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Revista mensal . Ano 14 . nº 154 . Julho de 2013

“Em Cristo somos novas criaturas”

Aprender o caminho, caminhando

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editorial

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Expediente Revista Jesus Caminho Seguro é uma publicação mensal da Associação Jesus Caminho Seguro. CNPJ 02.857.590/0001-07 Coordenação geral Maria Rita de Rosis Mazeu Coord. Depto. Comunicação Eliana Merchan Jornalista responsável Fernanda Luiz MTb 47.457 Revisão Maria de Lourdes Taube Conceição Diagramação Rodrigo Borba Fotos Arquivo|Divulgação|sxc.hu Publicidade Maria Rita de Rosis Mazeu (Lica) (17) 9145-0022 Joseimar Gonçalves da Cunha (Pim) (17) 9745-6877 Tiragem 2.500 exemplares Impressão Artes Gráficas Editora Circulação Bebedouro, Ibitiúva, Jaú, Matão, Monte Auto, Monte Azul Paulista, Ribeirão Preto, São Paulo, Taiaçu e Taiúva. Redação e Administração Rua São João, 722 – Centro Bebedouro – SP (17) 3344-3903 www.caminhoseguro.com contato@caminhoseguro.com Os artigos desta revista poderão ser reproduzidos, desde que se indique a fonte e envie cópia à Redação. O conteúdo dos textos assinados é de responsabilidade dos autores.

O caminho de cada dia na presença de Deus “Caminha na tua vida, dá testemunho de tudo o que o Senhor faz”

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urante uma missa celebrada no Domus Santa Marta, o Papa Francisco recordou que o cristão deve manter-se sempre humilde e afastar-se da tentação do triunfalismo: “Que o Senhor nos salve das fantasias triunfalistas, porque o triunfalismo não é cristão, não é do Senhor. O caminho do Senhor é o caminho de cada dia, na presença de Deus.” O Papa refletiu em sua homilia sobre as palavras de Gamaliel ao Sinédrio, quando este pede para esperarem e ver o que iria acontecer aos seguidores de Jesus. “Este é um conselho sábio também para nossa vida, porque o tempo é o mensageiro de Deus: Deus nos salva através do tempo e não do momento. Às vezes, realiza milagres, mas, na vida comum, salva-nos no ‘tempo’, salva-nos na ‘história’, na ‘história pessoal’ de cada um.” O Papa recordou que o Senhor não se comporta “como uma fada com a varinha mágica”. Pelo contrário, Ele dá a graça e diz, como dizia a todos os que curava: “Vai, caminha”. Diz também a nós: “Caminha na tua vida, dá testemunho de tudo o que o Senhor faz conosco”. Nesse sentido, o Papa Francisco lamentou “uma grande tentação” que afeta a vida cristã: o triunfalismo. “Uma tentação que também os Apóstolos enfrentaram. Pedro a teve quando afirmou solenemente que não negaria o seu Senhor. Ou o povo, depois de participar da multiplicação dos pães. O triunfalismo – prosseguiu – não pertence ao Senhor. Jesus entrou no mundo humildemente, cresceu como um menino normal, trabalhou e teve a prova da cruz. No final, ressuscitou. Portanto, o Senhor ensina que na vida nada é mágico, que o triunfalismo não é cristão. Porque a vida é feita de uma normalidade vivida com Cristo a cada dia. Esta é a graça que temos que pedir, a da perseverança. Ser perseverante no caminho do Senhor, todos os dias, até o final”, concluiu o Papa.

Nesta edição palavra do fundador - 04 cantinho de Maria - 05 o santo do mês - 06 sócio evangelizador - 07 comunidade - 08 flashes - 10 saúde e cidadania-11 capa - 12 especial - 14 a voz da Igreja- 15 livraria - 16 reflexão bíblica- 17 espiritualidade - 18 questões de fé - 19 tesouros do coração - 20 pequeninos de Jesus - 21

Buscamos sua doação.

Ligue 3044-1432 Fonte: Nosso Boletim Jornal da Comunidade Servos do Cristo Redentor, de Araraquara-SP.


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palavra do fundador

Jornada Mundial da Juventude

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Uma realidade iniciada pelo saudoso João Paulo II

s jovens são os protagonistas da JMJ, esse grande encontro de fé, esperança e unidade, que tem como objetivo principal dar a conhecer a todos os jovens do mundo a mensagem de Cristo, num testemunho de fé viva e transformadora. É também através deles que o ‘rosto’ jovem de Cristo se mostra ao mundo. A 28ª JMJ acontecerá de 23 a 28 deste mês, no Rio de Janeiro, e tem como lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19). Para o Pe. Geraldo Dondici Vieira, do Depto. de Teologia da PUC – Rio, esse é um assunto para ser refletido, meditado e guardado no coração. “Esse tema de fazer discípulos e de chamar outros para a comunhão e o convívio com o Senhor é o mais querido do Evangelho de Mateus. E, na verdade, só faz discípulo quem já é discípulo, quem convive com o Senhor”, afirma o sacerdote. Ressalta, ainda, que esse testemunho e o próprio anúncio do Cristo são os grandes desafios da juventude, que vive em um mundo com milhares de informações, seja através da escola, do lazer, da internet, especialmente no contato com as redes sociais: “Com essas mil participações, o jovem discípulo é chamado a plantar no coração de quem ele encontrar e com quem ele se comunicar o desejo de ser discípulo de Jesus. O que ganha o discípulo de Jesus? Ganha a pertença ao Reino, a certeza do amor de Deus,

