Issuu on Google+


3

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013


Caro leitor,

DIRETORES Sônia Inakake Almir C. Almeida

Entre as notícias de destaque do final de 2012, novamente a divulgação dos resultados de um Exame Nacional do Ensino Médio (Enem, versão 2011) trouxe ansiedade, cobranças, justificativas e mesmo algumas comemorações junto às escolas, professores, pais e educadores. É inevitável olhar para as instituições mais bem colocadas, na vontade natural de querer conhecer seus acertos, bem como perguntar quais são os erros que têm condenado muitas outras, principalmente as públicas, a manter um desempenho pífio nos indicadores de escolarização dos alunos. Criado em 1998, o Enem já passou por muitas mudanças e a imagem mais forte que tem deixado sobre a sociedade é justamente essa perspectiva do ranqueamento e de disputa entre as escolas, o que gera estresse, pressões e compromete a qualidade de vida de jovens e adolescentes, conforme alertam especialistas que fazem seu atendimento em consultório. De outra maneira, entretanto, o Enem está obrigando as instituições a buscar novos formatos de avaliação dos alunos, ampliando o olhar sobre os processos de aprendizagem e abrindo oportunidades ao desenvolvimento de competências de leitura e escrita que antes não eram instigadas pelos processos fortemente atrelados à memorização dos conteúdos. Algumas escolas se lançaram à frente e assumiram o desafio de avaliar com mais regularidade e novas ferramentas o percurso seguido pelos estudantes - não mais em direção ao acúmulo das informações, mas sim no sentido de monitorar como eles estão articulando os conhecimentos para compreender os fenômenos do dia a dia, posicionar-se mediante eles e saber colocá-los em perspectiva na construção de um projeto de futuro. A reportagem Especial desta edição traz um breve relato das experiências empreendidas por duas instituições estabelecidas em São Paulo, Capital, e a análise do coordenador de vestibular do Insper, Vinícius de Bragança Müller e Oliveira, que vê com otimismo todo esse movimento. Segundo ele, as escolas precisam aprender a planejar a conexão entre “currículo, significação e conhecimento”. Não há uma fórmula pronta, senão a proposta de uma nova postura que permita construir coletivamente os projetos e as soluções, mantendo o olhar e a escuta sempre atentos ao contexto da aprendizagem, bem como aos acertos e desacertos da equipe gestora. Outras reportagens completam a revista Direcional Escolas, que fecha 2012 e abre 2013 em volume único, mas trazendo a mesma qualidade editorial e oferecendo ao gestor informações que o auxiliam em seu trabalho diário, sejam de natureza jornalística quanto comercial.

EDITORA Rosali Figueiredo PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO Diretores e Compradores PERIODICIDADE MENSAL exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral TIRAGEM 20.000 exemplares JORNALISTA RESPONSÁVEL Rosali Figueiredo MTB 17722/SP espacodoleitor@grupodirecional.com.br REPORTAGEM Rafael Lima CIRCULAÇÃO Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais DIREÇÃO DE ARTE Jonas Coronado ASSISTENTE DE ARTE Sergio Willian Cristiane Lima ASSISTENTE DE VENDAS Emilly Tabuço GERENTE COMERCIAL Alex Santos alex@grupodirecional.com.br DEPARTAMENTO COMERCIAL Alexandre Mendes Paula De Pierro ATENDIMENTO AO CLIENTE Catia Gomes Claudiney Fernandes João Marconi Juliana Jordão Grillo IMPRESSÃO Prol Gráfica

Conheça também a Direcional Condomínios e Direcional Educador www.direcionalcondominios.com.br www.direcionaleducador.com.br

Para anunciar, ligue: (11) 5573-8110 Filiada à

Tiragem auditada por

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados.

Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 7ª andar cj. 73 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tel.: (11) 5573-8110 - Fax: (11) 5084-3807 faleconosco@direcionalescolas.com.br 4www.direcionalescolas.com.br

Editorial

Desejamos um 2013 muito produtivo a todos, Rosali Figueiredo Editora

GANHADORES DO SORTEIO DIRECIONAL ESCOLAS 2012 Agradecemos a todos que responderam à pesquisa de atualização do perfil do nosso público e de avaliação da revista, e anunciamos, com muita satisfação, os ganhadores dos prêmios sorteados entre os nomes que enviaram à editora o questionário preenchido. 1º Lugar – E. E. Profa Margarida Maia de Almeida Vieira / Sra. Rosana Priante Oliveira (Prêmio: Um par de rádios Motorola EP 150 VHF) 2º lugar – Tropinha Educação Infantil / Sr. Osmar Júnior (Prêmio: Escorregador Toboguinho) 3º lugar - Colégio Benjamin Constant / Sra. Ruth Elster (Prêmio: Vale compras de R$ 80,00 nas lojas Saraiva)


5

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013


SUMário

08 COLUNA

14 ESPECIAL

GESTÃO DE IMPACTO: COMO DESENVOLVER A LIDERANÇA DO PROFESSOR EM SALA DE AULA O consultor Christian Rocha Coelho apresenta 16 estratégias que os gestores podem lançar para aprimorar as atitudes dos professores em sala de aula. Entre as propostas, incluem-se as próprias posturas corporais, pois a forma de se dirigir ao aluno diz muito sobre a assertividade e a confiança do educador.

PARADIGMAS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM O Enem está mudando a avaliação das escolas, agora mais preocupadas em formar um aluno que saiba compreender um fenômeno de maneira articulada a várias áreas do conhecimento, e que progressivamente amplie e aprofunde sua capacidade de observação. É preciso desenvolver competências e habilidades, a interdisciplinaridade e a transversalidade, o que exige novas formas de monitorar o ensino-aprendizagem.

10 GESTÃO REGIME TRIBUTÁRIO (SIMPLES, LUCRO REAL E LUCRO PRESUMIDO) Estudo do contabilista José Aranha Júlio, da Acerplan, apresenta os impactos dos diferentes regimes tributários sobre o lucro líquido das instituições de ensino. O mapeamento ajuda a definir a capacidade futura de investimentos de uma escola. Assim como um bom planejamento tributário, que contribui para diminuir custos e aumentar as margens de ganho das mantenedoras.

CONFIRA AINDA

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

DICAS: 13 BERCÁRIOS: TREINAMENTO 18 PARCERIA: ESTUDOS DO MEIO

6

20 PERFIL DA ESCOLA ASSOCIAÇÃO CRESCER SEMPRE / E.E. GOVERNADOR MIGUEL ARRAES Às vésperas de completar 15 anos e uma das pioneiras em parcerias com escolas públicas, a Associação Crescer Sempre, mantida pela Porto Seguro, atua junto a mais de cinco mil estudantes da comunidade carente de Paraisópolis, em São Paulo. E comemora grandes progressos no nível de escolarização, a exemplo dos alunos da E. E. Governador Miguel Arraes.

