Revista Business Portugal - Março 2023

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Patrícia Sousa, Beatriz Sousa e Saúl Sousa, Administradores

Mar. LÍDERES E EMPRESÁRIAS JANTAR-DEBATE DA AEMINHO BUBBLE-GO INOVAÇÃO TECNOLÓGICA BRANDS POWER ARQUITETURA ESPECIAL SAÚDE DIA MUNDIAL DA SAÚDE
"UMA MARCA CONCEITUADA E COM NOTORIEDADE EM TODO O PAÍS"

ÍNDICE

Março 2023

LIDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

ESPECIAL SAÚDE

Portugal é, nos dias de hoje, um país moderno, tecnológico, inovador, onde o talento é um dos principais fatores de competitividade, e que está claramente no radar dos investidores.

A excelência organizacional é o patamar que todas as empresas aspiram alcançar e é sustentado pela cultura organizacional, pelos seus valores basilares e, essencialmente, pelo seu capital humano. A cultura de excelência atinge-se com pessoas, ca pazes de liderar equipas, orientadas e focadas para o cumprimentos de tarefas, metas e resultados, de acordo com a visão e estratégia global da empresa.

Nota de boas-vindas... 29

Nesta edição, a Revista Business Portugal coloca em evidência empresas e organizações, das mais diversas áreas e sectores, que assumem a capacidade de se adaptar diante de novos cenários ou transformações, bem como um novo perfil de liderança centrado nas pessoas. Levamos, mais uma vez, até si histórias inspiradoras de empresários e empreendedores, que certamente inspirados em exemplos como o do Comendador Rui Nabeiro, a quem prestamos a nossa homenagem, continuam a investir numa cultura orientada para a qualidade, inovação e competitividade.

42 A FELICIDADE NAS ORGANIZAÇÕES

Assumindo a sua missão, a Revista Business Portugal continua a diferenciar-se, afirmando a sua identidade e essência, apresentando em cada edição verdadeiros modelos a seguir pela performance, atitude e estilo de liderança.

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INOVAÇÃO
TECNOLÓGICA 08
FICHA TÉCNICA Editor/Propriedade: António Fernando A. R. Silva | Redação e Publicidade: Av. República 2208 - 3º Drt Centro Frt, 4430 -190 V N Gaia | Diretor: Fernando R. Silva E-mail: geral@revistabusinessportugal.pt/Comercial: comercial@revistabusinessportugal.pt/Redação: redacao@revistabusinessportugal.pt | Telf: 223 700 510 | Distribuição: Gratuita com o jornal Diário de Notícias | Dec.regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Nº Registo ERC 126515 Impressão: YellowMaster | Avenida João Azevedo Coutinho nº643, 2755-101 Parede Estatuto Editorial: Disponível em www.revistabusinessportugal.pt/estatuto-editorial Periodicidade: Mensal Março - 2023 Tiragem Média: 20.000 exemplares
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UMA MARCA CONCEITUADA E COM NOTORIEDADE EM TODO O PAÍS

A Revista Business Portugal visitou a “Catedral das Sandes”, o novo restaurante da marca “O Cabeças”, inaugurado no dia 21 de fevereiro, em Ermesinde. Em conversa, o proprietário, Saúl Sousa, deu-nos a conhecer a sua visão para os negócios, nomeadamente no que ao mundo da restauração diz respeito.

“Catedral das Sandes”, é assim que se intitula o mais recente restaurante da marca “O Cabeças”, situado num local privilegiado, uma vez que se encontra muito próximo da Igreja de Santa Rita, um dos santuários do Norte de Portugal mais visitados e alvo de peregrinação.

Este espaço foi inaugurado no passado dia 21 de fevereiro e aberto ao público, oficialmente, no dia 23. Embora o proprietário, Saúl Sousa, não tivesse feito uma forte aposta na divulgação, a verdade é que o dia de inauguração superou todas as suas expectativas, “a partir das 18h foi uma verdadeira loucura!”, começa por dizer,

“tinha convidado cerca de 20 pessoas e acabaram por aparecer mais de 2 000”, revela. Ainda assim, o entrevistado reconhece que esta enchente já era expectável, tendo em conta que “as pessoas já conhecem a marca e sabem com o que podem contar”.

Deste modo, aberto de segunda-feira a domingo, das 11h30 às 22h30, a “Catedral das Sandes” reúne todas as condições para proporcionar aos clientes que a visitam o melhor atendimento e, simultaneamente, a melhor experiência gastronómica, funcionando exatamente da mesma forma que as outras casas já existentes: o “O Cabeças”, em Matosinhos, e o “Armazém das Sandes”, em Rio Tinto.

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O CABEÇAS

“O cliente faz o pedido, efetua o pré-pagamento, pega no tabuleiro e, em cerca de dois minutos, é servido”, explica o proprietário.

Com capacidade para 80 lugares sentados, quer no interior, quer no exterior do restaurante, Saúl olha para o facto de trabalharem com serviço de self-service como uma mais-valia, uma vez que, “em média, os clientes ocupam a mesa durante 20 minutos, o que nos permite renová-la entre quatro a cinco vezes”.

O menu é exatamente igual em todos os restaurantes “O Cabeças” e o desta casa não é exceção, na medida em que os ex-líbris são, precisamente, as Sandes e os Pratos De Leitão.

Como é de conhecimento geral, o sucesso desta marca prende-se com a execução deste prato que, por um lado, na opinião do entrevistado, se deve, sobretudo, à sua experiência com o animal, “trabalho com o leitão desde os meus 14 anos de idade”, salienta, aproveitando para esclarecer que “há uns anos, o destaque do Prato ou da Sandes de Leitão era o molho picante”, contrariamente ao que acontece hoje em dia, em que “as bocas estão mais sensíveis” e, perante isso, têm tentado “fazer o equilíbrio entre o sal e a pimenta”. Por outra via, a qualidade do produto também é muito importante e é por esse motivo que, no “Cabeças”, se trabalha com o leitão tradicional, nomeadamente das zonas de Pombal e Leiria. A forma como este é confecionado é, igualmente, um aspeto que faz toda a diferença, sendo que, neste caso, o leitão é assado em fornos a lenha, feitos em barro, pois “o calor do barro absorve a humidade da pele, tornando-a mais estaladiça”, refere.

Apesar de “O Cabeças” estar associado ao leitão e ao porco no espeto, a finalidade deste projeto, segundo o proprietário, é “servir todos os clientes, independentemente dos seus gostos”.

E é por essa razão que também existem várias opções disponíveis para aqueles que não são propriamente amantes de leitão, tais como, o Prego Em Pão, a Bifana, o Cachorro à Cabeças e o Hambúrguer Açoriano, feito com o molho da pimenta da terra (típico dos Açores).

As sopas, nomeadamente, o Caldo Verde, o Caldo De Nabos e as Papas De Sarrabulho (confecionadas apenas durante o inverno) são, de igual modo, alguns dos pratos mais vendidos nos restaurantes “O Cabeças”, sendo que Saúl confessa mesmo que “há dias em que vendemos mais Caldo de Nabos, por exemplo, do que Sandes De Leitão, porque temos clientes que vêm cá apenas para comer uma sopa e uma fatia de broa”.

O profissionalismo e a vertente solidária

Para além da qualidade dos pratos, o sucesso de uma casa também se mede pelos seus profissionais. Nesse sentido, a “Catedral

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das Sandes” conta com 18 funcionários, que começaram por fazer formação nas outras casas. Saúl assume que, do seu ponto de vista, o mais importante não são os estudos, mas sim o facto de os seus colaboradores serem “educados, trabalhadores e atenderem bem os clientes”. Paralelamente, demonstra uma enorme preocupação para com o bem-estar da sua equipa, o que acaba por se traduzir num melhor ambiente e trabalho. Aliás, na opinião de Saúl, um dos maiores problemas enfrentados pelo sector da restauração, atualmente, é o facto de não haver muitas pessoas a querer enveredar pela área, precisamente por considerarem que não têm tempo livre para si e para os seus. Por ter isso em consideração, o entrevistado procura fazer uma boa gestão dos horários da sua equipa, de forma que a mesma trabalhe apenas as 40 horas semanais.

Faz, igualmente, parte do ADN desta casa, valores como a solidariedade e a preocupação com a comunidade em que está inserida, e é nesse sentido que “O Cabeças” procura marcar presença em vários eventos de caráter solidário. A título de exemplo, todos os anos, no dia 9 de maio, podem ser encontradas, na cidade de Coimbra, as carrinhas do “Cabeças”, com os seus profissionais, prontos para distribuir sandes e bebidas aos peregrinos. Aliás, “quem por lá passa sabe que, nesse dia, não precisa de gastar dinheiro em refeições”, salienta, sendo este um dos motivos pelos quais “O Cabeças” tem clientes espalhados um pouco por todo o país.

A chave para o sucesso e os projetos no horizonte No ano de 2021, “O Cabeças” foi distinguido enquanto “PME Excelência”, na categoria “Mais Crescimento”. Este reconhecimento é, para Saúl Sousa, motivo de orgulho e uma prova inequívoca de que “o trabalho árduo traz frutos”. Para além disso, aproveita para enaltecer o papel da sua família, em particular, da esposa e dos filhos, cujo apoio tem sido fundamental, ao longo desta “caminhada”. Apesar do sucesso alcançado, estagnar não faz parte dos planos do entrevistado. Pelo contrário, para o futuro, o empreendedor tem em vista a abertura de uma nova casa, situada na zona dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia, denominada de “A Senhora das Sandes” (em homenagem à Senhora da Saúde, sendo também esta uma zona que é alvo de muita peregrinação). Ao que tudo indica, este será o maior restaurante de sempre da marca, tendo em conta que irá ter, aproximadamente, 750 metros quadrados, uma frente de 35 metros e duas salas, com a particularidade de terem mesas em forma de pipos, com capacidade para um total de 250 lugares sentados. Quanto à inauguração deste espaço, está prevista para o início de 2024. Em suma, embora concentre a sua atividade no norte de Portugal, “O Cabeças” é uma marca conceituada e com notoriedade em todo o país. Aqueles que visitam qualquer um dos restaurantes de Saúl Sousa, não esquecem o quão bem recebidos são, acabando, mais tarde ou mais cedo, por regressar.

TAKE AWAY . CASA DOS LEITÕES | AV. Serpa Pinto, 537 | 4450 - 282 Matosinhos 91 554 94 94* 22 938 03 33** ARMAZÉM DAS SANDES | Av. da Conduta, 964 | 4435 - 485 Rio Tinto, Gondomar 22 018 94 09** . 93 445 38 55* CATEDRAL DAS SANDES | Rua das Herdades 25 | 4445-416 Ermesinde 22 013 22 85** PORCONOESPETO.OCABECAS_2004@HOTMAIL.COM
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(*Chamada para rede móvel nacional ), (**Chamada para rede fixa nacional)
“Porco no espeto e sandes de leitão no Cabeças já é tradição”

UMA EMPRESA FAMILIAR

QUE ATRAVESSA GERAÇÕES

A empresa J. Almeida e Filhos Lda está no mercado da Construção Civil há mais de cinco décadas, tendo estabelecido parcerias com várias empresas líderes de mercado, ao longo do tempo. Em entrevista, os irmãos Filipe e Fernando Almeida, falam sobre o percurso e o mais recente projeto.

Com uma vasta experiência profissional de mais de 50 anos, na área da Construção Civil e Obras Públicas, como descreve o percurso que têm vindo a traçar, ao longo de cinco décadas?

Esta é uma empresa familiar, fundada pelo nosso avô, Joaquim Almeida, e foi passando de geração em geração. Do meu avô, passou para o nosso pai, Domingos Almeida, e o nosso tio, Serafim Almeida, e, posteriormente, para mim e para o meu irmão, Fernando Almeida.

Neste momento, já contamos com mais de 50 anos de existência e considero que fomos acompanhando o próprio estado do mercado, com os seus altos e baixos, naturalmente. Tem sido um percurso linear, em que fomos crescendo de forma sustentada e com os pés bem “assentes na terra”. Para além de mim e do meu irmão, temos uma pessoa no escritório, que colabora connosco, e conseguimos gerir a empresa dessa forma. Acompanhamos de perto todos os projetos, os clientes e satisfazemos as suas vontades e necessidades, no que às obras diz respeito.

Em concreto, que serviços é que disponibilizam aos clientes?

Fazemos tudo o que está inerente à Construção Civil, desde estruturas em betão armado, serviços de pedreiro, trolha, pintor e carpinteiro. No que está relacionado com as especialidades, como eletricidade, pichelaria, ventilação, entre outras, trabalhamos com empresas parceiras, dentro dessas áreas, que colaboram nas nossas obras. Portanto, fazemos remodelações, construímos prédios de pequena e média dimensão, moradias, e outro tipo de edifícios que os clientes solicitem.

Recentemente, têm apostado fortemente na inovação e nas melhores técnicas e capacidade de resposta. São fatores como este que atraem clientes que são líderes de mercado para a vossa empresa?

Penso que sim. Nós trabalhamos bastante para o sector particular e temos alguns parceiros que são, sem dúvida, líderes de mercado, e confiam na qualidade do nosso trabalho, como a Caixa Geral de Depósitos, a Altice e a DGES. No passado, também trabalhámos com uma série de outras entidades, como a Santa Casa da Misericórdia, por exemplo. Focamo-nos em toda a área do norte do país e acredito que é a qualidade do nosso trabalho e atendimento que atrai os clientes. Para além disso, o “passa a palavra” ajuda muito a promover este negócio. A proximidade que temos com o cliente, a atenção que lhe concedemos e a preocupação em apresentar um serviço de excelência são o que nos garante. Criámos, garantidamente, amizade com os nossos clientes.

Um dos mais recentes projetos que realizaram foi a construção de um dos restaurantes da marca “O Cabeças”, a Catedral das Sandes, em Ermesinde. Qual foi o papel que desempenharam nesta obra?

Esse foi um projeto que nos deu muito gosto de fazer, bem como outros, nomeadamente, a construção do Restaurante em

Matosinhos e do Armazém das Sandes, em Rio Tinto, anteriormente executados. É fácil trabalhar com o Saúl Sousa, o proprietário, e ele é uma pessoa que tem muitas ideias e muita originalidade. No terreno onde construímos o restaurante, em Ermesinde, estava situado um café antigo e, portanto, o espaço foi praticamente todo remodelado e construímos tudo de raiz. O resultado foi muito positivo, está uma construção moderna e eficiente, o que nos deixa bastante satisfeitos.

Para terminar, como é que olham para o futuro da empresa? No futuro, pretendemos continuar a estabelecer relações de confiança com o cliente, apostando no atendimento de excelência e na qualidade de serviço, como temos feito nas últimas décadas. Gostaríamos de ser reconhecidos como uma empresa familiar, que cumpre o seu trabalho e que satisfaz aqueles que nos procuram.

918 758 534

geral@jalmeidalda.pt

www.jalmeidaefilhosempreiteiros.pt

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J. ALMEIDA E FILHOS LDA
Fernando Almeida e Filipe Almeida, Sócios-Gerentes

LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

No dia 8 de março comemorou-se, mais uma vez, o Dia Internacional da Mulher. Como acontece anualmente, as pessoas aproveitam o dia para elogiar e homenagear as mulheres que fazem parte da sua vida e aquelas que admiram, a nível pessoal ou profissional.

De facto, as mulheres representam um papel de elevada importância na sociedade e no mundo dos negócios, mas não devemos esquecer-nos que devem ser valorizadas e, acima de tudo, respeitadas, todos os dias do ano, quer no seio familiar, como no local de trabalho.

Como já pudemos compreender, apostar na liderança no feminino é uma enorme mais-valia para as empresas. Dentro dos pontos fortes que caracterizam as mulheres líderes, estão a flexibilidade, a criatividade, a sensibilidade, o foco, a determinação, o talento, entre outros, que devem ser aproveitados.

Ainda assim, as mulheres continuam a enfrentar algumas barreiras, no que diz respeito ao acesso a cargos de líder, e nem sempre conseguem afirmar-se no local de trabalho, por conta de preconceitos ou estereótipos que, infelizmente, ainda existem.

Ao longo de vários anos, a Revista Business Portugal trouxe até si vários casos de mulheres empoderadas e empreendedoras, que conseguiram encontrar o seu lugar e impor-se no contexto empresarial, servindo como inspiração para muitas outras pessoas. Por isso, nesta edição, trazemos as histórias de algumas mulheres que são verdadeiros exemplos a seguir.

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AEMINHO ORGANIZA JANTAR-DEBATE SOBRE LIDERANÇA NO FEMININO

A Revista Business Portugal esteve presente no jantar-debate sobre o tema “Liderança no Feminino”, organizado pela AEMINHO. As oradoras Paula Mainini, Patrícia Vasconcelos, Maria José Fernandes e Patrícia Santos partilharam os seus pontos de vista, acerca do papel de líder desempenhado pela mulher.

No passado dia 8 de março, a AEMINHO (Associação Empresarial do Minho) celebrou o Dia Internacional da Mulher, dando a conhecer ao público alguns casos de sucesso de liderança no feminino. O evento, organizado pela instituição e tendo como anfitrião Ricardo Costa, Presidente da AEMINHO e CEO do Grupo Bernardo da Costa, consistiu num jantar-debate, que contou com a presença das oradoras Paula Mainini, CEO da FEMA Transports & Logistics, Patrícia Vasconcelos, CEO da CaetanoBus, Maria José Fernandes, Presidente do IPCA (Instituto Politécnico do Cávado e Ave), e Patrícia Santos, CEO da Zome Internacional. Já José Teixeira, Presidente do Grupo DST, desempenhou o papel de moderador do debate. Na plateia, estiveram mais de 150 pessoas, que se juntaram na A Colunata Eventos, no Bom Jesus, em Braga, onde tiveram a oportunidade de ouvir histórias

verdadeiramente inspiradoras. Durante o debate, as empresárias partilharam algumas das suas experiências profissionais e os desafios que ultrapassaram, ao longo da evolução das suas carreiras, e abordaram variados temas, como a discriminação de género nas empresas, a ascensão das mulheres a cargos de liderança, e a conjugação entre a vida pessoal e profissional. Estas partilhas inspiraram a plateia que era composta, maioritariamente, por mulheres. Luís Montenegro, Presidente do Partido Social Democrata (PSD), fez também parte do leque de convidados do serão e ficou encarregue do encerramento do evento, aproveitando para saudar, na primeira pessoa, as mulheres do painel, e deixando uma mensagem de “respeito e confiança, no papel que as mulheres podem ter no desempenho de funções, sejam elas de que natureza forem e em regime de equidade de género”.

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AEMINHO
Ricardo Costa, Presidente da AEMINHO José Teixeira, Patrícia Santos, Paula Mainini, Maria José Fernandes e Patrícia Vasconcelos Luís Montenegro, Presidente do PSD Ricardo Rio, Presidente CM Braga

UM PROJETO PENSADO PARA DAR RESPOSTAS INTEGRADAS E MULTIDISCIPLINARES

Fátima Nunes é Diretora e Psicológa Clínica do Instituto do Desenvolvimento e apresenta uma vasta formação, em vários campos da Psicologia, como a psicoterapia de crianças e adultos, a especialização na área do autismo, entre outros. Em entrevista à Revista Business Portugal, falou sobre a importância da preservação da saúde mental e da afirmação feminina no mundo dos negócios.

A Dr.ª Fátima tem uma vasta formação e experiência em diversas áreas e campos da Psicologia. Como surgiu o interesse por estas temáticas na sua vida? Criar um projeto como o Instituto do Desenvolvimento sempre esteve nos seus planos?

A Psicologia surgiu, desde muito cedo, como um interesse, nomeadamente, através de um professor de Psicologia cego. Como delegada de turma, passava mais tempo com ele, e fiquei fascinada pela área.

O autismo foi onde, inicialmente, foquei o meu interesse e, por isso, fui para os EUA, para me especializar. Tornei-me Psicoterapeuta, com a formação que fiz para tal. Continuo a estudar e a manter-me atualizada pois, se assim não for, paramos no tempo e não podemos dar respostas eficazes aos nossos pacientes, que nos confiam a sua saúde mental.

O Instituto do Desenvolvimento foi um projeto pensado para

dar respostas integradas e multidisciplinares aos meus pacientes. Foi pensado com muito carinho, sempre mantendo o foco em quem nos procura e dando o melhor de nós a quem confia em nós.

Enquanto Diretora e Psicóloga Clínica, qual é a principal missão e propósito do Instituto? Que especialidades disponibilizam aos pacientes e que mais-valias é que estas têm trazido para a vida dos mesmos?

O Instituto do Desenvolvimento é uma clínica que se assume como uma resposta especializada, na área do Desenvolvimento e da Saúde Mental e Física, composta por uma equipa multidisciplinar qualificada/especializada. A equipa clínica intervém, respeitando as características e idiossincrasias de cada individuo e atuando em todas as etapas do desenvolvimento: crianças, adolescentes, adultos e séniores.

10 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | INSTITUTO DO DESENVOLVIMENTO
Fátima Nunes, Diretora e Psicológa Clínica

O Instituto tem um compromisso de responsabilidade social baseado na transparência da sua atividade e na conciliação entre a prestação de cuidados e o envolvimento, motivação e satisfação de todos os intervenientes, colaboradores, clientes, familiares e parceiros.

Pensando naqueles que, por alguma razão, estão mais fragilizados, promovemos iniciativas a diversos níveis, sempre com a preocupação de contribuir para a formação dos nossos colaboradores e para uma sociedade mais saudável e solidária, seguindo o lema “Um Desenvolvimento em Forma de Sorriso”.

Temos especialidades médicas e não médicas, desde a Psiquiatria, Pedopsiquiatria, Neurologia, Neuropediatria, Pediatria, Fisiatria, Ortopedia, Medicina Geral e Familiar, Psicologia, Terapia da Fala, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Podologia, Nutrição, Audiologia, Psicomotricidade e Educação Especial.

Dentro da Psicologia, temos a Psicoterapia e a Neuropsicologia, com todas as vertentes interventivas, mas deixo a ressalva para consultarem o nosso site, onde temos todas as especialidades descritas, bem como os profissionais excelentes que trabalham connosco. Para além disso, temos a descrição dos treinos intensivos em diferentes áreas e com resultados evidentes, e o tipo de técnicas e intervenção na nossa piscina de água quente, onde são usadas técnicas distintas para diferentes patologias, ou apenas para relaxamento, que é tão importante. Este é um conceito de saúde totalmente integrado, com respostas eficazes e profissionais de excelência, que representam totalmente a humildade e honestidade profissional e humana, a quem estou muito grata.

Considera que as pessoas dão cada vez mais importância à preservação da saúde mental?

Felizmente, sim. Há uns anos, as pessoas não acreditavam na doença mental. Ou eram casos severos, ou era considerado mania, cisma, vontade de não fazer nada, enfim... O estigma estava muito presente, assim como a vergonha de dizer que se ia ao psicólogo e ao psiquiatra, e o não querer sequer ser visto a entrar para o consultório. Hoje, apesar de ainda existirem alguns casos, há, sem dúvida, uma maior abertura para a aceitação da doença mental e a procura mais precoce de ajuda. Espero que continue este registo de entendimento, de que sem saúde mental não há saúde física, e vice-versa.

No seu ponto de vista, esta questão devia ser mais valorizada no contexto empresarial?

Não tenho dúvida nenhuma. Funcionários e chefias assertivos com saúde mental, são mais eficientes, mais proativos e mais empenhados nas suas funções, logo, há um aumento de produtividade. Ganham todos com isso, a empresa trabalha melhor, aumenta os rendimentos e poderá aumentar os ordenados, ou premiar os trabalhadores pela sua eficácia. Pessoas felizes produzem mais.

Uma vez que é mulher, empreendedora e desempenha um cargo de líder, qual é a sua visão sobre a afirmação das mulheres no mundo dos negócios?

As mulheres, pela sua polivalência e criatividade, conseguem criar cenários laborais de grande eficácia. Tem sido uma luta para chegar a cargos de chefia, apesar de, cada vez mais, as empresas apostarem nas mulheres para cargos de liderança. Ainda se sente

que não há equidade entre o número de chefias homens e mulheres e os vencimentos para os mesmos cargos também são diferentes, já menos notório, mas ainda existe.

Ainda há um caminho a percorrer, mas com a união entre mulheres penso que se conseguirá criar um equilíbrio justo.

Acredita que estas têm mais dificuldade do que os homens em alcançar posições de liderança?

