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AMAR Abril 2026

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entREVISTA AMAR

ENTREVISTA: MADALENA BALÇA | FOTOS: FAMÍLIA PIRES

Diana Pires

Entre a memória de Portugal e o pulsar cosmopolita de Toronto, a vida de Diana Pires foi sendo desenhada como um evento cuidadosamente preparado pela própria existência - cheio de cor, emoção, encontros e significado. Filha de emigrantes portugueses que chegaram ao Canadá ainda muito jovens, trazia já no sangue a coragem de quem atravessa oceanos em busca de futuro. Nasceu em Toronto há quarenta anos, mas cresceu com a alma repartida entre dois mundos: o Canadá que lhe deu raízes e oportunidades, e Portugal, que lhe ofereceu identidade, língua, afetos e pertença.

Desde cedo, a sua vida foi marcada pela presença constante da comunidade portuguesa. O rancho, as cantigas ao desafio, as tardes passadas no Sporting de Toronto, as festas, a música, a alegria coletiva, tudo isso ajudou a formar o olhar sensível de uma menina que, ainda sem saber, estava a aprender a arte de criar momentos inesquecíveis. Em casa, a língua portuguesa era um elo sagrado entre gerações; fora dela, Toronto mostrava-lhe a diversidade e a energia de uma cidade onde tudo parecia possível.

Mas o que verdadeiramente moldou o seu percurso foi algo mais profundo do que o

gosto pela beleza ou pela celebração. Foi a capacidade rara de transformar memória em propósito. Nas dificuldades vividas pelos avós e pelos tios, Diana aprendeu que a alegria também pode ser um gesto de cuidado, quase um ato de amor. Percebeu cedo que uma festa não é apenas música, flores ou mesas bem compostas, é um espaço onde as pessoas se reencontram com a felicidade, mesmo que por breves horas.

Foi desse entendimento íntimo da emoção humana que nasceu a sua vocação. Hoje, Diana Pires é uma das mais reconhecidas

ABRIL 2026

event planners do Canadá, distinguida nacionalmente e admirada muito para além da comunidade portuguesa. Porém, por detrás do brilho dos grandes eventos, permanece a mesma menina que cresceu entre duas culturas, que aprendeu a valorizar as pequenas alegrias e que acredita que celebrar a vida é, em si mesmo, uma forma de honrar a história de quem veio antes.

A sua história é, no fundo, a história de uma mulher que fez da alegria uma profissão e da memória uma herança para o futuro.

RAÍZES, INFÂNCIA

E IDENTIDADE

PORTUGUESA

Antes do reconhecimento nacional, dos grandes eventos e dos prémios, existiu uma infância feita de pertença e tradição. Diana cresceu no coração da comunidade portuguesa de Toronto, rodeada pela música, pela dança, pela língua e por uma forte ligação às suas origens familiares. A casa dos pais era um prolongamento de Portugal em terras canadianas: falava-se português, cozinhava-se português e vivia-se a cultura como parte essencial da vida quotidiana. Entre as idas anuais à aldeia dos avós e as atividades na comunidade local, foi-se formando uma identidade profundamente enraizada nas memórias herdadas dos pais emigrantes. Essa ligação às origens não só moldou a mulher que viria a tornar-se, como hoje é também uma herança que procura transmitir aos filhos.

Quando os meus pais vieram para o Canadá tinham 18 anos. O meu pai tinha vindo primeiro, já cá tinha os irmãos, depois voltou a Portugal, casou-se com minha mãe e vieram os dois para aqui. E foi assim que começou a minha vida, porque foi aqui que nasci há 40 anos, cresci e vivo até hoje. Aqui nasceu também o meu irmão, que é mais novo que eu.

Da minha infância lembro-me que sempre estive muito envolvida na comunidade. Dançava no rancho e cantava ao desafio, frequentava com os meus pais o Sporting aqui de Toronto, estávamos sempre por lá, estávamos sempre muito envolvidos. E isso foi sempre uma coisa de que eu gostei muito.

