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EDIÇÃO 43 • ANO 4 • MENSAL • WWW.REVISTAMAR.COM

Sara Dias AGOSTO2019


Ficha Técnica Direção

Carmo Monteiro Manuel DaCosta

Edição Gráfica Carlos Monteiro

Marketing

Carmo Monteiro MDC Media Group

Fotografia Carmo Monteiro Carlos Monteiro

Colaboradores

Armando Correa de Siqueira Neto Carlos Cruchinho David Gonçalves Helena Rodrigues José Carreira Madalena Balça Maria João Rafael Paulo Mendes Paulo Perdiz Pedro M. Salvador Raquel Couto Telma Pinguelo

Participação Especial Sara Dias Diogo Piçarra

Agradecimentos

Casa das Beiras de Toronto Casa dos Poveiros de Toronto Galeria dos Pioneiros LiUNA Luso Canadian Charitable Society Magellan Community Charities MDC Media Group Portuguese Canadian Walk of Fame Portuguese Cultural Centre of Mississauga Távora Foods

Contacto

www.revistamar.com info@revistamar.com www.facebook.com/revistamar

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Conteúdos 4

Volta Luso

A Luso Canadian Charitable Society realizou mais uma edição da Volta Luso e a Revista Amar esteve presente.

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1º Dia Cultural Anual do CCPM

A comunidade portuguesa de Mississauga reuniu-se no dia 7 de julho no CCPM para a realização de uma grandiosa festa com muita música, diversão e boa comida.

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LiUNA Local 183 Dia da Família

Os membros deste sindicato ligado à construção juntaram-se no Downsview Park, em Toronto, para mais uma celebração do Dia da Família.

Custo estimado por exemplar

$4.49

página 10

página 26

34 Sara Dias

página 32

Conheça a cara do mais recente projeto na área do apoio, cuidados e serviços à comunidade de língua portuguesa em Toronto.

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Visitar Portugal com um sorriso

página 44 página 64

Carlos Cruchinho leva-nos numa viagem pelo Portugal de todos nós. A história, as pessoas e os lugares deste jardim à beira mar plantado.

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O grande trilho canadiano

Sabia que o Canadá tem o trilho mais longo do mundo e que começou a ser "construído" em 1992, ficando apenas pronto em 2017, o ano em que o país celebrou 150 anos?

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Variações

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Diogo Piçarra

página 48

página 58

A vida de António Ribeiro, barbeiro e figura da movida lisboeta no final dos anos 70. A figura incontornavel da música portuguesa vai estar nas salas de cinema. Saiba tudo!

O artista português é, atualmente, um dos nomes maiores da música portuguesa e esteva à conversa com Paulo Perdiz. Revista Amar é uma marca registada e empresa subsidiária dos grupos Cyber Planet Inc. e MDC Media Group.

AGOSTO 2019

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Açúcar Amigo ou inimigo?

Maria Helena fala-nos sobre a abordagem da medicina tradicional chinesa ao açúcar. As vantagens e desvantagens do consumo de açúcar.

página 64 Os artigos publicados na presente edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, podendo não refletir as opiniões e posições da Revista Amar naquela matéria. A utilização do novo acordo ortográfico, na matéria da presente edição, ficou à inteira descrição dos seus autores. Os conteúdos publicitários publicados na presente edição são da inteira responsabilidade, com autorização e aprovação prévia dos seus autores.


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Em nome de uma causa

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o dia 23 de junho, realizou-se a 5ª edição da Volta Luso - Luso Canadian Charitable Society (LCCS), mais uma vez, no Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM) e que contou com o apoio, cada vez mais generalizado, da comunidade e empresários lusocanadianos e dos sindicatos ligados à construção, como é o caso da LiUNA. Este ano, por questões climatéricas, a Volta foi marcada para junho, decisão que se mostrou acertada por parte da direção da LCCS, a julgar pelo número de participantes. Jack Prazeres, presidente da LCCS, encontrava-se feliz e satisfeito com o nível de adesão, perto de 600, batendo, deste modo, o recorde do ano passado. A angariação de mais de $170,000.00 entre os participantes (caminhada, bicicleta ou moto) e outros, superaram todas as expectativas. Este montante vai ser usado na prestação de serviços a pessoas portadoras de deficiência cognitiva ou física, que estão inscritas nas três organizações que fazem parte da LCCS. A Revista Amar esteve presente e deixa uma mensagem de felicitações à LCCS por mais uma Volta de sucesso.

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CasadosPoveiros S. Pedro

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Casa dos Poveiros de Toronto assinalou no dia 29 de junho a festa de São Pedro, santo padroeiro dos pescadores. Para Linda Correia, presidente da Casa dos Poveiros, esta festa pertence aos poveiros explicando que a “Póvoa de Varzim é uma cidade à beira mar e de pescadores, e o São Pedro é o padroeiro da cidade e dos pescadores. Faz todo sentido, nós também festejarmos com um arraial para os poveiros e todos que gostam das festas populares”. Laurentino Esteves, poveiro de nascença, contou-nos a importância da festa de São Pedro: “A festa de São Pedro é vivida de forma mais efusiva na Póvoa de Varzim (Portugal), mas não tem mais nem menos mérito. A nossa (festa) aqui é mais pobrezinha, mas é vivida, à nossa maneira, com sentimento de saudade”. A boa disposição entre os convivas da festa foi complementada com rancho folclórico, bombos e artistas comunitários, e acompanhada da gastronomia típica portuguesa, destacando-se a sardinha assada, caldo verde e farturas.

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Arraial à portuguesa na Casa das Beiras A

equipa da Casa das Beiras de Toronto aproveitou o bom tempo que se fez sentir nos dias 29 e 30 de junho para sair à rua e fazer um arraial 100% português. Não foi preciso ir muito longe para erguer a festa: o recinto do clube, no 34 da Caledonia Rd, encheu-se de alegria, música e iguarias típicas que atraíram vários visitantes. Mas afinal, como é um arraial à moda das beiras? “Um arraial à moda das Beiras é um encontro de amigos. Temos uns bons petiscos à nossa maneira, para podermos saborear, e umas bebidas fresquinhas porque com este calor que temos em Toronto, apetece. Queremos mostrar aos nossos sócios e à nossa comunidade que a Casa das Beiras existe para manter uma tradição e para manter a nossa cultura. Este já é o segundo arraial e é uma maneira de chamarmos o pessoal para uma coisa diferente. Em vez de estarmos dentro de uma sala, estamos ao ar livre numa outra atmosfera. Os enfeites que temos também mostram o que é Portugal. As pessoas passam e olham para ver o que se está aqui a passar”, diz-nos Bernardino Nascimento, presidente da Casa das Beiras. A festa começou por volta das três da tarde e durou até ao anoitecer, com a presença de vários residentes e figuras de relevo da comunidade. Pelo recinto do clube passou também a vice-presidente de Toronto e vereadora de Davenport Ana Bailão: “Não sou Beirã mas tenho muito orgulho e o privilégio de representar esta Casa que fica mesmo aqui no centro da comunidade que eu represento. São muitas horas e voluntários que fazem estes trabalhos e por isso quero agradecer por manterem estas culturas vivas e por trazerem vida e ânimo às nossas comunidades.” 12 I Amar

A entrada para o evento foi livre. Houve a oportunidade de comer sardinha assada, bifanas e malassadas, uma tradição levada até ao local por iniciativa de Rick Coelho e Teresa Freitas. Além de um arraial muito doce, este foi também um convívio marcado pelos ritmos populares portugueses. Ao palco subiram Flávio Santos e Rui Pedro, os Bombos do Arsenal do Minho, o Duo Raça Latina, Tony Silveira e a Rusga da Associação Cultural do Minho de Toronto. Entre os participantes esteve ainda Jennifer Machado, ensaiadora do Rancho Académico de Viseu e diretora da juventude da Casa das Beiras: “A juventude da Casa das Beiras está boa. Temos um grande grupo mas nem sempre estão muito interessados. Então eu disse para organizarmos um grupo. Eu dou as ideias e eles ajudam a tentar mostrar como era o antigamente e como eram as nossas tradições, que é para eles também terem um reconhecimento do que eram os nossos arraiais em Portugal. Hoje estamos a fazer a tasquinha da juventude e temos alguns jogos. E já temos mais ideias. Eles querem fazer angariação de alimentos para o dia de Ação de Graças.” As tradiçōes dos arraiais portugueses continuam assim a prolongar-se em Toronto.

Telma Pinguelo MDC Media Group


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Música, diversão e boa comida 1º Dia Cultural Anual do CCPM N

o dia 7 de julho, realizou-se o 1º Dia Cultural do Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM) no parque de estacionamento da sua sede. Este evento vem substituir o Picnic Anual, que se realizava há alguns anos, devido ao mau tempo que se verificava no dia, como nos explicou o presidente Tony de Sousa “nos últimos anos apanhávamos chuva no dia do picnic e íamos ficando com mais ou menos adesão dos sócios e amigos desta casa. No ano passado carregámos as carrinhas e depois de muito trabalho não podemos entrar no parque porque estava cheio de água e chovia torrencialmente. Tivemos que regressar, estragou-se muita coisa para além do trabalho e do investimento finaceiro, para depois repetir tudo 2 semanas depois. Eu sentei-me com o vice-presidente e o tesoureiro e falámos na possibilidade de fazermos algo aqui, no parque de estacionamento. E foi assim que começou. A vantagem é que se chover mudamos tudo para dentro do salão e a

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festa continua. Felizmente está a correr tudo bem, temos um excelente programa com um sol lindo à mistura”. Foram aproximadamente 400 pessoas que não quiseram faltar ao arranque deste novo projeto do CCPM, num ambiente de muita alegria, música proporcionada por artistas locais, ranchos folclóricos e gastronomia típica portuguesa, deixando Tony de Sousa e a sua direção muito satisfeitos. “A reação das pessoas está a ser muito positiva, a ponto de estarmos já a falar num projeto maior para 2020”, referiu ainda Tony de Sousa, acrescentando que “a 6 de outubro vai realizar-se a nossa Noite de Fado, por ocasião do aniversário de falecimento da “diva” do fado Amália Rodrigues e a fadista convidada é a Filipa Cardoso”. Parabéns CCPM pela iniciativa.


