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EDITORIAL

DIRETOR: Saulo P. Muniz Furtado saulo@revistacaminhoneiro.com.br

REDAÇÃO: Graziela Potenza (editora) editoria@revistacaminhoneiro.com.br Francisco Reis (redator) redator@revistacaminhoneiro.com.br EdiTOR de Arte Julio Kniss julio@tteditora.com.br PROMOÇÕES O. Quatrini (gerente), Rafael Gouveia, Cristiane Mattos, e Maurício Marques promocoes@revistacaminhoneiro.com.br PUBLICIDADE Executivos de contas: Decival Pinheiro e Gabriela Ely Bedrossian comercial@revistacaminhoneiro.com.br DEPARTAMENTO DE DISTRIBUIÇÃO (E ASSINATURAS) Cláudio Alves de Oliveira (gerente), Rosana Simões Domingues e Janaina Samara da Conceição assinaturas@revistacaminhoneiro.com.br DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO Jorge Moura, Marcos Antonio Battagiotto e Carlos Alberto Pereira Yeda Machado de Melo Wittmann (secretária da diretoria) DEPARTAMENTO DE RH Juliana Furtado IMPRESSÃO E ACABAMENTO Prol Editora Gráfica JORNALISTA RESPONSÁVEL Graziela Potenza (Reg. MTb: nº 16.992) REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO Rua Fiandeiras, 687/693 – Vila Olímpia São Paulo-SP, CEP 04545-004 Tel.: (11) 3049-1799

CAMINHONEIRO, revista mensal dirigida a caminhoneiros, foi matriculada em 20/02/85 no 5º Registro de Títulos e Documentos de São Paulo. Ela é distribuída gratuitamente em uma rede de postos credenciados pela Tudo em Transporte Editora Ltda., CNPJ 07.052.911/0001-01 e Inscr. Estadual 149.430.506.110. As opiniões dos artigos assinados e dos entrevistados são de seus autores e não necessariamente as mesmas de CAMINHONEIRO. A elaboração de matérias redacionais não tem nenhuma vinculação com a venda de espaços publicitários. Não aceitamos matérias redacionais pagas. Informes publicitários são de responsabilidade das empresas que os veiculam, não tendo escolha de fotos, ilustrações ou definição de estilo e de texto submetidos à Redação da revista. Os anúncios são de responsabilidade das empresas anunciantes. Não temos corretores de assinaturas ou representantes em outros estados ou países. É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos, ilustrações, mapas sem a autorização por escrito da Redação (Lei de Direitos Autorais, nº 9610/98).

Mãos à obra e sucesso!

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ão adianta ficar falando em crise. Vamos “arregaçar as mangas” e tocar a nossa vida. O momento é ideal para mostrarmos eficiência no que fazemos e com o caminhoneiro não é diferente. Nesta edição, publicamos uma série de dicas de como melhorar o seu negócio ou o da empresa onde atua, cuidando bem do principal instrumento de seu trabalho: o caminhão. Por isso, selecionamos como matéria principal a manutenção preventiva. Ela é um passaporte para um caminhão continuar rodando bem nas estradas. Entrevistamos caminhoneiros das regiões do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, da Bahia e de São Paulo e constatamos que todos, apesar de reclamarem muito do preço baixo do frete, investem neste tipo de prevenção. Portanto, fique atento em alguns itens como motor, freios, suspensão, pneus e câmbio. Muitas transportadoras, quando o caminhoneiro pratica a direção econômica, oferecem gratificações como forma de incentivo. Se o caminhoneiro trabalha por conta própria, o retorno será o veículo sempre em ordem, evitando paradas imprevistas e consertos mais caros já que os desgastes das peças serão bem maiores e graves. Confira ainda outros destaques como a Arrancada de Caminhões que aconteceu no Balneário Arroio do Silva (SC), as mudanças adotadas pela Scania e outras reportagens e seções que têm o objetivo de trazer informações que possam agregar valores, tanto na sua vida particular, como profissional. Então, mãos à obra e muito sucesso...

Boa leitura, Graziela Potenza

Publicação Mensal - nº 255 Fevereiro 2009 - R$ 8,00 Tudo em Transporte Editora Ltda. internet: www.revistacaminhoneiro.com.br Tiragem desta edição (100 mil exemplares) auditada por PricewaterhouseCoopers, cuja carta-relatório está à disposição dos interessados.

A revista Caminhoneiro é uma publicação filiada à

Arte da capa: Julio Kniss.

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l Índice 08 l Urgente

Saiba o que acontece no setor.

12 l Entrevista

Inspetor João Bosco Ribeiro, da PRF.

14 l Montadora

Gente, Produtos e Serviços da Scania

18 l Manutenção preventiva Cuidados básicos fazem a diferença.

20 l Manutenção preventiva Opiniões dos profissionais da estrada.

22 l Manutenção preventiva Dicas sobre o motor.

23 l Manutenção preventiva Dicas sobre o câmbio.

24 l Manutenção preventiva Dicas sobre os freios.

25 l Manutenção preventiva Dicas sobre a suspensão.

26 l Manutenção preventiva Dicas sobre os pneus.

28 l Gente da estrada Dois irmãos criam o “VolvoMack”.

30 l Competição

XIX Arrancada de Caminhões em Santa Catarina.

32 l Fórmula Sul

Velocidade e força dos caminhões no Sul.

36 l Bem informado

Acidentes com produtos perigosos.

40 l Implementos

Grupo Randon faz balanço de 2008.

41 l Fórmula Truck

Equipe Ford vem forte para a disputa.

42 l Serviços

Mercedes-Benz Konsulting System.

44 l Gincana

Foi dada a larga na cidade de Nobres, MT.

48 l Futebol

Os grandes nomes do futebol.

58 l Mercado

Confira os preços dos caminhões.

65 l Beira de estrada

Crônica de Henrique Lessa.

66 l Passatempo

Divirta-se com jogos e brincadeiras.

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Urgente Consolidada compra da VWCO pela MAN

Curiosidades do Mundo

A MAN anunciou o final do processo de compra da Volkswagen Caminhões e Ônibus, tornando-se uma das líderes no mercado brasileiro de veículos comerciais. Juntas, as empresas geraram um faturamento de aproximadamente 17 bilhões de euros no ano fiscal de 2008. As operações de veículos comerciais da MAN na América Latina serão integradas numa nova companhia chamada MAN Latin America, cujo presidente será o brasileiro Roberto Cortes, ex-CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus. “A finalização dessa compra marca um novo capítulo na história de nosso grupo”, disse Håkan Samuelsson, CEO da MAN AG. “Esta é nossa plataforma para crescimento na América Latina, envolvendo ambas as marcas de veículos comerciais do grupo. Juntos, o estado da arte em tecnologia da MAN e a experiência em mercados emergentes da Volkswagen Caminhões e Ônibus farão a diferença para nossos clientes. Somos agora os líderes do mercado brasileiro de caminhões, o que confirma nossa estratégia de comercialização nos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China)”. O encerramento dessa negociação também marca a entrada de Roberto Cortes no Management Board do grupo MAN, representando a nova área de negócios MAN Latin America. “Agora somos oficialmente parte de uma empresa com mais de 250 anos, na qual Rudolf Diesel desenvolveu o primeiro motor a diesel. É outro marco para a Volkswagen Caminhões e Ônibus, criada há 28 anos e que se tornou a líder brasileira em vendas de caminhões por seis anos consecutivos”, disse Cortes. A Volkswagen Caminhões e Ônibus continuará a existir, sob a direção da MAN Latin América. A marca permanecerá na linha de caminhões e ônibus. A marca MAN deverá aparecer nos caminhões do segmento pesado premium. A fábrica de Resende produz desde 1996 e a empresa é ainda a maior fabricante de caminhões, vendidos em sua maioria na América Latina e na África. Em 2008, foram vendidos cerca de 56 mil caminhões e ônibus.

Há vagas? Calma amigo, não se trata daquilo que poderia estar pensando. Trata-se de um local, na cidade de Juscimeira/ MT, onde os caminhões boiadeiros soltam o gado para descansar. Neste “hotel”, veja as fotos, o gado que vem de vários pontos do oeste brasileiro, param para: Pastar, descansar, beber água, dormir sentado, selecionados, negociados, vacinados, etc... Afinal, o Brasil é tão grande que é impossível o gado ficar em pé o tempo inteiro para percorrer milhas e milhas antes de chegar nos locais de abate . Outras curiosidades estão no site:

www.cowboysdoasfalto.com.br

Agradecemos à Cowboys do Asfalto pela autorização da publicação da foto.

Parceiros

Foto: divulgação

Anúncio publicado na edição n.º1 que circulou em janeiro/fevereiro de 1985. Nesta edição havia matérias com grandes nomes do transporte e até uma entrevista inédita com o cantor Roberto Carlos, falando sobre a canção: Caminhoneiro.

Mercedes-Benz l 1985 8

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IVECO DAILY. O CAMINHÃO LEVE MAIS PREMIADO DO ANO.

Caminhão do Ano Prêmio Autodata

Melhor Caminhão Semileve Prêmio Preferência do Transporte

Melhor Furgão de Carga Prêmio TOPLog

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Tabela do IPVA 2009

O governador do Paraná, Roberto Requião, e o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Daniel Lúcio Oliveira de Souza, inauguraram no dia 06 de março, os terminais públicos de fertilizantes e de veículos do Porto de Paranaguá. O secretário de representação do Paraná em Brasília e ex-superintendente dos portos paranaenses, Eduardo Requião, também esteve presente à cerimônia e recebeu uma homenagem pelo trabalho desenvolvido nos seis anos em que esteve à frente dos portos paranaenses. “Entregamos hoje estruturas públicas portuárias que são únicas no Brasil. Estas duas obras que, somadas às outras já inauguradas e às demais em andamento, consolidam o resgate do porto público e são resultado da liderança do exsuperintendente, Eduardo Requião que com fibra, firmeza e apoio do governador Roberto Requião, conseguiu alcançar esses objetivos”, afirmou o superintendente da Appa, Daniel Lúcio Oliveira de Souza.

A tabela de valores venais de veículos, utilizada para cálculo do IPVA do exercício de 2009, pode ser consultada pela internet através do link http://www.imprensaoficial.com. br/Suplementos/fazenda/ipva2009/ValVenaisIPVA_p1.asp. Os proprietários de caminhões usados que efetuaram o pagamento do imposto em cota única no mês de janeiro de 2009, tiveram desconto de 3%. O IPVA também pode ser parcelado, sem desconto, observando as datas de vencimento em março, abril (cota única sem desconto), junho e setembro. A exemplo de anos anteriores, não houve alteração de alíquotas, os caminhões recolhem 1,5%. Os veículos com mais de 20 anos de fabricação estão isentos. Quem não recebeu o Aviso de Vencimento deve acessar o site da Secretaria da Fazenda (www.fazenda.sp.gov.br) para verificar as informações a respeito do pagamento do seu IPVA 2009. A frota de veículos no Estado de São Paulo é de, aproximadamente, 16 milhões de carros. O contribuinte que deixar de recolher o imposto fica sujeito à multa de mora de 20% do valor do imposto e a juros de mora com base na taxa Selic. Além disso, ele ficará impedido de efetivar seu licenciamento e sujeito à apreensão do veículo. A Secretaria da Fazenda prevê arrecadar quase 9 bilhões de reais com o IPVA em 2009. Até setembro de 2008, foram arrecadados, aproximadamente, 7,1bilhões de reais. Desse total, 50% é repassado para os municípios e estes recursos devem ser aplicados tanto para investimentos do governo em obras de infra-estrutura, como em melhoria na prestação de serviços, como os de saúde e educação. Para obter mais informações a respeito de valores, datas de pagamento e rede bancária autorizada, a Secretaria dispõe de serviço de informação ao cidadão por meio do telefone 0800-170110 e na internet www3.fazenda.sp.gov.br.

Foto: Rodrigo Leal

Novos terminais em Paranaguá

Tabela de Vencimento do IPVA

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O óleo usado e a embalagem são recicláveis. Entregue-os em um posto de serviço ou ponto de coleta autorizado, conforme resolução CONAMA nº 362/2005.

Urgente

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NÓS NÃO FAZEMOS OS CAMINHÕES.

NÓS OS FAZEMOS FUNCIONAR.

DESENVOLVIDO PARA SUPERAR DESAFIOS

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O óleo usado e a embalagem são recicláveis. Entregue-os em um posto de serviço ou ponto de coleta autorizado, conforme resolução CONAMA nº 362/2005.


Por: Francisco Reis Foto: Roberto Silva

Entrevista

Proteger os bons motoristas A Polícia Rodoviária Federal não está nas

estradas para perseguir os caminhoneiros. Ao contrário, está lá para ajudá-los e para tirar os maus profissionais de circulação. O Inspetor João Bosco Ribeiro, superintendente Regional, da 6ª Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), São Paulo, tem uma “pequena” experiência adquirida em mais de 30 anos de trabalho na PRF. Com toda essa bagagem, ele afirma que a PRF vem fazendo um trabalho de fiscalização, orientação e prevenção para reduzir ao máximo o número de acidentes. Revista Caminhoneiro – Quais os tipos de acidentes mais frequentes nas estradas? Inspetor João Bosco Ribeiro – Os acidentes variam de acordo com o tempo, horário, estrada ou área urbana. No dia-a-dia, o que nós vemos com relação a acidentes com caminhões nas regiões metropolitanas, mesmo em velocidades até menor do que a permitida, são acidentes pela falta de atenção. Existem muitos fatores que acabam distraindo o motorista e um pequeno descuido, a 70 km/h, pode causar um acidente de grandes

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proporções, pois ele consegue atingir vários veículos na frente por estar em um trânsito muito carregado. Na estrada, longe das áreas urbanas, os motoristas podem sofrer um mal súbito, esgotamento físico por ter viajado muito tempo sem descanso. Isso gera uma situação de desconforto que pode fazer com que a pessoa cochile no volante ou relaxe demais e, muitas vezes, provoque acidente sozinho. Hoje, nós vemos muitos caminhões tombados na reta. Um motorista de caminhão consciente, que trabalha como se deve, dificilmente se envolve em um acidente. Porém, existe a obrigação de se cumprir um determinado horário, o que obriga o motorista a andar mais, a ganhar tempo. Com isso, ele não descansa, não se alimenta e acaba se envolvendo em acidentes. A redução da carga horária poderia diminuir bastante o índice de acidentes. Na estrada, o que pega é o excesso de velocidade. Também tem o problema de ingestão de álcool e a PRF tem autuado vários motoristas com índice de álcool acima do permitido. E nós sabemos que a ingestão de bebida alcoólica é um fator que aumenta a ocorrência de acidentes. Caminhoneiro – Quais são os principais erros dos motoristas de automóveis? Inspetor Bosco – A imprudência na estrada com o excesso de velocidade, ultrapassagens pela direita e pelo acostamento. Nós temos feito muitas multas sem abordagem porque o carro passa em alta velocidade no acostamento, mas a gente acaba conseguindo pegar a placa e fazer a autuação. Motorista em alta velocidade na chuva acaba rodando e provocando acidente. O motorista de caminhão erra por desatenção e cansaço e o do veículo de passeio por imprudência com o excesso de velocidade e ingestão de álcool. Caminhoneiro – Qual o pro cedimento da PRF quando pega alguém com teor alcoólico além do permitido?

Inspetor Bosco – Ele é encaminhado para a delegacia de Polícia Civil e fica à disposição da polícia judiciária. O delegado pode apreender a CNH, encaminhar para o juiz, prender em flagrante ou liberar depois que alguém habilitado venha levar o veículo. O papel da PRF é fazer a multa e encaminhar para a polícia civil. Caminhoneiro – Quais as falhas mecânicas mais frequentes que geram acidentes? Inspetor Bosco – As principais são o freio e a barra de direção. De uma hora para outra, a barra de direção não obedece e o caminhão acaba batendo. Ou então, o motorista alega que o freio não funcionou, mas não dá para determinar se foi falha, ou mau uso do freio. Caminhoneiro – Em caso de acidente, o que fazer? Inspetor Bosco – Se você está em um local onde não há nenhuma ajuda e o carro ou caminhão pode andar, o motorista deve encostar fora da estrada, para liberar o caminho, ligar para o telefone 191, da Polícia Rodoviária Federal, que está em fase de implantação. Se for acidente com vítima grave, não deve tirar o carro do local. Preserve a área, sinalize bem o local para evitar novo choque e chame as autoridades competentes. Em caso de uma estrada onde há concessionárias, corpo de bombeiro, entre em contato com a concessionária e aguarde ajuda, pois, de repente, tentando ajudar a vítima, você pode ocasionar um problema maior, como uma ruptura de algum órgão Caminhoneiro – Como se preserva a área de um acidente? Inspetor Bosco – Você pode usar o triângulo a no mínimo 20 metros de distância. Tem gente que utiliza gravetos, pedaço de madeiras, galho de árvore, enfim, tudo o que possa chamar a atenção. Tem pessoas que ficam sinalizando, mas não pode entrar na rodovia nem tentar parar o trânsito. Isso porque as pessoas não sabem

quem está sinalizando e pode acabar provocando outro acidente. Um policial estava atendendo o acidente fora da estrada, na grama. De repente, um carro veio embalado, freou, o de trás quis escapar e saiu justamente para o acostamento onde estava o policial que foi atropelado e morreu. Caminhoneiro – Como está o relacionamento da Polícia Rodoviária Federal com os caminhoneiros? Inspetor Bosco – Melhorou bastante, pois os motoristas melhoraram muito. As transportadoras estão investindo muito na formação dos motoristas, exigindo um curriculum e histórico muito rígido. Mas ainda existem aqueles rebeldes, que não gostam de diálogo com a polícia. Por outro lado, a PRF também se aprimorou. Tem melhorado muito o nível de escolaridade dos policias para que eles entendam muito bem a competência na hora de tratar com o usuário, abordagem, atitudes. Mas autoridade é autoridade. Muitos motoristas vêm embalados, na beira da pista, quando vê o policial, tiram o pé do acelerador, fica retraído, mesmo não tendo cometido infração alguma. Mas tem o psicológico e o respeito. Mas que seja sempre assim, porque a partir do momento que o motorista não respeitar um posto policial, não respeitar a presença do policial na margem da rodovia, aí acabou o papel da polícia. Tenho dito sempre que o trabalho da PRF é voltado à segurança, à estrutura para dar um suporte aos motoristas, tanto de automóvel quanto de caminhões. Você tem que garantir a segurança daquele profissional que está na rodovia. Temos que ser parceiros dos caminhoneiros, acabar com aquela visão antiga de que o policial está na pista para multar, coibir a conduta dos maus motoristas que trafegam de forma irregular. Mas, em contrapartida, a grande maioria que trabalha corretamente, que está ali batalhando o seu sustento, pelo engrandecimento do País, tem que ser preservada, ter apoio e garantia para realizar seu trabalho. Essa é minha visão e eu trabalho dessa forma. l

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Montadora

Graziela Por: Por: Francisco ReisPotenza Foto: divulgação Fotos: Francisco Reis e divulgação

A Scania vem adotando novas posturas que interferem diretamente no atendimento e no custo operacional dos transportadores.

