Page 1


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

2


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

3


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

4


REVISTA BUSINESS PORTUGAL EDITORIAL

Editorial

FICHA TÉCNICA Diretor

portugal além mar

Fernando Silva

EDITORA

Por Diana Ferreira

Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt)

Tiago Rodrigues

As viagens low-cost chegaram aos Açores! É uma nova oportunidade para a economia do arquipélago, é uma nova oportunidade para o turismo nacional, é uma nova oportunidade para as famílias que estão separadas pelo Atlântico e é uma nova oportunidade para possamos trazer novos lugares às nossas páginas e dar-lhe a conhecer ainda mais de Portugal. Foi o que fizemos. Para a preparação desta edição de Maio, entrámos num avião e ficamos a conhecer a Ilha de S. Miguel de fio a pavio e são essas maravilhas naturais que trazemos nesta nova edição da Revista Business Portugal. Mas não nos ficamos pelos Açores. Há muitos outros temas que merecem destaque nesta nossa edição. Como estamos sempre atentos ao papel do leitor enquanto decisor, nesta edição trazemos às nossas páginas algumas marcas ‘Escolha do Consumidor’. Estas foram eleitas pelos próprios consumidores como as melhores na sua categoria. Este é um dos maiores reconhecimentos que as marcas podem receber. Saberem que são os predilectos dos consumidores é uma mais-valia enquanto marca, mas acarreta igualmente uma responsabilidade acrescida, pois a fasquia está, agora, mais elevada. E porque os bons exemplos já são a ‘prata da nossa casa’, uma vez mais trazemos o merecido destaque às PME Excelência. São exemplos que merecem ser conhecidos e reconhecidos pelo seu papel na economia nacional nos mais diversos níveis: empregabilidade, exportação e até internacionalização do nome ‘Portugal’. Convidamo-lo a ler as próximas páginas e a conhecer estes e outros temas que figuram na nossa/sua revista, e a ficar orgulhoso, uma vez mais, deste Portugal além mar.

SECRETARIADO

Diana Ferreira não segue o novo acordo ortográfico

REDAÇÃO Ariana Ferreira Kathleen Araújo Luana Freire Rita Carreira Sara Gomes Síliva Correia Ana Araújo Ana Miguel Lopes Diana Sanches Guilherme Sousa Mafalda Guedes Miguel Rita Burmester Sílvia Martins (redacao@revistabusinessportugal.pt)

PROJETO GRÁFICO, PAGINAÇÃO E DESIGN

Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt)

GESTÃO DE COMUNICAÇÃO Cátia Fernandes Fernando Lopes Filipe Amorim Isabel Brandão

alguns destaques da edição de Maio

06 - ciclum farma

José Machado José Alberto Luís Branco

16 - município da nazaré

Luís Silva Mariana Castro Lemos Manuel Fernando Nuno Ferraria Paulo Padilha

PME EXCELÊNCIA

EDIÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15 6ºandar sala 6.1/6.2 4400-134 - Mafamude (geral@revistabusinessportugal.pt)

CONTACTOS Tlf: 223 754 806 (Geral) Tlf: 224 109 098 (Redação)

A REVISTA BUSINESS PORTUGAL NAS REDES SOCIAS

REDESCOBRIR OS AÇORES

30 - Município de Vila Franca do Campo 36 - Município de Ponta Delgada 38 - Município da Povoação

LOGITRANS

62 - Linde Material Handling 64 - Porto de Sines

80 - Elevis 86 - Travel Rent 88 - Casa dos Caracóis

TURISMO NO NORTE

92 - Freguesia de Ramalde 94 - Freguesia de Campanhã

INOVAR PARA CRESCER 114 - Valerius 116 - PMP Calçadas

DISTRIBUIÇÃO Gratuita no Jornal i - Dec. Regulamentar 8/99-9/6 Artº 12º nº. ID Depósito Legal: 374969/14 Edição de maio

5


MAIS SAÚDE

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

S

Sabia que os portugueses estão entre os mais saudáveis do mundo e têm uma das mais altas expetativas de vida da União Europeia? Nem tudo são más notícias no mundo da saúde nacional. E porque a saúde será sempre uma questão fulcral, uma vez mais trazemos essa temática às nossas páginas. Nesta edição trazemos três temáticas distintas e fundamentais aos portugueses: genéricos, biotecnologia e gastrenterologia. A Ciclum Farma produz, distribui e comercializa medicamentos genéricos com elevado interesse terapêutico e está integrado num dos maiores laboratórios farmacêuticos alemães. Empenhada em proporcionar a todas as pessoas melhor saúde e bem estar através do acesso facilitado a medicamentos com elevada qualidade e segurança, a Ciclum Farma quer que todos tenham acesso às melhores terapêuticas, salvando vidas, sem preocupação de custos acrescidos. Não será, por isso, de admirar que o seu objetivo passa por ser a melhor empresa em todas as dimensões do seu setor de atividade, de modo a ganhar a confiança da comunidade médica, farmacêutica e dos próprios doentes, através da inovação. Acessibilidade e qualidade dos medicamentos colocados à sua disposição. Na área da biotecnologia trazemos-lhe, uma vez mais, a AMGEN. Esta é líder mundial em biotecnologia e há três décadas que explora o poder da inovação científica para melhorar de forma decisiva a vida dos doentes. A AMGEN está na vanguarda do desenvolvimento de pá na vanguarda do desenvolvimento de produtos originais baseados em tecnologia de ADM recombinante e biologia molecular, tendo lançado os primeiros medicamentos revolucionários da biotecnologia. Para falar de gastrenterologia, ninguém melhor que a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia. A propósito da ‘Semana Digestiva 2015’, a SPG revelou à Revista Business Portugal que pretende promover a actualização e a troca de experiências entre os diferentes profissionais da especialidade, repercutindo-se na melhoria dos cuidados prestados pelos profissionais junto dos doentes.

6


« SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL: QUE TRATAMENTO? PARA QUE DOENTE? « A DOENÇA HEPÁTICA AUTOIMUNE E SEUS DESAFIOS - DA CRIANÇA AO ADULTO « ENDOSCOPIA EM 2035: QUE FUTURO ANTECIPAR? « RASTREIO ONCOLÓGICO DIGESTIVO: QUANDO (PARA ALÉM DO CÓLON)? « QUALIDADE EM COLONOSCOPIA « TREINO EM ENDOSCOPIA DIGESTIVA « A TRANSPLANTAÇÃO HEPÁTICA EM DISCUSSÃO « DOENÇA CELÍACA « NOVAS MODALIDADES DIAGNÓSTICAS EM ULTRASSONOGRAFIA

Para mais informações contactar o secretariado: secretariado@semanadigestiva.pt ORGANIZAÇÃO

PATROCÍNIO CIENTÍFICO


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MAIS SAÚDE

Sáude de qualidade ao alcance de todos ciclum farma A Ciclum Farma, que pertence a de um dos maiores laboratórios farmacêuticos alemães, o Grupo STADA, é uma empresa dedicada à comercialização de medicamentos genéricos, tendo como objetivo melhorar o acesso generalizado da população à saúde, apostando na inovação e na investigação. Moisés Apura, diretor geral da Ciclum Farma, em entrevista à Revista Business Portugal, conta-nos um pouco sobre a empresa, sobre o futuro e perspectivas da mesma e sobre a área onde a empresa atua, de forma generalizada.

Moisés apura Diretor Geral

Esta é hoje uma filial portuguesa de um grupo alemão. Como tem sido este percurso nacional, diante da atual conjuntura económica do país? Podemos falar em crescimento? A STADA decidiu investir em Portugal, através da aquisição da Ciclum Farma, quando se iniciou em Portugal a comercialização dos primeiros medicamentos genéricos e o Governo decidiu incentivar a sua prescrição atribuindo uma majoração de 10 por cento na comparticipação. Tudo indicava que a Ciclum Farma seria, para a STADA, um investimento com retorno sustentado a longo prazo, à semelhança de outros países, mas nunca pensavamos que haveria tanta alteração e cadência legislativa, instabilidade, e redução tão dramática de preços que originasse tanta dificuldade financeira e, nalgumas situações, insolvências de farmácias e distribuidores e que as dívidas hospitalares continuassem em níveis tão elevados, como tem acontecido e sem previsão

8

final. Nunca imaginámos que a comercialização de medicamentos genéricos em Portugal caminharia para o modelo de compras adotado pelas grandes superfícies comerciais com os fornecedores, como o que está a contecer! Apesar desta conjuntura adversa, temos mantido um crescimento sustentado suportado pelo lançamento de novos medicamentos genéricos de substâncias que perdem a patente e pela aposta em expandir o negócio a marcas de venda livre e medicamentos não sujeitos a receita médica. A enorme perda em valor de alguns medicamentos genéricos, devido à forte erosão dos preços e à agressividade comercial, é compensada pelo significativo crescimento em volume e melhor adesão à terapêutica. Infelizmente existe uma maior dificuldade em crescer o segmento de mercado de medicamentos genéricos devido à desregulação do mercado, que se tem verificado nos últimos dois anos e à utopia ou mito, como preferirem, de ser o utente quem escolhe. A formulação de preços dos medicamentos genéricos não dá igualdade de oportunidade a todas as empresas de concorrerem no mercado e é discriminatória e sem paralelo na europa; permite que o primeiro genérico da mesma substância aprovado tenha um preço superior a 30 por cento a outros genéricos aprovados posteriormente e que possa transferir essa margem para a compra da dispensa, prejudicando o doente que paga muito mais e favorece a criação de monopólio. Somente empresas, como a Ciclum Farma, com forte estrutura organizacional, suporte internacional, disciplina e rigor de gestão e resiliência podem suportar esta instabilidade e imprevisilidade por um período, que espero, seja limitado no tempo. Falemos em medicamentos genéricos. Em números, o que significa este mercado, em especial para a Ciclum? Segundo dados da IMS, o mercado total rondará os 1.800 millões euros e os genéricos representam 346 milhões de euros, ou seja, representam uma quota de mercado de 19 por cento em valor e 30 por cento em unidades no mercado total. Como podemos verificar por estes números, existe um grande potencial de crescimento e

o que isto pode representar para a sustentabilidade do SNS, se for bem orientado e suportado por medidas mais favoráveis ao desenvolvimento deste segmento. Para a Ciclum Farma, os medicamentos genéricos representam 75 por cento do volume total de vendas e continua a ser o seu principal core business. E para o Grupo STADA, com vendas acima de 2 biliões de euros, representa 59 por cento do negócio. Por isso, estamos fortemente empenhados em continuar a crescer neste segmento com a introdução de novas substâncias à medida que as patentes expirarem e porque, a continuar este modelo comercial em Portugal, acreditamos que muitas empresas irão desaparecer. O Ministério da Saúde aponta como meta a alcançar, uma quota de 60 por cento em volume de mercado para os genéricos. É um objetivo realista, quando falamos dos atuais 45 por cento? Quais são as principais dificuldades enfrentadas hoje? É interessante que podemos fazer muitas leituras com os números e torná-los mais favoráveis, sempre que falamos em quota de mercado. Um dos objetivos e caminho, para a contenção de custos com o SNS no período da “Troika”, foi criar as condições para que os genéricos atingissem uma quota de mercado de 60 por cento no mercado total de medicamentos, para nos aproximar dos países mais desenvolvidos da europa, com quotas superiores a 60 por cento. No entanto, o Governo verificou que começava a ser muito difícil alcançá-lo e decidiu alterar a métrica e passou a divulgar preferencialmente a quota de mercado de genéricos dentro do mercado com substâncias genéricas, e não a quota de mercado no mercado total, continuando a falar verdade. Assim, em vez dos 30 por cento atuais de quota em volume no mercado total, passamos a mensionar os 45 por cento, tanto divulgado na comunicação social. Todos ficam satisfeitos; o Governo que tem um número mais próximo do objectivo e as empresas de medicamentos originais podem dizer que a quota de genéricos já está elevada e não precisa de incentivos e medidas adicionais para crescer. Se as regras comerciais não forem alteradas, dificilmente


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MAIS SAÚDE chegaremos aos 60 por cento nos próximos tempos. Só o lançamento de novas substâncias é que tem contribuido, ligeiramente, para algum crescimento do mercado de genéricos nos últimos meses, mas sem o dinamismo de anos anteriores; as marcas originais podem melhor defenderem-se alegando que estão a cumprir as regras comerciais porque a prescrição é por DCI. Atualmente assistímos a uma diminuação e incentivo à dispensa de medicamentos genéricos e, principalmente, de medicamentos de baixo preço. É o próprio Governo que cede e permite a legalidade de algumas práticas comerciais de empresas que comercializam medicamentos originais com alternativa de medicamentos genéricos no mercado e que distorcem a boa concorrência; mantêm os preços mais altos e para não perderem mercado, pagam indiretamente através de descontos para manterem os doentes e dificultarem a transferência da dispensa para genéricos de preço inferior. Não compreendo aprovarem leis que definem margens máximas de comercialização para medicamentos comparticipados e pagos pelos nossos impostos e depois permitem na mesma lei todo o tipo de descontos no circuito do medicamento. Se queremos permitir a liberdade de práticas comerciais como as que existem para os medicamentos não comparticipados, então alterem a lei, aprovem um único preço para todos os medicamentos com a mesma substância e deixem o mercado funcionar e auto-regular-se. Acabese com a discriminação negativa, porque cada novo medicamento genérico da mesma substância tem de ser aprovado com um PVP inferior em 5 por cento ao anterior; os cinco preços mais baixos de cada substância de medicamento genérico só servem para calcular o preço de referência e têm o único propósio de baixar o valor de comparticipação a pagar pelo Estado. O facto provado, pelos resultados dos estudos de mercado, é os genéricos e marcas originais com preço mais elevado estarem a ganhar quota de mercado e os de preço mais baixo ficarem nos armazéns a perder validade para destruir. A principal preocupação deste Governo tem sido somente o Estado comparticipar o menos possível! Não vejo nisto uma crítica às farmácias por aceitarem este modelo comercial, porque é tudo uma questão de sobrevivência devido à degradação e diminuição da rentabilidade que sofreram com a redução drástica de preços e que colocou em causa a viabilidade do negócio. É preciso consensualizar com todos os parceiros o equilíbrio dos benefícios e, principalmente, o que melhor defenda os doentes. De que forma o Estado tem contribuído para crescimento do mercado dos genéricos, em termos de diminuição de burocracias, por exemplo? E o que ainda é preciso fazer para fomentar, fazer crescer o mercado dos genéricos em Portugal? Neste capítulo, devemos elogiar e louvar o Governo e o INFARMED pelo grande trabalho de organização e metodologia implementada para melhorar a eficiência nos processos e procedimentos, contribuindo significativamente para a diminuição da burocracia, melhorar a transparência e o processo de aprovação do medicamento. Foram criadas plataformas tecnológicas avançadas de comunicação entre as empresas e o

INFARMED, foi descentralisado os procedimentos e encurtados significativamente os prazos de aprovação. Automatizou-se a aprovação de preços e a comparticipação de medicamentos genéricos; o que demorava meses e muitas vezes mais de um ano, agora é analisado e aprovado em dias ou poucas semanas e permite maior previsibilidade de duração das diferentes fases do processo, o que facilita o planeamento de lançamento de novos medicamentos. Posso dar algumas sugestões do que poderá ainda ser feito: • Se existem outros meios imediatos ao dispor dos utentes e farmácias para visualização dos preços praticados e nunca é o preço que o doente paga que é fixado na embalagem, deveriamos eliminar o preço das embalagens porque limita a possibilidade de variação de preços e acarreta custos mensais enormes para as empresas por etiquetagem obrigatória e movimento de stocks com as devoluções e destruições. • Acabar com a obrigatoriedade de ter embalagens e dosagens que raramente são comercializadas e condicionam a comercialização e aprovação de comparticipação das outras. • Acabar com a linkage Patent e arbitragens voluntárias, (mas obrigatórias!) que servem somente para obrigar as empresas de genéricos a gastar milhares de euros sem qualquer benefício, mesmo que não sejam infringentes da patente. A Lei aprovada por este Governo para para obrigatoriedade de arbitragem (dita voluntária), aplicada no sector farmacêutico em tribunais arbitrais não institucionais parece que foi criada para dar centenas de milhares de euros a ganhar a um pequeno grupo de pessoas! É inadmissível que seja obrigatório constituir uma arbitragem a partir do momento da submissão de processo para autorização de introdução no mercado, mesmo que esse processo leve mais de um ano para ser analisado e aprovado e que o lançamento esteja planeado para o final de patente. • Melhorar a comunicação e divulgação dos medicamentos genéricos, incentivando o seu uso. E, só comparticipar os medicamentos que tenham um preço igual ou inferior a um preço de referência mas dar a opção ao utente de fazer uma verdadeira escolha. Caso continue a optar por outro medicamento acima desse preço paga a totalidade; ganha o Serviço de Saúde e fomenta a concorrência e reduz a disparidade de preços que existe para a mesma substância. • Regular as práticas comerciais com medicamentos comparticipados pelo SNS. A Lei do medicamento é clara quando menciona que os profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos) não podem solicitar, receber ou aceitar e as empresas não podem oferecer ou dar qualquer benefício que incentive a prescrição e dispensa de medicamentos. No entanto, na mesma Lei e no recente projeto SiNATS, a publicar brevemente, diz que isto não se aplica às regras comerciais entre os intervenientes do setor e permite-se todo o tipo de descontos deixando uma porta aberta a todo o tipo de prática menos ética e em desingualdade de concorrência, conforme já explicado. Da vossa parte, o que tem sido preciso perceber do mercado interno para ter sucesso em Portugal? Qual tem sido a sua principal característica?

A indústria farmacêutica tem tido uma capacidade de resiliência e adaptação como nenhuma outra, em Portugal. Temos a certeza que somos, na maior parte das vezes, vistos pelo Poder Político como um mealheiro, onde se recorre para saldar dívidas dos hospitais ou demonstrar força. É politicamente mais fácil responsabilizar, pelo descontrolo dos gastos do SNS, a indústria farmacêutica e não a má gestão ou negociação, quando em verdade os preços são regulados e aprovados pelo Governo e existem concursos de fornecimento negociados e assinados. Quem fornece hospitais públicos tem de ter suporte financeiro para esperar quase dois anos para eventualmente pagarem e nunca é uma preocupação da gestão pública! Esquecemos a contribuição da indústria para a inovação, emprego, economia, aumento da qualidade vida, redução da mortalidade e aumento da esperança de vida à nascença. Em Portugal, o mercado farmacêutico está sempre em constante mudança concorrêncial e legislativa e é pequeno e com muita fragmentação de concorrentes, o que pode gerar problemas de economia de escala na produção e potenciar a destruição de stocks por falta de escoamento e prazo de validade. Para ter sucesso em Portugal é preciso uma grande capacidade de adaptação, mentalidade aberta, flexibilidade e creatividade mas mantendo o rigor, disciplina e eficiência na gestão. Saber distinguir e diferenciar as necessidades dos diferentes stakeholders, por ordem de importância, no momento. Fala-se que o futuro da Indústria passa pelo desenvolvimento de Biossimilares. O que são, o que trazem de benéfico para utente e mercado, e por que investir nisto? O futuro da indústria farmacêutica não passa pelo desenvolvimento de biossimilares mas sim pelo investimento, pesquiza e desenvolvimento em inovação. Sem inovação, com valor acrescentado, não existirão genéricos e biossimilares porque estes são uma sequência dos primeiros. Os medicamentos biossimilares são uma extensão do modelo e estratégia comercial aplicado aos medicamentos genéricos. Estes medicamentos terão uma importância crescente no futuro para os doentes e para a poupança nos gastos em saúde e sustentabilidade do SNS, como tiveram e continuam a ter os genéricos. Os biossimilares obrigam a uma descida dos preços, favorecendo a concorrência devido à perda de patentes. A substância ativa de um medicamento biossimilar é essencialmente a mesma da substância biológica e as poucas diferenças que possam existir estão relacionadas com a complexidade e métodos de produção, sendo o grau de variabilidade natural igual no biológico e biossimilar. Os biossimilares estão sujeitos a estudos clínicos em doentes para demonstrarem a sua eficácia e segurança como feito com os biológicos. A comercialização destes medicamentos aumenta o acesso desta terapêutica a um maior número de doentes, que está limitada devido ao elevado preço dos biológicos e efeito de monopólio. O investimento em biossimilares não está ao alcance de todas as empresas pelo elevado investimento e risco que exige, mas oferece maior sustentabilidade a longo prazo, porque o mercado é menos fragmentado. Este

9


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MAIS SAÚDE

modelo de negócio está na matrix da STADA/Ciclum Farma devido à experiência adquirida ao longo de 120 anos e na nossa missão em trabalhar para melhorar o acesso à saúde a um maior número de doentes. O que ainda é preciso fazer para harmonizar os interesses de todas as partes? Indústria farmacêutica, sistema de saúde, utente. A indústria e todo o sector farmacêutico foram os mais atingidos com as medidas de austeridade implementadas no país. Sem contabilizar o restante setor farmacêutico, só a indústria perdeu mais de 3.000 pessoas nos últimos quatro anos. É um dos setores que emprega mais pessoas qualificadas e suporta milhares de empregos indiretos, contribui significativamente para o aumento das exportações, ajudando ao equilíbrio da balança comercial com o exterior. Hoje, muitas pessoas ainda estão vivas e têm qualidade de vida porque existe uma indústria farmacêutica que investe em inovação para dar soluções e procura o bem estar e contribui significativamente para reduzir o absentismo laboral. Ou seja, diabolizaram a relação da indústria farmacêutica com os médicos e, corretamente algumas práticas menos éticas com punição dos infratores, mas transferiram para as farmácias essas práticas, legalizando a maior agressividade e concorrência na dispensa de medicamentos, com a justificação falaciosa de a opção ser feita pelo utente. Para o Estado não é um problema porque, com a criação de um preço de referência, o custo é sempre o mesmo, qualquer que seja a opção do doente. Desta maneira, e indiretamente, ajudam a minimizar a situação financeira difícil que criaram nas farmácias, com a erosão drástica de preços, facilitando a possibilidade de descontos e negócio com os medicamentos comparticipados. Temos neste momento um mercado aparentemente muito regulado mas muito liberalizado quando existe grupo homogéneo! Estamos a fomentar monopólios com prejuízo para a sustentabilidade do SNS e defesa dos doentes. Estas práticas comerciais representam milhões de euros que são pagos mensalmente e indevidamente pelos doentes sem qualquer proteção do Estado mas do conhecimento do Governo porque têm os dados das regiões de saúde e não atua! A médio prazo não beneficiarão o SNS, os doentes, as farmácias e as empresas. É preciso conhecer muito bem o setor para obter compromissos e tomar decisões políticas e não tomar medidas autistas de gabinete ou por influência do melhor loby do momento ou de corporações profissionais ou empresariais, com mais poder negocial, para podermos melhor defender o País, o SNS e o utente. O lado ‘humano’ do utente e o papel social do Sistema Nacional de Saúde são uma preocupação de peso para a Ciclum Farma? O SNS tem um papel importante na sociedade do ponto de vista económico. O SNS é uma conquista de abril que temos de defender, custo o que custar, para dar equidade de tratamento a todos, independentemente da sua condição económica. Nos últimos tempos

10

optou-se por enfatizar a palavra ‘sustentabilidade’ para justificar cortes drásticos nos orçamentos destinados à Saúde e descuidando a qualidade e humanização dos cuidados de Saúde, com reflexos nos doentes e na economia e empurrando os doentes, que podem pagar, para Seguros de Saúde. A indústria farmacêutica tem interesse na existência de um bom SNS com qualidade. Na Ciclum Farma temos a responsabilidade social de contribuir para uma maior eficiência na utilização dos limitados recursos disponíveis em Saúde e Bem-Estar, procurando disponibilizar medicamentos e produtos de elevada qualidade a baixo custo, contribuindo para aumentar o acesso aos medicamentos. No entanto, sem um SNS público, e mesmos praticando preços baixos, muitos doentes não teriam possibilidades de fazer tratamentos. O que o utente português precisa saber sobre a Ciclum Farma? O que vos destaca, e por que devem fazer esta escolha? Os portugueses devem saber que estão perante uma empresa que faz parte de um Grupo internacional – STADA- que completou 120 anos de existência em março de 2015. Para termos uma longa história com 120 anos é porque soubemos manter-nos fíeis e intransigentes na procura do caminho da excelência e desejar a todos ‘Tudo de Bom’ na saúde e bem estar. A nossa mensagem internacional é ‘All the Best’ e é partilhada por todos os empregados, fazendo parte da nossa missão e filosofia trabalhar todos os dias para garantir altos padrões de qualidade dos produtos e serviços oferecidos. A Ciclum Farma/STADA procura continuamente melhorar os processos e procedimentos para proteger o ambiente e minimizar os efeitos e riscos de saúde. A Ciclum Farma/STADA dá muita importância à melhoria do acesso da população à saúde, principalmente às pessoas mais carênciadas economicamente, praticando uma política de preços acessível a todos. Procuramos manter o preço dos medicamentos genéricos dentro do grupo dos cinco mais baixos, contribuindo para a sustentabilidade do SNS. O custo mensal que um doente crónico paga por um original ou outro genérico mais caro daria para fazer o tratamento durante um ano, sem gasto adicional, se escolher um genérico da CICLUM Farma, na grande maioria das substâncias comercializadas. Relativamente às diferentes marcas comercializadas por nós, os utentes sabem que são únicas, exclusivas, de elevada qualidade e de eficácia e segurança garantida. Os médicos, farmacêuticos e utentes apreciam os nossos produtos quando os escolhem e sabem que temos qualidade, e por isso mesmo, mantêm fidelidade à marca Ciclum/ Stada e contribuem para o nosso sucesso. São pioneiros na área dos genéricos, mas têm feito uma crescente aposta em produtos de saúde diversos. 2014, por exemplo, foi o ano do Ladival. Como foi a adesão do mercado? Que outros produtos trabalham ou estão para trabalhar em Portugal? Qual destacar e por quê?

Tenho que destacar o Ladival. A exposição ao sol é o maior fator de risco no desenvolvimento de cancro da pele e considerado um problema de saúde pública. A divulgação dos malefícios de exposição prolongada devem ser continuamente divulgados à população para que as pessoas se preocupem em fazer prevenção e proteger as crianças. Ladival preenche uma lacuna existente no mercado da proteção solar. Ladival só está à venda em farmácia e podemos considerar que foi um ano bom, atendendendo à venda exclusiva de farmácia. Temos um produto único, específico e diferenciado para peles sensíveis e alérgicas, crianças, tatuados e desportista. Ladival é único porque tem proteção tripla; raios UVA-UVB e raios Infra Vermelhos (causadores de queimaduras graves). Devemos também destacar, entre todas as outras nossas marcas, os excelentes resultados com Lactoflora para os distúrbios gástricos (diarreias e obstipação) em diferente apresentação para criança e adulto, o Mobiflex, pelas cartas recebidas de doentes a agradecer os resultados obtidos na melhoria da mobilidade sem dor e na regeneração da cartilagem, o Magnetrans direct e ultra com dosagem mais adequada às necessidades diárias e comodidade posológia, o Heperpoll para as alergias e o Hirudoid e Elmetacin. Qual é o futuro previsto para este segmento de mercado? Este segmento de mercado tem um grande potencial de crescimento nos próximos anos porque as pessoas estão mais informadas e conscientes na necessidade de cuidar da sua Saúde e da boa forma física, para prevenir doenças e complicações futuras. Estas dinâmicas fomentam o aumento da procura de produtos de marca para o bem-estar que não estão pressionados no preço e vontades políticas. Estivemos a fechar um ano. O que ficou como saldo de 2014, e o que guardam para 2015? O ano de 2014 foi exigente mas positivo em resultados e melhor do que o anterior. No entanto, obrigou-nos a repensar melhor o futuro, para continuarmos a apostar em Portugal e nas pessoas que sempre acreditaram e contribuem para o nosso sucesso. O sucesso só foi possível com o empenho e motivação demonstrado pelos nossos colaboradores e pela preferência que as pessoas deram aos nossos produtos. Para 2015, espero que a política de cortes na área do medicamento não continue da mesma forma cega, como nos últimos anos, porque poderiamos estar a provocar escassez de medicamentos no mercado português e desistência das empresas em investir em Portugal. Os preços em Portugal são os mais baixos da Europa e servem de referência a outros países. Neste caso, para muitas multinacionais, será preferível abandonar Portugal para não prejudicar a rentabilidade das empresas globalmente e neste cenário quem será mais prejudicado é o doente português que deixa de ter acesso a medicamentos e inovação. Em 2015, temos planeado lançar 5 novos medicamentos genéricos e continuar a expandir o negócio no segmento de produtos de marca.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MAIS SAÚDE

A semana digestiva 2015: por portugueses mais saudáveis sociedade portuguesa de gastrenterologia A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia é uma associação científica, sem fins lucrativos e de utilidade pública. Com o propósito de promover o desenvolvimento da gastrenterologia ao serviço da população portuguesa, a SPG promove este ano um evento ligado à especialidade de forma a melhorar os cuidados porestados pelos profissionais junto dos doentes.

José Cotter Vice-presidente

Este ano, estão a promover mais um evento ligado à especialidade Gastrenterologia: a Semana Digestiva 2015. De que forma este tipo de ações beneficia o profissional e o utente? Essencialmente pelo facto de promover a atualizaçao e a troca de experiências entre os diferentes profissionais,

12

associado à apresentação de resultados de diferentes estudos, projetos de investigação e protocolos levados a cabo pelos diferentes centros, traduzindo-se numa atualização que em última instância se repercute na melhoria dos cuidados prestados pelos profissionais junto dos doentes.

Este é o principal evento nacional da área. Por quê? Poderemos considerar a Semana Digestiva como o maior evento anual da especialidade, com um caratér ecuménico dentro da especialidade, englobando as diferentes áreas de interesse a que a Gastrenterologia


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MAIS SAÚDE

se dedica por excelência, como sejam o tubo digestivo, fígado, vias biliares, pâncreas, endoscopia digestiva, além de algumas outras áreas de interesse mais específicas relacionadas com determinadas patologias ou técnicas de imagem e terapêutica. Quais serão os pontos altos do evento? Na globalidade, todo o programa se revela muito interessante e aliciante, abrangendo as diferentes àreas de interesse, mas poderei destacar além do Curso Pós-Graduado, as temáticas da qualidade e treino em endoscopia digestiva e da sua importância, os novos tratamentos no síndroma do intestino irritável, o estado da arte do rastreio do cancro digestivo, a previsão sobre o futuro da endoscopia, além dos desafios na doença hepática auto-imune e na doença celíaca. Simultaneamente, as diferentes comunicações relativas aos trabalhos dos gastrenterologistas de todo o país, são um ponto essencial e importantíssimo em todo o evento. Qual o principal objetivo a apontar para a organização da Semana Digestiva 2015? Além de tudo o que atrás foi referido, mostrar que a Gastrenterologia em Portugal é uma especialidade científicamente muito forte, englobando profissionais de elevadíssima qualidade, integrados em sociedades cientifícas com atividade muito meritória em vários campos, com destaque para o apoio à investigação e à formação médica. O programa conta com um Curso Pós-Graduado, a realizar-se no primeiro dia do evento. Qual é a sua importância, e o que traz de novo ao profissional da especialidade? Aborda a relação e a importância da endoscopia digestiva na doença inflamatória intestinal, concretamente na Doença de Crohn e Colite Ulcerosa. Essa relação traduzse por mais valias que a endoscopia traz nas vertentes diagnóstica e terapêutica na abordagem daquelas

doenças, abordando também as evoluções mais recentes. O curso contará com participantes nacionais e estrangeiros prestigiados a nível mundial nestas areas. Querem promover e atualizar os conhecimentos e trabalhos na área da Gastrenterologia. Que outras atividades concretizam, para além das formações? Apoios no pós-graduado nas áreas de investigação e estágios, sensibilização e promoção da informação junto da população para áreas importantes como a prevenção e rastreio do cancro digestivo, hepatites víricas e outras doenças mais comuns do foro da gastrenterologia, manutenção de um site eclético e com importantes informações de saúde para o cidadão, além de promover o GE- Portuguese Journal of Gastroenterology que é a publicaçao mais importante da gastrenterologia nacional e orgão oficial das Sociedades cientificas. A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia é uma associação científica, sem fins lucrativos e de utilidade pública. Qual é a sua missão? Promover o desenvolvimento da Gastrenterologia ao serviço da saúde da população portuguesa; estimular a investigação no domínio da Gastrenterologia; difundir ideias, promover a atualização de conhecimentos e trabalhos de Gastrenterologia; promover contactos e o intercâmbio nacional e internacional entre os diversos profissionais ligados à especialidade; desenvolver atividades educacionais no domínio da Gastrenterologia e, finalmente, exercer atividades de consultadoria no campo da Gastrenterologia. Quais são as lacunas ainda existentes na especialidade, e de que forma a SPG busca preenchê-la e gerar melhorias no setor? Há sempre áreas para preencher ou para melhorar. A SPG irá investir mais e de várias formas na área da oncologia digestiva, devido à grande importância que esta representa, traduzida por exemplo em Portugal

onde dos dez cancros que têm maior mortalidade, cinco são do foro da gastrenterologia (colon e recto, estômago, fígado, pâncreas e esófago). Também nas áreas das hepatites víricas e cirrose ainda muito há a fazer, nomeadamente no campo da prevenção e diagnóstico precoce. Igualmente no campo da endoscopia digestiva, a luta pela qualidade e o direito à acessibilidade por parte dos cidadãos em condições de igualdade, são assuntos que nos preocupam e sobre os quais investiremos. Esta igualdade de acesso, nomeadamente nas terapêuticas da doença inflamatória intestinal, também está distorcida quando se compara com outros doentes com outras patologias, não dando cumprimento ao determinado pela Constituição Portuguesa. A SPG estará atenta a este desvio que importa corrigir. Por outro lado aumentar-se-á o investimento no estímulo à investigação, aos estágios, à divulgação dos trabalhos de investigação efetuados e no apoio às participações dos gastrenterologistas em congressos internacionais de reconhecido mérito onde tenham sido selecionados para apresentação de trabalhos. O que podemos esperar para o futuro próximo da Gastrenterologia, e qual o seu impacto social e científico? A Gastrenterologia tem uma importância crescente nas áreas referidas, uma vez que o seu desenvolvimento científico se traduz em última instância na aplicação junto das populações, com melhoria dos resultados na prevenção das doenças ou no seu tratamento. Por outro lado, a prevalência de muitas doenças gastrenterologicas tem vindo a aumentar nas sociedades modernas, fruto de vários fatores a que não são alheios o sedentarismo, a alimentação inadequada e a obesidade, por exemplo. Também aí, além da vertente terapêutica, a gastrenterologia terá um papel relevante cada vez maior, nomeadamente na área da prevenção e esclareciemnto das populações.

13


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MAIS SAÚDE

Referência mundial direcionada para o futuro amgen É obrigatório falarmos da AMGEN quando o tema é inovação na saúde. Líderes mundiais em biotecnologia, há 30 anos que a AMGEN explora o poder da inovação científica para melhorar o tratamento e a qualidade de vida de pessoas que sofrem de algumas patologias graves.

R

amon Palou é o líder da AMGEN Portugal e contou-nos sobre os medicamentos revolucionários que criaram através da biotecnologia ao longo dos anos e sobre os projetos de futuro seguindo a mesma linha de atuação. “A AMGEN é das primeiras companhias que nasceram nos anos 80 e cresceu de forma bastante significativa. É uma companhia nova já com alguma estrutura de maturidade”. A evolução desde que há 35 anos criaram a AMGEN é notória e hoje é uma referência no setor biofarmacêutico em áreas como a oncologia, a hematologia e a insuficiência renal, sendo que é uma empresa que continua a focalizar-se em áreas terapêuticas muito concretas. “Para mim é a grande diferença: focalização nas áreas terapêuticas onde realmente percebemos que há necessidade de intervenção e inovação”, explica. Um dos principais fatores de risco e uma das principais causas de morte em Portugal são as doenças cardiovasculares. Neste sentido, a AMGEN está determinada em contrariar esta tendência e Ramon Palou ressalva que a sua empresa está a trabalhar neste problema e descobriu sobre o mesmo, um mecanismo que consegue reduzir os níveis de colesterol-LDL até cerca de 70%. “Na área das dislipidémias houve um enorme avanço mas continua a existir uma percentagem muito elevada de doentes que não estão devidamente controlados quanto aos seus níveis de colesterol. As estimativas dizem-nos que 50% dos doentes ainda não têm o seu perfil lipídico dentro dos parâmetros que contribuem para redução do risco cardiovascular. É uma área desafiante e apaixonante para nós”, acrescenta o líder da AMGEN em Portugal.

Equipa unida e coesa a pensar no futuro A missão de servir os doentes conduz e norteia os colaboradores da empresa nas suas actividades e decisões do dia-a-dia. Só na AMGEN Portugal trabalham

Ramón palou de comasema Country Director

14


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MAIS SAÚDE

cerca de 30 colaboradores. “É importante aproveitarmos ao máximo o talento de cada colaborador. Cada um deles participa de forma ativa e apaixonada no processo de inovação, desde a investigação ao registo dos nossos produtos, à sua comercialização e ao acesso dos doentes.” Incentivar os mais jovens para a biotecnologia, é no entender de Ramon Palou, essencial para o futuro da área. “Queremos apostar nos investigadores de hoje mas também nos investigadores do futuro. Temos de incentivar as crianças para a ciência, para a investigação e queremos fazê-lo também em Portugal”.

Parcerias com várias instituições Ramon Palou, conta que nos últimos anos tem assistido a uma evolução significativa na indústria farmacêutica e explica que as parcerias estabelecidas entre empresas devem ser cada vez mais consistentes e proveitosas. “As parcerias com as farmacêuticas dentro deste sector, têm que começar muito antes da comercialização dos medicamentos, na fase de investigação& desenvolvimento, para partilhar conhecimento e experiência, mas também os riscos. O risco do investimento associado à investigação é enorme e cada dia se torna mais difícil de demonstrar o seu retorno devido à complexidade que as novas moléculas exigem”. No entanto, explica que a AMGEM mantém parcerias com outras instituições, igualmente importantes. “A AMGEN para além do know-how próprio na biotecnologia tem realmente muitas parcerias, não só com outras farmacêuticas mas também com instituições hospitalares, laboratórios clínicos, universidades.”

Biotecnologia é o futuro Mas é na contribuição para a sociedade que reside a maior preocupação da AMGEN bem como na melhoria da qualidade de vida dos doentes. “Na AMGEN, o que temos discutido nos últimos anos é como queremos que seja a nossa contribuição para a sociedade além de desenvolver, investigar, produzir e trazer para o mercado novos medicamentos. Dentro desse foco, queremos contribuir para a sociedade e para o desenvolvimento da investigação tanto em Portugal como na Europa através da Fundação AMGEN, que desenvolve investigação desde as escolas básicas”. “A biotecnologia produziu uma mudança radical no tratamento de doenças. Primeiro foi o conhecimento fundamental do mecanismo da doença em si própria ao nível molecular e celular e depois perceber como é a fisiopatologia dessas doenças, e por fim a sua gestão no da-a-dia.”, acrescentando que “o futuro passa pela biotecnologia”.

16

Fase de transformação A atravessar um momento de transformação a AMGEN produz e comercializa, de momento, seis fármacos e nos próximos dois a três anos virá a ser uma companhia com 14 - 15 fármacos próprios. “A AMGEN em 2015, 2016 e 2017 vai entrar numa fase de transformação enquanto Companhia. O primeiro objetivo, como responsável da equipa da AMGEN em Portugal é de alguma forma liderar essa transformação, trazer novos medicamentos para o mercado português e disponibilizá-los ao maior número de doentes possível para que possam beneficiar destes para o tratamento das sua patologias. Entraremos em áreas novas, a dermatologia, a cardiologia, a neurologia, e o objetivo é ter sucesso em todas elas.”, frisa o gestor.

Líder Mundial em Biotecnologia Conscientes das dificuldades atuais, a AMGEN sabe que não pode parar os novos ciclos de inovação que poderão trazer mais esperança de cura e tratamento aos doentes de todo o mundo. É neste sentido e devido ao trabalho de excelência desenvolvido ao longo dos anos que permite à AMGEN ser uma referência a nível mundial no setor biofarmacêutico e Ramon Palou revela

o segredo do sucesso alcançado: “Os medicamentos são o primeiro critério do nosso sucesso na área, o segundo são as pessoas e o seu talento e o terceiro é a cultura da companhia. Sou líder da AMGEN Portugal há três anos. Não foram anos fáceis e os próximos também não irão ser, as dificuldades continuam mas o balanço é muito positivo. A empresa continua a crescer e é esse o nosso objetivo”, concluiu.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL

orla marítima

A

costa portuguesa é extensa, conta 943 quilómetros em Portugal Continental, 667 quilómetros nos Açores e outros 250 na Madeira, onde estão incluídas as Ilhas Desertas, as Ilhas Selvagens e a Ilha de Porto Santo. A costa formou belas praias, com variedade entre falésias e areais. Na Ilha de Porto Santo uma formação de dunas orgânicas, ao contrária da origem mineral da costa portuguesa continental, com cerca de nove quilómetros é um ponto turístico muito apreciado internacionalmente. Outra característica importante da nossa costa é a Ria de Aveiro, estuário do Rio Vouga, perto da cidade de Aveiro, com 45 quilómetros de comprimento e atingindo nalguns pontos os 11 quilómetros de largura, sendo muito rico em peixe e aves marinhas. Existem quatro canais e entre estas várias ilhas e ilhotas, é ondes estes quatro rios encontram o mar e a formação destes cordões litorais são considerados um dos elementos hidrog´raficos mais marcantes da costa portuguesa. Nesta edição damos especial atenção a Nazaré e Mira. Ao longo do século XX, a Nazaré evoluiu progressivamente, passando de uma vila piscatória para uma vila dedicada ao turismo, tendo sido um dos primeiros pontos de interesse turístico internacional em Portugal. A indústria do turismo é, atualmente, um dos principais empregadores da vila. E hoje é impossível falar da nazaré sem referir o recorde mundial da maior onda alguma vez surfada recorde esse estabelecido por Garrett McNamara, que depois desse feito escolheu esta vila para sua casa. Mira auto-intitula-se um concelho vivo. Este é o local ideal para um passeio à descoberta da natureza e da sua biodiversidade, a par com o importante património cultural e arquitetónico que aqui existe. Está pronto para esta viagem?


