Coordenador dos cursos: Design Bahcarelado, CST em Design Gráfico, CST em Design de Moda e CST em Design de Produto
Prof. Me. Marcos Vinícius Benedete Netto
Coordenadora do Curso de Arquitetura e urbanismo
Prof. Dra. Daniela Chiarello Fastofski
Coordenadora do Curso de Design de Interiores
Prof Me Ana Lúcia de Salles
Coordenadora do Centro Integrado de Comunicaçãode e dos cursos: CST em Fotografia, CST em Publicidade e Propaganda
Prof. Dra. Camila Cornutti Barbosa
Coordenador dos cursos: Bacharelado em Jornalismo, Prod
Audiovisual Cinema e Vídeo
Prof. Dr. Felipe Gue Martini
Equipe Técnica:
Projeto Editorial e Direção de Arte:
Prof. Me. Marcos Vinícius Benedete Netto
Apoio editorial:
Prof. Me. Giovana Santini
Equipe Técnica e colaboradores da edição:
Jane Menosso de Oliveira;
Carolina Basso de Ross, Luis Gustavo Silva dos Santos, Jamila Lora Bernardi,
Murilo Salvador Gazzi
João Paulo G O Vargas
Colaboradores do Imagem Podcast:
Jamila Lora Bernardi
Murilo Salvador Grazzi
Kayla Paim dos Santos
Murilo Polidoro Soares da Luz
Palavra do Editor
A Revista Imagem é um projeto do Curso de Design do Centro Universitário da Serra Gaúcha, FSG em parceria com os Cursos de Arquitetura e Urbanismo, Design de Interiores, Jornalismo, Produção Audiovisual e Cinema, Relações Públicas, Fotografia e Publicidade e Propaganda
Ela resgata a antiga publicação realizada pelos cursos de Design e Psicologia entre 2009 e 2016. A publicação mantém o seu propósito de ser elaborada por estudantes e professores, porém tem a pretensão de se tornar um canal de comunicação dos cursos citados sendo uma ponte entre o meio acadêmico, ex-alunos e alunos em potêncial e da comunidade geral Seu foco se mantém na difusão do conhecimento teórico e da pesquisa realizada no meio acadêmico, sobretudo da produção dos cursos da FSG. Além disso queremos trazer, assim como nas primeiras edições, assuntos atuais e de interesse ao público que buscamos cativar sempre mantendo a relação com a região e a cidade e com os cursos citados.
A ideia de mostrar o resultado alcançados por nossos alunos em disciplinas e TCCs visamos estimular aqueles que estão se preparando para estes desafios num futuro peóximo. Também é igualmente importante para aqueles que já passaram por estes desafios verem seu trabalho valorizado nesta publicação e reforçar os laços com aqueles que fizeram parte da
história dos nossos cursos. Ainda queremos demonstrar para aqueles que pensam em seguir uma carreira nas áreas criativas, ou que gostariam de entender melhor sobre um dos nosso cursos de graduação, o que fazemos e quais são as possibilidades e potênciais destas profissões.
Entendemos que os ssuntos atuais abordados por nossos professores ou convidados está alinhada com a visão da revista, e consequentemente, dos cursos que a compõe assim como do próprio Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG, de que, ao tornar visível o melhor da nossa produção ou das possibilidades que podemos explorar, seja no mundo acadêmico, quanto no mercado de trabalho estaremos estimulando o desenvolvimento e valorizando o produto do nosso terruá e seus produtores
Por fim, mas não menos importante queremos retomar o conceito do termo Imagem, que nomeia nossa revista e para isso nada melhor do que citar o trecho do texto editorial do primeiro numero “Do título aos conteúdos, o termo imagem é empregado denotando o seu sentido mais amplo e instigador.” Convido você leitor a descobrir conosco as várias e fascinantes possibilidades do termo imagem. Vamos juntos?
Artigos .......................