Gente,

Produtos e Serviços A

Scania continua inovando em 2009. Começou no ano passado quando Roberto Leoncini assumiu a diretoria da área de Vendas de Veículos da Scania Brasil, reportando-se diretamente a Christopher Podgorski, diretor Geral da empresa. Outra importante mudança foi a de Sidney Basso, que assumiu a diretoria de Vendas de Serviços da Scania Brasil. Segundo João Miguel Capussi, diretor de Marketing e Comunicação Comercial da montadora, para 2009 será desenvolvido um novo plano de atuação. Dentro dele está o modo de ver o mercado. “Todos sabemos que um dos principais desejos dos transportadores é ter um caminhão rodando direto, com economia e que não quebre. A Scania traduziu esse desejo, em disponibilidade máxima sem paradas imprevistas e que tenha o menor custo operacional”, explica Capussi. Portanto, a Scania oferece para o cliente, disponibilidade do veículo e menor custo de operação. Não é à toa que o programa da montadora recebeu o nome de “Scania Tudo por Você”. “Colocando na ponta do lápis, ganhamos com folga porque nosso produto prima pela economia, qualidade, conforto do motorista, design moderno e ainda o cliente Scania tem o status de possuir um produto que é o desejo de todo transportador e motorista”, enfatiza Capussi.

Por isso, a Scania mapeou o que o transportador precisa e elaborou toda a sua estratégia de negócios dentro dessa premissa. “Para tal, fizemos uma pesquisa envolvendo as nossas forças de serviços e a de vendas de veículos”, diz o diretor de Marketing e Comunicação Comercial. Para gerar disponibilidade, é necessário entregar a solução completa, ou seja, envolvendo gente, produtos e serviços. Essa combinação recebeu o nome de GPS Scania. Sendo assim, a Scania Brasil criou o conceito de trabalho de forma integrada e contínua. “A apresentação para o cliente, hoje, é a força de vendas Scania que está preparada para unificar esse conceito”, comenta Capussi. A transportadora Ultracargo é um dos exemplos que aprovou esse diferencial. A empresa possui uma frota própria de 200 equipamentos, sendo 60 da marca Scania. A Scania oferece atendimento e serviços personalizados para os clientes. Um deles é o Contrato de Reparo de Manutenção. Segundo Marcus de Leão Cezar, coordenador de Manutenção SE da Ultracargo, esse modelo de contrato garante maior confiabilidade, assistência técnica especializada/autorizada em todo território nacional, permitindo com isso um rápido atendimento. “É

importante enfatizar que por meio dele conseguimos controlar melhor o custo de nossa frota, uma vez que o mesmo tem a cobrança via quilômetro rodado e contribui para as nossas projeções internas”, diz Marcus Cezar. Ele explica que dada à dinâmica do segmento em que estão inseridos, é necessário agilidade para que as expectativas dos clientes sejam superadas e depende muito das áreas de apoio, fornecedores, parceiros e a Codema-ABC tem se mostrado comprometida frente às exigências da empresa. No decorrer deste ano, a montadora está promovendo dez encontros regionais, englobando toda a sua força de vendas. Para uma negociação perfeita, todos que fazem parte dessa cadeia precisam estar capacitados e envolvidos. A Scania tem como objetivo, oferecer ao cliente o caminhão certo para a sua aplicação, que lhe traga mais economia e máxima disponibilidade. “Ao ir a uma concessionária Scania, o cliente tem que se sentir como se estivesse entrando em sua própria casa”, comenta Capussi. Nas 100 concessionárias Scania o cliente não correrá o risco de levar um caminhão que não esteja de acordo com a aplicação adequada. l

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A FEIRA DE NEGĂ“CIOS PARA CAMINHONEIROS DO BRASIL

Venha saberdas das novidades e tendĂŞncias Venha saber novidades e tendĂŞncias junto das empresas do setor junto das principais principais empresas do setor

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11 a 14 de maio de 2009 - 15h Ă s 21h PĂĄtio de Triagem do Porto de ParanaguĂĄ / Rod. BR-277, KM 3 16 &OUSBEBGSBODB1SPJCJEBBFOUSBEBEFNFOPSFTEFTBDPNQBOIBEPT Caminhoneiro

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Feira de Negócios para Caminhoneiros

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Por: Eloir Pramio Instrutor e Coordenador de Laborat贸rios da Fabet Foto: Roberto Silva

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A Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet), que promove cursos e treinamentos para qualificação de motoristas de caminhão, dá algumas dicas de mecânica para os que estão na estrada.

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arantia de segurança, economia e conforto. É preciso buscar a eficácia do setor quando o assunto é mecânica. São detalhes que fazem a diferença. Atingir essa eficácia é possível utilizando uma ferramenta muito comentada, porém, pouco utilizada: a manutenção preventiva. Não é somente substituição de óleos e filtros que contemplam uma manutenção preventiva. Reapertos, regulagens em geral, verificações de pneus, do conjunto reboque, enfim, o conjunto completo deve fazer parte de uma inspeção periódica. Como

exemplo, muitos modelos de caminhões ainda possuem regulagem de freios e esta não pode ser esquecida. Para se ter uma idéia, uma simples regulagem pode representar uma redução do desgaste de lona de freio. Essa redução de desgaste provoca melhoria da eficiência, que ocasiona redução no risco de acidentes durante o percurso e, consequentemente, garantia de entrega da carga transportada com agilidade e segurança. Um terminal de direção com folga pode provocar um desgaste prematuro dos pneus, o que aumenta a resistência ao rolamento, provocando maior consumo de combustível. Uma regulagem de válvulas e unidades pode influenciar diretamente no rendimento do motor e, por consequência, a redução do consumo de combustível, óleo lubrificante e aumento da emissão de gases poluentes pelo escape. São detalhes que podem e devem contribuir para redução do efeito estufa, que provoca o aquecimento global da terra. Outra dica simples é sempre dar importância às indicações do fabricante. Seguir as especificações pode contribuir muito no desempenho do caminhão e na durabilidade de todos os componentes. Deve-se dar atenção especial quanto à substituição de peças. Deve-se utilizar peças originais, principalmente as de controle, como sensores, válvulas, filtros, bicos injetores, unidades injetoras, entre outras. É preciso buscar a longevidade do conjunto que, em geral, permanece na empresa mais de seis anos. Analisando a realidade brasileira, a manutenção preventiva pode contribuir como uma forma de planejamento, equilibrando gastos, evitando um montante de gastos em um único mês, prejudicando o orçamento de qualquer empresa.

Na ponta do lápis

Fazendo uma comparação, vamos pegar no mercado o valor de um filtro diesel e separador de água de um

modelo de caminhão atual. O modelo original custa em média R$ 94,00. O mesmo modelo, porém, não original, custa em média R$ 56,00. Uma diferença de R$ 38,00 entre um original e um não original. Simulando um caminhão que rode 10 mil quilômetros mês, 120 mil quilômetros por ano. Se seguir a recomendação do fabricante, irá substituir os filtros a cada 20 mil quilômetros, resultando em seis trocas no ano. A diferença entre o filtro diesel original e o não original, em um ano, será de R$ 228,00. A princípio, parece um valor significativo. Porém, com uma peça conforme a exemplificada corre-se o risco de danificar, por exemplo, um bico, que tem um valor de R$ 120,00 cada. Como um caminhão tem seis bicos, o valor total da perda pode ser de R$ 720,00. Portanto, é preciso pensar nos detalhes para não ter prejuízos inesperados. É preciso trabalhar para permanecer no mercado com segurança, pois, hoje, permanece quem trabalha com segurança e não com aposta. Apostar que os filtros não originais terão a mesma eficiência do original é uma simples aposta. Trabalhar sempre com preventiva, antecipar o que poderia acontecer, gera um gasto menor e maior tempo disponível do conjunto. Do contrário, vai ser necessário utilizar manutenção corretiva, com custos maiores e o pior, sem a previsão orçamentária. Sem contar que a corretiva, na maioria das vezes, tem que ser feita durante o percurso, atrasando o prazo de entrega da carga, exigindo ainda um desgaste para a logística da empresa, ajustar o tempo entre a descarga e a carga que estava programada. Manutenção preventiva é a garantia de maior disponibilidade do conjunto, maior durabilidade dos componentes, maior valor de revenda, controle de gastos e orçamento equilibrado. Manutenção preventiva não é uma gestão de luxo, mas sim uma necessidade. l

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Por Graziela Potenza Fotos: Roberto Silva

Dar o devido valor

Caminhoneiro consciente é aquele que sabe a importância de investir na manutenção preventiva.

Saiba as opiniões de quatro motoristas sobre o assunto. José Fernando de Moraes

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aminhoneiro há 26 anos, Moraes trabalha por conta própria dirigindo um MB 1618, ano 1993. “Diariamente tenho o hábito de verificar todos os itens do caminhão e levo para fazer as revisões. Uma quebra seria prejuízo na certa já que exigiria mais tempo do caminhão parado e certamente o custo do reparo seria ainda maior”. José Moraes transporta diversos tipos de cargas para as regiões, sobretudo, de Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF).

Paulo Calixto dos Santos

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á mais de 40 anos o baiano Calixto exerce a profissão de caminhoneiro. Hoje, é contratado de uma empresa e transporta no VW 24 250 vários tipos de cargas, percorrendo as rotas São Paulo/Fortaleza e São Paulo/Paraíba. “A empresa onde trabalho investe em revisões preventivas. Toda viagem sigo tranquilo, com segurança e conforto porque estou sabendo que o caminhão está ok”.

Paulo Cezar Reis Corrêa

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atural de Pelotas, RS, Corrêa é caminhoneiro há 12 anos. Atualmente, trabalha em uma empresa dirigindo um MB 1720, ano 2000, que é responsável por transportar carga com hora marcada. “Levo tomate e melancia para os itinerários São Paulo/Rio de Janeiro e São Paulo/Belo Horizonte. Para esse tipo de carga, a manutenção preventiva é fundamental. Os caminhões da frota realizam esse tipo de serviço em uma autorizada e, por isso, nunca quebram. Estão sempre em ordem e revisados”.

Raul dos Santos Filho

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e Criciúma, SC, Santos é motorista profissional há 19 anos. Ele dirige um Scania 112, ano 1993, que carrega cargas diversas. “Acho que todo caminhoneiro consciente tem que investir na manutenção preventiva, principalmente, nos dias atuais onde o preço pago pelo frete não é justo. O caminhão precisa estar em dia e qualquer parada dificulta ainda mais a situação financeira do caminhoneiro brasileiro”, fala Santos que serve as rotas para as regiões Norte e Nordeste.

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Por Graziela Potenza Foto: Roberto Silva

Motor

O coração do caminhão

Cuide bem do motor do seu caminhão. O retorno será uma vida útil tranquila sem surpresas desagradáveis.

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ma pessoa que zela pelo seu bem-estar físico, adotando regularmente o hábito de fazer check-up médico, certamente não será pega desprevenida. Essa mesma postura deve ser adotada em relação aos cuidados com o seu veículo. Estar com a mecânica do caminhão em dia é fundamental para evitar imprevistos. Afinal, como diz o velho ditado, é melhor prevenir do que remediar. Segundo Luís Chain Faraj, gerente Executivo de Marketing da Cummins, hoje, o caminhoneiro que opera um veículo precisa ter noção da importância de se verificar alguns itens básicos antes de iniciar qualquer viagem. Um exemplo é diariamente drenar a água do filtro. Se acumula, pode prejudicar o desempenho do motor. Outra dica é levar o veículo para fazer a manutenção preventiva e não apenas quando o caminhão pára de vez. Luís Faraj lembra que com o lançamento do motor eletrônico, o caminhoneiro ganhou um aliado para obter mais economia. “Os profissionais do volante sabem que

operando na faixa verde o consumo de combustível é bem menor. O resultado é um motor com maior durabilidade, pois não terá desgastes de peças prematuras”, explica Faraj. Portanto, o motor eletrônico veio para ajudá-lo já que possui uma série de sensores que acusam falhas que podem danificar seriamente o motor. Isso se traduz em tecnologia a favor do caminhoneiro, evitando estragos e prejuízos. O caminhoneiro consciente é aquele que verifica sempre o nível de óleo, nível de água no radiador, faz as trocas de filtros conforme recomendado pelo fabricante, entre outras medidas básicas que certamente farão a diferença. “É muito importante todos esses itens estarem no nível indicado. Adquira o hábito de verificá-los antes de ligar o caminhão pela manhã”, fala Faraj. Com o passar do tempo, tudo sofre o desgaste natural. Com o motor de um caminhão não é diferente. No caso dele, os itens que sofrem mais desgastes são geralmente aqueles submetidos a atritos constantes, como bronzinas,

cilindros, pistões, anéis, entre outros. Fique atento também com os erros de operação. “O cliente acaba não associando uma falha posterior com esse tipo de erro que foi cometido há algum tempo”, alerta Faraj. “Por exemplo, um motorista que opera sempre na faixa vermelha de rotação do motor provoca desgastes em componentes como anéis, pistões e um consumo maior de diesel. O resultado será fazer uma reforma do motor em tempo menor que o previsto. Dependendo do erro, pode reduzir até pela metade a vida útil do motor”, diz Faraj. Procure sempre abastecer o caminhão em postos de combustíveis confiáveis, credenciados, que disponibilizam produtos de qualidade. Uma dica é observar se ele tem grande circulação de caminhões. Mas os grandes segredos são seguir rigorosamente o manual de manutenção do caminhão, fazer a manutenção preventiva e ter em mente que o valor de um reparo corretivo é muito maior do que o de um preventivo. Afinal, no mundo do transporte ficar com o caminhão parado é prejuízo na certa. l

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Por: Francisco Reis Foto: divulgação

Câmbio

Sabendo usar não vai quebrar A caixa de câmbio é a responsável pela transmissão da rotação do motor para as rodas. Se o motor é o coração do veículo, a caixa de câmbio é o pulmão. Sem ela, de nada adianta a potência do motor.

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m componente importante como esse, deve receber toda a atenção. É fundamental saber manuseá-lo de forma correta e evitar pequenos descuidos que podem reduzir a vida útil. A maioria dos motoristas tem vícios ao dirigir e eles são prejudiciais à caixa de câmbio. O mais comum é o de descansar a mão na alavanca de engate e o pé no pedal da embreagem. O primeiro provoca o desgaste prematuro das pastilhas, garfos e luvas de engate e o segundo, o desgaste prematuro da embreagem. “Outro hábito deplorável, e duplamente perigoso, é andar com o veículo desengatado (na banguela). Além de

ser perigoso pelo risco de acidente, pode causar deficiência na transmissão”, explica Carlos Américo Garcia, supervisor de Suporte ao Produto, da ZF. “O caminhoneiro deve procurar trocar as marchas nas rotações corretas, caso contrário, haverá um aumento do consumo de combustível, comprometimento da embreagem, desgaste de lonas de freios e de tambores”. Ele também não deve acionar a embreagem em rampas, faróis ou manobras, nem acionar duplamente o pedal de embreagem. A primeira ação provocará o desgaste prematuro da embreagem, sobrecarga no cardan e no diferencial. E a segunda irá reduzir a vida útil do platô, pela fadiga da mem-

brana e polimento do conjunto de sincronização. Quando o motorista não dirige de maneira correta, os anéis de sincronização, conjunto de embreagem, cruzetas, cardan, diferencial e conjunto de freios são os que mais sofrem. Com isso, ao longo do tempo, esses erros podem causar desgastes prematuros, redução da vida útil e quebra da transmissão. Todos esses erros combinados, podem reduzir a vida útil da transmissão e de alguns componentes do trem de força em até 70%. Por isso, é preciso que o motorista tenha cuidado, tenha consciência e, a melhor forma de obter isso é com treinamentos constantes, periódicos e sistemáticos. l

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Por: Graziela Potenza Foto: divulgação

Freios

Cuidado redobrado

Conserve sempre o sistema de freios funcionando eficientemente para não gerar prejuízos que vão além dos materiais.