Disso não tenho dúvida, e existem sectores empresariais em que isso é muito notório. E para conseguirem um cargo de liderança, têm de ter o dobro do esforço, não pela falta de competência, mas porque ainda precisamos de provar que somos realmente eficientes e capazes de ocupar os mesmos cargos, com a mesma capacidade para atingir os números que agora são exigidos. Cada vez mais, tudo são números, as pessoas são números, vidas são números... espero, realmente, que algo mude nos próximos anos e que as pessoas passem a ser respeitadas como tal.

geral@institutododesenvolvimento.pt

www.institutododesenvolvimento.pt

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 11 INSTITUTO DO DESENVOLVIMENTO | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

“UMA EQUIPA QUE SE SENTE SEGURA E VALORIZADA CRESCE COM O SEU LÍDER”

Manuela Caçador, CEO da Postura Exemplar, confessa em entrevista que está consciente que é um exemplo, não só para a sua dream team, mas também para todos os clientes. E sublinha que os valores que norteiam a sua performance são: rigor, integridade, transparência, inovação e o valor acrescentado.

inspirar as tarefas e funções distribuídas, e defender com coragem um não firme sempre que necessário. Uma equipa que se sente segura e valorizada cresce com o seu líder.

Caracterizados pelo profissionalismo e pela experiência, que outros fatores vos distinguem no mercado? Quais os valores pelos quais a equipa se rege e a missão que pretendem cumprir?

A empresa Postura Exemplar está no mercado desde 2016, consolidada no sector da Contabilidade e Engenharia Financeira. Em concreto, que serviços e soluções disponibilizam ao cliente?

O cliente que nos procura valoriza ferramentas de gestão e exige de si um adequado cumprimento das obrigações estatutárias, fiscais e contabilísticas. Assim, oferecemos um pack de consultoria e contabilidade integrado, que se distingue do tradicional serviço de contabilidade. Em engenharia financeira, apresentamos um conjunto soluções que incluem formação inicial em obrigações legais e o financiamento de capitais alheios, acedendo a fundos estruturais europeus, que nos tornam o parceiro de referência para empreendedores.

Enquanto CEO, que cunho procura imprimir na sua liderança? No seu ponto de vista, que características deve ter um bom líder, nomeadamente, nesta área?

A condução de uma empresa de sucesso, obriga a uma atitude coerente e honesta. Como CEO, estou consciente que sou um exemplo, não só para a minha dream team, mas também para todos os clientes. Manter uma “postura exemplar” nem sempre é prazeroso, mas obrigo-me a um cunho positivo e transparente no dia a dia. Concretamente nesta área, defender valores com pensamento crítico num mercado liderado pela guerra de preços, num país com um contexto de liderança maioritariamente masculino e conservador, é um desafio constante. Assim, um bom líder, deve construir o seu oceano azul com confiança, comprometido com a sua equipa. Liderar com foco nos objetivos,

A principal solução que nos distingue dos demais gabinetes desta área é a gestão do risco tributário, nomeadamente a contínua identificação e gestão dos riscos e desafios decorrentes da função fiscal. A internacionalização da empresa, em mercados como Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Reino Unido, EUA, Colômbia e México e a implementação de ferramentas digitais para marcar presença junto destes clientes valida definitivamente a nossa diferença. Por outro lado, utilizamos a engenharia financeira na criação de planos de negócios, processos e procedimentos de gestão e concretização de candidaturas a fundos estruturais, como por exemplo, a assessoria ao Município de Ponte de Lima no âmbito do programa 1º Direito, IPSS´s e o setor do Turismo, no âmbito do PT2020, PRR e PT2030. A dream team rege-se sempre por uma “Postura Exemplar”: rigor, integridade, transparência, inovação e pelo valor acrescentado. Todos os dias procuramos contribuir para uma melhoria contínua da capacidade de gestão de todos os nossos clientes.

Depois de mais de meia década de existência, que objetivos pretendem concretizar e como é que perspetivam os próximos anos?

Temos um grande sonho: Ser uma referência nacional e internacional, em termos de qualidade e inovação, nos serviços de contabilidade e empreendedorismo, quer de empresários portugueses ou investidores estrangeiros. Penso que o número de empreendedores conscientes de necessidade de gestão tende a crescer nos próximos anos, assim prevejo a entrada em velocidade cruzeiro de uma empresa que dinamicamente cresce por si.

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Manuela Caçador, CEO
LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | POSTURA EXEMPLAR

“SINTO-ME FELIZ E MOTIVADA PELOS DESAFIOS QUE ME TÊM SIDO COLOCADOS”

Sónia Chagas Ratinho tem construído uma carreira de sucesso no Grupo Azevedos e, recentemente, assumiu o cargo de Public Relations & Communication Manager. Em entrevista, mostra-se confiante e empenhada, relativamente às novas responsabilidades e ao futuro.

Gostaríamos de começar por conhecer o seu percurso pessoal, académico e profissional. O que nos pode contar sobre o caminho que tem percorrido?

Considero-me uma pessoa alegre, feliz e com uma enorme vontade de viver. Em poucas palavras, de bem com a vida! Sou mãe de três filhas lindas, que me desafiam todos os dias e me ajudam a crescer e a ser mais forte para enfrentar os desafios pessoais e profissionais.

Academicamente, desde cedo decidi que queria algo na área das ciências, o que acabou por acontecer, ao formar-me em Química Tecnológica. Depois de diferen-

tes experiências profissionais, em distintas empresas, constatei que valorizava muito o trabalho em equipa e a importância da comunicação.

Surgiu, então, a oportunidade de iniciar uma carreira comercial, como Key Account Manager na área de química industrial e, posteriormente, como Delegada de Informação Médica (DIM), numa multinacional americana, o que reforçou o meu gosto pelas pessoas e pela comunicação. Entretanto, licenciei-me em Marketing e Comunicação Empresarial, pois senti a necessidade de alicerçar o meu percurso profissional. Por fim, e depois de ingressar nos Laboratórios Azevedos, também como

DIM, fui progredindo dentro do Grupo, em concreto, no Departamento de Marketing: passei pelo Market Research, fui responsável por diversas marcas, e, mais recentemente, pelos Genéricos Azevedos. Hoje lidero, com muita satisfação pessoal e profissional, as Relações Públicas e Comunicação da empresa.

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | GRUPO AZEVEDOS
Sónia Chagas Ratinho, Public Relations & Communication Manager
“Considero-me uma pessoa alegre, feliz e com uma enorme vontade de viver.
Em poucas palavras, de bem com a vida!”

Trabalha no Grupo Azevedos há cerca de 19 anos, onde tem vindo a construir uma carreira de sucesso, evoluindo dentro da empresa. Recentemente, abraçou o novo cargo de Public Relations & Communication Manager . Como está a ser o desafio? Quais as mais-valias de trabalhar no Grupo?

A marca Azevedos faz 250 anos em 2025. É uma marca portuguesa icónica, de capital 100% português, que muito me orgulha e que, na verdade, acredito que muito orgulha quem prescreve os nossos produtos, quem recomenda as nossas marcas nas farmácias e, também, quem as utiliza diariamente.

Como referi, nos Laboratórios Azevedos tenho tido as oportunidades que me têm permitido crescer profissionalmente e eu sinto-me feliz e muito motivada pelos desafios que me têm sido colocados. Mas, no fundo, nada me dá mais satisfação do que constatar que a marca Azevedos se assume, cada vez mais, como uma marca de relevo, considerada pelos nossos parceiros.

O Grupo Azevedos produz medicamentos há quase 250 anos e é reconhecido pela solidez e pela abordagem integral perante a cadeia de medicamentos. Em termos de comunicação, quais as estratégias que utilizam para se destacarem no mercado?

Certamente que a longevidade e a robustez do Grupo, a par da visão integrada da cadeia do medicamento, são eixos sempre presentes nos nossos planos e que permitem manter o crescimento dos Laboratórios Azevedos bem acima da média do mercado, minimizando roturas e potenciando as oportunidades.

Num sentido holístico, em termos comunicacionais, temos diferentes vias, respeitando, obviamente, os públicos-alvo e as necessidades do nosso portfólio, bem como o valor estratégico e o propósito de cada uma das nossas marcas. Assim sendo, destaco a comunicação através das nossas equipas de visita médica e farmacêutica, cuja missão é apresentar as características e benefícios dos nossos produtos. Por outro lado, temos algumas marcas icónicas e bem conhecidas em Portugal, como Vomidrine, medicamento para a prevenção e alívio do enjoo de viagem, uma marca portuguesa, líder da sua categoria, produzida e promovida em Portugal, e isto orgulha-nos todos os dias!

No seu ponto de vista, quais são os fatores que distinguem a equipa e quais os valores pelos quais a mesma se rege?

Vivemos um período entusiasmante, desde há dois anos, na operação portuguesa do Grupo onde me integro, período esse de transformação, que pretende capitalizar a experiência e a história da nossa marca, das pessoas e respetivas equipas. Todo o saber acumulado, desde a produção do 1º medicamento em Portugal, passando pela participação no prémio Nobel de Medicina, atribuído ao Dr. Egas Moniz, até à inovação de vanguarda instalada na nossa unidade industrial, a Sofarimex, influencia-nos positivamente, tal a força deste legado.

A força da história impulsiona a nossa ambição e os resultados provam-no, pois temos uma estratégia bem definida e clara, com o evidente destaque para o valor das nossas marcas comerciais, desde Vomidrine, Nimed Gel e Dolenio, entre outras. Em paralelo, promovemos, ativamente, o trabalho em equipa e a responsabilização construtiva das pessoas, assim como o seu desenvolvimento.

No que diz respeito à progressão de carreira e à afirmação no mundo dos negócios, considera que ainda há uma discrepância entre homens e mulheres? Que medidas é que as empresas

poderiam implementar, para que houvesse mais paridade?

Pessoalmente, espero conseguir contribuir positivamente para uma equidade e equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, em que nos podemos afirmar nas nossas carreiras profissionais, independentemente do género, sem termos de abdicar da vida pessoal. No fundo, sem abdicar do tempo necessário e de qualidade com os que nos são mais próximos.

Atualmente, os Laboratórios Azevedos apresentam um rácio de 50/50 na sua equipa de liderança comercial, equipa essa em processo de renovação constante e que, baseado no mérito individual, se posiciona de forma competitiva, íntegra e bem alinhada com o passado e o propósito do Grupo.

Para terminar, como é que imagina o seu futuro e que objetivos pretende concretizar, pessoal e profissionalmente?

A nível profissional, e sem quaisquer dúvidas, ambiciono cumprir e superar os objetivos das minhas novas responsabilidades, que culminará na celebração do 250º aniversário da marca Azevedos, em 2025, reforçando o seu valor e o seu reconhecimento por parte dos seus públicos, consumidores e parceiros. A nível pessoal, simplesmente, poder contribuir para a felicidade dos que me rodeiam.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 15
GRUPO AZEVEDOS | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO
16 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL
DIA NACIONAL DO DOENTE COM AVC . DIA MUNDIAL DA SAÚDE
Mar.
Especial Saúde

A REABILITAÇÃO DE UM SOBREVIVENTE

DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

agravamentos, contribuindo para a melhoria ou manutenção da qualidade de vida possível, e evitando, também, o surgimento de acrescidos problemas de saúde. Ou seja, o que podem ser cada vez maiores encargos sociais e económicos.

A Portugal AVC - União de Sobreviventes, Familiares e Amigos (www.portugalavc.pt) é uma associação que, muito genericamente, exerce ação, principalmente, em dois pilares fundamentais:

• contribuir para a resposta às necessidades sentidas pelos sobreviventes de AVC, seus familiares, cuidadores, e outros;

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), sendo um evento de saúde de instalação súbita, imprevisto, que, mesmo quando tratável, tem uma janela temporal muito curta e em que todos os minutos podem decidir o curso de uma vida, pode provocar um forte abalo e uma terrível confusão. Diz-se com muita propriedade, que todas as pessoas próximas “sofrem” um AVC. Nunca tendo sido uma “doença (só) de velhos”, parece que as pessoas atingidas em idades jovens, em plena vida ativa, vão sendo cada vez mais.

A reabilitação de um sobrevivente de AVC está dependente de dois pontos essenciais: os cuidados de fase aguda (que tentam reverter ou diminuir significativamente as sequelas) e os cuidados de acompanhamento e de reabilitação.

Reabilitação que deve ser coordenada, multidisciplinar, atempada, sem limites de tempo estandardizados, no sentido de ser obtida a maior eficácia possível. Mas que, infelizmente, não chega à maioria de sobreviventes (e, consequentemente, familiares), porque é muito importante que seja encarada, a começar pelo Estado, não como um custo, mas como um investimento, com claro retorno no futuro.

Se começar logo após um AVC, pode marcar a diferença entre continuar a ser um cidadão contribuinte ativo, sentindo-se útil à sociedade, ou mais um sujeito passivo da Segurança Social, por largos anos, e com os prováveis problemas de saúde, também no âmbito da saúde mental, que podem advir.

Na dita fase crónica, é comum sobreviventes de AVC e familiares sentirem que são abandonados à sua sorte, num período já de si difícil, muitas vezes de consciencialização que a vida mudou, com as depressões e outros problemas psicológicos presentes. Ao longo da vida, o sobrevivente de AVC pode precisar da continuidade da reabilitação. Evitando, tão comuns, regressões e

• a promoção e a participação em iniciativas que visem contribuir para a prevenção do AVC e suas consequências, ou seja, não é por nos ter acontecido, que nós aceitamos que outros passem pela mesma experiência, antes pelo contrário!

Dia Nacional do Doente com AVC

Comemorado a 31 de março, o Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral (AVC) foi instituído no ano de 2003, com o objetivo de sensibilizar a população para a realidade da doença em Portugal e promover a melhoria das práticas profissionais de saúde, incentivando uma dinâmica que conduza a novas atitudes.

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DIA NACIONAL DO DOENTE COM AVC | REABILITAÇÃO EM SOBREVIVENTES DE AVC
Dr. António Conceição Presidente da Portugal AVC

EQUIDADE NO ACESSO DOS SOBREVIVENTES DE AVC AOS CUIDADOS DE REABILITAÇÃO

O AVC continua a ser, na atualidade, uma das principais causas de morte e incapacidade na Europa, prevendo-se que a sua incidência não diminua na próxima década, o que poderá dever-se, entre outros fatores, ao envelhecimento crescente da população. A iniciativa European Stroke Action Plan 2018-2030, identificou metas globais até 2030, para implementar em todos os países medidas que visam controlar a sua incidência, prevalência e as suas consequências. O Estado Português subscreveu este plano e, em 2021, a Assembleia da República recomendou ao Governo a definição e implementação de uma estratégia de acesso aos cuidados de reabilitação para os sobreviventes de AVC. Em Portugal, há cerca de 20.000 novos sobreviventes de AVC por ano, dos quais 35-40% necessitam de programas de reabilitação especializados, em que a precocidade, a intensidade e a especialização, são determinantes para o sucesso da intervenção terapêutica, orientada para as sequelas motoras, cognitivas, da comunicação, da deglutição e sensoriais.

É fundamental uma mudança nas políticas de saúde que promova a criação de uma estratégia nacional, envolvendo toda a cadeia de cuidados, desde a prevenção primária até à vida após o AVC. Uma parte fundamental desta estratégia deve envolver os cuidados de reabilitação que acompanham o sobrevivente de AVC, desde a fase aguda até à sua integração na sociedade.

As equipas multiprofissionais de reabilitação são coordenadas por médico especialista em medicina física e de reabilitação e devem incluir todos os profissionais (terapeuta da fala, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, enfermeiro de reabilitação, neuropsicólogo, nutricionista, assistente social, médico fisiatra).

Concomitantemente, devem estar organizadas desde a fase aguda,

com cuidados de reabilitação, desde o primeiro dia. Estas equipas são responsáveis por definir o circuito do sobrevivente de AVC, o seu destino após a alta, a tipologia de cuidados mais adequada para a gravidade e quadro clínico e garantir a continuidade de cuidados até ao regresso à comunidade.

É urgente investir na constituição destas equipas nos hospitais de agudos, a criação de camas de reabilitação nestes hospitais para a continuidade pós-aguda imediata, a criação de mais centros especializados de reabilitação, com programas de fase subaguda, intensivos e abrangentes e uma melhor articulação com a reabilitação de base na comunidade, garantindo que nos cuidados de saúde primários a reabilitação mantenha o seu caráter diferenciado.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 19
REABILITAÇÃO EM SOBREVIVENTES DE AVC | DIA NACIONAL DO DOENTE COM AVC
Dr. Renato Nunes
de:
Médico Fisiatra, Diretor do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada, Porto, Coordenador da Unidade de Reabilitação de AVC Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação Coordenador da Secção de Reabilitação do AVC da SPMFR
Com o apoio

25 ANOS DE ENSINO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE

A Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior faz 25 anos, desde a sua criação. Foi resultado da decisão do governo de então, de criar duas novas faculdades de medicina, uma das quais situada no interior do país. Entre as várias candidaturas, a UBI conseguiu. A inovação que, quer o curso de Medicina da Universidade do Minho, quer o curso de Medicina da Universidade da Beira Interior, trouxeram ao ensino da medicina, antecipou o processo de renovação pelo qual todas as Escolas Médicas portuguesas passaram, nos últimos anos. A preparação dos médicos formados nas escolas portuguesas é reconhecida como de muito boa qualidade, mesmo internacionalmente. A presença do curso de Medicina e de outros cursos de Ciências da Saúde; Ciências Biomédicas, Ciências Farmacêuticas e Optometria, na Universidade da Beira Interior, bem como do Centro e Investigação em Ciências da Saúde, trouxe desenvolvimento e contribuiu para melhorar a coesão territorial e também ajudou a elevar a qualidade dos cuidados de saúde da região. A ausência de algumas reformas no campo do Serviço Nacional de Saúde, associado a modelos anacrónicos de contratação de recursos humanos, não permitiu, até agora, a completa expressão do grande potencial. Agora, espera-se que a criação dos Centros Académicos Clínicos, entre os quais o das Beiras, decidida em 2017, pelo Governo, venha permitir o aperfeiçoar do aproveitamento das sinergias e recursos existentes entre as Escolas de Saúde, os Centros de Investigação em Saúde e as instituições de Saúde de Cuidados Primários e Hospitalares. Estou convicto que esta frente de ação pela saúde pode, de facto, contribuir para melhorar as condições de saúde dos portugueses, permitindo que ocorra uma verdadeira medicina personalizada, isto é, assente nas necessidades das pessoas e nas suas particularidades, sejam estas genéticas, sociais, ambientais, geográficas, ou qualquer outra e de qualquer natureza: preventiva, curativa ou de reabilitação.

A ideia dos Centros Académicos Clínicos é virtuosa. Apesar de existirem e terem demonstrado grande sucesso em muitos países,

os modelos são diversos e necessariamente adaptados a cada país e à sua realidade, o modelo português precisa, primeiramente, que ocorra adequação legislativa para permitir o desenvolvimento do ecossistema, resultante da interface entre a Investigação, o desenvolvimento e capacitação dos profissionais e a prestação de cuidados de saúde. Do nosso lado, seja em Viseu, na Guarda, na Covilhã ou em Castelo Branco, nas cidades, nas vilas e aldeias, nesta parte interior do centro do país, iremos continuar a relacionarmo-nos com as comunidades, as autarquias, as instituições, as empresas, a contribuir para o avanço da ciência, para a prestação de serviços à comunidade, para os cuidados de saúde e da doença com a maior qualidade, assegurando que ao cidadão das nossas regiões sejam dadas as melhores condições que a ciência possa oferecer.

Dia Mundial da Saúde

O Dia Mundial da Saúde é celebrado, anualmente, a 7 de abril.

A data foi escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1948, aquando da organização da primeira assembleia da OMS. Desde 1950 que, no dia 7 de abril, se celebra o Dia Mundial da Saúde.

O Dia Mundial da Saúde é uma oportunidade única de alertar a sociedade civil para temas-chave na área da saúde, que afetam a humanidade, além de desenvolver atividades com vista à promoção do bem-estar das populações, tal como a promoção de hábitos de vida saudáveis.

Nas escolas portuguesas realizam-se várias atividades escolares para incutir aos alunos a importância da manutenção de um estilo de vida saudável.

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DIA MUNDIAL DA SAÚDE | FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DA UBI
Miguel Castelo-Branco, Professor Catedrático e Presidente da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior

Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior

Oferta Formativa:

Cursos de Licenciatura, Mestrados Integrados e Mestrado

• Medicina (Mestrado Integrado)

• Ciências Farmacêuticas (Mestrado Integrado)

• Ciências Biomédicas (Licenciatura e Mestrado)

• Optometria e Ciências da Visão (Licenciatura e Mestrado)

Doutoramentos

• Medicina

• Ciências Farmacêuticas

• Biomedicina

Pós-graduações e cursos de curta duração não conferentes de grau

• Hidrologia e Climatologia

• Tele-saúde

• Ventilação Não Invasiva

• Curso Prático de Microscopia de Fluorescência

• Análise de Imagem do Gene à Proteína: Uma Abordagem Prática

• Curso Prático de Grau em Metabolómica por Ressonância Magnética Nuclear: Princípios, Métodos e Aplicações

• Desenvolvimento de Fármacos a Partir de Biodiversidade Vegetal

• Farmacovigilância e Segurança do Medicamento

• Descoberta ao Desenvolvimento Pré-Clínico de Fármacos

• Curso Avançado de Resistência a Antimicrobianos

RECURSOS

• Centro Académico Clínico das Beiras (CACB)

• Centro de Coordenação da Investigação Clínica das Beiras (C2ICB)

• Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS-UBI)

• Centro Clínico e Experimental de Ciências de Visão (CCECV)

• Biobanco

• Unidade de Farmacovigilância

• Museu Memórias da Saúde

Mais informações: www.fcsaude.ubi.pt | www.ubi.pt

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 21

O Mieloma Múltiplo (MM) é uma doença oncológica do sangue. Apesar de ser considerada uma doença rara, na Europa são diagnosticados anualmente cerca de 39.000 doentes com esta patologia e prevê-se que a sua incidência aumente para mais de 43.000 até 2030. É a terceira doença hematológica mais comum, a seguir às leucemias e aos linfomas. Em Portugal, o Grupo Português de Mieloma Múltiplo recolheu dados que foram apresentados no Congresso Europeu de Hematologia em 2020 e apurou que surgem cerca de 700 novos casos de Mieloma Múltiplo por ano, sendo que a sua incidência é ligeiramente maior em homens e é mais frequente a partir dos 65 anos, com uma mediana de aparecimento aos 67 anos de idade. É um cancro que surge por alteração de um tipo de células imunes que existem na medula óssea, os plasmócitos. Estes plasmócitos alterados passam a produzir um anticorpo disfuncional, chamado proteína M que, ao depositar-se em diversos órgãos, pode causar sintomas e alterações analíticas. Adicionalmente, os plasmócitos da doença acumulam-se na medula óssea e excluem as células sanguíneas saudáveis, podendo causar diminuição da produção das células do sangue, originando anemia ou diminuição da contagem dos glóbulos brancos ou plaquetas. Também os anticorpos normais são produzidos em menor quantidade e as pessoas ficam imunodeprimidas (mais suscetíveis a infeções). A proliferação dos plasmócitos clonais na medula óssea causa ainda fragilidade do próprio osso e os doentes com MM têm frequentemente dores ósseas e maior risco de fraturas. A dor é o sintoma mais frequente e, em alguns casos, o diagnóstico é feito após fraturas. Os ossos mais envolvidos são as vertebras, as costelas, o crânio e os ossos longos.

No entanto, na maioria dos casos, é uma doença silenciosa e os seus sintomas são pouco específicos e podem, muitas das vezes ser desvalorizados, até que exista uma análise ao sangue ou urina que demonstre a presença da proteína M no sangue, na urina ou em ambos. Os sintomas podem ainda incluir:

• Cansaço persistente devido a anemia ou insuficiência renal

• Infeções recorrentes não explicadas, tais como pneumonia

• Perturbações do Sistema nervoso como polineuropatia periférica

• Falta de ar ou evidência de insuficiência cardíaca ou renal.

Para o diagnóstico de MM é necessário quantificar a proteína M no sangue na urina, assim como fazer uma avaliação da medula óssea (MO) para que se quantifiquem e estudem os plasmócitos que originam esta doença. A avaliação da MO é feita através de um mielograma e de uma biopsia ósteo-medular. Por fim, é ainda importante avaliar a estrutura do próprio osso, recorrendo a métodos de imagem como a Tomografia Computorizada (TC), a Ressonância Magnética (RM) ou mesmo técnicas de imagem funcional como a Tomografia de Emissão de Positrões associada à TC (PET/CT).