02 à 18
1
Entrevistas
Franciane Bourscheidt ...... pág. 07 à 10
Produção Acadêmica
Design Gráfico ........... pág. 12 à 26
TCCs Arquitetura......... pág. 27 à 32
Interiores ....................pág. 33 à 36
Ensaios .......................pág. 37 à 40
3
5
Memória
2
Curso de Moda ............................... pág. 41
CineDesign/Surrealismo .................. pág. 44
Eventos
Design pág 46
Arquitetura.................. pág. 46
Comunicação............... pág. 46
4
Especial
XI Prêmio Arquitetura...........pág. 47 à 66
Artigos Acadêmicos
Design ............... pág. 12 à 29
Arquitetura......... pág. XX à XX
6
1 Entrevistas
Entrevista
Nossa primeira entrevista para o podcast da revista imagem foi com a Ilustradora e Designer Franciane, formada na primeira turma do curso de Design Bacharelado, em 2010.
Franciane: Eu não sei qual a imagem que as pessoas têm de mim, até gostaria de saber. Mas eu pessoalmente, sem falar em trabalho, é muito difícil. Isso porque a minha vida pessoal e o que eu faço estão sempre muito juntos, principalmente na parte de ilustração. É uma coisa que não tem como desvincular porque é um gosto que acabou se tornando uma profissão
Mas eu sou uma pessoa que gosta realmente de arte, ilustração, fotografia. Eu gosto muito de transitar nesses meios, então, isso faz parte da minha vida e do meu cotidiano. Atualmente sou uma pessoa tranquila, que gosta muito de café (café é um hobbie para mim) Estou sempre procurando fazer coisas que não tenham tanto a ver com o trabalho para dar uma respirada nas ideias Acho que a inspiração vem de lugares diferentes, então eu procuro viver com experiências que me deixem bem para estar sempre bem no trabalho, e para fazer as coisas que eu preciso.
A ilustradora e Designer Franciane Borscheit
FrancianeBourscheidt
Entrevista 1
Eu tenho bastante dificuldade em me definir, mas eu tenho um fusca - traço de personalidade: ter um fusca. - gosto bastante de estar com as pessoas, por isso esse ano de pandemia foi bem difícil para mim porque eu gosto de ver meus amigos, de estar socializando, ir nos lugares, conhecer as pessoas, conversar e trocar ideias Eu amo e é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. Foi bem difícil ficar longe desses meios.
Eu sempre tento colocar uma coisa minha ali para me inspirar e me motivar também E eu sempre gostei, sempre fiz isso.
Às vezes a gente tem crises existenciais, acho que é normal em qualquer área
Eu já passei por diversos momentos de questionamentos “Será que eu ainda gosto de fazer isso?”, “O que será que eu faria?”.
Mas sempre acaba que eu gosto, eu segui e sempre me mantive na área.
Essa é a relação com a minha vida pessoal: trazer experiências e gostos pessoais para aquilo que eu faço
Tentar trabalhar o máximo com aquilo que eu penso e acredito.
Imagem: Qual é a relação dessa Fran com o design?
Franciane: É uma relação bem estreita, próxima. Porque eu sempre fiz isso, ainda antes de pensar em design. Era um hobbie, desde a infância eu sempre desenhei Então queria fazer algo relacionado, depois eu comecei a fazer design. É uma relação que sempre teve a ver com a minha vida. Eu sempre estive em contato com a área, ou com as pessoas da área, e o meu universo pessoal também transita muito dentro desses universos que servem de referência para o meu trabalho.
Eu busco muita inspiração dentro da minha própria vida quando eu vou fazer algo autoral
Entrevista
Onde acharmaissobreotrabalhodo estudioCandy:
Eu sempre busco projetos que conversem com as minhas referências pessoais e com os meus valores, acho que isso é o mais importante Eu tenho bastante dificuldade de trabalhar com coisas que eu não acredito Então a minha vida, as minhas crenças e os meus valores acabam influenciando também na forma que eu acabo realizando, porque eu também sou um pouco idealista. E acredito que o design precisa melhorar o mundo, então, eu entro em crises mais fortes quando eu bato com essas questão dos “Porquês?” da profissão.
Entrevista
Imagem: Eu queria saber um pouquinho da tua trajetória. Tanto durante a sua graduação, quanto na sua trajetória atual. O que tu anda fazendo? Quais as experiências que tu vivência atualmente?
