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EDIÇÃO 39 • ANO 4 • MENSAL • WWW.REVISTAMAR.COM

Abril2019


To all members and their families, we extend our warmest greetings for a Happy Easter!

CARLO RICCI BRANDEN LEWIS MATIAS MARROCCHI ROMAN ROZMUS JONATHAN OAKES

PAULA CARDOSO MARY MAURO PATRICIA LUM MONIQUE SERINO NATALIY KRASKOVSKY CHRISTINA COLELLA DE PAOLA MISHEL BIRFIR EVETT BILLS


O Executivo da CCWU Canadian Construction Workers Union deseja a todos os seus membros e comunidade portuguesa uma Páscoa Feliz

Canadian Construction Workers Union Proud representative of the hard working men and women in the Canadian Construction Industry. Presidente: Joel Filipe Financial Secretary: João Dias Vice-Presidente: Victor Ferreira Recording Secretary: Luis Torres Trustee: Ana Aguiar

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Ficha Técnica Direção

Carmo Monteiro Manuel DaCosta

Edição Gráfica Carlos Monteiro

Marketing

Carmo Monteiro MDC Media Group

Fotografia - Capa George Pimentel

Fotografia Carmo Monteiro

Colaboradores

Armando C. de Siqueira Neto Carlos Cruchinho Cristina Fragata David Gonçalves Helena Rodrigues Isabel Rebelo Maria João Rafael Patricia Salin Paulo Mendes Paulo Perdiz Pedro M. Salvador Raquel Couto Sara Cristina Pereira

Participação Especial Carlos Gandra Fátima Caçador Mateus Portela Rui Parreira

Conteúdos 6

FPCBP

A Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos realizou mais uma gala de entrega de bolsas de estudo.

10

Ana Bailão Community Spirit Award

A luso-canadiana vai ser distinguida pelo Centro Cultural Português de Mississauga. Este prémio é atribuído a individualidades que se tenham destacado na promoção e divulgação sóciocultural da comunidade.

18

Community Living Mississauga Esta organização distinguiu, na edição deste ano, o italizano Joseph Mancinelli, angariando cerca de 900 mil dólares.

22 A revolução de abril Carlos Cruchinho fala-nos da revolução dos cravos em Portugal, que se celebr,a anualmente, a 25 de abril.

Sara Tavares

Contacto

70

Doença de Crohn

416.806.7616

78

Anorexia Nervosa

$5.99

4 I Amar

página 46

página 62

Fique a conhecer o último trabalho discográfico da portuguesa com raízes cabo verdianas.

Helena Rodrigues fala-nos sobre a abordagem da medicina chinesa a esta doença que afeta milhões de pessoas.

página 80

página 84

Raquel Couto debate o tema do disturbio alimentar mais preocupante da sociedade moderna.

Os gatos de Hernest Hemingway

Custo estimado por exemplar

página 28

Este mês estivemos à conversa com o luso-canadiano mundialmente conhecido por fotografar celebridades.

86 Revista Amar é uma marca registada e empresa subsidiária dos grupos Cyber Planet Inc. e MDC Media Group.

página 26

A ternura dos quarenta

56

www.revistamar.com info@revistamar.com www.facebook.com/revistamar

página 14

Joseph Mancinelli

George Pimentel

Abrigo Centre Ana Bailão Estratégia Digital FPCBP LiUNA Community Living Mississauga Mundo dos Animais Portuguese Cultural Centre of Mississauga

2019

37.ª Gala

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Agradecimentos

Abril

Carlos Gandra fala-nos sobre a vida deste eterno escritor inglês e da sua relação com os seus felinos de estimação.

90 Moda

aos quadradinhos

Maria João Rafael traz este mês conselhos de styling inspirada nas histórias aos quadradinhos.

página 94 Os artigos publicados na presente edição são da inteira responsabilidade dos seus autores, podendo não refletir as opiniões e posições da Revista Amar naquela matéria. Os conteúdos publicitários publicados na presente edição são da inteira responsabilidade e com autorização e aprovação prévia dos seus autores. A utilização do novo acordo ortográfico na matéria da presente edição ficou à inteira descrição dos seus autores.


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37.ª Grande Gala FPCBP

Créditos © JC Pimentel

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FOTOGRAFIA © CARMO MONTEIRO

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o dia 23 de março, o Pearson Convention Centre recebeu os convidados da Gala da Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos (FPCBP) ao som das guitarras por Manuel Moscatel e Tony Melo. A Federação entregou, este ano, 37 bolsas de estudo que correspondem a uma bolsa por cada ano da sua existência. O convido de honra e orador desta edição, Andrew Arruda, fundador e CEO da ROSS Intelligence sediada em Silicon Valley, California, EUA, deu um discurso extraordinariamente motivador recheado de acontecimentos reais durante o seu percurso desde do tempo de estudante até à decisão de emigrar para os Estados Unidos, finalizando com a promessa que para o ano de 2020 também irá patrocinar, com a sua irmã, uma bolsa de estudo. Este ano as distinções foram entregues ao Abrigo Centre e a três luso-canadianos que se destacaram pelo seu trabalho bem sucedido e pela sua dedicação nas diferentes áreas. O Abrigo Centre recebeu o Humanitarian Award; José Melo, empresário, fundador e presidente da Allstone Quarry Products recebeu o Business Excellence Award; George Pimentel, fotógrafo profissional de celebridades recebeu o Professional Excellence Award e Larry Vieira advogado assistente da Coroa recebeu o New Generation Award. O evento contou com a atuação da Luso-Can Tuna. A Revista Amar felicita todos os bolseiros e homenageados deste ano, com votos de muito sucesso para o futuro.


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37.ª Grande Gala FPCBP


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Ana BailĂŁo Community Spirit Award


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FOTOGRAFIA © CARMO MONTEIRO

vice-presidente da Câmara de Toronto, Ana Bailão, foi distinguida com o Community Spirit Award, prémio atribuído anualmente pelo Centro Cultural Português de Mississauga a individualidades que se tenham evidenciado na promoção e desenvolvimento sóciocultural da comunidade portuguesa no Canadá.

Revista Amar: Como recebeu a notícia de que ia ser homenageada, no dia 13 de abril, pelo Centro Cultural Português de Mississauga com o Spirit Award? Ana Bailão: Com surpresa e fiquei muito lisonjeada. Estamos a falar de um grande clube da nossa comunidade, com pessoas que estão muito envolvidas com o clube e com a comunidade… portanto, ter este reconhecimento é importante. R. A.: Sabia que é a primeira mulher a ter este reconhecimento, ou seja, a receber o Community Spirit Award? A. B.: Não, não sabia… Então já era tempo (risos). R. A.: Os movimentos feministas e os festejos à volta do Dia da Mulher tem ganho força ano após ano. Acha que, tendo em conta estes factos, que esta homenagem vem “cimentar” ainda mais o papel da mulher na nossa comunidade? A. B.: Acho que significa que nós temos homens e mulheres que têm contribuído tanto no desenvolvimento, progresso e visiblidade da comunidade. Durante muitos anos as mulheres não apareciam tanto em “papeis” de destaque, felizmente hoje já não é assim. Hoje já se veem mulheres à frente das nossas associações, clubes, organizações, etc.... É bom que a comunidade reconheça que tanto homens como mulheres têm mérito para que os mais jovens sintam que fazem parte de uma comunidade onde pessoas chegam a cargos de destaque onde podem fazer a diferença na sociedade em que nos encontramos. R. A.: Podemos, de uma forma generalizada, dizer que a juventude está cada vez mais afastada dos clubes e associações, a ACAPO vive em Comissão Ad Hoc por falta de candidato ou candidatos, descontentamento dentro dos clubes e das associações, etc.... O que acha que deveria ser feito para reverter este facto? A. B.: Eu acho que temos que atrair mais a juventude e não esperar que as coisas voltem acontecer como há 20, 30 ou 40 anos atrás. Naquela altura nós tínhamos o que as pessoas necessitavam quando estavam a chegar, as associações e os clubes funcionavam como “organizações” que dava um apoio emocional para se sentirem um pouco mais perto de casa… o mundo não era o que é hoje, não tínhamos a internet ou social media como temos hoje. As pessoas precisavam sentir aquele calor humano, ensinar a cultura portuguesa os seus filhos e isso traduzia-se num grande espírito de voluntariado nas associações e nos clubes. Eu acho que, hoje em dia, quem nasce aqui não tem essa necessidade emocional, mas tem outras necessidades. Portanto, acho que isto vai ter uma evolução, que os interesses e que as pessoas que fazem parte da comunidade vão evoluindo e as associações e os clubes têm que estar de portas abertas para esta mudança e pensar que nós não podemos parar a mudança, mas que a podemos gerir e tentar perceber como é que vamos fazer as coisas de maneira diferente e não olhar para as coisas como um fracasso. Se calhar, termos 10 associações e clubes em vez de 50 não é propriamente um fracasso, porque se esses 10 responderem às necessidades que a comunidade tem hoje em dia, então a comunidade está bem. As pessoas dizem “… aí os nossos clubes estão todos a fechar… “ ou “… os clubes estão a acabar, é tudo um fracasso…”, na minha opinião se calhar não é um fracasso, se calhar é uma adaptação porque hoje a comunidade tem outros interesses. Por exemplo, há uns anos atrás não se via, como se vê agora, a comunidade a fazer tantos jantares para angariação de fundos, como para a luta contra o cancro, de milhares e milhares de dólares e isso é um papel importante! E nesses jantares vê-se muita juventude que gosta de estar envolvida neste tipo de eventos. Acho que estamos a passar por uma transição. A juventude se calhar não precisa ter uma “casa”, mas gosta de participar nos eventos com um objetivo comum. R. A.: Faria sentido uma Casa de Portugal? A. B.: Acho que há muito tempo que faz sentido! Acho que também há muitas pessoas na comunidade a apelar por uma Casa de Portugal. Veremos, as coisas vão evoluindo… mas o que faz realmente sentido é nós termos apoio para os nossos seniors, que continuemos a ter o ensino da língua portuguesa, organizações como a Abrigo porque temos que assistir com apoio social as pessoas que moram aqui, da mesma forma que é importantes que as casas comunitárias continuem ativas pela preservação da nossa herança cultural. Temos que nos adaptar conforme o tempo vai evoluindo. Nunca vi cá tanto interesse e orgulho pela cultura portuguesa… mas não só aqui, em Portugal também.


R. A.: Portugal está na moda? A.B.: Completamente! E penso que isso se vai refletir na nossa comunidade… os jovens vão vir à procura e querer conhecer as suas raízes e nessa altura temos que estar preparados e já ter criado as condições para os receber e para os atrair a participar connosco na comunidade, mas não só na nossa comunidade! Eu sempre fui apologista de que devemos fazer coisas por nós, pela nossa comunidade mas que devemos também partilhar com as outras comunidades porque nós temos uma cultural maravilhosa e é um desperdício não a partilhar. A promoção da nossa cultural não deve ser feita só para os jovens da comunidade portuguesa mas sim para todos os jovens, e convidá-los a vir ver o que de bom a nossa comunidade tem para oferecer. Hoje em dia os nossos jovens casam com pessoas de outras culturas e nós temos que fazer com que essas pessoas se sintam bem entre nós, sentirem-se em casa, um sítio onde se podem sentir orgulhosos da sua própria cultura e partilhar connosco e isto são fatores também muito importantes. R. A.: Com uma rede social muito ativa, a Ana tem partilhado todas as suas conquistas no que toca a assuntos camarários em que está envolvida, com principal destaque na área da habitação. A. B.: É assim, eu entrei para a política porque queria fazer a diferença. Quando cheguei cá, com apenas 15 anos, vi que era um país de oportunidades e percebi que se trabalhássemos, teríamos a oportunidade de termos uma vida boa e de darmos uma vida boa às nossas famílias e da maneira que a sociedade está a evoluir, acho que isso está em risco e, acho que a habitação tem um muito a ver com isso, porque se uma família não tem uma habitação acessível, depois de a pagar ainda tem que ter dinheiro para pagar a alimentação, transportes, etc.. Se uma família não tem um sítio para onde possa ir ao fim de um dia de trabalho, onde vai ajudar os filhos ou onde vai planear o futuro para que possa progredir na vida... isto tira a tal oportunidade das pessoas. Uma casa é a base da tranquilidade duma família, é a base que dá a força para que possamos ter mais sucesso. Se nós queremos viver numa cidade de oportunidades, onde as pessoas se possam focar nas suas famílias e no seu trabalho, nós temos que tratar deste assunto. Toronto está a ficar uma cidade extremamente cara, como está a acontecer com outas grandes cidades do mundo, mas é um assunto com que temos de lidar e temos que ser frontais, e não é um assunto só a nível camarário, a câmara de Toronto não pode resolver isto sozinha, porque a habitação toca nos três níveis do governo, como por exemplo, nós não controlamos as taxas de juro. Contudo a câmara de Toronto tem uma responsabilidade acrescida porque tem a responsabilidade do planeamento urbano e isso obviamente tem um foco muito importante na qualidade e na localização onde as habitações vão ser colocadas e como vamos fazer os tipos de habitação onde as pessoas vão morar, é portanto uma área à qual me tenho dedicado muito porque quero viver numa cidade com oportunidades, que não seja dividida a nível das classes sociais como vemos muitas vezes pelo mundo, que ou são muito ricos ou são muito pobres, claro que haverá sempre alguma desigualdade, mas eu quero mais igualdade. Acho que estamos a perder a igualdade e isso dá-me muito medo, mas ao mesmo tempo dá-me muito força para trabalhar. 12 I Amar


R. A.: Quais foram, na sua opinião, os fatores que levaram o presidente da câmara de Toronto, John Tory a voltar a renomea-la para vice-presidente da câmara? A.B.: Penso que foram 2 fatores. Em primeiro a colaboração foi reconhecida, ou seja, que trabalhamos bem em conjunto, no que diz respeito à minha pessoa eu consigo trabalhar com todos os colegas vereadores e o presidente aprecia isso e aprecia pessoas que arregação as mangas e que querem trabalhar, o que leva, penso eu, ao segundo fator o reconhecimento da importância de resolver os assuntos em volta da habitação. O presidente da câmara sempre disse que queria melhorar o trânsito e a habitação. R. A.: Que balanço faz desde que foi reeleita, uma vez que este mandato começou de forma diferente, menos vereadores e menos áreas mas maiores? A.B.: Ainda estamos a viver a adaptação, nós começámos este mandato oficialmenteno dia 01 de dezembro, ou seja há pouco mais de 4 meses. Tivemos que aumentar o número de acessores mas claro que isso não foi feito imediato, tivemos que ter reuniões e aprovação e, nesses primeiros meses andávamos todos um pouquinho aflitos porque as pessoas telefonavam para os vereadores e nós não tínhamos a mão de obra para poder corresponder ou dar despacho aos pedidos. Agora a situação já está um pouco melhor, porém diferente do que era porque com o estas mudanças temos mais trabalho. Por exemplo tenho 13 associações de comerciantes (BIA), associações de moradores, os projetos, etc. e é fisicamente impossível estar presente em todas às reuniões mensais e daí a necessidade de ter acessores para que me representem em algumas dessas reuniões, principalmente em dias em que são 2 e 3 à mesma hora. É complicado, porque eu estava habituada a ir a todas as reuniões e agora é difícil para mim ir e custa-me muito não estar presente. Tenho que me habituar a esta nova realidade, mas custa-me habituar porque não gosto dela e sinto-me desconfortável... é uma questão de adaptação, mas fisicamente é desgastante, temos os dias completamente cheios. Se por um lado as reuniões da assembleia são mais curtas devido à redução de vereadores, por outro lado as reuniões da comissão são mais demoradas e o trabalho é a dobrar, só eu sou presidente de 2 comissões, da habitação e do planeamento urbano, que antes eram separadas. R. A.: O que espera do dia 13 de abril? A. B.: Espero uma noite com a minha gente, onde me vou sentir lisonjeada com as pessoas ao meu lado que se vão sentir parte desta homenagem. Eu estou na área da política e nesta área não conseguimos chegar a lado nenhum sozinhos, há muitas pessoas por tráz de mim. Nesse dia vou querer agradecer e dar o reconhecimento a essas pessoas. Eu sempre reconheci isso e irei reconhecer sempre, e no dia em que eu não o fizer, será o dia em que eu mais do que ser má política, serei má pessoa.

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Rogers Road ganha nova vida FOTOGRAFIA © CARMO MONTEIRO

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s moradores e os comerciantes da área da Rogers Road tiveram motivos de orgulho no dia 3 de abril. A tarde começou com a inauguração oficial do mural que, como disse a criadora, Natasha Dichpan, que cresceu nesta área, foi “inspirado em experiências pessoais dessa época”. O mural foi produzido e pintado pelo pintor Cristiano de Araújo, com a ajuda de Natasha Dichpan e Curtia Wright. Depois de curtada a fita foi a vez de se dar início à votação para a constituição da Associação de Comerciantes (BIA) desta área. A comissão de comerciantes da Rogers Road, contituído por Jimmy Daoud, Ricardo Pinto, Cidália Ferreira, Patrícia Brandão, Renzo Cazulo e Clara Oliveira, deu assim o primeiro passo com a aprovação para a fase seguinte com maioria dos comerciantes presentes a votar a favor. Ana Bailão, na sua qualidade de vice-presidente da Câmara Municipal de Toronto e também como vereadora com a responsabilidade da área de Davenport, estava visivelmente satisfeita com a possibilidade desta área passar a ter uma maior capacidade de reivindicação para garantir melhores condições para todos os que aí residem ou têm negócios, “... é muito importante porque os comerciantes trabalham em conjunto, têm uma voz muito mais forte para fazerem ouvir os seus problemas, os seus anseios, os seus desejos, o que querem ver na sua área e depois poderão tirar benefícios de alguns programas que a Câmara tem, para ajudar este tipo de associações; melhoramentos das áreas e até dar financiamento para fazerem coisas como murais, apoios para renovações na rua. E essas coisas são bastante importantes para termos as ruas mais bonitas, com mais pessoas a andarem e isso significa mais clientes para os negócios.” Se a segunda fase deste processo também for aprovada, Ana Bailão contará com catorze BIA sobe a sua responsabilidade.