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ORLA MARÍTIMA

A nova cara de Portugal município da nazaré Nazaré surge como bilhete de identidade nacional, resgatando continuamente a sua história e fazendo crescer cada vez mais o seu caráter inovador. É uma das palavras portuguesas mais procuradas na web, e guarda uma das vistas mais fotografadas do mundo. É cartão postal lusitano e, cada vez mais, a capital do surf mundial. Das nazarenas às mais diversas representações históricas, passando pela recriação de uma terra que se quer moderna e contemporânea, Nazaré tem escrito o seu nome por todo o mundo. Hoje, surge como ícone nacional, solidificando a sua marca dentro e fora de fronteiras. Em entrevista à Revista Business Portugal, o presidente da Câmara Municipal, Walter Chicharro, explica as potencialidades do concelho e conta um pouco das razões que elevam Nazaré ao patamar de destino turístico de excelência.

N

azaré é história, cultura e tradição. Um museu vivo que abriga as mais variadas manifestações dos costumes portugueses, e que nunca se deixou esquecer no tempo. Hoje, um moderno conceito se funde às imagens que mostram os passeios portugueses de outros tempos. De um lado, temos o vai e vem do passear das nazarenas, e sob um novo ângulo, surge um turismo contemporâneo que contempla, sobretudo, o mar e o surf. Nazaré renasce como um spot recente para a cultura do surf, alcançando relevo e fazendo ecoar a marca da maior onda do mundo. A terra das sete saias, que guarda lendas e folclore, é a mesma que abriga o novo, o moderno e o contemporâneo. Um casamento em evolução, onde recriar é regra e crescer é garantia. Feito que leva o país para além das fronteiras, traduzindo a terra como um destino turístico

18

de excelência, e mantendo gravado o seu nome e o seu destaque no mapa nacional.

Nazaré nascida do mar: história e tradição A cultura do mar é fator decisivo para traçar o perfil e a identidade do lugar. Isto é certeza desde os primórdios da Pederneira, bairro histórico e cheio de encanto, localizado no cimo de um monte e a nascente da praia. O mar da Nazaré, assim como a sua gente, também conta estórias antigas, nascidas desde o porto e dos estaleiros, onde se construíram algumas das emblemáticas embarcações do período dos descobrimentos portugueses. O século XX reforçou uma identidade com foco no mar, e fez nascer uma nova forma de ver o município. O fenómeno da onda

gigante trouxe novos públicos, atraiu renovados olhares e sublihou definitivamente uma evidência: Nazaré e o mar são indissociáveis. Ou, como define o autarca Walter Chicharro, “Nazaré, desde a sua génese, nasceu e cresceu do mar para a terra”.

A economia do mar e os potenciais da Nazaré Quando o assunto é o futuro de Portugal, falar na economia do mar parece inevitável. Assim acredita Walter Chicharro, sublinhando que “este é um mercado repleto de ferramentas por explorar”. Em destaque, claro está, posiciona Nazaré como figura essencial para o desenvolvimento das atividades deste domínio. São doze os setores desta economia, e tendo o mar como base, reflete-se no maior ativo do país. Uma oportunidade


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ORLA MARÍTIMA

única para Portugal, que vê anunciado um período de expandir território e mostrar produção para além do solo. O autarca frisa ainda a importância de fomentar a movimentação portuária da zona, sendo “fundamental que o Porto da Nazaré ocupe definitivamente o seu lugar na estratégia global do país”. Para o líder da Câmara, a convicção da importância da Nazaré diante do cenário nacional é prova absoluta do seu caráter rico em possibilidades. Walter Chicharro comenta ainda que este fator leva a acreditar na criação de um futuro Museu Nacional do Mar, que “não fará sentido existir em outro lugar”.

Turismo em foco: o nome que ecoa dentro e fora de fronteiras Outro setor que já mostra frutos e se observa promissor, é o turismo. Desta forma, Nazaré reune características únicas e assume um lugar de destaque na economia nacional. Como uma das zonas balneares mais frequentadas do país, por portugueses e estrangeiros, a Praia da Nazaré não deixa dúvidas: não faltam potencialidades para crescer e ocupar mais espaço. São altos os níveis de afluência que se mantém em constante crescimento, ano após ano. Por outro lado, se o turismo se faz parceiro da Nazaré, a sazonalidade do mesmo ainda é um problema a combater. Para isso, são criadas pelo atual diretivo do concelho uma série de estratégias que passam, sobretudo, pela aposta na promoção internacional da Nazaré. Planos que já estão em prática, e que visam realçar o município. O turismo é, aliás, a principal atividade económica da Nazaré e a prioridade atual é que “funcione com a mesma intensidade durante todo o ano, ou na pior das hipóteses, que consigamos diminuir o fosso entre a época alta e a época baixa”, como salienta o chefe do poder municipal. De ressaltar ainda, é a recetividade internacional. Fora do país, a imprensa tem olhos e braços abertos para a Nazaré, assumindo o papel de principal divulgadora da marca. Há pouco tempo, a rede de televisão CNN exibiu uma peça dedicada à zona centro de Portugal, onde a Nazaré aparece como protagonista e foco de atração. Walter Chicharro acredita que este tipo de trabalho, recorrente nos últimos anos, é de absoluta importância para o país. Internamente, o munícipio tem trabalhado o seu nome através do novo portal eletrónico, recémlançado em abril, onde para além do que é exigido a nível institucional, oferece uma forte componente turística. Este ano, ao lado de Mira, Nazaré representa o mar nacional no projeto Associação de Desenvolvimento Astúrias Portugal. Um trabalho proposto pelo Alcalde de Gijón, e que tem como objetivo o estreitamento das relações económicas, sociais e culturais entre as Astúrias e o nosso país. A sua marcante componente mediática faz com que Nazaré seja uma marca apetecível para o papel, e alvo de desejo para a criação de parcerias deste tipo. Em 2014, Nazaré foi a cara da representação portuguesa no Festival Arcu Atlánticu, por onde passaram

milhares de turistas de todo o mundo. Este ano, uma nova presença está também garantida. Medidas como estas revelam a oportunidade de contactar nova gente e mostrar as potencialidades de um concelho que tem muito a oferecer.

Nazaré: Catedral Mundial do surf Não há dúvidas que se coloquem: o surf trouxe uma nova imagem à marca da Nazaré. Mas se o surf fez muito pelo município, foi o mar local que presenteou o desporto com um dos maiores espetáculos de sempre nesta área. Em 2011, o surfista Garret McNamara fez história na Praia do Norte ao surfar numa onda de 30 metros. Recorde que fez valer uma posição no Guiness Book daquele ano. Desde então, Nazaré mitificou a sua imagem e tornou plural o seu nome em todo o mundo. Hoje é destaque internacional para a prática do surf, e um dos mais procurados pontos de turismo do país. Com o apoio da empresa municipal Nazaré Qualifica, têm sido criadas parcerias e programas para desenvolver esta potencialidade e firmar o lugar como pólo global para os praticantes e curiosos do desporto. Nazaré é atração absoluta, e protagoniza a iniciativa North Canyon Project,

que transforma o ‘Canhão da Nazaré’ em palco central e mediático spot das ondas grandes. Ainda que recentemente ligada à area do surf, Nazaré tem trabalhado para desenvolver o seu potencial e nutrir as suas competências. Cada vez mais, o mar do concelho mostra o seu poder e a gestão política apresenta novas formas de evoluir e solidifcar a sua imagem. Uma prova de que a onda gigante desta ‘catedral do surf’ ainda tem muito que contar, e que firma-se não apenas como um episódio, mas como garantia de possibilidades para a prática do desporto. Os resultados se conhecem, e para o autarca, “é inevitável que assim seja”. Os benefícios são reconhecidos como reflexos dos programas desenvolvidos, e para Walter Chicharro “é preciso atenção de todas as entidades que têm a responsabilidade de promover o país”. Em 2015, Nazaré promove uma etapa do Mundial de Bodyboard, e a inauguração do Centro de Alto Rendimento de Sur (CAR-Surf), que pretende aproximar a realização de um mundial de ondas gigantes.

Uma política renascida A missão do atual diretivo da Nazaré é de facto

19


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ORLA MARÍTIMA

desenvolver um munícipio que, sob todos os aspetos, merece. Após vinte anos de gestão PSD, o concelho admitiu um novo grupo, um novo olhar e uma nova forma de comando político. Com uma dívida nacionalmente conhecida, um dos principais obstáculos é enfrentar os limites impostos e criar prosperidade em todas as esferas de ação. Um estímulo extra para concretizar os objetivos “que terão, obrigatoriamente, que passar por uma logística criteriosa e prudente, sempre com base na sustentabilidade dos poucos recursos financeiros”, como explica o líder munícipe. Uma tarefa que prevê o indispensável equilíbrio entre programas de atividades, orçamento, despesas e receitas. Quando questionado sobre o futuro da Nazaré, Walter Chicharro é imediato ao responder que “valorizar o passado, fruto de orgulho, e nunca perder de vista o progresso” é o maior compromisso que pode haver. Frase que remete claramente à nova imagem do munícipio. Com uma equipa multidsciplinar a desenvolver ações concretas nos mais diversos serviços, um dos focos do diretivo é a massa humana. Fomentar capacidades, estabelecer medidas de apoio e criar programas sociais é um dos pontos principais desta gestão. Um exemplo disto é a elaboração de parceriais com stakeholders da área do emprego e educação/formação, com o objetivo de estimular o aumento de conhecimentos e aptidões numa perspectiva pessoal, cívica e social.

Espaço para empreender Para falar de crescimento, é indispensável mencionar os apoios e incentivos ao empreededorismo local. A conclusão da Área Empresarial, em Valado dos Frades, será uma das principais alavancas para a economia do concelho. Em paralelo, está a ser desenvolvido o conceito de ‘incubadoras de empresas’, e também a ‘via verde do empresário’. Esforços que centram o objetivo de facilitar os projetos e propostas de negócios, e que preveem um aumento da atividade economica local.

Créditos de fotografias: Nazaré Qualifica; Vítor Estrelinha/CM Nazaré

Câmara municipal da nazaré Av. Vieira Guimarães Tlf. 262 55 00 10 Email. geral@cm-nazare.pt

20


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ORLA MARÍTIMA

SABORES QUE DÃO ÁGUA NA BOCA taberna d’Adélia e taverna do 8 ó 80 É numa rua estreita em pleno centro da Nazaré, que encontramos a Taberna d’Adélia, um espaço referenciado para quem aprecia um bom peixe fresco e pratos do mar.

marco portugal, vanda portugal e abel santos Sócios-gerentes

F

oi em 1987 que Maria Adélia Pilo Meca dos Santos abriu a sua taberna, conferindo o seu nome à casa. A ideia foi apostar num espaço que seria o espelho do seu trabalho, vincado pela especial aptidão para confecionar os mais saborosos petiscos típicos da região. A vasta experiência da fundadora e os seus excelentes conhecimentos de cozinha fizeram com que a Taberna refletisse já no seu primeiro ano, o sucesso desejado. Abel Santos, filho de Adélia e sócio-gerente do estabelecimento, explica à Revista Business Portugal um pouco do percurso “começamos a ficar conhecidos no mercado pela qualidade do nosso serviço e a ser convidados para participar em várias feiras de gastronomia nacionais”. Assim, as características que estiveram por detrás do êxito foram muitas, uma delas foi o investimento num espaço diferente que confere a quem visita, um ambiente tradicional de uma zona tipicamente marítima. Grelhados com sal ou sob a forma de caldeiradas, cataplanas ou massadas, os sabores e os aromas do mar nazareno aliam-se a um refugado bem condimentado e

são a essência da Taberna da Adélia. Quem também está ao comando desta conceituada Taberna é Marco Portugal e Vanda Portugal que não deixaram de evidenciar o seu orgulho no facto de estarem inseridos numa vila que, atualmente, é conhecida à escala global “Nazaré é uma terra viva, com autenticidade, com gente muito franca e é importante que os estrangeiros reconheçam o seu valor e a sua gastronomia”, salienta Marco Portugal. Após o sucesso da Taberna D’Adélia, o grupo familiar decidiu investir noutro espaço de restauração que ditasse um conceito diferente e, por conseguinte, destinado a um perfil de clientes com gostos particulares. Vocacionado para uma restauração moderna e com base na dieta mediterrânica, surge então a ‘Taverna do 8 ò 80’. Aqui os produtos mediterrânicos como o tomate, manjericão, pimento, entre outros, são predominantes nos pratos e todos eles são apresentados por um hidrato, uma proteína e um vegetal. Abel Santos adianta que é essencial apresentar os pratos como as pessoas veem na televisão, com petiscos elaborados conferindo uma imagem que deixe água na boca. A aposta foi

essencialmente num estilo de restauração especializado, que, por sua vez, veio cobrir uma lacuna na região. Para além dos pratos, a Taverna do 8 ó 80 é também uma referência na bebida GIN “temos 80 Gins e fazemos questão de servir a bebida na mesa à frente das pessoas”, realça Abel Santos, reforçando que este pormenor acaba por satisfazer ainda mais o cliente. Para os dois sócios-gerentes há dois fatores que são fulcrais para o êxito: a qualidade do serviço e a hospitalidade. Mas quando se fala em hospitalidade Abel Santos é o primeiro a distinguir que esta tem de ser ‘esclarecida’, ou seja, tratar os clientes da forma mais personalizada possível. Para além disso os sóciosgerentes revelam que o mais importante é ter produtos de qualidade, trata-los de forma simples mas requintada e saber apresenta-los bem. Neste sentido, Marco Portugal revela que “a ideia dos dois estabelecimentos é que a pessoa perceba que vem para um espaço onde vai ter uma experiência única”. Desta forma os visitantes são transportados para as tavernas antigas, que contrasta com o requinte e o bom gosto de um ambiente contemporâneo. Em conclusão os nossos interlocutores garantem que a chave do sucesso da restauração está na hospitalidade esclarecida aliada a bons produtos e, sem nunca esquecer, no carisma que define a fundadora Adélia e que ainda hoje se faz sentir.

taberna d’adélia Rua das Traineiras 12 -Nazaré Tlf: 262 552 134

taverna 8 Ó 80 Av. Manuel Remígio, Nazaré Tlf: 262 560 490

21


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ORLA MARÍTIMA

“TEMOS QUE VENDER UM DESTINO” HOTEL PRAIA E HOTEL MAR BRAVO À conversa com Fátima Araújo, uma das administradoras do Grupo Praia, empresa familiar que dirige com os seus primos AntónioJosé e Filipa Santos,e que há mais de sessenta anos investe na Nazaré e atualmente detém o Hotel Praia e o Hotel Mar Bravo, a Revista Business Portugal foi conhecer as valências de Nazaré, a vila de pescadores, considerada por muitos como a mais típica das praias portuguesas.

C fátima araújo Administradora

om as suas casas brancas e as suas peixeiras de sete saias, a vila oferece a quem a visita, a autenticidade do seu património cultural e natural e uma panóplia de hotéis conceituados. É o caso do Hotel Praia, situado no centro da Nazaré, a dois minutos da praia e com um design todo ligado à temática marinha, que dispõe de uma oferta única fazendo jus às suas quatro estrelas. O cenário à entrada do hotel espelha um ambiente carismático. Vestido de uma decoração característica ligada à temática marítima, o hotel alia um estilo de design moderno e confere descontração aos clientes. Para a administradora, este hotel reúne as condições ideais para uma estadia inesquecível quer seja em trabalho, fim de semana ou férias. Com 80 quartos, incluindo quatro suites duplex com

kitchenette, o conforto consegue casar com paisagens magníficas sobre a praia e o mar. Para além disso, importa referir que os quartos são amplos e têm varanda, dispondo também de quartos antialérgicos com o chão em madeira e quartos para não fumadores. Todos eles decorados com mobiliário de design contemporâneo, utilizando cores marítimas. Esta unidade hoteleira dispõe ainda de um restaurante – com cozinha atlântica, lobby, bar, lounge/esplanada, piscina aquecida coberta, jacuzzi, ginásio, terraço panorâmico sobre toda a vila nazarena. E presta também de serviços complementares como lavandaria, internet wireless, serviços de conciérgerie, receção 24 horas e garagem coberta.

Avenida Vieira Guimarães, nº 39 • 2450-110 Nazaré - Portugal Telefone. 262 569 200 E-mail. geral@hotelpraia.com www.hotelpraia.com

22


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ORLA MARÍTIMA

Outro hotel que este grupo administra fica situado na primeira linha da praia na Praça principal da Nazaré , é o Mar Bravo - um hotel mais pequeno em comparação com o anterior e com um estilo diferente. À entrada o aquário que divide o lobby do restaurante numa decoração de design contemporâneo e acolhedor preparam-nos para a vista deslumbrante sobre o mar e o promontório . Dispõe de 16 quartos, entre duplos e twins, com vista para o mar que, de acordo com a administradora, está ‘desenhado’ para uma clientela que privilegia o contato com o mar e a envolvência do quotidiano desta praia tão singular e rica de costumes No Hotel Mar Bravo, de três estrelas, o ambiente é caracterizado por ser acolhedor, tendo o máximo de conforto e a privacidade que qualquer cliente precisa. Munido de um contexto contemporâneo, o hotel Mar Bravo tem como pano de fundo a praia e inspirase nas cores de verão, como o branco, o verde e o azul. Geograficamente os clientes também podem tirar partido de uma avenida principal, que se situa a dois passos do comércio, animação, restauração e de tudo o que faz parte descobrir.

Cozinha Atlântica No Restaurante Mar Bravo, a cozinha tradicional serve-se com padrões de qualidade ,o nosso serviço é personalizado e cuidado. A ementa reúne uma vasta seleção de peixes, mariscos e carnes, privilegiamos o peixe e marisco da nossa costa , sempre que possível acompanhados com o melhor vinho da região Oeste .

Dinamizar Nazaré Fátima Araújo, seguindo um espírito dinâmico e ativo, não deixa de realçar a urgência de qualificar “a Marca Nazaré”, criar novas ofertas e promove-las. Uma Programação que atraia o público nas épocas média e baixa. Não podemos viver só do passado temos de inovar e essa inovação pode e deve basear-se nas nossas tradições e na nossa riqueza cultural. Aproveitar a nossa centralidade estamos a uma hora de Lisboa , Coimbra e Fátima, a duas do Porto ,perto de três maravilhas das 7 maravilhas de Portugal “Se o nosso destino estiver na moda, os clientes chegam-nos de forma espontânea. Para mim é ótimo que haja uma sinergia entre os estabelecimentos e as entidades públicas para que possamos vender o nosso destino”, revela Fátima Araújo. Nos últimos anos, Nazaré começou a ser conhecida internacionalmente e tem sido visitada anualmente por milhares de turistas nacionais e estrangeiros. Hoje é uma vila moderna com atividades e roteiros pedestres recomendados pelos amantes da natureza.Com a consciência de que para crescer é necessário inovar, Fátima Araújo conta-nos que brevemente gostaria de melhorar e aumentar a sua capacidade hoteleira, sempre qualificando e diferenciando a oferta.

Praça Sousa Oliveira, nº71 • 2450-159 Nazaré-Portugal Tel. 262 569 160 E-mail. info@marbravo.com www.marbravo.com

23


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ORLA MARÍTIMA

Rua Abel da Silva | Pederneira • 2450-060 Nazaré Tel. 262 590 000 E-mail. reservas@grupomiramar.pt www.grupomiramar.pt

“PROPORCIONAMOS EXPERIÊNCIAS ÚNICAS” grupo miramar É em busca de novas experiências que os turistas procuram refúgios turísticos e que, na maior parte dos casos, optam por cenários de sol e praia.

F

oi através deste prisma que a Revista Business Portugal entrevistou Serafim Silva, administrador do Grupo Miramar, de forma a perceber o que é preciso para servir um turismo com qualidade. O Miramar é um grupo de índole familiar, tendo a sua raiz na Nazaré. Segundo o administrador, a sua origem foi fruto de uma soma de dois valores: por um lado assente numa vontade empresarial de criar riqueza e por outro lado num sentimento bairrista, de apego à terra e aos seus princípios. Em termos concretos, este Grupo é constituído por duas unidades hoteleiras: Miramar Hotel & SPA e Hotel Miramar Sul. Estas são constituídas por um SPA – tendo em conta a competência da equipa de terapeutas e a qualidade de prestigiadas marcas, que oferecem um vasto conjunto de tratamentos de bemestar e de beleza, à medida das motivações pessoais dos clientes. E outra unidade de Talassoterapia - um espaço totalmente dedicado à promoção da saúde e do bem-estar físico e mental, em que a base da vasta oferta de serviços, com fim preventivo e curativo, está nos princípios ativos da água do mar, conjugados com sofisticadas técnicas de tratamento corporal aplicadas por profissionais qualificados. O grupo tem vindo a evoluir ao longo dos anos, devido a algumas estratégias: “a primeira foi desvalorizar todos os sistemas informáticos, tudo o que era material e, em contrapartida, valorizar tudo o que era recursos humanos” revela o administrador, adiantando que a equipa – de 80 colaboradores - é altamente formada de forma a prestar um serviço diário profissional e de excelência. Na opinião de Serafim Silva, a hotelaria só tem credibilidade “quando se começa pela lavandaria” afirmando que para qualquer atividade, temos que começar do zero. A essência de gerir bem um hotel, de acordo com o nosso interlocutor, não está na simples venda de quartos

24

mas, sobretudo, nos pacotes que são formalizados “por exemplo pacotes que valorizam a gastronomia. Aqui trabalhamos para apresentar ao cliente um produto gastronómico que tem bases numa tradição regional” realça o administrador, sublinhando que a maior parte dos turistas aprecia e admira a qualidade dos pratos nacionais. E para potenciar a sua imagem nos diversos mercados, este ano o Grupo Miramar participou em oito feiras internacionais relacionadas com o turismo. Atualmente a nível percentual, o mercado externo representa 70% de faturação e ocupação e o mercado nacional os restantes 30%. Neste sentido, a grande aposta do grupo é no mercado finlandês, alemão (2º maior), sueco e francês.

Lançamento para 2015: um barco Ciente da constante inovação de serviços e produtos, Serafim Silva adianta todos os anos dispõe de produtos inovadores e que o ano 2015 já tem novidades para os clientes: o lançamento de um barco no mês de maio, com capacidade para 12 pessoas, que permite aos turistas usufruir de passeios turísticos, passeios à ilha da Berlenga, observação de golfinhos, pesca desportiva, entre outras atividades, “a nossa tentativa é que a pessoa que vem passar férias connosco possa ter experiências novas e memoráveis” afirma o administrador. Posto isto, o Grupo Miramar privilegia da localização marítima, sabendo-a aproveitar da melhor forma, e para além disso reúne uma equipa de recursos humanos capazes de prestar um serviço requintado. De acordo com o nosso interlocutor, as parcerias também têm um papel importante para dinamizar os negócios e ganhar escala. Foi nesse contexto que o Grupo Miramar estabeleceu uma parceria com o Hotel Mafra que permite aos turistas a realização de caminhadas turísticas, em que estes ficam hospedados duas noites em Mafra, e caminham até à Nazaré ficando finalmente hospedados no Miramar.

Em conclusão, Serafim Silva considera fulcral que os empresários disponham de um turismo sustentado, com unidades de qualidade e com pacotes que sejam constantemente renovados.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ORLA MARÍTIMA

um concelho vivo município de mira ”Cada mirense merece de nós uma atenção individual nunca perdendo naturalmente de vista a prossecução do bem público”. Quem o afirma é Raúl José de Almeira, presidente da Câmara Municipal de Mira, um concelho vivo que tem no mar a sua principal identidade, aliadaa uma hospitalidade e bem estar que caracteriza cada um dos seus habitantes.

Mira é um nome que remete ao mar. Antes de falarmos desta identidade do mar, podemos conhecer Mira como um todo? Que potencialidades destacar? Consideramos que os recursos naturais são uma das nossas principais riquezas, os quais se espelham, nomeadamente, na nossa praia, pois a Praia de Mira ostenta o galardão da Bandeira Azul, desde que foi iniciada a sua atribuição, em 1987; e em toda a envolvência ambiental que os caracterizam, tais como a Barrinha e a Lagoa de Mira, assim como a pista ciclopedonal, que tem uma extensão total de cerca de 28 quilómetros, através dos quais se pode aproveitar para desfrutar do património natural e cultural da região. Para além do mais, esta é detentora de uma menção honrosa na área do ambiente. Agora, podemos entender como a identidade do mar influencia na cultura, na economia e na gente de Mira? Obviamente que sim, pois a arte xávega, assim como outros tipos de pesca, representa, para além de uma forma de vida, um atrativo turístico. Apesar de a atividade não representar hoje o peso que, noutros tempos, teve na economia local e, por isso, o fator económico não

ser o mais relevante, não deixa de ser uma das marcas culturais mais significativas e emblemáticas do concelho. O carácter das gentes de Mira foi moldado pelo mar. Existem projetos para fomentar o turismo local? Claro que sim. Numa primeira fase, existe uma grande aposta na requalificação da Praia de Mira, no sentido de promoção e divulgação da mesma, através da participação do Município, em Feiras Nacionais e Internacionais de fomento ao turismo. O que o turista nacional e também internacional sente ao estar em Mira? Quais as sensações que Mira garante? Mira garante aos seus visitantes, tanto nacionais, como internacionais, um grande sentimento de acolhimento, revestido pela hospitalidade que tão bem nos caracteriza, assim como, um bem estar, proporcionado pela paz que a natureza envolvente nos transmite. Que pontos de turismo destacar, o que visitar? O que marca a gastronomia local? Como pontos de turismo a não perder, recomendamos a Igreja de São Tomé/ Igreja Matriz de Mira, edificada em 1690 (no seu interior, salientam-se os azulejos

rococó, as pinturas setecentistas do teto e os retábulos barrocos), a Capela da Praia de Mira, o Pelourinho de Mira, o Museu do Território da Gândara de Mira, o Museu Etnográfico e Posto de Turismo da Praia de Mira, os Moinhos de Água, assim como o Sítio do Cartaxo – Ecoturismo, que também serve de apoio à já referida Pista Ciclopedonal, entre outros. No que à gastronomia diz respeito, esta é confecionada à base de produtos locais da região e garante a oferta de aromas e paladares genuínos e característicos, tais como a batata a murro, caldeiradas de peixe fresco e bacalhau, macarronadas de peixe, pitéu de raia, sardinha na telha, sarrabulho, favas, torresmos, grelos de nabo, arroz doce, filhós de abóbora, entre outros. Sabemos que têm trabalhado para solidificar Mira como uma prioridade no mapa. De que forma a marca Mira é trabalhada para além das fronteiras? Sabemos que estão envolvidos, ao lado da Nazaré, no projeto das Astúrias... O Município de Mira é trabalhado, além fronteiras, através da realização e participação em feiras e certames nacionais e internacionais, com vista à promoção da diplomacia económica, na perspetiva do investimento. Paralelamente, adotou uma marca que transporta nela

25


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ORLA MARÍTIMA

a essência de Mira: gentes, património edificado na estilização da janela gandaresa, o ondulado que induz a água, quer do mar, quer dos lagos, importante recurso turístico e a espiga que dá significado à nossa economia. O Centro de Estudos do Mar é uma forte aposta. Como surge esta ideia, de que forma caminha, quais são as parcerias criadas e qual a importância desta iniciativa? O Pólo de Investigação em Economia do Mar é um centro de investigação e de transferência de saberes da Universidade de Coimbra. Resulta de uma aproximação daquela prestigiada Universidade ao Município e constitui uma das suas mais importantes parcerias. É do conhecimento de todos que o acordo de parceria entre o estado português e a comunidade europeia, conhecido genericamente por Portugal 2020, privilegia um conjunto de programas dos quais, um dos mais importantes, aposta forte na economia do mar. Foi neste âmbito que surgiu o estudo da realidade atual da arte xávega, no qual está também envolvido o Instituto Português de Mar e da Atmosfera. Este é um importante passo que o concelho dá para estar a par de um futuro que passa, sobretudo, pela economia do mar? Importantíssimo, daí termos solicitado a colaboração dos investigadores da Universidade de Coimbra. Na sequência de reuniões preparatórias para instalação dos investigadores da Universidade surgiram já, embora em número ainda reduzido, algumas startup’s, com interesses na área, a pretender incubar nas nossas instalações. Nesta edição falamos de empreendedorismo, um tema que atrai cada vez mais atenções, diante da atual conjuntura económica e política. A desertificação é uma realidade para Mira? Existem programas para fomentar a criação de negócios, atrair e fixar população? Não é preocupante, pois a desertificação, em Mira, não é digna de registo. Quanto a programas para fomentar a criação de negócios, atrair e fixar população é de referir o novo Pólo Empresarial do Montalvo, na zona Sul do Município, que significativamente, é o território do Município que apresenta menos oportunidades de emprego. Fruto de intensos contactos, conseguimos já um importante contrato com uma empresa de capitais estrangeiros que constituirá a génese deste espaço empresarial. Sente que tem trazido um impacto diferente e importante ao empreendedorismo e à inovação em terreno local? É possível dizer que está a fazer a diferença? De que forma? Através da recuperação e reabilitação da Incubadora de Empresas, AIBAP, cujo funcionamento já conseguimos repor ao fim de anos de inatividade e dos esforços em curso para que à sua volta cresça, a ela associado, um Parque Tecnológico.

26


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ORLA MARÍTIMA

Um dos temas mais fortes da atualidade é a sustentabilidade. Sendo Mira um concelho privilegiado pela natureza, este é um tema presente na vossa gestão? De que forma? Pela aposta no turismo assente na natureza e de cariz desportivo. Foi construída uma pista de corta mato bastante procurada por atletas nacionais e estrangeiros, realizou-se um evento de orientação pedestre, com a participação de mais de 1.200 atletas. Paralelamente, entramos em processo de requalificação dos nossos cursos de água que constituem um potencial imenso no turismo de natureza. A requalificação urbana está presente nas nossas preocupações nas intervenções efetuadas na Praia de Mira, na vila e nas aldeias do concelho. Há alguma medida de apoio ou de aproximação à população? De que forma este diretivo vê a componente humana? Através da criação do Orçamento Participativo, assim como, de uma Aplicação Municipal, e também através do contacto sistemático de proximidade com os munícipes. Mira dispõe de grandes potencialidades mas, a maior de todas, é o enorme capital humano que são as suas gentes. Sendo único, cada mirense merece de nós uma atenção individual nunca perdendo naturalmente de vista a prossecução do bem público. É na gestão empenhada desta dualidade que estão focalizadas as nossas energias. Que outros projetos e medidas municipais gostaria de destacar? O Parque Tecnológico, associado à Incubadora de Empresas e a qualificação de espaços de elevado potencial ambiental que abundam pelo concelho mas para os quais ainda não houve oportunidade de merecerem o devido tratamento com vista à sua utilização como lugares de visitação turística e de fruição pública. O fomento da agricultura biológica afigura-senos uma área a explorar. Quais são as maiores apostas deste diretivo? Qual é a vossa missão? As maiores apostas deste diretivo, ou seja, a nossa missão assentam em quatro objetivos fundamentais. A saber: promoção de condições que favoreçam e incentivem o crescimento e o emprego; valorização do nosso território – cultural, ambiental, paisagística e urbanisticamente – e aposta num turismo sustentável e a tempo inteiro; promoção da defesa e o reforço da coesão social; e, modernização das práticas administrativas, assim como, a promoção de uma cidadania mais ativa e mais participativa na vida coletiva dos Mirenses e no processo de tomada de decisões. Por onde passa o futuro de Mira? Sem dúvida, o futuro de Mira passa pela coesão social, com uma clara aposta na criação de emprego e na formação profissional, assim como, pela valorização do território, urbanística e ambientalmente.

27


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ORLA MARÍTIMA

Tradição nas águas salgadas de Mira salgáboca Inserido em plena avenida marginal da Praia de Mira, e envolvido pela natureza e riqueza de um dos concelhos mais polivalentes do país, está um restaurante de destaque para a gastronomia nacional. O Salgáboca é referência de cozinha, atendimento e qualidade de topo quando o assunto é comer e estar bem. Com uma expressiva sala, confortável decoração e uma vasta oferta de produtos, o restaurante surge com o conceito de inovar na mostra e confeção do peixe local. A proposta é oferecer serviços de excelência e apresentar o sabor do mar de Mira. A poucos metros da praia, o Salgáboca é exemplo da utilização de produtos locais, o que para Nuno Maranhão, um dos proprietários, “é prova da aposta feita para defender o produto da terra, e cativar o cliente que quer conhecer verdadeiramente Mira”. O empreendimento ocupa espaço num edifício histórico, e foi completamente remodelado para receber bem. Os produtos são fornecidos pelos pescadores locais, e a diversidade de produtos do mar de Mira é garantia da casa. A “prata da casa” é a confeção do peixe escalado e dos grelhados no carvão, sem nunca esquecer as suculentas e saborosas caldeiradas e massadas de peixe. Para quem gosta de saborear a enguia, as opções variam e são sempre uma boa pedida.

Rua Furriel Henriques da Costa, nº19 Tel. 231 471 158 E-mail. pedacos.diversos@sapo.pt www.salgaboca.pt

Excelência de frente para o mar Maçarico Beach Hotel Nem só do mar vive Mira, apesar de ser esta a sua identidade maior, e motivo pelo qual é um dos maiores nomes do turismo nacional. Privilegiado pela arte Xávega, pelos moinhos de água e pela gastronomia ímpar, o concelho é destino de eleição para turistas portugueses e estrangeiros. A somar, está a sua envolvente florestal, conhecida pelos pinheiros bravos, e as novas apostas em pistas pedonais e clicáveis. Tudo isto criou a necessidade de construir e apresentar um novo conceito ao visitante: um munícipio rico em belezas naturais, mas também atento às mais atuais tendências e exigências do mercado.

Assim surge a proposta do Maçarico Beach Hotel, que nasce num edifício construído de raiz, no coração da Praia de Mira, em plena marginal e de frente par o mar. Com uma imagem vanguardista, que prima pela boa qualidade, pelo conforto e pela hospedagem de luxo, o hotel apresenta uma decoração assinada pela Ipotz Istudio. “Vieram ao meu encontro, e na verdade decoraram o hotel com muita ligação ao meio onde está inserido (...) Todos os pormenores do Maçarico

28

Beach Hotel têm a ver com o mar, a pesca e os Homens pescadores”, define João Pedro Maçarico, proprietário e gestor do empreendimento. E se Mira é um nome que remete ao mar, o Maçarico Beach Hotel é o endereço para ‘estar bem’. Este 4 estrelas tem caráter vincadamente contemporâneo, e é garantia da “melhor experiência” de estadia. “Queremos que o cliente se sinta como em sua casa, procuramos que não lhe falte nada e que a sua estadia seja a melhor experiencia possivel (...) trabalhamos para que fique com vontade de voltar, e este é sem dúvida o nosso maior orgulho”, destaca o empresário.

Rua Raúl brandão, 17 • 3070-815 Praia de Mira Tel. 231 471 114 E-mail. reservas@macaricobeachhotel.com www.macaricobeachhotel.com


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ORLA MARÍTIMA

Um novo espaço na natureza hotel miravillas Este é um local paradisíaco, a poucos minutos da praia e em plena floresta de pinheiros bravos. Entre o mar e a floresta, o Miravillas Hotel oferece aos seus hóspedes um ambiente acolhedor e único, onde o estilo de vida ocidental está em perfeita harmonia com o oriental. ‘Less is more’, pelo que a decoração minimalista é imagem de marca no interior do Miravillas. Os quatro elementos estão presentes em toda a parte, assim como a sua simbologia e as cores que lhes estão associados. Dividido em quatro pisos, cada um deles remete o hóspede a um dos elementos. O ar, o fogo, a água e a terra estão aqui bem representados em pormenores que lhe conferem um ambiente diferente, especial, paradisíaco… Entre o mar e a floresta, o hotel é envolvido por jardins e mata, existindo um jardim de cheiros, um de leitura, além

de um parque infantil. Ao longo dos espaços exteriores os hóspedes podem ainda disfrutar da piscina e court de ténis. Destacando os tons naturais e terra, com o propósito de realçar a tranquilidade do espaço, o hotel tem ao dispor 30 unidades de alojamento confortáveis e ecológicos para assegurar a quem aqui fica uma estadia repousante. Todos os quartos estão equipados com telefone, tv satélite, wifi, cofre e wc completo. Um ambiente calmo, relaxante e confortável, que proporciona uma estadia repousante e revitalizante.

Aldeamento Mira Villas, Rua das Rosas • 3070-746 Praia de Mira Tel. 231 470 100 E-mail. hotel@miravillas.com www.miravillas.com

a continuação de um sonho cz quinta das cores Dada a elevada importância do setor primário, a Revista Business Portugal foi entrevistar Carla Zagalo, sócia da CZ Quinta das cores, a fim de perceber a sua ligação com a agricultura e, mais especificamente, com a criação de vacas aleitantes e bovinos de carne. Nascida no Luxemburgo, a nossa entrevistada veio para Portugal com apenas seis anos de idade mas já desde 1982 que os seus pais criavam bovinos para abate, daí a sua proximidade e paixão por animais. tempo dinamizar de certa forma o concelho, no qual a agricultura veio a “morrer” ao longo dos tempos. Então, em 11 de Março de 2013, foi constituída a C.Z. Quinta das Cores, Lda.

carla zagalo Sócia

Como nasce a CZ Quinta das Cores? A dada altura, no final de 2012, o meu pai, no sentido de garantir a continuidade da maior exploração de vacas aleitantes e de bovinos de engorda do concelho, bem como do seu trabalho ao longo de 30 anos no que respeita à criação de bovinos e sabendo do meu gosto pelas origens, fez-me a proposta de constituir uma sociedade. Fiquei eufórica, era a oportunidade ideal de fazer algo que gostava, podendo ao mesmo

Como tem corrido esta aposta? Por se tratar de uma atividade que eu já conhecia muito bem desde miúda, tornou-se mais fácil. Deste modo, implementei algumas ideias, no sentido da inovação e melhoria de qualidade da carne produzida. Adquirimos um reprodutor de raça BLONDE D’AQUITAINE, ao Monte da Torre, introduzindo a raça na nossa região, sendo o único no concelho de Mira e limítrofes. As características da carne são inquestionáveis e a rentabilidade por carcaça também, ao mesmo tempo que eliminamos o problema dos partos difíceis, com todos os custos e riscos que lhe eram inerentes. Temos procurado enaltecer o que de melhor temos, nomeadamente a carne nacional, tendo conquistado novos nichos de mercado, mantendo neste momento

uma carteira de clientes fiel e apreciadora da nossa carne, nomeadamente no Intermarché de Cantanhede. Qual o balanço que faz em termos económicos? Posso dizer que o ano de 2014 foi um ano atípico nesta atividade. O preço de compra dos vitelos para engorda não desceu o que era habitual no verão e o preço da carne não subiu como deveria com o início do ano escolar. Contudo, atenta a ótica de crescimento sustentado que temos vindo a desenvolver, estamos otimistas quanto ao futuro, com novas medidas a implementar ainda em 2015, tendo inclusive em vista novos mercados e, quiçá, poderá surgir uma marca associada à Quinta das Cores. CZ Quinta das Cores, Lda Rua Óscar Moreira da Silva s/n 3070-330 Mira

29


redescobrir os açores

REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

O

s Açores granjearam um lugar importante na história de Portugal e na história do Atlântico: constituíramse em escala para as expedições dos Descobrimentos e para as naus da chamada Carreira da Índia, das frotas da prata e do Brasil, além de terem contribuído para a conquista e manutenção das praças portuguesas do Norte de África. Hoje, gozam do galardão de um dos dez melhores destinos no mundo a visitar. E foi o que fizemos. De malas e bagagens fomos conhecer de perto os Açores, com maior incidência na Ilha de S. Miguel. Esta ilha, de natureza vulcânica, e sujeita a atividade sísmica, apresenta um relevo montanhoso, recortado pelos vales, grotas e ribeiras. Aqui, o fundo de crateras de antigos vulcões extintos servem de leito às mais belas lagoas do mundo, como a Lagoa das Sete Cidades, a Lagoa do Fogo e a Lagoa das Furnas. Descobrir os Açores é descobrir a própria natureza, na sua forma mais original e única. É olhar para uma paisagem exuberante onde predominam os tons verde e azul celeste. Mas é também descobrir a tradicional hospitalidade açoriana, das suas populares manifestações religiosas e artísticas, dos seus sabores, bem como de todos os outros prazeres que o arquipélago tem. Perdido no Atlântico, estende-se o mais profundo dos segredos. Num silêncio propositado, por entre o verde das fajãs e o mar azul das baleiras, o sentimento de um povo brota em cascata, embelezado pelas hortênsias, nascidas no coração de cada açoriano. É uma utopia tornada realidade, um paraíso isolado que merece ser redescoberto. Os Açores são um dos paraísos existentes no mundo. Inspire-se nas suas particularidades: a paisagem, a gastronomia, os desportos náuticos e os seus costumes.

CENTRAL DE RESERVAS T +351 296 205 340 F +351 296 287 146 INFO@AUTATLANTIS.COM SÃO MIGUEL SEDE | Rua dos Manaias, 53 - 57 (Largo de Sto. André) 9500 - 084 PONTA DELGADA • S. Miguel • Açores Telef. +351 296 205 340 / 6 • Fax +351 296 287 146 FILIAL | Avenida Liberdade • 9680 - 101 VILA FRANCA DO CAMPO Telef. +351 296 581 115 • Fax +351 296 581 116 AEROPORTO | Telef. +351 296 684 632 • Fax +351 296 684 630 PORTAS DO MAR | Telef. +351 296 281 248 STA. MARIA Aeroporto de Santa Maria | 9580 VILA DO PORTO • Telef. +351 296 886 530 TERCEIRA Rua de São Pedro, 71 | 9700 - 187 ANGRA DO HEROÍSMO • Telef. +351 295 218 800 Aeroporto das Lajes | 9760 PRAIA DA VITÓRIA • Telef. +351 295 515 800 SÃO JORGE Rua Dr. Manuel Arriaga, s/n | 9800 - 549 VELAS • Telef. +351 295 432 800 Aeroporto de São Jorge | 9800 QUEIMADA - VELAS• Telef. +351 295 412 800 PICO Rua Carlos Dabney, 20 | 9950 - 327 MADALENA • Telef. +351 292 629 900 Aeroporto do Pico | 9950 - 011 MADALENA • Telef. +351 292 629 800 FLORES Rua do Aeroporto | 9970 SANTA CRUZ DAS FLORES • Telef. +351 292 542 278

w w w. a u t a t l a n t i s . c o m

30


31


REVISTA BUSINESS PORTUGAL REDESCOBRIR OS AÇORES

A primeira capital dos Açores município de vila franca do campo São muitos aqueles que consideram Vila Franca do Campo um pequeno paraíso dentro de um maior que é a Ilha de São Miguel. Aquela que foi a primeira ‘capital’ dos Açores conserva um pequeno ilhéu, resultado da cratera de um antigo vulcão submerso, atualmente classificado como reserva natural, tendo-se já tornado numa das principais atrações turísticas da ilha. A Revista Business Portugal viajou até aos Açores e esteve à conversa com Ricardo Rodrigues, presidente do Município de Vila Franca do Campo sobre esta terra singular e ficou a conhecer tudo o que esta tem para oferecer.

ricardo rodrigues Presidente

Território histórico “Vila Franca do Campo foi a primeira capital dos Açores”, começa por nos contar o edil deste paraíso açoriano. Durante o primeiro século de povoamento, após a descoberta do arquipélago, Vila Franca do Campo foi a mais importante povoação da ilha, tendo sido nela afixadas as principais instituições micaelenses. Foi elevada a vila em 1472, a segunda no arquipélago. Foi em 1522 que a vila perdeu esse seu ‘estatuto’, quando um violento terramoto que causou um escorregamento das terras, tendo grande parte da vila ficado soterrada.