Em casa falei sempre português e, para dizer a verdade foi um bocadinho difícil quando entrei para a escola, porque quando eu ia para a escola canadiana e misturava o português com o inglês, mas falar português foi sempre muito importante para mim. Também ia todos os anos a Portugal e estava sempre a aprender a língua portuguesa com os meus avós e restante família e fui trazendo tudo o que eu aprendia lá, aqui para Toronto. Foi muito importante para mim saber falar português e viver aqui em Toronto. Hoje dou ainda mais valor porque quando vou a Portugal consigo falar com as pessoas. Além disso, hoje tenho duas crianças e quero que eles cresçam também com a nossa cultura. Acho isso muito importante. Quanto mais nós ficarmos dentro da nossa cultura de origem mais conseguimos ensinar à nova geração. No Canadá, e em particular em Toronto, felizmente a cultura portuguesa está viva. As pessoas convivem, dançam folclore, vivem e trazem aquilo que eles são e sabem do seu

país para todos os que, como eu, entretanto já cá nasceram. As memórias, a música, a festa, as danças, a cultura, aquela alegria de que eu tanto gosto. E isso é uma coisa muito importante para mim, para eu mostrar aos meus filhos. E estamos a fazer isso agora também. Eles estão a aprender o português, estão a dançar folclore. Para mim isso significa que lhes estou a passar a minha história, a história dos meus pais, dos meus avós... isso é muito importante para mim.

Depois há a parte da comida, portuguesa, pois claro. O Sandro, que é o meu marido, cozinha muito bem. Ele também é português e adora fazer o caldo verde dele com pão com chouriço. É uma coisa que na nossa casa adoramos, incluindo os meus filhos. Todos os domingos fazemos aquele caldo verde. Na casa dos meus sogros também têm sempre na mesa a comida portuguesa e os meus filhos gostam muito. Eu sei fazer certas coisas, mas o meu marido cozinha muito melhor. E nós adoramos isso, porque é uma coisa que ele gosta muito de fazer e assim temos sempre comida portuguesa em casa.

A DESCOBERTA DA VOCAÇÃO

Há profissões que se escolhem; outras parecem escolher-nos. No caso de Diana, a vocação nasceu muito cedo, ainda na adolescência, a partir de uma sensibilidade especial para a alegria dos outros. Mais do que o fascínio pelas festas, foi a emoção das pessoas, os sorrisos, os reencontros, a felicidade partilhada, que despertou nela a certeza de que queria dedicar a vida a criar momentos felizes. As memórias dos avós e dos tios, marcadas por desafios e limitações, ajudaram-na a perceber que celebrar também pode ser um gesto profundamente humano. Foi aí que começou a desenhar-se o caminho que a levaria ao mundo dos eventos.

Acho que tinha 16 anos e já sabia que eu queria fazer uma coisa para trazer alegria para as pessoas. Porque o mundo que fica tão difícil tantas vezes, temos tantas pessoas que sofrem tanto na vida que quando podemos trazer-lhes alegria e, ao mesmo tempo, ajudá-las... é fantástico. Por exemplo, os meus avós sofreram muito, a vida deles em Portugal foi muito difícil, porque eu tinha um tio e uma