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Joseph Mancinelli

COMMUNITY LIVING MISSISSAUGA 18 I Amar

FOTOGRAFIA © CARMO MONTEIRO

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ando continuidade a uma história com mais de 60 anos, a Community Living Mississauga que tem vindo a promover uma comunidade em que todos se sintam bem acolhidos e integrados, decidiu este ano homenagear Joe Mancinelli, Vice-Presidente e Gerente Regional da LiUNA, no jantar anual que se realizou no dia 28 de março. Uma noite especial que esgotou o salão de festas do Mississauga Convention Centre, com uma multidão de 1,800 pessoas, entre amigos, familiares e dignitários que quiseram estar presentes na homenagem. O esforço conjunto de todos, resultou na angariação final de, aproximadamente, 912 mil dólares, um montante que vai inteiramente para esta organização de solidariedade social. Joe Mancinelli, 61 anos, filho de imigrantes italianos, casado, pai de 5 filhos e avô de 2 netos, tem tido um papel importante na angariação de fundos para várias instituições, destacando-se a Community Living Mississauga e a Luso Canadian Charitable Society, como refere Jack Prazeres “O Joe através da LiUNA tem feito coisas excelentes para todas as comunidades, não só a portuguesa. É uma homenagem merecida porque ele tem feito muito pelo Community Living e este dinheiro vai ajudar muitas crianças a passarem as suas férias de verão em campos que elas não imaginavam. Mas a LiUNA também tem feito muito pela Luso, aliás é uma das nossas preferidas”.

Num discurso lisonjeador a todos que o rodeiam, Joe Mancinelli destacou que “há uma frase que diz que por trás de um grande homem está uma grande mulher, mas a Enza tem estado ao meu lado e à minha frente o caminho todo, e como ela é da Sicília é melhor não olhar para trás... (risos) O Enrico é a estrela da nossa família, ele é intelectualmente desafiante e tenho que vos dizer que ele, com a sua alegria, é um dos membros mais bem-sucedidos da nossa família”e citando o pai da ciência moderna “...a minha citação favorita é de Isaac Newton: conseguimos ver mais longe quando estamos sobre os ombros de gigantes. E não tem nada a ver com a minha altura, mas sim com o facto de dependermos muito uns dos outros. Quero agradecer a presença de Jack Oliveira que representa aquilo que a LiUNA tem de melhor e que é um dos maiores líderes sindicais da América do Norte a quem tenho a honra de chamar amigo” referindo-se ao trabalho do português, Business Manager de Local 183 e LiUNA OPDC. Jack Oliveira retribuiu o elogio dizendo “... já era tempo de reconhecer o ser humano fantástico, que gosta de ajudar e apoiar todas as causas que envolvam crianças com necessidades especiais, um homem que nunca diz não a nada. Tenho o como um irmão, um grande amigo, uma pessoa exemplar... esta noite vai ser fenomenal, não só pela pessoa que Joe é, mas para mostrar o quanto ele é respeitado pela comunidade, empresários, enfim por todos. Honestamente não há palavras suficientes para o descrever. Esta noite nunca vai ser esquecida pelos presentes e isso é que é importante.”


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A revolução de abril... A ternura dos quarenta -II

Da Constituinte à aprovação da Constituição de 1976. Do grupo dos nove à Democracia Pluripartidária Carlos Cruchinho

Licensiado no ensino da História e Ciências Sociais

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m abril águas mil. Entretanto a esta hora no hemiciclo de S. Bento os oradores sucedem–se à desfilada, argumentando os prós e os contras da moção de censura do CDS ao governo da Geringonça, dos ajustamentos e das cativações orçamentais. Ironias das ironias, os ajustamentos orçamentais sempre se fizeram à custa do empobrecimento do país, seja nas décadas de setenta e oitenta do século passado ou na atualidade. Basta relembrar os anos da assistência financeira da Troika. Como todos sabemos os ciclos económicos sucedem-se alternadamente, ora com a economia pujante, ora com a economia estagnada ou em crise. A economia mundial dá sinais de abrandar o seu crescimento, o Brexit ameaça o equilíbrio financeiro na europa, as guerras comerciais protecionistas entre os EUA e a China aumentam as incertezas da economia globalizada, enquanto na Venezuela assistimos ao eclodir de uma crise política e humanitária muito preocupante, num país onde reside uma enorme comunidade portuguesa. Nas décadas de setenta e oitenta do século passado, as bandeiras negras da fome, do desemprego e dos salários em atraso denunciavam a situação precária na Península de Setúbal e um pouco por todo o país. 22 I Amar

Créditos: Horácio Novais


Pinheiro de Azevedo

(De setembro de 1975 a junho 1976) A situação parecia agravar-se de dia para dia e o Governo reconheceu a evidência de que era impossível governar. Mas não tirava a habitual consequência de se demitir. Pelo contrário. Mantinha o poder mas dizia-se “impedido de governar”, exigindo do Presidente da República que garantisse as indispensáveis condições de governabilidade. O General Costa Gomes procedeu sempre com a preocupação de evitar choques abertos (…) o presidente colocava a paz acima da ordem. Para ele o objetivo essencial era o de evitar a guerra civil. Quando novembro chega, a sociedade portuguesa está no limite do seu equilíbrio, aguardando, a todo momento, um desenlace para as tensões a que está submetida. Sucessivos actos de terrorismo e de violência preparam a opinião pública, levando-a a aceitar os riscos de um confronto armado (…) alguns actos marcaram pontos altos na degradação da situação.

O Governo é incapaz de suster os acontecimentos. Entretanto, as manifestações de rua prosseguem por todo o país a um ritmo insuportável. Mas o confronto que estava a ser preparado de ambos os lados acabou por se dar em 25 de novembro de 1975. Por ordem de Otelo Saraiva Carvalho, o Regimento de pára-quedistas de Tancos iniciou as operações. As bases áreas de Tancos, Monte Real, Montijo, o Aeródromo de Tires, a Radiotelevisão, a Emissora Nacional foram ocupadas por tropas das várias unidades revoltadas (RALIS, Infantaria de Queluz, Artilharia de Oeiras, Polícia Militar). Mas as forças fiéis ao Governo conseguiram dominar a situação praticamente sem combate. Além de tudo, evitara-se a guerra civil. O Governo voltava a governar. O oficial que comandara as operações contra a polícia militar e quartéis de Monsanto, Tenente – Coronel Ramalho Eanes, assumiu a chefia do EMGFA e consegui, com firmeza, reintroduzir a disciplina nos quartéis. A elaboração da terceira constituição republicana foi portanto demorada, laboriosa, refletindo não apenas as atitudes políticas de partidos que traduziam a opinião e o interesse de classes sociais diferenciadas. Mas também o ponto de vista político - corporativo de um setor militar que se considerava o garante da intenção revolucionária triunfante em abril 74.

I. “Em 10 de setembro são desviadas mil espingardas G3, cujo o paradeiro se desconhece, mas que Otelo define como “ estando em boas mãos.” II. “Em 21 e 22, os deficientes das forças armadas levam a efeito uma série de acções, tendentes a chamar a atenção sobre os seus problemas específicos, mas utilizando métodos de nítida intenção política, com ocupação das portagens de acesso a Lisboa e tentativa de sequestro do Governo.” III. “Uma organização clandestina de soldados, Soldados Unidos Vencedores (SUV), manifestam-se em Lisboa a 25 de Setembro.” IV. “A 27 de setembro é assaltada em Lisboa a embaixada de Espanha, como protesto contra a execução de cinco presos políticos pelo moribundo regime de Franco.” V. “A 21 outubro, após uma concentração de trabalhadores convocada pela extrema-esquerda, é assaltada a Rádio Renascença (…)”

O regime da terceira república será um parlamentarismo atenuado pela possibilidade de intervenção do presidente da república. Tanto o parlamento como o presidente são detentores de uma legitimidade resultante do sufrágio directo. Em 25 de abril de 1976 puderam realizar-se as eleições legislativas. Os socialistas colheram 35%. Os dois partidos de direita (PPD e CDS) reuniram, entre os dois, 40%. Os comunistas apareciam como universais herdeiros do espólio do MDP/CDE, e fixaram em 15% o sector da verdadeira esquerda portuguesa. Os resultados eleitorais traduziam uma forte vitória ao centro (PS e PSD) sobre as posições vincadamente de esquerda ou de direita. O projeto de democracia pluralista triunfara evidentemente sobre o projeto comunista. Amar I 23


Período de transição de normalidade constitucional

A primeira fase do período de transição resulta diretamente das eleições legislativas de 1976, que deram a vitória, não maioritária ao Partido Socialista, e das eleições presidenciais de 27 de junho do mesmo ano, de que saiu vencedor Ramalho Eanes (os três partidos não comunistas, PS, PSD e CDS) coligaram-se no apoio à candidatura de Ramalho Eanes, militar afecto ao Grupo dos Nove que emergia de um relativo anonimato político depois do 25 de novembro).

Por seu lado, o Presidente da República, desde 25 de abril de 1977, vinha apelando aos partidos políticos para um alargamento da base de apoio do Governo, através de entendimentos e acordos indispensáveis à resolução dos grandes problemas da sociedade portuguesa. A 6 de dezembro, o Governo solicita à Assembleia da República a aprovação de um voto de confiança, no dia 8, o voto de confiança não será aprovado, pela conjugação dos votos de todos os partidos da oposição. Quase dois meses durou o interregno, até à tomada de posse, a 30 de janeiro de 1978, do II Governo Constitucional, baseado num “acordo interpartidário de âmbito parlamentar e incidência governamental” entre o PS e o CDS.

Mário Soares

(De julho de 1976 a setembro de 1977) (De janeiro de 1978 a julho de 1978) Estas indicações eleitorais permitiram que o PS liderasse os dois primeiros executivos I e II Governos Constitucionais – através da assunção do cargo de primeiro – ministro por Mário Soares, secretário- geral do Partido Socialista. Com efeito, o I Governo Constitucional, formado apenas por membros do PS e de independentes, apresentou-se perante a Assembleia da República em posição minoritária, mas aproveitou, por um lado, a grande esperança que rodeava a chegada ao poder de um Governo Constitucional, diferente de todos os anteriores e assente no resultado de eleições legislativas e, por outro, o facto de o seu programa só poder ser rejeitado através de uma moção de que unisse os partidos à sua esquerda (PCP, com 40 deputados e UDP, sem grande significado neste caso, com apenas um deputado) com os da sua direita (PPD, com 73 deputados e CDS com 41). Seria contudo essa natureza minoritária que concretizava a sua queda. Desde princípio do ano 1977 as críticas cresceram de tom (…) - O PCP acusava o Governo de cedência à direita e de animosidade relativamente às organizações dos trabalhadores, responsabilizando-o pelo agravamento da vida do povo português, pela ofensiva contra a Reforma Agrária, pela ausência de medidas de defesa da ordem e da legalidade democráticas e pela incapacidade de reanimar a economia nacional. - O CDS considerava a actuação do Governo decepcionante, com um plano e uma prática que o traria a uma situação difícil; - Para o PSD, o Governo não dava mostras de ser capaz de enfrentar a crise económica, nem possuir imaginação para traçar novos rumos à sociedade portuguesa. A demonstrá-lo aí estava o agravamento da taxa de inflação, do desemprego e do deficit da balança de pagamentos; 24 I Amar

Contudo, ao iniciar as suas actividades, o Governo mostrou-se “decidido a travar algumas batalhas essenciais, inadiáveis, para o futuro dos portugueses: a educação, a justiça, a da segurança social, a da saúde pública, a da habitação, a da reforma da administração pública, a do aumento da produção”, como prometera o primeiro – ministro. Mas não passaram sobre o II Governo Constitucional seis meses sem que as inevitáveis contradições dos interesses sociais e políticos dos dois partidos do Governo se manifestassem como inconciliáveis.

A segunda fase da transição constitucional

Este segundo tempo irá durar até ao final de 1979, caracterizando–se, no essencial, por uma intervenção política do presidente da república, através da nomeação de primeiros– ministros da sua confiança e da negociação de apoios parlamentares às iniciativas presidenciais.

Nobre da Costa

(De agosto de 1978 a setembro de 1978) Para o III Governo Constitucional foi escolhido, como primeiro – ministro, Nobre da Costa, que veria o seu programa de governo rejeitado pela Assembleia da República. A primeira experiência dessa fase morreria, assim, à nascença.

Mota Pinto

(De novembro de 1978 a junho de 1979) Mas logo a 25 de outubro o presidente da república indica um novo primeiro-ministro, Mota Pinto. Contrariamente ao que sucedera a Nobre da Costa, o programa do IV Governo não é rejeitado pela Assembleia da República. Contudo, a política levada a efeito pelo IV Governo acabaria por congregar a oposição dos partidos políticos que rejeitaram, em março de 1979, Assembleia da República, o Plano e Orçamento Geral do Estado apresentados pelo Governo.


Maria de Lurdes Pintassilgo

(De julho de 1979 a dezembro de 1979) Essa situação levaria o presidente da república a decidir-se pela marcação de eleições legislativas intercalares (…) Nesta intenção constitui-se um V Governo chefiado, pela primeira vez na história portuguesa, por uma mulher – Maria de Lurdes Pintassilgo. Com a terceira experiência de iniciativa presidencial e a remarcação de eleições a 2 de dezembro, termina a segunda fase do período de transição.

Francisco Sá Carneiro

(De janeiro de 1980 a dezembro de 1980)

Para as eleições intercalares constitui-se uma aliança eleitoral à direita do PS, formada pelo PSD, CDS e PPM, reunidos em torno da Aliança Democrática, AD. Capitalizando em seu favor o descontentamento social resultante de quase quatro anos de uma governação que se mostrou incapaz de satisfazer as expectativas criadas, a AD polarizou as esperanças de importantes faixas do eleitorado, obtendo nas eleições legislativas, uma maioria absoluta na Assembleia da República.

De facto, na tomada de posse do VI Governo, o presidente da república expressa desta forma o seu pensamento, dirigindo-se ao novo primeiro–ministro, Sá Carneiro: “ Não esquecendo as dificuldades que se lhe apresentam, pode (…) considerar-se que Vossa Excelência e o seu Governo têm, como nenhum outro Governo jamais teve desde 1976, os meios mínimos suficientes para realizar com êxito a sua função.” “ Em primeiro lugar (…) dispõe de uma maioria parlamentar(…).” “ Em segundo lugar, encontrará uma situação mais favorável no campo económico que, como sabe, foi sempre um factor de forte condicionamento negativo para todos os Governos que antecederam o que hoje toma posse.” Ao que Sá Carneiro, por seu lado, responderá: “ Tomamos o Governo de Portugal com a consciência do que ele implica e, portanto, com humildade que não afecta a determinação. As dificuldades internas e externas que enfrentamos não podem ser subestimadas.” “ A uma situação económica em contínua degradação, em que o único sinal positivo é a melhoria da situação das balanças de transacções e de pagamentos com o exterior, corresponderá, no ano corrente, um agravamento da situação económica internacional.” Contudo, a circunstância de Sá Carneiro ter falecido num acidente de aviação a 4 de dezembro, em plena campanha das eleições presidenciais, veio a determinar nova mudança de primeiro–ministro e consequentemente, de Governo. Esta história contemporânea portuguesa está prestes a ser reescrita, já que a divulgação de correspondência classificada pelo Wikileaks lança nova luz sobre a Revolução dos Cravos1. Estas recentes informações merecem uma atenção pormenorizada e ser integradas nos anais da história pelos nossos doutos historiadores. 1

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Valério Romão Autor Português

Fontes: Wikipedia, teolindagesao.com, FNAC, Wook Fotografia: Branislav Simoncik - Styling de Ana Caracol

Nasceu na França, em 1974. Foi três vezes selecionado no concurso nacional Jovens criadores (2000, 2001, 2002), duas em prosa, uma em poesia. Foi o representante português da área de literatura na Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo, em 2001, na Bósnia-Herzegovina.

Na Faculdade cursou Filosofia, área em que se licenciou. Tem escrito contos (o relojoeiro contorcionista, revista Magma; Facas na Cidade, revista Construções Portuárias), peças de teatro (Octólogo, TUP; Posse, Trindade; A Mala, CCB/Boxnova), feito traduções

(V. Woolf, S. Becket) e tem colaborado com diversos artistas nacionais na definição de núcleos de sentido em peças multidisciplinares (moments of being; Beatriz Cantinho e Ricardo Jacinto; Peça Veloz Corpo Volátil; Beatriz Cantinho).


Obra Literária

“CAIR PARA DENTRO”

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air para Dentro narra a história de duas mulheres, Virgínia e Eugénia, unidas pela relação mãe-filha. Eugénia, a filha, não foi educada para ser um adulto independente e, embora seja professora universitária, a mãe controla o seu dinheiro, o seu tempo, proibinda-a até de ter telemóvel. Quando Virgínia começa a desenvolver sintomas de demência, Eugénia

vê-se obrigada, deixando aquela infância artificial construída pela sua mãe, a crescer e a cuidar de todos os aspectos práticos da vida de ambas. Até descobrir que, no estado em que a mãe se encontra, a vingança é uma possibilidade. Cair para Dentro explora até ao limite as dificuldades das relações humanas e os dilemas morais que delas decorrem.

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Modernices

CrĂŠditos: Direitos Reservados

Bemoumal?!

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á não seria a primeira vez alguém escrever sobre a modernidade, antes pelo contrário, será só mais uma vez dentro das milhões que vem por aí. Modernidade é fruto do pensamento humano, um conceito que abrange tempo, atitude/postura, realidade social, cultural e económica vigente no mundo, atualidade, imagem própria e muito além, e implica em uma só palavra: consequência. Tudo que foi no passado hoje é memória, coleções de recordações que podem ainda ser aplicadas ou não, sem obrigatoriedade. Tudo que já passou, já está num tempo que outrora implicava tal acontecimento como sendo atual, porém hoje, será só passado. Passado este que serve de experiência, alicerce, saudosismo… mas que não pode inferir na atualidade como ponto de partida, ainda mais para quem está a chegar nessa vida agora, as crianças que são o berço do nosso futuro. Quando alguém se lembra de como fazia algo no passado, não pode esperar que ainda seja feito da mesma forma, visto que a humanidade caminha a passos largos com as novas descobertas diárias que todos os dias nos invadem sem permissão. Mesmo que quiséssemos ficar presos no passado não conseguiríamos, pois, é facto que a vida dá as cartas e estas são sempre novas! Somos meros espectadores de um grande show, que desde sempre perturbou a humanidade e assim será, pois também é facto que não nos dá segurança pensar “out of the box” , quando isso causa um certo desequilíbrio! Mudanças radicais surgem e substituem a configuração existente de forma tão brusca e rápida que mal temos tempo para as adaptações, vamos nos adaptando. Costumes que antes se justificavam em um mundo de tempos atrás, foram esquecidos ou se alteraram dentro dessa modernidade que se construiu em meio a conflitos ideológicos, que transitam entre tradições, crenças ou práticas e uma ditadura de “modernices” que tomam di-

mensões que causam segregações entre ideias socialmente e tradicionalmente aceitas e tudo que marca a sociedade contemporânea. Não há como se impedir o futuro nem suas consequências. Tudo que se envolve nisso está a ser determinado hoje, agora no presente. Não há como excluir nossas vidas de tudo isto. Podemos ter bases, podemos ter tradições e crenças, mas não podemos achar que viveremos só delas. Estamos inseridos e destinados ao futuro. Desde o ferro de passar elétrico à internet, passando pelos meios de comunicação, carros elétricos, e-books, são exemplos que permeiam a vida atual. Não podemos nos restringir ao passado, senão nem poderemos sair de casa daqui uns tempos, afinal o mundo caminha para cada vez mais a utilização das máquinas, robôs, da perca da necessidade das mãos humanas e adaptação ao mundo digital e mecânico. Não se utilizam mais cartas, são emails. Livros se leem online. Podemos ver com quem falamos no telemóvel. As luzes e toda funcionalidade da casa se acede e controla também pelo telemóvel. Há robôs de cozinha, de aspirar o pó do chão da casa, de companhia e tudo mais que sonharmos. Há máquinas industriais que trabalham por 10 homens, ou mais. Há aviões supersónicos e invisíveis. Já não é preciso sair de casa para se fazer compras, o mundo online traz até a sua casa. Podemos realizar pesquisas nos motores de busca e tornar nossos conhecimentos admiráveis. Temos acesso ao mundo pelo computador, distâncias se encurtaram, famílias se aproximaram, notícias ao minuto – a informação a um passo de um clique. Há de facto acontecimentos muito bem-vindos, outros, a minha modesta perceção nem tanto, outros até abomino.