32

“Essa tragédia levou a que fomos substituídos por Ponta Delgada em questões administrativas, por assim dizer”, explica-nos Ricardo Rodrigues. São várias as edificações da vila que remontam a esse tempo, “as mais significativas são de caráter religioso, como são exemplo a igreja de Vila Franca e o Convento dos Frades, que hoje em dia funciona como espaço de turismo de habitação, ainda do século XVI”. De acordo com o nosso interlocutor, a população de Vila Franca do Campo identifica-se bastante com o seu património “e sentem orgulho por termos sido escolhidos por

quem nos povoou como o primeiro lugar para ocorrer a mesma. É sinal que Vila Franca do Campo, de toda a ilha, era o lugar com melhores condições de habitabilidade e também fertilidade das terras. Ainda hoje somos reconhecidos pela qualidade dos nossos citrinos e bananas, entre outros frutos”. Ricardo Rodrigues revelou à nossa revista que o Município tem um plano para dar mais enfase a esta sua particularidade histórica, pelo que está a ser iniciado um processo de classificação do centro histórico com todos os seus monumentos e edificações particulares. “Pretendemos dar ao centro da vila uma caracterização uniforme, que nos torne detentores de uma só identidade. Obviamente, está também incluído neste projeto a preocupação de preservar o centro e não o deixar descaracterizar. Sabemos que hoje em dia há tentações para tentar agilizar procedimentos e, assim não preservar o património e queremos evitar essas situações ao máximo. Não queremos travar o desenvolvimento, mas sim permitir que a vila cresça preservando a sua história e raízes”.

Ilhéu: o paraíso no paraíso Situado em frente à povoação de Vila Franca do Campo, a cerca de um quilómetro da costa, este local é o resultado da cratera de um antigo vulcão submerso, considerado uma das principais atrações turísticas da ilha de São Miguel, especialmente desde que aqui se realizou uma das etapas do Red Bull Cliff Divind, o


REVISTA BUSINESS PORTUGAL REDESCOBRIR OS AÇORES

campeonato mundial de mergulho em penhascos. Classificado como reserva natural, o ilhéu tem no interior da sua cratera uma piscina natural com uma forma quase perfeitamente circular, que comunica com o mar por uma estreita passagem. As suas águas cristalinas e a pequena praia são excelentes para a prática de natação e mergulho.

Os outros paraísos Mas há muito mais para visitar em Vila Franca do Campo. Os populares orgulham-se bastante da sua igreja matriz do século XV, com uma bonita fachada gótica, assim como da sua Capela de Nossa Senhora da Paz, da bonita Igreja de São Pedro datado do século VVIII ou do interessante Museu Municipal que aborda a antropologia e a etnologia da região. Por toda a região, a natureza mostra a sua excelência, rodeada do verdejante típico da Ilha de São Miguel, oferecendo paisagens de grande beleza, como nas Lagoas do Fogo, do Congro ou dos Nenúfares. Desengane-se se pensa que Vila Franca do Campo só merece a sua visita durante o verão. Há muitas outras atividades e programas que pode fazer nos meses menos quentes. A par disso, e mantendo uma tradição ainda enraizada, Ricardo Rodrigues tem na sua agenda a criação da Rota das Olarias. “A ideia passa por requalificar as olarias existentes e que estas possam ter programas destinados aos turistas de modo a que estes possam manipular o barro e criar umas pequenas peças. É uma tradição de Vila Franca do Campo que queremos manter, dando-lhe alguma dinâmica”. Uma outra sugestão que nos deixa o nosso interlocutor é o avistamento das baleias e dos golfinhos. “Inicialmente todos pensávamos que tal só era possível na época de verão, mas a verdade é que as baleias e os golfinhos também surgem no inverno e, por essa razão, é uma atividade que pretendemos incrementar cada vez mais”. Os percursos pedestres são outras das atrações da vila. O trilho da Lagoa do Congro conta com um perímetro de cerca de 1.250 metros e está rodeada por árvores densas que escondem as paredes da cratera. Quem por já lá passou, diz que aqui se respira paz e silêncio. Certamente, um local de visita obrigatória para todos os amates da natureza, em particular, adeptos de caminhadas. E porque esta foi a primeira vila portuguesa a receber eletricidade via hídrica, Ricardo Rodrigues deixa também a sugestão de uma visita ao Museu da Eletricidade, que constitui uma referência histórica dos Açores e permite, a turistas e naturais da região, um entender do esforço, da dificuldade e da coragem que foi necessária aos seus antepassados para alcançarem o grau de desenvolvimento da região. Mas esta vila açoriana guarda ainda um outro paraíso: as queijadas de Vila Franca do Campo são simplesmente de comer e chorar por mais, ou já não tivessem sido premiadas internacionalmente e ostentarem o galardão de ‘Melhor Doce Conventual Português’.

Turismo em ascensão Com a recente liberalização das ligações aéreas entre

os Açores e o Continente por parte das companhias low cost já se faz sentir em Vila Franca do Campo. Questionado sobre as vantagens e desvantagens que esta medida pode trazer à vila, Ricardo Rodrigues não esconde que esta era uma medida “necessária e indispensável para que este setor de atividade que é o turismo tivesse a dimensão que deve ter, para que possa motivar empresários e o setor económico a crescer e a solidificar-se, além de absorver mais mão de obra. Os low cost são um vetor indispensável para que possamos receber mais turistas”. O edil acrescenta ainda que é indispensável que os hoteleiros continuam a apostar na região. “Quando, na década de 90, o arquipélago começou a investir no turismo, surgiram aqui na região já unidades hoteleiras, mas a verdade que alguns desses

hotéis fecharam portas, pois não tinham a ocupação mínima para conseguirem subsistir. Agora talvez seja necessário, uma vez mais, dar-se um investimento por parte da indústria hoteleira, de modo a responder a todas as solicitações”. O presidente do Município de Vila Franca do Campo garante que, mediante esta medida concernente às viagens low cost, o seu Executivo tem como prioridade motivar a restauração a ter e promover os produtos regionais açorianos, “até porque a procura se direcionará, sem dúvida, para a busca de produtos únicos e originais nossos. Temos que saber fomentar a nossa tradição, costumes e cultura, pois isso é que nos diferenciará enquanto destino turístico”.

33


REVISTA BUSINESS PORTUGAL REDESCOBRIR OS AÇORES

Projetar o concelho para o futuro município da ribeira grande A bonita cidade da Ribeira Grande, sede de concelho, localiza-se na costa norte da verdejante Ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores. Com mais de 500 anos de história, esta é uma região de grande tradição natural e arquitetónica, sendo o centro urbano de Ribeira Grande possuidor de uma graciosidade de encanto único e onde se podem encontrar monumentos singulares, como o edifício dos Paços do Concelho, a Igreja do Espírito Santo, a Igreja da Misericórdia ou do Senhor dos Passos, a Igreja da Estrela ou mesmo a popular Ponto de Oito Arcos.

alexandre gaudêncio Presidente

A

lexandre Gaudêncio, presidente da Câmara Municipal de Ribeira Grande desde 2013, começa por contar-nos que o concelho de Ribeira Grande tem mais de 500 anos de história, passado o foral em 1507, e só em 1981 é elevado a cidade. Composto por 14 freguesias, o concelho tem no seu total cerca de 32 mil habitantes, segundo os censos de 2011, e o seu núcleo urbano é composto por cinco freguesias e conta ainda com uma vila, Rabo de Peixe que conta com cerca de nove mil habitantes. Caracterizando Ribeira Grande como “um concelho

34

pujante a todos os níveis”, o autarca explica que apesar de ser o mais jovem do país, com cerca de 50 por cento da população com menos de 30 anos de idade, é também um dos que apresenta maior taxa de desemprego da região. “Somos o concelho mais jovem do país e esse facto orgulha-nos muito. Apesar disso, temos uma série de dificuldades no que diz respeito à parte social. Somos o concelho com maior taxa de rendimento social de inserção da região. Tínhamos um concelho muito industrializado, com muitas empresas ligadas à construção civil e a crise que se abateu neste setor

fez com que a situação socioeconómica das famílias se degradasse”. Consciente das dificuldades, Alexandre Gaudêncio está preparado para todos os desafios e não baixa os braços. “Estamos a fazer uma série de investimentos públicos para atrair cada vez mais investimentos privados mas neste momento o principal desafio é o desemprego e é isso que nos preocupa. Todos os dias trabalhamos no sentido de o combater”, frisa o autarca.

Aposta no turismo No sentido de fazer decrescer a taxa de desemprego de


REVISTA BUSINESS PORTUGAL REDESCOBRIR OS AÇORES

Ribeira Grande e consequentemente fazer frente à crise financeira, Alexandre Gaudêncio aponta um caminho: o turismo. “O turismo deve ser a principal aposta. Temos feito bastantes iniciativas nesse sentido e já começa também a haver investimentos de privados nesta área”. E faz algumas revelações. “Dentro de poucos meses, já em junho, vamos ter o primeiro hotel resort no concelho, o North Short Resort, que vai estar situado numa zona balnear e mostra esse virar de página. É isso que pretendemos para o concelho: virarmo-nos para o mar e ter todas as condições para a prática de desportos relacionados. A aposta ao nível de alojamento local é também uma realidade”. Outro fator que aponta como essencial para atrair novos turistas é a liberalização das ligações aéreas entre os Açores e o Continente por parte das companhias low cost. “Precisávamos disto. A liberalização foi criada há relativamente pouco tempo mas já se vêm sinais de retoma. Em conversa com alguns empresários da restauração do concelho e de comércio tradicional eles diziam que nunca tiveram tanta gente a recorrer aos nossos serviços. Temos uma oportunidade de ouro para mostrarmos aquilo que valemos”. Confrontado sobre o impacto que um maior fluxo de pessoas trará ao concelho e ao arquipélago em geral a nível ambiental, o autarca mostra-se bastante sereno. “Relativamente à natureza e ao seu panorama natural, há uma grande preocupação das entidades competentes em manter aquilo que existe. Há legislação no sentido de preservar o que é nosso e isso para já, não me preocupa”.

Jovens com garra É desta forma que o autarca define os jovens do concelho, no que diz respeito “a quererem fazer algo pela terra que os viu crescer”. Para isso, criou uma série de políticas de apoio aos jovens ribeiragrandenses que vão estudar para o continente ou outros países e que um dia, pensam em voltar. “Para os jovens que deixam as suas casas e vão estudar para fora criamos uma algumas políticas para que um dia possam regressar a Ribeira Grande. Recentemente aprovamos pela primeira vez bolsas de estudo para alunos do ensino superior com a cláusula de um dia voltar e prestar algum serviço à comunidade”, informa orgulhoso. Para isso, a autarquia está a implementar uma série de projetos para que esses jovens possam ver que há oportunidades na sua terra, aproveitando as mais-valias do concelho que são a terra e o mar. “Estamos com uma vertente de empreendedorismo muito forte e focada no que temos de diferente, que é trabalhar a terra, o mar e que podem criar o impulso para que possa gerar emprego no futuro”, menciona Alexandre Gaudêncio.

Projetos para o futuro direcionados para o turismo São muitos e bons os projetos reservados para 2015 e Alexandre Gaudêncio revela alguns direcionados para o termalismo e requalificação da zona costeira, sendo que o objetivo é “receber todos de braços abertos e criar as melhores condições possíveis para que isso seja possívell. No plano de orçamento de 2015 há uma clara aposta no termalismo. O concelho de Ribeira Grande possui calor geotérmico e somos o único concelho do país que aproveitamos esse recurso para fins de eletricidade e agora queremos direcioná-lo para o turismo, indústria e comércio. Para além do termalismo há também uma forte aposta na nossa frente marítima, requalificando toda a zona marítima da cidade, sendo que estamos de braços dados com o mar”.

Eventos que não vai querer perder Há para todos os gostos e o primeiro começa já este mês: a tradicional Festa das Flores, uma das comemorações mais aguardadas do ano, que invade o concelho de cor e alegria. Mas não é só, seguem-se mais eventos direcionados para todo o tipo de público. “No primeiro fim de semana de maio vamos ter a Festa da Flor e que irá prolongar-se por todos os meses de verão. De 1 a 5 de julho vamos ter também um festival de balões quentes e que vai coincidir com as nossas festas do concelho. Estamos também a organizar uma Feira Medieval Quinhentista, em meados de julho. Queremos que se torne anual e que já é muito e queremos que chegue ao panorama nacional”. Em meados de agosto, irá realizar-se igualmente uma séria de eventos de verão, mais direcionados para a juventude, com destaque para o Festival Monte Verde e um evento que já é âncora de Ribeira Grande, o Mundial de Surf, que terá uma das suas etapas no concelho e que iá decorrer em setembro.

Um presidente próximo da população Filho da terra, Alexandre Gaudêncio assume-se como um presidente atento às necessidades da população e admite que cada dia à frente do executivo municipal de Ribeira Grande tem sido um desafio. “Tento ser um presidente próximo da população e nós primamos por essa proximidade. Faz parte do nosso ser, não só em campanha eleitoral, o andar na rua, ouvir as pessoas e saber as suas preocupações. Ninguém fica sem ser ouvido e isso é essencial nos dias de hoje para um autarca. É através da política que conseguimos dar um contributo à nossa terra”. E o balanço não podia ser mais positivo. “Assim que chegamos à Câmara criamos um fundo de emergência social e conseguimos ajudar cerca de 300 famílias em dificuldade. São números que ficam e as pessoas sabem que houve essa promessa e que foi cumprida. Cada dia aqui na câmara tem um desafio diferente”, remata.

35


REVISTA BUSINESS PORTUGAL REDESCOBRIR OS AÇORES

A mais jovem cidade do país município de lagoa Sendo o mais pequeno município, em termos territoriais, da Ilha de São Miguel, nos Açores, Lagoa é grande na sua beleza singular e natural, onde o mar e a serra se complementam de forma única. Limitada a norte pelo município da Ribeira Grande, a leste por Vila Franca do Campo e a oeste por Ponta Delgada, Lagoa é o município mais central de São Miguel e é essa, no entender de Cristina Calisto Decq Mota, líder do Executivo Municipal desde 1 de abril deste ano, a grande vantagem do concelho.

realça que “os Açores sempre tiveram, do ponto de vista turístico, grande interesse. Efetivamente, o custo da viagem sempre foi um entrave mas esta situação já se está a alterar. Hoje, existem voos com preços mais acessíveis e já se começa a sentir um maior fluxo de turistas na região”. Para além de uma beleza sui generis, com uma orla marítima de recorte único, com piscinas naturais que se têm destacado no panorama da ilha, como a zona balnear de Porto da Caloura, Lagoa é também um concelho reconhecido pelos seus excelentes restaurantes e “arte” de bem receber. “Estamos preparados para receber os turistas e somos conhecidos por abrir as nossas portas de uma forma única. Temos espaços de lazer, parques florestais, trilhos pedestres que estamos a ultimar e que têm igualmente a sua relevância”, menciona.

Eventos 2015 cristina calisto mota Presidente

L

agoa fica localizada praticamente no centro de São Miguel e em termos de acessibilidades estamos muito favorecidos devido à proximidade com os outros concelhos da Ilha”, começa por explicar. Elevada a cidade há apenas três anos, depois de 493 como vila, Lagoa foi dos municípios que mais cresceu nos últimos anos em termos populacionais, atingindo hoje, 15 mil habitantes. Factos que orgulham a autarca, que apesar de ainda “jovem” como presidente, trabalha na câmara municipal há 15 anos. “A elevação a cidade foi um estatuto que alcançamos naturalmente, com grande orgulho e temos trabalhado para cada vez mais oferecermos as melhores condições em termos de comodidade, de bem estar e qualidade de vida não só a quem aqui reside, mas também a quem aqui trabalha e nos visita. Fomos o município que mais cresceu a nível populacional e esse facto deve-se ao trabalho realizado pela Câmara”. Questionada relativamente aos Açores serem cada vez mais um destino de eleição por parte de turistas nacionais e internacionais, Cristina Calisto Decq Mota

36

para

Para este ano a autarca desvenda dois eventos de destaque que decorrerão em Lagoa. “Em julho vamos ter três dias de concertos de bandas nacionais, o ‘Lagoa Convida’ precisamente porque nos últimos anos tínhamos saído do roteiro de eventos ligados à juventude. Agora, em abril, temos também a Taça de Portugal em Patinagem. Estamos a aguardar mais de 300 pessoas entre atletas, equipas técnicas e familiares. Este evento é um prémio para Clube de Patinagem de Santa Cruz que se tem distinguido nesta modalidade a nível regional, nacional e internacional com um conjunto de prémios relevante.”

Futuro do município O grande objetivo de Cristina Calisto Decq Mota é, segundo esta, dar continuidade aos projetos definidos para o mandato de quatro anos e concentrar-se em algumas áreas estratégias. “Não podemos abandonar a área social. A câmara tem tido um papel muito importante no acompanhamento das famílias e esta política é para continuar. Em termos ambientais a câmara deve manter-se atenta e toda a comunidade deve participar e estar consciencializada na manutenção e limpeza dos espaços verdes e de lazer. Temos também uma área designada de TecnoParque, para fixação de empresas e de habitações e o objetivo é termos em Lagoa um espaço de futuro, dinamizando-a”, conclui.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL REDESCOBRIR OS AÇORES

a capital mais bela do país município de ponta delgada Sede de município e também capital da magnífica Ilha de São Miguel, Ponta Delgada é a maior cidade dos Acores e também a mais visitada.

josé manuel bolieiro Presidente

C

om quase 500 anos de história, começou por ser uma humilde comunidade piscatória e hoje em dia destaca-se pelo seu ambiente cosmopolita, pelas suas ruas calcetadas, pelos jardins tratados ao pormenor e pelos vários edifícios históricos espalhados pela região que demonstram o poder económico de outros tempos. O centro de Ponta Delgada apresenta hoje uma crescente oferta de serviços, com uma diversidade de espaços comerciais, locais de diversão noturna e a renovada Marinha com as suas piscinas e os espaços de lazer. Os turistas, que embarcam, vindos de todas as partes do mundo, ficam irreversivelmente encantados pela imensidão verdejante dos seus montes e pastos. As flores, que se encontram em qualquer canto da cidade, acrescentam cor ao cenário e a junção de naturalidade e pureza criam uma imagem digna de um postal.

Uma referência nacional José Manuel Bolieiro, líder do Executivo Municipal de Ponta Delgada, em entrevista à Revista Business

38

Portugal, começa por nos falar sobre esta idílica cidade, desde os seus antepassados até aos dias de hoje. “Os Açores são uma referência não só geográfica porque dão uma outra dimensão a Portugal, mas que trás à memória quotidiana o estado e a história de Portugal enquanto país descobridor do mundo. Importa até à própria portugalidade defender essa projeção nas ilhas, especialmente nos Açores que fazem a melhor ligação entre o velho o novo mundo nessa posição geoestratégica que tem a nossa região.” Os açorianos, por outro lado, conta que têm uma projeção nacional de inspiração quase fruto da periferia e insularidade e que foram sempre homens e mulheres de dimensão cultural e política de grande relevo. “Não é à toa que os dois primeiros presidentes da República de Portugal são dois ilustres açorianos, Manuel de Arriaga e Teófilo Braga. Na área do pensamento filosófico, da literatura e da poesia, personalidades como Antero de Quintal, Natália Correia e Vitorino Nemésio são conhecidas a nível nacional e são açorianos. Todos eles com um entendimento cultural, literário e filosófico que dão a dimensão dos Açores algo que ajudou à portugalidade na sua afirmação num contexto europeu”. A história, que muito orgulha o autarca, tem no seu entender também a ver com a capacitação humana, intelectual, cultural e político, já em democracia, como de personalidades vivas como Mota Amaral e Jaime Gama e que foram Presidentes da Assembleia da República. “A nossa história criou uma identidade universal e de entendimento sobre açorianidade que sempre defendemos, daí as nossas reivindicações desde o ano longínquo de 1895 por causa dos Açores e dos açorianos. Adquirimos a autonomia administrativa, ainda

com Ernesto Hintze Ribeiro como governante. O famoso decreto de 2 de março de 1895 assegurou a autonomia e garantiu uma expressão que a Constituição Portuguesa Democrática tem nas aspirações do povo açoriano para a sua autonomia e capacidade de auto governo, têm origem neste momento. Mas, nunca fez perder dos açorianos a dimensão da portugalidade por isso é que embora cientificamente se discuta muito, sobretudo na transição revolucionária do 25 de abril, uma ideia de independência mas a verdade é que nunca os açorianos e as fortes personalidades doa Açores nunca perderam o sentido da sua portugalidade. Aliás, Natália Correia defendia mesmo uma identidade ibérica”, acrescenta.

Uma nova visão para o turismo Com a liberalização do espaço aéreo por parte das companhias low cost o autarca acredita que com esta nova revolução veio trazer uma certa competitividade de preços, nomeadamente a introdução das companhias low cost EasyJet e a Ryanair e que estão já a operar nos Açores. “Foi exatamente com a política deste Governo da República e o entendimento com o Governo Regional dos Açores que houve uma mudança de paradigma revolucionária do serviço de transporte aéreo que assegurou um preço máximo nos 134 euros, mesmo que seja independente das companhias low cost, que é um plus. Novo número modelo que é verdadeiramente revolucionário das obrigações de serviço público de transporte aéreo, que é assegurado por duas empresas de bandeira, a SATA e a TAP”. Como atração turística de excelência e cada vez mais procurado, os Açores tinham algum défice ligado à falta


REVISTA BUSINESS PORTUGAL REDESCOBRIR OS AÇORES

de notoriedade enquanto destino turístico, mundialmente falando, e falta de competitividade. “Era muito caro visitar aos Açores”, conta o autarca. Nos próximos anos acredita que serão uma atração especial a começar pelos próprios continentais, que pela falta de meios e o custo do transporte aéreo até agora, era dissuasor da vinda de turistas nacionais para os Açores e relembra que o turismo é o grande pilar do arquipélago. “Esta nova situação criou uma nova expectativa no acesso aos Açores, a notoriedade vai aumentar, não só dependente da política de promoção como destino turístico por parte das instituições públicas, mesmo na própria dimensão da Easyjet e Ryanair. O turismo é no novo pilar económico dos Açores e isso implicará adaptações e reformas da oferta de alojamento turístico, de oferta de atividades turísticas, da própria restauração e de outros serviços paralelos à vinda de turistas para os Açores”, relembra José Manuel Bolieiro.

Um presidente próximo da população Líder do Executivo Municipal de Ponta Delgada desde outubro de 2013, José Manuel Bolieiro faz um balanço positivo da sua liderança, mas admite que ainda há muito trabalho pela frente. Desenvolver uma governança local pela democratização da democracia local motivando a participação sociativa e a descentralização, é o objetivo e lema do autarca. “Tenho feito o meu mandato político na câmara com um perfil de um político que faz da humildade e da proximidade com os munícipes a sua principal característica. Sou ponderado na relação entre a crítica e o sentido da crítica para não perder o sentido humilde para a concertação, para o diálogo e para a mudança que é necessária para identificar uma decisão errada. Só se torna um erro grave quando não foi corrigido a tempo”, acreditando que esta é a razão do sucesso alcançado. “Movo-me pelos objetivos, pelas causas e não pelos instrumentos de decisão”, diz, orgulhoso. Uma das medidas tomadas em quase dois anos de mandato foi triplicar os valores de apoio financeiro do município às juntas de freguesia no sentido de “reforçar a descentralização e garantir o diálogo institucional para garantir as sinergias entre a entidade local e as entidades públicas”, menciona. Formado em advocacia, foi devido ao espírito de missão que decidiu candidatar-se à Câmara Municipal de Ponta Delgada, apesar de nunca ter sonhado seguir uma carreira política. “Quando sinto que tenho uma missão a cumprir e que sou útil tendo este sentido coletivo e de serviço público muito enriado à minha personalidade, acabo por ceder ao contexto e às sugestões. Por isso, decidi candidatarme e mereci a confiança dos munícipes, respeitando sempre a pluralidade de opinião”.

Regresso do SATA Rally de Portugal aos Açores Uma das grandes novidades e de maior atratividade para 2015 no arquipélago dos Açores é o regresso do SATA Rally de Portugal. José Manuel Bolieiro mostra-se satisfeito e acredita que será um fator determinante para atrair cada vez mais pessoas aos Açores. “Precisamos criar cartazes turísticos que ajude a quebrar a sazonalidade do destino turístico e o Sata Rally Açores entre outros eventos, procura responder a essa estratégia na notoriedade e vocação dos Açores para uma deslocação específica. Este evento é transmitido pela Eurosport e na sua emissão é possível ver as nossas magníficas paisagens em todo o mundo, garantindo notoriedade à região”.

Perspetivas de futuro O grande objetivo do autarca é potenciar os Açores como destino turístico de eleição, quer em Portugal Continental, quer no mundo, nunca esquecendo a boa ligação com o continente americano. “Queremos ser uma cidade de referência no país e na Europa e ser um laboratório de smart city ambientalmente irrepreensível no ponto de vista da sua estratégia de economia”, sublinha.

39


REVISTA BUSINESS PORTUGAL REDESCOBRIR OS AÇORES

UM DOS CONCELHOS MAIS VISITADOS DA ILHA DE S. MIGUEL município de povoação Presidente de proximidade, Carlos Ávila o autarca mais antigo dos Açores, assume-se como um presidente que gosta de estar perto dos Povoacenses. Os portos, o vulcão, as paisagens e a praia com mar quente são imagens de marca do concelho de Povoação que mais atraem os turistas.

Como carateriza o concelho da Povoação? O concelho da Povoação é o local de desembarque dos primeiros povoadores na Ilha de São Miguel, por isso é que somos a terra mais antiga desta ilha. Temos seis freguesias, com uma área de, aproximadamente, 110.30km² e cerca de 7 mil habitantes. Sendo a gastronomia um ponto forte, quais são os pratos típicos que destaca? O cozido da Furnas é o prato mais conhecido; mas é possível cozinhar, também nas caldeiras, o bacalhau guisado e de feijoada à portuguesa. Existe oferta de pratos de peixe e marisco na freguesia piscatória da Ribeira Quente e saliento também os restaurantes da vila da Povoação. Na doçaria realço o bolo lêvedo e a fofa da Povoação, que são doces típicos e famosos. A beleza natural do concelho também é um ponto forte da Povoação. Sim, sem dúvida! O património paisagístico do Faial da Terra é conhecido como o presépio da ilha, como afirmava, ainda no século XVI, Gaspar Frutuoso o famoso escritor açoriano. As freguesias de Água Retorta e de Nossa Senhora dos Remédios têm como principal atividade a agro-pecuária e têm paisagens que valem a pena ser admiradas por quem nos visita.

carlos ÁVILA Presidente

40

E o que mais podemos encontrar na Povoação? Gostaria de referir o Museu do Trigo que foi inaugurado em 2004, com o objetivo de preservar a memória dos antigos ofícios e tradições dos habitantes das Lombas e temos o Parque Terra Nostra é classificado a nível mundial, tem jardins centenários lindíssimos e um Hotel


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

termal. As companhias aéreas low-cost vieram beneficiar o turismo do concelho? Sim, já estamos a beneficiar com o aparecimento dessas companhias e notamos um acréscimo de turistas. O concelho da Povoação é o terceiro concelho dos Açores com o maior número de unidades hoteleiras (conta com cerca de 20 unidades) e o segundo mais visitado. Que medidas foram implementadas para atrair os turistas? A primeira medida a ser tomada foi a de nos embelezarmos. Investimos na limpeza, criamos parques automóveis, pintamos casas, plantamos jardins, resumindo, preparamo-nos para receber. A partir de maio vamos lançar, em Ponta Delgada, uma imagem forte da Povoação para atrairmos ainda mais turistas. Qual é o balanço que faz dos anos que está à frente do executivo? Faço um balanço positivo. Prova disso é que as pessoas reconhecem o nosso trabalho e querem que continuemos. Em 2009, o município da Povoação foi declarado como falido pelo Governo Central. Rejeitamos o processo de insolvência do município, cortamos em despesas consideradas superficiais, isto sem aumentar os impostos e mantendo todos os postos de trabalho. Com este trabalho conseguimos diminuir a dívida, até dezembro de 2014, em 80 por cento. Hoje temos uma situação estável. É um presidente próximo da povoação? Sim, sem dúvida. Sempre gostei de cumprimentar todas as pessoas, de conhecer bem a população e procuro manter essa proximidade. A porta da minha casa está sempre aberta e as pessoas sabem disso, vão ter comigo e pedem-me conselhos seja dia ou noite, semana ou fim de semana. Como gostava de ver o concelho num futuro próximo? Do ponto de vista do ambiente gostava que se mantivesse como está neste momento, do ponto de vista económico: “The small is beautiful!” (o pequeno é bonito!).

41


REVISTA BUSINESS PORTUGAL REDESCOBRIR OS AÇORES

“A natureza é a nossa melhor oferta” turismo dos açores Vítor Fraga, Secretário Regional do Turismo e Transportes do Governo dos Açores, em entrevista à Revista Business Portugal, falou-nos sobre as novas ações para o turismo da região salientando a sua visão estratégica e integrada naquilo que manterá os Açores “um destino de qualidade e excelência”. seguimento à definição das boas políticas.

Desafios atuais e futuros

vítor fraga Secretário Regional do Turismo e Transportes do Governos dos Açores

O

titular da pasta do Turismo, Vítor Fraga começa por nos caracterizar os Açores, em termos turísticos, como um destino diferente, com uma natureza completiva e natural única. “Os Açores caracterizam-se em termos turísticos por uma matriz de natureza em que a sua mais valia está nos aspetos diferenciadores que cada ilha tem para oferecer”. Dando alguns exemplos marcantes na caracterização da região e que define de certa forma a identidade dos açorianos, destaca em termos de património natural a caça à baleia e em termos atuais/culturais, o whale watching, um evento potenciador de atração turística.

Turismo de excelência Foram muitas e boas as apostas turísticas nos Açores que lhes permitem ser um dos destinos mais procurados quando as palavras de ordem são descanso, paz e natureza. Apostas planeadas e bem estruturadas que foram levadas a cabo no sentido de colher os melhores frutos possíveis, passando por desenvolver uma conjugação de esforços entre entidades públicas e entidades privadas. “O turismo nos Açores tem cerca de uma década e meia de aposta efetiva como um dos setores de desenvolvimento económico da região. .Ao longo destes anos foi desenvolvido um trabalho conjunto entre entidades públicas e privadas de construção de um verdadeiro destino turístico, o que nos permite a chegar ao ponto que estamos e em que temos grandes desafios pela frente.” E destaca aquilo que a região tem de melhor para oferecer a quem a visita. “Aquilo que temos para oferecer é um destino que disponibiliza a todos os que o visitam a garantia de experiências únicas, o despertar de emoções fortes e que serão certamente marcantes para o futuro. O que nós queremos é que sejam de tal forma marcantes que lhes incuta um desejo permanente de cá voltar”. O contato direto com a natureza de uma forma sustentável é assegurado e é uma das razões principais para os Açores serem considerados o destino mais sustentável da lista dos 100 destinos mais sustentáveis do mundo e a única região do mundo que ostenta o galardão de Quality Coast platina, sinónimo que houve uma implementação e uma definição de boas políticas públicas por um lado e por outro lado que os agentes privados desenvolveram a sua atividade com um conjunto de boas práticas que dão

42

O objetivo primordial do Secretário Regional está traçado: continuar a manter os Açores como um destino de qualidade para todos os que nos visitam quer sejam provenientes do mercado nacional quer sejam provenientes de outros mercados, tendo como mais-valia o novo modelo de acessibilidades e a integração de companhias low cost a atuar na região. “Cerca de 65% dos turistas que nos visitam são provenientes de mercados externos, onde no caso da Europa temos a Alemanha, Inglaterra, Itália, que são os principais mercados emissores e na América do Norte, os Estados Unidos e o Canadá são dois mercados em que reforçamos a nossa aposta e que nos últimos anos tem vindo a crescer de uma forma sustentável”. Desenvolver políticas no sentido de preservar aquilo que é mais valioso, é outro dos objetivos. “Neste período há que monitorizar e tomar as medidas adequadas para manter a singularidade do destino Açores e é isso que nos pode tornar diferentes e potenciadores para que no momento de decisão, o turista opte por nós em detrimento de outos destinos”, reitera Vítor Fraga. Preservação ambiental, definição de áreas protegidas dos parques naturais, monotorização permanente a nível da carga que cada spot está sujeito, são concretamente algumas das medidas estabelecidas e garante “Quem vem pode usufruir de uma férias únicas, de sonho e garanto que quem nos visitar, quer voltar”.


design de interiores

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

N

um Portugal de olhos cada vez mais postos no Turismo, parte de saber receber quem nos visita passa cada vez mais pelo conforto e pelo requinte proporcionado. Para que melhor seja vendido um bem ou serviço, o espaço físico onde se estabelecem relações comerciais, seja ele público ou privado, pode hoje ser entendido como o reflexo do brio do trabalho desempenhado por determinada marca. Por estas razões, e porque os olhos também comem, o Design de Interiores em Portugal encontra-se em franca ascensão e presente em quase todo o lado, desde unidades hoteleiras, restaurantes, sedes empresariais, a todo o tipo de estabelecimento de venda ao público. Contrariamente ao que muitos possam pensar esta não se trata de uma artimanha meramente decorativa. Tendo como maior trunfo a funcionalidade, na rentabilização do aproveitamento dos espaços aos seus propósitos, tem ainda como atrativo o maior préstimo capaz de aliciar esta nação de empreendedores: ajudar a vender. Muitas vezes confundido com a Decoração de Interiores, o Desing de Interiores é uma técnica cenográfica, visual e arquitetónica de composição e decoração de ambientes internos. Consiste, portanto, na arte e na prática de melhor projetar um espaço, ao combinar os diversos elementos que compõem um ambiente, estabelecendo para tal relações estéticas e funcionais, tendo como máxima consideração a finalidade do espaço. Inseparável da arquitetura, é a esta arte que vai roubar o seu pensamento estrutural, edificando-se também através de um processo de exploração e de desenvolvimento baseado na pesquisa teórica, no desenho, e na construção propriamente dita. O que se pretende, claro está, concretiza-se sobretudo na harmonização das áreas internas a trabalhar, recorrendo para tal a espaços de arrumação e objetos decorativos, de modo a encontrar a perfeita simbiose entre conforto e funcionalidade. Um bom trabalho de Design de Interiores deve, inclusivamente, transpor a filosofia e a identidade da marca para o espaço, de modo a espelhá-la e a criar uma imagem positiva e duradoura no cliente. Texturas, materiais, tonalidades, acabamentos e iluminação são considerados de acordo com as potencialidades do espaço, e ajustados às pretensões, gosto e orçamento do cliente.

43


REVISTA BUSINESS PORTUGAL DESIGN DE INTERIORES

Exclusividade, excelência e elegância dzine Falar nestas três características é falar na DZINE & Co.. Esta empresa de arquitetura, design de interiores e decoração oferece serviços de excelência na área da habitação, residências particulares exclusivas, office design, espaços comerciais e hotelaria. Reconhecida pela sua capacidade de combinar diferentes influências na criação de ambientes sofisticados através de um Design intemporal e inconfundível, a DZINE tem ao seu dispor uma equipa multidisciplinar, dedicada e experiente.

A

andreia matias Administradora

44

DZINE & Co. foi fundada em agosto de 2014. Surgiu com a experiência de largos anos de carreira que a Andreia Matias tinha no setor e as competências em gestão do seu sócio Alexandre Santos. Esta empresa de arquitetura e design de interiores quer afirmar-se no mercado pelo serviço de qualidade prestado aos seus clientes, pela diferenciação e criatividade dos projetos elaborados e pelo rigor na sua execução. A DZINE & Co. oferece um serviço integrado, acompanhando a execução dos seus projectos de A a Z, “desde a arquitetura do espaço, o processo de licenciamento, passando pela arquitetura de interiores e chegando ao produto final”, diz-nos Andreia Matias, administradora da empresa. Como é só uma equipa que desenvolve tanto o trabalho de interiores como de decoração, existe uma interligação nas diferentes áreas tornando os projetos mais sólidos e com soluções pensadas à medida do cliente. Quando a DZINE & Co. recebe um novo contato, a primeira etapa do seu trabalho é ouvir o cliente e perceber que tipo de pessoa é, qual a composição do agregado familiar, o estilo de vida e as outras pequenas coisas que devem ser refletidas no ambiente proposto, garantindo assim que é vivido com conforto e funcionalidade. A excelência e qualidade final dos projetos, devem-se à atenção ao detalhe. “A DZINE ajusta-se aos desejos e gostos do cliente e não o inverso”, refere Andreia Matias. “Começamos cada

projecto do zero e fazemo-lo crescer em colaboração com o nosso cliente, trazendo obviamente a nossa experiência e sugestões para a mesa. Acreditamos que esta humanização e personalização dos nossos projetos, percebendo as necessidades e expetativas dos clientes, nos distingue”. A empresa aposta na visualização dos espaços através de simulações 3D foto-realistas de alta resolução. Esta aposta reduz a margem de erro na execução de qualquer projeto pois permite ao cliente antecipar o resultado final e fazer correcções de pormenor que podem fazer a diferença. A empresa aposta ainda numa política de transparência e de rigor na elaboração de orçamentos e execução dos mesmos. “Demoramos anos a ganhar um cliente e 5 minutos a perdê-lo se não cumprirmos o que prometemos. E na DZINE, orgulhamo-nos de cumprir!”, diz Andreia Matias. “Da nossa carteira de clientes fazem parte investidores no mercado imobiliário, banca, fundos de investimento e clientes privados que confiam no nosso know-how, na qualidade e na exclusividade dos nossos projetos. Para conforto funcionamos como uma ‘One-Stop-Shop’, desde a conceção à execução, assegurando a gestão do projeto, controlo de prazos e custos, garantindo a absoluta qualidade do resultado final”, finaliza. O setor do design de interiores encontra-se atualmente em expansão, em linha com o renascer do interesse em imobiliário nacional, quer por parte de investidores


REVISTA BUSINESS PORTUGAL DESIGN DE INTERIORES

nacionais quer internacionais. Num setor competitivo, a DZINE acredita na diferenciação através do desenvolvimento de relações duradouras com os seus clientes e do valor acrescentado que pode incorporar nos seus projetos. A DZINE & Co. está em crescimento quer em termos de

volume de trabalho quer no tipo de projetos. Com uma equipa com experiência internacional, a DZINE & Co. exporta para Angola e está presentemente a desenvolver contactos no Médio Oriente e Brasil para alargar a sua presença àqueles mercados. Em 2015 esperam-se novidades, como o lançamento

da primeira linha de mobiliário com a marca DZINE & Co.. Brevemente terão também um novo espaço que servirá como “show room”, um espaço com visibilidade onde os produtos de marca própria e de representadas, estarão expostos.

www.dzine.pt

Rua das Janelas Verdes, Antigo Convento dos Marianos, Galeria 6A 1200-690 Lisboa | T +351 212 427 934 | E info@dzine.pt

45


REVISTA BUSINESS PORTUGAL DESIGN DE INTERIORES

A casa perfeita stoc casa Entre num mundo colorido e variado, onde o moderno e o clássico se juntam, para criar um ambiente único e à medida de cada um. Aqui, encontra tudo para transformar o seu espaço no local dos seus sonhos e, para o ajudar, pode contar com o aconselhamento profissional de designers de interiores. Apresentamos-lhe a Stoc Casa. Qual o conceito inerente à Stoc Casa Interiores? Na STOC CASA Interiores o cliente entra num mundo colorido e variado, onde o moderno e o clássico se misturam, para criar um ambiente único e à medida de cada um. O que vos distingue dentro do universo do design de interiores? Qual a ‘marca’ da Stoc Casa? Estamos posicionados no universo do design de interiores como uma ‘marca’ que conjuga um estilo atual, com ambientes mais clássicos, acompanhando de muito perto as tendências da decoração e aliando sempre a vertente estética à prática. O profissionalismo e a experiência, são outros dos atributos da STOC CASA. Afinal, já ultrapassámos a maioridade… completamos 19 anos em 2015. Quem vos procura, que serviços pode encontrar? Quem nos procura encontra todos os serviços inerentes à remodelação de uma casa. Obras e remodelações - Realizamos todo o tipo de obras e remodelações. Com um gabinete de arquitetura e gabinete de obra , garantimos todos as fases desde o projecto até ao fornecimento dos mais pequenos detalhes. Com materiais inovadores, conseguimos otimizar a funcionalidade e os custos finais. Projectos 3D – Para os clientes que querem ir mais além, temos um Gabinete de Projeto 3D que permite visualizar o projeto acabado, mesmo antes de construído. Pintura e Restauro de Móveis – Ajudamos a dar nova vida a peças de mobiliário já existentes, através de uma nova pintura ou restauro. Tecidos e papéis de parede - Com uma variedade enorme de estilos, marcas e preços será muito difícil não encontrar o que procura. Mobiliário - Para além das várias marcas de mobiliário clássico e de Design que comercializamos, realizamos também mobiliário personalizado por medida. Estofagem – É possível fazer um sofá ou recuperar o estofo de um cadeirão. Realizamos qualquer trabalho de estofagem. Confeções - Com a criação do atelier de confeção, conseguimos melhorar a qualidade dos nossos serviços e o tempo de entrega. Realizamos qualquer tipo de trabalho, de cortinas a estores, colchas e almofadas. Abat-jours - O atelier de abat-jours dá-nos a liberdade de criar qualquer modelo com as medidas, formas,

46

materiais e detalhes que melhor se adequam a cada espaço. O nosso tempo de execução é muito curto. Colocação de Papel de Parede - Além da vasta oferta de papéis de parede, também tratamos da respetiva colocação. É mesmo chave na mão. Listas de Presentes – Estamos ao lado dos nossos clientes nos momentos de maior felicidade da sua vida. Tratamos da lista de presentes para o seu casamento, aniversário, batizado ou aniversário do seu filho: ajudamos na escolha dos artigos para a casa, acompanhamos os convidados no momento da compra e tratamos da entrega, confeção e montagem. A parceria com as mais diversas marcas é também uma mais valia… A parceria com marcas de referência como a Designers Guild, Elitis, Andrew Martin e Farrow & Ball, entre outras igualmente prestigiadas, é, definitivamente, uma mais valia. Os clientes sabem que na STOC CASA Interiores têm a garantia de qualidade e diversidade, o que é essencial para quem nos procura. Aqui é possível adquirir apenas um objeto de decoração ou mobiliário mas também o conceito ‘chave na mão’. Como funciona esta sinergia entre a equipa e os clientes? Na realidade, qualquer pretensão relacionada com a remodelação de interiores, do mais pequeno objeto, a projetos integrais de design de interiores, é possível concretizar na STOC CASA. A equipa é constituída por elementos experientes e qualificados que têm muita facilidade em identificar as soluções mais adequadas para cada caso. Ao longo dos anos, temos lidado com todo o tipo de pedidos, o que nos fez amadurecer a capacidade de resposta. Os projetos chave na mão, para os clientes que não têm tempo, são de facto, muito convenientes e já contamos com muitos no nosso portfolio. Têm de tudo para transformar um espaço num local de sonho. É fácil realizar os sonhos de terceiros? É uma responsabilidade de peso... Temos tudo para transformar um espaço num local de sonho. É fácil realizar os sonhos de terceiros, uma vez que sabemos fazer as perguntas certas e adoramos o que fazemos. As expetativas dos clientes são altas e as nossas, em relação à sua reação, também. É a

conjugação perfeita para realizar projetos com sucesso. Acredito que um cliente satisfeito é o melhor reconhecimento que podem receber… O cliente satisfeito é, sem dúvida, o melhor reconhecimento que a STOC CASA pode ter. Representa a realização do nosso trabalho e ele não só volta, como nos recomenda. É sem dúvida o nosso melhor cartão de visita! Que projeto da Stoc Casa Interiores merece destaque nesta nossa edição dedicada a esta temática? Optámos por destacar a nossa montra atual, especialmente projetada para a apresentação da nova coleção Primavera-Verão 2015 da marca Designers Guild. Por onde passa o futuro da Stoc Casa Interiores? O futuro da STOC CASA passa por continuar a decorar as casas dos seus clientes com total dedicação, bom gosto e excelência, por acompanhar as tendências, sem nunca perder a sua identidade, e também, por incrementar os projetos internacionais que nos últimos anos, se têm sucedido.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ESPECIAL LAZER

compromisso com o novo lisbon marriott hotel Arrojado, moderno e comprometido. Com o cliente, com a comunidade e, sobretudo com a ideia de um futuro. Esta é a visão que diferencia e define a postura do Lisbon Marriott Hotel, que agora aposta na nova imagem, e em novas experiências. Mais do que um negócio, ele é o privilégio que oferece as previsões do amanhã.

elmar derkitsch Diretor Geral

L

isboa é rica em cultura e tem muito a oferecer. A capital portuguesa, cidade das sete colinas e do rio Tejo, é a terra que abriga e deixa despontar um projeto que renasce hoje a pensar no amanhã. O Lisbon Marriott Hotel surge com uma nova proposta, oferecendo um leque de novas ideias. 2015 é o ano que marca este “quatro estrelas superior”,situado na Avenida dos Combatentes e abre portas para uma moderna experiência de traço português. Em entrevista, o diretor geral da unidade, Elmar Derkitsch, apresenta os novos projetos da cadeia Marriott International, e conta o que é feito em terreno nacional.