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ma falha no sistema de freios do caminhão pode ser fatal. Para não se deparar com essa péssima situação, fique de olho nesse importante item de segurança. Algumas medidas erradas adotadas pelos motoristas no seu cotidiano podem danificá-lo. Entre elas, o excesso de carga e a não utilização ou utilização do freio motor fora da faixa indicada pela montadora do veículo. No caso de um conjunto cavalo-carreta, a utilização somente dos freios da carreta também não está certa. Outros hábitos errados são a diferença de pressão entre cavalo-carreta acima de 0,5 bar (excesso de pressão na carreta) e a não regulagem ou regulagem de apenas alguns freios do veículo, sobrecarregando-os. Segundo Ademir Barbosa, consultor Técnico da Master, o principal inimigo

do sistema de freios é a temperatura. “Sempre que eles são acionados geram aquecimento, porém, estes erros mencionados causarão aumento da temperatura de trabalho do sistema, diminuindo sua vida útil. Sempre que o veículo está com excesso de peso, ou não existe uma equalização nos freios (regulagem/ pressão), eles serão expostos a esforços acima do projetado, ocasionando o aumento da temperatura”, diz Barbosa explicando que o principal dano que estes erros causam é a diminuição da eficiência do sistema de freios. Em relação à durabilidade das peças, as mais atingidas são os itens de desgaste natural, tais como molas, buchas, retentores, lonas e tambores. Porém, outros itens dos freios, bem como, os que estão ao seu redor, são atingidos. Entre os quais patins (sapatas de freio), câ-

maras (cuícas), rolamentos e retentores de roda, pneus e compressor. O consultor Técnico da Master explica que por se tratar de um conjunto de diversos componentes e com características/materiais diferentes é difícil especificar o percentual de perda da vida útil dos freios, porém, alguns itens podem ter sua vida útil diminuída em mais de 50%, a cada aumento de 50°C. Portanto, para conservá-los, utilize peças originais e siga as especificações de limites de carga do veículo utilizado. Siga a periodicidade das manutenções e as instruções de manutenção do sistema de freios recomendadas pelo fabricante do veículo. Essas medidas são essenciais para manter os freios em dia, evitando quebras indesejáveis e acidentes. l

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Por: Graziela Potenza Foto: divulgação

Suspensão

De olho na suspensão

Conheça algumas dicas básicas que irão deixar a suspensão do caminhão sempre em ordem.

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aminhoneiro bem informado e que adota a manutenção preventiva no seu caminhão, certamente, alcança bons resultados no seu próprio negócio ou na empresa onde trabalha. As transportadoras buscam maior rendimento operacional. Para isso, o recurso humano desempenha um papel fundamental. Com o intuito de incentivar os motoristas a tirarem o melhor proveito do caminhão e de suas tecnologias, algumas transportadoras recompensam os bons motoristas com gratificações que engordam o salário e fazem a diferença no orçamento familiar. Então, fique de olho em alguns componentes do caminhão, como, por exemplo, na suspensão. Segundo Mauro Susin, assistente técnico da Suspensys “os problemas mais frequentes que ocorrem com a suspen-

são estão relacionados à falta de uma manutenção preventiva e cuidados na hora da manutenção, principalmente, na desmontagem e montagem do conjunto cubo/tambor, pois o rolamento é uma das peças principais onde deve haver maior cuidado neste momento”. No caso do rolamento, por exemplo, uma montagem incorreta pode provocar travamento do rodado, danificando várias peças e até mesmo provocar acidentes mais graves, colocando sua vida em risco. Além disso, a falta de manutenção preventiva ocasiona menor durabilidade das peças, podendo causar danos ao equipamento aumentando o tempo de parada para manutenção. Afinal, caminhão parado é prejuízo na certa! Como em todo equipamento, com o passar dos anos e de uso, existem algu-

mas peças que sofrem mais desgastes. No caso da suspensão, fique atento ao tambor de freio, na graxa, nas buchas da suspensão e no rolamento. “Uma suspensão usada em condições severas e com falta de manutenção, ou manutenção incorreta, pode ter sua vida útil reduzida pela metade”, explica Mauro Susin. Enfim, a regra básica é cuidar bem da suspensão do seu caminhão seguindo os planos de manutenção que constam nos manuais dos proprietários (tabela de manutenção preventiva). Além disso, antes de cada viagem, faça uma inspeção visual no produto observando a suspensão, pneu e caixa de carga. Procure também, uma rede autorizada do produto para que a manutenção seja feita corretamente. l

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Por: Graziela Potenza Foto: divulgação

Pneus

Pneu certo, lucro certo A escolha do pneu adequado representa maior economia e segurança para o caminhoneiro e melhor desempenho para os pneus.

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sse é o primeiro passo importante para se garantir um desempenho satisfatório no seu negócio. Vários fatores devem ser considerados para a seleção do pneu adequado e todos devem ser levados em conta. As características estruturais do pneu como seu tamanho, capacidade de carga e tipo de construção devem ser levados em conta assim como o desenho da banda de rodagem. Considerar o tipo de serviço é outro item fundamental. Mesmo veículos idênticos podem executar serviços completamente diferentes, portanto, a análise do tipo de serviço a ser executado deve ser feita criteriosamente. As condições de serviço são determinadas pelo tipo de percurso, velocidade de operação e carga transportada. Por exemplo: um caminhão basculante pode executar serviços sobre pavimento, sob velocidade alta, em trechos longos ou pode ser utilizado dentro de um canteiro de obras, em trechos curtos, sob velocidade baixa, em percursos não pavimentados. A velocidade normal de operação de um veículo também deve ser considerada, assim como a distância habitual dos

percursos. Quanto maior for a velocidade, e mais extensos forem os percursos, maior será a geração de calor, fato que exige a escolha do pneu adequado para percursos longos em alta velocidade. Não deve ser usado, por exemplo, em serviço de coleta de lixo. Por outro lado, existem percursos com menor velocidade final, como transporte urbano de passageiros, onde a sucessão de arrancadas e freadas implicam uma solicitação permanente de torque sobre a carcaça do pneu além de um aquecimento na área dos talões em razão do uso frequente dos freios. Esta condição se apresenta também em serviços de percursos montanhosos, terrenos ondulados, com aclives e declives e curvas frequentes. Em razão desta diversidade de aplicação, topografia, percurso e serviços que nosso País oferece, é recomendado que na escolha dos pneus consultar o revendedor especializado de sua preferência. Infelizmente, as falhas mais comuns cometidas pelos usuários dos pneus são: pouco controle da pressão de ar e do alinhamento do veículo. Estas falhas prejudicam de forma irreversível os pneus.

A pressão de inflação e a geometria dos veículos são alguns dos fatores mais importantes para o desempenho e durabilidade do pneu. Um melhor aproveitamento da vida total do pneu depende da calibragem da pressão de inflação, de acordo com a carga transportada, e sua manutenção ao longo do tempo. “A experiência tem mostrado que de cada 100 pneus inutilizados, 80 deles saíram de serviço em razão de uma pressão de inflação incorreta, seja ela baixa ou alta”, explica Josué Maicá Brum, coordenador de Marketing para pneus de Caminhão, Ônibus e Recauchutagem da Goodyear do Brasil. A baixa pressão gera deflexão excessiva do pneu, que provoca desgaste acentuado, trincas circunferenciais na área do talão, aumento no consumo de combustível e durabilidade baixa do pneu. Esta falta de atenção compromete consideravelmente a preservação da carcaça para futuras reformas e aumenta o custo por quilômetro rodado, pois diminui a vida útil do pneu. As causas mais comuns da baixa pressão são: válvula sem tampa, núcleo da válvula emperrado, válvula curta ou

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descentralizada, câmara de ar dilatada, protetor danificado ou mal posicionado, roda oxidada ou trincada, mau posicionamento da válvula na montagem dos pneus duplos e prática da “sangria” (retirada de ar quente do pneu). Por outro lado, o caminhoneiro precisa também ter cuidado com a pressão alta do pneu do seu caminhão. “É um equívoco muito comum pensar que um pneu com pressão maior que a recomendada tem maior capacidade de carga e, portanto, maior resistência. Na verdade, acontece o contrário, já que em um pneu com pressão alta produzem-se tensões excessivas e anormais em sua carcaça, podendo causar várias consequências”, explica Brum. A carcaça do pneu “endurecida” pela pressão alta, perde sua capacidade de flexão, deixando de amortecer os impactos, causando assim rupturas e danos com mais facilidade. Para evitar a pressão alta, recomenda-se que o pneu seja inflado sempre frio e com a pressão determinada pelo fabricante, antes de o veículo entrar em serviço; aferir periodicamente o manômetro; efetuar corretamente a operação de medição e leitura. Frequentemente cometem-se erros no momento de colocar a extremidade do manômetro na válvula. A leitura correta deve ser obtida quando não ocorrer escapes de ar entre a válvula e o medidor. Outra importante dica é utilizar a pressão recomendada em relação à carga a ser transportada. “O desgaste típico do pneu que rodou com pressão alta é um desgaste acentuado e igual nas raias centrais da banda de rodagem. No pneu de construção radial, pode ocorrer também um desgaste irregular na área dos ombros, devido ao trabalho de flexão e rebote (pulo repetido) que esta área experimenta contra o pavimento, sobretudo quando o veículo trafega vazio”, diz Brum. Outro fator que prejudica os pneus é a falta de verificação e correções do alinhamento das rodas do veículo. Em uma correção de alinhamento devem ser verificados: convergência/divergência, cáster e cambagem. A convergência/divergência é a dimensão, medida em milímetros ou graus, pela qual as rodas de um eixo direcional, apresentam-se fechadas ou abertas na ex-

tremidade dianteira em relação à traseira. Sua função é compensar a elasticidade do mecanismo de direção (pivôs, braços, terminais, barras de direção e ligação) em razão da carga e velocidade. Quando as rodas estiverem demasiadamente convergentes ou divergentes (fora do especificado), os pneus apresentarão um desgaste por arrasto, rápido e acentuado, em forma de “escama de peixe” ou “dente de serra”, de um ombro ao centro da rodagem ou de ombro a ombro do pneu. A convergência fora do especificado também afeta negativamente a dirigibilidade do veículo. Já o cáster é a inclinação do pino mestre para frente ou para trás no sentido longitudinal do veículo. O cáster poder ser positivo (quando a parte superior do pino mestre estiver inclinada para trás), negativo (quando a parte superior do pino mestre estiver inclinada para frente) e nulo ou neutro (quando o pino mestre estiver na posição vertical). A função do cáster é manter o veículo em linha reta com estabilidade, segurança, facilitando sua dirigibilidade. Ele faz com que o volante retorne com facilidade à posição de linha reta. Seu ângulo é especificado pelo fabricante do veículo e poderá ser alterado em razão de irregularidades no feixe de molas, desgaste dos suportes, buchas, jumelos, etc. Quando o cáster está desajustado, poderá provocar problemas como, tendência de o veículo puxar a direção para um dos lados quando o cáster for desigual; instabilidade e menor eficiência durante a frenagem e vibrações e trepidações nas rodas e consequentemente dificuldade para dirigir, desconforto, desgaste nas peças e nos pneus, diminuindo sua durabilidade. A cambagem é o ângulo que representa a inclinação da parte superior das rodas dianteiras para dentro ou para fora do veículo, no sentido transversal. A função do ângulo de camber é compensar a flexão do eixo dianteiro (em especial das pontas de eixo) quando o veículo recebe carga, mantendo assim as rodas numa melhor posição de rolamento; transferir o peso do veículo e da carga para os rolamentos internos dos cubos das rodas. Dependendo da construção do veículo,

o ângulo de camber poderá ser positivo ou negativo. Os problemas quando o camber esta fora do especificado são desgaste irregular dos pneus, problemas de dirigibilidade, interferência na convergência e aumento da resistência ao rolamento do pneu sobre o pavimento, desgaste nas buchas da ponta de eixo, do pino mestre ou dos punhos da viga ou ainda, folga excessiva nos rolamentos do cubo também podem alterar o ângulo de camber. l

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CONSELHOS PARA UMA BOA VIAGEM

l 1 - Escolha o pneu certo para seu tipo de

serviço e a configuração do veículo; l 2 - Faça uma inspeção visual sobre o estado dos pneus antes de toda viagem; l 3 - Mantenha sempre a pressão de ar dos pneus de acordo com a incidência de peso sobre o eixo; l 4 - Respeite a capacidade de carga dos pneus e preserve os limites exigidos pelo Código de Trânsito; l 5 - Respeite os limites de velocidade do pneu não se esquecendo nunca dos limites legais; l 6 - Mantenha o veículo alinhado conforme as especificações de geometria veicular do fabricante do veículo; l 7 - Verifique se, quando necessário, o pneu está montado ou desmontado conforme os procedimentos técnicos adequados; l 8 - Mantenha-se sempre informado sobre a relação dos pneus com a mecânica e a dinâmica de seu veículo como freios, suspensão, velocidade, distribuição de carga, etc.; l 9 - Entenda o sol e a chuva, o dia e a noite como companheiros de viagem por meio das belas paisagens de nosso País. Respeite-os. l 10 - Tenha sempre à mão, ao longo do roteiro de sua viagem, os endereços e telefones dos revendedores que possam atendê-lo com produtos, serviços e assistência.

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Gente de estrada

Por: Francisco Reis Fotos: Mayckon Gentil

Paixão

em família

Dois irmãos, caminhoneiros expulsos da estrada pela violência, dão a volta por cima na construção civil, mas mantêm a paixão pelo caminhão até hoje.

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ncontrar um caminhoneiro que nunca tenha sido assaltado nas estradas do Brasil é coisa rara. O primeiro assalto a gente nunca esquece. No segundo, a gente quase morre. No terceiro, se sobreviver, é pra sair do ramo e agradecer muito a Deus por continuar vivo. Foi isso que aconteceu com Pedro Leite. Depois de 15 anos na estrada e de ter sobrevivido a três assaltos, decidiu deixar de ser caminhoneiro. Foi dedicar-se à construção civil, mas a paixão pelos caminhões nunca o abandonou. Ele comprou um com o qual seu irmão, Wilmar Leite, com 25 anos de estrada iria continuar na lida. Porém, uma doença acabou afastando Wilmar da estrada, fazendo com que eles repassassem os caminhões

para outros motoristas. Na mão de terceiros, os caminhões só davam dor-decabeça. Os irmãos decidiram vender tudo e ficar apenas com um deles, um Volvo NH 380, ano 2000 para “curtirem”. E a curtição foi longe. Eles criaram o “VolvoMack”. Pediram a um especialista em fibra de vidro, que fizesse a frente igual ao do Mack, caminhão americano. Importaram o logotipo MACK e a inconfundível miniatura do Buldog, símbolo da marca americana, colocada no meio do capô. Por dentro, muito conforto com cobertura vermelha, som e uma cama muito bem cuidada. “É estreitinha, mas cabe dois bem juntinhos”, brinca Bernadete, a esposa de Wilmar, que faz a melhor polenta com frango da região, segundo seu marido.

E os irmãos Leite não se preocupam apenas com a aparência. O motor também importa. Eles trocaram o módulo do caminhão (“chiparam”), aumentando a potência do Volvo de 380 cv para 420 cv. “O Volvo NH 380 já vem preparado para chegar aos 420 cv”, diz o estimado Pedro Leite. “A modificação é simples, quando se sabe e se faz com critérios”. A transformação inteira custou cerca de R$ 150 mil. “Apesar de dar muito trabalho, o resultado ficou muito bom”, diz orgulhoso Walmir Leite.“Nós gostamos de viajar e o nosso “VolvoMack” ficou muito bom. Dá pra rodar o Brasil inteiro com conforto e segurança”. E o “VolvoMack” chama atenção por onde passa. Pintado todo de vermelho, se destaca pelos retrovisores de ônibus rodo-

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viário, pelos defletores colocados sobre a cabine e em suas laterais, finalizando com saias laterais que dão um ar superesportivo. Na quinta-roda, em vez do engate, dois pneus. Os tanques são de alumínio e os faróis são do Toyota Corolla, que contam com o “apoio” de mais dois faróis do Celta, colocados como faróis de milha.