Atualmente nós e outros cientistas estão a desenvolver projetos de investigação científica no sentido de facilitar a forma como diagnosticamos o mieloma múltiplo, nomeadamente, ultrapassado a necessidade de realização de biopsias de medula óssea com a utilização de biópsias líquidas. Têm sido estudadas as células tumorais circulantes no sangue e o material genético circulante, e também as vesiculas extracelulares que as células produzem e que transportam informação específica de cada tipo de célula.Estas biópsias líquidas estão a ser estudadas de forma a tornar o diagnóstico e a monitorização destes doentes menos invasiva e mais acessível a qualquer momento.

Dado não existirem estratégias de prevenção ou rastreio da população em geral propostos para o mieloma múltiplo, os médicos assistentes deverão estar alerta para os resultados de análises de sangue e urina realizadas em contexto de rotina e a eventuais sintomas que possam surgir. São conhecidas duas fases precursoras desta doença: a Gamapatia Monoclonal de Significado Indeterminado (MGUS) e o MM indolente. Estas duas situações clínicas não são ainda alvo de terapêutica e as pessoas com estes diagnósticos ficam apenas em observação.

Para o MM, o tratamento tem evoluído muito nas últimas três décadas, com dezenas de novos medicamentos aprovados e novas combinações e sequencias de medicamentos que tem levado a um aumento da sobrevivência e da qualidade de vida dos doentes com MM.

No caso dos doentes com menos de 70 anos de idade e sem outras patologias graves a proposta de primeira linha de tratamento é tipicamente um tratamento de indução, que inclui alguns ciclos de um protocolo que combine 3 ou 4 fármacos e depois um curso de quimioterapia de alta dose e transplante autólogo de progenitores hematopoiéticos (TAPH). Após o transplante autólogo, e no caso de ter havido resposta, o doente avança para um tratamento oral de manutenção que diminui a probabilidade de o MM reaparecer.

Existem várias classes de medicamentos que podem ser utilizados nas várias fases da doença. Estas classes incluem a quimioterapia, a corticoterapia, a imunoterapia com anticorpos monoclonais simples ou conjugados, os imunomoduladores ou os inibidores do proteosoma de várias gerações. Estes fármacos podem ser combinados uns com os outros de forma a exercer um maior efeito contra a doença, aumentado a sobrevivência das pessoas que têm Mieloma Múltiplo.

A imunoterapia anti-MM tem tido especiais avanços nos últimos anos, com células CARs e constructos proteicos anti-MM, que recrutam directamente linfócitos T do sistema imune contra estas células tumorais.

22 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL
DIA MUNDIAL DA SAÚDE | MIELOMA MÚLTIPLO
Professora Cristina João Consultora em Hematologia no Centro Clínico da Fundação Champalimaud, Responsável pelo Grupo de Investigação em Hemato-oncologia na mesma instituição, Professora de Imunologia na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa

Para além dos tratamentos contra o mieloma múltiplo existem ainda vários outros tratamentos que são utilizados para suporte do doente, sendo comum que os doentes com MM precisem outras terapias de suporte como analgésicos, antidepressivos ou relaxantes musculares.

A multidisciplinaridade é fundamental na abordagem da pessoa com mieloma múltiplo, uma vez que é comum esta doença envolver vários órgãos e sistemas.

A equipa de cuidados de saúde de doentes com MM pode incluir para além dos hematologistas e enfermeiros, fisiatras, ortopedistas, fisioterapeutas, neurocirurgiões, imagiologistas, médicos de medicina nuclear, radioterapeutas, psicólogos, psiquiatras, neurologistas, entre outros.

No campo social, as associações de doentes promovem cada vez mais atividades que dão a conhecer este e outros cancros e ajudam as pessoas com doença e cuidadores a ultrapassar alguns dos problemas que têm, para além de estimularem reflecções em grupo que promovem a uma melhor gestão da doença.

No entanto, é comum que o MM volte a aparecer, com necessidade de ser instituído um novo tratamento, normalmente diferente do protocolo utilizado inicialmente. Vários fármacos têm mostrado resultados promissores no tratamento do MM, especialmente, a imunoterapia.As agências do medicamento americanas e europeias já aprovaram alguns destas terapias inovadoras e, em Portugal, estamos agora a começar a utilizar alguns destes medicamentos, em programas de acesso precoce ou em ensaios clínicos. O trabalho conjunto das companhias farmacêuticas e das agências reguladoras de cada país traduz-se,

assim, na melhoria da qualidade de vida e longevidade aos doentes com MM, sendo essencial continuar a trilhar um caminho de colaboração inter-institucional que traga a inovação para prática clínica de forma rápida e uniforme. Tem sido evidente um aumento da consciencialização nacional (da classe médica, sociedade em geral e classe política) acerca desta doença e dos seus tratamentos. Os imensos avanços terapêuticos permitem que tenhamos esperança num futuro melhor, em que o acesso a medicamentos inovadores e a melhores cuidados de saúde seja possível para todos os doentes de mieloma, permitindo que estes mantenham um papel ativo na sociedade durante mais tempo. Um futuro em que os cuidadores possam sentir-se mais apoiados e reconhecidos, em sintonia com os profissionais de saúde e as associações de doentes.

Nos próximos anos assistiremos ao desenvolvimento de mais e melhores tratamentos para o MM. A investigação fundamental a nível académico é um importante catalizador da inovação, permitindo a identificação de novos alvos e de novas moléculas. No entanto, a tradução desta inovação para o cuidado dos doentes exige um grande investimento de forma a assegurar a eficácia e segurança em doentes reais, sendo fundamental criar as condições para que os médicos possam desenvolver também a sua atividade enquanto investigadores clínicos. Desta forma, instituições e profissionais poderão não só contribuir para a geração de evidência, como também para o acesso precoce dos doentes a novas moléculas ainda na fase de testes. Esta é, muitas vezes, a melhor esperança de doentes com mieloma múltiplo em recaída ou resistente a outros tratamentos.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 23
MIELOMA MÚLTIPLO | DIA MUNDIAL DA SAÚDE

OLHO SECO

A córnea ou superfície do olho é lubrificada e hidratada constantemente pelo filme lacrimal constituído por três camadas, glucídica, aquoso e lipídica. Em alguns casos, o filme lacrimal torna-se instável ou insuficiente, logo incapaz de lubrificar efetivamente a superfície do olho, dando origem a “olho seco”. O olho seco resulta assim do desequilíbrio entre a quantidade e a qualidade da secreção lacrimal e as necessidades de lubrificação da superfície do olho. O doente pode apresentar vários tipos de sinais e sintomas, mas regra geral tem desconforto nos olhos. Outra sintomatologia possível é olho vermelho, fotofobia (sensibilidade à luz) e a visão flutuante. Não excluir apresentar prurido ou dor leve, assim como remela. Contudo, lacrimejo pode ocorrer, o que leva os doentes que acham que tem “olhos molhados” e não secos. O olho seco pode aparecer sem causa aparente, mas a idade é outro fator que acelera o seu aparecimento e é mais comum em mulheres acima dos 40 anos de idade, fundamentalmente após a menopausa, devido às alterações hormonais, mas é também secundário a doenças reumatológicas, da tireoide ou consequência do efeito do meio ambiente e atividade profissional. Após os 60 anos, a produção de lágrimas é cerca 25% menor que a verificada num jovem adulto. As causas de olho seco são múltiplas, e até o ambiente onde se vive ou trabalha ou a alimentação podem agravar o olho seco. De referir que poluição, o excesso de exposição ao sol, vento, ar seco, poeira e pólen são agentes facilitadores da evaporação das lágrimas. Em contrapartida, tabaco ou maquilhagem têm um efeito na desestabilização do equilíbrio do filme lacrimal. A alimentação é outro fator de risco no olho seco, assim, dietas com baixo teor de ómega-3 e antioxidantes ou ricas em ómega 6 desencadeiam stress oxidativo, que geram um efeito inflamatório nas glândulas de Meibómio, córnea e conjuntiva com consequente alteração no filme lacrimal. Ao efetuar o diagnóstico procura-se a origem dos sintomas, tais como eventuais doenças crónicas gerais inflamatórias ou de cariz imunológico. Mas, também outras causas como o incorreto uso das lentes de contacto ou medicação como antidepressivos, anti hipertensores ou anti-histamínicos que podem ser a real causa.

O tratamento deve ser de acordo com a gravidade da doença e deve abordar o tratamento da causa quando identificada, mas também através do uso de lagrimas artificiais, implante de “plugs” ou estímulo com luz pulsada. A lágrima artificial não trata a doença propriamente dita, mas refaz o filme lagrimal, logo a sintomatologia, e o doente deverá colocar gotas múltiplas vezes por dia. As lágrimas artificiais apresentam um pH semelhante ao da lágrima natural, ajudando a melhorar o conforto dos pacientes. Nas outras abordagens referidas como sejam a colocação de “plugs”, estes vão obstruir a via de drenagem da lágrima e reter o filme lacrimal na superfície do olho. Os colírios com corticoide ou imunossupressores são uma terapêutica possível, mas em situações seletivas e graves. Devem ser efetuadas sempre com supervisão de oftalmologista por terem efeitos colaterais de gravidade superior. Contudo, temos sempre de perceber se estamos perante um filme lacrimal de baixo volume ou de tipo evaporativo por deficit de qualidade das várias camadas. Neste caso dispomos já de novas armas como o Laser de Luz Pulsada, que nos permite refazer a camada mais externa, a lipídica. Assim, e face ao novo fenómeno do mundo digital processou-se um aumento enorme do Síndrome de Olho Seco, pelo número de horas em frente ao monitor, logo a abordagem deve ser:

• Identificar a causa;

• Doseamento e quantificação do filme lacrimal;

• Uso de lagrima artificial até obter-se resposta às duas questões anteriores;

• Se a causa for identificada, tratá-la;

• Se for do tipo evaporativo, efetuar tratamento com Luz Pulsada;

• E não esqueça: Só um oftalmologista é capaz de diagnosticar a causa e de providenciar o melhor tratamento.

24 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL
DIA MUNDIAL DA SAÚDE | OLHO SECO
Prof. Eugénio Leite, Médico, Cirurgião Oftalmologista nas Clínicas Leite

que dou, todos os dias, um pequeno contributo para ajudar a mudar o status quo.

Sabemos que vai lançar um novo projeto: ‘Leak proof bikinis’. O que nos pode contar sobre esta nova aposta?

Chama-se MaiSwim! Já temos Instagram, podem ir ver! O site está quase pronto, será www.maiswim.pt. A equipa é a mesma. Sugestão: “Quando funciona não mexe”!

A Mariana e a Sara partilham das minhas visões e ideias e, sem elas, era impossível levar tal projeto avante. Mas, falando da MaiSwim... é um projeto que me dá “borboletas na barriga” de tão inovador que é. Já se vê imensa roupa interior adequada à menstruação e o sistema para os biquínis e fatos de banho é semelhante: um forro fino e superabsorvente, produzido com materiais macios e respiráveis, que impedem que o fluxo menstrual passe para a camada exterior do biquíni ou fato de banho. , criadas com cuidado, consciência, atenção e dignidade. Estou ansiosa para que esteja no mercado!

Tendo em conta que nos aproximamos do Dia Internacional da Mulher, quais as mulheres que mais a inspiram? Que conselhos gostaria de deixar àquelas que, tal como a Tânia, ambicionam construir uma carreira de sucesso?

A combinação única de ácido hialurónico e ectoína natural.

Aposto que é um cliché, mas sempre foi e sempre será a Oprah. Eu cresci a ver a Oprah na Sic Mulher - o programa dela esteve no ar de 1986 a 2011. Numa altura em que a palavra influencer não tinha o mesmo reach e significado de hoje, a Oprah já era empreendedora e filantropa, produtora, atriz, escritora, sobrevivente... aprecio e respeito tudo o que ela representa!

Hidratação, proteção do olho seco e alívio dos sintomas inflamat órios.

Quanto a vocês, que agora me leem, e que chegaram até ao fim desta entrevista, só deixo um conselho: não desistam! Mesmo que errem e percam, tentem sempre até atingirem os vossos objetivos.

NOVAS EMBALAGENS

MODO DE AÇÃO DUPLO

SECURA OCULAR MODERADA OU GRAVE

SEM CONSERVANTES E SEM FOSFATOS

Hidratação moderada do olho seco Alívio das reações inflamatórias e alérgicas

Hidratação intensiva e duradoura do olho muito seco Alívio sustentado dos sintomas inflamatórios

Hylo Dual® e Hylo Dual Intense® (Dispositivos médicos). Soluções estéreis sem conservantes para uso ocular. Não conserve o frasco mais de 6 meses após a primeira abertura. Manter fora da vista e do alcance das crianças. Leia cuidadosamente a rotulagem e as instruções de utilização. Para mais informações contacte a Ursapharm: Av. Dom João II, 20 - 1º, 1990-091, Lisboa, info@ursapharm.pt / www.ursapharm.pt

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 25
LALA DIAMONDS | DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Mariana Santos Silva, Tânia dos Santos Silva e Sara Salvador, equipa Lala Diamonds e MaiSwim
Farmacovigilância: (+351) 21 8863595 farmacovigilância@ursapharm.pt
MODO DE AÇÃO E C TOÍNA DUPLO H IALURO N ATO

PROTEJA A SUA SAÚDE

Os inúmeros constrangimentos no SNS têm sido uma contante nos últimos anos. Isso tem levado a uma maior procura pelos seguros de saúde?

Sim, os tempos de espera – dificuldade na marcação de procedimentos e cirurgias, têm sido um fator importante para que muitas pessoas optem por um seguro de saúde. Nos últimos anos, a procura tem sido crescente, atendendo a que a rapidez de resposta dos privados tem sido o motivo que mais nos indicam, como razão para efetuar um seguro de saúde. Existem hoje soluções para quase todos, desde um simples cartão, que permite o acesso a preços convencionados aos prestadores, até às soluções de seguro mais robustas e completas, seja para particulares ou empresas. As empresas têm tido também um papel importante, oferecendo este tipo de proteção aos seus colaboradores.

A que faixas etárias se destina o seguro de Saúde MGEN e que proteções e garantias gostaria de destacar?

O produto de Saúde MGEN, costumo dizer que tem tudo, só não tem comparação. Trata-se de um produto sem limites de idade na adesão e na permanência. Só por si, isto é um fator diferenciador. Podemos efetuar um contrato a uma pessoa de 100 anos, se for necessário. Ainda acrescem características muito diferenciadoras, o facto de não ter questionário clínico, não ter limite de idade, quer de adesão e permanência, não ter agravamento individual em caso de sinistro, sem exclusão de doenças graves e doenças raras, sem exclusão de doenças pré-existentes, sem exclusão de doenças por malformação congénita e, muito importante, sem resolução unilateral do contrato por parte da seguradora.

Para quem está mais indicado este seguro de Saúde MGEN?

O seguro de Saúde MGEN é indicado para todos, com todas as características diferenciadoras indicadas na resposta anterior, pelo que podemos ver que se trata de um produto muito abrangente e com uma solução adequada a cada tipo de agregado familiar ou empresa. Até para os beneficiários da ADSE temos um módulo para complementar o mesmo.

A Gese Seguros atua no sector da mediação de seguros. Como caracteriza a relação com o cliente?

A Gese Seguros está presente na vida dos seus clientes desde 1975. Sem nunca descurar os olhos nos olhos, que caracteriza a nossa maneira de estar, tentamos sempre estar próximos dos nossos clientes. Temos hoje clientes em todo o continente e ilhas, e a honestidade, transparência e dedicação fazem parte do nosso ADN. E assim queremos continuar. Somos um negócio de pessoas para pessoas. Contamos hoje com 16 profissionais, disponíveis para apoio aos nossos clientes e queremos estar presentes em todos os momentos importantes da vida dos nossos clientes. Com presença na Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Maia e Lisboa, tentamos estar sempre próximos para que o nosso cliente saiba sempre onde se

dirigir e com quem falar, sem que, para isso, tenha de passar por um call center impessoal e demorado.

No âmbito do Dia Mundial da Saúde, que se assinala no próximo dia 7 de abril, que tipo de iniciativas acha que deviam ser promovidas?

Devemos promover, cada vez mais, as opções disponíveis para proteger e cuidar da saúde de todos. O SNS é um serviço de referência, com excelentes profissionais, mas que, neste momento, se encontra num ponto de rutura e será importante os clientes conhecerem outras opções disponíveis. A articulação entre o privado e o serviço público é algo que deve ser trabalhado e dinamizado. Os check-ups e rastreio de doenças deveriam ser aumentados para, desta forma, se detetar com mais antecedência problemas de saúde que, quando detetados precocemente, têm taxas de sucesso muito superiores ao nível do tratamento. A Saúde é o nosso bem mais importante, pelo que é importante não descurar o tratamento e a prevenção da mesma.

Sede Av. Vasco da Gama 132 | 490-410 Póvoa de Varzim 252 612 815

Filial Av. Júlio Graça 120 | 4480-672 Vila do Conde 252 638 981

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26 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL
DIA MUNDIAL DA SAÚDE | GESE SEGUROS
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Fale connosco ou faça a sua simulação online Gese Mediação de Seguros Lda, com sede na Av. Vasco da Gama 132, 4490-410 Póvoa de Varzim, com autorização para exercer atividade de distribuição de seguros nos Ramos Vida e Não Vida na ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, com a categoria de Agente de Seguros, sob o nº 407250466, inscrito em 27-01-2007 verificável em www.asf.com.pt Chamada para rede fixa nacional inscrito www.asf.com.pt - NIF:

“ACREDITAMOS NUMA MEDICINA DENTÁRIA DE QUALIDADE E INOVAÇÃO”

A Revista Business Portugal esteve à conversa com a Dr.ª Maria Gomes e o Dr. João Marques, Diretores Clínicos da Clínica Médica Dentária da Sertã, que nos falaram das modernas instalações e das novas especialidades que disponibilizam aos pacientes.

Iniciando o seu percurso em 2014, a Clínica Médica Dentária da Sertã tem percorrido um caminho de constante crescimento e inovação ao longo destes anos. De que forma olha para este percurso?

De facto, iniciámos a nossa atividade em 2014, nas antigas instalações, e foi, sensivelmente, na altura em que surge a pandemia, que encontrámos a oportunidade de nos mudarmos para as instalações onde nos encontramos atualmente. Adquirimos o novo espaço, e optámos por personalizá-lo e remodelá-lo de forma a criar um ambiente mais acolhedor e com uma grande melhoria nas condições de trabalho e atendimento, o que consideramos ter sido uma mais-valia para os nossos pacientes. Esta mudança foi bastante positiva para a nossa clínica, já que, para além das instalações serem mais modernas e com uma grande melhoria no aspeto visual, conseguimos também ampliar o nosso espaço, criando novos gabinetes dentários, com novos equipamentos, que permitem um melhor serviço médico-dentário a quem nos procura. Nas outras instalações existia apenas um gabinete em funcionamento e, atualmente, com três gabinetes totalmente equipados podemos, não só oferecer novos tratamentos diferenciados, como atender um maior número de pacientes, mantendo o foco na qualidade que sempre nos caracterizou.

Quando iniciaram este projeto, eram a única clínica da Sertã que oferecia o serviço de colocação de implantes e próteses fixas no próprio dia da consulta. Quase uma década depois, que fatores vos distinguem neste momento?

Acredito que os principais aspetos que nos caracterizam são a excelência no atendimento e qualidade dos serviços e materiais usados, bem como a especialização de todos os profissionais que trabalham connosco. Somos uma equipa multidisciplinar, composta por nove médicos dentistas, com formações específicas em cada área da Medicina Dentária, apoiados por quatro assistentes dentárias. Foi também possível inovar e introduzir outras especialidades clínicas que não existiam, como os aparelhos dentários invisíveis (Invisalign), a Harmonização Facial (botox e ácido hialurónico) ou

a Periodontologia (tratamento gengival), o que foi uma mais-valia na nossa prática clínica. Para além disso, a excelente relação pessoal entre toda a equipa clínica permite, não só um bom ambiente de trabalho, mas também uma melhor comunicação entre todas as áreas de especialidade, o que possibilita um melhor diagnóstico, planeamento e resultado final na reabilitação oral dos nossos pacientes.

Considera que, ao longo do tempo, o número de pacientes de Medicina Dentária tem vindo a aumentar?

Sim, sem dúvida. Felizmente, isso acontece porque as pessoas valorizam, cada vez mais, a importância da saúde e higiene oral, da mesma forma que o faziam com outras áreas da saúde. O facto de a Medicina Dentária ter sentido uma grande evolução, nos últimos anos, permitiu uma maior qualidade e previsibilidade nos tratamentos propostos, bem como resultados mais satisfatórios no imediato e a longo prazo, o que vai ao encontro das expectativas dos pacientes. A formação multidisciplinar dos profissionais de saúde oral é cada vez mais relevante e essencial para a reabilitação do paciente. Poderá, então, ser esta uma das razões para o sucesso do nosso modelo clínico, sustentado nas especializações dos médicos dentistas em áreas distintas.

Como olha para o futuro da Clínica Médica Dentária da Sertã?

Com o mesmo empenho que temos tido nestes quase dez anos, apostando num crescimento sustentado na qualidade dos profissionais e serviços prestados, bem como na inovação dos equipamentos e procedimentos clínicos, fatores esses que nos têm permitido continuar a evoluir de forma contínua.

Queremos continuar a satisfazer as necessidades dos nossos pacientes, oferecendo um serviço de excelência, com materiais de alta qualidade, como temos feito até ao momento.

O nosso objetivo é manter o rigor e dar sempre primazia à saúde e bem-estar de todos os que nos procuram.

28 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL
CLÍNICA MÉDICA DENTÁRIA DA SERTÃ
Dr.ª Maria Gomes e Dr. João Marques, Diretores Clínicos

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

A inovação tecnológica nas empresas é um tema que tem estado, cada vez mais, na ordem do dia. Esta é uma estratégia que consiste numa das bases da transformação digital e, sem ela, torna-se muito difícil para uma empresa manter-se competitiva no mercado.

Ao combinar oportunidades de negócio com a inserção das novas tecnologias, a inovação tecnológica nas empresas acaba por refletir um novo mindset sobre as necessidades dos clientes, em particular, e do próprio mercado, em geral. Esta questão coloca as empresas em destaque, no sentido em que a capacidade de inovar está diretamente ligada a uma visão diferenciada e vanguardista dos negócios.

Na prática, esta aposta é essencial porque, numa altura em que a concorrência é feroz, é necessário haver esforços voltados para a criação e melhoria dos produtos e serviços.

Pelo facto de o investimento em inovação e tecnologia ser fundamental para o crescimento e, muitas vezes, para a sobrevivência de uma empresa, a maioria dos gestores e empresários já olha para esta questão como algo lucrativo, e não apenas como mais uma despesa.

Por todas estas razões, este mês, a Revista Business Portugal traz, uma vez mais, para as bancas e para o seu conhecimento, diversos exemplos de empresas que decidiram arriscar e apostar fortemente na inovação e tecnologia dos seus negócios!

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 29

LG LANÇA A REVOLUCIONÁRIA NOVA GAMA TV OLED

A nova Gama TV OLED, que será lançada em abril, foi o mote para a conversa com Young Soh, Home Entertainment Marketing Manager da LG Portugal, que realçou a experiência de visualização incomparável que os novos modelos permitem. Por outro lado, sublinhou a liderança de mercado de TV premium que a LG assumiu ao longo dos últimos dez anos.

A LG é líder de mercado em diversos segmentos de produto e é reconhecida pela qualidade e experiência que oferece aos seus utilizadores, bem como pela aposta na inovação e tecnologia exclusiva. Neste sentido, o que nos pode contar sobre a nova Gama TV OLED, que será lançada em abril?

As novas TVs da LG oferecem uma experiência de visualização excecional e capacidades de utilização que podem ser personalizadas para responder às necessidades dos consumidores, inaugurando uma nova era que transforma a TV num hub doméstico capaz de se expandir e enriquecer o dia a dia.

Na liderança da linha OLED 2023 da LG encontram-se as mais recentes TVs das série Z3, G3 e C3 OLED evo. Estes novos modelos atualizados oferecem um maior brilho e precisão de cores, além de clareza e detalhes incríveis, graças à performance da tecnologia LG OLED evo e ao novo processador α9 AI Gen6, que tira partido da tecnologia de Deep Learning e da sofisticada inteligência artificial da LG para garantir uma qualidade de imagem e de som excecionais.

As LG OLED TVs apresentam também uma experiência de utilização atualizada e mais personalizada em 2023. Contando com a versão mais recente do webOS, os modelos deste ano apresentam o All New Home, um interface de utilizador redesenhado que oferece diversas opções de personalização. Já o AI Concierge fornece a cada

utilizador uma seleção de opções de conteúdos com base na sua utilização anterior e sugere tendências.