Nova imagem, nova filosofia Com uma filosofia voltada para adaptar-se à cidade na qual estão inseridos os seus hotéis, a rede Marriott

48

está a moldar e a reconstruir a sua imagem lisboeta. Um design moderno, fresco e “clean” compõe a nova apresentação do Lisbon Marriott Hotel, que agora atende às necessidades de um hóspede contemporâneo e atual, e responde às exigências de um mercado cada vez mais inovador. “As expectativas dos hóspedes mudam, e precisamos atualizar o conceito em hotelaria e investimos para fazer do Lisbon Marriott Hotel um hotel em que a nova geração de viajantes possa desfrutar de uma experiência verdadeiramente única”, diz o diretor geral. Alguns quartos já estão em fase de teste e o retorno de quem vive a nova experiência tem sido positivo. “Hoje, cerca de 70% do nosso público vem a negócios, mas penso que isto irá mudar com o novo conceito e vamos ter uma maior margem de turistas que procuram viver

Portugal com um toque de modernidade”, ambiciona Elmar Derkitsch.

“Meetings Imagined” chegar mais longe

inovar

para

No mercado há mais de 80 anos, o Marriott conta com uma grande experiência na organização de eventos, uma área que é cada vez mais importante para o negócio. A pensar nisto, foi criado um conceito inovador que reinventa o planeamento de reuniões. A plataforma online “meetingsimagined.com” surge com sete propostas exclusivas para a criação de reuniões temáticas, e apresenta centenas de imagens inspiradoras que convidam à criatividade. A iniciativa promove a “nova geração” do modelo de encontros, tendo sempre em vista uma abordagem personalizada, moderna e


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ESPECIAL LAZER

sofisticada. “Para cada cliente, a proposta é estudada para ser única, através de uma plataforma exclusiva, com o auxílio de tecnologias integradas às experiências isto muda todo o conceito atual do planeamento de reuniões”, afirma o diretor geral, acrescentando ainda que o projeto tem sido um êxito incrível.

O diferencial Marriott responsabilidade social

e

a

“O mais importante é a marca Marriott e o seu alto nível de qualidade”, inicia Elmar Derkitsch, ao enúmerar os pontos que colocam o hotel em relevo no setor. “Temos agora um novo conceito “Greatroom” um espaço privilegiado para atender as necessidades dos viajantes, especialmente de negócios, tanto dos que vêem para reuniões quanto dos que precisam relaxar trabalhando. A vertente do lazer é fortalecida pelo jardim com palmeiras, um novo lobby e um terraço com uma bela vista da cidade. Com o novo conceito contemporâneo, integrado e multifuncional, com àreas de trabalho e também sociais, permitem um fluxo natural de experiências para quem viaja em lazer ou negócios.”explica o diretor geral. A marca facilita o trabalho, mas para o diretor do hotel lisboeta, o segredo do sucesso tem nome e apelido: “A equipa é o que de mais importante. Os nossos funcionários são a cara do hotel . Somos uma família e temos a obrigação de investir nas capacidades profissionais de todos, oferecendo formações diárias dentro dos diversos departamentos”. “Spirit to Serve” é outro diferencial. O projeto de responsabilidade social é desenvolvido junto dos quatro mil hotéis Marriott, num plano que já faz parte da filosofia da marca. “Cada unidade Marriott tem o compromisso de ajudar a comunidade onde está inserido e há 15 anos colaboramos de forma regular com o Centro de Alojamento Temporário de Tercena”, explica Elmar Derkitsch. Ao fim do ano, é organizada uma gala para angariar fundos de ajuda, que já chegaram a somar 80 mil euros em produtos. “É um número impressionante. Ação que se deve à dedicação e empenho da nossa relações públicas, Ana Caetano”, define o diretor geral do Lisbon Marriott Hotel. Internacionalmente, existe o apoio à Aldeia de Crianças SOS, que no ano passado recebeu 340 mil euros arrecadados pela Marriott International.

49


marcas ‘escolha do consumidor’

REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

E

m todo o mundo, as ‘Escolhas do Consumidor’ são feitas pelo… consumidor A ‘Escolha do Consumidor’ é um sistema de avaliação e classificação de marcas, em função da satisfação e aceitabilidade que geram nos consumidores, que tem por objetivo conhecer o grau de satisfação e aceitabilidade dos consumidores em relação a determinado produto ou serviço, ajudando-os a fazer uma compra informada. A ‘Escolha do Consumidor’ incide sobre todo o universo de produtos e serviços no mercado, nomeadamente indústria (alimentar e não alimentar, como higiene, lar, equipamento e mobiliário), comércio (retalho especializado e não especializado, tradicional e moderno) e também serviços (banca, seguros, combustíveis, comunicações, transportes e entretenimento). Todas as marcas que são ‘Escolha do Consumidor’ foram avaliadas em comparação com a sua mais direta concorrência, tendo obtido a melhor nota média de satisfação e intenção de compra por parte dos consumidores. Nas próximas páginas conheça algumas das marcas eleitas nas mais diversas áreas. Fonte: Consumers Choice

Possibilidades infinitas Flexibilidade, o ingrediente mágico

Placas de indução Infinite™

anos

www.electrolux.pt

50


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MARCAS ‘ESCOLHA DA CONSUMIDOR’

A única marca que premia marcas Consumers choice A ‘Escolha do Consumidor’ é a única marca que premia marcas, onde o consumidor é ouvido em todas as fases de avaliação, identificando os critérios de satisfação mais importantes para o consumidor e avaliando produtos e serviços de acordo com esses mesmos critérios, e colocando sempre em comparação direta todas as marcas concorrentes em cada categoria. Por isso, é classificada como a verdadeira ‘Escolha do Consumidor’. Falamos com Paula Matias, da direção geral da Consumer Choice.

Como surge a ‘Escolha do Consumidor’? A ‘Escolha do Consumidor’ surgiu da constatação de que não existia no mercado nada que efetivamente premiasse as marcas, produtos e serviços que mais satisfizessem os consumidores portugueses, e que resultasse de uma avaliação comparativa entre os vários concorrentes, e que fosse realizada pelos seus consumidores. Que áreas de negócio abrangem? A ‘Escolha do Consumidor’ abrange todas as áreas que se dirigem ao consumidor final, desde produtos, alimentares e não alimentares, a serviços. Contempla ainda órgãos de comunicação social (radio, televisão e imprensa) Para dar resposta a várias solicitações de áreas mais específicas de mercado, lançámos no ano passado duas iniciativas: a ‘Escolha dos Profissionais’ e a ‘Escolha Sénior’. A primeira direcionada para o B2B, e a segunda para um target de 50+. E de que forma é feita esta seleção? As categorias existentes em cada ano dependem das solicitações das próprias marcas, bem como dos consumidores, que pretendem ter dados reais sobre as marcas que habitualmente consomem, e que lhes permitam efetuar melhores escolhas. Como funciona o programa? Existe uma préselecção? Na primeira fase o que se pretende aferir é o que é que os consumidores mais valorizam em cada categoria, retirando as variáveis marca e o preço. Nesta fase é utilizado o método de Focus Group. Depois pretendese perceber o peso de cada um desses atributos na decisão de compra, e depois então se segue para a avaliação. Nesta fase podem ser utilizadas metodologias diversas e inclusive mistas: prova organolética, clientemistério, home test, avaliação de call center, etc. Como reagem as marcas a esta nomeação? A distinção marca premiada por ‘Escolha do Consumidor’,

resulta da avaliação dos próprios consumidores aos principais concorrentes de mercado em cada categoria, e isto dá às marcas uma garantia de imparcialidade e credibilidade ímpar, e portanto, grande expetativa quanto aos resultados. Num mercado concorrencial, o preço tem sido o elemento diferenciador, mas as marcas perceberam que não é suficiente, que o consumidor valoriza outros fatores, e portanto há que evidenciá-los, e sendo a ‘Escolha do Consumidor’, a diferenciação no mercado é evidente. Quer seja marca premiada ou não, todos os players têm acesso ao relatório detalhado de todo o processo de avaliação, sendo portanto este sempre aguardado com expetativa, numa perspetiva de complementaridade de dados que as marcas já possuem de outros estudos que tenham, como meio de diagnóstico, e indicador de pontos a melhorar. O relatório é composto pelas fichas técnicas, o ranking de resultados por marca, e ainda as opiniões positivas e negativas dos consumidores (clientes e não clientes de cada marca).

Profissionais e da Escolha Sénior. Já em abril inicia a 2ª temporada do Programa de televisão ‘Escolhas do Consumidor’, o magazine semanal para o consumidor. Paralelamente, continuamos a expandir o projeto alémfronteiras, e este ano já temos a Escolha em Espanha e Polónia.

Qual a adesão por parte dos consumidores? Como tem evoluído este programa nesse sentido? Anualmente temos procurado perceber o índice de notoriedade da ‘Escolha do Consumidor’ junto dos consumidores através de estudos que encomendamos a entidades externas, e, efectivamente, ano após ano, o consumidor reconhece e valoriza cada vez mais esta distinção. A ‘Escolha do Consumidor’ surge com 98 por cento em notoriedade espontânea, comparativamente a outras distinções existentes no mercado, e é o selo que é mais associado a credibilidade baseada na experimentação. Que outros projetos estão a ser pensados? Neste momento estamos a iniciar a 4ª edição da Escolha do Consumidor e a 2ª edição da Escolha dos

51


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MARCAS ‘ESCOLHA DA CONSUMIDOR’

“Inovar é o que nos move” aeg Este é o lema da AEG que com mais de 125 anos de presença no mercado assenta a sua postura na precisão, rigor e confiança. Marisa Pires, da AEG, revelou à Revista Business Portugal que a marca pretende ser a melhor empresa de eletrodomésticos do mundo, avaliada pelos seus consumidores, acionistas e empregados. Fique ainda a sebr quais as mais recentes inovações da marca.

de presença no mercado tem responsabilidades, essencialmente quando os seus valores assentam na precisão, rigor e confiança. Em todas as categorias de produto encontramos inovações relevantes para os consumidores, onde a responsabilidade ambiental é a base do desenvolvimeno dos produtos. Em 1997 a AEG lançou no mercado o primeiro secador com bomba de calor, que garante a melhor categoria no consumo energético. Em 2014 lançámos a ÖKOKombi Plus, a primeira máquina de lavar e secar com esta tecnologia, derrubando os mitos dos elevados consumos nestes produtos.

marisa pires AEG Portugal

Como surgiu a marca AEG, e qual é o seu conceito? A AEG nasceu na Alemanha em 1887. Desde o seu início foi pioneira no desenvolvimento dos mais inovadores eletrodomésticos. Mas não foi apenas na inovação de produtos que a AEG se destacou. Em 1907, Peter Behrens foi contratado pela AEG e tornouse o primeiro designer industrial do mundo. O professor Peter Behrens era um homem do renascimento no verdadeiro sentido da palavra. Movimentava-se com facilidade entre várias disciplinas: pintura, design gráfico, arquitetura e design de mobiliário. Quando veio para a AEG, trouxe uma filosofia de design simples mas poderosa que se tornou no lema permanente da nossa marca e dos nossos produtos. Behrens marcou para sempre a história do design e, sem dúvida que a marca AEG mantém orgulhosamente esta herança em cada geração de novos produtos. Apostam no moderno, na inovação e nas novas tendências, sempre com uma especial atenção às medidas de sustentabilidade. Encaram isto como uma responsabilidade? Por quê? Obviamente que uma marca com mais de 125

52

A marca AEG tem surpreendido em diversos ângulos. A preocupação com o meio ambiente tem sido uma grande preocupação e aquilo que tem feito a distinção da marca. Neste sentido, há campanhas de destaque? O compromisso que assumimos perante os nossos consumidores de continuar a inovar é o que nos move. Por isso, o ano passado lançámos o documentário ’The Next Black – The future of Clothing‘. O tema não é o que vai estar na moda, mas sim sobre o futuro no setor do vestuário. A AEG procurou algumas das pessoas e empresas pioneiras no mundo nesta área e recolheu as suas opiniões sobre o vestuário e o seu futuro. Nomes como Patagónia; StudioX, Adidas; BioCouture e o Yeh Group, uma empresa que desenvolveu um novo modo de tingir roupas sem a utilização de água, comprovam as tendências.O documentário foi criado para entender de

que forma se prevê que evolua a indústria do vestuário e, por consequência, as necessidades dos consumidores relativamente ao tratamento da roupa. Só assim a AEG pode continuar a garantir a inovação que é relevante para os nossos consumidores. A pegada ambiental é uma das características que revelam o perfil AEG? Sem dúvida. Na categoria de máquinas de roupa, a redução do consumo de água e energia e a preocupação em assegur o máximo cuidado para prolongar a vida das roupas são claros exemplos de como a AEG tem como prioridade a sustentabilidade. Para além disso, queremos também ensinar os consumidores a lavarem e secarem as suas roupas com o mínimo impacto no meio ambiente. A ÖKOMix, um dos mais recentes lançamentos, prova isto mesmo. Esta máquina é a mais eficiente do mercado e a única com a classificação A+++ – 50%. Graças à sua tecnologia inovadora, garante todo o cuidado da roupa, consumindo menos energia e trata inclusive os tecidos mais delicados como a seda e as lãs. O segredo é a tecnologia ÖKOMix da AEG onde a água e os detergentes são previamente misturados antes de entrar em contacto com a roupa, permitindo excelentes resultados de lavagem a baixas temperaturas, otimizando assim o consumo da água e a eficiência do detergente. Qual é a vossa missão enquanto empresa? Queremos ser a melhor empresa de eletrodomésticos


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MARCAS ‘ESCOLHA DA CONSUMIDOR’ máxima performance e que transformem os seus momentos em casa, a cozinhar ou a tratar da roupa em experiências superiores. As soluções que oferecemos destacam-se num mercado muito pressionado pelo preço. Destaco o forno a vapor ProCombi, uma tecnologia que garante a combinação de ar quente e vapor cozinhando em menos tempo, com menos gorduras, mantendo os alimentos suculentos por dentro e crocantes por fora. São produtos como estes que fazem a diferença e marcam o percurso da AEG. Que produtos/soluções a AEG oferece? Há alguma novidade, ou algum destaque de consumo? Na área do tratamento da roupa, os secadores bomba de calor e as novas máquinas ÖKOMix e ÖKOKombi, a melhor eficiência com a garantia de resultados perfeitos. Na área da cozinha, os fornos ProCombi Plus são a última novidade. Com a possibilidade de cozinhar a vapor aproveitando a tecnologia Sous Vide, que significa que os alimentos são embalados a vácuo e cozinhados num ambiente de vapor. Máximo sabor, nutrientes intocáveis e uma experiência sensorial inesquecível. do mundo, avaliada pelos nossos consumidores, acionistas e empregados. Os consumidores são os juízes máximos do nosso trabalho e a sua satisfação é a prova de que os produtos AEG os ajudam a conseguir os melhores resultados em suas casas. Por outro lado, manter os acionistas satisfeitos significa manter a segurança e saúde financeira que nos permite continuar a investir em I&D. Por fim, os nossos colaboradores, que são o coração da empresa e a força motriz do

desenvolvimento em todas as suas áreas. Continuam a crescer em terreno nacional, mesmo numa altura de crise económica? Como tem sido este percurso? O público alvo da AEG está claramente identificado e, apesar da crise económica que tem afetado o nosso mercado, é composto por consumidores apaixonados pela perfeição. Por isso, procuram produtos com a

Que planos guardam para o futuro? O compromisso é claro: dedicar uma parte muito importante dos nossos recursos a entender o nosso consumidor. Para poder continuar a oferecer-lhe as inovações mais interessantes para que em sua casa a AEG seja o parceiro que lhe permite obter resultados perfeitos.

ProCombi® Plus

Forno a Vapor

ProCombi® PLus máxima exPLosão de sabores

Sensor de Humidade A quantidade exata de vapor para resultados perfeitos.

VarioGuide O forno ajusta automaticamente a temperatura, humidade e duração do prograna para um elevado número de receitas.

Siga-nos em

Função SousVide Todos os nutrientes selados para uma execional fusão de sabores.

aeg.com.pt

53


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MARCAS ‘ESCOLHA DA CONSUMIDOR’

Bahlsen, a vida é doce! bahlsen Responsável por tornar a vida de tantos consumidores mais doce, a Bahlsen é uma marca já muito conhecida entre os portugueses.

V

encedora pela segunda vez consecutiva do prémio ‘Escolha do Consumidor’ em várias categorias de bolachas, a marca encara este como mais um atestado da riqueza do seu legado na arte de confeção de bolos e bolachas. A sua história começa em 1889, quando Herman Bahlsen, um mercador alemão que trabalhava na exportação de açúcar, se tornou especialista na arte de fazer bolos e bolachas e comprou uma pequena fábrica em Hanover. Com sede na mesma cidade, a empresa pertence à mesma família desde então, e é mesmo uma das maiores do ramo em toda a Europa com carácter familiar. Aliando o sabor à experiência de confeção, a Bahlsen distinguese pela elevada qualidade dos seus ingredientes e pelas receitas inovadoras. Atenta às tendências de mercado, a Bahlsen mudou recentemente toda a imagem das suas

54

linhas de produtos, tornando-a mais jovem e moderna, sem no entanto descurar os seus principais traços de identidade. Premiada com a gama Choco Leibniz na categoria Indulgência e Pick Up em Snacks de Chocolate, a marca Leibniz, que acolhe os snacks entre as refeições, recebeu também esta distinção na categoria de Bolachas Infantis com a Zoo Original e Jungle, que tantas delícias trazem aos mais pequenos, não apenas pelo sabor, mas pelo formato divertido. Atualmente, a Bahlsen tem 5 fábricas na Europa e exporta para mais de 80 países. Em Portugal é representada pela empresa Touch, que faz a gestão dos produtos da empresa para todo o nosso mercado.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MARCAS ‘ESCOLHA DA CONSUMIDOR’

bolachas digestivas mais saborosas! mcvitie’s digestive A McVitie’s encontra-se no nosso mercado há cerca de cinco anos e, desde então, tem visto a sua qualidade a ganhar reconhecimento junto dos consumidores portugueses.

D

etentora de uma eleição de ‘Sabor do Ano’, a gama McVitie’s Digestive ganhou este ano o prémio ‘Escolha do Consumidor’. Autora da bolacha digestiva Original, a McVitie’s confeciona esta saborosa receita há mais de 100 anos, valendo-lhe esta vasta experiência o lugar de liderança no mercado britânico, um dos maiores consumidores de bolachas per capita, e o segundo lugar em vários mercados europeus relevantes. Além da variedade Original, a marca apresenta ainda no nosso mercado a opção de Digestiva Integral, com maior teor de fibra. Para quem procura um pouco de sabor extra nas suas bolachas digestivas, a McVitie’s tem ainda propostas de sabores únicos e irresistíveis, como Cobertura com Chocolate Negro, Cobertura com Chocolate de Leite e Caramelo e ainda Chocolate de Leite com Sabor a Laranja. Todas disponíveis em hipermercados e

supermercados, com preços bastante atrativos, sendo este, um dos fatores reconhecidos pelos consumidores votantes nesta edição para além do saber. A McVitie’s é uma marca da United Biscuits, atualmente a segunda maior produtora de bolachas a nível europeu. As marcas da United Biscuits são vendidas em mais de 130 países. Com cerca de 16 fábricas, a empresa mantem a sua aposta numa forte cultura de inovação e desenvolvimento e assume-se como uma das maiores especialistas em bolachas. Desta forma, consegue uma maior proximidade com os consumidores disponibilizando uma oferta variada e adequada a diferentes momentos do dia, para toda a família. Em Portugal, a marca é representada pela empresa Touch, responsável por criar maior proximidade da McVitie’s e restantes marcas do portfolio da United Biscuits com o público português.

55


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MARCAS ‘ESCOLHA DA CONSUMIDOR’

batatas que não são só batatas! tyrrells Tyrrells é uma marca de batatas fritas que chegou recentemente a Portugal. Além de um design inovador e disruptivo e de uma qualidade acima da média, também o sabor é diferenciador e de excelência e por isso mesmo foi eleita marca ‘Escolha do Consumidor 2015’ na categoria de batatas fritas.

D

e identidade inglesa provenientes da região de Herefordshire, utiliza apenas batatas de produtores locais, criteriosamente escolhidas. São cozinhadas à mão e preparadas com a pele, com um corte finíssimo, o que lhes confere o irresistível crunch de umas batatas estaladiças! Em prol de garantir mais uma vez os padrões elevados de qualidade, as Tyrrells são preparadas em pequenos lotes, à moda antiga. É a melhor forma de garantir que as batatas de cada pacote são tão saborosas como as do pacote anterior. Toda a gama de batatas Tyrrells é livre de produtos artificiais e de glúten, sendo dada primazia a sabores e temperos naturais. A principal novidade da marca é a sua gama de vegetais que além das batatas fritas inclui duas misturas de

56

vegetais deliciosas: batatas com cenoura e batata-doce e batatas com beterraba e cherivia. Uma alternativa mais leve para consumir como snack ou a acompanhar uma refeição. Com sabores inovadores como queijo cheddar maduro, pimenta preta, sweet chilli e vinagre, a Tyrrells revela-se não só como uma excelente alternativa para acompanhar uma refeição, como também um delicioso snack para acompanhar um gin ou uma cerveja de sabor mais robusto e ainda para levar para praia. Representada pela empresa Touch em Portugal, a Tyrrells surge assim como uma marca de confiança, creditada pelos próprios consumidores como sendo a sua escolha de eleição!


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MARCAS ‘ESCOLHA DA CONSUMIDOR’

Repsol eleita ‘Escolha do Consumidor’ repsol A Repsol foi eleita ‘Escolha do Consumidor’ na categoria de Postos de Abastecimento de Combustíveis. A empresa foi a que mais pontou ficando à frente das suas concorrentes na categoria. A propósito deste galardão, a Revista Business Portugal esteve com António martins Victor, Chefe de Relações Externas da Repsol.

A Repsol foi eleita ‘Escolha do Consumidor’ na categoria de Postos de Abastecimento de Combustíveis. Sendo que este é um prémio atribuído por escolha direta por parte do público, tem uma importância acrescida… Naturalmente que sim. Temos vindo a trabalhar nesse sentido. Fazemos ações de formação e temos programas de avaliação e programas de cliente mistério, pelo que, tínhamos uma ideia que o serviço nas nossas estações de serviço estava a melhorar, mas sermos reconhecidos por uma fonte externa acrescenta credibilidade ao nosso trabalho. Esta é a primeira vez que uma empresa da categoria Postos de Abastecimento de combustíveis comunica o prémio Escolha do Consumidor e isso traz simultaneamente um reconhecimento e uma responsabilidade para todos aqueles que trabalham nas Estações de Serviço da marca Repsol em Portugal. Temos Postos de Abastecimento de combustíveis em todos os distritos do país, num total de 442 e fazemos semanalmente nesses mesmos postos de abastecimento, mais de um milhão de transações

58

comerciais com clientes. Nesta votação foram tidos em conta diversos fatores como serviços complementares, qualidade do combustível, localização, condições de higiene e limpeza da estação, cartões de fidelização e pontos, aspeto do espaço, funcionários e variedade de produtos. Estamos a falar de uma lista bastante completa. Como se mantém todos estes pontos a 100% em prol do consumidor? Ganhamos na maioria dos items, mas não em todos. Somos sobretudo mais fortes no trabalho das pessoas, em todos os aspetos relacionados com o serviço puro, i.e. o atendimento humano. Em muitas outras áreas e nesta também não estamos a 100% e estamos a trabalhar para que o serviço seja 100 por cento em 100 por cento dos items em 100 por cento das ocasiões. Quem trabalha numa indústria de serviços deve sempre ambicionar a excelência, para que todos os clientes sintam vontade de voltar após cada transação e encontrem razões para querer voltar. A experiência

de visita a uma Estação de Serviço deve ser uma experiência agradável, sobretudo por se tratar de uma categoria de produtos, refiro-me aos combustíveis, que têm algumas características específicas. Mas a energia é essencial para a qualidade de vida que hoje desfrutamos e os produtos que comercializamos permitem-nos a mobilidade que faz parte da nossa liberdade e maneira de viver. O que difere os vossos postos de abastecimento dos vossos concorrentes? Nós temos Postos em todos os distritos do país. Temos os melhores produtos. Com a garantia de qualidade da Repsol, incluindo os combustíveis simples. Temos processos de acompanhamento e de controlo de qualidade desde que recebemos os produtos sejam eles de origem nacional ou internacional, nos nossos terminais, até que o entregamos aos nossos clientes, e temos um traçador que nos permite identificar laboratorialmente os nossos produtos. Esse controlo de qualidade inclui um laboratório com acreditação


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MARCAS ‘ESCOLHA DA CONSUMIDOR’

e laboratórios móveis para controlo laboratorial por exemplo nas estações de Serviço. Relativamente a produtos Premium, temos as mais recentes formulações que desenvolvemos e testamos no Centro de Tecnologia da Repsol. Quanto a serviço, somos a Escolha do Consumidor. E o que pretendem melhorar nos mesmos, de modo a continuarem a serem eleitos pelos consumidores? Estamos a investir em hardware e no software, isto é nos equipamentos e na formação das pessoas. Falemos particularmente do combustível. O que distingue o combustível Repsol? A sua qualidade intrínseca e depois a garantia de qualidade ao longo da cadeia de distribuição, através de processos e de certificação dessa mesma qualidade em laboratório e em laboratórios móveis. Todos os combustíveis dos mais simples aos mais sofisticados, após o fabrico respondem a especificações técnicas para que sejam adequados aos motores a que se destinam. Depois ao longo da cadeia de distribuição terá que existir um conjunto de procedimentos e práticas que garantam essa qualidade ao longo de toda a cadeia logística de distribuição até o combustível chegar aos nossos carros. Na Repsol temos esses procedimentos e práticas que nos permitem dar essa garantia aos nossos clientes. Inclusivamente conhecemos a identidade de todos os combustíveis que comercializamos nas nossas Estações de Serviço, isto é através de um marcador exclusivo conseguimos laboratorialmente reconhecer os nossos combustíveis. Isso aplica-se a todos eles, incluindo os

combustíveis simples. No caso dos combustíveis topo de gama, eles destinam-se a satisfazer as necessidades específicas de alguns motores mais modernos – esses requisitos devem ser verificados no manual de instruções de cada veículo onde está especificada e recomendada a qualidade a que deve obedecer o combustível – e de todos os motores em geral, pois esses aditivos topo de gama são formulados de maneira a promover a limpeza dos motores, reaproximando dessa maneira um estado de funcionamento mais próximo da máxima eficiência que se obtém quando um motor é novo.

nacionalidades diferentes e com capacidades diferentes. Por exemplo na empresa que gere os Postos próprios da marca somos mais de 16 nacionalidades diferentes e 3,5 por cento dos colaboradores são portadores de algum tipo de deficiência física ou cognitiva. Iniciamos este programa de geração de emprego para deficientes em 2008 em Portugal e hoje somos reconhecidos também pela nossa responsabilidade social. Faz parte da nossa maneira de estar este sentido de responsabilidade que nos faz a todos melhores pessoas e com mais capacidade para servirmos melhor os nossos clientes.

Que outros elementos distintivos podemos destacar na marca? A conveniência e a competitividade da nossa oferta: estamos em todos os distritos do país com 442 Estações de Serviço, procurando em cada uma ter uma oferta competitiva no balanço qualidade/preço. Por onde passa o futuro da Repsol em Portugal? Continuar a ser a escolha preferida dos nossos clientes exige um trabalho continuado. Este é um mercado onde existe muita oferta, o cliente tem muitas opções e a oferta do melhor serviço é muito exigente em termos de formação das nossas pessoas, mas com este prémio de Escolha do Consumidor provamos que é possível lá chegarmos. Desde o início dos anos 90 do século passado que estamos ao serviço da mobilidade em Portugal através de uma moderna rede de Estações de Serviço, com muitas delas a operar 24 horas por dia em todos os dias do ano. São cerca de 2500 pessoas a prestar o serviço que mereceu ser a Escolha do Consumidor. São homens e mulheres de muitas

59


REVISTA BUSINESS PORTUGAL


logitrans

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

A

logística é a área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa. Entre as atividades da logística estão o transporte, movimentação de materiais, armazenamento, processamento de pedidos e gestão de informações. Tendências, negócios, caminhos de crescimento, networking. Tudo isto irá acontecer nos dias 13 e 14 de maio na cidade do Porto no Logitrans Summit. Aqui, reinventa-se a logística. Este novo Summit será o ponto de encontro de excelência entre os visitantes profissionais e as empresas expositoras nacionais e estrangeiras, e uma excelente plataforma de negócios única em Portugal para todos os players das áreas da Logística. Nesta edição serão atribuídos os Prémios Logística & Transportes Hoje que vão premiar os melhores do setor da logística e transportes, pessoas e empresas. Razões mais do que suficientes para fazer do Logitrans Summit 2015 o evento mais importante do setor. A edição deste ano reserva inovações importantes no que concerne às suas apresentações, casos práticos e mesas redondas. Em debate estará a inovação tecnológica, a maximização de valor na cadeia de abastecimento, os portos e a intermodalidade, as smart cities, entre outros temas de interesse. Fonte: Logitrans


REVISTA BUSINESS PORTUGAL LOGITRANS

inspiração, inovação e ação: os alicerces da Linde no mundo linde No mercado ibérico desde 1960, a Linde em Portugal pretende proporcionar a todos os clientes a mais completa oferta de veículos de movimentação de cargas e seus serviços associados, de forma eficiente e de acordo com as suas necessidades operacionais. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Jaime Gener Bover, diretor gerente da Linde Material Handling Ibérica. novas fórmulas para que os nossos veículos sejam tecnicamente excecionais, extraordinariamente rentáveis e ecologicamente responsáveis, e que cumpram com os critérios de segurança laboral, inclusivamente de uma forma mais restrita do que o estabelecido pelas normativas em vigor.

unifica o mercado espanhol e português, denominandose Linde Material Handling Ibérica, S.A. Hoje em dia, a missão da Linde em Portugal é proporcionar a todos os clientes a mais completa oferta de veículos de movimentação de cargas e seus serviços associados, de forma eficiente e de acordo com as suas necessidades operacionais. A cada um dos nossos clientes oferecemos-lhe soluções personalizadas, analisamos as suas necessidades e em consequência, os veículos que necessita, de forma flexível.

Quais são os principais produtos e serviços que a Linde oferece no mercado? Dispomos de todo o tipo de soluções para que a movimentação de cargas dos nossos clientes seja sempre o mais eficiente, segura e fiável. Oferecemos aos nossos clientes uma análise exaustiva das suas operações e atividade para que possam dispor dos veículos que necessitem quer seja por compra ou aluguer de longo e de curto prazo. O serviço Rental Solutions oferece veículos de aluguer por semanas, dias ou meses, sem complicações. O nosso negócio Approved Trucks permite aos nossos clientes dispor de veículos Linde completamente recondicionados e em perfeito estado de funcionamento, para aqueles clientes cuja atividade não necessite de veículos novos. Noutro sentido, mas não menos importante, os nossos Linde Customer Services são uma carteira integral de serviços que oferecem desde programas de manutenção, até cursos de operadores de empilhadores, peças originais Linde, substituição de rodas e jantes, inspeções técnicas de segurança e cursos de formação para operadores de empilhadores, entre outros. Finalmente, contamos com os mais avançados sistemas de gestão de frotas, o que permite aos clientes da Linde melhorar a sua operação e economizar custos.

Um dos vossos compromissos passa pela ‘inspiração, inovação e ação’. Esses são os vossos melhores adjetivos? É desta forma que pretendem caracterizar a Linde? Estes são os três conceitos que nos definem. Na verdade, a inovação, a inspiração e a ação posicionaramnos durante mais de um século como pioneiros no desenvolvimento de veículos de movimentação de cargas seguros, eficientes e fiáveis. A filosofia do nosso fundador, Carl von Linde, baseia-se numa simples premissa, ‘Como podemos fazer melhor?’ E esta é uma das motivações da companhia para constantemente continuar a inovar e a investir em I+D. Na Linde Material Handling procuramos permanentemente

O que diferencia os vossos produtos dos restantes existentes no mercado? Os empilhadores da Linde diferenciam-se dos restantes devido à sua qualidade, eficiência, ergonomia e fiabilidade. Os nossos veículos estão desenhados para que se adaptem às cada vez maiores exigências do mercado, pelo que são mais eficientes e economizadores de energia o que se reflete nos resultados dos nossos clientes. Por exemplo, se falamos dos nossos empilhadores contrapesados e retráteis, cada modelo é desenhado pensando no operador, para que possa conduzir e manipular as mercadorias sem esforço, com a máxima visibilidade e isolado das vibrações durante os movimentos de deslocamento

jaime gener bover Diretor Gerente

Como nasce a Linde e qual a sua missão e objetivos no mercado nacional? A nível global, a Linde Material Handling tem a sua origem em 1904, quando Hugo Güldner, Carl von Linde y Georg von Krauss fundaram a companhia GüldnerMotoren-Gesellschaft em Munique, Alemanha. Em 1955 Güldner apresenta o primeiro “Hydrocar”, um veículo de transporte com acionamento hidrostático. Em 1969, a companhia cessa a sua produção de tratores e centrase no desenvolvimento de veículos de movimentação de cargas. Em 1977 adquire a companhia americana Baker Material Handling Corporation e em 1984 a Fenwick Manutention S.A., o fabricante francês mais importante de empilhadores naquela altura. Em 1985, a Linde lança a sua série 351, que revoluciona o mercado de empilhadores e em 1989, adquire a empresa britânica que desenvolveu o primeiro empilhador retrátil. Em 2006 passa a formar parte do Kion Group, a holding mundial líder no fabrico de empilhadores. Na Península Ibérica, em 1960 a Linde AG inicia a sua atividade em Espanha através da filial Linde Ibérica, S.A. Em 1982, a divisão de Material Handling em Espanha concentra-se na Empresa Linde Carretillas e Hidráulica, S.A. Dez anos mais tarde, em 1992, é criado o serviço de aluguer de empilhadores. Em 2003, a empresa

64


REVISTA BUSINESS PORTUGAL LOGITRANS

e elevação, prevenindo lesões músculo-esqueléticas. Além disso, desenvolvemos os nossos empilhadores de forma que o acesso aos componentes do motor durante as manutenções seja mais simples, o que se traduz em economia de custos. Dão um grande enfoque à segurança. Porquê? A segurança é cada vez mais uma exigência dos nossos clientes e de nós próprios. Uma manipulação segura de mercadorias significa poupança de recursos humanos e materiais para os nossos clientes. Assim, gostaria de realçar que os empilhadores da Linde contam com o maior número de sistemas de segurança de série do mercado. No mesmo sentido, contamos com uma ampla linha de implementos e soluções de segurança adicional para empilhadores, que incluem desde luzes para ver e ser vistos, até diversos tipos de sensores e redutores de velocidade que atuam automaticamente em função das circunstâncias do trabalho. Tudo para que o armazém seja o mais seguro possível. Que novidades estão reservadas para 2015? Neste âmbito, destacaria a nossa nova divisão Linde Robotics. Associámo-nos com a Balyo, empresa que desenha soluções para a manipulação robótica que está a revolucionar o mundo da manipulação de materiais. Nesta área apresentámos o stacker Linde L-MATIC L HP e o trator Linde P-MATIC. Ambos os modelos

baseiam-se nos veículos standard da Linde. Ao contrário dos sistemas tradicionais de automatização, os veículos Linde Robotics não necessitam de uma infraestrutura. Esta solução é mais económica, fácil de instalar, e pode acomodar-se facilmente às alterações na envolvente. Além disso, os veículos podem ser integrados sem problemas a frotas ou layouts de armazém já existentes, o que facilita uma expansão gradual. Ao longo deste ano e do próximo, apresentaremos ao mercado outros modelos robotizados sob o nome “Linde Robotics”, como porta-paletes, stackers de alta capacidade, stackers contrapesados, empilhadores retráteis e veículos para corredores estreitos. Outros lançamentos destacados para 2015 são os novos stackers L14-L20, com uma capacidade de carga de 1,4 a 2 toneladas, os quais estão disponíveis em versão acompanhante e com plataforma rebatível e podem elevar cargas até 5,40 m; e os novos empilhadores térmicos H14-H20 EVO, com um intervalo de carga de 1,4 a 2 toneladas. Estes veículos caraterizamse por ter um tamanho mais reduzido e contam com melhoramentos funcionais importantes, como o sistema Curve Assist, que adapta a velocidade de deslocamento ao ângulo de direção durante a passagem por curva, maior ergonomia e três modos de condução que permitem ajustar a potência e o consumo de energia às necessidades da operação dos clientes.

Por onde passa o futuro da marca em Portugal? No ano passado, para poder proporcionar um melhor serviço e estar mais próximo dos nossos clientes do Norte de Portugal criamos uma delegação no Porto. O nosso objetivo é continuar a crescer, oferecer aos clientes melhores produtos e serviços, mais eficientes e de excelência. Na verdade, esse é o compromisso da Linde em todo o mundo.

A manipulação especializada.

O nome da Linde é em todo o mundo sinónimo de qualidade, eficiência e rendimento. Os nossos veículos, conjugam design cuidado e ergonómico, a máxima potência e rendimento, com a máxima economia. Os nossos empilhadores estão cheios de boas ideias em benefício dos nossos clientes… e do meio ambiente. Com presença em todo o mundo e uma densa rede comercial e de serviços, encontrar-nos-á sempre no melhor lugar: Perto de si. Linde Material Handling Ibérica, S.A. Lisboa - Porto - Barcelona - Madrid - Valencia - Sevilla | www.linde-mh.pt | info@linde-mh.pt

Corp. Bussines pt 185x130.indd 1

23/04/15 10:37

65


REVISTA BUSINESS PORTUGAL LOGITRANS

A dimensão do porto de Sines traduz-se em factos porto de sines A zona portuária de Sines é responsável por quase metade da fatia de negócios do setor e contribui ativamente para o desenvolvimento da economia nacional. João Franco, presidente do mais internacional porto do país, exerce funções de administração em diversas empresas há mais de 28 anos e está à frente da APS desde 2013. para as centrais termoelétricas do Pego e de Sines, por caminho de ferro e tapete rolante, respetivamente. Já o terminal de gás natural, embora quantitativamente menos relevante que os restantes terminais, uma vez que é apenas responsável por 3,8 por cento da mercadoria, tem um inegável interesse estratégico, uma vez que abastece cerca de 50 por cento do consumo de gás natural do país por pipeline. Finalmente,o terminal petroquímico movimenta 1,4 por cento das mercadorias e tem um grande interesse estratégico pois está ligado à unidade industrial da Repsol.

