Issuu on Google+


Editorial

EDITORA Leila Coronado PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO Diretores e Compradores PERIODICIDADE MENSAL exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral TIRAGEM 20.000 exemplares JORNALISTA RESPONSÁVEL Leila Coronado MTB 0070177/SP leila@agenciacoronado.com.br CIRCULAÇÃO Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais DIREÇÃO DE ARTE Jonas Coronado ASSISTENTE DE ARTE André Akira Karla Dias Sergio Willian DEPARTAMENTO COMERCIAL Alex Santos alexdirecional@gmail.com Paula De Pierro paula.pierro@gmail.com ATENDIMENTO AO CLIENTE Claudiney Fernandes IMPRESSÃO Prol Gráfica

Para anunciar, ligue: (11) 3881-3260 / 3881-3375

Filiada à

Tiragem auditada por

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 faleconosco@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br

Mais um ano que se vai, e nesse momento aproveitamos para refletir sobre o que passou e fazemos planos para o que vem por aí. Fazendo uma retrospectiva sobre a educação no Brasil, constatamos que este foi um ano marcado por fusões no setor de ensino privado. Uma das maiores e mais significativas foi a fusão Kroton-Anhanguera, aquecendo o mercado financeiro com seu ingresso na bolsa de valores. Nos últimos dois anos, houve um crescimento de 30% no faturamento do setor privado de ensino superior. É um setor em ascensão, sem dúvida. Mas é necessário zelar pela qualidade de ensino. É fato que o setor deve continuar buscando a expansão, porém há de se ter cuidado para não mercantilizar o ensino no país. E a retrospectiva sobre nossa Revista Escolas, resultou em satisfação por podermos olhar para trás e ver que dedicamos todos esses anos à um trabalho gratificante no qual podemos aprender levando a informação, e de alguma forma, fazendo parte dessa expansão do setor. A Revista está completando 10 anos. Uma década trabalhando para levar informações, dicas, empresas do segmento, e manter nossos leitores ligados no que acontece na área da Educação. Sentimos a necessidade de comemorar essa década bem vivida. E para essa comemoração, decidimos inovar. A partir da próxima edição, nossos leitores poderão ver a nova “cara” da Revista Escolas. A equipe da Direcional Escolas sempre batalhou para trazer à vocês um conteúdo bem elaborado, e assim vamos prosseguir. Mas o visual contará com um layout mais leve para que sua leitura seja mais agradável. Nosso site também acompanhará a mudança de visual, uma organização mais clean e de fácil acessibilidade. Aguardem! Enquanto isso, apreciem nesta edição: Os desafios da inclusão, em Conversa com o Gestor veja a importância de realmente praticar uma inclusão efetiva e acompanhe a ação inclusiva do Colégio Radial, que possui interpretes de Libras em salas de aula. Em Dicas temos Berçários, a escolha do segundo ninho; Estudos do Meio, vivenciar o que se estuda; e Pisos-Tratamento, cuidado onde você pisa. Em Fique de Olho, veja como a Comunicação Visual pode agilizar o fluxo de informações e melhorar a comunicação com pais e alunos. E por hora, seguimos trabalhando nas melhorias para comemorar nossos 10 anos, e desejamos Boas Festas a todos. Que o espírito natalino se transforme em consciência humana permanente, e que todos consigamos perceber que somos iguais enquanto seres humanos, não há diferenças!

Feliz 2014!

Leila Coronado Editora

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Caro leitor,

DIRETORES Alex Santos Paula De Pierro

3


SUMário

06 CONFIRA NO SITE Espaço reservado para informações sobre tudo o que acontece no mundo da educação e matérias extras da Direcional Escolas. Acompanhe.

08 COLUNA GESTÃO DE IMPACTO O calendário no Ano da Copa Christian Rocha Coelho, fala sobre O Calendário no ano da Copa e de que maneira esse evento interfere no cotidiano escolar.

10 CONVERSA COM O GESTOR Os desafios da Inclusão Sueli Cain, diretora acadêmica do Grupo Weducation, mantenedor do Colégio Radial, fala sobre a inclusão e nos conta a experiência do Colégio Radial, que possui interpretes de Libras em salas de aula com alunos surdos.

CONFIRA AINDA DICAS: 14 Berçários - A escolha do segundo ninho

FIQUE DE OLHO: 25 Comunicação Visual

18 Estudos do Meio - Vivenciar o que se estuda

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

22 Pisos - Tratamento - Cuidado onde você pisa

4

5


www.direcionalescolas.com.br No site da Direcional Escolas, você encontra grande acervo de informações e serviços que o auxiliam na gestão administrativa, pedagógica e da sua equipe de colaboradores. Acesse e confira. Acontece O SESI-SP promoveu, no último dia 03, em Heliópolis, o encontro “Na Trilha dos Saberes - Sarau Cultural”. O evento aconteceu no Polo Cultural da comunidade e teve a participação de Walter Vicioni Gonçalves, autor do livro Programa SESI-SP na Trilha dos Saberes – uma possibilidade de educação além do reforço escolar. Superintendente do SESI-SP, diretor regional do SENAI-SP e membro titular do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, Vicioni reuniu seus mais de 40 anos dedicados à educação para detalhar neste livro um projeto de educação não formal, que inclui atividades de esportes, de artes, cultura e de reforço escolar. A obra aborda a identificação de deficiências, o reconhecimento da capacidade dos alunos e a possibilidade de aprendizado e desenvolvimento de conhecimentos aplicados a situações reais. O livro retrata a experiência que o SESI-SP realiza, desde 2007, em nove Centros da Criança e do Adolescente (CCA), em Heliópolis. Atualmente, o projeto atende 1.040 crianças e adolescentes, entre 6 e 14 anos.

