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Revista Dança Brasil

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PORTUGAL DANCE COMPETITION

NOVAS OPORTUNIDADES

WIENER STAATSBALLET

ARMANI FAZ FIGURINOS

DANÇALTERNATIVA

PROJETO DE CLAUDINEI GARCIA

CARMINA BURANA

VÓRTICE DANCE

ÓPERA DE PARIS LE PARC

BALLACE 2026

A SERVIÇO DA DANÇA

LA BAYADERE DE MAILLOT

JEAN CHRISTOPHE MAILLOT REVISTA

“LA BAYADERE” COM O BALLET DE MONTE-CARLO

Carmina Burana ballet

Após uma passagem de sucesso por São Paulo, o espetáculo “Carmina Burana ballet”, da renomada companhia portuguesa Vórtice Dance, chega ao Rio de Janeiro. Baseada na célebre cantata de Carl Orff, a apresentação mistura dança contemporânea com tecnologia, incorporando elementos como videomapping e projeções, que dialogam com os movimentos dos intérpretes. As sessões no Rio ocorrem de 20 a 22 de março na Cidade das Artes, na Barra. Com direção artística e coreografia de Cláudia Martins e Rafael Carriço, o espetáculo trabalha temas

universais como destino, desejo, instabilidade e força humana. Nas apresentações no país, bailarinos brasileiros são incorporados à montagem.

Do Rio de Janeiro, a turnê segue para Belo Horizonte, nos dias 10 e 11 de abril.

O que: “Carmina Burana Ballet”. Onde: Cidade das Artes, Barra da Tijuca.

Quando: 20 e 21 de março (sexta e sábado), às 20h30; 22 de março (domingo), às 19h.

Quanto: R$ 280 (inteira). Classificação: 16 anos.

Vórtice Dance - Divulgação

EDITORAÇÃO

20 DE JULHO 2024

20 DE MARÇO 2026

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS 1991/2024

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS 1991/2026

Olá Amigos da Dança!

Olá Amigos da Dança!

Nesta edição como matéria de capa Espetáculo “Entre a Pele e a Alma” de Alex Neoral, Além de notícias sobre espetáculos, entrevistas, dicas e curiosidades que você só encontra aqui, nas paginas da sua revista Dança Brasil e, também na internet através de nosso portal com atualização diária.

Nesta edição como matéria de capa Jean-Christophe Maillot revisita “La Bayadère”. Além de notícias sobre espetáculos, entrevistas, dicas e curiosidades que você só encontra aqui, nas paginas da sua revista Dança Brasil e, também na internet através de nosso portal com atualização diária.

Desejo a todos, boa leitura...

Desejo a todos, boa leitura...

Eleusa Lourenzoni

FOTO CAPA - Focus Cia de Dança - Foto Leo Aversa
Foto Capa - Ballet de Monte Carlo / Divulgação

“Le Parc” renasce na Ópera de Paris com uma nova geração de bailarinos

O balé Le Parc, obra emblemática de Angelin Preljocaj, voltou ao palco da Ópera de Paris reafirmando sua força poética e seu lugar de destaque no repertório contemporâneo. Criado em 1994 para o Ballet de l’Opéra de Paris, o espetáculo retorna com um elenco renovado, revelando

como uma nova geração de intérpretes pode ressignificar uma coreografia já consagrada sem perder sua essência dramática e musical.

Inspirado no universo galante do século XVIII, Le Parc constrói uma narrativa sobre

Ballet de l’Opéra de Paris, - Divulgação

o jogo da sedução, o desejo e a descoberta amorosa. A trilha de Mozart — eixo sensível da montagem — conduz a dramaturgia corporal com delicadeza e tensão, enquanto a coreografia combina rigor técnico e gestualidade teatral. O contraste entre formalidade social e impulso íntimo permanece como um dos motores centrais da obra.

Nesta remontagem, jovens solistas e integrantes do corpo de baile assumem papéis de grande densidade interpretativa. O resultado é um frescor perceptível na dinâmica de cena: movimentos ganham maior elasticidade, transições se tornam mais orgânicas e o famoso pas de deux final — marcado pelo icônico beijo suspenso — surge com intensidade emocional renovada, arrancando reações entusiasmadas da plateia.

A nova escalação evidencia também uma mudança de abordagem estética. Sem romper com a tradição da casa, os intérpretes trazem maior fluidez de torso e uma musicalidade mais respirada, aproximando o vocabulário

coreográfico de uma sensibilidade contemporânea. A leitura privilegia nuances e silêncios corporais, valorizando microgestos que ampliam a dimensão psicológica dos personagens.

O cenário minimalista e os figurinos de linhas clássicas mantêm o ambiente de corte idealizado, funcionando como moldura para o diálogo entre controle e entrega — tema que continua atual e universal. A iluminação, por sua vez, reforça o clima de intimidade progressiva, conduzindo o olhar do público para as relações que se transformam ao longo da peça.