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Reunião de reformados

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o fim-de-semana do dia 5, 6 e 7 de julho a Downsview foi mais uma vez o palco da reunião anual dos reformados da LiUNA e do Dia da Família da Local 183. O próposito deste evento que trás mais de 50.000 pessoas, é de juntar as famílias dos membro num dia de lazer e sem preocupações, com muita diversão e entretenimento para todas as idades e para todos os gostos. Jack Oliveira contou-nos que “os sócios da Local 183 vêm aqui com os seus familiares para passar um dia fantástico. É bom o sorrisso no rosto das pessoas. É um dia em que não se fala de trabalho, mas de família e união. Temos aqui comida, diversão, entretenimento... um pouco de tudo! Isto é uma maneira do sindicato dizer “obrigado” aos nossos sócios e tentar manter a linha da família da LiUNA, porque a LiUNA está hoje mais unida do que nunca e isso é muito importante”. O secretário-geral da UGT (União Geral de Trabalhadores), Car20 I Amar

los Silva vez questão de aceitar o convite para fazer parte deste evento sindical, pela segunda vez, deixando rasgados elogios o trabalho da LiUNA, passando a explicar que “em 2017 num momento importante da vida da comunidade portuguesa aqui do Canadá e sobretudo da LiUNA e da Local 183, o Presidente da República Portuguesa o Profº Marcelo Rebelo de Sousa atribuiu as Ordens de Comendador e as Insígnias de Mérito Empresarial ao Jack Oliveira, onde a UGT teve naturalmente parte do processo assim como a comunidade portuguesa porque efetivamente aquilo que a LiUNA faz, mais os seus sindicatos, é extremamente importante aqui e em toda a América do Norte. Portanto quando o convite me foi de novo formulado, disse que em 2018 não tinha condições de cá estar, mas que em 2019 havendo a possibilidade certamente reaceitaria o convite (...) e cá estou com todo gosto e para mim é uma honra perceber que do lá de cá do Atlântico há quem goste de nós”.


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Dia da FamĂ­lia

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LIUNA LOCAL 506

Family Day

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Picnic Anual da Local 506 aconteceu no dia 27 de julho, no recinto do Training Centre da Local 506 em Richmond Hill. Um dia de verão, ideal para ser passado entre os membros e as suas família em convívio harmonioso e de lazer, com muita animação e diversão. Joseph Mancinelli confessou-nos estar a gostar deste dia tão especial para a 506. Para além disso, adiantou ainda alguns pormenores sobre o aumento do Training Centre, que tem a sua inauguração prevista para novembro deste ano. “Um evento lindo e adoro vir, especialmente no verão, para passar o dia com os nossos membros (...). Por ser no Training Centre deles é significativo, pois oficialmente ainda não está aberto, a inauguração vai ser em novembro. É um centro de última geração com um investimento de milhões de dólares. Vai ser um dia em que podemos celebrar muitas coisas que hão-de vir em novembro e para além disso este ano também celebramos o 100º aniversário da Local 506 (...). É bom ver estas celebrações, as pessoas a divertirem-se e a desfrutar da companhia uns dos outros. O que pode ser melhor que isso?" Carmen Principato, Business Manager da Local

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506, assume-se orgulhoso de tudo o que a organização conseguiu até aos dias de hoje e agradeceu a todos aqueles que contribuem para o sucesso da união, agradecendo de forma entusiástica: “Obrigado, obrigado aos membros e ao executivo por me apoiarem ao longo destes 36 anos como Business Manager e 50 anos de membro. Sinto muito orgulho quando vejo um novo edifício como este para os nossos membros poderem ter a formação adequada e as novas gerações têm aqui algo que os vai ajudar, ao contrário de antigamente, que quem chegava de Portugal, da Itália ou outro país não encontrava formação. Temos orgulho de termos um centro novo e boas pensões para os nossos membros e vamos ter o presidente-geral da LiUNA, Terry O'Sullivan, e o nosso líder, Joe Mancinelli, nas celebrações do nosso 100º aniversário." Tony do Vale, tesoureiro da LiUNA Local 506, referiu que a inauguração oficial do Centro de Formação é no dia 15 de novembro - “Começamos pela abertura do Centro e depois a celebração do nosso aniversário vai ser no salão, da nossa sede na Local 506.”. Também a Revista Amar deseja o maior sucesso à Local 506! Feliz 100º aniversário!


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LIUNA LOCAL 506


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Toronto recebe

Dias de Liberdade em Portugal

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Galeria dos Pioneiros Portugueses, em Toronto, abriu as portas no dia 22 de junho, para o lançamento do novo livro de Daniel Bastos. O historiador reuniu o espólio do fotógrafo humanista Gerald Bloncourt, que retratou o renascer da liberdade em Portugal durante e após a Revolução de 25 de Abril de 1974. A obra “Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal” já tinha sido apresentada junto de outras comunidades portuguesas pelo globo com o apoio do comendador Manuel DaCosta, e que chega agora também até à comunidade portuguesa em Toronto. “Este é um projeto que eu e o Daniel já falámos há muito tempo. De 2 em 2 anos queríamos divulgar uma história diferente da democracia em Portugal, que como foi dito hoje foi uma democracia muito complicada e que ainda não foi explorada. Acho que há valor em cada livro, que é diferente. São histórias pequenas mas importantes e, divulgadas em sequências, as pessoas realmente absorbem mais a informação. E eu penso que é importante di-zê-las.", esclarece Manuel DaCosta. Daniel Bastos justificou a sua vinda a Toronto dizendo que 30 I Amar

“faz todo o sentido estar cá porque sendo esta uma obra de homenagem aos homens e mulheres que lutaram pela construção de um Portugal melhor, livre e democrático, acho que os melhores exemplos que nós encontramos desta liberdade, democracia e desta construção deste país mais fraterno, mais justo e solidário se encontram no seio das nossas comunidades e dos nossos imigrantes. Imigrantes que, na maior parte dos casos, saíram do país à procura de melhores condiçōes de vida, em tempos ainda de ausência de liberdade. Portanto esta é uma forma de vir trazer um pouco da história da pátria e origem para eles darem a conhecer aos seus filhos, e de lhes transmitir um profundo agradecimento por tudo o que têm feito em prol da consolidação da democracia no nosso país”. O livro é prefaciado pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da direção da Associação 25 de Abril, uma das instituições de referência do Portugal democrático, que não se encontrava presente, contudo em representação da Associação 25 de Abril em Toronto estava Artur Jesus. Daniel Bastos revelou-nos ainda que já se encontra a trabalhar na sua próxima obra, prometendo trazê-la a Toronto quando concluída.


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Afonso Reis Cabral Autor Português

Fontes: Wikipedia, FNAC, Wook Fotografia: DR

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fonso Reis Cabral nasceu em 1990. Aos quinze anos publicou o livro de poesia "Condensação". É licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos, fez mestrado na mesma área e tem uma pós-graduação em Escrita de Ficção. Foi duas vezes à Alemanha em busca de uma história, a primeira das quais aos treze anos. Trabalhou numa vacaria, num escritório de turismo e num alfarrabista. Em 2014, ganhou o Prémio LeYa com o romance "O Meu Irmão", que se encontra em tradução em Espanha e em Itália e já foi publicado no Brasil. Tem contribuído com dezenas de textos para as mais variadas publicações. Em 2017, foi-lhe atribuído o Prémio Europa David Mourão-Ferreira na categoria de Promessa. Em 2018 foi publicado o seu segundo romance, "Pão de Açúcar", sobre o Caso Gisberta. Trabalha atualmente como editor freelancer. Nos tempos livres, dedica-se à ornitologia, faz scuba diving e pratica boxe. 32 I Amar


Obra Literária

“LEVA-ME CONTIGO” Portugal a pé pela Estrada Nacional 2

Sinopse A Estrada Nacional 2, com os seus quase 739 quilómetros, é a maior de Portugal e uma das maiores do mundo. Traça o país numa linha contínua, de Chaves a Faro, que não é só feita de asfalto. Estrada mítica e com identidade própria, trata-se do mais belo caminho para as pessoas e as paisagens. Através dela, conhecemos Portugal. O escritor Afonso Reis Cabral, autor dos livros O Meu Irmão (vencedor do Prémio LeYa) e Pão de Açúcar, deci-

diu percorrê-la a pé. Durante vinte e quatro dias, sozinho, deixou que a estrada o guiasse ao encontro das pessoas, localidades e histórias. Atravessou montanhas, cruzou planícies, mergulhou em rios, caminhou debaixo de tempestades e de muito calor. Mas sobretudo parou para conversar com quem encontrava. No fim de cada dia, publicava na sua página de Facebook um diário escrito no telemóvel relatando os principais eventos da viagem. Agora em versão ampliada e ilustrada, eis em livro o diário do caminho.

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Sara Dias N

Nasceu em Lisboa, no dia 7 de maio de 1976. Chegou a Toronto, com apenas 2 anos de idade com os pais, José e Manuela e o irmão com 6 anos, Pedro.

Descreve a sua personalidade como sendo meia vianense, por parte do pai e nabantina por parte da mãe. Formada em Commerce na Rotman School of Managment e pós-graduação em Corporate Social Responsibility and Sustainability, Universidade de Toronto, cedo descobriu que não ambicionava fazer carreira no mundo financeiro. De pequenina, Sara Dias aprendeu a dar valor às necessidades da vida por influência da mãe, tendo como moto de vida “o ser humano precisa ser visto, ouvido, amado, respeito e viver com dignidade”. Através do voluntariado descobriu a carreira profissional que queria seguir, a Filantropia. Foi atrás do seu sonho, conciliar a paixão de ajudar o próximo com trabalho. Trabalhou durante 7 anos na Spina Bifida and Hydrocephalus Association e 14 anos no Community Living Mississauga. Sara Dias é determinada e trabalhadora, compassiva, grata e amável. Gosta de ver o melhor nas pessoas e gostava de um dia deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrou. No papel de mãe, de Kristian (20) e Mateo (14), tem nos filhos a prioridade da sua vida. Fique a conhecer Sara Dias, a Diretora-Executiva do Magellan Community Charities, uma organização que passou do papel para a realidade, dando agora os primeiros passos, mas prometendo revolucionar o apoio, cuidados e serviços prestados à comunidade lusocanadiana, nomeadamente, aos mais idosos e necessitados. Projeto que abraçou com alma e coração pela avó, pelo pai e por toda a comunidade portuguesa.