Direcional Escolas Você curte a Direcional Escolas? Então clica lá no Facebook: https://www.facebook.com/DirecionalEscolas

6

Veja matéria publicada na Edição 83 - “A inclusão ultrapassa os muros da escola”: entrevista com o neurologista Marco Antônio Arruda Acesse: http://migre.me/gRQ4p

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Redação

7


COLUNA: GESTÃO DE IMPACTO

O calendário no Ano da Copa

C

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

om o aval do Ministério da Educação (MEC), muitos estados e municípios decidiram driblar a Lei Geral da Copa. Um levantamento realizado pela Rabbit constatou que grande parte dos estados e munícipios irão manter atividades pedagógicas durante o período dos jogos. Nos locais em que o calendário foi adaptado como Minas Gerais, as aulas começarão mais cedo - com exceção da Bahia, cujo ano letivo terá início só depois do carnaval e término em 26 de janeiro de 2015. Chancelados pelo parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que autorizou escolas públicas e privadas de todo o País a manterem atividades durante a realização da Copa do Mundo de 2014; Amazonas, São Paulo, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso e Rio Grande do Sul terão aulas durante algum período do Mundial. No caso do Rio Grande do Sul, o recesso escolar de meio de ano será após o torneio - de 19 de julho a 3 de agosto. Segundo o especialista em legislação educacional Dr. Célio Müller (www.advocaciaceliomuller.com.br), “o importante é a escola seguir as orientações do seu sindicato, assim ficará mais resguardada de quaisquer problemas jurídicos e trabalhistas que poderão vir a ocorrer”. Além disso, as escolas que mantiverem as aulas no período da Copa não poderão esquecer que do dia 12 ao dia 30 haverão 54 jogos televisionados. Desta forma, algumas precauções deverão ser tomadas:

8

- Antecipem os eventos e comemorações para que não coincidam com o período da Copa; - Cuide para que a data da sua Festa Junina não caia em dias de jogos do Brasil, ou mesmo em dia de jogos importantes da Espanha, Alemanha e Argentina; - Somente é permitido intitular e considerar “sábado letivo”, quando neste dia houver aula. Não podem ser consideradas para efeitos dos 200 dias letivos festas, atividades, passeios...

Calendário oficial e o sazonal O ano escolar tem que ser analisado por dois ângulos diferentes para que se

possa preparar um calendário eficiente e que cumpra seu papel de organização temporal. O calendário oficial composto por 200 dias letivos, recessos, férias, feriados, planejamentos, conselho, início e término das aulas e o calendário sazonal. O calendário sazonal que divide o ano em alta e baixa sazonalidade, sendo que, a alta compreende os meses de mais instabilidade por ser a época em que os pais começam a pensar em mudar de escola (setembro), rematrículas e captação de alunos novos. Esse período costuma perdurar até meados de março, dependendo da época que se inicia o carnaval. A baixa sazonalidade (segunda quinzena de março a agosto) é a época mais importante do ano, pois é o período que a instituição tem para desenvolver um ótimo trabalho pedagógico, deixar os alunos e pais satisfeitos, promover o institucional para que na alta sazonalidade as rematrículas e captação de alunos novos aconteçam de forma tranquila e natural. O calendário pedagógico da escola precisa respeitar a sazonalidade do mercado. A maioria das instituições de ensino comete um erro no desenvolvimento de seus calendários anuais, ao concentrar no final do ano os grandes Projetos de Endomarketing, como Feira de Ciências, Feira Cultural e Olimpíadas, não levando em conta que nesta mesma época ocorre o período de rematrícula e um aumento significativo na procura pelos clientes novos. Esse acúmulo de tarefas leva a escola a se desorganizar, deixando os colaboradores com a sensação de impotência e estresse. O calendário pedagógico do primeiro semestre será mais curto, por isso a escola deve explorar ao máximo as ações de Endomarketing até o início da Copa do Mundo, para divulgar a qualidade da prestação de seus serviços, seus diferenciais e, principalmente, o que os alunos aprendem em sala de aula. Assim, ao término do semestre, as famílias estarão encantadas com a escola e prontas para efetuar a rematrícula. A realização da pesquisa de satisfação ocorre no primeiro semestre, para que haja tempo da escola tomar as devidas atitudes na virada do semestre. Depois das férias do meio do ano, todos os colaboradores da escola unirão esforços na rematrícula, para depois se concentra-