O retorno de Le Parc confirma a vitalidade do repertório recente dentro de grandes companhias e demonstra como a transmissão coreográfica é um processo vivo. Ao passar de geração em geração, a obra não apenas se preserva — ela evolui. Na Ópera de Paris, o reencontro entre tradição e juventude mostra que certos balés não apenas sobrevivem ao tempo: eles renascem.

Atibaia Dance Camp 2026

O Maior Acampamento “Real” de Dança do Brasil Fecha Edição com “Recorde de Participantes”

De 13 a 18 de janeiro, o Atibaia Dance Camp 2026 reuniu jovens talentos da dança de diversos estados brasileiros, em um dos eventos mais esperados da cena artística nacional. Realizado no sítio Recanto Grandi, o curso intensivo consolidou-se como a maior imersão de verão para bailarinos e aspirantes à carreira profissional, reunindo uma programação densa de aulas, workshops e experiências culturais.

Considerado o único curso de curta duração no Brasil que combina formação técnica profunda com vida de acampamento real, o evento atraiu participantes do Rio Grande do Sul à Bahia, reforçando seu papel formador e inspirador no universo da dança.

Formação abrangente e qualidade técnica

Durante seis dias consecutivos, os “campers” (participantes) tiveram acesso a uma vasta gama de disciplinas: Alongamento, Jazz Dance, Balé Clássico, Contemporâneo, Dance Aqua, Latin Jazz, Pas de Deux, Preparação Física e muito mais.

As atividades começaram diariamente às 10h e se estenderam até 22h, incluindo sessões práticas, técnicas e criativas destinadas a aprimorar tanto aspectos artísticos quanto físicos dos estudantes.

Corpo docente estrelado

O evento contou com quase 30 professores e convidados, muitos deles reconhecidos no cenário profissional da dança no Brasil, o lineup incluiu nomes de destaque como: Carolina Grandi, Mathilde Mathias, Cauã Brandão, ,

Guilherme Riku, Izaura Gusman, Larissa Bertolais, Miriam Druwe, Adriana Roda, Rodrigo Cucorocio, Aracy de Almeida, Vinicius Borges, Jolles Salles, Erick Gutierrez, Alex Kiton, Ryan Daves, Kai Alves, Eleusa Lourenzoni, Matheus Espinoza, Celso Fegueiredo, Hermano Cioruci entre outros. O time de professores proporcionou uma formação diversificada, combinando técnica clássica, contemporânea e fusões modernas, reforçando a natureza interdisciplinar da programação.

Experiência cultural e social além das aulas

Uma das marcas registradas do Atibaia Dance Camp são as noites temáticas, que transformaram o ambiente pedagógico em um ambiente de convivência e expressão cultural:

Festa do Pijama, Cinema Night, Fogueira com música ao vivo, Pool Party, Karaokê entre outras festas garantiram socialização e integração entre os participantes.

Camp Show: encerramento com brilho e reconhecimento

No dia de encerramento, o tradicional Camp Show foi o ponto alto da experiência: bailarinos puderam apresentar suas coreografias diante de uma plateia seletiva de convidados, familiares e profissionais. A noite também contou com premiações, incluindo medalhas e bolsas de estudo em escolas e companhias parceiras, reforçando o compromisso do evento em gerar oportunidades concretas para os talentos emergentes.

Vivência completa: estrutura e alimentação

Parte do diferencial do Dance Camp é a proposta de experiência imersiva: Alojamento e acampamento real Estrutura de convivência e lazer

Seis refeições diárias, incluindo café da manhã, lanche pré-almoço, almoço internacional preparado por chef, lanche da tarde e jantar — tudo servido fartamenteCa aos participantes. Este modelo permite que os estudantes vivenciem o cotidiano de uma formação intensiva, com suporte logístico completo.

Repercussão nas redes e público engajado

Nas redes sociais, o perfil oficial do evento celebrou o esgotamento das vagas para a edição 2026, indicando grande demanda e expectativa do público jovem e familiar. Vídeos e posts registraram momentos das aulas, apresentações e festas — muitos destacando a atmosfera de camaradagem e aprendizado entre os campers.

O Atibaia Dance Camp 2026 consolidou sua reputação como fenômeno de formação artística no Brasil, combinando técnica, experiência social e oportunidades de carreira em um único evento. Com uma proposta ousada que mistura educação intensiva e vivência social, o CAMP se mantém como referência para jovens bailarinos que buscam desenvolvimento técnico e interação com outros talentos de todo o país.

www.dancecamp.com.br

O evento está marcado para os dias 1, 2 e 3 de maio de 2026, com apresentações e atividades no Centro de Cultura de Porto Seguro – BA.

Com a proposta de estimular, valorizar e fortalecer a cena da dança nacional, o Ballace se consolidou como um dos encontros mais importantes do Brasil para bailarinos, escolas, grupos e companhias que buscam visibilidade artística, desenvolvimento técnico e conexão cultural.