19 ALMOXARIFADO

FIQUE DE OLHO: 22 SISTEMAS DE SEGURANÇA EQUIPAMENTOS


WWW.DIRECIONALESCOLAS.COM.BR No site da Direcional Escolas, você encontra grande acervo de informações e serviços que o auxiliam na gestão administrativa, pedagógica e da sua equipe de colaboradores. Acesse e confira. SUBSÍDIOS AO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO DE 2013 ORGANIZANDO O RECOLHIMENTO DE TRIBUTOS E ENCARGOS Desde as mudanças mais recentes no Super Simples Nacional, instituídas em princípios de 2012 e que permitiram às escolas com faturamento anual máximo de R$ 3,6 milhões operarem dentro do regime, pouca coisa mudou no cenário tributário para as instituições de ensino. Na verdade, o que fica é a necessidade de se proceder a um mapeamento e monitoramento contínuo dos tributos e encargos, de suas respectivas bases de cálculo, alíquotas e datas de vencimento, de maneira a planejar melhor essa área e evitar perdas sobre o lucro líquido. Confira em http://migre.me/clIwg as reflexões dos tributaristas entrevistados pela revista Direcional Escolas sobre o assunto.

COLUNAS NOVAS ATITUDES EM SALA DE AULA O consultor em coaching pedagógico, Christian Rocha Coelho, avalia as 16 ações que os gestores escolares podem empreender junto aos professores de forma a que mantenham uma postura mais assertiva e proativa em sala de aula. Publicadas de maneira mais sucinta na pág. 8 desta edição, as dicas são complementadas na versão online da coluna. Leia ainda os demais artigos de sua autoria, publicados desde setembro de 2012.

A ESCOLA E O IMPERATIVO DA INOVAÇÃO Em novo artigo, o articulista Rodrigo Abrantes, professor de História e coordenador da área de Tecnologia Educativa do Colégio Joana D’Arc, de São Paulo, expõe os usos que as instituições podem fazer de plataformas, aplicativos e demais recursos da web, e demonstrar capacidade de “criar uma ação coletiva capaz de acolher a inovação em sua prática diária”. Confira.

GUIA DE FORNECEDORES

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Com dezenas de itens de segmentos diversos, de acessibilidade a acessórios e viagens, passando por eventos, entretenimento, idiomas, manutenção, papelaria, pinturas, pisos, playgrounds etc., o site da Direcional Escolas disponibiliza ao internauta um valioso cadastro de fornecedores. Confira no link http://www.direcionalescolas.com.br/anunciantes/fornecedores.

7


COLUNA: GESTÃO DE IMPACTO

COMO DESENVOLVER A LIDERANÇA DO PROFESSOR EM SALA DE AULA Por Christian Rocha Coelho

m professor líder que saiba motivar, que gera empatia e admiração da turma, e que tenha o domínio do processo de ensino-aprendizagem, certamente consegue ensinar mais e melhor. Essa capacidade de liderança geralmente não é ensinada nos cursos de formação de professores, mas pode ser desenvolvida pela coordenação nas reuniões de instrução e monitoramento. A seguir, selecionei as principais atitudes que os gestores devem mobilizar entre os professores, para que estes se transformem em líderes efetivos. A explicação completa de cada item se encontra disponível em nossa coluna virtual, no site www.direcionalescolas.com.br. ATITUDES RECOMENDADAS PARA A SALA DE AULA: 1 - Dê o exemplo - Seja o que você quer ver no outro. Se vista adequadamente, tenha um vocabulário apropriado, mantenha boa aparência, participe de corpo e alma dos eventos da instituição e cumpra os horários.

tem vínculos afetivos com os alunos e que está feliz em estar com eles. 6 - Tom de voz - O som da voz diz muito sobre o estado de espírito e, mais importante, sobre como a pessoa se sente com relação às outras. O tom curto, de pouca oscilação, passa a impressão de falta de vontade, monotonia e tristeza. Por outro lado, quando falamos com vontade e empolgação, o tom de voz se alonga, cria osci14 - Critique de forma direta - O líder lações, os finais das frases são arrastados e a voz fica mais nasalada, passando a sensação de que deve efetuar as devidas correções diretas e específicas ao invés de afirmações genéricas. Apoiese está falando com o “coração”. -se em avaliações de desempenho concretas. 7 - Personalização – Chame um aluno pelo Processos avaliativos subjetivos são encarados nome, pois assim resgatamos em sua memória como julgamentos e costumam deixar as peshereditária a sensação de segurança e a convida- soas desconfortáveis nos papéis de juízes e réus, quebrando os vínculos de confiança. mos para fazer parte de nosso clã. 8 - Ouvir Todo-Inclusivo - Segundo o psicopedagogo Fernando Monte-Serrat, saber ouvir é tão importante quanto saber falar. Mas o ouvir todo-inclusivo envolve não apenas as palavras, há necessidade de ouvir todas as linguagens, como a postura e as atitudes.

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

2 - Posturas (Movimento corporal con9 - Resposta Empática - Colocar-se no lutínuo) - O corpo diz muito sobre você mesmo gar do outro antes de responder a uma pergunta e os outros. Quando uma pessoa se interessa tende a gerar a sensação de compreensão por por outra a tendência é de que se incline ou se parte de quem escuta. movimente em direção a ela.

8

10 - Mantenha uma unidade de coman3 - Ocupação espacial - O ato de marcar do - Nunca faça críticas à coordenação, direção território, isto é, no início da aula passear pela ou à instituição mediante os alunos. classe, é uma demonstração física de liderança, que passa a sensação de proteção e, por con11 – Troque a crítica pelo reforço positivo sequência, acalma o grupo. - As pessoas preferem ser inspiradas a criticadas. Valorize tudo aquilo que você quer que seus alu4 - Construção empática - Breves con- nos repitam. versas no início da aula, quando estiver passeando pela sala de aula, demonstrando o in12 - Lidere com entusiasmo - A sala de teresse real no aluno, podem ser uma grande aula é um palco e o professor é o grande ator. fonte de energia para fazer com que ele siga Portanto, quando for aparecer em cena, demonsem frente. tre entusiasmo. Ele é contagiante, e todos adoram estar perto desse professor. 5 – Sorriso - O sorriso é um dos sinais de comunicação de compreensão univer13 - Cumpra as pequenas promessas sal: expressa alegria, felicidade, afeição e Somos motivados pelas pessoas em quem congentileza. Iniciar e finalizar a aula com um fiamos. Cumpra o que prometeu, não chegue sorriso no rosto mostra que o professor atrasado, lidere pelo exemplo.

15 - Esteja aberto à opinião - Se os professores forem exemplos de sensibilidade e receptividade e solicitarem feedback de si mesmos, aumentam a chance de encontrar aceitação por parte dos demais colaboradores. 16 - Saiba escutar - Pense no ponto de vista do interlocutor - não se precipite diante de descrições imprecisas dos fatos; atente para os sentimentos ocultos no subtexto antes de apressar-se em corrigir ou tecer uma opinião.