a certeza de ser para os outros sinal de misericórdia e de amor. Ganha o levar e doar a paz do Senhor. São esses frutos e dons que o mundo muito precisa. O perdão, a misericórdia, a paz é que irão diminuir, no mundo de hoje, a violência, a guerra, a corrupção, a maldade e tudo aquilo que tira a possibilidade do jovem de crescer e de colocar toda a sua riqueza e vitalidade a serviço da humanidade”, afirmou. No mandato final do texto de Mateus: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”, explicou o padre, está o grande sonho de todos, de que o contato com o Senhor e a amizade com Ele despertem o que cada um tem de melhor em si mesmo. “Vivemos em um mundo onde há muitos desperdícios e perdas humanas, por falta de chance. O convívio com o Senhor desperta o que temos de melhor. O anúncio ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’ é um anúncio para a vida toda. Em nenhum momento podemos fazer um intervalo dele, porque ele supõe que aquele que é amigo do Senhor, pela sua vida, pelo seu estar no mundo, comunique aos outros a luz, a beleza e a alegria de ser discípulo do Senhor. Essa é a missão de que a nossa Igreja precisa.” Rezemos para que cada um desses jovens que lá estarão tenham uma experiência verdadeira do Mestre! Zezinho Fonte: site oficial da JMJ Rio 2013


cantinho de Maria

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Nossa Senhora do Carmo

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Padroeira da nossa Diocese

empre que refletimos sobre Maria percebemos a eficácia e a alegria que sentimos em nosso coração, pela agilidade com que Ela cuida de seus filhos. Maria muitas vezes nos coloca em seu colo, revelando-se uma intercessora fiel e uma Mãe repleta de amor. Ela é a Mãe do Filho de Deus, a escolhida e a primeira entre todos os santos. Maria é bendita entre todas as mulheres, pois recebeu de Deus a plenitude da graça. Neste artigo, conheceremos um pouco mais de Maria sob o título de Nossa Senhora do Carmo, celebrada pela Igreja no dia 16 de julho. Festa muito importante para a nossa Diocese de Jaboticabal, que a tem como Padroeira, intercessora e protetora. O Monte Carmelo, na Palestina, é um lugar sagrado do Antigo e do Novo Testamento. É o Monte em que o Profeta Elias evidencia a existência e a presença do Deus verdadeiro. No Monte Carmelo a tradição colocou a origem da Ordem Carmelitana. Ali viviam eremitas entregues à oração e à penitência. Há quem afirme que o primeiro oratório em louvor à Virgem Maria foi levantado no Monte Carmelo. E foi transmitida a crença de que aquela nuvem branca que surgiu do mar e se transformou em chuva benéfica é símbolo da Imaculada Conceição de Maria. Na Inglaterra, um homem penitente chamado Simão Stock viveu por 20 anos no tronco oco de uma árvore no seio da floresta, tendo uma vida solitária. São Simão Stock uniu-se aos Carmelitas – a pedido de Nossa Senhora – distinguindo-se por sua piedade, austeridade, visão e liderança. Em 1245, foi eleito Superior de todos os Carmelitas da Europa. Os Carmelitas transferiram-se do Oriente para a Europa por causa das perseguições sofridas. Simão, sentindo a oposição interna e externa, reconhecia que as provações eram superiores às suas forças. Foi então que recorreu com muita confiança à proteção de Nossa Senhora. Em 16 de julho de 1251, no Convento de Cambridge, Inglaterra, rezou da sua cela: “Flor do Carmelo, Vinha florífera, Esplendor do céu, Virgem fecunda, singular, ó Mãe benigna, sem conhecer varão, aos Carmelitas dá privilégio, Estrela do Mar!”. Terminada a prece, levanta os olhos e vê a cela encher-se de luz. Rodeada de anjos, apareceu-lhe a Virgem Santíssima, trazendo nas mãos o Escapulário e dizendo a São Simão Stock com inexprimível ternura maternal: “Recebe,

filho queridíssimo, este Escapulário de tua Ordem, como sinal peculiar de minha fraternidade, como privilégio para ti e para todos os Carmelitas. Quem morrer revestido dele não sofrerá o fogo eterno. Eis um sinal de salvação, de proteção nos perigos, eis uma aliança de paz e de eterna amizade”. Nossa Senhora voltou ao céu, mas o Escapulário permaneceu como um sinal. Na última aparição de Lourdes e de Fátima, Nossa Senhora traz o Escapulário. São passados 733 anos, desde o dia 16 de julho de 1251. Todos os que trouxeram o Escapulário, com verdadeira piedade, com sincero desejo de perfeição cristã, com sinais de conversão, sempre foram protegidos na alma e no corpo contra tantos perigos que ameaçam a vida espiritual e corporal. Denise Ap. Catricala Bution Grupo de oração para casais “Sagrada Família”Paróquia N. Senhora Aparecida


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o santo do mês

Santo Inácio de Loyola Festa: 31 de Julho “Tudo para a honra e glória de Deus!”

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açula de 13 irmãos e órfão de mãe, Inácio doa seu amor de filho à sua ama de leite, D. Maria, e aceita como irmão Txomin, filho de D. Maria. Aos 13 anos de idade, inesperadamente, passa a ser educado por parentes de sua mãe. Apesar da tristeza, ama e é grato à nova família. Teve instrução acadêmica, religiosa e nas armas, sempre com muito zelo e dedicação. Durante sua juventude, a diversão dos rapazes eram jogatinas, bebedeiras e prazeres da carne. Sempre muito gentil e prestativo, vê sua vida dar muitas viradas devido aos conflitos políticos da época, e, aos 26 anos de idade, segue para ser soldado do Duque de Nágera, onde se depara com as experiências da guerra que nada lhe agradam, pois tem piedade do povo. Luta incansavelmente pela pacificação, pois o povo está em conflito com a coroa espanhola. Na defesa de Pamplona contra a invasão francesa, Inácio é gravemente ferido e luta contra a morte. Durante meses de dolorosos tratamentos, Inácio tem uma linda experiência com o amor de Deus através da leitura das Sagradas Escrituras, do Evangelho de Jesus Cristo e da vida dos santos. Descobre que sua vida foi fútil, pois servia ao rei errado. Decide, então, viver para em tudo amar e servir, e tudo para a honra e glória de Deus. Sua maior batalha não foi aquela em que quase perdeu a vida, mas a batalha consigo mesmo, para discernir a vontade de Deus e levar o Evangelho de Jesus Cristo a todos os que não conheciam tamanha preciosidade. Com muita dificuldade e perseguição, fundou a Companhia de Jesus e incentivou jovens apaixonados por Cristo a darem a vida para que os povos do “novo mundo” conhecessem o amor de Deus, mesmo diante de injustiças, sofrimentos e contratestemunho de pessoas que usavam o nome de Deus para escravizar e massacrar o próximo. Santo Inácio de Loyola, rogai por nós! Fonte: Inácio de Loyola - Maria Puncel - Ed. Loyola Por Izilda Muraca