Os fatores da diferenciação

joão franco Presidente do Conselho de Administração

E

m entrevista à Revista Business Portugal, fala sobre as razões do desenvolvimento do porto, a expansão em curso, os investimentos e a inovação. Em destaque fica a posição de um gestor convicto e que descreve um futuro com crescimento duradouro. O porto de Sines conta com cinco terminais especializados, cada um deles direcionado a cargas específicas. O terminal de granéis líquidos movimenta 42,9 por cento do total das mercadorias que passam pelo porto, importa matérias em bruto, envia-as por pipeline para a refinaria da Galp e embarca os produtos refinados para abastecimento do país e para a exportação. Já o terminal de contentores recebe os maiores navios do mundo e movimenta 38,5 por cento do volume de mercadorias, sendo 80 por cento transhipment e os restantes 20 para o hinterland, fundamentalmente por via férrea. O terminal multipurpose é responsável pela movimentação de 13,4 por cento do total de mercadorias, sendo que estas são essencialmente carvão que é transportado

66

O porto de Sines é líder absoluto na mercadoria movimentada por via marítima em Portugal e está entre os 20 maiores da Europa e os 100 maiores do mundo no segmento da carga contentorizada, o que para João Franco “não significa ser melhor que outros portos nacionais, apenas diferente; enquanto outros portos servem essencialmente o mercado regional e, portanto, o hinterland das respetivas zonas, e são por isso também muito importantes para a economia nacional, o porto de Sines tem 80 por cento da sua atividade centrada no transhipment, ou seja, grandes navios e rotas internacionais”, explica o gestor. Entre os seus principais fatores de competitividade destacam-se a localização geográfica, no cruzamento das principais linhas de navegação leste/oeste e norte/

sul, assim como os equipamentos de última geração em todos os terminais, a inovação tecnológica, com especial referência para a ‘Janela Única Logística’, uma plataforma digital na qual todos os operadores privados envolvidos no despacho do navio introduzem as informações necessárias e todas as autoridades intervenientes dão as competentes autorizações, sem papel e com celeridade tal que, em média, dois dias antes da chegada do navio toda a documentação está tratada, podendo assim, o navio iniciar a operação no porto logo após a chegada. O facto de ter todos os terminais em funcionamento 24 horas com flat rate, ou seja, sem qualquer agravamento do custo da operação ainda que efetuada de noite ou ao fim de semana ou feriado, é mais uma das características que o distingue. A solidez financeira é também um fator importante para o porto de Sines, que apresenta um endividamento zero e uma confortável situação financeira como pilar para o seu crescimento sustentado. “Pode haver quebras, mas temos solidez para enfrentá-las (…) Na atividade portuária isto é imprescindível (…) Estivemos a prosperar em alturas de dificuldades na conjuntura económica porque temos solidez financeira e um alto índice de produtividade”, destaca o presidente. Não menos importante, João Franco dá destaque à importância que tem a qualidade das pessoas que trabalham no porto de Sines. “As pessoas são um valor fundamental. Há gente nova e com uma mentalidade completamente diferente da de há vinte anos (…) que


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

tem formação e quer progredir na carreira, entendendo que a competitividade do porto é condição para a evolução da situação pessoal de cada um”, salienta o gestor, acrescentando que “isto permite ganhos de eficiência e progressão do negócio”. E porque o progresso económico pressupõe empresas, é indispensável salientar o empenho dos concessionários que investem, correm o risco do negócio, pagam impostos e geram emprego.

Investir para crescer A Administração dos Portos de Sines e do Algarve aprovou para 2015 um investimento total de 21,6 milhões de euros, dos quais cerca de 12 milhões destinam-se a regularização de fundos do canal marítimo de acesso ao terminal de contentores e alargamento da bacia de manobra dos navios que permitirá a futura expansão para sul. João Franco explica que “também a concessionária PSA irá investir ainda este ano 40 milhões de euros e gerar 150 postos de trabalho”. O objetivo é aumentar a capacidade do terminal de 1,7 milhões para 2,5 milhões de TEUs (contentor standard), para corresponder à procura crescente. O gestor do porto diz que “estes números vão permitir um crescimento que vai situar Sines mais perto dos concorrentes e fomentar o setor em Portugal”. João Franco salienta que o amanhã passa sempre pelo desenvolvimento e que esta é uma verdade muito presente. Para o gestor “a economia internacional nesta atividade tende para a concentração, e sendo as empresas de navegação cada vez maiores e com olhos postos numa economia de escala, a exigência de capacidade dos portos aumenta, tornando necessários

cais mais extensos, pórticos com maior alcance, mais espaço para parqueamento de contentores e ligações ferroviárias cada vez mais eficientes”.

A expansão do ambiente Se falar em expansão pode suscitar curiosidade acerca dos compromissos estabelecidos com a sustentabilidade e os temas atuais que envolvem o ambiente, João Franco é assertivo e apresenta a postura diferenciadora da APS. O presidente afirma que estes interesses caminham lado a lado com as ambições traçadas para o futuro do porto de Sines e explica: “Nós somos um porto comercial, com capacidade para competir no mercado mundial, com cada vez mais escala, e que contribui significativamente para a atividade económica e geração de emprego no país. A preocupação com a vertente ambiental faz parte do nosso ADN. Estamos certificados em todas as áreas e também nas áreas que abrigam as componentes ambientais. A sustentabilidade e o ambiente estão em toda a empresa e isto também nos diferencia”, conclui.

Sines e o mercado internacional Europa: 36% EUA, Canadá e México: 26% Extremo Oriente: 21% África e Médio Oriente: 14% América do Sul: 3%

67


pme excelência

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

M

ais uma vez damos-lhe a conhecer as melhores PME nacionais. Em 2014 chegamos ainda mais longe em relação ao ano anterior. 845 empresas representativas de vários setores de atividade de norte a sul do país foram distinguidascom o estatuto PME Excelência 2014, um selo de reputação criado pelo IAPMEI para discriminar positivamente as empresas que anualmente apresentam os melhores desempenhos económicofinanceiros, criando condições de visibilidade acrescida a um segmento empresarial com contributos ativos para a economia e o emprego nacionais. O universo das PME Excelência 2014 cresceu mais de 67 por cento relativamente aos estatutos atribuídos no ano anterior. Os números não refletem menor exigência na atribuição do galardão, porque os requisitos base da distinção foram mantidos face à edição anterior, mas o que se verificou foi que muitas empresas apresentaram subidas médias muito substanciais nos seus indicadores económico-financeiros, melhorando os seus resultados em praticamente todos os indicadores. São empresas que apresentam rácios de solidez financeira e de rendibilidade muito acima da média nacional e que têm conseguido atuar em contraciclo, aliando um crescimento médio das vendas de 15 por cento, com o aumento das exportações situado nos 16 por cento, duas vezes e meia acima quando comparado com os resultados da estrutura empresarial nacional. O Algarve é sempre um ponto de referência, até nas PME Excelência. Não fossem as cores da serra, do mar e do clima mediterrânico sempre presentes, e uma oferta de serviços cada vez maior a fazer da região algarvia um marco de atração para milhares de estrangeiros e portugueses. Ao nível empresarial assistimos a um panorama transversal que se baseia sobretudo em investimentos, inovações, novos projetos e acima de tudo, a uma mentalidade confiante de quem já sabe como e onde chegar.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

A VEIA EMPRESARIAL DE UMA FAMILIA TAVIRENSE manuel alberto jesus Desta vez, na região Algarvia, deslocamo-nos para a cidade de Tavira a fim de entrevistar uma família caracterizada pela forte vertente empreendedora que, por sua vez, detém um grupo de quatro empresas que hoje se evidenciam pela qualidade e crescimento.

ezequiel jesus, manuel alberto jesus, maria josé jesus e jorge reis Administradores

E

m entrevista com Manuel Alberto Jesus, outrora emigrante, fundador, Maria José Jesus, administradora, e os filhos Jorge Reis e Ezequiel Jesus, a Revista Business Portugal foi perceber como se gere tantos negócios de forma tão eficaz. A empresa chama-se Manuel Alberto Jesus e nasceu há 35 anos com a Pastelaria TAVIRENSE, situada na rua D. Marcelino Franco, que arrancou como restaurante, pastelaria e snack-bar - com apenas três empregados. Após cinco anos, dado a elevada movimentação do estabelecimento, a direção optou por abandonar o serviço de restaurante, dedicando-se inteiramente à área que gerava mais lucro: a pastelaria e snack-bar. E uma vez que o estabelecimento foi crescendo gradualmente e ganhando nome no mercado, os responsáveis acharam por bem dinamizar a atividade. Assim, sem perder tempo, o grupo familiar decidiu apostar, noutra área mais propriamente num supermercado, no entanto

72

devido ao crescimento das grandes superfícies nesta região algarvia decidiram no mesmo local abrir uma segunda pastelaria gelataria designada TAVIRA ROMANA essencialmente virada para a doçaria regional. Depois desta aquisição que, por conseguinte, também ditou picos de sucesso, foi a vez de abrir portas à TAVILAR, uma empresa na mesma rua da pastelaria Tavirense, que se dedica à comercialização de eletrodomésticos, ar condicionada, energias renováveis, tendo a mais valia ter prestar assistência técnica aos clientes. Finalmente seguindo uma visão muito precisa do negócio, a família decide apostar numa loja designada ‘Portas do Castelo’ vocacionada para a venda de roupa e acessórios de marcas de renome internacional como sendo, GANT, Timberland, Napapiri, GUESS homem/ mulher, tendo como ultima aquisição a marca do Cristiano Ronaldo CR7 além de outras marcas nacionais.

De acordo com os empresários, os conhecimentos e a experiência que hoje trazem consigo, foi fruto da evolução dos tempos e das exigências constantes do mercado. Relativamente à estratégia que adotam, os nossos interlocutores respondem em sintonia: o cumprimento de requisitos, o servir bem, o trabalho e o respeito são valores que jamais podem faltar. Para além disso, Jorge Reis realça que é importante acompanhar a evolução dos mercados em todas as áreas em que estão implantados, a fim de poder servir mais e melhor os seus clientes. Aliado a essa estratégia, há um reinvestimento permanente em todas as unidades.

Essência dos doces algarvios Quando questionamos o porquê das pastelarias TAVIRENSE e ROMANA terem tanto sucesso, os nossos interlocutores garantem que os bolos que comercializam


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

têm qualidade, sendo tipicamente regionais, sempre frescos e confecionados por pasteleiros de referência. Para além disso, os estabelecimentos primam pela higiene permanente. Não é de agora que os doces algarvios são conhecidos por adoçar a boca, acalmar o espírito e encantar o olhar. São feitos com as amêndoas, os figos e as alfarrobas cultivadas por todo o Algarve. Entre eles pode-se enumerar os principais: Dom Rodrigo, morgados, morgadinhos, figos cheios, queijos de figo, figos com amêndoa e chocolate, pastéis de batata-doce de Aljezur e tantos outros doces tradicionais. A pastelaria mais requintada inclui ainda o morgado de amêndoa e o maçapão, bolos de massa dura de amêndoa, recheada de fios de ovos e doce de chila, com a particularidade do primeiro ser usualmente enfeitado com motivos regionais e flor de amendoeira.

Expectativas para o futuro Reconhecendo um presente bem alicerçado e um conjunto de quatro empresas com bons rácios no mercado, os nossos interlocutores avançam que também detêm outra empresa com outro tipo de negócio: um cabeleireiro na mesma zona onde se encontram as restantes unidades. Para além das várias unidades, o fundador Manuel Alberto Jesus faz questão de evidenciar uma atividade que faz parte da sua grande paixão: uma Quinta própria onde produz laranjas que por um lado servem para vender a terceiros, e por outro para fornecer as duas pastelarias. Para o futuro pais e filhos acreditam que vão continuar no bom caminho, seguindo os padrões da gestão rigorosa que todos os dias implementam.

73


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

Empenho e Inovação: a receita do sucesso fonseca e alves Vocacionada para a comercialização de uma vasta gama de produtos de artigos sanitários, de canalizações e de climatização, foi em Sto. Estêvão de Briteiros que esta empresa se ergueu, em 1982, fruto da vontade de dois sócios, para dar início à sua história.

complicado, e conta hoje com um crescimento sustentado.

Fatores diferenciadores

catarina alves e afonso diniz alves Administradores

P

resente de norte a sul do país, sem descurar os arquipélagos da Madeira e dos Açores, a Fonseca & Alves, Lda é detentora de um império que compreende artigos para casa se banho, canalização, climatização, aquecimento central e rega, aos quais acresce a recente aposta na comercialização de bombas de água. A eficácia e rapidez nas entregas, que se deve a uma frota própria de carga e a uma boa organização logística, garante a satisfação dos clientes e favorece as incursões no mercado europeu. Esta empresa soube dar a volta a um início lento e

74

Para António Diniz Alves, administrador, há aspetos fundamentais indissociáveis ao sucesso de uma empresa: muito trabalho, esforço e dedicação — “estes são segredos que nos levam a atingir níveis acima da média. Outro aspeto que considero vital é a honestidade a 100 por cento”. Uma receita eficaz na criação de uma relação de confiança para com fornecedores e clientes, implementada pela sua equipa de 35 pessoas, e decisiva para os negócios que se estabelecem no dia a dia. Nestes anos de grande instabilidade económica, o administrador decidiu desde cedo implementar algumas no sentido de “segurar o barco”. A mais importante passou pela remodelação da sua equipa comercial, para que esta se tornasse mais capaz e mais profissional. Ciente da importância de investir, “numa altura complicada em que o normal seria recuar, nós fizemos precisamente o contrário e investimos naquilo que poderia ser uma mais valia”. Atualmente, a Fonseca & Alves, Lda faz por desenvolver métodos de trabalho que proporcionam uma melhor qualidade nos serviços, evidenciando a ética e o profissionalismo de uma forma sustentada. O desempenho de excelência prestado, aliado a uma equipa administrativa muito bem preparada, em contínua procura de melhorias, espelha a filosofia da empresa. Na atenção aos requisitos do mercado António Diniz

Alves vê reforçada a sua ótica de inovação, direcionandose para áreas de elevado potencial, como a climatização e as energias renováveis, oferecendo equipamentos de qualidade, rentáveis e de acordo com as exigências do mercado. É nesse sentido que a empresa trabalha com um conjunto de marcas devidamente selecionadas, “marcas que possuem boa qualidade de material e uma boa relação de preço”.

Serviço com frota de entregas A Fonseca & Alves, Lda tem ao disponibiliza uma frota de entregas que permite um serviço mais completo, um controlo rigoroso do que é vendido e dos prazos de receção dos artigos. Para além do mais, “os nossos motoristas descarregam as encomendas à porta do cliente e estabelecem uma relação determinante para a nossa fidelização e boa imagem”. Outro aspeto diferenciador passa pelo stock permanente de produtos, que apesar de contrariar a atual corrente do mercado, é, na visão do empresário, imprescindível para dar resposta imediata às encomendas.

Peso de ser excelente O orgulho em ser uma PME Excelência expande-se a toda a equipa. Para além do reconhecimento, acrescem outras vantagens a esta distinção, nomeadamente no que diz respeito à área financeira, ao apoio da banca e à aprovação de novos projetos. Pode afirmar-se, portanto, que o presente da Fonseca & Alves Lda é risonho e o futuro parece chegar também a sorrir, com o apoio das duas filhas do empresário, que se juntaram recentemente a esta aventura. Para este ano os objetivos da empresa consistem em manter os resultados do ano passado, continuando a oferecer aos seus parceiros comerciais uma grande variedade de produtos de qualidade a preços competitivos, sempre em permanente inovação.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

A maternidade das plantas hortícolas plantalgarve A Plantalgarve é uma empresa algarvia especialista na produção de plantas hortícolas. Por ano a empresa produz em média 100 milhões de plantas nas mais variadas espécies e possui quatro hectares de área coberta.

fernando fernandes Administrador

Q

ualidade e equilíbrio, desenvolvimento e investimento são alguns dos elementos que Fernando Fernandes, fundador e administrador da empresa, enumera como fundamentais na obtenção de resultados excelentes. Foi fundada em 1985 na sequência do aparecimento daquilo a que hoje se chama de “organização de produtores”. Tudo começou através da ideia de um grupo de agricultores que entenderam “que a união seria uma solução para o crescimento do negócio” explica o administrador. E foi assim que nasceu um dos primeiros viveiros hortícolas a instalar-se no país com o objetivo de produzir plantas em quantidade e qualidade inicialmente destinado a esse projecto e logo de seguida destinado a servir todos os agricultores. Tendo tirado o curso de Engenheiro Técnico Agrário iniciou a sua atividade como produtor agrícola tendo-

76

se integrado numa organização de produtores para comercialização e exportação dos seus produtos. O nosso interlocutor conta que no início a organização foi procurada pelo mercado inglês que pretendia produtos hortícolas destinados a um grande projeto de exportação de alface iceberg para Inglaterra. E a partir daí, dada a dimensão do projecto e necessidade de ter plantas em condições e em tempo de cumprir os programas exigidos fundou a Plantalgarve o que foi considerado um importante apoio para os produtores, uma vez que estes sentiram necessidade ter uma estrutura profissionalizada a garantir a produção de plantas necessárias com qualidade e preço uma vez que as sementes de variedades profissionais passaram a ser produzidas por multinacionais e vendidas á unidade com o consequente aumento de preço pelo que se tornava imperativo o seu maior aproveitamento o que

só poderia ser feito por empresas especializadas como a Plantalgarve se tornou. De acordo com o nosso interlocutor, o Algarve nessa altura começou a crescer em áreas de produção e os estrangeiros começaram a interessar-se ainda mais em explorar os produtos regionais.

Estratégia de qualidade A grande missão da Plantalgarve sempre foi servir um conjunto de produtores, daí ter-se munido de todos os requisitos de programação exigidos pelos projetos de produção. Sobre o crescimento e o sucesso obtido nos últimos anos, Fernando Fernandes salienta que a mais-valia sempre foi a componente técnica não só de equipamentos mas também de recursos humanos. Dos 28 colaboradores da empresa, sete são técnicos especializados e licenciados.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA Para o administrador o essencial numa equipa é o profissionalismo e disponibilidade, e isso traduz-se na obtenção de uma planta adequada ás necessidades quer de mercado quer da região do produtor, quer na capacidade de transmitir ao cliente toda a informação necessária sobre os produtos comercializados e uma parte importante que recai no aconselhamento e apoio no ato da venda. Hoje em dia, através de transportes próprios a Plantalgarve distribui plantas para todo o país, assim como para o sul de Espanha. A par do trabalho baseado no esforço e dedicação e no serviço rigoroso que executa, a empresa não deixa de ser privilegiada pelo clima: “aqui no Algarve temos uma luminosidade e um sol que mais ninguém tem, e isso para os agricultores é uma mais-valia” revela o empresário. Hoje em dia nesta empresa é possível encontrar uma vasta panóplia de espécies, onde se destaca: tomate, alho francês, pimento, alface, melão, melancia, etc. No viveiro hortícola da Plantalgarve, as espécies hortícolas são produzidas em tabuleiros de poliestireno com número de alvéolos que variam entre os 50 e os 338. As vendas vão sobretudo para produtores do mercado nacional, exportadores e agro industrias.

Plantas ornamentais Há cerca de sete anos, a produção de plantas ornamentais foi também uma aposta da Plantalgarve. A iniciativa foi de Ana Sofia Fernandes, filha do administrador, que entrou na empresa após terminar o curso em Engenharia Agrícola. A área das ornamentais não era desconhecida

para Fernando Fernandes que já tinha conhecimento de algumas empresas algarvias que se dedicavam à atividade, reconhecendo o potencial das mesmas “e surgiu também por uma necessidade de ocupar espaços vazios, nomeadamente no Outono, em que a produção das hortícolas diminuía consideravelmente”. Neste contexto, a direção fixou-se em apenas duas espécies: os crisântemos, tradicionalmente utilizados nos Finados, e as poinsettias, também conhecidas como estrelas-de-natal que são procuradas na época natalícia. Assim, a Plantalgarve estabeleceu parcerias com empresas estrangeiras na produção destas plantas, sendo essas espécies para exportação.

uma PME Excelência caracterizada sobretudo pela permanente atualização de sistemas. As novas espécies de plantas hortícolas são muitas vezes implementadas para responder aos mais diversos pedidos dos clientes.

Receita do crescimento Falamos de uma empresa certificada pelo ISO 9001 e licenciada pela Direção Regional de Agricultura do Algarve. Mas mais do que as certificações atribuídas, o empresário destaca que é a qualidade que se entrega ao cliente final que “obriga a estarmos sempre atentos aos mais minuciosos requisitos”. O facto de Fernando Fernandes ter sido produtor e levar uma bagagem de mais de 30 anos de experiência, fez com que se apercebesse dos parâmetros de qualidade que se deve incutir em cada planta. E essa qualidade não se confina a um clima propício, é vital conhecer técnicas que mantenham as plantas num estado saudável. Para o futuro o foco da empresa será a melhoria de infraestruturas, designadamente, em alguns equipamentos que permitam aumentar a produção. Em conclusão importa referir que a Plantalgarve é hoje

77


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

25 ANOS A COMERCIALIZAR CITRINOS Nevifrutas Vítor Gonçalves, administrador da Nevifrutas em entrevista à Revista Business Portugal, realça que o trabalho de equipa e a qualidade do produto são peças chave para o sucesso de uma empresa. O galardão de PME Excelência 2014 é o reconhecimento pelo esforço diário desta equipa que pretende não descurar a qualidade a que já habituaram os seus clientes.

vítor gonçalves Administrador

Como surge a Nevifrutas no mercado português? A Nevifrutas surgiu no mercado do comércio de frutas em 1990, com apenas duas pessoas, eu e um outro sócio, num pequeno armazém com cerca de 80m². O volume de negócios foi aumentando e houve a necessidade de nos expandirmos até aos atuais 500m². Atualmente, já temos um projeto para expandirmos para os 800 m² uma vez que o espaço que dispomos já começa a ser pequeno para o volume de trabalho que temos. Qual o principal objetivo da ampliação das instalações atuais? Pretendemos melhorar as condições de trabalho e queremos satisfazer todos os pedidos dos clientes. No verão, temos um pico de encomendas e já temos recusado alguns clientes pois não temos como satisfazer todas as encomendas que nos são solicitadas. Com a ampliação das nossas instalações passaremos a ter mais capacidade de resposta, o que é uma vantagem para nós e para os clientes. Tudo começou pela comercialização de frutas? Sim. Começamos com a comercialização de frutas, centrados essencialmente nos citrinos, que representam 90 por cento da nossa faturação. Mas uma vez que o país não produz o suficiente, somos forçados a importar

78

algumas frutas da vizinha Espanha, principalmente entre os meses de outubro a fevereiro.

mesma e plantamos cerca de sete mil árvores. No total, albergamos cerca de 120 hectares ligados aos citrinos.

Para que possamos elucidar os nossos leitores, peço-lhe que nos descreva o processo de produção, desde o agricultor até ao cliente final. Nós recolhemos as frutas do pomar do agricultor e transportamo-la para o armazém, nos nossos camiões. Já nas nossas instalações, calibramos a fruta e preparamo-la para o cliente final a carregar e levar para o seu destino.

Quais foram os principais fatores que vos levaram a apostar na produção? Pretendíamos não estar tão dependentes dos fatores externos, como são exemplo o agricultor que aguarda pelo melhor preço para vender, ou porque não querem fazer a apanha da fruta, entre outros motivos. Desta forma, é-nos possível rentabilizar os investimentos e não estamos tão dependentes dos produtores.

Como funciona a calibragem? Como são selecionadas as frutas? O processo é bastante simples. Há uma pessoa responsável por fazer a selecção da fruta que apresenta algum defeito ou deformação evidente e retira as mesas do processo. No que concerne ao calibre, este é feito mecanicamente, temos uma máquina que separa a fruta por calibre.

Qual a capacidade de calibragem da Nevifrutas? A nossa capacidade ronda as 6 mil toneladas por ano. Quando atingirmos o pico das novas produções, esta capacidade aumentará 15 a 20 por cento.

Quando é que sentiram necessidade de dar o passo seguinte e avançar para produção própria? Decidimos avançar com a produção de frutas no ano de 2009. Juntamente com o meu sócio começámos a fazer algumas plantações e há cerca de dois anos arrendamos uma propriedade. Limpámos e tratámos da

Quais são os vossos principais clientes? Os nossos principais clientes são os armazenistas que estão distribuídos por todo país continental. No verão também comercializamos para fábricas de transformação que se dedicam à produção de sumos, o que representa cerca de 15 por cento do total da nossa produção. As peças de fruta que são rejeitadas por falta de calibre ou por deformações são encaminhadas para esta transformação.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA O que garante a qualidade da vossa fruta? São os nossos fornecedores que, na sua maioria, têm pomares com muito boa fruta. Há sempre anos que não correm tão bem como outros, mas continuamos a trabalhar com eles, alguns há 15 e 20 anos.

como referi, nos vai dar mais capacidade de expansão e queremos poder aceitar todas as encomendas que nos queiram fazer. Sendo assim, o objetivo e o projeto primordial é crescer, mantendo a qualidade a que habituamos os nossos clientes.

A laranja algarvia é famosa a nível nacional. Que caraterísticas a distinguem das demais? É, essencialmente, a qualidade do sumo. É uma laranja muito sumarenta e o seu paladar é único. Outra característica que lhe é intrínseca é a casca fina que se deve ao clima e à qualidade do terreno.

Espera um crescimento muito superior ao do ano passado? O comércio de frutas é um ramo de atividade muito volátil: depende do tipo e do número de encomendas que os clientes nos fazem, do estado do tempo, dos mercados, do estado da fruta. Não dependemos exclusivamente de nós. Mas esperamos sempre melhor a cada ano que passa.

Quantas pessoas trabalham atualmente na Nevifrutas? Neste momento contamos com 15 colaboradores, todos eles efetivos. Contudo, no pico da produção sentimos a necessidade de contratar mais pessoas. A Nevifrutas é exemplo de uma empresa com crescimento sustentado. A que se deve este de sucesso? Deve-se ao facto de sermos pessoas experientes no ramo das frutas, conhecemos bem o mercado e ao facto de não falharmos com as datas de entrega das encomendas. Acredito que o trabalho de equipa e a qualidade do produto são peças chave para o sucesso de uma empresa, como é exemplo a Nevifrutas. E que outros projetos tem pensados para 2015, além da ampliação das instalações existentes? Temos o projeto de ampliação das instalações que,

Pretendem alargar os horizontes e exportar para além do mercado espanhol? Sim, pretendemos exportar para França. É um mercado que está a exigir muita laranja com o selo nacional e nós queremos suprir essa exigência. A Nevifrutas recebeu o prémio PME Excelência. Como encara este reconhecimento? Somos uma empresa pequena que se orgulha de ter bons colaboradores, fornecedores e clientes ao longo dos anos e também se deve a eles a atribuição deste prémio. O ano passado fomos líderes e este ano recebemos o prémio PME Excelência, mas esforçamonos diariamente para manter a qualidade a que os nossos clientes estão habituados. É um reconhecimento que nos apraz.

79


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

NEGÓCIOS DE CONFIANÇA best deal Para os estrangeiros que procuram o Algarve como destino de férias, não há nada mais agradável do que alugar um carro de qualidade para poderem passear, com as melhores tarifas e com um serviço de confiança.

Atuais desafios do rent a car

alberto domingos Administrador

É

inspirada em preços competitivos e numa filosofia assente no profissionalismo, que a Best Deal acaba de festejar os seus 21 anos de história. O administrador Alberto Domingos conta que começou com apenas vinte carros, com condições que em nada têm a ver com as exigências de agora. Hoje em dia, os carros têm de ser novos e bem cuidados e o serviço Rent a Car é cada vez mais exigente. A estratégia desta empresa algarvia sempre foi apoiada em dois fatores vitais: fidelizar clientes e ser flexível no serviço. Para além desses parâmetros, o administrador afirma que uma boa apresentação da equipa e a prestação de um bom serviço são dois elementos que

80

contribuem para o sucesso da empresa. Deste modo, a Best Deal opta por um serviço diferenciado, com ofertas exclusivas e inovadoras que proporcionam aos clientes experiências únicas e personalizadas. Relativamente à frota, a empresa conta com 250 viaturas, dispondo de uma variedade de soluções de mobilidade das mais diversas e prestigiadas marcas de automóveis. Com preços competitivos, o empresário garante que a conduta da Best Deal é manter sempre um serviço de qualidade independentemente dos obstáculos impostos pelo setor, de forma a garantir satisfação e segurança ao cliente.

De acordo com o administrador, neste momento há uma tremenda desigualdade entre as empresas do setor. Atualmente, Alberto Domingos realça que a atividade não está organizada, e que não tem a importância devida por parte do governo “é preciso ter em conta que o rent a car é a primeira abordagem do cliente quando chega ao Algarve, que permite que este se desloque em segurança. É um setor que significa milhões de euros de receitas fiscais diretas e indiretas, quer pelo investimento em frotas quer pelo facto de representar entradas de capital no país. A sazonalidade será talvez a principal dificuldade que o setor enfrenta na região do Algarve, pois os preços praticados resultantes do investimento e desinvestimento constante não são rentáveis” sublinha o administrador. Sobre as principais características que conferem sucesso à empresa, o empresário faz questão de destacar a satisfação total dos clientes, a criação de valor, o bom relacionamento com fornecedores e parceiros, a melhoria contínua do sistema de gestão, a motivação da equipa de colaboradores e, finalmente, o rigoroso cumprimento dos requisitos. Sendo uma PME Excelência em cinco anos consecutivos, a Best Deal é hoje um exemplo de uma empresa consolidada no mercado nacional. E apesar das dificuldades relativamente à constante alteração de leis, Alberto Domingos desabafa: “estamos orgulhosos por termos sido distinguidos nos últimos anos e sabemos que isso tem relevância aos olhos dos clientes. É nesse sentido que iremos continuar”.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

ATÉ AO PISO DO SUCESSO elevis Uma vez que a excelência abrange uma panóplia de empresas dos mais diversos ramos, desta vez fomos dar voz à ELEVIS, uma firma especialista em elevadores, sediada em Montenegro – Faro, fundada em 1999 por três administradores: Álvaro Lourenço, Jorge Parente e Luís Albano.

álvaro lourenço e hugo custódio Administrador e Gestor Comercial

O

começo foi simples: os fundadores eram colegas de trabalho numa empresa inserida no mesmo ramo e decidiram um dia, tirando partido das suas capacidades e experiência, mergulhar no seu próprio negócio. Mas a ideia dos sócios era apostar num plano diferente daquele que estavam habituados, alterando alguns padrões que consideravam fulcrais. Um deles, e aquele que o administrador Álvaro Lourenço considera o mais importante, foi a proximidade com os clientes “os algarvios valorizam as relações pessoais e a confiança que se estabelece nos negócios e tentamos conquistar clientes seguindo essa filosofia” revela o administrador, acrescentando que tiveram desde logo bons resultados, até porque decidiram arrancar com preços mais competitivos para o mercado.

82

Hoje em dia, o principal mercado da Elevis incide nos condomínios, seguindo-se a cadeia de hotéis. Deste modo, a empresa é responsável pela montagem, reparação e assistência de elevadores. Ou seja montam o elevador novo em edifícios novos ou edifícios já existentes, dão um serviço técnico de assistência através da reparação de elevadores resultantes de avarias e finalmente, fazem reparações ou remodelações de modernização, com a substituição quase integral do equipamento, de forma a adaptar aos requisitos modernos e atuais. Neste contexto, a Elevis conta com fabricantes do setor a nível europeu que fornecem elevadores e equipamentos para os mesmos. Atualmente, a empresa já conta com 1450 elevadores em carteira, em que metade incidiu na montagem e a outra metade na assistência.

O crescimento significativo deve-se precisamente à proximidade junto do cliente “foi um crescimento lento com uma gestão muito controlada, em que a nossa estratégia sempre foi ganhar 10 e investir 9” explica o empresário. A constante formação é algo que Álvaro Lourenço considera fundamental porque permite que a equipa se adapte às mais diversas exigências do mercado, tendo em conta a área técnica e o acompanhamento das inovações que são lançadas para o setor.

Rigor na manutenção preventiva A verificação e a inspeção dos elevadores, de acordo com o administrador, distingue as empresas do mesmo ramo. Na sua opinião, o rigor da inspeção é um passo fulcral para resolver e prevenir futuras avarias. Hoje em


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

dia, a Elevis orgulha-se de ser o player preferido de muitos clientes e, de igual modo, a qual compreende as atividades de conceção, desenvolvimento, instalação e assistência pós-venda. Posto isto, é de notar que a Elevis é hoje uma empresa líder na implementação de soluções para elevadores convencionais e não convencionais, apoiando-se na sua engenharia para oferecer soluções seguras e inovadoras. Além disso, esta empresa dispõe de um atendimento técnico de 24 horas por dia, todos os dias do ano, a todas as marcas. O sucesso da firma algarvia está intimamente ligada à inovação tecnológica dos seus equipamentos e, desde a sua fundação, a empresa tem-se empenhado na pesquisa das últimas novidades, com o intuito de responder às mais diversas solicitações e personalizar um serviço que pretende ser sempre de excelência.

Outros equipamentos elevatórios E porque a tecnologia da Elevis tenta acompanhar as necessidades dos que dela dependem, o empresário revela que para além da gama de elevadores ditos “comuns”, há outros equipamentos de plataformas elevatórias destinados a mercados distintos. Por exemplo, no caso da restauração (monta pratos, monta cargas), da indústria, hospitais, e no caso da área das

acessibilidades, em que a Elevis se responsabiliza pela montagem de cadeiras elevatórias para a mobilidade reduzida “no fundo esses mercados não tem grande expressão naquilo que é o nosso ‘core business’ mas nós queremos ter sempre uma resposta e ajudar quem nos procura”, esclarece o nosso interlocutor. Outro nicho que também entra no leque de clientes da Elevis, são os elevadores unifamiliares, que são destinados para pequenas moradias, possibilitando que o cliente tenha um elevador na sua própria casa. Assim, a modernização é a imagem de marca da empresa que tem especial apoio da equipa de técnicos e do departamento comercial que a eleva ao mais alto nível. Segundo Álvaro Lourenço, os seus trabalhadores são uma segunda família e a relação com os mesmos é assente no respeito, proximidade e confiança “todos têm valor e eu tento manter uma postura de colega de trabalho e não de patrão”, assegura o empresário.

Preocupação social Álvaro Lourenço defende que mais do que obter excelentes resultados, é necessário criar condições excelentes para os trabalhadores que o acompanham diariamente. Por esse mesmo motivo, o administrador estabeleceu no ano passado um seguro de saúde para cada funcionário e familiares.

Para além disso, a Elevis é uma empresa com uma vertente vincadamente humanitária, estando não só preocupada com a saúde mas também sensível às atividades desportivas. Atualmente apoia o desporto, especificamente o Futsal Clube de Faro, um clube do qual se orgulha e que tenta acompanhar nas suas várias etapas. Para além desse, o administrador realça o especial apoio que presta à equipa de BTT do Loulé – o clube com o maior número de atletas federados em ciclismo em Portugal - bem como, a equipa de rally do Algarve.

2015: a continuação do bom trabalho Relativamente ao futuro Álvaro Lourenço afirma que o objetivo é continuar no bom caminho. Um ponto a melhorar será o lançamento de um novo website da Elevis, a fim de apresentar uma imagem mais clara do que é o seu serviço e esclarecer eventuais dúvidas relativas ao setor. De momento o administrador pretende, acima de tudo, manter uma equipa de colaboradores motivada e andar sempre na vanguarda no que toca à modernização dos elevadores. A grande missão da administração da Elevis e da sua equipa é acabar com o desconforto e avarias sucessivas que o elevador irremediavelmente proporciona e garantir soluções eficazes.

83


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

UM PARCEIRO DE EXCELÊNCIA NA GESTÃO INFORMÁTICA conceptek A CONCEPTEK – sistemas de informação S.A. nasce em 2009 da aquisição de um projeto que nasceu em 1992 no Algarve, que se dedica à exclusiva gestão na área comercial de campos de Golf e SPA.

A

o comando da empresa estão os empresários Luís Branca e Malcom Rennie, que oferecem um serviço de consultoria informática através de um software que permite gerir as reservas e otimizar as vendas, quer seja na área do Golf quer seja na de SPA. De acordo com o administrador Luís Branca, quando falamos na gestão de campos de Golf e de tratamentos de SPA, falamos especificamente de uma ciência exata, em que temos um determinado dia, uma determinada hora e um determinado campo/tratamento “são reservas que têm que estar completamente asseguradas e que exigem uma otimização” explica o administrador. O que a CONCEPTEK faz é transformar aquilo que demorava horas a fazer num sistema eficaz, rápido e seguro que garanta mais valias futuras para a empresa. Desde o seu surgimento que a empresa tem vindo a otimizar os seus recursos e a crescer exponencialmente, estando atualmente a trabalhar em 64 países por todo o mundo, os quais dispõem dos softwares de SPA da CONCEPTEK mantidos a partir do escritório sediado em Almancil – Faro. O mercado externo é, única e exclusivamente, definido por hotéis de 5 estrelas e resorts de luxo. Entre eles pode-se destacar a cadeia de hotéis Península em Hong-kong e outras de renome internacional. Desta feita, a CONCEPTEK faz tudo, desde o início do projeto de software à gestão completa e à posterior assistência. Num total de 30 profissionais, a empresa divide-se em dois departamentos específicos: o de desenvolvimento e outro de suportes e implementações. Com a excelência que têm tido nos últimos anos, Luís Branca diz que é imprescindível implementar estratégias assentes numa perspetiva macro: o que vamos fazer no futuro? quem devemos contactar? e acima de tudo, procurar investimento para a empresa. O administrador adianta ainda que “uma empresa que se baseia essencialmente em serviços informáticos, exige um desgaste de cérebros e nós investimos muito em formações sistemáticas para garantir um serviço qualificado”, afirmando que os profissionais da CONCEPTEK são consultores altamente preparados para explicar e dar todo o tipo de soluções aos vários luís branca Administrador

84


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

projetos. Ao longo dos anos, a empresa tem vindo a ajustar o conjunto de serviços prestados tendo em conta as necessidades manifestadas pelo mercado de Golf e SPA, contando atualmente com softwares mais completos, capazes de suprir todas as necessidades comerciais das empresas. Assim, a vantagem desta empresa centra-se na capacidade de conhecer o negócio, em que as soluções

de software que apresenta são desenhadas em elevados padrões de qualidade e, consequentemente, com valores tendo em conta a relação preço-qualidade. Aliado a isto, o empresário fala de uma ferramenta de Business Inteligence para análise dos negócios, que conjuga grupos que permitem otimizar os recursos e, eventualmente, aumentar a capacidade de serviços. Posto isto, não é por acaso que hoje a CONCEPTEK se orgulha em afirmar que é fornecedora de sistemas para

as mais prestigiadas cadeias de hotelaria mundiais. Neste contexto, Luis Branca faz questão de enfatizar que os passos dados na empresa são muito bem consolidados. Já sobre quais as estratégias para crescer, o administrador realça que é fundamental “ir a feiras internacionais e promover o negócio, abrindo novos mercados externos”, sendo a internacionalização a grande alavanca para o sucesso.

85


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

ESPECIALISTAS EM SISTEMAS DE REGA tractor-rega Com uma forte ambição de vingar no mercado nacional, e sem qualquer tipo de apoio financeiro, a Tractor-Rega lda foi fundada em 1992, em Moncarapacho - Algarve, por Humberto Custodinho e José Batista.

josé batista e humberto custodinho Sócio-Gerentes

A

quando do nascimento do projeto, a Tractor Rega lda, foi uma das primeiras empresas especializadas no ramo da montagem e automatização de rega em toda a região algarvia. O seu objetivo primordial, prendia-se em dar uma resposta eficaz, às necessidades do setor agrícola. Os dois sócios gerentes falam, hoje, do trilho traçado pela Tractor-Rega Lda, ao longo dos anos. O crescimento da jovem empresa foi gradual, mas contudo exponencial, tanto que mudaram as suas instalações por três vezes, tentando dar resposta à evolução do negócio. Uma receita para o sucesso?! Dito pela voz dos próprios sócios, “tudo se consegue reunindo ingredientes como: dedicação, empenho, motivação e acima de tudo, profissionalismo”. Uma escolha rigorosa na aquisição

86

dos produtos comercializados é também um dos critérios de excelência, por forma, a garantir a qualidade do serviço e a satisfação do cliente. Quanto ao acentuado crescimento obtido nos últimos anos que os fez estarem hoje entre os melhores, os administradores fazem questão de realçar que há um cuidado rigoroso na seleção dos produtos comercializados, tendo em conta a elevada qualidade dos mesmos. Um dos sócios, Humberto Custodinho, salienta que os recursos humanos são também, uma mais valia para o êxito do negócios, pois contam com ”uma equipa jovem, dinâmica e versátil, continuamente disposta a lidar com as mais variadas situações num clima de estreita colaboração e responsabilidade. Sentimos confiança e

orgulhos no nosso pessoal.” A formação contínua dos 18 colaboradores que preenchem o quadro dos recursos humanos da empresa,é,igualmente,de extrema relevância, mantendo os seus conhecimentos atualizados a par da vanguarda dos produtos que surgem no mercado. Paralelamente, a Tractor-Rega Lda, também se orgulha de recorrer à tecnologia (GPS e fotografias aéreas) para o desenvolvimento dos seus projetos que,posteriormente, são informatizados, possibilitando uma avaliação rigorosa dos recursos necessários e, por consequente, uma minimização de custos para com o seu cliente final. Importa ainda salientar, que o ramo de atividade da empresa não se restringe, unicamente,à agricultura, uma vez que atua também em infraestruturas de saneamento


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

básico, abastecimento e tratamento de redes de água doméstica, pública e de captação, assim como, na conceção de jardins e arranjos exteriores, na elaboração de piscinas, no fornecimento a campos de Golfe, na comercialização de máquinas agrícolas, entre outras variáveis relacionadas. Mas o trabalho da empresa vai mais longe do que a dita comercialização, “nós damos aquilo a que se chama um ‘projeto chave na mão’. Se por exemplo o cliente tiver um terreno bravio, nós fazemos a desmatação, instalamos o sistema de rega (bombas, filtros e automatismos anexos), procedemos à respectiva plantação e entregamos ao cliente o produto final.” explica Humberto Custodinho, reforçando que o serviço é completo e de confiança . Dentro do conjunto de soluções para a agricultura, a Tractor-Rega disponibiliza desde sistemas de

tratamento de água, rega localizada tipo ‘gota-a-gota’, eletrobombas, filtros entre muitos outros acessórios de rega, tal como refere,José Batista que reforça a ideia afirmando que os produtos que utilizam têm a maisvalia de serem eficazes, com durabilidade, resistentes, aliados a um serviço de assistência após-venda, porque “nós não trabalhamos com o mais barato, mas sim com o mais credível. Desejamos o melhor para os nossos clientes”. Atualmente, a Tractor-Rega, Lda., trabalha essencialmente, com o mercado do Algarve e do Baixo Alentejo. E como todos os trabalhos que dependem da natureza, estão confinados às oscilações climáticas, o que implica uma gestão que combata a sazonalidade da prática no trabalho de campo. Relativamente, à divulgação/publicidade, a Tractor-Rega, Lda., os nossos interlocutores afirmam que os seus

“grandes vendedores de rua são os clientes”. Deste modo,tendo por base, a prestação de uma serviço, os resultados desta PME Excelência verificam-se pela satisfação da vasta carteira de clientes fidelizada, bem como, pela forma como aplica o seu método de trabalho. Como objetivo vindouro, o desejo mais auspicioso dos fundadores da empresa, passa pela continuidade do crescimento do negócio, aliando-o sempre, à qualidade dos serviços prestados, que tão bem serve de imagem de marca da Tractor-Rega, Lda. Esta sim, é a chave do sucesso, tendo em conta a filosofia inerente ao trabalho desta empresa líder no mercado do algarve. Para o futuro o desejo dos fundadores é ir mais além, aumentando as vendas e consolidando a qualidade que tão bem os caracteriza.