tia deficientes, que entretanto já faleceram, muito jovens, por sinal. Os meus tios sempre gostaram muito de festas, ficavam muito alegres quando iam, mas iam poucas vezes porque era muito difícil transportá-los. Por outro lado, a minha avó nunca podia sair de casa, era muito difícil para ela, porque era ela quem tomava conta deles. Ir às festas com eles era mesmo muito difícil, mas ainda assim, eu lembro-me de ir com eles algumas vezes, atrás das cadeirinhas de rodas e nunca me esquecerei da alegria deles quando iam a festas. Foi muito por causa dos meus tios e dos meus avós que, mais tarde, quando pensei sobre o que queria fazer na minha vida profissional disse para mim mesma – “eu quero fazer uma coisa que tenha tudo a ver com trazer alegria para as pessoas, incluindo para os que não podem”. Foi por isso que eu comecei como event planner – para criar momentos especiais e felizes para os outros. Agora continuo porque adoro aquilo que faço. Adoro ver as caras das pessoas, adoro ver a alegria que elas sentem e ver que o trabalho que fizemos tornou aquelas pessoas todas mais felizes. E depois também me incomodava ver que muitos faziam as coisas sem darem 100% para que tudo resultasse como os clientes queriam. Lembro-me de ir a certas festas e pensar “se fosse eu faria assim...” e não gostava de muito do que via, porque conseguia ver “behind the scenes”. Foi tudo isso que me fez pensar que gostaria de ajudar a fazer as coisas um bocadinho melhor, porque eu sentia que isto era uma coisa que eu sabia que tinha que fazer. Depois havia eventos onde ia e pensava “oh, eu adoro tudo isto”. Gostava de ver como é que as coisas trabalham por trás, quando vemos as coisas pela frente é de uma maneira, quando eu vejo o que está por trás é de outra. Eu “puxei para mim a correia” porque eu queria muito esta vida. Pensei sempre, “se eu pudesse fazer melhor, se eu pudesse ajudar certas pessoas, se eu pudesse fazer as coisas à minha maneira”. Depois, claro, aprendi muito na minha carreira, eu queria desenhar mais e estar envolvida em todas as partes da festa, porque é muito importante compreender as pessoas, saber aquilo que elas querem, tirar toda a informação e fazer o meu trabalho de uma maneira

que quando você vem à festa, você sente alguma coisa. E eu quero que as pessoas sintam aquilo que eu faço e falem nisso.

OS PRIMEIROS PASSOS NA CARREIRA

Como tantas histórias de sucesso, a de Diana começou longe dos holofotes. Antes de dirigir grandes produções, aprendeu cada detalhe do universo dos eventos a partir da base: no catering, no serviço de mesas, nos bastidores de cozinhas e festas. Cada função foi uma escola. Observava tudo com atenção, aprendia com cada experiência e, sobretudo, imaginava sempre como poderia fazer melhor. Aos poucos, o seu talento para lidar com pessoas e coordenar ambientes tornou-se evidente. O que começou como um trabalho em part-time transformou-se numa pequena empresa e, depois, numa carreira sólida, construída com dedicação, visão e coragem.

Quando era nova, comecei em catering, ajudava nas mesas a servir as pessoas e aprendi com tudo o que fiz. Depois quando tinha 18, 19 anos, comecei a ajudar um chef numa cozinha, mas disse a mim mesma “isto não é para mim. Eu quero estar à frente perto dos clientes”. E fui e as pessoas davam-se bem comigo. Às tantas começaram a dizer “tu tens jeito para isto. Quero que tomes conta destes eventos” e todas as vezes que eles tinham eventos, chamavam-me e eu tomava conta

das coisas. Foi assim que tudo começou e pensei “eu posso entrar nisto” e decidi abrir uma empresa pequena, comecei em part-time no início para ver como era porque, naquele tempo, também era difícil abrir uma companhia. Até que consegui mostrar os meus serviços num curso de preparação para o casamento e alguns casais deram-me uma oportunidade. E foi assim que tudo começou. Eu comecei com casamentos era só aquilo que eu fazia e teve um tempo na minha carreira que eu disse “ai, não sei se eu vou fazer mais para além de casamentos, porque adoro fazer casamentos’. Mas depois eu comecei a fazer mais coisas e certos clientes para quem eu tinha trabalhado tinham empresas e pediram-me para ajudar nas festas de empresa e eu comecei a entrar nesse mercado também. E eu também gosto de fazer galas de eventos, é uma coisa que eu acho que é um exciting challenging, porque é diferente. E então decidi “vou abrir a porta para esse tipo de trabalho e ver o que é que acontece”. E se há coisa que eu aprendi, com todos esses trabalhos é que toda a gente merece que se trabalhe com o mesmo empenho, sempre com o objetivo de entregar um trabalho digno, seja para uma pessoa, uma organização, para um familiar ou uma empresa. Para mim, o que interessa é que, no fim, toda a gente esteja feliz e que o trabalho seja bem feito. E eu sei, ao fim de mais de 15 anos de trabalho quem são as pessoas que eu tenho que trazer para uma festa, para fazer aquela festa muito especial e sei dar o valor àquilo que eles fazem, sei dar valor à equipa que sabe trabalhar bem em conjunto, que compreende aquilo que precisamos fazer para satisfazer os clientes, que gostam de arriscar comigo, querem

desenhar coisas diferentes... tudo isto é muito importante naquilo que eu faço.