rem nas estratégias de captação de clientes novos através de campanha publicitária, bom atendimento e pós-atendimento. Outra grande interferência que ocorrerá no próximo ano será as eleições para presidência. Qualquer instabilidade ou mudança externa afeta o mercado consumidor que imediatamente se retrai. A explicação andragógica é que o ser humano, na fase adulta, tende a voltar para zona de conforto ou se retrair quando está com medo. E uma mudança de governo e, por consequência, de política macroeconômica, tende a gerar inseguranças. Diante deste acontecimento, o que provavelmente acontecerá é um atraso natural das rematrículas, o que para as escolas é de extrema periculosidade, pois deixa seus clientes livres em época de alta sazonalidade para conhecerem outras opções de escolas. A sugestão é contrabalancear a tendência pessimista e preparar-se desde o início do ano, para implantar na virada do semestre, políticas mais aguerridas, como antecipar a data de lançamento da rematrícula. Não é aconselhável finalizar o ano com a reunião de planejamento. Depois de um ano com tanto trabalho, as pessoas estão cansadas e precisam renovar as suas energias. Da mesma forma, tenho como opinião proporcionar férias coletivas para toda a escola na semana entre o Natal e o Ano Novo. O baixo número de contatos e matrículas não compensa o esforço de manter a escola aberta, com uma equipe que iniciará o próximo ano desgastada. Portanto, recomendo a reunião de planejamento no início do ano letivo. Christian Rocha Coelho é especialista em andragogia e diretor de planejamento da maior empresa de gestão, pesquisa e comunicação pedagógica do Brasil, a Rabbit Partnership. Mais informações: (11) 3862.2905 / www.rabbitmkt.com.br / rabbit@rabbitmkt.com.br

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Por Christian Rocha Coelho

9


Conversa com o Gestor/Colégio Radial

Os desafios da inclusão

P

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

or décadas a deficiência física foi vista como um mal irremediável. No passado, os indivíduos que nascessem com características físicas diferentes do que se julgava “normal”, eram considerados amaldiçoados por apresentarem anomalias, e por este motivo eram abandonados a sua própria sorte ou, as famílias os escondiam da sociedade. Foi a partir do século XIX, que se sentiu a necessidade de entender os motivos pelos quais um indivíduo apresentava alterações físicas, parcial ou completa, acarretando limitações no desempenho de funções. Porém, o fato de serem compreendidos ou estudados, não significou o fim da exclusão social praticada contra as pessoas “diferentes”. Toda diferença, sempre foi motivo de preconceito, seja ela social, física, racial, sexual, e a lista pode ser extensa, infelizmente.

10

Nos anos 60, deu-se início ao movimento de integração social. Apesar de ter sido um primeiro passo, encontrou-se dificuldades, pois, integrar significa que o deficiente deve adaptar-se à sociedade sem que esta se adapte à ele. É fácil falar sobre inclusão social, difícil é praticá-la de fato. Felizmente essa realidade vem mudando, principalmente pela força de vontade daqueles que lutam por seus direitos e fazem valer as leis que os defendem. Na verdade, pessoas que se consideram normais também podem apresentar alguma de deficiência, seja ela de caráter moral ou democrático. Afinal, ignorar o fato de que somos todos iguais enquanto seres humanos, ainda que com diferenças físicas ou de qualquer outro tipo, é uma falta grave. Visitamos o Colégio Radial, uma instituição de ensino que cumpre a Lei (Decreto 5.626/2005 - que trata da garantia do direito à educação das pessoas surdas ou com deficiência auditi-

Por Leila Coronado

va). Além da “Conversa com o Gestor”, também conversamos, não com surdos, mas com alunos extrovertidos que talvez não nos ouça, mas nos sente, nos vê, interagem e nos ensinam que somos iguais, não importando o idioma ou a maneira de se expressar. O essencial é se fazer entender, ter o direito de ser o que se é, e ser respeitado na sociedade. Acompanhe entrevista com Sueli Cain, diretora acadêmica do Grupo Weducation, mantenedor do Colégio Radial. O que é inclusão? Para a nossa instituição, inclusão é aceitar e respeitar o outro com suas diferenças e ajudá-lo na sua inserção na vida pessoal, social e profissional. Quem são os alunos diferentes? O que os torna diferentes? São considerados diferentes pela sociedade todos que fogem da “normalidade” definida por ela, como por exemplo, os surdos, cegos, os que têm comprometimento mental ou físico, os superdotados e os que apresentam problemas comportamentais. Como o Colégio Internacional Vocacional Radial teve a iniciativa da inclusão? Passamos a receber alunos surdos de escolas especiais, pois os pais não estavam satisfeitos em mantê-los sem contato com a realidade que iriam enfrentar ao sair delas. Queriam realmente a inclusão. Desde quando o apoio aos alunos surdos foi implantado e por quê? Há cerca de 30 anos atendemos alu-

nos surdos. Ao recebê-los, percebemos que teríamos que nos preparar para isso. Passamos a ter uma Coordenação de surdez, oferecemos aos professores aulas de Libras e palestras com especialistas, as avaliações passaram a ser traduzidas e corrigidas com outro olhar, levando em consideração a capacidade de comunicação específica de cada um deles. Com o crescente ingresso de alunos surdos, passamos a oferecer aos colegas de sala ouvintes, aulas de Libras para que houvesse maior interação entre eles. Além disso, temos intérpretes em todas as salas em que há um aluno surdo e, por serem educadores, além da tradução, os acompanham na parte pedagógica enviando relatórios à Direção quando notam alguma dificuldade. Inclusão x integração – qual é a diferença na visão do Colégio Radial? A integração pressupõe a mudança do aluno para que possa fazer parte de um determinado grupo e não a aceitação de suas diferenças. Trabalhamos com a inclusão, pois oferecemos condições de crescimento pessoal, profissional e social, respeitando suas diferenças. Apesar de termos intérpretes, sabemos que não encontrarão um deles nos locais em que irão trabalhar, ou em um local público, em hospitais etc. Por isso, participam de todas as atividades com alunos ouvintes, desenvolvem projetos, aprendem a se comunicar por outros meios, fazem as mesmas avaliações que os colegas, apesar de traduzidas - visto terem o vocabulário mais restrito, leem os mesmos livros, enfim, participam da vida escolar como qualquer aluno. Fazem inclusive o curso técnico,