87


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

UMA VIAGEM SEGURA E ALICIANTE travel rent Uma empresa bem consolidada no mercado Algarvio, a Travel Rent é uma PME Excelência no que toca ao aluguer de automóveis sem condutor.

mário correia Administrador

C

om sede em Montenegro e perto do aeroporto de Faro, esta empresa tem como principal incumbência o atendimento personalizado dos clientes, tendo à disposição uma frota com cerca de 1.400 veículos, que aliam a qualidade a preços baixos. Ninguém melhor do que o administrador e fundador Mário Correia para explicar o porquê do êxito que a Travel Rent tem obtido. Começou a trabalhar numa empresa de transportes em 1973, e passado pouco tempo Mário Correia apercebeu-se que tinha um gosto especial pelo turismo. “E como achava que o setor se fosse bem aproveitado e bem gerido tinha pernas para andar, decidi arriscar no meu próprio negócio rent a car”, conta o empresário, realçando que teve grande apoio da banca. Assim o projeto Travel Rent arrancou em 2003 e hoje

88

espelha uma larga experiência no negócio de aluguer de automóveis. “Essa experiência permite-nos avançar no sentido satisfazer as necessidades e superar as expectativas dos clientes”, explica o administrador. Seguindo uma estratégia rigorosa, Mário Correia destaca que a sua grande aposta inicial foi o contacto direto com os clientes, que ditou o crescimento exponencial da empresa. O empresário salienta ainda que os seus melhores vendedores foram os seus próprios clientes “a recomendação dos meus clientes foi algo fundamental para chegarmos ao sucesso”. Para o administrador todos os negócios precisam de ambição, mas para ter ambição é inevitável correr riscos e ter uma estrutura sólida que aguente o que não correr bem. É esta a filosofia da Travel Rent. Neste contexto, a empresa sempre aproveitou os programas de apoio às empresas, realizando

investimentos que a empurraram para cima “achei importante usufruir dos apoios lançados e investi essencialmente na frota, passando de 800 carros para mais de mil” frisa Mário Correia.

Um serviço de qualidade Para servir com qualidade é preciso fazer uma avaliação prévia relativa ao ‘feedback’ dos clientes – é esta a opinião de Mário Correia. Através deste método é então possível garantir que os mesmos tenham o melhor serviço de aluguer de automóveis. Deste modo, a Travel Rent fornece serviços de aluguer de alta qualidade, tendo ao dispor todo o tipo de carros para corresponder às mais exigentes necessidades. Para além disso, o administrador refere que a equipa que reúne dentro de portas é altamente qualificada e recebe os clientes com a maior simpatia e disponibilidade.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

Assim, a Travel Rent ministra um serviço simplificado de contratação, evitando que o cliente perca tempo com burocracias como preencher formulários longos, ou ter que se deslocar a outro parque para ter o seu carro. E como o grande objetivo da empresa não é concentrarse num lucro rápido mas sim na fidelização e satisfação dos clientes, Mário Correia diz que a essência do crescimento passa por uma estratégia profissional com inicio, meio e fim que gera maior credibilidade e confiança. Todos os clientes que procuram a Travel Rent são acompanhados nas formalidades do aluguer e se este encontrar qualquer dificuldade para manusear o carro, a equipa mostra-se disponível para dar indicação de como o deve fazer, fornecendo também informações sobre as regras de condução aplicadas em Portugal. Outro aspeto de destaque na Travel Rent, é uma linha de apoio permanente, disponível 24horas por dia, sete dias por semana que permite ajudar a resolver qualquer problema com a viatura do cliente. Posto isto, importa referir que o balcão de entregas da Travel Rent está localizado no parque de estacionamento 4 do Aeroporto de Faro, podendo desta forma entregar os carros mais rapidamente e dar mais atenção ao cliente.

Localização priveligiada Já não é surpresa para ninguém o facto do Algarve ser globalmente reconhecido pela sua beleza paradisíaca. A Travel Rent aproveita um pouco da sua atividade empresarial para denunciar e enfatizar as maravilhas daquela região portuguesa aos turistas, levando a que estes descubram um destino turístico surpreendente, com luz, genuíno, sofisticado, onde a natureza impera e conquista os mais emotivos. Somando vários fatores, o negócio da Travel Renr tem sido crescente, muito graças aos voos low cost que estão disponíveis para o Algarve. Neste sentido, mais do que lançar preços baixos, a empresário acredita que a relação de qualidade e personalização num serviço Rent a Car é imprescindível para gerar êxito.

A um passo de um futuro melhor Este ano, pela primeira vez, Mário Correia vai participar num concurso que há muito deseja: ter um balcão no aeroporto de Faro. Respondendo sobre qual o principal objetivo, o administrador explica. “A frota é muito grande e desta forma vou conseguir rentabilizar o negócio – entre reservas e entregas - e simplificar todo o processo rent a car”. A par disso, o balcão permitirá um serviço mais cómodo e prático para os turistas “espero que no início de 2016 já possa concretizar este projeto” conclui.

89


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

Um negócio líder casa dos caracóis - grupo francisconde O Grupo Francísconde é dominante em Portugal na importação, exportação, distribuição e comercialização de caracóis. Com o título de PME Líder´14 e PME Excelência´14, este negócio familiar encontra-se em forte expansão.

francisco caetano Sócio-Gerente

A

empresa foi criada em 1991, mas conta Francisco Caetano, sócio gerente, que a venda de caracóis surgiu muitos anos antes, quando vendia caracóis “à beira da estrada ou onde calhava”. Desde aí, que a comercialização de caracóis foi crescendo até hoje com a ajuda e participação dos filhos neste negócio. “Começamos numa garagem e começou a haver falta de caracóis e então começamos a procurar onde ir buscá-los.” Francisco Caetano, comprou a quinta (que hoje é a sede) em Brejos de Azeitão e em 1999 foi criada a primeira loja de venda de caracóis. “Cheguei à altura e vi que o negócio dos caracóis tinha um bom potencial”. Hoje, a empresa conta com sete lojas, um bar, um restaurante e dois armazéns. “Vendese tanto caracol na rua, sem condições, que tive a ideia de abrir uma loja. Iniciei em Setúbal expandiu-se para outros locais”, afirma o interlocutor. A Francísconde abre a sua primeira loja em Setúbal inicialmente só com a intenção de comercializar caracol vivo. Foi um sucesso pois, nesta primeira loja o caracol passa a estar exposto em vitrines refrigeradas, e acondicionado a frio de forma a garantir a qualidade superior do produto. Em 2001, já detinham outras três lojas, a da Quinta do Conde, Montijo e Torre da Marinha sempre com a mesma lógica e fins comerciais. No ano 2003, a Francísconde

90

resolve expandir-se na área da restauração com o Bar Caracol, sendo esta a primeira casa a cozinhar o caracol e a explorá-lo já confecionado em sistema take away. Com esta realidade, Nuno Caetano, filho de Francisco Caetano, começa a delinear uma estratégia de expansão da marca Casa dos Caracóis, alimentada pelo grande sucesso estabelecido com o caracol cozido. As lojas começaram a ser estruturadas e a pensar na venda por excelência do caracol vivo e caracol cozido takeaway, sofrendo para isso as adaptações necessárias. Em 2010, é aberta uma nova loja no Barreiro, e foi feita uma nova aposta na restauração, com o Restaurante Casa do Caracóis em Brejos de Azeitão. A partir deste ponto, o crescimento tem sido ascendente, sendo que a última loja a ser inaugurada foi a de Campolide que se fez sobressair em Lisboa. Esta loja seguindo o mesmo princípio das demais ganhou outras dimensões e uma funcionalidade estética que em conjunto com o produto, fidelizou clientes e conquistou o seu espaço na grande metrópole. “O caracol cozido preparado nas lojas com vertente take away foi uma estratégia de mercado pensada e elaborada com particularidade, desde a estrutura das lojas em si, ao desenvolvimento de equipamentos e à criação de um sistema de serviço rápido”, afirma o

interlocutor. Foram estabelecidas práticas de controlo de qualidade. Ou seja, todos os caracóis comercializados nas lojas são submetidos a uma análise de qualidade bastante criteriosa e rigorosa, principalmente os que se destinam à confeção. Desta maneira, a empresa decidiu apostar na formação da equipa que desde logo foi sensibilizada para questões como a da higiene e segurança alimentar. Neste momento, com cerca de 60 trabalhadores, tratase de um trabalho com muita mão de obra, e Francisco Caetano afirma que nem sempre é fácil arranjar trabalhadores. “A nossa sorte é termos cá pessoas estrangeiras que ainda vêm. Ninguém quer este trabalho. Tenho impressão que não quer nem este nem nenhum. Eu tenho um problema para ter pessoal. Normalmente são sempre pessoas dos outros anos e já nossas conhecidas.” Como se trata de um trabalho sazonal, em que os picos de negócio do caracol são entre março a setembro, é nessa altura que a contratação de pessoas aumenta.

Francísconde Maroc Numa fase inicial o negócio estava inteiramente limitado ao caracol nacional oriundo de Santarém e do Algarve, no entanto como este era escasso e incapaz de dar


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA

resposta a considerável procura que se fazia sentir, e seguindo o lema “trazer para o cliente o melhor caracol”, no ano 2000, o grupo edifica-se em Marrocos com o objetivo de potenciar a gestão da compra direta de caracol Marroquino. “Não há outro país que tenha tanto caracol”, conta Francisco Caetano. Situado em Souk El Arbaa na Região de Gharb-Chrarda-Beni Hssen, funciona como armazém principal que serve de estrutura a vários postos de compra espalhados pelo país como é o exemplo de Fez, kenitra, Béni Mellal, Safi, Nador, Settat e Bouznika, entre muitos outros. Nestes postos de compra os ajuntadores adquirem o melhor caracol, que depois é canalizado para o armazém principal, onde é crivado, seleccionado por categorias e calibres, embalado, paletizado e acondicionado para depois proceder-se a sua expedição. A Francísconde Marroc é gerida por Carlos Caetano, também filho de Francisco Caetano, que fixa a sua residência em Souk El Arbaa durante a época do caracol, de maneira a acompanhar todo o processo até o caracol ser expedido do armazém. “As nossas empresas funcionam da seguinte maneira, nós temos os armazéns em Marrocos, fazemos a receção de mercadoria, temos uma empresa nossa de transportes e fazemos o transporte para nós”, diz Francisco Caetano. Normalmente o transporte é feito duas vezes por semana de Marrocos, mas no pico chega a ser feito todos os dias. Como tal, o grupo decide constituir a empresa de transportes no ano 2000, para suprir as suas necessidades específicas de mobilidade, com o objetivo máximo de não comprometer a importação e exportação de caracóis. Foi assim desenvolvida para efectuar o transporte de caracóis de Marrocos para Portugal e consecutiva exportação. A atividade do transporte requer disponibilidade, eficiência, exigência e rentabilidade. É um transporte feito em regime de carga completa e em temperatura controlada. O transporte de caracóis necessita de ser efectuado com refrigeração por se tratar de um produto perecível, cuja temperatura necessita de controlo para que ao chegar ao destino final se encontre a um nível de temperatura e humidade pretendido. Assim sendo, esta empresa tenta corresponder a estas expectativas, onde o trajeto é analisado ao pormenor e de modo a ser concluído em tempo útil.

Para o futuro “Um grupo sólido, virado para o cliente e afluente do futuro”, é esta a regra que a empresa quer sempre garantir. Manter a preocupação constante de rotatividade e qualidade do produto, continuar a transparência negocial, continuar a expandir o carácter geral da empresa, são os principais focos para o futuro. Francisco Caetano conta também, que está previsto a procura de novos espaços, “para o ano já estamos ocupados, temos planeado a construção de um novo armazém com 3 mil metros quadrados em Palmela e de uma nova loja no Pinhal Novo.”

91


turismo a norte

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

P

orto, Póvoa de Varzim e Vila do Conde são algumas das cidades mais emblemáticas do norte do país. Primam pela sua proximidade com o mar, mas também se fazem diferentes pelas montanhas e florestas. Portugal nasceu o norte. Foi na região Porto e Norte que os portugueses começaram enquanto povo e nação. Aqui aprendemos o valor da diferença mas também a complementaridade das culturas. O Porto, cidade Património Mundial, é a grande porta de entrada e pode ser o ponto de partida para uma viagem pela diversidade natural e cultural da região. É conhecido pelo vinho que daqui parte para todo o mundo e ainda por um património que sabe combinar a antiguidade de igrejas e monumentos, com a contemporaneidade de edifícios marcantes. Nesta região de montanhas e parques naturais, o património espalha-se por castelos, como o de Guimarães, ou por santuários e igrejas que no verão são palco de romarias. Em cidades que souberam preservar a escala humana, ou em solares e casas senhoriais, encontramos o português mais autêntico, aquele que gosta genuinamente de receber, de partilhar a sua mesa e tradições. No Porte e Norte de Portugal vive-se de forma natural a alegria e a gratidão por tudo o que temos e somos.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TURISMO A NORTE

120 anos de Porto junta de freguesia de ramalde Porque o presente é o resultado do passado e do que desejamos para o futuro, Ramalde, tem uma junta feita de pessoas que diariamente trabalham para os habitantes desta freguesia.

E

m 1895 foi assinado o decreto régio que fez de Ramalde uma das atuais sete freguesias da cidade do Porto. Comemoram-se assim, este ano, os 120 anos desse momento, mas mais do que isso, comemora-se toda uma história escrita por Ramalde desde então mas muito mais há para escrever. Sendo uma das maiores freguesias, Ramalde é a única que continua a ver aumentada a sua população que, por sua vez, vive realidades muito distintas. Ramalde, que se desenha ao longo da avenida da Boavista, do lado direito quem desce para o mar e chega até á estrada da circunvalação a norte da cidade do Porto, é constituída por 13 bairros sociais e cerca de 100 ilhas à mistura com prédios ricos e moradias luxuosas. Mas o nível habitacional mistura-se e harmoniza-se sem choques. A Junta e os seus 70 colaboradores dão o seu melhor para que Ramalde tenha acesso a serviços, eventos e atividades, alguém que os possa ouvir e ainda ajudar no que for possível. E mantém, para combater o desemprego, um programa de recrutamento de técnicos superiores para ocupação nas Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) junto das escolas básicas de 1ºciclo. De todas as freguesias do Porto, Ramalde é a única que coordena diretamente este programa AEC. Para melhor servir, António Gouveia, presidente da Junta de Freguesia, iniciou um programa de formação destinado àqueles que colaboram na junta e que dão a cara ao público para um melhor, menos burocrático e mais eficaz atendimento, assim como aos que ficam nos ‘bastidores’. No entanto, quem hoje vê Ramalde, não diria o que há 120 anos era, um arrabalde da cidade, mais periférica

94

ÓRGÃO EXECUTIVO

ainda, rural, coberta de campos e quintas. Já numa segunda fase, a indústria chegou a Ramalde, trazida pela colónia inglesa ligada ao vinho do Porto e quintas do Douro e indústria têxtil, é nessa altura que se constroem as famosas “ilhas”, habitação de remedeio para os trabalhadores das fábricas) e hoje, embora quase sempre despercebidas, ainda resistem. O nosso interlocutor diz que Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, e Manuel Pizarro, Vereador da habitação e cidadão de Ramalde, ”estão muito atentos e sensibilizados no que concerne a estas ilhas, e brevemente iniciar-se-á a reabilitação da ilha da Bela Vista e outras entrarão na agenda do orçamento municipal. Pena que estes tempos de austeridade impeçam maior financiamento do governo central”, lamenta. António Gouveia acredita que Rui Moreira, o rosto de um grupo de independentes pode fazer obra. Em pouco mais de um ano, o Porto está a crescer, sobretudo na

vertente cultural e do turismo. “O Porto afirma-se na cidade e no exterior com grande impacto”. Enquanto presidente de Junta e próximo dos seus fregueses, António Gouveia refere que “a maior frustração é não conseguir resolver muitos dos problemas que me chegam ao conhecimento nesta época de crise”. A Freguesia, enquanto entidade de poder local, tem autonomia, mas o presidente é adepto de outro tipo de organização. “Ficava só com a autonomia eleitoral, a Junta como ‘frente de ataque’ e maior proximidade ao cidadão, deveria ser parte integrante e dinâmica na pirâmide municipal, essa sim com grande autonomia, uma autonomia fortemente municipal, de peso e descentralizada. Já as Juntas seriam a sua base de ataque e intervenção no terreno pois a proximidade às populações conhece e vivencia problemas reais e necessidades concretas: estradas e caminhos, buracos, limpeza do lixo, tratamento de jardins e espaços verdes, habitação e redução dos focos de pobreza,


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TURISMO A NORTE

entre outros que chegam à câmara mais tarde ou não chegam. Tal como estão, as freguesias são olhadas com desconfiança, a exigência tribunícia é sempre incómoda, a máquina administrativa gosta de responder com vagar e forma muito burocrática, à boa maneira corporativista, falta-lhe formação e dinâmica privada, empresarial”, afirma o nosso interlocutor. Corrigir, Consolidar, Construir e Congratular são os verbos pelos quais se rege António Gouveia, e este é todo um programa para quatro anos. Ramalde era, no passado, um conjunto de campos e quintas ricas, a Quinta da Prelada ainda hoje está cá para ‘contar a história’ e funcionar como o pulmão de Ramalde e do Porto, nos seus terrenos brevemente será instalado um equipamentos desportivo e parque equestre. Mas podemos ver muitos pontos de interesse patrimonial e cultural: a Casa da Prelada onde está todo o arquivo histórico da Torre dos Clérigos e o seu Castelo; a Casa de Ramalde, onde se vai realizar, em julho, o Festival de Folclore. É em Ramalde do Meio, na antiga escola primária das Cruzes, que se encontra a Universidade Intergeracional da Junta, frequentada por cerca de 80 pessoas, para receberem conhecimentos sobre várias matérias e desfrutar de várias atividades e onde funciona, ainda, uma outra parceria com o ASAS de Ramalde, a maior, mais útil e abnegada IPSS da

equipa da junta de freguesia

freguesia que trabalha num esforço de modernização e mudança de instalações. Ramalde é um excelente sítio para se viver, reúne de tudo um pouco, serviços e comércio, além de uma zona empresarial muito forte. Na educação tem das melhores escolas do país, o Colégio do Rosário, no ensino privado e a Escola Secundária Clara de Resende, no público, e tem no IPAM a sua escola de ensino superior. Na saúde, conta com o Hospital da Prelada, a Clínica da Boavista, a Clipóvoa, a Clínica do Dr. Falcão Coutinho, com uma série de práticas e técnicas inovadoras. Já no desporto é possível enumerar o estádio do Bessa e orgulho de

Ramalde, o Boavista; também o voleibol e o hóquei em campo no Grupo Desportivo do Viso e no Ramaldense, que já fizeram história há mais de 60 anos. Na cultura, não podemos esquecer o Grupo 26 de Janeiro. a festejar os 90 anos, com as áreas do folclore e do teatro, e também o Grupo Santo Eugénio, um bairro muito típico junto à Circunvalação, vizinho do único regimento da cidade do Porto, de Transmissões, um quartel que é também escola de excelência nesta área. A VCI e a Avenida AEP, tal como o Metro, completam o leque de motivos pelos quais Ramalde é um local de excelência para viver na cidade do Porto.

95


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TURISMO A NORTE

Freguesia multifacetada junta de freguesia de campanhã Campanhã esteve muito tempo esquecida na cidade Invicta. Considerada por muitos como um ‘sub Porto’, essa tendência tem vindo a esmorecer nos últimos anos, felizmente. Ernesto Santos é o atual presidente desta Junta de Freguesia e em entrevista à Revista Business Portugal revela o que de melhor pode encontrar naquela que é a maior freguesia da cidade do Porto em área geográfica.

ernesto santos Presidente

R

ica em recursos hídricos, com um solo extremamente fértil e uma posição geográfica privilegiada, Campanhã foi, desde sempre, um local propício à fixação das populações da cidade do Porto. Com cerca de 42 mil habitantes atualmente, este crescente populacional obrigou a um redesenhar das estruturas de alojamento, do qual ainda são muito características as ‘ilhas’ e os bairros de iniciativa camarária. Ernesto Santos revela que Campanhã alberga cerca de 250 ilhas e 15 bairros sociais. “Hoje, Campanhã continua repartida entre o seu passado de tradição rural, que ainda permanece vivo na paisagem e em muitos aspetos do quotidiano, e os traços cada vez mais visíveis da modernidade”, diz-nos o edil. Mas se outrora Campanhã foi ‘casa’ para muitos portuenses, hoje em dia a tendência tem-se invertido. De acordo com Ernesto Santos, “muitos dos jovens que aqui nasceram e foram criados têm escolhido a periferia para viverem, pois os valores de arrendamento e também de venda de habitações é consideravelmente mais baixo”. Contudo, a recente medida que está a ser

96

implementada em toda a cidade pela Câmara Municipal e que tem por objetivo promover a recuperação urbana da cidade, nomeadamente em Campanhã, poderá trazer novas famílias à freguesia. Mas para além desta medida, o nosso interlocutor acredita que uma aposta na habitação cooperativa poderia ser também uma mais valia para o aumento populacional da freguesia.

Associações e cultura a ressurgir Rica em associações para miúdos e graúdos, a Junta de Freguesia faz questão de apoiar todas elas, seja com cedência de espaços para a prática das diversas atividades ou até mesmo suportando alguns custos inerentes às mesmas. Ernesto Santos frisa sentir ser importante o apoio a estas entidades, com maior destaque às que se destinam aos mais novos. “Sinto que este é o nosso papel, ajudar a moldar consciências e comportamentos dos mais novos, de modo a garantirmos um futuro melhor para eles e para a sociedade em geral. Temos várias instituições dessa índole que promovem e fomentam nos mais pequenos Campanhenses o gosto pelo futebol, dança, karaté, andebol, entre outras, e consideramos que o seu papel é fundamental, pelo que fazemos questão de as apoiar”. A cultura também já conquistou o seu espaço em Campanhã. Na zona mais deprimida da freguesia, na Rua de Miraflor, nasceram duas galerias que têm a fotografia como protagonista. O Espaço Mira apresenta um projeto sob direção artística de José Maia, que pretende refletir a fotografia nas suas múltiplas vertentes. Já o Espaço

Mira Fórum é um lugar interdisciplinar que combina uma vertente social com uma vertente comercial. “Estes dois espaços vieram renovar uma parte esquecida da freguesia e tem-se revelado um projeto bastante interessante e para vingar”, refere Ernesto Santos.

De visita obrigatória Uma vez que é a maior freguesia em área geográfica, Campanhã alberga uma parte considerável do património da cidade, locais de visita obrigatória. Um dos espaços mais reconhecidos é a Quinta da Bonjoia. Este notável edifício é admirado por muitos pela sua arquitetura que muitos atribuem a Nicolau Nasoni, projetista da Torre dos Clérigos. Esta propriedade recebe alguns jardins magníficos onde ainda hoje se conservam algumas espécies consideradas raras. Outro local para visitar e até pernoitar é o Palácio do Freixo. Edificado por volta de 1742, sob o risco de Nicolau Nasoni, este é o mais importante monumento da freguesia de Campanhã e um dos mais belos exemplares do barroco civil português. Mandado erigir por D. Jerónimo de Távora e Noronha, com o passar dos anos chegou a ser uma fábrica de sabão e também de moagem, para a qual o edifício sofreu obras de ampliação com um conjunto de enormes silos e outras dependências. Foi classificado Monumento Nacional em 1910, já foi centro de formação profissional e hoje pertence ao Grupo Pestana, que o transformou numa estância hoteleira com classificação de 5 estrelas. As capelas do Forte, de S. Roque, de S. Pedro, assim


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TURISMO A NORTE

como as alminhas e os cruzeiros fazem também parte do património edificado de Campanhã, que merecem toda a atenção de quem lá passa. Muitos por lá passam mas nem reparam no espaço. A Estação de Campanhã é a de maior movimento da cidade Invicta e, curiosamente, inaugurando aquando da Ponte D. Maria Pia. A peça de maior destaque e valor neste edifício composto por três corpos ligados por duas alas de um só pavimento é o relógio que encima o corpo principal. Esta é uma peça da célebre Casa Garnier de Paris. Deixamos-lhe ainda uma sugestão que acreditamos não agradar a todos. O Estádio do Dragão e o Museu do Futebol Clube do Porto também integram a lista de património de Campanhã. Uma referência indiscutível na cidade e também no país, o Futebol Clube do Porto apresenta aqui o seu museu, onde os visitantes podem ficar a conhecer a história do clube nas suas mais diversas modalidades, ver os troféus ganhos nos seus 122 anos de existência e vivenciar toda uma experiência a azul e branco.

Edifício da Junta de Freguesia

Capela de Santo António de Contumil

Estação de Campanhã

Associação Nuno Álvares

Parque de S. Roque

Alminhas de Bonjóia

97


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TURISMO A NORTE

anta e guetim, sinónimo de tradições A freguesia de Anta e Guetim integra as freguesias do distrito de Aveiro. “Esta consegue oferecer a calma do campo e a agitação da cidade” revela Nuno Almeida, presidente da união de freguesias de Anta e Guetim, em conversa com a Revista Business Portugal.

nuno almeida Presidente

A

nta e Guetim é uma freguesia portuguesa do concelho de Espinho com cerca de 8 quilómetros quadrados e cerca de 12 mil habitantes. O seu nome surge da reorganização administrativa do território das freguesias, pela agregação das antigas freguesias de Anta e Guetim. A freguesia que pertence ao núcleo urbano da cidade é constituída por um conjunto de paisagens rurais “onde as pessoas ainda vivem da agricultura” e, ainda, por alguns traços urbanos próximo do mar, refere Nuno Almeida. Atualmente, tem como principais atividades económicas a Cotesi que se dedica ao desenvolvimento de soluções para as áreas naval e pescas, a Gruta da Lomba empresa de refrigerantes, a Eurospuma que está ligada à área de transformação de fibras e espuma - a maior

98

empregadora da freguesia, bem como variado comércio. Com boas acessibilidades entre Porto e Aveiro o que permite as deslocações pendulares dos seus habitantes que trabalham fora da sua área de residência, alguns equipamentos públicos, de teor social, cultural, desportivo e de serviço à população, tais como unidade de saúde familiar, pavilhão gimnodesportivo, campo de relvado sintético, centro escolar, escola secundária, academia de música , tuna musical e 30 coletividades “que ajudam a tornar mais eclética a própria resposta cultural e desportiva da freguesia”, salienta o presidente. Do ponto de vista turístico podemos visitar as igrejas e capelas da freguesia, os moinhos e o parque natural – Gruta da Lomba – um lugar histórico e religioso. E em termos de gastronomia podemos saborear os famosos rojões, em Outubro por altura dos Festejos em Honra de Nossa Senhora Dos Altos-Céus e São Mamede.

Futuro Relativamente a projetos futuros pretendem potenciar algumas zonas verdes para lazer e turismo “para que esta simbiose, entre campo e cidade, se possam conjugar ainda melhor”, afirma Nuno Almeida. Promover e arranjar um espaço físico num centro de negócios do género de uma incubadora de empresas,

de forma a que possam existir serviços partilhados. Construir um espaço intergeracional para que jovens e idosos possam conviver, “num sentido de troca de saberes” e onde possa existir um espaço para bandas de garagem e para práticas de desporto ao ar livre. Têm ainda, um projeto para 2016 que consiste na criação de um corredor verde, ao longo de um dos corredores de água que passa pela freguesia, onde pretendem limpar as margens e o próprio rio, desde o parque de campismo de espinho até ao parque natural de Guetim, de maneira a criar uma zona pedonal para as pessoas puderem usufruir de um espaço de lazer onde possam fazer exercício físico, piqueniques ou simplesmente relaxar. Já em termos sociais querem adquirir um autocarro ou uma pequena carrinha para transportar os idosos, “porque não existe uma rede de transportes públicos que cruze todas as linhas da freguesia, portanto existem zonas que não conseguem ter acesso a Anta o que é bastante importante, porque é onde está sediada a unidade de saúde familiar”, conclui o presidente.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TURISMO A NORTE

TURISMO A NORTE

uma Freguesia em transformação junta de freguesia de paramos Inserida no distrito de Aveiro, a freguesia de Paramos proporciona “uma excelente qualidade de vida aos seus moradores”, diz Manuel Dias, presidente da junta de freguesia de Paramos, em entrevista à Revista Business Portugal.

pessoas; a indústria de papel e de cortiça e o centro social, que é o maior empregador da zona, com várias valências, tais como creche, infancia e ATL, centro de dia, apoio domiciliário, e lar de idosos.

Festividades

manuel dias Presidente

P

aramos é uma freguesia litoral portuguesa do concelho de Espinho com cerca de seis km2 de área e cerca de cinco mil habitantes. A sua localização permite-lhe usufruir da bela praia atlântica detentora das melhores águas da região - a praia de Paramos possuidora de bandeira azul e bandeira de qualidade de ouro que atrai várias centenas de banhistas durante a época balnear. “A nossa praia é a melhor praia do concelho de Espinho com um nível excelente das águas e com excelentes condições para os surfistas e, ainda possui muitos lugares de estacionamento gratuitos o que representa ótimas condições para as famílias”, sublinha Manuel Dias, presidente. Em Paramos podemos também visitar a estação arqueológica, Castro de Ovil, “testemunha saliente de antepassados que remontam a 2000 A.C”e a famosa Lagoa de Paramos/Barrinha de Esmoriz. “Atualmente, a

lagoa encontra-se poluída, mas tem-se feito um trabalho muito forte no sentido de uma despoluição e pensase que a curto prazo essa obra avançará”, explica o autarca. A freguesia conta com centro escolar, centro social, quartel de engenharia, clube de golfe do Oporto Golfe Club; Aeródromo, centro hípico e 16 coletividades “que dão uma resposta cultural e desportiva à freguesia”, boas acessibilidades entre Porto e Aveiro o que permite as deslocações pendulares dos seus habitantes que trabalham fora da sua área de residência, ótima restauração, com especialidade em caldeiradas de peixe e de marisco; o que torna Paramos uma localidade “amistosa, recetiva e consciente”. Atualmente, tem como principais atividades económicas a arte da tanoaria que é o ex-libris da freguesia e que se tem imposto, pela sua precisão, além-fronteiras; a indústria de confeções que emprega cerca de 30

Anualmente, celebram o Santo Tirso, padroeiro da terra, uma festa com tradição que atrai centenas de pessoas que se divide em duas partes – a parte religiosa e a parte pagã – e onde algumas coletividades se juntam e fazem uma feira onde vendem produtos hortícolas, oferecidas pela população e que depois o produto da venda reverte a favor da Paróquia. Também festejam o S. João junto à capela que têm perto do mar. Realizam, ainda, no primeiro domingo de agosto, a Festa das Coletividades da freguesia composta por várias tasquinhas e diversas atuações que ocorrem durante todo o fim de semana, denominada a Festa da Fraternidade.

Futuro “Pretendemos realizar a despoluição da lagoa de Paramos, conhecida a nível nacional, e que hoje tem problemas de poluição, tem havido vários projetos, mas ainda não avançaram. Contudo, nestes últimos tempos tem-se dado passos significativos e, ainda este ano, algo se fará no sentido da despoluição e na construção de passadiços, porque existem várias aves, algumas raríssimas, estando incluído construir um Centro Interpretativo e um Observatório que pode desenvolver a freguesia de Paramos e o sul de Espinho. Pretendemos também desenvolver o Castro de Ovil e ainda, uma ferramenta que é essencial ao desenvolvimento da freguesia que é o PDM com o objetivo de fixarmos os nossos jovens e atrairmos mais população à freguesia”, conclui o presidente.

99


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TURISMO A NORTE

terra de fé junta de freguesia de balasar Balasar é uma freguesia da Póvoa de Varzim mas, apesar da sua dimensão, é conhecida mundialmente por ter sido a casa da Beata Alexandrina. São mais de 200 mil peregrinos que aqui vêm anualmente, provindos de todo o mundo. José de Araújo é quem está no comando dos destinos da terra e afirma que o grande desafio do seu mandato passa por criar as condições necessárias para receber condignamente quem lá passa.

fiquem em Balasar, ou seja, somos apenas um local de passagem”.

Ainda faltam acessibilidades

josé de araújo Presidente

A

vida da Beata Alexandrina de Balasar tornou esta freguesia num centro mundial de peregrinação cristã. A sua beatificação pelo Papa João Paulo II, na Praça de S. Pedro, a 25 de abril de 2004 (fez este ano 11 anos), acrescentou uma grande notoriedade e desenvolvimento à freguesia de Balasar. No entanto, já desde 1941 que Alexandrina era conhecida como a ‘Santinha de Balasar’. A Beata Alexandrina devotou a sua vida a Deus depois de em jovem ter sofrido um infortúnio que a deixou tetraplégica. José de Araújo, presidente da Junta de Freguesia de Balasar, afirma ser importantíssimo receber bem aqueles que aqui se dirigem em missão de fé. “Recebemos 200 mil peregrinos por ano, no entanto as infraestruturas existentes, ou a falta delas, faz com que as pessoas não

100

Balasar (ou Balazar) é uma freguesia que fica entre todos os destinos. Pertencente ao concelho da Póvoa de Varzim, faz fronteira com Famalicão e Barcelos. No entanto, os acessos à freguesia, e apesar do número de pessoas que por ali passa ser bastante elevado, ainda fica muito aquém do necessário, pelo que tem sido exigido às entidades competentes a construção de um nó na A7 na zona de Balasar. A obra já tem inclusivamente projeto e não é a primeira vez que se fala dela, e o nosso interlocutor acredita que mobilizando “todas as forças” e unindo esforços com os municípios de Famalicão, Barcelos e Vila do Conde, será possível dar-lhe desenvolvimento. “Você entra na A7 e quando sai pelo ramal que dá acesso a Vila do Conde tem um nó de entrada e 500 metros à frente tem um nó de saída e depois anda 22 quilómetros até Famalicão sem qualquer tipo de acesso”, esclarece.

Comércio, serviços e obra para fazer Com pouco mais de três mil habitantes, Balasar conta, ainda assim, com dois jardins de infância e duas escolas primárias. Contudo, quando chega a hora de ingressar no segundo ciclo, as crianças da terra têm que se deslocar até Rates. Já para o ensino secundário, a viagem torna-se um pouco mais longa, pelo que a freguesia tem tentado ‘encurtar’ a mesma, trazendo para Rates esse nível escolar. Balasar é ainda uma freguesia muito agrícola, apesar de já receber alguns serviços. O comércio, principalmente o religioso, também encabeçam as principais fontes económicas da freguesia. Voltando à agricultura, a produção de leite é ainda uma

beata alexandrina

das maiores indústrias da freguesia, tendo já sido o maior produtor de leite do país. Mas ainda há muito por fazer. José de Araújo revela o seu desejo de poder proporcionar aos seus fregueses bastantes infraestruturas que considera fulcrais ao bem estar e qualidade de vida dos seus. “Os habitantes de Balasar e aqueles que nos visitam já merecem um novo parque de merendas, um novo Centro Pastoral Paroquial e até mesmo um Santuário”. José de Araújo refere ainda a necessidade de um Centro Social , um Centro de Dia e ainda um Memorial de estudos à Beata Alexandrina. “Mais localmente, faz falta um campo de futebol e o alargamento do cemitério. As acessibilidades viárias e um outro parque de estacionamento também são muito necessários para recebermos os nossos peregrinos, além de que gostaria também de desviar o trânsito do centro da freguesia, de modo a se circular mais livremente”, refere. “Somos uma grande família e gostamos e queremos receber bem”, finaliza.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TURISMO A NORTE

onde do Monte se vê o Mar junta de freguesia de laúndos O primeiro documento escrito com referência direta à freguesia de Laúndos está datado antes da nacionalidade portuguesa, pois foi a 10 de dezembro de 1033 que se fez referencia ao “Montis Lanutus”, hoje conhecido por Monte de São Félix. Por isso Laúndos festeja este ano 982 anos. Administrativamente, Laúndos pertence ao concelho da Póvoa de Varzim desde o ano de 1836, (antes pertencia ao município de Barcelos), e tem cerca de 8.5 km2 de área.

antónio pontes Presidente

P

residente desde 2009, António Pontes lidera a Freguesia de Laúndos devido à vontade maioritária dos eleitores, que têm reconhecido nas eleições o gosto pelo trabalho da equipa liderada pelo presidente. António Pontes explicou que a principal atração turística da freguesia é o Monte de São Félix. A cerca de 6 quilómetros da praia e com 200 metros de altitude, a vista sobre o mar não poderia ser a melhor para a região, avistando-se, sem dificuldade, as localidades desde o Porto até Viana do Castelo. No cimo do monte podem ser visitados moinhos de vento e a Capela de São Félix. Existe também uma unidade hoteleira de quatro estrelas e ainda o ‘Espaço Ar de Rock Laúndos’, um espaço de convívio frequentado por milhares de pessoas, principalmente no verão. Além dos espaços mencionados, no monte também existe um escadório com todas as estações da Via Sacra em painéis de azulejos, jardins e um ‘Monumento ao Emigrante’. Enfim, argumentos fortes para fazer de Laúndos um verdadeiro cartão de visita do concelho da Póvoa de Varzim.

Mas António Pontes revelou que Laúndos não se fica apenas pelo monte. Um dos dias mais importantes da freguesia é o último domingo do mês de maio, devido à realização da peregrinação à Nossa Senhora da Saúde. Este ano, a peregrinação está marcada para o dia 31 de maio. Primeiro, “a 13 de maio a Nossa Senhora da Saúde é levada para a Póvoa de Varzim transportada pelos bombeiros, e no dia 31 vem para Laúndos aos ombros pelos pescadores da embarcação ’Nossa Senhora da Saúde’ da Póvoa de Varzim, percorrendo 7 quilómetros com um mar de peregrinos (aos milhares) a acompanhar”. Já no primeiro fim de semana de agosto realiza-se a Romaria de Nossa Senhora da Saúde e no primeiro domingo de setembro a festa em honra de São Félix. O Padroeiro S. Miguel Arcanjo é celebrado a 29 de Setembro. Para além das atividade religiosas de grande destaque, Laúndos tem outros eventos que atraem milhares de pessoas e levam o nome da terra a todo o país e alémfronteiras. O ‘Laúndos em Movimento’ é um conjunto de eventos dos quais se destacam uma corrida de

carros artesanais, que terá lugar no dia 9 de agosto e, na véspera, uma prova de downhill urbano noturno. Na anterior edição participaram cerca de 16 carrinhos e 58 praticantes de downhill. Ambos os eventos tiram partido do belo acidente natural que é o Monte de S. Félix. Os ‘carrinhos’ e o ‘downhill’ parecem ser uma das imagens de marca desta freguesia, destacou António Pontes. O presidente da Junta de Freguesia realçou que Laúndos é uma terra “de emigrantes, e que em tempos, era uma povoação de pedreiros, serradores e tecedeiras. Atualmente, a freguesia tem cerca de 2057 habitantes, segundo os dados dos últimos censos”, acrescentou o presidente. Acompanhando as dificuldades de algumas famílias, a Junta de Freguesia decidiu criar o ‘Laúndos Solidário’, onde se realizam “recolhas de bens alimentares e de roupa ao longo do ano” para depois serem entregues porta-a-porta às famílias mais necessitadas, por uma equipa liderada por António Pontes. O presidente de Laúndos realçou também o papel das associações locais para com os mais novos, tais como a Associação de Pais que organizar atividades extra curriculares, a Associação Desportiva que se encarrega pela cultura desportiva e o Agrupamento de Escuteiros que trabalha na educação cívica. Todos na sua medida e no seu campo de ação dinamizam ativamente a comunidade. Na parte que lhe toca, António Pontes fez questão de afirmar que Laúndos contempla muitas valências e que a Junta de freguesia procura sempre responder a todas as necessidades e anseios da população.

101


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TURISMO A NORTE

Há 95 anos a divulgar a tradição das rendas de bilros rancho da praça O Rancho da Praça está situado no centro da cidade de Vila do Conde, criado em 1920, o presidente da associação, José Lourenço, afirma que o Rancho da Praça – Rendilheiras de Vila do Conde é “o mais antigo do país”.