INVESTIR NO CAPITAL HUMANO “é ter a consciência de que é cada vez mais importante que os funcionários sejam aprendizes altamente qualificados, para que possam aprender novas tecnologias e se adaptarem às novas demandas de mercado”. (Elwood F. Holton III e Richard A. Swanson)

Christian Rocha Coelho é especialista em andragogia e diretor de planejamento da maior empresa de gestão, pesquisa e comunicação pedagógica do Brasil, a Rabbit Partnership. Mais informações: (11) 3862.2905 / www. rabbitmkt.com.br / rabbit@rabbitmkt.com.br


9

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013


GESTÃO: REGIME TRIBUTÁRIO (SIMPLES, LUCRO REAL E LUCRO PRESUMIDO)

QUAL O MENOR IMPACTO SOBRE O LUCRO LÍQUIDO? A Acerplan, empresa de consultoria e assessoria educacional, desenvolveu, a pedido da revista Direcional Escolas, um estudo comparativo dos valores dispendidos pelas escolas em relação aos cinco regimes tributários diferenciados vigentes no País e de que forma isso impacta em seu lucro líquido. A melhor opção para as instituições com fins lucrativos permanece com o chamado “Super Simples”, limitado àquelas que faturam até R$ 3,6 milhões anuais.

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Por Rosali Figueiredo

10

mercado educacional brasileiro privado sofreu profundas alterações na última década com a aquisição de instituições de graduação e pós-graduação por fundos de investimentos estrangeiros. O movimento começa a tomar corpo também na educação básica e preocupa as escolas particulares, que se veem cada vez mais pressionadas a ampliar suas margens de ganho para conseguirem investir na melhoria do ensino e fazer frente a essa nova concorrência. Uma das compras mais recentes foi a da Escola Cidade Jardim PlayPen pelo grupo inglês Cognita, ligado à rede C&A. A Play Pen foi fundada há 31 anos na zona Oeste de São Paulo e oferece Educação Infantil e Ensino Fundamental. “Com a globalização da economia e o consequente ingresso de novos concorrentes estrangeiros no segmento educacional, as escolas devem se reinventar do ponto de vista tributário”, alerta o consultor e especialista em tributos José Aranha Júlio, da Acerplan. Segundo ele, isso significa realizar planejamento tributário e seu monitoramento contínuo em busca de “contingências fiscais” ou “passivos ocultos”, de forma a evitar surpresas como a elevação dos custos e/ou a perda das margens, sempre, é claro, dentro dos limites da legalidade.

à revista Direcional Escolas (Confira na pág. ao lado), os custos com a carga fiscal podem chegar a quase 30% sobre a receita total, caso das instituições com fins lucrativos que atuam com o regime do Lucro Presumido. Nesta situação, para um faturamento anual de R$ 3,6 milhões, essas escolas ficariam no vermelho. Quem trabalha com uma receita total até esse patamar, deve optar, é claro, pelo “Super Simples”, que agregou em alíquota única seis impostos ou contribuições. A alíquota varia de 6% a 17,42%, de acordo com o faturamento. “A grande vantagem que o ‘Super Simples’ trouxe reside no fim do recolhimento separado do INSS patronal sobre a folha de pagamentos, em um percentual de 25,5%, o que, para uma escola que paga R$ 2 milhões anuais em folha de pagamento, representaria o pagamento de R$ 500 mil somente em torno dessa contribuição caso tivesse operando pelo Lucro Real ou Presumido”, analisa José Aranha Júlio. “O importante é que as escolas possam, dentro desses recursos legais disponíveis hoje, fazer um planejamento financeiro de maneira que mantenham em dia o recolhimento tributário e não paguem nem a mais, nem a menos”, completa o especialista.

“SUPER SIMPLES”

LUCRO PRESUMIDO

Conforme simulação desenvolvida pela Acerplan com exclusividade

“O lucro presumido pode ser adotado por empresas com receita bruta

Acompanhe, agora, o que acontece quando as instituições devem escolher entre o Lucro Presumido e o Lucro Real, segundo apresentação de José Júlio Aranha:

anual de até R$ 48 milhões. No caso, como o nome sugere, o Imposto de Renda e a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) incidem sobre um percentual preestabelecido pela Receita Federal. Nele, não importa quanto a empresa realmente lucrou. Neste cálculo considerado pela Receita Federal, a alíquota será de 32% da receita bruta para o setor de Serviços. Por exemplo: sobre uma receita bruta de R$ 100, há a presunção de que o lucro seja de R$ 32. Assim, os impostos serão calculados em cima desse valor e não do faturamento total. Dessa forma, o lucro presumido costuma ser a melhor opção somente para quando a empresa tiver lucro igual ou superior a 32% (caso específico para prestação de Serviços, incluindo os educacionais). LUCRO REAL “O Lucro Real está disponível a todas as empresas com receita bruta superior a R$ 48 milhões/ano. Nele, os impostos são calculados com base no lucro contábil apurado (receitas menos despesas comprovadas). Por exemplo, a base de cálculo, definida a partir do lucro líquido do período de apuração, poderá ser ajustada por adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação. Por isso o Lucro Real exige pessoal especializado na execução da contabilidade, a qual deverá estar rigorosamente em dia, além de rígidos controles das contas da empresa. Neste regime, é possível inferir que não havendo lucro, não restará, em regra, imposto devido, ou seja, para as empresas com prejuízo”.


GESTÃO: REGIME TRIBUTÁRIO (SIMPLES, LUCRO REAL E LUCRO PRESUMIDO)

Fonte: José Aranha Júlio / Acerplan Consultoria e Assessoria Educacional * Instituições com fins lucrativos Sobre as Associações Sem Fins Lucrativos, para esse mesmo patamar de faturamento anual, haverá dispêndios de 11,13% em tributos, chegando-se a um resultado líquido de 16,87%. já as Associações Sem Fins Lucrativos Beneficentes pagarão 0,53% de tributos, mas seu resultado líquido final cairá a 9,48%, em função da obrigatoriedade legal de destinar 20% de sua receita para bolsas de estudos.

ARTIGO: EXCELÊNCIA TRIBUTÁRIA NAS ESCOLAS – UMA QUESTÃO ORÇAMENTÁRIA E ESTRATÉGICA “As escolas, mesmo que de pequeno porte, que não utilizam o planejamento tributário como peça fundamental dentro de suas estratégias empresariais, provavelmente estarão em desvantagem em relação àquelas que se utilizam dessa ferramenta e se tornarão menos lucrativas e menos competitivas.”