Frango ao requeijão

sócio evangelizador

Ingredientes:

1¹/² k de frango (coxa e sobre-coxa temperadas de um dia para o outro); 1 copo de requeijão; 2 copos de leite; 3 gemas; 1 lata de creme de leite; 1 lata de palmito ou um copo de champignon; 1 pacote de queijo ralado; 2 colheres (de sopa) de manteiga; 1 colher (de sopa) de amido de milho dissolvido no leite; 1 cebola ralada; cheiro-verde a gosto; 100gr de bacon e batata palha. Modo de preparo: Refogue o frango na manteiga. Vá acrescentando água aos poucos até cozinhar. Em outra panela, frite o ntre os bacon e reserve. Refogue a cebola a está e it e c e r didos Esta ralada no óleo do bacon. atos ven r p s o s is da delicio mestíve No liquidificador: bata o leite, as o C e d r aminho no Baza gemas, o amido de milho e leve ao Jesus C e d a id n Comu fogo, mexendo sempre até formar Seguro, , sábados um creme. Retire do fogo e coloque todos os s 12h. o queijo ralado e o creme de leite das 8h à com soro. Acrescente o molho do frango e o palmito picado. No refratário: Coloque o creme, os pedaços de frango e, em cima de cada pedaço, uma colher de requeijão. Entre um pedaço e outro do frango, salpique o bacon. Leve ao forno por 15 minutos. Retire do forno e coloque a batata palha. Agora é só servir-se!

Formas de contribuição:

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comunidade

Nossas ações, missões e formações Coroação Em missa festiva na Capela Nossa Senhora das Graças, a Mãezinha do Céu foi coroada por crianças da Comunidade.

Formação Membros da Comunidade ministraram formação humana, no dia 30 de maio, para a Missão Metanóia, em São José do Rio Preto. Foi um dia edificante para todos.

Missa A Capela São José, no Residencial Bebedouro, além das missas dominicais, também terá celebrações eucarísticas às quintas-feiras. A primeira foi uma maravilhosa festa dedicada aos Corações de Jesus e de Maria.

Posse No final de maio, em missa presidida pelo nosso bispo, Dom Antonio Fernando Brochini, Pe. Emerson Petrus foi empossado pároco da Paróquia São Judas Tadeu.

Dois Corações No dia 05 de junho, na Paróquia Santo Inácio de Loyola, membros da Comunidade coordenaram um momento de oração com o tema Dois Corações: de Jesus e Maria. Foi um momento de profunda intimidade com Jesus Eucarístico. Beato Anchieta No dia 09 de junho foi celebrada missa na Capela São José em honra ao beato José de Anchieta.


comunidade

Encontro Eucarístico Nos dias 01 e 02 de junho, aconteceu encontro eucarístico com o tema O segredo de Madalena, na Comunidade de Jaú, ministrado pela Comunidade Jesus Caminho Seguro. Foram muitas as experiências com Jesus Eucarístico.

Nós, da Comunidade, nos unimos em prece por todos da família Santin. Que o Senhor possa reconfortá-los.

Pentecostes Monte Azul Paulista A missão da JCS, no dia 04 de junho, proferiu palestra para pais de crianças da catequese e crismandos da Paróquia Senhor Bom Jesus.

Juninão de São João – Durante os finais de semana de junho, em frente à Matriz de São João Batista, aconteceu o Juninão de São João, com a participação da Comunidade Jesus Caminho Seguro na barraca das argolas.

A Comunidade JCS ministrou, na Paróquia Santa Helena, em Jaú, dois dias de retiro para adolescentes e jovens, no Dia de Pentecostes.

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flashes

Fique por dentro dos acontecimentos da nossa Comunidade e das paróquias locais e regionais Durante uma semana inteira de oração e bênçãos – de 13 a 17 de maio –, os sacerdotes da Diocese de Jaboticabal participaram do Retiro Anual do Clero, em Atibaia.

Com o Santíssimo Sacramento exposto, aconteceu no mundo todo, no dia 02 de junho, uma adoração eucarística. Na Matriz de São João Batista, das 12h às 13h, a igreja ficou repleta de paroquianos que também puderam assistir pela TV à adoração presidida naquele momento pelo Papa Francisco.

O coordenador diocesano da Pastoral da Comunicação, Pe. Leandro do Nascimento, celebrou missa em ação de graças, inaugurando a nova grade de programação noturna da Rádio Caminho Seguro FM, 107,9. Em seguida, Pe. Leandro abençoou o estúdio João Paulo II, recentemente reformado.

Bodas de prata – Em maio, o Lar do Idoso comemorou seus 25 anos de fundação com missa festiva na paróquia Santo Inácio de Loyola. Presença da primeira diretoria, das Irmãs, dos voluntários, do prefeito Fernando Galvão e da primeira dama, Aline Galvão.

No dia 07 de junho, a Matriz de São João Batista recebeu Dom Antonio Fernando Brochini e sacerdotes de toda a Diocese de Jaboticabal para a Oração pela Santificação do Clero, que aconteceu simultaneamente em todo o mundo.