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Revista Amar: A Sara nasceu em Lisboa. Considera-se uma lisboeta de gema? Sara Dias: Não. A minha personalidade tem influências de Viana por parte do meu pai e de Tomar por parte da minha mãe. Lisboa foi só o sítio onde nasci. RA: Veio para o Canadá ainda pequena. Que memórias tem da chegada a este país que acolheu a família? SD: Tenho. Em primeiro foi pela maneira como viemos… nós viemos porque o meu irmão tinha tido meningite e o médico disse que ele precisava de um clima frio. Sair de Portugal foi muito difícil para os meus pais, porque eles tinham negócios. Lembro-me que para a minha mãe foi um desgosto, mas por amor a um filho uma mãe e um pai fazem todo. Foi com esse amor e duas malas que chegaram a este país que não conheciam e nem a língua falavam. Para mim todos os emigrantes que deixam tudo que conhecem para ir para o desconhecido têm que ter muita coragem e muita força dentro deles. Eu não sei se teria a mesma coragem que os meus pais e muitos outros tiveram. Hoje muitos emigrantes que chegam cá pela primeira vez, ficam durante uns meses e vão embora, só depois decidem se voltam para ficar. Os meus pais vieram sem saber nada de nada, não tinham nenhuma informação para além de que seria o país que lhes ia dar uma vida melhor. Em segundo lembro-me de termos chegado em novembro e quando a neve começou a cair eu abria a boca de língua de fora para tentar a apanhar (risos). A terceira memória que tenho é de nós vivermos na Queen St. e nós não tínhamos pão em casa e fui com o meu pai a uma loja, uma convinience store, e o meu pai virou-se para o senhor ao balcão, que era indiano, começou a fazer sinais gestuais de passar manteiga no pão (risos)... o senhor não entendeu nada, o meu pai não dizia uma palavra em inglês e eu comecei a andar à volta das parteleiras e encontrei o pão. E foi assim que vivemos até aprendermos inglês. RA: Como correu a adaptação a um novo país - com uma língua diferente, com hábitos diferentes? SD: Como era pequena, os hábitos não eram muitos. Com 2 anos os hábitos eram de mamã, papá, avó e avô. A minha adaptação foi normal, as crianças adaptam-se facilmente a tudo. Já para os meus pais foi mais díficil, mas o meu pai conseguiu logo arranjar trabalho na àrea dele, marcenaria e a minha mãe em menos de 2 anos abriu o salão de cabeleireiro dela na College e Augusta, na época o centro da comunidade portuguesa. RA: Sei que a sua família se instalou na Augusta ou seja, na zona da cidade de Toronto onde a comunidade portuguesa estava mais concentrada - esse facto facilitou a integração? SD: Olhe, eu ser criada na Augusta foi como se diz em inglês “it takes a village to raise a child”. Como a minha mãe estava sempre a trabalhar eu conhecia toda gente... a Dona Arlete da peixaria, a Dona Julieta da padaria e todas as pessoas que tinham negócios. E todos olhavam pelos filhos uns dos outros, éramos uma família, verdadeiramente uma comunidade. As clientes da minha mãe também ajudaram a criar-me, porque se vissem que eu precisava de alguma coisa e a minha mãe estava ocupada com uma cliente, elas vinham ao meu auxílio. Eu fui criada pelos meus pais,

mas também pela comunidade portuguesa. Toda gente me conhecia. Quando ia à Dona Arlete buscar o peixe ela dizia “ó Sarinha está aqui um pacote de sugos para ti, leva minha querida”. Como não tínhamos cá mais ninguém foram os meus pais, a Dona Arlete, a Dona Julieta, as clientes, a comunidade que moldaram a pessoa que sou hoje e são a razão pelo qual eu tenho orgulho de ser portuguesa. RA: Entretanto casou, teve os seus dois filhos e acabou por se divorciar. Que idades tinham os rapazes quando isso aconteceu? SD: O Kristian tinha 8 anos e o Mateo tinha 2 anos. RA: A partir daí teve que enfrentar a vida, no dia-a-dia, sozinha. Foi difícil? SD: Sim e não. Sim, porque foi difícil tomar a decisão quando realizei que não era feliz. Não, porque tive o apoio dos meus pais e sem eles eu não tinha conseguido ir trabalhar e dar-lhes a qualidade de vida que tiveram. Eu devo muito a eles. RA: Infelizmente isto nem sempre acontece depois da separação ou divórcio entre casais, mas no seu caso o seu ex-marido transformou-se num amigo. Como se consegue? Qual é o segredo? SD: O segredo de ter uma boa relação com o ex-marido é o amor que se tem pelos filhos acima de tudo. Quando os pais que estão separados ou divorciados falam mal um do outro à frente dos filhos, estão a magoá-los e acho que isso é terrível. Eles são metade da mãe e do pai e amam os pais. Eu quando tinha um problema ou queria chorar... fazia-lo sozinha, telefonava a uma amiga ou ia a um terapeuta, mas à frente dos meus filhos não! Hoje, quando olho para o meu ex-marido bem, os meus filhos estão felizes pelo pai e isso é que é importante. Os meus filhos adoram que conseguimos jantar todos juntos, inclusive com a nova esposa dele, que tem uma filha de 7 anos, na casa dos meus pais. Isto é que é amor pelos filhos, eles estão sempre em primeiro lugar. E agora tenho uma menina com 7 anos na minha vida, que adoro, que não me é nada mas é aos meus filhos, e que me pede para ir fazer manicure e eu levo-a, porque a mãe dela não gosta desta coisas. Quando abrimos os nossos corações tudo é possível. RA: Os seus filhos (já deviam ser, mas...) passaram a ser o centro da sua vida? SD: Sim passaram... e ainda mais depois do meu mais velho ter sido diagnosticado com ADHD - Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade - e com Dificuldade de Aprendizagem, que me obrigou a travar uma luta com a escola, dar muito apoio ao meu filho para ajudá-lo e tive que ser a voz dele na escola. Pouco tempo depois o meu mais novo também foi diagnosticado com ambas desordens. Eu tive que lhes dar todo o apoio possível para os equipar com as ferramentas próprias para que pudessem e possam ter sucesso na vida. Eu corri tudo, fiz tudo e não tenho qualquer dúvida que faço o melhor que posso por eles. Presentemente, o Kristian está no 3º ano de Direito Humano na especialidade nas Ciências Políticas e Filosofia, pois sonha vir a ser um advogado de Direitos Humano e o Mateo concluiu o liceu com distinção e um prémio em Artes. Amar I 37


RA: Quando era pequena tinha alguma ideia do que gostaria de ser (em termos profissionais) quando fosse adulta? SD: Sabia que não queria ser cabeleireira (risos)... mas não sabia o que queria ser, porém por causa de algumas coisas que me marcaram e que fazem de mim quem eu sou... o meu destino foi marcado por três razões. Primeiro, saber que nasci com 25 semanas e que disseram à minha mãe para me levar para casa porque não podiam fazer nada por mim e que se eu sobrevivesse ia ficar com deficiência intelectual ou motora e que minha mãe com ajuda de uma enfermeira, que me colocou a sonda para me alimentar, aconchegaram-me com botijas de água quente e estou aqui! Isso quer dizer alguma coisa, não é? A segunda razão foram as gémeas Sandra e Paula que, são da minha idade, foram clientes da minha mãe e eu lembrou-me ajudar a mãe delas a tirá-las do carro e por-las na cadeira de rodas e depois dentro do salão eu ia buscar as minhas bonecas para as distrair para a minha mãe lhes poder cortar o cabelo e isto todos os meses... e marcou-me como é que aquela mãe criava aquelas duas meninas e eu pensava no futuro delas, mas elas estavam sempre a sorrir, felizes e nada as chateava. A terceira também foi quando eu era criança e no salão da minha mãe. Na Brunswick e College havia um área onde as pessoas se sentavam nos bancos e nessa época haviam muitos indígenas sem-abrigo, que iam ao salão da minha mãe para pedir comida porque tinham fome e a minha mãe dizia-me para tirar dinheiro da caixa e mandava-me ao Harvey´s e à padaria comprar-lhes comida e café. Eu trazia tudo e eles comiam dentro do salão, as clientes começavam a reclamar porque eles cheiravam muito mal, mas a minha mãe não os mandava embora e quando acabavam de comer, agradeciam e iam embora. E isto para dizer o quê? A minha mãe dizia “nunca se nega comida a quem tem fome” e que “o ser humano precisa ser visto, ouvido, amado, respeito e viver com dignidade”. Estas palavras da minha mãe ficaram bem vincadas em mim e que explicam o que faço profissionalmente. RA: Olhando para o seu percurso profissional percebemos que a Sara sempre esteve ligada à área social. Sente-se bem a trabalhar por e para as pessoas? SD: Eu acho que quando uma pessoa tem uma paixão e a pode conciliar com a carreira profisssional realiza um sonho. Saber que o meu trabalho vai ajudar outras pessoas deixa-me realizada. RA: Como começou a trabalhar para a Community Living Mississauga? SD: Tudo começou com a minha mãe a incentivar-me e ao meu irmão a fazer voluntariado. Nas férias de verão do tempo do liceu, fiz voluntariado na Scott Mission, que era uma casa de abrigo para jovens. Através de uma cliente da minha mãe, a sr.ª Jefferson, nas férias de verão do tempo da universidade, fiz voluntariado no hospital, onde a sra. Jefferson era presidente do mesmo. No hospital fui trabalhar para o escritório da sr.ª Jefferson e foi aí que comecei na angariação de fundos. Mais tarde, já estava formada em Commerce e depois de ter trabalhado num banco, decidi que não queria trabalhar nessa área e telefonei à sr.ª Jefferson e desabafei com ela. Ela conhecia alguém na Spina Bifida and Hydrocephalus Association e deram-me trabalho. Fui ocupar uma posição de diretora, graças à minha experiência com a sr.ª Jefferson. Esta organização é provincial e tem 12 escritórios no Ontário, e como fazia parte da gerência, tinha que passar por todos. Naquela época ainda não havia formação ou cursos de Filantropia e tudo o que sabia era baseado na experiência que fui adquirindo. Depois do diagnóstico dos meus filhos eu decidi que estava na hora de mudar e foi quando comecei no Community Living Mississauga, organização sem fins lucrativos que apoia a integração de pessoas com deficiência intelectual na comunidade através de programas e serviços, onde criei o departamento que liderei e onde trabalhei durante 14 anos. Foi muito gratificante poder conciliar a minha paixão de ajudar os outros com o meu trabalho. 38 I Amar