Como parte integrante do processo orçamentário, o planejamento tributário apresenta características e oportunidades amplas para o segmento educacional brasileiro. Tal amplitude decorre da vasta complexidade e até mesmo “promíscua” legislação tributária e fiscal que está disponível para o setor no País. Antes, no entanto, de prosseguir

na análise, temos que descrever as principais alterações que ocorreram na legislação tributária nestes últimos 15 anos para que os gestores educacionais possam atuar entendendo seu atual estágio. CRONOLOGIA DO “SUPER SIMPLES”

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Por José Aranha Júlio*

11


GESTÃO: REGIME TRIBUTÁRIO (SIMPLES, LUCRO REAL E LUCRO PRESUMIDO)

• 1996 – Lei 9.317/96 – Surge o Simples Federal, permanecendo durante dez anos sem quaisquer alterações significativas para o segmento educacional, com exceção da Lei 10.034/00, que ratificou a possibilidade de adesão da Educação Infantil e Ensino Fundamental ao regime. No entanto, majorou em 50% a alíquota utilizada até aquele momento; • 2007 – Entra em vigor o Simples Nacional, conhecido como “Super Simples”, com o advento da Lei Complementar 123/06. Com a nova legislação, os gestores educacionais passam a decidir se a adesão a essa nova sistemática de tributação é realmente a melhor alternativa para o melhoramento de seus resultados e, consequentemente, o crescimento econômico e financeiro. Vale ressaltar que o Ensino Médio e o ensino livre ainda não podiam utilizar alguns benefícios desta legislação, mas esse impedimento foi excluído através da Lei Complementar 128/08;

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

• 2012 – Através da Lei Complementar 139/2011, entra em vigor, no mês de janeiro, o reajuste de 50% sobre a tabela do “Super Simples”, estendendo o regime a empresas com faturamento anual até R$ 3,6 milhões.

12

O que diferencia o “Super Simples” de outros tributos é que o mesmo sofre a tributação diretamente em sua receita. Ou seja, o fato gerador é a receita, estabelecendo-se percentuais diferenciados conforme ela aumenta, começando por um valor bruto de R$ 180 mil até o limite de R$ 3,6 milhões. No primeiro caso, a alíquota inicial sobre a receita bruta é de 6%. Já sobre o valor máximo, pratica-se a alíquota de 17,42%. Entre uma faixa e outra de receita, há 20 alíquotas intermediárias. A vantagem do “Super Simples” é o recolhimento simultâneo e unificado de seis impostos e contribuições, quais sejam: IRPJ; CSLL; PIS; COFINS; ISS e a CPP (Cota Patronal da Previdência). Muitas escolas, ao nasceram,

costumam até fazer um planejamento de qual região atuar, qual público atingir, projeção de ticket médio, projeto de marketing etc. Mas não pensam em nenhum momento no custo tributário, devido à ausência inicial do “planejamento tributário” dentro do seu plano estratégico. No entanto, o planejamento tributário constitui-se em um grande diferencial e elemento de fundamental importância no momento de se definir o preço final de seus serviços, que serão postos à disposição dos clientes. As escolas, mesmo que de pequeno porte, que não utilizam o planejamento tributário como peça fundamental dentro de suas estratégias empresariais, provavelmente estarão em desvantagem em relação àquelas que se utilizam dessa ferramenta e se tornarão menos lucrativas e menos competitivas. É aspiração de todo gestor alcançar bons resultados econômicos e financeiros em seus empreendimentos. As exigências de competitividade requerem cada vez mais esforços dinâmicos e criativos por parte dos gestores, impulsionando-os a buscarem estratégias de sobrevivência e manutenção de mercado, através de ferramentas que viabilizem seus negócios. Na decisão de se utilizar o planejamento tributário, o mesmo deve ser feito de forma acertada e que não infrinja qualquer dispositivo legal, buscando-se uma alternativa dentro do universo jurídico-contábil que apresente o menor ônus tributário possível. Com a globalização da economia e o consequente ingresso de novos concorrentes estrangeiros no segmento educacional, as escolas devem se reinventar do ponto de vista tributário. Ou seja, estar prontas para uma reengenharia tributária que reúna formas legais com o objetivo de rever todas as obrigações tributárias em que a mesma está inserida e readequá-las, saber suas reais obrigações e deveres, e em alguns casos, até mesmo apontar / prever sua curva de menor resistência em seu plano estratégico. Portanto, para construir uma escola eficiente e sustentável, do ponto de vista tributário e econômico, seu gestor deverá buscar de forma inexorável alternativas factíveis e menos onerosas

para atingir suas metas e objetivos, bem como adotar procedimentos preventivos com revisão periódica junto com seu consultor contábil ou tributarista, visando a minimizar as contingências fiscais ou passivos ocultos. IMPACTO DO SUPER SIMPLES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA Fonte: Receita Federal do Brasil

*José Aranha Júlio Conferencista e profissional com 26 anos de experiência na área contábil e financeira, José Aranha Júlio é consultor da Acerplan Consultoria & Assessoria Educacional. Contabilista e pós-graduado pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, desenvolve projetos de melhoria e performance administrativa e financeira em instituições de ensino em todo território nacional. É autor do livro “Gestão Educacional – Marketing, Pessoas e Finanças / Os pilares para uma gestão de sucesso” (no prelo)

SAIBA MAIS julio.aranha@acerplan.com.br


DICA: BERÇÁRIOS – TREINAMENTO

mor ao mundo infantil, paciência, carinho, prontidão, maturidade e pontualidade são algumas das qualidades que a psicóloga Regina Elia destaca como essenciais a uma berçarista. Segundo Regina, treinamento eficaz e medidas estratégicas de ação e prevenção – que contemplam, inclusive, a estrutura física do ambiente - são garantia de qualidade no berçário. “É importante destacar que, antes do treinamento em si, no processo de seleção destas profissionais, devemos ter o cuidado de recrutar pessoas que não tenham comprometimento de ordem psiquiátrica, ou qualquer outro tipo de psicose”, alerta a psicóloga. De outra maneira, mesmo após um bom recrutamento, Regina diz que a capacitação torna-se extremamente necessária porque, muitas vezes, as berçaristas não possuem conhecimento científico de como educar e cuidar dos bebês. Daí elas se apegam somente a tradições familiares de como realizar esse tipo de trabalho. “O papel da berçarista requer conhecimentos mínimos de psicologia infantil, para que essas profissionais entendam que sua função chega a ser de ‘corresponsáveis’ pela formação da personalidade da criança”, defende. Nesse sentido, Regina afirma que, atualmente, a Secretaria de Educação do Estado tem pedido às escolas certificado de que as berçaristas tenham feito, no mínimo, uma programação teórica mínima para atuarem com crianças de 0 a 3 anos. Normas do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, por outro lado, exigem “qualificação, habilitação e nível de escolaridade” dos profissionais que

atuam com Educação Infantil, “devendo a mantenedora ter um plano de atualização e aperfeiçoamento dos recursos humanos” (Deliberação 22/97). Regina Elia observa que as profissionais devem ser preparadas “para lidar de modo científico no entendimento da autoestima, das birras, agressividade, ciúmes, inveja, entre outros sentimentos” das crianças. A psicóloga defende ainda a promoção de treinamento em primeiros socorros a todas as profissionais. A legislação do Ministério da Educação para o segmento determina que o profissional que atua diretamente com bebês deve ter pelo menos curso completo de Magistério, “embora este processo ainda esteja sendo instituído em todo País”, aponta a enfermeira e doutora em Ciências da Saúde pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Damaris Gomes Maranhão. Damaris participou das discussões promovidas pelos Ministérios da Educação e Saúde em torno da Portaria 321/1988, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que regula as creches no País. Novas normas deverão ser baixadas em breve como resultado da consulta. Segundo Damaris, o conhecimento teórico é importante porque não dá para dissociar os momentos de aprendizado dos bebês daqueles em que as educadoras dispensam cuidados aos pequenos. “Nos berçários, as crianças constroem sua consciência corporal e estão atentas à comunicação realizada numa troca de fraldas, por exemplo. Elas percebem o tom de voz das berçaristas, entre outros elementos, e a partir daí, desenvolvem sua identidade”, encerra. (Por Rafael Lima)

