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www.portalits.com.br | edição 08

FLORIPA LETRADA

SEIS ANOS DO PROJETO

CULTURA POP

QUEM ARRASA NO SNAP

GALERIAS

O QUE ROLOU NOS INTERVALOS

Revista its Teens Florianópolis nº 08 2016 | R$ 9,80

Júlia Martins e Rayany Wasem posam ao lado da orgulhosíssima Giselle Medeiros, professora do laboratório de informática da escola municipal Herondida Zeferino Medeiros

Alunas da rede chegam às semifinais do Technovation Challenge com app para ajudar animais perdidos


VEM AÍ MUITO BLÁBLÁBLÁ E KKKKKKKK! TALK SHOW COM FÁBIO PORCHAT.

Depois das Olimpíadas, corra pra ver, rir e curtir na RICTV Record, o humorista Fábio Porchat entrevistando famosos no seu fim de noite.

PREVISÃO DE ESTREIA: AGOSTO.

SAT

SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO TELESPECTADOR RICTV RECORD

ENTRE EM CONTATO: (48)3212-4100

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editorial Salve, galera!

Sabe uma das coisas que mais nos lotam de orgulho? Saber que de dentro das escolas da nossa cidade talentos brotam diariamente. Saiba que é um grande privilégio poder fazer parte das primeiras descobertas e conquistas de alunos como você. Nessa edição a @revistaits conta a história de duas garotas que uniram a curiosidade tecnológica a um problema enfrentado no bairro onde residem. Um app para pets abandonados\perdidos foi criado e tem feito sucesso. Ele saiu da sala de informática da Escola escola municipal Herondina Medeiros Zeferino para ganhar reconhecimento através do programa “Technovation Challenge”.

O SOM QUE ROLOU NA REDAÇÃO, ENQUANTO FECHÁVAMOS A EDIÇÃO: DNCE – TOOTHBRUSH ANITTA - CRAVO E CANELA FEAT. VITIN JUSTIN TIMBERLAKE- CAN’T STOP THE FEELING! LUKAS GRAHAM - 7 YEARS TIMEFLIES - ONCE IN A WHILE

Esperamos que você se inspire, faça a diferença e supere as suas expectativas com tudo o que preparamos esse mês, afinal de contas, se queremos transformar o mundo, que os primeiros passos possam ser dados ainda dentro da sua escola. Um beijo, Jéssica

JÉSSICA STIERLE

OS CULPADOS

CULTURA POP

MATÉRIA DE CAPA

SAIDEIRA

HAZIEL SCHNEIDER

LUCIANA PAULA

VANESSA ESTEVES


conteúdo WI-FI

Foto: Marcos Campos

EDIÇÃO 08

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EDUCAÇÃO

CAPA

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GALERIAS

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8 | WI-FI

12| SUPERAÇÃO

Novo Iphone e carro sem motorista é só um pouquinho do que nos oferece o mundo tech.

Conheça a história de três mulheres, de diferentes gerações, que se superam todos os dias para continuar os estudos na Educação de Jovens Adultos e Idosos de Florianópolis.

Professora Leticia Grala apresenta canção desenvolvida com turma de 6o ano em evento de educação na cidade de Havana, Cuba.

20 | CAPA

26 | FLORIPA LETRADA

32 | GALERIAS

Dupla da escola municipal Herondina Medeiros Zeferino cria app para ajudar animais abandonados e ainda chega às semifinais do Technovation Challenge.

Fique por dentro do projeto que já distribuiu aproximadamente de 1,7 milhão de livros para os cerca de 370 mil passageiros que passam pelos terminais urbanos diariamente.

Os melhores cliques dos intervalos você confere aqui.

REVISTA ITS | É NA ESCOLA QUE A GENTE ACONTECE

16 | DANI-SE A FOBIA!


EXPEDIENTE

Grupo RIC Fundador e Presidente Emérito Mário J. Gonzaga Petrelli

Grupo RIC SC Presidente Executivo Marcello Corrêa Petrelli | mpetrelli@ricsc.com.br Diretor Superintendente Reynaldo Ramos Jr. | reynaldo@ricsc.com.br Diretor Administrativo e Financeiro Albertino Zamarco Jr. | albertino@ricsc.com.br

A Revista its é uma publicação da Editora Mais SC em parceria com o Jornal Notícias do Dia Gerente de Relacionamento Bruno Filomeno | bruno@portalits.com.br

Conteúdo Jéssica Stierle | jessica.stierle@portalits.com.br Luciana Paula| luciana.paula@portalits.com.br Gerente de Operações Marina Rosa | distribuicao@noticiasdodia.com.br NÚCLEO COMERCIAL REDE Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio de Janeiro Fabiano Aguiar | fabiano@ricsc.com.br Gerências Comerciais SC Gerente Comercial Chapecó Jorge Furtado | jorge.furtado@ricsc.com.br Gerente Comercial Joinville Cristian Vieceli | cristian@ricsc.com.br Gerente Comercial Blumenau Jackeline Moecke | jackeline@ricsc.com.br

Gerente Comercial Itajaí Gondil Kurtz | gondil@ricsc.com.br EXECUTIVOS CONTAS SC - Sul Marciel Juvencio | marciel.juvencio@ricsc.com.br Florianópolis Crystiano Parcianelli crystiano.parcianelli@ricsc.com.br Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da revista, sendo de inteira responsabilidade de seus autores. É permitida a reprodução total ou parcial de reportagens e textos, desde que expressamente citada a fonte. Tiragem: 2,402 mil exemplares NÃO VACILA, FALA AÍ (48) 3212-4127 redacao@portalits.com.br Pontos de distribuição: Escolas Básicas Municipais de Florianópolis

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ESCOLA NA RIC

É NA RIC

que a sua escola acontece! 6 REVISTA ITS | É NA ESCOLA QUE A GENTE ACONTECE

De que forma é preparado um programa de TV? Como os jornalistas selecionam as pautas? Como uma informação e de que forma ela é apurada até a divulgação? Talvez a galera da sua escola tenha essas dúvidas, então, para complementar o aprendizado dos estudantes sobre meios de comunicação, o Grupo RIC abre suas portas para mais uma edição do Projeto “Escola na RIC”.


Fotos: Marcos Campos

Escola Básica Intendente Aricomedes Escola Básica Intendente Aricomedes

Escola Baldicero Filomeno

É a chance de você e os seus colegas que frequentam o Ensino Fundamental saírem da posição de telespectadores e leitores, para conhecer a estrutura e o processo de produção de conteúdo da RICTV Record e todas as suas plataformas de mídia. As visitas são guiadas por profissionais da empresa. Sua turma vai poder conhecer todos os setores fundamentais de uma emissora de TV e de um jornal impresso, como redação, estúdio, ilhas de edição e máster. Em cada área os profissionais, já conhecidos por vocês, interagem explicando a importância do setor, respondendo perguntas e trocando experiências. A gente sabe que a reação da galera é imediata nos olhares encantados por ter a oportunidade de conversar com os apresentadores e registrar fotos nos estúdios. Todo mundo bomba com as selfies no Instagram.

#O PROJETO O projeto ocorre pelo terceiro ano consecutivo. Só em 2015 foram recebidos 316 alunos nas seis sedes da emissora aqui no estado. Para Camila Waterkemper, diretora da Escola Estadual Baldicero Filomeno, em Florianópolis, uma das unidades recebidas, essa troca de experiências complementa o aprendizado em sala e ajuda na escolha profissional dos alunos. “Os estudantes e professores saíram do mundo da imaginação e passaram a ver o real, que um jornal impresso ou um programa de TV é feito por uma equipe e não só pelo apresentador, quem sabe saem novos jornalistas dessa turma”, afirma.