Concebidas para experiências de home cinema de primeira classe, as LG OLED TVs continuam a oferecer suporte para recursos de otimização de imagem e áudio de Dolby Vision e Dolby Atmos, assim como uma integração perfeita com as mais recentes soundbars da LG, com um excelente som surround multicanal com qualidade IMAX melhorada alimentada por DTS:X.

Consideradas também como os melhores ecrãs de gaming, as OLED TVs da LG oferecem um tempo de resposta de 0,1 milissegundos, um baixo input lag e até quatro portas compatíveis com HDMI 2.1a. Através do Game Optimizer, os utilizadores podem selecionar e alternar rapidamente entre recursos específicos de gaming e aceder às configurações de compatibilidade com G-SYNC® FreeSyncTM Premium

A marca tem feito cada vez mais progressos no que respeita à sustentabilidade, tornando-se numa das empresas “amigas do ambiente”, há mais de 25 anos. Que características terão as novas LG OLED TV’s, em prol desta causa?

As LG OLED TVs de 2023 são projetadas tendo o ambiente em mente, desde a produção até ao fim da sua utilização, criando

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INOVAÇÃO TECNOLÓGICA | LG
Young Soh, Home Entertainment Marketing Manager

ciclos sustentáveis. Como não possuem uma unidade de retroiluminação, cada TV requer menos materiais na sua conceção, além de ser produzida, de forma a ser fácil de desmantelar após o fim da sua utilização. Também integram muitos componentes feitos de plástico reciclado e são transportadas em embalagens ecológicas feitas de materiais recicláveis e com impressão numa única cor.

Este ano, a TV OLED celebra dez anos de existência no mercado. Quais as principais diferenças entre a primeira televisão, lançada há uma década, e as mais recentes?

Foi em 2013 que a empresa apresentou a primeira OLED TV ao mundo e, desde então, evoluiu tornando-se num dos pilares do mercado de TV premium em apenas dez anos através de uma qualidade de imagem com um contraste inigualável que permite um nível de preto perfeito e cores realistas, bem como uma enorme flexibilidade e uma espessura sem precedentes.

Após a primeira OLED TV Full HD de 55 polegadas (e do mundo também) em 2013, a LG continuou a superar limites com as suas inovações de hardware e software. Entre os variados produtos OLED inovadores encontra-se a finíssima Wallpaper TV de 2017 e a inédita Rollable TV de 2020, com um ecrã que se pode enrolar e “desaparecer” na base da TV. Já este ano, a empresa apresentou a maior OLED TV do mundo – o novo modelo wireless de 97 polegadas – e, em 2019, foi a primeira a lançar uma OLED TV 8K de 88 polegadas. Além disso, a LG tem vindo a introduzir atualizações de software de TV que fortaleceram ainda mais os recursos e a experiência do utilizador, incluindo os processadores α9 AI com otimização de imagem e som e a plataforma webOS

Para além dos dez anos de TV OLED, comemoram uma década de liderança mundial. Que significado é que esta conquista tem para a marca e que estratégias planeiam implementar para se manterem nesta posição?

todos estes anos em que a LG OLED foi distinguida pelo CES Innovation Award. Como parte da sua estratégia, a LG tem vindo a trabalhar na awareness do público sobre a OLED através de atividades de marketing progressivas e campanhas focadas numa grande variedade de arenas (filmes, desporto, gaming e arte), sempre centradas na sua singularidade e no desenvolvimento desta tecnologia exclusiva.

Mais recentemente, a LG tem-se focado na oferta de valor ao nível do estilo de vida através da introdução de novas inovações OLED sob a umbrela da Lifestyle Screen para oferecer uma experiência de utilizador diversificada. A LG OLED Flex (uma TV flexível para gaming) e as TVs exclusivas e distintas da coleção LG OLED Objet inserem-se neste grupo.

Nos próximos tempos, a LG vai continuar a impulsionar a evolução do OLED e desbloquear novas experiências de lifestyle com valor para o cliente. Exemplo disso mesmo é a recente LG SIGNATURE OLED M de 97 polegadas, a primeira OLED TV do mundo capaz de exibir um sinal AV wireless em 4K 120 Hz para uma maior liberdade na organização dos espaços, e o OLED T, com o seu ecrã transparente.

Uma vez que nos aproximamos do final do primeiro trimestre do ano, qual o balanço que faz deste início de 2023? E quais as expectativas para os próximos meses?

Atualmente, as LG OLED TVs representam 60% de todas as OLED TVs vendidas no mundo e já ultrapassaram o limite de 15 milhões de unidades, o que nos posiciona como líderes de mercado de TV premium ao longo dos últimos dez anos.

Durante esta década, a LG OLED tem vindo a ser reconhecida e a verdade é que isto se fez sentir mesmo antes do lançamento oficial do primeiro modelo, tal como tem sido evidenciado durante

Se 2022 foi um ano focado na inovação ao nível do hardware, 2023 tem vindo a concentrar-se também no software. Desta forma, as soluções de lifestyle suportadas por IoT e a inteligência artificial são uma das grandes tendências tecnológicas a pautar a investigação atualmente e serão, num futuro bastante próximo, as pedras basilares de casas totalmente integradas. Neste âmbito, destacamos plataformas como a webOS e o LG ThinQ que contribuem para que cada consumidor tenha uma experiência personalizada, à medida das suas necessidades e gostos.

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LG | INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
“Nos próximos tempos, a LG vai continuar a impulsionar a evolução do OLED e desbloquear novas experiências de lifestyle com valor para o cliente”

O CRESCIMENTO DAS MARCAS E NEGÓCIOS DOS NOSSOS PARCEIROS E CLIENTES”

Sérgio Gomes, Managing Director da Bubble-go, expôs a forma como a empresa potencia o crescimento das marcas e negócios dos seus clientes e parceiros, através de estratégias digitais ajustadas a cada contexto.

Mais do que uma empresa de IT, a Bubble-go tem na sua essência uma filosofia, uma abordagem fresca e diferente. Quais os principais fatores que diferenciam a Bubble-go no mercado?

A Bubble-go tem, na sua génese, uma filosofia e uma forma de estar com Colaboradores, Clientes e Parceiros totalmente diferenciadora. Entendemos que o nosso propósito, a nossa missão é criar relações de confiança baseadas na integridade, honestidade e transparência, complementaridade, e com os olhos postos no garante do bem-estar de todos e na sustentabilidade do nosso Planeta.

Procuramos a excelência e a qualidade em tudo o que fazemos, mas sempre com o foco nas relações de confiança com toda a nossa rede de contacto. Esta filosofia e forma de estar da Bubble-go reflete-se no facto de praticamente todos os nossos Parceiros e Clientes estarem connosco desde o início. Para nós, só faz sentido a Bubble-go existir e estar no mercado desta forma, e estes são claramente fatores que nos diferenciam nesta área exigente e cada vez mais tão concorrida.

Com seis anos de existência, no mercado português e internacional, acredita que, neste momento, a empresa está mais forte, preparada e com as ferramentas necessárias para alcançar o grande objetivo, a vossa missão: Tornar-se a Rede Tecnológica e Digital mais Fiável da Europa?

Ao longo da nossa existência foi possível assistir a um crescimento gigante em vários sentidos na Bubble-go.

Começámos com cerca de seis Colaboradores num espaço de cowork em Lisboa, e até à data construímos uma empresa com mais de 80 Colaboradores distribuídos por três localizações: Portugal, Suíça e Madagáscar. Durante este período, os desafios enormes que se foram colocando no nosso caminho fizeram-nos arregaçar as mangas e trabalhar de forma sólida e consistente para sustentar este crescimento com a definição de estratégias, criação de processos, ferramentas e mecanismos sólidos e fiáveis, que nos deixam cada vez mais próximos de alcançar a nossa missão e tornarmo-nos na Rede Tecnológica e Digital mais Fiável da Europa.

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INOVAÇÃO TECNOLÓGICA | BUBBLE-GO
“ POTENCIAMOS
Sérgio Gomes, Managing

Nos últimos tempos, a tecnologia tem-se tornado, não só numa mais-valia, mas um elemento incontornável nas empresas. De que forma a oferta da Bubble-go responde, diretamente, a esta crescente necessidade de mercado?

Nas últimas décadas, a tecnologia tem vindo a assumir um papel preponderante no crescimento dos negócios e das empresas. É evidente, a urgência em acelerar processos, tornando-os mais digitais. Foi conscientes desta necessidade, que criámos e desenvolvemos a nossa oferta para uma resposta clara e direta. Na Bubble-Growth potenciamos o crescimento das marcas e negócios dos nossos Parceiros e Clientes através da análise, definição e implementação de estratégias digitais ajustados ao contexto e com os olhos postos à frente da necessidade atual. Queremos estar mais além do que o mercado exige no presente. Com o Bubble-Geek propomos dar as melhores soluções tecnológicas com recurso às mais adequadas tecnologias, de forma segura, acessível, fiável e escalável para as ideias dos nossos Parceiros e Clientes. Usamos a tecnologia ao serviço das suas e nossas ambições. Por fim, a mais recente oferta, o Bubble-Green, conscientes dos sinais do nosso Planeta, procuramos reduzir o impacto ambiental e a carbon footprint dos nossos Parceiros e Clientes, desenvolvendo a sua atividade no mundo digital de forma mais sustentável e eco-friendly

Para além das vossas três principais ofertas: Bubble-Growth, Bubble-Geek e Bubble-Green, que outros projetos e iniciativas estão em curso? Que novidades podemos esperar?

Para além dos três pilares da nossa atual oferta, no decorrer deste ano de 2023 vamos ter algumas novidades naquilo que será a nossa área de atuação. Até hoje, o nosso foco foi o mercado internacional, mas este ano será um ano de mudança nesse aspeto. Pretendemos consolidar a nossa entrada no mercado nacional de forma consistente. Planeamos arrancar com a nossa área de R&D onde queremos investir e desenvolver capacidades em áreas relacionadas com a Web3 e Inteligência Artificial. Temos também em marcha um plano de apoio à criação de start-ups com ideias inovadoras. Paralelamente, queremos continuar a reforçar a nossa ligação com o universo universitário através de Parcerias que possibilitem a integração de alunos no mercado de trabalho com o acompanhamento adequado e apostar cada vez mais na formação e certificação dos nossos Colaboradores a todos os níveis: técnico, comportamental e desenvolvimento pessoal.

Futuramente, qual a estratégia da Bubble-go para continuar a assumir-se no sector e qual o papel do seu Capital Humano?

Concretamente, como a empresa cria soluções “amigas” do ambiente, promovendo o respeito pelo Planeta Terra. E de que modo podem ser um exemplo para outros?

Na Bubble-go, trabalhamos em conjunto com os nossos Parceiros interessados em reduzir a sua pegada carbónica de uma forma próxima. Realizamos um conjunto de ações junto dos mesmos, para construir uma estratégia de desenvolvimento sustentável das soluções. São várias as fases neste processo, começamos por fazer uma auditoria ao ambiente de trabalho dos Parceiros, apoiamos na sensibilização dos seus Colaboradores por exemplo com Workshops e Team Buildings, elaboramos a estratégia de transformação de todo o seu ecossistema de IT, fazemos a eco-conceção das soluções de forma otimizada através de técnicas de desenvolvimento sustentáveis, realizamos ações de formação a todos os intervenientes no processo, implementamos uma estratégia de change management e no final fazemos uma análise dos resultados para garantir que obtivemos a tão desejada redução da pegada carbónica. Por fim, caso o Parceiro tenha interesse apoiamos na sua certificação. Certificação lançada em 2019 no mercado Francês, “Numérique Responsabe” do “Institut du Numérique Responsable” and the Collectif GreenIT, da qual somos pioneiros.

Há um objetivo macro claro para o futuro próximo da Bubble-go, que é o de expandir esta nossa Rede de Confiança quer a nível nacional como internacional através de inclusão de um número de Parceiros cada vez maior, que estejam alinhados com os nossos valores, o motor da empresa, e que valorizem a nossa forma de estar. Para isso, contamos e investimos, como sempre fizemos, com o nosso Capital Humano. Há algo que repetimos vezes sem conta, e que é para nós uma verdade inquestionável, a Bubble-go são as pessoas. Nada do que alcançámos até hoje seria possível sem o trabalho árduo, o compromisso, a dedicação e entrega, o profissionalismo e a vontade de fazer sempre mais e melhor dos nossos Colaboradores. Este é e será sempre o nosso elemento imprescindível. E, seguramente, a força motriz que permitirá à Bubble-go prosseguir os objetivos.

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BUBBLE-GO | INOVAÇÃO TECNOLÓGICA www.bubble-go.pt

“PRETENDEMOS CONTINUAR A SER UM MOTOR DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL”

Estivemos à conversa com Nuno Marques, co-CEO da Wavecom. O empresário falou-nos das soluções verdadeiramente inovadoras e sustentáveis da empresa e revelou alguns dos planos para o futuro.

Em 2022, a Wavecom atingiu um volume de negócios de 9.3 milhões de euros, tendo sido o melhor ano de sempre, com um crescimento de 78%. No seu ponto de vista, quais os principais fatores que motivaram este crescimento? O que o crescimento significa para a empresa e para a equipa?

O principal fator que contribuiu para este crescimento foi, sem dúvida, o elevado número de grandes projetos que a Wavecom realizou, nomeadamente, na área do Wi-Fi, que é, no fundo, o nosso core business, assim como na área de IoT (Internet of Things), que representa a nossa grande aposta, nos últimos anos, através da integração noutros sistemas, mas também com a criação de produto próprio. Neste momento, a Wavecom tem alguns produtos próprios e vários estão ligados ao sector de IoT. Estes projetos, em conjunto com a área mais “tradicional” do Wi-Fi e Networking, permitiram-nos chegar a estes resultados. No entanto, se escolhesse apenas uma razão para o crescimento, seria, de facto, os grandes projetos endereçados em 2022.

Este crescimento teve, naturalmente, um enorme significado para todos nós. Saímos de uma fase de pandemia, que nos frustrou a todos e prejudicou vários negócios, em muitas áreas. Penso que a expectativa de muitas empresas para 2020 era alta, depois de um bom ano de 2019, e acabámos por viver uma situação complicada e inesperada. Em 2021, a Wavecom recuperou um pouco, voltando aos valores de vendas de 2019, e 2022 foi já um ano muito positivo e de crescimento, em termos de vendas, o que foi muito

gratificante para a nossa equipa comercial, porque sentiram que o seu trabalho teve retorno. Para a equipa operacional, também foi muito bom, porque os resultados não se refletem só em vendas, mas também nos projetos efetuados, e este foi o ano em que a Wavecom implementou mais projetos.

A empresa já realizou vários projetos, em diversas partes do mundo, e tem mais de duas mil ligações em quatro continentes. Para isso, conta com uma equipa altamente especializada em várias tecnologias ICT. A aposta constante na formação é crucial? Que outras estratégias utilizam para se manterem sempre atualizados e na vanguarda?

Eu diria que, na área tecnológica, não há outra hipótese, se não evoluir. Este é um mercado “agressivo”, no sentido em que o know-how e a busca constante por soluções mais eficazes para problemas, acabam por nos conduzir para a necessidade de estarmos sempre atualizados e termos formações constantes. Os engenheiros da Wavecom estão sempre à procura de novo conhecimento e tentam manter-se informados acerca da inovação, para além de fazerem as formações ditas “tradicionais”. Na nossa área de atividade, não há outra forma de “sobreviver”. Simultaneamente, apostamos fortemente na Investigação e Desenvolvimento e cerca de 30% da força de trabalho da Wavecom é dedicada a isto. Tal como o nome indica, este processo obriga a que os profissionais estejam sempre a estudar novas formas de resolver problemas. Também nos candidatamos a programas nacionais

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e europeus, que visam a promoção da Investigação e do Desenvolvimento, e estamos, muitas vezes, ligados a consórcios internacionais, para a criação de novos produtos. Temos, ainda, uma série de regras e procedimentos que promovem a inovação e as novas ideias. Esta é a forma que a empresa encontra para se manter atualizada.

Sendo especialistas em sistemas wireless , em Portugal, atuando nas áreas de Wi-Fi, IoT e na infraestrutura de Tecnologias de Informação das organizações, de que forma se assumem como motor da transformação digital?

Somos, muitas vezes, os interlocutores tecnológicos das empresas, ou seja, estas procuram-nos para um determinado serviço, como a cobertura Wi-Fi, por exemplo, mas depois acabamos por ser consultores dessa entidade, para a sua transformação digital.

Num exemplo concreto, recentemente, lançámos um estudo em que colocámos sensores IoT em contadores de água, nomeadamente, nos concelhos de Macedo de Cavaleiros e Beja. Isto permitiu-nos ter leituras horárias desses contadores. Como sabemos, os contadores de água estão ligados à eletricidade e são autónomos. Através da nossa tecnologia, os consumidores podem ver numa app o seu consumo horário e perceber quanta água gastaram nas tarefas diárias, como o banho ou a rega do jardim. É em situações como esta que somos um motor da transformação digital.

Que mais-valias é que projetos pioneiros como este, no âmbito da sustentabilidade ambiental, podem trazer para as regiões onde se inserem?

Este tipo de projetos, a propósito da sustentabilidade ambiental e da gestão da água, um recurso vital para todos, são de elevada importância. Para além de conseguirmos fazer a contagem do consumo de água, permitem-nos saber se existe alguma fuga na rede de distribuição e se há água a ser desperdiçada, e esta deteção pode ser feita de hora a hora. Nos contadores normais, quando há fugas na rede, estas podem durar meses ou anos, o que provoca o desperdício de milhares de litros de água e cria um problema de gestão deste recurso. A média de desperdício de água nos municípios portugueses é de 30%, traduzindo-se em milhões de metros cúbicos de água desperdiçados. Desta forma, conseguimos baixar o nível de fugas para cerca de 10%, o que é extremamente útil e relevante.

Depois de um ano cheio, marcado pelo regresso do Wireless Meeting, pela inauguração do novo edifício-sede, em Aveiro, e pelos melhores resultados de sempre, qual o balanço que faz do percurso da empresa? E que objetivos e projetos pretendem concretizar, a curto/médio prazo?

A empresa tem tido um crescimento gradual, mas sinto que crescemos, ainda mais, a partir do momento em que nos mudámos

para as novas instalações e em que expomos ao mercado aquilo que temos feito, nos últimos anos, como foi o caso do Wireless Meeting. Juntando os nossos resultados, a inauguração do edifício e o Wireless Meeting, posso dizer que 2022 foi um ano fantástico para a empresa. No futuro, pretendemos continuar a ser um motor de transformação digital, nomeadamente, no sector da água, no qual achamos que a solução que apresentamos ao mercado tem muito valor e relevância e faz falta neste contexto. Tudo isto, dentro da camada tecnológica de IoT, em que estamos a trabalhar com cidades, transformando-as em Smart Cities, como o exemplo da gestão das águas nos municípios. Também podemos usar esta tecnologia para calcular o enchimento de caixotes do lixo, otimizando a recolha do mesmo. Uma vez que podemos ter acesso ao grau de enchimento dos caixotes, podemos adaptar as rotas das entidades que tratam da recolha dos resíduos.

Estes exemplos provam que a questão da Internet das Coisas é um caminho que vamos continuar a percorrer, assim como a área do Wi-Fi, Networking e Segurança, que irá continuar a fazer parte dos nossos planos, por ser essencial.

Temos também uma delegação em Espanha, cujo crescimento tem sido elevado, e será uma grande aposta, em termos de internacionalização da Wavecom, como empresa ibérica. Queremos aumentar a nossa “relevância” neste país vizinho. A nível da fabricação de produtos próprios da empresa, que são vendidos e comercializados, queremos expandir para toda a Europa, mais numa vertente de exportação.

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WAVECOM | INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
www.wavecom.pt
Nuno Marques, co-CEO
Mar.
"O EQUILÍBRIO PERFEITO ENTRE A CRIATIVIDADE E A TECNOLOGIA"
Joana Meireles, Co-Founder e CEO da JMR Digital

O EQUILÍBRIO PERFEITO ENTRE A CRIATIVIDADE E A TECNOLOGIA

Em entrevista à Revista Business Portugal, Joana Meireles, Co-Founder e CEO da JMR Digital, traça um balanço extremamente positivo deste último ano, destacando a distinção nos Prémios Lusófonos da Criatividade, a contratação de novos talentos e a inauguração do escritório na cidade do Porto.

Começando pelo seu percurso profissional, recheado de experiências na área do Marketing Digital, como é que surgiu o interesse por este sector de atividade? De que forma caracteriza o momento em que entra no mercado de trabalho e dá os primeiros passos enquanto profissional?

Desde o meu primeiro contacto com o mercado de trabalho, em Barcelona, em 2009, percebi que o Marketing Digital era, nesse então, o futuro do Marketing. Basta ver as empresas e os visionários que marcaram as últimas décadas, como o Facebook, a Google, a Tesla e Apple, todos eles ligados às tecnologias e à evolução do comportamento do consumidor, ou se quisermos, do comportamento humano. E, não foi por acaso, que as minhas primeiras experiências foram com empresas no sector tecnológico, desde gerir a estratégia digital da Red Hat, a organização de eventos, em Londres, da Consultora Gartner até à empresa Americana HP, onde lidei com gestão de contas, na Península Ibérica, tal como a Seat, o Santander, a Securitas e o Mercadona. Depois disso, não tive dúvidas de que me queria focar no Marketing Digital. Em 2012, surgiu uma oportunidade em Amsterdão, como Account Executive em agência, que me levou a mais seis anos de consolidação como especialista, tanto do lado do mundo de corporate, como do lado de agência, até 2017, quando decidi criar o projeto da JMR.

Fundar o próprio negócio, nomeadamente, nesta área, sempre foi um objetivo que quis concretizar? Como e quando nasce a JMR Digital e que papel veio assumir no universo do Marketing Digital?

Desde cedo que a ideia de ter o meu próprio negócio me atraiu, sempre optei por desafios e por questionar o status quo. Em 2015, tive a minha primeira experiência com a aventura que é o empreendedorismo, ao lançar uma loja online, a My Petite Style. Aprendi muito sobre gestão de negócios, nomeadamente, no universo digital. Aprendizagens que, até aos dias de hoje, me são úteis. Permitem-me uma empatia natural pelas necessidades de negócios dos meus clientes, em particular na área do e-commerce, e saber de que forma o Marketing os pode ajudar a atingir as metas que procuram.

A JMR nasceu em 2017, em Amsterdão, quando trabalhava num grupo holandês, AudioNova, grupo no ramo de healthcare e retail, ao qual pertencia a empresa portuguesa Minisom. Era responsável por dirigir várias agências, nomeadamente, na Holanda, Dinamarca e Portugal, alinhada com a sede e os Diretores de Marketing em cada país. Já tendo trabalhado em agência, este outro lado, sempre me pareceu mais desafiante. Assim que senti que era o melhor momento para reunir esta visão de 360 graus, aliado à minha vontade de ter o meu próprio negócio, não hesitei, nem por um segundo, quando senti que se propunha o momento ideal. Abri a JMR e,

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no ano seguinte, junta-se a mim o meu sócio holandês, o Mischa Rinck, que trabalhava comigo no grupo suíço, que entretanto já tinha absorvido a AudioNova, o Grupo Sonova. Conseguimos trazer imediatamente connosco uma carteira de clientes, dentro desse grupo, clientes esses que fazem parte desta aventura e, seis anos mais tarde, continuam a confiar-nos as suas campanhas de automação de Marketing. E isso tem um valor imensurável.

Qual a análise que faz do percurso da empresa, durante este último ano? As expectativas que tinham no início acabaram por ser superadas?

Sem dúvida que as expectativas foram superadas e o balanço é extremamente positivo, não só pela inauguração do nosso primeiro escritório, na emblemática Foz do Porto, mas também pela contratação de cinco promissores talentos nacionais (e outros tantos internacionais), o que nos permitiu também fortalecer o nosso departamento criativo.

A cereja no topo do bolo foi, sem dúvida, o prémio recebido nos conceituados Prémios Lusófonos da Criatividade e o privilégio de recebermos o convite para fazermos parte do painel de jurados do Lisbon Awards Group. Para nós, foi um sinal de enorme reconhecimento por parte da indústria nacional e uma excelente forma de celebrar a nossa chegada.

A JMR Digital está sediada em Amsterdão, mas possui escritórios em Roterdão, também nos Países Baixos, e na cidade do Porto, em Portugal. É desta forma que alcançam, cada vez mais, clientes internacionais? Há planos para abrir escritórios noutras cidades europeias?