Picape abre-alas

Mas se a paixão por caminhão foi saciada com o “VolvoMack”, Pedro Leite queria algo mais radical. Comprou uma picape Chervolet D20, em 95, zero quilômetro, só para “fazer essa maravilha que demorei dez anos”, diz orgulhoso Pedro, que não se importa com sua fama na cidade de “fazer coisas esquisitas”. A picape poderia muito bem servir de carro abre-alas durante o Carnaval. Branca, amarela e vermelha, com retrovisores de ônibus de viagem, possui duas câmeras, uma traseira e uma na lateral para ajudar nas manobras. Tem dois DVDs, vídeo cassete, uma tela no meio do painel, e duas nas portas. A iluminação é diferenciada com várias luzes, destacando-se duas giratórias (estroboscópias) e muitas outras piscantes. Nas laterais da caçamba se encontram duas escadas para facilitar o acesso. Por falta de pneu Pedro não fica na mão. São quatro estepes e os pneus são especiais, 33x12,5R15, sem câmaras, instalados na caçamba da picape. Para ser um motorista “antenado” no seu tempo, foi instalada uma antena parabólica, no alto do teto da picape, que permitirá o condutor e/ou seu acompanhante saber tudo o que se passa pelo mundo. “Isso aí foi uma doideira minha, para chamar a atenção”, confessa risonho Pedro Leite. E a “doideira” não para aí. A picape tem um equipamento de som que produz 70.000 watts, além disso, tem gela-

deira, frigobar, máquina de fazer fumaça, aquário com uma televisão dentro. Só não tem água para não derramar. Brincalhão, Pedro Leite instalou duas saídas na frente da picape onde há água para molhar os mais afoitos. De dentro da picape, Leite pode apertar um botão fazendo com que jatos de água saiam dessas saliências no capô da picape. Para comandar tudo, além dos botões normais, ele tem onze controles remotos que permitem o domínio dos “brinquedinhos”, o que incluem 20 faróis espalhados por todos os lados. Todo o interior é forrado por chenille vermelho, um tecido muito bonito, romântico até, mas que esquenta muito. “Ainda bem que tem ar-condicionado eh eh eh”, diz sorrindo Pedro Leite. “Era o que tinha na época e era muito bonito, por isso coloquei”. Ele gastou R$ 150 mil para deixar a picape no atual estágio. Chegou a importar coisas do Nordeste que ele achou interessante. Entre essas coisas, destaca-se o “mascote”, um golfinho guitarrista movido a pilha, que ao ser ligado começa a piscar uma luz e a cantar a “Dança da bundinha”. Mas todo esse aparato aumentou o peso da picape. Para compensar, o eixo traseiro

ganhou rodado duplo. O motor é original e pode ser ligado por controle remoto. “No começo a mulher reclamava, mas agora ela já acostumou”, diz Pedro Leite com ar maroto. “Demorei 23 anos para acabar minha casa, mas estava fazendo a picape. Agora que acabei a casa, a mulher está mais tranquila e eu trabalho só pra isso”. Se sonhos não têm preço, este é um exemplo clássico. Nem se oferecessem R$ 300 mil, Pedro Leite não a venderia. “Não venderia porque eu sei que nunca mais vou fazer outra igual. Porque eu fiquei branco, fiquei de cabelo branco”, diz Pedro Leite. “É uma doença, é você ir dormir pensando no que fará de novo no dia seguinte, é uma doença, as vezes chego a ter raiva de mim mesmo por só pensar nisso,” finaliza um sonhador que não teve medo de correr atrás de seus sonhos. l

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Campetição

Fotos: Claiton Adriana Leal Ramos / Aspekto Comunicação

Muita organização

e emoção O maior evento de caminhoneiros à beira-mar atraiu mais de 180 mil pessoas nos quatro dias de festa.

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XIX Arrancada de Caminhões ocorreu de 05 a 08 de março no Balneário Arroio do Silva (SC). Uma megaestrutura foi montada no parque da arrancada, localizado no bairro Areias Brancas, na Praia da Meta. Mais de 100 pessoas trabalharam no local durante mais de 20 dias, para deixar tudo pronto aos expectadores e participantes. A edição deste ano conteve uma estrutura mais ampla que a de 2008. As arquibancadas foram maiores, com cerca de 1.200 m² e uma extensa praça de alimentação. Mais de 40 expositores participaram do evento, como empresas revendedoras de caminhões e de pneus, entre outras. A feira de artesanato da cidade também se fez presente na principal festa da região Sul do Estado. Segundo o coordenador do evento, José Pereira, da Aspekto Comunicação, houve também um aumento de competidores, que ficou em 119. Os pilotos vieram de diversas partes do Estado

Diane, Josiane e Michele

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Foto: Prefeitura Balneário Arroio do Silva

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e ainda do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso. A arrancada teve a disputa em seis categorias: Toco/Truck, Eletrônico, Cavalo-mecânico até 380 cv, Força Livre, 160 cv e Protótipo. José Pereira, da Aspekto Comunicação, relata que o arrancadão contou com muitas novidades neste ano. “No domingo ocorreu o desfile de 18 caminhões antigos e de 14 protótipos - especiais para corrida. Na ocasião, participaram ainda todos os caminhões competidores”, explica. O ponto alto desta apresentação foi a presença do vice-governador do Estado, Leonel Pavan; do prefeito do Arroio, Evandro Scaini; do seu vice-prefeito, Mario Mota; deputados estaduais e federais e prefeitos de toda a região Sul catarinense. Eles desfilaram em cima de um dos caminhões antigos e nem a chuva que caiu na hora estragou o brilho do momento. Entre os patrocinadores da Arrancada de Caminhões estavam Petrobras, Ford, Bridgestone Pneus, Bandag do Brasil e Governo de Santa Catarina. Para atrair o público foram contratadas várias atrações musicais. “Tivemos quatro shows nacionais: a country star Marília Dutra e o Grupo Solto, na sexta-feira; e Banda Sistema de Origem e Grupo Candieiro, no sábado. Ainda na sexta-feira ocorreu a escolha da rainha e princesas da arrancada. Um total de 21 meninas mostrou todo o seu charme e beleza para a disputa na passarela. As escolhidas foram: Josiane Ghelhere (rainha), Diane Amorim (1ª princesa) e Michele Guinzani (2ª princesa), em seguida a animação ficou por conta da banda regional Cartão

Postal. Cerca de 10 mil pessoas prestigiaram os shows. E no sábado, quem abriu a noite foi outra banda regional, a Etc & Tal, seguida antes dos shows nacionais. Mais de 30 mil pessoas lotaram o espaço em frente ao palco. Outra atração da arrancada foi a apresentação da banda de pagode Lokamania, no estande da Strauss Beer.

Foto: Prefeitura Balneário Arroio

do Silva

XIX Arrancada de Caminhões 2009

A disputa das finais

A forte chuva que caiu no domingo em toda a região Sul catarinense fez com que a competição fosse encerrada por voltas das 15h30 de domingo. De acordo com o prefeito Evandro Scaini, havia uma lâmina de água de cerca de 20 cm por cima das pistas. Uma reunião foi realizada entre os organizadores do evento, a prefeitura do Arroio, pilotos e membros da Federação de Automobilismo do Estado de Santa Catarina (Fauesc) para decidir os passos a serem tomados. A maioria dos pilotos decidiu pela realização de um sorteio para definir a posição dos três primeiros colocados de cada categoria. “A única categoria que não possuía finalistas era a Força Livre, as demais já haviam realizado suas semifinais. Os pilotos resolveram por somar a quantia dos prêmios e dividir igualmente entre os primeiros colocados das sete categorias”, revela o secretário municipal de Administração, Sílvio Vianna. Os três competidores que preferiram não participar dos sorteios tiveram o valor de suas inscrições devolvidas. A premiação total foi de R$ 60 mil. l

Campeões • Toco/ Truck

1º: Ênio Piazza – Araranguá (SC) 2º: Adilson da Silva – Lages (SC) 3º: Sergio Carminati – Araranguá (SC)

• Eletrônico

1º: Nelson Bastiani – São Paulo (SP) 2º: Clodoaldo Monteiro – Florianópolis (SC) 3º: Danilo Alamini – Criciúma (SC)

• Cavalo-mecânico até 380 cv

1º: Antonio Gonçalves – Sombrio (SC) 2º: Danilo Alamini – Criciúma (SC) 3º: João Batista Santos – Colombo (PR)

• Força Livre

1º: Claudiomar Ribeiro (Tiririca) – Lages (SC) 2º: Alexon Daniel (Bileco) – Baln. A. do Silva (SC) 3º: Junior Gral – Chapecó (SC)

• 160 cv

1º: Marcos Alexandre – Canoas (SC) 2º: Eduardo Machado – Araranguá (SC) 3º: Luís Vagner – Canoas (RS)

• Protótipo

1º: Sergio Carminati – Araranguá (SC) 2º: Júlio César de Freitas – Gravataí (RS) 3º: Rodrigo Tormem – Chapecó (SC)

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Fórmula Sul

Por: Francisco Reis Texto e fotos: Marcelo Roxo Matusiak Fotos: Francisco Reis e divulgação

Velocidade e força no Sul

Competições com os pesos-pesados caem no gosto dos gaúchos que prestigiam eventos que geram muita adrenalina.

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Rio Grande do Sul se consolida, cada vez mais, como berço de corridas de caminhões. Depois da Fórmula Truck e do Arrancadão Gaúcho de Caminhões, a recém criada Fórmula Sul disputou no domingo, dia 22 de março, a sua primeira prova do ano em Tarumã, na cidade de Viamão. A categoria pretende, ainda esse ano, obter a homologação da Confederação Brasileira de Automobilismo. Com nove caminhões na pista, não faltou emoção na briga por posições. A vitória na 1ª bateria foi do comandante Pedro Rodrigues Alves, de Minas Gerais com um Scania. Na segunda parte da prova o duelo com Clóvis Navarro, do Scania número 9 foi de tirar o fôlego. Navarro perdeu a ponta na curva 2, na última volta e na subida da reta, recuperou o primeiro lugar, garantindo a vitória por apenas 473 milésimos de vantagem. Clóvis Navarro, da cidade de Santos (SP) festejou a vitória.

Segundo Navarro, o povo aqui é muito receptivo e a pista de Tarumã é tradição. A Drag Truck, está aqui com todos seus parceiros e muito feliz. Existem outras categorias, mas se tornou uma elite muito alta e o caminhoneiro ficou de fora. Nosso objetivo é valorizar o transportador e a família dele, comentou o piloto Paulo Nicolini. Apesar de o público ter sido pequeno em Tarumã, a chegada dos caminhões em mais uma categoria fortalece uma relação de paixão do gaúcho com os pesospesados de competição. Foi em território gaúcho que a Fórmula Truck deu seus primeiros passos, em 1996. A primeira corrida oficial da história aconteceu em Guaporé, no dia 28 de abril com 13 caminhões no grid. Desde 2007, os gaúchos também acompanham, com emoção, as disputas do Arrancadão Gaúcho de Caminhões que vai para sua 3ª temporada esse ano com caminhoneiros do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Agora foi a vez da

Fórmula Sul que contou com equipes de Pernambuco, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Segundo o organizador da categoria, comandante Pedro Rodrigues Alves, está otimista. - Tivemos pouco público, é verdade. Mas a gente vai fazer a 3ª prova da categoria e queremos pegar a homologação da CBA, daí a coisa vai melhorar - disse. O paranaense Edson Beber que já participa do Arrancadão Gaúcho de Caminhões, elogia a criação da nova categoria. - Quanto mais categorias de caminhão melhor. O caminhão era muito restrito. Já sou campeão oito vezes de arrancadão em Santa Catarina. Vim no ano passado no Arrancadão Gaúcho de Caminhões para fazer manobras e pretendo seguir nas duas. A categoria ainda não tem o calendário definido para 2009. O objetivo é realizar etapas em Curitiba, Cascavel, Londrina, Tarumã e Guaporé. l

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Competição, negócios e informação. Participe da 21ª Gincana do Caminhoneiro, um caminhão de prêmio pode ser seu.

1ºLugar Caminhão Volkswagen CONSTELLATION 24.250

2ºLugar

34 32” TV LCD Caminhoneiro

3ºLugar

TV LCD 26”

Imagens meramente ilustrativas. Os prêmios serão entregues nas cores disponíveis no mercado na época da premiação. ed255_fechadaok.indd 34

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1ª Etapa - 20 a 22/Março Posto Xaxim

Rod. BR-163, KM 127 / Nobres - MT

2ª Etapa - 24 a 26/Abril Posto Buffon 4

Rod. BR-392, KM 10 / Rio Grande - RS

3ª Etapa - 5 a 7/Junho Posto Monte Carlo

Rod. BR-153, KM 44 / Onda Verde - SP

4ª Etapa - 7 a 9/Agosto Posto Aparecidão

Rod. BR-153, KM 1296 / Ap.Goiânia - GO

5ª Etapa - 25 a 27/Setembro Posto Pará Vip

Rod. BR-316, KM 8 / Ananindeua - PA

6ª Etapa - 5 a 7/Novembro Posto Gasparin

Rod. BR-277, KM 720 / Foz do Iguaçu - PR FINAL - 8 de Novembro

Na NA CA GIN

Na final, haverá prova de conhecimentos sobre legislação, sinalização, cidadania e direção econômica. Participam somente caminhoneiros classificados.

Patrocínio:

Realização:

Apoio:

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Bem informado

Francisco Por: Por: Francisco Reis Reis Foto: Roberto Silva Fotos: Francisco Reis e divulgação

Saiba tomar

a atitude correta

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m 1989, a Associação Brasileira da Indústria Química, Abiquim, criou o Pró-Química, um serviço integrado de informações e comunicações que fornece, 24 horas, 365 dias por ano, via telefone (0800-11 8270), fax ou e-mail, orientações de natureza técnica em caso de emergências com produtos químicos, além de estabelecer contato com o fabricante, transportador e entidades públicas e privadas que devam ser acionadas em ocorrências dessa natureza. Ao receber um chamado, o PróQuímica obtém as informações sobre o acidente, como o nome, o telefone e a empresa da pessoa que fez o contato, a localização exata e a natureza do acidente (derramamento, vazamento, fogo, etc.). Também procura obter, se possível, o nome do produto, do fabricante, do

embarcador, do transportador ou destinatário, entre outros dados. Todas essas informações são colocadas em um grande banco de dados que fornece as orientações para que sejam tomadas as primeiras providências no local do acidente, com o objetivo de minimizar as conseqüências por meio de procedimentos adequados e seguros. O Pró-Química faz a ponte entre todas as partes envolvidas, podendo inclusive, agilizar, por meio de uma rede de contatos, a comunicação com técnicos especializados, representantes das indústrias químicas, hospitais e centros toxicológicos disponíveis. Ele mantém, por telefone, o acompanhamento dos procedimentos adotados pelas equipes de socorro no local, até o término da ocorrência.

Chegando ao local

Em caso de acidente, aproxime-se cuidadosamente do local, caminhando a favor do vento. Evite entrar na zona do acidente. Se houver vítimas, elas devem ser resgatadas apenas por pessoas capacitadas e com os devidos equipamentos de proteção. Depois que a situação estiver plenamente avaliada, aproxime-se do local sem entrar na zona de perigo. Isole a área, as pessoas e procure evitar danos ao meio ambiente. Mantenha as pessoas distantes do local, fora do perímetro de segurança e em um local com o vento a favor. Procure fazer a avaliação da situação identificando se há derramamento, incêndio ou vazamento gasoso. É importante avaliar as condições do tempo, se chove, se faz calor, sol, e ainda do terreno. E tam-

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Ninguém quer sofrer um acidente. Mas quando isso ocorre, saiba o que fazer. Uma atitude correta pode significar reduzir custos e até mesmo salvar vidas. bém saber quem ou o que está em risco. Se é a população, as propriedades, o meio ambiente, etc. É importante determinar quais as ações que devem ser tomadas, como uma evacuação ou a construção de diques de contenção. Junto a essas medidas, analisar os recursos humanos e materiais necessários para tomar essas providências. E também o que pode ser feito de imediato. Isto feito, com todas as informações levantadas, é preciso informar as autoridades e/ou o Pró-Química. O informante deve manter a calma, analisando a situação de modo a não deixar passar nenhum aspecto que possa ser relevante para uma operação de socorro. Para que o trabalho de resgate possa ser feito da melhor maneira possível, o primeiro a chegar ao local deve procurar informar nome e número de telefone para contato; hora e local da ocorrência; os números da ONU ou nomes dos produtos envolvidos; nome da transportadora;

placa do veículo; nome do expedidor ou produtor, que está disponível na documentação do veículo, locais de origem e destino da carga; natureza do acidente (vazamento, explosão, incêndio, derramamento, vazamento de gases); se existem vítimas por impacto ou exposição ao produto, tipo de veículo (tanque/granel) ou carga (seca/fracionada), capacidade de armazenamento e característica; condições do local (curva, relevo, cursos de água próximos ao local) e ações que já tenham sido tomada.

Entrando em ação

Se você decidir entrar na área, evite tornar-se parte do problema por tentar resgatar pessoas, proteger propriedades ou o meio ambiente sem os equipamentos de proteção adequados. Estabeleça um posto de comando e linhas de comunicação. Se houver vítimas, faça o resgate. Desde que a ação não

coloque em riso sua própria segurança ou a de outras pessoas. Mantenha o controle do local, analise com frequência a situação e modifique o atendimento, quando necessário. A primeira ação de proteção a ser considerada é a segurança das pessoas que estão na área ao redor, incluindo a sua própria segurança. Acima de tudo, não toque nem ande sobre o produto derramado. Evite a inalação de gases, fumaças e vapores, ainda que não haja produtos perigosos envolvidos. Não imagine que os gases e vapores são inofensivos por não terem odor. Os gases e vapores inodoros podem ser prejudiciais à saúde. Manuseie com cuidados os recipientes vazios. Eles podem contar material residual perigoso em seu interior ou na superfície externa. l Fonte: Manual para atendimento a emergências com produtos químicos, produzido pela Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim.

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PARA AMANHECER NA ESTRADA, SÓ SE FOR EM BOA COMPANHIA. 88,1 9

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A Revista Caminhoneiro em parceria com a Rádio Bandeirantes preparou o Na Estrada, um programa recheado com dicas úteis pra você. Assuntos como finanças, manutenção do seu caminhão, cidadania, condições das estradas e muito mais. E tudo isso com muito bom humor. A partir de outubro, de segunda a sexta, às 5h45, na AM 840 e FM 90,9 do seu dial para Grande São Paulo e litoral ou via web www.radiobandeirantes.com.br vamos te dar bom dia e acompanhar o início da sua jornada diária. Afinal de contas, nada melhor que começar o dia em boa companhia.