SAIBA MAIS Damaris Maranhão damaranhao@uol.com.br

Regina Elia reginaelia@escolareginaelia.com.br

Na Próxima Edição: Pinturas especiais e soluções para paredes e colunas

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

O JEITO CERTO DE CUIDAR E EDUCAR OS BEBÊS

13


ESPECIAL: PARADIGMAS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

ENEM ESTÁ MUDANDO O CENÁRIO DA AVALIAÇÃO NAS ESCOLAS Consolidado no sistema educacional brasileiro, o Enem têm produzido dois efeitos opostos sobre o ensino: de um lado, uma corrida de ranqueamento entre as escolas, o que ampliou as pressões por métricas quantitativas sobre as instituições e destas sobre alunos e professores; de outro, uma mudança de abordagem das avaliações, mais favorável à aprendizagem, especialmente após o lançamento da nova matriz de referências curriculares, em 2009.

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Por Rosali Figueiredo

14

iante da divulgação das notas das escolas públicas e privadas brasileiras no Exame Nacional de Ensino Médio de 2011 (Enem), feita em 22 de novembro passado pelo Ministério da Educação, observou-se novamente o destaque às listas das instituições mais bem colocadas, bem como às de pior ranqueamento. Essa forma de divulgação seria um dos efeitos perversos do Enem, observa a psicopedagoga Jane Patrícia Haddad. “É um quadro de histeria coletiva, pois saímos de um comportamento do ‘nada pode’ para o ‘tudo pode’, mantendo, entretanto, o peso da cobrança e da avaliação”, diz. A situação preocupa a especialista: os casos clínicos de estresse em crianças e adolescentes derivados da pressão sobre o desempenho escolar estão cada vez mais comuns e precoces, indica Jane. “Estamos avaliando o futuro e perdendo o presente. Observo desespero em se atribuir uma pontuação ao aluno, em lugar de fazer uma avaliação global, incluindo pontualidade, disciplina, domínio, reflexão, contextualização e o próprio momento em que ele se encontra”, analisa. De outra maneira, entretanto, algumas escolas começam a adotar

parâmetros mais abrangentes de avaliação inspirados no próprio Enem, na matriz curricular que o Exame adotou a partir de 2009, com destaque ao desenvolvimento das competências e das habilidades. Assim, em vez de classificar a capacidade de retenção da informação, busca-se cada vez mais verificar como o aluno está crescendo em seu senso de observação, comparação, interpretação etc. Ou seja, em sua “capacidade ampla de leitura e escrita”, afirma Cristina Stersi, diretora do Colégio COC Vila Yara, localizado em Osasco, região metropolitana de São Paulo. LEITURA E ESCRITA Com 1.200 alunos no Ensino Fundamental e Médio, o colégio fundado em 1994 vem alterando nos últimos anos, gradativamente, sua maneira de avaliá-los. Para tanto, há sete anos adotou uma nova diretriz de trabalho, voltada ao desenvolvimento da capacidade de leitura e escrita dos estudantes em todas as disciplinas, e à formação continuada dos professores (semanal para o Fundamental e quinzenal para o Médio). Há dois anos contratou uma coordenadora especializada em Códigos e Linguagens, que acompanha os docentes de todas as demais áreas.

“Mudou o olhar sobre a avaliação porque o professor está conseguindo acompanhar, observar e comparar melhor. O objeto da avaliação pensa nas habilidades o tempo todo”, descreve Cristina. De três anos para cá, a escola passou também a diminuir o intervalo de tempo entre as avaliações, até torná-las contínuas: “é uma maneira de o aluno adquirir uma rotina de estudos, e isso permite ainda reverter o processo se houver necessidade”. Já os instrumentos de avaliação são bem variados, vão das provas às saídas pedagógicas promovidas pela instituição. E o monitoramento do processo é semanal: a própria instituição se autoavalia em encontros do grupo gestor da área pedagógica, composto pela direção, as coordenações do Fundamental I e II e do Ensino Médio, além da coordenadora de Códigos e Linguagens. No Colégio Albert Sabin, instituição da zona Oeste de São Paulo notabilizada por figurar entre as dez de melhor resultado no Enem entre as escolas da cidade, o desafio é equilibrar as pressões do mundo competitivo com a qualidade de vida, aponta a diretora pedagógica Giselle Magnossão Vilar de Carvalho. “Vivemos um momento social de muitos desafios aos jovens, pelo alto nível de exigência e competividade, que se reflete em ansiedade na escola. Então as


ESPECIAL: PARADIGMAS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM escolas têm que ter cuidado com o equilíbrio afetivo dos alunos e ampliar seu papel para uma educação mais abrangente de valores. Têm que prepará-los para um mundo competitivo, mas precisamos estar atentos a que isso não tire a sua qualidade de vida”, afirma. O Sabin atua com uma expectativa de desempenho médio entre os alunos. “Quando observamos um desvio da curva padrão, tanto para cima quanto para baixo, atentamos para outras propostas de desenvolvimento, como as oficinas no contraturno, os preparatórios para as olimpíadas do conhecimento ou o Programa Especial de Estudos, entre outros”, afirma Giselle. Em paralelo, com o Programa Sabin+ Esportes & Cultura, a instituição busca proporcionar “um padrão de relacionamento afetivo mais leve dos estudantes com os colegas e a escola. Esses são os nossos desafios.”

“CONEXÃO ENTRE CURRÍCULO, SIGNIFICAÇÃO E CONHECIMENTO” Mudaram o foco, o formato e a qualidade das avaliações nas escolas, acredita o historiador, professor, ex-gestor de escola e atual coordenador de vestibular do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), Vinícius de Bragança Müller e Oliveira. Segundo ele, as instituições estão buscando avaliar seu próprio processo de ensino. Já o formato contempla um acompanhamento mais rotineiro do aluno, através de ferramentas diversificadas. E a qualidade tem a ver com os reflexos do Enem. “Viemos de um modelo baseado no conteúdo massivo e no vestibular para aquele introduzido pelo Enem, de usar métodos estatísticos e montar provas que pudessem ser comparadas, como o caso da TRI (Teoria de Resposta ao Item).” Mas também entrou a perspectiva qualitativa, prossegue Vinícius, de se introduzir questões com “dimensão ho-

rizontal” (com temas separados por áreas mas que relacionam o conteúdo entre elas e que pensam as habilidades e competências) e “vertical” (da progressão da complexidade dos conteúdos conforme o aluno avança nos ciclos escolares). A introdução da abordagem das competências representa grande avanço, afirma Vinícius. “É o caso da competência da ‘classificação’, herdada da Biologia e que pode ser aplicada em Geografia. Essa conexão entre currículo, significação e conhecimento se dá pela competência, pelo método, e não pelo conteúdo”, diz. Assim, Vinícius defende que as escolas adotem uma “avaliação rotineira pensada a partir das competências e das conexões. É uma questão de planejamento.”