participam das aulas de inglês, que são ministradas nessa língua e viajam aos Estados Unidos em curso de imersão. No ano passado, dois alunos surdos participaram dessa viagem e, baseados nas dificuldades que um surdo encontra ao viajar relatadas por eles, uma de nossas intérpretes, com dois alunos surdos que irão viajar neste ano e o Coordenador do curso de informática estão criando um aplicativo para celular a fim de ajudá-los nessa nova experiência. Já temos, neste ano, um dos nossos alunos surdos trabalhando na área em que fez seu curso técnico e aprovado em arquitetura em um dos vestibulares de 2013. Um exemplo de inclusão, de aceitação, de incentivo à participação pode ser confirmado com um vídeo feito para o Catraca Livre, em que nossa aluna Isabela declama em libras um dos poemas de Vinícius, projeto sugerido pelo site como homenagem aos Cem anos de Vinícius. Ela deu um show de interpretação, de expressão corporal. Comunicou mais do que um aluno não surdo. Alunos com outras deficiências também possuem acessibilidade? Sim, já tivemos muitos alunos cadeirantes e um aluno cego. Sabemos que as diferenças podem causar bullying. Como os professores são preparados para lidar com essa questão? Nossos alunos, desde pequenos, são orientados para um olhar de inclusão, para desenvolvimento de ações sociais e filantrópicas; há sempre algum projeto voltado à ajuda ao próximo proposto pelo professor. Com esse valor desenvolvido e o contato com colegas com “diferenças” desde criança a aceitação é natural. A convivência entre pessoas diferentes é crescimento mútuo, ambos os lados crescem, aprendem e, o melhor, tanto as crianças como os adultos passam a ver a vida de forma mais natural, passam a aceitar melhor suas dificuldades. Aprendemos muito com essas crianças e suas famílias, que nos ajudam muito na educação de seus filhos. Deficiência, classe social ou racial, crianças superdotadas, ou qualquer outra minoria que possa sofrer discriminação. O Colégio aborda a inclusão de um modo geral? De que maneira? Incluir é dar condições iguais a to-

dos, independentemente de suas diferenças. A nossa metodologia já promove trabalho em grupo, com alunos diferentes em todos os sentidos e é com essa diferença que há o crescimento. Um aluno superdotado, por exemplo nos ajuda como monitor e, dessa forma, se sente valorizado e os alunos aprendem com ele. Os cadeirantes e alunos com dificuldade de locomoção são “abraçados” pelos alunos. Temos alunos de escolas do Projeto VENCE que fazem curso técnico e montam equipes com os alunos matriculados exclusivamente em nossa instituição, desenvolvem e apresentam projetos juntos, dividem conhecimentos, experiências. A cultura da inclusão é muito antiga e frequente em nossa escola, por isso os alunos diferentes são aceitos com naturalidade. Quais as perspectivas futuras a respeito da inclusão escolar? No nosso histórico, temos grande número de alunos surdos para inclusão e são eles que trazem os colegas até nós. No último teste de bolsa que realizamos neste mês, tivemos a participação de mais de cinco candidatos surdos e para eles já estamos contratando mais intérpretes. Continuaremos com os trabalhos de acompanhamento, tradução de avaliações, intérpretes em todos os eventos, reuniões com pais e intérpretes, atividades em grupos heterogêneos, desenvolvimento de projetos, enfim, atividades que promovam realmente a inclusão.

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Conversa com o Gestor/Colégio Radial

11


Conversa com o Gestor/Colégio Radial

Perfil da Escola

Localização: tem unidades nos bairros do Jabaquara e em Santo Amaro, Zona Sul. Número de Instituições e unidades: duas unidades Fundação: O Radial é uma instituição com mais de 45 anos de experiência em educação. Iniciou suas atividades com os ensinos técnico, fundamental e médio. É referência no ensino técnico em São Paulo. Mantenedora: Integra o Grupo Weducation Ciclos escolares: oferece cursos técnicos em Administração, Informática, Eletrônica e Comunicação Visual. Instalações (da Unidade central): Biblioteca Laboratórios de informática com computadores conectados à Internet Auditório com capacidade para 180 pessoas

Conversa com alunos Estiveram presentes: A Diretora do Colégio Radial, Silvia Otila que deixou evidente seu empenho em acompanhar alunos e colaboradores. Também, os alunos Gustavo Maluhy Kopaz, Ricardo Fujikawa, Jorge Fellipe Rodrigues, Rusdy Delgado Rabeh, e as intérpretes Bianca Alencar, Gislaine Caroline Guedes e Jamile Jose Silva. Os alunos participantes são surdos e foram unânimes em dizer que preferem frequentar a escola regular. Alguns passaram por escolas especiais, aprenderam o básico, mas afirmam que a escola regular é de extrema importância para seu desenvolvimento intelecto-social. As intérpretes demonstraram ser mais que meras profissionais de acessibilidade, mas companheiras cotidianas de estudantes em busca de conhecimento e crescimento pessoal. A Direcional Escolas agradece a oportunidade de presenciar ações inclusivas como esta.