Escola Básica Intendente Aricomedes

#SELIGA As visitas as sedes, ocorrem no período matutino, entre 8h30 e 11h ou no período vespertino, entre 14h30 e 17h. São recebidos grupos de até 20 alunos. Mais informações no site ricmais.com.br/sc/escolanaric Escaneie o QR CODE para visitar o site

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Por Haziel Schneider, CULTURA POP

18 aninhos punindo malfeitores em nome da Lua, estudante de Publicidade e Propaganda, fissurado por cultura pop

Snapmania O Snapchat já é um must have no pacote de redes sociais/aplicativos. Começou de leve, com uma proposta de fast talk e interação em tempo real, lembrando uma versão do Twitter com foco visual, uma rede social na qual você procura se divertir e ver o que seus amigos, celebridades e personalidades da mídia vão fazendo. Um pouco menos “família, vizinho, tio e tia” que o Facebook, mas tão veloz e atual como o nosso queridinho Twitter. Desde o princípio, o snap já era uma proposta um tanto quanto inovadora por ser uma rede social que não armazena histórico na grade de exibição. Isso mesmo, todo o conteúdo enviado só fica disponível e pode ser visto por certa margem de tempo dada pelo emissor – ou 24h padrão no modo “minha história”, de modo que todos os seus amigos e seguidores possam visualizar. E ainda por cima denuncia os prints. Dica pra quem fica o tempo todo nas atualizações do crush. Como toda boa rede social, muita gente – incluindo nossas celebridades preferidas – já vem usando pra trabalho, divulgações e comunicar novidades.

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ANITTA (anittaofficial) Está diáriamente atualizando o snap e mostrando, além da rotina como cantora, um lado bem mais divertido seu, filmando amigos, fazendo palhaçada e falando sobre o seu cotidiano, com aquele “jeitinho brasileiro”.

ARIANA GRANDE (@moonlightbae) É outra que não perde tempo. Divulga música nova por lá mesmo, deixa os fãs em histeria com prévias e abusa na fofura dos filtros de cachorrinho.

RIHANNA (@rihanna) O snap de Rihanna é um reflexo de tudo que sabemos da rainha de Barbados. Sempre divertida, fazendo carão pra fotos e polemizando. Não muito diferente dos palcos, Riri seduz a gente com cada snap postado e também arranca muitas gargalhadas nos diálogos “cazamiga”. É impossível não amar essa mulher.


PRETA GIL (@pretagodoy) Preta inova criando conteúdos próprios pro snap. Faz telenovelas, histórias, contos – o humor está sempre presente. O snapchat de Preta é como se fosse seu próprio canal de TV e diário momentâneo.

KYLIE JENNER (@kylizzlemynizzl) Além de causar no tumblr e no insta, Kylie Jenner, uma das integrantes da família mais cobiçada de socialites do mundo, é usuária ativa do snap. E você já sabe o que pode esperar: uma overdose de glamour e cenas típicas de uma Kardashian-Jenner.

LUCIANA GIMENEZ (@lulusuperpop) Não é de hoje que Luciana Gimenez se tornou essencial nas plataformas de redes sociais por seu humor irreverente e o jeito de lidar com situações mais... aleatórias. Assim como no Twitter, Luciana comenta sobre TUDO, de um modo bem leve e divertido. Não tem como não rir e se apaixonar pelo carisma dela.

WHAT’S GOING ON? OUTRA REDE SOCIAL NOVA QUE ESTÁ CRESCENDO CADA VEZ MAIS É O REX. REX é um aplicativo em que, ao criar seu perfil, você compartilha informações sobre séries, filmes, livros, CDs, locais que viajou etc. É uma rede social para compartilhar seus gostos e experiências, baseadas em reviews e opiniões. Um local para saber o que seus amigos andam ouvindo/assistindo e indicar coisas novas pra eles também. Por enquanto, só está disponível na plataforma do iOS, mas já anunciaram que em breve o Android também terá o dispositivo. Já tem muitos perfis legais para se seguir por lá, como o da Paola Strabelli (@mymymajesty), que fala bastante sobre suas séries preferidas – como “House” e “Dr. Who” – e novidades do mundo de super-heróis e afins. O elenco de “Once Upon A Time” está em peso na rede social, incluindo a Jennifer Morrisson (@jen), que já deu like em um post meu sobre a cidade de São Paulo. Uma fofa a nossa Emma. <3 Crie já sua conta pelo http://www.rex.is E me siga! @hazi. Ah, no snapchat também! @hazincold. Besitosss!


WIFI

Por Lucas Inácio

TEM MAÇÃ NOVA NA ÁREA A Apple lançou, no fim de maio, o iPhone SE, novo celular que tem um preço com a cara da marca: salgado. O aparelho vai de R$ 2.699 a R$ 2.999 e varia de acordo com o tamanho da sua memória (entre 16 GB e 64 GB). Não são muitos estudantes que podem comprar um desses, mas caso você consiga – te invejo –, vale a pena saber que o processador é poderoso, mesmo em um modelo de quatro polegadas. Quem falou que tamanho é documento?

NOVIDADES TECH Se liga nas dicas da equipe its.

CARRO SEM MOTORISTA

Ao que tudo indica, a galera de um futuro próximo não vai perder festas porque os pais não estão a fim de ir buscar no meio da madrugada. O Google fechou uma parceria com a Fiat e está cada vez mais perto de desenvolver um carro que anda sem motora. O modelo, que deve estar disponível no fim do ano, será usado apenas em testes e ainda não será comercializado. Uma pena para nós agora, mas um alívio para os adolescentes das próximas gerações.

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DESPERTADOR LINHA DURA Em breve, um dos atores mais queridos da atualidade não vai ser tão querido assim. Pelo menos é o que deve acontecer depois de Dwayne Johnson, o The Rock, lançar um aplicativo de despertador motivacional com a sua voz. O The Rock Clock está disponível para Android e iOS, é gratuito e tem 25 mensagens à disposição. Além de tudo, você pode sincronizar o app e seguir a rotina do ator, mas acordar às 5h da manhã não deve ser algo muito agradável. Por isso, fica a dica: usem com moderação!

JOGANDO NA 1ª GUERRA...

No começo do mês passado, saiu o trailer do Battlefield 1, um dos jogos mais esperados do ano, e a novidade é que ele vai se passar na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Para quem já é fã do jogo, esta pode ser uma possibilidade de conhecer um pouco mais sobre detalhes do conflito – como as armas e veículos utilizados, incluindo espadas e cavalos. Uma forma legal de aprender mais sobre a guerra que marcou o começo do século XX.

... SIMULANDO A 3ª GUERRA

Ser um piloto de caça e tentar evitar a Terceira Guerra Mundial. Este é o objetivo de Aerial Dogfight Simulation, um simulador de voo para celular. O jogo exige habilidade e garante horas de diversão e muita estratégia. Um app gratuito para Android que vale bastante a pena para quem curte games de avião e de guerra.