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saúde e cidadania

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Transgênicos: saiba o que são e identifique-os

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s transgênicos ou organismos geneticamente modificados são produtos de cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza, como por exemplo: arroz, milho, soja, abobrinha e outros. Por meio de um ramo de pesquisa relativamente novo (a engenharia genética), fabricantes de agroquímicos criam sementes resistentes a seus próprios agrotóxicos, ou mesmo sementes que produzem plantas inseticidas. As empresas ganham com isso, mas nós pagamos um preço alto: riscos à nossa saúde e ao ambiente onde vivemos. O modelo agrícola baseado na utilização de sementes transgênicas é a trilha de um caminho insustentável. O aumento dramático no uso de agroquímicos decorrentes do plantio de transgênicos é exemplo de prática que coloca em cheque o futuro dos nossos solos e de nossa biodiversidade agrícola. Consumimos hoje diversos alimentos com ingredientes à base de transgênicos, produzidos para matar insetos e resistir a agrotóxicos. Não existe consenso na comunidade científica sobre a segurança dos transgênicos para a saúde humana e o meio ambiente. Testes de médio e longo prazos, em cobaias e em seres humanos, não são feitos e geralmente são repudiados pelas empresas de transgênicos. Um estudo mostrou que o consumo da semente modificada tem efeitos negativos, principalmente sobre fígado e rim, órgãos ligados à eliminação de impurezas. Nesse contexto, o Greenpeace considera que a liberação de transgênicos é uma afronta ao princípio da precaução; é uma aposta de quem não tem compromisso com o futuro da agricultura, do meio ambiente e do planeta. Desde que os transgênicos chegaram clandestinamente ao Brasil, em 1997, o Greenpeace trabalhou para que o consumidor pudesse identificá-los e decidir se compraria ou não. Em 2003, foi publicado o decreto de rotulagem (4680/2003), que obrigou empresas da área da alimentação, produtores e quem mais trabalha com venda de alimentos a identificarem, com um “T” preto sobre um triângulo amarelo, o alimento com mais de 1% de matéria-prima transgênica. Mas nem todos os fabricantes obedecem a essa lei.

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Quase todos os países da Europa têm rejeitado os produtos transgênicos. Devido à pressão de grupos ambientalistas e da população, os governos europeus proibiram sua comercialização e seu cultivo (quase 80% dos europeus não querem consumir transgênicos). Devemos fazer o mesmo no Brasil.

Soluções:

- Proibição de aprovações de novas culturas transgênicas, em especial aquelas que são a base da alimentação de nossa população. - Rotulagem dos produtos transgênicos, para atender plenamente a um direito do consumidor de saber o que está comprando. Imagem: Esse “T” no rótulo do produto indica se ele contém matéria-prima transgênica.

Fonte: www.greenpeace.org Por Fernanda Luiz Depto. Comunicação - CJCS


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capa

Aprender o caminho, caminhando Cada calçado revela a personalidade que, através dele, se manifesta... mesmo que de forma inconsciente

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nossa vida é caracterizada pela dimensão do caminhar: de muitas e variadas formas, fazemos essa experiência do caminho – umas vezes a sós; outras, acompanhados; nalguns casos, com gosto; noutras situações, a custo de sofrimento; umas vezes, com ritmo e leveza; outras, com o sabor da luta; por vezes, tendo em vista a meta; noutras, titubeando em tropeções; umas vezes, descalços e, noutros casos, usando um calçado mais ou menos consentâneo com o percurso... É sobre a vivência do nosso caminhar – sobretudo em contexto pascal – que deixamos breves referências ao nosso itinerário de vida, lendo, analisando e interpretando a nossa condição de caminhantes e segundo o calçado que nos revela as condições psicológicas e espirituais da caminhada... rumo à Páscoa definitiva. Pé direito/pé esquerdo – neste equilíbrio de ritmos, podemos enquadrar as coisas corretas (pé direito) e os aspectos menos bons (pé esquerdo), que nos acontecem ou que nós fazemos acontecer, onde Deus está, de quantas formas e feitios, a conduzir-nos ou a corrigir-nos... sempre numa leitura teológica do nosso existir. Quantos passos bem andados e quantos outros por maus caminhos! Tudo faz parte da história de cada um!... Pé descalço/pé calçado – estamos a nu sempre que experimentamos a rudeza do chão em que pisamos, seja de terra dura e fria ou o fofo e alcatifado, sem percalços ou pejado de tropeços... O pé descalço sente as agruras do caminho, mesmo que ele seja mais ou menos sem obstáculos. Enquanto o calçado com que envolvemos os nossos pés tem de estar à altura do momento que vivemos, sentimos ou percorremos... Pois, sem o calçado apropriado, corremos o risco de não sermos capazes de caminhar corretamente. Cada categoria de calçado revela, no entanto, quem o usa. Muito para além das possibilidades econômicas, ele revela a personalidade que através dele se manifesta, mesmo que de forma inconsciente: Sandálias – traduzem certa fragilidade, despojamento e leveza, que, por vezes, se usam em épocas de lazer, como em férias, ou ainda em espaços de maior exposição ao sol, deixando que os pés andem mais soltos e sem constrangimento.