O RECONHECIMENTO E A EXCELÊNCIA

O sucesso, quando chega, raramente é fruto do acaso. No percurso de Diana, o reconhecimento nacional surge como a confirmação de muitos anos de trabalho intenso, dedicação absoluta e paixão genuína pelo que faz. Ser finalista do Canadian Special Events Awards representa muito mais do que um prémio: é o sinal de que o seu nome ultrapassou fronteiras comunitárias e conquistou espaço no panorama profissional canadiano. Para Diana, esta nomeação é também uma celebração da equipa que a acompanha e da confiança que construiu ao longo dos anos. Por detrás de cada evento bem-sucedido está uma rede de colaboradores, talentos e cumplicidades que transformam ideias em experiências memoráveis.

Para mim, é muito importante ter sido notada pelo Canadian Special Events Awards do Canadá e ser uma dos finalistas. São sete finalistas no chamado Event Professional of the Year do Canadá. É uma coisa muito importante, saber que somos conhecidos para além da nossa comunidade e das pessoas que nos rodeiam. É muito importante para mim saber que o trabalho que eu faço foi divulgado pelo Canadá inteiro. Fico muito contente. Não sei o que é que vai acontecer no fim, mas só eu ser nomeada é já uma coisa ótima, que

me enche o coração. Fico contente por saber que eu cheguei lá. Tudo isto resulta do trabalho que fazemos, da maneira que falamos com as pessoas, porque o evento não é só o trabalho que tu fazes, também resulta muito da maneira como trabalhas com pessoas. Assim, na minha empresa, quem trabalha comigo, são muito importantes para aquilo que eu faço, porque nós somos colaboradores uns dos outros, trabalhamos todos juntos, dão-me muito apoio também. Aquilo que é ainda mais importante para mim é que eu sei que eles têm confiança em mim.

1. A DIANA COM OS PRIMOS: LUÍS (À ESQUERDA), KENNEDY (AO CENTRO) E MARLENE (À DIREITA)

2. PRIMA LAURA COM A DIANA, A MENINA DAS ALIANÇAS

3. EM PORTUGAL

4. COM O PAI E O IRMÃO, PEDRO

5. VESTIDA COM O SEU TRAJE DE RANCHO

6. AMIGOS DE INFÂNCIA REUNIDOS NA ALDEIA DE GRAÇÃO, SÃO

JORGE. DA ESQUERDA PARA A DIREITA: MADALENA, SÍLVIA, ADELINA, SANDRA, HÉLDER, DIANA, E AS PRIMAS CARLA E MARLENE

7. A CLAQUE DA SELEÇÃO

8. A FAMÍLIA PIRES A APOIAR O SPORTING

9. A DIANA COM OS FIGURINOS DA DANÇA DO LEÃO ANTES DE UM CASAMENTO CHINÊS

10. COM A TIA LUCILIA E O TIO TONE

11. SANDRO, ELENA, NATHAN E A DIANA

FAMÍLIA,

MATERNIDADE E

TEMPO PARA SI

No meio da exigência constante da vida profissional, Diana encontra o seu verdadeiro centro na família. Mãe de dois filhos, esposa, filha e mulher profundamente ligada aos seus, vê na vida familiar não apenas um refúgio, mas também uma fonte de inspiração. Entre passeios com os filhos, momentos com a filha no shopping, caminhadas com o cão e encontros com a família alargada, constrói memórias que espelham a mesma alegria que procura criar no seu trabalho. Ao mesmo tempo, reconhece a importância de reservar tempo para si - pequenos rituais de cuidado, leitura, journaling e descanso que lhe devolvem equilíbrio e energia.

Gosto de dançar, gosto de ir ao shopping com a minha filha, ela adora isso, gosto de dar umas voltas com meus filhos. Nós temos

um cão também e damos umas voltas grandes com ele. Gosto de fazer parte da comunidade, estar com meus primos, com a minha família, todas as vezes que estamos juntos é uma alegria. E gosto de ter aqueles dias em que tomo conta de mim, a fazer as unhas, os pés, fazer uma massagem que é muito importante depois de tanto trabalho e estar sempre muitas horas em pé. Preciso desse tempo para mim. Gosto muito de ler um livro, ter aquele tempo para fazer journaling que eu adoro de fazer. São coisas pequenas, mas para mim fazem uma grande diferença.