Realização

Patrocínio

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Implementos

Por: Graziela Potenza Fotos: divulgação

Melhor resultado da história da Randon

O conglomerado Randon, que este ano completa 60 anos, divulgou como foi seu desempenho em 2008 e quais são as expectativas para 2009.

A

crise internacional acabou afetando, no último trimestre, o grupo Randon, que está festejando 60 anos de existência, mas apesar disso, o saldo do ano de 2008 foi positivo. “O ano encerrou muito bem para nós. Com certeza, foi um dos melhores da nossa história, senão o melhor. Foram nove meses francamente aquecidos e uma desaceleração no último trimestre, mas nada que comprometesse o ano como um todo”, fala o diretor corporativo e de Relações com Investidores das Empresas Randon, Astor Milton Schmitt. Ele acredita que apesar das turbulências nos mercados interno e externo, o Brasil deve crescer, ainda que em menor ritmo, em 2009. “Este é um momento em que os governos têm que cumprir o seu papel no sentido de preservar a estabilidade do sistema financeiro e econômico”, explica, ao justificar um voto de confiança no mercado interno (responsável por 85% dos negócios da Randon). O ano começou devagar, admite. “Mas não é só pela crise. Nessa época do ano há uma baixa nos negócios que se explica pela sazonalidade. “A expectativa muda,

e para melhor, a partir de março. A sazonalidade passa a funcionar a favor do mercado. “No sudeste, começa a safra da cana-deaçúcar; no centrooeste e no sul, a safra de grãos.”, salienta. David Randon (E), Raul Randon, Astor Schmitt e Alexandre Randon. O ano de 2008 e um acréscimo de 24,2% em relação foi impactado por cenários que osao ano anterior. Para Astor Schmitt, a cilaram da expansão da economia ao expectativa para 2009 é de o ano ainda agravamento da crise financeira. A Rantraga bons resultados estimando em don S.A. Implementos e Participações torno de R$ 4 bilhões a receita bruta encerrou o exercício de 2008 com uma total e exportações ao redor dos US$ receita bruta total de R$ 4,6 bilhões, o 240 milhões. que representou um aumento de 26,6% O conglomerado Randon é formado em relação a 2007. A receita líquida por dez empresas operacionais tendo consolidada foi de R$ 3,1 bilhões, um a Randon S.A Implementos e Participacrescimento de 20,9% sobre o ano anções como controladora. As empresas terior, enquanto o lucro líquido consoliproduzem um dos mais amplos portfódado chegou a R$ 231,1 milhões, 33,3% lios de produtos do segmento de veícusuperior a 2007. los comerciais, correlacionados com o O lucro bruto no período chegou transporte de cargas, seja rodoviário ou a R$ 833,7 milhões, representando ferroviário, ou fora-de-estrada. l 27,2% da receita líquida consolidada

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Fórmula Truck

Por: Francisco Reis Foto: divulgação

Pronta para disputar o título

Com um Ford Cargo 4532E, equipado com motor Cummins ISC, turbo BorgWarner, câmbio Eaton e pneus Bridgestone, a Ford vai em busca da vitória.

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para pilotar esse foquete, que atinge 230 km/h no final da reta do autódromo de Interlagos, em São Paulo, nada melhor que uma dupla que mescla o conhecimento da experiência e o arrojo da juventude: Djalma Fogaça e Urubatan Helou Júnior. Urubatan Helou Júnior fez algumas corridas de Fórmula Truck em 2006 e 2007, depois de ter passado por várias categorias inclusive no exterior. “Cada caminhão tem sua peculiaridade e conto com a experiência do Fogaça para me ensinar e tentarmos levar a equipe à vitória”, diz Helou Júnior. Muito mais que a vitória, a Ford procura com a Fórmula Truck atingir de maneira direta seu público alvo. “Quem assiste a Fórmula Truck, seja pela televisão, ou no autódromo, foi, é ou será caminhoneiro, ou ainda gosta muito de caminhão”, explica Oswaldo Jardim, diretor de Operações de Caminhões da Ford América do Sul. “É a prova de automobilismo que mais atrai o público. Por isso, é importante a participação da Ford com um produto para brigar de igual para igual com as concorrentes e levarmos o título”.

Fechando um ciclo A empolgação de Jardim é explicada não apenas pelo excelente caminhão que a equipe DF Motorsport (DF de Djalma Fogaça) possui nas mãos, mas também pelo estímulo a mais de seu proprietário. Depois de 25 anos de automobilismo, Fogaça vai “pendurar o capacete”. “Decidi parar porque estou cansado e quero parar por cima, no auge, como fez o Ingo Hoffmann, um dos meus ídolos”, afirmou Fogaça emocionado. “Meu filho também está correndo e às vezes coincide eu e ele corrermos no mesmo dia e é um sufoco pra mim, porque fico ligando pra ele, fico ansioso”. Mas para quem recebeu tanto do automobilismo e tem um coração maior que os caminhões que pilota, a aposentadoria não poderia ser em um pacato sítio do interior de São Paulo. O “Caipira Voador” criou o Programa de Desenvolvimento de Novos Pilotos, iniciativa de Fogaça, com apoio da Ford, que tem como meta potencializar a renovação de jovens talentos na categoria. “Eu recebi muito do automobilismo e minha maneira

de retribuir é preparar novos pilotos”, explicou Fogaça. “Escolhi dois pilotos de kart, Cláudio Roda e Yuri Alves, porque não têm os vícios que pilotos de carros ou de Fórmula têm. São livres de qualquer mania e o kart dá uma boa noção de controle. Em 2010, um dos dois me substituirá na direção de um dos caminhões”. Fogaça se dedicará à sua empresa e à descoberta de novos talentos. “Quero pilotos que dificilmente teriam condições financeiras de chegar até aqui, mas que têm potencial para serem campeões. Vamos treinar, incentivar e cobrar os resultados”, diz. E se a motivação resultar no título do campeonato, a aposentadoria seria adiada? “Não, essa possibilidade não existe”, diz Fogaça, como tentando se convencer. “Adoraria finalizar a carreira com o título, mas com ele ou sem ele, paro este ano”. O automobilismo perde um grande piloto, porém, o “Caipira Voador” continuará a voar no meio que tanto conhece, impulsionando o vôo de outros pilotos. Voe alto Fogaça e obrigado. l

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Serviços

Por: Francisco Reis Foto: divulgação

Faça seu pedido! Não é uma loja de lanches rápidos, mas sim as concessionárias Mercedes-Benz que oferecem ao cliente aquilo que ele realmente quer e precisa.

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ormalmente um cliente entra em uma concessionária sabendo qual o caminhão que precisa, ou melhor, pensando que sabe o que precisa. Por sua vez, o vendedor tem em seu estoque uma porção de caminhões que nem sempre são os mais indicados para aquele cliente, mas por pressa ou descontos acaba comprando. Desde o ano passado, a MercedesBenz vem implantando o Mercedes-Benz Konsulting System, MBKS, que permite ao vendedor fazer inúmeras simulações on line de configuração de caminhões. Isso permite que ele ofereça soluções específicas para cada necessidade do cliente. “O MBKS é uma ferramenta que vem se ajustar aos produtos que tínhamos antes, principalmente no processo de venda e no processo da cadeia de fornecedores. Ou seja, aquilo que eu vendo é aquilo que eu preciso encomendar de peça para poder otimizá-lo, e isso com rapidez”, explica Eustáquio Sirolli, gerente de Marketing de Produto – Caminhões, da Mercedes-Benz do Brasil. “Nosso cliente é o concessioná-

rio. O MBKS è uma ferramenta para nossa rede fazer a interface entre a fábrica e os concessionários. Por isso a rede toda já está treinada e operando com esse sistema”.

Variedade de produtos Com a chegada das linhas Atego e Axor, com diferentes entre eixos, cabines, motores e configurações diferentes foi necessária uma nova atitude junto aos clientes. Era preciso ter os fornecedores próximos para atender os clientes. “Antes produzíamos os caminhões, deixávamos no estoque, a concessionária via o que tinha no estoque e fazia os pedidos”, explica André Perandin, coordenador do Projeto MBKS. “Hoje, a concessionária junto com o cliente, configura o caminhão com o melhor benefício que ele possa oferecer para aquela determinada aplicação e depois gera o pedido que determina a produção do caminhão. Hoje produzimos o que o cliente quer, não o que achamos que deva ser produzido”.

As concessionárias já estão trabalhando 100% com esse processo e têm obtidos bons resultados. Atualmente, para cada caminhão, o operador tem que olhar a ficha, o pedido e produzir exatamente aquilo que o cliente quer. Houve mudança nos fornecedores, na linha de produção, na rede, para que ela pudesse disponibilizar o sistema para o cliente. “Antes, o núcleo de conhecimento da fábrica supunha o que o Brasil iria precisar”, explica Eustáquio Sirolli. “Hoje você tem 190 concessionários que conhece o seu mercado e sabe o que ele precisa para atender o cliente. Inclusive, a concessionária pode fazer o pedido antecipado, mesmo sem ter vendido o produto, mas sabe que venderá por conhecer o cliente”. Os cegonheiros compram caminhões mais equipado possível, ar-condicionado, vidro elétrico, trava elétrica, maior potência e teto baixo, porque esse teto baixo permite carregar mais um veículo. A concessionária que conhece esses dados, já pode encomendar os caminhões antes

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de ter o pedido. O mesmo acontece com caminhoneiros que transportam contêineres. Eles querem os caminhões mais simples, branco, porém, com teto alto pelo conforto, e a quinta roda mais baixa. Isso para facilitar o engate do contêiner no caminhão. Para um cegonheiro, um 1933, leito, simples, daria muito bem. Não precisaria de mais, mas, normalmente ele compra um 2044, 2040, porque o cliente quer. “E esse é o nosso objetivo, atender o que o cliente quer, um a um”, explica Perandin. “Mesmo que tecnicamente não seja a melhor escolha, é a escolha do cliente. E isso leva a uma mudança de filosofia, mudança de cultura para atender a diversidade de configurações que chegará na rede que deverá conhecer ainda mais seu cliente”.

Mudanças O MBKS trouxe a flexibilização interna de produção, a programação direta da rede e isso é um dos itens de mudança no vendedor, que tem que saber todos os itens do caminhão e quais são suas funções e benefício deles para o cliente. Para facilitar o trabalho, foi produzido um portal para os vendedores onde eles encontrarão todos os dados sobre cada um dos itens, com detalhamento

completo e benefícios que eles trazem para os clientes. Nesse processo, foi melhorado muito a disponibilização de informações e de produtos, permitindo que os concessionários se sentem com o cliente e configurem o caminhão que melhor atenda as necessidades dele. O que o vendedor precisava fazer consultando outros setores, a fábrica, para ver se era possível montar o caminhão como o cliente queria, agora está tudo no programa e ele tem a resposta em menos de um minuto. E não vê apenas se é possível ter o caminhão configurado, mas também, quando será entregue e o preço. Atualmente, o concessionário pode baixar em seu sistema os caminhões básicos, que sabe que tem saída, para manter o estoque. Também pode, baseado no seu conhecimento, ir pedindo caminhões para aquele setor específico, por exemplo, canavieiro e ir melhorando as configurações. E por final, ele pode sentar com o cliente e configurar o caminhão do jeito que o cliente quer. O importante é que o caminhão sai de fábrica como o cliente precisa e não será necessário levar para nenhum implementador O resultado desse sistema foi o aumento do número de configurações. “Antes do MBKS tínhamos, em média, 50

novas configurações por mês”, explica o coordenador do Projeto. “Agora, temos tido uma média de 600 configurações que surgem a cada mês. Por isso que o sistema tem que funcionar de maneira perfeita para que possamos atender o consumidor com a máxima satisfação”. Com isso, os clientes passaram a pedir acessórios que não pediam antes. Por exemplo, ar-condicionado no Axor, era só em 6%, hoje aumentou para 22%. O teto alto era 7% passou para 23%. A cabine leito no Atego, era só 3%, hoje passou para 7%. O top brake no Accelo era pedido apenas pelo pessoal do sul, por causa das serras, correspondendo a 7%. Quando a Mercedes liberou e mostrou que era possível instalá-lo, o número de usuários subiu para 45%. Além das composições básicas, o sistema oferece as linhas Premium e Especialista, pacotes de itens previamente elaborados e que asseguram níveis mais elevados de desempenho, conforto e economia. A linha Premium, formada por dois pacotes, agrega diversos itens à configuração básica do caminhão, aumentando o valor agregado do produto. Já a linha especialista inclui mais pacotes, com a composição de itens elaborada de acordo com as aplicações específicas, como, por exemplo, caminhões para distribuição urbana, bebidas, coleta de lixo, etc. “A diferença pode ser comparada com uma padaria na qual existe um balcão e o cliente pede o que quer”, compara Perandin. “E com a outra padaria na qual não há balcão e tudo o que a padaria tem para vender está na frente do cliente, ao alcance de suas mãos, mais especificamente ao alcance de seus dedos. O cliente fica mais aberto a comprar mais”. l

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oi no Posto Xaxim, localizado na cidade de Nobres (MT), no km 127 da BR-163, um dos principais corredores graneleiros do País, cortado também por pescadores e ecoturistas que buscam belas cavernas, lagoas e cachoeiras, que começou, entre os dias 20 e 22 de março, a primeira etapa classificatória da 21ª Gincana do Caminhoneiro, que conta com a promoção da revista Caminhoneiro, patrocínio da Volkswagen Caminhões e apoio da Cummins Motores Diesel e Pneus Goodyear. Valendo um caminhão zero quilômetro, o evento atraiu 430 profissionais do volante, das mais diversas localidades para a prova do slalom, o ziguezague entre os cones no comando de um caminhão VW Constellation 19.320. Aliás, manobras bem parecidas com as que fizeram ao trafegar pela BR-163, para escaparem dos buracos. Comparações à parte, além de ter que percorrer o percurso da prova no menor tempo possível e sem derrubar

João Lazaroto, Valdiclei Prestes e Roberto Polli comemoram a classificação. nenhum cone, um novo desafio foi imposto aos participantes: baixar um tempo pré-estabelecido pela organização para aquela pista. Atingida a meta, o caminhoneiro pré-classificado era convidado a, imediatamente, fazer o percurso novamente, desta vez, encerrando com uma prova de garagem, garantindo a parada do bruto no tempo e local exatos, devidamente demarcados por cones. A novidade implementada foi assunto de rodas de conversas daqueles que paravam no Posto Xaxim para competir. Sandro João Dani, de Ibicaré (SC), já foi finalista no ano passado e programou estar no trecho para tentar a classificação. Bateu o tempo pré-classificatório e partiu para a segunda rodada. “Dá mais

emoção”, comentou. Mas, não foi o dia de Sandro. Quem levou a melhor na cidade de Nobres foram três amigos da cidade de Colombo (PR): Valdiclei Prestes, João Edson Lazaroto e Roberto Polli – respectivamente primeiro, segundo e terceiro classificados - que, juntos, estão mais perto de alcançar o tão sonhado objetivo de levar para a casa um caminhão novinho em folha! Os tempos dos participantes da primeira etapa podem ser conferidos no site da ChronoSat, empresa de cronometragem homologada pela Confederação Brasileira de Automobilismo que, com a ajuda de uma foto-célula, auxiliou na indicação das três melhores pontuações. Para saber mais, basta acessar o site www.chronosat.com.br.

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Disputa, negócios & informação

Perfil dos finalistas:

Mais do que a conquista de uma vaga para a final do evento, prevista para acontecer em novembro, no Posto Gasparin, em Foz do Iguaçu (PR), os classificados nesta primeira etapa têm ainda mais coisas em comum: são todos funcionários da mesma empresa paranaense, a Primocal, e foram “picados” pelo bichinho da empolgação pela Gincana do Caminhoneiro, que, além da disputa em si, traz sempre conhecimento e entretenimento aos heróis da estrada. E não é para menos! No Posto Xaxim, um Feirão de Novos e Usados, promovido em parceria com a concessionária Mônaco Diesel, de Várzea Grande (MT), ofereceu caminhões com preços e condições de pagamento especiais para quem fechasse negócio durante a etapa. A Caiado Pneus, revenda Goodyear de Cuiabá (MT), também apresentou vantagens aos participantes da Gincana. No quesito conhecimento, o destaque ficou por conta das palestras técnicas e de responsabilidade social. Laércio Silva, supervisor de Vendas e Marketing da Cummins, abordou os problemas que surgem no caminhão em função de um diesel de má qualidade, seja no motor ou no sistema de filtragem. Já Rogério Spechoto, assessor

Valdiclei Prestes Pai e marido dedicado, oferece a classificação à esposa Jucélia e aos filhos Valéria, Marcelo e Felipe. “Perereca”, como é conhecido nas estradas, viaja há 18 anos e credita sua conquista à sua determinação e persistência. Já foi finalista uma vez e disse que agora vai esperar novembro para levar o caminhão para casa. Tempo: 18 segundos e 928 milésimos.

