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JANSSEN PORTUGAL

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ÍNDICE

EDITORIAL

Junho 2018

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TENDÊNCIAS DE CONSUMO PEDIGREE

ALIMENTE O QUE HÁ DE MELHOR

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PORTUGAL CRIATIVO INOVA, EMPREENDE E DESENVOLVE 24 AXIANS Portugal no mundo, com talento, ambição e um grande sentido de missão! 34 BNP PARIBAS FACTOR PORTUGAL Proteja as suas contas: opte pelo factoring

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MADEIRA 72 FRANCISCO CÂMARA CLIMATIZAÇAO A quebrar os limites da insularidade 80 IPROTECH A sua proteção em boas mãos

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ARQUITETURA E DESIGN 98 DESIGN MARK GROUP “Transformamos o sonho de ontem na realidade de hoje”

Portugal além mar As viagens low-cost também já chegaram à Madeira! É uma nova oportunidade para a economia da ilha, é uma nova oportunidade para o turismo nacional, é uma nova oportunidade para as famílias que estão separadas pelo Atlântico e é uma nova oportunidade para possamos trazer novos lugares às nossas páginas e dar-lhe a conhecer ainda mais de Portugal. Foi o que fizemos. Para a preparação desta edição de junho, entrámos num avião e ficamos a conhecer o Funchal de fio a pavio, no que à construção e reabilitação diz respeito, e sáo essas empresas que trazemos nesta nova edição da Revista Business Portugal. Mas não nos ficamos pelo Funchal. Há muitos outros temas que merecem destaque nesta nossa edição. Como estamos sempre atentos ao papel do leitor enquanto decisor, nesta edição trazemos às nossas páginas algumas marcas que são verdadeiras tendências de consumo. Estas foram eleitas pelos próprios consumidores como as melhores na sua categoria nos mais diversos prémios, nomeadamente nos prémios 5 Estrelas, que ganham relevo nesta edição. Este é um dos maiores reconhecimentos que as marcas podem receber. Saberem que são os predilectos dos consumidores é uma mais-valia enquanto marca, mas acarreta igualmente uma responsabilidade acrescida, pois a fasquia está, agora, mais elevada. E porque os bons exemplos já são a ‘prata da nossa casa’, uma vez mais trazemos o merecido destaque às PME Excelência e também às Empresas Gazela. São exemplos que merecem ser conhecidos e reconhecidos pelo seu papel na economia nacional nos mais diversos níveis: empregabilidade, exportação e até internacionalização do nome ‘Portugal’.

FICHA TÉCNICA Propriedade: Guidetarget, Lda Diretor: Fernando Silva Direção Editorial: Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt) Direção Gráfica: Vanessa Martins (vanessa.martins@revistabusinessportugal.pt) Corpo Redatorial: Ana Miguel Lopes, Joana Gonçalves, Laura Azevedo, Sara Oliveira, Tânia Pacheco, Teresa Mata Outros Colaboradores: Diana Barros, Elsa Semedo, Jorge Teixeira, Martina Cunha, Telma Moreira Secretariado: Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt) Direção Comercial: José Moreira Dep. Comercial: António Matos, Fernando Lopes, Filipe Amorim, Isabel Brandão, José Varela, Luís Pinto, Manuel Fernando, Paulo Padilha, Rui Moreira (geral@revistabusinessportugal.pt) Redação e Publicidade: Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15, 9ºandar, sala 9.4 4400-134 – Mafamude / +351 223 754 806 Distribuição: Distribuição gratuita com o jornal Público / Dec. regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Depósito Legal: 374969/14 Periodicidade: Mensal junho 2018

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DESTAQUES 6 FÁBRICA DE BLOCOS TEODORO Referência em Vila do Porto 7 MUNICÍPIO DE VILA DO PORTO Ilha de Santa Maria: um tesouro inexplorado

VILA DO PORTO UM LOCAL A DESCOBRIR Perdido no Atlântico, estende-se o mais profundo dos segredos. Num silêncio deliberado, por entre o verde das fajãs e o mar azul, o sentimento de um povo desabrocha em cascata, embelezado pelas hortênsias, nascidas no coração de cada açoriano. A mãe Natureza, sensata e astuta, conseguiu dar origem a tão belos paraísos nos mais diferentes cantos do mundo. Os Açores são um deles e convidamo-lo a inspirar-se e conhecer as suas singularidades: a paisagem, a gastronomia, os desportos náuticos, os costumes e as tradições. Nas próximas páginas damos a conhecer a mais antiga das vilas do Arquipélago dos Açores, Vila do Porto, que se situa na bonita Ilha de Santa Maria, constituindo igualmente a capital da Ilha e sede de um pequeno município. Vila do Porto tem sabido manter o seu património histórico, tradicional e arquitetónico, detentora de um centro histórico de grande beleza, de ruas medievais e monumentos de grande valor.

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Em Vila do Porto destacam-se monumentos como o Forte de São Brás, as Igrejas da Misericórdia, de Nossa Senhora da Vitória, de Nossa Senhora do Ar, de Santo Antão, de Nossa Senhora da Assunção, de Santo António ou de Santa Maria Madalena, a Capela do Senhor dos Passos, ou bonitas Ermidas como a de Nossa Senhora da Boa Viagem, da Conceição, de Nossa Senhora dos Anjos ou de Nossa Senhora da Boa Nova, ou mesmo o Convento de São Francisco de princípios do século XVII. Mas Vila do Porto não se esgota na riqueza e beleza naturais, por isso mesmo nesta edição damos-lhe também a conhecer a dinâmica empresarial e o empreendedorismo dos empresários que fazem das suas fraquezas forças, tornando as suas organizações empresariais verdadeiras referências em diferentes domínios, algumas delas agraciadas com o Estatuto de PME Excelência pela sua performance, crescimento sustentável e solidez financeira.


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junho 2018 Revista Business Portugal | 9 Rubik’s Cube é utilizado com a autorização de Rubik’s Brand Ltd. www.rubiks.com


FÁBRICA DE BLOCOS TEODORO

REFERÊNCIA EM VILA DO PORTO Para contarmos a histório da Fábrica de Blocos Teodoro temos que recuar mais de 30 anos, mais precisamente até 1982. Quem nos conta a história é o seu filho, Carlos Teodoro, atual gerente da empresa açoriana. Carlos Teodoro e Esposa, gerente

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udo começou em 1982, pela mão de José Álvaro Teodoro. Empreendedor, há época sentiu ser chegada a hora de ter o seu próprio negócio. E assim o fez. A Fábrica de Blocos Teodoro é uma empresa regional que produz matéria prima para a construção civil, sendo preponderante para esta atividade, com maior incidência em Vila do Porto, nos Açores. “Há vários anos no mercado, a nossa empresa é simbolo de confiança e qualidade”, refere o nosso interlocutor. Esta fábrica é já uma referência, não apenas pela qualidade que emprega nos seus produtos, mas pela imensa variedade dos mesmos. “A nossa fábrica produz blocos de diferentes espessuras, para diferentes fins, e outros materiais associados”. E qualquer que seja a necessidade do cliente, a Fábrica de Blocos Teodoro está apta para responder à altura. “Estamos prontos a responder a encomendas de grande envergadura e temos outros serviços associados, como a distribuição e assistência no local”, diz,

“Há vários anos no mercado, a nossa empresa é simbolo de confiança e qualidade”

com orgulho na voz. Além da produção de material, aqui é possível alugar todo o equipamento inerente a uma obra de construção civil, desde máquinas de terraplanagem a outros equipamentos mais complexos. Com 25 funcionários, esta empresa açoriana com sede em S. Pedro, em Vila do Porto, é responsável pelas mais variadíssimas obras da ilha, nomeadamente pela pavimentação das estradas da mesma. “Felizmente, o volume de trabalho é bastante. Às vezes, somos forçados a subcontratar devido ao elevado número de solicitações que nos chegam das mais diversas entidades”. Os seus principais clientes são a Câmara Municipal e o Governo Regional, “clientes exigentes, o que demonstra, de alguma forma, a qualidade do nosso trabalho”.

O reconhecimento A Fábrica de Blocos Teodoro foi, este ano, agraciada com o prémio de PME Excelência. Visivelmente satisfeito, o filho do fundador revela à Revista Business Portugal que este é o reconhecimento merecido por todo o empenho e dedicação que, juntamente com a sua equipa, emprega em todos os projetos que abraçam. Questionado sobre o futuro, o nosso interlocutor diz que o objetivo da Fábrica de Blocos Teodoro continua a passar por uma aposta forte e coerente na qualidade e na prestação do melhor serviço aos seus clientes.

Edifício Teodoro Canaviais 9580-306 São Pedro - Vila do Porto

Tlf.: 296 884 220 | Tlm.: 918 620 743 www.fabricablocosteodoro.pai.pt

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CM VILA DO PORTO

ILHA DE SANTA MARIA: UM TESOURO INEXPLORADO Santa Maria foi a primeira ilha dos Açores a ser descoberta e é uma das duas ilhas que compõem o Grupo Oriental do Arquipélago dos Açores. A ilha é composta por cinco freguesias nomeadamente Santo Espírito, Santa Bárbara, Almagreira, São Pedro e Vila do Porto, que é também o único concelho da ilha.

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CM VILA DO PORTO

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CM VILA DO PORTO

Chegar até Santa Maria é possível através de ligações aéreas, asseguradas pela companhia aérea Azores Airlines, à quinta-feira e ao domingo com voos diretos desde Lisboa e durante todos os dias da semana ligações com a ilha de São Miguel, onde poderá pedir o encaminhamento gratuito para vir visitar Santa Maria. Ainda durante os meses de maio a setembro há ligações marítimas asseguradas pela empresa Atlanticoline. Explorar a ilha é uma experiência única, uma vez que em cada recanto se esconde uma paisagem inesquecível. Na freguesia de Santo Espírito é possível visitar a baía da Maia, zona balnear de encostas repletas de vinhas, caracterizada pela sua piscina natural de grandes dimensões bem como pela majestosa Cascata do Aveiro com cerca de 100 metros de altura. Ainda na mesma freguesia, a Ribeira do Maloás, também denominada Calçada do Gigante, apresenta um formato peculiar onde é possível a prática de rappel. Na freguesia de Santa Bárbara encontra outra zona de veraneio, a Baía de São Lourenço que se distingue por ser a única baía da ilha onde para além de um extenso areal existe ainda uma piscina natural. Outro geossítio da ilha a visitar

Explorar a ilha é uma experiência única, uma vez que em cada recanto se esconde uma paisagem inesquecível e localizado nesta freguesia é o Poço da Pedreira que se caracteriza pela presença de uma íngreme rocha de tom avermelhado, que foi em tempos uma pedreira de onde se extraia pedra para construção das casas tradicionais. Na freguesia de Almagreira, a já conhecida Praia Formosa distingue-se pelo seu extenso areal, que pela presença de partículas calcárias apresenta uma cor esbranquiçada. Na freguesia de Vila do Porto a baia dos Anjos, mais uma das quatro zonas balneares da ilha, evidencia-se pela presença de uma piscina fechada e outra a mar aberto. Na freguesia de São Pedro, o Barreira da Faneca, também conhecido como “Deserto Vermelho” apresenta características únicas de terreno argiloso perfeito para a prática de trilhos pedestres. Não se pode falar em trilhos pedestres sem mencionar o pro-

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CM VILA DO PORTO

jeto “Grande Trilho”, criado por um grupo de jovens marienses, que permite aos adeptos deste tipo de atividade percorrer cerca de 78 km em quatro dias. Esta rota dividida em quatro etapas, inicia-se e termina em Vila do Porto e foi delineada para que ao longo da caminhada se possa pernoitar numa das casas rurais da ilha e continuar a caminhar na manhã seguinte. Para os amantes de mergulho, e ao largo de Santa Maria nomeadamente na Baixa do Ambrósio, é possível avistar grandes grupos de Jamantas seja através de passeios de barco ou mergulhar no meio delas, tendo em conta que são inofensivas. Para quem deseja conhecer a ilha, por mar ou por terra, são diversos os operadores turísticos que oferecem os seus serviços a quem visita a vila, entre elas a SMATUR, a Bootlá, a Ilha a Pé, a Bei Bei Tours, a Ilha do Sol Tours, a Paraíso Radical, a Manta Maria, a Paralelo 37, a DollabaratSub, a Golden Sail – Azores Yatch Charter e a Wahoo Diving. Da gastronomia mariense destacam-se pratos típicos como o Caldo de Nabos, os biscoitos de orelha, as cavacas, entre outros. Durante o verão é ainda possível apreciar as tradicionais Sopas do Espírito Santo bem como a Meloa de Santa Maria (IGP) fruto muito apreciado por locais e visitantes.

Estas e outras informações poderão consultar em: www.exploresantamaria.pt www.cm-viladoporto.pt www.facebook.com/municipioviladoporto www.facebook.com/exploresantamaria

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UM EXEMPLO DE TRABALHO E EMPREENDEDORISMO Cristina Alcobia concilia a vice-presidência da AIDEC – Associação Internacional para o Desenvolvimento e Competitividade Empresarial, com a gestão das suas duas empresas: a LS&S e a recém-criada Loanstar Crowdlending, S.A.

Cristina Alcobia, vice-presidente

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nossa entrevistada estudou Engenharia e Gestão Industrial no Instituto Superior Técnico, fez uma certificação internacional em Coaching e, mais recentemente, fez um mestrado em Sales and Negociation Management. Aos 15 anos fazia bijuteria com missangas que vendia em lojas (foi o seu primeiro negócio), e aos 19 ingressou o mercado de trabalho a dar aulas de matemática e físico-química (cargo que abandonou por considerar esta profissão mal paga). Posteriormente, integrou o setor dos seguros (na área comercial), onde exerceu atividade durante 10 anos e, após esse período, recebeu um convite para se aventurar na Banca. Adepta de novos desafios aceitou essa demanda, exercendo aí funções durante os 15 anos que se seguiram. Pelo caminho casou e foi mãe. Uma carreira sinuosa, mas exemplar e completa. Um exemplo de resiliência e empenho que afirma “herdar-se e desenvolver-se”.

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“Tenho uma tradição familiar de pessoas empreendedoras pois os meus avós, a minha mãe e os meus tios sempre foram empresários. As mulheres da minha família sempre trabalharam. A minha bisavó, que viveu entre 1901 e 1994, trabalhou praticamente até morrer. Era guarda-livros”, contou.

Cristina Alcobia ganhava 60 contos por mês quando era professora. Passou a ganhar 300 contos quando ingressou no setor dos seguros e, em 2001 ganhava, em média, 500 contos por mês (quando o salário médio de um licenciado rondava os 200 contos).


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LOAN CROWDLENDING

Cristina Alcobia, Álvaro Araújo, Ricardo Tavares, Miguel Lima, Ana Horta, Margarida Tenreiro e Pedro Lima, Equipa Loanstar Crowdlending, SA

Apesar de ter trabalhado durante os últimos 25 anos na área financeira, Cristina Alcobia sempre se manteve ligada à indústria e aos negócios. Ao longo do seu percurso, desenvolveu competências comerciais, recrutou, formou e geriu equipas, passou pelas “melhores e piores experiências profissionais” e, nesse seguimento, apercebeu-se de uma área em que poderia intervir. Surgiu assim, a AIDEC, uma associação da qual é sócia-fundadora.

Associação Internacional para o Desenvolvimento e Competitividade Empresarial A AIDEC é uma associação empresarial de direito privado cujo objetivo é representar e defender os interesses de todos os empresários. Através da sua intervenção, procura contribuir para o sucesso e sustentabilidade das empresas num mercado cada vez mais global, competitivo e complexo. Atualmente conta com cerca de 80 associados. “Esta Associação surgiu quando eu ainda estava

“Eu não tinha muita experiência no contacto com as empresas, eu tinha mais experiência com clientes particulares e gestão de equipas”

no banco. Eu sempre estive muito ligada à área industrial uma vez que, aos fins-de-semana, fazia projetos para uma outra associação. Tinha um grupo de colegas que se juntavam a mim para desenvolvermos uns trabalhos e, às páginas tantas, sentimos a necessidade de criar uma instituição que agregasse tudo isso. Sou sócia-fundadora da Associação e a partir daí estes projetos passaram a ser feitos através dela. A vantagem que tinha era podermos agregar competências. Desenvolvíamos os projetos e fazíamos depois as candidaturas a financiamentos de Fundos Comunitários para as empresas que queriam desenvolver e internacionalizar o seu negócio”, explicou-nos a gestora que admitiu ter aprendido bastante com esta nova experiência profissional: “Eu não tinha muita experiência no contacto com as empresas, eu tinha mais experiência com clientes particulares e gestão de equipas e, portanto, isto permitiu-me conhecer, com alguma profundidade, muitos negócios, de todos os ramos de atividade”, frisou.

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Um ano depois de ter deixado o Banco onde trabalhava, Cristina Alcobia criou a sua empresa: a LS&S - Linked Sales and Solutions. Esta é uma empresa de consultoria para os negócios, que se debruça essencialmente sobre a otimização de processos comerciais e a definição da estratégia comercial. “Recebemos solicitações para o desenvolvimento de projetos comerciais diariamente, mais do que um por dia, e temos o privilégio de poder escolher os projetos que queremos fazer e quais as áreas de negócio em que queremos entrar. Neste momento, temos dois projetos importantes em mãos: um para o Governo de Angola e outro para a fábrica de chá, da marca Tley”, revelou a nossa entrevistada.

Loanstar Crowdlending S.A. Este é o nome que diz respeito ao mais recente projeto de Cristina Alcobia. A empresária que pretende “abrir uma empresa por ano” encontra-se prestes a lançar um novo produto no mercado: desta vez uma FinTech que proporciona alternativas de investimento vocacionada para pequenos e médios projetos. Consiste numa plataforma

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A empresária que pretende “abrir uma empresa por ano” encontrase prestes a lançar um novo produto no mercado: desta vez uma FinTech

de financiamento colaborativo. “É um modelo de financiamento P2P (peer-to-peer). No fundo, é uma plataforma informática que permite investir em “ativos” através de empréstimos. Ligará pessoas singulares ou coletivas que precisam de dinheiro a pessoas singulares ou coletivas que querem investir o seu capital. Essencialmente, do ponto de vista do investidor permite que se invista em negócios ou projetos em que se acredita.”, esclareceu. Em Portugal existem apenas duas empresas do género, uma que financia o setor imobiliário e outra que financia projetos de empresas. Neste contexto, a Loanstar – que estará disponível a partir de setembro – diferenciar-se-á das restantes por ser uma plataforma com múltiplas opções de investimento, desde o investimento em Start-Ups a projetos de solidariedade social, imobiliário e projetos de investimento empresariais. Desta forma, quem quer emprestar dinheiro pode receber um retorno superior quando comparado com produtos de investimento ou poupança dos bancos, enquanto quem pede dinheiro emprestado pode financiar-se com maior rapidez, menos burocracia e dando eventualmente menos garantias.


Crowdlending é a prática de emprestar dinheiro a pessoas ou empresas através da internet, usando sites que conectam quem quer emprestar dinheiro a quem precisa de um empréstimo. Como é tudo tratado através da internet, é possível baixar os custos em comparação com os bancos e instituições financeiras que prestam serviços de crédito.

Financiamento colaborativo por empréstimo é o tipo de financiamento de entidades, ou das suas atividades e projetos, através do seu registo em plataformas eletrónicas acessíveis na internet, a partir das quais procedem à angariação de parcelas de investimento provenientes de um ou vários investidores. As entidades financiadas pagam um juro pelo empréstimo. O financiamento colaborativo de capital implica que a entidade financiada remunera o financiamento obtido através de uma participação no respetivo capital social, distribuição de dividendos ou partilha de lucros.

Uma equipa à sua imagem Cristina Alcobia, em entrevista à nossa revista, garantiu valorizar o trabalho de todas as pessoas e dos seus funcionários em particular. Toda a sua equipa foi ‘escolhida a dedo’ e são pessoas da sua inteira confiança: “Algumas vieram comigo do Banco, outras já colaboravam com a AIDEC. Eu só trabalho com pessoas da minha confiança. Podem até nem ter competências para determinadas funções, mas as competências desenvolvem-se, a confiança não”, reiterou. No que à profissão diz respeito, a nossa interlocutora sente-se realizada: “Faço o que gosto e se eu amanhã não gostar disto, vou fazer outra coisa. Sou incapaz de fazer o que não gosto”. Apesar desta realidade, a vida pessoal e familiar não sai descurada: “Faço questão de estar com o meu filho e com o meu marido todos os dias, ao jantar, e passo com eles todos os fins-de-semana e férias”, acrescentou. Daqui a 10 anos pretende “estar onde eu quero”. “Há coisas que não controlamos, mas tenciono estar a trabalhar daqui a uma década, eventualmente com mais 10 empresas. E não interessa qual a dimensão que elas vão ter, mas sim o propósito de cada uma delas. Elas terão a dimensão que tiverem de ter para aquilo que fazem”, finalizou a personalidade em destaque nesta nossa edição.

Garantiu valorizar o trabalho de todas as pessoas e dos seus funcionários em particular. Toda a sua equipa foi ‘escolhida a dedo’

Cristina Alcobia, Ana Horta e Ricardo Tavares, Equipa LS&S

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RE/MAX PORTUGAL

“UMA EMPRESA FEITA DE PESSOAS PARA AJUDAR PESSOAS” Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX, descobriu no grupo uma filosofia que inspira confiança. Numa vertente empreendedora e de liderança, o posicionamento no mercado nacional foi-se consolidando, cujo o objetivo passa por dar o melhor serviço ao cliente.

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omo iniciou o seu percurso na Remax Portugal? Sempre trabalhei para conquistar os meus objetivos. Licenciei-me em Economia e Gestão de Empresas na Universidade de Saragoça – onde, de resto, conheci o meu marido e parceiro de negócios, Manuel Alvarez – e, mais tarde, fiz um MBA no IESE, na Universidade de Navarra.

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Ao longo da minha carreira profissional estive ligada a diversas áreas. Chegou a um momento que identifiquei uma oportunidade de negócio. Foi então que descobrimos a RE/MAX, conceito de franchising, cuja filosofia nos pareceu inspiradora. Comprámos o direito de desenvolver o negócio em Portugal e fizemos a marca crescer até ao patamar em que estamos hoje. Atualmente, o Grupo Ganhar, que fundámos, e que, em Portugal detém os conceitos RE/MAX, MELOM/Querido Mudei a Casa Obras, MaxFinance e LeaseCapital é a maior rede de franchising do país, com mais de 700 franquias. Em 18 anos, criámos mais de 10.100 postos de trabalho próprios, o que nos orgulha. Enquanto CEO da RE/MAX faço da “motivação” a minha bandeira junto de todos os colaboradores e agentes e em 2011 e 2013 fui uma das três finalistas do Prémio Mulher de Negócios em Portugal da revista Máxima. Em 2015 fui reconhecida como Melhor Gestora de Pessoas em Portugal. A Remax tem uma linha de atuação no mercado muito própria. Descreva-nos o posicionamento da Remax no mercado nacional. A RE/MAX posiciona-se no mercado nacional procurando


RE/MAX PORTUGAL

estar atento às necessidades do cliente e à satisfação máxima dos mesmos, o que nos tem levado a ser a marca líder no mercado imobiliário. Efetivamente, somos, além da maior rede de “franchising” de imobiliário do país, aquela que mais imóveis vende. É sem dúvida aquilo que mais nos distingue, ou seja, se a satisfação do cliente é máxima, ele vai seguramente recomendar os nossos serviços às pessoas que conhece. Mas o facto de sermos a marca que mais imóveis vende em Portugal, tem por trás toda uma filosofia de motivação e satisfação dos nossos colaboradores e parceiros. O nosso modelo de gestão está centralizado no comercial, o que nos permite recrutar e reter os melhores profissionais do mercado. Sem dúvida que apostamos na formação dos nossos agentes com a certeza que agentes formados, são agentes mais preparados e, por isso, com mais resultados. “Todos Ganham” é a máxima da RE/MAX e a matriz do seu modelo de organização. Sendo CEO do grupo, quais lhe parecem ser as qualidades pessoais que transporta para a sua vida profissional e que aplica no dia a dia da empresa? Falo dessas qualidades no meu livro autobiográfico “Conquistando a Vitória”, lançado em 2014. São essencialmente: gratidão – por cada vitória, por cada sonho concretizado, devemos sentir-nos gratos –, paixão – é essencial para quem persegue os seus sonhos; é aonde vamos buscar força nos momentos difíceis –, determinação – é o que nos faz não nos conformarmos com a falta de resultados e procurarmos sempre alternativas, porque o nosso sonho há de concretizar-se –, flexibilidade e intuição – nem sempre tudo corre como planeado, temos de nos adaptar tendo sempre em vista o objetivo final –, sedução – não estamos sozinhos e, para nos rodearmos de pessoas que nos ajudam a concretizar o nosso sonho, temos de saber seduzi-las –, criatividade – as dificuldades são oportunidades; temos de ser criativos para as contornarmos –, pragmatismo – quem vai atrás de um sonho não está à espera do momento perfeito para começar

a trabalhar; arregaça as mangas e põe mãos à obra –, inovação – temos de ser diferentes em relação aos outros para nos destacarmos –, consciência – os nossos atos têm consequências –, impaciência – quando queremos alcançar um objetivo não ficamos à espera que os problemas se resolvam por si.

“Nós vendemos um serviço e não um produto, como tal, não podemos descurar a parte emocional do negócio. As pessoas procuram-nos para realizar um sonho”

A Remax passa uma ideia institucional de ser uma empresa próxima das pessoas? Essa marca foi criada à sua imagem? Sim, foi feita à minha imagem. Somos uma empresa feita de pessoas para ajudar pessoas. Nós vendemos um serviço e não um produto, como tal, não podemos descurar a parte emocional do negócio. As pessoas procuram-nos para realizar um sonho. Para criar o seu lar para a sua família. Por isso defendo que devemos ser verdadeiros realizadores de sonhos. O que considera que ainda falta fazer para que o mercado seja mais equilibrado e existam mais mulheres em posições de liderança e chefias de instituições? Não concordo com a igualdade de géneros na perspetiva de que têm de ser instituídas quotas para que haja um equilíbrio de géneros numa determinada função. Acredito sim na meritocracia e acho que é ela que deve determinar se uma pessoa é competente para o desempenho de uma função de chefia. Se nós mulheres, queremos estar em lugares de topo, temos de desenvolver competências para os alcançar. E não é por isso que tens de descuidar a família. Eu acho que são, muitas vezes, as mulheres a limitarem-se a elas próprias, porque foram educadas de modo a desenvolverem padrões mentais que as limitam. A sociedade reconhece os que trabalham e trabalham bem, independentemente de serem mulheres ou homens. Beatriz Rubio, ceo


BOEHRINGER INGELHEIM

“A INOVAÇÃO ESTÁ INSCRITA NA VISÃO DA EMPRESA”

Sandra Marques, General Manager and Head of Human Pharma

Sandra Marques, General Manager and Head of Human Pharma da Boehringer Ingelheim Portugal, dá-nos a conhecer esta empresa da indústria farmacêutica de origem alemã e que há 20 anos se esforça para garantir o acesso a medicamentos inovadores e disponibilizar soluções integradas. Este é também um exemplo de liderança no feminino numa empresa que promove a inclusão e a diversidade, onde o mérito é reconhecido.

C

omo nos apresenta o grupo Boehringer Ingelheim como referência na investigação e desenvolvimento de medicamentos inovadores para a saúde humana e veterinária? A Boehringer Ingelheim é uma empresa farmacêutica alemã e o nosso grande foco é, de facto, a investigação e desenvolvimento, procurando estar na vanguarda da inovação e pronta para enfrentar os desafios de um mundo em rápida mudança. E prova disso são os resultados. Em Portugal, em 20 anos, passámos do 25º para o 9º lugar no mercado ambulatório, com um nível de crescimento muito sustentado. Pertencemos ao grupo das 20 principais empresas farmacêuticas, com uma aposta no desenvolvimento e na formação dos colaboradores. Em termos técnicos e evolutivos, como se mantém um grupo secular na vanguarda da inovação? A inovação está inscrita na visão da empresa. O nosso lema é ‘Valor através da inovação’ e é isso que nos define, que nos orienta, com reflexo nos investimentos feitos anualmente em I&D. Para nos mantermos na vanguarda é necessário um trabalho intenso, que não nos impede de querer continuar a inovar diariamente. Por isso, todos os anos, cerca de 20 por cento dos lucros de vendas globais são investidos em I&D nas mais diversas áreas terapêuticas. O que difere a Boehringer Ingelheim das restantes indústrias farmacêuticas? A Boehringer Ingelheim nunca deixou de ser uma empresa familiar. Pertencer a esta empresa é como pertencer a uma grande família e é o caráter distintivo de total independência de capitais que permite que todas as estratégias da empresa sejam pensadas a longo prazo, sem que tenhamos constantemente a pressão de apresentação imediata de resultados. Diferenciadora é também a aposta constante em inovação. Atualmente, estão centrados nalguma área de saúde específica? As nossas principais áreas terapêuticas são a cardiometabólica, sistema nervoso central, imunologia, respiratória e oncológica. Têm sido conseguidos uma série de avanços nas áreas respiratórias, cardiovascular e metabólica, mas a empresa está atualmente a dar passos importantes nas áreas do sistema nervoso central, oncologia e imu22 | Revista Business Portugal junho 2018

nologia. Para além disto, somos líderes em saúde animal e estamos empenhados na prevenção e no tratamento de doenças nessa área. Numa edição em que destacamos o feminino na liderança de grandes empresas e entidades, como olha para o aumento de mulheres em cargos de chefia e com poder de decisão? É o reconhecimento, já comprovado por vários estudos, de que as mulheres têm características que lhes permitem ser bem-sucedidas na carreira. Quando se trabalha numa empresa como a BI, que promove a inclusão e a diversidade, a liderança no feminino é algo que acontece naturalmente. Desde que um colaborador tenha um bom desempenho e traga valor para a organização, o género é indiferente. O meu percurso é um claro exemplo de como uma mulher pode chegar longe na organização e ser reconhecida pelas suas competências. Como descreve o seu percurso e como se sente neste papel de líder? Ser mulher, mãe e ter um cargo de liderança não é fácil e os apoios são fundamentais. Com eles tudo é possível, mais ainda numa empresa como a BI, que valoriza o work-life balance e permite que essa harmonia seja uma realidade. É gratificante sentir que podemos ser uma referência para os outros, o que nos estimula todos os dias a ser melhores e a querer chegar mais longe. Aquilo que procuro é uma liderança inclusiva, com partilha de responsabilidades. Porque se é um facto que a orientação para as tarefas e a obtenção de resultados são fundamentais, acredito que sem a promoção do bem-estar das equipas não é possível ter sucesso. Para onde segue o futuro da Boehringer Ingelheim em Portugal? Para além de garantir o acesso a medicamentos inovadores, queremos disponibilizar soluções integradas e contribuir para o controlo da doença, reduzindo o custo dos tratamentos. Vamos continuar a investir em I&D e a manter a atratividade de Portugal como país alvo de investimento, sem esquecer a responsabilidade social, a importância de estar perto da comunidade que nos rodeia e de ter um papel socioeconómico mais ativo. Esse vai continuar a ser um dos nossos objetivos, contribuindo para que o futuro seja risonho.


THE GOOD BRANDS

MARKETING COM HUMANIDADE, RELEVÂNCIA E CONSCIÊNCIA Doutorada em Marketing para a Sustentabilidade e especialista em Consumo Consciente, o caminho de Bárbara Leão de Carvalho, nos últimos 10 anos, tem sido trilhado assente no Marketing Consciente, porque sempre foi apaixonada por marcas, marketing e pela capacidade de impacto que os produtos lançados no mercado exercem sobre o dia-a-dia da população em geral.

Diariamente somos confrontados com usufruto de utensílios, serviços e produtos, que podem mudar os nossos dias”, salienta Bárbara Leão de Carvalho, fundadora da The Good Brands, realçando que quanto mais relevante for um produto para nós, mais impacto tem no nosso dia a dia. Por outro lado, entende que todos os dias somos também confrontados com diversas técnicas de marketing que “empurram” produtos para o mercado, que alimentam “um consumo excessivo e que nos levam a um caminho capitalista que não é saudável”. Este encontro consigo própria e a consciencialização de como o marketing pode voltar a ser relevante para as pessoas e efetivamente mudar as suas vidas, foram as razões que a levaram ao Doutoramento em Consumo Consciente, onde pôde aprofundar o seu conhecimento sobre quem é o consumidor consciente, “o que procura, do que precisa, para que do ponto de vista das marcas se consiga alinhar a procura com a oferta”, elucida.Bárbara Leão de Carvalho considera que as pessoas estão cada vez mais conscientes do impacto que têm no mundo e nos ecossistemas, mais fundamentalistas

em tópicos como trabalho infantil, tóxicos, organismos geneticamente modificados, entre outros, e é visível alguma revolta, e um consequente “boicote a determinadas marcas, porque o consumidor acha que não estão a agir para com o mundo como deveriam”. Por este motivo, Bárbara Leão de Carvalho criou a The Good Brands. Uma consultora que visa “formar e apoiar as decisões estratégicas dos gestores e marketeers para que possam criar produtos e serviços relevantes, tornar as suas marcas mais sinceras e relevantes. É através de humanidade aliada a expertise técnica que se consegue entregar propósito e real valor de mercado”. De acordo com o seu ponto de vista, os marketeers e gestores têm que compreender que tocam na vida das pessoas todos os dias. “Ou lançamos para o mercado produtos e serviços relevantes, ou vamos continuar a perpetuar um caminho capitalista que não é saudável para ninguém. As marcas que, não acompanhem este caminho mais consciente, tornar-se-ão obsoletas muito em breve”. Por isso mesmo, o consumo consciente e o marketing consciente surgem, com esta dinâmica de redefinir aquilo que é percebido como marketing, para a constru-

Bárbara Leão de Carvalho, fundadora

ção do mundo que queremos ver acontecer. Nesta medida, Bárbara Leão de Carvalho tem dedicado os últimos dez anos a desenvolver marcas que são o mais conscientes possível e ajudar outros a fazê-lo na mesma medida. Refere, realçando ainda que trabalhar uma marca consciente não é o mesmo que trabalhar uma marca clássica, até porque as marcas conscientes vêm de dentro. Ou seja, o portfólio que dá corpo à marca é coerente, ético e orientado para o valor social e ambiental mantendo, mesmo assim, níveis de faturação saudáveis. Este portfólio pode ainda ser gerado de “um fundador absolutamente inspirado que quer trazer alguma coisa de relevante ao mundo. Vem de uma essência e coerência tal que tem uma energia própria que vive e vende por si só”. Para si, estas marcas precisam de ser cuidadas de outra forma, precisam de um carinho especial e tecnicamente deverão ser acompanhadas com mais humanidade e expertise específica de quem conhece bem o consumidor consciente. Assim, Bárbara Leão de Carvalho, espera que este trabalho sirva para a introdução de uma nova versão de marketing que se espera mais humana, relevante e consciente.

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PORTUGAL CRIATIVO INOVA, EMPREENDE, E DESENVOLVE O Eixo de empresas que acompanhamos neste segmento, ultrapassa fronteiras citadinas – o enfoque é, então, na inovação, empreendedorismo e na criatividade. Todo o tecido empresarial com que contamos neste separador representa mais-valias significativas para Portugal – vêm revolucionar o mercado interno e projectar o nosso país e as nossas potencialidades além-mar. Optimizar os serviços, em todos os sectores, é um dos focos. Portugal apresenta de momento grandes potencialidades no âmbito de mão-de-obra, tendo sido reconhecido por muitas multinacionais como ponto de interesse para o outsorcing de parte da sua produção – valorizandose assim as nossas pessoas, a formação exigente que é dada a nível académico, e a lacuna que se criou – desemprego jovem – que tem feito com que muitas empresas estrangeiras também tenham tido interesse estrategico em direccionar certas partes da sua atividade aqui para o nosso país, dinamizando assim a economia portuguesa de uma forma que

tem proporcionado emprego, inovação e reconhecimento. No âmbito das tecnologias, Portugal avança, espalhando as nossas mentes brilhantes pela Europa, através de programas incentivadores como Erasmus +, Inov Contacto, entre tantos outros que favoreceram nos últimos anos a mobilidade dos nossos jovens trabalhadores licenciados – e isto, garantidamente, é um input valiosíssimo para a nossa economia. O desafio que se impões é o de cativar esta mão-de-obra altamente qualificada e começar a competir a nível salarial com outros países da CEE. Como verá nas páginas seguintes, há em Portugal crescente potencial para se criar estas oportunidades, cada vez mais start-ups, mais dinamismo economico, mais intensidade produtiva, mais inovação. Acompanhar e competir no mercado internacional é a visão do futuro de muitas das nossas empresas. Dê uma vista de olhos ao que de mais inovador se faz neste país.

DESTAQUES 22 MORPHIS TECH Software “entra velho e sai novo” 24 AXIANS Portugal no mundo, com talento, ambição e um grande sentido de missão! 26 AZIMUTHGLOBE Novos horizontes à vela 28 PLANO 3R “A personalização do serviço é o garante de um trabalho de qualidade” 30 ASTORGA SEGUROS O seu parceiro de negócios 32 CADIUS Jovem empreendedor: um exemplo no setor dos moldes 34 BNP PARIBAS FACTOR PORTUGAL Proteja nas suas contas: opte pelo factoring 36 XCELLING Soluções à medida de cada cliente 38 MUNDIPHARMA Mais e melhor saúde para todos 40 MPO Uma empresa à medida de cada cliente 42 FREGUESIA DE SALZEDAS Onde a história e o turismo se encontram

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MORPHIS TECH

Bruno Marques (CTO), Nuno Correia (CCO) e Ana Andrade (CMO)

SOFTWARE “ENTRA VELHO E SAI NOVO” Constituída em 2013, a Morphis Tech é uma empresa portuguesa ligada à modernização de software. Com uma grande expressão a nível internacional, os casos de sucesso acumulam-se, conferindo-lhe um posicionamento de referência nesta área.

F

omos até Lisboa falar com Bruno Marques, Nuno Correia e Ana Andrade que nos deram a conhecer a empresa que surgiu há cinco anos, quando dez colaboradores de uma empresa de serviços amadureceram os seus conhecimentos na área da tecnologia e se lançaram num projeto próprio: a Morphis Tech. “Em pleno auge da crise e com o mercado nacional praticamente parado, as nossas primeiras experiências foram logo a nível internacional, nomeadamente no Brasil, Estados Unidos, França e Espanha”, relata Bruno Marques. Cinco anos depois, o núcleo de desenvolvimento tecnológico permanece na capital portuguesa, mantendo uma forte ligação às instituições de ensino superior para captar e promover o trabalho da Morphis Tech nos futuros profissionais da área. Essencialmente, esta é uma empresa ligada à modernização de software, especializada em lidar com os desafios inerentes a aplicações desenvolvidas durante décadas, transformando-as em aplicações modernas e eficazes. “Este tipo de software ainda é prevalente em vários verticais, como sejam a banca, indústria, e educação entre outros. A nossa missão é transformá-lo para um stack tecnológico moderno”, afirma Bruno Marques, que continua “pegamos em algo que está preso a tecnologias legadas que limitam a evolução

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“Este tipo de software ainda é prevalente em vários verticais, como sejam a banca, indústria, e educação, entre outros. A nossa missão é transformá-lo para um stack tecnológico moderno”


MORPHIS TECH

e modernizamo-las com uma estratégia baseada na automação. O fator diferenciador da Morphis Tech está no automatismo. Segundo os nossos clientes, muitos dos casos de sucesso atingiram graus de automação acima dos 90%, não só modernizando como também aproveitando a oportunidade para acrescentar valor e novas funcionalidades aos produtos”. Para Nuno Correia, a realização de um trabalho de excelência é importante para a empresa, mas também para o setor. “Temos de combater o estigma em relação a estas soluções. Os nossos grandes casos de sucesso são a modernização de produtos - alguns líderes de mercado - e que depois da modernização seguiram o seu ciclo de vida normal de evolução, de introdução de novas funcionalidades e novas versões”, explica. Como exemplos de sucesso em modernização de sistemas, indica-nos uma empresa norte-americana líder de gestão universitária e uma outra no Brasil líder em software de gestão hospitalar. Outro dos fatores que referencia as soluções da Morphis Tech é que são casos testados e sujeitos à exigência de qualidade do consumidor final. “São produtos dinâmicos que têm de enfrentar o mercado concorrencial e são nestas duas vertentes que nós e todo o nosso desenvolvimento e inovação se focam em aumentar a taxa de conversão e, ao mesmo tempo, produzir código de alta qualidade, que segue as boas práticas da indústria, as suas normas e orientações”. É assim que a Morphis Tech se distingue face à concorrência que muitas vezes opta por uma tradução mais direta e pouco eficaz. Isto deveu-se a uma proliferação de soluções deste género, com especial prevalência no setor financeiro, entre 2000 e 2010, e que criaram alguma má reputação no mercado – em que o resultado final era um mero lift & shift tecnológico, não abordando o problema de fundo, de libertar as aplicações das idiossincrasias legadas, mantendo

fechadas as portas para a evolução. Com uma força comercial dividida em pontos estratégicos pelo mundo (São Paulo, EUA, Madrid e Londres), as soluções da Morphis Tech concentram-se na sede, em Lisboa. Aqui o trabalho baseia-se em duas áreas distintas: a primeira constituída por equipas de produto que trabalham as ferramentas de analise, transformação e desenvolvimento; e a segunda formada por equipas de serviços que realizam a modernização e migração. “É como se tivéssemos dois ramos: um de produto e R&D e outro de serviços, complementado por alguns parceiros que temos em França e no Brasil”, explanam. Assim, o foco da Morphis Tech é no produto e na comercialização da sua plataforma de modernização, sendo esta área complementada pelos serviços de implementação da tecnologia.

Portugal catalisador de talento tecnológico Cada vez mais, o nosso país é visto como um catalisador do conhecimento técnico especializado no âmbito da tecnologia. Segundo Ana Andrade, a relação com as instituições de ensino superior e a capacidade de captação destes talentos deve ser tido em conta pelas empresas. “A Morphis Tech criou uma dinâmica e cultura de valores para motivar diariamente as suas equipas e para ser capaz de absorver os novos formados nesta área. Tem participado em eventos e proporcionado estágios de verão, por exemplo. Usando técnicas de cooperação e camaradagem, procuram aumentar a produtividade e potenciar o valor enquanto empresa. Somos muito flexíveis, uma vez que cada cliente tem necessidades e motivações diferentes”. É assim que Bruno Marques, Nuno Correia e Ana Andrade pretendem assim, manter o posicionamento diferenciador da Morphis Tech, prestando serviços e disponibilizando soluções tecnológicas de valor acrescentado.

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AXIANS

“PORTUGAL NO MUNDO, COM TALENTO, AMBIÇÃO E UM GRANDE SENTIDO DE MISSÃO!” Estivemos à conversa com o CEO da AXIANS Portugal, para ficar a conhecer uma das empresas mais inovadoras da área das tecnologias em Portugal e líder no mercado europeu. Um grupo focado em operações de longo prazo, com origem em 1735. Têm um dos contratos comerciais mais antigos do mundo, com mais de 200 anos. Trata-se do sistema de iluminação da Assembleia de Paris prestado pela VINCI Energies. O conceito ‘as a service’ não é, por isso, novidade para este grande projeto empresarial.

Os ativos são as pessoas que temos no grupo. São elas que dão perpetuidade às operações. O nosso ADN é isto. Uma grande parte das atividades do grupo passa pelo investimento nas pessoas, e acaba por ser esse o grande fator diferenciador da AXIANS junto dos seus stakeholders: o nosso human touch. Na VINCI Energies abraçamos os dois grandes desafios do mundo no momento: a transição energética e a transformação digital. Uma forma altamente descentralizada de funcionar, presente em 53 países, e 69.000 colaboradores – com uma faturação anual a rondar os 11 mil milhões de euros – que têm justificado esta maneira de encarar o mundo e de pensar o futuro. Ao nível da VINCI, acionista da VINCI Energies, os cerca de 190.000 colaboradores do grupo são também o seu maior acionista, onde se incluem naturalmente os colaboradores portugueses”.