Não posso deixar de pensar que mais importante serão nossas crianças têm de estar preparadas para a atualidade, elas estão a crescer neste período. Estar preparadas digo no sentido de estarem norteadas e não impedidas. Quando se orienta uma criança estamos a dar-lhes bases, condições para que saibam conviver e se auto reger nesse universo paradoxal que serão os tempos modernos e este será o papel mais importante de quem educa. Assegurar-lhes que estão minimamente atentas para a existência atual, que estão aptas a sobreviver e desfrutar dessas “modernices”, já que não devemos nunca obstruir seu percurso para que estejam a acompanhar seu tempo, e tudo dará certo se estiverem preparadas, com muita orientação, supervisão e segurança! O futuro reserva muitas inovações, boas e más. Se soubermos que temos de conviver com elas e saber fazer boas escolhas, nem tudo estará perdido. Se soubermos polarizar a informação como prática de aperfeiçoar a vida, poderemos construir algo melhor! Não será impedindo as crianças de estarem na internet que vão estar seguras, será ensinando o que devem ou não ter acesso, a terem pensamentos críticos para saberem discernir o bem do mal. Pois por mais que se as proíba há sempre uma forma de se escapar. E se souberem o que fazer estarão prontas para escolher! Não será vedando o pensamento atual que estaremos salvos. Será construindo pensamentos novos, porém fidedignos a aqueles velhos, de honra, empatia, honestidade, lealdade, ponderação, razão, equidade, e por aí vai… Bem-haja seculo XXI.

Patricia Salin Psicóloga

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A génese do sucesso profissional Armando Correa de Siqueira Neto

Psicólogo e Mestre em Liderança

A

o olharmos para a semente conhecemos o potencial nela existente. O seu ciclo de vida pode alcançar a floração e frutificação. Embora seja observável apenas o grão, nele reside muito mais do que a sua modesta aparência inicial. Assim como na natureza, tal fato ocorre no universo psíquico do homem. Ainda que não exista uma realização concreta de uma determinada ideia, com o tempo, ela pode vingar e florescer. Ao analisar a história de pessoas que se sucederam bem na vida profissional, descobre-se que, via de regra, elas não faziam ideia sobre a dimensão do sucesso que atingiriam. E em vários casos, sequer conheciam o ramo do negócio a que se ligariam. É comum ouvir que não tinham noção acerca do que empreenderiam e nem quanto de êxito seria possível obter. Outras, todavia, estavam tão determinadas que apostavam em algum palpite. Mas erravam, iam além das suas predições.

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A génese do sucesso profissional está presente no ser humano, porém, pode permanecer apenas na forma da possibilidade indeterminadamente caso não haja vontade, terra fértil e cuidado. Gente bem sucedida que luta e vence, carrega consigo o germe da realização e da vitória. Creem nas chances de crescer e triunfar. Podem não saber exatamente que caminho será trilhado, mas o desejo de vencer está presente. Os motivos conduzem a uma jornada por vezes até desconhecida, mas capaz de construir, passo a passo, a concretização de cada etapa pela qual passam até atingir pontos até então “impossíveis”.

Já se perguntou a respeito do próprio sucesso profissional futuro? Mesmo sem saber onde estará e principalmente o que fará, já desejou crescer e vencer? Será que apenas aguarda uma oportunidade, que pode passar longe, caso permita passividade e acomodação? O que de facto espera do porvir? Se o ser humano não encarar perguntas dessa amplitude, dificilmente as responderá à altura, concretizando-as com ações que o levem a patamares mais realizadores. Cada um segue conforme deseja. O talento individual conta com a vontade própria para o sucesso. Eis um ponto de partida fundamental na vida de quem busca vitória, seja ela qual for. Dar os passos necessários e progredir. Portanto, “deixar como está para ver como fica” é uma falsa expectativa, cujos resultados já são bem conhecidos: repetição e marasmo. Quantas vezes você já procurou saber internamente se quer alcançar o sucesso? Ao investigar, talvez encontre o começo de uma jornada motivadora e cheia de bons resultados e surpresas interessantes. Depende de si!

O que diferencia este tipo de pessoa das demais? Que fatores podem estar presentes na cabeça de alguém que se determina a ultrapassar o limite do comum? Há um facto convergente: querer mudar. A primeira motivação encontra-se na necessidade de transformação. Ficar parado não promove alteração. O motivo seguinte é o da predisposição. Então, deve-se estar disponível a muitas experiências para encontrar o caminho que leve ao sucesso: experimentar para escolher. Outro desejo é o de desenvolver a percepção e assim criar faro aguçado para as boas oportunidades. E ainda, considere-se a motivação de fazer dos inevitáveis obstáculos, impulso para superar a frustração e a desistência que sempre rondam a resistência daqueles que buscam o desenvolvimento. As dificuldades podem se tornar desafios estimulantes quando se têm razões para se vencer na vida. Tais fatores são essenciais nesta escalada.

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Conhecemos grandes executivos de variadas companhias que um dia iniciaram sua carreira como office-boy ou desempenharam algumas funções que são as portas de acesso ao o mercado de trabalho. Sabemos de empresários brilhantes que deram os primeiros passos como vendedor de rua, atendente, engraxate, etc. Entraram com disposição, garra, persistência e determinação. Chegaram lá!

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George Pimentel A nossa comunidade chegou longe e vai ficar ainda melhor. Cheguei à conclusão que só precisamos que nos inspiremos uns aos outros.

George Pimentel é considerado o fotógrafo de celebridades mais famoso do Canadá. Já fotografou, de Toronto a Hollywood, todos as estrelas de renome tais como Robert De Niro, Rihanna, Swan Mendes, Lady Gaga,... É visto com frequência nos festivais de cinema, desde Cannes a Veneza, como também em eventos como os Oscares, os Globos de Ouro, a MET Gala, Hollywood Hills ou na mansão de Barbra Streisand. No dia 23 de março, a Federação de Empresários e Profissionais Luso Canadianos distinguiram George Pimentel com o Professional Excellence Award. Casado há 22 anos e pai de Jacqueline e Sebastian, George nunca esqueceu que é filho de imigrantes de Rabo de Peixe, São Miguel, Açores, razão pela qual nunca mudou a localização do seu estúdio PC Pimentel, da 1661 Dundas St. W, para uma área mais central da cidade de Toronto. Homem humilde, com os pés bem agarrados ao chão, apesar de se sentir abençoado, soube sempre tirar proveito das oportunidades que a vida lhe proporcionou. Nascido no Canadá há 51 anos, conheceu a ilha de São Miguel na adolescência, onde passou uma temporada para explorar o que aprendera sobre fotografia na Ryerson University, onde se formou em Artes com Honours BA, documentando tudo o que lhe despertava interesse e apresentou o seu trabalho fotográfico como tese de fim de curso. Fotografia é um negócio de família que começou com o seu avô em Rabo de Peixe, arte que foi passando de geração até chegar ao George. A vida de George teve como ponto de viragem, uma altura em que havia mais dúvidas do que certezas sobre que rumo dar à sua vida, quando fotografou Robert De Niro no Toronto Film Festival. A Getty Images, a maior agência de fotografia a nível mundial, considera George como o seu melhor contribuidor. Quem quiser ver as fotos, basta ir à procura das revistas Vanity Fair, US Weekly, Hello ou People. George Pimentel tem planeado pelo menos 2 livros, contudo, diz ainda não ter chegado a hora certa. Até lá , vamos-nos orgulhando do sucesso mundial deste luso-canadiano. 32 I Amar


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Revista Amar: Fale-nos um pouco de si? George Pimentel: Sou um indíviduo normal de 51 anos, nascido aqui e que foi abençoado em ter pais imigrantes muito trabalhadores. Um indivíduo que de vez enquando tem o privilégio de estar no meio de glamour, mas que quando regressa a casa muda de roupa e vai ao Costco às compras. Sou casado há quase 23 anos, tenho 2 filhos, a Jacqueline e o Sebastian. A minha filha já anda na Ryerson University e o meu filho no liceu. O meu pai tem 85 anos e a minha mãe faleceu aos 65 anos depois de ter perdido a batalha contra o cancro e tenho 4 irmãos. O meu avô, o meu pai e os meus tios já eram fotógrafos, em Rabo de Peixe, S. Miguel, Açores. Quando eles, o meu pai e os meus tios, chegaram aqui em 1965, juntos abriram um estúdio no Kensigton Market, na College St... Entretanto a comunidade começou a crescer e os meus tios decidiram mudar de rumo. O meu pai foi o único que ficou em Toronto e abriu, em 1974, este estúdio porque sabia que a igreja que fica do outro lado da rua era frequentada pelos portugueses. Formei-me na Ryerson University com o Honours BA em Artes. RA: Qual é a sua relação com os Açores? GP: Especial. Quando andava na universidade decidi que queria conhecer as minhas raízes e aproveitei para fazer dessa aventura o tema da minha tese no 4º ano. Eu fui durante quase 1 ano para Rabo de Peixe, pela primeira vez! Vivi lá com um tio do meu pai que ficou radiante por me lá ter, por me poder mostrar tudo e eu a documentar tudo que podia. Eu fotografei Vida e Morte... pessoas a namorar, jardins, o mar, pessoas a espreitar à janela, as festas, os agricultores a trabalhar nas terras, velórios em casa, os marinheiros, etc. Foi uma experiência inesquecível. RA: Qual foi o seu primeiro trabalho com o seu pai? GP: Foi ali, ao lado da Igreja Sta. Helena. O meu pai virou-se para mim e disse “vai buscar o escadote e a câmara que hoje é a Procissão da Ressureição de Cristo”, nunca me esqueci disso (risos) e continuou “vai para aquela esquina tirar fotos de toda gente” e eu assim fiz. As pessoas e as bandas a passar, e eu em cima do escadote a tirar fotos sem parar. Uma semana depois, antes da missa, o meu pai colou-as a todo o comprimento na parte de fora da janela. As pessoas começaram-se a chegar e a tirá-las da janela e pagavam 5 dólares por cada. E foi assim que tudo começou, é de onde venho. RA: Que idade tinha? GP: Provavelmente uns 12 anos. R. A.: Essa câmara ainda existe? GP: Com certeza e ainda funciona. R. A.: Reconheceria alguma dessas pessoas se as visse hoje? GP: O engraçado é que se ando pela rua ou vou ao Dufferin Mall eu reconheço algumas das pessoas, pelo olhar delas. Eu não me lembro do nome de muitas dessas pessoas, mas sou abordado e relem34 I Amar

brado que fui o fotógrafo do casamento dos filhos delas, contam que ainda têm as fotos e até penduradas pela casa. E eu gosto muito de saber isso, do reconhecimento do meu trabalho e que toquei a vida dessas pessoas... é algo muito bonito. R. A.: Voltaria a esse tempo, dos casamentos e batizados? GP: As pessoas perguntam-me constantemente isso, inclusivamente celebridades pagariam tudo para eu ir para as Bahamas e eu mando o Sam. Eu não tenho tempo e a minha mentalidade mudou.

Para se tirar uma boa foto basta ter um “bom olho” R. A.: Qual foi a primeira câmara que comprou? GP: Ó meu Deus... a primeira câmara que comprei era digital, uma Nikon D1X que custou 6.000 dólares, naquele tempo foi muito dinheiro, mas era um investimento que compensou, eu reavi esse dinheiro. E ainda a tenho. Mas deixa-me dizer-lhe isto, esta coisa da tecnologia das câmaras digitais estar constantemente a melhorar, eu já não acredito nisso. Para se tirar uma boa foto basta ter um “bom olho”. R. A.: A Nikon é a sua marca predileta? GP: Não tem a ver com isso... se calhar tem a ver com o facto da minha primeira câmara, oferida pelo meu irmão, tenha sido uma Nikon F com lentes e tudo. Mas eu trabalho com qualquer câmara, a marca não é importante. O que conta são os olhos. R. A.: Quando é que descobriu que gostava de fotografia? GP: Quando andava no liceu, na altura de fazer o Livro do Ano. Eu tinha um pouco do meu pai em mim e quando tive que tirar a foto da equipa de basquetebol comecei a pensar “espera lá... são 12 jogadores, eu tenho aqui algo especial...” e fui para os treinos e comecei a fotografá-los durante o treino, a driblar, a fazer afundanços etc. e dizia-lhes para irem ter comigo ao meu cacifo no dia seguinte. Quando chegavam, escolhiam e compravam as fotos que gostavam a 5 dólares cada uma. Depois um professor e outros estudantes vieram-me pedir para tirar fotos nos jogos e fui e depois vendia-as. Foi assim que comecei no mundo do negócio... (risos) Depois vieram as peças de teatro. O professor contava comigo, eu era o fotógrafo, então eu pedi a chave de uma sala escura para poder revelar as fotografias que tirava, eu achava que merecia ter a sala, na minha mente eu sentia-me importante, eu era o “fotógrafo da escola”! Era o meu ego, é doentio mas simultaneamente era a minha motivação. O querer ser conhecido pelo meu trabalho sempre fez parte de mim. Acho que isso não é nada de mal, sou quem sou e gosto de ser reconhecido pelo meu trabalho.


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R. A.: Foi bom aluno no liceu? GP: Fui um péssimo aluno no liceu. Eu não tinha notas boas quando chegou a hora de concorrer para a universidade... andei a tirar cursos no verão e a estudar à noite para melhorar as notas, tinha um portfólio maravilhoso e mesmo assim não entrei na Ryerson University no primeiro ano. No segundo ano também não entre, só consegui na terceira tentativa. A maioria dos jovens provavelmente mudado de curso se não entram à segunda tentativa. R. A.: Quando acabou o curso sabia o que queria fazer? GP: Sabia que não queria trabalhar a tempo inteiro a tirar fotos a casamentos, comunhões e batizados. Eu tinha criado um estilo próprio e queria explorá-lo. Sempre que saía de casa levava a câmara comigo.

O melhor conselho do meu pai foi “Se fizeres um bom trabalho, eles voltam-te a chamar” R. A.: Qual foi seu primeiro emprego? GP: Ainda há pouco tempo perguntaram-me isso. E eu respondi que eu nunca tive um emprego, como por exemplo, no McDonalds. Eu tinha um emprego que era, aqui, a ajudar o meu pai. Eu fiz o meu estágio aqui e o meu pai pagava-me. Eu estive sempre ligado ao negócio da família. Eu cheguei a trabalhar uma vez por semana no Seniors Citizens Dance, a vender as senhas das bebidas, na caixa (risos). R. A.: Qual foi o melhor conselho que o seu pai lhe deu? GP: Se fizer um bom trabalho, eles voltam-te a chamar. R. A.: O que o levou a ser um fotógrafo profissional de celebridade? GP: O gosto pelo glamour e adoro documentar pessoas bonitas. R. A.: Quem foi a primeira celebridade que fotografou? E como conseguiu? GP: O Robert De Niro, numa altura em que andava deprimido porque tinha alguns desentendimentos com o meu pai derivado ao facto de ele não aceitar o que eu queria para o meu futuro, era minha mãe perguntar-me o que eu queria fazer com a minha vida e coisas desse género. Mas uma noite tudo mudou. Como já tinha dito, eu andava com a câmara sempre atrás de mim e eu fui ao TIFF porque sabia que o Robert De Niro, que era a maior estrela de cinema da época, ia estar lá e eu era fã e queria vêlo. Quando cheguei estavam lá 5 fotógrafos com credências ao peito da mídia. Os seguranças olharam para mim e quando viram a minha câmara

assumiram que eu também pertencia à mídia e mandaram-me para junto dos outros. Eu caladinho, fui... (risos) quando chegou a limosine e o Robert De Niro sai para dar os autografos, imagine pessoas a gritar, flashes das câmaras a piscar por todo lado... o meu coração disparou, e ele passou e entrou para dentro. Depois, depois é que foi... a mídia pode ir atrás dele mas eu não, porque não tinha a credencial... pensei “coriscos!!!” (risos) e roí-me de ciúmes, mas tive que ficar cá fora. Depois de esperar muito tempo, comecei a arrumar as minhas coisas e nessa altura começa a haver muita agitação e vejo o publicista a acompanhar o Robert De Niro. Alguns fotógrafos já tinham ido embora, outros ainda estavam lá dentro e eu estava sozinho e eu aproveitei o momento e tirei a foto que mudou a minha vida. Eu fui para casa direitinho ao quarto escuro e revelei a fotografia. Foi nessa noite que descobri o que eu queria fazer com a minha vida. R. A.: A TIFF é só uma vez por ano, como continuou? GP: Exatamente e isso começou a deixar-me ansioso. Então decidi ir na semana dos Oscares, em Los Angeles, para casa de um amigo. Eu estava a procurar uma maneira de entrar naquele mundo que me fascinava e fui atrás. Eu precisava de tirar e reunir máximo de fotos que podia e criar uma reputação. E comecei andar pelas ruas e às After Partys a tirar fotos. R. A.: Através de que revista conseguiu, pela primeira vez, uma credencial e para que evento? GP: Foi com a Flare Magazine para o TIFF. Pela primeira vez eu era um “deles”, não precisava ficar cá fora 5 horas às espera que aparecessem, eu tinha informações onde eles iam estar e a que horas... andei anos sem nada disto, chegando a estar dependente das informações que os colecionadores de autografos me davam ou de alguns motoristas das limosines, que conhecia dos casamentos portugueses que eu fazia. R. A.: Já fotografou variedíssimos eventos como os Golden Globes, os Oscares, o Canadian Screen Award, casamentos Reais, enfim a lista é infinita. Qual é o evento que falta na sua lista e que adoraria cobrir? GP: Um evento que adoraria cobrir? Fotografar Cristiano Ronaldo, nem precisava de ser a jogar, mas se fosse a jogar por Portugal no Europeu ou no Mundial ainda melhor. Fotografar o Cristiano Ronaldo está na minha bucket list (lista de desejos a realizar). e já não tenho muito tempo para o fazer. Adoraria passar uma semana a fotografá-lo e fazer um documentário sobre o Cristiano, seria tipo... “ok, agora já posso morrer”. R. A.: E uma celebridade de Hollywood? GP: O Joe Pesci. Ele nunca aparece em lado nenhum. Porém, em outubro, vai estrear The Irishman, um filme da Netflix, em que ele participa. Neste momento já estou em conversações com a Netflix para me dar acesso para o dia da estreia, na passadeira vermelha, que se vai realizar em Nova York. Amar I 37