capa

Botas – embora envolvendo alguma rudeza relacionada com o trabalho e compatíveis para enfrentarmos as condições da vida, do tempo, do ambiente adverso e mesmo da moda – sobretudo no contexto feminino – ou dos espaços onde se desenrola a tarefa da vida..., podemos ver a força e a segurança, na diversidade de ações, de momentos e de condicionamentos. Sapatos - masculinos ou femininos – são mais do que meros adereços de circunstância, pois podem ser fator de afirmação no contexto social em que cada um está inserido, tornando-se recurso muito para além das capacidades econômicas... Parafraseando, diremos: “Diz-me o que calças, que te direi quem és” – que poderia ser o aforismo para nos entendermos, nos enquadrarmos e nos reconhecermos na sociedade atual. Sapatilhas ou tênis – numa alusão à prática desportiva, pois também nesta área podemos encontrar uma razoável diversidade de tipologias... Basta observarmos um jogo de futebol, onde nem todos calçam da mesma forma, quase parecendo mais um desfile de marcas do que a constituição de uma equipe. Pantufas e chinelos – próprios para o conforto de casa e inseridos num ambiente de descontração e de intimidade, podemos relacionar estas formas de calçado com a pacatez de uma vida quase recatada no lar ou num espaço de maior recolhimento,

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que poderá ser mais do que o final da vida, mas, antes, uma oportunidade de meditação sobre o sentido último (que não meramente derradeiro) da existência humana e social. Ora, na nossa caminhada pascal rumo à celebração da Páscoa definitiva temos, segundo os vários intervenientes, uma multiplicidade de referências, atendendo à sua forma de calçar: os pés descalços de Jesus crucificado, as botas rudes dos soldados romanos, as sandálias frágeis de Pedro, o pescador envergonhado, a subtileza feminina na consolação das mulheres de Jerusalém, a capacidade de seguimento (mais do que atlético) de Simão Cireneu..., para além do pé esquerdo da traição de Judas ou, ainda, os pés arrastados após a morte e sepultura de Jesus... Caminhemos com serenidade e exigência até a Páscoa da ressurreição, anunciando Jesus vivo ao mundo de hoje! Fonte: Nosso Boletim (de 11 de maio de 2013) – Jornal da Comunidade Servos do Cristo Redentor, de Araraquara-SP Pe. Emílio Carlos Mancini Reitor do Seminário Menor e Propedêutico

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especial

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Silenciai para ouvir o Senhor!

stava eu em um dia qualquer diante do Senhor no sacrário quando soou forte em meu coração estas palavras do profeta Isaías, cap. 41, vers. 1: “Ilhas, silenciai para me ouvir, e que os povos renovem suas forças”.O fato é que todos nós precisamos de silêncio, alguns mais, outros menos. E, mais ainda, precisamos do silêncio para ouvir a Deus. Temos ouvido demais outras vozes: a voz da internet, da televisão, do rádio, da vizinha, do patrão, do empregado, da mídia, enfim, tantas outras vozes que, muitas vezes, nos levam para outros caminhos. Porém, o Senhor nos faz um chamado especial: “Por isso a atrairei, conduzi-la-ei ao deserto e falarlhe-ei ao coração” (Os 2,16).Deus fala de diversos modos e maneiras, porém, ao coração, Deus fala no silêncio, quando paramos a correria do dia a dia somente para escutá-Lo e para dizer lhe: “Fala, Senhor, que teu servo te escuta”. E quando nós O escutamos verdadeiramente, a nossa margem de erro diminui de forma considerável, pois sabemos que foi através de sua Palavra que tomamos a direção, a decisão, enfim, o rumo certo. Quando isso não acontece, vêm os problemas, porque tomamos todas as decisões que “achamos” serem certas e, por fim, muitas vezes “quebramos a cara”, pois simplesmente não ouvimos a voz do Pastor, a vontade de Deus.Para renovar as forças, para renovar sua empresa, para renovar seu casamento, para renovar seu ânimo, enfim, para renovar toda sua vida, como disse o Senhor, é necessário e de suma e essencial importância ouvir a Deus e, como Ele próprio diz: no silêncio.Quando falamos, Deus se cala! Quando nós nos calamos, Deus fala!Existem momentos na vida em que o nosso maior tesouro é o silêncio. Ele nos ensina a rezar, a nos acalmar, a nos encontrar com a nossa alma, a nos deliciar diante do trono da graça.Assim como disse a mim, Ele fala a você, que lê este artigo: “Tu que eu trouxe dos confins da terra, e que fiz vir do fim do mundo, a quem eu disse: ‘Tu és meu servo, eu te escolhi, e não te rejeitei’, nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus, eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa” (Is 41,9-10).

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Então, peçamos ao Espírito Santo que nos dê a graça de um tempo durante o nosso dia para estarmos com o Senhor, no silêncio. Que sejamos cristãos fortes, mas sem cairmos na tentação de pensar: “posso tudo sozinho”, “conduzo a minha vida de acordo com o que eu acho”. Isso, mil vezes, não!Que a Sagrada Família – Jesus, Maria e José – esteja sempre a nos conduzir. Amém! Júnior Camolezzi Comunidade Jesus Caminho Seguro


a voz da Igreja

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A 51ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB

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2ª parte

uitos outros assuntos estiveram na pauta desta Assembleia, que mereceram dos Bispos uma atenção toda particular: o Acordo Brasil – Santa Sé: desdobramentos e aplicação; a recepção de avanços das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora do Brasil (DGAE), o Projeto de Comunhão e Partilha entre as Dioceses do Brasil (recursos obtidos, aplicações e depoimentos), Orientações para as novas formas de Vida Religiosa e Novas Comunidades, a preparação e realização da Semana Missionária em todas as Dioceses Brasileiras e a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá neste mês de julho, no Rio de Janeiro. Um momento particular da Assembleia foi o Retiro Espiritual na tarde do sábado e manhã do domingo, com o tema “O Bispo, Mestre e Testemunha da Fé”, sob orientação de Dom Esmeraldo Barreto de Farias, Arcebispo de Porto Velho (RO). Deve-se ressaltar também a presença fraterna e permanente do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d´Aniello, que além das suas intervenções na Assembleia e nas Sessões Privativas dos Bispos, atendeu muitos Bispos e pôde encontrar-se no almoço ou no jantar com os Bispos de cada Regional da CNBB. Foi também de grande importância a criação do novo Regional da CNBB, que abrange as Dioceses do Estado de Tocantins (TO), atendendo ao pedido dos Bispos da Província Eclesiástica de Palmas, que