Durante três dias de programação intensa, o festival reúne:

• Concursos e mostras competitivas e não competitivas, com jurados especializados,

• Workshops e cursos formativos com profissionais experientes,

• Feira de produtos e serviços dedicados ao universo da dança e artes do corpo,

• Intercâmbio artístico entre participantes de diferentes estados.

O repertório de estilos contemplados inclui — mas não se limita a —: ballet clássico, dança contemporânea, jazz, danças urbanas, danças populares, dança de salão, sapateado, estilo livre e lambada.

Além de ser uma vitrine para talentos emergentes e consagrados, o Ballace é um espaço de diálogo entre culturas, celebração da diversidade e expansão de fronteiras artísticas — um movimento que conecta o Brasil através da dança.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela plataforma Festival Online, observando as normas, categorias e prazos descritos no Regulamento Oficial.

Informações e contato local: (73) 99955-3838 / ballaceportoseguro@gmail.com

O Fino Limiar Entre o Brilho e a Estagnação

Nos bastidores do espetáculo: o que coreógrafos e bailarinos realmente fazem durante o Carnaval

Enquanto o público vê brilho, plumas e coreografias impecáveis atravessando a avenida, existe um universo invisível de trabalho técnico, disciplina física e decisões de última hora que sustentam o espetáculo. O Carnaval não é apenas festa — é também um grande laboratório de criação em movimento, onde coreógrafos e bailarinos operam no limite entre arte, resistência e precisão.

A coreografia começa muito antes do desfile

O trabalho dos coreógrafos não nasce

no barracão — nasce na pesquisa. Meses antes do Carnaval, eles estudam o enredo, a trilha, o ritmo da bateria e o conceito visual de cada ala. O objetivo é transformar narrativa em gesto.

Cada sequência de movimento precisa atender a múltiplas exigências ao mesmo tempo: coerência com o tema da escola legibilidade visual para quem assiste de longe impacto para as câmeras de TV sincronização com a cadência da bateria adaptação ao figurino — muitas vezes pesado e restritivo

Não se trata apenas de “dançar bonito”. É composição cênica em escala urbana. O ensaio é quase um treinamento de alta performance

Foto - Unidos da IA / Divulgação

Bailarinos de comissões de frente e alas coreografadas mantêm rotinas comparáveis às de atletas.

Os ensaios incluem: repetição de sequências exaustivas treino de resistência cardiovascular adaptação de movimento com fantasia completa simulações de desfile em tempo real marcação de posição no espaço (geometria de desfile é crucial).

Há também preparação muscular específica para sustentar adereços, saltos, giros e deslocamentos longos em superfície irregular.

O desafio oculto: coreografar com fantasia

Uma coreografia muda completamente quando entra o figurino. Saltos ficam mais curtos, giros precisam de eixo mais firme, braços têm limites de abertura. Coreógrafos fazem ajustes finos depois das primeiras provas de roupa.

É comum que passos inteiros sejam substituídos porque: a fantasia desequilibra o centro de gravidade o adereço impede visão lateral o peso gera risco de lesão o efeito visual não “abre” para o público.

A tensão da avenida

No dia do desfile, o coreógrafo vira diretor de crise. Ele precisa resolver em minutos problemas como: atraso de entrada de alas falhas em adereços coreográficos espaço comprimido na concentração mudanças de andamento da bateria desgaste físico dos bailarinos

Muitos acompanham o desfile correndo pela lateral da pista, corrigindo formações e sinalizando ajustes.

Improviso com método

Apesar do planejamento rígido, existe improviso — mas é um improviso treinado. Bailarinos aprendem “planos B” de movimento para situações como quebra de elemento cênico ou perda de marcação. O espetáculo não pode parar.

Depois do aplauso, vem a análise

Encerrado o desfile, equipes assistem às gravações técnicas. Avaliam: sincronia, limpeza de movimento, leitura visual aérea coerência com o enredo, reação do público,

Esse material alimenta o planejamento do ano seguinte. Carnaval é ciclo contínuo de aperfeiçoamento.

Por trás de cada minuto de desfile

existe um ano de engenharia corporal, dramaturgia do movimento e disciplina coletiva. O que parece espontâneo é, na verdade, coreografia de precisão — ensaiada até virar instinto.

Giorgio Armani assina figurinos para

Wiener Staatsballett

Giorgio Armani assina figurinos

Em Viena, tradição e alta-costura se encontram na noite cultural mais aguardada do calendário austríaco. O estilista italiano

Giorgio Armani — em um de seus últimos projetos criativos antes de seu falecimento em setembro — assinou os figurinos da apresentação de ballet que inaugurou o Vienna Opera Ball 2026, evento icônico realizado na histórica Wiener Staatsoper.

A cerimônia de abertura, que ocorreu no dia 12 de fevereiro, contou com uma performance especial do Wiener Staatsballett (Ballet Estatal de Viena), sob a direção artística da lendária bailarina Alessandra Ferri, recentemente nomeada para o posto. Armani concebeu roupas sob medida para os dezesseis pares de bailarinos que subiram ao palco, traduzindo sua estética minimalista e refinada ao universo da dança clássica.