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Eu só queria “o beijo” dos noivos, porque a foto do beijo permanecerá para sempre em revistas, livros, etc R. A.: Esteve presente nos casamentos reais britânicos, do Guilherme e da Kate e do Henry e da Megan. Qual dos dois foi mais marcante? GP: Os casamentos foram muito diferentes. O primeiro foi especial... eu não sabia o que esperar e tive muita sorte em ser credenciado pela Maclean’s Magazine... eu nem queria acreditar, mas aceitaram a Maclean’s Magazine porque pertencemos à Commonwealth e não tinham nenhum fotógrafo a representar uma revista canadiana. As coisas acontecem por alguma razão e isto foi sorte. Nós nunca saberemos o desfecho das coisas se não tentarmos. Eles lá nem conheciam a revista, mas eu tirei as fotos e publiquei-as na Getty Images. E foi especial porquê? Porque ali estava eu rodeado de glamour, gente bonita, as carruagens com os cavalos, os dourados, os vermelhos, as cores... é glamour ao mais alto nível. Depois era um momento histórico. Quando chegou a hora de nós, fotógrafos, iremos para o lugar destinado à frente do Palácio de Buckingham, tivemos que dar as nossas credências para serem sorteadas e entraríamos consoante nos chamassem... e eu fui o primeiro! Obviamente que escolhi o melhor lugar, mesmo ao centro do palco. Eu só queria “o beijo” dos noivos, porque a foto do beijo permanecerá para sempre em revistas, em livros etc. Eu tinha em mente que na hora das revistas a nível mundial tivessem que escolher a melhor foto, eu queria essa foto fosse a minha, afinal é o meu trabalho, a fotografia é o meu negócio. E assim foi. Em relação ao segundo casamento... eu conheço a Meghan do tempo que era atriz e viveu aqui, em Toronto, durante 7 anos por causa das gravações da séria televisiva Suits. Foi uma amiga em comum, Jessica Mulroney, que nos apresentou e, ainda quando era uma atriz em ascensão fiz várias sessões fotográficas com ela. De repente ela conhece as pessoas certas e logo a seguir foi apresentada ao príncipe. Quando a data para o casamento foi anunciado eu decidi que queria estar presente. E mais uma vez fui o primeiro. Quando ela estava a passar na carruagem, com o Henry, chamei-a e ela olhou, sorriu e eu registei esse momento! R. A.: Depois dos Oscar, qual o evento que se segue? GP: O 7º Canadian Screen Awards. Estamos a construir um “Portrait Studio” no backstage só para mim, onde vou tirar fotos aos vencedores assim que sairem do palco com o respetivo prémio. R. A.: As fotos que tira são publicadas e vendidas na Getty Images e já fez exposições. Já considerou fazer um livro? GP: Eu penso muito sobre possíveis projetos e tenho as fotos para isso. Eu quero fazer algo diferente e o meu objetivo é fazer livros, mas acho que ainda não chegou a hora certa porque quero envelhecer um 40 I Amar

pouco mais. Quero que o meu primeiro livro seja sobre Rabo de Peixe, Ilha de S. Miguel. Talvez eu volte primeiro para ver se consigo encontrar as pessoas que fotografei quando lá estive e fotografá-las outra vez no exato local para fazer um “antes e depois”. R. A.: Depois dessa primeira viagem à ilha, quantas vezes mais regressou lá? E conhece o continente? GP: Fui várias vezes. Por acaso já não vou há algum tempo, mas vou este ano com a minha família. O continente eu conheço, a minha esposa é de Porto da Carne, concelho da Guarda. R. A.: Gosta mais de fotografar no interior ou no exterior? GP: Sempre no exterior, porque acho aborrecido estar fechado num estúdio a tirar fotos. As pessoas quando estão no interior começam a atuar e perdese a espontaneidade. Só preciso de 5 segundos... e gosto de captar, nesses 5 segundos, a naturalidade numa foto. R. A.: Gosta mais de fotos a cor ou a preto e branco? GP: Fotografias a preto e branco, sempre. As pessoas ficam melhor, parecem mais novas e é clássico. R. A.: Gosta de usar o Photoshop? GP: Uso nas fotos tiradas a mim (risos), mas não gosto de o usar no meu trabalho, mas tenho que o fazer. Hoje as fotos das celebridades têm que ser todas trabalhadas, depois enviar para elas e só posso usá-las se forem aprovadas. O caso mais recente foi a Fergie, quiseram ter a certeza que as fotos tinha luz suficiente e disseram que se fosse necessário para eu usar o Photoshop, pois querem perfeição. A parte má das câmaras digitais é que se vê tudo na foto, até coisas que não se veem se estivermos de frente para uma pessoa, daí a necessidade de retocar as fotos. R. A.: Entre revelar as fotos no quarto escuro ou usar a impressora, qual prefere? GP: Não há nada como criar magia fotográfica. Tirar 12 fotos sem saber como ficaram ou vão sair as fotografias no monitor da câmara e ver o resultado só depois de reveladas é mágico. Como o rolo era e ainda é caro, tem que se esperar, aproveitar e ter a certeza que aquele é o momento certo, ter a intensidade de luz correta etc. para apertar o botão, se não é um desperdício de dinheiro. Isso fez com que eu ficasse melhor, que o meus olhos ficassem mais fortes e com uma visão profunda. O meu avô só tinha uma fração de tempo para tirar uma foto, ele punha uma substância química numa placa de vidro e deixava secar dentro da câmara no escuro e esperava... as fotografias ficavam tão lindas. Às vezes ter mais significa ter menos. As minhas fotos são simples à minha maneira, não gosto de grandes cenários, de ter muita gente ao meu redor, muito menos que estejam a olhar para o que estou a fazer ou a dizer-me o que fazer... eu gosto de estar sozinho com a pessoa ou pessoas, uma câmara, sem holofotes, sem interferências... o meu estilo é flash na câmara, pedir educadamente se posso tirar uma foto, agradecer e 5 segundos para tirar a foto e foi assim que fotografei o Robert De Niro.


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R. A.: Porque nunca mudou a loja daqui da Dundas St. para mais perto do centro da cidade de Toronto? GP: Uma pergunta muito importante... porque esta loja é quem eu sou e mantem-me com os pés no chão. É fascinante como tanto estou a tirar fotos em Hollywood como estou aqui a tirar uma foto de passaport. Ainda estes dias estive com o Tom Brady e com a Gisele Bündchen. Estou bem assim porque é bom para mim e para o meu cérebro. É importante estar aqui, “descer à terra”... isto é real! Nesta comunidade toda gente se conhece, não há nada como isso. R. A.: Que reação têm as pessoas quando veem as suas fotos dos famosos expostas na montra? GP: Eles não acreditam que eu as tenha tirado. Eu tive a foto do casamento real pendurada na montra e numa noite que trabalhei até mais tarde, um casal de meia idade parou à frente da montra a olhar para a foto. Quando eu estava a fechar a porta da loja perguntei “gosta da minha foto?”, a senhora, de braços cruzados retorquiu “como assim?”, e eu “fui eu que tirei esta fotografia”, responde ela “pois, querias!” e seguiram caminho. (risos) Eu segui-os com os olhos e sorri. E isto é bom para mim porque o glamour não é real, é falso e a minha realidade é esta.

... os outros fotógrafos chegaram a dizer que foi um “momento do George e da Gaga” R. A.: O reconhecimento do seu nome e do seu trabalho são o sonho de muitos, ou seja, ser o fotógrafo solicitado pelas “estrelas” da indústria do cinema, da música etc. Tem noção disso? GP: Tenho... e sinto-me muito honrado por isso. No dia da estreia do filme “A Star IS Born” no TIFF 2018, a Lady Gaga, que me viu, ainda dentro do carro, na passadeira vermelha com a câmara na mão instruiu os seguranças dela para que quando saísse do carro me deixassem fazer o meu trabalho como eu entendessem. Obviamente que eu não sabia disto. Enquanto todos os outros fotógrafos da passadeira vermelha estavam restritos e atrás da barreira de segurança, eu andava à vontade, nisto a Lady Gaga sai do carro e quando chegou ao pé de mim disse-me que quer tirar o véu... eu pedi para ela esperar, escolhi o momento e comecei a tirar as fotos e ela sempre a olhar para a câmara. Foi fantástico. Mas fiquei um pouco constrangido, porque os outros fotógrafos chegaram a dizer que foi um “momento do George e da Gaga”, inclusive houve alguns a fotografar eu a fotografar. R. A.: Como se sente em momentos como esse? GP: Para além de abençoado, sinto-me respeitado e eu trabalhei para chegar a onde cheguei. Para eles, artistas, estes momentos também fazem parte do trabalho deles, então é como um trabalho de equipa. Não olho para eles como vedetas, olho como se fosse o diretor de cinema deles e digo-lhes o que fazer. Não 42 I Amar

há nada pior para estas pessoas estarem perante um fotógrafo sem saberem o que fazer. Às vezes corre bem outras não. R. A.: Conhece o preço da fama? GP: Claro que sim. Quando se chega ao auge, ganham-se inimigos e haters, já recebi ameaças de morte, já tentaram acabar com a minha reputação através de cartas... faz parte. R. A.: O que o incomoda mais nas pessoas? GP: Incompetência, não lido bem com isso... eu rodeio-me de pessoas competentes, que sabem o que estão a fazer e que sejam sinceras, se não gasto energia em vão em coisas que não interessam... acredite, não consigo lidar com essas pessoas e certas situações. R. A.: Tem alguma regra que não quebra por nada? GP: Tenho. Eu nunca invadi o espaço de ninguém que fotografei. Foi assim que fui educado pelos meus pais. R. A.: Como que acha das estrelas de Hollywood de hoje? GP: Eu adoro “Old Hollywood”, as estrelas saiu de casa um primor e preparadas caso aparecesse um fotógrafo. Havia mistério e magia em tudo. Hoje já não é assim, porque as pessoas querem saber como os seus ídolos são no dia-a-dia. Por isso eu gosto de tirar a foto em 5 segundos, mais que isso estraga o momento surpresa. R. A.: No dia 23 de março, foi reconhecido pela Federação de Empresários e Profissionais Luso–canadianos (FPCBP) com o Professional Excellence Award. O que significou esse reconhecimento? GP: Foi a maior honra que me podia ter dado. Foi um momento muito especial. Eu nunca tinha sido reconhecido desta forma, e é engraçado que os portugueses foram os primeiros. Eu estava muito orgulhoso em ter o meu pai vivo, comigo e na minha mesa para ouvir o meu discurso de agradecimento que dediquei a ele e entreguei-lho quando o levei a casa. Quando cheguei à minha casa disse à minha esposa, que não esteve presente porque tem um braço partido “estou tão orgulhoso dos portugueses.” Eu tinha ido há muitos anos a uma Gala e eram praticamente só trabalhadores da construção e na altura fiquei preocupado com o futuro académico dos jovens luso-canadianos, porque pensei que os pais não estavam a incentivar os seus filhos a estudar. E conforme fui falando com os bolseiros da Gala da FPCBP percebi que isso não aconteceu, quando me disseram que estavam a tirar mestrados, especialisação, etc. deixou-me impressionado.e extremamente orgulhoso. A nossa comunidade chegou longe e vai ficar ainda melhor. Cheguei à conclusão que só precisamos que nós inspiremos uns aos outros. R. A.: Gostaria de o convidar uma mensagem. GP: A mensagem é para o jovens... a fase da adolescência é uma parte muito importante das vossas vidas, os anos no liceu, o baile de finalistas e tudo que esteja relacionado com essa época... divirtam-se, sem serem muito rebeldes ou estúpidos. Aprendam e tenham as vossas primeiras experiências que vão ser recordadas para sempre.


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Paris easchaves doamor

Paulo Mendes Fontes: Wikipedia, Geocities, TripAdvisor, Oyester, Idealo e Sapo Fotografia: Direitos Reservados


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eriam muitas, por certo, as razões que o poderiam levar à capital francesa, mas na edição de abril da Revista Amar convidamo-lo a conhecer algumas das chaves do amor de Paris.

Tranque o seu coração na “ponte dos cadeados” e entregue a chave à cidade. Alguns dos lugares mais românticos de Paris são o sítio certo para quem vai à procura de amor. Fotografia: Direitos Reservados

V i s i t e w w w. r e v i s t a m a r. c o m p a r a m a i s d e s t i n o s t u r í s t i c o s

FOTOGRAFIA © KISZON PASCAL

Fotografia © Léonard Cotte


Ponte das Artes

A famosa ponte pedonal sobre o Sena já foi cenário de filmes como “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” e séries como “Gossip Girl” e “O Sexo e a Cidade”. E foi sempre em nome do amor que os cadeados encheram cada pedaço vago da ponte, atirando-se a chave ao fundo do rio. Por razões de segurança, os cadeados foram recentemente proibidos na ponte — mas a mística do lugar mantém-se intacta. Créditos © Serge Ramelli

Montmartre

O bairro pitoresco dos artistas onde a vida não podia ser mais bela. Aqui vive-se o verdadeiro estilo boémio de Paris. Entre os pintores que já tiveram os seus estúdios em Montmartre contam-se Salvador Dalí, Claude Monet, Pablo Picasso e Van Gogh. É lá também por lá que vai poder visitar o moinho do cabaret Moulin Rouge e a imponente basílica do Sacré-Coeur.

Créditos © Serge Ramelli 48 I Amar


Créditos © Vivienne Mackie

Parede do “Amo-te”

Na Place des Abbesses em Montmartre há uma parede dedicada à linguagem mais universal do mundo: o amor. Este muro de azulejo foi criado pelo artista Frédéric Baron e tem “amo-te” escrito em 280 línguas diferentes. Os pedaços vermelhos espalhados representam a humanidade de coração partido, e que apenas o amor tem a capacidade de curar. Inspirador, não acha? Perca algum tempo a procurá-lo no seu idioma.

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Museu da vida romântica

Nesta casa que mostra o verdadeiro ambiente literário sentido no século XIX, não pode perder a exposição de objetos da escritora George Sand — uma das mulheres na vanguarda do movimento feminista — e as obras do pintor Ary Scheffer, que em tempos usou a casa como atelier para receber as elites da época. Aproveite para tomar um chá e quem sabe, sentir-se-á inspirado até para começar a escrever um romance...

Créditos © Mandoumpostal

Torre Eiffel

Com os seus 324 metros, é fácil perder o fôlego só de olhar para o edifício mais alto de Paris. E se acredita que não há símbolo mais parisiense que a Torre Eiffel, sabia que foi pensada para durar apenas 20 anos e depois ser destruída? Paris não seria a mesma sem os seus apaixonados... Se não quiser levar o seu amor às alturas, aproveite o relvado do bairro de Trocadéro e fique com a torre como pano de fundo de um verdadeiro cenário de filme.

Créditos © Direitos Reservados 50 I Amar


Créditos © Villa Montparnasse

Palácio e jardins de Luxembourg

Se procura um jardim para estender-se ao sol, veio ao sítio certo. Mas se preferir um lugar mais escondido, também pode explorar por entre os labirintos até à Fonte de Médicis, mandada construir pelo rei Henrique VII em homenagem à sua mulher. A pedra esculpida representa dois amantes condenados, Galatea e Acis, no seu último abraço antes da separação. Ao contrário dos jardins do Palácio, este oásis está rodeado de natureza selvagem e aves. Uma bonita metáfora para o sentimento destes amantes.

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Parque de Buttes Chaumont

Entre as planícies verdes de Paris, vá até Buttes Chaumont para usufruir de uma das imagens mais marcantes dos parques da cidade. Suba o olhar até ao topo do penhasco de 50 metros e reconheça o romântico Templo da Sybila, inspirado no Templo de Vesta de Itália.

Créditos © Conde Nast

Se ver de longe não for suficiente, pode ir ao seu encontro através de uma passagem suspensa. O passeio ideal para os amantes que gostam de sentir-se no topo do mundo.

Ilha de Saint Louis

Como o rio Sena divide Paris ao meio, um passeio por esta ilha afastada dos monumentos e do rebuliço da cidade é uma lufada de ar fresco para os amantes do silêncio e da tranquilidade. Já que a maior parte das ruas são dedicadas aos pedestres, aproveite para caminhar entre as mansões centenárias, as boutiques e as fachadas elegantes que o farão sentir-se parado no tempo.

Créditos © Direitos Reservados 52 I Amar


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LusoServices&Consulting A sua ponte para Portugal

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“Luso Services & Consulting Inc.” situa-se em Toronto e é uma sociedade criada para apoiar a comunidade portuguesa no Canadá que tem assuntos em Portugal. A Luso Services & Consulting Inc faz traduções certificadas para Portugal e para o Canadá e junto com o nosso escritório “Sónia Falcão da Fonseca – Escritório de Advogados” em Portugal fazemos obtenção de documentos (cadernetas prediais das Financas, descrições prediais, assentos de nascimento, casamento e óbito, registos criminais, etc), obtenção do número de identificação fiscal, registos, procurações, acompanhamento na compra e venda de propriedades em Portugal, arrendamentos, obtemos a licença para o alojamento local (airbnb), tratamos também de heranças e partilhas, divórcios, reconhecimento do divórcio canadiano em Portugal, gestão de dívidas, insolvências, entre outros assuntos.

A sociedade “Luso Services & Consulting Inc.” é formada por 3 pessoas: Leila Ferreira do Couto – Presidente e directora da Luso Services & Consulting Inc., responsável pelo escritório Luso Services & Consulting Inc. e advogada da lei portuguesa no escritorio “Sónia Falcão da Fonseca - Escritório de Advogados”. Nasceu no Canadá, sendo luso-canadiana. Em criança foi para Portugal, onde estudou e concluiu o a licenciatura e o mestrado em Direito, onde exerce advocacia há mais de 10 anos. Encontrando-se em Toronto. Desloca-se a Portugal quando necessário para efeitos profissionais. Sónia Falcão da Fonseca – Vice-Presidente e directora da Luso Services & Consulting, advogada da lei portuguesa em Portugal, responsável pelo escritório

em Portugal “Sónia Falcão da Fonseca Escritório de Advogados”, escritório com uma vasta equipa de advogados e consultores e presta serviços jurídicos por todo o território portugues. Exerce advocacia há mais de 15 anos. Desloca-se ao Canadá quando necessário para efeitos profissionais. Elisabete Johansson – Tesoureira e directora da Luso Services & Consulting Inc. é consultora financeira e responsável pelo departamento financeiro dos escritórios. Elabora orçamentos, faturação, etc. Desloca-se ao Canadá quando necessário para efeitos profissionais. A “Luso Services & Consulting” é a sua ponte para Portugal (Continente, Açores e Madeira)!