Franciane: Bom, no momento atual eu estou aprendendo um pouco sobre desenvolvimento de sites e aplicativos, que é essa área super nova, chamada de UX/UI. Comecei há pouquíssimo tempo a aplicar isso, porque grande parte disso veio da minha base de design que é a minha formação. Então, agora eu estou vendo isso aplicado ao produto, ao desenvolvimento, ao foco no usuário e tudo mais. É uma coisa bem nova que eu estou me aventurando para ver o que eu acho Ainda é muito cedo para falar porque faz apenas 2 meses que eu comecei com isso Então, eu não sei o que te dizer ainda, não tenho uma opinião formada. Mas eu estou gostando, tem sido prazeroso, tem sido bom, não sei. Mas antes disso tudo, isso é uma coisa muito nova, então vamos colocar como algo à parte
Sempre trabalhei com design, desde os meus dezoito anos que foi quando eu entrei na faculdade Meu primeiro estágio foi na Secretaria do Meio Ambiente (SEMMA), eu fiz a parte gráfica de todos os materiais de lá. E desde então eu trabalhei na área de criação de empresas como assistente de marketing, e depois como designer Mas sempre foi na área de criação, que foi sempre o que eu gostei de fazer (diagramação e tudo mais). E no fim do curso eu comecei a explorar a parte de ilustração, comecei a estudar, desenhar e praticar muito
O meu desenho era bem diferente, meu traço era bem simples Eu desenhava desde sempre, mas tinha parado. E aí quando você para é uma coisa que fica estagnada, você não evolui naquilo e você precisa de treino. Então eu comecei a treinar muito e a desenhar muito porque eu queria ilustrar. E daquele ponto em diante que eu comecei a ser designer e a ser ilustradora
2 Produção Acadêmica
Que tipo de pessoa eu quero ser
Projeto: design Gráfico
prof Ms Marcos Vinicius Benedete NettoOrientador
Os movimentos de empoderamento e afirmação das pessoas de pele preta vêm ganhando força em todo o mundo e chamando a atenção do mercado brasileiro.
Pessoas pretas ou pardas ocupam mais de 56% da população brasileira. Por mais que esse movimento seja a maioria, a desigualdade racial ainda predomina no mercado de trabalho Segundo a PNAD* de 2017, pessoas negras recebem metade do que as pessoas brancas recebem de renda média do trabalho.
No meio empreendedor a realidade continua a mesma, onde pessoas pretas são as que mais empreendem. Principalmente as mulheres pretas, sendo mais empreendedoras que metade das mulheres brancas
Com a pandemia no Brasil, o racismo tem se agravado ainda mais. Entre o 1º e o 2º trimestre de 2020, cerca de 6,4 milhões de homens e mulheres negras perderam seus empregos ou deixaram de procurar trabalho devido à falta de perspectiva, enquanto as pessoas brancas na mesma situação somam cerca e 2,4 milhões.
Toda essa desigualdade, resulta em um racismo estrutural, que mateno a população negra em posição de subalternidade, causando desvalorização da cultura, intelecto e história
Ex. Aluno do Curso de Design Gráfico, Videomaker, Designer e Fotógrafo
João Paulo Vargas
“[ ] pensar o racismo como parte da estrutura não retira a responsabilidade individual sobre a prática de condutas racistas e não é um álibi para racistas. Pelo contrário: entender que o racismo é estrutural, e não um ato isolado de um indivíduo ou de um grupo, nos torna ainda mais responsável pelo combate ao racismo e aos racistas”
ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural
Todo esse problema é evidenciado em números, onde os 10% de brasileiros mais pobres, 75% são negros, segundo o IBGE.
O racismo não é só estrutural, mas também é homicida. Os Negros são a maioria das vítimas de homícido,e representam 75% do total, segundo o Atlas de Violência de 2019
Fazendo um recorte entre os jovens brasileiros, a taxa de homicídio de jovens negros é três vezes maior do que a de jovens brancos. Segundo a ONU, a cada 23 minutos um jovem negro é morto
Mais um futuro cancelado.
*PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios)
Afrofuturismo e o Projeto
Em um país que exclui e mata a juventude negra de forma sistemática, imaginar e construir outros futuros é urgente!
Quem traz o pensamento é Kênia Freitas.