Rendilheiras que teceis, As lindas rendas à mão, Eu dou-vos se vós quereis, Por almofada o coração.

direção executiva

O

presidente revela que o Rancho divulga o “artesanato local, levando as rendas de bilros não só pelo país mas sim pela Europa e Canadá”, realçando que, as “danças apresentadas são totalmentente diferentes do folclore que se vê a nível nacional”. A associação é composta por cinco ranchos, “o Rancho Infantil, o Rancho Adulto, as Velhas Guardas, a Geração dos anos 80 e a Geração dos anos 90, cada um é constituído por 12 a 14 pares”, revelou o presidente da associação, José Lourenço. “Os ensaios dos Ranchos realizam-se semanalmente, no Rancho Infantil existem cerca de 30 crianças, entre os 3 e os 12 anos”, revelou o presidente. Em Vila do Conde, as Festas de S. João são um dos eventos mais importantes da cidade. O Rancho da Praça tem um papel muito importante, todos os anos, realizam a marcha luminosa, com carros alegóricos que ilustram monumentos da cidade. Uma outra forma de participação nas festas é através da Cascata São Joanina instalada na Praça de São João, em Vila do Conde. Este ano, o presidente revelou que “vai ter uma novidade e inovação na cascata, que ainda é segredo”. O Santo António e o São Pedro também não são esquecidos pelo Rancho da Praça. Para perpetuar tão entranhável relacionamento entre o Rancho da Praça e o Real Coro Toxos e Froles, bem como o sincero carinho semeado com a passagem dos anos entre a gente de ambas as cidades nasce a geminação de Vila do Conde com a cidade espanhola de Ferrol. A 29, 30 e 31 de

102

José Lourenço é diretor do Rancho da Praça há treze anos, antes passou pelas funções de secretário e tesoureiro. “Quando entrei nem sonhava o que era isto”, confessou e agora sou o presidente de há 4 anos para cá. Associou-se ao rancho porque a filha aos três anos já fazia parte da instituição. O associativismo em Vila do Conde “passa de pais para filhos e no Rancho da Praça as portas estão sempre abertas para toda a comunidade vilacondense ”, rematou o presidente do Rancho da Praça, José Lourenço. “A Canção das Rendilheiras” escrita pelo Dr. Cunha Araújo, é o Hino do Rancho da Praça Rendilheiras de Vila do Conde, dado ser esta uma terra de Rendilheiras.

maio o Rancho da Praça vai estar em Ferrol, Espanha, na comemoração dos 100 anos do Real Coro Toxos e Froles. Nos últimos anos estiveram “na Roménia, onde atuaram todos os dias durante uma semana” adiantou o presidente, José Lourenço. Bélgica, França, Holanda, Alemanha, Canadá e Açores (Faial) foram outros dos destinos. O Rancho da Praça tem sempre vários convites a nível internacional, mas nem sempre é possível acorrer a todos. A associação tem cerca de mil associados e conta também com apoio da autarquia de Vila do Conde. O espaço tem um bar/restaurante aberto todos os dias. As instalações acolhem ainda outro tipo de eventos como as Curtas de Vila do Conde, danças de salão, kizomba e capoeira. Durante este ano, são vários os eventos dinamizados pela associação, a 14, 15 e 16 de agosto vai realizar-se o Festival de Folclore, onde participam todos os Ranchos da Praça e também ranchos convidados. Participam também na Feira de Artesanato que conta já com a 38.ª edição este ano que se realiza entre a última semana de julho e primeira semana de agosto, no centro de Vila do Conde. A 22 de novembro está agendada a VI Grande Gala do Rancho da Praça que vai contar com artistas da cidade e não só. No dia 8 de dezembro é o aniversário da instituição que conta já com 95 anos de história, nesse dia “é feita a romagem ao cemitério numa forma de homenagear todos os pracistas já falecidos, é celebrada uma missa e realizado o almoço comemorativo”, revelou o presidente.


N

as próximas páginas apresentamos alguns dos melhores exemplos que a região centro e sul têm para dar a conhecer. Mais conhecida por Beiras, esta região de Portugal é limitada a norte pela Área Metropolitana do Porto, Tâmega e Sousa e Douro, a leste por Espanha, a sul pelo Alentejo, a sudoeste pela área Metropolitana de Lisboa e a oeste pelo Oceano Atlântico. Trazemos-lhe, uma vez mais, as Termas de S. Pedro do Sul. Uma das razões para decidir ir a banhos às Termas de S. Pedro do Sul tem as suas raízes na história. Perdem-se no tempo os primeiros vestígios da utilização das suas águas termais com fins curativos e de bem estar. Em Oliveira do Bairro fomos à procura de alguns dos melhores exemplos empresariais. De Oliveira do Bairro para o mundo, os Transportes do Brejal propõem serviços de grupagem e cargas completas em one way ou round trip, com uma frota renovada e moderna de 25 viaturas próprias, adaptáveis a todos os tipo de cargas, desde as mais delicadas às mais volumosas ou pesadas, sempre com o profissionalismo que caracteriza esta empresa e lhe deu fama na região e além fronteiras. E para que se possa deliciar com o seu sabor, trazemos-lhe ainda a Kiwicoop. Sabia que este fruto é um tesouro de vitaminas e minerais, sendo o mais denso em nutrientes dos 27 frutos mais populares no mundo? Mais para sul, a Freguesia de Azeitão permite-lhe usufruir de praias de costa Atlântica e, ainda, uma zona de vegetação protegida - Serra da Arrábida, com 501 metros de altitude, conhecida pelos seus terrenos acidentados de fortes níveis situados na margem norte do estuário do Rio Sado e as suas características peculiares de clima temperado mediterrânico e flora rica em espécies mediterrânicas, tais como a Azinheira, o Sobreiro e o Carvalho.

CENTRO E SUL DE PORTUGAL

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

103


REVISTA BUSINESS PORTUGAL CENTRO E SUL DE PORTUGAL

Transporte de Qualidade TRANSPORTES BREJAL O lema da empresa Transportes do Brejal, sedeada na freguesia de Bustos, concelho de Oliveira do Bairro é “Crie, produza que nós transportamos” e, de facto, assim é há mais de 15 anos. Há mais de 25 se contarmos com a empresa inicial, da família de Noé Santos, atual gerente, e onde este aprendeu o seu ofício e os segredos de uma das profissões mais duras de todas.

D

e Oliveira do Bairro para o mundo, mais especificamente para os países nórdicos: Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia, os Transportes do Brejal propõem serviços de grupagem e cargas completas em one way ou round trip, com uma frota renovada e moderna de 25 viaturas próprias, adaptáveis a todos os tipo de cargas, desde as mais delicadas às mais volumosas ou pesadas, sempre com o profissionalismo que caracteriza esta empresa e lhe deu fama na região e além fronteiras. A opção por estes países foi natural, são países menos permeáveis a crises e com um sentido de compromisso sério, mercados constantes e responsáveis, parceiros com quem os Transportes Brejal se identificam e que se identificam com a filosofia desta empresa, que garante a rapidez de serviço com um nível de fiabilidade

104

incomparável. Num contexto nacional que sobrecarrega as pequenas e médias empresas, nomeadamente devido à carga fiscal, oscilações do petróleo e o sistema oneroso de portagens a somar a problemas como os assaltos frequentes (de combustível, cargas, motoristas), os seguros obrigatórios e preventivos, a manutenção e atualização constante de viaturas e as preocupações com a segurança e circulação rodoviárias tornam a área dos transportes numa espécie de roleta russa, é preciso um esforço contínuo de gestão e equilíbrio para garantir a sustentabilidade a longo prazo sem nunca abdicar da qualidade do serviço, afirma Nóe Santos. No ano de 2014, este esforço foi reconhecido e recompensado pela atribuição do galardão PME Excelência. Um estatuto de qualificação empresarial criado pelo IAPMEI e selo de reputação que destaca positivamente as empresas

que anualmente apresentam os melhores desempenhos económico-financeiros, criando condições de visibilidade acrescida a um segmento empresarial com contributos ativos para a economia e o emprego nacionais, bem como um incremento económico visível na sua região, graças aos seus rácios de solidez financeira e de rentabilidade (acima da média nacional) e à prova de pagamento atempado aos fornecedores, critério vinculativo para a obtenção deste prémio tido em conta a partir da edição de 2014. “Embora este não seja o objectivo final”, diz Noé Santos, “o reconhecimento público é muito importante na medida em que há um trabalho de bastidores que não é visível para o cliente, apenas o seu resultado, e este prémio significa que a empresa é saudável por fora e por dentro e, por isso, merecedora de toda a confiança”.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL CENTRO E SUL DE PORTUGAL

Kiwi - um fruto cada vez mais apetecido! kiwicoop - cooperativa frutícula da bairrada Considerado um dos dez melhores alimentos do mundo, o Kiwi é cada vez mais apreciado, especialmente por trazer vários benefícios para a saúde - regulador da parte intestinal- resultantes da sua riqueza nutricional – rico em vitamina C e E, entre outras. Fomos conhecer mais de perto este fruto de sabor exótico e de apresentação sui generis na KIWICOOP- Cooperativa Frutícola da Bairrada.

D

esde que foi fundada em 1988 por um grupo de Kiwicultores, a KIWICOOP não tem parado de crescer. Com um volume de produção que atingiu o ano passado as 6 mil toneladas, vai dar em 2015 mais um passo em frente com a ampliação das instalações, aumentando para o dobro a sua capacidade. José Carlos Soares, diretor da Cooperativa, explica esta estratégia de crescimento alicerçando-se nos números que mostram, claramente, que “hoje a procura é superior à oferta”. Apreciado pelas suas características únicas, conferidas garante António Almeida, vice-presidente da Kiwicoop, pelo clima e solo desta região, o Kiwi da Bairrada, única variedade produzida atualmente, está presente em todo o território nacional e além-fronteiras. O sabor, consistência da polpa, a forma e a apresentação garantem qualidades acrescidas ao Kiwi desta região que o diferenciam e tornam apetecível nos mercados externos para onde viajou em 2014 cinquenta por cento da produção. Alemanha, Espanha, Suíça e Holanda são para já alguns dos países onde

chegam os produtos da marca própria da Cooperativa, Bairrada e Bairrada Premium. A este respeito José Carlos Soares garante que os produtos “já ganharam o seu espaço, sendo muito apreciados e valorizados”. Para além destes, a Kiwicoop também vende para outras marcas nacionais e internacionais, mas pretende, cada vez mais afirmar a sua marca no mercado. Para isso estão definidas várias ações estratégicas que passam por investir num refresh completo da imagem, marcar presença nas redes sociais, importantes aliados da atualidade, e em feiras da especialidade, e ainda fazer um acompanhamento comercial junto dos atuais e futuros clientes “principalmente nos mercados onde queremos estar presentes, e onde possamos tirar vantagens da qualidade do nosso produto, em relação à nossa concorrência”, explica o diretor. Sendo uma organização de produtores reconhecida pela União Europeia, certificada pela norma NP EN ISO 9001:2008 e com produção certificada GOBALGAP, a kiwicoop garante kiwis de qualidade, produzidos segundo as melhores práticas agrícolas, respeitando o

meio ambiente. Com 300 associados e 47 funcionários é líder no mercado de kiwis e utiliza as melhores tecnologias de produção, valorizando a segurança alimentar, a qualidade do produto e a preferência do consumidor. Com o aumento das instalações, António Almeida explica que serão integrados 23 novos trabalhadores na equipa da Kiwicoop. As novidades passam também por introduzir outras qualidades como o kiwi amarelo, “que tem um sabor diferente, e pode captar outro público – alvo”. E ainda, apostar nos produtos de quarta gama - descascado e laminado - e no kiwi liofilizado, garantindo também por esta via chegar a novos consumidores. Tendo sido reconhecida como PME Líder, esta distinção representa, segundo José Carlos Soares, “uma maisvalia para a Cooperativa o que não deixa de ser sinónimo de cumprimento de todos os parâmetros exigidos.” E rematou: “coma kiwi, a sua saúde agradece”!

105


REVISTA BUSINESS PORTUGAL CENTRO E SUL DE PORTUGAL

Natureza, Cosmética e Bem - estar município de s.pedro do sul São Pedro do Sul é uma cidade portuguesa do distrito de Viseu, que tem nas Termas o ex-libris do concelho e que oferece “uma excelente qualidade de vida, combinando bem-estar, saúde e lazer” revela Vítor Figueiredo, presidente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, em entrevista à Revista Business Portugal.

vítor figueiredo Presidente

C

onhecida outrora como a Sintra da Beira, São Pedro do Sul é um concelho que se encontra “entre o litoral e o interior”. Com uma forte e manifesta identidade histórica, cultural e patrimonial, este concelho é abraçado pelos rios Sul e Vouga e emoldurado pelas serras da Arada, Gralheira e S. Macário. Com boas acessibilidades, diversos equipamentos públicos, de teor social e de serviço à população, S. Pedro do Sul é um concelho que aposta na qualidade de vida de quem cá reside. Com cerca de 17 mil habitantes, o município tem vindo a apostar na agricultura biológica e nas ervas aromáticas, na produção de mel e de castanha e nas indústrias de transformação de frango e ovos. “Estas atividades agrícolas e unidades de transformação fazem com que S. Pedro do Sul seja um concelho de referência na região

106

centro e que seja bastante procurado por pessoas que vêm de outras paragens, não só por questões turísticas, mas também por nos procurarem numa perspetiva de potenciarem a atividade económica nas demais áreas”, afirma Vítor Figueiredo. Com uma forte aposta no turismo, S. Pedro do Sul é muito mais do que termas. Para além de aqui se localizarem as melhores termas do país, reconhecidas pelas suas valências terapêuticas em várias áreas e com resultados perfeitamente visíveis e consideráveis, há também inúmeras ofertas de turismo de natureza, com paisagens deslumbrantes, associado ao turismo de saúde e bem-estar. No Município, os visitantes podem praticar desportos radicais nos rios, fazer caminhadas, visitar vários espaços de lazer como o Bioparque, ou apenas, contemplar as serras e as aldeias históricas preservadas que fazem de

S. Pedro do Sul um local de eleição na região centro. É impossível deixar de fazer referência à gastronomia excelente do município, onde se pode saborear a vitela de Lafões, o cabrito da gralheira e, ainda, o mel da serra.

Termas Apesar de todas as demais valências, a grande alavanca do desenvolvimento económico local passa pela indústria termal. As Termas de S. Pedro do Sul são a maior estância termal do país e da Península Ibérica, representando cerca de 30 por cento do termalismo praticado no país, o que faz com que sejam um agente ímpar na afirmação do concelho. Empregam diretamente cerca de duas centenas de pessoas e várias centenas indiretamente. O turismo é um foco da economia local, com grande enfoque no turismo termal. O termalismo é o grande


REVISTA BUSINESS PORTUGAL CENTRO E SUL DE PORTUGAL

atrativo do concelho, passando todos os anos pelas termas, perto de 20 mil aquistas. Com tratamentos vocacionados para ações terapêuticas no âmbito dos problemas respiratórios e reumatológicos, as termas são o local ideal para toda a família. “Na realidade fazem bem a tudo - ao corpo, à alma e à mente”, sublinha o presidente.

Cosmética Em agosto de 2014 foi lançada no mercado a primeira linha dermocosmética nacional com incorporação de água termal, oriunda de São Pedro do Sul. Os produtos dermocosméticos AQVA são criados com base de água termal e já são uma referência em termos de qualidade, sendo que no primeiro ano já venderam mais de seis mil unidades. AQVA é assim, uma linha dermocosmética inédita em Portugal, a primeira no país a trabalhar, neste âmbito, as potencialidades termais. Os primeiros produtos AQVA fazem parte da linha hidratante, composta por creme de rosto, vaporizador de água termal, sabonete, creme corporal, óleo corporal e gel de banho. Atualmente, estes produtos podem ser encontrados no Balneário Rainha D. Amélia e Spa Termal, na loja termal do Balneário D. Afonso Henriques, via internet na página

web e nas farmácias e nos espaços de saúde e bemestar do concelho, mas futuramente tencionam alargar a distribuição a todo o país. Os produtos AQVA foram formulados por profissionais de saúde e são testados dermatologicamente, hipoalergénicos e têm eficácia comprovada, uma vez que conseguem manter as características hidratantes, suavizantes e apaziguantes da água termal de S. Pedro do Sul.

Festividades Numa política de valorização dos produtos endógenos, realizam-se alguns certames com algum impacto local e até regional. A Feira da Vitela de Lafões, realizada em Manhouce, nos próximos dias 23 e 24 de maio; o Festival da Água, realizado nas Termas de S. Pedro do Sul em agosto, que tem como finalidade a promoção da estância termal e das águas características do concelho; o Festival do Feijão em outubro que permite valorizar e potenciar um recurso endógeno que em tempos teve alguma relevância no concelho, e ainda, a festa da castanha e do mel que se realiza em novembro. “O mel e a castanha de S. Pedro do Sul possuem um paladar único, devido ao nosso enquadramento natural, que permite

o desenvolvimento da urze e da carqueja, propiciadas pelos recursos geológicos que dão ao mel e à castanha um sabor inigualável”, explica o presidente.

Futuro “Numa perspetiva de fixação de pessoas, que tem de ser esse um dos objetivos de uma autarquia sobretudo do interior, o que nós pretendemos é criar medidas que permitam que quem cá esteja consiga continuar por cá, que não saia mais gente do que o que já saiu e que tenham uma vida condigna, com uma qualidade de vida acima do que têm neste momento. Depois, criar um conjunto de medidas de apoio social aos mais carenciados e às famílias em dificuldades, face à conjuntura económica em que vivemos. E ainda, se possível, alavancados numa maior promoção de atividade turística do município e em alguma dinamização do tecido empresarial - criar cada vez mais emprego no concelho e ter cada vez mais gente a viver em São Pedro do Sul”, conclui o presidente.

107


REVISTA BUSINESS PORTUGAL CENTRO E SUL DE PORTUGAL

Uma freguesia com história junta de freguesia de azeitão Com vários projetos para a freguesia, Celestina Neves, presidente da freguesia de Azeitão, deu a conhecer à Revista Business Portugal a freguesia e as suas potencialidades.

CELESTINA NEVES Presidente

A

zeitão é uma freguesia do litoral, do concelho de Setúbal com cerca de 20 mil habitantes. O seu nome surge da reorganização administrativa do território das freguesias, pela união das antigas freguesias de S. Lourenço e de S. Simão, ambas implantadas na região denominada Azeitão. A sua localização permite-lhe usufruir de praias de costa Atlântica e, ainda, uma zona de vegetação protegida - Serra da Arrábida, com 501 metros de altitude, conhecida pelos seus terrenos acidentados de fortes níveis situados na margem norte do estuário do Rio Sado e as suas características peculiares de clima temperado mediterrânico e flora rica em espécies mediterrânicas, tais como a Azinheira, o Sobreiro e o Carvalho. Com bastantes equipamentos públicos, de teor social e de serviço à população, boas acessibilidades, esta é uma freguesia que qualifica a vida de quem cá reside. “A nível de ensino houve uma aposta muito grande, do município, nas escolas do ensino básico. Atualmente temos, boas escolas e jardins de infância, destacando a grande escola da Brejoeira. Moderna, com tudo o que hoje as regras de ensino exigem. Houve de facto um grande investimento do município de Setúbal em Azeitão, o que é uma vantagem para os casais jovens

108

que têm filhos”, afirma Celestina Neves, presidente da freguesia. Em termos empresariais, embora não seja uma zona industrial, tem também nos seus domínios algumas empresas de referência nacional e internacional, tais como o José Maria da Fonseca, a Bacalhôa – Vinhos e a Refrige Coca-Cola. “Basta analisarmos o enquadramento da freguesia. Azeitão está junto à Serra, junto ao mar, perto da capital do país e a dez minutos de Setúbal. Também o facto de as pessoas terem, na sua maioria, habitações

unifamiliares, permite um ambiente calmo e com uma envolvência excelente. A possibilidade de caminhar e andar de bicicleta pela serra e, sempre que o tempo o permite, poder usufruir das nossas praias - Portinho da Arrábida, Galapos ou Galapinhos. Azeitão proporciona, sem dúvida, uma boa qualidade de vida”, comenta a presidente. Quem visita a freguesia tem muito para visitar e vários sabores para experimentar, tais como as famosas tortas de Azeitão, o moscatel, os vinhos e o célebre queijo de Azeitão, “ícones gastronómicos locais muito apreciados


em todo o país”. Relativamente a locais de interesse histórico e património edificado na freguesia podemos visitar a Fonte dos Pasmados, a Quinta das Torres, a capela da Nossa Senhora del Cármen, as igrejas de São Lourenço e de São Simão, o Palácio da Bacalhôa, o museu José Maria da Fonseca e a capela de São Pedro de Alcube.

Ação social “Azeitão a nível de rede de apoio social está bem servido, tem instituições de muita qualidade, bastante interventivas e que fazem um ótimo trabalho no terreno. A Misericórdia tem um hospital de cuidados continuados, consultas em várias especialidades, centro de dia, apoio ao domicílio e um lar. A AURPIA – Associação Unitária dos Reformados, Pensionistas e Idosos de Azeitão tem um lar de dia, internamento e ainda apoio ao domicílio. A associação Meninos de Oiro vocacionada para jovens, e a CASA uma associação de distribuição de alimentos e outros apoios”, explica a presidente.

Festividades Sendo conhecida pela freguesia “sempre em festa” Azeitão realiza vários certames durante todo o ano. De 22 a 24 de maio realiza-se as Tradições, Sabores e Aromas de Azeitão onde podemos encontrar produtos típicos da região dispostos em “várias casinhas feitas em palha que representam uma aldeia, fazendo a ligação às raízes de Azeitão”. De 12 a 14 de junho irão recomeçar as Festas do Morango, um fruto que representa uma parte da freguesia, os Brejos de Azeitão. De 2 a 5 de julho realizam-se as festas da Arrábida, com o Círio “onde se juntam cavaleiros e a fanfarra para levarem a Nossa Senhora ao convento”. No dia 25 de julho irá se realizar uma noite de fado, em Oleiros. E no dia 29 de agosto uma noite espanhola. Em agosto realizar-se-ão as festas de São Simão em Vendas, as festas de São Lourenço em Vila Nogueira, e as festas da Nossa Senhora da Conceição na Aldeia da Piedade. E em setembro as festas da Nossa Senhora da Saúde, em Vila Fresca de Azeitão, que têm mais de 300 anos.

Projetos Futuros Relativamente a projetos futuros pretendem continuar, juntamente com a Câmara, o saneamento básico, recuperar todo o Rossio de Vila Nogueira de Azeitão, recuperar a praça de Vila Nogueira e, ainda, recuperar o antigo edifício da GNR. Continuar a trabalhar com a Câmara Municipal e outras instituições e também com as forças vivas de Azeitão. “Com o empenho de todos conseguiremos fazer mais e melhor, para servir as populações”, conclui.


ENSINO SUPERIOR

REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

O

Sistema de Ensino Superior em Portugal é um sistema binário que integra universidades e institutos politécnicos com estruturas de organização e dimensão diversificadas e de diferente natureza jurídica, com instituições públicas – incluindo a Universidade Aberta e as instituições de ensino superior militares e policiais – e instituições privadas que, por seu turno, abrangem a Universidade Católica Portuguesa. As universidades públicas oferecem um total de 2.126 ciclos de estudos, com quase 70 mil vagas e concentram, atualmente, cerca de 183 mil estudantes. 44. Os mestrados constituem o maior segmento da oferta das universidades públicas, com 1.017 ciclos de estudos, quase metade da totalidade dos ciclos de estudos deste tipo de instituições. 45. Os doutoramentos são um dos pontos fortes das universidades públicas e, seguramente, um elemento estruturante de qualquer intervenção sobre o sistema de ensino superior. As universidades públicas oferecem, atualmente, quase 500 ciclos de estudos de doutoramento. Nesta edição trazemos-lhe dois exemplos de ensino de excelência em Portugal. O Departamento de Engenharia e Gestão Industrial da Universidade de Aveiro e a Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viseu figuram as nossas próximas páginas.

110


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ENSINO SUPERIOR

Inovar, apostar e transformar o futuro universidade de aveiro - departamento de economia, gestão e engenharia industrial No centro do país, a Universidade de Aveiro faz surgir um destaque nacional. O Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial (DEGEI) tem relevo pela excelência na investigação e pelo foco no aluno, mostrando cada vez mais que a aposta na ciência deve caminhar lado a lado com o investimento no capital humano e no futuro profissonal. O ensino do turismo é um dos realces do DEGEI, sendo uma das prioridades o seu constante desenvolvimento. Em entrevista, o professor catedrático Carlos Costa, diretor do departamento, explica a importância deste setor para o cenário da economia nacional, e diz por que Aveiro é o pólo do estudo aplicado no país.

carlos costa Diretor do DEGEI

Uma questão de postura, investimento e foco Parte de um dos mais interessantes campus do país, o DEGEI – Departamento de Economia e Engenharia Industrial, surge como um dos mais importantes departamentos de investigação e ensino em Portugal. Com cerca de mil e quinhentos alunos inscritos, o turismo é, sem dúvida, uma das áreas mais fortes do departamento. Carlos Costa é diretor do departamento desde 2013 e um nome a ter em conta por todo o país. Atualmente é professor catedrático, diretor do Programa

Doutoral em Turismo, diretor da Revista de Turismo & Desenvolvimento e representante da Universidade de Aveiro em diversas organizações nacionais e internacionais ligadas ao setor. Apaixonado pelos temas do território, da população e do desenvolvimento, o responsável máximo pelo departamento é um defensor do estudo aplicado e das medidas de permeabilidade que permitem aos alunos um primeiro contato com o universo profissional. Com uma imagem que representa uma importante posição dentro da Universidade de Aveiro, o DEGEI colhe hoje os frutos plantados há muito. É a escola de turismo mais antiga do país, com uma licenciatura criada em 1988, e abriga o primeiro doutoramento desta área no país, iniciado em 1995. Em 2004, o departamento deu forma à primeira revista científica na área do turismo e, ainda neste setor, criou em 2007 a única empresa spin-off do país, nascida com origem nos projetos de investigação do DEGEI. Hoje tem estatuto de excelência na investigação e promete crescer ainda mais nesta área.

O DEGEI, o turismo e o futuro Carlos Costa acredita que o futuro da economia nacional passa, sobretudo, pelo turismo. Para o professor, este é um indicador que revela o alto valor do setor e desperta as atenções da sociedade. Sendo o DEGEI um departamento pioneiro no ensino desta especialidade, o diretor prevê um amanhã com a continuidade dos bons resultados até agora apresentados. “O futuro do país passa totalmente pelo turismo, e neste sentido, prevê-se que continuemos a trabalhar com muitos alunos. Internacionalmente, o turismo é o número um em volume de negócios, e há a crença no

seu constante crescimento. Portugal está entre os 20 maiores destinos turísticos mundiais e isto vai refletir também entre as nossas fronteiras. Este é claramente o negócio do futuro”, enfatiza o professor Carlos Costa.

A missão: ensinar, empregar e estimular o negócio Uma das mais fortes prioridades do DEGEI é criar medidas para a permeabilidade dos alunos, promovendo a universidade dentro do mercado de trabalho. O número de vagas abertas por ano é ponderado com base nos indíces de empregabilidade. Neste sentido, o departamento está a trabalhar para tornar os cursos mais práticos e polivalentes. “Queremos substituir as teses de mestrado por períodos de estágio em empresas. Eu quero que eles estejam a trabalhar, porque assim ganham espaço e a confiança do mercado. Tínhamos 90 por cento dos alunos a fazer teses de mestrado, e 10 por cento em estágios. Este ano vamos ter o inverso: 90 por cento a finalizar os mestrados em regime de estágios, e 10 por cento envolvidos em teses”, explica o nome à frente do DEGEI. Uma grande sala do departamento vai, sem nenhum custo agregado, receber empresas e criar impulso para o mercado. Esta é uma medida que visa encaminhar os estudantes para o mercado de trabalho, oferecendo soluções para que os negócios nacionais cresçam e possam aumentar a oferta de emprego. “Encaminhar para o mercado do trabalho é uma das maiores missões que assumimos. A missão do professor é de facto ensinar, mas hoje o ensino passa também pelo acompanhamento do aluno, encaminhando ao trabalho”, enfatiza o professor Carlos Costa.

111


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ENSINO SUPERIOR

Referência na educação da saúde Escola superior de saúde de viseu A Escola Superior de Saúde de Viseu (ESSV) é uma instituição de Ensino Superior Público integrada no Instituto Politécnico de Viseu, herdeira da antiga Escola de Enfermagem de Viseu criada em 1971 e reconvertida em Escola Superior de Enfermagem de Viseu após a integração do ensino de enfermagem no sistema educativo nacional ao nível do ensino superior politécnico. Assim, há 40 anos que a oferta formativa e os resultados de rigor na área da saúde têm logrado a esta escola angariar prestígio nacional e internacional.

A

procura por parte de alunos de todo o país (continente e ilhas) e a integração de quase 100 por cento dos seus licenciados, mestrados e pós-graduados no mercado de trabalho no contexto atual são dois dos maiores motivos de orgulho, tendo sido recentemente selecionados de uma só vez 15 recém licenciados para integrar uma unidade de saúde portuguesa. Entre as muitas razões do seu êxito, Carlos Pereira, presidente da ESSV, aponta a extrema competência do corpo docente, todos os professores são doutorados; a participação constante dos alunos e professores em conferências, congressos e colaboração com publicações como o European Journal of Public Health, o American Journal of Epidemiology, a Phsycology and Health e a Atención Primária o que lhes permite manter um nível de conhecimento e inovação muito acima da média e, claro, a investigação. A investigação é para a ESSV um dos pilares da sua estratégia. Alunos e professores são constantemente contactados e requisitados por várias instituições de reconhecido mérito para colaborar com equipas de investigação. A par disto, a ESSV integra o Centro de Estudos em Educação, Tecnologia e Saúde (CI&DETS), unidade acreditada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, que funciona como uma plataforma que permite a professores e alunos concorrerem a bolsas e financiamentos para projetos de investigação. Entre os projetos em andamento e com mais destaque contamse os do estudo da obesidade, vigilância da gravidez, hipertensão, saúde oral, ou o da Helicobacter Pylori (HP) em que foram analisados 447 sujeitos com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos, tendo ficado provado que um terço destes adolescentes estava infetado com a doença. Mais recentemente, um estudo sobre a insónia em 26 escolas públicas do terceiro ciclo do ensino básico e secundário do distrito de Viseu concluiu que um em cada três adolescentes (dos 12 aos 18 anos) sente sonolência durante o dia e ainda que 8,3 por cento dos adolescentes sofriam de insónia e 21,4 por cento de sintomas de insónia. O curso de licenciatura em enfermagem tem uma procura muito significativa com candidatos de todo o país e que ultrapassam em muito as vagas colocadas a concurso.

112

carlos pereira Presidente


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ENSINO SUPERIOR

Nos cursos de pós gradução, Carlos Pereira, presidente da ESSV destaca as áreas de Cuidados Paliativos e de Fim de Vida (que procura desenvolver competências e formar os profissionais da área da Saúde, habilitandoos para cuidar a pessoa/família/cuidador a vivenciar processos de saúde/doença crónica e/ou paliativa com vista à promoção da saúde/qualidade de vida, prevenção e tratamento da doença, readaptação funcional e reinserção social, ou acompanhamento do processo de morte e de morrer em todos os contextos de vida) e o curso de Gerontologia e Geriatria (habilitando-os para cuidar a pessoa/família/cuidador a vivenciar processos de vida em gerontologia, contribuir para que a pessoa idosa tenha objetivos de vida realistas e concretizáveis e, deste modo, potenciar a saúde, a qualidade de vida e o bem estar do cidadão idoso), duas das áreas atualmente mais necessárias no nosso país e com mais falta de recursos especializados, “com o envelhecimento da população e a proliferação de doenças crónicas, estes cursos tornam-se instrumentos valiosos para a formação contínua dos nossos técnicos de saúde”. O curso de Gestão e Administração dos Serviços de Saúde desde o

seu inicio, e já vai na sexta edição, tem tido uma enorme procura com candidatos de todas as áreas da saúde e de todo o país. A escola tem em funcionamento vários mestrados nas áreas clássicas de especialização reconhecidas pela Ordem dos Enfermeiros: Enfermagem de médicocirúrgica, de reabilitação, de saúde infantil e pediatria, de saúde materna e obstetrícia, de saúde comunitária e de saúde mental. Tem em funcionamento ainda um mestrado na área de Educação para a Saúde Para o futuro, a ESSV destaca o esforço de internacionalização e cooperação com vários países europeus no âmbito de programas de mobilidade. Fora da Europa, o Brasil surge como um dos principais parceiros, tendo já várias acordos firmados com instituições de ensino (tais como a Universidade do Rio de Janeiro, a Universidade do Amapá e a Universidade Federal de Roraima) e a vontade de conseguir chegar a mais pessoas na divulgação do conhecimento científico e dos benefícios da investigação, sempre com vista ao melhoramento da vida e saúde de todos.

Recentemente, o Instituto Politécnico de Viseu ganhou destaque internacional ao surgir no 1º lugar dos politécnicos portugueses na edição desse ano do Ranking Web of Universities (Ranking de Universidade na Web), um estudo de cerca de 21000 instituições de ensino mundiais que promove a qualidade online dos sites, tendo como indicadores o impacto (aumento da internacionalização), a abertura (apoio aos repositórios institucionais) e a excelência (optimização do impacto da investigação).

113


INOVAR PARA CRESCER

REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

I

novar é a palavra de ordem em qualquer empresa. O desafio passa por transformar ideias novas em resultados sustentáveis e a inovação passa muito pela internacionalização, pela ligação às universidades e pela criatividade em fazer algo diferente e inovador. No mundo globalizado, onde vivemos, a inovação é fundamental para uma empresa pois permite-lhe concorrer internacionalmente com outras organizações e consequentemente, gerar cada vez mais lucros. Outro dado importante neste processo é a própria estimulação dos colaboradores em desenvolverem conceitos novos e diferentes com o objetivo de conquistar novos mercados, sempre desejosos de produtos e serviços que os surpreendam. A insatisfação com o presente e a vontade de transformação de um futuro diferente, considerado melhor, devem ser consideradas como as grandes forças renovadoras das empresas. Uma inovação sustentada pode estabelecer o sucesso e o crescimento de uma empresa, seja qual for a sua dimensão ou posicionamento no mercado. Parar no tempo, consequentemente é ditar a própria sentença seja qual for o setor de atividade de uma determinada empresa. Em Portugal, a procura pela inovação começa a ser uma realidade e resultado disso é o surgimento de uma política para a inovação assente nos pequenos/médios empresários, que apesar das dificuldades, conseguiram vingar num mundo tão competitivo como é o mercado de trabalho.

114


condecoração no têxtil e vestuário presidente da república condecorou várias personalidades

O Presidente da República assinalou os 50 anos da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) com uma sessão de homenagem à industria do setor. Durante a sessão, o Presidente condecorou várias personalidades com o grau de Comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Industrial: Alberto Queiroga Figueiredo (Impetus); Ana Sousa (Flor da Moda e Ana Sousa); José Vilas Boas Ferreira (Grupo Valérius); Maria da Conceição Martins Dias (Grupo Diastêxtil); Mário Jorge Machado (Estamparia Têxtil Adalberto Pinto da Silva); Sérgio Manuel da Silva Neto (Petrotex).


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER

Força. Versatilidade. Competência valerius group Talvez estes sejam os adjetivos que melhor caracterizam a Valérius Group. Sob a orientação de José Vilas Boas, este grupo conta já com sete empresas no setor têxtil. A sua atividade têxtil assenta na produção de vestuário exterior em malha, fabricando uma gama diversificada de artigos direcionadas para homem, senhora e criança, essencialmente para exportação. São fabricadas cerca de 35 mil peças por dia que têm como destino a exportação para quatro continentes. Um dos pontos altos da empresa aconteceu recentemente, aquando da 4ª Jornada do Roteiro para uma Economia Dinâmica do Presidente da República. José Vilas Boas foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Industrial.

josé vilas boas Presidente

O

CEO fez questão de dedicar esta condecoração a todos os seus colaboradores, pois “a honra deste reconhecimento vem da excelência de uma equipa que luta destemidamente, e da certeza que nada seria possível sem a sabedoria, a dedicação e a paixão de cada um”. Questionado sobre o porquê desta atenção para com aqueles com quem trabalha, José Vilas Boas afirma que são as pessoas quem fazem a empresa, pelo que

116

o reconhecimento, obrigatoriamente, se estendem a todos. “Há que valorizar os nossos próprios recursos. Em tempos difíceis como os que atravessamos, temos a obrigação de fazer o melhor pelos nossos funcionários. Dedicar-lhes a eles esta comenda é também fazer o melhor por eles”, acrescentando que “a realidade é que somos o que somos graças aos nossos trabalhadores. Quem faz a nossa força são os nossos clientes e quem conquista os mesmos são os nossos colaboradores”.

O reconhecimento por parte de Cavaco Silva à própria indústria têxtil é uma atitude que muito honra este empresário do ramo. “É o reconhecimento por parte da mais alta entidade nacional a uma indústria que, para muitos, tinha os dias contados. Há duas décadas fomos brutalmente atingidos pelo choque da liberalização do comércio internacional e da redução de barreiras protecionistas, e foram poucos os que acreditaram que nos fosse possível escapar à concorrência pelo preço


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER

e criar produtos diferenciados, inovadores, de elevada qualidade e design como as que, aliás, sempre criamos”. José Vilas Boas acredita ser fulcral à sociedade e às entidades competentes perceberem que um país não pode viver apenas de serviços e que o papel do setor industrial é deveras importante na economia nacional. “Temos um papel central na recuperação económica, no crescimento e na criação de emprego, além de que somos um dos principais motores das exportações”. O grupo, situado no concelho de Barcelos, tem no setor têxtil mais de 425 trabalhadores contratados de forma direta, sendo que a estes se somam os indiretos, que rondam as mil pessoas. No passado ano de 2014, segundo dados disponibilizados pelo grupo, o Valerius Group faturou um montante de 28 milhões nas diversas unidades de negócio têxtil. Toda a sua produção teve como destino o mercado externo.

Recuperação de um setor Numa estratégia de crescimento sustentado e profissionalizado, o Valerius Group tem adquirido algumas empresas insolventes na área têxtil, recuperando os seus colaboradores, instalações e equipamentos. Os dois exemplos mais recentes são a Junius e a Erius. A primeira vai buscar a sua designação à Deusa Juno, representativa de poder, energia e proatividade. A Junius funciona em Vila Seca, num local onde outra empresa do mesmo setor encerrou portas, depois de entrar em insolvência, e permitiu absorver 30 dos trabalhadores da antiga unidade. Esta acolha um centro de desenvolvimento e está preparada para fazer um serviço de alta rapidez, permitindo fazer entregas no prazo de quatro semanas, o que cria um ritmo alucinante mas, ao mesmo tempo, muita dinâmica. Esta unidade produtiva forte e competitiva, a sua estratégia baseia-se na especialização produtiva na área dos têxteis de malha circular, apostando igualmente numa nova área produtiva para o grupo, nos têxteis técnicos, nomeadamente roupa desportiva e interior. O seu foco está ainda direcionada para a produção e design próprios para segmentos de elevado potencial, assim como na produção de coleções próprias no mercado europeu. Já a Erius – Unidade Industrial de Vila Nova de Famalicão, a aquisição mais recente, vê a sua designação nascer do Deus Eros, do amor, sinónimo de cuidado, perfeição e estilo sob medida para aqueles que procuram um pouco de luxo e fantasia nas suas vidas. A Erius já está a funcionar há cerca de dois meses, contando com 60 colaboradores que, em breve, passarão a 100. E porque a diferenciação é um dos pontos fortes do grupo, está prevista para setembro a reativação da estamparia já existente, recuperando não apenas recursos humanos, mas também serviços que distinguirão o Valerius Group das demais empresas têxteis existentes no país. Com 27 anos de experiência, este grupo empresarial assistiu às mudanças da área têxtil e ao desaparecimento de muitas unidades. José Vilas Boas defende que é necessário existir uma cultura diferente “porque até há bem pouco tempo achava-se que se podia fazer

tudo em Portugal e que a indústria têxtil era flexível em demasia, o que levava a que as grandes série fossem feitas na Ásia e no nosso país apenas o que restava, e tal realidade não era comportável”, reiterando que “o elemento diferenciador no têxtil está em Portugal, indiscutivelmente. Até porque os porque os portugueses são os melhores a fazer tudo”.

Uma marca internacionalizada Com uma aposta cada vez mais consolidada nos mercados internacionais, na distribuição e reforço da sua carteira profissional, o Valerius Group tem vindo a assegurar a sua competitividade de forma sustentável a longo prazo. Com representação em Espanha, através da Valerius España, Lda e em Inglaterra com uma parceria comercial local a Valerius UK, Ltd, o grupo marca a sua presença tendo ainda na sua força comercial, para além de diversas equipas multidisciplinares radicadas nas empresas produtivas, um grupo de colaboradores intitulados de ‘comerciais avançados’, sendo estes nativos dos mercados onde atuam. “Costumo dizer à minha equipa comercial que temos que estar sempre à porta do cliente. Quando este abrir a porta da sua empresa para sair à procura de algo, nós já temos que lá estar”, diz, num sentido figurado, o CEO. “Temos sempre um comercial no ar”, refere. “Estando no coração do cliente e respondendo com eficácia às suas necessidades, estes ‘comerciais avançados’ passam ainda uma semana por mês nas fábricas do Valerius Group conseguindo o grupo, desta forma, uma simbiose quase perfeita entre as necessidades do cliente e as condições e interesses das fábricas”, esclarece José Vilas Boas, acrescentando que “99 por cento do nosso cliente final está no mercado externo”.

Valerius Group em números Valerius Texteis 30.000 peças por dia, adaptada a médias e grandes séries 110 peças/semana em secção independente de produção de novos modelos-proposta 6 elementos no departamento de modelagem, que trabalham desde o molde ao fiting final 4 espaços de showroom Erius 10.000 peças por dia, adaptada a pequenas séries Máquina de corte de alta precisão 6 elementos no departamento de modelagem, que trabalham desde o molde ao fitting final 7 dias é o tempo necessário para envio de amostras 4 espaços de showroom Junius 40.000 peças por dia, com alta capacidade de produção integrada 6 elementos no departamento de modelagem, que trabalham desde o molde ao fitting final 72 horas para fornecer amostras a clientes Logística otimizada para grandes quantidades e séries Especializada em matérias técnicas Showroom com uma ampla gama de produtos e otimizada

comenda da ordem de mérito industrial recebida pelo presidente do conselho de administração da valerius group

117


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER

De pedra e cal pmp calçadas Inserida no coração do concelho de Viseu, mais precisamente na freguesia da Bodiosa, está uma das empresas Gazela 2015, distinção que remete ao reconhecimento internacional de uma marca. A PMP Calçadas trabalha na área da construção civil, cresce a olhos vistos, ultrapassa barreiras e firma o seu nome no setor. Faz parte de uma importante base de sustento do sistema, garantindo a continuação de importantes obras públicas. É este, aliás, um dos seus mais importantes nichos de mercado. Uma janela traduzida na oportunidade de conquistar a solidez do negócio.