Cantinas Laboratórios de Biologia, Química, Física e Eletrônica Sistema de segurança com câmeras e equipe de profissionais especializados Instalações adaptadas a deficientes físicos cadeirantes Quadra Poliesportiva

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Alfabeto em libras

12

13


DICA: BERÇÁRIOS

A escolha do segundo ninho

Por Leila Coronado

14

A relação deve ser honesta e frequente. Algumas escolas possuem uma agenda diária que narra o passo-a-passo do desenvolvimento e das atividades da criança durante o dia, o que torna muito prático para os pais”. Ela complementa “Também sou mãe e já passei por esta fase. Quando criamos o berçário na instituição, pensei no que gostaria que fosse oferecido para meus filhos”, afirma. A Pedagoga, com especialização em educação infantil/ berçário, Aglair Iara Tito Fraga, diz que ao escolher um espaço para deixar seu filho, deve-se observar se a escola “comunga” dos mesmos ideais da família, para que juntas, família e escola, proporcionem uma educação parceira e completa. Além disso, analisar o que o berçário oferece, como o espaço físico, formação de equipe, segurança, higiene e cuidados.

Observar:

· organização das salas; · equipamentos e materiais (adequados e suficientes); · áreas de circulação de pessoas; · ventilação e luminosidade; · acessibilidade aos materiais (altura das crianças); · produções das crianças expostas; · área externa - que permita engatinhar, andar, correr e brincar.

Infraestrutura e Equipe É de suma importância a análise da infraestrutura, filosofia de ensino e qualidade da equipe do Berçário. Afinal, é ali que seu filho vai passar boa parte do tempo e absorver exemplos e impressões à sua volta, desenvolvendo suas habilidades, atitudes, raciocínio e capacidade de se relacionar. Segundo a pedagoga do Colégio Itatiaia, Eliana Fernandes “Na prática psicomotora, o movimento reflete a necessidade que a criança tem de expressar-se e integrar-se, possibilitando-

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

A

partar-se de suas crias, não é tarefa fácil para pais zelosos. É uma difícil decisão, que os pais têm que tomar ao chegar a hora de colocarem seus pequenos no berçário. Hoje, a vida cotidiana e o empenho profissional já não permitem que os pais cuidem dos filhos em casa, sem a ajuda de uma babá, avós ou escola. O primeiro sentimento é o de receio. Medo de deixar sua prole nas mãos de qualquer pessoa, pavor de que algo ruim possa acontecer ou de que não cuidem devidamente dos bebês. A segurança é fator primordial. Tudo o que se almeja é ter tranquilidade para ir trabalhar, e ao voltar, encontrar seu filho bem cuidado, alimentado e feliz, além de poder perceber seu desenvolvimento intelectual e social. É necessário cautela na escolha para que se possa obter a segurança desejada, a ponto de sentir que o berçário é uma extensão da própria casa, é como um segundo ninho. A diretora do Colégio Pitágoras (Belo Horizonte – MG), Cristina Durzi enfatiza “A decisão deve ser feita com calma e atenção. O diálogo com outros pais de crianças que frequentam o berçário também pode ajudar nessa escolha. Tudo deve ser observado na hora da escolha: a estrutura física, a formação da equipe, a higiene, o lazer e as atividades desenvolvidas, entre outros. Além do conforto dos bebês, é importante checar quais são as atividades diárias do berçário. É interessante realizar visitas em diversos momentos do dia para observar o cotidiano da escola: a criança deve ter o momento de brincar – para desenvolver a capacidade motora e mental; a hora do descanso; do banho; e das refeições. Todas as etapas são essenciais para o crescimento saudável e devem ter acompanhamento profissional, como de enfermeiras e cuidadoras com experiência na área. A flexibilidade e a comunicação entre a escola e os pais são essenciais para o bem-estar do bebê.

15


16

-lhe o desenvolvimento de novas capacidades que a levem a situações de independência e autonomia. A criança se comunica por meio de gestos, expressões faciais e do corpo, por isso, deve ser estimulada desde bebê, para que lhe garanta o desenvolvimento de suas capacidades. Desde os primeiros meses, o bebê é psicologicamente ativo e a maturação de suas funções sensório-motoras depende amplamente dos estímulos oferecidos pelo meio. A estimulação Psicomotora precoce surge através de preocupações fundamentadas na educação, na prevenção e mesmo na cura de distúrbios apresentados muito precocemente em determinadas crianças”. Quanto a equipe envolvida, é necessário que sejam formados em pedagogia, como comenta Aglair Iara Tito Fraga “Trabalhamos com profissionais formados na área de educação: um professor formado em pedagogia por sala, desde o berçário, e com auxiliares estudantes de pedagogia e, em grupos de bebês até 15 meses, temos uma assistente com formação em enfermagem. A cada dez bebês, três profissionais. De acordo com CME nº13/09 e a Deliberação CME 2/04, os docentes precisam ter o curso de Pedagogia, Normal Superior, admitida como mínima. A formação em nível médio na modalidade Normal. É imprescindível profissionais capacitados para essa faixa etária - Diretor ou Coordenador Pedagógico, com curso de Pedagogia ou Pós-Graduação em Educação. Na Vila do Saber, todos os profissionais passam por capacitações internas quinzenais e são oferecidos cursos externos de especialização.” O lactário é um quesito à parte. Deve ser em ambiente arejado e limpo, de preferência nas dependências do berçário, com refrigeradores em bom estado, os alimentos/mamadeiras devem ser identificados com os nomes de cada criança, mamadeiras e utensílios devem ser esterilizados diariamente, seguir as normas da vigilância sanitária, ter uma nutricionista que acompanhe e coordene a