Professora, Jornalista e Pesquisadora de comunicação dedicada a questão do afrofuturismo
Kênia imagina outras possibilidades de existência para negros, ou uma ideia radical, onde pessoas negras estarão vivas no futuro
Sonhar se torna revolucionário, diante de tanta opressão e violência.
Esse projeto propõe criar a conscientização de que a luta antirracista passa pelo incentivo da presença de pessoas negras, protagonistas, em diversos meios.
Nele contempla a construção de narrativas audiovisuais que visa mostrar a perspectiva de futuro de alguns jovens pretos de Caxias do Sul.
Para ter acesso ao projeto por completo, acesse: behance net/gallery/129453755/Quetipo-de-pessoa-eu-quero-ser
Entrevistados do projeto Que tipo de pessoa eu quero ser
Processo Criativo
1. Como foi feita a escolha dos entrevistados?
O projeto teve a necessidade de traçar personas e moodboards como ferramentas
Sobre os entrevistados, foi conversado com jovens que se alinhavam as personas, ou seja que estão saindo do ensino médio ou no início de sua jornada de trabalho e que são pró ativos sobre pautas raciais. Nisso apareceram pessoas como a Jamile, o Vinicius, a Taiara, o Tiago e o Yuri.
2. Como foi divulgado o projeto?
Foi divulgado no dia 30 de junho, com chamadas individuais dos entrevistados feitas em reels diariamente até a data do lançamento
O vídeo principal está disponível no Vimeo, para a visualização das narrativas individuais, foi criado um projeto no behance para hospedar todo o projeto
3. Como foi trabalhado o conceito visual desse projeto?
O visual dele precisava tratar de algo individual, introspectivo e ainda assim, diferente
Por isso o uso de um aspecto 4:3, para aproximar o entrevistado do espectador, e uma luz que dê volume e contraste ao entrevistado.
A parte gráfica precisava ser forte e simples para informação ser focada ao entrevistado Por isso a fonte Gotham bold e o amarelo dourado reforçam o peso que o gráfico precisa ter no projeto, mas ainda assim, fazendo bom uso do preto e branco para a simplicidade em momentos como gestão de caracteres
É importante deixar registrado, que esse projeto não foi feito sozinho.
A equipe da captação do projeto foi composta inteiramente por pessoas pretas, fortalecendo ainda mais a proposta do projeto.
Que tipo de pessoa eu quero ser é um projeto preto.
Disciplina
Projeto em Design Gráfico
prof. Ms. Marcos Vinicius Benedete NettoOrientador
William Bocchese
Aluno do Curso de Design Gráfico.
Designer Gráfico
ORIGEM
Historicamente, Pompéia é o berço da pichação. Foram encontradas escritas em paredes feitas em carvão com um instrumento chamado graphium.
As pichações podiam ter cunho poético, publicitário, político, além de anunciar eventos de interesse público e até mesmo serviços sexuais.
A marginalização da pichação na Europa aconteceu no século XIX Já em 1968, a pichação com cunho político é impulsionada em Paris por jovens que eram contra o governo do então presidente francês Charles De Gaulle
Já em NY, os primeiros registros da prática datam do início da década de 1960, tendo maior ocorrência em muros e trens de metrô São Paulo foi o palco das primeiras pichações em território nacional na década de 1960.
Inicialmente era uma forma de protesto contra a ditadura militar, praticada por integrantes de movimentos estudantis
(PRIMIANI,2020)
O QUE É PIXAÇÃO?
“A pixação ou pixo com “x” nomeia a prática feita em São Paulo e reconhecida por ter uma dinâmica social estabelecida há 30 anos e um estilo de letra específico, o tag reto, de formas pontiagudas”, explica Gustavo Lassala, mestre em Educação, Arte e História da Cultura e autor do livro “Pichação Não É Pixação”. (KRAUSE, et al., [s.d.])