O meu filho mais velho vai fazer 13 anos e a minha filha vai fazer nove anos. Ela é muito criativa. Um dia destes, estava a trabalhar num projeto e ela perguntou: “posso estar à tua beira para ver o que é que estás a fazer?

Posso ajudar-te?” E eu gosto que ela queira envolver-se, ajudar. O meu filho é mais jogador (risos). É rapaz... gosta muito de falar e conversar. A minha filha também gosta, mas eu acho que ela, se calhar, um dia vai gostar de estar nesta cadeira.

PORTUGAL, MEMÓRIA

E SONHOS FUTUROS

Portugal continua a ser, para Diana, muito mais do que um destino de viagem - é uma casa emocional. Embora tenha nascido no Canadá, as temporadas passadas com os avós durante a infância deixaram marcas profundas, feitas de montanhas, lagoas, verões longos e um sentimento de pertença que nunca desapareceu. Sempre que regressa, revive uma parte essencial de si mesma e procura partilhá-la com os filhos. Hoje, esse vínculo afetivo cruza-se também com a dimensão profissional: levar a sua arte para a Europa, organizar eventos em Portugal e, quem sabe, realizar o sonho de trabalhar com a seleção nacional ou com o “seu” Sporting Clube de Portugal.

Vou a Portugal sempre que posso. Estive lá no ano passado e adorei. Antes eu ia por mais tempo, mas como nós temos muitos eventos no verão, agora fica mais difícil. Mas ano passado nós decidimos ir porque eu já não via os meus avós há uns tempos e queria estar lá mais tempo com eles. Sempre que vou a Portugal parece que eu nunca saí de lá e, na

1. COM OS AVÔS E A MÃE.

2. DIANA COM A MÃE, OS IRMÃOS (PATRICK E PEDRO) E O BEBÉ NATHAN.

3. MOMENTOS EM FAMÍLIA: O AVÔ ANTÓNIO E O PEDRO NUM REGISTO NATURAL E DIVERTIDO, RODEADOS POR TODOS NÓS À MESA.

4. DIANA E O PAI.

5. DIANA COM A AVÓ DO SANDRO, LOURDES, A SUA CUNHADA JÉSSICA, E O MARIDO SANDRO.

6. ALMOÇO DE FAMÍLIA. DO LADO ESQUERDO: MARI (MADRASTA), A SOBRINHA CELINE, A CUNHADA BIANCA, A FILHA ELENA, O AFILHADO LEO E A CUNHADA JENNIFER. DO LADO DIREITO: O HENRIQUE (IRMÃO), O PAI MÁRIO, A DIANA, O FILHO NATHAN, A SOBRINHA MIA E O IRMÃO PEDRO.

realidade, não nasci lá sequer, mas ia lá sempre, todos os anos e eu ficava lá o verão inteiro com os meus avós. Conhecia toda a gente da aldeia. Agora já é diferente. As coisas já mudaram um bocadinho, mas tenho sempre aquela infância a dizer “isto é uma casa para mim”. Eu corria nas montanhas, brincava lá com toda a gente e quando vou lá, eu gosto de mostrar tudo aos meus filhos, vamos ver as lagoas e aqueles sítios que as pessoas não conhecem. Os meus filhos gostam muito de ir a Portugal.

O meu irmão casou-se lá em Portugal, adorei a comida, adorei as pessoas. Como profissional sinceramente adorava ir para Portugal e fazer eventos lá. Eu já fiz um casamento ou dois lá em Portugal. Este ano vou fazer outro casamento na Grécia e quero fazer mais eventos na Europa. Gostava muito de poder trabalhar mais em Portugal e tenho um sonho grandegostava de fazer um evento para a seleção nacional. E também gostava muito de ter oportunidade de fazer um grande evento para o meu clube, Sporting Clube de Portugal.

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