apresentaram a dificuldade das distâncias entre as Dioceses que até então constituíam o Regional Centro Oeste. Mais uma vez, o fato dos Bispos poderem celebrar diariamente na Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, cercados pela multidão de peregrinos que diariamente se dirige à Mãe de Deus para agradecer a sua intercessão e suplicar sua proteção, deu à Assembleia um significado todo particular. Junto da “Mãe de Deus e nossa”, os Bispos veem realizar-se, nos dias de convívio, estudo e oração, um novo Pentecostes, renovando o entusiasmo de servir generosamente à Igreja do Brasil. Seria uma grande pretensão querer, em tão poucas palavras, traduzir tudo o que os Bispos viveram na 51ª Assembleia Geral da CNBB. Resumidamente, podese afirmar que mais uma vez a Assembleia foi uma experiência de graça e dom do Espírito Santo que, na diversidade, gera a unidade e, num mundo marcado por tantas divisões, manifesta a Igreja unida, fonte e escola de comunhão. Com certeza, a oração das comunidades espalhadas por todo o Brasil sustentou

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e garantiu aos Bispos a assistência do Senhor. Não poderia terminar sem dizer a todos os que acompanharam e rezaram pelo êxito da Assembleia Geral o “muito obrigado” de coração, da parte de todos os Bispos ali presentes, que carregavam no coração os anseios das Igrejas Particulares. Como sinal vivo da ação do Espírito Santo na Igreja, os Bispos, em Aparecida, demonstravam efusivamente a alegria com a eleição do Papa Francisco. Os Cardeais presentes puderam relatar (na medida do possível) a experiência particular que tiveram da vitalidade da Igreja e da assistência do Espírito Santo no Conclave que elegeu rapidamente o novo Sucessor de Pedro, o Papa Francisco. Unida a ele, toda a Igreja do Brasil, representada pelos seus legítimos pastores, quer prosseguir sua caminhada de fé e compromisso evangelizador, tendo em vista o Senhor Jesus que chama todos para a Missão.

Dom Milton Kenan Júnior Bispo Auxiliar de S. Paulo


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reflexão bíblica

Elias, o homem do fogo de Deus

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Senhor escolheu “a dedo” o profeta Elias e o designou para anunciar a verdade com intrepidez, de maneira firme e coerente. Elias não temia os adversários e conclamava o povo a escolher o melhor caminho. Assim como acontece hoje, muitos o rejeitavam, ignorando suas palavras. Mas quando Deus tem um projeto para um determinado povo, este pode gritar, tentar fugir, mas Ele não desiste e tudo faz para atraí-lo. O profeta Elias sabia que Deus está presente mesmo quando não O vemos ou sentimos. O povo de seu tempo (séc. IX aC) estava desorientado, adorando a deuses estranhos, ouvindo os profetas de Baal; da mesma forma que nós, cristãos de hoje: perdidos, procurando a verdade, mas acreditando em tudo o que se fala. Vamos, aos poucos, nos acostumando com coisas absurdas, como aborto, eutanásia, pena de morte, liberação da maconha, casamentos de toda natureza... Cuidado! Mantenha a fé! Elias disse: “Até quando claudicareis dos dois pés? Se o Senhor é Deus, segui-o...”. Estavam com os pés em “duas canoas”, e Deus pedia que escolhessem. O povo nada respondeu, pois sabia que estava errado. Elias aproveitou a oportunidade e desafiou os profetas de Baal, que eram quatrocentos e cinquenta, para que ateassem fogo no holocausto. E nada aconteceu. Lógico, na hora em que mais se precisa o encardido foge. Elias estava sozinho! Mas Deus, que nunca desampara, encheu-o com seu Espírito. Ele assim orou: “Eu sou o vosso servo. Ouvi-me, Senhor, ouvi-me. Que este povo reconheça que vós sois Deus, e que sois vós que converteis os corações!”. Então, desceu fogo do céu e todo o holocausto foi consumido. O poder de

Deus foi presenciado por todos, inclusive pelos profetas de Baal. O povo prostrou-se por terra e exclamou: “O Senhor é Deus!”. Todos os profetas de Baal foram mortos. O rei Acab e a rainha Jezabel juraram morte a Elias. Ameaçado, ele sentiu medo, solidão (fraquezas humanas), fugiu e refugiou-se no deserto, pedindo a morte. Sentou-se debaixo de uma árvore e deixou de comer. É difícil entender como alguém de relacionamento tão íntimo com Deus, cheio do Espírito Santo, pôde chegar a tal situação. Elias não foi o primeiro e não será o único. Todos os dias, desfrutamos da misericórdia e fidelidade divinas. Porém, quando as tribulações nos chegam, a falibilidade humana tende a esquecer a infalibilidade de Deus. Satanás nos ataca em nossos momentos de fraqueza. Ele se apresenta como a solução mais rápida e fácil. Foi assim com Jesus, que no deserto teve fome, e o inimigo lhe ofereceu pão. Foi assim com Elias, que estava desanimado e só, e uma voz martelava em sua cabeça: “Pede a morte! Você não merece mais viver dessa forma”. Elias estava desanimado e cheio de dúvidas. O Senhor viu tudo aquilo e saiu em seu socorro. Enviou um anjo para lhe saciar a fome e o sustentar. O grande profeta venceu o medo e foi curado. Elias voltou a ser o homem do fogo de Deus. Também somos chamados a anunciar o Deus do impossível, que cura, protege, acolhe, salva e liberta! Por que esperar chegar ao “fundo do poço” para reconhecer que temos conosco o Deus do impossível? José Luís Alvarenga Renovação Carismática Católica

São Cristóvão, protetor dos motoristas, rogai por nós! Festa: 25 de julho

Oração do motorista

Senhor, concede-me mãos firmes, olhos atentos, muita prudência e perfeito controle do veículo, para que eu possa fazer uma boa viagem e chegar bem e alegre ao meu destino. Dá-me calma e paciência no tráfego difícil. Protege-me de toda imperícia e de todo acidente. Ampara também os que viajam comigo. Não me deixes cair em tentação pelo desejo da velocidade e o desrespeito às regras. Que a tua graça me acompanhe sempre nas minhas viagens. Amém!