Novo desafi o im

posto aos c

aminhoneir os

de Vendas da Goodyear, apresentou as vantagens dos pneus da Série 600, além de dicas para amenizar o desgaste na rodagem, como calibragem periódica, verificação da pressão e até maus hábitos de direção. Doenças sexualmente transmissíveis também foram temas de palestras. Aliás, numa demonstração de envolvimento total com o evento, a direção do Xaxim, o casal Claudir e Marizete Bussolaro, juntamente com o filho Evandro e seu fiel escudeiro, o chefe de pista Herlinto Asti (o “Geléia”), organizou uma extensa programação com o intuito de integrar caminhoneiros e comunidade. Diariamente, shows artísticos, de música, dança e apresentações típicas, reuniram milhares de pessoas em torno do palco central da Gincana do Caminhoneiro. Destaque para o show da dupla Jonathan e Adam, que deu um baile de som sertanejo universitário, e para o almoço beneficente em prol da APAE de Nobres, realizado no domingo. Um exemplo a ser seguido! E para não ficar de fora destas oportunidades, programe-se já. A próxima etapa da Gincana do Caminhoneiro será realizada entre os dias 24 e 26 de abril, no Posto Buffon, em Rio Grande (RS). l

João Edson Lazaroto Conhecido como “Taquara”, este paranaense tem 26 anos de estrada e, pelo terceiro ano consecutivo, persegue uma vaga classificatória. No ano passado, chegou à final, mas não foi contemplado. Elogiou a prova de garagem: “Deu mais tremedeira, mas é um jogo de sorte, não é mesmo”? falou. Tempo: 19 segundos e 178 milésimos.

Roberto Polli Aos 25 anos, dos quais cinco dedicados à profissão, o paranaense disse que conheceu a Gincana há dois anos. Desde então, faz o que pode para não perder uma etapa. “O novo traçado da pista, com a garagem, ficou mais complicado. Precisa ter mais competência e braço para driblar os cones e parar no tempo certo”, comentou. Tempo: 19 segundos e 261 milésimos.

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Bastidores 1

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1. Sob o comando de Sílvio Scalabrin, a equipe da Mônaco Diesel promoveu o Feirão de Novos e Usados no evento.

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2. Eduardo Faria, analista de Marketing da VW Caminhões, e Anderson Lamy Pimont, consultor de Vendas da região. 3. Laércio Silva, da Cummins, fala aos caminhoneiros sobre os problemas causados pelo combustível ruim. 3

4. Rosana Silva, coordenador de Marketing da Goodyear, e Rogério Spechoto, assessor de Vendas Regional, acompanharam de perto toda a etapa.

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5. O casal Claudir e Marizete Bussolaro com os filhos: Posto Xaxim é exemplo no atendimento ao caminhoneiro. 4

6. Domingos L. Barros, o “Neguinho”, de Cuiabá/MT, recebe a chave de seu novo Constellation de A´Carlos Castilho, da Mônaco Diesel.

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7. Osnil Otaviani, de Osvaldo Cruz/SP, está completando 50 anos de estrada e se orgulha do filho Roberto ter seguido sua profissão. 5

8. Dionísio Locks, de Lucas do Rio Verde/ MT, posa com os filhos Luiz Henrique e Gustavo.

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9. Weliton Pimenta, de Goiânia/GO, desfrutou do cabeleireiro oferecido pela Volkswagen e Goodyear.

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10. Jorge Cunha Cruvinel, de Goiânia/GO, aproveitou o evento para checar a pressão arterial.

12

11. Unidos no amor e na profissão, Danir e Luci Gregório, de Toledo/PR, cortam as estradas juntos há 22 anos. 12. Show com Jonathan e Adam: uma baile de sertanejo universitário fez todos dançarem.

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Leivinha, talentoso e inteligente, no início da década de 1970.

Os cinco mais bonitos Nomes que fazem parte da história do futebol que conquistaram o público pelo seu talento

N

ão, não quero comentar a lista internacional dos mais feios jogadores “eleitos” lá no Velho Continente. Até porque o Amaral Coveiro, Rosemiro, o ex-lateral Paulinho, do Inter e do Operário de Campo Grande, o Luiz Carlos Beleza, que mora em Cuiabá e o Acosta foram indecentemente injustiçados pelos arrogantes europeus votantes. E também não estou aqui analisando a beleza propriamente dita de Manicera, Perfumo, Raul, Doval, Kaká, Barbirotto, Bettega, Leivinha ontem e Sérgio Valentim. Essa relação foi escolhida a dedo e lupa pelo analista Mauro Beting, observador de tudo e de todos, ontem e hoje, em seu imbatível best seller “A vida é a vida”. Na verdade, o que importa para mim são os cinco históricos jogadores brasileiros mais bonitos em sua alma, em seu interior, no respeito e carinho que recebem ou receberam do torcedor. São eles: o goleiro Marcos, do Palmeiras, o

campeoníssimo do tema Garrincha, o glorioso Nilton Santos, o querido Zico e... Ronaldo! Pelé perde essa e não entra no top cinco porque a torcida do Corinthians, a mais importante de todas, não gosta dele por seculares traumas transmitidos à ela pelo Rei nos anos 50 e 60.

Agora, Ronaldo, sim, e como!

Ronaldo, esse“Bill Gates da grana”,“Madre Teresa de Calcutá da humildade”, “Pelé da artilharia

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Por: Milton Neves Fotos: site Milton Neves.com.br

O campeão mundial da simpatia, o goleiro Marcos, participou do Terceiro Tempo da TV Bandeirantes no dia 21 de setembro de 2008.

das Copas” e esse Edmundo da falsa malandragem! Quanto dinheiro ele merecidamente tem, quanta paciência transmite, quanto gol importante fez e quanto rolo burro arruma, hein? Mas, finalmente, estreou no Corinthians. Não, para mim ainda não. E, assim, não estreará nunca mais. O 9 às suas costas simboliza o número de quilos que ele precisa tirar do umbigo ao pescoço. Está rotundo, pesado, largo, enorme, trôpego, rechonchudo, ofegante e troncudo. Sofri, na quarta à noite, vendo Ronaldo jogar contra beques cansados da defesa esburacada e frágil do Itumbiara. Ah, e como é nervoso e doloroso torcer por Ronaldo! Parece até que em campo está o seu pai, filho, neto e irmão. Ainda não dá, tomara que dê. Mas foi uma má estratégia técnica de marketing sua entrada em campo sem os holofotes merecidos e devidos. Parecia até o Garrincha além dos 45 anos fazendo jogo-exibição naquela cidadezinha, por trocados. Mas foi boa a estratégia de imagem pró-Corinthians, para trocar nas manchetes “zona do meretrício” por “zona do agrião”. Vamos ver, mas não sei, não. Pena. l

Pelé e Garrincha: Os dois maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Um, eternizou a camisa 10 do Santos. O outro, imortalizou a 7 do Botafogo. E juntos, com a amarelinha, nunca foram derrotados.

Raul Plasmann, em 1969, pelo Cruzeiro.

Djalma Santos, Dino Sani, Nilton Santos e Evaristo de Macedo (com a bola). Reparem na definição muscular da coxa de Nilton Santos! E olha que naquela época os aparelhos de musculação não eram nem um pouco desenvolvidos.

Bicampeão paulista pelo São Paulo Futebol Clube em 1970 e 1971, Sérgio, que começou a carreira no São José (SP), destacou-se por fazer defesas impossíveis e ganhou o apelido de ‘São Sérgio’.

Em 1981, a Seleção Brasileira foi a Poços de Caldas-MG para um jogo treino contra a Caldense. Na foto vemos Zico e Edinho (ex-Catanduvense).

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Mercado

PREÇOS DE CAMINHÕES NOVOS (EM R$)

Motor Modelo Modelo Potência (cv/RPM)

Obs: preços sugeridos ao público (só a Scania divulga preços médios de mercado) (**) Peso Bruto admissível no ponto de apoio da 5ª roda (técnico)

Tara (kg)

Carga útil (kg)

Peso bruto (kg)

Peso bruto c/3º Eixo (kg)

Preços (em R$)

Agrale 6000 RD 8500 9200 13000

MWM 4.10 TCA MWM 4.10 TCA MWM 4.12 TCE MWM 6.10 TCA

115-2400 115-2400 150-2200 173-2400

-

-

6.100 6.100 9.200 13.000

-

85.186 93.235 108.870 129.317

Cummins B 3.9 120 Cummins B 3.9 120 Cummins B 3.9 120 Cummins Interact 4 150 Cummins Interact 4 170 Cummins Interact 4 170 Cummins Interact 4 170 Cummins Interact 6 220 Cummins Interact 6 220 Cummins Interact 6 275 Cummins Interact 6 220 Cummins Interact 6 275 Cummins ISC 320 Cummins ISC 320 Cummins ISC 315

120-2800 120-2800 120-2800 150-2500 170-2500 170-2500 170-2500 220-2500 220-2500 275-2500 220-2500 275-2500 319-2000 319-2000 320-2000

2.390 2.680 2.840 3.050 4.400 4.250 4.670 5.210 6.720 6.690 7.250 7.320 7.860 8.330 6.140

2.100 1.820 3.980 5.200 8.600 10.250 11.330 10.790 16.280 16.310 15.750 15.680 15.140 14.670 39.010

4.500 4.500 6.800 8.250 13.000 14.500 16.000 16.000 23.000 23.000 23.000 23.000 23.000 23.000 16.000

21.000 22.000 23.000 23.000 -

79.500 101.813 87.664 98.730 129.598 143.917 150.541 169.523 183.044 185.357 202.317 211.048 268.761 272.162 204.336

Iveco F1C Euro III Iveco F1C Euro III Iveco F1C Euro III Iveco F1C Euro III Iveco F1C Euro III Iveco Tector Iveco Cursor 13 Iveco Cursor 13 Iveco Cursor 13 Iveco Cursor 13 Iveco Cursor 13 Iveco Cursor 13 Iveco Cursor 13 Iveco Cursor 13 Iveco Cursor 8 Iveco Cursor 8

136/3.500 136/3.500 136/3.500 136/3.500 136/3.500 210/2.700 380/1.500 a 1.900 420/1.600 a 1.900 380/1.500 a 1.900 380/1.500 a 1.900 420/1.600 a 1.900 420/1.600 a 1.900 420/1.600 a 1.900 420/1.600 a 1.900 320/2.400 320/2.400

-

1.495 1.495 1.495 2.640 2.770 10.770 -

3.500 3.500 3.500 5.300 5.300 17.000 38.000 38.000 45.000 45.000 45.000 45.000 57.000 57.000 45.000 45.000

-

74.121 76.081 77.194 102.046 105.491 156.972 443.668 460.293 301.667 313.778 326.844 314.166 355.685 343.178 216.252 223.077

OM-364LA OM-612LA OM-904LA OM-904LA OM-904LA OM-904LA OM-366LA OM-904LA OM-906LA OM-926LA OM-926LA OM-457LA OM-457LA OM-457LA OM-457LA OM-457LA OM-457LA OM 457LA OM-457LA

115-2600 156-3800 112-2300 150-2200 177-2200 177-2200 211-2600 177-2200 245-2200 326-2200 326-2200 354-1900 401-1900 428-1900 401-1900 428-1900 428-1900 401-1900 428-1900

2.820 3.700 3.560 3.560 3.560 6.360 3.560 3.560 -

3.880 4.380 5.880 8.540 9.510 10.370 15.790 12.460 12.110 22.853 21.298 21.438 16.762 23.412 23.412

6.700 7.000 9.000 12.990 13.990 14.990 22.000 17.100 17.100 18.600 30.100 20.100 20.100 20.100 30.100 30.100 26.100 33.500 33.500

20.000 21.300 22.000 22.000 23.100 24.100 24.100 24.100 24.100 -

104.096 112.327 123.207 157.204 158.727 173.531 196.680 181.700 191.088 256.085 268.425 324.619 351.019 355.931 394.719 399.631 430.584 425.645 430.562

MWM 4.08 TCE Euro III MWM 4.08 TCE Euro III MWM 4.10 TCA Euro III MWM6.10 TCA - Euro III MWM6.10 TCA - Euro III MWM4.12 TCE - Euro III MWM 6.10 TCA-Euro III Cummins Interact 6.0 Cummins Interact 6.0

137-3400 143-3400 115-2400 173-2400 173-2400 180-2200 173-2400 250-2500 250-2500

-

-

7.700 13.000 14.500 12.900 16.000 16.000 23.000

5.500 7.850 10.500 23.000 -

95.184 112.232 110.834 152.832 169.995 156.849 176.780 214.761 225.383

Ford F - 350 cabine simples F - 350 cabine dupla F - 4000 Cargo 815e Cargo 1317e Cargo 1517e Cargo 1717e Cargo 1722e Cargo 2422e Cargo 2428e Cargo 2622e Cargo 2628e Cargo 2932e Cargo 5032e Cargo 4532e

Iveco Daily 35S14 CS 3000 Daily 35S14 CS 3450 Daily 35S14 CS 3750 Daily 55C16 GF 3300 Daily 55C16 MF 3950 EuroCargo 170E22 Trakker 380T38 cabine simples - EE 4.500 Trakker 720T42 cabine simples - EE 3.500 Stralis 490 S 38 T TB Stralis 490 S 38 T TA Stralis 490 S 42 T TA Stralis 490 S 42 T TB Stralis 570 S 42 T TA Stralis 570 S 42 T TB Cavallino 450 E 32T - cabine curta Cavallino 450 E 32T - cabine longa

Mercedes-Benz 710 715 C 915 C / ACCELO Atego 1315/48 Atego 1418/48 Atego 1518/48 L 1620 6x2 Atego 1718/48 Atego 1725/48 Axor 1933 S/36 Axor 2533 S/48/6x2 Axor 2035 S/36 Axor 2040 S/36 Axor 2044 S/36 Axor 2540 S/33/6x2 Axor 2544 S/33/6x2 Axor 2644 S/33/6x4 Axor 3340/48/6x4 Axor 3344/48/6x4

Volkswagen 5.140 8.150 8.120 13.180 Euro 3 15.180 Euro 3 13.180E 17.180 Euro 3 17.250E 24.250E

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Carga útil dos modelos Scania: variável conforme equipamento. A Scania informa os preços médios de mercado. As demais montadoras divulgam preços sugeridos ao público.

Motor Modelo Modelo Potência (cv/RPM) 26.260E 31.260E 17.250 19.320 24.250

Tara (kg)

Carga útil (kg)

Peso bruto (kg)

Peso bruto c/3º Eixo (kg)

Preços (em R$)

MWM6.12 TCAE Euro III MWM6.12 TCAE Euro III Cummins Interact 6.0 Cummins ISC Cummins Interact 6.0

260-2500 260-2500 250-2500 320-2000 250-2500

-

-

23.000 23.000 -

16.000 16.000 23.000

268.417 279.250 226.914 281.351 220.582

MWM5A206 MWM5A260 MWM5A206 MWM7A260 MWM7A260 MWM7A260 MWM7A310 MWM7A310 MWM7A310 D13A D13A D13A D13A D13A D13A D13A D13A D13A D13A D13A D13A D13A D13A

206 a 2200 260 a 2200 206 a 2200 260 a 2200 260 a 2200 260 a 2200 310 A 2.200 310 A 2.200 310 A 2.200 400 a 1.400/1.800 440 a 1.400/1.800 480 a 1.400/1.800 520 a 1.500/1.800 400 a 1.400/1.800 440 a 1.400/1.800 480 a 1.400/1.800 520 a 1.500/1.800 400 a 1.400/1.800 440 a 1.400/1.800 480 a 1.400/1.800 520 a 1.500/1.800 400 a 1.400/1.800 440 a 1.400/1.800

4.950 a 5.080 4.950 a 5.080 6.620 a 6.780 6.620 a 6.780 6.620 a 6.780 7.240 a 7.440 5.950 5.950 5.950 7.250 7.250 7.250 7.250 8.550 8.550 8.550 8.550 9.300 9.300 9.300 9.300 9.300 9.300

11.000 11.000 até 30.000 até 30.000 até 30.000 até 40.000 até 40.000 até 40.000 até 40.000 até 40.000 até 40.000 até 40.000 até 40.000 até 50.000 até 50.000 até 50.000 até 50.000 até 50.000 até 50.000

16.000 16.000 23.000 23.000 23.000 23.000 até 41.600 até 41.600 até 41.600 até 57.000 até 57.000 até 57.000 até 57.000 até 78.000 até 78.000 até 78.000 até 78.000 até 78.000

23.000 23.000 23.000 23.000 até 60.000 até 60.000 até 60.000 até 60.000 até 60.000 até 60.000 até 60.000 até 60.000 -

170.000 180.500 196.000 207.000 228.000 248.000 248.000 252.000 270.000 396.000 406.000 420.000 429.500 423.000 435.000 451.000 458.000 506.000 519.000 532.000 545.000 506.000 520.000

DC12 06 420 DC12 06 420 DT12 18 440 DT12 18 440 DT12 06 470 DT12 06 470 DC16 04 500 DC16 04 500 DC12 06 420 DC12 06 420 DC12 06 420 DC12 18 440 DC12 18 440 DT12 06 470 DT12 06 470 DC16 04 500 DC16 04 500 DC9 11 310 DC12 06 420 DC9 12 270 DC9 12 270 DC9 11 310 DC9 11 310 DC11 08 340 DC12 17 380 DC12 17 380 DC12 06 420 DC12 06 420 DC12 06 420 DT12 06 470 DT12 06 470 DT12 18 440

