. Os animais também ganham uma característica que os fazem diferentes, no entanto já não são vistos como extraterrestres mas sim como uma criaturinha engraçada e fofinha! É algo pouco comum e que não é tão normal de se assistir. Claro que o preconceito aos poucos vai acabando e já temos exemplos disso:


Rowdy é um labrador que já enfrentou a morte olhos nos olhos e sobreviveu. Aos 14 anos, este cão já resistiu a um envenenamento acidental e até a um tiro. Rowdy sofre de vitiligo e isso torna-o um cão com um pelo muito peculiar, além de fazer dele uma celebridade. Por isso mesmo, é agora o representante oficial da fundação americana de vitiligo (American Vitiligo Research Foundation). Este labrador vai ajudar crianças com a doença a lidar com o bullying e o preconceito que sofrem por serem diferentes.

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Chantelle Brown-Young, mais conhecida por Winnie Harlow, é uma modelo que padece de vitiligo. Mas não é apenas a doença que a faz diferente: Winnie Harlow luta bastante contra a descriminação e é um exemplo a seguir no que diz respeito à auto-aceitação e ao respeito pelo próximo e próprio. A modelo descobriu a sua doença aos quatro anos e, desde dessa tenra idade, que sofre na pele a descriminação por ser diferente. O sonho de Winnie sempre foi ser modelo, mas devido ao vitiligo muitos não a aceitaram. No entanto, ela não desistiu e inscreveu-se no reality show apresentado por Tyra Banks, America’s Next Top Model, e foi uma rampa para o sucesso. Tyra Banks conseguiu ajudar Winnie a mostrar, às mentes mais fechadas, que a diferença pode ser bela, à sua maneira. Atualmente, é o facto de Winnie Harlow sofrer de vitiligo que a tornam um sucesso e uma atração. Duas personalidades, Rowdy e Winnie Harlow, que são vozes ativas na luta contra a descriminação e a ignorância humana. Duas vozes, vistas de modo bastante diferente. Enquanto um se parece tornar ainda mais fofo pelas manchas que possui, outra é tratada como um extraterrestre e ainda suscita suspeita e assombro às pessoas. São dois casos que têm muito em comum, mas também muitas diferenças. Dois casos que nos dão muito que pensar sobre as mentes humanas, a maioria ainda muito fechada em relação à diferença. Que mais vozes como estas surjam para que o mundo seja um lugar onde a diferença é vista, não com desprezo, mas com igualdade.

Raquel Couto

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"MILAGRE" CORPORAL?

Cristina Fragata

Silicone

Shutterstock / DrPixel

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O silicone é o instrumento mais utilizado para lapidar os pontos menos satisfatórios do seu corpo… Para aqueles que não estão contentes com a sua forma e aparência natural, o silicone protagoniza verdadeiros milagres corporais mesmo adequados à sua medida e necessidades. Muitas dúvidas se têm levantado, principalmente na presente década, sobre a segurança das variadissímas aplicações deste material que ainda hoje, é dos meios mais utilizados para correções corporais e, sobretudo, estéticas.

silicone é uma substância que está presente em quase todos os materiais relacionados com o universo da medicina, ainda que muitas pessoas tenham ainda o conceito de que este produto apenas tem o objectivo de ofertar beleza, aos que julgam não a possuir. A essência do silicone tem por base o silício, substância esta que resulta da fusão a elevadas temperaturas. Todavia, tempos houve em que o silicone era extremamente

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desaconselhável devido à sua forma de inserção no corpo. Injectado, o silicone muitas vezes causou graves problemas de deformação a seres humanos, sonhadores com belezas corporais que, infelizmente, não se vieram a constatar. Os avanços neste âmbito, através de estudos e experiências, vieram demonstrar que o silicone consegue fazer verdadeiros milagres, paralelos a um grau de risco muito inferior ao de tempos passados.


Atrizes, modelos, alta sociedade ou cidadãos comuns, descontentes com o seu corpo, recorrem com frequência às magias do silicone alterando uma determinada parte do seu corpo. Assim, hoje em dia é possível fazer inúmeras coisas através do silicone como por exemplo, tornar as maçãs do rosto mais salientes. Estas próteses mamárias podem ser inseridas pela boca ou pálpebra, mas um pouco de silicone a mais pode constituir efeitos desastrosos. Se o silicone for bem aplicado e na dose certa, o seu rosto ficará jovial durante anos. Os lábios carnudos é o sonho de muitas mulheres e esta, é uma zona do corpo na qual as mulheres mais introduzem silicone. A partir de um efeito permanente realizado por colagénio e por uma textura de micro esferas, o implante do silicone é feito uma única vez. O privilégio é que, caso a pessoa não fique satisfeita, pode sempre voltar a realizar o implante até ficar satisfeita. Aconselha-mo-la a usar após a operação, um batom protector com filtro e não se assuste se notar um pequeno alto, pois este desaparecerá ao fim de uma semana. Para manter uma pele ausente de rugas, não há dúvida que o lifting cirúrgico não é desaconselhado, mas o implante de biopolímeros produz consequências bem mais resistentes no tempo. Estas substâncias tornam-se demasiadamente rijas no interior da pele, ficando o tecido e as rugas equilibradas e aperfeiçoando as texturas do rosto. Há ainda a possibilidade de