Cristina Stersi crisstersi@cocvilayara.com.br

Jane Patrícia Haddad janepati@terra.com.br

Giselle Magnossão Vilar de Carvalho giselle@albertsabin.com.br

Vinícius de Bragança Müller e Oliveira viniciusbmo@insper.edu.br

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

SAIBA MAIS

15


16

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013


17

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013


DICA: PARCERIA – ESTUDOS DO MEIO

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

PARA UMA APRENDIZAGEM SEGURA E EFICAZ

18

romover estudos do meio é uma maneira de levar os alunos a “observar, na prática, aquilo que estudam”, aponta José Ruy Lozano, coordenador pedagógico do Colégio Santo Américo, o qual costuma valorizar bastante as viagens de seus alunos, como a ida recente do 7º ano à cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, onde a turma pôde “aprender mais sobre História do Brasil Colonial, além de reconhecer um dos ecossistemas da costa brasileira”. Localizada na Zona Sul de São Paulo, a instituição realiza atividades de estudos do meio periodicamente, em viagens que podem durar até quatro dias, incluindo destinos como manguezais e cavernas históricas brasileiras. Para isso, a escola procura estar atualizada a respeito de todas as características que envolvam a segurança, desde o transporte à imersão no local. “Realizamos checagens prévias de atendimento médico, postos de saúde e todos os aparatos de segurança necessários”, afirma Lozano. Segundo ele, a adesão dos alunos que participam das expedições passa de 70%, uma média que considera muito satisfatória. Lozano destaca ainda que os pais são informados de todos os aspectos da viagem e, além da equipe exclusiva de monitores encontrada no local, os professores da classe acompanham os estudantes, não para atuar como cuidadores, mas para desenvolver “o processo de aula num outro local, avaliando procedimentos e atitudes desenvolvidas no ambiente”. Ele diz, no entanto, que os estudos não se limitam apenas à fauna e flora de certo ambiente, pois envol-

vem ainda o conhecimento de práticas e posturas em ambientes culturalmente diferenciados. O Colégio incentiva o convívio com os moradores das regiões visitadas e atualmente estuda a possibilidade de incentivar os alunos a fazer registros audiovisuais dessas experiências, por meio de entrevistas e fotos. ORGANIZAÇÃO Para Felipe Lima, diretor de empresa especializada em educação ambiental, as escolas interessadas em promover estudos do meio com segurança e eficácia devem buscar firmar parcerias com os profissionais especializados na área de Turismo. Segundo ele, o processo de organização do roteiro, que costuma durar até quatro dias, deve apresentar análise minuciosa da segurança. Além disso, a empresa contratada precisa disponibilizar uma equipe multidisciplinar composta por biólogos, historiadores e geógrafos, e estes, principalmente, devem estar preparados para servir como guias nas imersões. O ideal é contar com um monitor para cada cinco alunos, sendo 20 o número máximo de estudantes por viagem, em função do impacto que a excursão poderá causar sobre o meio ambiente. Uma alternativa interessante para tranquilizar os pais é a criação de boletins informativos diários, que podem ser lançados na internet. “Eles devem conter fotos e relatos das atividades diárias dos alunos. Dessa forma, os responsáveis não precisarão entrar constantemente em contato com os estudantes, o que irá proporcionar uma vivência ainda mais profunda no campo”, finaliza. (Por Rafael Lima)

SAIBA MAIS Felipe Lima felipe@emabrasil.com.br

José Ruy Lozano lozano@csasp.g12.br

Na Próxima Edição: Passeios com os alunos


DICA: ALMOXARIFADO

mbientes bem estruturados, que organizem o armazenamento de produtos de limpeza, brinquedos e equipamentos eletrônicos, evitam acidentes e fornecem maior controle, economia e agilidade na administração cotidiana do ambiente escolar. Para o arquiteto Aquiles Kilaris, o ideal é que o espaço para o almoxarifado esteja previsto no projeto de edificação de uma escola. “Isso faz com que o prédio seja mais funcional e não interfira na rotina”, diz. Mas caso o edifício tenha sido construído sem este planejamento, Kilaris recomenda transformar uma de suas salas em uso exclusivo como almoxarifado, de preferência próximo ao local em que o produto ou material será utilizado. Outra dica importante é separar e segmentar os itens, recorrendo-se a divisórias ou paredes em drywall. Segundo ele, o espaço deve dispor ainda de muitas prateleiras, evitando colocá-las ao nível do chão, mas podendo chegá-las até o teto, desde que haja uma escada segura para acessar a todos os vãos. Finalmente, Kilaris alerta que é primordial: - colocar os objetos mais pesados

sempre na parte de baixo das prateleiras, catalogando tudo por número ou ordem alfabética, para facilitar a organização; - manter o espaço bem ventilado, com duas portas ou uma porta e uma janela, para facilitar o cruzamento de ventilação; - mantê-lo também bem iluminado, com luz natural e/ou lâmpada fluorescente; e, - deixar uma área livre para a circulação. Se esta for pequena, ele recomenda colocar as prateleiras encostadas na parede e liberar o centro para a circulação. No Colégio Mary Ward, localizado na Zona Leste de São Paulo, existem três espaços de almoxarifado. “Na secretaria, por exemplo, há um departamento exclusivo para os materiais do setor”, afirma o diretor Carlos César Marconi. Já para a cozinha, “as compras e o armazenamento de comida ocorrem semanalmente, devido ao grande número de alunos que estudam em período integral”, diz. Nos próximos meses, a escola realizará um levantamento de todos os materiais disponíveis, de forma a promover o controle do estoque e evitar desperdícios em compras desnecessárias. (Por Rafael Lima)

SAIBA MAIS Aquiles Kilaris aquiles@arquitetoaquiles.com.br

Carlos Cesar Marconi cesar@colegiomaryward.com.br

Na Próxima Edição: Brindes e datas comemorativas

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

ORGANIZAÇÃO FACILITA ROTINA ESCOLAR

19


PERFIL DA ESCOLA: ASSOCIAÇÃO CRESCER SEMPRE / E.E. GOVERNADOR MIGUEL ARRAES

POR UMA ESCOLARIZAÇÃO

QUE FUNCIONE

Criada em 1998 pela empresa Porto Seguro, a Associação Crescer Sempre desenvolve um trabalho de apoio educacional relevante na comunidade carente de Paraisópolis, através de escolas próprias e de parcerias com unidades da rede estadual, entre outros projetos. Uma delas é a E.E. Governador Miguel Arraes, foco desta reportagem. Veja como funciona seu modelo de parceria, que tem inspirado outras experiências Brasil afora.