VINCI Energies e o efeito da rede A AXIANS Portugal é resultado de uma aquisição histórica – a maior transação de sempre em Portugal na área de serviços profissionais de TIC - a uma grande tecnológica nacional feita a 5 de janeiro de 2017 pela VINCI Energies. A VINCI Energies é um dos braços do grupo VINCI, da qual faz parte também a VINCI Airports – detentora da ANA Aeroportos. “Trabalhar em rede a esta escala, e pensar global, traz diariamente um enorme desafio para a AXIANS Portugal. Desde a primeira hora a equipa tem sabido superar, entregando resultados, com uma atitude exemplar. Já trazíamos muita dessa vocação e potencial. O nosso corporate é bastante leve, e o sentido de empreendedorismo é muito valorizado numa empresa que encontra o seu equilíbrio na combinação da racionalidade e da emocionalidade. É um valor nosso”. Com praticamente ano e meio de atividade enquanto AXIANS, a equipa já tem talento português a liderar diversos grupos de desenvolvimento à escala internacional (de ofertas verticais, de tecnologias ou até de parcerias chave), como por exemplo um representante português no núcleo central da rede, na equipa de brand, em Paris. Nas palavras de Pedro Afonso, pode-se facilmente 28 | Revista Business Portugal junho 2018

testemunhar esse aspeto de cultura da empresa: “uma componente forte de abertura à rede, onde Portugal acaba por ser um ponto de encontro, e também uma equipa de talento diferenciado numa operação muito exigente”.  

Ao mesmo tempo que entregam o presente, reinventam o futuro É muito importante criar empatia com o perfil de necessidades dos clientes, e o impacto que essas necessidades em constante revitalização têm no dia-a-dia da AXIANS. 300 das maiores empresas portuguesas – com as suas próprias dimensões internacionais – são suas clientes. Empresas de topo, que representam já um volume de negócio bastante considerável para a AXIANS. “As tecnologias de informação recalibram-nos com outros players mundiais, por causa da linguagem tecnológica, que é universal. A base de conhecimento é muito semelhante. Isso permite às empresas de tecnologia competirem sem fronteiras. Aqui, Portugal deve aprender a valorizar-se. Encontrando os seus atributos de diferenciação. A única coisa que nos pode por vezes diminuir é a nossa psicologia. É isso que as empresas nacionais devem definitivamente contrariar: o seu sistema operativo mental. A lógica de ‘coitadinhos, ninguém nos ajuda, somos pequeninos’, deve ser substituída por ‘Jogamos sempre para ganhar’. E o jogo é sempre de longo prazo. Interessa o presente, mas ao mesmo tempo construímos o futuro… no presente. Em simultâneo. A tecnologia permite-nos isso mesmo: reparametrizar a forma como avaliamos os projetos empresariais. Mais vale pensar num mercado global, atuando localmente, sem quaisquer complexos”.

Haverá alguma Sillicon Valley da Europa em Portugal? “Nós não somos Sillicon Valley. Somos Portugal, com toda a nossa identidade e marca nacional. Temos os nossos atributos, a nossa história. Porque não assumi-lo? E à nossa idiossincrasia? Vivemos tempos incertos a muitos níveis, mas a história provou-nos que Portugal tem uma palavra a dizer sobre o futuro, em


AXIANS

Pedro Afonso, CEO da AXIANS Portugal, board member VINCI Energies Portugal, membro do Strategic Comittée South Europe da AXIANS e do Conselho Estratégico para a Economia Digital da Confederação Industrial Portuguesa

muitas áreas de relevo. A da inovação tecnológica é apenas uma delas. Porquê querer ser Sillicon Valley da Europa? Porque não ser Portugal na Europa?” Percebemos com um caso partilhado pelo entrevistado muito da perspetiva da AXIANS sobre o papel do talento português - e de Portugal - no grupo. Até sobre o tema ‘humanity versus technology’ num tempo em que muito se discute sobre o papel das empresas do setor na transformação em curso. “Dou-vos um exemplo: na VINCI Energies existem operações de manutenção de redes elétricas, que obrigam a ter alguém que vá ao terreno vistoriar se há corrosão nas suas componentes físicas. Uma equipa portuguesa, com pouquíssimos meses de AXIANS, propôs em França uma solução baseada num algoritmo que simplifica e otimiza todo o processo: um drone recolhe fotos, as fotos vão automaticamente para a base de dados e são processadas, com inteligência artificial, para descobrir se há ou não corrosão. Daí, caso se justifique, poderá enviar-se ao terreno uma equipa especializada. Este projeto está já hoje em desenvolvimento. O único custo físico neste processo no terreno será, abusando um pouco da simplificação, o uso da bateria do drone. As equipas – e os seus recursos materiais – são naturalmente requalificados para analisar problemas de corrosão, ou outros de diagnóstico efetivamente mais complexo”.

A AXIANS em Portugal “A AXIANS Portugal é um agente ativo no desenvolvimento de um mundo sustentável e próspero para pessoas e empresas, elevando sempre os mais profundos valores humanistas. É a visão do nosso grupo, aplicada a Portugal, e a partir de Portugal para o mundo. Concretamente, ajudamos os nossos clientes no seu posicionamento perante as duas grandes revoluções em curso: a transformação digital e, no contexto da VINCI Energies, a transição energética. Com impacto no seu negócio e na vida dos seus próprios clientes. Com impacto na sociedade. E aqui regresso ao tema da nossa ambição global, do nosso sentido de missão e do nosso talento”. A título de exemplo, o nosso entrevistado apresenta a EUMETSAT, a entidade que envia os dados de metereologia para todos os institutos de metereológicos da Europa. A partir do centro de operações da AXIANS Portugal é assegurada por software – com

a vigilância ultra especializada de robots desenvolvidos por portugueses – a operação e manutenção dos serviços externos daquele organismo europeu. Outro cliente histórico é o European Patent Office. É um mercado muito competitivo e todos os grandes players mundiais querem assegurar este tipo de clientes. “Porque é que tivemos sucesso? Vendemos o outcome da necessidade do cliente. Pensamos no seu negócio, nas atividades e pessoas a ele ligados. As tecnologias vêm depois. Temos de assumir esta diferenciação quando estamos, através das TIC, a construir a sociedade do futuro.”, explica Pedro Afonso. No centro de operações, tivémos a oportunidade de ver como se opera no dia a dia no contexto de uma empresa desta dimensão. Dados a correr entre os ecrãs, sempre incógnitos por forma a proteger informação crítica, mas dando-nos uma noção da magnitude dos projetos da AXIANS – os colaboradores resolvem problemas hiper-complexos, e apostam em inovar e optimizar os serviços que as suas empresas clientes oferecem.

Cibersegurança versus segurança. O ponto são as pessoas Numa última nota sobre um dos temas mais mediáticos dos últimos tempos – o da nova lei de proteção de dados – há que ter preocupação também com o comportamento humano, refere Pedro Afonso. O CEO da AXIANS Portugal considera que o setor tem um papel fundamental na sensibilização pelas decisões necessárias a adotar pelas empresas mais surpreendidas com o fenómeno. “Para além da necessária regulamentação, é urgente apoiar as empresas – constituídas por pessoas – na adoção de comportamentos de segurança, numa realidade em que os dados se tornaram, como muitos já o disseram, o novo petróleo. É preciso ir além da inovação tecnológica. As pessoas – seja nas empresas ou nas suas vidas – têm de ter a formação e atitude adequadas, para o uso da tecnologia em segurança, e para a utilização devida dos seus dados”. Há formas de medir a adoção da tecnologia numa organização. Pedro Afonso relembra que incorporar nos projetos o processo de adoção pelas pessoas, tem sido crucial para o sucesso da AXIANS. O CEO não se cansa nunca de relembrar que “a transformação digital é 90 por cento pessoas e 10 por cento tecnologia.” junho 2018 Revista Business Portugal | 29


AZIMUTHGLOBE

NOVOS HORIZONTES À VELA Descobrir um dos destinos mais cobiçados do mundo através de um veleiro começa a ser uma realidade cada vez mais ao alcance de todos. De Oeiras a Lisboa, Sesimbra, Cascais ou até Troia, a Azimuthglobe, uma nova empresa marítimo-turística, proporciona momentos de felicidade, relaxamento e aventura, numa experiência pensada à medida de cada cliente.

A

costado na Marina de Oeiras, o veleiro da Azimuth está pronto para receber os primeiros clientes. Um projeto recente de João Pedro Torres, Luís Canhão, Rui Formosinho e António Carvalho promete proporcionar uma experiência única a cada um dos viajantes, com serviços adaptados aos vários gostos, interesses e necessidades. Ao leme da empresa, estão homens com experiência no setor e com gosto genuíno pela náutica. “Em Lisboa, as docas estão superlotadas de empresas do ramo, pelo que optámos pela Marina de Oeiras. Embora esta localização nos tenha afastado do centro de Lisboa, também traz a vantagem de estarmos a meio caminho entre Lisboa e Cascais, mantendo a possibilidade de operar em Lisboa. Desta forma podermos proporcionar um maior leque de passeios”, diz Rui Formosinho. A empresa foi criada em fevereiro e “estamos neste momento a dar a conhecer o conceito, a divulgar as nossas ofertas e a criar parcerias”, adianta o João Pedro Torres. As parcerias que foram criadas pretendem proporcionar vários serviços integrados: complementar a chegada a Lisboa com visitas guiadas em tuk-tuk’s, scooters elétricas, sitways ou bicicletas elétricas, que lhe vão oferecer a possibilidade de conhecer as ruas e ruelas da cidade, numa aventura sem esforço, acompanhados de um guia experiente, que é sem dúvida uma alternativa ao trânsito 30 | Revista Business Portugal junho 2018

Avistar a bela cidade de Lisboa com céu azul ou vestida da sua iluminação noturna são experiências de rara beleza

matinal da avenida marginal. Deixar Oeiras de barco rumo à capital portuguesa, que poderia ser considerado um luxo apenas ao alcance de alguns, é neste momento, cada vez mais, uma experiência ao alcance de todos. Subir a bordo do veleiro da Azimuthglobe deixa prever momentos de descoberta e de descontração num percurso que, até Lisboa vai mostrando a beleza das praias de Oeiras, Paço d’Arcos e Algés, antigas vilas piscatórias, em contraste com novos empreendimentos como o Centro Champalimaud, o MAAT ou o Museu da Eletricidade e os belos monumentos carregados de história que os nossos antepassados avistaram do rio Tejo, como

Equipa Azimuthglobe


AZIMUTHGLOBE

a Torre de Belém, o Mosteiro do Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos, o Cristo Rei e Praça do Comércio. Avistar a bela cidade de Lisboa com céu azul ou vestida da sua iluminação noturna, são experiências de rara beleza. Passeios que podem ser feitos sozinho, em casal ou em grupos até Cascais, Lisboa, Sesimbra e Tróia, proporcionando-lhe algumas horas de entretenimento. Também existem outros programas à disposição dos clientes, como festas de aniversário, pedidos de casamento ou despedidas de solteiro, sunset romântico, bodas de casamento, com ou sem jantar. A dormida a bordo no conforto do Azimuth, é sem dúvida uma experiência única. Num projeto em que a imaginação é o limite, cabe ao cliente sugerir o programa que mais se adequa aos seus interesses. Os eventos para as empresas também não foram deixados de lado. Desde as famosas regatas tão apreciadas dado o seu espírito competitivo, às reuniões de direção, tudo foi pensado ao pormenor. “A ideia é sempre simpatia a bordo e tornar o dia das pessoas num dia memorável. É muito importante o passa a palavra e se uma pessoa gostar, vai trazer mais duas ou três até nós”, conclui Luís Canhão.

“A ideia é sempre simpatia a bordo e tornar o dia das pessoas num dia memorável”

Localização: Marina de Porto do Recreio de Oeiras E-mail: info@azimuthglobe.pt Telefone: 916 679 361

www.azimuthglobe.pt junho 2018 Revista Business Portugal | 31


PLANO 3R

“A PERSONALIZAÇÃO DO SERVIÇO É O GARANTE DE UM TRABALHO DE QUALIDADE” A Plano 3R tem mais de 25 anos de mercado mas, sob a gerência de Ricardo Luís, conta apenas com alguns meses. Com uma visão estratégica muito específica e uma noção exata de para onde quer ir, o diretor da Plano 3R conversou com a Revista Business Portugal sobre a saúde da economia portuguesa e o panorama das empresas nacionais.

to final que este pretende atingir, ao contratar este serviço”. Detetar as necessidades que existem em cada empresa e qual é o objetivo final para onde pretendem orientar o seu trajeto são as duas perguntas essenciais que Ricardo Luís faz a quem o procura: “Muitas vezes, torna-se complicado responder a isso. A cultura empresarial portuguesa ainda não reconhece o trabalho de um consultor como uma mais-valia, em certos casos. Quando alguns empresários procuram os serviços da Plano 3R já existem problemas

Ricardo Luís, diretor

Acredito que as empresas de consultoria devem ter soluções adaptadas aos clientes”, conta Ricardo Luís, diretor da Plano 3R. “A personalização deste serviço é absolutamente fundamental, porque todas as empresas são diferentes e cada situação tem as suas especificidades. O trabalho de um consultor deve sempre ter em conta as necessidades da empresa e o propósi-

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“Acredito que as empresas de consultoria devem ter soluções adaptadas aos clientes”


PLANO 3R

a precisar de resolução. No fundo, o papel de um consultor é ajudar, prevenindo que os problemas surjam. Isso faz-se através de uma análise de vários parâmetros de que a empresa dispõe, e que permitem avaliar a saúde e a rentabilidade do negócio, para antecipar quaisquer dificuldades”. Os parâmetros mais importantes para a fluidez económico-financeira das empresas prendem-se com o ato de compra e venda. Em Portugal, ainda existe alguma discrepância entre os prazos de pagamento para empresas nacionais e internacionais, nomeadamente em relação a empresas sediadas em países da União Europeia: “Para garantir a fluidez económico-financeira da empresa, é importante que exista um maior equilíbrio entre prazos de pagamentos nacionais e internacionais. Torna-se importante que os empresários encontrem um equilíbrio entre prazos de pagamento e de recebimento, para que as empresas nacionais laborem na mesma medida das empresas europeias”. O papel de um consultor passa precisamente por analisar determinados indicadores, como o peso do setor das vendas na faturação, o tempo gasto à procura de

É preciso conhecer as empresas, para estar por dentro do seu funcionamento

um determinado produto e a rentabilidade do mesmo, para garantir um equilibro nas contas da empresa e prevenir eventuais dificuldades económicas e financeiras: “Para isso, um consultor tem de conseguir chegar ao cliente. É preciso conhecer as empresas, para estar por dentro do seu funcionamento e prever o que vai acontecer nos movimentos seguintes, de forma a controlar alguma situação que possa correr menos bem”. Para poder conhecer a empresa, é preciso que o proprietário confie no consultor: “Ainda temos um trabalho que gera muita desconfiança. É preciso provar que realmente há trabalho feito, mostrar a utilidade da nossa função. No meu caso, gosto que o cliente veja o trabalho que faço e o entenda, para que consiga perceber as vantagens de ter uma empresa de consultoria como parceira de negócio, porque é nessa posição que queremos estar. Estamos lado a lado com as empresas, para garantir um acompanhamento permanente e evolutivo, suportado pela análise criteriosa dos parâmetros importantes para a saúde financeira do negócio. O sucesso de uma empresa nossa cliente é o nosso sucesso”.

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ASTORGA SEGUROS

O SEU PARCEIRO DE NEGÓCIOS

Nuno Viana, administrador

O know-how e a experiência adquirida permitiram à Astorga Seguros oferecer um serviço personalizado e um vasto leque de soluções em todos os ramos, adaptado às necessidades de cada cliente. O profissionalismo, a credibilidade e o rigor são os pilares essenciais da Astorga Seguros e estes valores permitiram a sua distinção em 2014, 2015, 2016 e 2017 no Concurso Nacional de Gestores de Seguros nos ramos Vida e Não Vida.

S

ob a égide Portugal Criativo – Inova e Empreende, a Revista Business Portugal foi desta feita ao encontro de Nuno Viana, um empresário carismático e dinâmico que tem norteado a sua atividade profissional por uma grande visão estratégica, sentido de responsabilidade e paixão. O seu percurso está recheado de experiências enriquecedoras, contudo com a mediação de seguros, Nuno Viana encontrou a sua verdadeira vocação. Tudo começou com um convite da Tranquilidade Seguros para fazer parte de um programa de gestores, que aceitou, tendo frequentado um curso de formação intensivo.

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“Cada vez tinha mais gosto no meu trabalho, o reconhecimento dos clientes era cada vez maior e sentia que estava a crescer”


ASTORGA SEGUROS

Começou assim, em 2011, uma nova etapa da sua vida, que abraçou com grande dedicação e profissionalismo. “Cada vez tinha mais gosto no meu trabalho, o reconhecimento dos clientes era cada vez maior e sentia que estava a crescer”, revela Nuno Viana, ressalvando a decisão de criar uma marca. Assim, volvidos três anos nasceu a Astorga Seguros, um parceiro exclusivo da Tranquilidade, com o pressuposto de ser sinónimo de segurança, confiança e, principalmente assumir-se como um parceiro de negócios. Com um percurso alicerçado no profissionalismo e numa relação de confiança com os seus clientes, a Astorga Seguros fornece um serviço de Consultoria e Mediação de Seguros em todo o território nacional, tendo o distrito do Porto maior relevo na sua ação comercial. A sua filosofia de trabalho consiste no acompanhamento personalizado ao cliente, estando vocacionada para o mercado Empresarial e Particular. “Atualmente, a empresa tem cerca de 60 por cento de clientes particulares e 40 por cento no mercado empresarial”, refere Nuno Viana, sublinhando “somos competitivos em todos os ramos e promovemos a interação cliente-empresa”. A sua metodologia de trabalho da Astorga Seguros passa pela análise do binómio custo/benefício para o seu cliente e tendo em conta um mercado em constante desenvolvimento e mudança,

analisa continuamente as melhores alternativas, oferecendo sempre ao cliente as soluções mais vantajosas e adequadas às suas necessidades. No fundo, são estes valores aliados à proximidade ao cliente, acompanhamento personalizado, confiança e disponibilidade que são os fatores diferenciadores desta jovem empresa. “A nossa filosofia assume-se como uma evidente mais-valia face às companhias de seguros on line que não têm um rosto”, aclara Nuno Viana, realçando a importância da formação e atualização constante nesta área de negócio, que se traduz em valor acrescentado para o cliente.

“A nossa filosofia assume-se como uma evidente mais-valia face às companhias de seguros on line que não têm um rosto”

Uma panóplia de soluções

A missão da Astorga Seguros passa por oferecer ao cliente um serviço simples, rápido e eficiente com produtos adequados aos seus objetivos e necessidades. As soluções disponibilizadas pela empresa centram-se nos domínios do Automóvel, Habitação, Vida, Saúde, Lazer e Poupança. “Em todas as soluções, desenvolvemos planos personalizados às necessidades de cada cliente”, um trabalho que tem permitido a sua fidelização. Valorizando o passado, vivendo o presente e pensando no futuro, a Astorga Seguros adota uma filosofia vanguardista tendo como linhas orientadoras para a prossecução dos seus objetivos, a simplificação da criação de conhecimento e a disponibilização de soluções de qualidade, para que Segurança seja sinónimo de Tranquilidade!

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CADIUS

JOVEM EMPREENDEDOR: UM EXEMPLO NO SETOR DOS MOLDES CADIUS é uma empresa recém-formada que detém inúmeros serviços como a criação de projetos, desenho, fabrico, manutenção, reparação, intermediação, comércio, importação e exportação de moldes, ferramentas de controlo, peças e acessórios. A empresa também possui serviços de assistência técnica a empresas da indústria metalúrgica e serviços de engenharia. Modelação 3D e fabricação de peças metálicas, nomeadamente para o sector Automóvel e Aeronáutico. Serviços na aérea da metrologia industrial, medição e aferição de ferramentas e/ou peças individuais e por fim serviços de prototipagem. João Glória é o jovem empreendedor que iniciou o projeto e, em entrevista com a Business Portugal, relata toda a sua aventura.

E

m 2008, João Glória inicia a sua licenciatura em Engenharia Mecânica, em Setúbal. No entanto, em pouco tempo as empresas reconhecem o seu valor e rapidamente é chamado para exercer funções numa empresa de renome: “Na altura, não consegui terminar a parte académica, pois fui recrutado para realizar o que faço atualmente, ou seja, na área dos meios de controlo, aqui na zona da Marinha Grande. Na época foi um desafio enorme, fui para o mercado de trabalho sem qualquer experiência para uma das melhores empresas a nível nacional na área. Não sabia minimamente o que ia fazer, e foi muito bom, porque permitiu-me crescer imenso, não só como pessoa como a nível profissional”. O empresário salienta ainda que a entrada no mundo do trabalho permitiu-lhe ganhar gosto pelo que faz ainda nos dias de hoje, conta que nunca tinha tido contato com meios de controlo e, desde essa altura, ganhou paixão pelo setor. 36 | Revista Business Portugal junho 2018

Após anos de experiência, João Glória, decide terminar a licenciatura, mas mais uma vez, confessa que os estudos ficaram para segundo plano: “Dediquei-me novamente aos estudos, mas continuei a realizar trabalhos como freelancer para algumas empresas da Marinha Grande. A minha experiência na área foi valorizada e, novamente, voltei a trabalhar no setor dos moldes”, conta João Glória. O que deixa mais satisfeito o empresário é o seu constante crescimento: “Desde o início do meu percurso que houve um constante desenvolvimento a nível profissional. Comecei como desenhador projetista quando voltei à Marinha Grande vindo para chefe de projeto, de seguida fui para uma empresa que quis apostar em mim e na área, e criou inclusive um departamento, onde assumi funções de chefe de departamento de projeto”, João Glória conta que depois de adquirir toda a sua experiência profissional decide começar o seu próprio projeto e criar uma empresa de raiz. CADIUS foi o nome número dois, no

João Glória, administrador

entanto, segundo o jovem empresário o nome foi o mais adequado, porque grande parte do trabalho que a empresa realiza começa sempre pela parte do projeto, pela parte decante: começa pela peça do cliente e desenvolvimento de todo o conceito inerente. A CADIUS foca-se maioritariamente nos meios de controlo, nos gabaritos, sem descurar de outras áreas técnicas como a prototipagem rápida e a fabricação unitária de peças. O core business da empresa são os meios de controlo, área muito específica ligada fortemente à indústria de moldes, não só plástico mas também de estampagem. João Glória explica o setor dos meios de controlo: “Os gabaritos de controlo são uma ferramenta de validação e de calibração das peças dos clientes, ou seja, os clientes têm os seus moldes, ferramentas, unidades produtivas, e essas por questões legislativas e controlo de qualidade, passam por processos de controlo diário ou até horário de qualidade das peças que estão em produção. É aqui que a nossa empresa entra, o cliente fornece-nos a peça que quer produzir e esta é fixada num determinado dispositivo para ser em seguida medida através de equipamentos tridimensionais ou através de processos manuais, seja na produção ou em laboratórios”, o proprietário do projeto revela ainda que 95 por cento do volume da empresa é dedicado à indústria automóvel. Áreas como a indústria médica, brinquedos ou doméstica, seja plástica ou metal, não têm tanto rigor e exigência como a indústria automóvel. Existem poucas empresas em Portugal como a CADIUS, terciárias no desenvol-


CADIUS

vimento e prestadoras de um serviço que é necessário, portanto, a CADIUS responde às necessidades do mercado e dos clientes que querem garantir a qualidade cada vez mais exigida das suas peças. As empresas que trabalham diretamente com as construtoras sentem necessidade de melhorar a qualidade dos seus produtos e de garantir ao fabricante equipamentos com durabilidade, esclarece João Glória. O empresário fala-nos na concorrência a nível mundial e do papel de Portugal no leque empresarial: “A China há uns anos foi um grande concorrente. As grandes empresas apostaram no país por apresentar preços e prazos melhores, no entanto, a baixa qualidade dos seus produtos fez com que as grandes empresas voltassem a procurar Portugal, pois apesar dos preços mais elevados, os produtos têm mais qualidade. Em particular, na área dos moldes houve uma crise entre os anos 2006 e 2008. Contudo, atualmente a China volta a ser um enorme concorrente, pois começa apostar na qualidade, com preços competitivos em relação à Europa, nomeadamente em relação a Portugal. Agora cabe a nós, empresários provarmos que somos uma mais-valia”, o proprietário da CADIUS salienta que, por vezes, grandes empresas preferem investir em Portugal por sermos um povo caloroso com uma excelente capacidade de comunicação e uma facilidade de aproximação. A CADIUS nasce com uma carteira de clientes adquirida por João Glória ao longo de dez anos de experiência. Após dois meses de iniciar o projeto, o balanço é muito positivo e, segundo João Glória, só é possível com a ajuda da equipa e das parcerias por detrás da empresa. O projeto no primeiro mês fez uma margem de 40 por cento de lucro traduzindo-se num excelente primórdio. A empresa tem como objetivo continuar com um crescimento gradual. A CADIUS pretende transferir as suas instalações para a Penín-

sula de Setúbal onde existem mais oportunidades. Deseja reforçar a sua carteira de clientes e procurar novos mercados, mantendo as suas parcerias na zona centro. João Glória explica a transferência da empresa: “Há oportunidades diferentes na Península de Setúbal nomeadamente na indústria aeronáutica”, o nosso entrevistado revela ainda que a CADIUS relaciona-se com a indústria aeronáutica na fabricação unitária de peças e na área dos gabaritos. A empresa quer investir mais na metrologia elevando a empresa num futuro próximo e passar para fabricação própria. João Glória confessa que apesar de ser uma área exclusiva, a concorrência é enorme tornando-se mais difícil agarrar um cliente. O projeto CADIUS é um sonho realizado para João Glória que assume todas responsabilidades com os fornecedores e clientes bem como em questões legais. A nível tecnológico, a evolução tem sido gigantesca e, para João Glória, os maiores avanços são na digitalização de peças em scanner 3D, sistemas de medição a cinco, seis eixos: “Na área dos gabaritos, não houve grande evolução, mas nos processos de fabrico e nos processos de modelação tem havido evoluções fantásticas. O rigor necessário obriga a que haja uma evolução dos processos tecnológicos a nível da fabricação. O consumidor é cada vez mais exigente, portanto, o fabricante tem que ser rigoroso no que faz”, conta o jovem empreendedor. Para finalizar a entrevista, João Glória, deixa uma mensagem para os nossos leitores: “Alguém que começa a exercer a sua profissão no mercado de trabalho tem que ter paixão pelo que faz. As pessoas devem sentir prazer quando exercerem as funções laborais. É claro que também é preciso ter uma certa ambição consciente ligada a uma paixão que vence qualquer barreira interior”, concluiu João Glória.

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*Em 24

BNP PARIBAS FACTOR PORTUGAL

PROTEJA AS SUAS CONTAS: OPTE PELO FACTORING NÃO ESPERE MAIS PELO PAGAMENTO DAS SUA FACTURA

Aposte sem riscos na exportação, em mais de 80 Paíse graças à concedeu nossa experiência internacional. Luís Pina Augusto, diretor geral da BNP Paribas Factor Portugal, uma entrevista à Revista BNP Paribas Factor financia as vossas vendas / exporta Business Portugal, na qual nos explica o ‘factoring’ e o porquê de uma empresa dever optar pelos ções foi emnomeado 24h* serviços desta sucursal do grupo BNP Paribas. Recentemente, para também assumir as

mesmas funções em Espanha.

V

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ou-lhe pedir que comece por apresentar a física conseguimos fazer o tratamento das faturas nesses países BNP Paribas Factor. através de correspondentes. A BNP Paribas Factor é uma empresa deFACTOR factoring, está presente PORTUGAL210_297_SP_B2B_RUBIK_CUBE_BUSINEWS_FR_023792 - 260x322.indd 1 em Portugal há mais de 30 anos. Tem como acionista o grupo Como é que este grupo francês chega a Portugal? financeiro BNP Paribas, o qual está presente em terras lusas desde A BNP Paribas Factor chega a Portugal em 1987 pela mão do 1985. O grupo tem também sete outras empresas presentes no primeiro administrador, Alcino Cardoso. A primeira empresa de país, das quais a Factor é a segunda mais antiga. Surgiu em 1987 factoring do grupo foi instalada em Portugal, apesar de já haver com o foco de ajudar as pequenas e médias empresas nacionais na alguma notoriedade do factoring em França. Decidiu-se usar Porgestão da carteira de clientes, no financiamento tugal como projeto-piloto, uma vez que é um da tesouraria de curto prazo e na realização das país com uma boa base de pequenas e médias suas cobranças. empresas exportadoras, para as quais o produto A BNP Paribas Factor conta hoje com 33 BNP Paribas Factor se encaixa na perfeição. O colaboradores, tem vindo a crescer ao longo BNP Paribas foi pioneiro nessa altura no Facdos anos e, atualmente, representa cerca de 13 toring em Portugal e com sucesso. por cento de quota de mercado factoring, o que também tem vindo a aumentar. A BNP Paribas Porquê optar pelos vossos serviços? Factor tem cerca de 350 clientes, os quais são A componente factoring tem três áreas disempresas de diferentes dimensões e presentes tintas e cada cliente pode selecionar as que bem em vários setores de atividade. Trabalhamos entender, se bem que a maioria opta pelas três muito com a indústria de uma forma geral, (full-factoring). Uma área é simplesmente a em parte devido ao facto de ser um setor de gestão da cobrança, disponível para todas as atividade muito voltado para exportação, algo empresas. O nosso cliente entrega-nos todas as em que nos encaixamos muito bem. faturas de um seu devedor para que nós façamos Temos presença direta em 17 países e com a cobrança. O BNP Paribas Factor notifica o isso conseguimos oferecer uma solução única devedor e, a partir daí, é a nossa equipa que em Portugal:temos a capacidade de tratar das faturas e gerir a conta- gere a cobrança de todas as faturas. Recebemos uma comissão -cliente de uma empresa portuguesa e das suas filiais no estrangeiro pela cobrança. a partir de Portugal. A isto chamamos Factoring “Pan-European”. Outra área é a cobertura do risco de um devedor do nosso Fomos a primeira empresa em Portugal a aderir à Factor Chain cliente entrar em falência ou insolvência. Podemos oferecer um International (FCI), uma associação internacional presente em 82 seguro de crédito para prevenir esses casos. O cliente pode optar países (para além dos 17) e por isso, onde não tivermos presença só pela cobrança ou também pelo seguro de crédito, se tiver os dois

O BNP Paribas foi pioneiro nessa altura no Factoring em Portugal e com sucesso

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BNP PARIBAS FACTOR PORTUGAL

fica completamente coberto (os contratos normais incluem uma cobertura entre 80 a 95 por cento. Alguns casos pode chegar a 100 por cento). Uma terceira vertente é a do financiamento. Se o cliente de uma empresa só paga a 90 dias e os seus fornecedores exigem pagamentos a 15, a BNP Paribas Factor adianta o dinheiro da fatura e depois faz a cobrança ao devedor. Nessas situações não funcionamos com comissões, mas sim com uma taxa de juros cobrada pelo adiantamento feito. Na realidade podemos trabalhar com qualquer tipo de empresa, mas uma das premissas é não existir o pronto-pagamento. Outra limitação legislativa é não podermos trabalhar com particulares.

O futuro de todo o mercado passará pelas novas plataformas digitais e a automação da prestação de serviços Resta saber o que aguarda o futuro do BNP Paribas aqui em Portugal. Hoje cerca de 25 por cento do mercado de factoring de exportação em Portugal é feito por nós, mas queremos ser líderes de mercado. Queremos também reforçar o produto ‘reverse-factoring’, o qual consiste em financiar os fornecedores dos nossos clientes. Por fim, o futuro de todo o mercado passará pelas novas plataformas digitais e a automação da prestação de serviços. Para isso lançamos o ano passado o primeiro aplicativo do mercado totalmente dedicada ao factoring, ’My View‘.

Quais são os vossos métodos de cobrança e o que acontece quando esses métodos falham? Temos uma equipa própria muito experiente de cobrança de crédito e, em Portugal, temos ainda uma subsidiária da BNP Paribas Factor França denominada International Trade Partners (ITP), a qual realiza a cobrança não só dos devedores domésticos, como também dos internacionais. Nos restantes casos, recorremos à FCI, que faz a cobrança em nosso nome. Na maioria das vezes depois da notificação de pagamento, o mesmo é feito. Quando isso não acontece, essa equipa tem de avançar e averigua o que se passa. São muito raros os casos que possam evoluir para uma cobrança judicial. Temos uma taxa muito baixa de contencioso. Sente que a vossa intervenção de alguma forma impulsiona o pagamento? O facto de ser uma instituição financeira a fazer a cobrança acaba por ter algum peso no devedor. As empresas procuram-nos pela notoriedade do grupo, pela qualidade do serviço e pela comodidade. A redução do prazo médio da cobrança dos nossos clientes é historicamente substancial.

Luís Pina Augusto, diretor geral

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XCELLING

SOLUÇÕES À MEDIDA DE CADA CLIENTE Fundada em 2016, a XCelling é uma empresa de consultoria que atua no mercado empresarial nacional. Orienta os seus serviços para as PME’s, apresentando soluções ao nível de ferramentas que permitem otimizar desperdícios de tempo, bem como maximizar a produtividade e eficiência dos processos internos e administrativos do cliente.

C

om espírito empreendedor, ousadia e dedicação Daniel Morgado e Frederico Gama criaram a XCelling com o intuito de criar valor a todos os clientes. A empresa nasceu com base na experiência profissional dos dois jovens empreendedores, formados em Economia e Gestão, que durante vários anos laboraram em departamentos de contabilidade e recursos humanos, sentindo por isso a necessidade de desenvolver ferramentas que os ajudassem a melhorar o seu trabalho, bem como a eliminar tempo desperdiçado em tarefas rotineiras. “Assim, começámos a estudar programação e a desenvolver ferramentas para nós próprios e, mais tarde, para colegas e amigos que nos solicitavam diferentes ferramentas para os ajudar a melhorar o seu trabalho diário”, esclarece Daniel Morgado, managing partner da XCelling, sublinhando que ambos sentiram que havia uma necessidade no mercado, por isso, acreditando nas

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QUER TORNAR O SEU TEMPO MAIS PRODUTIVO? O método da XCelling vai ajudar a transformar os processos da sua empresa numa máquina eficiente, capaz de reduzir até 90% o tempo de execução da tarefa, com uma margem de erro nula. Não desperdice mais tempo, invista nele!

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Frederico Gama e Daniel Morgado, sócios-gerentes

suas competências e projetos decidiram avançar para a criação da empresa em 2016. O primeiro ano foi difícil, mas com esforço e dedicação, conseguiram conquistar um leque interessante de clientes, que se consolidou, quando a XCelling fechou um acordo com a Randstad, uma das maiores empresas de recursos humanos a nível nacional. De resto, “ainda estamos a trabalhar com a Randstad, porque nos solicitou um projeto de longa duração em termos de desenvolvimento”, clarifica Daniel Morgado. Mas afinal o que diferencia a XCelling no mercado? As suas soluções são desenvolvidas em Excel utilizando a linguagem de programação VBA (Visual Basic for Applications). Por outro lado, a XCelling procura desenvolver ferramentas à medida do cliente que lhes permita otimizar os seus processos administrativos, tornando-os mais eficazes. A XCelling apresenta um leque de automatismos já desenvolvidos em áreas como Contabilidade, Recursos Humanos, Advocacia, Condomínios, Hotelaria, e as soluções com mais procura são as ferramentas de Gestão de Formação e o Sistema de Avaliação de Desempenho. A empresa aposta na criatividade e inovação através de 4 profissionais qualificados, desenhando soluções à medida de cada cliente.

Inovação e Empreendedorismo Daniel Morgado realçou ainda a dinâmica e empreendedorismo que o levou a apostar num franchising da marca Pão em Casa® que procura reviver o hábito tradicional e saudável, da presença de pão fresco na mesa do pequeno-almoço. A entrega de pão fresco, todos os dias à porta de sua casa é um serviço que está disponível em Aldoar, Foz, Nevogilde e Ramalde e, brevemente, noutras freguesias do Porto.


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MUNDIPHARMA

MAIS E MELHOR SAÚDE PARA TODOS

Salvador Lopez Orland, diretor geral

Presente em Portugal há dois anos, já impôs a sua presença no setor da saúde, nomeadamente na área respiratória e conta, num futuro próximo, fazer a diferença na comunidade diabética em Portugal. Com o desejo de fazer mais e melhor pela saúde pública nacional, a Mundipharma Portugal apostou forte no mercado nacional trazendo inovação e medicamentos mais eficazes no tratamento de algumas patologias. A Revista Business Portugal foi conhecer melhor a farmacêutica galardoada com o primeiro prémio na categoria de “Melhor empresa para trabalhar 2018”, na pessoa do Diretor Geral em Portugal, Salvador Lopez Orland.

A

Mundipharma foi reconhecida como a melhor empresa para trabalhar em Portugal. Qual é a cultura empresarial e os objetivos que regem o universo da Mundipharma? É uma cultura diferente porque se baseia em três valores: Espírito guerreiro, Coração prestativo e Atitude de diversão, que são os pilares

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que nos distinguem das outras empresas do mesmo ramo de atividade. Para a Mundipharma, as pessoas são o seu bem mais valioso e é com elas que percorre a sua missão de deixar um Sistema de Saúde melhor para os utentes. Com pessoas felizes e motivadas, que avancem com convicção e motivação, acreditamos que esse objetivo maior, será seguramente atingido. Este prémio, serve não só o nosso objetivo de constantemente medir e validar as nossas políticas internas de gestão, mas também para reafirmar a nossa posição e motivação perante os nossos parceiros, internos e externos.


MUNDIPHARMA

Descreva em que consiste e como aplicam os três valores/pilares da Mundipharma: Espírito guerreiro, Coração prestativo e Atitude de diversão. Estes valores foram definidos logo no início da empresa, em 2016, pelas pessoas que compunham a equipa. Realizámos um workshop para que a equipa pudesse definir as regras de funcionamento, os objetivos e os Mundipharma_PUBFINAL_Outline_vs3.pdf 1 26/02/18 14:42 valores da empresa. Espírito Guerreiro significa dar sempre o máximo do nosso potencial, sermos ambiciosos ao definirmos os nossos objetivos e ter a ousadia de sair da nossa zona de conforto. Temos uma cultura muito inovadora, que incentiva as pessoas a desafiarem-se, porque acreditamos que só assim saberão quais são os seus limites. Coração prestativo significa espírito de equipa, confiança e comunicação transparente. Em muitas entrevistas de trabalho as pessoas referem que trabalham muito bem em equipa quando, na realidade não sabem o que isso significa. O espírito de equipa consiste em ajudar o próximo, sem divisões nem barreiras como os departamentos, as funções de chefia ou de direção; em confiar no próximo e na partilha de experiências, em suma: a empresa é só uma, os objetivos são comuns e todos trabalhamos no mesmo sentido. Atitude de diversão simboliza a alegria no trabalho. A vida é só uma e todos nós, para além de trabalhadores, somos filhos, pais e irmãos de alguém; temos responsabilidades, uma família, amigos e colegas de trabalho. O trabalho não tem que ser uma parte separada da vida de cada um. Se existir equilíbrio entre todas estas diferentes facetas em cada um de nós, vivemos mais felizes e cumprimos melhor a nossa função social, familiar e de trabalho. Para que este equilíbrio seja possível, orgulhamo-nos da nossa política de flexibilidade de horários e de local de trabalho. Na Mundipharma, não há necessidade de “assinar o ponto”, nem de controlar horários.

Estamos a lançar um novo dispositivo para o tratamento da asma e pretendemos continuar a apostar forte nesta área, tendo como objetivos: o aumento da qualidade de vida dos doentes respiratórios e a diminuição de despesa pública para o SNS - Serviço Nacional de Saúde. Estamos a entrar na área da diabetes que, segundo os dados do Ministério da Saúde, representa mais de dez por cento da despesa pública e um por cento do PIB. Naturalmente, para alargar as áreas de atuação, a indústria farmacêutica necessita do apoio das autoridades de saúde, na garantia de acesso à inovação, da classe médica, para aplicar essa inovação que já foi testada e aprovada pelo INFARMED e obviamente da participação dos doentes, para seguirem a prescrição médica prevenindo a (re)incidência de episódios agudos.

A Mundipharma Portugal nasceu na área respiratória, mais propriamente com um medicamento para a asma, que ainda hoje assegura uma presença muito forte neste campo

O propósito da Mundipharma Portugal passa por? Passa por oferecer inovação e soluções para todos os intervenientes no Sistema de Saúde Português, desde as autoridades, aos doentes. Por exemplo, estamos a introduzir no mercado Português, um medicamento para os diabéticos, que, para além de reduzir a glicemia no sangue, reduz o peso e tem benefícios cardiovasculares. A utilização correta deste medicamento irá certamente contribuir para a redução da despesa pública, porque os doentes com esta patologia estarão mais protegidos contra as doenças que surgem como consequência da diabetes.

A Mundipharma iniciou a sua atividade em Portugal com incidência nas áreas de oncologia, analgesia e respiratória. Vão alargar a atuação para mais áreas? As áreas da oncologia, respiratória e de analgesia são comuns a todos os países onde estamos presentes, sendo que somos líderes mundiais na analgesia. A Mundipharma Portugal nasceu na área respiratória, mais propriamente com um medicamento para a asma, que ainda hoje assegura uma presença muito forte neste campo.

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MPO

UMA EMPRESA À MEDIDA DE CADA CLIENTE A MPO nasceu nos anos 50, em França, como uma empresa de fabrico de discos de vinil. A fábrica original ainda labora, mas a empresa transformou-se em Grupo e está presente em vários países. Em Portugal, a direção está a cargo de Gonçalo Albuquerque, que falou com a revista Business Portugal sobre a génese da empresa, o seu core-business e o futuro.