levantar as nádegas, através de silicone sólido sendo este último envolto em gel. É na parte de cima da nádega que é feito o implante, mas este é um dos poucos implantes de silicone que não é muito aconselhado. Colocar silicone nos seios é a situação na qual mais se recorre a esta prática. As próteses de silicone sólido envolto em gel são colocadas no peito, segundo o tamanho desejado e à partida não produzem qualquer risco.O que pode acontecer é que com o passar do tempo, as bolsas de silicone sólido se possam afastar ligeiramente do gel, bem como o soro salino que no seu interior se encontra, possa vir a dissolver-se. Neste caso, o peito não fica inchado e terá que ser novamente implantado. A sua vida normal não será afectada. Apenas, e se fez um implante nos seios, poderá sentir algum peso no músculo do peito no início. Tenha em conta o especialista a quem vai recorrer para fazer o implante e, informe-se primeiramente dos custos e dos cuidados posteriores ao modificar uma parte do seu corpo. Depois, é só deixar-se levar pelo milagre das transformações que dá pelo nome de silicone, e vá tecer louvores à sua eterna jovialidade. Procure o seu médio de família ou, caso tenha, o seu profisional de estética, para obter mais informação sobre as aplicações do silicone.

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is-nos nos esperados saldos de Inverno. É precisamente a oportunidade para construírmos ou repormos os elementos básicos do guarda-roupa de Inverno. Neste caso, com reduções que podem ir desde os 30 a 80%, esta é a melhor época para investir em peças de qualidade superior. Primeiramente, há que entender como se calcula a fórmula de 1 módulo de guarda-roupa para as nececidades de cada um. Começamos então por avaliar as actividades semanais e o tempo que passamos em cada uma delas. Quantas horas passamos dentro de roupa profissional e, ou casual? Temos o hábito de passarmos mais tempo em casa ou fora? O trabalho obriga-nos a roupa mais descontraída ou semi-formal? E quantas horas semanais saímos para jantar ou fazermos vida social, saídas à noite com amigos e conhecidos, por exemplo?

Fotografia: YuriyZhuravov Roupas: Ralph Lauren, Céline, Burberry, Diane Von Furstenberg, ZARA, Miu Miu, Samsoe and Samsoe, Alia e Rotita


Maria João Rafael Consultora de Imagem

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endo em conta que vamos construír 1 módulo para a estação de Inverno, suponhamos que concluíamos que passávamos cerca de 20 horas semanais em estilo semi-formal – “smart casual”, em inglês. Deixo a minha sugestão de compras para peças básicas com apenas 1 módulo de guarda-roupa para uma função que nos ocupe quase todo o tempo semanal em trabalho – e adequado ao Inverno canadiano. Tendo em consideração que 1 módulo de guarda-roupa nos munirá para 6 conjuntos para uma semana de trabalho, há que tirar partido da melhor forma do que três camisolas de caxemira, um único par de calças e uma saia nos podem proporcionar e saber rentabilizar ao máximo o investimento que fazemos em guarda-roupa. Se construírmos 1 ½ módulo veremos crescer as nossas hipóteses para 24 conjuntos e assim sucessivamente. Quando se começa a construír um guarda-roupa sólido e duradouro através do sistema por módulos, deve obeceder-se a certas regras, como a coerência da cor e a coordenação perfeita de todos os elementos. Desta forma, em qualquer momento e sem surpresas, podemos juntar qualquer peça para que o conjunto resulte em harmonia e impecável!

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CAPRICÓRNIO

go íntimo.

Poderá neste período sentir maior necessidade de olhar para si próprio de modo a descobrir aquilo de que realmente necessita para evoluir como pessoa. É uma altura propícia para começar algo de novo ou esclarecer situações que tem vindo a adiar. Poderá, através dos seus esforços, vir a ajudar um ami-

1 A 31 DE JANEIRO DE 2017

LEÃO

É altura de trabalhar afincadamente, de organizar e estruturar as suas tarefas. A sua atenção vai ser dirigida para o mundo prático sendo aí que irá sentir um maior poder de eficácia. Sentirá que o trabalho de cada um, na sua especialização, serve os outros, contribuindo para a satisfação das necessidades de cada um.

CARANGUEJO

Nesta fase poderão surgir alguns conflitos, que deverão ser encarados de forma positiva e criativa. Examine a situação e verá que adquire maior conhecimento de si próprio e do seu opositor. Este período convida a uma reflexão sobre o seu relacionamento amoroso em busca de evolução e aprofundamento.

SAGITÁRIO

É a altura propícia para reflectir com profundidade acerca daquilo que realmente valoriza, quer seja abstracto ou material. Poderá perceber até que ponto é que possui as coisas ou se, pelo contrário, são estas que o escravizam e o limitam. Aproveite as suas capacidades materiais para agradar às pessoas que o rodeiam.