Magellan Community Charities

Gala da Community Living of Mississauga - Créditos: DR

RA: Sei que atualmente está ligada a um novo projeto. Está a ajudar a nascer o Magellan Community Charities. O que significa para si fazer parte desta instituição? SD: Para mim, o Magellan Community Charities é muito especial, porque também tenho uma avó com 95 anos, que está num lar onde há alguns problemas de comunicação porque ninguém fala português e ninguém a percebe quando tem dores, não tem missa, não convive... dá-me dó vê-la ali. O meu pai foi diagnosticado há 2 anos com Alzheimer e demência e estou a perder o meu pai dia-a-dia, inclusive, há pouco tempo, nem do meu nome se lembrava. Com a Alzheimer o meu pai esqueceu o inglês e só fala português... onde vou pôr o meu pai? E o meu pai e a minha avó não são os únicos. Eles são um exemplo do que está a acontecer no seio da nossa comunidade. Estar com a Magellan é a minha nova paixão, ajudar não só o meu pai e a minha avó, mas todos... ajudar a nossa comunidade, porque se sou quem sou devo isso a ela, à comunidade portuguesa da Augusta. Este projeto é de todos nós. Pertence à comunidade em que acredito e que sabe o que isto vai representar. As famílias que construiram esta comunidade abriram as portas para a nossa geração e para que pudessemos ter as oportunidades que temos tido e agora nós temos a obrigação de retribuir com um centro onde possam ficar e viver com dignidade - jogar sueca uns com os outros, ir à missa, uma cozinha onde possam fazer a sua comida... sejam do norte, centro, sul de Portugal ou de Angola... conviverem na língua que todos entendem, que é a portuguesa! A alegria que vamos dar às pessoas que vão viver no centro é a motivação de todos os que estão envolvidos na realização deste projeto, mas a comunidade tem que se unir e ajudar a levantar as paredes. RA: A comunidade italiana, chinesa, judaica, etc. têm centros para os seus. Era algo que fazia falta na nossa comunidade? SD: Sem dúvida alguma. RA: Na sua opinião pessoal, considerando os mais de 50 anos da chegada da 1ª vaga de emigração portuguesa ao Canadá, porque acha que demorou tanto tempo a chegarmos ao primeiro centro? SD: As coisas acontecem no seu devido tempo. Talvez foi o destino que ditou o momento certo, e esse momento é agora. RA: Que posição ocupa no Magellan Community Charities e quais são as suas funções? SD: Sou diretora executiva e neste momento estou a organizar todos os detalhes para o arranque do projeto. RA: Quando o projeto foi publicamente anunciado em 2018, algumas perguntas ficaram por responder, como por exemplo, onde o centro iria ser construído. Hoje, o centro já tem morada? SD: Sim, vai ser na 640 Lansdowne Ave., Toronto, onde ainda se encontra a maior concentração de portugueses e o terreno foi disponibilizado pela Câmara de Toronto. RA: E em que ponto se encontra o projeto? SD: Já temos a planta do edifício e há muitos pontos definidos e outros que estão encaminhados, mas que serão revelados no momento certo, ou seja, quando tivermos resposta para todas as perguntas. RA: Está prevista alguma conferência de imprensa para breve? SD: Sim, será em setembro... não há pressa, porque quando o fizermos queremos responder com confiança a todas as perguntas com respostas concretas. Amar I 39


40 I Amar


Visitar

Portugal

com um

sorriso

nos lábios Créditos: DR

N

uma época marcada pelos momentos de descanso e reflexão sobre mais um ano transcorrido no calendário da saudade, as comunidades portugueses espalhadas pela mundo, anseiam pela chegada ao torrão natal de carro, comboio ou avião. Onze meses intensos de trabalho nos seus países de acolhimento, com o corpo lá e a alma cá. Nestes dias, os lugarejos, as aldeias, as praias e os areais enchem-se de animação, cores berrantes e no ar ouvem-se todo o género de poliglotas. A intensidade de viver o verão, cega os filhos da terra, mal reparam nas melhorias em cada recanto deste jardim à beira mar plantado.


O sorriso dos anfitriões mantem-se como marca identitária deste povo hospitaleiro crónico. Ao escrever estas linhas pretendo sugerir que nesses dias estivais, os emigrantes disfrutem do sol da praia, o sossego da montanha, saboreiem as iguarias da gastronomia e dos bons vinhos sem excessos, para uma estadia sem incidentes. Contudo deixo pistas para visitar Portugal com um sorriso nos lábios, um itinerário diferenciado à beira mar do Centro para Sul, com pequenas incursões pela literatura e cultura portuguesa. Com vista privilegiada para a Ria de Aveiro, o Jardim de Oudinot, “Situado na “ponta norte” do Canal de Mira, numa relação privilegiada entre a terra e a Ria, o Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, é atualmente um dos melhores e mais aprazíveis espaços públicos da região, dotado de um vasto conjunto de valências desportivas e recreativas, espalhadas por onze hectares onde também é possível encontrar uma Praia Fluvial e um dos ex-libris do Município, o Navio Museu Santo André. Fez parte da frota portuguesa do bacalhau e pretende ilustrar as artes do arrasto. Este arrastão lateral (ou “clássico”) nasceu em 1948, na Holanda, por encomenda da Empresa de Pesca de Aveiro.”

Antes de regressar a casa, aconselha-se um fim de tarde a saborear uma boa merenda num dos relvados do Jardim de Oudinot, com o pôr do sol como companhia. Outra sugestão seria jantar o fiel amigo no Festival do Bacalhau que decorrerá entre os dias 7 e 11 de agosto. A cada regresso à sua terra, cada um relembra a decisão e as razões da partida. Como escreveu Ferreira Castro no seu livro Emigrantes, cada um revisitado no personagem Manuel da Bouça. 42 I Amar


“Formara-se, rapidamente, em volta de Manuel da Bouça, um halo de respeito e curiosidade. Desde que decidira partir era outro homem para o lugarejo. Enxergavam-no com outros olhos e surpreendiam-lhe uma estatura diferente daquela que até ali lhe conheciam. E ele próprio adoptara uma máscara de orgulho: os lábios mais franzidos, o bigode mais retorcido e mais sóbrios os gestos.” (p. 31-32) A outra face da emigração revela a dor da separação da família: “- E o pai quando é que pensa partir? - perguntou Deolinda. - Logo que estiverem prontos os papéis. Para o mês que vem ... As duas mulheres começaram novamente a chorar.” (p. 29) Rumo ao sul, os turistas percorrem as estradas mais pitorescas ladeando as salinas e a produção de salicórnia nos arredores de Aveiro, a cidade dos canais, a Veneza portuguesa. Ao percorrer a EN109 os campos verdejantes, as culturas rivalizam com as pateiras em plena Ria. O próximo destino do descanso merecido, Figueira da Foz, onde o Mondego entrega ao som duma serenata Coimbrã o seu último suspiro. Percorrer esta estância balnear com uma claridade ímpar, descansar o olhar na baía de Buarcos, outrora entre os sécs. XVI e XVII saqueada por piratas. Com um bom chapéu, garrafa de água reciclável, calçado confortável e uma máquina fotográfica recomenda-se um périplo por esta ilustre urbe.

Quanto a visitas prioritárias aconselha-se uma visita espólio do Museu Municipal Santos Rocha, constituído por coleções de arqueologia, etnografia africana e oriental, numismática, pintura, escultura, cerâmica e mobiliário. Outros ex-libris imperdíveis o Palácio Sotto Mayor e o Forte de Santa Catarina. E ainda os múltiplos espaços verdes existentes convidam a agradáveis passeios a pé, de bicicleta ou de carro. Destacando-se a Serra da Boa Viagem e toda a sua riqueza arqueológica, o Parque das Abadias, a zona ribeirinha e as Lagoas do Bom Sucesso. O surfista, viajante e escritor Gonçalo Cadilhe “É um homem de mar e de lugares com quatro estações. Já correu o mundo quase todo, mas regressa sempre à sua Figueira da Foz. Diz que é um local “mágico”, onde por vezes há a luz do Sul, noutras ocasiões o nevoeiro do Norte. Não é monótono, pelo contrário: Gonçalo Cadilhe já fez muitas viagens lá, entre Buarcos, o Cabo Mondego e a serra da Boa Viagem. “A Figueira é o meu sítio”. Esta viagem marcada pelo mar e pela faina piscatória, sem espanto aconselha-se o turista a degustar o peixe fresco e os mariscos às refeições.

Novamente ao volante e ainda mais a sul, a ausência do Pinhal de Leiria marca a jornada, o pinhal do rei consumido em outubro de 2017 (cerca de 80%) transformou a paisagem numa aridez confrangedora ao olhar. Paramos na Praia da Vieira para assistir à “Arte Xávega”, segundo o dicionário de língua Portuguesa Xávega provém da palavra Xakaba o que significa rede de arrasto para a pesca de peixe miúdo. A Arte Xávega que ao longo dos anos foi transmitida nas gerações dos pescadores, terá sido introduzida em Portugal por volta do ano 1850 com proveniência árabe. Os pescadores que durante os meses de junho, julho, agosto e setembro galgam as ondas para arrancar ao oceano os saborosos peixes, outrora as redes eram arrastadas com o auxilio de gado (vacas) atualmente as redes são arrastadas por tratores. O escritor Raúl Brandão no seu livro "Os Pescadores" escreveu uma frase célebre sobre esta arte, "Que estranho país é este onde os bois vão lavrar o próprio oceano?" Após puxadas as redes pelos pescadores, os veraneantes acotovelam-se para comprar o peixe miúdo - "a vivinha da costa". As varinas não tem mãos a medir para pesar e vender o pescado aos turistas ocasionais. A noite termina em convívio com uma boa sardinhada, salada de tomate com pimentos e um bom vinho tinto. Pela noite dentro as conversas seguem as mais diversas direções… pejadas de saudades. Fotografia: 1 – Créditos: Carlos Cruchinho 2 – Créditos: www.museumaritimo.cm-ilhavo.pt/pages/33 3 – Créditos: Carlos Cruchinho Bibliografia: Castro, F. de (s. d.). Emigrantes. Lisboa: Guimarães 4 – Créditos: www.guiadeturismo.pt/praia-da-vieira 5 – Créditos: Pintura de Branislav Mihajlovic www.branislavmihajlovic.net/biografia/ Fontes: www.cm-figfoz.pt/index.php/visitar www.cm-figfoz.pt/index.php/onde- ir/museu www.publico.pt/2012/07/28/jornal/goncalo-cadilhe-e-a-figueira-da-foz-24935840 www.transportesentimental.blogs.sapo.pt/portugal-o-estranho-pais-onde-os-bois-212250