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onçalo Albuquerque é o rosto de uma empresa dinâmica e muito criativa, sempre em constante evolução, tal como o mercado. A génese da MPO está nos discos de vinil, mas a evolução tecnológica obrigou à adaptabilidade da empresa: “A MPO – Moulages Plastique de L’Ouest – foi fundada pelo casal Pierre e Monique de Poix e é hoje líder mundial no fabrico e duplicação de suportes multimédia, mas começou por fabricar discos de vinil, o que fizeram durante mais de 30 anos, até à chegada de um novo suporte multimédia - o CD. Mais tarde, surgiram o DVD e os CDR, com os quais a casa criou uma marca própria, a ISpace. A evolução foi acontecendo à velocidade a que o mercado também se modificava. A última alteração foi o BluRay”. A empresa foi crescendo e o mercado espanhol foi o passo seguinte. A MPO instalou em Madrid uma sede, bem como uma fábrica. A Portugal, a empresa só chegou em 1997: “A MPO adquiriu uma empresa chamada Duplisoft, que fazia duplicação de disquetes, outro suporte multimédia muito em voga na época. Todas as empresas usavam este tipo de suporte para guardar a sua informação. Só para a revista de Wall Street, a MPO vendeu milhões destes suportes multimédia”. Sendo há 21 anos a única empresa nesta área de negócio a operar em Portugal com sede própria, a MPO tem como ponto-chave da sua expansão a necessidade de entregar a gestão das empresas que cria a nativos daquele país: “Essa é a cultura do grupo MPO, desde sempre. Quem contacta com a MPO Portugal está à espera de o fazer em português, bem como quem o faz com a indústria em Espanha estará à espera de se entender com o interlocutor em espanhol. O Grupo MPO reconheceu esta facilidade como uma mais-valia quer para a empresa, quer para o país onde a empresa se instalava e esse método é válido ainda hoje. É uma forma de garantir que a conversa não se perde na tradução e, sobretudo, de saber que quem dirige a empresa é alguém que está a

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MPO

Equipa

par da cultura do país e dos hábitos do país”. A chegada da empresa a Portugal deveu-se à necessidade de expansão e aumento de vendas. Atualmente, Portugal representa não só uma porta de entrada e saída para a Europa como, e fundamentalmente, uma excelente via de comercializar com os países de língua oficial portuguesa: “Fazemos exportação para Angola, mas há a possibilidade de começar a trabalhar com mercados como o brasileiro, de dimensões consideráveis”. Portugal e Espanha mantêm relações saudáveis e o mercado é cada vez mais visto como único: “Unificar este mercado e trabalhá-lo como sendo ‘ibérico’ é uma mais-valia. Hoje em dia, as parcerias são fundamentais para qualquer empresa conseguir desenvolver o seu negócio, e a MPO tem a vantagem de estar presente em Portugal, Espanha e França, o que significa que um cliente que trabalhar connosco em Portugal, mas que também tenha negócios em Espanha e França poderá ver assegurado todo o serviço logístico do seu produto até França”. Associada à necessidade cada vez maior que todos os grandes players mundiais têm de fazer chegar os seus produtos a todo o mundo, a MPO criou a MLink, uma empresa dentro do grupo MPO que se responsabiliza por toda a logística dos seus clientes. Logo de seguida, surgiu uma outra área – a do Packaging, que se denomina MPack: “Percebemos que a área da logística era muito importante e fizemos dessa necessidade uma oportunidade de negócio. No total do grupo, contamos com 40 mil metros quadrados de área de armazém. Os clientes encomendam-nos o que precisam e sabem que também entregamos onde querem. Em simultâneo, percebemos que havia uma necessidade de criar embalagens, algumas para transporte de materiais e outras para exposição dos mesmos. Por isso, começámos também a desenvolver essa área, na empresa MPack. Criamos o

marketing, em parceria com o cliente, e depois cabe-nos fabricar o expositor ou a embalagem, que pode ser de acrílico, metal, ou cartão. Se precisar de criar um pack, por exemplo, constituído por um cartão de identificação, uma pen USB, uma fita para pendurar ao pescoço e colocar tudo isto dentro de uma embalagem, a MPO faz isso. Contacta alguns fornecedores com quem trabalha, para fazer os cartões, e a fita, e tudo o resto é da nossa responsabilidade. Fazemos a caixa, montamo-la e entregamo-la na empresa de destino. O cliente só tem de nos procurar, e nós fazemos o papel de intermediários juntos das outras empresas”. Uma nova área, que surgiu há pouco tempo e é exclusiva de Portugal, é o mailing: “Começámos a trabalhar com a SAGE, porque esta empresa pediu-nos para criarmos uma solução para despachar as cerca de 60 mil faturas que emitem mensalmente, e nós assim fizemos. Neste momento, somos os responsáveis por imprimir e colocar no correio as faturas desta empresa. É um serviço que está a ser equacionado a nível ibérico, mas o centro será aqui”. A nível logístico, Portugal está também a ser equacionado para vir a ser a casa-mãe de um centro logístico a nível europeu, ou seja, daqui sairão todos os materiais que são manipulados, assemblados, colocados em caixas e despachados para o destino final. A relação muito próxima com cada cliente e a versatilidade da MPO faz dela uma empresa que atravessou gerações e passou por várias evoluções tecnológicas: “Vemos as oportunidades de mercado e, se um cliente nos desafiar, nós aceitamos. Somos uma empresa de logística e packaging e é assim que nos assumimos, por isso o trabalho é desenhado à medida de cada cliente. Este é o nosso ADN e a nossa evolução depende sempre do mercado”.

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JUNTA DE FREGUESIA DE SALZEDAS

ONDE A HISTÓRIA E O TURISMO SE ENCONTRAM Manuel Laranjo, presidente

É no concelho de Tarouca que está situada Salzedas, uma freguesia com cerca de 860 eleitores e um Mosteiro com mais de 800 anos. O Presidente da Junta de Freguesia de Salzedas, Manuel Laranjo conta à Revista Business Portugal a importância do turismo para a localidade.

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radições que são “uma referência na nossa terra” Composta por quatro povoações como Meixedo, Murganheira, Vila Pouca e Salzedas, a Freguesia conta com um passado muito centrado no Mosteiro de Santa Maria de Salzedas. Numa localidade marcada pela história, não poderia faltar uma marca registada, o encontro de cantadores de janeiras. “Foi em Salzedas que se fez pela primeira vez o encontro distrital de cantadores de janeiras em 1979”, afirma Manuel Laranjo.

Um lugar para visitar O turismo tem sido uma das grandes apostas da Freguesia. Para isso, a Junta de Freguesia tem vindo a criar condições, nomeadamente as recentes obras da entrada da Freguesia. Anualmente recebe entre 30 a 35 mil visitantes. Se quiser pernoitar em Salzedas também já é possível. O turismo rural Cascata do Varosa pretende proporcionar verdadeiros dias relaxantes, onde impera a tranquilidade composta apenas pelo som do rio. Este turismo é a desculpa perfeita para uma escapadela. O Restaurante a “Casa do Forno” proporciona que os visitantes possam usufruir das iguarias e dos sabores característicos da região. Para adoçar a boca pode ainda experimentar o biscoito, um doce típico da Freguesia. O Presidente conta que é “uma marca muito própria e interessante, um biscoito muito característico feito em fornos de lenha. Foi uma atividade que gerou muita dinâmica”. Apesar do Mosteiro ser um dos pontos de paragem obrigatória para quem visita esta localidade, não podem deixar de ver e conhecer a Quinta de Pinhô e subir ao Miradouro de Santa Bárbara que tem

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“uma vista magnífica para Tarouca”.

Projeto ‘Vale do Varosa’ Em 2009 surgiu o projeto Vale do Varosa para mostrar o que de melhor há na região e por isso foram renovados vários monumentos históricos, como é o caso do Mosteiro de Salzedas. O Presidente da Junta revela que para além das obras desenvolvidas em volta dos claustros, “dentro do próximo ano vai avançar a obra de recuperação da igreja do Convento, inserido no programa Vale do Varosa, que tem sido distinguido a nível nacional pela intervenção que fez no nosso museu e também já foi premiada internacionalmente. O projeto foi premiado exatamente pela qualidade da intervenção”.

Um futuro sólido Com os olhos postos no futuro, Manuel Laranjo recorda uma das obras mais emblemáticas já concluídas, o Centro Social e Paroquial que criaram, “aproveitando uma antiga escola e que hoje já tem 30 utentes”. Para janeiro de 2018 querem iniciar outra centralidade, a recuperação da Casa do Povo que estava degradada. “A Freguesia de Salzedas foi das primeiras a criar uma Casa do Povo após o 25 de abril, um edifício que foi construído pelas pessoas. Queremos não só fazer uma homenagem às pessoas que construíram o edifício, mas também dar-lhe outra utilidade, que será passar os serviços que estão aqui na Junta para lá. Isto porque a acessibilidade à estrada é muito mais fácil. Vai permitir-nos criar melhores condições e ser utilizado diariamente”, assinala o Presidente. Criada em 1830, a banda filarmónica de Salzedas, provavelmente a mais antiga do país “sem interrupção”, será uma das beneficiárias do espaço, de forma a criarem na Casa do Povo um espaço central a toda a população. Mosteiro de Santa Maria de Salzedas: De terça feira a domingo - 10h00 às 13h00, das 14h00 às 18h00 Encerrado à segunda feira Para mais informações consulte: www.freguesiasalzedas.pt


TENDÊNCIAS DE CONSUMO Numa sociedade cada vez mais consumista e preocupada com as tendências existe uma gama alargada de produtos que se destacam no mercado. Ano após ano os padrões de consumo vão sendo alterados nos mais diversos setores e nos comportamentos das marcas. Prémios 5 estrelas O prémio cinco estrelas existe para assinalar os produtos que são de verdadeira qualidade. Este prémio é utilizado para avaliar o grau de satisfação dos consumidores de todos “os produtos, serviços e marcas”. Como critérios de avaliação podemos contar com a satisfação pela experimentação, a relação preço/qualidade, a intenção de compra “ou a recomendação, a confiança na marca e a inovação. Sendo uma certificação baseada na metodologia mais completa e rigorosa, o Prémio Cinco Estrelas é um símbolo em qualquer produto, serviço ou marca, terá a garantia de que o mesmo foi testado por consumidores ou por profissionais e foi considerado muito, mas muito bom, realmente Cinco Estrelas”. Marcas de Confiança O estudo “European Trusted Brands”,

conhecido em Portugal por “Marcas de Confiança”, tem vindo a permitir que os clientes conheçam, nos últimos 15 anos, as empresas/marcas que mais se destacam pelo seu trabalho, dedicação e qualidade, não só em Portugal como no Mundo. Escolha do consumidor Implementado em Portugal pelo Centro de Avaliação da Satisfação do Consumidor este conceito promove, tal como o próprio nome indica, a avaliação da satisfação do consumidor “com produtos e servços, através de técnicas de Consumer Testing independentes”. Estes obrigam a uma experimentação efetiva que conduz o resultado às “A “Escolha do Consumidor” é o sistema de avaliação do nível de satisfação e aceitabilidade de produtos e serviços pelos seus atributos individuais, com a garantia de que os mesmo são avaliados, sempre, por consumidores com experiência corrente de consumo e aquisição dos produtos ou serviços em avaliação”. Face às tendências de consumo e respetivos prémios, convidamos os nossos leitores a lerem algumas das marcas que mereceram esta distinção.

DESTAQUES 44 SEA LIFE Mergulhar nas profundezas do oceano 44 IMPETUS É mesmo 5 estrelas! 48 BRICOMARCHÉ No topo do mercado nacional 52 OLEOBAN A marca Oleoban eleita a marca número um para a higiene e hidratação da pele 54 CRIOESTAMINAL 15 anos de criopreservação em Portugal 56 GRUPEL Líderes nacionais na produção de geradores 58 CTT Marca de confiança e profissional de referência 60 PEDIGREE Alimente o que há de melhor 62 NSC A origem importa! 64 DELTA O café da sua vida

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SEA LIFE

MERGULHAR NAS PROFUNDEZAS DO OCEANO A propósito da entrega dos prémios cinco estrelas 2018, Rui Ferreira – Diretor Geral do SEA LIFE Porto, respondeu a algumas questões para esta edição da nossa revista.

O

Sea Life Porto é considerado o maior aquário do norte do país. Como pode apresentar este espaço aos nossos leitores e quais as atrações que aqui podemos encontrar? O SEA LIFE Porto é um espaço vocacionado para famílias que proporciona momentos inesquecíveis a quem nos visita. No SEA LIFE Porto é possível ficar cara a cara com os tubarões de pontas negras, com as raias focinho de vaca e com a nossa tartaruga Mariza, a maior tartaruga verde em Portugal. Além destes nossos habitantes famosos, temos outras 3000 criaturas marinhas, como os peixes-palhaço, os caranguejos eremita e os peixes-balão. Recentemente, inauguramos ainda um novo parque exterior, onde os mais novos podem divertir-se no barco dos piratas e partilhar momentos em família. Aberto ao público em geral, este é um espaço que prima por ter um ótimo programa familiar, lúdico e educativo. Quais as mais-valias, do ponto de vista educacional, que este espaço oferece? É fundamental as crianças não repetirem erros já cometidos se queremos continuar a ter oceanos saudáveis e, mais do que isso, se queremos que existam corais e centenas de espécies de peixes diferentes saudáveis e a prosperar no mundo inteiro. Educar quem

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Rui Ferreira, diretor geral

nos visita, de uma forma divertida, é o desafio com que nos deparamos diariamente. Esta também pode ser uma solução para atividades em grupo, correto? Ao longo dos últimos anos temos recebido cada vez mais solicitações de empresas para visitas especiais e até para organizarmos eventos de team building. À nossa escala, temos uma oferta interessante para visitas de grupos e conseguimos personalizar a oferta para responder às necessidades das empresas. Ao nível de ações de team building, o ano passado organizamos uma limpeza de praia para 300 pessoas para complementar as ações de limpeza que já promovemos periodicamente. Foram premiados com a estrela verde cinco estrelas 2018. O que significa esta distinção para o Sea Life Porto? Foi com muito orgulho que soubemos

ser vencedores do Prémio Cinco Estrelas 2018. Há vários anos que temos vindo a aprimorar aquilo que constitui a experiência do visitante SEA LIFE e o facto de nos ter sido atribuído este prémio mostra que estamos no caminho certo. Em diferentes momentos do ano conseguimos motivar quem nos visita a vir aprender mais sobre uma determinada espécie ou criatura e associamos isso a jogos temáticos, palestras especiais e outros momentos divertidos. Este fator, associado a um atendimento personalizado, com especial enfoque nas crianças, fizeram com que o público votasse em nós e reconhecesse que no SEA LIFE Porto passam momentos de qualidade em família. Quais as novidades que vamos poder encontrar no Sea Life Porto neste verão de 2018? Em 2018 inauguramos a nossa nova exposição temporária, a Aldeia das Tartarugas, onde temos dez novas tartarugas, de três espécies diferentes. Estas tartarugas são de água doce, tropical, pelo que têm características bastante distintas da tartaruga Mariza, que é a rainha do nosso aquário principal há vários anos. Durante o verão iremos lançar a nova palestra sobre tartarugas e apostar em eventos especiais no nosso novo parque exterior para que os nossos visitantes possam descontrair e relaxar a meio da visita.


VENCEDOR NA CATEGORIA

A Impetus está presente em 35 países e é líder no setor de roupa interior masculina, beachwear e nightwear. Fundado em 1973. O grupo conta com 12 empresas e aproximadamente 800 trabalhadores o grupo atinge uma produção anual de 15.000.000 artigos, feitos em Portugal.

VENCEDOR NA CATEGORIA

SATISFAÇÃO

PREÇO QUALIDADE

COMÉRCIO TÊXTIL ONLINE

A loja online Impetus é o único local onde pode ter acesso a todos os produtos da Marca, faz entregas para todo o mundo (Portugal envios em 12-24h horas). Serviço simples e intuitivo, inclui atualmente o serviço ao cliente através de Messenger, email e telefone, e com todos os produtos fotografados em todas as cores e com excelentes descritivos. Serviço pós-venda em vários idiomas com resposta rápida e facilidade para trocas e devoluções.

SATISFAÇÃO

PREÇO QUALIDADE

RECOMENDAÇÃO

CONFIANÇA NA MARCA

SATISFAÇÃO GLOBAL: 72,9%

ROUPA INTERIOR DESPORTIVA

VENCEDOR NA CATEGORIA

A gama Sport, elaborada com tecnologia desenvolvida pelo departamento de Investigação da Impetus, é uma roupa interior de máxima performance e conforto, desenvolvida a pensar nos homens ativos e que praticam desporto. Concebida com design próprio e com propriedades especiais para a prática do desporto, como a respirabilidade da peça e a sua secagem rápida que evita odores e possui propriedades antibacterianas.

A gama Impetus Júnior vem trazer ao mercado dos rapazes dos 4 aos 12 anos, algo que não existia – conforto, qualidade e moda. É composto por packs2, alguns deles com tecnologia seamless, (produtos sem qualquer costura ou etiqueta), lisos, com riscas ou coloridos, que fazem as delícias dos pequenos jovens. E com edições de produtos iguais aos do pai / adulto.

RECOMENDAÇÃO

CONFIANÇA NA MARCA

INOVAÇÃO

SATISFAÇÃO

SATISFAÇÃO GLOBAL: 83,40%

VENCEDOR NA CATEGORIA

PREÇO QUALIDADE

ROUPA INTERIOR MASCULINA

RECOMENDAÇÃO

CONFIANÇA NA MARCA

SATISFAÇÃO GLOBAL: 78,5%

PREÇO QUALIDADE

ROUPA INTERIOR JÚNIOR

RECOMENDAÇÃO

CONFIANÇA NA MARCA

INOVAÇÃO

SATISFAÇÃO GLOBAL: 81,70%

Coleções na vanguarda das tendências da moda. A sua oferta de roupa interior masculina contém desde slips, a boxers justos e boxers largos. Diferentes composições (como algodão, modal, lyocell, bamboo, entre outras), mantendo sempre excelente qualidade e um design atual o que confere um toque de modernidade e requinte a todas as peças da coleção. SATISFAÇÃO

INOVAÇÃO

INOVAÇÃO

VENCEDOR NA CATEGORIA

ROUPA INTERIOR TÉRMICA

Apresenta uma elevada qualidade térmica devido às fibras utilizadas e à qualidade dos materiais. Produzida 100% em Portugal tem soluções para homem, senhora e criança. Ideal para usar nos dias frios por baixo da roupa, é discreta, muito confortável, tem uma vasta gama de cores, e as suas propriedades térmicas resistem às sucessivas lavagens. SATISFAÇÃO

PREÇO QUALIDADE

RECOMENDAÇÃO

CONFIANÇA NA MARCA

SATISFAÇÃO GLOBAL: 80,20%

INOVAÇÃO


IMPETUS

a É MESMO CINCO ESTRELAS! A IMPETUS está de parabéns. A marca de roupa interior de Esposende arrecadou cinco dos prémios Cinco Estrelas. Desde da recente linha SPORT, à linha Thermo e à própria loja online ganharam o reconhecimento nestes galardões. De recordar que a linha Thermo vence há quatro anos consecutivos, a gama masculina e a júnior há tres anos consecutivos. Entrevistamos Fernando Figueiredo, diretor de Marketing e Comunicação do Grupo Impetus. minhas mãos e nas do meu irmão Ricardo dar novos passos para a sua internacionalização, fazê-la crescer numa altura em que o mundo mudou e os desafios são bem diferentes. Sem dúvida que a marca Impetus é o valor intangível mais importante para nós. Queremos ser a nível internacional uma das marcas mais reconhecidas pela qualidade e tecnicidade nas peças aliando sempre a componente moda.

Q

uem é a Impetus? Para explicar quem somos é preciso recuar a 1973, quando nasceu o núcleo da empresa que viria transformar-se, décadas depois, no grupo empresarial IMPETUS, uma realidade hoje com mais de 800 colaboradores. Tudo nasceu de um grande sonho dos meus pais, Alberto e Emília, que fundaram a empresa com apenas seis trabalhadores e quatro máquinas. A segunda geração da empresa já está na gestão do grupo, que tem como pulmão uma estrutura industrial ímpar na Europa pelo elevado nível tecnológico e pela alta integração vertical. Existem poucas empresas que possuam o know-how da Impetus neste campo e a este procuramos associar os valores de responsabilidade social que nos caracterizaram desde a fundação. Qual a importância da MARCA IMPETUS no vosso universo industrial? Quem vive e trabalha na Impetus percebe que a importância é enorme, pois o amor pelo produto sente-se desde o momento da sua criação, até ser industrializado. Isto é fruto da marca IMPETUS ter nascido pelas mãos do meu pai, quando nos anos 80 teve a visão e capacidade de ser arrojado e lançá-la no mercado quando era invulgar na indústria portuguesa ter uma marca própria com ambição internacional. Hoje está nas

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A IMPETUS então é uma Marca já internacional? Sem dúvida, aliás 90 por cento do que a empresa fabrica é para exportação e no que se refere à marca IMPETUS somos reconhecidos cá dentro e lá fora. Como exemplo a Impetus é uma marca posicionada no topo do ranking nos melhores department stores de Paris. Posso acrescentar que mesmos nos períodos de crise económica sempre mantivemos um nível de vendas estável graças ao forte posicionamento da marca nos seus mercados tradicionais, como Portugal, Espanha e França, acompanhada da forte presença nos melhores department stores em países tão diferentes como a Grécia, o México ou o Japão. E como encaram o futuro? Com muito otimismo, pois trabalhar

Sem dúvida que a marca Impetus é o valor intangível mais importante para nós Fernando Figueiredo, diretor de Marketing e Comunicação


IMPETUS

produtos dificilmente nos troca por outra marca.

é o único caminho para reinventar o negócio e perceber em que temos que nos adaptar e quando é necessário mudar estratégias. Atualmente abordamos mercados como o americano onde estamos a crescer, voltamos a apostar fortemente no mercado alemão, e temos em marcha um ambicioso plano para a área digital, pois sabemos que o futuro passa por aí, e inclusive por desenvolver a omnicanalidade com os nossos atuais clientes. Falando no digital, a loja online da Impetus obteve mais um prémio. Sim é verdade! O prémio cinco estrelas representa o reconhecimento do nosso trabalho pelo grande público. Como responsável pelo projeto digital tenho que realçar que para nós o cliente não é um algoritmo, apostamos num alto grau de personalização e qualidade no atendimento. A experiência de compra está no centro da estratégia, e em volta disto desenvolve-se o design, navegabilidade, informação, e segurança para o nosso cliente. Ganharam mais prémios cinco estrelas em outras categorias. Em quais? O que significa para vocês? Como referi antes, para a IMPETUS é uma honra o reconhecimento pelo trabalho feito por uma grande equipa de profissionais. O Prémio 5 Estrelas avalia categorias com um grau de detalhe e profissionalismo que tem poucos paralelos, os nossos produtos são realmente testados pelos consumidores, não é apenas um júri que avalia com critérios que poderiam ser subjetivos. Quando somos avaliados e somos reconhecidos em critérios como a satisfação pela experimentação, para nós é um motivo de orgulho. O nosso maior desafio é conseguir que o cliente compre a primeira vez, pois sabemos que depois de usar os nossos

E pode dizer quais foram as outras categorias vencedoras? Sim claro, além da loja online que venceu na categoria de serviços, fomos igualmente reconhecidos em mais quatro categorias de produto. A nossa linha ‘Thermo’, peças para proteger do frio, tem vencido consecutivamente! É única gama disponível no conceito familiar, ou seja Homem, Mulher e Criança. As características desta gama vêm da tecnicidade das fibras que a compõe, que permitem que tenhamos um produto confortável (mais fino e adaptável) e que cumpre a sua função de forma superior. Também na categoria de ‘Roupa Interior’ vencemos novamente. A oferta da IMPETUS é possivelmente a mais completa do mercado, pois parte daqueles produtos essenciais para o dia a dia pelo seu conforto, até às coleções que em cada temporada interpretam as últimas tendências da moda. Atualmente desenvolvemos cápsulas com produtos específicos pensados e criados com exigências funcionais muito diferentes, ou ainda que dão resposta a preocupações ambientais crescentes. A linha ‘Júnior’ também foi premiada. Introduzida recentemente no mercado tem vindo a crescer e é um contraponto à oferta do mercado a baixos preços mas qualidade inferior. É com grande satisfação que ficamos à frente de outras marcas com mais notoriedade, mas mais uma vez a qualidade Impetus conseguiu conquistar os clientes. Por último, foi a nossa nova aposta no mercado mais técnico com a linha ‘Sport’, concebida para o dia a dia do homem mais ativo e para a prática de desporto, com características de performance especificas. Pensamos que era uma lacuna

que existia no mercado, pois praticar desporto com peças comuns de algodão, que não fazem a transposição da humidade para o exterior e não tem características hidrófilas ótimas, é desconfortável. A aposta em produtos mais técnicos é o futuro? A aposta no futuro tem de ser composta de uma conjugação de fatores. A Impetus sabe que tem que chegar ao consumidor de forma diferente, precisamos de criar uma ligação mais próxima e dar resposta às suas necessidades. Estamos a lançar uma série de cápsulas que visam chegar a novos clientes, por exemplo temos uma linha em algodão orgânico concebida para homens que se

preocupam com o ambiente. Vamos relançar a linha “Innovation” produzida com tecnologia criada para a NASA e que é um produto único no mercado para combater as oscilações de temperatura. Estão em fase de desenvolvimento produtos que promovem o bem-estar, como a criação de um pijama que contribuirá para ter um melhor sono, bem como uma roupa interior indicada para quem viaja frequentemente. Vamos usar toda a tecnologia que temos ao nosso dispor para criar produtos realmente diferenciados. Inovação aliada à moda é a fórmula de sucesso? Sim, no fundo inovar é a procura permanente de soluções nos muitos aspetos com os quais o cliente se relaciona com a marca. Produto, informação, comunicação, imagem. A componente moda é um dos principais fatores que dá identidade à marca, um valor intangível que faz toda a diferença.

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BRICOMARCHÉ

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“NO TOPO DO MERCADO NACIONAL”

Presidente do Conselho de Administração Bricomarché em Portugal, Sérgio Ovelheiro, considera que pertencer ao Grupo Os Mosqueteiros é uma vantagem competitiva. Sempre preocupados com a satisfação do cliente, pretendem colocar ao dispor os melhores produtos com a melhor qualidade.

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escreva-me um pouco a marca BRICOMARCHÉ e respetivos produtos. Cada loja Bricomarché é administrada por um empresário independente e possui autonomia total. A insígnia integra um forte grupo internacional, Os Mosqueteiros, com cerca de 3000 pontos de venda. As lojas Bricomarché são servidas por uma central de compras internacional, postos de armazenamento comuns, logística alargada e uma rede informática eficaz. As nossas superfícies comerciais estão organizadas em cinco setores principais: Decoração, Bricolage, Construção, Jardim e Pet-Shop, as lojas oferecem milhares de artigos diferentes, desde os mais básicos aos mais técnicos.

relação que mantemos com os nossos clientes. Somos empresários independentes que nos fixamos numa localidade com as nossas famílias e vivemos inseridos na comunidade que nos acolhe. Ao fazer parte da comunidade esforçamo-nos para retribuir tudo aquilo que nos dá, é este carisma que nos distingue. A ‘distribuição moderna’ está relacionada com a organização das lojas, qualidade dos produtos e profissionalismo dos colaboradores, ou seja, reunimos as vantagens de ambos os conceitos apresentados: a tradicional e a grande distribuição.

As nossas lojas são as únicas do setor com este cariz de proximidade tão vincado

O lema do Grupo Os Mosqueteiros é a proximidade com os clientes, apresentando-se como o tradicional da distribuição moderna. Como se posiciona a marca BRICOMARCHÉ dentro desta filosofia? O ‘tradicional da distribuição moderna’, refere-se exatamente à

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Como definiriam a vossa relação com os consumidores? É uma insígnia constituída por empresas de dimensão humana, baseada na partilha do dia-a-dia com os seus clientes e na adaptação ao ambiente onde estão inseridas, valorizando mercados de proximidade e rapidez na compra. Não há melhor forma de definir esta relação aderente – cliente, do que explicando que conhecemos muitos dos nossos clientes


BRICOMARCHÉ

Decoração ABRANTES | CARREGADO

|

Bricolage

Construção

ALCOBAÇA | ARRIFANA | BEJA | CARVALHOS | CASTELO BRANCO

BENAVENTE | | CHARNECA

Jardim

Pet-shop

CALDAS DA RAINHA | CANTANHEDE DA CAPARICA | COVILHÃ | ELVAS

ÉVORA | FIGUEIRA DA FOZ | GUARDA | GUIMARÃES | LEIRIA/ MARRAZES | MALVEIRA OLIVEIRA DE AZEMÉIS | OURÉM | OVAR | PAÇOS DE FERREIRA | PAREDES | PENAFIEL | POMBAL PORTALEGRE | PORTIMÃO | SÃO DOMINGOS DE RANA | SANTARÉM | SETÚBAL | TAVEIRO-COIMBRA junho 2018 Revista Business Portugal | 53 VALONGO | VIANA DO CASTELO | VILA DO CONDE | VILA NOVA DE SANTO ANDRÉ | VILA REAL | VISEU


BRICOMARCHÉ

pelo nome. Conhecemos os seus projetos e por isso também as suas necessidades e o melhor produto para o trabalho em questão. As nossas lojas são as únicas do setor com este cariz de proximidade tão vincado. Como se caracteriza a filosofia de atendimento desta marca? Esta proximidade de que falamos antes, permite-nos perceber melhor as necessidades dos nossos clientes; assim os serviços assumem cada vez maior importância na resposta a todas elas. As lojas Bricomarché estão organizadas em cinco sectores principais: Decoração, Bricolage, Construção, Jardim e Pet-Shop e oferecem milhares de artigos diferentes, desde os mais básicos aos mais técnicos e o que nos diferencia é por um lado o binómio preço/qualidade, que é muito vantajoso para o cliente, por outro a excelência dos profissionais que trabalham nas nossas lojas. O know-how, a disponibilidade e a atenção resultam sempre num cliente bem servido, satisfeito, que recomenda e regressa. O prémio 5 Estrelas premeia a excelente qualidade de serviço. O que representa vencer este prémio? Os nossos produtos são o nosso cartão de visita e a qualidade dos nossos serviços a nossa bandeira. No Bricomarché o cliente pode encontrar uma grande variedade de produtos e marcas todos eles com ficha técnica disponível. Nas nossas lojas disponibilizamos orçamentos gratuitos, assistência técnica pós-venda, apoio ao cliente especializado dentro e fora da loja, soluções de crédito, corte à medida, afinação de tintas, entrega ao domicílio, serviço pós-venda e montagens e instalações. No Bricomarché o cliente encontra tudo para concretizar os seus projectos. Este serviço

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básicos aos mais técnicos.

360º é reconhecido pelos portugueses, que no último estudo de notoriedade efetuado, posicionam o Bricomarché no topo do mercado nacional. A vitória do prémio 5 estrelas pelo 3º ano consecutivo revela a confiança de quem nos visita e é por isso um forte motivo de orgulho. O reconhecimento dos consumidores que valorizam o esforço e o trabalho que é feito diariamente por todos os colaboradores do Bricomarché é muito gratificante. Temos 38 lojas de norte a sul do país localizadas em zonas de fácil acesso e com estacionamento gratuito. Nos nossos pontos de venda é possível encontrar milhares de artigos diferentes, desde os mais

Que objetivos faltam ainda concretizar? Estamos a cumprir o nosso plano e temos estado a crescer e a abrir mais lojas. Apesar da insígnia já estar presente em todo o território de Portugal Continental com 38 lojas, sentimos que há espaço para crescer mais. A tendência Faça Você Mesmo, bem como a reciclagem e aproveitamento de materiais levou a que desenvolvessem elas mesmas os seus projetos, procurando aconselhamento e produtos nas nossas lojas. Esta é uma tendência que definitivamente veio para ficar e que dinamizou o mercado da bricolage. A excelente dinâmica do setor imobiliário também impulsionou este mercado, que no ano passado foi o negócio que mais cresceu dentro do Grupo. O objetivo é chegar a 2020 com 50 lojas, por isso e para os que nos estão a ler: não percam tempo e venham ter connosco, temos muitas oportunidades .


JANSSEN PORTUGAL

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OLEOBAN

A MARCA OLEOBAN® ELEITA A MARCA NÚMERO UM PARA A HIGIENE E HIDRATAÇÃO DA PELE Os produtos da gama Oleoban®foram eleitos ‘Produtos Cinco Estrelas’ nas categorias Higiene Corporal e Hidratação Corporal. A marca Oleoban® é assim a marca preferida dos portugueses para manter uma pele saudável, limpa e hidratada.

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‘Prémio Cinco Estrelas’ atribui, através de um processo exigente e minucioso, um certificado aos produtos, marcas ou serviços avaliados como muito bons. Após a conclusão de três fases de testes, onde foram analisadas as principais variáveis que influenciam os consumidores no momento de compra, a Gama Hidratação Diária Oleoban® e o Oleoban® Duche Diário foram eleitos como os produtos mais eficazes na higiene diária da pele de toda a família. Os consumidores inquiridos destacaram a hidratação e suavidade da pele após a utilização dos produtos em questão, salientando ainda a Proteção, Eficácia, Inovação e dos mesmos.

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A Gama Oleoban® é adequada à pele seca, sensível e reativa, com uma formulação à base de óleo de girassol

A Gama Oleoban® é adequada à pele seca, sensível e reativa, com uma formulação à base de óleo de girassol que melhora a função barreira protetora da pele, contribuindo para uma hidratação mais profunda. As suas propriedades hidratantes e emolientes tornam-na na escolha ideal para aplicar após o banho, exposição solar, frio ou vento. A proteger a pele das famílias portuguesas desde 1983, a Oleoban® continua a apostar na qualidade e inovação dos seus produtos. Compromisso que é agora reconhecido pelos portugueses através do ‘Prémio Cinco Estrelas’ de 2018 na escolha da Oleoban® enquanto marca de eleição e de excelência para cuidar da sua pele e da sua família.


JANSSEN PORTUGAL

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CRIOESTAMINAL

15 ANOS DE CRIOPRESERVAÇÃO EM PORTUGAL Em entrevista à Revista Business Portugal, André Gomes, fundador e diretor geral da Crioestaminal, fala-nos do desenvolvimento do setor da criopreservação das células estaminais.

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ale-me um pouco como surgiu a Crioestaminal. A Crioestaminal, foi fundada em 2003 por um grupo de investigadores e profissionais de saúde, do qual fiz parte, foi o primeiro banco de criopreservação de células estaminais em Portugal. Atualmente guardamos as células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical, um bem único que apenas pode ser colhido no momento do parto. As células estaminais do sangue do cordão umbilical são hoje utilizadas no tratamento de mais de 80 doenças: oncológicas, metabólicas ou imunodeficiências. Quanto às células do tecido do cordão umbilical já foram utilizadas no âmbito da doença do enxerto contra o hospedeiro e estão a ser estudadas no âmbito da medicina regenerativa. O nosso objetivo, ao guardar as células estaminais, é o de possibilitar o acesso das nossas famílias a terapias avançadas e promover o alargamento de aplicações de vanguarda com células estaminais. Como analisa a presença da Crioestaminal no mercado? Quando iniciamos a atividade há 15 anos o tema criopreservação de células estaminais era uma novidade na Península Ibérica, pelo que os primeiros anos foram dedicados à criação de consciência do serviço e importância de guardar as cé58 | Revista Business Portugal junho 2018

400 ensaios clínicos a decorrer para utilização das células estaminais em doenças atualmente sem tratamento. Prestam outros serviços médicos ligados à área familiar? Estamos bastante focados na nossa atividade e somos um dos líderes europeus na área dos bancos de células estaminais. Outro dos nossos pilares fundamentais é a Investigação e Desenvolvimento. Também somos líderes a nível europeu na procura de novas aplicações para as células estaminais, tendo inclusivamente quatro patentes internacionais registadas para novas utilizações.

André Gomes, fundador e diretor geral

lulas estaminais. Em 2006 criámos o nosso próprio laboratório, no Biocant Park, em Cantanhede. Em 2007, libertámos a nossa primeira amostra para tratamento entre irmãos, utilizada no IPO do Porto no âmbito de uma imunodeficiência combinada severa. Desde então já foram utilizadas outras nove amostras. Estes 15 anos foram de grande expansão em termos científicos, existindo mais de 40 mil tratamentos realizados com células estaminais do cordão umbilical e mais de

O Prémio 5 Estrelas vem reconhecer o vosso bom trabalho junto do público. Para a empresa, o que representa? Este reconhecimento enche-nos de orgulho e demonstra que ano após ano a Crioestaminal mantém o seu elevado compromisso de qualidade e dedicação às famílias, que por isso, continuam a confiar nos serviços prestados. Quais os objetivos que a Crioestaminal ainda pretende alcançar? A Crioestaminal tem muitos objetivos a alcançar, terá sempre. Diria que os mais imediatos são: conquistar um lugar no Top três Mundial, diversificar o portfólio de serviços e desenvolver ensaios clínicos no âmbito das terapias celulares.


GRUPEL

LÍDERES NACIONAIS NA PRODUÇÃO DE GERADORES Fundada em 1976, a Grupel conta com uma experiência elevada na área dos geradores. Marco Santos, Engenheiro e Administrador, decidiu investir na empresa a nível de inovação, dinâmica e visão. A Revista Business Portugal foi conhecer a Grupel, com a oportunidade de verificar a qualidade e a competitividade com que trabalham.

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ale-nos um pouco da criação desta empresa. A Grupel foi fundada em Alquerubim, Albergaria, e sempre se dedicou à produção de geradores a diesel. Ao longo dos anos foi crescendo e há cerca de dez anos foi adquirida pelo Engenheiro Marco Santos. 60 | Revista Business Portugal junho 2018

Além de ter umas instalações novas, que permitiu aumentar e melhorar a capacidade de produção, foram implementados novos processos, nomeadamente o processo de internacionalização. Fruto destas alterações orgulhamo-nos de crescer e conseguir colocar a nossa energia em cada vez mais países. Hoje em dia contamos com cerca de 130 colaboradores.

Para além de Portugal, em que mercados estão presentes? No último ano vendemos geradores Grupel para cerca de 60 países. Temos uma posição muito forte na América do Sul, com presença em praticamente todos os países e, também, em África, nomeadamente Angola, Moçambique, Guiné, Marrocos e África do Sul. O nosso processo de internacionalização tem sido faseado e, após consolidar esses mercados, estamos agora mais orientados para a Europa, Ásia e Médio Oriente, onde já temos presença em Espanha, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Bangladesh, Paquistão e Dubai.


GRUPEL

Em relação à GRUPEL, como se posiciona no mercado nacional e internacional? Em Portugal somos líderes nacionais e com uma quota de mercado cada vez mais acentuada. Neste mercado e em Espanha atuamos diretamente, sendo que em Espanha temos uma rede de agentes e assistência técnica para cobrir todas as regiões. No resto do mundo atuamos com distribuidores, ou seja, empresas que nos representam e são a nossa “cara” nesse país. Tem havido desenvolvimento tecnológico nesta área? Como é que a GRUPEL tem acompanhado esse desenvolvimento? É verdade, as novas fontes de energia e as preocupações ambientais têm feito com que as marcas se reinventem, que apresentem novas soluções, tais como geradores híbridos, a gás, com especial cuidado na emissão de gases e, consequentemente, nas certificações ambientais. O que vos diferencia em relação a outras empresas do mesmo setor? A flexibilidade é uma das nossas grandes diferenças. Somos uma empresa que efetua as alterações à medida do cliente, o que deixa os clientes mais confortáveis e com um produto mais personalizado. Outra grande vantagem da Grupel é que tanto oferece o gerador mais pequeno (portátil) como desenvolve centrais para fornecimento de energia. Temos um departamento de projetos especiais na Corunha dedicado a estes projetos de grande envergadura e que requerem um grande estofo. Quais são os principais motivos que julga terem contribuído para a atribuição deste prémio? Os clientes só ficam satisfeitos se a expectativa de

compra de um produto for cumprida, acho que é o que acontece também com a Grupel. O Prémio CINCO ESTRELAS revelou que somos uma marca com cada vez mais força, mais notoriedade, confiança dos clientes, mais vendas e mais responsabilidade. Para nós é um motivo de orgulho saber que os portugueses nos elegeram como a minha melhor marca de Geradores a Diesel. É para isso que temos trabalhado, para conseguir colocar em prática tudo o que é expectável de nós. Quais os objetivos a alcançar no futuro? Os objetivos passam por manter o crescimento médio anual de 25 por cento e continuar a melhoria de processos. 2017 foi o nosso melhor ano de sempre, mas 2018 vai ser ainda melhor. Queremos aumentar a nossa presença internacional com mais parcerias em diversos países, encontrar mais distribuidores, desenvolver novos produtos para poder ter um portfólio ainda mais completo e queremos marcar ainda mais a diferença no mercado nacional. Em suma, queremos continuar a levar a nossa energia para todo o lado.

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CTT

MARCA DE CONFIANÇA E PROFISSIONAL DE REFERÊNCIA Os CTT foram, uma vez mais, galardoados como Marca de Confiança 2018. A juntar-se a tal, o ‘Carteiro’ recebeu a distinção de ser um dos profissionais em que os portugueses mais confiam.

e do país. Também a confiança dos portugueses nos Carteiros, verdadeiros embaixadores da nossa marca, deixa-nos muito orgulhosos reforçando a importância do fator relacional e de proximidade que faz parte da essência dos CTT.

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s CTT receberam a distinção de Marca de Confiança 2018 tendo ficado em primeiro lugar na categoria ‘Serviços de Correio e Logística’ através da eleição por parte dos leitores das Seleções do Reader’s Digest, num estudo que se realiza pelo 18º ano consecutivo. É o reconhecimento merecido? Os CTT foram eleitos pela 15ª vez como Marca de Confiança dos portugueses, tendo alcançado o primeiro lugar na categoria ‘Serviços de Correio e Logística’, com 89 por cento dos votos. O estudo, realizado pelas Seleções do Reader’s Digest, apurou ainda um resultado muito positivo nos atributos da marca analisados: qualidade, relação custo/benefício e perceção das necessidades do cliente. Em todos eles, os CTT obtiveram uma média de 4 valores, numa escala de 1 a 5. De realçar, também, que 89 por cento dos inquiridos afirmou ser cliente dos CTT e que 79 por cento confia muito na profissão ‘Carteiro’, encontrando-se assim entre as 10 profissões que captam a confiança dos portugueses. Esta distinção demonstra a confiança dos portugueses nos CTT e no compromisso de qualidade e inovação que assumimos na oferta de produtos e serviços relevantes para as pessoas e empresas. A resposta dos CTT a este importante reconhecimento pelos portugueses reforça o profissionalismo e o total empenho na criação de cada vez mais valor através da nossa proximidade às pessoas, contribuindo também para o desenvolvimento das empresas 62 | Revista Business Portugal junho 2018

Como se alcança este patamar? Esta distinção é fruto do profissionalismo e dedicação dos colaboradores dos CTT e, por isso, motivo de orgulho de todos os que diariamente trabalham para que a marca possa continuar a ser relevante. E mais importante, como se mantém o mesmo? Esta confiança atribuída aos CTT demonstra a vontade da marca em acompanhar a evolução dos tempos, tendo como missão continuar a ser um operador postal de referência mundial, orientado para o crescimento sustentável, centrado nos ideais de excelência, de grande proximidade e focado na inovação. Quais acreditam ser os vossos elementos diferenciadores? Os elementos diferenciadores resultam da dedicação, empenho e profissionalismo de todos os nossos colaboradores. É isso que nos move: a orientação para o cliente; o entusiasmo em ir mais longe para ficar mais perto dos portugueses; a excelência na prestação de serviços que superem as expectativas; a inovação traduzida em ideias e soluções criativas que permitam alcançar novos destinos; a confiança de que através de uma postura responsável e íntegra se consegue conquistar a confiança de clientes e parceiros. Tudo para continuar a ser uma marca de confiança e uma empresa de valores sólidos. Os CTT têm hoje uma estratégia bem-definida focada em reorganizar o negócio postal


CTT

e crescer no Expresso e Encomendas e no Banco CTT. Estes objetivos estão intrinsecamente conectados com a melhoria da experiência dos nossos clientes de forma constante nas quatro áreas de negócio. Estes objetivos cobrirão diferentes vertentes como lançamento de novas soluções, melhoria das ofertas atuais, lançamento de novos canais, melhoria do serviço nos nossos mais de 6.000 pontos de atendimento (Lojas CTT, Postos de Correios e Agentes Payshop) e outros, que os CTT avaliam e analisam para melhorar a satisfação dos seus clientes particulares e empresas. Por onde passa o futuro dos CTT? Os CTT vão fazer 500 anos e nestes 500 anos passaram por várias revoluções e momentos transformacionais. Sendo uma das marcas mais emblemáticas de Portugal, com um vasto património que tem vindo a acompanhar a evolução dos tempos. Temos como missão continuar a ser um operador postal de referência mundial, orientado para o crescimento sustentável, centrado nos ideais de excelência e de proximidade e focado na inovação. Neste momento, atravessamos mais um contexto transformacional, mais intenso e mais rápido, resultado da forte digitalização da sociedade e da economia. No âmbito desta transformação, que encaramos como um desafio mas também como uma enorme oportunidade, temos aproveitado nos CTT esta transformação digital também para fazer evoluir o nosso portfólio, os nossos processos internos e a relação com os nossos clientes. O lançamento de soluções que permitam uma maior conveniência e simplicidade aos clientes CTT tem sido um dos nossos focos, sendo a oferta CTT e-segue direcionada aos clientes de e-commerce um desses exemplos, bem como o projeto

Temos apostado também em ferramentas selfservice, que permite que os nossos clientes tenham mais independência na forma como contratam serviços connosco de forma simples piloto de ‘Parcel Lockers’ (ou cacifos eletrónicos) que lançámos, nesta primeira fase na cidade de Lisboa, e que possibilita aos clientes receberem as suas encomendas a qualquer hora do dia. Temos apostado também em ferramentas self-service, que permite que os nossos clientes tenham mais independência na forma como contratam serviços connosco de forma simples. Um exemplo deste tipo de soluções é a plataforma CTTAds. pt, que materializa num portal a solução de portfolio de publicidade dos CTT, destinada principalmente a PMEs. Apostámos também no lançamento de canais digitais, como é o caso das Apps CTT e-segue, mas também no Banco CTT, onde atualmente os canais e a experiência digitais do Banco são encarados com a mesma importância do canal presencial. No Banco já foram lançadas duas APPs para tornar a experiência mais digital, além da App Banco CTT foi lançada também a Casa BCTT, uma APP direcionada para o crédito à habitação. junho 2018 Revista Business Portugal | 63


PEDIGREE

ALIMENTE O QUE HÁ DE MELHOR O bem-estar animal e a qualidade de vida são duas das principais preocupações da Pedigree. Cães equilibrados, bem alimentados, saudáveis e felizes tornam a convivência com os adultos numa experiência de convivência mais enriquecedora para todos. Conheça melhor esta casa com mais de 75 anos de experiência, galardoada com o selo Escolha do Consumidor.