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COMPORTAMENTO

Por Luciana Paula

Jaíne faz questão de frequentar a escola, mesmo no nono mês de gestação

SUPERAÇÃO Se estudar é um direito de todos, para os alunos da Educação de Jovens, Adultos e Idosos é uma grande vitória. Conheça três histórias inspiradoras de quem voltou para a sala de aula na Capital

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O

inverno chegou e a vontade de levantar da cama quentinha e ir pra escola parece diminuir a cada dia, por mais legais que sejam os amigos e os professores, por mais que gostemos de aprender. Ninguém está completamente imune à preguiça de estudar. Mas para muitas pessoas, frequentar a escola exige um esforço bem maior que o de sair de baixo das cobertas.


Fotos:Divulgaçãp

É o caso da Jaíne, mineira de São Sebastião do Paraíso, que aos 16 anos frequenta o sétimo ano da Educação de Jovens Adultos na escola Almirante Carvalhal, em Coqueiros. Ela nunca gostou de ir para a escola. Aos 14 anos, chegou até a ser expulsa de uma delas depois de discutir com uma professora. Sobre o porquê de tanta rebeldia, até hoje não sabe bem explicar. “Os professores eram chatos, só queriam passar matéria no quadro. Para eles ‘se copiar, bem, se não copiar, amém!’”, argumenta. Nos últimos dois anos, a vida de Jaíne teve altos e baixos. Problemas familiares, amores e desilusões trouxeram a adolescente para a Ilha da Magia. Aqui, trabalhou de babá e chegou a ficar um ano longe da escola. Grávida de Mhaitê, nos recebeu na biblioteca da escola que faz questão de frequentar até a véspera do parto, já no nono mês de gestação. No momento em que soube da gravidez, veio o desespero. Com o passar do tempo, acostumou-se com a ideia. E quando soube que era menina, no quinto mês, “tudo ficou diferente”. Tímida, falou ainda sobre o sonho de se tornar cabeleireira e garantir um bom futuro para Mhaitê. “Se com estudo já é difícil,

imagina sem!”, comenta, consciente dos desafios que a esperam. Mas, na educação de Jovens e Adultos, ela não precisa focar apenas no futuro. A didática de projetos – que prima pela interdisciplinariedade no desenvolvimento de pesquisas – possibilita que o estudante desenvolva autonomia e possa descobrir cada vez mais sobre temas pelos quais realmente se interessa. No caso da Jaíne, isso rendeu pesquisas sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, preocupação de gestantes em todo o país, sobre os efeitos do abuso de drogas durante a gravidez e até um diário de gestação, que ela conseguiu fazer até o sétimo mês. Preconceito, dia internacional da mulher e pirâmides do Egito também foram temas que chamaram sua atenção e renderam projetos. Sobre os professores, ela garante que não há mais os conflitos de antigamente. “Na EJA é totalmente diferente do professor ‘normal’, tem a hora de falar sério e a hora de participar”, enfatiza. Isso porque a modalidade se destina a quem não tem tempo a perder. A expectativa de Jaíne é terminar o ensino fundamental este ano e o médio no ano que vem.

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ESCOLA PARA

Adultos

Se a Jaíne já é um exemplo de superação, o que dizer das centenas de pessoas que voltam a estudar já na fase adulta? É o caso de Antônia Maria Pereira dos Santos e Rosane Caetano, que estudam no Primeiro Segmento do Núcleo de EJA Centro II, no Saco Grande. Antônia, 55 anos, é de São Luiz (MA), casada e tem quatro filhos. Rosane, 27, nasceu em Foz do Iguaçu (PR), é casada e tem dois filhos que estudam na mesma escola, durante o dia. Com a ajuda da professora Rosane Ucha Peres, elas compartilharam suas histórias nas entrevistas a seguir. 1 – Sobre sua atuação profissional, quando começou a trabalhar e em quê? No que atua hoje em dia? Antônia: Com 10 anos de idade, trabalhava em lavoura, na roça, plantava, capinava, arrancava mandioca. Depois comecei a trabalhar em casa de família, mas nunca com carteira assinada. Em 2008, vim para Florianópolis, foi onde consegui um emprego com carteira assinada, no restaurante Tempero da Ilha. Minha função era serviços gerais, eu fazia de tudo. Nesse tempo, adoeci e tive artrose, fiquei um tempo afastada e depois foi cuidar da mãe da dona do restaurante, [nessa função] fiquei três anos e fui demitida. Estou desempregada há quase três anos e comecei a pagar o INSS para ver me aposento. Rosane: Com 15 anos comecei a trabalhar na roça. Plantava milho, mandioca e fazia o serviço de casa. Já trabalhei na limpeza do shopping, de auxiliar de cozinha, reciclagem e saladeira. Hoje trabalho de camareira num hotel. 2 – O que a impediu de estudar no tempo “certo”? Antônia: Comecei a trabalhar com 10 anos e não tinha escola onde morava. Rosane: Os pais não quiseram ou não podiam, a prioridade era trabalhar e ajudar. Fui uma vez na escola, mas meu pai me tirou rapidamente. 3 – Por que achou importante voltar a estudar? Antônia: Saber ler e escrever é fundamental para não depender de ninguém, foi uma vitória pra mim, não sabia nem colocar meu nome. Hoje coloco meu nome e já sei ler muitas palavras, mas quero aprender muito mais. A professora é ótima e vou aprender bem mais.

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Antônia fala da importância de saber ler

Rosane: Faz falta saber ler e escrever para ter uma profissão melhor, para ajudar meus filhos na escola e responder bilhete das professoras, pegar ônibus, ser independente. Antes de vir para a EJA, eu não sabia nada, nem as letras. Hoje já sei ler e escrever, pego ônibus sozinha, preencho currículo, tenho que ler no meu trabalho e preencher um formulário para dizer a minha chefe quantos clientes saíram, quantos ficaram e assino o meu nome embaixo. Antes eu não conhecia nem dinheiro, agora conheço e ninguém me passa mais a perna. 4 – O que diria para os estudantes que têm a oportunidade mas não levam a escola a sério? Antônia: Tem que levar a sério para o bem deles mesmo. Pra conseguir um emprego melhor e ajudar os pais. O estudo é importante para um futuro melhor. Quem dera no meu tempo tivesse a sorte que eles têm hoje. Rosane: Para ter uma profissão, estudar é importante, tem que aproveitar as oportunidades e fazer faculdade. Hoje está mais fácil estudar, e sem estudo a gente não encontra emprego. 5 – Quais planos e sonhos vocês têm? Antônia: Morar numa casa própria, sair do aluguel, ajudar minhas filhas, filho e netos. Tenho quatro filhos: três mulheres e um homem. Tive a primeira filha com 13 anos, hoje ela tem 42 anos (Irisvalda), depois tive o Jorge Luiz (40), Nilza Maria (34) e a Laurilene de Fátima (31). A única que mora em Florianopolis é a Laurilene. Quero muito trazer todos para cá e poder ajudar e ficar perto de todos eles, esse é meu maior sonho. Rosane: Meus sonhos são fazer um curso de enfermagem, computação, tirar a carteira de motorista e quem sabe fazer uma faculdade de medicina ou advogada. Quem sabe? É meu sonho! E melhorar profissionalmente e como pessoa.


Fotos:Divulgaçãp

VOLTE A ESTUDAR

Você conhece alguém que quer terminar os estudos? A Secretaria de Educação oferece a Educação para Jovens e Adultos (EJA) em vários locais da cidade. Descubra a seguir qual é o polo da EJA mais próximo.