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Viver para cantar e sempre a chamar a música 56 I Amar


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ortuguesa e cabo-verdiana ao mesmo tempo, mas com o coração no mundo, Sara Tavares é hoje reconhecida como uma das melhores vozes femininas da comunidade lusófona. A cantora regressa agora com um novo álbum Fitxadu, que significa em crioulo cabo-verdiano fechado.

Revista Amar: A Sara vive para cantar e chamar sempre a música? Sara Tavares: (risos) A música é que vem ter comigo. Eu vivo e tenho a sorte e o privilégio de viver com esta profissão que é música. E essa coisa de chamar a música já passou muito à história, já foi há muito anos atrás. R.A.: Mas a Sara ainda é reconhecida pela menina da Chuva de Estrelas? S.T.: Não. Para quem não conhece o meu percurso depois disso, ficaram aí parados nesse tempo, a minha carreira foi feita de muitos originais feitos por mim e por outras pessoas, feita por cinco discos de originais. Chamar a Música é duma altura que eu não fazia originais, quando eu tinha 15 anos. Tenho 40 anos, é uma boa idade em que já se tem uma certa história para trás, muitos amigos, muitas experiências bonitas em que sou uma verdadeira lusófona e uma verdadeira pessoa do mundo. Já não sou aquela menina do Chuva de Estrelas nem do Festival da Canção. Quando participei no Festival da Canção viajei pela primeira vez ou seja, não. No Chuva de Estrelas é que eu fiz a minha primeira viagem, fui até Inglaterra, depois no Festival da Canção fui até à Irlanda. Desde aí, são incontáveis as viagens que eu já fiz e as viagens mais importantes foram ao país dos meus pais e as histórias e a riqueza maior vai até para além da música, vai do encontro com a minha cultura, com a minha verdadeira identidade que é verdadeiramente lusófona e não só lusa; que é a identidade não só de Camões mas de Amílcar Cabral; a identidade duma África que me diz mui-

to respeito e que me fez sentir muito ligada ao mundo porque, ao crescer em Portugal, embora tenha nascido cá, muitas vezes em criança quando existia alguma briga mandavam-me para a minha terra e então eu chorava muito e dizia “mas a minha terra é aqui”. Então as viagens a África fizeram-me fazer muitas pazes com esse assunto e a verdade é que vou muitas vezes a Cabo Verde, adoro Cabo Verde, gostava de passar os meus últimos dias lá mas também sinto muita saudade de Lisboa quando estou fora, seja em Cabo Verde, seja nas Américas. R.A.: Como se diz “fechado” em Cabo-verdiano? Em crioulo? S.T.: Por acaso é uma boa pergunta. Diz-se “fitxadu” e a palavra em crioulo não quer dizer fechado, quer dizer guardado. Serve para as coisas boas que estão guardadas no nosso peito, então as nossas mães, os nossos carinhos, as nossas coisas queridas ficam guardadas no nosso peito, então eu dei esse nome a este disco. Engraçado que, quase todos os meus discos têm nomes em crioulo: “Mi Ma Bô”, “Xinti”, houve um que é o “Balancê” e este de nome “Fitxadu”. E o “Fitxadu” é isso, é uma volta à música depois de oito anos sem gravar originais meus, assim um conjunto de originais todos dentro de um disco, duma caixinha de música porque, na verdade não tinha assim grande vontade porque desde os 15 anos a fazer música sem parar, houve uma grande parte da minha vida que eu deixei para trás: a minha família, os meus sobrinhos cresceram, os meus amigos casaram, tiveram filhos e eu falhei a muitos baptizados, a muitos casamentos, a muitos aniversários. E eu aproveitei viver um bocadinho a minha vida e, só quando senti muita vontade de fazer música, música que acrescentasse alguma coisa porque às vezes quando não se acrescenta nada mais vale estar calado não é. Eu decidi fazer uma coisa que significasse, para mim, alguma coisa e eu reencontrei uma paixão, senti saudades dos músicos que tocavam comigo, senti vontade de conhecer outros músicos.

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R.A.: Neste trabalho onde engloba muita equipa, nota-se que a Sara tem um som mais elétrico, mais electrizado, é verdade? S.T.: Sim está mais electrizado. Eu inspirei-me quer no som urbano dos dias de hoje mas também a ir pesquisar isso, a deixar-me contaminar pelo som actual, pelos sons que a minha sobrinha ouve. Eu tenho pessoas mais jovens em casa que me vêm sempre mostrar “tia ouve lá isto, ouve lá isto” e eu tipo “é muito bom”, ou oiço qualquer coisa na rádio e estou com pessoas mais jovens ao lado e pergunto “ o quê é que é isto?” e eu fico a gostar muito, e a sentir uma vitalidade incrível porque acho que os jovens com a facilidade que têm de ter acesso aos computadores, às novas tecnologias deram uma facilidade, deram um poderamento ao jovens de fazer música com mais facilidade. Eles não dependem de editoras, nem de estúdios nem de nada nem de managers. Então ainda fui pesquisar mais e encontrei sons muito parecidos aos sons retros dos anos 70, 60 e então o mundo dá voltas e voltas e inspirei-me nessa cena. Fui fazer homenagem com som urbano. Também antigamente nos sons, principalmente de Cabo Verde, e de Angola, havia esse mesmo som urbano com as guitarras, com os teclados.

R.A.: Como recebeu a nomeação para o Grammy Latino? S.T.: Quando me deram a notícia fiquei surpresa porque, lá está, quando as pessoas estão habituadas ao “Chamar a Música” levam tempo a habituar-se ao “Balancê”. O reconhecimento do “Balancê” vem só sete anos depois deste ter sido feito quando eu já estou no “Fitxadu” e o reconhecimento deste só vem um ano depois e este não foi campeão de vendas, nem passa na rádio. Então quando vem uma nomeação para os Grammys, tem um sabor bom não é mas; às vezes a vida é engraçada e é irónica porque muitas vezes no processo de se fazer as coisas, as pessoas estranham e discordam não é, de nós…”por quê é que não fazes igual ao fulano de tal?”, “fulano de tal é campeão de vendas”, “ por quê é que não copias o tal?”, “o fulano de tal tem uns refrões mais orelhudos”, “tenta fazer assim” e eu disse não, eu acredito que devo fazer assim. Ou as pessoas às vezes vêm no final do concerto dizer “por quê é que tu não cantas o Chamar a Música?”, ou “por quê é que não cantas o Longe do Mundo?” e eu não porque eu cantava isso quando tinha 15 anos; não vão pedir à Maria Armanda para cantar o “Sobe, Sobe Balão Sobe” quando ela já tem não sei quantos anos, ela não vai ficar com raquitismo e manter-se uma criança de 10 anos. As pessoas

crescem, sorry mas é bom crescer, é bom as pessoas enriquecerem interior e exteriormente e é isso que o colectivo nem sempre acompanha. Às vezes as pessoas viram lendas depois de morrerem e já cá não estão para usufruírem dos louros. Os Grammys é muito bom, eu gostava de ter mais concertos no estrangeiro, eu gostava de ter mais concertos e de voltar ao Canadá.

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Estreia Portugal - 4 de abril

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Curiosidades Diamantino teve um orçamento de 3 milhões de dólares e estreou em Cannes no dia 11 de maio de 2018. Gabrile Abrantes é filho de uma luso-angolana e de um português nascido no Zaire. Passou a infância em Portugal, na Bélgica e nos EUA e desde 2006 assinou 15 curtas-metragens. Tem 34 anos, é realizador e artista visual e estudou cinema e artes na Cooper Union, em Nova Iorque.

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Festivais e Prémios Diamantino participou no 43.ª Festival de Toronto, na 42.ª Mostra de Cinema de São Paulo e 20.º Festival do Rio tendo arrecadado o Grande Prémio da Semana da Crítica e o Palm Dog Award (melhor actuação canina num filme) do Festival de Cinema de Cannes.

Sala de Cinema Diamantino, exímio jogador de futebol, é uma estrela mundial conhecida não só pelo seu talento, mas também por dois ingredientes que se misturam em doses iguais: ingenuidade e ignorância. Um dia, depois de um episódio que o deixa profundamente abalado, perde a desenvoltura em campo e vê a sua carreira terminar abruptamente. É assim que, em busca de um novo propósito para a vida, se depara com assuntos sobre os quais nunca antes tinha refectido – entre eles, a crise dos refugiados, o neofascismo e a manipulação genética. Ficha Técnica Filme com realização e argumento de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, a dupla também responsável por “A History of Mutual Respect” (2010) e “Palácios de Pena” (2011). A produção esteve a cargo de Justin Taurand, Maria João Mayer e Daniel van Hoogstraten e o elenco conta com a participação de Carloto Cotta, Cleo Tavares, Anabela Moreira, Margarida Moreira, Carla Maciel, Filipe Vargas, Manuela Moura Guedes, Joana Barrios, Maria Leite entre outros. Duração: 92 minutos Género: Comédia, Ficção Científica, Drama e Fantasia Origem: Portugal

Fontes: IMDB e FilmSpot - Imagens: Direitos Reservados

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Sub-20

Campeões Europeus deRâguebi


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em só de futebol se conta a história gloriosa do panorama desportivo luso. Portugal sagrou-se campeão europeu de râguebi, no escalão de sub-20, após bater a Espanha por 7-5, em Taveiro, na terceira e última jornada da competição. A seleção portuguesa chegou ao in-

tervalo a perder por 5-0, mas um ensaio, transformado, na segunda parte, permitiu à equipa orientada por Luís Pissarra celebrar o título pelo terceiro ano consecutivo. A equipa portuguesa, que estava obrigada a vencer para superar a desvantagem de dois pontos para os espa-

nhóis, soube defender a vantagem conquistada e viu os espanhóis errarem uma penalidade, aos 77 minutos, que podia ter complicado o objetivo. Desta forma, Portugal terminou em primeiro lugar com 12 pontos, mais um do que a seleção espanhola.


Marketing

Porque deve fazer parte das redes sociais da sua empresa CrÊditos Š Direitos Reservados


A

s redes sociais chamam a atenção do público a cada dia, são milhares de milhões de usuários que compartilham e criam conteúdo todos os dias, tanto do quotidiano, quanto de questões profissionais. Criar uma conta em alguma rede social para alavancar as vendas e fortalecer a marca da empresa é muito importante. Porém, sem uma ideia estratégica do uso e dos resultados, suas publicações ficaram sem sentido, sua relevância nas mídias digitais será nula. Por isso, é fundamental que qualquer empreendedor tenha o mínimo de conhecimento de marketing em redes sociais para ter sucesso nas plataformas, pois esse mundo tem várias portas abertas para incríveis oportunidades.

O que é marketing em redes sociais?

Em primeiro lugar é necessário saber um pouquinho sobre as redes sociais, como o próprio nome já diz, é o local para se interagir socialmente com outros usuários. Os diálogos das redes sociais tem sempre um objetivo de mostrar a vida cotidiana, ou de compartilhar informações e memes engraçados, tudo isso é o básico de uma pessoa neste meio. Uma comparação a isso é a conversa com os amigos, ou o churrasco em família, no qual pessoas conversam sobre diferentes assuntos. Será que neste tipo de ambiente é possível fazer marketing através de redes sociais com uma campanha ou anúncio de empresas neste local? Depende… Um anúncio, ou seja, uma propaganda voltada a um tema que não tem a ver com os usuários logo será rejeitada, pela falta de interesse da pessoa pelo anúncio. É como os comerciais de TV, nos quais muitos vão para a cozinha ou banheiro de casa e ignoram os anúncios exibidos. O que justifica o marketing nas redes sociais é a forma de se comunicar com os usuários, ou seja, qual a melhor forma de se comunicar com essas pessoas sem ser intrusivo? Esse é o desafio.

O requinte da boa cozinha portuguesa aqui bem perto de si em Toronto

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Então, como resolver essa questão?

Primeiramente, qual o seu objetivo na rede social? O que você deseja fazer neste local? O excesso de perguntas feitas são importantes para iniciar a entrada da sua empresa na rede social e trabalhar com marketing em redes sociais. Se o objetivo é vender mais, busque alternativas de comércio eletrônico. Pela maior comodidade dos usuários em fazer as coisas do dia a dia, a maioria da população que tem acesso a internet logo deseja fazer compras por este meio. Além disso, o relacionamento com o consumidor é uma oportunidade de ter um relacionamento mais próximo. As redes sociais são ambientes para as pessoas se comportarem ambientalmente, se a sua empresa conseguir conciliar o ambiente de uma rede social, com o profissionalismo, haverá um grande aumento nos resultados. Essa é só uma forma de como fazer marketing em redes sociais.

Interação com o público

O principal motivo para a empresa estar nas redes sociais é o diálogo com o seu público. As primeiras ações de marketing para redes sociais de comunicação com o cliente é uma persona. A persona é um personagem de ficção criado para atender as suas necessidades de consumidor como: Homem, 30 anos, mora em São Paulo, é fã de motos e etc.

Marketing de conteúdo

Outra excelente maneira de como atrair pessoas para suas páginas é a produção de conteúdo. Uma das estratégias mais usadas para isso é o inbound marketing. Ele foca na produção de conteúdos de relevância e com diferentes materiais para preparar o público para venda. Porém, as redes sociais possuem limitações de interesse e de caracteres (Twitter e Instagram), por isso, entenda qual o melhor ambiente para a produzir conteúdo. Um caso específico é o marketing digital em redes sociais para pequenas empresas. Com menores condições financeiras para campanhas de anúncios pagos, a produção de conteúdo relevante é uma oportunidade orgânica de aumentar o número de pessoas na sua página, podendo ser convertida em cliente no futuro. Desse modo, o marketing digital com foco em redes sociais deve ter um amplo conhecimento, não só das estratégias utilizadas, mas das condições que cada mídia social oferece para ter uma relação ideal entre marketing de conteúdo e redes sociais.

Após a persona criada, busque uma linguagem adequada para o seu público, com termos técnicos, gírias, enfim, tenha um marketing em redes sociais eficiente com um contato mais próximo.

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Além disso, responda todos os desejos, comentários e perguntas dos seus seguidores. Isso faz com que os usuários são importantes, e que os seus problemas são resolvidos. Mas, atenção! Seja rápido em responder, fazendo com que o público goste do seu contato.


Conheça cada plataforma

Existem várias redes sociais com mais de três bilhões de usuários em todo o mundo, são diferentes os comportamentos pessoais em cada uma delas. Por isso, um dos principais elementos para ter força nestes ambientes é ter conhecimento das vantagens e limites uma por uma.

Algumas dicas de comportamento de cada rede social Twitter: A rede social tem 280 caracteres para cada publicação. Por ser limitado, dê um maior foco nas imagens de alta relevância para ganhar força nesta plataforma; LinkedIn: Como é uma rede social com perfil profissional, é uma chance para você valorizar a sua marca como forma de marketing empresarial em redes sociais. Além disso, os negócios do tipo B2B (empresa para empresa) são oportunidades enormes para novas vendas. Esteja sempre ligado no mercado, em empreendedorismo, e em possíveis clientes, para ter uma maior interação;

Facebook: A maior de todas as redes sociais não podia ficar de fora dessa lista. O primeiro destaque é a idade dos usuários, que variam entre 19 e 29 anos, ou seja: pessoas economicamente ativas, com renda e desejos de compra. Nesta rede social, é importante iniciar a relação com sorteios, promoções, e publicações relevantes que redirecionam ao seu site; Instagram: É uma das redes sociais que mais crescem no mundo, com mais de 600 milhões de usuários, tem uma aparência dinâmica e direta. Neste canal, faça publicações diárias, imagens de alta qualidade e inspiradoras, e nas hashtags sobre o conteúdo que você publicou, que garantem maior relevância para a sua página;

Conclusão

As empresas investem com redes sociais e o marketing de inovações foca em entregar para o público aquilo que eles querem. Por isso, estar focado no seu público é crucial para alavancar o seu negócio. Um bom marketing em redes sociais deve ter conteúdo, interatividade, comunicação e principalmente frequência, faça o seu público ser importante, para uma relação de mão dupla para o sucesso da sua empresa.

Mateus Portela

Estratégia Digital

Pinterest: Este canal oferece um imenso acervo de fotos, ele tem um aspecto tanto profissional quanto pessoal. Uma boa dica para usar esta plataforma é compartihar imagens com mensagens inspiradoras e campanhas de marketing redes sociais para fortalecer a marca; YouTube: A rede social de vídeos do Google pode contribuir e muito no aumento do seu negócio. Faça vídeos curtos e interessantes sobre dicas, tutoriais e tendências do seu setor, melhorando a sua presença no marketing em redes sociais.

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Direitos de Autor

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Nova lei foi aprovada pela UE

D

epois de uma maratona de debates legislativos, com início de 2016, foi finalmente tomada a decisão final e a favor dos artigos propostos. A diretiva prevê proteger os direitos de autor, mas muitos já acusaram as propostas de matar a internet como a conhecemos atualmente.

Foram muitas vozes ouvidas no debate final no Parlamento Europeu, uns a favor da legislação que visa proteger os direitos de autor; outros contra, por alterar ou mesmo “matar” a internet como a conhecemos atualmente. Em algumas das intervenções apelou-se ao bom-senso, e destacou-se que não existem planos para a censura da internet, mas sim a adoção de leis para regular e dar ferramentas aos autores para protegerem as suas obras, caso decidam. Os autores podem sempre libertar a sua propriedade intelectual a todos, tal como acontece atualmente, foi também salientado. “Reforma equilibrada” foi uma expressão igualmente utilizada por muitos deputados europeus. 68 I Amar

A proposta para mudar a legislação de Direito de Autor começou a ser trabalhada em 2016, mas tem sido alvo de uma autêntica batalha de argumentos dentro dos órgãos da União Europeia mas também fora da Comissão e do Parlamento, onde milhões de cidadãos se envolveram no combate à proposta. De um lado os gigantes da internet e do outro as autoridades, mas também muitas associações de autores que defendem a necessidade de proteger os direitos no mundo digital, harmonizando as regras. Depois de várias rondas de negociações, cedências e acordos, faltava a provação final no Parlamento Europeu, que se apressou para antecipar a mudança legislativa e as eleições que se realizam em maio. Hoje, após um novo debate, os Artigos 11 e 13 (agora artigos 15 e 17) foram aprovados pela maioria dos deputados. Os resultados da votação final foram de 348 votos a favor e 274 contra.