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ara que possamos contextualizar os nossos leitores, peço-lhe que nos apresente a Pedigree. A Pedigree é uma marca da Mars, líder na alimentação para cães e cachorros. Presente no nosso país desde 1990 sempre assentou a sua atuação na promessa de oferecer a todos os cães a melhor alimentação, com comida de elevada qualidade, nutritiva e que eles adorem. A esta promessa aliamos os mais de 75 anos de experiência da Mars no desenvolvimento e produção de alimentação para animais, resultando num produto relevante, inovador, nutritivo e acessível. O nosso trabalho tem por base o amor pelos cães. Eles são a razão do nosso trabalho, a essência da Pedigree. Sob o lema ‘Alimente o que há de melhor’ expressamos essa nossa ambição diária, contruída em torno da dedicação, paixão e amor pelos animais o que, naturalmente se reflete em cada um dos produtos que desenvolvemos. A preferência dos portugueses é conquistada diariamente pela aposta em ingredientes de qualidade que oferecem uma nutrição completa, sem corantes artificiais, elevada rastreabilidade e o cumprimento escrupuloso de padrões de qualidade. Qual a vossa promessa aos animais e seus donos? A dedicação que colocamos nos produtos que desenvolvemos só encontra paralelo com aquela que damos aos cães. Mais do que criar alimentação de qualidade, a Pedigree preocupa-se em oferecer aos animais de companhia e aos seus donos as condições para uma feliz convivência, com animais saudáveis, felizes e energéticos fruto de uma dieta equilibrada. Trabalhamos todos os dias com estes objetivos em mente, fazendo uso da inovação e diferenciação, dos mais de 75 anos de experiência e do conhecimento proveniente do nosso Waltham Center - a autoridade líder mundial em nutrição e saúde animal – para cumprir com a nossa missão de fornecer os alimentos mais nutritivos e inovadores acessíveis a todos. O bem-estar animal e a qualidade de vida são duas das principais preocupações da Pedigree. Cães equilibrados, bem alimentados, saudáveis e felizes tornam a convivência com os adultos numa experiência de convivência mais enriquecedora para todos. Tal permite aos donos usufruir de todos os benefícios do contacto com os cães. Na felicidade, na socialização com outras pessoas, os animais de companhia conseguem acrescentar algo extraordinário à nossa vida, às nossas famílias. Que produtos disponibilizam? Como líder na categoria, a Pedigree procura dar resposta adequada ao mer-

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cado, que cresce em oportunidades, dimensão e desafios. Por essa razão, tem apostado em dotar o seu portfolio de produtos de variedades que procuram dar resposta às necessidades dos consumidores. Os cães têm ocasiões de consumo e necessidades diferentes, razão pela qual estamos presentes no nosso país com várias gamas de produtos, desde alimentação seca a húmida, passando por snacks de recompensa e higiene oral. Da mesma forma, os cães não são todos iguais, razão pela qual oferecemos alimentação diferenciada e mais adequada a cada estádio da vida do animal, seja cachorro, adulto ou sénior; o seu tamanho e necessidades especiais, como por exemplo alimentação light. A higiene oral é uma condição essencial para a boa vivência do animal. A falta de cuidados neste campo agudiza um dos problemas de saúde mais comuns nos animais de companhia, as doenças da boca como as cáries. De acordo com o Waltham Centre, a falta de higiene oral regular leva a que mais de 80 por cento dos cães, com mais de três anos de idade, possuam problemas de gengivas. Com esta preocupação em mente, a Pedigree desenvolve uma gama de snacks de higiene oral líder em vendas, como os Dentastix. O que difere os vossos produtos dos restantes existentes no mercado? Na Pedigree aliamos a qualidade à inovação e acessibilidade para oferecer uma alimentação nutritiva a todos os cães. Temos o conhecimento fundamentado em mais de 75 anos de experiência acumulada na alimentação animal, beneficiamos das aprendizagens resultantes do trabalho científico desenvolvido no Waltham Center e da nossa dedicação e empenho pelo bem-estar animal. A marca Pedigree também sempre teve sempre um papel ativo na divulgação da posse responsável de animais de companhia, promovendo ações de adoção e de banco alimentar, em espe-


PEDIGREE

cial durante o Dia Mundial do Animal. A marca tem atuado nos últimos anos para ajudar à resolução da problemática do abandono de animais, bem como na sensibilização das crianças do primeiro ciclo do ensino básico para com os cuidados a ter para com os animais de companhia.

animais de companhia, as suas características, gostos, necessidades e especificidades. Não falamos apenas de investigação sobre alimentação, mas também sobre a convivência entre pessoas e animais e os benefícios que os humanos retiram dessa sã convivência. Ao longo de cinco décadas o Waltham já produziu mais de 1.700 publicações científicas, ajudou diversas investigações e colaborou com diferentes entidades sempre com os mesmo objetivos em mente: propiciar um mundo melhor para os nossos animais de companhia.

Qual a intervenção da Pedigree no que diz respeito à responsabilidade social? ‘Criar um mundo melhor para os animais’ é um dos princípios que norteia o negócio Petcare da Mars. Desde 2008 que a Mars, juntamente com a Pedigree, procura contribuir na comunicação do flagelo do abandono e na promoção da adoção, através do projeto ‘Pedigree Missão Adoção’, com o apoio da Liga Portuguesa dos Direitos do Animal, juntamente com várias associações e autarquias ao longo do país. As nossas campanhas e intervenções diretas visam proporcionar o máximo de bem-estar e qualidade aos animais de estimação. Acreditamos que é possível e trabalhamos todos os dias para que possamos construir um mundo melhor para os animais, porque eles também ajudam a construir um mundo melhor para nós.

Receberam o galardão de Escolha do Consumidor. É o reconhecimento merecido por parte dos donos do melhor amigo do homem? O recém-conquistado galardão Escolha do Consumidor na categoria de ‘Alimentação Animal’ é mais uma manifestação da preferência dos consumidores portugueses pela marca, resultado dos atributos que fazem de Pedigree uma marca líder. Atributos como a composição saudável e adequada dos produtos, a satisfação dos gostos dos animais de estimação e a rapidez na preparação foram alguns dos sublinhados pelos consumidores portugueses. Este reconhecimento vem confirmar e sublinhar as grandes apostas da Pedigree, que desenvolve os produtos de acordo com as melhores práticas, para garantir a todos os cães uma nutrição de qualidade, para uma vida saudável e com bem-estar. O ‘Mês da Higiene Oral’ é uma das iniciativas em que a Pedigree demarca o seu papel interventivo no bem-estar animal, aposta assim na prevenção da saúde oral, através da oferta de check-ups dentários gratuitos para os cães em todo o país ao longo do mês de maio. Com a mensagem ‘Nós escovamos, eles mastigam’, esta campanha chega a clínicas de norte a sul de Portugal, pretendendo assim alertar para a necessidade de prevenção adequada de patologias orais nos cães. As campanhas de cariz interventivo, realizadas no mês da higiene oral, e os estudos pioneiros levados a cabo pelo Waltham Center for Pet Nutrition da Mars Petcare são contributos fundamentais para melhorarmos a qualidade/inovação dos nossos produtos e, sobretudo, proporcionarmos uma vida saudável e feliz aos animais de estimação.

Acredito que a Inovação & Desenvolvimento seja uma das principais apostas da Pedigree… Claramente. A constante inovação e aposta no desenvolvimento são importantes forças motrizes do nosso trabalho. Exemplo prático desta aposta são as constantes inovações de produto que fazemos por forma a acomodar necessidades específicas dos cães, como os alimentos light, biscoitos de recompensa e de higiene oral que têm em conta a mordida do cão, ingredientes adequados à digestão e sabores que eles adoram. Por detrás dos produtos que encontramos nas prateleiras dos espaços comerciais está um trabalho constante de inovação e desenvolvimento no Centro Waltham. Onde trabalhamos rodeados de animais, estudando os seus comportamentos, gostos e preferências.

Qual a estratégia para que este galardão se mantenha fiel à Pedigree? Continuar a trabalhar, a inovar e a ter esta enorme paixão pelos cães, propiciando a alimentação mais nutritiva para que a preocupação seja apenas uma: serem felizes. A Mars Portugal pretende manter o foco das suas ações de Responsabilidade Social no tema animal, estimando-se que, anualmente, 10.000 cães são abandonados no nosso país. Assim, a Mars, através das suas marcas Pedigree® e Whiskas® e com o apoio de Associações e da Liga Portuguesa dos Direitos do Animal ao longo do país, compromete-se a alertar e a apelar para a resolução do abandono de animais em Portugal.

O que é o Waltham? Quais as mais-valias deste espaço? O Centro Waltham para a nutrição animal é centro científico pioneiro mundial na pesquisa e desenvolvimento de nutrição e saúde animal. Com mais de 50 anos de existência é um pilar fundamental para a inovação da Pedigree. Ali são estudados os comportamentos dos

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NSC

A ORIGEM IMPORTA!

Se fizermos um jogo de associação de palavras com os portugueses, é muito provável que à palavra ‘bacalhau’ se associe naturalmente a palavra ‘Noruega’. O mercado português é o que mais consome bacalhau salgado no mundo e o seu consumo corresponde a aproximadamente 20 por cento de todo o bacalhau capturado a nível mundial. Visto que um dos produtos que tem mais peso nas exportações da balança comercial da Noruega é o bacalhau, é incontornável a aposta em ações que dinamizem o produto e assegurem a continuidade do consumo por parte dos portugueses. Portugal é, sem dúvida, um mercado-chave para a Noruega.

O

que é o NSC, Conselho Norueguês das Pescas Dada a importância das pescas para os noruegueses, e o seu peso para a economia do país, houve uma congregação de esforços de várias entidades e agentes privados do setor no sentido de criar uma entidade que promovesse os produtos do Mar da Noruega. O NSC, Conselho Norueguês das Pescas (NSC – Norwegian Seafood Council), empresa pública subordinada ao Ministério da Pesca e Assuntos Costeiros, é a organização responsável dos exportadores de peixe da Noruega. O NSC é financiado pela indústria norueguesa através de taxas arrecadadas sobre todas as exportações dos produtos do mar da Noruega. Com representação em vários países, incluindo Portugal, tem como principal objetivo promover o consumo dos melhores produtos do mar da Noruega, dando suporte às atividades de marketing em mais de 140 países do mundo. Há já alguns anos que o NSC desenvolve em Portugal várias ações de comunicação, promoção e informação direcionadas a públicos diferenciados. Desde ações no ponto de venda, para esclarecimento dos consumidores, a patrocínio de concursos de gastronomia (como a ‘Revolta do Bacalhau’ ou o ‘Chefe Cozinheiro do Ano’) e workshops em todo o país, o esforço de comunicar a diferenciação dos produtos do Mar da Noruega é constante. O NSC, Conselho Norueguês das Pescas, é uma designação nova para o mercado português, dado que até há pouco tempo a denominação mais conhecida era ‘Norge’, uma marca que identificava esta 66 | Revista Business Portugal junho 2018

organização e que, agora, irá progressivamente sendo substituída pelo nome NSC e seu logótipo. As atividades do NSC estão focadas em três áreas principais: Marketing Cooperativo, Informação de Mercado e Comunicação e Gestão do Risco Reputacional. O que diferencia os produtos do mar da Noruega A Noruega tem por princípio inegociável a sustentabilidade a longo prazo. As autoridades norueguesas preocuparam-se em criar todos os pré-requisitos necessários para garantir uma pesca sustentável e ecológica, no sentido de proteger as espécies marinhas que habitam a Zona Ártica. A pesca é regulamentada por leis e normas apropriadas, sendo os stocks de peixe geridos de forma científica. Existe um esforço continuado, conseguido através da combinação de inovações técnicas e da tradição pesqueira norueguesa para manter uma pesca sustentável, preservando as características únicas de espécies como o bacalhau, muito apreciadas em Portugal, e permitindo manter stocks para assegurar a continuidade destas espécies. As razões para o sucesso do Bacalhau da Noruega: a origem importa! Beneficiando de excelentes condições ao longo da costa e de uma alimentação natural, essencialmente composta por camarões, arenque e outros peixes, que lhe conferem um sabor genuíno e textura única, o melhor bacalhau chega-nos das águas frias e cristalinas do mar da Noruega. Um mar rico, onde as várias espécies crescem


NSC

saudáveis e onde podemos encontrar o melhor stock de bacalhau. Bem seco e curado, com cor palha, depois de capturado o Bacalhau da Noruega é preparado de modo tradicional, seguindo os mais elevados padrões de qualidade, garantia do genuíno Bacalhau da Noruega. Por ser bem seco e curado de acordo com os métodos tradicionais (até aos 47 por cento de humidade máxima), o Bacalhau da Noruega ganha volume depois de demolhado. É durante este processo que retoma o nível de água que perdeu durante a secagem, crescendo e ganhando cerca de 35 por cento de peso. O Bacalhau da Noruega pesa entre três a 40 quilos, é mais largo e tem postas mais altas, apresenta uma coloração palha e uniforme quando salgado e seco e forma lascas bem definidas depois de cozinhado. Com a ajuda do precioso azeite português é só escolher entre as 1001 receitas que existem para o preparar! Se o consumidor quer ter a certeza de que não está a ‘comer gato por lebre’, quando comprar bacalhau (seja seco, salgado ou congelado) deve assegurar-se de que é a espécie Gadus Morhua, o verdadeiro Bacalhau da Noruega. É caso para dizer que ‘A origem importa!’. A qualidade do produto consumido em Portugal O NSC assegura que o bacalhau com origem na Noruega, que representa 60 por cento do consumo nacional, está isento de aditivos, não tem fosfatos, mantendo as normas de produção tradicional por que sempre se pautou. O interesse da Noruega no bacalhau é extremamente claro. Não há nenhuma outra nação ligada à indústria do bacalhau que seja tão dependente dos consumidores portugueses. Por isso, o controlo e os padrões de produção são os mais apertados do mundo. Este tem sido o pilar do sucesso na gestão dos recursos marinhos e na produção de bacalhau de forma tradicional, de confiança e saudável. As empresas e os consumidores portugueses podem ter a certeza de que têm no setor do bacalhau norueguês o seu melhor aliado na defesa da qualidade do produto. Ao escolher Bacalhau da Noruega, os consumidores portugueses terão a garantia que estão a consumir um produto cuja base é bacalhau e sal.

mais de uma vez por mês, sendo o bacalhau seco a variedade preferida de 62 por cento dos portugueses. A maior diferença no consumo de bacalhau regista-se ao nível de idade, com os compradores mais jovens a registarem um consumo abaixo da média. Portugal consome cerca de 70.000 toneladas de bacalhau seco salgado por ano. Este produto chega ao país de diversas formas: 1.500 toneladas chegam a Portugal em fresco, para serem tratadas pela indústria local; 26.000 toneladas são importadas em salga húmida (bacalhau verde) sendo que 17.000 mil têm origem na Noruega e 9.000 da Islândia e 30.000 toneladas chegam em produto finalizado, já salgado e seco. Em Portugal também se consome bacalhau de outras formas e origens: 23.000 toneladas chegam em produto congelado, sendo 16.000 de bacalhau legítimo e 9.000 de bacalhau do Pacífico. Este bacalhau é usado pelos produtores portugueses para fazerem as diversas categorias de bacalhau seco e bacalhau demolhado ultracongelado, sendo este produzido muitas vezes com base em bacalhau que não é totalmente seco. O bacalhau salgado seco continua a ser a forma de apresentação com maior quota de mercado, no entanto, o bacalhau demolhado ultracongelado tem vindo a aumentar o seu peso nas vendas de bacalhau no mercado doméstico, representando já mais de 30 por cento de todo o bacalhau vendido em Portugal. Por curiosidade, fica a nota de que Portugal é o único país da Europa que consome mais bacalhau do que salmão. Ainda assim, as vendas de salmão para Portugal representam 0.3 por cento das exportações totais da Noruega. Já as vendas de bacalhau para o nosso país rondam um terço do total exportações.

Quanto se consome em Portugal O mercado português é o que mais consome bacalhau salgado no mundo, um consumo correspondente a 20 por cento de todo o bacalhau capturado a nível mundial. Este nível de consumo temProudly presenting -se mantido razoavelmente estável ao longo dos anos, o que se deve à importância que este produto tem na cultura gastronómica nacional, mas também por razões de racionalidade ao nível da economia doméstica: quando comparado com outro pescado, nomeadamente o que é adquirido fresco, o rendimento do bacalhau é muito superior uma vez que o aproveitamento do que se compra é praticamente total. Segundo o estudo TGI, da Kantar Media, em 2017, 3.5 milhões de lares portugueses compraram bacalhau pelo menos uma vez, o que representa 87.3 por cento do universo de agregados familiares. A maioria consome bacalhau

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DELTA

O CAFÉ DA SUA VIDA Delta é mais do que sinónio de café. É, aceima de tudo, sinónimo de sabores portugueses, sendo um excelente e único embaixador do país além-fronteiras. Galardoado com o selo 5 Estrelas, Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, revela à Revista Business Portugal a importância de um legado com mais de 50 anos.

O

que significa para a Delta ser eleita a marca com melhor reputação em Portugal? Ser eleita como marca com melhor reputação em Portugal é para nós motivo de orgulho, e um reconhecimento por parte dos consumidores da qualidade dos nossos produtos e da nossa constante aposta em inovação e na vocação de oferecer sempre valor acrescentado ao cliente, e que nos motiva a tentar superar as expectativas dos mesmos. Qual é o sentimento em relação a este galardão? Este reconhecimento é muito gratificante e demonstra a confiança dos consumidores portugueses nos nossos produtos. Segundo informações das entidades promotoras do estudo, o consumidor português está a aumentar o consumo e a sua confiança em produtos locais e nacionais. Sente que a Delta contribui para a in-

fluência do aumento do positivismo dos indiciadores de país? A Delta Cafés é uma marca nacional, líder no seu segmento em Portugal, com mais de 50 anos de história, e procura desde sempre ouvir os consumidores e responder às suas necessidades. À semelhança de outras marcas nacionais, a Delta contribui para o aumento do positivismo dos indicadores de país e estes indicadores mostram que Portugal está mais confiável. É importante que a sociedade continue mobilizada para recuperar a confiança no país. Como é que a Delta explora a confiança e a preferência dos consumidores? Desde a sua fundação, o Grupo Nabeiro assentou em valores sólidos e princípios que se refletiram na criação de uma Marca de Rosto Humano, assente na autenticidade das relações com todas as partes interessadas. A aposta é sempre na inovação e qualidade? O que diferencia esta marca? Há várias décadas que a inovação aliada à qualidade e modernidade são os pilares que projetam o futuro da Delta Cafés, sem descurar o legado de mais de 50 anos de existência. Estes têm sido a base de desenvolvimento e expansão da empresa, com uma forte aposta na rede comercial, acompanhando as necessidades dos seus consumidores, nos diferentes mercados. Sente que a Delta é reconhecida e valorizada pela facilidade de utilização dos seus produtos e pela sua política de responsabilidade ambiental? O respeito pelo ambiente é um dos vetores que guiam a visão estratégica da Delta Cafés. Estamos comprometidos com práticas empresariais ambientalmente sustentáveis procurando incutir o respeito ambiental aos nossos parceiros. Com o objetivo de apoiar a proteção ambiental, mantendo o equilíbrio entre as exigências económicas, a preservação ambiental e o desenvolvimento social, a Delta Cafés implementou um sistema ambiental, certificado pela norma ISO 14001 e EMAS, que monitoriza o consumo de matérias-primas, o perfil energético, as emissões atmosféricas, os resíduos e os efluentes residuais. Em todas as fases do ciclo de vida do produto, esforçamo-nos por utilizar os recursos naturais de forma eficiente, favorecer a utilização de fontes energéticas renováveis e o recurso a materiais recicláveis. Para o futuro: novas perspetivas ou projetos? Pretendemos continuar a nossa trajetória de crescimento, consolidar a presença nos mercados onde já estamos presentes, sempre com uma visão futurista e com a missão de inovar para enriquecer o dia a dia dos nossos consumidores. A inovação continua a ser um dos pilares estruturantes da marca e consideramos que é um dos principais fatores para o crescimento. Pretendemos continuar a surpreender o consumidor, ano após ano, criando tendências e acrescentando valor aos vários momentos de consumo e de partilha proporcionados pelo café.

Rui Miguel Nabeiro, ceo 68 | Revista Business Portugal junho 2018


JANSSEN PORTUGAL

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*Oferta limitada ao stock existente.


DESTAQUES 67 CAMPUS IMOBILIÁRIA Imobiliária madeirense de excelência 68 BMM Inovação e dedicação 70 VAPOR ILHAS Aqui o impossível materializa-se 72 FRANCISCO CÂMARA CLIMATIZAÇÕES Aqui o impossível materializa-se 74 A HOME IN MADEIRA Empreendedorismo ilhéu no feminino 76 BLIN CONTROL O ecoxpert made Portugal insular 78 RC AUTOMAÇÃO A inteligência ao serviço da comodidade 80 IPROTECH A sua proteção em boas mãos

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MADEIRA ESPECIAL CONSTRUÇÃO Concentrada na evolução e expansão, no crescimento sustentado da sua economia local – a Madeira tem sabido ganhar peso tanto a nível nacional como a nível internacional. Reconhecida por todo o lado pela sua beleza incontornável, e pelo clima ameno, pelas marginais vê-se uma população jovem, e vários estrangeiros, a fazer a sua sessão de jogging matinal à beira-mar, em regiões cada vez mais modernizadas, mesmo assim respeitando sempre o peso da tradição. Bananeiras, vê-se na paisagem bastantes. E os carrinhos de cestas? Também se pode ainda passear num destes. Há concerteza muito que explorar, do Pico Ruivo às praias de Porto Santo, a Madeira é uma ilha com paisagens absolutamente penetrantes e inesquecíveis. A culinária é especial, tem um tom próprio, distintamente mediterrânea e oceânica. No centro do Funchal, pode beber um copo à noite numa zona tão histórica, palco de grandes eventos como a Festa das Flores, que deixa a cidade tão maravilhosamente florida. A Business Portugal descobre, por entre estas maravilhas e peculiaridades, o potencial industrial e empresarial desta ilha que tem levado o nome de portugal tão longe, e a tão bons portos.

A construção madeirense é tradicionalista, feita em socalcos, e por toda a ilha vê-se um amontoar de construção pelos montes, que desafiam a nossa lógica – isso reflecte-se no trabalho de arquitectos, que estudam as possibilidades destes terrenos com tanta adversidade, criando métodos inovadores de construir. As limitações que se poderia ter como ilha, no âmbito de construção, um sector tão exigente, são colmatadas pelo forte e exponencial crescimento na parte tecnológica e de inovação, criando-se muitas oportunidades para aqueles que decidiram ficar e tornar esta ilha na sua casa. O investimento estrangeiro cresce – a indústria hoteleira é também tem um grande peso na economia local, empregando bastantes pessoas directa e indirectamente – o mercado imobiliário está cada vez mais dinâmico, acompanhando as tendências do continente. No estudo da Direcção Regional de Estatística da Madeira, pode ler-se que em 2016 foram concluídos 187 edifícios, o que representa um aumento de 12% em relação ao ano anterior – isto tem sido o reflexo do aumento do investimento estrangeiro, mas também fruto de muita movimentação local de capital, sendo que 74,3% destas construções foram reconstruções.


CAMPUS IMOBILIÁRIA

IMOBILIÁRIA MADEIRENSE DE EXCELÊNCIA A história da Campus Imobiliária começa em 1998. Falanos a diretora desta imobiliária, Cláudia França, onde iniciou o seu percurso nesta área e nesta empresa em 2001 e que, desde 2014, assumiu a posição de liderança da Campus, numa fase crítica em que a crise afetava bastante o setor. Claúdia França, diretora

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ceitou o desafio, pois tinha uma carteira elevada de arrendamentos, clientes muito antigos que não queria desiludir, e pessoas que procuravam a Campus especificamente. São conhecidos, não apenas pela venda de imóveis, mas também pela excelente gestão dos arrendamentos em toda a ilha da Madeira. “O cliente vem à Campus e sabe que poderá contar comigo e com a minha equipa para tudo, até para remodelar, mobilar e equipar a sua casa, com o maior rigor e bom gosto”. Admite que a seleção de clientes em termos de arrendamentos não é fácil, e que isso seja um dos aspetos que o transforma num negócio menos atrativo para algumas imobiliárias, pois é um mercado que exige muita dedicação e disponibilidade. No entanto, a Campus colocou-se no mercado imobiliário como uma empresa de referência e que terá sempre um reconhecimento por parte dos seus clientes, dada a elevada qualidade dos serviços prestados ao longo destes quase 20 anos. Segundo Cláudia França, a imagem da Campus distancia qualquer cliente mais inseguro; em tantos anos de experiência, a Campus tem sido o sinónimo de satisfação por parte do cliente. Tendo ultrapassado a crise, a dire-

A Campus Imobiliária manter-se-á como uma aposta segura na área e na região

tora afirma com segurança que poderá alterar-se o cenário do boom imobiliário e do crescimento económico na ilha, que a Campus não desaparecerá e continuará a levar a bom porto as suas relações com os seus clientes. “Muitas imobiliárias abrem e fecham à minha volta; a Campus é tradicional, segura, e uma âncora para os madeirenses”. Com um mercado bastante dinâmico, a nossa interlocutora admite que há um crescimento na disponibilidade dos madeirenses assim como outros investidores estrangeiros e imigrantes, em comprar imóveis, o que tem feito com que haja um crescimento também ponderado e sustentado da sua imobiliária. Sublinha a sua constante preocupação na falta de imóveis para arrendamento, setor este que manteve à tona a empresa nos momentos mais difíceis e que, por isso mesmo, se transformou num nicho de negócio e numa vantagem competitiva da Campus. “A falta de imóveis para arrendamento, deve-se essencialmente ao grande boom do alojamento local”, refere. O objetivo nunca será expandir demasiado o negócio, mas sim manter o tamanho da sua empresa, pois a aposta é na qualidade e não na quantidade, por forma a manter e acompanhar de bem perto todos os seus clientes. O que mantém a Campus como uma referência no mercado imobiliário na Madeira são, maioritariamente, clientes fidelizados e o ‘passa palavra’, dois fatores de grande relevância para Cláudia França, fruto da consistência da empresa. O desafio atual será manter a imagem e respeitabilidade da marca Campus no mercado imobiliário, face à crescente concorrência. A Campus Imobiliária manter-se-á como uma aposta segura na área, e na região.

Rua da Carreira Nº 63, 2º L | 9000-042 Funchal | Tlm.: 966 349 756 | Email: info@campusrealestate.pt | www.campusrealestate.pt

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BMM

INOVAÇÃO E DEDICAÇÃO Estivemos no centro do Funchal à conversa com os arquitetos fundadores da BMM, Susana Jesus e Miguel Malaguerra. Imagine-se um processo de construção de casas tão simplificado, que o próprio IKEA poderia integrá-lo na sua oferta de produtos.

E

Susana Jesus e Miguel Malaguerra , sócios-gerentes

sta é exatamente uma das ambições dos arquitetos da BMM, que o seu projeto seja reconhecido em linha com esta facilidade de produção que a empresa sueca representa. No entanto, o projeto BMM é bastante mais sustentável. A construção e a arquitetura são as primeiras áreas a sentir as crises. Fundaram a MSB Arquitectura em 2004, mas, mais tarde, apostam na construção modular para colmatar algumas das falhas a nível da oferta de construção que ambos identificavam neste mesmo meio. A BMM surge, então, em 2012, de alguma forma para criar trabalho, numa fase em que a criatividade mesmo era mais escassa, escassez esta que abre a porta à inovação para os dois arquitetos, tão incansavelmente motivados pela modernização da sua atividade. Segundo os nossos interlocutores, a falta de adaptação à modernidade pode fazer com que haja uma depreciacão no valor do seu trabalho, razão pela qual valorizam também o contributo de jovens arquitetos nas suas equipas, que vêm facilitar, simplificar e otimizar a forma como se projeta. Acompanhando a evolução de mentalidades e exigências de mercado, como por exemplo as questões financeiras, esta equipa tem em conta nos seus projetos a sustentabilidade de materiais, rapidez de construção, entre muitos outros aspetos. Um dos factores que facilitou a propulsão deste projeto foi a abertura do IDRAM para incentivos da parte tecnológica e de empreendedorismo, e o contacto e apoio da BETAR, parceiro imprescindível em todo o processo de crescimento do projeto. Ao seu lado durante as várias fases

de investigação do projeto modular, a BMM teve também o apoio do Instituto Superior Técnico, através da Fundec e do Laboratório Regional de Engenharia Civil.

Desafiando a construção tradicional Muitos foram os caminhos e direções assumidas pelas empresas durante as várias crises que tão diretamente atingiram este setor, causando em alguns casos despedimentos, noutros reestruturações, e ainda houve também quem soubesse inovar para se adaptar a estes novos contextos económicos de um mercado tão exigente e em constante mudança.

“É uma construção escalável, facilmente se readapta às circunstâncias de vida dos clientes”

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habitações e grandes edifícios. Estes projetos de construção modular, para além de inovadores, são bastante eficazes, sustentáveis, resistentes a todo o tipo de desagração causada pelo meio ambiente e ainda ultrapassam todas as expectativas a nível de custos de produção e de tempo de construção. Este sistema compoe-se de um conjunto de subsistemas fáceis de montar, com o mínimo dispêndio de energia. A nível de estaleiro dispensa maquinaria pesada sendo que a força humana é suficiente para construir moradias. Para edifícios mais altos

A BMM faz parte deste conjunto de empresas que se adaptou de uma forma darwinesca à realidade envolvente, conseguindo dar oportunidades a jovens arquitetos enquanto inovava a forma como se constroem

são necessários meios de elevação mínimos. Comparativamente ao processo tradicional de construção, utilizam e necessitam de menos meios, diminuindo o custo de produção radicalmente. “A BMM deixa os mestres de obra felizes, a construir como se fossem legos. É só assemblar. É uma obra muito limpa, não utilizámos areias, nem desperdiçámos água”, referem. Recentemente, construíram o Hotel Pestana Casino Sudios, ao lado da obra de Oscar Nymeyer, um ícone da arquitetura, pelo que ambos tiveram muito cuidado em que o seu novo edifício se equilibrasse com a obra do mestre.


BMM

Para quem quer investir, importa dizer que não é preciso gastar num edifício inteiro de imediato, pode construir-se primeiro uma parte do projeto, adaptando-se este aos fundos disponíveis. Há um ganho, uma vez que é fácil construir às partes, não se importunando nem se fazendo grandes ruídos ao adicionar-se os restantes módulos. Os hoteleiros ganham uma época, pois em vez de perderem cois anos a construir um hotel, demoram, com a BMM, seis meses. É uma construção escalável, facilmente se readapta às circunstâncias de vida dos clientes”. Dada a sua experiência nos últimos anos nesta que é uma forma inovadora de construir edifícios, notam que “a legislação urbana terá de se adaptar às novas exigências da construção e não podem impedir que haja soluções mais sustentáveis e ecológicas”.

mente evoluídos, e que estejam disponíveis em todo o mundo”. A estrutura está também pensada para que em toda a periferia do edifício preserve a sua capacidade em caso de incêndio, pois consegue-se impedir que o fogo se propague ao edifício todo. A BMM é muito leve, e pode construir também em zonas que não são facilmente drenáveis fazendo-se umas mini-fundações. Com uma aposta muito grande nas suas capacidades, prestam um serviço que permitirá, esperam, a muitas famílias obter as suas moradias de sonho, com as melhores condições, sendo que este sistema permite que as mesmas tenham o seu preço reduzido, bem como o tempo que temos de esperar para abrir a porta da nossa nova casa. A sustentabilidade, redução de custos em todos os passos do processo de produção BMM é um assunto que deve caber nos dossiers dos projetos de construção do futuro. A BMM está muitos passos à frente na criação de soluções sustentáveis, em equilíbrio com o meio envolvente e com a carteira de cada cliente. Uma construção BMM representa até 30 por cento menos em valor de construção, 66 por cento de redução no tempo de construção e muito menos necessidades de estaleiros e máquinaria pesada. Uma solução que é leve e sólida, sustentável, inovadora e moderna.

Um competidor à altura do betão Na Madeira, 80 por cento da população sofre de alergias devido às condições atmosféricas da ilha, e os próprios edifícios têm tido um efeito negativo na saúde das pessoas. As construções BMM têm uma vantagem também neste sentido, pois os nossos interlocutores tiveram a preocupação de investigar materiais que resolvessem esse handicap. “O betão tem um percurso de vida limitado, não é eterno, ao contrário da estrutura metálica. Tem é uma curva exponencial, mas depois de 50, 60 anos essa curva decresce com o metal. Há, claro, preocupações de manutenção mas, tal como a torre Eiffel, devidamente pintado tem uma grande capacidade de anti-oxidação. Fomos à procura de materiais franca-

“A BMM deixa os mestres de obra felizes, a construir como se fossem legos. É só assemblar”

Rua Major Reis Gomes, 2-D 9000-038 Funchal - Madeira 291 228 400 info@bmm.pt

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VAPOR ILHAS

AQUI O IMPOSSÍVEL MATERIALIZA-SE A Revista Business Portugal foi à fábrica sita na Zona Franca da Madeira, onde passámos algum tempo a observar a produção e a conhecer a empresa pelas mãos do pai, Philippe Staehli, e da filha, Christine Staehli. Testemunhámos a magnitude dos projetos que passam pelas mãos dos funcionários da Vapor Ilhas. Motores térmicos que quase não cabem nas instalações, pontes que tiveram de ser dobradas com camiões no terreno, com um engenho e criatividade que deixam um sorriso e orgulho estampados na cara de Christine Staehli.

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uas gerações ao volante de uma indústria muito exigente A Vapor Ilhas é uma empresa que opera nas áreas de construções industriais e de metalomecânica, situada na Zona Franca da Madeira. Os clientes da Vapor Ilhas notam a necessidade de ter este apoio a nível de estruturas, que normalmente tinham de importar do continente – finalmente há na Ilha da Madeira quem faça este tipo de trabalho tão vital em tantas áreas de construção essenciais para o crescimento económico da ilha. O tipo de trabalhos realizados pela Vapor Ilhas são, essencialmente para a indústria, com destaque para a central termoelétrica na ilha de Jersey, a colocação de motores de diesel e ligações com os sistemas, tubagens de água e vapor, gasodutos, estruturas de suporte de energia solar, estruturas metálicas, pavilhões industrias, trabalhos de serralharia, entre outros. Neste momento pretendem solidificar a sua posição no mercado, e admitem ter tido um aumento no fluxo de orçamentos, que se reflete no volume de trabalho e de vendas da empresa. Com 37 profissionais, entre eles vários níveis de qualificação (de engenheiros, a técnicos mecânicos e serralheiros na casa desde o seu início em 2004) a Vapor Ilhas consegue responder às necessidades e exigências de todo o tipo de encomendas, que normalmente são de uma extrema grandiosidade. Não há nada que a Vapor Ilhas não faça. E as grandes empresas da Madeira têm sentido, de facto, um benefício gigantesco em ter na ilha o apoio de uma empresa que

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Christine e Philippe Staehli, gerentes

Os clientes da Vapor Ilhas notam a necessidade de ter este apoio a nível de estruturas, que normalmente tinham de importar do continente

forneça este tipo de serviços. No entanto, os negócios da Vapor Ilhas não se baseiam exclusivamente em negócios com empresas locais – têm uma carteira de clientes internacional, fruto também dos conhecimentos do pai e fundador da empresa, Philippe Staehli, que desde cedo se tem destacado a nível profissional na área de engenharia de motores diesel, inicialmente pela mão de uma grande multinacional suiça que o levou a conhecer a Madeira, por volta de 1982. Em 1983/84 fez a supervisão da montagem de três grupos electrogeneos de 9Mw unitários na central elétrica de Vitória, a maior da ilha. A empresa que fazia a montagem de tubagens e soldaduras dissolveu-se em 2004 e então decidiu fazer a Vapor Ilhas. Mas Philippe Staehli não se interessou pelo funcionamento de cada motor e peça metálica apenas por motivos profissionais – esta é uma vocação e admitidamente um ‘bichinho’ que o fazia já aos 12 anos desmontar por completo um motor de uma moto de 50cc para perceber o sistema complexo, e conseguir juntar tudo outra vez. Depois fixou esse motor numa bicicleta vulgar, com arames e cordas, que fez aquele objeto tão veloz funcionar, e andou com este nas ruas da aldeia. Da primeira bicicleta à realidade atual com desafios impressionantes, está uma carreira e uma paixão que nunca o deixaram e que se reflete no excelente ambiente da empresa. Boas relações entre colegas, entreajuda, bons valores e dedicação que criam harmonia e produtividade – tudo


VAPOR ILHAS

o que uma empresa deverá almejar para si e para os seus funcionários. Com encomendas e projetos bastante exigentes, fisicamente até, para os funcionários, o administrador da Vapor Ilhas admite valorizar bastante o papel de cada membro da sua equipa de igual forma – pois cada um dá um contributo indispensável em cada fase dos projetos procurando sempre novas formas de os integrar e motivar no dia-a-dia.

O que é que a Vapor Ilhas não faz? Praticamente nada. Recentemente, foi-lhes pedido que construíssem um teleférico em Cabo Verde para facilitar o transporte de peixe numa das ilhas do país. Apesar da dificuldade e risco do projeto, dado o facto de que nunca tinham construído algo deste tipo, a equipa de engenheiros e desenhistas da Vapor Ilhas aceitou o desafio e este teleférico está já em andamento.

“Até faríamos a Torre Eiffel”, comenta em tom de brincadeira Christine Staehli. Mas este tom que não confunda o leitor. Esta empresa, de facto, atinge os seus objetivos e recebe projetos de todos os tipos e medidas, sem qualquer constrangimento. A magni-

Vapor Ilhas - Montagens Técnicas e Industriais, Lda Zona Franca da Madeira - Plataforma 34C Tel: (+351) 291 741 105 | Fax: (+351) 291 612 085 Email: info@vaporilhas.com

tude dos mesmos não é algo que os desmotivaria… pelo contrário. O know-how derivado de anos de experiência em engenharia mecânica de Philippe Staheli capitalizam-se numa empresa que dá valor a cada um dos seus funcionários e a cada uma das suas empresas cliente, oferecendo a melhor resposta na ilha às exigências do mercado em que se insere – a construção, maioritariamente. Destaca-se aqui a construção de um pavilhão da Decathlon e a colaboração com o gabinete de arquitetura BMM que está inovar no mercado de construção com um sistema modular em estrutura metálica e paneis compósitos que diminuem o tempo de construção de uma vivenda drasticamente e onde se realça a construção de um hotel do grupo Pestana.. Sediada na Madeira, relativamente a projetos de internacionalização conseguem identificar algumas dificuldades e limitações que desfavorecem essa expansão permanente. No entanto, a sua vasta rede de contactos e conhecimento na área reflete-se, muitas vezes, na necessidade de enviarem equipas de funcionários para regiões específicas por forma a finalizar projetos que, admitem, nunca rejeitam. Caso reúnam as condições necessárias à ótima concretização do mesmo, fá-lo-ão, com a excelência e primor que os caracteriza.

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FRANCISCO CÂMARA – CLIMATIZAÇÃO

A QUEBRAR OS LIMITES DA INSULARIDADE Uma empresa que deseja, não só, ser líder regional na área da instalação de sistemas de AVAC, a Francisco Câmara – Climatização aspira também, adentrar toda a extensão do território nacional e internacional quebrando, assim, os limites da insularidade.

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Revista Business Portugal esteve à conversa com Francisco Câmara, proprietário e fundador da empresa, sua homónima, que nos falou sobre a constituição, os seus projetos, posicionamento no mercado e, sobretudo, sobre as suas as ambições futuras.

O nascimento da empresa Francisco Augusto Câmara, no ano de 2012, foi impulsionado no empreendedorismo pela conjuntura economicamente desfavorável que se vivia na época. Desempregado e crente nas competências profissionais e técnicas que detinha, o engenheiro mecânico madeirense cria a Francisco Câmara – Climatização. Conhecedor e com vasta experiência na área, o empreendedor insular, juntamente com Emanuel Freitas, parceiro e técnico de excelência, começa por exercer de forma discreta e contida, em instalações modestas. Hoje em dia, com 19 colaboradores permanentes, a Francisco Câmara – Climatização detém uma posição relevante no mercado regional, sendo uma empresa de referência na Madeira.

Um parceiro de confiança Instalados na cidade do Funchal, no número 51 da Estrada Visconde Cacongo, a empresa de climatização é, atualmente, detentora de todos os meios para proporcionar o fornecimento, instalação e manutenção de sistemas AVAC - aquecimento, ventilação e ar condicionado. 76 | Revista Business Portugal junho 2018

Tem vindo a demarcar uma presença avultosa no mercado madeirense, ao longo dos últimos seis anos de atividade


FRANCISCO CÂMARA – CLIMATIZAÇÃO

Parceiros da Daikin na prestação de serviços técnicos de qualidade, assume-se, de igual forma, como um parceiro de confiança perante os clientes, ao garantir uma performance em concordância com os parâmetros de qualidade e segurança exigidos pelas instâncias governativas nacionais. A Francisco Câmara – Climatização tem vindo a demarcar uma presença avultosa no mercado madeirense, ao longo dos últimos seis anos de atividade, e assegura a ininterrupção desta postura, futuramente. Com clientes de notável robustez no mercado nacional, como a Tecnovia Madeira, o grupo Porto Bay, o Grupo AFA, a ViaLitoral, entre outros, nesta casa são asseguradas as melhores respostas e soluções possíveis aos clientes, dentro dos critérios e normas intrínsecos ao setor. Nesta empresa certificada pela Certif e com técnicos especializados, é realizado um projeto que vai, essencialmente, de encontro àquilo que é desejado pelo cliente. Neste sentido, é também garantida uma manutenção e assistência técnica de equipamentos fixos de refrigeração, ar condicionado e bombas de calor que contenham gases fluorados com efeito de estufa. A par disto, é ainda possível encontrar aqui resposta para o fornecimento, instalação e manutenção de sistemas de painéis solares para aquecimento de águas sanitárias.

essencialmente focado na internacionalização. “Crescer sem euforias” é o mote do engenheiro responsável pela Francisco Câmara – Climatização. O madeirense assegura que o futuro da empresa é promissor e confia num prognóstico próspero para a mesma. Sinceridade e clareza são valores que não dispensa e que penhoram uma atuação exímia. Empenho, dedicação e trabalho, em conformidade com o reconhecer de valor próprio e a seleção de bons parceiros são os fatores abonadores de um futuro risonho.

Sinceridade e clareza são valores que não dispensa e que penhoram uma atuação exímia

Crescer sem euforias Orgulhoso da “excelente equipa”, da “fantástica área administrativa” e do “magnífico trabalho de backoffice”, Francisco Câmara garante: “somos muito bons naquilo que fazemos!”. Numa conjuntura que, atualmente, se circunscreve ao mercado da ilha, Francisco Câmara começa a preconceber um objetivo,

Estrada Visconde Cacongo 35, 9060-007 Funchal - Portugal Escritório- Telefone: 291238123| Telemóvel: 926 635 688 Área Técnica- Telefone: 925 780 692 Orçamentos - Telefone: 910 635 298 E-mail: geral@fcclimatizacao.pt www.fcclimatizacao.pt junho 2018 Revista Business Portugal | 77


A HOME IN MADEIRA. LDA.