Neste momento, o foco é de solidificar a nossa agência em Portugal, planos para abrir escritórios não descartamos, temos tido cada vez mais procura de clientes dos Estados Unidos e Canadá, quem sabe se um escritório do outro lado do Atlântico não poderá surgir nos nossos planos. Desde o primeiro dia, o ADN da JMR sempre foi internacional e de caracter luso-holandês. Desde logo, implementámos o modelo de trabalho híbrido, tanto com a equipa, como com os nossos clientes, que se espalham desde os Estados Unidos, Itália, Bélgica, até ao Dubai. Este modelo pareceu-nos muito orgânico e, ainda para mais, no universo do digital e tendo o foco em projetos internacionais. O primeiro contacto com a ideia de nos focarmos em Portugal, surgiu com a nossa parceria com a agência IN.TO Digital, onde nasceu, em 2019, o projeto que me é muito querido, a INTO.JMR . Através desta parceria, as oportunidades começaram a aumentar, cada vez mais, com clientes do Brasil e Portugal.

Nessa altura, já um dos nossos Marketing Automation Specialists estava a trabalhar no Porto (em trabalho remoto) com bastante sucesso, por isso, começou a fazer cada vez mais sentido a espansão da equipa local. Com a inauguração do nosso espaço no Porto, estamos muito satisfeitos por comprovar com este modelo de gestão, também ele híbrido, a produtividade e a satisfação da nossa equipa são notoriamente positivos. O meu objetivo foi trazer estas oportunidades ao excelente talento que temos em Portugal e, ao mesmo tempo, sermos disruptivos, tanto na cultura da agência, como neste modelo de gestão, que é visto como o futuro depois da pandemia, mas no qual a JMR aposta desde sempre.

Tendo em consideração que o trabalho que a empresa desenvolve exige, naturalmente, um elevado conhecimento ao nível das novas tecnologias e da forma como estas podem ser úteis e rentáveis, quais as estratégias que utilizam para se manterem sempre atualizados? A aposta na formação constante da equipa é uma preocupação?

A constante aposta na formação da nossa equipa é uma das nossas maiores preocupações, sem dúvida. Deixamos ao dispor de todos ferramentas que permitam o crescimento e especialização, tanto dentro da agência, como para o futuro das suas carreiras e objetivos profissionais. A JMR sempre se destacou pelos conhecimentos aprofundados na área da tecnologia, acreditamos que as soluções técnicas também requerem criatividade, na hora de desenvolver soluções para os nossos clientes.

No seu ponto de vista, quais é que são os fatores diferenciadores da JMR Digital? Qual o método que utilizam para fazer com que os vossos clientes usufruam de todo o seu potencial no digital?

Quando criei a agência, há mais de cinco anos, fi-lo porque senti que existia um grande gap no que tocava a soluções 360º no Marketing Digital e de Alta Performance. Gosto de pensar que, ainda hoje, esse é um aspeto que nos diferencia de todas as outras agências. Esse equilíbrio “quase” perfeito entre criatividade e tecnologia, e essa metodologia forward thinking que colocamos em prática em cada projeto.

Depois também acredito que os nossos valores são disruptivos.

JMR DIGITAL

Somos completamente contra as soluções copy/paste e o abuso de buzzwords. Já para não mencionar que nunca fazemos promessas que não podemos cumprir a 100%. Seguimos muito a filosofia de What you see is what you get, transparência máxima e foco nos resultados de negócio dos nossos clientes, o que acaba por fortalecer a confiança entre ambos. E prova disso é o nosso sucesso em retenção de clientes. Cada solução é pensada e personalizada de acordo com cada projeto. Daí, nos intitularmos de Agência Boutique, tanto internamente, como na relação com os nossos clientes. Para manter essa essência de boutique, fazemos questão de manter uma equipa pequena, constituída apenas por talentos especializados e escolhidos a dedo (sem um mar de estagiários por detrás). Acreditamos que cada projeto é único e tem necessidades diferentes, e os resultados são sempre muito mais rentáveis quando tudo é estudado ao pormenor.

Internamente, a nossa individualidade transparece na importância que damos às pessoas que trabalham connosco e à forma como priorizamos o bem-estar e a saúde mental dos nossos talentos. A eles também não fazemos promessas que não podemos cumprir. Quando existe um equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional, a responsabilidade aliada à liberdade, a motivação e o desempenho fluem naturalmente. A parte mais gratificante, para mim, é ver como os conhecimentos e os valores da JMR se difundem tão claramente através da nossa equipa, além-fronteiras.

Recentemente, foram distinguidos com o Prémio Lusófono da Criatividade. Qual o significado do prémio para a equipa e que notoriedade vos trouxe? Pretendem continuar a apostar na participação em prémios nacionais e internacionais?

Indiscutivelmente, este primeiro prémio tão conceituado na categoria de Branding, logo após a nossa chegada a Portugal, trouxe-nos bastante visibilidade e notoriedade na indústria. Desde a divulgação dos resultados que temos recebido muitos novos contactos de empresas e marcas portuguesas interessadas em trabalhar connosco, e tudo de forma bastante orgânica. E claro que as reações que temos tido nas nossas redes sociais são igualmente positivas, o que nos deixa muitíssimo orgulhosos do nosso trabalho.

Acredita que, nos próximos tempos, as empresas que ainda não apostaram no digital terão, obrigatoriamente, de o fazer? Em que medida é que estas ficam em desvantagem perante as outras?

Pessoalmente, parece-me impensável sequer que alguma empresa pondere a “não presença” no digital, nos dias de hoje. Se acreditarem

que essa possa ser uma realidade, enganam-se. Qualquer pessoa, no mundo ocidental, de qualquer situação demográfica, geográfica e diferentes tipos de interesses, todas elas existem e vivem no universo digital. Nessa lógica, a única opção das empresas, transversal a qualquer sector, é optarem por não ter controlo da sua narrativa no digital, nem da relação com os seus clientes e potenciais clientes. Porque as suas audiências estão bem presentes neste universo e é lá que vão procurar informação, credibilidade e referências de qualquer profissional ou marca. Não aceitam ser enganados, estão cientes dos seus direitos e exigem esse direito à informação. Se estão numa loja física, é no telemóvel que procuram informação imediata, até nas compras impulsivas. Desde as decisões mais mundanas, como a seleção de um restaurante, o horário da bomba de gasolina, até às decisões determinantes, como a educação dos seus filhos, a viagem de família que tanto aguardavam, até relações com profissionais de saúde, impreterivelmente, o comportamento do consumidor subsiste no mundo online. Eu diria que a epifania dos dois mundos está muito bem retratada nos spots publicitários que passaram a ser usados como um canal, para levar os consumidores aos canais digitais, na televisão que luta pelos espaços publicitários nas plataformas digitais, para aumentar as audiências dos seus canais televisivos. Mas, prova mais irrefutável de tudo isto, é como as nossas vidas quase se tornaram dependentes dos recursos digitais e da tecnologia durante a pandemia, para responder às necessidades mais básicas e essenciais, desde a alimentação, a educação e a assistência médica, até às ligações humanas e luta pela sanidade mental, naqueles tempos de isolamento imposto.

Para concluir, a minha resposta é sim, as empresas terão, obrigatoriamente, de apostar no digital. A falta de informação, de uma voz, de transparência e consistência nas suas mensagens,

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JMR DIGITAL
“Quando existe um equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional, a responsabilidade aliada à liberdade, a motivação e o desempenho fluem naturalmente”
Joana Meireles, Co-Founder e CEO

será muito prejudicial para qualquer empresa. Isto porque vai dar asas a uma narrativa 100% controlada pelos seus consumidores e uma falta de diálogo que, hoje em dia, não é aceite nesta era de informação digital.

Uma vez que possui vários anos de experiência na área, quais considera que são os principais desafios de trabalhar em Marketing Digital?

Infelizmente, em Portugal, não só o Marketing Digital, mas o Marketing, em geral, ainda é jovem, ainda está na fase do adolescente incompreendido. Ainda temos um longo caminho pela frente. Penso que, especialmente na Europa, os recursos alocados ao Marketing ainda são considerados, por muitas empresas, quase como um luxo, em vez de ser entendido como um caminho obrigatório para obter resultados consistentes e sustentáveis de qualquer negócio.

É exatamente isso de que se trata o Marketing Digital, soluções tecnológicas aliadas à criatividade, que permitem às marcas oferecer aos seus consumidores experiências que os levam a querer voltar, o que no fundo é o segredo de qualquer negócio. Este é o nosso maior desafio, convencer as empresas de que não existe um canal mágico, the next big thing, quando aparecem novas plataformas como a febre do TikTok por exemplo, procuram as agências “ouvi falar neste novo canal, quero uma estratégia de vendas focada neste canal, porque é o que está a dar”. Mas lá está, não se trata de um canal isolado, nem uma plataforma mágica, trata-se de consistência em todos os touchpoints, por onde passam os consumidores e a comunicação criativa, para que se destaquem. Os contactos com as marcas não são atos isolados nem alienados, trata-se da combinação de todo e qualquer contacto com a marca ou empresa, desde um artigo na revista até ao post nas redes sociais, até ao call center que faz o follow-up telefónico da marcação no website, que termina no atendimento ao cliente, na loja. Por isso, a nossa filosofia é sempre virar a pergunta para quem chega até nós: pretendem publicidade no Google ou querem resultados de negócio? Confiem em nós, como especialistas, para nos focarmos e atualizarmos nas tecnologias, para distribuir os recursos disponíveis numa estratégia multi-channel e criar conteúdos criativos que se destacam e permitem alcançar as metas que nos transmitem. Enquanto os seus gestores ganham tempo para se focarem no que sabem fazer melhor.

Em termos futuros, por onde passam os planos da JMR Digital? Que projetos e planos estão em curso? E que objetivos ambicionam concretizar?

O nosso maior objetivo é continuar a crescer, nacional e internacionalmente. Mas queremos fazê-lo de forma sustentável e mantendo sempre a nossa cultura de agência e essência de boutique. Gostaríamos de fortalecer o elo entre o mercado português e o mercado holandês, trazer mais contas portuguesas para a nossa carteira de clientes. E, finalmente, melhorar a reputação do universo de agência em Portugal (que infelizmente ainda é um pouco pejorativa), transmitindo alguns dos nossos valores para a cultura de agências no país. Infelizmente, chegam-nos cada vez mais clientes com péssimas experiências com agências, que têm vindo a fazer algum dano à nossa reputação e que alimenta uma cultura que considero pouco saudável.

Oferecem serviços a valores exorbitantemente baixos e a única forma de o fazer é dando condições precárias aos seus talentos e uma qualidade de serviço que, mais tarde ou mais cedo, não tem qualquer sustento. De uma forma mais abrangente, queremos fazer parte desta transformação digital em Portugal, aliando-nos a associações como a APPM, que têm como propósito afirmar a importância da função do Marketing e a clientes que partilham os mesmos valores e propósitos.

Por último, queremos continuar a gerar resultados inovadores e relações fortes e duradouras com os nossos clientes, não fosse esse o nosso foco principal. Cumprindo estes objetivos, todos os outros virão de forma natural. www.jmr-digital.com

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A FELICIDADE NAS ORGANIZAÇÕES

O ser humano está, constantemente, à procura da felicidade, nos vários campos e esferas da sua vida. As pessoas querem ser felizes e estar envolvidas em algo que as faça sentir bem e que lhes dê sentido à vida, motivando-as a ser melhores. Naturalmente, isto também se procura no meio laboral.

A felicidade organizacional é um conceito relativamente recente e, muitas vezes, confundido com motivação em contexto profissional ou compromisso organizacional. No entanto, o conceito é bastante abrangente e inclui diversas áreas, como o envolvimento do profissional com a organização e a função, por exemplo.

Portanto, a felicidade não deve ser considerada um trabalho, mas sim fazer parte do trabalho e do quotidiano dos trabalhadores. As pessoas que são felizes, trabalham com mais empenho e dedicação, o que leva a um aumento da produtividade. Neste sentido, a felicidade do colaborador tem um impacto direto e importante no sucesso das organizações. Ou seja, as organizações felizes e saudáveis funcionam melhor.

No ano de 2016, o estudo “Hapiness Works” avaliou a Felicidade Organizacional dos portugueses, concluindo que, se todos os profissionais fossem felizes, a produtividade, em Portugal, seria superior a 300 milhões de euros.

Ora, por estas razões, cada vez mais, as empresas apostam em metodologias e estratégias para garantir a felicidade e bem-estar dos seus colaboradores, o que, como é expectável, traz benefícios para a própria organização.

Nesta edição de março, damos-lhe a conhecer alguns exemplos de empresas que têm investido, cada vez mais, na melhoria contínua do clima organizacional, seguindo práticas de gestão abertas e transparentes que privilegiam as pessoas na procura do compromisso com o negócio, percebendo que, para além de uma boa organização, é fulcral estimular os colaboradores a gerarem emoções positivas e as suas virtudes para rumarem ao sucesso, no sentido de acrescentar valor e gerar competitividade.

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A “CIÊNCIA DA FELICIDADE” EM AÇÃO

Em conversa, Patrícia Teixeira, revelou-nos mais detalhes sobre o seu novo projeto - Positive People - que, com o recurso à Psicologia Positiva, pretende ajudar pessoas e organizações nos seus caminhos para o florescimento e excelência.

Licenciada em Gestão de Recursos Humanos pelo antigo ISLA e com um Mestrado em Ciências empresariais no ISCTE , Patrícia Teixeira dedicou, praticamente, toda a sua atividade profissional à área de Recursos Humanos. Esteve, inclusive, prestes a completar uma década, enquanto responsável de recursos humanos de um banco líder de mercado.

Em 2009, decide dar o verdadeiro “salto” na carreira e criar a sua própria empresa - a MyPeople – que disponibiliza serviços, sobretudo, na área do Recrutamento e Seleção, Consultoria e Recursos Humanos e Psicologia Positiva. No que diz respeito a esta última, a sua jornada inicia-se em 2017, aquando do Executive Master em Psicologia Positiva pelo ISCSP, em Lisboa. Com o objetivo de se debruçar sobre a Psicologia Positiva, nas organizações, lançou um novo projeto: a Positive People.

“Eu acho que a Psicologia Positiva, hoje em dia, em Portugal, está bastante desenvolvida, no que concerne à educação e até tem evoluído na área da clínica, mas a sua adaptação à área de recursos humanos nas empresas continua pouco desenvolvida”, começa por dizer. Nesse sentido, e por considerar que os cursos de Chief Happiness Officer disponibilizados por algumas empresas são “algo superficiais” e tendo em consideração que a implementação da Psicologia Positiva, ao nível das organizações, refere-se a “intervenções mais profundas”, a Patrícia, através deste projeto, tem como objetivo trabalhar, de uma forma estrutural e mais profunda, o estabelecimento de bases relacionadas com a Psicologia Positiva nas organizações, trabalhando, para isso, as principais dimensões do Modelo de Martin Seligman, que são fatores primordiais para trabalhar o florescimento das pessoas e, consequentemente, os seus resultados dentro das organizações.

Mas, afinal, o que é a Psicologia Positiva? A também designada de “Ciência da Felicidade” surge com Martin Seligman, um pesquisador com ampla experiência em Psicologia, e trata-se de uma subdisciplina da Psicologia, que estuda os fatores que ajudam indivíduos, comunidade e organizações a florescer. É desta forma que surge, também, o Modelo PERMA, um roadmap que nos orienta no desenho e execução de estratégias para um maior bem-estar no trabalho, mediante as emoções positivas, o envolvimento, os relacionamentos, o propósito e a realização.

Trabalhar a felicidade dentro das organizações tem inúmeras vantagens, uma vez que as pessoas mais felizes são mais produtivas, mais criativas, trabalham melhor em equipa, têm mais energia, vendem mais, são mais focadas na qualidade, são melhores líderes e, para além disso, existe um menor absentismo e um menor turnover.

Assim, a Positive People pretende facultar o seu conhecimento sobre a Psicologia Positiva e ajudar as empresas e pessoas a aplicá-lo em contexto laboral. Para isso, disponibiliza alguns Cursos Online (entre eles, Intervenções em Felicidade, A Arte da Resiliência, Liderança Positiva e A Psicologia Positiva no Trabalho), Workshops e Webinars (em Introdução à Psicologia Positiva, A Felicidade no Trabalho, A Arte da Resiliência, O Poder das Emoções Positivas e As Forças de Carácter). Paralelamente, intervém ao nível do Coaching e da Consultoria.

Em suma, quando confrontada acerca da sua visão em termos futuros, a entrevistada assume que a sua finalidade é fazer com que a Psicologia Positiva seja mais trabalhada dentro das organizações, com o apoio da Positive People, ou seja, “levar os líderes das empresas a gerirem as suas equipas com uma abordagem mais positiva”, com inúmeros resultados positivos, cientificamente comprovados, tanto para as empresas, como para as pessoas, conclui.

patricia.teixeira@mypeople.pt

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www.positivepeople.pt
POSITIVE PEOPLE | A FELICIDADE NAS ORGANIZAÇÕES
Patrícia Teixeira, Manager

POR UM MUNDO EMPRESARIAL

MAIS PRODUTIVO E DINÂMICO

Com o intuito de dar apoio aos empresários e de os orientar no melhor caminho para atingirem o sucesso, Helder Gonçalves, CEO e Coach da Coaching 5, criou a sua própria empresa, cuja metodologia de trabalho assenta num modelo inovador.

Pedia-lhe que nos começasse por falar sobre o seu percurso profissional e que nos explicasse qual foi o ponto de partida para a criação da sua própria empresa, a Coaching 5?

No que diz respeito ao meu percurso académico, sou licenciado em Relações Públicas e Publicidade pelo Instituto Superior de Novas Profissões, sendo que, posteriormente, tirei uma pós-graduação em Gestão de Marketing

Em termos profissionais, estive ligado ao mundo da comunicação e do marketing durante alguns anos e tive, inclusive, a oportunidade de assumir a vice-presidência de duas associações empresariais vocacionadas para as PME.

Por volta de 2008, surge o interesse pelo Coaching e a possibilidade de frequentar um workshop. Foi nessa altura que, através do IEFP, recorri a uma ILE (Iniciativa Local de Emprego), e, após nove meses à espera do projeto ser aprovado e da certificação como Business Coach em Las Vegas, abri o primeiro escritório da ActionCOACH, localizado na região algarvia.

No que concerne à Coaching 5, esta surge, oficialmente, em setembro de 2021, com o propósito de criar a minha própria marca e dar seguimento ao trabalho na área do Coaching Empresarial.

Ao que pudemos apurar, a vossa metodologia assenta no acompanhamento dos empresários numa complementaridade de Treino Empresarial, em 5 círculos diferenciados. Descreva, de forma sucinta, cada um deles.

A Coaching 5 nasceu com o principal objetivo de estruturar o melhor caminho a seguir pelas empresas e pelos próprios empresários, até porque algumas organizações, nomeadamente as pequenas

e médias ou as microempresas, carecem do planeamento de ações. Nesse sentido, a nossa metodologia de trabalho assenta em cinco círculos:

Círculo nº1 - Coaching Individual - consiste em dar apoio e orientação ao empresário;

Círculo nº2 - Coaching de Líderes - podermos trabalhar com os líderes das empresas que poderão ser sócios-gerentes ou diretores de departamento;

Círculo nº3 - Coaching de Equipas - não trabalhamos apenas com os decisores, mas também com as chefias intermédias, onde o trabalho em equipa é fundamental a vários níveis;

Círculo nº4 - Coaching Partners - vocacionado para os parceiros de negócio, quando existe já uma relação de trabalho duradoura;

Círculo nº5 - Coaching de Dinâmica Comercial - fundamental no processo de vendas da empresa e na dinâmica do mundo comercial. Como é evidente, existem outros pequenos círculos, tendo em conta que cada empresa tem as suas características específicas. Nesse sentido, o nosso trabalho passa por encontrar a melhor solução para fazer face às suas verdadeiras necessidades.

Acredita que ter colaboradores felizes é fundamental para o sucesso das organizações?

Sem dúvida e isso também explica o meu interesse em desenvolver esta área. O bem-estar acaba por se refletir na produtividade da empresa. Se não existir um alinhamento da equipa com os valores da organização, torna-se muito desafiante voltar a incuti-lo até chegar a um nível de bem-estar. Este é um nível progressivo. Começa com uma base simples que passa por conhecer o processo de trabalho de

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A FELICIDADE NAS ORGANIZAÇÕES | COACHING 5
Helder Gonçalves, CEO e Coach

uma empresa e entender não só os objetivos profissionais de cada um, mas também os pessoais e qual o retorno do trabalho para a vida pessoal. Quando uma pessoa entra no seu local de trabalho e não se sente bem, não só não está a ser produtiva, como se sente infeliz. Obviamente que “vestir a camisola” é um processo diário e que requer muito acompanhamento por parte dos líderes. Se existirem lacunas quer ao nível da comunicação, quer no que diz respeito aos processos internos, isto é, se não existir uma cultura de empresa uníssona, isto vai tornar-se num grande desafio para o empresário e, dessa forma, será muito difícil alcançar o tal bem-estar e esse sentimento de felicidade. É muito importante haver uma cultura forte, partilhada e entendida por todos.

Do seu ponto de vista, qual o papel desempenhado pelos líderes no que concerne à melhoria da felicidade dentro das organizações?

E relativamente à Coaching 5, de que forma é que a sua empresa pode contribuir para a melhoria do clima organizacional?

Embora não seja psicólogo, tenho que estar atento aos sinais e conhecer minimamente o que está a acontecer do outro lado, isto é, perceber se existe alguma barreira que esteja a impedir uma comunicação mais fluida entre o cliente e, neste caso, a Coaching 5.

Penso que é precisamente a isso que, tanto os coaches como os líderes das empresas, devem prestar atenção.

de trabalho mais interessante através de toda a orgânica quer na comunicação, quer nas relações laborais diárias, no sentido de efetivar o equilíbrio e o bem-estar tanto da empresa, como dos seus colaboradores.

Qual o balanço que faz deste projeto, desde a sua fundação até aos dias de hoje e o que podemos esperar da Coaching 5 em termos futuros?

A Coaching 5 é um projeto que já conta com um ano e meio, mas que ainda tem um caminho a percorrer e objetivos maiores a concretizar. Apesar da minha experiência de 12 anos, como coach! Assim, em termos futuros, queremos continuar a estudar, a aprimorar e a personalizar a nossa metodologia de trabalho nos seus diferentes círculos e também a abordagem entre coachee e coach, visto que aprendo muito com eles e quero aprender cada vez mais; regressar aos workshops presenciais, uma vez que esse contacto cara a cara com as pessoas é de extrema importância; e entender melhor o mercado para posicionar, cada vez mais, a Coaching 5 de forma a atrairmos os clientes que queremos e alcançarmos um nível de excelência, com qualidade nos nossos serviços. Inovação e diferenciação são aspetos que queremos dar relevo dentro deste setor.

Para + informações visite o site: www.coaching5.pt

Este é um trabalho de e para pessoas, em que não é necessário sermos conhecedores das componentes técnicas que só os psicólogos dominam, mas sim entender o que nos rodeia, a forma transversal com que se trabalha numa empresa, todos os seus departamentos. É essencial que todos os ingredientes estejam nos pontos certos para que tudo continue a decorrer “sobre rodas”. É com essa fluidez orgânica nos diferentes departamentos da empresa ou nas diferentes pessoas que lá coexistem que a Coaching 5 se preocupa e que tenta estabelecer relações de trabalho, não só mais funcionais, mas também mais produtivas. Estas só se conseguem com o foco no essencial, com o saber estar, saber ouvir e saber informar. Mais uma vez, a tónica nos líderes, para que estes possam construir as pontes necessárias para uma continuidade

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 45 COACHING 5 | A FELICIDADE NAS ORGANIZAÇÕES
info@coaching5.pt www.coaching5.pt

A FELICIDADE COMO MOTOR PARA A PROSPERIDADE

A Beatriz criou a metodologia “Felicidade no trabalho para atingir a prosperidade”. Em que consiste?

Entendo a prosperidade como uma consequência e não como objetivo. Se as organizações se focarem na felicidade dos seus colaboradores, o resultado mais provável será a prosperidade na sua plenitude: felicidade; sucesso e realização financeira, pessoal e profissional; bem-estar físico e psicológico para todos. É sabido que passamos grande parte do dia a trabalhar (seja remotamente ou nas instalações físicas da empresa) – se durante essas horas pudermos estar rodeados de Pessoas – onde incluo colegas com quem nos damos bem e constituímos uma verdadeira equipa que tem os mesmos objetivos; Líderes que nos inspiram e incentivam, reconhecem e confiam; num ambiente fisicamente harmonioso e saudável e com uma cultura onde tudo o já referi faz parte da sua identidade então, a vivência diária e consistente destes quatro pilares na vida de uma organização vai orientá-la em direção à prosperidade.