Carlos Cruchinho

Licenciado no ensino da História e Ciências Sociais

Amar I 43


Ograndetrilho canadĂ­ano


I

niciado em 1992, o Grand Sentier ou Trilho Transcanadiano tem como propósito unir os extremos do Canadá desde o oceano Atlântico ao Pacífico e ao Ártico, e foi concluído em 2017, no ano do 150º aniversário da fundação do país, num trajeto que totaliza 24.000 quilómetros. Com um custo estimado em 75 milhões de dólares, foram necessários 25 anos de trabalho árduo para completar este ambicioso projeto. O trilho une pela primeira vez os trilhos urbanos às estradas rurais menos utilizadas, aos ribeiros e aos trilhos que cruzam as montanhas e as florestas canadianas, unindo cerca de 15.000 comunidades dispersas por todo o território e com app própria para facilitar a vida aos utentes. A Fundação do Trilho Transcanadiano confirma que já se encontram completados e em utilização mais de 20.000 quilómetros do trajeto e que os restantes 4.000 quilómetros serão completados até Outono do corrente ano, realçando como principal atrativo o facto de qualquer uma das parcelas do trilho se encontrar a meros 30 minutos de distância dos lares de quatro em cada cinco canadianos. A construção do trilho iniciou-se aquando do 125º aniversário da fundação do Canadá com cinco objetivos muito claros: deixar um legado nacional às futuras gerações; inspirar atividades saudáveis entre a população; preservar os amplos espaços verdes da nação; educar e criar uma maior sensibilidade para com a História, a cultura e o legado natural do Canadá e desenvolver a economia por via da estimulação do turismo, sendo o trilho uma diferenciação que irá atrair turistas de todo o mundo, criando novas oportunidades de investimento e criação de emprego. O trilho surge de um esforço conjunto entre entidades privadas e públicas, sendo que a manutenção de cada secção do trilho se encontra a cargo de uma autarquia, de um município, de entidades governamentais de âmbito nacional ou até de empresas e associações privadas. Embora o governo canadiano tenha financiado uma boa parte do trilho (35 milhões de dólares), muitas empresas e fundações privadas contribuíram também a fundo perdido para a sua construção. Fora isto, a Fundação leva a cabo várias campanhas de donativos para que os cidadãos possam contribuir, sendo que, como incentivo extra, o governo já se comprometeu a financiar 50 cêntimos por cada dólar que for angariado. Ou seja, se uma campanha de donativos reunir 50.000 dólares, o governo doará mais 25.000 dólares e assim sucessivamente até à concretização da obra. A construção demorou 25 anos devido, em grande parte, aos novos trilhos que foi necessário criar de raiz em zonas despovoadas e com terrenos bastante íngremes, ainda em estado selvagem. Os trilhos já existentes foram recuperados e ampliados, encontrando-se a maior extensão deste no Estado do Ontário. Note-se que é possível optar por várias secções do trilho de acordo com o nosso gosto pelas atividades ao ar livre, pois se a maior parte dele é ideal para corridas, caminhadas, prática de ski, equitação e passeios de bicicleta, já 26% do trilho terá que ser percorrido em barcos a remos. Os primeiros territórios a serem anexados pelo trilho foram os de Labrador e Terra Nova, por se encontrarem mais próximos de St. John’s, o Quilómetro Zero. Em 2016 foi lançada uma nova campanha de marketing que rebatizou a iniciativa como O Grande Trilho, realçando que o mesmo foi “construído pelo Canadá” e realçando que “não importa a sua idade, as suas crenças ou as suas paixões, há uma ligação que nos une a todos (…) o Canadá é lar do maior trilho do mundo. O nosso épico trilho-dos-trilhos foi criado por milhares de sonhadores, optimistas, voluntários, amigos e parceiros que partilham o mesmo objetivo ambicioso de unir o nosso país. Embora o Canadá seja tão diverso como vasto, todos podemos encontrar algo em comum no trilho.”

David Gonçalves Fontes: Wanderlust, Oyester, YourVIPPartner, Idealo, Qual Viagem e Sapo

Fotografia © Instagram @dtoxicks 46 I Amar

Créditos: DR

Uma boa parte do trilho foi possível graças ao reaproveitamento das antigas e históricas linhas de comboio que se encontravam ao abandono, pois com o passar do tempo, a migração do campo para as cidades e a generalização da utilização de automóveis, acabaram por se tornar insustentáveis e ganharam assim uma nova vida.


V i s i t e w w w. r e v i s t a m a r. c o m p a r a m a i s d e s t i n o s t u r í s t i c o s


Styling

O

que levar numa viagem de cruzeiro? À partida pode parecer uma tarefa complicada preparar a mala para um cruzeiro. A resposta está no bom-senso. Tem de se levar em conta o destino e etinerário da viagem; não se leva o mesmo tipo de roupa num cruzeiro pelos trópicos ou no sul da Europa, que se leva para um cruzeiro no Alaska ou na Noruega... Depois há que pensar na duração da viagem; nas escalas do navio, onde há a possibilidade de sair para passeios turísticos; há que pensar na vida social – como o jantar com o comandante e a noite de gala; festas temáticas, como por exemplo, a Noite Branca, Festa dos anos 80, Festa Havaina, etc; exercício, spa e lazer.

Maria João Rafael Consultora de Imagem


All aboard!

CrĂŠditos: DR


Supondo que a duração da viagem de cruzeiro é de 7 dias, podemos considerar levar: • Uma bolsinha com todos os acessórios que poderão

acrescentar um toque personalizado aos nossos “looks” diários: dois colares fantásticos; dois ou três anéis de cocktail; uma pulseira de impacto; uns brincos de brilos ou pedras; um colar e duas pulseiras “trendy”, com búzios ou conchas, por exemplo, que possa usar com todos os estilos diários; uns brincos de argolas ou de bolas que não incomodem nos momentos de lazer;

Jantar em terra, ao por do sol

• Uma malinha pequena, de um tom que vá com tudo,

que possa usar a tiracolo, onde possa trazer o telemóvel e apenas o essencial;

• Uma cestinha ou saco de lona ou de fibras naturais, onde possa transportar a toalha, um livro e o creme protetor, enquanto estiver na piscina;

• T-shirts e tops de algodão, para lazer e exercício. No caso

de não querer usar o serviço de lavandaria, leve 10 no total. Calças de algodão com spandex, jeans e calções q.b.. Quanto a fatos de banho e biquinis, leve variedade, juntamente com uma saída de banho de um tom que dê com todos e um chapéu que a favoreça. Considere levar uns três vestidos soltos, vaporosos, comfortáveis e vistosos, para quando fizer passeios turísticos, ou mesmo para jantares menos formais. Aposte em tons de Verão, os brancos, os amarelos, os verdes, os azuis água, os laranjas, etc. Opte por padrões com flores, tropicais, riscas verticais, temas marinhos. Tenha em mente que deve levar tecidos que não se amarrotem. É importante levar um agasalho que possa usar diariamente por cima de um vestido ou t-shirt, visto que no mar há sempre uma brisa e leve um bom blaser que possa colocar por cima de umas calças formais ou de um vestido comprido, para ambientes mais formais;

Manhã de piscina, tarde traje de passeio, sem ter de voltar ao quarto

• Calçado – Espadrilles, sandálias rasas ou de cunha e ul-

tra comfortáveis para o dia-a-dia; chinelas de praia, ténis se for ao ginásio; ou se se sentir mais comfortável do que com sandálias. Comforto é indispensável!

• Para a noite – O vestido comprido para a noite de Gala e

para o jantar com o Comandante. Fluido, com transparências, aberturas de lado, em tons claros. Pode ter pedras, lantejoulas, tudo depende da personalidade de quem o veste. Este vestido pode ser usado em vários eventos, mudando apenas os acessórios - ninguém notará que está a repetir o vestido! Se for elaborado ponha apenas uns brincos vistosos. Em vez de longo, pode ser um vestido curto, de muita elegância. Se optar por umas calças largas e uma blusa simples, aposte nos acessórios. No que diz respeito ao calçado, a escolha deverá ser as sandálias de salto. Leve apenas um par de sandálias bem altas que combinem com qualquer “look” noturno de festa. Caso opte por uns simples sapatos fechados que esteja habituada a usar, opte por colocar uns “clips” para sapatos, com pedraria, e basta trocá-los sempre que quiser. Para terminar, use a “pochette” mais extravagante que tiver;

• Descomplique – leve peças leves, comfortáveis, que lhe

assegurem bem-estar. À noite, seja o oposto: exuberante com elegância. E divirta-se!

Créditos: Pintrest, Google images, Urstyle.


ManhĂŁ de piscina, tarde traje de passeio, sem Noite Branca

Jantar com o Comandante

Um dia a bordo em estilo Amar I 51


1

Estreia Estreia em Portugal - 22 de agosto

2

Declarações O ator Sérgio Praia, que já interpretou António Variações no teatro, revelou que a preparação para este filme começou há 10 anos, em conjunto com o realizador João Maia. No entanto, só em 2018 foram reunidas as condições para avançar com a rodagem da película. Sérgio Praia revelou ainda que o filme foi um desafio, não só pela interpretação do icónico Variações, como também por dar voz às suas canções.

Sala de Cinema A vida de António Ribeiro, barbeiro e figura da movida lisboeta no final dos anos 70, perseguindo o sonho de se tornar cantor e compositor, apesar de não saber uma nota de música. O filme conta o seu processo de transformação na personagem artística que foi António Variações, compositor, cantor excêntrico e popular, com especial enfoque entre 1977 e 1981, altura em que Variações deu o seu primeiro concerto e regressou de Amesterdão, que viu a carreira fulgurante interrompida pela morte, em 1984. No papel de António Joaquim Rodrigues Ribeiro (Variações) está o ator Sérgio Praia, que já o tinha feito no teatro. Ficha Técnica Filme com realização e argumento de

3

Gravações A rodagem começou no verão de 2018 e foi gravado em dois dos locais com maior relevância para o percurso do músico: o clube noturno Trumps, em Lisboa, e o concelho de Amares, em Braga, onde nasceu.