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espiritualidade

Escolhas e responsabilidades

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onta a parábola que um homem chegou a uma ponte que transpunha um rio perigoso. Logo que começou a cruzar a ponte, notou alguém vindo na direção oposta. O estranho estava com uma corda de uns dez metros enrolada ao redor de sua cintura. Enquanto caminhava, ele começou a desenrolar a corda. Quando os dois homens se encontraram, o estranho disse: "Por favor, você poderia segurar a ponta dessa corda para mim?" Sem pensar, o homem concordou e a segurou. "Obrigado!", disse o estranho. E acrescentou: "Agora, com as duas mãos! E lembre-se, segure firme." Falando isso, o estranho pulou da ponte. O homem, na ponte, sentiu um puxão forte da corda agora esticada. Automaticamente, segurou firme e quase foi arrastado por sobre o parapeito da ponte. "O que você está tentando fazer?" , gritou ele para o estranho lá embaixo. "Apenas segure firme",  respondeu o estranho. Isso é ridículo, pensou o homem. E começou a tentar puxar o outro para cima. Porém, isso estava além de suas forças. Novamente ele gritou lá de cima: "Por que você fez isso?" “Lembre-se,” disse o outro, "se você soltar, eu estarei perdido". "Mas eu não posso puxá-lo para cima", clamou o homem. "Estou sob sua responsabilidade", disse o outro. "Eu não pedi para você fazer isso", disse o homem. "Se você soltar, eu morro", repetiu o estranho. O homem começou a olhar ao redor em busca de ajuda. Não havia ninguém à vista. Ele pensou sobre a situação desagradável em que se encontrava. Então gritou novamente para o homem lá embaixo: "O que você está querendo?" "Apenas a sua ajuda", foi

a resposta. "Como posso ajudar?" "Apenas continue segurando firme", respondeu o homem. "Isso será o bastante". "Eu não posso segurar por muito mais tempo e não aceitarei a posição de escolha sobre a sua vida. Portanto, eu devolvo a você a escolha sobre sua própria vida. A escolha é sua. Você se esforça e escala a corda. Eu posso até dar alguma puxada daqui". E assim ficou pronto a ajudar o homem quando ele começasse a agir. Essa parábola nos faz pensar: Será que temos total responsabilidade sobre as escolhas das pessoas que amamos, incluindo nossos filhos? Só porque educamos, amamos, ensinamos tudo o que podemos, vamos ter que carregar a culpa de eles terem se desviado do caminho? Não podemos aceitar a culpa do fracasso das pessoas, se foram elas que desejaram fracassar. Não aceite esse tipo de insinuação. Cada adulto deve ser responsável por seus próprios atos. Seja livre e com a consciência de dever cumprido. Não tenha medo de ver seu filho pagar pelas escolhas que fez. Talvez seja a única maneira de fazê-lo refletir sobre seus atos. Deus nos criou na liberdade, e Ele respeita as nossas escolhas, mesmo sabendo que não são as corretas. Jesus já pagou por todos os nossos pecados. Cabe a cada um escolher entre o bem e o mal e seguir em frente. Fonte: (parábola extraída do grupo Amor Exigente de Bebedouro) Eliana Merchan Comunidade Jesus Caminho Seguro

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questões de fé

Aumentai nossa Fé!

“Tudo é possível àquele que crê” (Mc 9,23), disse Jesus. E

nosso Pai não resiste a uma atitude de fé viva e sem reservas. É o que o Evangelho nos revela em cada página. Antes de realizar um milagre, Jesus sempre pede um ato de fé: “Credes que eu possa fazer isto?” (Mt 9,28); e quando a resposta é positiva, imediatamente se faz o prodígio. “Que vos seja feito conforme vossa fé” (Mt 9,29), declara aos dois cegos, após tocar em seus olhos.

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Tantas vezes encontramos na vida dificuldades que nos representam montanhas intransponíveis: defeitos que não conseguimos vencer, virtudes que não temos força de praticar, provações que não sabemos aceitar... Tudo isso provoca desânimo e desconfiança. Bastaria um pouco de fé, contanto que fosse convicta e capaz de germinar e crescer como o grão de mostarda.

proteção. Abraão que, em circunstâncias obscuras e difíceis, creu em Deus sem hesitar, mereceu ser chamado “amigo de Deus”. E, justamente, amizade significa relações contínuas e confiantes, abandono absoluto. Com Nossa Senhora não foi diferente, conforme a saudação de Isabel: “Bem aventurada a que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido” (Lc 1,45).

A Palavra de Deus traz em si mesma uma graça toda particular para alimentar a fé. Ela é sua luz, fonte, sustentáculo.

A verdadeira fé não se improvisa, ela é o resultado da semente caída em terra boa, dom confiado aos que escutam com coração aberto e dão fruto pela perseverança.

“Em verdade vos digo, se tiverdes fé, como um grão de mostarda, podereis dizer a este monte: transporta-te daqui para lá, e ele se transportará, e nada vos será impossível” (Mt 17,20). Mensagem com forte simbolismo, para mostrar que nossa fé deve ser sem reservas, por mais difícil que possa parecer sua concretização.