420 a 1900 420 a 1900 440 a 1900 440 a 1900 470 a 1900 470 a 1900 500 a 1900 500 a 1900 420 a 1900 420 a 1900 420 a 1900 440 a 1900 440 a 1900 470 a 1900 470 a 1900 500 a 1900 500 a 1900 310 a 1900 420 a 1900 270 a 1900 270 a 1900 310 a 1900 310 a 1900 340 a 1900 380 a 1900 380 a 1900 420 a 1900 420 a 1900 420 a 1900 470 a 1900 470 a 1900 440 a 1900

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23.000 23.000 23.000 23.000 23.000 23.000 23.000 23.000 23.000 23.000 23.000 23.000 23.000 16.000 23.000 23.000 23.000 23.000 23.000 19.100 19.100 16.000 16.000 16.000 16.000 16.000 16.000 16.000 23.000 16.000 16.000 23.000

-

467.100 504.900 487.350 512.595 499.500 537.300 533.250 571.050 467.100 504.900 529.335 487.370 512.595 499.500 537.300 571.050 596.700 449.780 547.008 282.150 295.650 309.722 323.249 363.150 393.151 425.250 407.063 438.750 473.054 442.530 472.500 492.260

Volvo VM 210 ST 4x2 VM 260 ST 4x2 VM 210 ST 6x2 VM 260 ST 6x2 VM 260 TL 6x2 VM 260 ST 6x4 VM 310 4x2 ST VM 310 4x2 LX VM 310 4x2 TL FH 400 4x2 SCV FH 440 4x2 SCV FH 480 4x2 SCV FH 520 4x2 SCV FH 400 6x2 SCV FH 440 6x2 SCV FH 480 6x2 SCV FH 520 6x2 SCV FH 400 6x4 SCV FH 440 6x4 SCV FH 480 6x4 SCV FH 520 6x4 SCV FM 400 6x4 SCV FM 440 6x4 SCV

Scania R 420 6x2 CR19H (1) R 420 6x4 CR19H R 440 6x2 CR19H R 440 6x4 CR19H R 470 6x2 CR19H R 470 6x4 CR19H R 500 6x2 CR19H R 500 6x4 CR19H R 420 4x2 CR19H (2) R 420 6x4 CR19H R 420 6x4 CR19H R 440 4x2 CR19H R 440 6x4 CR19H R 470 4x2 CR19H R 470 6x4 CR19H R 500 6x4 CR19H R 500 6x4 CR19H P 310 6x4 14 (3) P 420 6x4 CP 14 P 270 4x2 CP 14 (5) P 270 4x2 CP 19 P 310 4x2 CP 14 P 310 4x2 CP 14 P 340 4x2 CP 19 G 380 4x2 CG 19 G 380 4x2 CG 19 G 420 4x2 CG 19 G 420 4x2 CG 19 G 420 6x4 CG 19 G 470 4x2 CG 19 G 470 4x2 CG 19 G 440 6x4 CG 19 Informações úteis Agrale S.A.: BR-116, Km 145, nº - São Ciro; CEP 95059-520; Caxias do Sul - RS; tel.: (54) 3238-8000; fax (54) 3238-8052; www.agrale.com.br

www.mercedes-benz.com.br - A empresa tem hoje, oficialmente, o nome de Daimer Chrysler do Brasil. Como seus modelos são conhecidos por Mercedes-Benz, mantivemos esta denominação.

Ford Brasil Ltda.: Av. do Taboão, 899; CEP 09655-900; São Bernardo do Campo - SP; tel.: (11) 4174-8855; Atendimento ao consumidor: 0800-703-3673; www.ford.com.br

Volkswagen Caminhões e Ônibus: R. Volkswagen, 100; Pólo Industrial; CEP 27501-970; Resende - RJ; Atendimento ao consumidor: 0800-19-3333; www.vwtrucksbus.com.br

Iveco Latin America Ltda.: Edifício Piemonte, R. Senador Milton Campos, nº 175, Bairro Vila da Serra - 8º andar, Cep 34000-000, Nova Lima, MG; Atendimento ao consumidor: 0800-702-3443 (Atendimento 24 horas); www.iveco.com.br

Volvo do Brasil Veículos Ltda.: Av. Juscelino K. de Oliveira, 2600; CEP 81260-900; Curitiba - PR; tel.: (41) 317-81111; fax: (41) 317-8601; Atendimento ao consumidor: 0800-416161; www.volvo.com.br Scania Latin America Ltda.: Av. José Odorizzi, 151; CEP 09810-902; São Bernardo do Campo - SP; tel.: (11) 4344-9333; fax: (11) 4351-2659; Atendimento ao consumidor: 0800-019-4224; www.scania.com.br

Mercedes-Benz d o B r a s i l : A t e n d i m e n t o a o c l i e n t e : A v. M e r c e d e s - B e n z , 679; CEP 13054-750; Campinas - SP; tel.: 0800-9709090; fax: (19) 3725-3635;

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Mercado Marca/Modelo

PREÇOS DE CAMINHÕES USADOS (EM R$)

Obs.: há variação entre os preços publicados pela Caminhoneiro e os praticados de fato pelo mercado. Isso se dá em função do estado em que o veículo se encontra, da região do País em que ele é comercializado e das flutuações da economia.

2008

2007

2006

2005

2004

2003

2002

2001

2000

104,000 78,300 -

100,880 73,800 -

62,000 68,200 75,640 70,000 80,000

58,300 64,130 71,126 77,800

55,800 61,380 68,076 72,800

53,000 58,300 64,660 68,800

50,000 52,500 55,000 61,000 -

47,300 49,665 52,030 57,706 -

44,000 46,200 48,400 53,680 -

-

-

-

-

-

-

43,800 44,238 46,428 57,750 62,370 -

41,160 42,000 42,420 44,520 54,390 58,741 65,268 68,531

39,200 40,000 40,400 42,400 49,665 53,638 59,598 62,577

133,140 148,100 155,000 163,300 190,000 68.590 72.200 -

120,750 138,000 143,000 150,000 176,000 148,000 65.455 68.900 -

66,200 86,300 90,000 98,800 95,500 100,000 115,500 118,000 123,300 130,000 138,000 140,000 150,000 162,000 135,000 143,000 160,000 63.460 66.800 81.496

63,200 83,900 86,300 93,000 90,000 96,800 108,570 104,544 105,800 115,902 122,200 128,800 131,600 135,500 152,280 122,500 134,420 148,800 61.275 64.500 78.690

60,000 80,000 83,300 90,000 88,800 93,000 100,440 100,000 115,000 124,000 112,000 117,600 59.945 63.100 76.982

57,300 77,224 78,800 83,401 80,000 83,800 83,300 88,000 95,040 97,000 103,000 118,800 100,000 108,780 57.950 61.000 74.420

55,000 75,000 76,436 81,000 84,000 77,600 81,286 88,500 94,500 102,600 108,756 80,801 85,360 94,090 96,030 99,000 105,633 108,500 92,800 105,500 55.100 58.000 70.760

52,800 72,000 77,760 80,640 84,960 90,720 98,496 104,405 90,000 92,300 101,530 53.010 55.800 68.066

48,000 59,520 62,000 65,472 66,960 69,440 74,995 74,995 79,994 86,851 82,137 86,304 94,934 88,200 49.210 51.800 63.190

-

-

-

-

-

-

56,800 60,000 64,800 124,800 -

54,000 57,300 61,884 106,330 112,840 -

50,800 55,880 60,350 91,140 96,720 50,800 58,674

Agrale 13000TD 4X2 Dies. 6000D-RS 4X2 Dies. 7000DX 4X2 Dies. 7500TDX 4X2 Dies. 8500TD 4X2 Dies. 8500EURO III E-MEC 4X2 Dies. 9200TCA 4X2 Dies.

Chevrolet/GMC 5-90 4X2 Dies. 6-100 4X2 Dies. 6-150 TB 4X2 Dies. 7-110 TB 4X2 Dies. 12-170 TB 6X2 3e Dies. 14-190 TB 6X2 3e Dies. 15-190 TB 4X2 Dies. 15-190 TB 6X2 3e Dies.

Ford C-815-S 4X2 Dies. C-1215 4X2 Dies. C-1217 4X2 Dies. C-1317-T 4X2 Dies. C-1415 4X2 Dies. C-1417 4X2 Dies. C-1421-T 4X2 Dies. C-1422 6X2 3e Dies. C-1517-T 4X2 Dies. C-1521 4X2 Dies. C-1617 4X2 Dies. C-1621-T 6X2 3e Dies. C-1622-T 4X2 Dies. C-1630-T 4X2 Dies. C-1717-T 4X2 Dies. C-1721-T 4X2 Dies. C-1722-E 6X2 3e Dies. C-1731-T 4X2 Dies. C-2421 6X2 3e Dies. C-2422 6X4 3e Dies. C-2425 6X4 3e Dies. C-2428-E 6X2 3e Dies. C-2622-E 6X4 3e Dies. C-2626 6X4 3e Dies. C-2628-E 6X4 3e Dies. C-2630 6X4 3e Dies. C-2631 6X4 3e Dies. C-5032-E 6X4 3e Dies. C-3222-T 4X2 Dies. C-4030 4X2 Dies. C-4031 4X2 Dies. C-4432-E 4X2 Dies. C-5031-T 6X4 3e Dies. F-350 4X2 Dies. F-4000 TURBO(N.Serie) 4X2 Dies. F-12000 4X2(N.Serie) Dies.

International 4700 4X2 16T Dies. 4900 4X2 Dies. 4900 6X4 3e Dies. 9200 4X2 Dies. 9800 6X4 3e Dies. 4700 4X2 Dies. 4900 6X2 3e Dies.

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Marca/Modelo 9200 4X2 Dies. 9200 6X4 3e Dies. 9800 4X2 Dies.

2007

2006

2005

2004

-

-

-

-

2003 -

2002 -

2001 -

2000 -

1999 86,600 91,796 93,000

65,000 132,000 318,800 215,000 268,000 278,000 310,000

65,000 63,050 125,000 300,000 200,000 205,800 246,560 258,000 290,000

60,000 118,800 230,000 250,000 280,000 188,000 193,000 240,000 270,000

48,000 58,000 58,200 112,035 110,000 218,800 238,000 260,000 170,000 183,350 -

45,300 53,000 108,673 100,000 200,000 220,000 240,000 163,000 -

42,600 48,200 49,646 95,300 188,800 200,000 -

39,300 44,300 45,629 90,000 94,500 178,000 183,000 160,200 -

36,800 38,272 39,008 82,800 86,940 165,500 124,125 -

34,300 35,672 36,358 76,800 80,640 153,300 114,975 -

78,000 83,000 92,300 112,000 126,000 134,800 136,800 161,120 110,000 155,000 198,000 209,880 -

75,000 78,800 88,800 102,000 112,500 123,300 125,500 147,128 100,000 143,000 185,000 196,100 -

71,800 76,300 86,300 93,800 103,300 114,000 116,800 138,000 150,000 92,800 175,000 136,500 182,600 170,000 180,200 200,000

68,000 73,800 84,000 88,000 96,800 100,000 108,000 110,000 127,236 138,300 163,000 125,055 174,000 187,920 160,000 169,600 188,000 190,000

66,300 70,000 82,200 83,800 85,000 88,800 93,000 93,400 96,200 98,444 98,800 100,000 109,561 119,600 130,000 90,000 155,000 114,240 166,000 179,280 150,000 159,000 173,000 178,300

64,100 66,023 68,800 75,638 76,920 80,000 86,000 88,800 92,864 93,200 103,880 113,896 123,800 86,800 103,300 108,000 143,000 160,500 173,340 140,000 148,400 160,000 151,800 165,000

62,300 64,169 66,000 73,514 74,760 77,800 83,420 86,136 86,136 90,078 88,800 109,756 119,300 83,300 97,000 98,800 135,000 149,000 168,139 126,100 130,000 137,800 153,300 144,256 156,800

60,000 61,800 70,800 75,000 78,531 78,394 80,818 80,056 99,636 108,300 80,056 77,800 80,818 94,542 95,000 122,800 105,216 134,000 116,400 120,000 127,200 148,000 138,000 150,000

58,000 59,740 68,440 73,300 72,100 71,974 74,200 73,500 87,676 95,300 73,500 75,600 86,800 118,000 96,600 120,000 105,000 140,000 143,000

Iveco 35.10(Curto) Dies. 49.12(Curto) Dies. 49.12(Longo) Dies. 50.13(Curto) Dies. 59.12(Longo) Dies. 35S14 Dies. 160-E21 4X2 Dies. 160-E21 6X2 3e Dies. 170-E21 6X2 3e Dies. TECTOR 170-E22 4X2 Dies. MP 450-E37 4X2 Dies. TZ 740-E42 6X4 3e Dies. 380-E37 H 6X4 3e Dies. MP 450-E37 4X2 Dies. HD 380-4X2 Dies. HD 450-S38T 4X2 Dies. HD 490-S42T 4X2 Dies. HD 570-S38T 6X2 3e Dies. HD 740-S42T 6X4 3e Dies.

Mercedes-Benz 710 4X2 Dies. 712 4X2 Dies. 715-C(Accelo) 4X2 Dies. 914-C 4X2 Dies. 915-C(Accelo) 4X2 Dies. 1215-C 4X2 Dies. 1315(Atego) 4X2 Dies. 1318 4X2 Dies. 1418 4X2 Dies. 1420 4X2 Dies. 1518(Atego) 4X2 Dies. 1718 4X2 Dies. 1718(Atego) 4X2 Dies. 1718-M 4X2 Dies. 1720 4X2 Dies. 1723 4X2 Dies. 1725(Atego) 4X2 Dies. 1728 6X2 3e Dies. 1728(Atego) 6X2 3e Dies. 2423 6X4 3e Dies. 2428 6X4 3e Dies. L1218 6X2 3e Dies. L1218 El 4X2 Dies. L1318 4X2 Dies. L1418 4X2 Dies. L1620 4X2 Dies. L1622 4X2 Dies. L2638 6X4 3e Dies. 1723-S 4X2 Dies. 1728-S(FlexTruck) 4X2 Dies. 1938-S 4X2 Dies. 1944-S 4X2 Dies. LS1632 4X2 Dies. LS1634 4X2 Dies. LS1634 6X2 3e Dies. LS1938 4X2 Dies. LS2428 6X2 3e Dies. LS2638 6X4 3e Dies.

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Mercado

PREÇOS DE CAMINHÕES USADOS (EM R$)

Marca/Modelo

Obs.: há variação entre os preços publicados pela Caminhoneiro e os praticados de fato pelo mercado. Isso se dá em função do estado em que o veículo se encontra, da região do País em que ele é comercializado e das flutuações da economia.

2007

2006

2005

2004

2003

2002

2001

2000

1999

270,000 460,000 188,800 205,500 224,400 233,200 280,000 353,000 380,000 -

261,900 446,200 180,000 193,000 204,000 212,000 268,000 323,000 300,000 280,000 368,600 -

168,800 180,000 191,760 199,280 248,800 175,000 280,000 295,000 270,000 290,000 300,000 310,000 230,000 260,000 280,000 260,000 290,000 310,000 316,000 322,000 347,760

158,000 168,100 176,766 183,698 230,000 162,000 258,000 275,000 240,000 267,800 272,000 280,000 218,000 248,000 260,000 240,000 267,800 281,000 290,000 300,000 324,000

152,720 166,000 179,280 153,260 163,057 171,463 178,187 223,100 157,140 250,260 266,750 232,800 259,766 263,840 271,600 182,600 255,500 211,460 240,560 252,200 232,800 217,120 236,000 259,766 272,570 281,300 291,000 314,280

140,760 153,000 165,240 168,300 184,800 233,300 275,000 209,760 228,000 -

170,520 135,240 147,000 158,760 220,000 161,700 171,710 220,000 262,680 203,504 221,200 -

160,776 127,512 138,600 151,074 198,000 152,460 160,160 198,000 191,360 208,000 -

153,120 132,000 143,880 178,300 145,200 178,300 167,624 182,200 -

67,300 93,300 99,000 -

62,500 87,200 93,800 -

58,800 72,800 76,100 80,000 88,800 89,460 93,200 -

57,036 68,000 70,500 73,900 76,800 77,800 87,990 85,000 84,000 86,800 95,697 88,800 93,400

65,400 68,000 70,200 73,000 74,500 81,690 81,480 80,000 86,136 90,000

63,200 65,700 68,000 71,800 77,910 76,800 86,800

61,200 64,000 66,000 68,000 73,605 73,300 83,300

62,000 64,000 65,300 64,410 67,630 71,190 70,000 79,800 80,000

53,447 56,840 58,000 58,800 60,000 57,506 60,381 58,680 63,000 61,940 65,037 68,460 69,582 72,366 70,157 74,758 78,104 78,300

Scania G-420 LB 4X2 HZ 3e Dies. G-470 CB 8X4 NZ 4e Dies. P-94 6X4 CB 260 NZ 3e Dies. P-94 4X2 DB 220 NZ Dies. P-94 4X2 DB 260 NZ Dies. P-94 6X2 DB 260 NA 3e Dies. P-230 DB 4X2 NZ Dies. P-270 DB 4X2 NZ Dies. P-270 4X2 CP 19 DB Dies. P-270 6X2 CP 14 DB 3e Dies. P-310 CB 6X4 HZ 3e Dies. P-330 4X2 CP 14 Dies. P-400 6X4 CP 14 3e Dies. P-420 6X4 CP 14 CB 3e Dies. R-124 4X2 GB 360 NZ Dies. T-330 4X2 CT 19 Dies. T-360 4X2 CT 19 Dies. T-400 4X2 CT 19 Dies. T-420 4X2 CT 19 Dies. P-94 4X2 GA 260 NZ Dies. P-114 6X4 CB 330 NZ 3e Dies. R-124 4X2 GA 360 NZ Dies. R-164 8X4 CA 480 NZ Dies. R-330 4X2 CR 19 Dies. R-400 4X2 CR 19 Dies. R-420 6X4 CR 19 GA 3e Dies. R-480 4X2 CR 19 GA Dies. R-500 LA 6X4 NA 3e(HighLine) Dies. T-114 4X2 GA 330 NZ Dies. T-124 4X2 GA 360 NZ Dies. T-330 4X2 CT 19 Dies. T-360 4X2 CT 19 Dies. T-400 4X2 CT 19 Dies. T-420 4X2 CT 19 Dies. T-420 6X4 CT 19 3e Dies.