EMPREENDEDORISMO ILHÉU NO FEMININO Maria Inês Pereira é uma representante, no feminino, do empreendedorismo insular. Dedicada a uma área que implica, fundamentalmente, pessoas e serviços, a empresária é detentora de três empresas cujos serviços se complementam.

por colaborar no negócio de família focalizado, numa primeira fase, na mediação imobiliária. ’Casa e Nós, lda‘ passa, numa segunda fase, e por iniciativa de Inês Pereira, a ter como principal âmago a gestão e coordenação de propriedades horizontais e serviços comuns. Surge no ano de 2002, e acaba por conquistar o mercado da gestão de condomínios ao estabelecer contactos com promotores imobiliários e proprietários individuais. Uma empresa que zela pelo alastramento e conservação de uma “cultura de condomínio”. Trata-se, assume a empresária madeirense em entrevista à Revista Business Portugal, de uma “forma de estar e viver em propriedade horizontal” que implica, sempre, “uma consciência de direitos e deveres”.

Fazer milagres com pouco dinheiro” – Casa e Nós, lda Maria Inês assume-se como “uma mulher num mundo de homens” cuja motivação e empenho derivam de uma cultura de trabalho, desde cedo, em si alicerçada. 15 anos de experiência no setor ditam a forma como gere os empreendimentos pelos quais é responsável. Maria Inês Pereira é “uma mulher que luta, sem armas, pela paridade.” Acompanhada de uma equipa fundamentalmente feminina, a empresária ilhota começa

“Fazer milagres com pouco dinheiro” é a epígrafe deste empreendimento. Com a finalidade de desembaraçar e assistir os condóminos, a empresa insular “garante a supervisão periódica de todos os serviços e o acompanhamento da resolução de avarias”, ao mesmo tempo que “presta esclarecimentos de foro jurídico e outras matérias de caráter geral”.

“Suprir as necessidades do cliente” - IPSILimpeza e jardinagem, unipessoal, Lda Como complemento e fruto do um trabalho de

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A HOME IN MADEIRA. LDA.

Maria Inês Pereira, administradora

proximidade e confiança desenvolvido pela ’Casa e Nós‘, surge a IPSI – Limpeza e jardinagem, unipessoal, Lda – empresa, anteriormente, dedicada às telecomunicações. No jardim que é a ilha da Madeira, a IPSI desenvolve uma prestação de serviços que se distingue pela qualidade e rigor do resultado final. O propósito fundamental deste empreendimento é contribuir para a “preservação da tradição turística e ambiental da Madeira, o mais antigo destino turístico mundial”. Envolvida por um enquadramento abundante em paisagens, montanhas abruptas e jardins repletos de flores, Inês Pereira compreendeu reformular o intento da empresa e redirecionar a atividade e o foco do empreendimento. Hoje em dia, a IPSI está focada no desenvolvimento de atividades de limpeza geral, em edifícios, e na manutenção e concepção de jardins privados e públicos. Com sede no coração do Funchal, na Avenida Arriaga, número 34, a IPSI cumpre os parâmetros de qualquer outro acometimento da empresária madeirense: “aquilo que me interessa, em qualquer dos serviços prestados, é a clareza e a garantia de uma resposta em conformidade com as exigências do cliente”.

para o ócio e a descontração, em locais agradáveis e airosos. Neste sentido, todas as propriedades ou apartamentos explorados pela empresa são preparados e aproveitados a pensar no turista que visita a ilha.

“Ambiciono estabilidade” Orgulhosa das empreitadas que contraiu e das conquistas que logrou, a empresária madeirense apenas afirma, como convicção, que aquilo que mais ambiciona é estabilidade. Para Inês Pereira “é preciso baixar a carga fiscal urgentemente, principalmente para os motores da economia que são as pequenas e médias empresas”.

A Home In Madeira, Lda – Alojamento Local Fruto de uma instigação efetivada por Filipe Oliveira e deferida, em sociedade, por Inês Pereira, surge a ’A Home In Madeira, Lda‘ a 16 de novembro de 2017. Um projeto dedicado à gestão e exploração de alojamento local. Apaixonados pela logística intrínseca ao setor turístico e pelo contacto pessoal inerente à receção e acomodação de hóspedes, ambos, dedicam-se a enobrecer o teor profícuo de imóveis, na ilha da Madeira. Trata-se de uma empresa que procura rentabilizar apartamentos, edifícios, ou moradias para fins turísticos. Aqui é garantida uma atuação que outorga a comodidade do proprietário e certifica o bem-estar e a satisfação do hóspede. Todas as formalidades e burocracias são assumidas pela empresa insular. Desde o cumprimento de determinações legais, apresentação de relatórios mensais com discriminação das estadas, até à limpeza e gestão de reservas, tudo é assegurado pela ’A Home In Madeira, Lda’. Ao hóspede é disponibilizada a oportunidade de reserva, através de várias plataformas online de vendas. ’A Home in Madeira‘ oferece acomodações com Wi-Fi gratuito, imóveis que protagonizam excelentes retiros

Av. Arriaga 34, 4ºC, 9000-064 Funchal Tlf.: +351-291280073 www.ahomeinmadeira.pt

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BLIN CONTROL

O ECOXPERT DE PORTUGAL INSULAR A Revista Business Portugal esteve à conversa com Daniel Sousa e Jorge Neves. Os engenheiros eletrotécnicos são responsáveis pela criação da BLIN Control – uma empresa promotora de um conjunto de laborações e estudos que têm como objetivo último a redução de custos inerentes à exploração de edifícios de serviços.

U

ma casa que surge por iniciativa de ambos os engenheiros que, sendo especialistas calejados na programação de sistemas e gestão técnica de edifícios, identificam um nicho no mercado insular que decidem presentear, no ano de 2010, com os serviços da BLIN Control. Situada no município do Funchal, no Centro Empresarial da Madeira, a empresa voltada para a eficiência de sistemas e sustentabilidade de exploração de edifícios, tem traçado ao longo dos últimos anos um caminho assertivo e promissor.

Uma subempreitada precisa e uma obrigação legal conveniente. Contratados, muitas vezes, pela necessidade de suprir exigências legais e realizar parte de obras, com as quais estão parcialmente vinculados, os serviços fornecidos pela BLIN Control são, indiscutivelmente, vantajosos para o cliente final. Num mercado que envolve mais do que automatizar mecanismos, instalados com o objetivo de simplificar o quotidiano das pessoas, a BLIN Control tem vindo a evidenciar-se. Mais que satisfazer necessidades de controlo, conforto e segurança, através de sistemas inovadores e práticos para o utilizador, a empresa de Daniel Sousa e Jorge Neves procura tornar grandes edifícios, com forte ênfase na hotelaria e serviços, em imóveis sustentáveis. Uma diligência que implica a conceção de sistemas para medir, analisar e controlar temperaturas, energia, iluminação, e outros parâmetros, que posteriormente geram indicadores para a gestão do empreendimento. A automatização dos sistemas é uma componente que aparece

Nesta empresa madeirense, “eficiência” é a palavra-chave

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paralelamente e de forma indissociável. A análise de dados e a gestão da informação permitem à BLIN Control fazer uma programação técnica e uma consequente administração contínua de todos os sistemas projetados para um edifício (AVAC, águas, iluminação, segurança, eletricidade, entre outros). Tal administração permitirá aferir regularmente o comportamento dos sistemas que significará, fundamentalmente, a otimização de recursos e redução de custos de operação para o cliente final. Assim, encontrar soluções através de um sistema de gestão técnica com o objetivo de tornar um empreendimento mais sustentável é a finalidade última dos engenheiros madeirenses.

“Garantimos uma relação de proximidade!” A apreciação contínua de dados relativos à utilização de determinado aparelho permite um reajustamento constante da sua utilização. Nesta empresa madeirense, “eficiência” é a palavra-chave. Capazes de controlar remotamente e em tempo real, todos os aparelhos ou sistemas instalados em determinado edificado, a BLIN Control possibilita uma gestão precisa, constante e a par das exigências dos clientes.

Um cliente que se preocupa com o custo relativo à exploração do imóvel! Trata-se de um serviço desconhecido por


BLIN CONTROL

muitos e que, no entanto, tem um retorno e uma mais-valia mensuráveis, em termos monetários, para o cliente. A intervenção da BLIN Control será sempre benéfica para o cliente final. Uma empresa com um know-how inquestionável cujo cliente por excelência se preocupa com o conforto e com o controlo, a longo-prazo, da exploração do seu imóvel e dos custos associados.

Empresa certificada pela Schneider Electric com o selo de EcoXpert Os engenheiros da BLIN Control procuram estar munidos de parceiros que primam pela qualidade de materiais e serviços. A BLIN Control é, por isso, certificada pela Schneider Electric (uma marca globalmente reconhecida como especialista em gestão de energia e automação) como uma empresa EcoXpert. Todas as soluções fornecidas por esta casa têm como base os sistemas e componentes desenvolvidos pela Schneider Electric. Os engenheiros eletrotécnicos da BLIN Control são

Capazes de controlar remotamente e em tempo real, todos os aparelhos ou sistemas instalados em determinado edificado, a BLIN Control possibilita uma gestão precisa, constante e a par das exigências dos clientes proprietários intelectuais de toda a programação da inteligência eletrónica associada à vasta gama de produtos, desenvolvidos pela marca francesa, que apresentam como solução ao cliente final.

Daniel Sousa e Jorge Neves, sócios-gerentes

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RC AUTOMAÇÃO

A INTELIGÊNCIA AO SERVIÇO DA COMODIDADE Converter mecanismos industriais e domésticos em dispositivos automáticos é o principal desígnio da RC Automação. A empresa madeirense é especializada na criação e desenvolvimento de quadros eléctricos e na demanda pela eficiência energética dos sistemas instalados!

Raúl Mendonça e Célio Silva, sócios-gerentes

RC” é a sigla que identifica as iniciais dos nomes dos engenheiros fundadores da empresa de automação madeirense - Raúl Mendonça e Célio Silva. Colegas de trabalho que partilham da paixão pela automação, Célio e Raúl começam a marcar passo no empreendedorismo no ano de 2010. A empresa madeirense é, hoje, especialista em três distintas áreas da automação: a automação industrial, a automação de sistemas de águas e a automação doméstica ou domótica, na produção de quadros eléctricos e de automação certificados e na execução de soluções que visam a eficiência energética. Com uma equipa de 14 pessoas e com cinco engenheiros nos seus quadros, a RC Automação está vocacionada para as tecnologias. Com equipas distribuídas pelos vários setores de atuação, os técnicos da empresa têm o objetivo de auxiliar os clientes, qualquer que seja a solução pretendida ou problema apresentado. Trata-se de uma empresa que encontra e realiza soluções inteligentes para equipamentos e sistemas convencionais. A “RC Automação” procura auxiliar o cliente na aquisição de produtos convenientes à obtenção de eficiência energética de edifícios de comércio ou de serviços. Os engenheiros responsáveis pela RC Automação realizam empreitadas que permitem autonomizar mecanismos, através da criação e implementação de sistemas.

Automação Industrial Por estar sediada numa ilha, e como fruto das exigências do mercado, a

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empresa insular criou uma secção de apoio e manutenção industrial, de forma a conseguir apresentar soluções convenientes aos clientes. Serviços que, no passado, exigiam a deslocação de equipas de Portugal continental ou do estrangeiro à ilha da madeira podem, agora, ser executados pela RC Automação. Fazendo uso de um vasto conhecimento técnico na área de automação, os técnicos da empresa são capazes de, facilmente, detectar avarias ou fazer alterações no funcionamento de uma máquina ou linha de produção.

Automação de Sistemas de Águas Os engenheiros revelam que a génese da empresa começou por estar ligada à automação de sistemas para a “Águas e Resíduos da Madeira, S.A”, uma área de atuação que tem sido aprimorada pela RC Automação. A geografia da ilha da Madeira representou, desde sempre, um grande desafio no transporte e armazenamento de água. Na zona autónoma, as infraestruturas ligadas ao setor da água sempre impuseram uma planificação própria que exige tecnologia mais avançada do que noutras regiões do país. Desta forma, os sócios afirmam: “- O sistema de fornecimento de água da Madeira é bastante desenvolvido a nível tecnológico, motivo pelo qual, nos orgulhamos de ser uma mais-valia na implementação dos sistemas de elevação, tratamento e armazenamento de água”. Neste setor de mercado, obras “chave na mão” são o género de operações empregues pela RC Automação nas empreitadas conduzidas pelos seus técnicos, dentro dos prazos de entrega definidos pelo cliente. Assim, a empresa garante a entrega da obra em condições de pleno funcionamento.

Automação Doméstica = Moradias inteligentes


RC AUTOMAÇÃO

Capazes de fabricar quadros eléctricos cujas particularidades são definidas a pensar nas necessidades e exigências dos moradores, os especialistas da “RC Automação” têm, sempre, o objectivo de tornar a vida do cliente mais fácil.

Potencialidades da domótica

Capazes de fabricar quadros eléctricos e automação cujas particularidades são definidas a pensar nas exigências dos clientes

As vantagens da domótica desenvolvida pela RC Automação, passam por poupar tempo e energia ao cliente, fazendo uso de apenas um software. O cliente é capaz de parametrizar os equipamentos, de forma simples e conveniente, num único aparelho, de maneira a possibilitar o funcionamento automático de todos os sistemas instalados em sua casa ou edifício. Assim, sistemas inovadores, cuidado e atenção na escolha dos materiais e um Know-how que permite o acompanhamento eficiente da obra, são qualidades que sustentam a fiabilidade do trabalho executado pela empresa. Desta forma, Célio Silva e Raúl Mendonça travam uma demanda no sentido de escolher a melhor solução para cada instalação e para os seus clientes.

Eficiência energética “Conseguimos fazer boas avaliações quanto ao consumo energético de um determinado edificado ou instalação”, começa por afirmar Célio Silva. Fruto dessas avaliações, a RC Automação é capaz de realizar um trabalho, quase de consultadoria, ao propor soluções mistas e inovadoras de construção de sistemas fotovoltaicos, melhorias de tarifário, baterias de condensadores, entre outras. Respostas que se traduzem em poupanças significativas, com retornos de investimento muito breves, para exploradores de unidades hoteleiras ou de serviços de grande consumo.

“Ainda não fiz duas obras iguais” Nos mercados da domótica e da automação industrial estão constantemente a surgir equipamentos novos e inovadores. As instalações de automação doméstica realizadas pela empresa insular são, maioritariamente, realizadas em KNX! Face à simplicidade de implementação e por definir o standard mundial da domótica, o sotfware KNX possibilita a constante atualização de sistemas. A “RC Automação” é uma empresa “KNX partner”, garantindo ao cliente a contratação de um serviço certificado, profissional e de qualidade. A empresa também se orgulha em trabalhar com equipamentos nacionais da marca “Domática”, um factor que permite a realização de todas as tarefas que o KNX não consegue executar por si só. A RC apresenta soluções inovadoras e personalizadas a preços justos e, sempre, com a preocupação e o tacto de acompanhar o cliente e a empreitada. No setor da automação industrial, utilizam os mais recentes autómatos das marcas líder de mercado Schneider Electric e Siemens, estando munidos de todo o software e licenças originais.

Rua do Engenho Velho, nº 35 9000-775 Funchal Telefone: +351 291 624 498 Telemóvel: +351 915 686 679 E-mail: comercial@rcautomacao.pt www.rcautomacao.pt

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IPROTECH

A SUA PROTEÇÃO EM BOAS MÃOS Com vasta e comprovada experiência na área, Nelson Faria foi impulsionado no empreendedorismo pelo desemprego. Uma situação desfavorável que culminou no cenário propulsor da génese da iProtech. Uma empresa capaz de responder às múltiplas exigências do mercado, a iProtech é uma referência no que respeita a área da segurança contra incêndios, segurança eletrónica e telecomunicações.

Somos bons naquilo que fazemos!” Nelson João Gouveia Faria, engenheiro eletrónico e de telecomunicações, na vertente de segurança electrónica e segurança contra incêndios, é a figura responsável pela iProtech. Numa área que considera aliciante, “a segurança das pessoas vem em primeiro lugar”, assegura o empresário. Capazes de elaborar e desenvolver projetos de segurança contra incêndios, a vertente da gestão de manutenção de equipamentos de segurança contra incêndios em edifícios, é realizada pelos elementos da empresa pois são profissionais competentes e atentos às necessidades dos clientes. A nível de medidas de autoproteção, a empresa tem uma vasta experiência a nível de elaboração e implementação das mesmas. Muitos dos trabalhos realizados pela empresa, para além das formações ministradas aos seus clientes na área da segurança, passam por preparar os indivíduos para situações de risco (através de simulacros), seja em unidades hoteleiras, seja em empresas. São, fundamentalmente, exercícios que entendem instaurar e desenvolver capacidades de reacção, no que respeita rotinas de comportamento e aperfeiçoamento de procedimentos, nos elementos e colaboradores de uma qualquer organização. A valorização de uma relação de proximidade e contiguidade com o cliente, aliada a uma atuação transparente e eficaz, resultam num elo de ligação muito forte, garantindo sempre uma total

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“Somos bons naquilo que fazemos!”

Nelson Faria, sócio-gerente


IPROTECH

confiança do mesmo. Assume-se como “uma empresa parceira” na manutenção de equipamentos de segurança, assegurando uma assistência técnica 24 horas. A instalação e manutenção de sistemas de deteção, sejam de intrusão ou de incendio, dispositivos e equipamentos de alarme e alerta, a correta seleção de detetores adequados a cada local ou a resolução de avarias são outras das valências que a empresa se orgulha de possuir. Os sistemas de CCTV aliados à segurança, também são uma vertente importante para esta empresa.

A internacionalização A iProtech é uma empresa que nasce na Madeira e que tem conseguido mostrar valor fora dos limites marítimos da ilha. “À distância de um click, nós podemos assistir, remotamente, qualquer entidade”. Em 2014, Luanda foi o primeiro destino da iProtech no caminho da internacionalização. A empresa da região autónoma começa a traçar caminhos além-fronteiras e já conta com alguns alvos de predilecção como África do Sul, Moçambique ou Argélia. O empresário insular assume que a partilha de informação entre empresas nacionais tem sido a base do crescimento da iProtech, dentro e fora de portas. Com parceiros de relevo dentro do mercado de atuação, a iProtech é uma empresa apta para prestar serviços de consultadoria e auditoria na área das telecomunicações. Para empresas com sucursais, dentro ou fora da Europa, a atuação da iProtech pode ser bastante benéfica. Através de uma análise de dados e estudo de caso, os profissionais da empresa madeirense encontram as soluções mais indicadas e favoráveis a cada cliente.

Inovar em todos os campos de atuação A constante inovação e formação técnica são as apostas da empresa de segurança.

Assume-se como “uma empresa parceira” na manutenção de equipamentos de segurança, assegurando uma assistência técnica 24 horas

Projetos de segurança contra incêndios baseados no desempenho é a nova aposta da empresa, aproveitando uma legislação prescritiva, sendo que desta forma por métodos científicos, como por exemplo simuladores de fumo, é possível validar a eficácia das medidas previstas, assegurando que é alcançado o nível de segurança adequado.

Morada: Centro Empresarial da Cancela, Sala 108, 9060 – 382 Funchal Telemóvel: 965133746 | Email: geral@iprotech.pt | www.iprotech.pt

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DESTAQUES 84 ECOCIAF Uma empresa versátil num mercado em evolução 86 STAGRIC Fabrico diferenciador de equipamentos agrícolas 88 CERVEJARIA O GORDO 72 anos a marcar a diferença em Torres Vedras 90 BAZIN PORTUGAL Um parceiro de confiança na gestão imobiliária 92 OFFICELAN Excelência e liderança 94 MAURISCAVA Uma casa que apostou sempre na qualidade

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PME EXCELÊNCIA Mais uma vez, a Revista Business Portugal evidencia um conjunto de empresas que foram agraciadas com o Estatuto PME Excelência, um reconhecimento pelo excelente trabalho desenvolvido pelas empresas, empresários e empreendedores. O Estatuto PME Excelência foi criado pelo IAPMEI com o objetivo de sinalizar, através de um instrumento de reputação, o mérito de pequenas e médias empresas com perfis de desempenho superiores. O Estatuto PME Excelência insere-se no programa de segmentação de empresas do IAPMEI, que visa conferir notoriedade e otimizar condições de financiamento e de reforço competitivo ao segmento das PME com perfis de risco superiores, que pelas suas estratégias de crescimento constituem alavancas importantes do desenvolvimento económico do País. Associadas ao estatuto estão condições de maior facilidade no acesso ao crédito, melhores condições de financiamento e de aquisição de produtos ou serviços, facilitação na relação com a banca e a administração

pública, e um certificado de qualidade na sua relação com o mercado. Uma das vantagens destas distinções? As pequenas e médias empresas obtêm um selo de reputação e de notoriedade que as ajuda a melhorarem as suas relações com os clientes e fornecedores. Seja no mercado interno ou externo. E para isso, o IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação, que atribui estes estatutos, assume o propósito de apoiar os empreendedores e as empresas na sua jornada. Através de assistência técnica, aconselhamento especializado, soluções de financiamento. Ao nível empresarial, assistimos a um panorama transversal que se baseia sobretudo em investimentos, inovações, novos projetos e, acima de tudo, a uma mentalidade e postura confiantes de quem sabe o que quer. É por este prisma que nesta edição damos a conhecer empresários, que mediante a sua natureza empreendedora e visionária, têm acrescentado valor às suas regiões e ao próprio país, bem como granjeado um sucesso assinalável.


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CONTACTOS Azinhaga da Cidade, nº 28 C 1750 - 063 Lisboa | Portugal Tel +351 217 512 340 Fax +351 217 512 349 Email geral@ecociaf.pt ecociaf.pt

Alvará de Construção n.º 13915-PUB junho 2018 Revista Business Portugal | 87


ECOCIAF

UMA EMPRESA VERSÁTIL NUM MERCADO EM EVOLUÇÃO Com 26 anos de existência, a Ecociaf é uma empresa de construção civil e obras públicas que soube adaptar-se ao mercado e acompanhar os seus altos e baixos. Constituída por uma equipa de engenheiros, técnicos e operários bastante estável, a empresa lisboeta preza a relação próxima com o cliente e a qualidade do trabalho. A Revista Business Portugal esteve à conversa com o gerente da Ecociaf, o engenheiro Manuel Brites, sobre o core business da empresa e o prémio PME Excelência.

A

Ecociaf iniciou a sua atividade no ramo das infraestruturas, mas depressa percebeu que poderia alargar a sua área de atuação e foi isso que fez, embora com o devido controlo de custos. “Quando nasceu, a Ecociaf teve um controlo financeiro apertado, pois era uma empresa nova e que ainda buscava o seu espaço. Começámos por trabalhar na área das infraestruturas, mas percebemos que tínhamos know-how para avançar para outros ramos da construção, sobretudo no que diz respeito às obras públicas que, nos anos 90, estavam no auge”. A empresa soube posicionar-se nessa área de negócio e ganhou grandes empreitadas. “Fizemos hangares no Aeródromo de Tires, um dos hangares da Portugália Airlines, hoje TAP Express, no aeroporto de Lisboa e vários projetos de escolas. Aliás, em Évora, ligada ao IEFP, viemos depois a construir um centro para albergar a formação dos trabalhadores ligados à indústria aeronáutica”. Durante muito tempo, a Ecociaf esteve ligada às obras públicas. Fazia parte da sua responsabilidade a conceção e construção 88 | Revista Business Portugal junho 2018

de projetos de diversas áreas promovidos pela Administração Pública. Porém, quando este segmento de mercado de construção começou a decair, a empresa voltou o seu foco de negócio para outra área imobiliária. “Há 10 anos atrás, o setor das obras públicas sofreu uma queda abrupta. Muitas empresas que só operavam nesse setor acabaram por fechar portas e outras, como a nossa, adaptaram-se ao mercado e a esta alteração. Resolvemos apostar no ramo da reabilitação e requalificação de edifícios. Não era nada que não fizéssemos antes, mas apostámos de uma forma mais direta nessa área”. A reabilitação de edifícios é, todavia, uma área bastante exigente e com ritmos de trabalho muito próprios: “os prédios que trabalhamos são estruturas já construídas e a nossa função é requalificá-los e reabilitá-los, mas para que esse processo ocorra sem acidentes graves, é necessários que respeitemos muitas regras de segurança – quer para garantir a segurança do edifício, quer para garantir a segurança dos nossos trabalhadores. O ritmo de trabalho num prédio em reabilitação é muito específico e fortemente condicionado pelas características deste tipo de obra. Além disso, temos ainda que contar com as questões de projeto, que podem não corresponder exatamente à realidade”. Quando é criado um projeto para um edifício a reabilitar, esse projeto é estudado ao ínfimo detalhe, mas existem frequentemente surpresas: “às vezes, temos situações em que não podemos executar

“Resolvemos apostar no ramo da reabilitação e requalificação de edifícios”


ECOCIAF

exatamente o que o projeto delineou, por incapacidade da estrutura do prédio”. Há ainda que ter em conta a existência das equipas de arqueologia, que fazem sempre um trabalho prévio e de acompanhamento nos edifícios a reabilitar, o que obriga a uma quarentena do próprio edifício. Só depois de o solo já ter sido analisado é que se torna possível começar os trabalhos de reabilitação. A juntar a esta área de trabalho, a Ecociaf faz também construção de edifícios para superfícies comerciais e outras lojas. “É uma área que também tem estado a desenvolver-se muito bem e é um desafio que gostamos de agarrar. Já construímos várias lojas para a cadeia de supermercados LIDL, e também temos clientes que abrem lojas em aeroportos, nomeadamente em Lisboa e Faro, e cuja construção das lojas foi da nossa responsabilidade. A área da construção comercial exige muito dos nossos colaboradores, pois é uma área cujos prazos de entrega dos projetos e da construção terminada é muito curto, o que obriga a um ritmo de trabalho mais acelerado”. A equipa de colaboradores da Ecociaf conta com cerca de 14 engenheiros, alguns séniores e outros a dar os primeiros passos na vida profissional, pessoal técnico e operários que constituem uma equipa muito coesa e estável, o que passa aos clientes muita segurança. “Na época de crise que atravessámos, quem nos segurou foram os nossos clientes. Tivemos alguns deles que nos foram adjudicando trabalhos, e isso foi fruto

de uma fidelização que já vinha de anos de trabalho conjunto. A nossa filosofia não é a do lucro rápido e fácil, mas sim a de fazer um bom trabalho e a de fidelizar clientes. Quando iniciamos uma empreitada, não é apenas mais uma. É um cliente em específico, para quem estamos disponíveis de forma total e a quem queremos propor soluções e não criar problemas. Criamos uma relação de grande proximidade com eles”. A Ecociaf reconhece que, no seu ADN, está a adaptabilidade, versatilidade e agilidade para ler as oportunidades que o mercado vai oferecendo e atribui o seu sucesso a estas suas capacidades: “desde sempre que fomos PME Líder e já por três vezes que fomos premiados como PME Excelência. Isso vem provar que a nossa estabilidade geral existe e que o caminho a seguir é o da reinvenção e do acompanhamento do mercado”.

A Ecociaf reconhece que, no seu ADN, está a adaptabilidade, versatilidade e agilidade para ler as oportunidades que o mercado vai oferecendo junho 2018 Revista Business Portugal | 89


STAGRIC

FABRICO DIFERENCIADOR DE EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS Sediada em Torres Vedras, a Stagric é uma empresa especializada na produção de pulverizadores e equipamentos para a mecanização da vinha, atuando como uma referência no mercado de fabrico de máquinas agrícolas adaptadas às necessidades de cada cliente.

F

undada em 1986 por João Elias, a Stagric sempre pautou a sua atividade pela diferenciação. Para o proprietário, ser diferente era criar uma empresa o mais flexível possível que não fizesse produtos padrão. “O cliente chega aqui, diz as suas especificidades e nós aconselhamos flexivelmente o produto consoantes as suas necessidades”. Sendo uma empresa especializada na mecanização e pulverização da vinha, a Stagric assume-se como referência no fabrico destes equipamentos agrícolas. “Hoje, aquilo que fabricamos representa cerca de 80 por cento da nossa atividade laboral”, explica João Elias. Um aumento de 20 por cento face ao período anterior à crise que exigiu esta aposta. “Quando houve uma grande globalização, certas empresas deixaram-se vender e comprar e nesses processos houve marcas que se fundiram. Essa fusão trouxe grandes inconvenientes para os produtos que nós importávamos e, por isso, investimos no valor da nossa produção”. A Stagric dispõe, assim, de um serviço integrado: desenha, projeta, monta e comercializa uma vasta gama de equipamentos de mecanização e pulverização, designadamente pulverizadores e atomizadores, polvilhadores, barras de deservagem, varredouras, despampanadeiras, pré-podaddoras, entre muitas outras alfaias, à exceção da máquina de colher. Estes obedecem às necessidades do mercado em geral, que a Stagric depois adapta às especificidades de cada cliente que tanto pode ser um pequeno ou grande

“Hoje, aquilo que fabricamos representa cerca de 80 por cento da nossa atividade laboral”

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produtor. “Tudo isto dá ao nosso produto valor acrescentado, daí a valorização e diferenciação da nossa empresa no mercado nacional e internacional, visto que fornecemos para outros fabricantes”, relata-nos João Elias, evidenciando o caráter diferenciador da sua empresa. Com linhas de produção e de montagem avançadas, facilmente mutáveis em função das constantes exigências do mercado, a experiência e know-how adquiridos ao longo de mais de 30 anos, a flexibilidade e a capacidade de resposta de uma equipa multifacetada têm permitido um crescimento sustentado baseado na inovação e na personalização de equipamentos. Com uma forte expressão em Portugal (mercado interno representa cerca de 60 por cento), a Stagric exporta hoje para cerca de dez países, entre os quais a Espanha, a França, o Chile e a África do Sul.

Inovação agrícola

João Elias, gerente

O investimento contínuo em Inovação & Desenvolvimento tem permitido à Stagric desenhar soluções eficientes e inovadoras que cobrem todo o tipo de culturas no mercado e comercializar uma ampla gama de produtos diferenciados e de qualidade reconhecida para o setor. “O conhecimento especializado e a constante ino-


STAGRIC

“Usamos moldes de injetar plástico e alumínio e investimos neles ainda antes de ter quantidades que o justificassem”

vação fazem parte do nosso ADN e é este caminho que pretendemos seguir como estratégia futura”, afirma o proprietário que nos conta um exemplo de como a sua empresa se foi destacando da concorrência: “usamos moldes de injetar plástico e alumínio e investimos neles ainda antes de ter quantidades que o justificassem. Fizemos o esforço e, mais cedo, começamos a tirar a rentabilidade do molde e a ter peças mais baratas. Ao ter peças mais baratas mais cedo, começamos a vender mais. Este esforço melhorou a qualidade e o custo do produto”, aclara João Elias. Esta antecipação do mercado possibilitou, assim, o aumento da competitividade.

mercado nacional”. Apesar disso, a empresa soube dar a volta e reinventar-se, acompanhando as tendências dos projetos agrícolas que incorporam cada vez exigem tecnologia incorporada.

PME Excelência Após sete anos consecutivos como PME Líder, a Stagric conquistou recentemente o estatuto de PME Excelência 2017. João Elias admite que “não foi fácil atingir este patamar porque sofremos muito com a crise devido à forte ligação com o

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CERVEJARIA O GORDO

72 ANOS A MARCAR A DIFERENÇA EM TORRES VEDRAS A cervejaria O Gordo nasceu em 1946, na esquina da Rua Almirante Gago Coutinho, nº.7 A, em Torres Vedras. Desde então, é um ponto de passagem obrigatório para quem visita esta cidade. A qualidade da comida e a rapidez do serviço, aliadas a um espaço acolhedor, pleno de histórias e novidades, faz deste espaço um ex-libris que se destaca através dos tempos.

A

qui encontra-se uma casa icónica, que pode passar despercebida aos olhares mais desatentos, mas cujo nome não deixa dúvidas – a cervejaria O Gordo. “Fundada em 1946, este estabelecimento começou com o tio do meu sogro, e como pesava cerca de 150 quilos, era conhecido em Torres Vedras como ‘O Gordo’. Naquela época, os estabelecimentos comerciais não tinham nome registado, por isso quem vinha a esta casa, vinha “ao Gordo”. Quando o estabelecimento passou para as mãos do sobrinho dele, o meu sogro, Abílio Roque, este não quis alterar a forma como as pessoas já conheciam aquela casa e registou o nome pelo qual ela sempre foi conhecida – O Gordo”, afirma Fernando Puga. Abílio Roque faleceu em 1987 e foi Etelvina Roque sua esposa, que conduziu os destinos do Gordo durante mais de uma década, empenhada em manter o legado do marido até à data, a quem se juntou o seu genro, Fernando Puga, anos mais tarde.

A cervejaria começou por vender pequenos petiscos e refeições, recorda Etelvina Roque, acrescentanto inclusivamente que este estabelecimento foi um dos primeiros a fornecer marisco e cerveja de pressão. “O meu sogro tinha umas lagostas pequeninas à venda, que custavam 15 tostões, e que eram um sucesso”. Atualmente, o sucesso do marisco do Gordo mantém-se, assegurado pela qualidade dos produtos e pela diversidade apresentada: “O marisco continua a ser uma marca de qualidade desta casa. Temos navalheiras, ameijoas, percebes, sapateira, gambas e camarão de Espinho. Abrimos à quarta-feira e aí começamos a receber todos os produtos para comercializar até segunda-feira. A frescura e a qualidade são pontos-chave”. No que respeita às refeições, a cervejaria O Gordo baseia a sua carta na cozinha tradicional Abílio Roque e Etelvina Roque portuguesa. “O bacalhau, o arroz de polvo, as espe-

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“O bacalhau, o arroz de polvo, as espetadas de lulas e o nosso frango assado são os expoentes máximos”


CERVEJARIA O GORDO

tadas de lulas e o nosso frango assado são os expoentes máximos. A qualidade dos ingredientes que usamos e a rapidez com que servimos os nossos clientes garante-nos a preferência de muita gente, ao longo de gerações”. A casa tem lugar para 120 pessoas e Fernando Puga assegura que a dinâmica da equipa mantém a rapidez do serviço. “Somos uma equipa jovem, muito familiarizada e isso garante-nos uma capacidade de entendimento e coordenação muito grande”. Fernando Puga também integra esta equipa e, por isso, consegue ter noção da satisfação dos clientes. “Temos clientes nesta casa que já são netos e bisnetos dos primeiros clientes que aqui vieram. As gerações passam, mas a ligação à cervejaria do Gordo mantém-se e isso só pode ser sinal de um bom serviço e de uma capacidade de reinvenção constante”. Um dos serviços que apareceu posteriormente à criação da cervejaria foi o serviço de venda de comida para fora: “toda a comida que confecionamos aqui no restaurante também está disponível para o serviço de take away e, como sempre, com a qualidade assegurada”. Foi esta qualidade que garantiu à cervejaria O Gordo o prémio de PME Excelência. Esta distinção, que premeia a boa gestão, resulta também da preocupação constante da gerência com o investimento no estabelecimento. “Estamos sempre a investir nesta casa. Recentemente, comprámos mais uma parte do edifício, para podermos criar uma sala no piso superior, onde cabem cerca de 40 pessoas, para eventos mais privados. A própria decoração da casa é uma preocupação, sendo que há também que realçar que o balcão e os painéis que existem nas paredes já são marcas históricas desta casa. Temos aqui painéis de 1984 e o balcão é ainda mais antigo”. A cervejaria O Gordo é um marco em Torres Vedras e um ponto de encontro de torreenses e famosos. A história da casa mistura-se com a modernidade e a qualidade, para proporcionar aos clientes um excelente momento de refeição.

Há 72 anos à mesa dos portugueses

Mariscos Frango no Espeto no Carvão Bacalhau à Lagareiro Espetada de Lulas Espetada de Polvo Arroz de Marisco Arroz de Polvo Sala para eventos

Encerra Segunda-feira à noite e Terça-feira todo o dia Rua Almirante Gago Coutinho, 7A 2560-302 Torres Vedras Tel 261 323 079

Fernando Puga

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BAZIN PORTUGAL

UM PARCEIRO DE CONFIANÇA NA GESTÃO IMOBILIÁRIA A Bazin Portugal proporciona soluções de gestão de imóveis que se diferencia pela sua excelência, inovação e confiança. A cimentar um percurso de 25 anos, assume o estatuto de liderança na gestão de edifícios de escritórios e desenvolve a sua atividade de administração de condomínios residenciais. Conversámos com Patrick Loison, diretor-geral da Bazin.

P

ara explicar o sucesso da sua empresa, Patrick Loison, gerente da BAZIN Portugal, gosta de usar a recomendação de Earl Nigthingale, famoso locutor de rádio americano nos anos 50: “para ter sucesso na vida, observem o que toda a gente faz e façam exatamente o contrário”. Desta forma, a atuar desde 1994 no mercado da administração de condomínio saturado de ofertas low-cost, a BAZIN Portugal tem apostado na diferenciação pela qualidade, conseguindo assim uma posição de referência e uma marca sinónima de confiança, rigor e dinamismo.

Objetivo: atingir a liderança no mercado de gestão imobiliária Esta postura inovadora no mercado tem encontrado a adesão dos investidores institucionais. Os fundos imobiliários contrataram a BAZIN Portugal para gerir o dia a dia dos edifícios de escritórios, nos quais investem. Através de uma estrutura de condomínio ou de um contrato de gestão técnica delegada, estas entidades confiam na BAZIN Portugal para garantir a satisfação das empresas arrendatárias e a boa manutenção dos imóveis. Estas parcerias focam naturalmente no longo prazo e na qualidade no que diz respeito às decisões tomadas sobre a vida dos imóveis. Hoje o nosso portfólio integra mais de 40 edifícios terciários com uma área de perto de 300.000 m2, o que representa aproximadamente 10 milhões de euros de despesas geridas cada ano. Outro marco importante na evolução da empresa em Portugal foi ter obtido, há mais de 20 anos, a gestão do Parque Industrial AUTOEUROPA, que agrupa as empresas fornecedoras da fábrica da Volkswagen, em Palmela. Ultimamente, a BAZIN Portugal tem vindo a acompanhar o dinamismo do mercado residencial em Lisboa e verificou um aumento substancial da procura dos seus serviços na área mais tradicional dos condomínios residenciais. A sua capacidade a gerir projetos complexos, a sua organização e rigor nos aspetos administrativos, assim como a capacidade da equipa a dominar várias línguas, tem atraído a atenção dos proprietários e promotoras que desejam obter um serviço de qualidade para empreendimentos com uma forte clientela internacional. Assim, a BAZIN Portugal tem constituído, desde o ano 2000 que lançou este departamento, um portfólio de 10 imóveis habitacionais de prestígio em Lisboa.

Chave do sucesso: uma equipa multidisciplinar A gestão imobiliária, independentemente de funcionar em copropriedade ou propriedade plena, é uma área complexa que necessita de competências multidisciplinares: 1. Jurídicas, de forma a cumprir as obrigações legais no quadro da gestão; 2. Gestão das compras (aquisição de bens e serviços por conta dos proprietários) com a capacidade de comprar ao preço certo junto de fornecedores fiáveis e competentes; 3. Técnicas: construção civil, manutenção de instalações técnicas; 4. Gestão de orçamento/Reporting. A força principal da BAZIN Portugal está em dispor de uma equipa de-

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BAZIN PORTUGAL

Patrick Loison, diretor-geral

dicada de 20 pessoas, com experiências diversas e complementares, o que permite apresentar uma resposta sempre acertada aos vários problemas encontrados em qualquer projeto. É uma equipa que mantém sempre o compromisso de corresponder às expetativas dos clientes. A formação contínua durante todo o desenvolvimento e crescimento dos colaboradores dentro da empresa permite-lhes mudar a forma de pensar e adaptarem-se a evolução da atividade.

A BAZIN Portugal tem ganho um estatuto ímpar num mercado complexo e marcado pela instabilidade e fragilidade das empresas do setor

Há a considerar uma particularidade incrível da Bazin: promove a integração de pessoas com deficiência, dando-lhes todo o apoio necessário. Uma forma bastante vincada de querer dar espaço a todas as pessoas que merecem oportunidade.

Garantir a sustentabilidade do crescimento Passados quase 25 anos desde os seus primeiros passos, a BAZIN Portugal tem ganho um estatuto ímpar num mercado complexo e marcado pela instabilidade e fragilidade das empresas do setor. As provas do mérito das suas soluções operacionais: a confiança dos seus clientes que se tem mantido ao longo deste percurso, assim como os bons resultados financeiros da empresa, tendo permitido obter o prémio PME excelência 2017 entregue pelo IAPMEI em fevereiro passado. “O nosso objetivo é convencer o mercado da necessidade de apostar numa gestão imobiliária de qualidade, para garantir os seus investimentos no longo prazo. Devemos fazer reconhecer o valor acrescentado da nossa atividade e, em contrapartida, obter uma remuneração a altura dos desafios que temos de gerir todos os dias”.

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OFFICELAN

EXCELÊNCIA E LIDERANÇA Galardoados com os prémios PME Líder e PME Excelência João Olival e Jorge Amaral descrevem o orgulho que sentem em terem apostado na constituição de uma empresa que hoje é uma referência no setor das comunicações. Saiba tudo na entrevista a João Olival (JO), diretor comercial e Jorge Amaral (JA) diretor Técnico da Officelan.

A

génese da Officelan remonta a 2006, contudo a ideia já pairava nas mentes dos seus criadores desde quando? JO: A Officelan nasceu em 2006, fruto da iniciativa de dois jovens empreendedores que estudaram e cresceram juntos num ambiente universitário e que, mais tarde, reunindo a experiência e conhecimentos adquiridos no mercado de trabalho, decidiram formar uma empresa focada em tecnologia e comunicações. Para além disso, decidimos que a Officelan deveria ficar sediada no interior do país, mais precisamente em Canas de Senhorim, porque somos naturais desta região e temos a consciência de que não necessitamos de sair da nossa terra natal para alcançar o sucesso. Identificámos uma lacuna no mercado quando ainda estávamos a trabalhar noutras empresas e decidimos, depois de muito ponderar e estudar as possibilidades, abrir a Officelan. Colocámo-nos à prova a vários níveis: quer a nível de recrutamento, de implementação de procedimentos, de gestão, quer ao nível da criação de uma estrutura que funciona muito bem fora da capital do país. Neste momento

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podemos confirmar que as nossas opções foram as mais acertadas. Usufruímos da paisagem e calma que esta região proporciona, empregamos jovens qualificados naturais do concelho (e de fora) e criamos produtos com aplicabilidade a nível nacional. Resuma o processo que decorreu desde a ideia do negócio até à identificação da lacuna do mercado. JA.: Temporalmente, em 2004, estávamos a emergir das comunicações via rádio, no início da Internet, mais propriamente do ADSL. O João e eu acabávamos de terminar o nosso ciclo universitário e percebemos claramente que o futuro das comunicações passava pelas comunicações sem fios e foi essa a nossa proposta de valor e o caminho que pretendíamos seguir. Frequentámos formações, um pouco por toda a Europa, de forma a perceber o que existia de inovador e aprender com os profissionais que se destacavam nesta área, de forma a podermos implementar as nossas ideias em Portugal. Depois de analisar bem o mercado nacional chegámos à conclusão


OFFICELAN

João Olival e Jorge Amaral, diretor comercial e diretor técnico

trabalhar para desenvolver mais e melhores soluções de tecnologia e comunicações e, quem sabe, continuar a receber estes galardões.

de que não existiam soluções para muitos dos desafios que nos eram propostos no mercado de trabalho e que, se as queríamos, tínhamos de ser nós a criá-las. A Officelan está diretamente ligada à tecnologia e ao transporte de informação, é esse o nosso core business. Centramos as nossas ações na disponibilização de redes com e sem fios em eventos temporários, como por exemplo jogos de futebol, concertos, exposições, ativações de marca. Temos na nossa carteira o maior evento de música da Europa que se realiza em Portugal, ficando com a responsabilidade pela montagem e funcionamento de toda a estrutura de rede com e sem fios para a imprensa, staff, bandas que atuam e toda a estrutura de backstage; ou seja, para todos os que estão a trabalhar no evento. Passados 12 anos chega o reconhecimento, por parte de entidades oficiais, do vosso sucesso com o prémio PME Líder. Era um objetivo que pretendiam alcançar há muito tempo? JO: O prémio PME Líder tem vindo a fugir-nos ao longo de alguns anos e este ano finalmente conseguimos trazê-lo connosco. A atribuição do prémio PME Excelência apanhou-nos totalmente de surpresa, não estávamos a contar com este prémio, foi uma agradável surpresa. Sermos galardoados com estes prémios representa que estamos a seguir o caminho correto, que a equipa de profissionais que compõe a Officelan está a desempenhar bem as suas funções e tem espaço para crescer. Vamos continuar a

Quais são, na sua visão, os fatores que diferenciam a Officelan no mercado da tecnologia e das comunicações? JA: Creio que o facto de escutarmos o cliente e de querermos ir ao encontro da sua visão criando soluções à medida e ajustando a proposta à medida do preço que o cliente está disposto a investir são os principais fatores que nos distinguem neste mercado. A junção da engenharia com o fator financeiro e a real necessidade do cliente são os pontos chave que nos levam ao fecho do negócio agradando a ambas as partes.