Na cidade de São Paulo a pichação em paredes, muros, pontes, viadutos e etc., surge no período da ditadura, na década de 1960 Naquele período as manifestações tinham caráter prioritariamente político sendo conhecidas expressões de ordem como, por exemplo, ‘Abaixo a Ditadura!’, ‘Punição aos torturadores!’ ‘Viva a Liberdade! , dentre outras. Não havia ainda uma preocupação estética com as letras. (SERPA, c.2021)
Tipografia, Grafite & Pichação
Termo polissêmico com o qual brasileiros podem se referir ao sistema de impressão que emprega tipos móveis criado por Johannes Gutemberg, por volta de 1450; a um estabelecimento gráfico que utilize esse sistema; ou a um tipo de “letra de computador”(Helvetica, Times New Roman, etc ) BUGGY, 2018 p 142
No entanto, os designers em seu dia a dia profissional o utilizam com mais propriedade para definir as várias operações conducentes à criação, composição, impressão e/ou emprego multimídia de caracteres, tais como letras, números, sinais de pontuação, etc BUGGY, 2018 p 142
A principal diferença entre grafite e pichação é que a primeira está ligada à imagem, enquanto a segunda é relacionada à tipografia Porém essa distinção de nomenclatura acontece apenas em território nacional, já que em países como EUA e Colômbia, ambas práticas são chamadas de grafite. (CUNHA, 2017)
Segundo a Lei 9 605/98 no artigo 65, as pichações fazem parte dos crimes contra ordenamento urbano, patrimônio cultural e meio ambiente. Já o grafite, segundo o parágrafo §2, é considerado legal caso tenha o objetivo de valorizar um patrimônio e possua o consentimento do proprietário. (SOUZA, 2018)
Metodologia
A base metodológica para esse projeto de design será o livro Como criar tipos: do esboço à tela, escrito em conjunto pelos designers
Cristóbal Henestrosa, Laura Meseguer e José Scaglione. Porém, como explicam Elena Veguillas e Manuel Sesma na seção introdutória, “o livro em questão foi feito a partir de um método flexível, com princípios mínimos e práticos.”
Ainda na introdução, José Scaglione afirma que no design de tipos, não há regras fixas, mas sim uma série de preceitos necessários para tornar o processo operacional e a fonte funcional. As relações indicadas devem ser interpretadas como guias flexíveis para se começar a pensar em um problema de design
HENESTROSA, et al., 2019
Decisões Iniciais
O primeiro item a ser considerado é a motivação do projeto. Para isso, Elena Veguillas sugere uma lista com sete decisões iniciais que servem como respostas a várias perguntas que constituirão o projeto de design Dessas sete, foram escolhidas seis para a elaboração do projeto.
Segundo Cristóbal Henestrosa, a solução proposta deve ser atraente para pelo menos dois personagens:
O usuário da fonte (o designer que utilizará em determinada aplicação) e o usuário da mensagem (leitor).
HENESTROSA, et al , 2019
1. Para qual uso?
Projeto gráfico digital voltado para visualização em tela.
2. Quais são os requisitos especiais?
Exclusivamente para títulos e/ou uso em peças publicitárias que foquem na tipografia.
3. Qual é a extensão da família?
Criação de uma tipeface display, sem variações, com tipos em caixa alta e caracteres específicos para o alfabeto brasileiro
4. Em quais idiomas a fonte deverá sem implementada?
Português - BR.
5. Qual será o tipo de licença?
100% gratuita
6. Qual o tempo disponível para o desenvolvimento do projeto?
Três meses
Características Visuais do Pixo
Segundo o antropólogo da UNIFESP, Alexandre Pereira, as características principais dessa variação de pichação são: letras angulosas, retílineas e pontiagudas. PESQUISA FAPESP, 2018
Alheio ao grafitti de Nova Iorque, o pixo teve inpirações estéticas no movimento punk rock e heavy metal, que por sua vez foram inspirados pelo alfabeto rúnico nórdico.
PESQUISA FAPESP, 2018
Diferenciação de estilos de tipos
Tipos para títulos e para texto possuem objetivos distintos. Na visão de José Scaglione e Cristóbal Henestrosa, uma fonte para títulos é chamativa e pretende capturar a atenção do leitor em poucos caracteres Devido a isso, sua legibilidade e o respeito à tradição podem ser quebrados em busca de atrativos. Já fontes para textos devem ser invisíveis, para dar destaque à informação, sem acrescentar a ela qualquer carga subjetiva HENESTROSA, et al , 2019 p 16
Série de parâmetros
Em adição às decisões iniciais, José Scaglione sugere uma série de parâmetros para evitar alterações indesejadas em etapas finais do projeto em design HENESTROSA, et al , 2019 p 19
Como serão lidas?