O que está em causa na nova Diretiva?

Nas últimas alterações realizadas à proposta ficam prevenidas excepções no Artigo 11 (agora 15) à partilha de links de artigos desde que se usem frases muito curtas, os snippets, enquanto que o Artigo 13 (agora 17) passou a estipular que todas as plataformas online, incluindo as plataformas sem fins lucrativos, tenham de instalar um sistema para controlar o material que é carregado pelos utilizadores verificando se esta sujeito ao pagamento de direitos de autor. Ficam de fora as plataformas que tenham um volume de negócios anual abaixo dos dez milhões de euros (consideradas no documento como micro e pequenas empresas), menos de cinco milhões de visitantes por mês e estejam online há menos de três anos. Na última redação da diretiva o antigo artigo 11.º mudou, com a nova numeração, para artigo 15.º (Proteção de publicações de imprensa no que diz respeito a utilizações em linha) e o antigo artigo 13.º é agora o artigo 17.º (Utilização de conteúdos protegidos por prestadores de serviços de partilha de conteúdos em linha).

Próximos passos

O texto que foi hoje aprovado pelo Parlamento Europeu terá agora de ser formalmente endorsado pelo Conselho da União Europeia, o que acontecerá nas próximas semanas. Depois de ser publicado no jornal oficial da UE, os Estados-Membros terão dois anos (24 meses) para transpor as novas regras para a legislação nacional.

Amar I 69


Doença de Crohn

Helena Rodrigues

A visão da medicina tradicional chinesa Especialista de Oncologia em Medicina Chinesa

A

Doença de Crohn é uma patologia crónica que, pelas suas caraterísticas, pode afetar de forma debilitante a qualidade de vida das pessoas que dela padecem. A origem desta doença é desconhecida, contudo, têm sido apontadas como principais causas a combinação de vários fatores, tais como, aspetos genéticos, psicológicos e ambientais, assim como alterações na permeabilidade da parede intestinal por descontrolo do sistema imunitário. Na medicina chinesa, a colite crónica resulta frequentemente de enterites agudas não curadas, que estão incluídas nas categorias de xie xie (diarreia) e li ji (disenteria) e fu tong (dor abdominal). A doença tem origem em fatores patogénicos externos, tais como o resultado de uma alimentação desequilibrada, distúrbios emocionais e consequências de doenças que causam fraqueza constitucional. Estes fatores podem originar uma disfunção e/ou desequilíbrio digestivo ao nível do baço/estômago ou intestino delgado que falha na receção dos alimentos e/ou, também, uma disfunção do intestino grosso na sua função de transporte e eliminação.

70 I Amar

O fator patogénico principal é a humidade, sendo a patogenia a humidade excessiva e a disfunção do baço, com o envolvimento do baço/estômago, intestinos, rim e fígado. Na medicina tradicional chinesa os principais sintomas desta doença são as repetidas crises de dor abdominal (cólicas), diarreia e astenia. A diarreia é predominante, acompanhada de cólicas fortes. As fezes podem apresentar sangue, pus e/ou muco. O abdómen inferior apresenta diferentes graus de sensibilidade, com hiperatividade dos sons intestinais (borborigmos). A diarreia prolongada leva ao emagrecimento e ao aparecimento de anemia. Os exames microscópicos das fezes apresentam baixas quantidades de leucócitos. Nas mucosas são visíveis sinais de congestão e edema. A degenerescência da mucosa intestinal está presente no exame de raios x com bário. O princípio do tratamento é fortalecer o baço/estômago e eliminar a humidade, expulsar o frio através de métodos para aquecer o aquecedor médio – constituído pelo baço e pelo estômago, eliminar o calor, mover o qi do fígado estagnado, aquecer o yang do rim e nutrir o yin. Os síndromes desta patologia incluem excesso e deficiência.


Síndromes de excesso

Os síndromes de excesso são causados pelo frio e humidade que bloqueiam o aquecedor médio; por humidade/calor que danifica o aquecedor médio, ou pelo o qi do fígado que ataca o baço.

• Frio e humidade que bloqueiam o aquecedor médio - As principais manifestações são

fezes soltas, acompanhadas por dor abdominal, borborigmos, rigidez gástrica, anorexia, febre e arrepios, obstrução nasal, dor de cabeça e dor muscular. A capa da língua apresenta-se fina e branca ou branca e pegajosa. Os métodos terapêuticos incluem expulsar o frio e remover a humidade com plantas aromáticas.

• Humidade/calor que danifica o aquecedor médio - As principais manifestações são a

diarreia aguada; fezes amarelas e/ou acastanhadas com forte odor; dor abdominal; dificuldade em defecar e sensação de ardor no ânus. Outros sintomas apresentados são: agitação, febre e sede. A urina apresenta-se amarela escura (turva). Por sua vez, a capa da língua apresenta-se amarela. Os métodos terapêuticos para esta síndrome passam por eliminar o calor e promover a diurese - produção de urina pelo rim.

• Qi do fígado a atacar o baço - As manifestações principais são o agravamento dos sin-

tomas, gerado pela depressão, raiva ou stress. Os principais sintomas incluem borborigmos, distensão abdominal, dor (cólica) abdominal antes da diarreia, que alivia após evacuação, opressão torácica, distensão no hipocôndrio, anorexia e eructações. A língua apresenta-se vermelha clara. Os métodos terapêuticos utilizados passam por acalmar o fogo do fígado e fortalecer o baço, regular o aquecedor médio e aliviar a diarreia.

Síndromes de deficiência

As síndromes de deficiência são causadas pela deficiência do baço e estômago, declínio do yang do rim e deficiência de qi e yin. 1) Deficiência do baço e estômago - Tem como principais manifestações as fezes soltas ou diarreia com alimentos não digeridos, o aumento dos movimentos intestinais depois da ingestão de alimentos gordurosos, a falta de apetite, flatulência abdominal e epigástrica. O paciente apresenta compleição pálida e lassitude. A língua apresenta-se pálida, com capa branca. Os métodos terapêuticos adequados passam por fortalecer o baço e beneficiar o qi, promover o transporte dos alimentos e aliviar a diarreia. 2Declínio do Yang do Rim - As suas principais manifestações são a dor abdominal, acompanhada de borborigmos ao amanhecer, seguidos de diarreia. Esta dor alivia após evacuação. O corpo e os membros apresentam-se frios, com dor ao nível dos pulsos e joelhos. A língua apresenta-se pálida. Os métodos terapêuticos a utilizar passam por aquecer o rim, fortalecer o baço, induzir a adstringência e aliviar a diarreia. 3) Deficiência de Qi e Yin - Tem como principais manifestações a diarreia persistente, acompanhada de pus e/ou sangue nas fezes e dor abdominal (moinha). São também manifestações desta deficiência a febre vespertina, tonturas, insónia, suores noturnos, agitação, irritabilidade e emagrecimento. A língua apresenta-se vermelha, com pouca capa. Os métodos terapêuticos adequados para esta deficiência são nutrir o yin, eliminar o calor, tonificar o qi e aliviar a diarreia.

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Dietética - Fase Ativa da Doença

Nesta fase é importante que a alimentação auxilie no controlo dos sintomas como diarreia, dor abdominal ou distensão e previna ou reverta a perda de peso através do uso de suplementos nutricionais adequados. A dieta deve ser hipercalórica, pelo aumento das necessidades energéticas decorrentes da inflamação (30 a 35 kcal/kg/dia), hiperproteica (1,5 a 2,0g/kg/dia), hipolipídica (menos de 20% das calorias totais) e normoglicidica com restrição de carboidratos simples e alimentos que causam flatulência. O teor de fibras insolúveis e resíduos (lactose, por exemplo) deve ser restrito e a alimentação deve ser fracionada em seis a oito refeições ao dia, contendo pouco volume. As orientações dietéticas podem ser observadas na tabela abaixo.

Com a melhoria clínica do paciente e o início da fase de remissão, podem ser incluídos os carboidratos simples (em quantidade moderada), devendo aumentar-se gradualmente o conteúdo de fibras totais e insolúveis da dieta, mantendo-se moderado o teor de gordura (especialmente de ácidos graxos poliinsaturados ômega-6). As calorias devem ser adequadas ao estado nutricional do paciente. As orientações dietéticas podem ser observadas na tabela 1. Se o leitor apresenta sintomas idênticos aos descritos, procure um terapeuta qualificado que o possa ajudar…. E não se esqueça... sorria com saúde! Grupos Alimentares

Fase Ativa Consumir

Fase Remissão Evitar

Consumir

Evitar

Vegetais

Cenoura, chuchu, abóbora, batatas, aipim, inhame. Todos sem casca e cozidos.

Todos os outros, principalmente os verdes crus ou cozidos.

Todos.

Os que  o paciente não tolerar.

Leguminosas

Caldos.

Grãos.

Todos.

Colocar carnes, bacon e lingüiças como temperos

Frutas

Banana, maçã e pêra sem casca, goiaba e pêssego sem casca e sem caroços.

Todas as outras, inclusive as secas.

Todas.

Evitar excessos de açaí e coco.

Integrais.

Todos.

Nenhum, em princípio.

Cereais Leite e derivados

Leites de soja light, Iogurte de soja light, Leites baixo teor de lactose desnatados ou semi-desnatados e queijos brancos magros (avaliar tolerância).

Leite de vaca comum integral, iogurte comum queijos amarelos.

Todos os desnatados ou lights.

Evitar excessos dos gordurosos. Podese restringir lactose se intolerância ou

Gorduras

Margarinas light/ Creme vegetal, azeite e óleo vegetal em pouca quantidade – preferir assar, grelhar ou cozinhar os alimentos.

Excessos

Todos

Excessos de gorduras e frituras.

Carnes e Ovos

Carnes magras, frango

Todos

ovo (gema – 03 vezes na semana), blanquet de peru light.

Carnes gordas, lingüiças, defumados, vísceras, embutidos, frutos do mar.

Ingerir os muito gordurosos com moderação.

Açúcar e doces

Adoçantes e gelatina diet.

Açúcar, mel, melado.

Todos

Excessos

Temperos

Alho, cebola, sal e ervas naturais em pouca quantidade, molho de tomate feito em casa (sem pele e sem semente) ou polpa de tomate.

Pimenta, tempero prontos, mostarda, catchup, shoyu, molho de tomates pronto.

Alho, cebola sal e ervas naturais em maior quantidade.

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Fonte: http://revista.hupe.uerj.br 72 I Amar

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Dietética - Fase de Remissão da Doença


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Medicina

Superbactérias

Sara Dias Oliveira

Sara Dias Oliveira Créditos © Direitos Reservados

Matarão mais do que o cancro se nada for feito

A

s superbactérias são uma perigosa e real ameaça à saúde pública e poderão tornar-se a primeira causa de morte em 2050. Esta «epidemia» poderá tornar-se mais mortal do que o cancro.

A resistência aos antibióticos mata cerca de 700 mil pessoas por ano em todo o mundo. Se nada for feito, as mortes poderão chegar aos 10 milhões em 2050, o que significa que essas bactérias ultrarresistentes poderão matar mais do que o cancro que, neste momento, vitima cerca de oito milhões de pessoas num ano.

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O perigo é de tal forma sério que o assunto não é apenas abordado pela comunidade científica, já entrou na agenda política mundial. Na 72.ª assembleia das Nações Unidas, Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), deixou o aviso que o jornal espanhol El País citou. «Esta é uma ameaça terrível com grandes implicações para a saúde humana. Se não a abordamos, o avanço feito nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) perder-se-á e recuaremos ao tempo em que as pessoas arriscavam a sua vida com uma infeção numa pequena cirurgia. É um problema urgente», referiu.

Há várias questões neste problema. O uso abusivo de antibióticos, as tomas que não vão até o fim não eliminado a bactéria do organismo, o uso exagerado de medicamentos em animais que entram na cadeia alimentar do ser humano. O que fazer? O El País avança que está a ser preparada uma campanha de sensibilização para médicos e enfermeiros para que se usem menos medicamentos, em 20 países.

O uso exagerado de medicamentos em animais que entram na cadeia alimentar é um problema que está em cima da mesa.

As superbactérias ganham superpoderes, genes de resistência, e ignoram que os antibióticos existem. É como uma seleção natural. «As bactérias que não resistem ao antibiótico morrem, as que resistem continuam a multiplicar-se e a passar os genes de resistência para as gerações seguintes [tornando-se mais fortes e resistentes]», explica à NM Salomé Gomes, investigadora na área de microbiologia e professora do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no Porto.

O uso e abuso de antibióticos tornam as bactérias mais resistentes. Os antibióticos perdem efeito e o organismo pede medicação mais agressiva e tóxica para tentar expulsar as superbactérias. O problema é tão sério que essas bactérias superresistentes poderão tornar-se a primeira causa de morte daqui a 33 anos, mais mortais do que o cancro.

I

“As bactérias que não resistem ao antibiótico morrem, as que resistem continuam a multiplicar-se e a passar os genes de resistência para as gerações seguintes”, explica a investigadora Salomé Gomes.

«A resistência das bactérias aos antibióticos “de primeira linha”, ou seja, aqueles usados mais habitualmente, aumenta a mortalidade por vários motivos: enquanto não se acerta com o antibiótico, a bactéria está sempre a multiplicar-se e a causar danos (sobretudo se o hospedeiro é frágil) que se podem tornar irreversíveis; os antibióticos de segunda escolha muitas vezes são-no porque têm efeitos secundários negativos (afetam o fígado, os rins, etc.)», acrescenta.

Conselhos

Nunca tome antibióticos sem receita médica. Com receita, siga à risca as indicações de posologia, ou seja, quantidade e duração do tratamento. Nunca despeje um resto de antibiótico pelos canos lá de casa. Entregue-o numa farmácia. Evite idas desnecessárias ao hospital, o habitat preferido das superbactérias. Evite fumar, faça uma alimentação saudável, evite a diabetes. Lave as mãos com frequência. Não é necessário usar antissético em casa e ter tudo desinfetado, basta que esteja limpo.

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Açúcar

Raquel Couto

O que acontece quando deixamos de comer 76 I Amar


J

á sabemos, há muito, que o açúcar não é (de todo) o nosso melhor amigo. Não só ajuda a aumentar os números na balança, como está na origem de alterações hormonais, ou mesmo problemas de saúde graves. No entanto, é difícil recusar aquele chocolate entre as refeições, aquele bolinho ao lanche, ou mesmo uns quantos cafés por dia bem docinhos. E se lhe revelarmos algumas das fantásticas mudanças que sentimos quando nos libertamos deste “vício”? Pele com aparência mais jovem. De acordo com os especialistas, níveis elevados de açúcar no sangue podem desencadear um processo molecular chamado glicação. Por sua vez, este faz com que a reparação do colagénio da pele seja mais lenta, levando a uma aparência mais envelhecida. As rugas precoces e a perda de elasticidade são outras duas consequências de uma dieta rica em açúcar. Energia ao rubro. Os hidratos de carbono que ingerimos através do açúcar são digeridos rapidamente e desencadeiam um boost de energia. O problema é que este é apenas momentâneo e, após passar o efeito, sentimo-nos mais cansados que antes. Alimentos ricos em proteínas e gorduras saudáveis, como os frutos secos, são uma opção mais favorável para que os níveis de energia sejam mais duradouros. Diminuição da gordura abdominal. A frequência dos picos de açúcar no sangue pode levar, a longo-prazo, a uma acumulação de gordura no corpo, em particular na zona abdominal. E esta consequência pode levar a outras, bastante graves. Conhecida como gordura visceral - aquela que envolve os órgãos internos -, é uma das mais perigosas para a saúde, podendo levar a problemas de coração e/ ou cancro. Menos açúcar, menos perigo! Facilidade na perda de peso. O consumo regular de açúcar leva a uma dispersão de células de gordura pelo corpo inteiro, facilitando a acumulação desta substância e, por sua vez, o aumento de peso. Diminuir o consumo deste “inimigo”, mantendo os níveis de insulina mais estáveis, faz com que o apetite seja mais reduzido, o metabolismo mais rápido, e a perda de peso mais fácil. 5 - Diabetes? Não obrigada. Reduzir o açúcar na nossa dieta faz com que dimminua o risco de virmos a sofrer de Diabetes tipo 2. Isto porque uma dieta rica em hidratos de carbono de rápida digestão requere ao pâncreas que liberte quantidades excessivas de insulina, conduzindo a problemas no funcionamento das células.

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Melhoria da condição cardiovascular. Ao eliminar ou reduzir o açúcar do seu dia-a-dia, estará a contribuir para a saúde do seu coração. Um estudo realizado em 2014 revelou que pessoas com dietas em que o açúcar ocupava 17 a 21% das calorias diárias , tinham um risco 38% maior de morrer devido a doenças cardiovasculares, quando comparados com aqueles que apenas consumiam cerca de 8%.

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Saúde

Anorexia Nervosa Raquel Couto

78 I Amar


A

anorexia nervosa é um dos distúrbios alimentares mais preocupantes das sociedades modernas. Muitas são as pessoas, principalmente jovens, que se encontram neste estado lastimável.

Anorexia nervosa

A anorexia é um dos males dos tempos modernos. Pouco tempo antes da chegada do Verão, altura em que os corpos estão mais a nu, é comum vermos as adolescentes, e não só, a entrarem em dietas loucas, sem quaisquer condições razoáveis de alimentação, em prol de um corpo magro e esbelto, exactamente como o da modelo da capa da revista da semana passada. Perante tamanho cenário o sentimento é deveras preocupante! A verdade é que muitas jovens vivem obcecadas com o culto do corpo. Não comem corretamente, olham-se ao espelho e acham-se gordas, quando a única imagem que o espelho reproduz é um conjunto de ossos salientes, já sem qualquer massa para os suster. A derradeira necessidade de ter um corpo com as medidas de sonho faz com que as ‘meninas’ de hoje em dia procurem, a todo o custo, ter uma imagem idêntica às das modelos e manequins. Só há bem pouco tempo se começou a falar de anorexia. Todavia, esta necessidade de fazer jejum não é um acontecimento do presente, ainda que actualmente seja movido em prol de fatores totalmente distintos dos de até então. Já na Idade Média o jejum era comum, e ainda hoje é uma prática perfeitamente normal em muitas religiões ou sociedades. Porém, nunca foi visto com bons olhos, e era mesmo considerado como uma doença. É essa doença que prolifera cada vez mais nas sociedades modernas, mas com outros valores e objectivos: o culto do magro. Ser-se magra parece ser um objetivo a atingir a todo o custo por inúmeras jovens portuguesas. Deixam praticamente de comer, andam fracas, não lhes agrada nunca a sua forma física, ainda que a mesma revele um corpo extremamente magro e pouco harmonioso, segundo os padrões normais da estética. Engordar é para estas jovens a morte! Não consomem calorias nenhumas, recorrem a laxantes, diuréticos ou a fórmulas que cortam a vontade de comer. Tudo para não engordarem, embora o seu corpo já esteja exageradamente magro.