Temos na nossa carteira o maior evento de música da Europa que se realiza em Portugal

As soluções apresentadas pela Officelan passam por várias vertentes… JO: Existem várias vertentes e componentes, para além da representação de algumas marcas em Portugal. A solução base passa pelo cliente (B2B) aceder à nossa plataforma, adquirir o produto e instalá-lo. Existe a segunda vertente que passa por pedir o nosso apoio e ajudamos a desenvolver a solução, enviamo-la pré configurada e o cliente final instala-a. A terceira situação passa por a nossa equipa desenvolver, de raiz, o projeto, instalá-lo e dar formação ao cliente final. JA: A formação que disponibilizamos centra-se nos produtos desenvolvidos de raiz pela nossa equipa, como dos produtos e marcas que comercializamos e essas ações podem ser desenroladas nas nossas instalações ou nas dos clientes, adaptamo-nos sempre às necessidades dos nossos parceiros. Apostamos na formação interna e deslocamo-nos, com frequência, para fora do país de forma a podermos acompanhar a evolução e tendências deste mercado que se carateriza pela evolução à velocidade da luz.

Zona Industrial III, lote 13 | 3525-040 Canas de Senhorim Tlf.: +351 232 186 575 | E.: comercial@officelan.pt | Web.: shop.officelan.pt

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MAURISCAVA

UMA CASA QUE APOSTOU SEMPRE NA QUALIDADE Desde 2008 que a Mauriscava dá cartas no setor dos aterros, terraplanagens e muros em pedra. Erguida a custo de muito empenho de Paulo Maurício e Tânia Maurício, os empreendedores veem hoje o seu trabalho reconhecido com a distinção ‘Empresa Gazela’.

T

odos os anos a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) premeia as empresas jovens com elevados ritmos de crescimento, sustentados ao longo do tempo, e que se diferenciam no mercado. Estas entidades apresentam, também, aumento dos postos de trabalho, mesmo em tempos de estagnação das economias. Este ano, uma das distinguidas foi a Mauriscava, em Turquel, Alcobaça. A empresa presta serviços com máquinas de aterros, desaterros, terraplanagens, demolição e preparação dos locais de construção, procede a limpezas de florestas e a serviços agrícolas. Também está ligada à construção de muros em pedra, que é o seu forte. Nasceu em 2008, pela mão de Paulo Maurício e da sua esposa, Tânia. Numa altura em que o mercado da construção civil se dirigia para uma queda, o administrador comprou uma escavadora e iniciou trabalho por conta própria. Para alavancar a empresa, trabalhou muito mais do que oito horas por dia e foi desenvolvendo o seu empreendimento.

Paulo e Tania Maurício, sócios-gerentes

A Mauriscava é, assim, iniciada por uma ação familiar e sobreviveu à grave crise económica que abalou Portugal graças à capacidade de visão a longo prazo e empreendedorismo de Paulo e de Tânia Maurício. Um dos segredos do sucesso é a versatilidade com que desempenham os seus trabalhos: “fazemos um bocadinho de tudo”, admitem, inclusive obras públicas.

“Contamos muito com o passa-a-palavra, muitos clientes chegam até nós por recomendação, com a garantia de um serviço bem feito” Foi com ambição e humildade que decidiram arriscar nesta aventura e foi com muito trabalho que lhe deram rentabilidade. Apostaram no âmbito qualitativo do processo, distinguindo-se desta forma da concorrência e ganhando, assim, a confiança dos clientes, sem trabalhar de forma alguma com preços abaixo dos praticados pelo mercado.

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MAURISCAVA

Travessa do Porto da Pedra 3 | 2460-898 TURQUEL | Tlf.: 262 288 750

A credibilidade ocorreu naturalmente. Uma casa que é criteriosamente escolhida pelos seus clientes, também procura demonstrar a sua capacidade de produção e execução com qualidade. “Contamos muito com o passa-a-palavra, muitos clientes chegam até nós por recomendação, com a garantia de um serviço bem feito. As pessoas preferem pagar mais caro pela qualidade, mesmo em tempos de crise”. A prioridade é sempre cumprir o acordado com o cliente. Nesse sentido, a Mauriscava tem garantia pós-obra, “dão a cara” e se houver problemas (o que é raro) “estamos cá para resolver”, expõem os administradores. Os níveis de satisfação desta empresa são elevados. Sempre em contraciclo, a Mauriscava desenvolveu-se quando as empresas ligadas à construção civil à sua volta fraquejavam e despediam colaboradores. Parte desses colaboradores, com bastantes qualificações e experiência, foram absorvidos pela empresa de Paulo Maurício, o qual dispõem de poder de liderança para gerir a sua equipa. Como administrador, exige o melhor de cada um, mas também dá o exemplo, sendo um líder presente e que acompanha o dia-a-dia dos seus colaboradores, quando não está ele próprio a trabalhar (ocasião rara). “Temos consciência de que a vontade dos trabalhadores também impulsiona a empresa, é difícil manter os funcionários motivados, mas esforçamo-nos nesse sentido”. São à volta de 25 funcionários e mais poderiam ser, até porque a procura pelos serviços da Mauriscava é bastante. Porém, o nosso interlocutor não pretende aumentar a empresa, de forma a certificar-se que está num caminho de crescimento sustentado que irá resistir em caso de quebra do mercado. Visão estratégica, investimento contínuo na empresa e nos equipamentos de produção deram origem aos ‘frutos’ que agora recolhem. Foram vários os percalços que tiveram de enfrentar e não subestimam as dificuldades que ainda hão de vir, mas cá estarão para as enfrentar. “O prémio ‘Empresa Gazela’ foi uma surpresa. Não era um objetivo, é apenas o resultado de muito trabalho”, terminam Paulo Maurício e Tânia Maurício.

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DESTAQUES 97 GROUPE TERRÉSENS Groupe Terrésens investe em Portugal 98 DESIGNMARK GROUP “Transformamos o sonho de ontem na realidade de hoje” 100 CASTRO LIGHTING Design iluminado pelo luxo 102 TERESA LEDO ARQUITETA Disposta a qualquer desafio!

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ARQUITETURA E DESIGN IDEIAS E PERSPETIVAS Nesta edição da Revista Business Portugal damos especial destaque a temáticas que desempenham um papel crucial no panorama nacional: Arquitetura e Design. Desde a construção nova a particulares à construção de unidades públicas, à reabilitação e recuperação de edifícios, a arquitetura e o design fazem de qualquer meio um organismo vivo e dinâmico que, para além da sua vertente artística, envolve várias dimensões e áreas de conhecimento. O desafio de desenhar o ambiente interior envolve vários critérios, variáveis e elementos que interligam várias áreas do saber, desde processos técnicos e científicos até aspetos criativos e individuais. Assim, torna-se decisivo um conhecimento alargado em diferentes sectores, de onde se destacam: a organização do espaço e da forma, a gestão de áreas e

funções, a escolha de materiais e sistemas de construção, a aplicação de condicionantes legais, as dinâmicas dos estilos, da cor e da criatividade, o dimensionamento do mobiliário e dos objetos. O design de interiores por exemplo intervém na criação e caracterização dos espaços habitados. Interpreta-os e reformula-os, agindo de forma crítica sobre a envolvente edificada. Partilha com a arquitetura o processo de exploração e desenvolvimento de projeto baseado no desenho, na pesquisa teórica e na construção de soluções inovadoras e sustentáveis. E para melhor contextualizarmos os nossos leitores, nas páginas expomos a visão de diferentes profissionais e empresas que nos dão a conhecer não só o seu método de trabalho, os seus projetos e a sua essência e importância da arquitetura e do design para a sociedade.


GROUPE TERRÉSENS

GROUPE TERRÉSENS INVESTE EM PORTUGAL A celebrar 10 anos de vida o Groupe Terrésens desenvolve projetos imobiliários nas categorias montanha e praia, atuando no mercado com uma visão 360° sobre todo o processo desde a conceção, gestão de obra e comercialização. A operar em Portugal desde 2017 lançaram o primeiro empreendimento na Comporta, seguindo-se Alvor e Évora. Margaux Planet (Mkt Manager do Grupo Terrésens) foi a porta-voz desta empresa para a nossa edição.

Géraud Cornillon, presidente

a fortificar relações com os seus parceiros e a construir uma rede de parcerias que possa potenciar novas oportunidades e também comerciais.

C

onte aos leitores da Revista Business Portugal um pouco sobre a história do Groupe Térresens. Estão presentes em Portugal há muito tempo? Terrésens é um grupo imobiliário francês, com sede em Lyon, criado por Géraud Cornillon em 2008. A Terrésens é especialista no setor imobiliário turístico e segunda habitação, com uma oferta de ‘residências’ de gama alta, nas vertentes praia e montanha. Têm uma visão 360 ° sobre os seus investimentos, intervindo de uma forma transversal em todas as etapas, desde a conceção e gestão de obra, passando pela operacionalização, e à própria comercialização dos imóveis. Com objetivos de desenvolvimento de negócio, olhando às oportunidades do mercado e estudos de prospeção, o grupo começou a trabalhar no lançamento de um projeto imobiliário em Portugal, há cerca de dois anos, na região da Comporta. Em comercialização desde o verão passado, foi neste mês de maio oficializada a colocação da primeira pedra do «La Réserve Nature & Spa», dando início à construção deste empreendimento turístico. Em Portugal, onde estão sediados? Com vista ao desenvolvimento e implementação de vários projetos em Portugal a Terrésens abriu uma delegação em Lisboa – Terrésens Portugal, tendo representantes no local que a apoiam nas suas operações. Encontram-se

Como descreveriam o mercado português e as oportunidades de negócio disponíveis? O mercado imobiliário português está em alta, sendo muito atrativo pelas suas caraterísticas socioeconómicas. A combinação entre o preço do terreno e o custo de construção bastante competitivo tornam este mercado muito apetecível a vários níveis. A forte procura de uma clientela internacional que quer investir em Portugal vem aumentar as oportunidades de negócio, que também voltaram a despertar nos portugueses, depois de alguns anos difíceis. Quais são, neste momento, os projetos / imóveis que fazem parte da vossa carteira e que queiram destacar? Atualmente temos em comercialização o ‘La Réserve’, na região da Comporta-Carvalhal, o primeiro projeto turístico que lançamos no verão passado e que já se encontra em fase de construção. A inauguração está marcada para 2020. Neste mês de junho, vamos lançar o novo projeto “Alto Lakeside” em Alvor, que se encontra localizado no coração do Alto Golf. Um complexo de apartamentos nas vertentes T2 e T3, onde as áreas comuns serão integradas no empreendimento com acesso a uma piscina exterior, área de bem-estar com spa e um serviço de concierge. Um terceiro projeto será ainda lançado em Évora, o “Monte Évora” que irá oferecer 100 apartamentos, 150 casas de aldeia e 60 moradias de prestígio numa área de 840 hectares rodeado de vinhas e citrinos. Quais são os objetivos que faltam atingir? O Grupo Terrésens pretende continuar a investir forte em Portugal, tendo traçado um objetivo arrojado com o lançamento de outros projetos imobiliários. Estimam um investimento anual de 100 milhões de euros, onde gostariam de ver lançados 3 empreendimentos/complexos turísticos por ano. Fazem um balanço positivo da vossa entrada no mercado português? O balanço é positivo, desde a fase de prospeção, aos parceiros locais e lançamento do nosso primeiro projeto. O «La Réserve» na Comporta é um bom exemplo, que vem reforçar a ideia de que Portugal é o país onde hoje faz sentido investir, e onde se beneficia claramente de um crescimento significativo.

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DESIGNMARK GROUP

V

“TRANSFORMAMOS O SONHO DE ONTEM NA REALIDADE DE HOJE” 11 anos depois de abrir a delegação da Designmark Portugal no Monte das Louzeiras, no Alentejo, Marc Kunz revela à Revista Business Portugal o percurso de sucesso que marca o trajeto que levou ao crescimento e formação do Designmark Group. Atualmente, com nove delegações, a Designmark Portugal delineia projetos do Alentejo para o mundo. Saiba tudo na entrevista com Marc Kunz, CEO Designmark Group. Mark kunz, ceo

102 | Revista Business Portugal junho 2018

eio para Portugal com o intuito de descansar, mas acabou por alterar essa intenção... Cheguei há 14 anos a Portugal com o intuito de descansar da vida agitada que tinha anteriormente. Durante o meu percurso até Portugal, fiz os caminhos de Santiago de Compostela e após esta longa jornada, decidi continuar, entrei em Portugal e acabei no Alentejo. Nesta região na qual me senti em casa, só pretendia estabelecer contacto com a população local, sem necessidade de criar uma empresa ou ter ideias de negócio. Passado um ano, decidi começar a fazer alguns trabalhos ligados ao design, em regime de freelancer. Anteriormente, já tinha fundado na Suíça, em 1998, uma empresa relacionada com este ramo. O know-how e boa reputação que tinha no mercado foram essenciais para que grandes parceiros como a MCH Group e expositores presentes na feira de Baselworld solicitassem propostas para a criação de campanhas e de stands com dois a três andares. A formação do Designmark Group iniciou devido ao volume de trabalho, mas já atingiu proporções e mercados distantes de Portugal. Conte-nos como decorreu a evolução e crescimento do grupo. Com o crescente aumento de trabalho, foi necessário responder a todas as solicitações apresentadas. Em 2007, decidi fundar a Designmark Portugal e a Designmark Group GmbH, na Suíça. Encontrei este local, o Monte das Louzeiras, no Alentejo, para sediar a Designmark Portugal, dando inicio a renovação do espaço com a contratação de uma arquiteta. Devido ao gradual aumento do volume de trabalho existiu a necessidade de ampliar a equipa, de inovar e de empreender o que conduziu a expansão de um leque de serviços para a área da multimédia interativa. Posteriormente, em 2013, abrimos a Designmark RUS LLC em Moscovo e começamos as negociações com alguns clientes da Arábia Saudita através da


DESIGNMARK GROUP

Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa, o que resultou na abertura, em 2016, da Designmark KSA, na Arábia Saudita. Na sequência da compra da propriedade para instalar a sede da Designmark Portugal, surgiu a paixão pela produção de azeite que se alargou a outros produtos relacionados com este néctar dos deuses. O Monte das Louzeiras, designação da propriedade onde estamos instalados, deu nome, há 10 anos, à nossa empresa neste setor, onde as raízes alentejanas e a ligação com a natureza proporcionam o melhor ambiente para o crescimento das nossas colheitas. Assim, apostámos no ramo agroalimentar com a produção de azeite, mel, vinho e cosméticos. O primeiro negócio que fechei na Arábia Saudita foi de um contentor com azeite, piri-piri e mel da GOTA, marca associada ao Monte das Louzeiras – Produção Agrícola. Os primeiros contactos estabelecidos na Arábia Saudita estavam relacionados com pessoas que lidavam com diferentes ramos de negócio, o que fortaleceu a nossa presença neste mercado. Apresente alguns dos projetos que têm em curso. Atualmente está a decorrer um projeto para a criação de um Resort nas Maldivas onde somos responsáveis pela arquitetura, design, engenharia e pelo desenvolvimento de negócio e marketing do empreendimento. Para além deste projeto, estamos a trabalhar em mais três resorts também nas Maldivas. Abraçámos um projeto para a conceção do Arabian Sea Resort, em Omã, no qual também somos investidores, responsáveis pelo projeto e por parte da sua execução. Iremos produzir toda a decoração de interiores, dado que detemos uma linha de fabrico neste ramo, na Rússia. Vamos elaborar projetos para, cerca de três pavilhões da Expo 2020, no Dubai. Qual é o segredo do sucesso do Designmark Group? Acredito que o segredo do sucesso da Designmark está na qualidade e diversidade de seviços que oferecemos aos nossos clientes e na qualidade e aptidão das equipas que dela fazem parte. Oferecemos serviços ao nível do desenvolvimento da arquitetura e design; mobiliário feito à medida e design de produto; criação e programação de conteúdos interativos; gestão de projeto, da sua execução e controlo de custos; construção e supervisão e manutenção; controlo da produção; construção de stands e ativação da marca. Fazemos questão de ter um representante nativo em cada país onde temos uma delegação, para compreendermos melhor os nossos clientes e respeitar a cultura e religião de cada um. Os elementos das equipas viajam entre as diferentes delegações para fomentar o espírito de equipa, alargar os horizontes e capacidade criativa e nunca fechamos a porta a ideias novas, criativas e a projetos desafiadores.

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CASTRO LIGHTING

DESIGN ILUMINADO PELO LUXO Equipa Turnt Studio

Presente no mercado nacional há 40 anos, a Castro Lighting prima por criar peças de elevada qualidade tecnológica, aliada a designs exclusivos para os clientes mais exigentes. Modesto Castro, fundador da Castro Ligthing, refere ter iniciado a sua trajetória no ramo de compra e a venda de candeeiros. Ao longo dos anos o negócio foi crescendo e hoje, passados 40 anos da criação da marca, pretende manter o negócio em família.

A

génese O negócio começou porque “a vida me empurrou para aí”, refere Modesto Castro. “Comecei a comprar e a vender candeeiros e, quando me apercebi, estava a fazer negócios em Itália. Já tinha contratado um funcionário para arranjar os candeeiros que ia adquirindo. Mais tarde, comprei um armazém para guardar o material e assim sucessivamente, até me tornar um industrial de iluminação”. Atualmente “somos uma empresa de multimarcas, onde a Castro Ligthing representa apenas um quarto do total da empresa”. Ao apostar no desenvolvimento do processo de produção, outras marcas portuguesas de renome internacional do setor têm como escolha e referência de qualidade para a produção das suas peças as instalações da marca.

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“O mais importante para o sucesso de um negócio é a satisfação do cliente. O cliente é Rei” Para além disso, em 2017, surgiu a Turnt Studio, uma agência de marketing desenvolvida de raiz que está em constante crescimento. Constituída por vários departamentos, como vendas, marketing e design, a Castro Lighting é a principal marca trabalhada na agência. No entanto, outras marcas tal como Modestu’s e uma grande novidade no ano de 2018, no setor do mobiliário, são também exploradas potencializando ao máximo as mesmas.


CASTRO LIGHTING

“Comecei a comprar e a vender candeeiros e, quando me apercebi, estava a fazer negócios em Itália” Evolução do negócio Ângelo Gomes, diretor de marketing da Turnt Studio refere que pretende “potenciar a marca e dar-lhe a força e visibilidade que não tinha até agora. Abrangemos uma fatia do mercado nacional, mas pretendemos continuar a inovar para fazer crescer a nossa quota nos mercados internacionais”. A equipa da Castro Lighting, como refere Modesto Castro, é “composta por jovens talentosos que falam as mais diversas línguas, do inglês ao russo, passando pelo italiano e francês, ajudando os nossos clientes a serem compreendidos na sua língua materna, potencializando esses mercados. Trabalhamos num setor baseado na ostentação, constituído por clientes exigentes que querem peças exclusivas e originais”. A equipa de designers, jovem, dinâmica e criativa é um dos pontos-chave no sucesso da Castro Lighting. “O que distingue os nossos produtos é a aliança que criamos entre a tecnologia, o design e o trabalho manual dos nossos artesãos. Todas as nossas peças são produzidas artesanalmente e fazemos questão de manter este processo porque são estes detalhes que tornam as nossas criações únicas. Não temos duas peças exatamente iguais, e isso é algo que nos diferencia”. É necessário continuar a “deixar os clientes satisfeitos e ir de encontro às suas expectativas, satisfazendo o desejo de exclusividade, luxo e elegância.

Os mercados internacionais continuarão a ser a nossa grande aposta, queremos apresentar os nossos produtos nas maiores feiras internacionais e continuar a apostar na linha de mobiliário que estamos a desenvolver”. Baseado na sua experiência, Modesto Castro deixa alguns conselhos: “se o cliente faz uma reclamação, é necessário falarmos com ele para resolver a questão o mais rapidamente possível. Só depois é que se deve resolver a questão internamente. O mais importante para o sucesso de um negócio é a satisfação do cliente. O cliente é Rei”.

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TERESA LEDO ARQUITETA

DISPOSTA A QUALQUER DESAFIO! Com atelier localizado em Grândola, Teresa Ledo atua, enquanto arquiteta, um pouco por todo o país, com maior incidência no litoral alentejano. Conheça um pouco melhor esta empreendedora.

Teresa Ledo, arquiteta

soluções estéticas que valorizam o imóvel, espaços funcionais e melhor aproveitamento e economia em obra. Sim, os portugueses cada vez estão mais cientes da necessidade de contratar um arquiteto, face às suas competências e sensibilidade ao nível funcional e arquitetónico.

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omo nasce o projeto Teresa Ledo Arquiteta? Sempre defini como um dos meus objetivos profissionais ter o meu próprio gabinete. Ao chegar a Grândola, e atuando na altura mais na área das avaliações imobiliárias, fui verificando ao longo dos tempos que o litoral alentejano possuía um grande potencial de desenvolvimento. Desta forma decidi dar um passo em frente e abrir o meu próprio atelier de arquitetura. Qual a visão que colocou neste projeto? Uma visão de crescimento a longo prazo. Trata-se de uma área profissional, na qual o crescimento é contínuo, digamos que é como construir uma casa, começa-se de um nível mais baixo para o superior. Neste momento as bases encontram-se consolidadas. O que a distingue das demais empresas de arquitetura nacionais? A proximidade com os clientes e um acompanhamento contínuo e personalizado até ao final do processo. Face ao facto da minha principal área de atuação ser o litoral alentejano, e sendo o mesmo atualmente um foco de investimento imobiliário, ao nível de diversas nacionalidades, existe uma aprendizagem constante de diversas culturas . A minha função é igualmente entender as ideias do cliente ao nível arquitetónico, e propor um projeto enquadrado com envolvente e arquitetura da região, não a descaraterizando. Qual a importância de contratar um arquiteto para os diversos projetos? Os portugueses já estão cientes dessa necessidade? O papel de um arquiteto não se prende unicamente pelas questões estéticas, mas sim por um planeamento e coordenação de diversas especialidades intervenientes num projeto até ao final da sua execução. Ao contrário do que se pensa, contratar um arquiteto pode ser um fator de poupança, soluções espaciais de acordo com as necessidades do cliente, melhor implantação/ orientação solar,

Revele-nos, o mundo da arquitetura em Portugal é predominantemente masculino ou feminino? Como se sente enquanto mulher no mesmo? Atualmente, o mundo da arquitetura em Portugal ainda poderá ser considerado predominantemente masculino. Há dezenas de anos atrás, existiam sim os grandes mestres da arquitetura, predominando ainda alguns nos dias de hoje, sendo os mesmo uma referência para as novas gerações. As mulheres começam a destacar-se sendo a percentagem já muito equilibrada face ao setor masculino. Trata-se de uma profissão, a qual é necessário bastante disponibilidade ao nível de tempo, o que nem sempre é fácil, em virtude de ter que conjugar a vida familiar com a profissional. No entanto, com uma boa gestão de tempo, e no meu caso particular, trabalhando fora dos grandes centros urbanos, consigo gerir o mesmo, contribuindo desta forma para uma melhor qualidade de vida. Vantagens face à sua localização? Sendo a minha zona de atuação o litoral alentejano, sim existe bastante vantagem em contratar um arquiteto local , existindo desta forma maior facilidade/rapidez ao nível do processo, obra, entre outros. O que está pensado para 2018? Para o ano 2018, o objetivo principal, é continuar a crescer a nível profissional , na projeção e expansão do meu trabalho nas diversas vertentes. Concretizar diversos projetos que se encontram em estudo, tanto na área da habitação como turismo.

. Arquitetura e Engenharias . Certificação Energética . Avaliações Imobiliárias Certificadas . Levantamentos topográficos

Praça Marquês do Pombal, 6, Grândola

106 | Revista Business Portugal junho 2018

966 438 062

geral@arqtledo.pt

www.arqtledo.pt


TEKTÓNICA

FEIRA INTERNACIONAL DE CONSTRUÇÃO E OBRAS PÚBLICAS Do outro lado do Atlântico há a Big Apple. Aqui nesta ponta da Europa, temos a Grande Alface a ganhar projecção a vários níveis. Foi em Lisboa que várias empresas se encontraram na 20ª Edição desta Feira – apontando um crescimento impressionante este ano, de 20% mais expositores face ao ano anterior. Aqui, várias empresas da área de construção têm-se encontrado, num formato que promove a inovação, internacionalização, dando-se ênfase à qualidade que Portugal tem para oferecer ao mundo neste sector. A Tektónica é a maior feira internacional portuguesa, e vai acompanhando os projectos mais ambiciosos que se fazem nesta actividade, por terras lusas. A Revista Business Portugal foi à Feira Internacional Tektónica, tendo tido a honra de entrevistar alguns dos grandes empresários deste ramo – projectos que encontrará nas páginas seguintes e que revelam a realidade de uma área de negócio em franco crescimento no país, em parte motivado pelo crescimento do turismo que tem influenciado bastante este sector e aberto mais oportunidades. Em contraste,

DESTAQUES 104 UNIKONSTROI 20 anos de compromisso e qualidade 106 B&M GRUPO Aposta contínua no crescimento e na inovação

os tempos de crise também deram aso à imaginação e proporcionaram a criação de novos produtos que transformam o mercado – há modernização, e cada vez Portugal e as suas empresas se destacam mais no panorama internacional. Entre ateliers de arquitectura, engenharia, metalomecânica e todos os profissionais de excelência associados aos mesmos, fomos conhecendo um pouco melhor aquilo que esta indústria tem para oferecer – no país, e no exterior. Temas como Construção Sustentável, Economia Circular e Gestão de Resíduos Especiais, foram alguns dos assuntos abordados no painel de conferencias da edição deste ano – sublinhando-se a importância e influência que o sector tem como a actividade que mais intensivamente consome recursos naturais. Consciencialização que tem progressivamente transformado a dinâmica regulamentar, e assim as abordagens na construção civil – proteger o ambiente enquanto se continua a avançar no sentido da optimização da vida humana, é o desafio da modernidade.

junho 2018 Revista Business Portugal | 107


UNIKONSTROI

20 ANOS DE COMPROMISSO E QUALIDADE A Ideal Jardins é uma marca consolidada no panorama empresarial nacional, sobretudo no que diz respeito à construção e manutenção de jardins. Duas décadas depois de ter iniciado atividade, a empresa chama-se agora Unikonstroi e a mudança celebra-se na Tektónica, a feira de construção civil e obras públicas mais importante do país.

Esta empresa começou em 1998, quando dois irmãos, um de 22 e outro de 24 anos, vieram do Minho para Lisboa, por considerarem que existiam boas oportunidades para desenvolver um bom negócio na capital”, conta o diretor comercial Gonçalo Gonçalves. A experiência que os dois sócios fundadores da Ideal Jardins possuíam vinha da agricultura: “Sabiam como a terra se comportava e era esse o conhecimento que faltava na cidade. Tinham consciência de como trabalhar os solos, para que estes suportassem as espécies vegetais plantadas”. Os jardins era a área que se apresentava como óbvia e foi aí que os irmãos investiram. Inicialmente eram apenas os dois, só traziam o conhecimento que tinham adquirido no Minho, enquanto moravam com os pais, que praticavam agricultura de subsistência, por isso começaram por fazer manutenção de jardins. Esse trabalho correu muito bem e os resultados começaram a surgir rapidamente: “Desde que abriu, a empresa cresceu sempre. A evolução deveu-se ao bom trabalho e à qualidade do nosso conhecimento. Efetivamente, os clientes reconheceram o compromisso que a empresa tinha sempre que executava um trabalho e eram os próprios clientes a desafiar-nos para que executássemos trabalhos de especialidades complementares”. 108 | Revista Business Portugal junho 2018

“A Ideal Jardins é uma marca sólida e reconhecida. Quisemos trazê-la à Feira, associando-a ao novo nome – Unikonstroi – para que os clientes percebam a mudança”

Gonçalo Gonçalves, diretor comercial

A evolução para o setor das obras públicas também se verificou dessa forma: “As pessoas que nos conheciam sabiam que não recusávamos nenhum desafio, conheciam o nosso trabalho e reconheciam-lhe qualidade e técnica, daí o impulso para a reestruturação da sociedade no sentido de se credenciar para a execução de obras públicas. A empresa avançou para esse setor e, efetivamente, já desenvolveu vários trabalhos adjudicados pela Administração Pública”. De entre alguns clientes, destacam-se a “Sociedade Parques de Sintra – Monte da Lua, para quem executamos restauro ao nível de infraestruturas, rede viá-


UNIKONSTROI

ria e muros antigos e os municípios de Cascais, Amadora, Oeiras e Lisboa, com empreitadas, maioritariamente de requalificação urbana ao nível de infraestruturas e paisagismo. A capacidade para desenvolver obras de infraestruturas, saneamento e rede viária, fez com que a Ideal Jardins mudasse: “Sentimos que este nome era demasiado redutor para tudo o que fazíamos. Temos capacidade para desenvolver todo o tipo de trabalhos na área da construção civil, excepto edificação, possuímos máquinas próprias – que representam um investimento constante – bem como a mão de obra, onde já contamos com 60 colaboradores e, por isso a dependência de sub-empreiteiros é reduzida. Essa é a razão para nunca termos falhado um prazo de execução de obra. A presença na Tektónica veio marcar precisamente essa mudança: “A Ideal Jardins é uma marca sólida e reconhecida. Quisemos trazê-la à Feira, associando-a ao

novo nome – Unikonstroi – para que os clientes percebam a mudança. Para o ano, já queremos ser apenas Unikonstroi, mantendo sempre a palavra-chave do nosso trabalho – Compromisso com os clientes - com o trabalho e evolução necessária para o crescimento sustentável da empresa”.

20 ANOS

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B&M GRUPO

APOSTA CONTÍNUA NO CRESCIMENTO E NA INOVAÇÃO Com 21 anos de existência, a Barros e Moreira é uma empresa dedicada à conceção, desenvolvimento e comercialização de uma ampla gama de soluções integradas de banho. Em entrevista a Rui Palaio, diretor de marketing, durante a Tektónica – Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, sentimos o pulso de uma empresa em crescimento, a única a nível nacional com quatro prémios A’Design Award.

Rui Palaio, diretor de Marketing

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undada em 1997, a Barros e Moreira teve na sua génese a área da canalização. Com sede em Óbidos, a empresa tem vindo a crescer no mercado de artigos sanitários, ao longo das últimas duas décadas, reunindo a experiência profissional de mais de 50 anos e o know-how dos seus fundadores. “Existe uma clara evolução do core business da empresa, embora esteja sempre presente o setor de atividade que a originou. No início, falámos de uma empresa sobretudo comercial, com pouca expressão no mercado internacional”, recorda Rui Palaio, diretor de marketing, e acrescenta: “Nos últimos cincos anos introduzimos novas áreas de negócio e apostamos na internacionalização. Uma alteração que nos levou à indústria. Atualmente, o Grupo Barros & Moreira reúne quatro unidades industriais que desenvolvem a sua atividade na produção de artigos sanitários, nomeadamente mobiliário de banho, cabines de duche, torneiras e acessórios de banho, a que está ligado uma ampla gama de artigos plásticos 110 | Revista Business Portugal junho 2018

sanitários. Destes dois setores nasceram as marcas CTESI e BMK”. Desde a projeção e o design da peça, ao desenvolvimento e produção da mesma, o Grupo Barros e Moreira procura apresentar produtos de extrema qualidade, tanto standardizados, como customizados à medida de cada cliente.

A excelência comprovada do design Parte integrante do grupo Barros e Moreira, a Ctesi é uma marca portuguesa que apresenta uma gama alargada de complementos e acessórios modernos para casas de banho, sendo a vertente de negócio mais direcionada à componente decorativa. Combinando funcionalidade e design, a Ctesi conta com todo o tipo de acessórios e complementos: espelhos, torneiras e misturadoras para casa de banho e cozinha, chuveiros e toalheiros. Paralelamente, a BMK representa a área mais técnica do grupo B&M, ao reunir uma oferta alargada de artigos plásticos sanitários, desde os produtos com um forte cariz técnico destinados à canalização até uma

A Ctesi conta com todo o tipo de acessórios e complementos: espelhos, torneiras e misturadoras para casa de banho e cozinha, chuveiros e toalheiros gama de artigos decorativos para os espaços de banho. Aqui alia-se a funcionalidade e a estética. “Todos os nossos ramos de atividade estão interligados, ao apresentarmos uma solução integrada de banho. Com a BMK iniciamos o fabrico de autoclismos exteriores e interiores, setor onde estamos a desenvolver diferentes produtos. Relativamente aos mercados, estes podem coincidir


B&M GRUPO

ou não, dentro de cada marca, embora na BMK falámos de um público especializado, enquanto a Ctesi pode ser requisitada pelo arquiteto ou consumidor final”, refere o diretor de marketing.Na vertente industrial o grupo começou do zero, mantendo todo o conhecimento que já detinha, à exceção da marca BMK, que adveio de uma empresa de plásticos existente no mercado. Durante este processo o objetivo passou por melhorar os processos produtivos e ampliar a gama de produtos, tendo sempre em linha de conta o design.Devido à localização da empresa, a Barros e Moreira mantém uma ligação estreita com a Escola de Artes e Design das

Caldas da Rainha, onde tem implementado importantes parcerias na conceção e desenvolvimento do produto, apostando no design como fator diferenciador no mercado externo. Um trabalho apresentado na Tektónica de 2006 e 2008, que acabou por ser premiado em 2014 com o A’Design Award, em Itália. Mais recentemente, em 2017 a Barros e Moreira voltou a ter dois produtos a concurso, conquistando dois prémios A’Design Award, sendo a única marca portuguesa com quatro distinções internacionais.Com uma presença forte e marcada no mercado interno, o Grupo B&M tem apresentado um crescimento acentuado a nível nacional e internacional. Atualmente, a empresa exporta para o mercado europeu, mais propriamente, Espanha, França e Balcãs. No continente africano chega a Marrocos, e ao Médio Oriente, onde participou na principal feira do setor realizada no Dubai.

Presença na Tektónica 2018 Após cinco anos de ausência a Barros e Moreira regressou à Tektónica – Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, que se realizou na FIL, em Lisboa, com o

propósito de engradecer e mostrar ao público o que de melhor se faz em Portugal. “Fizemos questão de convidar clientes internacionais a estarem presentes no certame, de forma a mudar a perceção do público em relação ao trabalho que desenvolvemos. A diferenciação, a qualidade e excelência do produto e a aposta no serviço são importantes mais-valias, a que se alia a aposta concreta e já amplamente expressa no investimento do design português, reconhecido a nível internacional”, reitera Rui Palaio. “Cada vez mais queremos assumir o controlo total de toda a cadeia de valor do produto. Desde à conceção, passando pela produção e comercialização. Contudo, o nosso objetivo passa por criar maior rentabilização do investimento, através da produção em escala, que justifique o mesmo”, revela o diretor de marketing.

soluções integradas de banho

Rua Industrial nº8, Zona Industrial da Ponte Seca 2510-752 Gaeiras - Óbidos Telf.:(+351) 262 837 230 | PORTUGAL | geral@grupobm.pt

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junho 2018 Revista Business Portugal | 111


DESTAQUES 110 CASA ROCHA “Vendemos um produto que confiamos e gostamos” 112 MESA COM TRADIÇÃO Cozinha tradicional portuguesa em todo o seu esplendor 113 SIGMACODE “Nascemos no epicentro da crise económica para melhorar a gestão das empresas portuguesas” 114 FARMÁCIA CENTRAL DOS CARVALHOS 85 anos ao lado do cliente 116 GALP AVINTES Qualidade e simpatia são fundamentais para um serviço diferenciado 118 GRUAS GAMA 15 anos de experiência no setor das autogruas

112 | Revista Business Portugal junho 2018

GAIA CRIATIVA Vila Nova de Gaia é uma cidade portuguesa localizada na Área Metropolitana do Porto e da Região Norte. O município, com aproximadamente 300.000 habitantes, é reconhecido pelos sabores, vivências, cultura e tradição, património histórico, desporto e lazer. Os gaienses são vistos como “pessoas audazes, arrojadas e com um futuro promissor”, sempre numa vertente inovadora, dinâmica e criativa. Quem visita Gaia depara-se com vários pontos turísticos para visitar, tais como o Mosteiro da Serra do Pilar e o Jardim do Morro, com vistas de cortar a respiração para o Rio Douro e para a cidade do Porto. Relativamente às praias que percorrem cerca de 18 quilómetros temos a possibilidade de nos depararmos com uma vista inigualável e linear. A prática de atividades náuticas é também recorrente em diversas praias do concelho que conta modalidades como o

surf, windsurf e vela. Se for até à praia, aproveite para dar um passeio pela ciclovia e desfrutar de um almoço delicioso à beira-mar. Apesar da presença do mar em que o típico peixe fresco não pode faltar, poderá saborear uns belos pratos de carne. Com uma forte expansão internacional é de salientar as empresas de vinho do Porto e do Douro, bem como o setor industrial que tem para oferecer uma variado leque de setores, nomeadamente indústria automóvel, vidreira e de componentes eletrónicos. A arte também está inserida em Vila Nova de Gaia e é conhecida pelos músicos, pintores, escultores e arquitetos, sempre com atividades que chamam milhares de visitantes à região e fazem desenvolver a economia. Venha connosco ter uma experiência única e perceber o que de melhor se faz em Vila Nova de Gaia.


JANSSEN PORTUGAL

maio 2018 Revista Business Portugal | 113


CASA ROCHA

“VENDEMOS UM PRODUTO QUE CONFIAMOS E GOSTAMOS” É em Pedroso, Vila Nova de Gaia, que está localizada a Casa Rocha, uma casa verdadeiramente especialista em café. Em conversa com Sara Rocha, gerente, ficamos a conhecer todas as particularidades de um bom café.

Sara Rocha, gerente

A

Casa Rocha, tal como o próprio nome indica, está associada a um nome de família que, por sinal, já vai na segunda geração. Toda a paixão e dedicação deve-se a Manuel Rocha, impulsionador deste negócio e um homem visionário que gostava de inovar em vários setores. “Primeiro começou com o nome da minha mãe, em 1984, e em 1986 passou para Casa Rocha. Inicialmente foram os meus irmãos que começaram a trabalhar e depois o meu pai juntou-se à equipa”, conta a gerente.

Um conceito muito próprio Considerados distribuidores independentes, a Casa Rocha atua fortemente no norte do país e, em alguns pontos no centro, tais como Aveiro, Águeda e Caramulo, tendo um nicho de clientes maioritariamente hoteleiros e, pontualmente, empresas. Atualmente a trabalhar com a Beira Douro, a Casa passa por

114 | Revista Business Portugal junho 2018

ter um conceito de uma marca bem definida. “Se é esta marca que estamos a trabalhar, o cliente tem que gostar dela. Nós acreditamos no nosso produto e sabemos como é que ele é feito”, salienta. Para que tudo isto seja possível, a empresa tem vendedores com formação contínua, que sabem de que é que o produto é feito e como é feito. “Procuramos no fornecedor, perícia, maestria, alguém com paixão pela sua arte”. Para que nada falte no café, a Beira Douro seleciona as origens do café. “A escolha da mesma é influenciada por vários fatores, daí terem de se adaptar a novas colheitas até porque o que este ano está muito bom, para a próxima colheita pode não estar e há um grande trabalho da equipa de escolha que tem de adaptar o lote, sabor que o cliente está habituado”, explica Sara Rocha.

O crescimento do café de cápsula Por ser mais prático, mais cómodo ou até mesmo mais cremoso, o café de cápsula tem vindo a ter um crescimento quando chega à hora do consumidor escolher qual o café que há-de levar.


CASA ROCHA

No que diz respeito a este tipo de café, a gerente fala “de uma vitória para a Beira Douro que não utiliza café solúvel”, um dos responsáveis pelo creme em demasia. “Toda a cápsula contém apenas café, das melhores origens. Há um aumento muito grande de consumo das cápsulas e temos de estar atentos”. Esse foi um dos fatores que levou a Casa a ter esse produto presente.

“Procuramos no fornecedor, perícia, maestria, alguém com paixão pela sua arte” O açúcar em excesso e a temperatura da chávena A gerência da Casa Rocha sempre teve o cuidado com a quantidade de açúcar que vem nos pacotes. Numa época em que eram utilizadas embalagens com oito gramas de açúcar, reduziram para cinco e, hoje em dia, contém três gramas com o objetivo de ter apenas duas. Esta redução “tem de ser feita de forma gradual para o cliente começar a habituar-se ao próprio sabor do café”. Toda esta preocupação deve-se ao facto do açúcar tirar o verdadeiro sabor do café. “Quando os cafés são bons, basta uma grama”. Outro fator importante é a temperatura da chávena de café. Se estiver demasiado quente e o café sair da máquina a 90 graus, automaticamente o creme vai ficar colado à própria chávena e o cliente irá esperar que arrefeça para consumi-lo. Isto leva a que o café perca as propriedades que tinha. Na opinião de Sara Rocha, “o café deve ser tirado e deve ser logo tomado nos primeiros 30 segundos”.

Mas o que faz da Casa Rocha um local de referência? Para além da qualidade e do rigor com que trabalham todos os dias, o ponto alto é a relação de confiança e proximidade, “já de há muitos anos”, com os clientes.Tudo isto só é possível com a equipa de cinco vendedores fixos e outros vendedores comissionistas. “O cliente sabe que o vendedor passa ali num certo dia e a uma determinada hora. O cliente sabe que pode contar com aquelas visitas. São hábitos”. E é por isto que a paixão está naquilo que fazem e como fazem.

“O cliente sabe que o vendedor passa ali num certo dia e a uma determinada hora. O cliente sabe que pode contar com aquelas visitas. São hábitos” junho 2018 Revista Business Portugal | 115


MESA COM TRADIÇÃO

COZINHA TRADICIONAL PORTUGUESA EM TODO O SEU ESPLENDOR O Mesa com Tradição situa-se em Avintes e é uma aposta assumida na cozinha tradicional portuguesa. O restaurante já tem vários anos, mas apenas há dois está na mão do Chef Manuel Vieira.

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anuel Vieira entrou para a Escola de Hotelaria e Turismo de Santa Maria da Feira com 18 anos. Explica que esta Chef Manuel Vieira decisão foi em parte motivada pelos pais que já trabalhavam no ramo da padaria, mas assume: “nada na minha vida foi programado”. Após o período de formação trabalhou em restaurantes de renome, como o Mesa e o Foz Velha e foi ganhando mais conhecimento. Mais tarde, veio o convite para dar aulas na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto. Hoje, com apenas 34 anos é dono do Mesa com Tradição, um restaurante gaiense que veio para ficar. O conceito é fácil de entender e as aspirações do Chef também são muito claras. Manuel Vieria assume: “as minhas estrelas Michellin são os sorrisos dos clientes. O meu reconhecimento, as minhas ovações gastronómicas vêm diretamente do prazer que o cliente sente ao comer o que aqui servimos”.