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Por Rosali Figueiredo Fotos: Fábio Nunes e Rosali Figueiredo

20

m seu primeiro ano de atividade, em 2007, a Escola Estadual Governador Miguel Arraes, voltada aos anos iniciais do Ensino Fundamental, fez “história” na cidade de São Paulo: registrou o mais baixo desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado (Idesp) entre todas as unidades da rede, com nota média de apenas 1,47. Era um péssimo começo para uma instituição que deveria desafogar a demanda sobre a E.E. Homero dos Santos Fortes, sua vizinha de muro, ambas localizadas no miolo da comunidade carente de Paraisópolis, no Morumbi, na zona Sul de São Paulo. Mas o índice combinava bem com o cenário em que foi “entregue” a Miguel Arraes: sem telefone nem internet, somente com uma diretora designada, sem funcionários para acompanhar a entrada e saída das crianças, e com “sérios problemas de infraestrutura”, incluindo a lama que invadiu suas instalações como reflexo da primeira chuva forte de verão. “Havia ainda uma clientela muito desassistida, crianças que não tinham sequer passado pela pré-escola. Ninguém queria vir para cá”, conta a diretora titular Maria Elisabeth Gambini, que assumiu o cargo no final de 2008. “A Miguel Arraes era uma escola desacreditada”, lembra Elisabeth, que enca-

rou o desafio de mudar a história precocemente negativa. Nem que para isso tivesse que, no início, pedir auxílio aos moradores para o controle da saída das crianças no final da tarde. Entretanto, além do apoio da comunidade, a diretora buscou a parceria com a Associação Crescer Sempre, que desenvolvia, havia mais de uma década, projetos com escolas estaduais da região. A principal demanda de Maria Elisabeth naquele momento era oferecer uma alternativa aos alunos no horário do recreio. “Eu precisava de gente para cuidar dessas crianças e não tinha.” Mais do que isso, entretanto, era necessário desenvolver o hábito do convívio coletivo entre os alunos, o que deu origem ao Projeto Jogos e Brincadeiras. Desenhado pela Crescer Sempre em conjunto com a direção da escola, ele disponibiliza monitores contratados pela entidade, que propõem exercícios lúdicos às crianças durante os intervalos, de forma a trabalhar a autoestima, os valores da convivência e a cultura da infância. A parceria com a Associação avançou e se desdobrou em programas de formação e capacitação dos professores nas áreas de Matemática e Língua Portuguesa, além do apoio psicopedagógico aos alunos e atividades de contação de histórias, incluídas na matriz curricular. O processo de formação é facultativo,

* Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo

acontece dentro dos horários do HTPC, e chega a registrar adesão de 100% dos educadores. É uma dinâmica que a equipe do Crescer Sempre qualifica como “empoderamento do professor”, pois lhe dá recursos didáticos e teóricos indispensáveis a uma atuação mais assertiva dentro da sala de aula. Os consultores externos, inclusive, acompanham o trabalho do docente, com vistas a orientá-lo sobre posturas, atitudes e experiências mais eficazes. Diferente das capacitações oferecidas pelo Estado, “100% teóricas e macro”, conforme define Elisabeth, a metodologia desenvolvida pela parceria foca o cumprimento diário do programa e a necessidade de planejamento das aulas. Além disso, acrescenta a diretora, ao trazer um consultor externo, facilita a interlocução do gestor com o professor. “O professor se sente mais seguro”, mesmo porque, o convívio entre todos – educadores, pais e alunos – se torna bem mais pacífico, diz. Em dezembro de 2012, quando completou quatro anos de direção na Miguel Arraes, a diretora Maria Elisabeth teve muito que comemorar, não apenas pela evolução registrada junto ao Idesp (Veja o quadro abaixo), mas também porque diminuíram significativamente as brigas entre os estudantes.


PERFIL DA ESCOLA: ASSOCIAÇÃO CRESCER SEMPRE / E.E. GOVERNADOR MIGUEL ARRAES

* Uma das parceiras da Associação Crescer Sempre Localização: Rua Herbert Spencer, s/n – Paraisópolis (região do Morumbi, zona Sul de São Paulo) Ciclos escolares: Ensino Fundamental - 4ª Série; e Ciclo inicial de 9 anos - 1º ao 4º ano Regime de aula: Meio período Nº de alunos: 1.000 alunos divididos em 28 turmas Equipe: Diretora, vice-diretora e uma coordenadora. 28 professores (dos quais apenas dez efetivos em 2012). Dois agentes de organização escolar (para atuar na secretaria e como inspetor de aluno) Instalações: Criada em 2007, a escola apresenta 14 salas de aulas, pátios internos amplos e bem cuidados e quadra externa. ASSOCIAÇÃO CRESCER SEMPRE: APOIO AO DESENVOLVIMENTO HUMANO VIA EDUCAÇÃO

Com duas unidades próprias – uma escola de Educação Infantil e outra de Ensino Médio, além de parcerias com as Escolas Estaduais Professor Homero dos Santos Fortes, Maria Zilda Gamba Natel e Governador Miguel Arraes, localizadas na comunidade

de Paraisópolis, a Associação Crescer Sempre realiza projetos que beneficiam atualmente cinco mil estudantes da região e envolvem cerca de 170 educadores (Veja quadro nesta página). “Pelo menos 90% de nossas ações são desenvolvidas dentro das escolas, junto dos coordenadores, professores e alunos”, afirma Glorialuz de Oliveira Barros Lanz, coordenadora de parcerias da entidade. Três são os destaques das ações da Crescer Sempre junto às escolas parceiras: a metodologia de formação dos professores (“residência pedagógica”), que inclui acompanhamento do seu trabalho em sala de aula pelos consultores externos; a concepção dos projetos conforme as necessidades de cada escola e com participação ativa dos gestores; e o envolvimento com toda a comunidade. A gama de projetos é variada e conta sempre com o aval da Diretoria de Ensino da região, observa Glorialuz. Graduada em Psicologia e Direito, Glorialuz acredita que a complexidade das redes públicas de ensino demanda hoje o estabelecimento de parcerias com a sociedade civil. Mais do que isso, entretanto, Glorialuz aposta no potencial do desenvolvimento humano como ponto chave para sanar as lacunas da educação no País. “Estou convicta que se dissociarmos a formação técnica do desenvolvimento humano do educador, as experiências estarão fadadas ao fracasso.” Nesse sentido, um dos trabalhos mais fortes da Crescer Sempre é justamente o de formação, acompanhado por dinâmicas de autoconhecimento, de maneira que “o professor esteja bem consigo, acredite no que faz e assim estabeleça vínculos com o aluno”. “É preciso fazer um trabalho conjugado entre esse olhar e o subsídio didático, de forma que esses olhares se concretizem dentro da sala de aula com uma ação real.” Ação real essa que, de outro modo, possa representar uma perspectiva concreta de futuro ao estudante. Atualmente, a Crescer Sempre comemora, por exemplo, o fato de que 60% dos formandos do Ensino Médio em 2011 encontram-se matriculados em cursos superiores.