NÚCLEO EJA CENTRO I MAT – ESCOLA SILVEIRA DE SOUZA Rua Alves de Brito, 334, Centro CEP: 88015-440 Fone: (48) 3225-4946 Diretora: Carina Santiago dos Santos Rede social: https://goo.gl/lt3Bol E-mail : ejacentromatutino@gmail.com NÚCLEO EJA CENTRO I NOT - ESCOLA SILVEIRA DE SOUZA Rua Alves de Brito, 334, Centro CEP: 88015-440 Fone: (48) 3225-4946 NÚCLEO EJA CENTRO II - E.B. DONÍCIA MARIA DA COSTA Rodovia Virgílio Várzea, 2507, Saco Grande CEP: 88032-100 Fone: (48) 3238-2299 Diretora: Rosemar Ucha Peres NÚCLEO EJA CONTINENTE I - BIBLIOTECA CONTINENTE Rua João Evangelista da Costa, 1160, Coloninha CEP: 88090-300 Fone: (48) 3271-7914 Rede social: www.facebook.com/ejacontinente2015

NÚCLEO EJA LESTE I - E.B. JOÃO GONÇALVES PINHEIRO Rua Silvio Lopes Araújo, 290, Rio Tavares CEP: 88048-391 Fone: (48) 3232-6269 Diretora: Ana Beatriz de Menezes de Carvalho NÚCLEO EJA LESTE III - E.B. MARIA CONCEIÇÃO NUNES Servidão Três Marias, 437, Ingleses CEP: 88058-600 Fone: (48) 3269-3091 NÚCLEO EJA NORTE I - E.B. HERONDINA M. ZEFERINO Servidão Três Marias, 1072, Ingleses CEP: 88058-600 Fone: (48) 3369-4058 Diretor: Antônio Chedid Neto NÚCLEO EJA NORTE II - E.B. OSMAR CUNHA Rodovia Tertúliano Brito Xavier, 661, Canasvieiras CEP: 88054-600 Fone: (48) 3266-5312 Diretora: Iara Proença de Souza NÚCLEO EJA SUL I - E.B. ANÍSIO TEIXEIRA Rua João Câncio Jacques, 1461, Costeira do Pirajubaé CEP: 88047-010 Fone: (48) 3226-1154 NÚCLEO EJA SUL II - E.B. JOSÉ AMARO CORDEIRO Rodovia Francisco dos Santos, 1691, Morro das Pedras CEP:88066-00 Fone: 3338-7834 Diretora: Sandra Aparecida Luckmann Prats

Identificar as notas de dinheiro foi uma vitória para Rosane FACEBOOK.COM/REVISTAITS

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EDUCAÇÃO ESPORTE

Por Luciana Paula

“Dane-se a

FOBIA!” Canção contra o preconceito é apresentada em evento internacional de educação em Cuba por Letícia Grala, professora da escola municipal José Amaro Cordeiro

Tudo começou com uma visita da pesquisadora Miriam Grossi à escola municipal José Amaro Cordeiro, no segundo semestre do ano passado. A professora da Universidade Federal de Santa Catarina desenvolvia a oficina Papo Sério, que leva o debate sobre questões de gênero e sexualidade para as escolas. Na ocasião, as turmas do projeto foram convidadas a participar do VII Concurso de Cartazes sobre

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Lesbo-Trans-Homofobia nas escolas, da UFSC. “Após a oficina, enquanto eu, a professora Miriam Grossi e a coordenadora pedagógica da escola, Francesca Moresco, conversávamos sobre o trabalho realizado, percebemos que uma das estudantes, a Gabriela Ventura, ainda permanecia na sala e parecia interessada na conversa. A professora Miriam, bastante atenta, chamou a Gabi para bater um papo conosco. Foi aí que esta brilhante menina lançou uma ideia que nos deixou surpresas! Disse a Gabi: ‘professora, em vez de fazermos um cartaz sobre os temas discutidos nas oficinas, podemos compor uma música? Eu escrevo a letra!’” Nas palavras da professora de música Letícia Grala, assim nasceu

a canção “Dane-se a Fobia”. Em março deste ano, ela repetiu esta história para professores de música de toda a América Latina, na cidade de Havana, Cuba. O trabalho “DANE-SE A FOBIA: construindo a diversidade por meio da música. Notas sobre relações de gênero, sexualidades e música em uma escola pública da Ilha de Santa Catarina, SC, Brasil” foi apresentado pela professora no XII Congresso da Associação Internacional para o Estudo da Música Popular. Letícia, que é doutoranda em Antropologia Social, pela UFSC, e está licenciada para conclusão de sua tese, concedeu-nos via email esta entrevista sobre a viagem e o projeto que desenvolveu no ano passado.


Fotos: Arquivo Pessoal

Revista its - Como os estudantes reagiram à discussão destes temas (Lesbofobia, homofobia, transfobia)? Letícia Grala - No início, foi bastante tenso. Piadinhas e brincadeirinhas preconceituosas tomavam conta de boa parte da turma. Ainda que alguns estudantes não compactuassem com as atitudes preconceituosas dos colegas, a grande maioria da turma zombava destes temas. Falar sobre lesbofobia, homofobia e transfobia não foi fácil no início. Revista its - Quais as maiores dificuldades e a importância de abordar estas questões? Letícia Grala - Apenas pronunciar as palavras lesbofobia, homofobia e transfobia já causava alvoroço em grande parte da turma. As turmas são compostas por cerca de 30 estudantes e, salvo algumas exceções, a grande maioria se mostrava desconfortável em discutir tais temáticas. A Gabi, em uma das entrevistas sobre a realização deste trabalho musical, disse que seus pais conversam bastante com ela sobre os mais variados temas, inclusive sobre estes e sobre os perigos de posturas preconceituosas. Então ela, a Gabi, disse que se sentia tranquila em falar sobre esses temas. Ao ouvir essa fala, percebi que uma das grandes dificuldades enfrentadas na sala de aula para realização deste trabalho foi a falta de diálogo sobre tais questões com esses estudantes em suas vidas fora da escola. Portanto, é de fundamental importância abordar essas questões no ambiente escolar, lugar central para a construção de conhecimento, cidadania e combate ao preconceito. Desconstruir posturas preconceituosas e promover o respeito mútuo foi um dos objetivos no trabalho. Importante ressaltar o papel da música neste processo. Foi por meio do trabalho musical que estas questões, até então bastante tensas na turma, ganharam maior atenção e, aos poucos, respeito. A experiência musical tornou este trabalho bastante significativo para a turma.

Professora Leticia e Gabriela apresentando a canção na UFSC

Revista its - Que dicas você daria aos professores que querem fazer projetos semelhantes? Letícia Grala - Estou aceitando dicas também (risos). Estou sempre buscando aprender e aprendo muito com os estudantes também. Neste trabalho, assim como nos demais que desenvolvi, procurei promover o protagonismo e o envolvimento dos estudantes nas atividades. E o fazer musical foi o que possibilitou isso. Trabalhamos também muito fortemente a questão de tentarmos nos colocar no lugar do outro, provendo o respeito às diversidades e diferenças.

Revista its - Como foi apresentar o projeto em Havana? Já tinhas participado de eventos internacionais? Letícia Grala - Foi uma experiência fantástica. Havana é uma cidade bastante musical e a educação é muito valorizada. E foi enriquecedor trocar experiências musicais com pessoas de vários lugares do mundo. Sim, já havia participado de eventos internacionais com outros temas que trabalho no curso de doutorado em Antropologia Social na UFSC. Mas foi a primeira vez que levei um trabalho desenvolvido na escola. E isso foi especial. Unir temáticas que abordo em meu curso de doutorado (questões de gênero, música) com o trabalho desenvolvido na escola foi desafiador e gratificante.