Pedro Portela Administrador

C

riada em 2009, após um longo período de trabalho em nome individual, a empresa PMP Calçadas é agora reconhecida como uma empresa Gazela, conceito assumido internacionalmente e que corresponde a organizações jovens, e com elevados índices de crescimento sustentado. A decisão surge por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, e visa destacar casos de sucesso. Com uma experiência de 25 anos na sua área específica, Pedro Portela deu arranque à empresa e multiplicou os seus serviços. Inicialmente, o trabalho estava centrado apenas nas calçadas, mas o desenvolvimento das operações comerciais impulsionou a expansão do conceito, e hoje a empresa atua com o auxílio de maquinaria, executanto obras públicas e privadas, para além de saneamento. A distinção Gazela foi recebida como “o reconhecimento

118

público do nosso trabalho, trazendo para mais perto a imagem que têm de nós”, orgulha-se o proprietário, salientando ainda que “serviu para dar conta que o trabalho dá frutos, e que demos um salto muito grande”. Obras públicas Após um grande trabalho realizado em conjunto com a Câmara Municipal de Anadia, a empresa teve adjudicadas duas importantes obras públicas, e este foi o primeiro arranque para o aumento do volume de negócios. Esta parceria com a autarquia de Anadia assegurou que a PMP Calçadas conseguisse trabalhar com uma maior estabilidade, e ofereceu a garantia de credibilidade financeira diante das exigências do setor. “Anadia é um exemplo nos pagamentos (...) Deramnos dinheiro quando já nem estávamos habituados e isto permitiu o nosso investimento em maquinaria, por

exemplo”, refere o empresário. Com uma produção voltada, sobretudo, para o mercado nacional, a empresa Gazela concentra 60 por cento do seu trabalho na execução de obras públicas. Concluir obras que as grandes empresas não conseguem é uma das tarefas mais executadas pela PMP Calçadas. Criada numa altura de crise económica nacional, onde o encolhimento do mercado das construções foi notório, a empresa encaixou o seu nome de acordo com a necessidade do mercado, e viu aí a oportunidade de crescer e manter as atividades. Quando as grandes empresas se viam impedidas, por questões de ordem financeira, de realizar a conclusão de obras públicas e cumprir o compromisso estabelecido com o Estado, Pedro Portela viu a importância de criar importantes e fundametais parcerias com as grandes empresas, como é o caso da MRG, tida como exemplo de confiança. Pedro Portela diz que a maior dificuldade de ser uma pequena empresa neste mercado é ter a tarefa de manter o funcionamento das maiores. Com prazos de pagamento situados entre os 60 e 90 dias, o empresário explica que solidez financeira é caráter essencial para estar na base do setor, uma vez que “alguns dos grandes nomes do mercado já não conseguem existir sem que tenham por trás uma empresa pequena como a PMP”. Isto acontece porque a atual estrutura de uma grande empresa prevê apenas o trabalho dos engenheiros e diretores de obras, deixando assim escapar a importância de uma equipa para o seu funcionamento. “Somos pequenos, mas temos que assegurar o trabalho dos grandes (...) nós somos a mão de obra e uma base fundamental para o sistema”, explica Pedro Portela. Suportar os prazos de pagamentos impostas dá luta, e faz falta o apoio à pequena empresa. “Nunca tivemos apoio estatal, portanto é muito mais difícil”, desabafa. Ainda assim, para esta empresa, o sucesso tem sido garantido.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER

Um conceito profissional cunha e associados A Sociedade de Advogados Clementino Cunha e Associados, R.L., teve a sua raiz no escritório fundado por Clementino Fernandes Cunha, no ano de 1980. Fruto do crescente número de clientes e da necessidade de dar resposta às diversas especificidades jurídicas, o escritório agregou outros advogados, privilegiando a formação especializada. Atualmente, a Sociedade é constituída por dois sócios, cinco associados, três advogados- estagiários e cinco colaboradores. Conversamos com Clementino Fernandes Cunha a propósito do programa ‘Portugal 2020’.

clementino cunha Sócio

O que difere esta sociedade de advogados as restantes existentes no mercado? O que a distingue das restantes existentes no mercado é a sua localização no Norte do país, com sede em Fafe e delegação em Braga, onde não existem respostas especializadas para os diferentes ramos do Direito, e que a CCM tem capacidade para dar. Em que departamentos jurídicos atuam? A equipa de advogados da CCM atua em todas as principais áreas do Direito, estando organizada em seis departamentos, designadamente, Civil, Fiscal e Direito Empresarial, Penal, Trabalho, Administrativo, Ambiente e Urbanismo e Registos e Notariado. A Sociedade Clementino Cunha & Associados – Sociedade de Advogados, RL, pauta-se como sempre se pautou por desenvolver um esforço contínuo de compreensão e antecipação das necessidades e interesses das empresas, empreendedores que diariamente nos procuram, pelo que, no âmbito do anterior quadro de apoios comunitários, desenvolveu um serviço integrado de apoio jurídico e coordenação de candidaturas ao Portugal 2020. Nesta edição em particular damos destaque ao

120

“Portugal 2020”, um programa que contempla a política de desenvolvimento económico, social e territorial para promover o país até ao ano de 2020. De modo a que elucidemos os nossos leitores sobre o mesmo, peço-lhe que nos explique um pouco mais sobre o que é e o que pretende com este programa. Consiste num Acordo de Parceria adoptado entre Portugal e a Comissão Europeia, que reúne os cinco fundos europeus FEDER, Fundo de Coesão, FSE, FEADER e FEAMP. No que diz respeito às prioridades de intervenção dos fundos comunitários, o Portugal 2020 inclui quatro domínios temáticos principais: Competitividade e Internacionalização; Inclusão Social e Emprego; Capital Humano; Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, sendo certo que o programa com maior dotação é o POCI. O Portugal 2020 será operacionalizado através de 16 programas operacionais, destacando-se os referidos quatro Programas Operacionais Temáticos, cinco Programas Operacionais Regionais no Continente (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve) e ainda um Programa de Desenvolvimento Rural no Continente (PDR 2020). Este programa pretende promover o desenvolvimento económico, social, ambiental e territorial necessário para apoiar, estimular e assegurar um novo ciclo nacional de crscimento e de criação de emprego. Projeta-se que, até 2020, a economia nacional crescerá assente em padrões de inovação e qualificação empresarial, que promovem a criação de emprego e riqueza. A quem se destina o mesmo? Os destinatários do Portugal 2020 variam consoante o Programa Operacional. Assim, o Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI) tem como principais destinatários as empresas. Por sua vez, o Programa Operacional Temático Inclusão Social e Emprego (POISE) destina-se essencialmente a organismos da Administração pública e entidades privadas com ou sem fins lucrativos. O Programa Operacional Capital Humano (POCH) visa promover o aumento da qualificação da população, melhorando o sucesso escola e reduzindo o abandono, promovendo a igualdade, a coesão social e o desenvolvimento pessoal e da cidadania, tendo a

dotação deste fundo como principais destinatários os organismos públicos. O Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR) pretende contribuir para um crescimento sustentável, respondendo aos desafios de transição para uma economia de baixo carbono, assente numa utilização mais eficiente de recursos e na promoção de maior resiliência face aos riscos climáticos e às catástrofes, encontrando-se os seus destinatários divididos por eixos. No que respeita ao Programa Setorial PDR 2020, pretende-se promover a competitividade e a sustentabilidade do setor agro-alimentar e a dinamização do meio rural, incentivando-se o empreendedorismo e viabilizando-se sistemas tradicionais relevantes em termos ambientais e de ocupação do território, promovendo assim o desenvolvimento do tecido produtivo e social nas zonas rurais. Na sua opinião, que eixos de investimento deverão receber mais atenção? Estamos a aflar de uma oportunidade para evoluirmos no mercado? De que modo? O eixo de investimento de maior aposta neste Portugal 2020, e com o qual concordamos, é o destinado à promoção da competitividade do tecido empresarial português. Com efeito, ao colocar o foco nas empresas assegura-se a garantia de uma maior execução do programa no global, garantindo um crescimento sustentável e menos permeável à desaceleração fruto da diminuição do investimento público como se verificou nos últimos anos. Este programa representa neste particular uma inversão de sentido face ao QREN em que a maioria dos fundos tinha como destinatário o investimento público. O programa assimilou, assim, aquilo que é uma necessidade da nossa economia, numa altura de recuperação económica, em que o sistema financeiro se demitiu de financiar a atividade económica ou o faz em condições inacessíveis para a maioria das empresas, designadamente no que às PMEs diz respeito, a encontrar fontes de financiamento alternativas que permitam às empresas incrementar a sua competitividade, introduzir fatores de inovação, ou internacionalizar a sua atividade. Veja-se, a titulo exemplificativo, que os incentivos a conceder no âmbito da inovação empresarial e empreendedorismo revestem a forma de Incentivo Reembolsável, sendo que, pela


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER

utilização do incentivo reembolsável, não são cobrados juros ou quaisquer outros encargos, e beneficiam ainda de um prazo de carência de dois a três anos consoante a tipologia do projeto, e pode ainda, em função da avaliação dos resultados do projeto, ser concedida a isenção de reembolso de uma parcela do incentivo reembolsável, até ao limite máximo de 50 por cento, Isto é, 50 por cento do incentivo será convertido em Fundo Perdido. O que pode a Clementino Cunha e Associados oferecer no que concerne ao Portugal 2020 relativamente ao apoio jurídico? Consciente que o novo pacote de fundos comunitários do Portugal 2020, traz novas oportunidades à economia portuguesa, e em particular às PME, a CCM considerou preponderante posicionar-se ao lado destas, garantindo segurança jurídica na preparação, coordenação e submissão das candidaturas e no acompanhamento da execução dos projetos financiados. Para o efeito, sob a égide do nosso departamento empresarial, foi criada uma equipa de advogados com áreas de atuação que embora

distintas se cruzam, (Direito Europeu, Administrativo, Fiscal e Comercial e Societário) desenvolvem e coordenam todas as fases da candidatura: Fase I - Análise Prévia - Elegibilidade e Enquadramento a. Saber se a empresa reúne as condições de elegibilidade e qual o enquadramento da eventual candidatura a submeter; b. Assessorar o empresário na escolha de qual o investimento mais adequado à sua empresa, qual aquele que lhe permite otimizar a sua estrutura (conhecer a empresa, a estrutura, o negócio e os mercados em que opera); Fase II - Candidatura a) Elaboração de estudo de mercado; b) Coordenação; (entre as varias entidades desde CCDRN, Edilidades, Gabinetes de Arquitetura, Gabinetes de Contabilidade, estudo económico) estabelecemos a ponte sobre trâmites rigorosos que permitam um escrupuloso cumprimento de prazos, que são fator essencial neste tipo de projetos) c) Estudo de Viabilidade Económica e Financeira;

d) Submissão da candidatura; e) Acompanhamento em fase da análise da Candidatura; Fase III - Validação e Análise de Decisão do Projeto a) Assinatura de Contrato; b) Audiência Prévia e Alegações; Fase IV - Elaboração de Pedidos de Pagamento a) Apresentação dos pedidos de pagamento e supervisão contabilística dos comprovantes de investimento; Fase V – Acompanhamento do investimento a) Verificação do cumprimento de metas, em ordem a potenciar a conversão de parte da parcela reembolsável em fundo perdido; Fase VI - Encerramento da Fase de Investimento a) Elaboração do Dossier de Conclusão do Investimento; A proximidade às realidades concretas das micro e PME da região, permitem-nos perceber as necessidades das empresas e oferecer serviços à medida das necessidades dos clientes. O escritório goza de parcerias com gabinetes de arquitetos, contabilidade, consultoria empresarial e ligações a entidades de licenciamento, o que lhe permite concentrar tudo na sociedade e garantir um acompanhamento mais célere e integrado dos projectos. Que conselho gostaria de deixar aos empresários portugueses? Está aberta uma oportunidade para a realização da reorganização do tecido empresarial português, quer através do aumento da competitividade, fruto da modernização dos processos e qualificação dos trabalhadores, quer através da internacionalização, aumentando, assim, o volume das exportações indispensável ao equilíbrio da nossa balança comercial externa. Ao colocar a tónica nas empresas, os novos projetos de investimento promovem a criação de emprego e riqueza, tornando as empresas menos vulneráveis em tempos de crise, pelo seu desenvolvimento sustentável.

121


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER

Gerir os resíduos carmona Sempre alicerçada no setor ambiental, a empresa Carmona é vocacionada para a gestão global de resíduos perigosos e não perigosos. Aquiles Rodrigo, administrador da empresa, apresenta-nos os serviços nela prestados.

C

om instalações em quatro pontos do país (Azeitão, Barreiro, Vila Verde e São Bartolomeu de Messines), a empresa foi criada em 1976 pelo pai do atual presidente, Vítor Carmona. Aos poucos e poucos o negócio foi-se desenvolvendo à medida que a legislação e o conhecimento técnico também foi evoluindo. “A legislação deu algum impulso na década de oitenta, princípio da década de noventa para implementação de operadoras de gestão de resíduos de uma maneira mais disciplinada”, afirma Aquiles Rodrigo. O grupo Carmona tem sua atividade estruturada nas seguintes unidades de negócio fundamentais: gestão global de resíduos perigosos e não perigosos, tratamento de resíduos de hidrocarbonetos, produção e comercialização de fuel, limpezas industriais e reparações ambientais, lavagem de cisternas e viaturas, serviços marítimos (MARPOL) e ainda recolha de fluxos específicos de resíduos. Deste modo, a empresa familiar, aos longos dos anos, procura ser uma empresa pioneira, nomeadamente no tratamento de resíduos de hidrocarbonetos e produção de fuel que são feitas nas instalações de Azeitão.

122

Na área da reparação ambiental a Carmona dispõe de equipas técnicas especializadas prontas a intervir em qualquer ponto do país, atuando nas seguintes áreas: descontaminação de solos, descontaminação de linhas de água e combate a sinistros de derrames de hidrocarbonetos. Na área da prestação de serviços de limpezas industriais, a Carmona apresenta uma frota variada, equipamentos e know-how que lhe permitem adequar as suas soluções às necessidades específicas de cada cliente. Dispõe ainda de equipas técnicas especializadas, prontas a intervir também em qualquer ponto do país e em qualquer ambiente, aberto ou confinado, atuando nas áreas: limpeza de tanques e tubagens, limpeza de ETAR’s, limpeza de separadores de hidrocarbonetos e limpezas na área da manutenção industrial. No âmbito do tratamento de resíduos, a Carmona, na sua unidade fabril de Azeitão, tem as seguintes linhas de tratamento: unidade de óleos lubrificantes usados, unidade de fuéis/slops, unidade de hidrocarbonetos, unidade de águas oleosas e unidade de tratamento de fluidos de corte e emulsões.

O serviço de recolha seletiva de pequenas quantidades de resíduos ‘porta a porta’ oferece aos pequenos produtores - oficinas, gráficas, lavandarias e restaurantes, a possibilidade de preservarem o ambiente e cumprirem as suas obrigações legais a preços competitivos. Desta forma, a Carmona pela organização que mantém em torno de unidades de negócio, tem um quadro de técnicos e dispõe de equipamentos de investigação que lhe permitem também criar alternativas à medida que vão olhando para o mercado e analisando os problemas que vão aparecendo. “Isto dá-nos uma força que nos permite estar à frente e aguentar. Nós procuramos com as nossas oficinas e com os nossos laboratórios, preparar e criar soluções e não ter impacto nos nossos resultados. Permitindo assim também, ter oferta para o cliente e ter uma visão de futuro com mais tranquilidade, nunca nos acomodando mas mantendo a proatividade”, afirma Aquiles Rodrigo.

Grupo Ecosourcing A Carmona e a Sapec Química pretendem desenvolver conjuntamente novos negócios na área ambiental e


energética. Para este efeito constituíram, em 2012, uma Joint Venture denominada Ecosourcing-Gestão Ambiental Energética, Lda., projeto que procura explorar as sinergias entre o grupo Sapec e o Grupo Carmona. A Sapec Química, para além da forte presença na indústria transformadora, tem competências na triagem, produção de CDRs e gestão de aterros de resíduos não perigosos via participação no CITRI - Centro Integrado de Tratamento de Resíduos Industriais não Perigosos, situado em Setúbal. Desta aliança resultou uma estrutura acionista como ilustrado na figura infra. Realça-se que no quadro de reforço de parcerias foi adquirida, no exercício anterior, uma participação social de 5 por cento na empresa Enviroil II – Reciclagem de Óleos Usados, Lda. “As parcerias foram criadas para nós podermos ter uma rede de implementação no mercado mais forte. Obtém-se energias com outras empresas, com outras valências de negócio”, diz Aquiles Rodrigo.

Sistema de gestão A Carmona possui um Sistema de Gestão Integrado - Qualidade, Ambiente e Segurança – certificado segundo os referenciais normativos ISO 9001, 14001 e OHSAS 18001. O investimento na certificação ambiental foi apoiado financeiramente pelo QREN.

Para o futuro No sentido da melhoria contínua, tentando cada dia fazer mais e melhor, a empresa está a dar os primeiros passos no processo de internacionalização. Com o objetivo de alcançar a América Latina a empresa começou pela Colômbia. Pelas palavras do administrador, “a Colômbia satisfaz os requisitos necessários para a internacionalização. Já estamos a investir na Colômbia, já lá fomos várias vezes.” Após dois anos de fase exploratória, de recolha de informação e deliberação de parcerias, em julho de 2015 iniciará a sua atividade. Para o negócio nacional, Aquiles Rodrigo declara “ir olhando e ir vendo as oportunidades que surgem. Manter a qualidade de serviços uma vez que é uma empresa de referência no setor ambiental.”

123


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER

Soluções globais e ajustadas na hotelaria de Setúbal Artur & Guerreiro Setúbal guarda uma das mais completas ofertas comerciais do país na área da higiene. Com 18 anos de mercado, a Artur&Guerreiro é PME líder desde 2007, e assume-se como uma das mais bem sucedidas pequenas empresas em território nacional. Trabalhando apenas com o mercado interno, tem conseguido manter os níveis de crescimento, apresentando um desenvolvimento de 34% no anos de 2014. Números que têm permitido solidificar a sua posição comercial e levar o nome para mais longe. Com filial recém-aberta no Algarve, esta especialista na venda e distribuição de produtos e sistemas de higiene e limpeza aposta com força na progressão, e faz-se acompanhar de algumas das marcas líderes de mercado. uma inovadora linha de marcas e produtos. “Somos a mais completa empresa neste setor”, revela o gestor. Um dos mais recentes investimentos está presente na nova oferta da empresa, que trabalha agora a marca Tena, líder de mercado no segmento da incontinência. Outras parcerias de maior relevo somam valor ao trabalho, como a proposta de produtos das marcas “TORK”, VILEDA, RENOVA, DIVERSEY, RUBBERMAID e DEB.

artur guerreiro Administrador

PME Líder Com uma oferta que abrange cerca de quatro mil produtos, a Artur & Guerreiro nasce a partir da ideia de disponibilizar as melhores soluções de mercado para o fornecimento de produtos de higiene, oferecendo simultaneamente uma rápida e eficaz prestação de serviços de logística. Há quase 18 anos no mercado, distinta como PME Líder há oito anos consecutivos, e com olhos postos no futuro do segmento, a empresa mostra-se cada vez mais exigente e agressiva, sendo uma referência como especialista na comercialização de produtos e sistemas de higiene e limpeza. O compromisso com a qualidade é uma garantia assumida, e aquilo que dá lugar consagrado à empresa. Numa primeira fase, a empresa trabalhou com clientes de grosso e com foco na revenda, e na tentativa de aumentar o retorno financeiro e trabalhar com o cliente final, investiu na venda direta para expandir a sua rede comercial. Hoje, consegue atender a qualquer tipo de cliente, desde o restaurante, aos hotéis, instituições, chegando ainda ao cliente na área de saúde. O

124

reconhecimento das maiores marcas do mercado é um reflexo do mérito e idoneidade desta empresa, cujo crescimento se tem alicerçado numa relevante cultura de trabalho, contando com o esforço coletivo e com a dedicação dos profissionais que a tem acompanhado. “Através do trabalho, conseguimos crescer e as empresas multinacionais viram a nossa capacidade e dinâmica comercial, sempre pautada em oferecer a melhor qualidade de produtos, serviços e preços”, explica o gestor Artur Guerreiro, fundador e responsável pela estratégia comercial da casa. Os resultados positivos refletem-se na consolidação de um nome no mercado. Hoje, a Artur & Guerreiro representa praticamente todas as marcas líderes de mercado a nível internacional, sendo em muitos casos procurada para tal. “Trabalhamos com produtos de excelência porque acreditamos que por aí vamos marcar a diferença, com produtos premium que acrescentem valor às instituições”, salienta o administrador. Com uma equipa com formação profissional específica e atualizada, o negócio aposta em oferecer aos clientes


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER

Voar com ADN português lauak Voar numa aeronave Airbus, EMBRAER ou DASSAULT pode ser sinónimo de voar com assinatura portuguesa. Estas três gigantes multinacionais são clientes e parceiras de um forte exemplo da indústria aeronáutica no país. A Lauak Portugal é uma empresa com raízes francesas, que exporta 10 milhões de euros e emprega 284 colaboradores. Está na vanguarda do seu segmento, com olhos postos na máxima qualidade dos seus produtos e serviços. Apostando no mercado nacional, esta pequena empresa é um caso de sucesso internacional, e alvo da confiança dos mais importantes e mediáticos nomes deste setor. Em entrevista, o engenheiro e gestor, Armando Gomes, fala sobre os atuais resultados da Lauak Portugal, e apresenta o futuro traçado. Desenvolvimento é a palavra chave.

Armando Gomes Diretor Geral

Impressão digital que é marca nacional e prova de sucesso entre fronteiras O que a maioria dos passageiros portugueses não sabe, é que é provável ter viajado com uma assinatura portuguesa. A mão e a genética lusitana estão presentes em alguns dos mais populares aviões do mercado, como o Airbus A350, ou os Legacy 450 e 650, da EMBRAER. Com 284 trabalhadores a operar este ano, a Lauak Portugal apresenta um crescimento linear e que não deixa margem para dúvidas: é um caso de sucesso e uma promessa para o setor da aeronáutica em território nacional. Para além das fronteiras, o reconhecimento é

126

também a garantia de um futuro em expansão. Criada em 2003, a partir do grupo francês presidido por Jean Marc Charritton, a Lauak Portugal mostra índices de crescimento com base na continuidade de um negócio em prosperidade de mercado. Sediada em Setúbal, esta é uma empresa especializada em estruturas aeronáuticas, chaparia, moldagem, maquinação, montagem por solda, montagem por rebitagem, tratamento de superfície e pintura, tendo acrescentado aos seus serviços a manutenção e reparação de aeronaves. É a única do país a realizar tratamento anti corrosão em todas as peças, procedimento que retira do

processo o chromo, substância cancerígena já proibida nos EUA. A aeronave Airbus A350 é exemplo da consciência e antecipação da empresa, que mesmo não havendo uma lei nacional que trate do assunto, decidiu não incluir chromo em nenhuma das suas composições. “As empresas que tiverem este tipo de tratamento nos seus aviões podem pintar toda a estrutura através da nossa linha de tratamento”, alerta o engenheiro.

“Qualidade superior” Com foco no futuro da indústria, a empresa portuguesa é alvo de constante atenção por parte dos clientes, nomes


que são destaque no setor e revelam a importância da Lauak a nível internacional. “Estamos a ser muito seguidos pelos clientes, e é possível ver que temos certificações nas mais diversas áreas, com verificação dos mais variados compradores. Temos todas as garantias para funcionar, em todas as esferas da nossa estrutura”, revela o engenheiro e gestor do negócio, acrescentando que “hoje, uma grande preocupação dos clientes é verificar as capacidades de produção, e surge daí a necessidade de estar sempre a crescer, para conseguir progredir. A Airbus, por exemplo, prevê que a Lauak Portugal seja capaz de entregar 60 aviões por mês, algo antes nunca visto. Isto quer dizer que a empresa está a duplicar a produção para a Airbus”.

Além das fronteiras Com o intuito de responder às necessidades do setor a nível internacional, esta PME Excelência quer aumentar o quadro de funcionários, que deverá chegar ao número de 350 pessoas até 2016. Acréscimo que significará uma maior produção, capaz de atender às exigências dos seus maiores clientes. Em vista, está o trabalho prestado à Airbus, na construção do A350. “É o avião do futuro. Extremamente moderno, com consumos reduzidos e custos de exploração muito baixos. Queremos fazer dez aviões destes por mês, com mais de 3 mil peças cada, e sendo este um produto com muita saída, vamos precisar de mais pessoas a trabalhar”, explica o diretor geral. Ainda com a Airbus, o futuro da Lauak Portugal prevê um trabalho fidelizado ao longo de 10 anos. “Temos uma proposta de encomendas que pressupõe um trabalho prolongado com a Airbus. São negócios que apenas tratam dos aviões já existentes”, revela Armando Gomes.

A Lauak e o crescimento da aeronáutica nacional Contribuiu para o desenvolvimento do setor aeronáutico em Portugal não apenas com a sua presença, mas ainda com um forte empenho na criação de formação especializada, resultando numa nova geração da indústria aérea nacional. A Lauak lusitana investiu tempo e serviços, disponibilizando metodologia, espaço e material para esta vertente de estudo. “Participamos ativamente do desenvolvimento e capacitação de pessoal qualificado para trabalhar no setor, através de um trabalho de partilha com o IFP local. Sabíamos que era preciso, e que traria um retorno positivo para a empresa”, contextualiza Armando Gomes. Atualmente, esta parceria permite a permeabilidade dos alunos para o mercado de trabalho, através dos estágios profissionais. Numa altura em que não havia profissionais disponíveis em Portugal, a Lauak apresentou soluções e mexeu com o setor nacional. A vantagem de hoje é a possibilidade de encontrar pessoal formado para os quadros da empresa. Um passo decisivo para a valorização da indústria aeronáutica do país. O gestor da Lauak Portugal explica a importância desta iniciativa salientando que “o produto em questão requer a atenção do olho humano, e a peculiaridade das suas mãos”. “Temos que valorizar a mão de obra e apostar nisto. Tenho pessoas que passam os dias de pincel na mão, e este trabalho não pode ser substituído por máquinas”, diz o diretor. A Lauak conseguiu dar trabalho a 284 pessoas, tendo 99% da sua produção destinada ao setor internacional, e contribuindo para a economia do país com a exportação de 10 milhões de euros. Para Armando Gomes, estes números não foram suficientes para atrair as atenções do governo e estimular a aeronáutica nacional: “O governo tem sido parceiro na área de formação profissional, e só o tem sido desde que a brasileira EMBRAER veio para Portugal. Tenho a impressão de que a Lauak Portugal fez mais pelo governo, sendo uma das empresas que mais lutou para trazer novas novos negócios e fomentar a economia. Foi o mediatismo da EMBRAER que alertou o governo e facilitou o desenvolvimento do setor entre fronteiras”.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER

Primeiro o trabalho, depois o sucesso Intellysys João Figueiredo nasceu em França mas tem imenso orgulho em ser português. Neste retângulo à beira mar plantado reconhece o valor da paisagem, os recursos do rio e do mar, e todo um conjunto de riquezas que vão desde a gastronomia à arte de bem receber.

joão figueiredo Executive CEO

N

o entanto, é com a história e com os feitos dos nossos heróis com que mais se identifica. Inspirado por homens extraordinários como Cristiano Ronaldo e o Infante D. Henrique, o CEO da SOLINTELLYSYS ruma sempre na direção da conquista, movido pelo desejo de em 2020 figurar na lista das 10 melhores empresas do mundo. Para que melhor percebamos a história por trás do êxito da SOLYNTELLYSYS devemos ter presente a máxima de Einstein que nos garante que “o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”. Oficializada a 20 de Outubro de 2008, esta empresa

128

sediada em Águeda, constituída como uma sociedade por quotas, beneficiou de um know-how acumulado ao longo de 15 anos e da vontade em quebrar paradigmas e de fazer a diferenciação pela qualidade, cumprimento de prazos e assistência técnica disponibilizada. Uma tarefa efetivamente trabalhosa se considerarmos que as soluções produzidas marcam presença nos mais variados setores, como o aeronáutico, automóvel, ferroviário, energético e metalomecânico em geral. Dos serviços prestados fazem parte o estudo, projeto, fabrico, montagem e assistência pós venda de instalações de tratamento de superfícies e pintura para indústria, bem

como para instalações de meio ambiente, robótica, energia, automação industrial e projetos industriais especiais. “Nunca vendemos nada que não comprássemos”, garante-nos o engenheiro, sendo que o principal bem de que auferem é aquele que, de acordo com o próprio, vem colmatar a grande lacuna do mercado: a confiança. “Vendemos confiança e isso dá-nos muito trabalho. O reverso da medalha é que estamos inundados de trabalho!”. A qualidade, por outro lado, nunca é posta em causa, cimentada pelo cumprimento de prazos e pelo apoio no pós-venda. O valor reconhecido a esta arte é


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER

cada vez maior e torna-se por isso urgente dotá-la de um cariz mais científico. Numa perspetiva economicista, atendendo que o mundo é cada vez mais vivido através da imagem, a estética acrescenta valor. O CEO entende o processo de pintura como o mais importante e é necessário investir na sua eficiência. Os dois sites de produção no Brasil e no México, e a presença estabelecida na Europa (Alemanha, França, Dinamarca, Finlância), em África (Argélia) e em território asiático (Dubai) fazem jus ao slogan “com visão na internacionalização”. A persistência reconhecida a João Figueiredo só tem vindo a dar frutos e a preparar a empresa para uma nova etapa: a conquista dos EUA. “É preciso muita resiliência”, confessa-nos, uma vez que se trata de um “mercado mais desconfiado do que é europeu”. Para contrariar este obstáculo as boas relações com o México funcionarão como “porta de entrada”. Quanto ao mercado nacional, o nosso interlocutor garante-nos que “os grandes clientes estão todos connosco”. O sucesso é, como já foi referido, suportado pelo trabalho e impulsionado pela vontade de “chegar, ver e vencer”. “Vivemos sempre na red line. Gostamos de viver a uma velocidade furiosa porque sabemos que é isso que nos diferencia. Não aceitamos que depressa

e bem há pouco quem. E o depressa é o ritmo a que nós funcionamos”, reitera. O mundo está em constante mutação e hoje em dia é imperativo que o espetro empresarial saiba acompanhar essas mudanças, de modo a adaptar-se às exigências de cada cliente. “Somos a empresa mais recente da especialidade”, conta-nos com orgulho, “o que nos dá muito trabalho”. Mas o trabalho compensa: “Se trabalharmos bem somos capazes de chegar lá!”.

Empresa Gazela Há três anos consecutivos que esta empresa tem vindo a ser agraciada com a distinção “Empresa Gazela”. A principal vantagem da mesma, na visão do engenheiro, acontece junto da banca — “quanto mais prémios tivermos, melhores acessos temos ao crédito”, uma ferramenta hoje em dia indispensável. Para além da honra e do reconhecimento, o que mais fascinou o empresário foi poder receber o prémio das mãos de Ana Abrunhosa, presidente da CCDRC, que considera ser o modelo de uma funcionária pública exemplar.

Uma equipa verde e profissional O verde que domina a imagem gráfica da SOLINTELLYSYS estende-se muito além das preferências clubísticas do

nosso interveniente. A empresa orgulha-se de ser um bom exemplo nos que a práticas ambientais diz respeito. Um trabalho iniciado dentro das próprias instalações e que se estende ao cumprimento das normas e diretivas em vigor. Os mecanismos de produção são otimizados de acordo com uma ótica de preservação do ambiente e de redução da contaminação do ar, da água e da natureza. Relativamente à massa humana que compõe esta instituição, João Figueiredo é perentório: “somos uma empresa com as pessoas e para as pessoas”. A equipa é o grande diferencial e a melhor ferramenta que pode ter ao seu serviço, imprescindível nas relações duradouras estabelecidas com os clientes. Apesar de responsável pela criação de postos de trabalhos na área circundante, a constante solicitação e prontidão da SOLINTELLYSYS em responder aos desafios propostos tem obrigado ao alargamento da área de recrutamento. Perante a dificuldade em encontrar profissionais qualificados a solução passa pela criação de uma escola. As negociações com a ATEC, com quem se pretendem juntar, e com a Associação Empresarial de Águeda têm vindo a encaminhar o projeto, que devido a razões protocolares não deverá estar concretizado antes de 2018.

SISTEMAS DE PRODUÇÃO EFICIENTES - SPE | LINHAS DE TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE E PINTURA ROBÓTICA E AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL | MÁQUINAS ESPECIAIS | SISTEMAS DE ENERGIA E AMBIENTE

129


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER

“Somos, muitas vezes, psicólogos” Sandra Godinho - solicitadora Foi o acaso que levou Sandra Godinho a inscrever-se no curso de Solicitadoria no Instituto Superior da Maia. Por questões profissionais, recorreu a esta instituição de ensino para tirar uma formação em Registos e Notariado, uma vez que trabalhava nessa área associado ao ramo imobiliário. Desafiada no local para se candidatar à licenciatura, Sandra Godinho aceitou o desafio e afirma que foi das melhores decisões que já tomou. e na dignificação da classe. O respeito pelas regras deontológicas e o imperativo da elevada consciência moral, individual e profissional constitui imbre da solicitadoria. Para exercer cabalmente essa função é preciso assumir a inteira dignidade dela. Por isso, os instrumentos do solicitador são, falando metaforicamente, o fio do prumo, o esquadro e o compasso, que simboliza a verticalidade moral, a retidão de consciência e o sentido do dever. Contudo, para haver uma maior sensibilidade pela parte da classe sobre o conceito de deontologia, seria necessário a elaboração de um Código Deontológico. O mesmo visaria a integração progressiva num ordenamento deontológico comum, de modo a atenuar as dificuldades resultantes, por vezes, da dupla deontologia, com vista à sua progressiva harmonização.

Solicitador e o segredo profissional Os solicitadores estão sujeitos a segredo profissional, não sendo permitida a apreensão de documentos abrangidos pelo segredo profissional, salvo se eles mesmos constituírem objeto ou elemento de um crime.

SANDRA GODINHO Solicitadora

I

ngressou o curso no ano em que entrou em vigor o programa ‘Maiores de 23’, e acredita que idade foi uma mais valia. “Temos outra capacidade de absorção da matéria e o facto de termos experiência profissional dá-nos uma aptidão extra”, diz-nos a nossa interlocutora, e afirma que ao curso lhe falta uma vertente mais prática. Licenciou-se em 2011, afirma ser “uma novata na classe”, mas garante que a experiência no mundo do trabalho a tem ajudado bastante no exercício da profissão. Sobre as principais características inerentes ao solicitador, Sandra Godinho não hesita: “não raras vezes, fazemos o papel de psicólogo. As pessoas sentem necessidade de nos contar os seus problemas para os possamos aconselhar sobre a melhor forma de agir. Notamos isso essencialmente em casos que envolvem divórcios, partilhas e similares”. Questionada sobre o futuro da classe, Sandra Godinho afirma, com tristeza na voz, que acredita que que a solicitadoria tem os dias contados, “até porque nem sequer somos reconhecidos nalguns sistemas, o que

130

Consultoria jurídica prova que o nosso papel ainda não é reconhecido por todas as autoridades competentes”.

Solicitador Generalista Nos termos do Estatuto da Câmara dos Solicitadores, e com a entrada em vigor do Decreto-Lei 88/2003 de 26 de abril, os solicitadores podem, em todo o território nacional e perante qualquer jurisdição, instância, autoridade ou entidade pública ou privada, exercer atos próprios da profissão, designadamente atos jurídicos, e exercer o mandato judicial, nos termos da lei de processo, em regime de profissão liberal remunerada. Os solicitadores têm direito de comunicar, pessoal e reservadamente, com os seus constituintes, mesmo quando estes se encontrem detidos ou presos em qualquer estabelecimento prisional ou profissional.

Solicitador e a deontologia A deontologia consiste no conjunto de regras éticojurídicas pelas quais o solicitador deve pautar o seu comportamento profissional e cívico. Mas o conceito desde logo está na formação do solicitador

O solicitador é um profissional liberal, licenciado em Solicitadoria ou Direito, que exerce o mandato judicial e presta consulta jurídica. No exercício da sua profissão presta aconselhamento jurídico em Direito Civil, da Família, Comercial, Societário, Trabalho, Administrativo, Fiscal, Contra-Ordenacional, Registos e Notariado. Nas audiências de julgamento, os solicitadores dispõem de bancada, podendo alegar oralmente nos processos cujo patrocínio seja exclusivo do solicitados, devendo usar trajo profissional.

Mandato Judicial O solicitador advoga nas causas judiciais não sujeitas a recurso, nomeadamente cobrança de dívidas, ações de responsabilidade civil, inventários, ciais, notificações de preferência, direitos sociais, fixação judicial do prazo, injunções, processos executivos e representa as partes nas ações suscetíveis de recurso. Nas execuções de valor superior de 5 mil euros, é obrigatória a constituição de advogado. Nestes casos, o solicitador pode fazer procuração conjunta com um advogado. No entanto, representam as partes em processos de inventário,


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER qualquer que seja o seu valor. Em conjunto com os advogados, enquanto a estes cabe a defesa da causa, ao solicitador compete a representação da parte, transmitindo a sua vontade em juízo, assessorando-o em todas as fases do processo, acompanhando a tramitação processual e encarregando-se da matéria de facto e da produção da prova com vista à descoberta material da verdade.

Procuradoria ilícita A procuradoria ilícita resume-se ao facto de existirem cidadãos que, sem terem habilitação para tal, praticam atos próprios dos advogados e solicitadores. É frequente encontrar cidadãos que foram enganados, no âmbito da procuradoria ilícita, e que quando recorrem ao solicitado para resolver o engano e os erros cometidos pelo procurador ilícito, já sofreram graves danos e para além dos mesmos, a sua resolução demora muito tempo e implica um gasto muito superior ao que ficaria se tivessem recorrido desde início a um profissional. Aqueles que pratiquem a procuradoria ilícita podem ser punidos com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias.

Formação constante É fundamental um profundo conhecimento de todo o ordenamento jurídico, sendo necessário uma constante formação e actualização de conhecimentos, já que há alterações legislativas com alguma frequência.

com o trajo profissional

131


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAR PARA CRESCER

Sucesso reside na dedicação total hidrofer A Hidrofer é uma empresa sediada em Vila Nova de Famalicão e produz diversos produtos a partir de algodão hidrófilo. A empresa fundada por Carlos Alberto Silva e Maria Manuel Silva é a única em Portugal, através da Hidrocotton, a produzir a matéria prima para os discos desmaquilhantes, que encontramos nas grandes superfícies comerciais do país.

A

inovação consiste na utilização de “uma tecnologia avançada através do cruzamento de fibras por jatos de água”, revelou o fundador. “A empresa nasceu há 40 anos, em maio de 1975, na povoação de Bairro, Vila Nova de Famalicão, onde está a atualmente a Hidrocotton”, revelou o fundador e, atual responsável pela fábrica, Carlos Alberto Silva. A empresa surgiu da vontade de montar um negócio por conta própria, através do aluguer de uma pequena fábrica desativada de algodão. Atualmente, a dimensão é muito maior e a empresa é “um exemplo da modernidade a todos os níveis desde os equipamentos, aos sistemas de gestão integrada” salienta o fundador. A Hidrofer produz para Portugal, Espanha, Angola e Moçambique, entre outros. Neste momento, a par com mercado português, Espanha é um dos principais clientes. Algodão hidrófilo, discos desmaquilhantes, cotonetes, cotonetes de segurança para bebé, toalhitas de algodão para bebé e bolas de algodão são alguns dos principais produtos fabricados. Com a modernização, produzem cerca de “5 mil discos desmaquilhantes por

132

minuto” revelou o responsável, Carlos Alberto Silva. Um outro exemplo de sucesso e inovação, é o facto de serem “os únicos a produzir cotonetes em Portugal, produzindo cerca de 10 mil a 11 mil por minuto” acrescentou. Carlos Alberto Silva revela que este tipo de empresa “tem de ter um pensamento global, tem de pensar em internacionalizar, uma vez que, o mercado é global”, remata. Sempre com os olhos na expansão, “a Hidrofer está a preparar um avultado investimento para um novo produto, que ainda está em desenvolvimento, já existe lá fora mas nao é fabricado em Portugal”, adiantou o responsável. Uma outra novidade, será o lançamento de toalhitas secas 100 por cento algodão, Carlos Alberto Silva acredita que “vai ser a grande novidade do mercado” nos próximos tempos. O processamento dos discos desmaquilhantes e dos cotonetes, implica um processo de fabrico bem mais difícil do que o do vestuário, por exemplo. “O consumidor final não faz ideia do trabalho” que está por detrás deste processo, revela o fundador. Em 1975, quando a Hidrofer foi criada, existiam cerca de 14 fábricas em Portugal e 16 em Espanha, atualmente, existem duas em Portugal e duas

em Espanha, o que demonstra que os investimentos neste setor são muito dispendiosos. O responsável pela Hidrofer, Carlos Alberto Silva, revela que “2008 e 2009 foram os anos em que fizeram mais investimentos, foram criados, também, mais postos de trabalho.” A crise não se refletiu na empresa e “apesar da modernização das máquinas, o número de funcionários aumentou e, nos próximos dois anos, a perspetiva é criar 15 a 20 postos de trabalho e duplicar a faturação, através dos novos produtos e da expansão”, adiantou o responsável. A empresa é familiar e expandiu-se através “da vontade, do espírito de sacrifício, de um pouco de sorte e de muito trabalho” fez questão de frisar Carlos Alberto Silva. Reconhecida por ser uma empresa amiga do ambiente, não utiliza derivados de petróleo nas caldeiras, recorrendo à biomassa. “Os resíduos do algodão são misturados com escremento de cavalo, depois é feita uma compostagem que é utilizada como fertilizante para a produção agrícola de subsistência familiar” revelou. Os sistemas adotados permitem à Hidrofer ser uma empresa certificada nas mais diversas áreas, desdo o ambiente ao controlo de qualidade.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

133


REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

134

Revista Business Portugal | Maio '15  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you