alimentação dos bebês. “No Pitágoras Kids, espaço de berçário do Colégio Pitágoras, cada criança tem sua caixinha para armazenar os alimentos. Temos uma pessoa que fica apenas no lactário para cuidar e preparar tudo. Em relação aos alimentos, optamos por oferecer o que a família traz para a criança. Não preparamos a comida aqui porque cada criança tem uma dieta específica, orientada pelos pediatras ou pelos pais. Também devolvemos o que sobra para que a família possa saber o que foi consumido e como a criança está se alimentando, tudo registrado também na agenda de cada uma delas” nos conta Cristina Durzi. O fato é que nenhuma instituição poderá substituir a família, mas com o devido cuidado é possível encontrar uma escola séria na qual, pais e educadores, possam construir uma relação de confiança interpessoal em prol da educação das crianças. Eliana Fernandes pondera “A confiança será construída aos poucos, considerando que o trabalho de educar se dá a partir de uma parceria entre escola e família. A família precisa ter ciência do que deseja para seu filho e que a escola irá satisfazer estes desejos, todavia a escola precisa ter segurança sobre a sua missão e o que se prontifica a atender. Os profissionais precisam ser sinceros e ter transparência em relação ao que acontece no dia a dia do bebê sempre informando aos pais o que for relevante para o bem estar do aluno e dar um suporte pedagógico sempre que for necessário”.

SAIBA MAIS Eliana Fernandes Cristina Durzi Marcelo Mancini comercial@bmqsports.com.br moema@colegioitatiaia.com.br cristinadurzi@pitagoras.com.br Aglair Iara Tito Fraga aglair.fraga@viladosaber.com.br

Na proxima edição : Playground - Normas e especificações

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

DICA: BERÇÁRIOS

17


DICA: ESTUDOS DO MEIO

Vivenciar o que se estuda

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

N

18

ão importa a idade, todos gostam de passear. E não há melhor meio de prender a atenção das crianças do que levá-las para passeios educativos. Estudos do meio é uma ferramenta metodológica auxiliar no cotidiano pedagógico, que possibilita uma experiência que agrega vida à teoria estudada em sala de aula. Aprender passeando. Em geral, essas experiências ficam gravadas na memória do aluno, afinal quem não se lembra do seu primeiro passeio escolar ao Zoológico, por exemplo? Quando se aprende de forma natural e de maneira prazerosa, a teoria se fixa melhor e o aluno absorve com mais clareza as informações passadas pelo professor. Teresa D’Angelo – Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil ao Ensino Fundamental I do Colégio Vital Brazil explica “As atividades interdisciplinares possibilitam aos alunos o desenvolvimento de uma visão própria do mundo, por meio da interação com perspectivas da realidade que vão além dos livros, combinando os trabalhos das várias áreas do conhecimento, para que os conteúdos se inter-relacionem”. Não há uma faixa etária ideal, o que se deve levar em consideração é o tema em questão e de que maneira este

será explorado. A assessora pedagógica da Universidade de Cuiabá (UNIC), Antonia Gedy Simões Pires explica “Por se tratar de um estudo do meio e pela necessidade de apresentar o resultado das reflexões e ganhos de aprendizagem, penso que seria interessante que o estudante estivesse já com um bom nível de produção escrita. Contudo, é possível realizar o estudo do meio com a mediação da professora em grupos de crianças que não estejam com a escrita bem desenvolvida. Nesta perspectiva, o resultado das reflexões, ao invés de escrito, pode ser explorado verbalmente”. É primordial que haja um planejamento, conversar com os alunos sobre os assuntos a serem explorados, estudar o tema em sala de aula, conhecer previamente o local a ser visitado e traçar um roteiro de ações a serem exploradas in loco, promover o debate e possíveis soluções de problemas do assunto em pauta.

Onde levar a turma?

Quando se fala em estudos do meio, as possibilidades a serem exploradas são muitas. Mas procuramos especialistas para nos dar dicas sobre onde levar os alunos para que possa ser proporcionada ao estudante a construção de ligações entre as

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Por Leila Coronado

19


DICA: ESTUDOS DO MEIO

20

explorar a temática”. Antonia Gedy afirma que o professor tem papel fundamental nessas atividades interdisciplinares, pois todas as etapas do projeto devem ser discutidas com os alunos e professores, de modo a ficar claro a todos o quão rica é aquela oportunidade para a aprendizagem. Os registros escritos e fotográficos são muito importantes para que, retornando à sala de aula, se possa ainda tirar dúvidas e realizar a síntese provisória dos assuntos trabalhados. Segundo Karla Mamede “O papel do professor é de suma importância, pois ele é o responsável pelo planejamento e pela mediação das atividades e aprendizagens propostas. Assim, o professor deve planejar atividades criativas e atrativas que promovam transformações práticas a favor de uma sociedade mais humanizada, justa e solidária. Devem também promover a participação de todos através da conscientização da importância de sermos cidadãos conhecedores e participativos dos problemas sociais, econômicos e políticos”, diz. Cátia Rodrigues, mestre em Comunicação e Letras e Doutora em Língua Portuguesa fala sobre a importância da atividade interdisciplinar “Ela possibilita um enfoque mais abrangente das diferentes disciplinas em diálogo permanente, com a abordagem de temas relevantes na construção do conhecimento”.