Letícia dividindo a experiência em Havana

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Fotos: Sergio Vignes/ICSC

Registro da musicalidade cubana

Revista its - Que outros projetos você conheceu lá que foram inspiradores? Letícia Grala - É uma pena não conseguirmos dar conta de todos os trabalhos apresentados num congresso internacional. Contudo, destaco aqui, dentre os que pude conhecer, os trabalhos que deram visibilidade a produções musicais realizadas por minorias e também aqueles sobre educação musical que privilegiam e valorizam o saber local dialogando com formas nativas de ensino-aprendizagem musicais.

Revista its - No evento, você teve contato com profissionais da educação de outros países. Em comparação com a sua experiência, o que você acha que temos de positivo aqui e o no que podemos melhorar ainda mais? Letícia Grala - O Congresso da Associação Internacional para o Estudo da Música Popular abrange trabalhos dos mais diversos âmbitos (meio acadêmico, conservatórios musicais, escolas, produções musicais etc). Fugindo um pouco da pergunta, pois isso daria páginas e páginas de discussão (risos), posso dizer que Florianópolis, em termos de Brasil, é um espaço privilegiado para a educação musical na escola, ainda que tenhamos muito a conquistar. Na Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), tive o privilégio de conhecer o professor Sérgio Figueiredo, figura que há muito batalha pela presença da música na escola. O quadro de professores e professoras de música da rede municipal de Florianópolis é excelente: profissionais competentes que desenvolvem e promovem um trabalho musical de qualidade nas escolas do município. Na escola em que trabalho, a José Amaro Cordeiro, a educação musical é incentivada pela direção e coordenação. A diretora Márcia e a coordenadora Francesca dão enorme apoio ao trabalho musical na escola, assim como os demais profissionais (secretários, merendeiras, pessoal da limpeza e professores). E isso favorece a realização de trabalhos musicais efetivos e significativos para os estudantes. Em Havana, fiquei simplesmente maravilhada com a presença da música na vida das pessoas. Desde cedo as crianças são incentivadas a tocar e cantar. O ensino de música e o fazer musical são muito vivos em Havana. Espero que Florianópolis também se torne assim (risos)! Penso que podemos!

Havana nas lentes da professora Leticia

Revista its - Como foi conhecer Cuba? Letícia Grala - Conhecer novos lugares e pessoas é sempre enriquecedor. Conheci apenas Havana e fiquei poucos dias, apenas durante o congresso. Contudo, tive grandes experiências. Havana é uma cidade linda em suas belezas naturais e arquitetura. A música lá é muito viva. Seu povo é hospitaleiro e culto. Percebi que sofrem de algumas privações de cunho material e que estão num momento de incertezas quanto aos rumos do país. Contudo, são pessoas muito politizadas e que pensam no bem comum. Revista its - Já tens novos projetos em andamento? Qual/ quais? Letícia Grala - Sim, tenho muitos. Mas no momento estou em licença para aperfeiçoamento profissional. Estarei fora da escola este ano para concluir o meu doutorado em Antropologia Social na UFSC. Foram três anos de escola e doutorado! Ufa! Então, este ano, que é meu último no doutorado, estarei afastada para escrever a tese. Mas retorno ano que vem para dar continuidade e aperfeiçoar o trabalho musical que vinha desenvolvendo junto aos estudantes na escola.

Turma cantando "Dani-se a fobia" na UFSC

Revista its - Sobre o ensino de música, que ainda não foi implementado em todas as escolas públicas do Brasil, qual a importância de tê-lo no currículo? Letícia Grala - Vejo a inclusão das Artes (Música, Dança, Artes Visuais e Teatro) nos currículos escolares como uma grande conquista. Penso que as Artes têm o potencial de promover grandes transformações. E isso em educação é fundamental. Nós, profissionais da educação, temos o compromisso de contribuir na formação de seres pensantes e críticos para que possamos construir um mundo melhor para todos e todas.


PROGRAMA REVISTA ITS ESPORTE

Por Jéssica Stierle jessica.stierle@portalits.com.br

A SUA ESCOLA TAMBÉM ACONTECE NA TELINHA DA RICTV RECORD Todos os sábados às 14h30 o programa @revistaits invade a programação do estado com o que de mais legal rola no mundo escolar. Se você perdeu, aí vai um resumo das matérias mais legais que você pode acessar em ricmais.com.br

Praticar esporte é bom demais, não é? O Denis é Guarda Municipal de Florianópolis e há três anos ele junta uma turma superbacana da Escola Almirante Carvalhal para praticar boxe. O projeto "Boxe na Escola" desenvolve no ringue atividades físicas e aspectos motoros, complementando a vida esportiva da garotada e as aulas de ed. física. Para alguns, os mais experientes a preparação para as aulas já é feita de forma esperta e rápida. Os mais novos contam com o carinho e dedicação do professor que desde se dedica ao passar valores através da modalidade esportiva.

Nada de paredes, janelas e aquele ambiente “normal” de uma sala de aula. Na Escola Ivo Silveira, de Palhoça a galera conta com uma eco-sala. A sacada parece louca, mas os alunos e o professor Adriano, de química garantem que o ambiente tornou a rotina escolar muito mais agradável. A sala de aula fica ao ar livre, em contato com a natureza no meio do horto florestal estruturado na unidade. Sim! Eles possuem um horto só deles com hortas, flores e até um laguinho com peixes. As vantagens de manter um espaço assim vão alem de sair da sala de aula convencional. Os professores utilizam o horto com projetos interdisciplinares que abordam os mais variados tipos de conteúdos dentro de suas disciplinas curriculares, tornando o aprendizado mais interessante. E ai? Curtiu a ideia?! Que tal implementar o projeto na sua escola?

Se você é antenado e curte moda, deve conhecer as Blogueiras cariocas Jade Seba e Thais Damaso. As duas somam mais de 1 milhão e meio de seguidores nas redes sociais. Elas desembarcaram em Floripa para uma ação que envolveu muitos looks, dicas de moda e solidariedade. o primeiro bazar do instituto Hope House reuniu a galera com uma causa nobre, arrecadar grana para a construção de uma escola de arte para crianças e adolescentes em vulnerabilidade. No evento o pessoal curtiu as peças de roupas e aproveitou para contribuir com a ideia, mas muita gente por lá estava na expectativa de conhecer as meninas de pertinho - e nós também, é claro!