Sinais da anorexia

A pessoa anorética vive completamente obcecada pela gordura. Mesmo que use o tamanho mais pequeno da loja, ela vai sempre achar que está gorda. Lógico que posteriormente, e perante a inexistência de alimentos adequados para o funcionamento do corpo, é normal que comecem a surgir outros problemas como é o caso da anemia. A solução, caso a pessoa não se mentalize que de facto não está gorda, é levá-la a um especialista ou psicólogo. Porém, e numa fase mais grave, interná-la para recuperar energias é mesmo uma opção a considerar. Se houver necessidade de a jovem ser internada, e acredite que esta situação é bastante frequente, a paciente terá que passar por uma reabilitação do próprio organismo, ser medicada para ganhar novamente energias, e passar por uma terapia rigorosa do foro psicológico, descobrindo e percebendo as causas das duas atitudes. É importante que a jovem tenha noção do mal que fez ao seu próprio corpo. Todas as dietas têm regras, e nenhuma delas deve ultrapassar certos e determinados limites. Tão importante como voltar a ter um corpo harmonioso e dotado de forças é conseguir reacender novamente a auto estima. A pessoa anoréctica tem uma auto estima muito baixa, e quanto mais este género de doença avançar mais difícil vai ser recuperá-la no futuro. Por isso, o apoio de todas as pessoas é demasiadamente importante para ser ignorado. Convém estar sempre atenta a pequenas atitudes das suas filhas, pois este género de praga ataca principalmente na adolescência, fase em que as jovens vivem fascinadas com os corpos esculturais que as revistas e televisões mostram. Se notar que ela não anda a comer bem, vive constantemente a falar que está gorda, quando o seu peso é mais que o indicado, sente uma certa repulsa das pessoas mais ‘fortes’, e que está a perder peso a olhos vistos, o melhor que tem a fazer é ter uma conversa com ela. Atenção que ela pode fingir que come, mas deitar a comida fora ou dá-la, por exemplo, ao cão. Além do mais, se ela lhe diz que come e se emagrece bastante, isso é mais do que um sinal evidente de que algo está errado. Esteja atenta, pois a anorexia nervosa pode vir a trazer consequências graves para a saúde do ser humano, em particular da sua filha, ou mesmo a sua, caso siga por uma concepção idêntica à que anteriormente descrevemos!

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A sua decisĂŁo muda o mundo Amar I 81


J

á reparou que a palavra portuguesa “presente” pode ter vários significados. Vários derivados. Pode ser um presente de alguém, pode ser o viver no presente. Do “presente” também deriva a presença de alguém. Conjugam-se os verbos presentar, presentear, presenciar. Sabemos que o presente é diferente do ontem e nunca o mesmo que o amanhã. O mais curioso é que o cérebro não distingue entre o presente vivido ou o imaginário real. O cérebro apenas distingue as áreas que nele são ativadas e age de acordo.

V i s i t e w w w. i s a b e l r e b e l o . p t p a r a m a i s i n f o r m a ç õ e s s o b r e p s i c o l o g i a , h i p n o t e r a p i a e l i f e c o a c h i n g

Podemos trazer para o presente, sensações boas vivenciadas no passado e que nos fizeram sentir bem. Podemos replicá-las. Utiliza-las e substitui-las por outras menos boas. Torná-las presentes e ativas, ancorando-as. É possível também, transformar o nosso presente, resinificando emoções do passado. A plasticidade do nosso cérebro permite-nos “religar” zonas do cérebro outrora conectadas ou fazer novas ligações. Permitimo-nos viver num presente envenenado, quando nos deixamos contaminar por emoções, crenças limitadoras e inúteis do passado. Sendo que, na maior parte das vezes nem sabemos como e quando se instalaram. Gerem os nossos sistemas a um nível mais profundo. Têm raízes no nosso inconsciente tão protetor e poderoso. Efetivamente vivemos sempre no presente, e a forma como investimos neste presente vai originar um melhor presente próximo. Quando nos permitimos viver no presente experienciamos e alimentamos o poder do agora. No emagrecimento é fundamental viver num agora limpo de culpas, de vergonha, de falha e inutilidade, de crenças disfuncionais, da descrença, da insegurança, de toda uma constelação de eventos que se posicionou quando este padrão problema brotou. Eckhart Tolle, o famoso autor do livro “o poder do agora” mostra-nos que é neste agora que vemos pessoas a falar sozinhas na rua. Por isso, pensamos que são um pouco loucas, mas na verdade todos nós fazemos isso o tempo todo. Todos temos na nossa mente essa voz narradora do que vai acontecendo. Uma voz, por vezes, excessivamente crítica. Por isso mesmo incapacitante. Que vem colada a um passado ou projeta preocupações sobre o futuro. E como resultado, a vida deixa de acontecer no único local que é sempre real. De acordo com Eckhart Tolle, é o Agora. Assim, perdemos a oportunidade de ser cocriadores da nossa realidade. É neste agora que podemos transformar os nossos pensamentos, e diálogos internos numa fonte de soluções construtivas. E dessa forma, sermos agentes da nossa mudança. O processo de emagrecimento “obriga-nos” à criação de novos hábitos, à definição de objetivos de vida, ao “empreendedorismo” emocional e pessoal, à visualização criativa e projeção de uma nova identidade. Todas estas técnicas de auto-hipnose são cada vez mais desenvolvidas e mais utilizadas porque você decidiu emagrecer. O emagrecimento é um terreno potenciador do desenvolvimento da hipnose clínica integrativa. Assim sendo, gera maior acessibilidade e ajuda cada vez mais pessoas ao nível da saúde e do bem-estar. Acima de tudo o processo de emagrecimento facilitado pela psicologia e hipnoterapia permite empoderar pessoas e potenciar os seus recursos internos que outrora permanecerem, aparentemente adormecidos. Por incrível que pareça, o facto de queremos mudar algo que nos faz mal ao corpo e à mente, potencia desenvolvimento científico e criação e validação de ferramentas que nos permitem estar mais vivos e felizes no presente. 82 I Amar

Isabel Rebelo

Psicóloga e Hipnoterapeuta


PORTUGUESE CULTURAL CENTRE OF MISSISSAUGA A celebrar a lusofonia desde 1974 O Centro Cultural Português de Mississauga deseja uma Santa e Feliz Páscoa a toda a comunidade Portuguesa a residir no Canadá

AGENDACULTURAL 19 DE ABRIL 20 DE ABRIL 27 DE ABRIL 4 DE MAIO 11 DE MAIO

ABRIL/MAIO 2019

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Sara Cristina Pereira Fotografia Š Dashu83

DepressĂŁoFamiliar


A

s discussões são constantes. Sente-se em baixo e aborrecida sem nenhum motivo aparente e, o pior, é que esse ambiente é comum a todos os elementos do lar. Porquê?

antemão que só o seu é que está certo e que possui toda a essência da verdade. À partida, terá algumas dificuldades para seguir este procedimento, mas se se esforçar chegará lá.

As depressões familiares podem surgir em qualquer fase, mesmo que à partida não haja qualquer motivo para essa situação. A pessoa anda chateada, em baixo de forma, sem uma auto estima fortalecida. Esta tendência de estar sistematicamente neurótica e em estado depressivo acaba por contagiar a todos, e os resultado só podem ser negativos.

Os hábitos e as rotinas que considera estarem a fazer mal a si e à sua família, provocando o desentendimento, devem ser alteradas. Mas, estas mudanças devem acontecer diante dos interesses de todos e não somente dos seus. Para que a sua família não perceba essas mudanças, estas devem ser realizadas subtilmente e demoradamente. Em vez da rotina habitual faça coisas diferentes: leve a família toda ao cinema, embora a escolha do filme deva ser unânime, ou convide todos para jantar fora num local agradável.

Os pais andam extremamente sensíveis. Ninguém pode dizer nada, porque senão salta-lhes logo a tampa. Os filhos fecham-se no quarto, entram mudos e saem calados. Parece que não há nada a dizer, a comunicar, e todos agem como se fossem estranhos uns para os outros. O grave de tudo isto é que todos eles constituem uma família, mas uma família em estado depressivo e com a auto estima abaixo dos níveis normais. Há que compreender, em primeiro lugar, a causa da neurose e depois procurar encontrar uma solução adequada. Todavia, não basta encontrar a causa pois há que percebê-la, compreendê-la e, acima de tudo, deixar passar o tempo até que esse estado passe naturalmente. Quando alguém lhe disser alguma coisa que a desagrade, evite responder de imediato e, pense duas vezes antes de o fazer de maneira arrogante e impulsiva. Tente ao máximo aproximar-se dos outros, mas alterando a sua postura e atitude em especial no seu lar. De uma vez por todas, compreenda que as coisas não podem ser sempre à sua maneira, e que os outros também têm limites. Não exija demais dos seus filhos ou companheiro. Tente compreender o ponto de vista das pessoas que a rodeiam, não julgando de

Tente ser agradável, gentil e esteja sempre com um sorriso nos lábios, sinónimo de que está a apreciar o momento em que a família está toda junta. Não levante a voz, não encolha os ombros, evite comentários desnecessários e provocatórios. Se não conseguir de início agir assim, imagine que “aquilo” é um filme e que você está em directo. Como não pode repetir a cena, tem mesmo que levar aquela postura avante pois, ficticiamente, estão milhões de pessoas a assistir. Este truque costuma resultar e consigo também produzirá o efeito correcto. Cause surpresas à sua família relativamente às suas reacções. Quando eles esperarem que vai explodir reaja com naturalidade e maturidade, provocando a surpresa e satisfação dos que a rodeiam. Ao adoptar uma postura mais aberta, pode constatar facilmente que os seus familiares seguem a mesma linha que você. Com ou sem motivos para o silêncio que se instala em determinadas fases no seio da família, alguém deve modificar a situação. Agora, nós estamos a dar-lhe a oportunidade de ser você esse motor de arranque. Não a desperdice!

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Animais Os gatos de

Ernest Hemingway

Hemingway com o seu gato Bopise Créditos: JFK Library

Um gato tem honestidade emocional absoluta: os seres humanos, por uma razão ou outra, podem esconder os seus sentimentos, mas um gato não o faz. 86 I Amar


E

rnest Hemingway ficou eternizado pelas obras que escreveu e que lhe valeram o Prémio Nobel da Literatura em 1954, tornando-o num dos mais influentes autores norte americanos do século XX. Também ficou conhecido por diversas outras facetas, umas mais interessantes, outras menos.

Quando se encontrava a viver em Key West, na Florida, o escritor recebeu como oferta de um capitão de um navio, Stanley Dexter, uma gatinha de seis dedos – uma mutação genética chamada polidactilia que consiste num número anormal de dedos em cada pata, que podem ir até sete.

Entre as mais interessantes, e também mais desconhecidas, encontra-se a sua paixão por gatos.

Os marinheiros apreciavam particularmente os gatos com polidactilia, pois dizia-se que traziam sorte aos navios, além de controlarem as pragas de roedores a bordo, uma tarefa que os gatos já desempenhavam há vários séculos. Esta felina com 6 dedos, da raça Maine Coon, foi baptizada com o nome Snowball (em português significa bola de neve). Em 1945, o escritor já tinha em sua casa 23 gatos, todos eles polidáctilos. Após o suicídio de Hemingway, em 1961, a sua casa na Florida foi transformada num museu para retratar a sua vida e obra – e entre aquilo que o museu preservou estavam os seus gatos. A sobrinha do escritor, Hilary Hemingway, juntamente com a autora Carlene Fredericka Brennen, escreveram a biografia “Hemingway’s Cats: An Illustrated Biography” (em português “Os Gatos de Hemingway: Uma Biografia Ilustrada”) que relata os detalhes desta especial relação entre Hemingway e os gatos.

Carlos Gandra Hemingway e os filhos, Patrick e Gregory, com gatos bebés

Mundo dos Animais

Créditos: JFK Library

Amar I 87


Créditos © Direitos Reservados

Mulher

Vestir bem no trabalho Cristina Fragata

É um dilema que a maioria das mulheres enfrenta logo pela manhã. O que vestir?! 88 I Amar


S

abemos que gosta muito daquela sua camisa transparente e daqueles brincos dourados enormes. Todavia, este tipo de roupa e acessórios não a favorecem nada no seu trabalho… A roupa de uma mulher dita um pouco o seu comportamento. O seu local de trabalho é um daqueles sítios onde mais cuidado deve ter com o seu vestuário. O excesso de formalidade pode ser mal encarado e o abuso das tendências e cortes da moda não ficam atrás na ideia anterior. Quando for trabalhar tenha em atenção todos os pormenores do seu visual. Não leve roupa demasiadamente provocadora ou sensual, mas também não é necessário ir tapada dos pés à cabeça. Saiba vestir com classe combinando as texturas, cortes e as cores. Consoante o local de trabalho, assim serão também as exigências face ao vestuário. Há locais onde é exigido um fato completo e, outros, onde um pouco de formalidade é perfeitamente aceitável. A sua postura no local de trabalho deve ser natural isto é, não deve nem andar como se estivesse a desfilar numa passerelle, nem estar sentada como faz no seu sofá lá de casa. Utilize sempre o meio termo e uma postura educada e profissional. Tal como a forma de andar e de estar, o perfume é outra das tais coisas que torna o seu exagero um erro crucial. Evite ao máximo andar com aqueles perfumes activos e intensos, com odores fortes e que ficam no ar por onde quer que passe. Seja mais moderada nesta área, pois um aroma mais suave produz um efeito muito melhor.

Completando o vestuário e o perfume, não poderíamos deixar passar em branco a maquilhagem. Esta deve ser suave, sem dar nas vistas, e de preferência os tons devem combinar entre si. Se quiser pode optar por não a utilizar, mas um pouco de sombra e um toque nos lábios favorece-a bem. Nada de batons exageradamente vermelhos, blush muito acastanhado ou alaranjado, sombras cor de rosa ou azuis muito fortes. As cores devem ser aplicadas discretamente e sem dar muito nas vistas combinando, se possível, com alguma peça de roupa. Deixe de parte essas ideias de levar o cabelo com uma permanente daquelas que parecem que a pessoa há um mês não se penteia. Caso o seu cabelo seja volumoso torne-o um pouco mais discreto apanhando-o, mas se este for fino basta pentear-se bem que ficará com um ar aprovável. Madeixas, cabelos vermelhos ou azuis ou mal tratados não são um bom cartão de visitas para o sítio onde está, por isso resolva rapidamente essa situação. Muitos anéis, brincos enormes, fios que ocupam o decote todo e pulseiras barulhentas são coisas que, todas juntas e utilizáveis ao mesmo tempo, são uma péssima opção para ir trabalhar. Se aprecia este tipo de bijuteria a alternativa é levar separadamente cada um deles, e nunca mais que um ao mesmo tempo. Evite misturar dourados com prateados, bem como acessórios de cores fortes com adornos brilhantes. Se souber conjugar a roupa discreta e clássica, sem contornos sedutores, com as restantes dicas que aqui lhe deixamos, garantimos-lhe que o seu sucesso no local de trabalho está garantido. Pelo menos, a sua aparência está de certeza!

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Amar I 89


Styling

D

MODA aos quadradinhos

esde que a Pop Art surgiu nos anos 50, ela tem tido uma grande influência na indústria da moda. A Pop Art retrata experiências de vida mundanas, introduzindo aspectos da cultura em massa e aproximando a arte da nova geração de americanos do pós guerra.

Andy Warhol é provavelmente o grande influenciador no impacto da arte pop até aos dias de Hoje. Warhol começou sua carreira como ilustrador de moda, trabalhando para as revistas como Glamour , Mademoiselle e até mesmo Vogue . Nos anos sessenta, Warhol começou a imprimir seus desenhos de arte sobre os vestidos de papel que esYves Saint Laurent foi o primeiro estilista a trazer esta tavam na época tornando-se uma novidade. Essas tendência na coleção de Outono/Inverno de 1966, peças de vestuário captaram a própria essência do quando lançou o vestido Mondrian, na sua coleção estilo de vida consumista, onde bens de consumo intitulada “Pop Art”. diário são retratados; a lata da Campbells é talvez o mais conhecido.

90 I Amar


Nos anos noventa, Gianni Versace usou a gravura de Warlol, de Marilyn nos desenhos de seus vestidos e, mais tarde, Christian Dior lançou uma coleção inspirada nos esboços de calçados de Warhol e Jean-Charles de Castelbajac apresentou roupas impressas com o retrato do artista. O pintor Roy Lichtenstein, cujo trabalho é uma fonte inesgotável de inspiração para várias marcas; trouxe as estórias aos quadradinhos para a moda. Trabalhos de Lichtenstein foram incluídos nas colecções de Iceberg e Lisa Perry, e o artista é favorecido pelas marcas de calçados como Nike, Vans e Converse. Também a Moschino continua a inspirar-se nos últimos anos em Warhol e Lichenstein, trazendo colecções absolutamente únicas. Este ano, na senda dos seus percursores, a coleção para o Verão de 2019 do português Miguel Vieira vai ter como ponto de partida a “cor, o movimento Pop Art e ilustrações ‘vintage’. O ‘red caviar’, azul marinho e o riviera, mas também o vermelho aurora e o amarelo açafrão vão marcar a nova coleção do verão de 2019, na qual Miguel Vieira aposta em materiais como algodão do Egito, lã fria, sedas e pêlos falsos. Agora que andar vestido aos quadradinhos é moda, aceite as minhas dicas e divirta-se! Maria João Rafael Consultora de Imagem Créditos: Google Images, Moschino, Pinterest, Vogue, Urstyle, 24 Sapo, Prada, Versace, Aldo, Balmain


Cabrito assado com batata e arroz de miúdos PREPARAÇÃO

Culinária

1. Parta o cabrito em peças grandes, ou peça no talho para o partirem. Retire os miúdos e reserve-os. 2. Numa tigela junte o vinho branco, o sal, o pimentão-doce, o azeite, os dentes de alho esmagados, um ramo de alecrim e de tomilho (reserve algum) e as folhas de louro. 3. Envolva bem e adicione a cebola e o tomate cortados em cubos. Coloque o cabrito numa assadeira de barro, disponha as batatas descascadas e a cenoura cortada em rodelas e regue tudo com o preparado. 4. Deixe marinar cerca de 24 horas. 5. Pré-aqueça o forno a 150° C e asse o cabrito na assadeira cerca de 30 minutos. Volte a carne e asse mais 30 minutos, a 180° C. 6. Para o arroz: aqueça o azeite num tacho, adicione a cebola e os dentes de alho finamente picados e deixe refogar até murcharem. 7. Junte os miúdos picados, tempere com o sal e mexa. Adicione o chouriço inteiro, deixe corar cerca de cinco minutos e adicione a água, o caldo do assado e o sal. 8. Quando levantar fervura junte o arroz, baixe o lume para o mínimo e deixe cozer cerca de 18 a 20 minutos. A meio do tempo, retire o chouriço e corte-o em rodelas finas. 9. Disponha o arroz num tabuleiro, decore com as rodelas de chouriço e leve ao forno, pré-aquecido a 200° C, durante 5 minutos ou até estar ligeiramente dourado. 10. Sirva o cabrito sobre a cebolada com o tomate e a cenoura e acompanhe com as batatas e o arroz. Salpique com tomilho. Bom apetite!