Volkswagen 5.140 TB-IC(E)4X2(Delivery) Dies. 7.100 4X2 Dies. 7.110 TB-IC 4X2 Dies. 8.100 4X2 Dies. 8.120 TB-IC 4X2 Dies. 8.140 4X2 Dies. 8.150 TB-IC 4X2 Dies. 9.150 TB-IC(E)4X2 Dies. 12.140 T 4X2 Dies. 12.140 T 6X2 3e Dies. 12.180 4X2 Dies. 13.150 TB-IC 4X2 Dies. 13.170 4X2 Dies. 13.170 6X2 3e Dies. 13.180 TB-IC 6X2 3e Dies. 13.180 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies. 13.180 TB-IC(E)6X2(Const.) 3e Dies. 13.190 TB-IC 4X2 Dies. 13.190 TB-IC(E)6X2 3e Dies. 14.170-BT 4X2 Dies. 14.170-BT 6X2 3e Dies. 14.180 4X2 Dies. 14.220 4X2 Dies. 15.170 6X2 3e Dies. 15.170 TB-IC(E)4X2 Dies. 15.180 TB-IC 4X2 Dies.

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Marca/Modelo 15.190 TB-IC 4X2 Dies. 16.200 6X2 3e Dies. 16.220-T 4X2 Dies. 16.300-T 6X2 3e Dies. 17.180 TB-IC(E)4X2 Dies. 17.210 TB-IC 4X2 Dies. 17.220 TB-IC 6X2 3e Dies. 17.250 TB-IC(E) CL(Const.) 4X2 Dies. 17.250 TB-IC(E) 4X2 Dies. 17.300 TB-IC 4X2 Dies. 17.300 TB-IC 6X2 3e Dies. 17.310 TB-IC 4X2(Titan) Dies. 23.210 TB-IC 6X2 3e Dies. 23.220 TB-IC 6X2 3e Dies. 23.250 TB-IC(E) 6X2 3e Dies. 23.310 TB-IC 6X2(Titan) 3e Dies. 24.220 6X2 3e Dies. 24.250 6X2 3e Dies. 26.300 6X4 3e Dies. 26.310 TB-IC 6X4(Titan) 3e Dies. 31.260 TB-IC 6X4 3e Dies. 31.310 TB-IC 6X4 3e Dies. 31.320 TB-IC(E)6X4(Const.) 3e Dies. 31.370 TB-IC(E)6X4(Const.) 3e Dies.

2007

2006

2005

2004

2003

2002

2001

2000

1999

126,800 152,000 148,800 228,000 258,000

118,000 138,800 135,000 210,000 250,260

105,500 110,000 118,125 128,000 125,000 138,000 125,000 128,750 148,000 150,000 170,000 188,000 -

98,070 102,335 100,000 108,465 124,160 118,300 125,500 115,000 118,450 130,000 138,000 160,000 163,100 178,000 -

94,500 92,800 98,700 100,000 115,000 103,300 106,399 122,200 123,960 148,000 150,052 163,760 -

91,140 88,000 94,500 103,300 95,000 97,850 114,868 114,000 138,500 -

87,465 85,000 91,035 89,301 93,766 95,500 88,800 91,464 106,560 116,888 128,800 -

84,000 82,000 87,465 85,799 90,088 88,000 111,034 120,000 -

78,496 77,633 84,534 79,100 84,000 82,400 86,520 90,860 92,010 100,000 -

168,000 166,000 178,800 276,000 288,800 358,000 370,000 -

153,000 148,800 160,000 250,000 253,000 250,000 265,000 286,200 281,190 289,380 265,000 280,900 318,000 325,000 333,000 248,000 285,200 297,600 261,900 270,000 288,000 322,560 305,280 300,000

140,000 135,100 146,600 242,500 245,410 233,000 248,000 267,840 262,650 270,300 246,980 262,880 285,000 315,250 323,010 230,000 264,500 276,000 244,440 252,000 268,300 300,496 284,398 278,800

135,800 131,047 142,202 127,440 132,500 137,500 218,000 230,000 248,400 247,200 254,400 231,080 243,800 268,300 215,000 247,250 258,000 228,047 235,100 250,000 280,000 265,000 260,000

105,000 115,500 114,240 121,590 105,000 115,500 114,240 117,504 121,590 122,748 127,380 205,000 218,800 236,304 234,840 241,680 217,300 231,928 255,000 200,000 230,000 240,000 220,000 238,000 266,560 252,280 244,000

101,850 112,035 110,812 117,942 188,000 193,640 209,131 224,622 231,164 199,280 205,258 221,840 180,000 207,000 216,000 205,500 213,720 239,366 226,543 236,680

176,300 181,589 196,116 210,643 216,778 186,878 192,484 173,300 199,295 207,960 188,800 196,352 219,914 208,133 -

164,000 168,920 182,433 195,947 201,654 173,840 179,055 139,400 167,411 177,455 163,000 187,450 195,600 180,000 187,200 209,664 198,432 -

155,300 159,959 185,552 190,956 164,618 169,556 132,005 158,530 168,042 170,830 177,042 173,300 180,232 201,859 191,045 -

Volvo VM-17 210 SC 4X2 Dies. VM-17 240 SC 4X2 Dies. VM-23 210 SC 6X2 Dies. VM-23 240 SC 6X2 Dies. VM-260 LX 6X2 3e Dies. VM-260 ST 6X2 3e Dies. VM-260 TL 6X2 3e Dies. VM-17 210 LS 4X2 Dies. VM-17 240 LS 4X2 Dies. VM-23 210 LS 6X2 Dies. VM-23 210 LL 6X2 Dies. VM-23 240 LS 6X2 Dies. VM-23 240 LL 6X2 Dies. VM-23 240 TL 6X2 Dies. FH 400 4X2 Dies. FH 400(Globetrotter) 4X2 Dies. FH-12 380 4X2 Dies. FH-12 420 4X2 Dies. FH-12 420 4X2(Top-Class) Dies. FH-12 420 6X2 3e Dies. FH-12 420 6X4 3e Dies. FH-12 380 4X2(Glob.) Dies. FH-12 420 4X2(Glob.) Dies. FH-12 460 4X2 Dies. FM 400 6X4 3e Dies. FM 480 6X4 3e Dies. FM-10 320 4X2 Dies. FM-10 380 6X4 3e Dies. FM-10 420 6X4 3e Dies. FM-12 340 4X2 Dies. FM-12 380 6X4 3e Dies. FM-12 420 6X4 3e Dies. NH-12 340 4X2 Dies. NH-12 380 4X2 Dies. NH-12 420 4X2 Dies. NH-12 420 6X2 3e Dies. NH-12 420 4X2(Glob.) Dies. NH-12 460 4X2 Dies.

Fontes: os preços acima, em real, representam uma média de pesquisa feita em FEVEREIRO/2009 nestas empresas: Piracema Veículos Ltda., Piracicaba, SP, tel.: (19) 3434-5366; Grandiesel, São Paulo, SP, tel.: (11) 6914-5666; Irmãos Davoli, Mogi Mirim, SP, tel.: (19) 3805-9950; A tabela de preços dos carros é elaborada pela empresa Molicar Serviços Técnicos de Seguros, que pesquisa semanalmente cerca de 500 pontos de vendas nos maiores mercados do Brasil. Molicar, São Paulo, SP, tel.: (11) 3704-7245; Quinta Roda, Sumaré, SP, tel.: (19) 3854-8900; Sonnervig, São Paulo, SP, tel.: (11) 6166-1002; e Tietê Veículos, São Paulo, SP, tel.: (11) 3622-2000.

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FRETE

Mercado

(por tonelada, valores em Reais)

Região Distância Frete pago pelo (saída: São Paulo) mercado em Fevereiro/2008 Truck Carreta

Região Distância Frete pago pelo (saída: São Paulo) mercado em Fevereiro/2008 Truck Carreta

Centro-Oeste

Nordeste

Brasília Cáceres Campo Grande Corumba Cuiabá Goiânia

1.015 km 1.829 km 1.014 km 1.400 km 1.614 km 926 km

128,00 176,00 128,00 160,00 150,00 120,00

104,00 128,00 84,00 120,00 120,00 96,00

2.933 4.800 2.800 3.971 3.200 3.500 2.700 2.000 3.070 3.604 2.500

km km km km km km km km km km km

320,00 600,00 270,00 560,00 310,00 520,00 256,00 224,00 280,00 336,00 256,00

270,00 440,00 220,00 380,00 260,00 360,00 200,00 180,00 240,00 260,00 168,00

670 km 700 km 900 km 982 km 408 km 1.047 km 528 km 636 km 1.072 km 1.109 km 780 km

76,00 78,00 96,00 112,00 48,00 120,00 68,00 76,00 120,00 112,00 78,00

64,00 66,00 84,00 84,00 44,00 88,00 56,00 60,00 88,00 88,00 66,00

Uruguaiana Aracaju Campina Grande Fortaleza Imperatriz João Pessoa Maceió Natal Recife Salvador São Luiz Teixeira de Freitas Teresina Vitória da Conquista

Norte Belém Boa Vista Ji-Paraná Manaus Marabá Macapá Ouro Preto Palmas Porto Velho Rio Branco Vilhena

km km km km km km km km km km km km km km

145,00 248,00 288,00 330,00 280,00 300,00 260,00 290,00 288,00 224,00 336,00 192,00 280,00 200,00

120,00 200,00 240,00 270,00 208,00 260,00 220,00 260,00 248,00 188,00 280,00 152,00 268,00 156,00

72,00 68,00 64,00 76,00 112,00 88,00 68,00 64,00 76,00 64,00 76,00 72,00 72,00 112,00 76,00

60,00 56,00 56,00 64,00 88,00 80,00 56,00 56,00 60,00 52,00 60,00 60,00 60,00 88,00 64,00

Sudeste Araçatuba Barretos Bauru Belo Horizonte Governador Valadares Ipatinga Marília Ourinhos Presidente Prudente Ribeirão Preto Rio de Janeiro São José do Rio Preto Tupã Vitória Uberlândia

Sul Blumenau Florianópolis Cascavel Caxias do Sul Curitiba Foz do Iguaçu Londrina Maringá Novo Hamburgo Porto Alegre Umuarama

1.531 2.177 3.000 3.137 2.334 2.770 2.453 3.000 2.660 1.962 2.970 1.257 2.700 1.439

532 450 380 586 914 808 443 400 558 319 429 451 540 882 590

km km km km km km km km km km km km km km km

Fontes: Agência JS, tel.: (11) 3976-5336 e-mail: jsagencia@terra.com.br e Roda Viva tel.: (11) 3448-3376. *Onde houver transporte por rio, os valores não incluem a taxa de transporte fluvial.

Obs.: o valor do frete pago pelas agências de carga não é regulado somente pela distância entre a praça (no caso, São Paulo) e o destino. Fatores como a importância econômica ou agrícola da região (de origem ou de destino) contribuem para determinar a oferta de cargas e, conseqüentemente, a procura por cargas. Quanto mais caminhoneiros em busca de determinado frete, mais seu preço tende a baixar. Quando houver muita carga e poucos caminhões, o preço se eleva. O mercado também é regulado pelas condições das rodovias e pela existência ou não de “retornos” para o caminhoneiro.

MOTORES - retífica

PNEUS - novos e reformados

(completa, com bomba e bico, valores em Reais)

(Novos e reformados, valores em Reais)

Medida

Novo

Racauchutado

Protetores

Marca

Câmaras

Mercedes-Benz Mercedes-Benz Mercedes-Benz Mercedes-Benz MWM Ford Cargo MWM Perkins Perkins Saab-Scania Volvo/Fiat Caterpillar

Radiais metálicos 900R20 1000R20 1100R22 275/80R22.5 295/80R22.5 Medida

784,00 936,00 1.260,00 1.035,00 1.293,00 Novo

575,00 693,00 935,00 695,00 935,00 Racauchutado

20,00 20,00 25,00 Protetores

66,00 75,00 88,00 73,00 86,00 Câmaras

Diagonais comuns 900-20 1000-20 1100-22

559,00 721,00 966,00

450,00 550,00 739,00

22,00 22,00 30,00

60,00 -

Preços médios pesquisados em empresas paulistas e Tortuga Câmaras de Ar, preços para compras à vista.

Modelo

Preços

OM 352/1113/2213 OM 314/608 OM 355/5 OM 355/6 D.226/4 - D.229/4 6.CCT - 16/18 D.229/6 4.236/D10-D20 6.357 110/111 N10/190E Todos

6.900 6.200 14.500 15.500 7.800 15.800 8.500 7.800 9.800 17.600 19.800 sob consulta

Preços à vista em R$, pesquisados na Retífica Super Diesel em FEVEREIRO/2009.

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Beira de Estrada

o

Crônica: Henrique Lessa – henriquelessa.75@globo.com - http://www.reidoscaminhos.blogspot.com Ilustração: Fausto Bergocce

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O trio elé

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guntou João Batista. Os olhos de Raimundo brilharam: - Ainda tenho esse sonho sim. Mas não sei se vai dar pra arrastar essa cadeira de rodas até a capital. João Batista então pensou, se ele não pode ir a capital ver o trio elétrico, porque o trio elétrico não vem até ele? Foi assim que no animadíssimo carnaval da Bahia faltou um trio elétrico que encheu de alegria uma pequena cidade do interior, que teve o carnaval mais animado da sua vida. No palco, Raimundo reinava sentado na sua cadeira de rodas e comandava a folia, realizando o seu maior sonho. Durante quatro dias o trio ficou na pracinha daquela cidade do interior da Bahia. Em Salvador, a televisão dava a notícia: “Trio elétrico desaparece na capital e ninguém sabe do seu paradeiro”. Com a pequena cidade bombando em volta do trio elétrico, ninguém prestou atenção na notícia. Só o Padre Severino, que preferiu ficar em casa se deliciando com as pernas de Ivete Sangalo , escutou. Então, deu um suspiro e disse: - Que mundo é esse. Roubam até trio elétrico. Ainda bem que não foi o da Ivete. Claro que João Batista devolveu o trio elétrico na quartafeira, mesmo com a cidade em peso pedindo pra ele só devolver depois do sábado de aleluia. João Batista ficou três dias no xadrez, mas foi solto quando o dono do trio soube que ele fez tudo aquilo para realizar o sonho de um amigo. João Batista hoje dirige o ônibus escolar da prefeitura da sua cidade para onde voltou como herói. A única coisa que o prefeito exigiu foi que ele assinasse um termo jurando que nunca ia sumir com o ônibus para ajudar alguém a realizar um sonho de criança. Mas, quem conhece a fera tem lá suas dúvidas!

ntes de João Batista sair da sua cidade no interior da Bahia para tentar a vida em Salvador, foi falar com Raimundo seu maior amigo: - Tô indo. Quando arrumar trabalho, mando te chamar. Depois procuramos um pra você. - Será que vou conhecer a capital e pular no carnaval num trio elétrico? É o meu maior sonho. - Então tá. Quando me arrumar você vai. E lá foi João Batista pra Salvador onde tinha uns meioparentes por parte de mãe. E pra falar a verdade, ele andou de canto chorado procurando emprego. Fez de tudo um pouco. Foi chapa na BR, ajudante de pedreiro, vigia noturno, lavador de carro, flanelinha, até que no carnaval arrumou uma vaga para puxar a corda no bloco. Com isso, acabou conhecendo a pessoa que mandava e ficou trabalhando o ano todo, já que na Bahia, a folia não tem início, meio nem fim. É só alegria na Boa Terra. Pena que não seja assim no mundo inteiro. Mas João Batista gostava mesmo era do trio elétrico e começou a pensar em ser o motorista de um. Então, juntou dinheiro e tirou a carteira de habilitação. Com o conhecimento que tinha, logo arrumou para ser motorista de um trio elétrico. Não daqueles grandes onde os artistas de nome fazem a festa no carnaval e micaretas. Mesmo assim andou viajando por muitas cidades, sem tempo de pensar na sua terra e de mandar pegar Raimundo para trabalhar. Um dia, teve uma folga e foi visitar seus familiares com o firme propósito de levar Raimundo pra trabalhar com ele no trio elétrico. Quando chegou, teve a triste notícia de que o grande amigo havia sofrido um terrível acidente e estava paraplégico. Ficou arrasado e foi procurar Raimundo. Conversaram muito relembrando o tempo de criança, da juventude e dos sonhos que acalentaram juntos. - Você ainda tem o sonho de ver um trio elétrico? – per-

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Revista Caminhoneiro | Edição 255 Completa  

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