SAIBA MAIS Teresa D’Angelo

teresa@vitalbrazilsp.com.br

Karla Mamede

karlamamede@hotmail.com

Mancini Cátia Rodrigues Antonia Gedy SimõesMarcelo Pires

profcatia@globo.com Universidade de Cuiabácomercial@bmqsports.com.br (UNIC) catia@italo.br

Na proxima edição: Passeios (museus, parques, zoológicos, cinema e teatro)

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

diversas áreas do saber, acerca do tema escolhido. A professora do curso de Pedagogia da Faculdade Atenas Maranhense (FAMA) em São Luís - MA, Karla Mamede destaca “A escolha do local depende muito da faixa etária dos alunos, grau de instrução e dos conteúdos que estão sendo trabalhados. No geral, é importante que os alunos conheçam como a sociedade se organiza visitando órgãos públicos, por exemplo, e entidades de caridade. Sugerimos locais que representam os movimentos culturais e monumentos históricos (museus, teatros e outros). São bastante explorados também ambientes naturais como praias, zoológicos, parques e empresas com atividades financeiras e filantrópicas. Como atuo na área de educação infantil, sempre levo meus alunos para a praia do Araçagy (localizada no município São José de Ribamar, vizinho a São Luís), onde exploramos a preservação dos manguezais. Visitamos também o museu Casa de Nhozinho (um dos maiores pontos turísticos do Centro Histórico de São Luís), localizado no centro histórico da cidade, a Assembleia Legislativa, para que os alunos tenham uma percepção acerca da organização política de nossa cidade, e supermercados, para oportunizar conhecimentos financeiros e outros”. Antonia Gedy Simões Pires complementa “Uma estação de tratamento de água pode ser tão interessante quanto ver uma nascente de um rio; uma cooperativa de produtores de alimentos naturais também pode ser tão interessante quanto uma fábrica de alimentos; só para citar algumas possibilidades. O mais importante é o quanto os professores consigam

21


DICA: PISOS – TRATAMENTO

Cuidado onde você pisa Por Leila Coronado

22

será definido de acordo com o uso de cada ambiente e faixa etária de quem irá utilizar o espaço. Em relação ao tipo de uso, deve ser levado em consideração o aspecto, desgaste previsto para as atividades, periodicidade para manutenção, ruído, quesitos térmicos e antibacterianos. Um bom ponto comparativo seria entre uma sala de aula de berçário e um auditório. Cada ambiente vai exigir diferentes especificidades do piso. Desta maneira, a melhor escolha deve elencar uma análise única para cada um deles. E Andrea Palomino, Gerente Administrativa de empresa especializada no ramo, aponta uma tendência no mercado “Os pisos ideais para o ambiente escolar são os antiderrapantes e uma nova opção que surge como tendência no mercado por oferecer baixíssima manutenção e alta durabilidade que são os concretos polidos” diz. Mas, que tipo de tratamento os pisos necessitam?

Cuidados e tratamentos

A professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Cuiabá (UNIC), Cássia Abdallah nos conta que “O tratamento dos pisos dependerá das características específicas de cada produto. De um modo geral, os pisos cerâmicos

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

E

m todo e qualquer ambiente, cada detalhe deve ser bem pensado de modo que proporcione, não apenas conforto, mas praticidade e segurança. E para o ambiente escolar, não é diferente. Além de valorizarem as instalações, a escolha certa pode diminuir gastos com manutenção diária e garantir para que ofereçam conforto e segurança. Mas afinal, qual o piso ideal para as diversas áreas escolares? Conciliar conforto, qualidade acústica, praticidade e durabilidade são critérios do mercado para desenvolver soluções de pisos em escolas. Muitas vezes, o piso mais indicado é o vinílico, por ser de rápida instalação e sem muita sujeira, já que as escolas não têm muito tempo disponível para reformas. Porém, a professora dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil e Engenharia de Produção da Uniasselvi de Indaial - SC, Anna Clara Campestrini esclarece “Os pisos vinílicos são recomendados para a utilização em áreas escolares, mas, devem ter uma manutenção com ceras específicas periódicas. Caso contrário, a vida útil do material decairá muito”. Segundo Anna Clara, o piso ideal para cada ambiente escolar

23


Fique de Olho – Comunicação Visual

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

e vinílicos dispensam um tratamento diferenciado. Inclusive, os fabricantes recomendam cuidado na utilização de produtos de limpeza, que muitas vezes danificam o piso ao invés de tratá-los. Existem vários tratamentos para piso, como lixamento, aplicação de resina, etc. O tratamento ocorre para facilitar a manutenção do produto, para revitalizá-lo quando ocorrer algum tipo de desgaste, entre outros.” Anna Clara Campestrini complementa “Uma necessidade comum é o tratamento antiderrapante para áreas de acesso comum e externas. A tonalização de alguns pisos moldados in loco também é uma opção de tratamento que dá resultados bastante interessantes para áreas escolares”. O ambiente escolar possui um alto tráfego, acarretando alto índice de atrito, queda de bebidas e alimentos, este é um dos benefícios do tratamento que pode ser desde uma limpeza profunda até um polimento e impermeabilização que proteja de qualquer substância que possa cair sobre o piso. Andrea Palomino explica que se pode também recuperar os pisos, desde que o mesmo não tenha sido absurdamente agredido, é