Foto: Wiener Staatsballett / Ashley Taylor

Os figurinos exploram tecidos leves e cortes fluidos: para as bailarinas foram criados vestidos de tule que deslizam com o movimento, com silhuetas amplas mas delicadas, enquanto os dançarinos masculinos vestiram macacões fluidos que valorizam a forma e o gesto. Detalhes de bordados com paetês dourados e cristais refletem a iluminação, conferindo um brilho sutil durante a apresentação.

Essa colaboração marca não apenas uma ponte entre moda e performance, mas também um testemunho da relação duradoura entre Armani e as artes cênicas — uma conexão que, ao longo de décadas, equiparou o vestido ao gesto artístico.

O Vienna Opera Ball é considerado um dos mais prestigiados encontros sociais e culturais do mundo, reunindo mais de cem pares de debutantes e milhares de convidados dentro da majestosa casa de ópera vienense, além de milhões de espectadores que acompanham a transmissão internacionalmente. A abertura com ballet é um dos pontos altos da noite, fundindo tradição, música e, agora, uma assinatura de alta-costura reconhecida globalmente.

Foto: Cortesia Giogio Armani
Foto: Wiener Staatsballett / Ashley Taylor

O Jazz que Respira Emoção e Compete com Verdade

O ensino do Jazz Dance atravessa uma transformação silenciosa. Em meio à velocidade digital e à estética coreográfica acelerada, o Lyrical Jazz Dance permanece como uma linguagem que exige algo raro: profundidade. Não se trata apenas de uma categoria de festival. Trata-se de uma pedagogia da sensibilidade. O Lyrical nasce da intersecção entre a técnica estruturada do Jazz, a fluidez do Ballet e a organicidade da Dança Contemporânea. Ele depende de base sólida: controle de centro, transições conscientes, respiração integrada ao movimento e musicalidade fraseada. Sem essa estrutura, o que parece emoção se transforma em gesto vazio.

Durante as décadas de 1990 e 2000, o Lyrical foi responsável por formar uma geração inteira de bailarinas adolescentes. Nos solos líricos, muitas encontraram espaço para experimentar identidade, narrativa e maturidade artística. Era o momento em que a técnica deixava de ser apenas execução e passava a ser comunicação.

Hoje, porém, observa-se um risco recorrente no ambiente competitivo: a dramatização substituindo construção interpretativa. Trilhas melancólicas previsíveis, quedas coreografadas em série e expressões faciais exageradas criam impacto imediato, mas raramente permanecem na memória do júri.

O Lyrical verdadeiro não é excesso. É precisão emocional. Em festivais de grande porte, como o Festival Dança Brasil e o Portugal Dance Competition, percebe-se um aumento da exigência técnica e artística. Nesse cenário, o Lyrical pode se tornar um diferencial estratégico quando bem posicionado.

A competitividade não está no volume emocional, mas na arquitetura coreográfica. Introdução clara, desenvolvimento progressivo, clímax orgânico e final coerente são elementos essenciais. A técnica precisa estar integrada ao discurso, não exibida como demonstração isolada. Giros, saltos e quedas devem nascer da música — não interrompê-la.

Outro ponto decisivo é a escolha musical. Trilhas saturadas reduzem impacto. Composições com variação dinâmica real, pausas estratégicas e camadas interpretativas ampliam profundidade. O silêncio, muitas vezes, comunica mais do que o ápice sonoro.

Entre 13 e 17 anos, o Lyrical encontra seu território mais fértil. É nessa fase que o intérprete começa a compreender subtexto e nuance. Contudo, adultizar emocionalmente adolescentes gera artificialidade. A autenticidade geracional é o que fortalece a performance.

O futuro do Jazz continuará híbrido. As linguagens comerciais crescerão, as redes sociais influenciarão tendências e a estética competitiva seguirá evoluindo. Ainda assim, o Lyrical sobreviverá enquanto houver ensino comprometido com técnica e verdade.

Formar bailarinos que executam é necessário. Formar artistas que comunicam é essencial. O Lyrical Jazz Dance permanece porque ensina escuta: escuta musical, corporal e emocional. Em um mundo coreografado para impressionar rapidamente, ele lembra que a permanência nasce da coerência.

ENCRUZILHADA

Em sua primeira temporada de 2026, o Balé da Cidade de São Paulo estreia ENCRUZILHADA na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal, com apresentações nos dias 14, 15, 18, 19, 20, 21 e 22 de março. Com concepção e coreografia de Renan Martins; Iolanda Sinatra assina a dramaturgia e o acompanhamento artístico; Helena Araújo, a assistência de coreografia; EPX e Alana Ananias, a trilha sonora e sua execução ao vivo; Jo Rios, o design de luz; e Tom Martins, o figurino. A coreografia articula gestos do imaginário coletivo, práticas corporais populares e arquivos ancestrais, colocando a coletividade no centro da cena como prática instável e necessária.