João Maia. O elenco conta com a participação de Sérgio Praia, Filipe Duarte, Victória Guerra, Augusto Madeira, Afonso Lagarto, Diogo Branco, Teresa Madruga entre outros. Duração: 105 minutos Género: Drama Origem: Portugal

Fontes: IMDB e FilmSpot - Imagens: Direitos Reservados

Pedro M. Salvador


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DIOGO PIÇARRA

Tempo de recolher ao seu Abrigo Diogo Piçarra decidiu recolher-se para um tour exclusivo em palcos mais intimistas, que marca o lançamento do EP “Abrigo”, que conta com 3 músicas inéditas, entre as quais o single “Paraíso” que rapidamente se tornou num dos seus maiores sucessos. Diogo Piçarra é, atualmente, um dos nomes maiores da música portuguesa e esta será a primeira vez que se apresenta num formato intimista, o que permite uma maior proximidade com o público.


CrĂŠditos: DR


CrĂŠditos: DR


Revista Amar: Como é que encontramos agora o Diogo Piçarra depois do lançamento deste “Abrigo”? Diogo Piçarra: Este formato também é uma novidade para mim, um formato mais acústico, mais calmo. Essencialmente revisitei algumas músicas que eu não costumava cantar e, de certa maneira, também as reconstruí todas para este ambiente mais acústico, mais acolhedor. E, sem dúvida, este é um concerto que também envolve mais as pessoas, por isso mesmo o nome é bem-vindas aqui ao meu “Abrigo”, onde tudo pode acontecer. Não há um guião, podemos cantar músicas que não costumo cantar, as pessoas podem falar, eu falo com as pessoas. É diferente e divertido, de uma certa maneira. RA: Foi tão diferente que lançaste este novo trabalho, o EP, e foi uma autêntica surpresa para os fãs. DP: Foi sem dúvida uma surpresa para os fãs. Era mais numa de ter algo novo antes da tournée de 2018 e então lancei os temas: “Paraíso”, “Era uma Vez” e “Abrigo” dentro de um EP e, de repente, a “Paraíso” começa a tocar na rádio, começa a tocar em telenovelas, atinge milhões e milhões (agora creio que está em 7 milhões de visualizações no Youtube) e eu nunca esperei que fosse um sucesso. E simplesmente lancei o EP para ter algo novo para apresentar nessa tournée de verão e agora, de repente, já estou a fazer uma tournée com o nome desse EP. A música “Paraíso” é das mais pedidas neste momento e foi, sem dúvida, uma grande surpresa essa canção. RA: Neste formato, com que andas a percorrer o país, fazes uma nova roupagem nos temas. É difícil transformá-los e dar-lhes este cariz mais acolhedor e mais intimista? DP: Eu acho que é um bocadinho o voltar à essência do tema. As músicas foram construídas desta maneira, apenas com uma guitarra e um piano. Por isso trata-se de mostrar, mais ou menos, às pessoas como é que soaria uma música como o “Dialeto” sem tanta eletrónica em cima. Como é que surgiu a canção… e a canção surgiu assim, apenas com uma guitarra, apenas com a voz e este concerto é isso mesmo. É quase como revisitar os temas e mostrar como é que eles surgiram, antes de toda a produção e toda a magia. RA: Neste EP que lançaste, os três temas então ligados entre si? A métrica e a música estão interligadas? DP: Sim, sim, essencialmente, os videoclips estão interligados. Começa em “Era uma Vez”, a continuação da história é na “Abrigo” e acaba com a “Paraíso”. Uma espécie de uma história. A atriz também é a mesma, a Paula. E realmente quis fazer três videoclips de uma vez só. Foi um

grande desafio. Eu costumo realizar os meus vídeos, mas não assim, três de uma assentada. Foi, ao mesmo tempo, divertido fazer isto com o meu irmão e com uma boa equipa. RA: Podemos dizer que esses três temas podem juntar-se num “Era uma vez um abrigo no paraíso”? DP: (risos) Sem dúvida. Nunca pensei fazer trocadilhos, mas resulta na perfeição esse tipo de frases. RA: São temas inteiramente produzidos por ti. Sentes-te confortável na produção total dos temas? DP: Ah sim, sem dúvida. É um grande desejo meu fazer um álbum só produzido por mim. Ainda está um bocadinho longe disso acontecer. Como eram apenas três temas achei que tinha essa capacidade e quis também arcar com essa responsabilidade de fazer tudo sozinho, mesmo os videoclips e as canções e, de certa maneira, apresentar, pela primeira vez, um trabalho feito, composto e produzido por mim. Agora num próximo disco, ainda não vai acontecer isso, não vou fazer o trabalho sozinho. Há sempre muitas pessoas a ajudar e, felizmente, existem muitos produtores a quererem trabalhar comigo, mas o meu desejo é, num futuro próximo, fazer um álbum apenas produzido por mim. RA: Três anos passados - repletos de sucessos, grandes prémios, grandes palcos. Quais são os planos a longo prazo? DP: Mais palcos (risos), mais prémios não é um objetivo é sempre uma consequência do bom trabalho e também de muitas pessoas a apoiar, e muitas pessoas a partilharem as minhas canções. Sem dúvida, é mais palcos, muitas canções e também espero mais colaborações - algumas estão para breve, mas ainda não posso revelar. Ainda tenho muitas músicas para lançar antes de um disco em forma de dueto com outras pessoas, com outros artistas. O mais recente é com a Ana Bacalhau, mas ainda tenho muitos mais por vir. E claro, um terceiro disco já está no forno, será talvez no final deste ano 2019 e depois sim voltar à carga em 2020 e espero que a tournée de 2020 inclua o Canadá. RA: E por falar em Canadá, queres convidar os portugueses que residem no Canadá a entrarem no teu “Abrigo”? DP: É isso, fica aqui o convite a todos os portugueses que estão a ler esta entrevista e que percebem esta transformação que é afinal este abrigo que construi para nós. Estão todos convidados a juntarem-se a nós e espero um dia levar este “Abrigo” a vocês aí no Canadá. Por isso, um grande abraço e obrigado a todos por este apoio.

Paulo Perdiz

MDC Media Group


É possível viver sem contenções físicas ou farmacológicas 58 I Amar


E

m Portugal, existe um uso excessivo e inadequado de contenções, tanto físicas como farmacológicas, em pessoas idosas dependentes e, sobretudo, com doença de Alzheimer e outras demências. As pessoas submetidas a estas contenções confrontam-se com a acelerada perda de autonomia, dignidade e autoestima. Nesta perspetiva, eliminar, ou reduzir ao mínimo, a utilização de contenções deve ser uma prioridade para os profissionais de saúde e do setor social. Esta ideia ganha ainda mais força quando existem, por exemplo na vizinha Espanha, exemplos de que há medidas alternativas válidas e seguras que provam ser possível viver sem contenções. Dois excelentes exemplos do trabalho que podemos e devemos fazer, no nosso país, são o programa Desatar al anciano y al enfermo de Alzheimer da Confederación Española de Organizaciones de Mayores (CEOMA) e a Norma Libera-Care da Fundación Cuidados Dignos com quem tenho vindo a trabalhar no último ano. É imperativo que se comece a intervir para a redução, com o objetivo charneira de eliminação, das contenções nas instituições sociais e de saúde. A aposta das organizações em novos modelos de cuidados e de gestão, a implicação e formação dos profissionais e o envolvimento das famílias são determinantes para que cuidemos das pessoas com demência sem contenções, preservado a sua humanidade, capacidade de decisão e dignidade. Tenho o privilégio de trabalhar e apender com uma profissional de grande qualidade, a Médica Geriatra Ana Urrutia, Presidente da Fundación Cuidados Dignos e autora do livro “Cuidar. Una revolución en el cuidado de las personas” (Editorial Ariel) que me despertou o interesse por esta problemática tão presente quanto invisível na nossa comunidade.

Créditos: DR

Como gosto de passar das palavras aos atos, estou a trabalhar com o objetivo de organizar, se possível ainda em 2019, uma jornada de reflexão que coloque na agenda mediática a necessidade de mudança de paradigma e contribua para consciencializar a sociedade para a necessidade de enquadrar o respeito pelos direitos humanos e a dignidade como pilares fundamentais na prestação de cuidados.

Dr. José Carreira

Amar I 59


Saúde

Açúcar Amigo ou inimigo? A abordagem da medicina chinesa


O

sabor doce faz parte do conjunto dos cinco sabores indispensáveis ao nosso equilíbrio. Mas é tudo uma questão de qualidade e quantidade... Atualmente todos os higienistas, naturopatas e nutricionistas denunciam os inconvenientes que o consumo excessivo de açúcar provoca na saúde. A medicina chinesa, em vez de o ver como um inimigo, considera-o como um remédio que possui propriedades medicinais, com as suas devidas vantagens e inconvenientes. Para melhor compreender esta abordagem, vale a pena rever o açúcar sob o ponto de vista das teorias fundamentais da dietética chinesa. Quando foi criada, há mais ou menos 2.500 anos, as noções de vitaminas, minerais, proteínas, hidratos de carbono, etc., não existiam, pelo que os chineses basearam a sua compreensão dos alimentos em noções diferentes, mais subtis. Assim, os alimentos eram estudados segundo características como o Jing (vitalidade do alimento), o tropismo (o principal local de ação daquele alimento), a sua natureza (de quente a frio, segundo o efeito térmico que o alimento provoca no corpo) e os sabores (o efeito terapêutico do alimento).