Títulos.
Como e onde serão utilizadas?
Peças publicitárias, postagens em redes sociais e materiais de protesto.
Como serão reproduzidas?
Monitores com alguns usos para impressão (cartazes de protesto, por exemplo)
Esboços em Papel
Segundo Laura Meseguer, os métodos para realizar esboços dividem-se, basicamente, em dois passos:realizar os esboços em papel e digitaliza-los posteriormente. HENESTROSA, et al , 2019 p29
Para esse projeto, foram pesquisadas inspirações em pixações já expostas; logos de bandas de heavy metal e rúnas nórdicas. Desse modo, após a pesquisa visual, tiveram início os esboços em papel. Cristóbal Henestrosa recomenda que o início desse processo seja pela letra “A”, já que a mesma possui traços únicos e contém indícios suficientes de como serão as demais. A partir dessa letra, fica a critério do designer escolher a ordem que irá seguir para a criação dos tipos
esultado final da vetorização da fonte
O último passo realizado no software
Digitalização em Software
A partir do momento que os tipos que farão parte da fonte digital estão prontos, a próxima etapa é a digitalização Para tal, foi utilizado o editor de imagens vetoriais Adobe Illustrator, usando exclusivamente a ferramenta Caneta, baseada na curva de Bézier.
Adobe Illustrator foi a exportação individual de cada um dos 62 caracteres em formato .svg (sigla em inglês que significa gráficos vetoriais ecalonáveis), com um grid único para poderem ser usados no software específico de geração de typefaces, FontForge. Exemplo do caractere “A” disposto em um grid que serviu para padronização de tamanho da família tipográfica Para cada caractere foi criado uma artboard específica para exportação
Geração da Família Tipográfica
A última etapa do projeto, que consiste em gerar a typeface para ser utilizada por terceiros foi realizada no software FontForge.
O processo consiste em dispôr cada caractere em um espaço determinado para ser ativado quando o usuário apertar a tecla correspondente. Finalizada essa parte, resta apenas gerar a família tipográfica para testes e por fim, para fechamento do projeto
Ajustes & Refinamentos
Ao testar a typeface pelas primeiras vezes, foram notados erros que necessitavam de
ajustes. Alguns caracteres, por falha de software, não eram visualizados de forma correta ao se escrever com eles, desde modo, foi preciso realizar a exportação para o FontForge novamente para ter êxito Outro ajuste que precisou ser realizado foi o kerning, que por vezes estava ou muito distante ou muito próximo
Resultados
Abaixo você pode ver algumas aplicações da fonte em cartazes e num editor de texto, se quiser baixe e experimetne
Baixe a fonte e teste!
Disciplina
Projeto em Design Gráfico
prof Ms Marcos Vinicius Benedete NettoOrientador
Gracielli Schiavo Barbosa
Aluna do Curso de Design Gráfico, Designer
Prototipagem
Veja como funciona clicando na imagem do youtube ou copie o link: https://www.youtube.com/watch?v=OqCKu98kdZ4)
Caroline Emer TCC II Arquitetura
Acadêmica em Arquitetura e Urbanismo
Trabalho de Conclusão de Curso em Arquitetura II
Prof. Ma. Juliana Guarnieri
CENTRO ASSISTENCIAL JOÃO NERY
O Centro Assistencial João Nery: Introdução e transformação Trans, é especializado na identidade de gênero. Foi criado em homenagem à um grande ativista trans Brasileiro.
João Nery foi uma das figuras mais importantes na luta pelo movimento LGBTQIA+, em busca pela garantia de direitos civis para as pessoas trans.
JUSTIFICATIVA DO TEMA
Grande parte da população Trans é excluída, vulnerabilizada e marginalizada na sociedade, encontrando diversas dificuldades no exercer de sua cidadania O Brasil lidera o ranking de assassinatos de pessoas trans nos últimos 10 anos e estima-se que 90% das mulheres trans estejam na prostituição, sujeitas a diversas formas de violência. (ANTRA 2020).