“A obra abraça um conjunto de arquivos de danças que ampliam o nosso entendimento sobre danças contemporâneas: gestos do imaginário coletivo, práticas corporais populares e formas de movimento que, geralmente, não ocupariam contextos institucionais. A coletividade está no centro da peça, não como imagem idealizada, mas como prática instável e necessária”,

explica Renan Martins, coreógrafo e responsável pela concepção.

Em um contexto atravessado pela fragmentação, pela lógica competitiva e pela ideia de uma felicidade individualizada, o deslocamento coletivo se afirma como um exercício de invenção e também como gesto político. Entre encontros, atritos, pausas, convergências, os intérpretes constroem acordos de presença e escuta, tentando instaurar um pulso compartilhado no interior do conflito.

Sala de Espetáculos

BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO

Datas e horários 14 de março (sábado), às 17h 15 de março (domingo), às 17h 18 de março (quarta-feira), às 20h 19 de março (quinta-feira), às 20h 20 de março (sexta-feira), às 20h 21 de março (sábado), às 17h 22 de março (domingo), às 17h

Foto - Rafael Salvador

São Paulo Escola de Dança Anuncia

bolsa de R$15 mil

A São Paulo Escola de Dança sob adireção artística e educacional de Inês Bogéa, abriu processo seletivo para a primeira edição da Residência Artística de 2026, com bolsa-residência de R$15 mil. O artista, grupo ou companhia selecionado terá que produzir uma apresentação inédita e compartilhar seus conhecimentos e metodologias de criação com os estudantes dos Cursos Regulares da SPED. As inscrições são direcionadas apenas para artistas ou companhias com pessoa jurídica até 19 de fevereiro, pelo site da instituição.

Essa é a 1ª Residência Artística de 2026, com atividades de 9 a 25 de março, sendo os dois últimos dias reservados para duas apresentações abertas ao público. O projeto tem como objetivo levar novos olhares sobre a dança aos estudantes. Além disso, a Escola também dá a oportunidade da companhia ou artista se aprofundar em sua pesquisa.

É necessário que a proposta para a Residência esteja de acordo com o módulo pedagógico atual da Escola, que trata sobre espaços não convencionais e apropriação, contaminação e autoria. A seleção é realizada pela avaliação da proposta, do histórico do proponente e da viabilidade do plano.

“Buscamos conectar projetos artísticos consistentes ao processo de formação dos nossos estudantes. É nesse encontro entre criação, troca e escuta que a arte se fortalece, se torna mais relevante e amplia sua capacidade de tocar e encantar diferentes públicos”, afirma Inês Bogéa, diretora artística e educacional da São Paulo Escola de Dança.

Quando e Onde:

Inscrições: Até 19 de fevereiro de 2026, pelo site da SPED. Período: 9 a 25 de março de 2026, duas apresentações abertas nos dois últimos dias.

SPED - Divulgação

COMPRE EM ATACADO

O Podcast Dança Brasil, apresentado por Carolina Grandi e Ivan Grandi, destaca-se por suas entrevistas cativantes com diversas personalidades do mundo da dança. Entre os convidados já entrevistados mais de uma centena de personalidades do mundo da dança do Brasil e exterior.

Para conferir essas e outras entrevistas, você pode acessar a playlist oficial no portal Dança Brasil - www.dancbarasil.com.br

A terceira temporada do podcast foi anunciada recentemente, prometendo mais conversas enriquecedoras com profissionais da dança.

Para se manter atualizado sobre os episódios e convidados, siga a revista Dança Brasil nas redes sociais e inscreva-se no canal oficial no YouTube: https://www.youtube.com/@revistadancabrasil

PORTUGAL DANCE COMPETITION 2026

Um palco de novas promessas e celebração global da dança!

O mundo da dança em Portugal prepara-se para mais um grande momento: a edição de 2026 do Portugal Dance Competition (PDC). Promovido como um festival-competição de alto nível, o evento já se consolidou como um dos principais palcos nacionais para talentos emergentes e estabelecidos, e a expectativa para a nova edição é de ampliação, refinamento e ainda mais intercâmbio internacional.

Uma tradição em crescimento

Desde sua realização em Pombal — nos dias 6, 7 e 8 de junho de 2025,o PDC vem reunindo estudantes, bailarinos de escolas particulares e coletivos profissionais para competir em estilos que vão do clássico ao jazz, passando pelo contemporâneo e outras modalidades.

Portugal Dance Competition

O festival conta também com masterclasses, palestras, workshops e momentos de troca com jurados internacionais, o que o transforma num ambiente de formação e networking.

Portugal Dance Competition

No seu regulamento mais recente, destaca-se a preocupação com a identidade artística e profissionalidade: os participantes recebem troféus, medalhas e certificados, e os organizadores detêm direitos de uso das imagens produzidas — ressaltando que apenas câmeras credenciadas são permitidas durante o evento.