Criou programas, cursos e formações, contribuindo para a consciencialização do poder e importância da Felicidade no sucesso das pessoas e empresas. Como se estruturam esses programas?

Beatriz Madureira, Chief Happiness Officer e Coach de Alta Performance

Em entrevista, Beatriz Madureira, Chief Happiness Officer e Coach de Alta Performance, realça que se as organizações se focarem na felicidade dos seus colaboradores, o resultado mais provável será a prosperidade na sua plenitude.

Quem é a Beatriz Madureira? Como surgiu a aposta na área da felicidade no trabalho?

Primeiro que tudo sou mulher. Também sou mãe, esposa, filha, irmã, amiga. Ironicamente, a felicidade no trabalho entrou na minha vida há uns anos, quando me senti verdadeiramente infeliz no trabalho. Em comparação com outras experiências laborais que tive, onde me sentia bem, era reconhecida e com ótimo ambiente de trabalho, foi claro para mim que não queria mais continuar a sentir-me infeliz – a semana era um suplício, vivido num ambiente tóxico, não me reconhecia e o meu comportamento e disposição afetavam-me negativamente, bem como à minha família.

Nessa altura, já se começava a falar sobre Felicidade no Trabalho em Portugal. Decidi tomar as rédeas da minha vida, explorar o tema e certifiquei-me como Chief Happiness Officer, com o objetivo de ajudar as organizações a criarem as melhores condições para que os seus colaboradores se sintam o mais feliz possível. Hoje em dia, agradeço esse acontecimento fraturante, que me permitiu crescer, desenvolver-me e ser a pessoa que sou hoje: feliz e realizada.

Desenvolvi formações para as empresas – sejam palestras, onde introduzo o tema da felicidade no trabalho, workshops práticos sobre vários subtemas direcionados aos colaboradores e depois, um programa de avaliação da Felicidade no Trabalho. Esta avaliação é composta por 4 fases: primeiro, é fundamental ter-se clareza sobre as questões ou desafios já identificados pela empresa, mas obviamente não podemos ficar por aqui. Assim, o segundo passo é fazer um diagnóstico, ao nível de felicidade atual dos colaboradores, através de um questionário anónimo que versa sobre os 4 pilares: Pessoas, Liderança, Cultura & Ambiente e Espaço Físico, para perceber os pontos fortes e aqueles a melhorar. Seguidamente, as respostas são analisadas e é proposto um plano com ações de implementação. A partir daqui, é feito um acompanhamento da implementação das ações escolhidas e uma (re) avaliação periódica dos resultados obtidos. Só com avaliação frequente e auscultação dos colaboradores é que se atingem os resultados pretendidos. Apercebi-me que, muitas vezes, os colaboradores têm a necessidade de fazer um trabalho interior que vai potenciar a sua felicidade no trabalho. É aqui que entra o Coaching de Alta Performance, que vai ajudar o (a) coachee a colocar em prática os hábitos que as pessoas com sucesso acima da média têm de forma consistente e a longo prazo: procurar clareza, produzir energia, aumentar a sua produtividade, demonstrar coragem e desenvolver a sua influência – todos estes hábitos em conjunto vão também encaminhá-lo (a) à prosperidade.

Considera que as organizações estão cada vez mais recetivas ao conceito de felicidade organizacional?

beatriz@beatrizmadureira.com

46 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL A FELICIDADE NAS ORGANIZAÇÕES | BEATRIZ MADUREIRA
Felizmente, em Portugal, já há muitas empresas recetivas ao conceito de felicidade organizacional e muitas já o aplicam com bastante sucesso. Muitas empresas já entenderam que, para além da componente salarial, o chamado salário emocional tem mais peso - se os colaboradores se sentirem reconhecidos, se os líderes tiverem a capacidade de identificar o melhor em cada colaborador e estimularem esses pontos positivos, se o ambiente de trabalho for harmonioso, inclusivo e der resposta às necessidades dos colaboradores, estes não só permanecerão felizes, como os resultados financeiros surgirão naturalmente. E essa pode ser a vantagem competitiva das empresas portuguesas – saber cativar os colaboradores, oferecendo-lhes a melhor experiência de trabalho, fazendo deles (as) seus embaixadores. www.beatrizmadureira.com

O SEU PARCEIRO NA SAÚDE MENTAL

Marta Parreira, CEO da MindPartner, sublinha que as empresas têm, cada vez mais, consciência que a produtividade está diretamente relacionada com a saúde mental e a felicidade organizacional.

Quem é a Marta Parreira? Como surgiu a ideia para criar a MindPartner? Qual a missão da empresa e como se posiciona? Como é constituída a sua equipa?

Sou uma alentejana que rumou ao norte, aos 18 anos, para estudar psicologia e, rapidamente, encontrei na neuropsicologia a minha área de eleição. Sou especializada em neuropsicologia clínica, e após vários anos a trabalhar em vários contextos hospitalares, fundei, há quase cinco anos, o NeuroGime, uma clínica de neurorreabilitação, sediada em Braga. Tendo Braga um tecido empresarial vasto, berço de muitas start-ups, desde cedo começamos a trabalhar, enquanto clínica, com várias empresas, com vista a fazer a ponte entre estas e a psicologia. Assim, e ainda de forma pouco concertada, já íamos realizando workshops e dando acesso a consultas de psicologia com um valor mais baixo a várias empresas da região. A ideia da MindPartner surge em plena pandemia. Eramos cerca de 10 psicólogos que, de um momento para o outro, estávamos em layoff, e tivemos de nos reinventar. Começamos por perceber que tínhamos de mudar a forma como dávamos consultas e começar a privilegiar as consultas online. E percebemos que durante a pandemia as pessoas estavam a precisar de nós. Porque se estavam a adaptar a uma nova forma de trabalhar – o teletrabalho -, porque estavam a passar por convulsões na sua vida pessoal e familiar e estavam a lidar com a imprevisibilidade e incerteza, face ao futuro que a pandemia nos trouxe a todos. E percebemos que a forma mais fácil de chegar a estas pessoas era chegar, primeiro, às empresas. Assim, numa tarde de verão, começamos a delinear o que viria a ser a MindPartner: pensamos na ideia do botão de pânico, de um chat sempre disponível para os colaboradores e da importância de desenvolvermos algo que se baseasse na ideia de psicólogo on call, ou seja, a ideia das empresas poderem ter psicólogos sempre disponíveis que, embora não trabalhassem diretamente na empresa, dela fizessem parte. A missão da MindPartner é, sobretudo, promover a saúde mental e o bem-estar nas empresas. Assim, posicionamo-nos como um aliado das empresas que procuram colaboradores mais saudáveis, confiantes e motivados. Além disto, como empresa, um dos nossos objetivos consiste, ainda, na luta contra o estigma de quem procura apoio psicológico. Assim, e privilegiando uma forma direta e confidencial de agendamento de consultas com um dos psicólogos da rede MindPartner, pretendemos que as pessoas se sintam motivadas e empoderadas para usufruir dos benefícios do acompanhamento psicológico. Com a crescente adesão de novas empresas, sentimos a necessidade de aumentar a nossa rede de psicólogos, pelo que, neste momento, contamos com cerca de 30 profissionais qualificados na área da psicologia.

A MindPartner leva a formação e intervenção de carácter psicológico às empresas. Que serviços e planos disponibilizam?

A MindPartner procura distinguir-se pelos seus serviços e soluções inovadoras. Disponibiliza vários planos, que podem ser sempre

personalizados e adaptados às necessidades de cada empresa: desde o Partner Plan, com uma subscrição mensal de 54€ até ao Growth Plan, com uma subscrição de 315€. Através do MindChat, do Botão de Pânico e das sessões de terapia, qualquer colaborador pode estar, no imediato, em contacto com um psicólogo. A par desta resposta individual, intervimos globalmente, realizando rastreios de saúde mental, sessões de feedback com os líderes, workshops, cursos formativos, sessões de partilha e sessões de coaching psicológico.

Considera que as organizações estão cada vez mais recetivas a este conceito de felicidade organizacional, percebendo que é fulcral estimular os colaboradores a gerarem emoções positivas e as suas virtudes para rumarem ao sucesso?

Sem dúvida! As empresas estão cada vez mais recetivas a este tipo de iniciativas e muitas delas já têm alguns incentivos e departamentos próprios que se dedicam a estimular atividades no âmbito do bem-estar. Aliás, criamos a MindPartner porque acreditamos no potencial das organizações. As empresas são as suas pessoas. E as empresas têm cada vez mais consciência que a produtividade está diretamente relacionada com a saúde mental e felicidade organizacional.

Como imagina a MindPartner daqui a cinco anos? Que objetivos pretende alcançar? Qual a estratégia assumida para continuar a ser um parceiro de referência das empresas?

Gosto de imaginar que, daqui a cinco anos, a MindPartner se tornou o departamento (que não precisa de gabinete!) dedicado, exclusivamente, à saúde mental de uma grande fatia das empresas. Assim, pretendemos continuar a oferecer os nossos serviços com a excelência e qualidade habituais, sobretudo, através daquilo que temos como mais relevante: a personalização dos nossos serviços. Todas as parcerias incorporam serviços e produtos diversificados, mediante a necessidade de cada empresa – porque se não existem pessoas iguais, também não existem empresas iguais com necessidades similares. E é exatamente com esta perspetiva camaleónica que olhamos para o futuro.

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A Equipa da MindPartner
team@mindpartner.pt www.mindpartner.pt
Mar. 2023

UMA ABORDAGEM SINGULAR LIGADA AO QUOTIDIANO E ÀS NECESSIDADES DOS CLIENTES

Sérgio Ferreira, Arquiteto e CEO, em entrevista, fala da essência da empresa, destacando que todos os seus projetos, cada um à sua maneira, o ajudaram a ser a pessoa e o Arquiteto que é hoje.

e estética, bem como a capacidade de encontrar soluções, no que diz respeito ao contexto em que será inserido. A arquitetura está em constante evolução, em relação às novas tecnologias, novos materiais, mudanças nas necessidades e demandas dos utilizadores e da sociedade em geral e é do resultado deste intercâmbio que a arquitetura se tornou mais sustentável, eficiente, inteligente e criativa.

Do vosso vasto portfólio, há algum projeto que gostasse de destacar?

É difícil escolher um projeto para destacar, todos têm a sua cronografia e sua identidade, fruto da altura em que foi efetuado, localização, contexto e cliente. Todos, cada um à sua maneira, me ajudaram a ser a pessoa e o Arquiteto que sou hoje.

Mas, talvez possa destacar, no que a projetos de moradias diz respeito, a “Casa MP”, a “Casa Bisalhães”, a “Casa Bento”, a

Como surge a SFA - Sérgio Ferreira Arquitetos e quais os seus aspetos diferenciadores?

A SFA - Sérgio Ferreira Arquitetos foi fundada com o propósito de acolher o exercício da Arquitetura, tendo, ao longo dos últimos anos, acumulado um vasto portfólio de trabalhos. A sua atividade inclui diversas vertentes, desde intervenções na reabilitação urbana, remodelações e projetos residenciais, comerciais, culturais, industriais, edifícios privados e públicos, empreendimentos de uso misto e reabilitação. Apostamos na criação de edifícios modernos e sustentáveis que combinam as mais avançadas tecnologias, materiais e métodos construtivos.

O nosso trabalho tem sido publicado em publicações nacionais e internacionais como “Espaço de Arquitetura”, “Archilovers”, Archinect”, “Archello”.

A nossa abordagem é singular e eficaz, estando intimamente ligada ao quotidiano e às necessidades dos nossos clientes.

Isso permite-nos entender o panorama geral, desenvolver uma estratégia que faça sentido para sua condição real e criar soluções sustentáveis, mesclando conceitos formais e tecnologias contemporâneas com materiais tradicionais.

O nosso trabalho assenta no design centrado no utilizador e consiste na construção de um diálogo com as pessoas, onde as expetativas são desafiadas através de soluções inesperadas e inovadoras que enriquecem, tanto a arquitetura, como a envolvente.

No que diz respeito ao seu percurso, como surgiu o interesse pela área da Arquitetura e qual a sua perspetiva sobre o panorama atual do sector?

A primeira coisa que me atraiu na arquitetura foi o facto de criar espaços para as pessoas e o facto de existirem infinitas possibilidades de projetar edifícios e interiores, bem como materiais e cores diferentes, para expressar todos os tipos de ideias, emoções e conceitos.

Como dizia Frank Lloyd Wright: “A arquitetura é a arte científica de fazer as estruturas expressarem ideias”. O mais importante na hora de criar um espaço é que ele seja funcional, de acordo com as necessidades dos seus utilizadores, mas também existem maneiras de tornar os espaços bonitos e interessantes para trazer mudanças positivas, quer fisicamente, quer emocionalmente.

Quanto à perspetiva sobre o panorama da Arquitetura atual, o arquiteto é responsável pela produção de um projeto arquitetónico. Tal projeto requer uma sensibilidade técnica

“Casa da Costeirinha”, e a “casa Vilarinho S. Romão”, não só pelos projetos em si, mas sobretudo pela relação de amizade que ficou com os clientes em causa, o que, para mim, é das coisas mais importantes e que diz muito da preocupação do Atelier, para com os utilizadores dos espaços/edifícios que projetamos.

A “Casa Bisalhães”, por exemplo, é uma residência projetada para uma nova família,

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BRANDS POWER | SFA - SÉRGIO FERREIRA ARQUITETOS
Casa Costeirinha Casa Vilarinho S. Romão Casa MP

a partir de uma preexistência em alvenaria de granito composta por dois pisos, tendo o piso superior funcionado como moradia, e o piso inferior como lagar para produção de vinho e “atelier” para a produção do “barro preto de Bisalhães”. O conceito do projeto começou a partir do estudo do local e da sua história, bem como da análise da envolvente e características do terreno, o que permitiu entender as alturas dos edifícios vizinhos e as vistas privilegiadas sobre a Serra do Alvão a Poente, possibilitando prever o local exato de cada uma das funções da casa. Tendo em conta essas premissas e as características da preexistência, optou-se por organizar a moradia em meios pisos, em que o volume novo incorpora parte do volume preexistente. Assim, a habitação abriga, no piso superior, três dormitórios, sendo um deles o quarto principal. No piso intermédio, fica o escritório, no rés-do-chão, localizam-se as zonas comuns, garagem e zona de apoio e, por fim, no piso mais abaixo, fica, a zona de lazer.

Por sua vez, a “Casa Bento”, reflete perfeitamente a importância da conexão da compreensão detalhada das necessidades do cliente com o seu contexto, a configuração do terreno, a envolvente, orientação solar e os materiais típicos de cada da região. Assim, propôs-se criar dois volumes diferentes pousados um sobre o outro e que, por sua vez, em cotas diferentes do terreno, assentavam sobre as fragas. Indo de acordo com o programa sugerido pelo cliente, o piso inferior é constituído pela zona social (cozinha e salas open space) e um quarto/escritório. O piso superior é composto por três quartos, sendo um deles suite. Relativamente a projetos de equipamentos, talvez possa referir os dois últimos executados recentemente, nomeadamente o “Lar de Idosos de Arroios” e o Espaço de Apoio à Visitação”. Sendo que,

o projeto Espaço de Apoio à Visitação foi desenvolvido tendo como base uma antiga escola primária, mais concretamente, uma escola primária dos anos do Estado Novo, com cerca de 100 anos. O projeto procurou fomentar a relação dos utilizadores do novo espaço com a comunidade local, através do melhoramento do espaço a norte, onde se encontra uma pequena volumetria para o culto e da sinergia do edifício e os novos espaços exteriores. O valor arquitetónico da

diminuir o consumo de energia, através uma melhor eficiência térmica dos edifícios, e pela incorporação de painéis solares e fotovoltaicos e outras fontes renováveis.

Qual a vossa área geográfica de atuação e quais os principais clientes?

O nosso portfólio é composto por clientes que valorizam a qualidade dos nossos projetos e a eficiência dos nossos serviços. Atuamos em todo o território nacional, mas

pré-existência foi incorporado na conceção do novo uso. Uma antiga escola primária transforma-se num espaço multifacetado com um projeto/obra que pretende ser o mote para revitalização de uma zona/freguesia periférica ao centro urbano do concelho.

Numa época em que a preocupação com a sustentabilidade se estende a todas as áreas de atividade, que medidas é que implementam em prol da realização de projetos mais sustentáveis?

A Arquitetura sustentável é o termo usado para descrever a prática de projetar e construir edifícios que são amigos do ambiente e que tem como objetivo minimizar o impacto negativo dos edifícios, maximizando a eficiência energética e reduzindo o consumo de recursos naturais.

No nosso atelier, a sustentabilidade é uma das nossas preocupações, por isso, procuramos implementar medidas que promovam projetos mais sustentáveis, nomeadamente, o uso materiais e equipamentos ecologicamente sustentáveis, materiais recicláveis e/ou reutilizáveis e, por exemplo, a implementação de vegetação nas coberturas e/ou fachadas. Procuramos utilizar sempre materiais da região, o que permite contribuir para uma melhor harmonia da envolvente e minimizar, por exemplo, a deslocação/transporte desses mesmos materiais. Além disso, procuramos

com maior incidência na zona norte, sendo que, o nosso principal objetivo é atender a demanda dos nossos clientes da melhor forma possível. A nível internacional, já realizámos alguns projetos, nomeadamente para Angola e S. Tomé, mas pretendemos, futuramente, poder alargar ainda mais a nossa área de atuação a nível internacional.

Em termos futuros, como imagina o percurso da SFA - Sérgio Ferreira Arquitetos?

O objetivo da SFA - Sérgio Ferreira Arquitetos é continuar a crescer e expandir a atividade, para que possamos oferecer ainda mais soluções inovadoras e, assim, melhorar ainda mais o serviço que oferecemos aos nossos clientes.

Pretendemos também investir, para que nos possamos tornar cada vez mais uma referência no mercado, no que a nível de projetos de arquitetura diz respeito. Acreditamos que esses são os principais pilares para o sucesso da empresa, para que possamos continuar a crescer, de forma sustentável, e alcançar todos os nossos objetivos!

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SFA - SÉRGIO FERREIRA ARQUITETOS | BRANDS POWER
Casa Bisalhães Casa Vilarinho S. Romão

“DISTINGUIMO-NOS PELA FORTE CAPACIDADE DE EMPATIA”

Zélia Domingues, Gerente e Diretora Comercial da ComprarCasa Armação de Pêra, falou sobre os fatores diferenciadores da agência, das perspetivas de recrutamento para a equipa e do panorama atual do mercado imobiliário.

profissional, por exemplo, com poupanças e com o hábito de poupar, verem que, ainda assim, devido à inflação, à subida das taxas de juros e os valores dos impostos inerentes, haja dificuldade em conseguir realizar uma aquisição. Contudo, na nossa região, continuamos a sentir que o desafio é responder à procura com a oferta que temos, seja para comprar ou até arrendar.

De que forma descreveria a equipa que compõe a ComprarCasa Armação de Pêra? Que fatores vos distinguem no mercado?

Localizada na zona algarvia de Armação de Pêra, esta imobiliária ComprarCasa está num local onde existe uma grande atividade turística. Sente que há cada vez mais estrangeiros a comprar casa em Portugal e a optar por se mudarem para o país?

Iniciei a minha carreira no ramo imobiliário em 2007, precisamente em Armação de Pêra, e também foi a localização que escolhi para residir. De facto, a procura desta zona pelos estrangeiros é uma constante. Na sua maioria, os nossos clientes vêm da Europa, mais concretamente, de França, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Suíça e, recentemente, começámos a realizar transações com clientes vindos da Polónia. E sim, as viagens de curtas distâncias, o nosso clima e a qualidade de vida que aqui encontram, em qualquer altura do ano, fazem com que esta seja uma zona de eleição para viver e comprar ou uma segunda habitação, ou até uma residência própria e permanente, sejam eles reformados ou famílias ainda em atividade profissional e escolar.

Considera que a compra e venda de casa, por parte dos portugueses, tem sido afetada pelo panorama atual do mercado imobiliário?

Quais os grandes desafios do mercado, neste momento?

Realmente, nestas últimas semanas “chovem” notícias que criam alertas para os portugueses. E é muito desmotivante para quem quer comprar a sua primeira habitação, pessoas já adultas e com estabilidade

Somos uma equipa jovem, simples, experiente, formada e com capacidade profissional para responder a qualquer necessidade dos nossos clientes. Procuramos, a cada dia, dar o melhor de nós a cada cliente e a cada imóvel. Distinguimo-nos pela forte capacidade de empatia e transparência, porque gostamos de bem aconselhar e porque amamos o que fazemos! Dominamos a língua francesa e inglesa e, por isso, diferenciamo-nos no mercado, por conseguirmos comunicar e entender os clientes, desde o primeiro contacto até à conclusão do negócio. E claro que os valores externos e internos da Rede ComprarCasa andam de mãos dadas com as nossas lojas e equipas, oferecendo confiança e qualidade no serviço que prestamos, diariamente.

Em termos futuros, que planos tem em mente para a imobiliária? Como é que olha para o futuro do sector?

O futuro poderá ser bem melhor, se exigirmos, a cada dia, dos profissionais da atividade, a excelência no serviço prestado ao cliente. Assim, irão sempre existir pessoas que queiram vender ou comprar casa. É um sector que, no meu ponto de vista, e pelos anos de atividade que tenho, considero que precisa de ser “afinado” na qualificação dos profissionais que atuam no terreno. Temos como missão elevar o respeito pela nossa atividade, na nossa região e, por estarmos em crescimento e em expansão, estamos a recrutar para a nossa equipa agentes imobiliários, uma assistente administrativa e uma assistente comercial, apostando, regularmente, em formações diversas sobre o mercado imobiliário, para poder continuar a responder às tendências de mercado e ajudar todos os clientes que queiram comprar ou vender um imóvel, em Armação de Pêra e nas proximidades de todo o concelho de Silves.

zeliadomingues@comprarcasa.pt

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BRANDS POWER | COMPRARCASA ARMAÇÃO DE PÊRA
Zélia Domingues, Gerente e Diretora Comercial
AMI:
Rua das Caravelas Edf. Praia Dourada 1 Loja 44 8365-116 Armação de Pêra (+351) 964 364 465
APEMIP: 5849 /
16102
www.comprarcasa.pt/armacaopera

“CADA MARCA É UM SÍMBOLO DE QUALIDADE”

Há cerca de uma década e meia no mercado, a Bricer é uma empresa 100% nacional que aposta num conceito diferenciador. Apresente-nos a empresa, bem como o posicionamento que esta assume.

A Bricer é uma empresa grossista que tem como “core business” a distribuição de produtos alimentares. Esta distingue-se, não só, por ser uma empresa “Brand Representative”, ou seja, que representa as marcas, mas também por ser responsável por todo o desenvolvimento das mesmas no mercado. O nosso valor acrescentado é que as marcas que apresentamos, e que ajudamos a desenvolver, têm o fator comum de ter um produto com características altamente diferenciadoras e, em certos casos, apostam bastante na inovação, uma palavra que seguimos desde a sua génese. É este o conceito que procuramos seguir. Sempre que introduzimos uma marca, esta tem que trazer algo de diferente e inovador, senão não vale a pena. Por serem produtos diferenciados, dependendo das características dos mesmos, conseguimos encaixar em todos os segmentos, alto e médio alto, ou até, por vezes, em segmentos mais rotativos. Alguns produtos entram em nichos, pela sua enorme diferenciação, outros tornam-se mais populares, e muitos já têm alguma maturidade no mercado. A Bricer tem artigos em todas as categorias alimentares e não alimentares, embora, nesta última, em menor número de referências disponíveis.

No alargado e diversificado catálogo, a empresa dispõe várias marcas internacionais de grande qualidade e excelência certificada. Na sua ótica, qual a importância e poder das marcas?

Todas as marcas são importantes e penso que devemos olhar para estas pela sua essência, e não apenas pelo preço. Regra geral, conhecemos melhor as marcas que fazem mais publicidade, mas há um mundo de marcas por explorar, que merecem todo o nosso respeito, mesmo não sendo tão populares.

Creio que, muitas vezes, vemos as marcas como se fossem apenas um produto, e quando aparece algo diferente é difícil impôr as diferenças e as mais-valias dessa marca. Por isso, é precisamente este “tabu” que a Bricer pretende contornar.