Especialista de Oncologia em Medicina Chinesa

Créditos: DR

Helena Rodrigues


Sabores dos Alimentos

V i s i t e w w w. h e l e n m e d . p t p a r a m a i s i n f o r m a ç õ e s s o b r e m e d i c i n a t r a d i c i o n a l c h i n e s a

Os cinco principais sabores da dietética chinesa são ácido, amargo, doce, picante e salgado. Cada sabor possui uma ação específica no organismo e provoca efeitos metabólicos precisos. Embora eles não sejam considerados na nossa ciência moderna, os efeitos dos sabores são bem reais e permitem explicar as propriedades medicinais da maioria dos alimentos. Além disso, cada sabor está relacionado com um órgão interno e, segundo a teoria da medicina chinesa, cada um dos cinco principais órgãos (fígado, coração, baço, pulmão e rim) governa a nutrição de um certo número de tecidos, pelo que os sabores dos alimentos agem sobre o conjunto do corpo. O ácido age especialmente sobre o fígado, o amargo sobre o coração, o doce sobre o baço, o picante sobre o pulmão e o salgado sobre o rim. É importante saber que um sabor, em quantidade moderada, equilibra e nutre o órgão correspondente. A falta de um determinado sabor induz uma má-nutrição do órgão correspondente, assim como os tecidos corporais a ele relacionados. Por outro lado, o excesso deste mesmo sabor lesa este órgão, dificultando o seu bom funcionamento e provocando problemas no organismo. A harmonia dos sabores é, portanto, fundamental para o nosso equilíbrio. É por esta razão que é importante ter uma alimentação variada, que inclua os cinco sabores, evitando uma alimentação que inclua sempre os mesmos tipos de alimentos.

Diferença entre sabor e gosto do alimento

Cada alimento pode ter um ou mais sabores, que não são sempre aqueles que sentimos quando os experimentamos. O facto de um alimento ser descrito como tendo um sabor ácido, mesmo quando não sentimos o gosto ácido ao comê-lo, pode significar que tem uma ação específica ao nível do fígado (porque o fígado está associado ao sabor ácido), ou que ele tem uma ação adstringente no corpo (que é a ação do sabor ácido nos tecidos do corpo). Isto significa que o sabor de um alimento descreve as suas características e não o seu gosto.

O Sabor Ácido

e agrupa (evita as perdas anormais de energia • Retém ou de substâncias como o suor, esperma, líquidos, fezes, urina, sangue, etc.).

Os alimentos de sabor ácido são utilizados para ajudar a parar a diarreia, a transpiração, as leucorréias, as hemorragias, a tosse, quando estes problemas são provocados por um estado de deficiência do organismo.

os líquidos (principalmente em associação • Promove com o sabor doce, tratando assim a sede). o fígado e os seus órgãos e tecidos correspon• Nutre dentes: vesícula biliar, olhos, unhas, tendões…

O Sabor Amargo

para baixo, faz descender a energia em exces• Drena so, os fatores patogénicos, o calor. o fogo (um método para eliminar os fenóme• Drena nos do tipo calor). O que chamamos calor em medicina chinesa é frequentemente uma hiperatividade fisiológica ou patológica que provoca, por exemplo, tez vermelha, inflamações oculares, aftas, erupções cutâneas, obstipação, fezes secas, cistites, sede, urina escura e escassa, etc.

insónia, a agitação, a irritabilidade e a tendência a • Airritar-se com facilidade, podem igualmente ser manifestações de calor no organismo.

a humidade (frio ou calor). Permite, então, • Elimina eliminar o excesso de humidade no corpo. o coração e e os seus órgãos e tecidos correspon• Nutre dentes: intestino delgado, língua, vasos sanguíneos...

O Sabor Picante

e faz transpirar (age sobretudo na energia do • Dispersa pulmão, a energia defensiva, a superfície do corpo). circular (energia, sangue, líquidos… as estagna• Faz ções internas). (principalmente os rins, estimulando a • Humidifica fonte superior dos líquidos). o pulmão e os seus órgãos e tecidos correspon• Nutre dentes: intestino grosso, nariz, pele...

O Sabor Salgado

e dispersa o que está endurecido. Tem a • Amolece propriedade de amolecer o que é normalmente duro como os quistos, nódulos, bócio, lipomas.

descer e tem ação purgante. Por exemplo, a água • Faz salgada tem uma ação interessante em casos de obstipação, porque amolece as fezes e favorece a sua evacuação fazendo-as descender.

o rim e os seus órgãos e tecidos corresponden• Nutre tes: bexiga, ouvidos, ossos, cabelos…

Propriedades do Sabor Doce

O açúcar é caracterizado pelo sabor doce (Gan). Ele nutre, tonifica e humidifica. Este sabor age como fortificante geral. Favorece a produção de energia, de sangue e dos líquidos orgânicos. A maioria dos cereais e das leguminosas têm sabor doce. É por isso que eles integram a base da alimentação em quase todas as tradições. O leite e muitos frutos também têm sabor doce. Eles humidificam o organismo e combatem a sede. O sabor doce tem também um efeito de relaxar as tensões. Atenua os espasmos e alivia as dores, como o faz, por exemplo, o açúcar de cana nas dores abdominais e nas cólicas menstruais. É importante esclarecer a relação entre o “sabor doce” e o “gosto doce”. Pode-se dizer que o gosto açucarado é um sabor doce concentrado, extremo, ou seja, o açúcar é caracterizado por um sabor doce intenso. Em resumo, o sabor doce:

• Nutre, tonifica (qi, sangue, yin, yang). • Relaxa as contraturas e as tensões (“anti-espasmódico”). • Harmoniza o efeito dos outros sabores. o baço e os seus órgãos e tecidos corresponden• Nutre tes: estômago, boca, carnes (músculos), lábios…

O Sabor Doce e as Patologias

Segundo a medicina chinesa, o baço e o estômago - os dois maiores órgãos da digestão - estão associados ao doce. É por isso que se o consumimos em exagero (em especial os alimentos muito doces, como a cana de açúcar, a beterraba e o açúcar que deles obtemos), as funções digestivas enfraquecem e as carnes, nutridas em exagero, aumentam de volume. Este é o fenómeno que observamos em casos de sobrepeso ou obesidade. Mas o excesso de açúcar também pode originar problemas como: dificuldades do trânsito intestinal, rinites, sinusites, hipoglicemia, hipercolesterolemia, etc. Resumindo: o sabor doce tem as suas vantagens e inconvenientes. Cada alimento caracterizado por este sabor possui uma ação específica no corpo. No caso do açúcar de cana, é importante diferenciar entre o integral e o refinado.


Açúcar de Cana Integral (Hong Tang)

• Sabor e natureza: doce e morno • Tropismos: baço, estômago e fígado • O açúcar de cana integral, de preferência não

cristalizado, bruto e aromático, é o verdadeiro açúcar. Não se deve confundi-lo com o “açúcar vermelho” que é frequentemente o açúcar branco refinado e colorido pela adição de melaço. Existem numerosas marcas tais como Valdivia, Rapadura (de Rapunzel), Coeur du Sucre (Jardin Biologique), açúcar da cana Bjorg, Sucanat (Holle), o açúcar Billington´s Dark Muscovado…

• Indicações: harmonizador ginecológico - dor

no baixo-ventre no pós-parto, dismenorreia, menstruação irregular, coágulos no sangue menstrual, sangue menstrual escuro (ativa o sangue, dispersa as estases); antianémico e restaurador - anemia, fadiga, tez e unhas pálidas, fraqueza do pós-parto (nutre o sangue do fígado); anti-espasmódico intestinal e antiemético - dor abdominal, vómito e indigestão (reforça o baço, aquece o estômago, atenua as tensões).

• Outras indicações medicinais:

1. Para os problemas ginecológicos devidos à estase de sangue, utilizamos tradicionalmente uma pequena quantidade de álcool de arroz, cevada ou sorgo (mas pode-se utilizar gim, whisky ou vodka) para derreter o açúcar integral. Ao produto final pode ser adicionado um pouco de água morna para ser absorvido. 2. Para a dor epigástrica e abdominal, faz-se tradicionalmente uma decocção de um pouco de tangerina (Ju Pi) e gengibre fresco e adiciona-se o açúcar integral.

O Açúcar de Cana Branco ou Refinado (Bai Tang)

• Sabor e natureza: doce, neutro • Tropismos: pulmão, baço e estômago • Indicações: anti-espasmódico intestinal

- dor surda e espasmódica no estômago e abdómen (tonifica o centro, atenua as tensões - deficiência do Qi do baço e estômago); hidratante e humidificante - sede, garganta seca (nutre o yin do estômago, gera líquidos); antitússico, humidificante - tosse seca sem expectoração (humidifica o pulmão).

Precauções

Segundo a dietética chinesa, o açúcar de cana integral e o açúcar refinado devem ser consumidos moderadamente e deverão ser proibidos nos seguintes casos:

• cáries dentárias múltiplas, • obesidade, • diabetes tipo II, • excesso de triglicéridos, • excesso de colesterol, • humidade-calor, • mucosidade-humidade, • indigestão crónica, • distensão, • plenitude abdominal, • vómitos.

O excesso de açúcar branco corta o apetite e gera facilmente calor ou humidade-calor no estômago, pelo que o seu consumo deve ser moderado. Em suma, constata-se que o consumo do açúcar de cana em excesso pode provocar muitos inconvenientes. Ao mesmo tempo, constata-se que ele também possui efeitos benéficos, tanto no plano nutricional quanto terapêutico. Assim, com um conhecimento mais amplo e um consumo mais adequado, o açúcar pode ser um aliado em lugar de inimigo. Ingira açúcar com moderação, e… Sorria com saúde!

Alliance Lumber & Building Materials Inc. Alliance Disposal Services Inc. Renato Silva 21 Taber Rd., Etobicoke, ON M9W 3A7 416.745.6500 - sales@alliancegp.ca www.alliancegp.ca

Amar I 63


Culinรกria

ARROZ DE FRANGO ~ COM GRAO E PIMENTO


PREPARAÇÃO 1. Corte os bifes ou peitos de frango em tiras, tempere-as com sumo do limão, uma colher de chá de sal e um pouco de pimenta. 2. Ferva a água. 3. Deite o azeite num tacho, junte a cebola picada, os pimentos em cubos pequenos, os cogumelos, o arroz, as

E

m agosto trazemos-lhe um prato muito colorido e rico em texturas, pronto em apenas 30 minutos. Toda a família vai adorar!. SERVE 4 PESSOAS TEMPO MÉDIO DE PREPARAÇÃO: 30 MINUTOS DIFICULDADE: FÁCIL INGREDIENTES DISPONÍVEIS NOS ESTABELECIMENTOS TÁVORA

6. Decore com folhas de tomilho e sirva.

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Bom apetite e votos de um verão recheado de felici-

tiras de frango e o grão bem escorrido. 4. Mexa, junte a água a ferver e o restante sal. Envolva tudo de novo. 5. Tape e leve a lume brando cerca de 30 minutos.

dade, cor e muito sabor!