REVISTA ITS | É NA ESCOLA QUE A GENTE ACONTECE

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CAPA ESPORTE

Por Luciana Paula

Júlia Martins e Rayany Wasem posam ao lado daorgulhosíssima Giselle Medeiros, professora do laboratório de informática da escola municipal Herondida Zeferino Medeiros

Conheça a dupla de alunas da escola municipal Herondina Zeferino que criou um app para ajudar animais abandonados e chegou às semifinais da Technovation Challenge 2016

20 REVISTA ITS | É NA ESCOLA QUE A GENTE ACONTECE


É impossível andar pelas ruas da cidade e não ver cães e gatos abandonados. O poder público e organizações sem fins lucrativos buscam soluções, mas não conseguem acabar com o problema. Para mudar esta realidade, Julia Martins e Rayany Wasem– ou Anny, como prefere usar nas redes sociais – criaram o Pet Goal, um aplicativo que ajuda animais abandonados ou perdidos a encontrar pessoas dispostas a lhes dar o carinho, o cuidado e o lar que merecem. Além de criar um dispositivo de utilidade pública, as meninas foram semifinalistas do TechnovationChallenge 2016, competição mundial que promove empreendedorismo e tecnologia entre garotas. Julia e Rayany têm 14 anos e são estudantes do 9º ano da escola municipal Herondina Medeiros Zeferino, nos Ingleses. Tudo começou quando a escola foi convidada a participar da Technovation Challenge, promovida pela ONG norte-americana Iridescent. Garotas do ensino fundamental e médio são instigadas a criar um aplicativo que tenha impacto social em suas comunidades. A ideia é promover a ciência e a tecnologia entre as mulheres ainda na escola, para estimulá-las a buscar carreiras nas quais ainda há predominância de homens. Diante do desafio, Julia e Rayanylembraram de Luna, uma cachorrinha que foi abandonada na escola. “Nós não podíamos ficar com ela porque já tínhamos animais de estimação. Então cuidamos e procuramos um lar para ela”, conta Rayany. Inventar um app para facilitar esta tarefa é motivo de orgulho para a dupla. “É bom ver uma coisa que você fez dando certo”, afirma Julia. “Eu estava no salão de beleza há poucos dias e escutei as pessoas falando sobre o app das meninas. Elas estão ficando famosas aqui no bairro!”, conta, orgulhosa, a professora Giselle Medeiros, educadora que atua na sala infor-

matizada. Ela acompanhou os grupos da escola que se inscreveram na competição. “Todos se empolgaram muito para participar. Quando as embaixadoras fizeram a palestra na escola, no final do ano passado, a lista de interessadas tinha cerca de 50 estudantes dos sétimos e oitavos anos, sem falar dos meninos que também queriam poder participar”. Ela explica que o número de interessadas foi diminuindo com o tempo porque as participantes precisavam comparecer ao Sebrae, em algumas ocasiões, para as etapas do desafio. “Tudo começou com o Hackday, um dia de mobilização, em que os grupos foram formados e tivemos o desafio de criar o plano de negócios” contou Rayany. Exercitar a habilidade de trabalhar em grupo, editar vídeos, desenhar as telas que compõem o app e apresentar suas ideias em público foi um pouco do que elas aprenderam para além de programação. A dedicação ao desafio ocupou o

tempo livre das meninas por três meses. Facebook, WhatsApp, ferramentas muitas vezes inimigas dos estudos, foram fundamentais para a comunicação da dupla com sua mentora, Deisirré Maestri. Mesmo ocupadas com a competição, elas mantiveram as notas altas. Trocar conhecimentos com estudantes de outras escolas, como o Instituto Federal de Santa Catarina, foi uma das compensações para o esforço. “Passando ou não para a final, nos Estados Unidos, nós queremos melhorar o app, colocar um chat, joguinhos”, conta Rayany. “Imagine, invente e construa”. Seguindo o lema da competição, elas provaram que tecnologia não é coisa apenas para meninos “nerds” e antissociais. Graças à iniciativa do grupo Anitas, que trouxe o Tecnovation para a Capital, o talento de gente com abraço amistoso, como o da Rayany, e de sorriso largo, como o da Júlia, pôde ganhar o mundo.

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TECHMOVATION CHALLENGE 2016 A competição está em sua sexta edição. O programa é destinado a meninas com idade entre 10 e 18 anos. Esta foi a primeira edição do "Technovation Challenge Florianópolis", em parceria com o Sebrae/SC e a Resultados Digitais, entre outras empresas de tecnologia. Com a equipe Carousel, Julia e Rayany foram uma das 12 semifinalistas pela regional que agrupa México, América Central e do Sul e o continente africano. As quatro finalistas da categoria ensino fundamental, neste ano, foram as equipes Angels Tech of Africa, de Camarões, com o app “NatureGift”; a California Coders, dos Estados Unidos, com o app “Lon8Don8”; a Changers, da Índia, com o app “ChangEd”; e a IDF, do Canadá, com o app “InDaFrigde”. As equipes finalistas vão para San Francisco (EUA), onde conhecerão empresas de tecnologia – como Google e o Facebook– e participarão da final, na qual a equipe vencedora receberá 10 mil dólares. ASSISTA AO VÍDEO DAS EQUIPES FINALISTAS! http://www.technovationchallenge.org/2016-results/

Bruna, Maria Luiza, Lara, Cassiane, Franciele e Gabriela

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PET GOAL Curta a página do Pet Goal e baixe o app em seu celular. www.facebook.com/petgoal

NO YOUTUBE Assista ao vídeo de apresentação e o tutorial do app no Youtube.

Elas desenvolveram responsabilidade, disciplina. Quando erraram, persistiram. E sem perder o bom humor, a cada acerto, comemoravam dançando

Prof. Giselle Medeiros

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PARA ALÉM DA SALA INFORMATIZADA

PIBIC – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio do IFSC (início agosto de 2016) Junto ao Instituto Federal de Santa Catarina, por meio de parceria com o professor Fernando Santana Pacheco, que desenvolve o projeto “Tecnologia e Engenharia no Fundamental:Diagnóstico e Atividades”, dois ex-alunos da Escola Herondina, atuais alunos do IFSC, atuarão na unidade como bolsistas.

Introdução à linguagem de programação Python aliada ao ensino de astronomia, na UFSC (curso realizado na terceira semana de maio na universidade) Por meio de parceria com o professor doutorAntonio Kanaan e o professor Adolfo Stotz Neto, os alunos podem ter seu primeiro contato com a linguagem de programação.

Animação em Stopmotion em parceria com Núcleo de Tecnologia Municipal de Florianópolis (NTM) Em colaboração com Patricia Vieira, assessora do núcleo, o projeto atende estudantes do 4º ano da professora Cristiane Wagner.

Computação na Escola, em parceria com a UFSC Projeto coordenado pela doutoraChristiane GressevonWangenheimtem uma oficina voltada para ensino de computação, programando apps de celulares (Android) com o app“Inventor”. Este app, gratuito, foi a ferramenta utilizada pelas meninas do Technovation.

OBI – Olimpíada Brasileira de Informática, promovida pelo MEC Em 2016, a OBI será realizada pela primeira vez na Escola Herondina.

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Queremos diminuir a venda e o número de animais abandonados na rua.

Rayany Wasem

A dupla de semifinalistas da escola Herondina Zeferino encontra na unidade uma série de projetos que desafiam e incentivam os alunos na área da informática. A professora Giselle Medeiros listou as parcerias externas da escola com esta finalidade.


Mulheres na Tecnologia:

ANITAS

A pouca representatividade das mulheres no campo da tecnologia inspirou a criação do grupo Anitas. Em homenagem à catarinense Anita Garibaldi, o grupo de mulheres engajadas no empoderamento feminino na área de tecnologia e empreendedorismo se baseia na troca de experiências e conhecimentos. O objetivo delas é inspirar confiança e despertar a solidariedade entre mulheres da área. Entre as ações do grupo estão aorganização de cursos, workshops, palestras e participação em iniciativas que buscam, de alguma maneira, incluir as mulheres na área de tecnologia e/ou empreendedorismo. O “Anitas nas escolas” promove ações em escolas de ensino médio e fundamental. Para saber mais, acesse: http://anitas.com.br/

GIRLPOWER Para ficar mais por dentro do assunto, se liga na matéria que a Revista Its estadual publicou em março deste ano.