Uma viagem pelo Minho e Alentejo Se o menu do Mesa com Tradição nos traz cozinha tradicional portuguesa em todo o seu esplendor, as técnicas refletem inovação e experimentação. Exemplo vivo é o uso de sous-vide para cozinhar os alimentos de forma a deixa-los mais tenros e suculentos. A parte científica e o estudo são, na perspetiva do Chef Manuel Vieira, de extrema importância na construção de uma ementa. O Chef descreve o Mesa com Tradição como “um verdadeiro restaurante típico”. A ementa comprova-o e leva-nos numa viagem pelo Minho e Alentejo com pratos como a Vitela Comida à Colher e Joelho de Porco com Arroz de Grelos e Salpicão. Para os que são mais fãs de peixe surgem propostas como Bacalhau com Broa e Amêndoa Torrada e um, já

Morada: Rua 5 de Outubro 2792 Avintes, Porto, Portugal

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muito famoso, Bacalhau à Zé do Pipo. Para regar estes deliciosos pratos, o Chef Manuel Vieira propõem uma carta de vinhos com uma seleção média de modo a garantir uma boa relação qualidade/ preço. Contudo, o futuro deverá passar por uma carta de vinhos rotativas de modo a que clientes regulares possam experimentar novas sugestões. Depois de terminado o prato de carne ou peixe é hora da sobremesa. As sugestões são muitas e diariamente o Mesa com Tradição consegue garantir uma longa e variada lista de propostas. Umas mais clássicas como Natas do Céu e outras mais arrojadas como a Mousse de Lima. Todas são da responsabilidade de Sílvia Vieira, esposa do Chef Manuel Vieira.

Carta Petisqueira: uma opção diferente Para os clientes mais regulares foi criada uma variada lista de petiscos cuidadosamente pensados a que o Chef Manuel Vieira chamou Carta Petisqueira. O objetivo é oferecer mais variedade aos clientes mais assíduos. As propostas vão desde os Bombons de Morcela com Maçã e Cebola Caramelizada a sugestões com uma aura mais asiática como Crepes em Massa Arroz de Courgette, Beringela e Cogumelos Shiitake com uma Redução de Vinho do Porto. Existem opções para todos os gostos: Camarão Enrolado em Batata com Chutney Picante, Tábuas de Enchidos e Queijo e muitas outras: do mais português ao influenciado por outras culturas. É a opção ideal para quem pretende conhecer um maior número de pratos. A satisfação do cliente está no centro das prioridades. “O bem-servir é o nosso padrão”, explica o Chef, acrescentando que “comer é como ver um espectáculo” e por isso o serviço é muito importante na satisfação do cliente. Daqui em diante, o Chef pretende continuar com o trabalho, mas o futuro passará pela mudança para um novo espaço também em Avintes. Além deste projeto, as aspirações de Manuel Vieira passam por manter o que tem feito até agora e continuar a garantir que os clientes estejam risonhos e saudáveis. O convite para virem conhecer o Mesa com Tradição está na mesa.

Ligar: 220 131 495 - 916 092 721


SIGMACODE

“NASCEMOS NO EPICENTRO DA CRISE ECONÓMICA PARA MELHORAR A GESTÃO DAS EMPRESAS PORTUGUESAS” Num contexto de crise económica, a SigmaCode, especialista na implementação de soluções PHC, evoluiu graças à sua capacidade para ‘desenhar’ soluções tecnológicas à medida de cada negócio.

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m 2011, quando a criação da SigmaCode e a crise económica coincidiram, os fundadores estavam determinados em manter ideais baseados na subsistência autónoma e, acima de tudo, em “gerir com aquilo que temos”, explica Carlos Costa, sócio-gerente. A empresa começou em Valongo, com apenas duas pessoas. Sandra Silva era uma delas e, hoje, é sócia da empresa e diretora técnica. “Sou mais audaz na questão de arriscar, ao passo que a Sandra é mais conservadora e esta nossa esta diversidade gerou equilíbrio”, afirma Carlos Costa, em retrospetiva. Sete anos mais tarde, o desafio não é muito diferente: aumentar a capacidade das empresas no que respeita à tomada de decisões sustentadas e rápidas e à otimização constante dos processos. “Não temos dois dias iguais. Temos a sorte de dimensionar modelos de software para acelerar a gestão de empresas que atuam em áreas de negócio muito diferentes: hospitais, mercados, comércio, hotelaria e tantas outras”, refere o sócio-gerente. O nosso interlocutor acrescenta: “o Software PHC é como uma base que moldamos de acordo com a necessidade de cada atividade até ser a solução perfeita para cada negócio. E é esse o nosso objetivo: acompanhar o nosso cliente e tornar o seu negócio num projeto de destaque e com maior sucesso”. Presentemente, o corpo técnico é constituído por seis pessoas, onde há partilha de uma filosofia muito própria, como explica o diretor: “preservamos o bem-estar e promovemos a confiança mútua, que é fundamental. Passamos muitas horas no local de trabalho e esse tempo tem que ser um tempo de qualidade. Orgulhamo-nos de manter uma equipa coesa, que partilha ideologias e cruza pontos de vista com regularidade. Ouvimo-nos, entre todos. Posso afirmar que as melhores soluções são sempre aquelas que encontramos em

Equipa

conjunto. Cada um tem uma noção clara do que lhe compete, portanto, todos somos responsáveis pela empresa”. Ao longo do seu percurso, a SigmaCode confirmou que a melhor forma de reter os seus clientes é através da confiança. Desta forma, orgulham-se de afirmar que “nunca sentimos necessidade de impor contratos ou fidelizações”. Trabalham com pacotes de horas que os clientes adquirem para usar quando precisam. Uma opção que consideram ser “a forma mais justa dos nossos clientes usufruírem do conhecimento que temos em soluções tecnológicas de gestão”. Carlos Costa, diretor executivo da SigmaCode, termina com uma ideia clara para o futuro: “ir longe sem querer ir rápido. Porque queremos crescer sempre com os pés assentes na terra e continuar focados na satisfação e sucesso dos nossos clientes, trazendo-lhes as melhores soluções tecnológicas para os seus desafios de gestão”.

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FARMÁCIA CENTRAL DOS CARVALHOS

85 ANOS AO LADO DO CLIENTE Atendimento personalizado, preocupação com o bem-estar e aposta na inovação. São os pilares que orientam a Farmácia Central dos Carvalhos há 85 anos.

A

Farmácia Central dos Carvalhos, aberta desde 1933, mudou recentemente de gerência. Atualmente está nas mãos de André Pratinha, que garante que a qualidade do serviço prestado, à qual os seus clientes estão já habituados, será mantida.

Proximidade com o cliente A farmácia com localização central nos Carvalhos, freguesia de Pedroso, é constituída por uma equipa jovem e dinâmica de profissionais. “A nossa preocupação é fazermos um atendimento de qualidade. Queremos incentivar os clientes a confiarem nos farmacêuticos e procuramos fazer sempre o melhor aconselhamento possível”. Na opinião do farmacêutico responsável, os clientes preferem vir à Farmácia Central dos Carvalhos devido, não só à excelência do atendimento, mas também devido “à relação de proximidade que existe entre os nossos clientes e a equipa”, sendo que a maior parte dos clientes que recorrem aos serviços da farmácia conhece bem as caras que estão do outro lado do balcão. Além dos farmacêuticos já serem conhecidos, o atendimento é feito à medida de cada cliente e isso é uma das razões que fundamenta o sucesso da farmácia. Na maioria das vezes, o farmacêutico já conhece o histórico do cliente e as suas preferências pessoais, o que é uma mais-valia para o utente que se sente mais acompanhado. “Apostamos num modelo de proximidade”, explica o nosso interlocutor.

A Farmácia Central dos Carvalhos abre às 8 horas e encerra às 24. O horário alargado reforça ainda mais a confiança que todos os clientes têm na farmácia, pois sabem que podem contar com os seus serviços 365 dias por ano. Na opinião de André Pratinha, “Portugal tem uma excelente rede de serviços de saúde”, mas as farmácias são a primeira linha de contacto com o cliente, especialmente em certas zonas do país onde os cidadãos se encontram mais isolados e o posto médico mais próximo fica a quilómetros de distância. Desta forma, o papel das farmácias é crucial para a saúde dos portugueses.

A farmácia orientada para o bem-estar A importância não é questionável, mas as funções das farmácias têm vindo a mudar. Se no passado muitos se dirigiam à farmácia apenas quando uma prescrição médica o exigia, hoje em dia os tempos mudaram. Atualmente a farmácia representa um local de informação, onde a promoção do bem-estar é uma prioridade. No caso específico da Farmácia Central dos Carvalhos, a aposta na componente informativa é muito forte. Parte essencial desse processo passa pela newsletter mensal publicada com o objetivo de dar a conhecer diversos temas da área da saúde aos seus utentes. “Acreditamos que utentes mais informados são capazes de cuidar melhor da sua saúde”, conclui André Pratinha. O farmacêutico explica que “o interesse da farmácia é apostar na prevenção”. Apesar do tratamento ser aparentemente a maior fonte de lucro das farmácias, a prevenção é muito importante porque só assim é possível prolongar a esperança média de vida. Deste modo, as newsletters são complementadas por outras formas de sensibilização, tais como sessões de esclarecimento, por exemplo no âmbito da nutrição e rastreios a nível comunitário.

Olhos no futuro

Dr. André Pratinha e Dra. Sandra Marques, gerente e diretora técnica

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Nas palavras de André Pratinha, a Farmácia Central dos Carvalhos esteve sempre na “crista da onda” no que toca à inovação. Excelente exemplo desta prática é a entrega de medicamentos ao domicílio, que permite que pessoas sem capacidade de se deslocarem recebam os medicamentos que necessitam no conforto do seu lar. De modo a seguir esta linha de ação, o futuro passará por criar uma loja online e vender via internet, tanto medicamentos de venda livre, como medicamentos sujeitos a receita médica, me-


FARMÁCIA CENTRAL DOS CARVALHOS

diante digitalização da prescrição médica. O projeto é promissor, mas o medo da quebra de comunicação entre cliente e farmacêutico está presente. No que diz respeito ao negócio, o balanço é positivo. Ao fim de apenas dois meses na liderança da farmácia, André Pratinha garante que tudo tem corrido bem. O farmacêutico responsável acrescenta que os clientes não notaram a mudança de gerência, uma vez que as caras com quem contactam são as mesmas e o atendimento continua a ser pautado pela excelência.

O atendimento é feito à medida de cada cliente e isso é uma das razões que fundamenta o sucesso da farmácia

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junho 2018 Revista Business Portugal | 119


GALP AVINTES

QUALIDADE E SIMPATIA SÃO FUNDAMENTAIS PARA UM SERVIÇO DIFERENCIADO António Tomás Santos iniciou há 15 anos o negócio com os postos de combustível. Reconhece as dificuldades do setor, bem como as margens curtas com que os postos de combustível vivem. Em conversa com a Revista Business Portugal, o empresário explica para onde vai a diferença no preço dos combustíveis e como se lida com um mercado volátil, como o dos combustíveis fósseis.

Os terrenos onde estão situados os postos de combustível pertenciam ao meu avô”, recorda António Tomás Santos, o atual proprietário dos dois postos de combustível. “A ideia inicial de começar este negócio veio do meu tio. Quando o meu avô morreu, e os terrenos foram divididos entre o meu pai e o meu tio, este e os meus primos tentaram abrir uma bomba de gasolina. Porém, a Estradas de Portugal não autorizava que se abrisse apenas um posto e o meu pai acabou por avançar para o mesmo negócio”. Desde então, o posto de combustível tem evoluído, no que respeita a outros serviços: “O que nos segura as margens de lucro, na

verdade, é a loja Tangerina e o Jet Wash. Existem três produtos que, apesar de não nos darem muita margem, chamam muita gente, nomeadamente o combustível, o tabaco e os jornais. É daí que retiramos o nosso lucro”. António Tomás Santos explica que o Jet Wash é, na verdade, aquele serviço que exige mais pró-atividade, uma vez que quem vem tem de ter motivos para voltar: “Fazemos questão que o carro fique bem lavado, e de tratar os clientes com cordialidade e simpatia. Quem vem usufruir de um serviço destes tem de querer voltar”. No que respeita aos serviços da loja Tangerina, os produtos que permitem uma maior rentabilidade ao negócio são os ali-

António Tomás Santos, gerente

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GALP AVINTES

mentos e bebidas: “Quando dizemos que não temos margens de lucro, ninguém acredita. Na verdade, o aumento do preço dos combustíveis não é positivo para os postos, já que ganhamos uma comissão pelos litros que vendemos. Assim, quanto mais baixo está o preço por litro, mais rentável é para nós, porque as pessoas consomem mais litros. O aumento do preço do combustível apenas favorece as gasolineiras e o Governo”. O imposto suplementar, cobrado pelo Executivo governativo, é baseado em percentagens sobre o combustível vendido. Assim, quanto mais barato estivesse o combustível, menor seria o valor angariado pelo Estado: “Neste momento, o primeiro-ministro já veio dizer que não vai baixar nem acabar com esta taxa, porque é uma fonte de receita segura”. A juntar a isso, há ainda a questão da existência das marcas brancas: “As marcas que não têm aditivos nos combustíveis são as nossas maiores concorrentes. Quando estas surgiram, perdemos cerca de um milhão de litros de combustível, sendo que o nosso mínimo são seis milhões anuais. Se não tivéssemos o apoio do cartão de descontos Continente e os descontos de fim-de-semana, já teríamos perdido mais clientes”. No dia 28 de Maio está previsto um boicote nacional ao abastecimento de combustível, mas para António Tomás Santos isso não faz sentido: “Se fosse um boicote a uma marca específica de combustíveis, talvez tivesse algum impacto, mas bloquear todo o abastecimento não terá efeitos práticos, até porque teremos sempre de ter alguns litros de reserva para veículos de emergência, e os serviços mínimos têm de ser sempre assegurados. Há ainda a questão de a maioria das pessoas ter receio de ficar sem combustível e abastecer um dia antes. O lucro acaba sempre por existir”. António Tomás Santos considera, por isso, que o mercado não mudou: “Desde há 15 anos, o mercado não sofreu grandes alterações. Na verdade, a tecnologia evoluiu,

no que diz respeito aos carros e aos gadgets, mas o abastecimento continua a fazer-se maioritariamente em combustível fóssil. A possibilidade de os carros elétricos mudarem o mercado ainda é muito remota. Porém, chegará o dia em que temos de adaptar os postos à realidade elétrica”. A maior diferença, na verdade, está no consumidor final e na forma como é preciso saber lidar com ele: “Um consumidor atual é exigente e gosta de ser bem tratado. É importante demonstrar educação e conhecimento sobre o setor em que está inserido, para que não se entre em discussões. Ter uma reclamação, hoje em dia, pode representar o despedimento de alguém. Por isso, a Galp ajuda-nos, através do seu centro de formação, a garantir que s nossos colaboradores adquirem conhecimentos sobre esta área de negócio e sobre a forma mais indicada de tratar um cliente”. António Tomás Santos garante qualidade de combustível, bom atendimento e qualidade nos produtos que vende na sua loja e reafirma a necessidade de se ser diferente para continuar a conquistar clientes e, sobretudo, a manter os que já existem.

Garante qualidade de combustível, bom atendimento e qualidade nos produtos que vende na sua loja junho 2018 Revista Business Portugal | 121


GRUAS GAMA

15 ANOS DE EXPERIÊNCIA NO SETOR DAS AUTOGRUAS Localizada em Vila Nova de Gaia, a Gruas Gama foi fundada em 2003 por Nelson Gama, um profissional experiente no setor de Auto Gruas, nas vertentes de construção e obras públicas e desmatação. Rapidez, eficácia e profissionalismo, aliados a um contacto próximo com o cliente e a uma elevada experiência no mercado são algumas das mais-valias que distinguem a empresa.

C

om mais de duas décadas de experiência e know-how profissional neste setor de atividade, foi em 2000 que Nelson Gama decidiu apostar na criação da sua empresa. Iniciou a atividade com a compra do primeiro equipamento na Holanda e

a partir daí a empresa começou a apresentar os primeiros sinais de crescimento. Nos dias de hoje, a Gruas Gama trabalha essencialmente para a zona Norte do país, com o aluguer de equipamentos certificados, que cumprem todos os requisitos exigidos para laborar em qualquer obra pública ou privada. “Inicialmente fui carpinteiro de cofragem, mas, em finais da década de 90, trabalhei na área das autogruas, onde comecei a aprender este ofício. Ao longo do tempo apercebi-me que era um negócio rentável e estabeleci-me no ano 2000, tendo adquirido a primeira grua em 2003. A pouco e pouco fui aumentando o número de equipamentos e, hoje, tenho sete auto gruas a operar em diferentes pontos do país”, conta o empresário Nelson Gama. Formada por uma equipa composta por oito colaboradores, onde impera o saber, o dinamismo, a jovialidade e o profissionalismo, a empresa atua no aluguer de auto gruas telescópicas de 30 a 100 toneladas, bailéus e cestos certificados, plataformas elevatórias e camiões grua de 9 a 15 toneladas, adequados a qualquer tipo de solicitação. Aqui a empresa opera essenRua Central, 3114 cialmente em obras 4415-638 LEVER Tlf.: 227 630 476 | Tlm.: 938 699 621 (Nélson Gama) públicas e privadas, E-mail: gruasgama@sapo.pt / gruasgama@gruasgama.pt pontes e viadutos. www.gruasgama.pt

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Com a crise da construção civil e obras públicas, a Gruas Gama alargou o seu leque de serviços com a introdução da componente da desmatação, uma área em crescimento que Nelson Gama decidiu apostar, a qual representa atualmente 30 por cento do volume de negócios da empresa. Dentro deste setor, a empresa tem ainda para oferecer, o corte e remoção de resíduos como palmeiras e outro tipo de árvores. “Aqui atuamos essencialmente junto a linhas ferroviárias, empresas ou habitações particulares, que requisitam os nossos serviços”, completa o empresário. O conhecimento, o acompanhamento ao cliente e a prestação de um serviço de excelência são as principais mais-valias da Gruas Gama que pretende a curto prazo consolidar a atividade da empresa, rentabilizando os equipamentos, e se possível, renová-los, mantendo a mesma matriz que caracteriza a empresa até aos dias de hoje. “Falámos de duas áreas em crescimento contínuo, embora este seja um setor bastante competitivo, em que os equipamentos representam um valor bastante elevado no que se refere ao investimento”, termina Nelson Gama.


GUIMARÃES I9G PROJETO DE INOVAÇÃO PARA O MUNICÍPIO DE GUIMARÃES I9G é um projeto de inovação desenhado para as empresas do Município de Guimarães. O Município de Guimarães e a Universidade do Minho uniram-se, para em conjunto com o governo, criarem um novo conceito de projetos de inovação de cariz mais regional que visem transferir mais conhecimento critico produzido na Universidade do Minho para as empresas sediadas em Guimarães. O projeto atuará em diversas dimensões criticas para o negócio das nossas organizações: Investigação, Desenvolvimento e Inovação, Potencial Humano, Capacidade Produtiva e na Propriedade Industrial. Já houveram várias reuniões com empresários, governo e CCDRN para a apresentação do projeto. O projeto I9G pretende ser um novo modelo de cooperação entre Municípios e Universidades, um novo papel para os municípios, sendo eles elo dinamizador de mais e melhor inovação na sua economia local. A quarta revolução industrial (I4.0), está a colocar grandes desafios às nossas empresas. Hoje, a contínua inovação nos produtos e processos, é critica para a sustentabilidade da nossa economia regional. As nossas empresas precisam de alcançar novos níveis de conhecimento e de flexibilidade para dominar os requisitos de produções futuras, como ciclos de vida de produto cada vez mais curtos, menores tamanhos de lotes e produtos personalizados.

Para que isto seja possível é necessário ter acesso a grandes quantidades de dados o mais relevantes possíveis e para que isto seja uma realidade, as empresas devem conectar sensores, máquinas, sistemas e processos de toda a organização. Num cenário ideal, todo o processo de produção será transparente e será possível monitorá-lo e mantê-lo de forma eficiente e eficaz. Inteligência artificial, robots colaborativos, novos materiais, são alguns elementos críticos que as nossas empresas tem de enfrentar. A digitalização industrial representa riscos, mas também grandes oportunidades de negócio. A produção aditiva é outra realidade que as nossas empresas devem estar atentas, esta nova realidade deve ser encarada como uma oportunidade de modernização dos seus processos de fabrico mais personalizados. A nossa economia está a enfrentar desafios emergentes complexos, a competição por talentos está a colocar as nossas empresas perante desafios que poderão colocar em causa a sua sustentabilidade. Taxa de desemprego ainda elevada e a procura de novos colaboradores com competências muito especificas, está a provocar muito nervosismo às nossas empresas. Aqui a resposta será a criação de um novo conceito de Academia com capacidade para formar centenas de trabalhadores por ano, com competências especificas, que deem resposta à crescente procura deste tipo de talentos.

O projeto terá também um espaço inovador para incubação de novas empresas de elevado valor acrescentado que beneficiem deste ecossistema criado com este projeto, o I9G. Juntos moldamos as empresas de amanhã. O Município de Guimarães e a Universidade do Minho, estão a moldar o futuro da inovação em Portugal, não permitindo o aparecimento de uma nova crise no Vale do Ave, ajudando as empresas na sua estratégia de crescimento num ambiente de concorrência de elevada complexidade. Com este projeto, o Município pretende aumentar a capacidade organizacional e de conhecimento das suas empresas, contribuindo para a concretização de um dos objetivos estratégicos do Município de Guimarães, a criação de emprego altamente qualificado, que permita a atração e fixação de novos talentos na região. O crescimento do Município terá de ser cada vez mais baseado no conhecimento, como fator de competitividade, exigindo recursos humanos altamente qualificados, exigindo uma aposta consistente na sua formação e atualização. Estes objetivos permitirão melhores salários, melhorando a qualidade de vida dos nossos cidadãos. Município de Guimarães e a Universidade do Minho, juntos moldamos o futuro da inovação nas empresas de Guimarães. Artigo de Ricardo Costa, vareador do Município de Guimarães

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VITÓRIA, A HERANÇA DE GUIMARÃES Já é a terceira geração de Vitorianos que Neno, antigo guarda-redes do clube, acompanha – avôs, pais, filhos e netos. Um clube e uma cidade com um ADN muito próprio – aqui, o mais importante é “Nós somos Vitória”.

C

om muita imaginação, os Vitorianos reinventam o clubismo, mostrando o quão únicos são e impressionando todos à sua volta. Ser vitoriano é “estar lá” a levantar a moral de uma cidade em campo, com alma, é ver um jogo como se de gladiadores a lutar se tratasse, como se fosse uma guerra, aceitando os adeptos a sua missão e papel essencial em apoiar o clube. Falámos com Neno sobre esta ligação do clube à cidade. Porque é que é tão único? Em qualquer momento futebolístico, o foco é levar Guimarães mais longe. Já acompanhou várias gerações – e nota que a cidade está como nunca esteve em termos de turismo. “Eu confesso que quando entrei aqui pela primeira vez, em 1984, fiquei impressionado pela cidade e pelas pessoas – são únicas, encantadoras, apaixonantes.”

Uma cidadania quase por si só, ser-se do Vitória

“Temos de passar a filosofia do Vitória aos jogadores, aos novos e aos que se vão mantendo aqui no clube, para que se assimilem ao que é ser vitoriano”

É erguer-se todos os dias pelo clube, e não por outra coisa qualquer – em Guimarães, a prioridade para muitos é o clube, o seu bem-estar, e o seu sucesso. É intoxicante ver esta dedicação. Não há nada igual, é um autêntico fenómeno. É ser diferente dos outros, ter essa paixão pelo clube – mas é preciso sentir e viver isto na pele para saber o que significa. Há miúdos pequenos, de quatro anos, que já sabem o hino do Vitória sem falarem ainda muito bem – há pais que querem que os filhos, ainda dentro da barriga da mãe, sejam já sócios registados. Há urgência em ser do clube – e há uma importância partilhada entre ser-se de Guimarães, e ser-se do Vitória. O clube tem um ADN muito próprio – conquistado com muito trabalho. A criança nasce e é feita sócia. E foi no Toural que nasceu o Vitória e curiosamente, Portugal. Deram-se as primeiras reuniões

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Neno, antigo futebolista

do clube nesse local – a cidade e o clube partilham o local que simboliza a sua fundação.

Não há separação entre ser do Vitória e ser de Guimarães

O tempo em que houve mais sócios, foi quando se desceu de divisão – as pessoas juntam-se e apoiam o clube quando este mais precisa. É com um sorriso, que Neno fala do clube – e em Guimarães, sente-se um peixe na água. Culpa o carinho das pessoas. “O ano passado, ganhámos essencialmente pelo apoio das claques, umas duas ou três vezes. Num 3-0 com o Sporting – o estádio todo começa a cantar, e isso motiva de tal forma um jogador, e cria uma atmosfera tal – que de empatámos. Vejam o poder dessa gente de Guimarães – desta cidade”, explica Neno. Um vitoriano vive em função do Vitória – o significado da vida é o clube. Se esta cidade não tivesse o Vitória Sport Clube, não era nada mais que apenas uma cidade. É o clube, que magnifica o nome de Guimarães. “Temos de passar a filosofia do Vitória aos jogadores, aos novos e aos que se vão mantendo aqui no clube, para que assimilem o que é ser vitoriano.”, conclui Neno.


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QUALIDADE SUPERIOR NA PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GELO Em 2007 houve falta de gelo em Portugal e foi com esse propósito que surgiu a ideia de abrir uma fábrica, cujo nome se centra na junção da palavra Guimarães com a palavra gelo, e assim nasce a Guimaice. Pelas mãos de Carlos Silva e Virginia Carvalho, gerentes, foi possível contribuir para um melhor serviço e qualidade do gelo.

H

á mais de dez anos e com a ‘crise de gelo’ no nosso país que se fazia sentir nessa época, Carlos Silva estudou a possibilidade e pesquisou sobre fábricas de gelo em Portugal. A partir disso percebeu que apenas existia uma empresa, o que não permitia corresponder às necessidades da população, principalmente na altura do verão. Foi assim que abriram a Guimaice e, neste momento, conta com 12 colaboradores e tem uma capacidade de venda por dia de cinco toneladas de gelo.

Características distintas Mas qual é a principal diferença das pedras? A Guimaice aposta numa pedra muito maciça e com dupla congelação. Isso fará com que apenas uma pedra no copo dure muito mais tempo e que não passe de gelo a água.

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Carlos Silva e Virginia Carvalho, proprietários

O peso das embalagens é todo igual, mas existem diversos formatos de gelo. “Temos o gelo de cocktail e temos a pedra de 40 e 55 gramas da Cubers. Depois temos da nossa marca com cerca de 40 a 45 gramas”, afirma. A presença no mercado nacional é forte e a distribuição é feita até Leiria com dois pontos de entrega: Ourique e Alcobaça, onde fazem venda direta. Posteriormente, Lisboa também é feita pela Guimaice. Com inúmeros clientes atuam em diversas áreas, nomeadamente restaurantes, hipermercados, festivais e eventos, bares e discotecas e postos de abastecimento. São fornecedores da zona norte do aeroporto, trabalham com grandes superfícies como o El Corte Inglés e ainda com os melhores restaurantes e bares, principalmente na zona norte.


GUIMAICE

Conservação do gelo Para ficarmos a conhecer melhor todo o processo de fabrico, Virginia explica que as máquinas descarregam gelo de 20 em 20 minutos, o gelo cai no tapete, passa num silo e no silo sobe para uma máquina de embalamento. O gelo entra dentro de um saco, é embalado, a máquina fecha o saco e corre noutro tapete. O funcionário pega no saco e faz bolsas de cinco sacos. De seguida vai automaticamente para dentro de uma arca congeladora. Durante este processo, o funcionário nunca tem contacto direto com o gelo. Existe uma grande responsabilidade face ao rigor, controlo e certificação do setor. “São feitas análises mensais da água e do gelo”.

“São feitas análises mensais da água e do gelo”

A arte de fidelizar os clientes Para Carlos Silva e Virgínia Carvalho, a relação de confiança com os clientes é indispensável. Procuram que o cliente tenha a máxima satisfação quando adquire o produto Guimaice e, para isso, têm a circular na estrada várias viaturas que abastecem os clientes. “A carrinha, todas as semanas, faz rota em todo o lado e passam em todos os clientes. Em alguns pontos do país, passam mais do que uma vez”, refere. Se o cliente necessitar, principalmente nos postos de abastecimento, e se tiver consumos que o justifiquem, a Guimaice coloca gratuitamente uma arca de refrigeração. Para garantir a fidelização com a máxima segurança, os gerentes trocam todos os sacos que não estejam nas melhores condições e fazem uma seleção rigorosa do gelo. “Se estiver algum gelo partido na embalagem, nós trocamos. Temos essa preocupação para com o cliente”.

Reconhecimento noutros mercados Face ao profissionalismo e exigência com que trabalham, a empresa foi reconhecida pela Cubers que atua no mercado espanhol. Após várias reuniões, destacaram-se como o representante da Cubers em Portugal e daí surge a parceria com a empresa espanhola, em que Virginia define como “mais um passo dado para o crescimento”.

Produtos para o frio No inverno e de forma a “equilibrar as balanças”, a empresa dispõe de brickets, pellets e acendalhas. Estes produtos estão mais direcionados para postos de abastecimento. Os brickets e os pellets garantem uma maior utilização e uma maior limpeza, daí ser um setor que está em constante crescimento.

Empreendedores por natureza Para além da Guimaice, os gerentes têm dois postos de abastecimento BP, um em Famalicão e outro em Guimarães. Ambos dispõem de lavagem, cafetaria e, no caso de Famalicão, de um restaurante, o Padrinho’s que está nas mãos da filha dos gerentes, Ana Silva. A especialidade é francesinha, acompanhada de diversos snacks. Assim, com a junção de todas as empresas, há um total de 50 colaboradores, um sinal de uma grande responsabilidade social. A diferenciação da empresa passa, acima de tudo, pela qualidade. “Temos um bom serviço, somos rápidos a repôr a mercadoria e fazemos a distribuição diretamente”. O grande objetivo “é a curto prazo ser a principal referência no setor e estamos a lutar para ser o número um”, assinala Carlos Silva. Em relação aos desafios futuros, ambicionam ampliar a área de produção da Guimaice, uma vez que adquiriram um novo pavilhão para fazer corresponder os picos altos no verão, em que necessitam de um maior volume de stock. Os nossos entrevistados deixam ainda um conselho aos jovens que queiram abrir um negócio. “É preciso muita força, vontade e que o negócio seja muito bem acompanhado”, finalizam.

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SUBLIMAR CONSTRUÇÃO E ENGENHARIA UNIPESSOAL LDA

Lojas LIDL

Pavilhão Multiusos - Guimarães

QUALIDADE PREMIUM Fundada em 2015, e sediada em Guimarães, a Sublimar é uma empresa com atividade na construção de edifícios públicos, comerciais, industriais e residenciais. Eurico Peixoto, engenheiro civil e sóciogerente, com a vasta experiência na área, levou a empresa de construção e engenharia a todo o país.

C

om 20 anos de experiência na área, Eurico Peixoto resolveu montar a própria empresa com sede em Guimarães e colocar em prática as suas ideologias e princípios. Assim, surgiu a Sublimar, onde a ideia é de ser uma empresa premium no mercado da construção civil que vai de encontro ao que o cliente pretende, adaptando-se. Para melhorar os serviços, construíram-se novas instalações. Eurico Peixoto, explica que a empresa tem um crescimento sustentado e que após três anos chegou a altura de dar mais um passo em frente. “É um investimento que considero grande, mas certo e correto para aquilo que queremos fazer. Queremos ter capacidade de armazenar matérias primas, mas também criamos alguma capacidade produtiva dentro das nossas portas para dar resposta ao nosso principal cliente, que é a LIDL. Trabalhamos no país todo e é um cliente muito exigente em todos as vertentes que se encaixa perfeitamente com a nossa forma de estar”. A Sublimar tem na sua carteira de clientes empresas do ramo público e privado, que vão desde Câmaras Municipais até hipermercados de referência. Desenvolve várias empreitadas com clientes privados em Lisboa, Cascais, Póvoa de Varzim e Guimarães. Além disso, já foram desenvolvidos projetos de reabilitação e remodelação em obras de alguma envergadura como a Vila Berta, na Graça, Lisboa, cenário do filme ‘Pátio das Cantigas’. Mas, sem conhecimentos e sem os parceiros certos nada disto seria possível. O engenheiro civil considera que os “parceiros à altura não se encontram de qualquer forma”, e que “a Sublimar tem de fazer um trabalho premium para isso conta com parceiros à altura que comungam dos mesmos princípios da Sublimar. A nossa empresa, neste momento, tem 18 funcionários. O nosso quadro de pessoal é a nossa maior-valia. Temos pessoal bastante experiente contamos também com quatro técnicos superiores que acompanham os trabalhos em obra. É por este motivo que podemos garantir aos nossos clientes qualidade e prazos”. 128 | Revista Business Portugal junho 2018

Novas Instalações

Para Eurico Peixoto, a Sublimar é “realçar aquilo que as pessoas querem”. E diz ainda que é isso que a empresa quer. “É pegar num projeto que nos chega às mãos e, no final, o nosso cliente dizer que a Sublimar conseguiu tornar isto no melhor. A nossa capacidade técnica, capacidade de resposta, qualidade final, capacidade de adaptação ao cliente e o nosso conhecimento, são aspetos diferenciadores”. O papel da Sublimar é fazer uma obra de acordo com o que é solicitado pelo cliente e prestar um serviço premium onde o foco é a qualidade. O sócio-gerente garante que o serviço está a ser bem feito, pois “cada vez os nossos clientes entregam mais trabalho e, daí, pode-se concluir que as expetativas são superadas”. Quanto à evolução da empresa, Eurico Peixoto compara o ano de 2017 com o que poderá surgir neste 2018. Apesar do ano anterior ter sido um ano bom, a ambição de querer mais está presente. “No fundo, o terceiro ano da empresa foi de consolidação, este ano aumentamos a nossa classe de alvará para cinco. Mais um investimento que nos permite executar obras até dois milhões e 600 mil euros, já é um valor considerável para uma empresa de 3


SUBLIMAR CONSTRUÇÃO E ENGENHARIA UNIPESSOAL LDA

Moradia Quinta Marinha - Cascais

anos. Isso deixa-nos muito orgulhosos”. Este ano, com o investimento nas novas instalações e com o novo alvará, pretende-se “tirar proveito do investimento”, permitindo um crescimento, sempre sustentado, na ordem dos 30 por cento por ano durante os próximos três anos. Quanto ao futuro, espera-se uma empresa maior, moderna e amiga do ambiente, com a mesma forma de estar. Com novos e os mesmos clientes, com a mesma simplicidade, mas com mais parceiros: “O que é preciso é fazer um bom trabalho e cumprir prazos. Hoje somos uma referência, temos uma pequena história e uma grande responsabilidade. Também queremos proporcionar melhores condições de trabalho aos nossos colaboradores e um produto melhor aos nossos clientes”, finaliza Eurico Peixoto.

Restaurante Chakal - Lisboa

“Cada vez mais os nossos clientes entregam mais trabalho e, daí, concluimos que as expectativas são superadas”

Novas instalações Rua da Pedreira, Pavilhão 18 4800-057 Guimarães Tlf. 253 542 501

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GUIMAREBOQUES

24 HORAS AO SEU DISPOR A Guimareboques nasceu há dois anos e apresenta um serviço de excelência e uma disponibilidade constante, procurando facilitar o dia a dia dos seus clientes. O seu papel é minimizar os inconvenientes associados a uma área que lida diariamente com a imprevisibilidade, oferecendo soluções adequadas para todas as situações. Para além de ter reboques para todas as categorias de veículos, dispõe ainda de um outro serviço – o aluguer de plataformas elevatórias para a Indústria, Comércio e construção civil, bem como do transporte destas e de outras máquinas, em Portugal e em Espanha. destacam-se o reboque de ligeiros, com uma frota inteira à disposição dos clientes e o reboque de utilitários e pesados, bem como o agendamento dos reboques, que poderá ser feito a qualquer altura. A disponibilidade é constante, atentando à génese do negócio em que se inserem. “Essa disponibilidade é motivada pela paixão que temos pelo que fazemos. Só assim se consegue estar presente 24 horas por dia, 7 dias por semana, e durante 365 dias por ano. Um carro quando avaria ao sábado, ou ao domingo, com autorização do cliente, poderá ficar na nossa base, e apenas no dia útil a seguir, será entregue na respetiva oficina. Isso significa que às segundas-feiras, é necessário preparar toda uma logística relacionada com o transporte dessas viaturas até às oficinas designadas pela companhia de seguros e clientes” conta Fernando Marques. É uma gestão feita com qualidade, onde a janela de tempo é bastante reduzida.

E

m Guimarães, estivemos à conversa com José Ferreira, fundador da Guimareboques, e Fernando Marques, o seu braço direito neste projeto de sucesso. A Guimareboques estabeleceu-se no mercado como uma empresa totalmente disponível para os seus clientes, no que diz respeito ao setor dos reboques, mas também como um projeto com visão diferente e que aposta em várias áreas, daí a criação do setor de aluguer de plataformas elevatórias, para a indústria, comércio e construção civil. Os serviços que oferece são vastos e foi esta aposta na diversificação que, explica o proprietário da empresa, fez com que se conseguisse duplicar nestes dois anos a faturação. No que diz respeito ao serviço de reboques,

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É mais fácil organizar, e a rentabilidade aumentou bastante com a modernização do serviço

De volta às origens

José Ferreira esteve 22 anos do estrangeiro, na Alemanha, mas decidiu voltar a Portugal, quando entendeu que a sua bagagem cultural era suficiente e a saudade da terra natal já apertava: “Voltei porque achei que era a hora de mudar de ares. Cheguei a uma altura em que o trabalho já não me satisfazia. Vim para Portugal fazer alguma coisa diferente – este projeto deriva de uma sociedade que tinha, outra empresa que tinha reboques e uma rent-a-car, e decidimos separar o negócio “explica-nos José Ferreira. Duplicou a sua faturação desde que fundou a Guimareboques – acrescentando serviços, adicionando serviços como o aluguer de máquinas para a vários sectores, uma lacuna que identificou, pois é raro haver empresas que tenham


GUIMAREBOQUES

capacidade para ter tudo aquilo que lhes faz falta – todos os serviços e materiais. “Temos os nossos reboques equipados com um sistema de geolocalização – a companhia de seguros sabe sempre onde estão as nossas viaturas. Este avanço tecnológico – foi fundamental. Torna a Guimareboques muito mais competitiva – ao ir ao sistema, tanto o cliente como nós próprios podemos facilmente ver que reboque está mais perto do local de intervenção, poupando assim recursos e tempo.”afirma. É mais fácil organizar, e a rentabilidade aumentou bastante com a modernização do serviço. Cooperam com a GNR, e com empresas como a Allianz, Europ Assistance, a

ACP,RNA Mobility 24 entre tantas outras – o leque de clientes é já bastante alargado: “Fazemos o transporte de retro-escavadoras, empilhadores e tratores agrícolas – todos os veículos com rodas até 15 toneladas podem ser transportados pelos nossos reboques”.

José Ferreira e Fernando Marques

Atendimento, rapidez e pontualidade A satisfação total do cliente está garantida – investem sempre na frota, em renovar

os serviços, modernizando e otimizando a forma como os mesmos são apresentados. Além disso, a empresa oferece também soluções, dando tranquilidade aos clientes, a qualquer hora. A disponibilidade é um fator indispensável no serviço que oferece. Essa visão expandiu-se também para a vertente de aluguer de máquinas e plataformas elevatórias. Para José Ferreira, o importante é servir bem o cliente e garantir a sua satisfação.

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PAPARICO’S

O RENASCER DO PAPARICO’S O projeto original nasceu há 13 anos atrás, pelas mãos dos pais de Nuno Saavedra. Ao herdar este restaurante, o atual proprietário quis renovar este empreendimento, para que se ajustasse mais à nova cara que agora o geria. Assim o fez e o Paparico’s renasceu há cerca de um mês atrás.

Dei a minha imagem à casa”, assume Nuno Saavedra, proprietário e chef, “sem nunca fugir às origens, que são muito importantes. Criei um espaço muito simples, clean e agradável para o cliente”. Com pouco mais de um mês desde a sua renovação, o nosso interlocutor faz, desde já, um balanço muito positivo. A sua ‘casa’ tornou-se menos escura, deixou de ser um local onde o cliente apenas consumia o seu prato e abandonava o restaurante. O cliente atual prolonga-se, degustando a sua refeição e apreciando o local arejado, confortável e de cariz familiar. O chef aconselha as suas tábuas de queijos e de enchidos ou camarão para entrada, seguido de um bom prato de bacalhau à Paparicos, muito bom e exclusivo, ou a posta mirandesa, se preferir a carne. Para encerrar com a boca doce, prove a mousse de chocolate, o petit gâteau ou o cheesecake de frutos vermelhos, este último mais fresco e apetecível à entrada do verão.

“Dei a minha imagem à casa”

Nuno Saavedra, proprietário e chef

Para acompanhar um bom prato há, necessariamente, bom vinho. A carta de vinhos do Paparico’s aposta em quintas pequenas e exclusivas, como é o caso das marcas Chão da Portela ou Águia de Moura. Se pretender uma opção mais económica, pode apostar no menu executivo, disponível todos os dias da semana, ao almoço, onde o prato principal nunca é repetido. Porém, este restaurante também está aberto à noite, fecha apenas aos domingos e nas noites de quinta-feira. “Um bom sorriso abre o coração ao cliente”, afirma Nuno Saaverda, o qual garante que todos os seus colaboradores têm gosto e paixão pelo trabalho que desempenham. O mote é dar o máximo pelo cliente, quer na gastronomia, quer no serviço. Para o futuro, o chef ambiciona criar novos projetos que permitam aos seus clientes viver novas experiências. O Paparico’s ainda tem muito mais para oferecer. Venha conhecer por si próprio este espaço renovado. Acredite que vai valer a pena.

Av. dom João IV 612G, 4810-528 Guimarães, Tlm +351 914 363 555

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INÊS BARBOSA, OURIVESARIA PORTUGUESA

HÁ 25 ANOS A FAZER HISTÓRIA Fundada em 1993, Inês Barbosa é uma empresa de fabrico ourivesaria portuguesa, com especial foco na arte da filigrana, que tem como pilar a tradição, executando peças únicas onde o tempo, a memória e o artesão se fundem. Foi numa entrevista com a fundadora desta empresa que descobrimos um pouco mais sobre as tão afamadas peças em filigrana. sores que ainda se irão juntar, com as suas raízes bem fundamentadas e com os olhos no futuro, dá corpo à marca NANA, num conceito mais contemporâneo, que alia numa só peça a arte tradicional aos novos materiais e novas ideias.

A filigrana no Japão

A

fundadora teve o seu primeiro contato com a arte aos 13 anos de idade, na oficina do pai, onde se iniciou no trabalho e nunca mais parou. Criou a sua própria empresa, que conta já com 25 anos de história, 40 anos de experiência de fabrico e séculos de conhecimento transmitido. Numa terra com mais de dois mil anos de história de Ourivesaria, como testemunha o achado na Póvoa de Lanhoso de três torques em ouro datados da Idade do Ferro, nasce a marca Inês Barbosa. Transparece na delicadeza das suas peças todo o conhecimento adquirido, onde a excelência assenta no detalhe e no pormenor do granulado etrusco e da mais fina filigrana. Rita Barbosa, a primeira de três suces-

Na Ourivesaria Minhota reconhecem-se influências de vários povos das mais diversas partes do mundo. Pensa-se que terão sido os fenícios, nas suas travessias comerciais do mediterrâneo, a trazer o granulado dos etruscos e a técnica da filigrana dos Árabes. Os Celtas e os povos Pré-romanos deram também o seu contributo para o enriquecimento da arte de trabalhar o ouro. Toda esta riqueza histórica é o que Inês Barbosa se propõe levar neste processo de internacionalização. “Já enviamos coleções para os EUA desde 2005 e, mais recentemente, participamos numa feira no Japão que nos abriu oportunidades muito promissoras”. O mercado Japonês é exigente e sensível à arte da filigrana, repleto de apreciadores do design contemporâneo. Tendo isso em mente, Inês Barbosa desenvolveu uma coleção da mais fina filigrana, num design de motivos orientais.