Portugal Dance Competition

Foto: Curitiba Cia/Divulgação

Para 2026, a organização já registra movimentações nas redes sociais anunciando “edição julho 2026” e lembrando prêmios e bolsas exclusivos.

Instagram

Esse anúncio precoce indica que o PDC pretende manter e ampliar seu alcance, estimulando inscrições desde já.

Expectativas e inovações para 2026

1. Intercâmbio internacional e diversidade de estilos

No diálogo com o regulamento e o corpo de jurados já previsto, é clara a ambição de reunir talentos de diferentes países, para que as diversas tradições e linguagens coreográficas se encontrem no palco português.

Portugal Dance Competition

Em 2026, é provável que o PDC intensifique essas conexões, atraindo ainda mais participantes do exterior e reforçando sua visibilidade internacional.

2. Formação e capacitação ampliadas

As masterclasses, oficinas e palestras devem ganhar ainda mais espaço: pretende-se que não sejam apenas complementares à competição, mas pilares de formação para os inscritos. A ideia é que bailarinos não vejam o PDC somente como um palco de disputa, mas também como um espaço intensivo de aprendizado.

3. Foco nas bolsas e oportunidades futuras

Um dos elementos de destaque do

festival são as bolsas, prêmios e convites resultantes para outros concursos ou festivais. Para 2026, espera-se que essas oportunidades sejam ampliadas — especialmente para quem se destacar nos níveis mais elevados — abrindo portas para intercâmbios e visibilidade além fronteiras.

4. Engajamento digital e visibilidade

Com redes sociais já como parte importante da comunicação (como no anúncio de 2026)

Instagram , o PDC deverá investir ainda mais em transmissões, registros profissionais, materiais digitais e cobertura ampla para atrair público nacional e internacional —

fortalecendo sua marca no universo da dança.

O impacto cultural e artístico

O Portugal Dance Competition funciona como um ponto de encontro entre formação e competição. Ele dá visibilidade a novos talentos, estimula o intercâmbio entre escolas e profissionais de dança, e contribui para o fortalecimento da cena artística em Portugal. A edição de 2026 deverá consolidar esse papel e, quem sabe, alçar o festival a patamares ainda mais ambiciosos no circuito europeu de dança.

De 17 á 19 de julho www.portugaldancecompetition.com

Brasileiras dão novas camadas a Giselle em Londres: duas trajetórias,

duas leituras do mesmo mito

Por Eleusa Lourenzoni

Em palcos distintos de Londres, duas brasileiras recolocam o romantismo de Giselle no centro do debate artístico. De um lado, Fernanda Oliveira, estrela do English National Ballet; de outro, Mayara Magri, principal do The Royal Ballet. A coincidência de repertório — o mesmo clássico de 1841 — evidencia não apenas leituras artísticas distintas, mas também duas arquiteturas de carreira que ajudam a explicar essas diferenças.

Formação: portas de entrada distintas para o circuito europeu

Fernanda Oliveira construiu uma trajetória de consolidação gradual no Reino Unido. Sua formação se desenvolveu entre Brasil e Europa, culminando em um percurso de crescimento orgânico dentro do English National Ballet até alcançar o posto máximo da companhia. Trata-se de uma carreira forjada na permanência: anos de repertório acumulado, maturação dramática e domínio de papéis de fôlego.

Já Mayara Magri representa a geração que acessa o circuito internacional por meio de grandes competições. Bolsas conquistadas ainda adolescente a levaram à escola do Royal Ballet, criando uma ponte direta entre formação de

elite e inserção numa das companhias mais prestigiadas do mundo. Sua ascensão foi técnica e rápida, ancorada numa combinação de virtuosismo e adaptabilidade estilística.

Companhia e estética: contextos que moldam a interpretação

O English National Ballet, casa de Fernanda, tem tradição de revisitar os clássicos sob diferentes prismas — do academicismo mais puro a releituras contemporâneas. Nesse ambiente, sua Giselle tende a privilegiar a densidade dramática e a construção psicológica da personagem, especialmente no segundo ato, onde a fragilidade etérea exige controle absoluto de adágio, suspensão e musicalidade.

No Royal Ballet, onde Mayara atua, a linhagem estética está profundamente conectada à escola britânica: precisão de linhas, refinamento de épaulement e narrativa clara. Sua abordagem de Giselle dialoga com essa herança, aliando técnica cristalina a um desenho coreográfico de grande nitidez formal. O resultado é uma heroína que transita com segurança entre o lirismo campesino do primeiro ato e a espiritualidade rigorosa do segundo.

Técnica e dramaturgia: duas ênfases complementares

Fernanda construiu reputação pela amplitude dramática. Sua leitura da jovem camponesa traída enfatiza a progressão emocional — da ingenuidade ao colapso — com transições orgânicas e tempo musical expandido. No segundo ato, sua presença sugere uma Wili que preserva humanidade residual, reforçando o contraste entre amor e vingança.