Com a experiência, eu aprendi a trabalhar em grupo e muitas coisas novas sobre o mundo tecnológico

Júlia Martins

https://issuu.com/ revistaits00/docs/126_issuu

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FLORIPA LETRADA

Por Luciana Paula

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REVISTA ITS | Ã&#x2030; NA ESCOLA QUE A GENTE ACONTECE


Em seis anos, projeto disponibilizou 1,7 milhão de obras para usuários do transporte coletivo O ônibus lotado estaciona no terminal. As pessoas se aproximam da porta com pressa, mas os segundos se arrastam, enquanto, ansioso, você vê partir o próximo coletivo que deveria pegar. Difícil é encontrar quem nunca tenha vivenciado esta cena, afinal, quem nunca acordou com o pé esquerdo? E esta espera pelo próximo ônibus pode ser um momento aflitivo, ou não. Todos os dias, está a sua espera, nas estantes do Floripa Letrada, um mundo de novas possibilidades. Literatura, livros didáticos, apostilas, revistas, tem material para todos os gostos espalhados pelos terminais do Centro, Trindade, Canasvieiras, Lagoa da Conceição e Rio Tavares. E para aqueles dias em que você acordou – obviamente sem querer – antes do despertador, uma boa pedida é dar uma atenção para a sua prateleira de livros. Selecionar os que não mais lhe interessam e levá-los até uma das estantes do Floripa Letrada mais próxima. Aquela obra que hoje está pegando poeira na sua casa pode fazer a diferença nas mãos de alguém que, como você, usa o transporte coletivo. Acreditando no poder desse pequeno gesto, desde 2010, a Secretaria de Educação da Capital, em parceria com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, já disponibilizou aproximadamente 1 milhão e 700 mil obras para as cerca de 370 mil pessoas que circulam pelos terminais todos os dias.

“Eu era pessimista, achava que as pessoas não gostavam de ler, isto não é real. As pessoas gostam de ler, são ávidas pela palavra impressa, pelas notícias, pela ciência, pelo conhecimento, mas a cadeia produtiva do livro ainda é muito cara para os brasileiros”, conta a socióloga Rosânia Tomaz, coordenadora do projeto. Das histórias que marcam os seis anos do Floripa Letrada, ela destaca que “professores e pesquisadores levam livros das estantes do projeto para compor acervos da biblioteca da Universidade Federal de Santa Catarina, como biblioteca pública”. Sobre a importância de devolver os exemplares, Rosânia revela ainda: “há depoimentos de leitores que ao deixarem seus livros nas estantes dos terminais, ficaram espiando quem acessa e coloca escondido na bolsa, já que não tem carimbo”. Na visão do secretário de Educação da Capital, Rodolfo Pinto da Luz, o projeto, além de colaborar para que a população entre no mundo da leitura, ajuda a suprir a carência de grandes bibliotecas públicas na cidade.

“Muitas pessoas estão escrevendo e publicando, há uma fome de leitura constante, parte da sociedade migrou para os e-books. Entretanto, a maioria confirma que aprecia letras impressas, assim, o projeto Floripa Letrada está consolidado como uma necessidade e um direito do usuário de transporte coletivo”, completa Rosânia. Das novidades para este ano, a socióloga frisa a expectativa de que o projeto se transforme em um programa com legislação própria e orçamento para melhorias na infraestrutura. Está em fase de finalização a transferência de uma grande enciclopédia para o acervo da biblioteca do Museu da Escola Catarinense, situado à rua Saldanha Marinho, antiga Faculdade de Educação. E ocorre ainda a formalização de uma parceria com Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) para impressão de cartilhas relacionadas à cidadania que serão fornecidas pelo projeto, tanto nas estantes dos terminais de integração quanto para escolas e população em geral.

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“Através da leitura, o ser humano pensa, reflete, se emociona, cresce, critica, cria, ousa, inventa, se ocupa e ‘pré-ocupa’, consegue ver e interpretar os outros. Enfim, somente a leitura tira a gente da ‘toca’. Muito mais que signos, a leitura permite a gente se sentir gente e, com este impulso inicial de pertencer, imaginamos que podemos ir além, e neste futuro está a nossa paz. Ainda bem que inventaram a escrita e nos ensinaram a ler”, conclui Rosânia, inspirando todos a buscar e compartilhar a leitura.

COMO PARTICIPAR

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Pegue a obra de sua preferência nos expositores (estantes) de um dos terminais do projeto. Se desejar, leve o livro ou a revista para ler durante o trajeto da sua viagem.

Outra opção é levar a obra para ler em casa.

Depois, devolva em um dos expositores e dê a outras pessoas a oportunidade de também ler.

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Deixe suas doações nas estantes do Floripa Letrada

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Curta a página e ajude a divulgar.

Curta a página e ajude a divulgar. www.facebook.com/floripa.letrada

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HISTÓRIA DA LOGO Um cavaleiro medieval montado sobre um cavalo não lhe diz nada? O símbolo do Floripa Letrada é o Dom Quixote, personagem do livro homônimo, publicado em 1605 pelo espanhol Miguel de Cervantes. A obra conta a história de um nobre entediado que de tanto ler romances de cavalaria resolve sair pelo mundo atrás de suas próprias aventuras. Já pensou se a ideia pega entre a galera que curte GTA? Em maio de 2002, “Dom Quixote”, o livro, foi aclamado como a melhor obra de ficção de todos os tempos, com votação organizada pelo Clube do Livro da Noruega. Proporcionar o acesso ao mundo imaginário da leitura e às viagens fantásticas de um bom livro é objetivo do Floripa Letrada.

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PROGRAMA REVISTA ITS ESPORTE

Por Jéssica Stierle jessica.stierle@portalits.com.br

“É NA ESCOLA QUE A GENTE ACONTECE”

E se você perdeu, a gente te deixa por dentro das novidades do programa @revistaits #PODERJOVEM

Se a ideia é fazer a diferença no ambiente escolar, a galera da Escola Getúlio Vargas, de Florianópolis, entendeu dos paranauês. Os alunos se uniram para criar na instituição um grêmio estudantil ativo e cheio de ideias. A intenção é melhorar a estrutura física do colégio e a vida dos colegas, por isso foi necessário contar com o apoio dos professores, coordenadores e da própria direção do #GV durante todo o processo de fundação e dar voz aos alunos. A raça ainda precisou estudar sobre a política e legislação de um grêmio, além de manter tudo dentro da lei, registrando até a documentação da chapa eleitoral em cartório. As mudanças por lá já começaram a rolar, e nós presenciamos isso ao encontrar uma sala de convivência todinha reformada para a galera aproveitar.

LACRADORA Nós contamos no programa a história de uma menina de apenas 10 anos que vem fazendo a diferença desde muito cedo. Aos 7 anos, Laurinha, estudante do colégio Gardner, de São José teve iniciativa de começar a juntar lacres de alumínio, aqueles de latinhas de refrigente, para trocar por cadeiras de rodas através do projeto Lacre Solidário. Depois de 3 anos, a sacada da aluna vem dando resultados, com 4 cadeiras já entregues. O mais bacana é que a iniciativa conta com a ajuda e apoio da comunidade escolar. Nós adoramos conferir isso de pertinho <3

DÁ PLAY AÊ!