ESCORPIÃO

Está num período em que sente necessidade da reacção dos outros e de comunicar. Há maior facilidade para contactos e negócios. Este momento é bom para ver tudo mais claro e esclarecer qualquer situação. Sente vontade de quebrar a rotina diária e de se movimentar. Poderá fazer deslocações de trabalho ou férias.

BALANÇA

Ao longo deste período encontrar-se-á voltado para o lar e a vida privada. É possível que a família e os filhos ou até mesmo um amigo exijam agora mais a sua atenção e disponibilidade, procurando o seu apoio. O seu lado intuitivo está agora mais aguçado, pelo que poderá confiar no seu instinto para tomar decisões.

VIRGEM

É possível que neste período se sinta bem no centro das atenções. O seu brilho, simpatia e boa disposição estão no auge, pelo que o relacionamento com os outros é-lhe especialmente favorável. Um relacionamento amoroso poderá surgir nesta altura. Não tenha receio de ser espontâneo na demonstração dos seus afectos.

Por: Venessa Barros

GÉMEOS

É uma época de transformação, em que situações novas vão substituir a usual rotina. É possível que interiormente se sinta desajustado. Este processo passar-se-á apenas a nível psicológico, não afectando a sua vivência física. Contudo, poderá sentir alguma dificuldade em lidar com as tarefas do dia-a-dia.

TOURO

É um período favorável a um estudo aprofundado sobre um tema diferente que lhe suscita interesse ou simplesmente sobre si mesmo e tudo o que o rodeia. Este exercício mental poderá ser um escape para a sua necessidade de fuga à rotina. É tempo de crescimento e de alargar os seus horizontes interiores e exteriores.

CARNEIRO

Esta é uma altura em que a sua atenção está dirigida para os aspectos exteriores da sua existência; para a sua carreira, as suas capacidades profissionais, o seu papel na sociedade, ou o seu modo de estar na comunidade. É provável que as suas atitudes possam vir a ter um maior impacto no exterior do que habitualmente.

PEIXES

Neste momento, pode expor as suas ideias e convicções com a certeza de que irão ser bem aceites e conferir uma nova dinâmica ao grupo em que se insere, trazendo-lhe uma lufada de ar fresco. Esta pode ser também uma boa altura para viajar. No campo amoroso, que tal planear algo de exótico com a pessoa que ama?

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BACALHAU RECHEADO COM PRESUNTO

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INGREDIENTES - serve 4 pessoas • 4 postas grandes de bacalhau • 8 fatias de presunto • 1 kg de batatas • 2 cebolas grandes • 2 dentes de alho • 2 Ovos • 1.50 dl de azeite • 1 folha de louro • Azeitonas q.b. • Coentros q.b. • Pimentão-doce q.b. • Sal e pimenta q.b. • Óleo para fritar

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PREPARAÇÃO 1. Demolhe atempadamente as postas de bacalhau em água. No dia, retire-lhes a espinha do meio, corte-as ao meio, faça-lhes um corte no sentido longitudinal, recheie-as com as fatias de presunto e disponha-as num tabuleiro. 2. Descasque e lave as cebolas e os dentes de alho. Leve uma frigideira ao lume com o azeite, deixe aquecer, junte a cebola e os alhos, tempere com sal e pimenta e deixe refogar, mexendo de vez em quando, até ficar douradinho. Descasque e lave as batatas, corte-as em gomos, leve-as a fritar em óleo e escorra-as. Coza os ovos, deixe ferver durante 12 minutos e depois coloque-os numa tigela com água fria.

INGREDIENTES - serve 4 pessoas • 200 g de iogurte grego natural • 250 g de açúcar • 1.50 dl de natas • 2 romãs • 1 gelatina de morango

3. Espalhe a mistura da cebolada por cima do bacalhau, regue com o azeite da frigideira, junte a folha de louro partida e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 35 minutos ou até que fique assado. Deite as batatas fritas num pirex, coloque o bacalhau com a cebolada por cima, junte os ovos cozidos cortados em gomos ou rodelas e azeitonas a gosto, polvilhe com uma pitada de pimentão-doce e com coentros picados e sirva.

MOUSSE DE IOGURTE E ROMÃ

PREPARAÇÃO 1. Prepare o molho: lave as romãs, retire-lhes os bagos e verta-os para um tacho. Junte o açúcar e leve ao lume a ferver, até o molho reduzir. Depois retire, passe o molho por um passador de rede e leve novamente ao lume. Adicione a gelatina e misture bem para que fique bem dissolvida. Retire do lume e deixe arrefecer um pouco. 2. Verta as natas para uma tigela e bata-as em chantilly firme, adicione o iogurte, metade do molho de romã e misture bem. Disponha a mousse numa taça, por cima coloque o restante molho de romã e leve ao frio. Sirva decorada com bagos de romã.

Foto: Direitos Reservados


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