PROJETOS DO PROGRAMA EDUCAÇÃO EM PARCERIA** **Desenvolvidos pela Associação Crescer junto à comunidade de Paraisópolis • Apoio Pedagógico às 8as Séries (para escolas parceiras e não parceiras) • Atendimento Psicopedagógico • Informática Educativa • Jogos e Brincadeiras • Língua Portuguesa – Ensino Fundamental I e II • Língua Portuguesa – Formação de Professores – Ensino Fundamental I • Matemática – Formação de Professores – Ensino Fundamental I• Prêmio Crescer Sempre (reconhecimento aos educadores que se destacam pelo desempenho dos alunos ou por projetos inovadores) • Sala de Leitura • Senac – ESPRO (Programa de Educação para o Trabalho, extensivo aos jovens de Paraisópolis que tenham entre 14 e 21 anos e estejam frequentando pelo menos o 7º ano)

SAIBA MAIS Glorialuz de Oliveira Barros Lanz www.crescersempre.org.br glorialuz.oliveira@crescersempre.org.br Maria Elisabeth Gambini elisabet@uol.com.br

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

A ESCOLA*

21


FIQUE DE OLHO: SISTEMAS DE SEGURANÇA - EQUIPAMENTOS

TECNOLOGIA FAVORECE PROTEÇÃO DA COMUNIDADE ESCOLAR Por Rafael Lima

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

aumento da criminalidade em regiões metropolitanas, como São Paulo, tomou conta do noticiário em 2012 e, não à toa, a Secretaria de Segurança Pública aponta que o número de homicídios dolosos entre outubro de 2011 e o mesmo período de 2012 subiu 48% no Estado. Assim, os níveis de exigência com a segurança nas escolas e com a eficácia de seus equipamentos se tornam cada vez mais elevados, levando o mercado a oferecer sistemas que assegurem maior rigidez no controle de acesso e no monitoramento interno das instituições. Confira neste Fique de Olho.

22

A Alarmline oferece uma linha completa de produtos para segurança, como câmeras, gerenciadores de imagens, controles de acesso, sistemas de iluminação automática, alarmes e proteções periféricas por sensores de infravermelho. Segundo o diretor comercial João Luis Cicoti, os produtos podem proporcionar uma integração total da segurança no ambiente. “O sistema de alarme monitorado, por exemplo, entra em ação através dos monitores de plantão, disparando as atitudes cabíveis seja com apoio de viatura, seja contatando os responsáveis pelo local”, explica. “Já o controle de acesso dá à escola a segurança de manter relatório de quem entrou e saiu do local, sejam alunos, funcionários, prestadores de serviços ou visitantes.” Para 2013, a empresa centrará o foco no uso de câmeras com tecnologia IP de transmissão de dados. “Os equipamentos têm maiores recursos, melhores

definições de imagens e coabitam dentro de pequenas, médias e grandes redes virtuais”, esclarece o diretor. A Alarmline trabalha com condições especiais para as escolas. O grupo está há mais de 12 anos no mercado e ainda garante parceria total e plena excelência nos projetos executados. Fale com a Alarmline: (11) 2950 7170 www.alarmline.com.br vendas@alarmline.com.br

A Endless Solutions atua no desenvolvimento de projetos, vendas, instalações e monitoramento de imagens remotas. Segundo o diretor Guilherme Amaral, a empresa trabalha somente com equipamentos de ponta, que realizam transmissões de todas as câmeras simultaneamente – podendo chegar a 256, com o uso de um computador ou tablet. Para 2013, o carro-chefe nas ações da empresa será o sistema Sony EFFIO, de qualidade e tecnologia mais avançada. “A câmera é a mais moderna atualmente, pois filma com qualidade de 1,3 mega pixels, ouve o som ambiente e, através do celular, o usuário fala no local e ainda aciona alarme”, explica Amaral. “Além disso, possui ainda condição de acionar a detecção humana, ou seja, se alguém entrar no ambiente você recebe um filme da invasão em 5 segundos.” A Endless Solution indica o uso dos produtos nas escolas não apenas para coibir e/ou registrar roubos e furtos, mas também contra vandalismo, previsão de acidentes e como material de apoio à correção de posturas no cotidiano escolar. Fale com a Endless Solutions: (11) 5631-7744 / 5635-0201 www.endlesssolutions.com.br info@endlesssolution.com.br

A GS Prime atua no mercado de integração e desenvolvimento de tecnologia, e desenvolve aplicações e plataformas web com foco no controle de acesso. Os principais softwares são direcionados às catracas, relógio de pontos e terminais de autoatendimento. Para as escolas, a solução GS Security School foi desenvolvida para dar segurança tanto para os gestores quanto aos pais dos alunos. O programa dispara um SMS toda vez que o aluno acessa ou sai da escola através das catracas. Segundo o diretor Eric Sicolo, os principais benefícios do software são que a captura da entrada ou saída do estudante é realizada via biometria, ou seja, não há como o aluno burlar o sistema. “Além disso, câmeras de segurança monitoram todo o processo, e o projeto é cedido ao colégio em comodato”, afirma. “O programa ainda permite atrair novas matrículas, devido ao alto nível de segurança e inovação que a ferramenta proporciona.” Em 2013, Sicoli estima um crescimento de 10 mil alunos na base atendida e, por isso, oferece promoção especial aos leitores da Revista Direcional Escolas. Até o final de janeiro, não serão cobradas taxas de implantação dos equipamentos a estes leitores, apenas as mensalidades. Fale com a GS Prime: (11) 4304-6698 / 4111- 4989 / 9 7675-7718 www.gsprime.com.br comercial@gsprime.com.br Na Próxima Edição:Quadras: Pisos e Acessórios


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Acess贸rios, Anima莽茫o, Bebedouros, Brindes, Brinquedos Educativos e Pedag贸gicos

23


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Armários, Alimentação Escolar, Controle de Acesso, Fachadas Temáticas

24


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Gráfica, Impermeabilização, Informática, Laboratório, Manutenção Predial

25


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Lousas, Mรกquinas Multifuncionais, Material de Limpeza, Protetor de Coluna

26


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


28

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

M贸veis

29


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Pinturas Especiais, Pisos, Playgrounds

30


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Playgrounds

31


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Playgrounds, Quadras, Sinalização Digital, Sistemas de Segurança

32


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Sistemas de Segurança, Terceirização, Toldos

33


Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013

Toldos, Uniformes

34


35

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013


36

Direcional Escolas, Dezembro / Janeiro 2013


Revista Direcional Escolas 84Revista Direcional Escolas Edição 84 – Dezembro-Janeiro/2013