Para nós, as marcas pelas quais lutamos, todos os dias, não são apenas um produto! Cada uma é um símbolo de qualidade e identidade pessoal. Elas representam uma promessa de qualidade, confiabilidade, e todas têm uma história, valores únicos, e são fruto de muitos anos ou décadas de trabalho. Estes valores e esta carga emocional que a marca tem dizem-nos muito.

De que forma olha para a penetração das “marcas próprias” no mercado português?

A penetração das marcas próprias é um fenómeno de escala que é inevitável. Não sou contra as marcas próprias, antes pelo contrário, sou a favor de todo o tipo de marcas. Estas marcas trazem-nos, acima de tudo, vantagem económica, e conseguem trazer inovação, que se dissipa muito rapidamente com a massificação. Porém, as outras marcas trazem-nos a diferenciação e liberdade de escolha. Todos os conceitos de marca fazem falta num mercado livre e moderno, e quanto mais opção tivermos, enquanto consumidores numa sociedade livre, mais rica se torna essa sociedade. Obviamente que, quer em marcas próprias, como em marcas per si, não há, nunca, o produto perfeito. Esse, andamos todos à procura dele. O que se balanceia é sempre um compromisso custo-benefício e, independentemente de se optar por uma marca própria, ou não, sabemos de antemão que há sempre algo que se perde e algo que se ganha, em qualquer opção que seja feita. A existência de ambas as definições tem que tender para um equilíbrio no mercado, onde se inserem ambas. E claro, este equilíbrio prevê a coexistência dos dois conceitos, sem “canibalismo”. Se um absorver o outro, creio que não é, de todo, positivo. Sabemos que a questão economicista pesa bastante, e ainda encontramos barreiras e algum conservadorismo em certos sectores. No entanto, é nossa missão tentar quebrar esses preconceitos instalados, e tentar mostrar a riqueza da opção diferenciada.

Qual o compromisso que assume com o cliente e quais os valores pelos quais a equipa se rege? No desenvolvimento da estratégia da empresa, que objetivos pretende concretizar a médio prazo?

O meu compromisso com o meu cliente é sempre baseado em valores como a transparência, a confiança e a coerência.

Ninguém evolui sozinho, todos precisamos uns dos outros, embora, às vezes, não se tenha bem noção desta interdependência, mas é uma relação circular, que tem de ser saudável, e só se mantém e cresce com base na confiança, trabalho contínuo e na proximidade, e é essa postura que priorizamos na Bricer. No futuro, queremos seguir a mesma linha de aumento de oferta de artigos, na área de inovação e diferenciação, com entradas em diferentes categorias e em novos sectores de atuação.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 53
BRICER | BRANDS POWER
Brites Matos, CEO
www.bricer.pt
Brites Matos, CEO da Bricer, fala-nos do poder das marcas e do posicionamento da empresa no mercado.

“O MAIS IMPORTANTE É QUE AS PESSOAS SE SINTAM BEM NOS ESPAÇOS QUE CRIAMOS”

Os Arquitetos Pedro Ruivo e Filipa Anjo são Sócios-Gerentes do Ar.c Arquitetos, o atelier que está localizado em Cuba, na região alentejana. Em entrevista, Pedro falou sobre alguns dos projetos que o orgulham e da sua referência na arquitetura.

A Ar.c Arquitetos foi criada em 2017 e está sediada em Cuba, no Alentejo. O que nos pode contar sobre o percurso que têm vindo a traçar, ao longo de seis anos?

De facto, o escritório foi criado em 2017. Eu trabalhei durante, sensivelmente, dois anos, em nome individual e quando saí da empresa onde estava, decidi abrir este escritório. Inicialmente, estávamos localizados em Beja, mas com o passar do tempo, considerámos que seria preferível ir para Cuba, também no Alentejo, uma decisão que algumas pessoas estranharam porque, normalmente, os negócios devem situar-se onde há mais pessoas, mas este tipo de empresas, em geral, não funcionam exatamente dessa forma. Desde o princípio, até hoje, fazemos de tudo um pouco, do mais simples ao mais complexo, algo que acabou por ser vantajoso para o nosso percurso, porque temos noção de como funcionam todos os processos.

No seu ponto de vista, quais os fatores que distinguem e caracterizam o vosso trabalho?

Eu penso que um dos fatores que nos distinguem é o facto de valorizarmos muito o nosso trabalho e gostarmos realmente daquilo que fazemos. Somos muito atentos aos pormenores e só apresentamos propostas de estudo prévio ao cliente depois de garantirmos que não há falhas e que correspondem às suas expectativas. Outra coisa que fazemos, que não é muito comum nesta zona, mas que, na minha opinião, deveria ser obrigatório, é entregar, nas câmaras municipais, o projeto de execução. Nós fazemos todas as medições necessárias, a

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BRANDS POWER | AR.C ARQUITETOS
Gonçalo Martins, Teresa Salazar, Pedro Ruivo, Filipa Anjo e Maria Leão

pormenorização de toda a obra e escolhemos os materiais, e isto faz com que os nossos projetos sejam mais completos.

Para além disto, apostamos bastante na divulgação do nosso trabalho, nomeadamente, nas redes sociais. Temos uma Designer de Comunicação na empresa que, além de tratar dos desenhos em 3D e de toda a parte gráfica, também se dedica à gestão das nossas redes sociais e do site. Somos uma empresa bastante ativa no digital e consideramos que este é um aspeto muito importante na atualidade. Este tipo de comunicação, por parte das empresas, é indispensável.

Divididos entre aArquitetura e o Design, têm muitos meios para a realização de projetos à medida do cliente. Do vosso portfólio, há algum projeto que gostasse de destacar?

Ao longo dos anos, realizamos vários projetos que gosto e dos quais me orgulho. Se tivesse de destacar apenas um, poderia falar de um projeto que, para mim, representou um “arranque” para o escritório, e que veio na sequência de um desafio que nos foi proposto, por parte do Núcleo Empresarial do Baixo Alentejo. Havia uma candidatura europeia para um projeto onde se iriam inserir empresas ligadas à tecnologia, que teria cerca de 1200 metros quadrados de área de construção, e tínhamos pouco tempo para o realizar. Decidimos aceitar o desafio e conseguimos fazer um “milagre”. Em 15 dias, fomos capazes de fazer o levantamento, apresentar a proposta do programa base de projeto ao cliente e fazer o licenciamento camarário do mesmo. Penso que este projeto é um dos que mais prazer nos deu fazer e que nos deu um “empurrão” no mercado.

Daí para a frente, temos feito um pouco de tudo, desde projetos de moradias, habitação coletiva, espaço público, edifícios geriátricos, industriais, entre outros.

Enquanto Arquiteto, quais é que são as suas inspirações na área?

Para ser um bom arquiteto temos, primeiramente, de conhecer bem as pessoas, porque a Arquitetura é dirigida, maioritariamente, para o ser humano. Se entendermos bem aquilo que as pessoas pretendem, a forma como estas se comportam e a relação das mesmas com os espaços projetados e com a sua envolvente, tornamo-nos melhores profissionais.

Eu tenho algumas referências na área, como o Arquiteto José Carlos Nunes de Oliveira, que tem um escritório de arquitetura localizado na Trofa e, para mim, é um dos melhores arquitetos a nível europeu, ou até mundial. Admiro o seu trabalho, pela sua linguagem de arquitetura, pela qualidade do seu trabalho e, sobretudo, pelas qualidades humanas.

Relativamente ao futuro, que planos tem em mente e que objetivos pretende concretizar?

Não costumo fazer muitos planos, nem criar grandes expectativas, prefiro viver um dia de cada vez. Se me contassem, há dez anos, que eu iria ter um escritório de arquitetura na zona de Cuba, composto por quatro arquitetos e uma designer, e que ia fazer projetos para todo o país, eu não acreditava.

Futuramente, quero continuar a trabalhar de forma séria, honesta, e a apresentar projetos de qualidade ao cliente. Além disto, o que tiver de vir, virá, e estaremos preparados para isso. Para nós, o mais importante é que as pessoas se sintam bem nos espaços que criamos.

geral@ararquitectura.pt www.ararquitectura.pt

AR.C ARQUITETOS | BRANDS POWER

“TODOS OS PROJETOS SÃO ÚNICOS”

Marcelo Marreiros, Fundador e CEO, contou-nos como surgiu o projeto da Saudade Algarve e de que forma a equipa tenta manter o equilíbrio entre o antigo e o moderno, nos projetos que realiza.

Situado em Olhão, na região algarvia, Saudade Algarve é um gabinete de Arquitetura, Supervisão de Obras e Design de Interiores. Como e quando surgiu este projeto? De que forma aparece o gosto por esta área na sua vida?

O projeto Saudade Algarve nasce em 2017, de um sonho da minha anterior sócia (Cláudia da Graça, falecida em 2021) de restaurar as casas algarvias com o espírito autêntico da sua traça, mas com a elegância e conforto dos tempos em que nos encontramos. Eu fui contagiado pela sua energia e vontade de transformar este sonho em negócio. O crescimento da empresa tem sido notório, quer no número de projetos quer na sua dimensão. O meu novo sócio Paulo Condinho, da área da Engenharia Civil, acrescentando a componente técnica aliada ao meu lado mais empreendedor que juntamente com uma equipa de criativos fazemos o sonho acontecer.

Os projetos que realizam apresentam um estilo natural, simples e puro. Que projeto gostariam de destacar e por que motivo? O que vos caracteriza enquanto equipa?

Não existe apenas um projeto que gostaríamos de destacar, todos os projetos são únicos e destacam-se à sua maneira, por diferentes motivos. É complicado comparar uma moradia construída de raiz, seguindo linhas mais contemporâneas de um loteamento já existente, e uma reabilitação de uma moradia com mais de 50 anos, no centro histórico de Olhão. Na moradia que realizamos de raiz, procuramos criar um fio condutor entre o espaço exterior (contemporâneo) e o interior, onde usamos técnicas mais tradicionais, como os armários em alvenaria, os duches com divisórias em parede e não em vidro, o pavimento em Santa Catarina que depois continua para o exterior, mas dando, também no interior, um toque mais atual com o pavimento em microcimento. Por outro lado, nas moradias históricas, onde a estrutura e o charme das mesmas foram a principal razão da sua aquisição, esta é uma parte que tentamos ao máximo manter. Desde os altos pés direitos, às abobadas, e, quando possível, ao mosaico hidráulico existente. No entanto, revemos o programa e organização espacial interior das

mesmas, para que as possamos "ajustar" às necessidades das pessoas que lá vão viver. Enquanto equipa, esta é uma das características que mais tentamos preservar, a procura pelo ponto intermédio entre o antigo e o moderno, onde dois tempos tão diferentes se encontram, tentando criar um equilíbrio entre ambos.

A questão da sustentabilidade, nomeadamente ma arquitetura, é cada vez mais valorizada. Esta é uma preocupação vossa no momento de idealizar um projeto? Que estratégias utilizam neste sentido?

Claro que sim, nem podia ser de outra forma. Estamos no Algarve, onde temos sol durante 300 dias por ano. Usar a energia solar, sempre que possível, é algo que tentamos implementar desde o início do projeto, tal como a procura pelo aproveitamento das águas da chuva. Mas sustentabilidade, atualmente, já não é se aplica apenas às energias renováveis, mas também às matérias-primas usadas na obra e nos materiais aplicados. Cada vez mais procuramos materiais sustentáveis, equipamentos com bons comportamentos energéticos, seja um frigorífico ou um chuveiro com um sistema de poupança de água.

E quando falamos de reabilitações, existe sempre a intenção de preservação do património cultural e a sua identidade arquitetónica, mas também dos proprietários das moradias, existe a intenção de "guardar" o máximo do que já existe, sejam as portas interiores de madeira, que serão recuperadas, ou as portadas das janelas.

Como é que olham para o futuro do sector, em geral, e do Saudade Algarve, em particular?

Francamente, olhamos com muito otimismo para o futuro do sector. Tem existido, desde a pandemia, um enorme investimento estrangeiro no sul do país, devido às diferentes características positivas que compõem a nossa região. A Saudade Algarve encontra-se motivada e com uma perspetiva evolutiva de acordo com cada projeto que abraçamos. Esta nossa filosofia leva-nos à melhoria constante perante novos desafios. Apesar de, no início do nosso projeto, 100% dos clientes terem sido estrangeiros, com a evolução do mesmo, o mercado de clientes portugueses tem aumentado, de ano para ano, representando, atualmente, sensivelmente 50% do total de clientes do atelier, o que mostra que, também aqui, conseguimos uma diversificação de mercados.

www.saudadealgarve.com

56 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL
BRANDS POWER | SAUDADE ALGARVE
Fotos Créditos: Stéphane Gaillard

“A DISTINÇÃO TOP 5% PME ESPELHA O NOSSO EMPENHO E DEDICAÇÃO”

Luís Benevides fundou a empresa Construções Benevides Lda, no ano de 2012, tendo estabelecido, como objetivo principal, dar o seu contributo para o sector da Construção Civil. Volvidos 11 anos, os resultados são muito satisfatórios para o empresário, que se orgulha dos projetos que concretizou e dos prémios que recebeu, enquanto Top 5% PME.

Em primeiro lugar, gostaríamos de saber um pouco mais sobre a história da Construções Benevides Lda. Como surgiu este negócio e qual o balanço que faz do percurso até aqui?

A empresa Construções Benevides Lda foi fundada em julho de 2012, com o propósito de dar o seu contributo na área da Construção Civil, que é a paixão do seu fundador. No que diz respeito ao balanço do percurso, até à presente data, não poderíamos estar mais satisfeitos, uma vez que procuramos, com sucesso, aumentar o nosso leque de serviços e soluções, ampliando competências no ramo da construção, tendo sempre como objetivo a plena satisfação das necessidades e dos desejos dos nossos clientes.

A distinção enquanto Top 5% PME resulta do trabalho de qualidade que têm vindo a desenvolver, ao longo dos anos? Qual o significado do prémio?

É com muito orgulho e satisfação que recebemos a distinção Top 5% PME, pelo terceiro ano consecutivo, algo que espelha, sem dúvida, o empenho e a dedicação no trabalho que temos vindo a desenvolver. Não podemos deixar de dedicar este reconhecimento aos nossos colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros de negócios.

Dos trabalhos que já realizaram, gostariam de destacar algum projeto? Que planos têm em mente para o futuro?

Não existem trabalhos iguais, pelo que nos é difícil destacar algum, tendo em conta que todos os projetos em que nos envolvemos contribuíram para construir aquilo que somos hoje, enquanto empresa. Quanto aos planos para o futuro, o que podemos revelar é que temos a intenção de continuar a investir e a aumentar o nosso leque de negócios.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 57
CONSTRUÇÕES BENEVIDES | BRANDS POWER
Libéria Benevides e Luís Benevides, Fundadores
“Não podemos deixar de dedicar este reconhecimento aos nossos colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros de negócios”

UM EXEMPLO DE RESILIÊNCIA E CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO

O Engenheiro Pedro Mendes é CEO e Co-Founder da Spawnfoam. Em conversa, falou sobre o trabalho que a empresa desenvolve, nomeadamente, na Polónia.

A Spawnfoam é uma empresa que apresenta um conceito verdadeiramente inovador e sustentável. Para quem ainda não conhece, apresente a empresa e o seu papel no mercado.

A Spawnfoam produz novos materiais de origem orgânica, desenvolvidos para a economia circular. Os produtos Spawnfoam são feitos com subprodutos agrícolas e florestais de base celulósica, reforçados com o nosso adesivo orgânico. A oferta de produtos é ecologicamente correta, complexa e personalizável e as suas possíveis aplicações são infinitas. No entanto, o compromisso atual da Spawnfoam envolve o desenvolvimento de painéis de construção para isolamento térmico e acústico e a produção e comercialização de embalagens, vasos e tabuleiros biodegradáveis, que permitem o transporte de plantas diretamente do viveiro para o local de plantação, onde é possível colocar diretamente no solo a planta e o tubete. Aumentamos a eficiência do processo e promovemos a taxa de sucesso da plantação. Pretendemos, não só ser uma referência no que respeita à qualidade dos nossos produtos, mas também enquanto entidade promotora de uma consciência e de uma economia mundial mais amigas do ambiente.

Ao que pudemos apurar, vão lançar um projeto educativo, na Polónia, relacionado com a sustentabilidade ambiental e destinado às crianças. O que nos pode contar sobre o mesmo e que contributo terá na vida destas crianças?

A Spawnfoam recebeu, no início deste ano de 2023, o apoio do programa Poland Prize, que nos permitiu implementar a estratégia de internacionalização idealizada para a marca, na procura de um novo mercado para os nossos produtos. Esta estratégia de internacionalização tem como uma das atividades, a realização do projeto de educação ambiental, junto da comunidade escolar de Zdunska Wola, na Polónia. Este projeto é o resultado do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela empresa, no último ano, nomeadamente, na procura de parceiros e clientes internacionais. Iniciámos a exploração de novos

mercados na Holanda, seguimos para a Alemanha, com a presença na Feira Internacional Spooga+Gafa 2022 e, devido ao resultado dessa exploração de mercado, nos últimos seis meses, temos estado a endereçar esforços para encontrar um parceiro de negócio na Polónia, de forma a conseguirmos consolidar a Spawnfoam e a nossa estratégia de internacionalização da marca e de produção. O resultado do projeto que estamos a desenvolver, junto da comunidade de Zdunska Wola, vai permitir ajustar o produto dos vasos biodegradáveis e dos nossos produtos de plantação florestal ao mercado polaco.

No seu ponto de vista, que fatores distinguem a Spawnfoam no sector da biotecnologia?

O que nos distingue no sector é a resiliência e a capacidade de adaptação às circunstâncias. Começámos a empresa apenas com a ideia de desenvolvimento de um material orgânico que valorizasse subprodutos da agricultura da região. Desconhecíamos a potencialidade daquilo que estávamos a desenvolver e também não sabíamos qual o processo de transformação necessário para a sua obtenção. Após várias iterações de tentativa e erro, fomos obtendo alguns resultados, por vezes satisfatórios, outras vezes menos favoráveis, mas com as iterações que fomos realizando, foram possíveis o desenvolvimento e a obtenção de resultados que, atualmente, e olhando para o nosso passado, podemos dizer que estamos muito orgulhosos daquilo que obtivemos.

A nossa abordagem para com os desafios que surgem é a de total disponibilidade para experimentar.

Depois de mais de seis anos de existência, quais os planos em mente para o futuro da empresa?

O plano para o futuro consiste, essencialmente, no aumento da fabricação de biocompósitos de origem orgânica, mais concretamente, para as aplicações de produção de vasos e recipientes para a produção de plantas, e na consolidação do nosso processo de internacionalização, que agora teve início, na Polónia. De acordo com o feedback que tivemos da abordagem exploratória, feita em 2022, pretendemos encontrar um parceiro industrial na Polónia para, com a produção a ser feita nesse país, exportar para a Alemanha e para a Holanda. O polo de produção nacional será, essencialmente, para atividades de I&D, com a implementação de uma unidade de desenvolvimento tecnológico de biocompósitos e com capacidade produtiva para processos de experimentação. Para o desígnio nacional, procuramos obviamente, um parceiro que esteja disposto a arriscar connosco, a produção e o desenvolvimento de novos materiais.

www.spawnfoam.pt info@spawnfoam.pt

58 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL
BRANDS POWER | SPAWNFOAM

“AJUDAMOS OS CLIENTES A DEFINIR O CAMINHO CERTO”

A A.G. da Cunha Ferreira é um dos Gabinetes mais antigos, com 142 anos de experiência, a operar na Europa, na área da Propriedade Intelectual. Para quem ainda não conhece esta área de atividade, o que nos pode contar sobre o trabalho que desenvolvem?

Em primeiro lugar, é proveitoso esclarecer o que é a Propriedade Intelectual. Esta pode ser definida como o conjunto de direitos provenientes de criações humanas e divide-se em dois grandes ramos: o primeiro, dos “Direitos de Autor e Direitos Conexos” e o segundo, dos “Direitos de Propriedade Industrial”, relativos a marcas, patentes, desenhos ou modelos, entre outros. Ainda que não seja obrigatório o registo destes direitos, é extremamente aconselhável que seja realizado. Só assim, terão ao seu dispor todos os expedientes legais disponíveis na prossecução e proteção dos seus direitos. Dando como exemplo os Direitos de Propriedade Industrial, o registo permitirá aos titulares desse exclusivo protegerem-se contra uma utilização não autorizada das suas patentes, marcas e desenhos ou modelos e, ainda, de assegurarem que não existem criações idênticas ou semelhantes às suas. Assim, ajudamos os nossos clientes a definir o caminho certo a percorrer, alicerçado numa estratégia de proteção, elaborada à medida das suas necessidades, tanto no panorama nacional, como no internacional. Por fim, e como o registo de um direito é apenas uma parte do processo, procedemos também à vigilância e a uma proteção ativa dos direitos e investimentos dos nossos clientes.

A qualidade do vosso trabalho tem sido reconhecida e já foram distinguidos como empresa Top Tier Prosecuiton, em patentes e marcas, e como PME Líder e Excelência. Qual o significado destas distinções e quais os fatores que vos distinguem no mercado?

É o reconhecimento da excelência do serviço que prestamos aos nossos clientes. Um serviço alicerçado em mais de 143 anos de know-how, que nos permitiu desenvolver um conjunto de profissionais altamente especializados, orientados pela integridade, rigor e compromisso na prossecução dos seus deveres e, também, na proteção dos direitos dos nossos clientes.

Uma vez que, neste mês de abril, comemora-se o Dia Internacional da Propriedade Intelectual, qual é o papel da empresa na proteção da propriedade intelectual e na consciencialização do impacto das patentes e direitos autorais na vida das pessoas?

Numa era de globalização, onde o poder da Propriedade Intelectual, sejam marcas, patentes ou outro, se torna cada vez mais forte para o sucesso do negócio, a proteção da mesma é essencial. Isto aplica-se tanto a pequenas, como médias ou grandes empresas.

Como tal, temos tentado sensibilizar o mercado, não apenas para a existência deste tipo de direitos, como para a sua importância enquanto ativo fundamental de uma empresa e, consequentemente, da necessidade do seu registo. Tentamos reforçar que o registo dos seus direitos é apenas o primeiro passo a tomar na defesa dos mesmos, uma vez que esta defesa deve ser constante e permanente.

Com mais de um século de história, qual a visão que têm acerca do futuro?

Em termos gerais, pretendemos continuar a corresponder às necessidades e expectativas dos nossos clientes, como fazemos há mais de 143 anos, sempre com a excelência e dedicação a que os acostumámos. Para isso, estamos constantemente em evolução, de modo a conseguir responder eficaz e eficientemente aos novos desafios que vão surgindo, apostando numa forte qualificação dos nossos colaboradores, enquanto aproveitamos, em benefício dos nossos clientes, as transformações tecnológicas que vão sucedendo diariamente. Assim, pretendemos continuar a cultivar o nosso legado de excelência, mantendo-nos como principal parceiro estratégico no apoio ao empreendedorismo e talento que existe em Portugal, assim como uma fonte de criação de valor para todos os nossos clientes.

964 364 465

marcpat@agcunhaferreira.pt www.agcunhaferreira.pt

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 59
A.G. DA CUNHA FERREIRA | BRANDS POWER
Manuel Ferreira, Managing Partner da A.G. da Cunha Ferreira, explicou o que é a Propriedade Intelectual e a importância de a proteger, abordando o método de trabalho da empresa.

Armando Ribeiro, CEO da CAIXILAR, descreve o percurso da empresa, ao longo de 33 anos, e expõe as soluções inovadoras que esta disponibiliza, na área da caixilharia.

clientes, a CAIXILAR ganhou notoriedade, tornando-se referência na escolha de caixilharia para as obras de Alta Performance.

No seu ponto de vista, que aspetos é que diferenciam esta empresa das restantes presentes no mercado? Que soluções disponibilizam ao cliente? Do vosso portfólio, há algum projeto que gostariam de destacar?

Gostaríamos de conhecer a história da Caixilar. Conte-nos como surgiu o projeto e como tem sido o percurso até aos dias de hoje.