N

ão precisa procurar mais pela receita de encher o olho desta Páscoa! Este cabrito assado com batata e arroz de miúdos vai deslumbrar toda a gente à mesa e fazê-lo viver mais a Páscoa. SERVE 4 PESSOAS TEMPO PREPARAÇÃO: 90 MINUTOS DIFICULDADE: MÉDIA INGREDIENTES PARA O CABRITO • • • • • • • • • • • • •

1,4 kg cabrito com miúdos 1 dl vinho branco 1 c. sobremesa sal 1 c. chá pimentão-doce 1,2 dl azeite 5 dentes de alho qb alecrim qb tomilho 2 folhas de louro 400 g cebola 200 g tomate com rama maduro 500 g batatinha para assar 400 g cenoura

INGREDIENTES PARA O ARROZ • • • • • • • • •

2 c. sopa azeite 1 cebola 2 dentes de alho 200 g miúdos do cabrito 1 c. chá sal 50 g chouriço regional 1,5 dl água 2 dl caldo do assado 200 g arroz carolino


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AQUÁRIO

Abril

Horóscopo

J

á no primeiro dia do mês, Marte estará em Gêmeos, movimentando os relacionamentos sociais e a comunicação. As amizades ganham força e poderemos conhecer muita gente nova e interessante, pois estaremos mais leves e comunicativos. Marte recebe a influência de Júpiter, que estará retrógrado a partir do dia 10 e, por isso, devemos tomar cuidados redobrados com atitudes impensadas, impulsivas. O período pode ser muito positivo para tudo o que envolve a comunicação e o conhecimento.No dia 05, sob a influência da Lua Nova em Áries, que chega levemente influenciada pela tensão de Saturno prometendo trazer pressão na direção da criação de novas estruturas na vida prática e na emocional. Com Quíron no primeiro signo do zodíaco, podemos entender que as curas começam a acontecer, especialmente no âmbito da identidade e iniciativa. Vamos lembrar que já estamos sob as energias de Marte, regente de 2019 e de Áries, signo que acontece a lunação deste mês. Portanto, é como se tudo começasse do zero, um tempo de inícios e recomeços. Com Vênus e Mercúrio em Peixes e unidos a Netuno já na primeira semana do mês, a promessa é de maior empatia e sensibilidade; estaremos todos mais amáveis, acolhedores e receptivos. Mas na vida prática, mais confusos e podemos ser iludidos facilmente. A comunicação objetiva se perde em meio a subjetividades. Deve-se prestar muita atenção a contratos ou assinatura de qualquer documento importante. No dia 10, Vênus e Netuno se unem em graus exatos e por isso, este pode ser um dia de abertura emocional e relacionamentos afetivos acontecendo. Os romances são altamente beneficiados, no entanto, os pés devem ser mantidos bem firmes no chão, pois podemos nos iludir e enganar facilmente, na falsa crença de um amor ideal. No mesmo dia 10, Júpiter começa a perder força e se prepara para o movimento retrógrado em Sagitário. Projetos, acordos e negociações podem começar a atrasar, muitas decisões podem ser adiadas, mas também alguns projetos antigos, que foram engavetados ou adiados, podem voltar a fazer parte de nossas vidas. No mesmo dia 10, Sol e Saturno em aspectos exatos, dão o tom do excesso de trabalho e exigências, que todos seremos submetidos. O astral pesa, pois Saturno se aproxima cada vez mais de Plutão e unidas, essa energia não é para principiantes. O peso é imenso, a necessidade de transformação e de construção de novas estruturas aumenta e somos intensamente exigidos pelos dois planetas mais densos do zodíaco. No dia 15, Sol ainda em Áries e Roda da Fortuna estarão de mãos dadas, em graus exatos e recebem um ótimo aspecto de Júpiter em Sagitário prometendo boas novidades, cada signo em um setor específico. No dia 17, Mercúrio entra em Áries e a comunicação fica mais intensa e objetiva. Devemos todos tomar cuidados redobrados com a maneira que usamos as palavras, pois podemos estar mais assertivos e até mesmo agressivos. Obstáculos que estiveram presentes nas últimas semanas, especialmente os que envolvem contatos comerciais, projetos e contratos, tendem a ser deixados para trás. No dia 19, a Lua continua seu ciclo e entra na fase Nova nos últimos graus de Áries, chega unida a Urano em Touro e promete mudanças importantes na vida, pessoal e profissional, de todos nós. Arianos e librianos serão os mais impactados. No dia 20, o Sol começa a caminhar através de Touro, se une a Urano, a Lua entra em Escorpião e a Lua Nova ganha força nesses dois signos. As energias mudam, mas as mudanças continuam com força, sob a intensa influência de Urano. Preparem-se, pois os últimos dez dias de Abril, serão intensos, com mudanças inesperadas na vida de todos nós, mas especialmente a Touro, Escorpião, Leão e Aquário. No mesmo dia 20, Vênus deixa Peixes e começa a caminhar através de Áries, marcando um novo período de maior assertividade e independência a todos. Os relacionamentos deixam para trás o romantismo e inauguram uma nova maneira de se relacionar, mais agressiva, objetiva e direta. A subjetividade fica para trás. Vênus caminha unida a Mercúrio até o fim do mês, colaborando com toda forma de acordo ou negociação que serão firmados com mais facilidade.

As suas atenções estão voltadas para as pessoas que lhe estão mais próximas. É uma boa ocasião para resolver conflitos e desenvolver relacionamentos, pois este é um período em que a comunicação, o desejo de esclarecer factos e de conhecer coisas novas é prioritário. Uma pequena viagem poderá reforçar-lhe energias.

CAPRICÓRNIO

Há factos no seu passado que, no seu íntimo, deixaram marcas negativas e têm perturbado a liberdade e descontração do seu espírito. Aproveite a atual passagem do Sol para uma análise pessoal, e concluirá que o seu mal-estar é mais provocado pela sua imaginação do que pela importância de factos reais. Liberte-se, pois, de fantasmas prejudiciais , e encontrará paz , serenidade e aquela sensação tão agradável de conforto na intimidade.

SAGITÁRIO

Durante este período estará a ganhar consciência das suas forças e das suas fraquezas, daquilo que efetivamente você é, independentemente daquilo que os outros esperam que você seja. Lembre-se de que quanto melhor se conhecer, maior será a criatividade e generosidade, melhor se poderá entregar aos outros.

ESCORPIÃO

As suas atenções estão voltadas para o lado prático da vida. Métodos mais eficazes de organização e resolução de tarefas diárias, serão encontrados, cumprindo rapidamente as suas obrigações. Pratique desportos ao ar livre e inicie um regime alimentar equilibrado, aproveite para se libertar de vícios e limpar o seu organismo.

BALANÇA

Nesta fase poderão surgir alguns conflitos, que deverão ser encarados de forma positiva e criativa. Examine a situação e verá que adquire maior conhecimento de si próprio e do seu opositor. Este período convida a uma reflexão sobre o seu relacionamento amoroso em busca de evolução e aprofundamento.

VIRGEM

Neste período de transformação poderá estar a vivenciar uma época que representa o fim de um ciclo e o início de outro. Isto poderá causar no seu íntimo algum abalo psicológico ou alguma insatisfação. As novas situações, porque são novas, poderão levar a que o seu interior se sinta algo desajustado. Também no plano financeiro poderá haver alguma preocupação, eventualmente com os bens do seu cônjuge.

LEÃO

Aproveite esta altura para se dedicar ao estudo e à leitura que lhe proporcionarão uma expansão e aprofundamento intelectual. Quebre essa indolência de nada fazer e dê uma disciplina ao seu intelecto, reflita sobre os assuntos que normalmente não se questiona e verá que no fim se conhecerá muito melhor.

CARANGUEJO

A sua vida profissional está na ordem do dia. É um bom período para fazer uma retrospectiva da sua vida e analisar as boas e más decisões que tomou. É através das experiências do passado que melhor podemos planear o futuro. Evite tomar decisões de forma precipitada e leviana, o que lhe pode trazer dissabores futuros.

GÉMEOS

Neste momento vai sentir um enorme desejo de participar em atividades de grupo. É provável que queira, juntamente com os seus amigos, pôr agora em prática projetos há algum tempo idealizados e que, sem ajuda, talvez não conseguisse levar para a frente. Também as relações de amizade tendem a estar mais valorizadas ao longo desta semana, e o seu pensamento estará mais dirigido para os outros.

TOURO

Este é o momento para mergulhar a fundo no seu inconsciente, para perceber de que forma as suas ações são contrárias às suas intenções. Muitas vezes aquilo que estamos a querer fazer não coincide, aos olhos do mundo exterior, com o que estamos realmente a fazer. É, pois, uma boa altura para fazer essa destrinça.

CARNEIRO

Um novo ciclo está a começar. Esclareça de vez situações cuja concretização tem vindo a adiar; nesta fase a sua personalidade está centrada naquilo que faz e naquilo que é, mas através de uma necessidade real de olhar para si mesmo e encontrar aquilo de que necessita para o seu progresso e a sua vocação pessoal.

PEIXES

Nesta fase, é aconselhável agir com cautela no que toca a gastos. As finanças são agora o fator de maior preocupação, a requerer a sua atenção e até mesmo alguma cautela extra, no sentido de não gastar dinheiro de forma leviana. A nível afetivo sentir-se-á envolvido numa onda de romantismo, simpatia e intimidade.


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Mike Mike Maitland Mike Maitland Maitland Executive Executive Executive BoardBoard Member Board Member Member

LiUNA LiUNA Ontario LiUNA Ontario Provincial Ontario Provincial Provincial District District Council District Council Council 1315 1315 North 1315 North Service North Service Road Service Road E., Road Suite E., Suite E., 701Suite Oakville, 701701 Oakville, Oakville, ON L6H ON 1A7 ON L6HL6H 1A71A7 Tel: (289) Tel: Tel: (289) 291-3678 (289) 291-3678 291-3678 Fax: (289) Fax:Fax: (289) 291-1120 (289) 291-1120 291-1120 www.liunaopdc.ca www.liunaopdc.ca www.liunaopdc.ca

LocalLocal 183Local Toronto 183183 Toronto Toronto LocalLocal 183Local East 183183 EastEast LocalLocal 183Local Kingston 183183 Kingston Kingston 1263 Wilson 1263 1263 Wilson Ave., Wilson Ste. Ave., Ave., 200 Ste.Ste. 200200 560 Dodge 560560 Dodge St.Dodge St. St. 145 Dalton 145145 Dalton Ave., Dalton Unit Ave., Ave., 1UnitUnit 1 1 Toronto, Toronto, ON Toronto, M3M ON ON M3M 3G3M3M 3G33G3 Cobourg, Cobourg, Cobourg, ON K9A ON ON 4K5 K9AK9A 4K54K5 Kingston, Kingston, Kingston, ON K7K ON6C2 ON K7KK7K 6C26C2 Tel: (416) Tel: Tel: 241-1183 (416) (416) 241-1183 241-1183 Fax: (416) Fax:Fax: 241-9845 (416) (416) 241-9845 241-9845Tel: (905) Tel: Tel: 372 (905) (905) - 372 1183 372 - Fax: 1183 - 1183 (905) Fax:Fax: 372-7488 (905) (905) 372-7488 372-7488 Tel: (613) Tel: Tel: 542 (613) (613) - 542 5950 542 - Fax: 5950 - 5950 (613) Fax:Fax: 542-2781 (613) (613) 542-2781 542-2781 Business Business Business Manager: Manager: Manager: Jack Jack Oliveira Jack Oliveira Oliveira Business Business Business Manager: Manager: Manager: Jack Jack Oliveira Jack Oliveira Oliveira Business Business Business Manager: Manager: Manager: Jack Jack Oliveira Jack Oliveira Oliveira LocalLocal 493Local 493493 LocalLocal 506Local 506506 LocalLocal 527Local 527527 584 Clinton 584584 Clinton Ave. Clinton Ave.Ave. 3750 Chesswood 3750 3750 Chesswood Chesswood Dr. Dr. Dr. 6 Corvus 6 Corvus 6Court Corvus Court Court Sudbury, Sudbury, Sudbury, ON P3B ON ON 2T2 P3BP3B 2T22T2 Toronto, Toronto, ON Toronto, M3J ON ON 2W6 M3JM3J 2W62W6 Ottawa, Ottawa, ON Ottawa, K2E ON ON 7Z4 K2EK2E 7Z47Z4 Tel: (705) Tel: Tel: 674-2515 (705) (705) 674-2515 674-2515 Fax: (705) Fax:Fax: 674-6728 (705) (705) 674-6728 674-6728Tel: (416) Tel: Tel: 638 (416) (416) - 638 0506 638 - Fax: 0506 - 0506 (416) Fax:Fax: 638-1334 (416) (416) 638-1334 638-1334 Tel: (613) Tel: Tel: 521 (613) (613) - 521 6565 521 - Fax: 6565 - 6565 (613) Fax:Fax: 521-6580 (613) (613) 521-6580 521-6580 Business Business Business Manager: Manager: Manager: Mike Mike Ryan Mike Ryan Ryan Business Business Business Manager: Manager: Manager: Carmen Carmen Principato Carmen Principato Principato Business Business Business Manager: Manager: Manager: Luigi Luigi Carrozzi Luigi Carrozzi Carrozzi LocalLocal 607Local 607607 LocalLocal 625Local 625625 LocalLocal 837Local 837837 730 Balmoral 730730 Balmoral Balmoral St. St. St. 2155 Fasan 2155 2155 Fasan Dr.Fasan Dr. Dr. 44 Hughson 44 Hughson 44 Hughson St. S. St. S. St. S. Thunder Thunder Bay, Thunder ON Bay,Bay, P7C ON ON 5V3 P7CP7C 5V35V3 Oldcastle, Oldcastle, Oldcastle, ON N0R ON ON 1L0 N0RN0R 1L01L0 Hamilton, Hamilton, Hamilton, ON L8N ON ON 2A7 L8NL8N 2A72A7 Tel: (807) Tel: Tel: 622 (807) (807) - 622 0607 622 - Fax: 0607 - 0607 (807) Fax:Fax: 622-0454 (807) (807) 622-0454 622-0454 Tel: (519) Tel: Tel: 737-0373 (519) (519) 737-0373 737-0373 Fax: (519) Fax:Fax: 737-0380 (519) (519) 737-0380 737-0380 Tel: (905) Tel: Tel: 529 (905) (905) - 529 1116 529 - Fax: 1116 - 1116 (905) Fax:Fax: 529-2723 (905) (905) 529-2723 529-2723 Business Business Business Manager: Manager: Manager: Terry Terry Varga Terry Varga Varga Business Business Business Manager: Manager: Manager: Robert Robert Petroni Robert Petroni Petroni Business Business Business Manager: Manager: Manager: Manuel Manuel Bastos Manuel Bastos Bastos LocalLocal 1036 Local 1036 1036 LocalLocal 1059 Local 1059 1059 LocalLocal 1089 Local 1089 1089 395 Korah 395395 Korah Road Korah Road Road 56 Firestone 56 Firestone 56 Firestone Blvd. Blvd. Blvd. 1255 Confederation 1255 1255 Confederation Confederation St. St. St. Sault Sault Ste.Sault Marie, Ste.Ste. Marie, ONMarie, P6C ON ON 4H5 P6CP6C 4H54H5 London, London, ON London, N5W ON ON 5L4 N5W N5W 5L45L4 Sarnia, Sarnia, ON Sarnia, N7S ON4M7 ON N7SN7S 4M74M7 Tel: (705) Tel: Tel: 942-1036 (705) (705) 942-1036 942-1036 Fax: (705) Fax:Fax: 942-1015 (705) (705) 942-1015 942-1015Tel: (519) Tel: Tel: 455 (519) (519) - 455 8083 455 - Fax: 8083 - 8083 (519) Fax:Fax: 455-0712 (519) (519) 455-0712 455-0712 Tel: (519) Tel: Tel: 332 (519) (519) - 332 1089 332 - Fax: 1089 - 1089 (519) Fax:Fax: 332-6378 (519) (519) 332-6378 332-6378 Business Business Business Manager: Manager: Manager: Wayne Wayne Scott Wayne Scott Scott Business Business Business Manager: Manager: Manager: Jim MacKinnon JimJim MacKinnon MacKinnon Business Business Business Manager: Manager: Manager: Mike Mike Maitland Mike Maitland Maitland


Jack Oliveira Business Manager Luis Camara Secretary Treasurer Nelson Melo President Bernardino Ferreira Vice-President Marcello Di Giovanni Recording Secretary Jaime Cortez E-Board Member Pat Sheridan E-Board Member Escritório de Toronto 1263 Wilson Ave. Toronto ON M3M 3G3 T: 416.241.1183 F: 416.241.9845 1.877.834.1183 Escritório do Leste 60 Dodge St. Cobourg ON K9A 4K5 T: 905.372.1183 F: 905.372.7488 1.866.261.1183 Escritório do Norte 64 Saunders Rd. Barrie ON L4N 9A8 T: 705.735.9890 F: 705.735.3479 1.888.378.1183 Escritório de Kingston 145 Dalton Ave., Unit 1 Kingston ON K7K 6C2 T: 613.542.5950 F: 613.542.2781

@liuna183 www.liuna183.ca

FELIZ PÁSCOA DO NOSSO CONSELHO EXECUTIVO, REPRESENTANTES E FUNCIONÁRIOS!


1111-

1263 Wilson Avenue, Toronto ON M3M 3G3 416 241 1183 ph • 416 241 9845 fx • 1 877 834 1183 toll free

560 Dodge Street, Cobourg ON K9A 4K5 905 372 1183 ph • 905 372 7488 fx • 1 866 261 1183 toll free

64 Saunders Road, Barrie ON L4N 9A8 705 735 9890 ph • 705 735 3479 fx • 1 888 378 1183 toll free

145 Dalton Ave., Unit 1, Kingston ON K7K 6C2 613 542 5950 ph • 613 542 2781 fx

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REVISTA AMAR - ABRIL 2019  

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