Mayara, por sua vez, projeta uma

Giselle de arquitetura técnica impecável. Saltos leves, giros estáveis e linhas alongadas sustentam uma personagem cuja fragilidade é desenhada com clareza estrutural. Há menos ênfase na explosão emocional e mais na pureza do gesto, numa construção que valoriza simetria e controle.

Geração e símbolo

Há também um recorte geracional. Fernanda pertence a uma leva que precisou afirmar presença brasileira no mercado europeu com permanência e repertório. Mayara integra uma geração que já encontra portas entreabertas por suas antecessoras e que utiliza competições globais como plataforma estratégica.

Ambas, porém, compartilham um dado incontornável: ocupam o topo de duas das mais importantes companhias do mundo interpretando um dos balés mais exigentes do repertório clássico. Num cenário historicamente dominado por escolas russas, francesas e britânicas, ver duas brasileiras

liderando elencos londrinos em Giselle reposiciona o Brasil no mapa simbólico do ballet internacional.

Um clássico, duas identidades

Se Giselle é o balé da transformação — da vida à morte, do humano ao etéreo —, também se revela um espelho das trajetórias que o interpretam. A versão de Fernanda Oliveira ecoa maturidade e densidade narrativa. A de Mayara Magri evidencia refinamento técnico e clareza formal.

Não se trata de hierarquia, mas de ênfase. Duas leituras que ampliam o clássico e confirmam um dado essencial: o ballet brasileiro, quando encontra estrutura e continuidade, compete em igualdade nos maiores palcos do mundo.

Fernanda Oliveira - Divulgação
Mayara Magri - Divulgação

DançAlternativa

DançAlternativa promove residência artística internacional em Aveiro na primavera de 2026

Aveiro recebe, entre 30 de março e 11 de abril de 2026, o projeto

DançAlternativa – Residências

Artísticas, uma iniciativa de intercâmbio cultural que reunirá bailarinos de Portugal, Argentina, Brasil e Espanha para duas semanas de formação intensiva e criação coreográfica.

O programa propõe uma imersão artística centrada na técnica de Ballet Clássico, investigação em Dança Contemporânea e desenvolvimento de processos colaborativos de composição.

Ao longo de 14 dias, os participantes integrarão aulas técnicas, laboratórios criativos e ensaios orientados por profissionais convidados.

A residência culminará com a apresentação pública de um espetáculo original no Estaleiro Teatral de Aveiro, resultado do trabalho desenvolvido coletiva-

mente durante o período formativo.

Segundo a organização, o DançAlternativa tem como objetivo fomentar o diálogo entre diferentes escolas e metodologias de dança, promovendo mobilidade artística e fortalecimento de redes internacionais. A proposta aposta no intercâmbio de experiências culturais e na construção de um ambiente colaborativo, onde criação e formação caminham em paralelo.

A iniciativa integra o calendário cultural da primavera aveirense e pretende afirmar-se como plataforma de desenvolvimento artístico para jovens intérpretes e profissionais em fase de consolidação.

As informações sobre inscrições e critérios de participação deverão ser divulgadas pelos canais oficiais do projeto.

“La Bayadère” Ballets de Monte-Carlo

Jean-Christophe Maillot revisita “La Bayadère” com os Ballets de Monte-Carlo

No Grimaldi Forum, em Mônaco, a atmosfera já é de intensidade antes mesmo da cortina subir. O elenco dos Ballets de Monte-Carlo ocupa o palco para o aquecimento, sob o olhar atento de Bernice Coppieters, figura histórica da companhia. O que se anuncia não é uma simples remontagem de repertório, mas uma leitura autoral de um dos grandes títulos do balé clássico.

À frente do projeto, Jean-Christophe Maillot propõe uma reinvenção de La Bayadère, originalmente criada por Marius Petipa com música de Ludwig Minkus. Em vez de enfatizar o exotismo narrativo que marcou a tradição do século XIX, Maillot desloca o eixo dramatúrgico para as tensões humanas: desejo, rivalidade, ambição e vulnerabilidade.

Tradição sob nova perspectiva

A partitura de Minkus permanece como base, mas surge reorganizada, com cortes e reconfigurações que priorizam pulsação dramática em detrimento do brilho ornamental.

Foto: Ballets de Monte-Carlo/Divulgação

O célebre “Reino das Sombras” — um dos trechos mais icônicos do repertório clássico — aparece como referência estética e simbólica, inserido numa arquitetura coreográfica mais psicológica e menos decorativa.

Maillot também dialoga diretamente com a herança histórica ao evocar momentos associados à tradição petipiana, criando uma camada metateatral: o clássico não é apenas encenado, mas comentado.

Corpo de baile como força narrativa

Um dos aspectos mais consistentes da produção é o protagonismo ampliado do conjunto. O corpo de baile deixa de funcionar como pano de fundo e assume papel estruturante na dramaturgia. A cena alterna constantemente o foco entre solistas e coletivo, criando uma dinâmica de tensão interna que espelha o próprio universo hierárquico das companhias de balé.