Assim como a criança cresce e se torna adulta, deve a fé passar do estado de infância ao da maturidade, que exige convicções profundas capazes de influenciar e inspirar a vida do cristão. Quem vive de fé jamais se separa de Deus, mas em quaisquer situações se volta para seu Criador e nEle encontra a rocha de sua

A fé é, portanto, um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele, com os auxílios do Espírito Santo, que abre os olhos da mente e dá a todos a suavidade no consentir e crer na verdade.

Jesus jamais disse: “Minha onipotência te salvou, te curou!” Mas Ele diz: “A tua fé te salvou”, revelando que fé é condição essencial para que Ele possa realizar maravilhas em favor do suplicante. Por outro lado, pela falta de fé, recusou a Nazaré e a Cafarnaum os muitos milagres feitos em locais onde nem tinha tanta ligação ou afinidade.

Fonte: Intimidade Divina Paulo Francisco Tellaroli Comunidade Jesus Caminho Seguro


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Dom Xavier, um bispo da Espanha em Bebedouro No dia 1º de agosto, voltando da JMJ do Rio de Janeiro, estará nos visitando o bispo espanhol D. Xavier Bell Fill, da minha diocese da Espanha. Bell Fill, exatamente traduzido, significa “Belo Filho”. Ele visitará de maneira geral a nossa cidade e paróquias locais, particularmente as que construí: Nossa Sra. Aparecida, Santo Inácio, São Judas e, muito especialmente, São Pedro Claver - espanhol, nascido na cidade que pertence à diocese de Dom Xavier. Será uma honra conhecer tão nobre personalidade, quanto mais que assinará o diploma dos participantes do Curso Bíblico do Itinerário do Cristão – que acontece ainda nos meses de junho e julho – ao qual venho me dedicando há tantos anos. Desejo que a visita de Dom Xavier ao nosso município compense o sacrifício de seu Ministério Episcopal e da viagem a Bebedouro. Conto com o fervor dos católicos bebedourenses nesse dia de visita! Monsenhor José Figuls Membro benemérito da Comunidade Jesus Caminho Seguro

tesouros do coração

Nem todas as perdas são prejuízo

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esde a mais tenra idade, nunca aceitamos “perder”. Queremos sempre ganhar e levar vantagem, mesmo que para isso seja preciso prejudicar alguém muito querido. Viver é perder e ganhar alternadamente, consciente ou inconscientemente. Quanta dor, quanto mal-entendido, quanta calúnia, quanto abandono e incompreensão devido a palavras e emoções mal expressas, mal ouvidas, mal sentidas, insuficientes ou excessivas! Quanta perda, ou melhor, quanto desperdício! Mas nem todas as perdas são vida jogada fora. Algumas são necessárias. É preciso saber alternar as perdas com novos ganhos. Alguns deles, aliás, dependem da perda anterior. Por um erro de momento ou de cálculo, podemos perder tempo e vida, mas podemos, também, ter novos ganhos, se não formos nem ingênuos nem rígidos demais. De um fracasso podemos partir para um novo projeto de trabalho, que poderá ser bem superior e compensador. A própria vida nos ensina que precisamos perder muitas coisas, porém, é preciso saber perder conscientemente. Por exemplo: a imagem que a criança pequena tem de seus pais é a figura do herói, do sabe-tudo e perfeito. Na proporção de seu crescimento, naturalmente, ela “perde” essa imagem infantil para reconquistar, de outra maneira, não mais os pais todo-poderosos e imprescindíveis, mas aqueles que, apesar das limitações e fraquezas, estimulam e conciliam, empurram para cima e para adiante, a respeitam naquilo que é e naquilo que pode fazer. Assim, não deixando de ser uma “perda”, ela “ganha” muito mais, com uma visão mais autêntica e realista. Concluindo: O que é, em nosso relacionamento, esse “perder”? É, de novo, olhar o outro e abrir-lhe os necessários espaços, permitindo que o bom senso fale mais alto que o egoísmo. E se algum dia houver uma real separação, nada mais digno e mais respeitável do que deixar o outro ir, preservando os momentos bons que houve, para que não se envenene aquilo que um dia foi amor, amizade, compromisso mútuo... Cônego Pedro Paulo Scannavino Paróquia São João Batista


pequeninos de Jesus

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esus nos deu este mandamento e, às vezes, podemos pensar: Como amar alguém que não conhecemos? Como fazer o bem a quem faz o mal? Como ajudar alguém que não ajuda ninguém? Então vemos o exemplo dos santos. Sim, aquelas pessoas que decidiram amar como Jesus amou, sem esperar nada em troca. Apenas amar! Hoje, vamos rezar por um grupo de santos que nos ensinam muito bem como fazer isso. Sabem qual é esse grupo de santos? Esse grupo se chama Corpo de Bombeiros. Sim, pequeninos, os homens do Corpo de Bombeiros arriscam suas vidas, perdem noites de sono para socorrer o qual eles não conhecem. Simplesmente amam! Nem um salário decente eles têm. Muitos bombeiros são bem pobres e passam por dificuldades financeiras, mas, mesmo assim, não desistem de amar o próximo como Jesus amou: sem ser amado, sem ser reconhecido, sendo respeitado apenas por algumas pessoas! Senhor Jesus, guarde em seu coração esses nossos santos: os homens do Corpo de Bombeiros. Que não lhes falte a alegria e a bondade de coração, o sustento para eles e suas famílias. Que o amor e a solidariedade que o Senhor plantou em seus corações lhes deem forças e alegria de viver. Obrigado, Senhor, por nos ensinar a amar o Papai do Céu acima de tudo e amar ao próximo assim como o Senhor nos ama todos os dias!

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Amém! Tchau, pequeninos! Comunidade Jesus Caminho Seguro

Mês de Julho licenciamento de veículos placa final 4

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VIA SAT - 3344-0350


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Rua Vicente Paschoal, 884 - centro - 17 3044 3062 - Bebedouro S.P

Revista caminho seguro julho 2013  

Aprender o caminho, caminhando

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