UOWWWWWWW! Imagine o combo: Um simulador de montanha russa + realidade virtual + recreio = loucura Eu e a galera do programa fomos Balneario Camboriú e invadimos o intervalo da Escola João Goulart com a Rilix Coaster, um simulador de carrinho de montanha russa que fez a galera pirar. Com diversos cenários e com a sensação de experimentar as melhores decidas sobre os trilhos, não teve quem não se divertiu!

Se você quiser ficar por dentro dessas, e de outras matérias que foram ao ar é só se ligar no site RICMAIS.COM.BR e acompanhar as novidades que nós preparamos, ou sintonizar todos os sábados às 14h30 na RICTV Record. Tudo o que acontece no ambiente escolar, pode ter certeza que nós colocamos na telinha : )


RICTV RECORD ESTREIA

MAMONAS ASSASSINAS: A SÉRIE. Quantcha gente, quantcha alegria! Você vai adorar a história em 5 episódios da banda de rock mais bem-humorada de todos os tempos, que foi criada na década de 90 em São Paulo e conquistou o Brasil.

PREVISÃO DE ESTREIA: JULHO. SAT

SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO TELESPECTADOR RICTV RECORD

ENTRE EM CONTATO: (48)3212-4100

SAT

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SERVIÇO DE ATENDIMENTO ENTRE EM CONTATO: (48)3212-4100. AO TELESPECTADOR |RICTV RECORD SAT /RICTVRECORD @RICTVRECORDSC RICMAIS.COM.BR/SC

SERVIÇO DE ATENDIMENTO

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GALERIAS

Gabriel, Matheus e Luiz Deluchi

Alicia e Angelica

Cassiane e Ana Clara

ESCOLA

PAULO FONTES Cleia,Tatiana, Alan, Lara, Professora Fabiane e Ada

Bruna, Maria Luiza, Lara, Cassiane, Franciele e Gabriela

32 REVISTA ITS | Ã&#x2030; NA ESCOLA QUE A GENTE ACONTECE

Yasmin


Grabriela e Francieli

Fotos: DM Fotografia

Turma 92 do Paulo Fontes

Alunos do Paulo Fontes

Luiz Augusto e Cleia

Talita, Renata e Camila FACEBOOK.COM/REVISTAITS

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Maria Eduarda

Raissa e Fernanda

Lauana

ESCOLA

ANÍSIO TEIXEIRA

Fotos: DM Fotografia

Kalil, Shayara e Kerolee

Luiza,Rayane, Ana Vitoria e Maria Eduarda

34 REVISTA ITS | É NA ESCOLA QUE A GENTE ACONTECE


Mirelly e Caroline

Natalia, Ana Clara e Fernanda

Felipe e Maria Eduarda

Ana,Maria Eduarda C, Maria Eduarda e Tainara

Talles, William, Matheus e Mateus Marques

KauĂŁ, Jorge e Vitor

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Bruno, Erick e Mateus

Guilherme, JoĂŁo Felipe e Renato

Luiza e Vitoria

ESCOLA

HENRIQUE VERAS Ingryd, Gabrielle, Danilo, Ellen com a Professora Schirley

Vitoria e Isadora

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Everton, Vitor, Breno, Tiago, Davi, Julian e Marcos


Luiza e Maria Eduarda com o Professor Cesar

Rafaelly, Maria Vitoria e Camile

Fotos: DM Fotografia

Leticia, Melissa, Sophia, Isaque e Johny

Maysam, Nycole, Maria Eduarda e Luiza

Maria Eduarda, Fernanda, Brenda, Odhara, Ellen e Luiza

Maysa, Susana, Nycole e Vitoria

FACEBOOK.COM/REVISTAITS

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Ana Julia e Nathalia

Giovana e Gabriela

ESCOLA

VIRGILIO VARZEA

Fotos: DM Fotografia

Larissa, Brenda, Flavia, Nathalia e Maria Eduarda

Jordano, Luiz Eduardo, Javier, Alex e Erick

38 REVISTA ITS | Ã&#x2030; NA ESCOLA QUE A GENTE ACONTECE


Luana, Isadora e Ana Julia

Giovana, Nicole, Laura, Gabriela, Debora e Julia

Larissa, Brenda, Flavia, Nathalia e Maria Eduarda

Javier, Erick e Alex

Joao Vitor, Adriano, Pedro, Nicolas e Bruno

FACEBOOK.COM/REVISTAITS

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Aline e Daniella

Evellyn e Larissa

Giovanna e Maria Fernanda

ESCOLA

OSMAR CUNHA Camila, Mell Karoline,Vitoria e Beatriz

Daniella, Franciely, Rafaelly, Vanusa e Quesia

40 REVISTA ITS | É NA ESCOLA QUE A GENTE ACONTECE

João Vitor e Pedro Henrique


Paola, Ana Julia e Maria Eduarda

Fotos: DM Fotografia

Sthepany e Otavio Henrique

Turma 71 do Osmar Cunha

Julia, Ana Karolyna e Dhenifer

Lucas e Leonardo

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SAIDEIRA

Por Vanessa Esteves www.esteveswhere.com

A INTENSIDADE DAS PESSOAS SENTIMENTAIS O coração começa a bater forte. O sorriso discreto retorna. E até as bochechas rosadas dão o ar da graça. Queria, por alguns minutos, me colocar no lugar de outra pessoa. Saber o que ela sentia, olhava e até pensava. Encontrei, no meio de tantos descasos, alguém que também sentia ao extremo como eu. Acredito, sim, que as pessoas sentimentais um dia serão as mais valiosas no meio da sociedade. Enquanto elas se interessam pelos mínimos detalhes, o mundo admira a grandiosidade. Mas o que é grande para as pessoas sentimentais não é visto a olho nu, muito menos através de um microscópio. É sentido no coração. É algo que toda a alma de um jeito que poucas delas conseguem explicar. A vontade que as pessoas sentimentais têm é de poderem entender e reconhecer o que se passa na mente de outra pessoa. Duas pessoas sentimentais devem sentir a mesma necessidade. É algo como querer encostar as duas mãos diretamente no co-

ração do outro, para sentir tudo o que ele sente e poder, enfim, saber de tudo. No meio da multidão, pessoas são observadas. Observadas, talvez, por aquelas que não conseguem controlar os sentimentos. Por aquelas que ainda com tantos problemas querem abraçar o mundo e guardar todas as ferias para si. Pois acreditam que tirando essas partes ruins de cada um, aqueles com pouco sentimento na alma terão finalmente uma vida mais intensa. É por isso que, quando duas pessoas sentimentais se conhecem, o mundo parece ficar mais colorido. O sorriso fica mais sincero, as conversas mais leves e as preocupações não residem em suas mentes. E apesar de os problemas parecerem estar ainda maiores a cada dia, acredito que será cada vez mais fácil de encontrar alguém com sentimentos puros. Querendo somente o bem aos outros e sendo proprietário de um coração pronto para abraçar quem quiser.

sorriso fica “ Omais sincero, as conversas mais leves e as preocupações não residem em suas mentes

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Vanessa Esteves tem dezoito anos, mora em Florianópolis, é blogueira desde 2012 e futura jornalista. Apaixonada por livros, escrita, música, sorrisos e azul. Acredita que pode mudar o mundo (ou pelo menos uma parte dele) com suas palavras. Acesse: esteveswhere.com e saiba mais da garota


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Its Teens Floripa - 08  
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