A demanda do programa parte de uma situação social, e pela falta do equipamento, que poderia vir a ser uma das soluções para essa situação fortemente apresentada da desigualdade no Brasil. Devido à falta de preocupação e cuidado com esse público, faz com que não haja referências arquitetônicas com este viés.
O centro tem um programa que foca no
atendimento social, jurídico, psicológico e no desenvolvimento dessas pessoas para se inserirem novamente na sociedade mais capacitadas e respeitadas pela sua autonomia e identidade de gênero.
CONCEITO
A área de intervenção tem um grande potencial- Atualmente é uma região esquecida. Busca-se um local público-privado, aonde toda a comunidade possa usufruir desse espaço.
Zoneamento
Implantação
TCC II Arquitetura
Karina Guimarães Camillo
Acadêmica em Arquitetura e Urbanismo
Trabalho de Conclusão de Curso em Arquitetura II
Prof. Ma. Paula Nader Rodriges - Orientadora
Projeto
Design de Interiores
Kesia Venso e Maiara Prasniski Rodrigues
Acadêmicas em Design de Interiores
Projeto Interdisciplinar em Design de Interiores
Prof Ma Ana Lúcia de Salles
Proposta de um projeto comercial para uma loja da marca CK JEANS, desenvolvida em um espaço comercial localizado em Caxias do Sul, na rua Moreira Cesar no bairro São Pelegrino.
A loja, uma sala térra, fica localizado no centro comercial City Life e possui uma área total de 70, 58m² distribuida em dois pavimentos, sendo um composto por um mezanino.
Levantamentos
Proposta
Musica + Moda + Design
= Jamiroquai
Ensaio
Prof. Ms. Marcos Vinicius Benedete Netto
Coord do Curso de Design
Você deve estar pensando onde entra a Moda e o Design nesta equação, pois a banda de Jay Kay é conhecida pelo visual casual das vestimentas do vocalista, geralmente ligadas a marcas esportivas como a adidas somadas a chapéus e cocares mais exóticos. Não é difícil de verificar várias pessoas usando chapéus e cocares em shows da banda, inclusive os mais tecnológicos como um modelo usado por Jay Kay naturne pré e pós pandemia do álbum Automaton.
2
A banda inglesa que carrega a junção de duas palavras que expressam coisas muito diferentes já diz muito sobre esta banda fundada na década de 1990 e que sempre buscou uma sonoridade futurista com misturas como o funk e o acid jazz com uma pitada de ativismo, haja visto que seu primeiro álbum já soava como um alerta: “Emergency on the planet earth”
Não há muita informação sobre o nome da banda, mas algumas pistas levam a crer que venha do somatório de Jam, alusivo ao termo Jazz After Midnigth ou Jamsession, onde as bandas tocam de improviso e ainda a palavra mistura (vindo de Jamdo inglês: geleia, que em si é uma mistura) somada a palavra Iroquois em referência a uma tribo indígena nômade norte americana que ocupava a região dos grandes lagos entre Canadá e Estados Unidos, cuja filosofia e estilo de vida influenciou o vocalista Jay Kay, filho de uma cantora inglesa e um guitarrista português
Segundo Jay Kay a inspiração para o capacete de Automaton veio dos pangolins, primos dos tatu-bola, e suas escamas que usa tanto como proteção quanto como expansão corporal, que se assemelham em forma e movimento aos do chapéu de Automaton. Além disso o chapéu é automatizado com pequenos motores de passo como os usados em projetos de Robótica com uso de Arduino e IoT Segundo o músico o chapéu foi programado para reagir a musica, o que leva a crer que seja dotado de sensores, além dos motores que em automação são chamados de atuadores.
Este chapéu ou capacete futurista usado pelo vocalista da banda foi criado dentro dos princípios da Biomimética, que é a ciência que observa os fenômenos e processos da natureza, utilizando seus mecanismos para inspirar soluções que beneficiem o cotidiano das pessoas. O termo biomimética foi cunhado pelo engeiro americano Otto Schimitt em substituição ou oposição ao termo Bionica
Jay Kay não menciona como o chapéu foi confeccionado, mas é fácil imaginar uma modelagem 3D em softwares como Fusion360, Oneshape, NX ou Solidworks e posteriormente ter sido impresso em 3D para então ser montado, no que seria mais uma faceta maker da banda, será?