"A CAIXILAR, empresa do grupo SERTEP, foi criada em 1990, por mim, com o intuito de fabricar sistemas de caixilharia de alumínio de qualidade, a preços acessíveis". Reza a história que, enquanto produzia candeeiros na sua própria casa, verificou que o frio e a humidade que sentia vinham, em grande parte, das janelas, e decidiu trocar as existentes, de madeira, por umas novas, de alumínio. Quando ganhou experiência a “consertar” as janelas novas que, na realidade, ainda eram piores do que as anteriores de madeira, percebeu que o mercado da caixilharia tinha pouca qualidade e havia margem e necessidade para mudar esse paradigma e tornar as casas das pessoas um lugar melhor e mais saudável para habitar. Como a sua formação de base era de desenhador industrial mecânico, depois de alguns meses de estudo e de experiência no mercado, acreditou no projeto e lançou-se como empresa limitada, na Pontinha. A sua seriedade e o know-how que tinha, e que foi aprendendo com os seus colaboradores, foram granjeando a confiança e a recomendação do mercado.

"Em 2001, já com a ajuda do meu irmão, Mário, a empresa realiza um forte investimento em meios técnicos e humanos, potenciando a melhoria da qualidade dos serviços e uma aceitação, por parte de empresas de construção civil de renome". Em 2003, foi ainda mais longe, atraindo diversos mercados internacionais, tais como, França, Angola e Cabo Verde.

No início de 2008, a CAIXILAR era a 1.ª empresa de caixilharia, em Portugal, a receber a Certificação de Serviço, referente à marcação CE, e com cariz de obrigatoriedade, desde fevereiro de 2009.

Estes desenvolvimentos permitiram a formação de sinergias e a colaboração de uma equipa dedicada e experiente, possibilitando a oferta de uma garantia de qualidade. Hoje, com mais de 20 000

Vivemos na era da arquitetura orgânica, onde se pretende que os espaços estejam em perfeita simbiose com o seu entorno. Os novos sistemas de caixilharia minimalistas, ou até os “invisible”, que se fundem com as paredes e o chão da casa, dando primazia à entrada do exterior para o interior, são soluções elegantes e simplistas, mas requerem muito trabalho de levantamento e preparação, quer do local onde serão integradas, quer das próprias, para que funcionem na perfeição e sejam duradouras. A utilização, cada vez maior, de painéis de vidro duplos e triplos, pesados e de grandes dimensões, exigem um trabalho adicional de cálculo e de aplicação, devido ao risco e funcionalidades acrescidas. Para além desses sistemas, temos desenvolvido trabalhos de beleza singular, a pedido dos clientes, como uma sala de meditação em vidro, uma ponte suspensa para passar do quarto para a biblioteca, uma fachada colada sem alumínio, cabines à prova de bala ou quartos de pânico, jardins de inverno únicos ou até portas em pedra.

Ao longo destes 33 anos, são inúmeras as obras emblemáticas que fizemos, das quais, pela sua especificidade referimos:

• Moradias unifamiliares Santo Amaro Palace

• Moradias residenciais diversas, em Portugal e França, como minimalismo, by Souto Moura, sistemas elevatórios, portas de correr “invisible”, by Caixilar, jardim de inverno com

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BRANDS POWER | CAIXILAR
“HOJE MELHOR QUE ONTEM, AMANHÃ MELHOR QUE HOJE!”
Cuf Almada Hotel Altis de Belém

cobertura mista, vidro e fotovoltaico, sala de meditação em vidro, cubo inclinado, by Caixilar, sala de pânico em vidro antibala e bomba, portadas elétricas e estores antirroubo.

• Encosta das Olaias - sistema SAPA, com fiscalização do LNEC

• Hotel Les Almedies em Dakar, Senegal

• Hotel Tivoli Avenida e Tivoli Jardim

• Sede da Paladin

• Centro Comercial de Morrobento, em Luanda, ou a Torre Redonda de serviços, em Praia, Cabo Verde

Uma vez que a questão da sustentabilidade está, cada vez mais, na ordem do dia, quais as estratégias utilizadas pela Caixilar para se tornar numa empresa mais sustentável e ecológica?

Quando falamos em sustentabilidade, falamos em empresas economicamente e socialmente responsáveis, que operam sem colocar em causa o bem-estar das gerações vindouras. Essa é a razão principal pela qual a Caixilar deixou de produzir PVC e apenas se dedica, desde há uns anos, a esta parte das obras em alumínio, um recurso praticamente ilimitado no Planeta e com pouco impacto na sua exploração. Para além disso, tratamos todos os nossos fornecedores como pares, dando primazia a uma relação duradoura e de confiança, honrando os nossos compromissos financeiros e pessoais. Especificamente em termos de eficiência energética, para além do óbvio impacto que as soluções de caixilharia têm na diminuição do consumo energético para os nossos clientes, nós próprios mudamos as nossas instalações para umas mais recentes, mais eficientes e onde, futuramente, iremos instalar painéis solares no telhado, para resolver grande parte do nosso consumo energético para produzir. Estamos, paulatinamente, a mudar a nossa frota para veículos elétricos, menos poluentes e o nosso processo produtivo assenta na mão-de-obra especializada, garantindo empregos, poupança de energia e uma maior personalização no produto final. A eficiência energética está na ordem do dia e nos temos de inovar, não há outra forma.

Com mais de 30 anos de presença no mercado, de que forma olham para o futuro e que planos têm em mente?

A pandemia trouxe-nos muita incerteza, mas, sobretudo, uma nova visão de bem-estar e de trabalho para as pessoas, que revolucionou a forma como respondemos ao mercado. Em termos de RH, é cada vez mais importante respeitar a dicotomia trabalho/família, para que seja possível manter os profissionais da área felizes, produtivos e enraizados. Por outro lado, grande parte dos clientes passa, hoje, muito mais tempo em casa, a trabalhar ou em lazer, dando muita importância ao bem-estar e à estética. É neste sentido que temos vindo a aperfeiçoar as soluções minimalistas com rutura térmica, que permitem grandes poupanças de energia e um bem-estar notório no ambiente, aliadas a uma quase impercetibilidade no espaço, trazendo o ambiente de fora para dentro, sem esforço, sem insetos e sem temperaturas desagradáveis. O local torna-se fluído, agradável, vivido. Em termos de gestão, atualmente, com as incertezas políticas, de saúde, económicas e a instabilidade de mercados e investidores, projetar a micro prazo não é uma realidade, mas uma necessidade, já que a capacidade de resposta a imprevistos tem de ser muito maior e isso só se consegue gerindo e prevenindo. É por isso que o know-how, a capacidade instalada e a segurança financeira são, hoje em dia, tão importantes numa organização e, sobretudo, numa empresa da área da construção civil, onde escasseiam bons profissionais e onde

a solidez de uma empresa é, muitas vezes, a insolvência do amanhã. A caixilharia é parte integrante de uma casa e requer um investimento considerável, pelo que é muito importante decidir em consciência para ambas as partes. A atualidade do mundo, com os desafios do rescaldo da pandemia, a guerra na Ucrânia, o aumento das taxas diretoras, as restrições, importações, a falta de materiais e falta de capital humano, tornam 2023 num ano particularmente desafiante para a nossa área, sendo que aquilo que conhecíamos já não é suficiente para a tomada de decisões. Contudo, tendo uma carteira já considerável de encomendas e uma reputação forte no mercado, que faz com que 90% da nossa faturação seja por recomendação e uma gestão cuidadosa, estamos confiantes que iremos manter a faturação do ano anterior e melhorar a nossa prestação e qualidade de serviços, como já é nosso apanágio. “Hoje melhor que ontem, amanhã melhor que hoje!”. mail@caixilar.pt

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CAIXILAR | BRANDS POWER
www.caixilar.pt
Moradia unifamiliar Belas Clube de Campo Aldeia dos Capuchos, Charneca da Caparica

INOVAÇÃO, CRIATIVIDADE E KNOW-HOW

Quais as principais áreas de atuação e quais as mais-valias associadas aos serviços disponibilizados pela Mov 180?

A Mov180 desenvolve, atualmente, a sua atividade nestas duas áreas principais de atividade, nas quais presta os seguintes serviços:

1. Funding & Grants:

• Identificação de oportunidades de financiamento

• Avaliação e planeamento estratégico (Opportunity, Partners Requirements & Viability)

• Preparação e submissão de candidaturas

• Contract management (Preparation Procedure Hiring & Procurement)

• Estratégia e coordenação de licenciamentos e/ou intervenientes

• Otimização e maximização de resultados

• Gestão de risco

• Gestão e monitorização de resultados

2. Planning & Real State:

• Planeamento estratégico (Due Diligence, Best Use & Viability)

• Gestão e controlo de custos

• Procurement e gestão de contratos

• Coordenação de intervenientes

• Estratégia e coordenação de licenciamentos

• Otimização e maximização de resultados

• Gestão de risco

• Gestão e monitorização de resultados

Em 2015, pelas mãos do engenheiro José Carlos Fernandes, nasce a Mov 180, uma empresa única em Estratégia e Gestão. Que balanço faz dos 8 anos de percurso e como descreve a performance e posicionamento da empresa no mercado?

Desde o início, a MOV180 assumiu a estratégia de ser uma consultora de referência, através da prestação de serviços em áreas que cobrem as suas principais áreas de atividade, distinguindo-se pela sua forma de estar no mercado, pela relação de compromisso, disponibilidade e qualidade do serviço, pautado pela eficiência e competitividade, utilizando os métodos e tecnologias mais avançados, atualmente disponíveis, para esse efeito.

O know-how e experiência acumulada + 38 anos do sócio-gerente, são hoje excelentemente complementados por uma equipa técnica com capacidade provada de inovação, a que se junta, ainda, uma rede colaborativa de parcerias, fatores que no seu conjunto explicam o sucesso da empresa e o seu reconhecimento pelo mercado, como prestador de serviços de excelência.

A evolução natural da empresa só tem sido possível pela dedicação de todos os seus colaboradores, atuais e antigos, e pelo espírito de lealdade e colaboração existente, que no seu conjunto permitem que a empresa esteja pronta para os vários desafios que tem e irá enfrentar e para acrescentar valor, não só aos seus clientes, mas também individualmente a cada um dos seus colaboradores, num ambiente justo, de que a distinção da empresa como empresa que promove a igualdade salarial entre mulheres e homens é um exemplo.

Para ambas as áreas de atividade, a empresa utiliza uma metodologia comum, que assenta nas cinco etapas da imagem seguinte:

Colocar os interesses dos clientes em primeiro lugar, posicionando o consumidor no centro do negócio, para construir a melhor solução para todos, bem como expertise e a aposta contantemente em novas tecnologias são a chave para o sucesso? Que outros fatores distinguem a empresa num mercado cada vez mais globalizado e competitivo?

Entendemos a inovação como um fator determinante na nossa vida, e com um enorme potencial de a mudar para melhor e assumimos a consultoria como um acelerador da inovação, em especial, para ajudar os nossos clientes a adotarem mais rapidamente os principais fatores de inovação. E é aí que a tecnologia desempenha um papel cada vez mais importante, enquanto um dos principais fatores de inovação, que a empresa tem vindo a privilegiar, enquanto ferramenta

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BRANDS POWER | MOV180
José Carlos Fernandes, CEO José Carlos Fernandes, CEO da Mov 180, fala à Business Portugal sobre os vários projetos desenvolvidos pela empresa.

de transformação e inovação, num mercado que é cada vez mais globalizado e competitivo. Isso explica a criação, em 2019, de um spinoff na área tecnológica, a DOTIIMA, empresa de domótica especialista no desenvolvimento, customização e comercialização de soluções na área de automação de edifícios, com uma clara aposta na inovação e um foco na qualidade do ar e a sua importância na saúde e bem-estar dos ocupantes dos espaços.

Ou a liderança do consórcio constituído com a SISTRADE - Software Consulting e a Universidade De Trás-os-Montes e Alto Douro, para a realização do projeto EASIER que se encontra a decorrer, projeto de I&D na área da Tecnologia em Saúde, financiado pelo Norte 2020, que tem como objetivo o desenvolvimento de uma plataforma digital integrada, com características inovadoras, que recorre à gamificação, à teoria da diversão e à ligação com o território, como forma de promover da atividade física e a redução dos comportamentos sedentários da população.

A Mov 180 assume constantemente desafios em diferentes núcleos de expertise e projetos. No âmbito do vosso vasto portfólio que projetos pode destacar como mais emblemáticos ou desafiantes?

Os três Planos de Pormenor de Áreas de Exploração Consolidada de Recursos Geológicos - Serra da Falperra, Pedras Salgadas, e Telões – em Vila Pouca de Aguiar, pela natureza específica daquelas áreas, pela sua dimensão e sobretudo, pelo modo inovador utilizado pela empresa para a sua conceção, foram projetos muito desafiantes e emblemáticos.

Assim como a delimitação das áreas de Reserva Ecológica Nacional, que temos desenvolvido para vários municípios e que pela sua especificidade e complexidade técnica, são projetos emblemáticos, tal como a elaboração dos vários PDM, que estamos a desenvolver nas Regiões Norte, Centro e nos Açores. No sector do turismo - Turismo de Natureza ou Turismo Cultural - temos desenvolvido vários projetos emblemáticos que merecem destaque, nomeadamente, projetos de requalificação e ampliação da oferta, através da criação de espaços e rotas de valorização do património natural como na Lamosa Natural e na Rota da Castanha e do Castanheiro, ou do património cultural como a Louça Preta de Bisalhães ou nos "Wine Tourism Welcome Centers – Rede intermunicipal de Enoturismo”. Podemos acrescentar, pelo desafio que constituíram, os dois projetos de suporte à realização do WTCC em Vila Real, em 2016, 2017, e 2019, em que as respetivas candidaturas implicaram a coordenação e elaboração prévia do Plano de Ação para a Promoção Internacional do Douro – Gastronomia & Vinhos.

Muitos mais projetos poderíamos referir, em vários outros sectores,

nomeadamente, em áreas de atividades dos municípios – reabilitação urbana, mobilidade sustentável, desenvolvimento económico, etc. - ou em áreas ligadas às atividades de promoção privada, sobretudo projetos com uma elevada integração de tecnologia e inovação.

Em especial, projetos decorrentes da transição climática ou digital, como candidaturas de Barragens e Regadios, (re)arborização de espaços verdes e criação de ilhas-sombra em meio urbano, ou projetos como o “Idoso(@) Ativo(@) - Abordagens Integradas Para a Inclusão Ativa no Douro” ou ainda os projetos dos bairros comerciais digitais, entre muitos outros desenvolvidos pela empresa.

Qual a estratégia assumida para continuar o trilho de crescimento, desenvolvimento e consolidação da Mov 180?

A nossa estratégia assenta na disponibilização do acesso à melhor assessoria e gestão estratégica, aliada às mais novas tecnologias e soluções, assentes na capacidade de gestão e na grande experiência individual de cada consultor, apoiada nas tecnologias que desenvolvemos e que colocamos à disposição do mercado. Oferecemos as melhores soluções, com recurso aos melhores especialistas e parceiros que constituem a nossa Talent Pool, garantindo aos nossos clientes que trabalham sempre com os melhores entre nós. E só assim será possível à Mov180 estar pronta para um futuro em que as tecnologias mudam rapidamente a nossa sociedade. Acompanhamos as megatendências, analisamos e moldamos as nossas soluções, enquanto especialistas em estratégia e tecnologia, colocando o consumidor no centro dos negócios. Desta forma, desenvolvemos projetos pioneiros, como a disponibilização, ainda este ano, de uma Plataforma Tecnológica de Integração avançada de sistemas de informação e produção (i4.0), na área dos Sistemas de Informação Geográfica, aplicados ao planeamento e ordenamento do Território e Urbanismo. Ou a conceção e desenvolvimento de soluções de visitação do território para espaços com forte vocação turística, assente em valores naturais e/ou culturais, que se baseiam na utilização de Jogos Digitais, capazes de tornar as visitas numa experiência única e interativa. Através da definição de perfis de visitantes e da criação de “Storytelling” personalizado e adaptado a cada perfil, obtemos várias narrativas paralelas e alternativas, enriquecidas com multimédia, 3D e jogos de realidade aumentada, com conteúdos interativos, como objetos e/ou personagens que falam e convidam os visitantes a interagir com eles, quizzes e jogos, entre outras soluções, que melhoram muito a experiência do utilizador.

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MOV180 | BRANDS POWER info@mov180.com www.mov180.com

EXPERIÊNCIA, DEDICAÇÃO E QUALIDADE DE SERVIÇO

Guilherme Guedes é CEO da Burgo Resiliente. À Revista Business Portugal, falou sobre o trabalho de Administração de Condomínios e Gestão de Alojamento Local que a empresa providencia.

à gestão de Alojamento Local. Posteriormente, em 2022, decidimos entrar noutra área e a Burgo Resiliente nasce para se dedicar, exclusivamente, à Administração de Condomínios e à Gestão de Alojamento Local.

Entendemos que temos características que nos podem, de certo modo, garantir alguma vantagem, como o facto de termos uma vasta experiência nesta matéria, o que nos permite dar uma resposta imediata ao que nos é solicitado. Também nos munimos de ferramentas que nos dão a possibilidade de prestar um melhor serviço, como é o caso da nossa aplicação, que permite que o cliente, através do computador ou do telemóvel, possa acompanhar a execução de toda a parte financeira do condomínio.

Acima de tudo, faço um balanço positivo do percurso que temos vindo a traçar. Já nos foram concedidos alguns certificados, como o Selo de Garantia da Condomínio DECO+, que nos transmite bastante satisfação e reconhece o nosso trabalho, garantindo o cumprimento das regras.

Que serviços são prestados pela Burgo Resiliente?

Como e quando surge a Burgo Resiliente - Administração e Gestão de Condomínios? Que balanço faz do percurso traçado?

A Burgo Resiliente surge porque, tanto eu, como a equipa que me acompanha, sempre estivemos ligados à área da Gestão Hoteleira, tendo construído um percurso profissional em algumas empresas do sector. Portanto, sentimos que estávamos preparados para a gestão de edifícios e, no início, começámos por gerir edifícios de dois fundos imobiliários familiares, nos quais fizemos toda a gestão do património, desde apartamentos, escritórios, lojas, armazéns, entre outros. Tratámos do arrendamento e de toda a burocracia que este implica e fizemos a manutenção necessária, tanto a preventiva, como a corretiva. A partir daí, fomos adquirindo outros clientes e dedicámo-nos, também, ainda que com menos incidência,

No que diz respeito à Administração de Condomínios, tratamos de todas as obrigações legais ligadas ao administrador. Nos restantes serviços, de limpeza, manutenção e reabilitação, recorremos a serviços externos, o que nos dá alguma independência porque, junto dos condóminos, encontramos a melhor solução para cada caso, ou através de prestadores de serviços sugeridos pelos próprios, ou outros recomendados por nós. Relativamente ao Alojamento Local, o que fazemos é a gestão operacional, em que organizamos os serviços de limpeza e de manutenção e o cliente trata da gestão comercial, exceto em alguns casos, em que este solicita que esta parte também seja feita por nós, em termos de back office. O que difere o Alojamento Local da Hotelaria Tradicional é o facto de que os clientes que o frequentam, geralmente, vão viver uma experiência, e serem recebidos pelos proprietários é um aspeto muito importante.

Estando inseridos num sector caracterizado como tradicional, torna-se ainda mais desafiante ser-se criativo e inovador? Quais os principais desafios que se colocam nesta área de atividade?

Eu penso que ser criativo e inovador é desafiante em todas as áreas de atividade. Nós tentamos, de alguma forma, tornar a administração de um condomínio mais transparente e, para isso, precisamos de nos munir de várias ferramentas, que é o que temos feito.

O principal desafio é fazer com que o condómino olhe para nós como alguém que está ali para o ajudar, que trabalha para ele e para o bem dele e do seu património. Mas acredito que, atualmente, estes já começam a ter essa visão.

Em termos de futuro, qual a estratégia assumida para que a Burgo Resiliente continue a diferenciar-se no mercado?

geral@burgoresiliente.com

Vamos continuar a estar atentos às inovações tecnológicas e a tentar criar uma maior empatia e proximidade com os condóminos, consolidando a nossa qualidade de serviço.

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BRANDS POWER | BURGO RESILIENTE
www.burgoresiliente.com

O que a motivou a aceitar o desafio de assumir a presidência da União de Freguesias de São Miguel, Santa Eufémia e Rabaçal? Como descreve o caminho que tem percorrido?

Entendo que ser Presidente da União das Freguesias de São Miguel, Santa Eufémia e Rabaçal é um desafio diário e uma experiência interessante e de um enorme relevo, ajudar quem mais precisa e estar ao lado da população do meu concelho. A freguesia tem cerca de 3.700 habitantes, uma área geográfica de 66,84 km2, tornando-a, assim, a freguesia mais populosa e mais extensa do concelho e, naturalmente, coloca-nos desafios novos, diariamente, tendo que “acudir” todos eles, embora não seja uma total novidade, porque fui secretária em dois mandatos e Presidente da Junta de Freguesia do Rabaçal, onde já o fazia. Com a junção das Freguesias, aceitei o desafio com muito carinho, mas também com muita força porque, para ser uma boa presidente, tenho que ter muita dedicação, prontidão, capacidade de resposta e, sobretudo, gostar muito do que faço. Eu adoro o que faço e as “gentes” do meu concelho. Estou a gostar muito da experiência, tenho uma equipa jovem, que partilha comigo os mesmos desígnios. Quando aceitei o desafio, no fundo, acreditava que conseguiríamos fazer algo de diferente e penso que vamos conseguindo, uma vez que a minha razão principal é ver a minha população feliz.

Quem visita esta região encontra belas paisagens naturais, património cultural e eventos gastronómicos, como o Mercado do Queijo Rabaçal e dos Romanos, que celebra, este ano, mais uma edição. O que podem esperar os habitantes nesta edição?

Os habitantes e todos os interessados poderão comprar e degustar, não só o famoso “Queijo do Rabaçal”, como o Queijo DOP, e outros produtos endógenos, como o Vinho, o Azeite, o Mel e as Nozes, valorizando o nosso concelho e as Terras de Sicó. Com este certame, pretende-se sensibilizar a comunidade para a importância da atividade de pastorícia e da produção tradicional do “Queijo do Rabaçal”, com a presença e apoio da Confraria do Queijo. No evento, valorizamos muitos outros produtos e elementos que caracterizam a região, num ambiente de recriação histórica, conjugada com a festa popular, protagonizada pelo folclore e música popular, com o Ruizinho de Penacova. Nesta edição, pretendemos levar aos nossos habitantes mais idosos e aos visitantes a Cultura e as nossas Tradições, como o “Mercado dos Romanos e do Queijo Rabaçal”, onde o Rei é o “Queijo do Rabaçal”, e a “Festa à Vinha e do Vinho”, na Freguesia da Chaínça.

Que projetos estão em vista para a União de Freguesias, durante este mandato?

Queremos apostar na requalificação de alguns pontos de interesse, nomeadamente, a zona do parque de merendas e a cobertura de um lavadouro centenário no Rabaçal. Para que possamos fixar os mais jovens no concelho, oferecemos um cheque-bebé e temos, ainda, vários alargamentos de caminhos a recuperar e preservar os já existentes. Pretendemos, acima de tudo, proporcionar mais qualidade de vida aos moradores e a quem nos visitar, com o só objetivo de fazer mais e melhor.

Maria Marmé, Presidente da União de Freguesias de São Miguel, Santa Eufémia e Rabaçal, contou-nos o seu percurso e falou acerca do Mercado do Queijo Rabaçal e dos Romanos, que se celebra no mês de abril.

presidente.uniao.freguesias@gmail.com www.uf-smiguelstaeufemiarabacal.pt

Para terminar, gostaria de deixar algum convite para aqueles que possam querer visitar esta região e o Mercado que estão a organizar?

Viaje no tempo connosco, rumo ao Mercado do Queijo e dos Romanos, no Rabaçal, e venha passar um dia diferente, celebrando os sabores e produtos tradicionais do território Penelense e desfrute de belas paisagens num passeio romântico.

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“A
PRINCIPAL
VER A
Maria Marmé, Presidente
geral@uf-smiguelstaeufemiarabacal.pt
MINHA RAZÃO
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925 735 792 geral@aqueijeira.pt Santo Amaro 3230-305 Penela 964 839 856 | 962 021 977 agrosantamaro@gmail.com E. N. IC3 Casais do Cabra 3230-212 Penela 912 839 708 BRANDS POWER | UNIÃO DE FREGUESIAS SÃO MIGUEL, SANTA EUFÉMIA E RABAÇAL

www.caixilar.pt

No mercado há 33 anos somos especialistas em obras de caixilharia de Alumínio minimalista e maximalista de Alta Performance. #no more plastic #save the planet #nature #sustainability

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*Fonte: Omdia. Remessas de unidades, 2013-2022. Os resultados não têm o apoio da LG Electronics. Os riscos inerentes à atuação com base nestes resultados são da exclusiva responsabilidade de terceiros. Visite https://www.omdia.com/ para mais detalhes.
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