24

possível intensificar sua cor, seu brilho, tirar pequenos riscos e amenizar riscos profundos e em alguns casos até resolver com o corte da pedra. É importante ressaltar que cada situação deve ser analisada para que se possa diagnosticar a possibilidade de melhorias na superfície. Mas, é importante ressaltar que nem todo piso pode receber tratamento. Existem pisos que não aceitam tratamentos, ou seja, eles não têm a capacidade de receber películas de proteção, por exemplo. Sua superfície não irá aderir a nenhum tratamento após sua industrialização, como é o caso do piso cerâmico, que saem de fábrica com as exigências de qualidade do mercado de cerâmicas. Os benefícios do tratamento de pisos são evidentes, quando se dá a devida importância à manutenção e conservação do piso prolonga-se a vida útil do material, proporcionando proteção e conservação do revestimento, além de causar ação antiderrapante, o que oferece maior segurança para áreas com intensa circulação de pessoas. Basta consultar uma empresa especializada para que seja feita a análise do estado do piso e que tipo de tratamento é o mais indicado.

SAIBA MAIS Marcelo ManciniAndrea Palomino Anna Clara Campestrini comercial@bmqsports.com.br acca.arquiteta@gmail.com andrea@procleanbrasil.com.br Cássia Abdallah - Universidade de Cuiabá (UNIC)

Na proxima edição: Bebedouro

uma era em que a tecnologia está cada vez mais presente na sociedade, explorar recursos imagéticos é fundamental para a divulgação de ideias ou informações. Aguçar os sentidos, aproveitar a interatividade, e atingir rapidamente seu público alvo ou disseminar informações, são alguns dos resultados obtidos pela comunicação visual. A expressão “primeiro se come com os olhos”, significa explorar o visual de um prato para que seja mais bem degustado, por exemplo. É fato que todo indivíduo, corresponde de maneira diferente quando pode ter o contato visual, um exemplo é uma propaganda no rádio. Além de a abordagem ter que ser diferente, para prender a atenção dos ouvintes, não se pode contar com componentes visuais, o que pode dificultar a propaganda ou seu resultado. Baseando-se neste conceito, a New-Midia oferece soluções de rápida e fácil implantação, até projetos mais sofisticados para Sinalização Digital e Mídia Indoor, nos conta Sandra Janostiac, Diretora de Soluções e Tecnologia. “Para facilitar a vida do gestor, a New-Midia avalia a necessidade da escola e propõe a melhor solução x custos/ benefícios, considerando: software, har-

dware, produção de conteúdo, marketing e serviços. A empresa foi pioneira na utilização de recursos de tecnologia como forma de inovar a comunicação no segmento de Educação, dedicando-se desde 2010 à implantação de soluções específicas para o segmento. O tradicional Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo foi um dos primeiros a aderir.” A New-Midia desenvolve também projetos personalizados e adequados às necessidades de cada instituição educacional. Por ter uma atuação especializada no segmento de ensino, a empresa está acostumada a lidar com conteúdo que é realmente pertinente à dinâmica escolar, oferecendo muito mais do que apenas exibir informações de cotação do dólar ou previsão do tempo. Através de parcerias exclusivas, agrega conteúdos específicos para estabelecimentos de ensino: educação financeira, dicas nutricionais, lançamentos culturais e outras novidades planejadas para 2014. O Insper Instituto de Ensino e Pesquisas, conceituada escola de negócios e MBA Executivo de São Paulo, escolheu a solução New-Midia de Grade de Aulas para suas novas instalações da Vila Olímpia. Foram distribuídos 24 monitores pelos 8 andares e 3 subsolos.

Segundo Mariana Campos Souza, responsável pelo Marketing Institucional do Insper, a implantação do projeto da TV Digital no campus do Insper trouxe mais agilidade às atualizações de informações que antes eram impressas e afixadas nos elevadores e murais. A comunicação ficou mais ágil, permitindo que uma mudança na sala em que vai ocorrer uma aula, por exemplo, fosse feita em tempo quase que real. A princípio, os televisores estão sendo utilizados para divulgar os horários e locais de aulas e eventos e, num segundo momento, para divulgar outras informações da vida acadêmica e novidades no campus.

Fale com a New Midia (11) 3254-7621 www.new-midia.com

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

DICA: PISOS – TRATAMENTO

25


Acessórios, Bebedouros, Brindes, Cortiça e Quadros

Controle de Acesso, Gráfica, Informática, Kimonos / Vestuário, Laboratórios

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

A independência em suas mãos

26

27


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Idiomas, Manutenção Predial, Móveis

28 29


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Materiais de Limpeza, Pinturas Especiais, Pisos Pisos, Playgrounds

30 31


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Playgrounds, Quadras

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Playgrounds, Produtos para Crianças Especiais, Projeções Educativas em 3D

32

33


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014

Quadros e Lousas, Toldos e Coberturas, Uniformes

34 35


36

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2014


Revista Direcional Escolas Edição 94 – Dezembro-Janeiro/2014