Confira nessa entrevista do vocalista do Jamiroquai onde ele fala sobre a e sobre o chapéu, e curta o som da banda ouvindo o álbum no spotify
clique
clique na imagem para abrir no youtube
Design Digital e Experiência
Ensaio
Prof. Es. Vinícius Colombo Sonda Prof do Curso de Design
2
O Design Digital é o segmento do design focado em soluções funcionais para telas dos mais variados dispositivos.Para que as soluções sejam funcionais, o profissional da área aplica, além de fundamentos do design, conceitos e técnicas específicas para o desenvolvimento de layouts em telas Em nossa disciplina, presente nos currículos acadêmicos dos cursos de Bacharelado em Design e Tecnólogo em Design Gráfico, os acadêmicos constroem durante o semestre projetos de produtos digitais Estes produtos reúnem a noção de um produto e serviço e entregam o valor aos usuários por meio do ponto de interação digital. O aplicativo bancário é um exemplo perfeito de um produto digital e da transformação digital dos serviços bancários Este produto oferece serviços online de forma mais rápida e conveniente que o atendimento tradicional.
Mas para que um produto digital tenha sucesso, a experiência do usuário é fundamental, sendo assim, ela é conceito fundamental de nossa disciplina. De acordo com Donald Norman, um dos criadores do termo UX, a experiência do usuário “é a forma com que você sente o mundo, é a forma que você experiencia a sua vida, é a forma que você experiencia um serviço, um aplicativo ou um sistema”.A UX não se resume a um layout bonito, mas sim a forma com que você experimenta um produto ou serviço
Deste modo, trabalhamos com o conceito do Design de Experiência, um conjunto de métodos que visam entender o comportamento do usuário durante toda a jornada de consumo, compreendendo seu encantamento e como fidelizá-lo. Melhorar a experiência de consumo vai muito além da venda. É preciso entender as motivações dos clientes, seus anseios, influências e, principalmente, quais as barreiras para a compra de produtos e escolha dos serviços. Quanto mais extraordinárias as experiências, maior a confiança na marca, produto ou serviço.
Em nossa disciplina, nossos acadêmicos são instigados a produzirem seus projetos de produtos digitais seguindo a metodologia do Design Thinking. Tim Brown, um dos principais autores sobre o assunto, define como “uma maneira de pensar É geralmente considerado como uma habilidade de combinar empatia pelo contexto dos problemas, criatividade na geração de insights e soluções, e a racionalização de analisar e formatar as soluções ao contexto”. A metodologia é definida em 5 fases, sendo que em nossa disciplina trabalhamos as 4 primeiras fases:
Métodologia de Design
Imersão
A etapa onde nos aproximamos, descobrimos e classificamos o problema, identificando seu contexto de todos os possíveis pontos de vista.
Definição do Problema
Após o levantamento de dados da fase de Imersão, os próximos passos são analisar e sintetizar as informações coletadas para a melhor compreensão do problema. A etapa da Definição é sobre identificar o problema do cliente de forma clara e passível de soluções.
Ideação
Esta fase tem como objetivo gerar ideias inovadoras para o tema do projeto. Para isso, utilizam-se as ferramentas criadas na fase de definição do problema para estimular a criatividade e gerar soluções que estejam de acordo com o contexto trabalhado.
Prototipação
Tem como função auxiliar a validação das ideias geradas na fase anterior.
Dentro os projetos desenvolvidos e apresentados pelos alunos no 1º semestre de 2021, estão ecommerce com realidade aumentada aplicada na escolha dos produtos, app de hábitos para cuidados com gatos e app de guia de estabelecimentos e lazer ligado a proposta do projeto Viva São Pelegrino.
Protótipo de app e-commerce com realidade aumentada aplicada na escolha dos produtos desenvolvido pelo acadêmico
Henry PerassoloAlbé
app e-commerce com realidade aumentada - Henry Perassolo Albé
app de hábitos para cuidados com gatos
Guia de estabelecimentos e lazer ligado a proposta do projeto Viva São Pelegrino