Ainda que a filigrana seja mais associada ao Norte de Portugal, e mais especificamente ao Alto Minho, a verdade é que esta arte é cada vez mais apreciada a nível nacional e até internacional. “A certificação da filigrana veio ajudar imenso no reconhecimento de todo o trabalho e trazer mais-valias às peças que fabricamos. São produtos genuinamente artesanais, valiosos e que merecem destaque”, finalizou a nossa entrevistada.

“São produtos genuinamente artesanais, valiosos e que merecem destaque”

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PARAÍSO JÓIAS

A PRINCIPAL MISSÃO É “SUPERAR AS EXPECTATIVAS DO CLIENTE” 14 LOJAS, PRESENTES EM 13 CIDADES

JEWELS TELL STORIES O Grupo Paraíso Jóias surge em 1997 em Pevidém, Guimarães, no seio de um negócio Rua Central N.º 369 - 4835-314 Guimarães familiar. O gerente Joaquim Silva584 esteveM.+ à 351 917 307 768 E. geral@paraisojoias.pt T.+351 253 099 conversa com a Revista Business Portugalwww.paraisojoias.pt e expressou a vontade de crescer e satisfazer as necessidades dos clientes sempre com a preocupação de melhorar os serviços.

P

ara contextualizar os nossos leitores, como surgiu o Grupo Paraíso Jóias? Fundada em 1997, a empresa Paraíso Jóias é uma empresa familiar que iniciou a sua atividade na pequena Vila de Pevidém, Guimarães, numa pequena oficina de joalharia, na região norte de Portugal. Que tipo de produtos têm para oferecer ao cliente? Comercializamos todo o tipo de peças de bijuterias, prata, ouro, joalharia, roupa e acessórios de moda com a ajuda experimentada de equipas exigentes. Cada produto tem requisitos próprios, aos quais respondemos com a maior precisão. A sua formação passou pela joalharia. Porquê uma aposta nesse setor? A jóia tem o corpo como referência numa relação interativa. Reflete épocas, valores, gostos e estilos de vida. Como artefacto pessoal, carrega uma mensagem simbólica e emocional, falamos também de entrega e de paixão pelo bem-fazer. Para nós, falamos de empreendimento, de projeto, de desígnio, de parceria, e de cometimento usado. É a nossa cultura. Um modo de estar e encarar a nossa atividade que muito resulta da tradição portuguesa. Uma tradição que encontra em Guimarães, exemplos máximos de know-how acumulado ao longo de décadas e, sempre, a vontade de entregar ao cliente o melhor de nós.

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A área da imobiliária é outras das vertentes do negócio e a escolha incidiu na Decisões e Soluções. Porque é que escolheu esta empresa? A Decisões e Soluções é uma empresa nacional com uma rede de mais de 100 agências em Portugal. Representada na cidade de Guimarães pela empresa Paraíso Jóias. Prestamos um serviço de aconselhamento personalizado e independente, a particulares e empresas, com soluções 360º a nível de compra, venda e arrendamento de imóveis, crédito bancário, seguros, obras de remodelação e construção de casas. Reconhecida pela sua credibilidade, com protocolos e uma relação privilegiada com as principais instituições bancárias e seguradoras do país, tem sempre como objetivo defender o interesse dos seus clientes e apresentar as melhores soluções. Em 2013 recebeu o prémio ‘Marca de Prestígio Nacional’, entregue pelo Secretário de Estado do Empreendedorismo, A Decisões e Soluções garante aos seus clientes solidez, confiança e credibilidade. A agencia está licenciada pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP) para o desenvolvimento da atividade de mediação de seguros e pelo Instituto dos Mercados Públicos do Imobiliário e da Construção (IMPIC) para o desenvolvimento da atividade de mediação imobiliária. Uma equipa especializada é importante para um bom serviço. Como fazem essa junção? Focamo-nos desde 1997 em melhorar continuamente, o que


PARAÍSO JÓIAS

significa prestar especial atenção ao que nos rodeia. Cada situação exige atenção e soluções próprias que podem passar pelo rigor da informação, compreender funções e significados, experimentar formas e materiais, desafiar estereótipos e convenções ou inovar as respostas estéticas. Onde é que as pessoas vos podem encontrar? A Paraíso conta com 14 lojas presentes em 13 cidades, sendo os espaços pensados para melhor servir o cliente.

A nossa diferenciação passa pela qualidade, em toda e qualquer tarefa, pela nossa exigência durante todo o processo

Têm um conceito bastante alargado. O que vos diferencia no mercado? Cada serviço prestado, cada conserto ou furo de orelha, cada penhor ou compra de metais que passa por nós, tem que corresponder ou superar as expectativas do cliente. A nossa diferenciação passa pela qualidade, em toda e qualquer tarefa, pela nossa exigência durante todo o processo e isso revela-se no nosso posicionamento no setor. E, por isso, temos orgulho do nosso trabalho.

14 LOJAS, PRESENTES EM 13 CIDADES

JEWELS TELL STORIES Rua Central N.º 369 - 4835-314 Guimarães T.+351 253 099 584 M.+ 351 917 307 768 E. geral@paraisojoias.pt www.paraisojoias.pt

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DESTAQUES 134 ERA PONTE DE LIMA Na era da inovação imobiliária 136 AMBICLIMA Aposta na valorização do meio ambiente 137 MOVICERQUEIRAS 30 anos de história no setor mobiliário 138 CLÍNICA MÉDICA CABRAL DE OLIVEIRA “O nosso objetivo é sempre o doente!” 140 CONSTRUÇÕES JESUS Perfeição e qualidade na construção 142 CHURRASQUEIRA A BRASA Uma cozinha com carinho em Arcos de Valdevez

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ALTO MINHO

ARCOS DE VALDEVEZ, PONTE DA BARCA E PONTE DE LIMA Faz parte da Região Norte e corresponde ao Distrito de Viana do Castelo. O Alto Minho, é composto por dez concelhos entre os quais, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima, concelhos em destaque nesta edição. Quem quiser visitar estes concelhos, pode fazê-lo pela ordem acima descrita. Começando bem lá no alto pelos Arcos de Valdevez, Vila que se sobressai através da natureza verdejante que a rodeia com a misteriosa paisagem que o Rio Vez nos presenteia. Para completar este cenário, a vila ainda está inserida no único Parque Nacional do País, o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Após conhecer esta Vila, mais abaixo pode maravilhar-se com Ponte da Barca. É um local que merece uma visita atenta devido à sua história e cultura. Com um centro

histórico único, toda a vila está embelecida com monumentos antigos, entre Igrejas, o Pelourinho e o Antigo Mercado, uma das obras mais emblemáticas da Vila. Com encantos naturais, recebeu o título de Reserva Natural da Biosfera. Por fim, Ponte de Lima. A Vila mais antiga de Portugal tem uma vasta lista de atividades para fazer e conhecer! Em termos de acessibilidade possui uma situação geográfica de excelência, desfrutando de duas autoestradas que se cruzam exatamente em Ponte de Lima, a A27 e a A3, ocupando uma posição central num eixo de forte dinamismo demográfico e económico. Com muita história, cultura e paisagens lindíssimas, é o lugar perfeito para terminar o dia a degustar a gastronomia da região!


JANSSEN PORTUGAL

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ERA PONTE DE LIMA

NA ERA DA INOVAÇÃO IMOBILIÁRIA Situada na vila mais antiga de Portugal, a agência ERA Ponte de Lima promove a mediação imobiliária com responsabilidade e profissionalismo que a marca já nos habituou. Óscar Torres, gerente, decidiu abrir portas a este desafio no ramo imobiliário e deu-nos o seu parecer quanto a este mercado.

e de acompanhar a nossa carteira de clientes compradores / investidores apresentando-lhes imóveis que correspondam às suas expectativas e respeitando o espaço dos proprietários. Os potenciais compradores são devidamente qualificados antes de efetuarem qualquer tipo de visita ao imóvel. Não é por acaso que somos líderes de mercado!”, expressa o gerente.

ERA de partilha e de novos mercados

Óscar Torres, gerente

G

arantia ERA A ERA de Portugal apresenta uma nova campanha abrangente a todos os seus franchisados: a Garantia ERA. Esta oferece garantia, ao comprador, de reparações no imóvel em caso de necessidade, com uma duração de 12 meses. “O cliente comprador tem doze meses, a partir da data da escritura, para acionar o seguro e proceder às reparações necessárias no imóvel que adquiriu na Era Ponte de Lima. Este seguro tem coberturas de eletricidade, infiltrações, fissuras nas paredes, pintura, bolores, sistema elétrico interior e sistema de aquecimento. A Garantia destina-se a imóveis exclusivos ERA”, explica Óscar Torres. “Trabalhamos para a satisfação dos nossos clientes, nesse sentido, todos os meses são elaboradas e atualizadas as publicidades; possibilitando ao público uma lista atualizada de todos os imóveis disponíveis no mercado, sendo angariações exclusivas da ERA Ponte de Lima”.

Organização e profissionalismo “No nosso trabalho temos de ser muito organizados

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São cerca de 200 lojas que vendem em rede e são regidas por regras, um código de ética e sistema partilhado entre as próprias agências. O sucesso da ERA está, também, nesta ligação entre agências tal como refere o gerente: “partilhamos negócios entre agências da rede ERA. Quem estiver interessado em comprar ou arrendar um imóvel em qualquer parte do país, basta se dirigir à nossa agência que mostramos os imóveis disponíveis mediante as caraterísticas e exigências que nos transmitem. A ERA Ponte de Lima tem uma equipa composta por nove elementos, mas a rede tem mais de 2000 colaboradores por todo o país. Juntos somos mais fortes, como uma família”, revela Óscar Torres.

O mercado da reabilitação de imóveis é vasto e têm sido realizados projetos de grande envergadura na vila

Ponte de Lima, um mercado em ascensão

Mais voltado para Ponte de Lima, a procura de terrenos para construção começou a aumentar tanto para obras particulares como para empreendimentos. E, como refere Óscar Torres, “Há um ano que eu já previa que houvesse esta carência. Atualmente temos solicitações para terrenos onde possam ser construídas mais de que uma moradia. Os preços dos terrenos continuam a subir, há cada vez mais procura para arrendamento, mas não existe produto para satisfazer esta procura. É necessário olhar para Ponte de Lima como um mercado que carece de investimento em construção de habitação própria e permanente e para arrendamento. Atualmente 50% do mercado imobiliário está na mão dos particulares e, dos


ERA PONTE DE LIMA

Equipa

outros 50%, a ERA Ponte de Lima detém 20%. O mercado da reabilitação de imóveis é vasto e têm sido realizados projetos de grande envergadura na Vila. Muitos imóveis já foram recuperados e a procura continua a crescer.”.

Perspetivar a nova ERA Com o mercado de trabalho a aumentar no concelho, haverá,

muito em breve, uma deslocação de pessoas e famílias, o que representa uma preocupação para o gestor: “se disponibilizarmos 2.000 postos de trabalho virão, pelo menos, o dobro das pessoas para Ponte de Lima e não temos imóveis suficientes para as receber. O mercado Limiano está a crescer e vamos sentir essa tendência nos próximos três anos, já voltámos ao tempo de vender imóveis em planta” remata Óscar Torres.

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AMBICLIMA

APOSTA NA VALORIZAÇÃO DO MEIO AMBIENTE A Ambiclima é uma empresa situada em Ponte da Barca, que se dedica essencialmente à climatização e às energias renováveis. Ivo Rocha é proprietário do projeto que iniciou a sua atividade em 2014. Com um espirito empreendedor o gerente da Ambiclima em entrevista à Revista Business Portugal revela a sua aventura no meio empresarial.

I

vo Rocha é um jovem empresário que conta já com uma vasta experiência no setor, iniciando a sua atividade profissional na empresa do seu pai, na área da construção civil. “Desde muito cedo cooperei na empresa do meu pai. Além da formação, a experiência adquirida foi essencial para optar pelo meu próprio projeto”. Ivo Rocha acrescenta que além de se dedicar a uma área que domina também se preocupa com questões ambientais.A escolha do nome do projeto relaciona-se com a principal missão da empresa, a interligação da valorização do meio ambiente com a climatização. Os serviços de climatização, pichelaria, energias renováveis foram a aposta de Ivo Rocha: “investi neste setor porque era algo que fazia falta nesta área geográfica e, por outro lado, o projeto torna-se num desafio pessoal a todos níveis”, revela o empresário. Ambiclima já elaborou inúmeras obras dentro e fora das fronteiras nacionais percorrendo também todo o território nacional e ilhas. Neste momento, a empresa também detém uma obra em Ibiza de grande dimensão. Ambiclima já realizou projetos com a Segurança Social

140 | Revista Business Portugal junho 2018

e tribunais, no entanto, Ivo Rocha, gerente o público-alvo da empresa é o consumidor final: “trabalhamos maioritariamente com o cliente final. A nossa empresa tem algumas parcerias com diversos empreiteiros, contudo preferimos trabalhar diretamente com o comprador final uma vez que, estabelecendo uma comunicação direta, podemos ir ao encontro do que é realmente pretendido”. O jovem empreendedor garante um acompanhamento da obra personalizado. No fim de cada obra, Ivo Rocha afirma que além de um cliente fidelizado ganha um amigo. A palavra-chave para o sucesso é a qualidade. Além da aposta constante em materiais, equipamentos e ferramentas modernizadas e inovadoras, o atendimento é personalizado. “Quando entregamos um orçamento faço questão de pessoalmente explicar detalhadamente o mesmo e isso ajuda o cliente a reconhecer o valor do nosso trabalho”. Ivo Rocha acrescenta que esse exercício é fundamental pois o valor do orçamento apresentado deve ser entendido pelo comprador.Ambiclima está em constante crescimento desde a sua génese algo que acontece naturalmente pelas provas dadas em cada obra realizada. No entanto, Ivo Rocha confessa que nem sempre foi fácil, o projeto consegue sobreviver a uma época em que a construção nova praticamente está estagnada. O nosso entrevistado conta que o segredo para o êxito é o sacrifício e a dedicação total ao projeto. Em apenas seis anos, a empresa passou por diversas situações, contudo, a empresa está de momento a crescer de forma exponencial o que levou ao deslocamento de instalações: “a qualidade do nosso trabalho vai sendo referenciada e, dessa forma, vamos ganhando cada vez mais clientes. Isso obrigou-nos a mudar de instalações. O espaço que tínhamos já era reduzido e num futuro próximo pensamos em adquirir um pavilhão”. Ivo Rocha adiciona à conversa que o cumprimento dos prazos e a satisfação dos seus clientes são resultado de todo o trabalho realizado pela equipa da Ambiclima. O jovem empresário natural de Ponte da Barca descreve a vila como um lugar calmo e com alma, que cada vez mais é atrativa aos turistas, algo que também aumenta o volume de negócios da Ambiclima. Contudo, a dedicação total ao projeto não o permite usufruir dos passeios pela vila histórica e até a vida familiar é colocada em segundo plano. Ivo Rocha finaliza a entrevista com uma mensagem aos nossos leitores: “há imensas empresas no país que fazem o mesmo que nós fazemos, no entanto, na nossa empresa, o trabalho é feito como se fosse para mim, cada casa é produzida como se fosse a minha própria casa e sempre com um preço justo”.


MOVICERQUEIRAS

30 ANOS DE HISTÓRIA NO SETOR MOBILIÁRIO Desde 1988 que a Movicerqueiras acompanha as tendências e exigências do mercado ao longo dos anos. Com uma vasta gama de linhas de mobiliário de qualidade, do clássico ao contemporâneo e todo o tipo de artigos de decoração e iluminação a empresa familiar está apta para criar os móveis aos gostos e medidas dos seus clientes.

Â

ngela e Paula Cerqueira são as atuais sócios-gerentes do projeto que se iniciou com o seu pai na Vila de Arcos de Valdevez. O lema que seguem é a simpatia, bom atendimento sem nunca esquecer a relação preço/qualidade e assistência. Em entrevista com a Revista Business Portugal, as gerentes contam que a empresa está direcionada para receber todo o tipo de clientes colocando ao dispor mobiliário com todo o variado tipo de preço sem nunca colocar em risco a qualidade dos seus produtos. A empresa Movicerqueiras já tem a sua posição no mercado mobiliário bem vingada em Arcos de Valdevez, contudo, os seus serviços são procurados fora da vila. Com capacidade de transportar para o estrangeiro, a empresa exporta principalmente para França. Além disso, a empresa no ramo mobiliário presta serviços de reparação e restauração de móveis. Todo o reconhecimento conquistado ao longo dos anos deve-se à qualidade e à dedicação da família Cerqueira. “Somos uma empresa com 30 anos, temos clientes fidelizados que compram sempre na nossa loja, e nos dias de hoje são os seus filhos que fazem as suas compras nas nossas lojas. É uma satisfação poder acompanhar várias famílias ao longo dos tempos”, conta Paula Cerqueira. Com dois show rooms com cerca de 230 m2 e 300 m2 situados em Novelhos, Arcos de Valdevez, a Movicerqueiras tem ao dispor linhas contemporâneas e clássicas que vão ao

Paula e Ângela Cerqueira, sócios-gerentes

encontro dos gostos e necessidades do consumidor. As linhas inovadoras e jovens são o espírito da empresa que pretende preencher o cantinho dos seus clientes completando com os seus artigos de decoração. A equipa organizada, motivada e dinâmica oferece um serviço personalizado acompanhado cada cliente durante e após a compra. Os 30 anos de história também representam dificuldades que o projeto familiar precisou de ultrapassar. Ângela Cerqueira revela que as multinacionais já foram os maiores concorrentes. “O que acontecia era que muitas multinacionais apresentavam preços muito baixos o que prejudicou o nosso negócio. No entanto, com o passar dos anos os clientes começaram a valorizar a qualidade. Temos também gama mais baixa com preços acessíveis com uma qualidade muito superior a outras empresas internacionais”. A gerente garante ainda que uma das maiores

vantagens em relação a essas empresas é a própria montagem dos móveis que é feita sempre pela equipa da Movicerqueiras sem qualquer custo adicional. Os nossos interlocutores afirmam: “apostamos sobretudo em materiais nacionais, para a nossa empresa é importante termos produtos elaborados em Portugal. Somos, inclusivé, procurados a nível internacional pela própria valorização do produto português”. A gerente acrescenta ainda que cada visita é uma forma de provar a cada cliente a qualidade que conquistaram ao longo dos mais 30 anos de atividade. Para breve, está a abertura de uma nova loja que complementará os serviços já disponibilizados pela Movicerqueiras. Para finalizar a entrevista, as irmãs Cerqueira, deixam uma mensagem aos nossos leitores: “É um orgulho para o nosso pai continuar com o seu projeto de vida e conseguirmos mesmo depois de todas as dificuldades ultrapassadas, estabelecermo-nos no mercado. Para nós é cumprir uma missão”.

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CLÍNICA MÉDICA CABRAL DE OLIVEIRA

“O NOSSO OBJETIVO É SEMPRE O DOENTE!” António Cabral, médico-dentista

Situada em Ponte da Barca e com três décadas de existência, a Clínica Cabral de Oliveira oferece, além da vasta experiência, um leque de valências aliadas à valorização permanente, aprofundamento de relação, proximidade e confiança com o utente.

F

oi por Cabral de Oliveira, médico, que surgiu esta clínica de renome que começou com as valências de Medicina Geral e Familiar e Medicina do Trabalho, tendo sido criada em 2006 a área dedicada à Medicina Dentária, iniciando o alargamento do campo de intervenção da Clínica Cabral de Oliveira. António Cabral, filho do fundador, médico dentista e atual diretor clínico, considera a proximidade com o paciente um elemento crucial: “os valores e a identidade da clínica estão diretamente relacionados com o cuidado que queremos prestar ao doente. Primamos por ter um atendimento personalizado, por estabelecer um contato muito próximo com os nossos utentes para ir de encontro às suas necessidades, conduzindo à melhoria do seu estado de saúde. Esse é o nosso objetivo, o bem-estar do doente”. Paralelamente ao serviço de medicina dentária, outras especialidades também passaram a integrar a oferta desta clínica médica. “Um dos grandes objetivos que tivemos em relação à criação desta clínica, foi trazer para Ponte da Barca vários serviços médicos de qualidade, de forma a que as pessoas não se vissem obrigadas a terem que se deslocar das suas localidades para poderem usufruir de tratamentos médicos diferenciados”. Esta instituição, que surgiu no seguimento de décadas de experiência clínica, permite ao utente concentrar as suas necessidades ao nível da saúde num só espaço, com uma equipa de reconhecido valor e dotadas de modernas instalações e equipamentos, tornando-se, assim, uma referência na região. “Exemplo disso, é a nossa dedicação à reabilitação oral sobre implantes e sobre dentes. Temos

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condições para realização de reabilitações dentárias totais com prótese fixa no próprio dia, seguindo as técnicas mais avançadas da especialidade, contando com a experiência dos profissionais da clínica, e quando necessário, construímos equipas de trabalho com profissionais de referência”. Apesar de localizada numa região do interior do Alto Minho, os serviços disponibilizados nesta clinica são procurados por pessoas de diferentes localidades: “verificamos que temos já uma grande dispersão geográfica em termos da sua origem, hoje os nossos pacientes não provêm apenas de Ponte da Barca, procuram-nos também a partir dos outros concelhos da região e a partir das nossas comunidades emigrantes, para fazer os tratamentos que precisam”.


CLÍNICA MÉDICA CABRAL DE OLIVEIRA

Consciencialização da população É sabido que as clínicas privadas sofreram alguns cortes fundamentais, um dos grandes paradigmas refere-se à relação ou parcerias que o Serviço Nacional de Saúde poderá estabelecer com os estabelecimentos privados que prestam cuidados e que podem suprir a falta total ou parcial de intervenção do estado em alguns campos da saúde. Questionado sobre a abertura de novas parcerias para servir toda a população, António Cabral considera que estas parcerias são de facto complexas e que podia haver mais apoios. “Perguntar se estou de acordo com a abertura da medicina dentária no Serviço

Nacional de Saúde? Sim, estou. Já existe uma parceria, que é o cheque dentista na área da medicina dentária, mas isso não abrange a população por completo, nem todo o tipo de tratamentos. Concordo que poderia haver mais apoios, mas também tem que haver maior organização na sua conceção e aplicação”. Uma vez que se fala em mais apoios para toda a população, é notória a importância que cada vez se dá mais à consciencialização desta necessidade de procurar o dentista pelo menos duas vezes por ano. Na ótica de António Cabral, a prevenção é o ponto mais importante. “Um dos nossos objetivos passa também por trabalhar, cada vez mais, na prevenção. Tentamos que este pensamento seja transversal de pais para filhos, de forma a que a consulta de Medicina Dentária, tal como qualquer outra especialidade, não se foque apenas no tratamento em si, mas que faça naturalmente o seu alargamento à prevenção e sensibilização para os estilos de vida saudáveis, pois considero que só assim a Medicina Dentária pode obter bons

resultados. De facto, verificamos com satisfação que nos últimos anos a nossa ação preventiva tem tido bons resultados. Hoje em dia, essa preocupação já começa a ser uma realidade”.

Novidades em breve! O alargamento de leque de valências é constante e continuado. António Cabral salienta a importância das especialidades existentes e destaca que, recentemente, passaram a contar com uma nova valência, a oftalmologia. “Temos outras valências que são relativamente especificas e difíceis de encontrar nesta região, nomeadamente a avaliação psicológica de condutores, na área da psicologia, ou seja, testes psicotécnicos dos condutores de pesados e outras valências na área da saúde e bem-estar que também apresentam grande expressão dentro da clínica. Em breve teremos grandes novidades para apresentar! Apenas posso revelar que é algo que vai trazer mais valias para toda a população de Ponte da Barca e da região”, termina António Cabral.

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CONSTRUÇÕES JESUS

PERFEIÇÃO E QUALIDADE NA CONSTRUÇÃO Em Ponte da Barca, encontra-se a Construções Jesus, empresa que executa vários tipos de serviço, no âmbito da construção civil. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Estêvão de Jesus Alves Rodrigues, administrador.

Estêvão de Jesus Alves Rodrigues, administrador

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esde 1989 no mercado da construção civil e obras públicas, a Construções Jesus é especialista na execução de diversos trabalhos no âmbito da construção civil. Entre os serviços que esta empresa disponibiliza, encontram-se demolições, movimentação de terras, estruturas, alvenarias, pavimentação, revestimentos interiores e exteriores, pinturas e serviços de máquina. Este último pode ser com recurso a aluguer com operador do equipamento (escavadoras, retroescavadoras, trator). Estêvão de Jesus Alves Rodrigues é o “fundador e único administrador” da Construções Jesus. Era ainda muito jovem quando iniciou a sua carreira profissional. Ao ser confrontado com a escolha de trabalhar ou estudar, preferiu a primeira, “apesar de me ter arrependido pouco tempo depois”, confessa-nos. No entanto, não se deixou abater, antes pelo contrário,

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decidiu que se iria tornar um excelente profissional no seu ofício para progredir na vida. Assim o fez. Ainda antes dos 18 anos, começou a trabalhar por conta de outrém, “para um patrão que se revelou muito exigente e me fazia trabalhar até tarde, para aprender a executar bem e rápido”. A partir daí, iniciou o seu percurso. Começou a trabalhar por conta própria durante alguns anos e fundou a empresa Construções Jesus em 1989. Se este empresário tem hoje uma empresa de sucesso, conhecida na região que o viu nascer, é por mérito próprio e, porque lutou para chegar onde está hoje, tal como tinha decidido ainda muito novo. Ainda mal tinha 20 anos e já “liderava a minha própria equipa, a qual é constituída por trabalhadores qualificados”, sob a liderança firme e profissional de Estêvão de Jesus, que se responsabiliza pelo trabalho executado pela sua equipa. “Não admito erros e garanto que o resultado final terá sempre de ficar nos meus conformes”afirma. Quando iniciou a sua atividade, contava apenas com uma pequena equipa de trabalhadores, que executavam trabalhos de cofragem e construção de estruturas de betão armado. Atualmente, “é uma empresa sólida, com quadros permanentes de postos de trabalho” remata Estêvão de Jesus. Também desempenha alguns serviços em regime de subempreitada e soma um vasto leque de obras executadas, tanto de construção nova de raiz, como reabilitações. Um dos lemas principais é procurar sempre a melhor qualidade de construção e, com isso, a total satisfação dos clientes, os quais espalham a boa reputação da empresa. Executa projetos chave-na-mão e faz orçamentos a pedido. A Construções Jesus carateriza-se pelas soluções globais e inovadoras que apresenta aos seus clientes nas áreas de planeamento e execução de obras. Opera maioritariamente na zona de Ponte da Barca, onde regista bastante procura pelos serviços de construção civil. Atualmente, Estêvão de Jesus Alves Rodrigues acumula muita experiência de vida e continua a proporcionar crescimento à Construções Jesus.


INERBRITAS

REUTILIZAR PARA PRESERVAR ATRAVÉS DA BRITAGEM A Revista Business Portugal falou com José Oliveira, o mentor e administrador da Inerbritas - Transformação de Granitos SA, que cedo identificou uma lacuna neste setor. “Com base na experiência adquirida anteriormente, reparei que não havia ninguém que tratasse dos excedentes da indústria de extração de pedra”, conta. Na entrevista que José Oliveira nos concedeu, descobrimos um setor que reaproveita os excedentes desta indústria promovendo a responsabilidade ambiental e sustentabilidade do setor.

P

ercurso de persistência A empresa tem tido uma atitude de persistência e sensibilização, a indústria e os industriais do setor da pedra “não estavam ambientados com este nicho de negócio e inovação, tendo sido um desafio convencê-los que poderíamos fazer a diferença neste setor, e na preservação ambiental do concelho. Apesar de muitos pensarem que este modelo de negócio não ia funcionar, dez anos depois de iniciarmos a atividade, já reconhecem e valorizam o nosso trabalho”.Não deixou que isso o desmotivasse, pois sabia o potencial do negócio em que arriscava. “Há sempre questões que dificultam a instalação deste tipo de instalações de transformação de pedra (impedimentos legais, por exemplo), que conseguimos ultrapassar, e notamos que ao longo do país, somos dos únicos a seguir este modelo”. A pedra não era tratada “porque era um produto sobrante, maioritariamente da

produção de rocha ornamental para pilares, peças nas quais tem de ser feito um corte limpo, de peça única”. Tudo o que sobrava não era aproveitado, apesar de ser “um produto nobre que a nível de construção civil, tinha muito potencial. Daí termos tido a ideia de fazer uma instalação de britagem, para aproveitar o excedente dos produtores”. Têm equipamento para transformar a pedra em brita e areias de forma a ser viável a sua aplicação em obras, “estes recursos transformados podem ser utilizados em muros de autoestradas, argamassas, betão, misturas betuminosas para vias de comunicação, e respectivas camadas de suporte, tanto na construção civil como em obras públicas. Desde pequenas a grandes construções, temos todo o tipo de clientes”, explica Fabíola Costa, engenheira Civil e braço direito de José Oliveira.

Reaproveitamento é sinónimo de produto nobre A Inerbritas esforça-se para limitar o desgaste do ambiente. Assim, limpam este excedente o que, por si, é uma forma de apoiar e preservar o ambiente. Mas, relembra José Oliveira, “a união faz a força, e todos os produtores deviam estar mais atentos. A pedra que rolava monte abaixo, causava acidentes, mortes, e com a Inerbritas, há uma minimização muito visível desses efeitos”. Há um projeto de alargamento dos serviços da Inerbritas, focado no reaproveitamento do material sobrante da construção e das demolições. “Havendo triagem de materiais poderemos incorporar esses resíduos na britagem e reaproveitá-los”, explicou-nos Fabíola Costa. Referindo-se, mais especificamente, ao betão, tijolos e misturas betuminosas, lembrando que há estudos que comprovam que esses materiais, que anteriormente eram considerados lixo, podem, de facto, ser reutilizados e reciclados transformando-se num produto final Fabíola Costa e José Oliveira, nobre com capacidade funcional Engenheira Civil e Administrador e estrutural.

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CHURRASQUEIRA A BRASA

UMA COZINHA COM CARINHO EM ARCOS DE VALDEVEZ Entre Arcos de Valdevez e Ponte de Lima, perto da margem do rio Lima e de muitos pontos de interesse cultural, encontrará a churrasqueira “A Brasa” com grelhados e pratos típicos, perfeita para uma paragem e convívio em família, com amigos, em viagem ou no dia a dia. Conversámos com Sónia Castro, gerente deste negócio há um ano.

Sónia Castro, gerente

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a cozinha

para a mesa Sónia Castro já trabalhava na área da restauração quando surgiu a oportunidade e desafio de gerir, em conjunto com Agostinho Soares, o proprietário do estabelecimento. Dividiram as tarefas: Agostinho Soares assumiu a pasta da gestão e contabilidade, enquanto Sónia trata da gestão de stocks, compras e confeção, elaborando as ementas diárias e carta da casa. “Muita dedicação e simpatia são partes integrantes da ementa”, refere Sónia Castro. Uma das alterações que fez ao restaurante foi na decoração. “Gosto de ver o restaurante com este novo equi-

líbrio, está mais acolhedor”, afirma. Já trabalhou em várias áreas, mas é na cozinha e nas doçarias, que gosta e se sente realizada, pois é uma paixão que requer dedicação diária. Adaptou o cabrito à padeiro e outras receitas, expandindo-as para “outros sabores, outras iguarias, outros temperos”. Gosta de evoluir na cozinha, “não perdendo o norte em relação ao que é tradicional, mas combinando outros sabores”, que todos os dias serve tantas barrigas felizes. “Tento inovar e confecionar outro tipo de pratos, sempre nesta busca por inovar na cozinha. Por exemplo, hoje estou a confecionar pescada à zé do pipo, substituindo aqui o bacalhau pela pescada. Outro prato que os clientes adoram é o frango na caçarola, bem como o frango à Brás”, explica. Pratos que nos deixam de água na boca. Produtos frescos e da região à mesa Encontrar os produtos certos, frescos e secos é uma das preocupações da casa, uma vez que os fornecedores podem alterar completamente aquilo que se oferece à mesa. Em relação à fruta e frutos secos, conseguem comprar aos produtores locais, dinamizando a economia local. Gerir um restaurante tem várias dificuldades, mas tem feito e reagido às dificuldades com um sorriso e arregaçando as mangas. “É o que eu gosto de fazer e quando uma pessoa gosta

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do que faz, é tudo mais fácil”, conta-nos Sónia. Se uma criança não tiver nada com que se entreter, a gerente não fica contente, daí ter reservado um espaço próprio para as receber da melhor forma, reforçando a ideia de que “este é um restaurante familiar, um local importante para todos, inclusivamente para as famílias poderem conviver”. “Temos sempre cuidado com o empratamento, com a beleza dos pratos que chegam à mesa. O carinho que sinto pelo meu trabalho, tento passá-lo no dia a dia para os clientes, e isso tem-se sentido bastante. Tentamos equilibrar sempre as porções com alguma atenção e cuidado à saúde. É reconfortante ter esta casa a tornar-se um sucesso, pois as pessoas são bem recebidas, bem tratadas, a comida é confecionada com muito gosto e dedicação”, conclui com um sorriso que tão bem a caracteriza.


ESPINHO CIDADE DE TURISMO, LAZER E GASTRONOMIA

DESTAQUES 144 FREGUESIA DE ESPINHO A ‘cidade varanda’ com vista para o mar 146 ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA FAMILIAR DE ESPINHO Porque é bom saber que há alguém que cuida de nós

Com cerca de 9 mil habitantes, a cidade de Espinho encontra-se localizada a 15km do Porto e, chegar a esta cidade, é incrivelmente fácil! Seja de carro, de táxi ou de comboio, não faltam meios para chegar até aqui. É impossível não parar para observar e relaxar com a vista privilegiada com que Espinho nos presenteia. As casas dos pescadores, construídas há alguns séculos, foram adquiriras por famílias de posses, que deu origem à colónia balnear de Espinho. Além das praias limpas e frescas, Espinho é famosa pela sua feira centenária, pela gastronomia, pelo turismo e lazer e, também, pelo Casino. Uma cidade bonita, organizada e aconchegante preparada para receber toda a gente. Com bastantes pontos históricos, cafés e lojas de vinho com mais de 50 anos de funcionamento, é impossível ficar indiferente a esta cidade. Aproveite para conhecer a cidade e terminar o dia com um passeio à beira mar após um delicioso jantar nos restaurantes de referência desta cidade. Venha conhecer Espinho!

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JUNTA DE FREGUESIA DE ESPINHO

A “CIDADE VARANDA” COM VISTA PARA O MAR

O mar é ponto de encontro na Freguesia: a praia, a gastronomia, o comércio, as esplanadas, o desporto que decorre no areal e no mar. Mais para o interior, a feira com o fervilhar de gente de vozes roucas, é o comércio. Hoje, a praia espera os visitantes de areal limpo e Bandeira Azul hasteada. Sejam bem-vindos à Freguesia de Espinho!

F

oi a Independência d` Espinho, em 23 de maio de 1889, não foi uma batalha, mas a vontade popular de um grupo que não se curvou perante o poder instituído, é a rebeldia conhecida das gentes do norte. Muitos vieram pelo mar, aquele que abraça a Freguesia, era um ir e vir, do Furadouro para a praia de Espinho, onde ficavam à semana e regressavam para ver a família. Um dia, esta veio também e ficou até hoje. Assim nasce a aldeia piscatória. Ali ao lado, o mar continua próspero. Foi a sardinha em sal-moura que abriu as portas dos armazéns que exportam para todo o lado. Com a

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moda dos “banhos de mar” que fazia bem a tudo, muita gente ruma à vistosa praia de Espinho, a fidalguia também vai a banhos. O movimento aviva o lugar, que engrandece o comércio, as casas de jogo, os hotéis, os cafés e uma assembleia recreativa. Era o inicio da independência. A Vila da Feira bem orgulhosa ficava com os lucros que rendia o lugarejo ao lado da praia, mas as más condições continuavam sem ver a luz do progresso. Pela modernidade Espinho criou uma freguesia, foi a luta dos vareiros e dos amigos da causa que tornou o sonho em realidade de uma freguesia independente, a freguesia de Espinho.1 As comemorações celebram, nesta data, uma nova freguesia que hoje recebe por dia no seu espaço sede mais de duas centenas de utentes. Numa cidade que abraça o mar pela história, pela tradição e pelo futuro. A grande preocupação das instituições municipais é valorizar as praias com todas as estruturas e logística de apoio à época balnear. Na verdade, Espinho diferencia-se pelo bem receber e acolhimento de quem vem de fora para disfrutar de todo o potencial que a cidade oferece. Por isso, a junta de freguesia de Espinho defende que a segurança e o bem estar estão em primeiro lugar. É importante dar garantias de qualidade a quem frequenta as praias, assim como, cuidar das infraestruturas e limpeza dos espaços urbanos. Esta é uma boa maneira de saber acolher. A Junta de Freguesia promove durante todo o ano campanhas de sensibilização para a limpeza das praias, em parceria com di-


JUNTA DE FREGUESIA DE ESPINHO

versas associações de proteção ambiental, com uma periodicidade mensal sendo o seu objetivo proteger o nosso oceano. Existe esse compromisso de qualidade entre a autarquia e a Junta na manutenção e limpeza diária em época balnear. Esta é uma marca diferenciadora em relação às outras praias da região envolvente à cidade. Sendo assim reconhecida esta frente de mar com a atribuição de bandeira azul. As bandeiras azuis são a garantia de qualidade, onde famílias e banhistas em geral sabem que podem usufruir do espaço e estruturas complementares em segurança. Uma mais-valia na freguesia e no concelho que atrai turistas e visitantes de várias nacionalidades. Por outro lado, uma das características de Espinho, é a sua “fisionomia” enquanto espaço urbano. A sua configuração de ruas paralelas e perpendiculares que se cruzam num alinhamento perfeito e simétrico, com uma arquitetura equilibrada. De todas as janelas se vê o mar, pode ser a metáfora da cidade que olha o oceano de frente. Aliada às boas acessibilidades de uma cidade plana, onde todos partilham um amigo comum como uma “grande aldeia”. Uma das

preocupações deste executivo da freguesia é a qualidade de vida da sua população, em Espinho, tudo fica perto, rapidamente um munícipe desloca-se a pé do Centro de Saúde, à área comercial ou a um serviço camarário. Em defesa do exercício físico,

poderia ser o mote. Com uma gastronomia local presente, o bom peixe fresco, faz as honras da casa. Também as iniciativas culturais, desportivas e lúdicas juntamente com a concessionária do jogo movimentam um número muito elevado de visitantes. A freguesia também promove e acolhe movimentos cívicos. A Feira semanal, realiza-se às segundas, chegam pessoas de várias zonas do país. Os turistas adoram aquela agitação. Como espaço comercial é dos mais dinâmicos. Os visitantes assomem à cidade em número considerável. É uma das grandes marcas de Espinho. A Junta de Freguesia de Espinho oferece aos cidadãos espaços de cultura e atividades em várias áreas: conta com um auditório e uma galeria para exposições, são inúmeras as atividades que decorrem naqueles espaços, como um Centro Sénior com aulas de dança, pintura, artesanato. As iniciativas culturais dividem-se em diversas vertentes: grupos de cantares, dança, teatro, alguns projetos com um crescimento fulgurante. A cidade tem uma forte capacidade de associativismo, rapidamente multiplicam-se os movimentos cívicos, culturais e desportivos. O desporto é uma das grandes bandeiras de Espinho: o Voleibol e Futebol de Praia, o Andebol e o Surf atraem imensos visitantes. O extenso areal de areia fina é o cenário perfeito para a prática desportiva. O poder local está empenhado em promover mais iniciativas que tragam a Espinho e aos Espinhenses novas práticas, para que se promova e melhore as condições dos eventos já existentes. Fazer desta cidade um “viveiro” de novas experiências, para os que

nos visitam usufruam das boas condições geográficas, do clima, disfrutem da gastronomia, da hospitalidade da população, do conforto do alojamento local, dos eventos e equipamentos culturais, para futuramente, voltarem onde foram recebidos de braços abertos. 1Fonte; Compilação documentada em escritos históricos do Padre André de Lima e extraída na pesquisa dos livros de actas da Junta de Freguesia de Anta (Artur Faustino)

Rua 23, nº271 - 4500-141 Espinho Apartado 89 - 4501-908 Espinho Contatos: +351 227344418 ou +351 932677804 E-mail: geral@jf-espinho.pt www.jf-espinho.pt

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ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA FAMILIAR DE ESPINHO

PORQUE É BOM SABER QUE HÁ ALGUÉM QUE CUIDA DE NÓS Junta uma farmácia e clínica com várias áreas terapêuticas a baixo custo. Uma solução dedicada ao seu problema. Em entrevista José Almeida, presidente da direção explica as vantagens de ser associado.

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sta associação concede benefícios aos seus associados, disponibilizando serviços diretos de Subsídio de Funeral, Clínica e Farmácia Familiar (farmácia social). Com estas valências, a associação abrange um leque alargado de serviços diretos prestados aos associados, além disso, tem parcerias e acordos de cooperação com outras entidades de apoio complementares, tais como: consultas jurídicas, segurança e higiene no trabalho, medicina da especialidade, clinicas médicas, centros auditivos, de fisioterapia, de terapia e reabilitação, de fisiopatologia respiratória, ópticas, centros de estética, piscinas, mas também, livrarias. Com o intuito de oferecer aos associados a disponibilidade de conforto e bem-estar a preços acessíveis. Os seus 124 anos de existência e experiência na área, são a prova que os serviços de qualidade resistem ao tempo e as mudanças sociais. Uma missão para quem gosta de cuidar das pessoas e das suas famílias.

Um pouco de história Esta associação nasce em 1894, no dia 25 de Fevereiro, pela mão de espinhenses preocupados com o bem-estar social de uma população com poucos recursos e sem apoios institucionais, inexistentes naquela época.

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Esta Instituição Particular de Solidariedade Social tinha como objetivo dar proteção aos sócios e familiares, na assistência médica e medicamentosa, subsídio de funeral, desemprego e prisão. “ Em 1949, quando foi implementado a Caixa de Previdência, houve uma alteração no cenário da rede de mutualista, muitas desapareceram, porque o Estado começou a desempenhar o nosso papel. Atualmente, somos cerca de 75 em todo o país. A Familiar de Espinho tem vindo a crescer nos últimos anos, o espaço físico foi requalificado e adaptado com todas as infraestruturas necessárias. Estamos em potencial desenvolvimento de todas as nossas valências, mas também, em franca expansão com diferentes competências. O próximo projeto será a ampliação do espaço físico para o andar superior. O futuro vai ditar o crescimento da Familiar de Espinho, que terá disponíveis os serviços que os associados desejarem. Nesta instituição, nenhum membro da direção recebe honorários, pelo que, todo o dinheiro gerado é aplicado para a melhoria da mutualista”, declara José Almeida, presidente da direção.

Juntas: Farmácia e Clínica por um serviço de qualidade Como serviços diretos existe a farmácia com todas as valências, além comercialização

José Almeida, presidente da direção

de medicamentos a baixo custo, estão disponíveis também, os testes bioquímicos, a administração de medicamentos e injetáveis, os rastreios de diabetes, hipertensão, entre os vários serviços que este tipo de unidade oferece. Além disso, a associação tem a clínica, com várias especialidades: dentária, dermocosmética, nutrição, osteopatia, cessação tabágica, ortopedia, geriatria, entre outras. Há uma ampla rede de cuidados e benefícios para os sócios. Neste momento, existem cerca de 3800 associados, a intenção é que o número aumente, é nesse sentido que a equipa trabalha. Existem dois tipos de modalidades em relação aos serviços prestados, para que os associados possam escolher a que melhor se adapta à sua realidade: a primeira, com o valor de 2 € por mês e a segunda com uma cota de 2,5 €, acessível a qualquer orçamento. Institucionalmente, a Familiar de Espinho faz parte como elemento da Rede Social da cidade, tem um representante na Associação de Desenvolvimento de Espinho e na União da Mutualidades Portuguesas. “Sentimo-nos valorizados com o trabalho que desenvolvemos e a qualidade dos serviços prestados”, conclui o presidente.


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