300 g bifes de peito de frango - talho Távora 1/2 limão - frutaria Távora 2 c. chá sal - Baeasurisal qb pimenta de moínho - Aliança 4 dl água 2 c. sopa azeite - Oliveira da Serra Ouro 1 cebola (150 g) - vegetais Távora 1/2 pimento verde - vegetais Távora 1/2 pimento vermelho - vegetais Távora 150 g cogumelos laminados vegetais Távora 200 g arroz agulha - Bom Sucesso 1 lata pequena grão cozido em conserva (420 g) - Aliança q.b. tomilho - vegetais Távora


AQUÁRIO

Agosto Horóscopo

O

mês de agosto começa dinâmico e agitado, com a Lua Nova em Leão, que chega unida a Vénus e Marte no mesmo signo e em tenso aspeto com Urano em Touro. Essa lunação é tensa, mas traz uma tensão diferente da que vivemos no mês de julho. Na primeira semana do mês, mesmo depois da Lua Nova, Vénus e Sol continuam tensionados em Leão pela quadratura de Urano, o que vai durar alguns dias e mobilizar a vida de todos nós, mas especialmente leoninos e aquarianos, taurinos e escorpianos ou pessoas que possuem ascendente, Lua ou planetas dos 03 aos 13 graus desses signos. Mercúrio retomou o movimento direto no dia 31 de julho, no entanto, na primeira semana de agosto, ele ainda pode trazer algumas confusões e mal entendidos. Espere alguns dias para comprar os eletro eletrónicos que precisa e também para assinar documentos importantes. No dia 08, com a Lua Crescente em Escorpião recebe a tensão do Sol, Vénus, Fortuna e Marte em Leão e pode indicar a continuação dos processos que começaram na Lua Nova em Leão. A Lua Crescente sempre aponta continuidade. No dia 10, Júpiter, que esteve retrógrado durante alguns meses, retoma o movimento direto em Sagitário e, sagitarianos e sagitarianas, assim como geminianos e geminianas, podem começar a comemorar. A vida volta a trazer benesses, promete boas notícias e projetos, pessoais e profissionais, que voltam a andar para frente. O dia 12, pode ser muito especial, apesar da Lua estar unida a Saturno e Plutão, Marte e Vénus estarão unidos ao Sol, todos em Leão e em ótimos aspetos com Júpiter prometendo um dia de boas novidades, crescimento e expansão no amor e nos negócios. O dia pode trazer algo positivamente marcante. No mesmo dia 12, Mercúrio começa sua caminhada através de Leão e toda marca pesada do astral do mês passado fica definitivamente para trás. Mercúrio em Leão e, melhor, em movimento direto, promete trazer melhora na comunicação e na vida social, nos tornamos mais abertos e comunicativos, mais alegres e ligados ao prazer de estarmos vivos. Com Sol, Vénus, Marte, Fortuna e agora Mercúrio em Leão, podemos esperar por dias bastante significativos para todos, mas especialmente para os leoninos e leoninas, seguidos de aquarianos e aquarianas e todos os que possuem planetas, ascendente e Lua nesses signos. Taurinos e taurinas, assim como escorpianos e escorpianas, serão também amplamente mobilizados e podem esperar por ótimas notícias. No dia 18, Marte deixa Leão e começa sua caminhada através de Virgem, recebe um ótimo aspeto de Urano em Touro e retomamos o foco nas coisas importantes de nossas vidas, nos tornamos mais detalhistas, mais severos e críticos, mais voltados para nossos projetos de trabalho. Estaremos mais fechados e menos sociáveis, mais estudiosos e voltados para os estudos e aprendizados. Virginianos e virginianas sentem a retomada da energia vital. No dia 21, é a vez de Vénus deixar Leão e começar sua caminhada através de Virgem, recebe um ótimo aspeto de Urano e o amor é mobilizado, mas de maneira discreta e não exuberante como quando estava em Leão. A vida se torna mais séria e todas as ações e reações mais sensatas e refletidas, mas não de maneira repressiva ou aprisionante. No dia 23, o Sol começa sua caminhada anual também através de Virgem, se une a Marte e Vénus e recebem, os três planetas um ótimo aspeto de Urano e as questões que envolvem saúde e trabalho tornam-se mais relevantes. Estaremos todos mais sensatos, reflexivos, sérios, responsáveis e voltados para nossa rotina, especialmente a de trabalho. Sentiremos uma forte necessidade de organização e método, nas nossas vidas pessoais e profissionais. No dia 29, Mercúrio deixa Leão e também começa a caminhar através de Virgem, se une a Marte, Vénus e Sol no mesmo signo, recebe um ótimo aspeto de Urano e a comunicação se torna mais pensada e inteligente. Estaremos mais voltados para o desenvolvimento de projetos e estudiosos. Alguns bons convites de trabalho podem surgir, especialmente os que envolvem projetos e contratos. No dia 30, mais uma Lua Nova em agosto, agora em Virgem, unida a Marte, Vénus e Mercúrio, cinco pontos em Virgem (Sol, Lua, Marte, Vénus e Mercúrio), recebendo ao mesmo tempo, um ótimo aspeto de Saturno e, Capricórnio e de Urano em Touro, prometendo trazer grandes possibilidades de novos projetos, contratos, trabalhos, empregos e amores mais sólidos. Como podem perceber, o pior já passou e ficou em julho. Agosto chega tranquilo, sem muita tensão e algumas mudanças somente no início do mês. Este é um mês de cura de feridas abertas desde o início do ano.

Será através dos seus recursos que você irá exprimir-se neste período, definindo-se a si e aos outros. Poupe exibicionismos desnecessários e use as suas capacidades materiais para proporcionar alegria e prazer àqueles que estão à sua volta. É uma boa altura para cuidar de aspetos financeiros. Tente ter uma noção mais correta daquilo que possui para o poder desenvolver no futuro.

CAPRICÓRNIO

Apetece-lhe algo diferente? Quebre a rotina e, sem receios, ponha em prática aquela ideia de mudar de ambiente por uns tempos. Uma pequena viagem ou a visita a uns parentes poderão ser-lhe bastante benéficas, num momento em que estão favorecidos os contactos com terceiros. Sair da sua própria concha será, esta semana, uma experiência gratificante. Verá que os outros estão mais abertos a ouvir e aceitar os seus pontos de vista.

SAGITÁRIO

É possível que, neste período, uma das suas características mais fortes seja servir de abrigo, de sustento, de âncora, de suporte e de refúgio para os outros. Poderá, também, a sua atenção estar mais voltada para os assuntos relacionados com a sua vida pessoal, íntima, e para as pessoas que a integram. A casa, o ambiente doméstico e a sua família serão fatores em evidência, pelo que se identificará mais com eles.

ESCORPIÃO

Este é um período em que se sentirá livre para expressar a sua realidade e mostrar-se como realmente é aos outros, traçando os seus objetivos e opondo-se vigorosamente a quem não lhe deixar seguir o rumo traçado. É uma época de maior espontaneidade e extroversão que o levará a viver a vida com maior prazer e alegria.

BALANÇA

O seu bem-estar físico, a sua saúde, e, em princípio, a manutenção de um bom estado geral, vão reclamar a sua atenção e preocupação. Talvez seja altura para uma decisão drástica, para cortar com tudo o que lhe é prejudicial fisicamente. Nesta altura poderá também afinar novos métodos de trabalho e ganhar, assim, maior eficiência.

VIRGEM

É natural que surja, neste momento da sua vida, um conflito. Por muito que lhe pareça que isso não é agradável, tenha em mente que todas as experiências são enriquecedoras e que, se examinar bem a situação, sairá com um maior autoconhecimento. No futuro, tirará daí os seus frutos. Assuntos burocráticos ou legais poderão ter que ser resolvidos nesta fase. Debruce-se, com a possível imparcialidade, sobre eles.

LEÃO

Pode estar a chegar para si o fim de um período em que a rotina parecia dominar a sua vida. Isso far-se-á sentir mais intensamente a nível psicológico, o que lhe poderá provocar uma certa ansiedade. Como a sua segurança e estrutura interiores não serão afetadas, não terá motivos para recear alguma intranquilidade. Analise os fatores externos que lhe poderão ter causado essa transformação e poderá até tirar partido dela.

CARANGUEJO

Sentir-se-á com uma forte tendência para fugir à rotina diária e partir à conquista de algo diferente, de adquirir novas experiências e conhecimentos. O ideal será empreender uma viagem. Se neste momento isso não for possível, e a solução for mesmo ficar em casa, procure obter na leitura uma compensação, vibrando ou aprendendo com livros a seu gosto. Escreva a um amigo distante que não vê há muito.

GÉMEOS

Nesta altura pode ter um convite para liderar um projeto ou uma situação que lhe dará mais poder. Não se esqueça, porém, de que quanto maior é a nau, maior é a tormenta, e com o poder, vêm as responsabilidades. Antes de se meter em cavalarias altas, analise as suas reais capacidades. Se não está à altura, corre o risco de poder vir a comprometer o seu futuro. Não receie esperar por uma melhor oportunidade, ela poderá surgir.

TOURO

A sua relação com o grupo de amigos e com a sociedade em geral está amplamente beneficiada. Ajude ou peça ajuda aos amigos. Notará uma grande identificação com eles e descobrirá novas facetas do seu ego, quiçá escondidas no seu interior, e que agora poderá trazer à luz do dia para benefício de todos. Inicie novas amizades e dê atenção aos valores dos outros, verá que não são assim tão diferentes dos seus.

CARNEIRO

Está nesta altura mais sensível, o que favorece o aumento da sua criatividade e a sua intuição. Ajude as pessoas do seu meio que precisam de si. Este é um bom momento para desenvolver e aprofundar o seu mundo interior e espiritual. Pode sentir menos ânimo e menor força física devido ao facto de a sua energia estar baixa.

PEIXES

Esta é uma fase de grande saúde e vigor, em que se sentirá com imensa criatividade para começar projetos novos e tomar iniciativas, realizando-se individualmente. Conseguirá impressionar os outros com a sua energia e empenho pessoal. Excelente fase para se dedicar ao desporto e iniciar um novo regime alimentar.


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