Essa abordagem reforça a assinatura artística dos Ballets de Monte-Carlo: uma estética em que o virtuosismo técnico é indissociável da expressividade contemporânea.

Drama interior e conflitos contemporâneos

A narrativa concentra-se no percurso emocional da protagonista, cuja trajetória oscila entre entrega

amorosa e fragilidade psíquica. A rivalidade feminina, tradicional no libreto, ganha leitura menos caricatural e mais simbólica. Em vez de tipos fixos, surgem personagens atravessadas por conflitos internos.

Ao reconfigurar a obra, Maillot também abre espaço para questionamentos atuais: como encenar hoje um balé construído sobre imaginários orientais do século XIX? Como equilibrar tradição, revisão crítica e potência estética?

Um clássico reposicionado

A versão apresentada em Monte-Carlo não nega o passado — mas o reposiciona. Ao reduzir o excesso cenográfico e enfatizar impulsos humanos, Maillot constrói uma “La Bayadère” que dialoga com o repertório histórico sem se aprisionar a ele.

O resultado é uma produção que reafirma o papel dos Ballets de Monte-Carlo como companhia de identidade híbrida: enraizada na tradição clássica, mas comprometida com a reinvenção contínua do repertório.

Audições Internacionais 2026 Brasil no Radar da Acosta Dance Foundation

A Acosta Dance Foundation confirma audições no Brasil em março de 2026, oferecendo a jovens bailarinos a oportunidade de ingressar em programas de formação e intensivos em Londres.

As seletivas acontecem em:

São Paulo — 14 e 15 de março

Rio de Janeiro — 21 e 22 de março

Os aprovados poderão ser convidados para o Summer Advanced Intensive (3 a 14 de agosto de 2026) e para os programas de formação integral AATH +16 (2 anos) e AATH +18 (1 ano), com início em setembro de 2026. Há possibilidade de bolsas parciais ou integrais e convites para períodos de treinamento no Acosta Dance Centre.

Podem participar candidatos de 14 a 21 anos (programas de verão) e bailarinos que completem 16 ou 18 anos até setembro de 2026 (formação integral).

Taxas: Audição R$ 150 | Masterclass R$ 100 | Combo R$ 200. Inscrições pelo site oficial: https://acostadancefoundation.org.uk/

Uma oportunidade estratégica para quem busca projeção internacional e formação em alto nível.

Com o tema Ballet Intensive, esta edição foi pensada para quem busca imersão, técnica e excelência. Serão 5 dias intensos de aulas com 4 convidadas especiais, reunindo Ballet Clássico Intermediário, Avançado e Variações de Repertório.

De 20 a 24 de julho, os participantes viverão uma experiência única de aprendizado e troca.

Uma oportunidade imperdível para aprimorar sua técnica, ampliar repertório e viver a dança clássica em sua essência.

Teatro Harmonia Lyra – Joinville 20 a 25 de julho de 2026

nscrições abertas pela Sympla

Informações: (47) 99759-3408 email Projetoartesdopalco@

A Importância do Piso Flutuante para a Segurança e Performance dos Bailarinos

Os pisos flutuante raramente estão no topo das prioridades quando pensamos nos componentes da dança. Sapatilhas, com certeza, talvez até um figurino ou uma barra de balé — mas nós sabemos que todas essas coisas passam, literalmente, sobre um bom piso. Entrevistamos Ivan Grandi proprietário da empresa Linóleo Dança Brasil: Qual é a anatomia de um piso de dança?

Cerca de 90% dos nossos pisos são instalados sobre contra-piso. Sobre essa base, coloca-se uma barreira de vapor. Depois, piso flutuante. O piso flutuante é instalado sobre camadas com amortecimento, vigas e chapas de desempenho. A camada superior de linóleo é o que todos veem. Existem diferentes tipos de linóleo com texturas variadas, escolhidas também com base no estilo de dança. Mas, a decisão final cabe realmente ao dono da escola/academia e aos professores.

Por que escolas de dança precisam de piso flutuante?

O piso flutuante oferece redução de impacto e resiliência. A redução de impacto absorve a energia para tornar o piso mais seguro para os bailarinos, diminuindo o estresse nos tornozelos, joelhos, quadris e costas. E a resiliência é o quique. Você não quer um efeito de trampolim, você quer elasticidade. “Quique” refere-se à capacidade do piso de retornar a energia quando pressionado, oferecendo uma leve resposta elástica. Isso cria uma superfície que, ao ser pressionada (como durante um salto), fornece um pequeno impulso de volta, ajudando os bailarinos a terem uma sensação de leveza e elasticidade. No entanto, é importante que o “quique” seja controlado para que o piso não se comporte como um trampolim, o que poderia causar instabilidades. O objetivo é ter um piso com elasticidade suficiente para proteger as articulações e evitar lesões, mas sem exagero no retorno de energia, garantindo segurança e conforto aos bailarinos.

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